Novo trabalho do Iron Maiden será um disco ao vivo

Novo material do próximo lançamento do Iron Maiden, em novembro. Créditos: ironmaiden.com

O Iron Maiden anunciou em seu site oficial nessa semana que o seu próximo trabalho será um CD duplo e vinil triplo ao vivo. O material tem previsão para ser lançado pela Warner Music (nos Estados Unidos pela BMG) no dia 17 de novembro intitulado “The Book Of Souls: Live Chapter” com 15 faixas extraídas durante a turnê “The Book Of Souls”, que ocorreu entre 2016 e 2017 em 39 países – entre eles o Brasil – em seis continentes.

Produzido por Tony Newton e por Steve Harris, o tracklist é um registro fiel ao show realizado pela Donzela de Ferro, sendo seis músicas do último trabalho de estúdio da banda, “The Book Of Souls” (2015), e o restante composto pelos clássicos do grupo. As cidades brasileiras selecionadas para o material foram Fortaleza e Rio de Janeiro. Curiosamente, apenas Donington teve duas músicas inseridas no tracklist.

De acordo com o Steve Harris, que co-produziu o disco, “Nós passamos muito tempo trabalhando nisto, já que eu queria chegar o mais próximo possível de uma experiência ao vivo com o Maiden e também representar nossos fãs de diferentes partes do mundo”, e o baixista prosseguiu: “Isto significa ouvir literalmente horas após horas de fitas de cada show, selecionar material e construir um som que funcionasse de forma consistente em todo o álbum e captar a emoção de um novo país como El Salvador junto com favoritos tão regulares como Donington ou Wacken”.

Diferentemente do habitual, a princípio, o grupo britânico não vai lançar um DVD ou Blu-Ray, pois desta vez o vídeo estará disponível para streaming gratuito ou digital download. “Além de tudo isso, o lançamento será celebrado por um evento em que o Maiden será pioneiro: uma estréia gratuita de transmissão ao vivo do vídeo de concerto, como uma forma de agradecer a nossos fãs leais em todo o mundo. Esperamos que a comunidade global dos fãs do Iron Maiden, possam se juntar para assistir este evento especial on-line. Muitos de vocês estarão nele, pois há imagens de uma série de lugares em que tocamos nesta turnê”, diz o release. Mais detalhes de como participar deste evento serão publicados no site oficial da banda em breve.

O empresário do Iron Maiden, Rod Smallwood, destacou a importância da “The Book Of Souls World Tour”, especialmente para Bruce Dickinson, que cantou pela primeira vez em público após a recuperação de um câncer na garganta. Além disso, o vocalista pilotou o Ed Force One, que passou de um Boeing 757 para um 747 para que pudesse “ir cada vez mais rápido para visitar cidades fantásticas e fãs em todo o mundo”, enfatizou o gerente, que também elogiou o trabalho de Harris na produção: “Steve fez um trabalho incrível juntando esse conjunto de cidades ao redor do mundo e nós nos certificamos de que o CD de luxo estará disponível em um formato de livro correspondente ao lançamento de “The Book Of Souls“”.

Uma curiosidade: talvez por conta de um processo judicial que a banda está passando por conta de um suposto plágio de “Hallowed Be Thy Name”, que foi tocada em boa parte da turnê, a clássica música de 1982 não entrou no tracklist do álbum.

A seguir, o tracklist completo e as cidades nas quais cada faixa foi gravada.

CD 1:
1. If Eternity Should Fail (Dickinson) – Sydney, Austrália
2. Speed Of Light (Smith / Dickinson) – Cidade do Cabo, África do Sul
3. Wrathchild (Harris) – Dublin, Irlanda
4. Children Of The Damned (Harris) – Montreal, Canadá
5. Death Or Glory (Smith / Dickinson) – Varsóvia, Polônia
6. The Red And The Black (Harris) – Tóquio, Japão
7. The Trooper (Harris) – San Salvador, El Salvador
8. Powerslave (Dickinson) – Trieste, Itália

CD 2:
1. The Great Unknown (Smith / Harris) – Newcastle, Reino Unido
2. The Book Of Souls (Gers / Harris) – Donington, Reino Unido
3. Fear Of The Dark (Harris) – Fortaleza, Brasil
4. Iron Maiden (Harris) – Buenos Aires, Argentina
5. The Number Of The Beast (Harris) – Wacken, Alemanha
6. Blood Brothers (Harris) – Donington, Reino Unido
7. Wasted Years (Smith) – Rio de Janeiro, Brasil

Por Jorge Almeida

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Queen: 25 anos de “Live At Wembley ‘86”

Capa de “Live At Wembley ’86”, lançado em 1992

No último dia 26 de maio, o álbum duplo “Live At Wembley ‘86”, do Queen, completou 25 anos de seu lançamento. Na verdade, trata-se do terceiro registro ao vivo da banda britânica e lançado postumamente, uma vez que Freddie Mercury morrera em 24 de novembro de 1991, portanto, seis meses depois da partida do vocalista. Como o título indica, o disco foi gravado no lendário estádio de Wembley, em Londres, em 12 de julho de 1986. Na ocasião, o espetáculo fazia parte da turnê europeia da Magic Tour, que começou na Suécia em 7 de junho e terminou em 9 de agosto.

Na parte britânica da turnê, em um show realizado três dias antes, em Newcastle, o Queen doou todo o lucro do concerto (cuja venda de ingressos se esgotaram em uma hora) para a instituição de caridade Save The Children, para ajudar no trabalho do fundo no Reino Unido e no exterior.

Em 1986, apenas no Reino Unido, o Queen tocou para mais de 400 mil pessoas, incluindo uma audiência para 150 mil em Wembley. Na época do show no lendário estádio, originalmente, a banda só se apresentaria em uma noite, no sábado dia 12, porém, como os ingressos se esgotaram em poucas horas e com grande procura, foi decidido que haveria um show extra no mesmo local, que foi marcado para a sexta-feira, no dia anterior.

Nesse dia, o evento praticamente parou a capital inglesa. Além da Rainha, INXS e Status Quo se apresentaram e aqueceram o público para, horas mais tarde, acompanharem de perto a genialidade e musicalidade de Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor.

O Queen, pela grande banda que sempre foi, tinha uma megaestrutura de equipamento de palco, incluindo a maior plataforma de iluminação já montada para um show ao vivo, com mais de 9,5 toneladas, além de ter um sistema de som poderoso com mais de meio milhão de watts. E, claro, o figurino impecável do grupo. Tudo devidamente bem registrado e lançado, na ocasião, em VHS e em CD duplo. Mas, em 2011, na data em que Freddie Mercury completaria 65 anos, saiu uma versão espetacular em DVD, que trazia vários extras, inclusive a apresentação realizada no dia 11, e que foi lançado como “Live At Wembley Stadium”. Com o áudio remasterizado em formato 5.1 surround, o DVD recupera de maneira eficiente a áurea excepcional que acompanhava o Queen ao vivo.

E o que dizer do repertório? Só clássicos: de cabo a rabo. O show começa com “One Vision” e “Tie Your Mother Down” logo de cara para deixar o frio público inglês empolgado. Na sequência a trinca formada por “In The Laps Of The Gods… Revisited“, “Seven Seas Of Rhye” e “Tear It Up” executadas praticamente de forma emendada para manter o pique. O entrosamento do quarteto impressiona e os caras detonam nas faixas seguintes: “A Kind Of Magic“, “Under Pressure“, clássica parceria feita com David Bowie, “Another One Bites The Dust” e, antes de tocarem “Who Wants To Live Forever“, Freddie Mercury tratou de desmentir os tablóides da época sobre o rumores que circulavam em relação ao suposto fim da banda. O vocalista garantiu que os quatro permaneceriam juntos até o fim de suas vidas.

A apresentação continuou com o desfiladeiro de clássicos, com direito a Brian May mandando bala em “Brighton Rock“, que trazia um bom solo do guitarrista. O show teve pontos altos como “I Want To Break Free” e “Love Of My Life“, que tiveram o público como protagonista por conta da resposta dada quando Mercury e cia. pediu com os seus famosos “singing” (“cantem”).  O concerto trouxe uma sequência de covers feitos com maestria pelo grupo – “(You’re So Square) Baby I Don’t Care“, “Hello Mary Lou“, “Tutti Frutti” e “Gimme Some Lovin’“.

Claro que o hino “Bohemiam Rhapsody” não ficou de fora e chega a arrepiar quem viu (ou ouviu). Freddie era um show à parte. Em “Big Spender“, por exemplo, chegou a rasgar as vestes para delírio do público. O espetáculo da Rainha não poderia ficar sem as indispensáveis “Radio Ga Ga“, outra que dispensa comentários nas apresentações ao vivo, e as indispensáveis “We Will Rock You” e “We Are The Champions“. E, como era de praxe, o encerramento do show acontece com “God Save The Queen” tocando nos PA’s, com direito a Freddi Mercury recebemento a coroa simbólica de rainha da Inglaterra.

O carisma e a teatralidade de Freddie Mercury são os pilares que fizeram (aliás, fazem) do Queen ser grandioso até hoje, mesmo passados mais de 25 anos de sua morte. Não é à toa que o considero como o maior frontman da história do rock. E, claro, que o suporte feito por Brian May, John Deacon e Roger Taylor – cada um do seu jeito – através da técnica, competência e talento é o principal segredo de fazer que a banda chegasse ao patamar onde se encontra.

Este concerto de Wembley foi filmado na sua totalidade por Gavin Taylor e foram usadas 15 câmeras posicionadas ao redor do estádio, além de uma câmera de helicóptero no ar. O filme foi adquirido pelo Canal 4 e, em 25 de outubro de 1986, uma versão editada do show, Real Magic, foi transmitida simultaneamente na TV e em todas as estações de rede de rádio independentes, atraindo 3,5 milhões de telespectadores.

O público não sabia, mas testemunharam uma das últimas performances do Queen em solo britânico. Mais algumas apresentações, a banda se recolheria para sempre, pelo menos com a sua formação original. Depois disso, o quarteto se dedicou às gravações de estúdio, sem turnês. Boa parte disso se deve à saúde de Freddie Mercury, que já dava sintomas de que algo não estava bem com ele.

Trata-se de um excelente registro. Vale a pena adquirir tanto o CD quanto o DVD. Showzaço.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Live At Wembley ’86
Intérprete: Queen
Lançamento: 26 de maio de 1992
Gravadora: Parlophone / Hollywood (EUA)
Produtor: Queen

Freddie Mercury: voz, piano e guitarra
Brian May: guitarra, teclados e backing vocal
Roger Taylor: bateria, percussão e backing vocal
John Deacon: baixo e backing vocal

Spike Edney: teclados, piano, guitarra e backing vocal

CD 1:
1. One Vision (Queen)
2. Tie Your Mother Down (May)
3. In The Lap Of The Gods… Revisited (Mercury)
4. Seven Seas Of Rhye (Mercury)
5. Tear It Up (May)
6. A Kind Of Magic (Taylor)
7. Under Pressure (Queen / Bowie)
8. Another One Bites The Dust (Deacon)
9. Who Wants To Live Forever (May)
10. I Want To Break Free (Deacon)
11. Impromptu (Queen)
12. Brighton Rock Solo (May)
13. Now I’m Here (May)

CD 2:
1. Love Of My Life (Mercury)
2. Is This The World We Created…? (Mercury / May)
3. (You’re So Square) Baby I Don’t Care (Leiber / Stoller)
4. Hello Mary Lou (Goodbye Heart) (Pitney)
5. Tutti Frutti (Penniman / LaBostrie)
6. Gimme Some Lovin’ (Winwood / Davis / Winwood)
7. Bohemiam Rhapsody (Mercury)
8. Hammer To Fall (May)
9. Crazy Little Thing Called Love (Mercury)
10. Big Spender (Fields / Coleman)
11. Radio Ga Ga (Taylor)
12. We Will Rock You (May)
13. Friends Will Be Friends (Mercury / Deacon)
14. We Are The Champions (Mercury)
15. God Save The Queen (arr. May)

Por Jorge Almeida

Exposição “A Desobediência Civil” no Memorial da Resistência

Uma das obras da exposição “A Desobediência Civil”. Foto: Jorge Almeida

O Memorial da Resistência realiza até a próxima segunda-feira, 25 de setembro, a exposição “A Desobediência Civil”, que apresenta 22 obras – sendo duas de múltiplos – do artista Geraldo Souza Dias.

O tema refere, no campo da cultura, a circunstâncias político-sociais de constrangimento às liberdades e aos direitos humanos na história republicana brasileira recente, trazendo-o para o domínio da arte, especificamente ao exercício da pintura, tensionando-o, para assim colaborar à reflexão produtiva.

Na época da Ditadura Militar (1964-1985), Geraldo Souza Dias, na época, estudante, apesar de não ter sofrido tortura, foi detido no edifício que, agora, abriga a exposição de seus trabalhos, mas que, entre 1940 e 1983, foi sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEOPS), simplesmente por participar de uma reunião de estudantes. Isso deixou um trauma permanente na memória do artista e em sua produção, como pode ser vista em “Seesaw (Gangorra)”, uma das obras exibidas na mostra..

Duas das obras são compostas por múltiplos quadros de pequenas e médias dimensões, sendo que uma delas – “ziviler Ungerhorsam” (“desobediência civil” em alemão), de 2014, – é composta por 51 peças de técnica mista sobre madeira, enquanto a outra – “Arte & Resistência” (2016), um óleo e colagem sobre madeira -, é constituído por 23 pinturas e um vídeo de aproximadamente dez minutos de duração, “Zen Hostel Brasil”, apresentado em looping.

A mostra é a primeira a ser realizada na nova ala de exposições temporárias no Memorial da Resistência de São Paulo.

SERVIÇO:
Exposição: A Desobediência Civil
Onde: Memorial da Resistência – Estação Pinacoteca – Largo Gal. Osório, 66
Quando: até 25/09/2017; de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h (entrada até às 17h30)
Quanto: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (estudante). Grátis aos sábados para o público em geral. Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam.

Por Jorge Almeida

Exposição “Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake” no Instituto Tomie Ohtake

Imagem parcial da exposição sobre a casa-ateliê de Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake”, que apresenta pesquisa e reflexão sobre o espaço onde Tomie Ohtake (1913-2015) morou e trabalhou ao longo de seus últimos 45 anos.

A artista japonesa residiu em uma casa-ateliê que foi desenhada por Ruy Ohtake, seu filho mais velho. O projeto sempre foi permeável ao ciclo entre viver e trabalhar, permitindo que os ambientes bem definidos de diálogo, asseio, descanso, arquivo e acervo, produção e estudo se compartilhassem, de modo orgânico, em sequência, sem lacunas.

A vivenda de Tomie sempre foi movimentada pela presença de inúmeros amigos, artistas, colegas, colaboradores e críticos, sejam para compartilhar da companhia à mesa ou admirar juntos com a anfitriã as pinturas, gravuras e os projetos em andamento.

Além do uso da casa para habitar, a residência também tornou-se um lugar repleto de lembranças e vestígios, em que a artista guardou obras para si, presentes de artistas de quem mantinha recíproca admiração, arquivos fotográficos, pastas de documentos, mobiliários, adornos e cartas.

Na exposição que acerca a casa-ateliê são exibidos gravuras, desenhos, fotografias e lembranças. Além disso, há uma linha cronológica e um vídeo com entrevista com Ruy Ohtake e obras “Sem Título” feitas em litografia, óleo e acrílica sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Além do Visível, Aquém do Intangível” na Caixa Cultural

A obra “Afável” (2014), da série “Superfície do Intangível” em cartaz na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural realiza até o próximo domingo, 24 de setembro ,a exposição “Além do Visível, Aquém do Intangível”, que traz 25 pinturas de óleo sobre tela em grandes formatos feitas pelo artista Fábio Magalhães, produzidas entre 2007 e 2015.

A pintura foi uma escolha feita pelo artista, pois por tratar-se de uma atitude afirmativa e política, Magalhães defende que a obra impugna o Ser e a perseverança dessa linguagem na atualidade. As imagens procuram metáforas designadas a partir de pulsões, de expressões psíquicas de um imaginário pessoal, até a representação do corpo.

A realização desse projeto este ano tem valor significativo na carreira do artista, pois ele completa 10 anos de intensa atividade, na qual ele usa a pintura como principal plataforma de atuação artística.

Entre os destaques estão as obras da série “O Grande Corpo”, como “Invólucro V” (2011), “Afago” (foto), da série “Superfície do Intangível” (2014); e “Para Além do Somático” (da série “Limites do Introspecto”), de 2016, todas óleo sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Além do Visível, Aquém do Intangível
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Vida de Cão” na Galeria de Arte do SESI

Foto de Elliott Erwitt tirada em 1990 em Birmingham, na Inglaterra. Créditos: divulgação

A mostra “Vida de Cão” está em cartaz até o próximo domingo, 24 de setembro, na Galeria de Arte do SESI e apresenta 50 registros em preto e branco do francês Elliott Erwitt realizados em diversos países, entre eles o Brasil, entre 1946 e 2004, nas quais ele sugere uma reflexão sobre a relação do homem com o seu animal de estimação.

Perspicaz observante do universo canino, Erwitt retrata a relação que temos com esses animais, enfatizando a semelhança mútua que é identificada nas expressões faciais, na companhia abranda desses companheiros e no anseio que compartilhamos em nossas vivências.

O olhar do fotógrafo flagra uma série de afinidades que temos com o melhor amigo do homem: é afável e pilhérico ao mesmo tempo em que, segundo o curador João Kulcsár, “é estético e crítico na escolha do clique”.

Entre os locais fotógrafos por Elliott Erwitt que podem ser conferidos na mostra estão Nova York (1974), Birmingham (foto), Búzios (1990), Brasília (1963), Paris (1989).

Além disso, a mostra apresenta três livros do fotógrafo e um vídeo com uma entrevista com 8’30” de duração com Elliott Erwitt.

SERVIÇO:
Exposição:
Vida de Cão
Onde: Galeria de Arte do SESI – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 24/09/2017; diariamente, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Siron Franco em 38 Obras: 1974 a 2017” na Biblioteca Mário de Andrade

A obra “O Livro da Vida” em exibição na Biblioteca Mário de Andrade. Foto: Jorge Almeida

A Biblioteca Mário de Andrade apresenta até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Siron Franco em 38 Obras: 1974 a 2017”, que celebra os 70 anos do artista goiano, com um panorama de obras feitas entre os anos 1970 até os dias atuais. A mostra exibe também recortes e catálogos a respeito do artista.

Como o nome da exposição indica, são exibidas 38 obras, em que o artista apresenta o cotidiano como fonte de inspiração com itens corriqueiros em suas telas, como a paisagem, a flora do Cerrado, a fauna, as culturas indígenas e a arte pré-colombiana.

Os trabalhos mais atuais de Siron se destacam devido à variação e expressão das cores, além de texturas que transitam entre o cristalino e o intenso, em temas diversificados com papéis enigmáticos numa natureza pictórica bastante diferenciada, que marcam o estilo próprio de Siron.

Entre os destaques estão as obras “Metamorfose” (1979) e “Outros Territórios” (2017), ambas em óleo sobre tela; além de “O Livro da Vida” (2006), um óleo e ouro sobre tela (foto).

SERVIÇO:
Exposição: Siron Franco em 38 Obras: 1974 a 2017
Onde: Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94 – Centro
Quando: até 24/09/2017; de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h; sábados e domingos, das 8h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida