Exposição “Imagens de Aleijadinho” no MASP

A escultura de madeira policromada “Cristo da Flagelação ou da Coluna”, de Aleijadinho, em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza até o próximo domingo, 3 de junho, a exposição “Imagens de Aleijadinho”, composta por cerca de 40 esculturas devocionais do artista mineiro Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (Vila Rica, atual Ouro Preto, 1738-1814), considerado um dos principais expoentes do barroco de arte sacra e do rococó brasileiro. Essa é a primeira mostra monográfica do artista no museu.

Filho de artífice português e de sua escrava, Aleijadinho inaugura um modelo de mulatismo e mestiçagem que arquitetou um dos jeitos de compreensão da contribuição africana para a cultura brasileira. Durante o período do ciclo de ouro em Minas Gerais, final do século XVIII e início do século XIX, o artista assinou diversas obras realizadas em igrejas mineiras a pedido de ordens terceiras que formam um dos principais conjuntos de arte religiosa executados no Brasil, incluindo a igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto e os Passos da Paixão de Cristo e os Profetas em Congonhas.

As esculturas devocionais cuja autoria foi atribuída ao Aleijadinho ou a sua oficina por diferentes conhecedores ou pela tradição em diferentes momentos. Essas obras incumbem a acervos de museus, igrejas e coleções particulares. Chama-se “escultura devocional” à figura destinada à adoração direta do fiel, em conjunto público ou privado, diferenciando-a, na totalidade das obras do Aleijadinho, da escultura monumental e das imagens inseridas nos conjuntos de talha ornamental.

Essas esculturas foram originalmente executadas para retábulos, oratórios e andores, dos quais a maioria, ao longo do tempo, se perdeu. Elas foram produzidas num momento histórico marcado pela rápida urbanização na região de mineração, o que levou à diversificação das atividades culturais, com presença massiva da população negra e mestiça, contabilizando 80% do total populacional em 1776.

Além das esculturas de Aleijadinho, um conjunto com 43 obras de outros autores faz referência ao mestre mineiro. Intitulado “O Aleijadinho e seu contexto”, apresenta obras de artistas como Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Marcel Gautherot, entre outros, que enaltecem o artista com mapas de Minas Gerais e de Vila Rica, no início do século XIX, imagens de fotógrafos que captam suas obras e de artistas que foram influenciados por ele. Obra como “Os Inconfidentes” (2013), um óleo sobre tela, de Juan Araújo, sintetiza perfeitamente a influência de Antonio Francisco Lisboa.

Como o museu abriu o ciclo de exposições para as histórias afro-atlânticas, que marca os 130 anos da Lei Áurea, a mostra que homenageia esse artista negro contextualiza a sua importância para o barroco e o rococó brasileiro.

Destaques para obras como “Nossa Senhora das Dores” (1791-1812), escultura de madeira policromada; “São Francisco de Paula” (c. 1781-1790), escultura de madeira com resquícios de policromia; e “Cristo da Flagelação ou da Coluna” (1791-1812), foto, escultura de madeira policromada.

SERVIÇO:
Exposição:
Imagens de Aleijadinho
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 03/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

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Exposição “Maria Auxiliadora: Vida Cotidiana, Pintura e Resistência” no MASP

MASP exibe pela segunda vez uma mostra individual de Maria Auxiliadora. Foto: Jorge Almeida / Arquivo

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) promove até o próximo domingo, 3 de junho, a mostra “Maria Auxiliadora: Vida Cotidiana, Pintura e Resistência”, que exibe cerca de 80 obras da artista mineira autodidata Maria Auxiliadora (1935-1974), organizadas em diferentes eixos. A artista ficou conhecida pela sua produção permear a figura do negro como forma afirmativa.

A produção da artista desdiz o seu cotidiano e sua cultura, incluindo, com muito orgulho, diversos temas afro-brasileiros: o samba, a capoeira, o candomblé, a umbanda e os orixás, além de representar o dia-a-dia de seus familiares e amigos na periferia de São Paulo, mais precisamente a Vila Brasilândia e a Casa Verde.

Em meio a um universo em que as representações e gostos eurocêntricos dos brancos e elitistas, como na cultura, na história da arte e as coleções de museus, o trabalho de Maria Auxiliadora recebe o status de resistência.

Na exposição, as telas da artista estão organizadas em sete núcleos: “Candomblé, umbanda e orixás”, “Manifestações populares”, “Autorretratos”, “Casais”, “Rural”, “Urbano” e “Interiores”, sendo o primeiro que se concentra a parte central de sua obra, uma vez que boa parte da resistência negra se solidificou através dos cultos religiosos afro-brasileiros.

De origem humilde, Maria Auxiliadora criou uma forma de pintar, longe das normas acadêmicas e modernistas, mas com uma técnica peculiar que tornou-se sua marca: mediante de uma mistura de tinta a óleo, massa plástica e mechas de seu cabelo, ela construía relevos em sua tela. Longe do circuito de museus e galerias, a artista mostrou sua arte em feiras de artes na Praça da República, centro da capital paulista, e em Embu das Artes.

E no ano em que o MASP se dedica às histórias afro-atlânticas, Maria Auxiliadora foi contemplada por essa segunda exposição (póstuma) sua no museu, mas, lamentavelmente, a artista não está entre nós para ver a sua arte sendo exibida no museu mais icônico da capital (ela faleceu aos 39 anos em 1974, vítima de um câncer).  A primeira foi realizada em 1981, coincidentemente assim como Emanoel Araujo.

Obras como “Banhistas”, um óleo sobre tela de 1973; “Carnaval” (1969), também óleo sobre tela; assim como as de técnica mista, como “A Preparação das Meninas” (1972); e “Parque de Diversões” (1973), podem ser apreciadas.

A exposição é complementada por recortes, livros, catálogos e cerca de 20 fotografias.

SERVIÇO:
Exposição:
Maria Auxiliadora: Vida Cotidiana, Pintura e Resistência
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 03/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição dedicada a Emanoel Araújo no MASP

“Navio” (2007), uma das obras de Emanoel Araujo em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) apresenta até o próximo domingo, 3 de junho, a exposição “Emanoel Araujo – A Ancestralidade dos Símbolos: África-Brasil”, que contém cerca de 30 obras do curador baiano que revelam o interesse do artista pela abstração geométrica e a cultura popular baiana, refletindo sua raiz africana, com sua ascendência nagô e iorubá, da África Ocidental.

Os trabalhos exibidos, compostos por esculturas e xilogravuras agrupados pelos núcleos Geometrias, Máscaras, Orixás e Navios, além de uma seleção de trinta cartazes, são caracterizados pelo construtivismo geométrico e pela influência de temáticas afro-brasileiras.

No núcleo dedicado à geometria, a produção feita, em sua maioria nos anos 1970, é marcada pelas cores e estruturas gráficas que dialogam com a arte africana. Enquanto isso, no núcleo navios, por exemplo, o baiano de Santo Amaro da Purificação pronuncia a ferocidade do mercado de africanos retirados à força de seu continente para serem escravizados nas colônias europeias nas Américas e no Caribe. Aliás, o Brasil foi o último país do continente americano a ter abolido a escravidão, em 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea.

Já no núcleo máscaras, o artista elaborou temas africanos com cores e formas que associam aos objetos ritualísticos dos rituais do candomblé. E, finalmente, nas esculturas dedicadas à religiosidade afro-brasileira, Araujo insere esculturas de símbolos associados a essa entidade, como Oxalá, Iemanjá, Exu, Xangô, Ogum e Oxóssi.

E no ano em que o MASP se dedica às histórias afro-atlânticas, Emanoel Araujo foi contemplado por essa segunda exposição sua no museu. A primeira foi realizada em 1981.

Em meio aos destaques estão “Baobá”, escultura de madeira policromada; “Navio” (foto), escultura de madeira policromada e aço carbono de 2007; “Bicho Alado” (1980), uma escultura de aço; e “Exu” (2011), escultura de madeira policromada, metal e pinho de Riga.

SERVIÇO:
Exposição:
Emanoel Araujo – A Ancestralidade dos Símbolos: África-Brasil
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 03/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição “Tunga: O Corpo em Obras” no MASP

A obra “Lezart” (1989-2012), de Tunga, composta por cobre, aço e ímã., Foto: Isis Naura

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza até o próximo domingo, 11 de março, a exposição “Tunga: O Corpo em Obras”, que apresenta obras do escultor, desenhista e performer pernambucano Tunga (1952-2016). Com materiais em diversos suportes produzidos desde 1970, a produção do artista remete a psicanálise, literatura, alquimia e filosofia.

Temas como sexualidade e erotismo são frequentes na produção de Tunga desde a sua primeira individual em 1974, realizada no MAM, do Rio de Janeiro. No entanto, o artista, arquiteto de formação, atuou em variadas linguagens artísticas: das artes visuais à literatura, incluindo no contexto instalação, aquarela, gravura, desenho, texto e o vídeo.

A sexualidade não compõe apenas um tema da produção do artista nesta mostra, mas também uma forma de envolver relações, conexões, transformações e criações entre corpos, matérias e linguagens. Aliás, o nome da exposição contém duplo sentido, pois refere tanto ao corpo como assunto das obras de Tunga, como sugere um olhar sobre sua produção como um corpo sempre em obras, logo, em constante transformação.

Praticamente todas as obras da exposição fazem referências a assuntos relacionados à sexualidade, tais como: o nu (“Vê-nus” e “Eixos Exógenos”); os cabelos (“Tranças e Escalpes”); dedos, vulgas e falas (“Morfológicas”, “A Cada Doze Dias”, por exemplo); ou ainda, de acordo com o curador Tomás Toledo, ao magnetismo do desejo – com os ímãs em “Tacapes”, “Lezart” (foto) e “Políndromo Incesto”.

SERVIÇO:
Exposição:
Tunga: O Corpo em Obras
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 11/03/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição “Histórias da Sexualidade” no MASP

“Latinoamérica Masculina” e “Latinoamérica Feminina”, obras da artista Cristina Lucas no MASP. Foto: Jorge Almeida

Com cerca de 300 obras, a mostra “Histórias da Sexualidade” está em cartaz até o próximo dia 14 de fevereiro, quinta-feira, no Museu de Arte de São Paulo (MASP). A exposição faz um recorte abrangente e diverso reunido em nove núcleos temáticos e não cronológicos.

Afinal, sem querer parecer óbvio, o sexo é parte integral da nossa vida, ou você ainda acha que veio da cegonha? Então, a sexualidade sempre terá um lugar cativo no coletivo e, claro, na produção artística. A mostra tem como intuito instigar um debate, cortando temporalidades, geografias e meios. Eventos recentes ocorridos no Brasil e no mundo levaram à tona questionamentos relacionados ao tema e aos limites entre direitos individuais e liberdade de expressão, através de embates políticos, declarações e defloras amostras nas mídias sociais.

Fruto de um longo e intenso trabalho idealizado em 2015, a exposição foi precedida por dois seminários internacionais realizados em setembro de 2016 e maio de 2017. A mostra faz parte da programação anual do MASP que foi totalmente voltada às histórias da sexualidade que, ao longo de 2017, incluiu exposições individuais de artistas que abordaram o tema em seu legado, como Wanda Pimentel, Miguel Rio Branco, Teresinha Soares, Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros.

Os nove núcleos que compõem a exposição – Totemismos, Religiosidades, Corpos Nus, Performatividades de Gênero, Mercados Sexuais, Jogos Sexuais, Linguagens e Voyeurismos (expostos na galeria do primeiro andar) e Políticas do Corpo e Ativismos (na glaeria do primeiro subsolo) – são complementados com uma sala no terceiro subsolo, como parte do núcleo Voyeurismos.

Os trabalhos possuem diversos formatos, períodos e territórios: são pinturas, esculturas, fotografias, fotocópias, vídeos, desenhos, documentos e publicações, que endireitam histórias múltiplas, isentas de hierarquias e fronteiras entre tipologias e categorias de objetos na história da arte.

Obras como “Vênus” (2017), uma escultura de papier marche e poliestireno, de Erika Versutti; “Latinoamérica Masculina” e “Latinoamérica Feminina” (foto), ambas de 2007, acrílicas sobre tela, de Cristiane Lucas; e “AIDS Wallpaper” (1988-90/2017), do coletivo General Idea (A.A. Brown, Felix Portz e Jorge Zontal) podem ser conferidas.

E, como é bom reforçar, a classificação indicativa para essa mostra é de 18 anos. Ou seja, conforme a regulamentação, menores de idade poderão visitar a mostra desde que acompanhados dos pais ou responsáveis.

SERVIÇO:
Exposição:
Guerrilla Girls: Gráfica, 1985-2017
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 14/02/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição “Guerrilla Girls: Gráfica, 1985-2017” no MASP

Um dos cartazes do coletivo Guerrilla Girls em exposição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza até a próxima quinta-feira, 14 de fevereiro, a exposição “Guerrilla Girls: Gráfica, 1985-2017”, que faz uma retrospectiva com cerca de 120 trabalhos do Guerrilla Girls, grupo de ativistas femininas criado nos anos 1980 e que usam, como as mesmas se definem, “fatos, humor e imagens ultrajantes para expor os preconceitos étnicos e de gênero, bem como a corrupção na política, na arte, no cinema e na cultura pop”.

A mostra traz performances e utilização de cartazes em que abordam assuntos como sexismo e racismo. O coletivo aponta que as mulheres artistas foram ativamente excluídas do “cânone” da arte, mas também foram oprimidas como temas da história da arte, diversas vezes em nus.

Os cartazes abordam as dificuldades de ser uma artista do sexo feminino no universo da arte e uma história da arte dominada pelos homens. Questões como “vantagens de ser uma artistas mulher”, “as mulheres precisam estar nuas para entrar no Met. Museum?” e, inclusive, o próprio MASP é questionado, uma vez que a instituição possui um acervo pequeno com obras de artista mulheres se comparado com o número de obras com nus femininos (6% e 60%, respectivamente).

O grupo Guerrilla Girls foi formado em 1985 e é composto por ativistas anônimas e é conhecido por utilizar máscaras de gorilas em suas aparições públicas. O coletivo foi uma resposta a uma mostra realizada no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, em 1984, intitulada “International Survey of Recent Painting and Sculpture” (“Panorama Internacional de Pinturas e Esculturas Recentes”), que exibira obras de 165 artistas, sendo que eram apenas 13 mulheres.

A mostra permite uma nova reflexão sobre o assunto sexualidade e da consolidação dos gêneros na sociedade atual.

SERVIÇO:
Exposição:
Guerrilla Girls: Gráfica, 1985-2017
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 14/02/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição “Pedro Correia de Araújo: Erótica” no MASP

A obra “Pureza”, de Pedro Correia de Araújo, em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza até o próximo sábado, 18 de novembro, a exposição “Pedro Correia de Araújo – Erótica”, que exibe cerca de 70 obras do artista “franco-pernambucano” (1881-1955), entre nus, retratos e danças e a série que dá nome à mostra, onde a presença do erotismo não está apenas nas telas mais explícitas, mas também nas representações de danças brasileiras, como o jongo, além de retratos femininos de caboclas, índias e negras.

Nascido em Paris e de família pernambucana, Pedro Correia de Araújo iniciou, a partir da década de 1910, os estudos em uma escola alternativa de arte na capital francesa, onde aprendeu a utilizar a geometria na confecção de seus trabalhos, como pode ser notado na obra “Pureza” (1938), obra que ilustra o corpo da mulher cuja estrutura é feita em volumes circulares, triangulares, quadrados ou hexagonais, deixados intencionalmente à mostra.

A seleção das obras destaca a sensualidade latente que atravessa a produção do artista em sua fase brasileira (de 1929 a 1955), reforçando a presença do erotismo não somente nos nus ou na série de desenhos sexualmente mais explícitos, mas também nos demais núcleos, compostos pelas representações de retratos femininos de caboclas, negras, índias e mulatas.

Embora suas pinturas de nus e de prostitutas, Araújo nunca ficou encantado pela possibilidade do voyeurismo banal, e fez de suas mulheres figuras complexas e repletas de caráter, verdadeiras representações de força e segurança.

E, para não polemizar com relação à classificação etária, algumas obras foram “cobertas” por cortinas, mas podem ser acessadas, como por exemplo, “Dois Nus Femininos” (1940), um grafite sobre papel. Merecem atenção obras como “Jongo”, um óleo sobre tela e sem data; e a já citada “Pureza” (foto), um óleo sobre compensado.

A exposição integra o contexto de um ano dedicado às histórias da sexualidade no MASP e dialoga com outras mostras que o museu apresenta, como o do coletivo “Guerrilla Girls”, por exemplo.

SERVIÇO:
Exposição:
Pedro Correia de Araújo – Erótica
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 18/11/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida