Manchester City: campeão da Copa da Liga Inglesa 2017/2018

Jogadores do Manchester City erguem a Copa da Liga Inglesa 2017-18, o primeiro título da era Guardiola na Inglaterra. Foto: Carl Recine/Reuters

Diante de mais de 85 mil torcedores que compareceram no Wembley Stadium, em Londres, neste domingo (25), o Manchester City não tomou conhecimento do Arsenal e goleou a equipe londrina por 3 a 0 na decisão da Copa da Liga Inglesa 2017/2018 e faturou pela quinta vez em sua história a terceira competição mais importante da terra da Rainha. Os gols da partida foram marcados por Agüero, no primeiro tempo, enquanto Kompany e David Silva deram números finais no placar na etapa final. O jogo marcou a volta do atacante Gabriel Jesus aos gramados depois de dois meses afastado por conta de uma contusão.

O Arsenal deu o pontapé inicial da decisão, mas foi o Manchester City quem começou em cima diante dos Gunners. Contudo, a primeira oportunidade da decisão foi do time londrino. Aos 7, Özil recebeu bom passe e serviu Aubameyang, que chutou em cima de Bravo, que fez grande defesa.

O Arsenal conseguiu equilibrar o jogo, chegando até a criar a melhor chance do jogo em um terço do primeiro tempo. Mas, aos 18, Bravo cobrou tiro de meta, Agüero ganhou de Mustafi no corpo e saiu na cara de Ospina que, precisou sair para tentar abafar o lance, mas foi surpreendido pelo camisa 10 que o encobriu e fazendo um golaço. Placar aberto em Wembley.

O Arsenal tentou dar o troco aos 22 com Ramsey, que cobrou falta rasteira e Bravo defendeu – para sorte das celebridades, se é que me entendem. A equipe de Arsène Wenger tentou sair em busca do empate, mas não mostrou um poderio ofensivo que assustasse os Citizens. Contudo, os comandados de Pep Guardiola criavam as chances mais perigosas. Aos 38, Agüero invadiu a área e, sem ângulo, tentou encobrir Ospina e, embora a bola não estivesse em direção ao gol, Koscielny, por precaução, tirou parcialmente, mas De Bruyne ficou com a sobra e emendou de primeira para fora.

Na volta para o segundo tempo, o City manteve a pegada dos minutos iniciais da primeira etapa e foi para cima. Aos dois minutos, Kompany ficou com a sobra e finalizou, mas a bola desviou no jogador do Arsenal e tirou tinta da trave. Apesar de mandar no jogo, o Manchester quase vacilou com Ospina, aos 8, que tentou dar um chutão, errou e, por pouco, que Aubameyang não ficou livre para empatar. Sorte que o arqueiro colombiano se recuperou no lance e afastou o perigo.

Todavia, para tranquilizar ainda mais o lado azul de Manchester, aos 12, Kompany fez o segundo gol do City. De Bruyne cobrou escanteio rasteiro em direção à meia-lua para Gundogan, que chutou e o zagueiro, de maneira oportunista de causar inveja a muito centroavante, meteu o pé na bola para desviar sua trajetória e tirá-la totalmente do alcance de Ospina, que nada pôde fazer.

O domínio do Manchester City, que já era nítido, ficou maior ainda quando veio o segundo gol, enquanto isso, o Arsenal ficou completamente perdido em campo. E, para sepultar de vez uma reação dos Gunners, aos 18, Danilo recebeu na ponta esquerda, partiu em diagonal em direção da área, deu um ótimo passe para David Silva, que girou e chutou cruzado, sem chances para Ospina e praticamente liquidar a fatura em Wembley: 3 a 0.

Com a goleada consumada, o Manchester City passou a administrar o placar e a valorizar a posse de bola. Aos 29, em um dos raros momentos de chegada ao ataque do Arsenal, Xhaka arriscou de fora da área e tirou tinta da trave de Bravo, que praticamente passou a partida como espectador em lugar privilegiado. Minutos depois, Iwobi recebeu dentro da área, mas foi travado na bola pelo goleiro Bravo.

E, para coroar a festa do Tubarão, Pep Guardiola promoveu a entrada de Gabriel Jesus no lugar de Sané. Foi a primeira partida que o atacante brasileiro entrou em campo depois de dois meses parados devido a uma contusão.

Enquanto isso, à medida que o jogo se aproximava do término, a torcida do Arsenal deixava o Wembley deixando uns ‘clarões’ em meio aos Gunners. Até que, aos 48 minutos, o árbitro Craig Pawson decretou o fim da decisão da Copa da Liga: Arsenal 0, Manchester City 3.

Arsenal e Manchester City chegaram à decisão da Copa da Liga Inglesa em situações praticamente opostas em relação a seus desempenhos em outras competições. Enquanto o time de Pep Guardiola, surpreendentemente eliminado da Copa da Inglaterra pelo Wigan, é credenciado pela liderança isolada da Premiere League e tem boas condições de seguir na UEFA Champions League, os comandados de Arsène Wenger correm o sério risco de ficarem de fora da próxima edição da competição continental mais importante da Europa por conta de sua situação no campeonato nacional (atualmente é o sexto colocado com 45 pontos, dez atrás do quarto colocado, Tottenham), mas podem ainda priorizar a UEFA Europa League que carimba o passaporte para a Champions 2018/2019. A final foi dominada pelo Manchester City praticamente o jogo inteiro. Os Citizens abriram o placar ainda no primeiro tempo com um golaço do argentino Kun Agüero. Mas o Arsenal não fez jus a alcunha de Gunners na decisão, pois praticamente não “bombardeou” a meta de Claudio Bravo nos 90 minutos. Pior: sofreu o segundo gol antes dos 15 minutos da etapa final, ficou perdido em campo e levou o terceiro tento pouco tempo depois. O treinador Arsène Wenger até abdicou o sistema com três zagueiros ao tentar deixar o time mais ofensivo, mas não obteve êxito em passar pela eficiente marcação da equipe de Guardiola, que conquista o seu primeiro título à frente do Manchester City.

Com a conquista da temporada 2017-18 do torneio, o Manchester City, que abocanhou anteriormente as edições 1969-70, 1975-76, 2013-14 e 2015-16, se iguala ao arquirrival Manchester United em número de taças da competição (cinco), enquanto o Arsenal permanece com os seus dois troféus (1986-87 e 1992-93). O maior vencedor da Copa da Liga Inglesa segue sendo o Liverpool, com oito títulos, sendo que o último foi ganho em 2012.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

3ª Fase:
20/09/2017 – West Bromwich 1×2 Manchester City – The Hawthorns, West Bromwich
Oitavas-de-final:
24/10/2017 – Manchester City (4)0x0(1) Wolverhampton Wanderers – Etihad Stadium, Manchester
Quartas-de-final:
19/12/2017 – Leicester City (3)1×1(4) Manchester City – King Power Stadium, Leicester
Semifinais:
09/01/2018 – Manchester City 2×1 Bristol City – Etihad Stadium, Manchester
24/01/2018 – Bristol City 2×3 Manchester City – Ashton Gate, Bristol
Final:
25/02/2018 – Arsenal 0x3 Manchester City – Wembley Stadium, Londres

FICHA TÉCNICA: ARSENAL 0x3 MANCHESTER CITY
Competição/fase:
Copa da Liga Inglesa 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio de Wembley, Londres (Inglaterra)
Data: 25 de fevereiro de 2018 – domingo, 13h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Craig Pawson
Assistentes: Gary Beswick e Adam Nunn
Cartões Amarelos: Bellerín, Ramsey e Wilshere (Arsenal); Fernandinho e Kompany (Manchester City)
Gols: Agüero, aos 18 min do 1º tempo (0-1); Kompany, aos 13 min (0-2), e Silva, aos 20 min do 2º tempo (0-3)
ARSENAL: 13.Ospina; 21.Chambers (23.Welbeck), 20.Mustafi e 6.Koscielny; 29.Shaka, 10.Wilshere, 24.Bellerín e 18.Monreal (31.Kolašinac); 11.Özil, 8.Ramsey (17.Iwobi) e 14.Aubameyang. Técnico: Arsène Wenger
MANCHESTER CITY: 1.Bravo; 2.Walker, 4.Kompany, 30.Otamendi e 3.Danilo; 25.Fernandinho (20.Bernardo Silva), 8.Gundogan e 21.David Silva; 17.De Bruyne, 19.Sané (33.Gabriel Jesus) e 10.Agüero (47.Foden). Técnico: Pep Guardiola

Parabéns ao Manchester City Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

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Grêmio: campeão da Recopa Sulamericana 2018

Jogadores do Grêmio comemoram o título da Recopa Sulamericana. Foto: Ricardo Giusti

No duelo entre os copeiros protagonizado entre Grêmio e Independiente válido pela Recopa Sulamericana 2018, o time brasileiro levou a melhor na noite desta quarta-feira (21), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. A equipe comandada por Renato Gaúcho bateu o clube de Avellaneda por 5 a 4 nos pênaltis após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Como o jogo de ida ficou em 1 a 1, o título precisou ir para os tiros penais. Destaque para o goleiro Marcelo Grohe que defendeu a última cobrança do Independiente cobrada por Benítez. Essa foi a segunda conquista da Recopa pelo Grêmio – a primeira foi em 1996 diante do mesmo adversário.

A decisão começou com o Grêmio partindo para cima. Everton tabelou com Cortez, que devolveu de  calcanhar para o atacante dentro da área que finalizou com a esquerda, mas o chute saiu fraco e Campaña fez a defesa sem dificuldades. Empolgado, o Tricolor gaúcho pressionou e, aos sete, quase abriu o placar. Alisson acionou Everton em profundidade, o camisa 11 ganhou do argentino na dividida, driblou o goleiro e finalizou. A bola tinha endereço certo, mas Amorebieta deu um carrinho primordial em cima da linha e mandou a redonda para escanteio.

O Independiente deu as caras aos dez minutos. Em um contragolpe, Fernández recebeu pela esquerda e bateu colocado. Marcelo Grohe defendeu parcialmente e, no rebote, Maicon dividiu com o camisa 11, que mandou para fora. Na sequência, aos 11, Everton avançou até a linha de fundo e bateu cruzado, Campanhã espalmou, o gremista pegou a sobra e serviu Cícero, que tentou novamente, a bola bateu na defesa e, em seguida, Alisson tentou, Campaña pegou novamente, mas o lance foi anulado por conta do impedimento do gremista.

A partida seguiu equilibrada, com direito a tradicional catimba argentina e muita marcação dos dois lados. Aos 17, Meza dominou pela esquerda e arriscou de direita, mas a bola saiu com perigo. Quatro minutos depois, o Imortal Tricolor sofreu a sua primeira baixa no jogo. O lateral-direito Léo Moura, lesionado, deu lugar para Paulo Miranda. Aos 25, Meza fez grande jogada ao passar por três gremistas e só parou quando Geromel fez falta perto da área que rendeu um cartão amarelo para o zagueiro. Na cobrança, Fernández cobrou colocado e levou perigo à meta de Grohe.

A partida seguiu pegada e, aos 29, houve um princípio de confusão envolvendo Cortez e Meza, que se enroscaram em uma dividida, porém, o árbitro chegou e tentou acalmar os ânimos dos dois lados. Aos 37, Pedro Geromel cobrou falta do campo de defesa direto para o ataque, Cícero desviou levemente de cabeça e a esférica sobrou livre para Luan na cara do gol, mas o camisa 7 pegou de primeira e a bola caprichosamente saiu à direita de Campãna. Incrível.

E, assim como no primeiro jogo, a arbitragem de vídeo entrou em ação na Arena do Grêmio. Luan ao tentar pressionar Amorebieta foi atingido pelo camisa 14 no peito e caiu no chão. O árbitro uruguaio utilizou o recurso de vídeo, o tal do VAR, e, após rever o lance, expulsou o zagueiro do Independiente. Precisando recompor o sistema defensivo, o técnico Ariel Holan sacou na hora Figal para o lugar de Hernández.

Na etapa final, o time de Renato Portaluppi, com um a mais, voltou mais disposto. Aos 8, Everton partiu pelo meio, tentou acionar Alisson, a defesa adversária se antecipou, mas o gremista recuperou a posse, dribou e tentou a chute, mas Campaña fez outra grande defesa.

Com dez em campo, a equipe de Avellaneda se fechou muito bem no entorno da área. No entanto, o Grêmio encontrava dificuldades em finalizar. Aos 18, Paulo Miranda encontrou Alisson na área, que chutou, mas a bola bateu na zaga e saiu. Cinco minutos depois, Everton acionou Jael, que substituiu Jailson, pela direita e o centroavante soltou a bomba, o goleiro espalmou para frente, mas os atacantes gremistas não conseguiram pegar o rebote.

Depois desse lance, os Rojos montaram um ferrolho que fechou o meio e ficou à espera de uma transição rápida para o ataque com o intuito de surpreender o Grêmio que, por sua vez, não conseguiu tirar proveito da vantagem numérica de jogadores em campo. Então, a partida partiu para a prorrogação (na Recopa, não há o gol fora de casa como critério de desempate).

Na primeira parte do tempo extra, a equipe gaúcha teve duas oportunidades consecutivas nos minutos iniciais. Aos 3, em um contra-ataque Everton conduziu a bola e tocou para Jael, que tentou de fora da área e não levou perigo. Três minutos mais tarde, Maicosuel cruzou da direita para Jael, que cabeceou firme e mandou a bola no travessão. O Rey de Copas teve sua chance aos 11. Benítez desarmou Paulo Miranda, chutou cruzado, a bola passou por todo mundo e sobrou para Meza, que encontrou o camisa 7, que cometeu falta em Kannemann ao usar o braço no adversário.

No início do segundo tempo da prorrogação, aos 3, Jael cobrou falta com força, a redonda desviou da barreira, mas Campaña se recuperou no lance e fez boa defesa. O Independiente ainda conseguiu levar perigo aos nove. Depois da cobrança de escanteio, Meza apareceu livre na área para cabecear cruzado, a bola passou por dois companheiros de time que não conseguiram completar para as redes. Um gol naquele instante praticamente destinaria a taça da Recopa para Avellaneda. E, antes da decisão por pênaltis, o Grêmio ainda conseguiu fôlego para tentar fazer o gol do título aos 14 minutos.  Maicosuel partiu pela direita, chutou cruzado e Campaña salvou mais um vez os Rojos, evitou o tento dos anfitriões e foi o principal responsável em levar a decisão da Recopa para os pênaltis.

Nos tiros penais Maicon, Cícero, Jael, Everton e Luan, pelo Grêmio, converteram  suas cobranças. Enquanto isso, pelos lados do Independiente Galbor, Meza, Domingo e Romero não desperdiçaram suas cobranças, mas Benítez parou em Marcelo Grohe, que pegou o penal do camisa 7. E, assim como foi em 1996, o Grêmio abocanhou a Recopa Sulamericana mais uma vez diante do Independiente.

O que poderíamos esperar de um duelo entre um time copeiro que é o Grêmio e o que tem a alcunha de “Rei de Copas”, caso do Independiente? Muito equilíbrio. E foi o que aconteceu na Arena do Grêmio. As duas equipes fizeram um jogo bem disputado, mas com a equipe brasileira buscando mais o gol enquanto os hermanos de Avellaneda tentou amarrar a partida através da catimba e da forte marcação. E, assim como foi no primeiro jogo, na Argentina, o recurso de vídeo foi fundamental para a arbitragem expulsar um jogador do time argentino por conduta violenta.

No segundo tempo, o Grêmio permaneceu com mais posse de bola, comandou o jogo, mas praticamente não encontrou nenhum espaço na defesa adversária e, nas raras vezes que conseguia, parava em Campaña que fez um grande jogo. Mas aí veio a disputa por pênaltis. Todos os batedores acertaram suas cobranças, porém, no quinto e derradeiro penal o milagreiro mosqueteiro Marcelo Grohe pegou e deu o segundo título da Recopa para o lado azul do Rio Grande do Sul. E, coincidentemente, a sequência de títulos do Grêmio de 2015 para cá foi a mesma dos tempos de Felipão. Enquanto com Renato Portaluppi o Tricolor abocanhou a Copa do Brasil de 2016, a Libertadores de 2017 e a Recopa em 2018, Scolari ganhou respectivamente os três títulos à frente do Grêmio em 1994, 1995 e 1996. Para os mais supersticiosos, quem sabe não venha um Brasileirão esse ano, assim como foi há 22 anos?

A seguir a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: GRÊMIO (BRA) (5)0x0(4) INDEPENDIENTE (ARG)
Competição/Fase: Recopa Sulamericana 2018 – 2º jogo
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Data: 21 de fevereiro de 2018, quarta-feira – 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Enrique Cáceres (URU)
Assistentes: Eduardo Cardozo e Juan Zorrilla, ambos do Uruguai
Cartões Amarelos: Alisson, Pedro Geromel e Paulo Miranda (Grêmio); Rodríguez, Silva e Gaibor (Independiente)
Cartão Vermelho: Amorebieta (Independiente)
Pênaltis convertidos: Maicon, Cícero, Jael, Everton e Luan (Grêmio); Gaibor, Meza, Domingo e Romero (Independiente)
Pênalti desperdiçado: Benítez (Independiente)
GRÊMIO (BRA): 1.Marcelo Grohe; 2.Léo Moura (13.Paulo Miranda), 3.Pedro Geromel, 4.Kannemann e 6.Cortez (14.Lima); 25.Jaílson (9.Jael), 8.Maicon, 23.Alisson (18.Maicosuel), 11.Everton e 7.Luan; 17.Cícero. Técnico: Renato Portaluppi
INDEPENDIENTE (ARG): 25.Campaña; 16.Bustos (24.Guiterrez), 2.Franco, 14.Amorebieta e 20.Silva; 5.Domingo, 15.Rodríguez (7.Benítez), 10.Gaibor, 21.Menéndez (18.Romero) e 8.Meza; 11.Fernández (4.Fidal). Técnico: Ariel Holan

Parabéns ao Grêmio Football Portoalegrense pelo título.

Por Jorge Almeida

Flamengo: campeão da Taça Guanabara 2018

O capitão Réver ergue a Taça Guanabara para o Flamengo em Cariacica. Foto: Márcio Alves/Agência O Globo18

O Flamengo confirmou o seu favoritismo e bateu o Boavista por 2 a 0 na decisão da Taça Guanabara 2018 no Estádio Kleber de Andrade, em Cariacica (ES), neste domingo (18). Os gols da partida saíram no segundo tempo através de Kadu Fernandes (contra) e Vinícius Junior.

O modesto Boavista não se intimidou com a presença maciça da torcida flamenguista e partiu para o ataque nos primeiros minutos. Aos dois, Leandrão cobrou falta com violência da intermediária e a bola passou por cima do travessão de César. No lance seguinte, após troca de passes no campo de ataque, a equipe de Saquarema chegou com perigo mais uma vez. Após tabela com Leandrão, Erick Flores arriscou de fora da área e a redonda foi perto do gol do arqueiro flamenguista.

Depois do começo assustador do Boavista, o Flamengo conseguiu neutralizar, equilibrar as ações e passou a atacar mais. Aos 16, em jogada pela direita, a bola foi alçada na área para Henrique Dourado, de primeira, finalizar para fora. Minutos depois, o jogo precisou ser paralisado para o tempo técnico.

Mas o Verdão de Saquarema assustou novamente aos 24. Depois da cobrança de escanteio, Lucas desviou na primeira trave e, quando Leandrão estava pronto para completar para o gol, Réver conseguiu tirar o perigo e mandar a esférica para escanteio, porém, a arbitragem erroneamente marcou tiro de meta. O rubronegro deu o troco dois minutos mais tarde. Diego cobrou falta com perfeição por cima da barreira e Rafael, de mão trocada, fez linda defesa e cedeu o escanteio. O Fla seguiu na pressão e, aos 32, após cruzamento na área, a defesa do Boavista não conseguiu afastar, Paquetá ajeitou de cabeça para trás, Diego ficou com a sobra e, na altura da marca do pênalti, emendou de primeira, o goleiro Rafael não iria alcançar a bola, mas Kadu tirou o perigo praticamente em cima da linha.

A partida seguiu equilibrada e a etapa inicial terminou com o placar inalterado em Cariacica: 0 a 0.

Na volta para a etapa final, o Flamengo veio com Rodinei no lugar do apagado lateral Pará. E, assim como no primeiro tempo, o Boavista foi para cima. No primeiro minuto, Júlio César cruzou da esquerda e Leandrão ganhou pelo alto de Rodolpho e cabeceou para fora. O Mengão reagiu aos cinco. Em duas jogadas de Éverton Ribeiro, Paquetá finalizou em cima de Rafael e, no rebote, o ex-cruzeirense cruzou para Dourado, que mandou para fora. Três minutos depois foi a vez de Diego cobrar falta e Rafael espalmar.

Os comandados de Eduardo Allax conseguiram segurar a pressão flamenguista o quanto pôde. Contudo, aos 19, veio o castigo. Diego mandou para a área, Réver cabeceou para trás em direção de Henrique Dourado, mas a bola bateu em Kadu Fernandes e foi para as redes. Gol contra a favor do Flamengo.

Depois do gol sofrido, o Boavista tentou reagir, especialmente pelo lado esquerdo com Maradona e Júlio César, mas não consegue ser efetivo e, precisando correr atrás do prejuízo, Allax investiu na velocidade de Tartá no lugar de Leandrão para, assim, Maradona ficar mais centralizado.

Todavia, aos 32, o Flamengo praticamente sacramentou o título. Éverton Ribeiro dominou a bola na entrada da área e lançou Vinícius Junior, que estava em condição legal, e o camisa 20 tirou o suficiente do alcance de Rafael e ampliou o placar: 2 a 0.

Com a vantagem flamenguista, o Boavista não esboçou nenhuma reação enquanto isso a equipe de Carpegiani controlou o jogo. Aos 39. Vinícius Junior lançou Diego na área e o camisa 10 driblou Geladeira e finalizou rasteiro para a bola tirar tinta da trave. Três minutos depois, o mesmo Vinícius Junior lançou Renê. O lateral-esquerdo driblou o marcador e chutou, mas mandou por cima do gol.

Depois desse lance, o Flamengo só ficou à espera do apito final do árbitro para comemorar a sua 21ª Taça Guanabara de sua história e a consequente classificação para a semifinal do Estadual. Caso conquiste a Taça Rio, o segundo turno do campeonato estadual, o Mengão estará na final da competição e, nesse caso, a partida será realizada em jogo único.

O Flamengo entrou em campo com o amplo favoritismo. Mesmo não atuando em solo carioca, a equipe da Gávea levava a vantagem pelo peso de sua camisa e da qualidade de seu plantel do esforçado Boavista. No entanto, dentro de campo, principalmente no primeiro tempo, a partida mostrou-se equilibrada, uma vez que o clube de Saquarema impôs uma boa marcação e buscou o ataque. Contudo, o Fla obteve mais êxito nos momentos decisivos e, na etapa complementar, jogou melhor e chegou aos gols da vitória através de Kadu Fernandes que fez contra – o defensor fazia uma partida excelente e tirou um gol rubronegro certo no primeiro tempo – e Vinícius Junior, que entrou no segundo tempo, e deu novos rumos no jogo.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Primeira Fase (Grupo B):
17/01 – Volta Redonda 0x2 Flamengo – Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
21/01 – Flamengo 1×0 Cabofriense – Luso-Brasileiro, Rio de Janeiro (RJ)
24/01 – Flamengo 1×0 Bangu – Luso-Brasileiro, Rio de Janeiro (RJ)
27/01 – Flamengo 0x0 Vasco – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
04/02 – Nova Iguaçu 0x1 Flamengo – Mané Garrincha, Brasília (DF)
Semifinal:
10/02 – Flamengo 3×1 Botafogo – Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Final:
18/02 – Boavista 0x2 Flamengo – Kleber de Andrade, Cariacica (ES)

FICHA TÉCNICA: BOAVISTA 0x2 FLAMENGO
Competição/fase: Taça Guanabara 2018 – final (1º turno)/jogo único
Local: Estádio Kleber de Andrade, Cariacica (ES)
Data: 18 de fevereiro de 2018 – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Silbert Faria Sisquim, ambos do RJ
Cartões Amarelos: Douglas Pedroso, Erick Flores e Willian Maranhão (Boavista); Henrique Dourado (Flamengo)
Gols: Kadu Fernandes (contra), aos 19 min (0-1) e Vinícius Júnior, aos 32 min do 2º tempo (0-2)
BOAVISTA: 1.Rafael; 2.Tiaguinho, 3.Gustavo Geladeira, 4.Kadu Fernandes (14.Elivélton) e 6.Júlio César; 5.Douglas Pedroso, 8.Willian Maranhão, 10.Erick Flores, 11.Felype Gabriel (7.Cláudio Maradona) e 17.Lucas; 9.Leandrão (16.Tartá). Técnico: Eduardo Allax
FLAMENGO: 37.César; 21.Pará (2.Rodinei), 15.Réver, 44.Rodolpho e 6.Renê; 8.Cuellar (14.Jonas), 11.Lucas Paquetá (20.Vinícius Júnior), 10.Diego, 7.Everton Ribeiro e 22.Everton; 9.Henrique Dourado. Técnico: Paulo César Carpegiani

Parabéns ao Clube de Regatas Flamengo pelo título.

Por Jorge Almeida

 

O que você faria se tivesse uma segunda chance?

Capa de “A Garota das Sapatilhas Brancas”, de Ana Beatriz Bradnão. Créditos: divulgação

A Garota das Sapatilhas Brancas, spin-off de O Garoto do Cachecol Vermelho, traz versão e lembranças de Daniel e de outros personagens queridos pelos fãs da escritora

Ana Beatriz Brandão, escritora com apenas 17 anos, acaba de lançar seu novo livro pela Editora Verus, do Grupo Editorial Record: A Garota das Sapatilhas Brancas. Spin-off de O Garoto do Cachecol Vermelho, que já está na quinta edição, este segundo romance da autora e quarto livro já publicado, mostra, através das lembranças de diversos personagens já conhecidos e amados pelo leitor, como decisões podem afetar o destino. E os fãs já podem preparar os lenços novamente porque a trama é cheia de emoções.

Na história, Daniel Lobos vive a vida plenamente. Dono de um coração enorme, o jovem divide seu tempo entre duas paixões: a música e as causas sociais. Até que seu caminho cruza o de Melissa, uma bailarina preconceituosa e mesquinha, que põe à prova aquilo em que ele mais acredita: que todo mundo merece uma segunda chance.

Diferentemente do que acontece em O Garoto do Cachecol Vermelho, agora os leitores irão acompanhar o outro lado da história, que é o de Daniel, portador de uma doença degenerativa sem cura, a Esclerose Lateral Amiotrófica, mais conhecida como ELA.

Não sabia o que pensar, e nem como agir. Era como se todos os pensamentos que eu pudesse ter naquele momento tivessem sido sugados da minha mente. Tudo o que podia fazer era sentir, e acho que nem isso conseguia fazer direito. Eu tenho esclerose lateral amiotrófica. Tenho uma doença degenerativa sem cura.

Vítima da mesma doença do pai, ele tenta se desviar dos familiares que tanto fazem perguntas sobre seu estado enquanto faz de tudo para arrancar sorrisos de Melissa. Quando ele propõe a ela o plano de passar dois meses juntos para que ela passe a ver a vida de forma diferente, a aproximação entre os dois se torna inevitável. Agora, nada mais será como antes.

Quando ela apertou minha mão, selando nosso acordo, eu soube que conseguiria. Nunca tive tanta certeza de algo na vida, como se de repente tudo fizesse sentido. Posso ter parecido um louco naquele momento, afinal nos conhecíamos fazia tão pouco tempo. Mas a cada encontro com Melissa eu sentia como se estivéssemos destinados a nos encontrar naquela noite de Ano-Novo. Como se o universo tivesse conspirado para nos levar até aquele momento.

E os fãs podem se orgulhar ao adquirirem a obra. É que parte dos direitos autorais deste livro será doada para instituições ligadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). As doações, que contam com o apoio da Verus Editora e do Grupo Editorial Record, irão para o Instituto Paulo Gontijo e a Associação Regional de Esclerose Lateral Amiotrófica (ARELA-RS). Os leitores de O Garoto do Cachecol Vermelho também continuam contribuindo para a Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABRELA).

Ficha técnica
ISBN: 9999097354145
Formato: 16X23
Número de páginas: 182
Preço: R$ 29,90

Sobre a autora: Viver em um mundo cercado de magia – esse sempre foi o sonho de Ana Beatriz Brandão. Ela descobriu que era possível tornar isso realidade através da leitura quando conheceu O Pequeno Príncipe, aos cinco anos de idade.Targaryen, potterhead, narniana, semideusa e tributo, Ana vive muitas aventuras todos os dias. Aos treze anos, descobriu que contar histórias era sua paixão e desde então escreveu diversos livros, entre eles O Garoto do Cachecol Vermelho, Sombra de um anjo e Caçadores de almas. Seu maior sonho é poder continuar contando suas histórias para todos aqueles que, como ela, acreditam que os livros são a melhor forma de tocar o coração das pessoas e mudar suas vidas.

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Créditos: Juliana Santoros – LC – Agência de Comunicação

Terra Nostra: por que os italianos imigraram para o Brasil?

Capa de “História Concisa da Itália”. Créditos: divulgação – Edipro

Os primeiros imigrantes italianos deixaram a Itália a partir das últimas décadas do século XIX. Porém esse fenômeno social ganhou maiores proporções nos primeiros anos do século seguinte. Estima-se que cerca de 120 mil italianos deixam o país nativo em busca de melhores condições de vida. A imigração trans-oceânica passou a ser predominante, e os viajantes italianos tinham estabelecido três destinos principais: a dos Estados Unidos, a Argentina e o Brasil.

Esse processo imigratório ocorreu, principalmente, devido a uma grave crise por falta de empregos, gerada, entre outros motivos, pelo processo de industrialização do país. Nos primeiros anos, 80% dos imigrantes partiram do Norte da Itália. O processo de imigração só ocorreu em massa no sul italiano no início do século XX, quando os sulistas passaram a dominar as rotas de saída do país.

Afinal, por que muitos italianos escolheram o Brasil? Se por um lado, naquela época, pós-guerra, a Itália passava por um momento de estabilidade econômica e com muitas pessoas querendo buscar trabalhos em outros países, o Brasil se encontrava em situação oposta. A terra do canarinho necessitava de mão-de-obra agrícola, pois acabara de passar pelo processo de Abolição da Escravatura (1888), e via no europeu o perfil ideal para trabalhar nas lavouras. O próprio governo brasileiro chegou a fazer campanhas na Itália para incentivarem as pessoas a virem trabalhar no país.

Alguns imigrantes estavam dispostos a criarem pequenas empresas e a prosperarem em solo tupiniquim, muitos vendiam tudo o que possuíam na Itália e investiam em áreas como a agricultura, o comércio, a prestação de serviço e a indústria. Entre os imigrantes mais conhecidos estão Francesco Matarazzo e seus irmãos, que chegaram no ano de 1881 e construíram em São Paulo um verdadeiro império industrial.

Em 1900, o império Matarazzo chegou a reunir 365 fábricas por todo o território nacional. Neste período, 6% da população paulistana dependia das fábricas da família. Devido ao seu considerado poderio financeiro, Francesco Matarazzo começou a construir a primeira residência da família em plena Avenida Paulista, no ano de 1896. A construção, que ficava localizada no número 1230 da avenida (esquina com a Alameda Pamplona), permaneceu em pé por 100 anos. Após diversas disputas judiciais entre a família e a prefeitura, a mansão foi finalmente demolida em 1996, hoje o local dá espaço ao Shopping Cidade São Paulo.

Esse período imigratório histórico serviu como pano de fundo para uma grande produção da teledramaturgia brasileira. Em 1999, a TV Globo exibiu a novela Terra Nostra, que romanceou a história de diversos imigrantes provindos da Terra da Bota.

Para conhecer mais sobre a terra natal de Leonardo Da Vinci e Michelangelo, a Edipro apresenta a obra “História Concisa da Italia”. Este livro mapeia a história do país desde a queda do Império Romano no Ocidente, e relata as dificuldades que a Itália enfrenta durante os últimos dois séculos para formar uma nação-Estado.

Ficha técnica:
Editora: Edipro
Assunto: História
Preço: R$ 79,00
ISBN: 9788572839518
Edição: 1ª edição, 2016
Idioma: Português
Tradução: Natalia Petroff
Tamanho: 23 x 16 cm
Páginas: 368

Por Fabio Previdelli – LC – Agência de Comunicação

Rainbow lançará novo álbum ao vivo em abril

“Memories In Rock II”: outro registro ao vivo gravado durante o “retorno” de Ritchie Blackmore ao rock

O grupo de rock britânico Rainbow anunciou no começo da última semana que lançará no próximo dia 6 de abril mais um material ao vivo lançado com a atual formação. O projeto, intitulado “Ritchie Blackmore’s Rainbow: Memories In Rock II”, será lançado em um conjunto com dois CD’s e um DVD, e também em vinil e formatos digitais através da Minstrel Hall Music.

Em 2016, o lendário guitarrista Ritchie Blackmore, que dispensa maiores apresentações, fez o seu tão esperado (principalmente pelos fãs) retorno ao Rock, e isso o possibilitou a fazer uma nova formação do Rainbow, sua banda criada em 1975 após a sua primeira saída do Deep Purple. Nesse “retorno” dele, o grupo fez três shows no Reino Unido e que foram capturados em “Ritchie Blackmore’s Rainbow: Memories In Rock II”, que sairá em abril.

O novo material contém dois CDs de apresentações ao vivo e um DVD com apenas filmagens de material bônus. O setlist contém músicas clássicas executadas por Ritchie Blackmore tanto do Deep Purple e, claro, quanto do Rainbow. Temas como “Spotlight Kid”, “I Surrender”, “Mistreated”, “Man On The Silver Mountain/Woman From Tokyo”, “Perfect Strangers”, “Black Night” e “Smoke On The Water” e outros hinos poderão ser conferidos. Aliás, “Carry On… Jon” é a única faixa do Blackmore’s Night presente no setlist. Inclusive, esse registro merece destaque porque sera lançado o primeiro single inédito do Rainbow desde 1996: “Waiting For A Sign”, com Ronnie Romero nos vocais. A música será lançada como single digital em 16 de março.

O DVD de “Memories In Rock II” mostra imagens de bastidores e entrevistas exclusivas com membros da nova formação do grupo: Ronnie Romero (voz), Dave Keith (bateria), Bob Nouveau (baixo), Jens Johansson (teclados), as backing vocals Lady Lynn e Candice Night (sim, a esposa de Ritchie Blackmore e carismática vocalista do Blackmore’s Night) e, óbvio, Ritchie Blackmore.

O tão esperado retorno do Rainbow (e de Ritchie ao rock) deu bons frutos com esse material, juntamente com o disco lançado anteriormente (“Memories In Rock: Live In Birmingham”, de 2016). Em ambos os álbuns, os apreciadores da obra de Blackmore percebem que o trabalho do guitarrista e seus solos provaram que ele ainda segue como um dos guitarristas mais respeitos, influentes e célebres de todos os tempos. Para quem não pode ir aos shows desse retorno, esse material vale como aperitivo para ouvir o bom e velho Ritchie Blackmore’s Rainbow. Aliás, é uma pena que o carrancudo guitarrista não goste da América do Sul (deve ser daqueles que ainda acham que a capital do Brasil é Buenos Aires) e que o Rainbow não tem tanto cartaz por aqui como o Deep Purple tem. Pois, se não fosse esses dois fatores, uma tour por aqui não seria nada mal.

Confira no link ao lado uma prévia do material: https://www.youtube.com/watch?v=3cKNZO3f_cc

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Memories In Rock II
Intérprete: Ritchie Blackmore’s Rainbow
Lançamento: 6 de abril de 2018
Gravadora: Minstrel Hall Music

Ritchie Blackmore: guitarra
Ronnie Romero: voz
Bob Nouveau: baixo
Dave Keith: bateria
Jens Johansson: teclados
Lady Lynn e Candice Night: backing vocal

CD 1:
1. Over The Rainbow
2. Spotlight Kid
3. I Surrender
4. Mistreated
5. Since You’ve Been Gone
6. Man On The Silver Mountain / Woman From Tokyo
7. 16th Century Greensleeves
8. Soldier Of Fortune
9. Perfect Strangers
10. Difficult To Cure
11. All Night Long
12. Child In Time

CD 2:
1. Stargazer
2. Long Live Rock ‘N’ Roll / Lazy
3. Catch The Rainbow
4. Black Night
5. Carry On… Jon
6. Temple Of The King
7. Smoke On The Water
8. Waiting For A Sign (música inédita)

DVD:
Entrevista com Ritchie Blackmore
Entrevista com Ronnie Romero
Entrevista com Jens Johansson
Entrevista com Bob Nouveau
Entrevista com David Keith
Entrevista com Candice Night
Entrevista com Lady Lynn
Entrevista com Dave David
Entrevista com Andreas Bock
Entrevista com Michael Bockmühl
Bonus Backstage Clip
“I Surrender” 2017 Backstage Clip

Por Jorge Almeida

Kardec: o pai do espiritismo e os 160 anos de ensinamentos

Coleção com 12 volumes sobre a obra de Alan Kardec. Créditos: Divulgação | Boa Nova

O francês Hippolyte Léon Denizard Rivail foi um influente cientista, educador, autor e tradutor, e nunca imaginou que deixaria todo o ceticismo explicito em suas obras pedagógicas para se tornar o pai do espiritismo.

Com o pseudônimo Allan Kardec, aos 53 anos, buscou todas as vertentes possíveis para criar a doutrina espírita que influência pessoas até hoje. Kardec atraiu milhões de seguidores no mundo, como exemplo, no Brasil existem cerca de 3,8 milhões de pessoas que se afirmam espíritas e contando os simpatizantes, o número aumenta para 30 milhões.

Kardec escreveu 13 importantes obras, entre elas – que tornariam livros mais tarde – está a Revista Espírita, que completa 160 anos em 2018 e é considerada um grande marco para o espiritismo. Realizados mensalmente pelo autor, os números da revista foram compilados em livros com 12 volumes, publicados pela Edicel, selo da editora Boa Nova.

Dentre os assuntos abordados nas revistas estão o relato das manifestações materiais ou inteligentes dos espíritos, aparições, evocações, bem como todas as notícias relativas ao espiritismo. Também explica sobre as coisas do mundo visível e do invisível, as ciências, a moral, a imortalidade da alma, a natureza do homem e o seu futuro.

Ainda, descreve a história: do Espiritismo na Antiguidade, das lendas e das crenças populares, da mitologia de todos os povos.

Por Caroline Arnold – LC – Agência de Comunicação