Exposição “Ocupação Vladimir Herzog” no Itaú Cultural

Duas reportagens em destaque pulicadas pelo jornal O Estado de São Paulo assinadas por Vladimir Herzog. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 20 de outubro, a 46ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural que homenageia o jornalista Vladimir “Vlado” Herzog, nascido em 1937 na, hoje extinta, Iugoslávia, em Osijek (hoje Croácia) e morto em 1975, aos 38 anos, pela ditadura civil-militar brasileira.

Realizada em parceria com o Instituto Vladimir Herzog, a mostra apresenta a trajetória jornalística de Vlado e suas contribuições na área do audiovisual, em meio a fotografias, reportagens e depoimentos que recriam a vida do jornalista, considerado um personagem célebre da história do Brasil e de sua construção democrática.

O jornalista Vladimir Herzog atuou entre as décadas de 1960 e 1970 sempre instigado pela curiosidade, amor às artes – especialmente ao cinema – e também as estruturas sociais, mas que teve sua trajetória interrompida por uma morte precoce que, até hoje, é discutida quando se trata de debater a redemocratização política do Brasil.

A versão oficial dos militares anunciava que Vladimir Herzog teria cometido suicídio nas dependências do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), em 1975, informação que não convenceu a família e nem os amigos do jornalistas, que iniciaram uma luta para comprovar que o inquérito policial sobre sua morte fora forjado. Em 2018, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA) anunciou a condenação internacional do Estado brasileiro pela omissão na apuração do assassinato.

A exposição ainda contém objetos de uso pessoal (e profissional) de Vlado, como câmeras e documentos, além de uma coletânea de matérias veiculadas entre 1959 e 1963 assinadas pelo jornalista para o jornal O Estado de São Paulo, e também o curta-metragem de 12 minutos dirigido por ele intitulado “Marimbás” (1963).

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Vladimir Herzog
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 20/10/2019; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

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Exposição “Letizia Battaglia: Palermo” no Instituto Moreira Salles | Paulista

“Menina com a bola, bairro La Cala, Palermo” (1980), foto de Letizia Battaglia, em exibição no Instituto Moreira Salles | Paulista

O Instituto Moreira Salles | Paulista apresenta até o próximo domingo, 22 de setembro, a exposição “Letizia Battaglia: Palermo”, que reúne cerca de 90 imagens da fotógrafa italiana, além de exemplares de publicações e filmes, como o documentário “La Mia Battaglia” (2016), do cineasta siciliano Franco Maresco.

A produção de Letizia Battaglia desde 1971, quando começou a fotografar, esteve ligada à cidade italiana de Palermo. Por lá, entre as décadas de 1970 e 1980 documentou diversos conflitos que mexeram com a cidade, principalmente quando havia a famigerada “guerra da Máfia”, que culminava com imagens intensas, que popularizaram as suas imagens. Além desse tipo de registro, a fotógrafa também registrou o cotidiano de bairros pobres da cidade, além dos movimentos políticos e novos comportamento sociais, produzindo imagens que se tornaram icônicas.

Em 1985, quando recebeu o prêmio W. Eugene Smith for Humanistic Photography, esteve engajada nos protestos contra a máfia. Depois, ainda em 1985, exerceu a função de secretária de cultura pelo Partido Verde, permanecendo até 1991.

Nos anos seguintes, retomou a fotografia, foi deputada da Assembleia Regional da Sicília e se dedicou à edição, publicando as revistas Grandevú (uma fanzine que teve um papel importante para os movimentos sicilianos de contracultura) e Mezzocielo (dedicada exclusivamente a obras e textos de mulheres), além de criar a editora Edizioni della Battaglia, centrada em poesia, literatura, ensaios de sociologia e política ligados à região siciliana.

Em meio aos destaques estão o já citado documentário “La Mia Battaglia”, com o seus 31’43” de duração, além de uma vitrine com 33 publicações e fotos como Menina com a bola, bairro La Cala, Palermo (foto), captada por Letizia Batagli em 1980.

Depois da capital paulista, a mostra seguirá para o IMS | Rio.

SERVIÇO:
Exposição: Letizia Battaglia: Palermo
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424
Quando: até 22/09/2019; de terça a domingo (inclusive feriados, exceto segunda-feira), das 10h às 20h; quinta-feira, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Ocupação Lydia Hortélio” no Itaú Cultural

Gira-gira, monociclo, bate-bate, carrinho de lata de sardinha do acervo de Lydia Hortélio em exibição no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 8 de setembro, a exposição “Ocupação Lydia Hortélio”, que faz uma homenagem à obra educacional e cultural da pianista baiana, de 86 anos, criadora de programas de educadores brincantes.

A homenageada da 45ª edição do programa, nascida em 1932, em Salvador, foi criada em Serrinha, localizada no sertão baiano, e tem como bandeira defender a cultura da criança e a liberdade adquirida pelo ser humano – pequeno ou grande – que brinca e entoa cantigas.

Na mostra, o visitante é instigado a conhecer em um mundo recheado de simplicidades que vão desde referências às paisagens naturais até o brincar com cinco pedrinhas.

A exposição traz fotografias, manuscritos, depoimentos sobre as pesquisas de Lydia Hortélio, além de alguns brinquedos artesanais, como na foto acima, e conteúdo em audiodescrição.

A idealizadora da Casa das Cinco Pedrinhas, na Bahia, chegou a fazer uma coleção de três mil brinquedos musicais.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Lydia Hortélio
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 08/09/2019; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Japan House São Paulo inaugura exposição sobre design têxtil

Créditos: Alisson Louback

O processo criativo da designer Reiko Sudo, da marca japonesa NUNO, é tema de nova mostra no centro cultural até 27 de outubro de 2019. Exposição apresenta trabalhos que destacam técnicas que aliam tradição ao contemporâneo

O universo têxtil japonês com sua riqueza e variedade de tecidos e estampas é a nova vertente da cultura japonesa a ser apresentada na Japan House São Paulo por meio da exposição ‘NUNO – Poéticas têxteis contemporâneas’, em cartaz de 20 de agosto a 27 de outubro de 2019. A mostra destaca peças criadas pela designer japonesa Reiko Sudo, da marca NUNO (palavra que significa tecido, em japonês) que desenvolve linhas estéticas, materiais e técnicas, muitas vezes reinterpretando a tradição têxtil do Japão para o mundo contemporâneo.

Na exposição, com curadoria de Adélia Borges, crítica e historiadora de design; e de Mayumi Ito, consultora e fundadora do projeto comunitário Amaria, serão exibidos 35 diferentes tecidos feitos a partir de matérias-primas que vão de bashofu (fibra de bananeira produzida em Okinawa, no Japão), a páginas de jornais, passando por washi (papel japonês), cobre, plástico, borrachas, penas até materiais tradicionais, como algodão, seda, poliéster, lãs e feltro. A mostra ressalta a contribuição singular da NUNO para o design mundial contemporâneo com uma seleção de tecidos que evidencia a diversidade das técnicas, texturas, materiais e cores, incluindo as formas de produção artesanal, semi-industrial e industrial. Para expor tão rica extensa variedade de peças, o arquiteto Pedro Mendes da Rocha, responsável pela expografia da mostra, se inspirou na organicidade da vida para apresentar uma grande árvore no térreo do centro cultural, cujos ‘galhos’ e ‘folhagens’ são representados por painéis, de 3,5m de largura, cada qual com um diferente tecido.

Como parte da mostra ‘NUNO – Poéticas têxteis contemporâneas’, a entrada do centro cultural se transformará em uma vitrine com koinoboris, carpas estilizadas típicas do Japão, símbolos de saúde e longevidade, feitas com tecidos. A exposição também traz uma série de amostras manuseáveis a serem exploradas pelo público como o Tanabata (2004), tecido de poliéster em formas de origami que cria sensação de movimento, ou o Kibiso Futsu Crisscross (2008), que reaproveita fibras do casulo de seda, antes descartadas pelo difícil manuseio.

Adélia Borges e Mayumi Ito ressaltam a importante preocupação da NUNO em manter pequenas tecelagens japonesas ativas e, assim, valorizar essas técnicas ancestrais do feito à mão, reavivando esses processos com novos materiais e tecnologias. Para elas, Reiko Sudo também propõe um novo olhar para o belo, ressignificando, por exemplo, o processo da ferrugem que é utilizado no tingimento de tecidos.

Com itens presentes no acervo de importantes museus internacionais, como o MoMA Museum of Modern Art (Nova Iorque) e Victoria & Albert (Londres), a designer Reiko Sudo costura no limiar entre o absoluto manual e o extremo high-tech. Fundado em 1984, na cidade de Tóquio, NUNO é considerado um dos melhores laboratórios de pesquisa têxtil da atualidade com sua proposta contínua em unir materiais, técnicas e processos para a obtenção de tecidos singulares em um genuíno centro de experimentações.

“O trabalho realizado pela Reiko Sudo à frente da NUNO é surpreendente e admirável. Após mais de 30 anos de fundação da marca, Reiko continua suas pesquisas com criatividade única contribuindo para o design internacional com suas inovações, mesmo quando está trabalhando sob a premissa de técnicas tradicionais”, declara Natasha Barzaghi Geenen, Diretora Cultural da Japan House São Paulo.

Destaque da programação paralela é a 1ª Edição do Experiências Japan House São Paulo, que tem como objetivo proporcionar vivências exclusivas aos participantes. No dia 23 de agosto, após as boas-vindas na Cafeteria Sabor Mirai no térreo, o grupo poderá acompanhar Reiko Sudo em uma exclusiva visita guiada à exposição, onde ouvirão explicações técnicas e detalhadas sobre cada tecido. Na sequência, os participantes serão recebidos no restaurante AIZOMÊ para um bate-papo descontraído com a designer, que comentará sobre seu processo de criação apresentando elementos e utensílios de sua metodologia. Esta etapa será acompanhada por uma experiência gastronômica do restaurante AIZOMÊ, comandado pela chef Telma Shiraishi. A participação nesta edição do Experiências Japan House São Paulo acontece mediante inscrição e pagamento no valor de R$ 300,00.

Além das atividades, ao longo da exposição, a Japan House São Paulo apresentará uma intensa programação em colaboração com algumas instituições para aproximar as realidades japonesas e brasileiras na área da pesquisa de desenvolvimento têxtil.

NUNO – Poéticas têxteis contemporâneas
De 20 de agosto a 27 de outubro de 2019
Térreo
Experiências Japan House São Paulo
Bate-papo e atividades com a designer Reiko Sudo
Local: Japan House São Paulo (Av. Paulista, 52)
Data: 23 de agosto, das 16h às 20h30
Valor: R$ 300,00 por pessoa (Vagas limitadas)
Inscrição: experiencias@jhsp.com.br

Programação:
16h00 às 16h30: Boas Vindas na Cafeteria Sabor Mirai
16h30 às 17h30: Visita à exposição NUNO – Poéticas têxteis contemporâneas guiada pela designer Reiko Sudo
17h30 às 18h50: Bate-papo com Reiko Sudo sobre seu processo de criação. Etapa acompanhada por uma experiência gastronômica no restaurante AIZOMÊ, na Japan House São Paulo
19h00 às 20h30: Palestra “Índigo japonês – da origem à contemporaneidade” com Kiri Miyazaki
Tradução consecutiva do japonês para o português

JAPAN HOUSE São Paulo – Avenida Paulista, 52
Horário de funcionamento:
Terça-feira a Sábado: das 10h às 20h
Domingos e feriados: das 10h às 18h
Entrada gratuita

Confira a programação no http://www.facebook.com/JapanHouseSP/

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP)
A Japan House São Paulo é uma instituição dedicada a mostrar o melhor do Japão do século 21. Inaugurada em maio de 2017, foi a primeira a abrir as portas no mundo, seguida por Los Angeles (inauguração total em agosto/2018) e Londres (inaugurada em junho/2018). Desde sua abertura, o público brasileiro vem sendo convidado a ter uma experiência única dos modos de viver do Japão contemporâneo. A JHSP promove, em seus três andares, exposições, seminários, workshops e atividades que trazem ao Brasil os mais relevantes criadores e empreendedores japoneses da atualidade nas artes, no design, na moda, na gastronomia, na ciência e na tecnologia. A instituição já recebeu mais de um milhão de visitantes.

Informações para a Imprensa
Suporte Comunicação | Tel: (11) 3035-3070
Fidel Forato: fforato@suportecomunicacao.com.br | ramal 108
Thaís Vallim: tvallim@suportecomunicacao.com.br | ramal 148
Japan House São Paulo
Fernanda Araujo: fernanda.araujo@jhsp.com.br | (11) 94543-2079
Mayumi Orimoto: mayumi.orimoto@jhsp.com.br | (11) 94543-3624
Agosto/2019

Créditos: Fidel Forato | Suporte Comunicação

Exposição “Sergio Larrain: Um Retângulo na Mão” no Instituto Moreira Salles

“Estação de Metrô de Baker Street, Londres”, de Sergio Larrain, captada no final da década de 1950, em exibição no IMS | Paulista. Crédito: divulgação

O Instituto Moreira Salles | Paulista está com a exposição “Sergio Larrain: Um Retângulo na Mão” em cartaz até o próximo domingo, 25 de agosto, que mostra mais de 140 registros do fotógrafo chileno Sergio Larrain (1931-2012), além de um vídeo feito pelo próprio Larrain, assim como desenhos, publicações e outros materiais.

Embora fosse de uma família da alta burguesia chilena, Larrain mantinha uma relação conturbada com o seu pai – um arquiteto e colecionador renomado -, mas que, apesar disso, reconhecera que graças ao vasto acervo da biblioteca familiar, teve acesso à fotografia, área da qual passou a dedicar-se.

Ainda como aprendiz de fotógrafo, Sergio Larrain fez o seu primeiro trabalho fotográfico ao mostrar imagens de crianças abandonadas em Santiago e, algumas desses registros, podem ser conferidos no instituto. Depois, em 1958, foi trabalhar em Londres após conseguir uma bolsa do British Council.

E, assim, Sergio Larrain integrou o universo da fotografia de forma meteórica, com uma obra magnífica e rica. A retrospectiva de sua produção, organizada pela curadora francesa Agnes Sire, dá conta de toda a produção do chileno: o começo fotografando crianças de rua em Santiago, a série de viagens profissionais, o trabalho como correspondente internacional, membro da agência Magnum, o olhar amadurecido de volta à terra natal, até sua precoce retirada, quando faz opção por uma vida de isolamento e meditação.

A mostra ainda destaca a passagem de Larrain pela revista O Cruzeiro Internacional, com 34 exemplares do periódico com imagens registradas por ele.

Entre os destaques estão a série de 20 imagens intitulada “Crianças de Rua”, feitas em Santiago, além de “Estação de Metrô de Baker Street, Londres” (foto), registrada entre 1958 e 1959, assim como os 18 desenhos e fotos intitulado “Satori”.

SERVIÇO:
Exposição: Sergio Larrain: Um Retângulo com a Mão
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista
Quando: até 25/08/2019; de terça a domingo, das 10h às 20h (exceto às quintas-feiras, que vai até às 22h)
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Ainda Há Noite (Nos Queda La Noche)” no Itaú Cultural

O trabalho de Yael Martínez no Itaú Cultural. Créditos: divulgação

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 11 de agosto, a exposição “Ainda Há Noite (Nos Queda La Noche)”, que reúne cerca de 200 registros que recorrem às hras noturnas com obras produzidas por dez artistas e duplas de oito países da América Latina, além de Espanha e Reino Unido.

A mostra, que tem a curadora de Claudi Carreras e Iatã Cannabrava, faz parte da 5ª edição do Fórum Latino Americano de Fotografia, realizada a cada três anos pelo Itaú Cultural, que apresenta vasta programação de palestras e debates sobre o suporte.
Indagando o conceito de que o dia faz as coisas mais claras, enquanto a noite recobre como um véu, a exposição propões que exista aspectos das afinidades e dos fatos da América Latina que só são revelados ou vistos com preciosidade nos momentos em que a luz natural se ausenta. Assuntos como violência, as marcas dos processos de colonização e os atuais movimentos de negação dos conhecimentos histórico e científico são abordados na mostra.

Em meio aos destaques estão “Lucérnaga” (foto), de Yael Martínez; “História Natural do Silêncio” (2019), de Jorge Panchoaga; e “Purgatório” (2014-2017), de Ignacio Iturrioz.

Vale destacar que a exposição contém videoguia em LIBRAS e audiodescrição com relação às obras.

SERVIÇO:
Exposição: Ainda Há Noite (Nos Queda La Noche)
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 11/08/2019; de terça a sexta, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “FILE São Paulo 2019” no Centro Cultural FIESP

A obra interativa “A Sense Of Gravity” no Centro Cultural FIESP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural FIESP realiza até o próximo domingo o “FILE São Paulo 2019”, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que completa 20 anos em 2019 e reúne cerca de 250 obras que reúne arte e tecnologia. A novidade da atual edição é a homenagem aos 500 de Leonardo da Vinci e 100 anos da Escola de Bauhaus, criada na Alemanha.

Ao longo dessas duas décadas do festival, sendo 15 deles no Centro Cultural da FIESP, mais de oito mil artistas apresentaram obras de arte interativa, videoarte, robótica, animações de arte, gifs, inteligência artificial, performances, LED show, e outras técnicas. Além da capital paulista, o FILE passou por sete cidades (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e São Luís) e foi visto por mais de um milhão de pessoas.

Evidentemente que a edição 2019 do FILE não poderia deixar de ter interatividade, que é marca do evento. E a interação se faz presente em obras como “Into The Wind”, do tailandês Witaya Junma, composta por uma imensa caixa em que o sopro se transforma em bolhas de sabão. E também “Scope”, da norte-americana Kristin McWarther, que pode ser apreciada em dupla, uma vez que é feita por um móvel de madeira que conecta dois óculos e fones de ouvido de realidade virtual. Os movimentos de um influencia o que o outro vê e vice-versa. Além de “A Sense Of Gravity” (foto), instalação que possibilita a alteração da percepção da gravidade.

Quanto aos homenageados, o mestre do Renascimento é lembrado através da videoinstalação “The Last Supper Alive”, obra em que o compatriota de Da Vinci, Rino Tagliaferro, faz movimento das figuras da “Última Ceia” com uma técnica que mistura softwares de imagem com a da célebre obra de Leonardo, como uma espécie de restauro na clássica obra.

Já o tributo a Bauhaus se dá pelo coletivo alemão Interactive Media Foudation & Artificial Rome através da obra “Das Total Tanz Theater”, que refaz os experimentos do movimento artístico surgidos com a Bauhaus em um espetáculo que envolve o visitante na performance.

SERVIÇO:
Exposição: FILE 2019
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 11/08/2019; de terça-feira a sábado, das 10h às 22h, domingos, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida