Rogério Caetano e Gian Correa lançam 7 no Sesc Pompeia

Rogério Caetano e Gian Correa | Crédito da foto: divulgação

Álbum homenageia Dino 7 Cordas; show acontece no dia 22 de fevereiro, no Teatro da unidade.

Dois jovens e talentosos violonistas fazem apresentação no Teatro do Sesc Pompeia no 22 de fevereiro, às 21h. Na ocasião, Gian Correa e Rogério Caetano lançam 7, que tem como protagonista, ou protagonistas, o violão 7 cordas tocados pelos artistas. O “7” do título homenageia Dino 7 Cordas, referência do violão sete cordas, e ao seu centenário, comemorado em 2018.

O álbum 7 é fruto do trabalho autoral dos dois músicos que possuem linguagens próprias muito fortes e que desde muito jovens já tinham muita intimidade com o choro e o samba. Este encontro reúne pela primeira vez na história fonográfica brasileira dois violonistas de 7 cordas de aço solistas, demonstrando nas composições e arranjos toda a riqueza e virtuosidade da música instrumental brasileira contemporânea.

Horondino José da Silva, conhecido como Dino Sete Cordas, era músico, compositor e arranjador. O músico carioca, nascido em 1918, desenvolveu uma nova maneira de pensar o violão e um dos pioneiros em empregar o instrumento em rodas de samba e choro. Dino fez parte de importantes formações da música brasileira pré-bossa nova, como o conjunto Época de Ouro, comandado por Jacob do Bandolim, e o regional de Benedito Lacerda, além de tocar com músicos renomados como Luiz Gonzaga e Cartola.

Gian Correa começou tocando em rodas de choro quando criança, incentivado pelo pai. No início estudou cavaquinho, passando, depois, para o violão de 7 cordas. Seu primeiro trabalho autoral solo, Mistura 7 (YB Music/2013) elogios de críticos em diversos meios de comunicação. Em 2016 lançou Remistura 7 (YB Music), em CD/DVD. Atualmente, o violonista integra os coletivos de música Rejunte e Som Sem Dono na cidade de São Paulo. Em 2016 lançou a web serie chamada “Joga um 7 aí!”, que tem por objetivo difundir a linguagem brasileira do violão de 7 cordas, bem como divulgar jovens músicos e mestres veteranos representantes deste instrumento no país.

Nascido em Goiânia e bacharel em composição pela Universidade de Brasília, Rogério Caetano é um premiado virtuose e referência do violão de 7 cordas. Possui uma discografia com sete álbuns, sendo premiado em 2015 no IMA (Independent Music Awards), em 2016 no Prêmio da Música Brasileira e em 2017 no Prêmio Profissionais da Música. Vem difundindo sua arte no Brasil e exterior realizando concertos e workshops em países como Alemanha, França, Itália, Espanha, Áustria, Portugal, Holanda, Bélgica, EUA, China, Índia, Israel, Turquia, África do Sul, e Equador. Já gravou com artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Caetano Veloso, Monarco, D. Ivone Lara, Maria Bethania, Nana Caymmi, Ivan Lins, entre vários outros.

SERVIÇO:
Rogério Caetano e Gian Correa
Plataforma
Lançamento de 7
Dia 22 de fevereiro de 2019, sexta-feira, às 21h
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis. Abertura da casa com 30 minutos de antecedência ao início do show.
Ingressos: R$6 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$10 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$20 (inteira).
Venda online a partir de 12 de fevereiro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 13 de fevereiro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal
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Celso Sim apresenta canções de “O Amor Entrou Como um Raio” na Comedoria do Sesc Pompeia

O cantor e compositor Celso Sim. Créditos: divulgação

Em show no dia 21 de fevereiro, artista paulista apresenta músicas de álbum tributo ao sambista Batatinha; Fabiana Cozza faz participação especial

O cantor, compositor premiado, cineasta e ator Celso Sim apresenta seu mais recente álbum O Amor Entrou Como Um Raio em show na Comedoria do Sesc Pompeia no dia 21 de fevereiro, quinta-feira, às 21h30. A cantora Fabiana Cozza faz participação especial.

O disco faz a leitura da obra de Batatinha, considerado um dos maiores compositores de samba do Brasil. No além das canções do sambista carioca, serão apresentadas canções de Zé Miguel Wisnik sobre poemas de Fernando Pessoa, além de sambas de D. Ivone Lara e Nelson Cavaquinho. Desde 2003, ao trabalharem juntos no musical Canto da Guerreira – em homenagem aos 20 anos da morte de Clara Nunes – Celso Sim e Fabiana Cozza não se apresentavam juntos.

Para Celso, Batatinha é um dos gênios da canção brasileira. “O repertório gravado faz uma fenomenologia do carnaval através da polaridade prazer-sofrimento, dádiva-dívida, íntimo-público, confissão-expiação, labuta-festa, onde o carnaval é uma perspectiva de fuga e acesso à uma humanidade perdida e/ou esquecida para o poeta que sabe e canta o desencanto sem drama, o sofrimento sem tristeza e até mesmo com altivez e elegância. Sofrimento tão extenso que mesmo a possibilidade de superação, transcendência e/ou suspensão dessa dor traz dúvidas como em “se eu deixar de sofrer, como é que vai ser para me acostumar”, e o que emerge desse mergulho é o seu contrário, o alento, nesta singularidade do samba e do blues”, conta o artista.

O Amor Entrou Como Um Raio foi lançado em 2017 e traz 11 canções de Batatinha com uma formação musical contemporânea e arranjos tropicalistas para os sambas.

O disco sucede os elogiados Tremor Essencial (2014) e Elza Soares, A mulher do fim do mundo (2015), do qual Celso é diretor artístico, compositor e cantor, e que ganhou o Grammy Latino 2016 de melhor disco de música brasileira, entre outros importantes prêmios nacionais e internacionais.

SERVIÇO:
Celso Sim
Dia 21 de fevereiro de 2019, quinta-feira, às 21h30
Comedoria
*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados. A compra do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa com 90 minutos de antecedência ao início do show.
Ingressos: R$9 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$15 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$30 (inteira).
Venda online a partir de 12 de fevereiro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 13 de fevereiro, quarta-feira, às 17h30.
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Exposição “Viajando Por São Paulo com Adoniran Barbosa” no Metrô República

Alguns dos totens na Estação República do Metrô que falam de Adoniran Barbosa. Foto: Jorge Almeida

A Estação República do Metrô está com a exposição “Viajando Por São Paulo com Adoniran Barbosa” em exibição até o próximo dia 31 de janeiro. A mostra apresenta cerca de 30 painéis, contém fotos, com textos com curiosidades relacionadas a João Rubinato, nome de batismo do compositor natural de Valinhos.

O visitante poderá conferir a relação de Adoniran com a cidade de São Paulo, através das fotos e imagens dos objetos do acervo Adoniran Barbosa. Na exposição é possível conferir os bairros em que ele cantou suas composições, os locais frequentados por ele, as profissões que exerceu, as suas amizades com os paulistanos de todos os tipos.

Em meio às curiosidades sobre Adoniran Barbosa que pode ser conferida na exposição está o fato de que, ao contrário do que diz a sua maior obra – a música “Trem das Onze” -, ele nunca morou no Jaçanã e nem foi filho único. Outro fato também é que o apego que Adoniran tinha com o seu cachorro Peteleco era tanto que permitiu o canino ser o primeiro cachorrinho-compositor da música brasileira – sim, ele creditou algumas de suas músicas ao seu cãozinho.

Além de compositor, Adoniran trabalhou também no rádio e fez algumas participações no cinema.

E, assim como São Paulo, a história do maior paulistano não nascido na capital paulista é tão múltipla e diversa.

SERVIÇO:
Exposição:
Viajando Por São Paulo com Adoniran Barbosa
Onde: Estação República do Metrô (Linha 3-Vermelha, com acesso também pela Linha 4-Amarela de metrô) – Rua do Arouche, 24 – Centro
Quando: até 31/01/2019; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h25; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: acesso gratuito aos usuários do Metrô

Por Jorge Almeida

Marina Lima apresenta o álbum Novas Famílias no Sesc Santo Amaro

A cantora Marina Lima (e banda) se apresenta no Sesc Santo Amaro nos dias 17 e 18 de agosto. Foto: Rogério Cavalcanti

Cantora faz show com músicas no novo disco e toca sucessos da carreira

Nos dias 17 de agosto, sexta-feira, 21h, e 18 de agosto, sábado, 20h, a cantora e compositora Marina Lima apresenta o show do disco recém-lançado “Novas Famílias”, no Sesc Santo Amaro. Após passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Miami, com casas lotadas e shows esgotados, a cantora mostra novas canções e sucessos da carreira ao lado dos músicos Arthur Kunz (bateria), Dustan Gallas (teclado e baixo) e Leo Chermont (guitarra).

Marina Lima acaba de lançar “Novas Famílias”, um álbum de composições inéditas. São duas parcerias novas com seu irmão Antônio Cicero, outras em parceria com Letícia Novaes, Silva, Dustan Gallas e duas canções de sua autoria. Há ainda uma regravação de um samba, ‘Climática”, da paulista Klébi Nori, que Marina considera uma ‘pérola’. O álbum ainda conta com as participações especiais de Marcelo Jeneci, Leo Gandelman e da própria Letícia. No show, Marina estará acompanhada de três músicos no palco: Arthur Kunz e Leo Chermont, que formam o duo eletrônico STROBO de Belém do Pará, e Dustan Gallas, músico piauiense, radicado há muitos anos em São Paulo e que também é produtor musical do disco, junto à Marina.

A cantora e compositora Marina Lima foi lançada em 1979 com o LP “Simples como Fogo” e desde então é trilha sonora dos brasileiros de várias gerações. Com influências que passam pelo pop, rock, blues, samba, bossa-nova e música eletrônica, Marina tem hits como “Pra Começar”, “À Francesa”, “Fullgás”, “Virgem”, “Uma Noite e ½”, “Pessoa”, “Me Chama”, entre tantos outros. Carioca, lançou seu CD “Clímax” em 2011, quando se mudou para São Paulo. Em 2012, publicou seu primeiro livro, “Maneira de Ser”. Em 2015, gravou o disco “No Osso”, ao vivo no Sesc Belenzinho, em São Paulo.

Marina diz que há muito não se sente tão ligada ao Brasil e à sonoridade brasileira, e que São Paulo, com toda a sua diversidade, lhe trouxe este presente. “Novas Famílias promete!”, arremata a cantora.

Mais informações nas redes sociais: http://www.facebook.com/marinalimaoficial
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E no site: http://www.marinalima.com.br

Serviço
Marina Lima apresenta o álbum “Novas Famílias” no Sesc Santo Amaro
Quando: Dias 17 e 18/08
Horário: Sexta-feira, às 21h. Sábado, às 20h.
Local: Teatro (1º andar)
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes).

Sesc Santo Amaro
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

Assessoria de imprensa Marina Lima
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11 2892-4867 | 11 9 8339-4867

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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Zé Ramalho: 40 anos do primeiro trabalho solo

Capa do primeiro álbum solo de Zé Ramalho

Lançado há 40 anos, o primeiro disco solo do cantor e compositor Zé Ramalho projetou a carreira do paraibano natural de Brejo da Cruz. Gravado entre novembro e dezembro de 1977 nos Estúdios CBS, no Rio de Janeiro, o álbum foi produzido por Carlos Alberto Sion e saiu pelo selo Epic, da gravadora CBS. Com clássicos absolutos que definiram a sua estética musical, “Zé Ramalho”, o álbum traz em sua sonoridade uma mistura de folk, psicodelia, música nordestina conduzida pela voz cavernosa do nosso “Bob Dylan do sertão”.

Em 1977, Zé Ramalho já estava próximo dos 30 anos e, antes de gravar o seu trabalho solo, já carregava a experiência de cantor há pelo menos uma década. Nesse período, tocou na trilha sonora do filme “Nordeste: Cordel, Repente e Canção”, de Tânia Quaresma, em 1974. Nesse período, ele misturou suas influências que iam do Rock ‘N’ Roll de Bob Dylan ao forró de Luiz Gonzaga, algo mais próximo da linhagem de Raul Seixas.

Em 1975, realizou o seu primeiro registro fonográfico, porém, em duo. O álbum “Peâbirú” foi gravado com Lula Cortês e lançado pela gravadora Rozenblit. E, sem perceber, a dupla lançou um dos melhores discos progressivos oriundo do Brasil. Contudo, as cópias desse do álbum valem muito por serem raras. Aliás, “Peâbirú” ganhou fama internacional, com direito a reedição alemã e inglesa.

Contudo, apesar disso, o trabalho feito com Cortês não trouxe o sucesso almejado por Zé. Assim, em 1976, o paraibano fez o mesmo o que milhares de nordestinos fizeram: migrar para o eixo Rio-São Paulo em busca de maior visibilidade e oportunidade. E foi no estúdio da CBS carioca que Zé Ramalho lançou essa obra-prima.

O disco traz duas participações especialíssimas: Patrick Moraz, ex-tecladista do Yes, na faixa “Avôhai”, e de Sérgio Dias, dos Mutantes, que tocou guitarra no ‘debut’ do cantor paraibano.

O play começa com uma trinca de canções que se tornaram clássicos obrigatórios nos shows de Zé Ramalho. Primeiro aparece “Avôhai”, composta por ele em homenagem ao seu avô, que o adotou após a morte de seu pai por afogamento (na época do falecimento de seu pai, Zé Ramalho tinha apenas dois anos). A inspiração para a canção veio depois de uma experiência com cogumelos alucinógenos em uma fazenda de um amigo. O termo que dá nome à canção é a junção das palavras “avô” e “pai”. Esta foi a primeira de suas músicas que Zé ouviu no rádio e, na ocasião, estava em um táxi. Aliás, o sintetizador tocado por Patrick Moraz é de impressionar. A faixa seguinte, “Vila do Sossego”, mantém o ritmo “alucinógeno” do músico em alta. Posteriormente, a obra segue com a maravilhosa “Chão de Giz”, cuja letra menciona pela primeira vez na MPB à camisinha (“Quem sabe uma camisa de força ou de Vênus”) e, de acordo com o autor, foi inspirada no fim de um relacionamento que teve com uma mulher mais velha. Só essas três já valem a pena o álbum.

A quarta faixa do disco segue com “A Noite Preta”, composta em parceria com outro monstro sagrado da música nordestina, o pernambucano Alceu Valença. Não chegou a fazer o mesmo sucesso das anteriores, mas é uma boa música. O material segue com a excelente “A Dança das Borboletas”, também feita em parceria com Alceu, que mostra um desempenho assombroso de Sérgio Dias, solando de maneira absurda, que faz o seu solo rivalizar com “Ovelha Negra”, de Rita Lee, e com “Revelação”, de Raimundo Fagner, como os melhores já lançados em solo brasileiro. Aliás, vale a pena conferir a performance que Zé Ramalho fez com o pessoal do Sepultura na trilha sonora do filme “Lisbela e o Prisioneiro” (2003) e na apresentação feita no Rock In Rio V, em 2013.

O álbum ainda apresenta a instrumental “Bicho de 7 Cabeças”, composta por Zé Ramalho em parceira com Geraldo Azevedo. Nela, a dupla toca livremente por alucinantes dois minutos e meio. A parceria com o compositor de Petrolina é mantida na seresteira “Adeus Segunda-Feira Cinzenta”, capitaneada pelo violão de sete cordas e o flauteado à Altamiro Carrilho (1924-2012). Enquanto isso, em “Meninas de Albarã”, Zé Ramalho faz uma referência à maconha de forma sutil. E, para finalizar, pelo menos a versão do LP, o forró acelerado de “Voa, Voa”, que coroa de forma digna este excelente disco.

Em 2013, o álbum foi relançado com faixas bônus tocadas apenas no estilo voz e violão de “Avôhai”, “Chão de Giz”, “Vila do Sossego” e “Rato do Porto”, além de mais uma versão de “Bicho de 7 Cabeças”.

E, assim, 40 anos depois, Zé Ramalho presenteia a Música Popular Brasileira com este trabalho atemporal, contudo, que, infelizmente, nos tempos atuais não tem o devido tratamento. Discaço.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist (da versão relançada em 2003) da obra.

Álbum: Zé Ramalho
Intérprete: Zé Ramalho
Lançamento: 1978
Gravadora: Epic (CBS – Sony Music)
Produtor: Carlos Alberto Sion

Participações especiais:
Patrick Moraz:
sintetizador em “Avôhai
Sérgio Dias: guitarras
Chico Julien: baixo

1. Avôhai (Zé Ramalho)
2. Vila do Sossego (Zé Ramalho)
3. Chão de Giz (Zé Ramalho)
4. A Noite Preta (Zé Ramalho / Alceu Valença)
5. A Dança das Borboletas (Zé Ramalho / Alceu Valença)
6. Bicho de 7 Cabeças (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho)
7. Adeus Segunda-Feira Cinzenta (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho)
8. Meninas de Albarã (Zé Ramalho)
9. Voa, Voa (Zé Ramalho)
Faixas bônus:
10. Avôhai (Zé Ramalho)
11. Chão de Giz (Zé Ramalho)
12. Bicho de 7 Cabeças (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho)
13. Vila do Sossego (Zé Ramalho)
14. Rato do Porto (Zé Ramalho)

Por Jorge Almeida

Tabarana Trio leva ao Sesc Santo Amaro ginga, swing e remelexo

Tabanara Trio. Foto: Milton Michida

Tabarana Trio reúne em Telecoteco, Sambalanço e Outras Bossas

Músicos em uma formação pouco usual: violão, trombone, caixa e pratos.

Dia 10 de agosto, sexta-feira, às 19h, o Tabanara Trio apresenta, no Sesc Santo Amaro – dentro do projeto Música ao Cair da Tarde – o show Telecoteco, Sambalanço e Outras Bossas, em que convida o público a um passeio por composições dos mais diversos nomes da música brasileira – como Orlandivo, Marcos Vale, Luiz Melodia, João Donato e Dorival Caymmi -, em gêneros que vão do samba ao xote, da bossa ao bolero e da marcha-rancho ao cha-cha-chá.

Na correnteza da música sempre atual desses mestres, o trio formado por Denilson Oliveira (percussão), Fernando Barros (violão) e Fernando Mumu (trombone) recorre a diferentes ritmos e estilos. Ao mergulhar nessas águas, o Tabarana faz o que gosta: música para dançar.

Denilson Oliveira iniciou a trajetória profissional de instrumentista e professor em Salvador e a estendeu por São Paulo, França, Portugal e Alemanha. Atuou com Johnny Alf, Gerônimo e Jorge Mautner, entre outros artistas. É autor dos livros “Caminhos de ritmos brasileiros” e “Deu samba!”.

Fernando Barros vem da escola dos bailes. Tocou com Peri Ribeiro, Chico e Paulo Caruso, Luiz Fernando Veríssimo e Nestico Aguiar, entre outros. É autor dos livros “Casé – Como toca esse rapaz” e “Do Calypso ao Cha-cha-chá – Músicos em São Paulo na década de 60”.

Fernando Mumu estudou no Conservatório de Tatuí. Entre outros artistas, tocou com Moacyr Luz, Dudu Nobre, Maria Alcina, Monarco, Peri Ribeiro e Orquestra Arruda Brasil. Paralelamente, atua com as bandas Mato Seco e Lamota.

O próximo show do Música ao Cair da Tarde fica por conta de Rodrigo Nassif Trio, dia 17 de agosto. As apresentações são livres e gratuitas para todos os públicos.

SERVIÇOS
MÚSICA AO CAIR DA TARDE
Tabarana Trio
Quando: Dia 10/08. Sexta, às 19h.
Local: Convivência
Duração: 80 minutos | Classificação: Livre
Grátis – sem necessidade de retirada de ingressos/senhas antecipadas

Próxima atração:
Rodrigo Nassif Trio | Quando: Dia 17 de agosto

SESC SANTO AMARO
Horário de funcionamento e bilheteria: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro
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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Péri apresenta canções inéditas do álbum “O Eterno Retorno” no Sesc Santo Amaro

O cantor, compositor e produtor baiano Péri. Foto: João Quesado Filho

Samba e Amor é o show em que Péri interpreta canções de Roberto Carlos, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, além das canções inéditas do seu mais recente álbum, O Eterno Retorno

Dia 10 de agosto, sexta-feira, às 20h, o cantor, compositor e produtor baiano Péri apresenta o show ‘Samba e Amor’, no Sesc Santo Amaro com músicas inéditas de seu recente álbum, “O Eterno Retorno”, grátis.

Em uma leitura atual de todo o seu repertório para comemorar os 20 anos de carreira discográfica, Péri caminha pelas interpretações marcantes da obra dos artistas que inspiram também a sua história, como Roberto Carlos, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, entre outros, mesclando com as composições autorais, todas reproduzindo o que há de melhor no samba e amor da sua trajetória musical.

O cantor aproveita ainda para trazer ao público as canções inéditas do álbum O Eterno Retorno, o 8º da carreira do cantor e compositor baiano radicado em terras paulistanas, lançado recentemente.

Péri nasceu em Salvador, migrou para São Paulo e hoje vive na ponte entre as duas cidades. Foi ganhador do Troféu Caymmi e do Rumos Itaú, além de finalista do Prêmio Tim e do Grammy Latino. Passou pelos palcos do John Anson Ford Amphitheatre, em Hollywood, Los Angeles/EUA, Festival de Vic, em Barcelona/ESP, e no Brasil em shows no Teatro Castro Alves, Concha Acústica, Memorial da América Latina, Sesc Pompeia, Biblioteca Mário de Andrade, Museu de Arte Moderna da Bahia, entre outros.

O artista ainda tem músicas gravadas por nomes como Gal Costa, Saulo, Jussara Silveira, Ceumar, Margareth Menezes, Vania Abreu, Eliana Printes, Ione Papas, Bia Góes, Patricia Talen, Denise Melo, Adriana Drê, Diogo Ramos, Carlos Navas, Zé Guilherme, Vanderlei Carvalho, Maíra Baumgarten, Ricardo Chaves e pela banda Pau D’Água.

O álbum O Eterno Retorno

Em cada canção, Péri conta e relembra histórias da sua vida na Bahia, suas influências literárias, musicais e geográficas, o começo da estrada que percorre pelo mundo até chegar na conexão com a cidade onde mora, São Paulo, perpetuando a ponte entre dois universos, tão distintos, mas para ele tão amorosamente próximos.

Mesmo com variações rítmicas e melódicas de lembranças praianas e também do sertão, o samba ainda é a matriz que o compositor usa como expressão máxima da sua identidade.

Dentre 10 músicas inéditas de sua autoria estão “Corre saveiro”, inspirada em Mar Morto de Jorge Amado, “Um dia eu vou m’embora”, “Meu capote sumiu”, ambas em referência aos ditados populares baianos, e “Pequenas lembranças”, leitura de “Grandes Esperanças” de Charles Dickens.

Péri ainda regravou “Senhora dos Prazeres”, composta em parceria com o compositor baiano Beto Pelegrino, canção do álbum “A Cama e a TV” de 1997, de onde também regravou “Eu vim da Bahia” de Gilberto Gil. Por fim, realizou um antigo desejo de gravar “Saudade da Bahia”, canção de 1947 feita por Dorival Caymmi. O novo álbum foi gravado, mixado e masterizado em março e abril de 2016 no estúdio Baticum, em São Paulo, por Bruno Pontalti.

Na produção de “O Eterno Retorno”, no ir e vir sem fim, o passado e o futuro também se encontram na sonoridade do instrumento que Péri usou para gravar: seu antigo violão, um Romeo 3 de 1984.

SERVIÇO
PÉRI
Quando: Dia 10 de agosto de 2018
Horário: Sexta, às 20h.
Local: Praça Coberta
Duração: 75 minutos | Classificação: Livre | Ingressos: Grátis

SESC SANTO AMARO
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