ZZ Top: 45 anos de “Rio Grande Mud”

“Rio Grande Mud”: o segundo trabalho dos texanos do ZZ Top

No último dia 4 de abril, o segundo álbum do ZZ Top, “Rio Grande Mud”, completou 45 anos de seu lançamento. Produzido por Bill Ham, o material foi gravado entre o segundo semestre de 1971 e começo de 1972 no Robin Hood Studios, em Tyler, no Texas, e lançado pela London Records. O título do disco é uma referência ao rio que faz fronteira entre o México e o Texas.

Diferentemente do trabalho de estreia do trio, o “ZZ Top’s First Album” (1971), que trazia as guitarras mais “agudas” e um som mais estridente, o segundo play dos caras traz uma sonoridade mais regulada e com riffs mais diretos e músicas mais simplificadas, longe de ser pejorativo, que fique claro.

O registro alcançou a 104º colocação da Billboard 200, enquanto isso, o seu único single – “Francine” – ocupou a 69ª posição da Billboard Hot 100.

O disco abre com o carro-chefe “Francine”, que traz um Rock N’ Roll Blues bem alegre e letra que fala de um romance com uma menor de idade. Ao longo dos anos, a música apareceu com a grafia “Francene” em algumas versões do disco. Na sequência, aparece “Just Got Paid”, que tem bons riffs, excelente solo e um típico Blues Rock texano, coisa típica do ZZ Top. É uma das favoritas dos fã. Outra semelhante é “Mushmouth Shoutin’”, que vem posteriormente, acrescido de solos de gaita e violão steel, tocado por Pete Tickle, uma incrível faixa Country (com “C” maiúsculo mesmo!). O quarto tema é “Ko Ko Blue”, que traz também solo de gaita e tem uma pegada Boogie Rock bem encaixado. O play chega a metade com “Chevrolet”, em que Billy Gibbons esbanja muita técnica e criatividade. Grande canção.

A segunda metade do álbum começa com “Apologies To Pearly”, com Gibbons espalhando feeling e muita técnica em uma música instrumentalmente Blues. A faixa seguinte, “Bar-B-Q”, outra favorita pelos fãs nos shows, é outro Blues Rock, com ótimos solos de guitarra. O oitavo tema é “Sure Got Cold After The Rain Fell”, que fala sobre traição, uma música mais calma, um Blues lento. A penúltima faixa é a cadenciada “Whiskey’n Mama”, que contém um excelente solo e outro Blues Rock de qualidade. O play encerra com “Down Brownie”, que foi o lado B do single “Francine”, e, assim, como a maioria das músicas do disco, um Blues Rock com ótimos solos de guitarra.

O disco segue um padrão sonoro mais lineal que o trabalho anterior: mais variado, que passa entre o country e o boogie e Blues, mas com o “selo ZZ Top de qualidade”. Um grande disco.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Rio Grande Mud
Intérprete: ZZ Top
Lançamento: 4 de abril de 1972
Gravadora: London Records
Produtor: Bill Ham

Billy Gibbons: guitarra, voz
Dusty Hill: baixo, teclados, gaita e backing vocal em “Francine” e “Chevrolet
Frank Beard: bateria e percussão

Pete Tickle: steel guitar em “Mushmouth Shoutin’

1. Francine (Gibbons / Perron / Cordray)
2. Just Got Paid (Gibbons / Ham)
3. Mushmouth Shoutin’ (Gibbons / Ham)
4. Ko Ko Blue (Gibbons / Hill / Beard)
5. Chevrolet (Gibbons)
6. Apologies To Pearly (Gibbons / Hill / Beard / Ham)
7. Bar-B-Q (Gibbons / Ham)
8. Sure Got Cold After The Rain Fell (Gibbons)
9. Whiskey’n Mama (Gibbons / Hill / Beard / Ham)
10. Down Brownie (Gibbons)

Por Jorge Almeida

Show do Arnaldo Antunes no Sesc Pompéia (22.06.2017)

Arnaldo Antunes entre Curumim (à esquerda) e Betão Aguiar (à direita) em ação no Sesc Pompeia. Foto: Isis Naura

O cantor e compositor Arnaldo Antunes começou uma série de quatro apresentações no Sesc Pompéia, em São Paulo, nesta quinta-feira (22). O ex-titã e banda está a promover o mais novo trabalho “Ao Vivo Em Lisboa”, que foi gravado na capital portuguesa. A apresentação basicamente foi com material de seus três últimos álbuns de estúdio: “Iê Iê Iê” (2009), “Disco” (2013) e “Já É” (2015).

Com os ingressos esgotados para a apresentação na Choperia da unidade, Arnaldo Antunes, acompanhado de Chico Salém (guitarra, violão e backing vocal), Betão Aguiar (baixo e backing vocal), Curumim (bateria e backing vocal) e André Lima (teclados, sanfona e backing vocal), adentram ao palco pontualmente às 21h40 e já mandam duas músicas do álbum “Já É” – “Antes”, com direito a Arnaldo acompanhado de um violão, e “Põe Fé Que Já É”.

O compositor saúda o público e deixou a brecha para o próximo tema ao comentar: “A casa é de vocês!”, era a vez de “A Casa É Sua”, um dos principais hits do álbum “Iê Iê Iê”. Posteriormente o show seguiu com “Trato”, de “Disco”, cuja versão de estúdio tem as participações de Céu e Hyldon, que são co-autores da música. Antunes e companhia voltaram um pouco mais no tempo, até 2001, para resgatar “Atenção”, faixa do disco “Paradeiro”.

Arnaldo Antunes aproveitou a oportunidade que a guitarra de Chico Salém estava com problemas técnicos para falar do novo trabalho e que o repertório daquela noite seria semelhante ao do álbum em questão. O espetáculo continuou com uma trinca de faixas de “Já É” – “Se Você Nadar”, “As Estrelas Cadentes” e “Óbitos” – até chegar a outro sucesso de “Iê Iê Iê”: “Meu Coração”, uma das mais celebradas pelo público.

O show entrou em uma atmosfera acústica com a sequência de músicas que vieram a seguir: “Vilarejo”, parceria sua com Marisa Monte, Carlinhos Brown e Pedro Baby, que foi gravado no álbum da cantora, “Infinito Particular” (2006), “Que Me Continua” – do projeto “A Curva da Cintura” (2011) feito com Edgard Scandurra e com o maliense Toumani Diabaté -, e de seus últimos discos de estúdio “Azul Vazio” e “Saudade Farta”.

A apresentação teve continuidade com temas de cinco trabalhos diferentes de Arnaldo Antunes: “Invejoso”, “Consumado”, com direito ao cantor descer do palco e cantarolá-la no meio do público, “Ela É Tarja Preta”, “Essa Mulher” e “Naturalmente, Naturalmente”.

Arnaldo cantou um tema dos Tribalistas de imediato, o sucesso “Velha infância”. Na sequência, vieram “Muito Muito Pouco”, do álbum “Disco”, o medley “Cachimbo” e “Porrada” – essa última dos tempos de Titãs – e, antes do bis, a música mais velha do setlist da carreira solo de Arnaldo Antunes: “Inclassificáveis”, do disco “O Silêncio” (1996).

Depois de uma pequena pausa, Arnaldo e banda vieram para o bis com três temas: “Socorro” que, talvez, seja o maior sucesso da carreira solo do poeta, “Passa Em Casa”, outro tema dos Tribalistas, e, como o próprio disse antes de encerrar o show, uma “das antigas”, “Televisão”, clássico dos Titãs.

Assim, depois de 1h45 de show, o cantor e seus companheiros se despedem do público que, simultaneamente, foi deixando as dependências do Sesc. E, de hoje (sexta-feira) até domingo, haverá mais três apresentações de Arnaldo Antunes com ingressos esgotados na mesma Choperia do Sesc Pompéia.

A seguir, o setlist do show.

1. Antes (Arnaldo Antunes)
2. Põe Fé Que Já É (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / André Lima)
3. A Casa é Sua (Arnaldo Antunes / Ortinho)
4. Trato (Arnaldo Antunes / Céu / Hyldon)
5. Atenção (Arnaldo Antunes / Alice Ruiz / João Bandeira)
6. Se Você Nadar (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)
7. As Estrelas Cadentes (Arnaldo Antunes / Ortton)
8. Óbitos (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
9. Meu Coração (Arnaldo Antunes / Ortinho)
10. Vilarejo (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Pedro Baby)
11. Que Me Continua (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
12. Azul Vazio (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)
13. Saudade Farta (Arnaldo Antunes)
14. Invejoso (Arnaldo Antunes / Liminha)
15. Consumado (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
16. Ela É Tarja Preta (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / Luê / Felipe Cordeiro / Manuel Cordeiro)
17. Essa Mulher (Arnaldo Antunes)
18. Naturalmente, Naturalmente (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Dadi Carvalho)
19. Velha Infância (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Davi Moraes / Pedro Baby)
20. Muito Muito Pouco (Arnaldo Antunes)
21. Cachimbo (Edvaldo Santana) / Porrada (Arnaldo Antunes / Sérgio Britto)
22. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
Bis:
23. Socorro (Alice Ruiz / Arnaldo Antunes)
24. Passa Em Casa (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Margareth Menezes)
25. Televisão (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)

Por Jorge Almeida

Quantos Segundos Dura uma Nuvem de Poeira termina temporada na SP Escola de Teatro

Cena do espetáculo. Foto: Giorgio D´Onofrio

O espetáculo Quantos Segundos Dura uma Nuvem de Poeira, com a Cia Bruta de Arte e direção de Roberto Áudio, termina a temporada dia 26 de junho de 2017, na SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo). A realização desse espetáculo contou com o apoio do PROAC 2016.

Em cena, um grupo de nove amigos que se revê após 10 anos. Estão na Ilhas Galápagos. Ou não. Talvez estejam encenando uma peça de amigos que se reencontra no arquipélago. Mas do que tratam? Dentre os diálogos cercados de lembranças, boas e ruins, surgem revelações, declarações, angústias, invejas e mágoas.

A partir de um jogo vivo de memória, invenção e esquecimento, os atores recriam com o público diferentes momentos do passado, para, no presente, vivenciarem uma experiência conjunta, um novo registro coletivo de memórias, reais ou ficcionais.

Com base nos depoimentos colhidos entre os próprios atores da Cia Bruta e nos obtidos no projeto Cartografias do Esquecimento, a peça busca fazer aflorar experiências individuais e coletivas de memória e esquecimento. A reconstrução de memórias se fundamenta nas relações entre as experiências pessoais e o contexto político-social partindo de questionamentos vitais em uma sociedade em que se afloram a intolerância e o desentendimento. Do que é posto para o público, o que é ficção e o que é realidade? O quanto o afeto (e a falta dele) podemos resgatar, apesar das diferenças?

SINOPSE

Um terremoto abre uma fenda na terra e divide um país inteiro em dois lados. Em vários lados. Por conta disso, um grupo de amigos parte para as Ilhas Galápagos, lugar onde Darwin iniciou seus estudos sobre a teoria da evolução das espécies, com o intuito de recriarem e preservarem experiências individuais e coletivas de memória e esquecimento, num espaço de intersecção entre ficção e realidade. Ao se defrontarem com o comportamento dos animais, traçam um paralelo com as suas próprias relações fragilizadas e percebem o quanto estão regredindo por terem deixado algo muito importante ser esquecido: o afeto.

O que é real/ O que é ficção

A poeira pode ser o emblema de uma memória traiçoeira, incapaz de se preservar, eclipsada entre partículas de esquecimento. Esse princípio natural de transformação da lembrança foi o alicerce para o desenvolvimento do jogo teatral do espetáculo.

Concepção da obra

A Cia. Bruta de Arte entende a memória como força ativa, em permanente transformação. Tudo que importa deve ser guardado: as fotos, as senhas, os números de telefone, os nomes, as datas, os rostos, as pequenas mentiras, os traumas, os fatos históricos, as manifestações políticas, os amores, as epifanias, as frustrações e as sensações que nos despertam os sentimentos mais marcantes, e que formam um inventário subjetivo do que somos. Assim, o ato de lembrar se revela não só um mecanismo de sobrevivência, como uma busca pela imortalidade.

No entanto, o que interfere no processo de resgate ou preservação da memória se revela, na perspectiva deste trabalho, como nuvens de poeira. Partículas de desentendimentos, carregadas de preconceitos, desamor, intolerâncias e esquecimentos que se acumulam, turvam a visão e impedem de ver o que está além, adiante, ou o que veio antes de nós. Sob essa perspectiva, o grupo se apropria dos conflitos cotidianos como linha tênue entre a lembrança do que nos une e o esquecimento que nos aparta, entre o que nos eleva e o que nos amesquinha, entre o que nos torna tão humanos e desumanos a um só tempo.

Dessa forma, a nuvem de poeira carrega o peso das atitudes reprováveis, que nos tornam irreconhecíveis a nós mesmos que abrem fendas que nos separam sobre um mesmo solo, sob um mesmo céu. Podem evocar tremores e abrir espaços para condutas que, sob um céu claro, sem poeira, não gostaríamos de lembrar ou reproduzir. Nesse debate, inevitáveis perguntas eclodem: quanto tempo até que a garganta se liberte para dizer o que ainda não foi dito? Quanto tempo até que a nuvem se disperse e vislumbremos o entendimento com o outro? Quanto tempo até que as ilhas que somos, como indivíduos, se reconheçam como um arquipélago, com suas fronteiras alagadas, mas unidas nas profundezas do oceano? Quanto tempo até aprendermos a lidar com os embates de nossas placas tectônicas?

Por outro lado, a poeira pode ser o emblema de uma memória traiçoeira, incapaz de se preservar, eclipsada entre partículas de esquecimento. Assim, o processo de resgate e reconstrução das lembranças gera distorções e perdas de informações originais em relação ao que realmente aconteceu. Esse princípio natural de transformação da lembrança foi o alicerce para o desenvolvimento do jogo teatral proposto no espetáculo.

No resgate de memórias vivenciadas pelo grupo, o jogo teatral evidencia as múltiplas possibilidades sobre uma mesma lembrança. Ao destacar diferentes elementos e até mesmo distorcê-los, os atores, junto com o público, geram uma nova estrutura, uma nova memória, que não necessariamente corresponde à antiga realidade.

O que é real/ O que é ficção

O grupo se apropria dos conflitos cotidianos como linha tênue entre a lembrança do que nos une e o esquecimento que nos aparta.

Cenário, Figurino, Iluminação e Música

A proposta de cenografia sugere um espaço aberto instaurado em qualquer lugar do mundo. Um acampamento que pode acontecer em uma ilha, num território devastado, numa cidade em erupção, numa floresta ou num teatro ocupado. É através dessa estrutura que os atores/personagens, nômades do tempo/espaço, transitam entre diferentes experiências de realidade e ficção.

A ideia inicial dos figurinos, acompanha a mesma linha de raciocínio do cenário, representando ora o momento real, era uma memória ficcional fantástica entre o homem e o animal.

A iluminação parte da atmosfera real que transita entre o estado de delírio e a crueza do excesso de lucidez, gerando rupturas no tempo e espaço e atmosferas oscilantes entre o sonho e a realidade.

E por fim, a música, que além de trazer a nostalgia das memórias vividas, servirá como impulso para uma recriação musical. Formando um conjunto de experiências sonoras, algumas vezes sobrepostas, a trilha servirá como suporte para inaugurar diferentes níveis de partituras corporais e danças incomuns que têm como objetivo resgatar as memórias antigas de experiências vividas e compartilhadas, celebrar algo desejado, ou tentar esquecer, como numa catarse, algo que precisa ser pulverizado.

Uma ilha é, por definição, um prolongamento do relevo, algo que emerge de uma depressão profunda e circundada por água. Algo que emerge. Um conjunto de ilhas é chamado de arquipélago. Arquipélago é um conjunto de relevos, emergidos de depressões profundas, circundados por água. Água por todos os lados. Uma ilha é uma cisão, uma fenda visível entre ela e o continente e preenchida pelo mar. Cada indivíduo é uma ilha. Um prolongamento de relevo, emergido de uma depressão profunda. Um arquipélago é uma reunião de indivíduos. Indivíduos preenchidos por água, por todos os lados. Com suas fronteiras afogadas, seus pontos submersos de contato, suas conexões. Laços líquidos. Nada é palpável. A intangibilidade que leva à intolerância. A tentativa de construir pontes, ainda que feitas de cadáveres, de ossos, de fósseis, de animais mortos, de involuções. Pontes construídas sobre um território frágil. Uma ilha pode ser também uma ausência de contato e um excesso de contato com você mesmo. (trecho da peça)

Histórico – Cia. Bruta de Arte

A Cia. Bruta de Arte é núcleo de criação e pesquisa, interessado na investigação de novas linguagens teatrais e em outras expressões artísticas, como a dança, o cinema, a performance e as artes plásticas.

Em 2007, com direção de Roberto Audio, o grupo apresenta El Truco, livremente inspirado em Sonhos de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare.

Em 2009, Roberto Audio dirige a Cia. Bruta em Cine Belvedere, espetáculo criado a partir da pesquisa do universo onírico e do universo cinematográfico de alguns diretores, como David Lynch, Alejandro Jodorowsky e Tim Burton. Esse trabalho itinerante foi realizado durante um ano no Casarão Belvedere.

Em 2010, o grupo apresenta o experimento cênico Assento Reservado, que resulta, em 2012, no espetáculo Máquina de Dar Certo, criado a partir do estudo das teorias do psicólogo Frederich Skinner e da espetacularização do condicionamento humano. Entre 2012 e 2015, o espetáculo, também dirigido por Roberto Audio, cumpriu temporadas em diversos teatros da capital: Espaço Parlapatões, TUSP, Teatro Cacilda Becker, Teatro Martins Penna, Teatro Flávio Império, Teatro Arthur Azevedo e Teatro Paulo Eiró. Máquina de Dar Certo também participou dos festivais de teatro de Araçatuba/SP, Bauru/SP, Itajaí/SC, Presidente Prudente/SP e São José dos Campos/SP.

Em 2013, a Cia. Bruta dá início a duas novas pesquisas, dirigidas por dois atores da companhia. Os dois trabalhos, Pequeno- Burgueses: Rapsódia em Duas Partes e Fotossensível, estrearam em 2014.

Em 2015, sob direção de Roberto Audio, a Cia. Bruta de Arte realiza a intervenção cênica Cartografia do Esquecimento, na qual pequenas instalações ambulantes abrigam o grupo de performers que caminham pela cidade, realizando intervenções individuais e coletivas. O trabalho foi apresentado na Virada Cultural, nas Satyrianas, SESC Interlagos e nas cidades de Itajaí/SC e de Presidente Prudente/SP. No mesmo ano, o grupo apresenta o experimento cênico Ou Em Qualquer Lugar, como parte do processo de criação do espetáculo Quantos Segundos Dura Uma Nuvem de Poeira.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção: Roberto Audio / Dramaturgia: Angela Ribeiro, Ana Pereira, Roberto Audio e Washington Calegari / Elenco (Atores e Personagens): Ana Lúcia Felippe – Fernandina Romualdo, Ana Pereira – Floreana Goicochea, Angela Ribeiro – Genovesa d’Praga, Fabiana d’Praga – Daphne Salgado, Marba Goicochea – Marchena Calegari, Rodolfo Morais – Cristóvão Pereira, Teka Romualdo – Isabela Ribeiro, Wanderley Salgado – Bartholomé Felippe e Washington Calegari – Santiago Morais / Direção de movimento: Fabiano Benigno / Figurinos: Rosângela Ribeiro / Cenografia: Cia. Bruta de Arte / Iluminação: Paulo Maeda / Sonoplastia: Érico Theobaldo / Produção: Rodolfo Morais e Cia. Bruta de Arte / Projeto Gráfico: Angela Ribeiro
www.ciabrutadearte.com
http://www.facebook.com/ciabrutadearte

SERVIÇO
Quantos Segundos Dura uma Nuvem de Poeira
Escola SP de Teatro
Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação
Até 26 de junho de 2017
Sábados, às 21h; domingos, às 20h; segundas, às 21h
Duração: 90 minutos
Recomendação: 14 anos
Ingressos: R$ 20
Capacidade: 60 lugares

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 99126 0425
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Por Daniele Valério | Canal Aberto

Boca Juniors: campeão argentino 2016-2017

Boca Juniors: campeão argentino com uma rodada de antecedência

O Boca Juniors empatou em 2 a 2 com o Olimpo no Estádio Roberto Carminatti, em Bahía Blanca, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Argentino 2016/2017 nesta quarta-feira (21), chegou aos 60 pontos do certame e sagrou-se campeão nacional com uma rodada de antecedência. No entanto, o título nacional foi consolidado antes mesmo de os Xeneizes entrarem em campo. Isso porque na terça-feira, o segundo colocado, o Banfield, perdeu para o San Lorenzo no Nuevo Gasómetro por 1 a 0 e, matematicamente, com 54 pontos, não alcança mais o time de La Bombonera. Além disso, a equipe de Lamos de Zamora ainda foi ultrapassada na tabela pelo River Plate, que bateu no Aldosivi por 1 a 0 no Monumental de Núñez.

O Boca Juniors entrou em campo diante do Olimpo já consciente de que o título estava matematicamente assegurado. Apesar disso, a equipe auro-anil abriu uma boa vantagem diante do time da casa no primeiro tempo. Aos 41, em cobrança de falta, a bola foi alçada na área e Centurión, no segundo pau, cabeceou para tirar o zero do placar. No minuto seguinte foi a vez de Benedetto, que foi lançado por Gago pela direita e, na saída do goleiro, chutou por cima e ampliar a vantagem do Boca, 2 a 0. O camisa 9 é o goleador máximo da competição, com 19 tentos marcados.

Apesar da vantagem confortável, os comandados de Guillermo Schelotto relaxaram e permitiram o empate do Olimpo na etapa final. Aos 16, em um cruzamento na área, o zagueiro xeneize Magallán, de forma bisonha ao tentar afastar o perigo, mandou para as próprias redes. Treze minutos mais tarde, a bola foi alçada na área do Boca e, depois do bate-rebate, Cabral fez um golaço ao dar uma linda bicicleta e sacramentar o empate em 2 a 2.

O resultado deixou o Boca Juniors se isolar ainda mais na liderança com 60 pontos. Já o Olimpo é o 18º, com 35. Com a derrota do Banfield, que estacionou nos 54 pontos, o River Plate é o vice-líder, com 55 pontos. No domingo (25), o time xeneize receberá o Unión Santa Fé em La Bombonera e deverá receber o troféu de campeão argentino.

A 29ª rodada segue nesta quinta (22) com mais sete jogos. E até a próxima terça-feira (27), com o término da rodada derradeira do campeonato saberemos quem será rebaixado e quem se juntará a Boca e River dentre os classificados para a Copa Libertadores da América de 2018 e também da Copa Sulamericana do ano que vem.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica do jogo que confirmou o 32º título argentino ao Boca Juniors.

Data – Jogo – Local:
28/08/2016 – Lanús 1×0 Boca Juniors – Ciudad de Lanús – Néstor Díaz Pérez, Lanús
11/09/2016 – Boca Juniors 3×0 Belgrano – La Bombonera, Buenos Aires
18/09/2016 – Godoy Cruz 1×1 Boca Juniors – Estádio Malvinas Argentinas, Mendoza
25/09/2016 – Boca Juniors 4×1 Quilmes – La Bombonera, Buenos Aires
02/10/2016 – Tigre 1×1 Boca Juniors – Estádio José Dellagiovanna – Vitoria
16/10/2016 – Boca Juniors 2×1 Sarmiento – La Bombonera, Buenos Aires
23/10/2016 – Atlético Tucumán 2×2 Boca Juniors – Estádio Monumental José Fierro, San Miguel de Tucumán
29/10/2016 – Boca Juniors 4×0 Templerley – La Bombonera, Buenos Aires
06/11/2016 – Gimnasia y Esgrima 0x3 Boca Juniors – Estádio del Bosque, La Plata
20/11/2016 – Boca Juniors 1×1 Rosario Central – La Bombonera, Buenos Aires
27/11/2016 – San Lorenzo 1×2 Boca Juniors – Nuevo Gasómetro, Buenos Aires
04/12/2016 – Boca Juniors 4×2 Racing – La Bombonera, Buenos Aires
11/12/2016 – River Plate 2×4 Boca Juniors – Monumental de Núñez, Buenos Aires
18/12/2016 – Boca Juniors 4×1 Colón – La Bombonera, Buenos Aires
11/03/2017 – Banfield 0x2 Boca Juniors – Estádio Florencio Sola, Banfield
19/03/2017 – Boca Juniors 1×2 Talleres – La Bombonera, Buenos Aires
26/03/2017 – San Martín 1×2 Boca Juniors – Estádio Ingeniero Hilario Sánchez, San Juan
1º/04/2017 – Boca Juniors 1×0 Defensa y Justicia – La Bombonera, Buenos Aires
09/04/2017 – Vélez Sársfield 1×3 Boca Juniors – José Amalfitani, Buenos Aires
16/04/2017 – Boca Juniors 1×1 Patronato – La Bombonera, Buenos Aires
23/04/2017 – Atlético de Rafaela 0x0 Boca Juniors – Estádio Nuevo Monumental, Rafaela
30/04/2017 – Boca Juniors 3×0 Arsenal de Sarandí – La Bombonera, Buenos Aires
06/05/2017 – Estudiantes 0x0 Boca Juniors – Estádio Ciudad de La Plata, La Plata
14/05/2017 – Boca Juniors 1×3 River Plate – La Bombonera, Buenos Aires
20/05/2017 – Boca Juniors 1×0 Newell’s Old Boys – La Bombonera, Buenos Aires
27/05/2017 – Huracán 1×1 Boca Juniors – Estádio El Palacio, Buenos Aires
04/06/2017 – Boca Juniors 3×0 Independiente – La Bombonera, Buenos Aires
17/06/2017 – Aldosivi 0x4 Boca Juniors – Estádio José María Minella, Mar del Plata
21/06/2017 – Olimpo 2×2 Boca Juniors – Estádio Roberto Carminatti, Bahía Blanca
25/06/2017* – Boca Juniors x Unión Santa Fé – La Bombonera, Buenos Aires

FICHA TÉCNICA: OLIMPO 2×2 BOCA JUNIORS
Competição/fase: Campeonato Argentino 2016/2017 – 29ª rodada
Local: Estádio Roberto Carminatti, em Bahía Blanca, Argentina
Data: 21 de junho de 2017, quarta-feira – 19h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Frederico Beligov (Argentina)
Cartões Amarelos: Blanco (Olimpo); Silva e Benítez (Boca Juniors)
Gols: Centurión, aos 41 min do 1º tempo (0-1); Benedetto, aos 42 min do 1º tempo (0-2); Magallán (contra), aos 16 min do 2º tempo (1-2); e Cabral, aos 29 min do 2º tempo (2-2)
OLIMPO: 1.Gabbarini; 24.Parnisari, 31.Cabral, 2.Rodríguez (4.Álvarez) e 25.Pantaleone; 18.Blanco, 5.Villarruel e 7.Pizzini (30.Pérez Guedes); 27.Caballuci, 28.Troyansky e 9.Coniglio. Técnico: Mario Sciacqua
BOCA JUNIORS: 12.Rossi, 29.Jara, 2.Tobio (27.Vergini), 6.Magallán e 3.Silva; 16.Barrios, Gago e Pérez; 7.Pavón, 10.Centurión (22.Benítez) e 9.Benedetto (19.Bou). Técnico: Guillermo Barros Schelotto

* Partida a ser realizada.

Parabéns ao Club Atlético Boca Juniors pelo título.

Por Jorge Almeida

Exposição “Meus Caros Amigos – Augusto Boal – Cartas do Exílio” no Sesc Vila Mariana

Espaço expositivo da mostra sobre o dramaturgo Augusto Boel no Sesc Vila Mariana. Foto: Jorge Almeida

O Sesc Vila Mariana promove até o próximo domingo, 25 de junho, a exposição “Meus Caros Amigos – Augusto Boal – Cartas do Exílio”, que apresenta documentos, fotografias, correspondências e vídeos sobre o dramaturgo Augusto Boal (1931-2009), o criador do Teatro do Oprimido.

A mostra traz correspondências trocadas entre Augusto Boal e seus companheiros durante os anos de exílio político, de 1971 e 1986, como o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda e a atriz Fernanda Montenegro.

Considerado uma das principais lideranças do Teatro de Arena de São Paulo, na década de 1960, Boal criou o Teatro do Oprimido, que ganhou notoriedade internacional ao conciliar arte e ação social. O dramaturgo foi preso e exilado pelo Regime Militar que imperava no Brasil em 1971. E é justamente essa época que a exposição retrata.

A exposição exibe ainda cerca de 60 fotografias de Augusto Boal, inclusive com amigos como o próprio Chico Buarque, documentos como passaportes, livros e vídeos, como os depoimentos feitos pela viúva Cecília Boral, o filho Fabian Boal e os amigos já citados.

A mostra traz o nome de um dos álbuns mais marcantes da MPB, o clássico “Meus Caros Amigos” (1976), de Chico Buarque. O título do álbum veio de uma canção inspirada do cantor para com o amigo intitulada “Meu Caro Amigo”, cujo áudio pode ser apreciado na exposição em uma versão gravada em fita cassete por Chico na companhia de Francis Hime no piano e que foi enviada a Boal.

Além disso, complementam a mostra sete cartazes e também alguns livros que podem ser conferidos. Mas o destaque da exposição é o espaço destinado às troca de correspondências entre Chico Buarque e Augusto Boal, incluindo o material relacionado ao álbum de 1976.

SERVIÇO:
Exposição: Meus Caros Amigos – Augusto Boal – Cartas do Exílio
Onde: Sesc Vila Mariana – atrium (1º andar) – Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana
Quando: até 25/06/2017; de terça a sexta-feira, das 10h às 21h; sábados, das 10h às 20h30; domingos, das 10h às 18h30
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Opinião – CBF: Câncer Brasileiro de Futebol?

Na terça-feira passada (13), a Associação Chapecoense de Futebol soltou uma nota lamentando o cancelamento da partida amistosa que faria contra o Benfica, que estava marcada para o dia 22 de julho de 2017 em Lisboa, que valeria a disputa da Eusébio Cup, troféu que o clube lisboeta realiza para a apresentação de seu elenco a cada início de temporada na Europa. O motivo para isso: a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) inviabilizou o evento com a justificativa da existência de jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa Sulamericana, “não sendo possível a transferência de datas”. Tal situação frustrou os dois clubes. A entidade que representa o futebol brasileiro, com a medida, rasgou o que poderia ser mais uma linda página da história do futebol. É muita sacanagem.

De fato, o futebol brasileiro tem um calendário muito complicado, mas a CBF poderia facilitar sim a vida do time catarinense e possibilitar o remanejamento de alguns jogos da Chape, como colocar em datas de partidas da Libertadores já que ela foi eliminada do certame. E, certamente, o Verdão do Oeste não disputará também o tradicional Troféu Joan Gamper contra o Barcelona previsto para agosto. Assim, restará à equipe brasileira a disputa da Copa Suruga Bank, no Japão, que tem status de competição oficial. Acho curioso que o São Paulo, em 2013, passou por situação semelhante e não houve empecilho (nada contra a equipe do Morumbi, que fique claro). O Tricolor disputou (e ganhou) a Eusébio Cup, mas perdeu a Copa Audi e a Copa Suruga Bank. Na época, os três troféus foram disputados na mesma época. Por que a Chapecoense não pode fazer o mesmo? Essa seria uma ótima oportunidade de o clube de Chapecó angariar receitas, explorar sua marca pelo mundo afora, conquistar adeptos, enfim, e também uma digna e justa homenagem às vítimas do voo da LaMia.

No ponto de vista de torcedor, me indago: será que a CBF encontrou empecilhos para a Chape por que ela – CBF – não iria ganhar nada com esse amistoso? Afinal, ela lucra bastante com os patrocínios da Seleção Brasileira e outras fontes de receita. E o que ela tem feito de bom para os clubes ou ao futebol brasileiro como um todo? Por que ela não pega parte do montante que lucrou e invista na profissionalização dos árbitros de futebol, por exemplo? Por que ela não ajuda os clubes menores e que praticamente ficam inativos no segundo semestre a se estruturarem melhor? Por que não reforma os estádios pelo país afora? Por que ela não aproveita algumas dessas arenas da Copa do Mundo de 2014 que se tornaram verdadeiros “elefantes brancos” para atrair público, como uma final de Copa do Brasil com jogo único ou o renascimento da Supercopa do Brasil (que teve apenas duas edições em 1990 e 1991) entre o campeão brasileiro e o da Copa do Brasil da temporada anterior? OK, a CBF por ser uma entidade privada pode até estar no seu direito de obter lucro, mas, por ser a instituição máxima do futebol tupiniquim, ela poderia fazer muito mais do que ela (mal) faz.

Infelizmente, a imagem da CBF, como a de boa parte das federações e entidades do país, está associada à corrupção. Onde já se viu uma instituição que tem um presidente que não pôde representá-la lá fora porque a Interpol está “em seu cangote”? E sem contar a “sujeirada” que possa estar por “debaixo do tapete” do qual o público (e imprensa) não tem conhecimento.

E outra coisa: o que a CBF tem feito para defender os seus clubes afiliados? Especialmente na “várzea” que é a Conmebol. Por que ela é omissa em proteger os clubes brasileiros nas competições sulamericanas? Os times encaram logística ruim, condições de segurança que deixam a desejar, arbitragens ruins e, às vezes, tendenciosas. Qual equipe brasileira que nunca reclamou disso? Por que ela não peitou a Conmebol quando a entidade sulamericana acabou com a possibilidade de a Libertadores ter uma final “caseira” justamente quando as equipes brasileiras estavam soberanas no torneio, sobretudo neste século – vide as finais de 2005 e 2006?

Voltando para o caso da Chapecoense, a CBF é incoerente ao argumentar inviabilidade de datas, pois para a Seleção Brasileira realizar esses amistosos “caça-níqueis” o calendário é o de menos para ela, e os clubes brasileiros, em meio a um campeonato nacional longo e concorrido, cedem seus principais atletas para vestir a camisa canarinho e que se virem com os desfalques, uma vez que o campeonato não para por conta de amistosos, mesmo que, alguns casos, em data-FIFA.

E, para não ser injusto, a culpa dessa situação calamitosa do futebol brasileiro não é apenas da CBF, clubes, federações e dirigentes têm sua parcela de responsabilidade também.

É como disse Emerson Sheik uma vez: “CBF, você é uma vergonha! Vergonha! Vergonha! Vergonha!”.

Por Jorge Almeida

Exposição “Retrato – Território da Fotografia” no MAB-FAAP

Exposição traz cerca de 130 imagens do acervo do MAB-FAAP. Foto: Jorge Almeida19

O Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB-FAAP) exibe até o próximo domingo, 25 de junho, a exposição “Retrato – Território da Fotografia”, que traz cerca de 130 imagens de fotógrafos nacionais e internacionais. A mostra tem como intuito apreciar o retrato, a espécie mais conhecida da fotografia, partindo de uma seleção de registros que pertencem ao acervo da instituição. A curadoria é do professor Rubens Fernandes Junior.

A mostra inicia com um recorte histórico em que são lançados obras fotográficas do século XIX e início do século XX. E ela é apresentada em subtemas, como “Clássicos”, “Cultura Pop”, “Moda”, “Artes Visuais”, “O Corpo” e “Retratos em Grupos”.

Na área destinada aos “Clássicos”, por exemplo, há imagens dos franceses Pierre Verger e Jean Moral, do alemão Horst P. Horst, e do brasileiro German Lorca, considerado um dos pioneiros da fotografia moderna no Brasil. No espaço dedicado à “Moda” nomes como Erwin Blumenfeld, que já teve trabalhos exibidos no local em 2014, e Bob Wolfenson (que também já expôs no museu) marcam presença.

No setor de “Cultura Pop”, há registros feitos por Bob Gruen e Iolanda Huzak. Já em “O Corpo”, traz produções de J.R. Duran, Klaus Mittleldorf e Tripolli. Enquanto isso em “Artes Visuais”, trabalhos de Juan Esteves e de Miro podem ser conferidos. No subtema “Grupos”, os fotógrafos Pierre Verger e Mario Testino ganham destaque.

Entre os destaques estão as clássicas fotos de Bob Gruen – “John Lennon” (1974) – e de Iolanda Huzak – “Luiz Gongaza” (1972).

Além disso, a exposição traz quatro vitrines com retratos formais e com suportes históricos para fotografia, como os daguerreóticos.

SERVIÇO:
Exposição: Retrato – Território da Fotografia
Onde: Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB-FAAP) – Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Quando: até 25/06/2017; segunda e de quarta a sexta-feira, das 10h às 18h (com permanência até às 19h); sábados e domingos, das 10h às 17h (com permanência até às 18h); fechado às terças-feiras
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida