Brasil: campeão da Copa do Mundo FIFA Sub-17 2019

Jogadores do Brasil erguem a taça da Copa do Mundo FIFA Sub-17. Créditos: Getty Images

Foi sofrido, mas o Brasil derrotou o México, de virada, por 2 a 1, na noite deste domingo (17), no Estádio Bezerrão, no Distrito Federal, na decisão da Copa do Mundo FIFA Sub-17 2019. Os gols da partida foram marcados no segundo tempo: González abriu para os mexicanos, mas Kaio Jorge, de pênalti, e Lázaro, nos acréscimos, deram números finais e, de quebra, vingaram-se da derrota brasileira sofrida em 2005 para os compatriotas do Chaves.

Antes de a bola rolar, cartolas estiveram presentes, entre eles, Gianni Infantino, presidente da FIFA, além de Rogério Caboclo, presidente da CBF, e da Conmebol, Alejandro Domínguez, além das presenças de Ronaldo e Cafu, que participaram também da premiação e da entrega da taça aos campeões.

A decisão mal começara e o Brasil parecia que estava disposto definir o título no tempo normal. No primeiro minuto, Yan fez boa trama pela direita, mas o cruzamento saiu muito fechado e a bola passou por trás da meta mexicana. O México respondeu aos quatro com Luna, que livrou-se da marcação e chutou fraco para fácil defesa de Matheus Donelli.

Os anfitriões chegaram com perigo aos onze. Peglow tentou da entrada da área e mandou à direita do gol mexicano. Dois minutos depois, Yan cruzou da direita, Kaio Jorge não alcançou e a bola sobrou para Gabriel Veron, que mandou por cima do da meta adversária. Três minutos mais tarde, Kaio Jorge fez ótima jogada pela esquerda, entrou na área e rolou para trás para Peglow emendar de prima e a redonda explodiu no travessão do México. O Brasil seguiu no sufoco no lance seguinte: Patryck tabelou com o camisa 10, cruzou, a defesa tirou e, na sobra, Peglow chutou para García defender tranquilamente. Já, aos 22, Veron passou pela marcação e arriscou um chute cruzado, mas a pelota saiu à direita do gol de García.

O selecionado da América do Norte assustou aos 24. Álvarez cobrou falta da entrada da área e a esférica passou raspando a trave de Donelli. Quatro minutos depois, aos 24, Patryck cruzou, a redonda passou pelo sistema defensivo mexicano até encontrar Veron, que bateu de primeira, mas a finalização saiu mascada e o arqueiro defendeu. A seleção tricolor levou perigo aos 33. Muñoz passou por quatro brasileiros na entrada da área e a redonda sobrou para Pizzuto, que chutou de primeira, mas a trajetória desviou na defesa e saiu pela linha de fundo.

Depois da pressão brasileira nos primeiros minutos, o México equilibrou e fez um jogo franco com os anfitriões. Antes do intervalo, o Brasil tentou duas vezes, uma com Peglow, aos 39, e outra com Patryck, aos 41, com ambos arriscando de longe e García pegando ambos os arremates. Aos 44, Veron fez grande jogada pela direita, driblou o marcador, arriscou de esquerda, mas a marcação desviou e a bola saiu por cima. Na sequência do escanteio cobrado, Kaio Jorge se antecipou à marcação e cabeceou com perigo por cima do gol. No entanto, o placar terminou “oxo” no primeiro tempo.

Na etapa final, as duas equipes voltaram com tudo: em menos de dez minutos, quatro finalizações – duas para cada lado: duas para fora e as outras duas para defesas dos goleiros. Porém, aos 13, foi a vez de Patryck soltar a pancada de fora da área e García espalmar. Três minutos mais tarde, o camisa 10 canarinho recebeu na área, dominou e bateu forte, mas a redonda passou rente à trave esquerda mexicana.

Contudo, aos 20 minutos, o México saiu na frente. Pizzuto cruzou da esquerda na medida para González, que subiu entre os dois zagueiros e cabeceou para o chão, como um típico centroavante, e mandou a pelota no canto do goleiro brasileiro que não conseguiu alcançar: 1 a 0. O velho algoz brasileiro parecia que estava de volta (sim, embora seja o país do futebol, o Brasil, até então, nunca ganhara uma final de competição disputada contra mexicanos, seja no profissional ou nas seleções de base).

O Brasil tentou responder logo em seguida. Aos 22, Veron recebeu na direita e cruzou rasteiro, mas ninguém apareceu para desviar a bola para dentro do gol. Depois, aos 27, Diego Rosa recebeu de Veron da entrada da área, mas mandou à esquerda do gol. No lance seguinte, aos 28, foi a vez de Lázaro (substituto de Peglow) também mandar para fora, por cima do travessão, após receber de Veron.

A seleção verde-e-amarela seguiu na pressão. Aos 35, Lázaro recebeu na área, seu chute bateu em Gusmán. Depois, Daniel Cabral finalizou de fora da área, a bola bateu no travessão e, no rebote, Veron cabeceou por cima. Mas a sorte sorriu a favor do Brasil. Aos 36, um defensor mexicano deu um carrinho em Veron dentro da área e o árbitro lituano foi conferir o VAR e confirmou a penalidade. Na cobrança, Kaio Jorge bateu no canto direito, García chegou a acertar o lado, mas não conseguiu impedir o empate brasileiro no Bezerrão: 1 a 1.

E, logo após o empate, aos 40, os brasileiros quase viraram com o camisa 9. Yan cruzou, a defesa falhou no corte, Kaio Jorge dividiu com o arqueiro, a redonda estava em direção ao gol, mas a zaga afastou o perigo.

A escrete canarinho estava confiante para conseguir a virada, e ela aconteceu quando todos estavam a se preparar para a disputa por pênaltis. Aos 47 minutos, brilhou a estrela de Lázaro. Yan cruzou da direita e o jogador do Flamengo bateu de primeira à queima-roupa, sem chance de defesa para García, e praticamente fez o gol do tetra. No entanto, a partida foi até aos 51. E, antes do apito final, deu tempo do México dar um susto aos 50 com González cabeceando para fora a cobrança de falta em direção à área brasileira. Até que o árbitro Andris Treimanis decretou o fim de jogo no Bezerrão: México 1, Brasil 2. A Seleção Brasileira de Futebol conquista a Copa do Mundo FIFA Sub-17 pela quarta vez na história.

O Brasil chegou motivado à decisão. Além de ter o fator torcida, a equipe de Dalla Déa veio com moral depois a épica classificação diante dos franceses na semifinal, além de uma campanha com 100% de aproveitamento. Por outro lado, o México chegou aos trancos e barrancos à decisão. No primeiro tempo, a seleção canarinho criou muitas chances, mas falhou miseravelmente na pontaria, só Veron, por exemplo perdeu três boas chances, além de Peglow, que acertou o travessão. Apesar do maior volume de jogo, o nervosismo bateu nos brasileiros e os mexicanos tiraram proveito para equilibrar o jogo, deixando-o mais cadenciado para surpreender, especialmente nas jogadas aéreas. No segundo tempo, o panorama repetiu nos momentos iniciais: sufoco brasileiro, mas, quem abriu o placar foi o México com González, que cabeceou no meio da zaga brasileira. Todavia, graças ao VAR, que flagrou um carrinho do mexicano dentro de sua área no jogador brasileiro, que a equipe da casa reagiu. Kaio Jorge cobrou o pênalti e deixou tudo igual. E, nos acréscimos, o predestinado Lázaro, assim como foi contra a França na semifinal, fez o gol da virada, porém, dessa vez não só o da virada como o do título, o quarto conquistado pelo Brasil. Antes disso, a Seleção Canarinho levou as edições de 1997, 1999 e 2003. Além disso, deu fim ao fantasma mexicano, que derrotou o Brasil na final do mesmo torneio em 2005, além de outras conquistas como Copa Ouro (2003) e Copa das Confederações (1999) em cima da seleção principal e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Com uma campanha impecável, com sete jogos e sete vitórias, o Brasil merecidamente, desportivamente falando, mereceu o título do Mundial Sub-17. Porém, que fique registrado que o selecionado nacional só obteve o direito de disputar a competição para menores de 17 anos porque foi o país-sede do torneio após o Peru, que seria a sede do torneio, desistiu de sediar a competição da FIFA porque não garantiu de que cumpriria as exigências da entidade máxima de futebol. No entanto, se dependesse do desempenho brasileiro no Campeonato Sulamericano da categoria, a situação seria outra, pois o Brasil conseguiu a proeza de ficar de fora do hexagonal final da competição, onde quatro das seis seleções classificadas para essa fase garantira a vaga para o Mundial.

Quanto às premiações individuais, o brasileiro Gabriel Veron recebeu a Bola de Ouro, enquanto o francês Adil Aouchiche ficou com a de Prata (e também com a Chuteira de Prata) e o mexicano Pizzuto com a de bronze. Enquanto isso, o holandês Hansen recebeu a Chuteira de Ouro por ter sido o artilheiro do certame, com seis gols, e o brasileiro Kaio Jorge ficou com a Chuteira de Bronze. A Luva de Ouro ficou com o goleiro MAtheus Donelli e a seleção do Equador recebeu o Troféu FIFA Fair Play.

Antes da decisão, no jogo preliminar que valia o terceiro lugar, a França bateu a Holanda por 3 a 1.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Fase de Grupos (Grupo A):
26/10 – Brasil 4×1 Canadá – Bezerrão, Gama (DF)
29/10 – Brasil 3×0 Nova Zelândia – Bezerrão, Gama (DF)
1º/11 – Angola 0x2 Brasil – Estádio Olímpico, Goiânia (GO)
Oitavas-de-final:
06/11 – Brasil 3×2 Chile – Bezerrão, Gama (DF)
Quartas-de-final:
11/11 – Itália 0x2 Brasil – Estádio Olímpico, Goiânia (GO)
Semifinal:
14/11 – França 2×3 Brasil – Bezerrão, Gama (DF)
Final:
17/11 – México 1×2 Brasil – Bezerrão, Gama (DF)

FICHA TÉCNICA: MÉXICO 1×2 BRASIL
Competição/Fase: Copa do Mundo FIFA Sub-17 – final (jogo único)
Local: Estádio Walmir Campelo Bezerra (Bezerrão), Gama (DF) – Brasil
Data: 17 de novembro de 2019, domingo – 17h (horário de Brasília)
Público pagante: 11.858
Público não pagante: 2.686
Renda: R$ 189.760,00
Árbitro: Andris Treimanis (LET)
Auxiliares: Haralds Gudermanis (LET) e Aleksejs Spasjonnikovs (LET)
Cartões Amarelos: Ávila, Alejandro Gómez e Joel Gómez (México); Daniel Cabral (Brasil)
Gols: González, aos 21 min (1-0); Kaio Jorge (de pênalti), aos 39 min (1-1) e Lázaro, aos 48 min do 2º tempo (1-2)
MÉXICO: 1.García; 2.Lara, 3.Gusmán, 4.Alejandro Gómez e 5.R. Martínez; 6.Pizzuto, 18.Alvarez (19.Ávila), 8.J. Martínez e 11.González; 9.Muñoz (16.Joel Gómez) e 10.Luna (20.Mesmari). Técnico: Marco Ruiz
BRASIL: 1.Matheus Donelli; 2.Yan Couto, 3.Henri, 4.Luan Patrick e 6.Patryck; 5.Daniel Cabral, 17.Diego e 10.Peglow (20.Lázaro); 7.Veron, 19.Pedro Lucas (18.Matheus Araújo) e 9.Kaio Jorge. Técnico: Guilherme Della Déa

Parabéns para a Seleção Brasileira de Futebol pela conquista.

Por Jorge Almeida

São Caetano: campeão da Copa Paulista 2019

Jogadores do São Caetano erguem a inédita Copa Paulista conquistada pelo time do ABC Paulista. Foto: Anderson Rodrigues/FPF

O empate em 1 a 1 na tarde deste sábado (16) contra o XV de Piracicaba, no Anacleta Campanella, em São Caetano do Sul, o São Caetano conquistou a Copa Paulista 2019 após fazer 4 a 3 no placar agregado. Os gols da partida saíram no segundo tempo: o Azulão abriu o placar com Kadu Barone (contra) e Gilberto Alemão deixou tudo igual.

O São Caetano tomou a iniciativa nos primeiros minutos da decisão. Aos três minutos, Emerson Santos cobrou falta, Paulão fez o corte parcial e, na sobra, Karl tentou de fora da área e mandou por cima do gol. O XV deu o troco aos oito. Peri cobrou falta com perigo, Mazinho resvalou para o próprio gol, a bola bateu na trave e, na volta, ficou para Kadu Barone, que emendou de primeira, mas pegou mal e desperdiçou uma ótima chance.

Pouco tempo depois, aos 13, Clayton arriscou de longe e a redonda passou à esquerda de Luiz Fernando. Nos minutos seguintes, a partida ficou um verdadeiro lá e cá, com os dois times se alternando no ataque. O Nhô Quim trabalhara a bola com paciência tentando infiltrar na defesa do Azulão, mas a equipe do ABC estava bem postada no sistema defensivo.

Aos 36, o São Caetano escapou em velocidade com Clayton pela direita, ele cruzou na área, Gilberto Alemão cortou parcialmente. Na sobra, mais um cruzamento na área e Anderson Rosa tentou de calcanhar e foi travado. A equipe de Piracicaba respondeu aos 41. Macena escapou pela direita e, na linha de fundo, cruzou na altura da marca do pênalti para Kadu Barone, que finalizou fraco facilitando a defesa de Luiz Daniel. Contudo, o placar terminou inalterado no primeiro tempo no Anacleto Campanella.

Na volta para o segundo tempo, o XV parecia estar mais disposto para atacar. Aos três minutos, Macena recebeu na área, levou a melhor no corpo com Junior Alves e bateu cruzado para Luiz Daniel defender em dois tempos. Na sequência da partida, o time do interior esboçou uma pressão enquanto a equipe abecedista jogava com o regulamento debaixo do braço, uma vez que o 0 a 0 lhe era favorável.

Em uma troca de passes pela direita, aos 18, Cássio Gabriel recebeu de costas para a marcação e deixou para Misael, que soltou um petardo e a esférica passou rente à meta de Luiz Daniel. E, no ataque seguinte dos donos da casa, foi constatado de que a jornada não foi nada favorável para Kadu Barone. Depois de perder uma ótima chance no primeiro tempo, ele fez o gol contra. Alex Reinaldo cobrou escanteio com perigo no primeiro pau e, na tentativa de cortar de cabeça, o camisa 7 mandou para o próprio patrimônio e ampliou mais a vantagem do São Caetano: 1 a 0 para o Azulão.

O XV não se abateu com o gol sofrido e foi atrás do prejuízo. Aos 25, Danilo Bueno soltou a bomba em direção ao gol e a bola explodiu na trave, embora tenha se esticado todo, Luiz Daniel não conseguiu alcançar a redonda. Quatro minutos depois, os visitantes chegaram a balançar as redes com Robertinho, mas o lance foi invalidado por impedimento para desespero dos jogadores do Nhô Quim, que cercaram o bandeira por discordarem da marcação. Mas a decisão foi mantida.

A equipe alvinegra foi para o tudo ou nada. Aos 37, Macena se antecipou a Luiz Daniel e ajeitou a bola para Luizinho que, por sua vez, deixou para Fraga bater para o gol, mas a finalização saiu rente ao travessão. Enquanto isso, a torcida do Azulão começou a entoar os primeiros gritos de “é campeão!”.

E, o XV de Piracicaba foi recompensado de tanto lutar pelo gol. Aos 45 minutos, Kadu Barone levantou na área e Gilberto Alemão subiu mais que todo mundo para testar para o fundo das redes e empatar a decisão. Mas o resultado ainda era insuficiente para o XV.

Após o gol, Macena, pelo XV, e Luiz Daniel, pelo São Caetano, foram expulsos por conta de desentendimento na hora de pegar a bola na rede para reiniciar o jogo. Os dois jogadores trocaram cabeçadas e foram expulsos. E, como o São Caetano já havia feito as três substituições, Mazinho foi para o gol nos instantes finais.

Depois de conseguir contornar toda a confusão, o árbitro deu seis minutos de acréscimos que, para os torcedores do São Caetano, pareceram uma verdadeira eternidade, uma vez que um gol do XV nesse período culminaria em disputa por pênaltis e a situação poderia se complicar porque o Azulão não teria um goleiro de ofício para uma eventual disputa. Mas, mesmo assim, embora tenha tentado através de bolas na área adversária, o Nhô Quim não conseguiu o segundo gol e o São Caetano se segurou e manteve o empate. Fim de jogo no Anacleto Campanella: São Caetano 1, XV de Piracicaba 1. O Azulão é o mais novo campeão da Copa Paulista.

O primeiro tempo foi bem equilibrado, o que culminou com as poucas chances de gols para os dois lados. O Azulão, contando com o fator casa, tentou se impor, mas praticamente não ameaçou a meta de Luiz Fernando. Enquanto o XV, que precisava do resultado, teve apenas uma grande chance na etapa inicial no começo do jogo, mas Kadu Barone errou a sobra que veio de um desvio de Mazinho. No segundo tempo, o Azulão se fechou à medida que o adversário se lançou para o ataque, mas, mesmo assim, conseguiu abrir o placar graças ao gol contra de Kadu Barone. Com isso, o técnico Tarcísio Pugliese botou o time para frente, conseguiu o empate tardiamente e a reação parou aí.

Com o título, o São Caetano, além de levar a bolada de R$ 250 mil pela conquista, poderá escolher entre uma vaga para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D ou a Copa do Brasil em 2020, enquanto o XV ficará com a competição que lhe sobrar e mais R$ 150 mil na conta pelo vice-campeonato.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Data – Jogo – Local:
Primeira Fase (Grupo 4):
23/06 – São Caetano 0x0 Ponte Preta – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
30/06 – Grêmio Osasco 0x5 São Caetano – Prefeito José Liberatti, Osasco (SP)
07/07 – Água Santa 1×2 São Caetano – Distrital do Inamar, Diadema (SP)
13/07 – São Caetano 2×0 Santo André – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
20/07 – E.C. São Bernardo 1×2 São Caetano – Primeiro de Maio, São Bernardo do Sul (SP)
27/07 – Ponte Preta 0x1 São Caetano – Leonardo Barbieri, Águas de Lindóia (SP)
03/08 – São Caetano 1×0 Grêmio Osasco – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
10/08 – São Caetano 1×2 Água Santa – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
18/08 – Santo André 1×0 São Caetano – Bruno José Daniel, Santo André (SP)
24/08 – São Caetano 1×1 E.C. São Bernardo – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
Segunda Fase (Grupo 4):
30/08 – Desportivo Brasil 0x2 São Caetano – Ernesto Rocco, Porto Feliz (SP)
04/09 – São Caetano 2×1 Linense – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
07/09 – Rio Claro 1×1 São Caetano – Augusto Schmidt, Rio Claro (SP)
13/09 – São Caetano 0x0 Rio Claro – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
18/09 – Linense 0x0 São Caetano – Gilberto Siqueira Lopes, Lins (SP)
21/09 – São Caetano 1×0 Desportivo Brasil – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
Terceira Fase (Grupo 2):
29/09 – Mirassol 0x0 São Caetano – Municipal de Mirassol, Mirassol (SP)
02/10 – São Caetano 4×0 Santo André – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
05/10 – São Caetano 1×0 Ferroviária – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
12/10 – Ferroviária 1×2 São Caetano – Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
16/10 – Santo André 1×2 São Caetano – Francisco Marques Figueira, Suzano (SP)
19/10 – São Caetano 0x2 Mirassol – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
Semifinais:
26/10 – E.C. São Bernardo 2×2 São Caetano – Primeiro de Maio, São Bernardo do Campo (SP)
02/11 – São Caetano 1×0 E.C. São Bernardo – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
Final:
09/11 – XV de Piracicaba 2×3 São Caetano – Barão de Serra Negra, Piracicaba (SP)
16/11 – São Caetano 1×1 XV de Piracicaba – Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)

FICHA TÉCNICA: SÃO CAETANO 1×1 XV DE PIRACICABA
Competição/Fase: Copa Paulista 2019 – final (2º jogo)
Local: Estádio Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
Data: 16 de novembro de 2019, sábado – 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Luiz Alberto Andini Nogueira
Cartões Amarelos: Karl e Lucas Mendes (São Caetano); Cássio Gabriel, Peri, Gilberto Alemão e Danilo Bueno (XV de Piracicaba)
Cartões Vermelhos: Luiz Daniel (São Caetano); Macena (XV de Piracicaba)
Gols: Kadu Barone (contra), aos 20 min (1-0) e Gilberto Alemão, aos 45 min do 2º tempo (1-1)
SÃO CAETANO: 1.Luiz Daniel; 13.Lucas Mendes, 3.Junior Alves, 4.Max e 6.Bruno Recife; 5.Mazinho, 8.Karl, 7.Jean Dias e 10.Clayton (16.Chumbinho); 11.Anderson Rosa (2.Alex Reinaldo) e 9.Emerson Santos (14.Sandoval). Técnico: Marcelo Vilar
XV DE PIRACICABA: 1.Luiz Fernando; 2.Jefferson Feijão, 4.Gilberto Alemão, 3.Paulão (14.Robertinho) e 6.Peri (17.Luizinho); 5.Fraga, 8.Simião (15.Danilo Bueno), 11.Misael, 7.Kadu Barone e 10.Cássio Gabriel; 9.Raphael Macena. Técnico: Tarcísio Pugliese

Parabéns à Associação Desportiva São Caetano pelo título.

Por Jorge Almeida

Corinthians: campeão paulista feminino 2019

Jogadoras do Corinthians conquistam o inédito título paulista da categoria. Créditos: Rodrigo Coca

O Corinthians não tomou conhecimento e fez 3 a 0 no São Paulo na segunda e decisiva partida da final do Campeonato Paulista Feminino 2019 disputada na manhã deste sábado (16), na Arena Corinthians, na capital paulista. Os gols foram marcados por Victória Albuquerque, Juliete e Millene. Esse foi o primeiro título estadual da categoria conquistado pelo time de Parque São Jorge, que fez uma campanha impecável: 20 jogos com 20 vitórias.

A final Majestosa mal começara e o Corinthians ampliou a já vantagem considerável. Logo aos quatro minutos, a bola foi erguida na intermediária do São Paulo, Giovanni Crivelari deu uma “casquinha” e Victoria Albuquerque ganhou de Natane na corrida e, com um toque, encobriu Carla e abriu o placar para o Timão. Na comemoração, a corinthiana levou cartão amarela por ter ido comemorar com a torcida.

E, mesmo com dois gols de vantagem no agregado, as meninas de Arthur Elias continuaram a pressão. Aos sete, Tamires deu belo passe por trás da defesa Tricolor para Vic Albuquerque, driblou Carla, e a lateral Antônia tirou em cima da linha e evitou o segundo tento corinthiano. Quatro minutos depois, Crivelari chegou a balançar as redes sãopaulinas, mas a arbitragem marcara impedimento de forma correta.

O predomínio das corinthianas era evidente e, mais uma vez, as anfitriãs tiveram outra chance aos 13. Victoria Albuquerque cobrou falta e Pardal cabeceou à esquerda do gol. Na sequência, aos 15. Millene pedalou, passou pela marcação e cruzou na área, mas Carla, atenta, ficou com a bola. No minuto seguinte, Gabi Zanotti chegou pela direita, finalizou e a goleira tricolor espalmou.

O clássico continuou com pressão do Corinthians, com mais presença no ataque e desperdiçando chances. O São Paulo tentou aos 26 em cobrança de escanteio, mas Tainá Borges afastou o perigo. O jogo deu aquela tradicional parada técnica para as equipes se hidratarem por volta dos 29 minutos.

Depois da pausa, o time do Morumbi esboçou equilibrar as ações e teve a sua principal oportunidade no primeiro tempo aos 36. Brenda tabelou pela direita, recebeu na grande área e bateu firme no canto direito para a camisa 1 corinthiana fazer ótima defesa.

E, antes do intervalo, o Corinthians teve mais um gol anulado. Aos 41, Vic Albuquerque recebeu na esquerda, tocou para Crivelari, que chutou fraco, e Gabi Zanotti empurrou para o gol, mas estava em impedimento. Em lance posterior, aos 43, Crivelari arriscou de fora da área, mas errou o alvo. Na jogada seguinte, foi a vez de Valéria chutar de longe e mandar à direita do gol. E, aos 47, Giovanni Crivelari, depois de ganhar na disputa com as zagueiras, tentou de longe, mas errou o alvo. Fim de primeiro tempo na Arena Corinthians e o Timão saiu com o vitória parcial.

Assim como foi no primeiro tempo, a segunda etapa começou com o Corinthians partindo para cima e, logo de cara, conseguiu fazer mais um gol. Aos três, o São Paulo errou um ataque, e, em um rápido contragolpe, o time de Parque São Jorge foi com tudo. A bola chegou a Milene pela direita e, na hora de cortar para o meio e, “sem querer querendo”, ajeitou caprichosamente para Juliete chegar de bate-pronto sem dar chances de defesa para Carla e ampliando a vantagem da equipe da casa: 2 a 0 e festa na Arena.

E o Corinthians continuou no sufoco. Aos seis, Giovanni Crivelari recebeu na direita, avançou e bateu cruzado para Carla desviar na ponta dos dedos. No minuto seguinte, a bola foi alçada na área tricolor e ninguém alcançou para completar para o gol.

O Tricolor começou a colocar volume no jogo e, aos 12, levou perigo. A redonda foi levantada na área em direção a Cristiane, mas a bola desviou na defesa corinthiana e ficou com Tainá Borges. Seis minutos depois, Tamires chegou com perigo pela esquerda e chutou por cima. Depois, aos 19, Millene tabelou, recebeu na área e chutou colocado, mas a bola foi à esquerda do gol. No lance seguinte, aos 20, a pressão corinthiana continuou a todo vapor e Millene arriscou de fora, mas chutou sem direção.

E, nas poucas investidas, o São Paulo arriscou com Yaya, que tentou de longe e errou o alvo. Três minutos depois, a equipe do Morumbi desperdiçou a sua melhor oportunidade no jogo. Depois do cruzamento, a bola sobrou para Cristiane, que bateu colocado, mas Katiuscia deu o carrinho providencial que impediu um eventual endereço certo da bola. Na sequência da jogada, a redonda chegou para Brenda, que bateu para o lado de fora.

Apesar das duas oportunidades desperdiçadas pelas sãopaulinas, o Corinthians controlou bem o jogo e sempre chegara com facilidade em direção à meta tricolor que, por sua vez, encontrou dificuldades para sair com a bola. O jogo precisou ficar paralisado para mais uma parada técnica.

Quando o jogo foi retomado, logo na sequência, aos 29. Victoria Albuquerque foi lançada e, mesmo cercada, arriscou de longe e Carla defendeu. Em seguida, Tainá Borges sentiu e deu lugar para Lelê, goleira titular nas campanhas do Campeonato Brasileiro e da Libertadores da América.

A superioridade do Corinthians continuou. Aos 34, a redonda foi levantada na área e Pardal cabeceou para fora. No minuto seguinte, Vic Albuquerque fez jogada individual e acionou Milele, que chutou forte, a bola desviou na zagueira Bruna e balançou as redes: 3 a 0 para o Timão. E a autora do gol recebeu o cartão amarelo por ter tirado a camisa.

Com a fatura praticamente liquidada, o time corinthiano só ficou à espera do apito final para poder comemorar o inédito título paulista. E, assim o clássico foi até os 50 minutos, quando a arbitragem decretou o final da partida. Fim de jogo na Arena Corinthians: Corinthians 3, São Paulo 0. O Timão conquista o Campeonato Paulista Feminino pela primeira vez em sua história.

O time feminino do São Paulo entrou em campo com a difícil e ingrata missão de tirar a vantagem adquirida pelo Corinthians, que venceu o primeiro duelo da final do Campeonato Paulista Feminino em pleno Morumbi por 1 a 0. No entanto, o drama das sãopaulinas aumentou logo de cara quando o Timão abriu o placar com Victoria Albuquerque aos quatro minutos. No decorrer da primeira etapa, o placar só não foi mais dilatado, graças às boas intervenções da goleira Carla, a lateral Antônia que tirou uma bola em cima da linha e dois gols devidamente anulados pela arbitragem. Mas o São Paulo teve sua principal oportunidade aos 36 com uma finalização perigosa de Brenda e que Tainá Borges conseguiu espalmar. Para o segundo tempo, o São Paulo precisaria mudar de postura para conseguir o título ou provocar a disputa por pênaltis: virar o jogo. Contudo, o segundo gol corinthiano logo aos três minutos praticamente sucumbiu com as pretensões tricolores. Com dois gols de vantagem no placar, o Corinthians praticamente só administrou o jogo e, quando tinham a oportunidade de ir para o ataque não titubeou e arriscou uns arremates, enquanto isso, do outro lado, Brenda tentou uma finalização, mas mandou pelas redes do lado de fora e, para consolidar o título, Millene, aos 35, fez o terceiro gol corinthiano e confirmou a segunda conquista do Timão na temporada.

Apesar de a final ter reunido duas pesadas camisas na história do futebol paulista (e brasileiro), a decisão prevaleceu a técnica e o entrosamento do time corinthiano, que atuam juntas há três anos, enquanto a equipe do Morumbi está em fase de construção e vem de uma conquista do Campeonato Brasileiro da Série A2 e a tendência é de evolução. Curiosamente, no futebol masculino, o Corinthians é o maior campeão paulista, com 30 títulos, enquanto o feminino conquistou o seu primeiro título estadual. Enquanto isso, os clubes com mais taças na categoria são o Santos, a Ferroviária e o Juventus, com quatro canecos cada. Mas o Corinthians está de parabéns pela conquista, pois foi uma campanha avassaladora, com números incontestáveis: 20 jogos, 20 vitórias, 67 gols marcados e apenas sete gols sofridos. E, assim, a temporada das meninas corinthianas termina com dois títulos conquistados: a Libertadores em outubro e o Campeonato Paulista, em novembro, e um vice-campeonato brasileiro, que foi perdido nos pênaltis para a Ferroviária, em setembro.

A seguir, o resumo da campanha das campeãs e a ficha técnica da decisão.

Data – Jogo – Local:
Primeira Fase (Grupo 2):
31/03 – Corinthians 3×1 Santos – Alfredo Schuring, São Paulo (SP)
07/04 – Portuguesa 0x5 Corinthians – Canindé, São Paulo (SP)
14/04 – Taubaté 0x1 Corinthians – Joaquim de Morais Filho, Taubaté (SP)
28/04 – Corinthians 4×1 São José – Alfredo Schuring, São Paulo (SP)
05/05 – Juventus 0x4 Corinthians – Rua Javari, São Paulo (SP)
15/05 – Santos 2×3 Corinthians – Pacaembu, São Paulo (SP)
26/05 – Corinthians 3×0 Portuguesa – Antonio Soares de Oliveira, Guarulhos (SP)
1º/06 – Corinthians 3×1 Taubaté – Alfredo Schuring, São Paulo (SP)
09/06 – São José 0x2 Corinthians – Martins Pereira, São José dos Campos (SP)
15/06 – Corinthians 4×0 Juventus – Alfredo Schuring, São Paulo (SP)
Segunda Fase (Grupo 4):
31/07 – Juventus 0x2 Corinthians – Nicolau Alayon, São Paulo (SP)
10/08 – Corinthians 6×0 Ponte Preta – Alfredo Schuring, São Paulo (SP)
18/08 – Ferroviária 0x4 Corinthians – Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
24/08 – Corinthians 3×1 Ferroviária – Alfredo Schuring, São Paulo (SP)
31/08 – Ponte Preta 0x3 Corinthians – Benedito Teixeira, São José do Rio Preto (SP)
11/09 – Corinthians 4×0 Juventus – Alfredo Schuring, São Paulo (SP)
Semifinais:
18/09 – Ferroviária 0x4 Corinthians – Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
25/09 – Corinthians 5×1 Ferroviária – Alfredo Schuring, São Paulo (SP)
Final:
02/11 – São Paulo 0x1 Corinthians – Morumbi, São Paulo (SP)
16/11 – Corinthians 3×0 São Paulo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 3×0 SÃO PAULO
Competição/Fase: Campeonato Paulista Feminino 2019 – final (2º jogo)
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data: 16 de novembro de 2019, sábado – 11h (horário de Brasília)
Árbitro: Edina Alves Batista
Assistentes: Neuza Ines Back e Fabrini Bevilaqua Costa
Cartões Amarelos: Victória Albuquerque e Millen (Corinthians); Antônia e Natane (São Paulo)
Gols: Victória Albuquerque, aos 4 min do 1º tempo (1-0); Juliete, aos 3 min (2-0) e Millene, aos 35 min do 2º tempo (3-0)
CORINTHIANS: 1.Tainá Borges (12.Lelê); 2.Katiuscia, 3.Pardal, 99.Érika e 6.Juliete; 7.Grazi (5.Ingryd), 10.Gabi Zanotti, 17.Victória Albuquerque (13.Cacau) e 37.Tamires (Suellen); 14.Millene (18.Maiara) e 19.Giovana Crivaleri (21.Paulinha). Técnico: Arthur Elias
SÃO PAULO: 12.Carla. 29.Antonia, 3.Bruna (6.Roberta), 4.Thaís e 16.Natane; 26.Yaya, 10.Ary, 31.Brenda (8.Andressa) e 30.Jaqueline (2.Giovana); 21.Valéria e 11.Cristiane. Técnico: Lucas Piccinato

Parabéns ao Sport Club Corinthians Paulista pelo título.

Por Jorge Almeida

Bragantino: campeão brasileiro da Série B 2019

Jogadores do Bragantino posam para a foto oficial. Créditos: twitter.com/@bragantino_real

Um empate. Isso foi o suficiente para o Bragantino conquistar pela segunda vez em sua história o Campeonato Brasileiro da Série B. No Abi Nabi Chedid, em Bragança Paulista, o Massa Bruta ficou no 1 a 1 contra o Criciúma na noite desta sexta-feira (15), em jogo válido pela 36ª rodada. Os gols da partida saíram no primeiro tempo: Andrew abriu o placar para os visitantes, mas Morato igualou para os anfitriões. O resultado foi o suficiente para que o Braga conquistasse o título com duas rodadas de antecedência.

O Criciúma deu o pontapé inicial na partida. Mas quem levou perigo pela primeira vez foi o Bragantino. Aos quatro minutos, Barreto ajeitou para Aderlan, que deixou Claudinho de frente para o gol, o camisa 29 bateu cruzado e exigiu grande defesa do goleiro Paulo Gianezi. Em seguida, aos oito, Morato soltou uma pancada, mas o chute saiu sem direção.

O Tigre catarinense respondeu em seguida, aos nove. Eduardo cobrou falta em direção à área bragantina, Sandro subiu mais que todo mundo, cabeceou firme e viu a bola acertar o travessão de Júlio César. Depois do susto dos visitantes, o jogo deu uma diminuída de ritmo. Aos 17, foi a vez de Claudinho cobrar falta no canto, mas pegou fraco na bola e permitiu Gianezi fazer a defesa com segurança.

Eis que aos 25 minutos, um grande lance protagonizado pelos catarinenses. Andrew recebeu o passe na lateral do meio-de-campo, avançou na diagonal, tentou o passe, a zaga tentou cortar, mas a bola voltou no peito do camisa 17, que foi para cima, passou pelos marcadores, driblou o goleiro Júlio César e só deu um toque para colocar o Criciúma na frente no Nabizão.

Após o gol sofrido, a torcida do Braga passou a gritar mais forte para incentivar a equipe. Aos 28, Morato acionou Wesley, que adentrou na área em velocidade, contudo, desequilibrado, chutou por cima da meta.

Na sequência, dois arremates para cada lado de longe. Primeiro, aos 30, Thales cobrou falta de longa distância e mandou por cima do gol de Júlio César. Cinco minutos mais tarde, Claudinho fez a mesma coisa, porém, para o lado oposto.

Até que, aos 37, o Massa Bruta trocou passes na entrada da área do Tigre até Morato receber na direita, ele puxou para dentro em direção ao meio da área e chutou firme de esquerda no canto de Gianezi, que se esticou, mas não conseguiu alcançar. É o empate do Bragantino.

O empate veio em boa hora para o Braga. Assim, o time da casa tratou de administrar a partida e evitar a reação do adversário. Aos 46, Aderlan soltou um foguete de fora da área e o goleirão do Criciúma pegou firme, sem dar rebote. Mas a etapa inicial terminou com o empate em 1 a 1.

No segundo tempo, o Braga esboçou uma pressão, mas o Tigre conseguiu, aos poucos conter o ímpeto do adversário. Aos 10, Wesley deu belo drible de corpo em dois defensores e arriscou de fora da área e a redonda passou raspando a trave de Gianezi. Minutos depois, aos 19, a esférica foi alçada na área do Bragantino, Léo Gamalho cabeceou no contrapé de Júlio César e a bola passou raspando a trave. Susto no Nabizão.

Em seguida, o andamento da peleja caiu de produção, parte disso atribuídas às substituições e a situação favorável ao Bragantino, que estava em contagem regressiva para poder comemorar o título. Aos 36, Edimar e Luquinha se estranharam por conta de uma falta no meio-de-campo. A situação esquentou e começou um tumulto generalizado. A turma do “deixa disso” entrou em ação e separou. No tumulto, o árbitro distribuiu quatro cartões amarelos e, como já tinha recebido um “canário”, o zagueiro Rayan, do Bragantino, recebeu o segundo e foi expulso.

Depois da confusão, o jogo foi retomado, mas com os comandados de Antônio Carlos Zago apenas valorizando a troca de passes e segurando o resultado e à espera do apito final para o Bragantino poder comemorar o seu segundo título da Série B do futebol brasileiro. Assim, aos 49 minutos, o árbitro decretou o fim de jogo em Bragança Paulista: Bragantino 1, Criciúma 1. O Massa Bruta é campeão brasileiro da Série B de 2019 com duas rodadas de antecedência.

Com a presença maciça no estádio, o Bragantino começou em cima do Criciúma e por pouco não abriu o placar com o chute cruzado de Claudinho. O Tigre respondeu com uma cabeçada perigosa de Sandro. Embora fosse ligeiramente superior ao adversário, o Braga não criou mais chances agudas e ainda se viu atrás do placar depois de bela jogada individual com Andrew. Mas, para a alegria da torcida Massa Bruta, o time reagiu e Morato empatou minutos depois. No segundo tempo, o Bragantino manteve mais a posse de bola e ímpeto, mas foram poucas oportunidades dos dois lados e o Braga fez o suficiente para manter o resultado necessário para lhe assegurar a conquista.

Em virtude da parceria feita com o Red Bull Brasil, o Bragantino fez um time forte e competitivo para a disputa da Série B com o intuito de subir para a Série A ainda neste ano. As pretensões, além de mudar o nome da equipe para Red Bull Bragantino, é que o clube entre nas disputas de 2020 para brigar por títulos ou classificação para competições importantes, como a Libertadores da América via Campeonato Brasileiro. A empresa de energéticos investirá cerca de R$ 200 milhões na agremiação da terra da linguiça, seja com reforços ou na infraestrutura do clube. Para os torcedores mais saudosistas, esse título da Série B de 2019 aliado com as ambições dessa parceria, o Bragantino (ou Red Bull Bragantino) tem tudo para ir além em relação ao período áureo do time no começo da década de 1990. Naquela ocasião, o Braga, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, ganhou a Série B do Brasileiro em 1989, foi campeão paulista em 1990 e vice-campeão brasileiro em 1991.

Com o resultado, o Bragantino chegou aos 72 pontos e, matematicamente, pode ser alcançado pelo Sport Recife, mas leva vantagem no primeiro critério de desempate (número de vitórias). Já o Criciúma, embora tenha conquistado um ponto importante, segue na zona de rebaixamento. Com 35 pontos e em 18º lugar, o Tigre, além de precisar fazer a sua parte, precisa secar os adversários diretos para permanecer na Série B em 2020.

Na próxima rodada, o campeão Bragantino irá até o Couto Pereira, no domingo, às 16h, encarar o Coritiba. Dois dias depois, na terça-feira, no Heriberto Hülse, o Criciúma receberá o Paraná, às 19h15.

Apesar de o Campeonato Brasileiro da Série B 2019 já ter o seu campeão proclamado, a competição ainda segue com suas rodadas finais e que definirão quem, além do Bragantino, estará na Série A em 2020 e quem irá, juntamente com o já rebaixado São Bento, disputará a Série C na próxima temporada. Na parte de cima, o Sport Recife está praticamente garantido, enquanto Atlético Goianiense, América Mineiro, Coritiba, Paraná e, com chances matemáticas, mas remotas, o CRB, brigam pelas outras duas vagas. Porém, na parte inferior da tabela, Vila Nova, Criciúma, Londrina, Figueirense, Oeste e o “quase-salvo” Guarani lutam, fazem cálculos e secam os concorrentes diretos para escapar das demais três vagas da zona da degola.

A seguir, a classificação do campeonato até o momento*, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica do “jogo do título”.

Posição – Equipe – Pontuação:
1. Bragantino – 72 pontos (campeão)
2. Sport Recife – 63
3. Atlético Goianiense – 60
4. América Mineiro – 58
5. Coritiba – 57
6. Paraná – 54
7. CRB – 51
8. Cuiabá – 50
9. Operário (PR) – 49
10. Botafogo (SP) – 47
11. Ponte Preta – 44
12. Brasil de Pelotas – 43
13. Vitória – 42
14. Guarani – 41
15. Oeste (SP) – 40
16. Figueirense – 38
17. Londrina – 35
18. Criciúma – 35
19. Vila Nova – 34
20. São Bento – 30

Data – Jogo – Local:
26/04 – Brasil de Pelotas 0x1 Bragantino – Bento Freitas, Pelotas (RS)
06/05 – Bragantino 1×1 Sport Recife – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
10/05 – Bragantino 3×0 Atlético Goianiense – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
18/05 – Londrina 1×0 Bragantino – Estádio do Café, Londrina (PR)
21/05 – Bragantino 2×0 Figueirense – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
31/05 – Vitória 0x2 Bragantino – Barradão, Salvador (BA)
04/06 – Bragantino 2×0 São Bento – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
11/06 – Bragantino 2×0 América Mineiro – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
13/07 – Paraná 2×1 Bragantino – Durival de Britto, Curitiba (PR)
20/07 – Oeste 0x0 Bragantino – Novelli Júnior, Itu (SP)
23/07 – Bragantino 2×1 Ponte Preta – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
27/07 – Vila Nova 0x1 Bragantino – Serra Dourada, Goiânia (GO)
30/07 – Bragantino 2×2 Cuiabá – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
02/08 – Guarani 1×0 Bragantino – Brinco de Ouro da Princesa, Campinas (SP)
09/08 – Botafogo (SP) 0x0 Bragantino – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
12/08 – Bragantino 4×0 Operário (PR) – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
19/08 – Criciúma 0x2 Bragantino – Heriberto Hülse, Criciúma (SC)
22/08 – Bragantino 1×1 Coritiba – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
27/08 – CRB 0x3 Bragantino – Rei Pelé, Maceió (AL)
31/08 – Bragantino 2×1 Brasil de Pelotas – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
07/09 – Sport Recife 2×1 Bragantino – Ilha do Retiro, Recife (PE)
13/09 – Atlético Goianiense 1×1 Bragantino – Antônio Accioly, Goiânia (GO)
21/09 – Bragantino 4×1 Londrina – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
24/09 – Figueirense 0x3 Bragantino – Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC)
29/09 – Bragantino 2×0 Vitória – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
04/10 – São Bento 0x3 Bragantino – Walter Ribeiro, Sorocaba (SP)
08/10 – América Mineiro 2×0 Bragantino – Independência, Belo Horizonte (MG)
12/10 – Bragantino 2×0 Paraná – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
16/10 – Bragantino 2×2 Oeste – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
19/10 – Ponte Preta 1×1 Bragantino – Moisés Lucarelli, Campinas (SP)
25/10 – Bragantino 3×1 Vila Nova – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
1º/11 – Cuiabá 2×0 Bragantino – Arena Pantanal, Cuiabá (MT)
05/11 – Bragantino 3×1 Guarani – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
08/11 – Botafogo (SP) 2×3 Bragantino – Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
12/11 – Operário (PR) 0x2 Bragantino – Germano Kruger, Ponta Grossa (PR)
15/11 – Bragantino 1×1 Criciúma – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
24/11** – Coritiba x Bragantino – Couto Pereira, Curitiba (PR)
30/11** – Bragantino x CRB – Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)

FICHA TÉCNICA: BRAGANTINO 1×1 CRICIÚMA
Competição/Fase: Campeonato Brasileiro Série B 2019 – 36ª rodada
Local: Estádio Nabi Abi Chedid (Nabizão), Bragança Paulista (SP)
Data: 15 de novembro de 2019, sexta-feira – 19h15 (horário de Brasília)
Público: 9.410 pagantes
Renda: R$ 75.275,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Auxiliares: Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ) e Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ)
Cartões Amarelos: Morato, Rayan, Antônio Carlos Zago (técnico), Ricardo Ryller, Edimar, Rayan, Vinícius, Júlio César (Bragantino); Marlon, Derlan, Andrew, Luquinha, Wesley (Criciúma)
Cartão Vermelho: Rayan (Bragantino)
Gols: Andrew, aos 26 min (0-1) e Morato, aos 38 min do 1º tempo (1-1)
BRAGANTINO: 1.Júlio César; 13.Aderlan, 3.Léo Ortiz, 23.Rayan e 36.Edimar; 5.Barreto, 37.Ricardo Ryller e 39.Claudinho e 30.Morato (28.Robinho), 27.Wesley (19.Pedro Naressi) e 15.Ytalo (9.Matheus Peixoto). Técnico: Antônio Carlos Zago
CRICIÚMA: 91.Paulo Gianezi; 34.Derlan, 3.Sandro, 16.Thales (5.Jean Mangabeira) e 6.Marlon; 19.Eduardo, 77.Foguinho e 8.Wesley; 7.Reis (22.Vinícius), 17.Andrew (18.Luquinha) e 99.Léo Gamalho. Técnico: Roberto Cavalo

* Classificação até o dia 15/11/2019
** Jogos a serem realizados

Parabéns ao Clube Atlético Bragantino pelo título.

Por Jorge Almeida

Náutico: campeão brasileiro da Série C 2019

Jogadores do Náutico posam para a “foto oficial”. Créditos: Léo Lemos/Náutico

O Náutico sagrou-se campeão brasileiro da Série C 2019 ao empatar em 2 a 2 diante do Sampaio Corrêa neste domingo (6), no Castelão, em São Luís. Enquanto Everton e Salatiel Jr. fizeram os gols da Bolívia Querida, Álvaro e Matheus Carvalho anotaram para o Timbu. Como vencera o primeiro jogo por 3 a 1, o alvirrubro fez 5 a 3 no agregado e ficou com a inédita taça.

Precisando reverter a vantagem de dois gols a favor do Náutico, o Sampaio Corrêa não tinha outra alternativa a não ser ir com tudo para cima do Timbu diante do seu torcedor no Castelão. E, nos primeiros minutos, foi exatamente isso que o Tubarão fez. Logo a um minuto um lance polêmico: Lucas Hulk reclamou de pênalti em uma possível falta de Josa, mas a arbitragem mandou seguir. Dois minutos depois, Esquerdinha tentou levantar a bola para Hulk, mas ela parou nas mãos de Jefferson.

O alvirrubro seguiu na cautela e tentou suportar a pressão inicial dos anfitriões. Mas, aos 13, o lateral-direito Everton recebeu no seu setor, puxou para dentro e, com a canhota, bateu colocado, a redonda quicou no gramado e tirou do alcance de Jefferson: 1 a 0 para o Sampaio. Festa no Castelão.

Com o placar favorável, a Bolívia Querida foi com tudo em busca de igualar o placar agregado. Aos 23, Esquerdinha cobrou falta rapidamente, surpreendendo a defesa do Náutico, e Paulo Sérgio cabeceou livre para defesa de Jefferson. Os pernambucanos tentaram aos 28 com Mateus, que recebeu de Josa, mas bateu fraco e facilitou o trabalho de Andrey. Na sequência, Eloir arriscou de longe e o goleiro do Timbu espalmou para a lateral.

O duelo precisou ser paralisado aos 33 minutos para a hidratação dos atletas. Após a pausa, o Tricolor maranhense diminuiu a intensidade, mas ainda houve tempo de mais uma polêmica aos 38. Esquerdinha arrancou em velocidade, deixou Hereda para trás, mas o lateral se esforçou e se recuperou na jogada e, no lance, o camisa 7 boliviano pediu pênalti, que não foi marcado por Flávio Rodrigues de Souza.

No entanto, apesar da quantidade de finalizações no primeiro tempo (6 a 1), o Sampaio Corrêa foi para o intervalo com a vitória parcial.

Na volta para o segundo tempo, o técnico do Náutico, Gilmar Del Pozzo, promoveu a entrada de Jeferson Nem no lugar do apagado Wallace Pernambucano. Com a entrada do camisa 21, o Timbu ficou mais organizado no jogo e, pouco tempo de bola rolando, chegou ao empate. Aos seis minutos, Jean Carlos cobrou escanteio e Álvaro subiu mais que todo mundo para testar firme e empatar o jogo: 1 a 1.

Pouco tempo após sofrer o empate, o Sampaio Corrêa colocou Rodrigo Andrade no lugar de Kauê. E foi em busca dos dois gols que necessitava para provocar pelo menos a disputa por pênaltis. Aos 16, Diego perdeu a bola para Salatiel Jr., o camisa 9 limpou a jogada e, ao ficar cara a cara com goleiro, chutou e Jefferson fez ótima defesa que praticamente foi comemorado como um gol do Náutico.

A Bolívia Querida seguiu na pressão. Aos 26, Rodrigo Andrade cruzou, Eloir raspou de cabeça no ângulo e o camisa 1 do Timbu fez mais uma ótima defesa. O Sampaio Corrêa se manteve no ataque. Aos 33, o goleiro Audrey tentou de falta, mas acertou a barreira e, para sua sorte, conseguiu voltar a tempo para a sua meta.

Todavia, nos momentos finais que o jogo pegou fogo. Aos 36, Rodrigo Andrade rolou para Eloir, que limpou e mandou um míssil na trave. Em seguida, William Simões lançou na área, Paulo Sérgio afastou mal e, na sobra, Jeferson Nem desperdiçou.

No minuto seguinte, aos 37, Esquerdinha fez boa jogada, invadiu a área e rolou para Salatiel Jr. só empurrar para as redes e colocar o Sampaio na frente de novo: 2 a 1. Porém, a alegria do time da casa durou pouco. Dois minutos mais tarde, Jean lançou Matheus Carvalho, que aproveitou a falha da zaga, arrancou e chutou rasteiro sem dar chances de defesa para Andrey: 2 a 2. O empate do Náutico praticamente jogou um balde de água fria na torcida do Sampaio Corrêa, que ainda viu Jefferson fazer mais uma ótima defesa aos 42 ao evitar o gol de Rodrigo Andrade.

A partida teve seis minutos de acréscimos. E, para aumentar a dramaticidade da decisão, aos 47, o árbitro expulsou o zagueiro Diego por falta em Alex Henrique fora de lance de jogo, o que causou uma confusão generalizada. Com essa balbúrdia, houve mais três minutos de acréscimos. E, antes dos 54, Rodrigo Andrade cobrou escanteio e Paulo Sérgio cabeceou na trave. Mas, não teve jeito. Fim de jogo no Castelão: Sampaio Corrêa 2, Náutico 2. O Timbu é o grande campeão brasileiro da Série C de 2019.

O Sampaio Corrêa precisava fazer no jogo derradeiro da Série C, o que não conseguiu durante todo o campeonato nos três jogos anteriores diante do Náutico: vencer o time pernambucano. Para isso, passou o primeiro tempo com sua proposta de jogo sendo imposta, logo, explorando as jogadas pelas laterais em velocidade, com Esquerdinha infiltrando e deixando os marcadores na saudade. Mas, o primeiro gol veio de um lateral. Éverton fez boa jogada pelo seu setor, puxou para o meio e chutou colocado. Mas, na etapa final, Gilmar Del Pozzo deu uma sacudida no time e colocou o Timbu a pressionar as saídas de bola do rival. E, com isso, o empate não demorou. Álvaro cabeceou aos seis e deixou tudo igual. Depois de sofrer o gol, o Sampaio saiu do comodismo da vitória parcial e tratou de ir em busca dos gols que lhe faltavam. Esquerdinha encontrou facilidade no ataque e deixou Salastiel Jr. em ótimas condições para fazer o segundo tento maranhense. Mas, o alvirrubro, em um rápido contra-ataque puxado por William Simões, que achou Matheus Carvalho bem posicionado e o atacante avançou e tirou de Andrey para empatar novamente e levar a taça para os Aflitos.

E, depois de ver os arquirrivais do Estado ganharem títulos nacionais – Sport e Santa Cruz -, finalmente, o Náutico conquista o seu primeiro troféu fora do âmbito local/regional: o Campeonato Brasileiro da Série C. O Timbu mereceu o caneco, sobretudo pelo que fez no jogo de ida e no segundo duelo contra o Paysandu pelas quartas-de-final quando perdia por 2 a 0 em casa e foi buscar o empate e superou o Papão nos pênaltis. Além disso, nos três duelos anteriores que tivera com o Sampaio Corrêa, a equipe de Gilmar Del Pozzo venceu os três jogos (dois da primeira fase e o primeiro jogo da final). Portanto, o Náutico fez justiça e ficou com a (merecida) taça.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Primeira Fase (Grupo A):
28/04 – ABC (RN) 2×0 Náutico (PE) – Frasqueirão, Natal (RN)
04/05 – Náutico (PE) 4×2 Imperatriz (MA) – Aflitos, Recife (PE)
12/05 – Náutico (PE) 0x1 Ferroviário (CE) – Aflitos, Recife (PE)
18/05 – Treze (PB) 0x1 Náutico (PE) – Amigão, Campina Grande (PB)
25/05 – Confiança (SE) 1×1 Náutico (PE) – Arena Batistão, Aracaju (SE)
01/06 – Náutico (PE) 2×2 Globo (RN) – Aflitos, Recife (PE)
10/06 – Sampaio Corrêa (MA) 0x2 Náutico (PE) – Castelão, São Luís (MA)
03/07 – Náutico (PE) 2×1 Botafogo (PB) – Aflitos, Recife (PE)
22/06 – Santa Cruz (PE) 1×0 Náutico (PE) – Arruda, Recife (PE)
29/06 – Náutico (PE) 1×1 ABC (RN) – Aflitos, Recife (PE)
08/07 – Imperatriz (MA) 2×0 Náutico (PE) – Frei Epifânio, Imperatriz (MA)
15/07 – Ferroviário (CE) 0x1 Náutico (PE) – Castelão, Fortaleza (CE)
21/07 – Náutico (PE) 1×0 Treze (PB) – Aflitos, Recife (PE)
26/07 – Náutico (PE) 3×1 Confiança (SE) – Aflitos, Recife (PE)
05/08 – Globo (RN) 2×0 Náutico (PE) – Barretão, Ceará-Mirim (RN)
12/08 – Náutico (PE) 2×1 Sampaio Corrêa (MA) – Aflitos, Recife (PE)
17/08 – Botafogo (PB) 0x1 Náutico (PE) – Almeidão, João Pessoa (PB)
24/08 – Náutico (PE) 3×1 Santa Cruz (PE) – Aflitos, Recife (PE)
Quartas-de-final:
01/09 – Paysandu (PA) 0x0 Náutico (PE) – Mangueirão, Belém (PA)
08/09 – Náutico (PE) (5)2×2(3) Paysandu (PA) – Aflitos, Recife (PE)
Semifinais:
15/09 – Juventude (RS) 2×1 Náutico (PE) – Alfredo Jaconi, Caxias do Sul (RS)
22/09 – Náutico (PE) (4)2×1(3) Juventude (RS) – Aflitos, Recife (PE)
Final:
29/09 – Náutico (PE) 3×1 Sampaio Corrêa (MA) – Aflitos, Recife (PE)
06/10 – Sampaio Corrêa (MA) 2×2 Náutico (PE) – Castelão, São Luís (MA)

FICHA TÉCNICA: SAMPAIO CORRÊA (MA) 2×2 NÁUTICO (PE)
Competição/Fase: Campeonato Brasileiro Série C 2019 – final (2º jogo)
Local: Estádio Governador João Castelo (Castelão), São Luís (MA)
Data: 6 de outubro de 2019, domingo – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Fabrini Bevilaqua Costa (SP) e Fernando Nândrea Gomes Antunes (MG)
Cartões Amarelos: Matheus e Lucas Hulk (Sampaio Corrêa); Hereda (Náutico)
Cartão Vermelho: Diego (Náutico)
Gols: Everton, aos 13 min do 1º tempo (1-0); Álvaro, aos 6 min (1-1), Salatiel Jr., aos 37 min (2-1) e Matheus Carvalho, aos 39 min do 2º tempo (2-2)
SAMPAIO CORRÊA (MA): 42.Andrey; 2.Everton, 3.Odair (18.Alex Henrique), 4.Paulo Sérgio e 6.João Victor; 5.Ferreira, 8.Lucas Hulk (17.Ulisses) e 10.Eloir; 7.Esquerdinha, 11.Kauê (16.Rodrigo Andrade) e 9.Salatiel Jr.. Técnico: João Dermival Brigatti
NÁUTICO (PE): 1.Jefferson; 2.Hereda, 3.Diego, 4.Lombardi e 6.William Simões; 5.Josa, 8.Jhonatann (17.Jimenez) e 10.Jean Carlos; 11.Matheus Carvalho, 7.Álvaro (15.Danilo Pires) e 9.Wallace Pernambucano (21.Jeferson Nem). Técnico: Gilmar Del Pozzo

Parabéns ao Clube Náutico Capibaribe pelo título.

Por Jorge Almeida

 

Liga Francesa de Futebol confirma o fim da Copa da Liga Francesa na próxima temporada

Liga de Futebol Francesa extinguirá a Copa da Liga Francesa a partir da temporada 2020-21. Créditos: divulgação

Na última quarta-feira (18), a Liga de Futebol Profissional da França confirmou o fim da Copa da Liga Francesa a partir da temporada 2020-2021. A atual edição do certame (2019-2020) será a última edição da competição.

De acordo com o comunicado, “reunidos em 18 de setembro, o Conselho de Administração e a Assembléia Geral da LFP decidiram suspender a organização da Coupe de la Ligue no final da edição 2019-2020. Dependendo das condições do mercado, o LFP se reserva o direito de reiniciar esta competição mais tarde.“.

O texto ainda menciona que “esta decisão irá aliviar o cronograma da competição, dar aos jogadores mais tempo de recuperação e oferecer um lugar adicional nas Copas da Europa através da classificação da Ligue 1 no final da temporada 2020-2021“.

Com a extinção da Copa da Liga, o calendário do futebol francês passará a ter apenas a League 1, a Copa da França e a Supercopa. Em meio a essa decisão, a vaga que era dada ao campeão da Copa da Liga será a ser distribuída no Campeonato Francês.

A Copa da Liga começou a ser disputada na década de 1960, ficou alguns anos sem ser disputada e, desde 1994, é realizada no atual formato. O maior vencedor do torneio é o Paris Saint-Germain, com oito conquista, seguido do atual campeão, Strasbourg, que tem quatro, e também de Bordeaux e Olympique de Marseille, ambos com três.

Por Jorge Almeida

 

Athletico Paranaense: campeão da Copa do Brasil 2019

Jogadores do Athletico Paranaense comemoram o título inédito da Copa do Brasil no Beira-Rio. Foto: BP Filmes

Com um gol nos acréscimos, o Athletico Paranaense derrotou o Internacional por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (18), no Beira-Rio, em Porto Alegre, na segunda e decisiva partida da Copa do Brasil 2019. Como havia vencido o primeiro jogo, em Curitiba, por 1 a 0, o Furacão fez 3 a 1 no agregado e ficou com a taça pela primeira vez em sua história. Os gols do jogo foram marcados por Léo Cittadini para os visitantes, Nico López empatou para o Colorado no primeiro tempo, mas Rony deu números finais ao placar aos 51 minutos do segundo tempo.

Antes de o relógio completar o giro completo, o Internacional já teve a sua chance com Nico López. Wellington Silva cruzou na área, Guerrero ajeitou de cabeça para o camisa 7, que saiu na cara do goleiro, mas Santos defendeu. A partida seguiu com o Colorado mantendo mais a posse da bola, enquanto o Athletico segurava o ímpeto do adversário com uma faltinha aqui, um lateral ali. Aos 19, Wellington Silva fez jogada individual, deixou para Guerrero, que ajeitou para Nico, que perdeu o ângulo e cruzou para Patrick, que cabeceou para fora.

No entanto, apesar da pressão do Inter, o Furacão foi quem abriu o placar primeiro. Aos 23, Rony fez boa jogada pela esquerda, passou para Marco Ruben dentro da área e o camisa 9 tocou para o meio para Léo Cittadini, que dominou e deslocou Marcelo Lomba e ampliar a vantagem athleticana. Os colorados reclamaram de uma possível irregularidade no lance, mas a arbitragem confirmou o tento do time curitibano.

No entanto, a equipe da casa buscou o empate quase que imediatamente. Aos 30, Nico López cobrou escanteio, houve confusão na área com um bate-rebate e o camisa 7 apareceu novamente para empurrar para rede depois que Rodrigo Lindoso cabeceou no travessão. Foi o empate do Internacional.

O empate motivou os colorados e quase virou aos 32. Guerrero recebeu lançamento longo, dominou no peito e bateu para fora, mas o peruano estava em impedimento. Lance invalidado. A torcida anfitriã tentou empurrar o time para frente em busca da virada, mas a eficiente marcação do rubronegro de Curitiba mostrou-se eficiente. Aos 42, Khellven cobrou escanteio direto e, por pouco, não surpreendeu Lomba que viu a bola sair por cima do gol. O Internacional respondeu imediatamente, no minuto seguinte, mais uma vez com Nico López, que reCiocebeu na direita, fez bela jogada individual, invadiu a área e chutou mascado para fácil defesa de Santos. E, antes do fim do primeiro tempo, aos 46, Patrick recebeu de Uendel pela esquerda e levantou na área, a redonda bateu no travessão após passar pelo goleiro athleticano que, quase, foi encoberto. Mas, o primeiro tempo terminou mesmo com o empate em 1 a 1 no Beira-Rio.

Para o segundo tempo, o técnico do Inter, Odair Hellmann, voltou com Rafael Sóbis para o segundo tempo no lugar de Patrick em busca de fazer os gols que sua equipe necessitava para levar ao título ou pelo menos para a disputa por pênaltis. E o camisa 23 até tentou logo aos oito minutos ao bater falta com força, mas obrigou Santos a fazer boa defesa. Dois minutos depois, o time gaúcho cobrou escanteio curto, Sóbis cruzou no segundo pau, e Custa e Guerrero subiram juntos no lance, mas foi o zagueiro quem cabeceou à esquerda da meta rubronegra.

O Inter seguiu com mais presença no ataque, mas chegando esporadicamente. Aos 14, foi a vez de Wellington Silva receber de Uendel pela esquerda, fazer jogada individual e arriscar, mas errou o alvo. O Furacão conseguiu segurar o Inter e ainda adiantou as linhas, enquanto o Colorado tentou explorar pelos lados. Aos 24, Wellington Silva pegou a sobra da defesa do Athletico, mas mandou longe, por cima do gol defendido por Santos.

Cadenciando o jogo, o Furacão tentou surpreender aos 30 com Marcelo Cirino. Rony cruzou da esquerda e o atacante chegou antes de Cuesta para cabecear, porém, a bola passou à esquerda de Marcelo Lomba, triscando a trave. E, à medida que os minutos rolavam, a apreensão tomava conta do time da casa. Com quatro atacantes em campo, o setor ofensivo do Inter pouco criou, sucumbiu diante do time visitante.

Aos 41, o Athletico chegou duas vezes. Primeiro com Cirino cruzando para Lucho González, que não conseguiu concluir e, em seguida, Rony mandou para fora. O Internacional respondeu na sequência, aos 42. Nico López ganhou a disputa na área e chutou, a marcação bloqueou e Santos deixou a redonda nos pés de Guilherme Parede para evitar o córner, mas conseguiu se recuperar rápido no lance.

Com o Athletico Paranaense fazendo “cera” e mais as substituições, o jogo teve mais cinco minutos de acréscimos. Aos 46, Rony ganhou de Cuesta na esquerda e cruzou rasteiro para Cirino, mas Edenílson cortou antes e evitou o que poderia ser o segundo gol da equipe de Tiago Nunes. E, para aumentar a dramaticidade da decisão, o árbitro Wilton Pereira Sampaio resolveu acrescentar mais dois minutos.

Até que, aos 51 minutos, Marcelo Cirino fez uma tremenda jogadaça pela esquerda. Ele recebeu de Bruno Guimarães, quando todo mundo pensou que o athleticano prenderia a bola para ganhar tempo, se livrou da dupla marcação ao dar um incrível drible de letra entre as pernas de Edeílson (que deve estar a procurar até agora!), passou por Rodrigo Lindoso e encontrou Rony dentro da área e o camisa 7 só deu o tapa na redonda para fazer o gol do título. Que lance, meus amigos. No entanto, aos 52 minutos, a partida foi encerrada. Fim de jogo no Beira-Rio: Internacional 1, Athletico Paranaense 2. O Furacão é campeão da Copa do Brasil 2019, o primeiro título de um clube do Paraná na história da competição.

Jogando em casa, o Internacional precisava fazer dois gols de diferença no Athletico Paranaense para poder voltar a ganhar a Copa do Brasil após 27 anos, sem a necessidade dos pênaltis. Para isso, o Colorado iniciou o duelo pressionando o time de Curitiba, mas apenas na posse de bola, pois as chances de gols não foram tantas e, para piorar a situação, o Furacão ampliou a vantagem ao abrir o placar com Léo Cittadini. O Inter até reagiu rápido, empatou pouco tempo depois, com Nico López, e foi para o intervalo com a igualdade no placar, o que ainda não lhe era suficiente. No segundo tempo, Odair Hellmann voltou com Rafael Sóbis no lugar de Patrick e praticamente, ao longo da etapa final, jogou no 4-1-1-4, colocou sua equipe no ataque, mas não conseguiu levar muito perigo para Santos, que viu seus companheiros se portando perfeitamente, administrando o resultado favorável e, no apagar das luzes, o Furacão foi coroado com o gol do título aos 51 minutos com Rony, depois de linda jogada individual de Marcelo Cirino. Partida impecável do Athletico Paranaense.

Além de ter ficado com a taça, o Athletico-PR garantiu a vaga para a Copa Libertadores da América de 2020, disputará o título da Supercopa do Brasil e ainda terá mais R$ 52 milhões em seus cofres. O Furacão foi o 12º clube a erguer o troféu da Copa do Brasil.

Com Tiago Nunes, o torcedor do Furacão está em estado de graça. Com o treinador, o rubronegro, além de ter conquistado o bicampeonato paranaense, disputou quatro decisões e levou três taças: Copa Sulamericana (2018), a Copa Suruga e a Copa do Brasil, ambas em 2019 – perdeu a Recopa Sulamericana deste ano para o River Plate, da Argentina.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Data – Jogo – Local:
Oitavas-de-final:
16/05 – Fortaleza (CE) 0x0 Athletico (PR) – Arena Castelão, Fortaleza (CE)
05/06 – Athletico (PR) 1×0 Fortaleza (CE) – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Quartas-de-final:
10/07 – Athletico (PR) 1×1 Flamengo (RJ) – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
17/07 – Flamengo (RJ) (1)1×1(3) Athletico (PR) – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Semifinais:
14/08 – Grêmio (RS) 2×0 Athletico (PR) – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
04/09 – Athletico (PR) (5)2×0(4) Grêmio (RS) – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Final:
11/09 – Athletico (PR) 1×0 Internacional (RS) – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
18/09 – Internacional (RS) 1×2 Athletico (PR) – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)

FICHA TÉCNICA: INTERNACIONAL (RS) 1×2 ATHLETICO (PR)
Competição/Fase: Copa do Brasil 2019 – final (2º jogo)
Local: Estádio Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data: 18 de setembro de 2019, quarta-feira – 21h30 (horário de Brasília)
Público total: 50.355
Público pagante: 44.804
Renda: R$ 2.742.150
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Bruno Raphael Pires (GO)
Cartões Amarelos: Nico Lópes, Bruno, Rodrigo Moledo (Internacional); Wellington, Marco Ruben (Athletico-PR)
Gols: Léo Citadini, aos 24 min (0-1) e Nico López, aos 31 min do 1º tempo (1-1); e Rony, aos 51 min do 2º tempo (1-2)
INTERNACIONAL (RS): 12.Marcelo Lomba; 2.Bruno (33.Nonato), 4.Rodrigo Moledo, 15.Cuesta e 6.Uendel; 19.Rodrigo Lindoso, 8.Edenílson e 88.Patrick (23.Rafael Sóbis); 7.Nico López, 11.Wellington Silva (77.Guilherme Parede) e 9.Guerrero. Técnico: Odair Hellmann
ATHLETICO (PR): 1.Santos; 13.Khellven (23.Madson),14.Robson Bambu, 4.Léo Pereira e 6.Marcio Azevedo; 5.Wellington, 18.Léo Cittadini (3.Lucho González), 39.Bruno Guimarães e 11.Nikão; 7.Rony e 9.Marco Ruben (10.Marcelo Cirino). Técnico: Tiago Nunes

Parabéns ao Club Athletico Paranaense pelo título.

Por Jorge Almeida