Exposição “Retratos – Diálogos da Identidade” no Centro Cultural FIESP

fotografia de Martin Parr do lado de fora do Camp Nou, em Barcelona. Créditos: divulgação

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo dia 27 de dezembro a exposição “Retratos – Diálogos da Identidade”, que reúne cerca de 100 fotografias do acervo da agência Magnun. Celebridades e anônimos foram captados pelas lentes de ilustres fotógrafos.

No mundo da fotografia, o retrato é a espécie que predomina até hoje e tem sido reconfigurado desde a invenção deste meio de comunicação em 1839. E, no espaço do Centro Cultural FIESP, o público poderá conferir por meio dos registros de consagrados nomes do meio, como Bruce Gilden, Elliott Erwitt, Martin Parr, Paolo Pellegrin, Philippe Halsman e Steve McCurry, cada um com seus estilos, métodos e tecnologias vigentes ajudaram a contribuir para as múltiplas expressões de identidade que o retrato propicia.

Este grupo de artistas dialoga com uma série de elementos que descrevem o indivíduo e explica porque, desde o seu surgimento, a fotografia é um fenômeno de massa.

Na exposição, são exibidas imagens das ruas de Nova Iorque feitas por Bruce Gilden. Enquanto isso, Elliott Erwitt cultiva fotos de famílias. Já Martin Parr apresenta seus autorretratos. Paolo Pellegrin exibe imagens de celebridades do cinema como Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Penélope Cruz, entre outros. Philippe Halsman apresenta o seu famoso ensaio Jump, que contém fotos de nomes como Grace Kelly, Jerry Lewis, Marilyn Monroe, Muhammad Ali e Salvador Dali. E Steve McCurry traz as suas famosas imagens coloridas na Ásia.

Em meio aos destaques estão “Mulher Andando na 5ª Avenida, Nova York” (1992), de Bruce Gilden; “Garota Vestindo um Casaco Chinês, Shigatse, Tibete” (2001), de Steve McCurry; e “Fora do Estádio Camp Nou, Barcelona” (foto), de 2012, de Martin Parr.

Além das fotografias, a mostra exibe três exemplares de livros de fotografias e um vídeo que traz o nome da exposição, que contém oito minutos de duração.

SERVIÇO:
Exposição: Retratos – Diálogos da Identidade
Onde: Centro Cultural FIESP – Galeria de Fotos do SESI-SP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 27/12/2017; diariamente, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Balzi, os Anos de Barcelona: 1967-1987” no Instituto Cervantes

A obra “Niños” (1987) presente no Instituto Cervantes. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Cervantes promove até o próximo sábado, 16 de dezembro, a exposição “Balzi, os Anos de Barcelona: 1967-1987”, que contém 15 trabalhos de Juan J. Balzi realizados na Catalunha entre 1967 e 1987.

Nessa época, a preocupação do artista pelo isolamento do ser humano nas grandes metrópoles, evoluiu para um tranvanguardismo que culminaria com sua tese “imagens de 3ª geração”, embasado no processo desenvolvido posteriormente nas oficinas realizadas em São Paulo a partir de 1987.

O artista brasileiro ítalo-argentino tem como influência a pintura metafísica italiana de Chirico e Carrá, e por Francis Bacon e Gerhard Richter. As pichações sobre fotografias de Balzi lembram fortemente Arnulf Rainer.

Além das obras, há um espaço destinado aos livros e material de trabalho do artista, como paleta e pincéis.

Entre os destaques estão “Res” (1987), “Niños” (foto), também de 1987, e “Mujer con Cuervo” (1980), ambos feitos em Barcelona e constituídos em óleo sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Balzi, os Anos de Barcelona: 1967-1987
Onde: Instituto Cervantes – Avenida Paulista, 2439 – térreo
Quando: até 16/12/2017; de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. sábados, das 9h às 13h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Dog.Art” no Conjunto Nacional

Escultura de Regina F. Helou em exibição no Conjunto Nacional. Foto: Jorge Almeida

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional realiza até a próxima quinta-feira, 30 de novembro, a exposição “Dog.Art”, que reúne cerca de 90 esculturas caninas e felinas pintadas por artistas plásticos e personalidades. O evento, criado pelo Sciacco Studio, foi realizado em parceria com a R2B Produções Culturais e a Unidéias Captação & Conteúdo e tem o patrocínio da Petz.

A mostra tem esculturas de cachorros que variam entre bulldogs, pitbulls, dachshunds, goldens e até os simpáticos vira-latas, além de alguns gatos em tamanho natural, confeccionados em fibra de vidro e customizados que permitem a interação do público com os pets.

O intuito da exposição é instigar participantes e visitantes a apreciarem a arte em um novo suporte, de maneira lúdica e divertida, e chamar a atenção da sociedade, por meio da arte, para distribuir amor e respeito para com os animais que, infelizmente, ainda são maltratados, abandonados e “trocados” pelos aparatos tecnológicos.

O projeto foi inspirado em movimentos de artes vinculados à customização de esculturas de objetos e/ou animais como elefantes em Milão, flamingos em Miami, leões e vacas na Suíça, galos em Portugal e por aí vai, tudo com o intuito de aliar o amor pelos animais e ligar esse sentimento com a arte.

Entre os destaques estão um gato, de Fabiana Trevisan; um cão de Regina F. Helou (foto), além do cachorro customizado de anjo, de Erica Melo; e a homenagem que a artista Fabiana Duarte fez para o saudoso David Bowie, por exemplo.

SERVIÇO:
Exposição:
Dog.Art
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 30/11/2017; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Pedro Correia de Araújo: Erótica” no MASP

A obra “Pureza”, de Pedro Correia de Araújo, em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza até o próximo sábado, 18 de novembro, a exposição “Pedro Correia de Araújo – Erótica”, que exibe cerca de 70 obras do artista “franco-pernambucano” (1881-1955), entre nus, retratos e danças e a série que dá nome à mostra, onde a presença do erotismo não está apenas nas telas mais explícitas, mas também nas representações de danças brasileiras, como o jongo, além de retratos femininos de caboclas, índias e negras.

Nascido em Paris e de família pernambucana, Pedro Correia de Araújo iniciou, a partir da década de 1910, os estudos em uma escola alternativa de arte na capital francesa, onde aprendeu a utilizar a geometria na confecção de seus trabalhos, como pode ser notado na obra “Pureza” (1938), obra que ilustra o corpo da mulher cuja estrutura é feita em volumes circulares, triangulares, quadrados ou hexagonais, deixados intencionalmente à mostra.

A seleção das obras destaca a sensualidade latente que atravessa a produção do artista em sua fase brasileira (de 1929 a 1955), reforçando a presença do erotismo não somente nos nus ou na série de desenhos sexualmente mais explícitos, mas também nos demais núcleos, compostos pelas representações de retratos femininos de caboclas, negras, índias e mulatas.

Embora suas pinturas de nus e de prostitutas, Araújo nunca ficou encantado pela possibilidade do voyeurismo banal, e fez de suas mulheres figuras complexas e repletas de caráter, verdadeiras representações de força e segurança.

E, para não polemizar com relação à classificação etária, algumas obras foram “cobertas” por cortinas, mas podem ser acessadas, como por exemplo, “Dois Nus Femininos” (1940), um grafite sobre papel. Merecem atenção obras como “Jongo”, um óleo sobre tela e sem data; e a já citada “Pureza” (foto), um óleo sobre compensado.

A exposição integra o contexto de um ano dedicado às histórias da sexualidade no MASP e dialoga com outras mostras que o museu apresenta, como o do coletivo “Guerrilla Girls”, por exemplo.

SERVIÇO:
Exposição:
Pedro Correia de Araújo – Erótica
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 18/11/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição “Sagrado Primitivo – O Intermédio de Dois Mundos” no Conjunto Nacional

“Espírito de Deus”, uma das obras em exibição no Conjunto Nacional. Foto: Jorge Almeida

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional promove até o próxima sexta-feira, 17 de novembro, a exposição “Sagrado Primitivo – O Intermédio de Dois Mundos”, que contém cerca de 20 obras do artista plástico Geraldo Lacerdine em que ele sugere a discussão sobre a manifestação do sagrado na diversidade.

A mostra propõe o diálogo sobre diversidade e preconceitos, e estabelece um diálogo entre duas realidades historicamente distintas: o santo e o profano. Por século, nos foi vinculada o conceito de que o sagrado é permeado de pureza, figuras brancas e loiras, sucessivamente nórdicas e incorruptíveis, enquanto isso, o profano (humano) é sujo, pobre, negro, com imagens borradas, deformadas, disseminando fraqueza e sexualidade vil.

O conceito do projeto é partir com a cultura do preconceito e expandir a ressalva para um legítimo e genuíno sagrado, que surge do intermediário entre dois mundos, céu e terra, e que chamamos de humano.

Dessa forma, Lacerdine apresenta quadros em tamanhos gigantes, representando figuras nada convencionais que indagam o estereótipo de sagrado convencional. Imagens femininas e negras estão no lugar em ícones clássicos da tradição religiosa de uma forma nunca vista.

A ideia da exposição não é assombrar o público religioso, mas sugerir uma reflexão respeitosa sobre preconceitos e a aceitação da diversidade na produção artística tradicional do sacro.

Entre os destaques estão “Espírito de Deus” (foto), “Cristo Pobre” e “Proteção dos Mares – A Pesca”, ambas acrílica sobre tela com aplicação de folha de ouro.

SERVIÇO:
Exposição:
Sagrado Primitivo – O Intermédio de Dois Mundos
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 17/11/2017; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Espuma” na Japan House São Paulo

A instalação “Espuma” na Japan House São Paulo. Foto: Jorge Almeida

A Japan House São Paulo promove até o próximo domingo, 12 de novembro, a exposição “Espuma”, de Kohei Nawa, que consiste em um instalação transitória feita em um ambiente azul, iluminação programada, onde uma espécie de montanha de espuma ou nuvens se modificam como item orgânico condicionado ao ciclo de nascimento e destruição.

Um dos jovens artistas mais reconhecidos no Japão, Kohei Nawa é conhecido pela produção marcada por uma vasta pesquisa de materiais inovadores e uma obsessão estética: seu olhar sobre as estruturas moleculares, das quais toda a vida é feita.

A instalação “Espuma” é composta por pequenas bolhas ou células que se formam na superfície de um líquido semelhante a um sabão. Elas vão se acumulando para formar uma estrutura livre, cada bolha permanecendo dependente ao seu ciclo de nascimento e destruição, de forma similar à condição de nossas próprias células, que circulam, metabolizam e morrem.

Andar pelo  espaço onde se encontra a obra traz ao visitante uma sensação semelhante ao de caminhar sobre as nuvens, mas nuvens de matéria orgânica, como as estruturas do nosso interior.

SERVIÇO:
Exposição:
Espuma
Onde: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – Cerqueira César
Quando: até 12/11/2017; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Satoyama” na Japan House São Paulo

Uma das fotos de Sergio Coimbra na exposição “Satoyama”. Créditos: divulgação

A Japan House São Paulo promove até o próximo domingo, 12 de novembro, a exposição “Satoyama”, que contém cerca de 80 fotografias resultantes do trabalho realizado entre dois nomes da cena gastronômica mundial: o fotógrafo brasileiro Sergio Coimbra e o chef de cozinha japonês Yoshihiro Narisawa. Além das imagens, a mostra exibe objetos e vídeos relacionados à trajetória e as criações feitas ao longo de três anos em diferentes pontos do Japão para retratar a gastronomia local.

O resultado das viagens para a exploração de panoramas e da natureza apresentam os mistérios da culinária japonesa, que nem os próprios nipônicos se dão conta, como a extensa importância aos alimentos utilizados, sua sazonalidade e seu produtor, feitios capturados pelo fotógrafo brasileiro que registrou a cultura e os hábitos alimentares apresentados através das releituras do renomado chef.

Narisawa explana para o século XXI métodos gastronômicos clássicos e a forma de pensar sobre a nutrição do futuro e a sua sustentabilidade. Podemos observar o uso do misterioso Koji – o fungo nacional; a utilização do carvão Binchotan, o preparo de cobras, entre outras, reforçando a valorização dos produtos regionais com uma perspectiva contemporânea e de consciência ambiental. Como resultado, criou um prato denominado Soil Soup (Sopa de Terra) que, em suas palavras, “expressa a importância do meio ambiente através do que comemos”.

Entre os destaques estão “Water Salad, Spring Waterblessing”, série composta por nove fotografias; “Okinawa (província ao sul, onde as cobras colocam seus ovos)”, que exibe uma cobra defumada irabu e é utilizada para fazer sopa; e “Inori-Prayer”, um prato de “cozinha iluminada” (caranguejo e a bardana, o feitio do washi, o papel artesanal produzido a partir de fibras de amoeira).

SERVIÇO:
Exposição:
Satoyama
Onde: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – Cerqueira César
Quando: até 12/11/2017; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida