Exposição “Anico Herskovits: Percurso Gráfico” na Caixa Cultural

"Transportes Carió" (1976), obra de Anico Herkovits, na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
“Transportes Carió” (1976), obra de Anico Herkovits, na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Anico Herskovits: Percurso Gráfico” está sendo realizada na Caixa Cultural até o próximo dia 28 de fevereiro e reúne cerca de 60 obras de Anico Herskovits, entre xilogravuras e desenhos.

A obra de Anico Herskovits se sustenta de original simbiose entre a tradição da técnica milenar da xilogravura e a atualidade da temática urbana.

As anotações de cenas urbanas, que compõem uma parte admirável do conjunto exposto, saem o denominador comum de tudo que a artista produz: seja de gente ou animal, paisagem rural ou esquina do centro da metrópole, o tempo todo a artista trata de construir uma ode à vida.

O carroceiro, os cachorros vira-latas, os botecos, gatos nos muros, a vendinha suburbana e a feira são imemoriais espelham os sobreviventes que marcam presença nas gravuras.

Merecem atenção obras como “Músicos” (1973), “Transportes Carijó” (foto), de 1976; e um conjunto de imagens do livro “Cidade Imaginária”, que recebeu o prêmio Jabuti em 2015.

A mostra é complementada com o vídeo “Anico Herskovits” (2016), com direção de José Sampaio, com 23 minutos de duração.

SERVIÇO:
Exposição:
Anico Herkovits: Percurso Gráfico
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 28/02/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “As Cores do Sagrado” na Caixa Cultural

"Festa de Oxóssi no Opô Afonjá - Matança do Porco", de Carybé, exposta na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
“Festa de Oxóssi no Opô Afonjá – Matança do Porco”, de Carybé, exposta na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

Com cerca de 50 obras, a mostra “As Cores do Sagrado” está em cartaz na Caixa Cultural até o próximo dia 28 de fevereiro. As pinturas apresentam os registros das tradições do candomblé da Bahia, feitos ao longo dos anos de pesquisa entre as décadas de 1950 e 1980, pelo artista Carybé (1911-1997).

A lembrança foi a básica saída do artista para pintar com perfeição e riqueza de detalhes as práticas, desde os ritos de iniciação, festas e incorporação dos orixás até os rituais fúnebres, em um conjunto didático dos cultos envolvidos.

A mostra traz a união do registro histórico com a beleza artística para a preservação dos valores culturais trazidos da África para o Brasil. As aquarelas são os registros de vivências pessoais do artista nos terreiros que frequentava na Bahia, entre as casas mais tradicionais da religiosidade de matriz africana.

Entre os anos 1950 e 1980, Carybé produziu cerca de 130 aquarelas que documentaram o Candomblé, sendo que 50 obras foram selecionadas para a mostra, sendo que foi respeitada a ordem do artista, quando começaram com a iniciação, seguindo pela sequência pela qual os orixás são louvados na tradição jeje-nagô, o Xiré e, passando pelo Axexê – ritual fúnebre, terminados pelo culto aos ancestrais.

Destaques para “Festa de Yemanjá no bairro do Rio Vermelho – Dois de Fevereiro”; “Ferramentas de Ossain” e “Festa de Oxóssi no Opô Afonjá – Matança do Porco” (foto), todos de nanquim e aquarela (aguada) sobre papel.

SERVIÇO:
Exposição:
As Cores do Sagrado
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 28/02/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Antonio Maia – Ex-Voto, Alma e Raiz” na Caixa Cultural

“São Francisco de Assis” (1999), acrílico sobre tela, de Antonio Maia, em exposição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
“São Francisco de Assis” (1999), acrílico sobre tela, de Antonio Maia, em exposição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural está com a mostra “Antonio Maia – Ex-Voto, Alma e Raiz” em cartaz até o próximo dia 28 de fevereiro e apresenta cerca de 40 pinturas do artista sergipano Antonio Maia feitas nas últimas três décadas. Com curadoria do artista baiano César Romero, a exposição traz o universo da linguagem dos ex-votos, além de livros, cartas, catálogos, postais e origamis, que estão distribuídos em quatro vitrines.

A mostra desempenha para as novas gerações o valor de um artista excepcional, que herdou ao Brasil uma impressão, uma figura – o Ex-Voto – um dos emblemas máximos da cultura popular brasileira. Suas obras valem na abrangência da identidade nacional, do ser brasileiro.

Com uma técnica impecável, Maia intensificava as sofisticações em suas pinturas, com grandes planos de cor que surgiam criando atmosferas de estranhamento.

O artista sergipano trabalhou essencialmente um só assunto – o ex-voto, coisa de alta periculosidade para um artista, mas foi influente na objetividade e exatidão. As pinturas de Maia têm um ar de denúncia social ou no de repensar na terra brasileira e suas raízes.

Entre os destaques estão “São Francisco de Assis” (foto), de 1999; “Iluminate II” (1986); e “Uma Nova Luz” (2000), ambas acrílico sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Antonio Maia – Ex-Voto, Alma e Raiz
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 28/02/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Castelo de Areia” na Caixa Cultural

A instalação "Castelo de Areia" em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
A instalação “Castelo de Areia” em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural está com a mostra “Castelo de Areia” em cartaz até o próximo domingo, 4 de dezembro, e apresenta cerca de 80 obras da artista visual, crítica de arte e escritora Kátia Canton.

Com curadoria de Adriana Rede, a exposição, que traz em seu título a promessa de uma felicidade modesta, que pode se romper a qualquer momento, exibe desenhos, pinturas, instalações e vídeos.

Os trabalhos de Canton dialogam com o desejo humano pelo encantamento e mistério e a contradição da beleza dos contos de fadas e as severidades do desconhecido, do lado escuro e do medo.

As séries inéditas “Acasos”, que mostra desenhos criados a partir de mancha de nanquim, e “A Cura”, com pinturas feitas com medicamentos, como rifocina e violeta e genciana, são os principais destaques, assim como o vídeo que dá nome à mostra, idealizados a partir de uma residência da artista com jovens carentes da Associação Barreiros, em Ilha Bela (SP).

Já a série “Contos de Fadas”, traz obras que remetem à observação da paisagem e estão ligadas à fertilidade, reprodução e morte.

A mostra é complementada com duas instalações: “Castelo de Areia” (foto), que foi construída com aproximadamente 40 quilos de areia e bonecos variados; e “Instabilidade do Lar”, que mostra casinhas de madeira erguidas no espaço arrancado do chão com uma rede de pesca.

SERVIÇO:
Exposição:
Castelos de Areia
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 04/12/2016; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Viagem Pelo Mundo Através das Histórias” na Caixa Cultural

A Caixa Cultural apresenta até o próximo domingo, 4 de dezembro, a exposição “Viagem Pelo Mundo Através das Histórias”, que convida crianças e adultos a percorrerem os cinco continentes, apreciando culturas e costumes por meio de objetos, como tapetes, painéis, malas, caixas de madeira, livros e bonecos.

A mostra faz parte do projeto do grupo carioca “Os Tapetes Contadores de Histórias” que traça, através de narração de histórias com cenários criados com tecidos, um panorama de valores e culturas significativos no mundo.

O intuito principal é a aproximação afetiva com estas influências mundiais e, para isso, será utilizada a força cultura da narrativa por meio da expografia, sessões de histórias com tapetes, roda de conversa e roda de conversas.

Ao longo do período em que a exposição esteve em cartaz, sempre às 11h dos sábados, domingos e feriados, o grupo fez apresentações (e fará nos dias 3 e 4 de dezembro) pela exposição com narração de histórias relacionadas aos objetos. E, para conferir o evento, é necessário a retirada da senha 30 minutos antes.

SERVIÇO:
Exposição:
Viagem Pelo Mundo Através das Histórias
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 04/12/2016; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Shtim Shlim | O sonho de um aprendiz” na Caixa Cultural

Vista parcial da exposição "Shtim Shlim - O sonho de um aprendiz" em cartaz na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
Vista parcial da exposição “Shtim Shlim – O sonho de um aprendiz” em cartaz na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural realiza até o próximo domingo, 27 de novembro, a mostra “Shtim Shlim | O sonho de um aprendiz”, que é baseada no conto Berbere Shtim Shlim e é composta por objetos de tecidos para contar a trajetória de um jovem mago.

O trabalho que dá nome à mostra é a mais recente produção do grupo carioca criado há 18 anos chamado Os Tapetes Contadores de Histórias, que ganhou notoriedade em criar tapetes e outros objetos de tecido como cenários para contos do mundo inteiro, desenvolvido uma linguagem peculiar que mistura narração de histórias, teatro e artes visuais.

Com uma proposta inovadora e original, de caráter multidisciplinar (relacionando artes visuais, narração de histórias e teatro), a temporada atendeu, ao longo do período expositivo em cartaz, com programação gratuita, oficinas, performances, enfim, voltados para as crianças, jovens e adultos.

Sinopse
Quando criança, Shtim Shlim tem um sonho estranho e premonitório: ele vê o sol entrando pela manga direita de sua camisa e a lua entrando pela esquerda. O pai interpreta o sonho do menino dizendo que ele vai se casar duas vezes. Ele cresce com essa visão na cabeça e, quando jovem, decide partir em busca do conhecimento com um velho mago que ensina “o tudo e a magia acima de tudo”, mas que mata os seus discípulos após o teste final. Depois do longo aprendizado, com a ajuda da filha do feiticeiro, ele consegue se salvar e volta para a casa do pai. O mago fica furioso e vai atrás dele. Numa perseguição, Shtim Shlim e o velho mago, travam uma batalha de magia. Eles se transformam em diferentes objetos e animais. Com a ajuda da princesa daquele reino, o jovem Shtim Shlim consegue vencer o seu mestre, e se torna ao lado da filha do mago e da princesa um grande Rei.

SERVIÇO:
Exposição:
Shtim Shlim | O sonho de um aprendiz
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 27/11/2016; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Exposição “A Valise Mexicana” na Caixa Cultural

Exposição traz registros de fotógrafos sobre a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Foto: Jorge Almeida
Exposição traz registros de fotógrafos sobre a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural realiza até o próximo domingo, 2 de outubro, a exposição “A Valise Mexicana”, que traz fotografias de Robert Capa, Gerda Taro e David “Chim” Seymour sobre a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). O acervo foi conservado, armazenado e tornado acessível por meio do International Center of Photography (ICP), sediado em Nova York.

No final de dezembro de 2007, três pequenas caixas de papelão chegaram ao ICP, oriundas da Cidade do México. Em meio a essas caixas – intituladas valises mexicanas – haviam os lendários negativos de Robert Capa da Guerra Civil Espanhola. Por anos, circularam rumores de que os negativos haviam sumido do estúdio de Capa, em Paris, no início da II Guerra Mundial. Cornell Capa, irmão de Robert e fundador do ICP, tinha rastreado cada rumor e vasculhando impiedosamente os negativos, mas sem sucesso. Porém, quando Cornell completou 89 anos, as caixas foram abertas revelando 126 rolos de filme (com cerca de 4.500 negativos), não só de Robert Capa, mas também de Gerda Taro e David Seymour, conhecido como “Chim”, os três principais fotógrafos da Guerra Civil Espanhola.

Os rolos de filme de Valise Mexicana, basicamente, se dividem em um terço para cada fotógrafo, quase todos relacionados ao conflito bélico espanhol, tirados entre maio de 1936 e abril de 1939. Mas há exceções: dois rolos de filme de Fred Stein, utilizados em Paris no final de 1935, que trazem a ilustre imagem de Gerda Taro em uma máquina de escrever como a imagem de Taro e Capa num café e mais dois rolos de viagem de Capa na Bélgica.

A exposição traz, além da cobertura dos três fotógrafos na guerra, outras importantes cenas históricas. De Capa, há imagens de edificações destruídas em Madrid e as batalhas de Teruel e do Rio Segre e a mobilização para a defesa de Barcelona, em janeiro de 1939, assim como o êxodo em massa de pessoas de Terragona para Barcelona e para a fronteira francesa. Existem muitos rolos da cobertura de Capa dos campos de internação franceses para os refugiados espanhóis de Argelés-sur-Mer e Barcarés, tiradas em março de 1939. Foi encontrada também a famosa imagem de Chim, tirada em maio de 1936, tirada em maio de 1936: uma mulher amamentando um bebê durante um discurso político em Extremadura, bemcomo seus retratos de Dolores Ibárruri, conhecida como La Pasionaria. Há muitas imagens de sua cobertura do País Basco e da Batalha de Oviedo. De Taro, temos imagens dinâmicas do treinamento do Exército popular, em Valência, o porto de Navacerrada  no front de Segóvia, e suas últimas fotografias tiradas enquanto cobria a batalha de Brunete, onde ela foi morta em 25 de julho de 1937.

Outro destaque também é a série fotográfica “Necrotério e hospital”, de Taro, registrado em Valência, em maio de 1937. Um grande ataque aéreo começou na cidade em 14 de maio daquele ano e durou até o dia seguinte. Por ser uma cidade bem populosa à época, o número de vítimas foi muito elevado. Em um pouco mais de 50 imagens, Taro mostrou as consequências drásticas de um novo tipo de guerra, em que a população civil se tornou o principal alvo das forças inimigas. Taro clicou pessoas pressionando as portas do necrotério da cidade esperando por notícias de familiares. Fez vários frames desse grupo, movendo a câmera para cima e para baixo na fila por oito vezes; a última imagem foi veiculada na capa das Regards. Em outro rolo, ela documentou os feridos no hospital.

SERVIÇO:
Exposição: A Valise Mexicana
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 02/10/2016; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida