CBF sorteia os confrontos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018

Copa do Brasil 2018: CBF sorteou os confrontos das oitavas-de-final. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou na manhã desta sexta-feira (20), o sorteio que definiu os duelos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018. Um dia após a definição das duas últimas vagas da quarta fase, a entidade promoveu o evento que determinou quem os cinco classificados da fase anterior pegará na sequência do torneio.

Com as presenças do tetracampeão mundial Zinho e de Melina Torres no sorteio, o método dos confrontos foi simples: as oito equipes que disputam (ou disputaram no caso da Chapecoense) a Libertadores 2018 estavam nas bolinhas do pote 1, enquanto os cinco clubes classificados da quarta fase da Copa do Brasil, além de América Mineiro (campeão do Brasileiro da Série B de 2017), Luverdense (campeão da Copa Verde 2017) e Bahia (campeão da Copa do Nordeste 2017) estavam no pote 2.

Primeiro, foi sorteado as seguintes equipes do pote 1 com a seguinte ordem: Chapecoense, Cruzeiro, Vasco, Grêmio, Corinthians, Palmeiras, Flamengo e Santos. Esses clubes enfrentarão respectivamente Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Bahia, Goiás, Vitória, América Mineiro, Ponte Preta e Luverdense.

As partidas serão disputadas nas seguintes datas: 25 de abril, dias 2, 9, 16 e 23 de maio. No caso, os clubes do pote 1 serão os mandantes dos jogos de volta.

No mesmo dia, porém, à tarde, a CBF definiu as datas de alguns dos duelos.

Na primeira data disponível para os jogos das oitavas-de-final, duas partidas: Goiás e Grêmio, no Serra Dourada, e Vitória e Corinthians, no Barradão. Os dois embates estão previstos para às 19h30 do dia 25 de abril. Porém, as datas das partidas de volta ainda não foram definidas pela CBF. Na semana seguinte, no dia 2 de maio, Ponte Preta e Flamengo medirão forças no Moisés Lucarelli, e Atlético Mineiro receberá a Chapecoense no Independência. Enquanto isso, Cruzeiro x Atlético Paranaense, Bahia x Vasco, Santos x Luverdense vão medir forças nos dias 9 e 16 de maio. Apenas América Mineiro e Palmeiras seguem com datas indefinidas para se enfrentarem.

Curiosamente, nos oitos confrontos, há o embate entre um clube que já ganhou a competição e o outro que busca a conquista inédita.

Nos próximos dias, a CBF confirmará as datas e os horários que ainda estão pendentes.

A seguir a relação dos confrontos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018.

– Chapecoense (SC) x Atlético (MG)
– Cruzeiro (MG) x Atlético (PR)
– Vasco (RJ) x Bahia (BA)
– Grêmio (RS) x Goiás (GO)
– Corinthians (SP) x Vitória (BA)
– Palmeiras (SP) x América (MG)
– Flamengo (RJ) x Ponte Preta (SP)
– Santos (SP) x Luverdense (MT)

Por Jorge Almeida

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Vai começar o Campeonato Brasileiro 2018

O troféu mais cobiçado do futebol brasileiro. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Após a festa dos campeões estaduais pelo Brasil no último final de semana, neste final de semana, dias 14 e 15 de abril, começará mais uma edição do Campeonato Brasileiro da Série A, o popular Brasileirão. Do próximo sábado até o início de dezembro, 20 clubes de nove Estados iniciam a busca pelo título mais disputado do futebol pentacampeão do mundo ao longo de 38 rodadas. A fórmula de disputa é a mesma dos últimos anos: turno e returno por pontos corridos.

O BR-18 terá a participação de 15 dos 17 times que já sentiram o gostinho de ter sido campeão brasileiro (os outros dois são Coritiba e Guarani, que disputarão a Série B este ano). Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que têm mais representantes: quatro equipes, seguido de Minas Gerais, com três; Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia, com dois; enquanto Santa Catarina, Pernambuco e Ceará com um time representado. As regiões Norte e Centro-Oeste não possuem clubes na principal divisão do futebol nacional.

De todos os campeões, o Atlético Mineiro é o dono da maior fila de espera: 47 anos – a última (e única) conquista atleticana foi no longínquo ano de 1971. E, desde então, com a atual denominação (Campeonato Brasileiro), apenas Cruzeiro, Flamengo, São Paulo e Santos nunca foram rebaixados para a Série B.

Amanhã, a bola rola com a realização de três partidas. Às 16h, o Cruzeiro receberá o Grêmio no Mineirão. Com as duas equipes na disputa da Taça Libertadores, pode ser que ao longo do Brasileirão ambos atuem em algumas partidas com times mistos ou totalmente reservas. A Raposa foi a última equipe campeã brasileira fora de São Paulo, em 2014. Já o Tricolor dos Pampas, detentor de dois Brasileiros, não vence o campeonato desde 1996.

No Barradão, também no sábado, mas às 19h, Vitória e Flamengo fazem e duelo rubronegro da rodada. O Leão nunca foi campeão brasileiro, o mais longe que conseguiu foi o vice-campeonato em 1993. Enquanto o Mengão é dono de cinco (ou seis) Brasileiros, sendo o último deles erguido em 2009.

Ainda no sábado, o Santos receberá o Ceará no Pacaembu. O Peixe, que conquistou o seu último campeonato em 2004, é detentor de oito troféus (contabilizando as Taças Brasil e Robertões reconhecidos pela CBF) da competição nacional. O Vozão, por sua vez, é uma das cinco equipes do certame que nunca sentiu o gostinho de ter sido campeão brasileiro.

No domingo, a rodada começa já às 11h com o atual campeão brasileiro da Série B, o América Mineiro, medindo forças com o Sport Recife, no Independência, em Belo Horizonte. O Coelho que, apesar de não ter nenhum brasileiro da primeira divisão, é dono de dois títulos da Série B, enquanto o Leão da Praça da Bandeira é o grande vencedor do BR-87, a contragosto de flamenguistas.

No mesmo dia, às 16h, três jogos envolvendo duelos de campeões brasileiros. Na Arena Corinthians, o atual campeão Corinthians encara justamente o adversário do “jogo do título” de 2017, o Fluminense. Enquanto o Timão, com seus sete brasileiros, é o maior campeão brasileiro da era dos pontos corridos, com quatro títulos, o Fluminense, dono de quatro taças, sendo duas erguidas nesta década, é o carioca mais vitorioso do Brasileirão no atual formato.

No Rio de Janeiro, em São Januário, Vasco e Atlético fazem o jogo de detentores de brasileiros que ainda não foram campeões na era dos pontos corridos. Com quatro taças na bagagem, o time cruzmaltino buscará os três pontos contra o Galo, que possui o seu único Brasileiro conquistado em 1971.

A terceira partida das 16h do domingo será protagonizada pelos finalistas do Campeonato Brasileiro de 1988: Internacional e Bahia, no Beira-Rio. Os dois clubes voltam à elite depois de terem disputado a Série B em 2017. O Colorado, que não é campeão brasileiro desde 1979, quando conquistou o torneio pela terceira vez e de forma invicta, façanha que ninguém conseguiu repetir, quer quebra o tabu de quase 40 anos sem o caneco e começa a caminhada diante do Tricolor de Aço, que comemora em 2018 os 30 anos de seu último Brasileiro.

A última partida do dia será realizada às 19h na Arena da Baixada, em Curitiba, entre Atlético Paranaense e Chapecoense. A torcida do Furacão, dono do título de 2001, espera um desempenho melhor de seu time em relação aos últimos anos, enquanto a Chape sonha em conseguir manter a sequência de permanência na primeira divisão.

Na segunda-feira, no Morumbi, São Paulo e Paraná Clube farão o duelo de tricolores da rodada. O clube paulista, que é o único a ter conquistado o Brasileirão por três anos consecutivos (2006, 2007 e 2008), espera sair da má fase com Diego Aguirre e terá como ponto de partida a equipe paranista que, embora não possua nenhum troféu da elite, é, assim como o América Mineiro, dono de duas Séries B.

E, finalmente, o Botafogo encara o Palmeiras, às 20h de segunda-feira, no Engenhão. Se por um lado, o Fogão, dentre os cariocas, é o que está há mais tempo sem ser campeão brasileiro (desde 1995), por outro lado, o alviverde, com o elenco milionário que possui, quer retomar a hegemonia – para a CBF, o Palmeiras é o maior campeão brasileiro, com nove troféus.

A seguir, a data e os horários dos jogos da primeira rodada do Brasileirão 2018.

Data – Horário – Jogo – Local:
14/04 – 16h – Cruzeiro x Grêmio – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
14/04 – 19h – Vitória x Flamengo – Barradão, Salvador (BA)
14/04 – 21h – Santos x Ceará – Pacaembu, São Paulo (SP)
15/04 – 11h – América (MG) x Sport Recife – Independência, Belo Horizonte (MG)
15/04 – 16h – Corinthians x Fluminense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/04 – 16h – Vasco x Atlético (MG) – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
15/04 – 16h – Internacional x Bahia – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
15/04 – 19h – Atlético (PR) x Chapecoense – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
16/04 – 20h – São Paulo x Paraná Clube – Morumbi, São Paulo (SP)
16/04 – 20h – Botafogo x Palmeiras – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Boa sorte aos participantes.

Por Jorge Almeida

Flamengo: campeão da Taça Guanabara 2018

O capitão Réver ergue a Taça Guanabara para o Flamengo em Cariacica. Foto: Márcio Alves/Agência O Globo18

O Flamengo confirmou o seu favoritismo e bateu o Boavista por 2 a 0 na decisão da Taça Guanabara 2018 no Estádio Kleber de Andrade, em Cariacica (ES), neste domingo (18). Os gols da partida saíram no segundo tempo através de Kadu Fernandes (contra) e Vinícius Junior.

O modesto Boavista não se intimidou com a presença maciça da torcida flamenguista e partiu para o ataque nos primeiros minutos. Aos dois, Leandrão cobrou falta com violência da intermediária e a bola passou por cima do travessão de César. No lance seguinte, após troca de passes no campo de ataque, a equipe de Saquarema chegou com perigo mais uma vez. Após tabela com Leandrão, Erick Flores arriscou de fora da área e a redonda foi perto do gol do arqueiro flamenguista.

Depois do começo assustador do Boavista, o Flamengo conseguiu neutralizar, equilibrar as ações e passou a atacar mais. Aos 16, em jogada pela direita, a bola foi alçada na área para Henrique Dourado, de primeira, finalizar para fora. Minutos depois, o jogo precisou ser paralisado para o tempo técnico.

Mas o Verdão de Saquarema assustou novamente aos 24. Depois da cobrança de escanteio, Lucas desviou na primeira trave e, quando Leandrão estava pronto para completar para o gol, Réver conseguiu tirar o perigo e mandar a esférica para escanteio, porém, a arbitragem erroneamente marcou tiro de meta. O rubronegro deu o troco dois minutos mais tarde. Diego cobrou falta com perfeição por cima da barreira e Rafael, de mão trocada, fez linda defesa e cedeu o escanteio. O Fla seguiu na pressão e, aos 32, após cruzamento na área, a defesa do Boavista não conseguiu afastar, Paquetá ajeitou de cabeça para trás, Diego ficou com a sobra e, na altura da marca do pênalti, emendou de primeira, o goleiro Rafael não iria alcançar a bola, mas Kadu tirou o perigo praticamente em cima da linha.

A partida seguiu equilibrada e a etapa inicial terminou com o placar inalterado em Cariacica: 0 a 0.

Na volta para a etapa final, o Flamengo veio com Rodinei no lugar do apagado lateral Pará. E, assim como no primeiro tempo, o Boavista foi para cima. No primeiro minuto, Júlio César cruzou da esquerda e Leandrão ganhou pelo alto de Rodolpho e cabeceou para fora. O Mengão reagiu aos cinco. Em duas jogadas de Éverton Ribeiro, Paquetá finalizou em cima de Rafael e, no rebote, o ex-cruzeirense cruzou para Dourado, que mandou para fora. Três minutos depois foi a vez de Diego cobrar falta e Rafael espalmar.

Os comandados de Eduardo Allax conseguiram segurar a pressão flamenguista o quanto pôde. Contudo, aos 19, veio o castigo. Diego mandou para a área, Réver cabeceou para trás em direção de Henrique Dourado, mas a bola bateu em Kadu Fernandes e foi para as redes. Gol contra a favor do Flamengo.

Depois do gol sofrido, o Boavista tentou reagir, especialmente pelo lado esquerdo com Maradona e Júlio César, mas não consegue ser efetivo e, precisando correr atrás do prejuízo, Allax investiu na velocidade de Tartá no lugar de Leandrão para, assim, Maradona ficar mais centralizado.

Todavia, aos 32, o Flamengo praticamente sacramentou o título. Éverton Ribeiro dominou a bola na entrada da área e lançou Vinícius Junior, que estava em condição legal, e o camisa 20 tirou o suficiente do alcance de Rafael e ampliou o placar: 2 a 0.

Com a vantagem flamenguista, o Boavista não esboçou nenhuma reação enquanto isso a equipe de Carpegiani controlou o jogo. Aos 39. Vinícius Junior lançou Diego na área e o camisa 10 driblou Geladeira e finalizou rasteiro para a bola tirar tinta da trave. Três minutos depois, o mesmo Vinícius Junior lançou Renê. O lateral-esquerdo driblou o marcador e chutou, mas mandou por cima do gol.

Depois desse lance, o Flamengo só ficou à espera do apito final do árbitro para comemorar a sua 21ª Taça Guanabara de sua história e a consequente classificação para a semifinal do Estadual. Caso conquiste a Taça Rio, o segundo turno do campeonato estadual, o Mengão estará na final da competição e, nesse caso, a partida será realizada em jogo único.

O Flamengo entrou em campo com o amplo favoritismo. Mesmo não atuando em solo carioca, a equipe da Gávea levava a vantagem pelo peso de sua camisa e da qualidade de seu plantel do esforçado Boavista. No entanto, dentro de campo, principalmente no primeiro tempo, a partida mostrou-se equilibrada, uma vez que o clube de Saquarema impôs uma boa marcação e buscou o ataque. Contudo, o Fla obteve mais êxito nos momentos decisivos e, na etapa complementar, jogou melhor e chegou aos gols da vitória através de Kadu Fernandes que fez contra – o defensor fazia uma partida excelente e tirou um gol rubronegro certo no primeiro tempo – e Vinícius Junior, que entrou no segundo tempo, e deu novos rumos no jogo.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Primeira Fase (Grupo B):
17/01 – Volta Redonda 0x2 Flamengo – Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
21/01 – Flamengo 1×0 Cabofriense – Luso-Brasileiro, Rio de Janeiro (RJ)
24/01 – Flamengo 1×0 Bangu – Luso-Brasileiro, Rio de Janeiro (RJ)
27/01 – Flamengo 0x0 Vasco – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
04/02 – Nova Iguaçu 0x1 Flamengo – Mané Garrincha, Brasília (DF)
Semifinal:
10/02 – Flamengo 3×1 Botafogo – Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Final:
18/02 – Boavista 0x2 Flamengo – Kleber de Andrade, Cariacica (ES)

FICHA TÉCNICA: BOAVISTA 0x2 FLAMENGO
Competição/fase: Taça Guanabara 2018 – final (1º turno)/jogo único
Local: Estádio Kleber de Andrade, Cariacica (ES)
Data: 18 de fevereiro de 2018 – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Silbert Faria Sisquim, ambos do RJ
Cartões Amarelos: Douglas Pedroso, Erick Flores e Willian Maranhão (Boavista); Henrique Dourado (Flamengo)
Gols: Kadu Fernandes (contra), aos 19 min (0-1) e Vinícius Júnior, aos 32 min do 2º tempo (0-2)
BOAVISTA: 1.Rafael; 2.Tiaguinho, 3.Gustavo Geladeira, 4.Kadu Fernandes (14.Elivélton) e 6.Júlio César; 5.Douglas Pedroso, 8.Willian Maranhão, 10.Erick Flores, 11.Felype Gabriel (7.Cláudio Maradona) e 17.Lucas; 9.Leandrão (16.Tartá). Técnico: Eduardo Allax
FLAMENGO: 37.César; 21.Pará (2.Rodinei), 15.Réver, 44.Rodolpho e 6.Renê; 8.Cuellar (14.Jonas), 11.Lucas Paquetá (20.Vinícius Júnior), 10.Diego, 7.Everton Ribeiro e 22.Everton; 9.Henrique Dourado. Técnico: Paulo César Carpegiani

Parabéns ao Clube de Regatas Flamengo pelo título.

Por Jorge Almeida

 

Flamengo: campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018

Jogadores do Flamengo erguem a taça Copinha. Créditos: Marcos Ribolli

No aniversário da maior cidade do Brasil, uma das atrações das festividades do 464º aniversário de São Paulo foi a decisão da 49ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, disputada na manhã desta quinta-feira (25) no Estádio do Pacaembu. Com o gol de Wendel no começo da partida, o Flamengo derrotou o São Paulo por 1 a 0 e conquistou o seu quarto título do torneio em quatro decisões disputadas.

A decisão nem começou direito e o Flamengo chegou ao gol logo aos dois minutos. Pepê cobrou escanteio na medida para Wendel cabecear no canto baixo direito de Junior, que ficou parado. O São Paulo tentou responder com Liziero através de cobrança de falta perigosa, mas o camisa 6 mandou a bola pelas redes do lado de fora. Dois minutos depois, Toró aproveitou a sobra, tirou do goleiro Ygor Darub, mas a redonda caprichosamente bateu na trave e saiu. Aos nove, o São Paulo errou na saída de bola, Wendel avançou e, da entrada da área, chutou mal e mandou a bola à esquerda da meta defendida por Junior.

O rubronegro voltou a assustar aos 19. Lucas Silva recebeu lançamento por cima e tentou a finalização, porém, pegou muito embaixo e mandou pelo alto. O Tricolor quase chegou ao empate aos 22. Bruno Dip fez boa jogada, se livrou da marcação e cruzou com perigo. O arqueiro flamenguista soltou a bola e a zaga afastou o perigo. No lance seguinte, Pepê recebeu pela direita, se desvencilhiou da marcação, invadiu a área e chutou forte para o gol, mas pelo a esférica saiu à esquerda da meta sãopaulina. Aos 27, Sara fez grande jogada pela direita, entrou na área e cruzou para Helinho que chegou finalizando, mas a bola bateu na marcação flamenguista e saiu pela linha de fundo. Minutos mais tarde, o Tricolor investiu pela direita, a bola foi alçada na área, a zaga afastou mal e, na sobra, Helinho chutou fraco e facilitou a defesa de Yago. Aos 40, o São Paulo tentou mais uma vez. Helinho recebeu pela direita, ajeitou para trás com a chegada de Luan, que chutou cruzado para fora.

No segundo tempo, a pressão sãopaulina prevaleceu. Aos dois minutos, Gabriel Sara cobrou falta no meio da área e o zagueiro Rodrigo, sozinho, cabeceou para fora. O sufoco continuou ao longo de toda a etapa complementar. Aos 15, Toró fintou Bernardo, cruzou, mas Dantas desviou a bola, que ficou com Yago. Os meninos de Cotia tentou de todas as formas, mas foram travados pela boa marcação rubronegra, que também abusou na cera e nas faltas.

Com mais volume de jogo, o São Paulo continou o repertório de chances criadas. Aos 29, a redonda foi alçada pela esquerda na área do Flamengo, Gabriel cabeceou e Yago fez uma defesaça e evitou o empate no Pacaembu.

O jogo deu uma quebrada em virtude das substituições e da parada técnica, mas seguiu com o time paulista no campo de ataque e os cariocas se defendendo heroicamente. Aos 38, Antony, que substituiu Helinho, cruzou bem para Gabriel Novais, que desperdiçou outra excelente oportunidade. Na sequência, foi a vez de Gabriel Sara subir completamente sozinho para cabecear e perder mais uma chance para o clube do Morumbi. Três minutos depois, Igor cruzou, Rodrigo cabeceou firme e o goleiro flamenguista fez mais uma grande defesa e jogou a pelota pra escanteio.

A partida chegou aos momentos finais e o árbitro decretou oito minutos de acréscimos, parte em virtude da parada técnica e das substituições, mas a organização sãopaulina para atacar impressiona, pois, não demonstrou desespero por conta do placar adverso e o tempo acabando. E, aos 52, Gabriel cruzou para Liziero que cabeceou próximo ao gol de Yago. Foi a última chance de o São Paulo conseguir o empate. Contudo, apesar do sufoco aplicado ao eficiente sistema defensivo do Flamengo, o Tricolor não conseguiu o empate e foi derrotado pelo rubronegro que, a partir de agora, se junta ao Internacional no rol dos tetracampeões da Copinha (1990, 2011, 2016 e 2018).

Tricampeões do certame, São Paulo e Flamengo entraram em campo nesta manhã para saber quem ficaria à frente em número de conquistas da maior competição de base do futebol brasileiro. O time da Gávea fez o básico e, para ficar em uma situação mais que confortável, abriu o placar logo no comecinho do jogo com o gol de Wendel. No entanto, praticamente foi o único lance produzido com sucesso pelo rubronegro. Depois, recuou muito e praticamente só viu o adversário jogar, e ficou à espera de uma eventual falha do setor defensivo do rival para arriscar alguma coisa. Já o São Paulo, por sua vez, partiu para cima, criou inúmeras chances, mas que pararam no excelente Yago Darub, goleiro flamenguista, na trave e na eficiente dupla de zaga composta por Dantas e Patrick, que não sentiram a pressão. Pelo volume apresentado, o Tricolor mereceu uma melhor sorte, mas, futebol é aquilo que todo mundo sabe: o que vale é a bola dentro do gol. Pela cirunstâncias com o qual as duas equipes chegaram à decisão, esperava-se um jogo mais equilibrado. Se por um lado, o São Paulo estava mais desgastado que o Flamengo por conta da continuidade do jogo das semifinais contra o Inter, que só foi decidida nos pênaltis, por outro, o Flamengo entrou em campo mais desfalcado por conta de atletas machucados, suspensos ou cedidos ao time de cima. O Flamengo teve seus méritos e mostrou competência ao fazer o seu gol e saber segurar o resultado.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Fase de Grupos (Grupo 21):
03/01 – Flamengo (RJ) 6×0 Ji-Paraná (RO) – Arena Barueri, Barueri (SP)
06/01 – Aimoré (RS) 1×1 Flamengo (RJ) – Arena Barueri, Barueri (SP)
09/01 – Oeste (SP) 0x2 Flamengo (RJ) – Arena Barueri, Barueri (SP)
Segunda Fase:
12/01 – Flamengo (RJ) 5×0 Elosport (SP) – Arena Barueri, Barueri (SP)
Terceira Fase:
14/01 – Flamengo (RJ) 1×0 Coritiba (PR) – Arena Barueri, Barueri (SP)
Oitavas-de-final:
16/01 – Flamengo (RJ) 1×0 Audax (SP) – Arena Barueri, Barueri (SP)
Quartas-de-final:
19/01 – Avaí (SC) 0x1 Flamengo (RJ) – Arena Barueri, Barueri (SP)
Semifinal:
22/01 – Flamengo (RJ) 3×2 Portuguesa (SP) – Canindé, São Paulo (SP)
Final:
25/01 – São Paulo (SP) 0x1 Flamengo (RJ) – Pacaembu, São Paulo (SP)

FICHA TÉCNICA: SÃO PAULO (SP) 0x1 FLAMENGO (RJ)
Competição/Fase:
Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018 – final (jogo único)
Local: Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) – São Paulo (SP)
Data: 25 de janeiro de 2018, quinta-feira – 10h (horário de Brasília)
Árbitro: Lucas Canetto Bellotte (SP)
Assistentes: Paulo de Souza Amaral e Enderson Emanoel Turbiani da Silva
Cartões Amarelos: Yago Darub, Hugo Moura, Pepê e Theo (Flamengo)
Gol: Wendel, aos 2 min do 1º tempo (0-1)
SÃO PAULO (SP): 1.Júnior; 14.Tuta, 3.Walce, 4.Rodrigo e 16.Bruno Dip (18.Gabriel Novais); 8.Luan, 6.Liziero, 23.Gabriel Sara (19.Fabinho), 10.Igor e 7.Toró (21.Oliveira); 22.Helinho (11.Antony). Técnico: André Jardine
FLAMENGO (RJ): 20.Yago Darub; 13.Bernardo (25.Aberlan), 3.Dantas, 4.Patrick e 23.Pablo (6.Maicon); 5. Hugo Moura, 15.Théo, 7.Lucas Silva, 11.Bill (16.Yuri) e 10.Pepê (19.Patrick Valverde); 9.Wendel (17.Luiz Henrique). Técnico: Maurício Souza

Parabéns ao Clube de Regatas Flamengo pelo título.

Por Jorge Almeida

Independiente: campeão da Copa Sulamericana 2017

Jogadores do Independiente comemoram o título da Copa Sulamericana no Maracanã. Créditos: André Durão/Globoesporte.com

O empate em 1 a 1 entre Flamengo e Independiente pela segunda e decisiva partida da final da Copa Sulamericana 2017, disputado na noite desta quarta-feira (13), no Maracanã, foi o suficiente para o time argentino conquistar o segundo título do torneio. Os gols da partida saíram no primeiro tempo: Lucas Paquetá abriu o placar para o rubronegro e Barco, de pênalti, empatou para o Rojo. Essa foi a 36ª final entre representantes brasileiros e argentinos em competições realizadas pela Conmebol e o 21º triunfo dos hermanos diante de 15 títulos do futebol brasileiro. A equipe argentina havia conquistado a mesma competição em 2010 contra o Goiás.

Como já era de se esperar, o Flamengo começou a decisão partindo para cima do Independiente e, logo aos quatro minutos, criou a primeira oportunidade. Réver roubou a bola na defesa, a redonda sobrou para Cuéllar. O colombiano fez um bom lançamento para Everton, que chegou em velocidade pela esquerda e cruzou, mas Vizeu não pegou bem na redonda na hora da finalização.

O Mengão tentou novamente aos 11 minutos. Diego lançou Arão, mas a bola correu demais e saiu pela linha de fundo depois do cruzamento do volante para Vizeu. No minuto seguinte, Diego deu ótimo passe para Everton, que se livrou do marcador e saiu na cara do goleiro, porém, o camisa 22chutou nas mãos de Campaña.

Em seguida, foi a primeira investida do Rei de Copas. Benítez fintou o adversário na entrada da área e arriscou com a canhota, mas mandou por cima da meta de César. O rubronegro deu o troco aos 14 com Paquetá, que recebeu na área, se livrou de Amorebieta, que passou lotado, e na hora de finalizar com o pé esquerdo, errou o chute e mandou para fora. A equipe brasileira, aos 18, tentou mais uma vez. Diego cruzou na área, Juan subiu mais que todo mundo para testar e a esférica subiu demais.

Os rojos assustaram aos 20. Meza recebeu dentro da área, pelo lado esquerdo e, na hora de tentar a finalização, o César saiu do gol e defendeu com a perna a finalização do jogador do Independiente. O rubronegro pressionou e esteve perto do gol aos 25 minutos. Pará ganhou a dividida, deixou a bola para Everton, que tocou para Diego. O camisa dez deu duas fintas e chutou, mas Amorebieta estava no meio da trajetória da bola e a impediu que chegasse ao gol.

Melhor no jogo, o Flamengo chegou ao gol aos 29. Diego cobrou falta na área, Juan desviou de cabeça, Réver, no segundo pau, tocou para o meio da pequena área, Domingo falhou na tentativa de corte e Lucas Paquetá completou para as redes.

Pouco tempo depois do gol da equipe brasileira, o Independiente sofreu uma baixa. Benítez, com problemas físicos, deixou a partida e Albertengo entrou em seu lugar. Aos 36, Meza recebeu lançamento na área e foi derrubado por Cuéllar. Pênalti. Depois de três minutos consultando o árbitro de vídeo, Wilmar Roldán confirmou a penalidade. Na cobrança, Barco bateu no canto direito de César, que pulou para o lado esquerdo, e empatou a decisão.

Após sofrer o empate, o Flamengo passou a tocar a bola e o Independiente se segurou do jeito que pôde até o fim do primeiro tempo, que terminou aos 48 minutos.

O Fla começou a etapa final na pressão. Aos 2, Paquetá partiu do meio-campo, deixou três marcadores para trás e quase fez um golaço, contudo, o chute saiu sem força e Campaña defendeu. O rubronegro persistiu no abafa e Rueda colocou Vinícius Jr. no lugar de Trauco para deixar a equipe mais ofensiva. Porém, aos 13, Gigliotti tirou proveito de um vacilo de Réver, fez grande jogada, deixou Cuéllar para trás, César saiu e o camisa 9 o encobriu por cobertura, a bola estava indo em direção ao gol até que Juan tirou quase em cima da linha.

O Flamengo voltou a pressionar. Aos 17, Pará cruzou e Vinícius Jr. cabeceou por cima. Dois minutos depois, Diego acionou Pará, que cruzou, Vinícius Júnior tentou o chute, a bola bateu no jogador argentino e foi em direção da meia-lua, de onde Lucas Paquetá tentou o chute, Willian Arão ainda desviou de cabeça e a bola saiu rente à trave direita de Campaña.

A equipe argentina respondeu aos 23. Em um contra-ataque, Gigliotti recebeu na entrada da área e tentou a finalização com a esquerda, mas a bola vai rasteira e facilitou a vida de César.

O jogo seguiu “lá e cá”, com os dois times alternando a posse da bola. Aos 34, Everton Ribeiro, substituto de Cuéllar, chegou pela direita, cortou para o pé esquerdo e cruzou para Réver, quem andou para fora. Em seguida, Barco fez grande jogada pela direita, tocou para o companheiro que serviu Gigliotti, que recebeu na entrada da área. Ele finalizou com o pé esquerdo, mas o chute saiu fraco no meio do gol para fácil defesa do goleiro brasileiro. Na sequência, Barco cruzou para Albertengo na segunda trave. O camisa 18 cabeceou bem e exigiu boa defesa de César, porém, o árbitro marcou falta do atacante sobre Pará. Depois, aos 36, Diego tocou para Vizeu, Campaña saiu do gol para dividir. A defesa saiu jogando e Gigliotti arriscou de muito longe para encobrir César, mas o goleiro flamenguista se recuperou a tempo de ficar com a bola.

Os argentinos por pouco não viraram o jogo. Aos 42, Gigliotti ganhou de Juan e colocou na frente, todavia, não teve fôlego suficiente para finalizar bem e mandou para fora. O Independiente gastou o tempo e valorizou cada segundo à espera do fim do jogo. O Flamengo ainda teve a última oportunidade aos 47. Vinícius Jr. pegou a bola pela esquerda, cruzou, Campaña saiu mal do gol, Diego pegou a sobra, mas teve a finalização bloqueada. Na sequência, Réver teve a chance e isolou na finalização. No entanto, aos 48, Wilman Roldán apitou o fim de jogo no Maracanã. Flamengo 1, Independiente 1. A equipe argentina conquista a sua segunda Copa Sulamericana e, novamente, em cima de um time brasileiro.

Depois de 22 anos, Flamengo e Independiente voltam a decidir um título sulamericano. A equipe argentina jogou pelo empate no Maracanã. A torcida rubronegra fez a sua parte, lotou o “maior do mundo” e empurrou o time. No primeiro tempo, o Flamengo pressionou os argentinos e fez o gol que precisava e empatou o placar agregado (2 a 2). E, quando estava melhor em campo, veio a ducha de água fria, que foi o pênalti cometido por Cuéllar em Meza. Barco bateu bem e empatou o jogo e devolveu a vantagem do empate para os Rojos. No segundo tempo, a equipe brasileira não conseguiu superar o bom time armado por Ariel Holan, que conseguiu segurar bem as investidas do adversário e fez prevalecer o apelido “rei de copas”. E, assim como foi na decisão da extinta Supercopa de 1995, o Independiente, mais uma vez, levou a melhor sobre o Flamengo e conquista o seu 17º título internacional, somando as outras competições. Ou seja, em 2018, teremos uma reedição da Recopa Sulamericana de 1996: Grêmio x Independiente.

Com o título, o Independiente disputará a Copa Libertadores da América em 2018, competição que, aliás, é o maior ganhador com sete conquistas. A perda da Copa Sulamericana não foi prejudicial apenas para o Flamengo, que ficou sem taça. Foi ruim para o Atlético Mineiro, que deixou de herdar uma vaga para a principal competição continental do ano que vem.

Coincidentemente, foi neste mesmo 13 de dezembro que o Flamengo conquistara o seu título mais importante: a Copa Intercontinental de 1981.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Primeira Fase:
04/04/2017 – Independiente (ARG) 0x0 Alianza Lima (PER) – Libertadores de América, Avellaneda
31/05/2017 – Alianza Lima (PER) 0x1 Independiente (ARG) – Alejandro Villanueva, Lima
Segunda Fase:
12/07/2017 – Independiente (ARG) 4×2 Iquique (CHI) – Libertadores de América, Avellaneda
02/08/2017 – Iquique (CHI) 1×2 Independiente (ARG) – Zorros del Desierto de Calama, Calama
Oitavas-de-final:
22/08/2017 – Atlético Tucumán (ARG) 1×0 Independiente (ARG) – Monumental José Fierro, Tucumán
12/09/2017 – Independiente (ARG) 2×0 Atlético Tucumán (ARG) – Libertadores de América, Avellaneda
Quartas-de-final:
25/10/2017 – Nacional (PAR) 1×4 Independiente (ARG) – Defensores del Chaco, Assunção
02/11/2017 – Independiente (ARG) 2×0 Nacional (PAR) – Libertadores de América, Avellaneda
Semifinais:
21/11/2017 – Libertad (PAR) 1×0 Independiente (ARG) – Defensores del Chaco, Assunção
28/11/2017 – Independiente (ARG) 3×1 Libertad (PAR) – Libertadores de América, Avellaneda
Final:
06/12/2017 – Independiente (ARG) 2×1 Flamengo (BRA) – Libertadores de América, Avellaneda
13/12/2017 – Flamengo (BRA) 1×1 Independiente (ARG) – Maracanã, Rio de Janeiro

FICHA TÉCNICA: FLAMENGO (BRA) 1×1 INDEPENDIENTE (ARG)
Competição/fase: Copa Sulamericana 2017 – final (2º jogo)
Local: Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) – Rio de Janeiro (RJ)
Data: 13 de dezembro de 2017, quarta-feira – 21h50 (horário de Brasília)
Público Total: 62.567 pessoas
Público Pagante: 54.963 pessoas
Renda: R$ 6.694.300,00
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Alexander Guzman e Cristian de La Cruz (ambos da Colômbia)
Cartões Amarelos: Everton, Vinícius Jr. e Juan (Flamengo); Albertengo, Meza, Campaña e Barco (Independiente)
Gols: Lucas Paquetá, aos 29 min (1-0) e Barco, de pênalti, aos 39 min do 1º tempo (1-1)
FLAMENGO (BRA): 24.César; 21.Pará, 15.Réver, 4.Juan e 13.Trauco (20.Vinícius Jr.);  5.Willian Arão, 10.Diego, 26.Cuéllar (7.Éverton Ribeiro) e 29.Lucas Paquetá (16.Lincoln); 25.Felipe Vizeu e 22.Everton. Técnico: Reinaldo Rueda
INDEPENDIENTE (ARG): 25.Campaña; 16.Bustos (5.Silva), 2.Franco, 14.Amorebieta e 3.Tagliafico; 29.Domingo, 15.Rodríguez, 7.Benítez (18.Albertengo), 27.Barco e 8.Meza (6.Sánchez Miño); 9.Gigliotti. Técnico: Ariel Holan

Parabéns ao Club Atlético Independiente pelo título.

Por Jorge Almeida

Cruzeiro: campeão da Copa do Brasil 2017

Jogadores do Cruzeiro comemoram o pentacampeonato da Copa do Brasil. Foto: Douglas Magno

O Cruzeiro é o primeiro representante brasileiro na Copa Libertadores da América em 2018. Isso porque na noite desta quarta-feira (27), a Raposa conquistou o título da Copa do Brasil no Mineirão nos pênaltis contra o Flamengo após empate em 0 a 0 no tempo normal. Nas penalidades, o flamenguista Diego parou em Fábio. O Cruzeiro tornou-se juntamente com o Grêmio os maiores detentores de títulos do torneio: cinco para cada.

Antes de a bola rolar, um clima de muita festa no Mineirão, com direito a queima de fogos e a presença de jogadores que fizeram história nos dois clubes, como o ex-goleiro Raul Plassmann, que completou 73 anos e foi homenageado pelos dois times – e com direito a bolo. E as presenças de Júnior e Sorín exibindo a taça pelo gramado do estádio.

A decisão começou com o Flamengo tendo a iniciativa. Contudo, logo aos três minutos, o Cruzeiro precisou fazer a primeira alteração. Raniel, com lesão muscular nas duas pernas, precisou ser substituído e, em seu lugar, entrou Arrascaeta. O rubronegro criou a primeira ocasião de gol. Aos seis, Guerrero cobrou falta visando o ângulo de Fábio, que pulou, porém, a bola acertou o travessão e saiu.

Enquanto o Flamengo manteve a posse, o Cruzeiro visava os contragolpes. E, em uma dessas investidas, o time celeste levou perigo aos 13 minutos. Após rebatida de Arão, a redonda foi alçada na área rubronegra e, depois da disputa pelo alto, Arrascaeta ficou com a sobra e tentou emendar de primeira, mas não pegou em cheio e o chute saiu torto pela linha de fundo. No lance seguinte, Arrascaeta ganhou de Pará pela esquerda e passou para Thiago Neves dentro da área, mas o camisa 30 chutou forte e cruzado por cima da meta de Alex Muralha.

Depois de sofrer dois sustos seguidos, o Fla voltou a trocar passes, enquanto os mineiros ficaram atrás da linha da bola. No entanto,  os comandados de Mano Menezes, bem compactados, conseguiram avançar um pouco mais e também valorizaram a troca de passes, contudo, encontraram dificuldades na criação.

Aos 25, Thiago Neves cobrou falta, Juan subiu mais que Muralha, que não achou nada, e mandou de cabeça para escanteio, quase um gol contra. Dois minutos depois, Arão errou no meio-campo, Robinho partiu para o ataque, acionou Arrascaeta pela direita da área, o camisa dez tentou tirar do arqueiro rubronegro e mandou à direita do poste.

O jogo seguiu equilibrado. Mas, aos 35, a Raposa roubou a bola e, após troca de passes, Hudson tocou para o meio da área, Arrascaeta não conseguiu amortecer a esférica e deixou escapar para as mãos de Muralha. O Flamengo respondeu na sequência. Diego partiu pela esquerda e rolou para a entrada da área, Guerrero não alcançou, mas a bola ficou para Berrío, que arriscou um chute rasteiro e mandou para fora.

Ao contrário da etapa inicial, o Cruzeiro começou melhor o  tempo complementar e criou a primeira chance aos seis minutos. Thiago Neves cruzou no primeiro pau, Henrique desviou de cabeça, mas não assustou Muralha. A partida seguiu equilibrada, mais truncada, na verdade. O Flamengou levou perigo apenas aos 19 minutos. Berrío deixou para Guerrero, o peruano foi desarmado por Murilo e, na sequência, Diego arriscou de fora da área para defesa de Fábio.

O Mengão cresceu no jogo, porém, o Cruzeiro conseguiu neutralizar bem as investidas rubronegras. Aos 29, Diego deixou para Guerrero, porém, o camisa 9 arriscou de fora da área e a bola subiu demais.

O time da casa levou perigo aos 32. Diego Barbosa cruzou da esquerda, Muralha deu um tapa fraco na redonda e, para alívio do goleiro, a bola bateu no rosta de Arrascaeta e foi pela linha de fundo. Seis minutos mais tarde, Arrascaeta cobrou falta em direção ao gol e a esférica saiu por cima da meta flamenguista.

E, quando à decisão estava em direção às penalidades, aos 42, Guerrero recebeu lançamento, dominou, passou por Léo e encheu o pé para o gol para ótima defesa de Fábio, que salvou a pátria celeste. O Cruzeiro ainda teve uma chance aos 45. Hudson lançou Élber, todavia, o camisa 23 não foi feliz na finalização e apenas amorteceu de cabeça para o arqueiro rubronegro. E, dessa forma, assim como em 2015, a Copa do Brasil foi para a disputa de pênaltis.

Nas cobranças de pênalti, todos os jogadores cruzeirenses (Henrique, Léo, Hudson, Diogo Barbosa e Thiago Neves) converteram suas cobranças. Pelos lados do Flamengo, apenas Diego teve a sua cobrança não convertida – Fábio defendeu, enquanto Guerrero, Juan e Trauco balançaram as redes. Porém, os flamenguistas reclamaram de um possível dois toques que Thiago Neves deu na cobrança derradeira, mas a arbitragem ignorou a queixa.

Apesar de o jogo ter sido no Mineirão, o Flamengo sentiu-se no Maracanã nos minutos iniciais e dominou as ações nos 15 primeiros minutos da decisão com direito a uma bola no travessão. Do lado cruzeirense, o técnico Mano Menezes precisou queimar a sua primeira alteração logo aos três minutos em virtude de um estiramento que tirou Raniel da decisão. A jovem promessa da Raposa foi substituída por Arrascaeta e, com isso, o esquema 4-3-2-1 foi trocado pelo tradicional 4-4-2 que variou para 4-3-3. Mas o Cruzeiro equilibrou o jogo e criou oportunidades, sendo algumas oriundas de erros na saída dos flamenguistas ou bolas roubadas pelos anfitriões. No segundo tempo, a Raposa melhorou ligeiramente, mas Mano Menezes voltou do intervalo promovendo uma segunda alteração por motivo de contusão – Rafinha no lugar de Robinho. No entanto, tecnicamente, a final ficou truncada e a bola quase não rolou. E, de forma justa, o título ficou definido nos tiros penais, melhor para o Cruzeiro que, assim como o Grêmio, conquistou a sua quinta taça da Copa do Brasil. Coincidentemente, a partir da quarta fase até a final do certame, o Cruzeiro passou por adversários que perderam decisões da Copa do Brasil para o time mineiro: São Paulo (2000), Palmeiras (1996), Grêmio (1993) e Flamengo (2003).

Primeira Fase:
15/02/2017 – Volta Redonda (RJ) 1×2 Cruzeiro (MG) – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)
Segunda Fase:
22/02/2017 – Cruzeiro (MG) 6×0 São Francisco (PA) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Terceira Fase:
08/03/2017 – Murici (AL) 0x2 Cruzeiro (MG) – Estádio José Gomes da Costa, Murici (AL)
15/03/2017 – Cruzeiro (MG) 2×0 Murici (AL) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Quarta Fase:
13/04/2017 – São Paulo (SP) 0x2 Cruzeiro (MG) – Morumbi, São Paulo (SP)
19/04/2017 – Cruzeiro (MG) 1×2 São Paulo (SP) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Oitavas-de-final:
03/05/2017 – Cruzeiro (MG) 1×0 Chapecoense (SC) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
1º/06/2017 – Chapecoense (SC) 0x0 Cruzeiro (MG) – Arena Condá, Chapecó (SC)
Quartas-de-final:
28/06/2017 – Palmeiras (SP) 3×3 Cruzeiro (MG) – Allianz Parque, São Paulo (SP)
26/07/2017 – Cruzeiro (MG) 1×1 Palmeiras (SP) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Semifinais:
16/08/2017 – Grêmio (RS) 1×0 Cruzeiro (MG) – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
23/08/2017 – Cruzeiro (3)1×0(2) Grêmio – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Final:
07/09/2017 – Flamengo (RJ) 1×1 Cruzeiro (MG) – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
27/09/2017 – Cruzeiro (MG) (5)0x0(3) Flamengo (RJ) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)

FICHA TÉCNICA: CRUZEIRO (MG) (5)0x0(3) FLAMENGO (RJ)
Competição/fase: Copa do Brasil 2017 – final (2º jogo)
Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 27 de setembro de 2017 – 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Cartões Amarelos: Ezequiel, Hudson (Cruzeiro); Pará e Guerrero (Flamengo)
Pênaltis convertidos: Henrique, Léo, Hudson, Diogo Barbosa e Thiago Neves (Cruzeiro); Guerrero, Juan e Trauco (Flamengo)
Pênalti desperdiçado: Diego (Flamengo)
CRUZEIRO (MG): 1.Fábio; 2.Ezequiel, 3.Léo, 35.Murilo e 6.Diogo Barbosa; 8.Henrique, 25.Hudson, 19.Robinho (70.Rafinha), 11.Alisson e 30.Thiago Neves; 36.Raniel (10.Arrascaeta). Técnico: Mano Menezes
FLAMENGO (RJ): 38.Alex Muralha; 21.Pará, 15.Réver, 4.Juan e 13.Trauco; 5.Willian Arão, 26.Cuéllar e 35.Diego; 28.Berrío (2.Rodinei), 22.Everton (39.Lucas Paquetá) e 9.Paolo Guerrero. Técnico: Reinaldo Rueda

Parabéns ao Cruzeiro Esporte Clube pelo título.

Por Jorge Almeida

Flamengo e Cruzeiro decidirão a Copa do Brasil 2017

Flamengo e Cruzeiro farão a final da Copa do Brasil 2017. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Com a realização do segundo jogo das duas semifinais da Copa do Brasil 2017 disputado nesta quarta-feira (24), Flamengo e Cruzeiro decidirão o certame em duas partidas. O rubronegro derrotou o Botafogo no Maracanã por 1 a 0. Pelo mesmo placar, o Cruzeiro superou o Grêmio no Mineirão e, no caso, levou à disputa para os pênaltis, que terminou com vitória do time celeste por 3 a 2.

No clássico realizado no Maracanã, o Flamengo, que atuou como mandante e teve o apoio de sua torcida, levou a melhor contra o Botafogo ao vencer o rival por 1 a 0, gol de Diego, aos 25 minutos do segundo tempo. E, devido à soma do placar agregado, o Mengão avançou porque havia empatado em 0 a 0 no primeiro jogo, disputado no Nilton Santos na semana anterior (16).

Na outra semifinal, o Cruzeiro devolveu o resultado do primeiro jogo e derrotou o Grêmio por 1 a 0, no Mineirão. O gol da partida foi marcado por Hudson, de cabeça, aos sete minutos da etapa complementar. O placar levou a disputa para os pênaltis.  Nas cobranças, Fernandinho e Rafael Sóbis converteram. Na sequência, Edílson acertou a trave e Robinho parou em Marcelo Grohe. Em seguida, Everton mandou no travessão e o goleiro do Tricolor dos Pampas defendeu a batida de Murilo. Artur e Raniel não desperdiçaram e mantiveram o empate em 2 a 2. Mas, na quinta e decisiva, Fábio defendeu a cobrança de Luan e Thiago Neves marcou o terceiro gol cruzeirense na série e levou a Raposa para a final e, consequentemente, vingando-se da eliminação que a equipe celeste sofrera para o rival na edição do ano passado da mesma competição.

Os finalistas já disputaram uma decisão da Copa do Brasil, em 2003. Naquela ocasião, o Cruzeiro venceu o Flamengo por 3 a 1 no segundo jogo, disputado no Mineirão, depois de um empate em 1 a 1 no compromisso de ida no Maracanã. Naquela temporada, os mineiros conquistaram a chamada Tríplice Coroa – Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. E esse será o quinto embate entre os dois pela Copa do Brasil. Na história, o rubronegro eliminou os cruzeirenses nas edições de 1995 e 2013, em ambos nas oitavas-de-final, sempre com o gol fora de casa como critério de desempate a favor do clube carioca. Já a Raposa, por sua vez, deu o troco nas edições de 1996 (semifinais) e a já citada final de 2003. No quesito número de títulos, o Cruzeiro leva a melhor: 4 (1993, 1996, 2000 e 2003) a 3 (1990, 2006 e 2013).

As datas da decisão foram definidas para os dias 7 e 27 de setembro, sendo que os mandos de campo serão sorteados nesta quinta-feira (24), às 15h, na sede da CBF, no Rio, e terá a presença dos representantes dos clubes finalistas.

Parabéns a Flamengo e Cruzeiro pela chagada à final, que ambos façam uma ótima decisão e que vença o melhor.

Por Jorge Almeida