Jethro Tull: 35 anos de “Under Wraps”

“Under Wraps”: considerado um dos trabalhos mais contestados do Jethro Tull completou 35 anos de seu lançamento em setembro

No último dia 7 de setembro, o 15º disco de estúdio do Jethro Tull, “Under Wraps“, completou 35 anos. Gravado no estúdio caseiro de Ian Anderson, que também produziu a obra, durante a primavera de 1984, o álbum foi lançado pela Chrysalis Records.

Diferentemente dos discos anteriores do grupo, em que Ian Anderson era o único compositor, “Under Wraps” foi o primeiro trabalho da banda desde “This Was” (1969), que teve a maioria das músicas co-escritas entre todos os membros do JT, especialmente Peter-John Valtese. Além disso, é o único disco do grupo britânico que não apresenta um baterista ao vivo, pois todas as faixas de percussão foram programadas eletronicamente. Após o lançamento do play, Doane Perry ingressou na banda em turnê e se tornara o baterista permanente a partir de então.

No entanto, apesar de a temática das músicas terem sido fortemente influenciada pelo fascínio de Anderson pela ficção de espionagem, “Under Wraps” é considerado um trabalho controverso entre os fãs da banda. Isso se deve justamente pelo som eletrônico, sintetizadores, bateria programa, etc. e tal. – apesar de o guitarrista Martin Barre afirmar ser um de seus álbuns favoritos do Tull.

Mas, sinceramente, acredito que esse é o disco mais odiado do Jethro Tull, embora ele, possivelmente, tenha seus “defensores”. Mas, a pegada em “Under Wraps” praticamente fez com que o trabalho parecesse de outra banda. Além do uso excessivo da bateria programada, o álbum ainda apresenta letras que deixam a desejar e arranjos aquém para uma banda do peso do Jethro Tull. Até a voz de Ian Anderson não é a mesma. Algumas faixas são de medianas para boas, como “Nobody’s Car“, “Heat” e “Under Wraps #2“, que tem umas flautas aqui e ali, com um riff de guitarra acolá, mas de resto, totalmente descartável. Temas como “European Legacy” e “Radio Free Moscow” são terríveis. Nem mesmo quem gosta de synth pop deve ter gostado disso.

E, como consequência, o mal recebimento do disco e a garganta de Ian Anderson indo para as cucuias ao cantar as músicas desse álbum na turnê, o grupo precisou de um hiato de três anos.

O disco alcançou o 76º lugar da Billboard 200 e o 18º posto dos charts britânicos. Enquanto o single “Lap Of Luxury” ocupou a 30ª posição.

O lançamento original da obra tinha 11 temas, com “Astronomy“, “Tundra“, “Automotive Engineering” e “General Crossing” aparecendo apenas na versão cassete. Destas faixas extras, “General Crossing” se tornou a primeira faixa de Jethro Tull a nunca ser lançada em vinil, já que “Astronomy“, “Tundra” e “Automotive Engineering” apareceram no single de 12 polegadas de “Lap of Luxury“.

Enfim, para quem quer ter o básico do Jethro Tull, esse disco não é necessário, mas quem quiser, por acaso, ter a coleção dos caras, deixe “Under Wraps” para comprar por último. Sinceramente, guardadas às devidas proporções, essa trabalho é para a discografia do Tull o que “Hot Space” (1982) é para o Queen.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist (versão CD) da obra.

Álbum: Under Wraps
Intérprete: Jethro Tull
Lançamento: 7 de setembro de 1984
Gravadora: Chrysalis
Produtor: Ian Anderson

Ian Anderson: voz, flauta, violão e programação de bateria
Martin Barre: guitarra
Dave Pegg: baixo
Peter-John Veltese: teclados e programação eletrônica

1. Lap Of Luxury (Anderson)
2. Under Wraps #1 (Anderson)
3. European Legacy (Anderson)
4. Later, That Same Evening (Anderson / Veltese)
5. Saboteur (Anderson / Veltese)
6. Radio Free Moscow (Anderson / Veltese)
7. Astronomy (Anderson / Veltese)
8. Tundra (Anderson / Veltese)
9. Nobody’s Car (Anderson / Barre / Veltese)
10. Heat (Anderson / Veltese)
11. Under Wraps #2 (Anderson)
12. Paparazzi (Anderson / Barre / Veltese)
13. Apogee (Anderson / Veltese)
14. Automotive Engineering (Anderson / Veltese)
15. General Crossing (Anderson / Veltese)

Por Jorge Almeida

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Exposição “Letizia Battaglia: Palermo” no Instituto Moreira Salles | Paulista

“Menina com a bola, bairro La Cala, Palermo” (1980), foto de Letizia Battaglia, em exibição no Instituto Moreira Salles | Paulista

O Instituto Moreira Salles | Paulista apresenta até o próximo domingo, 22 de setembro, a exposição “Letizia Battaglia: Palermo”, que reúne cerca de 90 imagens da fotógrafa italiana, além de exemplares de publicações e filmes, como o documentário “La Mia Battaglia” (2016), do cineasta siciliano Franco Maresco.

A produção de Letizia Battaglia desde 1971, quando começou a fotografar, esteve ligada à cidade italiana de Palermo. Por lá, entre as décadas de 1970 e 1980 documentou diversos conflitos que mexeram com a cidade, principalmente quando havia a famigerada “guerra da Máfia”, que culminava com imagens intensas, que popularizaram as suas imagens. Além desse tipo de registro, a fotógrafa também registrou o cotidiano de bairros pobres da cidade, além dos movimentos políticos e novos comportamento sociais, produzindo imagens que se tornaram icônicas.

Em 1985, quando recebeu o prêmio W. Eugene Smith for Humanistic Photography, esteve engajada nos protestos contra a máfia. Depois, ainda em 1985, exerceu a função de secretária de cultura pelo Partido Verde, permanecendo até 1991.

Nos anos seguintes, retomou a fotografia, foi deputada da Assembleia Regional da Sicília e se dedicou à edição, publicando as revistas Grandevú (uma fanzine que teve um papel importante para os movimentos sicilianos de contracultura) e Mezzocielo (dedicada exclusivamente a obras e textos de mulheres), além de criar a editora Edizioni della Battaglia, centrada em poesia, literatura, ensaios de sociologia e política ligados à região siciliana.

Em meio aos destaques estão o já citado documentário “La Mia Battaglia”, com o seus 31’43” de duração, além de uma vitrine com 33 publicações e fotos como Menina com a bola, bairro La Cala, Palermo (foto), captada por Letizia Batagli em 1980.

Depois da capital paulista, a mostra seguirá para o IMS | Rio.

SERVIÇO:
Exposição: Letizia Battaglia: Palermo
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424
Quando: até 22/09/2019; de terça a domingo (inclusive feriados, exceto segunda-feira), das 10h às 20h; quinta-feira, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Livro infantojuvenil fala sobre a saúde mental dos jovens

Créditos: divulgação

10 mil voltas ao meu mundo aborda temas sensíveis como ansiedade e Transtorno Obsessivo Compulsivo em adolescentes

Dois jovens, a escola, o esporte, as angústias da adolescência. Seria um enredo bastante normal se os protagonistas não tivessem outra coisa em comum: problemas de saúde mental. Esse é o principal tema abordado por Severino Rodrigues em 10 mil voltas ao meu mundo, lançamento da Editora do Brasil, que conta com ilustrações de Zaire.

Júlia é uma exímia nadadora. Puxou o pai, o campeão brasileiro Juliano Varejão, que além de ser o maior incentivador da menina, é também seu treinador, o que o leva a tomar uma postura rígida no cotidiano da garota. Já Gustavo faz parte do time de basquete da escola, o Quinteto Fantástico.

Apesar do talento para os esportes dos dois jovens, eles precisam aprender a lidar com suas emoções. Júlia tem Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Gustavo sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Eles se aproximam durante um Clube de Leitura e uma prova com o tema “Ansiedade: a doença do século” vai ajudá-los a descobrir seus distúrbios.

10 mil voltas ao meu mundo é uma aventura que leva o leitor a pensar sobre a adolescência, as descobertas do mundo e de si mesmos, e a complexidade dos conflitos e aventuras de cada dia. O livro faz parte da série Cabeça Jovem, que traz à tona os temas que afetam o cotidiano dos jovens, como relacionamentos, conflitos, ansiedade, transtornos e tecnologia.

Sobre Severino Rodrigues
Severino Rodrigues é mestre em Letras pela UFPE, professor de Língua Portuguesa no IFPE e escritor de Literatura Juvenil. Sua inspiração para escrever vem de seu contato diário com os adolescentes e suas memórias. Severino considera de extrema importância abordar temas como a saúde mental dos jovens com cuidado, seriedade e respeito.

Sobre Zaire
Zaire é a fusão de um duo de ilustradores que encontraram, a quatro mãos, uma maneira distinta de traduzir e desenvolver suas criações. Ilustrar o 10 mil voltas ao meu mundo foi um desafio, já que além de tratar de temas tão incompreendidos entre os jovens e adultos, os levou a relembrar como é difícil essa fase de escolhas nas nossas vidas e como, para algumas pessoas, essas questões podem se agravar se não houver conhecimento, compreensão e diálogo.

Ficha Técnica
10 mil voltas ao meu mundo
Autor: Severino Rodrigues
Ilustração: Zaire
Número de Páginas: 136
Preço: R$54,20

Sobre a Editora do Brasil:
A Editora do Brasil busca, há mais de 75 anos, renovar os produtos e serviços que levem aos milhares de educadores e alunos do Brasil conteúdos atuais e materiais de qualidade. Nos quatro cantos do País, professores e gestores utilizam nossos livros e têm acesso a um projeto didático comprometido com a ética e com uma educação cada dia melhor.

O compromisso da Editora do Brasil é com o dinamismo do conhecimento e com a educação que transforma e é transformada. Mais que nunca, posiciona-se ao lado dos educadores, observando, analisando e discutindo os novos desafios do ensino em nosso País.

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Créditos: Manuella Tavares | Agência Bowie

Espetáculos, oficinas e debate compõem a MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas, que começa dia 13 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Arte Gráfica: Gabriel Victal

A mostra tem duração de quatro meses e apresenta importantes companhias de quatro estados brasileiros: Cia PeQuod (RJ), Teatro Faces (MT), Rococó Produções (RS) e Ateliê Voador (BA)

Entre 13 de setembro e 15 de dezembro de 2019 acontece em São Paulo a primeira edição da MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas na área externa do CCBB São Paulo, região central da cidade. Com curadoria do jornalista e crítico de teatro infantil Dib Carneiro Neto, a mostra oferece ao público a oportunidade de conhecer um panorama da produção das artes cênicas para crianças fora da capital paulista – as companhias convidadas são da Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Além das apresentações, a mostra, que tem patrocínio do Banco do Brasil, também é composta por oficinas mediadas pelos grupos e mesa de debates. Toda a programação tem entrada franca e é aberta ao público.

Para Jota Rafaelli e Rafael Petri, da MoviCena Produções, idealizadores da MiriM, a mostra é uma oportunidade para que a cidade de São Paulo tenha acesso a temporadas mais extensas de peças infantojuvenis fora do circuito capital/interior paulista, e também possibilita um maior alcance do público. “Na MiriM, cada companhia realizará entre 7 e 10 apresentações, gratuitamente, no Centro e a céu aberto, fatores que facilitam o acesso das apresentações”, reforçam.

Os produtores também lembram que a mostra fomenta o intercâmbio com companhias de fora do Estado, o que fortalece vínculos entre companhias brasileiras e possibilita que as pessoas tenham cada vez mais acesso à trabalhos que lidam com linguagens teatrais diversas e que traduzem muito da cultura regional do lugar de onde vem as montagens.

Prezando por essa pluralidade, o curador Dib Carneiro Neto selecionou para a MiriM peças com grande variedade estética entre si e que abordam temas relevantes, como preconceito, bullying, morte e a relação do indivíduo com a falha. “Devido ao meu trabalho com a crítica e o teatro infantil desde os anos 1990, que resultaram na criação do meu site, Pecinha é a Vovozinha, tenho viajado a muitos festivais e mostras de repertório pelo Brasil, tendo assim a oportunidade de conhecer companhias, peças e iniciativas fundamentais. É muito importante que o público local possa conhecê-las também”, diz Dib.

Para o curador, o fato das apresentações que compõem a mostra aconteçam na rua democratiza o acesso das obras e proporciona às crianças a experiência do ambiente público se tornar uma espécie de quintal da casa de cada um, onde as brincadeiras podem sofrer interferências externas, ser interrompida, retomada e ganhar novos significados.

Sobre os espetáculos da MiriM
O curador Dib Carneiro Neto discorre sobre os espetáculos programados na mostra:

“A peça Ovelha Negra, da Cia Pequod (Rio de Janeiro/RJ), fala sobre um tema extremamente relevante que é o da necessidade de aceitarmos as diferenças – além de terem escolhido tratar desse assunto delicado com músicas da Rita Lee, como Agora Só Falta Você, Ando Meio Desligado e a própria Ovelha Negra, a Pequod é uma grande referência brasileira no teatro de animação.

Era Uma Vez: Contos, Lendas e Cantigas, da Rococó Produções (Porto Alegre/RS), resgata fábulas brasileiras e parte da história do Negrinho do Pastoreio para falar sobre preconceito, racismo e discutir o trabalho infantil. Na peça, o grupo utiliza músicas do próprio folclore gaúcho para conduzir a narrativa.

Pedro Malasartes e O Couro Misterioso, do grupo Teatro Faces (Primavera do Leste/Mato Grosso), faz uso da cultura popular para discutir a importância da honestidade e o perigo da ganância, aproximando a estética do grupo do gênero de teatro da commediadell’arte, o que promete chamar muito a atenção do público que estiver passando pela rua no momento da peça.

A Mulher que Matou os Peixes, do grupo Ateliê Voador (Salvador/Bahia), parte de um conto da escritora Clarice Lispector para discutir a morte e a necessidade de aceitar que todos nós erramos. No espetáculo, o disco Arca de Noé, de Vinícius de Moraes e Toquinho, ganha versões revisitadas com ritmos nordestinos”.

Cada uma das companhias também oferecerá oficinas diversas ao público, sendo algumas delas voltadas para pessoas interessadas em trabalhar na área e outras voltadas ao próprio público infantil. Já no dia 20 de novembro, Dib Carneiro Neto se reúne com crítico especializado convidado e integrantes das companhias Rococó Produções e Grupo Ateliê Voador para dialogarem com o público na mesa de debate Teatro para Crianças e Jovens: Temas, Linguagens e Reflexões.

Sobre os espetáculos
Ovelha Negra, da Cia PeQuod – Teatro de Animação (Rio de Janeiro/RJ)
Estreia dia 13/09, sexta-feira, as 15h30
De 13 a 29 de setembro de 2019
Sábados e domingos, 15h30.
60 minutos | Livre

Workshop com a Cia PeQuod sobre Teatro de Animação – 21/9, sábado, 10h
Quantas vezes se usa a expressão “ovelha negra” para falar de alguém que é diferente, que não se encaixa em um padrão? No entanto, é possível desconfiar que tais normas se transformam e hoje muitas dessas pessoas passaram a serem vistas como exemplos de ousadia, originalidade de caráter e personalidade marcante. Ovelha Negra é a última montagem infantil da Cia PeQuod, que aborda o tema para crianças e jovens com o uso de bonecos. Com música ao vivo, a montagem ganha ainda um charme a mais ao pontuá-la com canções de Rita Lee, a roqueira que um dia calou fundo no coração de todas as ovelhas negras ao cantar uma canção homônima que é mais que uma canção, é um verdadeiro hino de rebeldia de toda uma geração. Essa e outras canções são entoadas ao vivo pelos músicos-atores-manipuladores da PeQuod em clima de Rock andRoll.

Ficha Técnica: Direção e texto: Miguel Vellinho Elenco: Liliane Xavier, Gustavo Barros, Miguel Araújo, Julia Ludolf e Laura Becker Direção Musical: José Roberto Crivano Cenário e Figurinos: Carla Ferraz e Kika de Medina Iluminação: Renato Machado Bonecos: Carla Ferraz, Marcio Newlands, Liliane Xavier e Miguel Vellinho Adereços: Celestino Sobral Operador de som: Leonardo Magalhães Operador de luz: Pablo Cardoso Produção: Lilian Bertin e Liliane Xavier Realização: Cia PeQuod – Teatro de Animação

Pedro Malasartes e O Couro Misterioso, do grupo Teatro Faces (Primavera do Leste/MT)
Estreia dia 04/10, sexta-feira, as 15h30
De 4 a 20 de outubro de 2019
Sábados e domingos, 15h30.
60 minutos | Livre

Workshop com o Teatro Faces – 19/10, sábado, 10h
No sertão mato-grossense, surge um rei metido a coronel ou um coronel metido a rei que decide dar toda a sua fortuna para aquele que descobrir do que é o couro que ele carrega nas mãos – mas quem errar terá sua cabeça cortada. Pedro Malasartes, desconfiado dos verdadeiros interesses do “rei”, reúne um grupo de desajustados para sair vivo dessa incrível aventura.

Ficha Técnica: Texto: Wanderson Lana; Direção: Wanderson Lana; Música: Núcleo de Música e Sonoplastia do Teatro Faces; Figurino: Ana Paula Dorst e Edilene Rodriguez; Cenário: Yuri Lima Cabral; Elementos de Cena: Yuri Lima Cabral; Maquiagem: Edilene Rodriguez; Design: Rafaela Salomão

Era Uma Vez: Contos, Lendas e Cantigas, da Rococó Produções (Porto Alegre/RS)
Estreia dia 01/11, sexta-feira, as 15h30
De 01 a 20 de novembro de 2019
Sábados e domingos, 15h30.
Sessões extras 08 e 15/11 (sexta-feira) e 20/11 (quarta-feira), às 15h30.
50 minutos | Livre

Workshop com a Rococó Produções – 09/11, sábado, 10h
O Espetáculo Era Uma Vez: Contos, Lendas e Cantigas é um espetáculo que mescla as técnicas de teatro, contação de histórias, dança e música, absorvidas através das graduações em Biblioteconomia e Licenciatura em Teatro, além de anos de pesquisa na área da contação de Histórias Dramatizada, folclore e tradições gaúchas. A partir de dramaturgia inédita, revisita as Lendas de Nossa Senhora Aparecida e do Negrinho do Pastoreio, abrindo espaços onde, de forma atraente e delicada, pode-se trabalhar a transversalidade dos elementos das culturas afrodescendente e gaúcha, além de propor uma reflexão sobre o bullying e as diferenças, trabalho infantil e os aspectos que auxiliam na formação da identidade. É entremeado por cantigas extraídas do cancioneiro popular gaúcho e especialmente compostas, executadas ao vivo acompanhadas por violão e percussão. O uso de recursos cênicos simples e poucos objetos abre espaço para que o espectador imagine e se envolva, criando imagens e estimulando o lúdico em uma atmosfera de interação.

Ficha Técnica: Elenco: Guilherme Ferrêra e Henrique Gonçalves Texto e Direção: Guilherme Ferrêra Produção: Rococó Produções Artísticas e Culturais Cenografia: Conceição Jobim Figurino: Lúcia Ferreira Iluminação: Norton Göettems Sonoplastia: Norton Goettems, Henrique Gonçalves e Guilherme Ferrêra Trilha executada ao vivo: Rococó Produções Artísticas e Culturais Fotografia: Rodrigo Kão Identidade Visual: Jéssica Barbosa

A Mulher que Matou os Peixes, grupo Ateliê Voador (Salvador/BA)
Estreia dia 22/11, sexta-feira, as 15h30
De 22 de novembro a 15 de dezembro de 2019
Sábados e domingos, 15h30.
Sessão extra 06/12 (sexta-feira), às 15h30.
60 minutos | Livre

Workshop com o grupo Ateliê Voador – 7/12, sábado, 10h
A mulher que matou os peixes, uma pop-bossa samba ‘n roll”, conta a história de um crime, a morte de dois peixes vermelhinhos, mas tudo narrado em um jogo delicioso e de extrema sensibilidade para concluir que a falha, o lapso, o erro e o esquecimento são inerentes a todos nós, homens e mulheres. A partir do original de Clarice Lispector, a encenação ganha roupagem de um pequeno musical e apresenta a cantora Maira Lins, que nos convida a pensar no movimento da própria vida que é composto de alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas.

Ficha Técnica: Dramaturgia – Djalma Thürler (a partir de Clarice Lispector, Vinícius de Moraes e Toquinho) DIREÇÃO – Djalma Thürler Atuação – Maira Lins Arranjos Musicais – Roberta Dantas Cenografia – José Dias Figurino – Luiz Santana Adereços – Flávia Bomfim Confecção Adereços – “Grupo Bordar os Sonhos, de Sussuarana” Iluminação / Ass. Direção – Marcus Lobo Direção De Produção – Duda Woyda e Rafael Medrado Produção Executiva – Nany Oliveira Assessoria De Imprensa – Rafael Brito Design Visual – Giovanni Rufino

Mesa de Debate
Dia 20 de novembro, quarta-feira, 11h
Teatro para Crianças e Jovens: Temas, Linguagens e Reflexões
Com Dib Carneiro Neto e integrantes da Rococó Produções e do Grupo Atêlie Voador.
Local: CCBB SP

Sobre os idealizadores da MiriM

Dib Carneiro Neto
É crítico de teatro infantil desde 1990, membro da APCA e jurado do Prêmio São Paulo de Teatro Infantil e Jovem. Sobre teatro infantil, tem publicado o livro de críticas, análises e entrevistas chamado Pecinha é a Vovozinha e, no prelo, a sair ainda este ano, Teatro Infantil – Já Somos Grandes. Escreve críticas de teatro para crianças regularmente no site da revista Crescer, da editora Globo. Como jornalista, atuou principalmente como editor-chefe do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo, até fevereiro de 2011. Para teatro, escreveu Adivinhe Quem Vem para Rezar, com Paulo Autran e Claudio Fontana no elenco, e Salmo 91, peça pela qual ganhou o Prêmio Shell de melhor dramaturgo de 2007 em São Paulo. Ainda para o teatro traduziu do francês a peça “Calígula”, de Albert Camus, montada em 2009 e 2010 com direção de Gabriel Villela e, no papel-título, Thiago Lacerda.

Jota Rafaelli
Graduado em Licenciatura em Arte-Teatro pela Unesp. É sócio produtor da MoviCena Produções. Produção Executiva no projeto Osmo, contemplado pela 4ª Edição do Prêmio Zé Renato para a cidade de São Paulo em 2016/2017, e viajou com esse espetáculo para o CASA Latin American Theatro Festival representando o Brasil. Direção de produção para o espetáculo Bê a Bach, contemplado pelo edital de patrocínio do CCBB 2017/2018. No ano de 2018/2019, produz o projeto Dança Sem Fronteiras – Interlocuções com a cidade, do grupo Dança Sem Fronteiras, contemplado pela 23ª Edição do Fomento a Dança Cidade de São Paulo e o projeto Situações#3 – variação nula, contemplado pela 24ª Edição do Fomento a Dança para a cidade de São Paulo.

Rafael Petri
Iluminador e produtor, produziu por 10 anos a Cia Noz de Teatro, Dança e Animação, com espetáculos para o público infantil. Em 2016 cria em parceria com Jota Rafaelli a MoviCena Produções. Em dança realiza trabalhos de produção para diversos grupos na capital paulista, todos contemplados em editais como Fomento a Dança da Cidade de São Paulo, Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, ProAC Criação e Circulação, entre outros. Em 2013, participa como produtor e coordenador técnico da IV Plataforma ProAC, projeto da Secretaria de Estado da Cultura e APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte, além de integrar até 2015 a equipe de produção do projeto Cultura Livre SP.

Ficha Técnica da MiriM
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Idealização: MoviCena Produções
Produção Geral: Jota Rafaelli
Produção Executiva: Rafael Petri
Curadoria: Dib Carneiro Neto
Assistente de Produção: Mateus Fávero
Técnico Geral Responsável: Caike Souza
Designer Gráfico: Gabriel Victal
Registro em Foto: Fellipe Oliveira
Registro em Vídeo: Marcos Yoshi
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa

Serviço
MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas
13 de setembro a 15 de dezembro de 2019
CCBB SÃO PAULO
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo-SP
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
(11) 3113-3651/3652 | Todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças
ccbbsp@bb.com.br  |  bb.com.br/cultura  |  twitter.com/ccbb_sp  |  facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp |
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Clientes do Banco do Brasil têm 10% de desconto com Cartão Ourocard na cafeteria, restaurante e loja
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.
Valor: R$ 14 pelo período de 6 horas.
É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.

Assessoria de imprensa do CCBB : Leonardo Guarniero
(11) 4298-1260/1282 | leoguarniero@bb.com.br
Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério | Diogo Locci
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 11 98435 6614 | 11 99906 0642
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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Teatro Sérgio Cardoso recebe espetáculo “Voltaire Rousseau” que discute a ideologia entre dois grandes filósofos da história

Créditos: divulgação

Após ser difamado publicamente, Rousseau se junta a Voltaire na tentativa de recuperar a sua moral

O espetáculo “Voltaire Rousseau”, escrito por Jean-François Prévand e dirigido por Ligia Pereira, traz à tona discussões ideológicas entre grandes filósofos da história com muito humor e sarcasmo. Está em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso até 13 de outubro com ingressos a partir de R$ 20,00.

O enredo se passa no ano de 1765, quando Jean Jacques Rousseau tem sua moral ameaçada após um panfleto anônimo ser divulgado alegando que ele teria abandonado seus cinco filhos. Em razão disso, Rosseau busca Voltaire para ajudá-lo a descobrir a autoria dessa difamação. Os dois filósofos confrontam suas ideias sobre Deus, as ciências e as artes, enquanto desvendam o crime.

François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor e filósofo iluminista francês. Sua sagacidade na defesa das liberdades civis, principalmente da liberdade religiosa e livre comércio, se tornou sua marca. Foi um polemista, que frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas.

Jean-Jacques Rousseau, também conhecido como Rousseau, foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo. Para ele, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a liberdade.

O Teatro Sérgio Cardoso é um dos espaços culturais mais tradicionais de São Paulo e é administrado pela organização social de cultura APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte).

Ficha Técnica
Autor: Jean-François Prévand
Direção: Ligia Pereira
Elenco: Marcelo Andrade e Washington Luiz Gonzales
Realização: Ó Artes & Espetáculos

Serviço:
Espetáculo: Voltaire Rousseau
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo
Temporada: 6/09 a 13/10 * Nos dias 16/09 e 11/10 não haverá sessão do espetáculo*
Dias e horários: sextas e sábados, às 19h. Domingos e segundas, às 20h
Valores: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia entrada)
Vendas: Sympla
Link de vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/62168/d/71145/s/369967
Classificação etária: 12 anos
Capacidade da sala: 144 lugares
Telefone para mais informações: 3288-0136

Sobre a APAA – Associação Paulista Dos Amigos Da Arte
A APAA é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da APAA, que tem como objetivo difundir a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos como o Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, Teatro Estadual de Araras e o Museu da Diversidade Sexual.
Saiba mais em: https://apaa.org.br
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Sobre o Teatro Sérgio Cardoso
O Teatro Sérgio Cardoso é um dos espaços culturais mais tradicionais de São Paulo e completa 40 anos em 2019. Um dos últimos teatros de rua da cidade, recebe grandes produções artísticas. Conta com uma sala principal de 800 lugares, um dos maiores palcos do Brasil, e a sala Paschoal Carlos Magno com capacidade para 144 pessoas. Está localizado no tradicional bairro do Bixiga, no centro de São Paulo.

Saiba mais em: (http://www.teatrosergiocardoso.org.br/)
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Créditos: Tatê Dantas | I4U Agency

Dio: 15 anos de “Master Of The Moon”

“Master Of The Moon”: último álbum do Dio, que completou 15 anos no último dia 7 de setembro

No último dia 7 de setembro, o álbum “Master Of The Moon” completou 15 anos de seu lançamento, pelo menos a versão norte-americana, pois a edição europeia saiu uma semana antes, em 30 de agosto, pela SPV Records. Gravado no Total Access Recordind, em Redondo Beach, na Califórnia, o registro foi produzido pelo próprio Ronnie James Dio. A obra marca a volta de Craig Goldy à banda.

Os fãs e nem o próprio Ronnie James Dio sabiam, mas “Master Of The Moon” acabou sendo o último disco de estúdio do Dio. Pois, depois dele, veio o ótimo “Holy Diver Live” (2006). Em seguida, a banda deu uma pausa nas atividades para Ronnie se envolver com Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice no projeto Heaven And Hell, que durou até a lamentável morte do vocalista em 2010.

A obra começa com a pesada e rápida “One More For The Road“, um Hard primoroso com guitarras velozes e boas linhas vocais indefectíveis de Ronnie. Na sequência, a faixa-título tem “um quê” de Black Sabbath, especialmente na fase “Dehumanizer” (1992), com uma pegada cadenciada e muito peso. O panorama praticamente se repete com “The End Of The World“, mas não podemos de enaltecer os ótimos solos de Goldie na faixa e também nos riffs de maestria extrema e que atestam que a volta do guitarrista foi uma “tacada de mestre”, talvez com Tracy G não teríamos a mesma qualidade. Enquanto na agitada “Shivers“, Craig rouba a cena mais uma vez com belos solos e riffs, mas também méritos para os teclados de Scott Warren. A obra chega à metade com a emocionante “The Man Who Would Be King“, que traz uma interpretação fantástica de Ronnie James Dio que, sinceramente, na letra fala que ele queria ser algo que a sua humildade ocultava: um rei (sim, Ronnie James Dio é o rei do Heavy Metal!).

A segunda metade do play começa com a destoada “The Eyes“, que soa arrastada, com alguns efeitos de teclados e que, se comparada às demais, foi inserida para completar o álbum. Enfim, ela foi o único deslize do disco. Posteriormente, em “Living The Lie“, Dio flerta com o Hard Rock, graças aos riffs de Goldy e destaque para o bom trabalho de bateria de Simon Wright. Mas, em “I Am“, a atmosfera ‘sabbática’ volta à tona, com um simples ‘intro’ de teclados e uma tremendo solo de bateria. Porém, em “Death By Love“, Ronnie James Dio apresenta estupendas linhas vocais e um refrão grudendo. Essa se encaixaria perfeitamente em um álbum da banda após “Dream Evil” (1987). E o play chega ao final com outro som que faz lembrar a banda de Tony Iommi: “In Dreams“, com riffs cortantes e teclados que colaboram para manter o clima sombrio e pesado.

Os japoneses (como sempre!) foram agraciados com a versão do disco lançado naquele país com uma faixa bônus – “The Prisoner Of Paradise” -, que posteriormente foi inserida na copilação “The Very Beast Of Dio – Vol. 2” (2012).

No entanto, para a turnê, o baixista Jeff Pilson, que gravou o disco, não teve condições de cumprir os compromissos com a banda e, para o seu lugar, foi recrutado o experiente Rudy Sarzo.

Em suma, “Master Of The Moon” é um trabalho coeso, pesado e bem trabalho, e, com certeza, cumpriu com louvor a sua missão. E, com ele, Ronnie James Dio fez o que sabia fazer de melhor: Heavy Metal. Ouça-o sem medo.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Master Of The Moon
Intérprete: Dio
Lançamento: 7 de setembro de 2004 (EUA) / 30 de agosto de 2004 (Europa)
Gravadoras: Sanctuary (América do Norte) / SPV/Steamhammer (Europa) / Victor (Japão)
Produtor: Ronnie James Dio

Ronnie James Dio: voz
Craig Goldy: guitarra e teclados
Jeff Pilson: baixo
Simon Wright: bateria
Scott Warren: teclados

Wyn Davis: arranjos

1. One More For The Road (Dio / Goldy)
2. Master Of The Moon (Dio / Goldy)
3. End Of The World (Dio / Goldy)
4. Shiver (Dio / Goldy)
5. The Man Who Would Be King (Dio / Goldy)
6. The Eyes (Dio / Goldy)
7. Living The Lie (Dio / Goldy / Wright)
8. I Am (Dio / Goldy)
9. Death By Love (Dio / Goldy / Garric / Wright)
10. In Dreams (Dio / Goldy)
11. The Prisoner Of Paradise* (Dio / Goldy)
* Faixa bônus da edição japonesa

Por Jorge Almeida

 

Lançamentos da Editora do Brasil retratam a vida de imigrantes ao redor do mundo para o público juvenil

Capa de “Ilegais”, de Luiz Antonio Aguiar, com ilustrações de Fabio Maciel. Créditos: divulgação

“Ilegais” e “O Haiti de Jean” abordam a busca de jovens por uma vida melhor

São diferentes os motivos que levam algumas pessoas a saírem de sua terra natal na busca por uma vida melhor. Seja pelas guerras, desastres naturais ou até mesmo a situação econômica, o número de cidadãos que deixam suas pátrias é enorme. Dois lançamentos da Editora do Brasil para o público juvenil retratam exatamente estas situações. Os livros O Haiti de Jean e Ilegais contam as histórias de dois jovens que têm em comum a vontade de vencer na vida em outro lugar.

Em O Haiti de Jean, as autoras Cassiana Pizaia, Rima Awada Zahra e Rosi Villas Boas nos apresentam a um jovem que passou pelo maior desastre natural do Haiti e, junto de sua família, tentam vir ao Brasil na esperança de uma vida melhor. Uma leitura rica em detalhes, densa, que não deixa de lado a sensibilidade e cuidado que o assunto pede. Um livro que traduz ao leitor um pouco do sofrimento das famílias que passaram pela tragédia que abalou o país há quase dez anos e até hoje enfrenta consequências, inclusive, a crise imigratória que trouxe centenas de pessoas ao Brasil.

A trajetória da família de Jean até a chegada no Brasil, mais precisamente em Curitiba, também é contada com precisão. O medo, a ansiedade, os desafios de ultrapassar fronteiras sem serem pegos pela polícia e escapando da maldade dos chamados “coiotes”, são alguns dos detalhes que o livro traz.

Os coiotes, como são conhecidas as pessoas que, ilegalmente, ajudam pessoas a ultrapassar fronteiras entre os países também são apresentados no livro Ilegais. O lançamento conta a história de Jair, um adolescente que ama futebol, sua namorada e família, mas tem receio que o Brasil não seja seu lugar e não proporcione as oportunidades que ele precisa para crescer na vida.

O texto de Luiz Antonio Aguiar conta como o jovem protagonista e seus amigos conhecem um rapaz que oferece a eles a chance de imigrar para os Estados Unidos para conquistar o que ele chama de vida melhor. Fred é o responsável por iludir os garotos com falsas promessas e se mostra um bandido de marca maior ao longo da trama.

O Haiti de Jean e Ilegais têm em comum não só a história de dois jovens sonhadores, mas também possuem narrativas envolventes, que surpreendem o leitor com pitadas de alegria, emoção e até de ansiedade, são atuais e repletos de detalhes que convidam o leitor à reflexão e ao pensamento crítico.

Sobre Luiz Antonio Aguiar e Fabio Maciel
Luiz Antonio Aguiar é um escritor nascido e criado no Rio de Janeiro. Já lançou cerca de 160 livros, conquistando prêmios no exterior e no Brasil (inclusive dois Jabuti). É também professor de Literatura, em cursos de formação de professores e de criação literária. Atua, ainda, como tradutor, consultor editorial e escreve ensaios e artigos para diferentes publicações.

Fabio Maciel nasceu no Rio de Janeiro, em 1978. Formado em História e Biblioteconomia e mestre em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Editou fanzines no selo Tytyvyllus Publicações. Ilustrador e escritor, colaborou com imagens, contos e poemas em antologias, revistas e páginas de internet.

Sobre Cassiana Pizaia, Rima Awada Zahra, Rosi Villas Boas e Angelo Abu
Cassiana Pizaia se descreve como jornalista por profissão, escritora de coração e inquieta por natureza. Já atuou como produtora, editora e repórter de TV. Pela Editora do Brasil publicou, em coautoria, a coleção Crianças na Rede. Também produz documentários e escrever sobre viagens, livros e ideias em seu blog <www.aos4ventos.com.br>.

Rima Awada Zahra é psicóloga, especialista em psicologia clínica. Tem experiência na atuação com crianças, adolescentes, famílias e refugiados. Rima é colaboradora do Núcleo de Psicologia e Migrações do CRP-PR. Também atua na área de direitos humanos, com ênfase em saúde mental. É coautora da coleção Crianças na Rede.

Rosi Vilas Boas é bibliotecária e especialista em Educação. Atuou em bibliotecas escolares, foi produtora de conteúdo digital em portais de educação e é coautora da coleção Crianças na Rede. Há mais de 40 anos atua na defesa dos direitos humanos, pela autonomia dos povos e pela paz e solidariedade entre as nações.

Angelo Abu é mineiro de Belo Horizonte. Abu é o apelido derivado do sobrenome de seu bisavô Hachid, que emigrou do Líbano para o Brasil há 100 anos, fugindo das adversidades da época. Abu ilustra livros e HQs desde 1995. Atualmente, trabalha como diretor de arte em Cinema de Animação e colabora semanalmente para o jornal Folha de S. Paulo.

Ficha Técnica – Ilegais
Autor: Luiz Antonio Aguiar
Ilustrações: Fábio Maciel
Número de Páginas: 128
Preço: R$53,30

Ficha Técnica – O Haiti de Jean
Autoras: Rosi Villas Boas, Cassiana Pizaia e Rima Awada Zahra
Ilustrações: Angelo Abu
Nº de páginas: 120
Valor: R$49,10

Sobre a Editora do Brasil:
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