Arsenal: campeão da Supercopa da Inglaterra 2017

Jogadores do Arsenal posam para a foto com a taça da Supercopa da Inglaterra. Créditos: arsenal.com

O Arsenal é o mais novo campeão da Supercopa da Inglaterra. Os Gunners levaram a melhor diante do Chelsea ao derrotá-lo por 4 a 1 nos pênaltis depois de um empate no tempo normal em 1 a 1 (gols de Moses e Kolašinac). A decisão foi disputada neste domingo (6) no lendário Estádio de Wembley, em Londres.

A partida começou com o Chelsea mantendo a posse de bola, mas não converteu isso em chances de gol. Ao contrário, quem chegou pela primeira vez foi o Arsenal com três oportunidades consecutivas. Aos 5, Iwobi passou por David Luiz, cruzou rasteiro, mas Lacazette não conseguiu finalizar e a redonda cruzou toda a pequena área sem ninguém tocar para dentro.  No minuto seguinte, Iwobi invadiu a área pela esquerda, cruzou rasteiro, Courtois desviou, a bola tocou em Kanté, passou por Lacazette e saiu pela linha de fundo. Depois, aos 7, Xhaka lançou para Welbeck desviar de cabeça e o goleiro belga defender no meio do gol.

Depois da blitz dos Gunners, os Blues conseguiram equilibrar o jogo e passou a ter uma ligeira posse de bola superior ao rival. Porém, aos 21, o Arsenal chegou com perigo novamente. Bellerín tocou para Lacazette, que acionou Welbeck que devolveu para o camisa 9 bater com categoria e acertar caprichosamente a trave. Na sobra, o time vermelho não soube dar sequência ao lance e mandou para fora.

A partida seguiu quando aos 27, um lance causou preocupação a todos. Mertesacker levou uma cotovelada de Cahill na área, ficou sangrando em campo e recebeu o atendimento médico. E, depois de alguns minutos, o camisa 4 foi substituído por Kolašinac. Depois a dividida, coincidentemente, o Chelsea melhorou na partida e criou duas chances em sequência. Aos 31, Moses invadiu a área pela direita e finalizou à meia altura para Čech salvar. Dois minutos depois, Willian lançou Pedro, que invadiu a área para soltar a bomba e o goleiro tcheco espalmar.

A decisão seguiu com as duas equipes fazendo um confronto equilibrado. Aos 44, Iwobi recebeu a bola, a ‘escondeu’ e girou, mas bateu fraco e Courtois defendeu sem dificuldades. E a Supercopa da Inglaterra foi para o intervalo com o placar inalterado: 0 a 0 em Wembley.

A etapa complementar mal começara e, com menos de um minuto, o Chelsea chegou ao seu gol. Cahill cabeceou e Moses surgiu detrás da zaga e finalizou tirando Čech. Com a vantagem parcial, os Pensioners marcaram mais presença no campo de ataque. No entanto, aos 13, Elneny tentou um chute quase da linha de escanteio direto, mas Courtois fez ótima defesa e mandou a redonda para escanteio.

A partida seguiu equilibrada e disputada nos minutos seguintes. Porém, aos 30, Xhaka soltou a pancada, a esférica estava em direção do ângulo, mas Courtois fez ótima defesa na ponta dos dedos e cedeu o escanteio.

E, justamente quando a equipe de Antonio Conte estava melhor, o espanhol Pedro pôs tudo a perder ao dar um carrinho por trás e receber o cartão vermelho aos 34 minutos. Para piorar a situação, na cobrança de falta resultante da falta do camisa 11 Xhaka levantou na área, a defesa parou e Kolašinac, sem marcação, desviou de cabeça para os fundos das redes do Chelsea. É o empate do Arsenal.

Com um a menos, o Chelsea se segurou com o intuito de levar a decisão para os pênaltis. Apesar da estratégia defensiva, os Blues quase surpreenderam os comandados de Arsène Wenger no final do tempo regulamentar. Aos 44, Fàbregas levantou a bola na área, Morata subiu mais que a defesa, desviou de cabeça e mandou à esquerda do gol. O jogo foi até os 50 minutos e o empate prevaleceu e a The FA Community Shield teve seu campeão decidido nos pênaltis.

Nas cobranças, Cahill abriu a série e pôs o Chelsea na frente, Walcott e Monreal puseram o Arsenal na frente, mas Courtois e Morata mandaram seus tiros penais para fora e desperdiçaram a oportunidade de igualar a série, então, com as cobranças convertidas por Chamberlain e Giroud, os Gunners fizeram 4 a 1 nos pênaltis e garantiram a taça para o norte de Londres.

Arsenal e Chelsea fizeram um jogo bastante equilibrado, com os Gunners dominando no começo e os Blues equilibrando e também criando suas chances. Ambas desfalcadas, as duas equipes embora tiveram seus bons momentos na etapa inicial passaram em branco nos 45 minutos iniciais. Contudo, logo no comecinho da etapa inicial, o Chelsea saiu na frente com Moses. Mas o Arsenal não se abateu e tentou o empate, que veio graças a uma falta desnecessária de Pedro em que o espanhol foi expulso. Na cobrança, Kolašinac empatou o jogo de cabeça e provocou a decisão por pênaltis. Nas cobranças, prevaleceu a boa pontaria dos Gunners, que mantiveram 100% de aproveitamento nos chutes penais. E, com 15 títulos do torneio, o Arsenal se iguala ao Liverpool em número de taças, mas o maior vencedor do certame segue sendo o Manchester United com 21 títulos.

A seguir, a ficha técnica da final.

FICHA TÉCNICA: ARSENAL (4)1X1(1) CHELSEA
Competição/fase: Supercopa da Inglaterra 2017 – final (jogo único)
Local: Wembley Stadium, Londres, Inglaterra
Data: 6 de agosto de 2017, domingo, 10h (horário de Brasília)
Árbitro: Bobby Madley
Cartões Amarelos: Bellerín (Arsenal); Azpilicueta, Alonso e Willian (Chelsea)
Cartão Vermelho: Pedro (Chelsea)
Gols: Moses, a 1 min (0-1) e Kolašinac, aos 37 min do 2º tempo (1-1)
Pênaltis convertidos: Walcott, Monreal, Chamberlain e Giroud (Arsenal); Azpilicueta (Chelsea)
Pênaltis desperdiçados: Courtois e Morata (Chelsea)
ARSENAL: 33.Čech; 16.Holding, 4.Mertesacker (31.Kolašinac) e 18.Monreal; 24.Bellerín, 16.Chamberlain, 29.Xhaka e 35.Elneny; 17.Iwobi (14.Walcott), 23.Welbeck (61.Nelson) e 9.Lacazette (12.Giroud). Técnico: Arsène Wenger
CHELSEA: 13.Courtois; 28.Azpilicueta, 30.David Luiz e 24.Cahill; 15.Moses, 3.Alonso (2.Rüdiger), 4.Fàbregas e 7.Kanté; 22.Willian (17.Musonda), 11.Pedro e 23.Bathuayi (9.Morata). Técnico: Antonio Conte

Parabéns ao Arsenal Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

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Arsenal: campeão da Copa da Inglaterra 2016/2017

Os jogadores do Arsenal comemoram o título da FA Cup em Wembley. Foto: Reuters

Em um jogo marcado por despedidas – John Terry, de um lado, e Arsène Wenger de outro -, o Arsenal derrotou o Chelsea na final da Copa da Inglaterra por 2 a 1 neste sábado (27) no Estádio de Wembley, em Londres, e conquistou o seu 13º título da competição mais velha da história do futebol e que fez dos Gunners os maiores vencedores do torneio. Com gols de Alexis Sánchez e Ramsey – Diego Costa anotou o tento dos Blues -, o Arsenal manteve a invencibilidade nas decisões do torneio no novo estádio e sagrou-se campeão na sexta final londrina das 136 edições da FA Cup e, de quebra, evitou o “double” do rival, que vinha de conquista da Premier League.

A partida começou com o Arsenal controlando a posse de bola. E, logo aos três minutos, em lance polêmico, os Gunners saíram na frente com Alexis Sánchez. Ramsey trabalhou com o chileno, que tocou por cima da zaga e viu a defesa tentar afastar. Porém, o camisa 7 pulou e, usando a mão, impediu que zaga afastasse a bola, que ficou viva na área em direção de Ramsey, em posição irregular. Contudo, o camisa 8 foi em direção da redonda, mas desistiu por conta da chegada de Alexis que, livre, à frente de Courtois, chutou colocado e tirou o zero do placar. No entanto, o árbitro Anthony Taylor chegou a anular o gol, mas depois da conversa com o assistente, que flagrou a posição irregular de Ramsey, mas julgou que o volante não participou de maneira ativa no lance. Assim, a arbitragem validou o gol, embora não tenha marcado o toque de mão de Sanchez.

O Arsenal, motivado pela vantagem adquirida nos momentos iniciais, continuou indo para cima e desperdiçando oportunidades. Aos 13, Welbeck serviu Sánchez, que arriscou da intermediária e mandou por cima. O Chelsea deu o troco no minuto seguinte. Após a briga pela bola na área do Arsenal, a esférica veio em direção de Diego Costa que, na hora do chute, foi travado por Mertesacker. No contra-ataque, aos 15, os Gunners chegaram com perigo. Özil recebeu na direita, invadiu a área, tocou por cima de Courtois, mas Cahill salvou em cima da linha e evitou o segundo gol do time de Arsène Wenger.

Aos 18, após cobrança de escanteio pela direita, Welbeck cabeceou e mandou a bola na trave e, no rebote, a redonda bateu no peito de Ramsey que acertou a mesma trave novamente e saiu.

O Chelsea, aos poucos, foi conseguindo equilibrar as ações do jogo e teve uma bela oportunidade aos 27. Pedro fez um longo lançamento por cima para Diego Costa, que passou por trás de Holding, e conseguiu finalizar, mas Ospina abafou o lance e mandou a bola para o escanteio. Dois minutos depois, em um contragolpe, Welbeck tabelou na entrada da área e recebeu nas costas da zaga, ele tentou tocar na saída de Courtois, acertou a trave e, no rebote, a redonda tinha endereço certo e Cahill, mais uma vez, tirou em cima da linha.

Os Blues ainda tiveram duas oportunidades na etapa inicial. Aos 38, Hazard acionou Pedro na área, mas o espanhol mandou por cima. E, aos 46, Alonso cobrou falta e também não acertou o alvo.

Diferentemente da apatia que tomou conta do Chelsea no primeiro tempo, os Blues vieram mais dispostos e nos primeiros minutos criaram duas oportunidades seguidas. Aos 3, Kanté arriscou de fora da área e Ospina defendeu sem dificuldades. Três minutos depois, Diego Costa, em bela jogada, tocou para Moses, que bateu cruzado e o arqueiro da camisa 13 fez grande defesa.

O Arsenal respondeu aos 9. Em um rápido contragolpe, Bellerín partiu pela direita e tentou o cruzamento para Sánchez, mas Curtois se antecipou e ficou com a esférica. Depois foi a vez dos Pensioners atacarem, aos 13, com Pedro que recebeu na entrada na área e sua finalização passou rente à meta de Ospina.

Os Gunners tentaram aos 18. Depois de jogada pela esquerda, Bellerín pegou mal na bola e facilitou o trabalho de Courtois. O Chelsea respondeu no lance seguinte pela direita, mas a zaga cortou e, na sobra, Fàbrega pegou de primeira e mandou para o lado do gol.

Pouco tempo depois, a situação do time de Antonio Conte, que já era complicada, complicou de vez com a expulsão de Moses. O nigeriano caiu na área e a arbitragem entende que ele simulou para ganhar a penalidade e recebeu o segundo amarelo. No entanto, mesmo com um a menos, o Chelsea chegou ao empate aos 30 minutos. Willian cruzou na área para Diego Costa, que dominou no peito, tirou da zaga e bateu mascado, a bola desviou na zaga e caiu devagar no canto de Ospina, que ainda tentou dar um tapa e não conseguiu.

Todavia, a alegria do time azul durou apenas três minutos. Após ter sofrido o empate, Arsène Wenger colocou Giroud no lugar de Welbeck. E, em sua primeira jogada, o camisa 12 foi lançado e, na linha de fundo, cruzou na medida para Ramsey, que chegou livre para cabecear e colocar o Arsenal novamente à frente do placar.

O Chelsea tentou buscar o empate novamente aos 36. Depois de uma cobrança de falta curta de Willian, David Luiz cabeceou no primeiro poste e a redonda saiu ao lado da meta de Ospina. Aos 39, Bellerín passou por David Luiz, invadiu a área, chutou cruzado e a bola passou perto do gol defendido por Courtois. Na sequência, foi a vez do Chelsea desperdiçar uma excelente oportunidade. Diego Costa dominou no peito e bateu firme, mas Ospina fez uma linda defesa e evitou o empate. Em seguida, os Gunners perderam outra ótima chance ao acertar a trave Courtois.

Os Blues até esboçaram um pressão, mas a eficiência defensiva do Arsenal conteve os ímpetos do adversário e a partida terminou com a vitória do lado vermelho por 2 a 1.

O Arsenal começou o jogo massacrando o Chelsea. Com mais posse de bola, os Gunners chegaram ao gol no começo da etapa inicial, embora marcado de forma equivocada pela arbitragem por dois motivos: Sánchez ajeitou a bola com a mão na dividida com a defesa dos Blues e Ramsey, em posição de impedimento, tem a intenção de participar da jogada. No entanto, os comandados de Arsène Wenger ditaram o ritmo do jogo e criaram as melhores oportunidades, sendo duas delas que só não resultaram em gols porque Cahill salvou em cima da linha nas duas ocasiões. O Chelsea não estava conseguindo impor seu jogo que deu resultado no Campeonato Inglês e passou boa parte do tempo abusando nos lançamentos. No segundo tempo, os dois times alternaram bons momentos na partida. O Chelsea poderia ter se complicado com a expulsão de Moses, mas, por incrível que pareça, conseguiu o empate com um a menos. Porém, Giroud, que entrou logo após o gol dos Blues, fez bela jogada e cruzou na medida para Ramsey fazer o gol do título dos Gunners.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Terceira fase:
07/01/2017 – Preston North End 1×2 Arsenal – Deepdale, Preston
Quarta fase:
28/01/2017 – Southampton 0x5 Arsenal – St. Mary’s Stadium, Southampton
Quinta fase:
20/02/2017 – Sutton United 0x2 Arsenal – Gander Green Lane, Londres
Quartas-de-final:
11/03/2017 – Arsenal 5×0 Lincoln City – Emirates Stadium, Londres
Semifinais:
23/04/2017 – Arsenal 2×1 Manchester City – Wembley Stadium, Londres
Final:
27/05/2017 – Arsenal 2×1 Chelsea – Wembley Stadium, Londres

FICHA TÉCNICA: ARSENAL 2×1 CHELSEA
Competição/fase: Copa da Inglaterra (The Emirates FA Cup) – final (jogo único)
Local: Wembley Stadium, Londres, Inglaterra
Data: 27 de maio de 2017, sábado – 13h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Anthony Taylor
Assistentes: Gary Beswick e Marc Perry
Cartões Amarelos: Ramsey, Xhaka, Coquelin (Arsenal); Moses (Chelsea)
Cartão Vermelho: Moses (Chelsea)
Gols: Alexis Sánchez, aos 3 min do 1º tempo (1-0); Diego Costa, aos 30 min do 2º tempo (1-1) e Ramsey, aos 33 min do 2º tempo (2-1)
ARSENAL: 13.Ospina; 16.Holding, 4.Mertesacker e 18.Monreal; 29.Xhaka, 8.Ramsey, 24.Bellerini e 15.Oxlade-Chamberlain (24.Coquelin); 11.Özil, 7.Sánchez (35.Elneny) e 23.Welbeck (12.Giroud). Técnico: Arsène Wenger
CHELSEA: 13.Courtois; 28.Azpilicueta, 30.David Luiz e 24.Cahill; 7.Kanté, 21. Matić (4.Fàbregas), 15.Moses e 3.Alonso; 11.Pedro (Willian), 10.Hazard e 19.Diego Costa (23.Batshuayi). Técnico: Antonio Conte

Parabéns ao Arsenal Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Chelsea: campeão inglês 2014/2015

Hazard comemora o gol que deu o título do Campeonato Inglês ao Chelsea com três rodadas de antecedência. Foto: AFP
Hazard comemora o gol que deu o título do Campeonato Inglês ao Chelsea com três rodadas de antecedência. Foto: AFP

Com gol de Hazard, que aproveitou o rebote do goleiro na cobrança de pênalti, o Chelsea bateu o Crystal Palace por 1 a 0, no Stamford Bridge, neste domingo (3) em confronto válido pela 35ª rodada do Campeonato Inglês 2014/2015 e conquistou o título com três rodadas de antecedência. O time de Londres, com a vitória, chegou aos 83 pontos e não pode mais ser alcançado pelo segundo colocado do certame, o Manchester City, que tem 67. Esse é o quinto título da competição conquistado pelos Blues em sua história.

O técnico José Mourinho precisou fazer uma alteração na equipe titular de última hora. O brasileiro Ramires passou mal durante o aquecimento e deixou o estádio de ambulância. O camisa 7 foi substituído pelo colombiano Cuadrado.

No primeiro tempo, o Chelsea teve trabalho com a forte marcação do Crystal Palace, além de falta de entrosamento entre Fàbregas, Cuadrado e Drogba por conta do pouco tempo que estiveram juntos em campo na temporada. Apesar disso, os Blues criaram boas oportunidades ao longo da etapa inicial.

A primeira delas foi aos 14 com Hazard, que foi até a linha de fundo, cruzou rasteiro para Drogba, mas Dann fez o corte providencial. Nove minutos depois, a zaga do Crystal sai mal para deixar o ataque do Chelsea em impedimento e, na sequência do lance, o goleiro Speroni errou o soco, Matić recolheu e bateu rasteiro para a defesa do arqueiro.

E, em sua única finalização no primeiro tempo, aos 29, os Glaziers levaram muito perigo. Zaha cruzou, a defesa do Chelsea afastou mal, Puncheon soltou a bomba e Terry se atirou na bola e cortou. A redonda bateu no braço do camisa 26 e o árbitro não percebeu.

Antes do intervalo, o Chelsea chegou ao gol aos 45 minutos. Willian deixou para Hazard, que invadiu a área e, ao tentar passar por McArthur e Mariappa, cai. O juiz marcou pênalti. O próprio Hazard foi para a cobrança, Speroni defendeu parcialmente e, no rebote, o camisa 10 cabeceou no contrapé do goleiro.

Na etapa final, os Blues tocaram a bola pacientemente nos primeiros minutos, enquanto o Crystal Palace, timidamente, apertou a marcação. Mas os visitantes assustaram aos 23 com Puncheon, que chutou de longe e a redonda passou muito perto da trave de Courtois.

Minutos depois, o Chelsea bombardeou o adversário. Aos 34, Ivanović chutou em cima da defesa, Cahill também acertou a zaga e, na sobra, o camisa 2 chutou por cima. No minuto seguinte, Willian fez bela jogada pela direita, cruzou rasteiro para Drogba, que chutou mascado rente à trave esquerda de Speroni.

O Palace reagiu aos 36. Bolasie cruzou, Sonogo escorou e Zaha bateu no segundo pau, mas Courtois abafou e defendeu. No lance seguinte, Willian tabelou com Fàbregas e, na altura da meia-lua, finalizou rasteiro e cruzado, mas a bola passou à direita.

Depois dessa sequência de lances de perigo, o Chelsea administrou a vantagem e ficou à espera do apito do árbitro para comemorar o seu quinto título. E o Crystal Palace, ao promover as entradas de Sanogo e Murray, até tentou a ameaçar mais, contudo não conseguiram igualar o marcador.

Com o campeão definido, o campeonato segue com mais três rodadas para as definições da zona da Liga dos Campeões, que hoje tem, além do Chelsea, Manchester City, Arsenal e Manchester United; da zona da Europa League, atualmente ocupada pelo Liverpool; e a fuga do rebaixamento, cujas últimas posições são ocupadas por Leicester City, Queens Park Rangers e Burnley.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica do jogo do título.

Data / Jogo / Local:
18/08/2014 – Burnley 1×3 Chelsea – Turf Moor, Burnley
23/08/2014 – Chelsea 2×0 Leicester City – Stamford Bridge, Londres
30/08/2014 – Everton 3×6 Chelsea – Goodison Park, Liverpool
13/09/2014 – Chelsea 4×2 Swansea City – Stamford Bridge, Londres
21/09/2014 – Manchester City 1×1 Chelsea – Etihad Stadium, Manchester
27/09/2014 – Chelsea 3×0 Aston Villa – Stamford Bridge, Londres
05/10/2014 – Chelsea 2×0 Arsenal – Stamford Bridge, Londres
18/10/2014 – Crystal Palace 1×2 Chelsea – Britannia Stadium, Stoke-On-Trent
26/10/2014 – Manchester United 1×1 Chelsea – Old Trafford, Manchester
1º/11/2014 – Chelsea 2×1 Queens Park Rangers – Stamford Bridge, Londres
08/11/2014 – Liverpool 1×2 Chelsea – Anfield Stadium, Liverpool
22/11/2014 – Chelsea 2×0 West Bromwich – Stamford Bridge, Londres
29/11/2014 – Sunderland 0x0 Chelsea – Stadium Of Light, Monkwearmouth
03/12/2014 – Chelsea 3×0 Tottenham – Stamford Bridge, Londres
06/12/2014 – Newcastle 2×1 Chelsea – St. James’ Park, Newcastle
13/12/2014 – Chelsea 2×0 Hull City – Stamford Bridge, Londres
22/12/2014 – Stoke City 0x2 Chelsea – Britannia Stadium, Stoke-On-Trent
26/12/2014 – Chelsea 2×0 West Ham – Stamford Bridge, Londres
28/12/2014 – Southampton 1×1 Chelsea – St. Mary’s Stadium, Southampton
1º/01/2015 – Tottenham 5×3 Chelsea – White Hart Lane, Londres
10/01/2015 – Chelsea 2×0 Newcastle – Stamford Bridge, Londres
17/01/2015 – Swansea 0x5 Chelsea – Liberty Stadium, Swansea
31/01/2015 – Chelsea 1×1 Manchester City – Stamford Bridge, Londres
07/02/2015 – Aston Villa 1×2 Chelsea – Villa Park, Birmingham
11/02/2015 – Chelsea 1×1 Everton – Stamford Bridge, Londres
21/02/2015 – Chelsea 1×1 Burnley – Stamford Bridge, Londres
29/04/2015 – Leicester City 1×3 Chelsea – King Power Stadium, Leicester
04/03/2015 – West Ham 0x1 Chelsea – Boleyn Ground, Londres
15/03/2015 – Chelsea 1×1 Southampton – Stamford Bridge
22/03/2015 – Hull City 2×3 Chelsea – The KC Stadium, Kingston upon Hull
04/04/2015 – Chelsea 2×1 Stoke City – Stamford Bridge, Londres
12/04/2015 – Queens Park Rangers 0x1 Chelsea – Loftus Road, Londres
18/04/2015 – Chelsea 1×0 Manchester United – Stamford Bridge, Londres
26/04/2015 – Arsenal 0x0 Chelsea – Emirates Stadium, Londres
03/05/2015 – Chelsea 1xo Crystal Palace – Stamford Bridge, Londres
10/05/2015 – Chelsea x Liverpool – Stamford Bridge, Londres*
17/05/2015 – West Bromwich x Chelsea – The Hawthorns, West Bromwich*
24/05/2015 – Chelsea x Sunderland – Stamford Bridge, Londres*

FICHA TÉCNICA: CHELSEA 1×0 CRYSTAL PALACE
Competição/fase: 35ª rodada do Campeonato Inglês 2014/2015
Local: Estádio Stamford Bridge, Londres
Data: 03/05/2015 – 9h20 (horário de Brasília)
Árbitro: Kevin Friend
Cartões Amarelos: Ivanović e Terry (Chelsea); Dann e Mariappa (Crystal Palace)
Gol: Hazard, aos 45 minutos do primeiro tempo
CHELSEA: 13.Courtois, 2.Ivanović, 24.Cahill, 26.Terry e 28.Azpilicueta; 4.Fàbregas, 21.Matić, 22.Willian (5.Zouma), 10.Hazard (3.Filipe Luís) e 23.Cuadrado (12.Mikel); 11.Drogba. Técnico: José Mourinho
CRYSTAL PALACE: 1.Speroni; 3.Mariappa (34.Kelly), 6.Dann, 27.Delaney e 2.Ward; 18.McArthur, 28.Ledley, 22.Mutch (17.Murray), 42.Puncheon (9.Sanogo) e 11.Zaha; 7.Bolasie. Técnico: Alan Pardew

Parabéns ao Chelsea Football Club pela conquista.

* Jogos a serem realizados.

Por Jorge Almeida

Definidos os oito que seguem na UEFA Champions League

A taça da UEFA Champions League: o campeão a erguerá no Estádio da Luz, em Lisboa, no dia 24/05
A taça da UEFA Champions League: o campeão a erguerá no Estádio da Luz, em Lisboa, no dia 24/05

Os oito classificados para as quartas-de-final da UEFA Champions League 2013/2014 foram definidos nesta quarta-feira (19) ao término dos dois últimos confrontos das oitavas-de-final – Manchester United 3×0 Galatasaray e Borussia Dortmund 1×2 Zenit. Dessa forma, seguem na competição três clubes espanhóis (Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid), dois ingleses (Manchester United e Chelsea), dois alemães (Bayern de Munique e Borussia Dortmund) e um francês (PSG). Os confrontos da próxima fase serão definidos em um sorteio que será realizado às 8h (horário de Brasília) na sede da UEFA.

Aliás, o que marcou os jogos das oitavas-de-final foram as vitórias dos times visitantes no primeiro jogo. Dos oito mandantes da ida, apenas o Olympiacos venceu.

O Barcelona classificou-se com duas vitórias diante do “ex-primo pobre” de Manchester. O time catalão superou o Manchester City por 2 a 0 no primeiro jogo na Inglaterra e com mais uma vitória em casa, dessa vez pelo placar de 2 a 1. Messi e Daniel Alves foram os carrascos dos ingleses ao anotarem os tentos do Barça nos dois jogos.

Outra equipe que avançou no torneio com dois triunfos nas oitavas foi o PSG, de Ibrahimovic e cia. A equipe francesa derrotou o Bayer Leverkusen por 4 a 0 (fora de casa) e por 2 a 1 em seus domínios. E, para variar, Ibra foi o grande destaque do duelo ao fazer dois gols no primeiro jogo.

Atual campeão da Champions, o Bayern de Munique conquistou a sua classificação praticamente no primeiro jogo diante do Arsenal, realizado no Emirates Stadium, em Londres. Com o resultado de 2 a 0, conquistado na capital inglesa, os bávaros apenas administraram o compromisso de volta ao empatar em 1 a 1 e seguir firme na busca pelo sexto caneco.

Único italiano classificado para o mata-mata da competição, o Milan fracassou diante do impressionante Atlético de Madrid. Os rossoneros perderam no San Siro pelo placar mínimo (gol do ibero-brasileiro Diego Costa) e foram arrasados na Espanha por impiedosos 4 a 1.

Assim como o Milan, o Zenit foi o único representante de seu país nas oitavas-de-final da Champions. Mas, para o azar da equipe de São Petersburgo, seu adversário foi o perigoso Borussia Dortmund. Mesmo tendo a potência do chute do brasileiro Hulk a seu favor, o Zenit perdeu em casa para os alemães por 4 a 2, mas lutou bravamente no jogo de volta e venceu por 2 a 1 – com direito a um golaço de Hulk. No entanto, o Borussia avançou graças ao saldo de gols dos dois jogos (5 a 4) e também por ter feito mais gols no estádio do rival.

Como foi dito acima, o Olympiacos, da Grécia, foi o único mandante a ter vencido a rodada de ida das oitavas ao fazer 2 a 0 no Manchester United. No entanto, os Diabos Vermelhos deram o troco e despachou os gregos ao anotar 3 a 0 no Old Trafford, com três gols de Van Persie. Apesar de ter feito os tentos, o camisa 20 do United não foi o principal destaque da equipe, pois, o goleiro De Gea fechou o gol e, talvez, se não fosse as suas grandes defesas, o classificado seria outro.

Galatasaray e Chelsea fizeram o único jogo sem vencedor na ida das oitavas. As duas equipes ficaram no 1 a 1, na Turquia. Porém, no Stamford Bridge, os Blues confirmaram o favoritismo e derrotaram os turcos por 2 a 0. Vale destacar a homenagem feita pela torcida da casa ao marfinense Didier Drogba, que jogou no Chelsea, mas que estava defendendo as cores do Galatasaray.

E, finalmente, o Real Madrid não tomou conhecimento do Schalke 04 e mandou um chocolate de 6 a 1 na arena alheia. Os Merengues pareciam atuar no Santiago Bernabeu devido tamanha facilidade. Os gols foram democraticamente divididos: Benzema, Baile e Cristiano Ronaldo fizeram dois cada. Em Madrid, apenas um “jogo-treino” que terminou com outro triunfo do Real: 3 a 1.

E, como todo “arriscador”, aponto os meus favoritos na Champions. Na verdade, dentre os oito classificados, prefiro dividi-los em três: os favoritos (Bayern de Munique, Barcelona e Real Madrid), os “correndo por fora” (Borussia Dortmund, PSG e Chelsea) e os “azarões” (Manchester United e Atlético de Madrid). Calma, gente. Considero o United e o Atlético como “azarões” porque, apesar de serem grandes clubes, particularmente, vejo que eles são menos fortes do que os demais. No caso dos Colchoneros, apesar de fazer uma grande campanha no Campeonato Espanhol, acho que ainda falta “algo a mais” para o time de Simeone se juntar aos gigantes da Europa. Já os Diabos Vermelhos, não vivem uma boa fase na Terra da Rainha. Desde a saída de Sir Alex Ferguson, o United nunca mais foi o mesmo.

E só para registrar: no mesmo dia do sorteio dos confrontos das quartas-de-final da UEFA Champions League, mas uma hora mais tarde, às 9h, haverá a definição dos duelos das quartas da UEFA Europa League.

Por Jorge Almeida

Bayern de Munique vence Chelsea nos pênaltis e leva Supercopa Europeia

Os bávaros conquistaram o título inédito para o futebol alemão. Foto: AFP/Getty Images
Os bávaros conquistaram o título inédito para o futebol alemão. Foto: AFP/Getty Images

O Bayern de Munique derrotou o Chelsea por 5 a 4 na disputa de pênaltis após empate em 2 a 2 de bola rolando durante o tempo normal e na prorrogação nesta sexta-feira (30) no Estádio Eden, em Praga, na República Tcheca e levou a Supercopa Europeia, torneio que é realizado entre o vencedor da Liga dos Campeões da UEFA e o campeão da Liga Europa da UEFA da temporada anterior. Alemães e ingleses empataram durante o tempo regulamentar com os gols de Fernando Torres para o Chelsea e Ribéry para o Bayern, enquanto Hazard e Javi Martínez fizeram os tentos no tempo extra para suas respectivas equipes. O confronto pôs frente a frente os técnicos Pep Guardiola e José Mourinho, antigos desafetos dos tempos de futebol espanhol quando o primeiro era treinador do Barcelona e o segundo comandava o Real Madrid.

A partida começou com o Bayern de Munique com mais posse e pressionando o Chelsea em seu campo de defesa nos momentos iniciais. Contudo, a eficiência do contra-ataque do time inglês funcionou logo aos oito minutos: Schürrle recebeu pela direita e cruzou rasteiro para Torres pegar de primeira, sem dar chances de defesa para Neuer, e fazer 1 a 0 para os londrinos. Apesar de ter sofrido o gol de forma precoce não jogo, os bávaros continuaram melhores no duelo, com mais posse de bola e criando oportunidades, enquanto o Chelsea levava perigo nos contragolpes, principalmente com Fernando Torres. Mas, aos poucos, o jogo foi se abrindo e as duas equipes alternando bons momentos.

No segundo tempo, o andamento do jogo foi o mesmo em relação ao primeiro. Porém, com a diferença de que o clube alemão chegou ao empate aos dois minutos com Ribéry. O francês recebeu de Kroos e bateu forte sem chances de defesa para Petr Cech. O Bayern se empolgou com a igualdade no marcador e quase virou com o próprio Ribéry, que chutou por cima. Os comandados de José Mourinho só responderam aos 16, quando Oscar finalizou na saída de Neuer e, no rebote, Lampard chutou por cima; aos 34 com Ivanović, que cabeceou na trave após cobrança de escanteio; e aos 39 com David Luiz: o brasileiro cabeceou a bola com firmeza após cobrança de falta de Lampard, porém, o arqueiro bávaro fez grande defesa. E, antes do término dos 90 minutos, o Chelsea perdeu Ramires, que fez falta dura em Götze e, como já tinha levado um cartão amarelo, foi expulso pelo árbitro sueco Jonas Eriksson.

O primeiro tempo da prorrogação nem começara direito e o campeão da Liga Europa da temporada passada fez 2 a 1 aos três minutos. Hazard avançou pela esquerda, cortou Lahm e Boateng, chutou forte e rasteiro para colocar o Chelsea em vantagem novamente na decisão. Com a vantagem, os Blues se fecharam na defesa enquanto os Die Roten foram pra cima e abusaram das jogadas aéreas, especialmente na etapa complementar do tempo extra, mas esbarravam em Petr Cech, que foi um paredão. E, quando tudo levava crer que a taça teria a Inglaterra como destino, eis que aos 16 minutos, praticamente no último segundo, o Bayern chegou ao empate com Javi Martínez. O zagueiro Dante desviou um cruzamento que veio da direita e o meio-campista espanhol completou para o gol e empatou o confronto e, consequentemente, levou a disputa para os pênaltis.

Nos tiros penais, os batedores do time bávaro (Alaba, Kroos, Lahm, Ribéry e Shaqiri) converteram suas cobranças, assim como David Luiz, Oscar, Lampard e Cole para os Blues. Mas Lukaku teve a sua cobrança defendida por Neuer.

E, assim, o Bayern de Munique, que havia sido vice-campeão da Supercopa da Europa em três oportunidades (1975, 1976 e 2001), deu o troco no clube inglês, de quem havia perdido a Liga dos Campeões da UEFA na temporada 2011/2012. O triunfo foi o primeiro dos bávaros em competições oficiais com Pep Guardiola, que havia conquistado os torneios amistosos Copa Audi e Telekom Cup, ambos em 2013.

A seguir, a ficha técnica da decisão da Supercopa Europeia 2013.

FICHA TÉCNICA: BAYERN DE MUNIQUE (ALE) (5) 2×2 (4) CHELSEA (ING)
Competição/fase: decisão da Supercopa Europeia 2013
Data: 30 de agosto de 2013, sexta-feira
Horário: 15h45 (horário de Brasília)
Local: Estádio Eden – Praga (República Tcheca)
Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)
Assistentes: Mathias Klasenius e Daniel Wärnmark, ambos da Suécia
Cartões Amarelos: Boateng e Ribéry (Bayern de Munique); Ivanović, Cole, David Luiz, Cahill, Ramires, Torres e Lukaku (Chelsea)
Cartão Vermelho: Ramires (Chelsea)
Gols: Fernando Torres (CHE), aos 8 do 1º tempo; Ribéry (BAY), aos 2 do 2º tempo; Hazard (CHE), aos 3 do 1º tempo da prorrogação; Javi Martínez (BAY), aos 16 do 2º tempo da prorrogação
Pênaltis: Alaba, Kroos, Lahm, Ribéry e Shaqiri para o Bayern; David Luiz, Oscar, Lampard e Cole (Chelsea). Lukaku teve pênalti defendido por Neuer
BAYERN DE MUNIQUE: 1.Neuer; 13.Rafinha (8.Javi Martínez), 17.Boateng, 4.Dante e 27.Alaba; 21.Lahm, 10.Robben (11.Shaqiri), 25.Müller (19.Götze), 39.Kroos e 7.Ribéry; 9.Mandzukic. Técnico: Pep Guardiola
CHELSEA: 1.Cech; 2.Ivanovic, 24.Cahill, 4.David Luiz e 3.Cole; 7.Ramires, 8.Lampard, 14.Schürrle (12.Mikel), 11.Oscar e 17.Hazard (26.Terry); 9.Torres (18.Lukaku). Técnico: José Mourinho

Por Jorge Almeida

Chelsea é campeão da UEFA Europa League com gol nos acréscimos

Jogadores do Chelsea comemoram o único título conquistado na temporada 2012/2013. Foto: Getty Images
Jogadores do Chelsea comemoram o único título conquistado na temporada 2012/2013. Foto: Getty Images

Depois de terem ficado na fase de grupos na UEFA Champions League 2012/2013, Chelsea e Benfica passaram a disputar a segunda competição mais importante do Velho Continente, a UEFA Europa League a partir da segunda fase. Nessas condições, as duas equipes foram seguindo no torneio até se enfrentarem na decisão, que ocorreu nesta quarta-feira (15) na Arena Amsterdam, na Holanda. E com gols de Fernando Torres e Ivanovic, os Blues derrotaram os Encarnados por 2 a 1 – com Óscar Cardozo anotando, de pênalti, o tento do clube português – e conquistou pela primeira vez o título da competição europeia.

O primeiro tempo mostrou equilíbrio entre os dois times, travando um acirrado duelo no meio campo. Enquanto os Encarnados chegaram à área dos Blues, porém, fizeram troca de passes no setor, mas sem finalizar com êxito à meta de Petr Cech, que praticamente não fez nenhuma defesa difícil. Já o Chelsea, por sua vez, ameaçou duas vezes o gol defendido pelo arqueiro Artur. Aos 26, os ingleses chegaram com Oscar: o meia brasileiro arriscou, mas o goleiro brasileiro fez a defesa em dois tempos. Onze minutos depois, Lampard (o maior artilheiro da história do Chelsea) chutou da entrada da área, a bola fez um efeito e quase enganou Artur, que esticou o braço esquerdo e mandou a redonda para escanteio.

Na etapa complementar, as duas equipes se alternaram no comando do andamento da partida. Aos 4, Cardozo avançou pela direita, tocou para o meio e  Azpilicuelta chegou travando. Dez minutos depois, Petr Cech defendeu uma cabeçada fraca do ataque benfiquista e, com as mãos, lançou rapidamente para o meio-campo, Mata deu um “tapa” na bola, Torres aproveitou o erro de posicionamento da defesa do time português, ganhou de Garay na corrida, tirou Luisão da jogada, driblou Artur e abriu o placar.

Com o resultado adverso, os Encarnados não tiveram outra alternativa a não ser partir para o ataque para buscar o empate, que não demorou: aos 21, Cardozo lançou na área e Azpiliculta na dividida com um jogador português pôs a mão na bola. Pênalti. O camisa 7 das Águias foi para a cobrança e empatou a decisão.

A igualdade no score conquistado pelo Benfica deixou a partida aberta e os dois times tiveram oportunidades para saírem vitoriosos, chances não faltaram. Como aos 36, quando Óscar Cardozo aproveitou a sobra, dominou e, sem deixar a bola cair, arriscou de canhota e obrigou Cech a fazer uma defesaça com as pontas dos dedos e mandar a esférica para o córner. Os Blues deram o troco aos 43 com Lampard, que, da intermediária, mandou um petardo e a bola explodiu no travessão.

E quando todos esperavam o fim do tempo regulamentar para encarar mais 30 minutos da prorrogação, Ramires, aos 47, cavou um escanteio pela direita. O espanhol Mata cobrou e o zagueiro sérvio Ivanovic subiu mais que todo mundo e mandou a bola no canto esquerdo de Artur, que não tinha chance nenhuma de chegar na redonda, e fez o gol do título para o Chelsea, para desespero dos torcedores Encarnados que esperaram mais de 50 anos por um título continental, que não acontece desde a temporada 1962/1963.

Então, o tão contestado Rafa Benítez deixará o comando do Chelsea com o título da UEFA Europa League após perder outras seis competições na temporada 2012/2013. Além disso, os Blues poderão ostentar por pelo menos dez dias, a honra de serem os atuais campeões da UEFA Champions League e da Europa League.

Apesar de não ter a mesma importância e notoriedade da Champions, a Liga Europa está de parabéns pela grande final realizada, pois tanto Benfica quanto Chelsea deram a devida importância para o torneio. Afinal, a partida foi intensa até o último minuto, o que fez valorizar ainda mais o espetáculo. O troféu era importante para os dois clubes. Para os Encarnados, valia o fim de um tabu de mais de cinco décadas sem títulos continentais e também como uma forma de consolo pela derrota para o arquirrival Porto em casa com um gol nos acréscimos e que, praticamente, tirou o campeonato do clube lisboeta. Já para os Blues, a UEFA Europa League era a última oportunidade de salvar a desastrosa temporada. Em 2012/2013, o Chelsea perdeu o Campeonato Inglês, a Copa da Inglaterra, a Copa da Liga Inglesa, foi o primeiro campeão da Champions a ficar na fase de grupos na edição seguinte do torneio, foi derrotado na final do Mundial de Clubes para o Corinthians e viu o Atlético de Madrid levantar a taça da Supercopa da UEFA. E, diferentemente dos times brasileiros, que lutam para se classificarem para a Copa Sulamericana (o segundo torneio mais relevante da Conmebol), mas a desprezam, os finalistas da UEFA Europa League trataram a competição como uma “Champions”. Aliás, fica aqui uma sugestão para a FIFA: já que o Mundial de Clubes tem sete equipes, a entidade poderia incluir o oitavo participante que seria definido entre o campeão da Sulamericana e o da Liga Europa, que tal?

A seguir,a campanha do campeão Chelsea e a ficha técnica da finalíssima.

Segunda fase:
14/02/2013 – Sparta Praha 0x1 Chelsea – Arena Generali (Praga)
21/02/2013 – Chelsea 1×1 Spart Praha – Stamford Bridge (Londres)
Oitavas-de-final:
07/03/2013 – Steaua Bucuresti 1×0 Chelsea – Arena Natională (Bucareste)
14/03/2013 – Chelsea 3×1 Steaua Bucuresti – Stamford Bridge (Londres)
Quartas-de-final:
04/04/2013 – Chelsea 3×1 Rubin Kazan – Stamford Bridge (Londres)
11/04/2013 – Rubin Kazan 3×2 Chelsea – Estádio Lujniki (Moscou)
Semifinais:
25/04/2013 – Basel 1×2 Chelsea – St. Jakob-Park (Basileia)
02/05/2013 – Chelsea 3×1 Basel – Stamford Bridge (Londres)
Final:
15/05/2013 – Benfica 1×2 Chelsea – Amsterdam Arena (Amsterdã)

FICHA TÉCNICA: BENFICA 1X2 CHELSEA
Competição/fase: final da UEFA Europa League 2012/2013
Local: Amsterdam Arena, Amsterdã – Holanda
Data: 15 de maio de 2013 – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)
Assistentes: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra, ambos da Holanda
Cartões Amarelos: Oscar (Chelsea), Garay e Luisão (Benfica)
Gols: Fernando Torres, aos 14; Óscar Cardozo (de pênalti), aos 22; e Ivanovic, aos 48 minutos do segundo tempo
BENFICA: 1.Artur; 34.André Almeida, 4.Luisão, 24.Garay (33.Jardel) e 25.Malgarejo (15.John); 19.Rodrigo (11.Lima), 21.Matic e 35.Pérez; 18.Salvio, 7.Cardozo e 20.Nico Gaitán. Técnico: Jorge Jesus
CHELSEA: 1.Petr Cech; 28.Aspilicuelta, 2.Ivanovic, 24.Cahill e 3.Cole; 4.David Luiz, 8.Lampard, 7.Ramires, 11.Oscar e 10.Mata; 9.Torres. Técnico: Rafael Benítez

Parabéns ao Chelsea Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

A Terra tem o dono que ela merece: Corinthians é bicampeão mundial

Guerrero comemora o gol do título. Foto: Getty
Guerrero comemora o gol do título. Foto: Getty

Com grande atuação de Cássio, Timão derrota Chelsea por 1 a 0 com gol de Paolo Guerrero

O Corinthians derrotou o Chelsea por 1 a 0 com gol de Paolo Guerrero e conquistou, pela segunda vez, a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em Yokohama, no Japão. Curiosamente, o título veio na mesma data em que o clube conquistou pela primeira vez, há 22 anos, o Campeonato Brasileiro: 16 de dezembro.

E pela primeira vez que um time sulamericano conquista a Libertadores e o Mundial de forma invicta. Juntando as duas competições, foram 16 jogos sem derrotas. Outra coincidência: pela segunda vez que Rafa Benítez perde uma decisão de Mundial com um time inglês contra um brasileiro. Em 2005, ele era o técnico do Liverpool na derrota para o São Paulo.

Os primeiros minutos foram truncados. Mas a primeira grande chance de gol foi do Chelsea aos 9: após a cobrança de escanteio, a bola ficou “viva” na área, Chicão cortou parcialmente, Cahill chutou e Cássio fez uma defesa à queima-roupa.

Depois do susto, o Corinthians foi, aos poucos, neutralizando o jogo e explorar o contra-ataque. Porém, a ineficiência nas finalizações tem pesado para os corinthianos. Foram alguns arremates à meta de Petr Cech, mas sem direção ao gol, exceto uma finalização fraca de Jorge Henrique. Além disso, aos 34, Guerrero brigou com a defesa dos Blues, chutou cruzado e Emerson, sem ângulo, ainda fez a bola “beijar” a trave de Cech. Na sequência, foi a vez de Cássio se “agigantar” aos 37, quando Torres dominou a bola após um lançamento e chutou em cima do arqueiro corinthiano. No minuto seguinte foi a vez de Moses, que buscou o ângulo esquerdo, mas o goleiro fez uma defesaça de mão trocada.

No segundo tempo, o panorama se manteve que nem nos 45 minutos iniciais, com os Blues levando perigo aos 8 com Hazard: o camisa 17 invadiu a área e chutou em cima do goleiro Cássio. Dez minutos depois, foi a vez de Paulinho finalizar à direita da meta de Petr Cech. Até que aos 23, o minuto derradeiro: Danilo limpou Ivanovic, a bola bateu na marcação, pegou na zaga e subiu, sobrando para Guerrero cabecear para o gol do Chelsea que, mesmo com três defensores na linha, não conseguiu evitar o tento do peruano.

Depois do gol, o Corinthians passou a valorizar a posse de bola, enquanto o Chelsea tentou pressionar em busca do gol de empate. Fernando Torres chegou a balançar as redes, mas estava impedido, para alívio da Fiel. Os Blues ainda perderam Cahill, que foi expulso. E, como é impossível não ter sofrimento em se tratando de Corinthians, os ingleses quase empataram a peleja aos 50 mandando uma bola na trave.

Fim de jogo em Yokohama, Corinthians 1, Chelsea 0, para alegria do bando de loucos que invadiram o Japão e para os que ficaram no Brasil. Se os maias estavam certos sobre a previsão do fim do mundo no próximo 21 de dezembro, ainda não sabemos. Mas se isso acontecer, ele estará em boas mãos.

A seguir a ficha técnica da grande final.

FICHA TÉCNICA:
Corinthians 1×0 Chelsea
Competição: final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2012
Data: 16/12/2012 – domingo – 19h30 (8h30, horário de Brasília)
Local: Nissan Stadium – Yokohama (Japão)
Árbitro: Cuneyt Cakyr
Gol: Guerrero, aos 23 minutos do segundo tempo
Cartões Amarelos: Jorge Henrique (Corinthians); David Luiz (Chelsea)
Cartão Vermelho: Cahill (Chelsea)
Corinthians: 12.Cássio; 2.Alessandro, 3.Chicão, 4.Paulo André e 6.Fábio Santos; 5.Ralf, 8.Paulinho, 20.Danilo e 23.Jorge Henrique; 11.Emerson (4.Wallace) e 9.Paolo Guerrero (7.Martínez). Técnico: Tite
Chelsea: 1.Cech; 2.Ivanovic (28.Azpilicuelta), 24.Cahill, 4.David Luiz e 3.Ashley Cole; 7.Ramires, 8.Lampard, 17.Hazard (21.Marin) e 10.Matta; 13.Moses (11.Oscar) e 9.Torres. Técnico: Rafael Benítez

Parabéns SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA, BRASILEIRO, LIBERTADORES E MUNDIAL.

Por Jorge Almeida