Liverpool: campeão da Supercopa da UEFA 2019

O goleiro espanhol Adrián ergue a taça da UEFA Super Cup conquistada pelo Liverpool. Créditos: uefa.com

O Liverpool derrotou o Chelsea na decisão da Supercopa da UEFA 2019 nesta quarta-feira (14), no Vodafone Park, em Istambul, na Turquia. Os Reds levaram a melhor sobre os Blues na disputa por pênaltis após empate em 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação. Os gols da partida foram marcados por Giroud e Sané (duas vezes) e Jorginho, de pênalti. Nas cobranças penais, destaque para o goleiro Adrián, que defendeu o pênalti batido por Abraham e ajudou o Liverpool a fazer 5 a 4 e conquistar a competição pela quarta vez em sua história. Essa foi a primeira disputa de título europeu oficial a ser apitado por uma mulher. A honra coube a francesa Stéphanie Frappart.

O Liverpool tomou a iniciativa na decisão e, nos primeiros minutos, criou boas chances. Aos quatro minutos, Henderson levantou na área, Mané tentou de bicicleta, a bola tocou na mão de Christensen, mas a arbitragem deu escanteio. Na sequência, Van Dijk cabeceou para o chão e Kepa defendeu. Em seguida, aos oito, Fabinho pegou a sobra da esquerda e mandou para o gol para o arqueiro dos Blues pegar. A equipe londrina chegou pela primeira vez aos 10 com Giroud. Pedro acionou o francês, que avançou e emendou com a esquerda e Adrián acompanhou a bola indo para fora.

O clássico seguiu equilibrado. Aos 15, os Reds partiram em contragolpe, Chamberlain acionou Salah, que atacou e bateu cruzado para Kepa defender. Os Pensioners responderam na sequência outra vez com Giroud. Jorginho lançou Pedro, que deu um ótimo passe para o camisa 18, que bateu cruzado à esquerda de Adrián. Depois da ligeira superioridade do rival, o Chelsea ganhou confiança e criou a melhor chance na primeira parte da etapa inicial aos 22. Pedro tabelou, entrou na área e soltou a pancada, Adrián tocou na bola que bateu na trave.

Depois do susto, o Liverpool também assombrou aos 28. Em escanteio cobrado na área, Kepa não achou nada na saída do gol e Van Dijk desviou por cima. Depois, aos 32, Pedro deu ótimo passe para Kovacic, porém, o substituto de Alisson saiu bem da meta e abafou o lance.

Melhor postado em campo, os Blues chegaram ao gol ainda no primeiro tempo. Aos 36, Pulisic atraiu a marcação e deu um belo passe para Giroud, que bateu de canhota para inaugurar o placar. O Liverpool sentiu o gol sofrido e só não levou o segundo, marcado por Pulisic, porque o norte-americano foi flagrado (corretamente) em impedimento. E, dessa maneira, o primeiro tempo terminou com vitória parcial do Chelsea.

Na volta do intervalo, Klopp colocou Firmino no lugar de Chamberlain. E a troca surtiu efeito e o Liverpool chegou ao empate já aos três minutos. A redonda ficou com Fabinho na entrada da área, o volante deu um toque por cima, Firmino se antecipou a Kepa e deixou Mané livre para completar para as redes. É o empate dos Reds. O Liverpool se empolgou e, em seguida, quase virou. Firmino ajeitou a bola para Fabinho soltar a pancada da entrada da área e mandou a redonda perto. O Chelsea respondeu em seguida aos cinco com Giroud. Emerson invadiu a área e, do fundo, rolou para trás para o francês desviar para fora.

Após o início eletrizante nos primeiros minutos do segundo tempo, as duas equipes diminuíram o ritmo do jogo e fizeram um duelo morno durante boa parte da etapa final. No entanto, aos 29, Salah pegou a sobra do escanteio, chutou rasteiro, Kepa defendeu parcialmente e, no rebote, Van Dijk chutou forte e o camisa 1 fez milagre e a redonda bateu no travessão. Minutos depois, os londrinos responderam com Pedro. O espanhol recebeu de Kanté e finalizou em cima do zagueiro holandês, que apareceu bem no lance. Logo na sequência, aos 37, Mount (substituto de Pulisic) superou Adrián, mas estava em impedimento.

O Liverpool tentou evitar a prorrogação. Aos 40, em uma escapada rápida, Salah acionou Sané, que finalizou para fora na saída de Kepa. O Chelsea ainda teve uma oportunidade antes dos acréscimos com Zouma, que subiu pelo alto e mandou por cima aos 44 minutos. E, no último lance de perigo do tempo normal, Salah bateu cruzado e Firmino chegou atrasado e não conseguiu desviar a pelota. Fim dos 90 minutos em Istambul: Liverpool 1, Chelsea 1. A decisão foi para a prorrogação.

O primeiro tempo da prorrogação começou com os comandados de Jürgen Klopp partindo para cima. Primeiro foi com Gomez batendo com desvio e Kepa defender no minuto inicial. Em seguida, aos três, Firmino foi lançado e rolou para trás na medida para Mané emendar e virar para os Reds. O Chelsea não se abateu e foi para cima. Aos sete, Abraham tentou e Adrián evitou o empate com o pé. Na jogada seguinte, o goleiro do Liverpool derrubou o camisa 9 na área e a árbitra francesa Stéphanie Frappart não teve dúvida: pênalti. Na cobrança, o ítalo-brasileiro Jorginho deslocou Adrián e empatou o clássico inglês: 2 a 2. E, ainda no primeiro tempo extra, aos 13, os Blues quase viraram com Abraham, que aproveitou a ajeitada de Pedro da linha de fundo para o meio da área, mas a finalização saiu por pouco.

Na segunda parte do tempo extra, evidentemente, que as condições físicas das duas equipes estavam no limite. E, com isso, a decisão caiu de produção, mas o que não impediu a criação de oportunidades, principalmente com o Chelsea. Aos quatro minutos, Mount bateu bonito e Adrián fez ótima defesa. Depois, aos oito, foi a vez de Pedro tentar o chute colocado e quase marcou o dele. E a última finalização da prorrogação também foi da equipe de Frank Lampard. Aos 12, Mount arriscou, Adrián espalmou para Abraham finalizar no rebote, mas estava impedido. No entanto, o empate persistiu e o campeão precisou ser definido na disputa por pênaltis.

Na série de cinco cobranças, os batedores estavam com a pontaria calibrada: Firmino, Fabinho, Origi, Alexander-Arnold e Salah marcaram para os Reds, enquanto Jorginho, Barkley, Mount e Emerson anotaram pelos Blues. No entanto, na última cobrança do Chelsea, Abraham parou em Adrián, que defendeu a cobrança com o pé. Fim da disputa por pênaltis no Vodafone Park: Liverpool 5, Chelsea 4. Os Reds conquistam a Supercopa da UEFA pela quarta vez em sua história.

Liverpool e Chelsea fizeram um clássico bem disputado na decisão da Supercopa da UEFA. Apesar de iniciar o duelo mais ofensivo, os Reds saíram em desvantagem no placar com o gol de Giroud no primeiro tempo. Mas, Jürgen Klopp voltou com Firmino para a etapa final e, com o brasileiro em campo, o Liverpool chegou ao empate logo no começo do segundo tempo com o gol de Mané. E a equipe da cidade dos Beatles só não virou no tempo regulamentar porque Kepa fez duas defesas em seguida perto dos 30 minutos e ajudou a levar a final para a prorrogação. No tempo extra, o Liverpool virou com Mané, mas no segundo tempo da prorrogação, Jorginho, de pênalti, mantiveram os Blues na parada e forçou a disputa dos pênaltis. Na série de cinco cobranças, destaque para a eficiência dos batedores, que acertaram quase todas, pois, o jovem Abraham parou em Adrián, que substituiu o lesionado Alisson.

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: LIVERPOOL (ING) (5)2×2(4) CHELSEA (ING)
Competição/Fase: Supercopa da UEFA (UEFA Super Cup) 2019 – final (jogo único)
Local: Vodafone Park, Istambul (TUR)
Data: 14 de agosto de 2019, quarta-feira – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Stéphanie Frappart (FRA)
Auxiliares: Manuela Nicolosi (FRA) e Michelle O’Neill (IRL)
Cartões Amarelos: Henderson e Alexander-Arnold (Liverpool); Azpilicueta e Emerson (Chelsea)
Gols: Giroud, aos 36 min do 1º tempo (0-1); Mané, aos 3 min do 2º tempo (1-1), e aos 5 min do 1º tempo da prorrogação (2-1); Jorginho, aos 10 min do 1º tempo da prorrogação (2-2)
Pênaltis convertidos: Firmino, Fabinho, Origi, Alexander-Arnold e Salah (Liverpool); Jorginho, Barkley, Mount e Emerson (Chelsea)
Pênalti desperdiçado: Abraham (Chelsea)
LIVERPOOL (ING): 13.Adrián; 12.Gomez, 32.Matip, 4.Van Dijk e 26.Robertson (66.Alexander-Arnold); 3.Fabinho, 14.Henderson e 7.Milner (5.Wijnaldum); 15.Oxlade-Chamberlain (9.Firmino), 10.Mané (27.Origi) e 11.Salah. Técnico: Jürgen Klopp
CHELSEA (ING): 1.Kepa; 28.Azpilicueta, 4.Christensen (29.Tomori), 15.Zouma e 33.Emerson; 7.Kanté, 5.Jorginho e 17.Kovačić (8.Barkley); 11.Pedro, 22.Pulisic (19.Mount) e 18.Giroud (9.Abraham). Técnico: Frank Lampard

Parabéns ao Liverpool Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Chelsea: campeão da UEFA Europa League 2018/2019

Jogadores do Chelsea comemoram o título da Liga Europa no Azerbaijão. Créditos: Lee Smith/Reuters

Na final londrina da UEFA Europa League 2018/2019 disputada nesta quarta-feira (29), no Estádio Olímpico de Baku, no Azerbaijão, o Chelsea não tomou conhecimento do Arsenal e goleou o arquirrival citadino por 4 a 1. Os gols da partida foram todos marcados no segundo tempo. Pelos Blues, marcaram Hazard (dois), Giroud e Pedro, enquanto Iwobi fez o tento de honra para os Gunners. Essa foi a segunda conquista do Chelsea no torneio – a primeira havia sido na temporada 2012/2013.

Como já era de se esperar, o jogo começou com as duas equipes se estudando e sem se arriscar. O Chelsea trocou passes enquanto o Arsenal adiantou a sua marcação nos minutos iniciais. Mas a primeira oportunidade do clássico foi dos Gunners. Aos oito, Maitland-Niles tabelou com Aubameyang pela direita, Kepa rebateu para o meio de forma estabanada e, na sobra, camisa 14 mandou para fora à direita da meta adversária. O lado vermelho londrino continuou mais perigoso no duelo, mesmo com os Blues ficando mais com a bola. Aos 17, Lacazette foi lançado na área, Kepa saiu do gol e o camisa 9 caiu na área e seus companheiros pediram pênalti, mas o juiz ouviu o árbitro de vídeo e mandou o jogo seguir.

O Arsenal continou assustando o Chelsea, especialmente pelo lado do brasileiro Emerson, que deixara uma “avenida” no seu setor. Aos 21, Lacazette foi lançado no ataque, o arqueiro do Chelsea saiu do gol e se chocou com Azpilicueta, mas ambos seguiram firme no jogo. Aos 24, foi a vez de Kolašinac cobrar falta pela esquerda e Kepa ficar com a redonda. Três minutos depois, os Gunners desperdiçaram outra grande chance. Xhaka ficou com a sobra na esquerda, puxou para o meio, soltou a bomba e mandou por cima da meta. Após ter sido ameaçado pelo arquirrival, o Chelsea foi para o jogo e, próximo dos 30 minutos, passou a incomodar a zaga do Arsenal, mas Sokratis cortou bem a investida do adversário.

Todavia, aos 31, Kolašinac apareceu pela esquerda, bateu cruzado, a redonda desviou no jogador de azul, enganou Kepa, que teve que “tirar com os olhos” e viu a bola ir para o córner. Na sequência, Sokratis cabeceou e mandou para fora.

Posteriormente, aos 33, Hazard deu um passe de calcanhar espetacular para Emerson pela esquerda, o lateral brasileiro dominou e arriscou cruzado para defesaça de Petr Čech. No lance seguinte, aos 34, Hazard recebeu na esquerda, balançou e cruzou na área para defesa do goleiro tcheco. O Arsenal deu o troco, aos 36, com Kolašinac livre, mas Kepa socou para frente. Os Pensioners foram para cima e, aos 38, Hazard deu outro lindo passe para Jorginho, que tocou para Giroud na esquerda e o francês finalizou cruzado com a esquerda e Petr Čech fez mais uma excepcional defesa. Dois minutos depois, a bola foi alçada na área do Arsenal, Jorginho cabeceou para trás e Pedro arriscou, mas a bola foi desviada e saiu.

E, depois de um começo intenso do Arsenal, o Chelsea conseguiu equilibrar o duelo e criou boas chances nos minutos finais da etapa inicial, mas a primeira etapa terminou empatada em 0 a 0.

No segundo tempo, o Chelsea começou com tudo. Aos dois, Hazard acionou Giroud pela esquerda e o francês bateu cruzado na esquerda, a bola desviou a trajetória, porém, a arbitragem marcada impedimento na jogada. Porém, no minuto seguinte, Emerson cruzou na medida para Giroud cabecear no canto de Čech para tirar o zero do placar e, em respeito à ex-equipe, o francês não comemorou o seu gol.

O Arsenal tentou reagir em seguida. Aos seis, Aubameyang cruzou rasteiro, mas Lacazette não conseguiu escorar para o gol. Dois minutos mais tarde, o camisa 9 prendeu a bola na área, mas não conseguiu finalizar.

Eis que, aos 14, o Chelsea praticamente deu um grande passo para o título. Em jogada de Hazard pela esquerda, entrou na área, fez o giro e tocou para Pedro na entrada da área. O espanhol mandou de primeira e ampliou o placar para os Blues: 2 a 0. O Arsenal tentou se adiantar para correr atrás do prejuízo, mas aos 18, veio um duro golpe. O trio Hazard, Pedro e Giroud trocou passe pela esquerda e o camisa 18 foi derrubado na área por Niles. Pênalti. Na cobrança, Hazard bateu no canto direito de Čech, que pulou do lado esquerdo.

Com três gols na cachola, Unay Emeri fez duas substituições para correr atrás do prejuízo ao colocar Guendouzi e Iwobi nos lugares de Monreal e Torreira, respectivamente. E, em sua primeira jogada, o nigeriano da camisa 18 fez um golaço e descontou para os Gunners. Xhaka cobrou falta, a defesa do Chelsea afastou e, no rebote, Iwobi pegou de bate-pronto e a esférica entrou no canto de Kepa, aos 23 minutos.

Contudo, a reação do Arsenal parou no gol de Iwobi. Pois, em seguida, aos 26, o Arsenal errou na saída, Emerson roubou a bola, que ficou para Hazard, o camisa 10 tocou para Giroud na área e o francês devolveu pelo alto para o belga tocar com a esquerda para dentro do gol: 4 a 1. Goleada consolidada.

E o Chelsea seguiu disposto a buscar o quinto gol. Aos 33, Willian avançou pela direita, entrou na área e chutou cruzado para Čech defender. Na jogada seguinte, o brasileiro tentou mais uma vez pela direita, mas Sokratis conseguiu fazer o corte. No minuto seguinte, Azpilicueta recebeu na direita e arriscou cruzado e a redonda triscou a trave de Čech.

O Arsenal tentou descontar a todo custo. Chegou até a balançar as redes aos 37 com Willock, mas a arbitragem o flagrou em impedimento. No minuto seguinte, Aubameyang tocou para Willock na esquerda, o camisa 59 ajeitou o corpo e bateu colocado visando tirar de Kepa e a bola, caprichosamente, foi para fora. Na jogada seguinte, aos 40, Lacazette cobrou a falta da intermediária e mandou a redonda por cima da meta do Chelsea.

Os Gunners continuaram no ataque nos minutos finais. Aos 45, Aubameyang escorou cruzamento da direita, mandou para o meio da área para Willock finalizar, porém, a pelota bateu em Lacazette e saiu. E, no último lance do jogo, o insistente Willock entrou na área e finalizou com a direita, colocado, mas a redonda foi para fora. Fim de jogo no Estádio Olímpico de Baku: Chelsea 4, Arsenal 1. Os Blues são campeões da Liga Europa pela segunda vez na história, e de forma invicta.

Pelo futebol apresentado no início do jogo, o Arsenal parecia que não facilitaria a vida do Chelsea na decisão. Com mais presença no ataque, os Gunners, desfalcados do armênio Mkhitaryan por questões diplomáticas, dificultaram bastante os Blues que, aos poucos, foram equilibrando o clássico e o trio ofensivo, especialmente Hazard, começou a por as “manguinhas de fora” e passaram a incomodar o rival na segunda metade do primeiro tempo e, só não deixaram o clube azul em vantagem porque Petr Čech não deixou. Entretando, na etapa final, foi um verdadeiro baile azul no Azerbaijão. O Chelsea abriu o placar logo aos três minutos com Giroud, o Arsenal tentou reagir, mas foi nocauteado com o tento de Pedro e “beijou a lona” quando Hazard, de pênalti, fez o terceiro dos Blues. Os Gunners ainda descontaram com Iwobi, mas o camisa 10 do Chelsea, que fez uma partidaça, sacramentou a goleada ao marcar o quarto gol de sua equipe e o seu segundo tento na decisão. E, dessa forma, o Chelsea conquistou o bicampeonato da Liga Europa e o contestado Maurizio Sarri finalmente pôde comemorar um título. Infelizmente para os torcedores dos dois clubes, a final dessa quarta-feira ficou marcada pelas despedidas de dois ídolos: pelo lado vencedor, Hazard está de partida para o Real Madrid, enquanto Petr Čech pendurará as luvas, aos 37 anos.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Fase de grupos (Grupo L):
20/09/2018 – PAOK (GRÉ) 0x1 Chelsea (ING) – Toumba, Salonica (GRÉ)
04/10/2018 – Chelsea (ING) 1×0 MOL Vidi (HUN) – Stamford Bridge, Londres (ING)
25/10/2018 – Chelsea (ING) 3×1 BATE Borisov (BIE) – Stamford Bridge, Londres (ING)
08/11/2018 – BATE Borisov (BIE) 0x1 Chelsea (ING) – Borisov Arena, Borisov (BIE)
29/11/2018 – Chelsea (ING) 4×0 PAOK (GRÉ) – Stamford Bridge, Londres (ING)
13/12/2018 – MOL Vidi (HUN) 2×2 Chelsea (ING) – Groupana Arena, Budapeste (HUN)
Segunda Fase:
14/02/2019 – Malmö (SUÉ) 1×2 Chelsea (ING) – Stadion, Malmö (SUÉ)
21/02/2019 – Chelsea (ING) 3×0 Malmö (SUÉ) – Stamford Bridge, Londres (ING)
Oitavas-de-final:
07/03/2019 – Chelsea (ING) 3×0 Dínamo de Kiev (UCR) – Stamford Bridge, Londres (ING)
14/03/2019 – Dínamo de Kiev (UCR) 0x5 Chelsea (ING) – Estádio Olímpico de Kiev, Kiev (UCR)
Quartas-de-final:
11/04/2019 – Slavia Praga (TCH) 0x1 Chelsea (ING) – Eden Arena, Praga (TCH)
18/04/2019 – Chelsea (ING) 4×3 Slavia Praga (TCH) – Stamford Bridge, Londres (ING)
Semifinais:
02/05/2019 – Eintracht Frankfurt (ALE) 1×1 Chelsea (ING) – Waldstadion, Frankfurt (ALE)
09/05/2019 – Chelsea (ING) (4)1×1(3) Eintracht Frankfurt (ALE) – Stamford Bridge, Londres (ING)
Final:
29/05/2019 – Chelsea (ING) 4×1 Arsenal (ING) – Estádio Olímpico de Baku, Baku (AZE)

FICHA TÉCNICA: CHELSEA (ING) 4×1 ARSENAL (ING)
Competição/Fase: UEFA Europa League (Liga Europa) 2018/2019 – final (jogo único)
Local: Estádio Olímpico de Baku, Baku, Azerbaijão
Data: 29 de maio de 2019, quarta-feira – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Gianluca Rocchi (ITÁ)
Auxiliares: Filippo Meli (ITÁ) e Lorenzo Manganelli (ITÁ)
Cartões Amarelos: Pedro e Christensen (Chelsea)
Gols: Giroud, aos 3 min (1-0), Pedro, aos 14 min (2-0), Hazard, de pênalti, aos 18 min (3-0) e aos 26 min (4-1); e Iwobi, aos 23 min (3-1) do 2º tempo
CHELSEA (ING): 1.Kepa; 28.Azpilicueta, 27.Christinse, 30.David Luiz e 33.Emerson; 5.Jorginho, 7.Kanté e 17.Kovačić (8.Barkley); 11.Pedro (22.Willian), 10.Hazard (21.Zappacosta) e 18.Giroud. Técnico: Maurizio Sarri
ARSENAL (ING): 1.Čech; 5.Sokratis, 6.Koscielny e 18.Nacho Monreal (29. Guendouzi); 34.Xhaka, 11.Torreira (18.Iwobi), 15.Maitland-Niles, 31.Kolašinac e 10.Özil (59.Willock); 14.Aubameyang e 9.Lacazette. Técnico: Unai Emery

Parabéns ao Chelsea Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

 

Ingleses mandam no futebol europeu nesta temporada

Clubes ingleses são os finalistas das duas principais competições da Europa em 2018/2019

Com a definição dos finalistas da UEFA Europa League 2018/2019 nesta quinta-feira (9), o futebol inglês, sem dúvidas, é o grande protagonista da temporada no Velho Continente. Pois, além de Arsenal e Chelsea disputarem o título desta competição, como já é conhecimento de todos, Liverpool e Tottenham serão os finalistas da maior competição de clubes do mundo: a UEFA Champions League. Ou seja, podemos afirmar que o campeão da próxima Supercopa da Europa será um clube da Inglaterra (tá tum tsss!).

Na terça-feira (7), o Liverpool conseguiu o que muitos poderiam definir como “impossível”. Depois de perder o primeiro jogo das semifinais da Champions no Camp Nou para o Barcelona por 3 a 0, os Reds precisariam golear o clube catalão por pelo mesmo placar no Anfield Road para, pelo menos, provocar uma prorrogação. E, para aumentar ainda mais a dramaticidade da situação, o time de Jürgen Klopp estava sem duas peças importantes da equipe: Roberto Firmino e Mohamed Salah. Mas, o Liverpool tinha Origi e Wijnaldum, que fizeram os quatro gols (duas vezes cada) necessários para os ingleses reverterem a (enorme) desvantagem, além de uma atuação espetacular do goleiro brasileiro Alisson, que fez pelo menos cinco defesas importantes, impediu que o Barça fizesse o temível “gol fora” que poderia lhe dar a vaga e, assim, o clube da cidade dos Beatles vão em busca da sexta “orelhuda” (e ainda tem o título da Premier League, onde disputa cabeça-a-cabeça com o Manchester City).

Assim como o Liverpool, na quarta-feira (8), o Tottenham tinha uma missão complicada: reverter a derrota sofrida em casa para o Ajax por 1 a 0, Londres. E, na Johan Cruijff Arena, em Amsterdam, a situação dos Spurs não poderia começar de pior forma: os donos da casa abriram 2 a 0 no primeiro tempo, com De Ligt, aos 5 minutos, e Ziyech, aos 36. Porém, na etapa final, brilhou a estrela de Lucas Moura. O camisa 27, em uma jornada para lá de inspirada, fez três gols no segundo tempo: aos 10, aos 14 e, no apagar das luzes, aos 51 minutos, no último lance do jogo. Ou seja, um típico enredo de “filme de superação de adolescente norte-americano”.

Com Liverpool e Tottenham na final da UEFA Champions League, o torneio terá pela sexta vez uma decisão entre equipes do mesmo país, sendo a segunda envolvendo ingleses (a primeira foi na temporada 2007-08 entre Manchester United e Chelsea, vencida pelos Reds Devils nos pênaltis). Enquanto os Reds buscarão o sexto título (caso consiga, ficará apenas atrás de Milan, com sete, e Real Madrid, que tem 13), os Spurs tentarão a conquista inédita.

E hoje, pela UEFA Europa League 2018/2019, mais duas torcidas da terra da Rainha puderam fazer a festa: os londrinos Arsenal e Chelsea decidirão o título da segunda competição de clubes mais importante da Europa. No Stamford Bridge, em Londres, o Chelsea empatou em 1 a 1 com o Eintracht Frankfurt, da Alemanha – gols de Loftus-Cheek, para os Blues, e Jović para a equipe alemã. O resultado levou à disputa para os pênaltis, já que o resultado do primeiro embate das semifinais do certame foi o mesmo. Nas cobranças penais, melhor para os The Pensioners, que venceram por 4 a 3, com destaque para o goleiro Kepa, do clube de Londres, que pegou dois pênaltis.

No mesmo dia, ao contrário de seus compatriotas, os torcedores do Arsenal foram quem sofreram menos nas semifinais das duas competições. Os Gunners derrotaram o Valencia no jogo de ida no Emirates Stadium, em Londres, por 2 a 1, e poderiam até perder por 1 a 0 no Mestalla, que ficariam com a vaga. Mas, os comandados de Unai Emery fizeram bonito: triunfaram o adversário mais uma vez, e por 4 a 2, com três gols de Aubameyang e um de Lacazette, enquanto Gameiro anotou os dois tentos dos anfitriões. Aliás, o treinador espanhol mostrou-se um “perito” quando o assunto é UEFA Europa League. Tricampeão da competição com o Sevilla, o comandante do Arsenal, em caso de título, será o técnico mais vitorioso da história do torneio, com quatro canecos.

E, não custa repetir: a final da UEFA Europa League será no próximo dia 29 de maio (quarta-feira), no Estádio Olímpico, em Baku, no Azerbaijão. Já a decisão da UEFA Europa League acontecerá três dias, 1º de junho, no Wanda Metropolitano, em Madri. E os campeões das duas competições disputarão o título da Supercopa da UEFA 2019, em 14 de agosto, na Arena Vodafone, em Istambul, na Turquia.

Depois da Europa e o resto do mundo testemunharem Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid e Sevilla dominarem durante boa parte da década as decisões das duas competições, agora chegou a vez dos ingleses com Liverpool x Tottenham de um lado, e Arsenal x Chelsea do outro. Além disso, o English Team também tem realizado um bom papel nos últimos anos: semifinalista da última Copa do Mundo, semifinalista da primeira edição da Liga das Nações e atuais campeões mundiais sub-20. Enfim, o futebol inglês está de parabéns pela excelente fase.

Boa sorte aos finalistas.

Por Jorge Almeida

UEFA sorteou duelos das quartas-de-final da Champions e Liga Europa

UEFA realizou os sorteios de suas duas competições interclubes em Nyon, na Suíça. Créditos: Getty Images

A UEFA realizou nesta sexta-feira (15) o sorteio dos confrontos de suas duas principais competições interclubes: a UEFA Champions League e a UEFA Europa League. O evento foi realizado em sua sede, em Nyon, na Suíça. Como é de praxe, personalidades do futebol que já tiveram oportunidade de disputar uma das competições ao longo da história participaram do sorteio.

O diretor de comunicações da UEFA, o português Pedro Pinto, chamou o clipe com a apresentação dos oito classificados da Liga dos Campeões 2018/2019. Em seguida, Giorgio Marchetti, o diretor de competições da entidade, anunciou o formato do sorteio.

Lembrando que todos podem enfrentar todos, não há qualquer restrição. Posteriormente, o goleiro brasileiro Júlio César foi chamado ao palco para participar da cerimônia, enquanto isso era exibido no telão do auditório algumas imagens do arqueiro, inclusive com a da conquista da competição em 2009/2010 quando defendia a meta da Internazionale de Milão.

E a primeira bolinha sorteada por Júlio César foi a do Ajax, que terá como adversário a Juventus, fazendo, assim, um repeteco da final da edição 1995/1996, vencida pelos bianconeros por 4 a 2 nos pênaltis após empate em 1 a 1 no tempo normal. A primeira partida será realizada na Johan Cruijff ArenA, em Amsterdam, no dia 10 de abril, enquanto isso, a volta será na semana seguinte, no dia 16, no Juventus Stadium, em Turim. Em competições da UEFA, as duas equipes se enfrentaram 12 vezes, com seis vitórias da Vecchia Signora, quatro do clube holandês e dois empates.

O sorteio seguiu com a escolha da terceira bolinha, que teve o Liverpool como contemplado e o seu adversário, o Porto. O jogo de ida acontecerá no Anfiel Road, casa dos Reds, em 9 de abril, e, depois, as duas equipes voltam a se enfrentar no Estádio do Dragão, em Portugal, no dia 17 do mesmo mês. Na temporada passada, ingleses e portugueses mediram forças nas oitavas-de-final da competição e, em plena casa portista, os visitantes fizeram impiedosos 5 a 0 e só administraram o resultado na Inglaterra ao empatar em 0 a 0. Esta será uma boa oportunidade para os Dragões darem o troco.

Como a Inglaterra é o país com o maior número de representantes (quatro), as chances de acontecer um enfrentamento de clubes da terra da rainha eram grandes. E isso foi o que aconteceu com a definição do terceiro embate. O Tottenham fará um duelo inédito na Champions contra o Manchester City. No dia 9 de abril, os Spurs serão os anfitriões do confronto. Já os Citizens, por sua vez, serão os mandantes na semana seguinte, no dia 17, no Etihad Stadium.

E, finalmente, o clássico entre Manchester United e Barcelona. O mandante do jogo de ida será os Diabos Vermelhos, que medirá forças no Old Trafford em 10 de abril, e, na sequência, irá até o Camp Nou encarar o seu algoz das decisões de 2008/2009 e 2010/2011. Esse duelo é considerado pela imprensa esportiva como o principal embate das quartas-de-final. E, atendendo a um pedido da prefeitura de Manchester, o encontro entre os Reds Devils e o Barça precisou ter o mando de campo invertido por questões de segurança para não ocorrer um possível confronto de torcedores do United e do City.

Além da definição dos confrontos das quartas-de-final, o chaveamento para a decisão também foi mostrado. Quem passar do embate de ingleses será o adversário de Ajax ou Juventus nas semifinais. Do outro lado, o ganhador de Manchester United e Barcelona terá como adversário na sequência do torneio o vencedor de Porto e Liverpool, ou seja, há possibilidades de acontecer um clássico inglês nas semifinais (Manchester United x Liverpool), ou ainda, dependendo das circunstâncias, uma final inglesa: Manchester United ou Liverpool x Tottenham ou Manchester City. E reforçando que a final da UEFA Champions League 2018/2019 acontecerá no dia 1º de junho no Wanda Metropolitano, em Madri.

Minutos depois do sorteio das quartas-de-final da Champions, foi a vez da definição do chaveamento dessa mesma fase e, posteriormente, semifinais e final da UEFA Europa League. E, por não ter mais as participações de clubes da Rússia e da Ucrânia no certame, não houve a necessidade de restrições para a realização dos jogos, apenas na questão referente aos jogos de Arsenal e Chelsea, que não poderiam jogar nas mesmas datas a pedido das autoridades inglesas. E o convidado para sortear as bolinhas foi o ex-atacante holandês Pierre van Hooijdonk, campeão do torneio pelo Feyenoord, em 2002.

O primeiro duelo a ser sorteado será jogaço: Napoli e Arsenal. Em competições da UEFA, os dois times se encararam pela Liga dos Campeões 2013/2014 com vitória por 2 a 0 para cada um. A ida será no Emirates Stadium, em Londres, e a volta ocorrerá no San Paolo, em Nápoles. Quem avançar desse embate, fará as semifinais do enfrentamento entre espanhóis Villarreal ou Valencia, que medirão forças primeiramente no Estádio La Cerámica e, posteriormente, no Mestalla, em Valência. Aliás, apenas 60 quilômetros separam as casas dos representantes espanhóis no torneio.

O Benfica segue na busca do fim do incômodo tabu de conquistas continentais. Os Encarnados terão como adversários nas quartas-de-final os alemães do Eintrach Frankfurt. Os dois times nunca se enfrentaram em jogos oficiais de competições europeias. O mandante da primeira partida será a equipe lisboeta, no Estádio da Luz, e o retorno será no Commerzbank-Arena, na capital financeira da Alemanha. Quem levar a melhor desse desafio fará duas partidas pelas semifinais contra o vencedor de outro encontro que nunca aconteceu: Slavia Praga, que eliminou heroicamente o “bicho-papão” do torneio, o Sevilla, mas que terá agora como adversário o milionário Chelsea. Os jogos acontecerão, respectivamente, na Eden Arena, em Praga, na República Tcheca, e no Stamford Bridge, em Londres.

As partidas das quartas-de-final acontecerão nos dias 11 e 18 de abril de 2019. A final da competição está marcada para o dia 29 de maio no Estádio Olímpico de Baku, no Azerbaijão.

A seguir, as datas e os locais dos enfrentamentos das quartas-de-final das duas competições.

– UEFA Champions League:
Data – Jogo – Local:
09/04/2019 – Liverpool (ING) x Porto (POR) – Anfield Road, Liverpool (ING)
09/04/2019 – Tottenham (ING) x Manchester City (ING) – Tottenham Hotspur Stadium, Londres (ING)
10/04/2019 – Manchester United (ING) x Barcelona (ESP) – Old Trafford, Manchester (ING)
10/04/2019 – Ajax (HOL) x Juventus (ITÁ) – Johan Cruiff ArenA, Amsterdam (HOL)
16/04/2019 – Juventus (ITÁ) x Ajax (HOL) – Juventus Stadium, Turim (ITÁ)
16/04/2019 – Barcelona (ESP) x Manchester United (ING) – Camp Nou, Barcelona (ESP)
17/04/2019 – Porto (POR) x Liverpool (ING) – Estádio do Dragão, Porto (POR)
17/04/2019 – Manchester City (ING) x Tottenham (ING) – Etihad Stadium, Manchester (ING)

– UEFA Europa League:
Data – Jogo – Local:
11/04/2019 – Arsenal (ING) x Napoli (ITÁ) – Emirates Stadium, Londres (ING)
11/04/2019 – Villarreal (ESP) x Valencia (ESP) – Estádio de La Cerámica, Vila-real (ESP)
11/04/2019 – Benfica (POR) x Eintracht Frankfurt – Estádio da Luz, Lisboa (POR)
11/04/2019 – Slavia Praga (REP) x Chelsea (ING) – Eden Arena, Praga (REP)
18/04/2019 – Napoli (ITÁ) x Arsenal (ING) – San Paolo, Nápoles (ITÁ)
18/04/2019 – Valencia (ESP) x Villarreal (ESP) – Estádio de Mestall, Valência (ESP)
18/04/2019 – Eintracht Frankfurt (ALE) x Benfica (POR) – Commerzbank-Arena, Frankfurt (ALE)
18/04/2019 – Chelsea (ING) x Slavia Praga (REP) – Stamford Bridge, Londres (ING)
Boa sorte aos participantes.
Por Jorge Almeida

Manchester City: campeão da Copa da Liga Inglesa 2018/2019

Jogadores do Manchester City erguem a taça da Copa da Liga Inglesa 2018/2019. Foto: David Klein/Reuters

O Manchester City conquistou o bicampeonato da Copa da Liga Inglesa neste domingo (24), no Estádio de Wembley, em Londres, ao vencer o Chelsea nos pênaltis por 4 a 3, depois do empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. Destaque para o goleiro Kepa, do Chelsea, que se recusou a deixar o campo a mando do técnico Mauricio Sarri nos momentos finais da prorrogação. Esse foi o sexto título do torneio conquistado pelos Citizens.

A decisão apresentou um Chelsea jogando de uma maneira totalmente diferente de suas características, ficando mais acanhado à espera do Manchester City, que permaneceu com mais posse de bola e mais presente no campo do adversário. Por conta disso, a primeira chance de gol só aconteceu aos 21 minutos. Kun Agüero dominou no peito, livrou-se de Azpilicueta e soltou a bomba por cima da meta de Kepa. Seis minutos depois, o atacante argentino do Citizen arriscou de fora da área, mas o chute saiu fraco e o goleiro do Chelsea defendeu sem problemas.

O lado azul de Manchester seguiu ditando o ritmo da partida, enquanto os Blues londrinos se seguraram para investir em bolas longas para Hazard e William. Aos 42, Zinchenko ficou com a sobra, levantou na área para Otamendi mandar de primeira para defesa de Kepa. Quatro minutos depois, aos 46, Otamendi, sem estar pressionado, quase se complicou na sua própria área ao tentar cortar um cruzamento e, por pouco, não fez gol contra e acabou cedendo escanteio para os Blues, mas o primeiro tempo terminou com o placar inalterado:0 a 0.

Para a etapa complementar, Pep Guardiola colocou Kompany no lugar de Laporte. Mas a iniciativa foi do Manchester City. Logo aos dois minutos, Fernandinho dominou na entrada da área e soltou a bomba, mas a redonda subiu demais. No lance seguinte, aos quatro, Sterling fez boa jogada, cruzou para Agüero, que dividiu com a marcação, chutou e Kepa salvou no rebote. O Chelsea respondeu aos sete com Hazard. O belga pertiu em velocidade pela esquerda, invadiu a área, mas foi travado pelo zagueiro argentino Otamendi. Aos dez, Agüero, livre na área, chegou a balançar as redes, mas a arbitragem, com o auxílio do VAR, confirmou o impedimento marcado pelo assistente. Os comandados de Mauricio Sarri deram o troco aos 20. Willian lançou Hazard do campo de defesa, o belga avançou em velocidade, entrou na área, passou por Kompany e, da linha de fundo, rolou para trás para Kanté chegar batendo de primeira e mandando por cima do gol de Ederson.

Ao contrário do jogo truncado da etapa inicial, o segundo tempo demonstrou um jogo mais aberto e interessante para os dois times. Aos 27, De Bruyne, que fez uma partida discreta, cobrou falta por cima, da entrada da área. Três minutos depois, o Chelsea chegou com tudo ao ataque. Depois de bela troca de passes, Hazard fez boa jogada, acionou Pedro na lateral da área e o espanhol tentou devolver, em vez de finalizar o gol, e acabou permitindo o corte de Zinchenko para escanteio. Depois do susto, o Manchester City voltou a pressionar a saída de bola do adversário, mas, aos poucos ficou pegado no meio de campo, com os dois times buscando espaços. No entanto, a prorrogação parecia inevitável pelo que apresentou as duas equipes no segundo tempo. Porém, antes do término do tempo regulamentar, o Chelsea ainda teve uma boa chance aos 46 com Willian. O camisa 22 cobrou falta da esquerda e Ederson se esticou todo para mandar a esférica para escanteio. Contudo, a decisão terminou aos 50 minutos e o empate persistiu. E, para preocupação de Pep Guardiola, Fernandinho saiu do gramado reclamando de dores e, para a prorrogação, o treinador optou em colocar outro brasileiro em seu lugar: Danilo.

No primeiro tempo extra, a iniciativa foi dos Citizens. Aos dois minutos, Gündogan arriscou de longe e a bola subiu muito. Cinco minutos depois, David Luiz tabelou com Hazard pela direita, que bateu cruzado rasteiro para a área e Ederson defendeu e se antecipou a Rüdiger, que estava preparado para mandar para o gol. Na jogada seguinte, aos dez, os Blues chegaram trocando passes e, na sobra, Jorginho pegou de primeira da entrada da área e assutou Ederson. Todavia, a metade da prorrogação terminou com o insistente 0 a 0.

Nos 15 minutos finais, o Manchester City esteve mais perto do gol, que poderia ser o do título. Aos quatro, Sterling fez grande jogada, cruzou para Agüero, que dividiu, mas Kepa salvou no rebote e evitou o gol da equipe de Guardiola. Aos 11, o argentino do City bateu colocado para Kepa voar e fazer a defesa. Na sequência, o goleiro do Chelsea sentiu lesão e recebeu o atendimento médico. A partida ficou paralisada. Ao notar a situação de seu goleiro, Mauricio Sarri mandou chamar Caballero, que estava pronto para entrar. No entanto, o arqueiro titular se recusou a deixar a partida, o que provocou um certo mal-estar com o já pressionado treinador. E, com isso, a partida ganhou mais três minutos de acréscimos, mas o gol não saiu. O campeão da Copa da Liga Inglesa foi definido nos pênaltis.

Nas cobranças, o Chelsea iniciou a série com Jorginho, que teve sua cobrança defendida por Ederson; Gündogan converteu o seu, assim como Azpilicueta, que mandou a bola no ângulo; Kun Agüero também fez o seu e contou com a sorte porque a redonda passou por baixo de Kepa; Emerson igualou a série; mas, Sané parou no goleiro dos Blues; David Luiz desperdiçou a sua cobrança ao mandar a bola na trave; Bernardo Silva anotou; e, na última cobrança do Chelsea, Hazard, com uma frieza absurda, deu uma cavadinha em seu tiro penal; e, finalmente, Sterling deu números finais nas penalidades. Fim da disputa por pênaltis em Wembley: Chelsea 3, Manchester City 4. E, pela sexta vez em sua história, os Citizens conquistam a Copa da Liga Inglesa.

A final entre Chelsea e Manchester City trouxe as duas equipes passando por situações completamente opostas na temporada. De um lado, um pressionado Mauricio Sarri, que foi eliminado na Copa da Inglaterra pelo Manchester United e tem colecionado alguns tropeços com os Blues, inclusive uma goleada de 6 a 0 para o próprio City, de outro, um confortável Pep Guardiola, que segue com os seus comandados em boas condições na disputa dos quatro títulos da temporada (Premier League, Copa da Inglaterra, Copa da Liga Inglesa e Champions League). Diferentemente do apagão sofrido na goleada para o Manchester City, o Chelsea esperou pelo adversário, tentou sair em ligações diretas e, com isso, deixou o jogo truncado no primeiro tempo, o que permitiu com que as chances de gols rareassem nos primeiros 45 minutos. Na etapa final, as duas equipes fizeram um jogo mais corrido e disputado, alternando bons momentos e com mais oportunidades de gol, que não veio no tempo regulamentar e nem na prorrogação. Mas, a insistência de Kepa em ficar na partida contrariando o seu treinador deixou nítido que a situação de Mauricio Sarri não está nada confortável dentro dos vestiários da equipe de Stamford Bridge. O Chelsea conseguiu melhorar o seu desempenho diante do City e levou a decisão para a disputa dos pênaltis, que terminou com a equipe de Manchester levando a melhor por mostar mais eficiência nas cobranças. Com a perda da Copa da Liga Inglesa, tudo leva a crer que o destino de Sarri seja a Itália.

Com o título da Copa da Liga Inglesa, o Manchester City ultrapassou o seu arquirrival Manchester United, além do próprio Chelsea e Aston Villa, todos com cinco conquistas, mas fica atrás do Liverpool, que possui oito taças do torneio.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Terceira Fase:
25/09/2018 – Oxford United 0x3 Manchester City – Kassam Stadium, Oxford
Quarta Fase:
1°/11/2018 – Manchester City 2×0 Fulham – Etihad Stadium, Manchester
Quartas-de-final:
18/12/2018 – Leicester City 1(1)x1(3) Manchester City – King Power Stadium, Leicester
Semifinais:
09/01/2019 – Manchester City 9×0 Burton Albinion – Etihad Stadium, Manchester
23/01/2019 – Burton Albinion 0x1 Manchester City – Pirelli Stadium, Burton upon Trent
Final:
24/02/2019 – Chelsea (3)0x0(4) Manchester City – Wembley Stadium, Londres

FICHA TÉCNICA: CHELSEA (3)0x0(4) MANCHESTER CITY
Competição/Fase: Copa da Liga Inglesa 2018/2019 – final (jogo único)
Local: Estádio de Wembley, Londres, Inglaterra
Data: 24 de fevereiro de 2019, domingo – 13h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Jonathan Moss (ING)
Auxiliares: Andy Halliday e Marc Perry
Cartões Amarelos: David Luiz, Rüdiger e Jorginho (Chelsea); Fernandinho e Otamendi (Manchester City)
Pênaltis convertidos: Azpilicueta, Emerson e Hazard (Chelsea); Gündogan, Kun Agüero, Bernardo Silva e Sterling (Manchester City)
Pênaltis desperdiçados: Jorginho e David Luiz (Chelsea); Sané (Manchester City)
CHELSEA: 1.Kepa; 28.Azpilicueta, 2.Rüdiger, 30.David Luiz e 33.Emerson; 5.Jorginho, 7.Cantée e 8.Berkley (12.Loftus-Cheek); 22.Willian (9.Higuaín), 11.Pedro (20.Hudson-Odoi) e 10.Hazard. Técnico: Mauricio Sarri
MANCHESTER CITY: 31.Ederson; 35.Zinchenko, 30.Otamendi, 14.Laporte (4.Kompany) e 2.Walker; 25.Fernandinho (3.Danilo), 21.David Silva (8.Gündogan) e 20.Bernardo Silva; 17.De Bruyne (19.Sané), 7.Sterling e 10.Kun Agüero. Técnico: Pep Guardiola

Parabéns ao Manchester City Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

Manchester City: campeão da Supercopa da Inglaterra 2018

Os jogadores do Manchester City comemoram o primeiro título da temporada 2018/2019 do futebol inglês

Neste domingo (5), o Manchester City derrotou o Chelsea por 2 a 0 no Estádio de Wembley, em Londres, e conquistou o título da Supercopa da Inglaterra 2018. Os gols da partida foram marcados por Kun Agüero. Esse foi o quinto título da competição ganho pelos Citizens, que ultrapassou o rival londrino em número de taças (5 a 4).

A partida mal começara e o Chelsea saiu jogando mal, aos dois minutos, com o Manchester City recuperando a bola. Sané conduziu até a intermediária e arriscou ao mandar a bola ao lado da meta de Caballero. Os Blues tentaram trocar passes no meio de campo, mas perderam a posse e permitiu que os Citizens recuperassem a posse e, aos cinco, Bernardo Silva recebeu na esquerda e, em jogada individual, chegou à linha de fundo, cruzou e a redonda cruzou toda a área sem ninguém para conferir.

A equipe de Pep Guardiola estavamais disposta na partida. Aos nove, depois boa triangulação na entrada da área, Agüero bateu cruzado, mas errou o alvo. Superior na partida, o gol do City estava a amadurecer e saiu. Aos 12, em descida com velocidade, Foden partiu pela esquerda, limpou a jogada e rolou para Agüero, que recebeu na entrada na área e bateu no canto de Caballero: 1 a 0 para os atuais campeões ingleses.

O Chelsea foi encurralado pela equipe de Manchester e, timidamente, após o gol sofrido tentou sair jogando com toques curtos, mas a marcação forte do City não deu moleza.

O jogo deu uma paralisada aos 25 minutos para os atletas se hidratarem. Assim, o técnico Mauricio Sarri aproveitou a situação para corrigir a postura de sua equipe, que até aquele momento estava facilmente envolvida pelo rival.

A pausa surtiu efeito e, aos 31, o Chelsea criou a sua primeira oportunidade no jogo. Em um rápido contragolpe, Fàbregas e Morata trocaram passes, acionaram Hudson-Odoi que, da entrada área, mandou a redonda para fora. Dois minutos mais tarde, o jovem de 19 anos arrancou pela esquerda em direção ao meio e tentou de fora da área, surpreendendo Bravo, que não caiu para fazer a defesa, não conseguiu tirar a bola e a defesa do City afastou o perigo.

Os londrinos até conseguiram equilibrar mais a partida, mas não encontraram muitas dificuldades na criação de jogadas e nas finalizações. Contudo, aos 45 minutos, em um lance inusitado, o Chelsea tentou chegar um longo lançamento, Bravo saiu para fazer a defesa, mas foi enganado pelo quique da bola, que subiu mais do que ele esperava, mas conseguiu se recuperar na sequência e ficar com a redonda, assustando os torcedores do City presentes em Wembley. E, com o único gol marcado por Kun Agüero, o Manchester City encerrou a primeira etapa na frente do Chelsea.

Para o segundo tempo, Pep Guardiola voltou com Gündoğan no lugar de Sané.  A alteração não alterou muita coisa: o City seguiu ditando o jogo e criando as melhores oportunidades. Em menos dez minutos, os Citizens tiveram três chances. Aos dois, quando Azpilicueta saiu jogando mal, o City partiu em rápido contra-ataque com Agüero, que chegou na área e foi pressionado por David Luiz e bateu cruzado, mandando a bola ao lado do gol. Dois minutos depois, o camisa 10 apareceu livre nas costas da defesa do Chelsea depois de um lançamento, entrou na área e, quando esteve frente a frente com Caballero, tentou driblar o arqueiro, mas perdeu o ângulo para o chute e mandou a redonda pela rede do lado de fora. E, aos seis, Foden chegou com espaço na área dos Blues e tentou o chute, porém, pegou fraco e permitiu a defesa de Caballero.

Até que, aos 12, Hudson-Odoi errou um passe no ataque, o City saiu em velocidade pelo meio e Bernardo Silva foi acionado na ponta, conduziu a esférica e tocou para Agüero, que apareceu por trás de David Luiz, e bateu na saída de Caballero para fazer o seu segundo gol na partida e colocar o Manchester City em situação confortável na decisão.

Após o tento do City, Mauricio Sarri promoveu duas alterações: entraram Willian e Drinkwater nos lugares de Hudson-Odoi e Fàbregas, respectivamente. O Manchester seguiu tentando pressionar a saída de bola do Chelsea, que voltou a levar perigo aos 19. Em um rápido contra-ataque, Willian foi lançado, Laporte cortou parcialmente e, na sobra, Pedro bateu colocado, mas mandou ao lado do gol. Na sequência, foi a vez de Mahrez receber da entrada da área, tentar com a canhota e mandar a redonda ao lado do gol de Caballero.

E, assim como no primeiro tempo, o jogo precisou ser paralisado mais uma vez para a hidratação dos atletas.  Um pouco antes da pausa, Gabriel Jesus, pelo City, e Abraham, pelo Chelsea, entraram no jogo.

Com a partida retomada, aos 27, depois cobrança curta de escanteio, a redonda foi alçada na direção de Gündoğan e Agüero apareceu e bateu de primeira obrigando Caballero a fazer grande defesa.

O Manchester City controlou bem a vantagem, trocando passes enquanto mantinha a posse e pressionava a saída do Chelsea quando estava na defesa, enquanto os Blues não conseguiram criar chances. Aos 33, depois de envolver a defesa dos Pensioners, Brahim Diaz recebeu na ponta, bateu cruzado, mas errou o alvo. Mais tarde, aos 37, o camisa 55 dos Citizens chegou com perigo, abriu espaço e finalizou, Cabellero defendeu parcialmente e a zaga londrina afastou o perigo. O brasileiro Gabriel Jesus, que entrou no decorrer da etapa final, aos 40, arriscou também. Em velocidade pela direita, o ex-palmeirense passa por David Luiz, abriu espaço e chutou da entrada da área, e Caballero fez a defesa.

O Manchester City continuou a sua imposição perante o Chelsea mesmo nos minutos finais. Aos 47, Walker acionou Brahim Díaz, que chutou cruzado para defesa do goleiro dos Blues. E, aos 50, o árbitro Jon Moss encerrou a partida. Manchester City 2, Chelsea 0. Os Citizens abrem a temporada 2018/2019 da mesma forma que encerrou a anterior: sobrando.

No duelo que abre a temporada 2018/2019 do futebol inglês, o Manchester City não tomou conhecimento do Chelsea e com superioridade bateu o rival de Londres por 2 a 0 com dois gols do argentino Kun Aguëro no lendário estádio de Wembley. Se os comandados de Pep Guardiola demonstrarem o mesmo desempenho ao longo das competições da temporada que se inicia, o bicampeonato inglês virá do mesmo jeito que veio em 2017/2018. Pelos lados dos Blues, a ausência de Eden Hazard no meio campo foi muito sentida e, se quiser almejar alguma coisa em 2018/2019, Mauricio Sarri terá de trabalhar muito para ajustar o time do magnata Roman Abramovich.

FICHA TÉCNICA: CHELSEA 2×0 MANCHESTER CITY
Competição/Fase: Supercopa da Inglaterra (FA Community Shield) 2018 – final (jogo único)
Local: Wembley Stadium, Londres
Data: 5 de agosto, domingo – 11h (horário de Brasília)
Árbitro: Jon Moss
Assistentes: Adam Nunn e Eddie Smart
Cartões Amarelos: não houve
Gols: Agüero, aos 12 min do 1º tempo (0-1) e aos 12 min do 2º tempo (0-2)
CHELSEA: 1.Caballero; 28.Azpilicueta, 2.Rudiger, 30.David Luiz e 3.Alonso; 5.Jorginho, 8.Barkley e 4.Fàbregas (6.Drinkwater); 20.Hudson-Odoi (22.Willian), 11.Pedro (15.Moses) e 29.Morata (19.Abraham). Técnico: Mauricio Sarri
MANCHESTER CITY: 1.Bravo; 2.Walker, 5.Stones (88.Gomes), 14.Laporte (30.Otamendi) e 22.Mendy; 25.Fernandinho, 20.Bernardo Silva e 47.Foden (55.Brahim Diaz); 28.Mahrez (33.Gabriel Jesus), 19.Sané (8.Gündoğan) e 10.Agüero (4.Kompany). Técnico: Pep Guardiola

Parabéns ao Manchester City Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

 

Chelsea: campeão da Copa da Inglaterra 2017/2018

Jogadores do Chelsea comemoram o título da Copa da Inglaterra conquistada após vitória sobre o Manchester United, em Wembley. David Klein/Reuters

No dia em que o Reino Unido (e o resto do mundo) estava focado no casamento real entre o príncipe Harry e Meghan Markle, não muito longe do local do matrimônio da realeza, mais precisamente no Estádio de Wembley, outro evento marcou o sábado (19) para os ingleses: a final da The FA Cup, a Copa da Inglaterra, entre Chelsea e Manchester United. Com o gol, de pênalti, marcado por Hazard, aos 22 minutos do primeiro tempo, os Blues derrotaram os Diabos Vermelhos por 1 a 0 e conquistaram pela oitava vez em sua história a competição futebolística mais velha do mundo, sendo a segunda delas em cima da equipe de Old Trafford – a primeira foi na temporada 2006/2007.

Antes de a bola rolar na decisão da FA Cup, uma bela homenagem a Ray Wilkins, falecido essa semana, foi feita em Wembley. O ex-capitão do English Team vestiu as camisas dos dois clubes finalistas do torneio.

A partida começou com o Chelsea levando mais perigo e criando a primeira chance aos oito. Hazard recebeu pela esquerda, se livrou da marcação, bateu de esquerda e exigiu de De Gea, que defendeu com o pé.

Depois do lance, o jogo seguiu mais equilibrado, com o Manchester United mantendo mais a posse de bola e os Blues à espera de um contragolpe. E foi justamente assim que a equipe londrina conseguiu êxito. Aos 20, Sesc Fàbregas lançou por cima Hazard no meio-campo e que, na “matada de bola” levou vantagem da marcação, avançou e, quando chegou na pequena área, foi derrubado por Jones. Pênalti. No cobrança, o camisa 10, que hoje atingiu a marca de 300 jogos pelo Chelsea, bateu à esquerda de De Gea, que caiu do outro lado, e abriu o placar em Wembley.

Com a desvantagem, a equipe de José Mourinho tentou buscar o empate, mas os comandados de Antonio Conte souberam neutralizar bem o adversário. Aos 29, Pogba recebeu de Young e, da entrada da área, arriscou e a bola passou perto da meta de Courtois.

Os Diabos Vermelhos seguiram com maior posse de bola, porém, não converteu isso em criações agudas de jogadas, o que permitiu com que as chances de gols fossem raras no primeiro tempo. Aos 44, em cobrança de escanteio, a zaga do Chelsea afastou pelo alto e, na sobra pela esquerda, Young alçou a redonda na área e Jones subiu mais que a defesa para cabecear e mandar a bola rente à meta esquerda de Courtois.

Na etapa final, o United tentou atuar pelas pontas para depois entrar pelo meio da área, mas o esquema defensivo dos Blues manteve-se efetivo e, quando a zaga não resolvia, Courtois estava lá. Aos 8, Rashford cobrou falta da esquerda direto para o gol e o arqueiro do Chelsea tirou de soco.

Aos 10, Fàbregas foi desarmado por Alexis Sánchez no campo de defesa, a bola sobrou para Rashford, que chutpu da entrada da área para Courtois fazer mais uma defesaça.

O Manchester United conseguiu chegar às redes aos 17. A redonda foi alçada na área, Jones cabeceou, o arqueiro dos Pensioners fez grande interceptação, Sánchez pegou o rebote, mas o chileno estava em impedimento e, portanto, gol anulado.

O acuado Chelsea, aos 24, desperdiçou a oportunidade de liquidar o jogo. Kanté recebeu a bola no meio, avançou e passou para Marcos Alonso, livre na área, o camisa 3 puxa para a perna direita e chutou em cima de De Gea, que cobriu bem o lance. Na sequência do lance, os jogadores do Chelsea reclamaram de pênalti porque a bola teria batido na mão de Young dentro da área. E, depois de consultar o VAR, o árbitro Michael Oliver descartou a possibilidade de anotar a penalidade.

No lance seguinte, aos 26, Lingard deixou Rashford em excelente condição dentro da área, o camisa 19 tentou dar uma “cavadinha” por cima de Courtois, todavia, a esférica bateu no goleiro e também no atacante e saiu pela linha de fundo.

A decisão seguiu com os Reds Devils indo para cima e os Blues apostando nos contragolpes. E José Mourinho apostou em Martial e Lukaku, que entraram, respectivamente, nos lugar de Lingard e Rashford. A equipe de Old Trafford perdeu duas chances incríveis em sequência. Aos 34, Matić soltou a pancada para Courtois defender com os punhos e ceder o escanteio. Depois da cobrança do córner, Pogba subiu sozinho, no meio da área, e cabeceou para fora.

Nas poucas ocasiões em que ficava com a bola, o Chelsea tratava de valorizar de segurá-la no campo de ataque, especialmente com Fàbregas e Hazard. O sufoco dos Diabos Vermelhos prevaleceu nos minutos finais, e nos acréscimos. Aos 47, a bola foi alçada na área do Chelsea, três jogadores do United subiram juntos, mas foi Matić quem cabeceou para fora na última chance de gol da partida. Fim de jogo em Wembley, Chelsea 1, Manchester United 0. Essa é a oitava conquista da Copa da Inglaterra do clube londrino.

Chelsea e Manchester United entraram em campo para tentar salvar a temporada com o título da FA Cup, uma vez que nas outras competições inglesas, o Manchester City levou a Premiere League e a Copa da Liga Inglesa, além de ambos os clubes terão de assistir pela TV a possibilidade de o Liverpool ganhar a UEFA Champions League. No primeiro tempo, foi visível a estratégia adotada por Antonio Conte, treinador do Chelsea: deixar o adversário com a posse da bola e surpreendê-lo no contragolpe. E foi justamente assim que original a jogada do único gol da partida. Aos 20 minutos, Fàbregas lançou Hazard, que ganhou na corrida da marcação e foi derrubado por Jones na área. Pênalti indiscutível. O camisa 10 marcou o tento. Depois disso, ainda na primeira etapa, o Manchester United manteve a posse de bola, mas não conseguia criar chances, tanto que o primeiro tempo terminou sem os Diabos Vermelhos acertarem a meta de Courtois. Na etapa final, José Mourinho provou do próprio veneno. Nos tempos em que comandava os Blues, o treinador português colocava “um ônibus” na frente de seu goleiro para evitar que o adversário marcasse o gol. Da mesma forma, seu desafeto Conte fechou a defesa do Chelsea e esperou os Reds Devils atacarem. Quando os três zagueiros eram superados, o goleiro belga estava lá. Assim, na 15ª partida entre os dois clubes na FA Cup, agora o Chelsea chega a cinco vitórias, dois empates e oito vitórias do United, todavia, agora são duas finais vencidas pelos Blues contra uma dos Diabos Vermelhos. O título da Copa da Inglaterra, para o Chelsea, serviu como prêmio de consolação, uma vez que, por ter terminado a Premier League em quinto, os Pensioners não se classificaram para a próxima UEFA Champions League, ao contrário do Man United que, apesar de dois vice-campeonatos locais, disputará o torneio europeu. Quanto ao duelo de treinadores, se por um lado o italiano Antonio Conte conquista a sua primeira competição em formato de copa, o português José Mourinho amargou com o United o seu terceiro vice-campeonato – Supercopa da Europa (perdida para o Real Madrid), o Campeonato Inglês e, agora, a Copa da Inglaterra.

E, para finalizar, por conta do casamento real, em Windsor, o Príncipe William, presidente da FA, que tradicionalmente faz a entrega do troféu ao campeão, foi substituído da função pela viúva de Wilkins.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Terceira Fase:
06/01/2018 – Norwich City 0x0 Chelsea – Carrow Road, Norwich
17/01/2018 (Replay) – Chelsea (5)1×1(3) Norwich – Stamford Bridge, Londres
Quarta Fase:
28/01/2018 – Chelsea 3×0 Newcastle United – Stamford Bridge, Londres
Oitavas-de-final:
16/02/2018 – Chelsea 4×0 Hull City – Stamford Bridge, Londres
Quartas-de-final:
18/03/2018 – Leicester City 1×2 Chelsea – King Power Stadium, Leicester
Semifinal:
22/04/2018 – Chelsea 2×0 Southampton – Estádio de Wembley, Londres
Final:
19/05/2018 – Chelsea 1×0 Manchester United – Estádio de Wembley, Londres

FICHA TÉCNICA: CHELSEA 1×0 MANCHESTER UNITED
Competição/Fase: Copa da Inglaterra (The FA Cup) 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio de Wembley, Londres, Inglaterra
Data: 19 de maio de 2018, sábado – 13h15 (horário de Brasília)
Árbitro: Michael Oliver
Assistentes: Ian Hussin e Lee Betts
Cartões Amarelos: Courtois (Chelsea); Jones e Valencia (Manchester United)
Gol: Hazard, de pênalti, aos 22 min do 1º tempo (1-0)
CHELSEA: 13.Courtois; 28.Azpilicueta, 24.Cahill e 2.Rüdiger; 15.Moses, 7.Kanté, 4.Fàbregas, 14.Bakayoko e 3.Alonso; 10.Hazard (22.Willian) e 18.Giroud (9.Morata). Técnico: Antonio Conte
MANCHESTER UNITED: 1.De Gea; 25.Valencia, 4.Jones (8.Mata), 12.Smalling e 18.Young; 31.Matić, 21.Ander Herrera, 6.Pogba; 14.Lingard (11.Martial) e 7.Alexis Sánchez e 19.Rashford (9.Lukaku). Técnico: José Mourinho

Parabéns ao Chelsea Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida