Luto no futebol: morre Ronaldo Drummond, ex-atacante de Atlético (MG), Palmeiras e Cruzeiro

Créditos: reprodução/Twitter/@atletico

O ex-jogador Ronaldo Drummond morreu às 4h desta terça-feira (9) em virtude de uma hemorragia gástrica, em Belo Horizonte (MG). O ex-atacante tinha 73 anos e estava internado no Hospital Vera Cruz, na capital mineira. A família do ex-jogador que teve passagens por Atlético Mineiro, Palmeiras e Cruzeiro chegou a realizar uma campanha nas redes sociais pedindo doação de sangue, mas, houve uma piora do quadro e ele não resistiu.

Natural de Belo Horizonte, nascido em 21 de agosto de 1946, Ronaldo Gonçalves Drummond começou a jogar bola em times de várzea do bairro Floresta, em Belo Horizonte. Logo depois, foi para o juvenil do Cruzeiro-MG, onde ganhou seu primeiro salário como jogador: NCr$ 10,00. Veio para o juvenil do Atlético, trocado por Mário Jorge que decaiu seu futebol após esta troca, enquanto Ronaldo tornou-se um grande jogador.

Com a camisa do Galo, Ronaldo foi campeão mineiro em 1970 e brasileiro em 1971. No ano seguinte, o atacante foi para o Palmeiras, por onde conquistou dois Campeonatos Brasileiros em 1972 e 1973, além de dois Campeonatos Paulistas, em 1972 e 1974, inclusive, foi dele o autor do gol que, além de dar o título ao alviverde, aumentou o tabu corinthiano que naquele ano completava 20 anos sem conquistas expressivas para a frustração da maioria dos mais de 100 mil torcedores que estiveram no Estádio do Morumbi. Talvez, esse tenha sido o gol mais importante da carreira de Ronaldo.

E o último clube de Ronaldo foi o Cruzeiro, onde fez parte da equipe treinada por Zezé Moreira a conquistar a então inédita Taça Libertadores da América de 1976 e um Campeonato Mineiro em 1977.

Depois de pendurar as chuteiras, o ex-atacante trabalhou como diretor de futebol do Atlético Mineiro.

Pelas redes sociais, os clubes defendidos por Ronaldo Drummond e seus torcedores prestaram condolescências à família.

O sepultamento ocorrerá nesta terça-feira em cerimônia apenas para a família devido à pandemia da COVID-19.

Descanse em paz, Ronaldo Drummond.

Por Jorge Almeida

Luto no rock: morre Bob Kulick, guitarrista e produtor

O guitarrista e produtor Bob Kulick morreu aos 70 anos. Créditos: reprodução/divulgação

O guitarrista e produtor Bob Kulick morreu aos 70 anos. A informação foi confirmada pelo seu irmão, o também guitarrista Bruce Kulick, ex-integrante do Kiss e atualmente no Grand Funk Railroad, nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada. Bob ficou conhecido por trabalhar com nomes como Kiss, W.A.S.P., Meat Leaf, Doro, Lou Reed, entre outros.

Novaiorquino do Brooklyn, Bob Kulick nasceu em 16 de janeiro de 1950 e ganhou notoriedade por seu envolvimento com diversos nomes do rock, mas notavelmente no Kiss. Ele foi um dos guitarristas que, em 1972, fez testes para entrar na banda de Gene Simmons e Paul Stanley, mas perdeu a vaga para Ace Frehley.

Apesar da recusa em ocupar o posto no Kiss, Bob se manteve próximo da banda anos mais tarde, servindo como uma espécie de “quebra-galho”, gravando uma guitarra aqui, ajudando a compor uma música ali e tal. Em 1977, por exemplo, ele foi quem gravou as três guitarras das cinco faixas inéditas de “Alive II” (1977), quando a relação entre os músicos do grupo estava desgastada, além de ter sido o guitarrista no álbum solo de Paul Stanley (1978).

E, quando o Kiss passou por uma verdadeira turbulância, com a saída dos integrantes originais, Peter Criss e Ace Frehley, Bob Kulick colaborou nos álbuns “Unmasked” (1980), nas faixas inéditas da coletânea “Killers” (1982) e no clássico “Creatures Of The Night“, também de 1982. Gene Simmons e Paul Stanley gostavam tanto do trabalho do guitarrista que ele só não foi efetivado pela banda no lugar do problemático Vinnie Vincent por um motivo bem peculiar: Bob Kulick era careca.

Em 1984, o Kiss recrutou Mark St. John no lugar de Vinnie, mas ele ficou poucos meses na banda, o tempo suficiente para gravar o álbum “Animalize” (1984), e precisou deixar o Kiss por conta de um problema de saúde. Então, Bob indicou o irmão Bruce Kulick, que ficou no Kiss até 1995. No final da década de 1980, Bob trabalhou na turnê solo de Paul Stanley.

Bob Kulick também teve uma longa trajetória musical ao lado de Meat Loaf, participando de vários álbuns e turnês do cantor, com destaque a “Bad Attitude” (1984). Trabalhou, ainda, como músico de estúdio do W.A.S.P., tocando nos discos “The Crimson Idol” (1992) e “Still Not Black Enough” (1995).

Entre outros artistas e bandas com os quais Bob trabalhou, estão Lou Reed, no álbum “Coney Island Baby” (1975), no auto-intitulado disco de Michael Bolton, de 1983; Diana Ross, em “Mirror Mirror” (1981), Doro, em “Calling The Wild” (2000), o ex-Judas Priest Tim “Ripper” Owens, em “Play My Game” (2010).

O músico ainda esteve em grupos como o Blackthorne, Balance e Skull. Mas, nos últimos anos, o guitarrista estava mais dedicado à atuação como produtor. Trabalhou em diversos tributos a bandas como Aerosmith, Queen, Shania Twain e Iron Maiden, entre outros – sempre no formato “all-star”, onde convidava uma série de artistas famosos para participar. Porém, chegou a lançar um álbum solo em 2017, intitulado “Skeletons In The Closet”.

O músico também assinou a produção de “Whiplash”, música vencedora do Grammy com o Motörhead, em 2005. E, recentemente, o guitarrista compôs e produziu a canção “Sweet Victory”, que foi utilizada pelo personagem animado Bob Esponja no episódio “Band Geeks”.

A seguir, o texto (traduzido, é claro) postado pelo irmão Bruce Kulick: “Estou com o coração partido por compartilhar as notícias da morte de meu irmão Bob Kulick. Seu amor pela música e seu talento como músico e produtor sempre devem ser comemorados. Eu sei que ele está em paz agora, com meus pais, tocando seu violão o mais alto possível. Por favor, respeite a privacidade da família Kulick durante este período muito triste“.

Descanse em paz, Bob Kulick. Obrigado pela sua colaboração para o mundo do rock.

Por Jorge Almeida

Luto no futebol: Morre Oswaldo Alvarez, o Vadão

O ex-treinador da Seleção Brasileira Feminina Oswaldo Alvarez. Créditos: Reprodução/YouTube

O futebol brasileiro entrou em luto nesta segunda-feira (25) com a morte de Oswaldo Alvarez, o Vadão. O ex-treinador com passagens em diversos clubes e pela Seleção Brasileira de futebol feminino faleceu no começo da tarde de hoje no Hospital Albert Einstein, em decorrência de complicações relacionadas a um câncer de fígado, o qual acabou a evoluir para outros órgãos. O treinador tinha 63 anos.

Oswaldo Fumeiro Alvarez nasceu em Monte Azul Paulista em 21 de agosto de 1956, começou a sua carreira de jogador de futebol na década de 1960 e defendeu as cores do Guarani e do Botafogo (SP) nas categorias de base enquanto no profissional atou no Paulista de Jundiaí, Velo Clube e Capivariano. Mas foi como treinador, no começo da década de 1990, que sua carreira ganhou notoriedade. Ele comandou diversos clubes do país, especialmente no interior paulista.

Entre os trabalhos de destaque de Vadão está o do Mogi Mirim, entre 1992 e 1994, onde montou o Carrossel Caipira, inspirado na Laranja Mecânica da seleção holandesa das Copas de 1974 e 1978; os títulos da Seletiva da Libertadores em 1999 e o Campeonato Paulista em 2000 pelo Athletico Paranaense; o Torneio Rio-São Paulo de 2001 pelo São Paulo, com um time repleto de jovens jogadores, entre eles, Kaká. Aliás, foi por conta de uma indicação de Oswaldo Alvarez que Luís Fabiano veio da Ponte Preta para o clube do Morumbi; o vice-campeonato paulista em 2012 pelo Guarani; e as conquistas da Copa América em 2014 e 2018 e os Jogos Panamericanos de 2015 com a Seleção Brasileira de futebol feminino, porém, se desligou do selecionado nacional após a eliminação para a França na Copa do Mundo da categoria.

O primeiro título de Vadão foi o Campeonato Brasileiro da Série C em 1995 com o XV de Piracicaba. Ele ainda comandou o Campeonato Catarinense em 2013 com o Criciúma, uma Supercopa do Japão com o Tokyo Verdy, e dois títulos de torneios amistosos pela Seleção Brasileira.

Pelas redes sociais, diversos clubes do país lamentaram a morte do treinador, entre eles, Corinthians, São Paulo, Guarani, Ponte Preta, Vitória, Bahia, Sport Recife, Athletico Paranaense, além de equipes em que o técnico não atuou, como Palmeiras, Santos, Flamengo, Fluminense e Vasco, por exemplo.

Vadão foi diagnosticado com câncer em dezembro de 2019, depois de fazer exames de rotina. A partir daí, vinha realizando o tratamento e, desde o dia 12 de maio, foi hospitalizado no Hospital Albert Einstein. Contudo, seu quadro de saúde se agravou e ele não resistiu ao tratamento via quimio e radioterapia. Ele deixa a esposa Ana Alvarez e os filhos Adriano e Carolina Alvarez, que fazia a assessoria de imprensa do pai. O velório e o sepultamento de Oswaldo Alvarez serão realizados em Monte Azul Paulista, sua terra natal.

E, além do Vadão, ainda no campo esportivo, o jogador amador de futebol americano Thiago Donato, o Quejão, de 33 anos, do São Bernardo Avengers, morreu no último sábado em decorrência da COVID-19. O time do ABC Paulista decretou luto oficial e, em homenagem ao atleta, informou que a Jersey nº 72 desde então “encontra-se eternizada no memorial de heróis do São Bernardo Avengers”.

Para finalizar, ainda falando sobre o Coronavírus, o ex-centroavante do Vasco, Portuguesa Santista, Ponte Preta e Corinthians nas décadas de 1960 e 1970, Célio Taveira, de 79 anos, está internado com sintomas da COVID-19 em um hospital de João Pessoa (PB). Desejamos que Célio se recupere logo e consiga driblar o Coronavírus.

Descansem em paz Vadão e Quejão.

Por Jorge Almeida

Morre a cantora de Soul e R&B Betty Wright

A cantora Betty Wright morreu neste dia das mães aos 66 anos. Créditos: Reprodução/Facebook

A ícone da música negra americana, Betty Wright, morreu neste domingo (10), aos 66 anos, em sua casa, em Miami, nos Estados Unidos. A cantora faleceu em decorrência de um câncer, segundo publicação da Billboard. A informação foi confirmada por familiares.

Nascida como Bessie Regina Norris, em Miami, Flórida, a 21 de dezembro de 1953, Wright começou a cantar música gospel. Ela tinha 18 anos quando chegou às paradas com a música “Clean Up Woman“, em 1971, que se tornou sua música de assinatura. Mais tarde, ela gravou os sucessos “No Pain (No Gain)“, cujo o título tornou-se popular em academias de ginástica, além de “Tonight Is The Night” e “Mother Wit“, obtendo um disco de ouro para este último em sua própria gravadora.

Além do seu talento como cantora, Betty Wright ganhou notoriedade também por ter sido a primeira artista feminina a lançar a sua própria gravadora independente, a Miss B Records, na década de 1980, quando gravou o seu clássico “No Pain (No Gain)“, além de ter criado a sua própria editora, a Miami Spice.

Ao longo de mais de 40 anos de carreira, Betty emplacou 20 cancões no top 40 da Billboard no gênero R&B, além de ter se destacado quando cantou músicas Soul, Disco e Funk. Ela ainda trabalhou com nomes como Stevie Wonder, Bob Marley, Alice Cooper, entre outros.

Dona de um Grammy por conta de “Where Is The Love“, em 1974, Betty Wright ainda foi indicada em mais seis oportunidades, sendo como cantora ou produtora (ela trabalhou com Joss Stone no álbum “Mind, Body & Soul”, em 2004, além de ter cantado “The Art Of Love And War” com a cantora).

A cantora se tornou uma inspiração para várias cantoras, além de Joss Stone, Mary J. Blige, Jennifer Lopez e Gloria Estefan foram algumas de suas “alunas”.

Apenas dois dias antes, a colega Chaka Khan fez um apelo no Twitter, dizendo: “Chamando todos os meus #PrayWarriors. Minha amada irmã, Betty Wright @MsBettyWright, agora precisa de todas as suas orações“.

E, assim, o câncer, assim como levou ontem Little Richard, hoje levou mais um grande nome da música.

Descanse em paz, Betty Wright.

Por Jorge Almeida

Luto no rock: morre a lenda Little Richard

Little Richard, o “Arquiteto do Rock”, morreu neste sábado, 9 de maio, aos 87 anos. Créditos: divulgação

O mundo do Rock And Roll amanheceu mais triste neste sábado: morreu aos 87 anos Little Richard, um dos pioneiros do ritmo, em virtude de um câncer ósseo. A informação foi confirmada pelo filho do músico, Danny Penniman, à revista Rolling Stone.

Nascido a 5 de dezembro de 1932 como Richard Wayne Penniman, em Macon, no estado norte-americano da Geórgia, ele cresceu ouvindo cantores gospel nas igrejas negras influenciando, assim, a sua maneira de cantar. Os seus passos iniciais na música aconteceu no final da década de 1940, começou a tocar piano na adolescência, trabalhou com diversos músicos até conseguir um contrato com uma gravadora no início da década de 1950.

Com um estilo eletrizante de cantar e tocar, o jovem Richard misturou boogie-woogie, música gospel e R&B e, com isso, personalizou um estilo único: uma música agressiva, intensa, vibrante e acelerada ao piano e, assim, surgiu o “Arquiteto do Rock And Roll”, alcunha que Little Richard carregou pela vida toda.

O primeiro contrato foi assinado em 1951, mas o sucesso dele só estourou nas paradas em 1955 com “Tutti Frutti“, que também foi gravada por Elvis Presley, que foi lançada em seu primeiro álbum de estúdio: “Here’s Little Richard” (1957). Depois, vieram uma sequência de hits como “Lucille” (que ganhou várias versões: de Deep Purple a Raul Seixas), “Keep A Knockin’” (cuja introdução de bateria influenciou o Led Zeppelin na canção “Rock And Roll“), “Long Tall Sally“, “Good Golly Miss Molly” (gosto muito da versão do Creedence Clearwater Revival) ,”Slippin’ And Slidin’“, “Rip It Up“, “Jenny Jenny“, “Keep-A-Knockin’” (as versões do Motörhead e do Aerosmith são matadoras!), entre outros.

Richard tornou-se um astro, mas era atormentado por questões religiosas ligadas à sua bissexualidade, pois cresceu numa cultura cristã e conservadora. Por fim, em 1958, largou a carreira após uma excursão à Austrália para dedicar-se à religião. Tornou-se pastor e gravou canções gospel. Em 1962, entretanto, voltou aos palcos em uma turnê com shows de abertura dos Beatles e do Rolling Stones levando com ele o lendário Billy Preston como seu organista. Ainda na mesma década, Richard tinha em sua banda de apoio um jovem guitarrista desconhecido do público, um tal de Jimi Hendrix.

Com uma carreira de altos e baixos, entre as diversas trocas da música secular e a gospel, a carreira de Little Richard, a partir da década de 1970, foi levada por turnês “revival”, com direito a apresentações em grandes espaços, mas, assim como incontáveis astros do rock, os problemas com drogas prejudicaram muito a carreira a partir daí.

E, aos poucos, Little Richard foi se afastando dos palcos e, com a idade avançando, diminuindo suas aparições. Suas últimas apresentações ao vivo aconteceram em 2014, quando tinha 81 anos. Depois, aposentou-se em definitivo, tendo poucas aparições em público. Um dos últimos momentos do músico aconteceu em 2017 quando concedeu uma entrevista sem maquiagem e em uma cadeira de rodas.

Diversos astros do rock lamentaram a morte de Little Richard, lendário músico do rock and roll, por meio das redes sociais. Mick Jagger, Keith Richards, Pete Best, Ringo Starr, Gene Simmons, Flea, David Coverdale, Brian May, Jimmy Page, João Gordo, Roberto Frejat, Branco Mello foram alguns em meio a tantos roqueiros que lamentaram a morte de Richard.

Para termos uma ideia da importância de Little Richard na história do Rock And Roll: ele foi uma das maiores influências das duas maiores bandas de rock: “apenas” os Beatles e os Rolling Stones. E, para os brasileiros, ele foi bastante influente nos baianos Raul Seixas e Marcelo Nova. Aliás, Raulzito deixou evidente a influência de Richard na música “Rock And Roll“, composta por ele e Marceleza, que foi lançada no álbum “A Panela do Diabo” (1989), em que o Maluco Beleza cantara: “Há muito tempo atrás / Na velha Bahia / Eu imitava Little Richard / E me contorcia / As pessoas se afastavam porque achavam que eu tava tendo um ataque de epilepsia“.

E, como definiu bem Keith Richards sobre Little Richard: “Nunca haverá outro!!! Ele era o verdadeiro espírito do rock and roll!“. Se um dos nomes mais emblemáticos do rock disse isso quem sou eu para discordar?

Descanse em paz, Little Richard. Seu legado será eterno.

Por Jorge Almeida

Luto no rock: morre Brian Howe, ex-vocalista do Bad Company

Brian Howe. Créditos: divulgação

Segundo o site norte-americano TMZ, o cantor inglês Brian Howe morreu aos 66 anos nesta quarta-feira (6), vítima de uma parada cardíaca, enquanto estava a caminho do hospital, na Flórida (EUA). O vocalista fez parte do Bad Company entre 1986 e 1994, substituindo Paul Rodgers.

Com históricos de problemas no coração, Howe estava a se recuperar de fraturas na costela, provocadas por um acidente de trânsito. Nascido como Brian Anthony Howe, em 22 de julho de 1953, em Portamouth, na Inglaterra, iniciou a carreira musical no início da década de 1980, mas ganhou notoriedade em 1983, quando Ted Nugent o recrutou para ser o vocalista de sua banda e, com ele, gravou o álbum “Penetrator” e, posteriormente, uma turnê mundial. Mas, por conta de uma desvantagem contratual, ele saiu do grupo e tentou uma carreira solo.

Mas, em 1986, Mick Ralphs e Simon Kirke resolveram reativar o Bad Company e, através do intermédio de Mick Jones, do Foreign, Brian Howe foi contratado para assumir os vocais do grupo no lugar de Paul Rodgers. Na banda, o vocalista participou de quatro discos de estúdio: “Fame And Fortune” (1986), “Dangerous Age” (1988), “Holy Water” (1990) e “Here Comes Trouble” (1992). No entanto, em 1994, Howe resolveu sair do Bad Company para partir em carreira solo, uma vez que a banda não passava por bons momentos, tanto criativo quanto nas performances.

Assim, em 1997, Brian Howe lançou “Tangled In Blue“, o seu primeiro trabalho solo. Depois, nos anos seguintes, ele fez algumas aparições periódicas que não repercutiram muito, com destaque para as séries de shows feitos no Iraque e no Kuwait para entreter as tropas norte-americanas em 2010, ano que, inclusive, saiu o seu terceiro trabalho solo: “The Circus Bar“, que foi bem recebido no Reino Unido e, posteriormente, pela crítica norte-americana.

Em outubro de 2016, Howe começou a gravar versões acústicas dos clássicos da Bad Company, algumas das músicas solo de Brian e outras músicas para um futuro álbum intitulado “Porch Sessions“.

Em 30 de junho de 2017, a primeira nova gravação de estúdio de Brian foi lançada em todo o mundo, em sua própria gravadora, Howe’s Business. Nele foi gravado o single “Hot Tin Roof” já vem ganhando elogios da crítica e ganhando airplay em lojas de rock clássico. Para coincidir com o lançamento, uma turnê pela Europa, a primeira para Brian desde 1993, foi anunciada com o primeiro show na Suécia, em 21 de setembro. E, desde então, Howe fazia shows com certa regularidade.

Em suma: enquanto isso, aqui no Brasil, hoje foi a vez de o país perder a atriz e radialista Daisy Lúcidi, aos 90 anos, no Rio de Janeiro, vítima da COVID-19.

Descanse em paz, Brian Howe e meus pêsames aos familiares, amigos e fãs de Daysi Lúcidi, assim também desejo aos ligados a Brian Howe.

Por Jorge Almeida

Luto no rock nacional: morre Ciro Pessoa, um dos fundadores dos Titãs

Branco Mello e Ciro Pessoa (á direita), em foto de dezembro de 2017. Foto: Van Campos/FotoArena/Estadão Conteúdo/Arquivo

Depois de a MPB perder o compositor Aldir Blanc nesta segunda-feira (4), vítima de consequências do novo Coronavírus, o rock nacional amanheceu no luto nesta terça-feira (5): morreu em São Paulo o cantor, guitarrista, escritor, poeta, jornalista e ativista Ciro Pessoa, um dos fundadores dos Titãs. A informação foi informada pela família e confirmada por Branco Mello e Sérgio Britto, que atualmente, junto com Tony Bellotto, seguem na banda paulista até hoje. De acordo com a ex-mulher do músico, Isabela Johansen, Ciro lutava contra um câncer e, por conta das idas e vindas ao hospital e acabou contraindo o COVID-19. Foi internado, mas não resistiu. Ciro Pessoa tinha 62 anos.

Nascido em São Paulo como Ciro Pessoa Mendes Corrêa em 12 de junho de 1957. Aos sete anos aprendeu a tocar violão e, cinco depois, começou a tocar em festivais musicais de São Paulo. Na adolescência, quando estudou no Colégio Equipe, ajudou a formar em 1982 os (então) Titãs do Iê-Iê, com Arnaldo Antunes, Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto, Nando Reis e Sérgio Britto, e André Jung, que se juntou à trupe.

E, às vésperas dos Titãs entrarem no estúdio para gravar o primeiro álbum, Ciro deixou a banda. No entanto, ele foi fundamental ao colaborar com alguns clássicos do grupo: como “Sonífera Ilha“, “Toda Cor“, “Babi Índio” e “Homem Primata“, além de alguns lados B, como “Dona Nenê” e “Sonho com Você“, ambas do álbum “Televisão” (1985). Ele ainda é co-autor da faixa “Eu Não Presto“, do disco “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana” (2001). Antes de sair, Ciro Pessoa, que era o mais velho dos membros dos Titãs, cantava alguns temas que até hoje não consta na discografia oficial do grupo, como “Lílian, a Suja“, por exemplo.

Pouco tempo depois de deixar os Titãs, ele formou a Cabine C, grupo pioneiro de pós-punk/rock gótico no Brasil. Depois, fez inúmeros projetos de menor repercussão e de curta duração durante os anos 1980 e 1990 até iniciar uma carreira solo em 2003.
Um dos trabalhos de destaque de Ciro Pessoa aconteceu em 2001, em que ele e Branco Mello escreveram letras para um álbum conceitual infantil intitulado “Eu e Meu Guarda-Chuva“, que virou livro e um filme, mas sem o envolvimento de Ciro. Em 2016, Ciro formou a Banda Flying Chair, seu projeto de pop rock que lançou, de maneira independente, dois EP’s, um disco de estúdio e um registro ao vivo.

Ao longo do dia, evidentemente, que os músicos dos Titãs, além dos ex-integrantes Nando Reis, Arnaldo Antunes e Paulo Miklos, lamentaram a morte de Ciro Pessoa, e outros artistas do cenário, como Roger Rocha Moreira, do Ultraje a Rigor, por exemplo.

Segundo reportagem do G1, Isabela Johansen disse que “o corpo será cremado e, assim que essa fase chegar ao fim, faremos um grande show em sua homenagem, pois é isso o que ele queria”.

Ciro Pessoa foi o segundo músico dos Titãs a falecer desde o início do grupo. Antes dele, o guitarrista Marcelo Fromer morreu em 13 de junho de 2001, aos 39 anos, depois de ter sido atropelado por um motociclista no Jardim Europa, em São Paulo.

Descanse em paz, Ciro, e obrigado por ter colaborado para a formação de uma das maiores bandas de rock do Brasil.

Por Jorge Almeida

Luto na MPB: morre o cantor Moraes Moreira

Moraes Moreira morreu na manhã desta segunda-feira (13) em sua casa, no Rio de Janeiro. Créditos: divulgação

O cantor e compositor baiano Moraes Moreira morreu por volta das 6h na manhã desta segunda-feira (13), aos 72 anos, após sofrer um ataque agudo do miocárdio em sua casa, no Rio de Janeiro, de acordo com as informações da assessoria do músico, que afirmou que não serão divulgadas informações a respeito do enterro do artista com o intuito de evitar aglomerações, conforme recomendações das variadas entidades de saúde por conta da pandemia do Coronavírus.

Segundo o irmão do cantor, Eduardo Moraes, o corpo de Moraes Moreira foi encontrado após a chegada da empregada doméstica no apartamento do músico. Ele morava sozinho, segundo Eduardo. Aliás, coincidentemente, Moraes Moreira foi encontrado morto nas mesmas circunstâncias de que seu conterrâneo Raul Seixas em 1989: sozinho em casa e pela empregada.

Natural de Ituaçu, no interior baiano, Antonio Carlos Moreira Pires nasceu em 8 de julho de 1947. Ele começou a carreira musical tocando sanfona de doze baixos em festas juninas e outros eventos no município. Na adolescência, aprendeu a tocar violão durante o curso de ciências em Caculé, no sudoeste da Bahia. Mas, quando foi para Salvador, aos 19 anos, foi que Moraes Moreira, até então estudante do seminário de música da Universidade Federal da Bahia, que conheceu aqueles que, com ele, formariam os Novos Baianos: Luiz Galvão e Paulinho Boca de Cantor, assim como Tom Zé.

Em 1968, ao criar o espetáculo Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio Universal, que foi originado o grupo Novos Baianos que, além de Moraes Moreira, Galvão e Paulinho tinha Baby Consuelo (hoje, Baby do Brasil) na voz e Pepeu Gomes na guitarra. Em 1970, eles lançaram o seu disco de estreia “Ferro na Boneca”, após terem participado no Festival da Música Popular Brasileira no ano anterior com a música “De Vera“.

Contudo, a grande obra dos Novos Baianos saiu em 1972, quando eles moravam juntos em um sítio em Jacarepaguá, no Rio Janeiro: o álbum “Acabou Chorare” não só consagrou a banda como fez o disco, que misturava rock, bossa nova, choro, baião, samba e baião, ser considerado um dos melhores álbuns da história da música brasileira (eleito como o melhor disco da música nacional pela revista Rolling Stone Brasil em 2007), pois é recheado de clássicos como “Preta Pretinha“, “A Menina Dança“, “Mistério do Planeta“, “Besta É Tu“, além da faixa título, que tiveram Moraes como co-autor, e a regravação de “Brasil Pandeiro“, de Assis Valente.

Com o sucesso estrondoso dos Novos Baianos, que até então só haviam lançado apenas três discos, os desentendimentos foram inevitáveis e, assim, Moraes Moreira ficou no grupo entre 1969 e 1975, quando partiu para uma bem-sucedida carreira solo e foi um dos pioneiros a usar o trio elétrico ao subir no trio de Dodô e Osmar.

Ao longo de sua carreira solo, Moraes Moreira lançou mais de 20 discos, que traziam alguns clássicos como “Pombo Correio“, “Vassourinha Elétrica“, “Bloco do Prazer“, “Sinfonia” (ouvia muito na minha infância e que adoro até hoje), “Desabafo e Desafio”, entre outros sucessos.

Em 1997, ele reuniu os Novos Baianos para o lançamento do disco ao vivo “Infinito Circular“, com canções dos discos anteriores e alguns temas inéditos. Dez anos depois, o artista publicou o livro “A História dos Novos Baianos e Novos Versos“, escrito em linguagem de cordel, que trazia a narrativa da banda que o consagrou nacionalmente.

Nos últimos anos, Moraes Moreira estivera envolvido nas apresentações de reunião dos Novos Baianos, assim como seus compromissos solo. Além disso, ainda teve a oportunidade de fazer trabalhos com o filho Davi Moraes. Ao todo, o cantor lançou mais de 60 discos, contabilizando a carreira solo, os Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar, além da parceria feita com o guitarrista Papeu Gomes.

Nos últimos anos, Moraes Moreira se envolveu em shows de reunião dos Novos Baianos e também de trabalhos solo. O artista também se dedicou a trabalhos com o filho. No total, ele lançou mais de 60 discos entre a carreira solo, Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar, além da parceria com o guitarrista Pepeu Gomes.

Uma das últimas postagens feitas por Moraes Moreira, em março deste ano, no Instagram, o músico falou sobre a quarentena que o mundo vive devido ao COVID-19.

Claro que a morte de Moraes Moreira repercutiu muito ao longo do dia no meio artístico. Vários nomes da MPB lamentaram a perda e homenagearam a música, como Baby do Brasil, Maria Rita (que foi casada com o seu filho Davi Moraes), Gal Costa, Nando Reis, Daniela Mercury, Gilberto Gil, Djavan, Carlinhos Brown, Lulu Santos, além das bandas Titãs e Os Paralamas do Sucesso, do ex-jogador Zico, de ACM Neto (prefeito de Salvador), o Clube de Regatas Flamengo (time de coração de Moraes), entre outros.

O cantor deixa dois filhos – Davi e Cecília -, e dois netos: Alice e Francisco.

Descanse em paz, Moraes Moreira. Que Deus conforte os corações dos familiares, amigos e fãs desse inesquecível cantor que, certamente, deixou o Carnaval mais órfão.

Por Jorge Almeida

Luto no rock: morrem Lou A. Kouvaris e Allan Merrill, ambos em decorrência do Coronavírus

Lou A. Kouvaris e Allan Merrill: vítimas do COVID-19 perderam a vida neste final de semana. Créditos: divulgação

Neste final de semana, o Rock And Roll perdeu mais dois nomes por conta da pandemia do Coronavírus (COVID-19): Lou A. Kouvaris, guitarrista original do Riot, faleceu aos 66 anos de idade em Long Island, em Nova York; e Allan Merrill, aos 69 anos, da banda Arrows, mas que ganhou notoriedade por ter sido co-autor da versão original de “I Love Rock ‘N’ Roll”, faleceu neste domingo (29).

Segundo o empresário do Riot, Giles Lavery, o ex-guitarrista da banda começou a sentir começou a sentir os sintomas do COVID-19 há mais de uma semana e morreu em sua casa. Ele foi o primeiro guitarrista do grupo e participou no ‘debut’ da banda, “Rock City” (1977) e também ajudou na composição de alguns temas em “Narita” (1979).

Na página do Facebook do Riot, a banda lamentou e homenageou o músico: “Ele tocou no nosso primeiro disco e já tocou com a formação atual diversas vezes, pois somos uma família. Estamos muitos tristes com a morte dele e vamos continuar com nosso trabalho para honrar a família Riot.”.

Já Allan Merrill, morreu em Nova York, aos 69 anos, neste domingo. A informação veio de uma postagem no Facebook de sua filha, Laura, dizendo que ele foi vítima do novo Coronavírus. Em mensagens na rede social ela reforçou a gravidade da pandemia de Coronavírus. “Você que isso não vai acontecer com você ou sua família. Mas pode sim. Fique em casa, se não for por você… pelos outros. Pelo meu pai. Isso é real”.

Em 1974, Allan Merrill formou o Arrows, banda na qual ele foi vocalista e guitarrista. Chegou ao top 10 das paradas britânicas com “Touch Too Much”. No ano seguinte, ele compôs e lançara “I Love Rock ‘N’ Roll”, com o grupo. A canção seria regravada em 1982 por Joan Jett (que também lamentou a perda do músico em postagem feita no Facebook), alcançando enorme popularidade, e, anos mais tarde por Britney Spears (!?).

E, assim, infelizmente, essa pandemia segue a arrasar o mundo e, mais do que nunca, não custa reforçar: fique em casa. Não deixe os idosos saírem sem necessidade. Siga os conselhos das autoridades, especialmente da área da saúde.

Descansem em paz, Lou A. Kouvaris e Allan Merrill.

Por Jorge Almeida

Luto na música: morre a maestrina Naomi Munakata

A maestrina Naomi Munakata. Créditos: Greg Salibian/Folhapress

A maestrina Naomi Munakata morreu nesta quinta-feira (26), aos 64 anos, em decorrência do COVID-19. Internada desde o último dia 16 de março no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, a musicista havia recebido resultado positivo para o novo Coronavírus no dia 19. Contudo, na noite de quarta-feira (25), seu quadro clínico piorou repentinamente e sofreu um choque séptico que a levou a óbito por volta das 12h.

Nascida em Hiroshima, no Japão, em 31 de maio de 1955, Munakata veio para o Brasil aos dois anos de idade com a família. Aos quatro anos, iniciou os estudos iniciais ao piano e, aos sete, começou a cantar no coral dirigido pelo pai, Motoi Munakata. Além disso, estudou violino, harpa e formou-se em Composição e Regência em 1978 pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, na classe de Roberto Schnorrenberg. Anos depois, sua trajetória foi coroada com o prêmio de Melhor Regente Coral, concedido pela APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Por duas décadas, Naomi também foi regente do Coro da Osesp e foi diretora e professora da Escola Municipal de Música de São Paulo, diretora artística e regente do Coral Jovem do Estado, regente-assistente do Coral Paulistano e professora na Faculdade Santa Marcelina e na FAAM.

Ela era regente do Coral Paulistano Mário de Andrade do Teatro Municipal, seu último trabalho.

Em uma publicação no Facebook, o Theatro Municipal de São Paulo lamentou a morte de Naomi: “A família do Theatro Municipal está órfã. Perdemos no dia de hoje, aos 64 anos, a maestrina titular do Coral Paulistano Naomi Munakata. Os mais sinceros sentimentos aos amigos e familiares dessa grande artista que abrilhantou nosso palco nos últimos anos. Sentiremos sua falta Naomi”.

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), em nota, também deu os pêsames pelo falecimento da maestrina: “Com pesar, a Fundação Osesp recebe a notícia que Naomi Munakata, Regente Honorária do Coro da Osesp desde 2014 e que foi titular do grupo de 1995 a 2013, faleceu hoje por complicações em decorrência da Covid-19. Seremos eternamente gratos pela contribuição inestimável dada por Naomi à música coral brasileira e, especialmente, à nossa instituição. Que o tempo conforte os corações de todos nós, demais amigos e familiares”.

A morte de Naomi Munakata foi lamentada também por críticos, autoridades e músicos de São Paulo. Entre eles, o ex-secretário municipal de Cultura de São Paulo, Alexandre Youssef; o crítico de música erudita Irineu Franco Perpetuo; o diretor e dramaturgo Aimar Labaki; além da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, que também lamentou o falecimento da musicista.

Descanse em paz, Naomi Munata.

Por Jorge Almeida