Pinacoteca da APM sedia exposição e lançamento de livro de Yugo Mabe, em 8 de maio

A mostra “A luz das coisas e os cenários do mundo” acontece de 8 a 30 de maio na sede da Associação Paulista de Medicina

“A luz das coisas e os cenários do mundo” é o resultado de oito oficinas de arte ministradas pelo artista plástico Yugo Mabe. Nestas ocasiões, ele ensinou sua técnica e composição de cores e luminosidade – característica essencial do pintor – aos participantes do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK), que atende crianças e jovens com deficiência intelectual e em situação de vulnerabilidade social.

A inauguração da exposição na Pinacoteca da Associação Paulista de Medicina, que tem curadoria de Silvana Gualda e Camilla Kury, acontecerá no próximo dia 8 de maio, às 19h. Também será lançado um livro de mesmo nome, de autoria do escritor Jacob Klintowitz. A mostra seguirá aberta ao público, gratuitamente, até o dia 30 de maio, de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h.

“Eu já havia participado de algumas oficinas, mas com uma estrutura como a desenvolvida pelo IOK foi a primeira vez. Achei muito interessante a metodologia adotada pelo Instituto. Todos participaram, em grupos ou individualmente, com liberdade. Parabenizo os monitores e toda a equipe, senti que são muito queridos. É difícil falar de minha pintura, são 55 anos desenhando e pintando. Não sei se a pintura é parte de mim ou vice-versa”, revela Yugo Mabe.

A edição e publicação do livro “A luz das coisas e os cenários do mundo” é a contrapartida do IOK pela participação do artista nas oficinas de arte e tem patrocínio das empresas Biolab e Bradesco Seguros, além do apoio da Lei de Incentivo à Cultura.

“Colocar essas crianças e jovens em contato com o artista foi fantástico, uma experiência única para ambos os lados. Em projetos como esse, conseguimos incentivar talentos, compartilhar aprendizados e auxiliar na inclusão social e cultural dos nossos participantes”, comenta Olga Kos, vice-presidente do IOK, que completou 10 anos de existência em 2017.

A luz das coisas e os cenários do mundo
Datas: de 8 a 30 de maio, de segunda a sexta
Horário: 10h às 20h
Endereço: Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 278, São Paulo – SP
Entrada gratuita

Informações à imprensa
Acontece Comunicação e Notícias
Chico Damaso – Carla Matsue – Ianca Alcaraz
(11) 3853-0770 / 3871-2331 / 3873-6083  / 99911-8117
acontece@acontecenoticias.com.br

Créditos: Acontece Comunicação e Notícias

Anúncios

Barcelona: campeão da Copa do Rei 2017/2018

Iniesta ergue o troféu da Copa do Rei pelo Barcelona. Créditos: Reuters

O Barcelona goleou o Sevilla por 5 a 0 na final da Copa do Rei 2017/2018 neste sábado (21), no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri. Os gols da partida foram marcados por Suárez (dois), Messi, Iniesta e, de pênalti, Philippe Coutinho. Essa foi a 30ª do clube catalão na competição, sendo o quarto de maneira consecutiva – feito conseguido apenas por Real Madrid (de 1905 a 1908) e Athletic de Bilbao (de 1930 a 1933).

O Barcelona começou a ocupar o campo de ataque nos momentos iniciais da partida e, claro, foi quem criou a primeira chance. Aos oito, Messi cobrou falta de longe e obrigou Soria a fazer grande defesa. Pouco tempo depois, aos 12, o goleiro Cillensen deu um lançamento perfeito para Coutinho, que avançou, invadiu a área e, na saída de Soria, tocou para Luis Suárez, que só completou para o gol vazio e tirar o zero do placar.

O Sevilla tentou dar o troco aos 17, com Correa, que recebeu pelo alto, mas pegou mal e mandou à direita da meta azul-grená. Cinco minutos depois, a equipe de Andaluzia chegou novamente com N’Zonzi. Jesús Navas cortou para o fundo e cruzou rasteiro, mas o camisa 15 pegou levemente na bola, que saiu do outro lado.

O Barça voltou a dominar a partida. Aos 27, Iniesta recebeu de Suárez e arriscou de canhota. A redonda desviou em Messi, aparentemente impedido, atingiu o travessão de Soria. No lance seguinte, Navas cruzou para Vásquez, que cabeceou para a defesa de Cillessen. Porém, aos 30, o camisa 10 catalão não podia passar em branco diante de sua “vítima” favorita. Alba tentou cruzar rasteiro pela esquerda, a marcação o travou e, sem opção, o camisa 18 tocou de calcanhar para Messi encher o pé, no alto, ampliar o placar. Esse foi o 31º gol do argentino em 33 jogos contra o Sevilla.

Os blaugranas seguiram a ditar o ritmo do jogo enquanto o adversário, perdido, se limitou a se defender. Porém, aos 39, Luis Suárez recebeu no meio-campo, tabelou com Messi, que devolveu em profundidade para o uruguaio, que levou a melhor entre os zagueiros e tocou na saída do goleiro: 3 a 0 para o Barça. E foi só o primeiro tempo.

Na volta do intervalo, a superioridade dos catalães prevaleceu. No entanto, o combalido Sevilla ainda tentou aos 3 com Vásquez, que foi travado por Álba na área e a bola ficou amortecida para Cillessen. Todavia, aos 6, Suárez roubou a bola na intermediária, tocou para Iniesta, que tabelou com Messi, recebeu na frente, driblou Soria, e completou para o gol: 4 a 0, fora o baile.

O quinto gol só não saiu aos nove graças a Soria. Messi cobrou falta na área, Suárez cabeceou firme, o arqueiro rojiblanco defendeu parcialmente, a bola ficou viva na pequena área, Umtiti chegou para completar e, na dividida com o goleiro, tocou por último na redonda que saiu pela linha de fundo. Tiro de meta.

O Barça ainda teve duas chances consecutivas aos 14 e aos 16. No primeiro lance, Coutinho tabelou com Rakitic e recebeu por cima, mas não conseguiu cabecear com firmeza e facilitou a defesa de Soria. Na sequência, foi a vez de Busquets arriscar da entrada da área e assustar o goleiro do Sevilla.

O time de Vincenzo Montella aproveitou o buraco deixado por Piqué, que tentara suas investidas no ataque, aos 18 com Sandro Ramírez (substituto de Correa), que finalizou, mas parou no goleiro holandês do Barcelona. Em seguida, Messi tentou tabelar com Iniesta, mas Navas travou o argentino no momento do chute e mandou a redonda para escanteio, mas o árbitro marcou tiro de meta equivocadamente.

Aos 23, Suárez, dentro da área, tocou de calcanhar para Philippe Coutinho, a esférica bateu na mão de Lenglet e o brasileiro chegou a completar para o gol, mas o árbitro marcara a penalidade antes da conclusão da jogada. Na cobrança do penal, que Messi humildemente deixou para o camisa 14, o ex-Liverpool bateu com categoria, bola para um lado, goleiro para o outro, para fazer o quinto gol da final.

Com o jogo praticamente definido, o Barcelona só administrou o resultado enquanto o Sevilla tentara criar algumas chances. Como aos 29, quando Navas levantou na área no segundo pau, Sarabia escorou para trás e Piqué afastou o perigo quase em cima da linha.

Depois desse lance, o Barça valorizou a troca de passes, sem muita pressa e ficou à espera do fim do jogo para comemorar o tetracampeonato da Copa do Rei. E, antes do fim da partida, um momento emocionante do jogo. Aos 43 minutos, Iniesta, que está no clima de despedida da Catalunha, foi substituído por Denis Suárez. Emocionado, o meia saiu de campo aplaudido pelas duas torcidas. Enquanto a partida não era encerrada, a torcida do Barcelona entoava pelo Wanda Metropolitano o nome do meia que, além dos títulos conquistados pelos lados da Catalunha, foi o autor do gol mais importante do futebol espanhol: o da final da Copa do Mundo de 2010. Até que, sem acréscimos, o jogo chegou ao fim: Barcelona 5, Sevilla 0. Uma atuação de gala do Barça que, dependendo do que acontecer amanhã no jogo entre Atlético de Madrid e Bétis, no mesmo palco da final dessa Copa do Rei, poderá comemorar o título do Campeonato Espanhol e, de quebrar, conquistar o oitavo ‘doblete’ (termo dado quando um time conquista na mesma temporada a copa e o campeonato nacional).

Depois da traumática eliminação na UEFA Champions League para a Roma, todas as atenções do Barcelona estavam voltadas para a Espanha, onde lidera o campeonato nacional com grandes chances de ser campeão, e a Copa do Rei. Para azar do Sevilla, o quarteto Messi, Suárez, Iniesta e Philippe Coutinho estavam em uma jornada inspirada e praticamente trucidaram o adversário em meia-hora quando o placar já estava 2 a 0 para o Barça. Destaque para o emocionante Iniesta que, além de ter jogado muito, algo corriqueiro para o meia espanhol, fez um dos gols e saiu de campo ovacionado pelo público. Com um futebol avassalador, algo pouco visto nesta temporada, os blaugranas não encontraram dificuldades ao aplicar uma das maiores goleadas da história das finais da Copa do Rei: 5 a 0. Agora, a equipe de Ernesto Valverde pode ainda ser campeão espanhol amanhã, caso o Atlético de Madrid perca para o Bétis, o que é pouco provável. No entanto, mesmo que os Colchoneros ganhem do adversário, ainda restam quatro jogos para o Barcelona comemorar o 25º título espanhol. Quanto a Iniesta, sinceramente, se não for o maior, está entre os cinco maiores jogadores espanhóis de todos os tempos. Infelizmente, a idade chega para todos e para o experiente meio-campista, pendurar as chuteiras será uma questão de tempo, embora seu destino após o término da temporada seja o futebol chinês.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Data – Jogo – Local:

Quarta fase:

24/10/2017 – Murcia 0x3 Barcelona – Nueva Condomina, Murcia
29/11/2017 – Barcelona 5×0 Murcia – Camp Nou, Barcelona

Oitavas-de-final:
04/01/2018 – Celta de Vigo 1×1 Barcelona – Balaídos, Vigo
11/01/2018 – Barcelona 5×0 Celta de Vigo – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
17/01/2018 – Espanyol 1×0 Barcelona – RCDE Stadium, Cornellà de Llogregat
25/01/2018 – Barcelona 2×0 Espanyol – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
01/02/2018 – Barcelona 1×0 Valencia – Camp Nou, Barcelona
08/02/2018 – Valencia 0x2 Barcelona – Mestalla, Valencia
Final:
21/04/2018 – Sevilla 0x5 Barcelona – Wanda Metropolitano, Madri

FICHA TÉCNICA: SEVILLA 0x5 BARCELONA
Competição/Fase: Copa do Rei 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio Wanda Metropolitano, Madri, Espanha
Data: 21 de abril de 2018, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Jesús Gil Manzano (ESP)
Assistentes: Ángel Nevado Rodríguez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jiménez (ESP)
Cartões Amarelos: Mercado e Escudero (Sevilla); Iniesta e Busquets (Barcelona)
Gols: Suárez, aos 13 min (1-0) e aos 39 min (3-0), e Messi, aos 30 min do 1º tempo (2-0); Iniesta, aos 6 min (4-0) e Coutinho (de pênalti), aos 23 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA: 13.Cilessen; 20.Sergi Roberto, 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets (15.Paulinho), 4.Rakitic e 8.Iniesta (6.Denis Suárez); 14.Philippe Coutinho (11.Dembélé), 10.Messi e 9.Suárez. Técnico: Ernesto Valverde
SEVILLA: 13.Soria; 16.Jesús Navas, 25.Mercado, 5.Lenglet e 18.Escudero; 15.N’Zonzi, 10.Banega, 22.Vásquez (24.Nolito) e 17.Sarabia (3.Layún); 11.Correa (23.Sandro Rodríguez) e 20.Muriel. Técnico: Vincenzo Montella

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

CBF sorteia os confrontos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018

Copa do Brasil 2018: CBF sorteou os confrontos das oitavas-de-final. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou na manhã desta sexta-feira (20), o sorteio que definiu os duelos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018. Um dia após a definição das duas últimas vagas da quarta fase, a entidade promoveu o evento que determinou quem os cinco classificados da fase anterior pegará na sequência do torneio.

Com as presenças do tetracampeão mundial Zinho e de Melina Torres no sorteio, o método dos confrontos foi simples: as oito equipes que disputam (ou disputaram no caso da Chapecoense) a Libertadores 2018 estavam nas bolinhas do pote 1, enquanto os cinco clubes classificados da quarta fase da Copa do Brasil, além de América Mineiro (campeão do Brasileiro da Série B de 2017), Luverdense (campeão da Copa Verde 2017) e Bahia (campeão da Copa do Nordeste 2017) estavam no pote 2.

Primeiro, foi sorteado as seguintes equipes do pote 1 com a seguinte ordem: Chapecoense, Cruzeiro, Vasco, Grêmio, Corinthians, Palmeiras, Flamengo e Santos. Esses clubes enfrentarão respectivamente Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Bahia, Goiás, Vitória, América Mineiro, Ponte Preta e Luverdense.

As partidas serão disputadas nas seguintes datas: 25 de abril, dias 2, 9, 16 e 23 de maio. No caso, os clubes do pote 1 serão os mandantes dos jogos de volta.

No mesmo dia, porém, à tarde, a CBF definiu as datas de alguns dos duelos.

Na primeira data disponível para os jogos das oitavas-de-final, duas partidas: Goiás e Grêmio, no Serra Dourada, e Vitória e Corinthians, no Barradão. Os dois embates estão previstos para às 19h30 do dia 25 de abril. Porém, as datas das partidas de volta ainda não foram definidas pela CBF. Na semana seguinte, no dia 2 de maio, Ponte Preta e Flamengo medirão forças no Moisés Lucarelli, e Atlético Mineiro receberá a Chapecoense no Independência. Enquanto isso, Cruzeiro x Atlético Paranaense, Bahia x Vasco, Santos x Luverdense vão medir forças nos dias 9 e 16 de maio. Apenas América Mineiro e Palmeiras seguem com datas indefinidas para se enfrentarem.

Curiosamente, nos oitos confrontos, há o embate entre um clube que já ganhou a competição e o outro que busca a conquista inédita.

Nos próximos dias, a CBF confirmará as datas e os horários que ainda estão pendentes.

A seguir a relação dos confrontos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018.

– Chapecoense (SC) x Atlético (MG)
– Cruzeiro (MG) x Atlético (PR)
– Vasco (RJ) x Bahia (BA)
– Grêmio (RS) x Goiás (GO)
– Corinthians (SP) x Vitória (BA)
– Palmeiras (SP) x América (MG)
– Flamengo (RJ) x Ponte Preta (SP)
– Santos (SP) x Luverdense (MT)

Por Jorge Almeida

Grupo Sobrevento volta com Escombros

Cena de ‘Escombros’. Foto: Marco Aurelio Olimpio

Em um cenário de destruição e ruínas, com diálogos simples e diretos, o grupo põe no palco a humanidade possível em uma atmosfera de vazio e desolação

Referência na pesquisa de linguagem do teatro de animação – dentro e fora do Brasil –, criador de festivais e pioneiro em diferentes técnicas teatrais no país, o Grupo Sobrevento completou recentemente três décadas de estrada. E esteve, em 2017, em importantes turnês pela França e China, quando apresentou parte de seu repertório no festival Mondial des Théâtres de Marionnettes, em Charleville-Mézières, e também nas cidades de Hangzhou, Kushan e Shanghai.

Agora, em 2018, o grupo volta a se apresentar em São Paulo a partir do dia 21 de abril, com seu mais recente espetáculo voltado ao público adulto: Escombros. A peça trata da destruição, da ruína de pessoas, de relacionamentos, de valores, de um país e do mundo. Pessoas que perderam tudo vagam sobre escombros e tentam, apesar de toda a desesperança que paira no ar, compreender como tudo se perdeu sem que se dessem conta. E buscam recompor um mundo que desabou e, portanto, não existe mais.

Entre as ruínas de uma casa, objetos como portas, janelas, cadeiras, mesas, uma penteadeira e muitas xícaras e bules de café falam do desabamento de um país e tudo o que foi demolido com ele ou que o fez desmoronar. Cenas muito simples e cotidianas, diálogos desamarrados, coreografias segmentadas revelam o vazio e a desconexão das figuras que transitam sobre uma ausência de memórias e perspectivas. Os objetos são usados em tamanho natural, ao contrário das miniaturas que abundam no Teatro de Objetos, e somente como os objetos que são, sem sobrepor-lhes metáforas. Uma cenografia de terra seca, escombros e ruínas que se estendem aos atores e aos objetos, cobertos de barro seco e figurinos endurecidos, secos e sujos completam o quadro, sob uma luz em raios e envolto em uma música tensa e em uma canção que amarra todas as cenas do espetáculo.

“A destruição do nosso entorno, a ruína de nossas construções, de nossa casa, de nossos sonhos termina por contaminar as nossas relações com os outros e, por fim, entranha-se em cada um de nós, penetrando-nos os ossos e a alma”, diz Sandra Vargas, que dirige o espetáculo ao lado de Luiz André Cherubini.

A pesquisa teve como ponto de partida a exploração da linguagem do Teatro de Objetos e a memória como mote principal. A montagem põe lado a lado cenas de uma dramaturgia intimista e delicada, de diálogos simples e diretos, e cenas sem palavras, coreografadas, revelando a humanidade possível em uma atmosfera de vazio e desolação.

A música do paranaense Arrigo Barnabé e uma canção do carioca Geraldo Roca em parceria com Rodrigo Sater, na voz do cantor sul-mato-grossense Márcio de Camillo, embalam esta montagem paulistana, que conta, ainda, com figurinos do estilista mineiro João Pimenta e iluminação do carioca Renato Machado, fazendo de Escombros um espetáculo que representa muitos cantos do país em que vivemos.

O TEATRO DE OBJETOS DO SOBREVENTO

O Sobrevento vem centrando sua atenção no Teatro de Objetos, criando novas abordagens e rumos para esta linguagem teatral, a ponto de ter integrado a programação “O que é o Teatro de Objetos em 2017?”, no maior Festival de Marionetes do mundo, na França, sob curadoria da belga Agnès Limbos, uma das mais renomadas artistas do gênero.

O Teatro de Objetos é a vertente mais moderna do Teatro de Animação. Baseia-se no uso de objetos prontos no lugar de bonecos. Para o Sobrevento, que é uma das companhias especialistas brasileiras nesta linguagem, o Teatro de Objetos é particularmente provocador quando apresenta um repertório pessoal, autobiográfico, íntimo e autoral do ator, que se expõe através dos objetos. O grande potencial do Teatro de Objetos não está nas suas particularidades técnicas, mas, sim, naquilo que é capaz de despertar de mais profundo e revelador daquele artista, por meio de seus objetos. Como disse Christian Carrignon, um dos precursores da linguagem no mundo, “o Teatro de Objetos pertence ao nosso tempo e à nossa sociedade e sua vocação primeira é a de tocar nossa intimidade, de interrogar o enigma que nós somos aos olhos dos outros.”

O Sobrevento tem se debruçado sobre o Teatro de Objetos nos últimos oito anos, utilizando-o em suas mais recentes montagens. Foi responsável por trazer ao Brasil os seus principais representantes. Organizou turnês, festivais, debates, mesas-redondas e oficinas sobre o tema. Deu assessoria técnica em montagens de outras companhias nacionais interessadas nesta pesquisa. Responde pela curadoria do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, realizado em várias capitais brasileiras.

O Teatro de Objetos que interessa ao Sobrevento e que ele vem pesquisando profundamente é pouquíssimo difundido e conhecido no Brasil e na América Latina. O avanço desta pesquisa tem chamado a atenção de muitos artistas de diferentes áreas, ultrapassando os limites do Teatro de Animação. As oficinas coordenadas ou promovidas pelo Sobrevento têm atraído artistas e pesquisadores de algumas das principais companhias e instituições de ensino de todo o país e de países vizinhos. Para todas atividades, há um número muito maior de inscritos que o número de vagas oferecidas. O Sobrevento acredita que esse enorme – e crescente – interesse esteja ligado à abordagem que vem fazendo do Teatro de Objetos e as novas possibilidades expressivas que têm derivado desse processo. Um Teatro de Objetos cuja força não está na manipulação, mas na memória que suscita, que é aquilo a que o objeto remete de mais poético, profundo e simbólico, para o ator e para o espectador. O Teatro de Objetos desafia o ator a ser também dramaturgo. Isso abre um leque enorme de possibilidades dramatúrgicas, que podem renovar o Teatro de Animação para adultos. E o Teatro, de modo geral. É notável o interesse manifestado por núcleos de Teatro por esta linguagem, que têm convidado o Sobrevento a ministrar oficinas internas. O resultado é a disseminação do Teatro de Objetos em muitos espetáculos de grupos que não são de Teatro de Bonecos, em São Paulo e em outras cidades brasileiras.

Formado em 1986, o Grupo Sobrevento é uma companhia profissional de teatro que mantém um repertório de espetáculos e que se dedica à pesquisa, teórica e prática, da animação de bonecos, formas e objetos. Desde sua fundação, mantém um trabalho estável e ininterrupto e tem-se apresentado em mais de uma centena de cidades de 25 estados brasileiros. O Sobrevento esteve, também, no Peru (1988), Chile (1996, 2002, 2009, 2010 e 2017), Espanha (1997, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011 e 2014), Colômbia (1998 e 2002), Escócia (2000), Irlanda (2000), Argentina (2001), Angola (2004), Irã (2010), México (2010), Suécia (2011), Estônia (2011), Inglaterra (2013), França (2017) e China (2017), representando o Brasil em alguns dos mais importantes Festivais Internacionais de Teatro e de Teatro de Bonecos.

Os espetáculos de seu repertorio são muito diferentes entre si, quer seja na temática, quer seja na forma, na técnica de animação empregada, no espaço a que se destina ou ao público a que se dirige. Muitas vezes premiado, o Sobrevento dedica-se ao Teatro de Objetos, ao Teatro de Animação, ao Teatro adulto contemporâneo, ao Teatro para a Infância e a Juventude e ao Teatro para Bebês.

Além das apresentações de seus espetáculos, o Sobrevento e seus integrantes desenvolvem diversas atividades no campo do Teatro de Bonecos e de Animação, como a realização de cursos, oficinas, palestras e mesas-redondas, tanto no Brasil como no exterior. Realizou, também, duas Mostras Internacionais de Teatro de Animação no Rio de Janeiro, em 1992 e em 1995, e foi diretor artístico do Primeiro Festival Internacional de Teatro do Rio de Janeiro – Rio Cena Contemporânea, em junho de 1996 e curador do Festival Sesi Bonecos Do Mundo, realizado em Brasília (2005), em São Paulo (2006), em Manaus (2007), em Recife (2008) e em Brasília (2009), do Festival Sesi Bonecos do Brasil, realizado em diversas cidades das regiões Sudeste e Sul, entre agosto e setembro de 2006. Também fora dos Festivais que organizou, foi responsável pela vinda e pela circulação pelo país de diversas companhias estrangeiras de Teatro de Bonecos. Atualmente é curador do Festival Internacional de Teatro de Objetos – FITO realizado em diferentes capitais do país, desde 2009. Em 2003, 2004, 2006, 2008, 2012, 2014 e 2016, foi apoiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2010, foi patrocinado, por dois anos, pela Petrobras.

Os últimos espetáculos do Sobrevento foram Mozart Moments (1991), Beckett (1992), O Theatro de Brinquedo (1993), Ubu! (1996), Cadê o meu Herói? (1998), O Anjo e a Princesa (1999), Brasil para Brasileiro Ver (1999), Submundo (2002), O Cabaré dos Quase- Vivos (2006), O Copo de Leite (2007), Orlando Furioso (2008), Meu Jardim (2010), Bailarina (2010), A Cortina da Babá (2011), São Manuel Bueno, Mártir (2013), Sala de Estar (2013) Eu Tenho uma História (2014), Só (2015), Terra (2016) e Escombros (2017). Dirigido, ainda hoje, por Luiz André Cherubini e Sandra Vargas, seus fundadores, o Grupo Sobrevento é reconhecido, nacional e internacionalmente, como um dos maiores especialistas brasileiros em Teatro de Animação e uma das principais companhias estáveis de Teatro do Brasil, tendo realizado uma média de 130 apresentações por ano ao longo de 30 anos, aproximadamente uma apresentação a cada 3 dias, por nada menos que 30 anos.

Apesar de sua longa carreira, somente em junho de 2009 abriu a sua primeira sala pública, o seu primeiro espaço. O Espaço Sobrevento é o único espaço da cidade de São Paulo dedicado ao Teatro de Animação. Com uma programação sempre gratuita, recebeu vinte e cinco de alguns dos maiores nomes do Teatro de Animação mundial, de diferentes países.

Ficha técnica

Criação: Grupo Sobrevento/ Direção: Sandra Vargas e Luiz André Cherubini/ Dramaturgia: Sandra Vargas/ Elenco: Sandra Vargas, Luiz André Cherubini, Maurício Santana, Sueli Andrade, Liana Yuri e Daniel Viana/ Cenografia: Luiz André Cherubini e Dalmir Rogério/ Adereços: Sueli Andrade e Liana Yuri/ Iluminação: Renato Machado/ Figurino: João Pimenta/ Música original: Arrigo Barnabé/ Canção final composta por Geraldo Roca e interpretada por Márcio de Camillo/ Assessoria de imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto

SERVIÇO
ESCOMBROS
De 21 de abril a 27 de maio. Sábados e domingos, às 20h. Entrada franca. Não recomendado para menores de 16 anos.
Espaço Sobrevento – Rua Coronel Albino Bairão, 42 – próx. Metrô Bresser-Mooca e Viaduto Bresser. Tel. 11-3399-3589.
70 lugares. Reservas: info@Sobrevento.com.br
Realizado pela 31a. edição do PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Encerrada a quarta fase da Copa do Brasil 2018

Copa do Brasil 2018: encerrada a quarta fase: cinco equipes avançaram para as oitavas-de-final. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF19

Com a realização de dois jogos nesta quinta-feira (19), a quarta fase da Copa do Brasil chegou ao fim. Além dos classificados dessa noite, Vitória e Atlético Paranaense, outras três equipes passaram para as oitavas-de-final do certame na quarta-feira (18). Os cinco classificados seguirão no torneio e, na fase seguinte, participarão do sorteio com os clubes classificados diretamente para as oitavas-de-final (os seis representantes da Taça Liberadores da América e os campeões da Copa do Nordeste, da Copa Verde e do Campeonato Brasileiro da Série B).

O primeiro a se classificar para as oitavas-de-final foi o Goiás que, ontem (18), fez o dever de casa e superou o Avaí por 2 a 0 no Serra Dourada. Com gols de Giovanni e Carlos Eduardo, a equipe esmeraldina fez 4 a 2 no placar agregado e mantém vivo o sonho de buscar o título inédito, que bateu na trave em 1990 ao perder a final para o Flamengo.

Na Arena Pernambuco, também na quarta-feira, o Náutico derrotou a Ponte Preta por 1 a 0, com gol de Júnior Timbó. Mas o resultado foi insuficiente para o Timbu, que havia perdido o jogo de ida para a Macaca por 3 a 0 em Campinas.

O Atlético Mineiro entrou em campo diante do Ferroviário na Arena Castelão, em Fortaleza, com uma situação tão confortável, que atuou com um time reserva. Depois de ter goleado o Ferrão por 4 a 0 no Independência, o Galo levou um susto ao ser surpreendido pela equipe cearense que fez 2 a 0, mas Róger Guedes e Gustavo Blanco empataram a peleja e espantou a zebra pra longe e classificaram o campeão da CB de 2014.

Hoje, duas partidas bastante equilibradas encerraram essa fase do torneio. No Morumbi, o São Paulo recebeu o Atlético Paranaense, fez 2 a 0 (gols de Valdívia e Nenê) que, naquela altura lhe assegurava a vaga, mas Giovanni (de pênalti) e Matheus Rossetto empataram o jogo e decretaram a classificação do Furacão, que fez 4 a 3 no placar agregado.

E, para encerrar, na mesma noite, outro rubronegro confirmou a sua continuidade no certame. Depois de perder por 2 a 1 no Beira-Rio, o Vitória fez 1 a 0 no Internacional e levou a disputa para os pênaltis. Nas cobranças, destaque para o goleiro Caíque, que pegou duas cobranças e ajudou o Leão a bater o Colorado por 4 a 3 nas cobranças penais.

Dessa forma, Goiás, Ponte Preta, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense e Vitória se juntarão a Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Santos, Vasco, América Mineiro, Luverdense e Bahia para a disputarem as oitavas-de-final da Copa do Brasil. O sorteio dos confrontos acontecerá às 11h de amanhã (20), na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

Por Jorge Almeida

Exposição “Sem Medo de Ser Utilitário” no Conjunto Nacional

Obras de cerâmicas produzidas por Márcia Limmanii no Conjunto Nacional. Foto: Jorge Almeida

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional promove até a próxima segunda-feira, 22 de abril, a exposição “Sem Medo de Ser Utilitário”, que reúne cerca de 100 objetos de 30 ceramistas. Objetos variados como pratos, potes, vasilhas, panelas, copos, canecas, vasos, peças de escritórios e adornos são exibidos.

Nomes consagrados, como Márcia Limmanii, Joana Alveal, Regina Esher e o japonês Mestre Ikoma Seisei participam da mostra. O evento ainda traz a monitoria dos artistas participantes, além de oficinas e demonstrações que ocorrem ao longo da programação.

A cerâmica é uma prática artística milenar que marca presença na cultura brasileira, sendo que esta atividade sempre acompanhou a nossa história. O Brasil é apontado como uma referência mundial na produção da cerâmica artística, pois contém inúmeras comunidades produtoras, oficinas e ateliês que trabalham com as mais variadas técnicas e processos de queima.

A arte de produzir com cerâmica é repartida de duas maneiras: a contemplativa, ou seja, as peças elaboradas como obras de arte ou decorativas – como esculturas, painéis, totens de parede, por exemplo – e a utilitária, feita para a confecção de objetos de utilidade predefinida, como pratos, potes e canecas.

Os índios brasileiros e os povos orientais sempre acreditaram que a cerâmica utilitária servira como expressão máxima artística, pois alia forma, função e beleza, mas, devido aos “princípios” mercadológicos de arte, o utilitário ficou caracterizado como arte de pouca importância.

A cerâmica, seja natural, atóxica ou orgânica, é o material mais apropriado para preparar e servir alimentos. Os utilitários são queimados em temperaturas muito altas, garantindo a solidez do barro, permitindo que se possa ser usado em diversos suportes domésticos: forno elétrico, forno a gás, geladeira, microondas, freezer, lava-louças, etc.

SERVIÇO:
Exposição:
Sem Medo de Ser Utilitário
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 22/04/2018; de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados e domingos, das 13h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Nelson Gonçalves: 20 anos de saudade do Rei do Rádio

Na próxima quarta-feira, completam-se 20 anos da morte de Nelson Gonçalves, Créditos: divulgação

O próximo dia 18 de abril marca o 20º. aniversário da morte de um dos maiores nomes da música brasileira: Nelson Gonçalves, até hoje – após o rei Roberto Carlos – campeão de vendas no país, com mais de 81 milhões de discos. Além de cantor e compositor, foi jornaleiro, mecânico, polidor, tamanqueiro, engraxate e garçom, além de lutador de boxe.

Nelson nasceu como Antônio Gonçalves Sobral, em 21 de junho de 1919, na pequena cidade de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Seus pais, imigrantes portugueses, tinham acabado de chegar ao País. Durante a infância — já vivendo no bairro do Brás, em São Paulo, Nelson acompanhava o pai às feiras livres e praças. Enquanto seu Manuel tocava violão, o menino cantava em cima de um caixote. Em dias mais difíceis, seu Manuel chegava a se fingir de cego para comover as pessoas. Na infância tinha dois apelidos. Na escola era chamado de Carusinho, por sua voz excepcional. Como gaguejava, passou a ser também chamado de Metralha, já que falava cuspindo as palavras. Mesmo com a disfunção fonética, decidiu ser cantor.

Antes de chegar ao seu objetivo passou pelas diversas profissões citadas acima. Intempestivo e brigão, canalizou sua impetuosidade para o boxe. Com 17 anos, recebeu a faixa de Campeão Paulista dos Meio-Médios, após vencer 24 lutadores por nocaute e ter perdido apenas duas vezes, por pontos.

Focado em seu sonho, Nelson estudou canto acadêmico, por seis anos, com o maestro Bellardi. Aprendeu que não era gago, mas taquilárico (do grego takimós: respiração curta, acelerada). Dentre os tantos conselhos do maestro ouviu um conselho que mudaria sua vida: deveria ser cantor popular. Como Antônio não era sonoro, adotou o nome Nelson, que considerava mais melódico.

Em 1941, consegue finalmente gravar seu disco de estreia, um 78 RPM contendo o samba “Sinto-Me Bem”, de Ataulfo Alves. Com a boa recepção do público é contratado pela gravadora RCA Victor, da qual jamais sairia, e pela rádio Mayrink Veiga, levado pelo cantor Carlos Galhardo. A voz de Nelson torna-se rapidamente conhecida. Logo é eleito o Rei do Rádio, em concurso promovido pela Revista do Rádio. Sua vida melhora consideravelmente em 1943, quando consegue um emprego como crooner do Cassino do Copacabana Palace Hotel.

Nelson Gonçalves faz grande sucesso nas décadas de 1940 e 1950. Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram “Maria Bethânia” (Capiba), “Normalista” (Benedito Lacerda/ Davi Nasser); “Caminhemos” (Herivelto Martins) e “Renúncia” (Roberto Martins/Mário Rossi).

Em 1952, passa a viver com Lourdinha Bittencourt, substituta de Dalva de Oliveira, no Trio de Ouro, com quem tem três filhos (sendo dois adotivos). É uma das melhores fases da vida do artista. No mesmo ano conhece aquele que seria seu melhor parceiro e grande amigo: Adelino Moreira, um dos maiores letristas e compositores do gênero samba-canção, que compôs para Nelson mais de 370 músicas (algumas feitas em parceria com o próprio Nelson Gonçalves, como “Fica comigo esta noite”).

Da parceria, nasceram alguns dos maiores sucessos do cantor, como “A volta do boêmio”, “Deusa do asfalto”, “Êxtase e Escultura”. As músicas tinham, sempre, temas românticos, em geral arrebatadores, repletos de histórias de amores perdidos e imortais apropriadas à voz de grande extensão de Nelson Gonçalves que, aliás, se gabava por usar apenas um terço de sua capacidade.

Chegou a gravar músicas de diversos nomes da nova geração da música brasileira e com grandes nomes do rock nacional, como Ângela Rô Rô (Simples Carinho), Kid Abelha (Nada por Mim) e Lulu Santos (Como uma Onda). Em 1984 lançou Eu e Elas, em duetos com Alcione, Ângela Maria, Beth Carvalho e outras divas da música brasileira; Em 1985 lançou Eu e Eles, com duetos com Caetano Veloso, Fagner, Luiz Gonzaga, Tim Maia e outros grandes cantores da MPB.

Nelson Gonçalves se dedicou durante mais de 50 anos à sua grande paixão: a música. Durante sua carreira, gravou mais de 2.000 canções, 183 discos em 78 rpm, 128 LPs e 300 compactos. Vendeu mais de 81 milhões de discos. Ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina. Também foi agraciado pela RCA com o Prêmio Nipper, recebido apenas por ele e por ninguém menos que Elvis Presley. Por seu último disco, Ainda é Cedo (1997), Nelson iria receber o disco de ouro.

Nelson Gonçalves morreu em 18 de abril de 1998. Durante os anos que precederam sua morte, se definia como o “último dos moicanos”, referindo-se ao seu estilo de cantar, que empregava o vozeirão, do qual dizia nunca ter cuidado, citando como exemplo o fato de ter fumado durante 60 anos, até 1995. No plano pessoal, além dos casamentos com Elvira Molla, Lourdinha Bittencout e Maria Luíza da Silva Ramos, teve muitos casos, alguns rumorosos e até escandalosos para os padrões da época, como os vividos com Bette White e a vedete Nanci Montez.

De seu relacionamento, com Maria (ex-cozinheira do presidente Juscelino Kubitschek), nasceu Lilian Gonçalves, que teve sua história de vida contada na minissérie JK da Rede Globo, interpretada pela atriz Mariana Ximenez. Lilian Gonçalves já era conhecida como a Rainha da Noite de São Paulo, quando se aproximou do seu pai. Guardou por muitos anos a informação de quem era o verdadeiro pai, revelando somente quando Nelson já estava mal de saúde.

Na década de 90 foi encenado nas principais capitais do país o musical “Metralha“, uma versão dramatizada de sua biografia, Em 2001 foi lançado o documentário “Nelson Gonçalves”, que contou sua trajetória, protagonizado por Alexandre Borges e Julia Lemmertz, com direção de Elizeu Ewald e produção executiva de Margareth Gonçalves, caçula de seu casamento com Lourdinha Bittencout.

Homenagens e Centenário

Em referência ao grande artista, a noite de 18 de abril de 2018, será de recordações no Bar do Nelson, casa da empresária Lilian Gonçalves (filha do saudoso cantor e compositor). Ao longo da noite, todos os artistas convidados como Edith Veiga, Markinhos Moura, Stênio Melo, entre outros nomes cantarão sucessos do ícone da música nacional. “Fiz esse bar para que o nome de meu pai não caísse no esquecimento. Aliás, esse era um medo dele, pois dizia que o Brasil não tinha memória”, pontua a empresária Lilian Gonçalves.

Junto a irmã Margareth Gonçalves, a empresária coordena os festejos para o “Centenário de Nelson Gonçalves”, data a ser celebrada em 2019. “Estou trabalhando fazem 10 anos nesse grande projeto que, certamente irá parar o Brasil”, explica. Dentre as ações a serem trabalhadas estão: musical de teatro, livro, exposição, show, entre outros.

Créditos: Davi Brandão