Exposição “Santos-Dumont na Coleção Brasiliana Itaú” no Itaú Cultural

Réplica do famoso Demoiselle, considerado o primeiro ultraleve da história. Foto: Jorge Almeida
Réplica do famoso Demoiselle, considerado o primeiro ultraleve da história. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural está com a exposição “Santos-Dumont na Coleção Brasiliana Itaú” em cartaz até o próximo dia 29 de janeiro. A mostra interativa apresenta cerca de 600 itens relacionados ao “pai da aviação”, entre fotos, audiovisuais, documentos e destaca as outras facetas pouco conhecidas dele, que também criou várias outras invenções.

A exposição apresenta imagens de balões, dirigíveis e aeroplanos que mostram detalhes não apenas dos projetos e de sua maior invenção, o 14 Bis, mas também de sua personalidade.

Ao entrar na mostra, o visitante encontra uma porta de hangar, onde faz o check-in, respondendo três questões sobre Santos-Dumont. Depois, ele recebe uma espécie de cartão de embarque, com uma gravura extraída de um antigo jornal com o retrato dele, com versão também em Braile.

A exposição ainda traz patentes de projetos, títulos de patente, objetos e fotografias do pai da aviação, que também se dedicou à inovação, ao design e à ciência. Além disso, ainda há uma reprodução de sua biblioteca, com publicações que o inspiraram, além de algumas de sua autoria. Por meio de sua trajetória, o percurso expositivo faz um passeio pela história de Santos-Dumont, como a fazenda Cabangu, onde cresceu e se apaixonou pela mecânica, e a Belle Époque francesa, em que conquistou sua fama.

Entre outros itens da mostra, há também reproduções de reportagens sobre Santos-Dumont que, fazia uma espécie de clipping sobre a sua pessoa, pois, contratava os serviços de empresa especializada em realizar pesquisas nos periódicos da época que falavam dele ou de suas invenções.

A mostra ainda exibe miniaturas de outros eventos como o conversor marciano, além de medalhas e moedas que homenageiam o pai da aviação, partituras da canção “La Marche de Avieturs”, escrita em homenagem a Santos-Dumont.

Entre os destaques está a réplica do tamanho original do Demoiselle (foto), a sua primeira obra-prima e considerado como o primeiro ultraleve, e também o documentário intitulado “Santos-Dummont” (1995), dirigido por Roberto Moreira, com 13 minutos de duração e que explica porquê Santos Dummont é considerado o “pai da aviação” e a diferença entre ele e os Irmãos Wright.

SERVIÇO:
Exposição:
Santos-Dumont na Coleção Brasiliana Itaú
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 29/01/2016; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Diálogos Ausentes” no Itaú Cultural

Obra “Sem título”, de Dalton Paula em exibição no Itaú cultural. Foto: Jorge Almeida
Obra “Sem título”, de Dalton Paula em exibição no Itaú cultural. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Diálogos Ausentes” traz cerca de 30 obras de artistas negros brasileiros das artes visuais, cênicas e do audiovisual, que propõe uma investigação sobre a produção contemporânea afro-brasileira. A exposição está em cartaz até o próximo dia 29 de janeiro no Itaú Cultural.

Em maio de 2015, o Itaú Cultural incluiu na programação teatral a peça “A Mulher do Trem”, da companhia paulista Os Fotos Encenam, provocou uma onda de protestos nas redes sociais por conta do uso de blackface (maquiagem da qual atores brancos lança mão para interpretar, de forma burlesca, personagens afrodescentes). Em virtude do imbróglio, a instituição optou em substituir a atração por um debate sobre o aspecto do negro na arte.

Após reunião com artistas, intelectuais e ativistas incluídos à luta contra o racismo, integrantes de distintos cernes da entidade formaram o Comitê de Questões Raciais, que hoje em dia se constitui em grupos de trabalho comprometidos em desenvolver iniciativas de combate ao racismo estrutural.

E uma dessas ações foi a série que dá nome à mostra que, ao longo do ano passado, realizou palestras e debates sobre a obra e a presença do negro nas artes visuais, no teatro e no cinema brasileiro.

Assim, a exposição apresenta trabalhos de alguns artistas que participaram dos encontros e que muitos deles extrapolam as categorizações que lhes são conferidas, sendo importante apontamento de como se define a própria arte contemporânea.

A mostra permite o visitante a dar uma conferida na rica e robusta produção artística de afrodescendentes levando manifestações que podem ser explanadas como um resumo dessa arte que, de acordo com as palavras das curadoras Diane Lima e Rosana Paulino, “transforma diálogos ausentes em diálogos presentes”.

Em meio aos destaques estão “Trans Iluminado” (2011), uma gravura em metal e matrizes, de Eneida Sanches; “Cores e Brotas” (2010), um vídeo de 15 minutos, de Juliana Vicente; e um óleo sobre tela “Sem título” e sem data (foto), de Dalton Paula.

SERVIÇO:
Exposição:
Diálogos Ausentes
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 29/01/2017; de terça a sexta, das 9h às 20h (com permanência até às 20h30); sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Abdias Nascimento é homenageado no Itaú Cultural com exposição

“Raízes Nº 2 – Tributo a Aguinaldo Camargo” (1988), obra de Abdias Nascimento em exibição no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida
“Raízes Nº 2 – Tributo a Aguinaldo Camargo” (1988), obra de Abdias Nascimento em exibição no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O ator de teatro, dramaturgo, diretor, escritor, artista visual, militante e parlamentar Abdias Nascimento (1914-2011) é o mais recente homenageado pelo programa Ocupação, do Itaú Cultural. O projeto, que chega a sua 32ª edição, faz um tributo a esse paulista de Franca, que atravessou um século em luta contra o racismo, apesar de ter sido exilado pela ditadura, e ganhou o reconhecimento da Unesco.

O programa é composto por uma exposição que está em cartaz até o dia 15 de janeiro de 2017 e apresenta obras, recortes, reproduções de documentos, fotografias, vídeos com discursos de Abdias, áudios com poemas do homenageado, vestimentas e livros, como “O Genocídio do Negro Brasileiro” (1978).

Considerado um dos maiores expoentes da cultura negra no Brasil e no mundo, Abdias Nascimento teve uma vida atravessada na luta contra o racismo. Combateu diversas frentes para enaltecer a cultura africana e recuperar a autoestima do negro, assim como contradizer a imagem de que, no Brasil, se vivia uma “democracia racial”.

Com uma trajetória longa e produtiva, Abdias articulou grupos de pressão política, ações educativas, espaços de debate intelectual; produziu poemas, telas, peças, livros, entre outras atividades, que, agora, através da Ocupação Abdias Nascimento, é possível conhecer as muitas facetas desse trabalho.

Dentre as obras, destaque também para “Raízes Nº 2 – Tributo a Aguinaldo Camargo” (foto), de 1988, uma acrílica sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Abdias Nascimento
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 15/01/2017; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h (com permanência até às 20h30); sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

“Ocupação Cartola” no Itaú Cultural

Cartola marcando presença em ensaios na quadra da Mangueira durante os Carnavais da década de 1950. Foto: Marcel Gautherot
Cartola marcando presença em ensaios na quadra da Mangueira durante os Carnavais da década de 1950. Foto: Marcel Gautherot

O Itaú Cultural promove até a próxima terça-feira, 15 de novembro, o “Ocupação Cartola”, uma exposição que homenageia o músico e compositor carioca Angenor de Oliveira, o Cartola (1908-1980). Em seis eixos expositivos, estão gravações, fotos, vídeos, manuscritos e documentos de um dos expoentes da Música Popular Brasileira.

Autor de clássicos como “As Rosas Não Falam”, “Alvorada”, “O Mundo É Um Moinho”, Cartola foi um dos fundadores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, na década de 1930, e é dono de um vasto repertório que excede as propriedades do samba.

Como letrista escreveu versos que invadiram o campo da poesia. Gravou apenas quatro discos, sendo o primeiro lançado quando o compositor já tinha 66 anos de idade, mas deixou centenas de canções, sendo alguns frutos de parcerias com gente como Dalmo Castello, Elton Medeiros e Carlos Cachaça.

Na mostra, o público poderá conferir também os quatro LP’s de Cartola e também o gravador original do sambista. Além disso, a exposição tem um espaço reservado para o Zicartola, bar e restaurante fundado por ele e por sua esposa, Dona Zica, onde muita gente se reunia para degustar os petiscos, tomar uma cerveja e sambar. Entre os seus frequentadores, por exemplo, estava a figura de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, que dava os seus primeiros passos na carreira de sambista.

No programa Ocupação Itaú Cultural, Cartola foi 31º artista homenageado, que já teve outros grandes nomes como Dona Ivone Lara, Elomar, Jards Macalé, Glauco, Laerte, Hilda Hilst, Mário de Andrade, Zuzu Angel, Chico Science, Nelson Rodrigues e outros nomes de expressão artística.

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Cartola
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 15/11/2016; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h (com permanência até às 20h30); sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Calder e a Arte Brasileira” no Itaú Cultural

Mostra no Itaú Cultural apresenta obras de um dos pioneiros da arte cinética, Alexander Calder. Foto: Jorge Almeida
Mostra no Itaú Cultural apresenta obras de um dos pioneiros da arte cinética, Alexander Calder. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural apresenta até o próximo domingo, 23 de outubro, a exposição “Calder e a Arte Brasileira”, que exibe 60 obras do norte-americano Alexander Calder (1898-1976) e também de um grupo de 14 artistas influenciados por ele, como Abraham Palatnik, Antonio Manoel, Helio Oiticica, Lygia Clark, entre outros.

A mostra, feita em parceria com a Fundação Calder, de Nova York, reúne as ilustres esculturas suspensas, os móbiles e as stabiles, e também pinturas, maquetes, guaches e desenhos do norte-americano.

Considerado um dos precursores da arte cinética, Calder ganhou notoriedade ao dar leveza e movimento a materiais como o aço e o arame e que, nos anos de 1950, afetou positivamente a arte contemporânea brasileira, entusiasmando a produção artística tupiniquim.

Nascido no estado norte-americano da Pensilvânia, Alexander Calder gradou-se em engenharia mecânica e teve seus estudos de arte iniciados em Nova York e se desenvolveu artisticamente em especial em Paris. Mesmo atuando longe da América Latina, sua influência difundiu-se vastamente no universo artístico no mundo, especialmente no Brasil.

Calder visitou o Brasil em três ocasiões, sendo a primeira em 1948, e fez amizade com notáveis artistas e arquitetos, como Roberto Burle Marx, Henrique Mindlin e Lina Bo Bardi.

Obras como “São Paulo” (1955), óleo sobre compensado, do próprio Alexander Calder; “Trepant” (1965), escultura de madeira e alumínio, de Lygia Clark; e “Objeto Cinético” (1986), composto por tinta industrial, madeira, fórmica, metal e motor, de Abralham Palatnik, podem ser conferidas na mostra.

SERVIÇO:
Exposição: Calder e a Arte Brasileira
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 23/10/2016; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

“Ocupação Glauco” no Itaú Cultural

Geraldão, o personagem mais famoso do cartunista Glauco (1957-2010). Foto: Jorge Almeida
Geraldão, o personagem mais famoso do cartunista Glauco (1957-2010). Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 21 de agosto, a mostra “Ocupação Glauco”, que reúne desenhos, charges, tiras, esboços e depoimentos audiovisuais relacionados ao cartunista e chargista, que fora assassinado em 2010, aos 53 anos.

A exposição apresenta personagens como Geraldão (foto), Zé do Apocalipse, Faquinha, Dona Marta, Ozetês, Casal Neuras, Cacique Jaraguá, entre outros.

Nos vídeos que estão espalhados pelo espaço expositivo, estão relatadas as parcerias que o cartunista fez com colegas como Henfil, Laerte e Pelicano, além de um documentário que conta a história do Céu de Maria, igreja do santo-daime fundada por Glauco, em Osasco.

Na mostra, o visitante pode conferir também os “bonecos de arame” de alguns dos personagens, inclusive o mais famoso deles: Geraldão, um marmanjo que tem por volta de 30 anos, solteiro, e que ainda mora com a mãe.

Um nicho da exposição também é dedicado à vida, ao trabalho e a espiritualidade do artista. No local, há fotos, itens pessoais e uma sanfona que Glauco tocava nos rituais do santo-daime.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Glauco
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 21/08/2016; de terça a domingo, as 9h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Arquivo Ex-Machina: Identidade e Conflito na América Latina” no Itaú Cultural

Foto de Juan L. Muñoz Reyes em exibição no Itaú Cultural. Créditos: divulgação
Foto de Juan L. Muñoz Reyes em exibição no Itaú Cultural. Créditos: divulgação

O Itaú Cultural está com a mostra “Arquivo Ex-Machina: Identidade e Conflito na América Latina” em cartaz até o próximo domingo, 7 de agosto, que apresenta cerca de 150 fotografias de nomes como André Penteado, Eustáquio Neves, Andrés Felipe Orjuela Castañeda, Bernardo Oyarzún, João Pina, Marcelo Brodsky, Coco Laso, Jorge Villacorta e Mayra Medonza. A exposição está dentro da programação do 4º Fórum de Fotografia Latino-Americana de São Paulo.

A mostra coletiva gera reflexão e discussão a partir da união de imagens de diferentes países da América Latina. Nos arquivos revisitados, temas como revoltas populares, criminalidade, escravidão, extermínio indígena e repressão política – fantasmas que insistem em existir.

Em meio aos destaques estão “Mujeres y niños mineros em Yura (Minas de Patiño)” (foto), de 1900, de Juan L. Muñoz Reyes; “Operação Condor”, de João Pina; e “La Parentela, o por la Causa” (1998), conjunto de aproximadamente 160 fotografias de diversas pessoas ao estilo “3×4”, porém, em tamanho maior.

SERVIÇO:
Exposição:
Arquivo Ex-Machina: Identidade e Conflito na América Latina
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 07/08/2016; de terça a sexta, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida