Dança – Estreia – Marcela Banguela, de Natália Mendonça

Cena do espetáculo de dança Marcela Banguela, de Natália Mendonça. Créditos: Divulgação
Cena do espetáculo de dança Marcela Banguela, 07de Natália Mendonça. Créditos: Divulgação

Personagem Marcela Banguela nasceu como estratégia de sobrevivência

Espetáculo Marcela Banguela, de Natália Mendonça, põe em cena as estratégias de sobrevivência criadas instintivamente pela coreografia para atuar e enfrentar os desafios de uma cidade

“(…) fui percebendo a Marcela Banguela como um exagero de mim mesma. Tudo que ela expressa reconheço existir na Natália, na dança, na vida. Ela sou eu aumentada no grau de intensidades.”

Marcela Banguela, a personagem, nasceu de uma necessidade de sobrevivência. Era o ano de 2010 e Natália Mendonça era uma bailarina recém chegada a São Paulo, vinda de Ribeirão Preto, com passagem por Campinas. Mas cidade grande é sempre cidade grande e enfrentar São Paulo não era atitude das mais fáceis. Novas rotinas, encontros, relações, trabalhos, caminhos, pessoas. Tudo era novo. E o corpo de Natália respondeu ao enfrentamento proposto pela cidade. Passados cinco anos, Natália estreia agora o espetáculo Marcela Banguela dia 13 de junho de 2016, na Oficina Oswald de Andrade, no Bom Retiro, com apoio do PROAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria Estadual de Cultura, do Governo do Estado de São Paulo na categoria Primeiras Obras – Produção de Espetáculo e Temporada de Dança.

Em 2010, ao confrontar-se com o desconhecido da capital paulista, a bailarina lançou mão de algumas estratégias, compartilhadas por várias amigas e mulheres em situações semelhantes ou iguais. Andar com roupas largas, muito largas. Ter um caminhar masculinizado. Sair gritando na rua escura. Correr, como se estivesse atrasada para algo.  Usar chapéu, tampando o rosto. Esquivar-se. Sobreviver.

Esse personagem, surgido no projeto “Área Reescrita” da J.Gar.Cia, cresceu e ampliou-se, para ao mesmo tempo misturar-se com sua criadora, que faz, com esse espetáculo, sua primeira estreia como coreógrafa. Para Natália, interessa investigar, nesse trabalho, “esse ‘borramento’ entre pessoa e personagem”.  Hoje, a bailarina vê o nascimento de sua personagem como por um retrovisor, de quem viveu a situação, mas ultrapassada a barreira do tempo, já se encontra em outro momento da estrada.

Sinopse de Marcela Banguela
Marcela Banguela é um trabalho sobre a relação entre criador e criatura. Como a criação revela estratégias de sobrevivência, e escancara um desespero pela comunicação, ao mesmo tempo que cai aos pedaços, despede-se e ainda permanece no criador.

Sobre Marcela Banguela, personagem e espetáculo
Em cena, surge um personagem dicotômico, bipolar, que está de calça dourada e sobretudo – com detalhes de oncinha – mas com chapéu de vaqueiro e coturno. Segundo a própria Natália, “o coturno impõe um peso de existência e afirmação. A roupa é larga, mas ao mesmo tempo brilhante. Provocadora-baranga. O chapéu de vaqueiro. Menina-jagunço. Na rua, a Marcela Banguela não anda, se monta pra guerra. Na balada, só dança sozinha, é muita expansão pra qualquer tipo de sociabilização. A música, a cachaça, os amigos, os amores, as confusões são absorvidos em forma de excessos e expulsos como pedras espirradas de uma britadeira. Num segundo gargalha, no outro se debulha em lágrimas. Pra ela, a vida é sempre drama e riso”.

Marcela Banguela é vaidosa à sua maneira, contém em si elementos que a ajudam a respirar e aumentar seu espaço físico nesse mundo, já que sua estrutura óssea pequena a fragiliza e isso não lhe agrada na maioria das vezes.

Sobre Natália Mendonça
Marcela Banguela é a personagem desenvolvida pela bailarina Natália Mendonça,  Bacharel e Licenciada em Dança pela Unicamp (ano de ingresso 2001) e em Curso de Certificação de Instrutores pelo CGPA Pilates (2009).  Atualmente integra o núcleo artístico da Cia Perversos Polimorfos, como intérprete-criadora em A Imagem-Nua e Outros Contos e Ânsia (realizados através da Lei de Fomento à Dança) e colaboradora em Movimento para um homem só (premiado pelo Edital Cultura Inglesa) e Bolero.  Com Marta Soares é intérprete-criadora do projeto Deslocamentos (realizado através da Lei de Fomento à Dança).

Com Cristian Duarte é intérprete da performance 1 milímetro of all that. Com Clarice Lima é intérprete do espetáculo Eles Dançam Mal e da performance Árvores, e atualmente, em processo de criação do infanto-juvenil Supernada. Em 2012 participou da Jam Session Passing Through no Sesc Pinheiros. Dentro do projeto Lote# (de direção geral de Cristian Duarte e Clarice Lima), participou dos LABs com David Zambrano, Paz Rojo, Thiago Granato, Tom Monteiro, Arkadi Zaides e Patrícia Árabe.

Participou da celebração do Teatro Oficina em homenagem ao centenário da arquiteta Lina Bo Bardi, dirigido por Zé Celso Martinez em parceria com o projeto Terreyro Coreográfico, dirigido por Daniel Kairoz. Em janeiro de 2014 foi assistente de direção de Ricardo Gali no projeto Play.Party[BER], em Berlim. Em março de 2014 foi colaboradora do projeto A/R, de Rodrigo Andreolli e Raíssa Ralola, premiado pelo edital Klauss Vianna/2013. Em outubro / novembro de 2012 participou da residência artística Outras Danças – Brasil /Argentina/Uruguai em Porto Alegre, uma realização da FUNARTE, sob a direção de Luis Garay (Argentina). Em junho de 2011, participou da Residência C de la B ministrada por Juliana Neves e Quan Bunhoc, integrando a programação da 4a Bienal Sesc de Dança, em Santos.

Integrou o núcleo artístico da J.Gar.Cia de 2008 a 2012 como intérprete-criadora, sendo os dois últimos anos também como assistente. Foi bailarina do Grupo 1o Ato, de Belo Horizonte (2006/2007).  Dentre cursos, aulas, encontros e trabalhos mais longos, tem como principais mestres e inspirações: Bettina Bellomo, Patty Brown, Tuca Pinheiro, Angela Nolf, Graziela Rodrigues, Holly Cavrell, Jorge Garcia, Pedro Peu, Leonardo Sodré, Michelle Moura, Volmir Cordeiro, David Zambrano, Clarice Lima, Cristian Duarte, Key Sawao, Ricardo Gali, Marta Soares, entre outros.

Como surgiu Marcela Banguela, por Natália Mendonça
No ano de 2010, a J.Gar.Cia foi contemplada com o projeto “Área Reescrita” pelo VIII Programa Municipal de Fomento à Dança. Durante cinco meses trabalhamos nas ruas, produzindo vídeos onde nós, os intérpretes, nos revezávamos como diretores, assistentes, produtores, intérpretes. Dentro dessa proposta, um dos diretores/intérprete propôs uma residência de três dias no CED (Centro de Estudos em Dança, em Caieiras), e através dessa experiência, com o foco na criação do espetáculo mencionado, iniciei o estudo acerca do que, no futuro, seria a personagem Marcela Banguela.

Do CED para os palcos, passando pelas ruas, a personagem começou a se definir cada vez mais, a crescer e ter participação bastante significativa dentro e fora do espetáculo “Área Reescrita”. Foi a primeira vez que encarei a dança contemporânea e a performance sobre a perspectiva de uma personagem, mesmo com pouca informação sobre o que significava e como eu poderia trabalhar com essa experimentação. Fui intuitivamente cultivando e trabalhando as características da personagem, relacionando-a com minhas próprias escolhas, gestos e movimentação. Depois de conversas com Jorge Garcia, diretor da Companhia, tive seu apoio para desenvolver o meu primeiro trabalho solo a partir do material dessa personagem. O desejo de continuar investigando e me aprofundando nessa relação, e no próprio desenvolvimento da personagem Marcela Banguela, somando-se a necessidade de um entendimento do que seria a importância e as diferenças da apresentação/representação de uma personagem em cena, me instigam a realizar a minha primeira obra coreográfica.

Diante dessas questões, me interessa pesquisar esse ‘borramento’ entre pessoa X personagem. O que muda quando entro em cena para dançar a Marcela Banguela? O que, de fato, pertence às duas? O que eu acho que pertence à Marcela que ainda não existe em mim, e vice-versa? O que de lá pra cá perdeu-se ou se transformou? A personagem afeta meu corpo ou o que afeta meu corpo reverbera na personagem? Essas questões são pontos iniciais para uma pesquisa corporal, gestual e representativa da Marcela Banguela, com o intuito da criação de um solo de dança contemporânea protagonizado por personagem, e também uma investigação teórica acerca do estudo da personagem em cena.

Ficha Técnica:
Concepção, direção e interpretação: Natália Mendonça
Assistente de direção e fotos do programa: Natalia Fernandes
Produção: Mariana Pessoa
Criação de trilha sonora: Montorfano
Criação de luz: Clara Rubim
Colaboradores: Rodrigo Andreolli e Grupo Vão
Foto e Vídeo: Fabio Furtado
Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Designer gráfico: Josefa Pereira

SERVIÇO:
MARCELA BANGUELA
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo/SP
Quando: de 13/6 a 22/6 – segundas, terças e quartas-feiras – 20h
Lotação: 20 vagas Recomendação: 18 anos
Quanto: Entrada franca – Distribuição de ingressos 1h antes do espetáculo.

Informações à imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques – Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Daniele Valério – Celulares: 11 9 6705 0425 | 9 8435 6614
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Por Canal Aberto / Márcia Marques

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O Projeto Travessias apresenta a diversidade cultural africana com intervenção, bate-papo e workshop

Em destaque, Mariama Camara: dançarina, percussionista, cantora, coreógrafa e professora guineana. Créditos: divulgação
Em destaque, Mariama Camara: dançarina, percussionista, cantora, coreógrafa e professora guineana. Créditos: divulgação

Em maio, no Travessias, projeto em que a diversidade cultural é pensada a partir das experiências de travessias – geográficas, simbólicas, identitárias e políticas – o Sesc Santo Amaro apresenta um bate-papo, uma intervenção e um workshop, todos voltados ao tema.

Travessias Africanas é uma roda de conversa que vai acontecer dia 11 de maio, às 19h, e vai contar a história, a cultura e a experiência de refúgio de povos do continente africano. Nessa interlocução, estarão presentes os refugiados africanos Papa Ba (senegalês) Frank Mputu (congolês). Esse bate-papo terá mediação de Paulo Farah, professor doutor no programa de graduação e de pós-graduação na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

Dia 11 de maio, às 21h, a dançarina, percussionista, cantora, coreógrafa e professora guineana Mariama Camara, apresenta a intervenção de dança africana Mandigue. Nessa apresentação, a coreógrafa realiza uma intervenção com movimentos corporais, cantos e toques de ritmos que permitem a releitura de significados ancestrais que são transmitidos de geração em geração nas aldeias e nos balés da Guiné.

Mariama Camara é guineana e vive no Brasil há sete anos. Sua carreira artística é consolidada internacionalmente desde 1999. Integrou o Les Ballets Africains (1999-2007), dançou com artistas renomados como Youssor N’dour, Salif Keita e Youssouf Koumbassa. De 2007 para cá, ela tem sido participado de seminários, acampamentos internacionais, cursos e oficinas de dança, percussão, canto por diversos países da Europa, Oriente Médio, Ásia e Américas. O trabalho de Camara representa a difusão da diversidade cultural africana e a imersão no conhecimento da história da Diáspora da África do Oeste.

Também faz parte do projeto Travessias o workshop de Percussão Mandigue com aula de dança com os professores da Trupe Benkady, Flavia Mazal e Rafael Fazzion no dia 19 de maio, às 19h.

A Trupe Benkady é um coletivo paulistano de artistas, que pesquisa e desenvolve as danças e ritmos dos balés tradicionais do oeste africano, principalmente da Guiné, tendo como base a música Malinké, utilizando cantos e os sons de djembês e dununs em diálogo com o corpo em movimento.

Flavia Mazal é professora e pesquisadora da cultura e dança mandingue há mais de 10 anos. Com apoio do Ministério da Cultura do Brasil, por meio do projeto Diálogos Ancestrais, Mazal pesquisou o tema de seu trabalho na Guiné Concari, junto ao Mestre Youssouff Kombassa.

Rafael Fazzion começou a tocar aos oito anos no teatro popular Solano Trindade, com os professores de percussão popular Victor da Trindade e Carlos Caçapava. Durante cinco anos, Fazzion fez parte do Ballet Afro Koteban, que pesquisa a música do Oeste africano e lá, em 2006, deu início aos estudos de música e cultura mandingue. Junto com Flavia Mazal e Bangaly Konate fundou a Trupe Benkady, onde atua até hoje.

SERVIÇO:
Bate-papo – TRAVESSIAS AFRICANAS
Quando: dia 11 de maio, às 19h
Local: Praça
Convidados : Papa Ba (senegalês) Frank Mputu (congolês)
Mediação: Paulo Farah
Professor doutor no programa de graduação e de pós-graduação na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Orienta pesquisas em estudos migratórios, refúgio, literatura, linguística, história e cultura árabe, africana e islâmica no Mestrado e no Doutorado na USP. Autor de doze livros (além de vários capítulos de obras) também traduziu diversas obras do árabe ao português e do português ao árabe. É Diretor da BibliASPA – Biblioteca e Centro de Pesquisa e Cultura dedicado a temas árabes, africanos e sul-americanos do qual participam acadêmicos e artistas de mais de 40 países que estudam história, literatura, linguística, antropologia e arqueologia, entre outras temáticas.

Intervenção – Dança Mandigue
Quando: Dia 11 de maio, às 21h
Local: Praça (Capacidade 300) Duração: 40 minutos.

Workshop – Aula de dança e Percussão Mandigue
Quando: dia 19 de maio, às 19h.
Local: Teatro (Capacidade 297) Duração: 80 minutos.
Classificação: 12 anos.

SESC SANTO AMARO:
Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro. Telefone: (11) 5541-4000.
Horário de atendimento bilheteria: Terça a sexta-feira, das 10 às 21h30 e sábado, domingo e feriado, das 10 às 18h30. Obs: O Estacionamento e a bilheteria permanecem abertos de acordo com o horário das programações.
Estacionamento – Subsolo – 180 veículos, 34 vagas para motos (preço especial para shows: R$5,50 p/ comerciários e R$11 p/ não comerciários e 35 vagas no bicicletário (grátis). Observação: as motos pagam taxa equivalente aos veículos.

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Dança – Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas

Qual é a felicidade, ainda que efêmera, que dá sentido à vida? A partir dessa indagação, o grupo também se pôs a pensar: quais os obstáculos e impedimentos que nos atravessam?. Créditos: divulgação
Qual é a felicidade, ainda que efêmera, que dá sentido à vida? A partir dessa indagação, o grupo também se pôs a pensar: quais os obstáculos e impedimentos que nos atravessam?. Créditos: divulgação

Para criar seu Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas, o Núcleo de Pesquisa Mercearia de Ideias, dirigido por Luiz Fernando Bongiovanni, resolveu saber dos integrantes do grupo, em diversas perspectivas, o que trazia a eles felicidade. Desacelerar, escolher, relacionar, pertencer, acolher e tocar foram algumas das conclusões a que chegaram.

Dias 06 e 07 de maio, o núcleo apresenta no Sesc Santo Amaro as expressões e gestos a essas questões e foge do senso comum ao trabalhar a individualidade de cada intérprete e sua própria relação com o tema; na apresentação do espetáculo de dança Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas, que não é preciso sorrir para ser feliz.

Optamos por fazer uma reflexão que não parte do senso comum sobre a felicidade geral, associada, na maior parte do tempo, ao amor, à saúde, aos bens materiais, mas outro tipo de felicidade, aquela que cada pessoa descobre individualmente e nutre ao longo da vida. A felicidade que habita os instantes, as frestas, as passagens”, fala Bongiovanni, diretor e coreógrafo, que contou com a colaboração do elenco para a criação da obra.

A pesquisa parte de vivências e experiências de cada artista, como cada um busca a felicidade, quais entraves encontra, a partir daí elaboramos uma lista, um breve compêndio, que se apresenta no âmbito cênico uma manifestação”, conclui o diretor.

O processo de trabalho do Núcleo para o desenvolvimento dessa nova obra durou aproximadamente oito meses. “A partir de provocações, cada um dos sete bailarinos foi percebendo o que seria o assunto de um possível solo, depois esse material era tensionado e uma organização a quatro mãos (e pés!), era proposta. Todos os solos se encaixam num item da lista que seria o direto à própria voz, a voz que existe naquele momento”.

O espetáculo também traz para cena a ambiguidade que algumas situações podem apresentar. “É no binômio, felicidade e obstáculos, que o espetáculo se desdobra. Trabalhamos, por exemplo, o tempo a partir da ideia de velocidade, da pressa, do tempo imaginado, do medo, do receio, da ansiedade, mas também das pequenas gentilezas, do tempo de cada um, do direito à fala de cada indivíduo, do acolhimento, do que cabe dentro de um abraço”, fala o coreógrafo.

Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas tem figurinos da bailarina Nayara Saez, cenografia de Oswaldo Lioi, cuja concepção modifica o espaço cênico: projeta, releva e esconde o bailarino; iluminação de Lígia Chaim, projeções de Binho Dias e Osmar Zampieri e a trilha composta por Sérgio Soffiatti.

O Núcleo Mercearia de Ideias

Surgiu como grupo de pesquisa dedicado ao refinamento da construção cênica através do encontro da performance técnica com o conteúdo sensível, sempre refletindo, na criação em dança, a comunicação direta com o espectador e as possibilidades existentes nesta relação, abordando temas poéticos que dialoguem claramente com a sociedade contemporânea. No início de janeiro de 2009 iniciou seu processo de pesquisa na sede do Balé da Cidade de São Paulo, sob o comando do coreógrafo e diretor artístico Luiz Fernando Bongiovanni. Dentro dos encontros propostos o Mercearia de Ideias criou metodologia de trabalho própria, ligada à pesquisa que foi desenvolvida por Bongiovanni ao longo de sua carreira, reunindo suas experiências pessoais e vivências artísticas. A criação em dança parte da valorização do movimento descoberto nas possibilidades de cada intérprete dentro das propostas de criação específicas e das ferramentas de improvisação. O Núcleo já foi premiado com o Proac, da Secretaria de Estado da Culura e o Fomento à Dança, da Secretaria Municipal de Cultura.

Ficha Técnica:
Direção Artística e Coreografia: Luiz Fernando Bongiovanni / Assistência: Carolina Franco e Valdir Zeller / Elenco: Flávio Coelho, Lara Lioi, Luana Nery, Nayara Saez, Robson Ledezma e Valdir Zeller / Estagiários: Carolina Verzolla, Lucas Lopes e Raíssa Tomazin / Figurino: Nayara Saez e Carolina Franco / Cenografia: Oswaldo Lioi / Iluminação: Lígia Chaim / Trilha sonora: Sérgio Soffiatti / Projeção e geração de conteúdo digital: Binho Dias e Veruska / Filmagem: Osmar Zampieri / Fotógrafa: Clarissa Lambert / Produção: Graciane Diniz – Núcleo Corpo Rastreado / coreografia desenvolvida em colaboração com o elenco do Mercearia de Ideias

SERVIÇO:
BREVE COMPÊNDIO PARA PEQUENAS FELICIDADES
Local: Sesc Santo Amaro – Teatro (Capacidade: 279 pessoas) – Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro
Dias: 06 e 07 de maio de 2016. Sexta às 21h e sábado, às 20h.
Duração: 55 min
Classificação: NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Ingressos: R$ 17,00 (inteira). R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 5,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br a partir de 26/04 (terça-feira), às 18h, e nas bilheterias do SescSP a partir de 27/04 (quarta-feira), às 17h30. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Telefone: (11) 5541-4000.
Horário de atendimento bilheteria: Terça a sexta-feira, das 10 às 21h30 e sábado, domingo e feriado, das 10 às 18h30. Obs: O Estacionamento e a bilheteria permanecem abertos de acordo com o horário das programações.
Estacionamento – Subsolo – 180 veículos, 34 vagas para motos (preço especial para shows a partir 18 horas: R$5,50 p/ comerciários e R$11 p/ não comerciários e 35 vagas no bicicletário (grátis). Observação: as motos pagam taxa equivalente aos veículos.

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Adriana Grechi, diretora do Núcleo Artérias, ministra Oficina de Criação em Dança no Sesc Belenzinho

Cenas de "Bananas 15". Foto: Jonia Guimarães
Cenas de “Bananas 15”. Foto: Jonia Guimarães

Diretora do Núcleo Artérias, Adriana Grechi, ministrará a OFICINA DE CRIAÇÃO EM DANÇA no Sesc Belenzinho, dias 16 e 17 de fevereiro das 14h às 18h. A participação é gratuita. Os alunos desta oficina poderão entrar em contato com o processo de criação do espetáculo BANANAS 15 do Núcleo Artérias, experimentando gestos, desejos e comportamentos que inventam corpos considerados masculinos. Acionando o sistema digestório do corpo e seus padrões básicos de sobrevivência, os participantes vão explorar corpos viscerais, primitivos e famintos que criam modos específicos de ocupar, consumir e dominar territórios.

Com uma carga horário de 8h, os candidatos interessados devem enviar um breve currículo até dia 12 de fevereiro para o e-mail oficinacriacao@belenzinho.sescsp.org.br

A oficina faz parte da programação do projeto ARTE – Substantivo Feminino que teve início em janeiro e segue até abril no Sesc Belenzinho, com debates, shows, oficinas, espetáculos adultos e infanto juvenis.

O ARTE – Substantivo Feminino põe luz na mulher, como foco principal de obras escolhidas por trazerem temáticas relevantes e de diferentes pontos de vista sobre o feminino. A ideia é abordar a mulher nas artes, tanto no conteúdo das obras – suas lutas em batalhas, dentro da história e da sociedade –, quanto na gestão e criação dos trabalhos.

Além da oficina, o Núcleo Artérias apresenta de 19 a 21 de fevereiro o espetáculo de dança Bananas 15. Neste trabalho, o Núcleo Artérias investiga construtos de gênero por meio da exploração de imaginários e desejos considerados exclusivamente masculinos. O trabalho expõe a reiteração do gesto que formata e modula corpos, criando volumes e modos de ocupar e dominar territórios. O espetáculo questiona fronteiras entre gêneros, entre espectador e performer, em uma série de experiências acionadas pelo sistema digestório do corpo e seus padrões básicos de sobrevivência. Um corpo que prevalece, uma invenção do masculino que ainda molda presenças dominantes.

Até abril ainda serão apresentados, dentro do projeto ARTE – Substantivo Feminino, os espetáculos adultos Carne, da Kiwi Companhia de Teatro com direção de Fernando Kinas, A Brava, da Brava Companhia e direção de Fábio Resende e Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas!, da Cia Os Crespos. Também faz parte da programação o infanto juvenil, Oju Orum do Coletivo Quizumba, com direção de Johana Albuquerque e dramaturgia de Tadeu Renato.

A diretora Adriana Grechi

Coreógrafa, dançarina e professora de dança, graduada pela faculdade de Nova Dança S.N.D.O. – Amsterdã. Criou várias performances entre 1988 e 94 na Holanda. Foi uma das fundadoras e diretoras do estúdio Nova Dança (movimento de pesquisa, ensino e criação) até 2003. Dirigiu a Cia. Nova Dança (1995-99) e a Cia. 2 Nova Dança (1999-2002). Em 1999 com as companhias do Estúdio Nova Dança recebeu o “grande prêmio da crítica” de São Paulo – APCA – pelo conjunto da obra.  Coreografou para diversos grupos, entre eles Pia Fraus Teatro, Balé Guaíra 2 (Curitiba), Cia. Rua das Flores (Curitiba), Northern Youth Dance Company (Inglaterra), Connections 5 (Inglaterra). Em 2002 apresentou o espetáculo “Toda coisa se desfaz” com a Cia. 2 Nova Dança no Rencontres Chorégraphique de Seine-Saint-Denis/França. Ministrou oficinas e cursos regulares de dança contemporânea e criação em diversas cidades da América do Sul e Reino Unido. Coordenou o estúdio Move de 2004 a 2007, desde 2008 coordena o estúdio Nave. É idealizadora do projeto Teorema, que em 2010 realizou sua sétima edição. Idealizadora e diretora artística do Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo, que em 2014 completou sete edições. Em 2003, Adriana Grechi transforma a Cia. 2 Nova Dança em Núcleo Artérias. Em 2003 Adriana Grechi dirigiu “Artérias.2”, primeiro trabalho com o Núcleo Artérias. Em 2004, pelo espetáculo “Porque nunca me tornei um/a dançarino/a” o Núcleo Artérias recebeu dois prêmios APCA, foi selecionado pelo “8º Festival da Cultura Inglesa” e “Viagem Teatral do SESI” realizando apresentações por todo o estado de São Paulo, além de participar de diversos festivais no Brasil.

Em 2006 o Núcleo Artérias iniciou o projeto “Trilogia Líquida”, que tem como referência a obra do sociólogo e pensador Zygmunt Bauman, formado pelas criações “Ruído 5.1” (prêmios Klauss Vianna – Funarte, Rumos Dança do Itaú Cultural, Fomento Municipal da Secretaria Municipal de Cultura e Caixa Cultural), “Fronteiras Móveis” (APCA de Criação em Dança em 2008), e “Fleshdance”, apresentado em março de 2012 no Festival On Marche em Marrakech no Marrocos. Em 2011/2012 o Núcleo foi patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural realizando temporadas e circulação nacional. Em 2013 estreou “BANANAS” no 17º Cultura Inglesa Festival em São Paulo. Em 2014 estreou “Escuro Visível” com apoio do 14º edital de Fomento à Dança.

Recebeu na última década diversos prêmios com o grupo, entre eles, 3 APCA. Seu trabalho com o Núcleo Artérias tem como enfoque a investigação de estados corporais, de sistemas de compartilhamento artístico e a conexão com outras mídias.

O NÚCLEO ARTÉRIAS

O Núcleo Artérias se dedica de forma contínua à investigação de corporeidades próprias e de sistemas de compartilhamento artístico para refletir sobre as transformações do corpo e das relações humanas no mundo contemporâneo.

Os integrantes do grupo experimentam em seus corpos como o consumismo, a instabilidade, a incerteza, as construções de gênero e a espetacularização estão afetando a nossa percepção.  O Núcleo Artérias testa outras formas de perceber, transformando modos de operar do próprio corpo e suas possibilidades de conexão com outros corpos.

O Núcleo Artérias apresentou seus trabalhos em mais de 40 cidades, tendo participado de diversos festivais (Rencontres Chorégraphique de Seine-Saint-Denis/Paris 2002, Bienal de Dança do Ceará/Fortaleza 2003, Porto Alegre em Cena 2003, FID/ Belo Horizonte 2005, On Marche/Marrakech 2012, entre outros) e de diversos programas de circulação pelo Brasil (Circuito SESI 2008, Caixa Cultural 2009, Petrobras Cultural 2010). O grupo recebeu na última década diversos prêmios, entre eles, três APCAs (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

SERVIÇO:
OFICINA DE CRIAÇÃO EM DANÇA
Quando: dias 16 e 17 de fevereiro, terça e quarta, das 14h às 18h
Com a diretora Adriana Grechi. Carga horária: 8h
Público: interessados em dança e artes cênicas em geral.
Inscrições até 12 de fevereiro, por meio de envio de breve currículo para: oficinacriacao@belenzinho.sescsp.org.br
Os candidatos selecionados serão avisados por e-mail até dia 13 de fevereiro.
Não recomendado para menores de 18 anos

BANANAS 15:
Quando: dias 19 a 21 de fevereiro de 2015, sexta e sábado, às 20h e domingo, às 17h
Local: Sala de Espetáculos II.
Duração: 45 minutos/ Lotação: 80 lugares
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Não recomendado para menores de 16 anos
Onde: Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700 / http://www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento:
Para espetáculos com venda de ingressos:
R$ 11,00 (não matriculado); R$ 5,50 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).
Assessoria de Imprensa e Credenciamento:
Sesc Belenzinho
Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762
Sueli Freitas: (11) 2076-9763
imprensa@belenzinho.sescsp.org.br
Informações à imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Fone: 11 2914 0770

Por Márcia Marques e Daniele Valério

Mulheres são mote do Projeto Arte – Substantivo Feminino no Sesc Belenzinho

Cena da peça “Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos”. Foto: Elisa Mendes
Cena da peça “Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos”. Foto: Elisa Mendes

Diretora Georgette Fadel abre o evento com a estreia de Guerrilheiras ou para a Terra não há Desaparecidos, que tem dramaturgia de Grace Passô

O projeto também contempla mesas de debates e oficinas em todas as suas programações. Em “Guerrilheiras…”, que abre o evento, as reflexões permeiam temas como Resistência, Guerrilha e Poética com os convidados Wlad Lima, Lucio Flávio Pinto, Sonia Sobral, Roberta Estrela D’Alva, Irene Maestro, Georgette Fadel, Maria Thais, Berna Reale e Grace Passô

A partir do dia 15 de janeiro as mulheres viram foco principal da programação do Sesc Belenzinho, na capital paulista. Espetáculos, shows, intervenção, debates e oficinas serão apresentados no projeto ARTE – Substantivo Feminino, sempre tendo como mote as questões da mulher na sociedade e nas artes. As apresentações começam em janeiro e se desdobram até meados de abril de 2016.

As obras escolhidas trazem temáticas relevantes e de diferentes pontos de vista sobre o feminino e a ideia é abordar a mulher nas artes tanto no conteúdo das obras – suas lutas em batalhas, dentro da história e da sociedade –, quanto na gestão e criação dos trabalhos.

A diretora Georgette Fadel faz a abertura do evento, no dia 15 de janeiro, com a estreia do espetáculo, Guerrilheiras ou para a Terra não há Desaparecidos, que tem dramaturgia de Grace Passô. A peça traz acontecimentos da Guerrilha do Araguaia, ocorrida na região amazônica no período de 1967 a 1974. O conflito armado resultou na morte de grande parte dos revolucionários, doze deles mulheres. Além do espetáculo, o ciclo Guerrilheiras ou para a Terra não há Desaparecidos contém mesas de debates e oficina que levantam questões como Resistência, Guerrilha e Poética. Os assuntos serão debatidos sob a perspectiva do teatro e a de outra área que venha a complementar uma visão para além do teatro, ambas sob o viés feminino. Para tanto, foram convidadas artistas, jornalistas, gestoras e pesquisadoras para discorrerem sobre temas como Mulher e Guerrilha (Wlad Lima e Lúcio Flávio Pinto, mediação Sonia Sobral), Mulher e Resistência (Roberta Estrela D’Alva e Irene Maestro, mediação de Georgette Fadel) e Mulher, Realidade e Poética (Maria Thais e Berna Reale, mediação de Grace Passô). A oficina Exercícios da Contracena será ministrada pela diretora Georgette Fadel.

O ARTE – Substantivo Feminino contempla em sua programação a apresentação, nos dias 19 a 21 de fevereiro, da coreografia BANANAS 15, do Núcleo Artérias, dirigido por Adriana Grechi. A companhia de dança investiga, nesse trabalho, a construção de gênero por meio da exploração de imaginários e desejos considerados exclusivamente masculinos. Além das sessões, a diretora ministra uma oficina prática em que os participantes terão a chance de entrar em contato com o processo de criação do espetáculo, experimentando gestos, desejos e comportamentos que inventam corpos considerados masculinos.

A Kiwi Companhia de Teatro, com direção geral de Fernando Kinas, reencena o espetáculo Carne no período de 26 de fevereiro a 6 de março. A peça discute as relações entre patriarcado e capitalismo, mostrando o panorama da opressão de gênero e a situação específica da violência contra as mulheres no Brasil. A oficina As Mulheres e os Silêncios da História será ministrada por Fernanda Azevedo e Maysa Lepique.

A Brava Companhia, com direção de Fábio Resende, elegeu a história de Joana d’Arc para propor uma reflexão sobre objetivos, rumos e preferências, e a postura das pessoas frente às consequências dessas escolhas. No espetáculo A Brava (de 11 a 20 de março), a saga da heroína francesa é mostrada de forma épica, se valendo de recursos como a música, a interação com o público, e referências da cultura popular e da cultura pop agregadas a situações cênicas que exploram o drama e um humor anárquico, para construir paralelos com os dias de hoje. Voltada exclusivamente às mulheres, o grupo ministrará a oficina A Mulher na Sociedade que tem por objetivo a análise crítica de determinados aspectos da vida social, e a transformação disso, por meio da linguagem teatral, em material cênico.

A peça Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas!, da Cia Os Crespos, fará quatro apresentações no projeto ARTE – Substantivo Feminino (de 31 de março a 03 de abril). Em cena, a privacidade de cinco mulheres negras é flagrada quando expõem suas trajetórias afetivas, permitindo ao público entrar em seus respectivos cotidianos. Elas tentam enxergar e modificar seus destinos, como lagartas aprendendo a voar, revelando seus medos, dores, amores e sonhos.

O teatro infanto juvenil terá vez e voz por meio de Oju Orum, do Coletivo Quizumba (24 a 27 de março). Com direção de Johana Albuquerque e dramaturgia de Tadeu Renato, o espetáculo parte do mito da negra Anastácia, para apresentar a história de quatro mulheres, em espaços e tempos distintos e simultâneos. Suas narrativas expõem, simbolicamente, os discursos de poder que estão por trás da construção de gêneros.

No Dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, haverá um debate com Fernanda Azevedo, da Kiwi Companhia de Teatro, e Amelinha Teles, com mediação da diretora e atriz Lucia Romano.

SERVIÇO:
TEATRO

GUERRILHEIRAS OU PARA A TERRA NÃO HÁ DESAPARECIDOS
De 15 a 31 de janeiro de 2016, sexta e sábado, às 21h30, e domingos, às 18h30
O espetáculo traz acontecimentos da Guerrilha do Araguaia, que ocorreu de 1967 a 1974, na região amazônica. O conflito armado resultou na morte de grande parte dos revolucionários, sendo doze mulheres.
Direção: Georgette Fadel. Dramaturgia: Grace Passô. Elenco: Carolina Virguez, Sara Antunes, Daniela Carmona, Mafalda Pequenino, Fernanda Haucke, Gabriela Carneiro da Cunha.
Sala de Espetáculos I. Duração: 1h10 minutos. Lotação: 80 lugares com acesso para pessoas com deficiência
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Ingressos à venda pelo Portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) a partir de 05/01/2016, às 15h30, e nas unidades, a partir de 06/01/2016, às 17h30:
Não recomendado para menores de 14 anos

CICLO GUERRILHEIRAS – DEBATES
O ciclo Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos apresenta três mesas de debates que levantam questões inerentes à criação desse projeto: Resistência, Guerrilha e Poética. Todos os temas serão debatidos sob a perspectiva do teatro e a de outra área que venha a complementar uma visão para além do teatro, ambas sob a perspectiva feminina.

DEBATE – MULHER E GUERRILHA
Dia 14 de janeiro, quinta-feira, às 20h
Nesse encontro será apresentado o tema “Guerrilheiras” a partir de um contexto maior. Qual feminino que luta e que morre em conflitos recentes na região norte. Livre. Grátis.
Com Wlad Lima e Lúcio Flávio Pinto – Mediação Sonia Sobral
Wlad Lima é artista‐pesquisadora, atriz, diretora e cenógrafa de teatro na cidade de Belém do Pará. Pós‐doutorado em Estudos Culturais junto a Universidade de Aveiro, Portugal. Mestrado e doutorado em Artes Cênicas pelo Programa de Pós‐graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. É professora na Universidade Federal do Pará de Licenciatura em Teatro e nos mestrados, acadêmico e profissional em Arte do PPGArtes.
Lúcio Flávio Pinto, nascido em Santarém (PA), é jornalista profissional desde 1966. Por seu trabalho em defesa da verdade e contra as injustiças sociais, recebeu em Roma, em 1997, o prêmio Colombe d’oro per La Pace. Em 2005 recebeu o prêmio anual do CPJ (Comittee for Jornalists Protection), de Nova York, pelas denúncias que tem feito na defesa da Amazônia e dos direitos humanos. É formado pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1973). Foi professor visitante (1983/84) do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Flórida em Gainesville, EUA.
Sonia Sobral é gestora de artes cênicas (dança e teatro) há 25 anos. Gerencia o Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural há 17 anos. A função envolveu a participação na criação e a gerência de diversos projetos, dos quais se destacam o Rumos Itaú Cultural Dança e o Rumos Itaú Cultural.

DEBATE – MULHER E RESISTÊNCIA
Dia 21 de janeiro de 2016, quinta-feira, às 20h
Como o feminino se levanta para resistir, enfrentar e propor alternativas diante da violência cotidiana. Livre. Grátis.
Com Roberta Estrela D’Alva e Irene Maestro. Mediação: Georgette Fadel
Roberta Estrela D’Alva nasceu em Diadema, São Paulo, e é Bacharel em Artes Cênicas pela USP e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. É atriz-MC, diretora, slammer e pesquisadora. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e do coletivo Frente 3 de Fevereiro.
Irene Maestro é militante do Luta Popular – movimento territorial de organização d@s trabalhador@s que atua nas periferias de várias regiões metropolitanas do Brasil.
Georgette Fadel é atriz formada pela Escola de Arte Dramática EAD-ECA-USP. Diretora formada pelo Departamento de Artes Cênicas ECA-USP.

DEBATE – MULHER, REALIDADE E POÉTICA
Dia 28 de janeiro de 2016, quinta-feira, às 20h
A mesa trata da linguagem do espetáculo criado a partir da pesquisa sobre fatos e personagens reais da história política brasileira, interpretados poeticamente para a cena. Livre. Grátis.
Com Maria Thais e Berna Reale – Mediação Grace Passô
Maria Thais é fundadora da Cia Teatro Balagan. Professora do Departamento de Artes Cênicas e do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da ECA/USP. Foi diretora (2007/10) do TUSP – Teatro da Universidade de São Paulo.
Berna Reale realiza instalações e performances. Estudou arte na Universidade Federal do Pará (Belém, PA) e participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e na Europa.
Grace Passô é diretora, dramaturga e atriz formada no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Belo Horizonte/MG). Fundadora do grupo Espanca!.

OFICINA – EXERCÍCIOS DA CONTRACENA
Dias 27 e 28 de janeiro de 2016, quarta e quinta, das 12h às 16h
A oficina irá trabalhar todos os elementos importantes para que a relação com o outro na cena aconteça. Serão utilizados trechos de textos, jogos de cena, exercícios de escuta e consciência corporal. Com: a atriz e diretora Georgette Fadel.
Público: Atores, bailarinos e performers com alguma experiência. Inscrições até 21/01, por meio de envio de currículo resumido para: contracena@belenzinho.sescsp.org.br. Os candidatos selecionados serão avisados por e-mail até 23/01.
Vagas: 20 / Carga horária: 8h
Sala de Espetáculos I.
Grátis / Não recomendado para menores de 16 anos.
Assessoria de imprensa do espetáculo Guerrilheiras ou para a Terra não há Desaparecidos:
Ofício das Letras
Adriana Monteiro I Cris Santos
Telefones: (11) 3021 9297 e  (11)3022 2783
adriana@oficiodasletras.com.br
cris@oficiodasletras.com.br

DANÇA
BANANAS 15
Dias 19 a 21 de fevereiro de 2015, sexta e sábado, às 20h e domingo, às 17h
No trabalho, o Núcleo Artérias investiga construtos de gênero por meio da exploração de imaginários e desejos considerados exclusivamente masculinos. O trabalho expõe a reiteração do gesto que formata e modula corpos, criando volumes e modos de ocupar e dominar territórios. O espetáculo questiona fronteiras entre gêneros, entre espectador e performer, em uma série de experiências acionadas pelo sistema digestório do corpo e seus padrões básicos de sobrevivência. Um corpo que prevalece, uma invenção do masculino que ainda molda presenças dominantes.
Concepção/Direção: Adriana Grechi. Criação/Dança: Bruna Spoladore, Lívia Seixas e Nina Giovelli. Colaboração/estágio: Luiza Meira Alves. Trilha Sonora: Dudu Tsuda. Iluminação: André Boll. Produção: Amaury Cacciacarro Filho. Assistência de Produção: Erika Fortunato
Sala de Espetáculos II. Duração: 45 minutos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Não recomendado para menores de 16 anos

OFICINA DE CRIAÇÃO EM DANÇA
Dias 16 e 17 de fevereiro, terça e quarta, das 14h às 18h
Os participantes desta oficina poderão entrar em contato com o processo de criação do espetáculo BANANAS 15 do Núcleo Artérias, experimentando gestos, desejos e comportamentos que inventam corpos considerados masculinos. Acionando o sistema digestório do corpo e seus padrões básicos de sobrevivência, os participantes vão explorar corpos viscerais, primitivos e famintos que criam modos específicos de ocupar, consumir e dominar territórios.
Com a diretora Adriana Grechi. Carga horária: 8h
Público: interessados em dança e artes cênicas em geral.
Inscrições até 09 de fevereiro, por meio de envio de breve currículo para: oficinacriacao@belenzinho.sescsp.org.br
Os candidatos selecionados serão avisados por e-mail até dia 12 de fevereiro.
Não recomendado para menores de 18 anos
Adriana Grechi – Diretora do Núcleo Artérias. Graduada pela faculdade de Nova Dança de Amsterdã (SNDO) em 1994. Foi uma das fundadoras do estúdio e Cia. Nova Dança e é Diretora artística do Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo (8 edições realizadas).

TEATRO
CARNE
De 26 de fevereiro a 06 de março de 2016, sexta e sábado, às 21h30, e domingos, às 18h30
O espetáculo discute as relações entre patriarcado e capitalismo, mostrando o panorama da opressão de gênero e a situação específicas da violência contra as mulheres no Brasil. A peça, inspirada no teatro documentário, é composta de 20 quadros interligados executados por duas atrizes e uma percussionista. A montagem inclui ações “dramáticas” e “narrativas” em formato de cenas curtas, referências a textos de análise e estatísticas, trechos de romances, projeção de imagens, composições originais, citações do cancioneiro tradicional e da MPB. Empresta-se material das ciências (em especial à sociologia e à história), das artes populares, da filosofia e da política.
Com Kiwi Companhia de Teatro. Direção geral: Fernando Kinas. Roteiro: Fernanda Azevedo e Fernando Kinas. Elenco: Fernanda Azevedo e Maria Dressler. Direção musical: Eduardo Contrera. Execução musical: Luciana Fernandes
*Após as apresentações, haverá debates com o grupo.
Sala de Espetáculos I. Duração: 90 minutos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Não recomendado para menores de 14 anos.

OFICINA AS MULHERES E OS SILÊNCIOS DA HISTÓRIA
Dias 01 e 02 de março de 2015, terça e quarta, das 14h às 19h
A oficina pretende, por meio de estímulos teatrais, literários e recursos audiovisuais, discutir algumas ferramentas necessárias para que as mulheres percebam, assumam o protagonismo e escrevam suas próprias histórias – confiantes de que podem, a partir de suas experiências pessoais, ampliar o debate sobre a opressão contra as mulheres, passando da esfera privada e íntima para o espaço público.
Desenvolvimento: Discussão e improvisação a partir de textos (literatura e dramaturgia) de Elfried Jelinek (prêmio nobel de literatura em 2004), Hilda Hilst, Cora Coralina, Carolina Maria de Jesus, Simone de Beauvoir, entre outras. Trabalho a partir de material documental: matérias e artigos de jornais e revistas, estatísticas, textos de historiadoras etc. Construção da sua própria história – exercícios teatrais a partir de depoimentos e elaboração de uma história coletiva. Exercícios de memória. Exercícios físicos – dinâmica de grupo. Improvisação e discussão a partir de imagens (fotos e filmes) relacionados ao tema. Resumo da história das lutas das mulheres na Europa, EUA e Brasil e contextualização do papel das mulheres na arte, com foco especial para a produção latino-americana.
Com Fernanda Azevedo e Maysa Lepique
Público: Mulheres jovens e adultas, artistas ou não, que tenham interesse em construir e compartilhar suas histórias a partir de estímulos artísticos.
Inscrições até 26/02, por meio de envio de envio de currículo resumido para: asmulheres@belenzinho.sescsp.org.br.
Os candidatos selecionados serão avisados por e-mail até 28/02.
Vagas: 25 mulheres / Carga horária: 10h
Sala de Espetáculos I.
Grátis / Não recomendado para menores de 16 anos.

TEATRO
A BRAVA
De 11 a 20 de março de 2016, sexta e sábado, às 20h, e Domingos e feriados, às 17h
Espetáculo inspirado na história de Joana d’Arc que propõe uma reflexão sobre objetivos, rumos e opções, e a nossa postura frente às consequências destas escolhas.
Nesta montagem da Brava Companhia, a saga da heroína francesa é mostrada de forma épica, valendo-se de recursos como a música, a interação com o público, e referências da cultura popular e da cultura pop agregadas a situações cênicas que exploram o drama e um humor anárquico, para construir paralelos com os dias de hoje. As “vozes” ouvidas por Joana tornam-se símbolos que podem ser interpretados como a crença em objetivos ou a ousadia de trilhar caminhos contrários a padrões pré-estabelecidos pela sociedade.
Direção: Fábio Resende / Elenco: Rafaela Carneiro, Fábio Resende, Mário Rodrigues e Ademir de Almeida / Projeto de Cenário: Mundano / Confecção de Cenário: Márcio Rodrigues / Criação e Confecção de Figurino: Ligia Passos e Karla Maria Passos / Produção: Kátia Alves.
Praça. Duração: 70 minutos
Grátis. Não recomendado para menores de 12 anos.

OFICINA A MULHER NA SOCIEDADE
Dias 15 e 16 de março de 2016, terça e quarta, das 15h às 18h
Nesta atividade formativa o grupo propõe o compartilhamento de algumas ferramentas teóricas e práticas utilizadas em seus processos de estudo e criação de modo a inserir os participantes em uma experiência que compreenderá a análise crítica de determinados aspectos da vida social, e a transformação dessa análise, por meio da linguagem teatral, em materiais cênicos – cenas, intervenções, música etc. Elementos do repertório técnico teatral construído pela Brava Companhia ao longo dos seus anos de pesquisa serão abordados e investigados por meio de exercícios cênicos, que terão como mote temático um olhar crítico sobre a questão da mulher na sociedade.
Carga horária: 8h Vagas: 30
Público: interessados em teatro (somente mulheres)
Não recomendado para menores de 16 anos.

TEATRO INFANTO JUVENIL
OJU ORUM
De 24 a 27 de março de 2016, quinta-feira, às 19h, e sábado e domingo, às 17h*
*sexta-feira não haverá apresentação
Tendo como elemento disparador o mito da negra Anastácia, o espetáculo apresenta a história dessas quatro mulheres, em espaços e tempos distintos e simultâneos. Suas narrativas expõem, simbolicamente, os discursos de poder que estão por trás da construção de gêneros. Caladas em suas falas e corpos, essas jovens procuram construir uma voz que lhes permita questionar e ressignificar suas vidas. A obra não pretende trazer uma versão da mulher somente como vítima, e sim como ser histórico, sujeito e objeto dessas situações, trazendo à tona histórias de mulheres comuns, suas vivências, experiências e lutas. Uma busca por contar outras narrativas que vão para além da história hegemônica que impõe, em geral, a perspectiva masculina, heteronormativa, adulta, branca, urbana. É pela força do questionamento que acreditamos também no poder de um teatro voltado para juventude e na cultura afro como disparadores éticos e estéticos.
Direção: Johana Albuquerque. Dramaturgia: Tadeu Renato. Com o Coletivo Quizumba
Sala de Espetáculos I. Duração: 95 minutos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Não recomendado para menores de 14 anos.

TEATRO
ENGRAVIDEI, PARI CAVALOS E APRENDI A VOAR SEM ASAS!
De 31 de março a 03 de abril de 2016, quinta a sábado, às 21h30, e Domingos, às 18h30
Cia Os Crespos. Em cena, a privacidade de cinco mulheres negras é flagrada quando expõem suas trajetórias afetivas, permitindo ao público entrar em seus respectivos cotidianos. Elas tentam enxergar e modificar seus destinos, como lagartas aprendendo a voar, revelando seus medos, dores, amores e sonhos. A trilha sonora, executada por uma DJ, conta ainda com músicas compostas para as personagens.
Direção: Lucelia Sergio e Sidney Santiago Kuanza. Atriz: Lucelia Sergio. Texto: Cidinha da Silva. Dramaturgia: Cidinha da Silva e Os Crespos. Colaboração Criativa de direção: Aysha Nascimento. Atrizes colaboradoras do processo de criação: Dani Nega, Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto, Nádia Bittencourt. Direção de arte: Mayara Mascarenhas. Iluminação: Edu Luz. Trilha sonora: Dani Nega.
Sala de Espetáculos I. Duração: 60 minutos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Não recomendado para menores de 14 anos.

DEBATE DIA 8 DE MARÇO DE 2016
Dia 08 de março, terça-feira, às 20h
Com Fernanda Azevedo e Amelinha Teles – Mediação: Lucia Romano
O debate visa discutir essa questão do protagonismo feminino nas artes.
Sala de Espetáculos I. Duração: 90 minutos
Grátis Não recomendado para menores de 12 anos.

INTERVENÇÕES NA CONVIVÊNCIA
TODOS PODEM SER FRIDA
4 dias de final de semana em Março (a definir)
A intervenção fotográfica surgiu da exposição fotográfica da artista Camila Fontenele de Miranda sobre a vida da artista mexicana Frida Kahlo. A partir daí, abriu-se a possibilidade de agregar mais uma vertente ao projeto, ao fotografar o público caracterizado como Frida Kahlo. Essa interferência leva em consideração os reais objetivos de aproximar o público da obra de Frida Kahlo e debates sobre a conexão da arte, identidade de gênero e comportamento social.

SERVIÇO:
Local: Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
http://www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento:
Para espetáculos com venda de ingressos: R$ 11,00 (não matriculado); R$ 5,50 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).
Assessoria de Imprensa e Credenciamento:
Sesc Belenzinho
Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762
Sueli Freitas: (11) 2076-9763
imprensa@belenzinho.sescsp.org.br

Por Márcia Marques / Daniele Valério / Canal Aberto

“Ocupação Grupo Corpo” no Itaú Cultural

Uma das paredes do espaço expositivo do Itaú Cultural que celebra os 40 anos do Grupo Corpo. Foto: Jorge Almeida
Uma das paredes do espaço expositivo do Itaú Cultural que celebra os 40 anos do Grupo Corpo. Foto: Jorge Almeida

O Itaú Cultural está com a mostra “Ocupação Grupo Corpo” em cartaz até o próximo domingo, 17 de janeiro, em que é traçado a trajetória dos 40 anos da companhia de dança fundada em Belo Horizonte e com coreografias de Rodrigo Perdeneiras.

Ao longo de quatro décadas de existência, o Grupo Corpo realizou mais de 35 espetáculos e visitou cerca de 40 países e contou com a participação de mais de 100 bailarinos no período.

A exposição apresenta fragmentos do tempo que propagam a memória oficial dos processos criativos, além das performances realizadas pelo grupo, assim como imagens de ensaios, viagens e momentos de descontração e lazer – tudo registrados pelos próprios bailarinos do grupo, “staff”, colaboradores e amigos – entre fotografias profissionais e amadores, que revelam um “olhar humano” e a intimidade do grupo, onde o afeto, o companheirismo, a descontração e a brincadeira fazem com que o trabalho seja produzido em harmonia entre todos.

A mostra exibe centenas de fotos no espaço que ocupam o quadrilátero reservado para o projeto e também trechos de 15 peças do grupo, como “Santagustín” (2012) e “Ongotô” (2005).

SERVIÇO:
Exposição:
Ocupação Grupo Corpo
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 10/01/2016; de terça a sexta, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Célia Gouvêa estreia a peça de dança “Alavancas e Dobradiças”

Célia Gouvêa em cena de Alavancas e Dobradiças. Foto: Vitor Vieira
Célia Gouvêa em cena de Alavancas e Dobradiças. Foto: Vitor Vieira

A bailarina Célia Gouvêa está despojada no palco. Aos 50 anos de carreira dedicada à dança, ela tem a certeza que menos é mais. E se recusa a chamar de “espetáculo” seu Alavancas e Dobradiças, chama de “peça de dança” seu mais recente trabalho, que faz duas curtas temporadas em São Paulo: em O Lugar, nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2015 e no CCSP (Centro Cultural São Paulo) dias 11, 12 e 13 de dezembro de 2015.

Em cena, é a própria Célia que relata, em tom confessional, com palavras, gestos e passos, sua trajetória e lembranças e lança a pergunta: “O que é a dança para você?”. E segue além ao questionar a proliferação atual dos relatos pessoais cênicos ao mesmo tempo em que promove um. Em Alavancas e Dobradiças, a artista lança reflexões e apresenta trechos de coreografias de décadas passadas, como C-E-C-I-L-I-A (2001), Assim Seja? (1984), Expediente (1980), Festarola (1988), Romance de Dona Mariana (1989) e Parasha (1998). Aos extratos, conta momentos pessoais que viveu quando da criação e circulação das obras e cita filósofos, mestres e parceiros de cena, tudo ao som do 2º movimento do concerto para violino e orquestra de Philip Glass.

Há dois anos, a bailarina fez um recuo e repensou o que poderia movê-la, impulsioná-la à uma nova criação. Desse momento de busca veio o desejo de concluir algo que havia parado na juventude, mas que poderia subsidiar inquietações: terminar a faculdade de Filosofia, iniciada aos 18 anos, mas deixada para trás para que pudesse seguir com a dança, a paixão mais urgente. Formada em Filosofia em 2012, já se qualificou para o Doutorado na ECA/USP e em dois terminará mais esse ciclo em sua vida.

Por que o nome Alavancas e Dobradiças? Célia responde que “os dois termos apresentam definições como potência e resistência, que juntas geram energia, fator necessário para as mudanças”. A bailarina tem a certeza que o passar dos anos propicia “deixar de lado o que é supérfluo, e ficar com o que importa”. E na obra que apresenta agora, Célia se sente à vontade para citar os filósofos, mestres e parceiras de cena que nortearam, de alguma forma, a construção dessa peça de dança: de Roland Barthes a Maurice Merleau Ponty, passando por Gilles Deleuze e Khrisnamurti; os professores Celso Cruz, Fernand Schiren, Ruth Rachou; os coreógrafos Alwin Nikolais, Maurice Béjart, William Forsythe, Trisha Brown, Merce Cunningham; a poeta Cecília Meireles e das  artistas e colegas Maguy Marin e Juliana Carneiro da Cunha, além do físico Isaac Newton, todos citados em Alavancas e Dobradiças.

No palco nu, Célia tem um elemento visual que a impulsiona: o arame, escolhido por ser uma matéria maleável, simples, que pode adquirir diferentes formas, envolve, mas também pode ser imprevisível, como a areia que se move para qualquer lado, sem obedecer restrições. Assim Célia se sente nesse momento, apta a ir para qualquer lado, sem receio de nada.

Sobre Célia Gouvêa

Doutoranda no Programa de Pós Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (Doutorado direto). Graduada em licenciatura pelo curso de Filosofia da Faculdade de São Bento (2012). Formada pelo MUDRA de Maurice Béjart, em Bruxelas/Bélgica, voltado à interação entre as várias linguagens artísticas (1970-1973). Foi co-fundadora do Grupo CHANDRA (Teatro de Pesquisa de Bruxelas).

Em 1974, iniciou no Teatro de Dança Galpão, em parceria com Maurice Vaneau, um movimento renovador da dança, através de uma perspectiva multidisciplinar, com o espetáculo Caminhada, saudado pelo crítico Sábato Magaldi como um espetáculo perfeito… Um novo caminho e uma nova linguagem. Foi artista em residência na Universidade de Illinois, em Champaign-Urbana (1977). Criou 60 coreografias, destacando Trem Fantasma e Promenade (1979), no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e Teatro Municipal de São Paulo; Expediente (1980), no Teatro de Dança Galpão; Assim Seja? (1984), na ACARTE em Lisboa; Sapatas Fenólicas (1992), no Centro Cultural São Paulo, Danças em Branco (2005), Teatro Cacilda Becker, Rio de Janeiro. Conquistou prêmios de melhor coreógrafa, bailarina, espetáculo, pesquisa e criação da APCA, Governador do Estado, Apetesp e Funarte. Recebeu bolsas de pesquisa e criação do CNPq, auxílio à Pesquisa da Fapesp, VITAE, John Simon Guggenheim Memorial Foundation.

Em 1998 foi agraciada com a bolsa Virtuose, que a conduziu à França, onde realizou duas montagens no estúdio do Théâtre du Soleil (Paris) e coreografou o desfile da Bienal de Dança de Lyon/2000. Em 2006 é contemplada pela 1ª edição do Fomento à Dança da cidade de São Paulo pelo projeto Cidade. Em 2009 seu trabalho nas décadas de 1970 e 80 foi abordado em tese de doutorado na UNICAMP por Silvia Geraldi. Em 2011, sua carreira foi revisitada pelo documentário Figuras da Dança com produção da São Paulo Cia. de Dança. Em 2012, pela segunda vez recebe o prêmio Fomento à Dança da cidade de São Paulo para preservação, organização e compartilhamento do acervo Gouvêa-Vaneau, acessível pelo site http://www.acervogouvea-vaneau.com.br.

Em 2014 apresentou o espetáculo Alavancas e Dobradiças como convidada de honra da 8º Mostra do Fomento à Dança, que também teve em sua programação a exposição Décadas de Dança – acervo Gouvêa-Vaneau com duas palestras-guiadas pela própria Célia Gouvêa. Ainda nesse ano, a artista foi indicada ao Prêmio Governador do Estado com o projeto de preservação e compartilhamento do acervo Gouvêa-Vaneau. Em 2015, é contemplada pelo 18º Fomento à Dança para circular com a peça Alavancas e Dobradiças.

Ficha Técnica:
Coreografia e Interpretação:
Célia Gouvêa
Produção:
Ação Cênica
Assistente de produção e Iluminador:
Rafael Petri

Serviço:
Duração: 50 minutos I Classificação: livre
VIII Mostra Lugar Nômade de Dança
Espaço Cênico O Lugar – Sala Norte
Dias 27, 28 e 29 de novembro de 2015
Sexta às 21h, sábado e domingo às 20h30
Rua Augusta, 325 – Consolação. São Paulo/SP
Tel. 11 3237-3224 Capacidade: 60 lugares
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia – estudantes, classe artística e terceira idade).

Semanas de Dança 2015
Centro Cultural São Paulo – Sala Anexo
Dias 11, 12 e 13 de dezembro de 2015
Sexta e sábado às 21h, domingo às 20h
Rua Vergueiro, 1000. São Paulo/SP
Tel. 11 3397-4002 Capacidade: 70 lugares
Ingressos: Grátis (Retirar com 1h de antecedência na bilheteria)

Por Márcia Marques e Daniele Valério / Canal Aberto Assessoria de Imprensa