Exposição “Ser Estar, Sergio Rodrigues” no Itaú Cultural

“Sofá Tonico” (1963) em exibição no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 5 de agosto, a exposição “Ser Estar, Sergio Rodrigues”, que faz um panorama na produção do designer carioca Sergio Rodrigues (1927-2014), criador da icônica e premiada poltrona Mole, de 1961. A mostra traz outras facetas de sua produção para além de cadeira, que se tornou a principal referência quando se fala do designer.

A exposição chama o trabalho efetivo de Sergio ao abordar toda sua trajetória profissional assinalada por uma inquietação em criar objetos e espaços para pessoas, priorizando o aconchego e a comodidade.

Nos três pisos do instituto (primeiro andar, primeiro e segundo subsolos) estarão disponibilizados móveis, desenhos, plantas e maquetes dos mais de suas seis décadas de carreira, todos dirigidos pela voz do próprio designer, por meio de vários trechos de textos, palestras e entrevistas dadas por ele fixadas nas paredes.

No piso -2, a mostra aborda a história e a família de Sergio, que é filho do pintor Roberto Rodrigues e sobrinho do dramaturgo Nelson Rodrigues, assim como a sua formação e o seu interesse pela arquitetura de interiores e os primeiros passos na carreira.

No andar acima são mostrados histórias e estudos de alguns de seus célebres mobiliários, além de apresentar as próprias, como as poltronas Mole e Chifruda e também o banco Mocho e os sofás Tonico (1963) e Hauner (1954).

E, finalmente, no primeiro andar que traz a extensa produção de Sergio Rodrigues como arquiteto, apresentando o SR-2 – seu sistema de casas pré-fabricadas -, por meio de maquetes e reproduções de parte delas, e também as histórias e plantas de alguns dos trabalhos que realizou com essa metodologia, como o Iate Clube de Brasília, sua residência e seu escritório.

Em meio aos destaques estão também a cadeira Katita (1997) e uma série de desenhos, sem data, dedicados a Vera Beatriz, sua esposa (falecida em 2017).

Arquiteto que projetou mais de 1.200 móveis, Sergio Rodrigues fez com que as peças fossem muito além de um simples objetos de decoração para tornarem-se obras de arte no Brasil.

SERVIÇO:
Exposição:
Ser Estar, Sergio Rodrigues
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 05/08/2018; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h (com permanência até às 20h30); sábado, domingo e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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“Ocupação Antonio Candido” no Itaú Cultural

Antonio Candido: o homenageado na 40ª edição do projeto Ocupação, do Itáu Cultural. Créditos: divulgação

O Itaú Cultural realiza até o dia 12 de agosto de 2018 a 40ª edição do projeto Ocupação que homenageia o crítico literário e sociólogo Antonio Candido, uma das maiores referências no estudo da literatura no Brasil. A exposição contém fotos, vídeos, audiodescrição, livros, manuscritos, caderno, recortes de artigos.

A mostra é focada no artigo “Direito à Literatura” e apresenta materiais inéditos selecionados do acervo pessoal do escritor. São notas para ensaios, cadernos de estudo, projetos de pesquisa, um conjunto pelo qual transparece o processo criativo de obras essenciais como a citada “Formação…” e “Os Parceiros do Rio Bonito”.

Em seu ensaio, que orientou a curadoria da exposição, Antonio Candido afirma que ele foi escrito para uma palestra em curso organizado em 1988 pela Comissão de Justiça e da Paz da Arquidiocese de São Paulo e, posteriormente, publicado em Vários Escritos: “Portanto, a luta por direitos humanos abrange a luta por um estado de coisas em que todos possam ter acesso aos diferentes níveis da cultura”.

Tal consciência esteve presente em toda trajetória intelectual de Antonio Candido, o que pode ser apurado por meio da apreciação de seu acervo pessoal, do qual foram escolhidos os componentes expostos na mostra.

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Antonio Candido
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 12/08/2018; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

“Ocupação Angel Vianna” no Itaú Cultural

“Angel Vianna por Tadashi Kaminagai”, Bahia, 1952. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 29 de abril, a “Ocupação Angel Vianna”, que celebra a vida e trajetória de uma das precursoras da dança contemporânea, coreógrafa, pesquisadora e dançarina, por meio de projeções de entrevistas, vídeos, coreografias, documentos, fotos, jornais e manuscritos, que trazem a energia e a sensibilidade da artista que está prestes a completar 90 anos.

Angel Viana começou a carreira em Belo Horizonte, sua cidade-natal, ao se formar em balé clássico. E foi na capital mineira que encontrou o seu companheiro sentimental e profissional: Klaus Vianna (1928-1992), cuja parceria rendeu a primeira escola de dança e, no ramo amoroso, o filho do casal Rainer Vianna.

Após uma temporada em Salvador, na década de 1960, sempre ao lado de Klauss, Angel estabeleceu no Rio de Janeiro, onde atuou, além do balé e da coreografia, uma série de iniciativas dedicadas ao ensino da dança, como a escola e faculdade que leva o seu nome.

A exposição ainda inclui material do acervo pessoal com registros do Ballet Carlos Leite, Ballet Klauss Vianna, Teatro do Movimento, além de trabalhos de arte como duas esculturas e desenhos feitos por ela.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Angel Vianna
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 29/04/2018; de terça a sexta-feira, 9h às 20h; sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Ocupação Inezita Barroso” no Itaú Cultural

Inezita Barroso em foto de 1958. Foto: acervo pessoal da artista

O Itaú Cultural promove até o próximo dia 5 de novembro, domingo, a exposição “Ocupação Inezita Barroso”, que homenageia a cantora, radialista, apresentadora, pesquisadora e atriz Inezita Barroso que, apesar de ter nascido na capital paulista, se tornou uma das mais relevantes defensoras e divulgadoras do folclore e do cancioneiro caipira brasileiro.

Antes de apresentar por quase 35 anos o programa “Viola, Minha Viola”, na TV Cultura – o mais longevo programa musical da TV brasileira -, Inezita Barroso (1925-2015) já era considerada um dos mais notórios nomes do cancioneiro caipira e de outras manifestações musicais nacional raiz. Ao longo de sua trajetória, gravou mais de 80 discos, além de ter atuado no cinema e ficou à frente de programas de rádio.

A exposição, que faz parte de um ciclo em que o projeto Ocupação dedicado às mulheres primordiais para a cultura e a arte brasileira, contém ainda manuscritos e registros sonoros e audiovisuais, sendo alguns deles narrados pela própria Inezita descrevendo os próprios passos.

A mostra traz também vídeos, fotografias, LP’s, documentos, instrumentos e prêmios relacionados à apresentadora que faleceu em 2015 apenas quatro dias depois de completar 90 anos.

Entre os destaques estão uma série de materiais coletados pela homenageada ao longo de toda vida, como fotos pessoais, bilhetes de fãs, anúncios e recortes de jornais e revistas, tudo devidamente organizado por Inezita que, graduada em biblioteconomia, organizou tudo em 30 álbuns que, juntos, contém mais de três mil registros desse material.

Merecem atenção ainda o prêmio Roquete Pinto de Ouro (1960), ganho por Inezita por conta de ter conquistados seis edições do mesmo prêmio ao longo da década de 1950, feito para poucos, e também um violão utilizado pela homenageada que contém autógrafos de Luiz Gonzaga e do ex-presidente Juscelino Kubitschek, além de trechos de canções que ela deixou marcado no instrumento para não dar “branco” durante as apresentações.

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Inezita Barroso
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 05/11/2017; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h (permanência até às 20h30); sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Itaú Cultural homenageia Aracy Amaral com o projeto Ocupação

Aracy Amaral é a 35ª personalidade homenageada pelo projeto Ocupação, do Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural realiza até o próximo domingo, 27 de agosto, a “Ocupação Aracy Amaral”, que homenageia a pesquisadora, curadora, crítica, gestora, jornalista e professora Aracy Amaral, por meio de fotografias, artigos de jornais, entrevistas e outros itens da homenageada.

Aracy Amaral formou-se em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero no final da década de 1950, tendo marcado presença na primeira Bienal de São Paulo, em 1951, ainda como estudante. Depois de realizar estudos nessa área, tornou-se especialista em pesquisas acadêmicas em artes visuais como crítica de arte e escreveu importantes textos relacionados a história da arte brasileira e latino-americana que deu origem a obras fundamentais para compreensão em temas  como o modernismo brasileiro, a arte latino-americana, o construtivismo e a influência hispânica na arquitetura paulista.

Com o trabalho marcado pela curiosidade, rigor e inquietude, Aracy Amaral se tornou professora na Universidade de São Paulo (USP), tendo se aposentado em 1990, e exerceu a função de diretora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 1976 e 1979, e do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), de 1982 a 1985, além de ter sido a curadora de mais de 50 exposições.

Entre os destaques da mostra está a biblioteca com livros de Aracy Amaral, juntamente com catálogos de exposições curadas por ela, pesquisas, textos e artigos assinados pela pesquisadora, e a instalação “A Hispanidade em São Paulo – da Casa Rural à Capela Santo Antônio” (1981), obra que investiga a influência da arquitetura hispano-americana nas construções paulistas.

A exposição inclui ainda um site com conteúdo extra (itaucultural.org.br/ocupacao).

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Aracy Amaral
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 27/08/2017; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Consciência Cibernética [?]” no Itaú Cultural

Exposição “Consciência Cibernética [?]” em cartaz no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida
O Itaú Cultural realiza até o próximo domingo, 13 de agosto, a exposição “Consciência Cibernética [?]”, que traz de trabalhos de brasileiros e estrangeiros que usufruem da tecnologia para compor seus trabalhos, e refletem sobre o futuro da inteligência artificial e propõe um olhar artístico sobre a evolução das máquinas.

Com essa mostra, a instituição volta a abordar a temática cibernética sob a linguagem artística. Antes disso, essa área foi abordada em seis edições da bienal Emoção Art.Ficial, realizadas até 2012.

A mostra está distribuída em três pisos (1º andar, 1º subsolo e 2º subsolo), sendo que no primeiro andar estão as obras “Eden”, do australiano Jon McComarck; “Bion”, dos norte-americanos Adam Brown e Adnrew H. Fagg; “Odisseia”, da brasileira Regina Silveira e “Fearful Symmetry, do irlandês Riairi Glynn.

Já no piso -1 contém os trabalhos “Auto-Iris”, dos brasileiros Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti; “Meta-Google”, do francês Pascal Dombis e “Neuro Mirror”, dos austríacos Christa Sommerer e Laurent Mognonneau.

E, finalmente, no piso -2 são exibidas as obras “Café Com Os Santiagos” (2017), dos brasileiros Heloisa Pinhanez e Paulo Costa; “Sonhos Urbanos”, da equipe do Itaú Cultural com a ferramenta Google Deep Dream; e “Lifeless (Nano) Biomachines”, de José Wagner Garcia e colaboradores.

Entre os destaques está “Café Com Os Santiagos”, que tem o apoio da IBM, obra interativa em que se usa tecnologia de processamento de conversação natural do IBM Watson Development Cloud e sistemas de texto expressivo desenvolvidos no laboratório da IBM Research no Brasil, que recria diálogos extraídos do clássico “Dom Casmurro”, de Machado de Assis – nela, o público pode dialogar com os personagens.

SERVIÇO:
Exposição: Consciência Cibernética [?]
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 179 – Paraíso
Quando: até 23/08/2017; de terça a sexta-feira, das 8h às 20h (com permanência até às 20h30); sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

“Ocupação Conceição Evaristo” no Itaú Cultural

A escritora mineira Conceição Evaristo é a 34ª personalidade homenageada pelo programa Ocupação Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 18 de junho, a 34ª edição do projeto Ocupação, que mergulha no universo da escritora mineira Conceição Evaristo. A mostra traz manuscritos de poemas e contos, cartas, fotografias e objetos pessoais da também militante do movimento negro.

O espaço expositivo convida o público para entrar no mundo de Conceição Evaristo de forma sensorial. Por meio de uma narrativa audiovisual não cronológica, a história será contada tendo como mote o campo afetivo de criação da escritora.

Além de itens que compõem a cenografia da Ocupação, a exposição traz também cartas de familiares e amigos, objetos pessoais, obras que foram referência para Conceição. Pequenos fragmentos de um universo feminino, forte, inspirador e imenso.

Conceição Evaristo nasceu em 1946, em Belo Horizonte (MG), na extinta favela do Pindura Saia, no bairro Cruzeiro. Embora escreva há um bom tempo, seu reconhecimento literário só chegou recentemente, com a publicação de seu romance de estreia intitulado “Ponciá Vicêncio” (2003), cujo personagem-título carrega toda a solidão do mundo, e com “Becos da Memória” (2006), que aborda a vida de moradores de uma favela prestes a acabar e que tem a sua trajetória contada na mostra, desde o primeiro contato com a editora até o lançamento.

Para o ano de 2017, apenas as mulheres serão tema do programa Ocupação Itaú Cultural, e Conceição Evaristo, cuja escrita nasce das vivências e do cotidiano, o que caracteriza toda a sua obra.

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Conceição Evaristo
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 18/06/2017; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida