Trupe Benkady Apresenta “Sons d’Oeste” no Sesc Campo Limpo

“Sons d´Oeste”. Créditos: Paulo Costa

Em cena, ritmos tocados no passado que vivenciam o presente

Dança e música tradicional da região da Guiné-Conacri serão apresentadas no Sesc Campo Limpo nos dias de 23 e 24 de novembro, sábado e domingo, às 16h, no espetáculo “Sons d’Oeste”, da Trupe Benkady. A programação é gratuita, livre e sem retirada de ingresso.

“Sons d’Oeste” vem para experimentar timbres da natureza e unir diferentes instrumentos de percussão em cena. Trabalhando ritmos tocados no passando e vivenciados no presente, com o intuito de trazer o passado para presente.

Uma conversa entre os ritmos e movimentos tradicionais da cultura mandingue, com ênfase nas etnias Malinké, Baga e Sussu, da região da Guiné-Conacri, reconhecida mundialmente por seus balés.

Com dança e música tradicional, o trabalho traça, sob a ótica deste povo do oeste africano, um cenário das situações sociais mandingues, dentre as quais algumas também são encontradas no Brasil, revelando as grandes semelhanças existentes ainda nos dias de hoje entre a cultura brasileira e uma de suas culturas de origem, a cultura africana.

A dança é inspirada nos rituais cerimoniais dos povos da Guiné. Na cultura dessa região, a música e a dança fazem parte do cotidiano, havendo danças, cantos e ritmos específicos para cada ocasião social como batismos, iniciações, casamentos, trabalho no campo.

O endereço do Sesc Campo Limpo é Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Mais informações pelo telefone 5510-2700 ou pelo portal http://www.sescsp.org.br.

Ficha Técnica
Concepção: Flávia Mazal e Hiles Moraes
Direção Coreográfica e Cênica: Flávia Mazal
Direção musical: Hiles Moraes
Dançarinos: Flávia Mazal, Rafael Rodrigues, Nathalia Freitas, Ton Moura e Vitor Dias
Músicos: Hiles Moraes, Leandro Santos, Rogerio Nascimento, Rharo Pitelli, Daniel Laino e Sarah Roston

Serviço
“Sons d’Oeste”
Dias 23 e 24 de novembro, sábado e domingo, às 16h
Grátis
Sem Retirada de Ingressos
Capacidade: 700 pessoas
Local: Tenda de Convivência
Livre

Sesc Campo Limpo
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Campo Limpo, São Paulo/SP.
Horários de funcionamento: Terça a sexta, das 13h às 22h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h.
Tel.: (11) 5510-2700

Atendimento à Imprensa:
Dayane Chagas
Tel.: (11) 5510-2734
dayane@campolimpo.sescsp.org.br
Renato Pereira (MTB 28.417)
Tel: (11) 5510-2730
Cel: (11) 95856-6358
renato@campolimpo.sescsp.org.br

Créditos: Renato Pereira

 

Companhia de Dança Discípulos do Ritmo completa 20 anos

Cia. Discípulos do Ritmo. Foto: Cláudia Pereira

Primeira companhia de dança urbana do Brasil comemora aniversário com um mês de comemorações

Outubro/19 – A Discípulos do Ritmo comemora 20 anos de existência, no ano de 2019. Para comemorar a cia. promove neste mês de outubro uma grande celebração que abrangerá diversas ações acessíveis ao público em geral, para marcar esse momento histórico cultural da cena das danças urbanas no Brasil.

Buscando trazer a importância da democratização do acesso à cultura e a desmistificação de que as danças urbanas só podem acontecer nas ruas ou nas periferias, a proposta compõem uma Mostra de Espetáculos do repertório da cia, composta por 5 espetáculos, onde cada trabalho tem sua importância para a profissionalização e o trabalho cênico das danças urbanas.

Haverá o projeto Hotmoves, ação que tem o formato de talk show que ocorre em teatro, apresentando e gerando reflexões sobre as danças urbanas e Workshops com seus integrantes, com as seguintes temáticas: Danças Urbanas, Discípulos Kids, Introdução ao DJing e Introdução ao Beatmaking, expondo suas particularidades e compartilhando suas experiências, dispondo seu conhecimento ao público geral e especializado e uma Exposição retratando a trajetória da Cia, exibindo uma coletânea de toda a contribuição histórica para a cena das danças urbanas no Brasil.

Para o encerramento do mês de comemorações a Discípulos do Ritmo fecha com uma intervenção na Avenida Paulista levando o trabalho dessa Cia histórica no Brasil e mundo

Os 20 anos serão comemorados em diversos espaços pela cidade, celebrando assim os diversos parceiros que estiveram ao lado da Cia durante esses anos.

As atividades acontecerão no SESC Ipiranga, no Centro de Referência da Dança, no Centro Cultural Olido, Espaço Cia da Vila, na Avenida Paulista em um dos domingos, entre outros locais.

Para as comemorações serão 20 ações pelos 20 anos:

Cronograma:

Dia 06 – Jam Olido – Flash Mob com todos,
Dia 08 – Pratica Orientada com Frank Ejara – CRD – 19h (inscrição em breve),
Dia 09 – Ensaio Aberto Caixa Preta – CRD – (inscrição em breve),
Dia 10 – Exposição no CRD – Hall de entrada,
Dia 10 – Ensaio Aberto Ta Limpo e Fresta – CRD – 19h (inscrição em breve),
Dia 11 – Ensaio Aberto Lemniscata – CRD – 19h (inscrição em breve),,
Dia 12 – Ensaio Aberto Urbanoides – CRD – 14h (inscrição em breve)
Dia 13 – Ações na CDU – Aulas Breaking, Popping e Locking
Jurados das Batalhas Breaking, Popping e Lockin
Batalha Open Style “Todos contra Discípulos” + DJs Niko e Casper
Dia 15 – Espetáculo Ta Limpo e Fresta – SESC Ipiranga – 21h,
Dia 16 – Espetáculo Lemniscata – SESC Ipiranga – 21h,
Dia 17 – Hot Moves com Frank Ejara – SESC Ipiranga – 21h,
Dia 18 – Espetáculo Caixa Preta – CRD – 20h,
Dia 19 – Espetáculo Urbanoides – CRD – 20h + workshop sobre a criação do Urbanoides (condução Frank e Bidu + elenco) 15h,
Dia 22 – Workshop Edgar – desenho coreográfico – 19h – Olido (inscrição em breve),
Dia 23 – Workshop DJ com Niko – 19h – Olido (inscrição em breve),
Dia 24 – Workshop Beat Maker – Frank + Sala 70 -19h – Olido (inscrição em breve),
Dia 25 – Workshop – Chão nas Danças Urbanas – Sorriso – 19h – Olido (inscrição em breve),
Dia 26 – Workshop Waacking – Cris e Dani – 13h – Olido (inscrição em breve),
Dia 27 – Intervenção Paulista – todo o dia ate as 18h – Apresentação Ta Limpo + Jam,
Dia 29 – Exibição do Documentário Discípulos 20 anos –(Local – Sala Olido),
Dia 01 de Novembro – Festa/balada encerramento – Show Case com Frank Ejara – Bar do Netão – 22h – Rua Augusta 584.

Sobre a Discípulos do Ritmo
Cia. vencedora do Prêmio Governador do Estado 2018 em Dança – escolha do público.
Companhia de Danças Urbanas criada em 1999, pelo diretor Franco Pereira mais conhecido com Frank Ejara. Trata-se do primeiro grupo a trabalhar as danças urbanas nas artes cênicas de foram hibrida e professional. “Antes de nós todo mundo englobava todos os estilos como se fossem apenas um, usando o termo Break Dance, nós subdividimos e mapeamos a origem de cada estilo”, explica Frank Ejara. Tal organização já acontecia internacionalmente e o grupo trouxe para o País. “Locking, Popping e Breaking foram os três primeiros que antes da nossa origem viviam sob o rótulo de Break Dance”, complementa.

A intenção da cia., desde o princípio não foram os festivais competitivos e as batalhas de dança e sim a defesa dos três estilos já citados, tudo isto misturando dança e artes cênicas. Com toda esta seriedade e estudo, que rendeu mais conhecimentos nos seis primeiros meses de atividade do que muitos grupos em anos, não demorou muito para que as primeiras apresentações e turnês internacionais começassem

‘A margem dos trilhos’ (2000) foi uma participação especial na criação da Cia. Ballet Stagium. ‘Tá limpo’ (2001), parceria com o coreógrafo alemão Niels “Storm” Robtizky, que rendeu intercambio entre Brasil e Alemanha e vários shows internacionais; ‘Fresta’ (2003) com direção de Henrique Rodovalho do grupo Quasar; ‘O Som do Movimento’ (2005) com estreia no festival Frances de Aix in Province, rendendo shows pelo mundo todo, inclusive no Teatro Apollo, de Nova Iorque; ‘Geometronomics’ (2006) a companhia volta a trabalhar com o Alemão Storm e leva este espetáculo ao próprio Brasil e a Países como Alemanha, França, Bélgica e Holanda. ‘Urbanóides 2.0’ (2010) é inovador no que tange a questionamentos da sociedade contemporânea.

Em 2015 o grupo, sob o comando do fundador, entra em uma nova fase ao lançar simultaneamente dois espetáculos, são eles ‘Caixa Preta’ e ‘Lemniscata’ (2015) com trilhas sonoras inéditas pertencentes ao selo próprio, a Meccanismo. Sob a direção de Frank Ejara, grupo PX lança em 2016 o espetáculo ‘Corpo Caloso’, com trilha Sonora lançada pelo selo meccanismo. Grupo PX saiu de um projeto de Coaching criado em parceria com a cantora Clawdia Ejara. Ao total nestes quase 20 anos de trabalho foram mais de 1000 apresentações, com um impacto de aproximadamente 200 mil espectadores pelo mundo, em locais como Países Baixos, França, Bélgica, China, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Slovênia, entre outros. “Hoje a cena é forte e grande com vários estilos, mas não era a realidade antes da nossa companhia. Nós viemos para mudar isso, trouxemos visão global destas danças para o Brasil”, finaliza Frank Ejara.

Companhia:
DISCÍPULOS DO RITMO

Diretor:
FRANK EJARA

Produtores:
DANIELA ALVES DAVID
RENATO LOPES

Contatos:
PÁGINA: facebook.com/discipulosdoritmo
INSTAGRAM: @discipulosdoritmooficial

Informações à imprensa:
Daniela Ribeiro – 11 9.9664.3441 – Daniela@temperocultural.com.br

Créditos: Daniela Ribeiro | Tempero Cultural

Espetáculo de dança Dos Prazeres propõe afirmação da cultura brasileira a partir da obra do artista plástico Heitor dos Prazeres

Dos Prazeres. Foto: Hernandes de Oliveira

Sete intérpretes dançam coreografia minimalista que parte da obra de Heitor dos Prazeres para pensar questões sociais e políticas do país. O trabalho ganha camadas ao unir no elenco intérpretes originais da companhia a novos bailarinos

A condição dos povos excluídos, a investigação do sujeito anônimo e a possibilidade de levá-lo a um nível visível são propostas do E² Cia de Teatro e Dança que estão presentes no espetáculo Dos Prazeres, dança criada a partir de referências do artista plástico e sambista Heitor dos Prazeres (1898 —1966) que faz temporada no Centro de Referência da Dança entre 11 e 19 de setembro de 2019. A direção de arte é de Hernandes de Oliveira e a coreografia e direção geral são de Eliana de Santana.

Em cena, o público se depara com um chão repleto do brilho e da fragilidade de confetes de papel, indicando um período pós-carnaval. Há um contraste com a parede escura e com uma luz branda. Os figurinos são brilhantes, compondo junto com o confete uma espécie de memória do carnaval clássico. A referência, que situa também o período de atividade artística de Heitor dos Prazeres, é o carnaval de salão. A trilha sonora se alterna entre sambas de Heitor, marchinhas, trilhas incidentais de pessoas conversando e até mesmo um espaço para o diálogo com Heitor Villa-Lobos, cânone da música erudita brasileira que tem lugar à cena por partilhar do mesmo nome que Heitor dos Prazeres.

No processo de criação das obras do núcleo, os elementos cênicos nascem junto da coreografia, em uma composição que caminha lado a lado e se desdobra em todas as etapas. Sobre essa escolha, Eliana de Santana comenta: “Tudo que está em cena tem sua própria corporeidade, é um espaço, uma camada para ser observada”. Para a artista, Dos Prazeres não é uma dança biográfica ou restrita ao conteúdo da obra de Heitor dos Prazeres – trata-se de uma obra a partir de suas temáticas e de diversas referências que se desdobraram a partir delas, sejam objetivas ou abstratas.
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“Eu sou o povo, eu sou um homem do povo. Vejo esse povo que transporto pros meus quadros como sinto. Não há nada mais sublime que viver na massa do povo” – Heitor dos Prazeres.

Em suas obras, Heitor pintou homens e mulheres com o rosto de lado, os olhos levemente voltados ao céu, como se esperassem ver algo novo e radiante. Esse contraste entre festa e dor, divino e corpóreo, propõe ao núcleo uma reflexão sobre a condição de seres excluídos e anônimos.
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O trabalho é um desdobramento de uma obra que a companhia dançou em 2010. A remontagem chega modificada por atualizações nos elementos cênicos e no elenco. Da formação original, estão Eliana, Hernandes, Daniel Kairoz (trilha sonora) e Lilian Wiziack (intérprete). Os intérpretes novos são Suiá Burger Ferlauto, Ana Musidora, Odete Machado, Thais Elvira e Thiago Soares. “Mais do que uma remontagem, é uma sequência da nossa obra, um desenvolvimento de linguagem”, conta Hernandes de Oliveira, diretor de arte.

“O trabalho, pensado para os dias que vivemos hoje, afirma positivamente o Brasil e a nossa cultura, mesmo que de uma maneira abstrata e contemporânea”, diz Eliana. A coreografia de Dos Prazeres, segundo a artista, é vigorosa, mas também mínima. Eliana trabalha no corpo dos intérpretes uma dança de suspensão, sem se preocupar com a virtuose. “Trabalhei muito tempo com o expressionismo e agora estou em um lugar de trabalhar com menos, o que não torna essa dança fácil”, comenta.

Eliana ressalta que interessa ao núcleo trazer a memória de outros tempos para os dias de hoje, compreendendo quais são as leituras possíveis que podem ser feitas a partir dela, como essa memória nos afeta e o que fazemos quando afetados por ela. “Trabalhamos com o conceito de um tempo esgarçado, diluído, que exige muita maturidade na interpretação para poder acontecer na cena, o que tem gerado uma interação muito peculiar entre nós, do núcleo, e os novos intérpretes”, complementa a artista.

O E² Cia de Teatro e Dança atua desde 1996 na cidade de São Paulo e, sob direção de Eliana de Santana, tem como base da pesquisa a investigação no corpo e na cena das poéticas ligadas à temática do sujeito anônimo. O ponto de partida para diversas ações são as referências/inspirações na literatura brasileira e obra de diversos artistas visuais. Em 2011, com o espetáculo …e das outras doçuras de deus, Eliana de Santana recebeu o Prêmio APCA na categoria Intérprete Criador em Dança.

SINOPSE

A peça de dança Dos Prazeres busca referência na obra de Heitor dos Prazeres, artista do samba e pintor que adotou o anônimo como temática para suas pinturas – pesquisa que vem ao encontro dos anseios do E² Cia de Teatro e Dança. O núcleo se debruça sobre a obra de artistas que têm como temática uma visível complexidade estrutural e poética. Nesta obra, os artistas buscaram ressaltar a compreensão de Heitor dos Prazeres sobre a história do povo brasileiro, da mistura de raças e da complexidade étnica.

FICHA TÉCNICA
Direção geral: Eliana de Santana
Intérpretes: Eliana de Santana, Lilian Wiziack, Suiá Burger Ferlauto, Ana Musidora, Odete Machado, Thais Elvira e Thiago Soares.
Direção de arte, iluminação e cenografia: Hernandes de Oliveira
Trilha sonora: Daniel Kairoz
Produção: Corpo Rastreado / E² Cia de Teatro e Dança

SERVIÇO
Dos Prazeres
Dias 11, 12, 13 (quarta, quinta e sexta-feira), 14, 18 e 19 (sábado, quarta e quinta) de setembro de 2019, às 19h
CRD – Centro de Referência da Dança
Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/n
Capacidade: 50 lugares (Sala Cênica)
Duração: 45 minutos
Ingressos: Grátis
Classificação indicativa: 14 anos

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério | Diogo Locci
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 9 8435 6614 | 9 9906 0642
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br | diogo@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Estreia de Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda, do coreógrafo e bailarino Wellington Duarte, do Núcleo EntreTanto

Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda. Foto de Keiny Andrade

Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda encerra o tríptico Situações de Atrito que instaura um caráter insurgente no corpo a fim de construir situações coreográficas em suas potências políticas

De julho a setembro de 2019, o coreógrafo e bailarino Wellington Duarte apresenta seu novo espetáculo de dança, Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda em diversos espaços da cidade: na Oficina Cultural Oswald de Andrade (dias 20, 22, 25, 26, 27 e 29 de julho), no Centro Cultural São Paulo (dias 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 17 e 18 de agosto), no Centro Cultural Olido (dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro) e no Complexo Cultural Funarte (dias 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro).

O espetáculo Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda estuda um corpo-substância que se desorganiza por atrito ou por motivo não identificado. Um corpo-espaço que não cabe em si, que faz cruzamentos que põem em contato signos de torção, de violência, de precipitação, de deslocamento e de necessidade cinética. O binômio dança-política é pensado através de uma invocação direta do corpo e suas capacidades, do corpo e suas potências cuja função é a de perturbar a formatação cega de gestos, hábitos e percepções. “Acreditamos que, se existe uma conexão entre arte e política, deve ser colocada em termos de dissenso, no sentido de que o dissenso produz ruptura de hábitos e comportamentos.”, afirma Wellington Duarte.

Sobre o situações coreográficas#variação3: uma coisa muda
A criação dessa terceira parte do tríptico faz parte do projeto situações coreográficas#variação3: uma coisa muda, do Núcleo EntreTanto, contemplado pela 24ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

O projeto agregou, além da criação desta nova peça, outros acontecimentos como oficinas, residência artística e a criação de quatro Gestos Coreográficos, assim denominados por seu caráter emergencial, interventivo e provocador. Para a criação dos Gestos Coreográficos foram convidados quatro coreógrafos e quatro grupos de dança contemporânea da cidade de São Paulo que, juntamente com o Núcleo EntreTanto, acionaram uma reflexão sobre o corpo contemporâneo.

O primeiro gesto, Konstituição em Segunda Instância, foi dirigido por Sandro Borelli, com o Grupo Ca.Ja; o segundo, Pulsar, Pulsar Zero, Pulse, RePulso dirigido Marcio Greyk e David Xavinho (Zumb.boys) com o Coletivo Autônomo Temporário; o terceiro, Paisagens de Passagem, dirigido por Helena Bastos, com o Núcleo Enxertia  e o quarto, GESTUS 4.13, dirigido por Daniel Kairoz,  com o Núcleo KASA.

O texto “Para os que estão no Mar…”, de Marie-José Mondzain, do livro Levantes, do filósofo francês Georges Didi-Huberman, foi eleito como principal disparador para as criações.  Segundo Didi-Huberman, “o levante seria, então, o gesto pelo qual os sujeitos desprovidos de poder manifestam – fazem surgir ou ressurgir – em si mesmos algo como uma potência fundamental (…) Levantes são, portanto, potências de ou na ausência de poder. São potências nativas, potências nascentes, sem garantias de seu próprio fim e, por isso, sem garantias de poder.”

As ações propostas para o projeto situações coreográficas#variação3: uma coisa muda, do Núcleo EntreTanto, compreenderam não somente um aprofundamento da investigação corporal, mas principalmente sua relação com a comunicação pública. A presença de um grupo diferenciado de artistas interlocutores no projeto, através dos Gestos Coreográficos, possibilitou aos estudantes, pesquisadores, artistas e público em geral ter acesso a processos de troca artística em busca de outras formas de construção dramatúrgica.

“Sentimos que o momento nos pede para somar forças, promover encontros, fomentar processos coletivos, investir na convivência comunal ao invés de traçar caminhos solitários de pesquisa. A conjuntura política e social atual traz uma urgência e uma necessidade de articular respostas estéticas e éticas a ela, como forma de resistência. Por isso mesmo, situações coreográficas#variação3: uma coisa muda tornou-se um projeto de aprendizagem que serviu, sobretudo, para refletir, ressignificar e reinventar nosso modo de estar no mundo, e consequentemente, nosso modo de criar”, concluiu Wellington.

Wellington Duarte
WELLINGTON DUARTE atua em São Paulo como diretor, bailarino e performer desde 1990 e atualmente dirige o Núcleo EntreTanto. Em sua trajetória promoveu um fazer/dizer no corpo e investiga qualidades corporais que vão além de temas pontuais. Neste contínuo fazer tem elaborado propostas experimentais da fisicalidade, conectando lógicas, pensamentos e questões insuspeitas no corpo.

Ficha Técnica
Concepção e Direção: Wellington Duarte
Intérpretes: Aline Brasil, Maria Basulto e Wellington Duarte
Intérpretes Convidados: Bia Rangel, Camila Bosso, Guma Muliterno e Richard Reis
Orientação Dramatúrgica: Donizeti Mazonas
Assistente de Direção: Rafael Costa
Desenho de Som: Daniel Fagundes
Ambientação Cenográfica e Figurinos: Eliseu Weide
Luz: Wagner Antonio
Assistente de Iluminação: Dimitri Luppi Slavov
Fotos: Keiny Andrade
Produção: Jota Rafaelli – MoviCena Produções
Assistente de Produção: Luciana Venâncio
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
Realização: Núcleo EntreTanto, da Cooperativa Paulista de Teatro

Serviço
Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda
Duração: 60 min/ Classificação: 14 anos

Oficina Cultural Oswald de Andrade
Dias 20, 22, 25, 26, 27 e 29 de julho de 2019
Segundas, quinta e sexta, às 20h e sábados, às 18h
Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro/ São Paulo
Galeria 1 – 30 lugares – Grátis
Os ingressos serão distribuídos com 1h de antecedência

CCSP – Centro Cultural São Paulo
Dias 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 17 e 18 de agosto de 2019
Rua Vergueiro, 1000 – Vergueiro/ São Paulo
Quinta a sábado às 21h e Domingos, às 20h

Centro Cultural Olido
Dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro de 2019
Av. São João, 473 – Centro/ São Paulo

Complexo Cultural Funarte
Dias 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro de 2019
Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos/ São Paulo

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 9 8435 6614
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

A carioca Focus Cia de Dança estreia o premiado espetáculo Still Reich no Sesc Pompeia

Still Reich. Foto: Fernanda Vallois

A carioca Focus Cia de Dança estreia em São Paulo, no Sesc Pompeia, o espetáculo Still Reich. A curtíssima temporada será entre os dias 20 e 23 de junho, quinta e domingo, 18h, e sexta e sábado, às 21h. Idealizada pelo diretor e coreógrafo Alex Neoral, a companhia tem o patrocínio da Petrobras.

Still Reich, espetáculo mais recente da Focus, reúne em um programa único quatro peças compostas a partir de músicas do compositor contemporâneo americano Steve Reich. Inspirado pelo vigor e construções musicais de suas composições, Alex Neoral une duas obras de 2008, Pathways e Trilhas, e duas de 2018, Keta – vencedora do Prêmio Cesgranrio de Dança como melhor coreografia e com indicações a melhor bailarino/Marcio Jahú e melhor bailarina/Carolina de Sá e Wood Steps.

Alex conta que as quatro peças que integram Still Reich foram concebidas a partir do efeito da música de Steve Reich na sua criação: “São músicas minimalistas que geram uma ambiência, uma atmosfera de dança que se constrói a partir do som”, conta.

O título da obra, que em português significa ‘ainda Reich’, reforça o quanto o compositor continua inspirando Neoral. “Depois de dez anos da minha primeira criação com trilha do Steve Reich, retorno a ele”, ressalta o artista. Para Neoral, a Focus Cia de Dança assume cada vez mais uma personalidade versátil, com trabalhos muito diferentes entre si e coragem para avançar para próximas obras sem se fiar numa só linguagem ou estilo único.

“Como criador, tenho a característica de ocupar esses lugares novos e alterar o tipo de discurso que chega ao público, seja com um espetáculo criado a partir do estímulo do cinema, da música minimalista, da música clássica ou da canção brasileira”, conclui.

Sobre as quatro peças de Still Reich

Pathways, com a canção Music for Pieces of Wood, traz em sua construção uma síntese da linguagem da Focus e o desafio de criar uma obra a partir de trechos pré-existentes. Apresentado inicialmente em Stuttgart, na Alemanha, foi um trabalho elogiado pelo público e pela crítica, tendo sido remontado para o CityDance Ensemble – hoje Company E –, de Washington DC.

Trilhas é um extrato do espetáculo Ímpar, que aborda o instante e a partícula do momento que pode e muda o seguinte. Na fisicalidade, Neoral construiu a coreografia inspirado em fugas, escapadas e corridas; assim, como na música Different Trains – After the War, há traços de tensão. Ambos trabalhos já foram apresentados na Alemanha, França, Itália, Panamá, além de inúmeras cidades brasileiras.

“O espetáculo apresenta peças coreográficas que se assemelham muito com às composições de Reich, que apresentam um fascínio pela combinação, pela questão abstrata, que vira uma música, assim como as coreografias, que combinam gestos aleatórios, criando universos a partir disso, sem um assunto pré-existente” – Alex Neoral

Wood Steps traz como inspiração a vida nômade: pessoas que moram no ‘mundo’ e fazem de seus pés as suas casas. O trabalho utiliza a percussão de pés para criar ritmos e marcações para a obra Proverb de Reich, onde a escrita coreográfica ganha o solo, explorando uma movimentação pesada e inusitada, fortificando a relação com o chão que se pisa. A metáfora do sapato, que possibilita ir mais longe e nele guarda muitas histórias de quem o usa.

Keta, que significa ‘terceiro’ em Iorubá, utiliza a música Drumming, composta por Reich em uma viagem que fez à Gana, na África. Esse universo tribal e ritualístico, de alguma forma, é levado para a cena através de uma construção coreográfica veloz, viva e orgânica, mostrando corpos em sua máxima potência em um trabalho vigoroso e ao mesmo tempo humano.

Sobre a Companhia

Com 20 obras e 10 espetáculos em seu repertório, a Focus Cia de Dança se consagrou através da crítica especializada e sucesso de público. Apresentou-se em mais de 100 cidades brasileiras e levou sua arte para países como Bolívia, México, Costa Rica, Canadá, Estados Unidos, Portugal, Itália, França, Alemanha e Panamá. Em 2019 ganhou o 1o Prêmio Cesgranrio de Dança com a coreografia Keta do espetáculo STILL REICH. Em 2018 participou do filme Eduardo e Mônica, com lançamento previsto para 2019. Em 2017 se apresentou na última edição do Rock In Rio, ao lado de Fernanda Abreu. Em 2016 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, maior condecoração da cultura brasileira.

Com o espetáculo As canções que você dançou pra mim, que se aproxima da marca de 300 apresentações, recebeu diversas indicações a melhor espetáculo do ano, por sua criatividade e originalidade. Em 2012 foi escolhida, através da seleção pública do Programa Petrobras Cultural, a receber o patrocínio durante três anos para desenvolvimento de suas atividades, dando início a uma parceria de manutenção que segue até hoje. Mais de 1 milhão de espectadores já se encantaram com a poesia e a capacidade técnica lapidadas nas coreografias inovadoras de Alex Neoral e nos movimentos precisos de seus bailarinos. Atualmente integram seu elenco os bailarinos Carolina de Sá, Cosme Gregory, José Villaça, Marcio Jahú, Marina Teixeira, Monise Marques, Rafael Luz e Roberta Bussoni.

FICHA TÉCNICA
Direção, Concepção, Coreografia: Alex Neoral
Direção de Produção: Tatiana Garcias
Produção Executiva: Bia Rey
Agente Internacional: Marcelo Zamora
Iluminação: Binho Schaefer
Técnico de Iluminação: Anderson Ratto
Técnico de Palco: Wellison Rodrigues
Fisioterapia: Fernando Zican
Figurinos: Alex Neoral e Mônica Burity
Visagismo: André Vital
Confecção de Figurinos: Jacira Garcias
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto | Marcia Marques
Clipping: Supernova
Fotos: Fernanda Vallois, Manu Tasca e Paula Kossatz
Programação Visual: Infinitamente Estúdio de Criação
Elenco: Carolina de Sá, Cosme Gregory, José Villaça, Marcio Jahú, Marina Teixeira, Monise Marques, Rafael Luz (stand by) e Roberta Bussoni

SERVIÇO
Still Reich
De 20 a 23 de junho de 2019
Quinta e domingo, às 18h; sexta e sábado, às 21h
Local: SESC Pompeia (R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo).
Ingressos: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) e R$ 6 (credencial plena).
Duração: 65 minutos. Classificação: 18 anos. Capacidade: 302 lugares.
Desconto de 50% na compra de até dois ingressos para os colaboradores da Petrobras (mediante apresentação do crachá) e para clientes do Cartão Petrobras (mediante apresentação do cartão)
Para credenciamento, encaminhe pedidos para imprensa@pompeia.sescsp.org.br

Informações para a imprensa:
Assessoria de Imprensa Sesc Pompeia
Dih Lemos e Guilherme Barreto
Estagiários: Mari Carvalho
Coordenador de comunicação: Igor Cruz
Telefone: (11) 3871-7720 / 7776

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

Mandíbula explora os vários usos da boca em performance

Cena de Mandíbula | Crédito da foto: Micaela Wernicke

Coreografia criada por Josefa Pereira e Patrícia Bergantin terá duas apresentações na Área de Convivência do Sesc Pompeia

Nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, as coreógrafas Josefa Pereira e Patrícia Bergantin apresentam a performance de dança Mandíbula, na Área de Convivência do Sesc Pompeia. No espetáculo as artistas exploram a boca enquanto dispositivo mecânico e sensível, desviando sua produção de líquidos e de encaixe mandibular enquanto recurso visual e corporal.

O trabalho estreou em 2018, no MAM. Para a temporada que começa agora no Sesc Pompeia, as artistas se preparam para dialogar não só com o público como também com a arquitetura do espaço.

Este não é o primeiro trabalho em parceria das de Josefa e Patrícia. As artistas criaram juntas Mandíbula, Égua e Contágio; além de colaborar em projetos de diversos artistas em comum como Monstra, de Elisabete Finger e Manuela Eichner. Esta trajetória é base para Tectônica, plataforma que se dedica à prática e ao estudo das forças, processos e movimentos em dança. Além de propiciar a pesquisa e investigação de ambas, também cartografa uma constelação afetiva entre artistas interessados e interessantes, dinamizando as camadas éticas, estéticas e políticas que compõem seu fazer artístico. “Além de propiciar nossa própria pesquisa e investigação, também cartografamos uma constelação afetiva entre artistas interessados e interessantes, dinamizando as camadas éticas, estéticas e políticas que compõem nosso fazer artístico”, conta Patrícia.

Mais sobre as artistas

Josefa Pereira é performer e coreógrafa. Vive e trabalha entre São Paulo e Lisboa. Dedica-se à criação autoral desde a graduação em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP), em torno de interesses como coletividade, presença e gestualidade tendo o corpo campo de tensionamento estético e político. Sua trajetória é marcada pela colaboração com diversos artistas, em cias de dança e nos coletivos Núcleo de Garagem e Ghawazee Coletivo de Ação, traçando uma das bases de seu interesse, a produção e atuação artística através de diferentes modelos de comunidade. É performer e criadora em “Monstra” com direção de Elisabete Finger e Manuela Eichner, e atualmente se dedica à estreia e circulação de seu solo “Hidebehind”(2018) e “Mandíbula” que dá andamento à parceria com a artista Patrícia Bergantin com quem criou “Égua” (2017) e a residência “Contágio”.O encontro entre as duas lança agora as bases para a “Tectônica” plataforma para a articulação e fortalecimento para seus diversos interesses artísticos.

Patrícia Bergantin é artista da dança. Bailarina e coreógrafa, tem buscado articular parcerias onde a reciprocidade seja uma ética a ser frequentada tanto na vida quanto na arte. Formada em Letras na USP, trabalha a dança enquanto campo de discurso, tendo trazido em seus últimos trabalhos a questão do feminino enquanto emergência. É articuladora da Tectônica, junto com Josefa Pereira, plataforma que propiciou a criação de “Mandíbula”, “Égua”, e “Contágio”, e que se dedica a cartografar uma constelação afetiva entre artistas interessados e interessantes, dinamizando as camadas éticas, estéticas e políticas que compõem seu fazer artístico. É performer de “Monstra” dirigida por Elisabete Finger e Manuela Eichner e também dá aulas partilhando sua prática “Corpo Antena”, onde as sensações do corpo são matéria de autoconhecimento e ponto de partida para sintonizar um viver junto menos assujeitado e mais autônomo.

SERVIÇO:
Mandíbula
(performance dança)
com Josefa Pereira e Patrícia Bergantin
Dia 28 de fevereiro e 1º de março de 2019, quinta e sexta-feira, às 20h
Área de Convivência | Grátis | Classificação indicativa: Livre

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Gestos Coreográficos dá início em 15/02 com ‘Konstituição em Segunda Instância’, no Espaço Kasulo

Ensaio de Konstituição em Segunda Instância, que tem direção de Sandro Borelli. Foto: Keiny Andrade

“Situações de Levante” é o mote proposto pelo bailarino e coreógrafo Wellington Duarte para a criação de Gestos Coreográficos, um projeto que agrega artistas de diversas gerações da dança de São Paulo

O livro Levantes, escrito pelo filósofo francês Georges Didi-Huberman, foi o material eleito como principal disparador da criação das ações dos Gestos Coreográficos na pesquisa sobre o corpo contemporâneo.

Quais são as possibilidades da criação de um trabalho cênico a partir do tema Situações de Levante, ou seja, os modos de atuar na área da dança em um período político pouco favorável à arte? Como confrontar os modos de criação de cada companhia a partir de um tema e desdobrar essa ação em debates, espetáculos e partilha entre os artistas? Foi a partir desses e outros questionamentos que o Núcleo EntreTanto criou a ação Gestos Coreográficos parte do projeto Situações Coreográficas#Variação 3: uma coisa muda, contemplado pela 24ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

Konstituição em Segunda Instância, primeiro Gesto Coreográfico do projeto, será dirigido por Sandro Borelli com o Grupo Ca.Ja, com apresentações nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, sexta-feira à domingo, sexta e sábado as 20h e domingo as 19h, no Espaço Kasulo, sede da companhia da Cia Carne Agonizante.

Os outros artistas convidados são os coreógrafos Márcio Greyk e David Xavinho – diretores do grupo Zumbboys – e o Coletivo Autônomo Temporário (21 a 23 de março na Oficina Cultural Oswald de Andrade); a coreógrafa Helena Bastos – diretora do grupo Musicanoar – e o Núcleo Enxertia (3 a 5 de maio na Centro Cultural da Penha; e o coreógrafo Daniel Kairoz – diretor do Terreiro Coreográfico – e Núcleo KASA (31 de maio e 1º de junho na Sala Paissandu, na Galeria Olido). E uma apresentação com as quatro criações que acontece no dia 02 de junho na Sala Paissandu, na Galeria Olido.

Cada apresentação contempla um coreógrafo de trajetória consolidada na área e um grupo emergente, cujas atividades foram iniciadas nos últimos anos. Em junho haverá um encontro entre todos os participantes dos Gestos Coreográficos, com apresentações das quatro criações. O encerramento do projeto será marcado pela temporada de uma obra inédita do Núcleo EntreTanto a partir do tema que inspirou os outros grupos: Situações de Levante

Ainda sem data definida para a estreia, Wellington antecipa que a nova criação do Núcleo EntreTanto será certamente afetada pelas trocas e compartilhamentos realizados com os outros grupos. “Esses encontros também têm o objetivo de afetar o meu modo de construir, trabalhar, encontrar caminhos e refletir sobre as questões que desenvolvemos juntos nesse percurso”, afirma o bailarino, que irá participar de todos encontros dos grupos que resultarão na criação de cada gesto.

Sobre o projeto Gestos Coreográficos
Criação de coreografias a partir do tema Situações de Levante é a proposta de Wellington Duarte para discutir o corpo contemporâneo com artistas de diversas modalidades e gerações que estão em atividade na cidade de São Paulo. O livro Levantes, escrito pelo filósofo francês Georges Didi-Huberman, foi o material eleito como principal disparador da criação dos Gestos Coreográficos.

Como forma de reforço do tema proposto, os grupos também receberam uma série de indicações de filmes, vídeos, registros fotográficos de instalações de artes plásticas, fotografias históricas e textos que discutem de alguma forma “as situações de levante”.“As linguagens dos oito grupos que integram o projeto são muito diferentes entre si e a proposta é observar como cada um deles constrói a sua dramaturgia e como é possível cada um se contaminar pela criação do outro. É importante que todos estejamos próximos – os mais novos e os mais velhos – e que criemos ações conjuntas e potentes”, afirma o artista.

Um ponto de convergência importante entre os grupos é a busca por alternativas para sustentar seus trabalhos e pesquisas artísticas no contexto político atual. “Fomos todos afetados violentamente pelo desmonte, não dá para ficar indiferente”, ressalta Wellington em referência à extinção do Ministério da Cultura e redução de editais e verbas destinadas à dança em São Paulo e também no Brasil.

O bailarino também reforça as maneiras com que cada grupo promove discussões políticas em seus trabalhos. “Enquanto Sandro Borelli trabalha a temática sociopolítica de forma mais explícita, o Zumbboys aborda o conteúdo na própria concepção da companhia, inspirada pela cultura urbana e pelo hip hop”, diz.

Entre as referências compartilhadas por Wellington com os grupos, estão o quadro Le Dompteur a étémangé, do pintor francês Jean Veber; a fotografia Sculpturemouvante ou La France, do fotógrafo americano Man Ray; a instalação Rotes Band (Red Tape) do artista visual suíço Roman Signer; a série de gravuras Los Caprichos,do artista espanhol Francisco Goya; a performance PassingThroughdo artista japonês Saburo Murakami; registros fotográficos de guerra do fotojornalista francês Gilles Caron; a performance visual Conde Ferreira, do diretor cinematográfico português Paulo Abreu; o filme Zero de Conduta, do diretor surrealista francês Jean Vigo e textos da escritora e filósofa francesa Marie-José Mondzain, entre muitos outros disparadores artísticos e intelectuais sobre situações de levante.

Após cada apresentação haverá um conversa/bate papo com os integrantes dos grupos, Núcleo Entretanto e público. Toda a programação é gratuita.

Serviço
Gesto Coreográfico 1
Konstituição em segunda instância
Com Sandro Borelli (Carne Agonizante) e grupo Ca.Ja
Dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2019, sexta e sábado às 20h e domingo às 19h.
Local: Espaço Kasulo (Rua Souza Lima, 300 – Telefone: (011) 3666-7238 – Barra Funda)

Ficha Técnica
Coreógrafo do Konstituição em segunda instância: Sandro Borellli
Intérpretes: Aline Brasil, Bia Rangel, Camila Bosso, Donizeti Mazonas, Gustavo Muliterno, Luann Dias, Maria Basulto, Rafael Costa, Victor Pessoa e Vinicius Santi.
Produção: MoviCena Produções
Fotos: Keiny Andrade
Arte Gráfica: Fagus
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
Coordenação geral do projeto: Wellington Duarte
Assistente de Direção do Projeto: Rafael Costa

Gesto Coreográfico 2
Com Márcio Greyk e David Xavinho (Zumb.boys), e Coletivo Autônomo Temporário
Dias 21, 22 e 23 de março de 2019, quinta à sábado,
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro)

Gesto Coreográfico 3
Com Helena Bastos (Musicanoar) e Núcleo Enxertia
Dias 26, 27 e 28 de abril de 2019, sexta à domingo
Local: Centro Cultural da Penha – Largo do Rosário, 20

Gesto Coreográfico 4
Com Daniel Kairoz (diretor do Terreiro Coreográfico) e Núcleo KASA
Dias 31 de maio e 1º de junho de 2019, sexta e sábado.
Local: Sala Paissandu – Galeria Olido (Avenida São João, 473, Centro)

Apresentação dos 4 Gestos Coreográficos
Dia 2 de junho de 2019 – domingo
Local: Sala Paissandu – Galeria Olido (Avenida São João, 473, Centro)

Assessoria de Imprensa
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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto