Sport Recife: campeão da Taça Ariano Suassuna 2018

Jogadores do Sport comemoram a conquista da Taça Ariano Suassuna. Foto: Anderson Freire/Sport Club do Recife

O Sport Recife conquista pela quarta vez consecutiva a Taça Ariano Suassuna ao bater os argentinos do Atlético Tucumán por 2 a 0 na tarde deste domingo (14) na Ilha do Retiro, em Recife. Com gols de Sander e Thomás, a equipe pernambucana ergueu a taça da competição amistosa que homenageia o ilustre torcedor do Leão, o dramaturgo Ariano Suassuna e que abre a temporada de 2018 para o clube comandado por Nelsinho Baptista.

Antes de a bola rolar na Ilha do Retiro, o público apreciou a festa promovida pelo Sport, que trouxe de volta o técnico Nelsinho Baptista, que subiu ao gramado com a taça da Copa do Brasil de 2008 nas mãos e foi bastante ovacionado pelos torcedores. E quem também voltou ao rubronegro recifense foi Marlone que, assim como o treinador, foi recebido com muito carinho pelo público presente no estádio.

O Sport começou o jogo na pressão e, logo aos dois minutos, Anselmo roubou a bola na saída do Tucumán e deixou Rogério em boas condições, mas o atacante não pegou bem na bola e chutou fraco para Batalla defender sem dificuldades. A equipe da casa continuou o sufoco e, aos 10, chegou mais uma vez. Índio recebeu na direita, cruzou na medida para Rogério, que emendou um belo voleio, mas mandou por cima da meta. Quase um golaço na Ilha do Retiro. Dois minutos mais tarde, o lateral-direito improvisado Fabrício levantou na área, André subiu mais que os marcadores e cabeceou com perigo à esquerda do gol de Batalla.

Os argentinos, contudo, assustaram no lance seguinte graças à bobeada do goleiro Magrão, que saiu jogando mal e deu a bola de graça para Rodríguez, que tentou encobrí-lo, porém, não pegou bem e facilitou o arqueiro se redimir da bobeada ao segurar a esférica sem dificuldades. Depois da pressão dos anfitriões, o Tucumán conseguiu igualar o jogo e, aos 26, assustou. Rodríguez recebeu com liberdade dentro da área, bateu cruzado e, quando Affonso estava quase chegando para completar para o gol, Ronaldo Alves salvou dentro da pequena área.

Mas, aos 34, Rogério viu o lateral-esquerdo Sander fazendo a ultrapssagem e tocou para o camisa 56 chutar forte, cruzado e mandar a bola entre o goleiro e a trave para tirar o zero do placar na Ilha. Belo gol. E o Leão da Praça da Bandeira foi para o intervalo com a vantagem parcial.

Para a etapa complementar, o treinador Ricardo Zielinki promoveu cinco alterações no Decano. A partida seguiu equilibrada e até um pouco sonolenta. E o Gigante do Norte da Argentina, mais uma vez, esteve próximo de balançar as redes graças a mais um erro do Sport. Ronaldo Alves errou na saída, Hechalar o desarmou, cruzou da esquerda, Sander não cortou, Melo cruzou do outro lado para o mesmo Hechalar ajeitar de cabeça na pequena área para Affonso, que testou por cima.

O jogo teve uma queda de ritmo por conta de faltas e do grande número de substituições e o torcedor só teve emoção nos últimos minutos. Aos 36, por exemplo, Marlone bateu escanteio fechado, a bola fez uma curva e carimbou o travessão de Batalla antes de sair pela linha de fundo. Quase um gol olímpico. Minutos depois foi a vez de Lenis fazer boa jogada pela direita, com direito à meia-lua no adversário, invadiu a área e, na hora de finalizar, mandou em cima do goleiro, que defendeu.

E, no último lance do jogo, Romat vacilou e perdeu a bola para Thomás, que fez boa jogada pela direita e chutou de canhota no canto do goleiro e ampliou o placar do amistoso: 2 a 0. Em seguida, o árbitro decretou o final da partida na Ilha do Retiro: Sport 2, Atlético Tucumán 0.

Apesar de ter feito apenas o primeiro jogo da temporada, o Sport teve a iniciativa no jogo e criou as melhores chances e praticamente não foi incomodado pelo Atlético Tucumán. E, embora tenha dado sinais de desentrosamento, o lado esquerdo do Leão mostrou ser o seu ponto forte, pois não foi à toa que o primeiro tento saiu daquele lado com Sander. No segundo tempo, apesar de ter feito cinco alterações, o time de Ricardo Zielinski cresceu no jogo e teve duas oportunidades, ambas com Affonso, de empatar o confronto. Todavia, o time rubronegro voltou a dominar as rédeas do embate e, no último lance, Thomás marcou um bonito gol para definir o placar.

A seguir, a ficha técnica da partida.

FICHA TÉCNICA: SPORT RECIFE (BRA) 2×0 ATLÉTICO TUCUMÁN (ARG)
Competição/Fase: Taça Ariano Suassuna 2018 – amistoso (jogo único)
Local: Estádio Ilha do Retiro, Recife (PE)
Data: 14 de janeiro de 2018 – domingo, 18h (horário de Brasília)
Público: 4.933 torcedores
Renda: R$ 90.475,00
Árbitro: Luiz Sobral (BRA)
Assistentes: Cleberson Nascimento (BRA) e Marcelino Castro (BRA)
Cartões Amarelos: Rogério (Sport); Núñez e Freitas (Atlético Tucumán)
Gols: Sander, aos 34 min do 1º tempo (1-0); e Thomás, aos 46 min do 2º tempo (2-0)
SPORT RECIFE (BRA): 1.Magrão; 36.Fabrício, 3.Ronaldo Alves, 4.Durval (33.Léo Ortiz) e 56.Sander; 16;Pedro Castro (44.Thalysson), 10.Marlone e 63.Índio (7.Lenis); 17.Rogério (20.Thomás) e 9.André. Técnico: Nelsinho Baptista
ATLÉTICO TUCUMÁN (ARG): 24.Batalla; 8.Acosta (4.Romat) 14.Osores, 31.Cabral (3.Zárate) e 35.Villagra; 32.Grahl (5.Freitas), 10.Núñez (16.Hechalar), 11.Alvárez (20.Miloc), 19.Barbona (22.Melo), 7.Rodríguez (28.Cuello), 9.Affonso. Técnico: Ricardo Zielinki

Parabéns ao Sport Club do Recife pelo título.

Por Jorge Almeida

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Nando Reis: 15 anos de “A Letra A”

“A Letra A”, o primeiro trabalho de Nando Reis pós-Titãs, que completa 15 anos em 2018

Já que hoje, 12 de janeiro, é aniversário do cantor e compositor Nando Reis, que completa 55 anos, resolvemos abordar os 15 anos do seu quarto álbum solo: “A Letra A”, o primeiro lançado após sua saída dos Titãs. Produzido pelo próprio, o disco foi lançado pela Universal Music. Embora tenha levado apenas o nome de Nando, o álbum tem a participação de sua banda de apoio, Os Infernais que, na época, era formado por Felipe Cambraia (baixo), Alex Veley (teclados), Barrett Martin (bateria) e Carlos Pontual (guitarra).

O novo milênio começou da pior forma possível para Nando Reis. Pois em 2001 teve duas perdas irreparáveis: o eterno companheiro de Titãs Marcelo Fromer e a principal intérprete de suas canções fora dos Titãs: Cássia Eller. Diante dessas circunstâncias aliado ao seu isolamento no processo de composição nos Titãs o fizeram com que saísse do grupo paulista após a gravação do disco “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana” (2001) em 9 de setembro de 2002. Na época, o músico alegou “incompatibilidade de pensamento”, mas, depois afirmou que sua saída dos Titãs se deu à vontade de dedicar-se mais à carreira solo. Aliás, a quantidade de músicas escritas por ele para os Titãs evidenciava que a sua saída era uma questão de tempo.

O seu desligamento dos Titãs abalou a relação com os que ficaram em um primeiro momento, porém, nos tempos atuais, Nando e os demais Titãs voltaram a se falar. Inclusive, o ex-baixista participou do show comemorativo dos 30 anos de carreira do grupo, realizado no Espaço das Américas, em São Paulo, em 6 de outubro de 2012. Além disso, ele convidou os seus ex-parceiros de banda – Sérgio Britto, Branco Mello, Arnaldo Antunes e Paulo Miklos – a fazerem uma participação especial na faixa “Azul de Presunto” em seu mais recente trabalho – “Jardim-Pomar” (2016).

Embora suas músicas tivessem cada vez menos espaço nos Titãs, Nando Reis ganhou bastante notoriedade por seus contemporâneos e compôs sucessos para nomes como Marisa Monte (com quem tivera um affair no passado), Jota Quest, Cidade Negra, Skank e, principalmente, Cássia Eller. E, além do abalo das perdas de Cássia e Marcelo, a popularidade do músico entre os compositores de sua geração, a gravação do álbum “Infernal” (2001), a aceitação do público de sua performance no Rock In Rio III, em 2001, também serviram como motivação para ele se aventurar na carreira solo, que segue firme até hoje.

Depois dessa explicação sobre Nando Reis, vamos falar de “A Letra A”. Embora tenha a participação de músicos “infernais”, o compositor se mostrou mais “angelical” do que a alcunha que sua banda de apoio carrega. A sonoridade do álbum mescla entre MPB e um pop/rock. A quantidade de baladas e excesso de violões marcam o trabalho. O tempo médio das músicas, a maioria tem entre cinco e seis minutos, é o deslize do disco. Não que a qualidade das canções sejam ruins, pelo amor de Deus, mas é que, a certa altura da audição, deixa o play monótono e, em algumas ocasiões, o ouvinte não consegue esperar até chegar o fade out.

O primeiro single do álbum foi “Dentro do Mesmo Time”, que tocou com certa frequência nas rádios, assim como a faixa-título, que apresenta um belo vocal de Sophia Reis, sim, a filha do cara. Enquanto isso, “E Tudo Mais” remete à sonoridade do primeiro trabalho solo de Nando que, curiosamente, tem o título da data de seu aniversário, “12 de Janeiro” (1995). E os pontos altos do play ficam por conta de “Hoje Mesmo” e “Luz dos Olhos”, originalmente gravada no acústico de Cássia Eller.

O disco é bem tocado, possui um excelente trabalho gráfico e, por ser o primeiro trabalho totalmente desvinculado dos Titãs, Nando Reis despontou para o status de um dos melhores compositores brasileiros do século XXI.

O álbum merece ser ouvido. Com certeza.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: A Letra A
Intérprete: Nando Reis
Lançamento: 2013
Gravadora: Universal Music
Produtor: Nando Reis

Nando Reis: voz e violão
Barrett Martin: bateria, percussão e backing vocal
Felipe Cambraia: baixo
Carlos Pontual: guitarra e slide guitar
Alex Veley: teclados e backing vocal

Sophia Reis: voz em “A Letra A
Communion (Rodrigo Santos, Fabio Viana, Aldo Santos e Jonatas Alves): backing vocal em “E Tudo Mais”, “Hoje Mesmo”, “O Meu Posto”, “Púrpura” e “Um Simples Abraço
Scott McCaughey: guitarra de 12 cordas em “A Letra A” e “Luz dos Olhos” e mandolim em “Um Simples Abraço
Peter Buck: violão de 12 cordas em “A Letra A” e guitarra de 12 cordas em “De Mãos Dadas

1. A Letra A (Nando Reis)
2. E Tudo Mais (Nando Reis)
3. Dentro do Mesmo Time (Nando Reis)
4. Hoje Mesmo (Nando Reis)
5. De Lhe Pra Te (Nando Reis)
6. O Meu Posto (Nando Reis)
7. De Mãos Dadas (Nando Reis)
8. Mesmo Sozinho (Nando Reis)
9. Púrpura (Nando Reis)
10. Luz dos Olhos (Nando Reis)
11. Um Simples Abraço (Nando Reis)
12. Tão Diferente (Nando Reis)

Por Jorge Almeida

Morre “Fast” Eddie Clark, ex-guitarrista do Motörhead

“Fast” Eddie Clarke, ex-guitarrista do Motörhead, faleceu nesta quarta-feira (10) em decorrência de uma pneumonia. Créditos: divulgação/@motorheadofficial

O ex-guitarrista do Motörhead, “Fast” Eddie Clarke, morreu na noite desta quarta-feira (10), aos 67 anos, no hospital onde se tratava de uma pneumonia. A informação foi divulgada na página oficial da banda no Facebook nesta quinta-feira. Ele foi o último membro da formação considerada pelos fãs como “clássica” do Motörhead a falecer. Antes dele, o baterista Phil “Philthy Animal” Taylor e o baixista e vocalista Lemmy Kilmister morreram no final de 2015.

Conhecido pelo seu jeito feroz e rápido de tocar, daí o apelido “Fast” Eddie, o músico nasceu em 5 de outubro de 1950 como Edward Alan Clarke, em Twickenham, em Londres. Começou a tocar guitarra aos 15 anos e passou por muitas bandas locais até 1973 quando se tornou profissional ao se juntar à banda de rock prog de blues de Curtis Knight, Zeus, como guitarrista principal. No ano seguinte, a banda gravou um álbum chamado “The Second Coming at Olympic Studios“. Clarke escreveu a música para a letra de Knight, em uma faixa intitulada “The Confession“. Depois participou de uma banda chamada Blue Goose, formada juntamente com o amigo Allan Callan, mas um desentendimento entre eles por causa de um amplificador fez com que Clarke deixasse a banda. Em seguida, formou o Continuous Performance, que não obteve sucesso e, de forma temporária, o guitarrista deu um tempo na música.

Mas, em 1975, quando não estava atuando como músico, Eddie conheceu Phil Taylor, que o apresentou a Lemmy Kilmister. E, pouco tempo depois, o trio já estava ensaiando como Motörhead. Na banda, “Fast” Eddie Clarke viveu o seu auge, quando gravou os primeiros cinco álbuns de estúdio – “Motorhead” (1977), “Overkill” (1979), “Bomber” (1979), “Ace Of Spades” (1980) e “Iron Fist” (1982) – e o ‘live’ “No Sleep ‘Til Hammersmith” (1981), além do EP “The St. Valentine’s Day Massacre” (1981), lançado em conjunto com as minas do Girlschool.

No tempo em que ficou no Motörhead (até 1982), Eddie fez o vocal principal em quatro músicas da banda: “Beer Drinkers And Hell Raisers”, “I’m Your Witchdoctor” (na qual faz dueto vocal com Lemmy), “Step Down”, uma versão alternativa de “Stone Dead Forever” (que foi lançada na versão luxuosa de “Bomber”, lançada em 2005), além de “Emergency”, um das faixas do lado B do EP lançado com a banda Girlschool.

O guitarrista deixou a banda em 1982 devido a divergências musicais, formou o Fastway, que chegou até fazer shows de abertura para o AC/DC em uma turnê europeia em 1992, mas sem obter o mesmo sucesso com o Motörhead, embora tenha lançado bons discos de Hard N’ Heavy. Depois do fim da banda, na década de 1990, o guitarrista participou de alguns projetos mais sem muito apelo comercial.

Mas o primeiro integrante do Motörhead a morrer não fez parte da formação clássica. O guitarrista Würzel, que tocou no grupo entre 1984 e 1992, faleceu aos 61 anos em 9 de julho de 2011 após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

A morte de “Fast” Eddie Clarke repercutiu nas redes sociais e diversas personalidades do rock se manifestaram. Nomes como Slash (Guns N’ Roses), Scott Ian (Anthrax), além de Mikkey Dee e Phil Campbell, os dois últimos que fizeram parte da formação final do Motörhead (que já não contava com a participação de “Fast” Eddie) lamentaram a morte do “rápido” guitarrista.

Aliás, dentre as bandas consideradas clássicas do rock, o Motörhead se junta aos Ramones como uma das únicas a não contarem mais no plano terrestre a sua formação clássica. Assim como hoje os “motorheadbangers” não têm mais as presenças físicas de Lemmy, Phil e Eddie, os fãs da banda punk não contam mais com os lendários Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy Ramone em vida.

A seguir, a informação na íntegra da página oficial do Motörhead no Facebook sobre a morte de “Eddie” Fast Clarke:

Estamos devastados ao comunicar que acabamos de saber ontem à noite, – Edward Allan Clarke, ou como o conhecemos e amamos, Fast Eddie Clarke – morreu ontem.

Ted Carroll, da Chiswick Records, nos deus as más notícias pela sua fanpage no Facebook, depois de saber por Doug Smith que Fast Eddie morreu em paz no hospital onde estava sendo tratado de pneumonia.

Fast Eddie… continue detonando e agitando como um maldito, sua Motörfamily não esperaria nada menos que isso!

RIP Fast Eddie Clarke – 5 de outubro de 1950 a 10 de janeiro de 2018.”.

Obrigado pela obra e o legado deixado, “Fast” Eddie Clarke. Descanse em paz.

Por Jorge Almeida

Sesc 24 de Maio recebe estreia de Guanabara Canibal, terceiro espetáculo da ‘trilogia da cidade’, da Aquela Cia.

Cena do espetáculo Guanabara Canibal. Foto: Júlio Ricardo

Temporada inédita em São Paulo, acontece de 20 de janeiro a 18 de fevereiro, com direção de Marco André Nunes e texto de Pedro Kosovski; a peça investiga o surgimento da cidade do Rio de Janeiro e leva para o palco a discussão sobre a questão indígena atualmente.

O Sesc 24 de Maio estreia em janeiro o espetáculo Guanabara Canibal, com a Aquela Cia., terceira obra da trilogia sobre a história da cidade do Rio de Janeiro, que teve início com as peças Cara de Cavalo e Caranguejo Overdrive. A peça Guanabara Canibal será apresentada na Unidade de 20 de janeiro a 18 de fevereiro, com ingressos que vão de R$ 9 a R$ 30.

Uma primeira questão pode ser colocada para dar início ao tema da peça: “Além de palavras de origem tupi como Guanabara, Maracanã, Ipanema e carioca, o que mais restou de registro da presença dos índios no Rio de Janeiro?”. Em 1567, a Batalha de Uruçumirim, liderada por Mem de Sá, exterminou as tribos indígenas que ali viviam. Após 450 anos, o diretor Marco André Nunes e o dramaturgo Pedro Kosovski, pesquisaram as raízes da fundação da cidade do Rio de Janeiro para criarem este espetáculo que tem em cena Carolina Virguez e Matheus Macena – que atuaram em Caranguejo Overdrive e receberam indicações a diversas premiações de teatro, sendo Carolina vencedora como Melhor Atriz dos prêmios Shell, APTR e Questão de Crítica, ao lado João Lucas Romero, Reinaldo Junior e Zaion Salomão.

Guanabara Canibal

Guanabara Canibal dá continuidade à investigação cênica e dramatúrgica da história da cidade do Rio de Janeiro, que teve início com o espetáculo Cara de Cavalo, em 2012, sobre a extinta favela do Esqueleto, atual UERJ, nos anos 60; e seguiu com Caranguejo Overdrive, em 2015, sobre o antigo mangue que foi aterrado no final do século XIX, atual Praça XI.

Nesta nova peça, a Aquela Cia. retorna às origens ao olhar para a fundação da cidade, tendo como referência para a construção da dramaturgia a literatura quinhentista, que inclui os relatos dos cronistas franceses Jean de Lery e André Thevet, que acompanharam a formação da colônia França-Antártica, no Rio de Janeiro, e o poema De Gestis Mendi de Saa (Feitos de Mem de Sá), do padre José de Anchieta, que narra a ofensiva portuguesa contra os tupinambás e ocupação francesa na cidade.

“A pesquisa feita para a criação de Cara de Cavalo e Caranguejo Overdrive nos estimulou a continuar a investigação acerca da nossa própria história. Ao reler O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, me deparei com um poema de José de Anchieta sobre os feitos de Mem de Sá durante as batalhas que dizimaram várias aldeias tupinambás e consagraram o domínio de Portugal sobre o nosso território”, lembra Marco André Nunes. “Além do poema, outros documentos históricos sobre a batalha revelam um passado de guerra e violência”.

A dramaturgia de Pedro Kosovski, assim como nos trabalhos anteriores, apoia-se nessa paisagem histórica para narrar questões urgentes para atualidade e rever criticamente nosso passado, “o modo como nos relacionamos com nossa memória coletiva e a nossa história é quase sempre predatório e submisso às versões oficiais. Havia cerca de oitenta aldeias indígenas no entorno da baía da Guanabara, uma população com milhares de habitantes: onde estão os monumentos e as narrativas sobre a intensa vida nesse território antes da sua colonização?”, questiona-se Kosovski.

Antes da fundação do Rio de Janeiro, a terra era de domínio de tribos indígenas, que apesar de rivais, falavam a mesma língua e tinham costumes semelhantes, como o ritual de canibalismo: por vingança, a tribo capturava um rival e este passava a conviver com eles até o dia de sua execução, que era visto por todos como uma morte digna. Diferente do que aconteceu com a chegada dos portugueses, na Batalha de Uruçumirim, travada nas águas da Guanabara, na altura do Outeiro da Glória, expulsaram os franceses do território e exterminaram os índios que ali viviam. “Foi como uma força de ocupação, um exército invadindo uma terra que não lhe pertence”, ressalta o diretor.

Assim como nos espetáculos anteriores, a música está sempre presente na cena, na direção musical de Felipe Storino. Em versões acústica, eletrônica, com coro, percussão, piano, microfones e tecnologia. Também compõem a encenação elementos primários como terra, água, farinha e pó de urucum.

Aquela Cia.

Em 2005, Marco André Nunes e Pedro Kosovski fundaram a Aquela Cia. e vêm desenvolvendo, ao lado de outros artistas, uma linguagem cênica própria e uma dramaturgia inédita. Entre as encenações mais recentes, destacam-se “Outside: um musical noir” (2011), indicado aos prêmios Shell, APTR e Questão de Crítica; “Cara de Cavalo” (2012), indicado aos prêmios Shell Questão de Crítica; “Edypop” (2014), indicado aos prêmios Questão de Crítica e Cesgranrio e “Laio e Crísipo” e “Caranguejo Overdrive” premiado em diversas categorias do Shell, APTR, Cesgranrio e Questão de Crítica.

Ficha Técnica
Direção: Marco André Nunes
Texto: Pedro Kosovski
Atores: Carolina Virguez, Matheus Macena, Reinaldo Junior, João Lucas Romero e Zaion Salomão
Direção Musical: Felipe Storino
Iluminação: Renato Machado
Instalação Cênica: Marco André Nunes e Marcelo Marques
Figurino: Marcelo Marques
Visagismo: Joseff Cheslow
Produção Executiva: Aline Mohamad | MS Arte & Cultura
Produção Geral: Núcleo Corpo Rastreado
Idealização: Aquela Cia.

Serviço
Guanabara Canibal
Datas: 20 de janeiro a 18 de fevereiro de 2018
Horários: sextas, 21h; sábados, 18h e 21h (exceto dia 20, apenas às 21h), domingos, 18h, feriados: quinta, 25 de janeiro, 14h e 18h; 12 e 13 de fevereiro (segunda e terça), 18h.
Local: Teatro – 1º subsolo (216 lugares)
Ingressos: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência); R$ 9 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Ingressos à venda a partir de 19/12, às 18h, no portal sescsp.org.br e 20/12, às 17h30, nas bilheterias das unidades da rede Sesc SP. Venda limitada a 4 ingressos por pessoa.
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos

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Por Daniele Valério | Canal Aberto

Galeria Anti-Pop segue até dia 3 com exposição “Arquivo Bijari”

Intervenção “Natureza Urbana” do coletivo Bijari. Créditos: divulgaação

Mostra retrospectiva conta com mais de 40 obras que podem ser conferidas pelo público em novo espaço de Pinheiros com entrada gratuita

São Paulo, janeiro de 2018 – Até o próximo dia 3 de fevereiro o público poderá conferir mais de 40 obras na mostra retrospectiva “Arquivo Bijari 1997-2017” na nova galeria Anti-Pop em Pinheiros. A exposição com entrada gratuita marca os 20 anos do coletivo artístico Bijari, com curadoria dos próprios artistas. Entre as obras disponíveis estão o Praças (Im)possíveis – bicicletas adaptadas que se transformam em praças articuláveis e o vídeo “Galinha”, de 2002, em que uma galinha é solta em lugares com distintos perfis socioculturais, como o Largo da Batata em São Paulo e o calçadão em frente a um shopping center da capital. As reações das pessoas e da galinha são registradas pelo grupo.

O nome da galeria é uma referência à primeira série de intervenções gráficas criadas pelo Bijari, que se expandiu para sets de live-images exibidos em grandes festivais de música eletrônica no começo dos anos 2000.

A Anti-Pop também será aberta para veiculação de projetos, conversas e exposições de artes.

Na entrada do espaço o público pode conhecer um dos veículos da série de intervenções “Natureza Urbana” em que carros abandonados nas ruas de São Paulo são transformados em jardins, trincheiras verdes que brotam da lataria recortada de carros, caçambas e ônibus inutilizados.

O Bijari conta com trabalhos expostos em locais como a Kollective Kreativitat em Kassel-Alemanha, no Palais de Glace, Buenos Aires, em Medellin na Colômbia e na Creative Time em Nova York. Até dezembro o grupo esteve com a obra “Contando con Nosotros” na LA/LA Pacific Standard Time em Los Angeles.

Fazem parte da exposição desde peças gráficas para lambe-lambe, projeções em larga escala, videomapping, intervenções urbanas, videodança, além dos projetos para arquiteturas táticas e trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos com outros coletivos artísticos e comunidades urbanas. É o caso dos projetos “Zona de Ação”, cujas intervenções refletem sobre o processo de renovação urbana do Largo da Batata e revisita as primeiras ações do projeto “Realidade Transversa”, que retratava o cotidiano dos trabalhadores urbanos informais e os convidavam para protagonizarem performances em exposições de arte.

Os 20 anos do Bijari

Formado por estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP nos anos 90, o grupo iniciou os trabalhos com foco em design gráfico e cenografia em um espaço na rua Bijari, no Butantã, zona Oeste da capital. De lá para cá foi expandindo sua atuação e hoje desenvolve projetos em motion graphics, cenografia, realidade virtual e produção de vídeos em formatos e escalas não convencionais.  O grupo é formado por especialistas em diferentes áreas, entre artistas, arquitetos, designers, planejadores e videomakers e possui uma plataforma comercial consolidada em paralelo ao trabalho autoral, sendo ela, em grande medida, que permite uma independência no modo de pensar e produzir os trabalhos de arte.

O Bijari vem explorando diferentes linguagens visuais e práticas artísticas que se instalam nas frestas entre os espaços institucionalizados da arte e o espaço comum das cidades. Essa opção sublinha a intenção do grupo por (re)afirmar a responsabilidade da atuação do artista num campo expandindo, onde as subjetividades estéticas se mesclam necessariamente ao engajamento social e (micro)político.

Exposição “Arquivo Bijari 1997- 2017” – Galeria Anti-Pop
Local: Galeria Anti-Pop – Rua Padre João Gonçalves, 81, Pinheiros– (11) 3815-7729
Período expositivo: até 3 de fevereiro de 2018
Horário: de segunda a sexta-feira, das 11 às 18 horas, e aos sábados das 12 às 19 horas (é necessário tocar o interfone para atendimento).
Entrada gratuita

Sobre o Bijari
Núcleo de criação em artes visuais e multimídia composto por um time de profissionais como artistas visuais, arquitetos, cenógrafos, designers, planejadores, diretores de vídeo e de arte. Bijari existe desde 1998 e possui um trabalho de pesquisa calcado na convergência entre arte, design e tecnologia, e tem como objeto de interesse as narrativas, poéticas e conflitos que moldam e dão vida à paisagem urbana, seja para a criação conceitual de suas obras públicas ou entregas para o mercado de entretenimento multimídia brasileiro. Mais informações em http://www.bijari.com.br.

Agência Lema
Leandro Matulja/ Leticia Zioni/ Larissa Marques
AgenciaLema.com.br

Informações para a imprensa:
Marcos Morelli (11) 3871-0022 ramal 235
morelli@agencialema.com.br

Por Marcos Morelli – Agência Lema

Portuguesa (RJ): campeã da Copa Rubro Verde 2018

Portuguesa (RJ): campeã da primeira edição da Copa Rubro Verde. Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

A primeira edição da Copa Rubro Verde, disputada no Estádio do Canindé, em São Paulo, teve decretada neste domingo (7) o seu primeiro vencedor: a Portuguesa da Ilha do Governador, do Rio de Janeiro, que venceu a anfitriã Associação Portuguesa de Desportos nos pênaltis por 3 a 1 depois de um empate sem gols no tempo regulamentar.

O torneio que, além de ter a presença dos finalistas, contou as participações da Portuguesa Santista e da Portuguesa Londrinense, que foram eliminadas nas semifinais. A competição amistosa teve todos os seus quatro jogos (semifinais, decisão do terceiro lugar e final) disputada no estádio da Lusa paulista.

A etapa inicial da decisão foi marcada por um jogo muito truncado e, apesar da ligeira superioridade da Portuguesa carioca, os dois times apelaram constantemente para a ligação direta e, com isso, não criaram oportunidades claras de gol.

Assim como foi nos 45 minutos iniciais, o segundo tempo também seguiu na mesma pegada: jogo truncado, abusos de passes errados pelas duas equipes e raros lances de perigo que sequer assustaram os goleiros João Carlos, da Lusa paulistana, e Milton Raphael, da equipe da Ilha do Governador.

Com o placar inalterado, a final da primeira Copa Rubro Verde foi decidida nos pênaltis. Nas cobranças, apenas Paulo Fernando acertou o seu penal para os donos da casa, enquanto Jean, Raul e Franklin desperdiçaram. Pelos lados da Lusa carioca, Rhayllan, Jhonnatan e Alexsandro converteram suas cobranças – Marcão e Diego Maia pararam em João Carlos. No entanto, o homenageado da noite, Zé Roberto, que era o quinto batedor da Lusa do Canindé, não pode cobrar o seu pênalti, pois o resultado já garantira o título para o clube carioca.

A partida entre as Portuguesas paulista e carioca foi marcada pelo desempenho pífio dos dois times. Uma parte se deve ao fato de que os clubes estão em fase de preparação e início de temporada, e outra se deve à baixa qualidade do futebol apresentado pelos clubes. Enquanto o time do Canindé, que só disputará o Campeonato Paulista da Série A2 e a Copa do Brasil em 2018, o seu xará carioca jogará a primeira divisão do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro. Mas, se ambos quiserem obter uma temporada com êxito, terão muito trabalho pela frente e os seus torcedores terão que ter muita paciência.

E a disputada do terceiro lugar, que foi a preliminar da decisão, a Portuguesa Santista levou a melhor diante da Portuguesa Londrinense ao derrotar a equipe do norte paranaense por 3 a 2.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Semifinal:
04/01/2018 – Portuguesa Santista (3)2×2(5) Portuguesa (RJ) – Canindé, São Paulo (SP)
Final:
07/01/2018 – Portuguesa (SP) (1)0x0(3) Portuguesa (RJ) – Canindé, São Paulo (SP)

FICHA TÉCNICA: PORTUGUESA (SP) (1)0x0(3) PORTUGUESA (RJ)
Competição/Fase: Copa Rubro Verde 2018 – final (jogo único)
Local: Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte (Canindé) – São Paulo (SP)
Data: 7 de janeiro de 2018, domingo – 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Júlio César Meirelles
Auxiliares: Ricardo Ferreira da Cruz e Wellington Bragantim Caetano
Cartões Amarelos: Gabriel Santos, Felipe e César (Por-SP); Alexsandro, Diego Maia e Jhonnatan (Por-RJ)
Pênaltis convertidos: Paulo Fernando (Por-SP); Rhayllan, Jhonnatan e Alexsandro (Por-RJ)
Pênaltis desperdiçados: Gian, Raul e Franklin (Por-SP); Marcão e Diego Maia (Por-RJ)
PORTUGUESA (SP): 1.João Carlos; 2.Carlinhos (13.Paulo Fernando), 3.Gabriel Santos, 4. Marcos Vinícius e 6.César; 5.Jonatas Paulista, 8.Felipe, 10.Pereira (17.Gian) e 11.Zé Roberto; 9.Bruno Duarte (18.Raul) e 7.Luizinho (16.Franklin). Técnico: Guilherme Alves
PORTUGUESA (RJ): 12.Milton Raphael; 2.Cássio, 3.Luan, 4.Marcão e 6.Diego Maia; 5.Muniz (16.Ygor), 7.Romarinho (22.Jairo Paraíba), 8.Jhonnatan e 10.Maicon Assis (20.Rhayllan); 9.Alexsandro e 11.Sassá (21.Andrezinho). Técnico: João Carlos

Parabéns a Associação Atlética Portuguesa pelo título.

Por Jorge Almeida

Espetáculo infantil aborda de forma poética e sensível as questões socioambientais no Sesc Pompéia

Imagem da peça “As Três Marias”. Créditos: João Júnior

A peça é construída a partir dos desdobramentos e da experiência das crianças, residentes dos bairros do Jardim Romano (São Paulo) e Jardim Fiorelo (Itaquaquecetuba), com enchentes que assolam as regiões há mais de quinze anos

O Sesc Pompeia recebe, a partir de 06 de janeiro de 2018, a estreia do espetáculo infantil As Três Marias, do Coletivo Estopô Balaio e Núcleo Chicote de Língua. A apresentação guarda e revela o sonho das crianças de bairros erguidos às margens de rios.

Com a realização conjunta do Coletivo Estopô Balaio e o Núcleo Chicote de Língua, a peça foi construída a partir da pesquisa e da experiência do Coletivo com as crianças dos bairros do Jardim Romano, em São Paulo, e Jardim Fiorelo, em Itaquaquecetuba, com as quais o grupo desenvolve diversas atividades.

Tudo é contado por meio do olhar de três crianças, Maria Melancolia, Maria Alegria e Maria Faminta, que traz de forma sensível questões sociais como: moradia, acessibilidade à bens culturais, distribuição de renda, alimentação e o modo de vida nas periferias.

As crianças localizadas no cinturão periférico dessas regiões crescem com a água que se lança sobre as casas e ruas, regularmente, no período das chuvas. A perda de móveis, doenças e até mortes caracterizam a realidade infantil desses bairros. Assim, nasce As Três Marias, espetáculo que relata a vida de três meninas que vivem numa vila alagada ao redor da cidade e que todos os dias acordam cedo para tentar se despedir da mãe, que vai trabalhar de trem.

Essa despedida diária nunca é possível, pois a mãe sai de casa antes do nascer do sol. O que resta às crianças é o dia a dia na vila e o contato com a avó que mora no rio. A avó enquanto metáfora da água é quem traz a poesia. A água é quem alimenta o sonho e o desejo de saber o que existe para além do horizonte.

O grupo também desenvolve várias ações junto ao público infantil do Jardim Romano, tais como: narração de histórias, intervenções urbanas, oficinas teatrais, apresentações de espetáculos nas escolas e instituições destas localidades, entre outras, tendo nesta experiência com as águas o caminho para a elaboração de materialidades artísticas que busquem novos significados para a imagem do rio na vida destas crianças.

“Como falar de questões dolorosas e desiguais sem perder a alegria e candura da criança? Como não julgar? Como manter-se vivo e pulsante diante da vida da obra? Como reinventar a dor? Estes questionamentos são respondidos pelo brilho do olho das crianças destes bairros”, aponta João Júnior, dramaturgo e diretor do Coletivo.

FICHA TÉCNICA
Ideia Original, Direção Geral e Dramaturgia: JOÃO JÚNIOR.
Elenco: ADRIELLE REZENDE, AMANDA PREISIG e ANA CAROLINA MARINHO.
Cenografia: JUÃO NIN.
Música Original e Direção Musical: MARCO FRANÇA.
Arranjos: DANIEL MAIA e MARCO FRANÇA.
Canção Tema: JUÃO NIN
Assistência de direção, Preparação Corporal e Iluminação: RODRIGO SILBAT.
Cenotecnicos: MAURO MARTORELLI e ANDERSON GALDINO.
Figurinos: JOÃO JUNIOR e JUAO NIN
Produção: Núcleo Chicote de Língua e Balaio Produções.
Crédito das fotos: João Júnior

Sobre o Coletivo
O Estopô Balaio é um coletivo de artistas formado há cinco anos na cidade de São Paulo que conta em sua maioria com a participação de artistas migrantes. É por esta condição de vida, a de um ser migrante, que o grupo se reúne no desejo de aferir um olhar sobre a prática artística encontrando como estrangeiros a distância necessária para enxergar o olhar de destino dos desejos.

“A distância geográfica das lembranças e paisagens levaram a uma tentativa inútil na busca por pertencimento à capital paulista. Era preciso reinventá-la para poder praticá-la. Na busca pelo lugar perdido da memória do grupo, seguimos para fora e à medida que nos distanciávamos de um tipo de cidade localizada em seu centro geográfico, fomos nos aproximando de outras cidades, de outros modos de vida e de novos compartilhamentos. O cinturão periférico da cidade no seu vetor leste revela um pedaço daquilo que tinha ficado para trás. Há um Nordeste em São Paulo que estava escondido das grandes avenidas e dos prédios altos do centro paulistano”, aponta João.

A memória partilhada nos quatro anos de residência artística no Jardim Romano são as dos integrantes do Coletivo, de estrangeiros de um lugar distante, e a destes pequenos deuses alagados de uma cidade submersa pelo esquecimento. O encontro com o bairro se deu num processo de identificação, pois a maioria de seus moradores são também migrantes nordestinos que fincaram suas histórias de vida nos rincões da capital paulista. O alagamento do Jardim Romano era real, oriundo da expansão desordenada da cidade, o dos integrantes do Coletivo era simbólico, originário da distância e saudade daquilo que foi deixado para trás.

Sobre o Núcleo Chicote de Língua
O Núcleo nasceu do trabalho realizado com as crianças do Jardim Romano, no extremo leste da cidade de São Paulo, através da residência artística desenvolvida pelo Coletivo ESTOPÔ BALAIO. O trabalho foi construído a partir da memória social infantil caracterizada pela experiência com as enchentes e inundações que assolam o bairro e região há cerca de dez anos. A partir do contato com esta memória o CHICOTE DE LÍNGUA desenvolve atividades de formação artística (teatro, poesia, grafite, etc) e de fruição (espetáculos e contações de histórias).

O trabalho junto às crianças fricciona a realidade social do bairro através das brincadeiras, jogos, oficinas e espetáculos tendo a memória individual e social o território de investigação e ponto de partida para a criação.

O Chicote de Língua busca através das realidades sociais um mecanismo de mergulho na poesia que se instala pela brincadeira com a memória na construção de narrativas que lancem um olhar sobre q cidade que queremos partilhar e construir para e pelas crianças.

Serviço:
As Três Marias
De 6 de janeiro a 04 de fevereiro de 2018. Sábados e domingos, às 12h. Feriado, 25 de janeiro, quinta, às 12h
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis.
Ingressos: R$ 5 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira). Crianças até 12 anos não pagam.
Classificação indicativa: Livre.
Duração: 50min
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
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Por Márcia Marques | Canal Aberto