Rogério Caetano e Gian Correa lançam 7 no Sesc Pompeia

Rogério Caetano e Gian Correa | Crédito da foto: divulgação

Álbum homenageia Dino 7 Cordas; show acontece no dia 22 de fevereiro, no Teatro da unidade.

Dois jovens e talentosos violonistas fazem apresentação no Teatro do Sesc Pompeia no 22 de fevereiro, às 21h. Na ocasião, Gian Correa e Rogério Caetano lançam 7, que tem como protagonista, ou protagonistas, o violão 7 cordas tocados pelos artistas. O “7” do título homenageia Dino 7 Cordas, referência do violão sete cordas, e ao seu centenário, comemorado em 2018.

O álbum 7 é fruto do trabalho autoral dos dois músicos que possuem linguagens próprias muito fortes e que desde muito jovens já tinham muita intimidade com o choro e o samba. Este encontro reúne pela primeira vez na história fonográfica brasileira dois violonistas de 7 cordas de aço solistas, demonstrando nas composições e arranjos toda a riqueza e virtuosidade da música instrumental brasileira contemporânea.

Horondino José da Silva, conhecido como Dino Sete Cordas, era músico, compositor e arranjador. O músico carioca, nascido em 1918, desenvolveu uma nova maneira de pensar o violão e um dos pioneiros em empregar o instrumento em rodas de samba e choro. Dino fez parte de importantes formações da música brasileira pré-bossa nova, como o conjunto Época de Ouro, comandado por Jacob do Bandolim, e o regional de Benedito Lacerda, além de tocar com músicos renomados como Luiz Gonzaga e Cartola.

Gian Correa começou tocando em rodas de choro quando criança, incentivado pelo pai. No início estudou cavaquinho, passando, depois, para o violão de 7 cordas. Seu primeiro trabalho autoral solo, Mistura 7 (YB Music/2013) elogios de críticos em diversos meios de comunicação. Em 2016 lançou Remistura 7 (YB Music), em CD/DVD. Atualmente, o violonista integra os coletivos de música Rejunte e Som Sem Dono na cidade de São Paulo. Em 2016 lançou a web serie chamada “Joga um 7 aí!”, que tem por objetivo difundir a linguagem brasileira do violão de 7 cordas, bem como divulgar jovens músicos e mestres veteranos representantes deste instrumento no país.

Nascido em Goiânia e bacharel em composição pela Universidade de Brasília, Rogério Caetano é um premiado virtuose e referência do violão de 7 cordas. Possui uma discografia com sete álbuns, sendo premiado em 2015 no IMA (Independent Music Awards), em 2016 no Prêmio da Música Brasileira e em 2017 no Prêmio Profissionais da Música. Vem difundindo sua arte no Brasil e exterior realizando concertos e workshops em países como Alemanha, França, Itália, Espanha, Áustria, Portugal, Holanda, Bélgica, EUA, China, Índia, Israel, Turquia, África do Sul, e Equador. Já gravou com artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Caetano Veloso, Monarco, D. Ivone Lara, Maria Bethania, Nana Caymmi, Ivan Lins, entre vários outros.

SERVIÇO:
Rogério Caetano e Gian Correa
Plataforma
Lançamento de 7
Dia 22 de fevereiro de 2019, sexta-feira, às 21h
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis. Abertura da casa com 30 minutos de antecedência ao início do show.
Ingressos: R$6 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$10 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$20 (inteira).
Venda online a partir de 12 de fevereiro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 13 de fevereiro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
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Celso Sim apresenta canções de “O Amor Entrou Como um Raio” na Comedoria do Sesc Pompeia

O cantor e compositor Celso Sim. Créditos: divulgação

Em show no dia 21 de fevereiro, artista paulista apresenta músicas de álbum tributo ao sambista Batatinha; Fabiana Cozza faz participação especial

O cantor, compositor premiado, cineasta e ator Celso Sim apresenta seu mais recente álbum O Amor Entrou Como Um Raio em show na Comedoria do Sesc Pompeia no dia 21 de fevereiro, quinta-feira, às 21h30. A cantora Fabiana Cozza faz participação especial.

O disco faz a leitura da obra de Batatinha, considerado um dos maiores compositores de samba do Brasil. No além das canções do sambista carioca, serão apresentadas canções de Zé Miguel Wisnik sobre poemas de Fernando Pessoa, além de sambas de D. Ivone Lara e Nelson Cavaquinho. Desde 2003, ao trabalharem juntos no musical Canto da Guerreira – em homenagem aos 20 anos da morte de Clara Nunes – Celso Sim e Fabiana Cozza não se apresentavam juntos.

Para Celso, Batatinha é um dos gênios da canção brasileira. “O repertório gravado faz uma fenomenologia do carnaval através da polaridade prazer-sofrimento, dádiva-dívida, íntimo-público, confissão-expiação, labuta-festa, onde o carnaval é uma perspectiva de fuga e acesso à uma humanidade perdida e/ou esquecida para o poeta que sabe e canta o desencanto sem drama, o sofrimento sem tristeza e até mesmo com altivez e elegância. Sofrimento tão extenso que mesmo a possibilidade de superação, transcendência e/ou suspensão dessa dor traz dúvidas como em “se eu deixar de sofrer, como é que vai ser para me acostumar”, e o que emerge desse mergulho é o seu contrário, o alento, nesta singularidade do samba e do blues”, conta o artista.

O Amor Entrou Como Um Raio foi lançado em 2017 e traz 11 canções de Batatinha com uma formação musical contemporânea e arranjos tropicalistas para os sambas.

O disco sucede os elogiados Tremor Essencial (2014) e Elza Soares, A mulher do fim do mundo (2015), do qual Celso é diretor artístico, compositor e cantor, e que ganhou o Grammy Latino 2016 de melhor disco de música brasileira, entre outros importantes prêmios nacionais e internacionais.

SERVIÇO:
Celso Sim
Dia 21 de fevereiro de 2019, quinta-feira, às 21h30
Comedoria
*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados. A compra do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa com 90 minutos de antecedência ao início do show.
Ingressos: R$9 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$15 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$30 (inteira).
Venda online a partir de 12 de fevereiro, terça-feira, às 12h.
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Espetáculo construído de forma colaborativa debate racismo no Sesc Pompeia

Imagens da peça Três Pretos: Valor de uso. Foto: Lígia Jardim

Com apresentações nos feriados de 15 e 20 /11, peça da Sociedade Abolicionista de Teatro fica em cartaz no Teatro do Sesc Pompeia por três semanas

A nova criação da Sociedade Abolicionista de Teatro, “Três Pretos: Valor de uso”, com direção de Jose Fernando Peixoto de Azevedo e atuação de Raphael Garcia, Ailton Barros e Lilian Regina, estreia no feriado de 15 de novembro no Sesc Pompeia, ficando em cartaz até  1º de dezembro no Teatro da unidade. A peça integra o projeto de mesmo nome que, desde setembro, trouxe para o local debates acerca de obras produzidas por autoras e autores negros por meio da atividade Pensamento Negro Brasileiro. Além desses encontros, o projeto também englobou uma residência artística imersiva, paralela ao processo de produção do espetáculo.

A peça remete ao valor como base para a crítica das formas de alienação da vida. Na modernidade, ou, da perspectiva da colônia, preto tem sido reduzido a um valor de troca: o preto escravo, o preto café, o preto petróleo: três fontes de energia e de valor; três tempos de um mundo que avança produzindo ruínas.

A associação preto-escravo-café foi a base do impulso industrial brasileiro e a fonte de energia das longas jornadas para o trabalho livre da Europa. Hoje, o preto-energia-petróleo é a base energética da acumulação capitalista moderna e suas disputas sobre territórios e corpos. A carne (o escravizado), o pó (o café), o sangue (o petróleo): ao mesmo tempo que a marcha cronológica do progresso força o esquecimento da energia primitiva, os equivalentes funcionais da energia preta desvelam a violência perene em torno do preto que “satisfaz”. Em cena, um dispositivo pretende fazer com que essas temporalidades atravessem o jogo, produzindo corpos e sujeitos.

SINOPSE

Num território conflagrado por lutas milicianas, desertores cavam em busca de um “mar de águas pretas”, fonte de uma riqueza sem fim que traria a todos a “libertação final. A escavação converte-se em espera, e a espera se revela um tempo atravessado por demandas de reparação e salvação, demandas para as quais as tentativas de realização resultam em continuidade e aprofundamento da guerra e suas carnificinas.

SOCIEDADE ABOLICIONISTA DE TEATRO

É uma plataforma coordenada por José Fernando e seu programa de trabalho consiste em viabilizar associações entre artistas, principalmente artistas pretos, que possam, juntos, realizar projetos a partir do encontro de perspectivas e práticas poético-políticas. O abolicionismo que seu nome traz não é apenas uma referência “anacrônica” à história e memória da escravidão, mas antes, a nomeação de uma luta pelos abolicionismos que ainda nos concernem, confrontações a continuidades e permanências que fazem, entre outras coisas, que algo como um sistema prisional se configure como desdobramento e extrapolação da escravidão entre nós, tecnologia de controle dos corpos que espolia e sentencia à morte em vida o pobre, mais principalmente o negro, e – em particular – o jovem negro. A sobreposição temporal que a ideia de uma “sociedade abolicionista” implica aos ouvidos, faz ver a convivência complexa de temporalidades, fusos históricos.

SOBRE O DIRETOR

José Fernando Peixoto de Azevedo é professor na Escola de Arte Dramática e no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Estudou cinema, possui graduação e doutorado em Filosofia pelo Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde defendeu tese sobre o teatro do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Atua como pesquisador nas áreas de história e estética do teatro brasileiro e do teatro negro, além de estética e filosofia contemporânea. Foi fundador, dramaturgo e diretor do Teatro de Narradores e é colaborador do grupo de teatro negro Os Crespos, além de outros coletivos teatrais como o Chai-na (Isto é um negro?). Atua também como curador. Dirigiu recentemente o espetáculo Navalha na Carne Negra e publicou, pela editora n-1, o volume da coleção Pandemia intitulado Eu, um crioulo.

Ficha Técnica
Concepção e Direção: José Fernando Peixoto de Azevedo
Dramaturgia: José Fernando Peixoto de Azevedo e Luís Fernando Massonetto
Atores: Ailton Barros, Lilian Regina, Raphael Garcia
Assistência de Direção e Vídeo: Flávio Moraes
Assistência de Direção: Leonardo Devitto
Preparação Corporal: Tarina Quelho
Iluminação: Wagner Antônio
Direção de Arte: Chris Aizner
Técnico e Operação de Luz: Jimmy Wong
Programação Visual (Programa): Lucas Brandão
Assessoria de Imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto
Produção: núcleo corpo rastreado

SERVIÇO:
Três Pretos: Valor de Uso
De 15 de novembro a 1º de dezembro,  quintas, sextas e sábados, às 21h. Domingo e feriados, às 18h
Apresentações extra em 20 de janeiro, terça-feira, às 18h.
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis. Abertura da casa com 30 minutos de antecedência ao início do show.
Capacidade: 302 lugares
Duração: 60 min
Ingressos: R$7,50 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$12,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$25 (inteira).
Venda online a partir de 6 de novembro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 7 de novembro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
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Mateus Aleluia lança disco no Sesc Pompéia

Mateus Aleluia. Foto: Vinicius Xavier

Fogueira Doce, segundo álbum do músico remanescente do lendário grupo Os Tincoãs, será apresentado em dois shows no Teatro.

A tradição, os batuques e o samba de roda vão tomar conta do Sesc Pompeia. Mateus Aleluia, remanescente do grupo baiano Tincoãs, faz dois shows no teatro para lançar “Fogueira Doce”, segundo disco solo de sua carreira. As apresentações acontecem nos dias 26 e 27 de abril, quinta e sexta-feira, às 21h.

Com produção de Alê Siqueira, o disco é um passeio por entre caminhos existenciais e musicais que aproximam Brasil e África – em particular, Angola, país onde o cantor morou por mais de 20 anos.

Uma visão em um pôr do sol em Luanda inspirou Mateus Aleluia.  “É um vermelho que não distorce, um fogo que não queima, só faz aquecer”, conta o cantor e compositor, que cria com suas músicas uma cosmogonia própria, passeando entre temas da cultura afro brasileira, do candomblé e da filosofia para, enfim, desaguar no amor.

Nos shows, Mateus Aleluia conta com uma formação completa de banda: Rodrigo Sestrem (Rabeca e Flauta), Vinícius Santos (Flauta e Sax), Nino Bezerra (Contrabaixo), Dom Lúcio (Bateria), Lucas Pereira (Percussão) e Verônica Raquel (Voz).

Fogueira Doce chega às principais plataformas digitais no dia 20 de abril. Esta será a primeira vez que o artista tem suas músicas disponíveis para download e streaming.

Fogueira Doce

As doze canções do disco são fruto do seu estado de observação da vida e estão assentadas sobre o conceito do afro barroco, defendido e desenvolvido pelo artista. “Nunca nenhum processo meu é muito intelectualizado. Vem sempre pelo caminho da espontaneidade. Todo o meu processo de vida foi criado pela intuição. A natureza dirige”, explica Mateus Aleluia.

O álbum se debruça sobre os últimos 20 anos de carreira dele, mas com uma visão muito atual do artista. “Este disco é o meu hoje, como eu penso. É uma releitura sobre os mesmos temas que traga no meu caminhar”, relata o cantor e compositor. Na canção Convênio de Orum conta com a participação especial do amigo Carlinhos Brown. “Fizemos e gravamos juntos esta canção”, relembra.

Fogueira Doce conta com as participações especiais de dois filhos de Mateus Aleluia: Fabiana e Mateus Aleluia Filho. “Em todo trabalho meu em carreira solo sempre contei com as participações de meus filhos. É bom estar com eles. Tocar com a família é celebrar, é estar em estado de graça. Os outros dois meninos que estão comigo neste álbum são, também, minha família”, conta o artista, ao citar os músicos Alexandre Vieira e Cláudio Badega.

Sobre Mateus Aleluia

Mateus Aleluia é brasileiro natural de Cachoeira, na Bahia. Compositor, cantor e instrumentista, remanescente do grupo vocal “Os Tincoãs” e autor deste projeto cujo enredo tem como foco a mestiçagem artística cultural brasileira, ressaltando como o fio condutor deste processo a cultura e história da África. Em seu retorno de Angola, onde viveu de 1983 a 2003, se tornou lançou o primeiro disco solo em 2010, Cinco Sentidos, e em 2018 apresenta “Fogueira Doce”. “Esse disco é a continuidade das emoções à procura da sensibilidade, um novo sentido depois dos Cinco Sentidos”, conta Mateus Aleluia. As músicas de Mateus Aleluia seguem circulando na cena da música brasileira com regravações de artistas como Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Saulo e Márcia Castro.

Sobre Os Tincoãs

Com a formação inicial de Erivaldo, Heraldo e Dadinho, Os Tincoãs interpretavam no final da década de 50 apenas boleros. O grupo ganhou projeção, no entanto, quando passou a cantar a música dos terreiros de candomblé, das rodas de capoeira e do samba de raiz. Nesta época, meados dos anos 60, Erivaldo saiu e entrou Mateus Aleluia. Nascia ali uma expressão musical que viria para modificar a música religiosa afro-brasileira.

“No fundo nós somos amalgamados culturalmente. Duas ou três pessoas não representam o que a Bahia é. Tincoãs fundamentalmente é recôncavo baiano e Cachoeira é isso: essa junção da cultura barroca com a cultura africana, mas tudo isso sustentado na cultura dos donos da terra, que são os índios. Isso dá um universo de influências. Nós temos tudo das filarmônicas, temos tudo do candomblé e temos tudo das igrejas católicas também”, ressalta Mateus Aleluia.

Em 1973 gravaram juntos um disco antológico, com grande impacto. Apesar de bastante sofisticado, o trio contava com poucos recursos. O resultado que os destacava vinha de arranjos delicados, voz em perfeita harmonia, violão percussivo e tambor harmônico. O álbum, que marcou época na MPB, reverenciava os orixás. Músicas para Iansã, Obaluaê e Iemanjá passaram a ser ouvidas pelos brasileiros fora dos terreiros.

Em 1975, com a morte de Heraldo, o grupo ganhou novo integrante, Morais, que foi logo depois substituído por Badu. Em 1983 o grupo foi para Angola, permanecendo por lá até encerrarem a parceria, em 2000, com a morte de Dadinho – parceiro de Mateus Aleluia na composição do clássico Cordeiro de Nanã.

Este casamento de culturas ancestrais dentro de um trabalho musical conferiu ao Tincoãs, por autoridades antropológicas, históricas, jornalísticas e musicais como Maestro Leonardo Bruno, Maestro Koellreutter – na ocasião Diretor do ICBA – Rio de Janeiro, Antropólogo e Etnólogo Babalaô Nigeriano Francis Ifá Kaiodê Akinwelere, Adelzon Alves – radialista e produtor discográfico, a

condição de co-reanimadores da ancestralidade musical afro-brasileira.

SERVIÇO:
Mateus Aleluia
Lançamento Fogueira Doce
26 e 27 de abril, quinta e sexta-feira, às 21h
Local: Teatro*
Ingressos: R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira).
Venda online (sescsp.org.br/pompeia) a partir de 17 de abril, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc SP a partir de 18 de abril, quarta-feira, às 17h30.
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Sesc Pompeia faz a estreia de Nossos Mortos, do grupo Teatro Máquina, de Fortaleza-CE

Cena de Nossos Mortos, do Teatro Máquina. Foto: Luiz Alves

Espetáculo busca intersecções entre o massacre de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, em Crato-CE, com a tragicidade exposta no mito de Antígona

“Neste exato momento, nós aqui estamos vivos, enquanto outros de nós estão mortos. Desses outros de nós que estão mortos, alguns foram velados, enterrados, sepultados e talvez cumpriram, assim, seus rituais terrenos, mas muitos desses outros de nós que estão mortos não foram velados, enterrados ou sepultados e, sequer, tiveram seus corpos encontrados. (…) Quem são nossos mortos?” Trecho da dramaturgia de Nossos Mortos

Estreia dia 6 de abril de 2018, no Sesc Pompeia, o espetáculo “Nossos Mortos”, com direção de Fran Teixeira, do grupo Teatro Máquina, de Fortaleza/CE. Além da curta temporada em São Paulo (até 15 de abril), a companhia oferece a oficina “Bases Improvisacionais para o Corpo e a Voz no Espaço de Criação” com a cantora e pesquisadora Consiglia Latorre.

O Teatro Máquina é um grupo teatral nascido em Fortaleza, CE, em 2003. Em 15 anos de trabalho, comemorados agora em 2018, uma característica se consolida na trajetória da companhia: a de propor e vivenciar processos criativos intensos. Dessa forma também nasceu Nossos Mortos, oitava peça do repertório do grupo.

O espetáculo surgiu do desejo de aprofundar e desenvolver algumas das experimentações realizadas durante uma expedição de 28 dias por três regiões do semiárido nordestino em 2015. Nessa viagem, questões que envolvem os massacres de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Crato-CE e de Canudos, no sertão da Bahia, se fundiram à tragicidade exposta no mito de Antígona. Ao abordar os extermínios e fazer paralelos com o mito grego, despertou no grupo o interesse no desenterrar as inúmeras histórias brasileiras que ainda precisam ser contadas, assim como precisam ser devidamente sepultados os corpos abandonados de seu povo.

Sobre o massacre ocorrido em 1937 – ano em que Getúlio Vargas liderou um golpe que garantiu a sua permanência na presidência da república e instituiu uma severa ditadura no país – os moradores da comunidade de Caldeirão foram denunciados e acusados de praticar o comunismo. Tropas do governo federal e da polícia militar do estado do Ceará invadiram e bombardearam a localidade, deixando um saldo de milhares de mortos, enterrados em uma vala comum (nunca localizada). Pesquisadores julgam que o episódio pode ter sido o maior massacre da história brasileira.

A pesquisa do Teatro Máquina trata de dar forma à tragicidade exposta no mito de Antígona, a partir da versão clássica de Sófocles. A abordagem enfatiza a defesa do direito natural de sepultamento, quando o Estado se omite ou infringe a tradição. Aprofundando relações com outras versões do mito nas traduções e releituras dos dramaturgos Friedrich Hölderlin, Bertolt Brecht, José Watanabe e Ângela Linhares, foram recolhidos também alguns documentos históricos de alguns massacres a movimentos populares, como o do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, na cidade de Crato (CE).

Sobre o processo de pesquisa e criação

Em Nossos Mortos, o Teatro Máquina pretende dar luz às relações intertextuais das variadas versões de Antígona e dos estudos e crônicas que analisam e descrevem o massacre do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Ceará. Analisar como os movimentos de resistência populares no sertão nordestino se formam, como a ideia de rebelião se inaugura, como os dispositivos sociais urgentes – fome, exclusão, exploração, interesses políticos e desejos de salvação – são estopim para o nascimento de lideranças populares no Nordeste brasileiro.

A partir da transversalidade dessas questões, o Teatro Máquina se debruçou sobre o cerne de Antígona, a tragédia das irmãs diante da morte de seus irmãos, em paralelismo ao desdobramento das rebeliões populares em suas lideranças e suas formas de resistência e massacre. Ao manipular o material coletado e elaborar o pensamento a partir disso, o grupo observou como a guerra, a intransigência e a violência estão na base da formação e do desenvolvimento de um povo.

Desde 2016 o material produzido na viagem pelas regiões do semiárido nordestino foi sendo revisto para a concepção de Nossos Mortos. Em junho de 2017, quando o projeto foi selecionado no Laboratório de Teatro do Porto Iracema das Artes, do Governo do Estado do Ceará, Tânia Farias, artista da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, passou a desenvolver um trabalho de tutoria junto ao grupo.

Recorrentes voltas ao Cariri para conhecer mais de perto as vozes das cantoras e cantores de defuntos, colher letras e ritmos, entender mais sobre o que está relacionado à história e ao massacre do Caldeirão. Assim fez o Teatro Máquina, em viagens entre Juazeiro do Norte, Cariri, Crato e Barbalha para acompanhar a Romaria de Finados.

Dessas idas e voltas ao interior do Ceará, a companhia conheceu Di Freitas, multiinstrumentistista e luthier, e o grupo Cantares D’alma. Assim foram sendo colhidas parcerias e muitas referências musicais para o trabalho. No retorno à Fortaleza, a colaboração de Tânia Farias e  dos músicos Consiglia Latorre, Ayrton Pessoa e Di Freitas – com a proposição de múltiplas sonoridades vocais e fúnebres, além da introdução da rabeca de cabaça no trabalho – foram fundamentais para o resultado artístico em Nossos Mortos.

Sobre o Teatro Máquina

Nascido em 2003 em Fortaleza, no Ceará, o Teatro Máquina está há 15 anos desenvolvendo processos criativos intensos, no encontro com o texto e as ideias como espaço de exploração, na investigação do corpo e a presença, o gesto em sua decupagem, a palavra como imagem.

O trabalho do grupo está pautado em construir e sistematizar princípios formais de composição, explorando o gesto (em sua construção, definição e separação) e a noção expandida de narração (como contraponto aos elementos dramáticos). A linguagem narrativa, os aspectos épicos e diferentes modelos de composição gestual e vocal são testados e revistos continuamente.

A companhia tem procurado trabalhar em três frentes convergentes: a formação, a produção e a ação política. As formas de trabalho operam em partilha e contágio e para isso mantém um repertório e uma sede em Fortaleza, a Casa da Esquina, onde desenvolvem atividades formativas, bem como a criação de espetáculos.

Sobre a oficina

A oficina pretende trabalhar a partir de cinco objetos de investigação: presença, corpo, espaço, som e palavra. As estratégias de abordagem desses objetos falam sobre o encontro do grupo com a cantora e pesquisadora Consiglia Latorre e sua investigação sobre sonoridades múltiplas. A oficina se baseia, portanto, nos motores experimentados com Latorre no trabalho improvisacional e na criação do novo espetáculo do grupo, Nossos Mortos. As inscrições acontecem até o dia 7 de abril – para se candidatar a uma das vagas, o interessado deve enviar e-mail para oficinascenicas@pompeia.sescsp.org.br com o assunto “Bases improvisacionais”.

Sinopse

Em Nossos Mortos, novo trabalho do grupo, o Teatro Máquina (Fortaleza-CE) traz a voz de Antígona articulada às inúmeras histórias dos massacres a movimentos populares, especialmente o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em Crato, Ceará. Antígona é uma tragédia sobre uma irmã que deseja enterrar o irmão e sobre o tio dela, agora feito general, que a impede de enterrá-lo. É também sobre como o palco da política está infestado com o cheiro podre dos cadáveres esquecidos. Nesse espetáculo o grupo explora a fala, o canto e a ambiência sonora, a partir das sonoridades fúnebres sertanejas.

Ficha Técnica
Com Ana Luiza Rios e Loreta Dialla
Direção: Fran Teixeira
Produção: Teatro Máquina
Direção Musical: Ayrton Pessoa Bob e Consiglia Latorre
Preparação musical: Consiglia Latorre
Acompanhamento musical e rabeca de cabaça: Di Freitas
Música e som ao vivo: Ayrton Pessoa, Di Freitas e Levy Mota
Preparação corporal: Fabiano Veríssimo e Márcio Medeiros Figurino: Diogo Costa
Cenografia: Frederico Teixeira
Assistência de cenografia: Marina de Botas
Desenho de luz: Walter Façanha
Fotos: Luiz Alves
Desenhos: Marina de Botas e Simone Barreto
Teaser: http://www.vimeo.com/teatromaquina/nossosmortos

Serviço
peça
Nossos Mortos
Teatro Máquina (CE)
6 a 15 de abril de 2018, sextas-feiras e sábados, às 21h; domingo, às 18h.
Local: Teatro*
Ingressos: R$ 7,50 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 12,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 25,00 (inteira).
Duração: 70min
Venda online a partir de 27 de março, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 28 de março, quarta-feira, às 17h30.
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.

oficina
Bases improvisacionais para o corpo e a voz no espaço de criação
Com Teatro Máquina e Consiglia Latorre
10 a 12 de abril de 2018, terça, quarta e quinta-feira, das 18h30 às 21h30.
Local: 10º andar – Conjunto Esportivo
Para se inscrever, os interessados devem enviar e-mail para oficinascenicas@pompeia.sescsp.org.br, com o assunto Bases improvisacionais, até 7 de abril.
Atividade voltada para: Interessados em artes cênicas e música, estudantes, artistas em geral.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
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Para credenciamento, encaminhe pedidos para imprensa@pompeia.sescsp.org.br

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Sesc Pompeia apresenta “Pachamama: Viagem à Terra dos Sons”, espetáculo musical para crianças de até 6 anos

Pachamama | Foto Nicole Tramontini

Nos sábados de abril, Unidade recebe experiência multissensorial idealizada pelo Grupo Tessituras

Em abril, entre os dias 7 e 28, as crianças de 0 a 6 anos estão convidadas a fazer uma viagem pelo mundo dos sons e dos sentidos no Sesc Pompeia. O espetáculo “Pachamama: Viagem à Terra dos Sons”, do grupo Tessituras, será apresentado aos sábados, ao meio-dia, na Sala do 10º andar do Conjunto Esportivo.

O espetáculo cênico-musical é feito para acolher o público infantil, em especial a primeira infância. Por meio de um mundo sonoro e delicado, a peça traz canções que despertam imagens poéticas, concretizadas em objetos que se oferecem à interação das crianças e familiares.

Pachamama convida o público a uma experiência multissensorial, espacial, de ritmo e movimento, de corpo e gesto, modulada pelas diversas nuances, dinâmicas e intensidades das músicas e pelos timbres e vibrações das vozes e dos instrumentos.

Além da interação por meio da música, Pachamama tem como tema a água e suas relações físicas e míticas com a vida humana desde a placenta.

O espetáculo apresenta canções do universo infantil de diversas origens, em que as culturas modelaram sua identidade nos sons, ritmos, estilos, formas de cantar, gestualidade, idiomas e dialetos, seja nas brincadeiras e/ou nas canções de ninar.

O Núcleo Tessituras é formado por Daniela Amaral (voz), Dani Sou (preparação vocal e direção artística), Cintia Harumi Matsuda (flautas e voz)e Alice Oliveira (harpa).

SERVIÇO:
Pachamama – Viagem à Terra dos Sons
Com o Núcleo Tessituras
De 7 a 28 de abril de 2018, sábados, ao meio-dia,
Conjunto Esportivo (Sala do 10º andar)
Ingressos: R$ 5,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 17,00 (inteira). Crianças com até 12 anos não pagam.
Classificação indicativa: Livre
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93, Pompeia – São Paulo
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Fabiana Cozza canta Dona Ivone Lara e abre Samba Imenso, novo projeto musical do Sesc Pompeia

Fabiana Cozza Foto: Kriz Knack | Alessandro Penezzi Foto: Fernanda Correia

Na companhia do violonista Alessandro Penezzi, Fabiana sobe ao palco nos dias 31/3 e 1º/4. Samba Imenso continua até o fim do ano, homenageando sambistas em shows intimistas

O samba pede passagem e ganha homenagem no Sesc Pompeia. Nos dias 31 de março e 1º de abril, sábado, às 21h, e domingo, às 18h, Fabiana Cozza interpreta clássicos de Dona Ivone Lara, no teatro da unidade. A cantora é acompanhada pelo violonista Alessandro Penezzi.

O show inaugura o projeto “Samba Imenso”, que apresentar, mensalmente, a discografia de nomes consagrados do samba brasileiro por meio da voz de um intérprete da nossa música, sempre em uma formação intimista.

Em abril, nos dias 28 e 29, é a vez de BNegão, acompanhado pelo violão de Bernardo Bosisio, interpretar a obra de Dorival Caymmi. A edição de maio (31/5 e 1º/6) homenageia Wilson Moreira com Mônica Salmaso (voz) e Paulo Aragão (violão). Os ingressos variam entre R$ 9 e R$ 30,00. O projeto Samba Imenso continua até o fim do ano, mas ainda não há outros nomes confirmados.

Fabiana e Dona Ivone

Idealizada por Fabiana e Penezzi, esta apresentação celebra parte do cancioneiro de Dona Ivone e seus parceiros, com destaque para o mais “reluzente” na opinião de Fabiana: o poeta Délcio Carvalho – entre as canções que serão apresentadas desta parceria, destaque para “Nasci para Sonhar e Cantar”,  “Sonho Meu” e “Liberdade”.

Yvonne Lara da Costa, ou apenas Dona Ivone Lara, foi a primeira mulher a integrar a ala dos compositores de uma escola de samba, a Império Serrano, em 1965. Enfermeira de profissão, foi só aos 56 anos de idade que Dona Ivone passou a se dedicar exclusivamente à música e lançou seu primeiro disco, “Samba Minha Verdade, Samba Minha Raiz”, em 1978. A partir de então, teve suas composições gravadas por grandes nomes da música popular, de Beth Carvalho a Clara Nunes, passando por Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, entre muitos outros.

Fabiana Cozza começou sua carreira no samba – como anunciava seu primeiro disco, “O Samba é meu dom”, lançado em 2005. De lá para cá, tem sido considerada como uma das importantes intérpretes da música brasileira. Hoje tem seis CDs e dois DVDs gravados.

Violonista, compositor e arranjador, Alessandro Penezzi também toca violão de 7 cordas, violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, já tocou com Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Zimbo Trio, Beth Carvalho, Sílvio Caldas, Billy Blanco, Alaíde Costa, D. Ivone Lara, entre outros artistas.

SOBRE OS ARTISTAS

FABIANA COZZA
Fabiana Cozza é paulistana, cantora e jornalista (pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo  – PUC-SP). Deixou o Jornalismo aos 24 anos para assumir sua carreira artística de intérprete da canção que passa também pelo teatro e a dança. Trabalhou nos musicais ‘Os Lusíadas’ com direção de Iacov Hillel e musical de Magda Pucci; ‘A luta secreta de Maria da Encarnação’, última peça escrita por Gianfrancesco Guarnieri com direção musical de Renato Teixeira e Nathan Marques; O Canto da Guerreira – 20 anos sem Clara Nunes; Ary Barroso; Rainha Quelé – uma homenagem a Clementina de Jesus. Estudou danças brasileiras com Tião Carvalho, Renata Lima e nos terreiros e festas populares das quais participou de Norte a Sul do Brasil. Trabalhou dança contemporânea e consciência corporal com o mineiro Jorge Balbyns, discípulo de Klaus Vianna; dança do Mali e africana com Irineu Nogueira e foi dirigida pelo bailarino e coreógrafo JC Violla.

Cursou canto popular, teoria musical e prática de conjunto na Universidade Livre de Música Tom Jobim (atual Emesp) durante quatro anos. Seguiu estudando técnica vocal com professores particulares: Sira Milani, Maúde Salazar, Vânia Pajares, Felipe Abreu. Atualmente é orientada pela professora do Pantheatre de Paris Linda Wise e pelo professor e cantor italiano Davide Rocca, da Academia do Scala de Milão. Em 2014, Fabiana Cozza completou 17 anos de carreira e tem sido anunciada por críticos e público uma das importantes intérpretes da música brasileira contemporânea. Hoje tem seis cds e dois DVDs gravados.

ALESSANDRO PENEZZI
Violonista, compositor e arranjador, Alessandro Penezzi também toca violão de 7 cordas , violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, iniciou os estudos de violão aos 7 anos. Formado em violão erudito pela Escola de Música de Piracicaba – sob a orientação do Maestro Ernst Mahle e do professor Sérgio Belluco, que lhe apresentou o Choro. É bacharel em Música Popular pela Unicamp com especialização em Processos Criativos pela Faculdade Souza Lima. Integrou o Regional de Carlos Poyares, Trio Quintessência e Grupo Choro Rasgado. Em trio, atuou com Yamandú Costa e Rogério Caetano, e Sizão Machado e Alex Buck. Em duo, com o maestro Laércio de Freitas, Alexandre Ribeiro e Nailor Azevedo “Proveta”. Tocou com Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Zimbo Trio, Beth Carvalho, Sílvio Caldas, Billy Blanco, Alaíde Costa, D. Ivone Lara e as orquestras Jazz Sinfônica de São Paulo e Sinfônica de Londres.

Já atuou em vários países ao redor do mundo como EUA, Rússia, Gabão, Angola, Itália, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Argentina, Uruguai, Colômbia, Marrocos, Portugal, entre outros. Sua música já foi gravada por artistas como Beth Carvalho, Yamandú Costa, Danilo Brito, Bruno Moritz, Dexter Payne, Brian Silber, Regional de NY, e Jane Lenoir, flautista norteamericana que gravou o álbum Jane Lenoir plays Penezzi. somente com músicas do compositor.

SERVIÇO:
Fabiana Cozza canta Dona Ivone Lara
Com o violonista e compositor Alessandro Penezzi
Projeto Samba Imenso
31 de março e 1º de abril, sábado, às 21h, domingo, às 18h
Local: Teatro*
Ingressos: R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira).
Ingressos: venda online pelo endereço sescsp.org.br/pompeia e venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc SP.
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
Nos acompanhe!
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facebook.com/sescpompeia
twitter.com/sescpompeia
Para credenciamento, encaminhe pedidos para imprensa@pompeia.sescsp.org.br

Assessoria de Imprensa
Com Canal Aberto
Márcia Marques | Carol Zeferino | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | carol@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Assessoria de Imprensa Sesc Pompeia:
Fernanda Porta Nova e Guilherme Barreto
Estagiária: Camila Cetrone
Coordenador de comunicação: Igor Cruz
Telefone: (11) 3871-7720 / 7776
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Por Marcia Marques | Canal Aberto