Vai começar o Campeonato Brasileiro 2018

O troféu mais cobiçado do futebol brasileiro. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Após a festa dos campeões estaduais pelo Brasil no último final de semana, neste final de semana, dias 14 e 15 de abril, começará mais uma edição do Campeonato Brasileiro da Série A, o popular Brasileirão. Do próximo sábado até o início de dezembro, 20 clubes de nove Estados iniciam a busca pelo título mais disputado do futebol pentacampeão do mundo ao longo de 38 rodadas. A fórmula de disputa é a mesma dos últimos anos: turno e returno por pontos corridos.

O BR-18 terá a participação de 15 dos 17 times que já sentiram o gostinho de ter sido campeão brasileiro (os outros dois são Coritiba e Guarani, que disputarão a Série B este ano). Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que têm mais representantes: quatro equipes, seguido de Minas Gerais, com três; Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia, com dois; enquanto Santa Catarina, Pernambuco e Ceará com um time representado. As regiões Norte e Centro-Oeste não possuem clubes na principal divisão do futebol nacional.

De todos os campeões, o Atlético Mineiro é o dono da maior fila de espera: 47 anos – a última (e única) conquista atleticana foi no longínquo ano de 1971. E, desde então, com a atual denominação (Campeonato Brasileiro), apenas Cruzeiro, Flamengo, São Paulo e Santos nunca foram rebaixados para a Série B.

Amanhã, a bola rola com a realização de três partidas. Às 16h, o Cruzeiro receberá o Grêmio no Mineirão. Com as duas equipes na disputa da Taça Libertadores, pode ser que ao longo do Brasileirão ambos atuem em algumas partidas com times mistos ou totalmente reservas. A Raposa foi a última equipe campeã brasileira fora de São Paulo, em 2014. Já o Tricolor dos Pampas, detentor de dois Brasileiros, não vence o campeonato desde 1996.

No Barradão, também no sábado, mas às 19h, Vitória e Flamengo fazem e duelo rubronegro da rodada. O Leão nunca foi campeão brasileiro, o mais longe que conseguiu foi o vice-campeonato em 1993. Enquanto o Mengão é dono de cinco (ou seis) Brasileiros, sendo o último deles erguido em 2009.

Ainda no sábado, o Santos receberá o Ceará no Pacaembu. O Peixe, que conquistou o seu último campeonato em 2004, é detentor de oito troféus (contabilizando as Taças Brasil e Robertões reconhecidos pela CBF) da competição nacional. O Vozão, por sua vez, é uma das cinco equipes do certame que nunca sentiu o gostinho de ter sido campeão brasileiro.

No domingo, a rodada começa já às 11h com o atual campeão brasileiro da Série B, o América Mineiro, medindo forças com o Sport Recife, no Independência, em Belo Horizonte. O Coelho que, apesar de não ter nenhum brasileiro da primeira divisão, é dono de dois títulos da Série B, enquanto o Leão da Praça da Bandeira é o grande vencedor do BR-87, a contragosto de flamenguistas.

No mesmo dia, às 16h, três jogos envolvendo duelos de campeões brasileiros. Na Arena Corinthians, o atual campeão Corinthians encara justamente o adversário do “jogo do título” de 2017, o Fluminense. Enquanto o Timão, com seus sete brasileiros, é o maior campeão brasileiro da era dos pontos corridos, com quatro títulos, o Fluminense, dono de quatro taças, sendo duas erguidas nesta década, é o carioca mais vitorioso do Brasileirão no atual formato.

No Rio de Janeiro, em São Januário, Vasco e Atlético fazem o jogo de detentores de brasileiros que ainda não foram campeões na era dos pontos corridos. Com quatro taças na bagagem, o time cruzmaltino buscará os três pontos contra o Galo, que possui o seu único Brasileiro conquistado em 1971.

A terceira partida das 16h do domingo será protagonizada pelos finalistas do Campeonato Brasileiro de 1988: Internacional e Bahia, no Beira-Rio. Os dois clubes voltam à elite depois de terem disputado a Série B em 2017. O Colorado, que não é campeão brasileiro desde 1979, quando conquistou o torneio pela terceira vez e de forma invicta, façanha que ninguém conseguiu repetir, quer quebra o tabu de quase 40 anos sem o caneco e começa a caminhada diante do Tricolor de Aço, que comemora em 2018 os 30 anos de seu último Brasileiro.

A última partida do dia será realizada às 19h na Arena da Baixada, em Curitiba, entre Atlético Paranaense e Chapecoense. A torcida do Furacão, dono do título de 2001, espera um desempenho melhor de seu time em relação aos últimos anos, enquanto a Chape sonha em conseguir manter a sequência de permanência na primeira divisão.

Na segunda-feira, no Morumbi, São Paulo e Paraná Clube farão o duelo de tricolores da rodada. O clube paulista, que é o único a ter conquistado o Brasileirão por três anos consecutivos (2006, 2007 e 2008), espera sair da má fase com Diego Aguirre e terá como ponto de partida a equipe paranista que, embora não possua nenhum troféu da elite, é, assim como o América Mineiro, dono de duas Séries B.

E, finalmente, o Botafogo encara o Palmeiras, às 20h de segunda-feira, no Engenhão. Se por um lado, o Fogão, dentre os cariocas, é o que está há mais tempo sem ser campeão brasileiro (desde 1995), por outro lado, o alviverde, com o elenco milionário que possui, quer retomar a hegemonia – para a CBF, o Palmeiras é o maior campeão brasileiro, com nove troféus.

A seguir, a data e os horários dos jogos da primeira rodada do Brasileirão 2018.

Data – Horário – Jogo – Local:
14/04 – 16h – Cruzeiro x Grêmio – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
14/04 – 19h – Vitória x Flamengo – Barradão, Salvador (BA)
14/04 – 21h – Santos x Ceará – Pacaembu, São Paulo (SP)
15/04 – 11h – América (MG) x Sport Recife – Independência, Belo Horizonte (MG)
15/04 – 16h – Corinthians x Fluminense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/04 – 16h – Vasco x Atlético (MG) – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
15/04 – 16h – Internacional x Bahia – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
15/04 – 19h – Atlético (PR) x Chapecoense – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
16/04 – 20h – São Paulo x Paraná Clube – Morumbi, São Paulo (SP)
16/04 – 20h – Botafogo x Palmeiras – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Boa sorte aos participantes.

Por Jorge Almeida

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Fluminense: campeão da Taça Rio 2018

Jogadores do Fluminense comemoram o título da Taça Rio. Créditos: André Durão/Globoesporte.com

O Fluminense goleou o Botafogo por 3 a 0 na decisão da Taça Rio, o segundo turno do campeonato estadual do Rio de Janeiro, na tarde deste domingo (25), e conquistou o troféu pela terceira vez em sua história. Com gols de Pedro, Marcos Junior e Jadson, o Tricolor das Laranjeiras sagrou-se campeão de forma invicta. Antes da final de hoje, o Fluzão erguera a taça apenas em duas oportunidades: em 1990 e em 2005.

O Botafogo começou em cima diante do Fluminense e já foi criando oportunidade logo no primeiro minuto de jogo. Após a bola rebatida, Marcos Vinícius arriscou de fora da área e obrigou Júlio César a saltar no canto e fazer boa defesa. O Flu tentou dar o troco, mas sem sucesso. E o Fogão, aos 9, perdeu uma chance incrível: Leo Valencia cruzou da esquerda para Brenner, que estava posicionado na altura da marca do pênalti, se antecipou a Gum, mas não conseguiu nem dominar e nem finalizar a gol. Apesar da ligeira superioridade, o time da Estrela Solidária sofreu o seu primeiro golpe aos 12 minutos. Depois de uma boa troca de passes, Ayrton Lucas invadiu pelo meio, tabelou com Sornoza, e deixou Pedro em boas condições para concluir, Jefferson até tocou na bola, mas não evitou o gol. Fluzão na frente.

A vantagem motivou o Tricolor, que chegou perto de ampliar o placar aos 19. Ibañez puxou contragolpe, deixou a redonda com Marcos Júnior e depois a recebeu de Sornoza e, de dentro da área, arriscou com a esquerda e mandou por cima do gol de Jeferson. O Botafogo deu o troco três minutos mais tarde. Valencia recebeu pela esquerda, puxou para o meio, arriscou e a redonda foi por cima da meta defendida por Júlio César. Aos 25, o Flu puxou contra-ataque com Marcos Junior, que acionou Gilberto pela esquerda, que limpou a marcação e cruzou, mas a bola passou na frente de Jeferson e ninguém do Tricolor chegou para concluir.

O Botafogo atacou pela esquerda com Moisés, que chutou forte, Júlio César defendeu com o peito e, na sobra, Valencia arriscou no ângulo para o arqueiro fazer outra grande defesa. Na sequência, depois do escanteio, Igor Rabello cabeceou e encontrou Marcos Vinícius na cara de Júlio César, que fez um milagre, porém, o assistente já marcara posição irregular do botafoguense. E a equipe de General Severiano, aos 32, perdeu outra chance. Valencia recebeu, livre, na entrada da área, dominou, se posicionou para bater, porém, a bola subiu demais.

Depois de uma blitz do Botafogo, o Fluminense levou perigo aos 42. Gilberto recebeu de Sornoza na direita e cruzou por cima para Pedro, que cabeceou à direita de Jefferson.  O Fogão, mais uma vez, conseguiu outra chance de gol. Aos 44, Luiz Fernando invadiu a área pela direita, fintou Ayrton Lucas e tentou o chute, mas o lateral tricolor ainda conseguiu desviar a redonda, que acertou a rede pelo lado de fora. E, antes do intervalo, o Botafogo ainda tentou aos 46. Valencia cobrou falta na área e Rodrigo Lindoso, sozinho, cabeceou para fora.

Ao contrário do primeiro tempo, o Fluminense voltou melhor e, logo aos 5, Pedro acionar Marcos Junior e, ao receber de volta, pegou mascado e o chute saiu torto. Todavia, aos 11, Ayrton Lucas fez longo lançamento pela direita, Pedro deu bom passe de peito e achou Marcos Junior completamente livre na cara de Jefferson e o camisa 35 só tirou do goleiro rival para aumentar a vantagem da equipe das Laranjeiras: 2 a 0 a favor do Fluzão.

Com a desvantagem, Alberto Valentim tratou de fazer duas alterações no Bota: saíram Marcinho, bastante vaiado pela torcida, e Marcos Vinícius para as entradas de Luís Ricardo e Renatinho. Enquanto isso, os comandados de Abel Braga, por sua vez, se fecharam no campo de defesa, o que dificultou a troca de passes do alvinegro para chegar ao gol.

Apesar de atuar praticamente num 5-4-1, o Fluminense assustou aos 27. Ayrton Lucas cobrou escanteio da direita, Ibañez subiu no segundo pau, cabeceou e, antes de chegar em Jefferson, Pablo Dyego tentou completar de costas para o gol, mas o arqueiro alvinegro ficou com a esférica. Cinco minutos mais tarde, o Tricolor ligou um contra-ataque com Pedro, que lançou Jadson, que avançou pela direita e cruzou rasteiro para o atacante chutar de direita e errar o alvo. Aos 36, foi a vez do Fogão tentar diminuir. Brenner recebeu com liberdade, a marcação chegou junto, o botafoguense tentou clarear a jogada para finalizar e mandou por cima. O Fluminense quase fez o terceiro aos 39. Pablo Dyego avançou pela esquerda, cruzou, a bola passou por toda a área botafoguense até chegar para Léo do outro lado, ele tocou para Richard, que chutou com perigo e Marcelo Beneveduto desviou a trajetória da redonda que estava em direção do gol.

Aos 45, o alvinegro arriscou mais uma vez. Luís Ricardo recebeu pelo passe em profunidade pela direita, ele rolou para trás em direção à marca do pênalti para Valencia, que chegou batendo e Júlio César fez uma defesa espetacular. Na sequência, o Tricolor matou o jogo. Em um contra-ataque, Pablo Dyego deu um ótimo passe para Jadson que, sozinho, avançou e, na cara de Jefferson, bateu no canto superior, e decretou o título da Taça Rio. A torcida tricolor soltara o grito de campeão pelo Maraca. Com 3 a 0 no placar, o Fluminense só esperou o fim do jogo para comemorar e, aos 48, pode iniciar a festa pela sua terceira Taça Rio da história.

O Clássico Vovô, como é conhecido o duelo entre Fluminense e Botafogo, começou bem movimentado no primeiro tempo. E quando o Fogão estava melhor na partida, o Fluzão saiu na frente com Pedro. O alvinegro correu atrás do empate, mas esbarrou no inspirado Júlio César, que pegou até pensamento. No segundo tempo, com a vantagem, o Tricolor se fechou e investiu nos contragolpes e, com êxito, fez mais dois gols. Apesar dos 3 a 0, a partida foi equilibrada, o diferencial é que o Flu foi mais eficiente nas finalizações certas: das seis que teve, marcou três, enquanto o Bota conseguiu onze, mas não conseguiu vazar o arqueiro rival.

Com o título do segundo turno, o Fluminense fará a semifinal do Estadual contra o Vasco e joga pelo empate em duelo que acontecerá às 21h da próxima quinta-feira (29). No dia anterior, às 21h45, o Botafogo disputará a outra semifinal contra o Flamengo, campeão da Taça Guanabara, e precisará da vitória para ir à final do campeonato local, uma vez que o rubronegro, assim como o Fluminense diante do Vasco, joga pelo empate.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Grupo C:
Data – Jogo – Local:
21/02 – Bangu 0x4 Fluminense – Moça Bonita, Rio de Janeiro (RJ)
24/02 – Fluminense 4×0 Flamengo – Arena Pantanal, Cuiabá (MT)
04/03 – Fluminense 2×1 Volta Redonda – Los Larios, Duque de Caxias (RJ)
07/03 – Vasco 0x0 Fluminense – Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
11/03 – Fluminense 2×1 Nova Iguaçu – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
18/03 – Cabofriense 1×1 Fluminense – Bacaxá, Saquarema (RJ)
Semifinal:
22/03 – Fluminense 1×1 Flamengo – Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Final:
25/03 – Fluminense 3×0 Botafogo – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

FICHA TÉCNICA: FLUMINENSE 3×0 BOTAFOGO
Competição/fase: Campeonato Carioca – Taça Rio (2º turno) – final (jogo único)
Local: Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) – Rio de Janeiro (RJ)
Data: 25 de março de 2018, domingo – 16h (horário de Brasília)
Público Total: 26.842 expectadores
Público Pagante: 22.838 torcedores
Renda: R$ 774.000,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Assistentes: Thiago Henrique Corrêa Farinha (RJ) e Carlos Henrique Alves (RJ)
Cartões Amarelos: Marcos Junior e Richard (Fluminense); Marcelo, Rodrigo Lindoso, Moisés (Botafogo)
Gols: Pedro, aos 12 min do 1º tempo (1-0); Marcos Junior, aos 11 min (2-0), e Jadson, aos 46 min do 2º tempo (3-0)
FLUMINENSE: 22.Júlio César; 2.Gilberto (33.Léo), 3.Gum, 4.Renato Chaves, 41.Ibañez e 6.Ayrton Lucas; 16.Jadson, 25.Richard e 10.Sornoza (8.Douglas); 35.Marcos Junior (31.Pablo Dyego) e 32.Pedro. Técnico: Abel Braga
BOTAFOGO: 1.Jefferson; 4.Marcinho (13.Luís Ricardo), 3.Marcelo Beneveduto, 2.Igor Rabelo e 6.Moisés; 5.Rodrigo Lindoso, 8.Marcelo (17.Rodrigo Pimpão) e 10.Léo Valencia; 11.Luís Fernando, 7.Marcos Vinícius (15.Renatinho) e 9.Brenner. Técnico: Alberto Valentin

Parabéns ao Fluminense Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Corinthians: campeão brasileiro de 2017

Jogadores do Corinthians posam para a foto oficial. Créditos: Marcos Ribolli

O Corinthians é matematicamente o grande campeão brasileiro de 2017. O Timão venceu o Fluminense, de virada, na Arena Corinthians por 3 a 1 em confronto válido pela 35ª rodada na noite desta quarta-feira (15). Com gol de Henrique para o Flu no primeiro tempo e dois gols de Jô e um de Jadson, a equipe de Fábio Carille chegou aos 71 pontos e não pode ser mais alcançada na tabela faltando três rodadas para o término da competição.

A partida começou com o visitante querendo estragar a festa do anfitrião. No primeiro minuto de jogo, Marcos Júnior cobrou escanteio e Henrique subiu entre Jô e Pedro Henrique para cabecear para o fundo das redes e colocar o Fluminense na frente. Depois de sofrer o tento, os corinthianos procuraram incentivar o time para buscar o empate, que quase veio aos 5 com Pablo. Fagner cobrou escanteio e o camisa 3 testou firme com perigo por cima da meta de Diego Cavalieri.

O Timão tentou insistir na posse de bola, marcando presença no campo do adversário e investindo principalmente pelo lado direito com Fagner e Romero. Porém, o Tricolor das Laranjeiras, bem postado na defesa, marcara bem. Com a pressão dos mandantes, o Flu partia para os contragolpes e, assim, aos 21 minutos assustou com Scarpa. Henrique Dourado passou pelo marcador e cruzou para o meia cabecear na área e a bola bateu em Guilherme Arana que evitou o segundo gol.

O Fluminense equilibrou as ações da partida e o jogo ficou mais pegado. Contudo, aos 30, Romero acionou Fagner, que apareceu muito bem e chutou forte cruzado e Jô chegou um pouco atrasado. Foi a melhor oportunidade do Corinthians no primeiro tempo. Aos 37, o tricolor carioca deu o troco. Scarpa levantou na área, Reginaldo cabeceou e Caíque França afastou o perigo de soco.

O jogo ficou tenso devido ao nervosismo corinthiano aliado ao excesso de atendimento no campo aos jogadores do Fluminense, o que levou o árbitro catarinense a dar quatro minutos de acréscimos na primeira etapa que terminou com vitória parcial da equipe visitante.

Assim como recebeu o golpe pelo gol sofrido no começo do primeiro tempo, o Corinthians deu o troco da mesma forma. A um minuto da etapa complementar, Jô recebeu da direita, tocou para Clayson, que cruzou na medida para o camisa 7 cabecear para as redes e empatar o jogo. E, dois minutos mais tarde, veio a virada. Caíque França pôs a bola em jogo com um chutão, Jô desviou, a redonda sobrou para o Clayson, que tentou o cruzamento, porém, a esférica bateu no travessão e Jô pegou o rebote ao cabecear para os fundos das redes. De quebra, ele se tornou, por enquanto, o artilheiro isolado do campeonato com 18 gols. E um detalhe: na volta para o segundo tempo, Fábio Carille tirou Camacho e colocou Jadson, o que mudou a postura da equipe.

O Fluminense tentou estragar a festa na casa corinthiana aos 10. Marcos Junior recebeu pela esquerda e arriscou um chute perigoso pela diagonal, mas mandou para fora.  O Flu atacou novamente, aos 15, com Wendel, que se livrou da marcação de Rodriguinho e chutou por cima da meta. Quatro minutos mais tarde, Scarpa recebeu e finalizou colocado, levando perigo à meta de Caíque França.

Depois do gol da virada, o Corinthians só voltou a ameaçar Diego Cavalieri aos 21 minutos. Jô tentou finalizar, a defesa tricolor afastou parcialmente e, na sobra, Rodriguinho chutou forte e o camisa 12 espalmou para escanteio.

A partida seguiu com os comandados de Abel Braga pressionando e insistindo com bolas alçadas na área, enquanto isso, o Corinthians, recuado no campo de defesa, tentou o contragolpe. Foi então que, aos 37, Guilherme Arana cruzou, Clayson não dominou, a defesa afastou parcialmente, Jadson fintou o marcador e bateu colocado e acertou a trave. Dois minutos mais tarde, o camisa 10 foi recompensado: Fagner fez boa jogada pela direita e tocou para Jadson na área que dominou para chutar forte e cruzado em diagonal, sem chance para Cavalieri. É o gol do título.

Após o terceiro gol alvinegro, a torcida acendou os sinalizadores, o que exigiu a paralisação da partida por cerca de oito minutos. E, após o reinício do jogo, Fábio Carille promoveu a terceira alteração: saiu o ovacionado Jô para a entrada de Danilo, que foi recebido de pé pela torcida e recebeu a braçadeira de capitão. Depois de 472 dias sem jogar, Zidanilo voltou a ativa nesta noite. Com a camisa do Corinthians, o veterano meia de 38 anos conquistou o seu sétimo título pelo clube e, ao lado do ex-jogador Dinei, tornou-se o único atleta tricampeão brasileiro pelo Corinthians.  E, por conta dos sinalizadores, o jogo foi até os 55 minutos, mas o placar foi mantido: Corinthians 3, Fluminense 1. O Timão é matematicamente heptacampeão brasileiro.

O jogo começou com o Corinthians sendo surpreendido no primeiro minuto ao tomar o gol relâmpago. Passou a pressionar a equipe do Fluminense, especialmente pela direita e criou algumas chances, enquanto isso, o Tricolor das Laranjeiras, bem postado na defesa, tinha a nítida estratégia de partir em contragolpes e conseguiu sair vitorioso no primeiro tempo. Na volta do intervalo, Fábio Carille tirou Camacho e colocou Jadson. A mudança surtiu efeito e, em menos de quatro minutos, o Timão virou o placar com dois gols de Jô. Após passar à frente do marcador, o alvinegro recuou um pouco e sofreu alguns sustos por conta das investidas do Flu. Mas, aos 39, Jadson, que fazia uma boa partida, sacramentou a vitória corinthiana e fez o terceiro gol da partida. E Fábio Carille, em uma bonita atitude, colocou Danilo no lugar de Jô como uma forma de homenagear o meia que estava há mais de um ano sem jogar.

O Corinthians começou o ano de 2017 desacreditado por grande parte da mídia e dos torcedores (rivais), responsáveis em apelidar a equipe de Fábio Carille de “quarta força do futebol paulista”. Também pudera, pois, das quatro grandes equipes, o Timão, na teoria, estaria um patamar abaixo dos rivais por conta do baixo investimento e pelo pífio desempenho no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2016. Mas, à medida que a temporada foi passando, o técnico alvinegro mostrou sua competência e deu um padrão para a sua equipe que, de fato, não havia um elenco e sim um time. Primeiro veio a conquista do Campeonato Paulista, onde, inclusive, não perdeu nenhum clássico. Mesmo assim, a dúvida em relação ao desempenho do Corinthians pairava quanto ao Brasileirão. No entanto, o alvinegro fez um primeiro turno impecável e chegou à primeira metade do campeonato invicto. Contudo, no segundo turno, os comandados de Carille deram a esperada “relaxada” e perderam jogos que, teoricamente, seriam fáceis, como as derrotas para Vitória e Atlético Goianiense em casa. Mas, para a sorte da Fiel, os adversários postulantes ao título não souberam tirar proveito e também patinaram ao longo da segunda metade do certame. O Timão só foi ameaçado pelo Palmeiras na 31ª quando o alviverde poderia diminuir a diferença de pontos para 3, contudo, a equipe palestrina tropeçou em casa diante do Cruzeiro ao empatar em 2 a 2 e, consequentemente, manteve a diferença de cinco pontos. Na rodada seguinte, foi disputado o derby na Arena Corinthians e o alvinegro bateu o arquirrival por 3 a 2, e praticamente colocou as duas mãos na taça e, de quebra, viu o rival ser ultrapassado pelo Grêmio. Na sequência, vieram as vitórias sobre o Atlético Paranaense e Avaí, ambas por 1 a 0 com gols dos contestados Giovanni Augusto e Kazim, respectivamente. E, na 35ª rodada, o Corinthians só precisava da vitória para conquistar o seu sétimo Brasileirão, o que faz dele o maior vencedor do campeonato em seu atual formato (pontos corridos) com quatro títulos. Apesar de ter o elenco mais fraco dentre àqueles que conquistaram o Brasileirão pelo alvinegro, o rol corinthiano de 2017 fez um feito que apenas o timaço de 1999 conseguiu: ganhar o Paulista e o Brasileiro na mesma temporada. O Corinthians merecidamente conquistou esse título. Pois, ao longo da campanha, Carille e companhia quebraram algumas marcas, tais como: maior número de rodadas na liderança até o título (desde a quinta rodada), o melhor primeiro turno da história dos campeonatos brasileiros da era dos pontos corridos, melhor mandante, melhor visitante, melhor defesa e ainda pode ter o artilheiro do certame – Jô. Aliás, caso o camisa 7 termine a competição no topo da artilharia, ele será o primeiro artilheiro do Corinthians da história do Campeonato Brasileiro. Atualmente, com 18 gols, Jô é o terceiro maior artilheiro do Timão em uma única edição do Brasileirão, ficando atrás de Luisão (com 21 gols em 1999) e Carlitos Tevez, com 20 tentos em 2005.

Apesar de o campeão já estar definido, o Brasileirão ainda segue. O Corinthians vai até o Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, encarar o Flamengo no próximo domingo e o Fluminense joga na segunda-feira (20), às 17h, contra a Ponte Preta no Maracanã. Com 43 pontos, o Flu está a quatro pontos da zona de rebaixamento.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica do jogo que deu ao Corinthians o seu sétimo Campeonato Brasileiro.

Data – Jogo – Local:
13/05 – Corinthians 1×1 Chapecoense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
21/05 – Vitória 0x1 Corinthians – Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
28/05 – Atlético Goianiense 0x1 Corinthians – Serra Dourada, Goiânia (GO)
03/06 – Corinthians 2×0 Santos – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
07/06 – Vasco 2×5 Corinthians – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
11/06 – Corinthians 3×2 São Paulo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
14/06 – Corinthians 1×0 Cruzeiro – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
18/06 – Coritiba 0x0 Corinthians – Couto Pereira, Curitiba (PR)
22/06 – Corinthians 3×0 Bahia – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
25/06 – Grêmio 0x1 Corinthians – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
02/07 – Corinthians 1×0 Botafogo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
08/07 – Corinthians 2×0 Ponte Preta – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
12/07 – Palmeiras 0x2 Corinthians – Allianz Parque, São Paulo (SP)
15/07 – Corinthians 2×2 Atlético Paranaense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/07 – Avaí 0x0 Corinthians – Ressacada, Florianópolis (SC)
23/07 – Fluminense 0x1 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
30/07 – Corinthians 1×1 Flamengo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
02/08 – Atlético Mineiro 0x2 Corinthians – Mineirão, Belo Horizonte
05/08 – Corinthians 3×1 Sport – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/08 – Corinthians 0x1 Vitória – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
23/08 – Chapecoense 0x1 Corinthians – Arena Condá, Chapecó (SC)
26/08 – Corinthians 0x1 Atlético Goianiense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
10/09 – Santos 2×0 Corinthians – Vila Belmiro, Santos (SP)
17/09 – Corinthians 1×0 Vasco – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
24/09 – São Paulo 1×1 Corinthians – Morumbi, São Paulo (SP)
1º/10 – Cruzeiro 1×1 Corinthians – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
11/10 – Corinthians 3×1 Coritiba – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/10 – Bahia 2×0 Corinthians – Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
18/10 – Corinthians 0x0 Grêmio – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
23/10 – Botafogo 2×1 Corinthians – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
29/10 – Ponte Preta 1×0 Corinthians – Moisés Lucarelli, Campinas (SP)
05/11 – Corinthians 3×2 Palmeiras – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
08/11 – Atlético Paranaense 1×1 Corinthians – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
11/11 – Corinthians 1×0 Avaí – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/11 – Corinthians 3×1 Fluminense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/11 – Flamengo x Corinthians* – Luso-Brasileiro, Rio de Janeiro (RJ)
26/11 – Corinthians x Atlético Mineiro* – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
03/12 – Sport x Corinthians* – Ilha do Retiro, Recife (PE)
* Jogos a serem realizados.

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 3×1 FLUMINENSE
Competição/Fase: Campeonato Brasileiro Série A 2017 – 35ª rodada
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data: 15 de novembro de 2017, quarta-feira – 21h45 (horário de Brasília)
Público: 45.775 espectadores
Renda: R$ 2.882.688,00
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Neusa Inês Back, ambos de SC
Cartões Amarelos: Gabriel (Corinthians); Léo, Henrique Dourado, Reginaldo, Pedro, Henrique e Lucas (Fluminense)
Gols: Henrique, a 1 min do 1º tempo (0-1); Jô, ao 1 min (1-1) e aos 3 min do 2º tempo (2-1); e Jadson, aos 39 min do 2º tempo (3-1)
CORINTHIANS: 40.Caíque França; 23.Fagner, 34.Pedro Henrique, 3.Pablo e 13.Guilherme Arana; 5.Gabriel, 29.Camacho (10.Jadson), 26.Rodriguinho, 11.Romero e 25.Clayson (8.Maycon); 7.Jô (20.Danilo). Técnico: Fábio Carille
FLUMINENSE: 12.Diego Cavalieri; 2.Lucas, 40.Reginaldo, 33.Henrique e 15.Léo; 23;Marlon Freitas (32.Pedro), 37;Wendel, 20.Sornoza (28.Matheus Alessandro) e 10.Gustavo Scarpa; 35.Marcos Júnior (27.Peu) e 9.Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga

Parabéns ao Sport Club Corinthians Paulista pelo título.

Por Jorge Almeida

Encerrada a quarta fase da Copa do Brasil

Copa do Brasil: cinco equipes passaram da quarta fase para as oitavas-de-final nesta noite. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

E não foi a Europa que teve um dia de decisões nesta quarta-feira (19), na terra brasilis também tivemos disputa de vagas com a realização de cinco jogos válidos pela quarta fase da Copa do Brasil 2017. Cinco equipes avançaram para as quartas-de-final da competição e se juntarão aos representantes brasileiros na Libertadores, além de Santa Cruz (campeão da Copa do Nordeste), Paysandu (ganhador da Copa Verde) e Atlético Goianiense (vencedor do Campeonato Brasileiro da Série B), todos em 2016, na próxima fase do torneio nacional. Dois dos cinco duelos, dois foram decididos nos pênaltis.

Campeão da competição em 2008, o Sport Recife foi até Joinville enfrentar o time da casa. Depois de abrir o placar, o Leão da Ilha sofreu a virada do JEC e, como havia vencido o primeiro jogo pelo mesmo placar (2 a 1), o confronto foi para os pênaltis. Nos tiros penais, destaque para o goleiro Magrão, que defendeu duas cobranças e ajudou o rubronegro pernambucano a avançar depois de fazer 4 a 3 na equipe anfitriã.

Assim como o Sport, o Internacional se classificou nos pênaltis. Depois de empatarem em 1 a 1 nas duas partidas disputadas contra o Corinthians, o Colorado levou a melhor nos tiros penais por 4 a 3 e colaborou para mais uma eliminação corinthiana em sua arena. Essa foi a sexta vez que o Timão sucumbiu na Arena Corinthians em torneios eliminatórios, o segundo pela Copa do Brasil.

Em Curitiba, o Paraná Clube empatou em 0 a 0 com o Vitória no Durival de Brito. Como venceu o compromisso de ida, em Salvador, por 2 a 0, a equipe paranista seguiu adiante no certame.

O Fluminense não tomou conhecimento do Goiás e fez 3 a 0 no clube esmeraldino no Maracanã. Os gols da partida, marcados pelos zagueiros Henrique e Nogueira e do atacante Pedro, aconteceram no segundo tempo. E, assim, o Tricolor das Laranjeiras reverteu a desvantagem do primeiro jogo quando perdera, de virada, por 2 a 1 no Serra Dourada, e avançou para as oitavas-de-final.

Mesmo derrotado no Mineirão pelo São Paulo por 2 a 1, o Cruzeiro continua no certame. O Tricolor do Morumbi saiu na frente com Lucas Pratto, enquanto Thiago Neves, em cobrança de falta que contou com o desvio na barreira empatou para a Raposa, e Gilberto, por sua vez, pôs a equipe paulista na frente. Porém, apesar da vitória, a equipe de Rogério Ceni deu adeus à competição por conta do placar agregado (3 a 2), pois se tivesse feito o terceiro gol, empataria no saldo, mas se classificaria por conta do gol fora de casa.

Com os resultados de hoje, Sport, Internacional, Paraná, Fluminense e Cruzeiro se juntarão aos representantes brasileiros na Libertadores – Chapecoense, Palmeiras, Santos, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Flamengo, Grêmio e Botafogo – e a Santa Cruz, Paysandu e Atlético Goianiense para disputarem as oitavas-de-final da Copa do Brasil.

O sorteio dos confrontos dessa fase será realizado pela Diretoria de Competições da CBF nesta quinta-feira (20), às 12h, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. E às 15h serão definidos os mandos de campo dos oito duelos.

Para o sorteio, as dezesseis equipes serão divididas em dois potes. O pote A é formado pelos oito clubes que disputam a Libertadores e que entram direto nas oitavas. Enquanto o pote B é composto pelos classificados da quarta fase da Copa do Brasil e também por Santa Cruz, Paysandu e Atlético Goianiense. Cada equipe do pote A enfrenta um time do pote B.

Dessa forma, a Copa do Brasil poderá ter clássicos locais logo nas oitavas-de-final. Dependendo do que ocorrer no sorteio, a competição poderá ter nessa fase um Grenal, um Atlético Mineiro e Cruzeiro, um Fla-Flu ou Fluminense e Botafogo.

Parabéns aos classificados.

Por Jorge Almeida

CBF sorteou os confrontos da quarta fase da Copa do Brasil

CBF definiu os confrontos da quarta fase da Copa do Brasil em sua sede. Crédito: reprodução

E não foi só na Europa que teve sorteio para os torneios de mata-mata. Na terra brasilis, a CBF realizou também nesta sexta-feira (17) a definição dos cinco duelos válidos pela quarta fase da Copa do Brasil 2017. Os confrontos nesta fase acontecerão nos dias 5 ou 12 de abril e 12 ou 19 do mesmo mês. Destaque para dois clássicos do futebol brasileiro nesta altura do certame: Corinthians contra Internacional e São Paulo versus Cruzeiro.

O Timão fará dois jogos que prometem contra o Internacional. O primeiro será realizado no Beira-Rio e a volta na Arena Corinthians. Diante da rivalidade que cresceu nos últimos anos entre os dois clubes, o confronto é encarado como “uma questão de honra”. O Inter está engasgado com os paulistas por conta do vice-campeonato do polêmico brasileiro de 2005 e do segundo lugar da Copa do Brasil de 2009. Já muitos corinthianos até hoje não engoliram a suposta entrega colorada para o Goiás na última rodada do Brasileirão de 2007 que culminou com o rebaixamento do time de Parque São Jorge e, consequentemente, a permanência do clube esmeraldino.

O outro confronto marca uma reedição da final da Copa do Brasil de 2000. O São Paulo receberá o Cruzeiro no Morumbi e depois tentará definir sua sorte no Mineirão para continuar (ou não) em busca do inédito título do torneio nacional.

O único embate que ainda segue definido é com relação ao adversário do Vitória, que será ASA ou Paraná Clube. Depois de eliminar o Vasco, o Leão da Barra está à espera do ganhador do confronto entre alagoanos e paranaenses que acontecerá no dia 6 de abril, em Curitiba. O primeiro jogo, realizado no interior alagoano, terminou em 0 a 0.

Campeão em 2008, o Sport Recife encara o Joinville. O compromisso de ida será em Recife e a volta será na casa do JEC. E o outro confronto terá Goiás contra Fluminense. O clube esmeraldino abre a série jogando em casa e irá até o Rio de Janeiro confrontar o Tricolor das Laranjeiras.

A quarta fase da Copa do Brasil é a última antes das oitavas-de-final, estágio do qual terá as presenças dos brasileiros que disputam a Libertadores (Palmeiras, Grêmio, Santos, Flamengo, Atlético Mineiro, Botafogo, Atlético Paranaense e Chapecoense), e também os campeões da Copa do Nordeste (Santa Cruz), da Copa Verde (Paysandu) e do Campeonato Brasileiro da Série B do ano passado (Atlético Goianiense).

Assim como a quarta fase, os duelos das oitavas-de-final serão realizados mediante sorteio na sede da CBF.

A seguir, a definição dos confrontos da quarta fase da Copa do Brasil.

Sport (PE) x Joinville (SC)*
Fluminense (RJ)* x Goiás (GO)
Vitória (BA) x ASA (AL)*/Paraná (PR)*
Corinthians (SP)* x Internacional (RS)
Cruzeiro (MG)* x São Paulo (SP)

* Equipes que mandarão os jogos de volta

Por Jorge Almeida

Fluminense: campão da Taça Guanabara 2017

Jogadores do Fluminense comemoram o título da Taça Guanabara junto do troféu. Foto: Agência O Globo
Jogadores do Fluminense comemoram o título da Taça Guanabara junto do troféu. Foto: Agência O Globo

Em um jogo eletrizante, o Fluminense bateu o Flamengo nos pênaltis por 4 a 2 após empate em 3 a 3 no tempo normal e levou de forma invicta a Taça Guanabara, o primeiro turno do campeonato estadual do Rio de Janeiro, neste domingo (5), no Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio. Nos 90 minutos, Wellington Silva, Henrique Dourado e Lucas anotaram os tentos tricolores, enquanto Willian Arão, Everton e Paolo Guerrero fizeram os gols rubronegros. Nas penalidades, Lucas, Henrique, Marquinho e Marcos Júnior converteram as cobranças a favor da equipe das Laranjeiras, enquanto Diego e Guerrero anotaram para o lado da Gávea. Mas, Réver parou em Júlio César e Rafael Vaz mandou para fora.

O primeiro tempo do Fla-Flu ficou marcado pelas viradas sucessivas no marcador, em compensação, no segundo, o ritmo da partida diminuiu, mas foi o suficiente para o Flamengo chegar ao empate e levar a decisão para os pênaltis.

Logo aos quatro minutos, o meia flamenguista Diego cobrou falta e acertou a barreira. Wellington Silva pegou a bola na intermediária de defesa e puxou um contragolpe com muita velocidade e, nisso, foi beneficiado pelo escorregão de Pará, ficou cara a cara com Muralha e tocou no canto esquerdo do goleiro para colocar o Flu à frente do marcador.

Mas a alegria tricolor durou apenas quatro minutos. Mancuello cobrou falta na área, Guerrero tocou de cabeça, enquanto o goleiro Júlio César errou na saída e a bola sobrou para Rafael Vaz, que tocou com o pé esquerdo para o gol, Henrique Dourado cortou em cima da linha, mas a redonda sobrou para Arão, que só precisou empurrar para o gol praticamente vazio e empatar o clássico.

Aos 14, Vaz perdeu a bola no campo de ataque e o Flu atacou em três contra dois. Lucas chegou na área, mas Trauco cortou e o peruano recuou para Muralha, que pegou com a mão. O árbitro apitou corretamente o recuo na pequena área do Flamengo: falta em dois lances. Na cobrança, Sornoza encheu o pé e a redonda bateu no peito de Pará, que estava posicionado em cima da linha do gol junto com os demais flamenguistas.

Aos 23, o rubronegro virou o placar. Pára recebeu na direita e cruzou na medida para Guerrero. O atacante peruano cabeceou, Júlio César defendeu parcialmente e, no rebote, Éverton, de cabeça, estufou as redes do Fluminense.

Pouco tempo depois, o Flu teve uma grande chance aos 27. Sornoza cobrou escanteio para Richarlison, que dividiu com a defesa flamenguista por cima e a bola sobrou para Renato Chaves, que cabeceou fraco e permitiu a fácil defesa de Muralha. Três minutos depois, o time de Abel Braga chegou mais uma vez através da bola alçada na área. Sornoza, mais uma vez, cobrou escanteio na área seguida de uma disputa de cabeça e, na sobra, Henrique encheu o pé e acertou o arqueiro rubronegro.

No minuto seguinte, o Fluminense cobrou o córner pelo seu lado esquerdo de ataque, Léo desviou de cabeça e a bola bateu no braço de Paolo Guerrero, que foi ajudar a defesa na área. Pênalti. Na cobrança, Henrique Dourado cobrou no canto direito de Muralha, que acertou o canto, mas não alcançou. Empate no Engenhão: 2 a 2.

Aos 35, o Flamengo levou perigo com Trauco. Diego serviu o lateral-esquerdo que bateu forte, mas a bola saiu rente à trave de Júlio César.

O clássico seguia equilibrado. Mas, aos 40 minutos, foi a vez do Fluminense virar o placar. Em um contra-ataque, Wellingtou Silva viu a infiltração de Lucas na entrada da área e deu um excelente passe para o lateral, que avançou, olhou para Muralha e tocou no lado esquerdo do goleiro para pôr o Flu à frente do marcador: 3 a 2.

E, antes do intervalo, o Flamengo quase chegou ao empate. Aos 45, Éverton cruzou na área para Mancuello, que dominou e serviu William Arão. E o camisa 5 chegou batendo cruzado para defesa do arqueiro tricolor.

Nos primeiros minutos da etapa complementar, o Fluminense esteve perto do quarto gol. Depois do escanteio, a bola passou por todo mundo e sobrou para Henrique Dourado. O Ceifador gira o corpo e, de primeira, manda uma bomba para o gol, mas a bola vai para fora.

A partir de então, o Flu ficou bem fechado à espera do Flamengo, que pecou na articulação de jogadas e, para piorar, Diego teve uma atuação discreta, quase nula. E o jogo ficou cerca de 30 minutos sem levar emoção ao torcedor que compareceu no Engenhão. Enquanto isso, Zé Ricardo botou o time para frente ao promover as entradas de Berrio, no lugar de Arão, e de Felipe Vizeu no de Trauco.

Aos 34, o Flamengo errou na saída de bola e Wellington tirou proveito e partiu em direção ao ataque e tocou para Marcos Júnior, que chutou cruzado à direita da meta defendida por Muralha.

O Fla respondeu no minuto seguinte. Diego lançou Berrío na ponta direita e entrou na área tricolor. O colombiano arriscou e a esférica ficou na rede, pelo lado de fora. O rubronegro arriscou mais uma vez com Diego, que chutou no meio do gol para defesa de Júlio César.

E, de tanto insistir depois dos 30, o Flamengo chegou ao empate aos 39. Guerrero cobrou falta com categoria, por fora da barreira, e acertou o canto esquerdo de Júlio César, que nem se mexeu, para empatar o Fla-Flu: 3 a 3.

Depois do empate, a decisão por pênaltis era o caminho mais natural pelo que as equipes estavam a apresentar após o empate flamenguista. E, antes do término do jogo, o Fla ainda conseguiu perder um gol, aos 46 minutos, com Berrío, que recebeu na marca do pênalti, mas finalizou sem força no meio do gol.

Assim, aos 48 minutos, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães decretou o fim de jogo. A Taça Guanabara 2017 foi decidida nas penalidades.

Nas cobranças penais, Diego iniciou a série para os flamenguistas e acertou a sua. Lucas empatou para os tricolores. Guerrero converteu a dele e pôs sua equipe em vantagem. Mas Henrique empatou. Réver bateu no canto esquerdo e Júlio César defendeu com a perna. O Flu passou à frente com Marquinho, que bateu rasteiro e no canto direito. Rafael Vaz desperdiçou a chance de empatar a decisão para o Fla ao mandar sua cobrança para fora. E, finalmente, Marcos Júnior deslocou Muralha e converteu a cobrança que deu a taça para o Fluminense.

Depois da confusão sobre o local da decisão da Taça Guanabara, o clássico Fla-Flu foi realizado no Engenhão mesmo. As duas equipes fizeram uma partida eletrizante, especialmente no primeiro tempo, onde ambos jogavam abertos à procura do gol. Tanto que houve duas reviravoltas no placar: Flu na frente, virada do Fla, Flu empatou e virou novamente. Tudo isso ainda no primeiro tempo.

Com a vantagem no placar, o Fluminense não se arriscava tanto, o que deixou o segundo tempo com o ritmo mais lento. Afinal, a marcação tricolor ficou mais recuada. Enquanto isso, Zé Ricardo botou sua equipe no ataque. Mas o empate só veio aos 39 minutos através de uma cobrança de falta excelente de Paolo Guerrero. Na decisão por pênaltis, não teve jeito. Deu o óbvio: levou a melhor que teve o melhor aproveitamento. Pois, não havia como prever um favorito em uma disputa como essa.

A seguir, o resumo da campanha e o ficha técnica da decisão.

Primeira fase (Grupo C):
29/01/2017 – Vasco 0x3 Fliminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
1º/02/2017 – Fluminense 1×0 Resente – Moça Bonita, Rio de Janeiro (RJ)
05/02/2017 – Portuguesa (RJ) 0x3 Fluminense – Los Larios, Duque de Caxias (RJ)
12/02/2017 – Fluminense 4×0 Bangu – Los Larios, Duque de Caxias (RJ)
18/02/2017 – Fluminense 3×0 Volta Redonda – Moça Bonita, Rio de Janeiro (RJ)
Semifinal:
25/02/2017 – Fluminense 0x0 Madureira – Los Larios, Duque de Caxiais (RJ)
Final:
05/03/2017 – Fluminense (4)3×3(2) Flamengo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

FICHA TÉCNICA: FLUMINENSE (4)3×3(2) FLAMENGO
Competição/fase: Taça Guanabara 2017 (1º turno Campeonato Carioca) – final/jogo único)
Local: Estádio Nilton Santos (Engenhão) – Rio de Janeiro (RJ)
Data: 5 de março de 2017, domingo – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Correa e Luiz Claudio Regazone
Cartões Amarelos: Richarlison (Fluminense); Everton e Trauco (Flamengo)
Gols: Wellinton Silva, aos 4 min do 1º tempo (1-0); Willian Arão, aos 7 min do 1º tempo (1-1); Everton, aos 23 min do 1º tempo (1-2); Henrique Dourado, de pênalti, aos 31 min do 1º tempo (2-2); Lucas, aos 40 min do 1º tempo (3-2); e Guerrero, aos 39 min do 2º tempo (3-3)
Pênaltis convertidos: Lucas, Henrique, Marquinho e Marcos Júnior (Fluminense); Diego e Guerrero (Flamengo)
Pênaltis desperdiçados: Réver e Rafael Vaz
FLUMINENSE: 22.Julio César; 2.Lucas, 4.Renato Chaves, 33.Henrique e 15.Léo; 18.Orejuela, 5.Pierre e 20.Sornoza (7.Marquinho); 70.Richarlison, 11.Wellington Silva (30.Marquinhos Calazans) e 9.Henrique Dourado (35.Marcos Junior). Técnico: Abel Braga
FLAMENGO: 38.Alex Muralha; 21.Pará, 33.Rafael Vaz, 15.Réver e 13.Trauco (47.Felipe Vizeu); 27.Rômulo, 5.Willian Arão, 11.Mancuello (17.Gabriel); 35.Diego e 22.Éverton; 9.Paolo Guerrero. Técnico: Zé Ricardo

Parabéns ao Fluminense Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Fluminense: campeão da Primeira Liga 2016

Jogadores do Fluminense comemoram o título da edição inaugural da Primeira Liga, em Juiz de Fora. Foto: André Durão
Jogadores do Fluminense comemoram o título da edição inaugural da Primeira Liga, em Juiz de Fora. Foto: André Durão

O Fluminense sagrou-se na noite desta quarta-feira (20) o primeiro campeão da Primeira Liga do Brasil (também conhecida como Copa Rio-Sul-Minas) ao derrotar o Atlético Paranaense por 1 a 0, com gol de Marcos Júnior, aos 35 minutos do segundo tempo, no Estádio Helenão, em Juiz de Fora (MG). O título foi o primeiro do Tricolor das Laranjeiras depois do Campeonato Brasileiro de 2012.

No primeiro tempo da decisão da Primeira Liga, o Fluminense começou melhor e, assim, criou a primeira oportunidade aos 9 minutos. Após cobrança de escanteio, Cícero cabeceou, Gérson desviou a bola na frente do goleiro atleticano, que mostrou reflexo e fez a defesa. Mas o Furacão deu o troco três minutos depois com Marcos Guilherme, que recebeu de Walter, porém, ele mandou a redonda por cima da meta de Cavalieri. Depois disso, o jogo deu uma esfriada e, enquanto isso, a torcida do Fluminense ainda se adentrava no estádio e um drone pousou no gramado. Aos 25, Oswaldo partiu pela esquerda e cruzou a meia altura, mas Wellington Silva não conseguiu alcançar a bola. No minuto seguinte, Oswaldo recebeu lançamento longo de Scarpa e, de costas para o gol, tentou uma bicicleta, enquanto Weverton saiu da pequena área para abafar o lance e a esférica foi para fora.

O Atlético Paranaense, aos 31, levou perigo com Eduardo, que chutou rasteiro da entrada da área e a bola passou raspando a trave de Diego Cavalieri. Cinco minutos depois foi a vez de Walter, que tirou da marcação, mas chutou muito forte por cima do gol. Aos 37, o rubronegro paranaense teve outra grande chance. Nikão recebeu de Walter pela direita, invadiu a área, procurou espaço para o chute, foi bloqueado e, na sobra, Viníciu emendou uma bomba, mas a bola explodiu no travessão. E, dessa forma, a decisão teve a sua primeira etapa sem gols.

No segundo tempo, o Tricolor carioca voltou disposto a repetir o mesmo desempenho dos primeiros minutos do etapa inicial. Aos seis minutos, Scarpa deu belo passe para o veterano Magno Alves, que driblou Weverton, mas sem ângulo, para finalizar, tentou tocar para trás para Oswaldo, porém, o passe foi fraco o suficiente para Thiago Heleno tirar, e também quase fazer um gol contra. No lance seguinte, o Atlético errou na saída dde bola, Cícero avançou, tocou de calcanhar para Scarpa finalizar, mas o chute saiu fraco para o arqueiro atleticano defender sem problemas.

A partida deu uma esfriada e o Fluminense priorizou o toque de bola em busca de espaços. Até que aos 24, em um contragolpe, a redonda foi cruzada para dentro da área atleticana e Marcos Júnior não a alcançou para conclusão. Eis que aos 35 minutos, no meio-campo, Magno Alves levou a melhor em cima de Paulo André e tocou em profundidade para Marcos Júnior, que saiu de seu campo, conduziu a bola e, na saída de Weverton, mandou por baixo das pernas do goleiro para tirar o zero do placar.

Depois do gol, o Fluminense ficou na dele, administrou o resultado e, aliado à ineficiência ofensiva do Atlético, praticamente não foi ameaçado em sofrer o empate. Sendo assim, o Tricolor das Laranjeiras abocanhou a edição inaugural da Primeira Liga.

O Fluminense começou a final da Primeira Liga melhor nos momentos iniciais. Mas a equipe de Paulo Autuori também cresceu e deu trabalho no final do primeiro tempo. Empurrado pela torcida, que compareceu em maior número em Juiz de Fora, o Fluzão mostrou-se mais disposição em marcar o gol enquanto o Furacão preocupou-se em adiantar a marcação e acabou se cansando de marcar e foi castigado com o gol de Marcos Júnior, que precisou de 16 minutos para fazer o seu primeiro gol no torneio, porém, o mais importante, o gol do título, e pôs fim a um tabu de mais de três anos sem conquistas – o último triunfo do Fluminense foi o Campeonato Brasileiro de 2012.

Os dois times agora se dedicarão aos campeonatos estaduais no domingo. Enquanto às 19h, o Fluminense enfrentará o Botafogo na partida única do Campeonato Carioca (deveria ter outro nome, uma vez que o torneio tem equipes de fora da capital fluminense), o Furacão, pela mesma fase do seu Estadual, irá até o Durival de Brito enfrentar o Paraná no jogo de volta.

Primeira fase (Grupo A):
27/01/2016 – Fluminense (RJ) 0x1 Atlético (PR) – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)
17/02/2016 – Cruzeiro (MG) 3×4 Fluminense (RJ) – Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
10/03/2016 – Fluminense (RJ) 2×0 Criciúma (SC) – Estádio Mário Heleno, Juiz de Fora (MG)
Semifinal:
23/03/2016 – Fluminense (RJ) (3)2×2(2) Internacional (RS) – Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Final:
20/04/2016 – Fluminense (RJ) 1×0 Atlético (PR) – Estádio Mário Heleno, Juiz de Fora (MG)

FICHA TÉCNICA: FLUMINENSE (RJ) 1×0 ATLÉTICO (PR)
Competição/fase: final da Primeira Liga 2016 – jogo único
Local: Estádio Mario Heleno, Juiz de Fora (MG)
Data: 20 de abril de 2016 – quarta-feira – 21h50 (horário de Brasília)
Público total: 23.985 pessoas
Renda: R$ 553.785,00
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Cartões Amarelos: Cícero e Marcos Júnior (Fluminense); Walter e Jadson (Atlético PR)
Gol: Marcos Júnior (Fluminense), aos 35 minutos do segundo tempo
FLUMINENSE (RJ): 12.Diego Cavalieri; 25.Wellington Silva, 3.Gum, 33.Henrique e 6.Giovanni (27.Douglas); 5.Pierre, 7.Cícero, 40.Gustavo Scarpa e 11.Gerson (8.Edson); 17.Osvaldo (35.Marcos Junior) e 20.Magno Alves. Técnico: Levir Culpi
ATLÉTICO (PR): 12.Weverton; 2.Eduardo, 13.Paulo André, 44.Thiago Heleno e 8.Sicley; 7.Otávio (5.Deivid), 39.Jadson (99.André Lima) e 29.Vinícius (92.Pablo); 11.Nikão, 10.Marcos Guilherme e 18.Walter. Técnico: Paulo Autuori

Parabéns ao Fluminense Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida