Blackmore’s Night: 20 anos de “Shadow Of The Moon”

“Shadow Of The Moon”: o primeiro trabalho feito por Ritchie Blackmore e sua esposa Candice Night

Há 20 anos, mais precisamente no começo de junho, foi lançado o primeiro trabalho do Blackmore’s Night, o álbum “Shadow Of The Moon“. Produzido por Pat Regan e Ritchie Blackmore, o material contém músicas renascentista/medieval permaneceu 17 semanas nas paradas alemãs e ganhou certificado de ouro no Japão devido as 100 mil cópias vendidas.

Antes de falar um pouco sobre a obra, é bom reforçar como o projeto teve início. Em 1989, Candice Night, uma norte-americana que atuava em uma rádio de Nova York e fã do Rainbow, encontrou o ídolo e só queria um autógrafo. Desse encontro, surgiu o amor à primeira vista de ambos os lados. Dois anos depois, o casal já vivia juntos. Além do gosto pelo rock, os dois descobriram um gosto em comum: a música renascentista. O guitarrista, que se desintegrou do Deep Purple em 1993, retomou as atividades com o Rainbow e, a tiracolo, levou Candice Night consigo para, a princípio, atuar como backing vocal em sua banda. Tanto que ela aparece nos créditos do álbum “Strange Us All” (1995).

Depois de ter honrado os compromissos com o Rainbow, Ritchie Blackmore e Candice Night aproveitaram a mesma paixão pela música medieval/renascentista e lançaram “Shadow Of The Moon”. No álbum, Ritchie ficou encarregado pelos instrumentos de corda e Candice agraciou a obra com o sua voz suave e cativante e fez dele um grande trabalho.

O álbum abre com a misteriosa “Shadow Of The Moon”, com uma climática dark, seguida da mediévica “The Clock Ticks On”, e continua com “Magical World”, a festiva “Renaissance Faire”, a melancólica “No Second Chance”, a legal “Writing Wall”, e outras faixas que “desestressa” qualquer um. Todavia, os destaques do álbum são “Play Minstrel Play”, que tem a participação do lendário Ian Anderson, do Jethro Tull, que protagoniza um excelente duelo entre bandolim e flauta, e o cover que eles fizeram da banda sueca Rednex, “Wish You Were Here”, que superou a versão original.

O álbum é calmo, com ótimas melodias e arranjos. Apesar de ter ganhado a fama como um exímio guitarrista, Ritchie Blackmore tocou o instrumento que o consagrou em apenas duas músicas. E o play permite que o ouvinte relaxe, descanse, aprecie a boa música e se encante com a voz de fada de Candice Night.

Depois de “Shadow Of The Moon”, o Blackmore’s Night ao longo dessas duas décadas lançou 14 álbuns, quatro DVDs e 17 singles, mas o melhor trabalho de estúdio foi, sem dúvidas, o disco de estreia.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Shadow Of The Moon
Intérprete: Blackmore’s Night
Lançamento: 2 de junho de 1997 (Europa) e 17 de fevereiro de 1998 (EUA)
Gravadora/Distribuidora: Edel (Alemanha) / Edel America
Produtores: Pat Regan e Ritchie Blackmore

Ritchie Blackmore: guitarra, violão, baixo, bandolim, bateria e tamborim
Candice Night: voz e backing vocal
Pat Regan: teclados
Gerald Flashman: gravadores, trompete e trompa
Tom Brown: violoncelo
Lady Green: viola e violino

Ian Anderson: flauta em “Play Minstrel Play
Scott Hazell: backing vocal em “Play Minstrel Play

1. Shadow Of The Moon (Blackmore / Night)
2. The Clock Ticks On (Trad. by Tielman Susato / Blackmore / Night)
3. Be Mine Tonight (Blackmore / Night)
4. Play Minstrel Play (Trad. by Pierre Attaingnant / Blackmore / Night)
5. Ocean Gypsy (Dunford / Thatcher)
6. Minstrel Hall (instrumental) (Blackmore)
7. Magical World (Trad. Wassail / Blackmore / Night)
8. Writing On The Wall (Trad. by Pyotr Ilych Tchaikovsky / Blackmore / Night)
9. Renaissance Faire (Trad. by Tielman Susato / Blackmore / Night)
10. Memmingen (instrumental) (Blackmore)
11. No Second Chance (Blackmore / Night)
12. Mond Tanz (instrumental) (Blackmore)
13. Spirit Of The Sea (Blackmore / Night)
14. Greensleeves (Trad.)
15. Wish You Were Here (Teijo)

Por Jorge Almeida

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Grupo português Capitão Fausto grava novo disco em São Paulo

A banda portuguesa Capitão Fausto.
Foto: Felipe Gabriel/Red Bull Content Pool

A banda aproveita para mostrar detalhes em um livestreaming exibido nesta terça-feira, a partir das 14h, via http://www.redbull.pt

A banda portuguesa Capitão Fausto aproveita os últimos dias do ano para mergulhar em um novo trabalho. Só que desta vez eles saíram de Lisboa e atravessaram o oceano Atlântico para gravar o sucessor do bem-sucedido disco “Capitão Fausto Têm os Dias Contados” no Red Bull Studio, em São Paulo. O grupo ainda mostra os novos sucessos em um livestreaming direto do estúdio nesta terça-feira (12/10), a partir das 14h (via http://www.redbull.pt).

Formado por Manuel Palha (guitarra), Domingos Coimbra (baixo), Francisco Ferreira (teclados), Tomás Wallenstein (voz e guitarra) e Salvador Seabra (bateria), o quinteto Capitão Fausto é um dos maiores expoentes do rock português moderno. Com melodias que flertam com o country e o folk e letras despretensiosa, conquistaram uma legião de fãs em Portugal (e em outros países de língua portuguesa) com seus três discos já lançados e hits como “Amanhã Tou Melhor”.

Sobre o Red Bull Studio São Paulo

Desde 2013, o Red Bull Studio São Paulo funciona como um espaço de experimentação e produção musical para artistas dentro do Red Bull Station, onde funcionou a antiga subestação de energia Riachuelo. Com altíssimo padrão técnico, o estúdio é reservado para talentos de estilos diversos, independente de sua abrangência ou tempo de carreira. Por ali, já passaram nomes como Elza Soares, Metá Metá, Nação Zumbi, Emicida e Arto Lindsay.

Agência Lema
Leandro Matulja/ Letícia Zioni/ Larissa Marques
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Informações para imprensa:
Luciana Rabassallo (+55 11) 3871-0022 – ramal 201
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Por Luciana Rabassallo

 

DJ e produtor Grassmass apresenta tributo inédito a Moacir Santos

O DJ Grassmass. Créditos: Christelle de Castro / Red Bull Content Pool

O músico apresenta uma releitura eletrônica das faixas do clássico disco “Coisas” dia 9/12, no festival carioca Novas Frequências

São Paulo, dezembro de 2017 – O DJ e produtor pernambucano Grassmass, apelido de Rodrigo Coelho, apresenta neste sábado, dia 9 de dezembro, no festival Novas Frequências, um show em homenagem ao músico Moacir Santos. Ex-aluno da Red Bull Music Academy, Grassmass finalizou no Red Bull Studio, em São Paulo, as suas versões eletrônicas para “Coisas”, clássico álbum de Moacir, a fim de mostrá-las pela primeira vez em um show experimental.

O produtor substituiu os metais das faixas jazzísticas de “Coisas” por sintetizadores, com a intenção de dar uma roupagem mais contemporânea ao disco de 1965. “Eu ouvi esse álbum quando tinha 15 anos pela primeira vez. E, apesar de ele ser aclamado por muitos músicos, é praticamente desconhecido entre o grande público. Minha intenção com esse projeto é aproximar o público mais jovem do legado desse grande instrumentista que foi Moacir Santos”, diz Grassmass.

No palco, ele será acompanhado por um trio de músicos que tocarão guitarra, bateria e teclado. “Esse formato ainda é uma prévia do que vem por aí”, revela. Como o DJ está trabalhando nesse projeto há alguns anos, a intenção é lançar um disco com todo esse material em breve e montar performances num formato bem maior, com diversos músicos ao vivo.

Serviço:
Coisas – A Synth Tribute to Moacir Santos
Data: 9/12, sábado, das 23h às 4h
Local: A ser anunciado no dia do evento nos sites: http://www.novasfrequencias.com/2017 e http://www.facebook.com/novasfrequencias
Ingressos: Gratuitos, retirados na hora do evento e sujeitos a lotação do espaço
Classificação: Proibido para menores de 18 anos

Sobre o Novas Frequências
Fruto da parceria entre o curador Chico Dub e a gestora cultural Tathiana Lopes, o Novas Frequências surgiu em 2011 sempre à procura de artistas que rompem com fronteiras pré-estabelecidas em busca de novas linguagens sonoras. Para o festival, importa muito mais a experiência com o som do que propriamente gêneros e estilos musicais. A 7ª edição ocorre entre os dias 4 e 10 de dezembro, no Rio de Janeiro, com 18 atrações de 10 países diferentes em atividades que incluem shows, performances resultantes de residências artísticas, festas, instalações sonoras e oficinas.

Sobre o Red Bull Studio São Paulo
Desde 2013, o Red Bull Studio São Paulo funciona como um espaço de experimentação e produção musical para artistas dentro do Red Bull Station, onde funcionou a antiga subestação de energia Riachuelo. Com altíssimo padrão técnico, o estúdio é reservado para talentos de estilos diversos, independente de sua abrangência ou tempo de carreira. Por ali, já passaram nomes como Elza Soares, Metá Metá, Nação Zumbi, Emicida e Arto Lindsay.

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Por Luciana Rabassallo / Agência Lema

Mago dos sintetizadores, Arthur Joly conta sua história com a música em novo documentário

O músico Arthur Joly. Créditos: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool

Red Bull TV lança, no dia 5 de dezembro, filme inédito com o músico autodidata que cria seus próprios instrumentos e já ostentou a maior coleção de synths do Brasil

São Paulo, dezembro de 2017 – Aos 40 anos, o paulistano Arthur Joly tem uma paixão peculiar por sintetizadores. E sua relação com esses instrumentos, responsáveis pelo surgimento da música eletrônica décadas atrás, tornou-se tão profunda que, no final dos anos 2000, ele resolveu investigar como essas máquinas eram criadas.

Não deu outra: em pouco tempo, o músico autodidata e DIY desde criança começou a criar seus próprios synths, tornando-se uma autoridade no assunto. É sobre a relação de Joly com seus sintetizadores –e com a música em si– que trata o documentário “Out Of Frame – Arthur Joly”, que a Red Bull TV (www.redbull.tv) lança com exclusividade na terça-feira (dia 5 de dezembro).

O filme revela como a busca por sons inéditos e por batidas nunca antes ouvidas permeou o trabalho de Joly. Ele queria entender como beats como os do disco “Viagem ao Centro da Terra”, de Ricky Wakeman, que ele ouvia com o pai aos 5 anos, eram feitos. “Só fui saber que aquilo se chamava sintetizador uns 20 anos depois” diz o artista. O passo seguinte foi investir na criação de suas próprias máquinas: Joly começou comprando placas para criar uma pequena drum machine pela internet e logo se viu ostentando uma coleção que chegou a contar com mais de 70 sintetizadores, todos amontoados no seu estúdio.

Out of Frame – Arthur Joly” investiga a fundo a paixão do músico por essas máquinas que mudaram o jeito de fazer música no mundo e desvenda sua genialidade refletida não apenas nos momentos em que cria instrumentos únicos, mas também quando pensa sobre o ofício de criar sons, batidas e melodias.

Sobre Arthur Joly
O músico Arthur Joly nasceu há 40 anos na cidade de São Paulo e trabalha como músico há mais de 20 anos tocando em bandas, produzindo sons e fazendo trilhas para seriados de TV e filmes. Hoje, dedica bastante tempo à produção musical autoral, com seu selo Reco-Head Records, pelo qual lançou em 2007 seu primeiro disco solo, chamado “Jam Jolie Orquestra”. Nesse tempo, enveredou-se por estilos experimentais, como punk analógico, reggae e música eletrônica, produziu discos de outros músicos e manteve sua busca constante por novos sons e batidas criando seus próprios instrumentos.

Sobre A Red Bull TV
A Red Bull TV é um canal de entretenimento global disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. Combinando eventos ao vivo, uma extensa biblioteca on demand e uma seleção de melhores momentos das transmissões de esportes, festivais de música, séries, documentários e longas-metragens originais, Red Bull TV oferece uma nova experiência de programação, on-line em redbull.tv, no aplicativo, ou via Smart TV.

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Por Luciana Rabassallo / Agência Lema

Thiago França produz três discos em um mês no Red Bull Studio São Paulo

O músico Thiago França. Crédito: Felipe Gabriel/Red Bull Content Pool

Além do novo álbum da Charanga do França, espaço recebe projetos de spoken word, gafieira e poesia encabeçados pelo músico mineiro.

O MC Rodrigo Brandão assina um projeto de spoken word com participação de nomes como as cantoras Juçara Marçal e Tulipa Ruiz, o trompetista Guizado, o baterista Pupillo e músicos do Hurtmold. Já o trombonista Allan Abbadia grava seu primeiro disco solo de samba e gafieira, com batucada, violão e cavaco inspirados em clássicos como Paulo Moura, Pixinguinha e Raul de Barros.

Projeto do próprio Thiago França, a banda Espetacular Charanga do França também prepara um novo álbum para o Carnaval de 2018. As quatro músicas formarão “Bomba, suor e bafo”, que será executado pelo bloco paulistano de mesmo nome já no próximo ano. Além dos oito músicos da banda, Thiago França convida 25 alunos da oficina de sopro que ele ministra para músicos iniciantes no centro de São Paulo. A gravação será feita ao vivo (e não com instrumentos separados) no estúdio. “É algo pouco comum hoje em dia, mas a ideia é entregar o clima do Carnaval. Queremos que seja mesmo uma bagunça, meio selvagem até. É isso que o disco vai ser”, afirma.

Para fechar os encontros, Thiago ainda tem um quarto projeto com a instrumentista, cantora e compositora Juliana Perdigão. No Red Bull Studio, eles vão começar a produção de álbum que será lançado posteriormente. Segundo ele, o trabalho  incorpora poesia e artes plásticas à música de Perdigão, com textos de artistas como Nuno Ramos e Angélica Freitas.

O resultado de todas essas gravações poderá ser visto em breve nos mais diversos formatos: além do lançamento físico de EPs e de discos, os registros também estarão disponíveis em plataformas de streaming.

Sobre o Red Bull Studio São Paulo
Desde 2013, o Red Bull Studio São Paulo funciona como um espaço de experimentação e produção musical para artistas dentro do Red Bull Station, onde funcionou a antiga subestação de energia Riachuelo. Com altíssimo padrão técnico, o estúdio é reservado para talentos de estilos diversos, independente de sua abrangência ou tempo de carreira. Por ali, já passaram nomes como Elza Soares, Metá Metá, Nação Zumbi, Emicida e Arto Lindsay.

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Por Luciana Rabassallo

Pause Festival: Evento aberto do Trip Transformadores no Parque Villa-Lobos quer fazer as pessoas desacelerarem

A cantora Pitty é uma das atrações do Pause Festival, que será realizado na próxima semana no Parque Villa-Lobos. Créditos: divulgação

Em mais um grande acontecimento de seu calendário 2017, o movimento Trip Transformadores levará ao Parque Villa-Lobos o Pause Festival – evento aberto e gratuito, com atrações variadas e um único objetivo: desacelerar.

Marcado para o dia 28 de outubro, a partir das 14 horas, o festival começará oferecendo uma aula aberta de ioga com a professora Aline Fernandes. Logo em seguida, a fanfarra do Trip Transformadores andará pelo parque, espalhando música e convidando os frequentadores a irem ao anfiteatro participar da programação.

Um cinema ao ar livre exibirá a animação Sob o véu da vida oceânica, do diretor Quico Meirelles, que discute nossa relação com o tempo. Produzidos pela O2 Filmes em parceria com o Google Earth, os curtas-metragens do projeto Eu Sou Amazônia também serão exibidos para incentivar a reflexão sobre nossa conexão com o planeta.

O dia ainda contará com a participação do mestre budista tibetano Lama Michel Rinpoche, que conduzirá uma meditação, e receberá um convidado especial para uma conversa inspiradora. Um show com setlist do cantor e compositor jamaicano Bob Marley, cujas letras remetem à cultura de paz, encerra a tarde de sábado. O trompetista Guizado convida ao palco, para interpretarem os clássicos do cantor, Tássia Reis, Rico Dalasam, Tulipa Ruiz, Dada Yute, Jorge Du Peixe e Pitty.

Além disso, acontecerá uma doação de mantas tricotadas uma a uma por mulheres de São Paulo para as crianças do projeto IADA África, que acolhe mulheres refugiadas da África no Brasil. A iniciativa foi criada por Nádia Ferreira, do no sul de Guiné-Bissau, que já foi refugiada em seu próprio país. Nádia, junto à coordenadoria de imigrantes, conseguiu bolsas de economia solidária para as integrantes da organização e elas frequentam cursos de capacitação em São Paulo.

O propósito do movimento Trip Transformadores 2017 é refletir sobre o Brasil que queremos ser e passar uma mensagem de calma em um momento tão exaustivo, estressante e desesperançoso; e esse é o primeiro passo para qualquer transformação social.

Pause Festival – Anfiteatro do Parque Villa-Lobos
Data: 28 de outubro de 2017
Programação: Aula aberta de ioga com Aline Fernandes, cinema ao ar livre, conversa inspiradora com Lama Michel e show em homenagem ao cantor e compositor jamaicano Bob Marley. Guizado convida Tássia Reis, Rico Dalasam, Tulipa Ruiz, Dada Yute, Jorge Du Peixe e Pitty.
Local: Anfiteatro do Parque Villa-Lobos
Patrocínio máster: Grupo Boticário
Copatrocínio: GOL, Santander e Ford
Apoio: AlmapBBDO, Suzano, e Academia de Filmes
Comunicação: Uptade or Die

TRIP TRANSFORMADORES

O prêmio foi criado pela Trip com o objetivo de revelar brasileiros que trabalham para recriar a noção de desenvolvimento humano, transformando a realidade. É um movimento permanente de transformação, pensado para promover a ideia de um mundo mais inteligente, humano e equilibrado. Uma homenagem em reconhecimento às pessoas que, com seu trabalho, ideias e iniciativas de grande impacto ou originalidade, ajudam a promover o avanço do coletivo e do outro.

A primeira edição da premiação, que aconteceu em novembro de 2007, se deu pela indicação e escolha de 12 pessoas que se dedicam de maneira efetiva e concreta a cada um dos 12 tópicos propostos pela revista Trip, gerando resultados.

Desde então, todo ano os homenageados são escolhidos pela Trip entre os indicados por um conselho composto de centenas de pessoas que fazem parte do universo e da história da Trip de maneira atuante e que, além disso, se destacam em suas áreas. Desde a sua primeira edição, em 1986, a revista Trip persegue formas de relacionamento, comportamento e troca de conhecimentos que desviam do caminho que parece estar conduzindo o planeta e a humanidade para um ponto sem retorno.

Para conhecer mais sobre o Trip Transformadores, acesse: www.trip.com.br/transformadores.

Assessoria de imprensa Trip:
RP: Monalisa Oliveira – (11) 2244-8761 | monalisa@trip.com.br
Nathalia Miliozi – (11) 2244-8876 |nathalia.miliozi.com.br

Créditos: Monalisa Oliveira

Sinopse de “Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga”, de Dominique Dreyfus

A capa da obra da pesquisadora e jornalista francesa Dominique Dreyfus sobre Luiz Gonzaga

Lançado pela primeira vez em 1996, o livro “Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga” foi escrito pela pesquisadora, jornalista, radialista e produtora artística francesa Dominique Dreyfus. Com 352 páginas, a obra foi editada pela Editora 34 e traz o prefácio assinado por “apenas” Gilberto Gil. Ao longo de nove capítulos, o leitor entende o motivo pelo qual a autora conheceu a intimidade do Rei do Baião e tornou-se uma autoridade no que se refere ao saudoso Lua.

O conhecimento que Dominique teve de Luiz Gonzaga aconteceu ainda na infância, quando ela juntamente com sua família se estabeleceu em Garanhuns (PE) para se afastar da Segunda Guerra Mundial que “comia” solta na Europa. E foi durante o tempo em que ficou no Brasil que aprendeu a cantar a sua primeira música, aos dois anos de idade: que foi “Sabiá”, clássico gonzagueano de 1951. Retornou com a família para a terra natal e só voltou ao Brasil depois da ditadura militar. Em 1985, foi convocada a cobrir um festival em Paris que teria a participação do Rei do Baião e, ao perceber que Gonzagão pedira um banco para sentar na terceira música, se deu conta de que o ídolo já estava ficando velho e que não havia encontrado nenhum material aprofundado sobre ele.

Assim, Dreyfus partiu para o Brasil, onde realizou uma série de entrevistas, que renderam mais de cem horas de gravação, acompanhou Luiz Gonzaga para cima e para baixo, conversando bastante com o mestre, e também ouviu familiares e amigos, contudo, para sua lamentação, não conseguiu falar com Gonzaguinha e Sivuca, além de parceiros musicais do sanfoneiro, como Zé Dantas e Humberto Teixeira, responsáveis pela co-autoria dos principais sucessos de Gonzaga, além de Aluízio, o irmão mais velho.

Depois de coletar um vasto material, a jornalista se lamentou da falta de interesse das editoras francesas em publicar a obra. No entanto, ao receber um convite do jornalista e crítico musical Tárik de Souza para escrever o material para a coleção Todos Os Cantos que a Editora 34 estava para lançar, a situação mudou, todavia, foram mais três anos para a conclusão do livro. A autora só soube da morte de Luiz Gonzaga por meio de uma ligação de João Gilberto.

A autora conta no livro alguns fatos interessantes a respeito de Gonzagão, como a questão da relação conturbada que ele tinha com Gonzaguinha – seu filho não biológico -, os ciúmes de Helena, mulher de Luiz Gonzaga, a fama de mulherengo do Rei do Baião.

Dominique também traz riqueza de detalhes sobre alguns dos principais sucessos de Luiz Gonzaga, como saíram as inspirações de Lua e de seus parceiros musicais, a obediência que ele valorizava muito em relação aos militares (ele serviu o Exército por cerca de dez anos), a referência que ele sempre tinha com o pai Januário, como encarou a boemia da noite carioca para conseguir se sustentar, o sucesso no rádio, assim como o “atropelo” que sofreu quando vieram os movimentos musicais como a Bossa Nova, a Jovem Guarda e a Tropicália que o afastaram dos grandes centros e que, sem querer, o levou para ficar mais próximo de seu povo, além de mostrar o lado generoso e humilde do sanfoneiro, que ajuda sempre que podia, especialmente divulgação de talentos, como Dominguinhos, Carmélia Alves e Marinês e Sua Gente, entre outros. Além disso, Luiz Gonzaga foi influência para várias estirpes da música brasileira: desde o pornoxaxado de duplo sentido de Genival Lacerda, aos tropicalistas Gilberto Gil e Caetano Veloso, passando por nomes como Alceu Valença, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Raul Seixas até chegar em Chico Science, Mestre Ambrósio e Mundo Livre S/A e outros mais.

Além do já citado prefácio e os nove capítulos, a publicação ainda contém os agradecimentos, a apresentação, a discografia (muito bem detalhada, por sinal), a musicografia e a bibliografia.

Além de Luiz Gonzaga, a autora francesa também escreveu sobre a vida de um dos maiores violonistas brasileiros em “Violão Vadio de Baden Powell” (1999), também publicado pela Editora 34.

Certamente, embora essa obra tenha sido lançada há mais de 20 anos, traz detalhes sobre a vida e obra de Gonzagão como poucas, e isso é o suficiente para que a publicação praticamente tenha se tornado “atemporal”.

A seguir, a ficha técnica da publicação.

Livro: Vida de Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga
Autora: Dominique Dreyfus
Editora: 34
Lançamento: 1996 (1ª edição)
Edição: 3ª (lançada em 2012)
Número de páginas: 352
Preço médio: R$ 64,00

Por Jorge Almeida