CBF sorteou duelos das quartas-de-final da Copa do Brasil 2019

CBF definiu confrontos das quartas-de-final da Copa do Brasil 2019 nesta segunda-feira. Créditos: Laís Torres/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou nesta segunda-feira (10), em sua sede, no Rio de Janeiro (RJ), os confrontos das quartas-de-final da Copa do Brasil 2019. As partidas ocorrerão após a Copa América, em julho.

Os jogos terão como data-base os dias 10 e 17 de julho, marcados previamente. Grêmio e Bahia farão o confronto de tricolores no torneio. A partida de volta será realizada na Boa Terra. Enquanto o Baêa tenta o título inédito, o clube gaúcho vai em busca do sexto triunfo do torneio e se igualar ao Cruzeiro. E, por falar na Raposa…

Atual bicampeão do certame, o Cruzeiro terá pela frente nessa fase da Copa do Brasil o seu arquirrival, o Atlético Mineiro, em dois jogos que, certamente, vão parar Belo Horizonte. O Galo será o mandante do segundo jogo. A equipe celeste tem como objetivo o inédito tricampeonato consecutivo do torneio, ampliar a sua hegemonia e, de quebra, vingar-se da derrota sofrida na decisão de 2014 para o co-irmão de Minas, que, obviamente, não deixará de escapar a oportunidade de manter-se na luta pelo bicampeonato.

Outro embate interessante será a reedição da decisão de 2013. Flamengo e Athletico Paranaense fazem o clássico rubronegro das quartas-de-final. O clube da Gávea receberá o Furacão na partida derradeira dessa fase. Enquanto o Mengão visa o tetracampeonato, o time do Paraná busca o feito inédito e também dar o troco da perda do título de seis temporadas atrás. Será que a nova grafia dará sorte ao “ex-Atlético Paranaense”?

E, finalmente, Palmeiras e Internacional realizarão outro grande clássico do futebol brasileiro. O Colorado será o mandante do jogo de volta. A metade vermelha do Rio Grande do Sul torcerá para que sua equipe repita o feito da campanha vitoriosa de 1992 da competição, além do título, é óbvio: eliminar o alviverde que, naquela ocasião, sucumbira para os gaúchos nas semifinais. Todavia, o Verdão espera repetir o feito da campanha de 2015, quando mandou o Inter para casa na mesma fase e, no final, ficou com a taça.

Quem passar do clássico mineiro enfrentará nas semifinais o vencedor do duelo entre gaúchos e paulistas. Enquanto isso, a outra semifinal será marcada por confronto entre um rubronegro e um tricolor (mas não será Fla-Flu!).

Abaixo, a relação dos confrontos.

Cruzeiro (MG) x Atlético (MG)*
Palmeiras (SP) x Internacional (RS)*
Athletico Paranaense (PR) x Flamengo (RJ)*
Grêmio (RS) x Bahia (BA)*

* Mandantes dos jogos de volta.

Boa sorte aos participantes.

Por Jorge Almeida

Anúncios

Encerrada a fase de grupos da Copa Libertadores da América 2019

16 equipes seguem na busca do troféu mais cobiçado da América do Sul

Quatro jogos realizados na noite desta quinta-feira (9) ajudaram a definir o encerramento da fase de grupos da Copa Libertadores da América 2019. Após seis rodadas da competição, 16 equipes seguem na luta pelo troféu mais cobiçado do Hemisfério Sul. Além deles, outros oito clubes disputarão a Copa Sulamericana.

O primeiro grupo a ter a situação definida foi o E. Com a realização das duas partidas simultâneas na terça-feira (7). Em Montevidéu, no Parque Central, o Nacional empatou em 1 a 1 com o Cerro Porteño. O resultado deixou as duas equipes empatadas na liderança, com 13 pontos, mas os paraguaios ficaram com o primeiro lugar devido ao melhor saldo de gols. Na outra partida da chave, o Atlético Mineiro foi até a Venezuela e derrotou o Zamora por 2 a 1. A vitória deixou o Galo com seis pontos em terceiro lugar e, como “prêmio de consolação”, o time mineiro disputará a Copa Sulamericana na sequência da temporada. A equipe venezuelana se despediu do certame com três pontos ganhos.

No mesmo dia, só que um pouco mais tarde, o grupo A foi concluído. Mas a situação por lá já estava definida e, portanto, os jogos foram só mais para o cumprimento da talbea. No Monumental de Núñez, em Buenos Aires, o River Plate recebeu o Internacional. O duelo terminou empatado em 2 a 2, resultado que manteve o Colorado na liderança, com 14 pontos, seguido pelos millonarios, que ficaram com 10, e manteve os dois clubes invictos na Liberta. Na outra partida do grupo, o Palestino surpreendeu o Alianza Lima no Alejandro Villanueva ao vencer a equipe peruana por 2 a 1. O clube chileno terminou sua participação com sete pontos, enquanto o Alianza ficou na lanterna com mísero um ponto conquistado em seis jogos.

Na quarta-feira (8), mais quatro grupos tiveram seus classificados assegurados. No grupo B, o classificadíssimo Cruzeiro tinha tudo para manter os 100% de aproveitamento ao receber o Emelec no Mineirão, mas o clube celeste foi nocauteado pelos equatorianos ao perder a partida por 2 a 1, mas, apesar do revés, a equipe de Mano Menezes permaneceu no topo, com 15 pontos, enquanto o seu algoz foi a nove. No outro embate, o já eliminado Huracán conseguiu a sua primeira vitória no torneio ao golear o Deportivo Lara em casa por 3 a 0 e, com quatro pontos, ainda ficou atrás do adversário da ocasião, que, mesmo derrotado, permaneceu com cinco pontos e vai para a Sulamericana.

Pelo grupo H, Grêmio e Universidad Católica fizeram um duelo direto para seguir adiante na Libertadores na Arena do Grêmio. O Tricolor gaúcho não decepcionou o seu torcedor e faturou o adversário por 2 a 0. O resultado colocou o Grêmio na vice-liderança com 10 pontos, enquanto os chilenos mantiveram os sete pontos e um lugar na Sulamericana. O campeão do grupo foi o Libertad que, apesar de ter sido derrotado pelo já eliminado Rosário Central, no Gigante de Arroyto, em Rosário, por 2 a 1, ficou com 12 pontos, deixando a equipe auriazul com cinco.

O Palmeiras confirmou o favoritismo e venceu o San Lorenzo no Allianz Parque por 1 a 0. O triunfo alviverde não só consolidou o primeiro lugar da equipe, com 15 pontos, como deixou o clube com a melhor campanha de todos os participantes (superando o Cruzeiro no saldo de gols). Apesar da derrota, o time do Papa Francisco permaneceu em segundo lugar do grupo F com 10 pontos. Já em Barranquilla, o Junior Barranquilla conseguiu a proeza de perder em casa para o Melgar por 1 a 0 e viu o seu adversário ir a sete pontos e roubar a sua vaga para a Copa Sulamericana, e segurou a lanterna com apenas três pontos.

No grupo D, excetuando o já eliminado San José, três equipes brigaram até a rodada derradeira da fase de grupos para ficar com duas vagas. O Flamengo dependia apenas de si não só para se classificar como também para ser o líder do grupo. E, para atingir o seu objetivo, o Mengão foi até Montevidéu e voltou com um precioso empate em 0 a 0 contra o Peñarol e foi aos dez pontos, a mesma pontuação dos uruguaios, que só ficou em terceiro porque, na outra partida do grupo, a LDU goleou o San José por 4 a 0, em Quito, e também alcançou os mesmos dez pontos. Assim, Flamengo, LDU e Peñarol fizeram a mesma pontuação (10 pontos), mas o saldo de gols (na verdade, as goleadas feitas no frágil equipe boliviana) foi crucial para a classificação do rubronegro e do clube equatoriano.

No grupo C, as quatro equipes chegaram em condições de conseguirem a classificação para a sequência do certame. O Olímpia acabou sendo derrotado em seus domínios por 1 a 0 para o Sporting Cristal, mas, graças ao saldo de gols, foi o campeão do grupo com nove pontos. Aliás, foi a mesma pontuação do segundo colocado, o Godoy Cruz, que bateu o Universidad de Concepción, no Estádio Malvinas Argentinas pelo mesmo placar. Por conta da derrota para os paraguaios, o Sporting Cristal ficou com sete pontos e vai para a Sulamericana. Já o Universidad de Concepción se despediu com seis pontos.

E, para finalizar, o grupo G, que teve o confronto direto pelo primeiro lugar protagonizado por Boca Juniors e Athletico Paranaense, que se enfrentaram em La Bombonera. Os Xeneizes levaram a melhor ao vencer o Furacão, de virada, por 2 a 1, e alcançou os 11 pontos, deixando o rubronegro paranaense em segundo com nove. No outro duelo, o Tolima foi até a Bolívia, passou pelo Jorge Wilstermann ao derrotar o oponente por 2 a 0 e foi a sete pontos e o seu adversário deu adeus para a Libertadores com apenas cinco pontos ganhos em seis partidas.

Com isso, a fase de grupos da Libertadores chegou ao fim. Os classificados para as oitavas-de-final da competição saberão quem serão os seus adversários na próxima segunda-feira (13), dia em que a Conmebol fará o sorteio dos confrontos para a sequência do torneio (os campeões dos grupos ficarão em um pote e os segundos colocados em outro). Os terceiros colocados de cada grupo irão disputar a Copa Sulamericana e também saberão quem irão pegar na sequência daquela competição através de sorteio.
Aliás, dependendo da combinação do sorteio, as oitavas-de-final da Liberta poderá ter clássicos nacionais logo de cara, tipo: Boca Juniors x River Plate ou um Gre-Nal, por exemplo.

A seguir a relação dos classificados para as oitavas-de-final da Libertadores da América, os clubes que irão disputar a Copa Sulamericana, os resultados da última rodada da fase de grupos e a classificação final dessa fase.

Classificados em 1º lugar (por ordem de grupo): Internacional, Cruzeiro, Olímpia, Flamengo, Cerro Porteño, Palmeiras, Boca Juniors e Libertad

Classificados em 2º lugar (por ordem de grupo): River Plate, Emelec, Godoy Cruz, LDU, Nacional, San Lorenzo, Athletico Paranaense e Grêmio

Terceiros colocados – Vaga para Copa Sulamericana (por ordem de grupo): Palestino, Deportivo Lara, sporting Cristal, Peñarol, Atlético Mineiro, Melgar, Tolima e Universidad Católica

– Resultados da última rodada da fase de grupos:
Data – Jogo – Local:
07/05 – Zamora (VEN) 1×2 Atlético Mineiro (BRA) – Agustín Tovar, Barinas (VEN)
07/05 – Nacional (URU) 1×1 Cerro Porteño (PAR) – Gran Parque Central, Montevidéu (URU)
07/05 – River Plate (ARG) 2×2 Interncional (BRA) – Monumental de Núñez, Buenos Aires (ARG)
07/05 – Alianza Lima (PER) 1×2 Palestino (CHI) – Alejandro Villanueva, Lima (CHI)
08/05 – Cruzeiro (BRA) 1×2 Emelec (EQU) – Mineirão, Belo Horizonte (BRA)
08/05 – Huracán (ARG) 3×0 Deportivo Lara (VEN) – Tomás Adolfo Ducó, Buenos Aires (ARG)
08/05 – Rosário Central (ARG) 2×1 Libertad (PAR) – Gigante de Arroyito, Rosário (ARG)
08/05 – Grêmio (BRA) 2×0 Universidad Católica – Arena do Grêmio, Porto Alegre (BRA)
08/05 – Junior Barranquilla (COL) 0x1 Melgar – Estádio Metropolitano, Barranquilla (COL)
08/05 – Palmeiras (BRA) 1×0 San Lorenzo (ARG) – Allianz Parque, São Paulo (BRA)
08/05 – LDU (EQU) 4×0 San José (BOL) – Casa Blanca, Quito (EQU)
08/05 – Peñarol (URU) 0x0 Flamengo (BRA) – Campeon del Siglo, Montevidéu (URU)
09/05 – Godoy Cruz (ARG) 1×0 Universidad de Concepción (CHI) – Malvinas Argentinas, Mendoza (ARG)
09/05 – Olímpia (PAR) 0x1 Sporting Cristal (PER) – Manuel Ferreira, Assunção (PAR)
09/05 – Jorge Wilstermann (BOL) 0x2 Tolima (COL) – Félix Capriles, Cochabamba (COL)
09/05 – Boca Juniors (ARG) 2×1 Athletico Paranaense (BRA) – La Bombonera Buenos Aires (ARG)

– Classificação final da fase de grupos da Copa Libertadores da América 2019.
Pos. – Equipe – Pontos:
Grupo A:
1. Internacional (BRA) – 14 pontos
2. River Plate (ARG) – 10
3. Palestino (CHI) – 7
4. Alianza Lima (PER) – 1

Grupo B:
1. Cruzeiro (BRA) – 15 pontos
2. Emelec (EQU) – 9
3. Deportivo Lara (VEN) – 5
4. Huracán (ARG) – 4

Grupo C:
1. Olímpia (PAR) – 9 pontos
2. Godoy Cruz (ARG) – 9
3. Sporting Cristal (PER) – 7
4. Universidad de Concepción – 6

Grupo D:
1. Flamengo (BRA) – 10 pontos
2. LDU Quito (EQU) – 10
3. Peñarol (URU) – 10
4. San José (BOL) – 4

Grupo E:
1. Cerro Porteño (PAR) – 13 pontos
2. Nacional (URU) – 13
3. Atlético Mineiro (BRA) – 6
4. Zamora (VEN) – 3

Grupo F:
1. Palmeiras (BRA) – 15 pontos
2. San Lorenzo (ARG) – 10
3. Melgar (PER) – 7
4. Junior Barranquilla (COL) – 3

Grupo G:
1. Boca Juniors (ARG) – 11
2. Athletico Paranaense (BRA) – 9
3. Deportes Tolima (COL) – 8
4. Jorge Wilstermann (BOL) – 5

Grupo H:
1. Libertad (PAR) – 12
2. Grêmio (BRA) – 10
3. Universidad Católica (CHI) – 7
4. Rosário Central (ARG) – 5

Parabéns aos classificados e boa sorte na sequência do torneio.

Por Jorge Almeida

CBF sorteou os confrontos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2019

CBF realizou o sorteio dos confrontos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2019. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou na tarde desta quinta-feira (2), o sorteio dos confrontos e mandos de campo das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2019. O evento aconteceu em sua sede, no Rio de Janeiro. Os duelos pela quinta fase do certame estão previstos para acontecer entre os dias 15 de maio e 5 de junho.

O sorteio, que está previsto no artigo 14º do Regulamento Específico da Competição, tem as presenças de cinco clubes que passaram a fase anterior (Corinthians, Santos, Fluminense, Vila Nova ou Juventude e Bahia) e os 11 pré-classificados para essa fase (os brasileiros participantes da atual edição da Copa Libertadores da América, além dos campeões do Brasileiro da Série B, Copa do Nordeste e Copa Verde do ano passado).

Antes do sorteio, o Diretor de Competições da CBF, Manoel Flores, foi convidado ao palco para ler o trecho do regulamento da competição que prevê o sorteio e a composição dos participantes e dos potes. A cerimônia seguiu com o narrador do Grupo Globo, Luís Roberto, como cerimonialista, e, no sorteio das bolinhas, participaram o comentarista Caio Ribeiro e o ex-jogador Juninho Paulista.

As equipes foram divididas em dois potes: em um com clubes que disputam a Copa Libertadores 2019 e no outro estão os demais. E, conforme a sequência do evento, o primeiro nome a ser sorteado foi o Internacional, que enfrentará o Paysandu. Depois, foi decretado que Flamengo e Corinthians medirão forças na continuidade do torneio. O terceiro confronto terá pela frente Atlético Mineiro e Santos. O quarto duelo do sorteio será realizado entre Grêmio e o ganhador do duelo entre Juventude e Vila Nova, que já fizeram o primeiro jogo da quarta fase e empataram em 0 a 0 em Caxias do Sul. O Palmeiras terá como adversário o Sampaio Corrêa, de acordo com o quinto embate a ser sorteado. O sexto embate será disputado entre Athletico Paranaense e Fortaleza. O penúltimo confronto a ser definido será entre Cruzeiro e Fluminense. E, finalmente, São Paulo e Bahia fazem o duelo de tricolores nas oitavas-de-final.

Após uma pausa, o sorteio para definir os mandos de campo das oitavas-de-final. O mestre de cerimônia Luiz Roberto explicou os motivos pelos quais se fez necessário a pausa para analisar os duelos para que evitem uma conflito de datas entre duas equipes da mesma cidade jogarem no mesmo dia.

De acordo com a definição do sorteio, os mandantes dos jogos de ida serão: Corinthians, Internacional, Atlético Mineiro, Juventude ou Vila Nova, Sampaio Corrêa, Fortaleza, Fluminense e São Paulo. Enquanto, Flamengo, Paysandu, Santos, Grêmio, Palmeiras, Athletico Paranaense, Cruzeiro e Bahia receberão as partidas de volta das oitavas-de-final.

Reforçando que, em caso de empate no placar agregado, o vencedor será definido através da disputa de pênaltis. As data-base dessa fase da competição serão os dias 15, 22 e 29 de maio e 5 de junho.

A seguir, a relação dos confrontos dos duelos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2019.

Corinthians (SP) x Flamengo (RJ)
Flamengo (RJ) x Corinthians (SP)

Internacional (RS) x Paysandu (PA)
Paysandu (PA) x Internacional (RS)

Vila Nova (GO) ou Juventude (RS) x Grêmio (RS)
Grêmio (RS) x Vila Nova (GO) ou Juventude (RS)

Atlético Mineiro (MG) x Santos (SP)
Santos (SP) x Atlético Mineiro (MG)

Sampaio Corrêa (MA) x Palmeiras (SP)
Palmeiras (SP) x Sampaio Corrêa (MA)

Fluminense (RJ) x Cruzeiro (MG)
Cruzeiro (MG) x Fluminense (RJ)

São Paulo (SP) x Bahia (BA)
Bahia (BA) x São Paulo (SP)

Fortaleza (CE) x Athletico Paranaense (PR)
Athletico Paranaense (PR) x Fortaleza (CE)

Boa sorte aos participantes.

Por Jorge Almeida

Cruzeiro: campeão mineiro de 2019

Os jogadores do Cruzeiro comemoram o título do Campeonato Mineiro de 2019, conquistado de forma invicta. Foto; Telmo Ferreira/Gazeta Press

Com o empate em 1 a 1 na segunda partida da final do Campeonato Mineiro 2019 disputada no Independência na tarde deste sábado (20), o Cruzeiro sagrou-se bicampeão mineiro diante do arquirrival Atlético Mineiro. Com gols de Elias para o Galo e Fred, de pênalti, para a Raposa, os comandados de Mano Menezes fizeram 3 a 2 no agregado e conquistaram o 40º Estadual para o clube celeste. O título de 2019 foi ganho de forma invicta e o Cruzeiro ainda teve Fred como artilheiro máximo do certame, com 12 gols.

O clássico mineiro já começou pilhado logo nos momentos iniciais. Com menos de três minutos de bola rolando, já veio o primeiro cartão amarelo do jogo. Geuvânio foi advertido pelo árbitro (depois de ter consultado o VAR) após pisão no pé do adversário.

E o primeiro lance de perigo foi protagonizado pelo Atlético. Aos cinco minutos, Geuvânio cruzou, Ricardo Oliveira desviou e mandou a bola no travessão. No rebote, Luan bateu cruzado para fora. Recuado, o Cruzeiro ficou à espera de conseguir o contragolpe, que veio aos nove. Rodriguinho tentou de longe e mandou por cima da meta de Victor. Dois minutos depois, a Raposa atacou pela esquerda com Marquinhos, que cruzou rasteiro e Igor Rabello, ao tentar cortar, mandou no travessão e, por pouco, não marcou um gol contra.

Depois de um início eletrizante, com os dois times mandando bolas na trave e com chegadas mais fortes nos lances de ambos os lados, o duelo seguiu equilibrado. Aos 21, Henrique pegou a sobra e mandou de longe, mas sem direção. Enquanto os comandados de Mano Menezes ainda não conseguiam encaixar bem a marcação, o Galo chegou ao seu gol aos 29 minutos justamente com um velho conhecido do comandante cruzeirense. Chará lançou Ricardo Oliveira, o Pastor finalizou, Fábio defendeu parcialmente e, no alto, Elias levou a melhor com Dodô e cabeceou para as redes. A bola ainda desviou em Léo antes de entrar: Atlético 1 a 0. Resultado que deixaria o título mineiro no Horto.

Após o gol sofrido, o time celeste passou a ocupar mais os espaços no campo do rival, que se fechou na defesa. Aos 40, Rodriguinho recebeu na área, girou e chutou, mas a redonda desviou no meio da trajetória e foi parar nos braços de Victor. Na jogada posterior, aos 42, Geuvânio recebeu passe invertido na direita, limpou para o meio e bateu cruzado para excelente defesa de Fábio. Mas a etapa inicial foi até os 49 minutos com vitória parcial do Galão da Massa pelo placar mínimo.

Na volta para o segundo tempo, o Cruzeiro partiu para cima. Aos dois minutos, Robinho bateu a falta colocada e a esférica passou muito próximo da trave direita do arqueiro atleticano. Os anfitriões conseguiram dar uma neutralizada no ímpeto do rival, equilibrou o jogo e ficou por um tempo no campo de ataque. Mano Menezes fez a sua primeira alteração aos 19 ao colocar Pedro Rocha no lugar de Marquinhos Gabriel. E, em sua primeira participação no jogo, aos 20, o camisa 32 recebeu de Robinho na entrada da pequena área, dominou e finalizou, mas a redonda saiu na rede pelo lado de fora.

A Raposa seguiu no ataque. Aos 26, Dodô recebeu na esquerda, limpou para o meio e tentou com a perna direita, mas errou o alvo. Eis que, cinco minutos depois, o lance que definiu o Campeonato Mineiro. Aos 31, Pedro Rocha entrou na área, tentou driblar Leonardo Silva, que bateu com a mão na bola. O árbitro Leandro Bizzio Marinho foi à beira do gramado analisar o lance com o auxílio do VAR e, depois de três minutos, marcou a penalidade a favor do Cruzeiro. Na cobrança, Fred bateu cruzado, no canto direito de Victor, que caiu do outro lado, e empatou o jogo no Independência: 1 a 1.

Imediatamente após o gol de empate, Mano Menezes sacou Rodriguinho e colocou o volante Lucas Silva deixando claro que o negócio agora era segurar o resultado e tentar surpreender o adversário no contragolpe. Aos 40, depois do bate-rebate na área atleticana, a bola sobrou para Lucas Silva, que mandou por cima do gol de Victor.

Por conta das substituições e do tumulto no lance do pênalti a favor do Cruzeiro, o árbitro Leandro Bizzio decretou sete minutos de acréscimos, mas, o “enjoado” time de Mano Menezes tratou de administrar o placar e conseguiu o resultado necessário para poder comemorar o bicampeonato. Fim de jogo no Independência, Atlético Mineiro 1, Cruzeiro 1. A Raposa conquista o estadual de forma invicta.

A final do Campeonato Mineiro foi do jeito que era esperado: o Atlético Mineiro indo para cima para reverter a desvantagem e o Cruzeiro querendo surpreender o adversário no contragolpe. O Galo até conseguiu parte do objetivo ao fazer o gol no primeiro tempo através de Elias, mas a Raposa voltou disposta e conseguiu o empate através de um pênalti em que a bola bateu na mão de Leonardo Silva e que a arbitragem assinalou depois de consultar o VAR. O “rei dos stories” Fred não perdoou e fez o gol do título cruzeirense e o seu 12º gol no certame em 12 jogos. O primeiro conquistado pelo clube na casa do adversário.

Com o fim do Estadual, as atenções dos dois times estarão voltadas para a Copa Libertadores da América na terça-feira. O Cruzeiro irá encarar o Deportivo Lara, na Venezuela, às 17h (horário de Brasília), e, depois, às 21h30, o Atlético receberá o Nacional, do Uruguai, no Mineirão. Ambos estrearão no Campeonato Brasileiro 2019 no próximo sábado (27). Enquanto o Galo receberá o Avaí, a Raposa irá até o Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Data – Jogo – Local:
Primeira Fase:
19/01 – Guarani (MG) 1×3 Cruzeiro – Farião, Divinópolis (MG)
23/01 – Cruzeiro 1×0 Patrocinense – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
27/01 – Cruzeiro 1×1 Atlético Mineiro – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
31/01 – Boa Esporte 2×2 Cruzeiro – Melão, Varginha (MG)
03/02 – Villa Nova (MG) 0x3 Cruzeiro – Castor Cifuentes, Nova Lima (MG)
10/02 – Cruzeiro 3×0 Tupynambás – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
17/02 – América (MG) 0x0 Cruzeiro – Independência, Belo Horizonte (MG)
24/02 – URT 1×1 Cruzeiro – Zama Maciel, Patos de Minas (MG)
10/03 – Cruzeiro 2×0 Tombense – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
16/03 – Tupi (MG) 0x3 Cruzeiro – Helenão, Juiz de Fora (MG)
20/03 – Cruzeiro 3×0 Caldense – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Quartas-de-final:
23/03 – Cruzeiro 5×0 Patrocinense – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Semifinais:
31/03 – América (MG) 2×3 Cruzeiro – Independência, Belo Horizonte (MG)
06/04 – Cruzeiro 3×0 América (MG) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Final:
14/04 – Cruzeiro 2×1 Atlético Mineiro – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
20/04 – Atlético Mineiro 1×1 Cruzeiro – Independência, Belo Horizonte (MG)

FICHA TÉCNICA: ATLÉTICO MINEIRO 1×1 CRUZEIRO
Competição/Fase: Campeonato Mineiro 2019 – final (2º jogo)
Local: Estádio Raimundo Sampaio (Independência) – Belo Horizonte (MG)
Data: 20 de abril de 2019, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Público: 21.862
Renda: R$ 1.208.669,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior
Cartões Amarelos: Geuvânio, Luan, Ricardo Oliveira e Victor (Atlético); Edílson, Thiago Neves, Fred e Fábio (Cruzeiro)
Gols: Elias, aos 29 min do 1º tempo (1-0); e Fred, de pênalti, aos 34 min do 2º tempo)
ATLÉTICO MINEIRO: 1.Victor; 98.Guga, 3.Leonardo Silva, 16.Igor Rabello e 6.Fábio Santos; 14.José Welison (44.Alerrandro), 7.Elias e 27.Luan (92.Vinícius); 8.Chará, 49.Geuvânio (11.Maicon) e 9.Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana
CRUZEIRO: 1.Fábio; 2.Edílson, 26.Dedé, 3.Léo e 18.Dodó; 8.Henrique, 29.Lucas Romero (10.Thiago Neves), 19.Robinho, 20. Marquinhos Gabriel (32.Pedro Rocha) e 23.Rodriguinho (16.Lucas Silva); 9.Fred. Técnico: Mano Menezes

Parabéns ao Cruzeiro Esporte Clube pelo bicampeonato.

Por Jorge Almeida

Cruzeiro: campeão da Copa do Brasil 2018

Jogadores do Cruzeiro erguem o troféu da Copa do Brasil na Arena Corinthians. Créditos: Lívia Villas-Boas Staff Images

O Cruzeiro é o primeiro representante brasileiro garantido na Copa Libertadores da América 2019. O clube celeste sagrou-se campeão da Copa do Brasil na noite desta quarta-feira (17) ao derrotar o Corinthians na Arena Corinthians, em São Paulo, por 2 a 1 (gols de Robinho e Arrascaeta, pelo Cruzeiro, e Jadson, de pênalti, para o time da casa). Como havia saído vencedor no primeiro jogo (vitória por 1 a 0), em Belo Horizonte, a Raposa fez 3 a 1 no agregado e ficou com o caneco. Além disso, o feito fez do Cruzeiro ser o maior vencedor do certame, com seis títulos e o primeiro a erguer a taça da Copa do Brasil por duas vezes consecutivas. Enquanto isso, esse foi a primeira final que o Corinthians perdeu em sua nova casa.

A decisão começou truncada no meio de campo, com muitas faltas e sem finalização, situação que perdurou nos 20 primeiros minutos do jogo. A primeira oportunidade de gol foi do Cruzeiro. Aos 20, a defesa do Corinthians vacilou, Barcos escorou para Thiago Neves, que chutou mascado e a bola sobrou para Cássio. Minutos mais tarde, aos 27, Léo Santos deu bobeira, foi desarmado por um cruzeirense, que avançou e acionou Barcos, que puxou para a perna direita e mandou a bola na trave e, na volta, Robinho pegou a sobra e finalizou sem dar chances para Cássio: gol do Cruzeiro, 1 a 0. O árbitro Wagner do Nascimento chegou a consultar o VAR para saber se houve falta no camisa 14 corinthiano, mas confirmou o tento do time celeste.

Com a vantagem no placar, a equipe de Mano Menezes tentou tirar proveito do nervosismo dos donos da casa e, com isso, quase ampliaram o placar aos 33. Thiago Neves cobrou falta pela esquerda e Dedé deu uma cabeçada que mais parecia um chute e acertou a trave direita da meta corinthiana. A primeira chance real do Corinthians veio apenas aos 35. Jadson cobrou falta do lado direito, Henrique subiu sozinho para cabecear e mandar a redonda à esquerda do gol defendido por Fábio. Os visitantes ainda chegaram mais uma vez com perigo aos 38. Em bola levantada na área por Thiago Neves, o capitão Henrique errou o alvo.

O Timão arriscou mais duas vezes, mas não chegou a assustar. Primeiro com Fagner, que fez boa jogada, mas finalizou para longe, e depois, aos 46, com Jonathas, que recebeu cruzamento de Danilo Avelar e pegou fraco na bola.

No começo do segundo tempo, o Corinthians tratou de correr atrás do prejuízo e, a princípio, deu certo. Aos cinco minutos, em jogada na área cruzeirense, Thiago Neves se atira em uma disputa com Ralf, o volante corinthiano caiu e o árbitro Wagner do Nascimento recorreu à tela do VAR e entendeu que o camisa 10 do Cruzeiro tocou na canela de Ralf e marcou penalidade. Na cobrança, Jadson cobrou no canto direito de Fábio, que pulou para o lado oposto, e empatou a partida: 1 a 1.

A igualdade no placar colocou os comandados de Jair Ventura vivos na decisão, mas o eficiente time de Mano Menezes tentou não demonstrar nervosismo e, aos 15, quase marcou o segundo. Thiago Neves (sempre ele) cobrou falta, Jonathas desviou na primeira trave e o zagueiro Léo finalizou para o arqueiro alvinegro defender em cima da linha. Empurrado pela Fiel, o Timão deu o troco aos 17. Após bela jogada de Romero, o paraguaio chegou à linha de fundo e cruzou para Jonathas, que se antecipou a Léo, e cabeceou de raspão. Enquanto isso, o nome de Pedrinho começava a ser entoado nas arquibancadas.

Com o camisa 38 em campo, o Corinthians chegou a marcar o segundo gol, justamente com ele. Pedrinho recebeu a bola e acertou um chutaço no ângulo de Fábio, mas, para infelicidade dele e da fiel, o mesmo VAR que auxiliou na marcação do pênalti em Ralf, flagrou uma falta de Jadson em Dedé no início da jogada, embora houvesse o contato do meia corinthiano, o zagueiro cruzeirense não foi atingido no rosto, conforme simulara ao levar a mão na suposta parte atingida.

O Corinthians tentou mais uma vez, aos 34, com Danilo Avelar, que cabeceou fraco o cruzamento feito por Pedrinho. Mas, dois minutos depois, o “tiro de misericórdia” do Cruzeiro. Em uma saída em contra-ataque, Raniel lançou Arrascaeta, que saiu nas costas da defesa do Corinthians, partiu em velocidade e, com categoria, deu um toque na saída de Cássio e fez o gol do título.

O tento do clube mineiro caiu como um balde de água fria para o alvinegro. Aos 40, Jadson cobrou escanteio, Henrique ajeitou para a pequena área e Danilo Avelar, com pouco apoio, isolou a bola.

Com a situação praticamente definida, o Cruzeiro administrou o resultado e ficou à espera do apito final de Wagner do Nascimento para comemorar o sexto título da Copa do Brasil. E, antes disso, a partida ainda foi paralisada por conta dos sinalizadores acesos pela torcida da Raposa. Mas, aos 52 minutos, a partida foi finalizada com vitória do Cruzeiro por 2 a 1 na Arena Corinthians e mais um título para a Toca da Raposa.

O Cruzeiro fez por merecer o título da Copa do Brasil 2018. Com a vantagem adquirida no jogo de ida (vitória por 1 a 0), o time copeiro de Mano Menezes aproveitou da necessidade do adversário e fez a sua parte e tirou proveito dos erros dos corinthianos, vide o lance bisonho de Léo Santos na jogada inicial do primeiro gol cruzeirense. Além disso, o Cruzeiro marcou muito bem e não deixou o Corinthians chegar à sua área, destaque para o ótimo desempenho da dupla de zaga Léo e Dedé. Firmes, os dois defensores não deram moleza para o fragilizado ataque alvinegro. O Timão esboçou uma reação quando conseguiu o empate com o pênalti convertido por Jadson, graças à intervenção do VAR. Diferentemente do comandante cruzeirense, que tem o time nas mãos, o perdido Jair Ventura demorou para colocar Pedrinho em campo e, após a entrada do camisa 38, o Timão até chegou a virar, mas a arbitragem de vídeo “dedurou” a falta cometida por Jadson em Dedé. Além disso, por precisar do resultado, o treinador corinthiano escalou mal a equipe (precisando vencer, Ventura colocou dois volantes de marcação – Gabriel e Ralf -, em vez de ousar e escalar um time mais ofensivo). O desespero do Timão foi fundamental para Arrascaeta conseguir ainda fazer o gol do título nos minutos finais e decretar 3 a 1 para o Cruzeiro no agregado e, assim, fazer do time mineiro o maior campeão da Copa do Brasil, com seis conquistas, sendo três delas em cima do trio de ferro do futebol paulista – Palmeiras, em 1996; São Paulo, em 2000; e Corinthians, em 2018. Vale enaltecer a campanha vitoriosa do Cruzeiro, que entrou na fase de oitavas-de-final da Copa do Brasil por ter disputado a Libertadores, e conseguiu vencer todas as partidas que fez na casa do adversário. A superioridade do Cruzeiro diante do Corinthians na final da Copa do Brasil foi tanta que, de todos os confrontos da Raposa no torneio, esse foi o único em que o clube celeste vencera as duas partidas. Já do outro lado, o sinal de alerta está mais que ligado. Além de ter de lidar com a perda do título do torneio nacional, o Corinthians terá de ficar atento a outro adversário: a temível zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Com 35 pontos e ocupando atualmente o 11º lugar da tabela, o Timão está a quatro pontos do Z4 e precisa angariar alguns pontos para evitar repetir o pesadelo de 2007, quando o clube caiu para a Série B.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Oitavas-de-final:
16/05 – Atlético (PR) 1×2 Cruzeiro (MG) – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
16/07 – Cruzeiro (MG) 1×1 Atlético (PR) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Quartas-de-final:
1º/08 – Santos (SP) 0x1 Cruzeiro (MG) – Vila Belmiro, Santos (SP)
15/08 – Cruzeiro (MG) (3)1×2(0) Santos (SP) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Semifinais:
12/09 – Palmeiras (SP) 0x1 Cruzeiro (MG) – Allianz Parque, São Paulo (SP)
26/09 – Cruzeiro (MG) 1×1 Palmeiras (SP) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Final:
10/10 – Cruzeiro (MG) 1×0 Corinthians (SP) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
17/10 – Corinthians (SP) 1×2 Cruzeiro (MG) – Arena Corinthians, São Paulo (SP)

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS (SP) 1×2 CRUZEIRO (MG)
Competição/Fase:
Copa do Brasil 2018 – final (segundo jogo)
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data: 17 de outubro de 2018, quarta-feira – 21h50 (horário de Brasília)
Público Total: 46.571 torcedores
Público Pagante: 45.978 pessoas
Renda: R$ 5.108.151,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Bruno Boschilia (PR)
Cartões Amarelos: Ralf, Gabriel, Emerson Sheik, Fagner, Jadson e Clayson (Corinthians); Rafinha, Thiago Neves e Robinho (Cruzeiro)
Gols: Robinho, aos 27 min do 1º tempo (0-1); Jadson, aos 9 min (1-1) e Arrascaeta, aos 36 min do 2º tempo (1-2)
CORINTHIANS (SP): 12.Cássio; 23.Fagner, 14.Léo Santos, 3.Henrique e 35.Danilo Avelar; 15.Ralf, 5.Gabriel (22.Matheus Vital) e 10.Jadson; 47.Emerson Sheik (25.Clayson), 11.Romero e 7.Jonathas (38.Pedrinho). Técnico: Jair Ventura
CRUZEIRO (MG): 1.Fábio; 22.Edílson, 26.Dedé, 3.Léo e 29.Lucas Romero; 8.Henrique, 5.Ariel Cabral e 30.Thiago Neves (16.Lucas Silva); 18.Rafinha (10.Arrascaeta), 19.Robinho e 28.Barcos (17.Raniel). Técnico: Mano Menezes

Parabéns ao Cruzeiro Esporte Clube pela conquista.

Por Jorge Almeida

Cruzeiro e Corinthians decidirão a Copa do Brasil 2018

Copa do Brasil 2018: final inédita será disputada entre Corinthians e Cruzeiro. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Com a realização das partidas de volta válidas pelas semifinais da Copa do Brasil 2018 disputadas simultaneamente na noite desta quarta-feira (26), a competição terá Cruzeiro e Corinthians como finalistas. As duas equipes, atuando em casa, eliminaram Palmeiras e Flamengo, respectivamente. A CBF fará o sorteio nos mandos de campo nesta quinta-feira (27), em sua sede. Embora tenham oito títulos do torneio juntos, os dois clubes nunca se confrontaram na decisão da Copa do Brasil.

Atual campeão, o Cruzeiro empatou com o Palmeiras no Mineirão em 1 a 1, com Barcos anotando o tento celeste enquanto Felipe Melo empatou para os alviverdes. No entanto, por ter saído vencedor da partida de ida realizada no Allianz Parque, em São Paulo, a equipe comandada por Mano Menezes se classificou para a segunda final consecutiva da Copa do Brasil e, em caso de conquista, o time mineiro será o primeiro a ganhar a competição por duas vezes em sequência, algo inédito até então.  O lamentável da partida ficou por conta da briga generalizada pelos jogadores das duas equipes após o término do jogo.

Na outra semifinal, no clássico do povo, o Corinthians levou a melhor sobre o Flamengo ao derrota-lo por 2 a 1 na Arena Corinthians, em São Paulo.  Os gols da partida foram marcados por Danilo Avellar e Pedrinho (que precisou de apenas 37 segundos para anotar o tento da classificação) para o Timão e o zagueiro alvinegro Henrique marcou contra a favor dos rubro-negros. Como as duas equipes empataram no Maracanã no compromisso de ida em 0 a 0, o Corinthians fez 2 a 1 no agregado e disputará a sua sexta final de Copa do Brasil. A última vez que chegou à decisão foi em 2009 e, na ocasião, o Corinthians levou a melhor diante do Internacional.

Cruzeiro e Corinthians já se enfrentaram pela Copa do Brasil em edições anteriores, mas não em uma final, em cinco ocasiões. Os mineiros levaram a melhor em três (em 1996, 1998 e 2016 – todas na fase de quartas-de-final), e os paulistas saíram vitoriosos em duas (em 1991 e 2002, ambos nas oitavas-de-final). Além disso, os dois times já decidiram o Campeonato Brasileiro de 1998, que foi vencido pelo Timão.

Com cinco taças do certame, o Cruzeiro poderá se consagrar como o maior campeão da Copa do Brasil caso conquiste o título, pois, ficará com seis troféus, deixando o Grêmio em segundo com cinco. Mas, se o Corinthians levar a taça para o Parque São Jorge, o Timão acumulará quatro Copas do Brasil em sua sala de troféus e deixará Palmeiras e Flamengo para trás no número de títulos do certame. Atualmente, os três clubes detém três Copas do Brasil cada.

Além de levar a taça e garantir uma vaga na Copa Libertadores da América em 2019, o campeão da Copa do Brasil receberá uma bolada de R$ 50 milhões.

As datas das partidas da final serão confirmadas pela CBF em breve.

Por Jorge Almeida

Dedé expulso: Mais uma vez a idoneidade da Conmebol em xeque

O momento em que o árbitro Eder Aquino expulsa Dedé injustamente em La Bombonera. Foto: AFP/Eitan Abramovich

Como é de conhecimento de todos, o Cruzeiro saiu derrotado de La Bombonera, em Buenos Aires, por 2 a 0 diante do Boca Juniors, na primeira partida das quartas-de-final da Copa Libertadores da América 2018, na noite desta quarta-feira (19). No entanto, o que mais repercutiu, infelizmente, não foi o placar do jogo, e sim a injusta expulsão do zagueiro cruzeirense Dedé. E, coincidentemente, mais uma vez, o Boca Juniors foi beneficiado por um erro de arbitragem contra uma equipe brasileira, o que torna mais uma vez o questionamento do torcedor brasileiro sobre a idoneidade da Conmebol para com os clubes do Brasil diante de times argentinos em suas competições.

O lance crucial aconteceu próximo dos 25 minutos do segundo tempo, quando o placar anotava 1 a 0 para os Xeneizes. A bola foi alçada na área do Boca Juniors e, na disputa pelo alto, o defensor do time celeste e, na dividida por cima com o goleiro Andrada, Dedé deu uma cabeçada no queixo do arqueiro, em um lance totalmente acidental, que caiu no chão, ficou desacordado e com a boca sangrando. O árbitro paraguaio Eder Aquino foi chamado em consultar o VAR e, após analisar as imagens de vídeo, expulsou o camisa 26. A decisão precipitada do homem do apito causou revolta não apenas aos cruzeirenses, mas também como para parte dos torcedores, jornalistas brasileiros e até argentinos.

O equívoco da decisão de Aquino permitiu, mais uma vez, questionar a credibilidade da Conmebol. Afinal, não é a primeira vez (e possivelmente não será a última) que uma equipe brasileira é nitidamente prejudicada pela arbitragem – e também pelo tribunal – em um confronto contra clube argentino (especialmente o Boca Juniors) em competições sulamericanas. Aliás na Libertadores 2018, além desse erro no jogo entre Boca Juniors e Cruzeiro, três situações, no mínimo, “estranha” levanta a questão do famigerado “dois pesos e duas medidas”. Primeiro, o caso Sánchez, do Santos, que foi escalado irregularmente pela equipe praiana contra o Independiente nas oitavas-de-final do torneio, fez com que o clube fosse considerado derrotado pelo placar de 3 a 0 a favor da equipe de Avellaneda que, no jogo de volta, empatou em 0 a 0 no Pacaembu e avançou. Curiosamente, o ex-cruzeirense Ábila, assim como Sánchez, foi escalado irregularmente, mas não aplicou a mesma punição ao time argentino. Ainda sobre jogador irregular, o River Plate colocou em campo o zagueiro Zucullini, que tinha expulsões pendentes, mas, a entidade “se enganou” e disse que o jogador estava livre para atuar e, consequentemente, os Millonarios se livraram de uma punição.

Sobre o Boca Juniors, em especial, a equipe considerada “carrasco” dos clubes brasileiros na Libertadores coleciona um recente histórico de supostos favorecimentos da arbitragem, seja em Buenos Aires ou no Brasil, em duelos da Copa Libertadores. Lembremos alguns deles: na decisão do torneio, em 2000, o clube de La Bombonera encarou o Palmeiras que, na época, lutava pelo bicampeonato. Depois do empate em 2 a 2 no primeiro jogo, na casa xeneize, na partida de volta, o árbitro Epifanio González deixou de marcar duas possíveis penalidades, uma em Asprilla e outra em Pena, para o alviverde. O jogo terminou em 0 a 0 e, na disputa por pênaltis, o Boca levou a melhor por 4 a 2, conquistando a América depois de um jejum de 22 anos. No ano seguinte, o mesmo duelo, mas nas semifinais, em La Bombonera, o árbitro Ubaldo Aquino (“carinhosamente” chamado pelos palmeirenses de “Roubaldo Aquino”) ignorou uma penalidade clara em cima do volante Fernando. O jogo terminou em 2 a 2, o mesmo resultado do confronto de volta e, assim, mais uma vez, os argentinos venceram nos pênaltis e foram para a final contra o Cruz Azul e conquistaram o bicampeonato.

Quem também não tem boas recordações da arbitragem e do Boca Juniors é o Grêmio. Em 2007, na decisão da Libertadores, o Tricolor dos Pampas saiu derrotado do primeiro confronto derrotado de Buenos Aires por 3 a 0. No entanto, os gremistas reclamaram de Jorge Larrionda, que não marcou impedimento de Palermo, que deu o passe para o também impedido Palacio, fazer o primeiro gol do jogo. Riquelme e Patrício (contra) balançaram as redes depois do lance polêmico. No segundo jogo, diante de uma vantagem confortável, os Xeneizes venceram o Imortal por 2 a 0 e ficaram com o título. O tento irregular foi lembrado pelo atual técnico cruzeirense Mano Menezes durante a coletiva pós-jogo na noite desta quarta-feira. Na ocasião, o treinador era o comandante do Grêmio.

O árbitro colombiano José Buitrago não traz boas recordações para o Fluminense. Nas quartas-de-final da Libertadores de 2012, também em La Bombonera, os cariocas reclamaram do juiz que não marcou um pênalti contra os donos da casa ainda na etapa inicial do duelo, quando Roncaglia tocou a bola com o braço dentro da área, o que ainda poderia ter provocado a expulsão do argentino. A partida terminou 1 a 0 para o Boca, que empatou o jogo de volta no Maracanã em 1 a 1 e avançou na competição, quando foi derrotado pelo Corinthians na final.

E, por falar de Corinthians, quem não se lembra da desastrosa arbitragem de Carlos Amarilla. Com certeza, a Fiel nunca esquecerá. Na edição de 2013 da Liberta, nas oitavas-de-final, o Timão encarou o Boca Juniors mais uma vez. Depois de ter perdido o primeiro jogo em Buenos Aires por 1 a 0, o alvinegro empatou em 1 a 1 contra os argentinos no Pacaembu e deu adeus ao sonho do bicampeonato. A lista de protestos dos corinthianos contra a arbitragem nesse jogo foi grande: um gol anulado de Romarinho, um pênalti não marcado de Marín – que colocou a mão na bola e já estava com cartão amarelo, uma falta inexistente de Paulinho, que marcou um gol que foi anulado e uma penalidade máxima deixara de ser marcada em cima de Emerson Sheik. O Boca Juniors passou, mas não foi muito longe: caiu na fase seguinte para o também argentino Newell’s Old Boys.

Diante desse histórico nada agradável, já passou da hora de a CBF e também os clubes brasileiros tomarem alguma providência contra a Conmebol. Infelizmente, as equipes só olham o próprio umbigo, pois, se houvesse uma união entre eles, quem sabe, um boicote à entidade sulamericana não fizesse com que as autoridades futebolísticas do continente tomassem alguma medida? Ou será que a falta de representatividade do futebol brasileiro no continente continuará a punir dentro e fora de campo os clubes do país pentacampeão mundial de futebol?

O Cruzeiro, possivelmente, deverá tomar as medidas jurídicas cabíveis para tentar anular a expulsão de Dedé para poder contar com a presença do zagueiro no duelo de volta, que será realizado no dia 4 de outubro no Mineirão.

E, como bem alertou o advogado Mario Bittencourt, que defendeu o Santos no “caso Sánchez”, é bom Palmeiras e Grêmio abrirem o olho.

Que o Cruzeiro faça justiça dentro de campo e sem depender da arbitragem.

Por Jorge Almeida