Sinopse de “A História do AC/DC – Let There Be Rock”

Capa do livro de Susan Masino sobre o AC/DC

A jornalista norte-americana Susan Masino é a autora da obra que conta a biografia da banda criada pelos irmãos Young no começo da década de 1970. Lançada em 2009 na versão em português pela editora Companhia Nacional, o livro contém quase 300 páginas em que Susan conta a respeito de um dos grupos mais emblemáticos na história do rock, o AC/DC.

Susan Masino é uma das mais importantes jornalistas especializadas em rock nos Estados Unidos. Seu convívio com bandas como Kiss, Van Halen e o próprio AC/DC a impulsionou para escrever o livro “Rock ‘N’ Roll Fantasy: My Life With AC/DC, Van Halen and Kiss”. O primeiro contato dela com o AC/DC ocorreu na turnê da banda em 1977. E, desde então, ao longo dos anos, ela manteve o contato com o grupo, especialmente nas ocasiões em que a banda fazia turnê nos Estados Unidos.

A publicação, que fez sucesso na Europa e nos Estados Unidos, narra a história do grupo, desde os seus primórdios, em Sydney, no início dos anos 1970, além de detalhes como a trágica morte de Bon Scott, em 1980.

A autora também detalha como foi a escolha de Brian Johnson como o novo frontman, assim como foi o processo de gravação de um dos discos que é considerado um divisor de águas na carreira do AC/DC e (por que não?) do rock: “Back In Black” (1980).

Como as outras “trocentas” biografias do AC/DC, o livro de Masino relata desde a mudança do clã Young da Escócia para a Austrália e o acesso dos irmãos com a música, inclusive a importância do Easybeats (banda da qual o irmão mais velho, George, fez parte). Todavia, um ponto considerável dessa biografia é quando descreve a turbulenta infância e adolescência de Bon Scott, o saudoso vocalista da banda, que era o “raio” do logotipo do grupo.

Na publicação, além das entrevistas com todos os integrantes do AC/DC, Masino trouxe variadas fontes de resenhas, artigos e comentários relacionados ao grupo em publicações relevantes como Kerrang! ou Rolling Stone, inclusive os fanzines veiculados na Austrália que, em 1975, que destacavam os momentos iniciais do grupo. Esse tipo de material autentica o peso das afirmações que permeiam a obra.

Todavia, o livro peca em alguns aspectos. Como os capítulos não são indicados por datas, mas sim por títulos de canções e de álbuns, o leitor não consegue ter o auxílio para se “localizar” na vasta história do grupo, que já ultrapassa as quatro décadas de existência, assim, dependendo das circunstâncias, volta-se duas ou três páginas para raciocinar melhor a leitura.

Outro aspecto negativo está no costume intermitente da autora em travar a narrativa para dialogar com o leitor, o que leva, às vezes, a interpretar de que a biografia não se trata da história do AC/DC, mas sim, uma confissão aberta de sentimentos de Masino. Isso pode ser constatado, por exemplo, em uma das fotografias que traz Angus, Malcolm, Susan e seu filho.

A intimidade de Masino com a banda, em termos de amizade, transmite a sensação de ser um livro “chapa branca”. Isso é nítido nos pontos de vista extremamente pessoais, incluindo aí piadas e comentários desnecessários ao longo do livro. Além disso, Susan não deixa claro, por exemplo, o motivo que levou a saída do ex-baterista Simon Wright da banda.

Apesar desses, digamos, deslizes, é um bom livro para quem quer saber mais da história do AC/DC. Recomendo sim.

A seguir, a ficha técnica da obra.

Livro: A História do AC/DC – Let There Be Rock
Autora: Susan Masino
Editora: Companhia Editora Nacional
Ano de lançamento: 2009
Edição:
Número de páginas: 292
Preço médio: R$ 44,00

Por Jorge Almeida

Rolling Stones: 50 anos de “Between The Buttons”

“Between The Buttons”: clássico dos Rolling Stones lançado em 1967

Neste ano de 2017, dois discos dos Rolling Stones completam 50 anos de seu lançamento. Um deles é “Between The Buttons”, cuja versão britânica saiu em 20 de janeiro de 1967, enquanto a edição norte-americana foi lançada em 11 de fevereiro do mesmo ano. O outro álbum que completa cinco décadas é o clássico “Their Satanic Majesties Request” – mas é assunto para outra ocasião.

Produzido por Andrew Loog Oldham, o material foi lançado pela Decca Records/London Records e foi apresentado, na época, como continuidade do ousado “Aftermath”, de 1966.

O álbum foi gravado em dois estúdios, em Los Angeles durante o mês de agosto de 1966, e em Londres, em novembro do mesmo ano. O disco enlaça a época em que Mick Jagger e sua trupe estavam se movendo mais para o campo do art rock e se distanciando de suas raízes do R&B. Com o surgimento de álbuns como “Revolver”, dos Beatles, e “Blonde On Blonde”, de Bob Dylan, além do citado “Aftermath”, os parâmetros do rock haviam se expandido admiravelmente.

Quando começou a empresariar os Rolling Stones, Andrew Loog Oldham investiu em uma estratégia ousada: criar uma imagem de “banda rebelde” para concorrer com os Beatles a preferência do grande público. A tática principal era contrastar os jovens bem comportados e “bom-mocismo” dos Fab Four para fazer um contraponto. Assim, o empresário não apenas tolheu os excessos do quinteto, como até os favoreceu, por crer que, dessa forma, faria usar a forte imagem do grupo para fazer contraponto com os rapazes de Liverpool. Com o passar do tempo, a estratégia de produzir e tirar vantagem dos escarcéus se mostraria vitoriosa e decisiva para a carreira dos Stones, mesmo que, anos depois viesse a cobrar seu preço por meio das autoridades mais conservadoras. Décadas mais tarde, gente como Sex Pistols a Lady Gaga usufruíram dessa prática à perfeição.

Frases de efeito como “Você deixaria sua filha sair com um Stone?”, assim como fotos onde os músicos estavam travestidos como senhoras, ou mesmo como prostitutas, ou de Brian Jones trajado de nazista pisando uma boneca, além, é claro, de constantes flagrantes dos integrantes usando drogas e anfetaminas, acabaram solidificando a imagem da banda e tornando-os heróis de uma geração que questionava toda a sociedade conservadora que os acanhava. Mas do mesmo modo que estes escândalos e imagem favorecem o sucesso e a fama crescente dos Stones, também foi tornando-os os inimigos número um dos conservadores britânicos, americanos e do mundo em geral, o que logo começaria a atingir e prejudicar todos, em especial, Brian Jones.

O momento da gravação marca uso excessivo de drogas por parte dos membros da banda, especialmente alucinógenos como LSD. Na época, os jovens “rebeldes” acreditavam que o uso de psicotrópicos abriria a mente para novas ideias e expandiria seus limites. Quem mais foi afetado por esse excessivo estilo de vida, regrado a “viagens no ácido”, festas, sexo e rock foi também Brian, que tinha chegado ao seu auge musical e que só iria decair a partir daí.

Na época das gravações, as sessões sempre tinham presenças de amigos e affairs como Marianne Faithfull, Anita Pallenberg, Tony “Spanish” Sanchez, Jimi Hendrix, Michael Cooper (fotógrafo), além dos comediantes Peter Cook e Dudley Moore.

No disco, Brian Jones seguiu com os seus experimentos com instrumentos exóticos, como órgão e xilofone elétrico, vibrafone, acordeão, kazoo, marimba, theremin e cravo, enquanto Keith Richards se ocupou em um trabalho de guitarra distintivo em “My Obsession“, “Connection“, “All Sold Out“, “Please Go Home” e “Miss Amanda Jones“.

A sessão de fotos para a capa do álbum ocorreu em Primrose Hill, ao norte de Londres. Os Stones foram no carro de Andrew Oldham até o local e foram fotografados por Gered Mankowitz.

O álbum foi o primeiro feito pela banda enquanto não estava na estrada, contudo, foi no mesmo período de quando todos eles estavam perturbados pelo uso abusivo de drogas. Em “Between The Buttons”, há clássicos como “Let’s Spend The Night Together” (versão norte-americana), que foi escrita por Richards no piano, enquanto “Yerdarday’s Papers” foi a primeira canção que Mick Jagger escreveu sozinho para os Rolling Stones. Já a boa “Back Street Girl” é a “única canção decente do disco”, segundo o vocalista.

Assim como os demais discos dos Rolling Stones gravados antes de “Their Satanic Majesties Request”, “Between The Buttons” tem algumas diferenças entre as versões britânicas e norte-americanas. A edição lançada no Reino Unido foi lançada primeiro juntamente com o single “Let’s Spend The Night Together”/”Ruby Tuesday”. E, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, no mercado fonográfico bretão o single não aparece no álbum que, aliás, fora bem recebido pela crítica e pelo público, e alcançou a terceira posição das paradas da Grã-Bretanha.

Já a versão estadunidense do disco traz os dois temas lançados no single britânico nos lugares de “Back Street Girl” e “Please Go Home”, que seriam incluídas no lançamento norte-americano da coletânea “Flowers” (1967). Com “Ruby Tuesday” atingindo o topo das paradas nos EUA, “Between The Buttons” chegou ao segundo lugar das paradas daquele país, sendo disco de ouro.

O álbum foi o último produzido por Andrew Loog Oldham, cujas influências se faz mais presente aqui do que nos trabalhos anteriores, uma vez que ele adotou técnicas à lá Phil Spector em faixas como “Yesterday’s Papers”, “My Obsession” e “Complicated”.

Em agosto de 2002 as duas versões do play foram reeditadas em CD remasterizado e SACD digipak pela ABKCO Records. Em 2003, o álbum foi classificado na 355° posição na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.

E, passados meio século de seu lançamento, “Between The Buttons” tornou-se um trabalho renegado para a banda, mas os críticos e os fãs agraciam as qualidades ecléticas do álbum.

Embora Mick Jagger não goste desse disco, Brian Wilson, do The Beach Boys, em 2011, em entrevista a série de vídeos “On The Record”, citou “Between The Buttons” como sendo seu disco favorito. Ou seja, pode não ser o melhor trabalho do quinteto, mas para quem curte “as pedras que rolam”, é um disco que merece atenção especial.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do álbum.

Álbum: Between The Buttons
Intérprete: Rolling Stones
Lançamento: 20 de janeiro de 1967 (Reino Unido) / 11 de fevereiro de 1967 (EUA)
Gravadora: Decca Records / London Records
Produtor: Andrew Loog Oldham

Mick Jagger: voz, percussão e gaita
Brian Jones: órgão, vibrafone, acordeão, gaita, gravador, percussão, kazoo, saxofone, xilofone, marimba, theremin, cravo e guitarra
Keith Richards: guitarra, vocal, baixo, piano, órgão e contrabaixo
Charlie Watts: bateria
Bill Wyman: baixo, percussão e contrabaixo

Jack Nitzsche: piano, cravo e percussão
Ian Stewart: piano e órgão

Versão britânica:
1. Yesterday’s Papers (Jagger / Richards)
2. My Obsession (Jagger / Richards)
3. Back Street Girl (Jagger / Richards)
4. Connection (Jagger / Richards)
5. She Smiled Sweetly (Jagger / Richards)
6. Cool, Calm & Collected (Jagger / Richards)
7. All Sold Out (Jagger / Richards)
8. Please Go Home (Jagger / Richards)
9. Who’s Been Sleepping Here? (Jagger / Richards)
10. Complicated (Jagger / Richards)
11. Miss Amanda Jones (Jagger / Richards)
12. Something Happened To Me Yesterday (Jagger / Richards)

Versão norte-americana:
1. Let’s Spend The Night Together (Jagger / Richards)
2. Yesterday’s Papers (Jagger / Richards)
3. Ruby Tuesday (Jagger / Richards)
4. Connection (Jagger / Richards)
5. She Smiled Sweetly (Jagger / Richards)
6. Cool, Calm & Collected (Jagger / Richards)
7. All Sold Out (Jagger / Richards)
8. My Obsession (Jagger / Richards)
9. Who’s Been Sleeping Here? (Jagger / Richards)
10. Complicated (Jagger / Richards)
11. Miss Amanda Jones (Jagger / Richards)
12. Something Happened To Me Yesterday (Jagger / Richards)

Por Jorge Almeida

Show do Frejat no Sesc Pinheiros (09.04.2017)

Frejat (em destaque) se apresentou neste domingo (9) no Sesc Pinheiros. Foto: Isis Naura

Na noite deste Domingo de Ramos (9), o cantor e compositor Roberto Frejat fez a terceira e última apresentação no Teatro Paulo Autran no Sesc Pinheiros. Em uma hora e meia de show, o vocalista e banda apresentaram um repertório que mesclava temas de sua carreira solo, clássicos do Barão Vermelho e versões de intérpretes que o inspirou.

Pontualmente às 18h10, surgem no palco do teatro Roberto Frejat (voz, violão e guitarra), Billy Brandão (guitarra e vocais), Marcelinho da Costa (bateria e vocais), Bruno Migliari (baixo e vocais) e Maurício Barros (teclados e vocais). Elegantemente bem trajados, os músicos iniciaram a apresentação com um clássico do Barão: “Maior Abandonado”, que traz um dos meus riffs favoritos do rock nacional dos anos 1980. Na sequência, o primeiro cover da noite: “Você Não Entende Nada”, de Caetano Veloso. Após a canção, Frejat saúda o público e convida que, quem quiser dançar, se deslocar para as laterais do teatro para não atrapalhar quem optar em ver o show sentado – e, evidentemente, algumas pessoas não hesitaram e saíram de suas cadeiras.

Em seguida, tocaram um clássico de Jorge Ben Jor e que ficou consagrada na versão de Os Mutantes – me refiro a “A Minha Menina”. Frejat entrega que, a seguir, uma homenagem a um dos maiores vocalistas da música brasileira: o saudoso Tim Maia. Assim, o músico e banda mandaram uma trinca de hits do “Síndico”: “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)” e um medley com a dobradinha “Não Vou Ficar” e “Réu Confesso”.

Dando continuidade ao espetáculo, Frejat disse que a próxima música é de Vinícius Cantuária composta nos anos 1980, que fez muito sucesso e que foi gravada por um “monte de gente”. Ele se referia a “Só Você”, que foi regravada desde Tim Maia até o Hori (sim, a banda de Fiuk, filho do Fábio Jr., que, inclusive, também regravou a mesma música).

Frejat apresentou a sua primeira música da carreira solo no show: a excelente “Eu Preciso Tirar Você do Sério”, seguida de “Vambora”, canção de Adriana Calcanhoto, e do hit “barônico” “Por Você” que, obviamente, foi cantada a pleno pulmões pelo público.

O vocalista comentou que não é de falar muito durante o show, mas que aquele momento seria oportuno porque aquela era a última apresentação de Maurício Barros na banda. Pois, o tecladista estava de saída para voltar para o Barão Vermelho. Emocionado, Frejat abraçou o companheiro de 35 anos e seguiu o show com mais duas músicas de sua carreira solo: “Túnel do Tempo” e “Segredos”.

Frejat comentou que a próxima música foi feita em parceria com Cazuza e que ficou virou um sucesso com a Cássia Eller: “Malandragem”, é claro. Em seguida, foi a vez de “Amor Pra Recomeçar”.

O show teve continuidade com uma “homenagem a ifguras sensacionais do rock brasileiro”, como destacou o músico. Daí veio o medley formado por “Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros)”, “Quando” e “Agora Só Falta Você”, de Raul Seixas, Roberto Carlos e Rita Lee & Tutti Frutti, respectivamente. Aliás, após as execuções dessas, Roberto Frejat enalteceu e mandou uns “vivas” para os citados e destacou a presença do lendário guitarrista Luiz Carlini no teatro.

E, nos instantes finais do concerto, uma trinca de Barão Vermelho: “Bete Balanço”, “Por Que A Gente É Assim?” e “Exagerado”. Depois da performance, os músicos saem para voltar para o famoso bis. Quando retornaram, Frejat e banda tocaram o sucesso “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê)”, composição de Hyldon, e mais uma dobradinha de Barão: “Puro Êxtase” e “Pro Dia Nascer Feliz”.

Assim, Frejat e banda se despediram do público, que saíram extasiados do recinto.

Aliás, esse repertório de Frejat é semelhante à apresentação que testemunhei no final de junho do ano retrasado no Shopping Vila Olímpia. E, por ter uma carreira consagrada, tanto solo como com o Barão Vermelho, Roberto Frejat poderia usufruir mais de seus sucessos autorais no repertório, conforme fora bem observado pelo meu amigo Thiago “Woody”. Mas, apesar dessa observação, os covers apresentados foram bem escolhidos. Aliás, ao longo do show, Frejat foi enaltecido, especialmente pelo público feminino, o que o deixou, em algumas situações, “meio sem graça”. Contudo, trata-se de um excelente frontman e gente boníssima.

A seguir, o setlist da apresentação realizada no Sesc Pinheiros.

1. Maior Abandonado (Cazuza / Frejat)
2. Você Não Entende Nada (Caetano Veloso)
3. A Minha Menina (Jorge Ben Jor)
4. Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar) (Tim Maia)
5. Não Vou Ficar / Réu Confesso (Tim Maia)
6. Você (Tim Maia)
7. Só Você (Vinícius Cantuária)
8. Eu Preciso Tirar Você do Sério (Frejat)
9. Vambora (Adriana Calcanhoto)
10. Por Você (Mauro Santa Cecília / Frejat / Maurício Barros)
11. Túnel do Tempo (Frejat)
12. Segredos (Frejat)
13. Malandragem (Cazuza / Frejat)
14. Amor Pra Recomeçar (Frejat / Maurício Barros / Mauro Santa Cecília)
15. Medley:
– Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros) (Raul Seixas / Paulo Coelho)
– Quando (Roberto Carlos)
– Agora Só Falta Você (Rita Lee / Luiz Carlini)
16. Bete Balanço (Cazuza / Frejat)
17. Por Que A Gente É Assim? (Cazuza / Frejat / Ezequiel Neves)
18. Exagerado (Cazuza / Frejat)
Bis:
19. Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê) (Hyldon)
20. Puro Êxtase (Guto Goff / Maurício Barros)
21. Pro Dia Nascer Feliz (Cazuza / Frejat)

Por Jorge Almeida

Agradecimentos especiais a Márcia Marques.

Resenha de “Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir Sua Praia”, o livro

“Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir Sua Praia”, de André Ascenção, que traz a biografia da banda de Roger Rocha Moreira

O livro da jornalista André Ascenção foi lançado em 2011 pela editora Belas Letras. A publicação traz em cinco capítulos (com subtítulos) e mais anexos a trajetória de uma das bandas mais irreverentes do rock nacional, o Ultraje a Rigor. O título, evidentemente, é referente ao trabalho de maior sucesso da banda de Roger Rocha Moreira.

Um dos trunfos do livro é que, além da cronologia da banda, também traz um histórico de vida de cada integrante (e ex-integrante) antes de entrarem para o Ultraje a Rigor: a infância, o primeiro contato com a música, os primeiros instrumentos e como chegaram à banda de Roger. Além disso, também a publicação explica a constante troca de formações. Quem não conhece a figura de seu líder, pode acreditar que as saídas de integrantes se devem às brigas ou divergências diversas, mas a obra explica que as dissidências dos músicos ocorreram por outros motivos, como outras ambições profissionais ou por estarem cansados da vida na estrada. Tanto que os ex-integrantes do Ultraje mantém contato e amizade com Roger até hoje e, vira e mexe, se reencontram para fazer jams.

A diagramação do livro merece destaque. Com fontes desalinhadas, quadros soltos e cores vibrantes, e o miolo é todo em papel couchê. Nos depoimentos colhidos, os entrevistados destacaram os figurinos, o cenário da época, as letras bem-humoradas. Andréa Ascenção também destacou o cenário do rock brasileiro da época citando, além do Ultraje, das bandas contemporâneas. O livro-reportagem é composto por 80% de seu conteúdo por entrevistas.

Além dos músicos que têm ou tiveram vínculo com o Ultraje a Rigor, sem um motivo claro, traz diversos depoimentos do jornalista e radialista Kid Vinil que, brilhantemente, detalhou a cena do BRock nos anos 1980, e uma ou outra aspas de Lobão.

Em “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, o livro, é explicado também porque o Ultraje A Rigor não faz shows em locais mais afastados do Sul/Sudeste do Brasil: o medo de Roger em viajar de avião. Além disso, é claro que histórias de bastidores do show business também fazem parte.

Grande parte do conteúdo do material destaca as duas formações clássicas do Ultraje a Rigor: Roger (guitarra/voz), Leôspa (bateria), Maurício (baixo) e Carlinhos (guitarra), que durou de 1984 a 1987, e a que permaneceu entre 1987 e 1990: Roger (guitarra/voz), Leôspa (bateria), Maurício (baixo) e Serginho Serra (guitarra).

Ao longo da publicação, o leitor se depara com muitas fotografias, algumas raras e inéditas – com muitas cedidas pelos próprios ex-ultrajes. Além disso, o book traz letras das canções, infográfico que traz as 12 formações do Ultraje a Rigor, agradecimentos e as fontes bibliográficas complementam a obra.

E, evidentemente, que o livro não traz a parte em que o Ultraje passou a fazer parte como banda de apoio para os talk-shows de Danilo Gentili – o extinto “Agora É Tarde”, da Band, e o atual “The Noite com Danilo Gentili”, no SBT.

Na época do lançamento do livro, em uma livraria em São Paulo, Andréa Ascenção explicou que escolheu a banda paulista para o seu projeto porque “não tinha uma biografia do Ultraje”.

Enfim, o livro não é indicado apenas para os fãs da banda, mas também para quem curte uma das épocas mais divertidas e frutíferas do rock and roll brasileiro: os anos 1980. Aliás, a obra compensa mesmo para quem não concorde com o posicionamento político de Roger Rocha Moreira.

A seguir, a ficha técnica da obra.

Livro: Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir Sua Praia
Autora: Andréa Ascenção
Editora: Belas Artes
Lançamento: 2011
Edição:
Número de páginas: 352
Preço médio: R$ 35,00

Por Jorge Almeida

Aerosmith: 20 anos de “Nine Lives”

“Nine Lives”, do Aerosmith, completa 20 anos em 2017

Recentemente, mais precisamente no último dia 18 de março, o décimo segundo álbum de estúdio do Aerosmith completou 20 anos de seu lançamento. O disco em questão é o “Nine Lives”, o último lançado por Steven Tyler e sua trupe no século XX. Produzido por Kevin Shirley e a própria banda, o trabalho foi gravado entre setembro e novembro de 1996 nos estúdios Avatar e The Boneyard.

Com mais de três milhões de cópias vendidas, “Nine Lives” foi indicado ao Grammy Awards como melhor álbum de rock e chegou ao primeiro posto da Billboard Top 200.

O nome do álbum, “Nine Lives” (“nove vidas”), é o que aqui no Brasil costumamos atribuir ao termo “sete vidas” que damos aos gatos. Afinal, é trata-se de uma expressão que costumamos a utilizar por conta da capacidade que os felinos têm de se livrarem de situações de riscos sem se ferirem. E foi com essa ideia que o Aerosmith resolveu lançar o disco e música de mesmo nome, ou seja, transmitir uma mensagem de que o grupo havia sobrevivido depois de vários problemas ao longo de sua trajetória que, na época, já ultrapassava os 20 anos de estrada.

No entanto, a banda enfrentou problemas ao longo da gravação do álbum que, aliás, marcara o retorno do grupo com a Columbia Records depois de 15 anos. E, com isso, a pressão de continuar rendendo bons resultados, como nos últimos três trabalhos anteriores da banda – “Permanent Vacation” (1987), “Pump” (1989) e “Get A Trip” (1993).

Para atingir o objetivo, o Aerosmith adiantou as gravações que ocorreram nos estúdios Criteria, em Miami, na Flórida, onde o grupo trabalhou com o produtor Glen Ballard. Foi nesse período que Steven Tyler e Ballard co-escreveram as letras de “Falling In Love”, “Taste Of India” e “Pink”. Outros colaboradores, como o ‘hitmaker’, Desmond Child e Taylor Rhodes se juntaram ao vocalista e ao guitarrista Joe Perry para comporem as músicas adicionais. Child colaborou anteriormente com a banda em canções como “Angel”, “Crazy” e “Dude (Looks Like A Lady)”.

Porém, a uma semana de iniciarem os ensaios, o Aerosmith sofreu uma baixa: o baterista Joey Kramer começou a passar mal. Ele entrou em uma profunda depressão por conta da perda recente do pai. Sem Kramer disponível, a banda recorreu ao baterista Steve Ferrone, do Tom Petty and The Heartbreakers para a gravação das demos e, caso o titular das baquetas voltasse a tempo, voltaria para regravar as suas partes.

Originalmente, “Nine Lives” era para ter sido lançado no verão (do Hemisfério Norte), de 1996. Todavia, a Columbia adiou o lançamento por não ter ficado satisfeita com as nove faixas que o Aerosmith e Ballard tinham produzido. Pois, de acordo com o seu ponto de vista, Glen pré-produziu demais as gravações.

Como se não bastasse isso, nos bastidores mais um problema: o empresário Tom Collins, ficou no “leva e traz” entre os integrantes. Em sua autobiografia “Rocks: My Life In And Out Of Aerosmith”, de 2014, o guitarrista Joe Perry relata que o Aerosmith se sentiu traído por Collins por ele trucidar em enganar os músicos da banda jogando uns contra os outros, gerando brigas homéricas. Além de terem demitido o empresário, os músicos optaram em substituir Ballard por Kevin Shirley que, inclusive, ajudou com os sons e instrumentos do álbum, principalmente com os sons de guitarra.

Com o adiamento do lançamento do novo trabalho para março de 1997, Kramer se recuperou, o novo material foi retrabalhado com o baterista titular gravando a parte feita por Ferrone.

A arte original da capa foi inspirada em uma pintura de um livro de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, que caracteriza o Krishna, com a cabeça de um gato e corpo feminino dançando na cabeça de uma serpente, Kãliyã, o que gerou protestos da comunidade hindu, que sentiu que arte era ofensiva. O grupo não tinha conhecimento da origem da obra e arte e a gravadora desculpou-se e impediu a impressão das próximas cópias com tal desenho. A nova capa ficou caracterizada por um gato amarrado a uma roda do atirador de faca de circo.

A princípio, o Aerosmith cogitou em chamar o álbum de “Vindaloo”, após adicionar elementos de música indiana em alguns temas, incluindo uma introdução sarangi por Ramesh Mishra em “Taste Of India”. Porém, ao completar a gravação da faixa “Nine Lives”, a banda notou que esse seria um título perfeito, servindo como metáfora dos inúmeros empecilhos que ocorreram ao longo do processo de gravação do álbum – depressão de Kramer, insatisfação da gravadora com o material pré-produzido, brigas provocadas pelo ex-empresário, problemas envolvendo a capa do disco. Enfim, faz todo sentido.

O play ganhou diversas versões que traziam tracklists diferentes, de acordo com o mercado. As duas edições japonesas, por exemplo, trazem a faixa “Fall Together”, originalmente lançada como lado B do single “Falling In Love (Is Hard On The Knees)”, enquanto a versão brasileira e argentina, por exemplo, traz a faixa “I Don’t Want To Miss A Thing”, que apareceu na trilha sonora do filme “Armageddon” (1998). Além disso, outras faixas inacabadas que foram descartadas durante as sessões de gravação na Flórida contêm “When the Monkeys Come“, “Bacon Biscuit Blues“, “Bridges Are Burning“, “Heart of Passion“, “Loretta” e “Trouble“.

Além da citada “Taste Of India”, que dá um toque peculiar no álbum, “Nine Lives” traz aqueles hits característicos do Aerosmith da década de 1990: peso, balada e uma tremenda visibilidade e aceitação comercial, como os casos de “Hole In My Soul”, “Pink”, “Falling In Love (Is Hard On The Knees)” e a excelente “Full Circle”.

Embora tenha sido um disco bem elaborado, “Nine Lives” é inferior aos seus últimos antecessores. Mas teve vendas expressivas.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do álbum (versão brasileira/argentina).

Álbum: Nine Lives
Intérprete: Aerosmith
Lançamento: 18 de março de 1997
Gravadora: Columbia Records
Produtores: Kevin Shirley e Aerosmith

Steven Tyler: voz, teclados, órgão, piano, hammer dulcimer e percussão
Joe Perry: guitarra, slide guitar e dulcimer
Brad Whitford: guitarra e violão
Tom Hamilton: baixo e Chapman Stick
Joey Kramer: bateria

Músicos adicionais:
David Campbell: arranjador e condutor de orquestra
John Webster: teclados
Ramesh Mishra: sarangi
Suzie Katayama: cordas e condutor de orquestra

1. Nine Lives (Tyler / Perry / Frederiksen)
2. Falling In Love (Is Hard On The Knees) (Tyler / Perry / Ballard)
3. Hole In My Soul (Tyler / Perry / Child)
4. Taste Of India (Tyler / Perry / Ballard)
5. Full Circle (Tyler / Rhodes)
6. Something’s Gotta Give (Tyler / Perry / Frederiksen)
7. Ain’t That A Bitch (Tyler / Perry / Child)
8. The Farm (Tyler / Perry /Hudson / Dudas)
9. Crash (Tyler / Perry / Hudson / Miller)
10. Kiss Your Past Good-Bye (Tyler / Hudson)
11. Pink (Tyler / Supa / Ballard)
12. Falling Off (Tyler / Perry / Frederiksen)
13. Attitude Adjustment (Tyler / Perry / Frederiksen)
14. Fallen Angels (Tyler / Perry / Supa)
15. I Don’t Want To Miss A Thing (Warren)

Por Jorge Almeida

“Original’s Studio” divulga oito bandas de São Paulo selecionadas para gravar profissionalmente na Casa Levi’s®

As bandas estão em votação pública no facebook da marca para a escolha de três  que farão parte da programação da Casa Levi’s®, com shows no mesmo palco onde artistas convidados se apresentarão

São Paulo, março de 2017 – “Original’s Studio”, concurso cultural da Levi’s® que fomenta música independente, anuncia as oito bandas de São Paulo selecionadas para gravar profissionalmente durante a Casa Levi’s® – projeto cultural da marca baseado num espaço (Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília) que oferecerá uma programação multicultural gratuita, como shows e festival de rua, nos dias 7 e 8 de abril. São elas: Ema Stoned, S.E.T.I, Zumbi e o Folclore, Groupies do Papa, Devilish, Corona Kings, Modulares e Lucky Lupe.

Ema Stoned é um quarteto de rock experimental e alternativo, formado em 2011, apenas por mulheres; S.E.T.I é um duo synthpop formado em 2012, que cria um elo entre o rock e a música eletrônica; Zumbi e o Folclore é uma big band instrumental formada no ano passado a partir da mistura entre ritmos brasileiros, latinos e africanos; Groupies do Papa, banda também formada no ano passado, possui influências dos anos 80, desde punk e garage até rap e brega; Devilish, outra dupla igualmente recente, formada em 2016, possui timbres e reefs que misturam influências do photopunk e stoner; Corona Kings, banda de rock formada em 2012, passeia pelo garage, stoner e grunge; Modulares, banda formada há 10 anos, é influenciada por sonoridades do powerpop, The Jam, R&B e garage dos anos 60; e Lucky Lupe, dupla instrumental formada em 2012, com influências do indie rock, post rock e pop experimental.

As bandas se inscreveram por meio do site da Levi’s® (www.levi.com.br) entre os dias 21 de fevereiro e 12 de março. Neste período, o concurso recebeu 99 inscrições de bandas julgadas por um comitê constituído por músicos e executivos da Levi’s®, que, para a escolha, consideraram a originalidade da composição, a habilidade técnica-musical e a criatividade. Os selecionados ganharam seis horas para gravação de uma música com toda a estrutura profissional necessária.

Além disso, as oito bandas estão em votação popular no facebook da Levi’s® (www.facebook.com/Levis.Brasil) para que, dentre elas, três façam parte da programação da Casa Levi’s® , com shows no mesmo palco em que artistas convidados se apresentam.

A relação da Levi’s® com a música está em sua essência como marca, pois no decorrer de toda sua história já participou da carreira de diversos artistas. Deste modo, o ‘Original’s Studio’ surgiu como um projeto inspirado nessa essência, com a missão de fomentar a comunidade musical local, dando oportunidade a novos artistas”, afirma Marina Kadooka, gerente de marketing da Levi’s®. “A ideia de abrir espaço na programação da Casa Levi’s®, por sua vez, e mostrá-los aos nossos mais diversos públicos, é a nossa maneira de reforçar o quanto acreditamos neles. Agradecemos a todos os inscritos, é um trabalho muito difícil escolher alguns entre tantos bons”, completa.

Além de São Paulo, o projeto acontece também no Rio de Janeiro. As inscrições para as bandas cariocas iniciam em 28 de março e vão até 16 de abril, também pelo site da marca.

SOBRE AS BANDAS

Ema Stoned
Quarteto de rock experimental formado em 2011 por Sabine Holler nos vocais, guitarra e teclado; Alessandra Duarte na guitarra; Elke Lamers no baixo e Jéssica Fulganio na bateria e vocal. A banda tem dois EPs lançados, “Gema”, de 2013; e “Live From Aurora”, de 2016. Este último, mais recente, teve gravação, mixagem e masterização de Billy Comodoro, do Estúdio Aurora.
Facebook: https://www.facebook.com/EmaStoned/
Instagram: @emastoned
Youtube: https://www.youtube.com/user/EmaStonedOfficial
Bandcamp: https://emastoned.bandcamp.com/
Soundcloud: https://soundcloud.com/emastoned

S.E.T.I
Dupla synthpop autoral formada em 2012 por Roberta Artolli (voz e sintetizadores) e Bruno Romani (baixo e programação). Utiliza de instrumentos e computador para criar e tocar suas canções, que se traduzem no encontro entre rock e música eletrônica. O álbum “Êxtase”, lançado em 2015, gravado no estúdio Minster, em Campinas, e distribuído pela Motim Records, traz seis faixas autorais produzidas pela dupla.
Facebook: https://www.facebook.com/setirock/
Youtube: http://www.youtube.com/tvseti
Bandcamp: https://motimrecords.bandcamp.com/album/xtase
Soundcloud: http://www.soundcloud.com/setioficial

Zumbi e o Folclore
Big band instrumental formada em 2016 a partir da mistura de diversidade musical e temática folclórica. Ritmos brasileiros, latinos e africanos, entre eles afrofunk, baião, samba cubano e afrofuturismo, são adotados pelo grupo. A formação inclui André Gabbay (percussão), Danilo Dutra (guitarra e lap steel), Kaue Puttini (baixo), Raphael Moreira (teclas), renato Carvalho (bateria e escaleta), Thomas Richardson (trompete) e Thiago Pinho (sax e flauta transversal).
Facebook: https://www.facebook.com/zumbieofolclore
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCvDCUPFmeBULMledQU6Kp0A

Devilish
Banda de rock influenciada pelo photopunk e stoner, formada por Paulo Ratkiewicz, na guitarra e vocais; e Éder Chapolla, na bateria. O coração da banda – a dupla guitarra e bateria – já faz rock há muito tempo. O batera Chapolla já abriu para o Green Day, ganhou prêmios da MTV, do Multishow e indicações ao Grammy Latino. Paulo Ratkiewicz, guitarrista, é também cantor e produtor musical.
Facebook: https://www.facebook.com/devilishrocknhellband/
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCm9PraoOOUDjU7OuUa9fGeg
Instagram: @devilish.band

Groupies do Papa
Banda formada em 2016, de letras irreverentes e influências dos anos 80, que vão do punk, garage, rap até o brega e noise. Composta na sua maioria por mulheres, a formação atual inclui Persie Oliveira, no vocal; Larih Schiavon, no back-vocal; Paula Reis, na Guitarra; Coca Yagin, no baixo; Luanna Aramais, nos sintetizadores; e Rebel C., na bateria.
Facebook: https://www.facebook.com/groupiesdopapa
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCbzM521WVGULlV0_fS-YQAA
Soundcloud: https://soundcloud.com/groupies-do-papa

Corona Kings
Banda de garage, grunge e stoner formada em 2012 por Caique Fermentão (guitarra e vocal), Antônio Fermentão (bateria), Felipe Dantas (guitarra) e Murilo Benites (baixo). O grupo conta com dois álbuns lançados: o primeiro álbum, “Explode”, de 2013; e “Dark Sun”, de 2015.
Facebook: https://www.facebook.com/TheCoronakings/
Instagram: @thecoronakings
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCCBjmsnuuI__5eqI7j4vy3A
Soundcloud: https://soundcloud.com/coronakings/sets/dark-sun

Modulares
Grupo formado há dez anos por Jun Santos e Pedro Carvalho, ambos na voz e guitarra; Gabriel Guerra, na voz e contrabaixo; e Fábio Barbosa, na bateria. Influenciados por sonoridades vindas do Powerpop, The Jam, toda a cena Revival Britânica dos anos 80, R&B e as garages-bands dos anos 60, já lançaram três EPs: “Na Contramão”, em 2008; “Mod-Ula-Res”, em 2009; “Satélites”, em 2011; e um álbum independente, homônimo à banda, em 2015. Para este ano, prepararam um novo EP com videoclipe.
Facebook: https://www.facebook.com/modularesoficial/
Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=YCUTUv8dysI
Bandcamp: https://modulares.bandcamp.com/
Soundcloud: https://soundcloud.com/modulares

Lucky Lupe
Dupla formada em Lisboa, no ano de 2012 por David Ferreira, na guitarra e contrabaixo; e Tiago Salsinha na bateria. Ao mudar-se para São Paulo em 2014, David seguiu o projeto substituindo Tiago por Dri Radael. O duo é dono de uma sonoridade instrumental com influências do Indie Rock, Post Rock e Pop Experimental. O primeiro EP, “Lucky Lupe EP”, foi lançado no ano passado.
Facebook: https://www.facebook.com/LuckyLupe/
Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=0uLD9V1rcxU
Soundcloud: https://soundcloud.com/luckylupe

SOBRE A LEVI’S®
Desde a sua fundação, em 1853, a Levi’s® é frequentemente vinculada à música, e já vestiu e participou ativamente da carreira de inúmeros artistas, como Elvis Presley, Tina Turner, Madonna e Bruce Springsteen. É por conta dessa proximidade, e por carregar em seu DNA o fomento à música independente, que se viu necessária a criação da Levi’s® Music, uma plataforma ativa no Brasil desde 2007 que já colaborou com artistas como Mallu Magalhães, Vanguart, Forgotten Boys, Drive, Cine, Garotas Suecas, Jennifer Lo-Fi, Copacabana Club, The River Raid, Tiê, Stellabella e Zemaria. Em 2016, promoveu a primeira edição do concurso cultural “Original’s Studio”, em que selecionou oito bandas independentes de São Paulo para gravar gratuitamente uma música em estúdio, com todo apoio e estrutura profissional. Neste ano, o projeto segue em sua segunda edição.

Agência Lema
Leandro Matulja/ Leticia Zioni/ Larissa Marques
AgenciaLema.com.br

Informações à imprensa:
Diene Guedes +55 11 3871-0022 ramal 217
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Créditos: Diene Guedes

Bad Company: 40 anos de “Burnin’ Sky”

“Burnin’ Sky”: o quarto trabalho do Bad Company, que completou 40 anos em 2017

Há 15 dias, o álbum “Burnin’ Sky”, do Bad Company, completou 40 anos de seu lançamento. Produzido pela própria banda, o disco é o quarto trabalho lançado pelo super grupo capitaneado por Paul Rodgers. O material foi lançado pela Swan Song, a gravadora do Led Zeppelin.

Gravado no Châteu d’Hérouville, na França, entre julho e agosto de 1976, com o futuro engenheiro de som dos Rolling Stones, Chris Kimley, o disco teve o seu lançamento adiado para 3 de março de 1977 para não competir as vendagens com o, na época, atual disco do Bad Company, o clássico “Run With The Pack” (1976).

Burnin’ Sky” foi muito bem recebido quando atingiu as prateleiras das lojas de discos, com a Rolling Stone oferecendo o elogio de que o álbum apresentava “um som nítido e aerodinâmico e um amolecimento notável da postura audaciosa sintética da banda”.

A faixa-título era o único hit do álbum, que atingiu a modesta 78ª posição das paradas, enquanto o disco chegou a um honroso 15º lugar nos charts.

O disco é lembrado pelos integrantes mais como o ponto em que perceberam o quanto eles precisariam dar um tempo. Afinal, vinham de uma maratona intensa nos últimos anos, entre lançamentos e turnês. Enfim, estavam desgastados e, por isso, passaram o ano de 1978 descansando.

Em “Burnin’ Sky” há emoções presentes em faixas como “Morning Sun” e “Everything I Need”, que deveriam ter sido hits, além da faixa-título que merecia ser maior do que era. Boa parte da magia presente no álbum se deve ao trabalho de Kimsey, que ajustou o som apenas o suficiente para mantê-lo poderoso.

Embora não esteja no rol dos melhores álbuns do Bad Company, “Burnin’ Sky” é um bom disco que deve ser escutado com atenção.

A seguir, a ficha técnica do play.

Álbum: Burnin’ Sky
Intérprete: Bad Company
Lançamento: 3 de março de 1977
Gravadora: Swan Song / Island Records
Produtor: Bad Company

Paul Rodgers: voz, guitarra, piano e acordeão
Mick Ralphs: guitarra e teclados
Simon Kirke: bateria
Boz Burrell: baixo

Mel Collins: saxofone e flauta
Tim Hinkley: teclados

1. Burnin’ Sky (Rodgers)
2. Morning Sun (Rodgers)
3. Leaving You (Rodgers)
4. Like Water (Rodgers / Shimizu)
5. Knapsack (Rodgers)
6. Everything I Need (Rodgers / Ralphs / Kirke / Burrell)
7. Heartbeat (Rodgers)
8. Peace Of Mind (Kirke)
9. Passing Time (Rodgers)
10. Too Bad (Ralphs)
11. Man Needs Woman (Rodgers)
12. Master Of Ceremony (Rodgers / Ralphs / Kirke / Burrell)

Por Jorge Almeida