Exposição “Valdir Rocha – Reflexões Plásticas” no Centro Cultural Correios

A escultura “Gárgula”, de Valdir Rocha, no Centro Cultural Correios. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Correios apresenta até o próximo domingo, 19 de novembro, a exposição “Valdir Rocha – Reflexões Plásticas”, que traz cerca de 100 obras, entre pinturas, desenhos, esculturas, aquarelas e fotografias do artista paulistano. A curadoria é de Jorge Anthonio e Silva.

A mostra, que gira em torno de núcleos classificados como “Éden, Hades”, “Histórias mal contadas”, “Notas sobre anatomia”, “Espectros”, “Ego”, “Procurados e esquecidos” e “Geografias”, estão dispostos de forma aleatória, para que o observador ficar, segundo o curador, “surpreso de Valdir Rocha no refazer o mundo de descobertas em significantes brutos, suaves, ora macios, ora assustadores, ora indiferentes, ora épicos”.

Esse conjunto de obras percorre a sensibilidade dos processos artísticos do pintor mesmo nas obras mais recentes e as mais tradicionais e, de acordo com Jorge Anthonio e Silva, “estabelece uma retícula de relações internas na forma de intertextualidade dinâmica”.

Entre os destaques estão “Inocentes” e “Subalternos”, ambas produzidas com giz de cera sobre lixa e compostas 12 e 20 obras, respectivamente; e as esculturas “Canário” e “Gárgula” (foto), constituída por bronze patinado.

SERVIÇO:
Exposição: Valdir Rocha – Reflexões Plásticas
Onde: Centro Cultural Correios – Avenida São João, s/nº – Vale do Anhangabaú, Centro
Quando: até 29/11/2017; de terça a domingo, das 11h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Anúncios

Exposição “300 Anos de Devoção Popular” no Museu de Arte Sacra

“Nossa Senhora Aparecida” (fac-simile) em exibição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra apresenta até o próximo domingo, 19 de novembro, a exposição “300 Anos de Devoção Popular” que conta, através de esculturas, ex-votos e uma linha do tempo, a história de três séculos que se passaram desde a descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com curadoria de Cesar Augusto Bustamante Maia e Fabio Guimarães, a mostra é composta por 137 obras que retratam a devoção à Padroeira do Brasil.

Em outubro de 1717, três pescadores receberam a tarefa de buscar peixes para o Conde de Assumar, governador da capitania de São Paulo e das Minas Gerais. Após navegar pelo rio durante bastante tempo sem sucesso na pesca, os trabalhadores do povoado de Itaguaçu lançaram as redes pela última vez e notaram que uma delas pesava e, para surpresa deles, surgia do fundo do rio um corpo de imagem, o qual foi recolhido com respeito e veneração. Em outro lançamento da rede, conseguiram a cabeça que, juntos, formavam a imagem da Imaculada Conceição, que é chamada pelos devotos de Nossa Senhora Conceição Aparecida. Depois de conseguirem resgatar a imagem, as redes se encheram de peixes e, com esse milagre, deu-se início aos 300 anos de devoção para a santa padroeira do Brasil.

E o Museu de Arte Sacra, em homenagem ao jubileu de 300 anos do encontro com a imagem de Nossa Senhora, apresenta a mostra em que o visitante poderá conferir uma linha do tempo que conta toda a trajetória desde 1717, quando a imagem foi encontrada, passando por fatos históricos como a capela no Porto Itaguaçu (1740), a doação da coroa de ouro pela Princesa Isabel (1884), a proclamação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil (1931), o início da construção da Basílica Nova (1955) até as celebrações dos 300 anos do milagre atribuído à santa.

Grande parte das obras da exposição é composta por imagens devocionais feitas de madeira, gesso, metal e louça policromada. Além disso, a mostra exibe um óleo sobre madeira intitulado “Nossa Senhora Aparecida”, de um autor desconhecido; assim como um conjunto de medalhas – Lembranças do Coração de Nossa Senhora Aparecida e do Santuário do Coração de Maria de São Paulo – feitos de alumínio e bronze; um conjunto de 13 ex-votos que são mantidos na Sala de Promessas, no Santuário; uma pá de prata do lançamento da pedra fundamental da Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida; e um conjunto de reproduções de 24 fotografias referentes à construção da basílica nova.

Merece atenção também duas esculturas da santa – uma com e outra sem o manto – feito por Francisco Ferreira, o Chico Santeiro, o primeiro escultor a produzir uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

SERVIÇO:
Exposição: 300 Anos de Devoção Popular
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 19/11/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “The Clock” no Instituto Moreira Salles | Paulista

A viodeinstalação “The Clock”, de Christian Marclay, está presente no Instituto Moreira Salles / Paulista. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Moreira Salles | Paulista realiza até o próximo domingo, 19 de novembro, a exposição “The Clock”, de Christian Marclay, que, na verdade, trata-se de uma videoinstalação de 24 horas de duração, constituída por milhares de cenas de cinema e televisão que fazem referência ao horário do dia.

A obra, em outras palavras, é um imenso relógio formado por fragmentos de filmes de toda a história do cinema em que a hora menciona surge na tela, ou seja, a cena está em sintonia com a hora local do espaço em que a obra está sendo exibida, combinando o tempo da telona e o real.

A presença permanente do relógio na tela reitera a preocupação com o correr dos minutos e das horas. Na escuridão da confortável sala de exibição da instalação, o público é confrontado com o conceito de finitude, sendo o tempo da ficção igual ao da realidade.

Ao longo do período da exposição, o IMS ficou aberto ao público durante as madrugadas, o que permitiu a projeção da obra ininterruptamente, das 10h do sábado às 20h do domingo. Isso aconteceu nos dias 23 e 30 de setembro; 7,14, 21 e 28 de outubro; 4 de novembro, e ocorrerá ainda nos dias 11 e 18 de novembro.

SERVIÇO:
Exposição:
The Clock
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista
Quando:
até 19/11/2017; de terça a domingo, das 10h às 20h; quinta-feira, até às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Pedro Correia de Araújo: Erótica” no MASP

A obra “Pureza”, de Pedro Correia de Araújo, em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza até o próximo sábado, 18 de novembro, a exposição “Pedro Correia de Araújo – Erótica”, que exibe cerca de 70 obras do artista “franco-pernambucano” (1881-1955), entre nus, retratos e danças e a série que dá nome à mostra, onde a presença do erotismo não está apenas nas telas mais explícitas, mas também nas representações de danças brasileiras, como o jongo, além de retratos femininos de caboclas, índias e negras.

Nascido em Paris e de família pernambucana, Pedro Correia de Araújo iniciou, a partir da década de 1910, os estudos em uma escola alternativa de arte na capital francesa, onde aprendeu a utilizar a geometria na confecção de seus trabalhos, como pode ser notado na obra “Pureza” (1938), obra que ilustra o corpo da mulher cuja estrutura é feita em volumes circulares, triangulares, quadrados ou hexagonais, deixados intencionalmente à mostra.

A seleção das obras destaca a sensualidade latente que atravessa a produção do artista em sua fase brasileira (de 1929 a 1955), reforçando a presença do erotismo não somente nos nus ou na série de desenhos sexualmente mais explícitos, mas também nos demais núcleos, compostos pelas representações de retratos femininos de caboclas, negras, índias e mulatas.

Embora suas pinturas de nus e de prostitutas, Araújo nunca ficou encantado pela possibilidade do voyeurismo banal, e fez de suas mulheres figuras complexas e repletas de caráter, verdadeiras representações de força e segurança.

E, para não polemizar com relação à classificação etária, algumas obras foram “cobertas” por cortinas, mas podem ser acessadas, como por exemplo, “Dois Nus Femininos” (1940), um grafite sobre papel. Merecem atenção obras como “Jongo”, um óleo sobre tela e sem data; e a já citada “Pureza” (foto), um óleo sobre compensado.

A exposição integra o contexto de um ano dedicado às histórias da sexualidade no MASP e dialoga com outras mostras que o museu apresenta, como o do coletivo “Guerrilla Girls”, por exemplo.

SERVIÇO:
Exposição:
Pedro Correia de Araújo – Erótica
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 18/11/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Exposição “Sagrado Primitivo – O Intermédio de Dois Mundos” no Conjunto Nacional

“Espírito de Deus”, uma das obras em exibição no Conjunto Nacional. Foto: Jorge Almeida

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional promove até o próxima sexta-feira, 17 de novembro, a exposição “Sagrado Primitivo – O Intermédio de Dois Mundos”, que contém cerca de 20 obras do artista plástico Geraldo Lacerdine em que ele sugere a discussão sobre a manifestação do sagrado na diversidade.

A mostra propõe o diálogo sobre diversidade e preconceitos, e estabelece um diálogo entre duas realidades historicamente distintas: o santo e o profano. Por século, nos foi vinculada o conceito de que o sagrado é permeado de pureza, figuras brancas e loiras, sucessivamente nórdicas e incorruptíveis, enquanto isso, o profano (humano) é sujo, pobre, negro, com imagens borradas, deformadas, disseminando fraqueza e sexualidade vil.

O conceito do projeto é partir com a cultura do preconceito e expandir a ressalva para um legítimo e genuíno sagrado, que surge do intermediário entre dois mundos, céu e terra, e que chamamos de humano.

Dessa forma, Lacerdine apresenta quadros em tamanhos gigantes, representando figuras nada convencionais que indagam o estereótipo de sagrado convencional. Imagens femininas e negras estão no lugar em ícones clássicos da tradição religiosa de uma forma nunca vista.

A ideia da exposição não é assombrar o público religioso, mas sugerir uma reflexão respeitosa sobre preconceitos e a aceitação da diversidade na produção artística tradicional do sacro.

Entre os destaques estão “Espírito de Deus” (foto), “Cristo Pobre” e “Proteção dos Mares – A Pesca”, ambas acrílica sobre tela com aplicação de folha de ouro.

SERVIÇO:
Exposição:
Sagrado Primitivo – O Intermédio de Dois Mundos
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 17/11/2017; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Red Bull Station inaugura exposição com obras de artistas residentes

Obra “Pequena Ode ao Vazio”, do artista Henrique Detomi (Crédito: Lost Art/Red Bull Content Pool)

A mostra, que fica aberta ao público de 11 a 30 de novembro, apresenta trabalhos variados que vão desde pesquisas sobre o som a questões de gênero

São Paulo, novembro de 2017 – A partir deste sábado (11 de novembro), às 14h, o público poderá conferir o resultado do trabalho dos 15 artistas que participaram das 13a e 14a turmas da Residência Artística do Red Bull Station, no centro de São Paulo. O programa é uma plataforma que incentiva e apoia a formação e a produção de arte contemporânea. A cada edição, contempla seis artistas ou coletivos atuantes nas áreas de artes visuais, performance, arte sonora, novas mídias e demais manifestações.

Aline Motta, Ariana Miliorini, Gustavo Paim, Raquel Krugel, Camille Laurent, Stefanie Egedy, Flora Leite, Henrique Detomi, Laura Andreato, Carolina Marostica, Denise Alves-Rodrigues, Katia Fiera, Rafael Bqueer, Rafa Munarríz e Renato Atuati apresentarão seus trabalhos, desenvolvidos entre agosto, setembro e outubro deste ano.

Por meio de diversas linguagens, os temas explorados nos trabalhos dos residentes passearam estilos, pesquisas e materiais bem distintos, como, por exemplo, o som –objeto de estudo de dois coletivos participantes da 13a edição: enquanto o trio formado por Ariana Miliorini, Gustavo Paim e Raquel Krugel explora performances feitas ao vivo, Camille Laurent e Stefanie Egedy investigam a suspensão, ainda que momentânea, do controle físico e mental por meio da espacialização da luz e do som.

Há, também, pesquisas a respeito da arquitetura de São Paulo, caso dos artistas Henrique Detomi –que faz uso da pintura clássica para ressignificar ícones da arquitetura paulistana, inserindo-os em paisagens de natureza– e  Kátia Fiera, que aborda a arquitetura do Centro e a relação com os trabalhadores em uma instalação com folhas de ponto.

Já Rafael Bqueer dedica seu estudo à temática queer e se apresenta como drag queen na abertura da mostra, além de expor uma intervenção audiovisual e de imagens sobre o tema. Outra artista que propõe intervenções no espaço é Carolina Marostica, cuja obra se dá na transfiguração e junção de materiais com forte apelo tátil –como espuma e plástico–, criando esculturas que exploram a tensão entre natural e artificial.

Com curadoria de Fernando Velázquez, a mostra das duas últimas turmas de 2017 ocupará as duas galerias e alguns ateliês do prédio, além do entorno do local. “Os artistas selecionados para esta edição da residência artística trabalham na fronteira entre linguagens”, comenta Velázquez. “Vejo um interesse crescente no estudo do som como material plástico e poético, mas, sem dúvida, um dos aspectos mais interessantes da produção local neste momento é a pesquisa sobre questões de gênero, raça e outras minorias”, finaliza.

SERVIÇO:
Exposição Residência Artística (13a e 14a turmas)
De 11 a 30 de novembro;
Seg. à sexta, das 11h às 20h, sábados das 11h às 19h.
Entrada gratuita.

Sobre a Residência Artística do Red Bull Station
O projeto Residência Artística do Red Bull Station incentiva e apoia a formação e produção de arte contemporânea. A seleção – feita por meio de edital – contempla artistas preferencialmente no início da sua trajetória profissional. Durante o período de residência, os participantes têm à sua disposição um ateliê e o acompanhamento de um curador. Por quatro semanas, eles vivem diariamente uma espécie de laboratório aberto, com trocas, studio visits e exposições.

O House of Art foi um projeto anual de residência artística da Red Bull que ocupou os prédios Hotel Central e Sampaio Moreira, ambos no centro de São Paulo, em 2009, 2010 e 2011. A partir da abertura do Red Bull Station, o projeto passa a ser permanente e muda de nome e de formato:  se transforma na Residência Artística no Red Bull Station.

Agência Lema
Leandro Matulja/ Letícia Zioni/ Larissa Marques
agencialema.com.br

Informações para imprensa:
Luciana Rabassallo (+ 55 11) 3871-0022 – ramal 201
luciana@agencialema.com.br

Por Luciana Rabassallo / Agência Lema

Exposição “Espuma” na Japan House São Paulo

A instalação “Espuma” na Japan House São Paulo. Foto: Jorge Almeida

A Japan House São Paulo promove até o próximo domingo, 12 de novembro, a exposição “Espuma”, de Kohei Nawa, que consiste em um instalação transitória feita em um ambiente azul, iluminação programada, onde uma espécie de montanha de espuma ou nuvens se modificam como item orgânico condicionado ao ciclo de nascimento e destruição.

Um dos jovens artistas mais reconhecidos no Japão, Kohei Nawa é conhecido pela produção marcada por uma vasta pesquisa de materiais inovadores e uma obsessão estética: seu olhar sobre as estruturas moleculares, das quais toda a vida é feita.

A instalação “Espuma” é composta por pequenas bolhas ou células que se formam na superfície de um líquido semelhante a um sabão. Elas vão se acumulando para formar uma estrutura livre, cada bolha permanecendo dependente ao seu ciclo de nascimento e destruição, de forma similar à condição de nossas próprias células, que circulam, metabolizam e morrem.

Andar pelo  espaço onde se encontra a obra traz ao visitante uma sensação semelhante ao de caminhar sobre as nuvens, mas nuvens de matéria orgânica, como as estruturas do nosso interior.

SERVIÇO:
Exposição:
Espuma
Onde: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – Cerqueira César
Quando: até 12/11/2017; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida