Exposição “Tesouros da Coleção Fundação Mapfre – Obras Sobre Papel” no Museu Lasar Segall

O Museu Lasar Segall realiza até a próxima segunda-feira, 28 de agosto, a exposição “Tesouros da Coleção Fundação Mapfre – Obras Sobre Papel”, que contém cerca de 60 obras do acervo da instituição espanhola, que abrange o final do século XIX e meados do século XX.

Os trabalhos surgem em um período em que o desenho vivia a dupla função de, um lado ser um meio criativo para execução final de outras obras, simultaneamente, ser a própria arte plena.

Assim ocorria já nas ilustrações de Rodin e Klimt, que os próprios artistas compreendiam em suas exposições, nas do primeiro Picasso e nas de Henri Matisse.

Em meio aos destaques estão “Mulher com Agenda” (1944), um nanquim sobre papel, de Henri Matisse; “Pastoral”, de 1948, um óleo e têmpera sobre papel, de Joaquim Sunyer; “Guerra Estética” (1943), tinta e grafite sobre papel, de Salvador Dali; e “Zingaras” (1917), uma têmpera sobre cartão, de Rafael Barradas.

SERVIÇO:
Exposição: Tesouros da Coleção Fundação Mapfre – Obras Sobre Papel
Onde: Museu Lasar Segall – Rua Berta, 111 – Vila Mariana
Quando: até 28/08/2017; de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “100 Anos da Bela Arte 1ª Etapa” no Metrô Luz

Reprodução do cartaz de “O Poderoso Chefão” (1972) em exibição na Estação Luz de metrô. Foto: Jorge Almeida “

A Estação Luz de metrô promove até o próximo dia 31 de agosto a exposição “100 Anos da Bela Arte 1ª Etapa”, que contém 20 reproduções de cartazes originais de filmes históricos.

Os amantes da sétima arte poderão associar as reproduções com o tradicional cinema de rua paulistano, incluindo as descrições do ano de lançamento, diretor e uma característica marcante da produção à época.

Do Metrô Luz, a exposição seguirá para o Metrô Paulista, onde permanecerá em cartaz entre os dias 1º de setembro e 2 de outubro de 2017.

Entre os filmes que foram lembrados na exposição estão os clássicos “Frankstein” (1931), “Metrópolis” (1927), de Fritz Lang, um dos grandes do expressionismo alemão, uma verdadeira obra-prima revolucionária à frente de seu tempo (nota da redação: o Queen se inspirou nesse filme para fazer o videoclipe de “Radio Ga Ga”); e “O Poderoso Chefão” (foto), clássico filme de 1972, dirigido por Francis Ford Copolla, e considerado o melhor filme de gângster de todos os tempos.

SERVIÇO:
Exposição: 100 Anos de Bela Arte 1ª Etapa
Onde: Estação Luz de metrô (Linha 4-Amarela, acessos também pelas linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM e 1-Azul do Metrô) – Avenida Prestes Maia, 925
Quando: até 31/08/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h30; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Vão” no Centro Cultural Banco do Brasil

Uma das fotos da série “Vã”, de Berna Reale, em exibição no CCBB. Créditos: divulgação

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) exibe até a próxima segunda-feira, 28 de agosto, a exposição “Vão”, que contém três obras inéditas feitas exclusivamente para essa mostra pela artista paraense Berna Reale.

Com curadoria de Agnaldo Farias, a exposição trabalha com questões relacionadas à violência, vulnerabilidade, gênero e abuso de poder. As obras fazem parte do projeto “CCBB Música.Performance” que, além da individual, recebe um trabalho do videoartista Matthew Barney e uma instalação de Alejandro Ahmed e Grupo Cena 11.

Os três trabalhos têm a artista como protagonista, pois ela faz a performance neles, sendo que duas – “Frio” e “Em Pelo” – foram realizadas em vídeos, com três minutos de duração, enquanto a terceira – “Vã” – é composta por uma série de sete fotografias impressas em grande formato.

Logo, todos os trabalhos da exposição têm como embasamento as lutas femininas e contra a violência.

SERVIÇO:
Exposição:
Vão
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 28/08/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora agendada pelo site http://www.eventim.com.br/ ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

Exposição “CEBIMar – 60 Anos” no Metrô República

A maria-da-toca-laranja fotografada por pesquisadores e colaboradores do CEBIMar. Créditos: divulgação

A Estação República do Metrô realiza até o próximo dia 31 de agosto a exposição “CEBIMar – 60 Anos”, que reúne cerca de 40 registros que celebram as seis décadas de existência do Centro de Biologia Marinha da USP.

As imagens que registram a vida marinha foram obtidas pelos pesquisadores e colaboradores do centro.

O intuito principal da mostra, que está em itinerância desde 2015, é divulgar a beleza e o valor estético dos seres marinhos, assim como anseia suscitar nas pessoas a importância do conhecimento científico e a preocupação com os problemas ambientais dos oceanos.

Boa parte dos organismos marítimos foi captada no litoral norte do Estado de São Paulo, especialmente na região do canal de São Sebastião, apesar de outros sejam oriundos de localidades diferentes.

Entre os destaques estão os botões azuis (Porpita porpita), registrados no Canal de São Sebastião; a maria-da-toca-laranja (Parablennius pilicornis) sobre Palythoa variabilis (foto), retratados na Praia do Julião, em Ilha Bela; e a ânemona-de-tubo (Ceriantheomorphe brasiliensis), fotografado na Praia do Segredo, em São Sebastião.

SERVIÇO:
Exposição:
CEBIMar – 60 Anos
Onde: Estação República do Metrô (Linha 3-Vermelha do Metrô, acesso também pela Linha 4-Amarela de metrô) – Largo do Arouche, 24 – Centro
Quando: até 31/08/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h25; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Raul Seixas: 40 anos de “O Dia Em Que A Terra Parou”

“O Dia Em Que A Terra Parou”: o primeiro disco de Raul Seixas lançado pela WEA

Aproveitando que hoje, 21 de agosto, completam-se 28 anos da morte de Raul Seixas, resolvamos abordar sobre os 40 anos de um dos seus mais célebres álbuns: o clássico “O Dia Em Que A Terra Parou”. Produzido por Marco Mazzola, o disco é o primeiro lançado pelo músico pela WEA e o sétimo de sua discografia solo.

E a mudança não ficou apenas em relação à gravadora, mas também com o direcionamento musical e a parceria. Assim, Raul Seixas trocou a Phillips pela WEA e optou em diversificar mais a sua musicalidade deixando um pouco de lado o misticismo que o consagrou ao lado de Paulo Coelho por um estilo mais “pés no chão” de Cláudio Roberto, e com direito a dois funks (não, por favor, não confunda com esse “funk” que faz sucesso hoje no Brasil).

O disco abre com a sensacional “Tapanacara”, um ‘funkão’ nervoso recheado de metais e muito bem acompanhado da Banda Black Rio. Suspeita-se que a letra da música seria uma resposta a seus críticos, talvez, Caetano Veloso. Na sequência, o hino raulseixista “Maluco Beleza”, em que Raul tenta “explicar” a sua loucura e tentar levar a vida em um caminho que “é tão fácil seguir, por não ter onde ir”. Foi lançado um videoclipe da música em que Raulzito aparece sem uma de suas principais marcas: o cavanhaque. Sim, ele estava de “cara limpa”. E, por causa desse hit, que o compositor passou a ser conhecido como Maluco Beleza pelo resto da vida. O terceiro tema é a faixa que dá nome ao álbum. Em que o interlocutor diz que ter sonhado que ninguém saía de casa como se fosse combinado em todo planeta, logo, poderia ser uma espécie de greve geral, afinal, naqueles tempos as greves começavam a se tornar algo corriqueiro para os trabalhadores reivindicarem seus direitos e, ao mesmo tempo, incomodar a ditadura. Para esse que vos escreve: “é a melhor música escrita em português da história”. Já em “No Fundo do Quintal da Escola“, traz um rockzinho animado em que o interlocutor confronta sua atitude com as do demais enquanto eles iam “bater uma bola” enquanto ele ia para o “fundo do quintal da escola”, mas não especifica o que foi fazer lá (fumar, talvez?). Essa foi gravada pelo Barão Vermelho no álbum-tributo a Raul Seixas “O Início, o Fim e o Meio”, de 1991. O disco chega a metade com “Eu Quero Mesmo”, em que Raul declara o seu amor ao rock e também para Gloria Vaquer, sua esposa na época.

O lado B do play começa com outra que tem status de clássico raulseixista: “Sapato 36”, cujo teor, subliminarmente, o cantor dá um esporro nos censores, que acreditaram que o conteúdo dito na letra tratava-se de um “desabafo do filho incomodado com um sapato dado pelo pai”. Posteriormente, o play segue com a lenta e lindíssima “Você“, inspirada em ritmo latino, e que ele questiona quem o ouve o porquê de seu conformismo. Enquanto isso, a igualmente espetacular “Sim” parece ser a resposta para o questionamento feito por ele na faixa anterior. A penúltima canção é “Que Luz É Essa?”, que tem a participação especial de Gilberto Gil nos arranjos. Raul Seixas pergunta sobre essa luz, que poderia ser a vinda de algum Messias, ou o fim ditadura que tanto o perseguiu, ou o fim da civilização ou o início de uma nova era?, e, para finalizar, “De Cabeça-pra-Baixo”, música que tem outra incursão de funk e aborda sobre como seria a convivência em uma cidade de ponta-cabeça, em que o teto seria usado como “capacho” e as ondas do mar iriam se quebrar no ar.

O disco fez sucesso de público, mas a crítica não gostou porque foi dito na época que o álbum não manteve o mesmo nível dos trabalhos anteriores de Raul. Sinceramente, discordo. De fato, há diferenças em relação aos últimos trabalhos de Raulzito, mas “O Dia Em Que A Terra Parou” não é inferior a eles, mas sim está no mesmo patamar.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: O Dia Em Que A Terra Parou
Intérprete: Raul Seixas
Lançamento: 1977
Gravadora: WEA
Produtor: Marco Mazzola

Raul Seixas: voz e arranjos de base
Miguel Cidras: piano e arranjos de base
Gay Vaquer (hoje Jay Anthony Vaquer) e Lee Ritenour: violão e guitarra
Hélio Delmiro e Gilberto Gil: violão
José Paulo, Chiquito Braga e Cláudio Stevenson: guitarra
Luiz Cláudio Ramos: violão de 12 cordas
Paulo César Barros, Liminha e Jamil Joanes: baixo
José Roberto Bertrami: piano
Chico Batera e Djalma Corrêa: percussão
Pedrinho Batera, Mamão, Paulinho Braga e Luiz Carlos dos Santos: bateria
Eric da Silva: arranjos de orquestra

1. Tapanacara (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
2. Maluco Beleza (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
3. O Dia Em Que A Terra Parou (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
4. No Fundo do Quintal da Escola (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
5. Eu Quero Mesmo (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
6. Sapato 36 (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
7. Você (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
8. Sim (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
9. Que Luz É Essa? (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
10. De Cabeça-Pra-Baixo (Raul Seixas / Cláudio Roberto)

Por Jorge Almeida

Exposição “Juntos Pintando” na Estação Sé do Metrô

A youtuber Nah Cardoso retratada no projeto do artista plástico Sérgio Astral. Foto: Jorge Almeida

A Estação Sé do Metrô realiza até o próximo dia 31 de agosto a mostra “Juntos Pintando” que traz cerca de 20 obras do artista plástico Sérgio Astral voltado à inclusão social.

O projeto tem como objetivo trabalhar com crianças e jovens entre 6 e 15 anos, permitindo que eles descubram através da arte um mundo inexplorado por eles e que tem um grande destaque nas redes sociais como a plataforma Youtube.

Durante um período, Astral lecionou aulas de artes na periferia de São Paulo na ONG Jardim Unidos Num Trabalho de Obras Sociais (JUNTOS), e contou com o empenho dos alunos e dessa forma veio o conceito de pintar alguns dos ilustres youtubers.

O artista enaltece que cada obra contou a participação de “várias mãos” e que só tratou de orientar os alunos e dar os últimos retoques e, como o resultado disso, manteve característicos os traços da Pop Art e suas cores vibrantes e vivas.

Entre os youtubers retratados, por exemplo, estão “Nah Cardoso” (foto), Vish Tube e Isaac do Vine, entre outros.

SERVIÇO:
Exposição: Juntos Pintando
Onde: Estação Sé do Metrô (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha) – Praça da Sé, s/nº – Centro
Quando: até 31/08/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h29; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor da tarifa integral do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas” no Museu de Arte Sacra

Uma das imagens da exposição sobre a religiosidade em Israel no Museu de Arte Sacra. Créditos: divulgação

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo domingo, 27 de agosto, a mostra “Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas”, que traz cerca de 40 registros realizados por sete fotógrafos drusos, residentes em Israel.

As imagens exibem cerimônias e demonstrações de fé religiosas, que cerceiam a vida e a morte e dão um panorama da diversidade do país. Em Israel, a comunidade drusa faz parte de um pequeno grupo etno-religioso que é uma minoria no Oriente Médio, mas que mantém relação com a comunidade judaica no território israelense desde sempre e que foi fortificada a partir de 1948.

Os drusos se fazem presente na vida cotidiana de Israel. Membros dessas sociedade marcam presença no exército, no governo, no mundo acadêmico e na diplomacia israelense, inclusive o atual vice-cônsul geral em São Paulo, o adido militar em Brasília e o ex-embaixador de Israel no Brasil.

A mostra é o resultado de uma parceria entre o museu e o Consulado de Israel e vai de encontro com a filosofia de um diálogo interreligioso, além de mostrar ao seu público, e aos brasileiros, a aqui desconhecida fé drusa.

Sempre é bom destacar que Israel possui uma sociedade democrática, multicultural e multiétnica, onde pessoas de diversas orientações culturais e religiosas – judeus, cristãos, muçulmanos, bahá’is e drusos – convivem juntos e o Estado israelense permite o direito à liberdade de cada etnia praticar a sua prática religiosa.

SERVIÇO:
Exposição:
Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 27/08/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida