Santos: campeão brasileiro feminino de futebol 2017

Jogadoras do Santos comemoram o único gol da partida na Arena Barueri. Créditos: Agência Estado

O Santos é o mais novo campeão brasileiro de futebol feminino. A equipe da Baixada Santista derrotou o Corinthians no segundo e decisivo jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino A1 por 1 a 0 na noite desta quinta-feira (20), na Arena Barueri, na Grande São Paulo. O gol do título foi marcado pela artilheira da competição, a argentina Sole Jaimes. E, como havia triunfado no primeiro jogo na Vila Belmiro por 2 a 0, o alvinegro praiano fez 3 a 0 no placar agregado e ficou com a taça.

Precisando reverter a desvantagem de dois gols do jogo de ida, o Corinthians começou pressionando. No primeiro minuto de jogo, já ganhou um escanteio, que na cobrança, Mimi desviou pela linha de fundo. Um minuto depois, Fabi Simões cruzou para Gabi, que escorou para Nenê, sem marcação dentro da área, mas ela pegou de primeira e mandou por cima da meta santista.

As corinthianas continuaram a pressão e, aos 8, levaram perigo com outro escanteio. Na cobrança do córner, Mimi desviou para a goleira Dani Neuhaus defender.  A partida seguiu com a equipe mosqueteira com maior domínio até por conta da necessidade de marcar.

Contudo, aos 16, em sua primeira investida no ataque, as Sereias foram certeiras. Maria partiu pela esquerda e cruzou na medida para a argentina Sole Jaimes cabecear com estilo, sem chance de defesa, para abrir o placar e aumentar a já confortável vantagem santista.

Para o Corinthians não restava outra opção a não ser atacar, uma vez que, com a vitória parcial do time praiano, a equipe de Parque São Jorge precisaria fazer quatro gols para levar o caneco. Então, aos 19, o Timão foi para cima e Juci soltou uma bomba para ótima defesa da goleira Dani, que evitou o empate.

Como os mandantes pressionaram, as Sereias fecharam bem os espaços e impediram que as corinthianas continuassem com a pressão e, dessa forma, o jogo seguiu truncado no meio-de-campo com as chances de gols diminuindo drasticamente.

Depois do tento santista, a estratégia do time de Caio Couto era clara: aproveitar os contra-ataques. A tática quase deu certo no final do primeiro tempo. Aos 45, a artilheira do campeonato Sole Jaimes avançou pela direita, sem marcação e, na entrada da área, finalizou e mandou por cima do gol.

Na volta do intervalo, o técnico corinthiano Arthur Elias colocou Amanda no lugar de Paulinha e, assim, deslocou Fabi da lateral-direita para o meio-de-campo.

Assim como foi na etapa inicial, o Corinthians tentou pressionar o Santos nos primeiros minutos, mas estava sujeito aos contragolpes santistas. Como o que aconteceu aos sete minutos. Sole Jaimes arrancou do meio campo e da intermediária arriscou e a arqueira Letícia fez ótima defesa e evitou o segundo gol santista.

O Corinthians até tentou pressionar, mas a zaga santista não deu moleza e a cada ameaça era no melhor estilo “bola para o mato, que o jogo vale campeonato!”, sem contar a marcação implacável do meio-campo do time praiano.

O Santos deu espaço para o rival, mas controlou com segurança o seu sistema defensivo e tentou liquidar a fatura nos contra-ataques. Aos 22, por exemplo, Patrícia Sochor disparou pela direita, invadiu a área e bateu cruzado, mas a redonda saiu próximo à meta corinthiana.

Aos 28, um lance polêmico. Depois de um escanteio, Mimi cabeceou e a goleira Dani fez a defesa em cima da linha. As corinthianas disseram que a bola ultrapassou a linha, mas a árbitra Edna Alves Batista mandou o jogo seguir. Seis minutos mais tarde, Nenê foi lançada e, dentro da área santista, cruzou rasteiro para Gabi, mas a esférica atravessou toda a pequena área e ninguém chegou para finalizar.

A partida seguiu com o Corinthians todo no campo de ataque, enquanto o Peixe permaneceu com suas sereias no campo de defesa com a notória estratégia de puxar contra-ataques. E, quando tinha a bola, valorizava a posse de bola.

O jogo seguiu até os 48 minutos, mas o placar do primeiro tempo foi mantido: Corinthians 0, Santos 1 e, assim, o alvinegro praiano conquista pela primeira vez o Campeonato Brasileiro Feminino, assim como foi com o time masculino em 2002 (antes de a CBF reconhecer os títulos nacionais da década de 1960 como Brasileiro): o primeiro e em cima do Corinthians.

Sabendo que precisava reverter a desvantagem do primeiro jogo, o Corinthians foi para cima do Santos e teve suas oportunidades, mas a equipe praiana conseguiu fechar bem os espaços, não se sentiu intimidada com a pressão corinthiana e, na primeira investida ao ataque, tratou de aumentar a vantagem com o gol da artilheira do campeonato, a argentina Sole Jaimes (18 gols em 19 jogos). Com o apoio da torcida (que foi única, conforme determinação do Ministério Público), o Corinthians dominou o jogo, manteve mais posse de bola, porém, encontrou dificuldades de infiltrar na bem postada defesa santista. Já as Sereias aproveitaram do nervosismo do rival e, embora permanecesse menor tempo com a bola nos pés, levavam mais perigo nas investidas ao ataque. Enfim, o Santos soube muito bem administrar os dois jogos da final e levou o título de forma merecida.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Primeira Fase (Grupo 2):
13/03/2017 – Santos 3×0 Foz Cataratas – Vila Belmiro, Santos (SP)
19/03/2017 – Rio Preto 1×0 Santos – Anísio Haddad, São José do Rio Preto (SP)
28/03/2017 – Santos 3×0 Ponte Preta – Vila Belmiro, Santos (SP)
30/03/2017 – Flamengo 1×2 Santos – Estádio da Gávea, Rio de Janeiro (RJ)
02/04/2017 – Santos 3×1 Vitória – Vila Belmiro, Santos (SP)
05/04/2017 – São José (SP) 1×2 Santos – Marins Pereira, São José dos Campos (SP)
12/04/2017 – Ferroviária (SP) 1×1 Santos – Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
19/04/2017 – Santos 2×1 Ferroviária – Vila Belmiro, Santos (SP)
25/04/2017 – Santos 4×1 São José (SP) – Ulrico Mursa, Santos (SP)
03/05/2017 – Vitória 1×3 Santos – Barradão, Salvador (BA)
09/05/2017 – Santos 2×1 Flamengo – Vila Belmiro, Santos (SP)
17/05/2017 – Ponte Preta 0x2 Santos – Eugênio Fraceschini, Valinhos (SP)
24/05/2017 – Santos 1×0 Rio Preto – Vila Belmiro, Santos (SP)
31/05/2017 – Foz Cataratas 1×0 Santos – Pedro Basso, Foz do Iguaçu (PR)
Segunda Fase:
15/06/2017 – Audax (SP) 0x3 Santos – Arena Barueri, Barueri (SP)
21/06/2017 – Santos 0x0 Audax (SP) – Vila Belmiro, Santos (SP)
Semifinais:
29/06/2017 – Iranduba (AM) 1×2 Santos – Arena da Amazônia, Manaus (AM)
08/07/2017 – Santos 3×2 Iranduba (AM) – Vila Belmiro, Santos (SP)
Final:
13/07/2017 – Santos 2×0 Corinthians – Vila Belmiro, Santos (SP)
20/07/2017 – Corinthians 0x1 Santos – Arena Barueri, Barueri (SP)

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 0x1 SANTOS
Competição/fase: Campeonato Brasileiro Feminino A-1 2017 – final (2º jogo)
Local: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data: 20 de julho de 2017 – 18h (horário de Brasília)
Árbitra: Edna Alves Batista (PR)
Auxiliares: Tatiane Camargo (SP) e Neusa Inês Back (SC)
Cartões Amarelos; Gabriela (Corinthians); Katiuscia, Dani, Kelly e Brena (Santos)
Gol: Sole Jaimes, aos 16 min do 1º tempo (0-1)
CORINTHIANS: 12.Lelê; 10.Fabi Simões, 30.Mimi, 3.Pardal (7.Yasmin) e 6.Juci; 7.Grazi, 19.Ana Vitória (99.Alana), 11.Babi Nunes e 14.Amanda Brunner (21.Paulinha); 90.Nenê e 9.Byanca Brasil. Técnico: Arthur Elias
SANTOS: 1.Dani; 21.Katiuscia, 22.Camila, 23.Carol Arruda e 20.Dani Silva; 5.Maria, 35.Brena (27.Cida), 29.Patrícia Sochor e 34.Maurine (36.Tayla); 7.Ketlen (4.Giovana) e 9.Sole Jaimes. Técnico: Caio Couto

Parabéns ao Santos Futebol Clube pela conquista.

Por Jorge Almeida

*Ofereço esse texto à minha inesquecível amiga Carla de Deus, santista, que nos deixou recentemente

Exposição “O Anjo Exterminador” na Pinacoteca do Estado

Vista da clássica obra de Nelson Leiner no Octógono da Pinacoteca do Estado. Foto: Jorge Almeida

A Pinacoteca do Estado de São Paulo está com a exposição “O Anjo Exterminador” em exibição até o próximo dia 31 de julho, segunda-feira. Na verdade, trata-se de uma obra criada em 1984 por Nelson Leirner que foi remontada em 2014 e que junta centenas de estatuetas e bibelôs alinhados em dois grupos posicionados um de frente para o outro e separado por uma ponte.

Instalada no Octógono do prédio do museu, a obra faz referência ao filme homônimo do espanhol Luis Buñuel, em que casais de amigos da aristocracia espanhola se encontram para um jantar na casa de um deles e, a partir de então, sem uma explanação para tal, o grupo se encontrou preso na sala de jantar por dias.

O conceito da sociedade de estamentos, ou seja, que não permite romper os limites, ou que reflete firmemente distinções entre grupos de pessoas, é o que em comum entre o filme do cineasta espanhol e a obra do artista brasileiro.

O trabalho de Leirner é também um dos primeiros em que o artista lança mão desse procedimento de acúmulo e distribuição de pequenas esculturas, em uma cena que lembra uma procissão, uma marcha, um desfile. Depois disso, vieram instalações como “O Grande Combate” (1985) e “O Grande Enterro” (1986). Essa é uma das 13 obras de Leirner que pertencem ao acervo da Pinacoteca.

SERVIÇO:
Exposição:
O Anjo Exterminador
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 2
Quando: até 31/07/2017; de quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados; pessoas abaixo de dez anos e acima de 60 anos não pagam

Por Jorge Almeida

Exposição “Moedas do Brasil e América Latina” no Memorial da América Latina

Moedas dos tempos Brasil Colônia em exibição no Memorial da América Latina. Foto: Jorge Almeida

O Memorial da América Latina promove até o próximo dia 30 de julho, domingo, a exposição “Moedas do Brasil e América Latina”, que faz um mergulho pela Numismática e apreciar um pouco mais da História recente do Brasil e de países da América Latina. A mostra exibe cerca de 120 moedas e 110 cédulas, além de 12 totens que contém curiosidade sobre o assunto.

O projeto é uma proposta feita entre a Fundação Memorial da América Latina e o Banco do Brasil que privilegia o público que frequenta a biblioteca Victor Civita expor o valioso acervo do qual o banco é o seu guardião há mais de dois séculos.

Além de exibir as primeiras moedas que circularam no Brasil, como os famosos “Réis”, na República Velha, até a atual moeda corrente, o Real, a exposição traz recortes históricos e curiosidades, como o significado da expressão “cara ou coroa” e que pataca é o nome da moeda que ficou mais tempo em circulação no Brasil.

Em exibição em três vitrines ao lado, há exemplares de moedas latino-americanas que, conforme a evolução em suas nomenclaturas, trazem coincidências e diferenças em relação ao Brasil. Assim, como todas elas, seja moeda ou papel, têm em comum o papel de importância no cenário histórico e econômico das nações.

SERVIÇO:
Exposição:
Moedas do Brasil e América Latina
Onde: Memorial da América Latina – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Quando: até 30/07/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Las Caras de Cervantes” no Instituto Cervantes

Obra de Jesús Varela que homenageia Miguel de Cervantes em exibição no Instituto Cervantes. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Cervantes apresenta até o próximo dia 29 de julho, sábado, a exposição “Las Caras de Cervantes”, que traz cerca de 30 trabalhos inspirados no célebre escritor espanhol Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616). Os artistas que participam da mostra estão apadrinhados pelo indivíduo que imaginaram desde o presente e que, talvez, tenha sido Cervantes.

As obras apresentadas por meio de aquarelas, pinturas, grafites, fotomontagens, mosaicos e bordados confeccionados por artistas brasileiros, espanhóis e latino-americanos vem acompanhada de um poema do escritor.

A Língua espanhola, a História e a Arte deixaram reunir e desvendar novos talentos, visões clássicas e ao mesmo tempo inovadoras, coloridas, inspiradoras e divertidas, mas sem deixar de representar a grandiosidade que vem atrelada à ideia de recriar o grande mestre da Literatura espanhola.

Entre os destaques estão a pintura de Bruna Gusmão, de 2017, feita com guache; o mosaico “Cervantes” (2017), da dupla Simone Berton e Regina Shahini; e “Las Diversas Caras de D. Miguel de Cervantes” (foto), de 2017, um óleo sobre tela, de Jesús Varela.

SERVIÇO:
Exposição: Las Caras de Cervantes
Onde: Instituto Cervantes – Avenida Paulista, 2439 – Cerqueira César
Quando: até 29/07/2017; de terça a sexta-feira, das 14h às 21h30; sábados, das 9h às 15h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

The Jimi Hendrix Experience: 50 Anos de “Are You Experienced”

A versão britânica (esq) e a norte-americana (dir) de “Are You Experienced”, o disco de estreia do lendário Jimi Hendrix

O ano de 2017 marca o 50º aniversário de alguns discos clássicos do rock. E, evidentemente que o trabalho de estreia do power trio The Jimi Hendrix Experience não poderia ser esquecido. Lançado em 12 de maio de 1967 no Reino Unido, o ‘debut’, intitulado “Are You Experienced” foi produzido por Chas Chandler.

James Marshall Hendrix era uma mera figura desconhecida em Nova York até 1966, quando foi visto por Chas Chandler (ex-baixista do The Animals) em um “inferninho” da “capital do mundo”, que se ofereceu para empresariá-lo. Assim, após o seu sim, Hendrix foi levado à Inglaterra pelo agente em setembro de 1966. Em Londres, a dupla começou a realizar audições para encontrar outros músicos para formar uma banda. O primeiro escolhido foi Noel Redding para o baixo e, embora nunca tivesse tocado um, pois era guitarrista, porém, Jimi aprovou sua aparência e atitude e lhe deu o cargo. Para a bateria foi recrutado Mitch Mitchell, um baterista que atuava na capital londrina e que poderia acrescentar à banda o estilo jazz.

Assim como o Cream, banda do ídolo Eric Clapton, o “The Experience” foi uma das primeiras bandas a popularizar o formato “power trio”, composto essencialmente por guitarra, baixo e bateria. Logo, não foi apenas mero grupo de apoio para acompanhar Hendrix.

O álbum se destacou pela psicodelia de Hendrix, que abusou de forma autoritária as guitarras distorcidas e fez de “Are You Experienced” o maior disco de estreia da história do rock. Constantemente é mencionado sempre nos rankings dos veículos especializados como um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Depois de terem trabalhado com a Polydor e rapidamente mudar para o selo Track Records, o mesmo do The Who, a banda lançou três singles que ficaram entre as dez mais tocadas na Inglaterra entre dezembro de 1966 e março de 1967: “Hey Joe”/“Stone Free”; “Purple Haze”/”51st Anniversary”; e “The Wind Cries Mary”/”Highway Chile”. Durante a gravação dos três singles, o disco de estreia do The Jimi Hendrix Experience foi lançado.

E, como era de praxe na Inglaterra, onde o play foi lançado primeiro, o álbum saiu na praça sem os três singles. Mesmo assim, o disco e a banda em pouco tempo se tornaram sensação por toda a Europa e com direito a “Are You Experienced?” alcançar a segunda posição do Reino Unido, atrás apenas de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, que saiu no mesmo ano.

O disco é recheado de hits que se transformaram em verdadeiros hinos do rock: ali estão clássicos como “Fire”, “Foxy Lady”, “Manic Depression”, entre outras. E, graças à boa repercussão do álbum na Europa, que Hendrix foi credenciado a tocar nos Estados Unidos.

Em sua terra natal, Jimi Hendrix e seus companheiros foram tocar no famoso Monterey Pop Festival. E, depois de uma apresentação literalmente incendiária – sim, aquele famoso show em que Hendrix tacou fogo em sua guitarra no palco -, que ganhou repercussão internacional, o selo norte-americano Reprise Records, em dois meses, tratou de prensar o disco de estreia do The Experience nos Estados Unidos também, contudo, com algumas mudanças notórias.

A versão norte-americana de “Are You Experienced” difere da britânica. A começar pela capa, que ficou mais colorida, bonita e psicodélica. Mas a alteração mais notada foi na ordem do tracklist. Músicas cruciais como “Red House”, “Can You See Me” e “Remember” foram trocadas por gravações feitas em compactos lançados no Reino Unido que não haviam entrado para o álbum, como “Hey Joe”, “Purple Haze” e “The Wind Cries Mary”.

A versão norte-americana e canadense foi lançada em 23 de agosto de 1967. E, anos depois, quando o play foi relançado em CD, todas as músicas – incluindo os lados B’s dos singles – foram incluídas nas versões digitais do disco, que, logo, passou a contar com 17 faixas, sendo seis bônus para cada edição. Vale reforçar que depois que Al Hendrix, pai de Jimi, obteve os direitos autorais das músicas do filho, “Are You Experienced” foi relançado mundialmente pela Universal Records, porém, mantendo as respectivas versões em que foram lançados.

Esse é aquele típico de disco que é clássico de “cabo a rabo”. Vale a pena conferir.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Are You Experienced
Intérprete: The Jimi Hendrix Experience
Lançamento: 12/05/1967 (Reino Unido); 23/08/1967 (EUA/Canadá)
Gravadora: Track Records
Produtor: Chas Chandler

Jimi Hendrix: voz e guitarra
Noel Redding: baixo e backing vocal em “Foxy Lady”, “Fire” e “Purple Haze
Mitch Mitchell: bateria e backing vocal em “I Don’t Live Today” e “Stone Free

The Breakaways: backing vocal em “Hey Joe

Versão do Reino Unido:
1. Foxy Lady (Hendrix)
2. Manic Depression (Hendrix)
3. Red House (Hendrix)
4. Can You See Me (Hendrix)
5. Love Or Confusion (Hendrix)
6. I Don’t Live Today (Hendrix)
7. May This Be Love (Hendrix)
8. Fire (Hendrix)
9. Third Stone From The Sun (Hendrix)
10. Remember (Hendrix)
11. Are You Experienced? (Hendrix)
Faixas bônus:
12. Hey Joe (Roberts)
13. Stone Free (Hendrix)
14. Purple Haze (Hendrix)
15. 51st Anniversary (Hendrix)
16. The Wind Cries Mary (Hendrix)
17. Highway Chile (Hendrix)

Versão norte-americana:
1. Purple Haze (Hendrix)
2. Manic Depression (Hendrix)
3. Hey Joe (Roberts)
4. Love Or Confusion (Hendrix)
5. May This Be Love (Hendrix)
6. I Don’t Live Today (Hendrix)
7. The Wind Cries Mary (Hendrix)
8. Fire (Hendrix)
9. Third Stone From The Sun (Hendrix)
10. Foxy Lady (Hendrix)
11. Are You Experienced? (Hendrix)
Faixas bônus:
12. Stone Free (Hendrix)
13. 51st Anniversary (Hendrix)
14. Highway Chile (Hendrix)
15. Can You See (Hendrix)
16. Remember (Hendrix)
17. Red House (Hendrix)

Por Jorge Almeida

Exposição “O Gráfico Amador” na Caixa Cultural

“Cartazes”, livre interpretação do artista visual Raul Luna sobre a obra d’O Gráfico Amador em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A exposição “O Gráfico Amador” está em cartaz até o próximo domingo, 23 de julho, na Caixa Cultural. A mostra traz cerca de 30 projetos que fazem um panorama da produção gráfica da primeira editora experimental homônima do Recife, que funcionou entre 1954 e 1961.

E, por meio de textos, imagens, fotografias, documentos, vídeos e livro, a exposição visa recuperar a história da editora coordenada por intelectuais e artistas. Os trabalhos eram projetados por Aloísio Magalhães, Gastão de Holanda, José Laurenio da Costa e Orlando da Costa Ferreira, e tinham como associados aproximadamente 50 personalidades, como Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto.

Uma fábrica que explora os artifícios de impressão manual e venera a ilustração que, por sua vez, segundo a curadora Amanda Bonan, “salta aos olhos pela sinfonia com a cultura popular pernambucana, em oposição às tendências construtivas que chegavam ao Brasil, por influência da Bauhaus e da Escola de Ulm”.

Nos sete anos em que esteve na ativa, o Gráfico Amador imprimiu 26 livros, três volantes, um programa de teatro, além de outras pequenas impressões como convites de casamento e cartões de Natal.

Em meio aos destaques estão “Oficina Tipográfica São Paulo, um Manifesto”; “Cartazes” (foto), livre interpretação do artista visual Raul Luna sobre a obra d’O Gráfico Amador (2017); e “Prelo”, um tira-provas Manig, da década de 1960.

SERVIÇO:
Exposição:
O Gráfico Amador
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 23/07/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Nova Fotografia | Bazares” no MIS

Vista parcial da exposição “Nova Fotografia | Bazares” no MIS. Foto: Jorge Almeida

O Museu da Imagem e do Som (MIS) apresenta a exposição “Nova Fotografia | Bazares” em cartaz até o próximo domingo, 23 de julho, e traz dez imagens realizadas nos últimos oito anos por Silvio Piesco em viagens realizadas por países como Etiópia, Mianmar, Tailândia, China e Tibete.

O fotógrafo viajou por inúmeros viralejos e tribos ao longo do Vale do Rio Omo, visitou Adis Abeba, capital da Etiópia, além dos locais citados no continente asiático. Em cada lugar que passara, captou imagens de dezenas de bazares e feiras.

A mostra exibe uma seleção de registros feitos ao longo de quase uma década e gira em torno das narrativas e expressões culturais manifestadas nestes ambientes de intercâmbio comercial e local de encontro de variados grupos sociais. No cenário típico do cotidiano desses estabelecimentos comerciais de remotas regiões africanas e asiáticas, o artista permite uma imergência de costumes distantes das visões dos brasileiros.

O fotógrafo confessa que o choque cultural sempre o fascinou, e isso o influenciou em visar ir para locais onde as culturas locais sofrem menor influência da cultura de massa, e os mercados são admiráveis fontes de cultura local, pois é nele que se vê de perto como é a rotina dessas pessoas.

Entre os locais clicados por Piesco, por exemplo, estão Zanzibar (Tanzânia, onde nasceu o lendário Freddie Mercury), Kyaing Tong (Mianmar), Bahir Dar (Etiópia) e Kashgar (China).

Criado em 2011, o Nova Fotografia é um projeto anual do Museu da Imagem e do Som que busca criar um espaço permanente para exposição de fotografias de artistas promissores que se distinguem pela qualidade e inovação do seu trabalho. A cada ano, seis séries de imagens são escolhidas por meio de convocatória e expostas no Museu.

SERVIÇO:
Exposição: Nova Fotografia | Bazares
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 23/07/2017; de terça a sábado, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita (espaço nicho)

Por Jorge Almeida