Rush: 30 anos de “A Show Of Hands”

“A Show Of Hands”, do Rush, apenas clássicos dos anos 1980 ao vivo da banda canadense

No ultimo dia 9 de janeiro, o terceiro álbum ao vivo do Rush, “A Show Of Hands”, completou 30 anos de seu lançamento. Gravado entre 1986 e 1988, durante as turnês dos discos “Power Windows” e “Hold Your Fire”, respectivamente. O play foi produzido pela banda e lançado pela Anthem, no Canadá; Atlantic e Epic/Sonic, no Japão; além da Mercury e Vertigo para o resto do mundo.

A maior parte das performances do trio Geddy Lee (baixo e voz), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria) foram gravados nas cidades norte-americanas de New Orleans, Phoenix e San Diego, além da britânica Birmingham, durante a turnê de 1988. Apenas as faixas “Mystic Rhythms” e “Witch Hunt” foram gravadas em East Rutherford, em Nova Jersey, em 1986.

O registro ao vivo do Rush teve forte aceitação dos fãs, a tal ponto de que “A Show Of Hands” atingisse a 21ª posição na Billboard 200, rendendo ao trio canadense um disco de platina. Foi justamente neste período que o Rush decidiu trocar de gravadora internacional: saiu a Mercury e entrou a Atlantic.

Depois da saída da banda de seu casting, a Mercury lançou a coletânea “Chronicles” (1990), que trazia algumas das melhores músicas da banda e que foi certificado com platina dupla. Aliás, é um excelente material para quem quiser ter o básico do Rush.

A banda também lançou o concerto em VHS, mas com o registro do primeiro dos dois shows que fez em Birmingham, que ocorreram nos dias 23 e 24 de abril de 1988 na NEC Arena. Porém, a relação das faixas do LP/CD é diferente em relação ao material do vídeo. Em 2006, uma versão em DVD foi lançada como parte de um box set e como um DVD individual em 2007.

Curiosamente, a faixa de abertura – “Intro” – traz o tema de “The Three Stooges” sendo tocada ao fundo. O grupo usou essa música na abertura de vários shows realizados durante a década de 1980.

No entanto, o registro ao vivo traz apenas os principais clássicos do Rush lançados apenas na década de 1980, mas sem “Tom Sawyer”, o que é uma pena. Porém, alguns dos principais hits da fase “sintetizada” da banda estão no disco: “The Big Money”, “Turn The Page”, “Mission”, “Force Ten“, “Time Stand Still”, “Closer To The Heart”, só para citar alguns. Claro que um solo de bateria do mestre Neil Peart é obrigatório em um trabalho ao vivo que se preze e aqui ele é representado pela faixa “The Rhythm Metod”.

Apesar de não trazer faixas dos álbuns dos anos 1970, vale registrar que esse álbum, ao contrário dos ‘lives’ anteriores – “All The World’s A Stage” (1976) e “Exit… Stage Left” (1981) -, não precisou ter temas que ficaram omitidos no lançamento em CD simples. Mas, os discos anteriores saíram em CD duplo.

Não é o melhor disco ao vivo do Rush, mas, sabe como é, né?: Rush é Rush. Nunca é desperdício deixar de apreciar a obra desses canadenses.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: A Show Of Hands
Intérprete: Rush
Lançamento: 9 de janeiro de 1989
Gravadoras: Anthem Records (Canadá), Atlantic (Japão), Epic/Sony (Japão), Mercury e Vertigo
Produtor: Rush

Geddy Lee: voz, baixo e sintetizadores
Alex Lifeson: guitarra, sintetizadores e backing vocal
Neil Peart: bateria, percussão acústica e eletrônica

1. Intro
2. The Big Money (Lifeson / Lee / Peart)
3. Subdivisions (Lifeson / Lee / Peart)
4. Marathon (Lifeson / Lee / Peart)
5. Turn The Page (Lifeson / Lee / Peart)
6. Manhattan Project (Lifeson / Lee / Peart)
7. Mission (Lifeson / Lee / Peart)
8. Distant Early Warning (Lifeson / Lee / Peart)
9. Mystic Rhythms (Lifeson / Lee / Peart)
10. Witch Hunt (Part III Of Fear) (Lifeson / Lee / Peart)
11. The Rhythm Method (Drum Solo) (Peart)
12. Force Ten (Lifeson / Lee / Peart / Dubois)
13. Time Stand Still (Lifeson / Lee / Peart)
14. Red Sector A (Lifeson / Lee / Peart)
15. Closer To The Heart (Lifeson / Lee / Peart)

Por Jorge Almeida

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Juventus: campeão da Supercopa da Itália 2018

Jogadores da Juve comemora a oitava conquista da Supercopa da Itália, na Arábia Saudita. Créditos: juventus.com

Com gol de Cristiano Ronaldo, aos 16 minutos do segundo tempo, a Juventus derrotou o Milan por 1 a 0 na decisão da Supercopa da Itália 2018 nesta quarta-feira (16), em partida disputada no Estádio King King Abdullah Sports City, em Jeddah, na Arábia Saudita. Foi o primeiro título do atacante português com a camisa da Velha Senhora. Esse foi o terceiro ‘triplete’ da Juve na Terra da Bota, ou seja, campeão italiano, da Copa da Itália e da Supercopa da Itália no mesmo ano.

E quem tomou a iniciativa na decisão foi a Juventus. Aos três minutos, João Cancelo tocou para Douglas Costa na área. O camisa 11 dominou e bateu cruzado visando o ângulo e mandou muito perto da trave esquerda de Donnarumma. A Juve começou o jogo segurando mais a posse de bola para tentar impor diante do Milan, que deu o troco aos onze minutos. O estreante Lucas Paquetá abriu na esquerda para Çalhanoğlu. O turco recebeu, ajeitou e soltou a bomba com a direita e mandou a bola perto do travessão.

Depois do susto, a Vecchia Signora respondeu aos 16. Douglas Costa fez boa jogada pela diretia e passou para Cancelo, que entrou na área, finalizou cruzado e tirou tinta da trave rossonera. O time milanista também chegou com perigo aos 23, Depois da cobrança de escanteio, o goleiro Szczęsny errou na saída do gol, a bola sobrou para Castillejo, que arriscou bater colocado e colocou a esférica rente à trave.

Quatro minutos depois, aos 30, os bianconeros puxaram um contra-ataque perigoso com Dybala, que acionou Cristiano Ronaldo, que cruzou na área em direção de Douglas Costa, Bakayoko tirou parcialmente e, no rebote, Chiellini emendou de direita, que não é o “pé forte” e isolou a bola por cima do gol. Três minutos depois, a equipe de Turim chegou a balançar as redes com gol contra de Zapata, mas a arbitragem flagrou Matuidi em impedimento na origem da jogada.

E, antes do final da etapa inicial, as duas equipes tiveram chances. Aos 42, Alex Sandro cruzou da linha de fundo na esquerda para Cristiano Ronaldo. O gajo deixou a bola quicar para emendar um voleio, mas a redonda saiu por cima do gol de Donnarumma. Quase um golaço de CR7. Aos 44, foi a vez do Milan chegar com Çalhanoğlu, que pegou a sobra no bate-rebate na área e mandou firme para o gol, mas Szczęsny defendeu em dois tempos. No entanto, o primeiro tempo terminou empatado em 0 a 0.

Na etapa final, quem deu as caras primeiro foi o Milan. Logo aos dois minutos. Cutrone ficou com a sobra na área e soltou uma bomba no travessão. A Juventus só deu o troco aos 13. Cristiano Ronaldo foi lançado na esquerda, passou por Calabria e chutou ao gol para Donnarumma espalmar. No lance seguinte, aos 14, Çalhanoğlu recebeu da intermediária, arriscou e mandou a bola perto da meta do goleiro polonês da Juve.

Mas, aos 15 minutos, o bósnio Pjanić, da intermediária, viu Cristiano Ronaldo bem posicionado na área e cruzou na medida para o camisa 7, que correu no tempo certo para não entrar em impedimento, cabecear livre e colocar a redonda dentro das redes de Donnarumma: 1 a 0, Juventus. Três minutos depois, Dybala chegou a balançar as redes, mas também foi flagrado em impedimento.

Precisando reverter o placar, a situação complicou-se de vez para os rossoneros aos 28. Kessié entrou com a sola da chuteira em dividida con Can e acertou a canela do adversário. O árbitro Luca Banti, após consultar o VAR, expulsou o volante milanista.

Com um jogador a mais, a Juventus trocou passes enquanto o Milan se fechou. A equipe de Turim chegou a rondar a área do adversário, que não conseguia tocar na bola. E, aos 45, Cristiano Ronaldo dominou pela esquerda e, da entrada da área, soltou a bomba para o camisa 99 milanista defender em dois tempos. Mas, a partida foi até os 50 minutos e terminou com a vitória bianconera, em Jeddah. Final de jogo na Arábia Saudita, Juventus 1, Milan 0.

Diferentemente da decisão da última Copa da Itália em que a Juve deu um passeio no Milan (goleada por 4 a 0), a Supercopa da Itália, que foi disputada na Arábia Saudita, foi mais equilibrada. A equipe de Massimiliano Allegri encarou um Milan mais encardido e que deu trabalho para o clube de Turim. Enquanto a partida seguia empatada sem gols, os dois times fizeram um jogo bem pegado e com revezamento nas chances desperdiçadas. Porém, o gol do predestinado Cristiano Ronaldo, aos 16 minutos do segundo tempo, mudou o panorama do jogo. Com a vitória parcial da Juve, os rossoneros se perderam em campo e, para complicar a situação, o volante Kessié foi expulso após solar o adversário. Com um jogador a mais, a Juventus “cozinhou” o galo e fez o suficiente para manter o resultado e conquistar a sua oitava Supercopa da Itália, tornando-se agora o maior vencedor da certame, deixando o Milan com sete taças.

As duas equipes voltam a campo na próxima segunda-feira pelo Campeonato Italiano. A Juventus recebe o Chievo, em Turim, e o Milan vai até Gênova encarar o Genoa.

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: JUVENTUS 1×0 MILAN
Competição/Fase:
Supercopa da Itália 2018 – final (jogo único)
Local: Estádio King Abdullah Sports City, Jeddah, Arábia Saudita
Data: 16 de janeiro de 2019, quarta-feira – 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Luca Banti
Cartões Amarelos: Alex Sandro, Pjanić e Dybala (Juventus); Çalhanoğlu, Castillejo e Rodríguez (Milan)
Cartão Vermelho: Kessié (Milan)
Gol: Cristiano Ronaldo, aos 16 min do 2º tempo (1-0)
JUVENTUS: 1.Szczęsny; 20.Cancelo, 19.Bonicci, 3.Chiellini e 12.Alex Sandro; 5.Pjanić, 30.Bentancur e 14.Matuidi; 11.Douglas Costa, 7.Cristiano Ronaldo e 10.Dybala. Técnico: Massimiliano Allegri
MILAN: 99.Donnarumma; 2.Calabria, 17.Zapata, 13.Romagnoli e 68.Rodríguez; 14.Bakayoko, 79.Kessié e 39.Lucas Paquetá; 7.Castillejo, 10.Çalhanoğlu e 63.Cutrone. Técnico: Gennaro Gattuso

Parabéns ao Juventus Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Exposição homenageia Beatriz Segall no Metrô Santa Cruz

“Vitrine Lasar Segall” homenageia a atriz Beatriz Segall no Metrô Santa Cruz. Foto: Jorge Almeida

A Estação Santa Cruz do Metrô exibe na Vitrine Lasar Segall a exposição “Mais Que Uma Vilã: o Múltiplo Talento de Beatriz Segall” até o próximo dia 31 de janeiro. A mostra faz uma homenagem à atriz Beatriz Segall (1926-2018).

Uma das mais importantes atrizes brasileira do século XX, Beatriz Segall cativou as plateias dos teatros, prendeu a atenção dos espectadores das telenovelas (quem não se lembra da vilã Odete Roitman em “Vale Tudo”?) e destacou-se nas várias produções cinematográficas em que atuou.

O painel mostra um tributo a essa mulher de personalidade forte, que sempre apoiou o marido Maurício Segall na luta contra a ditadura e batalhou pela preservação do patrimônio histórico da Vila Mariana, bairro onde morou e também onde está instalado o museu que leva o nome de seu sogro, o lituano Lasar Segall.

Na vitrine são exibidas 13 imagens da atriz, além das reproduções de um grafite sobre papel feito por Lasar Segall em homenagem a Beatriz feita nos anos 1950 e do cartaz do filme “Beleza do Diabo”, de 1951, que teve a participação dela quando ainda assinava como Beatriz Toledo.

O título da mostra deixa nítido de que Beatriz Segall não era apenas “Odete Roitman” que, apesar de ter sido um marco em sua carreira, a popularidade da personagem incomodava a atriz por ter ofuscado para muita gente os demais trabalhos feitos por ela.

SERVIÇO:
Exposição:
Mais Que Uma Vilã: o Múltiplo Talento de Beatriz Segall
Onde: Estação Santa Cruz do Metrô (Linha 1-Azul, acesso também pela Linha 5-Lilás de metrô) – Rua Domingos de Morais, 2564 – Vila Mariana
Quando: até 31/01/2019; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h16; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: entrada gratuita (fora da área tarifada – vitrine Lasar Segall)

Por Jorge Almeida

 

Exposição reúne fotografias amadores de concurso do Metrô na Estação Santa Cecília

As fotografias vencedoras da categoria funcionários do Metrô do concurso promovido pela Companhia do Metropolitano. Créditos: divulgação

A Estação Santa Cecília do Metrô apresenta até o dia 31 de janeiro próximo a exposição “Concurso de Fotografia Amadora do Metrô”, que contém 24 imagens dos finalistas do concurso promovido pelo Metrô de São Paulo no ano passado com o tema “Metrô SP – 50 anos no coração da cidade de São Paulo – fotografe a sua estação de metrô preferida”.

O evento recebeu cerca de 240 fotografias e dez por cento delas foram finalistas. Ao todo, sete registros foram premiados: 1° e 2° lugares da categoria empregados do Metrô, 1° e 2° lugares da categoria usuários do Metrô e uma menção honrosa – escolhidas por uma comissão julgadora; e, 1° lugar da categoria empregados e 1° lugar da categoria usuários – escolhidas por votação popular através da página do Metrô no Facebook. As postagens do concurso alcançaram mais de 18 mil pessoas no Facebook.

O intuito do concurso foi motivar os usuários e empregados da Companhia do Metropolitano de São Paulo a olharem de forma mais aguçada para as estações, registrando a formosura de cada uma delas. Além de ser rotas de passagens para milhões de pessoas, as estações do Metrô mostram arquitetura, instalações, design e obras de arte.

Em meio aos destaques estão “No CoraSÉ de Sampa”, de Tiago Agostini Vasconcelos; e “Escada Rolantes”, de R.C. Ribeiro (foto), respectivamente primeiro e segundo lugares na categoria empregados do Metrô, além de “Acordes na Estação”, de Marlene Maria de França; e “Verde Urbano”, de Bruno Leonardi Roselli, campeão e vice-campeão da categoria usuários do Metrô; e também “Ensaios”, de Luiz Duarte Reis.

SERVIÇO:
Exposição:
Concurso de Fotografia Amadora do Metrô
Onde: Estação Santa Cecília do Metrô (Linha 3-Vermelha) – Largo Santa Cecília, s/nº
Quando: até 31/01/2019; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h23; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: acesso gratuito aos usuários do Metrô

Por Jorge Almeida

Exposição “Sampa Visto de Cima” no Metrô Sé

Imagem do Marco Zero, na Praça da Sé, captada por Marcelo Sonohara. Créditos: divulgação

Com cerca de 20 registros do fotógrafo Marcelo Sonohara, a mostra “Sampa Visto de Cima” segue em exibição na Estação Sé do Metrô até o próximo dia 31 de janeiro. A exposição faz parte das celebrações dos 465 anos da maior cidade do Brasil.

São Paulo é, literalmente, uma selva de pedra, conforme pode ser conferida nas imagens de Sonohara em um ângulo diferente do tradicional. Marcelo registra do alto as avenidas, praças, edifícios, monumentos, parques, pontos turísticos, enfim, diversos pontos da cidade.

Pelas lentes do fotógrafo a selva de concreto deu lugar às paisagens peculiares da urbe em que o cinza, que predomina a maioria das imagens habituais da cidade, quase não aparece.

Com isso, o usuário do Metrô poderá conferir a amplitude belíssima de São Paulo sob um aprecio, até então, pouco empreendido, visando, assim, novas perspectivas que se transformam em novos cenários que, para alguns, aparentam desconhecidos.

Entre os pontos clicados estão o Estádio do Pacaembu, a Ponte Estaiada, o Marco Zero, na Praça da Sé (foto), o Mercado Municipal, a Praça Panamericana, e outros mais.

SERVIÇO:
Exposição:
Sampa Visto de Cima
Onde: Estação Sé do Metrô (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha) – Praça da Sé, s/nº – Centro
Quando: até 31/01/2019; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h29; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: acesso gratuito aos usuários do Metrô-SP

Por Jorge Almeida

Exposição reúne peças arqueológicas no Metrô São Bento

Vitrine São Bento com algumas peças arqueológicas coletadas durante as obras da Linha 5-Lilás de metrô. Foto: Jorge Almeida

O Metrô apresenta até o dia 31 de janeiro de 2019 a exposição “Arqueologia: O Metrô Descobrindo o Passado – Estação Alto da Boa Vista” na Vitrine São Bento na Estação São Bento. A mostra faz parte de sua política de responsabilidade social e ambiental, em que o Metropolitano aumenta, organiza e gerencia estudos arqueológicos e ações de educação patrimonial associados a todas as obras que realiza na cidade de São Paulo.

Na exposição o usuário poderá conferir alguns materiais que foram resgatados durante as escavações realizadas na Avenida Santo Amaro, na região do alto da Boa Vista, durante a construção da estação da Linha 5-Lilás de metrô que dá o nome ao bairro. O local ficou registrado como Sítio Arqueológico da Boa Vista.

O material coletado por este Sítio Arqueológico é constituído em sua maioria por vidros, que tem a maior porcentagem do acervo recolhido durante a obra da linha metroviária. Assim, grande parte dos objetos expostos na Vitrine São Bento é composto por fragmentos de louça, porcelana, pratos, frascos, além de azulejos, telhas, entre outros itens que datam a partir do início do século XX.

O Sítio Arqueológico Alto da Boa Vista municia, principalmente, elementos sobre o processo de urbanização de Santo Amaro, onde se misturavam, ainda, feições rurais e o surgir de novos conceitos aplicados à cidade, diante do crescimento da população, a industrialização e o consequente reordenamento do espaço.

SERVIÇO:
Exposição:
Arqueologia: O Metrô Descobrindo o Passado – Estação Alto da Boa Vista
Onde: Estação São Bento do Metrô (Linha 1-Azul) – Largo São Bento, 109 – Centro
Quando: até 31/01/2019; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h32; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: acesso gratuito aos usuários do Metrô-SP

Por Jorge Almeida

Exposição “Pretas Potências” na Estação Luz do Metrô

“Mãe Juju D’Oxum”, homenageada pelo artista Vinícius Araújo em exposição na Estação Luz do Metrô. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Pretas Potências” está em exibição até o próximo dia 31 de janeiro na Estação Luz do Metrô. Realizada pela Alma Preta e Feira Preta, a exposição traz 13 obras do artista Vinícius Araújo que homenageiam 13 figuras negras representativas.

O intuito da mostra é recordar as 13 décadas após o fim da abolição da escravatura ao prestar um tributo às 13 figuras negras representativas no universo da resistência afro-brasileira desde o final do século XIX até os dias de hoje.

Entre os homenageados, por exemplo, estão nomes como “Mãe D’Oxum” (foto), “Mestre Bumba (Capoeira)”, “Abdias Nascimento (Teatro)”, “Dona Ivone Lara (Samba)”, entre outras personalidades da comunidade negra para confirmar como o empreendedorismo e as criatividades foram as táticas solucionadas pelos afro-brasileiros para resistirem em meio à exclusão social.

SERVIÇO:
Exposição:
Pretas Potências
Onde: Estação Luz do Metrô (Linha 1-Azul, com acesso também pelas Linhas 4-Amarela de metrô, 7-Rubi e 11-Coral da CPTM) – Avenida Prestes Maia, 925
Quando: até 31/01/2019; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h30; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: acesso gratuito aos usuários do transporte metroferroviário da capital

Por Jorge Almeida