Exposição “Trapézio” no Sesc Santo Amaro

A obra “Trapézio”, em exibição no Sesc Santo Amaro. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Trapézio” está em cartaz até o próximo dia 29 de julho, domingo, no Sesc Santo Amaro. Com um conjunto de 16 obras inéditas do artista cearense Luiz Hermano, a exposição apresenta um novo estudo do escultor sobre a forma geométrica que dá nome à mostra.

Na criação das esculturas, o entendimento e invenção ocorreram como ponto de partida a forma e suas junções entre um e até seis trapézios, estruturas tridimensionais maiores e de variadas formas.

A partir de módulos emendados um nos outros, Hermano constrói uma variedade de formas. Elas surgem das colisões e desencontros entre os vácuos, as hastes da base e dos lados. Várias peças revelam problema em se atrelarem e, propositalmente, trazem certo desequilíbrio.

No espaço, os trapezoides tridimensionais do artista estão apoiados na parede, no chão ou pendurados no teto em alturas diferentes e, em alguns casos, com cabos de nylon.

Em meio aos destaques estão “Oca” (2017), escultura de ferro pintado; “Reação em Cadeia 16” (2017), elaborado em ferro soldado; “Trapézios” (foto), de 2018, composto de ferros com pintura eletrostática; e “Figura em Movimento” (2013), criado em aço pintado.

SERVIÇO:
Exposição: Trapézio
Onde: Sesc Santo Amaro – Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro
Quando: até 29/07/2018; de terça a sexta-feira, das 10h30 às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição fotográfica sobre conflitos armados no Brasil no Instituto Moreira Salles | Paulista

“Getúlio Vargas em passagem por Itararé (SP)”, de 1930, em exposição no Instituto Moreira Salles | Paulista. Créditos: divulgação

O Instituto Moreira Salles | Paulista promove até o próximo dia 29 de julho, domingo, a exposição “Conflitos: Fotografia e Violência Política no Brasil 1889-1964”, que apresenta um copilado com aproximadamente 350 fotografias relacionadas a guerras civis e outros conflitos armados ocorridos no Brasil entre a Proclamação da República e o Golpe Militar de 1964. As imagens pertencem a trinta coleções particulares e públicas do país e também ao acervo do IMS.

As imagens presentes na mostra contradiz à fama do Brasil como um país pacífico e permite ao visitante um olhar sobre a nossa história que coopera com o atual cenário político.

Com registro de guerras civis, revoltas e outros incidentes envolvendo o Estado brasileiro, a exposição enaltece a importância dos registros fotográficos nesses episódios, seu uso para fins político e suas maneiras de circulação. Esses eventos, violentos por sinal, sempre teve o envolvimento das Forças Armadas. Entre 1889 e 1964, período primordial para a formação do país e que antecedeu a duas décadas de ditadura, nossos ascendentes testemunharam uma história com disputas e balas, cenários de escombros e depredações; demonstrações de desolação, perturbação e fúria.

Todo registro captado em um conflito é interessante a análise e a abordagem do que acercam seu significado: a tecnologia fotográfica disponível em cada período; os retratados e suas poses; os enquadramentos; as formas de circulação; a posição política dos periódicos; a censura; os textos, os projetos gráficos e as legendas que as acompanharam.

A exposição tem como objetivo mostrar de que forma as fotografias contribuíram como papel de arma na disputa por opiniões e, paralelamente, apresenta um panorama heterogêneo do percurso da imagem documental ao longo de 75 anos. Foram reunidas cópias em papel de albumina, típicas do fim do século XIX, imagens projetadas, impressas sobre vidro, estereoscópios, álbuns, cartões-postais, cinejornais, impressões em papel de gelatina de prata que pertenceram à redação de jornais e imagens em movimento, originalmente captadas em 16mm.

Entre os conflitos e guerras abordados na mostra estão a Revolução Federalista (1893 a 1895), a Revolta Armada (1893 a 1894), a Guerrados Canudos (1896 a 1897), a Revolta Naval (1910), a Guerra do Contestado (1912 a 1916), a Revolução Gaúcha de 1923, a Revolução de 1924, a Coluna Miguel Costa-Prestes (1925 a 1927), a Revolução de 1930, a Guerra Civil de 1932, conhecida pelos paulistas como a Revolução Constitucionalista de 32, o período do banditismo social e cangaceiro que assolou o Nordeste entre 1920 e 1938 liderado por Virgulino Lampião, a Insurreição Comunista de 1935, os motins pós-suicídio de Vargas em 1954, a Revolta de Jacareacanga em 1956, o Levante dos Colonos em 1957, a Insurreição de Aragarças em 1959, a Campanha da Legalidade em 1961 e, finalmente, o Golpe de Estado de 1964.

As imagens que compõem a mostra são de autores conhecidos, como Flávio de Barros e Juan Gutierrez, e também de vários anônimos, profissionais ou amadores, nos mais variados suportes fotográficos.

Entre as fotografias presentes está, por exemplo, a de “Getúlio Vargas em passagem por Itararé (SP)” (foto), de 1930.

SERVIÇO:
Exposição: Conflitos: Fotografia e Violência Política no Brasil 1889-1964
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista
Quando: até 26/07/2018; de terça a domingo, das 10h às 20h (sendo até às 22h às quintas)
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Sombras e Mistérios” na Caixa Cultural

A obra “Bart/Mickey” em exibição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural promove até o próximo dia 29 de julho, domingo, a exposição “Sombras e Mistérios”, que reúne cerca de 30 obras de um dos fundadores da Narrative Art, o britânico Mac Adams, cuja produção consiste em séries fotográficas que geram colisões híbridas entre tragédias sociais e utensílios de design que remetem a situações de violência e inquietações.

Por meio de uma obra produzida através de diferentes formas de demonstração como fotografia, escultura e instalação, o artista estimula o público à experiência de uma prova artística dobrada: enquanto somos o observador exterior de uma cena, tornamo-nos o contador de nossa própria história.

A produção de Adams tem suas raízes vinculadas à rica tradição oral e escritas dos contos do País de Gales, nos romances de Arthur Conan Doyle e no cinema de Alfred Hitchcock. Ao longo das últimas décadas, Mac Adams desenvolveu uma produção de relevância peculiar em duas e três dimensões, usando dípticos e instalações.

São exibidos dípticos da série “Tragédias Pós-Modernas”, década de 1980, sobre as políticas econômicas de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Integram também as séries “Espaços Vazios e Ilhas”, e as esculturas “Bart Simpson/Mickey Mouse” (foto), de 1996, e a instalação “Apagamento” (2000).

SERVIÇO:
Exposição:
Sombras e Mistérios
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 29/07/2018; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Seydou Keïta” no Instituto Moreira Salles | Paulista

O fotógrafo africano Saydou Keïta é homenageado em exposição no Instituto Moreira Salles. Foto: Jorge Almeida

O Instituo Moreira Salles | Paulista realiza até o próximo dia 29 de julho, domingo, a mostra “Saydou Keïta”, que traz um recorte da extensa produção do fotógrafo africano produzidas entre 1948 e 1962, com cerca de 130 fotografias daquele que é considerado um dos precursores dos retratos de estúdio na África.

Seydou Keïta (1921-2001) produziu ao longo da carreira inúmeros retratos dos habitantes do Mali, seu país. Em seu estúdio, situação próximo da estação ferroviária de Bamako, o profissional captava as expressões, os vestuários e os costumes dos visitantes que passavam por ali. Durante o período em que os registros foram realizados (entre 1948 e 1962), o Mali passava por uma transformação, pois o país estava em direção à sua independência, em 1960.

A mostra inclui 48 tiragens vintage, em formato de 18 x 13 cm, ampliadas e comercializadas pelo próprio Keïta em Bamako, nenhuma delas jamais mostrada no Brasil. As demais 88 obras são fotografias ampliadas na França, sob a supervisão de Keïta, ao longo da década de 1990, quando sua obra é redescoberta no país e também nos EUA.

Keïta começou a fotografar após receber de um tio uma Kodak Brownie, uma câmera popular na época. Autodidata, ele, aos poucos foi aperfeiçoando a prática e começou a revelar as próprias imagens. Em 1948, abriu seu estúdio e retratou a elite de Bamako e também pessoas do campo que visitavam a cidade.  Funcionários do governo, donos de lojas e esposas de políticos visitavam o fotógrafo em busca de imagens que simbolizassem seu status social.

O conflito entre modernidade e tradição pode ser conferido nos retratos produzidos por Keïta. Nos registros, as estampas coloridas dos vestidos, um dos símbolos tradicionais do país, convivem com automóveis e rádios. Em seu estúdio, o fotógrafo deixava à disposição de seus clientes vários itens de vestuários, como ternos e boinas francesas, para serem fotografados.

Com curadoria de Jacques Leenhardt, diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, e Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS, a mostra tem o apoio do Institut Français du Brésil e do Consulado da França em São Paulo e seguirá para o IMS Rio em 5 de setembro de 2018.
SERVIÇO:
Exposição:
Seydou Keïta
Onde: Instituto Moreira Salles | Paulista – Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista
Quando: até 26/07/2018; de terça a domingo, das 10h às 20h (sendo até às 22h às quintas)
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “O Último Império” na Caixa Cultural

“Restaurante ‘Apelo de Lenin'” (2003), um dos registros do fotógrafo russo Serguei Maksimishin em exibição na Caixa Cultural. Créditos: divulgação

A Caixa Cultural realiza até o próximo dia 29 de julho, domingo, a exposição “O Último Império”, que apresenta 65 fotografias ousadas da Rússia contemporânea do fotógrafo russo Serguei Maksimishin. Considerado um dos principais nomes da fotografia de sua geração, o profissional traz imagens do país-sede da atual edição da Copa do Mundo na era “pós-soviética”, sem deixar de mostrar a crise que o maior país territorialmente falando enfrentou nos anos 1990 e os problemas atuais.

Natural da Crimeia, Serguei Maksimishin, nascido em 1964, possui uma trajetória peculiar. Seus primeiros trabalhos com fotografia tiveram início enquanto prestava serviço militar em Cuba. E, depois de terminar os estudos em física, trabalhou por um curto período no Museu Hermitage, em São Petersburgo. Então, na conturbada década de 1990, é que começou a atuar em um dos principais jornais russos, o Izvestya.

Por meio de uma visão audaciosa e compassiva, os registros feitos nos últimos 25 anos depois do término “do último império” apresentam as diversas faces de uma nação que por anos ficou à margem do cenário político internacional. E, com uma geração que presenciou a queda do império soviética, as imagens de Maksimishin ainda exibem as cenas nas quais as lembranças do tempo czarista e do período comunista marcam presença, reciclados sem compostura.

Por meio dessas imagens, o público brasileiro tem acesso pela primeira vez aos “protagonistas” da nova Rússia: soldados, políticos, religiosos, pioneiros, neonazistas, novos ricos… Serguei Maksimishin apresenta as incompatibilidades da Rússia e a energia do antigo sistema soviética, cujas heranças e destruições até hoje afetam o cotidiano das pessoas.

Em meio aos destaques estão “Acampamento Shojna, Nenets” (2005); “Casamento no Vilarejo” (2006) e “Restaurante ‘Apelo de Lenin’” (foto), de 2003.

SERVIÇO:
Exposição:
O Último Império
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 29/07/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Ex-Africa” no Centro Cultural Banco do Brasil

Vista parcial da instalação “Paraíso Perdido Não Orientável”, do ganês Ibrahim Mahama. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta até o próximo dia 16 de julho, segunda-feira, a exposição “Ex Africa”, que reúne mais de 80 obras, entre instalações, música, performance, fotografias, videoarte e pinturas, que revelam a diversidade contemporânea africana por meio de trabalhos de 18 artistas sul africanos, angolanos, nigerianos e afrobrasileiros. A curadoria é do músico nigeriano-alemão Ade Bantu e de Alfons Hug.

A mostra apresenta obras de dezoito artistas da geração jovem e intermediária, vindo de oito países africanos que causam atenção no cenário internacional, mas não são muito conhecidos no Brasil. Além deles, os artistas afrobrasileiros, Arjan Martins e Dalton Paulo, que recentemente fizeram pesquisas e organizaram uma exposição no Brazilian Quarter de Lagos (Nigéria), bairro construído por antigos escravos retornados à África.

Além disso, a exposição contém uma sala exclusiva dedicada ao Afrobeat, a música popular de Lagos, como os vídeos com músicas do Club Lagos (Naijapop), que abordam temas como dinheiro, poder, deus pessoal e sexo.

Entre os destaques estão a instalação “Maqan” (2017), do egípcio Youssef Limoud; as 758 esculturas de madeira do nigeriano Abdulrazaq Awofeso na obra “Mil Homens Não Conseguem Construir Uma Cidade”; a instalação “Alaagba” (2014-2017), do nigeriano Jelili Atiku; “Paraíso Perdido Não Orientável” (1667-2017), a instalação com mídias variadas (foto) do ganês Ibrahim Mahama, que ocupa o vão central do edifício; e “Carregando o Celular” (2011), fotografia do sulafricano Andrew Ishabangu.

SERVIÇO:
Exposição:
Ex Africa
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Estacionamento conveniado: Rua Santo Amaro, 272, com traslado gratuito até o CCBB, com parada no Metrô República no trajeto de volta
Quando: até 16/07/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h

Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão” no Museu Afro Brasil

“São Jorge”, escultura de madeira e tinta, feita pelo artista Virino, de Juazeiro do Norte (CE). Foto: Jorge Almeida

O Museu Afro Brasil realiza até o dia 29 de julho, domingo, a exposição “Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão”, que destaca a presença negra na arte, história e memória brasileira no ano em que há o 130º aniversário da Abolição da Escravidão (1888). Com curadoria de Emanoel Araujo, a mostra apresenta a produção dos séculos XIX e XX, através de fotografias, litografias, pinturas, esculturas, desenhos, objetos e outros itens que evidenciam e valorizam a fundamental contribuição africana e afro-brasileira na construção do país.

Aliás, a expressão que dá nome à exposição é um termo de cunho preconceituoso e racista, muitas vezes, utilizado para descriminar a condição do afro-brasileiro. O curador salienta que tal terminologia, para a exposição, é ressignificar o intuito de reforçar que a tal ‘coisa de preto’ é ter nobreza nas artes, ciências, esportes, medicina e outros campos importantes para a sociedade.

Além de abordar o trabalho de afro-brasileiros, a mostra também apresenta a produção artística de duas nações com predominante população negra: Cuba e Haiti. Com obras originárias do sincretismo religioso e da união entre os cultos do vodum e da Igreja Católica que integram a exposição, o visitante pode conferir esculturas e pinturas que remetem à prática religiosa nos templos afro-cubanos e as esculturas em ferro recortadas com seres míticos, das bandeiras com miçangas que evidenciam a vitalidade criativa do povo haitiano.

Personalidades negras que fizeram época na história brasileira em suas respectivas áreas, tais como o poeta Luiz Gama, o escritor Manuel Querino, o editor Francisco Paula Brito, o médico Juliano Moreira, os cantores Milton Nascimento, Luiz Melodia, Pixinguinha, Paulinho da Viola, Dorival Caymmi, entre outros, além de nomes como Pelé, a atriz Ruth de Souza e outros mais estão entre os ilustres personagens que estão representados na mostra.

Em meio aos artistas que têm trabalhos expostos na mostra estão os irmãos Arthur Timótheo e João Timótheo, Estavão Silva, Maureen Basiliat, Waldomiro de Deus, Caetano Dias, Carybé, Mestre Benon, João da Baiana, Rubem Valentim, João Alves e outros tantos marcam presença.

Entre tantos destaques, fica difícil selecionar, mas vale conferir as obras “Baka” (2009-2010), de Guyodo, do Haiti; “Invocation” (2007), composta por tecido bordado com miçangas e lantejoulas, da Myrlande Constant; a escultura de madeira “Virgen de la Regla”, de Havana (Cuba); “São Jorge” (foto), escultura de madeira e tinta do artista cearense Virino (Severino Silva de Souza); além de fotos e ilustrações de pessoas como Grande Otelo, Milton Nascimento, Jamelão, entre outros.

SERVIÇO:
Exposição: Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 29/07/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida