Exposição “A Desobediência Civil” no Memorial da Resistência

Uma das obras da exposição “A Desobediência Civil”. Foto: Jorge Almeida

O Memorial da Resistência realiza até a próxima segunda-feira, 25 de setembro, a exposição “A Desobediência Civil”, que apresenta 22 obras – sendo duas de múltiplos – do artista Geraldo Souza Dias.

O tema refere, no campo da cultura, a circunstâncias político-sociais de constrangimento às liberdades e aos direitos humanos na história republicana brasileira recente, trazendo-o para o domínio da arte, especificamente ao exercício da pintura, tensionando-o, para assim colaborar à reflexão produtiva.

Na época da Ditadura Militar (1964-1985), Geraldo Souza Dias, na época, estudante, apesar de não ter sofrido tortura, foi detido no edifício que, agora, abriga a exposição de seus trabalhos, mas que, entre 1940 e 1983, foi sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEOPS), simplesmente por participar de uma reunião de estudantes. Isso deixou um trauma permanente na memória do artista e em sua produção, como pode ser vista em “Seesaw (Gangorra)”, uma das obras exibidas na mostra..

Duas das obras são compostas por múltiplos quadros de pequenas e médias dimensões, sendo que uma delas – “ziviler Ungerhorsam” (“desobediência civil” em alemão), de 2014, – é composta por 51 peças de técnica mista sobre madeira, enquanto a outra – “Arte & Resistência” (2016), um óleo e colagem sobre madeira -, é constituído por 23 pinturas e um vídeo de aproximadamente dez minutos de duração, “Zen Hostel Brasil”, apresentado em looping.

A mostra é a primeira a ser realizada na nova ala de exposições temporárias no Memorial da Resistência de São Paulo.

SERVIÇO:
Exposição: A Desobediência Civil
Onde: Memorial da Resistência – Estação Pinacoteca – Largo Gal. Osório, 66
Quando: até 25/09/2017; de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h (entrada até às 17h30)
Quanto: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (estudante). Grátis aos sábados para o público em geral. Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam.

Por Jorge Almeida

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Exposição “Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake” no Instituto Tomie Ohtake

Imagem parcial da exposição sobre a casa-ateliê de Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake”, que apresenta pesquisa e reflexão sobre o espaço onde Tomie Ohtake (1913-2015) morou e trabalhou ao longo de seus últimos 45 anos.

A artista japonesa residiu em uma casa-ateliê que foi desenhada por Ruy Ohtake, seu filho mais velho. O projeto sempre foi permeável ao ciclo entre viver e trabalhar, permitindo que os ambientes bem definidos de diálogo, asseio, descanso, arquivo e acervo, produção e estudo se compartilhassem, de modo orgânico, em sequência, sem lacunas.

A vivenda de Tomie sempre foi movimentada pela presença de inúmeros amigos, artistas, colegas, colaboradores e críticos, sejam para compartilhar da companhia à mesa ou admirar juntos com a anfitriã as pinturas, gravuras e os projetos em andamento.

Além do uso da casa para habitar, a residência também tornou-se um lugar repleto de lembranças e vestígios, em que a artista guardou obras para si, presentes de artistas de quem mantinha recíproca admiração, arquivos fotográficos, pastas de documentos, mobiliários, adornos e cartas.

Na exposição que acerca a casa-ateliê são exibidos gravuras, desenhos, fotografias e lembranças. Além disso, há uma linha cronológica e um vídeo com entrevista com Ruy Ohtake e obras “Sem Título” feitas em litografia, óleo e acrílica sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Além do Visível, Aquém do Intangível” na Caixa Cultural

A obra “Afável” (2014), da série “Superfície do Intangível” em cartaz na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural realiza até o próximo domingo, 24 de setembro ,a exposição “Além do Visível, Aquém do Intangível”, que traz 25 pinturas de óleo sobre tela em grandes formatos feitas pelo artista Fábio Magalhães, produzidas entre 2007 e 2015.

A pintura foi uma escolha feita pelo artista, pois por tratar-se de uma atitude afirmativa e política, Magalhães defende que a obra impugna o Ser e a perseverança dessa linguagem na atualidade. As imagens procuram metáforas designadas a partir de pulsões, de expressões psíquicas de um imaginário pessoal, até a representação do corpo.

A realização desse projeto este ano tem valor significativo na carreira do artista, pois ele completa 10 anos de intensa atividade, na qual ele usa a pintura como principal plataforma de atuação artística.

Entre os destaques estão as obras da série “O Grande Corpo”, como “Invólucro V” (2011), “Afago” (foto), da série “Superfície do Intangível” (2014); e “Para Além do Somático” (da série “Limites do Introspecto”), de 2016, todas óleo sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Além do Visível, Aquém do Intangível
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Vida de Cão” na Galeria de Arte do SESI

Foto de Elliott Erwitt tirada em 1990 em Birmingham, na Inglaterra. Créditos: divulgação

A mostra “Vida de Cão” está em cartaz até o próximo domingo, 24 de setembro, na Galeria de Arte do SESI e apresenta 50 registros em preto e branco do francês Elliott Erwitt realizados em diversos países, entre eles o Brasil, entre 1946 e 2004, nas quais ele sugere uma reflexão sobre a relação do homem com o seu animal de estimação.

Perspicaz observante do universo canino, Erwitt retrata a relação que temos com esses animais, enfatizando a semelhança mútua que é identificada nas expressões faciais, na companhia abranda desses companheiros e no anseio que compartilhamos em nossas vivências.

O olhar do fotógrafo flagra uma série de afinidades que temos com o melhor amigo do homem: é afável e pilhérico ao mesmo tempo em que, segundo o curador João Kulcsár, “é estético e crítico na escolha do clique”.

Entre os locais fotógrafos por Elliott Erwitt que podem ser conferidos na mostra estão Nova York (1974), Birmingham (foto), Búzios (1990), Brasília (1963), Paris (1989).

Além disso, a mostra apresenta três livros do fotógrafo e um vídeo com uma entrevista com 8’30” de duração com Elliott Erwitt.

SERVIÇO:
Exposição:
Vida de Cão
Onde: Galeria de Arte do SESI – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 24/09/2017; diariamente, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Siron Franco em 38 Obras: 1974 a 2017” na Biblioteca Mário de Andrade

A obra “O Livro da Vida” em exibição na Biblioteca Mário de Andrade. Foto: Jorge Almeida

A Biblioteca Mário de Andrade apresenta até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Siron Franco em 38 Obras: 1974 a 2017”, que celebra os 70 anos do artista goiano, com um panorama de obras feitas entre os anos 1970 até os dias atuais. A mostra exibe também recortes e catálogos a respeito do artista.

Como o nome da exposição indica, são exibidas 38 obras, em que o artista apresenta o cotidiano como fonte de inspiração com itens corriqueiros em suas telas, como a paisagem, a flora do Cerrado, a fauna, as culturas indígenas e a arte pré-colombiana.

Os trabalhos mais atuais de Siron se destacam devido à variação e expressão das cores, além de texturas que transitam entre o cristalino e o intenso, em temas diversificados com papéis enigmáticos numa natureza pictórica bastante diferenciada, que marcam o estilo próprio de Siron.

Entre os destaques estão as obras “Metamorfose” (1979) e “Outros Territórios” (2017), ambas em óleo sobre tela; além de “O Livro da Vida” (2006), um óleo e ouro sobre tela (foto).

SERVIÇO:
Exposição: Siron Franco em 38 Obras: 1974 a 2017
Onde: Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94 – Centro
Quando: até 24/09/2017; de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h; sábados e domingos, das 8h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Loucuras Anunciadas de Goya” na Caixa Cultural

Vista parcial da exposição “Loucuras Anunciadas de Goya” na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural promove até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Loucuras Anunciadas de Goya”, que traz a coleção Le Follie, também conhecida por “Disparates”, que contém 20 gravuras produzidas no período mais obscuro e complexo que Francisco de Goya (1746-1828) já produziu.

De acordo com especialistas, a época em que as obras foram feitas não é muito precisa, mas deve ser entre 1815 a 1823. O artista espanhol não as publicou em virtude da perseguição aos iluministas à época.

Considerada a mais difícil de interpretação das séries dentre todas as estampas realizadas por Goya, “Disparates” traz obras que revela visões oníricas, a presença da violência e a ridicularização das instituições vinculadas ao Antigo Regime e em geral, a crítica ao poder estabelecido.

Contudo, os trabalhos permitem imaginar um mundo rico relacionado com a noite, com o carnaval e o grotesco, que compõem um enigma tanto estampa por estampa quanto no seu conjunto.

De acordo com a curadora Mariza Bertoli, a mostra traz diversas atividades interativas, como a experiência de fotografar-se em cenários com as gravuras aumentadas, duas grandes gravuras impressas que permitem as pessoas se fotografarem diante delas. Além disso, acessórios e vestuários (foto) também estão à disposição para o visitante se caracterizar e realizar suas próprias produções para a fotografia.

SERVIÇO:
Exposição:
Loucuras Anunciadas de Goya
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Metrópole: Experiência Paulistana” na Estação Pinacoteca

“São Paulo É Corinthiana” (2010), obra de Dora Longo Bahia na Estação Pinacoteca. Foto: Jorge Almeida

A Estação Pinacoteca está em cartaz até a próxima segunda-feira, 18 de setembro, a exposição “Metrópole: Experiência Paulistana”, que contém aproximadamente 80 obras de artistas que residem, ou residiram, na capital paulista, cujas obras apresentam peculiaridades de viver nesta urbe.

A exposição, a última sob a curadoria de Tadeu Chiarelli na instituição, apresenta fotografias, instalações, pinturas, vídeos e obras de outros meios, sendo contemporâneos em sua maioria, de 33 artistas, e que, apesar de a maioria estarem expostas nas salas do segundo andar, as obras estão ocupadas por todo o edifício, como fachadas lateral e traseira, elevadores, hall de entrada, auditório, biblioteca e parte do terceiro andar.

Nomes como Sidney Amaral, Victor Brecherer, Leda Catunda, Lia Chaia, Raphael Escobar, Nazareth Pacheco, Gustavo Von Há, Florian Raiss, entre outros, tem obras expostas na mostra que pautam a “experiência paulistana”

Entre os destaques estão “Cachimbeiro” (2016), de Raphael Escobar, que traz 23 cachimbos artesanais feitos de diversos materiais em uma evidente alusão à Cracolândia que, até a pouco tempo, esteve sediada até recentemente próximo ao edifício da Estação; “Mãe Preta (A Fúria de Ianza)” (2014), um acrílico sobre tela de Sidney Amaral; “Testemunho” (2015), de Daniel de Paula; “São Paulo É Corinthiana” (foto), de 2010, um acrílico e óleo sobre tela de Dora Longo Bahia; “Secos e Molhados” (2015), um óleo sobre tela de Zed Nesti, que reproduz a capa do ‘debut’ da banda homônima lançado em 1973 e que foi gravado em São Paulo.

SERVIÇO:
Exposição:
Metrópole: Experiência Paulistana
Onde: Estação Pinacoteca – Largo General Osório, 66 – Luz
Quando: até 18/09/2017; de quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Quanto: R$ 6,00 (inteira); R$ 3,00 (meia-entrada). Menores de dez anos e maiores de 60 anos não pagam. Entrada gratuita aos sábados para o público em geral

Por Jorge Almeida