“Ocupação Angel Vianna” no Itaú Cultural

“Angel Vianna por Tadashi Kaminagai”, Bahia, 1952. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural promove até o próximo domingo, 29 de abril, a “Ocupação Angel Vianna”, que celebra a vida e trajetória de uma das precursoras da dança contemporânea, coreógrafa, pesquisadora e dançarina, por meio de projeções de entrevistas, vídeos, coreografias, documentos, fotos, jornais e manuscritos, que trazem a energia e a sensibilidade da artista que está prestes a completar 90 anos.

Angel Viana começou a carreira em Belo Horizonte, sua cidade-natal, ao se formar em balé clássico. E foi na capital mineira que encontrou o seu companheiro sentimental e profissional: Klaus Vianna (1928-1992), cuja parceria rendeu a primeira escola de dança e, no ramo amoroso, o filho do casal Rainer Vianna.

Após uma temporada em Salvador, na década de 1960, sempre ao lado de Klauss, Angel estabeleceu no Rio de Janeiro, onde atuou, além do balé e da coreografia, uma série de iniciativas dedicadas ao ensino da dança, como a escola e faculdade que leva o seu nome.

A exposição ainda inclui material do acervo pessoal com registros do Ballet Carlos Leite, Ballet Klauss Vianna, Teatro do Movimento, além de trabalhos de arte como duas esculturas e desenhos feitos por ela.

SERVIÇO:
Exposição: Ocupação Angel Vianna
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 29/04/2018; de terça a sexta-feira, 9h às 20h; sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Sesc Consolação recebe a Jorge Garcia Companhia de Dança em PLANO-SEQUÊNCIA/ TAKE 2

Foto: Silvia Machado

De 24 de abril a 3 de maio de 2018, a Jorge Garcia Companhia de Dança ocupa o Sesc Consolação para apresentação de seu último espetáculo PLAN0–SEQUÊNCIA/ TAKE 2.

Criado em função e a partir do espaço que ocupa – em 2017 a obra estreou na Casa das Caldeiras e para tanto fez uma imersão em suas dependências – ‘PLANO-SEQUÊNCIA/ TAKE 2’ reescreve agora em 2018 sua coreocinegrafia para o espaço da área de convivência do Sesc Consolação. A temporada, curta (24 de abril a 03 de maio), foi antecedida por um período de ensaios (9 a 19 de abril) na própria unidade. A companhia também ofereceu um curso Coreocinegrafia: câmera, espaço e performatividade (9 a 12 de abril).

PLANO-SEQUÊNCIA/ TAKE 2

O espetáculo é inteiramente imerso na interação com o cinema, a coreografia é filmada e transmitida ao vivo, em um único plano-sequência. Em mais de uma hora sem interrupção e um take, os sete bailarinos em cena – incluindo o próprio diretor Jorge Garcia – se alternam entre filmar e ser filmado.

O mais recente trabalho do grupo tem uma importante contribuição no processo de pesquisa e criação: a provocação do cineasta Heitor Dhalia, que ajudou na aproximação com a linguagem cinematográfica, uma característica da Jorge Garcia Companhia de Dança que se mantém ao longo das produções.

O público do espetáculo verá uma coreografia que se projeta e se movimenta em função da câmera. Por outro lado, o próprio ato de filmar se transforma em ação. Quem filma e quem está sendo filmado faz parte da cena. “Gosto dessa mistura de linguagem: um corpo que está em cena filmando um corpo vivo. Para mim, é dança, é movimento. Às vezes, o corpo que filma dança mais do que o que está na frente da câmera”, diz Jorge Garcia.

A companhia mergulhou em um intensa pesquisa com o cinema desde Take a Deep Breath, peça de 2016, feita no espaço do próprio grupo, a Sede Capital 35, em Perdizes. Lá, embora o grupo já usasse a ideia de longas sequências em tempo real e discutisse os limites do que é ou não parte da cena, ainda não explorava um lugar aberto, com interferências da cidade.

Interlocutor no projeto, o cineasta Heitor Dhalia lançou ideias de sua experiência com o cinema para ajudar a companhia a ampliar as possibilidades de caminhos e de formatos da união entre dança e cinema.

O Jorge é um criador totalmente conectado com o nosso tempo. Produz uma arte urgente, em movimento, que pesquisa uma intersecção entre linguagens. No caso, o cinema e a dança. Sou fã dessa pesquisa e acho que novos significados surgem a cada espetáculo. É fascinante ver um grupo com uma visão criativa tão interessante e desafiadora“, afirma Dhalia.

Corpo-câmera

Na nova coreografia, os bailarinos se transformam em corpo-câmera no manejo da 70D, da Canon. O trabalho de gruas e travellings feito no cinema geralmente por máquinas, no espetáculo são conduzidos pelos próprios intérpretes, em deslocamentos de grande exigência física – para que as imagens não tremam ou sofram com passagens bruscas.

Fizemos um grande estudo para adaptarmos essa linguagem à dança. Desde como o corpo se comporta para usar a câmera, passando por entender a fotografia e a luz no cinema até a captação direta de áudio”, conta Jorge.

Para chegar a esse resultado, o grupo contou com a experiências de alguns profissionais de diferentes áreas em workshops, realizados ao longo do ano: “Corpo-câmera”, com o também bailarino e artista multimídia Joaquim Tomé; “Experiências cênicas na construção de um ato-espetáculo-DRAMATURGIA”, com Rogério Tarifa, diretor, ator e dramaturgo; “Experiências cênicas na construção de um ato-espetáculo – O som no cinema”, com Diego da Costa, diretor, roteirista, montador e microfonista de cinema; “Cinematografia”, com o diretor de fotografia Azul Serra.

Jorge Garcia (Diretor e Intérprete)

Jorge Garcia começou sua carreira aos 19 anos, em Pernambuco, na Compassos Cia de Dança. Mas sua inquietação com o movimento vem desde a infância, quando gostava do surfe e do futebol de várzea. Combinou essa herança corporal com estudos em danças populares brasileiras, dança contemporânea e balé clássico.

Chegou a São Paulo aos 23 anos e ingressou como bailarino da Cisne Negro Cia de Dança. Depois, a convite de Ivonice Satie, passou a integrar o elenco do Balé da Cidade de São Paulo. Nesse grupo, permaneceu por sete anos e criou trabalhos marcantes como Divineia (2001) e RG (2006) e Árvore do Esquecimento (2015).

Paralelamente, participou e criou para projetos independentes. Fundou, por exemplo, o GRUA (Gentlemen de Rua), grupo de improviso, vídeo e performance. Também trabalhou com óperas, teatro, circo e cinema.

Em 2005, fundou sua própria companhia, a Jorge Garcia Companhia de Dança, com a qual se dedica a sua pesquisa de linguagem em dança e outras possibilidades artísticas. São mais de 20 trabalhos entre coreografias, videodanças e performances.

Jorge Garcia Companhia de Dança

Desde que foi fundada, em 2005, a companhia desenvolve pesquisa em dança e busca novas possibilidades na intersecção com outras artes e na valorização dos artistas como intérpretes-criadores em potencial.

Sediada em São Paulo, em um espaço próprio, a Capital 35, o grupo conta com mais de 15 trabalhos apresentado ao longo dos anos e estabeleceu diversas e importantes parcerias com outras artes: teatro, música, cinema e artes visuais. Para tanto, conta com colaboração contínua de artistas e grupos, Ari Buccioni, Leo Ceolin e mais recentemente Heitor Dhalia, que conferem às produções da Companhia uma estética própria.

A Jorge Garcia Companhia de Dança possui em seu repertório mais de vinte produções entre espetáculos, videodanças e performances. Entre as peças, destacam-se Cantinho de Nóis (2005), a trilogia Nihil Obstat (2009), Imprimi Potest (2013) e Imprimatur (2014), Área Reescrita (2010) e a mais recente pesquisa Take a Deep Breath (2016). Em 2014, o editor e poeta Cide Piquet organizou a publicação de Lugar Algum, e-book que reflete e revisa a trajetória da Companhia.

Ficha técnica
Direção e Coreografia: Jorge Garcia
Elenco: Giuli Lacorte, Jorge Garcia, Manuela Aranguibel, Marina Matheus, Rafaela Sahyoun, Mariana Molinos e Felipe Teixeira
Assistente Geral: Gabriela Branco
Design de Luz: Ari Buccioni
Improvisação Sonora: Eder “O“ Rocha
Cenário: Leo Ceolin e Jorge Garcia
Figurino: Jorge Garcia
Design Gráfico: Sonaly Macedo
Registro Fotográfico: Silvia Machado
Produção Executiva: Bufa Produções – Aline Grisa

Serviço
PLANO-SEQUÊNCIA/ TAKE 2
Sesc Consolação – Espaço de Convivência
Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo
Temporada: Dias 24, 25 e 26 de abril e 02 e 03 de maio de 2018
Terça a quinta-feira, de 20h30 às 21h30. Exceto dia 01/05/2018
Gratuito | 60 minutos | Livre.

Para entrevistas, fotos e outras informações:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 Celular: 11 9 9126 0425 (Márcia) | (11) 9 8435-6614 (Dani)

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Sesc Pompeia apresenta espetáculo de dança na Biblioteca

Jorge Alencar e Neto Machado. Crédito da foto: Leonardo França

Em Biblioteca da Dança, cada performer é como um livro vivo ocupando a biblioteca da unidade

Contações dançantes de histórias realizadas por “artistas-volumes” entre as estantes de livros. Essa é a proposta de “Biblioteca de Dança”, dirigido por Jorge Alencar e Neto Machado, e que será apresentado na Biblioteca do Sesc Pompeia de 24 de março a 1º de abril, sábado e domingo, das 14h às 17h, terça a quinta-feira, das 15h às 18h.

Na instalação coreográfica, os artistas conversam com o público para compartilhar coreografias que marcaram suas vidas. Cada dançarino participante é como um livro vivo que está disponível, em uma biblioteca, por algumas horas, para que o público acesse diferentes  histórias, por quanto tempo deseje, ao redor de uma mesa.

O trabalho estabelece um relação de intimidade e cumplicidade entre artista e público, gerando uma abordagem afetuosa e emotiva com a história da dança e com a história de vida dos espectadores. A cada narrativa contada (e dançada) um espaço de diálogo é aberto entre dançarinos e visitantes da biblioteca, aproximando vida, arte, documento, ficção e emoção.

Participam desta performance os artistas Cláudia Müller, Diane Ichimaru, Félix Pimenta, Jorge Alencar, Natasha Vergílio, Neto Machado e Rosângela Alves.

A “Biblioteca de Dança” foi desenvolvida em três contextos internacionais de residência artística: Akademie Schloss Solitude (Stuttgart – Alemanha), #StationONE – Service for Contemporary Dance (Belgrado – Sérvia) e Graner – Centro de creación del cuerpo y el movimiento (Barcelona -Espanha) com apoio da Funarte – Fundação Nacional das Artes (Brasil). Desde sua estreia em 2017, foi apresentada em: Stuttgart (Alemanha), Barcelona (Espanha), Belgrado (Sérvia), Salvador (Bahia), Campinas (SP), Brasília (DF).

BIOS
Neto Machado e Jorge Alencar (BA) são uma dupla de artistas que cria com dança, teatro, audiovisual, comunicação, curadoria, escrita e educação. Alguns dos diversos frutos dessa parceria são: “Pinta” (longa-metragem), “Desastro” (peça de dança) e “Astroneto – dança no espaço” (livro infantil). Os artistas vêm circulando suas criações em todas as regiões brasileiras e trabalhando em contextos internacionais como: Tate Modern (Inglaterra), MIT – Massachussets Institute of Technology (EUA), Centre Pompidou (França), entre outros. Mais informações: jorgealencar.com.br e netomachado.com

Cláudia Müller é artista com projetos desenvolvidos em dança, performance e vídeo. Doutoranda e Mestre pelo Instituto de Artes da UERJ (RJ); é também docente do curso de Dança da Universidade Federal de Uberlândia (MG).

Diane Ichimaru é criadora-intérprete e fundadora da Confraria da Dança, sediada em Campinas (SP), na qual desenvolve espetáculos autorais, projetos de cenografia e figurino, ilustração e criação gráfica.

Natasha Vergílio é artista da dança com ampla formação em  danças urbanas – especialmente break dance , ballet clássico, sapateado e outras linguagens. Esteve durante sete anos como integrante da J.Gar.Cia de Dança Contemporânea (SP).

Rosângela Alves é bailarina e interprete e criadora da Cia Diversidança (SP). Seu mais recente trabalho é o espetáculo Vênus Negra – Um manual de como engolir o mundo! do Coletivo Zona Agbara (SP) no qual dança e assina a preparação corporal.

Felix Pimenta (SP) é dançarino, performer, pesquisador, professor e coreógrafo de danças urbanas, especializado em Waacking e Voguing. Membro da House of Zion – Chapter Brasil e da Imperial House of Waacking (IHOW) – Chapter Brasil.

SERVIÇO:
Biblioteca de dança
De 24 de março a 1º de abril de 2018, aos sábados e domingos, das 14h às 17h, de terça a quinta-feira, das 15h às 18h.
Biblioteca
Ingressos: Gratuito.
Classificação indicativa: Livre

FICHA TÉCNICA
Concepção e direção: Neto Machado e Jorge Alencar
Criação e Performance: Neto Machado, Jorge Alencar, Cláudia Muller, Diane Ichimaru Felix Pimenta, Natasha Vergilio, Rosangela Alves
Produção: Ellen Mello / Dimenti Produções Culturais

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Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

…AVOA! Núcleo Artístico estreia nas ruas do centro de São Paulo seu Atamento 2: Anunciação

Ao completar uma década, o …AVOA! Núcleo Artístico faz ação cênica na confluência das ruas XV de Novembro e Rua do Tesouro. Foto: Fabio Minagawa

Manifesto As Embalagens, do encenador polonês Tadeusz Kantor, inspira o …AVOA! Núcleo Artístico, grupo de dança que se envolve, na rua, em uma grande lona plástica

“(…) Embalagem!… Embalagem!… Porque o fenômeno mencionado possui muitas significações e provoca opiniões variadas, pior do que isso: porque é simplesmente ambíguo (…) Ademais, essa necessidade de, muito humana, e nossa paixão de conservar, de isolar, de velar, de transmitir, – tudo isso constitui um processo quase autônomo. Que oportunidade! Não percamos de vista, tampouco, as possibilidades de ordem emocional. Nomeemos algumas: a promessa, a esperança, o pressentimento, a solicitação, o gosto pelo desconhecido e misterioso. Embalagem!…(…)” Trecho do Manifesto As Embalagens, de Tadeusz Kantor

“Solos de Rua – Atamento 2: Anunciação” é uma ação artística e urbana do …AVOA! Núcleo Artístico, dirigida por Luciana Bortoletto. A montagem não está nos palcos italianos, em teatros, em salas de espetáculos. Está nas ruas do centro de São Paulo. Mais precisamente na confluência das ruas XV de Novembro e Rua do Tesouro. O público que passa – e os muitos que param – assistem a uma intervenção cênica, urbana, artística e… Inquietadora. É característica do grupo, que completou dez anos de estrada em 2016, estar nas ruas, dançar nas ruas, se misturar às pessoas e coisas da rua. Aos que passam e aos que assistem, fica a incerteza e a dúvida do que estão presenciando.

Essa ação tem início dia 06 de dezembro de 2017 e integra o projeto “Vir-a-ser”, contemplado pela XX Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança/ 2016. O “Solos de Rua” é uma trilogia e “Atamento 2: Anunciação” é a sua segunda parte, composta também por “Atamento 1: Coisa”, estreada em outubro de 2017. O projeto atual nasce da inspiração de Luciana Bortoletto, que realizou performance solo semelhante em 2012, com a qual recebeu o prêmio Denilto Gomes, em 2013.

Sob grandes lonas plásticas – de um lado preto, do outro branco – os integrantes do núcleo se inspiraram no manifesto As Embalagens, do encenador polonês Tadeusz Kantor (1915-1990) para criar o Atamento 2: Anunciação. Trata-se de um jogo coreográfico no qual os bailarinos e a lona se afetam mutuamente em contexto urbano, em espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local (sonora, humana, arquitetônica, social). Não é possível saber, ao certo, o que emerge de dentro da multidão. O que se sabe é que, de vez em quando, não convém permanecer por muito tempo em silêncio, pois é urgente mover, dobrar (-se), friccionar, atar, ocultar, revelar, desviar, dizer e não apaziguar.

… AVOA! NÚCLEO ARTÍSTICO

Com direção de Luciana Bortoletto, desde 2006 o núcleo dedica-se a um trabalho ancorado nas linguagens de dança contemporânea, improvisação cênica e abordagens somáticas, pesquisando uma corporeidade que convida à proximidade, acreditando na potência do gesto e de ações artísticas coletivas. Explora a criação coreográfica em contexto urbano e fora do palco. É idealizador do GIRE – Grupos Independentes em Rede, que promove encontros prático-teóricos entre coletivos e artistas pesquisadores de poéticas urbanas e a dança nesse contexto. Participou da Bienal SESC de Dança 2013, Festival Internacional Visões Urbanas com apresentações em São Paulo, Alagoas e Portugal, Mostra de Fomento à Dança, Festival Breu de Arte Urbana, Mostra Escambos Estéticos, inauguração do SESC 24 de Maio (intervenção Caravana Citadina, com direção de Alex Ratton), Mostra Lugar Nômade de Dança, Festival Satyrianas, Virada Cultural, entre outros.

Apoios e prêmios: Prêmio Denilto Gomes, Prêmio SESI Dança, apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança com os projetos “Urgência – A cidade do avesso” (8ª Edição); “Corpo Poético, Corpo Político” (14ª Edição); “Entre-espaços: Relações possíveis no encontro com a rua” (16ª Edição); “Vir-a-Ser” (20ª Edição).

FICHA TÉCNICA
Direção: Luciana Bortoletto
Criadores-intérpretes: Edi Cardoso, Luciana Bortoletto, Izabel Martinelli, Mônica Caldeira, Rodrigo Rodrigues
Provocadores convidados: Érika Moura, Fabrice Ramalingom, Luis Louis, Robson Lourenço, Rogério Tarifa e Valéria Cano Bravi
Figurinos: …AVOA! Núcleo Artístico e Telumi Hellen
Design Gráfico: Laura Wrona
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto / Márcia Marques
Fotografia: Silvia Machado
Produção: Aline Grisa/ Bufa produções
Assistente de Produção: Felipe de Galisteo e Santhiago Nery/Bufa Produções
Músicos convidados: Daniel Arruda Van Ham (Percussão), Fernando Ruggiero Goldenberg (Trompete), João Batista di Brito (Sax) e Luciana Bortoletto (Zabumba)
Apoios: Academia Activa, Associação Viva o Centro, Centro de Referência da Dança de São Paulo, Centro de Pesquisa da Máscara, Cooperativa Paulista de Dança e Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo – Programa Municipal de Fomento à Dança.

SERVIÇO
“Solos de Rua – Atamento 2: Anunciação”
Dias, 06, 07 e 08 de dezembro de 2017 – Quarta a sexta, às 15h30
Percurso: Início na Rua XV de Novembro, esquina com a Rua do Tesouro, centro de São Paulo – Referências de localização: próximo à Estação de Metrô Sé e Pátio do Colégio.
Observação: Em caso de chuva, não haverá apresentação.
Duração: 60 minutos Recomendação: Livre
Avoa nas redes sociais:
http://www.avoanucleoartístico.com.br | Instagram @avoa.nucleo.artistico | Facebook: @nucleoavoa.danca

Informações para a imprensa
Canal Aberto
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Por Daniele Valério | Canal Aberto

Dança – Estreia – Marcela Banguela, de Natália Mendonça

Cena do espetáculo de dança Marcela Banguela, de Natália Mendonça. Créditos: Divulgação
Cena do espetáculo de dança Marcela Banguela, 07de Natália Mendonça. Créditos: Divulgação

Personagem Marcela Banguela nasceu como estratégia de sobrevivência

Espetáculo Marcela Banguela, de Natália Mendonça, põe em cena as estratégias de sobrevivência criadas instintivamente pela coreografia para atuar e enfrentar os desafios de uma cidade

“(…) fui percebendo a Marcela Banguela como um exagero de mim mesma. Tudo que ela expressa reconheço existir na Natália, na dança, na vida. Ela sou eu aumentada no grau de intensidades.”

Marcela Banguela, a personagem, nasceu de uma necessidade de sobrevivência. Era o ano de 2010 e Natália Mendonça era uma bailarina recém chegada a São Paulo, vinda de Ribeirão Preto, com passagem por Campinas. Mas cidade grande é sempre cidade grande e enfrentar São Paulo não era atitude das mais fáceis. Novas rotinas, encontros, relações, trabalhos, caminhos, pessoas. Tudo era novo. E o corpo de Natália respondeu ao enfrentamento proposto pela cidade. Passados cinco anos, Natália estreia agora o espetáculo Marcela Banguela dia 13 de junho de 2016, na Oficina Oswald de Andrade, no Bom Retiro, com apoio do PROAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria Estadual de Cultura, do Governo do Estado de São Paulo na categoria Primeiras Obras – Produção de Espetáculo e Temporada de Dança.

Em 2010, ao confrontar-se com o desconhecido da capital paulista, a bailarina lançou mão de algumas estratégias, compartilhadas por várias amigas e mulheres em situações semelhantes ou iguais. Andar com roupas largas, muito largas. Ter um caminhar masculinizado. Sair gritando na rua escura. Correr, como se estivesse atrasada para algo.  Usar chapéu, tampando o rosto. Esquivar-se. Sobreviver.

Esse personagem, surgido no projeto “Área Reescrita” da J.Gar.Cia, cresceu e ampliou-se, para ao mesmo tempo misturar-se com sua criadora, que faz, com esse espetáculo, sua primeira estreia como coreógrafa. Para Natália, interessa investigar, nesse trabalho, “esse ‘borramento’ entre pessoa e personagem”.  Hoje, a bailarina vê o nascimento de sua personagem como por um retrovisor, de quem viveu a situação, mas ultrapassada a barreira do tempo, já se encontra em outro momento da estrada.

Sinopse de Marcela Banguela
Marcela Banguela é um trabalho sobre a relação entre criador e criatura. Como a criação revela estratégias de sobrevivência, e escancara um desespero pela comunicação, ao mesmo tempo que cai aos pedaços, despede-se e ainda permanece no criador.

Sobre Marcela Banguela, personagem e espetáculo
Em cena, surge um personagem dicotômico, bipolar, que está de calça dourada e sobretudo – com detalhes de oncinha – mas com chapéu de vaqueiro e coturno. Segundo a própria Natália, “o coturno impõe um peso de existência e afirmação. A roupa é larga, mas ao mesmo tempo brilhante. Provocadora-baranga. O chapéu de vaqueiro. Menina-jagunço. Na rua, a Marcela Banguela não anda, se monta pra guerra. Na balada, só dança sozinha, é muita expansão pra qualquer tipo de sociabilização. A música, a cachaça, os amigos, os amores, as confusões são absorvidos em forma de excessos e expulsos como pedras espirradas de uma britadeira. Num segundo gargalha, no outro se debulha em lágrimas. Pra ela, a vida é sempre drama e riso”.

Marcela Banguela é vaidosa à sua maneira, contém em si elementos que a ajudam a respirar e aumentar seu espaço físico nesse mundo, já que sua estrutura óssea pequena a fragiliza e isso não lhe agrada na maioria das vezes.

Sobre Natália Mendonça
Marcela Banguela é a personagem desenvolvida pela bailarina Natália Mendonça,  Bacharel e Licenciada em Dança pela Unicamp (ano de ingresso 2001) e em Curso de Certificação de Instrutores pelo CGPA Pilates (2009).  Atualmente integra o núcleo artístico da Cia Perversos Polimorfos, como intérprete-criadora em A Imagem-Nua e Outros Contos e Ânsia (realizados através da Lei de Fomento à Dança) e colaboradora em Movimento para um homem só (premiado pelo Edital Cultura Inglesa) e Bolero.  Com Marta Soares é intérprete-criadora do projeto Deslocamentos (realizado através da Lei de Fomento à Dança).

Com Cristian Duarte é intérprete da performance 1 milímetro of all that. Com Clarice Lima é intérprete do espetáculo Eles Dançam Mal e da performance Árvores, e atualmente, em processo de criação do infanto-juvenil Supernada. Em 2012 participou da Jam Session Passing Through no Sesc Pinheiros. Dentro do projeto Lote# (de direção geral de Cristian Duarte e Clarice Lima), participou dos LABs com David Zambrano, Paz Rojo, Thiago Granato, Tom Monteiro, Arkadi Zaides e Patrícia Árabe.

Participou da celebração do Teatro Oficina em homenagem ao centenário da arquiteta Lina Bo Bardi, dirigido por Zé Celso Martinez em parceria com o projeto Terreyro Coreográfico, dirigido por Daniel Kairoz. Em janeiro de 2014 foi assistente de direção de Ricardo Gali no projeto Play.Party[BER], em Berlim. Em março de 2014 foi colaboradora do projeto A/R, de Rodrigo Andreolli e Raíssa Ralola, premiado pelo edital Klauss Vianna/2013. Em outubro / novembro de 2012 participou da residência artística Outras Danças – Brasil /Argentina/Uruguai em Porto Alegre, uma realização da FUNARTE, sob a direção de Luis Garay (Argentina). Em junho de 2011, participou da Residência C de la B ministrada por Juliana Neves e Quan Bunhoc, integrando a programação da 4a Bienal Sesc de Dança, em Santos.

Integrou o núcleo artístico da J.Gar.Cia de 2008 a 2012 como intérprete-criadora, sendo os dois últimos anos também como assistente. Foi bailarina do Grupo 1o Ato, de Belo Horizonte (2006/2007).  Dentre cursos, aulas, encontros e trabalhos mais longos, tem como principais mestres e inspirações: Bettina Bellomo, Patty Brown, Tuca Pinheiro, Angela Nolf, Graziela Rodrigues, Holly Cavrell, Jorge Garcia, Pedro Peu, Leonardo Sodré, Michelle Moura, Volmir Cordeiro, David Zambrano, Clarice Lima, Cristian Duarte, Key Sawao, Ricardo Gali, Marta Soares, entre outros.

Como surgiu Marcela Banguela, por Natália Mendonça
No ano de 2010, a J.Gar.Cia foi contemplada com o projeto “Área Reescrita” pelo VIII Programa Municipal de Fomento à Dança. Durante cinco meses trabalhamos nas ruas, produzindo vídeos onde nós, os intérpretes, nos revezávamos como diretores, assistentes, produtores, intérpretes. Dentro dessa proposta, um dos diretores/intérprete propôs uma residência de três dias no CED (Centro de Estudos em Dança, em Caieiras), e através dessa experiência, com o foco na criação do espetáculo mencionado, iniciei o estudo acerca do que, no futuro, seria a personagem Marcela Banguela.

Do CED para os palcos, passando pelas ruas, a personagem começou a se definir cada vez mais, a crescer e ter participação bastante significativa dentro e fora do espetáculo “Área Reescrita”. Foi a primeira vez que encarei a dança contemporânea e a performance sobre a perspectiva de uma personagem, mesmo com pouca informação sobre o que significava e como eu poderia trabalhar com essa experimentação. Fui intuitivamente cultivando e trabalhando as características da personagem, relacionando-a com minhas próprias escolhas, gestos e movimentação. Depois de conversas com Jorge Garcia, diretor da Companhia, tive seu apoio para desenvolver o meu primeiro trabalho solo a partir do material dessa personagem. O desejo de continuar investigando e me aprofundando nessa relação, e no próprio desenvolvimento da personagem Marcela Banguela, somando-se a necessidade de um entendimento do que seria a importância e as diferenças da apresentação/representação de uma personagem em cena, me instigam a realizar a minha primeira obra coreográfica.

Diante dessas questões, me interessa pesquisar esse ‘borramento’ entre pessoa X personagem. O que muda quando entro em cena para dançar a Marcela Banguela? O que, de fato, pertence às duas? O que eu acho que pertence à Marcela que ainda não existe em mim, e vice-versa? O que de lá pra cá perdeu-se ou se transformou? A personagem afeta meu corpo ou o que afeta meu corpo reverbera na personagem? Essas questões são pontos iniciais para uma pesquisa corporal, gestual e representativa da Marcela Banguela, com o intuito da criação de um solo de dança contemporânea protagonizado por personagem, e também uma investigação teórica acerca do estudo da personagem em cena.

Ficha Técnica:
Concepção, direção e interpretação: Natália Mendonça
Assistente de direção e fotos do programa: Natalia Fernandes
Produção: Mariana Pessoa
Criação de trilha sonora: Montorfano
Criação de luz: Clara Rubim
Colaboradores: Rodrigo Andreolli e Grupo Vão
Foto e Vídeo: Fabio Furtado
Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Designer gráfico: Josefa Pereira

SERVIÇO:
MARCELA BANGUELA
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo/SP
Quando: de 13/6 a 22/6 – segundas, terças e quartas-feiras – 20h
Lotação: 20 vagas Recomendação: 18 anos
Quanto: Entrada franca – Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo.

Informações à imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques – Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Daniele Valério – Celulares: 11 9 6705 0425 | 9 8435 6614
Email: canal.aberto@uol.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Por Canal Aberto / Márcia Marques

O Projeto Travessias apresenta a diversidade cultural africana com intervenção, bate-papo e workshop

Em destaque, Mariama Camara: dançarina, percussionista, cantora, coreógrafa e professora guineana. Créditos: divulgação
Em destaque, Mariama Camara: dançarina, percussionista, cantora, coreógrafa e professora guineana. Créditos: divulgação

Em maio, no Travessias, projeto em que a diversidade cultural é pensada a partir das experiências de travessias – geográficas, simbólicas, identitárias e políticas – o Sesc Santo Amaro apresenta um bate-papo, uma intervenção e um workshop, todos voltados ao tema.

Travessias Africanas é uma roda de conversa que vai acontecer dia 11 de maio, às 19h, e vai contar a história, a cultura e a experiência de refúgio de povos do continente africano. Nessa interlocução, estarão presentes os refugiados africanos Papa Ba (senegalês) Frank Mputu (congolês). Esse bate-papo terá mediação de Paulo Farah, professor doutor no programa de graduação e de pós-graduação na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

Dia 11 de maio, às 21h, a dançarina, percussionista, cantora, coreógrafa e professora guineana Mariama Camara, apresenta a intervenção de dança africana Mandigue. Nessa apresentação, a coreógrafa realiza uma intervenção com movimentos corporais, cantos e toques de ritmos que permitem a releitura de significados ancestrais que são transmitidos de geração em geração nas aldeias e nos balés da Guiné.

Mariama Camara é guineana e vive no Brasil há sete anos. Sua carreira artística é consolidada internacionalmente desde 1999. Integrou o Les Ballets Africains (1999-2007), dançou com artistas renomados como Youssor N’dour, Salif Keita e Youssouf Koumbassa. De 2007 para cá, ela tem sido participado de seminários, acampamentos internacionais, cursos e oficinas de dança, percussão, canto por diversos países da Europa, Oriente Médio, Ásia e Américas. O trabalho de Camara representa a difusão da diversidade cultural africana e a imersão no conhecimento da história da Diáspora da África do Oeste.

Também faz parte do projeto Travessias o workshop de Percussão Mandigue com aula de dança com os professores da Trupe Benkady, Flavia Mazal e Rafael Fazzion no dia 19 de maio, às 19h.

A Trupe Benkady é um coletivo paulistano de artistas, que pesquisa e desenvolve as danças e ritmos dos balés tradicionais do oeste africano, principalmente da Guiné, tendo como base a música Malinké, utilizando cantos e os sons de djembês e dununs em diálogo com o corpo em movimento.

Flavia Mazal é professora e pesquisadora da cultura e dança mandingue há mais de 10 anos. Com apoio do Ministério da Cultura do Brasil, por meio do projeto Diálogos Ancestrais, Mazal pesquisou o tema de seu trabalho na Guiné Concari, junto ao Mestre Youssouff Kombassa.

Rafael Fazzion começou a tocar aos oito anos no teatro popular Solano Trindade, com os professores de percussão popular Victor da Trindade e Carlos Caçapava. Durante cinco anos, Fazzion fez parte do Ballet Afro Koteban, que pesquisa a música do Oeste africano e lá, em 2006, deu início aos estudos de música e cultura mandingue. Junto com Flavia Mazal e Bangaly Konate fundou a Trupe Benkady, onde atua até hoje.

SERVIÇO:
Bate-papo – TRAVESSIAS AFRICANAS
Quando: dia 11 de maio, às 19h
Local: Praça
Convidados : Papa Ba (senegalês) Frank Mputu (congolês)
Mediação: Paulo Farah
Professor doutor no programa de graduação e de pós-graduação na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Orienta pesquisas em estudos migratórios, refúgio, literatura, linguística, história e cultura árabe, africana e islâmica no Mestrado e no Doutorado na USP. Autor de doze livros (além de vários capítulos de obras) também traduziu diversas obras do árabe ao português e do português ao árabe. É Diretor da BibliASPA – Biblioteca e Centro de Pesquisa e Cultura dedicado a temas árabes, africanos e sul-americanos do qual participam acadêmicos e artistas de mais de 40 países que estudam história, literatura, linguística, antropologia e arqueologia, entre outras temáticas.

Intervenção – Dança Mandigue
Quando: Dia 11 de maio, às 21h
Local: Praça (Capacidade 300) Duração: 40 minutos.

Workshop – Aula de dança e Percussão Mandigue
Quando: dia 19 de maio, às 19h.
Local: Teatro (Capacidade 297) Duração: 80 minutos.
Classificação: 12 anos.

SESC SANTO AMARO:
Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro. Telefone: (11) 5541-4000.
Horário de atendimento bilheteria: Terça a sexta-feira, das 10 às 21h30 e sábado, domingo e feriado, das 10 às 18h30. Obs: O Estacionamento e a bilheteria permanecem abertos de acordo com o horário das programações.
Estacionamento – Subsolo – 180 veículos, 34 vagas para motos (preço especial para shows: R$5,50 p/ comerciários e R$11 p/ não comerciários e 35 vagas no bicicletário (grátis). Observação: as motos pagam taxa equivalente aos veículos.

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Dança – Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas

Qual é a felicidade, ainda que efêmera, que dá sentido à vida? A partir dessa indagação, o grupo também se pôs a pensar: quais os obstáculos e impedimentos que nos atravessam?. Créditos: divulgação
Qual é a felicidade, ainda que efêmera, que dá sentido à vida? A partir dessa indagação, o grupo também se pôs a pensar: quais os obstáculos e impedimentos que nos atravessam?. Créditos: divulgação

Para criar seu Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas, o Núcleo de Pesquisa Mercearia de Ideias, dirigido por Luiz Fernando Bongiovanni, resolveu saber dos integrantes do grupo, em diversas perspectivas, o que trazia a eles felicidade. Desacelerar, escolher, relacionar, pertencer, acolher e tocar foram algumas das conclusões a que chegaram.

Dias 06 e 07 de maio, o núcleo apresenta no Sesc Santo Amaro as expressões e gestos a essas questões e foge do senso comum ao trabalhar a individualidade de cada intérprete e sua própria relação com o tema; na apresentação do espetáculo de dança Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas, que não é preciso sorrir para ser feliz.

Optamos por fazer uma reflexão que não parte do senso comum sobre a felicidade geral, associada, na maior parte do tempo, ao amor, à saúde, aos bens materiais, mas outro tipo de felicidade, aquela que cada pessoa descobre individualmente e nutre ao longo da vida. A felicidade que habita os instantes, as frestas, as passagens”, fala Bongiovanni, diretor e coreógrafo, que contou com a colaboração do elenco para a criação da obra.

A pesquisa parte de vivências e experiências de cada artista, como cada um busca a felicidade, quais entraves encontra, a partir daí elaboramos uma lista, um breve compêndio, que se apresenta no âmbito cênico uma manifestação”, conclui o diretor.

O processo de trabalho do Núcleo para o desenvolvimento dessa nova obra durou aproximadamente oito meses. “A partir de provocações, cada um dos sete bailarinos foi percebendo o que seria o assunto de um possível solo, depois esse material era tensionado e uma organização a quatro mãos (e pés!), era proposta. Todos os solos se encaixam num item da lista que seria o direto à própria voz, a voz que existe naquele momento”.

O espetáculo também traz para cena a ambiguidade que algumas situações podem apresentar. “É no binômio, felicidade e obstáculos, que o espetáculo se desdobra. Trabalhamos, por exemplo, o tempo a partir da ideia de velocidade, da pressa, do tempo imaginado, do medo, do receio, da ansiedade, mas também das pequenas gentilezas, do tempo de cada um, do direito à fala de cada indivíduo, do acolhimento, do que cabe dentro de um abraço”, fala o coreógrafo.

Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas tem figurinos da bailarina Nayara Saez, cenografia de Oswaldo Lioi, cuja concepção modifica o espaço cênico: projeta, releva e esconde o bailarino; iluminação de Lígia Chaim, projeções de Binho Dias e Osmar Zampieri e a trilha composta por Sérgio Soffiatti.

O Núcleo Mercearia de Ideias

Surgiu como grupo de pesquisa dedicado ao refinamento da construção cênica através do encontro da performance técnica com o conteúdo sensível, sempre refletindo, na criação em dança, a comunicação direta com o espectador e as possibilidades existentes nesta relação, abordando temas poéticos que dialoguem claramente com a sociedade contemporânea. No início de janeiro de 2009 iniciou seu processo de pesquisa na sede do Balé da Cidade de São Paulo, sob o comando do coreógrafo e diretor artístico Luiz Fernando Bongiovanni. Dentro dos encontros propostos o Mercearia de Ideias criou metodologia de trabalho própria, ligada à pesquisa que foi desenvolvida por Bongiovanni ao longo de sua carreira, reunindo suas experiências pessoais e vivências artísticas. A criação em dança parte da valorização do movimento descoberto nas possibilidades de cada intérprete dentro das propostas de criação específicas e das ferramentas de improvisação. O Núcleo já foi premiado com o Proac, da Secretaria de Estado da Culura e o Fomento à Dança, da Secretaria Municipal de Cultura.

Ficha Técnica:
Direção Artística e Coreografia: Luiz Fernando Bongiovanni / Assistência: Carolina Franco e Valdir Zeller / Elenco: Flávio Coelho, Lara Lioi, Luana Nery, Nayara Saez, Robson Ledezma e Valdir Zeller / Estagiários: Carolina Verzolla, Lucas Lopes e Raíssa Tomazin / Figurino: Nayara Saez e Carolina Franco / Cenografia: Oswaldo Lioi / Iluminação: Lígia Chaim / Trilha sonora: Sérgio Soffiatti / Projeção e geração de conteúdo digital: Binho Dias e Veruska / Filmagem: Osmar Zampieri / Fotógrafa: Clarissa Lambert / Produção: Graciane Diniz – Núcleo Corpo Rastreado / coreografia desenvolvida em colaboração com o elenco do Mercearia de Ideias

SERVIÇO:
BREVE COMPÊNDIO PARA PEQUENAS FELICIDADES
Local: Sesc Santo Amaro – Teatro (Capacidade: 279 pessoas) – Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro
Dias: 06 e 07 de maio de 2016. Sexta às 21h e sábado, às 20h.
Duração: 55 min
Classificação: NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Ingressos: R$ 17,00 (inteira). R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 5,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br a partir de 26/04 (terça-feira), às 18h, e nas bilheterias do SescSP a partir de 27/04 (quarta-feira), às 17h30. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Telefone: (11) 5541-4000.
Horário de atendimento bilheteria: Terça a sexta-feira, das 10 às 21h30 e sábado, domingo e feriado, das 10 às 18h30. Obs: O Estacionamento e a bilheteria permanecem abertos de acordo com o horário das programações.
Estacionamento – Subsolo – 180 veículos, 34 vagas para motos (preço especial para shows a partir 18 horas: R$5,50 p/ comerciários e R$11 p/ não comerciários e 35 vagas no bicicletário (grátis). Observação: as motos pagam taxa equivalente aos veículos.

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