Campeonato Brasileiro Série B (quase) definido

O campeão do Campeonato Brasileiro da Série B 2017 só será definido na última rodada. Créditos: CBF

O Campeonato Brasileiro da Série B 2017 está prestes do seu término. Na tarde deste sábado (18) foi realizada a 37ª rodada do certame. Com dez partidas, a rodada definiu quem estarão juntos com América Mineiro e Internacional na elite em 2018 e ajudou a definir quem se juntará a Náutico, Santa Cruz e ABC de Natal na disputa da Série C do ano que vem – as três equipes nordestinas começaram a penúltima rodada já matematicamente rebaixadas. A única situação que segue indefinida é justamente é em relação ao título, que tem apenas América Mineiro e Internacional como candidatos a levantarem o troféu, e que será decidido na última rodada, no próximo sábado (25).

A 37ª rodada começou na sexta-feira (17) com dois jogos: Guarani x Luverdense e Juventude x Figueirense. Os dois jogos terminaram em 0 a 0. No entanto, o duelo entre o Bugre e a equipe de Lucas do Rio Verde tratava-se de um confronto direto pela permanência na Série B. O empate salvou a equipe paulista, que chegou aos 44 pontos na 16ª posição e deixou o LEC logo atrás com 41 pontos. Assim, o Guarani escapou da degola porque, mesmo que perca o próximo jogo diante do Internacional fora de casa, e o Luverdense vença o já rebaixado Náutico em seus domínios, as duas equipes terminarão empatadas em número de pontos (44), contudo, o Verdão do Centro Oeste terá uma vitória – primeiro critério de desempate – a menos que o Guarani (11 a 10). Ou seja, o Luverdense foi rebaixado. Enquanto isso, o duelo entre as equipes do Sul só serviu para o cumprimento da tabela.

No sábado, quatro equipes começaram a rodada com possibilidades matemáticas de conseguirem o acesso, mesmo que isso fosse acontecer apenas no último jogo do campeonato. O Paraná só precisava de uma vitória e de tropeços de Londrina, Vila Nova e Oeste, que tinham chances matemáticas, mas teriam de vencer seus jogos e secar o time paranista.

O Paraná foi até o Rei Pelé, em Maceió, encarar o CRB. E, com um gol contra do zagueiro Audálio, o tricolor paranaense venceu o alvirrubro por 1 a 0 e, com 63 pontos, antecipou a sua volta à elite, frustrando os seus concorrentes diretos.

O acesso do Paraná também foi facilitado porque um de seus concorrentes, o Londrina, recebeu o América Mineiro no Estádio do Café e não passou de um 0 a 0. Com o empate, o Tubarão foi a 59 pontos e não pode mais alcançar a equipe da Vila Capanema. Se tivesse vencido o Coelho, a equipe alviceleste ainda teria chance na última rodada. Ou seja, o Londrina justificou o apelido de “Tubarão”, alcunha que ganhou em 1977 graças ao filme homônimo do diretor Steven Spielberg que fazia bastante sucesso na época – lançado em 1975. Assim, como o enorme peixe das telonas, o Londrina “morreu na praia”, se é que me entendem. Aliás, o empate também não foi favorável ao América Mineiro, que foi a 70 pontos. Se tivesse vencido, o Coelho chegaria a 72 pontos, não poderia mais alcançado pelo Internacional e seria declarado campeão da Série B com uma rodada de antecedência.

Enquanto isso, o Oeste estava com situação semelhante à do Londrina. Todavia, a equipe paulista foi derrotada pelo já rebaixado ABC de Natal por 2 a 0 no Frasqueirão e estacionou nos 58 pontos e ainda viu o Vila Nova ultrapassá-lo (nos critérios de desempate).

E, falando do Vila Nova, a equipe goiana foi até o Arruda e ganhou do também rebaixado Náutico por 2 a 1, mas também ficou “no quase” graças ao triunfo do Paraná.

O Internacional derrotou o Goiás por 2 a 0 no Serra Dourada e botou fim a uma sequência de cinco jogos sem vitórias (uma derrota e quatro empates). Os gols da partida foram anotados por William Pottker no segundo tempo.  Mas, a partida teve polêmica quando estava 0 a 0, graças a Heber Roberto Lopes. Aos 3 minutos do segundo tempo, Gustavo marcou o gol da equipe esmeraldina, porém, inexplicavelmente, o árbitro anotou uma infração e deu bola ao chão para reiniciar o jogo. Nem mesmo o quarto árbitro entendeu o que ele marcou. Caso o tento do Goiás fosse confirmado e o time tivesse conseguido manter o resultado, o América Mineiro seria o maior beneficiado porque, em uma eventual derrota do Inter, seria campeão. Além disso, para sorte do Goiás – e de Heber Roberto Lopes também -, que a equipe goiana não corria mais risco de rebaixamento graças ao confronto direto entre Guarani e Luverdense que terminou empatado na sexta e que decretou a queda do time matogrossense. No entanto, o triunfo colorado deixou a equipe com 68 pontos e com chances de conquistar o título na última rodada.

Outros três jogos foram apenas para cumprir tabela. Foram eles: Boa Esporte 2×1 Brasil de Pelotas, em Varginha; Paysandu 4×2 Santa Cruz, na Curuzu; e o classificado Ceará empatou em 1 a 1 com o Criciúma fora de casa. O Vovô só pode ser ultrapassado na última rodada pelo Paraná Clube.

Diante de todas as circunstâncias descritas acima, o que segue indefinido no Campeonato Brasileiro da Série B 2017:
– O campeão;
Quem pode erguer a taça: apenas América Mineiro ou Internacional;
O que o América Mineiro precisa para ser campeão: com 70 pontos, o Coelho depende apenas de si para conquistar o bicampeonato da segunda divisão do futebol nacional. Para isso, basta vencer o CRB em casa. Se empatar, terá de secar o Inter para não vencer o Guarani no Beira-Rio. Caso empate ou perca para a equipe alagoana e o Colorado derrote o Bugre, o América perderá o título, uma vez que, se as duas equipes terminarem a competição empatadas com 71 pontos, o Inter tem a vantagem porque teria uma vitória a mais e, se perder e o Inter triunfar, evidentemente, terá um ponto a menos que o Colorado. Se empatar ou perder para o CRB e o Inter não ganhar do Guarani, o Coelho será campeão também.
O que o Internacional precisa para ser campeão: com 68 pontos, o Colorado necessita da vitória contra o Guarani em casa e torcer para que o América Mineiro não faça os três pontos diante do CRB no Independência. No entanto, qualquer resultado do Inter que não seja a vitória, o Coelho será o campeão, mesmo que perca para o alvirrubro de Maceió.

A seguir, os confrontos da última rodada e a classificação do Campeonato Brasileiro da Série B com o término da 37ª rodada.

Data – Jogo – Local:
21/11 – Santa Cruz x Juventude – Arruda, Recife (PE)
24/11 – Brasil de Pelotas x Criciúma – Bento Freitas, Pelotas (RS)
25/11 – Figueirense x Paysandu – Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC)
25/11 – Ceará x ABC de Natal – Arena Castelão, Fortaleza (CE)
25/11 – Oeste x Goiás – Arena Barueri, Barueri (SP)
25/11 – Vila Nova x Londrina – Serra Dourada, Goiânia (GO)
25/11 – América Mineiro x CRB – Independência, Belo Horizonte (MG)
25/11 – Paraná x Boa Esporte – Durival de Britto, Curitiba (PR)
25/11 – Luverdense x Náutico – Passos das Emas, Lucas do Rio Verde (MT)
25/11 – Internacional x Guarani – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)

Classificação:
Pos. / Equipe / Pontos:

1. América Mineiro – 70 pontos
2. Internacional – 68
3. Ceará – 64
4. Paraná Clube – 63
5. Londrina – 59
6. Vila Nova – 58
7. Oeste – 58
8. Juventude – 51
9. Boa Esporte – 49
10. Brasil de Pelotas – 48
11. Paysandu – 48
12. Criciúma – 48
13. CRB – 45
14. Figueirense – 45
15. Goiás – 44
16. Guarani – 44
17. Luverdense – 41
18. ABC de Natal – 34
19. Santa Cruz – 34
20. Náutico – 32

Por Jorge Almeida

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Corinthians: campeão brasileiro de 2017

Jogadores do Corinthians posam para a foto oficial. Créditos: Marcos Ribolli

O Corinthians é matematicamente o grande campeão brasileiro de 2017. O Timão venceu o Fluminense, de virada, na Arena Corinthians por 3 a 1 em confronto válido pela 35ª rodada na noite desta quarta-feira (15). Com gol de Henrique para o Flu no primeiro tempo e dois gols de Jô e um de Jadson, a equipe de Fábio Carille chegou aos 71 pontos e não pode ser mais alcançada na tabela faltando três rodadas para o término da competição.

A partida começou com o visitante querendo estragar a festa do anfitrião. No primeiro minuto de jogo, Marcos Júnior cobrou escanteio e Henrique subiu entre Jô e Pedro Henrique para cabecear para o fundo das redes e colocar o Fluminense na frente. Depois de sofrer o tento, os corinthianos procuraram incentivar o time para buscar o empate, que quase veio aos 5 com Pablo. Fagner cobrou escanteio e o camisa 3 testou firme com perigo por cima da meta de Diego Cavalieri.

O Timão tentou insistir na posse de bola, marcando presença no campo do adversário e investindo principalmente pelo lado direito com Fagner e Romero. Porém, o Tricolor das Laranjeiras, bem postado na defesa, marcara bem. Com a pressão dos mandantes, o Flu partia para os contragolpes e, assim, aos 21 minutos assustou com Scarpa. Henrique Dourado passou pelo marcador e cruzou para o meia cabecear na área e a bola bateu em Guilherme Arana que evitou o segundo gol.

O Fluminense equilibrou as ações da partida e o jogo ficou mais pegado. Contudo, aos 30, Romero acionou Fagner, que apareceu muito bem e chutou forte cruzado e Jô chegou um pouco atrasado. Foi a melhor oportunidade do Corinthians no primeiro tempo. Aos 37, o tricolor carioca deu o troco. Scarpa levantou na área, Reginaldo cabeceou e Caíque França afastou o perigo de soco.

O jogo ficou tenso devido ao nervosismo corinthiano aliado ao excesso de atendimento no campo aos jogadores do Fluminense, o que levou o árbitro catarinense a dar quatro minutos de acréscimos na primeira etapa que terminou com vitória parcial da equipe visitante.

Assim como recebeu o golpe pelo gol sofrido no começo do primeiro tempo, o Corinthians deu o troco da mesma forma. A um minuto da etapa complementar, Jô recebeu da direita, tocou para Clayson, que cruzou na medida para o camisa 7 cabecear para as redes e empatar o jogo. E, dois minutos mais tarde, veio a virada. Caíque França pôs a bola em jogo com um chutão, Jô desviou, a redonda sobrou para o Clayson, que tentou o cruzamento, porém, a esférica bateu no travessão e Jô pegou o rebote ao cabecear para os fundos das redes. De quebra, ele se tornou, por enquanto, o artilheiro isolado do campeonato com 18 gols. E um detalhe: na volta para o segundo tempo, Fábio Carille tirou Camacho e colocou Jadson, o que mudou a postura da equipe.

O Fluminense tentou estragar a festa na casa corinthiana aos 10. Marcos Junior recebeu pela esquerda e arriscou um chute perigoso pela diagonal, mas mandou para fora.  O Flu atacou novamente, aos 15, com Wendel, que se livrou da marcação de Rodriguinho e chutou por cima da meta. Quatro minutos mais tarde, Scarpa recebeu e finalizou colocado, levando perigo à meta de Caíque França.

Depois do gol da virada, o Corinthians só voltou a ameaçar Diego Cavalieri aos 21 minutos. Jô tentou finalizar, a defesa tricolor afastou parcialmente e, na sobra, Rodriguinho chutou forte e o camisa 12 espalmou para escanteio.

A partida seguiu com os comandados de Abel Braga pressionando e insistindo com bolas alçadas na área, enquanto isso, o Corinthians, recuado no campo de defesa, tentou o contragolpe. Foi então que, aos 37, Guilherme Arana cruzou, Clayson não dominou, a defesa afastou parcialmente, Jadson fintou o marcador e bateu colocado e acertou a trave. Dois minutos mais tarde, o camisa 10 foi recompensado: Fagner fez boa jogada pela direita e tocou para Jadson na área que dominou para chutar forte e cruzado em diagonal, sem chance para Cavalieri. É o gol do título.

Após o terceiro gol alvinegro, a torcida acendou os sinalizadores, o que exigiu a paralisação da partida por cerca de oito minutos. E, após o reinício do jogo, Fábio Carille promoveu a terceira alteração: saiu o ovacionado Jô para a entrada de Danilo, que foi recebido de pé pela torcida e recebeu a braçadeira de capitão. Depois de 472 dias sem jogar, Zidanilo voltou a ativa nesta noite. Com a camisa do Corinthians, o veterano meia de 38 anos conquistou o seu sétimo título pelo clube e, ao lado do ex-jogador Dinei, tornou-se o único atleta tricampeão brasileiro pelo Corinthians.  E, por conta dos sinalizadores, o jogo foi até os 55 minutos, mas o placar foi mantido: Corinthians 3, Fluminense 1. O Timão é matematicamente heptacampeão brasileiro.

O jogo começou com o Corinthians sendo surpreendido no primeiro minuto ao tomar o gol relâmpago. Passou a pressionar a equipe do Fluminense, especialmente pela direita e criou algumas chances, enquanto isso, o Tricolor das Laranjeiras, bem postado na defesa, tinha a nítida estratégia de partir em contragolpes e conseguiu sair vitorioso no primeiro tempo. Na volta do intervalo, Fábio Carille tirou Camacho e colocou Jadson. A mudança surtiu efeito e, em menos de quatro minutos, o Timão virou o placar com dois gols de Jô. Após passar à frente do marcador, o alvinegro recuou um pouco e sofreu alguns sustos por conta das investidas do Flu. Mas, aos 39, Jadson, que fazia uma boa partida, sacramentou a vitória corinthiana e fez o terceiro gol da partida. E Fábio Carille, em uma bonita atitude, colocou Danilo no lugar de Jô como uma forma de homenagear o meia que estava há mais de um ano sem jogar.

O Corinthians começou o ano de 2017 desacreditado por grande parte da mídia e dos torcedores (rivais), responsáveis em apelidar a equipe de Fábio Carille de “quarta força do futebol paulista”. Também pudera, pois, das quatro grandes equipes, o Timão, na teoria, estaria um patamar abaixo dos rivais por conta do baixo investimento e pelo pífio desempenho no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2016. Mas, à medida que a temporada foi passando, o técnico alvinegro mostrou sua competência e deu um padrão para a sua equipe que, de fato, não havia um elenco e sim um time. Primeiro veio a conquista do Campeonato Paulista, onde, inclusive, não perdeu nenhum clássico. Mesmo assim, a dúvida em relação ao desempenho do Corinthians pairava quanto ao Brasileirão. No entanto, o alvinegro fez um primeiro turno impecável e chegou à primeira metade do campeonato invicto. Contudo, no segundo turno, os comandados de Carille deram a esperada “relaxada” e perderam jogos que, teoricamente, seriam fáceis, como as derrotas para Vitória e Atlético Goianiense em casa. Mas, para a sorte da Fiel, os adversários postulantes ao título não souberam tirar proveito e também patinaram ao longo da segunda metade do certame. O Timão só foi ameaçado pelo Palmeiras na 31ª quando o alviverde poderia diminuir a diferença de pontos para 3, contudo, a equipe palestrina tropeçou em casa diante do Cruzeiro ao empatar em 2 a 2 e, consequentemente, manteve a diferença de cinco pontos. Na rodada seguinte, foi disputado o derby na Arena Corinthians e o alvinegro bateu o arquirrival por 3 a 2, e praticamente colocou as duas mãos na taça e, de quebra, viu o rival ser ultrapassado pelo Grêmio. Na sequência, vieram as vitórias sobre o Atlético Paranaense e Avaí, ambas por 1 a 0 com gols dos contestados Giovanni Augusto e Kazim, respectivamente. E, na 35ª rodada, o Corinthians só precisava da vitória para conquistar o seu sétimo Brasileirão, o que faz dele o maior vencedor do campeonato em seu atual formato (pontos corridos) com quatro títulos. Apesar de ter o elenco mais fraco dentre àqueles que conquistaram o Brasileirão pelo alvinegro, o rol corinthiano de 2017 fez um feito que apenas o timaço de 1999 conseguiu: ganhar o Paulista e o Brasileiro na mesma temporada. O Corinthians merecidamente conquistou esse título. Pois, ao longo da campanha, Carille e companhia quebraram algumas marcas, tais como: maior número de rodadas na liderança até o título (desde a quinta rodada), o melhor primeiro turno da história dos campeonatos brasileiros da era dos pontos corridos, melhor mandante, melhor visitante, melhor defesa e ainda pode ter o artilheiro do certame – Jô. Aliás, caso o camisa 7 termine a competição no topo da artilharia, ele será o primeiro artilheiro do Corinthians da história do Campeonato Brasileiro. Atualmente, com 18 gols, Jô é o terceiro maior artilheiro do Timão em uma única edição do Brasileirão, ficando atrás de Luisão (com 21 gols em 1999) e Carlitos Tevez, com 20 tentos em 2005.

Apesar de o campeão já estar definido, o Brasileirão ainda segue. O Corinthians vai até o Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, encarar o Flamengo no próximo domingo e o Fluminense joga na segunda-feira (20), às 17h, contra a Ponte Preta no Maracanã. Com 43 pontos, o Flu está a quatro pontos da zona de rebaixamento.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica do jogo que deu ao Corinthians o seu sétimo Campeonato Brasileiro.

Data – Jogo – Local:
13/05 – Corinthians 1×1 Chapecoense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
21/05 – Vitória 0x1 Corinthians – Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
28/05 – Atlético Goianiense 0x1 Corinthians – Serra Dourada, Goiânia (GO)
03/06 – Corinthians 2×0 Santos – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
07/06 – Vasco 2×5 Corinthians – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
11/06 – Corinthians 3×2 São Paulo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
14/06 – Corinthians 1×0 Cruzeiro – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
18/06 – Coritiba 0x0 Corinthians – Couto Pereira, Curitiba (PR)
22/06 – Corinthians 3×0 Bahia – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
25/06 – Grêmio 0x1 Corinthians – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
02/07 – Corinthians 1×0 Botafogo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
08/07 – Corinthians 2×0 Ponte Preta – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
12/07 – Palmeiras 0x2 Corinthians – Allianz Parque, São Paulo (SP)
15/07 – Corinthians 2×2 Atlético Paranaense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/07 – Avaí 0x0 Corinthians – Ressacada, Florianópolis (SC)
23/07 – Fluminense 0x1 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
30/07 – Corinthians 1×1 Flamengo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
02/08 – Atlético Mineiro 0x2 Corinthians – Mineirão, Belo Horizonte
05/08 – Corinthians 3×1 Sport – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/08 – Corinthians 0x1 Vitória – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
23/08 – Chapecoense 0x1 Corinthians – Arena Condá, Chapecó (SC)
26/08 – Corinthians 0x1 Atlético Goianiense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
10/09 – Santos 2×0 Corinthians – Vila Belmiro, Santos (SP)
17/09 – Corinthians 1×0 Vasco – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
24/09 – São Paulo 1×1 Corinthians – Morumbi, São Paulo (SP)
1º/10 – Cruzeiro 1×1 Corinthians – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
11/10 – Corinthians 3×1 Coritiba – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/10 – Bahia 2×0 Corinthians – Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
18/10 – Corinthians 0x0 Grêmio – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
23/10 – Botafogo 2×1 Corinthians – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
29/10 – Ponte Preta 1×0 Corinthians – Moisés Lucarelli, Campinas (SP)
05/11 – Corinthians 3×2 Palmeiras – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
08/11 – Atlético Paranaense 1×1 Corinthians – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
11/11 – Corinthians 1×0 Avaí – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/11 – Corinthians 3×1 Fluminense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/11 – Flamengo x Corinthians* – Luso-Brasileiro, Rio de Janeiro (RJ)
26/11 – Corinthians x Atlético Mineiro* – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
03/12 – Sport x Corinthians* – Ilha do Retiro, Recife (PE)
* Jogos a serem realizados.

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 3×1 FLUMINENSE
Competição/Fase: Campeonato Brasileiro Série A 2017 – 35ª rodada
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data: 15 de novembro de 2017, quarta-feira – 21h45 (horário de Brasília)
Público: 45.775 espectadores
Renda: R$ 2.882.688,00
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Neusa Inês Back, ambos de SC
Cartões Amarelos: Gabriel (Corinthians); Léo, Henrique Dourado, Reginaldo, Pedro, Henrique e Lucas (Fluminense)
Gols: Henrique, a 1 min do 1º tempo (0-1); Jô, ao 1 min (1-1) e aos 3 min do 2º tempo (2-1); e Jadson, aos 39 min do 2º tempo (3-1)
CORINTHIANS: 40.Caíque França; 23.Fagner, 34.Pedro Henrique, 3.Pablo e 13.Guilherme Arana; 5.Gabriel, 29.Camacho (10.Jadson), 26.Rodriguinho, 11.Romero e 25.Clayson (8.Maycon); 7.Jô (20.Danilo). Técnico: Fábio Carille
FLUMINENSE: 12.Diego Cavalieri; 2.Lucas, 40.Reginaldo, 33.Henrique e 15.Léo; 23;Marlon Freitas (32.Pedro), 37;Wendel, 20.Sornoza (28.Matheus Alessandro) e 10.Gustavo Scarpa; 35.Marcos Júnior (27.Peu) e 9.Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga

Parabéns ao Sport Club Corinthians Paulista pelo título.

Por Jorge Almeida

Floresta: campeão da Taça Fares Lopes 2017

Jogadores do Floresta comemoram o título da Taça Fares Lopes 2017. Créditos: Reprodução/TV Verdes Mares

O Floresta é o mais novo campeão da Taça Fares Lopes 2017 após empatar em 1 a 1 com o Fortaleza, na Arena Castelão, na capital cearense, na tarde deste sábado (4). Os gols da partida foram marcados por Ronny, para o Tricolor do Pici, e de Edson Cariús, de pênalti, para o time da Vila Manoel Sátiro. Dono da melhor campanha ao longo do torneio, o Verdão da Vila jogava por dois empates. Com o título, o Floresta garantiu o direito de disputar a Copa do Brasil em 2018.

A partida nem começara direito e, no primeiro minuto, em um ataque fulminante do Fortaleza, Ronny dominou e tocou para Pablo, que abriu o marcador na Arena Castelão. Depois de ter tomado o gol, o Verdão da Vila cresceu no jogo e passou a dominar a partida. Aos 7, Otacílio Neto chegou pela esquerda e finalizou ao gol, mas Boeck defendeu sem dificuldades. No minuto seguinte, Renezinho dominou a bola e arriscou ao gol, mas o goleiro do Tricolor do Pici fez nova defesa.

Mas o Leão equilibrou e conteve a pressão do Floresta, e passou a assustar também. Aos 16, Ronny recebeu na área, tirou do marcador e mandou por cima do travessão. Aos 22, Edson Cariús recebeu lançamento e avançou pela esquerda, entrou na área, fintou o marcador e rolou para trás para Paulo Vyctor, que chegou chutando e acertando Ligger, que afastou o perigo e evitou o empate na Arena Castelão. Cinco minutos depois, o Fortaleza chegou novamente. A bola foi alçada na área, Ronny finalizou, mas a bola subiu demais e saiu.

Depois o jogo deu uma caída de produção, porém, aos 40 minutos, Edson Cariús dominou pela direita, driblou o zagueiro e finalizou próximo da pequena área, mas mandou a bola pelas redes do lado de fora. Essa foi a última chance de gol do primeiro tempo, que terminou com vitória parcial do Tricolor do Pici.

No começo da etapa complementar, o Floresta quase chegou ao empate aos dois minutos com Zé Carlos, que emendou um chuite cruzado dentro da área do Fortaleza. O Tricolor do Pici deu o troco aos sete. Em cobrança de falta, o goleiro David estava muito adiantado, quase foi surpreendido e, por pouco, não tomou um gol de cobertura.

Nos minutos seguintes, o Fortaleza se fechou bem para tentar buscar os contra-ataques enquanto o Floresta encontrava dificuldades de chegar ao gol adversário.  Mas o nível técnico das equipes caiu drasticamente, o jogo ficou truncado e os dois times errando bastante passes.

Aos 24, o Tricolor de Aço levou perigo através de Vinícius Baiano, que finalizou ao gol, David espalmou e a zaga afastou.  No ataque seguinte do Floresta, aos 27, Felipe driblou Bruno Melo, que o derrubou dentro da área. Pênalti. Na cobrança, Edson Cariús tirou de Boeck e empatou a decisão. Agora, a taça estava indo para a Vila Manoel Sátiro.

Com a igualdade no placar, a situação dos times se inverteu: o Floresta passou a  se defender enquanto o Fortaleza tentou voltar a pressionar. E, quando manteve a posse de bola, o Verdão da Vila segurava no campo de ataque. Mas, aos 47, o Fortaleza perdeu uma chance incrível: Vinícius Baiano cruzou e Jô perdeu de cara para o gol, seria o gol do título. Porém, o árbitro encerrou o jogo aos 50 minutos e o Floresta conseguiu o título inédito.

A partida começou com o Fortaleza, que precisava da vitória para ficar com a taça, indo para cima e conseguindo abrir o placar antes de o ponteiro dar um giro completo através de Pablo. A partir de então, o jogo ficou franco com as duas equipes criando boas chances de ataque. Na etapa final, o time da Vila Manoel Sátiro mostrou serviço e que não estava entregue. Passou a marcar sob pressão no segundo tempo e acabou sendo recompensado com o gol de empate, que veio através de uma cobrança convertida por Edson Cariús. Então, o resultado foi mantido até o final e o Floresta pode soltar o grito de campeão e, de quebra, garantir uma vaga na Copa do Brasil 2018. Essa foi a maior conquista do clube que foi fundado em 1954. Já para o Fortaleza, o ano de 2017 só não é para cair totalmente no esquecimento porque o time conseguiu a tão esperada volta para a Série B, pois no restante foi só tristeza: eliminações no Campeonato Cearense, na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, além de amargar o vice-campeonato do Campeonato Brasileiro da Série C e, agora também, da Taça Fares Lopes.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Primeira Fase (Grupo A):
19/08/2017 – Floresta 6×0 Itapipoca – Presidente Vargas, Fortaleza (CE)
02/09/2017 – Iguatu 0x0 Floresta – Morenão, Iguatu
09/09/2017 – Floresta 1×0 Guarani de Juazeiro – Presidente Vargas, Floresta
21/09/2017 – Fortaleza 0x2 Floresta – Arena Castelão, Fortaleza
Quartas-de-final:
30/09/2017 – Horizonte 1×0 Floresta – Domingão, Horizonte
07/10/2017 – Floresta 2×1 Horizonte – Presidente Vargas, Fortaleza
Semifinais:
15/10/2017 – Guarani de Juazeiro 2×4 Floresta – Romeirão
21/10/2017 – Floresta 1×2 Guarani de Juazeiro – Presidente Vargas, Fortaleza
Final:
01/11/2017 – Fortaleza 1×1 Floresta – Presidente Vargas
04/11/2017 – Floresta 1×1 Fortaleza – Arena Castelão, Fortaleza

FICHA TÉCNICA: FLORESTA 1×1 FORTALEZA
Competição/Fase: Taça Fares Lopes – final (2º jogo)
Local: Arena Castelão, Fortaleza (CE)
Data: 4 de novembro de 2017, sábado – 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Glauco Nunes Feitosa
Assistentes: Armando Lopes e Samuel Oliveira
Cartões Amarelos: Bruno Melo (Fortaleza); Otacílio Neto, Felipe, Renezinho e Zé Carlos (Floresta)
Cartão Vermelho: Bruno Melo (Fortaleza)
Gols: Pablo, a 1 min do 1º tempo (0-1); Edson Cariús (de pênalti), aos 29 min do 2º tempo (1-1)
FLORESTA: 1.David, 2.Renezinho, 3.Regineldo, 4.Caça Rato e 6.Zé Carlos; 5.Dim, 7.Bruno Ocara, 8.Felipe (15.Iago Emanuel) e 10.Otacilio Neto (14.Hiago Pavuna); 22.Edson Cariús e 11.Paulo Vyctor (19.Nael). Técnico: Raimundo Vagner
FORTALEZA: 1.Marcelo Boeck, 2.Felipe, 3.Ligger, 4.Bruno Melo, 6.Danilo; 5.Anderson Uchôa, 22.Pablo, 10.Ronny (17.Jonathas), 20.Leandro Lima (21.Vinícius Baiano); 19.Leandro Cearense (7.Jô) e 11.Hiago. Técnico: Daniel Frasson

Parabéns ao Floresta Esporte Clube pelo título.

Por Jorge Almeida

Depois de sete anos fora, a Umbro voltará para o Santos

A inglesa Umbro volta ao Santos depois de sete anos. Créditos: divulgação

O Santos Futebol Clube passará a ter um novo fornecedor de material esportivo a partir de março de 2018. Trata-se da inglesa Umbro, que volta ao alvinegro praiano depois de sete anos. No período em que a fornecedora ficou ausente, o time da Vila Belmiro assinou contrato com a Nike, sob intermédio da Netshoes, e, nos últimos dois anos, cuidou da fabricação do próprio uniforme com o auxílio da italiana Kappa.

O contrato com a Umbro entrará em vigor a partir do dia 1º de março de 2018. Pois, o acordo que o clube tem com a Kappa, responsável por desenha o uniforme, termina no dia 28 de fevereiro. Ou seja, o Peixe terminará o Campeonato Brasileiro desse ano, jogará a próxima Copa São Paulo de Futebol Júnior e o início do Campeonato Paulista com o atual modelo.

Atualmente, o Santos é o responsável pelo processo de fabricação, distribuição e comercialização dos materiais esportivos. Logo, a equipe praiana precisa pagar para três empresas diferentes para completar o processo: a SPR pela distribuição, a Filon pela produção e a Meltex para cuidar das lojas.

Com a Umbro, a situação mudará, embora o clube tenha afirmado que o contrato com a Kappa fora rentável. O alvinegro voltou ao antigo modelo de negócio. Com isso, a nova fornecedora cuidará de tudo: desde a produção até a venda. O contrato vale por dois anos e foi fechado por cerca de R$ 7,5 milhões anuais ao Santos. De acordo com o presidente Modesto Roma Júnior, a parceria com a Umbro foi fechado depois de analisar quatro propostas para o biênio 2018 e 2019.

Após o término da primeira passagem da empresa inglesa no clube, em 2011, o Santos fechou com a Nike. Porém, o contrato não foi renovado porque os torcedores reclamavam dificuldades de encontrar produtos da multinacional norte-americana em alguns lugares. Além disso, a diretoria alegava que o dinheiro recebido não era compensatório ao clube.

A parceria Santos-Umbro durou 14 anos, de 1997 a 2011. No período, a equipe santista conquistou alguns títulos importantes, como a Copa Conmebol (1997), a quebra do tabu de títulos relevantes com a conquista do Campeonato Brasileiro de 2002 e repetiu o feito em 2004, além dos Campeonatos Paulistas de 2006, 2007, 2010 e 2011, da Copa do Brasil de 2010 e a mais importante conquista do século XXI: a Copa Libertadores da América de 2011.

Lembrando que, na conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1997, o alvinegro praiano tinha a Rhumell como fornecedora de material esportivo.

Atualmente, no Brasil, a Umbro é a fornecedora oficial do Avaí, Atlético Paranaense (com quem possui a mais longeva parceria dentre clube/fornecedor, há 20 anos), Bahia, Boavista, Cruzeiro, Cuiabá, Chapecoense, Desportivo Brasil, Grêmio, Paraná Soccer Technical Center (PSTC) e Vasco da Gama. Além do Futsal Brasil Kirin (Sorocaba Futsal), Concórdia Futsal e Krona Futsal.

Por Jorge Almeida

Audax/Corinthians: campeão da Copa Libertadores Feminina 2017

As jogadoras do Audax/Corinthians posam para a foto oficial antes da partida derradeira da Copa Liberadores Feminina 2017

Na noite deste sábado (21), o Audax/Corinthians conquistou o título inédito da Copa Libertadores Feminina 2017 ao bater o Colo-Colo, do Chile, nos pênaltis, por 5 a 4 após empate no tempo normal em 0 a 0 no Estádio Arsenio Enrico, em Assunção, no Paraguai, e com arbitragem polêmica da venezuelana Everitz Escalona. E, assim como a equipe masculina, as corinthianas sagraram-se campeãs da competição sulamericana de forma invicta.

O jogo começou com as brasileiras tendo a iniciativa e buscando o ataque, enquanto as chilenas ficavam com a posse de bola, mas sem conseguir entrar na defesa adversária. A primeira oportunidade foi do Audax/Corinthians. Aos 7, Yasmin levantou na área, Raquel desviou com a direita para fora.

As corinthianas permaneceram nos primeiros minutos da partida buscando o jogo pelo lado direito do campo, enquanto isso, a esquerda não apareceu muito no setor ofensivo. Já as caciques chilenas não passaram da intermediária das rivais. Soberania brasileira no momento.

A primeira chance efetiva do Colo-Colo na partida aconteceu aos 18. Karen chutou forte por cima tentando surpreender Lelé, que deu um leve desvio com a ponta dos dedos e a bola explodiu no travessão e a goleira pegou a bola em seguida. Depois do susto, o Corinthians foi para cima e, aos 26, o primeiro lance polêmico do jogo. Kerolin tentou driblar Saez que, no momento em que protegia a bola da adversária, se embananou toda e, desequilibrada, tocou as duas mãos na esférica dentro da área. Porém, a árbitra marcou falta da corinthiana.

O time brasileiro seguiu em busca do gol. Aos 30, Kerolin fez grande jogada pela direita, cruzou para Raquel, que furou bisonhamente, e, na sobra, Monique mandou para fora. Na sequência, aos 32, duas chances incríveis desperdiçadas pelas brasileiras. Primeiro, Yasmin chutou cruzado, a bola foi desviada e saiu rente à trave, escanteio. Na cobrança do córner, Grazi ficou com o rebote da defesa e  errou o alvo ao mandar por cima.

O Colo-Colo respondeu aos 35 com Karen novamente. A atacante tentou novamente de longe, mas a bola passou à direita da meta brasileira. Em seguida, aos 37, Raquel fez uma jogadaça: partiu para cima, deu um drible da vaca em Rocio Soto e saiu na cara da goleira, mas chutou em cima de Armijo. Dois minutos depois, a equipe brasileira chegou novamente. Kerolin levou a melhor diante de Geraldine, chutou e acertou o travessão das chilenas. Foi a última finalização a gol na etapa inicial, que terminou aos 46 minutos.

Na etapa completar, o mesmo panorama do primeiro tempo: domínio das comandadas de Arthur Elias. Aos 5, após uma tentativa de ataque do Colo-colo, veio um contragolpe corinthiano. Grazi recebeu o passe e, quando ficou cara a cara com Armijo, mandou em cima da goleira. Que chance incrível que o time brasileiro desperdiçou.

O Audax/Corinthians continou se movimentando bem, mas pecara nas finalizações. E, aos 14, mais uma vez, a árbitra venezuelana prejudicou a equipe paulista. Raquel tentou dar uma curva na bola, que parou na mão de Rocio Soto, mas a apitadora mandou seguir. Detalhe: a atleta chilena estava com o braço direito bem aberto. Pênalti claríssimo não marcado para o clube brasileiro.

O Corinthians perdeu mais uma oportunidade aos 18. Karolin soltou a bomba e a arqueira espalmou e evitou que o placar fosse mexido no jogo.  Enquanto isso, o time cacique pouco ameaçou as corinthianas. Tanto que o Colo-Colo só levou perigo aos 34. De forma meio despretensiosa, Claudia Soto chutou a bola que caiu de repente e trouxe perigo ao gol de Lelê.

A decisão entrou em seus minutos finais e, a cada minuto, a sensação de que a Liberta feminina será decidida nos pênaltis estava mais eminente. E a desastrosa arbitragem de Everitz Escalona, mais uma vez, prejudicou o Corinthians. Aos 39, após a tentativa de cavar um pênalti, Raquel foi provocada pelas chilenas, que reclamaram bastante da brasileira. Na hora de se levantar, a camisa 11 se estranhou com Camila Saez, e a mulher do apito achou que a corinthiana tocou a chilena e sacou o cartão vermelho direto. Em seguida, Monique entrou forte na adversária e recebeu o cartão amarelo.

E, mesmo com uma a menos, o Audax/Corinthians ainda teve uma boa chance aos 44 com Cacau, que ficou com a sobra e chutou com perigo à esquerda da trave de Armijo. Já nos acréscimos, Arthur Elias resolveu colocar Byanca Brasil no lugar de Monique. Mas a craque praticamente nem tocou na bola, pois a partida foi encerrada aos 48 minutos. O título foi decidido nas penalidades.

A série de cinco cobranças, Cacau foi a primeira a cobrar e mandou para fora. Em seguida, Villamayor mandou no alto e pôs o Colo-Colo em vantagem. Depois, Daiane empatou a série, mas Karen Araya desempatou, enquanto Kerolin acertou o seu tiro penal, mas Quezada fez o terceiro das chilenas, Ingrid deixou tudo igual, mas a capitã Claudia Soto chutou fraco, no canto esquerdo baixo de Lelê, que segurou a bola. Já Byanca Brasil, que só entrou para bater o pênalti, acertou o ângulo, e Carla Guerrero bateu bem e empatou a série em 4 a 4. Nas alternadas, Yasmim parou em Armijo. No entanto, Camila Saez desperdiçou a chance de dar o título para o Colo-Colo graças a Lelê, que voou no canto direito e pegou mais um penal. Já Ana Vitória bateu no alto, Armijo não conseguiu pegar e pôs o Corinthians em vantagem. Até que Rocio Soto mandou para fora. Audax/Corinthians, campeão da Copa Libertadores Feminina 2017.

O Audax/Corinthians foi melhor que o Colo-Colo ao longo dos 90 minutos. A equipe brasileira criou pelo menos seis chances excelentes de abrir vantagem, enquanto isso o time chileno teve apenas uma. Além disso, o clube paulista foi claramente prejudicado pela árbitra Everitz Escalona, que deixou de marcar dois pênaltis notórios a favor do Corinthians e expulsou injustamente Raquel. Nas penalidades, as corinthianas fizeram jus ao estigma de que, para o Corinthians, tudo é mais sofrido: após empatarem 4 a 4 na série de cinco cobranças, Yasmim errou o penal na primeira cobrança alternada, ou seja, se a batedora chilena convertesse, o título teria outro destino, mas a ótima goleira Lelê defendeu o chute de Camila Saez e, na sequência, Ana Vitória pôs o Timão na frente e Rocio Soto mandou para fora. Justiça seja feita. Esse troféu não poderia ter ido para outro lugar senão o Brasil. As meninas do Audax/Corinthians foi Corinthians: literalmente, se não é sofrido não é Corinthians.

Com a conquista do Audax/Corinthians, o Brasil segue soberano na Libertadores feminina com seis títulos em nove edições disputadas. Além do Timão, o São José, de São José dos Campos, que é o maior campeão do torneio, com três títulos (2011, 2013 e 2014), Santos, com duas conquistas (2009 e 2010) e Ferroviária, em 2015, são as outras agremiações tupiniquins ganhadoras da competição, sendo que apenas Corinthians e Santos são os únicos clubes do país a erguerem o troféu da Libertadores tanto no masculino quanto no feminino.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Primeira Fase (Grupo C):
Data – Jogo – Local:
12/10/2017 – Sportivo Limpeño (PAR) 0x2 Audax/Corinthians (BRA) – La Arboleda, Assunção
14/10/2017 – Audax/Corinthians (BRA) 6×1 Deportivo ITA (BOL) – La Arboleda, Assunção
17/10/2017 – Audax/Corinthians (BRA) 2×1 Santa Fé (COL) – La Arboleda, Assunção
Semifinal:
19/10/2017 – Audax/Corinthians (BRA) 3×0 Cerro Porteño (PAR) – Lupis Affonso Giagni, Villa Elisa
Final:
21/10/2017 – Colo-Colo (CHI) (4)0x0(5) Audax/Corinthians (BRA) – Arsenio Erico, Assunção

FICHA TÉCNICA: COLO-COLO (CHI) (4)0x0(5) AUDAX/CORINTHIANS (BRA)
Competição/Fase: Copa Libertadores da América de Futebol Feminino 2017 – final (jogo único)
Local: Estádio Arsenio Erico, Assunção (Paraguai)
Data: 21 de outubro de 2017, sábado – 21h15 (horário de Brasília)
Árbitra: Everitz Escalona (VEN)
Assistentes: Yoleda Lara e Migdalia Rodríguez, ambas da Venezuela
Cartões Amarelos: Monique e Raquel (Audax/Corinthians)
Cartão Vermelho: Raquel (Audax/Corinthians)
Pênaltis convertidos: Villamayor, Araya, Quezada e Carla Guerrero (Colo-Colo); Daiane, Kerolin, Ingrid Frisanco, Byanca Brasil e Ana Araújo (Audax/Corinthians)
Pênaltis desperdiçados: Claudia Soto, Saez e Rocio Soto (Colo-Colo); Carina e Yasmin (Audax/Corinthians)
COLO-COLO (CHI): 12.Armijo; 2.Rocio Soto, 3.Guerrero, 6.Claudia Soto e 7.Muñoz; 14.Gutierrez (9.Quezada), 17.Layton, 10.Villamayor e 18.Saez; 19.Huenteo e 8.Araya. Técnico: Carlos Veliz
AUDAX/CORINTHIANS (BRA): 12.Lelê; 19.Paulinha, 3.Carol Frisanco, 4.Mimi e 6.Yasmin; 17.Patrícia 8.Ana Vitória, 20.Daiane, 5.Monique Peçanha (9.Byanca Brasil) e 18.Kerolin; 7.Grazi (13.Cacau) e 11.Raquel. Técnico: Arthur Elias

Parabéns ao Audax/Corinthians pelo título.

Por Jorge Almeida

CSA: campeão brasileiro da Série C 2017

Jogadores do CSA comemoram o título brasileiro da Série C no Rei Pelé. Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas

O Centro Sportivo Alagoano (CSA) sagrou-se campeão brasileiro da Série C 2017 ao empatar em 0 a 0 com o Fortaleza no Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL), na noite deste sábado (21). Como havia vencido o primeiro jogo da decisão por 2 a 1, em Fortaleza, o time azulino precisou apenas da igualdade no placar para assegurar a taça. Esse foi o primeiro título de relevância nacional do clube alagoano, depois de acumular quatro vices campeonatos nacionais (três da Série B – 1980, 1982 e 1983 – e um da Série D, em 2016) e um da extinta Copa Conmebol (1999). Certamente, essa é a conquista mais importante do Azulão em 104 anos de existência.

O jogo começou com o Fortaleza indo para cima e o CSA se fechando e visando o contra-ataque. E, inclusive, foi o time da casa quem criou a primeira chance. Aos 8, Daniel Costa bateu falta, Michel desviou, Marcelo Boeck defendeu parcialmente e, na sobra, Jorge Felipe furou e desperdiçou a chance. Três minutos mais tarde, foi a vez de Marcos Antônia arriscar de fora da área e assustar o arqueiro tricolor.

O Fortaleza deu o troco aos 14 com Leandro Cearense, que recebeu na área para chutar rasteiro e Mota executar excelente defesa. Pouco tempo depois, o Tricolor do Pici chegou novamente com Ronny, que soltou a bomba de fora da área para o goleiro do CSA fazer mais uma grande defesa.

A partida seguiu disputada, com o CSA cometendo bastante faltas, principalmente perto da área, e brigando para buscar os contragolpes. Até que, aos 36, Edinho atacou em velocidade e caiu na área do Fortaleza, mas a arbitragem ignorou o lance. Porém, o jogador sentiu o joelho e precisou ser substituído. Em seu lugar, entrou Didira. E, antes do término da primeira etapa, o Azulão do Mangue chegou com perigo aos 44 minutos. Daniel Costa ajeitou para Raul Diogo que, de primeira, mandou a bola pra fora.

Na volta do intervalo, o time cearense voltou com tudo e, no primeiro minuto, assustou o torcedor marujo no Rei Pelé. Ronny levou a melhor diante de Leandro Souza e cruzou, mas a redonda cruzou toda a área do CSA e ninguém conseguiu “colocar no barbante”. Depois do susto, os anfitriões chegaram perto aos 5. Dawhan chutou de fora da área, Didira desviou e a esférica passou perto do gol. Quase o placar foi inaugurado.

Após esse lance, a partida seguiu com o Fortaleza tentando marcar o gol, porém, ficando na marcação do time alagoano, sem contar o fato que não consegue aproveitar das oportunidades que foram criada. O ataque tricolor não se encontrou no jogo. Aos 26, Ronny bateu escanteio e o zagueiro Adalberto, de cabeça, esteve perto de tirar o zero do placar. O CSA deu o troco aos 30. Marcos Antônio cobrou o córner, Jorge Fellipe cabeceou, o goleiro Marcelo Boeck desviou, a bola bateu na trave e, no rebote, Maxuell desperdiçou. Na sequência, foi a vez de Rafinha dar uma pancada de fora da área e o arqueiro do Leão fazer outra grande defesa.

Aos 41, foi a vez do Fortaleza chegar com Vinícius Pacheco, que arriscou de fora da área, mas Mota ficou com a redonda. Depois disso, o CSA ficou só administrando o jogo à espera do final da partida, enquanto isso seu torcedor já soltava o grito de campeão nas arquibancas do Rei Pelé. Até que, aos 49, o árbitro determinou o fim do jogo: CSA 0, Fortaleza 0. O Azulão do Mangue é campeão brasileiro da Série C.

Ao contrário do desempenho tímido do primeiro jogo, realizado em casa, o Fortaleza apresentou um melhor desempenho diante do CSA na casa do rival. O Leão teve mais posse e tentou o gol, mas o Mutange foi mais perigoso nas investidas que foram feitas no primeiro tempo. A grosso modo, a etapa inicial teve duas chances de gol para cada lado. No segundo tempo, o Fortaleza foi para o ataque, pois precisava de gols para ficar com o título. Todavia, o fechado CSA levava a melhor na maioria das disputas em seu campo de defesa. O Tricolor do Pici quase vazou a meta de Mota. Porém, o Azulão, sem pressa, subia ao ataque e ainda criou duas belas oportunidades no segundo tempo, sendo que em uma delas acertou a trave. Mas o clube de Alagoas administrou bem o resultado e trouxe para o Estado o primeiro título de relevância nacional.

Para chegar à maior conquista de sua história, o CSA terminou a fase de grupos na segunda posição do grupo A, com 32 pontos, a mesma pontuação do líder Sampaio Corrêa, que ficou à frente por conta de ter obtido uma vitória a mais. Nas quartas-de-final, o time Mutange deixou para trás o Tombense e eliminou nas semifinais o São Bento. No primeiro jogo da final, na Arena Castelão, na capital cearense, venceu o Fortaleza por 2 a 1, com gols de Michel e Pablo (contra) e Cristiano, também contra, diminuiu para o Leão. E, na partida derradeira, segurou um empate sem gols para erguer o caneco.

Depois de ter passado por situações delicadas, especialmente na segunda metade da primeira década dos anos 2000, com direito a dois rebaixamentos no Campeonato Alagoano, e o único grande feito no período foi eliminar o Santos da Copa do Brasil em 2009, o torcedor azulino sofreu nos últimos anos, especialmente ao ver o arquirrival CRB e as equipes do interior conquistando o Estadual (o último do CSA foi a edição de 2008). Em 2016, depois de ter feito grande campanha no Campeonato Alagoano, o Mutange frustrou o seu torcedor ao ver o título ir para as mãos do clube regatino. Mas a tristeza foi amenizada com o acesso para a Série C em 2017 após o vice-campeonato da Série D. E, finalmente, o CSA, que começou a atual temporada eliminado precomente da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste, perdeu mais uma vez o estadual, mas foi recompensado com o triunfo da Série C. E, mesmo passando por todo esse perrengue nos últimos anos, o Azulão do Mangue segue ainda como o maior campeão alagoano (37 títulos contra 30 do CRB) e, para colocar a cereja do bolo, agora, é o único clube alagoano com título nacional em seu currículo.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Primeira Fase (Grupo A):
Data – Jogo – Local:
14/05/2017 – CSA (AL) 3×0 ASA (AL) – Rei Pelé, Maceió (AL)
20/05/2017 – Sampaio Corrêa (MA) 0x2 CSA (AL) – Castelão, São Luís (MA)
28/05/2017 – Botafogo (PB) 2×0 CSA (AL) – Almeidão, João Pessoa (PB)
04/06/2017 – CSA (AL) 2×1 Moto Club (MA) – Rei Pelé, Maceió (AL)
10/06/2017 – Remo (PA) 1×1 CSA (AL) – Mangueirão, Belém (PA)
16/06/2017 – CSA (AL) 1×1 Confiança (SE) – Rei Pelé, Maceió (AL)
25/06/2017 – CSA (AL) 1×0 Fortaleza (CE) – Rei Pelé, Maceió (AL)
02/07/2017 – Salgueiro (PE) 0x1 CSA (AL) – Cornélio de Barros, Salgueiro (PE)
09/07/2017 – CSA (AL) 0x0 Cuiabá (MT) – Rei Pelé, Maceió (AL)
15/07/2017 – ASA (AL) 0x0 CSA (AL) – Fumeirão, Arapiraca (AL)
23/07/2017 – CSA (AL) 1×1 Sampaio Corrêa (MA) – Rei Pelé, Maceió (AL)
30/07/2017 – CSA (AL) 2×1 Botafogo (PB) – Rei Pelé, Maceió (AL)
05/08/2017 – Moto Club (MA) 1×1 CSA (AL) – Castelão, São Luís (MA)
12/08/2017 – CSA (AL) 2×0 Remo (PA) – Rei Pelé, Maceió (AL)
19/08/2017 – Confiança (SE) 2×0 CSA (AL) – Batistão, Aracaju (SE)
27/08/2017 – Fortaleza (CE) 1×1 CSA (AL) – Arena Castelão, Fortaleza (CE)
04/09/2017 – CSA (AL) 2×0 Salgueiro (PE) – Rei Pelé, Maceió (AL)
09/09/2017 – Cuiabá (MT) 1×1 CSA (AL) – Arena Pantanal, Cuiabá (MT)
Quartas-de-final:
18/09/2017 – Tombense (MG) 0x2 CSA (AL) – Antônio Guimarães de Almeida, Tombos (MG)
25/09/2017 – CSA (AL) 1×0 Tombense (MG) – Rei Pelé, Maceió (AL)
Semifinais:
1º/10/2017 – São Bento (SP) 0x1 CSA (AL) – Walter Ribeiro, Sorocaba (SP)
07/10/2017 – CSA (AL) (4)0x1(2) São Bento (SP) – Rei Pelé, Maceió (AL)
Final:
14/10/2017 – Fortaleza (CE) 1×2 CSA (AL) – Arena Castelão, Fortaleza (CE)
21/10/2017 – CSA (AL) 0x0 Fortaleza (CE) – Rei Pelé, Maceió (AL)

FICHA TÉCNICA: CSA (AL) 0x0 FORTALEZA (CE)
Competição/fase: Campeonato Brasileiro Série C 2017 – final (2º jogo)
Local: Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)
Data: 21 de outubro de 2017, sábado – 19h (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Miguel Caetano Ribeiro da Costa (SP)
Cartões Amarelos: Leandro, Jorge Fellipe e Dawhan (CSA); Leandro Lima, Luís e Bruno (Fortaleza)
CSA (AL): 31.Mota; 2.Celsinho, 3.Leandro Souza, 4.Jorge Fellipe e 6.Raul Diogo (16.Rafinha); 5.Dawhan, 7.Edinho (19.Didira), 8.Boquita e 10.Daniel Costa; 11.Marcos Antônio e 9.Michel Douglas (23.Maxuell). Técnico: Flávio José Araujo
FORTALEZA (CE): 12.Matheus Inácio; 2.Felipe (21.Gabriel Pereira), 3.Edimar, 14.Adalberto e 6.Bruno Melo; 5.Uchoa, 22.Pablo, 8.Ronny (25.Vinícius Pacheco), 20.Leandro Lima e 11.Hiago (17.Vinícius Baiano); 19.Leandro Cearense. Técnico: Antônio Carlos Zago

Parabéns ao Centro Sportivo Alagoano pelo título.

Por Jorge Almeida

FIFA sorteia os confrontos da repescagem europeia

Repescagem europeia garantirá quatro vagas para o Mundial. Créditos: divulgação/FIFA

A FIFA realizou nesta terça-feira (17), em Zurique, na Suíça, o sorteio dos confrontos válidos pela repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2018. O evento determinou que Itália, Grécia, Suíça e Irlanda decidirão o segundo jogo em casa.

Única campeã do mundo que ainda não está assegurada na Copa, a Itália tentará a sorte em dois duelos contra a Suécia, país que já foi finalista de Mundial, em 1958. Os outros confrontos entre europeus são Irlanda do Norte x Suíça, Croácia x Grécia e Dinamarca x Irlanda.

As oito seleções da repescagem europeia foram divididas em dois potes com quatro equipes cada, antes da realização do sorteio. A separação foi feita de acordo com a posição dos selecionados no último ranking da FIFA, divulgado na última segunda-feira. Assim, no pote 1 ficaram Suíça, Itália, Dinamarca e Croácia, enquanto o restante – Suécia, Irlanda do Norte, Grécia e Irlanda – no pote 2.

As partidas que valem a classificação para a Copa do Mundo serão disputadas em duelos de ida e volta em dois períodos: entre os dias 9 e 11 de novembro e 12 e 14 do mesmo mês. De acordo com o regulamento, quem vencer e tiver melhor saldo de gols na soma dos dois confrontos, está classificado para o Mundial – o desempate é feito com base no critério de gols marcados fora de casa. Em caso de resultados iguais, haverá prorrogação e, se necessário, disputa de pênaltis.

Além da Europa, ainda haverá mais duas repescagem intercontinental: Austrália x Peru e Nova Zelândia x Honduras. E ainda faltam duas vagas diretas pelas Eliminatórias africanas – apenas Egito e Nigéria estão garantidos.

Por Jorge Almeida