Barcelona: campeão do Troféu Joan Gamper 2017

Jogadores das duas equipes posam para fotografia no Camp Nou. Foto: Josep Lago/AFP

A Chapecoense foi homenageada pelo Barcelona ao participar da disputa do Troféu Joan Gamper, no Estádio Camp Nou, na Catalunha, na tarde desta segunda-feira (7). Dentro de campo, os catalães golearam a Chape por 5 a 0, com gols Deulofeu, Busquets, Messi, Suárez e Denis Suárez, e ficaram com a taça do amistoso pela 40ª vez. Para os envolvidos, o resultado foi o de menos, mas valeu a celebração à vida, à memória dos 71 mortos do voo da LaMia, a volta de Alan Ruschel e dos demais sobreviventes. Uma grande festa foi feita na casa do Barça.

O jogo começou com o Barcelona partindo pra cima e, através do característico toque de bola, logo a um minuto de jogo, Messi bateu à queima-roupa para Elias fazer linda defesa. Dois minutos depois, após escanteio, Rakitić se antecipou no primeiro pau e cabeceou por cima do gol de Elias. Em seguida, depois de bela troca de passes, Suárez recebeu na área, mas sem ângulo chutou em cima do arqueiro da Chape.

E, com muita facilidade, o Barça chegou ao gol aos cinco minutos. Rakitić deu uma caneta em Luiz Otávio e deixou Deulofeu apenas para completar para as redes, sem goleiro.

Os blaugranas não demoraram muito e fizeram o segundo gol ainda aos dez minutos. Deulofeu importunou a defesa da Chapecoense e recuou para Busquets, sem marcação, e que acertou um chutaço no ângulo, sem chances de defesa para Elias.

O Verdão do Oeste teve a sua primeira oportunidade apenas aos 15 minutos. Wellington Paulista ganha de Piqué por cima, carregou a bola até a grande área para arriscar de esquerda, cruzado, para a redonda passar perto da trave esquerda de Ter Steger. Quatro minutos depois, a equipe brasileira finalizou novamente. Alan Ruschel cobrou falta na área, Luiz Otávio subiu bem, sozinho, cabeceou, mas não acertou o alvo. A Chape passou a tocar a bola sem pressa, mas não conseguiu progredir.

A equipe catalã voltou a impor o seu ritmo. Aos 26, cruzamento rasteiro para Messi, o argentino pegou de primeira e Elias defendeu no reflexo. No lance seguinte, Messi girou, driblou e passou como quis na defesa adversárioa, abriu para Deulofeu, que devolveu para o camisa 10 marcar: 3 a 0.

O Barcelona seguiu pressionando sem dó e nem piedade da Chape. Aos 33, Rakitić ajeitou de costas para Suárez chegar chutando; o uruguaio pegou de primeira para mais uma grande defesa de Elias. No minuto seguinte, Suárez saiu na cara do goleiro da Chape, que saiu bem, fechou o ângulo e impediu o quarto tento dos blaugranas.

O ápice do jogo veio aos 35 minutos: saiu Alan Ruschel, que foi aplaudido de pé pelos torcedores presentes no Camp Nou, para a entrada de Penilla. E os catalães continuaram com tudo no jogo. Aos 37, roubaram a bola próximo da defesa da Chape, e Messi só não marcou o seu segundo gol porque Reinaldo, com o pé, salvou em cima da linha. Cinco minutos mais tarde, outra tabelinha do Barça, dessa vez com Iniesta e Messi, que deixou o camisa 8 na cara do gol e tentou encobrir Elias, mas o arqueiro defendeu. Aos 44, depois da cobrança de escanteio, Suárez pegou de primeira, sem deixar a bola quicar, mas Elias fez mais uma grande defesa.

Na segunda etapa, o domínio catalão seguiu e o quarto gol não demorou muito. Aos 9, Suárez recebeu de Messi e bateu forte, sem ângulo, para fazer o seu depois de parar em Elias em três ocasiões. Um minuto depois, Messi recebeu de Suárez, puxou para o meio e visou o cantinho, porém, a esférica saiu.

Aos 14, a Chapecoense chegou à sua terceira finalização no jogo, mas Cilessen caiu no canto para defender. O jogo deu continuidade com a superioridade dos anfitriões, que chegaram ao quinto gol aos 28. Messi deu um excelente passe para Denis Suárez receber livre e chutar na saída do goleiro.

O amistoso deu uma tranquilizada por conta das alterações promovidas pelas equipes.  A Chape tentou mais uma vez aos 36 com Tulio de Melo, que subiu mais alto que a defesa e exigiu defesa de Cillessen.

O Barcelona ainda teve oportunidade de chegar ao sexto gol. Khevin derrubou Semedo na área aos 43. Pênalti. Paco Alcácer, que entrou no lugar de Messi, cobrou, mas Artur Moraes, substituto de Elias, pegou, no rebote, o camisa 17 azul-grená escorregou e, no bate-rebate, a defesa conseguiu afastar.

O jogo seguiu até os 49 minutos, e o amistoso terminou com vitória dos anfitriões por 5 a 0 e, assim, o Internacional de Porto Alegre segue como o único time brasileiro a conquistar o Troféu Joan Gamper, enquanto o Barcelona conquista a taça que leva o nome do patrono pela 40ª vez.

Apesar de estar em começo de temporada, o Barcelona entrou com o franco favoritismo diante da Chapecoense, e a superioridade do time catalão foi absurda. Messi e companhia encararam o amistoso como um jogo-treino. A Chape foi ‘engolida’ pelo Barça. Nos números da partida, os blaugranas foram superiores em todos os dados: posse de bola (67% a 33%), finalizações (20 a 4, sendo que os catalães tiveram dez chances reais de gols contra zero dos brasileiros), passes certos (540 a 154), enfim, avassalador. Apesar da goleada, o resultado foi o de menos, o importante foi a celebração à vida, a homenagem aos falecidos e aos sobreviventes do voo da LaMia.

A seguir, a ficha técnica do jogo amistoso que valeu taça.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×0 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Troféu Joan Gamper 2017 – amistoso (jogo único)
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha
Data: 7 de agosto de 2017, segunda-feira, 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alfonso Álvarez Isquierdo
Assistentes: Juan Carlos Barranco Trejo e Joan Méndez Mateo
Cartão Amarelo: Lucas Mineiro (Chapecoense)
Gols: Deulofeu, aos 5 min (1-0), Busquets, aos 10 min (2-0) e Messi, aos 27 min do 1º tempo (3-0); Suárez, aos 9 min (4-0) e Denis Suárez, aos 29 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen (13.Cillessen); 22.Vidal (2.Nélson Semedo), 3.Piqué (2.Marlon), 23.Umtiti (14.Mascherano) e 18.Jordi Alba (19.Digne); 4.Rakitić (30.Aleñá), 5.Busquets (26.Samper) e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 16.Deulofeu (6.Denis Suárez), 10.Messi (17.Paco Alcácer) e 9.Suárez (29.El Haddadi). Técnico: Ernesto Valverde
CHAPECOENSE (BRA): 12.Elias (1.Artur Moraes); 22.Apodi (92.Zeballos), 21.Luiz Otávio (14.Fabrício Bruno), 80.Victor Ramos (3.Douglas Grolli) e 6.Reinaldo; 5.Moisés Ribeiro (11.Luiz Antônio), 28.Alan Ruschel (7.Penilla), 30.Nenén (70.Nadson) (37.Moisés Gaúcho), 25.Lucas Mineiro (87.Khevin) e 32.Lourency (23.Fernando Guerrero) (17.Arthur Caíke); 9.Wellington Paulista (10.Tulio de Melo). Técnico: Vinícius Eutrópio

Parabéns ao Futbol Club Barcelona e, por que não?, à Associação Chapecoense de Futebol pela festa.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da Copa do Rei 2016/2017

Os jogadores do Barcelona comemoram o único título conquistado na temporada 2016/2017. Foto: Getty Images

Na partida que marcou as despedidas de Luis Enrique no comando do Barcelona e do Estádio Vicente Calderón, o Barcelona venceu o Alavés por 3 a 1 e ficou com o título da Copa do Rei 2016/2017 neste sábado (27). Os gols da partida foram marcados por Messi, Neymar e Paco Alcácer pelo lado catalão, enquanto Théo Hernández descontou para o clube do País Basco. Esse foi o 29º caneco da competição erguido pelo Barça. Com o título dos blaugranas, o Athletic Bilbao, sétimo colocado do Campeonato Espanhol, herdou uma vaga para a disputa da próxima Liga Europa – se o Alavés fosse o campeão, a vaga para o torneio continental era dele.

O último jogo oficial do Vicente Calderón foi justamente uma partida envolvendo dois clubes de regiões separatistas da Espanha, a Catalunha, caso do Barcelona, e o País Basco, representado pelo Alavés. Obviamente, as duas torcidas vaiaram e muito a execução do hino da Espanha.

Detalhes políticos à parte, a bola rolou e o Barcelona, mesmo desfalcado do “S” de seu poderoso trio MSN – Messi, Suárez e Neymar, já deu as caras logo aos 6 minutos. Messi lançou Alba na diagonal. O camisa 18 deu um leve desvio de cabeça para a bola quicar na grama, fazer uma curva e sair caprichosamente pela linha de fundo. Dois minutos depois, um choque de cabeça entre Mascherano e Llorente deixou os dois times preocupados. O argentino levou a pior, pois saíra sangue e, com isso, ele foi substituído por André Gomes.

A partida seguiu com a habitual posse de bola da equipe catalã, enquanto os albicelestes montaram um forte esquema de marcação para evitar as peripécias de Messi e companhia. No entanto, em uma vacilada de Piqué, Ibai Gómez partiu para cima e chutou rasteiro, a redonda desviou em Cilessen, na trave, passou por cima da linha até o outro lado e Deyverson tentou chutar sem ângulo em vez de passar para um companheiro que tinha melhores condições.

Depois do susto, os blaugranas, aos 26, levaram perigo. Iniesta arriscou, Paco Alcácer desviou e quase enganou Pacheco, que defendeu com os pés. No entanto, o esquema tático do Alavés sucumbiu aos 31 minutos. Messi tabelou com Neymar e, da meia-lua, o argentino du um tapa com a canhota no canto do goleiro: 1 a 0 para o Barça.

A reação dos albiazules foi instantânea. O lateral Théo Hernández cobrou falta com maestria no ângulo de Cilessen, um golaço.

O gol sofrido não abalou muito os comandados de Luis Enrique. Tanto que, em dois lances, aos 39 e aos 40, o Barça quase fez o segundo. Primeiro Messi cobrou falta direto e Pacheco fez a defesa em dois tempos. No lance seguinte, Neymar tocou para Rakitić que chutou rasteiro da entrada da área e mandou à direita da meta do Alavés.

E, antes do intervalo, o Barcelona praticamente liquidou o jogo. Aos 44, Messi abriu para André Gomes, que cruzou rasteiro para Neymar, que estava levemente adiantado, só completar para as redes e pôr a equipe da Catalunha na frente. E, nos acréscimos da primeira etapa, aos 47, Messi fez grande jogada invidual, passou por três adversários, e deixou Paco Alcácer em ótimas condições para dominar e chutar rasteiro para ampliar a vantagem: 3 a 1.

No começo da etapa complementar, o Alavés assustou aos dois minutos. Ibai Gómez cobrou falta com perigo e Cilissen só observou e “tirou com os olhos”. Dois minutos depois, Messi fez jogada pela direita e cruzou à meia altura para Paco, que desviou para Pacheco espalmar e a defesa completar.

O jogo seguiu com os catalães valorizando a posse de  bola e tentando infiltrar a defesa da equipe do País Basco. Aos 20, Iniesta tentou e mandou por cima.

O Alavés teve duas oportunidades seguidas de gol. Aos 24, Sobrino, que entrou no lugar de Edgar, acertou André gomes com a bola viva na grande área. No minuto seguinte, o goleiro holandês desviou com os pés o desvio do zagueiro brasileiro Rodrigo Ely. No mesmo minuto, o Alavés até marcou, mas Deyverson foi flagrado em impedimento.

O tempo fechou entre os atletas das duas equipes depois que Neymar caiu (e valorizou) o empurrão dado por Sobrino fora do lance e dentro da área. No final, o árbitro distribuiu cartões amarelos para os dois times.

E, já nos minutos finais, aos 46, em um contragolpe de quatro contra três, o Barcelona desperdiçou uma ótima oportunidade por Busquets, que procurou Neymar em vez de ter chutado. E o placar no segundo tempo não foi alterado. Fim de jogo no Vicente Calderón: Barcelona 3, Alavés 1.

O Barcelona entrou em campo com o franco favoritismo e isso foi consolidado no primeiro tempo. Além da despedida do estádio que sediou os jogos do Atlético de Madrid, a partida também marcou a despedida do técnico Luis Enrique da equipe catalã. A Copa do Rei era a última oportunidade do Barça encerrar a temporada com título. Enquanto isso, o Alavés já entrou em campo fazendo história, uma vez que o clube alviceleste nunca havia chegado à final da competição. O Barcelona dominou o jogo todo e, apesar do susto sofrido com o empate do Alavés, o time da Catalunha fez o suficiente para conquistar o tricampeonato da copa nacional. E, desde os tempos de Di Stéfano, um atleta não marcava gol em três finais consecutivas da Copa do Rei e ontem Neymar conseguiu fazer a façanha. Com o título, o Barcelona chegou a 29 taças e é o maior vencedor do torneio, deixando o Athletic de Bilbao para trás com 23 e Real Madrid com 19.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Quarta fase:
30/11/2016 – Hércules 1×1 Barcelona – José Rico Pérez, Alicante
21/12/2016 – Barcelona 7×0 Hércules – Camp Nou, Barcelona
Oitavas-de-final:
05/01/2017 – Athletic Bilbao 2×1 Barcelona – San Mamés, Bilbao
11/01/2017 – Barcelona 3×1 Athletic Bilbao – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
19/01/2017 – Real Sociedad 0x1 Barcelona – Anoeta, San Sebastián
26/01/2017 – Barcelona 5×2 Real Sociedad – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
01/02/2017 – Atlético de Madrid 1×2 Barcelona – Vicente Calderón, Madri
07/02/2017 – Barcelona 1×1 Atlético de Madrid – Camp Nou, Barcelona
Final:
27/05/2017 – Barcelona 3×1 Alavés – Vicente Calderón, Madri

FICHA TÉCNICA: BARCELONA 3×1 ALAVÉS
Competição/fase: Copa del Rey 2016/2017 – final (jogo único)
Local: Estádio Vicente Calderón, Madri
Data: 27 de maio de 2017, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Carlos Clos Gómez
Cartões Amarelos: Umtiti, Messi e Iniesta (Barcelona); Édgar Méndez, Manu García, Rodrigo Ely e Sobrino (Alavés)
Gols: Messi, aos 29 min do 1º tempo (1-0), Théo Hernández, aos 33 min do 1º tempo (1-1), Neymar, aos 44 min do 1º tempo (2-1) e Paco Alcácer, aos 46 min do 1º tempo (3-1)
BARCELONA: 13.Cillessen; 14.Maschereno (21.André Gomes), 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitić (22.Alexis Vidal) e 8.Iniesta; 10.Messi, 11.Neymar e 17.Paco Alcácer. Técnico: Luis Enrique
ALAVÉS: 1.Fernando Pacheco; 21.Kiko Femenía, 2.Rodrigo Ely, 22.Vigaray, 24.Feddal e 15.Théo Hernandéz (10.Óscar Romero); 19.Manu García, 6.Lloriente, 17.Edgar Mendéz (7.Sobrino) e 11.Ibai Gómez (8.Camarasa); 20.Dayvison. Técnico: Manuel Pellegrini

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

Chile: campeão da Copa América Centenário 2016

Jogadores chilenos comemoram a conquista da Copa América Centenário em Nova Jérsei. Foto: Epa/Jason Szenes
Jogadores chilenos comemoram a conquista da Copa América Centenário em Nova Jérsei. Foto: Epa/Jason Szenes

O Chile derrotou a Argentina por 4 a 2 na disputa por pênaltis após um empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação na final da Copa América Centenário na noite deste domingo (26) no MeltLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O triunfo chileno fez aumentar ainda mais o tabu de conquistas dos argentinos, que já chega a 23 anos (o último título da Argentina foi a Copa América de 1993, no Equador). Assim, como foi na última Copa América, o Chile mais uma vez levou a melhor diante dos argentinos na disputa nos tiros penais.

A partida começou com os argentinos dispostos a acabar com a sina de vices. Antes do primeiro minutos de jogo, os alvicelestes chegaram com Banega, que de fora da área arriscou e a bola passou à direita da meta de Claudio Bravo. Mas, embora pressionasse mais e manteve a posse da bola, os hermanos esbarravam na aguerrida equipe chilena que, por sua vez, não conseguiam atacar. Porém, apesar do predomínio, a Argentina não conseguia criar situações de perigo. O jogo seguiu tenso e pegado e os lances mais ríspidos, como as entradas mais perigosas, deram trabalho para o árbitro brasileiro Heber Roberto Lopes que, de forma criteriosa, distribuía cartões.

A principal oportunidade dos argentinos veio aos 21 minutos com Higuaín. Medel vacilou na intermediária, foi desarmado pelo camisa 9 que avançou, deu um leve toque por cima de Bravo, mas a bola caprichosamente saiu pela linha de fundo. No lance, o chileno chocou-se feio com a trave na tentativa de se redimir da falha ao tentar evitar que a redonda chutada por Higuaín tivesse endereço certo.

Para complicar ainda mais a situação dos atuais campeões da Copa América, Díaz foi expulso aos 31 minutos da primeira etapa após obstruir Messi em um contragolpe. Como havia recebido o primeiro cartão amarelo antes, o defensor chileno recebeu o segundo e, consequentemente, foi mais cedo para o chuveiro.

A partir da expulsão de Díaz, o jogo virou um ataque contra defesa nos 14 minutos seguintes até que o lateral-esquerdo Rojo também foi expulso após entrada dura em Vidal. Com dez para cada lado, a partida seguiu intensa e truculenta.

No segundo tempo, com mais espaço à disposição para duas equipes, o Chile finalmente criou a sua primeira oportunidade. Aos sete minutos, Vargas chutou cruzado, Romero espalmou e a zaga aliviou o perigo. Os Rojos passaram a controlar mais o jogo, mas não criou nada de muito efetivo. A Argentina criou mais duas oportunidades, mas não acertaram o alvo. A final seguiu para a prorrogação.

No tempo extra, o panorama seguiu o mesmo, desgastadas, as duas equipes se alternavam nas principais ações. Mas foi na prorrogação que Bravo fez a defesa milagrosa. Aos 9 minutos, Messi cobrou falta, Kun Agüero cabeceou no ângulo e o arqueiro chileno deu um tapa na bola que tinha endereço certo. A esférica ainda tocou no travessão e saiu. Mas, não teve jeito, assim como na última Copa América, o campeão da edição comemorativa da competição seria definido na disputa de pênaltis.

Nos tiros penais, as duas seleções adotaram estratégias semelhantes: colocaram os seus principais destaques para abrir a série. Os chilenos bateram primeiro. Arturo Vidal chutou a meia altura e parou em Romero. Em seguida foi a vez de Messi. O craque do Barcelona isolou a sua cobrança ao mandar por cima da meta. Na sequência, os jogadores das duas equipes converteram: Castillo, Aránguiz e Beansejour pelos chilenos, enquanto Mascherano e Agüero marcaram para os argentinos. Mas, Bravo defendeu a cobrança de Biglia e Silva fez o gol que deu o título da Copa América Centenário para o Chile. Final da disputa de pênaltis: Argentina 2, Chile 4.

Protagonistas da última Copa América, Argentina e Chile fizeram justiça ao chegarem para a final da Copa América Centenário nos Estados Unidos. Consideradas atualmente as duas maiores potências no futebol sulamericano,as duas seleções fizeram uma boa campanha no torneio. Os argentinos, até então, chegaram com 100% de aproveitamento e estavam confiantes no fim do tabu de 23 anos sem conquistas, enquanto os chilenos, que perderam na estreia justamente para o rival desta noite, cresceu na competição e fizeram uma boa campanha, inclusive com os inesquecíveis 7 a 0 em cima do México nas quartas-de-final. Na decisão, os hermanos mantiveram mais a posse de bola e criaram as melhores oportunidades, enquanto os aguerridos chilenos acreditaram na força do conjunto e seguraram os alvicelestes. Apesar da atuação rígida do árbitro brasileiro, argentinos e chilenos reclamaram bastante de Heber Roberto Lopes. Mas o jogo foi amarrado e brigado do começo ao fim. Messi poderá ficar marcado pelo pênalti desperdiçado, o que seria injusto, pois ele fez uma grande Copa América. No entanto, marcado mesmo ficará Higuaín que, nas três últimas finais disputadas pela sua seleção – Copa do Mundo (2014), Copa América (2015) e Copa América Centenário (2016) -, teve a “bola do jogo”, mas desperdiçou ambas. Resta agora para a geração de Messi, a Copa do Mundo da Rússia em 2018, se a Argentina não levar o Mundial dessa vez, o craque poderá se juntar ao rol de lendas como Cruijff, Platini, Zico e Sócrates – seleto grupo de jogadores consagrados, campeões por onde passaram, mas com a frustração de nunca terem conquistado uma Copa do Mundo.

Aliás, vale reforçar que, mesmo que a Argentina tivesse se sagrado campeã na decisão de hoje, o representante da Conmebol na Copa das Confederações de 2017, que será disputado na Rússia, seria o Chile, por ter sido o campeão da Copa América de 2015 e, ainda, disputará a Copa América em 2019, que será realizada no Brasil, como defensora do título, uma vez que a Copa América Centenário é uma edição especial comemorativa dos 100 anos da primeira realização da competição continental.

Fase de grupos (Grupo D):
06/06/2016 – Argentina 2×1 Chile – Levi’s Stadium, Santa Clara
10/06/2016 – Chile 2×1 Bolívia – Gillette Stadium, Foxborough
14/06/2016 – Chile 4×2 Panamá – Lincoln Financial Field, Filadélfia
Quartas-de-final:
18/06/2016 – México 0x7 Chile – Levi’s Stadium, Santa Clara
Semifinal:
22/06/2016 – Colômbia 0x2 Chile – Soldier Field, Chicago
Final:
26/06/2016 – Argentina (2)0x0(4) Chile – MetLife Stadium, Nova Jérsei

FICHA TÉCNICA: ARGENTINA (2)0x0(4) CHILE
Competição/fase:
Copa América Centenário 2016 – final (jogo único)
Local: Estádio MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jérsei (EUA)
Data: 26 de junho de 2016, 21h (horário de Brasília), domingo
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Brasil)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Bruno Boschilia, ambos do Brasil
Cartões Amarelos: Mascherano e Messi (Argentina); Díaz, Vidal, Beausejour e Aránguiz (Chile)
Cartões Vermelhos: Rojo (Argentina); Díaz (Chile)
Pênaltis convertidos: Mascherano e Agüero (Argentina); Castillo, Aránguiz, Beansejour e Silva (Chile)
Pênaltis desperdiçados: Messi e Biglia (Argentina); Vidal (Chile)
ARGENTINA: 1.Romero; 4.Mercado, 13.Funes Mori, 17.Otamendi e 16.Rojo; 14.Mascherano, 6.Biglia e 19.Banega (18.Lamela); 7.Di María (5.Kranevitter), 10.Messi e 9.Higuaín (11.Kun Agüero). Técnico: Gerardo “Tata” Martino
CHILE: 1.Bravo; 4.Isla, 17.Medel, 18.Jara e 15.Beausejour; 20.Aránguiz, 21.Díaz, 6.Fuenzalida (22.Puch) e 8.Vidal; 7.Sanchez (5.Silva) e 11.Vargas (16.Castillo). Técnico: Juan Antonio Pizzi

Parabéns ao Chile pela conquista

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão do Mundial de Clubes da FIFA 2015

Jogadores do Barcelona comemoram o terceiro mundial do clube catalão. Créditos: ChinaFotoPress
Jogadores do Barcelona comemoram o terceiro mundial do clube catalão. Créditos: ChinaFotoPress

O Barcelona pela terceira vez conquista o Mundial de Clubes da FIFA ao bater o River Plate por 3 a 0 na decisão contra o River Plate no Estádio de Yokohama, no Japão. Com gol de Messi e dois de Luís Suárez, a equipe catalã não encontrou dificuldades em bater o representante sulamericano na competição e ergueu a sua quinta taça em 2015.

O primeiro tempo começou com o River Plate tentando marcar em cima, especialmente em cima de Iniesta para que ele não encontre espaços para servir o trio “MSN” – Messi, Suárez e Neymar. Mas, a partir dos dez minutos, os argentinos mudaram de postura e desistiu de pressionar a saída de bola do Barcelona. Em seguida, os catalães conseguiram a primeira grande oportunidade. Aos 10, Messi tentou duas vezes. Na primeira, após a escorada de Suárez, o argentino chutou, Maidana salvou de cabeça a bola, que tinha como direção o gol. Na sequência, o camisa 10 chutou forte, e Barovero mergulhou no canto para salvar.

A primeira etapa seguiu conforme fora previsto: Barcelona mantendo a posse de bola e o River Plate tentando encaixar um contragolpe, que até chegou a acontecer aos 27 minutos com Mora arriscando de fora da área, mas Bravo defendeu de forma segura. Três minutos depois, foi a vez de Alario também tentar de longe, mas o arqueiro catalão estava atento.

A superioridade do Barcelona era evidente e o gol era questão de tempo, e ele veio ainda no tempo inicial. Aos 36, Daniel Alves cruzou da direita, Neymar escorou de cabeça para o meio da área, Messi dominou no meio da marcação, a bola resvalou em seu braço de forma não intencional, e deu um toque com categoria com a perna esquerda para tirar do goleiro e colocar o time da Catalunha na frente.

Antes do término do primeiro tempo, aos 46, Suárez ainda perdeu outra grande oportunidade para o Barcelona. O uruguaio foi lançado por trás da zaga e tocou na saída de Balovero, mas o chute saiu torto e a redonda foi para fora.

Na volta para o segundo tempo, Marcelo Gallardo promoveu as entradas de Martínez e Lucho González nos lugares de Mora e Ponzio respectivamente. A proposta parecia boa, pois os Millonarios tentaram pressionar como fizeram no começo da primeira etapa. Mas tudo sucumbiu aos 4 minutos quando o River perdeu a bola na intermediária do Barça. Iniesta tocou rápido para Busquets, que fez um belo lançamento para Suárez, que ganhou do marcador na corrida e acertou a bola por baixo das pernas de Balovero para aumentar a vantagem dos blaugranos.

O segundo tento catalão desestruturou o time do Rio da Prata. Perdido em campo, o River Plate praticamente tratou de jogar para não ser goleado, mesmo assim, a sua fanática torcida não parava de cantar um minuto sequer. Aos 9, Neymar avançou, tocou para Messi, que tocou na saída do goleiro, Sánches tirou em cima da linha e Barovero tirou o perigo. Cinco minutos depois, Neymar buscou o ângulo ao finalizar com efeito, mas a esférica passou rente à trave.

Aos 23, o Barcelona colocou o “último prego no caixão”. Neymar recebeu pela esquerda e cruzou na medida para Suárez cabecear o suficiente para deslocar o arqueiro ao mandar a bola em seu contrapé: 3 a 0. Praticamente o título já estava assegurado.

No segundo tempo, o River Plate só levou perigo aos 31 minutos com Alario, que exigiu excelente defesa de Bravo em uma cabeçada. Aliás, foi o único lance que Piqué não ganhou pelo alto, pois no resto, ele levou a melhor em todas por cima. Depois, aos 38, Driussi arriscou de fora da área, Bravo deu um leve desvio que foi suficiente para que a redonda tocasse na trave e não entrasse. Mas isso não teve jeito: o Barcelona confirmou o seu favoritismo e levou o Mundial de Clubes mais uma vez, o que faz dele o único tricampeão mundial homologado pela FIFA.

O Barcelona entrou em campo como o grande favorito para a final do Mundial. Isso é fato. O River Plate foi até valente ao propor nos minutos iniciais de cada etapa a marcação na saída de bola da equipe azul-grená. Mas, apesar do esforço, a qualidade do plantel de Luis Enrique prevaleceu e não tomou conhecimento do atual campeão da Libertadores. O poderoso ataque do Barça jogou muito, especialmente Luís Suárez, que entrou para a história do torneio ao fazer cinco gols em dois jogos, o que fez dele o ganhador da Bola de Ouro do certame. Enquanto Messi abriu o marcador e Neymar contribuiu com duas assistências. Já a torcida do River Plate fez a sua parte: os 15 mil Millonarios cantaram e incentivaram a equipe durante todo o jogo. Dessa forma, o Barcelona encerra 2015 de forma brilhante: cinco títulos conquistados em seis disputados (só perdeu a decisão da Supercopa da Espanha para o Athletic de Bilbao), ficando atrás da temporada de 2009, quando conquistou o sextete: Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Supercopa da Espanha, Liga dos Campeões, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes da FIFA.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Semifinal:
17/12/2015 – Barcelona (ESP) 3×0 Guangzhou Evergrande (CHI) – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama
Final:
20/12/2015 – River Plate (ARG) 0x3 Barcelona (ESP) – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama

FICHA TÉCNICA: RIVER PLATE (ARG) 0x3 BARCELONA (ESP)
Competição/fase: Mundial de Clubes da FIFA 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama (Japão)
Data: 20 de dezembro de 2015 – 8h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammadreza MAnsouri, ambos do Irã
Cartões Amarelos: Kranevitter e Ponzio (River Plate); Jordi Alba, Rakitic, Neymar e Sergi Roberto (Barcelona)
Gols: Messi, aos 36 min do 1º tempo; Suárez, aos 4 e aos 23 min do 2º tempo
RIVER PLATE (ARG): 1.Balovero; 25.Mercado, 2.Maidana, 3.Balanta e 21.Vangioni; 5.Kranevitter, Sánchez e 23.Ponzio (27.Lucho González); 19.Viudez (22.Driussi), 13.Alario e 7.Mora (10.Martínez). Técnico: Marcelo Gallardo
BARCELONA (ESP): 1.Bravo; 6.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano (23.Varmaelen) e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitic (20.Sergi Roberto) e 8.Iniesta; 10.Messi, 9.Suárez e 11.Neymar (24.Mathieu). Técnico: Luis Enrique

Parabéns ao F.C. Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida

Barcelona bate Sevilla em jogaço da UEFA Super Cup

Iniesta ergue mais uma taça para o Barcelona em 2015. Foto: Reuters/David Mdzinarishvili
Iniesta ergue mais uma taça para o Barcelona em 2015. Foto: Reuters/David Mdzinarishvili

Em um jogo eletrizante disputado na Geórgia nesta terça-feira (11), o Barcelona levou a melhor sobre o Sevilla ao vencer a equipe de Andaluzia por 5 a 4, com Pedro anotando o gol do título da UEFA Super Cup no segundo tempo da prorrogação, depois de um empate em 4 a 4 no tempo regulamentar. Enquanto Messi, autor de dois tentos, Rafinha, Suárez e o já citado Pedro fizeram os gols da equipe catalã, Banega, Reyes, Gameiro (de pênalti) e Konoplyanka anotaram para o Sevilla. Esse foi o quinto título do Barcelona na história da competição que põe frente a frente os últimos campeões da UEFA Champions League e da UEFA Europa League.

Nos primeiros minutos da decisão denunciava que teríamos um jogão na Geórgia, e foi. Logo aos três minutos, Banega cobrou falta com perfeição e abriu o placar para o Sevilla. O Barcelona deu o troco em seguida e com a mesma moeda. Messi também acertou a sua cobrança e mandou a bola no ângulo de Beto.

Aos poucos, a soberania dos catalães em relação à posse de bola e controle da partida foi sendo imposta. E, aos 16, Messi, mais uma vez em cobrança de falta, anotou o seu segundo gol na decisão e virou o placar para o Barça.

Com a vantagem, o Barcelona mostrou-se disposto a querer liquidar a fatura ainda no primeiro tempo. Aos 30 minutos, Suárez marcou o que seria o terceiro, mas a arbitragem apontou (injustamente) o impedimento do atacante uruguaio.

Atordoado com a virada, o Sevilla parecia perdido em campo e, para complicar a situação, antes do intervalo, o time azul-grená chegou ao terceiro gol aos 44 minutos. Suárez foi lançado, saiu de seu campo de defesa, o que descaracteriza o impedimento, partiu em direção do gol e chutou em cima de Beto. Na sequência do lance, o camisa 9 ficou com a redonda, esperou a chegada dos companheiros e serviu milimetricamente Rafinha (que substituiu Neymar, que não jogou por conta de uma caxumba), que completou para o gol.

Na etapa final, o Barcelona parecia que faria aqueles placares elásticos costumeiros no Campeonato Espanhol. Aos 7 minutos, a equipe de Andaluzia errou na saída de bola, Busquets serviu Suárez, que chutou entre as pernas de Beto para fazer 4 a 1 para o Barça.

Na base da raça, o Sevilla esboçou uma reação incrível no jogo. Primeiro foi com Reyes aos 12, que aproveitou o cruzamento da esquerda de Vítolo, a zaga catalã não cortou e o camisa 10 completou para as redes. Os Rojiblancos passaram a pressionar o Barcelona e, aos 27 minutos Mathieu derrubou Vítolo na área. Pênalti. Gameiro cobrou, fez o terceiro tento do Sevilla e botou a equipe de vez no certame.

Os comandados de Luis Henrique estavam administrando a vantagem e foram surpreendidos aos 36 minutos. Em jogada de estreantes, Immobile cruzou e Konoplyanka completou para o gol e empatou a peleja: 4 a 4. O inacreditável aconteceu.

Depois de apresentar dois tempos distintos, o Sevilla foi heroico e conseguiu levar o jogo que estava perdido para a prorrogação. No primeiro tempo da etapa extra, não houve lances que arrancassem um “uh!” do torcedor, pois, as duas equipes pareciam exaustas.

Veio o segundo tempo da prorrogação. E com ele as fortes emoções que não aconteceram no primeiro. E, aos 10 minutos, o predestinado Pedro (que substituiu Mascherano) fez o gol do título. Messi cobrou falta, acertou na barreira, pegou o rebote, Beto espalmou e o camisa 7 aproveitou o rebote do arqueiro para fazer o quinto gol do Barcelona.

O Sevilla não se entregou e teve duas oportunidades de empatar o jogo ainda na prorrogação. Primeiro com Coke, aos 12, que desviou de cabeça uma bola alçada na área, o goleiro Ter Stegen estava batido no lance. Depois, aos 15, cruzamento para Rami que, sozinho, de joelho, colocou a esférica para fora. Essa, literalmente, foi a bola do jogo. Assim, depois de 120 minutos e nove gols, o Barcelona sagrou-se campeão da UEFA Super Cup pela quinta vez na história e conquista o quarto título no ano. Ainda tem a Supercopa da Espanha e o Mundial de Clubes pela frente em 2015.

O Barcelona, mesmo desfalcado de Neymar, era o franco favorito no confronto diante do Sevilla. Apesar do gol inesperado dos andaluzes aos 3 minutos, a virada dos catalães era questão de tempo. E ela veio ainda na etapa inicial, que terminou 3 a 1. No segundo tempo, o Barça ampliou a vantagem ainda no começo. Quando poderíamos imaginar que tudo estava definido a favor de Messia, Suárez e cia., o Sevilla surpreendeu e buscou o empate. Na prorrogação, estava nítido que os dois times sentiram a intensidade que foi o tempo regulamentar. Mas o Barcelona tinha Messi, que mesmo sem acertar a cobrança de falta no lance derradeiro, insistiu ao pegar o rebote e o predestinado Pedro fez o gol do título. A equipe de Unai Emery pode ter perdido, mas caiu de pé diante de uma dos times mais poderosos do mundo ao encará-lo de igual para igual. Parabéns aos dois clubes pelo espetáculo protagonizado e feliz foi quem esteve no estádio na Geórgia e testemunhou a um dos jogos mais bem disputados dos últimos anos.

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×4 SEVILLA (ESP)
Competição/fase: UEFA Super Cup 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Boris Paichadze, Tbilisi, Geórgia
Data: 11 de agosto de 2015 – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: William Collum (Escócia)
Assistentes: Damien McGraith (Irlanda) e Francis Connor (Escócia)
Cartões Amarelos: Daniel Alves, Mathieu, Busquets e Pedro (Barcelona); Coke, Krychowiack, Krohn-Dehli, Banega e Immobile (Sevilla)
Gols: Banega, aos 3 min; Messi, aos 7 e aos 16 min; e Rafinha, aos 44 min do 1º tempo; Suárez, aos 7 min; Reyes, aos 12 min; Gameiro (de pênalti), aos 27 min; e Konoplyanka, aos 36 min do 2º tempo; Pedro, aos 10 min do 2º tempo da prorrogação
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen; 6.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano (7.Pedro) e 24.Mathieu; 5.Busquets, 4.Rakitic e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 12.Rafinha (15.Bartra), 10. Messi e 9.Suárez. Técnico: Luis Henrique
SEVILLA (ESP): 13.Beto; 23.Coke, 3.Rami, 4.Krychowiak e 2.Trémoulinas; 8.Krohn-Dehli, 19.Banega, 10.Reyes (22.Konoplyanka), 20.Vítolo e 8.Iborra (25.Mariano); 9.Gameiro (11.Immobile). Técnico: Unai Emery

Parabéns ao Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida

Chile: campeão da Copa América 2015

Jogadores do Chile erguem a até então inédita Copa América. Foto: Henry Romero / Reuters
Jogadores do Chile erguem a até então inédita Copa América. Foto: Henry Romero / Reuters

A Seleção Chilena de Futebol conquistou pela primeira vez em sua história uma edição da Copa América após vencer a Argentina na disputa de pênaltis por 4 a 1, depois de um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. A decisão, disputada no Estádio Nacional de Santiago neste sábado (4), ficou marcada para os jogadores da La Roja, que entraram para a história do esporte do País. Na cobrança por pênaltis, todos os jogadores chilenos converteram, enquanto isso, pelo lado argentino, Messi acertou a sua, enquanto Higuaín e Banega desperdiçaram. Depois da cobrança de Alexis Sánchez, que determinou o título para o Chile, uma verdadeira (e merecida) festa tomou conta pelas ruas de Santiago.

A decisão começou movimentada, com os dois selecionados chegando com certa facilidade ao ataque. Mas a primeira chance concreta de gol foi dos anfitriões aos 13 minutos com Vidal, que pegou a sobra da zaga, chutou cruzado e obrigou Romero a espalmar para o lado. A Argentina deu o troco momentos depois. Aos 17, Messi cobrou escanteio fechado, Agüero fez um leve desvio de cabeça e Bravo praticou ótima defesa. O jogo permaneceu equilibrado, com as duas seleções apresentando dificuldades na armação de jogadas e o time de Tata Martino precisou fazer uma alteração precocemente. Di María lesionou-se e foi obrigado a dar lugar para Lavezzi. E, já nos acréscimos do primeiro tempo, os alvicelestes estiveram perto de abrir o placar. Aos 46, Pastore deu ótimo passe para Lavezzi na área, mas o arqueiro chileno, mais uma vez, fez excelente defesa.

No segundo tempo, pelo menos até a sua metade, o Chile mostrou melhor postura e controlou a posse de bola, enquanto os argentinos abusavam nos passes errados e chegava pouco ao gol de Bravo. Então, a tática era ficar recuados e partir em contra-ataques. O principal lance de perigo dos anfitriões na etapa complementar aconteceu aos 36 minutos. O colorado Aránguiz deu lindo passe para Sánchez na área e o atacante finalizou rente à trave direita. Já a Argentina por pouco não fizera o gol do título nos acréscimos. Aos 46, Lavezzi, dentro da área, chutou cruzado e Higuaín surgiu na segunda trave e finalizou para as redes do lado de fora. Assim, depois de um equilibrado 0 a 0, as duas seleções partiram para a prorrogação (na Copa América, em partidas eliminatórias, apenas a final tem prorrogação, enquanto nas fases anteriores, a vaga fora decidida nas disputas de pênaltis).

No primeiro tempo da prorrogação, a igualdade entre chilenos e argentinos prevaleceram e, consequentemente, as chances de gol foram mínguas. A maior delas aconteceu aos 14 minutos. Mascherano fura bisonhamente no meio-campo, Sánchez puxou um veloz contragolpe pela direita, invadiu a área e finalizou por cima da meta. Na fase complementar do tempo extra, não houve nenhum lance que arrancasse um “uh!” do torcedor. Compreensível, uma vez que as duas equipes pareciam dispostas em decidir o título nos tiros penais e foi justamente isso que aconteceu. Fim de jogo no Estádio Nacional de Santiago, Chile 0, Argentina 0.

Nas cobranças por pênaltis, todos os chilenos – Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez – converteram suas cobranças. Enquanto pelo lado da Argentina, apenas Messi converteu o seu tiro penal com sucesso (o primeiro da série de cinco), pois Higuaín isolou a sua cobrança e Banega parou em Bravo. Assim, o Chile bateu a Argentina por 4 a 1 nas cobranças de pênaltis e, finalmente, conquistou a sua primeira Copa América.

Chile e Argentina fizeram por merecer para chegarem à final da Copa América. Embora a decisão não tenha sido de encher os olhos, os argentinos eram favoritos para conquistarem o caneco e pôr fim a um tabu de 22 anos sem títulos oficiais pelo selecionado principal. Além disso, os hermanos vinham de um grande resultado diante do Paraguai na semifinal (vitória por 6 a 1), o que poderia ser uma motivação a mais. Por outro lado, a equipe comandada pelo argentino Jorge Sampaoli foi motivada pela sua torcida e, para não decepcionar os seus compatriotas em casa, deram o melhor de si e não facilitaram a vida de Messi e companhia, com marcação forte e uma obediência tática impressionante. Inclusive, chegaram a mostrar melhores condições físicas e psicológicas perante os argentinos. E, nos pênaltis, brilhou a estrela de Bravo, que defendeu a cobrança de Banega e também a ousadia de Sánchez ao dar uma “cavadinha” no tiro penal derradeiro que culminou com a conquista chilena. Dessa forma, pela primeira vez, o Chile disputará em 2017 a Copa das Confederações em solo russo como representante da Conmebol. Já a Argentina, desde o seu último título oficial (a Copa América de 1993), acumula o seu quinto vice-campeonato (sem contar as duas edições do Superclássico das Américas vencidas pelo Brasil).

E, na disputa do terceiro lugar, o Peru bateu o Paraguai por 2 a 0.

A seguir, um resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Primeira fase (Grupo A):
11/06/2015 – Chile 2×0 Equador – Estádio Nacional de Chile, Santiago
15/06/2015 – Chile 3×3 México – Estádio Nacional de Chile, Santiago
19/06/2015 – Chile 5×0 Bolívia – Estádio Nacional de Chile, Santiago
Quartas-de-final:
24/06/2015 – Chile 1×0 Uruguai – Estádio Nacional de Chile, Santiago
Semifinal:
29/06/2015 – Chile 2×1 Peru – Estádio Nacional de Chile, Santiago
Final:
04/07/2015 – Chile (4)0x0(1) Argentina – Estádio Nacional de Chile, Santiago

FICHA TÉCNICA: CHILE (4)0x0(1) ARGENTINA
Competição/fase: Copa América 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Nacional de Chile, Santiago (Chile)
Data: 4 de julho de 2015 – 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Assistentes: Alexander Guzmán e Christian de la Cruz, ambos da Colômbia
Cartões Amarelos: Medel, Silva, Díaz e Aránguiz (Chile); Rojo, Mascherano e Banega (Argentina)
Pênaltis: Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez converteram para o Chile; Messi converteu para a Argentina; Higuaín e Banega erraram
CHILE: 1.Bravo; 4.Isla, 17.Medel, 5.Silva e 16.Beausejour; 8.Vidal, 21.Díaz, 20.Aránguiz e 10.Valdívia (14.Fernández); 11.Vargas (22.Henríquez) e 7.Alexis Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli
ARGENTINA: 1.Romero; 4.Zabaleta, 15.Demichelis, 17.Otamendi e 16.Rojo; 6.Biglia, 14.Mascherano e 21.Pastore (19.Banega); 10.Messi, 11.Agüero (9.Higuaín) e 7.Di María (22.Lavezzi). Técnico: Gerardo “Tata” Martino

Parabéns a Seleção Chilena de Futebol pelo título.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da Copa do Rey 2014-2015

Iniesta e Xavi (com faixa de capitão) erguem o troféu da Copa do Rey conquistada pelo Barcelona. Foto: Emilio Morenatti/AP
Iniesta e Xavi (com faixa de capitão) erguem o troféu da Copa do Rey conquistada pelo Barcelona. Foto: Emilio Morenatti/AP

Com grande atuação de Messi, autor de dois gols sendo um deles uma pintura, e outro gol de Neymar, o Barcelona bateu o Athletic de Bilbao por 3 a 1 no Estádio Camp Nou (o tento do time basco foi de Williams) e faturou a Copa do Rey 2014-2015 neste sábado (30). A partida marcou também a despedida do meio-campista Xavi diante da torcida catalã, que está de partida para o Al-Saad, do Catar.

Apesar de o jogo ter sido disputado no Camp Nou, casa do Barcelona, o estádio estava dividido meio a meio. Assim, empolgado com a maior presença de torcedores, o Athletic Bilbao não se sentiu intimidado e começou em cima. Mas, como já era de praxe, o Barça trocou passes, passou a controlar a partida e acionar efusivamente o trio MSN – Messi, Suárez e Neymar – e, não demorou muito, o esperado aconteceu.

Aos 20 minutos, Messi partiu do lado direito do meio de campo, passou por três marcadores (com direito a um drible da vaca em Balenziaga), invadiu a área pela direita, livrou-se também de Laporte e bateu no canto para abrir o placar. Golaço! Minutos depois, o time da Catalunha ainda criou duas oportunidades seguidas com Suárez e Piqué, mas o goleiro Herrerín salvou a equipe do País Basco.

Messi estava em uma jornada inspirada e participou na jogada do segundo gol. Aos 35, o argentino tocou para Rakitić, que passou para Suárez, em condição legal, e o uruguaio cruzou rasteiro para Neymar só completar para o gol vazio. E os leões bascos só conseguiram levar perigo aos 40 minutos através de Williams, que chutou por cima do gol. Mas os blaugranos ainda quase anotaram o terceiro aos 43 com Messi. O camisa 10 cobrou falta buscando o ângulo e o Herrerín fez grande defesa.

Na etapa complementar, o Barcelona passou a valorizar o resultado e a trocar passe. Tanto é que o momento mais emocionante até a metade do segundo tempo foi a entrada de Xavi no lugar de Iniesta aos nove minutos. Isso porque o meiocampista dono da camisa 6 fazia a sua última partida no Camp Nou (ele irá para o Catar). No entanto, o dono da festa catalã era Messi e, assim, aos 28, ele apareceu novamente. Neymar tocou para Daniel Alves em profundidade, o lateral-direito cruzou rasteiro para trás, o argentino se antecipou à defesa e deu um tapa de leve na bola para marcar o terceiro gol do Barça, o seu segundo na partida.

No entanto, o Athletic Bilbao não estava morto e conseguiu chegar ao seu gol de honra aos 34. Cruzamento na área, Williams subiu mais que Busquets e cabeceou no canto de Ter Stegen para diminuir. Mas a festa era azul-grená.

O jogo seguia tranquilo, mas alguns jogadores do Bilbao se irritaram com a atitude de Neymar, que tentou dar uma carretilha no marcador, que o derrubou, diante da torcida basca. Xavi protegeu o brasileiro dos adversários e o árbitro distribuiu cartões amarelos para Aduriz, Neymar e Busquets. Aliás, o homem do apito, no final, inverteu o lance, deu falta do atacante. No entanto, o resultado prevaleceu e o Barça ficou mais uma vez com a Copa do Rey, a 27ª de sua história. Final de jogo no Camp Nou, Barcelona 3, Athletic de Bilbao 1. E, assim, o rei Felipe VI entregou o troféu para a dupla Iniesta e Xavi (que assumiu a faixa de capitão quando entrou durante a partida).

O Barcelona chegou à decisão da Copa do Rei como o grande favorito diante do Athletic Bilbao e fez prevalecer esse status. Com tarde inspirada de Messi, o time comandado por Luis Henrique não tomou conhecimento do adversário e fez o suficiente para conquistar o segundo título da temporada e, quem sabe, conquistar a tríplice coroa no próximo sábado na final da UEFA Champions League diante da Juventus. Porém, os catalães terão uma parada dura pela frente, uma vez que o adversário do próximo sábado é bem mais complicado e, assim como o Barça, tem um argentino camisa 10 jogando muito, claro que não no mesmo patamar que Messi, mas que certamente dará trabalho para a dupla Piqué e Mascherano e tem um time com jogadores bastante experientes, como Buffon e Pirlo, só para citar “apenas” dois. Curiosamente, a Juve também pode conquistar a tríplice coroa com a Champions, já que os bianconeros são atuais campeões italianos e da Coppa Itália. Mas, voltando para a Copa do Rei, dois fatos negativos marcaram a decisão: as vaias ao hino espanhol diante da presença do rei (por questões políticas, bascos e catalães não demonstram sentimentos patrióticos com relação à Espanha) e o destemperamento dos jogadores do Athletic contra o Neymar, que também merece crítica por fazer um lance desnecessário para irritar o marcador que se sente “humilhado” diante da situação – perdendo uma decisão e diante de sua torcida. E, definitivamente, Messi está mais do que consolidado no rol dos grandes craques definitivos do futebol, o primeiro gol dele no jogo foi algo surreal. Seguramente ele figura no meu “top 5” dos melhores jogadores que já vi jogar. Infelizmente, para ele e seus compatriotas, ainda só lhe falta uma Copa do Mundo, que ficou “no quase” em 2014.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

16-avos de final:
03/12/2014 – Huesca 0x4 Barcelona – El Alcoraz
16/12/2014 – Barcelona 8×1 Hesca – Camp Nou
Oitavas-de-final:
08/01/2015 – Barcelona 5×0 Elche – Camp Nou
15/01/2015 – Elche 0x4 Barcelona – Martínez Valero
Quartas-de-final:
21/01/2015 – Barcelona 1×0 Atlético de Madrid – Camp Nou
28/01/2015 – Atlético de Madrid 2×3 Barcelona – Vicente Calderón
Semifinais:
11/02/2015 – Barcelona 3×1 Villarreal – Camp Nou
04/03/2015 – Villarreal 1×3 Barcelona – El Madrigal
Final:
30/05/2015 – Athletic Bilbao 1×3 Barcelona – Camp Nou

FICHA TÉCNICA: ATLHETIC BILBAO 1×3 BARCELONA
Competição/fase: Copa do Rei 2014-2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha
Data: 30 de maio de 2015 – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Verlasco Carballo
Auxiliares: Roberto Alonso e Juan Carlos Yuste
Cartões Amarelos: Piqué, Neymar e Busquets (Barcelona); Iraola, Balenziaga, Williams e Aduriz (Athletic Bilbao)
Gols: Messi, aos 20 min do 1º tempo e aos 28 min do 2º tempo; Neymar, aos 35 min do 1º tempo; e Williams, aos 34 min do 2º tempo
ATLHETIC DE BILBAO: 13.Herrerín; 12.Bustinza, 16.Etxeita, 4.Laporte e 24.Balenziaga; 6.Mikel San José, 7.Beñat (11.Gómez), 15.Iraola (14.Susaeta), 17.Mikel Rico (8.Iturraspe) e 30.Williams; 20.Aduriz. Técnico: Ernesto Valverde
BARCELONA: 1.Ter Stegen; 22.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano e 18.Jordi Alba (24.Mathieu), 5.Busquets, 4. Rakitić e 8.Iniesta (6.Xavi); 10.Messi, 9.Suárez (7.Pedro) e 11.Neymar. Técnico: Luis Henrique

Parabéns ao Futbol Club Barcelona por mais uma conquista

Por Jorge Almeida