Valencia: campeão da Copa do Rei 2018/2019

Jogadores do Valencia comemoram o título da Copa del Rey, em Sevilha. Foto: Reuters

Depois de onze anos de tabu, o Valencia conquistou a Copa do Rei 2018/2019 ao derrotar o Barcelona por 2 a 1, neste sábado (25), no Estádio Benito Villamarín, em Sevilha. Os gols foram marcados por Gameiro e Rodrigo Moreno para os valencianos e Messi descontou para os catalães. Essa foi a oitava conquista do Valencia no certame, justamente no ano de seu centenário.

A decisão começou daquele jeito previsível: o Barcelona no ataque, trocando passes e o Valencia recuado para encaixar um contragolpe, que veio logo aos quatro minutos. Parejo tentou pela direita, Lenglet tomou-lhe a frente, mas errou na saída pelo meio e Rodrigo tomou-lhe a redonda e avançou em direção ao gol, driblou Cilessen para bater rasteiro, mas Piqué salvou os blaugranas em cima da linha e evitou o gol certo dos valencianos.

Após o susto, o Barça conseguiu controlar a posse de bola, porém, não conseguia finalizar à meta de Doménech. E, na base dos contragolpes, o Valencia conseguiu o primeiro gol aos 20 minutos. Gabriel Paulista deu um excelente lançamento para Gayá na esquerda, passou pela marcação e rolou na entrada da área para Gameiro, que teve tempo de cortar Alba, estufar as redes de Cilessen e inaugurar o marcador na decisão.

Embora tenha saído atrás do placar, o time azul-grená não mudou a sua postura e seguiu naquela troca de passes, mas sem conseguir infiltrar a sólida defesa de los Che. Então, dá-lhe contra-ataque para o Valencia. Aos 32. Soler recebeu em profundidade, levou a melhor sobre Alba na corrida e, da linha de fundo, cruzou forte para Rodrigo Moreno (brasileiro naturalizado espanhol) cabecear firme e aumentar a vantagem valenciana: 2 a 0.

O Barcelona esboçou a reação e, aos 36, teve uma ótima chance. Alba cruzou na área e Rakitić cabeceou para fora. Três minutos depois, o Barça se desentendeu na defesa. O Valencia puxou um contra-ataque, Piqué recuperou a bola para os blaugranas e recuou mal para Cilessen, que deixou a bola passar e precisou ceder o escanteio.

E, antes do término da etapa inicial, Messi soltou uma pancada da entrada da área e Doménech fez uma ótima defesa e evitou o gol do Barça. No minuto seguinte, Messi tentou armar jogada, foi desarmado, mas Rakitić ficou com a sobra e arriscou da entrada da área e o goleiro do Valencia pegou mais uma. No entanto, o primeiro tempo terminou com a vitória parcial do Valencia por 2 a 0.

Com o resultado adverso, Ernesto Valverde tratou de deixar a equipe mais ofensiva ao promover as entradas de Malcom e Vidal nos lugares de Semedo e Arthur, respectivamente. No entanto, quem levou perigo logo no início do segundo tempo foi o Valencia. Aos três minutos, Gonçalo Guedes tabelou com Gameiro e mandou a redonda perto da trave de Cilessen.

O Barça deu o troco aos nove minutos. Messi tabelou com Malcom, passou por dois marcadores e mandou com efeito para o gol, mas a bola bateu na trave e, no rebote, Vidal finalizou para fora. A postura do Valencia não mudou no segundo tempo: ficou à espera do Barça para surpreendê-lo no contragolpe. Aos 25, Malcom fez jogada pela esquerda e rolou para Piqué, mas o zagueiro pegou de primeira e mandou para fora.

Então, finalmente, o Barcelona conseguiu vencer a defesa do Valencia. Aos 27, Malcom cobrou escanteio na medida para Lenglet, que testou firme para defesaça de Doménech, mas, Messi, na pequena área, livre, só escorou para as redes e descontou para o clube da Catalunha: 2 a 1. O tento motivou o Barça, que passou a pressionar e, aos 32, Vidal perdeu uma chance incrível, cara a cara com Doménech, mas para sorte do chileno, o lance fora invalidado pela arbitragem por impedimento.

A partida seguiu com o Barcelona tocando passes e tentando vencer a defesa do Valencia, que conseguia se segurar heroicamente e impedir com êxito que a bola chegasse à meta de Doménech. E, aos 48, o Valencia emendou um contra-ataque com Gonçalo Guedes, que avançou sozinho, entrou na área e, cara a cara com Cilessen, se preparou para o chute e… mandou para fora. Em seguida, o Barça chegou com perigo com Alba. Malcom chegou pela direita, acionou Messi, que abriu para o camisa 18, que tentou o chute, mas foi cercado pela zaga valenciana, que contou com a ajuda de seu goleiro para mandar para escanteio. Após a cobrança do córner, Doménech saiu do gol e ficou com a redonda. No entanto, aos 50 minutos, o árbitro decretou o fim de jogo no Benito Villamarín: Barcelona 1, Valencia 2. A equipe da costa oriental da Península Ibérica conquista a competição pela oitava vezm em sua história e pôs o fim ao jejum de onze anos sem conquistas.

Precisão e eficiência. Essas foram as palavras que foram colocadas em prática pelo Valencia na decisão da Copa do Rei diante do Barcelona. No primeiro tempo da decisão, o Barcelona controlou a posse de bola, mas a boa marcação do sistema defensivo do clube valenciano e a precisão de seu ataque foram primordiais para que o time de Marcelino Toral conseguisse abrir 2 a 0 diante de Messi e companhia. E o placar só não foi maior porque Piqué, aos quatro minutos da etapa inicial, salvou em cima da linha. O Barcelona até tentou com Messi, que descontou o marcador, mas a eficiência defensiva do Valencia ajudaram a manter a primeira vitória da equipe diante dos catalães na temporada e o melhor: o título veio em seu centenário.

Com o título da Copa do Rei conquistado pelo Valencia, nas principais competições nacionais europeias, apenas o Manchester City e o Bayern de Munique conseguiram o ‘doblete’ (títulos do campeonato nacional e da copa nacional) na temporada 2018/2019.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Quarta Fase:
30/10/2018 – Ebro 1×2 Valencia – La Romareda, Zaragoza
04/12/2018 – Valencia 1×0 Ebro – Mestalla, Valência
Oitavas-de-final:
08/01/2019 – Sporting Gijón 2×1 Valencia – El Molinón, Gijón
15/01/2019 – Valencia 3×0 Sporting Gijón – Mestalla, Valência
Quartas-de-final:
22/01/2019 – Getafe 1×0 Valencia – Coliseum Alfonso Pérez, Getafe
29/01/2019 – Valencia 3×1 Getafe – Mestalla, Valência
Semifinais:
07/02/2019 – Real Betis 2×2 Valencia – Benito Villamarín, Sevilha
28/02/2019 – Valencia 1×0 Real Betis – Mestalla, Valência
Final:
25/05/2019 – Barcelona 1×2 Valencia – Benito Villamarín, Sevilha

FICHA TÉCNICA: BARCELONA 1×2 VALENCIA
Competição/Fase: Copa del Rey (Copa do Rei) 2018/2019 – final (jogo único)
Local: Estádio Benito Villamarín, Sevilha
Data: 25 de maio de 2019, sábado – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Alberto Undiano Malienco
Auxiliares: Roberto Alonso Fernández e Iñigo Pietro López de Cerain
Cartões Amarelos: Busquets e Vidal (Barcelona); Gayà e Kondogbia (Valencia)
Gols: Gameiro, aos 21 min (0-1) e Rodrigo Moreno, aos 33 min do 1º tempo (0-2); e Messi, aos 28 min do 2º tempo (1-2)
BARCELONA: 13.Cilessen; 2.Semedo (14.Malcom), 3.Piqué, 15.Lenglet e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 8.Arthur (22.Vidal) e 4.Rakitić (21.Aleñà); 20.Sergi Roberto, 10.Messi e 7.Philippe Coutinho. Técnico: Ernesto Valverde
VALENCIA: 1.Doménech; 18.Wass, 24.Garay, 5.Gabriel Paulista e 14.Gayà; 10.Parejo (6.Kondogbia), 17.Coqulin, 8.Soler e 7.Gonçalo Guedes; 9.Gameiro (21.Piccini) e 18.Rodrigo (12.Diakhaby). Técnico: Marcelino Toral

Parabéns ao Valencia Club de Fútbol.

Por Jorge almeida

Barcelona: campeão espanhol 2018/2019

Jogadores do Barcelona comemoram com os filhos o título espanhol. Crédito: Reuters

Com gol de Messi, que entrou no segundo tempo, aos 16 minutos da etapa final, o Barcelona derrotou o Levante por 1 a 0, no Camp Nou, neste sábado (27), em compromisso válido pela 35ª rodada do Campeonato Espanhol 2018/2019 e ficou com o bicampeonato nacional com três rodadas de antecedência. O tento do camisa 10 permitiu que o clube catalão fosse aos 83 pontos, nove a mais que o Atlético de Madrid, que pode até alcançar o Barça na pontuação, mas leva desvantagem nos critérios de desempate. Esse foi o 26º título espanhol do Barcelona.

O Barcelona começou com tudo. No primeiro minuto, Dembélé começou a jogada, Suárez apareceu na cara de Aitor e chutou em cima do arqueiro do Levante. Três minutos depois, foi a vez de Coutinho arriscar de fora da área e o goleiro se esticou e colocou para escanteio. Depois da cobrança de escanteio, Alba deu passe de calcanhar para Coutinho que cruzou, ninguém cabeceou e a bola tirou tinta da trave.

Os blaugranas seguiram a pressionar a equipe de Valência. Aos 20, Suárez passou por dois jogadores adversários na força, entrou na área e chutou para excelente defesa de Aitor. Quatro minutos depois, Arthur deu ótimo passe para Coutinho, mas ele chutou em cima do goleiro do Levante. Na sequência, depois do escanteio, Coutinho apareceu na área como centroavante e cabeceou sozinho para Aitor defender firmemente.

O clube catalão seguiu com o seu padrão de posse de bola, chegando a quase 70% e, assim que possível, criava uma oportunidade. Aos 40, Coutinho bateu falta com categoria e a redonda explodiu no travessão e saiu. Mas o placar manteve-se inalterado no Camp Nou: 0 a 0.

Na volta para a etapa final, Ernesto Valverde resolveu colocar “o homem”: Messi substituiu Philippe Coutinho, que até fez uma boa partida. Enquanto o Levante voltou com Morales no lugar de Simon. O Barcelona continuou mantendo a posse de bola e a criar as chances. Aos 11, Rakitić deu um belo chute chapado, Aitor tirou com os olhos e a redonda passou triscando a trave.

Os Granotes conseguiam segurar o empate heroicamente, mas, aos 16 minutos, a defesa do Levante cortou mal, Vidal se esforçou e tocou para Messi que, dentro da área, deu um drible seco, tirou dois marcadores de uma vez e bateu cruzado. Aitor ainda tocou na bola, mas a redonda morreu no fundo da rede. O Levante tentou responder de imediato, aos 18, em sua primeira investida com sucesso no ataque. Mayoral chutou e Ter Stegen fez grande defesa à queima-roupa. Quase o empate da equipe visitante. Minutos depois, aos 22, Morales recebeu de Mayoral e perdeu outro gol ao ficar de frente com Ter Stegen ao bater por cima do gol do arqueiro do Barça.

Depois do susto dos visitantes, o Barcelona tomou as rédeas da partida. Aos 30, Piqué subiu para o ataque e abriu para Vidal. O chileno soltou o pé, mas a bola desviou na defesa e saiu para escanteio. Os torcedores catalães já estavam em clima de festa no Camp Nou, com direito a presença de Shakira na torcida. Mas, aos 43, o Levante quase colocou água no chope na festa catalã. Depois da cobrança de escanteio, Bardhi carimbou a trave de Ter Stegen, que pegou o rebote. Após o susto, o Barcelona administrou o resultado e ficou à espera do apito final, que veio aos 47 minutos do segundo tempo. Fim de jogo no Camp Nou, Barcelona 1, Levante 0. O Barça é campeão espanhol pela 26ª vez.

O triunfo diante do Levante fez o Barcelona chegar aos 83 pontos, nove a mais em relação ao segundo colocado, o Atlético de Madrid, que pode até chegar à mesma pontuação, porém, ficaria atrás dos blaugranas devido aos critérios de desempate que, neste caso, seria o confronto direto.

Com o título espanhol consolidado, as atenções de Messi e companhia estarão voltadas para Liga dos Campeões. Na próxima quarta-feira (1º de maio), o clube catalão fará a primeira partida das semifinais do torneio continental contra o Liverpool, no Camp Nou. Além disso, a equipe azul-grená também disputará a decisão da Copa do Rei, diante do Valencia, no dia 25 de maio. Ou seja, o Barça poderá conquistar a tríplice coroa (Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Liga dos Campeões).

A seguir, o resumo da campanha do campeão, a classificação do Campeonato Espanhol (até a 35ª rodada) e a ficha técnica do “jogo do título”.

Data – Jogo – Local:
18/08/2018 – Barcelona 3×0 Alavés – Camp Nou, Barcelona
25/08/2018 – Valladolid 0x1 Barcelona – José Zorrilla, Valladolid
02/09/2018 – Barcelona 8×2 Huesca – Camp Nou, Barcelona
15/09/2018 – Real Sociedad 1×2 Barcelona – Anoeta, San Sebástian
23/09/2018 – Barcelona 2×2 Girona – Camp Nou, Barcelona
26/09/2018 – Leganés 2×1 Barcelona – Butarque, Leganés
29/09/2018 – Barcelona 1×1 Athletic de Bilbao – Camp Nou, Barcelona
07/10/2018 – Valencia 1×1 Barcelona – Mestalla, Valência
20/10/2018 – Barcelona 4×2 Sevilla – Camp Nou, Barcelona
28/10/2018 – Barcelona 5×1 Real Madrid – Camp Nou, Barcelona
03/11/2018 – Rayo Vallecano 2×3 Barcelona – Teresa Rivero, Madri
11/11/2018 – Barcelona 3×4 Betis – Camp Nou, Barcelona
24/11/2018 – Atlético de Madrid 1×1 Barcelona – Wanda Metropolitano, Madri
02/12/2018 – Barcelona 2×0 Villarreal – Camp Nou, Barcelona
08/12/2018 – Espanyol 0x4 Barcelona – Cornellà-El Prat, Barcelona
18/12/2018 – Levante 0x5 Barcelona – Ciutat de Valência, Valência
22/12/2018 – Barcelona 2×0 Celta de Vigo – Camp Nou, Barcelona
06/01/2019 – Getafe 1×2 Barcelona – Coliseum Alfonso Pérez, Getafe
13/01/2019 – Barcelona 3×0 Eibar – Camp Nou, Barcelona
20/01/2019 – Barcelona 3×1 Leganés – Camp Nou, Barcelona
27/01/2019 – Girona 0x2 Barcelona – Montilivi, Girona
02/02/2019 – Barcelona 2×2 Valencia – Camp Nou, Barcelona
10/02/2019 – Athletic de Bilbao 0x0 Barcelona – San Mamés, Bilbao
16/02/2019 – Barcelona 1×0 Valladolid – Camp Nou, Barcelona
23/02/2019 – Sevilla 2×4 Barcelona – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha
02/03/2019 – Real Madrid 0x1 Barcelona – Santiago Bernabéu, Madri
09/03/2019 – Barcelona 3×1 Rayo Vallecano – Camp Nou, Barcelona
11/03/2019 – Betis 1×4 Barcelona – Benito Villamarín, Sevilha
30/03/2019 – Barcelona 2×0 Espanyol – Camp Nou, Barcelona
02/04/2019 – Villarreal 4×4 Barcelona – La Cerámica, Vila-Real
06/04/2019 – Barcelona 2×0 Atlético de Madrid – Camp Nou, Barcelona
13/04/2019 – Huesca 0x0 Barcelona – El Alcoraz, Huesca
20/04/2019 – Barcelona 2×1 Real Sociedad – Camp Nou, Barcelona
23/04/2019 – Alavés 0x2 Barcelona – Mendizorroza, Vitoria
27/04/2019 – Barcelona 1×0 Levante – Camp Nou, Barcelona
04/05/2019* – Celta de Vigo x Barcelona – Balaídos, Vigo
12/05/2019* – Barcelona x Getafe – Camp Nou, Barcelona
19/05/2019* – Eibar x Barcelona – Ipurua, Eibar
* Jogos a serem realizados

Posição – Equipe – Pontos:
1. Barcelona – 83 pontos (campeão)
2. Atlético de Madrid – 74
3. Real Madrid – 65
4. Getafe – 55
5. Sevilla – 55
6. Valencia – 52
7. Athletic de Bilbao – 50
8. Alavés – 47
9; Betis – 43
10. Espanyol – 43
11. Leganés – 42
12. Real Sociedad – 41
13. Eibar – 40
14. Villarreal – 39
15. Levante – 37
16. Celta de Vigo – 37
17. Valladolid – 35
18. Girona – 34
19. Huesca – 29
20. Rayo Vallecano – 28

FICHA TÉCNICA: BARCELONA 1×0 LEVANTE
Campeonato/Fase: Campeonato Espanhol 2018/2019 – 35ª rodada
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona
Data: 27 de abril de 2019, sábado – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Ricardo de Burgos Bengoetxea
Cartões Amarelos: Rakitić, Piqué e Semedo (Barcelona); Rochina, Rúben Vezo e Rober (Levante)
Gol: Messi, aos 16 min do 2º tempo (1-0)
BARCELONA: 1.Ter Stegen; 2.Semedo, 3.Piqué, 15.Langlet e 18.Alba; 4.Rakitić, 22.Vidal e 8.Arthur (5.Busquets); 11.Dembelé (20.Sergi Roberto), 9.Suárez e 7.Philippe Coutinho (10.Messi). Técnico: Ernesto Valverde
LEVANTE: 25.Aitor Fernández; 12.Coke, 14.Rúben Vezo, 4.Rober e 22.Luna; 17.Vukcević (10.Bardhi), 16.Rochina (9.Roger) e 24.Campaña; 23.Jason, 2.Mayoral e 7.Simon (11.Morales). Técnico: Paco López

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida

Argentina e Portugal fora da Copa do Mundo: a última de Messi e Cristiano Ronaldo?

Cristiano Ronaldo e Messi: a Copa do Mundo FIFA 2018 pode ter sido a última deles.

Neste sábado (30) começou a fase de oitavas-de-final da Copa do Mundo FIFA 2018. E os dois jogadores mais aclamados do futebol entraram em campo com a missão de levar seus países adiante no Mundial, na Rússia, e fazerem o tão esperado embate entre Messi e Cristiano Ronaldo em uma Copa. Contudo, quem roubou a cena não foram os craques de Barcelona e Real Madrid, mas sim dois atacantes do Paris Saint-Germain: o francês Mbappé e o uruguaio Cavani, que ajudaram suas seleções a eliminarem argentinos e portugueses.

Primeiro, na Arena Kazan, a França ganhou da Argentina por 4 a 3, naquela que está sendo considerada a melhor partida do torneio até agora. Messi teve uma atuação discreta e, mesmo assim, participou de dois dos três gols dos albicelestes. E o destaque dessa partida foi Mbappé, autor de dois tentos e ainda sofreu o pênalti que originou no primeiro gol da partida. Com a Argentina eliminada, o craque do Barcelona, aos 31 anos, pode ter feito a sua última partida pela sua seleção em Copas do Mundo.

Horas mais tarde, em Sóchi, o Uruguai levou a melhor diante de Portugal por 2 a 1, com Cavani anotando os dois tentos da Celeste e o luso-brasileiro Pepe fazendo o gol de honra português. Assim como o seu maior concorrente na disputa da Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo jogou abaixo da expectativa, passou em branco e teve o espírito esportivo em carregar o lesionado Cavani para fora de campo. E, talvez, da mesma forma que Messi, o gajo, de 33 anos, pode ter feito o seu jogo derradeiro pela seleção de Portugal em uma Copa do Mundo.

Apesar de desequilibrarem em seus clubes, Messi e Cristiano Ronaldo, como o mundo notou, não conseguem obter o mesmo brilho em suas seleções. Isso é óbvio que os dois não apresentam desempenhos melhores porque seus companheiros, apesar de disputarem uma Copa do Mundo, não têm o mesmo entrosamento, qualidade, técnica e, por que não?, o mesmo relacionamento com os dois em seus respectivos selecionados em relação a Barcelona e Real Madrid. Apesar dessa dedução evidente, portugueses e, principalmente, argentinos apostam suas fichas nos dois, mas também a pressão que ambos têm de carregarem um “país inteiro” nas costas é enorme, principalmente para o camisa 10 albiceleste. Será que isso é o que atrapalha o futebol dos dois na seleção de seus países?

Acredito que a cobrança em Cristiano Ronaldo seja menor do que em Messi. Isso porque o camisa 7 lusitano conseguiu quebrar alguns feitos no futebol português, como o posto de maior artilheiro da seleção, foi protagonista de Portugal na maior conquista de sua história no futebol, a Eurocopa de 2016 e o bom desempenho dos lusos nas eliminatórias da Copa. Em suma, CR7 colaborou ao colocar o seu país a um patamar superior na história do futebol. Uma eventual conquista de Copa do Mundo para Portugal faria de Cristiano e os demais jogadores, evidentemente, tornarem-se heróis nacionais. A população de Portugal reconhece o que o jogador do Real Madrid já fez pela sua nação no esporte bretão.

No entanto, para Messi, a situação é um pouco mais complicada. Os argentinos sempre mantiveram a esperança de que o jogador do Barcelona fosse o substituto de Maradona na seleção albiceleste, mas com a camisa da Argentina, apesar de ter feito diversas boas partidas, o rendimento de Lionel Messi não chegou ao mesmo patamar no Barcelona, por onde conquistou todos os títulos possíveis no futebol no que se refere a clubes. E, como a Argentina está há mais de 20 anos sem um título de expressão (a última foi a Copa América de 1993) e há 32 anos sem ganhar uma Copa do Mundo, os hermanos sempre depositaram suas esperanças em “La Pulga” (sempre bom reforçar que Messi esteve no elenco argentino que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008). Contudo, apesar de ter excelentes jogadores, especialmente no setor ofensivo, a Argentina nunca conseguiu, com Messi, “dar liga”, e a situação ficou perto de mudar na Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil, quando os bicampeões mundiais chegaram à decisão, mas foram derrotados para a Alemanha na prorrogação. A imprensa e especialistas sempre atribuem os constantes insucessos dos argentinos aos possíveis problemas de relacionamentos entre os jogadores, a má preparação do time para a disputa das competições e, os mais radicais, apontam Messi como o “bode expiatório” para o fracasso da Argentina, como por exemplo, no pênalti que ele desperdiçou contra a Islândia na estreia da seleção na Copa. Contudo, alguns podem até não reconhecer ou não lembrar, apesar de não ter conseguido seguir adiante neste Mundial, se não fosse Messi arrebentar no jogo contra o Equador na última partida das Eliminatórias Sulamericanas quando ele fez três gols em Quito, os seus compatriotas estariam vendo o Mundial pela TV e, se não fosse o seu gol contra a Nigéria, possivelmente, a Argentina não teria passado da fase de grupos.

Assim, os dois melhores jogadores da década, coincidentemente na casa dos 30, cinco vezes eleitos “melhor do mundo”, jogam na Espanha, em Copas do Mundo, só marcaram seus gols na fase de grupos, mas no mata-mata passaram em branco.
Messi e Cristiano Ronaldo poderão, quem sabe, fazer parte do rol das grandes lendas do futebol mundial que, embora tivessem jogado muito em suas respectivas épocas, nunca sentiram o gostinho de ter erguido o troféu mais cobiçado do futebol: a Copa do Mundo. E a lista é grande: Puskás, Di Stéfano, Cruijff, Eusébio, Zico, Sócrates, Platini, Pirlo e tantos outros.

E, apesar de possivelmente não ganharem uma Copa do Mundo, Messi e Cristiano Ronaldo já cravaram seus nomes na história. Isso é fato.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão espanhol 2017/2018

Messi (á esquerda) comemora um de seus três gols com Coutinho sendo observado por Luis Suárez. Miguel Riopa/AFP

A três rodadas do fim, o Campeonato Espanhol 2017/2018 já tem o seu campeão confirmado neste domingo (29). É o Barcelona, que foi até o Estádio Abanca-Riaznor encarar o Deportivo La Coruña e goleou o adversário por 4 a 2. Destaque para o argentino Lionel Messi, autor de três gols. Os demais tentos foram anotados por Philippe Coutinho, para os catalães, enquanto Lucas Pérez e Çolak descontaram para o time mandante. Com a vitória na 35ª rodada, o Barça chegou aos 86 pontos e não pode ser mais alcançado pelo Atlético de Madrid, segundo colocado, com 75 pontos.

Ciente de que o título poderia sair na jornada de hoje, o Barcelona tratou de partir par acima do desesperado La Coruña. E, logo aos seis minutos, tratou de preparar a festa para seus torcedores, mesmo atuando na casa do rival. Philippe Coutinho recebeu de Dembélé e pegou de primeira e acertou o ângulo para marcar um golaço.

Depois do tento, os blaugranas mantiveram o domínio, a tranquilidade na partida e praticamente fez um treino de luxo. E mais chances foram criadas. Aos 21, Rakitić dominou e mandou por cima do gol. No lance seguinte, Semedo recebeu de Dembélé cruzou para Suárez, que tentou a finalização, mas a bola saiu pela linha de fundo.

O Barça continuou a pressionar os Blanquiazules e dá-lhe mais gols perdidos. Aos 27, a equipe catalã chegou mais uma vez. A bola foi lançada para o baixinho Messi, que meteu a cabeça na redonda e a mandou para fora. Dois minutos mais tarde, o camisa 10 cobrou a falta no ângulo, a bola tinha endereço certo, mas Rubén voou e fez uma ótima defesa. Em seguida, Dembélé tocou para Coutinho, que bateu colocado e mandou a bola próximo da trave.

O Deportivo La Coruña teve o seu primeiro bom momento no jogo aos 32 com Borja Valle, que aproveitou um cruzamento, desviou a bola e, por pouco, não empatou. E, posteriormente,  Guilherme cruzou na área e o zagueiro suíço Schär, completamente livre, cabeceou e perdeu um gol incrível.

E, como diz aquele velho ditado do futebol, quem não faz, toma. Aos 37, Suárez recebeu na área, deu um lindo lançamento de trivela para Messi pegar de primeira e anotar um golaço. O time de Seedorf esboçou uma reação ao anotar aos 39 o seu tento. Borja Valle cruzou e Lucas Pérez pegou de primeira e descontou o placar no Riaznor.

Na etapa final, depois de sofrer um susto nos momentos iniciais, o Barça perdeu duas chances em sequência. Primeiro, aos 5, quando Suárez deu passe açucarado para Messi, que entrou na área e chutou em cima do goleiro Rubén. Depois, aos 6, o argentino tabelou com Coutinho e, da entrada da área, tocou errado na bola e desperdiçou.

O La Coruña tentou aos 10 com Lucas Pérez que soltou a bomba da entrada da área e Ter Stegen fez ótima defesa. Aos 16, Dembélé subiu mais que a zaga na cobrança de escanteio e meteu a cabeça na esférica, levando perigo. No minuto seguinte, a equipe do noroeste da Galiza conseguiu o empate. Depois de bela troca de passes no ataque, Borges, na área, rolou para trás para o turco Çolak, livre, mandar para as redes: 2 a 2.

A igualdade motivou a equipe da casa que, aos 24, esteve perto de virar o jogo. A bola foi alçada na área e Schär cabeceou para grande defesa de Ter Stegen.

Após o esboço da reação do La Coruña, o time azul-grená voltou a ditar o ritmo da partida. Aos 27, Suáres recebeu na área, livrou-se da marcação e mandou a pancada, mas acertou a rede pelo lado de fora. O goleiro Rubén ainda apareceu em mais dois lances. Aos 33, após o Deportivo sair jogando errado, Messi recuperou a bola e chutou para ótima defesa do arqueiro, que voltou a brilhar, aos 35, depois da tabela Suárez-Messi, que terminou com a finalização do argentino e que o goleiro fez mais uma defesaça.

Mas, aos 36, Messi e Suárez trocaram passes de um lado para o outro, deixando a defesa do La Coruña confusa, e o camisa 10 recebeu livre para colocar o Barça na frente novamente. Um golaço. Três minutos mais tarde, Messi fez mais um hat-trick para sua coleção. Dessa vez, ele recebeu outra assistência de Suárez e tocou na saída de Rubén. A torcida catalã presente no Riaznor já entoava o grito de campeão.

Após o tento, outro grande momento da partida: a entrada de Iniesta, que começou no banco. O autor do gol do título mundial da Espanha na Copa do Mundo de 2010 foi bastante ovacionado pelas duas torcidas. Substituto de Rakitić no jogo, o meia está a fazer sua despedida com a camisa do Barcelona após 22 anos de sua chegada ao clube e, na trajetória, foram 33 títulos no currículo.

E, antes do apito final, aos 44, ainda deu tempo de Piqué, completamente livre na área, tocar para o gol e parar em Rubén. Mas, diante das circunstâncias, não foi necessário dar os habituais acréscimos. Barcelona conquista o seu 25º título espanhol e o Deportivo La Coruña está rebaixado.

Apesar de o único concorrente matematicamente possível do Barcelona na luta pelo título da La Liga, o Atlético de Madrid, ter vencido o Alavés mais cedo fora de casa por 1 a 0, Messi e companhia entraram em campo ciente que um empate era mais que suficiente para coroar a bela campanha, invicta, do campeonato espanhol. Enquanto o adversário não podia estar em pior situação no momento. O Deportivo La Coruña tinha uma missão considerada impossível: pois, além de precisar derrotar o Barça, o que adiaria a comemoração do título justamente para a rodada seguinte, que “apenas” terá o El Clássico no Camp Nou, a equipe de Clarence Seedorf dependeria de um milagre na combinação de resultados na rodada vigente e nas três seguintes. Mas, com um Messi inspirado, mesmo jogando diante de seu torcedor no Riaznor, a equipe alviceleste não foi páreo para os visitantes que mandaram no jogo do começou ao fim. Abriu 2 a 0 no primeiro tempo, diminuiu o ritmo e permitiu o empate, mas o camisa 10 acabou com a brincadeira e fez mais dois e, de quebra, chegou na liderança da corrida pela Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior artilheiro das principais ligas europeias. Com os três gols de hoje, Messi chegou aos 32 tentos no Campeonato Espanhol.

O título está merecidamente nas mãos do Barcelona. Pois, em 34 rodadas, o time de Ernesto Valverde venceu 26, empatou oito e não sofreu nenhuma derrota na atual edição. E, se juntar os últimos sete jogos da temporada passada com mais as 34 partidas da edição 2017/2018 do campeonato nacional, o clube da Catalunha quebrou o recorde de invencibilidade da competição: 41 partidas sem perder. Com o título, o Barcelona ergueu o seu 25º Campeonato Espanhol, mas apesar do número expressivo de taças da competição, o maior vencedor do certame é o Real Madrid, com 33 títulos espanhóis. Porém, vale reforçar que nos últimos dez anos, os blaugranas ergueram sete troféus do campeonato nacional.

Com a vitória, o Barcelona chegou aos 86 pontos e, a três rodadas para o término do campeonato, não pode ser mais alcançado (e ainda tem um jogo a menos) pelo Atlético de Madrid, segundo colocado com 75 pontos. E, de acordo com a tabela, completam o G4 do Campeonato Espanhol o Real Madrid, com 71 pontos, e Valencia, com 67. Possivelmente, esses serão os representantes espanhóis na próxima UEFA Champions League que, na atual edição, ainda tem a possibilidade de os Merengues conquistá-la mais uma vez, o que abriria mais uma vaga que, atualmente, está disponível para o Bétis, quinto colocado com 56 pontos. Enquanto isso, na luta pelas duas vagas para a Liga Europa, estão o próprio Bétis e o Villarreal, com 54 pontos, e que, hoje, estariam na segunda competição mais importante do Velho Continente. Mas, Getafe, com 49, e, empatados com 48 pontos, Sevilla e Girona têm chances (remotas) matemáticas. Enquanto isso, na parte debaixo da tabela, tudo definido: Deportivo La Coruña, com 28 pontos, Las Palmas, com 22, e Málaga, com 20 pontos disputarão a Série B do Campeonato Espanhol na temporada 2018/2019.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica do “jogo do título”

Data – Jogo – Local:
20/08/2017 – Barcelona 2×0 Bétis – Camp Nou, Barcelona
26/08/2017 – Alavés 0x2 Barcelona – Mendizorrotza, Vitória
09/09/2017 – Barcelona 5×0 Espanyol – Camp Nou, Barcelona
16/09/2017 – Getafe 1×2 Barcelona – Coliseum Alfonso Pérez, Getafe
19/09/2017 – Barcelona 6×1 Eibar – Camp Nou, Barcelona
23/09/2017 – Girona 0x3 Barcelona – Montilivi, Girona
01/10/2017 – Barcelona 3×0 Las Palmas – Camp Nou, Barcelona
14/10/2017 – Atlético de Madrid 1×1 Barcelona – Wanda Metropolitano, Madri
21/10/2017 – Barcelona 2×0 Málaga – Camp Nou, Barcelona
28/10/2017 – Athletic de Bilbao 0x2 Barcelona – San Mamés, Bilbao
04/11/2017 – Barcelona 2×1 Sevilla – Camp Nou, Barcelona
18/11/2017 – Leganés 0x3 Barcelona – Butarque, Leganés
26/11/2017 – Valencia 1×1 Barcelona – Mestalla, Valência
02/12/2017 – Barcelona 2×2 Celta de Vigo – Camp Nou, Barcelona
10/12/2017 – Villarreal 0x2 Barcelona – Estádio de La Cerámica, Vila-Real
17/12/2017 – Barcelona 4×0 Deportivo La Coruña – Camp Nou, Barcelona
23/12/2017 – Real Madrid 0x3 Barcelona – Santiago Bernabéu, Madri
07/01/2018 – Barcelona 3×0 Levante – Camp Nou, Barcelona
14/01/2018 – Real Sociedad 2×4 Barcelona – Anoeta, San Sebastián
21/01/2018 – Bétis 0x5 Barcelona – Benito Villamarín, Sevilha
28/01/2018 – Barcelona 2×1 Alavés – Camp Nou, Barcelona
04/02/2018 – Espanyol 1×1 Barcelona – Cornellá-et Prat, Barcelona
11/02/2018 – Barcelona 0x0 Getafe – Camp Nou, Barcelona
17/02/2018 – Eibar 0x2 Barcelona – Ipurúa, Eibar
24/02/2018 – Barcelona 6×1 Girona – Camp Nou, Barcelona
01/03/2018 – Las Palmas 1×1 Barcelona – Gran Canaria, Las Palmas
04/03/2018 – Barcelona 1×0 Atlético de Madrid – Camp Nou, Barcelona
10/03/2018 – Málaga 0x2 Barcelona – La Rosaleda, Málaga
18/03/2018 – Barcelona 2×0 Athletic de Bilbao – Camp Nou, Barcelona
31/03/2018 – Sevilla 2×2 Barcelona – Ramón Sánchez Pisjuán, Sevilha
07/04/2018 – Barcelona 3×1 Leganés – Camp Nou, Barcelona
14/04/2018 – Barcelona 2×1 Valencia – Camp Nou, Barcelona
17/04/2018 – Celta de Vigo 2×2 Barcelona – Balaídos, Vigo
09/05/2018 – Barcelona x Villarreal – Camp Nou, Barcelona*
29/04/2018 – Deportivo La Coruña 2×4 Barcelona – Abanca-Riazor, Coruña
06/05/2018 – Barcelona x Real Madrid – Camp Nou, Barcelona**
13/05/2018 – Levante x Barcelona – Ciutat de Valencia, Valência**
20/05/2018 – Barcelona x Real Sociedad – Camp Nou, Barcelona**
* Jogo adiado / ** Jogos a serem realizados

FICHA TÉCNICA: DEPORTIVO LA CORUÑA 2×4 BARCELONA
Campeonato/Fase: Campeonato Espanhol 2017/2018 – 35ª rodada
Local: Estádio Municipal Abanca-Riazor, Coruña, Espanha
Data: 29 de abril de 2018, domingo – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: De Burgos Bengoetxea
Cartões Amarelos: Schär (Deportivo La Coruña); Semedo (Barcelona)
Gols: Philippe Coutinho, aos 6 min (0-1); Messi, aos 37 min (0-2); e Lucas Pérez, aos 39 min do 1º tempo (1-2); Çolak, aos 18 min (2-2); Messi, aos 36 min (2-3) e aos 39 min do 2º tempo (2-4)
DEPORTIVO LA CORUÑA: 13.Rubén; 2.Juanfran, 6.Albentosa, 24.Schär e 16.Luisinho; 22.Celso Borges (10.Andone), 20.Guilherme (21.Muntari), 14.Krohn-Dehli e 8.Emre Çolak; 19.Borja Valle (9.Cartabia) e 7.Lucas Pérez. Técnico: Clarence Seedorf
BARCELONA: 1.Ter Stegen; 2.Semedo, 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitić (6.Iniesta) e 14.Philippe Coutinho (15.Paulinho); 11.Dembélé (6.Denis Suárez), 10.Messi e 9.Suárez. Técnico: Ernesto Valverde

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da Copa do Rei 2017/2018

Iniesta ergue o troféu da Copa do Rei pelo Barcelona. Créditos: Reuters

O Barcelona goleou o Sevilla por 5 a 0 na final da Copa do Rei 2017/2018 neste sábado (21), no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri. Os gols da partida foram marcados por Suárez (dois), Messi, Iniesta e, de pênalti, Philippe Coutinho. Essa foi a 30ª do clube catalão na competição, sendo o quarto de maneira consecutiva – feito conseguido apenas por Real Madrid (de 1905 a 1908) e Athletic de Bilbao (de 1930 a 1933).

O Barcelona começou a ocupar o campo de ataque nos momentos iniciais da partida e, claro, foi quem criou a primeira chance. Aos oito, Messi cobrou falta de longe e obrigou Soria a fazer grande defesa. Pouco tempo depois, aos 12, o goleiro Cillensen deu um lançamento perfeito para Coutinho, que avançou, invadiu a área e, na saída de Soria, tocou para Luis Suárez, que só completou para o gol vazio e tirar o zero do placar.

O Sevilla tentou dar o troco aos 17, com Correa, que recebeu pelo alto, mas pegou mal e mandou à direita da meta azul-grená. Cinco minutos depois, a equipe de Andaluzia chegou novamente com N’Zonzi. Jesús Navas cortou para o fundo e cruzou rasteiro, mas o camisa 15 pegou levemente na bola, que saiu do outro lado.

O Barça voltou a dominar a partida. Aos 27, Iniesta recebeu de Suárez e arriscou de canhota. A redonda desviou em Messi, aparentemente impedido, atingiu o travessão de Soria. No lance seguinte, Navas cruzou para Vásquez, que cabeceou para a defesa de Cillessen. Porém, aos 30, o camisa 10 catalão não podia passar em branco diante de sua “vítima” favorita. Alba tentou cruzar rasteiro pela esquerda, a marcação o travou e, sem opção, o camisa 18 tocou de calcanhar para Messi encher o pé, no alto, ampliar o placar. Esse foi o 31º gol do argentino em 33 jogos contra o Sevilla.

Os blaugranas seguiram a ditar o ritmo do jogo enquanto o adversário, perdido, se limitou a se defender. Porém, aos 39, Luis Suárez recebeu no meio-campo, tabelou com Messi, que devolveu em profundidade para o uruguaio, que levou a melhor entre os zagueiros e tocou na saída do goleiro: 3 a 0 para o Barça. E foi só o primeiro tempo.

Na volta do intervalo, a superioridade dos catalães prevaleceu. No entanto, o combalido Sevilla ainda tentou aos 3 com Vásquez, que foi travado por Álba na área e a bola ficou amortecida para Cillessen. Todavia, aos 6, Suárez roubou a bola na intermediária, tocou para Iniesta, que tabelou com Messi, recebeu na frente, driblou Soria, e completou para o gol: 4 a 0, fora o baile.

O quinto gol só não saiu aos nove graças a Soria. Messi cobrou falta na área, Suárez cabeceou firme, o arqueiro rojiblanco defendeu parcialmente, a bola ficou viva na pequena área, Umtiti chegou para completar e, na dividida com o goleiro, tocou por último na redonda que saiu pela linha de fundo. Tiro de meta.

O Barça ainda teve duas chances consecutivas aos 14 e aos 16. No primeiro lance, Coutinho tabelou com Rakitic e recebeu por cima, mas não conseguiu cabecear com firmeza e facilitou a defesa de Soria. Na sequência, foi a vez de Busquets arriscar da entrada da área e assustar o goleiro do Sevilla.

O time de Vincenzo Montella aproveitou o buraco deixado por Piqué, que tentara suas investidas no ataque, aos 18 com Sandro Ramírez (substituto de Correa), que finalizou, mas parou no goleiro holandês do Barcelona. Em seguida, Messi tentou tabelar com Iniesta, mas Navas travou o argentino no momento do chute e mandou a redonda para escanteio, mas o árbitro marcou tiro de meta equivocadamente.

Aos 23, Suárez, dentro da área, tocou de calcanhar para Philippe Coutinho, a esférica bateu na mão de Lenglet e o brasileiro chegou a completar para o gol, mas o árbitro marcara a penalidade antes da conclusão da jogada. Na cobrança do penal, que Messi humildemente deixou para o camisa 14, o ex-Liverpool bateu com categoria, bola para um lado, goleiro para o outro, para fazer o quinto gol da final.

Com o jogo praticamente definido, o Barcelona só administrou o resultado enquanto o Sevilla tentara criar algumas chances. Como aos 29, quando Navas levantou na área no segundo pau, Sarabia escorou para trás e Piqué afastou o perigo quase em cima da linha.

Depois desse lance, o Barça valorizou a troca de passes, sem muita pressa e ficou à espera do fim do jogo para comemorar o tetracampeonato da Copa do Rei. E, antes do fim da partida, um momento emocionante do jogo. Aos 43 minutos, Iniesta, que está no clima de despedida da Catalunha, foi substituído por Denis Suárez. Emocionado, o meia saiu de campo aplaudido pelas duas torcidas. Enquanto a partida não era encerrada, a torcida do Barcelona entoava pelo Wanda Metropolitano o nome do meia que, além dos títulos conquistados pelos lados da Catalunha, foi o autor do gol mais importante do futebol espanhol: o da final da Copa do Mundo de 2010. Até que, sem acréscimos, o jogo chegou ao fim: Barcelona 5, Sevilla 0. Uma atuação de gala do Barça que, dependendo do que acontecer amanhã no jogo entre Atlético de Madrid e Bétis, no mesmo palco da final dessa Copa do Rei, poderá comemorar o título do Campeonato Espanhol e, de quebrar, conquistar o oitavo ‘doblete’ (termo dado quando um time conquista na mesma temporada a copa e o campeonato nacional).

Depois da traumática eliminação na UEFA Champions League para a Roma, todas as atenções do Barcelona estavam voltadas para a Espanha, onde lidera o campeonato nacional com grandes chances de ser campeão, e a Copa do Rei. Para azar do Sevilla, o quarteto Messi, Suárez, Iniesta e Philippe Coutinho estavam em uma jornada inspirada e praticamente trucidaram o adversário em meia-hora quando o placar já estava 2 a 0 para o Barça. Destaque para o emocionante Iniesta que, além de ter jogado muito, algo corriqueiro para o meia espanhol, fez um dos gols e saiu de campo ovacionado pelo público. Com um futebol avassalador, algo pouco visto nesta temporada, os blaugranas não encontraram dificuldades ao aplicar uma das maiores goleadas da história das finais da Copa do Rei: 5 a 0. Agora, a equipe de Ernesto Valverde pode ainda ser campeão espanhol amanhã, caso o Atlético de Madrid perca para o Bétis, o que é pouco provável. No entanto, mesmo que os Colchoneros ganhem do adversário, ainda restam quatro jogos para o Barcelona comemorar o 25º título espanhol. Quanto a Iniesta, sinceramente, se não for o maior, está entre os cinco maiores jogadores espanhóis de todos os tempos. Infelizmente, a idade chega para todos e para o experiente meio-campista, pendurar as chuteiras será uma questão de tempo, embora seu destino após o término da temporada seja o futebol chinês.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Data – Jogo – Local:

Quarta fase:

24/10/2017 – Murcia 0x3 Barcelona – Nueva Condomina, Murcia
29/11/2017 – Barcelona 5×0 Murcia – Camp Nou, Barcelona

Oitavas-de-final:
04/01/2018 – Celta de Vigo 1×1 Barcelona – Balaídos, Vigo
11/01/2018 – Barcelona 5×0 Celta de Vigo – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
17/01/2018 – Espanyol 1×0 Barcelona – RCDE Stadium, Cornellà de Llogregat
25/01/2018 – Barcelona 2×0 Espanyol – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
01/02/2018 – Barcelona 1×0 Valencia – Camp Nou, Barcelona
08/02/2018 – Valencia 0x2 Barcelona – Mestalla, Valencia
Final:
21/04/2018 – Sevilla 0x5 Barcelona – Wanda Metropolitano, Madri

FICHA TÉCNICA: SEVILLA 0x5 BARCELONA
Competição/Fase: Copa do Rei 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio Wanda Metropolitano, Madri, Espanha
Data: 21 de abril de 2018, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Jesús Gil Manzano (ESP)
Assistentes: Ángel Nevado Rodríguez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jiménez (ESP)
Cartões Amarelos: Mercado e Escudero (Sevilla); Iniesta e Busquets (Barcelona)
Gols: Suárez, aos 13 min (1-0) e aos 39 min (3-0), e Messi, aos 30 min do 1º tempo (2-0); Iniesta, aos 6 min (4-0) e Coutinho (de pênalti), aos 23 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA: 13.Cilessen; 20.Sergi Roberto, 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets (15.Paulinho), 4.Rakitic e 8.Iniesta (6.Denis Suárez); 14.Philippe Coutinho (11.Dembélé), 10.Messi e 9.Suárez. Técnico: Ernesto Valverde
SEVILLA: 13.Soria; 16.Jesús Navas, 25.Mercado, 5.Lenglet e 18.Escudero; 15.N’Zonzi, 10.Banega, 22.Vásquez (24.Nolito) e 17.Sarabia (3.Layún); 11.Correa (23.Sandro Rodríguez) e 20.Muriel. Técnico: Vincenzo Montella

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão do Troféu Joan Gamper 2017

Jogadores das duas equipes posam para fotografia no Camp Nou. Foto: Josep Lago/AFP

A Chapecoense foi homenageada pelo Barcelona ao participar da disputa do Troféu Joan Gamper, no Estádio Camp Nou, na Catalunha, na tarde desta segunda-feira (7). Dentro de campo, os catalães golearam a Chape por 5 a 0, com gols Deulofeu, Busquets, Messi, Suárez e Denis Suárez, e ficaram com a taça do amistoso pela 40ª vez. Para os envolvidos, o resultado foi o de menos, mas valeu a celebração à vida, à memória dos 71 mortos do voo da LaMia, a volta de Alan Ruschel e dos demais sobreviventes. Uma grande festa foi feita na casa do Barça.

O jogo começou com o Barcelona partindo pra cima e, através do característico toque de bola, logo a um minuto de jogo, Messi bateu à queima-roupa para Elias fazer linda defesa. Dois minutos depois, após escanteio, Rakitić se antecipou no primeiro pau e cabeceou por cima do gol de Elias. Em seguida, depois de bela troca de passes, Suárez recebeu na área, mas sem ângulo chutou em cima do arqueiro da Chape.

E, com muita facilidade, o Barça chegou ao gol aos cinco minutos. Rakitić deu uma caneta em Luiz Otávio e deixou Deulofeu apenas para completar para as redes, sem goleiro.

Os blaugranas não demoraram muito e fizeram o segundo gol ainda aos dez minutos. Deulofeu importunou a defesa da Chapecoense e recuou para Busquets, sem marcação, e que acertou um chutaço no ângulo, sem chances de defesa para Elias.

O Verdão do Oeste teve a sua primeira oportunidade apenas aos 15 minutos. Wellington Paulista ganha de Piqué por cima, carregou a bola até a grande área para arriscar de esquerda, cruzado, para a redonda passar perto da trave esquerda de Ter Steger. Quatro minutos depois, a equipe brasileira finalizou novamente. Alan Ruschel cobrou falta na área, Luiz Otávio subiu bem, sozinho, cabeceou, mas não acertou o alvo. A Chape passou a tocar a bola sem pressa, mas não conseguiu progredir.

A equipe catalã voltou a impor o seu ritmo. Aos 26, cruzamento rasteiro para Messi, o argentino pegou de primeira e Elias defendeu no reflexo. No lance seguinte, Messi girou, driblou e passou como quis na defesa adversárioa, abriu para Deulofeu, que devolveu para o camisa 10 marcar: 3 a 0.

O Barcelona seguiu pressionando sem dó e nem piedade da Chape. Aos 33, Rakitić ajeitou de costas para Suárez chegar chutando; o uruguaio pegou de primeira para mais uma grande defesa de Elias. No minuto seguinte, Suárez saiu na cara do goleiro da Chape, que saiu bem, fechou o ângulo e impediu o quarto tento dos blaugranas.

O ápice do jogo veio aos 35 minutos: saiu Alan Ruschel, que foi aplaudido de pé pelos torcedores presentes no Camp Nou, para a entrada de Penilla. E os catalães continuaram com tudo no jogo. Aos 37, roubaram a bola próximo da defesa da Chape, e Messi só não marcou o seu segundo gol porque Reinaldo, com o pé, salvou em cima da linha. Cinco minutos mais tarde, outra tabelinha do Barça, dessa vez com Iniesta e Messi, que deixou o camisa 8 na cara do gol e tentou encobrir Elias, mas o arqueiro defendeu. Aos 44, depois da cobrança de escanteio, Suárez pegou de primeira, sem deixar a bola quicar, mas Elias fez mais uma grande defesa.

Na segunda etapa, o domínio catalão seguiu e o quarto gol não demorou muito. Aos 9, Suárez recebeu de Messi e bateu forte, sem ângulo, para fazer o seu depois de parar em Elias em três ocasiões. Um minuto depois, Messi recebeu de Suárez, puxou para o meio e visou o cantinho, porém, a esférica saiu.

Aos 14, a Chapecoense chegou à sua terceira finalização no jogo, mas Cilessen caiu no canto para defender. O jogo deu continuidade com a superioridade dos anfitriões, que chegaram ao quinto gol aos 28. Messi deu um excelente passe para Denis Suárez receber livre e chutar na saída do goleiro.

O amistoso deu uma tranquilizada por conta das alterações promovidas pelas equipes.  A Chape tentou mais uma vez aos 36 com Tulio de Melo, que subiu mais alto que a defesa e exigiu defesa de Cillessen.

O Barcelona ainda teve oportunidade de chegar ao sexto gol. Khevin derrubou Semedo na área aos 43. Pênalti. Paco Alcácer, que entrou no lugar de Messi, cobrou, mas Artur Moraes, substituto de Elias, pegou, no rebote, o camisa 17 azul-grená escorregou e, no bate-rebate, a defesa conseguiu afastar.

O jogo seguiu até os 49 minutos, e o amistoso terminou com vitória dos anfitriões por 5 a 0 e, assim, o Internacional de Porto Alegre segue como o único time brasileiro a conquistar o Troféu Joan Gamper, enquanto o Barcelona conquista a taça que leva o nome do patrono pela 40ª vez.

Apesar de estar em começo de temporada, o Barcelona entrou com o franco favoritismo diante da Chapecoense, e a superioridade do time catalão foi absurda. Messi e companhia encararam o amistoso como um jogo-treino. A Chape foi ‘engolida’ pelo Barça. Nos números da partida, os blaugranas foram superiores em todos os dados: posse de bola (67% a 33%), finalizações (20 a 4, sendo que os catalães tiveram dez chances reais de gols contra zero dos brasileiros), passes certos (540 a 154), enfim, avassalador. Apesar da goleada, o resultado foi o de menos, o importante foi a celebração à vida, a homenagem aos falecidos e aos sobreviventes do voo da LaMia.

A seguir, a ficha técnica do jogo amistoso que valeu taça.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×0 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Troféu Joan Gamper 2017 – amistoso (jogo único)
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha
Data: 7 de agosto de 2017, segunda-feira, 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alfonso Álvarez Isquierdo
Assistentes: Juan Carlos Barranco Trejo e Joan Méndez Mateo
Cartão Amarelo: Lucas Mineiro (Chapecoense)
Gols: Deulofeu, aos 5 min (1-0), Busquets, aos 10 min (2-0) e Messi, aos 27 min do 1º tempo (3-0); Suárez, aos 9 min (4-0) e Denis Suárez, aos 29 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen (13.Cillessen); 22.Vidal (2.Nélson Semedo), 3.Piqué (2.Marlon), 23.Umtiti (14.Mascherano) e 18.Jordi Alba (19.Digne); 4.Rakitić (30.Aleñá), 5.Busquets (26.Samper) e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 16.Deulofeu (6.Denis Suárez), 10.Messi (17.Paco Alcácer) e 9.Suárez (29.El Haddadi). Técnico: Ernesto Valverde
CHAPECOENSE (BRA): 12.Elias (1.Artur Moraes); 22.Apodi (92.Zeballos), 21.Luiz Otávio (14.Fabrício Bruno), 80.Victor Ramos (3.Douglas Grolli) e 6.Reinaldo; 5.Moisés Ribeiro (11.Luiz Antônio), 28.Alan Ruschel (7.Penilla), 30.Nenén (70.Nadson) (37.Moisés Gaúcho), 25.Lucas Mineiro (87.Khevin) e 32.Lourency (23.Fernando Guerrero) (17.Arthur Caíke); 9.Wellington Paulista (10.Tulio de Melo). Técnico: Vinícius Eutrópio

Parabéns ao Futbol Club Barcelona e, por que não?, à Associação Chapecoense de Futebol pela festa.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da Copa do Rei 2016/2017

Os jogadores do Barcelona comemoram o único título conquistado na temporada 2016/2017. Foto: Getty Images

Na partida que marcou as despedidas de Luis Enrique no comando do Barcelona e do Estádio Vicente Calderón, o Barcelona venceu o Alavés por 3 a 1 e ficou com o título da Copa do Rei 2016/2017 neste sábado (27). Os gols da partida foram marcados por Messi, Neymar e Paco Alcácer pelo lado catalão, enquanto Théo Hernández descontou para o clube do País Basco. Esse foi o 29º caneco da competição erguido pelo Barça. Com o título dos blaugranas, o Athletic Bilbao, sétimo colocado do Campeonato Espanhol, herdou uma vaga para a disputa da próxima Liga Europa – se o Alavés fosse o campeão, a vaga para o torneio continental era dele.

O último jogo oficial do Vicente Calderón foi justamente uma partida envolvendo dois clubes de regiões separatistas da Espanha, a Catalunha, caso do Barcelona, e o País Basco, representado pelo Alavés. Obviamente, as duas torcidas vaiaram e muito a execução do hino da Espanha.

Detalhes políticos à parte, a bola rolou e o Barcelona, mesmo desfalcado do “S” de seu poderoso trio MSN – Messi, Suárez e Neymar, já deu as caras logo aos 6 minutos. Messi lançou Alba na diagonal. O camisa 18 deu um leve desvio de cabeça para a bola quicar na grama, fazer uma curva e sair caprichosamente pela linha de fundo. Dois minutos depois, um choque de cabeça entre Mascherano e Llorente deixou os dois times preocupados. O argentino levou a pior, pois saíra sangue e, com isso, ele foi substituído por André Gomes.

A partida seguiu com a habitual posse de bola da equipe catalã, enquanto os albicelestes montaram um forte esquema de marcação para evitar as peripécias de Messi e companhia. No entanto, em uma vacilada de Piqué, Ibai Gómez partiu para cima e chutou rasteiro, a redonda desviou em Cilessen, na trave, passou por cima da linha até o outro lado e Deyverson tentou chutar sem ângulo em vez de passar para um companheiro que tinha melhores condições.

Depois do susto, os blaugranas, aos 26, levaram perigo. Iniesta arriscou, Paco Alcácer desviou e quase enganou Pacheco, que defendeu com os pés. No entanto, o esquema tático do Alavés sucumbiu aos 31 minutos. Messi tabelou com Neymar e, da meia-lua, o argentino du um tapa com a canhota no canto do goleiro: 1 a 0 para o Barça.

A reação dos albiazules foi instantânea. O lateral Théo Hernández cobrou falta com maestria no ângulo de Cilessen, um golaço.

O gol sofrido não abalou muito os comandados de Luis Enrique. Tanto que, em dois lances, aos 39 e aos 40, o Barça quase fez o segundo. Primeiro Messi cobrou falta direto e Pacheco fez a defesa em dois tempos. No lance seguinte, Neymar tocou para Rakitić que chutou rasteiro da entrada da área e mandou à direita da meta do Alavés.

E, antes do intervalo, o Barcelona praticamente liquidou o jogo. Aos 44, Messi abriu para André Gomes, que cruzou rasteiro para Neymar, que estava levemente adiantado, só completar para as redes e pôr a equipe da Catalunha na frente. E, nos acréscimos da primeira etapa, aos 47, Messi fez grande jogada invidual, passou por três adversários, e deixou Paco Alcácer em ótimas condições para dominar e chutar rasteiro para ampliar a vantagem: 3 a 1.

No começo da etapa complementar, o Alavés assustou aos dois minutos. Ibai Gómez cobrou falta com perigo e Cilissen só observou e “tirou com os olhos”. Dois minutos depois, Messi fez jogada pela direita e cruzou à meia altura para Paco, que desviou para Pacheco espalmar e a defesa completar.

O jogo seguiu com os catalães valorizando a posse de  bola e tentando infiltrar a defesa da equipe do País Basco. Aos 20, Iniesta tentou e mandou por cima.

O Alavés teve duas oportunidades seguidas de gol. Aos 24, Sobrino, que entrou no lugar de Edgar, acertou André gomes com a bola viva na grande área. No minuto seguinte, o goleiro holandês desviou com os pés o desvio do zagueiro brasileiro Rodrigo Ely. No mesmo minuto, o Alavés até marcou, mas Deyverson foi flagrado em impedimento.

O tempo fechou entre os atletas das duas equipes depois que Neymar caiu (e valorizou) o empurrão dado por Sobrino fora do lance e dentro da área. No final, o árbitro distribuiu cartões amarelos para os dois times.

E, já nos minutos finais, aos 46, em um contragolpe de quatro contra três, o Barcelona desperdiçou uma ótima oportunidade por Busquets, que procurou Neymar em vez de ter chutado. E o placar no segundo tempo não foi alterado. Fim de jogo no Vicente Calderón: Barcelona 3, Alavés 1.

O Barcelona entrou em campo com o franco favoritismo e isso foi consolidado no primeiro tempo. Além da despedida do estádio que sediou os jogos do Atlético de Madrid, a partida também marcou a despedida do técnico Luis Enrique da equipe catalã. A Copa do Rei era a última oportunidade do Barça encerrar a temporada com título. Enquanto isso, o Alavés já entrou em campo fazendo história, uma vez que o clube alviceleste nunca havia chegado à final da competição. O Barcelona dominou o jogo todo e, apesar do susto sofrido com o empate do Alavés, o time da Catalunha fez o suficiente para conquistar o tricampeonato da copa nacional. E, desde os tempos de Di Stéfano, um atleta não marcava gol em três finais consecutivas da Copa do Rei e ontem Neymar conseguiu fazer a façanha. Com o título, o Barcelona chegou a 29 taças e é o maior vencedor do torneio, deixando o Athletic de Bilbao para trás com 23 e Real Madrid com 19.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Quarta fase:
30/11/2016 – Hércules 1×1 Barcelona – José Rico Pérez, Alicante
21/12/2016 – Barcelona 7×0 Hércules – Camp Nou, Barcelona
Oitavas-de-final:
05/01/2017 – Athletic Bilbao 2×1 Barcelona – San Mamés, Bilbao
11/01/2017 – Barcelona 3×1 Athletic Bilbao – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
19/01/2017 – Real Sociedad 0x1 Barcelona – Anoeta, San Sebastián
26/01/2017 – Barcelona 5×2 Real Sociedad – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
01/02/2017 – Atlético de Madrid 1×2 Barcelona – Vicente Calderón, Madri
07/02/2017 – Barcelona 1×1 Atlético de Madrid – Camp Nou, Barcelona
Final:
27/05/2017 – Barcelona 3×1 Alavés – Vicente Calderón, Madri

FICHA TÉCNICA: BARCELONA 3×1 ALAVÉS
Competição/fase: Copa del Rey 2016/2017 – final (jogo único)
Local: Estádio Vicente Calderón, Madri
Data: 27 de maio de 2017, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Carlos Clos Gómez
Cartões Amarelos: Umtiti, Messi e Iniesta (Barcelona); Édgar Méndez, Manu García, Rodrigo Ely e Sobrino (Alavés)
Gols: Messi, aos 29 min do 1º tempo (1-0), Théo Hernández, aos 33 min do 1º tempo (1-1), Neymar, aos 44 min do 1º tempo (2-1) e Paco Alcácer, aos 46 min do 1º tempo (3-1)
BARCELONA: 13.Cillessen; 14.Maschereno (21.André Gomes), 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitić (22.Alexis Vidal) e 8.Iniesta; 10.Messi, 11.Neymar e 17.Paco Alcácer. Técnico: Luis Enrique
ALAVÉS: 1.Fernando Pacheco; 21.Kiko Femenía, 2.Rodrigo Ely, 22.Vigaray, 24.Feddal e 15.Théo Hernandéz (10.Óscar Romero); 19.Manu García, 6.Lloriente, 17.Edgar Mendéz (7.Sobrino) e 11.Ibai Gómez (8.Camarasa); 20.Dayvison. Técnico: Manuel Pellegrini

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida