Exposição “O Navio de Emigrantes” no Metrô Santa Cruz

Vitrine Lasar Segall no Metrô Santa Cruz que traz reproduções de itens relacionados à obra “O Navio de Emigrantes”, de Lasar Segall. Foto: Jorge Almeida

A Estação Santa Cruz do Metrô apresenta na Vitrine Lasar Segall até a próxima segunda-feira, 31 de agosto, a exposição “O Navio de Emigrantes”, que traz reproduções de imagens de desenhos, fotografias, gravuras e da obra que é considerada um dos maiores tesouros do acervo do Museu Lasar Segall.

A mostra exibe, além dos desenhos de anotação, gravuras, esculturas, fotografias e documentos relacionados com esse tema e com o processo de criação do artista lituano Lasar Segall (1891-1957)

A vida do artista é marcada pelas constantes travessias e mudanças de direção. Aos 15 anos, deixou a cidade natal de Vilna, na Lituânia, para fazer a sua formação artística na Alemanha. Em 1912, Segall fez a sua primeira viagem ao Brasil. O percurso foi feito de navio e, a bordo de pequenos cadernos de desenho, ele registrou as experiências que viveu a bordo desses navios. Dessa forma, as cruzadas pelo Atlântico entre a Europa e a América do Sul, o inspiraram a retratar diferentes tipos humanos, a rotina dos marinheiros, os detalhes construtivos das embarcações, a experiência da imensidão do oceano em confronto com a fragilidade do destino humano.

Assim, suas lembranças, no final dos anos 1920, deu origem às séries Emigrantes e, ao longo da Segundo Guerra Mundial, à tela do “Navio de Emigrantes”, que foi realizada entre 1939 e 1941. A obra, grandiosa, é o cerne da mostra. Além da pintura, a exposição traz outros materiais relacionados ao tema e com o processo de criação de Lasar Segall.

SERVIÇO:
Exposição:
O Navio de Emigrantes
Onde: Estação Santa Cruz do Metrô (Linha 1-Azul) – Vitrine Lasar Segall – Rua Domingos de Morais, 2564
Quando: até 31/07/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h16; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: entrada gratuita (a mostra está instalada antes das catracas da estação)

Por Jorge Almeida

Exposição “SP_Rock_70_Imagem” na Praça das Artes

Obra que homenageia o rock brasileiro dos anos 1970 na Praça das Artes. Foto: Jorge Almeida

Dentre as inúmeras atrações que a Prefeitura de São Paulo realizou na cidade no “mês do rock” está a exposição “SP_Rock_70_Imagem”, que está em cartaz até o próximo dia 31 de julho, segunda-feira, que promove uma viagem através de fotografias de bandas e capas de discos clássicos dos anos 1970. A mostra contém registros de fotógrafos como Ana Arantes, Carlos Lyra, Antonio Freitas, Hermano Penna, Flavia Lobo, Vania Toledo e Mario Luiz Thompson, entre outros.

Na exposição, o público percebe como foram surgindo bandas e estilos que influenciaram fotógrafos e artistas plásticos e visuais. Pois, eles usavam e abusavam de suas câmeras, lentes, pincéis e telas para criarem suas imagens a partir dos sons que ouviam e retribuíam suas artes para as clássicas capas dos LPs.

No cenário paulista, Rita Lee, com o seu “tal de roque enrow”, juntamente com o Tutti-Frutti, Os Mutantes, Made In Brazil, Som Nosso de Cada Dia, Joelho de Porco, Terreno Baldio, Apokalypsis, entre outros. Além de outros grandes nomes de fora do Estado como Raul Seixas, O Terço, Novos Baianos, Sá, Rodrix & Guarabira, Odair Cabeça de Poeta, e outros mais.

Esses artistas. Influenciados pela música e obra dessas bandas e artistas mencionados acima, inventaram uma outra linguagem. Com o LP, os seus 30 centímetros quadrados da capa e da contracapa, eram mais mais que suficientes para uma expressão artística e com alcance infinitamente superior ao de uma galeria de arte. Assim, transformaram as capas desses ‘bolachões’ em verdadeiras obras-primas, que podiam virar pôsteres, novas embalagens e formatos, enfim, uma revolução foi criada.

A exposição contém cerca de 100 fotografias, além de capas de LPs e compactos clássicos do rock brasileiro, como “Novo Aeon” (1975), de Raul Seixas; “Fruto Proibido” (1975), de Rita Lee & Tutti Frutti; o ‘debut’ do Secos & Molhados, de 1973; e “Jack, O Estripador” (1976), do Made In Brazil.

SERVIÇO:
Exposição:
SP_Rock_70_Imagem
Onde: Praça das Artes – Avenida São João, 281 – Centro
Quando: até 31/07/2017; de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Luzescrita” no Espaço Cultural Porto Seguro

“Fome de Sede” (2010), poema com caligrafia de Arnaldo Antunes e fotografia/montagem de Fernando Laszlo. Créditos: divulgação

O Espaço Cultural Porto Seguro apresenta até o próximo domingo, 30 de julho, a exposição “Luzescrita”, que contém cerca de 60 obras do trio Arnaldo Antunes, Fernando Laszlo e Walter Silveira, que mostra entre vídeos, fotografias e instalações, transformações de poemas em imagens e versos de luz.

A poesia e a fotografia vêm da mesma origem, no grego, cujas palavras têm como significados “fazer” e “escritura da luz”, respectivamente. Na mostra, as duas ideias se aproximam e se expandem por meio do encontro desses artistas.

A partir desses conceitos, os artistas traduzem literalmente com obras escritas com luz por meio de materiais como pólvora, lâmpadas e metal e, em seguida, foram fotografadas.

De acordo com o curador Daniel Rangel, os artistas são híbridos, por natureza, e possuem trajetórias distintas, para além das artes visuais. Arnaldo Antunes, por exemplo, além de artista visual, é escritor, cantor e compositor. Já Walter Silveira é um dos pioneiros na videoarte no Brasil, além de possuir uma carreira individual no meio das artes, enquanto Fernando tem uma sólida carreira como fotógrafo.

Em meio aos destaques estão “Luz Preta” (2010), de Fernando Laszlo; “Fome de Sede” (foto), de 2004, um poema com caligrafia de Arnaldo Antunes e fotografia/montagem de Fernando Laszlo; “Luz” (1992), um vídeo de Arnaldo Antunes, Celia Catunda, Kiko Mistrorigo e Zaba Moreau; “Sol to do solo” (2017), de Arnaldo Antunes; e “Luzescrita” (2003), poema de Walter Silveira e fotografia/montagem de Fernando Laszlo.

SERVIÇO:
Exposição:
Luzescrita
Onde: Espaço Cultural Porto Seguro – Alameda Barão de Piracicaba, 610 – Campos Elíseos
Quando: até 30/07/2017; de terça a sábado, das 10h às 19h; domingos, das 10h às 17h
Quanto: entrada gratuita (vans gratuitas fazem o transporte de ida e volta da Estação da Luz – na saída Praça da Luz e Rua José Paulino)

Por Jorge Almeida

Exposição “O Anjo Exterminador” na Pinacoteca do Estado

Vista da clássica obra de Nelson Leiner no Octógono da Pinacoteca do Estado. Foto: Jorge Almeida

A Pinacoteca do Estado de São Paulo está com a exposição “O Anjo Exterminador” em exibição até o próximo dia 31 de julho, segunda-feira. Na verdade, trata-se de uma obra criada em 1984 por Nelson Leirner que foi remontada em 2014 e que junta centenas de estatuetas e bibelôs alinhados em dois grupos posicionados um de frente para o outro e separado por uma ponte.

Instalada no Octógono do prédio do museu, a obra faz referência ao filme homônimo do espanhol Luis Buñuel, em que casais de amigos da aristocracia espanhola se encontram para um jantar na casa de um deles e, a partir de então, sem uma explanação para tal, o grupo se encontrou preso na sala de jantar por dias.

O conceito da sociedade de estamentos, ou seja, que não permite romper os limites, ou que reflete firmemente distinções entre grupos de pessoas, é o que em comum entre o filme do cineasta espanhol e a obra do artista brasileiro.

O trabalho de Leirner é também um dos primeiros em que o artista lança mão desse procedimento de acúmulo e distribuição de pequenas esculturas, em uma cena que lembra uma procissão, uma marcha, um desfile. Depois disso, vieram instalações como “O Grande Combate” (1985) e “O Grande Enterro” (1986). Essa é uma das 13 obras de Leirner que pertencem ao acervo da Pinacoteca.

SERVIÇO:
Exposição:
O Anjo Exterminador
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 2
Quando: até 31/07/2017; de quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados; pessoas abaixo de dez anos e acima de 60 anos não pagam

Por Jorge Almeida

Exposição “Moedas do Brasil e América Latina” no Memorial da América Latina

Moedas dos tempos Brasil Colônia em exibição no Memorial da América Latina. Foto: Jorge Almeida

O Memorial da América Latina promove até o próximo dia 30 de julho, domingo, a exposição “Moedas do Brasil e América Latina”, que faz um mergulho pela Numismática e apreciar um pouco mais da História recente do Brasil e de países da América Latina. A mostra exibe cerca de 120 moedas e 110 cédulas, além de 12 totens que contém curiosidade sobre o assunto.

O projeto é uma proposta feita entre a Fundação Memorial da América Latina e o Banco do Brasil que privilegia o público que frequenta a biblioteca Victor Civita expor o valioso acervo do qual o banco é o seu guardião há mais de dois séculos.

Além de exibir as primeiras moedas que circularam no Brasil, como os famosos “Réis”, na República Velha, até a atual moeda corrente, o Real, a exposição traz recortes históricos e curiosidades, como o significado da expressão “cara ou coroa” e que pataca é o nome da moeda que ficou mais tempo em circulação no Brasil.

Em exibição em três vitrines ao lado, há exemplares de moedas latino-americanas que, conforme a evolução em suas nomenclaturas, trazem coincidências e diferenças em relação ao Brasil. Assim, como todas elas, seja moeda ou papel, têm em comum o papel de importância no cenário histórico e econômico das nações.

SERVIÇO:
Exposição:
Moedas do Brasil e América Latina
Onde: Memorial da América Latina – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Quando: até 30/07/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Las Caras de Cervantes” no Instituto Cervantes

Obra de Jesús Varela que homenageia Miguel de Cervantes em exibição no Instituto Cervantes. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Cervantes apresenta até o próximo dia 29 de julho, sábado, a exposição “Las Caras de Cervantes”, que traz cerca de 30 trabalhos inspirados no célebre escritor espanhol Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616). Os artistas que participam da mostra estão apadrinhados pelo indivíduo que imaginaram desde o presente e que, talvez, tenha sido Cervantes.

As obras apresentadas por meio de aquarelas, pinturas, grafites, fotomontagens, mosaicos e bordados confeccionados por artistas brasileiros, espanhóis e latino-americanos vem acompanhada de um poema do escritor.

A Língua espanhola, a História e a Arte deixaram reunir e desvendar novos talentos, visões clássicas e ao mesmo tempo inovadoras, coloridas, inspiradoras e divertidas, mas sem deixar de representar a grandiosidade que vem atrelada à ideia de recriar o grande mestre da Literatura espanhola.

Entre os destaques estão a pintura de Bruna Gusmão, de 2017, feita com guache; o mosaico “Cervantes” (2017), da dupla Simone Berton e Regina Shahini; e “Las Diversas Caras de D. Miguel de Cervantes” (foto), de 2017, um óleo sobre tela, de Jesús Varela.

SERVIÇO:
Exposição: Las Caras de Cervantes
Onde: Instituto Cervantes – Avenida Paulista, 2439 – Cerqueira César
Quando: até 29/07/2017; de terça a sexta-feira, das 14h às 21h30; sábados, das 9h às 15h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “O Gráfico Amador” na Caixa Cultural

“Cartazes”, livre interpretação do artista visual Raul Luna sobre a obra d’O Gráfico Amador em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A exposição “O Gráfico Amador” está em cartaz até o próximo domingo, 23 de julho, na Caixa Cultural. A mostra traz cerca de 30 projetos que fazem um panorama da produção gráfica da primeira editora experimental homônima do Recife, que funcionou entre 1954 e 1961.

E, por meio de textos, imagens, fotografias, documentos, vídeos e livro, a exposição visa recuperar a história da editora coordenada por intelectuais e artistas. Os trabalhos eram projetados por Aloísio Magalhães, Gastão de Holanda, José Laurenio da Costa e Orlando da Costa Ferreira, e tinham como associados aproximadamente 50 personalidades, como Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto.

Uma fábrica que explora os artifícios de impressão manual e venera a ilustração que, por sua vez, segundo a curadora Amanda Bonan, “salta aos olhos pela sinfonia com a cultura popular pernambucana, em oposição às tendências construtivas que chegavam ao Brasil, por influência da Bauhaus e da Escola de Ulm”.

Nos sete anos em que esteve na ativa, o Gráfico Amador imprimiu 26 livros, três volantes, um programa de teatro, além de outras pequenas impressões como convites de casamento e cartões de Natal.

Em meio aos destaques estão “Oficina Tipográfica São Paulo, um Manifesto”; “Cartazes” (foto), livre interpretação do artista visual Raul Luna sobre a obra d’O Gráfico Amador (2017); e “Prelo”, um tira-provas Manig, da década de 1960.

SERVIÇO:
Exposição:
O Gráfico Amador
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 23/07/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida