Programa Oficinas Culturais continua em ambiente on-line com programação de julho voltada ao universo teatral

Cena do espetáculo Esquina. Foto: Daniel Carvalho

Julho chega com mais novidades na programação, que já desenvolveu 75 atividades virtuais nas Oficinas Culturais da cidade de São Paulo desde o início da pandemia

O Programa Oficinas Culturais, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, está presente no ambiente on-line desde que teve suas atividades presenciais paralisadas com o início da pandemia Covid-19. O programa, que compreende na cidade de São Paulo as Oficinas Culturais Oswald de Andrade, Alfredo Volpi e Maestro Juan Serrano, viu neste período uma oportunidade de expandir seu público para além da capital paulista.

Apesar do cenário ser crítico para a economia e, em especial, para o setor cultural, o Programa Oficinas Culturais manteve uma programação diversificada, com qualidade e gratuita para o seu público. Artistas, curadores e produtores de todo o país, em parceria com os profissionais da POIESIS, Organização Social de Cultura que gerencia o Programa, dedicaram-se para que fosse possível levar arte, cultura e informação para diversas partes do Brasil. “Nesse momento, a internet possibilita que a nossa programação chegue a lugares que antes não tínhamos acesso. Conseguimos levar as atividades das Oficinas Culturais para a casa de pessoas que nunca estiveram em uma de nossas unidades” aponta Thiago Saraiva, superintendente do Programa Oficinas Culturais.

Além das ações da capital, o programa possui projetos no interior e litoral de São Paulo, que também seguem com suas atividades em uma nova programação virtual. Foram mais de 9.500 pessoas atendidas no ambiente on-line em todo o programa e o mês de julho chega com uma programação dedicada ao teatro. As atividades promovidas pelo Programa são gratuitas e podem ser consultadas em http://www.poiesis.org.br/maiscultura.

Confira a programação do mês de julho

Na oficina Você escrevendo a história – passado- Módulo 1 – Processos de criação no teatro contemporâneo, Erica Montanheiro e Eric Lenate irão coordenar o grupo de estudos, leitura e discussão de textos teóricos, sendo a obra Ler o teatro contemporâneo, de Jean-Pierre, Ryngaert, o principal norteador do trabalho. A escolha dos textos de referência será feita de acordo com as necessidades que surgirão no coletivo. A atividade acontecerá segundas e quartas-feiras, de 6 a 29 de julho, das 18h às 21h pela plataforma Google Meet. Os interessados em participar deverão ter um texto dramatúrgico pronto para o início do processo criativo de montagem para os módulos seguintes. As inscrições podem ser feitas neste link, até o dia 4 de julho.

Em Retangu[lar]: Experimentos sobre teatralidade entre telas, a performer Beatriz Cruz propõe um laboratório de criação para investigar os elementos do teatro em relação às possibilidades de interface com os ambientes virtuais de encontro. Em seis encontros, os participantes irão criar cenas curtas para serem assistidas virtualmente em tempo real. A oficina acontecerá na plataforma Google Meet de 8 a 24 de julho, quartas e sextas-feiras, das 15 às 17. As inscrições podem ser feitas aqui, até o dia 2 de julho.

No dia 8 de julho, quarta-feira, às 14h, será feita a exibição de Rapunzel: Experimentação em teleteatro ao vivo. Durante a apresentação, o público poderá interagir, participar e escolher um final surpreendente para a história. O responsável ou a escola que quiser participar deverá entrar em contato antecipadamente pelo WhatsApp (11) 3971-3640 para solicitar a inclusão na plataforma on-line que a atividade será realizada.

A Oficina de Cenopoesia tem o intuito de aprimorar a escrita, o corpo e a oralidade no espaço em que se vive, utilizando a criação de vídeos poemas, um grande aliado para buscar narrativas poéticas na casa de cada participante, buscando uma outra relação da escrita e o momento atual. Os encontros on-line serão às terças e quintas-feiras, de 14 a 30 de julho, das 11 às 13h. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

Sexta-feira, dia 17 de julho às 21h, terá a exibição on-line do espetáculo de dança Esquina. O trabalho dirigido por Douglas Iesus questiona os caminhos das masculinidades negras e traz os ritos de passagem e iniciação dos homens pretos de periferias. A exibição será feita no canal do YouTube das Oficinas Culturais e tem duração de 56 minutos.

No dia 22 de julho, quarta-feira das 14 às 15h, será feita a apresentação de João e o Pé de Feijão: Experimentação em teleteatro ao vivo. Nesta apresentação, os participantes também poderão interagir e escolher um final para a história. O responsável ou a escola que quiser participar deverá entrar em contato antecipadamente pelo WhatsApp (11) 3971-3640 para solicitar a inclusão na plataforma on-line Zoom, onde a atividade será realizada. A retransmissão será feita no Facebook, mas sem interação com o público.

Para assistir as atividades on-line anteriores, basta acessar o canal de YouTube do Programa Oficinas Culturais, elas estão disponíveis aqui:https://www.youtube.com/channel/UCx4ySlsHp1HfVZcwbvulpAQ/videos.

Acompanhe a programação pelo site http://poiesis.org.br/maiscultura e pelas redes sociais https://www.instagram.com/oficinasculturais e https://www.facebook.com/OficinasCulturais/.

SOBRE O PROGRAMA OFICINAS CULTURAIS
Como uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciado pela POIESIS – Organização Social de Cultura, o Programa Oficinas Culturais dialoga com o interior por meio de dois festivais (FLI – Festival Literário e MIA – Festival de Música Instrumental), Jornadas de Gestão Cultural, Ciclos de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade, Programa de Qualificação em Artes que dá orientação artística a grupos, companhias ou coletivos de dança e teatro no interior, litoral e região metropolitana de São Paulo, e o Programa de Formação no Interior que oferece atividades formativas.

Além disso, na cidade de São Paulo, o programa realiza atividades de formação e difusão em três espaços: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Bom Retiro), Oficina Cultural Alfredo Volpi (Itaquera) e Oficina Cultural Maestro Juan Serrano (Taipas).

SOBRE A POIESIS
A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

Créditos: Luiza Lorenzetti | Poeisis Gestão Cultural

Oficinas Culturais de São Paulo estão com inscrições abertas para atividades virtuais gratuitas

As artistas Sofia Boito, Luiza Romão e Fernanda Machado. Créditos: Sergio Silva

Literatura, performance, gênero, dança e origami são os temas abordados nas oficinas virtuais

As Oficinas Culturais Oswald de Andrade e Alfredo Volpi, programas da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, e gerenciadas pela Poiesis, estão com as inscrições abertas para atividades culturais on-line.

Na oficina Literatura, performance e gênero: Estratégias de Criação, as artistas Fernanda Machado, Luiza Romão e Sofia Boito realizarão leituras e análises de obras literárias, a partir do prisma da performance e da performatividade. Também serão realizadas leituras teóricas em torno do feminismo com exercícios de escrita criativa que estimulem o desenvolvimento de projetos autorais. As inscrições estão abertas até o dia 20 e a seleção é feita a partir de uma carta de interesse enviada neste link. As aulas serão do dia 25 de maio ao dia 3 de junho, segundas e quartas-feiras, das 15h às 17h30 pela plataforma virtual Google Meet.

Coordenada por Igor Gasparini, ELO: Estudos, práticas e laboratórios performativos busca dar continuidade às pesquisas em dança mesmo com o isolamento social. Durante os encontros, os participantes irão debater o momento atual e realizar reflexões sobre corpo, movimento e dança. Além de vivências práticas de processos desenvolvidos pela Companhia e tendo como foco a relação do corpo com o espaço, também serão produzidos materiais audiovisuais para compartilhamento nas redes, baseado nas ideias de Eleonora Fabião. As inscrições estão abertas por meio deste link, até o dia 21 de maio. As aulas, realizadas pela plataforma Google Meet, serão às segundas e quartas-feiras, dos dias 25 de maio a 17 de junho, das 14h às 16h.

As crianças não ficaram de fora. A atividade Feito em dobras: encadernando com origamis é destinada ao público infantil, a partir de 5 anos, acompanhado por seus responsáveis. Em quatro encontros, os participantes poderão confeccionar quatro pequenos cadernos, utilizando a técnica de origem oriental. As inscrições podem ser feitas por este link, até o dia 22 de maio. As aulas, via Youtube, serão dias 25, 26, 27 e 28 de maio, de segunda a quinta-feira, das 10h às 10h30.

Para finalizar, do dia 25 ao dia 29 de maio, a atividade Contágio: Dança na cápsula do tempo irá propor uma vivência corpórea, com uma criação coreográfica que culminará na produção de um vídeo da temática proposta. O projeto é coordenado pela Anelise Mayumi, a partir da pesquisa de linguagem do “Encruzilhada Style”, que reúne as encruzilhadas entre as danças urbanas e manifestações populares do Brasil. Os cinco encontros, via plataforma Google Meet, serão das 10h às 11h30. As inscrições podem ser realizadas até o dia 21 de maio, neste link.

SERVIÇO
Oficina Cultural Oswald de Andrade
OFICINA: LITERATURA, PERFORMANCE E GÊNERO: ESTRATÉGIAS DE CRIAÇÃO
De 25 de maio a 3 de junho – Segundas e quartas-feiras, das 15h às 17h30.
Público: interessados em literatura, performance e questão de gênero
Indicação: maiores de 16 anos
Inscrições: até 20 de maio, neste link
Seleção: Carta de interesse
Plataforma: Google Meet, os participantes selecionados serão orientados por e-mail.

Oficina Cultural Oswald de Andrade
ELO: ESTUDOS, PRÁTICAS E LABORATÓRIOS PERFORMATIVOS
Coordenação: Igor Gasparini
De 25 de maio a 17 de junho – Segundas e quartas-feiras, das 14h às 16h
Público: Artistas e estudantes das artes da cena.
Indicação: maiores de 16 anos
Inscrições: até 21 de maio, neste link
Plataforma: Google Meet, os participantes serão orientados por e-mail.

Oficina Cultural Alfredo Volpi
FEITO EM DOBRAS: ENCADERNANDO COM ORIGAMIS
De 25 de maio a 28 de maio – Segunda à quinta-feira, das 10h às 10h30
Indicação: maiores de 5 anos, acompanhados por seus responsáveis
Inscrições: até 22 de maio, neste link
Plataforma: Youtube, os participantes serão orientados por e-mail.

Oficina Cultural Alfredo Volpi
CONTÁGIO: DANÇA NA CÁPSULA DO TEMPO
25 de maio a 29 de maio – Segunda à sexta-feira, das 10h às 11h30
Indicação: maiores de 16 anos
Inscrições: até 21 de maio, neste link
Plataforma: Google Meet, os participantes serão orientados por e-mail.

SOBRE A OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE
A Oficina Cultural Oswald de Andrade realiza atividades na formação e difusão cultural em diferentes linguagens artísticas. As atividades são gratuitas e no formato de oficinas, workshops, núcleos de estudos, seminários, residências artísticas, intercâmbios, apresentações cênicas, exposições, entre outros. Em seus 30 anos de existência, passaram pela Oficina grandes nomes como Quentin Taratino, Klauss Vianna, Nuno Ramos, além de importantes companhias nacionais e internacionais como Théâtre du Soleil, The Workcenter of Jerzy Grotowski, e Thomas Richards e Teatro da Vertigem.

Em 2015, a Oficina foi indicada ao Prêmio Shell na categoria Inovação “pela ampliação e renovação no acolhimento de projetos de artes cênicas, com a plena ocupação de seu espaço por grupos e companhias de teatro, com uma ousada agenda cultural que potencializa a revitalização do bairro do Bom Retiro”. Em 2019, também ganhou o Prêmio APCA como a Melhor programação de dança na categoria Projeto/Programa/Difusão/Memória. Oficinas Culturais é um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, que atua, desde 1986, na formação e na vivência da população no campo de cultura. O Programa é administrado pela organização social Poiesis.

SOBRE A OFICINA CULTURAL ALFREDO VOLPI
Criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, desde 1986 a Oficina Cultural trabalha com a formação de jovens profissionais em diversas áreas como: artes plásticas, dança, fotografia, moda, performance, processos gráficos e teatro.

SOBRE A POIESIS
A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

Poiesis – Coordenação de Comunicação
Carla Regina | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br
Assessoria de Imprensa
Luiza Lorenzetti | (11) 4096-9852 | luizalorenzetti@poiesis.org.br
Jariza Rugiano | (11) 4096-9810 | jarizarugiano@poiesis.org.br
Assessoria de imprensa – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado
Stephanie Gomes – (11) 3339-8243/9-9240-5718
Davi Franzon – (11) 9-3411-6428
imprensaculturasp@sp.gov.br

Créditos: Luiza Lorenzetti | Poeisis – Coordenação de Comunicação

Trupe Benkady Apresenta “Sons d’Oeste” no Sesc Campo Limpo

“Sons d´Oeste”. Créditos: Paulo Costa

Em cena, ritmos tocados no passado que vivenciam o presente

Dança e música tradicional da região da Guiné-Conacri serão apresentadas no Sesc Campo Limpo nos dias de 23 e 24 de novembro, sábado e domingo, às 16h, no espetáculo “Sons d’Oeste”, da Trupe Benkady. A programação é gratuita, livre e sem retirada de ingresso.

“Sons d’Oeste” vem para experimentar timbres da natureza e unir diferentes instrumentos de percussão em cena. Trabalhando ritmos tocados no passando e vivenciados no presente, com o intuito de trazer o passado para presente.

Uma conversa entre os ritmos e movimentos tradicionais da cultura mandingue, com ênfase nas etnias Malinké, Baga e Sussu, da região da Guiné-Conacri, reconhecida mundialmente por seus balés.

Com dança e música tradicional, o trabalho traça, sob a ótica deste povo do oeste africano, um cenário das situações sociais mandingues, dentre as quais algumas também são encontradas no Brasil, revelando as grandes semelhanças existentes ainda nos dias de hoje entre a cultura brasileira e uma de suas culturas de origem, a cultura africana.

A dança é inspirada nos rituais cerimoniais dos povos da Guiné. Na cultura dessa região, a música e a dança fazem parte do cotidiano, havendo danças, cantos e ritmos específicos para cada ocasião social como batismos, iniciações, casamentos, trabalho no campo.

O endereço do Sesc Campo Limpo é Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Mais informações pelo telefone 5510-2700 ou pelo portal http://www.sescsp.org.br.

Ficha Técnica
Concepção: Flávia Mazal e Hiles Moraes
Direção Coreográfica e Cênica: Flávia Mazal
Direção musical: Hiles Moraes
Dançarinos: Flávia Mazal, Rafael Rodrigues, Nathalia Freitas, Ton Moura e Vitor Dias
Músicos: Hiles Moraes, Leandro Santos, Rogerio Nascimento, Rharo Pitelli, Daniel Laino e Sarah Roston

Serviço
“Sons d’Oeste”
Dias 23 e 24 de novembro, sábado e domingo, às 16h
Grátis
Sem Retirada de Ingressos
Capacidade: 700 pessoas
Local: Tenda de Convivência
Livre

Sesc Campo Limpo
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Campo Limpo, São Paulo/SP.
Horários de funcionamento: Terça a sexta, das 13h às 22h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h.
Tel.: (11) 5510-2700

Atendimento à Imprensa:
Dayane Chagas
Tel.: (11) 5510-2734
dayane@campolimpo.sescsp.org.br
Renato Pereira (MTB 28.417)
Tel: (11) 5510-2730
Cel: (11) 95856-6358
renato@campolimpo.sescsp.org.br

Créditos: Renato Pereira

 

Companhia de Dança Discípulos do Ritmo completa 20 anos

Cia. Discípulos do Ritmo. Foto: Cláudia Pereira

Primeira companhia de dança urbana do Brasil comemora aniversário com um mês de comemorações

Outubro/19 – A Discípulos do Ritmo comemora 20 anos de existência, no ano de 2019. Para comemorar a cia. promove neste mês de outubro uma grande celebração que abrangerá diversas ações acessíveis ao público em geral, para marcar esse momento histórico cultural da cena das danças urbanas no Brasil.

Buscando trazer a importância da democratização do acesso à cultura e a desmistificação de que as danças urbanas só podem acontecer nas ruas ou nas periferias, a proposta compõem uma Mostra de Espetáculos do repertório da cia, composta por 5 espetáculos, onde cada trabalho tem sua importância para a profissionalização e o trabalho cênico das danças urbanas.

Haverá o projeto Hotmoves, ação que tem o formato de talk show que ocorre em teatro, apresentando e gerando reflexões sobre as danças urbanas e Workshops com seus integrantes, com as seguintes temáticas: Danças Urbanas, Discípulos Kids, Introdução ao DJing e Introdução ao Beatmaking, expondo suas particularidades e compartilhando suas experiências, dispondo seu conhecimento ao público geral e especializado e uma Exposição retratando a trajetória da Cia, exibindo uma coletânea de toda a contribuição histórica para a cena das danças urbanas no Brasil.

Para o encerramento do mês de comemorações a Discípulos do Ritmo fecha com uma intervenção na Avenida Paulista levando o trabalho dessa Cia histórica no Brasil e mundo

Os 20 anos serão comemorados em diversos espaços pela cidade, celebrando assim os diversos parceiros que estiveram ao lado da Cia durante esses anos.

As atividades acontecerão no SESC Ipiranga, no Centro de Referência da Dança, no Centro Cultural Olido, Espaço Cia da Vila, na Avenida Paulista em um dos domingos, entre outros locais.

Para as comemorações serão 20 ações pelos 20 anos:

Cronograma:

Dia 06 – Jam Olido – Flash Mob com todos,
Dia 08 – Pratica Orientada com Frank Ejara – CRD – 19h (inscrição em breve),
Dia 09 – Ensaio Aberto Caixa Preta – CRD – (inscrição em breve),
Dia 10 – Exposição no CRD – Hall de entrada,
Dia 10 – Ensaio Aberto Ta Limpo e Fresta – CRD – 19h (inscrição em breve),
Dia 11 – Ensaio Aberto Lemniscata – CRD – 19h (inscrição em breve),,
Dia 12 – Ensaio Aberto Urbanoides – CRD – 14h (inscrição em breve)
Dia 13 – Ações na CDU – Aulas Breaking, Popping e Locking
Jurados das Batalhas Breaking, Popping e Lockin
Batalha Open Style “Todos contra Discípulos” + DJs Niko e Casper
Dia 15 – Espetáculo Ta Limpo e Fresta – SESC Ipiranga – 21h,
Dia 16 – Espetáculo Lemniscata – SESC Ipiranga – 21h,
Dia 17 – Hot Moves com Frank Ejara – SESC Ipiranga – 21h,
Dia 18 – Espetáculo Caixa Preta – CRD – 20h,
Dia 19 – Espetáculo Urbanoides – CRD – 20h + workshop sobre a criação do Urbanoides (condução Frank e Bidu + elenco) 15h,
Dia 22 – Workshop Edgar – desenho coreográfico – 19h – Olido (inscrição em breve),
Dia 23 – Workshop DJ com Niko – 19h – Olido (inscrição em breve),
Dia 24 – Workshop Beat Maker – Frank + Sala 70 -19h – Olido (inscrição em breve),
Dia 25 – Workshop – Chão nas Danças Urbanas – Sorriso – 19h – Olido (inscrição em breve),
Dia 26 – Workshop Waacking – Cris e Dani – 13h – Olido (inscrição em breve),
Dia 27 – Intervenção Paulista – todo o dia ate as 18h – Apresentação Ta Limpo + Jam,
Dia 29 – Exibição do Documentário Discípulos 20 anos –(Local – Sala Olido),
Dia 01 de Novembro – Festa/balada encerramento – Show Case com Frank Ejara – Bar do Netão – 22h – Rua Augusta 584.

Sobre a Discípulos do Ritmo
Cia. vencedora do Prêmio Governador do Estado 2018 em Dança – escolha do público.
Companhia de Danças Urbanas criada em 1999, pelo diretor Franco Pereira mais conhecido com Frank Ejara. Trata-se do primeiro grupo a trabalhar as danças urbanas nas artes cênicas de foram hibrida e professional. “Antes de nós todo mundo englobava todos os estilos como se fossem apenas um, usando o termo Break Dance, nós subdividimos e mapeamos a origem de cada estilo”, explica Frank Ejara. Tal organização já acontecia internacionalmente e o grupo trouxe para o País. “Locking, Popping e Breaking foram os três primeiros que antes da nossa origem viviam sob o rótulo de Break Dance”, complementa.

A intenção da cia., desde o princípio não foram os festivais competitivos e as batalhas de dança e sim a defesa dos três estilos já citados, tudo isto misturando dança e artes cênicas. Com toda esta seriedade e estudo, que rendeu mais conhecimentos nos seis primeiros meses de atividade do que muitos grupos em anos, não demorou muito para que as primeiras apresentações e turnês internacionais começassem

‘A margem dos trilhos’ (2000) foi uma participação especial na criação da Cia. Ballet Stagium. ‘Tá limpo’ (2001), parceria com o coreógrafo alemão Niels “Storm” Robtizky, que rendeu intercambio entre Brasil e Alemanha e vários shows internacionais; ‘Fresta’ (2003) com direção de Henrique Rodovalho do grupo Quasar; ‘O Som do Movimento’ (2005) com estreia no festival Frances de Aix in Province, rendendo shows pelo mundo todo, inclusive no Teatro Apollo, de Nova Iorque; ‘Geometronomics’ (2006) a companhia volta a trabalhar com o Alemão Storm e leva este espetáculo ao próprio Brasil e a Países como Alemanha, França, Bélgica e Holanda. ‘Urbanóides 2.0’ (2010) é inovador no que tange a questionamentos da sociedade contemporânea.

Em 2015 o grupo, sob o comando do fundador, entra em uma nova fase ao lançar simultaneamente dois espetáculos, são eles ‘Caixa Preta’ e ‘Lemniscata’ (2015) com trilhas sonoras inéditas pertencentes ao selo próprio, a Meccanismo. Sob a direção de Frank Ejara, grupo PX lança em 2016 o espetáculo ‘Corpo Caloso’, com trilha Sonora lançada pelo selo meccanismo. Grupo PX saiu de um projeto de Coaching criado em parceria com a cantora Clawdia Ejara. Ao total nestes quase 20 anos de trabalho foram mais de 1000 apresentações, com um impacto de aproximadamente 200 mil espectadores pelo mundo, em locais como Países Baixos, França, Bélgica, China, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Slovênia, entre outros. “Hoje a cena é forte e grande com vários estilos, mas não era a realidade antes da nossa companhia. Nós viemos para mudar isso, trouxemos visão global destas danças para o Brasil”, finaliza Frank Ejara.

Companhia:
DISCÍPULOS DO RITMO

Diretor:
FRANK EJARA

Produtores:
DANIELA ALVES DAVID
RENATO LOPES

Contatos:
PÁGINA: facebook.com/discipulosdoritmo
INSTAGRAM: @discipulosdoritmooficial

Informações à imprensa:
Daniela Ribeiro – 11 9.9664.3441 – Daniela@temperocultural.com.br

Créditos: Daniela Ribeiro | Tempero Cultural

Espetáculo de dança Dos Prazeres propõe afirmação da cultura brasileira a partir da obra do artista plástico Heitor dos Prazeres

Dos Prazeres. Foto: Hernandes de Oliveira

Sete intérpretes dançam coreografia minimalista que parte da obra de Heitor dos Prazeres para pensar questões sociais e políticas do país. O trabalho ganha camadas ao unir no elenco intérpretes originais da companhia a novos bailarinos

A condição dos povos excluídos, a investigação do sujeito anônimo e a possibilidade de levá-lo a um nível visível são propostas do E² Cia de Teatro e Dança que estão presentes no espetáculo Dos Prazeres, dança criada a partir de referências do artista plástico e sambista Heitor dos Prazeres (1898 —1966) que faz temporada no Centro de Referência da Dança entre 11 e 19 de setembro de 2019. A direção de arte é de Hernandes de Oliveira e a coreografia e direção geral são de Eliana de Santana.

Em cena, o público se depara com um chão repleto do brilho e da fragilidade de confetes de papel, indicando um período pós-carnaval. Há um contraste com a parede escura e com uma luz branda. Os figurinos são brilhantes, compondo junto com o confete uma espécie de memória do carnaval clássico. A referência, que situa também o período de atividade artística de Heitor dos Prazeres, é o carnaval de salão. A trilha sonora se alterna entre sambas de Heitor, marchinhas, trilhas incidentais de pessoas conversando e até mesmo um espaço para o diálogo com Heitor Villa-Lobos, cânone da música erudita brasileira que tem lugar à cena por partilhar do mesmo nome que Heitor dos Prazeres.

No processo de criação das obras do núcleo, os elementos cênicos nascem junto da coreografia, em uma composição que caminha lado a lado e se desdobra em todas as etapas. Sobre essa escolha, Eliana de Santana comenta: “Tudo que está em cena tem sua própria corporeidade, é um espaço, uma camada para ser observada”. Para a artista, Dos Prazeres não é uma dança biográfica ou restrita ao conteúdo da obra de Heitor dos Prazeres – trata-se de uma obra a partir de suas temáticas e de diversas referências que se desdobraram a partir delas, sejam objetivas ou abstratas.
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“Eu sou o povo, eu sou um homem do povo. Vejo esse povo que transporto pros meus quadros como sinto. Não há nada mais sublime que viver na massa do povo” – Heitor dos Prazeres.

Em suas obras, Heitor pintou homens e mulheres com o rosto de lado, os olhos levemente voltados ao céu, como se esperassem ver algo novo e radiante. Esse contraste entre festa e dor, divino e corpóreo, propõe ao núcleo uma reflexão sobre a condição de seres excluídos e anônimos.
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O trabalho é um desdobramento de uma obra que a companhia dançou em 2010. A remontagem chega modificada por atualizações nos elementos cênicos e no elenco. Da formação original, estão Eliana, Hernandes, Daniel Kairoz (trilha sonora) e Lilian Wiziack (intérprete). Os intérpretes novos são Suiá Burger Ferlauto, Ana Musidora, Odete Machado, Thais Elvira e Thiago Soares. “Mais do que uma remontagem, é uma sequência da nossa obra, um desenvolvimento de linguagem”, conta Hernandes de Oliveira, diretor de arte.

“O trabalho, pensado para os dias que vivemos hoje, afirma positivamente o Brasil e a nossa cultura, mesmo que de uma maneira abstrata e contemporânea”, diz Eliana. A coreografia de Dos Prazeres, segundo a artista, é vigorosa, mas também mínima. Eliana trabalha no corpo dos intérpretes uma dança de suspensão, sem se preocupar com a virtuose. “Trabalhei muito tempo com o expressionismo e agora estou em um lugar de trabalhar com menos, o que não torna essa dança fácil”, comenta.

Eliana ressalta que interessa ao núcleo trazer a memória de outros tempos para os dias de hoje, compreendendo quais são as leituras possíveis que podem ser feitas a partir dela, como essa memória nos afeta e o que fazemos quando afetados por ela. “Trabalhamos com o conceito de um tempo esgarçado, diluído, que exige muita maturidade na interpretação para poder acontecer na cena, o que tem gerado uma interação muito peculiar entre nós, do núcleo, e os novos intérpretes”, complementa a artista.

O E² Cia de Teatro e Dança atua desde 1996 na cidade de São Paulo e, sob direção de Eliana de Santana, tem como base da pesquisa a investigação no corpo e na cena das poéticas ligadas à temática do sujeito anônimo. O ponto de partida para diversas ações são as referências/inspirações na literatura brasileira e obra de diversos artistas visuais. Em 2011, com o espetáculo …e das outras doçuras de deus, Eliana de Santana recebeu o Prêmio APCA na categoria Intérprete Criador em Dança.

SINOPSE

A peça de dança Dos Prazeres busca referência na obra de Heitor dos Prazeres, artista do samba e pintor que adotou o anônimo como temática para suas pinturas – pesquisa que vem ao encontro dos anseios do E² Cia de Teatro e Dança. O núcleo se debruça sobre a obra de artistas que têm como temática uma visível complexidade estrutural e poética. Nesta obra, os artistas buscaram ressaltar a compreensão de Heitor dos Prazeres sobre a história do povo brasileiro, da mistura de raças e da complexidade étnica.

FICHA TÉCNICA
Direção geral: Eliana de Santana
Intérpretes: Eliana de Santana, Lilian Wiziack, Suiá Burger Ferlauto, Ana Musidora, Odete Machado, Thais Elvira e Thiago Soares.
Direção de arte, iluminação e cenografia: Hernandes de Oliveira
Trilha sonora: Daniel Kairoz
Produção: Corpo Rastreado / E² Cia de Teatro e Dança

SERVIÇO
Dos Prazeres
Dias 11, 12, 13 (quarta, quinta e sexta-feira), 14, 18 e 19 (sábado, quarta e quinta) de setembro de 2019, às 19h
CRD – Centro de Referência da Dança
Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/n
Capacidade: 50 lugares (Sala Cênica)
Duração: 45 minutos
Ingressos: Grátis
Classificação indicativa: 14 anos

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério | Diogo Locci
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 9 8435 6614 | 9 9906 0642
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br | diogo@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Estreia de Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda, do coreógrafo e bailarino Wellington Duarte, do Núcleo EntreTanto

Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda. Foto de Keiny Andrade

Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda encerra o tríptico Situações de Atrito que instaura um caráter insurgente no corpo a fim de construir situações coreográficas em suas potências políticas

De julho a setembro de 2019, o coreógrafo e bailarino Wellington Duarte apresenta seu novo espetáculo de dança, Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda em diversos espaços da cidade: na Oficina Cultural Oswald de Andrade (dias 20, 22, 25, 26, 27 e 29 de julho), no Centro Cultural São Paulo (dias 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 17 e 18 de agosto), no Centro Cultural Olido (dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro) e no Complexo Cultural Funarte (dias 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro).

O espetáculo Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda estuda um corpo-substância que se desorganiza por atrito ou por motivo não identificado. Um corpo-espaço que não cabe em si, que faz cruzamentos que põem em contato signos de torção, de violência, de precipitação, de deslocamento e de necessidade cinética. O binômio dança-política é pensado através de uma invocação direta do corpo e suas capacidades, do corpo e suas potências cuja função é a de perturbar a formatação cega de gestos, hábitos e percepções. “Acreditamos que, se existe uma conexão entre arte e política, deve ser colocada em termos de dissenso, no sentido de que o dissenso produz ruptura de hábitos e comportamentos.”, afirma Wellington Duarte.

Sobre o situações coreográficas#variação3: uma coisa muda
A criação dessa terceira parte do tríptico faz parte do projeto situações coreográficas#variação3: uma coisa muda, do Núcleo EntreTanto, contemplado pela 24ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

O projeto agregou, além da criação desta nova peça, outros acontecimentos como oficinas, residência artística e a criação de quatro Gestos Coreográficos, assim denominados por seu caráter emergencial, interventivo e provocador. Para a criação dos Gestos Coreográficos foram convidados quatro coreógrafos e quatro grupos de dança contemporânea da cidade de São Paulo que, juntamente com o Núcleo EntreTanto, acionaram uma reflexão sobre o corpo contemporâneo.

O primeiro gesto, Konstituição em Segunda Instância, foi dirigido por Sandro Borelli, com o Grupo Ca.Ja; o segundo, Pulsar, Pulsar Zero, Pulse, RePulso dirigido Marcio Greyk e David Xavinho (Zumb.boys) com o Coletivo Autônomo Temporário; o terceiro, Paisagens de Passagem, dirigido por Helena Bastos, com o Núcleo Enxertia  e o quarto, GESTUS 4.13, dirigido por Daniel Kairoz,  com o Núcleo KASA.

O texto “Para os que estão no Mar…”, de Marie-José Mondzain, do livro Levantes, do filósofo francês Georges Didi-Huberman, foi eleito como principal disparador para as criações.  Segundo Didi-Huberman, “o levante seria, então, o gesto pelo qual os sujeitos desprovidos de poder manifestam – fazem surgir ou ressurgir – em si mesmos algo como uma potência fundamental (…) Levantes são, portanto, potências de ou na ausência de poder. São potências nativas, potências nascentes, sem garantias de seu próprio fim e, por isso, sem garantias de poder.”

As ações propostas para o projeto situações coreográficas#variação3: uma coisa muda, do Núcleo EntreTanto, compreenderam não somente um aprofundamento da investigação corporal, mas principalmente sua relação com a comunicação pública. A presença de um grupo diferenciado de artistas interlocutores no projeto, através dos Gestos Coreográficos, possibilitou aos estudantes, pesquisadores, artistas e público em geral ter acesso a processos de troca artística em busca de outras formas de construção dramatúrgica.

“Sentimos que o momento nos pede para somar forças, promover encontros, fomentar processos coletivos, investir na convivência comunal ao invés de traçar caminhos solitários de pesquisa. A conjuntura política e social atual traz uma urgência e uma necessidade de articular respostas estéticas e éticas a ela, como forma de resistência. Por isso mesmo, situações coreográficas#variação3: uma coisa muda tornou-se um projeto de aprendizagem que serviu, sobretudo, para refletir, ressignificar e reinventar nosso modo de estar no mundo, e consequentemente, nosso modo de criar”, concluiu Wellington.

Wellington Duarte
WELLINGTON DUARTE atua em São Paulo como diretor, bailarino e performer desde 1990 e atualmente dirige o Núcleo EntreTanto. Em sua trajetória promoveu um fazer/dizer no corpo e investiga qualidades corporais que vão além de temas pontuais. Neste contínuo fazer tem elaborado propostas experimentais da fisicalidade, conectando lógicas, pensamentos e questões insuspeitas no corpo.

Ficha Técnica
Concepção e Direção: Wellington Duarte
Intérpretes: Aline Brasil, Maria Basulto e Wellington Duarte
Intérpretes Convidados: Bia Rangel, Camila Bosso, Guma Muliterno e Richard Reis
Orientação Dramatúrgica: Donizeti Mazonas
Assistente de Direção: Rafael Costa
Desenho de Som: Daniel Fagundes
Ambientação Cenográfica e Figurinos: Eliseu Weide
Luz: Wagner Antonio
Assistente de Iluminação: Dimitri Luppi Slavov
Fotos: Keiny Andrade
Produção: Jota Rafaelli – MoviCena Produções
Assistente de Produção: Luciana Venâncio
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
Realização: Núcleo EntreTanto, da Cooperativa Paulista de Teatro

Serviço
Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda
Duração: 60 min/ Classificação: 14 anos

Oficina Cultural Oswald de Andrade
Dias 20, 22, 25, 26, 27 e 29 de julho de 2019
Segundas, quinta e sexta, às 20h e sábados, às 18h
Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro/ São Paulo
Galeria 1 – 30 lugares – Grátis
Os ingressos serão distribuídos com 1h de antecedência

CCSP – Centro Cultural São Paulo
Dias 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 17 e 18 de agosto de 2019
Rua Vergueiro, 1000 – Vergueiro/ São Paulo
Quinta a sábado às 21h e Domingos, às 20h

Centro Cultural Olido
Dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro de 2019
Av. São João, 473 – Centro/ São Paulo

Complexo Cultural Funarte
Dias 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro de 2019
Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos/ São Paulo

Assessoria de Imprensa
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A carioca Focus Cia de Dança estreia o premiado espetáculo Still Reich no Sesc Pompeia

Still Reich. Foto: Fernanda Vallois

A carioca Focus Cia de Dança estreia em São Paulo, no Sesc Pompeia, o espetáculo Still Reich. A curtíssima temporada será entre os dias 20 e 23 de junho, quinta e domingo, 18h, e sexta e sábado, às 21h. Idealizada pelo diretor e coreógrafo Alex Neoral, a companhia tem o patrocínio da Petrobras.

Still Reich, espetáculo mais recente da Focus, reúne em um programa único quatro peças compostas a partir de músicas do compositor contemporâneo americano Steve Reich. Inspirado pelo vigor e construções musicais de suas composições, Alex Neoral une duas obras de 2008, Pathways e Trilhas, e duas de 2018, Keta – vencedora do Prêmio Cesgranrio de Dança como melhor coreografia e com indicações a melhor bailarino/Marcio Jahú e melhor bailarina/Carolina de Sá e Wood Steps.

Alex conta que as quatro peças que integram Still Reich foram concebidas a partir do efeito da música de Steve Reich na sua criação: “São músicas minimalistas que geram uma ambiência, uma atmosfera de dança que se constrói a partir do som”, conta.

O título da obra, que em português significa ‘ainda Reich’, reforça o quanto o compositor continua inspirando Neoral. “Depois de dez anos da minha primeira criação com trilha do Steve Reich, retorno a ele”, ressalta o artista. Para Neoral, a Focus Cia de Dança assume cada vez mais uma personalidade versátil, com trabalhos muito diferentes entre si e coragem para avançar para próximas obras sem se fiar numa só linguagem ou estilo único.

“Como criador, tenho a característica de ocupar esses lugares novos e alterar o tipo de discurso que chega ao público, seja com um espetáculo criado a partir do estímulo do cinema, da música minimalista, da música clássica ou da canção brasileira”, conclui.

Sobre as quatro peças de Still Reich

Pathways, com a canção Music for Pieces of Wood, traz em sua construção uma síntese da linguagem da Focus e o desafio de criar uma obra a partir de trechos pré-existentes. Apresentado inicialmente em Stuttgart, na Alemanha, foi um trabalho elogiado pelo público e pela crítica, tendo sido remontado para o CityDance Ensemble – hoje Company E –, de Washington DC.

Trilhas é um extrato do espetáculo Ímpar, que aborda o instante e a partícula do momento que pode e muda o seguinte. Na fisicalidade, Neoral construiu a coreografia inspirado em fugas, escapadas e corridas; assim, como na música Different Trains – After the War, há traços de tensão. Ambos trabalhos já foram apresentados na Alemanha, França, Itália, Panamá, além de inúmeras cidades brasileiras.

“O espetáculo apresenta peças coreográficas que se assemelham muito com às composições de Reich, que apresentam um fascínio pela combinação, pela questão abstrata, que vira uma música, assim como as coreografias, que combinam gestos aleatórios, criando universos a partir disso, sem um assunto pré-existente” – Alex Neoral

Wood Steps traz como inspiração a vida nômade: pessoas que moram no ‘mundo’ e fazem de seus pés as suas casas. O trabalho utiliza a percussão de pés para criar ritmos e marcações para a obra Proverb de Reich, onde a escrita coreográfica ganha o solo, explorando uma movimentação pesada e inusitada, fortificando a relação com o chão que se pisa. A metáfora do sapato, que possibilita ir mais longe e nele guarda muitas histórias de quem o usa.

Keta, que significa ‘terceiro’ em Iorubá, utiliza a música Drumming, composta por Reich em uma viagem que fez à Gana, na África. Esse universo tribal e ritualístico, de alguma forma, é levado para a cena através de uma construção coreográfica veloz, viva e orgânica, mostrando corpos em sua máxima potência em um trabalho vigoroso e ao mesmo tempo humano.

Sobre a Companhia

Com 20 obras e 10 espetáculos em seu repertório, a Focus Cia de Dança se consagrou através da crítica especializada e sucesso de público. Apresentou-se em mais de 100 cidades brasileiras e levou sua arte para países como Bolívia, México, Costa Rica, Canadá, Estados Unidos, Portugal, Itália, França, Alemanha e Panamá. Em 2019 ganhou o 1o Prêmio Cesgranrio de Dança com a coreografia Keta do espetáculo STILL REICH. Em 2018 participou do filme Eduardo e Mônica, com lançamento previsto para 2019. Em 2017 se apresentou na última edição do Rock In Rio, ao lado de Fernanda Abreu. Em 2016 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, maior condecoração da cultura brasileira.

Com o espetáculo As canções que você dançou pra mim, que se aproxima da marca de 300 apresentações, recebeu diversas indicações a melhor espetáculo do ano, por sua criatividade e originalidade. Em 2012 foi escolhida, através da seleção pública do Programa Petrobras Cultural, a receber o patrocínio durante três anos para desenvolvimento de suas atividades, dando início a uma parceria de manutenção que segue até hoje. Mais de 1 milhão de espectadores já se encantaram com a poesia e a capacidade técnica lapidadas nas coreografias inovadoras de Alex Neoral e nos movimentos precisos de seus bailarinos. Atualmente integram seu elenco os bailarinos Carolina de Sá, Cosme Gregory, José Villaça, Marcio Jahú, Marina Teixeira, Monise Marques, Rafael Luz e Roberta Bussoni.

FICHA TÉCNICA
Direção, Concepção, Coreografia: Alex Neoral
Direção de Produção: Tatiana Garcias
Produção Executiva: Bia Rey
Agente Internacional: Marcelo Zamora
Iluminação: Binho Schaefer
Técnico de Iluminação: Anderson Ratto
Técnico de Palco: Wellison Rodrigues
Fisioterapia: Fernando Zican
Figurinos: Alex Neoral e Mônica Burity
Visagismo: André Vital
Confecção de Figurinos: Jacira Garcias
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto | Marcia Marques
Clipping: Supernova
Fotos: Fernanda Vallois, Manu Tasca e Paula Kossatz
Programação Visual: Infinitamente Estúdio de Criação
Elenco: Carolina de Sá, Cosme Gregory, José Villaça, Marcio Jahú, Marina Teixeira, Monise Marques, Rafael Luz (stand by) e Roberta Bussoni

SERVIÇO
Still Reich
De 20 a 23 de junho de 2019
Quinta e domingo, às 18h; sexta e sábado, às 21h
Local: SESC Pompeia (R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo).
Ingressos: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) e R$ 6 (credencial plena).
Duração: 65 minutos. Classificação: 18 anos. Capacidade: 302 lugares.
Desconto de 50% na compra de até dois ingressos para os colaboradores da Petrobras (mediante apresentação do crachá) e para clientes do Cartão Petrobras (mediante apresentação do cartão)
Para credenciamento, encaminhe pedidos para imprensa@pompeia.sescsp.org.br

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Mandíbula explora os vários usos da boca em performance

Cena de Mandíbula | Crédito da foto: Micaela Wernicke

Coreografia criada por Josefa Pereira e Patrícia Bergantin terá duas apresentações na Área de Convivência do Sesc Pompeia

Nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, as coreógrafas Josefa Pereira e Patrícia Bergantin apresentam a performance de dança Mandíbula, na Área de Convivência do Sesc Pompeia. No espetáculo as artistas exploram a boca enquanto dispositivo mecânico e sensível, desviando sua produção de líquidos e de encaixe mandibular enquanto recurso visual e corporal.

O trabalho estreou em 2018, no MAM. Para a temporada que começa agora no Sesc Pompeia, as artistas se preparam para dialogar não só com o público como também com a arquitetura do espaço.

Este não é o primeiro trabalho em parceria das de Josefa e Patrícia. As artistas criaram juntas Mandíbula, Égua e Contágio; além de colaborar em projetos de diversos artistas em comum como Monstra, de Elisabete Finger e Manuela Eichner. Esta trajetória é base para Tectônica, plataforma que se dedica à prática e ao estudo das forças, processos e movimentos em dança. Além de propiciar a pesquisa e investigação de ambas, também cartografa uma constelação afetiva entre artistas interessados e interessantes, dinamizando as camadas éticas, estéticas e políticas que compõem seu fazer artístico. “Além de propiciar nossa própria pesquisa e investigação, também cartografamos uma constelação afetiva entre artistas interessados e interessantes, dinamizando as camadas éticas, estéticas e políticas que compõem nosso fazer artístico”, conta Patrícia.

Mais sobre as artistas

Josefa Pereira é performer e coreógrafa. Vive e trabalha entre São Paulo e Lisboa. Dedica-se à criação autoral desde a graduação em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP), em torno de interesses como coletividade, presença e gestualidade tendo o corpo campo de tensionamento estético e político. Sua trajetória é marcada pela colaboração com diversos artistas, em cias de dança e nos coletivos Núcleo de Garagem e Ghawazee Coletivo de Ação, traçando uma das bases de seu interesse, a produção e atuação artística através de diferentes modelos de comunidade. É performer e criadora em “Monstra” com direção de Elisabete Finger e Manuela Eichner, e atualmente se dedica à estreia e circulação de seu solo “Hidebehind”(2018) e “Mandíbula” que dá andamento à parceria com a artista Patrícia Bergantin com quem criou “Égua” (2017) e a residência “Contágio”.O encontro entre as duas lança agora as bases para a “Tectônica” plataforma para a articulação e fortalecimento para seus diversos interesses artísticos.

Patrícia Bergantin é artista da dança. Bailarina e coreógrafa, tem buscado articular parcerias onde a reciprocidade seja uma ética a ser frequentada tanto na vida quanto na arte. Formada em Letras na USP, trabalha a dança enquanto campo de discurso, tendo trazido em seus últimos trabalhos a questão do feminino enquanto emergência. É articuladora da Tectônica, junto com Josefa Pereira, plataforma que propiciou a criação de “Mandíbula”, “Égua”, e “Contágio”, e que se dedica a cartografar uma constelação afetiva entre artistas interessados e interessantes, dinamizando as camadas éticas, estéticas e políticas que compõem seu fazer artístico. É performer de “Monstra” dirigida por Elisabete Finger e Manuela Eichner e também dá aulas partilhando sua prática “Corpo Antena”, onde as sensações do corpo são matéria de autoconhecimento e ponto de partida para sintonizar um viver junto menos assujeitado e mais autônomo.

SERVIÇO:
Mandíbula
(performance dança)
com Josefa Pereira e Patrícia Bergantin
Dia 28 de fevereiro e 1º de março de 2019, quinta e sexta-feira, às 20h
Área de Convivência | Grátis | Classificação indicativa: Livre

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
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Gestos Coreográficos dá início em 15/02 com ‘Konstituição em Segunda Instância’, no Espaço Kasulo

Ensaio de Konstituição em Segunda Instância, que tem direção de Sandro Borelli. Foto: Keiny Andrade

“Situações de Levante” é o mote proposto pelo bailarino e coreógrafo Wellington Duarte para a criação de Gestos Coreográficos, um projeto que agrega artistas de diversas gerações da dança de São Paulo

O livro Levantes, escrito pelo filósofo francês Georges Didi-Huberman, foi o material eleito como principal disparador da criação das ações dos Gestos Coreográficos na pesquisa sobre o corpo contemporâneo.

Quais são as possibilidades da criação de um trabalho cênico a partir do tema Situações de Levante, ou seja, os modos de atuar na área da dança em um período político pouco favorável à arte? Como confrontar os modos de criação de cada companhia a partir de um tema e desdobrar essa ação em debates, espetáculos e partilha entre os artistas? Foi a partir desses e outros questionamentos que o Núcleo EntreTanto criou a ação Gestos Coreográficos parte do projeto Situações Coreográficas#Variação 3: uma coisa muda, contemplado pela 24ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

Konstituição em Segunda Instância, primeiro Gesto Coreográfico do projeto, será dirigido por Sandro Borelli com o Grupo Ca.Ja, com apresentações nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, sexta-feira à domingo, sexta e sábado as 20h e domingo as 19h, no Espaço Kasulo, sede da companhia da Cia Carne Agonizante.

Os outros artistas convidados são os coreógrafos Márcio Greyk e David Xavinho – diretores do grupo Zumbboys – e o Coletivo Autônomo Temporário (21 a 23 de março na Oficina Cultural Oswald de Andrade); a coreógrafa Helena Bastos – diretora do grupo Musicanoar – e o Núcleo Enxertia (3 a 5 de maio na Centro Cultural da Penha; e o coreógrafo Daniel Kairoz – diretor do Terreiro Coreográfico – e Núcleo KASA (31 de maio e 1º de junho na Sala Paissandu, na Galeria Olido). E uma apresentação com as quatro criações que acontece no dia 02 de junho na Sala Paissandu, na Galeria Olido.

Cada apresentação contempla um coreógrafo de trajetória consolidada na área e um grupo emergente, cujas atividades foram iniciadas nos últimos anos. Em junho haverá um encontro entre todos os participantes dos Gestos Coreográficos, com apresentações das quatro criações. O encerramento do projeto será marcado pela temporada de uma obra inédita do Núcleo EntreTanto a partir do tema que inspirou os outros grupos: Situações de Levante

Ainda sem data definida para a estreia, Wellington antecipa que a nova criação do Núcleo EntreTanto será certamente afetada pelas trocas e compartilhamentos realizados com os outros grupos. “Esses encontros também têm o objetivo de afetar o meu modo de construir, trabalhar, encontrar caminhos e refletir sobre as questões que desenvolvemos juntos nesse percurso”, afirma o bailarino, que irá participar de todos encontros dos grupos que resultarão na criação de cada gesto.

Sobre o projeto Gestos Coreográficos
Criação de coreografias a partir do tema Situações de Levante é a proposta de Wellington Duarte para discutir o corpo contemporâneo com artistas de diversas modalidades e gerações que estão em atividade na cidade de São Paulo. O livro Levantes, escrito pelo filósofo francês Georges Didi-Huberman, foi o material eleito como principal disparador da criação dos Gestos Coreográficos.

Como forma de reforço do tema proposto, os grupos também receberam uma série de indicações de filmes, vídeos, registros fotográficos de instalações de artes plásticas, fotografias históricas e textos que discutem de alguma forma “as situações de levante”.“As linguagens dos oito grupos que integram o projeto são muito diferentes entre si e a proposta é observar como cada um deles constrói a sua dramaturgia e como é possível cada um se contaminar pela criação do outro. É importante que todos estejamos próximos – os mais novos e os mais velhos – e que criemos ações conjuntas e potentes”, afirma o artista.

Um ponto de convergência importante entre os grupos é a busca por alternativas para sustentar seus trabalhos e pesquisas artísticas no contexto político atual. “Fomos todos afetados violentamente pelo desmonte, não dá para ficar indiferente”, ressalta Wellington em referência à extinção do Ministério da Cultura e redução de editais e verbas destinadas à dança em São Paulo e também no Brasil.

O bailarino também reforça as maneiras com que cada grupo promove discussões políticas em seus trabalhos. “Enquanto Sandro Borelli trabalha a temática sociopolítica de forma mais explícita, o Zumbboys aborda o conteúdo na própria concepção da companhia, inspirada pela cultura urbana e pelo hip hop”, diz.

Entre as referências compartilhadas por Wellington com os grupos, estão o quadro Le Dompteur a étémangé, do pintor francês Jean Veber; a fotografia Sculpturemouvante ou La France, do fotógrafo americano Man Ray; a instalação Rotes Band (Red Tape) do artista visual suíço Roman Signer; a série de gravuras Los Caprichos,do artista espanhol Francisco Goya; a performance PassingThroughdo artista japonês Saburo Murakami; registros fotográficos de guerra do fotojornalista francês Gilles Caron; a performance visual Conde Ferreira, do diretor cinematográfico português Paulo Abreu; o filme Zero de Conduta, do diretor surrealista francês Jean Vigo e textos da escritora e filósofa francesa Marie-José Mondzain, entre muitos outros disparadores artísticos e intelectuais sobre situações de levante.

Após cada apresentação haverá um conversa/bate papo com os integrantes dos grupos, Núcleo Entretanto e público. Toda a programação é gratuita.

Serviço
Gesto Coreográfico 1
Konstituição em segunda instância
Com Sandro Borelli (Carne Agonizante) e grupo Ca.Ja
Dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2019, sexta e sábado às 20h e domingo às 19h.
Local: Espaço Kasulo (Rua Souza Lima, 300 – Telefone: (011) 3666-7238 – Barra Funda)

Ficha Técnica
Coreógrafo do Konstituição em segunda instância: Sandro Borellli
Intérpretes: Aline Brasil, Bia Rangel, Camila Bosso, Donizeti Mazonas, Gustavo Muliterno, Luann Dias, Maria Basulto, Rafael Costa, Victor Pessoa e Vinicius Santi.
Produção: MoviCena Produções
Fotos: Keiny Andrade
Arte Gráfica: Fagus
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
Coordenação geral do projeto: Wellington Duarte
Assistente de Direção do Projeto: Rafael Costa

Gesto Coreográfico 2
Com Márcio Greyk e David Xavinho (Zumb.boys), e Coletivo Autônomo Temporário
Dias 21, 22 e 23 de março de 2019, quinta à sábado,
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro)

Gesto Coreográfico 3
Com Helena Bastos (Musicanoar) e Núcleo Enxertia
Dias 26, 27 e 28 de abril de 2019, sexta à domingo
Local: Centro Cultural da Penha – Largo do Rosário, 20

Gesto Coreográfico 4
Com Daniel Kairoz (diretor do Terreiro Coreográfico) e Núcleo KASA
Dias 31 de maio e 1º de junho de 2019, sexta e sábado.
Local: Sala Paissandu – Galeria Olido (Avenida São João, 473, Centro)

Apresentação dos 4 Gestos Coreográficos
Dia 2 de junho de 2019 – domingo
Local: Sala Paissandu – Galeria Olido (Avenida São João, 473, Centro)

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
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11º Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo apresenta edição de 2018 com artistas da França, Síria, Croácia, Brasil e Portugal

Cena de “Uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings”. Foto: Jorge Gonçalves

O FCD traz três solos de Vera Mantero, artista fundamental para a Nova Dança Portuguesa

A 11ª edição do FCD – Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo celebra, a partir do dia 12 até 29 de outubro de 2018, mais de uma década de festival. Serão 18 apresentações de 9 trabalhos de artistas da França, Síria, Croácia, Brasil e Portugal. As apresentações serão no SESC 24 de Maio e no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil. Esta edição tem o patrocínio do Banco do Brasil, apoio do SESC SP e do Institut Français Paris e Institut Français du Brésil.

O FCD sempre entendeu dança como arte que inventa mundos, modulando a cada gesto, a cada fala, corpos ampliados de possibilidades perceptivas. Para tanto, o espectador deve ter o direito de acesso a práticas que estimulam suas capacidades críticas, sensíveis, relacionais e criativas. Sem partilha e fricção no encontro, não há dança.

Em tempos cada vez mais sombrios e opacos, o FCD apresenta em 2018 trabalhos com forte teor crítico que se defrontam com mundos em ruínas e especulam sobre futuros que podem ser inventados. São artistas de diversos países que compartilham a precariedade encarnada em seus corpos e investigam possibilidades de resistência e reinvenção para tantas formas de vida que estão desabando a golpes de mercado.

Nas suas 10 edições anteriores, o FCD ocupou teatros públicos e ruas no centro antigo de São Paulo, onde uma enorme população habita em condições precárias, ocupando prédios em ruínas ou as próprias ruas. Na busca da democratização do acesso à cultura, o festival congregou públicos diversos oferecendo atividades gratuitas.

Programação

O FCD tem início dia 12 de outubro no CCBB SP com a apresentação de Partituur, de Ivana Muller (Croácia/França), primeiro projeto da coreógrafa feito para crianças. Partituur (‘partitura musical’ em holandês), é um jogo coreográfico para participantes a partir dos 7 anos, interativo, onde não há espectadores e intérpretes no termo clássico da palavra, essa fronteira é radicalmente desafiada e todos os papéis mudam constantemente. Durante o Partituur, todos recebem fones de ouvido com declarações e sugestões para ajudar na criação do programa. Os participantes também têm tempo para observar os outros, posicionar-se, jogar a favor ou contra as regras. Nesse sentido, a coreografia toma forma dependendo das escolhas, reações e posições que cada partituurista toma. Dessa amálgama nasce uma dança com propostas e ideias individuais e coletivas que não se parece com nenhuma outra. Dessa forma, Partituur lança, discretamente, as bases de uma reflexão sobre o imaginário coletivo das crianças. Brincalhão e poético, oferece a cada um a chance de pensar sobre seu relacionamento consigo mesmo e com os outros.

E este ano o Festival Contemporâneo de dança traz uma programação especial focada na obra de Vera Mantero, artista fundamental para a Nova Dança Portuguesa. A artista vem ao Brasil com três solos: Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois (1991), uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings* (1996) e Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional (2012). Mantero é uma artista que procurou, desde a sua primeira criação, romper com as convenções da dança moderna. Formou-se em dança clássica, dançou no Ballet Gulbenkian, estudou em Nova Iorque e Paris, pesquisou dança contemporânea, voz e teatro. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa e já mostrou o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.

Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois, uma criação de 1991, tem um lugar importante no percurso coreográfico de Vera Mantero. É um trabalho que já percorreu mais de duas décadas e que, singularmente, continua vivo e a ser apresentado. Foi com este solo que a autora encontrou parte da sua identidade em termos de movimento, na forma de estar em cena, nos instrumentos e elementos que utiliza para criar e atuar: um corpo que não descura os gestos, as mãos, o rosto, as expressões, que as inclui porque sabe que estes elementos fazem absolutamente parte do corpo-gente. Um corpo que tenta constantemente agarrar aquilo que o atravessa, que tenta expor isso mesmo através das respostas de um corpo vibrátil, que embate contra o tempo-cadência. Um corpo que produz por vezes uma quase-fala, em sons que parecem querer ganhar contornos de palavras, em lábios que articulam palavras inaudíveis. Por que aconteceu isto a este corpo?

Em uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings* estreou em janeiro 1996 para a Homenagem a Josephine Baker uma iniciativa da Culturgest em Lisboa. Na sua visão da vida e da obra de Josephine Baker, Vera Mantero optou, nesse solo, por uma abordagem que vai para além do que se conhece da artista negra que, nos anos 20, atuava frequentemente nua ou envolta em penas de avestruz, popularizando adornos como contas, colares, pulseiras e franjas. Baker foi uma das personagens mais extraordinárias do século XX — dançarina, cantora, ativista, espiã, condecorada por Charles De Gaulle, mãe adotiva de 12 crianças de diferentes etnias, quatro casamentos e incontáveis casos. Para o programa do espetáculo, Mantero escreveu à época: “(…) Este espírito de que falo não tem vontade nenhuma de anular o corpo, nem vergonha nenhuma do seu desejo e do seu sexo, o que este espírito de que falo tem vontade de anular é a boçalidade, a assustadora burrice, a profunda ignorância, a pobreza de horizontes, o materialismo, etc. etc. (infelizmente a lista tem ar de ser longa…)”. Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelos apelidos de Vênus Negra, Pérola Negra e Deusa Crioula.

Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional é um trabalho de 2012 e foi elaborado no âmbito do Festival Encontros do Devir, em torno da desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve, Portugal. Cruzando as suas próprias gravações em vídeo com trechos de filmes de Michel Giacometti, sobretudo imagens em torno de canções de trabalho, Vera Mantero lança um forte olhar sobre práticas de vida tradicionais e rurais em geral, e conhecimentos de culturas orais. Toda a peça é povoada de vozes que vêm de longe. Silêncio. A serra. Vera canta para os poucos serrenhos que permanecem. Mas não é só de música que se trata, é também da palavra e da terra; a palavra de Artaud em combustão, a palavra de Prévert martelado em jeito de poesia sonora, a palavra estranhamente familiar de Eduardo Viveiros de Castro. Com este “retrato alargado” dos Serrenhos do Caldeirão, Vera Mantero fala-nos de povos que possuem uma sabedoria na ligação entre corpo e espírito, entre quotidiano e arte. Uma sabedoria que podemos reativar.

Mithkal Alzghair é um coreógrafo sírio exilado na França e traz ao FCD seu Displacement, criado a partir de pesquisas sobre o patrimônio das tradições culturais sírias, a fisicalidade, o transe e a dinâmica das repetições. Com Displacement, Alzghair questiona o seu legado em um contexto de exílio: “A necessidade deste trabalho está relacionada com a forma como é transmitida a questão do deslocamento e da migração, da violência, dos massacres, dos conflitos e das revoluções no Médio Oriente. O meu objetivo é definir a identidade do corpo sírio, o património reconhecido, vivido e construído. (…) Através da dança, tento compreender as fontes das quais emanam as danças tradicionais, o processo de impregnação e contágio em que são construídas, tendo como base a realidade social e política que contribui para a concretização deste trabalho: a herança militar, a ditadura, os regimes autoritários, a revolução, a guerra e o deslocamento”, explica o coreógrafo.

Mithkal Alzghair é uma raridade, cuja obra está entre as sensibilidades contemporâneas europeias e suas raízes levantinas. Alzghair usa a dança do Oriente Médio chamada dabke como base da peça, a princípio sozinho, pisando ritmicamente em botas pesadas e depois como um trio. Mas a dança não mantém seu senso usual de celebração, ao invés disso Alzghair se apresenta rigidamente, olhos ocos e sem piscar. Poderia ser uma dança de desespero, uma tentativa de recordar um passado diferente ou manter um senso de identidade, e quando os três homens se movem em uníssono, o efeito é quase militar. Tudo aqui é ambíguo, como o tropo recorrente de dançarinos com os braços erguidos acima de suas cabeças, ao mesmo tempo uma jogada de dança, um pedido de ajuda e um gesto de rendição. Há, no entanto, menos ambiguidade na visão de um corpo caído no chão, com as mãos contidas atrás das costas, uma lembrança do que pode acontecer àqueles que não podem controlar ou mudar seu próprio contexto. Deslocamento é uma peça gritante, executada principalmente em silêncio, e suas imagens perduram na memória. Lyndsey Winship, Go London. Julho, 2017

Vania Vaneau, brasileira residente na França, apresenta Blanc, uma investigação sobre transe e transformação, um trabalho entre performance, concerto e dança. O solo de Vania Vaneau – acompanhada por Simon Dijoud no contrabaixo – está enraizado nas origens brasileiras do coreógrafo e no seu encontro com a cultura europeia. Com base em pesquisas sobre os rituais de transe xamânicos e afro-brasileiros, o trabalho do artista tropicalista Hélio Oiticica e o chamado movimento antropofágico, Blanc questiona a exposição do corpo ao fluxo de culturas, histórias, energia e emoções que o atravessam. Com este jogo com toques de carnaval, Vania Vaneau leva o jogo de disfarce com a ajuda de trajes coloridos para implantar no espaço as diferentes camadas de que o homem é adornado como muitas peles e máscaras.

Em 2014, Vaneau criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 criou Ornement com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni, que também está programado nessa edição do FCD. Ornement vai para as áreas de fronteira de dentro e de fora, visibilidade e sigilo, matéria e memória. Nos corpos porosos de Vania Vaneau e Anna Massoni, as linhas divisórias são borradas, perdendo-se e abrindo espaço para uma coreografia de transformação. Em constante mudança, a expressão física entre a cristalização e a liquefação torna-se um material de estados mutáveis ​​da matéria. Para essa criação, Vaneau conta que “[se concentraram] na possibilidade de uma dança conter diferentes níveis de intensidade dramática. (…) Uma continuidade entre realidade e ficção, dentro e fora, orgânico e figurativo, usamos nossos ossos, músculos, imaginação, emoções, o som e as luzes como um todo de substâncias visíveis e invisíveis. Interagindo e transformando nossos corpos como paisagens em movimento, desdobrando camadas potenciais e revelando ‘ruínas-gestos’, os restos de uma narrativa, procuramos produzir visões de um drama muito antigo.“

Leandro de Souza é formado em dança e é mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Campinas e estudou no programa SMASH em Berlim. Nessa edição do FCD traz ao palco Sismos e Volts, um corpo movido por tremores, desequilíbrios e colisões. A partir de três acionamentos, tremores, giros e desequilíbrios, desdobrados e redimensionados corporal, imagético, temporal e espacialmente, o artista explora, por meio do trânsito entre eles, os caminhos pelos quais tem forjado seus movimentos, gestos e corporalidades. Em Sismos e Volts, o corpo se torna uma espécie de sismógrafo. O trabalho trata de forças que movem, atravessam, alimentam, exaurem, desejam e coreografam. Expõe um corpo que, mais do que se move, é movido. Propõe o fim da ideia de um eu autônomo que se constrói por si próprio, estando sempre em relação, negociando os termos de sua existência. Uma descarga elétrica, amplificação e transmutação de formas e energias.

Nina Santes (França) traz Self Made Man, um entrelaçamento de movimento, fala, canto e a implantação da cenografia em tempo real. O palco é como um canteiro de obras aberto, onde tudo é feito à vista, as construções e as desconstruções. Para ela, “o palco [é] um local para um possível artesanato, como uma oficina de fabricação exposta. Um espaço em branco dedicado ao fazer, regido por um espírito autodidata, prático e intuitivo”. Nina Santes fez sua estreia no palco como marionetista e há vestígios dela nesse trabalho que considera o corpo do intérprete – o seu – como tema de todas as metamorfoses e experimentos, um corpo que trabalha, dança, canta, fala, observa, constrói seu espaço. Self Made Man é sobre (se) construir. (Des) construir. (Re) construir. Nina mostra a prática concreta do palco, o artifício da máquina, sem tirar nada da magia contemplativa do espetáculo, o poder da imaginação. O Self Made Man pode, portanto, ser visto como a exploração da feliz e sempre renovada possibilidade de autoconstrução, como um canteiro de obras para um corpo indeterminado que ressoa em um espaço-tempo infinito, uma criação que dá substância à construção da masculinidade e à possibilidade de se reinventar para o infinito, além de qualquer forma de determinismo.

Ações Pedagógicas

Além das apresentações, o FCD propõe uma série de ações voltadas à formação e à qualificação artística que potencializam diferentes formas de diálogo. No CRD (Centro de Referência da Dança) serão realizadas quatro oficinas de criação com Vera Mantero, Nina Santes, Mithkal Alzghair e Vania Vaneau relacionadas aos trabalhos apresentados, viabilizando uma aproximação às proposições, aos processos e às práticas dos artistas convidados.

Helena Katz, crítica de dança por 40 anos nos principais jornais de São Paulo, professora e cocriadora da teoria Corpomídia, realizará uma conversa pública com Vera Mantero.

Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio, orientados por T. Angel, especialista em modificação corporal, performer e profissional da educação, entrevistam Nina Santes e Leandro de Souza.

Sonia Sobral, gestora cultural e curadora nas áreas de dança e teatro, gerente durante 17 anos do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, participará de uma conversa pública com Mithkal Alzghair.

PROGRAMAÇÃO

“Partituur” | Ivana Muller (Croácia/França)
12 e 13 de outubro, sexta e sábado, às 17h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 30 minutos | Livre
Ivana Müller é coreógrafa, artista e autora de textos. Através de seu trabalho coreográfico e teatral (performances, instalações, textos, vídeo-palestras, peças de áudio, visitas guiadas e web-works) repensa a política do espetáculo e do espetacular, revisita o lugar do imaginário e da imaginação, questiona a noção de “participação”, investiga a ideia de valor e sua representação, e continua inspirando-se na relação entre artista e espectador. Müller recebeu diversos prêmios internacionais por sua obra, e seus trabalhos têm sido apresentados na Europa, EUA e Ásia. Estudou Literatura Comparada e Francês na Universidade de Zagreb, Coreografia e Dança na SNDO em Amsterdã e Artes na Hochschule der Künste em Berlim.
Ficha técnica: concepção: Ivana Müller em colaboração com Jefta van Dinther, Sarah van Lamsweerde e Martin Kaffarnik I desenho do figurino do monstro: Liza Witte I coordenadores de performance: Albane Aubry ou Sarah van Lamsweerde I técnicos em turnê: Martin Kaffarnik ou Ludovic Rivière ou Jérémie Sananes I produção: I’M’COMPANY (Matthieu Bajolet & Gerco de Vroeg) I coprodução: Tweetakt Festival (Utrecht NL), Performing Arts Fund (NL), Ménagerie de Verre (Paris), rede Labaye, APAP, DRAC Ile-de-France/Ministério da Cultura e Comunicação da França I apoio institucional: Institut Français Paris, Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo

https://vimeo.com/35532640 | https://youtu.be/DWqyvPH2zyI (teaser)

“Blanc” | Vania Vaneau (Brasil/França)
14 e 15 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 14 anos (contém cenas de nudez)
Vania Vaneau é graduada na escola P.A.R.T.S (Bruxelas). Em 2005 recebeu a bolsa do programa Danceweb/Impulstanz em Viena, Áustria. Graduada em psicologia na Université Paris 8, realiza formação em Body Mind Centering. Como intérprete, participou de criações e apresentações de peças de Wim Vandekeybus (em 2004), Maguy Marin (de 2005 a 2012), David Zambrano (em 2013), Yoann Bourgeois (de 2014 a 2017), Christian Rizzo (a partir de 2016), entre outros. Vaneau codirige a Cia. Arrangement Provisoire com o artista Jordi Gali em Lyon, França. Em 2014 criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 Ornement, com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni.
Ficha técnica: concepção e interpretação: Vania Vaneau I realização musical: Simon Dijoud I colaboração: Jordi Galí I iluminação: Johann Maheut I produção: Cie. Arrangement Provisoire I coprodução: CCNR- Yuval Pick, Ramdam (St.Foy-les-Lyon) I apoio: Les Subsistances (Lyon), L’Animal à la Esquena (Gerone, ES), CDC Le Pacifique (Grenoble) I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Ornement” | Vania Vaneau e Anna Massoni (Brasil/França)
18 e 19 de outubro, quinta e sexta às 21h.
SESC 24 de Maio | 40 minutos | 12 anos.
Vania Vaneau é graduada na escola P.A.R.T.S (Bruxelas). Em 2005 recebeu a bolsa do programa Danceweb/Impulstanz em Viena, Áustria. Graduada em psicologia na Université Paris 8, realiza formação em Body Mind Centering. Como intérprete, participou de criações e apresentações de peças de Wim Vandekeybus (em 2004), Maguy Marin (de 2005 a 2012), David Zambrano (em 2013), Yoann Bourgeois (de 2014 a 2017), Christian Rizzo (a partir de 2016), entre outros. Vaneau codirige a Cia. Arrangement Provisoire com o artista Jordi Gali em Lyon, França. Em 2014 criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 Ornement, com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni.
Anna Massoni estudou dança contemporânea no Conservatório Nacional de Lyon (CNSMD). Em 2007, recebeu uma bolsa de estudos da Danceweb/Impulstanz de Viena. Trabalhou com Johanne Saunier e Jim Clayburgh em Bruxelas, e com a The Guests Company/Yuval Pick em Lyon. De 2011 a 2014, ingressou no Centre Chorégraphique National de Rillieux-la-Pape, sob a direção de Yuval Pick. Atualmente trabalha com Noé Soulier e também realiza o seu próprio trabalho coreográfico em colaboração com outros artistas. Formou-se em filosofia em 2010 na Universidade de Toulouse. Criou o Lieues, um espaço de pesquisa artística em Lyon, e Rodéo, uma revista multidisciplinar com outros artistas.
Ficha técnica: coreografia e dança: Vania Vaneau e Anna Massoni I luz: Angela Massoni I música: Denis Mariotte I colaboração na cenografia: Jordi Galí e Angela Massoni I colaboração: Jordi Galí, Vincent Weber, Simone Truong I produção executiva: Arrangement Provisoire I coprodução: Paris Réseau Danse (Atelier de Paris, Théâtre de l’Étoile du Nord, Studio Le Regard du Cygne, Micadanses) I apoio: Fondation Beaumarchais-SACD, Le Pacifique – CDC Grenoble, Le Vivat Scène Conventionnée (Armentières), Le Point Ephémère (Paris), Micadanses (Paris), L’échangeur – CDC Picardie, Le Gymnase – CDC Roubaix, CCN de Grenoble, Les Subsistances (Lyon), Lieues (Lyon) I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” e “uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings” | Vera Mantero (Portugal)
19 e 20 de outubro, sexta e sábado às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 12 anos.
Vera Mantero integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Em Nova York e Paris, estudou dança contemporânea, voz e teatro. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o Coração, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prêmio Almada (IPAE/Ministério da Cultura Português) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
Ficha técnica “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois”: concepção e interpretação: Vera Mantero I cenografia: André Lepecki I desenho de luz: João Paulo Xavier I música: ’Ruby, My Dear’ de Thelonious Monk I adaptação e operação de luzes: Hugo Coelho I figurino: Vera Mantero I produção: Pós d’Arte, 1991 I itinerância: O Rumo do Fumo I apoio financeiro: Instituto da Juventude I outros apoios: Companhia de Dança de Lisboa
Ficha técnica “uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings”: concepção e interpretação: Vera Mantero I caracterização: Alda Salavisa (desenho original de Carlota Lagido) I adereços: Teresa Montalvão I luzes: João Paulo Xavier I adaptação e operação de luzes: Hugo Coelho I produção executiva: Forum Dança I itinerância: O Rumo do Fumo I apoio: Casa da Juventude de Almada, Re.al / Amascultura I produção: Culturgest, Lisboa, 1996 / “Homenagem a Josephine Baker”

“Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional”
Vera Mantero (Portugal)
21 e 22 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 14 anos (contém cenas de nudez).
Ficha técnica: concepção e interpretação: Vera Mantero I desenho de luz: Hugo Coelho I captura de imagens e elaboração de roteiro para o vídeo: Vera Mantero I edição de vídeo: Hugo Coelho I excertos vídeo da Filmografia Completa de Michel Giacometti Salir (Serra do Caldeirão), Cava da Manta (Coimbra), Dornelas (Coimbra), Teixoso (Covilhã), Manhouce (Viseu), Córdova de S. Pedro Paus (Viseu) e Portimão (Algarve) I excertos de textos de Antonin Artaud, Eduardo Viveiros de Castro, Jacques Prévert e Vera Mantero I residências artísticas: Centro de Experimentação Artística – Lugar Comum, Fábrica da Pólvora de Barcarena, Câmara Municipal de Oeiras e DeVIR, CaPA, Faro I coprodução: DeVIR,CaPA I produção: O Rumo do Fumo I agradecimento: Editora Tradisom I Este projecto foi uma encomenda dos Encontros do DeVIR da DeVIR, CaPA, Faro.

“Displacement”  | Mithkal Alzghair (Síria/França)
24 e 25 de outubro, quarta e quinta às 21h.
SESC 24 de Maio | 40 minutos | 12 anos.
Mithkal Alzghair é coreógrafo e bailarino. Estudou na Síria no Higher Institute of Dramatic Art em Damasco e na França no Centre Chorégraphique National de Montpellier. Trabalhou com diversos coreógrafos, tendo colaborado com a companhia italiana In-Occula, para o projeto europeu CRACK. Criou Displacement em março de 2016, onde questiona o seu legado em um contexto de exílio. O espetáculo venceu o primeiro prêmio na competição internacional Danse Élargie, uma organização do Thêatre de la Ville de Paris e do Musée de la Danse – CCN de Rennes et de Bretagne.
Ficha técnica: coreografia : Mithkal Alzghair I interpretação: Rami Farah, Shamil Taskin, Mithkal Alzghair I colaboração na dramaturgia:  Thibaut Kaiser I desenho de luz: Séverine Rième I coprodução:  Godsbanen – Aarhus (Dinamarca), Musée de la Danse – CCN de Rennes et de Bretagne, The Foundation AFAC, Les Treize Arches – Scène Conventionnée de Brive I apoio: Centre National de la Danse – Pantin (França), Studio Le Regard du Cygne, Thêatre Louis Aragon, Scène Conventionnée Danse de Tremblay-en-France I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Sismos e Volts” | Leandro de Souza (Brasil)
Datas: 26 e 27 de outubro, sexta e sábado às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 30 minutos | 12 anos.
Leandro de Souza é formado em dança e é mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Campinas. Estudou no programa SMASH em Berlim. Nos últimos anos tem se engajado na investigação de “Sismos e Volts”, em residências artísticas no CRD em São Paulo e na 4a e 6a edição da Plataforma Exercícios Compartilhados. Trabalhou com o Núcleo Entretanto, dirigido por Wellington Duarte e com a E² Cia de Teatro e Dança, com direção de Eliana de Santana. Participou do encontro intensivo com a artista portuguesa Vera Mantero, no Ateliê de Dudude Herrmann em Minas Gerais (2013). Criou o solo “Nunca Mais Bom Crioulo” (2010), a partir da obra “Bom Crioulo” do escritor Adolfo Caminha, apresentado no Festival Internacional de Arte Fronteras em Santiago (Chile) e no Sesc Pompeia em São Paulo (2011).
Ficha técnica: concepção e performance: Leandro de Souza I criação e operação de som: Thiago Sala | criação e luz: Eduardo Albergaria I coprodução: Plataforma Exercícios Compartilhados, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) I apoio: Centro de Referência da Dança da cidade de São Paulo (CRDSP) e Instituto de Artes da Universidade de Campinas (UNICAMP)

“Self Made Man” | Nina Santes (França)
Datas: 28 e 29 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 50 minutos | 12 anos.
Nina Santes começou sua carreira como marionetista. Fez formação em Artes Cênicas na Universidade de Paris. Em 2006, participou da Coline Formation integrando trabalhos coreográficos de Odile Duboc, Jean-Claude Galotta e Michel Kéléménis. Participou como intérprete de criações de Mylène Benoit, Myriam Gourfink, Catherine Contour, Pascal Rambert, Kevin John Normand Olivier, Laurence Pages, Hélène Cathala, Perrine Valli, Eleonore Didier e Philippe Grandrieux. Em 2010 e 2011, colaborou no projeto Transform, programa de investigação coreográfica, dirigido por Myriam Gourfink.  Criou DESASTRE com o compositor Kasper Toeplitz. Em 2013, o solo Self Made Man. Em 2015, um dueto com o coreógrafo Daniel Linehan. Em 2016, em colaboração com Célia Gondol, criou a peça A leaf, far and ever. Em 2018, Hymen hymne, projeto para cinco intérpretes. Nina Santes busca constantemente novas colaborações, entrelaçando formas artísticas, incorporando artes visuais, música e moda à sua dança.
Ficha técnica: concepção, performance: Nina Santes I cenografia: Célia Gondol I desenho de luz: Annie Leuridan I consultor musical: Thomas Terrien I consultores de trabalho vocal: Olivier Normand, Jean-Baptiste Veyret-Logerias I colaboração: Kevin Jean, Mylène Benoit I produção: La Fronde I coprodução: L’échangeur CDC Picardie, Théâtre de Vanves I suporte: CDC – Picardie, CDC – Toulouse, Micadanses, CND – Pantin , Onda, DRAC Ile-de-France, Arcadi – difusão, Spedidam I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

Ações Pedagógicas
OFICINAS DE CRIAÇÃO:
CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Vania Vaneau | 11 de outubro, quinta, das 10h às 17h
Vera Mantero | 18 de outubro, quinta, das 14h às 17h
Mithkal Alzghair | 23 de outubro, terça, das 10h às 14h
Nina Santes | 29 de outubro, segunda, das 10h às 17h

CONVERSAS:
Helena Katz e Vera Mantero | CCBB
21 de outubro, domingo, às 18h (após apresentação)
Sonia Sobral e Mithkal Alzghair | SESC 24 de Maio
24 de outubro, quarta, às 21h (após apresentação)
Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio e T. Angel com Leandro de Souza | CCBB
26 de outubro, sexta, às 20h (após apresentação)
Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio e T. Angel com Nina Santes | CCBB
29 de outubro, segunda, às 20h (após apresentação)

Ficha Técnica
Direção Artística: Adriana Grechi
Direção Geral: Amaury Cacciacarro Filho
Cocuradoria Internacional: Rui Silveira
Direção de Produção: Gabi Gonçalves
Direção Administrativa: Alba Roque
Coordenação Técnica: Luana Gouveia
Assistência Técnica: Cauê Gouveia
Desenho Gráfico e Vídeo: Pedro Ivo
Web Designer: Rui Silveira
Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Edição de Textos: Lucía Yáñez
Tradução: Renata Aspesi
Fotografia: Jônia Guimarães
Produção: Corpo Rastreado
Patrocínio: Governo Federal e Banco do Brasil
Apoio: SESC, Institut Français Paris, Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo, Fundação Gulbenkian Governo de Portugal
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e SESC 24 de Maio

Espaços
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 15,00
* gratuito para clientes do Banco do Brasil
Assessoria de Imprensa CCBB São Paulo
Leonardo Guarniero: leoguarniero@bb.com.br
Tel.: (11) 4298-1279

SESC 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Baixos do Viaduto do Chá s/n (antiga Escola de Bailado) – Centro, São Paulo – SP

Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto