Santos Laguna: campeão da Liga MX – Clausura 2018

Santos Laguna conquista o Campeonato Mexicano pela sexta vez em sua história. Foto: ligamx.net

Com o empate em 1 a 1 conquistado no Nemesio Díez, em Toluca, na noite deste domingo (20), o Santos Laguna é o grande campeão da Liga MX – Clausura 2018, o Campeonato Mexicano. Os gols da partida foram marcados por Izquierdoz para os visitantes, enquanto Hache igualou para os anfitriões. Como o placar agregado ficou 3 a 2 para a equipe ‘lagunera’, o título ficou com o clube de Torreón.

A partida teve início com os dois times se estudando em campo. Porém, em sua primeira investida ao ataque o Santos Laguna chegou ao gol. Aos nove, Izquierdoz avançou pelo campo, lançou Furch na altura da meia-lua. O camisa 9 dominou e bateu rasteiro no canto e ampliar a vantagem do Santos Laguna.

O Toluca tentou responder aos 12 com Uribe, que tentou de cabeça o cruzamento vindo da esquerda com Sambueza. Dois minutos mais tarde, foi a vez de Quiñónez chutar firme da esquerda e Orozco pegar.

A equipe de Torreón deu o troco com Martínez, aos 27, que arriscou da intermediária e mandou à direita. Depois foi a vez de Sambueza, aos 30, puxar da esquerda para o meio e arriscar, mas o chute saiu à direita do gol.

Aos 32, os Guerreros chegaram mais uma vez com perigo. A bola foi levantada na área do Toluca, Izquierdoz cabececou a redonda que acertou a trave e voltou para o goleiro.

Em seguida, foi a vez do camisa 14 dos Diabos Vermelhos, mais uma vez, puxar da direita para o meio e soltar a pancada, mas o goleiro Orozco defendeu e mandou a redonda para escanteio.

Aos 37, Quiñónez chutou, a esférica bateu no braço de Izquierdoz dentro da área e, na sequência, Sambueza finalizou por cima. Os jogadores do Toluca pediram pênalti, mas a arbitragem não viu como toque proposital. E, antes do fim da etapa inicial, aos 46, Ríos arriscou da intermediária e Orozco defendeu com a ponta dos dedos.

No segundo tempo, o arqueiro do Santos Laguna continuou segurando tudo. Aos três, após a cobrança de escanteio, cabeçada dentro da área e o goleiro defendeu. Minutos mais tarde, aos 12, o camisa 1 pegou mais uma finalização à queima roupa.

O Tolouca não cansou de perder gols. Depois do cruzamento da esquerda, a zaga cortou mal e Hache mandou por cima. E, de tanto insistir, los Diablos Rojos chegaram ao empate. Sambueza cruzou, Ríos resvalou de cabeça e a bola sobrou para Hache completar para as redes e empatar o jogo: 1 a 1. Mas a igualdade veio tarde e os laguneros administram o resultado até o final para conquistar o sexto título mexicano de sua história.

Na “apocalíptica” final entre os Diabos Vermelhos do Toluca e o Santos Laguna, no Estádio Nemésio Díez, a “infernal” torcida da casa fez a sua parte e incentivou o time. Mas, os visitantes saíram na frente em sua primeira investida ao ataque, aos nove minutos, chegando aos 3 a 1 no agregado. O Toluca foi para cima e criou as melhores oportunidades da partida, porém, sempre esbarrando em um inspirado Orozco, que pegou quase tudo, exceto a finalização de Hache na parte final do segundo tempo. Logo, graças a boa jornada do arqueiro adversário, que o resultado foi o necessário para a equipe de Torreón ficar com a taça.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Data – Jogo – Local:
Primeira Fase:
07/01/2018 – Santos Laguna 4×2 Lobs BUAP – TSM Corona, Torreón
13/01/2018 – Tigres 2×1 Santos Laguna – Universitário, San Nicolas de los Garza
21/01/2018 – Santos Laguna 1×0 Monarcas Morelia – TSM Corona, Torreón
28/01/2018 – Veracruz 1×1 Santos Laguna – Luis “Pirata” Fuente, Veracruz
03/02/2018 – Santos Laguna 0x0 Tijuana – TSM Corona, Torreón
10/02/2018 – Chivas Guadalajara 0x2 Santos Laguna – Estádio AKRON, Zapopan
14/02/2018 – Santos Laguna 5×1 León – TSM Corona, Torreón
18/02/2018 – Toluca 2×0 Santos Laguna – Nemesio Díez, Toluca
25/02/2018 – Santos Laguna 2×0 Cruz Azul – TSM Corona
03/03/2018 – Necaxa 1×2 Santos Laguna – Victoria, Aguascalientes
11/03/2018 – Santos Laguna 3×2 Monterrey – TSM Corona, Torreón
16/03/2018 – Puebla 0x1 Santos Laguna – Cauthtémoc, Puebla
30/03/2018 – Atlas 3×2 Santos Laguna – Jalisco, Guadalajara
08/04/2018 – Santos Laguna 3×0 Querétaro – TSM Corona, Torreón
14/04/2018 – Pachuca 3×1 Santos Laguna – Hidalgo, Pachuca
22/04/2018 – Santos Laguna 1×2 Pumas – TSM Corona, Torreón
28/04/2018 – América 1×0 Santos Laguna – Azteca, Cidade do México
Quartas-de-final:
03/05/2018 – Tigres 2×0 Santos Laguna – Universitario, San Nicolas de los Garza
06/05/2018 – Santos Laguna 2×0 Pumas – TSM Corona, Torreón
Semifinais:
10/05/2018 – Santos Laguna 4×1 América – TSM Corona, Torreón
13/05/2018 – América 2×2 Santos Laguna – Azteca, Cidade do México
Final:
17/05/2018 – Santos Laguna 2×1 Toluca – TSM Corona, Torreón
20/05/2018 – Toluca 1×1 Santos Laguna – Nemesio Díez, Toluca

FICHA TÉCNICA: TOLUCA 1×1 SANTOS LAGUNA
Campeonato/Fase: Liga MX – Clausura 2017/2018 – final (2º jogo)
Local: Estádio Nemesio Díez, Toluca, Jalisco, México
Data: 20 de maio de 2018, domingo – 21h (horário de Brasília)
Árbitro: César Arturo Ramos Palazuelos
Auxiliares: José Luis Camargo Callado e Miguel Ángel Hernández Paredes
Cartões Amarelos: Uribe, Quiñonez e Sambueza (Toluca); Martínez, Rodríguez, Angulo e Orozco (Santos Laguna)
Cartão Vermelho: Oscar Velázquez (auxiliar técnico) (Toluca)
Gols: Furch, aos 10 do 1º tempo (0-1); e Hauche, aos 37 min do 2º tempo (1-1)
TOLUCA: 1.Tavalera; 29.Rodrigo Salinas, 5.O. González, 3.García (7.Hauche) e 26.Borja; 17.Leonel L. González (10.Ángel Reyna), 15.Ríos, 14.Sambueza, 23.Quiñónes e 24.Barrientos (25.Canelo); 20.Uribe. Técnico: Cristante Mandarino
SANTOS LAGUNA: 1.Orozco; 2.Abella, 24.Izquierdoz, 3.Alcoba e 98.Angulo; 23.Vázquez, 27.Cortés (6.Diego de Buén), 15.Lozano e 10.Martínez (19.Villafaña); 21.Djaniny (13.Rodríguez) e 9.Furch. Técnico: Siboldi Badiola

Parabéns ao Club Santos Laguna pelo título.

Por Jorge Almeida

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Fim de semana de despedidas pela Europa

Jogadores lendários como Buffon, Andrés Iniesta e Fernando Torres se despediram dos clubes que os consagraram neste final de semana

Com o encerramento das principais competições nacionais europeias, além do término da temporada 2017/2018, este final de semana ficou marcado pelas despedidas de alguns personagens do futebol do Velho Mundo. Destaques para as saídas de Buffon, da Juventus, e de Iniesta, do Barcelona.

No sábado, uma despedida que ficou marcada, pelo menos para ele e do time que o treinara, foi a do técnico do Eintracht Frankfurt, o croata Niko Kovač. Do banco de reservas, o treinador comandou a sua equipe na vitória por 3 a 1 diante do Bayern de Munique pela decisão da Copa da Alemanha. Após o terceiro gol do clube do centro financeiro alemão, marcado por Gaćinović nos acréscimos do segundo tempo – o Frankfurt fez 3 a 1 no Bayern de Munique, Niko não resistiu e foi às lágrimas. Em seu último jogo pelo Eintrach, ele contribuiu para o fim de um jejum de 30 anos sem conquistas da equipe de Frankfurt. Curiosamente, o treinador irá comandar a partir da próxima temporada, o seu adversário derrotado nessa decisão, o Bayern de Munique. E, para começar a próxima temporada, Kovač à frente dos bávaros estará no banco comandando o seu novo clube justamente contra a ex-equipe na decisão da Supercopa da Alemanha, prevista para agosto.

No domingo pela manhã (aqui no Brasil), em Turim, foi a vez de ver a despedida da lenda Gioluigi Buffon da meta da Juventus. Depois de 17 temporadas defendendo o gol bianconero em 656 jogos, o eterno “Il Capitano” foi bastante homenageado pelos torcedores da Vecchia Signora, que compareceram em peso no Allianz Stadium, para se despedirem do ídolo, com aplausos, entoações ao goleiro, faixas e bandeiras prestando o devido tributo ao goleiro. O adversário dos heptacampeões italianos foi o rebaixado Hellas Verona. E, aos 18 minutos do segundo tempo, Buffon foi substituído por Pinsoglio, enquanto o jogo seguia 2 a 0 para a equipe de Turim (a partida terminou com vitória juventina por 2 a 1). Antes de deixar o gramado, o goleiro cumprimentou cada companheiro de equipe e também do time adversário. Fora do gramado, o goleiro de 40 anos não se conteve e foi às lágrimas, ao mesmo tempo, em que era enaltecido pela torcida. Nas redes sociais, companheiros, ex-companheiros, clubes e atletas adversários também homenagearam o camisa 1. Gigi ainda não decidiu o seu futuro – se continuará atuando em outro mercado ou se seguirá na Juve, mas como dirigente. Evidentemente com uma carreira tão longeva, claro que o maior goleiro da história colecionou títulos no currículo – a maioria dele defendendo as cores da Juventus. Ao todo, como profissional, Buffon conquistou 23 títulos, sendo a maioria defendendo a meta bianconera. O mais importante, sem dúvidas, foi a Copa do Mundo de 2006 pela Seleção Italiana, mas, talvez, a maior frustração do arqueiro foi não ter ganho uma UEFA Champions League, competição daquel “bateu na trave” três vezes: 2002/2003, 2014/2015 e 2016/2017. E, que coincidência: no dia em que Gianluigi Buffon fazia a sua última partida pela Juventus, a equipe que o revelou para o futebol, o Parma, confirmava o seu retorno à Série A do futebol italiano, depois de ter sido rebaixado para a quarta divisão da Itália por conta de falência.

Na Espanha, os adeuses aconteceram também no domingo. No Wanda Metropolitano, o Atlético de Madrid empatou em 2 a 2 com o Elbar pela 38ª rodada do Campeonato Espanhol. A partida, em si, não valia nada para dois times, já que foi disputada apenas para cumprir tabela. Claro que o destaque da partida ficou por conta da despedida de Fernando Torres da equipe Colchonera. Em sua última partida pelo clube da capital espanhola, além de ter feito os dois gols de sua equipe, El Niño, como é carinhosamente conhecido pelos rojiblancos, foi homenageado pela torcida e pelo clube. Depois da partida, Torres permaneceu  no gramado, acompanhado da esposa e dos filhos, enquanto recebia as honrarias do Atleti. Primeiro veio imagens no telão de momentos do atacante com a camisa da equipe, depois vieram os companheiros tirarem uma foto e entregar-lhe um peita emoldurada em um quadro com a assinatura de todos os atletas do elenco e com o nome de Torres e o número 9 nas costas e, evidentemente, que Niño se emocionou. O atacante de 34 anos ainda não vai se aposentar. Possivelmente o destino dele será o futebol norte-americano.

Ainda no Wanda Metropolitano, quem possivelmente deve ter feito a sua última partida pelo Atlético de Madrid foi o atacante francês Antoine Griezmann, heroi colchonero na decisão da UEFA Europa League quando marcou dois dos três gols do Atlético de Madrid no duelo contra o Olympique de Marseille. E, diferentemente do carinho dado a Fernando Torres, parte da torcida do Atlético vaiou o camisa 7. Pelo clube, o atacante conquistou a Liga Europa, como já citado, e a Supercopa da Espanha, em 2014. Além de títulos não-oficiais, como o Ramón de Carranza, em 2014 e 2015 e a Copa Audi, em 2017.

E, no Camp Nou, o meio-campista Iniesta fez a sua última partida pelo Barcelona contra a Real Sociedad (vitória catalã por 1 a 0, gol de Coutinho). Antes de a bola rolar, a torcida blaugrana fez uma tremenda festa para o camisa 8 com faixas, cânticos, um excelente mosaico com as cores do clube com os dizeres “Infinit Iniesta” e o oito (número da camisa do jogador) deitado, o símbolo da infinidade. Na entrada das equipes em campo, o autor do gol do título da Copa do Mundo pela Espanha trocou homenagens com Xabi Prieto, da Real Sociedad, que também estava se despedindo de sua equipe (na verdade, se aposentando do futebol). E, depois de 80 minutos de sabedoria em campo, Iniesta foi substituído por Alcácer. Antes de deixar o gramado, o jogador cumprimentou um a um dos atletas, inclusive, alguns do time adversário. Iniesta passou o “bastão”, digo, a faixa de capitão para Messi, em um ritual que os blaugranas viveram recentemente com as saídas de Carles Puyol, Xavi e, agora, Iniesta. O camisa 10 continuará a “honra”. E, obviamente, na cerimônia da entrega da taça do Campeonato Espanhol não poderia ser diferente: em um último ato, o camisa 8 ergueu o troféu. Andrés Iniesta, aos 34 anos – sendo 22 deles dedicados ao Barcelona – sairá do Barça com o merecido status de “lenda” e o seu destino, possivelmente, será o futebol japonês.

E, dessa forma, esses nomes, a partir de agora, não irão presentear seus torcedores com suas performances, mas já estão, certamente, no rol de “lendas”. O futebol só tem a agradecer a vocês Gianluigi Buffon, Fernando Torres, Xabi Prieto que, embora não tivesse obtido a mesma notoriedade, mas estará na história da Real Sociedad, e Andrés Iniesta. Muito obrigado.

Por Jorge Almeida

Pantera: 30 anos de “Power Metal”

“Power Metal”, álbum que marca a entrada de Phil Anselmo no Pantera completa 30 anos hoje

Hoje, 20 de maio, o quarto álbum da banda norte-americana Pantera, “Power Metal”, completa 30 anos de seu lançado. Lançado pela gravadora independente Metal Magic, o material foi produzida pela própria banda juntamente com Marc Ferrari e “The Eld’n”. O disco ficou marcado como o primeiro trabalho com Phil Anselmo nos vocais no lugar de Terry Glaze.

Em 1986, o então jovem de 19 anos Phil Anselmo, natural de Nova Orleans, sempre ouvira falar de que o Pantera estava a procura de um novo vocalista. No final do mesmo ano, ele foi convidado para uma audição com os demais integrantes da banda e, rapidamente, assumiu o posto de frontman do grupo. Antes de se juntar ao grupo, ele havia passado por bandas como Samhain e Razor White, mas que ao tocar junto com os três membros do Pantera, Phil Anselmo já estava conectado ao grupo.

Com Phil Anselmo na banda, não foi só a formação que o Pantera mudou. E sim na sua sonoridade, como pode ser comprovado em “Power Metal” que, de longe, é o disco mais pesado que o grupo tinha lançado até então. Pois, o play mistura o Hard Rock com o Thrash Metal dos anos 1980, inclusive misturando as duas vertentes na mesma música.

Os vocais mais rígidos de Anselmo, além de colaborar com a nova abordagem sonora do Pantera, foram comparados aos de Terrence Lee. E, depois do lançamento de “Power Metal”, os integrantes decidiram reconsiderar a imagem e o som Glam Metal e, assim, o disco foi uma transição do “antigo” para o “novo” Pantera, logo, saiu o Glam Metal e vieram as mudanças de estilos, como Hard Rock, Heavy Metal, Speed Metal, a vertente que deu o nome ao disco até o Thrash Metal.

Em “Power Metal”, o Pantera traz um estilo mais agressivo que se aproxima muito do Thrash Metal, principalmente em faixas como “Down Below” e “Death Trap”, totalmente diferentes da pegada Glam Metal presente nos registros anteriores. No entanto, o traço do glam ainda se faz presente em temas como “Hard Rice”. Aliás, é justamente neste disco que contém a única música cantada por Dimebag Darrell (“P*S*T*88”).

Já o caso da música “Proud To Be Loud“, escrita e produzida pelo guitarrista do Keel, Marc Ferrari, e foi originalmente planejado para aparecer em seu álbum homônimo de 1987. Mas, Keel não gravaria sua própria versão até “Keel VI: Back In Action” em 1998. A versão de Pantera foi usada como a música de festa no corte teatral do filme Donnie Darko de 2001, creditado a “The Dead Green Mummies“. A música também aparece em “Trail To Doomsday“, um filme de TV MacGyver de 1994, bem como o filme “The Mighty Ducks 2” do mesmo ano. Terry Glaze co-escreveu “Down Below“, com uma gravação anterior da música que aparece no terceiro álbum do Pantera, “I Am The Night” (1985).

No ano seguinte após o lançamento de “Power Metal”, a banda assinou com a ATCO., depois de um executivo da gravadora ter ficado impressionado com um show dos caras. O material novo visto pelo executivo era um repertório com as músicas antigas mais pesadas e as novas que eram mais pesadas ainda. Alguns ‘bootlegs’ com shows dessa época são encontrados na internet, e ironicamente chamados de “Glamtera”, devido ao visual.

Essa guinada dada pelo Pantera ao se desvincular de uma gravadora independente para uma grande foi a deixa para os integrantes da banda ignorar em sua discografia os lançamentos anteriores. Uma vez que, a partir do momento em que adotaram uma imagem mais pesada e sonoridade voltada ao Groove Metal, os quatro trabalhos independentes foram “rejeitados” pelos integrantes, inclusive o próprio “Power Metal” que é o álbum que migrou o Pantera de uma banda de Glam Rock para uma de Thrash Metal.

A rejeição aos discos lançados antes de “Cowboys From Hell” (1990) é tão grande que, para se ter uma ideia, todos os discos independentes lançados anteriormente não constam no site oficial da banda e sequer foram relançados em vinil, cassete ou, menos ainda, em CD, o que fazem deles itens de colecionador e cujos materiais só podem ser encontrados, em sua maioria, em sites de leilão online, como o eBay, o que é uma pena.

Aliás, é bom reforçar que essa foi a última formação do Pantera, pois eles mantiveram com essa line-up até a separação oficial da banda, em 2003.

Enfim, seria hipocrisia de minha parte avaliar esse disco como “imperdível”, pois ele, como foi dito acima, não teve edições relançadas ou remasterizadas. Mas, quem tiver a oportunidade de conferir, não hesite, pois embora não seja nenhum “Cowboys From Hell” ou “Vulgar Display Of Power” (1992), mostra uma evolução nítida que o Pantera passou nos primeiros anos.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Power Metal
Intérprete: Pantera
Lançamento: 20 de maio de 1988
Gravadora: Metal Magic
Produtores: Pantera, Marc Ferrari e “The Eld’n”
Phil Anselmo: voz (exceto em “P*S*T*88”) e backing vocal
Diamond Darrell (Dimebag Darrell): guitarra, voz em “P*S*T*88” e backing vocal
Vinnie Paul: bateria e backing vocal
Rex Rocker: baixo, backing vocal e sinos tubulares

Marc Ferrari: guitarra em “We’ll Meet Again” e “Proud To Be Loud” e backing vocal
“The Eld’n”: teclados

1. Rock The World (Pantera)

  1. Power Metal (Pantera)
    3. We’ll Meet Again (Pantera)
    4. Over And Out (Pantera)
    5. Proud To Be Loud (Ferrari)
    6. Down Below (Darrell / Glaze / Paul / Rocker)
    7. Death Trap (Pantera)
    8. Hard Ride (Pantera)
    9. Burnnn! (Pantera)
    10. P*S*T*88 (Darrell / Paul / Rocker)

Por Jorge Almeida

Eintracht Frankfurt: campeão da Copa da Alemanha 2017/2018

O Eintracht Frankfurt volta a comemorar um título depois de 30 anos. Foto: Christof Stache/AFP

Depois de um tabu de 30 anos sem títulos expressivos no futebol alemão, o Eintracht Frankfurt voltou a ser campeão neste sábado (19) ao derrotar o poderoso Bayern de Munique por 3 a 1 na final da Copa da Alemanha, disputada no Estádio Olímpico de Berlim. Com dois gols do croata Rebić e do sérvio Gaćinović, enquanto Lewandowski anotou o tento de honra dos bávaros, a equipe do técnico Niko Kovač conquistou o quinto título do torneio de sua história. A decisão foi a última em que o treinador croata à frente da equipe do centro financeiro alemão – ele substituirá Jupp Heynckes no Bayern na próxima temporada.

A partida iniciou com o Eintracht Frankfurt tomando a iniciativa, mas sem muito sucesso na conclusão das jogadas. No entanto, quem criou a primeira jogada de perigo foi o Bayern de Munique. Após falta cometida por Salcedo, que rendeu um cartão amarelo ao mexicano, Lewandowski cobrou com categoria, acertou o travessão, a bola quicou quase em cima da linha e o japonês Hasebe afastou o perigo.

Pouco tempo depois do susto tomado, a equipe de Hesse se mostrou letal. Aos dez, James Rodríguez deu bobeira, foi desarmado por Rebić, a redonda sobrou para Prince Boateng, que lançou o camisa 4 e, em seguida, o atacante dominou e finalizou firme no canto de Ulreich. Festa dos Die leunishe Diva na capital alemã.

Apesar do gol sofrido, o Bayern seguiu a dominar as ações da partida, incluindo mais posse de bola e desperdiçando chances. Aos 16, em uma tentativa de se redimir do erro que originou o gol do adversário, James Rodríguez cobrou falta na área para Müller tentar de cabeça, mas a bola resvalou em seu ombro e saiu à esquerda de Hrádecký. Minutos mais tarde, aos 23, o camisa 25 bávaro cruzou da direita para Kimmich, no melhor estilo “elemento surpresa”, se antecipou ao goleiro, deu uma raspada de cabela e quase empatou a partida. Dois minutos depois, em um contra-ataque veloz puxado por Ribéry, o francês deu um ótimo passe para Lewandowski na área, o polonês tocou para tirar do goleiro, mas tirou do gol também.

A equipe da Baviera seguiu ditando o ritmo da partida e nada de o empate sair. Aos 32, em outra chegada pela esquerda, a redonda foi alçada na área, a defesa do Eintracht tirou parcialmente e, na sobra, Müller tentou emendar de primeira e Hrádecký caiu para fazer a defesa. Posteriormente, aos 34, foi a vez de Lewandowski tentar, mais uma vez, de falta e mandar à direita de Hrádecký. Contudo, aos 36, foi a vez do SGE (uma das alcunhas do Eintracht) atacar. Rebić fez jogada individual pela esquerda, puxou para o meio da área e rolou para De Gusmán, que não esperava pelo passe do companheiro, mas sim que ele fosse finalizar.

O Eintracht atacou com perigo aos 43. Danny da Costa cruzou na área e Rebić cabeceou para fora. E, aos 47, antes do intervalo, James cobrou falta na área para a cabeçada fraca de Javi Martínez para fácil defesa do camisa 1 do time alvinegro.

No primeiro minuto do segundo tempo, o Die Adler tentou com Boateng. Cruzamento da esquerda, o camisa 17 subiu mais que a defesa bávara e cabeceou para Ulrich defender. E, depois de muito insistir, aos sete, o Bayern de Munique chegou ao empate. Süle deu passe em profundidade para Kimmich e, antes de a esférica sair pela linha de fundo, rolou para trás em direção da marca penal para o goleador Lewandowski, sempre bem posicionado, bater de esquerda, em dividida com Mascarel, e deixar tudo igual em Berlim. Dois minutos depois, o lateral-direito bávaro escapoliu pela direita até a linha de fundo, cruzou rasteiro, a bola passou por toda a pequena área e ninguém de vermelho apareceu para desviar para as redes.

Aos 14, o sérvio Gaćinović entrou no lugar do camisa 27 Wolf no Eintracht e, em sua primeira jogada na partida, ele roubou a bola e lançou Boateng pelo alto. O camisa 17 pegou de prima mandou à esquerda de Ulreich. Se acertasse o alvo, seria um golaço. Depois, aos 20, após o escanteio, a defesa do Bayern afastou pelo alto e, na sobra, Mascareli pegou de primeira e Ulreich espalmou.

Na sequência, aos 23, em passe que veio da direita, Müller deixou passar para Tolisso (substituto de Thiago Alcántara) dominar na área e, ao adiantar um pouco no domínio, permitiu o corte de Hasebe. Aos 30, James recebeu de Ribéry, invadiu a área, buscou Lewandowski que, atrapalhado pelo marcador no momento da finalização, mandou a redonda próxima da meta de Hrádecký. Quatro minutos mais tarde, em cobrança de escanteio na área, Hummels subiu no terceiro andar, cabeceou firme, a bola passou por Hrádecký e acertou o travessão.

A decisão partia para uma eventual prorrogação. Porém, aos 37, Boateng disputou a bola no meio, na dividida, a pelota bateu em seu braço, sobrou para Da Costa que, sabiamente, lançou Rebić no meio da defesa do Bayern. O camisa 4 ganhou na corrida e, na saída de Ulreich, deu um toque de leve por cima do goleiro. Os jogadores da equipe de Munique reclamaram muito por conta da bola não mão de Boateng. Diante da pressão dos bávaros, o árbitro Feliz Zwayer consultou o VAR e, de acordo com a sua interpretação, não viu o toque de Prince Boateng como intencional e validou o segundo gol de Rebić no jogo.

Após sofrer o segundo gol, o Bayern partiu para o abafa enquanto o Eintracht Frankfurt se segurou. Aos 47, a bola foi cruzada na área, ficou “viva” até o chute de Sandro Wagner, mas Hrádecký fez a defesa. Aos 48, os jogadores do Bayern de Munique pediram pênalti em cima de Javi Martínez na área. O árbitro reviu o lance no VAR e só marcou o escanteio. E, no último lance do jogo, o goleiro Ulreich foi tentar a sorte na área do rival, todavia, a zaga do Eintracht Frankfurt afastou, Gaćinović ficou com a redonda, fintou o adversário, cruzou o campo inteiro sozinho e só foi teve o trabalho de colocar nas redes com o gol vazio e sacramentar o quinto título da Copa da Alemanha para as Águias.

Após o terceiro gol, os jogadores do Bayern de Munique reclamaram bastante com a arbitragem, principalmente por causa da não-penalidade marcada em Javi Martínez. Mas, não teve jeito, fim de jogo no Estádio Olímpico de Berlim, o Bayern foi surpreendido pelo Eintracht Frankfurt e perdeu a decisão da Copa da Alemanha por 3 a 1. Os torcedores do time de Hesse invadiram o campo, comemoraram bastante e, nesse clima de festa, Niko Kovač, que treinará o clube da Baviera na próxima temporada, foi às lágrimas.

Ao contrário do que se esperava em se tratando de futebol alemão – um possível atropelamento do Bayern de Munique -, o Eintracht Frankfurt entrou com o que chamamos de “sangue nos olhos”, e não era à toa, pois, além de ter a possibilidade de disputar uma competição europeia na próxima temporada, a UEFA Europa League, a equipe do centro financeiro alemão estava disposta a por o fim de um tabu de 30 anos sem títulos de expressão. Com mais gana na partida, as Águias não se sentiram intimidadas com o grande “bicho-papão” da Alemanha, o poderoso Bayern de Munique que, como era de se esperar, criou inúmeras chances no jogo, especialmente nas jogadas aéreas, enquanto isso, o Eintracht Frankfurt apostava nas investidas da dupla de atacantes Prince Boateng e Rebić. E foi justamente os dois que participaram da jogada do primeiro gol, James Rodríguez vacilou, foi desarmado e Boateng acionou o camisa 4, que fez 1 a 0. Os bávaros tentaram buscar o empate ainda na primeira etapa, mas o Eintracht conseguiu se segurar. No começo do segundo tempo, o Bayern chegou ao empate com Lewandowski. A decisão então partia para uma eventual prorrogação, mas Rebić entrou em ação de novo ao aproveitar o passe de Da Costa e deu um leve toque por cima de Ulrich e colocou a equipe de Frankfurt à frente aos 37 do segundo tempo. O atual campeão alemão foi com tudo em busca do empate e, no auge do desespero, o goleiro Ulrich foi para a área adversária tentar algo, mas a defesa das Águias afastou, a bola sobrou para Gaćinović, que avançou desde a intermediária de seu campo de defesa, foi só parar praticamente dentro do gol vazio e foi para a galera, que estava atrás do gol. A torcida não resistiu e invadiu o campo para festejar o título. E, assim, na despedida de Niko Kovač, que na próxima temporada irá treinar o Bayern de Munique, ele encerra seu ciclo no Eitracht Frankfurt com um troféu de presente e uma vaga para a próxima UEFA Europa League.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Primeira Fase:
12/08/2017 – TuS Erndtebrück 0x3 Eintracht Frankfurt – Lembachstadion, Siegen-Wittgenstein
Segunda Fase:
24/10/2017 – Schweinfurt 05 0x4 Eintracht Frankfurt – Willy-Sachs-Stadion, Schweinfurt
Oitavas-de-final:
20/12/2017 – Heidenheim 1×2 Eintracht Frankfurt – Voith-Arena, Heidenheim
Quartas-de-final:
07/02/2018 – Eintracht Frankfurt 3×0 Mainz 05 – Commerzbank-Arena, Frankfurt
Semifinal:
18/04/2018 – Schalke 04 0x1 Eintracht Frankfurt – Veltins-Arena, Gelsenkirchen
Final:
19/05/2018 – Bayern de Munique 1×3 Eintracht Frankfurt – Estádio Olímpico de Berlin, Berlim

FICHA TÉCNICA: BAYERN DE MUNIQUE 1×3 EINTRACHT FRANKFURT
Competição/Fase: Copa da Alemanha 2017/2018 – final (jogo único)
Data: 19 de maio de 2018, sábado – 15h (horário de Brasília)
Local: Estádio Olímpico de Berlim, Berlim, Alemanha
Árbitro: Feliz Zwayer
Assistentes: Thorsten Schiffner e Markus Häcker
Cartões Amarelos: Lewandowski (Bayern de Munique); Salcedo, Hasebe e Willems (Eintrach Frankfurt)
Gols: Rebić, aos 10 min do 1º tempo (0-1) e aos 37 min do 2º tempo (1-2); Lewandowski, aos 7 min do 2º tempo (1-1); e Gaćinović, aos 51 min do 2º tempo (1-3)
BAYERN DE MUNIQUE: 26.Ulreich; 32.Kimmich, 4.Süle, 5.Hummels e 27.Alaba; 6.Thiago Alcántara (24.Tolisso), 8.Javi Martínez, 11.James Rodríguez; 25.Müller (29.Coman), 7.Ribéry (2.Sandro Wagner) e 9.Lewandowski. Técnico: Jupp Heynckes
EINTRACHT FRANKFURT: 1.Hrádecký; 19.Abraham, 20.Habebe e 13,Salcedo; 24.Da Costa, 39.Mascarell, 6.De Guzmán (23.Russ), 27.Wolf (11.Gaćinović) e 15.Willems; 4.Rebić (9.Haller) e 17.Prince Boateng. Técnico: Niko Kovač

Parabéns ao Eintracht Frankfurt e.V. pelo fim do jejum com essa conquista.

Por Jorge Almeida

Chelsea: campeão da Copa da Inglaterra 2017/2018

Jogadores do Chelsea comemoram o título da Copa da Inglaterra conquistada após vitória sobre o Manchester United, em Wembley. David Klein/Reuters

No dia em que o Reino Unido (e o resto do mundo) estava focado no casamento real entre o príncipe Harry e Meghan Markle, não muito longe do local do matrimônio da realeza, mais precisamente no Estádio de Wembley, outro evento marcou o sábado (19) para os ingleses: a final da The FA Cup, a Copa da Inglaterra, entre Chelsea e Manchester United. Com o gol, de pênalti, marcado por Hazard, aos 22 minutos do primeiro tempo, os Blues derrotaram os Diabos Vermelhos por 1 a 0 e conquistaram pela oitava vez em sua história a competição futebolística mais velha do mundo, sendo a segunda delas em cima da equipe de Old Trafford – a primeira foi na temporada 2006/2007.

Antes de a bola rolar na decisão da FA Cup, uma bela homenagem a Ray Wilkins, falecido essa semana, foi feita em Wembley. O ex-capitão do English Team vestiu as camisas dos dois clubes finalistas do torneio.

A partida começou com o Chelsea levando mais perigo e criando a primeira chance aos oito. Hazard recebeu pela esquerda, se livrou da marcação, bateu de esquerda e exigiu de De Gea, que defendeu com o pé.

Depois do lance, o jogo seguiu mais equilibrado, com o Manchester United mantendo mais a posse de bola e os Blues à espera de um contragolpe. E foi justamente assim que a equipe londrina conseguiu êxito. Aos 20, Sesc Fàbregas lançou por cima Hazard no meio-campo e que, na “matada de bola” levou vantagem da marcação, avançou e, quando chegou na pequena área, foi derrubado por Jones. Pênalti. No cobrança, o camisa 10, que hoje atingiu a marca de 300 jogos pelo Chelsea, bateu à esquerda de De Gea, que caiu do outro lado, e abriu o placar em Wembley.

Com a desvantagem, a equipe de José Mourinho tentou buscar o empate, mas os comandados de Antonio Conte souberam neutralizar bem o adversário. Aos 29, Pogba recebeu de Young e, da entrada da área, arriscou e a bola passou perto da meta de Courtois.

Os Diabos Vermelhos seguiram com maior posse de bola, porém, não converteu isso em criações agudas de jogadas, o que permitiu com que as chances de gols fossem raras no primeiro tempo. Aos 44, em cobrança de escanteio, a zaga do Chelsea afastou pelo alto e, na sobra pela esquerda, Young alçou a redonda na área e Jones subiu mais que a defesa para cabecear e mandar a bola rente à meta esquerda de Courtois.

Na etapa final, o United tentou atuar pelas pontas para depois entrar pelo meio da área, mas o esquema defensivo dos Blues manteve-se efetivo e, quando a zaga não resolvia, Courtois estava lá. Aos 8, Rashford cobrou falta da esquerda direto para o gol e o arqueiro do Chelsea tirou de soco.

Aos 10, Fàbregas foi desarmado por Alexis Sánchez no campo de defesa, a bola sobrou para Rashford, que chutpu da entrada da área para Courtois fazer mais uma defesaça.

O Manchester United conseguiu chegar às redes aos 17. A redonda foi alçada na área, Jones cabeceou, o arqueiro dos Pensioners fez grande interceptação, Sánchez pegou o rebote, mas o chileno estava em impedimento e, portanto, gol anulado.

O acuado Chelsea, aos 24, desperdiçou a oportunidade de liquidar o jogo. Kanté recebeu a bola no meio, avançou e passou para Marcos Alonso, livre na área, o camisa 3 puxa para a perna direita e chutou em cima de De Gea, que cobriu bem o lance. Na sequência do lance, os jogadores do Chelsea reclamaram de pênalti porque a bola teria batido na mão de Young dentro da área. E, depois de consultar o VAR, o árbitro Michael Oliver descartou a possibilidade de anotar a penalidade.

No lance seguinte, aos 26, Lingard deixou Rashford em excelente condição dentro da área, o camisa 19 tentou dar uma “cavadinha” por cima de Courtois, todavia, a esférica bateu no goleiro e também no atacante e saiu pela linha de fundo.

A decisão seguiu com os Reds Devils indo para cima e os Blues apostando nos contragolpes. E José Mourinho apostou em Martial e Lukaku, que entraram, respectivamente, nos lugar de Lingard e Rashford. A equipe de Old Trafford perdeu duas chances incríveis em sequência. Aos 34, Matić soltou a pancada para Courtois defender com os punhos e ceder o escanteio. Depois da cobrança do córner, Pogba subiu sozinho, no meio da área, e cabeceou para fora.

Nas poucas ocasiões em que ficava com a bola, o Chelsea tratava de valorizar de segurá-la no campo de ataque, especialmente com Fàbregas e Hazard. O sufoco dos Diabos Vermelhos prevaleceu nos minutos finais, e nos acréscimos. Aos 47, a bola foi alçada na área do Chelsea, três jogadores do United subiram juntos, mas foi Matić quem cabeceou para fora na última chance de gol da partida. Fim de jogo em Wembley, Chelsea 1, Manchester United 0. Essa é a oitava conquista da Copa da Inglaterra do clube londrino.

Chelsea e Manchester United entraram em campo para tentar salvar a temporada com o título da FA Cup, uma vez que nas outras competições inglesas, o Manchester City levou a Premiere League e a Copa da Liga Inglesa, além de ambos os clubes terão de assistir pela TV a possibilidade de o Liverpool ganhar a UEFA Champions League. No primeiro tempo, foi visível a estratégia adotada por Antonio Conte, treinador do Chelsea: deixar o adversário com a posse da bola e surpreendê-lo no contragolpe. E foi justamente assim que original a jogada do único gol da partida. Aos 20 minutos, Fàbregas lançou Hazard, que ganhou na corrida da marcação e foi derrubado por Jones na área. Pênalti indiscutível. O camisa 10 marcou o tento. Depois disso, ainda na primeira etapa, o Manchester United manteve a posse de bola, mas não conseguia criar chances, tanto que o primeiro tempo terminou sem os Diabos Vermelhos acertarem a meta de Courtois. Na etapa final, José Mourinho provou do próprio veneno. Nos tempos em que comandava os Blues, o treinador português colocava “um ônibus” na frente de seu goleiro para evitar que o adversário marcasse o gol. Da mesma forma, seu desafeto Conte fechou a defesa do Chelsea e esperou os Reds Devils atacarem. Quando os três zagueiros eram superados, o goleiro belga estava lá. Assim, na 15ª partida entre os dois clubes na FA Cup, agora o Chelsea chega a cinco vitórias, dois empates e oito vitórias do United, todavia, agora são duas finais vencidas pelos Blues contra uma dos Diabos Vermelhos. O título da Copa da Inglaterra, para o Chelsea, serviu como prêmio de consolação, uma vez que, por ter terminado a Premier League em quinto, os Pensioners não se classificaram para a próxima UEFA Champions League, ao contrário do Man United que, apesar de dois vice-campeonatos locais, disputará o torneio europeu. Quanto ao duelo de treinadores, se por um lado o italiano Antonio Conte conquista a sua primeira competição em formato de copa, o português José Mourinho amargou com o United o seu terceiro vice-campeonato – Supercopa da Europa (perdida para o Real Madrid), o Campeonato Inglês e, agora, a Copa da Inglaterra.

E, para finalizar, por conta do casamento real, em Windsor, o Príncipe William, presidente da FA, que tradicionalmente faz a entrega do troféu ao campeão, foi substituído da função pela viúva de Wilkins.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Terceira Fase:
06/01/2018 – Norwich City 0x0 Chelsea – Carrow Road, Norwich
17/01/2018 (Replay) – Chelsea (5)1×1(3) Norwich – Stamford Bridge, Londres
Quarta Fase:
28/01/2018 – Chelsea 3×0 Newcastle United – Stamford Bridge, Londres
Oitavas-de-final:
16/02/2018 – Chelsea 4×0 Hull City – Stamford Bridge, Londres
Quartas-de-final:
18/03/2018 – Leicester City 1×2 Chelsea – King Power Stadium, Leicester
Semifinal:
22/04/2018 – Chelsea 2×0 Southampton – Estádio de Wembley, Londres
Final:
19/05/2018 – Chelsea 1×0 Manchester United – Estádio de Wembley, Londres

FICHA TÉCNICA: CHELSEA 1×0 MANCHESTER UNITED
Competição/Fase: Copa da Inglaterra (The FA Cup) 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio de Wembley, Londres, Inglaterra
Data: 19 de maio de 2018, sábado – 13h15 (horário de Brasília)
Árbitro: Michael Oliver
Assistentes: Ian Hussin e Lee Betts
Cartões Amarelos: Courtois (Chelsea); Jones e Valencia (Manchester United)
Gol: Hazard, de pênalti, aos 22 min do 1º tempo (1-0)
CHELSEA: 13.Courtois; 28.Azpilicueta, 24.Cahill e 2.Rüdiger; 15.Moses, 7.Kanté, 4.Fàbregas, 14.Bakayoko e 3.Alonso; 10.Hazard (22.Willian) e 18.Giroud (9.Morata). Técnico: Antonio Conte
MANCHESTER UNITED: 1.De Gea; 25.Valencia, 4.Jones (8.Mata), 12.Smalling e 18.Young; 31.Matić, 21.Ander Herrera, 6.Pogba; 14.Lingard (11.Martial) e 7.Alexis Sánchez e 19.Rashford (9.Lukaku). Técnico: José Mourinho

Parabéns ao Chelsea Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Bachman-Turner Overdrive: 45 anos do álbum de estreia

O ‘debut’ dos canadenses do Bachman-Turner Overdrive que completa 45 anos em 2018

Nesta quinta-feira, 17 de maio, marca o 45º aniversário do álbum de estreia de uma das maiores bandas de rock canadense, o Bachman-Turner Overdrive. Produzido pela própria banda, o material foi gravado entre 1972 e 1973 e lançado pela Mercury Records. O disco era para ser originalmente chamado de “Brave Belt III”, devido ao fato de que seria lançado pelo Brave Belt, que era o nome do grupo antes de se tornar o Bachman-Turner Overdrive.

Depois de deixarem o The Guess Who, Randy Bachman e Chad Allam, trabalharam juntos em seguida. A princípio, Randy produziu um álbum para Allam, já que a dupla já continham boa parte do trabalho instrumental. E, ao serem requisitados pela gravadora para sair em turnê, Randy convidou seu colega, C. F. “Fred” Turner, baixista e vocalista, para se juntar a eles para tocarem nas datas já agendadas do projeto, que acabou se transformando no Brave Belt, em 1971.

O primeiro registro traz o nome da banda e não obteve êxito nas vendas. Em seguida, Chad Allen deixou o grupo após o início da turnê. E, como não havia tempo hábil em contar com um vocalista de prontidão, Turner foi convidado a ser integrante de tempo integral e a assumir os vocais para a gravação de “Brave Belt II”, em 1972. O segundo trabalho, assim como a turnê, também não fez sucesso – inclusive a tour foi cancelada na metade. Antes de sair, Chad Allan cantou em duas faixas de “Brave Belt II”.

Embora não tenha conseguido o sucesso com o Brave Belt, a influência do rock-country para um som mais pesado já era notável em Turner, que ficou ainda mais característico pelo peso da guitarra e pela voz forte e áspera de Turner.

Durante esse período, a banda sentiu que a formação com apenas três integrantes era limitativa demais para a sonoridade ideal. Então, Tim Bachman foi agregado como um segundo guitarrista. Assim, a banda partiu para o que seria o “Brave Belt II”, após firmarem um novo acordo com a Mercury. Porém, depois de ter a sua demo rejeitada 26 vezes, o desestimulado Randy Bachman já estava preparado para dizer aos demais que não seria mais possível manter os seus salários e que eles teriam de atrás dos “temidos empregos comum”.

No entanto, o destino tomou outro rumo em abril de 1973. Depois de retornar ao seu posto após uma viagem da França, Charlie Fach, da Mercury Records, encontrou em sua mesa uma pilha de fitas demos ainda não tocadas e as jogou todas no lixo, exceto uma que caiu fora da lata, que foi justamente a do Brave Belt intitulada “III”. Fach pegou a fita e viu o nome Bachman nela, recordou de uma conversa que tivera com Bachman no ano anterior e de ter dito a ele que, se alguma vez, o músico produzisse uma demo, que mandasse para ele. E, enquanto tocava a primeira faixa do material, “Gimme Your Money Please”, Charlie não titubeou e ligou para Bachman para dizer-lhe que queria contratar a banda.

Até aquele momento, a fita demo do grupo ainda se chamava “Brave Belt III”, mas o produtor, felizmente, convenceu os integrantes a tirarem aquele nome que dava tanto “azar” e sugeriu colocar os seus sobrenomes no disco, uma vez que eles já tinham um certo reconhecimento no cenário local. Depois de uma atuação em Toronto, ao anotarem uma revista de caminhões chamada Overdrive, Turner não perdeu tempo, pegou um guardanapo e escreveu “Bachman-Turner Overdrive” e as iniciais “B.T.O.”. Os demais decidiram que o acréscimo de “Overdrive” ao nome sintetizava perfeitamente a forma de descrever a musicalidade deles.

Em maio de 1973, lançaram o autointitulado álbum que, mesmo sem ter produzido um single de sucesso, fez com que a faixa “Blue Collar” chegasse ao 68º lugar nos Estados Unidos. O disco causou um pequeno impacto na terra-natal e no vizinho ianque. Pois, o material mesclava o Southern Rock do Lynyrd Skynyrd com o Blues Rock do ZZ Top, deixando o Hard a novos extremos. Com uma base sonora de rock pesado com letras voltadas ao trabalhador branco, o ‘debut’ trazia oito temas sem firulas. A capa trazia o logo impresso em uma grande engrenagem metálica e, no verso, os integrantes em um ferro velho de automóveis.

Evidentemente com o material com essa pegada, o lugar mais óbvio para o estouro do B.T.O. foi nas cidades no entorno dos Grandes Lagos, como Detroit e Buffalo. E, por conta das fortes vendagens dos álbuns seguintes “Bachman-Turner Overdrive II” (1973) e “Not Fragile” (1974), o disco de estreia que, anos mais tarde, ficou referido como “B.T.O. 1” para distinguí-lo do segundo disco, recebeu certificado de ouro pela RIAA em 1974.

Apesar de não ter tido, na época, um maior reconhecimento, graças a Deus (e a Charlie Fach) que o rock não perdeu essa grande banda. Sim, e o play é muito bom. A melhor faixa, na opinião deste que voz escreve, é “Hold Back The Water”.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Bachman-Turner Overdrive / B.T.O. 1
Intérprete: Bachman-Turner Overdrive
Lançamento: 17 de maio de 1973
Gravadora: Mercury Records
Produtores: Bachman-Turner Overdrive

Randy Bachman: guitarra solo, backing vocal e dueto em “Stayed Awake All Night
Tim Bachman: guitarra base, backing vocal, voz em “Down And Out Man” e dueto em “Stayed Awake All Night
C. F. Turner: baixo, voz (exceto em “Stayed Awake All Night”) e backing vocal
Robbie Bachman: bateria e percussão

Garry Peterson: percussão, bateria e backing vocal
Will MacCalder: piano
Barry Keane: congas

1. Gimme Your Money Please (Turner)
2. Hold Back The Water (Bachman / Bachman / Kelly)
3. Blue Collar (Turner)
4. Little Gandy Dancer (Bachman)
5. Stayed Awake All Night (Bachman)
6. Down And Out Man (Bachman / Bachman)
7. Don’t Get Yourself In Trouble (Bachman)
8. Thank You For The Feelin’ (Turner)

Por Jorge Almeida

O espetáculo Venus Ex Libris estreia sob direção de Luiz Fernando Marques com texto livremente inspirado em “A Vênus das Peles”, de Leopold von Sacher-Masoch

Cena do espetáculo Vênus Ex Libris. Foto: Ligia Jardim

“O que se deixa chicotear, merece-o” (A Vênus das Peles, de Sacher Masoch)

O espetáculo ‘Venus Ex Libris’ ocupa um dos andares do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), prédio icônico no centro da capital paulista, situado em uma região famosa por abrigar a boêmia, o sexo e as contravenções.

A obra “A Vênus das Peles”, de Leopold von Sacher-Masoch, desde seu lançamento em 1870, se tornou fonte de inspiração para poetas, pintores, dramaturgos, músicos, cineastas, psicólogos, médicos, sociólogos, entre outros. Provavelmente porque o autor nesta novela explicita e radicaliza sua visão conturbada sobre o desejo, envolvendo o leitor numa reflexão inevitável sobre os papéis que representamos no cotidiano, sobre os limites entre fantasia e realidade, sobre a presença subliminar da sedução em todas as relações sociais e sobre o paralelismo entre essas relações e o ato sexual. Com seu desfile de medos, taras, desejos secretos, humilhação e sofrimento – e com o debate que propõe sobre sexo, arte e poder.

Com dramaturgia coletiva e com intenção de colocar em cena o universo de A Vênus das Peles”, de Leopold von Sacher-Masoch, estreia dia 25 de maio de 2018, no IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil (Rua Bento Freitas, 306, República, São Paulo, SP), o espetáculo ‘Venus Ex Libris’ com direção de Luiz Fernando Marques e atuação dos atores Ana Carolina Godoy e Rafael Steinhauser.

Idealizada pelos atores Ana Carolina Godoy e Rafael Steinhauser, ‘Venus Ex Libris’ tem na cocriação e direção Luiz Fernando Marques, e conta com a parceria de diversos artistas que ao longo desse processo contribuíram para enriquecer e consolidar esse trabalho: Paulo Arcuri, Tomas Rezende, Lucas Brandão, André Cortez, Daniele Avila Small, Wagner Antônio, Yumi Sakate, Gabi Gonçalves, Marcio Abreu e Jenia Koleskinova.

A dramaturgia foi concebida coletivamente em processo de sala de ensaio a partir do livro de Sacher-Masoch, também livremente inspirada na obra do autor americano David Yves – Venus in Fur, no filme – de mesmo nome – de Roman Polanski, na música Venus in Furs de The Velvet Underground, no imaginário de Vênus na pictografia renascentista e no próprio mito de Vênus.

O local escolhido para encenação de Venus Ex Libris não poderia ser mais propicio: primeiro andar da IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), um prédio icônico, situado na Rua Bento Freitas, no centro da cidade, famosa por abrigar a boêmia, o sexo e as contravenções. O Mezanino do prédio – que pela primeira vez será usado como espaço cênico – vai emprestar suas linhas e curvas modernistas para contar esta história. Vale lembrar que o diretor Luiz Fernando Marques (do Grupo XIX de Teatro) tem, na sua trajetória, ocupado artisticamente diversos espaços históricos em São Paulo, no Brasil e pelo mundo.

“Deslizava furtivamente, como para gozar um prazer proibido, para junto de uma Vênus de gesso que se encontrava na biblioteca do meu pai… Ajoelhei-me frente a ela e abracei os seus pés gelados, como havia visto fazer as aldeãs aos pés do Crucificado… Um desejo ardente e invencível apoderou-se de mim. Pondo-me de joelhos, abracei o seu formoso corpo frio, beijei os seus lábios e pareceu-me que a deusa, com um braço levantado, me ameaçava” (A Vênus das Peles, de Sacher Masoch).

Sinopse:

Um homem, uma mulher, o livro “Vênus em Pele” de Masoch, a tela de Ticiano – Vênus ao espelho, dois goles de café e um casaco de pele: elementos de uma mesma cena, figuras de uma possível fantasia. Ele e Ela imersos em um território desconhecido, no limiar da dor e do prazer e, ainda que excitante, revelador de conteúdos obscuros que podem transbordar para além daquela sala de uma grande metrópole em um dia de tempestade.

Venus Ex Libris

Na peça Venus Ex Libris o poder está no centro da cena. Se por um lado o poder pode significar potência no melhor sentido da palavra e de uma expressão de liberdade e realização individual, por outro se desdobra em domínio, controle, subjugação, exploração, entre tantos outros sinônimos. O livro fala sobre relações de poder e chega até teorizar sobre a impossibilidade de uma relação igualitária e cooperativa entre homens e mulheres – pelo menos até que a mulher de fato passe a ter os mesmos direitos dos homens. Enquanto isso não se realiza, ele faz uma comparação da relação homens e mulheres à teoria de Goethe sobre o martelo e a bigorna: “Na grande balança da fortuna, raramente para o fiel; deves subir ou descer; deves dominar e ganhar, ou perder e servir, deves sofrer ou triunfar; deves ser bigorna ou martelo”.

Fato é que o poder está presente em toda e qualquer tipo de relação em maior ou menor grau e aqui é levado ao extremo através de um jogo erótico. Tanto que o termo médico “masoquismo” foi cunhado a partir do nome do autor da obra, que também mantinha relações semelhantes em sua vida real. Mas aqui não pretendemos fazer nenhum julgamento de valor e tampouco classificar e limitar à experiência que ambos personagens se propõem, fazendo o mesmo que o médico alemão fez com Masoch. Não estamos falando de uma patologia, mas de uma experiência levada a um limite desconhecido.

Sobre o espetáculo, o diretor Luiz Fernando Marques diz: “Talvez [sejam] duas pessoas que desejam ardentemente sentirem- se vivas a partir de uma experiência (aparentemente) transgressora, no mundo em que vivemos hoje, de tamanhas distâncias e impessoalidades. Afinal, a quem pertence o nosso corpo e as nossas escolhas? Ao Estado? À natureza? Quais são os limites entre a liberdade pessoal e a do outro? O que é ser mulher e o que é ser homem hoje? O que define o feminino? O que define o masculino? Perguntas essas que não temos a pretensão de responder, mas sim contribuir para um debate que vêm cada vez mais ganhando espaço atualmente tanto no meio acadêmico, como na mídia, no meio artístico e nas redes sociais. Entretanto, apesar de serem cada vez mais discutidas, permanecem ainda num plano discursivo, sob o território das palavras, também um instrumento de poder e controle. Nesse sentido, o teatro por sua natureza performática, pode dar a oportunidade e a medida da experiência”.

Na trama: Um homem e uma mulher marcam um encontro para viverem uma fantasia erótica de dominação e submissão inspirada no livro “Vênus em Pele” de Sacher-Masoch. Ele deseja ser submetido por Ela que aceita o desafio. Ambos então começam um jogo, cada um declara os seus princípios, mas os limites e as regras permanecem indefinidas. Mas afinal, quem é o manipulador? Quem define onde começa e onde termina esse jogo? O que cada um deseja dessa experiência? O fato é que ambos se propuseram a entregar-se a um território desconhecido, no limiar da dor e do prazer e, ainda que excitante, ele pode revelar conteúdos obscuros que podem transbordar para além daquela sala transitória de uma grande metrópole em um dia de tempestade.

FICHA TÉCNICA
Título: Venus Ex Libris
Dramaturgia: Criação Coletiva
Direção: Luiz Fernando Marques
Elenco: Ana Carolina Godoy e Rafael Steinhauser
Assistente de Direção: Paulo Arcuri
Cenografia: André Cortez
Figurino: Yumi Sakate
Luz: Wagner Antônio
Preparação de elenco: Lucas Brandão e Tomas Rezende
Produção: Núcleo Corpo Rastreado – Gabi Gonçalves

SERVIÇO
Temporada de Sexta a Domingo | Sexta e sábado, às 21h e Domingo, às 18h
Dias: 25, 26 e 27/05, 01, 02, 03, 08, 09, 10, 15, 16 e 17/06, 06, 07 e 08/07
Temporada de Sábado e Domingo | Sábados, às 21h e Domingos, às 18h
Dias: 23, 24 e 30/06 e 01/07

Sessões extras
Quinta – 31/05 (feriado), às 21h
Sábados – 30/06 e 07/07, às 23h59
Segundas – 04/06 e 09/07 (feriado), às 21h

IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil
Mezanino – 1º andar
Rua Bento Freitas, 306 – República – São Paulo SP
Informações: 11 3259-6149
Ingressos: Pague o quanto puder
Duração: 90 min/ Recomendação: 16 anos

Canal Aberto Assessoria de Imprensa
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Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
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