Exposição “Aquilo Que Nos Une” na Caixa Cultural

A instalação “Cama de Gato (O Que Nos Une)”, de Jozias Benedicto, em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

Com cerca de 40 obras, a Caixa Cultural exibe até o próximo domingo, 14 de maio, a exposição “Aquilo Que Nos Une”, que apresenta trabalhos de 28 artistas renomados e que tem como componente característico em suas obras a linha, a costura e o bordado como expressão poética e/ou suporte.

A atividade secular do manuseio de tecidos, linhas e agulhas cria nesse campo, conceitos subjetivos e peculiares de tempo espaço e convívio social. Os artistas expõem “cicatrizes” do que foi costurado no seu íntimo.

Rica em referências e ineditismo conceitual e formal, a mostra ajuíza sobre um limite de pesquisa estética moderna – o atrelamento entre arte e manufatura.

Entre os artistas participantes estão Adriana Varejão, Waltercio Caldas, Vera Bernardes, Adrianna Eu, Ursula Tautz, Anna Bella Geiger, Ana Miguel, Arthur Bispo do Rosário, Leonilson, Letícia Parente, entre outros.

Obras como “Cama de Gato (O Que Nos Une)” (foto), de 2015, uma instalação de Jozias Benedicto; “Fridakhalismo DIY (2015), um bordado sobre toalha de linho, de Cláudia Henz; “Rede” (2009), uma fotografia a jato de tinta sobre papel de algodão, de Caroline Valansi; e “Navios de Guerra” (sem data), obra feita em madeira, tecido, metal, linha e plástico, de Arthur Bispo do Rosário merecem ser conferidas.

SERVIÇO:
Exposição: Aquilo Que Nos Une
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 14/05/2017; de terça-feira a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “In Natura” na Caixa Cultural

Foto de Jorge Bodanzky da série “Horizontes” (2014) em exposição na Caixa Cultural. Créditos: divulgação

A Caixa Cultural está com a exposição “In Natura” em cartaz até o próximo domingo, 14 de maio, e traz cerca de 30 registros do fotógrafo e cineasta Jorge Bodanzky, conhecido por sua produção de forte apelo social e ambiental.

A imagens que compõem a mostra fazem parte do mais recente projeto de Bodanzky em que ele retrata a natureza através de fotos captadas com a câmera fotográfica em movimento, sem qualquer manipulação posterior, mas sim a partir da fusão de elementos figurativos e abstratos.

O trabalho teve início das investigações formais em fotografia digital empreendidas pelo cineasta, que interessado pelas probabilidades sentis da fotografia digital, passou a direcionar a câmera para uma nova forma de retratar a natureza. E a série fotográfica que dá nome à exposição foi produzida em diversos lugares do Brasil, entre eles a Amazônia.

A produção de Jorge dialoga com o método do pintor alemão Gerhard Richter, que parte da fotografia para produzir pintura. No caso de Bodanzky, ele percorreu o caminho contrário: da pintura à fotografia. “A analogia com a pintura é proposital, pois a câmera é como o pincel”, disse o cineasta na abertura da mostra.

Em meio aos destaques estão “Rio Trombetas – Pará”, composta por cinco fotografias; “Horizontes” (foto), de 2014; e quatro fotos da série “In Natura”.

SERVIÇO:
Exposição:
In Natura
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 14/05/2017; de terça-feira a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Kinográficos. Mobilidade” na Caixa Cultural

“Pio” (2016), obra de Feres Khoury, em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A exposição “Kinográficos. Mobilidade” está em exibição na Caixa Cultural até o próximo domingo, 7 de maio, e apresenta cerca de 40 obras do artista paulista Feres Khoury. A mostra traz uma série inédita que dá nome à exposição, constituída por pintura sobre papel e em formato de rolos que podem ser acionados pelo visitante por meio de uma máquina.

São exibidos dez rolos em grande dimensão, que podem ser acionados mecanicamente pelo visitante, além de 10 gravuras em metal, 10 desenhos, um livro de artista e esboços.

De acordo com o crítico Norval Baitelo, o trabalho de Khoury remonta a alguns dos mais remotos registros de escrita: a forma da Torá, os papiros de Alexandria e os rolos chineses de pintura.

Natural de Urupês (SP), Feres Khoury é gravador, professor e arquiteto. Vive e mora em São Paulo, onde é professor da graduação na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e representou o Brasil em diversas bienais e mostras gráficas internacionais, onde obteve premiações em muitos salões.

Em meio aos destaques estão “City” (2015), uma gravura em metal; e “Pio” (foto), de 2016, técnica mista sobre papel.

SERVIÇO:
Exposição:
Kinográficos. Mobilidade
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 07/05/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “J. Borges – 80 Anos” na Caixa Cultural

“Viagens a trabalho e negócios”, uma das dez xilogravuras inéditas de J. Borges em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural está com a mostra “J. Borges – 80 anos” em cartaz até o próximo domingo, 7 de maio, que homenageia um dos maiores gravadores do Brasil. A exposição contém cerca de 40 xilogravuras, sendo dez inéditas. Além disso, tem também dez matrizes originais com suas cores e cortes na madeira.

Nascido em Bezerros, município da região agreste de Pernambuco, em 20 de dezembro de 1935, J. Borges é um dos mais importantes artistas do Brasil. Considerado patrimônio vivo de seu Estado, ele vive e trabalha em sua terra até hoje. É o xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo. Sua produção magistral já foi exposta em países como França, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, entre outros, além de ter sido tema de reportagem para o The New York Times, que o caracterizou como gênio da arte popular.

A exposição traz xilogravuras que celebram a carreira artística de Borges. Além disso, há obras assinadas pelos filhos do artista como forma de homenagem ao pai. E ainda tem um espaço dedicado à literatura de cordel, outra paixão de J. Borges, que aproveitou a xilogravura e a poesia popular para expressar a sua genialidade através dos acontecimentos, sejam eles históricos ou políticos, lendários ou folclóricos e pitorescos ou reais. Aqui, há uma instalação com 400 cordéis e uma frase de Borges sobre ele: “O cordel foi o meu início de tudo. Criei minha família fazendo literatura de cordel”.

Quanto aos trabalhos inéditos, os temas deles retratam as diversas fases de sua jornada, tais como: “No tempo da minha infância”, “Viagens e trabalho e negócios” (foto), “Na minha adolescência”, “Forró nordestino”, “Vendendo bolas, dançando e bebendo”, “Serviços do campo”, Plantio e corte de cana”, “Cantando cordel”, “Plantio de algodão” e “A vida na mata”.

Obras como “A Santa Ceia” e “Lua Cheia”, merecem destaques.

A exposição é complementada com uma foto e um vídeo sobre o artista.

SERVIÇO:
Exposição:
J. Borges – 80 Anos
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 07/05/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Anico Herskovits: Percurso Gráfico” na Caixa Cultural

"Transportes Carió" (1976), obra de Anico Herkovits, na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
“Transportes Carió” (1976), obra de Anico Herkovits, na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Anico Herskovits: Percurso Gráfico” está sendo realizada na Caixa Cultural até o próximo dia 28 de fevereiro e reúne cerca de 60 obras de Anico Herskovits, entre xilogravuras e desenhos.

A obra de Anico Herskovits se sustenta de original simbiose entre a tradição da técnica milenar da xilogravura e a atualidade da temática urbana.

As anotações de cenas urbanas, que compõem uma parte admirável do conjunto exposto, saem o denominador comum de tudo que a artista produz: seja de gente ou animal, paisagem rural ou esquina do centro da metrópole, o tempo todo a artista trata de construir uma ode à vida.

O carroceiro, os cachorros vira-latas, os botecos, gatos nos muros, a vendinha suburbana e a feira são imemoriais espelham os sobreviventes que marcam presença nas gravuras.

Merecem atenção obras como “Músicos” (1973), “Transportes Carijó” (foto), de 1976; e um conjunto de imagens do livro “Cidade Imaginária”, que recebeu o prêmio Jabuti em 2015.

A mostra é complementada com o vídeo “Anico Herskovits” (2016), com direção de José Sampaio, com 23 minutos de duração.

SERVIÇO:
Exposição:
Anico Herkovits: Percurso Gráfico
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 28/02/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “As Cores do Sagrado” na Caixa Cultural

"Festa de Oxóssi no Opô Afonjá - Matança do Porco", de Carybé, exposta na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
“Festa de Oxóssi no Opô Afonjá – Matança do Porco”, de Carybé, exposta na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

Com cerca de 50 obras, a mostra “As Cores do Sagrado” está em cartaz na Caixa Cultural até o próximo dia 28 de fevereiro. As pinturas apresentam os registros das tradições do candomblé da Bahia, feitos ao longo dos anos de pesquisa entre as décadas de 1950 e 1980, pelo artista Carybé (1911-1997).

A lembrança foi a básica saída do artista para pintar com perfeição e riqueza de detalhes as práticas, desde os ritos de iniciação, festas e incorporação dos orixás até os rituais fúnebres, em um conjunto didático dos cultos envolvidos.

A mostra traz a união do registro histórico com a beleza artística para a preservação dos valores culturais trazidos da África para o Brasil. As aquarelas são os registros de vivências pessoais do artista nos terreiros que frequentava na Bahia, entre as casas mais tradicionais da religiosidade de matriz africana.

Entre os anos 1950 e 1980, Carybé produziu cerca de 130 aquarelas que documentaram o Candomblé, sendo que 50 obras foram selecionadas para a mostra, sendo que foi respeitada a ordem do artista, quando começaram com a iniciação, seguindo pela sequência pela qual os orixás são louvados na tradição jeje-nagô, o Xiré e, passando pelo Axexê – ritual fúnebre, terminados pelo culto aos ancestrais.

Destaques para “Festa de Yemanjá no bairro do Rio Vermelho – Dois de Fevereiro”; “Ferramentas de Ossain” e “Festa de Oxóssi no Opô Afonjá – Matança do Porco” (foto), todos de nanquim e aquarela (aguada) sobre papel.

SERVIÇO:
Exposição:
As Cores do Sagrado
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 28/02/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Antonio Maia – Ex-Voto, Alma e Raiz” na Caixa Cultural

“São Francisco de Assis” (1999), acrílico sobre tela, de Antonio Maia, em exposição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
“São Francisco de Assis” (1999), acrílico sobre tela, de Antonio Maia, em exposição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural está com a mostra “Antonio Maia – Ex-Voto, Alma e Raiz” em cartaz até o próximo dia 28 de fevereiro e apresenta cerca de 40 pinturas do artista sergipano Antonio Maia feitas nas últimas três décadas. Com curadoria do artista baiano César Romero, a exposição traz o universo da linguagem dos ex-votos, além de livros, cartas, catálogos, postais e origamis, que estão distribuídos em quatro vitrines.

A mostra desempenha para as novas gerações o valor de um artista excepcional, que herdou ao Brasil uma impressão, uma figura – o Ex-Voto – um dos emblemas máximos da cultura popular brasileira. Suas obras valem na abrangência da identidade nacional, do ser brasileiro.

Com uma técnica impecável, Maia intensificava as sofisticações em suas pinturas, com grandes planos de cor que surgiam criando atmosferas de estranhamento.

O artista sergipano trabalhou essencialmente um só assunto – o ex-voto, coisa de alta periculosidade para um artista, mas foi influente na objetividade e exatidão. As pinturas de Maia têm um ar de denúncia social ou no de repensar na terra brasileira e suas raízes.

Entre os destaques estão “São Francisco de Assis” (foto), de 1999; “Iluminate II” (1986); e “Uma Nova Luz” (2000), ambas acrílico sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Antonio Maia – Ex-Voto, Alma e Raiz
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 28/02/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida