Argentina e Portugal fora da Copa do Mundo: a última de Messi e Cristiano Ronaldo?

Cristiano Ronaldo e Messi: a Copa do Mundo FIFA 2018 pode ter sido a última deles.

Neste sábado (30) começou a fase de oitavas-de-final da Copa do Mundo FIFA 2018. E os dois jogadores mais aclamados do futebol entraram em campo com a missão de levar seus países adiante no Mundial, na Rússia, e fazerem o tão esperado embate entre Messi e Cristiano Ronaldo em uma Copa. Contudo, quem roubou a cena não foram os craques de Barcelona e Real Madrid, mas sim dois atacantes do Paris Saint-Germain: o francês Mbappé e o uruguaio Cavani, que ajudaram suas seleções a eliminarem argentinos e portugueses.

Primeiro, na Arena Kazan, a França ganhou da Argentina por 4 a 3, naquela que está sendo considerada a melhor partida do torneio até agora. Messi teve uma atuação discreta e, mesmo assim, participou de dois dos três gols dos albicelestes. E o destaque dessa partida foi Mbappé, autor de dois tentos e ainda sofreu o pênalti que originou no primeiro gol da partida. Com a Argentina eliminada, o craque do Barcelona, aos 31 anos, pode ter feito a sua última partida pela sua seleção em Copas do Mundo.

Horas mais tarde, em Sóchi, o Uruguai levou a melhor diante de Portugal por 2 a 1, com Cavani anotando os dois tentos da Celeste e o luso-brasileiro Pepe fazendo o gol de honra português. Assim como o seu maior concorrente na disputa da Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo jogou abaixo da expectativa, passou em branco e teve o espírito esportivo em carregar o lesionado Cavani para fora de campo. E, talvez, da mesma forma que Messi, o gajo, de 33 anos, pode ter feito o seu jogo derradeiro pela seleção de Portugal em uma Copa do Mundo.

Apesar de desequilibrarem em seus clubes, Messi e Cristiano Ronaldo, como o mundo notou, não conseguem obter o mesmo brilho em suas seleções. Isso é óbvio que os dois não apresentam desempenhos melhores porque seus companheiros, apesar de disputarem uma Copa do Mundo, não têm o mesmo entrosamento, qualidade, técnica e, por que não?, o mesmo relacionamento com os dois em seus respectivos selecionados em relação a Barcelona e Real Madrid. Apesar dessa dedução evidente, portugueses e, principalmente, argentinos apostam suas fichas nos dois, mas também a pressão que ambos têm de carregarem um “país inteiro” nas costas é enorme, principalmente para o camisa 10 albiceleste. Será que isso é o que atrapalha o futebol dos dois na seleção de seus países?

Acredito que a cobrança em Cristiano Ronaldo seja menor do que em Messi. Isso porque o camisa 7 lusitano conseguiu quebrar alguns feitos no futebol português, como o posto de maior artilheiro da seleção, foi protagonista de Portugal na maior conquista de sua história no futebol, a Eurocopa de 2016 e o bom desempenho dos lusos nas eliminatórias da Copa. Em suma, CR7 colaborou ao colocar o seu país a um patamar superior na história do futebol. Uma eventual conquista de Copa do Mundo para Portugal faria de Cristiano e os demais jogadores, evidentemente, tornarem-se heróis nacionais. A população de Portugal reconhece o que o jogador do Real Madrid já fez pela sua nação no esporte bretão.

No entanto, para Messi, a situação é um pouco mais complicada. Os argentinos sempre mantiveram a esperança de que o jogador do Barcelona fosse o substituto de Maradona na seleção albiceleste, mas com a camisa da Argentina, apesar de ter feito diversas boas partidas, o rendimento de Lionel Messi não chegou ao mesmo patamar no Barcelona, por onde conquistou todos os títulos possíveis no futebol no que se refere a clubes. E, como a Argentina está há mais de 20 anos sem um título de expressão (a última foi a Copa América de 1993) e há 32 anos sem ganhar uma Copa do Mundo, os hermanos sempre depositaram suas esperanças em “La Pulga” (sempre bom reforçar que Messi esteve no elenco argentino que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008). Contudo, apesar de ter excelentes jogadores, especialmente no setor ofensivo, a Argentina nunca conseguiu, com Messi, “dar liga”, e a situação ficou perto de mudar na Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil, quando os bicampeões mundiais chegaram à decisão, mas foram derrotados para a Alemanha na prorrogação. A imprensa e especialistas sempre atribuem os constantes insucessos dos argentinos aos possíveis problemas de relacionamentos entre os jogadores, a má preparação do time para a disputa das competições e, os mais radicais, apontam Messi como o “bode expiatório” para o fracasso da Argentina, como por exemplo, no pênalti que ele desperdiçou contra a Islândia na estreia da seleção na Copa. Contudo, alguns podem até não reconhecer ou não lembrar, apesar de não ter conseguido seguir adiante neste Mundial, se não fosse Messi arrebentar no jogo contra o Equador na última partida das Eliminatórias Sulamericanas quando ele fez três gols em Quito, os seus compatriotas estariam vendo o Mundial pela TV e, se não fosse o seu gol contra a Nigéria, possivelmente, a Argentina não teria passado da fase de grupos.

Assim, os dois melhores jogadores da década, coincidentemente na casa dos 30, cinco vezes eleitos “melhor do mundo”, jogam na Espanha, em Copas do Mundo, só marcaram seus gols na fase de grupos, mas no mata-mata passaram em branco.
Messi e Cristiano Ronaldo poderão, quem sabe, fazer parte do rol das grandes lendas do futebol mundial que, embora tivessem jogado muito em suas respectivas épocas, nunca sentiram o gostinho de ter erguido o troféu mais cobiçado do futebol: a Copa do Mundo. E a lista é grande: Puskás, Di Stéfano, Cruijff, Eusébio, Zico, Sócrates, Platini, Pirlo e tantos outros.

E, apesar de possivelmente não ganharem uma Copa do Mundo, Messi e Cristiano Ronaldo já cravaram seus nomes na história. Isso é fato.

Por Jorge Almeida

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Barcelona: campeão espanhol 2017/2018

Messi (á esquerda) comemora um de seus três gols com Coutinho sendo observado por Luis Suárez. Miguel Riopa/AFP

A três rodadas do fim, o Campeonato Espanhol 2017/2018 já tem o seu campeão confirmado neste domingo (29). É o Barcelona, que foi até o Estádio Abanca-Riaznor encarar o Deportivo La Coruña e goleou o adversário por 4 a 2. Destaque para o argentino Lionel Messi, autor de três gols. Os demais tentos foram anotados por Philippe Coutinho, para os catalães, enquanto Lucas Pérez e Çolak descontaram para o time mandante. Com a vitória na 35ª rodada, o Barça chegou aos 86 pontos e não pode ser mais alcançado pelo Atlético de Madrid, segundo colocado, com 75 pontos.

Ciente de que o título poderia sair na jornada de hoje, o Barcelona tratou de partir par acima do desesperado La Coruña. E, logo aos seis minutos, tratou de preparar a festa para seus torcedores, mesmo atuando na casa do rival. Philippe Coutinho recebeu de Dembélé e pegou de primeira e acertou o ângulo para marcar um golaço.

Depois do tento, os blaugranas mantiveram o domínio, a tranquilidade na partida e praticamente fez um treino de luxo. E mais chances foram criadas. Aos 21, Rakitić dominou e mandou por cima do gol. No lance seguinte, Semedo recebeu de Dembélé cruzou para Suárez, que tentou a finalização, mas a bola saiu pela linha de fundo.

O Barça continuou a pressionar os Blanquiazules e dá-lhe mais gols perdidos. Aos 27, a equipe catalã chegou mais uma vez. A bola foi lançada para o baixinho Messi, que meteu a cabeça na redonda e a mandou para fora. Dois minutos mais tarde, o camisa 10 cobrou a falta no ângulo, a bola tinha endereço certo, mas Rubén voou e fez uma ótima defesa. Em seguida, Dembélé tocou para Coutinho, que bateu colocado e mandou a bola próximo da trave.

O Deportivo La Coruña teve o seu primeiro bom momento no jogo aos 32 com Borja Valle, que aproveitou um cruzamento, desviou a bola e, por pouco, não empatou. E, posteriormente,  Guilherme cruzou na área e o zagueiro suíço Schär, completamente livre, cabeceou e perdeu um gol incrível.

E, como diz aquele velho ditado do futebol, quem não faz, toma. Aos 37, Suárez recebeu na área, deu um lindo lançamento de trivela para Messi pegar de primeira e anotar um golaço. O time de Seedorf esboçou uma reação ao anotar aos 39 o seu tento. Borja Valle cruzou e Lucas Pérez pegou de primeira e descontou o placar no Riaznor.

Na etapa final, depois de sofrer um susto nos momentos iniciais, o Barça perdeu duas chances em sequência. Primeiro, aos 5, quando Suárez deu passe açucarado para Messi, que entrou na área e chutou em cima do goleiro Rubén. Depois, aos 6, o argentino tabelou com Coutinho e, da entrada da área, tocou errado na bola e desperdiçou.

O La Coruña tentou aos 10 com Lucas Pérez que soltou a bomba da entrada da área e Ter Stegen fez ótima defesa. Aos 16, Dembélé subiu mais que a zaga na cobrança de escanteio e meteu a cabeça na esférica, levando perigo. No minuto seguinte, a equipe do noroeste da Galiza conseguiu o empate. Depois de bela troca de passes no ataque, Borges, na área, rolou para trás para o turco Çolak, livre, mandar para as redes: 2 a 2.

A igualdade motivou a equipe da casa que, aos 24, esteve perto de virar o jogo. A bola foi alçada na área e Schär cabeceou para grande defesa de Ter Stegen.

Após o esboço da reação do La Coruña, o time azul-grená voltou a ditar o ritmo da partida. Aos 27, Suáres recebeu na área, livrou-se da marcação e mandou a pancada, mas acertou a rede pelo lado de fora. O goleiro Rubén ainda apareceu em mais dois lances. Aos 33, após o Deportivo sair jogando errado, Messi recuperou a bola e chutou para ótima defesa do arqueiro, que voltou a brilhar, aos 35, depois da tabela Suárez-Messi, que terminou com a finalização do argentino e que o goleiro fez mais uma defesaça.

Mas, aos 36, Messi e Suárez trocaram passes de um lado para o outro, deixando a defesa do La Coruña confusa, e o camisa 10 recebeu livre para colocar o Barça na frente novamente. Um golaço. Três minutos mais tarde, Messi fez mais um hat-trick para sua coleção. Dessa vez, ele recebeu outra assistência de Suárez e tocou na saída de Rubén. A torcida catalã presente no Riaznor já entoava o grito de campeão.

Após o tento, outro grande momento da partida: a entrada de Iniesta, que começou no banco. O autor do gol do título mundial da Espanha na Copa do Mundo de 2010 foi bastante ovacionado pelas duas torcidas. Substituto de Rakitić no jogo, o meia está a fazer sua despedida com a camisa do Barcelona após 22 anos de sua chegada ao clube e, na trajetória, foram 33 títulos no currículo.

E, antes do apito final, aos 44, ainda deu tempo de Piqué, completamente livre na área, tocar para o gol e parar em Rubén. Mas, diante das circunstâncias, não foi necessário dar os habituais acréscimos. Barcelona conquista o seu 25º título espanhol e o Deportivo La Coruña está rebaixado.

Apesar de o único concorrente matematicamente possível do Barcelona na luta pelo título da La Liga, o Atlético de Madrid, ter vencido o Alavés mais cedo fora de casa por 1 a 0, Messi e companhia entraram em campo ciente que um empate era mais que suficiente para coroar a bela campanha, invicta, do campeonato espanhol. Enquanto o adversário não podia estar em pior situação no momento. O Deportivo La Coruña tinha uma missão considerada impossível: pois, além de precisar derrotar o Barça, o que adiaria a comemoração do título justamente para a rodada seguinte, que “apenas” terá o El Clássico no Camp Nou, a equipe de Clarence Seedorf dependeria de um milagre na combinação de resultados na rodada vigente e nas três seguintes. Mas, com um Messi inspirado, mesmo jogando diante de seu torcedor no Riaznor, a equipe alviceleste não foi páreo para os visitantes que mandaram no jogo do começou ao fim. Abriu 2 a 0 no primeiro tempo, diminuiu o ritmo e permitiu o empate, mas o camisa 10 acabou com a brincadeira e fez mais dois e, de quebra, chegou na liderança da corrida pela Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior artilheiro das principais ligas europeias. Com os três gols de hoje, Messi chegou aos 32 tentos no Campeonato Espanhol.

O título está merecidamente nas mãos do Barcelona. Pois, em 34 rodadas, o time de Ernesto Valverde venceu 26, empatou oito e não sofreu nenhuma derrota na atual edição. E, se juntar os últimos sete jogos da temporada passada com mais as 34 partidas da edição 2017/2018 do campeonato nacional, o clube da Catalunha quebrou o recorde de invencibilidade da competição: 41 partidas sem perder. Com o título, o Barcelona ergueu o seu 25º Campeonato Espanhol, mas apesar do número expressivo de taças da competição, o maior vencedor do certame é o Real Madrid, com 33 títulos espanhóis. Porém, vale reforçar que nos últimos dez anos, os blaugranas ergueram sete troféus do campeonato nacional.

Com a vitória, o Barcelona chegou aos 86 pontos e, a três rodadas para o término do campeonato, não pode ser mais alcançado (e ainda tem um jogo a menos) pelo Atlético de Madrid, segundo colocado com 75 pontos. E, de acordo com a tabela, completam o G4 do Campeonato Espanhol o Real Madrid, com 71 pontos, e Valencia, com 67. Possivelmente, esses serão os representantes espanhóis na próxima UEFA Champions League que, na atual edição, ainda tem a possibilidade de os Merengues conquistá-la mais uma vez, o que abriria mais uma vaga que, atualmente, está disponível para o Bétis, quinto colocado com 56 pontos. Enquanto isso, na luta pelas duas vagas para a Liga Europa, estão o próprio Bétis e o Villarreal, com 54 pontos, e que, hoje, estariam na segunda competição mais importante do Velho Continente. Mas, Getafe, com 49, e, empatados com 48 pontos, Sevilla e Girona têm chances (remotas) matemáticas. Enquanto isso, na parte debaixo da tabela, tudo definido: Deportivo La Coruña, com 28 pontos, Las Palmas, com 22, e Málaga, com 20 pontos disputarão a Série B do Campeonato Espanhol na temporada 2018/2019.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica do “jogo do título”

Data – Jogo – Local:
20/08/2017 – Barcelona 2×0 Bétis – Camp Nou, Barcelona
26/08/2017 – Alavés 0x2 Barcelona – Mendizorrotza, Vitória
09/09/2017 – Barcelona 5×0 Espanyol – Camp Nou, Barcelona
16/09/2017 – Getafe 1×2 Barcelona – Coliseum Alfonso Pérez, Getafe
19/09/2017 – Barcelona 6×1 Eibar – Camp Nou, Barcelona
23/09/2017 – Girona 0x3 Barcelona – Montilivi, Girona
01/10/2017 – Barcelona 3×0 Las Palmas – Camp Nou, Barcelona
14/10/2017 – Atlético de Madrid 1×1 Barcelona – Wanda Metropolitano, Madri
21/10/2017 – Barcelona 2×0 Málaga – Camp Nou, Barcelona
28/10/2017 – Athletic de Bilbao 0x2 Barcelona – San Mamés, Bilbao
04/11/2017 – Barcelona 2×1 Sevilla – Camp Nou, Barcelona
18/11/2017 – Leganés 0x3 Barcelona – Butarque, Leganés
26/11/2017 – Valencia 1×1 Barcelona – Mestalla, Valência
02/12/2017 – Barcelona 2×2 Celta de Vigo – Camp Nou, Barcelona
10/12/2017 – Villarreal 0x2 Barcelona – Estádio de La Cerámica, Vila-Real
17/12/2017 – Barcelona 4×0 Deportivo La Coruña – Camp Nou, Barcelona
23/12/2017 – Real Madrid 0x3 Barcelona – Santiago Bernabéu, Madri
07/01/2018 – Barcelona 3×0 Levante – Camp Nou, Barcelona
14/01/2018 – Real Sociedad 2×4 Barcelona – Anoeta, San Sebastián
21/01/2018 – Bétis 0x5 Barcelona – Benito Villamarín, Sevilha
28/01/2018 – Barcelona 2×1 Alavés – Camp Nou, Barcelona
04/02/2018 – Espanyol 1×1 Barcelona – Cornellá-et Prat, Barcelona
11/02/2018 – Barcelona 0x0 Getafe – Camp Nou, Barcelona
17/02/2018 – Eibar 0x2 Barcelona – Ipurúa, Eibar
24/02/2018 – Barcelona 6×1 Girona – Camp Nou, Barcelona
01/03/2018 – Las Palmas 1×1 Barcelona – Gran Canaria, Las Palmas
04/03/2018 – Barcelona 1×0 Atlético de Madrid – Camp Nou, Barcelona
10/03/2018 – Málaga 0x2 Barcelona – La Rosaleda, Málaga
18/03/2018 – Barcelona 2×0 Athletic de Bilbao – Camp Nou, Barcelona
31/03/2018 – Sevilla 2×2 Barcelona – Ramón Sánchez Pisjuán, Sevilha
07/04/2018 – Barcelona 3×1 Leganés – Camp Nou, Barcelona
14/04/2018 – Barcelona 2×1 Valencia – Camp Nou, Barcelona
17/04/2018 – Celta de Vigo 2×2 Barcelona – Balaídos, Vigo
09/05/2018 – Barcelona x Villarreal – Camp Nou, Barcelona*
29/04/2018 – Deportivo La Coruña 2×4 Barcelona – Abanca-Riazor, Coruña
06/05/2018 – Barcelona x Real Madrid – Camp Nou, Barcelona**
13/05/2018 – Levante x Barcelona – Ciutat de Valencia, Valência**
20/05/2018 – Barcelona x Real Sociedad – Camp Nou, Barcelona**
* Jogo adiado / ** Jogos a serem realizados

FICHA TÉCNICA: DEPORTIVO LA CORUÑA 2×4 BARCELONA
Campeonato/Fase: Campeonato Espanhol 2017/2018 – 35ª rodada
Local: Estádio Municipal Abanca-Riazor, Coruña, Espanha
Data: 29 de abril de 2018, domingo – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: De Burgos Bengoetxea
Cartões Amarelos: Schär (Deportivo La Coruña); Semedo (Barcelona)
Gols: Philippe Coutinho, aos 6 min (0-1); Messi, aos 37 min (0-2); e Lucas Pérez, aos 39 min do 1º tempo (1-2); Çolak, aos 18 min (2-2); Messi, aos 36 min (2-3) e aos 39 min do 2º tempo (2-4)
DEPORTIVO LA CORUÑA: 13.Rubén; 2.Juanfran, 6.Albentosa, 24.Schär e 16.Luisinho; 22.Celso Borges (10.Andone), 20.Guilherme (21.Muntari), 14.Krohn-Dehli e 8.Emre Çolak; 19.Borja Valle (9.Cartabia) e 7.Lucas Pérez. Técnico: Clarence Seedorf
BARCELONA: 1.Ter Stegen; 2.Semedo, 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitić (6.Iniesta) e 14.Philippe Coutinho (15.Paulinho); 11.Dembélé (6.Denis Suárez), 10.Messi e 9.Suárez. Técnico: Ernesto Valverde

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da Copa do Rei 2017/2018

Iniesta ergue o troféu da Copa do Rei pelo Barcelona. Créditos: Reuters

O Barcelona goleou o Sevilla por 5 a 0 na final da Copa do Rei 2017/2018 neste sábado (21), no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri. Os gols da partida foram marcados por Suárez (dois), Messi, Iniesta e, de pênalti, Philippe Coutinho. Essa foi a 30ª do clube catalão na competição, sendo o quarto de maneira consecutiva – feito conseguido apenas por Real Madrid (de 1905 a 1908) e Athletic de Bilbao (de 1930 a 1933).

O Barcelona começou a ocupar o campo de ataque nos momentos iniciais da partida e, claro, foi quem criou a primeira chance. Aos oito, Messi cobrou falta de longe e obrigou Soria a fazer grande defesa. Pouco tempo depois, aos 12, o goleiro Cillensen deu um lançamento perfeito para Coutinho, que avançou, invadiu a área e, na saída de Soria, tocou para Luis Suárez, que só completou para o gol vazio e tirar o zero do placar.

O Sevilla tentou dar o troco aos 17, com Correa, que recebeu pelo alto, mas pegou mal e mandou à direita da meta azul-grená. Cinco minutos depois, a equipe de Andaluzia chegou novamente com N’Zonzi. Jesús Navas cortou para o fundo e cruzou rasteiro, mas o camisa 15 pegou levemente na bola, que saiu do outro lado.

O Barça voltou a dominar a partida. Aos 27, Iniesta recebeu de Suárez e arriscou de canhota. A redonda desviou em Messi, aparentemente impedido, atingiu o travessão de Soria. No lance seguinte, Navas cruzou para Vásquez, que cabeceou para a defesa de Cillessen. Porém, aos 30, o camisa 10 catalão não podia passar em branco diante de sua “vítima” favorita. Alba tentou cruzar rasteiro pela esquerda, a marcação o travou e, sem opção, o camisa 18 tocou de calcanhar para Messi encher o pé, no alto, ampliar o placar. Esse foi o 31º gol do argentino em 33 jogos contra o Sevilla.

Os blaugranas seguiram a ditar o ritmo do jogo enquanto o adversário, perdido, se limitou a se defender. Porém, aos 39, Luis Suárez recebeu no meio-campo, tabelou com Messi, que devolveu em profundidade para o uruguaio, que levou a melhor entre os zagueiros e tocou na saída do goleiro: 3 a 0 para o Barça. E foi só o primeiro tempo.

Na volta do intervalo, a superioridade dos catalães prevaleceu. No entanto, o combalido Sevilla ainda tentou aos 3 com Vásquez, que foi travado por Álba na área e a bola ficou amortecida para Cillessen. Todavia, aos 6, Suárez roubou a bola na intermediária, tocou para Iniesta, que tabelou com Messi, recebeu na frente, driblou Soria, e completou para o gol: 4 a 0, fora o baile.

O quinto gol só não saiu aos nove graças a Soria. Messi cobrou falta na área, Suárez cabeceou firme, o arqueiro rojiblanco defendeu parcialmente, a bola ficou viva na pequena área, Umtiti chegou para completar e, na dividida com o goleiro, tocou por último na redonda que saiu pela linha de fundo. Tiro de meta.

O Barça ainda teve duas chances consecutivas aos 14 e aos 16. No primeiro lance, Coutinho tabelou com Rakitic e recebeu por cima, mas não conseguiu cabecear com firmeza e facilitou a defesa de Soria. Na sequência, foi a vez de Busquets arriscar da entrada da área e assustar o goleiro do Sevilla.

O time de Vincenzo Montella aproveitou o buraco deixado por Piqué, que tentara suas investidas no ataque, aos 18 com Sandro Ramírez (substituto de Correa), que finalizou, mas parou no goleiro holandês do Barcelona. Em seguida, Messi tentou tabelar com Iniesta, mas Navas travou o argentino no momento do chute e mandou a redonda para escanteio, mas o árbitro marcou tiro de meta equivocadamente.

Aos 23, Suárez, dentro da área, tocou de calcanhar para Philippe Coutinho, a esférica bateu na mão de Lenglet e o brasileiro chegou a completar para o gol, mas o árbitro marcara a penalidade antes da conclusão da jogada. Na cobrança do penal, que Messi humildemente deixou para o camisa 14, o ex-Liverpool bateu com categoria, bola para um lado, goleiro para o outro, para fazer o quinto gol da final.

Com o jogo praticamente definido, o Barcelona só administrou o resultado enquanto o Sevilla tentara criar algumas chances. Como aos 29, quando Navas levantou na área no segundo pau, Sarabia escorou para trás e Piqué afastou o perigo quase em cima da linha.

Depois desse lance, o Barça valorizou a troca de passes, sem muita pressa e ficou à espera do fim do jogo para comemorar o tetracampeonato da Copa do Rei. E, antes do fim da partida, um momento emocionante do jogo. Aos 43 minutos, Iniesta, que está no clima de despedida da Catalunha, foi substituído por Denis Suárez. Emocionado, o meia saiu de campo aplaudido pelas duas torcidas. Enquanto a partida não era encerrada, a torcida do Barcelona entoava pelo Wanda Metropolitano o nome do meia que, além dos títulos conquistados pelos lados da Catalunha, foi o autor do gol mais importante do futebol espanhol: o da final da Copa do Mundo de 2010. Até que, sem acréscimos, o jogo chegou ao fim: Barcelona 5, Sevilla 0. Uma atuação de gala do Barça que, dependendo do que acontecer amanhã no jogo entre Atlético de Madrid e Bétis, no mesmo palco da final dessa Copa do Rei, poderá comemorar o título do Campeonato Espanhol e, de quebrar, conquistar o oitavo ‘doblete’ (termo dado quando um time conquista na mesma temporada a copa e o campeonato nacional).

Depois da traumática eliminação na UEFA Champions League para a Roma, todas as atenções do Barcelona estavam voltadas para a Espanha, onde lidera o campeonato nacional com grandes chances de ser campeão, e a Copa do Rei. Para azar do Sevilla, o quarteto Messi, Suárez, Iniesta e Philippe Coutinho estavam em uma jornada inspirada e praticamente trucidaram o adversário em meia-hora quando o placar já estava 2 a 0 para o Barça. Destaque para o emocionante Iniesta que, além de ter jogado muito, algo corriqueiro para o meia espanhol, fez um dos gols e saiu de campo ovacionado pelo público. Com um futebol avassalador, algo pouco visto nesta temporada, os blaugranas não encontraram dificuldades ao aplicar uma das maiores goleadas da história das finais da Copa do Rei: 5 a 0. Agora, a equipe de Ernesto Valverde pode ainda ser campeão espanhol amanhã, caso o Atlético de Madrid perca para o Bétis, o que é pouco provável. No entanto, mesmo que os Colchoneros ganhem do adversário, ainda restam quatro jogos para o Barcelona comemorar o 25º título espanhol. Quanto a Iniesta, sinceramente, se não for o maior, está entre os cinco maiores jogadores espanhóis de todos os tempos. Infelizmente, a idade chega para todos e para o experiente meio-campista, pendurar as chuteiras será uma questão de tempo, embora seu destino após o término da temporada seja o futebol chinês.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Data – Jogo – Local:

Quarta fase:

24/10/2017 – Murcia 0x3 Barcelona – Nueva Condomina, Murcia
29/11/2017 – Barcelona 5×0 Murcia – Camp Nou, Barcelona

Oitavas-de-final:
04/01/2018 – Celta de Vigo 1×1 Barcelona – Balaídos, Vigo
11/01/2018 – Barcelona 5×0 Celta de Vigo – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
17/01/2018 – Espanyol 1×0 Barcelona – RCDE Stadium, Cornellà de Llogregat
25/01/2018 – Barcelona 2×0 Espanyol – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
01/02/2018 – Barcelona 1×0 Valencia – Camp Nou, Barcelona
08/02/2018 – Valencia 0x2 Barcelona – Mestalla, Valencia
Final:
21/04/2018 – Sevilla 0x5 Barcelona – Wanda Metropolitano, Madri

FICHA TÉCNICA: SEVILLA 0x5 BARCELONA
Competição/Fase: Copa do Rei 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio Wanda Metropolitano, Madri, Espanha
Data: 21 de abril de 2018, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Jesús Gil Manzano (ESP)
Assistentes: Ángel Nevado Rodríguez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jiménez (ESP)
Cartões Amarelos: Mercado e Escudero (Sevilla); Iniesta e Busquets (Barcelona)
Gols: Suárez, aos 13 min (1-0) e aos 39 min (3-0), e Messi, aos 30 min do 1º tempo (2-0); Iniesta, aos 6 min (4-0) e Coutinho (de pênalti), aos 23 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA: 13.Cilessen; 20.Sergi Roberto, 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets (15.Paulinho), 4.Rakitic e 8.Iniesta (6.Denis Suárez); 14.Philippe Coutinho (11.Dembélé), 10.Messi e 9.Suárez. Técnico: Ernesto Valverde
SEVILLA: 13.Soria; 16.Jesús Navas, 25.Mercado, 5.Lenglet e 18.Escudero; 15.N’Zonzi, 10.Banega, 22.Vásquez (24.Nolito) e 17.Sarabia (3.Layún); 11.Correa (23.Sandro Rodríguez) e 20.Muriel. Técnico: Vincenzo Montella

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão do Troféu Joan Gamper 2017

Jogadores das duas equipes posam para fotografia no Camp Nou. Foto: Josep Lago/AFP

A Chapecoense foi homenageada pelo Barcelona ao participar da disputa do Troféu Joan Gamper, no Estádio Camp Nou, na Catalunha, na tarde desta segunda-feira (7). Dentro de campo, os catalães golearam a Chape por 5 a 0, com gols Deulofeu, Busquets, Messi, Suárez e Denis Suárez, e ficaram com a taça do amistoso pela 40ª vez. Para os envolvidos, o resultado foi o de menos, mas valeu a celebração à vida, à memória dos 71 mortos do voo da LaMia, a volta de Alan Ruschel e dos demais sobreviventes. Uma grande festa foi feita na casa do Barça.

O jogo começou com o Barcelona partindo pra cima e, através do característico toque de bola, logo a um minuto de jogo, Messi bateu à queima-roupa para Elias fazer linda defesa. Dois minutos depois, após escanteio, Rakitić se antecipou no primeiro pau e cabeceou por cima do gol de Elias. Em seguida, depois de bela troca de passes, Suárez recebeu na área, mas sem ângulo chutou em cima do arqueiro da Chape.

E, com muita facilidade, o Barça chegou ao gol aos cinco minutos. Rakitić deu uma caneta em Luiz Otávio e deixou Deulofeu apenas para completar para as redes, sem goleiro.

Os blaugranas não demoraram muito e fizeram o segundo gol ainda aos dez minutos. Deulofeu importunou a defesa da Chapecoense e recuou para Busquets, sem marcação, e que acertou um chutaço no ângulo, sem chances de defesa para Elias.

O Verdão do Oeste teve a sua primeira oportunidade apenas aos 15 minutos. Wellington Paulista ganha de Piqué por cima, carregou a bola até a grande área para arriscar de esquerda, cruzado, para a redonda passar perto da trave esquerda de Ter Steger. Quatro minutos depois, a equipe brasileira finalizou novamente. Alan Ruschel cobrou falta na área, Luiz Otávio subiu bem, sozinho, cabeceou, mas não acertou o alvo. A Chape passou a tocar a bola sem pressa, mas não conseguiu progredir.

A equipe catalã voltou a impor o seu ritmo. Aos 26, cruzamento rasteiro para Messi, o argentino pegou de primeira e Elias defendeu no reflexo. No lance seguinte, Messi girou, driblou e passou como quis na defesa adversárioa, abriu para Deulofeu, que devolveu para o camisa 10 marcar: 3 a 0.

O Barcelona seguiu pressionando sem dó e nem piedade da Chape. Aos 33, Rakitić ajeitou de costas para Suárez chegar chutando; o uruguaio pegou de primeira para mais uma grande defesa de Elias. No minuto seguinte, Suárez saiu na cara do goleiro da Chape, que saiu bem, fechou o ângulo e impediu o quarto tento dos blaugranas.

O ápice do jogo veio aos 35 minutos: saiu Alan Ruschel, que foi aplaudido de pé pelos torcedores presentes no Camp Nou, para a entrada de Penilla. E os catalães continuaram com tudo no jogo. Aos 37, roubaram a bola próximo da defesa da Chape, e Messi só não marcou o seu segundo gol porque Reinaldo, com o pé, salvou em cima da linha. Cinco minutos mais tarde, outra tabelinha do Barça, dessa vez com Iniesta e Messi, que deixou o camisa 8 na cara do gol e tentou encobrir Elias, mas o arqueiro defendeu. Aos 44, depois da cobrança de escanteio, Suárez pegou de primeira, sem deixar a bola quicar, mas Elias fez mais uma grande defesa.

Na segunda etapa, o domínio catalão seguiu e o quarto gol não demorou muito. Aos 9, Suárez recebeu de Messi e bateu forte, sem ângulo, para fazer o seu depois de parar em Elias em três ocasiões. Um minuto depois, Messi recebeu de Suárez, puxou para o meio e visou o cantinho, porém, a esférica saiu.

Aos 14, a Chapecoense chegou à sua terceira finalização no jogo, mas Cilessen caiu no canto para defender. O jogo deu continuidade com a superioridade dos anfitriões, que chegaram ao quinto gol aos 28. Messi deu um excelente passe para Denis Suárez receber livre e chutar na saída do goleiro.

O amistoso deu uma tranquilizada por conta das alterações promovidas pelas equipes.  A Chape tentou mais uma vez aos 36 com Tulio de Melo, que subiu mais alto que a defesa e exigiu defesa de Cillessen.

O Barcelona ainda teve oportunidade de chegar ao sexto gol. Khevin derrubou Semedo na área aos 43. Pênalti. Paco Alcácer, que entrou no lugar de Messi, cobrou, mas Artur Moraes, substituto de Elias, pegou, no rebote, o camisa 17 azul-grená escorregou e, no bate-rebate, a defesa conseguiu afastar.

O jogo seguiu até os 49 minutos, e o amistoso terminou com vitória dos anfitriões por 5 a 0 e, assim, o Internacional de Porto Alegre segue como o único time brasileiro a conquistar o Troféu Joan Gamper, enquanto o Barcelona conquista a taça que leva o nome do patrono pela 40ª vez.

Apesar de estar em começo de temporada, o Barcelona entrou com o franco favoritismo diante da Chapecoense, e a superioridade do time catalão foi absurda. Messi e companhia encararam o amistoso como um jogo-treino. A Chape foi ‘engolida’ pelo Barça. Nos números da partida, os blaugranas foram superiores em todos os dados: posse de bola (67% a 33%), finalizações (20 a 4, sendo que os catalães tiveram dez chances reais de gols contra zero dos brasileiros), passes certos (540 a 154), enfim, avassalador. Apesar da goleada, o resultado foi o de menos, o importante foi a celebração à vida, a homenagem aos falecidos e aos sobreviventes do voo da LaMia.

A seguir, a ficha técnica do jogo amistoso que valeu taça.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×0 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Troféu Joan Gamper 2017 – amistoso (jogo único)
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha
Data: 7 de agosto de 2017, segunda-feira, 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alfonso Álvarez Isquierdo
Assistentes: Juan Carlos Barranco Trejo e Joan Méndez Mateo
Cartão Amarelo: Lucas Mineiro (Chapecoense)
Gols: Deulofeu, aos 5 min (1-0), Busquets, aos 10 min (2-0) e Messi, aos 27 min do 1º tempo (3-0); Suárez, aos 9 min (4-0) e Denis Suárez, aos 29 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen (13.Cillessen); 22.Vidal (2.Nélson Semedo), 3.Piqué (2.Marlon), 23.Umtiti (14.Mascherano) e 18.Jordi Alba (19.Digne); 4.Rakitić (30.Aleñá), 5.Busquets (26.Samper) e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 16.Deulofeu (6.Denis Suárez), 10.Messi (17.Paco Alcácer) e 9.Suárez (29.El Haddadi). Técnico: Ernesto Valverde
CHAPECOENSE (BRA): 12.Elias (1.Artur Moraes); 22.Apodi (92.Zeballos), 21.Luiz Otávio (14.Fabrício Bruno), 80.Victor Ramos (3.Douglas Grolli) e 6.Reinaldo; 5.Moisés Ribeiro (11.Luiz Antônio), 28.Alan Ruschel (7.Penilla), 30.Nenén (70.Nadson) (37.Moisés Gaúcho), 25.Lucas Mineiro (87.Khevin) e 32.Lourency (23.Fernando Guerrero) (17.Arthur Caíke); 9.Wellington Paulista (10.Tulio de Melo). Técnico: Vinícius Eutrópio

Parabéns ao Futbol Club Barcelona e, por que não?, à Associação Chapecoense de Futebol pela festa.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da Copa do Rei 2016/2017

Os jogadores do Barcelona comemoram o único título conquistado na temporada 2016/2017. Foto: Getty Images

Na partida que marcou as despedidas de Luis Enrique no comando do Barcelona e do Estádio Vicente Calderón, o Barcelona venceu o Alavés por 3 a 1 e ficou com o título da Copa do Rei 2016/2017 neste sábado (27). Os gols da partida foram marcados por Messi, Neymar e Paco Alcácer pelo lado catalão, enquanto Théo Hernández descontou para o clube do País Basco. Esse foi o 29º caneco da competição erguido pelo Barça. Com o título dos blaugranas, o Athletic Bilbao, sétimo colocado do Campeonato Espanhol, herdou uma vaga para a disputa da próxima Liga Europa – se o Alavés fosse o campeão, a vaga para o torneio continental era dele.

O último jogo oficial do Vicente Calderón foi justamente uma partida envolvendo dois clubes de regiões separatistas da Espanha, a Catalunha, caso do Barcelona, e o País Basco, representado pelo Alavés. Obviamente, as duas torcidas vaiaram e muito a execução do hino da Espanha.

Detalhes políticos à parte, a bola rolou e o Barcelona, mesmo desfalcado do “S” de seu poderoso trio MSN – Messi, Suárez e Neymar, já deu as caras logo aos 6 minutos. Messi lançou Alba na diagonal. O camisa 18 deu um leve desvio de cabeça para a bola quicar na grama, fazer uma curva e sair caprichosamente pela linha de fundo. Dois minutos depois, um choque de cabeça entre Mascherano e Llorente deixou os dois times preocupados. O argentino levou a pior, pois saíra sangue e, com isso, ele foi substituído por André Gomes.

A partida seguiu com a habitual posse de bola da equipe catalã, enquanto os albicelestes montaram um forte esquema de marcação para evitar as peripécias de Messi e companhia. No entanto, em uma vacilada de Piqué, Ibai Gómez partiu para cima e chutou rasteiro, a redonda desviou em Cilessen, na trave, passou por cima da linha até o outro lado e Deyverson tentou chutar sem ângulo em vez de passar para um companheiro que tinha melhores condições.

Depois do susto, os blaugranas, aos 26, levaram perigo. Iniesta arriscou, Paco Alcácer desviou e quase enganou Pacheco, que defendeu com os pés. No entanto, o esquema tático do Alavés sucumbiu aos 31 minutos. Messi tabelou com Neymar e, da meia-lua, o argentino du um tapa com a canhota no canto do goleiro: 1 a 0 para o Barça.

A reação dos albiazules foi instantânea. O lateral Théo Hernández cobrou falta com maestria no ângulo de Cilessen, um golaço.

O gol sofrido não abalou muito os comandados de Luis Enrique. Tanto que, em dois lances, aos 39 e aos 40, o Barça quase fez o segundo. Primeiro Messi cobrou falta direto e Pacheco fez a defesa em dois tempos. No lance seguinte, Neymar tocou para Rakitić que chutou rasteiro da entrada da área e mandou à direita da meta do Alavés.

E, antes do intervalo, o Barcelona praticamente liquidou o jogo. Aos 44, Messi abriu para André Gomes, que cruzou rasteiro para Neymar, que estava levemente adiantado, só completar para as redes e pôr a equipe da Catalunha na frente. E, nos acréscimos da primeira etapa, aos 47, Messi fez grande jogada invidual, passou por três adversários, e deixou Paco Alcácer em ótimas condições para dominar e chutar rasteiro para ampliar a vantagem: 3 a 1.

No começo da etapa complementar, o Alavés assustou aos dois minutos. Ibai Gómez cobrou falta com perigo e Cilissen só observou e “tirou com os olhos”. Dois minutos depois, Messi fez jogada pela direita e cruzou à meia altura para Paco, que desviou para Pacheco espalmar e a defesa completar.

O jogo seguiu com os catalães valorizando a posse de  bola e tentando infiltrar a defesa da equipe do País Basco. Aos 20, Iniesta tentou e mandou por cima.

O Alavés teve duas oportunidades seguidas de gol. Aos 24, Sobrino, que entrou no lugar de Edgar, acertou André gomes com a bola viva na grande área. No minuto seguinte, o goleiro holandês desviou com os pés o desvio do zagueiro brasileiro Rodrigo Ely. No mesmo minuto, o Alavés até marcou, mas Deyverson foi flagrado em impedimento.

O tempo fechou entre os atletas das duas equipes depois que Neymar caiu (e valorizou) o empurrão dado por Sobrino fora do lance e dentro da área. No final, o árbitro distribuiu cartões amarelos para os dois times.

E, já nos minutos finais, aos 46, em um contragolpe de quatro contra três, o Barcelona desperdiçou uma ótima oportunidade por Busquets, que procurou Neymar em vez de ter chutado. E o placar no segundo tempo não foi alterado. Fim de jogo no Vicente Calderón: Barcelona 3, Alavés 1.

O Barcelona entrou em campo com o franco favoritismo e isso foi consolidado no primeiro tempo. Além da despedida do estádio que sediou os jogos do Atlético de Madrid, a partida também marcou a despedida do técnico Luis Enrique da equipe catalã. A Copa do Rei era a última oportunidade do Barça encerrar a temporada com título. Enquanto isso, o Alavés já entrou em campo fazendo história, uma vez que o clube alviceleste nunca havia chegado à final da competição. O Barcelona dominou o jogo todo e, apesar do susto sofrido com o empate do Alavés, o time da Catalunha fez o suficiente para conquistar o tricampeonato da copa nacional. E, desde os tempos de Di Stéfano, um atleta não marcava gol em três finais consecutivas da Copa do Rei e ontem Neymar conseguiu fazer a façanha. Com o título, o Barcelona chegou a 29 taças e é o maior vencedor do torneio, deixando o Athletic de Bilbao para trás com 23 e Real Madrid com 19.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Quarta fase:
30/11/2016 – Hércules 1×1 Barcelona – José Rico Pérez, Alicante
21/12/2016 – Barcelona 7×0 Hércules – Camp Nou, Barcelona
Oitavas-de-final:
05/01/2017 – Athletic Bilbao 2×1 Barcelona – San Mamés, Bilbao
11/01/2017 – Barcelona 3×1 Athletic Bilbao – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
19/01/2017 – Real Sociedad 0x1 Barcelona – Anoeta, San Sebastián
26/01/2017 – Barcelona 5×2 Real Sociedad – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
01/02/2017 – Atlético de Madrid 1×2 Barcelona – Vicente Calderón, Madri
07/02/2017 – Barcelona 1×1 Atlético de Madrid – Camp Nou, Barcelona
Final:
27/05/2017 – Barcelona 3×1 Alavés – Vicente Calderón, Madri

FICHA TÉCNICA: BARCELONA 3×1 ALAVÉS
Competição/fase: Copa del Rey 2016/2017 – final (jogo único)
Local: Estádio Vicente Calderón, Madri
Data: 27 de maio de 2017, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Carlos Clos Gómez
Cartões Amarelos: Umtiti, Messi e Iniesta (Barcelona); Édgar Méndez, Manu García, Rodrigo Ely e Sobrino (Alavés)
Gols: Messi, aos 29 min do 1º tempo (1-0), Théo Hernández, aos 33 min do 1º tempo (1-1), Neymar, aos 44 min do 1º tempo (2-1) e Paco Alcácer, aos 46 min do 1º tempo (3-1)
BARCELONA: 13.Cillessen; 14.Maschereno (21.André Gomes), 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitić (22.Alexis Vidal) e 8.Iniesta; 10.Messi, 11.Neymar e 17.Paco Alcácer. Técnico: Luis Enrique
ALAVÉS: 1.Fernando Pacheco; 21.Kiko Femenía, 2.Rodrigo Ely, 22.Vigaray, 24.Feddal e 15.Théo Hernandéz (10.Óscar Romero); 19.Manu García, 6.Lloriente, 17.Edgar Mendéz (7.Sobrino) e 11.Ibai Gómez (8.Camarasa); 20.Dayvison. Técnico: Manuel Pellegrini

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

Chile: campeão da Copa América Centenário 2016

Jogadores chilenos comemoram a conquista da Copa América Centenário em Nova Jérsei. Foto: Epa/Jason Szenes
Jogadores chilenos comemoram a conquista da Copa América Centenário em Nova Jérsei. Foto: Epa/Jason Szenes

O Chile derrotou a Argentina por 4 a 2 na disputa por pênaltis após um empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação na final da Copa América Centenário na noite deste domingo (26) no MeltLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O triunfo chileno fez aumentar ainda mais o tabu de conquistas dos argentinos, que já chega a 23 anos (o último título da Argentina foi a Copa América de 1993, no Equador). Assim, como foi na última Copa América, o Chile mais uma vez levou a melhor diante dos argentinos na disputa nos tiros penais.

A partida começou com os argentinos dispostos a acabar com a sina de vices. Antes do primeiro minutos de jogo, os alvicelestes chegaram com Banega, que de fora da área arriscou e a bola passou à direita da meta de Claudio Bravo. Mas, embora pressionasse mais e manteve a posse da bola, os hermanos esbarravam na aguerrida equipe chilena que, por sua vez, não conseguiam atacar. Porém, apesar do predomínio, a Argentina não conseguia criar situações de perigo. O jogo seguiu tenso e pegado e os lances mais ríspidos, como as entradas mais perigosas, deram trabalho para o árbitro brasileiro Heber Roberto Lopes que, de forma criteriosa, distribuía cartões.

A principal oportunidade dos argentinos veio aos 21 minutos com Higuaín. Medel vacilou na intermediária, foi desarmado pelo camisa 9 que avançou, deu um leve toque por cima de Bravo, mas a bola caprichosamente saiu pela linha de fundo. No lance, o chileno chocou-se feio com a trave na tentativa de se redimir da falha ao tentar evitar que a redonda chutada por Higuaín tivesse endereço certo.

Para complicar ainda mais a situação dos atuais campeões da Copa América, Díaz foi expulso aos 31 minutos da primeira etapa após obstruir Messi em um contragolpe. Como havia recebido o primeiro cartão amarelo antes, o defensor chileno recebeu o segundo e, consequentemente, foi mais cedo para o chuveiro.

A partir da expulsão de Díaz, o jogo virou um ataque contra defesa nos 14 minutos seguintes até que o lateral-esquerdo Rojo também foi expulso após entrada dura em Vidal. Com dez para cada lado, a partida seguiu intensa e truculenta.

No segundo tempo, com mais espaço à disposição para duas equipes, o Chile finalmente criou a sua primeira oportunidade. Aos sete minutos, Vargas chutou cruzado, Romero espalmou e a zaga aliviou o perigo. Os Rojos passaram a controlar mais o jogo, mas não criou nada de muito efetivo. A Argentina criou mais duas oportunidades, mas não acertaram o alvo. A final seguiu para a prorrogação.

No tempo extra, o panorama seguiu o mesmo, desgastadas, as duas equipes se alternavam nas principais ações. Mas foi na prorrogação que Bravo fez a defesa milagrosa. Aos 9 minutos, Messi cobrou falta, Kun Agüero cabeceou no ângulo e o arqueiro chileno deu um tapa na bola que tinha endereço certo. A esférica ainda tocou no travessão e saiu. Mas, não teve jeito, assim como na última Copa América, o campeão da edição comemorativa da competição seria definido na disputa de pênaltis.

Nos tiros penais, as duas seleções adotaram estratégias semelhantes: colocaram os seus principais destaques para abrir a série. Os chilenos bateram primeiro. Arturo Vidal chutou a meia altura e parou em Romero. Em seguida foi a vez de Messi. O craque do Barcelona isolou a sua cobrança ao mandar por cima da meta. Na sequência, os jogadores das duas equipes converteram: Castillo, Aránguiz e Beansejour pelos chilenos, enquanto Mascherano e Agüero marcaram para os argentinos. Mas, Bravo defendeu a cobrança de Biglia e Silva fez o gol que deu o título da Copa América Centenário para o Chile. Final da disputa de pênaltis: Argentina 2, Chile 4.

Protagonistas da última Copa América, Argentina e Chile fizeram justiça ao chegarem para a final da Copa América Centenário nos Estados Unidos. Consideradas atualmente as duas maiores potências no futebol sulamericano,as duas seleções fizeram uma boa campanha no torneio. Os argentinos, até então, chegaram com 100% de aproveitamento e estavam confiantes no fim do tabu de 23 anos sem conquistas, enquanto os chilenos, que perderam na estreia justamente para o rival desta noite, cresceu na competição e fizeram uma boa campanha, inclusive com os inesquecíveis 7 a 0 em cima do México nas quartas-de-final. Na decisão, os hermanos mantiveram mais a posse de bola e criaram as melhores oportunidades, enquanto os aguerridos chilenos acreditaram na força do conjunto e seguraram os alvicelestes. Apesar da atuação rígida do árbitro brasileiro, argentinos e chilenos reclamaram bastante de Heber Roberto Lopes. Mas o jogo foi amarrado e brigado do começo ao fim. Messi poderá ficar marcado pelo pênalti desperdiçado, o que seria injusto, pois ele fez uma grande Copa América. No entanto, marcado mesmo ficará Higuaín que, nas três últimas finais disputadas pela sua seleção – Copa do Mundo (2014), Copa América (2015) e Copa América Centenário (2016) -, teve a “bola do jogo”, mas desperdiçou ambas. Resta agora para a geração de Messi, a Copa do Mundo da Rússia em 2018, se a Argentina não levar o Mundial dessa vez, o craque poderá se juntar ao rol de lendas como Cruijff, Platini, Zico e Sócrates – seleto grupo de jogadores consagrados, campeões por onde passaram, mas com a frustração de nunca terem conquistado uma Copa do Mundo.

Aliás, vale reforçar que, mesmo que a Argentina tivesse se sagrado campeã na decisão de hoje, o representante da Conmebol na Copa das Confederações de 2017, que será disputado na Rússia, seria o Chile, por ter sido o campeão da Copa América de 2015 e, ainda, disputará a Copa América em 2019, que será realizada no Brasil, como defensora do título, uma vez que a Copa América Centenário é uma edição especial comemorativa dos 100 anos da primeira realização da competição continental.

Fase de grupos (Grupo D):
06/06/2016 – Argentina 2×1 Chile – Levi’s Stadium, Santa Clara
10/06/2016 – Chile 2×1 Bolívia – Gillette Stadium, Foxborough
14/06/2016 – Chile 4×2 Panamá – Lincoln Financial Field, Filadélfia
Quartas-de-final:
18/06/2016 – México 0x7 Chile – Levi’s Stadium, Santa Clara
Semifinal:
22/06/2016 – Colômbia 0x2 Chile – Soldier Field, Chicago
Final:
26/06/2016 – Argentina (2)0x0(4) Chile – MetLife Stadium, Nova Jérsei

FICHA TÉCNICA: ARGENTINA (2)0x0(4) CHILE
Competição/fase:
Copa América Centenário 2016 – final (jogo único)
Local: Estádio MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jérsei (EUA)
Data: 26 de junho de 2016, 21h (horário de Brasília), domingo
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Brasil)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Bruno Boschilia, ambos do Brasil
Cartões Amarelos: Mascherano e Messi (Argentina); Díaz, Vidal, Beausejour e Aránguiz (Chile)
Cartões Vermelhos: Rojo (Argentina); Díaz (Chile)
Pênaltis convertidos: Mascherano e Agüero (Argentina); Castillo, Aránguiz, Beansejour e Silva (Chile)
Pênaltis desperdiçados: Messi e Biglia (Argentina); Vidal (Chile)
ARGENTINA: 1.Romero; 4.Mercado, 13.Funes Mori, 17.Otamendi e 16.Rojo; 14.Mascherano, 6.Biglia e 19.Banega (18.Lamela); 7.Di María (5.Kranevitter), 10.Messi e 9.Higuaín (11.Kun Agüero). Técnico: Gerardo “Tata” Martino
CHILE: 1.Bravo; 4.Isla, 17.Medel, 18.Jara e 15.Beausejour; 20.Aránguiz, 21.Díaz, 6.Fuenzalida (22.Puch) e 8.Vidal; 7.Sanchez (5.Silva) e 11.Vargas (16.Castillo). Técnico: Juan Antonio Pizzi

Parabéns ao Chile pela conquista

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão do Mundial de Clubes da FIFA 2015

Jogadores do Barcelona comemoram o terceiro mundial do clube catalão. Créditos: ChinaFotoPress
Jogadores do Barcelona comemoram o terceiro mundial do clube catalão. Créditos: ChinaFotoPress

O Barcelona pela terceira vez conquista o Mundial de Clubes da FIFA ao bater o River Plate por 3 a 0 na decisão contra o River Plate no Estádio de Yokohama, no Japão. Com gol de Messi e dois de Luís Suárez, a equipe catalã não encontrou dificuldades em bater o representante sulamericano na competição e ergueu a sua quinta taça em 2015.

O primeiro tempo começou com o River Plate tentando marcar em cima, especialmente em cima de Iniesta para que ele não encontre espaços para servir o trio “MSN” – Messi, Suárez e Neymar. Mas, a partir dos dez minutos, os argentinos mudaram de postura e desistiu de pressionar a saída de bola do Barcelona. Em seguida, os catalães conseguiram a primeira grande oportunidade. Aos 10, Messi tentou duas vezes. Na primeira, após a escorada de Suárez, o argentino chutou, Maidana salvou de cabeça a bola, que tinha como direção o gol. Na sequência, o camisa 10 chutou forte, e Barovero mergulhou no canto para salvar.

A primeira etapa seguiu conforme fora previsto: Barcelona mantendo a posse de bola e o River Plate tentando encaixar um contragolpe, que até chegou a acontecer aos 27 minutos com Mora arriscando de fora da área, mas Bravo defendeu de forma segura. Três minutos depois, foi a vez de Alario também tentar de longe, mas o arqueiro catalão estava atento.

A superioridade do Barcelona era evidente e o gol era questão de tempo, e ele veio ainda no tempo inicial. Aos 36, Daniel Alves cruzou da direita, Neymar escorou de cabeça para o meio da área, Messi dominou no meio da marcação, a bola resvalou em seu braço de forma não intencional, e deu um toque com categoria com a perna esquerda para tirar do goleiro e colocar o time da Catalunha na frente.

Antes do término do primeiro tempo, aos 46, Suárez ainda perdeu outra grande oportunidade para o Barcelona. O uruguaio foi lançado por trás da zaga e tocou na saída de Balovero, mas o chute saiu torto e a redonda foi para fora.

Na volta para o segundo tempo, Marcelo Gallardo promoveu as entradas de Martínez e Lucho González nos lugares de Mora e Ponzio respectivamente. A proposta parecia boa, pois os Millonarios tentaram pressionar como fizeram no começo da primeira etapa. Mas tudo sucumbiu aos 4 minutos quando o River perdeu a bola na intermediária do Barça. Iniesta tocou rápido para Busquets, que fez um belo lançamento para Suárez, que ganhou do marcador na corrida e acertou a bola por baixo das pernas de Balovero para aumentar a vantagem dos blaugranos.

O segundo tento catalão desestruturou o time do Rio da Prata. Perdido em campo, o River Plate praticamente tratou de jogar para não ser goleado, mesmo assim, a sua fanática torcida não parava de cantar um minuto sequer. Aos 9, Neymar avançou, tocou para Messi, que tocou na saída do goleiro, Sánches tirou em cima da linha e Barovero tirou o perigo. Cinco minutos depois, Neymar buscou o ângulo ao finalizar com efeito, mas a esférica passou rente à trave.

Aos 23, o Barcelona colocou o “último prego no caixão”. Neymar recebeu pela esquerda e cruzou na medida para Suárez cabecear o suficiente para deslocar o arqueiro ao mandar a bola em seu contrapé: 3 a 0. Praticamente o título já estava assegurado.

No segundo tempo, o River Plate só levou perigo aos 31 minutos com Alario, que exigiu excelente defesa de Bravo em uma cabeçada. Aliás, foi o único lance que Piqué não ganhou pelo alto, pois no resto, ele levou a melhor em todas por cima. Depois, aos 38, Driussi arriscou de fora da área, Bravo deu um leve desvio que foi suficiente para que a redonda tocasse na trave e não entrasse. Mas isso não teve jeito: o Barcelona confirmou o seu favoritismo e levou o Mundial de Clubes mais uma vez, o que faz dele o único tricampeão mundial homologado pela FIFA.

O Barcelona entrou em campo como o grande favorito para a final do Mundial. Isso é fato. O River Plate foi até valente ao propor nos minutos iniciais de cada etapa a marcação na saída de bola da equipe azul-grená. Mas, apesar do esforço, a qualidade do plantel de Luis Enrique prevaleceu e não tomou conhecimento do atual campeão da Libertadores. O poderoso ataque do Barça jogou muito, especialmente Luís Suárez, que entrou para a história do torneio ao fazer cinco gols em dois jogos, o que fez dele o ganhador da Bola de Ouro do certame. Enquanto Messi abriu o marcador e Neymar contribuiu com duas assistências. Já a torcida do River Plate fez a sua parte: os 15 mil Millonarios cantaram e incentivaram a equipe durante todo o jogo. Dessa forma, o Barcelona encerra 2015 de forma brilhante: cinco títulos conquistados em seis disputados (só perdeu a decisão da Supercopa da Espanha para o Athletic de Bilbao), ficando atrás da temporada de 2009, quando conquistou o sextete: Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Supercopa da Espanha, Liga dos Campeões, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes da FIFA.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Semifinal:
17/12/2015 – Barcelona (ESP) 3×0 Guangzhou Evergrande (CHI) – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama
Final:
20/12/2015 – River Plate (ARG) 0x3 Barcelona (ESP) – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama

FICHA TÉCNICA: RIVER PLATE (ARG) 0x3 BARCELONA (ESP)
Competição/fase: Mundial de Clubes da FIFA 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama (Japão)
Data: 20 de dezembro de 2015 – 8h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammadreza MAnsouri, ambos do Irã
Cartões Amarelos: Kranevitter e Ponzio (River Plate); Jordi Alba, Rakitic, Neymar e Sergi Roberto (Barcelona)
Gols: Messi, aos 36 min do 1º tempo; Suárez, aos 4 e aos 23 min do 2º tempo
RIVER PLATE (ARG): 1.Balovero; 25.Mercado, 2.Maidana, 3.Balanta e 21.Vangioni; 5.Kranevitter, Sánchez e 23.Ponzio (27.Lucho González); 19.Viudez (22.Driussi), 13.Alario e 7.Mora (10.Martínez). Técnico: Marcelo Gallardo
BARCELONA (ESP): 1.Bravo; 6.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano (23.Varmaelen) e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitic (20.Sergi Roberto) e 8.Iniesta; 10.Messi, 9.Suárez e 11.Neymar (24.Mathieu). Técnico: Luis Enrique

Parabéns ao F.C. Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida