UEFA definiu os confrontos das quartas-de-final da Champions

Confrontos das quartas-de-final da UEFA Champions League 2016/2017. Créditos: Getty Images

A UEFA realizou em sua sede, em Nyon, na Suíça, nesta sexta-feira (17), os confrontos válidos pelas quartas-de-final da UEFA Champions League 2016/2017. As partidas de ida serão realizadas nos dias 11 e 12 de abril e os jogos de volta acontecerão nos dias 18 e 19 do mesmo mês. Destaque para os confrontos entre Bayern de Munique e Real Madrid, e Juventus versus Barcelona.

O primeiro jogo do confronto entre Atlético de Madrid e Leicester City será realizado no Vicente Calderón, na capital espanhola, no dia 12 de abril. Enquanto a volta acontecerá seis dias depois no King Power Stadium, na Inglaterra. Na história, duas das três campanhas em competições europeias do Leicester foram encerradas em confrontos contra os Colchoneros. O time espanhol derrotou os Foxes na extinta Recopa Europeia de 1961/1962 por 3 a 1, e também levou a melhor em dois confrontos realizados pela Copa da UEFA (vitórias por 2 a 1 em casa e 2 a 0 fora) na temporada 1997/1998. Além disso, o clube espanhol nunca perdeu em casa para uma equipe inglesa – cinco vitórias e cinco empates.

Já Borussiva Dortmund e Mônaco nunca se enfrentaram em uma competição oficial. E esse promete ser um duelo de muitos gols, pelo menos é o que se espera, conforme a postura ofensiva imposta pelos treinadores dos dois times. O compromisso de ida será realizado na Alemanha no dia 11 de abril e a volta será em 19 de abril no Louis II. Na história, os alemães enfrentaram equipes francesas em competições oficiais em 16 ocasiões, com seis vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Apenas um revés ocorrera em casa.

Talvez o confronto mais aguardado desta quartas-de-final: Bayern de Munique x Real Madrid. O duelo entre o criador e a criatura. Logo, de um lado, Carlo Ancelotti, campeão europeu com o Real Madrid na temporada 2013/2014, agora treinando os Bávaros, do outro, o seu ex-auxiliar na campanha vitoria dos Merengues há três temporadas, Zinedine Zidane. Além desse duelo particular no banco de reservas, o embate também marcará o encontro de Toni Kroos e Xabi Alonso contra os seus ex-clubes. As duas equipes já se enfrentaram 22 vezes em torneios continentais, sendo 11 triunfos do Bayern, nove do Real Madrid e dois empates. Destaque para as últimas três vitórias do clube espanhol, inclusive os impiedosos 4 a 0 em Munique pela Champions 2013/2014, que foi a maior derrota da equipe da Baviera sofrida em casa nos torneios do Velho Continente. Sinceramente, não há favoritos neste confronto. O jogo de ida será no dia 12 de abril na Allianz Arena, em Munique, enquanto a partida derradeira ocorrerá no dia 18 no Santiago Bernabéu.

E, finalmente, Juventus x Barcelona, que farão uma reedição da final da edição 2014/2015 vencida pelos catalães, em Berlim, por 3 a 1. A Juve faz a primeira partida em casa, no dia 11, e o Barcelona será o anfitrião do compromisso na semana seguinte, em 19 de abril. Este jogo marcará o regresso de Daniel Alves ao Camp Nou, por onde defendeu as cores azul e grená por oito temporadas e conquistou 23 títulos. Motivado pela classificação heroica diante do PSG nas oitavas, o Barcelona tem um leve favoritismo, mas é bom os blaugranas não vacilarem contra a Vecchia Signora, que tem uma defesa mais sólida e, tecnicamente, melhor que a do time francês.

Não custa reforçar: a final, que será em jogo único, acontecerá no próximo dia 3 de junho (sábado) no Millenium Stadium, em Cardiff, no País de Gales.

A seguir, as datas e os locais dos confrontos das quartas-de-final da UEFA Champions League.

Data – Confronto – Local
Ida:
11/04/2017 – Juventus (ITA) x Barcelona (ESP) – Juventus Stadium, Turim
11/04/2017 – Borussia Dortmund (ALE) x Mônaco (FRA) – Signal Iduna Park, Dortmund
12/04/2017 – Bayern de Munique (ALE) x Real Madrid (ESP) – Allianz Arena, Munique
12/04/2017 – Atlético de Madrid (ESP) x Leicester City (ING) – Vicente Calderón, Madri

Volta:
18/04/2017 – Leicester City (ING) x Atlético de Madrid (ESP) – King Power Stadium, Leicester
18/04/2017 – Real Madrid (ESP) x Bayern de Munique (ALE) – Santiago Bernabéu, Madri
19/04/2017 – Mônaco (FRA) x Borussia Dortmund (ALE) – Louis II, Mônaco
19/04/2017 – Barcelona (ESP) x Juventus (ITA) – Camp Nou, Barcelona

Por Jorge Almeida

Definidos os classificados para as quartas-de-final da UEFA Champions League 2016/2017

UEFA definirá os confrontos das quartas-de-final da UEFA Champions League na sexta-feira (15). Créditos: uefa.com

Os oito classificados para as quartas-de-final da UEFA Champions League 2016/2017 foram definidos nesta quarta-feira (15) ao término dos dois últimos confrontos das oitavas-de-final – Mônaco 2×0 Manchester City e Atlético de Madrid 0x0 Bayer Leverkusen. Dessa forma, seguem na competição três clubes espanhóis (Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid), um inglês (Leicester), dois alemães (Bayern de Munique e Borussia Dortmund), um italiano (Juventus) e um francês (Mônaco). Os confrontos da próxima fase serão definidos em um sorteio que será realizado às 8h (horário de Brasília) na sede da UEFA.

O Bayern de Munique foi na terça-feira (7) passada até Londres pegar o Arsenal com uma enorme vantagem. Depois de ter feito 5 a 1 na Allianz Arena, os bávaros repetiram o mesmo placar no Emirates Stadium, fazendo assim 10 a 2 no placar agregado. Essa foi a quarta vez que os Gunners caem nas oitavas-de-final para os alemães na Champions desde 2005.

Assim como a equipe da Baviera, no mesmo dia, o Real Madrid também avançou e repetiu o placar nos dois confrontos diante do Napoli. Depois de ter vencido o time napolitano em casa por 3 a 1, os Merengues fizeram 6 a 2 no agregado no time italiano e segue firme e forte na busca da 12ª taça da competição.

Outro representante alemão que segue no torneio é o Borussia Dortmund. Após perder o jogo de ida para o Benfica por 1 a 0, no Estádio da Luz, os aurinegros não tomaram conhecimento dos Encarnados e golearam o adversário por 4 a 0 no Signal Iduna Park. A partida foi disputada no dia 8 de março.

Dentre todos os classificados, o Barcelona era o que tinha a maior desvantagem. Depois de levar acachapantes 4 a 0 do Paris Saint-Germain no Parc des Princes, a equipe catalã precisava de um milagre para reverter a situação. Aliás, nunca na história da Liga dos Campeões, um clube conseguira reverter tamanha goleada. Contudo, em uma partida épica, o Barça atropelou o PSG com impiedosos 6 a 1, sendo que os últimos três gols saíram a dez minutos do fim da partida. Lembrando que o Barcelona fez dois gols de pênaltis e os franceses ainda tiveram o zagueiro Marquinhos expulso no segundo tempo.

Ontem (14) foi a vez da Juventus assegurar sua vaga para as quartas-de-final. A Vecchia Signora recebeu o Porto em casa e venceu por 1 a 0. Como derrotara o time português no primeiro jogo por 2 a 0, a Juve conseguiu uma classificação relativamente tranquila.

A grande sensação desta edição da Champions chegou pela primeira vez às quartas-de-final da competição. Atual campeão inglês, o Leicester deixou o Sevilla pelo caminho. Embora tenha perdido para o time de Jorge Sampaoli na ida por 2 a 1, o azarão inglês não se intimidou e derrotou o maior campeão da Liga Europa por 2 a 0 em seu estádio e seguem em busca do sonho.

O Mônaco será o representante francês nas quartas. O clube do principado derrotou o endinheirado Manchester City em casa por 3 a 1. Como havia perdido o jogo de ida no Etihad Stadium por 5 a 3, o time alvirrubro foi beneficiado pelos gols marcados na casa do adversário.

E, finalmente, o Atlético de Madrid segue na busca de sua inédita Champions. Os comandados de Diego Simeone empataram no Vicente Calderón com o Bayer Leverkusen em 0 a 0. Porém, como vencera o compromisso de ida por 4 a 2, os Colchoneros avançaram para a fase seguinte.

Os confrontos das quartas-de-final da competição europeia serão definidos após sorteio que acontecerá na próxima sexta-feira (17), às 9h (horário de Brasília), na sede da UEFA, em Nyon, na Suíça.

As partidas de ida das quartas-de-final serão realizadas nos dias 11 e 12 de abril e os jogos de volta acontecerão nos dias 18 e 19 de abril.

Parabéns aos classificados.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão espanhol 2015/2016

Jogadores do Barcelona comemoram o título no vestiário do Estádio Nuevo Los Cármenes. Foto: Foto: Reprodução/Twitter
Jogadores do Barcelona comemoram o título no vestiário do Estádio Nuevo Los Cármenes. Foto: Foto: Reprodução/Twitter

O Barcelona conquistou neste sábado (14) o bicampeonato espanhol ao bater o Granada no Estádio Nuevo Los Cármenes por 3 a 0 com três gols de Luís Suárez em partida válida pela 38ª rodada do Campeonato Espanhol 2015/2016. Com o triunfo, o time catalão chegou aos 91 pontos e não pode ser mais alcançado, embora o Real Madrid, vice-líder, tenha feito a sua parte ao derrotar o Deportivo La Coruña por 2 a 0. O triunfo na Espanha serviu como “prêmio de consolação” para o Barça, que fora eliminado da UEFA Champions League pelo Atlético de Madrid que, inclusive, fará a grande decisão do torneio continental justamente contra o arquirrival Real Madrid.

Embora só dependesse de si para conquistar o 24º Campeonato Espanhol de sua história, os catalães também estavam de olho no jogo dos Merengues, uma vez que um tropeço diante do modesto Granada, a taça iria para a capital espanhola. Então, os comandados de Luis Enrique sabiam que necessitavam de fazer logo um gol para superar o esquema defensivo dos Filipinos para colocar a mão na taça. Mas, enquanto o Barcelona não fazia o seu gol, no Estádio Riazor, em La Coruña, Cristiano Ronaldo, com apenas sete minutos de jogo, colocara o Real Madrid em vantagem e, até aquele momento, com o título.

No entanto, a ansiedade catalã acabou aos 22 minutos do primeiro tempo. Messi lançou Jordi Alba, o lateral escapou de ser flagrado em impedimento e rolou de primeira para Suárez completar para o gol vazio e inaugurar o marcador.

Dezesseis minutos depois, aos 38, Mascherano lançou Daniel Alves, que se esforçou para não deixar a redonda sair e deu boa assistência para o camisa 9 fazer o segundo dele na partida. Com dois gols de vantagem, a festa dos catalães já começava a tomar conta, uma vez que os anfitriões não demonstrava qualquer possibilidade de reação.

Embora estivessem em êxtase com a vinda do título, nem tudo foi festa para os fãs do time azul-grená. Mascherano deixou o jogo durante o segundo tempo e virou dúvida para Luis Enrique na decisão da Copa do Rei, no próximo domingo, no Vicente Calderón, em Madri, contra o Sevilla.

Apesar de estar em situação confortável no jogo, o Barcelona continuou a partir para cima do Granada no segundo tempo. Neymar, por exemplo, obrigou o goleiro Andrés Fernandéz a realizar um milagre e ainda cavou um cartão amarelo para Rubén Pérez, que ficou nervoso com uma tentativa de caneta por parte do atacante brasileiro.

E, para liquidar a fatura, aos 41 minutos, o trio MSN – Messi, Suárez e Neymar – protagonizaram o terceiro gol. Messi, jogando centralizado, enfiou para Neymar, que foi solidário e passou para Suárez que, mais uma vez sem goleiro, só completou para as redes.

Com 40 gols, o uruguaio terminou La Liga como o artilheiro e, de quebra, desbancou a hegemonia da dupla Messi e Cristiano Ronaldo, o que não acontecia desde a temporada 2008/2009 quando a artilharia ficou com o seu compatriota, Diego Forlán.

Após o apito final, o elenco do Barcelona invadiu o gramado para comemorar o título. Porém, os seus torcedores mais exaltados também invadiram o campo e, com isso, a festa dos jogadores e comissão técnica blaugrana precisou ser feita nos vestiários.

O Barcelona manteve a liderança do Campeonato Espanhol do começo ao fim, inclusive, com folga em boa parte da competição. Todavia, uma derrota para o Real Madrid em casa pela 31ª rodada e, posteriormente, outras duas, uma para o Real Sociedad e Valencia (em casa) e uma eliminação nas quartas-de-final da UEFA Champions League para o Atlético de Madri no meio, permitiram a proximidade das equipes da capital espanhola – Real e Atlético – no topo da tabela. No entanto, uma sequência de cinco triunfos consecutivos, incluindo impiedosos 8 a 0 no La Coruña fora de casa, foi suficiente para deixar claro que na Espanha quem é que manda. Título mais que merecido.

Além da definição do campeão e do vice, a competição ainda tem mais dois representantes assegurados para a próxima UEFA Champions League: Atlético de Madri e Villarreal, terceiro e quarto colocados. Enquanto Athletic de Bilbao e Celta de Vigo serão representantes espanhóis na próxima UEFA Liga Europa. E, ainda, tem o Sevilla que pode ser outro representante da Espanha na próxima Champions, para isso, basta a equipe de Andaluzia levar a Liga Europa dessa temporada, que será decidida na próxima quarta-feira (18) contra o Liverpool. A única indefinição que resta no Campeonato Espanhol é saber quem serão as duas equipes que serão rebaixadas juntamente com o Levante: Getafe, Sporting Gijón ou Rayo Vallecano. Apenas um desses clubes permanecerão na primeira divisão do futebol espanhol.

Abaixo, a classificação do Campeonato Espanhol, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica que deu ao Barcelona o seu 24º título espanhol.

Posição – clube – pontos – número de jogos realizados até o momento:

  1. Barcelona – 91 pontos – 38 jogos
  2. Real Madrid – 90 – 38 J
  3. Atlético de Madri – 88 – 38 J
  4. Villarreal – 64 – 37 J
  5. Athletic Bilbao – 62 – 38 J
  6. Celta de Vigo – 60 – 38 J
  7. Sevilla – 52 – 38 J
  8. Real Sociedad – 48 – 38 J
  9. Málaga – 45 – 37 J
  10. Las Palmas – 44 – 37 J
  11. Valencia – 44 – 38 J
  12. Eibar – 43 – 37 J
  13. Deportivo La Coruña – 42 – 38 J
  14. Bétis – 42 – 37 J
  15. Espanyol – 40 – 37 J
  16. Granada – 39 – 37 J
  17. Getafe – 36 – 37 J
  18. Sporting Gijón – 36 – 37 J
  19. Rayo Vallecano – 35 – 37 J
  20. Levante – 32 – 37 J

Resumo da campanha do campeão F.C. Barcelona:
23/08/2015 – Athletic de Bilbao 0x1 Barcelona – San Mamés, Bilbao
29/08/2015 – Barcelona 1×0 Málaga – Camp Nou, Barcelona
12/09/2015 – Atlético de Madri 1×2 Barcelona – Vicente Calderón, Madri
20/09/2015 – Barcelona 4×1 Levante – Camp Nou, Barcelona
23/09/2015 – Celta de Vigo 4×1 Barcelona – Balaídos, Vigo
26/09/2015 – Barcelona 2×1 Las Palmas – Camp Nou, Barcelona
03/10/2015 – Sevilla 2×1 Barcelona – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha
17/10/2015 – Barcelona 5×2 Rayo Vallecano – Camp Nou, Barcelona
25/10/2015 – Barcelona 3×1 Eibar – Camp Nou, Barcelona
31/10/2015 – Getafe 0x2 Barcelona – Coliseum Alfonso Pérez, Getafe
08/11/2015 – Barcelona 3×0 Villarreal – Camp Nou, Barcelona
21/11/2015 – Real Madrid 0x4 Barcelona – Santiago Bernabéu, Madri
8/11/2015 – Barcelona 4×0 Real Sociedad – Camp Nou, Barcelona
05/12/2015 – Valencia 1×1 Barcelona – Mestalla, Valência
12/12/2015 – Barcelona 2×2 Deportivo La Coruña – Camp Nou, Barcelona
17/02/2016 – Sporting Gijón 1×3 Barcelona – El Molinón, Gijón
30/12/2015 – Barcelona 4×0 Bétis – Camp Nou, Barcelona
02/01/2016 – Espanyol 0x0 Barcelona – Cornellà-El Prat, Barcelona
09/01/2016 – Barcelona 4×0 Granada – Camp Nou, Barcelona
17/01/2016 – Barcelona 6×0 Athletic de Bilbao – Camp Nou, Barcelona
22/01/2016 – Málaga 1×2 Barcelona – La Rosadela, Málaga
30/01/2016 – Barcelona 2×1 Atlético de Madri – Camp Nou, Barcelona
07/02/2016 – Levante 0x2 Barcelona – Ciutat de Valencia, Valência
14/02/2016 – Barcelona 6×1 Celta de Vigo – Camp Nou, Barcelona
20/02/2016 – Las Palmas 1×2 Barcelona – Gran Canaria, Las Palmas
28/02/2016 – Barcelona 2×1 Sevilla – Camp Nou, Barcelona
03/03/2016 – Rayo Vallecano 1×5 Barcelona – Teresa Rivero, Madri
06/03/2016 – Eibar 0x4 Barcelona – Ipurúa, Eibar
12/03/2016 – Barcelona 6×0 Getafe – Camp Nou, Barcelona
20/03/2016 – Villarreal 2×2 Barcelona – El Madrigal, Vila-Real
02/04/2016 – Barcelona 1×2 Real Madrid – Camp Nou, Barcelona
09/04/2016 – Real Sociedad 1×0 Barcelona – Anoeta, San Sebastián
17/04/2016 – Barcelona 1×2 Valencia – Camp Nou, Barcelona
20/04/2016 – Deportivo La Coruña 0x8 Barcelona – Riazor, La Coruña
23/04/2016 – Barcelona 6×0 Sporting Gijón – Camp Nou, Barcelona
30/04/2016 – Bétis 0x2 Barcelona – Benito Villamarín, Sevilha
08/05/2016 – Barcelona 5×0 Espanyol – Camp Nou, Barcelona
14/05/2016 – Granada 0x3 Barcelona – Nuevo Los Cármenes, Granada

FICHA TÉCNICA: GRANADA 0x3 BARCELONA
Competição/fase:
Campeonato Espanhol (Liga LBBA) 2015/2016 – 38ª rodada
Local: Estádio Nuevo Los Cármenes, Granada, Espanha
Data: 14 de maio de 2016 – 12h (horário de Brasília)
Árbitro: Alejandro José Hernández
Cartões Amarelos: Doucouré, Pérez, Rico, Fernández e Costa (Granada); Busquets e Piqué (Barcelona)
Gols: Luís Suárez, aos 22 e aos 38 min do 1º tempo (0-2); e aos 41 min do 2º tempo (0-3)
GRANADA: 13.Fernández; 2.Lombán, 6.Babin, 24.Costa (12.Dória) e 18.Lopes; 16.Doucouré, 20.Pérez, 23.Rochina (19.Cuenca), 27.Peñaranda e 4.Rico; 9.El-Arabi (15.Barral). Técnico: José González
BARCELONA: 1.ter Stegen; 6.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Marcherano (24.Mathieu) e 18.Jordi Alba; 5.Busquets (20.Sergi Roberto), 8.Iniesta e 4.Rakitić (7.Arda Turam); 11.Neymar, 10.Messi e 9.Suárez. Técnico: Luis Enrique

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão do Mundial de Clubes da FIFA 2015

Jogadores do Barcelona comemoram o terceiro mundial do clube catalão. Créditos: ChinaFotoPress
Jogadores do Barcelona comemoram o terceiro mundial do clube catalão. Créditos: ChinaFotoPress

O Barcelona pela terceira vez conquista o Mundial de Clubes da FIFA ao bater o River Plate por 3 a 0 na decisão contra o River Plate no Estádio de Yokohama, no Japão. Com gol de Messi e dois de Luís Suárez, a equipe catalã não encontrou dificuldades em bater o representante sulamericano na competição e ergueu a sua quinta taça em 2015.

O primeiro tempo começou com o River Plate tentando marcar em cima, especialmente em cima de Iniesta para que ele não encontre espaços para servir o trio “MSN” – Messi, Suárez e Neymar. Mas, a partir dos dez minutos, os argentinos mudaram de postura e desistiu de pressionar a saída de bola do Barcelona. Em seguida, os catalães conseguiram a primeira grande oportunidade. Aos 10, Messi tentou duas vezes. Na primeira, após a escorada de Suárez, o argentino chutou, Maidana salvou de cabeça a bola, que tinha como direção o gol. Na sequência, o camisa 10 chutou forte, e Barovero mergulhou no canto para salvar.

A primeira etapa seguiu conforme fora previsto: Barcelona mantendo a posse de bola e o River Plate tentando encaixar um contragolpe, que até chegou a acontecer aos 27 minutos com Mora arriscando de fora da área, mas Bravo defendeu de forma segura. Três minutos depois, foi a vez de Alario também tentar de longe, mas o arqueiro catalão estava atento.

A superioridade do Barcelona era evidente e o gol era questão de tempo, e ele veio ainda no tempo inicial. Aos 36, Daniel Alves cruzou da direita, Neymar escorou de cabeça para o meio da área, Messi dominou no meio da marcação, a bola resvalou em seu braço de forma não intencional, e deu um toque com categoria com a perna esquerda para tirar do goleiro e colocar o time da Catalunha na frente.

Antes do término do primeiro tempo, aos 46, Suárez ainda perdeu outra grande oportunidade para o Barcelona. O uruguaio foi lançado por trás da zaga e tocou na saída de Balovero, mas o chute saiu torto e a redonda foi para fora.

Na volta para o segundo tempo, Marcelo Gallardo promoveu as entradas de Martínez e Lucho González nos lugares de Mora e Ponzio respectivamente. A proposta parecia boa, pois os Millonarios tentaram pressionar como fizeram no começo da primeira etapa. Mas tudo sucumbiu aos 4 minutos quando o River perdeu a bola na intermediária do Barça. Iniesta tocou rápido para Busquets, que fez um belo lançamento para Suárez, que ganhou do marcador na corrida e acertou a bola por baixo das pernas de Balovero para aumentar a vantagem dos blaugranos.

O segundo tento catalão desestruturou o time do Rio da Prata. Perdido em campo, o River Plate praticamente tratou de jogar para não ser goleado, mesmo assim, a sua fanática torcida não parava de cantar um minuto sequer. Aos 9, Neymar avançou, tocou para Messi, que tocou na saída do goleiro, Sánches tirou em cima da linha e Barovero tirou o perigo. Cinco minutos depois, Neymar buscou o ângulo ao finalizar com efeito, mas a esférica passou rente à trave.

Aos 23, o Barcelona colocou o “último prego no caixão”. Neymar recebeu pela esquerda e cruzou na medida para Suárez cabecear o suficiente para deslocar o arqueiro ao mandar a bola em seu contrapé: 3 a 0. Praticamente o título já estava assegurado.

No segundo tempo, o River Plate só levou perigo aos 31 minutos com Alario, que exigiu excelente defesa de Bravo em uma cabeçada. Aliás, foi o único lance que Piqué não ganhou pelo alto, pois no resto, ele levou a melhor em todas por cima. Depois, aos 38, Driussi arriscou de fora da área, Bravo deu um leve desvio que foi suficiente para que a redonda tocasse na trave e não entrasse. Mas isso não teve jeito: o Barcelona confirmou o seu favoritismo e levou o Mundial de Clubes mais uma vez, o que faz dele o único tricampeão mundial homologado pela FIFA.

O Barcelona entrou em campo como o grande favorito para a final do Mundial. Isso é fato. O River Plate foi até valente ao propor nos minutos iniciais de cada etapa a marcação na saída de bola da equipe azul-grená. Mas, apesar do esforço, a qualidade do plantel de Luis Enrique prevaleceu e não tomou conhecimento do atual campeão da Libertadores. O poderoso ataque do Barça jogou muito, especialmente Luís Suárez, que entrou para a história do torneio ao fazer cinco gols em dois jogos, o que fez dele o ganhador da Bola de Ouro do certame. Enquanto Messi abriu o marcador e Neymar contribuiu com duas assistências. Já a torcida do River Plate fez a sua parte: os 15 mil Millonarios cantaram e incentivaram a equipe durante todo o jogo. Dessa forma, o Barcelona encerra 2015 de forma brilhante: cinco títulos conquistados em seis disputados (só perdeu a decisão da Supercopa da Espanha para o Athletic de Bilbao), ficando atrás da temporada de 2009, quando conquistou o sextete: Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Supercopa da Espanha, Liga dos Campeões, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes da FIFA.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Semifinal:
17/12/2015 – Barcelona (ESP) 3×0 Guangzhou Evergrande (CHI) – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama
Final:
20/12/2015 – River Plate (ARG) 0x3 Barcelona (ESP) – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama

FICHA TÉCNICA: RIVER PLATE (ARG) 0x3 BARCELONA (ESP)
Competição/fase: Mundial de Clubes da FIFA 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama (Japão)
Data: 20 de dezembro de 2015 – 8h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammadreza MAnsouri, ambos do Irã
Cartões Amarelos: Kranevitter e Ponzio (River Plate); Jordi Alba, Rakitic, Neymar e Sergi Roberto (Barcelona)
Gols: Messi, aos 36 min do 1º tempo; Suárez, aos 4 e aos 23 min do 2º tempo
RIVER PLATE (ARG): 1.Balovero; 25.Mercado, 2.Maidana, 3.Balanta e 21.Vangioni; 5.Kranevitter, Sánchez e 23.Ponzio (27.Lucho González); 19.Viudez (22.Driussi), 13.Alario e 7.Mora (10.Martínez). Técnico: Marcelo Gallardo
BARCELONA (ESP): 1.Bravo; 6.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano (23.Varmaelen) e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitic (20.Sergi Roberto) e 8.Iniesta; 10.Messi, 9.Suárez e 11.Neymar (24.Mathieu). Técnico: Luis Enrique

Parabéns ao F.C. Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida

Barcelona bate Sevilla em jogaço da UEFA Super Cup

Iniesta ergue mais uma taça para o Barcelona em 2015. Foto: Reuters/David Mdzinarishvili
Iniesta ergue mais uma taça para o Barcelona em 2015. Foto: Reuters/David Mdzinarishvili

Em um jogo eletrizante disputado na Geórgia nesta terça-feira (11), o Barcelona levou a melhor sobre o Sevilla ao vencer a equipe de Andaluzia por 5 a 4, com Pedro anotando o gol do título da UEFA Super Cup no segundo tempo da prorrogação, depois de um empate em 4 a 4 no tempo regulamentar. Enquanto Messi, autor de dois tentos, Rafinha, Suárez e o já citado Pedro fizeram os gols da equipe catalã, Banega, Reyes, Gameiro (de pênalti) e Konoplyanka anotaram para o Sevilla. Esse foi o quinto título do Barcelona na história da competição que põe frente a frente os últimos campeões da UEFA Champions League e da UEFA Europa League.

Nos primeiros minutos da decisão denunciava que teríamos um jogão na Geórgia, e foi. Logo aos três minutos, Banega cobrou falta com perfeição e abriu o placar para o Sevilla. O Barcelona deu o troco em seguida e com a mesma moeda. Messi também acertou a sua cobrança e mandou a bola no ângulo de Beto.

Aos poucos, a soberania dos catalães em relação à posse de bola e controle da partida foi sendo imposta. E, aos 16, Messi, mais uma vez em cobrança de falta, anotou o seu segundo gol na decisão e virou o placar para o Barça.

Com a vantagem, o Barcelona mostrou-se disposto a querer liquidar a fatura ainda no primeiro tempo. Aos 30 minutos, Suárez marcou o que seria o terceiro, mas a arbitragem apontou (injustamente) o impedimento do atacante uruguaio.

Atordoado com a virada, o Sevilla parecia perdido em campo e, para complicar a situação, antes do intervalo, o time azul-grená chegou ao terceiro gol aos 44 minutos. Suárez foi lançado, saiu de seu campo de defesa, o que descaracteriza o impedimento, partiu em direção do gol e chutou em cima de Beto. Na sequência do lance, o camisa 9 ficou com a redonda, esperou a chegada dos companheiros e serviu milimetricamente Rafinha (que substituiu Neymar, que não jogou por conta de uma caxumba), que completou para o gol.

Na etapa final, o Barcelona parecia que faria aqueles placares elásticos costumeiros no Campeonato Espanhol. Aos 7 minutos, a equipe de Andaluzia errou na saída de bola, Busquets serviu Suárez, que chutou entre as pernas de Beto para fazer 4 a 1 para o Barça.

Na base da raça, o Sevilla esboçou uma reação incrível no jogo. Primeiro foi com Reyes aos 12, que aproveitou o cruzamento da esquerda de Vítolo, a zaga catalã não cortou e o camisa 10 completou para as redes. Os Rojiblancos passaram a pressionar o Barcelona e, aos 27 minutos Mathieu derrubou Vítolo na área. Pênalti. Gameiro cobrou, fez o terceiro tento do Sevilla e botou a equipe de vez no certame.

Os comandados de Luis Henrique estavam administrando a vantagem e foram surpreendidos aos 36 minutos. Em jogada de estreantes, Immobile cruzou e Konoplyanka completou para o gol e empatou a peleja: 4 a 4. O inacreditável aconteceu.

Depois de apresentar dois tempos distintos, o Sevilla foi heroico e conseguiu levar o jogo que estava perdido para a prorrogação. No primeiro tempo da etapa extra, não houve lances que arrancassem um “uh!” do torcedor, pois, as duas equipes pareciam exaustas.

Veio o segundo tempo da prorrogação. E com ele as fortes emoções que não aconteceram no primeiro. E, aos 10 minutos, o predestinado Pedro (que substituiu Mascherano) fez o gol do título. Messi cobrou falta, acertou na barreira, pegou o rebote, Beto espalmou e o camisa 7 aproveitou o rebote do arqueiro para fazer o quinto gol do Barcelona.

O Sevilla não se entregou e teve duas oportunidades de empatar o jogo ainda na prorrogação. Primeiro com Coke, aos 12, que desviou de cabeça uma bola alçada na área, o goleiro Ter Stegen estava batido no lance. Depois, aos 15, cruzamento para Rami que, sozinho, de joelho, colocou a esférica para fora. Essa, literalmente, foi a bola do jogo. Assim, depois de 120 minutos e nove gols, o Barcelona sagrou-se campeão da UEFA Super Cup pela quinta vez na história e conquista o quarto título no ano. Ainda tem a Supercopa da Espanha e o Mundial de Clubes pela frente em 2015.

O Barcelona, mesmo desfalcado de Neymar, era o franco favorito no confronto diante do Sevilla. Apesar do gol inesperado dos andaluzes aos 3 minutos, a virada dos catalães era questão de tempo. E ela veio ainda na etapa inicial, que terminou 3 a 1. No segundo tempo, o Barça ampliou a vantagem ainda no começo. Quando poderíamos imaginar que tudo estava definido a favor de Messia, Suárez e cia., o Sevilla surpreendeu e buscou o empate. Na prorrogação, estava nítido que os dois times sentiram a intensidade que foi o tempo regulamentar. Mas o Barcelona tinha Messi, que mesmo sem acertar a cobrança de falta no lance derradeiro, insistiu ao pegar o rebote e o predestinado Pedro fez o gol do título. A equipe de Unai Emery pode ter perdido, mas caiu de pé diante de uma dos times mais poderosos do mundo ao encará-lo de igual para igual. Parabéns aos dois clubes pelo espetáculo protagonizado e feliz foi quem esteve no estádio na Geórgia e testemunhou a um dos jogos mais bem disputados dos últimos anos.

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×4 SEVILLA (ESP)
Competição/fase: UEFA Super Cup 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Boris Paichadze, Tbilisi, Geórgia
Data: 11 de agosto de 2015 – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: William Collum (Escócia)
Assistentes: Damien McGraith (Irlanda) e Francis Connor (Escócia)
Cartões Amarelos: Daniel Alves, Mathieu, Busquets e Pedro (Barcelona); Coke, Krychowiack, Krohn-Dehli, Banega e Immobile (Sevilla)
Gols: Banega, aos 3 min; Messi, aos 7 e aos 16 min; e Rafinha, aos 44 min do 1º tempo; Suárez, aos 7 min; Reyes, aos 12 min; Gameiro (de pênalti), aos 27 min; e Konoplyanka, aos 36 min do 2º tempo; Pedro, aos 10 min do 2º tempo da prorrogação
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen; 6.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano (7.Pedro) e 24.Mathieu; 5.Busquets, 4.Rakitic e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 12.Rafinha (15.Bartra), 10. Messi e 9.Suárez. Técnico: Luis Henrique
SEVILLA (ESP): 13.Beto; 23.Coke, 3.Rami, 4.Krychowiak e 2.Trémoulinas; 8.Krohn-Dehli, 19.Banega, 10.Reyes (22.Konoplyanka), 20.Vítolo e 8.Iborra (25.Mariano); 9.Gameiro (11.Immobile). Técnico: Unai Emery

Parabéns ao Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da UEFA Champions League 2014/2015

Jogadores do Barcelona comemoram a quinta Champions conquistada pelo clube catalão. Foto: Frank Augstein / AP
Jogadores do Barcelona comemoram a quinta Champions conquistada pelo clube catalão. Foto: Frank Augstein / AP

O Barcelona confirmou o seu favoritismo e bateu a Juventus por 3 a 1 na final da UEFA Champions League 2014/2015 no Estádio Olímpico de Berlim neste sábado (6). Com gols de Rakitić, Suárez e Neymar, enquanto Morata descontou para a Vecchia Signora, a equipe catalã conquistou a competição pela quinta vez em sua história (venceu a quarta decisão consecutiva do certame) e, consequentemente, conseguiu a tríplice coroa (além do título continental, o Barça levou o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei).

A Juve começou a decisão com o intuito de marcar o Barcelona sobre pressão, ou seja, a saída de bola dos catalães desde a defesa. Mas, a estratégia dos comandados por Massimiliano Allegri sucumbiu logo aos três minutos e meio. Em uma bela trama pela esquerda. Neymar passou para Iniesta, que rolou para Rakitić tocar para as redes de Buffon.

Com a vantagem no placar, a equipe blaugrana passou a valorizar a posse de bola e a troca de passes enquanto os bianconeros passaram a marcar forte e tentar sair em contragolpes. No entanto, foi o time da Catalunha quem criou as melhores oportunidades. Primeiro foi com Neymar aos 13, que chegou atrasado no lançamento feito por Messi para dentro da área. Em seguida, aos 14, Suárez recebeu pelo lado direito, rolou para Daniel Alves, que chutou no alto para excelente defesa de Buffon.

A primeira oportunidade concreta da Juve foi aos 24 com Morata, que bateu pra fora. E o Barcelona continuou a valorizar a posse e a Juve seguiu fechada. A equipe de Luis Henrique teve duas oportunidades seguidas de ampliar o marcador com Suárez. Aos 38, o uruguaio avançou pela direita, chutou cruzado para a redonda passar rente a trave. No minuto seguinte, o camisa 9 pegou a sobra do lado esquerdo, bateu de primeira e o arqueiro bianconero espalmou.

Na etapa complementar, em seus primeiros minutos, o panorama não mudou muito: o time azul-grená levando perigo e o alvinegro italiano se segurando. Aos 3, Rakitić acionou Suárez, que chutou no canto para Buffon espalmar. Dois minutos depois, o trio MSN – Messi, Suárez e Neymar – fez bela triangulação e o argentino bateu para fora.

E, na base da raça, a Juventus chegou ao empate aos 9 minutos. Marchisio deu lindo passe de calcanhar, Lichtsteiner entrou na área pela direita e tocou para Tevez. O argentino chutou para ótima defesa de Ter Stegen e Morata, livre na sobra, empatou a decisão. A igualdade empolgou os italianos que cresceram no jogo e criaram uma boa chance aos 17 com Tevez, mas o camisa 10 chutou por cima.

No momento em que a Vecchia Signora estava melhor em campo, Messi resolveu aparecer. O argentino acelerou em ótima jogada, chutou, Buffon defendeu parcialmente e Suárez marcou no rebote. Barça na frente, 2 a 1. O Barcelona chegou a anotar o terceiro gol com Neymar aos 26. O brasileiro aproveitou o cruzamento de Alba pela esquerda e cabeceou, mas a bola bateu em seu braço e entrou. Contudo, o assistente que fica na linha de fundo flagrou o toque e convenceu o árbitro a anular o lance.

Precisando correr atrás do prejuízo, a Juventus tentou empatar novamente aos 29. Pirlo cobrou escanteio, Evra dividiu pelo alto com o goleiro e a esférica foi por cima do travessão.

No último terço da partida, os 15 minutos finais, as duas equipes criaram boas oportunidades, mas a apontaria e também os goleiros foram os responsáveis para o placar econômico do momento. A Juventus foi para o famoso “tudo ou nada” nos últimos minutos. Todavia, aos 51, em um rápido contragolpe puxado por Neymar, o brasileiro tabelou com Pedro e finalizou forte na saída de Buffon para sacramentar a vitória do Barcelona e terminar a competição com um dos artilheiros do torneio ao lado do companheiro Messi e de Cristiano Ronaldo, ambos com dez gols. Após o gol, o árbitro encerrou a decisão. Fim de jogo em Berlim, Barcelona 3, Juventus 1. E assim, o Barcelona entra no rol daqueles que têm cinco títulos da Champions e, devido a isso, terá a sua taça definitiva.

O Barcelona chegou a essa decisão como o favorito. Já a Juventus apostou na força e na experiência de seu elenco e acreditando na possibilidade de levar a sua terceira Champions, afinal, eliminaram o poderoso Real Madrid nas semifinais, então, isso seria motivo suficiente para acreditar no título. E os bianconeros estavam até dispostos a complicar o Barça ao tentar marcar a saída de bola dos catalães, mas o gol de Rakitić no comecinho do jogo frustrou os planos do time de Turim, que buscou marcar forte e tentar o contragolpe enquanto o Barça abusou daquela troca de passes. No segundo tempo, a Juve empatou e ganhou um fôlego a mais para acreditar na virada, mas, o gol de Suárez caiu como um balde de água fria para as pretensões do clube italiano, que ainda viu Neymar dar o tiro de misericórdia no último minuto de jogo. Mas a Juventus está de parabéns, pois “caiu de pé”, jogou, fez o que pode e não apelou para a violência. A imagem do choro de Pirlo ao término da partida só nos leva a crer que jogadores como ele e Buffon deveriam atuar em campo até o último dia de suas vidas. Por outro lado, o Barcelona está de parabéns, afinal, foram mais de 120 gols e três títulos em uma temporada perfeita.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Primeira fase (Grupo F):
17/09/2014 – Barcelona (ESP) 1×0 APOEL (CHI) – Camp Nou, Barcelona
30/09/2014 – Paris Saint-Germain (FRA) 3×2 Barcelona (ESP) – Parc des Princes, Paris
21/10/2014 – Barcelona (ESP) 3×1 Ajax (HOL) – Camp Nou, Barcelona
05/11/2014 – Ajax (HOL) 0x2 Barcelona (ESP) – Arena Amsterdam, Amsterdam
25/11/2014 – APOEL (CHI) 0x4 Barcelona (ESP) – GSP Stadium, Nocosia
10/12/2014 – Barcelona (ESP) 3×1 Paris Saint-Germain (FRA) – Camp Nou, Barcelona
Oitavas-de-final:
24/02/2015 – Manchester City (ING) 1×2 Barcelona (ESP) – Etihad Stadium, Manchester
18/03/2015 – Barcelona (ESP) 1×0 Manchester City (ING) – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
15/04/2015 – Paris Saint-Germain (FRA) 1×3 Barcelona (ESP) – Parc des Princes, Paris
21/04/2015 – Barcelona (ESP) 2×0 Paris Saint-Germain (FRA) – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
06/05/2015 – Barcelona (ESP) 3×0 Bayern de Munique (ALE) – Camp Nou, Barcelona
12/05/2015 – Bayern de Munique (ALE) 3×2 Barcelona (ESP) – Allianz Arena, Munique
Final:
06/06/2015 – Juventus (ITA) 1×3 Barcelona (ESP) – Estádio Olímpico, Berlim

FICHA TÉCNICA: JUVENTUS (ITA) 1×3 BARCELONA (ESP)
Competição/fase: UEFA Champions League 2014/2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Olímpico de Berlim, Berlim (Alemanha)
Data: 6 de junho de 2015 – 20h45 (horário local)
Árbitro: Cüneyt Çakır (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun, ambos da Turquia
Cartões Amarelos: Vidal e Pogba (Juventus); Suárez (Barcelona)
Gols: Rakitić, aos 4 min do 1º tempo; Morata, aos 10 min do 2º tempo; Suárez, aos 23 min do 2º tempo e Neymar, aos 51 min do 2º tempo
JUVENTUS (ITA): 1.Buffon; 26.Lichtsteiner, 15.Barzagli, 19.Bonucci e 33.Evra (11.Coman); 21.Pirlo, 8.Marchísio, 6.Pogba e 23.Vidal (37.Pereyra); 10.Tévez e 9.Morata (14.Llorente). Técnico: Massimiliano Allegri
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen; 22.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitić (24.Mathieu) e 8.Iniesta (6.Xavi); 10.Messi, 11.Neymar e 9.Suárez (7.Pedro). Técnico: Luis Henrique

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da Copa do Rey 2014-2015

Iniesta e Xavi (com faixa de capitão) erguem o troféu da Copa do Rey conquistada pelo Barcelona. Foto: Emilio Morenatti/AP
Iniesta e Xavi (com faixa de capitão) erguem o troféu da Copa do Rey conquistada pelo Barcelona. Foto: Emilio Morenatti/AP

Com grande atuação de Messi, autor de dois gols sendo um deles uma pintura, e outro gol de Neymar, o Barcelona bateu o Athletic de Bilbao por 3 a 1 no Estádio Camp Nou (o tento do time basco foi de Williams) e faturou a Copa do Rey 2014-2015 neste sábado (30). A partida marcou também a despedida do meio-campista Xavi diante da torcida catalã, que está de partida para o Al-Saad, do Catar.

Apesar de o jogo ter sido disputado no Camp Nou, casa do Barcelona, o estádio estava dividido meio a meio. Assim, empolgado com a maior presença de torcedores, o Athletic Bilbao não se sentiu intimidado e começou em cima. Mas, como já era de praxe, o Barça trocou passes, passou a controlar a partida e acionar efusivamente o trio MSN – Messi, Suárez e Neymar – e, não demorou muito, o esperado aconteceu.

Aos 20 minutos, Messi partiu do lado direito do meio de campo, passou por três marcadores (com direito a um drible da vaca em Balenziaga), invadiu a área pela direita, livrou-se também de Laporte e bateu no canto para abrir o placar. Golaço! Minutos depois, o time da Catalunha ainda criou duas oportunidades seguidas com Suárez e Piqué, mas o goleiro Herrerín salvou a equipe do País Basco.

Messi estava em uma jornada inspirada e participou na jogada do segundo gol. Aos 35, o argentino tocou para Rakitić, que passou para Suárez, em condição legal, e o uruguaio cruzou rasteiro para Neymar só completar para o gol vazio. E os leões bascos só conseguiram levar perigo aos 40 minutos através de Williams, que chutou por cima do gol. Mas os blaugranos ainda quase anotaram o terceiro aos 43 com Messi. O camisa 10 cobrou falta buscando o ângulo e o Herrerín fez grande defesa.

Na etapa complementar, o Barcelona passou a valorizar o resultado e a trocar passe. Tanto é que o momento mais emocionante até a metade do segundo tempo foi a entrada de Xavi no lugar de Iniesta aos nove minutos. Isso porque o meiocampista dono da camisa 6 fazia a sua última partida no Camp Nou (ele irá para o Catar). No entanto, o dono da festa catalã era Messi e, assim, aos 28, ele apareceu novamente. Neymar tocou para Daniel Alves em profundidade, o lateral-direito cruzou rasteiro para trás, o argentino se antecipou à defesa e deu um tapa de leve na bola para marcar o terceiro gol do Barça, o seu segundo na partida.

No entanto, o Athletic Bilbao não estava morto e conseguiu chegar ao seu gol de honra aos 34. Cruzamento na área, Williams subiu mais que Busquets e cabeceou no canto de Ter Stegen para diminuir. Mas a festa era azul-grená.

O jogo seguia tranquilo, mas alguns jogadores do Bilbao se irritaram com a atitude de Neymar, que tentou dar uma carretilha no marcador, que o derrubou, diante da torcida basca. Xavi protegeu o brasileiro dos adversários e o árbitro distribuiu cartões amarelos para Aduriz, Neymar e Busquets. Aliás, o homem do apito, no final, inverteu o lance, deu falta do atacante. No entanto, o resultado prevaleceu e o Barça ficou mais uma vez com a Copa do Rey, a 27ª de sua história. Final de jogo no Camp Nou, Barcelona 3, Athletic de Bilbao 1. E, assim, o rei Felipe VI entregou o troféu para a dupla Iniesta e Xavi (que assumiu a faixa de capitão quando entrou durante a partida).

O Barcelona chegou à decisão da Copa do Rei como o grande favorito diante do Athletic Bilbao e fez prevalecer esse status. Com tarde inspirada de Messi, o time comandado por Luis Henrique não tomou conhecimento do adversário e fez o suficiente para conquistar o segundo título da temporada e, quem sabe, conquistar a tríplice coroa no próximo sábado na final da UEFA Champions League diante da Juventus. Porém, os catalães terão uma parada dura pela frente, uma vez que o adversário do próximo sábado é bem mais complicado e, assim como o Barça, tem um argentino camisa 10 jogando muito, claro que não no mesmo patamar que Messi, mas que certamente dará trabalho para a dupla Piqué e Mascherano e tem um time com jogadores bastante experientes, como Buffon e Pirlo, só para citar “apenas” dois. Curiosamente, a Juve também pode conquistar a tríplice coroa com a Champions, já que os bianconeros são atuais campeões italianos e da Coppa Itália. Mas, voltando para a Copa do Rei, dois fatos negativos marcaram a decisão: as vaias ao hino espanhol diante da presença do rei (por questões políticas, bascos e catalães não demonstram sentimentos patrióticos com relação à Espanha) e o destemperamento dos jogadores do Athletic contra o Neymar, que também merece crítica por fazer um lance desnecessário para irritar o marcador que se sente “humilhado” diante da situação – perdendo uma decisão e diante de sua torcida. E, definitivamente, Messi está mais do que consolidado no rol dos grandes craques definitivos do futebol, o primeiro gol dele no jogo foi algo surreal. Seguramente ele figura no meu “top 5” dos melhores jogadores que já vi jogar. Infelizmente, para ele e seus compatriotas, ainda só lhe falta uma Copa do Mundo, que ficou “no quase” em 2014.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

16-avos de final:
03/12/2014 – Huesca 0x4 Barcelona – El Alcoraz
16/12/2014 – Barcelona 8×1 Hesca – Camp Nou
Oitavas-de-final:
08/01/2015 – Barcelona 5×0 Elche – Camp Nou
15/01/2015 – Elche 0x4 Barcelona – Martínez Valero
Quartas-de-final:
21/01/2015 – Barcelona 1×0 Atlético de Madrid – Camp Nou
28/01/2015 – Atlético de Madrid 2×3 Barcelona – Vicente Calderón
Semifinais:
11/02/2015 – Barcelona 3×1 Villarreal – Camp Nou
04/03/2015 – Villarreal 1×3 Barcelona – El Madrigal
Final:
30/05/2015 – Athletic Bilbao 1×3 Barcelona – Camp Nou

FICHA TÉCNICA: ATLHETIC BILBAO 1×3 BARCELONA
Competição/fase: Copa do Rei 2014-2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha
Data: 30 de maio de 2015 – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Verlasco Carballo
Auxiliares: Roberto Alonso e Juan Carlos Yuste
Cartões Amarelos: Piqué, Neymar e Busquets (Barcelona); Iraola, Balenziaga, Williams e Aduriz (Athletic Bilbao)
Gols: Messi, aos 20 min do 1º tempo e aos 28 min do 2º tempo; Neymar, aos 35 min do 1º tempo; e Williams, aos 34 min do 2º tempo
ATLHETIC DE BILBAO: 13.Herrerín; 12.Bustinza, 16.Etxeita, 4.Laporte e 24.Balenziaga; 6.Mikel San José, 7.Beñat (11.Gómez), 15.Iraola (14.Susaeta), 17.Mikel Rico (8.Iturraspe) e 30.Williams; 20.Aduriz. Técnico: Ernesto Valverde
BARCELONA: 1.Ter Stegen; 22.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano e 18.Jordi Alba (24.Mathieu), 5.Busquets, 4. Rakitić e 8.Iniesta (6.Xavi); 10.Messi, 9.Suárez (7.Pedro) e 11.Neymar. Técnico: Luis Henrique

Parabéns ao Futbol Club Barcelona por mais uma conquista

Por Jorge Almeida