Sinopse de “Monsters Of Rock – Live At Donington 1980” do Rainbow

Registro ao vivo do Rainbow traz uma performance da banda na primeira edição do famoso festival "Monsters Of Rocks"
Registro ao vivo do Rainbow traz uma performance da banda na primeira edição do famoso festival Monsters Of Rock, em Castle Donington

Lançado em 22 de abril de 2016, o álbum “Monsters Of Rock – Live At Donington 1980” traz uma performance ao vivo do Rainbow no dia 16 de agosto de 1980 como headliner do festival Monsters Of Rock, de Castle Donington. O material foi lançado pela Eagle Rock Entertainment em um kit composto por CD e DVD.

Na ocasião, Ritchie Blackmore e companhia se apresentaram na primeira edição do famoso festival criado pelo promotor Paul Loasby que, em conjunto com Maurice Jones, queria um evento que reunisse apenas bandas de Hard Rock e Heavy Metal. O local escolhido foi o famoso autódromo de Donington Park, localizado ao lado da aldeia de Castle Donington, em Leicestershire, na Inglaterra. Assim, o Rainbow teve o privilégio de ser o headline (atração principal) do festival que cresceu gradativamente e atingiu outros países e continentes. Nessa edição inicial também participaram bandas como Judas Priest, Scorpions e Saxon.

A performance do Rainbow na ocasião foi a última do line-up que gravara o álbum “Down To Earth” (1979) com Ritchie Blackmore (guitarra), Graham Bonnet (voz), Cozy Powell (bateria) e os atuais Deep Purple Roger Glover (baixo) e Don Airey (teclados).

Além dos clássicos da banda, o show trouxe também grandes solos dos integrantes do grupo em uma noite de inspiração musical, especialmente Blackmore, Powell e Airey.

O DVD traz oito canções, enquanto o CD apresenta 12 temas, incluindo os solos. Vale reforçar que o material do DVD foi toda a filmagem do concerto que sobreviveu ao tempo, e que é a primeira vez que o áudio se encontra disponível na íntegra em um CD.

O material capta o ponto crucial de um momento raro na história de imagens da banda com a line-up da ocasião, pois o novo vocalista da época, Graham Bonnet, que substituiu Ronnie James Dio, ficou por um curto período e não fez uma nova turnê com o Rainbow. Além disso, o concerto marcou a saída do mestre Cozy Powell.

No play, o álbum é composto pelos sucessos do mais recente trabalho do grupo na época (“Down To Earth”), como “Lost In Hollywood”, “Since You Been Gone”, “All Night Long” e “Eyes Of The World”. Além disso, Bonnet fez o melhor que pode nos clássicos de seu predecessor, Ronnie James Dio, em temas como “Stargazer”, “Catch The Rainbow” e “Long Live Rock ‘N’ Roll”, e, como a formação do Rainbow tem 2/5 do Deep Purple, claro que rolou um cover da banda que consagrou Blackmore e Glover, aqui representado por “Lazy” que, obviamente, não ficou a altura da versão do Purple. O material mostra também os solos instrumentais virtuosos de Blackmore, Powell e Airey. Ainda no tracklist tem um cover que o grupo fez de “Will You Love Me Tomorrow”, do The Shirelles.

Pelo áudio, é notório perceber que o desempenho de Blackmore e companhia é estupendo. Porém Bonnet parece, às vezes, lutar para alcançar algumas notas e sem fôlego em outros. O vídeo, que tem mais de 35 anos, parte dele é escuro e escasso, uma vez que não havia todo aparato tecnológico para a ocasião mas, mesmo assim, é possível apreciar um Ritchie Blackmore quase possuído em seu solo de guitarra, as formas de como Bonnet e Glover trabalham para cativar a multidão, o bestial Cozy Powell quebrando tudo nas baquetas e o heroísmo de Don Airey, um discípulo do mestre Jon Lord.

No entanto, “Monsters Of Rock – Live At Donington 1980” não é o melhor registro ao vivo do Rainbow, pelo menos na opinião deste que vos escreve. Todavia, ele tem o seu valor por conta de ser um dos raros registros “live” com os vocais de Graham Bonnet.

A seguir a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Monsters Of Rock – Live At Donington 1980
Intérprete: Rainbow
Lançamento: 22 de abril de 2016
Gravadora: Eagle Rock Entertainment
Produtor: Drew Thompson
Preço médio: R$ 52,90

Ritchie Blackmore: guitarra
Graham Bonnet: voz
Don Airey: teclados
Roger Glover: baixo
Cozy Powell: bateria

CD:
1. Intro/Eyes Of The World (Glover / Blackmore)
2. Since You Been Gone (Ballard)
3. Stargazer (Blackmore / Dio)
4. Catch The Rainbow (Blackmore / Dio)
5. Lost In Hollywood/Guitar Solo (Glover / Blackmore / Powell)
6. Difficult To Cure/Keyboard Solo (Blackmore/Glover/Beethoven/Arr.&Adapt.: Airey)
7. Drum Solo/Lost In Hollywood (Reprise) (Glove/Blackmore/Powell)
8. Lazy (Glover / Lord / Gillan / Blackmore / Paice)
9. All Night Long (Glover / Blackmore)
10. Blues (Blackmore)
11. Will You Love Me Tomorrow (King / Goffin)
12. Long Live Rock ‘N’ Roll (Blackmore / Dio)

DVD:
1. Lazy (Glover / Lord / Gillan / Blackmore / Paice)
2. All Night Long (Glover / Blackmore)
3. Catch The Rainbow (Blackmore / Dio)
4. Eyes Of The World (Glover / Blackmore)
5. Ritchie Blackmore Guitar Solo (Blackmore)
6. Difficult To Cure/Keyborad Solo (Blackmore/Glover/Beethoven/Arr.&Adapt.: Airey)
7. Will You Love Me Tomorrow (King / Goffin)
8. Long Live Rock ‘N’ Roll (Blackmore / Dio)

Por Jorge Almeida

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Biografia do Rainbow é lançada

Capa da biografia do Rainbow, feita por Greg Prato
Capa da biografia do Rainbow, feita por Greg Prato

O jornalista norte-americano Greg Prato lançou a biografia do Rainbow, intitulada “The Other Side Of Rainbow”, e que, obviamente, aborda a banda fundada por Ritchie Blackmore após a sua saída do Deep Purple, em 1975, e suas diferentes eras.

Quando Ritchie Blackmore deixou o Deep Purple, em 1975, muitos fãs ficaram confusos. Como um dos melhores guitarristas do rock deixaria uma das bandas mais populares do mundo? Independentemente da razão, eles foram agraciados pelo guitarrista, que lançou o Rainbow – uma banda que agitou tão ferozmente quanto o Deep Purple, cuja música provou ser atemporal e incrivelmente influente para as bandas de Heavy Metal subsequentes.

E ao longo da empreitada com o Rainbow, Ritchie Blackmore mostrou-se extremamente hábil em revelar talentos desconhecidos e mostrá-los ao mundo – incluindo aí os vocalistas Ronnie James Dio, Graham Bonnet e Joe Lynn Turner. Todavia, Blackmore, como líder da banda, admitiu e demitiu muita gente, o que impediu o Rainbow ter uma formação base regular, impedindo que o grupo alcançasse seu potencial em cheio.

Em “The Other Side Of Rainbow” são apresentadas quase 30 entrevistas exclusivas para a obra, incluindo ex-integrantes da banda – Joe Lynn Turner, Graham Bonnet, Tony Carey, Doogie White, entre outros; de pessoas que trabalharam ou tiveram alguma ligação estreita com o grupo – Wendy Dio (viúva de Ronnie James Dio) e Flemming Rasmussen (produtor e engenheiro de som); além de admiradores do Rainbow, como o jornalista Eddie Trunk e Charlie Benante (baterista do Anthrax), e outros.

Greg Prato é um jornalista de Nova York e já escreveu livros sobre o Iron Maiden, o Kiss e o finado ex-guitarrista do Deep Purple, Tommy Bolin.

O livro está disponível em cópia física à venda no Amazon e em iBook na iTunes Store.

Infelizmente, para nós brasileiros, não há previsão de quando haverá uma versão do livro em português. Também, é compreensível, pois apesar de ser uma grande banda, o Rainbow não tem tanta popularidade no Brasil como o próprio Deep Purple.

Mas se, por ventura, ganharmos uma versão da obra, acredito que será indispensável.

Por Jorge Almeida

Morre Jimmy Bain, ex-baixista do Rainbow e do Dio

Jimmy Bain, ex-baixista do Rainbow e do Dio, morreu neste domingo (24). Foto: Divulgação
Jimmy Bain, ex-baixista do Rainbow e do Dio, morreu neste domingo (24). Foto: Divulgação

O músico escocês Jimmy Bain morreu aos 68 anos na manhã deste domingo (24). A morte do ex-baixista do Rainbow e do Dio foi confirmada pelo ex-baterista do Dio e AC/DC, Simon Wright. No entanto, a causa da morte do músico não foi revelada, mas familiares deverá se pronunciar sobre o assunto em breve.

Nascido como James Stewart Bain a 19 de dezembro de 1947, em Newtonmore, na Escócia, o músico tocou em bandas amadoras até que ele foi convidado para participar do Rainbow depois que Ritchie Blackmore o viu tocar no Marquee, em Londres. Com o Raibow, Bain gravou os clássicos “Rising” (1976), “On Stage” (1977) e “Live In Germany” (gravado em 1976 e lançado em 1990). Porém, em janeiro de 1977 foi demitido da banda.

Após a saída do Rainbow, o baixista participou de diversos projetos e bandas, com destaque a passagem que teve no Thin Lizzy, onde gravou o álbum “Black Rose: A Rock Legend” (1979) e em dois álbuns-solo de Phil Lynott – “Solo In Sono” (1980) e “The Phillip Lynott Album” (1982).

Depois de idas e vindas, Jimmy Bain foi recrutado pelo antigo companheiro de Rainbow, Ronnie James Dio, em sua nova empreitada, a banda Dio. E foi justamente com a banda do “Baixinho” que o baixista permaneceu por mais tempo e gravou vários clássicos que são verdadeiras obras-primas do Heavy Metal: “Holy Diver” (1983), “The Last In Line” (1984), “Sacred Heart” (1985), “Dream Evil” (1987), entre outros. Saiu do grupo e atuou em outros projetos, mas sem destaque, e retornou para o Dio no início dos anos 2000, com quem gravou os álbuns “Magica” (2000) e “Killing The Dragon” (2002).

Após o Dio, Bain atuou em mais projetos até que o último deles, o Last In Line, foi formado com todos os integrantes que tocaram os primeiros clássicos do Dio, exceto o vocalista Andrew Freeman. Inclusive, ele se preparava para o lançamento do disco “Heavy Crown”, do Last In Line.

A última apresentação de Jimmy Bain aconteceu no cruzeiro “Hysteria On The High Seas”, do Def Leppard, com a sua atual banda no último dia 20.

E, assim, infelizmente, o rock perdeu mais um nome. Aliás, agora, restam apenas 2/5 da line-up que gravou um dos trabalhos mais incríveis de todos os tempos – “Rising”: Ritchie Blackmore e Tony Carey. Uma vez que Cozy Powell, Ronnie James Dio e, a partir de agora, Jimmy Bain partiram.

Obrigado pela sua contribuição Jimmy Bain, descanse em paz.

Por Jorge Almeida

Rainbow: 20 anos de “Stranger In Us All”

"Stranger In Us All": o último registro de estúdio lançado pelo Rainbow de Ritchie Blackmore
“Stranger In Us All”: o último registro de estúdio lançado pelo Rainbow de Ritchie Blackmore

Já que os dois últimos posts estavam ligados ao Deep Purple, aproveito para falar sobre um ex-integrante da banda britânica: Ritchie Blackmore. Para ser mais preciso, sobre a sua banda após a saída do Purple, o Rainbow.

Hoje, 21 de agosto, o último registro de estúdio da banda completou 20 anos de lançamento. Trata-se de “Stranger In Us All”, disco em que Blackmore se juntou a músicos poucos conhecidos e que, a princípio, seria um disco solo do guitarrista, mas por pressão da gravadora BMG o disco saiu sob o nome do Rainbow (caso semelhante com o “Seventh Star”, do Black Sabbath, que era para ter sido o primeiro disco solo de Tony Iommi). Esse foi o último registro de hard rock de Ritchie.

Gravado nos estúdios Long View Farm (em Massachusetts), Cove City Sound Studios e Sound On Sound, Unique Studio e Soundtrack Studios, ambos em Nova York, o play foi produzido por Ritchie Blackmore e Pet Regan.

Depois de sair e prometer nunca mais voltar ao Deep Purple, Ritchie Blackmore resolveu retomar o seu grupo, o Rainbow, totalmente reconfigurado. Para a gravação do álbum, o dono da bola convocou Doogie White (voz), John O’Reilly (bateria) – que foi substituído por Chuck Burgi na turnê, Greg Smith (baixo), Paul Morris (teclados), além das participações especiais de Mitch Weiss (gaita) e Candice Night (backing vocal).

O álbum fez um relativo sucesso na Europa, mas pouco foi notado nos Estados Unidos, o que foi compreensível, afinal, as bandas grunges tomavam conta por lá. O título do disco é de um verso da faixa “Black Masquerade”.

E outro ponto que desfavoreceu Blackmore: ao tentar competir com a ex-banda, seu trabalho não ganhou a mesma notoriedade porque o Deep Purple se rejuvenesceu com a entrada de Steve Morse e lançou o clássico álbum “Purpendicular” (1996).

Mesmo não sendo um dos trabalhos mais aclamados do Rainbow, alguns temas de “Stranger In Us All” foram tocados pelos integrantes da banda que participaram da gravação do álbum, como os casos de Greg Smith e Paul Morris que tocaram no Over The Rainbow entre 2008 e 2009, e também a banda White Noise, capitaneada por Doogie White, em seu DVD oficial intitulado “In The Hall Of The Mountain King” (2004). Além deles, o Blackmore’s Night também contou com uma música – “Ariel” – desse disco em seu “Paris Moon”, de 2007.

O disco abre com a incrível “Wolf To The Moon“, que é um hard rock simples, mas eficiente. Posteriormente, o play apresente “Cold Hearted Woman“, um hard blues mediano que lembra vagamente o Whitesnake. O terceiro tema é o metal melódico “Hunting Humans“, com características típicas de Stratovarius. A quarta faixa é “Stand And Fight“, um hard rock pouco empolgante.

Em seguida, a faixa que merece uma atenção especial: “Ariel“. É o maior destaque do disco e, particularmente, acho que é uma das melhores músicas do Rainbow. Pois lembra os tempos áureos da era Dio, traz os solos épicos de Blackmore, um excelente desempenho vocal de Doogie White e, para colocar a cereja no bolo, o backing vocal de Candice Night (que é uma ótima cantora) é arrebatador. Para este que vos escreve essa faz parte do meu top 5 de melhores músicas do Rainbow.

O material dá uma caída em sequência com “Too Late For Tears“, que lembra os sons mais comerciais do Rainbow nos anos 1980. A sétima música é “Black Masquerade“, que é outra que merece atenção. Aqui a técnica é explorada ao máximo e todos acertaram em cheio nesse metal. A canção seguinte é a calma e singela “Silence“. A penúltima faixa do disco é “Hall Of The Mountain King“, que ganha destaque pela rapidez e por ser melódica. E, para finalizar, “Still I’m Sad“, outra releitura que o Rainbow faz para o clássico do Yardbirds (a primeira foi feita no ‘debut’ “Ritchie Blackmore’s Rainbow” em 1975).

Infelizmente, o Rainbow sempre foi uma banda subestimada, pois, aqui no Brasil, por exemplo, muita gente acha que o grupo só existiu durante a era Dio. E “Stranger In Us All” é um retrato fiel disso: um disco que é muito bom, mas que é ignorado por muitos. Confesso que não consigo entender o motivo disso. Uma vez que nele tem hard rock, metal melódico, balada, mescla todas as fases do Rainbow e também deixa uma prévia para o que viria a ser o Blackmore’s Night.

Outro fato a lamentar é que após a turnê de divulgação do álbum, Ritchie Blackmore resolveu encerrar mais uma vez o Rainbow. Mas pelo menos ele está feliz com a (agora) esposa Candice Night e fazendo o que gosta com o seu Blackmore’s Night.

A seguir, a ficha técnica do play.

Álbum: Stranger In Us All
Intérprete: Rainbow
Lançamento: 21 de agosto de 1995
Gravadora: BMG
Produtores: Pat Regan e Ritchie Blackmore

Ritchie Blackmore: guitarra
Doogie White: voz
John O’Reilly: bateria
Greg Smith: baixo
Paul Morris: teclados

Mitch Weiss: gaita
Candice Night: backing vocal

1.  Wolf To The Moon (White / Blackmore / Night)
2. Cold Hearted Woman (Blackmore / White)
3. Hunting Humans (Insatiable) (Blackmore / White)
4. Stand And Fight (Blackmore / White)
5. Ariel (Blackmore / Night)
6. Too Late For Tears (White / Blackmore / Regan)
7. Black Masquerade (White / Blackmore / Morris/ Night)
8. Silence (Blackmore / White)
9. Hall Of The Mountain King (Grieg / Arr.: Blackmore / Letra: Night)
10. Still I’m Sad (Samwell-Smith / McCarty)

Por Jorge Almeida

Os 70 anos de Ritchie Blackmore

Ritchie Blackmore: 70 anos de personalidade forte e talento nas seis cordas
Ritchie Blackmore: 70 anos de personalidade forte e talento nas seis cordas

Hoje, 14 de abril, um dos mais lendários guitarristas da história do rock completa 70 anos de idade. Me refiro a Ritchie Blackmore, músico que fundou duas grandes bandas da história do rock: Deep Purple e Rainbow.

Nascido como Richard Hugh Blackmore a 14 de abril de 1945, em Weston-super-Mare, na Inglaterra, o jovem Ritchie Blackmore mudou-se com apenas dois anos de idade com os pais para Heston, em Hunslow, também na Inglaterra. E, em 1955, ganhou o seu primeiro violão do pai que, inclusive, lhe deu aulas de violão clássico. Em suas primeiras dedilhadas no violão, Ritchie mostrou-se desajeitado e apresentava dificuldades em lidar com o instrumento, o que despertou a impaciência do pai, que prometeu quebrar o violão em sua cabeça se não aprendesse a tocar.

Então, após muito treino, Ritchie, assim como muitos astros do rock, passou por diversas bandas (a primeira delas foi o 21s Coffe Bar Junior Skiffle Group) até chegar fevereiro de 1968, quando ele, juntamente com Jon Lord, Ian Paice, Rod Evans e Nick Simper, formaram o Deep Purple, cujo nome veio de uma música favorita da avó de Blackmore.

E com esses músicos que na metade de 1968 lançou o primeiro álbum da banda, “Shades Of Deep Purple”, recheado de regravações, fato que seguiu com o trabalho seguinte. No entanto, Blackmore e Lord estavam descontentes com a sonoridade apresentada pelo Deep Purple na ocasião. Então, ambos queriam experimentar mais com volume e eletricidade, mas consideravam que a voz de Evans não acompanharia as mudanças. A solução foi fazer um teste com Ian Gillan, que levou o amigo Roger Glover, do Episode Six.

Assim, sem Evans e Simper, Blackmore contribuiu (e fez parte) para a formação mais clássica do Deep Purple, a MK II – Blackmore/Gillan/Glover/Lord/Paice. Com essa line-up, o Deep Purple lançou os clássicos álbuns “In Rock” (1970), “Fireball” (1971), “Machine Head” (1972) e o ao vivo “Made In Japan” (1972), além do ‘injustiçado’ “Who Do We Think We Are?” (1973). E foi nesse período que Ritchie Blackmore apresentou o seu riff mais famoso: o de “Smoke On The Water”, cuja letra surgiu no período em que a banda gravava o álbum “Machine Head” em Montreux, na Suíça, quando houve um incêndio no cassino durante um show do Frank Zappa and The Mothers Of Invention.

Apesar do bom momento, Ian Gillan resolveu deixar a banda e Roger Glover o acompanhou. Na verdade, o baixista dedicou-se à produção de discos, inclusive do próprio Deep Purple. Para os seus lugares, entraram David Coverdale (voz) e Glenn Hughes (baixo). A princípio, os remanescentes – Blackmore, Lord e Paice – fizeram o convite a Paul Rodgers, que recusou para empenhar-se na formação do Bad Company. Com a nova formação, o Purple gravou o ótimo “Burn” (1974), álbum que mostrou todo o virtuosismo de Ritchie. E, no mesmo ano, fizeram “Stormbringer”, que desagradou Blackmore devido às influências do funky e do soul trazidas por Hughes e Coverdale.

Ritchie Blackmore também é conhecido pela sua personalidade forte. Isso foi comprovado no festival California Jam, realizado em 6 de abril de 1974. O evento, que seria transmitido pela TV, trazia grandes nomes como o Eagles e o Black Sabbath, entre outros. No momento em que o Deep Purple iria aparecer, Ritchie trancou-se no camarim e se recusou a entrar no palco. Os artistas que se apresentaram antes do Deep Purple terminaram antes do horário, o que fez com que a banda tivesse de adentrar antes do horário marcado, que era ao pôr do sol. Ritchie percebeu que isso iria atrapalhar os efeitos luminosos que a grupo havia preparado, por isso não quis ir. Após o canal de TV ABC trazer o xerife da cidade para levá-lo preso, ele resolveu entrar no palco. Entretanto, durante a apresentação, com raiva, ele quebrou uma câmera que se aproximou dele. Pouco tempo depois, no momento mais dramático da apresentação, o palco pegou fogo após a parede de amplificadores de Ritchie explodir. A rede de TV ABC ficou furiosa, mas a banda escapou de sua ira fugindo de helicóptero.

Pouco tempo depois do lançamento de “Stormbringer”, Ritchie Blackmore resolveu cair fora e formar outro grupo: o Rainbow. Em sua primeira formação, a nova empreitada capitaneada pelo, agora ex-Deep Purple, trazia ex-integrantes da banda Elf, que chegou a abrir shows para o DP. Dessa forma, com Ronnie James Dio no vocal, Craig Gruber (baixo), Gary Driscoll (bateria), Mickey Lee Soule (teclados) e, claro, Ritchie Blackmore na guitarra, foi lançado o ‘debut’ “Ritchie Blackmore’s Rainbow” em 1975.

O estilo musical do Rainbow era diferente do Deep Purple. Pois, suas melodias eram inspiradas em temas medievais e as letras de Dio falavam de castelos, reis, dragões e espadas. Após o disco de estreia, Blackmore dispensou todos os integrantes, exceto Dio. E recrutou o ótimo Cozy Powell para a bateria e os desconhecidos Tony Carey (teclados) e Jimmy Bain (baixo). Com esses músicos, o Rainbow gravou os álbuns “Rising” (1976), considerado o melhor trabalho do Rainbow, e o ao vivo “On Stage” (1977). Enquanto em “Long Live Rock ‘N’ Roll” (1978), Blackmore chegou a gravar as linhas de baixo enquanto o grupo estava a procura de um baixista, que foi preenchido com a entrada de Bob Daisley.

Apesar de contar com bons músicos e fazer boas canções, o Rainbow nunca foi de vender muitos discos. Então, os executivos da gravadora propuseram a Ritchie Blackmore que a banda gravasse músicas mais “comerciais” para alavancar as vendas. A ideia desagradou totalmente Ronnie James Dio, que resolveu sair do Rainbow e substituir Ozzy Osbourne no Black Sabbath. Para o seu lugar, entrou Graham Bonnet. Além de Dio, Powell foi substituído por Bobby Rondinelli.

Porém, com Bonnet, o Rainbow gravou apenas o álbum “Down To Earth”, que trouxe o maior sucesso comercial do grupo: “Since You’ve Been Gone”, um cover de Russ Ballard.

Após a saída de Graham Bonnet, Ritchie Blackmore seguiu com o Rainbow em diversas formações, como a entrada de Joe Lynn Turner e o próprio companheiro dos tempos de Deep Purple, Roger Glover, que chegou a assinar a produção de todos os discos do Rainbow após a era-Dio até a volta do Deep Purple, em 1984.

Assim, em abril de 1984, depois de muitos boatos, o Deep Purple volta à ativa com a sua formação mais clássica, a MK II. Dessa forma, Ian Gillan (que gravara o álbum “Born Again” com o Black Sabbath, no ano anterior), Roger Glover e Ritchie Blackmore (que estavam no Rainbow), juntamente com Ian Paice e Jon Lord, que deixaram o Whitesnake de David Coverdale, entraram em estúdio e, no mesmo ano, lançaram “Perfect Strangers”, considerado por muitos como o último grande trabalho do Deep Purple até hoje.

Com a MK II, o Purple ainda lançou em 1987 o mediano “The House Of The Blue Light” e o ‘live’ “Nobody’s Perfect” (1988), que trazia uma nova versão de “Hush”, cover de Joe South gravado pelo grupo pela primeira vez no disco de estreia em 1968. Contudo, a relação entre Ritchie e Gillan ficou estremecida. Com isso, em 1989, o vocalista foi mandado embora e, para o seu lugar, veio um velho conhecido de Blackmore: Joe Lynn Turner, com quem trabalhara no Rainbow. Com o novo vocalista, o Deep Purple lançou “Slaves & Masters” (1990), o que dividiu a opinião dos fãs e dos próprios integrantes, mais especificamente de Lord, Glover e Paice que, juntos, determinaram a volta de Ian Gillan, enquanto Ritchie defendia a permanência de Turner.

Ritchie cedeu e Gillan voltou para o Deep Purple e, pela terceira vez, a MK II se reuniu e gravou “The Battle Rages On”, em 1993, que trouxe dois belos arranjos: “Anya” e a faixa-título. No entanto, a tensão entre Blackmore e Gillan prosseguia. Mas, durante a turnê de divulgação do disco, em meados de 1994, o Purple não tinha mais clima para manter os dois. Para se ter uma ideia do clima entre os dois, no homevídeo “Come Hell Or High Water” (1994), a banda entrou no palco durante um show realizado na Alemanha tocando “Highway Star” sem Blackmore, que só veio a aparecer na hora de seu solo e, assim que adentra no certame, recebe uma reverência irônica de Ian Gillan, e, em certo momento do solo, Ritchie pegou uma garrafa d’água e joga em direção do vocalista (que tocava a sua “inaudível” percussão). Quem quiser conferir esse momento, acesse o link do vídeo aqui, mais precisamente entre 4’00” e 4’07”.

O guitarrista saiu e prometeu nunca mais voltar. Para seu lugar, durante a turnê foi convocado Joe Satriani, mas o posto de Blackmore foi preenchido por Steve Morse, que segue no Deep Purple até hoje.

Fora da banda que o consagrou, Ritchie Blackmore resolveu remontar o Rainbow com Doogie White nos vocais, Paul Morris (teclados), Greg Smith (baixo), John O’Reilly (bateria), além de Mitch Weiss (harmonica) e Candice Night (backing vocal) e, obviamente, Blackmore na guitarra. Com essa formação, a banda lançou “Stranger In Us All” (1995). Esse foi o último trabalho de estúdio do Rainbow.

Em 1997, Ritchie Blackmore se juntou a Candice Night, que tornou-se sua esposa, e formaram o Blackmore’s Night, banda de folk rock que toca temas renascentistas. Até 2013, o Blackmore’s Night havia lançado nove discos de estúdios, entre eles “Autumn Sky” (2010), cujo título é uma homenagem a Autumn Esmeralda Blackmore, filha de Ritchie com Candice.

E, desde então, esse grande guitarrista segue a vida com a esposa se apresentando com o Blackmore’s Night e, para a tristeza de seus fãs dos tempos de Deep Purple, Ritchie não cogita quaisquer possibilidades em realizar trabalhos com os ex-companheiros de Rainbow e de Deep Purple. E convites não faltaram, inclusive feitos por Joe Lynn Turner e por David Coverdale. Este último, frustrado por não conseguir reunir a MK III do Deep Purple, alguns anos após a morte de Jon Lord, resolveu lançar com o Whitesnake o “The Purple Album”, que traz temas do Deep Purple do período em que Coverdale fez parte da banda.

E, assim, fizemos esse pequeno resumo da carreira desse que é um dos maiores guitarristas de todos os tempos. O mago da Fender Stratocaster branca escreveu seu nome na história do rock.

Vida longa a Ritchie Blackmore.

Por Jorge Almeida

Rainbow: 35 anos de “Down To Earth”

"Down To Earth": o único registro do Rainbow com os vocais de Graham Bonnet
“Down To Earth”: o único registro do Rainbow com os vocais de Graham Bonnet

O quarto álbum de estúdio do Rainbow, “Down To Earth”, completa nesta segunda-feira (28) 35 anos de seu lançamento. Além de ser marcado como o primeiro e único trabalho de Graham Bonnet no grupo de Ritchie Blackmore, o play ficou caracterizado por um som mais comercial, totalmente diferente dos tempos de Ronnie James Dio, que deixou a banda justamente por isso.

Produzido por Roger Glover, velho conhecido de Blackmore, o álbum foi gravado nos estúdios Château Pelly de Cornfeld, na França, e também no Maison Rouge Mobile Studio, mas os vocais foram gravados no Kingdom Sound Studios, em Long Island, em Nova York.

Após a turnê que durou o biênio de 1977/78, de onde foi registrado os “lives” “On Stage” (1977) e “Live In Munich 1977” (lançado posteriormente), a line-up da ocasião do Rainbow se desfez e Ritchie Blackmore inicia uma nova fase de sua banda com Roger Glover, que passou de produtor para integrante do Rainbow. Da formação anterior, apenas Cozy Powell permaneceu, além de Blackmore, é claro.

Apesar de ter feito grandes álbuns com Dio, o Rainbow, pelo menos para o mercado fonográfico, não foi um fenômeno de vendas. Então, para mudar isso, a gravadora propôs para que a banda abrisse mão da temática utilizada até então, aquelas coisas líricas relacionadas a bruxas, castelos e dragões característicos de Ronnie James Dio, para investir em canções de apelo mais popular. O guitarrista aprovou a proposta que foi sugerida e, em dezembro de 1978, começou a escrever em sua casa, em Connecticut, o que viria a ser “Down to Earth”. Dio recusou a ideia e caiu fora. Blackmore aproveitou a ocasião para fazer outras alterações na formação de sua banda. Além do vocalista, saíram David Stone e Bob Daisley para entrarem Don Airey e o próprio Glover, curiosamente, os dois agora seguem tocando por aí com o Deep Purple.

Para o lugar de Dio, Ritchie tentou aquele que viria a ser o seu maior desafeto Ian Gillan, que recusou. Então, depois de uma série de audições, o escolhido para o posto de vocalista foi Graham Bonnet, ex-guitarrista e vocalista do The Marbles. Depois Stone foi dispensado e substituído por Airey. Para preencher a vaga de baixista, o grupo fez alguns testes para o posto, mas Cozy Powell sugeriu a Blackmore que contratasse o seu companheiro de Deep Purple Roger Glover, que, além de tocar baixo, assinou a produção e foi responsável por boa parte das letras do álbum.

Apesar de não ser um frontman à altura de seu antecessor, Graham Bonnet se supera nas interpretações de temas como “Lost In Hollywood”, “Eyes Of The World” e “Love’s No Friend”. Cozy se adaptou ao estilo mais “rocker” de Glover, o que o deixou mais “econômico” na sua pegada. E Airey mostrou precisão em seus teclados, com doses certas nos temas.

O disco dessa fase “mais comercial” do Rainbow se diferencia dos demais por conta de que as composições de outrora eram mais fortes e longas. Porém, “Down To Earth” projetou o grupo às paradas de sucessos nas rádios FM, nos Estados Unidos, onde o mercado era quase inexistente para o Rainbow, que foi consolidado na Europa e o deixou muito populares no Japão.

Apesar da dupla Blackmore e Glover terem assinado a maioria das músicas do álbum, o grande sucesso comercial da banda foi “Since You Been Gone”, de autoria de Russ Ballard.

Down To Earth” teve dois singles: “Since You’ve Been Gone”, lançado em agosto de 1979 e tendo a faixa “Bad Girl” como lado B, e “All Night Long”, lançado em fevereiro de 1980, que teve em seu lado B a instrumental “Weiss Heim”, que foi gravado em janeiro de 1980 no Sweet Silence Studios, em Copenhagen, Dinamarca, o mesmo estúdio que o Metallica gravou o clássico “Ride The Lighting”.

Mesmo contrariando os fãs mais radicais, “Down To Earth” emplacou algumas faixas, como a canção de Russ Ballard, além das já citadas “Lost In Hollywood” e “All Night Long”. Embora não tenha obtido o retorno esperado pelos executivos, foi o melhor desempenho do Rainbow nas paradas. Tal feito permitiu que Ritchie Blackmore e sua (nova) trupe fossem o headline da primeira edição do Monsters Of Rock, em Donington. A performance no recém-criado festival foi a última a ter a dupla Bonnet e Powell na banda.

O álbum foi relançado em CD em 1999 e, em 2011, teve uma edição de luxo contemplada com um CD-bônus com músicas inéditas e versões instrumentais das principais faixas.

Apesar de ser inferior aos trabalhos com Ronnie James Dio, vale a pena conferir o desempenho de Graham Bonnet em sua curta, porém, bem sucedida passagem pelo Rainbow. Vale a pena a aquisição.

Abaixo, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Down To Earth
Intérprete: Rainbow
Lançamento: 28 de julho de 1979
Gravadora: Polydor
Produtor: Roger Glover

Ritchie Blackmore: guitarra
Cozy Powell: bateria
Graham Bonnet: voz
Don Airey: teclados
Roger Glover: baixo

1. All Night Long (Blackmore / Glover)
2. Eyes Of The World (Blackmore / Glover)
3. No Time To Lose (Blackmore / Glover)
4. Makin’ Love (Blackmore / Glover)
5. Since You Been Gone (Ballard)
6. Love’s No Friend (Blackmore / Glover)
7. Danger Zone (Blackmore / Glover)
8. Lost In Hollywood (Blackmore / Glover / Powell)

Por Jorge Almeida

Os 30 anos de “Bent Out Of Shape”, do Rainbow

"Bent Out Of Shape": último trabalho do Rainbow antes de Blackmore voltar ao Deep Purple em 1984
“Bent Out Of Shape”: último trabalho do Rainbow antes de Blackmore voltar ao Deep Purple em 1984

No último dia 24 de agosto, o álbum “Bent Out Of Shape”, o sétimo registro de estúdio do Rainbow, completou 30 anos de seu lançamento. Gravado durante sete semanas entre maio e junho de 1983 na Sweet Silence Studio, em Copenhague, na Dinamarca, o disco foi o último trabalho lançado pela banda de Ritchie Blackmore antes do guitarrista voltar ao Deep Purple em 1984, juntamente com Roger Glover, que foi quem produziu o álbum.

Lançado originalmente em LP e K7, o segundo foi editado em mais edições em relação ao primeiro. Em 1999, “Bent Out Of Shape” teve uma reedição remasterizada em CD, incluindo uma restauração em sua arte original, e trouxe duas faixas mais “prolongadas” em relação ao lançamento original no LP. São elas: “Desperate Heart”, que tem 4’36” de duração contra 4’04” da versão do long play e “Make Your Move” vem com 5’25” nas edições lançadas em K7 e na versão remasterizada em CD, de 1999, contra os 3’56” do vinil. Ou seja, a primeira edição em Compact Disc do álbum vem com as faixas em igual comprimento da versão do LP e a versão remasterizada vem com o mesmo comprimento do lançamento em K7.

Considerado um dos trabalhos mais comerciais lançados por Blackmore e sua trupe, o disco, aliás, o Rainbow, tentou repetir o sucesso que obtiveram com “Stone Cold”, faixa do trabalho anterior da banda – “Straight Between The Eyes” -, com músicas voltadas ao estilo AOR, como o primeiro single do disco: “Street Of Dreams”. E, por falar dessa música, na época, o seu videoclipe foi banido da MTV por ter um suposto efeito hipnótico.

Inclusive, o álbum marcou a entrada de Chuck Burgi na bateria no lugar de Bobby Rondinelli. E manteve a altura o trabalho desenvolvido pelos outros integrantes nos trabalhos anteriores, exceto a produção dos teclados de David Rosenthal, que cresceu absolutamente neste disco.

Os grandes hits de “Bent Out Of Shape” foram a já citada “Street Of Dreams” e “Can’t Let You Go”, mas outros temas merecem destaque: o hardão “Drinking With The Devil”, a ligeira “Make Your Move” e as ótimas “Fool For The Night”,  “Stranded” e “Fire Dance”, que lembra (só um pouco) da Era Dio no Rainbow.

Após o lançamento do álbum, o grupo saiu em turnê para promover o novo trabalho e, durante o mês de março de 1984 no Japão, o Rainbow tocou “Difficult To Cure” com uma orquestra completa. O concerto foi filmado.

Enquanto acontecia a tour, os rumores sobre a volta do Deep Purple eram constantes. Até que o inevitável aconteceu: Ritchie Blackmore dissolveu o Rainbow e se reuniu com Ian Gillan, Roger Glover, Ian Paice e John Lord para a reunião da formação clássica do Deep Purple, a MK II, que começou a gravar o álbum “Perfect Strangers”.

Mas o fim da linha para o Rainbow durou até o início dos anos 1990, pois Blackmore saiu novamente do Purple e remontou a sua banda com outros integrantes, mas foi só até 1997, ocasião em que o guitarrista se juntou com a sua esposa, Candice Night, para montar a sua nova (e atual) empreitada, o Blackmore’s Night.

Aliás, o BN regravou duas versões de “Street Of Dreams” em seu álbum de 2006, o “The Village Lanterne”. Uma com apenas os vocais de Candice Night e a outra, lançada como uma faixa bônus do álbum, regravada com um dueto entre a carismática vocalista e Joe Lynn Turner.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do álbum.

Álbum: Bent Out Of Shape
Intérprete: Rainbow
Lançamento: 24 de agosto de 1983
Gravadora: Polydor / Mercury (EUA)
Produtor: Roger Glover

Ritchie Blackmore: guitarra
Joe Lynn Turner: voz
Roger Glover: baixo e percussão
David Rosenthal: teclados
Chuck Burgi: bateria

1. Stranded (Blackmore / Turner)
2. Can’t Let You Go (Blackmore / Turner / Intro: Rosenthal)
3. Fool For The Night (Blackmore / Turner)
4. Fire Dance (Blackmore / Turner / Glover / Rosenthal)
5. Anybody There (Blackmore)
6. Desperate Heart (Blackmore / Turner)
7. Street Of Dreams (Blackmore / Turner)
8. Drinking With The Devil (Blackmore / Turner)
9. Snowman (Blake / Arranjos: Blackmore)
10. Make Your Move (Blackmore / Turner)

Por Jorge Almeida