Blackmore’s Night: 20 anos de “Shadow Of The Moon”

“Shadow Of The Moon”: o primeiro trabalho feito por Ritchie Blackmore e sua esposa Candice Night

Há 20 anos, mais precisamente no começo de junho, foi lançado o primeiro trabalho do Blackmore’s Night, o álbum “Shadow Of The Moon“. Produzido por Pat Regan e Ritchie Blackmore, o material contém músicas renascentista/medieval permaneceu 17 semanas nas paradas alemãs e ganhou certificado de ouro no Japão devido as 100 mil cópias vendidas.

Antes de falar um pouco sobre a obra, é bom reforçar como o projeto teve início. Em 1989, Candice Night, uma norte-americana que atuava em uma rádio de Nova York e fã do Rainbow, encontrou o ídolo e só queria um autógrafo. Desse encontro, surgiu o amor à primeira vista de ambos os lados. Dois anos depois, o casal já vivia juntos. Além do gosto pelo rock, os dois descobriram um gosto em comum: a música renascentista. O guitarrista, que se desintegrou do Deep Purple em 1993, retomou as atividades com o Rainbow e, a tiracolo, levou Candice Night consigo para, a princípio, atuar como backing vocal em sua banda. Tanto que ela aparece nos créditos do álbum “Strange Us All” (1995).

Depois de ter honrado os compromissos com o Rainbow, Ritchie Blackmore e Candice Night aproveitaram a mesma paixão pela música medieval/renascentista e lançaram “Shadow Of The Moon”. No álbum, Ritchie ficou encarregado pelos instrumentos de corda e Candice agraciou a obra com o sua voz suave e cativante e fez dele um grande trabalho.

O álbum abre com a misteriosa “Shadow Of The Moon”, com uma climática dark, seguida da mediévica “The Clock Ticks On”, e continua com “Magical World”, a festiva “Renaissance Faire”, a melancólica “No Second Chance”, a legal “Writing Wall”, e outras faixas que “desestressa” qualquer um. Todavia, os destaques do álbum são “Play Minstrel Play”, que tem a participação do lendário Ian Anderson, do Jethro Tull, que protagoniza um excelente duelo entre bandolim e flauta, e o cover que eles fizeram da banda sueca Rednex, “Wish You Were Here”, que superou a versão original.

O álbum é calmo, com ótimas melodias e arranjos. Apesar de ter ganhado a fama como um exímio guitarrista, Ritchie Blackmore tocou o instrumento que o consagrou em apenas duas músicas. E o play permite que o ouvinte relaxe, descanse, aprecie a boa música e se encante com a voz de fada de Candice Night.

Depois de “Shadow Of The Moon”, o Blackmore’s Night ao longo dessas duas décadas lançou 14 álbuns, quatro DVDs e 17 singles, mas o melhor trabalho de estúdio foi, sem dúvidas, o disco de estreia.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Shadow Of The Moon
Intérprete: Blackmore’s Night
Lançamento: 2 de junho de 1997 (Europa) e 17 de fevereiro de 1998 (EUA)
Gravadora/Distribuidora: Edel (Alemanha) / Edel America
Produtores: Pat Regan e Ritchie Blackmore

Ritchie Blackmore: guitarra, violão, baixo, bandolim, bateria e tamborim
Candice Night: voz e backing vocal
Pat Regan: teclados
Gerald Flashman: gravadores, trompete e trompa
Tom Brown: violoncelo
Lady Green: viola e violino

Ian Anderson: flauta em “Play Minstrel Play
Scott Hazell: backing vocal em “Play Minstrel Play

1. Shadow Of The Moon (Blackmore / Night)
2. The Clock Ticks On (Trad. by Tielman Susato / Blackmore / Night)
3. Be Mine Tonight (Blackmore / Night)
4. Play Minstrel Play (Trad. by Pierre Attaingnant / Blackmore / Night)
5. Ocean Gypsy (Dunford / Thatcher)
6. Minstrel Hall (instrumental) (Blackmore)
7. Magical World (Trad. Wassail / Blackmore / Night)
8. Writing On The Wall (Trad. by Pyotr Ilych Tchaikovsky / Blackmore / Night)
9. Renaissance Faire (Trad. by Tielman Susato / Blackmore / Night)
10. Memmingen (instrumental) (Blackmore)
11. No Second Chance (Blackmore / Night)
12. Mond Tanz (instrumental) (Blackmore)
13. Spirit Of The Sea (Blackmore / Night)
14. Greensleeves (Trad.)
15. Wish You Were Here (Teijo)

Por Jorge Almeida

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Rainbow: 35 anos de “Straight Between The Eyes”

“Straight Between The Eyes”, o sexto disco do Rainbow

No último dia 10 de junho, o álbum “Straight Between The Eyes”, do Rainbow, completou 35 anos de seu lançamento. Produzido por Roger Glover, o sexto disco de estúdio da banda de Ritchie Blackmore foi gravado no Le Studio, em Quebec, no Canadá em dezembro de 1981.

O título do álbum veio de uma frase de Jeff Beck ao descrever Jimi Hendrix para Ritchie Blackmore. Excetuando o tecladista David Rosenthal, que substituiu Don Airey nos teclados, o line-up da banda foi a mesma que gravou “Difficult To Cure” no ano anterior.

O disco foi mais coeso do que “Dificult To Cure” e teve mais sucesso nos Estados Unidos. Porém, o grupo estava com o intuito de atrair os fãs mais antigos ao apresentar um som mais AOR, logo, uma pegada mais comercial. A extensa turnê, que se concentrou basicamente nos Estados Unidos, não incluiu o Reino Unido, o que irritou os fãs britânicos.

Para a tour, foi exibido um par gigante de olhos mecânicos em movimento como parte do cenário, com holofotes brilhantes nas pupilas. Isso foi captado no lançamento do vídeo “Live Between The Eyes”, que teve partes filmadas em San Antonio, no Texas. O material foi exibido repetidas vezes na MTV.

A arte da capa do play foi feita por Jeff Cummins em conjunto com a Hipgnosis.

Dois clipes de faixas do álbum foram filmados para videoclipes: a balada “Stone Cold” e “Death Alley Driver”, que ambas foram lançadas como singles.

O disco abre com “Death Alley Driver“, que mostra toda a competência do quinteto. O “duelo” entre a guitarra de Blackmore e o teclado de Rosenthal faz os mais saudosistas lembrarem os gloriosos momentos de Ritchie e Jon Lord no Deep Purple. Em seguida, a excelente balada “Stone Cold“, escrita por Joe Lynn Turner para sua ex-mulher. Estourou nas rádios e, em se tratando de execução e cifras, é o maior sucesso do Rainbow. Na sequência,  “Bring On The Night“, em que Bobby Rondinelli rouba a cena tocando muito. Empolgante, a música é uma das melhores do disco (e da fase Turner). A faixa seguinte, “Tite Squeeze“, traz uma tonalidade um tanto quanto enjoativa. Se fosse lançada mais para o final do disco ou um lado B de algum single, não faria diferença. A primeira parte do play chega ao final com “Tearin’ Out Of My Heart“, em que mostra o lado mais sentimental de Ritchie Blackmore e Joe Lynn Turner. É mais um dos sucessos do álbum. Ideal para trilha sonora de filme romântico.

O lado B do LP começa com a empolgante “Power“, um hard rock tipicamente radiofônico no estilo AOR. Embora marcasse presença constante nos shows do grupo, não era uma das favoritas dos fãs. O play segue com a pop “Miss Mistreated” (por favor, não confunda com a ‘classuda’ “Mistreated“, do Deep Purple). Com uma temática que aborda as mulheres, a música merece destaque pelo arranjo de cordas feitos por Blackmore e Glover. O álbum vai chegando ao fim com “Rock Fever“, com um refrão excelente e uma tentativa de transformá-la em hit, que infelizmente não pegou, mas a música é ótima. E, para finalizar, “Eyes Of Fire“, que contém um bom arranjo e uma pegada medieval que lembra vagamente a primeira fase do Rainbow, logo, com Ronnie James Dio. O porém é que não era ele quem estava lá, mas sim Joe Lynn Turner que, embora tivesse empenhado para deixar como o Rainbow antigo, sua voz não é a mais apropriada para tal.

Apesar de muitos não apreciarem essa fase da banda fundada por Ritchie Blackmore, “Straight Between The Eyes” sintetiza perfeitamente a fase produtiva que o Rainbow vinha passando, pois colocava músicas nas paradas, tocava nas rádios e fazia shows grandiosos, vide a primeira edição do lendário Monsters Of Rock em que a banda foi o headline.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Straight Between The Eyes
Intérprete: Rainbow
Lançamento: 10 de junho de 1982
Gravadora/Distribuidora: Polydor / Mercury (na América do Norte)
Produtor: Roger Glover

Ritchie Blackmore: guitarra
Roger Glover: baixo
Joe Lynn Turner: voz
Bobby Rondinelli: bateria
David Rosenthal: teclados e arranjos orquestrais

François Dompierre: maestro de orquestra
Raymond Dessaint: líder da orquestra

1. Death Alley Driver (Blackmore / Turner)
2. Stone Cold (Blackmore / Turner / Glover)
3. Bring On The Night (Dream Chaser) (Blackmore / Turner / Glover)
4. Tite Squeeze (Blackmore / Turner / Glover)
5. Tearin’ Out My Head (Blackmore / Turner / Glover)
6. Power (Blackmore / Turner / Glover)
7. Miss Mistreated (Blackmore / Turner / Rosenthal)
8. Rock Fever (Blackmore / Turner)
9. Eyes Of Fire (Blackmore / Turner / Rondinelli)

Por Jorge Almeida

Ritchie Blackmore’s Rainbow: “Live In Birmingham 2016”

Mais um “live” para a discografia do Rainbow, que traz a performance da banda de Ritchie Blackmore em Birmingham

No último dia 9 de junho foi lançado pela Eagle Rock Entertainment “Live In Birmingham 2016”, CD duplo que traz áudio de uma apresentação feita pelo Rainbow de Ritchie Blackmore em junho de 2016 no Genting Arena, em Birmingham.

Depois do lançamento de “Memories In Rock: Live In Germany” no ano passado, que marcou a volta do Rainbow depois de quase 20 anos de inatividade, a banda de Ritchie Blackmore acaba de lançar o seu mais recente trabalho, que registra a performance do icônico guitarrista fundador do Deep Purple após o seu retorno desejado para tocar rock em solo britânico.

O material traz clássicos do Deep Purple que não foram executados durante os shows incendiários feitos na Alemanha – como “Soldier Of Fortune” e “Burn” -, juntamente com outros clássicos da carreira de Blackmore, entre eles “Smoke On The Water” (claro) e “Since You’ve Been Gone”, do Rainbow.

A pequena turnê realizada em junho do ano passado foi de apenas seis shows, apenas um deles foi realizado na Inglaterra, justamente o concerto feito no Genting Arena no Birmingham’s NEC. Assim, o novo material traz aos fãs que não estavam lá a oportunidade que faltava de conferir o desempenho do mestre.

E Ritchie Blackmore e cia. preparam o cenário para a miniturnê pelo Reino Unido com quatro datas. O primeiro show será no próximo dia 17 de junho no The O2, em Londres, depois segue para Manchester Arena, em Manchester, no dia 22, passa pelo The SSE Hydro, em Glasgow, na Escócia, no dia 25 e, finalmente, no mesmo Genting Arena, em Birmingham.

Além de Ritchie Blackmore na guitarra, a line-up do Rainbow é composta por Jens Johansson nos teclados, David Keith na bateria, Bob Nouveau no baixo e backing vocal e o vocalista chileno Ronnie Romero.

Essa é mais uma oportunidade de conferir que o septuagenário Ritchie Blackmore no auge de seus 72 anos continua esplendoroso e em forma. Uma pena que as desavenças com Ian Gillan impeçam de um dia ele fazer uma participação especial em algum show do Deep Purple.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Live In Birmingham 2016
Intérprete: Rainbow
Lançamento: 9 de junho de 2017
Gravadora: Eagle Enterteinment

Ritchie Blackmore: guitarra
Ronnie Romero: voz
Jens Johansson: teclados
David Keith: bateria
Bob Nouveau: baixo e backing vocal

CD 1:
1. Over The Rainbow / Highway Star
2. Spotlight Kid
3. Mistreated
4. Since You’ve Been Gone
5. Man On The Silver Mountain
6. Soldier Of Fortune
7. Medley: Difficult To Cure (Beethoven’s Ninth) / Drum Solo / Bass Solo/ Band Jam / Keyboard Solo (incluindo Toccata & Fugue In Dm) / Difficult To Cure (Beethoven’s Ninth)
8. Catch The Rainbow

CD 2:
1. Perfect Strangers
2. Long Live Rock ‘N’ Roll
3. Child In Time
4. Stargazer
5. Medley: Black Night / Woman From Tokyo / Black Night
6. Burn
7. Smoke On The Water

Por Jorge Almeida

Sinopse de “Monsters Of Rock – Live At Donington 1980” do Rainbow

Registro ao vivo do Rainbow traz uma performance da banda na primeira edição do famoso festival "Monsters Of Rocks"
Registro ao vivo do Rainbow traz uma performance da banda na primeira edição do famoso festival Monsters Of Rock, em Castle Donington

Lançado em 22 de abril de 2016, o álbum “Monsters Of Rock – Live At Donington 1980” traz uma performance ao vivo do Rainbow no dia 16 de agosto de 1980 como headliner do festival Monsters Of Rock, de Castle Donington. O material foi lançado pela Eagle Rock Entertainment em um kit composto por CD e DVD.

Na ocasião, Ritchie Blackmore e companhia se apresentaram na primeira edição do famoso festival criado pelo promotor Paul Loasby que, em conjunto com Maurice Jones, queria um evento que reunisse apenas bandas de Hard Rock e Heavy Metal. O local escolhido foi o famoso autódromo de Donington Park, localizado ao lado da aldeia de Castle Donington, em Leicestershire, na Inglaterra. Assim, o Rainbow teve o privilégio de ser o headline (atração principal) do festival que cresceu gradativamente e atingiu outros países e continentes. Nessa edição inicial também participaram bandas como Judas Priest, Scorpions e Saxon.

A performance do Rainbow na ocasião foi a última do line-up que gravara o álbum “Down To Earth” (1979) com Ritchie Blackmore (guitarra), Graham Bonnet (voz), Cozy Powell (bateria) e os atuais Deep Purple Roger Glover (baixo) e Don Airey (teclados).

Além dos clássicos da banda, o show trouxe também grandes solos dos integrantes do grupo em uma noite de inspiração musical, especialmente Blackmore, Powell e Airey.

O DVD traz oito canções, enquanto o CD apresenta 12 temas, incluindo os solos. Vale reforçar que o material do DVD foi toda a filmagem do concerto que sobreviveu ao tempo, e que é a primeira vez que o áudio se encontra disponível na íntegra em um CD.

O material capta o ponto crucial de um momento raro na história de imagens da banda com a line-up da ocasião, pois o novo vocalista da época, Graham Bonnet, que substituiu Ronnie James Dio, ficou por um curto período e não fez uma nova turnê com o Rainbow. Além disso, o concerto marcou a saída do mestre Cozy Powell.

No play, o álbum é composto pelos sucessos do mais recente trabalho do grupo na época (“Down To Earth”), como “Lost In Hollywood”, “Since You Been Gone”, “All Night Long” e “Eyes Of The World”. Além disso, Bonnet fez o melhor que pode nos clássicos de seu predecessor, Ronnie James Dio, em temas como “Stargazer”, “Catch The Rainbow” e “Long Live Rock ‘N’ Roll”, e, como a formação do Rainbow tem 2/5 do Deep Purple, claro que rolou um cover da banda que consagrou Blackmore e Glover, aqui representado por “Lazy” que, obviamente, não ficou a altura da versão do Purple. O material mostra também os solos instrumentais virtuosos de Blackmore, Powell e Airey. Ainda no tracklist tem um cover que o grupo fez de “Will You Love Me Tomorrow”, do The Shirelles.

Pelo áudio, é notório perceber que o desempenho de Blackmore e companhia é estupendo. Porém Bonnet parece, às vezes, lutar para alcançar algumas notas e sem fôlego em outros. O vídeo, que tem mais de 35 anos, parte dele é escuro e escasso, uma vez que não havia todo aparato tecnológico para a ocasião mas, mesmo assim, é possível apreciar um Ritchie Blackmore quase possuído em seu solo de guitarra, as formas de como Bonnet e Glover trabalham para cativar a multidão, o bestial Cozy Powell quebrando tudo nas baquetas e o heroísmo de Don Airey, um discípulo do mestre Jon Lord.

No entanto, “Monsters Of Rock – Live At Donington 1980” não é o melhor registro ao vivo do Rainbow, pelo menos na opinião deste que vos escreve. Todavia, ele tem o seu valor por conta de ser um dos raros registros “live” com os vocais de Graham Bonnet.

A seguir a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Monsters Of Rock – Live At Donington 1980
Intérprete: Rainbow
Lançamento: 22 de abril de 2016
Gravadora: Eagle Rock Entertainment
Produtor: Drew Thompson
Preço médio: R$ 52,90

Ritchie Blackmore: guitarra
Graham Bonnet: voz
Don Airey: teclados
Roger Glover: baixo
Cozy Powell: bateria

CD:
1. Intro/Eyes Of The World (Glover / Blackmore)
2. Since You Been Gone (Ballard)
3. Stargazer (Blackmore / Dio)
4. Catch The Rainbow (Blackmore / Dio)
5. Lost In Hollywood/Guitar Solo (Glover / Blackmore / Powell)
6. Difficult To Cure/Keyboard Solo (Blackmore/Glover/Beethoven/Arr.&Adapt.: Airey)
7. Drum Solo/Lost In Hollywood (Reprise) (Glove/Blackmore/Powell)
8. Lazy (Glover / Lord / Gillan / Blackmore / Paice)
9. All Night Long (Glover / Blackmore)
10. Blues (Blackmore)
11. Will You Love Me Tomorrow (King / Goffin)
12. Long Live Rock ‘N’ Roll (Blackmore / Dio)

DVD:
1. Lazy (Glover / Lord / Gillan / Blackmore / Paice)
2. All Night Long (Glover / Blackmore)
3. Catch The Rainbow (Blackmore / Dio)
4. Eyes Of The World (Glover / Blackmore)
5. Ritchie Blackmore Guitar Solo (Blackmore)
6. Difficult To Cure/Keyborad Solo (Blackmore/Glover/Beethoven/Arr.&Adapt.: Airey)
7. Will You Love Me Tomorrow (King / Goffin)
8. Long Live Rock ‘N’ Roll (Blackmore / Dio)

Por Jorge Almeida

Biografia do Rainbow é lançada

Capa da biografia do Rainbow, feita por Greg Prato
Capa da biografia do Rainbow, feita por Greg Prato

O jornalista norte-americano Greg Prato lançou a biografia do Rainbow, intitulada “The Other Side Of Rainbow”, e que, obviamente, aborda a banda fundada por Ritchie Blackmore após a sua saída do Deep Purple, em 1975, e suas diferentes eras.

Quando Ritchie Blackmore deixou o Deep Purple, em 1975, muitos fãs ficaram confusos. Como um dos melhores guitarristas do rock deixaria uma das bandas mais populares do mundo? Independentemente da razão, eles foram agraciados pelo guitarrista, que lançou o Rainbow – uma banda que agitou tão ferozmente quanto o Deep Purple, cuja música provou ser atemporal e incrivelmente influente para as bandas de Heavy Metal subsequentes.

E ao longo da empreitada com o Rainbow, Ritchie Blackmore mostrou-se extremamente hábil em revelar talentos desconhecidos e mostrá-los ao mundo – incluindo aí os vocalistas Ronnie James Dio, Graham Bonnet e Joe Lynn Turner. Todavia, Blackmore, como líder da banda, admitiu e demitiu muita gente, o que impediu o Rainbow ter uma formação base regular, impedindo que o grupo alcançasse seu potencial em cheio.

Em “The Other Side Of Rainbow” são apresentadas quase 30 entrevistas exclusivas para a obra, incluindo ex-integrantes da banda – Joe Lynn Turner, Graham Bonnet, Tony Carey, Doogie White, entre outros; de pessoas que trabalharam ou tiveram alguma ligação estreita com o grupo – Wendy Dio (viúva de Ronnie James Dio) e Flemming Rasmussen (produtor e engenheiro de som); além de admiradores do Rainbow, como o jornalista Eddie Trunk e Charlie Benante (baterista do Anthrax), e outros.

Greg Prato é um jornalista de Nova York e já escreveu livros sobre o Iron Maiden, o Kiss e o finado ex-guitarrista do Deep Purple, Tommy Bolin.

O livro está disponível em cópia física à venda no Amazon e em iBook na iTunes Store.

Infelizmente, para nós brasileiros, não há previsão de quando haverá uma versão do livro em português. Também, é compreensível, pois apesar de ser uma grande banda, o Rainbow não tem tanta popularidade no Brasil como o próprio Deep Purple.

Mas se, por ventura, ganharmos uma versão da obra, acredito que será indispensável.

Por Jorge Almeida

Rainbow: 20 anos de “Stranger In Us All”

"Stranger In Us All": o último registro de estúdio lançado pelo Rainbow de Ritchie Blackmore
“Stranger In Us All”: o último registro de estúdio lançado pelo Rainbow de Ritchie Blackmore

Já que os dois últimos posts estavam ligados ao Deep Purple, aproveito para falar sobre um ex-integrante da banda britânica: Ritchie Blackmore. Para ser mais preciso, sobre a sua banda após a saída do Purple, o Rainbow.

Hoje, 21 de agosto, o último registro de estúdio da banda completou 20 anos de lançamento. Trata-se de “Stranger In Us All”, disco em que Blackmore se juntou a músicos poucos conhecidos e que, a princípio, seria um disco solo do guitarrista, mas por pressão da gravadora BMG o disco saiu sob o nome do Rainbow (caso semelhante com o “Seventh Star”, do Black Sabbath, que era para ter sido o primeiro disco solo de Tony Iommi). Esse foi o último registro de hard rock de Ritchie.

Gravado nos estúdios Long View Farm (em Massachusetts), Cove City Sound Studios e Sound On Sound, Unique Studio e Soundtrack Studios, ambos em Nova York, o play foi produzido por Ritchie Blackmore e Pet Regan.

Depois de sair e prometer nunca mais voltar ao Deep Purple, Ritchie Blackmore resolveu retomar o seu grupo, o Rainbow, totalmente reconfigurado. Para a gravação do álbum, o dono da bola convocou Doogie White (voz), John O’Reilly (bateria) – que foi substituído por Chuck Burgi na turnê, Greg Smith (baixo), Paul Morris (teclados), além das participações especiais de Mitch Weiss (gaita) e Candice Night (backing vocal).

O álbum fez um relativo sucesso na Europa, mas pouco foi notado nos Estados Unidos, o que foi compreensível, afinal, as bandas grunges tomavam conta por lá. O título do disco é de um verso da faixa “Black Masquerade”.

E outro ponto que desfavoreceu Blackmore: ao tentar competir com a ex-banda, seu trabalho não ganhou a mesma notoriedade porque o Deep Purple se rejuvenesceu com a entrada de Steve Morse e lançou o clássico álbum “Purpendicular” (1996).

Mesmo não sendo um dos trabalhos mais aclamados do Rainbow, alguns temas de “Stranger In Us All” foram tocados pelos integrantes da banda que participaram da gravação do álbum, como os casos de Greg Smith e Paul Morris que tocaram no Over The Rainbow entre 2008 e 2009, e também a banda White Noise, capitaneada por Doogie White, em seu DVD oficial intitulado “In The Hall Of The Mountain King” (2004). Além deles, o Blackmore’s Night também contou com uma música – “Ariel” – desse disco em seu “Paris Moon”, de 2007.

O disco abre com a incrível “Wolf To The Moon“, que é um hard rock simples, mas eficiente. Posteriormente, o play apresente “Cold Hearted Woman“, um hard blues mediano que lembra vagamente o Whitesnake. O terceiro tema é o metal melódico “Hunting Humans“, com características típicas de Stratovarius. A quarta faixa é “Stand And Fight“, um hard rock pouco empolgante.

Em seguida, a faixa que merece uma atenção especial: “Ariel“. É o maior destaque do disco e, particularmente, acho que é uma das melhores músicas do Rainbow. Pois lembra os tempos áureos da era Dio, traz os solos épicos de Blackmore, um excelente desempenho vocal de Doogie White e, para colocar a cereja no bolo, o backing vocal de Candice Night (que é uma ótima cantora) é arrebatador. Para este que vos escreve essa faz parte do meu top 5 de melhores músicas do Rainbow.

O material dá uma caída em sequência com “Too Late For Tears“, que lembra os sons mais comerciais do Rainbow nos anos 1980. A sétima música é “Black Masquerade“, que é outra que merece atenção. Aqui a técnica é explorada ao máximo e todos acertaram em cheio nesse metal. A canção seguinte é a calma e singela “Silence“. A penúltima faixa do disco é “Hall Of The Mountain King“, que ganha destaque pela rapidez e por ser melódica. E, para finalizar, “Still I’m Sad“, outra releitura que o Rainbow faz para o clássico do Yardbirds (a primeira foi feita no ‘debut’ “Ritchie Blackmore’s Rainbow” em 1975).

Infelizmente, o Rainbow sempre foi uma banda subestimada, pois, aqui no Brasil, por exemplo, muita gente acha que o grupo só existiu durante a era Dio. E “Stranger In Us All” é um retrato fiel disso: um disco que é muito bom, mas que é ignorado por muitos. Confesso que não consigo entender o motivo disso. Uma vez que nele tem hard rock, metal melódico, balada, mescla todas as fases do Rainbow e também deixa uma prévia para o que viria a ser o Blackmore’s Night.

Outro fato a lamentar é que após a turnê de divulgação do álbum, Ritchie Blackmore resolveu encerrar mais uma vez o Rainbow. Mas pelo menos ele está feliz com a (agora) esposa Candice Night e fazendo o que gosta com o seu Blackmore’s Night.

A seguir, a ficha técnica do play.

Álbum: Stranger In Us All
Intérprete: Rainbow
Lançamento: 21 de agosto de 1995
Gravadora: BMG
Produtores: Pat Regan e Ritchie Blackmore

Ritchie Blackmore: guitarra
Doogie White: voz
John O’Reilly: bateria
Greg Smith: baixo
Paul Morris: teclados

Mitch Weiss: gaita
Candice Night: backing vocal

1.  Wolf To The Moon (White / Blackmore / Night)
2. Cold Hearted Woman (Blackmore / White)
3. Hunting Humans (Insatiable) (Blackmore / White)
4. Stand And Fight (Blackmore / White)
5. Ariel (Blackmore / Night)
6. Too Late For Tears (White / Blackmore / Regan)
7. Black Masquerade (White / Blackmore / Morris/ Night)
8. Silence (Blackmore / White)
9. Hall Of The Mountain King (Grieg / Arr.: Blackmore / Letra: Night)
10. Still I’m Sad (Samwell-Smith / McCarty)

Por Jorge Almeida

Analisando “The Purple Album”, do Whitesnake

"The Purple Album": o 12º disco de estúdio do Whitesnake, que traz releituras do Deep Purple
“The Purple Album”: o 12º disco de estúdio do Whitesnake, que traz releituras do Deep Purple

Aproveitando que o texto anterior foi referente a uma pessoa fortemente ligada ao Deep Purple, vamos abordar sobre outro nome que marcou presença na banda britânica. Me refiro a David Coverdale, que substituiu Ian Gillan no Deep Purple. No caso aqui, falaremos especificamente do Whitesnake, grupo do qual Coverdale é o “dono”, “patrão”, “manda-chuva”, e seja lá qual mais definição que você queira definir, que lançou neste ano de 2015 o seu mais novo trabalho de estúdio: o disco “The Purple Album”, que contém regravações de músicas do Deep Purple do período em que seu líder fazia parte do grupo, ou seja, das fases dos MK’s III e IV, que atuou entre o final de 1973 a 1976, quando o Purple encerrou suas atividades, antes da volta de 1984.

Gravado entre 2014 e 2015, o play foi lançado pela gravadora Frontiers em 29 de abril no Japão, em maio na Europa e nos Estados Unidos, e o CD apresenta 15 faixas (sendo duas bônus), mais um DVD na edição “Deluxe”.

Evidentemente que as comparações entre as versões que o Whitesnake fez com as originais feitas pelo Deep Purple serão inevitáveis. E já adianto a minha opinião desde já que as releituras feitas pela banda de Coverdale ficaram inferiores à do grupo que o consagrou nos anos 1970. Mas isso não significar que “The Purple Album” seja um trabalho ruim, ele só não beira à perfeição como as obras ‘purplenianas’.

O disco abre com “Burn” que, talvez, seja o principal hino dessa fase do Purple. E a versão da “Cobra Branca”, embora seja mais técnica não é tão excelente quanto à clássica versão de 1974. Aliás, até hoje ninguém faz o maravilhoso trabalho que a dupla Blackmore/Lord fez nela. Evidentemente que Coverdale não consegue repetir a mesma qualidade vocal da mesma, o que é compreensível, afinal, ele já é um sessentão e humanamente é impossível manter a mesma pegada de um garoto de vinte e poucos. Mas o trabalho da dupla Reb Beach e Derek Hilland não comprometem.

Em seguida vem “You Fool No One”, que não compromete, e que aqui tem um pedaço de “Itchy Fingers”, quase que oculta, mas a “crueza” e paulada da música são mantidos, na medida do possível.

O terceiro tema é “Love Child”, que até tem partes interessantes, porém, ficou aquém da original, gravada com Tommy Bolin nas guitarras no clássico “Come Taste The Band” (1975).

Posteriormente surge uma das mais legais do álbum: “Sail Away”, que teve o seu ritmo ‘suingado’ original substituído por um bem trabalhado instrumental acústico. E ainda Coverdale, brilhantemente, inseriu um instrumental intitulado “Elegy For Jon”, em homenagem ao saudoso Jon Lord (tecladista tanto do Deep Purple quanto do Whitesnake). Comparo as duas versões dessa música da mesma forma que as versões original e acústica de “Layla”, de Eric Clapton. Ou seja, a mesma música com arranjos totalmente diferentes – que nem parecem se tratar da mesma canção, mas que ambas são formidáveis.

Outra faixa de “Stormbringer” segue em “The Purple Album”. Agora é a vez da ‘esquecida’ “The Gypsy”, que aqui ganhou um melhor instrumental e mais peso, e tirou aquela aparência de “música de AM de madrugada” que a original tinha.

O Hard Rock de “Lady Double Dealer” praticamente foi mantido aqui com uma dosagem de peso, mas que nos shows David Coverdale canta em tonalidade mais baixa, o que é compreensível em função da atual situação de sua voz.

Um dos maiores clássicos da MKIII não poderia ficar de fora, não é mesmo? Claro que “Mistreated” tinha que fazer parte desse projeto. Apesar da louvável tentativa da atual line-up do Whitesnake em chegar próximo à versão original, nada se compara aos riffs e solo que Ritchie Blackmore fez para essa música que é atemporal.

Gravada originalmente com os vocais de Glenn Hughes, “Holy Man” ganhou uma bela versão feita por Coverdale e sua trupe. Mas prefiro ainda o original que traz a indefectível voz do “the Voice of Rock”.

Might Just Take YourLife” é a nona faixa do play. Diferentemente da versão do álbum “Burn”, em que Jon Lord tinha dado as cartas na introdução com o seu impecável Hammond, o Whitesnake resolveu investir com violões. Ficou abaixo da original em virtude da ausência do vocal único de Glenn Hughes.

O próximo tema é “You Keep On Moving”. Embora tenham tentado chegar próximo à original em relação ao backing vocal, ficou “no quase”, afinal, essa é outra música que a voz de Glenn Hughes faz dela uma coisa única. Reforço que a releitura do Whitesnake, instrumentalmente falando, ficou muito boa.

Outro tema bastante conhecido dos ‘purplenianos’ e dos ‘whitesnakianos’ aparece em seguida. Refiro-me a “Soldier Of Fortune”, que faz parte do setlist do Whitesnake nos últimos anos, com Coverdale cantando à capella com o público. E, no play, ganhou uma versão acústica. Ficou semelhante a releitura que consta no álbum “Starkers In Tokyo” (1997), trabalho lançado pela dupla Coverdale/Vandenberg, mas que é creditado como um álbum do Whitesnake.

A penúltima faixa do disco é “Lay Down, Stay Down”, que apesar de ter ganho mais peso, mas tem um andamento com o “freio de mão” mais puxado em relação à original.

Para finalizar a versão “comum” do álbum, a clássica “Stormbringer” que atribuo à mesma situação em relação a “Burn”, faixa que abre o play: mais técnica, mas não tão excelente quanto à original.

Bom, mas a versão “Deluxe” de “The Purple Album” ainda traz duas releituras de “Come Taste The Band”: “Lady Luck” e “Comin’ Home”, que não ficaram ruins, mas quem escuta as originais com Tommy Bolin nas guitarras, chega à conclusão de que “nada se compara ao original”.

Além das faixas bônus citadas, essa versão ainda contém um DVD com videoclipes de algumas músicas que foram regravadas, destaco o belo vídeo “Stormbringer”.

Assim, para quem é fã ardoroso da era Coverdale/Hughes no Deep Purple, esse disco do Whitesnake pode até decepcioná-lo. Pois, os duetos fabulosos entre Coverdale e Hughes e os backing vocals do baixista foram substituídos por camadas de voz e também houve um uso excessivo de recursos tecnológicos, o que deixa o trabalho um pouco artificial. Enfim, com todo direito, pode avaliar o disco como “duvidoso”.

Agora, para quem apreciador da obra do Whitesnake, trata-se de um bom trabalho. Pois reúne todas as características de um álbum do Whitesnake: Hard Rock, baladas, agressividade, peso, enfim, todos os ingredientes que fizeram a empreitada criada por David Coverdale no final dos anos 1970 como uma das maiores bandas de Hard Rock da história.

Essa volta ao passado de David Coverdale, em meu ponto de vista, é válida, pois, mesmo com os inúmeros boatos e rumores para uma volta, uma turnê ou um show com o MK III do Deep Purple, nunca acontecerá, e isso sucumbiu de vez em 2012 com a morte de Jon Lord. Além disso, a atual formação do Deep Purple – Gillan, Glover, Morse, Airey e Paice – nunca tocará alguma coisa referente a essa fase da banda. Ou seja, os apreciadores dos clássicos “Burn”, “Stormbringer” e “Come Taste The Band” praticamente só poderão escutar esses temas ao vivo via Whitesnake ou nos shows do Glenn Hughes.

Outro ponto que acho louvável por parte de Coverdale foi prestar uma homenagem à sua “escola”, que foi o Deep Purple. Isso é uma prova de gratidão para com a banda que o consagrou. Evidentemente não saiu como o original e, como coautor de todas essas músicas, ele tem todo o direito de regravar, assim como Hughes. Aliás, a dedicação que se encontra no encarte é de emocionar: “This album is dedicated with honour, love & respect to: Ritchie Blackmore, Glenn Hughes e Ian Paice e in loving memory of Jon Lord e Tommy Bolin”, algo como: “Este álbum é dedicado com honra, amor e respeito a: Ritchie Blackmore, Glenn Hughes e Ian Paice e na memória amorosa de Jon Lord e Tommy Bolin”.

E, digo mais: apesar de não conseguir se desvincular com o seu passado com o Deep Purple, David Coverdale sempre mostrou-se orgulhoso dele. Afinal, muitos registros ao vivo do Whitesnake sempre traz algum clássico do Deep Purple e, graças a isso, que podemos testemunhar, cantar, celebrar e relembrar de uma das épocas mais importantes de uma das principais bandas da história.

Outra coisa que lamento em relação a “The Purple Album” foi o fato de que o vocalista poderia ter convidado o seu ‘parça’ Glenn Hughes para fazer uma participação especial em pelo menos uma música. Mas, como o ego sempre fez parte da história do rock, talvez Coverdale não tenha chamado Hughes com receio de que o ex-companheiro de banda “roubasse a cena” e o “deixasse no chinelo”, já que Glenn Hughes ainda continua cantando muito (quem foi ao show no Carioca Club no último domingo pode comprovar isso). Apesar dessa “mancada”, David até se redimiu ao convidar Hughes para fazer participação especial em alguns shows da turnê, que pode ser vista no Youtube.

Vale destacar também o excelente material do CD. Encarte bem produzido, que traz relatos de David Coverdale a respeito da regravação, assim como das músicas. Infelizmente, esse tipo de situação só é possível nas versões importadas, pois quando a edição brasileira for lançada, possivelmente, só terá aquelas coisas básicas: CD simples com 13 músicas (sem as faixas bônus) e o encarte com os créditos das músicas e da gravação.

No final, para um fã do Deep Purple, esse trabalho tem a nota 4, para o fã de Whitesnake pode valer até um 8. Mas para quem gosta das duas bandas, como este que vos escreve, uma nota 6 está de bom tamanho.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: The Purple Album
Intérprete: Whitesnake
Lançamento: 29/04/2015 (Japão), 15/05/2015 (Europa), 18/05/2015 (Reino Unido) e 19/05/2015 (EUA)
Gravadora: Frontiers
Produtores: David Coverdale, Michael McIntyre e Reb Beach
Preço médio: R$ 50,00 (importado)

David Coverdale: voz
Reb Beach: guitarra e backing vocal
Joel Hoekstra: guitarra e backing vocal
Michael Devin: baixo, gaita e backing vocal
Tommy Aldridge: bateria e percussão
Derek Hilland: teclados

CD 1:
1. Burn (Blackmore / Coverdale / Hughes / Lord / Paice)
2. You Fool No One interpolating “Itchy Fingers” (Blackmore/Coverdale/Hughes/Lord/Paice)
3. Love Child (Bolin / Coverdale)
4. Sail Away featuring Elegy For Jon (Blackmore / Coverdale)
5. The Gypsy (Blackmore / Coverdale / Hughes / Lord / Paice)
6. Lady Double Dealer (Blackmore / Coverdale)
7. Mistreated (Blackmore / Coverdale)
8. Holy Man (Coverdale / Hughes / Lord)
9. Might Just Take Your Life (Blackmore / Coverdale / Hughes / Lord / Paice)
10. You Keep On Moving (Coverdale / Hughes)
11. Soldier Of Fortune (Blackmore / Coverdale)
12. Lay Down Stay Down (Blackmore / Coverdale / Hughes / Lord / Paice)
13. Stormbringer (Blackmore / Coverdale)
Faixas bônus:
14. Lady Luck (Cook / Coverdale)
15. Comin’ Home (Bolin / Coverdale / Paice)
CD 2: DVD – Video
1. Lady Double Dealer
2. Sail Away
3. Stormbringer
4. Soldier Of Fortune
5. The Purple Album “Behind The Scenes”
6. The Purple Album EPK

Por Jorge Almeida