Espetáculo construído de forma colaborativa debate racismo no Sesc Pompeia

Imagens da peça Três Pretos: Valor de uso. Foto: Lígia Jardim

Com apresentações nos feriados de 15 e 20 /11, peça da Sociedade Abolicionista de Teatro fica em cartaz no Teatro do Sesc Pompeia por três semanas

A nova criação da Sociedade Abolicionista de Teatro, “Três Pretos: Valor de uso”, com direção de Jose Fernando Peixoto de Azevedo e atuação de Raphael Garcia, Ailton Barros e Lilian Regina, estreia no feriado de 15 de novembro no Sesc Pompeia, ficando em cartaz até  1º de dezembro no Teatro da unidade. A peça integra o projeto de mesmo nome que, desde setembro, trouxe para o local debates acerca de obras produzidas por autoras e autores negros por meio da atividade Pensamento Negro Brasileiro. Além desses encontros, o projeto também englobou uma residência artística imersiva, paralela ao processo de produção do espetáculo.

A peça remete ao valor como base para a crítica das formas de alienação da vida. Na modernidade, ou, da perspectiva da colônia, preto tem sido reduzido a um valor de troca: o preto escravo, o preto café, o preto petróleo: três fontes de energia e de valor; três tempos de um mundo que avança produzindo ruínas.

A associação preto-escravo-café foi a base do impulso industrial brasileiro e a fonte de energia das longas jornadas para o trabalho livre da Europa. Hoje, o preto-energia-petróleo é a base energética da acumulação capitalista moderna e suas disputas sobre territórios e corpos. A carne (o escravizado), o pó (o café), o sangue (o petróleo): ao mesmo tempo que a marcha cronológica do progresso força o esquecimento da energia primitiva, os equivalentes funcionais da energia preta desvelam a violência perene em torno do preto que “satisfaz”. Em cena, um dispositivo pretende fazer com que essas temporalidades atravessem o jogo, produzindo corpos e sujeitos.

SINOPSE

Num território conflagrado por lutas milicianas, desertores cavam em busca de um “mar de águas pretas”, fonte de uma riqueza sem fim que traria a todos a “libertação final. A escavação converte-se em espera, e a espera se revela um tempo atravessado por demandas de reparação e salvação, demandas para as quais as tentativas de realização resultam em continuidade e aprofundamento da guerra e suas carnificinas.

SOCIEDADE ABOLICIONISTA DE TEATRO

É uma plataforma coordenada por José Fernando e seu programa de trabalho consiste em viabilizar associações entre artistas, principalmente artistas pretos, que possam, juntos, realizar projetos a partir do encontro de perspectivas e práticas poético-políticas. O abolicionismo que seu nome traz não é apenas uma referência “anacrônica” à história e memória da escravidão, mas antes, a nomeação de uma luta pelos abolicionismos que ainda nos concernem, confrontações a continuidades e permanências que fazem, entre outras coisas, que algo como um sistema prisional se configure como desdobramento e extrapolação da escravidão entre nós, tecnologia de controle dos corpos que espolia e sentencia à morte em vida o pobre, mais principalmente o negro, e – em particular – o jovem negro. A sobreposição temporal que a ideia de uma “sociedade abolicionista” implica aos ouvidos, faz ver a convivência complexa de temporalidades, fusos históricos.

SOBRE O DIRETOR

José Fernando Peixoto de Azevedo é professor na Escola de Arte Dramática e no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Estudou cinema, possui graduação e doutorado em Filosofia pelo Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde defendeu tese sobre o teatro do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Atua como pesquisador nas áreas de história e estética do teatro brasileiro e do teatro negro, além de estética e filosofia contemporânea. Foi fundador, dramaturgo e diretor do Teatro de Narradores e é colaborador do grupo de teatro negro Os Crespos, além de outros coletivos teatrais como o Chai-na (Isto é um negro?). Atua também como curador. Dirigiu recentemente o espetáculo Navalha na Carne Negra e publicou, pela editora n-1, o volume da coleção Pandemia intitulado Eu, um crioulo.

Ficha Técnica
Concepção e Direção: José Fernando Peixoto de Azevedo
Dramaturgia: José Fernando Peixoto de Azevedo e Luís Fernando Massonetto
Atores: Ailton Barros, Lilian Regina, Raphael Garcia
Assistência de Direção e Vídeo: Flávio Moraes
Assistência de Direção: Leonardo Devitto
Preparação Corporal: Tarina Quelho
Iluminação: Wagner Antônio
Direção de Arte: Chris Aizner
Técnico e Operação de Luz: Jimmy Wong
Programação Visual (Programa): Lucas Brandão
Assessoria de Imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto
Produção: núcleo corpo rastreado

SERVIÇO:
Três Pretos: Valor de Uso
De 15 de novembro a 1º de dezembro,  quintas, sextas e sábados, às 21h. Domingo e feriados, às 18h
Apresentações extra em 20 de janeiro, terça-feira, às 18h.
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis. Abertura da casa com 30 minutos de antecedência ao início do show.
Capacidade: 302 lugares
Duração: 60 min
Ingressos: R$7,50 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$12,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$25 (inteira).
Venda online a partir de 6 de novembro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 7 de novembro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia

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Mateus Aleluia lança disco no Sesc Pompéia

Mateus Aleluia. Foto: Vinicius Xavier

Fogueira Doce, segundo álbum do músico remanescente do lendário grupo Os Tincoãs, será apresentado em dois shows no Teatro.

A tradição, os batuques e o samba de roda vão tomar conta do Sesc Pompeia. Mateus Aleluia, remanescente do grupo baiano Tincoãs, faz dois shows no teatro para lançar “Fogueira Doce”, segundo disco solo de sua carreira. As apresentações acontecem nos dias 26 e 27 de abril, quinta e sexta-feira, às 21h.

Com produção de Alê Siqueira, o disco é um passeio por entre caminhos existenciais e musicais que aproximam Brasil e África – em particular, Angola, país onde o cantor morou por mais de 20 anos.

Uma visão em um pôr do sol em Luanda inspirou Mateus Aleluia.  “É um vermelho que não distorce, um fogo que não queima, só faz aquecer”, conta o cantor e compositor, que cria com suas músicas uma cosmogonia própria, passeando entre temas da cultura afro brasileira, do candomblé e da filosofia para, enfim, desaguar no amor.

Nos shows, Mateus Aleluia conta com uma formação completa de banda: Rodrigo Sestrem (Rabeca e Flauta), Vinícius Santos (Flauta e Sax), Nino Bezerra (Contrabaixo), Dom Lúcio (Bateria), Lucas Pereira (Percussão) e Verônica Raquel (Voz).

Fogueira Doce chega às principais plataformas digitais no dia 20 de abril. Esta será a primeira vez que o artista tem suas músicas disponíveis para download e streaming.

Fogueira Doce

As doze canções do disco são fruto do seu estado de observação da vida e estão assentadas sobre o conceito do afro barroco, defendido e desenvolvido pelo artista. “Nunca nenhum processo meu é muito intelectualizado. Vem sempre pelo caminho da espontaneidade. Todo o meu processo de vida foi criado pela intuição. A natureza dirige”, explica Mateus Aleluia.

O álbum se debruça sobre os últimos 20 anos de carreira dele, mas com uma visão muito atual do artista. “Este disco é o meu hoje, como eu penso. É uma releitura sobre os mesmos temas que traga no meu caminhar”, relata o cantor e compositor. Na canção Convênio de Orum conta com a participação especial do amigo Carlinhos Brown. “Fizemos e gravamos juntos esta canção”, relembra.

Fogueira Doce conta com as participações especiais de dois filhos de Mateus Aleluia: Fabiana e Mateus Aleluia Filho. “Em todo trabalho meu em carreira solo sempre contei com as participações de meus filhos. É bom estar com eles. Tocar com a família é celebrar, é estar em estado de graça. Os outros dois meninos que estão comigo neste álbum são, também, minha família”, conta o artista, ao citar os músicos Alexandre Vieira e Cláudio Badega.

Sobre Mateus Aleluia

Mateus Aleluia é brasileiro natural de Cachoeira, na Bahia. Compositor, cantor e instrumentista, remanescente do grupo vocal “Os Tincoãs” e autor deste projeto cujo enredo tem como foco a mestiçagem artística cultural brasileira, ressaltando como o fio condutor deste processo a cultura e história da África. Em seu retorno de Angola, onde viveu de 1983 a 2003, se tornou lançou o primeiro disco solo em 2010, Cinco Sentidos, e em 2018 apresenta “Fogueira Doce”. “Esse disco é a continuidade das emoções à procura da sensibilidade, um novo sentido depois dos Cinco Sentidos”, conta Mateus Aleluia. As músicas de Mateus Aleluia seguem circulando na cena da música brasileira com regravações de artistas como Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Saulo e Márcia Castro.

Sobre Os Tincoãs

Com a formação inicial de Erivaldo, Heraldo e Dadinho, Os Tincoãs interpretavam no final da década de 50 apenas boleros. O grupo ganhou projeção, no entanto, quando passou a cantar a música dos terreiros de candomblé, das rodas de capoeira e do samba de raiz. Nesta época, meados dos anos 60, Erivaldo saiu e entrou Mateus Aleluia. Nascia ali uma expressão musical que viria para modificar a música religiosa afro-brasileira.

“No fundo nós somos amalgamados culturalmente. Duas ou três pessoas não representam o que a Bahia é. Tincoãs fundamentalmente é recôncavo baiano e Cachoeira é isso: essa junção da cultura barroca com a cultura africana, mas tudo isso sustentado na cultura dos donos da terra, que são os índios. Isso dá um universo de influências. Nós temos tudo das filarmônicas, temos tudo do candomblé e temos tudo das igrejas católicas também”, ressalta Mateus Aleluia.

Em 1973 gravaram juntos um disco antológico, com grande impacto. Apesar de bastante sofisticado, o trio contava com poucos recursos. O resultado que os destacava vinha de arranjos delicados, voz em perfeita harmonia, violão percussivo e tambor harmônico. O álbum, que marcou época na MPB, reverenciava os orixás. Músicas para Iansã, Obaluaê e Iemanjá passaram a ser ouvidas pelos brasileiros fora dos terreiros.

Em 1975, com a morte de Heraldo, o grupo ganhou novo integrante, Morais, que foi logo depois substituído por Badu. Em 1983 o grupo foi para Angola, permanecendo por lá até encerrarem a parceria, em 2000, com a morte de Dadinho – parceiro de Mateus Aleluia na composição do clássico Cordeiro de Nanã.

Este casamento de culturas ancestrais dentro de um trabalho musical conferiu ao Tincoãs, por autoridades antropológicas, históricas, jornalísticas e musicais como Maestro Leonardo Bruno, Maestro Koellreutter – na ocasião Diretor do ICBA – Rio de Janeiro, Antropólogo e Etnólogo Babalaô Nigeriano Francis Ifá Kaiodê Akinwelere, Adelzon Alves – radialista e produtor discográfico, a

condição de co-reanimadores da ancestralidade musical afro-brasileira.

SERVIÇO:
Mateus Aleluia
Lançamento Fogueira Doce
26 e 27 de abril, quinta e sexta-feira, às 21h
Local: Teatro*
Ingressos: R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira).
Venda online (sescsp.org.br/pompeia) a partir de 17 de abril, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc SP a partir de 18 de abril, quarta-feira, às 17h30.
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Sesc Pompeia faz a estreia de Nossos Mortos, do grupo Teatro Máquina, de Fortaleza-CE

Cena de Nossos Mortos, do Teatro Máquina. Foto: Luiz Alves

Espetáculo busca intersecções entre o massacre de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, em Crato-CE, com a tragicidade exposta no mito de Antígona

“Neste exato momento, nós aqui estamos vivos, enquanto outros de nós estão mortos. Desses outros de nós que estão mortos, alguns foram velados, enterrados, sepultados e talvez cumpriram, assim, seus rituais terrenos, mas muitos desses outros de nós que estão mortos não foram velados, enterrados ou sepultados e, sequer, tiveram seus corpos encontrados. (…) Quem são nossos mortos?” Trecho da dramaturgia de Nossos Mortos

Estreia dia 6 de abril de 2018, no Sesc Pompeia, o espetáculo “Nossos Mortos”, com direção de Fran Teixeira, do grupo Teatro Máquina, de Fortaleza/CE. Além da curta temporada em São Paulo (até 15 de abril), a companhia oferece a oficina “Bases Improvisacionais para o Corpo e a Voz no Espaço de Criação” com a cantora e pesquisadora Consiglia Latorre.

O Teatro Máquina é um grupo teatral nascido em Fortaleza, CE, em 2003. Em 15 anos de trabalho, comemorados agora em 2018, uma característica se consolida na trajetória da companhia: a de propor e vivenciar processos criativos intensos. Dessa forma também nasceu Nossos Mortos, oitava peça do repertório do grupo.

O espetáculo surgiu do desejo de aprofundar e desenvolver algumas das experimentações realizadas durante uma expedição de 28 dias por três regiões do semiárido nordestino em 2015. Nessa viagem, questões que envolvem os massacres de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Crato-CE e de Canudos, no sertão da Bahia, se fundiram à tragicidade exposta no mito de Antígona. Ao abordar os extermínios e fazer paralelos com o mito grego, despertou no grupo o interesse no desenterrar as inúmeras histórias brasileiras que ainda precisam ser contadas, assim como precisam ser devidamente sepultados os corpos abandonados de seu povo.

Sobre o massacre ocorrido em 1937 – ano em que Getúlio Vargas liderou um golpe que garantiu a sua permanência na presidência da república e instituiu uma severa ditadura no país – os moradores da comunidade de Caldeirão foram denunciados e acusados de praticar o comunismo. Tropas do governo federal e da polícia militar do estado do Ceará invadiram e bombardearam a localidade, deixando um saldo de milhares de mortos, enterrados em uma vala comum (nunca localizada). Pesquisadores julgam que o episódio pode ter sido o maior massacre da história brasileira.

A pesquisa do Teatro Máquina trata de dar forma à tragicidade exposta no mito de Antígona, a partir da versão clássica de Sófocles. A abordagem enfatiza a defesa do direito natural de sepultamento, quando o Estado se omite ou infringe a tradição. Aprofundando relações com outras versões do mito nas traduções e releituras dos dramaturgos Friedrich Hölderlin, Bertolt Brecht, José Watanabe e Ângela Linhares, foram recolhidos também alguns documentos históricos de alguns massacres a movimentos populares, como o do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, na cidade de Crato (CE).

Sobre o processo de pesquisa e criação

Em Nossos Mortos, o Teatro Máquina pretende dar luz às relações intertextuais das variadas versões de Antígona e dos estudos e crônicas que analisam e descrevem o massacre do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Ceará. Analisar como os movimentos de resistência populares no sertão nordestino se formam, como a ideia de rebelião se inaugura, como os dispositivos sociais urgentes – fome, exclusão, exploração, interesses políticos e desejos de salvação – são estopim para o nascimento de lideranças populares no Nordeste brasileiro.

A partir da transversalidade dessas questões, o Teatro Máquina se debruçou sobre o cerne de Antígona, a tragédia das irmãs diante da morte de seus irmãos, em paralelismo ao desdobramento das rebeliões populares em suas lideranças e suas formas de resistência e massacre. Ao manipular o material coletado e elaborar o pensamento a partir disso, o grupo observou como a guerra, a intransigência e a violência estão na base da formação e do desenvolvimento de um povo.

Desde 2016 o material produzido na viagem pelas regiões do semiárido nordestino foi sendo revisto para a concepção de Nossos Mortos. Em junho de 2017, quando o projeto foi selecionado no Laboratório de Teatro do Porto Iracema das Artes, do Governo do Estado do Ceará, Tânia Farias, artista da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, passou a desenvolver um trabalho de tutoria junto ao grupo.

Recorrentes voltas ao Cariri para conhecer mais de perto as vozes das cantoras e cantores de defuntos, colher letras e ritmos, entender mais sobre o que está relacionado à história e ao massacre do Caldeirão. Assim fez o Teatro Máquina, em viagens entre Juazeiro do Norte, Cariri, Crato e Barbalha para acompanhar a Romaria de Finados.

Dessas idas e voltas ao interior do Ceará, a companhia conheceu Di Freitas, multiinstrumentistista e luthier, e o grupo Cantares D’alma. Assim foram sendo colhidas parcerias e muitas referências musicais para o trabalho. No retorno à Fortaleza, a colaboração de Tânia Farias e  dos músicos Consiglia Latorre, Ayrton Pessoa e Di Freitas – com a proposição de múltiplas sonoridades vocais e fúnebres, além da introdução da rabeca de cabaça no trabalho – foram fundamentais para o resultado artístico em Nossos Mortos.

Sobre o Teatro Máquina

Nascido em 2003 em Fortaleza, no Ceará, o Teatro Máquina está há 15 anos desenvolvendo processos criativos intensos, no encontro com o texto e as ideias como espaço de exploração, na investigação do corpo e a presença, o gesto em sua decupagem, a palavra como imagem.

O trabalho do grupo está pautado em construir e sistematizar princípios formais de composição, explorando o gesto (em sua construção, definição e separação) e a noção expandida de narração (como contraponto aos elementos dramáticos). A linguagem narrativa, os aspectos épicos e diferentes modelos de composição gestual e vocal são testados e revistos continuamente.

A companhia tem procurado trabalhar em três frentes convergentes: a formação, a produção e a ação política. As formas de trabalho operam em partilha e contágio e para isso mantém um repertório e uma sede em Fortaleza, a Casa da Esquina, onde desenvolvem atividades formativas, bem como a criação de espetáculos.

Sobre a oficina

A oficina pretende trabalhar a partir de cinco objetos de investigação: presença, corpo, espaço, som e palavra. As estratégias de abordagem desses objetos falam sobre o encontro do grupo com a cantora e pesquisadora Consiglia Latorre e sua investigação sobre sonoridades múltiplas. A oficina se baseia, portanto, nos motores experimentados com Latorre no trabalho improvisacional e na criação do novo espetáculo do grupo, Nossos Mortos. As inscrições acontecem até o dia 7 de abril – para se candidatar a uma das vagas, o interessado deve enviar e-mail para oficinascenicas@pompeia.sescsp.org.br com o assunto “Bases improvisacionais”.

Sinopse

Em Nossos Mortos, novo trabalho do grupo, o Teatro Máquina (Fortaleza-CE) traz a voz de Antígona articulada às inúmeras histórias dos massacres a movimentos populares, especialmente o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em Crato, Ceará. Antígona é uma tragédia sobre uma irmã que deseja enterrar o irmão e sobre o tio dela, agora feito general, que a impede de enterrá-lo. É também sobre como o palco da política está infestado com o cheiro podre dos cadáveres esquecidos. Nesse espetáculo o grupo explora a fala, o canto e a ambiência sonora, a partir das sonoridades fúnebres sertanejas.

Ficha Técnica
Com Ana Luiza Rios e Loreta Dialla
Direção: Fran Teixeira
Produção: Teatro Máquina
Direção Musical: Ayrton Pessoa Bob e Consiglia Latorre
Preparação musical: Consiglia Latorre
Acompanhamento musical e rabeca de cabaça: Di Freitas
Música e som ao vivo: Ayrton Pessoa, Di Freitas e Levy Mota
Preparação corporal: Fabiano Veríssimo e Márcio Medeiros Figurino: Diogo Costa
Cenografia: Frederico Teixeira
Assistência de cenografia: Marina de Botas
Desenho de luz: Walter Façanha
Fotos: Luiz Alves
Desenhos: Marina de Botas e Simone Barreto
Teaser: http://www.vimeo.com/teatromaquina/nossosmortos

Serviço
peça
Nossos Mortos
Teatro Máquina (CE)
6 a 15 de abril de 2018, sextas-feiras e sábados, às 21h; domingo, às 18h.
Local: Teatro*
Ingressos: R$ 7,50 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 12,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 25,00 (inteira).
Duração: 70min
Venda online a partir de 27 de março, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 28 de março, quarta-feira, às 17h30.
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.

oficina
Bases improvisacionais para o corpo e a voz no espaço de criação
Com Teatro Máquina e Consiglia Latorre
10 a 12 de abril de 2018, terça, quarta e quinta-feira, das 18h30 às 21h30.
Local: 10º andar – Conjunto Esportivo
Para se inscrever, os interessados devem enviar e-mail para oficinascenicas@pompeia.sescsp.org.br, com o assunto Bases improvisacionais, até 7 de abril.
Atividade voltada para: Interessados em artes cênicas e música, estudantes, artistas em geral.
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Sesc Pompeia apresenta “Pachamama: Viagem à Terra dos Sons”, espetáculo musical para crianças de até 6 anos

Pachamama | Foto Nicole Tramontini

Nos sábados de abril, Unidade recebe experiência multissensorial idealizada pelo Grupo Tessituras

Em abril, entre os dias 7 e 28, as crianças de 0 a 6 anos estão convidadas a fazer uma viagem pelo mundo dos sons e dos sentidos no Sesc Pompeia. O espetáculo “Pachamama: Viagem à Terra dos Sons”, do grupo Tessituras, será apresentado aos sábados, ao meio-dia, na Sala do 10º andar do Conjunto Esportivo.

O espetáculo cênico-musical é feito para acolher o público infantil, em especial a primeira infância. Por meio de um mundo sonoro e delicado, a peça traz canções que despertam imagens poéticas, concretizadas em objetos que se oferecem à interação das crianças e familiares.

Pachamama convida o público a uma experiência multissensorial, espacial, de ritmo e movimento, de corpo e gesto, modulada pelas diversas nuances, dinâmicas e intensidades das músicas e pelos timbres e vibrações das vozes e dos instrumentos.

Além da interação por meio da música, Pachamama tem como tema a água e suas relações físicas e míticas com a vida humana desde a placenta.

O espetáculo apresenta canções do universo infantil de diversas origens, em que as culturas modelaram sua identidade nos sons, ritmos, estilos, formas de cantar, gestualidade, idiomas e dialetos, seja nas brincadeiras e/ou nas canções de ninar.

O Núcleo Tessituras é formado por Daniela Amaral (voz), Dani Sou (preparação vocal e direção artística), Cintia Harumi Matsuda (flautas e voz)e Alice Oliveira (harpa).

SERVIÇO:
Pachamama – Viagem à Terra dos Sons
Com o Núcleo Tessituras
De 7 a 28 de abril de 2018, sábados, ao meio-dia,
Conjunto Esportivo (Sala do 10º andar)
Ingressos: R$ 5,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 17,00 (inteira). Crianças com até 12 anos não pagam.
Classificação indicativa: Livre
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Fabiana Cozza canta Dona Ivone Lara e abre Samba Imenso, novo projeto musical do Sesc Pompeia

Fabiana Cozza Foto: Kriz Knack | Alessandro Penezzi Foto: Fernanda Correia

Na companhia do violonista Alessandro Penezzi, Fabiana sobe ao palco nos dias 31/3 e 1º/4. Samba Imenso continua até o fim do ano, homenageando sambistas em shows intimistas

O samba pede passagem e ganha homenagem no Sesc Pompeia. Nos dias 31 de março e 1º de abril, sábado, às 21h, e domingo, às 18h, Fabiana Cozza interpreta clássicos de Dona Ivone Lara, no teatro da unidade. A cantora é acompanhada pelo violonista Alessandro Penezzi.

O show inaugura o projeto “Samba Imenso”, que apresentar, mensalmente, a discografia de nomes consagrados do samba brasileiro por meio da voz de um intérprete da nossa música, sempre em uma formação intimista.

Em abril, nos dias 28 e 29, é a vez de BNegão, acompanhado pelo violão de Bernardo Bosisio, interpretar a obra de Dorival Caymmi. A edição de maio (31/5 e 1º/6) homenageia Wilson Moreira com Mônica Salmaso (voz) e Paulo Aragão (violão). Os ingressos variam entre R$ 9 e R$ 30,00. O projeto Samba Imenso continua até o fim do ano, mas ainda não há outros nomes confirmados.

Fabiana e Dona Ivone

Idealizada por Fabiana e Penezzi, esta apresentação celebra parte do cancioneiro de Dona Ivone e seus parceiros, com destaque para o mais “reluzente” na opinião de Fabiana: o poeta Délcio Carvalho – entre as canções que serão apresentadas desta parceria, destaque para “Nasci para Sonhar e Cantar”,  “Sonho Meu” e “Liberdade”.

Yvonne Lara da Costa, ou apenas Dona Ivone Lara, foi a primeira mulher a integrar a ala dos compositores de uma escola de samba, a Império Serrano, em 1965. Enfermeira de profissão, foi só aos 56 anos de idade que Dona Ivone passou a se dedicar exclusivamente à música e lançou seu primeiro disco, “Samba Minha Verdade, Samba Minha Raiz”, em 1978. A partir de então, teve suas composições gravadas por grandes nomes da música popular, de Beth Carvalho a Clara Nunes, passando por Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, entre muitos outros.

Fabiana Cozza começou sua carreira no samba – como anunciava seu primeiro disco, “O Samba é meu dom”, lançado em 2005. De lá para cá, tem sido considerada como uma das importantes intérpretes da música brasileira. Hoje tem seis CDs e dois DVDs gravados.

Violonista, compositor e arranjador, Alessandro Penezzi também toca violão de 7 cordas, violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, já tocou com Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Zimbo Trio, Beth Carvalho, Sílvio Caldas, Billy Blanco, Alaíde Costa, D. Ivone Lara, entre outros artistas.

SOBRE OS ARTISTAS

FABIANA COZZA
Fabiana Cozza é paulistana, cantora e jornalista (pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo  – PUC-SP). Deixou o Jornalismo aos 24 anos para assumir sua carreira artística de intérprete da canção que passa também pelo teatro e a dança. Trabalhou nos musicais ‘Os Lusíadas’ com direção de Iacov Hillel e musical de Magda Pucci; ‘A luta secreta de Maria da Encarnação’, última peça escrita por Gianfrancesco Guarnieri com direção musical de Renato Teixeira e Nathan Marques; O Canto da Guerreira – 20 anos sem Clara Nunes; Ary Barroso; Rainha Quelé – uma homenagem a Clementina de Jesus. Estudou danças brasileiras com Tião Carvalho, Renata Lima e nos terreiros e festas populares das quais participou de Norte a Sul do Brasil. Trabalhou dança contemporânea e consciência corporal com o mineiro Jorge Balbyns, discípulo de Klaus Vianna; dança do Mali e africana com Irineu Nogueira e foi dirigida pelo bailarino e coreógrafo JC Violla.

Cursou canto popular, teoria musical e prática de conjunto na Universidade Livre de Música Tom Jobim (atual Emesp) durante quatro anos. Seguiu estudando técnica vocal com professores particulares: Sira Milani, Maúde Salazar, Vânia Pajares, Felipe Abreu. Atualmente é orientada pela professora do Pantheatre de Paris Linda Wise e pelo professor e cantor italiano Davide Rocca, da Academia do Scala de Milão. Em 2014, Fabiana Cozza completou 17 anos de carreira e tem sido anunciada por críticos e público uma das importantes intérpretes da música brasileira contemporânea. Hoje tem seis cds e dois DVDs gravados.

ALESSANDRO PENEZZI
Violonista, compositor e arranjador, Alessandro Penezzi também toca violão de 7 cordas , violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, iniciou os estudos de violão aos 7 anos. Formado em violão erudito pela Escola de Música de Piracicaba – sob a orientação do Maestro Ernst Mahle e do professor Sérgio Belluco, que lhe apresentou o Choro. É bacharel em Música Popular pela Unicamp com especialização em Processos Criativos pela Faculdade Souza Lima. Integrou o Regional de Carlos Poyares, Trio Quintessência e Grupo Choro Rasgado. Em trio, atuou com Yamandú Costa e Rogério Caetano, e Sizão Machado e Alex Buck. Em duo, com o maestro Laércio de Freitas, Alexandre Ribeiro e Nailor Azevedo “Proveta”. Tocou com Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Zimbo Trio, Beth Carvalho, Sílvio Caldas, Billy Blanco, Alaíde Costa, D. Ivone Lara e as orquestras Jazz Sinfônica de São Paulo e Sinfônica de Londres.

Já atuou em vários países ao redor do mundo como EUA, Rússia, Gabão, Angola, Itália, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Argentina, Uruguai, Colômbia, Marrocos, Portugal, entre outros. Sua música já foi gravada por artistas como Beth Carvalho, Yamandú Costa, Danilo Brito, Bruno Moritz, Dexter Payne, Brian Silber, Regional de NY, e Jane Lenoir, flautista norteamericana que gravou o álbum Jane Lenoir plays Penezzi. somente com músicas do compositor.

SERVIÇO:
Fabiana Cozza canta Dona Ivone Lara
Com o violonista e compositor Alessandro Penezzi
Projeto Samba Imenso
31 de março e 1º de abril, sábado, às 21h, domingo, às 18h
Local: Teatro*
Ingressos: R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira).
Ingressos: venda online pelo endereço sescsp.org.br/pompeia e venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc SP.
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.
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Por Marcia Marques | Canal Aberto

Sesc Pompeia apresenta espetáculo de dança na Biblioteca

Jorge Alencar e Neto Machado. Crédito da foto: Leonardo França

Em Biblioteca da Dança, cada performer é como um livro vivo ocupando a biblioteca da unidade

Contações dançantes de histórias realizadas por “artistas-volumes” entre as estantes de livros. Essa é a proposta de “Biblioteca de Dança”, dirigido por Jorge Alencar e Neto Machado, e que será apresentado na Biblioteca do Sesc Pompeia de 24 de março a 1º de abril, sábado e domingo, das 14h às 17h, terça a quinta-feira, das 15h às 18h.

Na instalação coreográfica, os artistas conversam com o público para compartilhar coreografias que marcaram suas vidas. Cada dançarino participante é como um livro vivo que está disponível, em uma biblioteca, por algumas horas, para que o público acesse diferentes  histórias, por quanto tempo deseje, ao redor de uma mesa.

O trabalho estabelece um relação de intimidade e cumplicidade entre artista e público, gerando uma abordagem afetuosa e emotiva com a história da dança e com a história de vida dos espectadores. A cada narrativa contada (e dançada) um espaço de diálogo é aberto entre dançarinos e visitantes da biblioteca, aproximando vida, arte, documento, ficção e emoção.

Participam desta performance os artistas Cláudia Müller, Diane Ichimaru, Félix Pimenta, Jorge Alencar, Natasha Vergílio, Neto Machado e Rosângela Alves.

A “Biblioteca de Dança” foi desenvolvida em três contextos internacionais de residência artística: Akademie Schloss Solitude (Stuttgart – Alemanha), #StationONE – Service for Contemporary Dance (Belgrado – Sérvia) e Graner – Centro de creación del cuerpo y el movimiento (Barcelona -Espanha) com apoio da Funarte – Fundação Nacional das Artes (Brasil). Desde sua estreia em 2017, foi apresentada em: Stuttgart (Alemanha), Barcelona (Espanha), Belgrado (Sérvia), Salvador (Bahia), Campinas (SP), Brasília (DF).

BIOS
Neto Machado e Jorge Alencar (BA) são uma dupla de artistas que cria com dança, teatro, audiovisual, comunicação, curadoria, escrita e educação. Alguns dos diversos frutos dessa parceria são: “Pinta” (longa-metragem), “Desastro” (peça de dança) e “Astroneto – dança no espaço” (livro infantil). Os artistas vêm circulando suas criações em todas as regiões brasileiras e trabalhando em contextos internacionais como: Tate Modern (Inglaterra), MIT – Massachussets Institute of Technology (EUA), Centre Pompidou (França), entre outros. Mais informações: jorgealencar.com.br e netomachado.com

Cláudia Müller é artista com projetos desenvolvidos em dança, performance e vídeo. Doutoranda e Mestre pelo Instituto de Artes da UERJ (RJ); é também docente do curso de Dança da Universidade Federal de Uberlândia (MG).

Diane Ichimaru é criadora-intérprete e fundadora da Confraria da Dança, sediada em Campinas (SP), na qual desenvolve espetáculos autorais, projetos de cenografia e figurino, ilustração e criação gráfica.

Natasha Vergílio é artista da dança com ampla formação em  danças urbanas – especialmente break dance , ballet clássico, sapateado e outras linguagens. Esteve durante sete anos como integrante da J.Gar.Cia de Dança Contemporânea (SP).

Rosângela Alves é bailarina e interprete e criadora da Cia Diversidança (SP). Seu mais recente trabalho é o espetáculo Vênus Negra – Um manual de como engolir o mundo! do Coletivo Zona Agbara (SP) no qual dança e assina a preparação corporal.

Felix Pimenta (SP) é dançarino, performer, pesquisador, professor e coreógrafo de danças urbanas, especializado em Waacking e Voguing. Membro da House of Zion – Chapter Brasil e da Imperial House of Waacking (IHOW) – Chapter Brasil.

