Exposição “Sombras e Mistérios” na Caixa Cultural

A obra “Bart/Mickey” em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural promove até o próximo dia 29 de julho, domingo, a exposição “Sombras e Mistérios”, que reúne cerca de 30 obras de um dos fundadores da Narrative Art, o britânico Mac Adams, cuja produção consiste em séries fotográficas que geram colisões híbridas entre tragédias sociais e utensílios de design que remetem a situações de violência e inquietações.

Por meio de uma obra produzida através de diferentes formas de demonstração como fotografia, escultura e instalação, o artista estimula o público à experiência de uma prova artística dobrada: enquanto somos o observador exterior de uma cena, tornamo-nos o contador de nossa própria história.

A produção de Adams tem suas raízes vinculadas à rica tradição oral e escritas dos contos do País de Gales, nos romances de Arthur Conan Doyle e no cinema de Alfred Hitchcock. Ao longo das últimas décadas, Mac Adams desenvolveu uma produção de relevância peculiar em duas e três dimensões, usando dípticos e instalações.

São exibidos dípticos da série “Tragédias Pós-Modernas”, década de 1980, sobre as políticas econômicas de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Integram também as séries “Espaços Vazios e Ilhas”, e as esculturas “Bart Simpson/Mickey Mouse” (foto), de 1996, e a instalação “Apagamento” (2000).

SERVIÇO:
Exposição:
Sombras e Mistérios
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 29/07/2018; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “O Último Império” na Caixa Cultural

“Restaurante ‘Apelo de Lenin'” (2003), um dos registros do fotógrafo russo Serguei Maksimishin em exibição na Caixa Cultural. Créditos: divulgação

A Caixa Cultural realiza até o próximo dia 29 de julho, domingo, a exposição “O Último Império”, que apresenta 65 fotografias ousadas da Rússia contemporânea do fotógrafo russo Serguei Maksimishin. Considerado um dos principais nomes da fotografia de sua geração, o profissional traz imagens do país-sede da atual edição da Copa do Mundo na era “pós-soviética”, sem deixar de mostrar a crise que o maior país territorialmente falando enfrentou nos anos 1990 e os problemas atuais.

Natural da Crimeia, Serguei Maksimishin, nascido em 1964, possui uma trajetória peculiar. Seus primeiros trabalhos com fotografia tiveram início enquanto prestava serviço militar em Cuba. E, depois de terminar os estudos em física, trabalhou por um curto período no Museu Hermitage, em São Petersburgo. Então, na conturbada década de 1990, é que começou a atuar em um dos principais jornais russos, o Izvestya.

Por meio de uma visão audaciosa e compassiva, os registros feitos nos últimos 25 anos depois do término “do último império” apresentam as diversas faces de uma nação que por anos ficou à margem do cenário político internacional. E, com uma geração que presenciou a queda do império soviética, as imagens de Maksimishin ainda exibem as cenas nas quais as lembranças do tempo czarista e do período comunista marcam presença, reciclados sem compostura.

Por meio dessas imagens, o público brasileiro tem acesso pela primeira vez aos “protagonistas” da nova Rússia: soldados, políticos, religiosos, pioneiros, neonazistas, novos ricos… Serguei Maksimishin apresenta as incompatibilidades da Rússia e a energia do antigo sistema soviética, cujas heranças e destruições até hoje afetam o cotidiano das pessoas.

Em meio aos destaques estão “Acampamento Shojna, Nenets” (2005); “Casamento no Vilarejo” (2006) e “Restaurante ‘Apelo de Lenin’” (foto), de 2003.

SERVIÇO:
Exposição:
O Último Império
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 29/07/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Anna Bella Geiger – Gavetas de Memórias” na Caixa Cultural

“Local da Ação com Euhropa, Brasil e América Latina” (1995), uma das obras de Anna Bella Geiger, na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural apresenta até o próximo dia 20 de maio, domingo, a mostra “Anna Bella Geiger – Gavetas de Memórias”, que faz um panorama da trajetória da artista, formada por obras que fazem parte do acervo de coleções particulares e de museus internacionais e brasileiros.

A produção de Geiger apresenta um trabalho peculiar de mapas e cartografias, elaborados com cera de abelha derretida e instalados em gavetas, que propicia pensamentos acerca de assuntos de cunho social, político e ideológico.

Ao agrupar 12 gavetas lançadas pela artista nos últimos 25 anos, nove gravuras que discorrem com os conceitos das gavetas, além de um vídeo de 25 minutos que registra a metodologia criativa de uma obra, sobretudo feita para a ocasião, a mostra desponta ao público o modus operandi e as motivações criativas de Anna Bella Geiger.

Entre os de3staques estão os “Estudos sobre as Gavetas”, de 1994 a 2010; a “Orbis Descriptio Nº 14”, da série Fronteiriço, composta por uma gaveta de arquivo de ferro, encáustica, folha de cobre, folha de prata, mola e clichê; e “Local da Ação com Euhropa, Brasil e América Latina” (foto), de 1995, uma gaveta de arquivo de ferro antiga, encáustica, folha e fio de cobre.

SERVIÇO:
Exposição:
Anna Bella Geiger – Gavetas de Memórias
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 20/05/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Emblema da Cultura Brasileira – Retrospectiva da Obra Gráfica” na Caixa Cultural

“Zebra e Leão” (1972), serigrafia sobre papel, de Claudio Tozzi na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural promove até o dia 20 de maio de 2018, domingo, a mostra “Emblema da Cultura Brasileira – Retrospectiva da Obra Gráfica”, que reúne cerca de 90 obras que fazem um panorama da obra gráfica do paulistano Claudio Tozzi nos últimos 50 anos. Esta é a mostra mais completa já realizada sobre a produção gráfica do artista.

Os trabalhos reunidos foram produzidos nos mais variados processos de reprodução gráfica: serigrafia, xerox, litografia, gravura em metal, zinc offset e digitografia.

As imagens reunidas na mostram juntam toda a produção de Tozzi, em suas diferentes etapas: multidões, bandido da luz vermelha, astronautas, parafusos, cor pigmento luz, recortes e territórios – esta última, a fase mais recente.

Se por um lado as cores mais “chapadas” dos astronautas e multidões dos anos 1960 são reproduzidas através da serigrafia, as obras mais recentes do artista exige técnicas e superposições de retículas gráficas.

A mostra é resultado de pesquisa do curador e historiador Manuel Neves, em parceria com a École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, que investigou a produção da arte brasileira na segunda metade da década de 1960.

Chamam atenção obras como a já citada “Astronauta” (1969/2018) e “Zebra e Leão” (foto), obra de 1972, que também é uma serigrafia sobre papel.

SERVIÇO:
Exposição:
Emblema da Cultura Brasileira – Retrospectiva da Obra Gráfica
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 20/05/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Um Autorretrato Cubano” na Caixa Cultural

“Rubia con Fidel”, foto de José A. Figueroa de 1966, exibida na Caixa Cultural. Créditos: divulgação

A Caixa Cultural promove até o próximo domingo, 4 de março, a exposição “Um Autorretrato Cubano”, que reúne cerca de 70 registros realizados entre a década de 1970 e os dias atuais do fotógrafo cubano José A. Figueroa. Dividida em quatro seções, a mostra exibe toda a transição da fotografia documental para a fotografia simbólica e conceitual do profissional, seja em Cuba como em outros cantos da América Latina.

Considerado um dos precursores da fotografia conceitual, Figueroa é conhecido pelas imagens que retratam questões de cunho social e político de Cuba e, em sua produção, ele apresenta a sua visão sobre as diversas fases da história do país, desde os primórdios da Revolução Cubana, quando acompanhou as mudanças sociais expressivas (e controversas também), até os dias de hoje.

Com curadoria de sua filha, Cristina Figueroa, que também é crítica de arte, a exposição resgata momentos diferentes da carreira de José A. Figueroa. Uma das quatro seções, intitulada “Uma história pessoal”, contém registros do começo da carreira do fotógrafo, nos Studios Korda, e das séries “A Outra Face da Revolução” e “Exílio”, esta última registra o êxodo familiar de Cuba para os Estados Unidos no início da Revolução Cubana. Enquanto isso, em “Havana, Angola, Berlim. The fallen dreams”, são exibidas imagens das décadas de 1980 e 1990, que relata a viagem de Figueroa a Angola como correspondente de guerra, entre 1982 e 1983. Na seção “Imagens Atemporais” são destacadas fotografias que refletem a manipulação de símbolos nacionais, como o herói cubano José Martí, fundador do Partido Revolucionário Cubano, a bandeira cubana e, claro, Ernesto Che Guevara. E, finalmente, “Figueroa no Século 21”, que explora o período mais contemporâneo do artista, que retratou projetos que mostram a necessidade de olhar para o passado, para a sociedade e história de Cuba.

Entre os destaques estão “Nixon, hijo de puta, La Habana, mayo de 1970”; “Monte de las banderas, La Habana” (2016); e “Rubia con Fidel, Carnaval de La Habana” (foto), de 1966.

SERVIÇO:
Exposição:
Um Autorretrato Cubano
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando:
até 04/03/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “A Construção do Patrimônio” na Caixa Cultural

Uma das obras em exibição na Caixa Cultural que homenageia Aleijadinho. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural está com a exposição “A Construção do Patrimônio” em cartaz até o próximo domingo, 4 de março, e apresenta cerca de 150 itens, entre documentos raros, esculturas, mobiliários e quadros, que trazem importantes momentos da história das políticas públicas de preservação do Brasil.

Segundo o curador da mostra, Luiz Fernando de Almeida, o intuito da mostra é propiciar o visitante a analisar a importância da cautela da riqueza histórica e artística do Brasil e também desperta questionamentos sobre desafios do país.

A exposição faz parte das celebrações dos 80 anos de existência do IPHAN, uma das mais antigas instituições públicas brasileiras e a pioneira em destinar em preservar e a promover o patrimônio cultural da América Latina.

Dividida em 12 ambientes, a mostra exibe registros e obras de nomes como Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Lucio Costa, Marcel Gautherot, Germano Graeser, Eric Hess, Oscar Niemeyer, Pierre Verger e uma réplica de Aleijadinho. Além de um importante acervo documental do IPHAN dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, a exposição contém ainda obras do Museu Histórico Nacional, Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP), Casa de Juscelino, entre outros.

Em meio aos destaques estão “Risco da frontispicia da Capela de São Francisco de Assis” (foto), de Aleijadinho; “Janela da Igreja do Carmo” (1922), de Lúcio Costa; “Coroa de Xangô, Terreiro Casa Branca”, uma reconstituição feita por Paulo Cavera Ramires; e uma coluna antropomórfica da antiga Catedral da Sé da Bahia, demolida em 1933, feita por um autor desconhecido feito com talha em madeira com policromia.

SERVIÇO:
Exposição:
A Construção do Patrimônio
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 04/03/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Flávio de Carvalho – Expedicionário” na Caixa Cultural

Exposição aborda expedições feitas por Flávio de Carvalho. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural está com a mostra “Flávio de Carvalho – Expedicionário” em cartaz até o próximo domingo, 4 de março, e reúne fotografias, documentos, cadernos de viagem, matérias de jornal e vídeo, ou vestígios deixados por projetos de cunho experimental e expedicionário.

Dividida em expedições, a exposição apresenta os temas “Viagem à Europa” (1934-1935), que rendeu os relatos do livro “Os Ossos do Mundo”; “Rumo ao Paraguai” (1943-1944); e “Viagens aos Andes” (1947), contendo dados e documentos dessa incursão do artista à América Latina.

Complementa a mostra, “Viagem à Amazônia (1956)” com projeção do filme A Deusa Branca — Flávio de Carvalho, que uniria pesquisa etnográfica e drama ficcional de tons surrealistas, sobre uma menina branca raptada por índios.

A exposição trará objetos e material iconográfico (vídeos e fotografias) e textuais referentes a outros projetos do artista que atestam seu caráter expedicionário – que permite propor como uma abordagem artística e seminal para compreensão de sua obra e de seu legado.

Com uma trajetória artística caracterizada por polêmicas, o modernista Flávio de Carvalho não seguiu padrões ou convenções para expressar seu espírito livre e suas ideias visionárias e se definia como um “arqueólogo malcomportado”.

SERVIÇO:
Exposição:
Flavio de Carvalho – Expedicionário
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 04/03/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida