Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida e Casa Mário de Andrade dão início a sua programação de férias

Imagem: Lil Foot

Atividade são gratuitas e acontecem todas no ambiente virtual. Entre os destaques estão cursos, palestra, sarau e performance

A Rede de Museus-Casas Literários, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, segue com suas atividades on-line. A programação de julho está repleta de atividades virtuais e gratuitas para quem deseja explorar o universo da literatura.

Casa das Rosas
Reynaldo Damazio fará uma introdução à ficção contemporânea no minicurso intitulado Observatório da Prosa. Em dois encontros on-line, serão discutidos os recursos presentes na prosa, com ênfase na prática da escrita. O curso será às terças-feiras, 7 e 14 de julho das 19h às 21h. Inscrições neste link até o dia 7.

Dia 11 de julho, sábado das 19h às 21h, será a vez do Sarau Bufo. Organizado pelos alunos do curso Poesia Expandida de 2020, o evento também terá a participação dos professores Anderson Gomes, Daniel Minchoni, Juliana Di Fiori Pondian e Julio Mendonça. Para ter acesso ao evento, clique aqui.

Em Ruem os Reinos: Haroldo de Campos leitor de Benjamin e Brecht, Diana Junkes discutirá as leituras que Haroldo fez de Benjamin e Brecht e os diálogos que em sua obra estabeleceu com ambos, enlaçando poesia e política, transcriação e crítica. O curso será dividido em 3 encontros às terças-feiras, dias 21 e 28 de julho e 4 de agosto das 19h às 21h. As inscrições estão abertas até o dia 21, neste link.

Na conversa sobre o livro O que se ouviu e o que não se ouviu na semana de 22, Lívio Tragtenberg dividirá um pouco da pesquisa feita para o livro, em que aborda o papel da música na Semana de Arte Moderna de 1922 a partir do contexto da vida cultural e musical paulista, propondo uma reflexão crítica sobre temas como nacionalismo, provincianismo e identidade cultural. A atividade será quinta-feira, dia 23 de julho, das 19h às 21h. As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de julho neste link.

Casa Mário de Andrade
No curso A arte da poesia: Uma introdução, Marcelo Tápia trará aspectos que caracterizam esse modo particular de comunicação, apresentando fundamentos teórico-práticos da composição de poemas, daqueles com formas fixas aos experimentais. O curso é uma breve abordagem da arte poética, dirigida a quem deseja iniciar-se em poesia e a quem já a pratica e quer refletir sobre o assunto. Os encontros irão acontecer às quartas-feiras pela plataforma Google Meet, de 8 a 15 de julho das 19h às 21h. As inscrições podem ser feitas neste link até o dia 8.

Na palestra Work in-progress: Desenvolvimento do jogo “Os Andrades” I, Fifo Lazarini apresenta as etapas para o desenvolvimento do jogo Os Andrades, que inclui uma aventura de Mário de Andrade à procura de poemas do livro Pauliceia Desvairada pelo centro histórico da cidade. Ambientado em 1922, o projeto aposta na interatividade para aproximar o público, principalmente estudantes, da literatura brasileira e história da Semana de Arte Moderna de 1922. A palestra será dia 11 de julho, sábado, das 16h30 às 18h pela plataforma Google Meet. Para realizar a inscrição até o dia 11, clique aqui.

Pascoal da Conceição encena a performance Mário de Andrade desce aos infernos, nome do título do poema que Carlos Drummond de Andrade escreveu em memória do escritor modernista. A performance inclui trecho da conferência de 1942, na qual Mário conta sobre sua inspiração dos poemas que inauguraram a Semana de Arte Moderna de 22. Na sequência, Pascoal recita e interpreta “A Meditação sobre o Tietê”, o último poema do autor. A atividade será sábado, 1 de agosto, das 16h30 às 18h. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de julho, neste link.

Casa Guilherme de Almeida
O curso Casas-museus: Habitações da Literatura, com André Amaral, evoca testemunhos literários sobre casas-museus, com o seguinte itinerário: Ana Hatherly desenha a arquitetura de Goethe, Beethoven e Chopin; César Aira entra na casa de Lezama Lima em Havana; Serguei Dovlátov oferece um passeio pelas Colinas de Pushkin em Pskov; Julien Gracq descreve o ateliê de André Breton em Paris; Virginia Woolf apresenta as casas de Carlyle e Keats em Londres; Roberto Bolaño procura pela residência de Henri Lefebvre na Bélgica e imagina o apartamento de Enrique Lihn num país que poderia ser o Chile ou o inferno. Os encontros serão às terças-feiras, 23 e 30 de junho e 7, 14, 21 e 28 de julho às 19h. As inscrições estão abertas até o dia 28 de junho, por este link.

SERVIÇO
Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 – Paraíso – São Paulo (próximo à estação Brigadeiro do metrô)
Telefone: (11) 3285-6986 | 3288-9447
Funcionamento: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h.
Acessibilidade: rampa de acesso e elevador
Durante o distanciamento social devido à Covid-19, toda a programação está sendo realizada de forma virtual.
Convênio com o estacionamento Parkimetro: Alameda Santos, 74 (exceto domingos e feriados)
http://www.casadasrosas.org.br

CURSO | Observatório da Prosa
Com Reynaldo Damazio
Terças-feiras, 7 e 14 de julho, das 19h às 21h
Plataforma: Google Meet
Inscrições até 7 de julho
Link: http://casadasrosas.org.br/agenda/observatrio-da-prosa

Minicurso de introdução à ficção contemporânea, em dois encontros online, propondo uma breve discussão sobre alguns dos recursos presentes em textos de prosa, com ênfase na prática da escrita.
Sarau Bufo
Sábado, 11 de julho, das 19h às 21h
Plataforma: Google Meet / Transmissão pelo Facebook
Sem necessidade de inscrição prévia
Link para a transmissão: http://casadasrosas.org.br/agenda/2118-sarau-bufo

Páginas Abertas: Poéticas Sincrônicas – Curso Ruem os reinos: Haroldo de Campos leitor de Benjamin e Brecht
Com Diana Junkes
Terças, 21 e 28 de julho e 4 de agosto, das 19h às 21h
Plataforma: Google Meet
Inscrições até 21 de julho, neste link

Páginas Abertas: Poéticas Sincrônicas – Conversa sobre o livro o que se ouviu e o que não se ouviu na semana de 22
Com Lívio Tragtenberg
Quinta-feira, 23 de julho, das 19h às 21h
Inscrições até 23 de julho, neste link.

Casa Mário de Andrade
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda – São Paulo
Telefone: (11) 3666-5803 | 3826-4085
Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 18h
Acessibilidade: rampa de acesso ao andar térreo
Durante o distanciamento social devido à Covid-19, toda a programação está sendo realizada de forma virtual.
http://www.casamariodeandrade.org.br

Curso | A arte da poesia: Uma introdução
Com Marcelo Tápia
Quartas-feiras, 8 e 15 de julho, das 19h às 21h
Plataforma: Google Meet
Inscrições até 8 de julho, neste link

Palestra | Work In-Progress: Desenvolvimento do jogo “Os Andrades” I – Uma aventura de Mário De Andrade
Com Fifo Lazarini
Sábado, 11 de julho, das 16h30 às 18h
Plataforma: Google Meet
Inscrições até 11 de julho, neste link

Performance | Mário de Andrade desce aos infernos
Com Pascoal da Conceição e convidados
Sábado, 1 de agosto, das 16h30 às 18h
Inscrições até 31 de julho, neste link

Casa Guilherme de Almeida
Museu: Rua Macapá, 187 – Perdizes – São Paulo
Anexo: Rua Cardoso de Almeida, 1943 – Perdizes
Telefone: (11) 3673-1883 | 3672-1391
Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 18h
Acessibilidade: rampa de acesso e elevador
Durante o distanciamento social devido à Covid-19, toda a programação está sendo realizada de forma virtual.
http://www.casaguilhermedealmeida.org.br

CURSO | Obras abertas: História sincrônica da literatura – Casas-museus: Habitações da literatura
Com André do Amaral
Terças-feiras, 23 e 30 de junho e 7, 14, 21 e 28 de julho às 19h
Plataforma: Google Meet
Inscrições até 28 de julho neste link

SOBRE A CASA DAS ROSAS
A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos é um museu dedicado à poesia, à literatura, à cultura e à preservação do acervo bibliográfico do poeta paulistano Haroldo de Campos, um dos criadores do movimento da poesia concreta na década de 1950. Localizada em uma das avenidas mais importantes da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista, o espaço realiza intensa programação de atividades gratuitas, como oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literárias e musicais, saraus, lançamentos de livros, performances e apresentações teatrais. O museu está instalado em um imponente casarão, construído em 1935 pelo escritório Ramos de Azevedo, que na época já tinha projetado e executado importantes edifícios na cidade, como a Pinacoteca do Estado, o Teatro Municipal e o Mercado Público de São Paulo.

SOBRE A CASA GUILHERME DE ALMEIDA
Inaugurada em 1979, a Casa Guilherme de Almeida, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, está instalada na residência onde viveu o poeta, tradutor, jornalista e advogado paulista Guilherme de Almeida (1890-1969), um dos mentores do movimento modernista brasileiro. Seu acervo é constituído por uma significativa coleção de obras, gravuras, desenhos, esculturas, pinturas, em grande parte oferecidas ao poeta pelos principais artistas do modernismo brasileiro, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcanti, Lasar Segall e Victor Brecheret. Hoje, o museu oferece uma série de atividades gratuitas relacionadas a todas as áreas de atuação de Guilherme de Almeida, da literatura traduzida ao cinema, passando pelo jornalismo e pelo teatro. Trata-se da primeira instituição não acadêmica a manter um Centro de Estudos de Tradução Literária no país.

SOBRE A CASA MÁRIO DE ANDRADE
A Casa Mário de Andrade funciona no endereço da antiga casa do escritor Mário de Andrade, um dos principais mentores do modernismo brasileiro e da Semana de Arte Moderna de 1922. O museu abriga uma exposição permanente, que é aberta à visitação, com objetos pessoais do modernista, além de documentos de imagem e áudio relacionados à sua trajetória. O museu também realiza uma intensa programação de atividades culturais e educativas. A Casa integra a Rede de Museus-Casas Literários da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis.

Poiesis – Coordenação de Comunicação
Carla Regina | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br

Assessoria de Imprensa
Jariza Rugiano | (11) 4096-9810 | jarizarugiano@poiesis.org.br
Luiza Lorenzetti | (11) 4096-9852 | luizalorenzetti@poiesis.org.br

Assessoria de imprensa – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado
Stephanie Gomes – (11) 3339-8243/9-9240-5718
Davi Franzon – (11) 9-3411-6428
imprensaculturasp@sp.gov.br

Créditos: Luiza Lorenzetti | Poeisis Gestão Cultural

Museus-Casas Literários celebram o 33º Bloomsday

O escrito irlandês James Joyce. Créditos: divulgação

O evento anual celebra a obra do escritor irlandês James Joyce com uma programação dedicada ao autor, sob o tema “Juízo Final”

A Rede de Museus-Casas Literários, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, celebrará o 33º Bloomsday com uma programação especial.

O evento, que ocorre anualmente, é uma homenagem ao grande escritor irlandês, James Joyce. A data de sua realização, 16 de junho, é o dia em que transcorre a ação do romance mais famoso do autor, Ulysses. Nele, o personagem central, Leopold Bloom, perambula por Dublin, em 1904. A celebração ocorre em diversas cidades do mundo, como Dublin, Londres, Nova York e São Paulo, onde foi criado em 1988 pelo poeta Haroldo de Campos, que participou da organização até seu falecimento, em 2003.

Em 2020, as comemorações na cidade de São Paulo completam 33 anos e, este ano, a Rede de Museus-Casas Literários irá homenagear o escritor irlandês em um formato diferente. As atividades serão realizadas a distância, pela plataforma Google Meet, das 18h30 às 20h30 do dia 16 de junho, terça-feira. Para participar, bastará acessar o link da reunião: meet.google.com/nhm-btpw-rtd

Neste ano, o tema é “Juízo Final”, baseado no sexto capítulo de Ulysses, o Hades, no qual o personagem Leopold Bloom reflete sobre a vida e a morte durante o enterro de um amigo. O programa incluirá leituras de trechos do capítulo em vários idiomas, por diversos convidados, além de poesia, música e comentários sobre a história do evento.

Coordenado e apresentado por Marcelo Tápia, diretor da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, o evento se abrirá com a exibição de uma colagem de cenas de filmes baseados na obra de Joyce, e apresentará, em seguida, a leitura de um fragmento do Canto XI (episódio do Hades) da Odisseia de Homero, obra que foi tomada como referência por Joyce para a criação de seu Ulysses. Logo após, o sexto capítulo do romance será lembrado em inglês, português, francês, italiano, alemão e hebraico, revivendo uma tradição de leituras em diversas línguas no Bloomsday, iniciada por Haroldo de Campos.

Saindo da obra Ulysses, Reynaldo Damazio fará a leitura do fragmento final do conto “Os mortos”, do livro Dublinenses, de Joyce. Posteriormente, serão lidos poemas de Augusto dos Anjos e de James Joyce, por Donny Correia e Rodrigo Bravo.

A gravação da canção “Bid Adieu to Girlish Days”, do autor homenageado, será apresentada e, por fim, será feita a leitura de um trecho de Finnegans Wake, o último e mais experimental romance de Joyce, seguida da exibição de um vídeo sobre a história do Bloomsday em São Paulo.

O dia 16 de junho foi escolhido por James Joyce para a narrativa de Ulysses porque nesse dia ele viveu um encontro amoroso com sua futura mulher, Nora Barnacle. O aspecto autobiográfico é presente em toda a sua obra, que inclui o livro de contos Dublinenses, e os romances Um retrato do artista quando jovem e Finnegans Wake.

Hoje, James Joyce é reverenciado em todo o mundo e considerado pela maioria dos críticos como o maior prosador do século XX, mas inicialmente suas obras encontraram resistência, receberam duras críticas e censura direta. O romance Ulysses (publicado em livro em 1922) acabou sendo proibido, à época, nos Estados Unidos e na Inglaterra, por ser julgado imoral pelas autoridades.

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 – Paraíso – São Paulo (próximo à estação Brigadeiro do metrô)
Telefone: (11) 3285-6986 | 3288-9447
Funcionamento: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h
Convênio com o estacionamento Parkimetro: Alameda Santos, 74 (exceto domingos e feriados)
http://www.casadasrosas.org.br

Casa Mário de Andrade
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda – São Paulo
Telefone: (11) 3666-5803 | 3826-4085
Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 18h
http://www.casamariodeandrade.org.br

Casa Guilherme de Almeida
Museu: Rua Macapá, 187 – Perdizes – São Paulo
Anexo: Rua Cardoso de Almeida, 1943 – Perdizes
Telefone: (11) 3673-1883 | 3672-1391
Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 18h
http://www.casaguilhermedealmeida.org.br

SOBRE A CASA DAS ROSAS
A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos é um museu dedicado à poesia, à literatura, à cultura e à preservação do acervo bibliográfico do poeta paulistano Haroldo de Campos, um dos criadores do movimento da poesia concreta na década de 1950. Localizada em uma das avenidas mais importantes da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista, o espaço realiza intensa programação de atividades gratuitas, como oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literárias e musicais, saraus, lançamentos de livros, performances e apresentações teatrais. O museu está instalado em um imponente casarão, construído em 1935 pelo escritório Ramos de Azevedo, que na época já tinha projetado e executado importantes edifícios na cidade, como a Pinacoteca do Estado, o Teatro Municipal e o Mercado Público de São Paulo.

SOBRE A CASA GUILHERME DE ALMEIDA
Inaugurada em 1979, a Casa Guilherme de Almeida, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, está instalada na residência onde viveu o poeta, tradutor, jornalista e advogado paulista Guilherme de Almeida (1890-1969), um dos mentores do movimento modernista brasileiro. Seu acervo é constituído por uma significativa coleção de obras, gravuras, desenhos, esculturas, pinturas, em grande parte oferecidas ao poeta pelos principais artistas do modernismo brasileiro, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcanti, Lasar Segall e Victor Brecheret. Hoje, o museu oferece uma série de atividades gratuitas relacionadas a todas as áreas de atuação de Guilherme de Almeida, da literatura traduzida ao cinema, passando pelo jornalismo e pelo teatro. Trata-se da primeira instituição não acadêmica a manter um Centro de Estudos de Tradução Literária no país.

SOBRE A CASA MÁRIO DE ANDRADE
A Casa Mário de Andrade funciona no endereço da antiga casa do escritor Mário de Andrade, um dos principais mentores do modernismo brasileiro e da Semana de Arte Moderna de 1922. O museu abriga uma exposição permanente, que é aberta à visitação, com objetos pessoais do modernista, além de documentos de imagem e áudio relacionados à sua trajetória. O museu também realiza uma intensa programação de atividades culturais e educativas. A Casa integra a Rede de Museus-Casas Literários da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis.

SOBRE A POIESIS
A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

Poiesis – Coordenação de Comunicação
Carla Regina | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br

Assessoria de Imprensa
Luiza Lorenzetti | (11) 4096-9852 | luizalorenzetti@poiesis.org.br

Jariza Rugiano | (11) 4096-9810 | jarizarugiano@poiesis.org.br

Assessoria de imprensa – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado
Stephanie Gomes – (11) 3339-8243/9-9240-5718
Davi Franzon – (11) 9-3411-6428
imprensaculturasp@sp.gov.br

Créditos: Luiza Lorenzetti | Poiesis Gestão Cultural

Japan House São Paulo traz programação online sobre o Japão contemporâneo e conversa em celebração aos 112 anos da imigração japonesa no Brasil

Créditos: Divulgação/Japan House São Paulo

Gastronomia, literatura, esporte e costumes japonesas são assuntos abordados e compartilhados com o público via redes sociais do centro cultural

São Paulo, junho de 2020 – O projeto #JHSPONOLINE, realizado por meio das plataformas digitais da Japan House São Paulo, preparou para a segunda quinzena de junho uma programação repleta de conteúdos e atividades culturais, que celebram e desvendam diferentes vertentes do Japão contemporâneo. Todos os dias, entre 15 e 27 de junho, um novo conteúdo será compartilhado com o público, com o objetivo de promover cada vez mais a cultura japonesa, além de proporcionar entretenimento e a possibilidade de aprender sem precisar sair de casa.

Entre os conteúdos exclusivos para o período, está uma conversa entre o produtor cultural Jo Takahashi e o arquiteto e professor Sarkis Kaloustian, autor do livro Jardim Japonês, a Magia dos Jardins de Kyoto, em que tratam sobre os elementos que compõe um jardim japonês tradicional, além de alguns exemplos de utilização desses conceitos nos jardins contemporâneos. Ainda para os amantes da leitura, o 9º encontro do Clube de Leitura da Japan House São Paulo, que conta com a curadoria de Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da JHSP e Paulo Werneck, editor da revista Quatro Cinco Um, acontece extraordinariamente no ambiente virtual, e discute o livro Trilhas longínquas de Oku do renomado autor Matsuo Basho. Para se inscrever, basta acessar o site do centro cultural e participar do diálogo, que será aberto. O Clube, com encontros mensais, debate uma eclética seleção de títulos japoneses em grupos pequenos de leitores e com mediação de um especialista, buscando ampliar o acesso dos brasileiros a este universo literário.

Para esta fase, entre as novidades na programação do #JHSPONLINE está o quadro de gastronomia japonesa com consultoria exclusiva de Kyoko Tsukamoto, do Sabor Mirai Café e Telma Shiraishi, do restaurante AIZOMÊ, que orientaram com relação aos preparos e cederam suas receitas. Por meio de vídeos animados, a instituição passa a compartilhar semanalmente deliciosas receitas relacionadas a cultura nipônica. Para a estreia, será apresentado um passo a passo de preparo do chá mais consumido no Japão, o Sencha, chá verde, trazendo dicas de como extrair todo o seu sabor da melhor maneira. Já a segunda postagem da série, apresenta um passo a passo de preparo do Oniguiri, o tradicional bolinho de arroz japonês.

Em celebração aos 112 anos da imigração japonesa no Brasil, no dia 18 de junho, às 19h, acontece uma conversa online – mediada pela jornalista Thais Oyama – entre Rubens Ricupero, Presidente Honorário da Japan House São Paulo e Kazuo Watanabe, integrante do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social. O encontro é promovido em parceria com o Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, e os convidados vão comentar sobre a imigração japonesa no Brasil, sua história, influências, legados e, claro, a construção do forte elo de amizade entre a cultura brasileira e a cultura nipônica. Em uma outra frente em parceria com Estúdio Mauricio de Sousa Produções, a Japan House São Paulo disponibiliza em seu site uma edição especial do quadrinho “Turma da Mônica: Brasil e Japão, 110 anos de amizade”.

Com a temporada de verão chegando ao hemisfério norte – período chamado de Natsu (夏) no Japão – as paisagens do país são marcadas por uma mudança com as hortênsias em plena floração, essa delicada e florida época terá seu espaço nas redes sociais da instituição. Seguindo as tradições de verão, o público poderá aprender sobre o Furin, um pequeno sino de vento usado pelos japoneses em suas casas nessa época do ano e que tem um papel importante durante essa estação.

Para as crianças, uma atividade lúdica com o artista Fernando Saiki que propõe uma colagem com inspiração na série “36 vistas do monte Fuji de Katsushika Hokusai”, visando ensinar o processo em camadas da gravura japonesa de maneira fácil e intuitiva.

O quadro “Conversa com o Educativo” continua e para essa quinzena as temáticas serão “Wabi-Sabi e o sentimento de impermanência”, que fala sobre o aspecto contemplativo da passagem do tempo encontrado em muitas manifestações da cultura japonesa a partir das concepções de Wabi-Sabi e Mono no Aware, ambos já apresentados na programação online da instituição como conceitos inspiradores; e “Sou Fujimoto: Arquiteturas do Cotidiano”, que irá trazer os trabalhos mais representativos do arquiteto japonês e treinar o olhar para as diversas formas arquitetônicas que compõem o nosso cotidiano. E para completar, a série JHSP Indica, em que os colaboradores da Japan House São Paulo compartilham semanalmente dicas culturais de filmes, livros e músicas da cultura japonesa, com uma breve explicação sobre suas indicações.

Confira a programação da #JHSPOnline para o período:

15/06
Jardim Japonês – Jo Takahashi entrevista Sarkis Kaloustian
O produtor cultural Jo Takahashi, em conteúdo realizado especialmente para JHSPONLINE, entrevista o arquiteto e professor Sarkis Kaloustian, autor do livro “Jardim Japonês, a Magia dos Jardins de Kyoto” (editora K, 2010). A conversa aborda os elementos que compõe um jardim japonês tradicional, além alguns exemplos de utilização desses conceitos em jardins contemporâneos.

16/06, às 16h
Conversa com Educativo – Sou Fujimoto: Arquiteturas do Cotidiano
A conversa com o núcleo educativo da Japan House São Paulo traz o tema “Sou Fujimoto: Arquiteturas do Cotidiano”, que irá discutir sobre os trabalhos mais representativos do arquiteto japonês e treinar o olhar para as diversas formas arquitetônicas que compõem o nosso cotidiano.
Link de acesso: https://bit.ly/ConversasOnline

Hokusai para crianças
Neste vídeo, Fernando Saiki propõe uma colagem inspirada na série 36 vistas do monte Fuji de Katsushika Hokusai. A atividade visa ensinar para crianças o processo em camadas da gravura japonesa de maneira fácil e intuitiva.

17/06
Gastronomia – Sencha
Com consultoria de Kyoko Tsukamoto (Sabor Mirai Café) e Telma Shiraishi (AIZOMÊ), semanalmente uma receita com referências nipônicas irá ao ar. Na estreia desse programa, será apresentando um passo a passo, por meio de vídeo ilustrado, do chá mais consumido no Japão, o Sencha (chá verde). Sob a orientação de Kyoko Tsukamoto, responsável pelo Sabor Mirai Café, na Japan House São Paulo, a animação trará dicas para fazê-lo da melhor maneira e extrair todo o seu sabor.

18/06, às 19h
Conversa sobre os 112 anos da Imigração Japonesa no Brasil
Para comemorar os 112 anos da Imigração Japonesa no Brasil, a Japan House São Paulo e o Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, promovem uma conversa sobre o tema com a participação de Rubens Ricupero, Presidente Honorário da Japan House São Paulo; e de Kazuo Watanabe, integrante do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social. Na ocasião da conversa mediada pela jornalista Thais Oyama, ambos comentaram sobre a imigração japonesa no Brasil, sua história, influências, legados e, claro, a construção do forte elo de amizade entre ambas culturas. Esta atividade conta com o apoio do Kenren – Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil.

Turma da Mônica: Brasil e Japão, 110 anos de amizade
Ainda em comemoração à Imigração japonesa, a Japan House São Paulo – em uma parceria com o Estúdio Mauricio de Sousa Produções – disponibiliza em seu site, uma edição especial do quadrinho “Turma da Mônica: Brasil e Japão, 110 anos de amizade”.

19/06
Budô – Artes marciais japonesas
No Japão, o conceito do Budô fala sobre a prática de artes marciais modernas que, além de seus preceitos técnicos e de aprimoramento físico, possuem fortes raízes filosóficas e morais. Seus modos de conduta são transmitidos e perpetuados para desenvolver o corpo e a mente com a mesma importância, fruto de muita disciplina e dedicação. A Japan House São Paulo convidou mestres dos esportes apresentados na exposição “Dō: a caminho da virtude” a compartilharem, por meio de vídeos, alguns movimentos simples e que podem ser testados em casa, além de importantes aspectos filosóficos de cada modalidade.

20/06
JHSP Indica
A série traz semanalmente dicas dos colaboradores da Japan House São Paulo sobre filmes, livros e músicas da cultura japonesa, com uma breve explicação sobre suas indicações.

21/06
Natsu (夏), o verão japonês
Dia 21/06 inicia-se o verão em todo hemisfério norte. No Japão, essa estação, marcada por temperaturas elevadas, é muito valorizada e marcada por uma mudança da paisagem, com as hortênsias em plena floração.

22/06
Fukuwarai
Nessa semana vamos aprender a brincar de Fukuwarai, jogo muito tradicional entre as famílias japonesas durante o Ano Novo (Shōgatsu), em que uma pessoa com os olhos vendados tem a sua frente um desenho com formato de rosto e tenta completá-lo com olhos, nariz e boca, também de papéis.

23/06, às 16h
Conversa com Educativo: Wabi-Sabi e o sentimento de impermanência
A conversa com o núcleo educativo da Japan House São Paulo traz o tema “Wabi-Sabi e o sentimento de impermanência”, que fala sobre o aspecto contemplativo da passagem do tempo encontrado em muitas manifestações da cultura japonesa a partir das concepções de Wabi-Sabi.
Link de acesso: https://bit.ly/ConversasOnline

Costumes Japoneses – Tirar os sapatos antes de entrar em casa
Para o segundo post da série sobre costumes japoneses, um dos hábitos mais conhecidos da cultura japonesa mundo afora: o ato de se tirar os sapatos antes de entrar em ambientes domésticos. O post trará informações e curiosidades, além de explicações sobre sua origem.

24/06
Gastronomia – Oniguiri
O segundo conteúdo desta série, apresenta o passo a passo do Oniguri, tradicional bolinho de arroz japonês. O vídeo animado contou com a consultaria deTelma Shiraishi, do restaurante AIZOMÊ, que mantém uma unidade na Japan House São Paulo.

25/06
Clube de Leitura: Matsuo Basho “Trilhas longínquas de Oku”
CLUBE DE LEITURA // 9º ENCONTRO: Trilhas longínquas de Oku @ Matsuo Basho
O Clube de Leitura prevê a realização de encontros com a curadoria de Natasha B. Geenen, diretora cultural da JHSP e Paulo Werneck, editor da Quatro Cinco Um, e vai considerar livros traduzidos diretamente do japonês para o português para ampliar o acesso dos brasileiros a este universo literário. A ideia é que os participantes tenham uma discussão informal com a mediação de Paulo Werneck e um convidado especialista no assunto da vez.
SOBRE O LIVRO: https://amzn.to/2XegtUL
INSCRIÇÃO: https://forms.gle/3RdeKUsZJ1P3Pyyn7
*ATENÇÃO: durante a quarentena, os encontros do Clube de Leitura serão realizados online, por meio da plataforma Zoom. O link para o acesso será enviado por e-mail após a inscrição.

26/06
Furin
Objeto carregado de simbologia, o Furin (pequeno sino de vento) é muito utilizado pelos japoneses em suas casas. Nesse post, falaremos sobre seus possíveis significados e relação com o verão.

27/06
JHSP Indica
A série traz semanalmente dicas dos colaboradores da Japan House São Paulo sobre filmes, livros e músicas da cultura japonesa, com uma breve explicação sobre suas indicações.

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JAPAN HOUSE São Paulo – Avenida Paulista, 52
A sede do centro cultural segue com as atividades suspensas, em conformidade com as orientações dadas pelo Governo do Estado de São Paulo visando contribuir para a não disseminação do coronavírus (COVID-19).

Sobre a JAPAN HOUSE São Paulo
A JAPAN HOUSE São Paulo é uma instituição dedicada a mostrar o melhor do Japão do século 21. Inaugurada em maio de 2017, foi a primeira a abrir as portas no mundo, seguida por Los Angeles (inauguração total em agosto/2018) e Londres (inaugurada em junho/2018). Desde sua abertura, o público brasileiro vem sendo convidado a ter uma experiência dos modos de viver do Japão contemporâneo. A JAPAN HOUSE São Paulo promove, em seus três andares, exposições, seminários, workshops e atividades que trazem ao Brasil os mais relevantes criadores e empreendedores japoneses da atualidade nas artes, no design, na moda, na gastronomia, na ciência e na tecnologia. A instituição já recebeu mais de dois milhões de visitantes.

Informações para a Imprensa
Suporte Comunicação | @suportecomunica
Mariana de Salvo: msalvo@suportecomunicacao.com.br| (11)99601-1798
Thaís Vallim: tvallim@suportecomunicacao.com.br | (11) 96611-4131

JAPAN HOUSE São Paulo
Fernanda Araujo: fernanda.araujo@jhsp.com.br | (11) 94543-2079
Mayumi Orimoto: mayumi.orimoto@jhsp.com.br | (11) 94543-3624

Junho/2020

Créditos: Mariana de Salvo | Suporte Comunicação

Museu Casa Mário de Andrade proporciona atividades de reflexão e análise literária

Créditos: divulgação

As atividades incluem leitura comentada de poemas de Mário de Andrade e também palestra sobre a literatura de cordel

A Casa Mário de Andrade, equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, está com inscrições abertas para atividades literárias que irão acontecer durante o mês de junho.

Em Poemas de Mário de Andrade – Leitura Comentada II, a Casa Mário de Andrade manterá um grupo de pesquisa e estudos dedicado aos poemas do escritor. Em 4 encontros, os participantes terão a oportunidade de analisar poemas centrais da lírica de Mário de Andrade. A mediação será de Pedro Fragelli, especialista em literatura brasileira e pós-doutorando pela Universidade Paris III – Sorbonne Nouvelle (2013).

O primeiro encontro, dia 3, será dedicado ao “Acalanto do Seringueiro”, cantiga de berço dolorosa, em que o poeta procura exprimir o mal-estar de uma “pátria despatriada”. No dia 10, os escolhidos são os poemas que compõem o conjunto das “Danças”, no qual a vertigem da modernização de São Paulo é captada por um lirismo coreográfico. O terceiro encontro, dia 17, será marcado pelo poema “Louvação da Tarde”, de cunho meditativo, em que a relação do eu com a natureza desperta a reflexão sobre o Brasil. Por fim, o dia 24 será dedicado ao poema “O Carro da Miséria”, sátira política de matriz carnavalesca, escrita sob o impacto das revoluções de 1930 e 1932.

Os encontros do grupo serão às quartas-feiras, dias 3, 10, 17 e 24 de junho, das 19 às 21h, pela plataforma Google Hangouts Meet. As inscrições podem ser realizadas neste link, até o dia do último encontro, 24. Para os participantes que obtiverem pelo menos 75% de frequência na atividade, haverá emissão de certificado.

No sábado, dia 27 de junho, será a vez da palestra Clube de Leitura Casa Mário de Andrade II. Nela, Lucineide Vieira, pedagoga especialista em Língua Portuguesa, convida o historiador Varneci Nascimento, autor de mais de 300 títulos em cordel, para comentar o seu cordel intitulado O Martírio de uma mãe pelo filho drogado. A atividade acontecerá das 16h30 às 18h pela plataforma Google Hangouts Meet e as inscrições estão abertas até o dia 27, neste link.

Para quem deseja conhecer a Casa, que foi residência de Mário de Andrade, a plataforma on-line do museu disponibiliza um rico acervo, com textos, fotografias, cartas, cronologia e curiosidades (http://casamariodeandrade.org.br/morada-coracao-perdido/).

Mário nasceu em 1893, mas foi em 1921 que ele se mudou com sua mãe, irmã e tia para a casa situada na rua Lopes Chaves, na Barra Funda. Após sua morte, em 1945, a casa foi usada para outras finalidades, nem sempre relacionadas ao escritor. Foi reaberta ao público na celebração do 70º aniversário de sua morte, quando foi inaugurada a exposição de longa duração Morada do Coração Perdido, com curadoria de Carlos Augusto Calil. A mostra inclui móveis originais da casa, objetos pessoais de Mário – entre eles os famosos óculos redondos – e diversas reproduções de documentos, fotografias e vídeos.

Complementando temas abordados no espaço físico, a exposição também acontece virtualmente e abrange a trajetória da vida de Mário, que foi escritor, poeta, cronista, ensaísta, crítico das artes, músico, professor de música, pesquisador, folclorista, fotógrafo, ativista cultural e gestor público. Na plataforma, é possível adentrar na multiplicidade de quem foi Mário de Andrade, por meio das inúmeras cartas que escrevia aos seus correspondentes, as fotografias que realizava, sua coleção de retratos e caricaturas – na qual há retratos seus criados por diferentes artistas – e muitas outras histórias que enriquecem a visita. Para conhecer, clique aqui.

SERVIÇO
Casa Mário de Andrade
Grupo de Estudos
Poemas de Mário de Andrade – Leitura Comentada II
Com Pedro Fragelli
Quartas-feiras, dias 3, 10, 17 e 24 de junho, das 19 às 21h
60 Vagas
Inscrições até o dia 24 de junho, neste link

Palestra
Clube de Leitura Casa Mário de Andrade II
Com Lucineide Vieira e Varneci Nascimento
Sábado, 27 de junho, das 16h30 às 18h
40 vagas
Inscrições até o dia 27 de junho, neste link

SOBRE A CASA MÁRIO DE ANDRADE
A Casa Mário de Andrade funciona no endereço da antiga casa do escritor Mário de Andrade, um dos principais mentores do modernismo brasileiro e da Semana de Arte Moderna de 1922. O museu abriga uma exposição permanente, que é aberta à visitação, com objetos pessoais do modernista, além de documentos de imagem e áudio relacionados à sua trajetória. O museu também realiza uma intensa programação de atividades culturais e educativas. A Casa integra a Rede de Museus-Casas Literários da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis.

SOBRE A POIESIS
A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

Poiesis – Coordenação de Comunicação
Carla Regina | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br
Assessoria de Imprensa
Jariza Rugiano | (11) 4096-9810 | jarizarugiano@poiesis.org.br
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Créditos: Luiza Lorenzetti | Poiesis Gestão Cultural

Oficinas Culturais de São Paulo estão com inscrições abertas para atividades virtuais gratuitas

As artistas Sofia Boito, Luiza Romão e Fernanda Machado. Créditos: Sergio Silva

Literatura, performance, gênero, dança e origami são os temas abordados nas oficinas virtuais

As Oficinas Culturais Oswald de Andrade e Alfredo Volpi, programas da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, e gerenciadas pela Poiesis, estão com as inscrições abertas para atividades culturais on-line.

Na oficina Literatura, performance e gênero: Estratégias de Criação, as artistas Fernanda Machado, Luiza Romão e Sofia Boito realizarão leituras e análises de obras literárias, a partir do prisma da performance e da performatividade. Também serão realizadas leituras teóricas em torno do feminismo com exercícios de escrita criativa que estimulem o desenvolvimento de projetos autorais. As inscrições estão abertas até o dia 20 e a seleção é feita a partir de uma carta de interesse enviada neste link. As aulas serão do dia 25 de maio ao dia 3 de junho, segundas e quartas-feiras, das 15h às 17h30 pela plataforma virtual Google Meet.

Coordenada por Igor Gasparini, ELO: Estudos, práticas e laboratórios performativos busca dar continuidade às pesquisas em dança mesmo com o isolamento social. Durante os encontros, os participantes irão debater o momento atual e realizar reflexões sobre corpo, movimento e dança. Além de vivências práticas de processos desenvolvidos pela Companhia e tendo como foco a relação do corpo com o espaço, também serão produzidos materiais audiovisuais para compartilhamento nas redes, baseado nas ideias de Eleonora Fabião. As inscrições estão abertas por meio deste link, até o dia 21 de maio. As aulas, realizadas pela plataforma Google Meet, serão às segundas e quartas-feiras, dos dias 25 de maio a 17 de junho, das 14h às 16h.

As crianças não ficaram de fora. A atividade Feito em dobras: encadernando com origamis é destinada ao público infantil, a partir de 5 anos, acompanhado por seus responsáveis. Em quatro encontros, os participantes poderão confeccionar quatro pequenos cadernos, utilizando a técnica de origem oriental. As inscrições podem ser feitas por este link, até o dia 22 de maio. As aulas, via Youtube, serão dias 25, 26, 27 e 28 de maio, de segunda a quinta-feira, das 10h às 10h30.

Para finalizar, do dia 25 ao dia 29 de maio, a atividade Contágio: Dança na cápsula do tempo irá propor uma vivência corpórea, com uma criação coreográfica que culminará na produção de um vídeo da temática proposta. O projeto é coordenado pela Anelise Mayumi, a partir da pesquisa de linguagem do “Encruzilhada Style”, que reúne as encruzilhadas entre as danças urbanas e manifestações populares do Brasil. Os cinco encontros, via plataforma Google Meet, serão das 10h às 11h30. As inscrições podem ser realizadas até o dia 21 de maio, neste link.

SERVIÇO
Oficina Cultural Oswald de Andrade
OFICINA: LITERATURA, PERFORMANCE E GÊNERO: ESTRATÉGIAS DE CRIAÇÃO
De 25 de maio a 3 de junho – Segundas e quartas-feiras, das 15h às 17h30.
Público: interessados em literatura, performance e questão de gênero
Indicação: maiores de 16 anos
Inscrições: até 20 de maio, neste link
Seleção: Carta de interesse
Plataforma: Google Meet, os participantes selecionados serão orientados por e-mail.

Oficina Cultural Oswald de Andrade
ELO: ESTUDOS, PRÁTICAS E LABORATÓRIOS PERFORMATIVOS
Coordenação: Igor Gasparini
De 25 de maio a 17 de junho – Segundas e quartas-feiras, das 14h às 16h
Público: Artistas e estudantes das artes da cena.
Indicação: maiores de 16 anos
Inscrições: até 21 de maio, neste link
Plataforma: Google Meet, os participantes serão orientados por e-mail.

Oficina Cultural Alfredo Volpi
FEITO EM DOBRAS: ENCADERNANDO COM ORIGAMIS
De 25 de maio a 28 de maio – Segunda à quinta-feira, das 10h às 10h30
Indicação: maiores de 5 anos, acompanhados por seus responsáveis
Inscrições: até 22 de maio, neste link
Plataforma: Youtube, os participantes serão orientados por e-mail.

Oficina Cultural Alfredo Volpi
CONTÁGIO: DANÇA NA CÁPSULA DO TEMPO
25 de maio a 29 de maio – Segunda à sexta-feira, das 10h às 11h30
Indicação: maiores de 16 anos
Inscrições: até 21 de maio, neste link
Plataforma: Google Meet, os participantes serão orientados por e-mail.

SOBRE A OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE
A Oficina Cultural Oswald de Andrade realiza atividades na formação e difusão cultural em diferentes linguagens artísticas. As atividades são gratuitas e no formato de oficinas, workshops, núcleos de estudos, seminários, residências artísticas, intercâmbios, apresentações cênicas, exposições, entre outros. Em seus 30 anos de existência, passaram pela Oficina grandes nomes como Quentin Taratino, Klauss Vianna, Nuno Ramos, além de importantes companhias nacionais e internacionais como Théâtre du Soleil, The Workcenter of Jerzy Grotowski, e Thomas Richards e Teatro da Vertigem.

Em 2015, a Oficina foi indicada ao Prêmio Shell na categoria Inovação “pela ampliação e renovação no acolhimento de projetos de artes cênicas, com a plena ocupação de seu espaço por grupos e companhias de teatro, com uma ousada agenda cultural que potencializa a revitalização do bairro do Bom Retiro”. Em 2019, também ganhou o Prêmio APCA como a Melhor programação de dança na categoria Projeto/Programa/Difusão/Memória. Oficinas Culturais é um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, que atua, desde 1986, na formação e na vivência da população no campo de cultura. O Programa é administrado pela organização social Poiesis.

SOBRE A OFICINA CULTURAL ALFREDO VOLPI
Criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, desde 1986 a Oficina Cultural trabalha com a formação de jovens profissionais em diversas áreas como: artes plásticas, dança, fotografia, moda, performance, processos gráficos e teatro.

SOBRE A POIESIS
A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

Poiesis – Coordenação de Comunicação
Carla Regina | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br
Assessoria de Imprensa
Luiza Lorenzetti | (11) 4096-9852 | luizalorenzetti@poiesis.org.br
Jariza Rugiano | (11) 4096-9810 | jarizarugiano@poiesis.org.br
Assessoria de imprensa – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado
Stephanie Gomes – (11) 3339-8243/9-9240-5718
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Créditos: Luiza Lorenzetti | Poeisis – Coordenação de Comunicação

A carreira de AT Sergio se confunde com a trajetória da literatura de terror no Brasil

O escritor AT Sergio. Créditos: divulgação

Escritor pernambucano é incentivador do gênero, lançou seu primeiro livro solo de ficção e terror para o público infanto juvenil no final do ano passado e já participou de várias antologias. Sua carreira de confunde com a trajetória da literatura de terror no Brasil.

Quando se fala em literatura de terror, já nos remetemos a autores internacionais, de Edgard Allan Poe a Stephen King, certo? Entretanto, o gênero tem uma trajetória incrível no Brasil, com autores de contos, poesia e ficção misturada ao terror. E nessa linha, a carreira de AT Sergio se confunde com essa história e, certamente, ajudou a escrevê-la.

Escritor pernambucano, organizador e participante de antologias nos gêneros terror, suspense, mistério e policial, publicado por diversas editoras nacionais e através da plataforma independente da Amazon. Diretor Financeiro da ABERST, colunista do portal literário Literanima e editor da revista eletrônica “A Arte do Terror”. Autor Hardcover, plataforma de aperfeiçoamento da escrita desenvolvida pela Vivendo de Inventar, teve seu livro “Eles” como finalista do prêmio SweekStars, edição 2018.

Entre seus títulos, dos quais participou ou foi protagonista na arte de escrever, estão pérolas como:

ELES
Primeiro livro solo do autor, que reúne ficção e terror para o público infanto juvenil. Foi lançado em 2019. A história se passa totalmente em uma cidadezinha brasileira, em 1994, quando o que deveria ser apenas uma promoção de aniversário na principal doceria de Santa Clara da Paciência, acaba se transformando em um jogo de sobrevivência contra criaturas atraídas pelo reflexo da luz.

A FUNERÁRIA DO SR IKU
Com experiência em várias antologias, o autor foi convidado a organizar uma própria, sob o tema sinistro de uma funerária onde nem tudo é o que parece. O projeto recebeu obras tão boas e intensas que virou um fix-up, transformando a antologia em um livro único, com A. T. Sergio escrevendo o início e o final, unindo todos os contos.

O que para muitos não passava de outra simples Casa Funerária aos arredores do Cemitério de Inhaúma, para os habitantes de Onheama – Universo Sombrio – assumia a função de covil de um dos seres mais perigosos que transitava entre os mundos, uma criatura milenar, sem origem, com o poder de burlar a morte.

PARTES DE MIM
Partes de Mim é uma coletânea de poesias demonstrando a trajetória de vida deste poeta pernambucano. Uma experiência sem par, que proporciona um verdadeiro mergulho na alma poética de um homem que divide seus dias com a necessidade de escrever e as exigências práticas da sociedade.

SANGUE NAS SOMBRAS DA NOITE
Uma obra que mostra as mais múltiplas facetas do universo obscuro dos vampiros. Desde aqueles considerados vampiros reais na Antiguidade, até as criaturas que povoam a imaginação de nossos excelentes autores.

PRESENTES PERIGOSOS
A primeira incursão do autor no universo das histórias policiais investigativas. Aqui nasceu o investigador Nogueira, personagem recorrente em outras obras, com seu jeito peculiar de analisar crimes e situações de perigo.

O crime não tira férias. Às vezes as árvores, os cartões e as fartas ceias de Natal são o ambiente perfeito para traições, vinganças e presentes perigosos.

SOMBRAS DA NOITE
O desafio dos autores era escolher um local na cidade de Independência, de acordo com um mapa e um conjunto de características fornecido pelos organizadores. A. T. Sergio foi selecionado entre vários concorrentes para tratar do Mercado Municipal, em uma situação inusitada envolvendo um forasteiro.

Coisas estranhas acontecem na cidade de Independência quando a noite chega. Mas nada que os habitantes daquela cidadezinha já não estejam acostumados. Convivendo com aquelas criaturas todas as noites, os moradores acabam tendo muitas histórias para contar na jornada em busca de abrigo, confiança e proteção até o nascer do sol.

DOS MORTOS ANO UM
Um dos primeiros textos criados pelo autor para antologias, envolvendo a sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico, dando ênfase ao fator humano.

Os mortos venceram. No primeiro ano, a doença trouxe destruição e a extinção quase total da raça humana. Nenhum avanço da tecnologia foi suficiente para impedir a infecção e a guerra. Populações inteiras transformadas. Agora, para eles, não há mais sentimentos, racionalidade, dor ou sono. Existe a fome. Os imunes resistem no cenário pós-apocalíptico. Mas os inimigos não são apenas os corpos reanimados que se debatem do lado de fora das barreiras. O mal maior nasce entre os que ainda vivem.

QUANDO ELES DESPERTAM
O primeiro conto do autor aprovado para uma antologia, usando um cenário do centro carioca como referência e figuras de arame, comumente vendidas por ambulantes nas ruas do Rio de Janeiro.

Criaturas inanimadas estão entre as mais apavorantes protagonistas do Terror. Bonecos, espantalhos, gárgulas, marionetes, fantoches, estátuas e tanto mais não são apenas matéria inorgânica sem expectativas, não são apenas enfeites, decoração e companhia silenciosa e/ou obediente. No universo recluso entre a noite e a alvorada, elas surgem, inesperadas, e almejam o que falta a todas: vida!

PARALYSIS SOMNI
O autor foi convidado para descrever uma experiência de paralisia do sono. A. T. Sergio utilizou uma situação real vivenciada por ele mesmo, em uma de suas viagens a trabalho.

“Seus membros começam a formigar, de repente você acorda e descobre que está paralisado, enquanto a sensação de estar sendo observado se torna cada vez maior. Caro leitor, caso tenha problema de insônia, pense bem antes de se aventurar pelas páginas desta antologia.

GOTHIC
A antologia “Gothic – O Horror no Século XIX”, organizada pela autora C. B. Kaihatsu, traz ilustrações de J. A. Nalon e Rafael Danesin e prefácio assinado por Marcelo Milici, fundador do Boca do Inferno. Gothic é uma homenagem ao Terror do Século XIX que nos transporta para um mundo de médicos tresloucados, vampiros e outros célebres personagens da literatura mundial e que povoam o imaginário popular.

HORA MORTA
Chamada de Hora Morta, ou Hora do Diabo, 3h da manhã se tornou conhecida por ser o horário em que os portais para o submundo são abertos aumentando a influência de manifestações demoníacas e maldições espirituais sobre a Terra. Por esse motivo, a Luva Editora convocou um estrelado time de autores para guiá-los entre diversos relatos que até hoje assombram as cinco regiões do país.

Créditos: Katiuscia Zanatta | Planta e Cresce

Conheça mais sobre a Literatura Brasileira com obras clássicas

“Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida. Créditos: divulgação

As principais obras nacionais estão disponíveis no formato de audiobooks, ampliando o acesso à população brasileira

A cultura brasileira é composta por um conjunto de obras literárias reconhecidas pelo seu valor estético, social e político. Alguns nomes ficaram famosos por descreverem a realidade através das palavras e por incentivarem o movimento literário do país durante décadas: Machado de Assis, Graciliano Ramos, Mário de Andrade, Aluísio Azevedo, Rachel de Queiroz, Manuel Antônio de Almeida e José de Alencar.

Segundo a última pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil’, desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro em 2016, com a média anual de 4,96 livros lidos por habitante, apenas 2,43 foram lidos do começo ao fim. Se separar as obras lidas por vontade própria do leitor, o índice é de 2,88 e cai para 1,26 se apenas as obras de literatura forem consideradas — incluindo os livros lidos em partes. Os audiobooks tornam a leitura ainda mais fácil e acessível para os brasileiros, por meio do aplicativo disponível para download nos smartphones.

Dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018 mostram que três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no País – o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas – são considerados analfabetos funcionais, ou seja, pessoas que têm muita dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números, como identificar as principais informações em um cartaz na rua. Como os audiobooks são livros em formato de áudio, a leitura de forma pausada e com a devida interpretação, incluindo muitas vezes efeitos sonoros e músicas, ajudam na melhor compreensão do enredo do livro. Auxiliando também no desenvolvimento dos leitores, principalmente quando a obra utiliza linguagens já não usuais nos tempos atuais, como ocorre nos grandes clássicos brasileiros.

Aproveite para conferir alguns dos títulos mais clássicos da literatura nacional e que estão disponíveis no formato de audiobooks pela Auti Books.

Dom Casmurro
Dom Casmurro, um dos romances mais conhecidos do autor, foi publicado pela primeira vez em 1900. Bentinho, Capitu e Escobar são os protagonistas do enigmático triângulo amoroso criado por Machado de Assis e já fazem parte de nosso imaginário. A narrativa se passa na cidade do Rio de Janeiro, no período do Segundo Império, embora saibamos que as questões da obra não se circunscrevem a um tempo ou a um lugar específicos. A dúvida quanto à traição da mulher amada, que perpassa toda a narrativa, se amplifica em questões sobre as incertezas e vicissitudes tão humanas, a imaginação e a fragilidade de nossas convicções. A incerteza dominante em toda a narrativa leva o leitor a desconfiar tanto do acusador quanto do acusado de traição e confere à obra uma complexidade inovadora em nossa literatura.
Autor: Machado de Assis
Editora: Nova Fronteira
Narrador: Igor Ribeiro
Duração: 07:56:45
Link: https://www.autibooks.com/dom-casmurro-nova-fronteira/p

Vidas Secas
Lançado originalmente em 1938, Vidas secas acompanha a trajetória da família de Fabiano, Sinha Vitória, os dois filhos do casal e a cachorra Baleia na fuga do sertão em busca de oportunidades. É o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa: o que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.
Autor: Graciliano Ramos
Editora: Record
Narrador: Sérgio Sartório
Duração: 03:28:06
Link: https://www.autibooks.com/vidas-secas-record/p

Macunaíma
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter é um canto vazado na língua portuguesa falada em nosso país. A saga de Macunaíma – Imperador do Mato – começa quando ele perde sua muiraquitã, um amuleto de pedra que havia ganhado de Ci, a Mãe do Mato. Acompanhado de seus irmãos Maanape e Jiguê, o herói viaja para o Sul em busca do amuleto, que estava em poder do fazendeiro peruano Venceslau Pietro Pietra. Encantado com a “civilização moderna”, Macunaíma, de certa forma, se vê dividido entre seu reino e as maravilhas de “São Paulo, a maior cidade do universo”. Verdadeiro marco do modernismo brasileiro e uma das narrativas mais singulares de nossa literatura, Macunaíma foi publicado originalmente em 1928. O autor potencializa o uso literário da linguagem oral e popular e mistura folclore, lendas, mitos e manifestações religiosas de vários recantos do Brasil.
Autor: Mário de Andrade
Editora: Nova Fronteira
Narrador: Reinaldo Pimenta
Duração: 07:04:51
Link: https://www.autibooks.com/macunaima-nova-fronteira/p

O Cortiço
A obra O cortiço descreve a ascensão social do comerciante português João Romão e sua rivalidade com o comendador Miranda. A narração se entrelaça com a história de vários episódios dos moradores do cortiço, cuja luta pela sobrevivência é dura e cruel mas envolvida em alegria e sensualidade. Há a transformação do português Jerônimo, que se apaixona pela mulata Rita Baiana, a vida difícil da escrava Bertoleza e o dia a dia de vários outros personagens. O autor descreve com riqueza de imagens e figuras de linguagem o ambiente do qual os personagens derivam e pelo qual são transformados, conforme os caminhos propostos pela literatura naturalista.
Autor: Aluísio Azevedo
Editora: Livro Falante
Narrador: Sandra Silvério
Duração: 10:06:33
Link: https://www.autibooks.com/o-cortico-livro-falante/p

Memórias de um Sargento de Milícias
Este romance clássico conta a história de Leonardo, menino travesso que, quando cresceu, virou um sargento de milícias. A narrativa, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, fugindo aos padrões românticos da época, em que os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A leitura de Gustavo Rocha valoriza a caracterização dos personagens: da jovem Luísa, que começa todas as suas frases com a palavra “qual”, aos velhos portugueses, que participam de divertidos diálogos.
Autor: Manuel Antônio de Almeida
Editora: Livro Falante
Narrador: Gustavo Rocha
Duração: 07:28:20
Link: https://www.autibooks.com/memorias-de-um-sargento-de-milicias-livro-falante/p

O Quinze
Lançado originalmente em 1930, O Quinze foi o primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz. Ao narrar as histórias de Conceição, Vicente e a saga do vaqueiro Chico Bento e sua família, Rachel expõe de maneira única e original o drama causado pela história da seca de 1915, que assolou o Nordeste brasileiro, sem perder de vista os dilemas humanos universais, que fazem desse livro um clássico de nossa literatura.
Autor: Rachel de Queiroz
Editora: José Olympio
Narrador: Maristela Croitoru
Duração: 04:23:30
Link: https://www.autibooks.com/o-quinze-jose-olympio/p

Iracema
Em Iracema, clássico da literatura brasileira, José de Alencar conta a história de amor entre a virgem tabajara Iracema e Martim, guerreiro branco, inimigo de seu povo. O romance mostra as contradições do momento de surgimento do povo brasileiro com o choque entre a cultura indígena e a chegada dos portugueses.
Autor: José de Alencar
Editora: Livro Falante
Narrador: Laura Mayumi
Duração: 03:06:46
Link: https://www.autibooks.com/iracema-livro-falante/p

Sobre a Auti Books
Nascida da ideia de que cada vez mais os conteúdos, e principalmente os livros, podem ser consumidos em formatos diversos, além do papel, a Auti Books permite aos usuários “saborear” aventuras, mistérios, romances e muitos outros temas por meio do som, com audiobooks. Dessa forma, é possível ter acesso a cultura, sonhos, viagens e muito mais, não só nos momentos tradicionais de leitura, mas também durante um deslocamento, seja no transporte público ou particular, executando tarefas do dia a dia, fazendo esportes ou mesmo durante a utilização de redes sociais. A Auti Books disponibiliza títulos de todos os gêneros, incluindo grandes sucessos de venda, visando levar entretenimento e aprendizado para toda a população brasileira. Dê ouvidos à sua imaginação: #escutelivros
Site – http://www.autibooks.com
LinkedIn – https://www.linkedin.com/company/auti-books
Instagram – https://www.instagram.com/autibooks/

Créditos: Thalia Lins | Sing Comunicação de Resultados

Relembre ou conheça obras de Rubem Fonseca disponíveis em audiobooks

“O doente Molière”, de Rubem Fonseca. Créditos: divulgação

“O Doente Molière” e “O Selvagem da Ópera” estão disponíveis na Auti Books

Perdemos Rubem Fonseca, um dos maiores nomes da literatura nacional. O autor fez história ao retratar o pior e o melhor do Brasil em sua vasta obra literária. Rubem escrevia obras com abordagem social. Temáticas como democratização da violência e romances com narrativas policiais estão presentes na maioria de suas produções.

Conhecido por ser um escrito discreto, o autor deixa nas memórias de suas obras personagens habituais, com distinções e contradições, tudo o que se refere as relações humanas reais.

Conheça mais sobre os títulos de Rubem Fonseca, editados pela Nova Fronteira, que estão disponíveis na Auti Books:

O doente Molière
Cortesãs, nobres, artistas, padres e médicos, decadentes ou influentes, ninguém era poupado pela verve satírica de Molière, dramaturgo que Rubem Fonseca transforma em personagem neste romance. Autor de comédias clássicas como Escola de mulheres, Tartufo, D. Juan e O avarento, Molière morreu em 1673, logo após uma apresentação de O doente imaginário, sua última peça. A partir desse acontecimento real, Rubem Fonseca cria um personagem fictício, o marquês que escreve anonimamente O doente Molière. Amigo do grande autor e ele mesmo dramaturgo frustrado, o marquês utiliza seu conhecimento da corte do rei Luís XIV e dos salões da França do século XVII – em que convivia com Racine, Corneille, La Rochefoucauld e La Fontaine – para investigar a causa verdadeira da morte de Molière. Enquanto acompanhamos sua investigação, sua pena afiada descreve as intrigas, as traições e os crimes que serviram de inspiração para o grande autor e que seriam a causa de sua morte.

Autor: Rubem Fonseca
Editora: Nova Fronteira
Narrador: Cecil Thiré
Duração: 02:48:53
Link: https://www.autibooks.com/o-doente-moliere-nova-fronteira/p

O selvagem da ópera
Romance, biografia, argumento cinematográfico, ‘O selvagem da ópera’ tem como protagonista o compositor Antônio Carlos Gomes, autor de O Guarani e de outras óperas hoje esquecidas, como a Fosca, Salvator Rosa, Maria Tudor e Lo Schiavo. Acompanhando sua trajetória em capítulos breves, Rubem Fonseca leva o leitor à segunda metade do século XIX, revelando desde os bastidores da Corte no Rio de Janeiro, na qual o jovem e talentoso músico ganha os favores do imperador-mecenas e de sua amante, a condessa de Barral, até sua conquista do mundo operístico italiano.

Autor: Rubem Fonseca
Editora: Nova Fronteira
Narrador: Paulo Betti
Duração: 10:35:34
Link: https://www.autibooks.com/o-selvagem-da-opera-nova-fronteira/p

Ações em prol da população – COVID-19
Desde março, a Auti Books está promovendo uma série de ações para colaborar com os brasileiros nesse momento de distanciamento social. A campanha VAMOSAJUDAR, disponibiliza 10 clássicos infantis da literatura gratuitos para download. Toda semana dois novos audiobooks são liberados gratuitamente para os adultos também, é só ficar de olho no site e no Instagram da Auti Books. Outra campanha bem legal está convertendo o valor das assinaturas do programa Auti Best (R$19,90 mensais) em cestas básicas para a população carente, uma parceria da plataforma de audiobooks com a rede Hortifruti. Todos os detalhes podem ser conferidos no link https://cestabasica.autibooks.com/hortifruti.

Sobre a Auti Books
Nascida da ideia de que cada vez mais os conteúdos, e principalmente os livros, podem ser consumidos em formatos diversos, além do papel, a Auti Books permite aos usuários “saborear” aventuras, mistérios, romances e muitos outros temas por meio do som, com audiobooks. Dessa forma, é possível ter acesso a cultura, sonhos, viagens e muito mais, não só nos momentos tradicionais de leitura, mas também durante um deslocamento, seja no transporte público ou particular, executando tarefas do dia a dia, fazendo esportes ou mesmo durante a utilização de redes sociais. A Auti Books disponibiliza títulos de todos os gêneros, incluindo grandes sucessos de venda, visando levar entretenimento e aprendizado para toda a população brasileira. Dê ouvidos à sua imaginação: #escutelivros

Site – http://www.autibooks.com
LinkedIn – https://www.linkedin.com/company/auti-books/
Instagram – https://www.instagram.com/autibooks/

Créditos: Thalia Lins | Sing Comunicação de Resultados

Sete décadas na vida de um homem comum

Capa de “Gastura”. Créditos: Divulgação/Fernando Machado

Na autobiografia “Gastura – rastreando as profundezas da mente”, Fernando Machado intercala vivências pessoais a fatos históricos no Brasil e no mundo

O Parque Ibirapuera ainda não existia. No Cine Leblon, as sessões aos domingos de manhã exibiam Tom e Jerry. O bonde era um veículo de locomoção usual na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves. Os circos estavam na moda. A televisão virou uma novidade entre os vizinhos, que se reuniam na casa de quem tinha o privilégio de comprar o aparelho.

A São Paulo dos anos 1950 é o ponto de partida do escritor Fernando Machado em Gastura – rastreando as profundezas da mente. De memórias cotidianas a fatos históricos marcantes, a obra parte da ótica de quem viveu seus primeiros anos na Vila Mariana e acompanhou, no calor dos acontecimentos, os principais episódios sociais, políticos, culturais e esportivos daquela e das seis décadas seguintes.

No dia da partida final, meu pai nos preparou uma surpresa: colocou no jardim, perto do chorão social, um equipamento inusitado: móvel baixo e comprido, com três repartições, rádio, toca discos 78 rpm e alto-falante. Era chamado de hi-fi, aparelho de rádio e vitrola valvulado com som em alta fidelidade; nessa época, ainda não havia televisores. A família toda, tios, primos e vários amigos ficavam sentados na grama do jardim de casa, para ouvir o jogo, bebendo cerveja e caipirinha. Meu pai era tolerante com um pouco de bebida alcoólica para os garotos; a cada gol, havia gritaria e fogos. E foram cinco! (P. 32, Gastura – rastreando as profundezas da mente)

Assim como a final da Copa de 1958, o livro mescla passagens da vida do autor a acontecimentos no Brasil e no mundo. Da morte de Getúlio Vargas ao assassinato de John Kennedy; do golpe militar à Guerra do Vietnã; da condecoração de Che Guevara à viagem do primeiro homem pelo espaço sideral, com Yuri Gagarin. O ineditismo e fascínio da obra residem justamente aí: o autor usa sua própria biografia como “linha do tempo” para relatar fatos notoriamente conhecidos.

Hoje, no alto dos seus 75 anos, Fernando Machado apresenta mais que uma autobiografia. O escritor e engenheiro civil aposentado compartilha com o leitor cenários e visões que só quem viveu aqueles tempos poderia tão bem descrever. E, principalmente, revela sentimentos genuínos e as experiências que fazem de um menino, um homem. Neste processo de amadurecimento, o alcoolismo e a recuperação em Alcoólicos Anônimos foram partes significativas.

A minha vida particular social-alcoólica estava provocando dissabores, cada vez maiores, pois estava bebendo muito e metendo-me em uma série interminável de acidentes de carro. Numa época sem bafômetro, nem radar, a velocidade máxima permitida era sistematicamente desprezada. Além disso, vez ou outra ocorriam episódios deploráveis, no fim das noites; alguns inconfessáveis, outros perdidos na amnésia alcoólica, blecaute que causa incapacidade de lembrança de fragmentos ou de eventos inteiros do período de embriaguez da noite anterior. Apagão! (P. 153, Gastura – rastreando as profundezas da mente)

Lançada pela Editora Viseu, Gastura – rastreando as profundezas da mente trata de alegrias, perdas, encantamentos, dificuldades. Da simplicidade da vida e o que dá sentido a ela. A gastura que intitula a obra como forma de expressão de tudo o que incomoda e machuca não apagou as lindas memórias de uma época em que o tempo passava em outra velocidade, bem distante da pressa exacerbada trazida pelo aparato tecnológico.

Ficha Técnica:
Título: GASTURA – rastreando as profundezas da mente
Autor: Fernando Machado
ISBN: 978 85 300 1367-7
Páginas: 262 páginas
Formato: 23×16 cm
Preço: R$ 53,90 e R$ 9,90 (eBook Kindle)
Link para compra: https://bit.ly/2UUYBP8

Sinopse do livro: Em uma viagem a Lisboa, encontrei, em uma das paredes azulejadas da estação “Saldanha” do metrô, alguns dizeres de anônimos, dentre os quais constava: “Ser autor é trazer-nos inédito o que ainda pertence ao conhecimento geral”. Minha obra traz, de incomum, um breve resumo de relevantes acontecimentos sociais, políticos, culturais, esportivos e até criminais, empregando como “linha do tempo” a minha autobiografia. Comecei abordando a infância feliz em São Paulo, há setenta anos, em uma Vila Mariana sem prédios, com poucos automóveis e muitas chácaras, situadas onde hoje se encontra o Parque do Ibirapuera. Termino minha narrativa, já nos dias atuais, com a aposentadoria em uma casa à beira-mar, na freguesia do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis.

Sobre o autor: Engenheiro civil, formado pela Universidade Mackenzie, em 1968, especializei-me na execução de obras de engenharia sanitária, inicialmente como contratado e depois com minha própria empresa. No início do novo milênio, encerrei minhas atividades de raiz e criei um espaço multicultural, que permaneceu ativo por alguns anos, até minha aposentadoria factual e a mudança para Florianópolis onde, por fim, passei a dedicar-me à arte da escrita.

Créditos: Carolina Tomaselli | LC Agência de Comunicação

Resenha: “Unhas” por Elania Bessa*

Capa de “Unhas”, de Paulo Wainberg. Créditos: divulgação

Ganhei esse livro anos atrás e depois de ler uma resenha bem revoltada com o conteúdo, resolvi tirar minhas próprias conclusões. Afinal, só posso falar que jiló é ruim se eu já provei. Provei…. e é horrível!

Li o livro… e é…. Adorei a capa texturizada de azulejos, tirando os outros elementos… rs.

É um livro para maiores de 18 anos, como alguns recomendam. Por que é perturbador, psicologicamente. Então, é bom ter uma mente aberta, sadia, resistente e não influenciável.

O livro é bem escrito, sem dúvida. Se não o fosse não causaria todo esse frisson.

Embora descrito como um romance (e isso não tem nada a ver com a história, mas com a narrativa longa) parece conto, pois está dividido em 97 capítulos – o que facilita bastante a leitura.

O personagem é um sádico (fdp), cujo apelido é Unhas, devido sua obsessão em cortar as unhas dos pés. É um cara sem graça, que passa despercebido. Mas conseguiu casar e teve dois filhos, os quais foram abandonados sem mais nem menos.

Unhas simplesmente “se descobriu”… percebeu quem realmente era.

Tem um escritório de contabilidade, esse é o seu maior disfarce – pois precisa parecer um cara normal.

Unhas é um assassino em série, cujas vítimas são escolhidas pelos seus clientes, que pagam pelo serviço por que não sabem mais como lidar com a situação. Ele consegue seus clientes através de um anúncio colocado nos jornais: ATORMENTADO PELA PAIXÃO? ACABE COM ELA. CARTAS PARA UNHAS: CAIXA POSTAL NÚMERO… O Livro começa e termina com uma de suas prisioneiras, Elisa. Os capítulos são alternados entre as confissões de Unhas para Elisa do por quê de seus crimes, de narrações sobre os outros personagens e do próprio Unhas e de uma história policial a qual ele se inspira.

É isso, um assassino, psicopata, que mata sem escrúpulos, sem remorso, sem sentimentos e por prazer.

E não gostei do final….

Queria um final estilo Rubem Fonseca.

Livro: Unhas
Autor: Paulo Wainberg
Editora: Leya (@editoraleya)
Ano: 2010
Gênero: ficção noir / suspense / drama / policial
Número de páginas: 256

Por Elania Bessa

* Elania Bessa é bibliotecária. Para conhecer mais sobre os seus textos, acessem:
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Instagram: @bibliotoc / @elaniabessa