SERVIÇO:
Biblioteca de dança
De 24 de março a 1º de abril de 2018, aos sábados e domingos, das 14h às 17h, de terça a quinta-feira, das 15h às 18h.
Biblioteca
Ingressos: Gratuito.
Classificação indicativa: Livre

FICHA TÉCNICA
Concepção e direção: Neto Machado e Jorge Alencar
Criação e Performance: Neto Machado, Jorge Alencar, Cláudia Muller, Diane Ichimaru Felix Pimenta, Natasha Vergilio, Rosangela Alves
Produção: Ellen Mello / Dimenti Produções Culturais

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Rapper Matéria Prima lança “2 Atos” no Sesc Pompeia

O rapper Matéria Prima. Foto: Divulgação

Músico mineiro faz show do álbum de estreia acompanhado do ProjetoNave

No dia 23 de março, sexta-feira, às 21h30, o rapper mineiro Matéria Prima desembarca em São Paulo para show na Comedoria do Sesc Pompeia. Acompanhado da banda ProjetoNave, o rapper mostra ao público as canções do disco “2 Atos”, produzido por Gui Amabis. A obra mantém a conexão com o hip hop ao mesmo tempo em que aponta para outras direções, com liberdade para a construção das sonoridades do disco.

Matéria Prima é um dos MCs mais destacados na cena do RAP mineiro. O artista participou de grupos como Quinto Andar e Subsolo, trabalhos que o tornaram uma das referências do até então chamado “RAP underground” no Brasil. Hoje, ele é um dos integrantes da banda mineira Zimun, um dos principais nomes da cena musical de Belo horizonte.

O repertório do show é formado pelas canções autorais que compõe o álbum, como “Visita Onírica”, “A dor do outro”, “Porque” e “Sai na Marra”. São 10 faixas, sendo cinco RAPs e cinco canções, divisão que, para o artista, propõe diálogos realizados em dois atos distintos e interligados.

Sobre o disco
“2 Atos” não é um CD feito com a preocupação de se encaixar em alguma “gaveta”. O álbum, como o próprio Matéria Prima define, é um disco para “desacelerar” nesses tempos frenéticos. É uma obra que fala da retomada das relações humanas mais próximas, dos encontros casuais nos pontos de ônibus, da visita a um velho amigo e da superficialidade das relações mediadas pelas redes, nas quais a imagem importa mais do que a vida que se vive, ou mesmo apontar o “erro” alheio, antes mesmo de qualquer reflexão.

Contemplação e reflexão são palavras que cabem bem neste trabalho, mesmo quando o RAP dá a direção ao falar das ruas e tecer críticas sutis e ácidas ao comportamento contemporâneo. É uma obra para se ouvir com calma e absorver o máximo, tanto das texturas sonoras quanto da escrita e o que ela aborda.

O show de Matéria Prima e Projetonave no Sesc Pompeia compõe o projeto Plataforma, que engloba o lançamento de shows musicais inéditos,  CDs e DVDs.

Sobre Matéria Prima:
Thiago Augusto, também conhecido como Matéria Prima, é um dos MC`s mais destacados na cena do rap mineiro. Participou de grupos como Quinto Andar e Subsolo, trabalhos que o tornaram uma das referências do até então chamado “rap underground” no Brasil. Hoje ele é um dos integrantes da banda mineira Zimun, um dos principais nomes da cena musical de Belo horizonte. Por pesquisar intensamente o rap norte americano, aprendeu a língua inglesa de forma autodidata, o que mais tarde deu-lhe a oportunidade de ser o intérprete de África Bambaataa (Considerado um dos pais do hip hop por ter sido o primeiro a utilizar o termo e para referir-se às manifestações artísticas dessa cultura) em sua passagem pelo Brasil. Seu trabalho é marcado pelo cuidado rigoroso com a escrita, o que resulta em rimas e metáforas desafiadoras, construindo cenários mentais que abordam a rua, a vida e as particularidades humanas como receios, anseios, potencialidades e limitações.

Sobre o Projeto Nave:
Projetonave é formado por Alex Dias (contrabaixo acústico e elétrico), Marcopablo (guitarra), Flávio Lazzarin (bateria), Willian Aleixo (teclado), e DJ B8 (Toca discos e samplers).

Com com três discos (homônimo, Volume 2 e Asunzion), um DVD, um cassete (Mixtape) e seis compactos 7″ em vinil (Nasbase) lançados e incursões criativas e instigantes pelo rock, jazz, hip-hop, dub, funk, música brasileira e eletrônica, o PROJETONAVE é parte importante da história do rap nacional nos últimos anos. A banda, que estreou no clube Sarajevo inaugurando a efervescência do baixo Augusta, é residente do Programa “Manos e Minas”, da TV Cultura, desde 2010. Os números ao redor do PROJETONAVE são impressionantes: mais de 200 musicais gravados com mais de 300 artistas diferentes, totalizando mais de 1.000 músicas registradas em vídeo. Um acervo admirável que inclui nomes como Emicida, Marku Ribas, Flora Matos, Hyldon, Gerson King Combo, Rashid, Izzy Gordon, Dexter, Marechal, Ndee Naldinho, Rael e Síntese.

SERVIÇO:
Matéria Prima e Projetonave
Lançamento do álbum “2 Atos”
23 de março de 2018, sexta-feira, às 21h30.
Comedoria
Ingressos: R$ 6,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 10,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 20,00 (inteira).
Venda online a partir de 13 de março, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 14 de março, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
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