Exposição “Vida de Cão” na Galeria de Arte do SESI

Foto de Elliott Erwitt tirada em 1990 em Birmingham, na Inglaterra. Créditos: divulgação

A mostra “Vida de Cão” está em cartaz até o próximo domingo, 24 de setembro, na Galeria de Arte do SESI e apresenta 50 registros em preto e branco do francês Elliott Erwitt realizados em diversos países, entre eles o Brasil, entre 1946 e 2004, nas quais ele sugere uma reflexão sobre a relação do homem com o seu animal de estimação.

Perspicaz observante do universo canino, Erwitt retrata a relação que temos com esses animais, enfatizando a semelhança mútua que é identificada nas expressões faciais, na companhia abranda desses companheiros e no anseio que compartilhamos em nossas vivências.

O olhar do fotógrafo flagra uma série de afinidades que temos com o melhor amigo do homem: é afável e pilhérico ao mesmo tempo em que, segundo o curador João Kulcsár, “é estético e crítico na escolha do clique”.

Entre os locais fotógrafos por Elliott Erwitt que podem ser conferidos na mostra estão Nova York (1974), Birmingham (foto), Búzios (1990), Brasília (1963), Paris (1989).

Além disso, a mostra apresenta três livros do fotógrafo e um vídeo com uma entrevista com 8’30” de duração com Elliott Erwitt.

SERVIÇO:
Exposição:
Vida de Cão
Onde: Galeria de Arte do SESI – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 24/09/2017; diariamente, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Anúncios

Exposição “Wanda Pimentel: Envolvimentos” no MASP

“Sem Título”, da série Envolviimento, de 1969, vinílica sobre tela de Wanda Pimentel em exposição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) apresenta até o próximo domingo, 17 de setembro, a exposição “Wanda Pimentel: Envolvimentos”, que traz um conjunto de 27 obras da série “Envolvimento”, produção que inicia a trajetória artística da carioca Wanda Pimentel. A mostra aborda o período mais produtivo da artista a cerca da série, entre 1968 e 1969, apesar de a sequência chegar a 1984.

A mostra exibe obras da série que abrange o corpo feminino (principalmente os pés e as pernas) em precisos enquadramentos de ambientes domésticos – sala, banheiro, cozinha e quarto de costura. Os fragmentos das representações – do corpo e da casa – são feitos de forma sintética e geometrizada devido às linhas precisas, além de um esmiuçador artifício de aplicação de tinta para, assim, deixar os quadros multicoloridos e brilhantes, com uma forte tensão entre os corpos, os objetos e os envolvimentos entre eles.

Ao depararmos com a máquina de costura, as roupas, sapatos, utensílios domésticos, com líquidos escorrendo das panelas, transbordando das xícaras e a fumaça exalando das panelas e dos cigarros, das pernas e dos pés que aparentam à beira do caos. As interpretações das leituras dessas obras têm uma lógica por conta do contexto histórico do final dos anos 1960: o aceleramento desenfreado dos meios de comunicação de massa, o consumismo, as reivindicações dos direitos das mulheres, isso no mundo inteiro; enquanto isso, no Brasil, a ditadura militar (1964-1985), que se intensificou com a implantação do Ato Inconstitucional nº 5 (AI-5), que proibira as manifestações de cunho político de toda ordem. Logo, essa produção de Pimentel é uma crítica aguda e perspicaz a todo um sistema que então se solidificava.

Curiosamente, a exposição dialoga diretamente com a mostra “Quem Tem Medo de Teresinha Soares?”, que ficou em cartaz até o último dia 6 de agosto, por conta do pioneirismo de ambas a tratar de questões ligadas à mulher e suas representações ainda na década de 1960.

SERVIÇO:
Exposição: Wanda Pimentel: Envolvimentos
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 27/09/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição “Subtle – Sutilezas Em Papel” na Japan House São Paulo

A obra “I Hate U / I Love U”, de Yoshiaki Trobe, na Japan House São Paulo. Foto: Jorge Almeida

A Japan House São Paulo promove até o próximo domingo, 10 de setembro, a exposição “Subtle – Sutilezas em Papel”, que apresenta 27 criações que resgatam e enraízam o deslumbramento pelo papel ao ratificar sua variedade de texturas, cores, técnicas e aplicações do material.

A mostra marca o minimalismo japonês e instiga o visitante à observação aprofundada de cada obra, apresentando o que não fica nítido na primeira impressão.

São apresentados itens sutis, delicados e leves, como o washi, o tradicional papel japonês que é feito de forma artesanal com técnicas tradicionais.

A mostra é dividida em quatro eixos: SUBTLE | CRIAÇÃO, SUBTLE | COLEÇÃO, PAPEL: UM RETRATO e PAPÉIS ESPECIAIS. Essa exposição já foi exibida na tradicional feira Takeo Paper Show, que ocorre no Japão desde 1965 e é dedicada ao universo do papel. Foram da terra do Sol Nascente, ela já passou por Taipe, Milão e, agora, chega a São Paulo.

Entre os destaques estão “Tom da Gravidade”, de NT Rasha; “Flor de Papel”, de Haruka Misawa; e “I Hate U / I Love U” (foto), de Yoshiaki Trobe.

SERVIÇO:
Exposição:
Subtle – Sutilezas em Papel
Onde: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – Cerqueira César
Quando: até 10/09/2017; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Kengo Kuma – Eterno Efêmero” no Japan House São Paulo

Uma das maquetes que reproduz um dos projetos de Kengo Kuma. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Kengo Kuma – Eterno Efêmero” está em cartaz no Japan House São Paulo até o próximo domingo, 10 de setembro, e apresenta a essência da produção de um dos arquitetos mais criativos do Japão e em outros vários e imponentes projetos pelo mundo afora.

A obra de Kuma está na utilização da tradição construtiva japonesa e de técnicas artesanais como alicerce para criar desenhos contemporâneos e inovadores, acoplados ao constante uso do espaço, da luz natural e de elementos orgânicos.

A exposição traz também outros aspectos da produção criativa do artista, que vai além da arquitetura convencional com uma vasta produção de intervenções e de arquitetura efêmera.

A mostra exibe projetos como “Fuan”, formado por uma casa de chá feita a partir de um enorme balão flutuante, perfeita expressão da “não construção” da arquitetura temporária; “Cobogó Pavilion”, escultura inabalável inspirada no cobogó brasileiro, elemento construtivo vazado criado no Recife nos anos 1930; e “Tsumiki”, um conjunto de peças de madeira que se encaixam como um brinquedo de montar, além de 15 maquetes de espaços como o Bamboo Nest, Hiroshige Museum Of Art, GC Prostho Museum Research Center, Sunny Hills, Tee Haus, Lotus House, The China Central Academy, o Novo Estádio Nacional de Tóquio, entre outros.

Além de ser o arquiteto responsável de diversos projetos grandiosos pelo mundo, como os citados acima, ele é o responsável pelo projeto do edifício da Japan House São Paulo.

SERVIÇO:
Exposição: Kengo Kuma – Eterno Efêmero
Onde: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – Cerqueira César
Quando: até 10/09/2017; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “FILE São Paulo 2017 – O Borbulhar de Universos” na Galera de Arte do SESI

A instalação “Black Hole Horizon” em exposição na Galeria de Arte do SESI. Foto: Jorge Almeida

A 18ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) – O Borbulhar dos Universos está em exibição na Galeria de Arte do SESI até o próximo domingo, 3 de setembro, e reúne cerca de 40 obras, entre instalações interativas e não interativas, com produções que incluem realidade virtual, videoarte, animações, mídia arte e hipersônica, além da parte da programação de animação e games e da instalação “The Flooor”, de Håkan Lidbo & Max Björverud.

O evento ocupa diversos espaços, como a Galeria de Arte, que apresenta as instalações interativas e não interativas, as obras de realidade virtual, games, animações e GIFs.

Enquanto isso, na Galeria de Arte Digital contém o tradicional File Led Show 2017, uma exibição de arte pública que utiliza a fachada do edifício como base para a verificação de diferentes linguagens artísticas.

O Espaço de Exposições recebe parte da programação de animação e games, além da já citada instalação “The Flooor”.

Além das obras na Galeria de Arte do SESI, a mostra se expande com o FILE SOLO, com mostra individual do artista belga Lawrence Malstaf, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB); e a FILE PAI – Paulista Avenida Interativa, com a instalação de quatro obras na mais paulista das avenidas.

Em meio aos destaques estão  “Little Babylon”, criado pelos grupos Rezone, ONL Architects, Air Design Studio, MarijnMoerbeek& Thomas Rutgers, da Holanda. A obra é uma estrutura inflável de 20 metros de altura que muda de cor de acordo com as hashtags enviadas pelo público; “Overview”, do belga Lawrence Malstaf, uma instalação que refere à forte reação emocional que astronautas experimentaram ao observar o planeta Terra do espaço pela primeira vez; a interativa “The Physical Mind”, do holandês Tem Vonk, em que dois objetos infláveis apliquem uma pressão física ao corpo do participante da obra, em que ele se deita para, depois, ser erguido e suavemente espremido entre as curvas dos dois objetos; e “Black Hole Horizon” (foto), do alemão Thom Kubli, uma instalação que transforma o som das cornetas, semelhante a uma buzina de navio, em bolhas de sabão. Pode-se visualizar diferentes tipos de timbres que geram diferentes formas de bolhas.

SERVIÇO:
Exposição:
18ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) – O Borbulhar dos Universos
Onde: Galeria de Arte do SESI – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 03/09/2017; diariamente, das 10h às 20h (entrada permitida até às 19h40)
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Itaú Cultural homenageia Aracy Amaral com o projeto Ocupação

Aracy Amaral é a 35ª personalidade homenageada pelo projeto Ocupação, do Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural realiza até o próximo domingo, 27 de agosto, a “Ocupação Aracy Amaral”, que homenageia a pesquisadora, curadora, crítica, gestora, jornalista e professora Aracy Amaral, por meio de fotografias, artigos de jornais, entrevistas e outros itens da homenageada.

Aracy Amaral formou-se em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero no final da década de 1950, tendo marcado presença na primeira Bienal de São Paulo, em 1951, ainda como estudante. Depois de realizar estudos nessa área, tornou-se especialista em pesquisas acadêmicas em artes visuais como crítica de arte e escreveu importantes textos relacionados a história da arte brasileira e latino-americana que deu origem a obras fundamentais para compreensão em temas  como o modernismo brasileiro, a arte latino-americana, o construtivismo e a influência hispânica na arquitetura paulista.

Com o trabalho marcado pela curiosidade, rigor e inquietude, Aracy Amaral se tornou professora na Universidade de São Paulo (USP), tendo se aposentado em 1990, e exerceu a função de diretora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 1976 e 1979, e do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), de 1982 a 1985, além de ter sido a curadora de mais de 50 exposições.

Entre os destaques da mostra está a biblioteca com livros de Aracy Amaral, juntamente com catálogos de exposições curadas por ela, pesquisas, textos e artigos assinados pela pesquisadora, e a instalação “A Hispanidade em São Paulo – da Casa Rural à Capela Santo Antônio” (1981), obra que investiga a influência da arquitetura hispano-americana nas construções paulistas.

A exposição inclui ainda um site com conteúdo extra (itaucultural.org.br/ocupacao).

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Aracy Amaral
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 27/08/2017; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Entorno de Nós” no Conjunto Nacional

Vista parcial da exposição “Entorno de Nós” no Conjunto Nacional. Foto: Jorge Almeida

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional exibe até o próximo sábado, 26 de agosto, a mostra “Entorno de Nós”, que reúne cerca de 20 peças e vivências de marchetaria do artista e educador social Danilo Blanco.

A mostra faz uma breve linha do tempo da trajetória do artista, que teve início na década de 1990, em que estão expostas peças do acervo particular. O artista destaca os azulejos de porcelana que reportam trabalhos de marchetaria feitos por 180 alunos da Escola Estadual Professor Dr. Geraldo Campos de Moreira, na primeira fase do projeto “Entorno de Nós”, um ciclo produtivo que consiste na instalação de um mural com 800 azulejos em um mural da Estação Barra Funda da CPTM.

Como expansão deste lançamento, o artista realiza no Instituto Cervantes uma mostra com sua obra atual, aliando peças inéditas e experimentais trabalhadas com lâminas de madeiras que despontam seu vocabulário. Em paralelo, o artista promove experiências de marchetaria para o público e alunos da Escola Estadual Rodrigues Alves, escola que passa a integrar o projeto “Entorno de Nós”, com o apoio da Associação Paulista Viva.

SERVIÇO:
Exposição: Entorno de Nós
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 26/08/2017; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita