Exposição “Franz Weissmann: O Vazio Como Forma” no Itaú Cultural

 

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 9 de fevereiro, a exposição “Franz Weissmann: O Vazio Como Forma”, que reúne cerca de 800 obras do escultor Franz Weissmann, que estão distribuídas em três andares da instituição. Com curadoria de Felipe Scovino, a mostra apresenta desenhos inéditos, maquetes, estudos, realidade virtual de obra nunca executada, entre outros.

A mostra, feita em parceria com o Instituto Franz Weissmann (IFW), não está organizada em ordem cronológica, mas sim de maneira antológica. O artista é lembrado em uma exposição em São Paulo após dez anos à última mostra dedicada a ele.

Cada andar da mostra apresenta uma maneira de observar ou colocar em questão a obra do artista austríaco. Em um piso, estão concentradas três obras de maior escala da exposição. Enquanto em outro andar, é apresentado os seus primeiros trabalhos com desenhos e esculturas figurativas, influenciado pela abstração, o cubismo e o neoconcreto. E, no segundo subsolo, diversas maquetes, estudos e linha do tempo, além de uma obra pública em realidade virtual, com destaque para as estantes (foto) que exibem parte das dezenas de maquetes, protótipos, múltiplos e estudos para suas esculturas, pinturas e projetos destinados ao espaço público, e, ainda, imagens dos ateliês do artista.

Em meio aos destaques estão as esculturas “Flor Mineral” (2001), feita com aço pintado; “Flautista”, uma escultura de bronze feita por volta de 1954, além do vídeo do programa “O Mundo da Arte, episódio “Movimentos de Franz Weissmann” (2001), com 21’25” de duração, e dirigido por Carlos Vicaldi.

SERVIÇO:
Exposição: Franz Weissmann: O Vazio Como Forma
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 09/02/2020; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ DOMINGO: “Ocupação Alceu Valença” no Itaú Cultural

Algumas registros de Alceu Valença no Itaú Cultural. Créditos: Itaú Cultural

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 2 de fevereiro, a exposição “Ocupação Alceu Valença”, que traz diversas manifestações culturais, como xotes, frevos e outras formas de artes nordestinas protagonizada pelo icônico e carismático músico pernambucano.

Nascido em São Bento do Una (PE), em julho de 1946, Alceu Valença é o quarto filho do casal Décio e Adelma e cresceu ao som de toadas e aboios e, por meio do rádio, da feira e dos saraus realizados na fazenda Riachão, de seu avô, o futuro do jovem Alceu não tinha mais como mudar: a música entrou (e não saiu mais).

Contudo, a sua musicalidade também traz outras referências, como o cordel, o circo e, claro, o cenário musical dos principais polos pernambucanos, como Recife, Garanhuns e Olinda. Um dos (muitos) discípulos do velho mestre Luiz Gonzaga, Alceu Valença encarou plateias e, assim, ao longo da década de 1970, revelou-se nos festivais e, assim como seus contemporâneos, como Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Fagner, Zé Ramalho, entre outros. E, desde então, Alceu nunca largou sua essência: a música sertaneja, o carnaval pernambucano, fazendo do palco o seu playground.

A vida e a obra do cantor são celebrados na 48ª edição do programa Ocupação do Itaú Cultural. O visitante poderá conferir itens como fotografias da infância e raras do cantor, depoimentos, objetos – como um troféu de basquete conquistado em 1962 quando Alceu Valença atuou pelo Clube Náutico Capibaribe, suas produções literárias, como o roteiro original do filme “A Luneta do Tempo” (2014).

Na parte final do espaço expositivo, o público poderá interagir ao ter acesso aos fones que apresentam alguns clássicos de Alceu Valença que saíram em um de seus 31 álbuns lançados ao longo de sua bem-sucedida carreira.

E, para finalizar, não esqueçamos que no próximo dia 15 de fevereiro, São Paulo receberá o bloco Bicho Maluco Beleza, comandado pelo músico, lá no Obelisco do Ibirapuera.

Vida longa a Alceu Valença e parabéns ao Itaú Cultural pela homenagem.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Alceu Valença
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 02/02/2020; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Ocupação Eduardo Coutinho” no Itaú Cultural

Cadeira usada pelos personagens dos documentários “Jogo de Cena” (2007), “As Canções” (2011) e “Últimas Conversas” (2015). Ela era considerada um “talismã” pelo cineasta. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural está com o projeto “Ocupação Eduardo Coutinho” em cartaz até o próximo domingo, 24 de novembro. O projeto homenageia o maior documentarista do Brasil: o jornalista e diretor Eduardo Coutinho (1933-2014).

Considerado um dos maiores documentaristas do cinema brasileiro, Eduardo Coutinho tinha como sua marca registrar filmes de tinham como protagonismo pessoas comuns nas histórias.

No espaço expositivo da instituição, há uma exposição que retrata a história e o processo de criação de Coutinho, diretor de documentários clássicos como “Cabra Marcado Para Morrer” (1984), “Santo Forte” (1999), “Jogo de Cena” (2007), “As Canções” (2011), entre outros.

A mostra contém depoimentos, objetos, câmera, máquina de escrever, projeções, cadernos de anotações, roteiros, entre outros itens de Eduardo Coutinho, que fora assassinado pelo próprio filho, que sofria de esquizofrenia, a facadas em 2 de fevereiro de 2014, no Rio de Janeiro.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Eduardo Coutinho
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149
Quando: até 24/11/2019; de terça a sexta, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Ocupação Vladimir Herzog” no Itaú Cultural

Duas reportagens em destaque pulicadas pelo jornal O Estado de São Paulo assinadas por Vladimir Herzog. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 20 de outubro, a 46ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural que homenageia o jornalista Vladimir “Vlado” Herzog, nascido em 1937 na, hoje extinta, Iugoslávia, em Osijek (hoje Croácia) e morto em 1975, aos 38 anos, pela ditadura civil-militar brasileira.

Realizada em parceria com o Instituto Vladimir Herzog, a mostra apresenta a trajetória jornalística de Vlado e suas contribuições na área do audiovisual, em meio a fotografias, reportagens e depoimentos que recriam a vida do jornalista, considerado um personagem célebre da história do Brasil e de sua construção democrática.

O jornalista Vladimir Herzog atuou entre as décadas de 1960 e 1970 sempre instigado pela curiosidade, amor às artes – especialmente ao cinema – e também as estruturas sociais, mas que teve sua trajetória interrompida por uma morte precoce que, até hoje, é discutida quando se trata de debater a redemocratização política do Brasil.

A versão oficial dos militares anunciava que Vladimir Herzog teria cometido suicídio nas dependências do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), em 1975, informação que não convenceu a família e nem os amigos do jornalistas, que iniciaram uma luta para comprovar que o inquérito policial sobre sua morte fora forjado. Em 2018, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA) anunciou a condenação internacional do Estado brasileiro pela omissão na apuração do assassinato.

A exposição ainda contém objetos de uso pessoal (e profissional) de Vlado, como câmeras e documentos, além de uma coletânea de matérias veiculadas entre 1959 e 1963 assinadas pelo jornalista para o jornal O Estado de São Paulo, e também o curta-metragem de 12 minutos dirigido por ele intitulado “Marimbás” (1963).

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Vladimir Herzog
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 20/10/2019; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Ocupação Lydia Hortélio” no Itaú Cultural

Gira-gira, monociclo, bate-bate, carrinho de lata de sardinha do acervo de Lydia Hortélio em exibição no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 8 de setembro, a exposição “Ocupação Lydia Hortélio”, que faz uma homenagem à obra educacional e cultural da pianista baiana, de 86 anos, criadora de programas de educadores brincantes.

A homenageada da 45ª edição do programa, nascida em 1932, em Salvador, foi criada em Serrinha, localizada no sertão baiano, e tem como bandeira defender a cultura da criança e a liberdade adquirida pelo ser humano – pequeno ou grande – que brinca e entoa cantigas.

Na mostra, o visitante é instigado a conhecer em um mundo recheado de simplicidades que vão desde referências às paisagens naturais até o brincar com cinco pedrinhas.

A exposição traz fotografias, manuscritos, depoimentos sobre as pesquisas de Lydia Hortélio, além de alguns brinquedos artesanais, como na foto acima, e conteúdo em audiodescrição.

A idealizadora da Casa das Cinco Pedrinhas, na Bahia, chegou a fazer uma coleção de três mil brinquedos musicais.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Lydia Hortélio
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 08/09/2019; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Ainda Há Noite (Nos Queda La Noche)” no Itaú Cultural

O trabalho de Yael Martínez no Itaú Cultural. Créditos: divulgação

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 11 de agosto, a exposição “Ainda Há Noite (Nos Queda La Noche)”, que reúne cerca de 200 registros que recorrem às hras noturnas com obras produzidas por dez artistas e duplas de oito países da América Latina, além de Espanha e Reino Unido.

A mostra, que tem a curadora de Claudi Carreras e Iatã Cannabrava, faz parte da 5ª edição do Fórum Latino Americano de Fotografia, realizada a cada três anos pelo Itaú Cultural, que apresenta vasta programação de palestras e debates sobre o suporte.
Indagando o conceito de que o dia faz as coisas mais claras, enquanto a noite recobre como um véu, a exposição propões que exista aspectos das afinidades e dos fatos da América Latina que só são revelados ou vistos com preciosidade nos momentos em que a luz natural se ausenta. Assuntos como violência, as marcas dos processos de colonização e os atuais movimentos de negação dos conhecimentos histórico e científico são abordados na mostra.

Em meio aos destaques estão “Lucérnaga” (foto), de Yael Martínez; “História Natural do Silêncio” (2019), de Jorge Panchoaga; e “Purgatório” (2014-2017), de Ignacio Iturrioz.

Vale destacar que a exposição contém videoguia em LIBRAS e audiodescrição com relação às obras.

SERVIÇO:
Exposição: Ainda Há Noite (Nos Queda La Noche)
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 11/08/2019; de terça a sexta, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

“Ocupação Gregori Warchavchik” no Itaú Cultural

Uma das maquetes da “Ocupação Gregori Warchavchik”. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural apresenta até o próximo domingo, 23 de junho, a exposição “Ocupação Gregori Warchavchik”, que homenageia o arquiteto ucraniano naturalizado brasileiro Gregori Warchavchik (1896-1972). O programa promovido pela instituição chega à sua 44ª edição. A mostra acontece paralelamente no Museu Lasar Segall, próximo da Casa Modernista, situado à Rua Santa Cruz, cuja construção teve a responsabilidade dele, fazendo dela a primeira obra modernista no Brasil.

A exposição aborda o aprofundamento da vida e da obra do homenageado, com alguns de seus projetos, parte de mobiliário por ele criado, fotos pessoais e entrevistas em vídeo que trazem a noção da ruptura que a produção moderna provocou na arquitetura brasileira.

A arte arquitetônica a todo momento exerceu um momento de destaque na história da arte – chegando, inclusive, a fazer parte da paisagem urbana a face dos novos tempos. Com o movimento modernista não foi diferente. No período em que a então emergente metrópole São Paulo era compreendida pelo eclético, o arquiteto Gregori Warchavchik aterrissa em São Paulo.

A mostra traz, entre os destaques, fotografias da residência do arquiteto, que residia à Rua Itápolis, no Pacaembu, e também de casas populares, do Edifício Barão de Limeira, além de maquetes, artigos sobre arquitetura, projetos, como o da sede social do Clube Atlético Paulistano.

Aliás, falando em Museu Lasar Segall, onde a mostra acontece simultaneamente, conforme dissera anteriormente, lá foi projetado por Warchavchik em 1932 para ser a casa do pintor e sua esposa, a escritora Jenny Klabin Segall, cunhados do arquiteto.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Gregori Warchavchik
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 23/06/2019; de terça a sexta, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Consciência Cibernética ? Horizonte Quântico” no Itaú Cultural

“Cloud Piano” (2018), de David Bowen, em exibição no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural realiza até o próximo domingo, 19 de maio, a exposição “Consciência Cibernética ? Horizonte Quântico”, que traz dez obras que ocupam três pisos expositivos temporários da instituição.

Em um mundo moderno, dois motes da tecnologia se desenvolvem de uma forma cada vez mais rápida: a inteligência artifical e a computação quântica. Se o conhecimento das máquinas com a atual tecnologia digital já é fascinante e, em diversos casos, parece se igualar ao procedimento realizado por cérebros biológicos, o que podemos esperar do futuro próximo?

Através de trabalhos que investigam atributos do processamento de dados, digital ou não, a exposição permite um olhar artístico sobre esse tema. Em um processo com o natural e o humano, “sistemas, de forma não consciente, aprendem e respondem com soluções não imaginadas ou concebidas por seus criadores, podendo, muito em breve, fazer parte de máquinas cibernéticas verdadeiramente conscientes”.

A exposição se agrega na mesma linha expositiva das bienais e das exposições de arte e tecnologia apresentadas pelo Itaú Cultural desde 1997.

Obras como “Quantum” (2019), uma instalação de Rejane Catoni; “Co(Al)xistente” (2017), de Justine Emard; e “Cloud Piano” (foto), obra de 2014, de David Bowen, merecem ser conferidos.

SERVIÇO:
Exposição: Consciência Cibernética ? Horizonte Quântico
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Cerqueira César
Quando: até 19/05/2019; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural” no Itaú Cultural

“O Trovão” (sem data), um buril de James Heath, em exibição no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 17 de fevereiro, a exposição “Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural”, que mapeia seis séculos da produção gráfica européia entre cerca de 160 das 453 imagens impressas que compõem o acervo da instituição.

Durante seis séculos, a impressão de imagens no mundo ocidental provocou uma genuína revolução na comunicação e na cultura da imagem. A reprodução de texto e de imagens dissipou pela Europa com a criação de pequenos ateliês e a disseminação do papel, ainda no século XV.

Com curadoria de Marcos Moraes, a mostra aborda o caminho da impressão e da difusão de imagens até o século XX, as principais técnicas e seus grandes expoentes.

Com trabalhos de artistas como Martin Schongauer, Rembrandt van Rijn, Francisco de Goya, Edvard Munch e Pablo Picasso, a mostra propõe um percurso histórico por uma seleção de gravuras internacionais do instituto, que conta atualmente com 453 imagens impressas sobre papel.

Além das obras, a exposição mostra objetos como matriz de madeira, colher de pau, tinta, espátula, buril, ponta seca, matriz de metal. E, no segundo sub-solo do prédio, um ateliê gráfico.

Em meio aos destaques estão “Les Dioscures” (1730), um buril de Bernard Picart; “Vista do Conclave na Capela Sistina” (1582), um buril de Henricus van Schoel e Antonio Lafreri; “O Trovão” (foto), um buril de James Heath; e “Cristo Carregando a Cruz” (circa 1475-80), um buril de Martin Schongauer.

SERVIÇO:
Exposição: Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 17/02/2019; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Ser Estar, Sergio Rodrigues” no Itaú Cultural

“Sofá Tonico” (1963) em exibição no Itaú Cultural. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 5 de agosto, a exposição “Ser Estar, Sergio Rodrigues”, que faz um panorama na produção do designer carioca Sergio Rodrigues (1927-2014), criador da icônica e premiada poltrona Mole, de 1961. A mostra traz outras facetas de sua produção para além de cadeira, que se tornou a principal referência quando se fala do designer.

A exposição chama o trabalho efetivo de Sergio ao abordar toda sua trajetória profissional assinalada por uma inquietação em criar objetos e espaços para pessoas, priorizando o aconchego e a comodidade.

Nos três pisos do instituto (primeiro andar, primeiro e segundo subsolos) estarão disponibilizados móveis, desenhos, plantas e maquetes dos mais de suas seis décadas de carreira, todos dirigidos pela voz do próprio designer, por meio de vários trechos de textos, palestras e entrevistas dadas por ele fixadas nas paredes.

No piso -2, a mostra aborda a história e a família de Sergio, que é filho do pintor Roberto Rodrigues e sobrinho do dramaturgo Nelson Rodrigues, assim como a sua formação e o seu interesse pela arquitetura de interiores e os primeiros passos na carreira.

No andar acima são mostrados histórias e estudos de alguns de seus célebres mobiliários, além de apresentar as próprias, como as poltronas Mole e Chifruda e também o banco Mocho e os sofás Tonico (1963) e Hauner (1954).

E, finalmente, no primeiro andar que traz a extensa produção de Sergio Rodrigues como arquiteto, apresentando o SR-2 – seu sistema de casas pré-fabricadas -, por meio de maquetes e reproduções de parte delas, e também as histórias e plantas de alguns dos trabalhos que realizou com essa metodologia, como o Iate Clube de Brasília, sua residência e seu escritório.

Em meio aos destaques estão também a cadeira Katita (1997) e uma série de desenhos, sem data, dedicados a Vera Beatriz, sua esposa (falecida em 2017).

Arquiteto que projetou mais de 1.200 móveis, Sergio Rodrigues fez com que as peças fossem muito além de um simples objetos de decoração para tornarem-se obras de arte no Brasil.

SERVIÇO:
Exposição:
Ser Estar, Sergio Rodrigues
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 05/08/2018; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h (com permanência até às 20h30); sábado, domingo e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida