FIFA sorteia os confrontos da repescagem europeia

Repescagem europeia garantirá quatro vagas para o Mundial. Créditos: divulgação/FIFA

A FIFA realizou nesta terça-feira (17), em Zurique, na Suíça, o sorteio dos confrontos válidos pela repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2018. O evento determinou que Itália, Grécia, Suíça e Irlanda decidirão o segundo jogo em casa.

Única campeã do mundo que ainda não está assegurada na Copa, a Itália tentará a sorte em dois duelos contra a Suécia, país que já foi finalista de Mundial, em 1958. Os outros confrontos entre europeus são Irlanda do Norte x Suíça, Croácia x Grécia e Dinamarca x Irlanda.

As oito seleções da repescagem europeia foram divididas em dois potes com quatro equipes cada, antes da realização do sorteio. A separação foi feita de acordo com a posição dos selecionados no último ranking da FIFA, divulgado na última segunda-feira. Assim, no pote 1 ficaram Suíça, Itália, Dinamarca e Croácia, enquanto o restante – Suécia, Irlanda do Norte, Grécia e Irlanda – no pote 2.

As partidas que valem a classificação para a Copa do Mundo serão disputadas em duelos de ida e volta em dois períodos: entre os dias 9 e 11 de novembro e 12 e 14 do mesmo mês. De acordo com o regulamento, quem vencer e tiver melhor saldo de gols na soma dos dois confrontos, está classificado para o Mundial – o desempate é feito com base no critério de gols marcados fora de casa. Em caso de resultados iguais, haverá prorrogação e, se necessário, disputa de pênaltis.

Além da Europa, ainda haverá mais duas repescagem intercontinental: Austrália x Peru e Nova Zelândia x Honduras. E ainda faltam duas vagas diretas pelas Eliminatórias africanas – apenas Egito e Nigéria estão garantidos.

Por Jorge Almeida

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The Beatles: 50 anos de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

Capa do ‘cinquentão’ “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles

Sim, com um certo atraso, vamos falar sobre os 50 anos do clássico “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, completados no último dia 26 de maio. Produzido por George Martin, o oitavo disco de estúdio dos Fab Four foi gravado no Abbey Road Studios e no Regent Sound Studios, ambos em Londres, entre setembro de 1966 e abril de 1967. E é considerado até hoje um divisor de águas da música pop.

Depois de passarem um bom período de férias em 1966, durante um voo de volta para Londres, em novembro daquele ano, Paul McCartney teve a ideia de criar uma canção que envolvesse uma banda militar da era Eduardiana, a qual eventualmente formaria o ímpeto para o conceito de Sgt. Pepper. Assim, em fevereiro de 1967, após gravarem a canção “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, o vocalista/baixista propôs aos demais integrantes que fosse lançado um LP na íntegra que concebesse um espetáculo apresentado pela banda fictícia Sgt. Pepper. Este grupo acabaria por dar-lhes liberdade para fazerem experiências musicais. Durante as gravações, os rapazes de Liverpool se esforçaram para melhorarem a qualidade da produção em relação aos trabalhos anteriores. Afinal, como já sabiam que não tocariam as canções desse novo trabalho ao vivo, optaram por uma abordagem mais experimental para as músicas, como pode ser conferida em temas como “With A Little Help From My Friends”, “Lucy In The Sky With Diamonds” e “A Day In The Life”.

Os responsáveis pelas técnicas inovadoras de gravação ficaram a cargo de Geoff Emerick (engenheiro de som) e do produtor George Martin, que incluíram a aplicação liberal da modelagem do som com processamento de sinal e o uso de orquestra com quarenta integrantes a tocarem em algumas faixas.

Assim como as músicas, a capa de “Sgt. Pepper’s Lonely…” também é icônica. Baseada em um esboço feito por Paul McCartney, a capa traz o grupo em pose em frente a uma plateia de celebridades e figuras históricas. A imagem foi criada pelos britânicos Peter Blake e Jann Haworth. A famosa colagem da capa incluiu 57 fotografias e nove trabalhos em cera que retratam uma diversidade de personalidades famosas, entre atores, esportistas, cientistas, pensadores, por exemplo, e até mesmo – a pedido de Harrison – os gurus Mahavatar Babaji, Lahiri Mahasaya, Sri Yukteswar Giri e Paramahansa Yogananda da Self-Realization Fellowship. Lennon propôs a inclusão de Jesus Cristo e Adolf Hitler, mas ambas sugestões foram rejeitadas. Elvis Presley só não foi colocado na capa porque, para Paul McCartney, o Rei estava “muito acima do resto”. O custo da arte final da capa foi de cerca de £3,000 na época, considerado um valor muito acima do que os preços habituais para as capas de discos do gênero, que custavam em média £ 50.

O disco abre com a faixa-título, que começa com dez segundos de sons combinados de uma orquestra a ensaiar e de uma plateia à espera do concerto, introduzindo a ilusão do álbum como uma performance ao vivo, que também serve como uma introdução à Banda do Sargento Pimenta. McCartney atua como mestre de cerimônias no trecho próximo ao final da faixa, introduzindo Starr como um alter ego chamado Billy Shears. A canção então segue ininterruptamente para “With a Little Help from My Friends“, com o vocal barítono de Ringo Starr, enquanto John e Paul, nos backing vocal, pergutam a Starr o significado da amizade e do amor verdadeiro. Embora a faixa tenha sido banida das rádios britânicas por conta do verso “I get high with a little help from my friends“, que muitos viam isso como uma alusão às drogas. A música foi gravada por gente como Joe Cocker que, convenhamos, ficou matadora. O terceiro tema é a polêmica “Lucy In The Sky With Diamonds”, que Paul inspirou-se em um desenho feito por Julian, filho de John Lennon. A controvérsia da canção se deu ao fato de que o título tinha uma referência oculta ao LSD. No Brasil, a música ganhou uma versão em português através de Raulzito e Os Panteras, no primeiro trabalho fonográfico de Raul Seixas, de 1968. A quarta faixa do play é a otimista “Getting Better”, que é a mais psicodélica do disco. Em seguida, vem “Fixing A Hole”, que chama atenção por conta do acompanhamento da guitarra de George Harrison na faixa. A música significa o desejo de McCartney de deixar sua mente vaguear livremente e propagar sua criatividade sem o fardo de inseguranças autoconsciente. O disco segue com “She’s Leaving Home”, que aborda sobre o problema da alienação “entre pessoas discordantes”, particularmente entre grupos afetados por separações entre gerações, como a jovem que sai da casa dos pais por falta de atenção e carinho, e que deixa os progenitores perplexos pela decisão da filha porque deram “tudo o que o dinheiro pode comprar”. O lado A chega ao final com “Being For The Benefit Of Mr. Kite!”, que foi inspirada em um cartaz do circo do século 19 do Pablo Fanque Circus que Lennon havia comprado em uma loja de antiguidades em 31 de janeiro de 1967, durante as filmagens de vídeos promocionais para “Penny Lane” e “Strawberry Fields Forever” em Sevenoaks Kent. Mr. Kite é acreditado para ser William Kite, que trabalhou para Pablo Fanque 1843-1845. Apesar de ser creditada a Lennon/McCartney, John afirmara ter escrito a música sozinho enquanto Paul diz que contribuiu em algumas partes da canção. A música foi tocada ao vivo pela primeira vez em maio de 2014 durante uma apresentação de Paul McCartney no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte.

O lado B do disco começa com “Within You Without You“, de George Harrison, que foi inspirada em música clássica hindu e indiana. O guitarrista a escreveu depois que Martin decidira que “Only A Nothern Song” não era boa o suficiente para entrar no disco. Em seguida, o álbum traz “When I’m Sixty Four” que, originalmente, foi escrita por Paul McCartney em 1950, mas refeita pelo baixista quando seu pai completou 64 anos. Os arranjos de clarinete de Martin mais o uso das vassourinhas por Ringo estabelecem uma atmosfera de music hall, reforçada com os vocais de McCartney. O décimo tema é “Lovely Rita“, escrita e cantada por Paul, que aborda o afeto do interlocutor por uma mulher guarda de trânsito (ou seria uma moça respon´savel em cuidar do parquímetro – uma espécie de “Zona Azul” dos britânicos?). Todos, exceto Ringo, usam pente e papel para fazer sons de chocalho na música. A faixa seguinte é “Good Morning Good Morning“, que foi inspirada em um comercial de TV do produto Corn Flakes, da Kellogg’s, cujo jingle John adaptou no refrão da música. No fadeout sequenciado, a pedido de Lennon, foram inseridos uma série de sons de animais. Martin emendou o som de uma galinha a cacarejar ao final da faixa para sobrepor com uma guitarra sendo sintonizada na próxima, criando uma transição suave entre as duas músicas. A penúltima canção é “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)“, que serve como um suporte delimitador e uma transição ao ato final. A música, um característico hard rock, foi escrita após sugestão do assistente do grupo, Neil Aspinall, já que a música original, que inicia o disco, demandava uma “reaparição” da banda ficcional no momento próximo ao fim do disco. Ao contrário da faixa-título que abre o disco, a reprise não traz seção de metais e tem um andamento mais acelerado. E, para finalizar, “A Day In The Life“, que foi resultado da junção de duas músicas distintas, uma de John e a outra de Paul. Lennon tinha o início e o fim da canção, porém, McCartney possuía uma que não tinha início e nem fim e a apresentou ao grupo, que juntou com a parte já gravada por John, que gostou, assim como Paul. Na versão em vinil, os sons estranhos no final da música tornam-se uma espécie de moto-perpétuo, caracterizando assim uma música teoricamente sem fim. Os sons repetem-se em intervalos 2 segundos, e assim permanece até que retiremos o vinil do toca-discos. Com o CD, o material editado tem 5´33”, aproximadamente.

Sucesso de público e crítica, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts…” é considerado um álbum conceitual, um dos primeiros LP’s de art rock, nitidamente psicodélico e, porquê não?, um disco “multigênero”, pois incorpora várias influências musicais, como vaudeville, music hall, circense, música clássica ocidental e indiana, por exemplo. Não é à toa que considerado constantemente como um dos maiores discos de todos os tempos da história da música, além de ser um dos mais vendidos da história, com mais de 30 milhões de cópias em quase meia década após seu lançamento.

Aqui apresentamos apenas uma pequena parte da história desse grande álbum. Afinal, para falar dele com mais riqueza de detalhes e informações seria necessário um livro, pois trata-se de um dos trabalhos mais místicos do rock.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist deste clássico da música.

Álbum: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
Intérprete: The Beatles
Lançamento: 26/05/1967 (versão britânica) / 02/06/1967 (versão norte-americana)
Gravadora: Parlophone (Reino Unido) / Capitol (EUA)
Produtor: George Martin

John Lennon: voz, backing vocal, guitarra, harmônica, palmas, pandeireta, maracas, efeitos sonoros e arranjos
Paul McCartney: voz, backing vocal, guitarra, baixo, piano, órgão, palmas, efeitos sonoros e arranjos
George Harrison: guitarra, backing vocal, cítara, harmônica, kazoo, palmas, maracas e voz em “Within You Without You
Ringo Starr: bateria, congas, pandeireta, maracas, palmas, sinos tubulares, harmônica em “Being For The Benefit Of Mr. Kitel!“, acorde final de piano em Mi em “A Day In The Life” e voz principal em “With A Little Help From My Friends
George Martin: loops e efeitos sonoros; cravo em “Fixing A Hole“, harmônica, órgão Lowrey e glockenspiel em “Being For The Benefit Of Mr. Kite!“, órgão Hammond em “With A Little Help From My Friends“, piano em “Getting Better” e solo de piano em “Lovely Rita“; acorde final de harmônica

Sounds Incorporated: sexteto de saxofones em “Good Morning Good Morning
Geoff Emerick: loops de fita e efeitos sonoros
Mal Evans: harmônica, alarme de relógio, contagem e acorde final de piano em Mi
Neil Aspinall: tambura e harmônica
Neil Sanders, Tony Randall, John Burden e James W. Buck: trompas francesas em “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
Mike Leander: arranjos de seção de cordas e harpa em “She’s Leaving Home
Robert Burns, Henry MacKenzie e Frank Reidy: clarinetes em “When I’m Sixty Four

1. Sgt, Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Lennon / McCartney)
2. With A Little Help From My Friends (Lennon / McCartney)
3. Lucy In The Sky With Diamonds (Lennon / McCartney)
4. Getting Better (Lennon / McCartney)
5. Fixing A Hole (Lennon / McCartney)
6. She’s Leaving Home (Lennon / McCartney)
7. Being For The Benefit Of Mr. Kite! (Lennon / McCartney)
8. Within You Without You (Harrison)
9. When I’m Sixty-Four (Lennon / McCartney)
10. Lovely Rita (Lennon / McCartney)
11. Good Morning Good Morning (Lennon / McCartney)
12. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise) (Lennon / McCartney)
13. A Day In The Life (Lennon / McCartney)

Por Jorge Almeida

Exposição “Coleções em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca de São Paulo” na Pinacoteca

“Inverno em Munique”, de Lopes Leão, em exibição na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foto: Jorge Almeida

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta até a próxima segunda-feira, 16 de outubro, a exposição “Coleões em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca do Estado de São Paulo” que reúne cerca de 120 obras que exploram a construção de uma arte nacional em Portugal e no Brasil – assunto que mobilizou artistas, instituições e interessados pelas belas artes ao longo do século XIX.

A partir de obras do acervo de pintura, escultura, desenho e gravura do Museu Nacional de Soares dos Reis, da cidade do Porto, a mostra aborda desse meio cultural português que buscou identificar ou propor uma arte própria dotada de uma singularidade peculiar.

A mostra faz parte de uma programação de exposições que visam construir relações entre a coleção do acervo da Pinacoteca e a de outras instituições afins, permitindo novas leituras do próprio acervo. Além dessa, a Pinacoteca apresentou exposições em diálogo com obras da instituição com coleões dos museus Mariano Procópio, de Juiz de Fora, e do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (Museu do Ipiranga).

Em meio aos destaques estão “Urna Marinha” (1877), um óleo sobre tela de Antônio Carvalho da Silva Porto; “Inverno em Munique” (foto), um óleo sobre tela de 1922, de Lopes Leão; “Rio Douro (Porto)” (1906), um óleo sobre tela de Manuel Maria Lúcio; além da série “Álbum de Glórias” (1880-1902), de Raphael Bordalo Pinheiro, uma série composta por oito litografias sobre papel.

SERVIÇO:
Exposição: Coleções em Diálogo: Museu Nacional de Soares dos Reis e Pinacoteca de São Paulo
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 02
Quando: até 16/10/2017; de quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita para menores de dez anos e maiores de 60 anos; entrada gratuita para o público em geral aos sábados

Por Jorge Almeida

Encerrada as Eliminatórias Sulamericana para a Copa do Mundo 2018

17 seleções estão classificadas para a Copa do Mundo FIFA Rússia 2018. Créditos: FIFA

Com cinco partidas disputadas simultaneamente na noite desta terça-feira (10), as Eliminatórias Sulamericana para a Copa do Mundo Rússia 2018 chegaram ao fim. Com a realização da 18ª (e derradeira) rodada, três seleções carimbaram seus passaportes para o Mundial do ano que vem (o Brasil já entrou em campo classificado), além de uma briga via repescagem contra a Nova Zelândia.

O “campeão” das eliminatórias Brasil, que era o único classificado do certame, enfrentou no Allianz Parque, em São Paulo, o Chile, que dependia apenas de si para se classificar. Porém, com um gol de Paulinho e dois de Gabriel Jesus, a seleção canarinho fez 3 a 0 na Roja e, consequentemente, eliminou o adversário por conta do saldo de gols. Com a vitória, o Brasil terminou a competição com 41 pontos, enquanto os chilenos estacionaram com 26 pontos no sexto lugar.

O confronto entre Peru e Colômbia no Estádio Nacional, em Lima, poderia simplesmente ser considerado um jogo de “vida ou morte” para ambas seleções. Pois, dependendo dos outros resultados, só a vitória interessaria para os dois selecionados. Os visitantes saíram na frente com James Rodríguez, aos 10 minutos do segundo tempo, mas Paolo Guerrero, em cobrança de falta (que era para ser em dois lances, mas o goleiro colombiano Ospina tocou na bola e, portanto, fez “gol contra” e validou o lance), empatou o jogo. Com o placar de 1 a 1, os dois países comemoraram o resultado. A Colômbia ficou com a vaga direta, na quarta colocação com 27 pontos, enquanto isso, os peruanos, com um ponto a menos, em quinto lugar, irão disputar a repescagem contra a Nova Zelândia em duas partidas, sendo a primeira na Oceania e a segunda em casa.

O jogo mais esperado dessa rodada sem dúvida nenhuma foi entre Equador e Argentina, em Quito. Isso porque para os hermanos só a vitória interessava. E, com menos de dois minutos de jogo, os equatorianos abriram o placar com Romário Ibarra. Todavia, os bicampeões do mundo tinham Lionel Messi ao seu lado e, em uma noite de gala, o camisa 10 fez hat-trick e anotou três gols que classificaram a seleção alviceleste para a Rússia. Com a vitória, a Argentina ficou em terceiro lugar com 28 pontos. O Equador, que entrou em campo já eliminada, ficou em oitavo com 20 pontos.

Outra seleção que tinha chances matemáticas de classificar-se para a Copa do Mundo era o Paraguai. Com 24 pontos, o selecionado guarani poderia vencer a fraca Venezuela que chegaria aos 27 pontos e, no mínimo, garantiria a repescagem em virtude dos resultados dos outros jogos. Porém, os paraguaios foram surpreendidos em casa e perdeu para os venezuelanos por 1 a 0 e ficaram em sétimo, enquanto os compatriotas de Nicolás Maduro fizeram míseros 12 pontos.

O Uruguai praticamente entrou em campo classificado. No lendário estádio Centenário, a Celeste levou um susto quando a Bolívia saiu na frente. Mas, os anfitriões não se abalaram e viraram o jogo que terminou com vitória uruguaia por 4 a 2 – os tentos bolivianos, na verdade, foram resultados de dois gols contra por parte dos uruguaios. Os bicampeões mundiais terminaram as eliminatórias na vice-liderança, com 31 pontos. Já a Bolívia, apenas na penúltima colocação, com 14 pontos.

E não foi apenas na América do Sul que as eliminatórias ficaram definidas nesta quarta-feira. Nas Américas do Norte e Central também tiveram seus classificados definidos: México, Costa Rica e Panamá ficaram com as vagas diretas. Honduras irá disputar a repescagem contra um representante asiático. Já os Estados Unidos decepcionaram ao perderem para o lanterna do hexagonal Trinidad e Tobago por 2 a 1 fora de casa e terminaram em quinto lugar, posição que deixou os ianques fora do Mundial.

Enquanto isso, na Europa, algumas seleções também garantiram a classificação nesta terça-feira. Casos de França, Portugal, Sérvia e a estreante em Mundial Islândia. Uma vez que Alemanha, Inglaterra, Espanha, Bélgica e Polônia já entraram em campo classificadas para a Copa. Todavia, oito equipes disputarão quatro vagas através da repescagem. São elas: Suíça, Itália, Dinamarca, Croácia, Irlanda, Irlanda do Norte, Grécia e Suécia. Uma das seleções mais tradicionais do Velho Continente, a Holanda, ficará de fora, pois a Laranja terminou em terceiro no grupo A, sendo ultrapassada por França e Suécia. O sorteio para os duelos acontecerá em 17 de outubro e as partidas serão disputadas em novembro.

Pelas eliminatórias africanas, apenas Nigéria e Egito estão garantidos no Mundial. A última rodada será disputada nos dias 5 e 12 de novembro. Pela África, restam ainda três vagas.

Pela Ásia, os classificados já estavam definidos desde setembro. Japão, Coreia do Sul, Irã e Arábia Saudita estão garantidos na Rússia 2018.

Além da repescagem europeia, haverá ainda mais duas repescagens intercontinentais: Nova Zelândia x Peru e Austrália x Honduras.

A seguir, a classificação final e os resultados da última rodada das Eliminatórias Sulamericana.

Posição – Equipe – Pontos:
1. Brasil – 41 pontos
2. Uruguai – 31
3. Argentina – 28
4. Colômbia – 27
5. Peru – 26
6. Chile – 26
7. Paraguai – 24
8. Equador – 20
9. Bolívia – 14
10. Venezuela – 12

Data – Jogo – Local:
10/10/2017 – Brasil 3×0 chile – Allianz Parque, São Paulo (SP)
10/10/2017 – Equador 1×3 Argentina – Estádio Olímpico, Atahualpa
10/10/2017 – Uruguai 4×2 Bolívia – Estádio Centenário, Montevidéu
10/10/2017 – Peru 1×1 Colômbia – Estádio Nacional, Lima
10/10/2017 – Paraguai 0x1 Venezuela – Defensores del Chaco, Assunção

Parabéns para as seleções classificadas.

Por Jorge Almeida

O’Malley’s promove pré-show do U2 com a Banda insônica

Uma das bandas mais esperadas do ano, Bono Vox e o seu U2 aterrissam no Brasil com a turnê The Joshua Tree nos dias 19, 21, 22 e 25 de outubro. E para celebrar a chegada do grupo, o O’Malley’s preparou uma noite especial para os fãs dos roqueiros irlandeses. No próximo dia 18 de outubro, um dia antes do primeiro show, o pub promove uma festa que vale como um “esquenta” com os artistas do Insônica.

Conhecidos da noite paulistana, os músicos Fábio Fleury (vocal e guitarra base), Glauco Jacow (guitarra e voz), Mauricio Tsukada (baixo) e Vinícius Leal (bateria) trazem para o pub os maiores sucessos do U2 e as musicas que compõe a sua turnê mundial que será apresentada no dia seguinte. Além da programação musical, os clientes ainda aproveitam a promoção especial de Pint Guinness (R$27)

Sobre o O’Malley’s
Um dos mais conhecidos pubs da cidades, o O’Malley’s está presente na noite paulistana há mais de 30 anos. Com um público eclético, a casa nunca saiu de moda, reunindo as pessoas em seus múltiplos ambientes onde acontecem shows de pop, rock e blues. Para beber, uma carta de cervejas completa e pints de chopes ingleses como o London Pride (R$25) e Black Cab Stout (R$25).

SERVIÇO
Pré-Show U2 com Banda Insônica
Data: Quarta-feira, 18/10
Local: O’Malley’s
Endereço: Al. Itu, 1529 – Jardins
Tel.: 3086-0780
Horário: das 20h às 3h
Preço: R$15 entrada

Créditos Camila Orantes

Livro de fotografias do Kiss será lançado no dia 10 nos EUA

Livro de Lynn Goldsmith traz dezenas de fotos inéditas do Kiss. Créditos: kissonline.com

Na próxima terça-feira (10) a premiada fotógrafa Lynn Goldsmith, que já retratou inúmeros músicos e bandas de rock relevantes do século XX, tais como The Rolling Stones, Bruce Springsteen, Frank Zappa, Talking Head, The Police, Bob Dylan e Patti Smith, entre tantos outros, lançará o livro “KISS: 1977-1980”, que é uma crônica fotográfica definitiva da banda norte-americana no auge de sua popularidade, captando momentos dentro e fora do palco, em ensaios fotográficos e em outras situações.

Publicado em conjunto com Gene Simmons e Paul Stanley, a obra traz do arquivo de Goldsmith imagens coletadas pela fotógrafa, que são favoritas dos fãs, assim como muitos registros que nunca foram vistos, enfim, tudo o que capta perfeitamente o fenômeno duradouro que é o KISS.

O KISS alavancou a ascensão meteórica com suas apresentações extravagantes ao vivo, com direito a seus integrantes cuspir contra o fogo, cuspir sangue, apresentar guitarras explodindo em chamas, disparando rojões, levitando kits de bateria e outros efeitos pirotécnicos. Com maquiagens e figurinos, Gene Simmons, Paul Stanley, Peter Criss e Ace Frehley criaram personagens e histórias inspiradas nos quadrinhos: The Demon, The Starchild, The Catman e The Space Ace. Quando colocados juntos, não fazem apenas um show de rock de estádio, e sim um espetáculo dinâmico que está na estrada até hoje.

O livro foi criado por Goldsmith, Simmons e Stanley como um agradecimento ao Kiss Army, o incrível exército formado pelos fãs que se dedicam à banda por mais de 40 anos e essa fidelidade e devoção foi levada para filhos e netos para que pudessem apreciar a música, assim como todo o espetáculo proporcionado pelas apresentações ao vivo da banda.

Aliás, a publicação cobre exatamente o período em que o KISS esteve no auge de sua popularidade, em 1977, até o momento em que o grupo passa por dificuldades de relacionamentos entre os integrantes originais e a busca por uma nova sonoridade. Além disso, traz também algumas imagens do saudoso Eric Carr, o The Fox.

Com uma capa acolchoada laminada branca que destaca o logotipo KISS em dourado, o resultado final pode ser comparado a uma espécie de bíblia, mantendo as relíquias que seus seguidores apreciam.

A obra ainda não tem previsão de chegar ao Brasil.

Livro: KISS 1977-1980
Autora: Lynn Goldsmith com Paul Stanley (colaborador) e Gene Simmons (colaborador)
Editora: Rizzoli
Número de páginas: 340
Lançamento: 10 de outubro de 2017
Preço: R$ 158,98 (no site amazon.com.br)

Por Jorge Almeida

Londrina: campeão da Copa Primeira Liga 2017

Jogadores do Londrina erguem a taça da Copa da Primeira Liga no Estádio do Café. Créditos: SporTV

O Londrina Esporte Clube é o campeão da Copa Primeira Liga 2017 depois de levar a melhor contra o Atlético Mineiro por 4 a 2 na disputa por pênaltis após empate em 0 a 0 no tempo normal, na noite desta quarta-feira (4), no Estádio do Café, em Londrina. Destaque para o goleiro César, que defendeu duas cobranças. Esse é o segundo título de relevância nacional do Tubarão – o primeiro foi a Taça da Prata de 1980.

A decisão começou com o Londrina marcando o Atlético na pressão, enquanto o Galo encontrou dificuldades de sair jogando. No entanto, quem criou a primeira oportunidade foi o time mineiro. Aos 8, após boa troca de passes, Alex Silva chegou até a linha de fundo, invadiu a área e, sem ângulo, chutou firme e rasteiro, mas César fez a defesa em dois tempos.

O Tubarão buscou mais o jogo, embora a marcação tenha sido o ponto forte das duas equipes até então. Porém, aos 18, Negueba arriscou o chute, acertou a defesa atleticana e, na sobra, Rômulo tentou de fora da área. O camisa 8 buscou o canto esquerdo de Victor e arrancou o grito de “Uh!” do torcedor da equipe alviceleste ao mandar a redonda pela linha de fundo. No minuto seguinte, em outra chance, Artur passou por Valdívia na intermediária e arriscou da entrada da área e errou o alvo.

Seis minutos depois, Negueba girou em cima de Adílson e soltou uma pancada para Victor espalmar para escanteio. O LEC cresceu no jogo juntamente com sua torcida e tentou investir bastante dos arremates de fora da área. Mas a partida deu uma esfriada depois dos 30 minutos. E assim ficou nos dez minutos seguintes.

Mas aos 40, Valdívia recebeu em boas condições e arriscou da meia-lua, mas a esférica subiu demais. E, antes do término da etapa inicial, Robinho deixou Valdívia em boas condições e, na hora da finalização, foi desarmado por Ayrton, todavia, a arbitragem erroneamente marcou tiro de meta.

A etapa complementar começou com o Galo pressionando. Aos 8, Valdívia cobrou escanteio fechado, rasteiro, e, surpreendentemente, quase fez um gol olímpico. Depois, foi a vez do time da casa tentar pressionar, mas sem sucesso em furar o bloqueio do Galo.

Aos 20, depois da cobrança de escanteio, ganhou da defesa adversária e cabeceou com perigo. A bola saiu sobre o gol de Victor.

O jogo teve uma queda de rendimento por parte dos dois times, além disso, a parte física começou a pesar para ambos e, consequentemente, as alterações foram feitas para os substitutos darem um ânimo renovado para suas equipes.

A decisão estava a caminho da disputa por pênaltis. No entanto, aos 42, o Atlético Mineiro ainda teve a última chance do jogo. Após boa tabela, Marlone, que substituiu Cazares, arriscou da meia-lua, mas mandou por cima da meta.

Dessa forma, depois dos dois minutos de acréscimos dados pelo árbitro Bráulio da Silva Machado, a decisão da Primeira Liga foi para disputa por pênaltis.

Nos tiros penais, o Tubarão converteu todas as quatro primeiras cobranças com Jumar, Edson Silva, Ayrton e Dirceu – Negueba, o quinto cobrador, não precisou bater o seu tiro penal. Do lado do Galo, apenas Fábio Santos e Robinho acertaram suas cobranças, uma vez que Clayton e Rafael Moura pararam no goleiro César.

Dono da melhor campanha, o Londrina foi beneficiado de decidir em casa a segunda edição da Copa Primeira Liga. A equipe do norte paranaense levou a competição a sério desde o começo e, para alegria de seus torcedores mais antigos, vingou-se da derrota sofrida pelo Atlético Mineiro nas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1977 para o Atlético Mineiro. A partida foi equilibrada com os dois times alternando domínio do jogo ao longo do tempo regulamentar, mas o Londrina criou as melhores chances. Nos pênaltis, brilhou a estrela do goleiro César, que defendeu duas cobranças. Destaque também para os batedores do LEC, que acertaram todos os penais e estavam diante de um especialista de pegar pênaltis, o goleiro Victor que, por incrível que pareça, só não acertou o canto de uma das cobranças. Mas, o título está em boas mãos, pois o Londrina dedicou-se ao torneio e deixou adversários de tradição e camisas de peso pelo caminho, como Fluminense, Cruzeiro e, na final, o Atlético Mineiro.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Primeira Fase (Grupo D):
25/01/2017 – Figueirense (SC) 0x1 Londrina (PR) – Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC)
31/01/2017 – Avaí (SC) 0x1 Londrina (PR) – Estádio da Ressacada, Florianópolis (SC)
21/02/2017 – Londrina (PR) 2×1 Paraná (PR) – Estádio do Café, Londrina (PR)
Quartas-de-final:
30/08/2017 – Londrina (PR) 2×0 Fluminense (RJ) – Estádio do Café, Londrina (PR)
Semifinal:
03/09/2017 – Londrina (PR) (3)2×2(1) Cruzeiro (MG) – Estádio do Café, Londrina (PR)
Final:
04/10/2017 – Londrina (PR) (4)0x0(2) Atlético Mineiro (MG) – Estádio do Café, Londrina (PR)

FICHA TÉCNICA: LONDRINA (PR) (4)0x0(2) ATLÉTICO MINEIRO (MG)
Competição/fase: Copa Primeira Liga 2017 – final (jogo único)
Local: Estádio do Café, Londrina (PR)
Data: 4 de outubro de 2017, quarta-feira – 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Carlos Berckenbrock (SC) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões Amarelos: Ayrton, Jardel e Negueba (Londrina); Adílson (Atlético)
Pênaltis convertidos: Jumar, Edson Silva, Ayrton e Dirceu (Londrina); Fábio Santos e Robinho (Atlético)
Pênaltis desperdiçados: Clayton e Rafael Moura (Atlético)
LONDRINA (PR): 1.César; 2.Lucas Ramon, 3.Dirceu, 4.Edson Silva e 6.Ayrton; 5.Jumar, 11.Jardel e 8.Rômulo (22.Marcinho); 7.Artur, 10.Negueba e 9.Carlos Henrique (21.Safira). Técnico: Cláudio Tencati
ATLÉTICO MINEIRO (MG): 1.Victor; 29.Alex Silva, 26.Felipe Santana, 30.Gabriel e 6.Fábio Santos; 8.Elias, 21.Adílson, 20.Valdívia (99.Clayton), 10.Cazares (92.Marlone) e 7.Robinho; 9.Fred (13.Rafael Moura). Técnico: Oswaldo de Oliveira

Parabéns ao Londrina Esporte Clube pelo título.

Por Jorge Almeida