Exposição “Francisco Brennard – Mestre dos Sonhos” na Caixa Cultural

“São Francisco”, pintura sobre tela, de Francisco Brennand na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural está com a exposição “Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos” em cartaz até o próximo domingo, 17 de dezembro, e apresenta um conjunto de 31 obras, cerca de 30 fotografias e três vídeos que abordam o universo místico e fantástico da Oficina Cerâmica Francisco Brennand e do monumental Parque das Esculturas, criados pelo artista, em Recife (PE).

A mostra é um tributo à trajetória de um artista – desenhista, ceramista, pintor e escultor – que é um artista brasileiro de Pernambuco que é referência mundial. A exposição reúne cerâmicas, pinturas, desenhos e fotografias do artista, que recentemente completou 90 anos de existência.

O visitante poderá apreciar na galeria do segundo andar do edifício da Caixa Cultural trabalhos originais de Brennand que enaltecem questões da mitologia, fauna e flora, sexualidade, personalidades históricas e divindades, permeados por signos da tradição popular nordestina.

Em meio aos destaques estão “Amarradas I” (1981), uma acrílica sobre Eucatex; “Páginas do Diário de Francisco Brennand” (2016), quatro volumes; “Torre de Babel” (1982), cerâmica vitrificada; e “São Francisco” (foto), sem data, constituída por uma pintura sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 17/12/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Negros Indícios” na Caixa Cultural

Instalação que homenageia Abdias Nascimento. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural está com a exposição “Negros Indícios” em cartaz até o próximo domingo, 17 de dezembro, e reúne cerca de 30 obras contemporâneas de 12 artistas afrodescendentes de diversas regiões o Brasil que atuam na área da performance.

As obras selecionadas trazem uma seleção de vídeos e fotografias articulados através de afinidade poéticas e que contestam o esquecimento histórico, a segregação e o racismo, além de refletirem a competência de usar as adversidades como força de inspiração, resistência e luta e também ratificam o amadurecimento da discussão sobre as identidades e negritudes do Brasil.

Os trabalhos são compostos de uma pequena amostra de uma das convergências atualizadas no meio artístico brasileiro: a crescente e viva presença de artistas negros que defendem o pensar e a transformar a sociedade, especialmente a condição sociocultural dos afrodescendentes.

Destaques para “Dança na terra que piso” (2013), vídeo de 9’24”, de Renata Felinto; “Os Saudimentos” (2015), um vídeo com 8’38”, de Ayrton Heráclito; e uma instalação de Abdias Nascimento (foto).

SERVIÇO:
Exposição:
Negros Indícios
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 17/12/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: Povos, Costumes e Influências Negras na Floresta” na Caixa Cultural

A fotografia “A Janela dos Olhos de Catarina, Quilombo de Pedras Negras, Vale do Guaporé (RO)”, de Marcela Bonfim, na Caixa Cultural. Créditos: divulgação

A mostra “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: Povos, Costumes e Influências Negras na Floresta” está em exibição até o próximo domingo, 17 de dezembro, na Caixa Cultural e reúne 55 fotografias (33 ampliadas em madeira e 22 impressas no formato lambe-lambe) e um vídeo registro da intervenção com lambe-lambe, de Marcela Bonfim.

A mostra inaugura um novo olhar fotográfico acerca da Amazônia e das populações de ascendência africana e indígena no Brasil. Enfim, uma descoberta de uma Amazônia com povos que não são sujeitos dos projetos fotográficos e que não estão incluídos nos estudos das diversas facetas políticas, sociológicas e artísticas de construção da identidade nacional brasileira.

A fotógrafa registrou imagens de afro-indígenas, migrantes dos Norte e do Nordeste, descendentes barbadianos, remanescentes quilombolas e os recém-chegados haitianos.

Em meios aos destaques estão “Banho de Jorge, Quilombo de Vila Bela de Santíssima Trindade (MT)” (2017), “Mandona Negra, Quilombo de Pedras Negras, Porto Velho (RO)” (2015); e “A Janela dos Olhos de Catarina, Quilombo de Pedras Negras, Vale do Guaporé (RO)” (foto), de 2016.

SERVIÇO:
Exposição:
(Re)conhecendo a Amazônia Negra: Povos, Costumes e Influências Negras na Floresta
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 17/12/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “2ª Edição da Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas” na Caixa Cultural

A obra “Mitomania 07/02”, do artista carioca Lucas Lugarinho Braga, na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural promove até o próximo domingo, 1º de outubro, a exposição “2ª Edição da Mostra Bienal Caixa de Novos Talentos”, que reúne 37 obras de 30 novos talentos das artes que foram selecionados por meio de convocatória. A mostra apresenta esculturas, desenhos, fotografias, instalações, gravuras, pinturas, intervenções e vídeos.

A metodologia de desenvolvida para a essa bienal ocorreu através de um edital de seleção pública e uma bancada de pré-seleção intensificou o seu olhar atento às obras e às trajetórias dos 616 artistas inscritos. Por fim, após a crítica curatorial, foram indicadas 30 artistas e aqui estão expostos os 37 trabalhos selecionados por suas características resultantes da experimentação e da energia poética visual.

De acordo com a curadora Liliana Magalhães, a “influência do contexto das cidades em que vivem e transitam os artistas selecionados” nas obras é marcante. Nelas, o artista atua como um “ator social crítico, pleno de cidadania, e nos projetam para questões de gênero, raça, identidade e meio ambiente, ética e engajamento por direitos humanos e civis, como uma síntese do agudo momento de transformação que vivemos”, completa a curadora.

Destaques para o vídeo de 1’44” de duração de Cecília Uriaste intitulado “Não É Sentir” (2014), “Mitomania 07/02” (foto), de 2016, uma tela e tinta a óleo de Lucas Lugarinho Braga; e “Índia Wirane Temble” (2015), um desenho em papel Canson com lápis e grafite, de Fernando Bueno.

SERVIÇO:
Exposição:
2ª Edição da Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 1º/10/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Além do Visível, Aquém do Intangível” na Caixa Cultural

A obra “Afável” (2014), da série “Superfície do Intangível” em cartaz na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural realiza até o próximo domingo, 24 de setembro ,a exposição “Além do Visível, Aquém do Intangível”, que traz 25 pinturas de óleo sobre tela em grandes formatos feitas pelo artista Fábio Magalhães, produzidas entre 2007 e 2015.

A pintura foi uma escolha feita pelo artista, pois por tratar-se de uma atitude afirmativa e política, Magalhães defende que a obra impugna o Ser e a perseverança dessa linguagem na atualidade. As imagens procuram metáforas designadas a partir de pulsões, de expressões psíquicas de um imaginário pessoal, até a representação do corpo.

A realização desse projeto este ano tem valor significativo na carreira do artista, pois ele completa 10 anos de intensa atividade, na qual ele usa a pintura como principal plataforma de atuação artística.

Entre os destaques estão as obras da série “O Grande Corpo”, como “Invólucro V” (2011), “Afago” (foto), da série “Superfície do Intangível” (2014); e “Para Além do Somático” (da série “Limites do Introspecto”), de 2016, todas óleo sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Além do Visível, Aquém do Intangível
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Loucuras Anunciadas de Goya” na Caixa Cultural

Vista parcial da exposição “Loucuras Anunciadas de Goya” na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural promove até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Loucuras Anunciadas de Goya”, que traz a coleção Le Follie, também conhecida por “Disparates”, que contém 20 gravuras produzidas no período mais obscuro e complexo que Francisco de Goya (1746-1828) já produziu.

De acordo com especialistas, a época em que as obras foram feitas não é muito precisa, mas deve ser entre 1815 a 1823. O artista espanhol não as publicou em virtude da perseguição aos iluministas à época.

Considerada a mais difícil de interpretação das séries dentre todas as estampas realizadas por Goya, “Disparates” traz obras que revela visões oníricas, a presença da violência e a ridicularização das instituições vinculadas ao Antigo Regime e em geral, a crítica ao poder estabelecido.

Contudo, os trabalhos permitem imaginar um mundo rico relacionado com a noite, com o carnaval e o grotesco, que compõem um enigma tanto estampa por estampa quanto no seu conjunto.

De acordo com a curadora Mariza Bertoli, a mostra traz diversas atividades interativas, como a experiência de fotografar-se em cenários com as gravuras aumentadas, duas grandes gravuras impressas que permitem as pessoas se fotografarem diante delas. Além disso, acessórios e vestuários (foto) também estão à disposição para o visitante se caracterizar e realizar suas próprias produções para a fotografia.

SERVIÇO:
Exposição:
Loucuras Anunciadas de Goya
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “O Gráfico Amador” na Caixa Cultural

“Cartazes”, livre interpretação do artista visual Raul Luna sobre a obra d’O Gráfico Amador em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A exposição “O Gráfico Amador” está em cartaz até o próximo domingo, 23 de julho, na Caixa Cultural. A mostra traz cerca de 30 projetos que fazem um panorama da produção gráfica da primeira editora experimental homônima do Recife, que funcionou entre 1954 e 1961.

E, por meio de textos, imagens, fotografias, documentos, vídeos e livro, a exposição visa recuperar a história da editora coordenada por intelectuais e artistas. Os trabalhos eram projetados por Aloísio Magalhães, Gastão de Holanda, José Laurenio da Costa e Orlando da Costa Ferreira, e tinham como associados aproximadamente 50 personalidades, como Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto.

Uma fábrica que explora os artifícios de impressão manual e venera a ilustração que, por sua vez, segundo a curadora Amanda Bonan, “salta aos olhos pela sinfonia com a cultura popular pernambucana, em oposição às tendências construtivas que chegavam ao Brasil, por influência da Bauhaus e da Escola de Ulm”.

Nos sete anos em que esteve na ativa, o Gráfico Amador imprimiu 26 livros, três volantes, um programa de teatro, além de outras pequenas impressões como convites de casamento e cartões de Natal.

Em meio aos destaques estão “Oficina Tipográfica São Paulo, um Manifesto”; “Cartazes” (foto), livre interpretação do artista visual Raul Luna sobre a obra d’O Gráfico Amador (2017); e “Prelo”, um tira-provas Manig, da década de 1960.

SERVIÇO:
Exposição:
O Gráfico Amador
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 23/07/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida