Exposição “Juntos Pintando” na Estação Sé do Metrô

A youtuber Nah Cardoso retratada no projeto do artista plástico Sérgio Astral. Foto: Jorge Almeida

A Estação Sé do Metrô realiza até o próximo dia 31 de agosto a mostra “Juntos Pintando” que traz cerca de 20 obras do artista plástico Sérgio Astral voltado à inclusão social.

O projeto tem como objetivo trabalhar com crianças e jovens entre 6 e 15 anos, permitindo que eles descubram através da arte um mundo inexplorado por eles e que tem um grande destaque nas redes sociais como a plataforma Youtube.

Durante um período, Astral lecionou aulas de artes na periferia de São Paulo na ONG Jardim Unidos Num Trabalho de Obras Sociais (JUNTOS), e contou com o empenho dos alunos e dessa forma veio o conceito de pintar alguns dos ilustres youtubers.

O artista enaltece que cada obra contou a participação de “várias mãos” e que só tratou de orientar os alunos e dar os últimos retoques e, como o resultado disso, manteve característicos os traços da Pop Art e suas cores vibrantes e vivas.

Entre os youtubers retratados, por exemplo, estão “Nah Cardoso” (foto), Vish Tube e Isaac do Vine, entre outros.

SERVIÇO:
Exposição: Juntos Pintando
Onde: Estação Sé do Metrô (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha) – Praça da Sé, s/nº – Centro
Quando: até 31/08/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h29; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor da tarifa integral do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas” no Museu de Arte Sacra

Uma das imagens da exposição sobre a religiosidade em Israel no Museu de Arte Sacra. Créditos: divulgação

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo domingo, 27 de agosto, a mostra “Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas”, que traz cerca de 40 registros realizados por sete fotógrafos drusos, residentes em Israel.

As imagens exibem cerimônias e demonstrações de fé religiosas, que cerceiam a vida e a morte e dão um panorama da diversidade do país. Em Israel, a comunidade drusa faz parte de um pequeno grupo etno-religioso que é uma minoria no Oriente Médio, mas que mantém relação com a comunidade judaica no território israelense desde sempre e que foi fortificada a partir de 1948.

Os drusos se fazem presente na vida cotidiana de Israel. Membros dessas sociedade marcam presença no exército, no governo, no mundo acadêmico e na diplomacia israelense, inclusive o atual vice-cônsul geral em São Paulo, o adido militar em Brasília e o ex-embaixador de Israel no Brasil.

A mostra é o resultado de uma parceria entre o museu e o Consulado de Israel e vai de encontro com a filosofia de um diálogo interreligioso, além de mostrar ao seu público, e aos brasileiros, a aqui desconhecida fé drusa.

Sempre é bom destacar que Israel possui uma sociedade democrática, multicultural e multiétnica, onde pessoas de diversas orientações culturais e religiosas – judeus, cristãos, muçulmanos, bahá’is e drusos – convivem juntos e o Estado israelense permite o direito à liberdade de cada etnia praticar a sua prática religiosa.

SERVIÇO:
Exposição:
Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 27/08/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “Margem: Um Olhar Sobre o Extremo” no Metrô República

Fotografia de André Bueno que registra o Grajaú e a Represa Billings no extremo sul de São Paulo

A Estação República do Metrô promove até o próximo dia 31 de agosto a exposição “Margem: Um Olhar Sobre o Extremo”, que contém cerca de 30 registros de um ensaio autoral do fotógrafo e educomunicador André Bueno sobre um das regiões mais complexas da cidade de São Paulo: o extremo sul da urbe.

O fotógrafo volta seu olhar para a forma de habitar e a identidade local e mostra a intimidade da região onde vive e permite o observador a desvendar as riquezas e delicadezas de seu movimento cotidiano, com o intuito de instigar reflexões sobre a importância de preservar o meio ambiente e valorizar a cultura local.

Parte das imagens, produzidas entre 2009 e 2017, retratam a Represa Billings, que abastece água para parte da região metropolitana de São Paulo, e as áreas de proteção ambiental dentro dos conflitos que a metrópole impõe.

As imagens de Bueno propagam a poesia dissimulada entre a margem e o urbano, a água e a terra, e entre a juventude e a cultura tradicional que ali residem. Além de registrar seus familiares pescadores, o fotógrafo mostra também agricultores, indígenas, a juventude, as paisagens de uma região que boa parte dos mais de 12 milhões dos residentes de São Paulo ainda não conhecem.

Entre os registros, por exemplo, estão “Meninos Aguapés, Represa Guarapiranga, São Paulo” (2010); “Distrito do Grajaú e Represa Billings, extremo sul de São Paulo” (foto), de 2016; e “Cachoeira em Marsilac, APA Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos” (2013).

SERVIÇO:
Exposição: Margem: Um Olhar Sobre o Extremo
Onde: Estação República do Metrô (Linha 3-Vermelha do Metrô, acesso também pela Linha 4-Amarela de metrô) – Largo do Arouche, 24 – Centro
Quando: até 31/08/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h25; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Itaú Cultural homenageia Aracy Amaral com o projeto Ocupação

Aracy Amaral é a 35ª personalidade homenageada pelo projeto Ocupação, do Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural realiza até o próximo domingo, 27 de agosto, a “Ocupação Aracy Amaral”, que homenageia a pesquisadora, curadora, crítica, gestora, jornalista e professora Aracy Amaral, por meio de fotografias, artigos de jornais, entrevistas e outros itens da homenageada.

Aracy Amaral formou-se em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero no final da década de 1950, tendo marcado presença na primeira Bienal de São Paulo, em 1951, ainda como estudante. Depois de realizar estudos nessa área, tornou-se especialista em pesquisas acadêmicas em artes visuais como crítica de arte e escreveu importantes textos relacionados a história da arte brasileira e latino-americana que deu origem a obras fundamentais para compreensão em temas  como o modernismo brasileiro, a arte latino-americana, o construtivismo e a influência hispânica na arquitetura paulista.

Com o trabalho marcado pela curiosidade, rigor e inquietude, Aracy Amaral se tornou professora na Universidade de São Paulo (USP), tendo se aposentado em 1990, e exerceu a função de diretora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 1976 e 1979, e do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), de 1982 a 1985, além de ter sido a curadora de mais de 50 exposições.

Entre os destaques da mostra está a biblioteca com livros de Aracy Amaral, juntamente com catálogos de exposições curadas por ela, pesquisas, textos e artigos assinados pela pesquisadora, e a instalação “A Hispanidade em São Paulo – da Casa Rural à Capela Santo Antônio” (1981), obra que investiga a influência da arquitetura hispano-americana nas construções paulistas.

A exposição inclui ainda um site com conteúdo extra (itaucultural.org.br/ocupacao).

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Aracy Amaral
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 27/08/2017; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Líbano: Patrimônio da Humanidade” no Metrô Paraíso

Foto de Beirute, no Líbano, em exibição na Estação Paraíso do Metrô. Créditos: divulgação

A Estação Paraíso do Metrô está com a exposição “Líbano: Patrimônio da Humanidade” em cartaz até o próximo dia 31 de agosto e apresenta cerca de 20 fotografias que destacam cinco cidades do Líbano, consideradas “Patrimônio da Humanidade”.

O conceito teve origem a partir da qualificação da ONU, que elegeu 2017 como o ano internacional do turismo sustentável para o desenvolvimento. A data enaltece o valor do turismo internacional e, em particular, a designação de um ano internacional de turismo sustentável para o desenvolvimento, que tem a finalidade de promover uma melhor compreensão entre os povos em todo o mundo.

A exposição traz imagens de locais como “Bay Of Jounich”, “Tripoli – Khan El Khyatinne”, “Beirute” (foto) e Ayn Dara, por exemplo.

SERVIÇO:
Exposição: Líbano – Patrimônio da Humanidade
Onde: Estação Paraíso do Metrô (Linha 1-Azul e 2-Verde) – Rua Vergueiro, 1456
Quando: até 31/08/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h22; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Black Sabbath: 15 anos de “Past Lives”

“Past Lives”: o ao vivo “caça-níquel” do Black Sabbath que completa 15 anos neste 20 de agosto

Hoje, domingo, 20 de agosto de 2017, o álbum “Past Lives” completa 15 anos de seu lançamento. O disco é um registro ao vivo do Black Sabbath, que fora produzido pela própria banda e lançada pelo Sanctuary Records, porém, gravado originalmente na década de 1970. O material alcançou a 114ª posição na Billboard 200.

Lançado como CD duplo, o play traz no primeiro disco um material já conhecido dos fãs, que trata-se do álbum lançado anteriormente de forma não-oficial conhecido como “Live At Last”, de 1980. Enquanto o CD dois consiste em gravações feitas para o rádio e a TV e que só estavam disponíveis em ‘bootlegs’.

No CD 1, as cinco primeiras faixas foram gravadas no Hardrock, em Manchester, em 11 de março de 1973, enquanto as quatro restantes foram captadas em uma performance do quarteto (Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward) no Rainbow Theatre, em Londres, a 16 de março de 1973.

Já no CD 2, os clássicos em “Hole In The Sky”, “Symptom Of The Universe” e “Megalomania” foram registradas no Asbury Park Convention Hall, no Asbury Park, em Nova Jersey, em 6 de agosto de 1975, e, finalmente, as demais foram gravadas no Olympia Theatre, em Paris, em 20 de dezembro de 1970.

E, duas curiosidades relacionadas a esse material: originalmente, o disco se chamaria “Live In 75”. Além disso, havia um boato na época de que o álbum teria uma versão legalizada do famoso “Paris 1970”, um dos mais famosos e de melhor qualidade ‘bootleg’ do Black Sabbath.

O disco “Past Lives” contém duas versões: a standard, que contém apenas as músicas e a limitada em embalagem digipack com um pôster e uma imagem de guitarra. Além disso, no encarte do CD de 2002, o texto foi escrito por Bruce Pilato, enquanto a versão deluxe, de 2010, o texto foi assinado por Alex Milas.

Embora apresentem versões matadoras do auge do Black Sabbath, é nítido que o disco é um verdadeiro caça-níquel. Isso é notório por conta da qualidade diferenciada de cada música. Até porque, como foi lançado em 2002, época em que os integrantes da formação clássica (principalmente Ozzy Osbourne) estavam preocupados em seus projetos, o Black Sabbath estava “de molho”. Momento mais que oportuno para lançar um material como este.

Mas para o deleite dos fãs da banda de Birmingham (e do Heavy Metal), os clássicos sabáticos estavam todos lá: “Tomorrow’s Dream”, “Sweet Leaf”, “Snowblind”, “Children Of The Grave”, “Paranoid”, “War Pigs”, entre outros, deixam qualquer material dessas bandinhas de hoje ‘no chinelo’. Destaque também para as surpreendentes “Cornucopia” e “Wicked World”. No CD 2, mais petardos que nos deixa mais revigorantes em escutá-los: “N.I.B.”, “Black Sabbath”, “Symptom Of The Universe”, “Iron Man”, “Fairies Wear Boots” e “Behind The Wall Of Sleep” sendo executados com a banda em plena forma. Com Ozzy errando as letras, Tony Iommi com a sua guitarra apresentando um desfiladeiro de riffs matadores e a cozinha de Bill Ward e Geezer Butler massacrante.

Apesar de trazer um encarte bem informativo, com muitas fotos interessantes, o material pode não conter nenhuma novidade, por exemplo, para quem já tenha o citado “Live At Last” e pior ainda se tiver algum “piratão” do Sabbath dos anos 1970 e que, em caso de triste coincidência, trazer essas mesmas faixas. Mas o produto ficou bem feito.

De fato, pode até ser um produto caça-níquel, lançado só para arrecadar dinheiro e o escambau. Mas só pelo fato de trazer uma performance arrasadora do Black Sabbath em seu auge já vale o investimento.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Past Lives
Intérprete: Black Sabbath
Lançamento: 20 de agosto de 2017
Gravadora: Sanctuary
Produtor: Black Sabbath

Ozzy Osbourne: voz
Tony Iommi: guitarra
Geezer Butler: baixo
Bill Ward: bateria

CD 1:
1. Tomorrow’s Dream (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
2. Sweet Leaf (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
3. Killing Yourself To Live (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
4. Cornucopia (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
5. Snowblind (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
6. Children Of The Grave (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
7. Ward Pigs (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
8. Wicked World (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
9. Paranoid (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
CD 2:
1. Hand Of Doom (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
2. Hole In The Sky (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
3. Symptom Of The Universe (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
4. Megalomania (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
5. Iron Man (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
6. Black Sabbath (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
7. N.I.B. (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
8. Behind The Wall Of Sleep (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)
9. Fairies Wear Boots (Osbourne / Iommi / Butler / Ward)

Por Jorge Almeida

Exposição “Arqueologia – O Metrô Descobrindo o Passado” no Metrô São Bento

Vista parcial da vitrine São Bento com fragmentos encontrados em obras da Linha 5-Lilás do Metrô. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Arqueologia – O Metrô Descobrindo o Passado” está em cartaz na Estação São Bento do Metrô até o próximo dia 31 de agosto, e traz fragmentos e alguns objetos encontrados durante as execuções das obras da Linha 5-Lilás do Metrô.

O Metropolitano, conforme sua política de responsabilidade ambiental, amplia estudos arqueológicos e ações de educação patrimonial vinculados à todas as obras que executa na cidade de São Paulo.

Assim, as análises realizadas ao longo de implantação de suas obras têm mostrado registros importantes do patrimônio arqueológico ainda preservado no subsolo da metrópole.

Resquícios de materiais utilizados no cotidiano da vida das pessoas e usos do espaço, os rastros arqueológicos podem contribuir com informações relacionadas aos aspectos de ocupação da cidade, tais como: hábitos alimentares, tipos de moradia, consumo, atividade profissionais, utensílios domésticos, costumes, transportes, religiosidade, entre outros.

A Vitrine São Bento exibe alguns materiais encontrados durante as escavações realizadas na Avenida Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro, para a construção da estação de mesmo nome (a último do atual sistema metroviário a ser inaugurada), assim como as obras de prolongamento da Linha 5-Lilás. O local foi denominado como sítio arqueológico Santo Amaro 1.

A coleção de itens encontrados ali soma em cerca de dez mil fragmentos de cerâmica, louça, vidro, metal e osso (restos alimentares), além de moedas. Entre os objetos, há alguns deles que fornecem informações relacionadas às suas datas de fabricação. A maioria do material coletado é proveniente do período compreendido entre 1620 e 1880.

Entre os objetos que o usuário do Metrô pode conferir de perto estão os fragmentos de xícaras, pratos e malgas (dos séculos XVIII e XIX), chaves, parafusos, prego, ferraduras e trava para dormente de ferrovia, tijolos cerâmicos, fragmentos de lajota e telhas cerâmicas, fragmentos de panela de barro e de garrafas de vidro do século XIX e fragmentos de prato de falança pintados à mão, dos séculos XVII e XVIII.

SERVIÇO:
Exposição: Arqueologia – O Metrô Descobrindo o Passado
Onde: Estação São Bento do Metrô (Linha 1-Azul) – Largo São Bento, 109
Quando: até 31/08/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h32; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida