Santos: campeão brasileiro feminino de futebol 2017

Jogadoras do Santos comemoram o único gol da partida na Arena Barueri. Créditos: Agência Estado

O Santos é o mais novo campeão brasileiro de futebol feminino. A equipe da Baixada Santista derrotou o Corinthians no segundo e decisivo jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino A1 por 1 a 0 na noite desta quinta-feira (20), na Arena Barueri, na Grande São Paulo. O gol do título foi marcado pela artilheira da competição, a argentina Sole Jaimes. E, como havia triunfado no primeiro jogo na Vila Belmiro por 2 a 0, o alvinegro praiano fez 3 a 0 no placar agregado e ficou com a taça.

Precisando reverter a desvantagem de dois gols do jogo de ida, o Corinthians começou pressionando. No primeiro minuto de jogo, já ganhou um escanteio, que na cobrança, Mimi desviou pela linha de fundo. Um minuto depois, Fabi Simões cruzou para Gabi, que escorou para Nenê, sem marcação dentro da área, mas ela pegou de primeira e mandou por cima da meta santista.

As corinthianas continuaram a pressão e, aos 8, levaram perigo com outro escanteio. Na cobrança do córner, Mimi desviou para a goleira Dani Neuhaus defender.  A partida seguiu com a equipe mosqueteira com maior domínio até por conta da necessidade de marcar.

Contudo, aos 16, em sua primeira investida no ataque, as Sereias foram certeiras. Maria partiu pela esquerda e cruzou na medida para a argentina Sole Jaimes cabecear com estilo, sem chance de defesa, para abrir o placar e aumentar a já confortável vantagem santista.

Para o Corinthians não restava outra opção a não ser atacar, uma vez que, com a vitória parcial do time praiano, a equipe de Parque São Jorge precisaria fazer quatro gols para levar o caneco. Então, aos 19, o Timão foi para cima e Juci soltou uma bomba para ótima defesa da goleira Dani, que evitou o empate.

Como os mandantes pressionaram, as Sereias fecharam bem os espaços e impediram que as corinthianas continuassem com a pressão e, dessa forma, o jogo seguiu truncado no meio-de-campo com as chances de gols diminuindo drasticamente.

Depois do tento santista, a estratégia do time de Caio Couto era clara: aproveitar os contra-ataques. A tática quase deu certo no final do primeiro tempo. Aos 45, a artilheira do campeonato Sole Jaimes avançou pela direita, sem marcação e, na entrada da área, finalizou e mandou por cima do gol.

Na volta do intervalo, o técnico corinthiano Arthur Elias colocou Amanda no lugar de Paulinha e, assim, deslocou Fabi da lateral-direita para o meio-de-campo.

Assim como foi na etapa inicial, o Corinthians tentou pressionar o Santos nos primeiros minutos, mas estava sujeito aos contragolpes santistas. Como o que aconteceu aos sete minutos. Sole Jaimes arrancou do meio campo e da intermediária arriscou e a arqueira Letícia fez ótima defesa e evitou o segundo gol santista.

O Corinthians até tentou pressionar, mas a zaga santista não deu moleza e a cada ameaça era no melhor estilo “bola para o mato, que o jogo vale campeonato!”, sem contar a marcação implacável do meio-campo do time praiano.

O Santos deu espaço para o rival, mas controlou com segurança o seu sistema defensivo e tentou liquidar a fatura nos contra-ataques. Aos 22, por exemplo, Patrícia Sochor disparou pela direita, invadiu a área e bateu cruzado, mas a redonda saiu próximo à meta corinthiana.

Aos 28, um lance polêmico. Depois de um escanteio, Mimi cabeceou e a goleira Dani fez a defesa em cima da linha. As corinthianas disseram que a bola ultrapassou a linha, mas a árbitra Edna Alves Batista mandou o jogo seguir. Seis minutos mais tarde, Nenê foi lançada e, dentro da área santista, cruzou rasteiro para Gabi, mas a esférica atravessou toda a pequena área e ninguém chegou para finalizar.

A partida seguiu com o Corinthians todo no campo de ataque, enquanto o Peixe permaneceu com suas sereias no campo de defesa com a notória estratégia de puxar contra-ataques. E, quando tinha a bola, valorizava a posse de bola.

O jogo seguiu até os 48 minutos, mas o placar do primeiro tempo foi mantido: Corinthians 0, Santos 1 e, assim, o alvinegro praiano conquista pela primeira vez o Campeonato Brasileiro Feminino, assim como foi com o time masculino em 2002 (antes de a CBF reconhecer os títulos nacionais da década de 1960 como Brasileiro): o primeiro e em cima do Corinthians.

Sabendo que precisava reverter a desvantagem do primeiro jogo, o Corinthians foi para cima do Santos e teve suas oportunidades, mas a equipe praiana conseguiu fechar bem os espaços, não se sentiu intimidada com a pressão corinthiana e, na primeira investida ao ataque, tratou de aumentar a vantagem com o gol da artilheira do campeonato, a argentina Sole Jaimes (18 gols em 19 jogos). Com o apoio da torcida (que foi única, conforme determinação do Ministério Público), o Corinthians dominou o jogo, manteve mais posse de bola, porém, encontrou dificuldades de infiltrar na bem postada defesa santista. Já as Sereias aproveitaram do nervosismo do rival e, embora permanecesse menor tempo com a bola nos pés, levavam mais perigo nas investidas ao ataque. Enfim, o Santos soube muito bem administrar os dois jogos da final e levou o título de forma merecida.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Primeira Fase (Grupo 2):
13/03/2017 – Santos 3×0 Foz Cataratas – Vila Belmiro, Santos (SP)
19/03/2017 – Rio Preto 1×0 Santos – Anísio Haddad, São José do Rio Preto (SP)
28/03/2017 – Santos 3×0 Ponte Preta – Vila Belmiro, Santos (SP)
30/03/2017 – Flamengo 1×2 Santos – Estádio da Gávea, Rio de Janeiro (RJ)
02/04/2017 – Santos 3×1 Vitória – Vila Belmiro, Santos (SP)
05/04/2017 – São José (SP) 1×2 Santos – Marins Pereira, São José dos Campos (SP)
12/04/2017 – Ferroviária (SP) 1×1 Santos – Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
19/04/2017 – Santos 2×1 Ferroviária – Vila Belmiro, Santos (SP)
25/04/2017 – Santos 4×1 São José (SP) – Ulrico Mursa, Santos (SP)
03/05/2017 – Vitória 1×3 Santos – Barradão, Salvador (BA)
09/05/2017 – Santos 2×1 Flamengo – Vila Belmiro, Santos (SP)
17/05/2017 – Ponte Preta 0x2 Santos – Eugênio Fraceschini, Valinhos (SP)
24/05/2017 – Santos 1×0 Rio Preto – Vila Belmiro, Santos (SP)
31/05/2017 – Foz Cataratas 1×0 Santos – Pedro Basso, Foz do Iguaçu (PR)
Segunda Fase:
15/06/2017 – Audax (SP) 0x3 Santos – Arena Barueri, Barueri (SP)
21/06/2017 – Santos 0x0 Audax (SP) – Vila Belmiro, Santos (SP)
Semifinais:
29/06/2017 – Iranduba (AM) 1×2 Santos – Arena da Amazônia, Manaus (AM)
08/07/2017 – Santos 3×2 Iranduba (AM) – Vila Belmiro, Santos (SP)
Final:
13/07/2017 – Santos 2×0 Corinthians – Vila Belmiro, Santos (SP)
20/07/2017 – Corinthians 0x1 Santos – Arena Barueri, Barueri (SP)

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 0x1 SANTOS
Competição/fase: Campeonato Brasileiro Feminino A-1 2017 – final (2º jogo)
Local: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data: 20 de julho de 2017 – 18h (horário de Brasília)
Árbitra: Edna Alves Batista (PR)
Auxiliares: Tatiane Camargo (SP) e Neusa Inês Back (SC)
Cartões Amarelos; Gabriela (Corinthians); Katiuscia, Dani, Kelly e Brena (Santos)
Gol: Sole Jaimes, aos 16 min do 1º tempo (0-1)
CORINTHIANS: 12.Lelê; 10.Fabi Simões, 30.Mimi, 3.Pardal (7.Yasmin) e 6.Juci; 7.Grazi, 19.Ana Vitória (99.Alana), 11.Babi Nunes e 14.Amanda Brunner (21.Paulinha); 90.Nenê e 9.Byanca Brasil. Técnico: Arthur Elias
SANTOS: 1.Dani; 21.Katiuscia, 22.Camila, 23.Carol Arruda e 20.Dani Silva; 5.Maria, 35.Brena (27.Cida), 29.Patrícia Sochor e 34.Maurine (36.Tayla); 7.Ketlen (4.Giovana) e 9.Sole Jaimes. Técnico: Caio Couto

Parabéns ao Santos Futebol Clube pela conquista.

Por Jorge Almeida

*Ofereço esse texto à minha inesquecível amiga Carla de Deus, santista, que nos deixou recentemente

Alemanha: campeã da Copa das Confederações 2017

Os alemães comemoram o título inédito da Copa das Confederações na Rússia. Créditos: Reuters

Com o gol de Stindl, aos 20 minutos do primeiro tempo, a Alemanha venceu o Chile por 1 a 0 neste domingo (2), no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, na Rússia, na final da Copa das Confederações 2017. Esse foi o primeiro título do torneio conquistado pelos germânicos, que mandou uma equipe alternativa para disputar a competição.

Depois da cerimônia de encerramento, a bola rolou em São Peterburgo, com os chilenos marcando a saída de bola dos alemães e criando a primeira oportunidade aos quatro minutos. A La Roja apertou a saída de bola da Alemanha, e quase Vidal abriu o placar, mas Ter Stegen fez grande defesa. Seis minutos mais tarde, a defesa germânica vacilou na saída de bola novamente e a redonda sobrou para Vargas arriscar de fora da área e a esférica saiu por cima do gol.

A primeira investida alemã veio aos 14 minutos, mas a defesa chilena cortou o cruzamento dos europeus para escanteio. Cinco minutos depois, os atuais campões da América atacaram novamente. Vidal, em boa jogada individual, driblou o marcador e chutou da entrada da área, Ter Stegen deu rebote, mas Alexis Sanchez bateu prensado e desperdiçou uma excelente chance.

Um minuto depois, Díaz deu uma vacilada incrível: Werner roubou-lhe a bola e tocou para Stindl, sozinho, fazer o gol no primeiro chute a gol da Alemanha.

O Chile tentou reagir ao gol sofrido em seguida. Aos 23, Vidal acionou Isla pela direita, que cruzou a meia altura para Aránguiz, mas o camisa 20 não pegou em cheio na bola e desperdiçou ótima chance de empatar o jogo.

Os chilenos adiantaram a marcação, porém, continuaram a pecar nas finalizações, como aos 32 com Vidal, que mandou por cima. Enquanto isso, os comandados de Jöachim Löw tentavam encaixar contragolpes, jogada conseguida com êxito aos 39, quando os alemães chegaram com perigo em um chute cruzado de Goretzka e a redonda tirou tinta da trave de Bravo. Na sequência, Werner fez jogada pela esquerda e tocou para trás para Draxler, que chegou batendo e a bola passou rente à meta de Bravo. Quase o segundo gol dos alemães.

Antes do intervalo, a Alemanha teve outra oportunidade aos 45. Jara saiu jogando errado, Draxler recuperou a bola e tocou par Goretzka, que chutou e Bravo fez ótima defesa à queima-roupa.

No segundo tempo, a Alemanha marcou mais em cima e o Chile não teve o mesmo volume de jogo em relação à primeira etapa. Com isso, os germânicos chegaram duas vezes com perigo. Aos 10, Draxler fez boa jogada e arriscou, contudo, a redonda desviou em Jara e foi para o córner. Dois minutos depois, a bola foi cruzada na área, no bate-rebate, a zaga chilena cortou e, na sequência, Werner, impedido, cabeceou para fora.

O jogo começou a ficar mais truncado, com entradas mais fortes de ambos os lados e o Chile cada vez mais nervoso à medida em que o tempo passa. Aos 17, Timo Werner caiu no gramado depois de uma disputa de bola com Jara que largou o cotovelo. O árbitrou não marcou nada. Todavia, depois de consultar o árbitro de vídeo, que flagrou a agressão do chileno, o juiz deu cartão amarelo para Jara, que, no final, ficou barato.

Depois de ter ficado um bom tempo sem atacar, os chilenos chegaram com tudo. Aos 26, a defesa alemã cortou os chutes de Vargas e Sánchez.  No lance posterior, aos 28, Vargas recebeu de Aránguiz na altura da marca penal e chutou forte, mas Ter Stegen pega firme.

Aos 30, um blitz Roja. Izla cruzou da direita, Stegen defende parcialmente, Alexis pegou a sobra, tocou para Beausejour, que cruzou rasteiro, a zaga não consegue afastar, o camisa 7 ganhou a dividida e, na sobra, Vidal mandou por cima. Aos 34, foi a vez de Aránguiz arriscar um chute rasteiro e Ter Stegen se esticou todo e, com a ponta dos dedos, mandou a bola para escanteio.

Os comandados de Pizzi seguiram na pressão. Aos 39, Sánchez levantou na área, Puch se antecipou a Stegen, evitou a saída da bola e rolou para trás para Sagal, sozinho na linha da pequena área chutar por cima. Se essa 9 fosse dos tempos de Zamorano era “caixa!”.

A seleção sulamericana insistiu em jogadas aéreas contra uma Alemanha com jogadores de estatura muito maior em relação aos chilenos. Os atuais campeões do mundo seguraram os ímpetos do Chile, com direito a Can, em jogada com Sánchez, cair no chão e prender a bola, para desespero dos chilenos.

A decisão ganhou cinco minutos de acréscimos. E o Chile tentou o empate antes do término. Aos 49, Alexis Sánches cobrou falta, mas Stegen fez grande defesa e evitou o empate. E, aos 50 minutos, o árbitro decretou o fim do jogo. A jovem Alemanha (com média de 23 anos de idade), campeã da Copa das Confederações pela primeira vez na história.

A inédita final da Copa das Confederações prometia um jogo equilibrado. De um lado, um Chile que vive o seu melhor momento na história do futebol daquele país, do outro uma jovem Alemanha, que praticamente trouxe o seu “time C” para a disputa do torneio, mas que, apesar disso, trouxe consigo o peso de uma camisa tetracampeã do mundo. A equipe de Sánches, Vidal e companhia criaram inúmeras chances de gol, porém, pecaram (e muito) nos arremates. Além disso, o desempenho de Ter Stegen mereceu destaque. Mas a tarimbada escola alemã, com toda frieza peculiar, não se sentiu intimidada e, de forma cirúrgica, criava suas oportunidades nos contragolpes e também com os erros dos chilenos. E justamente assim que o gol do título saiu no primeiro tempo com uma falha gravíssima de Díaz, que não percebeu que estava cercado de dois alemães e foi desarmado e, na sequência, saiu o tento alemão. Essa foi a primeira queda da chamada “geração dourada” do futebol chileno. Os alemães, por sua vez, contam a seu favor mais uma safra talentosa para o futuro, como foi vista nas duas conquistas mais recentes: a UEFA Euro sub-21 na sexta-feira (30) e hoje com a Copa das Confederações. Com um padrão de jogo definido, parafraseando Galvão Bueno, “lá vem eles de novo!” como forte candidato ao título em 2018 e, se vacilar, em 2022 também. Aliás, essa pode ter sido a última edição da Copa das Confederações, uma vez que a FIFA pretende encerrar o torneio antes da disputa do Mundial de 2022 no Catar por fatores como conflito com o calendário mundial (a Copa de 2022 não ocorrerá no meio do ano, como já é tradição), além da pouca atratividade do torneio em si, vide a própria Alemanha que mandou um “time C” para disputá-la.

Mais cedo, na disputa do terceiro lugar, Portugal bateu o México na prorrogação por 2 a 1.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Fase de grupos (Grupo B):
19/06/2017 – Austrália 2×3 Alemanha – Estádio Olímpico de Fisht, Sóchi
22/06/2017 – Alemanha 1×1 Chile – Arena Kazan, Cazã
25/06/2017 – Alemanha 3×1 Camarões – Estádio Olímpico de Fisht, Sóchi
Semifinais:
29/06/2017 – Alemanha 4×1 México – Estádio Olímpico de Fisht, Sóchi
Final:
02/07/2017 – Chile 0x1 Alemanha – Estádio Krestovsky, São Petersburgo

FICHA TÉCNICA: CHILE 0x1 ALEMANHA
Competição/fase: Copa das Confederações FIFA 2017 – final (jogo único)
Local: Estádio Krestovsky, São Petersburgo, Rússia
Data: 2 de julho de 2017, domingo – 15h35 (horário de Brasília)
Árbitro: Milorad Mažić (SÉR)
Assistentes: Milovan Ristić e Dalibor Djurdjević, ambos da Sérvia
Cartões Amarelos: Vidal, Jara, Vargas e Bravo (Chile); Kimmich, Can e Rudy (Alemanha)
Gol: Stindl, aos 20 min do 1º tempo (0-1)
CHILE: 1.Bravo; 4.Isla, 17.Medel, 18.Jara e 15.Beausejour; 21.Díaz (19.Valencia), 20.Aránguiz (9.Sagal), 10.Hernández e 8.Vidal; 11.Vargas (22.Puch) e 7.Sánchez. Técnico: Juan Antonio Pizzi
ALEMANHA: 22.Ter Stegen; 4.Ginter, 16.Rüdiger e 2.Mustafi; 18.Kimmich, 8.Goretzka (17.Süle), 21.Rudy e 3.Hector; 13.Stindl, 7.Draxler e 11.Werner (14.Can). Técnico: Jöachim Löw

Parabéns para a Seleção Alemã de Futebol pela conquista.

Por Jorge Almeida

Alemanha: campeã da UEFA Euro sub-21 2017

Jogadores alemães erguem a taça da UEFA Euro sub-21, em Cracóvia, na Polônia. Foto: AFP

Com o gol de Weiser, aos 39 minutos do primeiro tempo, a Alemanha derrotou a Espanha por 1 a 0 no Estádio de Cracóvia, na Polônia, nesta sexta-feira (30), e conquistou o título da UEFA Euro sub-21. Essa foi a segunda conquista do Nationaleif no torneio, a primeira havia sido em 2009.

A Alemanha começou melhor no jogo e, com menos de dez minutos, criou duas ótimas chances, com direito a uma bola no travessão de Arrizabalaga. A primeira oportunidade da Espanha veio aos dez. Ceballos cruzou da direita, Bellerín cabeceou e mandou à direita da meta alemã.

Os germânicos continuavam superiores na partida e chegaram com perigo em mais duas ocasiões. Aos 15, Gerhardt cruzou, Gnabry ajeitou no peito e bateu com a canhota à esquerda do gol espanhol. Cinco minutos depois, a seleção alemã cobrou falta pela esquerda, Gnabry tentou, a redonda bateu no marcador espanhol, o camisa 11 tentou novamente, mas chutou fraco para fácil defesa de Arrizabalaga.

A decisão seguiu com os alemães mantendo a posse da bola e buscando o gol, enquanto a Espanha, quando detentora da redonda, visava valorizar a troca de passes. Essa situação perdurou até os 39 minutos, quando saiu o gol da Alemanha.

O camisa 2 alemão, Toljan avançou pela direita e cruzou para Weiser, que se antecipou a Vallejo, para cabecear, encobrir Arrizabalaga e tirar o zero do placar em Cracóvia.

No segundo tempo, a Fúria veio para cima dos alemães e até a metade da etapa final mantinha mais posse, porém, não era efetiva nas conclusões. A melhor delas aconteceu aos 12 minutos com o artilheiro da competição, Saúl. O camisa 8 recebeu lançamento por cima, ajeitou no peito, limpou Kampf, dominou e finalizou, mas o arqueiro espalmou para escanteio.

Aos 15 minutos, a Espanha errou na saída de bola e Gnabry foi acionado na área e chutou para o goleiro Arrizabalaga defender com o pé. No lance seguinte, Kempf cabeceou e a bola tirou tinta da trave.

Os comandados de Stefan Kuntz neutralizaram o adversário e voltaram a manter a posse da bola, todavia, a Fúria ainda tivera pelo menos duas boas chances de gol. Aos 26, Ceballos arriscou de perto da grande área e a redonda passou à direita de Pollersbeck. Quatro minutos depois, Deulofeu, que estava sumido no jogo, chutou forte, a pelota desviou em Stark e saiu pela linha de fundo.

O jogo seguiu com a Espanha buscando o empate e a Alemanha demonstrando um eficiente esquema de marcação e praticamente fez com que seu goleiro não fosse muito exigido. E, assim, a decisão seguiu com a vantagem alemã até o fim do jogo, que terminou com vitória germânica pelo placar mínimo.

Alemanha e Espanha chegaram à decisão dessa UEFA Euro Sub-21 em situações completamente opostas. Enquanto os espanhóis fizeram uma campanha impecável, com 100% de aproveitamento, os alemães chegaram à final “aos trancos e barrancos”, pois vinham de uma derrota para a Itália na fase de grupos, se classificaram como o melhor segundo colocado no geral, nas semifinais derrotaram a Inglaterra nos pênaltis depois do empate no tempo normal. Com esses retrospectos, na teoria, a Fúria tinha um ligeiro favoritismo, mas a safra de bons jogadores dos Adlers pôs para escanteio isso e mostrou que, dentro de campo, estatística não faz diferença, souberam parar o adversário e, superiores na partida, fez o gol que valeu o título, o que foi merecido. E, para a Copa do Mundo de 2022 no Catar, boa parte desses jogadores poderá repetir o sucesso da Alemanha, como a geração que conquistou o Mundial de 2014 no Brasil.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Fase de Grupos (Grupo C):
18/06/2017 – Alemanha 2×0 República Tcheca – Stadion Cracovia, Cracóvia
21/06/2017 – Alemanha 3×0 Dinamarca – Stadion Miejski, Tychy
24/06/2017 – Itália 1×0 Alemanha – Stadion Miejski, Tychy
Semifinais:
27/06/2017 – Inglaterra (3)2×2(4) Alemanha – Tychy Stadium, Tychy
Final:
30/06/2017 – Alemanha 1×0 Espanha – Stadion Cracovia, Cracóvia

FICHA TÉCNICA: ALEMANHA 1×0 ESPANHA
Competição/fase:
UEFA Euro sub-21 – final (jogo único)
Local: Stadion Cracovia, Cracóvia, Polônia
Data: 30 de junho de 2017, sexta-feira – 15h35 (horário de Brasília)
Árbitro: Benoit Bastien (FRA)
Auxiliares: Micham Zakrani e Frédéric Maquette, ambos da França
Cartões Amarelos: Arnold, Haberer, Stark e Meyer (Alemanha); Saúl, Llorente e Vallejo (Espanha)
Gol: Weiser, aos 39 min do 1º tempo (1-0)
ALEMANHA: 12.Pollersbeck; 2.Toljan, 5.Stark, 15.Kempf e 3.Gerhardt; 19.Haberer (21.Kohr), 17.Weiser, 11.Gnabry, 7.Meyer e 10.Arnold; 22.Philipp (20.Öztunali). Técnico: Stefan Kuntz
ESPANHA: 1.Arrizabalaga; 2.Bellerín, 4.Meré, 5.Vallejo e 19.Jonny (3.Gayà); 8.Saúl Ñiguez, 6.Ceballos e 22.Llorente (9.Mayoral); 11.Asensio, 7.Deulofeu e 12.Sandro Ramírez (15.Williams). Técnico: Albert Celades López

Parabéns à Seleção Alemã de Futebol pelo título.

Por Jorge Almeida

Sampaio Corrêa: campeão maranhense 2017

Jogadores e comissão técnica do Sampaio Corrêa comemoram o título maranhense de 2017. Foto: Lucas Almeida

O Sampaio Corrêa sagrou-se campeão maranhense de 2017 na noite desta quinta-feira (29) depois de derrotar o Cordino por 2 a 1 no Estádio Frei Epifânio, em Imperatriz, no Maranhão. Os gols da partida foram marcados por Fredson (contra) para a Onça Cordina, e Isac e Da Silva (contra) para a equipe da capital maranhense. Como havia vencido o primeiro jogo da final pelo mesmo placar, a Bolívia Querida fez 4 a 2 no placar agregado e levou o título estadual pela 33ª vez em sua história.

Precisando reverter a desvantagem adquirida no primeiro jogo, o Cordino começou a partida do jeito que o torcedor queria: um gol no começo do jogo. Aos dois minutos, Pedro Gusmão cobrou falta e Fredson, na tentativa de afastar, jogo contra o próprio patrimônio e colocou a Onça na frente. Dois minutos depois, Jeferson cobrou falta com perigo e Alex Alves defendeu.

No entanto, o Sampaio Corrêa jogou um balde de água fria no time de Barra do Corda em seu primeiro ataque. Aos 9, Felipe Marques partiu pela direita e cruzou rasteiro para Isac, de peito, completar e empatar o jogo.

Na sequência, aos 10, Jeferson cobrou escanteio e Ulisses cabeceou no travessão de Alex Alves.

Depois de um começo eletrizante, o jogo caiu de produção e os dois times trocaram o futebol pela forte marcação, com algumas entradas até mais ríspidas.

O Cordino teve duas oportunidades em menos de cinco minutos. Aos 24, Pedro Gusmão partiu pela direita e arriscou um chute cruzado para Alex fazer a defesa. Aos 28 foi a vez de Jeferson cobrar falta com perigo pela meta do Sampaio.

A reação do CEC parou aí. Nos dez minutos finais, só deu a Bolívia Querida. Aos 35, Diego Silva recebeu na entrada da área, arriscou o chute e Eduardo Alves defendeu. Três minutos depois foi a vez de Hiltinho invadir a área, encarar a marcação e chutar, mas a redonda desviou na zaga e saiu com perigo pela linha de fundo. Na sequência, Felipe Marques cruzou, Da Silva tentou o domínio e marcou contra, virando o jogo para o tricolor.

Com a vantagem, a equipe da capital ainda esteve perto do terceiro gol. Aos 44, Felipe Marques recebeu a bola sem goleiro, mas não conseguiu alcançar e mandou por cima da meta do Cordino.

Na etapa final, o Sampaio Corrêa voltou melhor e continuou a dominar as principais ações da partida. Aos cinco minutos, Roniery tocou para o meio da área, Isac rolou para Hiltinho que, desmarcado, mandou por cima do gol.

A situação poderia ficar ainda melhor para a Bolívia Querida aos 13, quando Alison tentou afastar a bola e a mesma bateu no braço dentro da área. Pênalti. Isac cobrou, Eduardo Alves defendeu o chute e afastou o perigo em cima da linha. Essa foi a quinta cobrança desperdiçada pelo Sampaio na temporada, sendo a quarta pelo Campeonato Maranhense.

O jogo seguiu disputado e a produção de ambos caiu no segundo tempo. Aos 31, Hiltinho cobou falta no cantinho, Eduardo Alves defendeu parcialmente, Diego Silva tentou pegar a sobra e o arqueiro pegou novamente. O Cordino deu o troco no minuto seguinte com Jocivan, que arriscou da intermediária e a esférica passou por cima do gol de Diego Alves.

O Sampaio passou a administrar o jogo e ficou à espera do apito do árbitro. E, antes de poder soltar o grito, ainda teve outra boa oportunidade aos 41 minutos. Hiltinho acionou Felipe Marques, que arriscou de fora da área e a bola passou com perigo pela meta de Eduardo Alves.

A partida seguiu até os 50 minutos com o torcedor boliviano comemorando o título nas arquibancadas do Frei Epifânio, em Imperatriz. Fim de jogo, Sampaio Corrêa 2, Cordino 1.

Em uma partida marcada por gols contra e lances bizarros, o Sampaio Corrêa levou a melhor diante do Cordino e bateu a equipe de Barra do Corda por 2 a 1, o mesmo resultado do primeiro jogo da final do Campeonato Maranhense realizado no Castelão, na capital São Luís. Assim, a Bolívia Querida ergue o seu 33º título estadual e encerra um jejum de três anos sem conquistas. O jovem Cordino que, por sua vez, poderia entrar para história com o seu primeiro troféu em sete anos de existência, foi prejudicado com as confusões extracampo envolvendo a Federação Maranhense de Futebol com as indefinições do campeonato, o que levou o adiamento da decisão e, consequentemente, fez o time perder parte do elenco que o levou à decisão.

Com o título assegurado, o Sampaio Corrêa garante vaga direto na fase de grupos da Copa do Nordeste, enquanto o vice-campeão Cordino disputará uma fase preliminar para disputar a Lampions League de 2018. Os dois times também estão assegurados na Copa do Brasil do ano que vem.

Primeiro Turno (Grupo A):
21/01/2017 – Sampaio Corrêa 2×0 Santa Quitéria – Castelão, São Luís (MA)
1º/02/2017 – Sampaio Corrêa 1×1 São José – Castelão, São Luís (MA)
15/02/2017 – Imperatriz 1×1 Sampaio Corrêa – Frei Epifânio, Imperatriz (MA)
19/02/2017 – Santa Quitéria 2×1 Sampaio Corrêa – Rodrigão, Santa Quitéria do Maranhão (MA)
04/03/2017 – São José 2×0 Sampaio Côrrea – Dario Santos, São José de Ribamar (MA)
19/03/2017 – Sampaio Corrêa 1×1 Imperatriz – Castelão, São Luís (MA)
Segundo Turno (Grupo A):
05/04/2017 – Sampaio Corrêa 1×1 Cordino – Castelão, São Luís (MA)
09/04/2017 – Americano 0x3 Sampaio Corrêa – Nhozinho Santos, São Luís (MA)
12/04/2017 – Sampaio Corrêa 1×1 Maranhão – Castelão, São Luís (MA)
16/04/2017 – Moto Club 0x1 Sampaio Côrrea – Castelão, São Luís (MA)
Semifinal:
20/04/2017 – Sampaio Corrêa 2×2 Moto Club – Castelão, São Luís (MA)
Final (Segundo Turno):
29/04/2017 – Cordino 1×1 Sampaio Corrêa – Leandrão, Barra do Corda (MA)
07/06/2017 – Sampaio Corrêa 4×1 Cordino – Castelão, São Luís (MA)
Final:
15/06/2017 – Sampaio Corrêa 2×1 Cordino – Castelão, São Luís (MA)
29/06/2017 – Cordino 1×2 Sampaio Corrêa – Frei Epifânio, Imperatriz

FICHA TÉCNICA: CORDINO 1×2 SAMPAIO CORRÊA
Competição/fase: Campeonato Maranhense 2017 – final (segundo jogo)
Local: Estádio Frei Epifânio D’Abadia, Imperatriz (MA)
Data: 29 de junho de 2017, quarta-feira – 20h15 (horário de Brasília)
Árbitro: Mayron Frederico dos Reis Novaes (MA)
Assistentes: Cícero Romão Batista Silva (MA) e Carlos André Pereira de Souza (MA)
Cartões Amarelos: Romero, Bruno Pikí e Lucas (Cordino); Esquerdinha e Jean (Sampaio Corrêa)
Gols: Fredson (contra), aos 2 min do 1º tempo (1-0), Isac, aos 9 min do 1º tempo (1-1) e Da Silva (contra), aos 39 min do 1º tempo (1-2)
CORDINO: 1.Eduardo Alves; 2.Alef, 3.Bruno Pikí, 4.Da Silva e 6.Jefferson (14.Lucas); 8.Romero, 5.Júnior Negrão (17.Emerson), 7.Alison e 11.Jocivan; 9.Pedro Gusmão e 10.Ulisses. Técnico: Marlon Cutrim
SAMPAIO CORRÊA: 1.Alex Alves; 2.Roniery, 3.Fredson (15.Alex), 4.Maracás e 6.Esquerdinha; 5.César Sampaio, 8.João Vítor, 11.Felipe Marques (Uilian) e 7.Diego Silva; 10.Hiltinho (17.Ricardo Maranhão) e 9.Isac. Técnico: Francisco Diá

Parabéns ao Sampaio Corrêa Futebol Clube pelo título.

Por Jorge Almeida

Sport: campeão pernambucano de 2017

Jogadores do Sport comemoram o gol de Everton Felipe (ao centro, de costas). Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Depois de 52 dias, finalmente o Campeonato Pernambucano teve o seu segundo jogo da decisão do Estadual, após as atrapalhadas da Federação Pernambucana de Futebol. Na finalíssima, disputada na noite desta quarta-feira (28), o Sport Recife bateu o Salgueiro, no Estádio Cornélio de Barros, por 1 a 0 e conquistou o 41º estadual de sua história. O gol do título foi marcado por Everton Felipe, aos 36 minutos do segundo tempo. Como as duas equipes empataram o primeiro jogo da final em 1 a 1 na Ilha do Retiro no longínquo 7 de maio, o Leão da Ilha fez 2 a 1 no placar agregado e ficou com a taça.

A decisão começou muito brigada, com mais marcação e poucas jogadas. O Salgueiro aproveitou o barulho de sua torcida para pressionar e, assim, criou a primeira oportunidade aos sete minutos com Rodolfo Potiguar em cobrança de falta, que bateu forte e mandou para fora. Três minutos depois, o time da casa quase abre o placar. Samuel Xavier vacilou e Álvaro chegou antes de Magrão e cruzou, mas Durval impediu o gol do Salgueiro.

O Carcará tentou se impor, mas o Leão da Ilha conseguiu conter o ímpeto do adversário, mas não consegue criar. Boa parte disso se deve pelo fato de a bola quicar muito no gramado, o que dificulta o controle da posse para os dois times. Tanto que a primeira chegada do rubronegro de Recife veio aos 18 minutos. Everton Felipe recebeu pela esquerda, tentou de canhota e a bola subiu demais.

O jogo seguiu com as duas equipes tentando achar brechas para invadir as defesas adversárias, mas sem muito sucesso. Essa situação perdurou até os 31 minutos, quando em um vacilo da defesa salgueirense, a redonda sobrou para André, que chutou, mas Mondragon defendeu sem dificuldades.

O Sport começou a gostar do jogo e teve mais duas chances. Aos 35, Everton cobrou falta, mas Rithely não conseguiu cabecear e a esférica passou próximo da meta de Mondragon e saiu. No minuto seguinte, André recebeu passe de Diego Souza, entrou na área, mas preferiu passar para Lenis e perdeu uma boa oportunidade.

Na etapa complementar, a partida seguiu truncada, com as duas equipes apresentando um futebol paupérrimo e muitos erros de passe. A postura das duas equipes é a mesma em relação ao primeiro tempo. O primeiro lance de emoção no segundo tempo, de fato, ocorreu aos 24 minutos. O Salgueiro chegou a fazer um gol, após o escanteio, mas, segundo a arbitragem, saiu pela linha de fundo. A partida foi paralisada para Wilton Pereira Sampaio pedir auxílio para o árbitro de vídeo que, depois de cinco minutos de interrupção, deu tiro de meta.

Depois da polêmica, o jogo prosseguiu e, quando o marasmo seguiu na partida, que parecia ir para a disputa por pênaltis, o lance que definiu o campeonato. Aos 36, Magrão cobrou tiro de meta, Diego Souza resvalou de cabeça, André ajeitou de peito para Everton Felipe preparar e acertar um chutaço de fora da área. Golaço. A esférica ainda desviou em Moreilândia antes de encobrir Mondragon.

Depois do tento, os visitantes passaram a administrar o resultado. Contudo, o Carcará do Sertão não desistiu e tentou buscar o empate. Aos 44, Willian Lira gingou para cima da defesa adversária na intermediária e arriscou. A bola foi para fora e assustou Magrão. Três minutos depois, o camisa 9 salgueirense tentou de novo ao chutar rasteiro, mas o arqueiro rubronegro defendeu sem dificuldades. No entanto, a decisão foi até os 50 minutos, que terminou com vitória do Sport pelo placar de 1 a 0 e, consequentemente, a equipe de Recife conquista o seu 41º título estadual.

O primeiro tempo mostrou um jogo bastante equilibrado, o Salgueiro foi ligeiramente superior até a metade da etapa inicial e, depois, o Sport cresceu um pouco, mas, no entanto, não houve nenhuma superioridade por parte das equipes e o empate foi justo nos 45 minutos iniciais. No segundo tempo, o jogo seguiu fraco, com muitos erros de passes e poucas chances de gol. Até que o Salgueiro chegou a balançar as redes aos 24, mas a arbitragem invalidou o lance porque a bola saiu pela linha de fundo após uma cobrança de escanteio. E quando tudo levava a crer que o jogo poderia ir às penalidades, Everton Felipe acertou um belo chute na altura da meia-lua e surpreendeu Mondragon e fez o gol do título para o Leão da Ilha. E, apesar de ter comandado o Leão da Praça da Bandeira apenas no último jogo do Campeonato Pernambucano, é mais um título na carreira de Vanderlei Luxemburgo, o primeiro conquistado no Nordeste.

Assim, além do campeão Sport e do vice Salgueiro, o outro representante pernambucano na Copa do Nordeste em 2018 será o Santa Cruz, que levou a melhor diante do Náutico na disputa do terceiro lugar. A Coral fez 3 a 2 no placar agregado contra o Timbu no mês de maio.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Segunda Fase (Hexagonal do Título):
28/01/2017 – Sport 3×0 Central – Ilha do Retiro, Recife (PE)
02/02/2017 – Salgueiro 0x0 Sport – Cornélio de Barros, Salgueiro (PE)
15/02/2017 – Sport 1×0 Belo Jardim – Ilha do Retiro, Recife (PE)
18/02/2017 – Santa Cruz 1×1 Sport – Arruda, Recife (PE)
1º/03/2017 – Sport 1×1 Náutico – Ilha do Retiro, Recife (PE)
05/03/2017 – Náutico 2×1 Sport – Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata (PE)
19/03/2017 – Belo Jardim 0x1 Sport – Arruda, Recife (PE)
26/03/2017 – Sport 1×1 Santa Cruz – Ilha do Retiro, Recife (PE)
03/04/2017 – Sport 2×2 Salgueiro – Ilha do Retiro, Recife (PE)
09/04/2017 – Central 1×3 Sport – Arruda, Recife (PE)
Semifinais:
16/04/2017 – Sport 3×2 Náutico – Ilha do Retiro, Recife (PE)
23/04/2017 – Náutico 1×1 Sport – Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata (PE)
Final:
07/05/2017 – Sport 1×1 Salgueiro – Ilha do Retiro, Recife (PE)
28/06/2017 – Salgueiro 0x1 Sport – Cornélio de Barros, Salgueiro (PE)

FICHA TÉCNICA: SALGUEIRO 0x1 SPORT
Competição/fase: Campeonato Pernambucano 2017 – final (segundo jogo)
Local: Estádio Cornélio de Barros, Salgueiro (PE)
Data: 28 de junho de 2017, quarta-feira – 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho (SP)
Cartões Amarelos: Rodolfo Potiguar, Jean Carlos e Daniel Nazaré (Salgueiro); Durval, Reinaldo Lenis, Fábio e André (Sport)
Gol: Everton Felipe, aos 36 min do 2º tempo (0-1)
SALGUEIRO: 1.Mondragon. 2.Marcos Tamandaré, 3.Ranieri, 4.Luís Eduardo e 6 Daniel Nazaré; 5.Rodolfo Potiguar, 8.Moreilândia e 10.Toty; 7.Jean Carlos (19.Dadá),  9.Willian Lira e 11.Álvaro. Técnico: Evandro Guimarães
SPORT: 1.Magrão; 27.Samuel Xavier 3.Ronaldo Alves, 4.Durval e 23.Raul Prata (40.Evandro); 5.Rodrigo (44.Thallyson), 21.Rithely, 87.Diego Souza e 97.Everton Felipe; 7.Reinaldo Lenis (9.Leandro Pereira) e 90.André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Parabéns ao Sport Club do Recife pelo título.

Por Jorge Almeida

Boca Juniors: campeão argentino 2016-2017

Boca Juniors: campeão argentino com uma rodada de antecedência

O Boca Juniors empatou em 2 a 2 com o Olimpo no Estádio Roberto Carminatti, em Bahía Blanca, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Argentino 2016/2017 nesta quarta-feira (21), chegou aos 60 pontos do certame e sagrou-se campeão nacional com uma rodada de antecedência. No entanto, o título nacional foi consolidado antes mesmo de os Xeneizes entrarem em campo. Isso porque na terça-feira, o segundo colocado, o Banfield, perdeu para o San Lorenzo no Nuevo Gasómetro por 1 a 0 e, matematicamente, com 54 pontos, não alcança mais o time de La Bombonera. Além disso, a equipe de Lamos de Zamora ainda foi ultrapassada na tabela pelo River Plate, que bateu no Aldosivi por 1 a 0 no Monumental de Núñez.

O Boca Juniors entrou em campo diante do Olimpo já consciente de que o título estava matematicamente assegurado. Apesar disso, a equipe auro-anil abriu uma boa vantagem diante do time da casa no primeiro tempo. Aos 41, em cobrança de falta, a bola foi alçada na área e Centurión, no segundo pau, cabeceou para tirar o zero do placar. No minuto seguinte foi a vez de Benedetto, que foi lançado por Gago pela direita e, na saída do goleiro, chutou por cima e ampliar a vantagem do Boca, 2 a 0. O camisa 9 é o goleador máximo da competição, com 19 tentos marcados.

Apesar da vantagem confortável, os comandados de Guillermo Schelotto relaxaram e permitiram o empate do Olimpo na etapa final. Aos 16, em um cruzamento na área, o zagueiro xeneize Magallán, de forma bisonha ao tentar afastar o perigo, mandou para as próprias redes. Treze minutos mais tarde, a bola foi alçada na área do Boca e, depois do bate-rebate, Cabral fez um golaço ao dar uma linda bicicleta e sacramentar o empate em 2 a 2.

O resultado deixou o Boca Juniors se isolar ainda mais na liderança com 60 pontos. Já o Olimpo é o 18º, com 35. Com a derrota do Banfield, que estacionou nos 54 pontos, o River Plate é o vice-líder, com 55 pontos. No domingo (25), o time xeneize receberá o Unión Santa Fé em La Bombonera e deverá receber o troféu de campeão argentino.

A 29ª rodada segue nesta quinta (22) com mais sete jogos. E até a próxima terça-feira (27), com o término da rodada derradeira do campeonato saberemos quem será rebaixado e quem se juntará a Boca e River dentre os classificados para a Copa Libertadores da América de 2018 e também da Copa Sulamericana do ano que vem.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica do jogo que confirmou o 32º título argentino ao Boca Juniors.

Data – Jogo – Local:
28/08/2016 – Lanús 1×0 Boca Juniors – Ciudad de Lanús – Néstor Díaz Pérez, Lanús
11/09/2016 – Boca Juniors 3×0 Belgrano – La Bombonera, Buenos Aires
18/09/2016 – Godoy Cruz 1×1 Boca Juniors – Estádio Malvinas Argentinas, Mendoza
25/09/2016 – Boca Juniors 4×1 Quilmes – La Bombonera, Buenos Aires
02/10/2016 – Tigre 1×1 Boca Juniors – Estádio José Dellagiovanna – Vitoria
16/10/2016 – Boca Juniors 2×1 Sarmiento – La Bombonera, Buenos Aires
23/10/2016 – Atlético Tucumán 2×2 Boca Juniors – Estádio Monumental José Fierro, San Miguel de Tucumán
29/10/2016 – Boca Juniors 4×0 Templerley – La Bombonera, Buenos Aires
06/11/2016 – Gimnasia y Esgrima 0x3 Boca Juniors – Estádio del Bosque, La Plata
20/11/2016 – Boca Juniors 1×1 Rosario Central – La Bombonera, Buenos Aires
27/11/2016 – San Lorenzo 1×2 Boca Juniors – Nuevo Gasómetro, Buenos Aires
04/12/2016 – Boca Juniors 4×2 Racing – La Bombonera, Buenos Aires
11/12/2016 – River Plate 2×4 Boca Juniors – Monumental de Núñez, Buenos Aires
18/12/2016 – Boca Juniors 4×1 Colón – La Bombonera, Buenos Aires
11/03/2017 – Banfield 0x2 Boca Juniors – Estádio Florencio Sola, Banfield
19/03/2017 – Boca Juniors 1×2 Talleres – La Bombonera, Buenos Aires
26/03/2017 – San Martín 1×2 Boca Juniors – Estádio Ingeniero Hilario Sánchez, San Juan
1º/04/2017 – Boca Juniors 1×0 Defensa y Justicia – La Bombonera, Buenos Aires
09/04/2017 – Vélez Sársfield 1×3 Boca Juniors – José Amalfitani, Buenos Aires
16/04/2017 – Boca Juniors 1×1 Patronato – La Bombonera, Buenos Aires
23/04/2017 – Atlético de Rafaela 0x0 Boca Juniors – Estádio Nuevo Monumental, Rafaela
30/04/2017 – Boca Juniors 3×0 Arsenal de Sarandí – La Bombonera, Buenos Aires
06/05/2017 – Estudiantes 0x0 Boca Juniors – Estádio Ciudad de La Plata, La Plata
14/05/2017 – Boca Juniors 1×3 River Plate – La Bombonera, Buenos Aires
20/05/2017 – Boca Juniors 1×0 Newell’s Old Boys – La Bombonera, Buenos Aires
27/05/2017 – Huracán 1×1 Boca Juniors – Estádio El Palacio, Buenos Aires
04/06/2017 – Boca Juniors 3×0 Independiente – La Bombonera, Buenos Aires
17/06/2017 – Aldosivi 0x4 Boca Juniors – Estádio José María Minella, Mar del Plata
21/06/2017 – Olimpo 2×2 Boca Juniors – Estádio Roberto Carminatti, Bahía Blanca
25/06/2017* – Boca Juniors x Unión Santa Fé – La Bombonera, Buenos Aires

FICHA TÉCNICA: OLIMPO 2×2 BOCA JUNIORS
Competição/fase: Campeonato Argentino 2016/2017 – 29ª rodada
Local: Estádio Roberto Carminatti, em Bahía Blanca, Argentina
Data: 21 de junho de 2017, quarta-feira – 19h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Frederico Beligov (Argentina)
Cartões Amarelos: Blanco (Olimpo); Silva e Benítez (Boca Juniors)
Gols: Centurión, aos 41 min do 1º tempo (0-1); Benedetto, aos 42 min do 1º tempo (0-2); Magallán (contra), aos 16 min do 2º tempo (1-2); e Cabral, aos 29 min do 2º tempo (2-2)
OLIMPO: 1.Gabbarini; 24.Parnisari, 31.Cabral, 2.Rodríguez (4.Álvarez) e 25.Pantaleone; 18.Blanco, 5.Villarruel e 7.Pizzini (30.Pérez Guedes); 27.Caballuci, 28.Troyansky e 9.Coniglio. Técnico: Mario Sciacqua
BOCA JUNIORS: 12.Rossi, 29.Jara, 2.Tobio (27.Vergini), 6.Magallán e 3.Silva; 16.Barrios, Gago e Pérez; 7.Pavón, 10.Centurión (22.Benítez) e 9.Benedetto (19.Bou). Técnico: Guillermo Barros Schelotto

* Partida a ser realizada.

Parabéns ao Club Atlético Boca Juniors pelo título.

Por Jorge Almeida

Opinião – CBF: Câncer Brasileiro de Futebol?

Na terça-feira passada (13), a Associação Chapecoense de Futebol soltou uma nota lamentando o cancelamento da partida amistosa que faria contra o Benfica, que estava marcada para o dia 22 de julho de 2017 em Lisboa, que valeria a disputa da Eusébio Cup, troféu que o clube lisboeta realiza para a apresentação de seu elenco a cada início de temporada na Europa. O motivo para isso: a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) inviabilizou o evento com a justificativa da existência de jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa Sulamericana, “não sendo possível a transferência de datas”. Tal situação frustrou os dois clubes. A entidade que representa o futebol brasileiro, com a medida, rasgou o que poderia ser mais uma linda página da história do futebol. É muita sacanagem.

De fato, o futebol brasileiro tem um calendário muito complicado, mas a CBF poderia facilitar sim a vida do time catarinense e possibilitar o remanejamento de alguns jogos da Chape, como colocar em datas de partidas da Libertadores já que ela foi eliminada do certame. E, certamente, o Verdão do Oeste não disputará também o tradicional Troféu Joan Gamper contra o Barcelona previsto para agosto. Assim, restará à equipe brasileira a disputa da Copa Suruga Bank, no Japão, que tem status de competição oficial. Acho curioso que o São Paulo, em 2013, passou por situação semelhante e não houve empecilho (nada contra a equipe do Morumbi, que fique claro). O Tricolor disputou (e ganhou) a Eusébio Cup, mas perdeu a Copa Audi e a Copa Suruga Bank. Na época, os três troféus foram disputados na mesma época. Por que a Chapecoense não pode fazer o mesmo? Essa seria uma ótima oportunidade de o clube de Chapecó angariar receitas, explorar sua marca pelo mundo afora, conquistar adeptos, enfim, e também uma digna e justa homenagem às vítimas do voo da LaMia.

No ponto de vista de torcedor, me indago: será que a CBF encontrou empecilhos para a Chape por que ela – CBF – não iria ganhar nada com esse amistoso? Afinal, ela lucra bastante com os patrocínios da Seleção Brasileira e outras fontes de receita. E o que ela tem feito de bom para os clubes ou ao futebol brasileiro como um todo? Por que ela não pega parte do montante que lucrou e invista na profissionalização dos árbitros de futebol, por exemplo? Por que ela não ajuda os clubes menores e que praticamente ficam inativos no segundo semestre a se estruturarem melhor? Por que não reforma os estádios pelo país afora? Por que ela não aproveita algumas dessas arenas da Copa do Mundo de 2014 que se tornaram verdadeiros “elefantes brancos” para atrair público, como uma final de Copa do Brasil com jogo único ou o renascimento da Supercopa do Brasil (que teve apenas duas edições em 1990 e 1991) entre o campeão brasileiro e o da Copa do Brasil da temporada anterior? OK, a CBF por ser uma entidade privada pode até estar no seu direito de obter lucro, mas, por ser a instituição máxima do futebol tupiniquim, ela poderia fazer muito mais do que ela (mal) faz.

Infelizmente, a imagem da CBF, como a de boa parte das federações e entidades do país, está associada à corrupção. Onde já se viu uma instituição que tem um presidente que não pôde representá-la lá fora porque a Interpol está “em seu cangote”? E sem contar a “sujeirada” que possa estar por “debaixo do tapete” do qual o público (e imprensa) não tem conhecimento.

E outra coisa: o que a CBF tem feito para defender os seus clubes afiliados? Especialmente na “várzea” que é a Conmebol. Por que ela é omissa em proteger os clubes brasileiros nas competições sulamericanas? Os times encaram logística ruim, condições de segurança que deixam a desejar, arbitragens ruins e, às vezes, tendenciosas. Qual equipe brasileira que nunca reclamou disso? Por que ela não peitou a Conmebol quando a entidade sulamericana acabou com a possibilidade de a Libertadores ter uma final “caseira” justamente quando as equipes brasileiras estavam soberanas no torneio, sobretudo neste século – vide as finais de 2005 e 2006?

Voltando para o caso da Chapecoense, a CBF é incoerente ao argumentar inviabilidade de datas, pois para a Seleção Brasileira realizar esses amistosos “caça-níqueis” o calendário é o de menos para ela, e os clubes brasileiros, em meio a um campeonato nacional longo e concorrido, cedem seus principais atletas para vestir a camisa canarinho e que se virem com os desfalques, uma vez que o campeonato não para por conta de amistosos, mesmo que, alguns casos, em data-FIFA.

E, para não ser injusto, a culpa dessa situação calamitosa do futebol brasileiro não é apenas da CBF, clubes, federações e dirigentes têm sua parcela de responsabilidade também.

É como disse Emerson Sheik uma vez: “CBF, você é uma vergonha! Vergonha! Vergonha! Vergonha!”.

Por Jorge Almeida