Exposição fotográfica sobre conflitos armados no Brasil no Instituto Moreira Salles | Paulista

“Getúlio Vargas em passagem por Itararé (SP)”, de 1930, em exposição no Instituto Moreira Salles | Paulista. Créditos: divulgação

O Instituto Moreira Salles | Paulista promove até o próximo dia 29 de julho, domingo, a exposição “Conflitos: Fotografia e Violência Política no Brasil 1889-1964”, que apresenta um copilado com aproximadamente 350 fotografias relacionadas a guerras civis e outros conflitos armados ocorridos no Brasil entre a Proclamação da República e o Golpe Militar de 1964. As imagens pertencem a trinta coleções particulares e públicas do país e também ao acervo do IMS.

As imagens presentes na mostra contradiz à fama do Brasil como um país pacífico e permite ao visitante um olhar sobre a nossa história que coopera com o atual cenário político.

Com registro de guerras civis, revoltas e outros incidentes envolvendo o Estado brasileiro, a exposição enaltece a importância dos registros fotográficos nesses episódios, seu uso para fins político e suas maneiras de circulação. Esses eventos, violentos por sinal, sempre teve o envolvimento das Forças Armadas. Entre 1889 e 1964, período primordial para a formação do país e que antecedeu a duas décadas de ditadura, nossos ascendentes testemunharam uma história com disputas e balas, cenários de escombros e depredações; demonstrações de desolação, perturbação e fúria.

Todo registro captado em um conflito é interessante a análise e a abordagem do que acercam seu significado: a tecnologia fotográfica disponível em cada período; os retratados e suas poses; os enquadramentos; as formas de circulação; a posição política dos periódicos; a censura; os textos, os projetos gráficos e as legendas que as acompanharam.

A exposição tem como objetivo mostrar de que forma as fotografias contribuíram como papel de arma na disputa por opiniões e, paralelamente, apresenta um panorama heterogêneo do percurso da imagem documental ao longo de 75 anos. Foram reunidas cópias em papel de albumina, típicas do fim do século XIX, imagens projetadas, impressas sobre vidro, estereoscópios, álbuns, cartões-postais, cinejornais, impressões em papel de gelatina de prata que pertenceram à redação de jornais e imagens em movimento, originalmente captadas em 16mm.

Entre os conflitos e guerras abordados na mostra estão a Revolução Federalista (1893 a 1895), a Revolta Armada (1893 a 1894), a Guerrados Canudos (1896 a 1897), a Revolta Naval (1910), a Guerra do Contestado (1912 a 1916), a Revolução Gaúcha de 1923, a Revolução de 1924, a Coluna Miguel Costa-Prestes (1925 a 1927), a Revolução de 1930, a Guerra Civil de 1932, conhecida pelos paulistas como a Revolução Constitucionalista de 32, o período do banditismo social e cangaceiro que assolou o Nordeste entre 1920 e 1938 liderado por Virgulino Lampião, a Insurreição Comunista de 1935, os motins pós-suicídio de Vargas em 1954, a Revolta de Jacareacanga em 1956, o Levante dos Colonos em 1957, a Insurreição de Aragarças em 1959, a Campanha da Legalidade em 1961 e, finalmente, o Golpe de Estado de 1964.

As imagens que compõem a mostra são de autores conhecidos, como Flávio de Barros e Juan Gutierrez, e também de vários anônimos, profissionais ou amadores, nos mais variados suportes fotográficos.

Entre as fotografias presentes está, por exemplo, a de “Getúlio Vargas em passagem por Itararé (SP)” (foto), de 1930.

SERVIÇO:
Exposição: Conflitos: Fotografia e Violência Política no Brasil 1889-1964
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista
Quando: até 26/07/2018; de terça a domingo, das 10h às 20h (sendo até às 22h às quintas)
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Seydou Keïta” no Instituto Moreira Salles | Paulista

O fotógrafo africano Saydou Keïta é homenageado em exposição no Instituto Moreira Salles. Foto: Jorge Almeida

O Instituo Moreira Salles | Paulista realiza até o próximo dia 29 de julho, domingo, a mostra “Saydou Keïta”, que traz um recorte da extensa produção do fotógrafo africano produzidas entre 1948 e 1962, com cerca de 130 fotografias daquele que é considerado um dos precursores dos retratos de estúdio na África.

Seydou Keïta (1921-2001) produziu ao longo da carreira inúmeros retratos dos habitantes do Mali, seu país. Em seu estúdio, situação próximo da estação ferroviária de Bamako, o profissional captava as expressões, os vestuários e os costumes dos visitantes que passavam por ali. Durante o período em que os registros foram realizados (entre 1948 e 1962), o Mali passava por uma transformação, pois o país estava em direção à sua independência, em 1960.

A mostra inclui 48 tiragens vintage, em formato de 18 x 13 cm, ampliadas e comercializadas pelo próprio Keïta em Bamako, nenhuma delas jamais mostrada no Brasil. As demais 88 obras são fotografias ampliadas na França, sob a supervisão de Keïta, ao longo da década de 1990, quando sua obra é redescoberta no país e também nos EUA.

Keïta começou a fotografar após receber de um tio uma Kodak Brownie, uma câmera popular na época. Autodidata, ele, aos poucos foi aperfeiçoando a prática e começou a revelar as próprias imagens. Em 1948, abriu seu estúdio e retratou a elite de Bamako e também pessoas do campo que visitavam a cidade.  Funcionários do governo, donos de lojas e esposas de políticos visitavam o fotógrafo em busca de imagens que simbolizassem seu status social.

O conflito entre modernidade e tradição pode ser conferido nos retratos produzidos por Keïta. Nos registros, as estampas coloridas dos vestidos, um dos símbolos tradicionais do país, convivem com automóveis e rádios. Em seu estúdio, o fotógrafo deixava à disposição de seus clientes vários itens de vestuários, como ternos e boinas francesas, para serem fotografados.

Com curadoria de Jacques Leenhardt, diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, e Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS, a mostra tem o apoio do Institut Français du Brésil e do Consulado da França em São Paulo e seguirá para o IMS Rio em 5 de setembro de 2018.
SERVIÇO:
Exposição:
Seydou Keïta
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista
Quando: até 26/07/2018; de terça a domingo, das 10h às 20h (sendo até às 22h às quintas)
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Mens Rea: A Cartografia do Mistério” no Centro Cultural FIESP

Obra de Mac Adams em exibição no Centro Cultural FIESP. Créditos: divulgação

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo dia 8 de julho, domingo, a exposição “Mens Rea: A Cartografia do Mistério”, que traz fotografias e uma instalação do artista norte-americano Mac Adams, um dos fundadores da Narrative Art, movimento artístico oriundo de Nova York na década de 1970.

As obras de Adams propiciam ao espectador criar narrativas e questionar a veracidade dos elementos, que transitam entre a realidade e a ficção. Além disso, a mostra contém 17 dípticos da série fotográfica “Mistérios”.

Com uma produção que depara as suas origens na rica tradição oral e escrita dos contos galês, nos romances de Arthur Conan Doyle, no cinema de Alfred Hitchcock, assim como no cinema noir, Mac Adams empreende o possível narrativo da fotografia e da instalação na composição e construção de cenas emblemáticas que nos induzem à fronteira das normas sociais.

Ao longo da mostra, o visitante é firmemente confrontado com dois instintos encantadores: o desejo de ver e as inquietações por ter visto. Aí reside a grandeza singular do universo artístico de Mac Adams.

SERVIÇO:
Exposição:
Mens Rea: A Cartografia do Mistério
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 08/07/2018; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Gibran Khalil Gibran – 135 Anos” no Conjunto Nacional

Uma reprodução de um retrato de Gibran Khalil Gibran. Créditos: divulgação

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional está com a mostra “Gibran Khalil Gibran – 135 Anos” em cartaz até a próxima sexta-feira, 15 de junho, e celebra os 135 anos do nascimento do célebre escritor e pintor libanês Gibran Khalil Gibran, por meio de ampliações fotográficas de obras do artista, de documentos e de cartas pessoais e da região de Kadisha, onde ele viveu.

A Associação Cultural Brasil-Líbano realiza a exposição comemorativa, em parceria com Comitê Nacional Gibran e o Museu Gibran, em função da importância de Khalil Gibran, que foi um líder intelectual, poeta, filósofo, ensaísta e romancista.

A produção literária de Gibran ganhou evidência em todo mundo, especialmente depois da publicação de seu best seller “O Profeta”, em 1923, que lhe popularizou no lado ocidental. A obra aborda temas como o amor, a morte, a natureza, a amizade e já foi traduzida em mais de 80 idiomas e foi influenciada pela Bíblia, Nietzsche e William Blake.

A região onde Khalil Gibran viveu, Kadisha, é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO e atrai turistas do mundo inteiro. O filósofo nasceu em 6 de dezembro de 1883, em Bcharre, norte do Líbano, e morreu em 10 de abril de 1931, em Nova York. Aliás, a pedido do próprio Gibran, o seu corpo foi transladado para Bcharre. Em 21 de agosto de 1931, seus restos mortais chegaram a Beirute e foram acompanhados até a sua cidade-natal, com direito a manifestações oficiais e populares, e sobre o seu túmulo a singela inscrição “Aqui entre nós, dorme Gibran”.

Entre as imagens apresentadas estão a reprodução de um retrato de Gibran (foto); da cidade de Besharré, no Líbano, com repletas referências históricas, e do Museu Gibran.

SERVIÇO:
Exposição:
Gibran Khalil Gibran – 135 Anos
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 15/06/2018; de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados e domingos, das 13h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “100 Anos de Arte Belga” no Centro Cultural FIESP

“Retrato de Claire Demolder”, de 1902, de Théo Van Rysselberghe. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural FIESP está com a exposição “100 Anos de Arte Belga” em cartaz até o próximo domingo, 10 de junho, e apresenta um panorama da pintura belga moderna através de cerca de 70 obras do acervo da Coleção Simon, desde o impressionismo de Emile Claus à abstração gestual de Louis Van Lint.

A seleção de obras exibidas no espaço é rica em variedade e mostra os atributos e os movimentos históricos da arte europeia, que vão desde o impressionismo, passando por um expressionismo singular, pelo surrealismo, construtivismo e abstracionismo, sem perder a autenticidade belga.

Os trabalhos exibidos incluem obras de 37 artistas, entre eles: Emile Claus, Pierre Alechinsky, Louis Van Lint, Jo Delahaut, Frits Van Den Berghe, Léon Spilliaert, James Ensor, René Magritte, Paul Delvaux, Constant Permeke e Pol Bury. Os trabalhos estão organizados pelos seguintes temas: “Vida e luz”, “Realidades Alternativas”, “Entre Engajamento e Escapismo”, “Da Natureza ao Poema Pictórico” e “No Rigor”.

Entre os destaques estão “Espelho (em 13 pedaços)” (1984), obra feita em madeira e aço inoxidável, de Pol Bury; “Casamento de Conveniência” (1927), um óleo sobre tela de Floris Jespers; “Retrato de Claire Demolder” (foto), um óleo sobre tela de 1902, de Théo van Rysselberghe; e “O Pequeno Carregador de Relíquias” (1897), uma escultura de bronze de George Minne.

Assim, a exposição revela sua profundeza e a constante busca pela originalidade.

SERVIÇO:
Exposição:
100 Anos de Arte Belga
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 10/06/2018; de terá a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Imagens de Aleijadinho” no MASP

A escultura de madeira policromada “Cristo da Flagelação ou da Coluna”, de Aleijadinho, em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza até o próximo domingo, 3 de junho, a exposição “Imagens de Aleijadinho”, composta por cerca de 40 esculturas devocionais do artista mineiro Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (Vila Rica, atual Ouro Preto, 1738-1814), considerado um dos principais expoentes do barroco de arte sacra e do rococó brasileiro. Essa é a primeira mostra monográfica do artista no museu.

Filho de artífice português e de sua escrava, Aleijadinho inaugura um modelo de mulatismo e mestiçagem que arquitetou um dos jeitos de compreensão da contribuição africana para a cultura brasileira. Durante o período do ciclo de ouro em Minas Gerais, final do século XVIII e início do século XIX, o artista assinou diversas obras realizadas em igrejas mineiras a pedido de ordens terceiras que formam um dos principais conjuntos de arte religiosa executados no Brasil, incluindo a igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto e os Passos da Paixão de Cristo e os Profetas em Congonhas.

As esculturas devocionais cuja autoria foi atribuída ao Aleijadinho ou a sua oficina por diferentes conhecedores ou pela tradição em diferentes momentos. Essas obras incumbem a acervos de museus, igrejas e coleções particulares. Chama-se “escultura devocional” à figura destinada à adoração direta do fiel, em conjunto público ou privado, diferenciando-a, na totalidade das obras do Aleijadinho, da escultura monumental e das imagens inseridas nos conjuntos de talha ornamental.

Essas esculturas foram originalmente executadas para retábulos, oratórios e andores, dos quais a maioria, ao longo do tempo, se perdeu. Elas foram produzidas num momento histórico marcado pela rápida urbanização na região de mineração, o que levou à diversificação das atividades culturais, com presença massiva da população negra e mestiça, contabilizando 80% do total populacional em 1776.

Além das esculturas de Aleijadinho, um conjunto com 43 obras de outros autores faz referência ao mestre mineiro. Intitulado “O Aleijadinho e seu contexto”, apresenta obras de artistas como Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Marcel Gautherot, entre outros, que enaltecem o artista com mapas de Minas Gerais e de Vila Rica, no início do século XIX, imagens de fotógrafos que captam suas obras e de artistas que foram influenciados por ele. Obra como “Os Inconfidentes” (2013), um óleo sobre tela, de Juan Araújo, sintetiza perfeitamente a influência de Antonio Francisco Lisboa.

Como o museu abriu o ciclo de exposições para as histórias afro-atlânticas, que marca os 130 anos da Lei Áurea, a mostra que homenageia esse artista negro contextualiza a sua importância para o barroco e o rococó brasileiro.

Destaques para obras como “Nossa Senhora das Dores” (1791-1812), escultura de madeira policromada; “São Francisco de Paula” (c. 1781-1790), escultura de madeira com resquícios de policromia; e “Cristo da Flagelação ou da Coluna” (1791-1812), foto, escultura de madeira policromada.

SERVIÇO:
Exposição:
Imagens de Aleijadinho
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 03/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição “Maria Auxiliadora: Vida Cotidiana, Pintura e Resistência” no MASP

MASP exibe pela segunda vez uma mostra individual de Maria Auxiliadora. Foto: Jorge Almeida / Arquivo

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) promove até o próximo domingo, 3 de junho, a mostra “Maria Auxiliadora: Vida Cotidiana, Pintura e Resistência”, que exibe cerca de 80 obras da artista mineira autodidata Maria Auxiliadora (1935-1974), organizadas em diferentes eixos. A artista ficou conhecida pela sua produção permear a figura do negro como forma afirmativa.

A produção da artista desdiz o seu cotidiano e sua cultura, incluindo, com muito orgulho, diversos temas afro-brasileiros: o samba, a capoeira, o candomblé, a umbanda e os orixás, além de representar o dia-a-dia de seus familiares e amigos na periferia de São Paulo, mais precisamente a Vila Brasilândia e a Casa Verde.

Em meio a um universo em que as representações e gostos eurocêntricos dos brancos e elitistas, como na cultura, na história da arte e as coleções de museus, o trabalho de Maria Auxiliadora recebe o status de resistência.

Na exposição, as telas da artista estão organizadas em sete núcleos: “Candomblé, umbanda e orixás”, “Manifestações populares”, “Autorretratos”, “Casais”, “Rural”, “Urbano” e “Interiores”, sendo o primeiro que se concentra a parte central de sua obra, uma vez que boa parte da resistência negra se solidificou através dos cultos religiosos afro-brasileiros.

De origem humilde, Maria Auxiliadora criou uma forma de pintar, longe das normas acadêmicas e modernistas, mas com uma técnica peculiar que tornou-se sua marca: mediante de uma mistura de tinta a óleo, massa plástica e mechas de seu cabelo, ela construía relevos em sua tela. Longe do circuito de museus e galerias, a artista mostrou sua arte em feiras de artes na Praça da República, centro da capital paulista, e em Embu das Artes.

E no ano em que o MASP se dedica às histórias afro-atlânticas, Maria Auxiliadora foi contemplada por essa segunda exposição (póstuma) sua no museu, mas, lamentavelmente, a artista não está entre nós para ver a sua arte sendo exibida no museu mais icônico da capital (ela faleceu aos 39 anos em 1974, vítima de um câncer).  A primeira foi realizada em 1981, coincidentemente assim como Emanoel Araujo.

Obras como “Banhistas”, um óleo sobre tela de 1973; “Carnaval” (1969), também óleo sobre tela; assim como as de técnica mista, como “A Preparação das Meninas” (1972); e “Parque de Diversões” (1973), podem ser apreciadas.

A exposição é complementada por recortes, livros, catálogos e cerca de 20 fotografias.

SERVIÇO:
Exposição:
Maria Auxiliadora: Vida Cotidiana, Pintura e Resistência
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 03/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida