Chico Teixeira lança novo disco e show: Ciranda de Destino

Capa do CD – Ciranda De Destinos. Créditos: Elifas Andreato

Clássicos da MPB gravados no álbum embalam o repertório do espetáculo que acontece dia 13/03, às 20h, no Blue Note em SP com participações especiais de Renato Teixeira e Zé Geraldo

O cantor, compositor e violonista Chico Teixeira lança Ciranda De Destinos, sexto álbum da carreira, segundo pela Kuarup Produtora. No projeto atual o artista traz clássicos da música brasileira de diversos sotaques, bem como canções de domínio público resgatadas das regiões sul, sudeste e nordeste, contando desta forma, histórias de um povo unido por diferentes costumes e lutas. No show que tem duração de 1h30 Chico é acompanhado por um duo de violões, formado por João Oliveira e Helton Fagundes, músicos, multi-instrumentistas e arranjadores do Vale do Paraíba.

O álbum que dá nome ao show tem 10 faixas e conta com a produção musical do próprio Chico Teixeira tem participações muito especiais, são elas: Yamandu Costa, Almir Sater, Roberto Mendes e Renato Teixeira, seu pai. Além dos arranjadores João Oliveira (produtor musical e multi-instrumentista do Vale do Paraíba), Mauricio Novaes (multi-instrumentista e criador de conceituados jingles), Márcio Werneck (flautista que acompanha há anos o cantor e compositor Renato Teixeira) e Crispin Del Cistia (guitarrista e pianista do projeto Falso Brilhante, de Elis Regina). “A escolha das participações foi bem natural, são todos meus amigos. Não fui eu que escolhi, as coisas foram clareando, as canções pertenciam a eles”.

Repertório Show:
1) Três Nascentes (João Pacífico);
2) Riacho de Areia (Domínio Público do Vale do Jequitinhonha);
3) Correnteza (Tom Jobim/Luiz Bonfá);
4) Rancho Fundo (Lamartine Babo/Ary Barroso);
5) Cio da Terra (Chico Buarque/Milton Nascimento);
6) Nau Sertaneja (Renato Teixeira);
7) Linda Morena (Riachão);
8) Cabecinha no Ombro (Paulo Borges);
9) As Rosas Não Falam (Cartola);
10) Gestos (Roberto Mendes);
11) Rio Doce (Zé Geraldo);
12) Negrinho do Pastoreio (Barbosa Lessa);
13) Meu Canto (Paulinho Pedra Azul/Chico Teixeira);
14) Roda Ciranda (Martinho da Vila);
15) Aprendendo a Viver (Renato Teixeira);
16) Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense);
17) Trenzinho do Caipira (Heitor Villa-Lobos/ Letra: Ferreira Gullar);
18) Romaria (Renato Teixeira);
19) Se Eu Quiser Falar com Deus (Gilberto Gil).

Links Redes Sociais:
Site: http://www.chicoteixeira.com.br
Facebook: http://www.facebook.com/ChicoTeixeiraOficial
Youtube: http://www.youtube.com/ChicoTeixeira

Sobre Chico Teixeira
Quando descobriu o violão, aos 7 anos, nem imaginava um dia vir a tocar ao lado de grandes nomes da música brasileira. Foram 15 anos na banda de seu pai Renato Teixeira e outros tantos ao lado de Pena Branca (Pena Branca e Xavantinho), Almir Sater e Sérgio Reis. Sua primeira participação musical registrada em CD foi em 1996, no álbum Aguaraterra, de Xangai e Renato Teixeira. Representante da sexta geração de músicos da família Teixeira, Chico começou a carreira em 2002 com o lançamento do álbum homônimo gravado apenas em voz e violão. Em 2011 lançou Mais que o Viajante, trazendo acordes suaves de Dominguinhos, com quem tinha um vínculo afetivo familiar, em Mochileira, canção do cantor e compositor carioca radicado no Mato Grosso do Sul, Geraldo Roca. Em 2017 foi a vez de Saturno, terceiro disco de sua carreira, com músicas em parceria com Roberta Campos, João Carreiro e Rodrigo Hid. Logo em seguida, em 2018, lançou Raízes Sertanejas – Ao Vivo através da gravadora Kuarup.

Sobre a Kuarup
Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Serviço:
Local: Blue Note São Paulo
Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 (2° andar)
Data: 13 de março (sexta-feira)
Horário: 20:00h
Abertura da casa: 19:00h
Informações/Reservas: https://bluenotesp.com/
Ingressos online: https://checkout.tudus.com.br/blue-note-sao-paulo-chico-teixeira–ciranda-de-destinos-/selecione-seus-ingressos
Valor: Premium – R$100 inteira // R$50 meia-entrada // Lounge – R$80 Inteira // R$40 meia-entrada
Horário de Funcionamento Bilheteria oficial Blue Note São Paulo:
Segunda: das 11h às 19h
Terça à sábado: das 11h às 22h
Domingos: das 14h às 22h30
Central de vendas: (11) 945451511 (sem taxa de conveniência)
De segunda à sábado das 9h às 20h30
Domingos e feriados das 12h às 17h30
Formas de pagamento: dinheiro; cartão de crédito e débito
Capacidade da casa: 336 lugares
Ar Condicionado
Acesso a deficientes

ASSESSORIA DE IMPRENSA, RÁDIO E TV:
TEMPERO CULTURAL
http://www.temperocultural.com.br
Telefones: (11) 2537-6977-8920 e (11) 99664-3441
Daniela Ribeiro – daniela@temperocultural.com.br

KUARUP MÚSICA
Rádio, Imprensa e TV
http://www.kuarup.com.br
Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577
Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

Créditos: Daniela Ribeiro | Tempero Cultural

As Cerâmicas de Mashiko

Créditos: divulgação

Mostra de curta duração tem apoio da Japan House São Paulo

São Paulo, fevereiro de 2020 – A Associação de Intercâmbio Internacional de Artistas de Cerâmica de Mashiko, com o apoio da Japan House São Paulo, apresenta ‘As Cerâmicas de Mashiko’, uma mostra de curta duração, de 29 de fevereiro a 04 de março, no 1º andar do instituto cultural. Ao todo, serão exibidos os trabalhos de cinco artistas, três japoneses de Mashiko, província de Tochigui, e dois brasileiros que residiram lá.

O material apresentado teve sua produção realizada a partir do convite da ceramista Silmara Maria Watari que, ao retornar ao Brasil, criou um ateliê em Campinas e convidou os demais para criarem cerâmica feita com materiais brasileiros. A queima foi realizada em um anagama (forno estilo japonês), que ela possui no ateliê.

AS CERÂMICAS DE MASHIKO
Japan House São Paulo
De 29 de fevereiro a 04 de março de 2020
1º andar
Entrada Gratuita

Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52
Horário de funcionamento:
Terça-feira a Sábado: das 10h às 20h
Domingos e feriados: das 10h às 18h
Confira a programação no http://www.facebook.com/JapanHouseSP/

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP)
A Japan House São Paulo é uma instituição dedicada a mostrar o melhor do Japão do século 21. Inaugurada em maio de 2017, foi a primeira a abrir as portas no mundo, seguida por Los Angeles (inauguração total em agosto/2018) e Londres (inaugurada em junho/2018). Desde sua abertura, o público brasileiro vem sendo convidado a ter uma experiência única dos modos de viver do Japão contemporâneo. A JHSP promove, em seus três andares, exposições, seminários, workshops e atividades que trazem ao Brasil os mais relevantes criadores e empreendedores japoneses da atualidade nas artes, no design, na moda, na gastronomia, na ciência e na tecnologia. A instituição já recebeu mais de dois milhões de visitantes.

Informações para a Imprensa
Suporte Comunicação | Tel: (11) 3035-3070
Mariana de Salvo: msalvo@suportecomunicacao.com.br | ramal 108
Thaís Vallim: tvallim@suportecomunicacao.com.br | ramal 115

JAPAN HOUSE São Paulo
Fernanda Araujo: fernanda.araujo@jhsp.com.br | (11) 94543-2079
Mayumi Orimoto: mayumi.orimoto@jhsp.com.br | (11) 94543-3624
Fevereiro/2020

Créditos: Gabriela Bianco dos Santos | Suporte Comunicação

Exposição “Anna Bella Geiger: Brasil Nativo/Brasil Alienígena” no MASP

A obra “Local da Ação com Euhropa”, de Anna Bella Geiger, em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) está com a exposição “Anna Bella Geiger: Brasil Nativo/Brasil Alienígena” em cartaz até o próximo domingo, 1º de março. A mostra, feita paralelamente no Sesc Avenida Paulista, traz cerca de 190 obras e parte de seu trabalho mais célebre: justamente a que dá nome à mostra.

A mostra apresenta a produção desde os anos 1950, chamada de período visceral, qual mostra representação do interior do corpo humano, às fases em que trata do passado colonial, uma identidade nacional, questões indígenas e ecológicas.

Uma das primeiras artistas a ter engajamento com a arte abstrata no Brasil, Anna Bella Geiger tem a sua produção voltada para obras genuinamente inovadoras e experimentais, que misturam dimensões e simbologias de ordens política e pessoal, formal e estética ou corporal e conceitual, e, desde a década de 1970, trabalha com vídeo, arte conceitual e arte postal.

A exposição circunscreve a abstração informal, o interesse de Geiger pelo interior do corpo humano, o autorretrato, geografias, mapas, paisagens, assim como a crítica do sistema das artes e a análise de questões políticas e históricas do Brasil.
Com curadoria de Adriano Pedrosa, a mostra é dividida em sete núcleos: “Autorretratos” (1951-2003); “Viscerais” (1965-1969); “Mapas e Geografias” (1972-2018); “Sobre a Arte” (1973-2018); “Cadernos” (1974-1977); “História do Brasil” (1975-2015); e “Macios e Noturnos” (1984-1986). Enquanto isso, no Sesc Avenida Paulista, estão expostas três instalações da artista: “Circumambulatio” (1972); “Mesa, Friso e Vídeo Macios (16ª Bienal de São Paulo, 1981)”; e “Indiferenciados” (2001), além de três vídeos.

Em meio aos destaques estão: “Macio com Ilustrações Abstratas” (1994), um acrílico sobre tela; “Fígado Conversando” (1968), uma obra feita com água-tinta, água-forte e relevo sobre papel; “Local da Ação com Euhropa” (foto), de 1995, obra composta com encáustica, folha de flandres e fio de cobre sobre gaveta de metal; e também a obra que tem o título emprestado da mostra, “Brasil Nativo/Brasil Alienígena” (1976/1977), constituída por uma série de cartões-postais que representam de forma idealizada o cotidiano dos Bororo, povo indígena do Mato Grosso.

SERVIÇO:
Exposição: Anna Bella Geiger: Brasil Nativo/Brasil Alienígena
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 01/03/2020; de quarta a domingo, das 10h às 18h; terça-feira, das 10h às 20h
Quanto: R$ 45,00 / R$ 22,00 (meia-entrada) / entrada gratuita às terças-feiras e para menores de 10 anos

Por Jorge Almeida

Exposição “Gego: a Linha Emancipada” no MASP

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza até o próximo domingo, 1º de março, a exposição “Gego: a Linha Emancipada”, que faz uma retrospectiva da obra da artista alemã-venezuelana Gertrude Goldschmidt, que ficou conhecida como Gego (1912-1994). A mostra exibe cerca de 150 trabalhos que apresentam as habilidades da artista em diversas áreas: arquitetura, escultura, design, instalações, impressão, tecidos, arte pública e pedagogia.

Considerada uma das pioneiras da abstração geométrica e arte cinética, Gego estudou arquitetura e engenharia em Stuttgart, mas por conta da crescente onda antissemita em sua terra-natal, migrou para a Venezuela em 1939, onde começou as atividades de arquiteta e, a partir da década de 1950, começou a carreira como artista, trabalhando inicialmente com aquarelas, xilogravuras e monotipias para, depois, passar a executar seu ofício em estruturas metálicas e tridimensionais.

Atuando nessa área, Gertrude tornou-se uma artista importante em abstração geométrica e arte cinética, movimentos engajados com as vanguardas europeias no período pré-guerra, que frutificaram na Venezuela e outras nações latino-americanas entre o final da década de 1940 e 1960. Ao longo de sua carreira, ela empenhou-se em aprofundar três formas de sistema: linhas paralela, nós lineares e o efeito de paralaxe.

A mostra apresenta a evolução da abordagem singular de Gego à abstração e destaca sua prática de desenho e gravura em diálogo com suas extraordinárias séries tridimensionais, incluindo esculturas vibracionais e cinéticas das décadas de 1950 e 1960. A exposição enaltece as significativas contribuições e conceituais da artista na arte moderna e contemporânea.

Em meio aos destaques estão obras como: “Cubo em Esfera” (foto), de 1966, feita em ferro esmaltado; “Sem Título (Aplique Reticulárea)” (1969), obra de arame de ferro, nylon e pesos; e “Selva” (1964), uma escultura de ferro.

SERVIÇO:
Exposição: Gego: a Linha Emancipada
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 01/03/2020; de quarta a domingo, das 10h às 18h; terça-feira, das 10h às 20h
Quanto: R$ 45,00 / R$ 22,00 (meia-entrada) / entrada gratuita às terças-feiras e para menores de 10 anos

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Susan Meiselas: Mediações” no Instituto Moreira Salles

Uma das imagens de Susan Meiseles da série “Strippers de Festivais” (1974), em exibição no IMS | Paulista. Créditos: divulgação

O Instituto Moreira Salles | Paulista promove até o próximo domingo, 16 de fevereiro, a exposição “Susan Meiselas: Mediações”, que contém cerca de 180 itens, entre fotografias, cartas, vídeos e documentos que traçam um panorama da obra da fotógrafa norte-americana Susan Meiselas (1948) ao longo de quatro décadas.

Reconhecida mundialmente no ramo da fotografia em virtude de sua cobertura em áreas de conflitos na América Central entre as décadas de 1970 e 1980, sobretudo na revolução popular na Nicarágua, Susan Meiselas possui um acervo bem mais vasto, como pode ser visto em “Mediações”, a maior retrospectiva da fotógrafa.

Membro da agência Magnum Photos desde 1976, Susan tornou-se notável também pelos diversos temas e países que inspiraram sua produção. A mostra mistura as imagens feitas por ela na Revolução Sandinista com imagens de strippers da Nova Inglaterra, além de uma extensa convivência com a comunidade curda, além de outras séries fotográficas.

Em meio aos registros mais antigos da fotógrafa estão as imagens que ela fez de seus vizinhos de pensão em Cambridge, em Massachusets, assim como as fotografias da série “As meninas da Prince Streets”, com imagens de um grupo de moças de Little Italy, bairro onde morou em Nova York, que ela as viu crescerem.

Em outra sala do espaço está a famosa série de “Strippers de festivais”, um grande ensaio fotográfico que, aqui está representado em cerca de 40 fotografias – como “Larry Fazendo Propaganda” (foto), de 1974 -, em que Susan Meiselas conferiu o trabalho das strippers em festivais na Nova Inglaterra entre 1972 e 1975.

Depois de ingressar na agência Magnum, Susan desembarcou na Nicarágua e produziu imagens da violência provocada pela ditadura militar e a guerra civil naquele país. As fotografias produzidas durante a Revolução Sandinista são mostradas na instalação “Nicarágua: Mediações (1978-1982)”, acompanhadas de páginas das revistas onde as imagens foram veiculadas, além de, ao lado, a presença de uma projeção do vídeo Reenquadrando a história, que documenta uma intervenção realizada por Meiselas e Alfred Guzzetti, em 2004, no aniversário de 25 anos da insurreição. Na ação, eles criaram murais com as imagens da revolução expostos nos locais onde as fotos foram tiradas originalmente.

Há ainda uma sala especial dedicada à famosa foto “O homem-molotov”, feita há exatos 40 anos, que mostra Pablo de Jesus “Bareta” Araúz lançando um coquetel molotov. A imagem foi publicada na imprensa internacional, tornando-se um símbolo nacional da revolução.

Outro destaque de Susan Meiselas está no projeto “Curdistão” (1991-2007), quando ela foi ao Iraque fotografar a Operação Anfal, uma tentativa de genocídio contra o povo curdo ordenado por Saddam Hussein. Apesar de documentar as exumações e ruínas, Meiselas percebeu que isso não era suficiente para mostrar a complexidade do conflito. Então, passou a juntar fotos, documentos, mapas e depoimentos sobre o assunto.

As mulheres têm duas séries na exposição em que elas são destaques: “Arquivos do Abuso” (1992) e “Um Quarto para Elas” (2015), que abordam a violência doméstica contra as mulheres em San Francisco e no Reino Unido.

A última parte da mostra contém a série “Caixa de Pandora” (1995), um slideshow com fotos de Susan Meiselas feitas em um clube de sadomasoquismo de Nova York, que foram editadas com Sam Richardson em 2017. O material tem 14’03” de duração.

SERVIÇO:
Exposição: Susan Meiselas: Mediação
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424
Quando: até 16/02/2020; de terça a domingo, das 10h às 20h; quinta-feira, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Japan House São Paulo apresenta instalação artística de Tadashi Kawamata

A instalação “Construção”, de Tadashi Kawamata, em exposição na Japan House São Paulo. Créditos: divulgação

Intervenção exclusiva, feita com mais de 180 mil hashis, ocupa segundo andar do centro cultural de 04 de fevereiro a 12 de abril. A visitação é gratuita

São Paulo, fevereiro de 2020 – A Japan House São Paulo apresenta, de 04 de fevereiro até 12 de abril, a obra ‘Construção’, de Tadashi Kawamata, artista japonês de destaque na cena contemporânea internacional. Ele é reconhecido por realizar instalações de grande dimensão com o uso de materiais pouco convencionais, como os hashis (par de pequenas varetas usadas pelos japoneses como talher), importante elemento do cotidiano da cultura nipônica, utilizados na obra criada exclusivamente para o segundo piso do centro cultural.

Em seu trabalho, Kawamata levanta questões sobre as necessidades e os desejos humanos, por meio de um estudo cuidadoso que oferece ao expectador um novo ponto de vista do local em que a obra se encontra. Famoso pelo reaproveitamento dos mais variados tipos de materiais como fragmentos de madeira, pranchas, barris e cadeiras, em ‘Construção’ – obra idealizada após uma visita do artista à Japan House São Paulo em 2019 – ele utiliza mais de 180 mil hashis (90 mil pares) e evidencia um organismo que reage ao espaço em que está inserido, em uma movimentação que toma grande escala no centro cultural. Para ressaltar a versatilidade do trabalho de Kawamata, a mostra apresenta também uma série de fotos e vídeos das principais intervenções realizadas ao longo de sua carreira, compondo um panorama histórico do artista.

“Kawamata ocupa a Japan House São Paulo com essa massa simultaneamente densa e leve de hashis, alterando a natureza desse objeto tão simples e corriqueiro, que usamos de forma mecânica, sem muita atenção. Envolve seus visitantes nesse novo ambiente que cria, enaltecendo o material e a sua essência ao tirá-lo de seu contexto. E desconcerta o público com essa intervenção artística e arquitetônica, ao modificar a paisagem com a qual estão acostumados.” comenta Natasha Barzaghi Geenen, Diretora Cultural da Japan House São Paulo. Os hashis utilizados nesta obra são materiais de refugo, ou seja, seriam descartados por não atenderem as exigências de padrões para sua finalidade tradicional.

Por meio de uma proposta da Japan House São Paulo, a montagem da obra ‘Construção’ contou com a colaboração de dezenas de estudantes que participaram do Programa de Voluntariado da instituição, no qual jovens universitários de artes, arquitetura, design, entre outras áreas, tiveram a oportunidade de auxiliar na montagem da instalação, sob supervisão da equipe do artista. No total foram mais de 350 voluntários inscritos de diversas universidades de São Paulo. “O envolvimento da comunidade estudantil neste projeto foi fundamental e reforça a importância dada aos diferentes tipos de intercâmbio cultural que promovemos na Japan House São Paulo”, relata Natasha. Este processo colaborativo segue a lógica que permeia o trabalho do artista em toda sua carreira.

Nascido em Hokkaido, em 1953, Tadashi Kawamata foi convidado a representar o Japão na Bienal de Veneza de 1982, com apenas 28 anos. Desde então, produziu intervenções artísticas em Paris, Berlim, Tóquio e Nova Iorque, incluindo duas edições da Documenta de Kassel, Alemanha, em 1987 e 1992. Esta exposição marca o retorno do artista à São Paulo, após mais de 30 anos de sua primeira e única exposição na cidade, em 1987, quando participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo, com a “Nove de Julho Caçapava”, uma intervenção ao ar livre na Avenida Nove de Julho, esquina com a rua Caçapava.

‘Construção’, Tadashi Kawamata
Japan House São Paulo
De 04 de fevereiro a 12 de abril de 2020
Segundo andar
Entrada Gratuita
Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52
Horário de funcionamento:
Terça-feira a Sábado: das 10h às 20h
Domingos e feriados: das 10h às 18h
Entrada gratuita
Confira a programação no http://www.facebook.com/JapanHouseSP/

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP)
A Japan House São Paulo é uma instituição dedicada a mostrar o melhor do Japão do século 21. Inaugurada em maio de 2017, foi a primeira a abrir as portas no mundo, seguida por Los Angeles (inauguração total em agosto/2018) e Londres (inaugurada em junho/2018). Desde sua abertura, o público brasileiro vem sendo convidado a ter uma experiência única dos modos de viver do Japão contemporâneo. A JHSP promove, em seus três andares, exposições, seminários, workshops e atividades que trazem ao Brasil os mais relevantes criadores e empreendedores japoneses da atualidade nas artes, no design, na moda, na gastronomia, na ciência e na tecnologia. A instituição já recebeu mais de um milhão e meio de visitantes.

Informações para a Imprensa
Suporte Comunicação | Tel: (11) 3035-3070
Mariana de Salvo: msalvo@suportecomunicacao.com.br | ramal 108
Thaís Vallim: tvallim@suportecomunicacao.com.br | ramal 115

JAPAN HOUSE São Paulo
Fernanda Araujo: fernanda.araujo@jhsp.com.br | (11) 94543-2079
Mayumi Orimoto: mayumi.orimoto@jhsp.com.br | (11) 94543-3624

Créditos: Mariana de Salvo | Suporte Comunicação

Exposição “Franz Weissmann: O Vazio Como Forma” no Itaú Cultural

 

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 9 de fevereiro, a exposição “Franz Weissmann: O Vazio Como Forma”, que reúne cerca de 800 obras do escultor Franz Weissmann, que estão distribuídas em três andares da instituição. Com curadoria de Felipe Scovino, a mostra apresenta desenhos inéditos, maquetes, estudos, realidade virtual de obra nunca executada, entre outros.

A mostra, feita em parceria com o Instituto Franz Weissmann (IFW), não está organizada em ordem cronológica, mas sim de maneira antológica. O artista é lembrado em uma exposição em São Paulo após dez anos à última mostra dedicada a ele.

Cada andar da mostra apresenta uma maneira de observar ou colocar em questão a obra do artista austríaco. Em um piso, estão concentradas três obras de maior escala da exposição. Enquanto em outro andar, é apresentado os seus primeiros trabalhos com desenhos e esculturas figurativas, influenciado pela abstração, o cubismo e o neoconcreto. E, no segundo subsolo, diversas maquetes, estudos e linha do tempo, além de uma obra pública em realidade virtual, com destaque para as estantes (foto) que exibem parte das dezenas de maquetes, protótipos, múltiplos e estudos para suas esculturas, pinturas e projetos destinados ao espaço público, e, ainda, imagens dos ateliês do artista.

Em meio aos destaques estão as esculturas “Flor Mineral” (2001), feita com aço pintado; “Flautista”, uma escultura de bronze feita por volta de 1954, além do vídeo do programa “O Mundo da Arte, episódio “Movimentos de Franz Weissmann” (2001), com 21’25” de duração, e dirigido por Carlos Vicaldi.

SERVIÇO:
Exposição: Franz Weissmann: O Vazio Como Forma
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 09/02/2020; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ DOMINGO: “Ocupação Alceu Valença” no Itaú Cultural

Algumas registros de Alceu Valença no Itaú Cultural. Créditos: Itaú Cultural

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 2 de fevereiro, a exposição “Ocupação Alceu Valença”, que traz diversas manifestações culturais, como xotes, frevos e outras formas de artes nordestinas protagonizada pelo icônico e carismático músico pernambucano.

Nascido em São Bento do Una (PE), em julho de 1946, Alceu Valença é o quarto filho do casal Décio e Adelma e cresceu ao som de toadas e aboios e, por meio do rádio, da feira e dos saraus realizados na fazenda Riachão, de seu avô, o futuro do jovem Alceu não tinha mais como mudar: a música entrou (e não saiu mais).

Contudo, a sua musicalidade também traz outras referências, como o cordel, o circo e, claro, o cenário musical dos principais polos pernambucanos, como Recife, Garanhuns e Olinda. Um dos (muitos) discípulos do velho mestre Luiz Gonzaga, Alceu Valença encarou plateias e, assim, ao longo da década de 1970, revelou-se nos festivais e, assim como seus contemporâneos, como Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Fagner, Zé Ramalho, entre outros. E, desde então, Alceu nunca largou sua essência: a música sertaneja, o carnaval pernambucano, fazendo do palco o seu playground.

A vida e a obra do cantor são celebrados na 48ª edição do programa Ocupação do Itaú Cultural. O visitante poderá conferir itens como fotografias da infância e raras do cantor, depoimentos, objetos – como um troféu de basquete conquistado em 1962 quando Alceu Valença atuou pelo Clube Náutico Capibaribe, suas produções literárias, como o roteiro original do filme “A Luneta do Tempo” (2014).

Na parte final do espaço expositivo, o público poderá interagir ao ter acesso aos fones que apresentam alguns clássicos de Alceu Valença que saíram em um de seus 31 álbuns lançados ao longo de sua bem-sucedida carreira.

E, para finalizar, não esqueçamos que no próximo dia 15 de fevereiro, São Paulo receberá o bloco Bicho Maluco Beleza, comandado pelo músico, lá no Obelisco do Ibirapuera.

Vida longa a Alceu Valença e parabéns ao Itaú Cultural pela homenagem.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Alceu Valença
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 02/02/2020; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “J. Carlos – Originais” no Instituto Moreira Salles | Paulista

Exposição faz um recorte na vasta obra de J. Carlos no Instituto Moreira Salles | Paulista. Foto: Jorge Almeida

A exposição “J. Carlos – Originais” está em cartaz até o próximo domingo, 26 de janeiro, no Instituto Moreira Salles | Paulista, que reúne cerca de 300 itens, entre publicações, desenhos, caricaturas, cartuns, entro outros itens do universo gráfico em meio de mais de 50 mil desenhos da vasta produção de José Carlos de Brito e Cunha (1884-1950), considerado um dos nomes mais importantes das crônicas visuais do Brasil na primeira metade do século XX.

A estreia de J. Carlos na imprensa aconteceu em 1902, aos 18 anos, e seguiu a atuar por quase 50 anos. Nesse período, estima-se que tenha publicado mais de 50 mil desenhos. Porém, a exposição trás momentos importantes desse percursos, com obras selecionadas entre os cerca de mil originais que fazem parte da coleção Eduardo Augusto de Brito e Cunha, sob a guarda do MIS desde 2015.
O acervo reunido pelo filho do artista contém ainda coleções encadernadas das publicações em que J. Carlos atuou, como Careta, Fon-Fon!, Para Todos… e Almanaque do Tico-Tico.

O espaço expositivo está organizado em quatro partes: uma dedicada ao J. Carlos artesão; outra tem o Brasil como centro temático, composto por crônicas satíricas, sobretudo de teor político dos governos Dutra e Vargas, por exemplo; enquanto isso, outra parte o J. Carlos aborda sobre momentos determinantes da Segunda Guerra Mundial, com destaques para os desenhos publicados na Careta, com os principais líderes mundiais da época caricaturados pelo artista; e o último núcleo é voltado aos desenhos do artista voltado para as histórias infantis.

J. Carlos foi um dos primeiros representantes do modernismo no Brasil, em sua leitura original do art nouveau e do art déco. A exposição tem como foco não apenas dar conta de alguns dos temas mais recorrentes do artista, mas também flagrar o processo de criação das ilustrações, da prancheta para as páginas.

SERVIÇO:
Exposição: J. Carlos – Originais
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista
Quando: até 26/01/2020; de terça a domingo e feriados, das 10h às 20h; quinta-feira, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ QUINTA: Exposição “Multiplicidade” no Conjunto Nacional

Fotografia da Avenida Paulista, de Marcelo Sonohara em exibição no Conjunto Nacional. Créditos: divulgação

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional promove até a próxima quinta-feira, 9 de janeiro, a exposição “Multiplicidade”, que reúne cerca de 30 fotografias relacionadas à principal avenida da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista. A mostra homenageia os 128 anos da “mais paulista das avenidas”.

O trabalho dos fotógrafos tem como objetivo encontrar a identidade da Avenida Paulista, com sua diversidade, agitação e peculiaridades como principais características e que são traduzidos em vivacidade e poesia.

Com curadoria de Marcelo Sonohara, a exposição explora os quase três quilômetros de calçadas, avenida e ciclovia que mergulham no imaginário criativo e entusiasta da fotografia, apresentando de que forma uma metrópole esconde suas formas, geometrias e histórias que somente um olhar fotográfico poderia nos mostrar.

Em meio aos destaques estão “Avenida Paulista” (foto), de Marcelo Sonohara; “Listras”, de Fábio Matuzawa, que foi clicada da cobertura do Sesc da Avenida Paulista); e “Explorando o Rush”, de Walace Santos Walker, que flagrou o movimento da via em horário de pico diretamente do prédio do Instituto Moreira Salles.

SERVIÇO:
Exposição: “Multiplicidade”
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 09/01/2020; de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida