Exposição aborda sobre desaparecimento de povoado argentino no Paço das Artes

Vista parcial do Paço das Artes no MIS sobre a exposição relacionadas à cidade argentina de Bermúdez. Foto: Jorge Almeida

O Paço das Artes apresenta até o próximo dia 8 de julho, domingo, no MIS, a exposição “Bermúdez: Se Extinguen los Fieras?”, da artista Flávia Mielnik, que conta sobre o povoado argentino de Bermúdez, que está em processo de desaparecimento.

O título da mostra é a associação do nome da minúscula cidade rural argentina com o título de uma enciclopédia ilustrada que relaciona diversas espécies de animais felinos em risco de extinção.

Ao instalar uma estrutura narrativa constituída por objetos, imagens e textos, o objetivo da artista é mostrar sua experiência vivida neste local durante dez dias do mês de outubro de 2016.

Dentre as obras da mostra há um vídeo, de aproximadamente quatro minutos, em que os habitantes de Bermúdez recriam diversos espaços na cidade, atualmente abandonados.

A mostra faz parte do projeto anual de convocatória nacional promovido pelo Paço das Artes em que são selecionados nove projetos artísticos e um projeto de curadoria para serem elaborados e produzidos com o aval da instituição. Além dos trabalhos de Flávia Mielnik, o júri da Temporada de Projetos 2018 selecionou os projetos artísticos do suíço-brasileiro Guerreiro do Divino Amor, que expõe simultaneamente a Guerreiro, mas que já apresentou o projeto “Still Brazil”, entre janeiro e março, de Daniel Jablonski; “O Aparato”, do gaúcho João GG, e “Pintura e Reciclagem: Tudo Junto e Misturado”, do paulista Alex dos Santos, entre abril e maio; e que ainda apresentará ao longo do ano os projetos de Felipe Braga, Ismael Monticelli, Maíra Dietrich, Naiana Magalhães e o projeto curatorial de Juliana Caffé.

SERVIÇO:
Exposição: Bermúdez: Se Extinguen los Fieras?
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Paço no MIS – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 08/07/2018; de terça a sexta-feira, das 11h às 20h; sábado, das 10h às 21h; e domingo, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Superficções” no Paço das Artes

Vista parcial da exposição “Superficções” no Paço das Artes no MIS. Foto: Jorge Almeida

O Paço das Artes apresenta até o próximo dia 8 de julho, domingo, no MIS, a exposição “Superficções”, do artista suíço-brasileiro Guerreiro do Divino Amor, que apura forças camuflas e ficções de naturezas distintas, sejam elas geográficas, sociais, midiáticas, políticas ou religiosas, que intervém na construção do território e do imaginário coletivo.

Guerreiro constrói um atlas “superficcional” mundial, onde cada região empreendida aumenta novas superficções que discorrem entre si, incorporando-se umas às outras, de forma, como conceitua o próprio artista, “megalomaníaca”. São expostos de vídeos, publicações (como folders e livretos) e painéis de backlight animados.

Enquanto em “SuperRio Superficções”, Guerreiro explora um complexo ecossistema do Rio de Janeiro, em “Supercomplexo Metropolitano Expandido”, por sua vez, o artista averigua o conceito de cidade-máquina em São Paulo.

A mostra faz parte do projeto anual de convocatória nacional promovido pelo Paço das Artes em que são selecionados nove projetos artísticos e um projeto de curadoria para serem elaborados e produzidos com o aval da instituição. Além dos trabalhos de Guerreiro do Divino Amor, o júri da Temporada de Projetos 2018 selecionou os projetos artísticos de Flávia Mielnik, que expõe simultaneamente a Guerreiro, mas que já apresentou o projeto “Still Brazil”, entre janeiro e março, de Daniel Jablonski; “O Aparato”, do gaúcho João GG, e “Pintura e Reciclagem: Tudo Junto e Misturado”, do paulista Alex dos Santos, entre abril e maio; e que ainda apresentará ao longo do ano os projetos de Felipe Braga, Ismael Monticelli, Maíra Dietrich, Naiana Magalhães e o projeto curatorial de Juliana Caffé.

SERVIÇO:
Exposição: Superficções
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Paço no MIS – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 08/07/2018; de terça a sexta-feira, das 11h às 20h; sábado, das 10h às 21h; e domingo, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “mObgraphia – Mobile Photo Festival” no MIS

mObgraphia – Mobile Photo Festival chega a sua quinta edição no MIS. Foto: Jorge Almeida

O Museu da Imagem e do Som (MIS) apresenta até o próximo dia 17 de junho, domingo, a exposição “mObgraphia – Mobile Photo Festival”, que traz cerca de 50 fotografias dos cinco finalistas e o vencedor das categorias abertas (arte em mobgrafia, documental, paisagem, preto e branco, retrato e street), além dos três finalistas e vencedor da categoria Ensaio, com o tema Água. O Festival mObgraphia 2018 aconteceu no último dia 20 de abril.

A exposição com os finalistas e os vencedores das categorias do Festival promovido pela mObgraphia Cultura Visual fica em cartaz no Museu ao longo de todo o Maio Fotografia no MIS 2018.

Na quinta edição do principal prêmio latino-americano de mobgrafias (fografias com smartphones), foi constatado o crescimento desta arte pelo mundo a fora de forma sólida.

Desde a edição inaugural do prêmio, em 2014, cerca de 80% das imagens mostradas anualmente no evento não são produzidos por profissionais de fotografias, sendo que os registros recebidos são de diversas partes do mundo e de pessoas com as mais variadas ocupações profissionais.

O principal propósito do festival foi o de ser democrático e inclusivo sempre, seja com o prêmio anual e das atividades relacionadas que a mObgraphia Cultura Visual realiza desde a sua criação, em 2012.

Destaques para o ensaio com dez fotos de Vinícius Leonel intitulado “Água Bruta”, assim como o registro de @danielarosario, na categoria documental.

A exposição com os finalistas e os vencedores das categorias do Festival promovido pela mObgraphia Cultura Visual fica em cartaz no Museu ao longo de todo o Maio Fotografia no MIS 2018.

SERVIÇO:
Exposição: mObgraphia – Mobile Photo Festival
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 17/06/2018; de terça a sábado, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras (bilheteria fecha uma hora antes do horário final)

Por Jorge Almeida

Exposição homenageia mestres da fotografia no MIS

A reprodução da icônica foto de Johnny Cash, em 1969, em exibição no MIS. Créditos: divulgação

Em cartaz até o próximo dia 17 de junho, domingo, no Museu da Imagem e do Som (MIS), a exposição “Malkovich, Malkovich, Malkovich: Homenagem aos Mestres da Fotografia” é o resultado da parceria entre o fotógrafo Sandro Miller e o ator John Malkovich, em que os dois recriam várias imagens icônicas para homenagear artistas que foram referência ao longo de sua carreira, como Bert Stern, Diane Arbus, Dorothea Lange, Annie Leibovitz e Robert Mapplethorpe.

Sandro Miller conheceu John Malkovich no final da década de 1990, enquanto trabalhava no Steppenwolf Theatro, em Chicago, nos Estados Unidos. Depois de 16 anos, os dois trabalham juntos e essa parceria pode ser vista nesta exposição no MIS.

Há cinco anos, Miller teve a ideia de realizar um projeto em homenagem a personalidades cujas fotografias colaboraram a moldar sua carreira. Após escolher 35 imagens para recriar, Sandro contactou Malkovich, que aceitou participar imediatamente do projeto.

Nesse projeto, a dupla recriou a icônica imagem de Che Guevara feita por Alberto Koda; a “Green Marylin”, um dos diversos retratos de Marylin Monroe feito por Andy Warhol, a lendária foto de Annie Leibowitz de John Lennon e Yoko Ono na cama, entre outros.

A exposição, que tem cerca de 60 imagens, já passou por diversos países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos, China, Rússia, Espanha, Hungria e Noruega. São Paulo foi a primeira cidade latino-americana a receber a mostra.

Além das reproduções das célebres fotos, a mostra é complementada com o making off “Malkovich, Malkovich, Malkovich: Homenagem aos Mestres da Fotografia”, de Sandro Miller, com 7’56” de duração.

Em meio aos destaques estão a já citada recriação da foto de John Lennon e Yoko Ono (2014) e a clássica imagem de “Johnny Cash” (foto) mostrando o dedo do meio em uma penitenciária de San Quentin – a fotografia original tem a assinatura de Jim Marshall.

Além desta exposição, o visitante poderá aproveitar as demais mostras do Maio Fotografia no MIS 2018 nas dependências do museu (mediante a pagamento de ingresso).

SERVIÇO:
Exposição: Malkovich, Malkovich, Malkovich: Homenagem aos Mestres da Fotografia
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 10/06/2018; de terça a sábado, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras (bilheteria fecha uma hora antes do horário final)

Por Jorge Almeida

Exposição “JOF | José Oiticica Filho” no Museu da Imagem e do Som (MIS)

Uma das imagens de José Oiticica Filho em exibição no MIS. Créditos: divulgação

O Museu da Imagem e do Som apresenta até o próximo dia 17 de junho, domingo, a exposição “JOF | José Oiticica Filho”, que traz cerca de 180 obras de José Oiticica Filho (1906-1964), consideradas pioneira na fotografia moderna brasileira.

Os trabalhos do fotógrafo que mais se destacam são as microfotografias científicas realizadas durante seu ofício de entomologista, a forte atuação nos movimentos cineclubistas, a quebra com o pictorialismo, os experimentos com a abstração, as composições geométricas e as recriações fotográficas a partir de manipulação de negativos.

Colaborador da inovação da fotografia brasileira da metade do século XX ao lado de Geraldo de Barros e outros ícones da fotografia modernista brasileira, Oiticica Filho retirou o pictorialismo que ainda imperava nos trabalhos fotográficos no Brasil.

Filho do político, tradutor e escritor José Oiticica e pai de César e Hélio Oiticica, ambos artistas plásticos, José Oiticica Filho chegou ao mundo da fotografia em virtude de seu trabalho de entomólogo pesquisador do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Como bolsista da Fundação Guggenheim, atuou dois anos no Museu Nacional de Washington, nos Estados Unidos, entre 1948 e 1950. No eixo Rio-São Paulo fez parte dos cineclubes Foto-Club Brasileiro, na capital fluminense, e do Foto Cine Clube Bandeirante na capital paulista, além de ter participado de inúmeras exposições, individuais e coletivas, e ganhou mais de 40 prêmios no Brasil e no exterior.

Apresentadas no primeiro andar do MIS, a seleção de fotografias por Oiticica Filho, produzidas entre 1942 e 1964, estão acompanhadas de vitrines que contém negativos de vidro, negativos da fase construtiva, matrizes de jornal, matrizes em papel e madeira, matrizes de papel, além de 48 negativos da fase abstrata.

Destaques para as imagens da série “Derivação”; “Painel Decorativo” (foto), de 1945; “Abstração” (1957); e “Sorriso Celestial” (1944).

A curadoria da exposição é de Carlo Cirenza e César Oiticica Filho.

Além desta exposição, o visitante poderá aproveitar as demais mostras do Maio Fotografia no MIS 2018 nas dependências do museu (mediante a pagamento de ingresso).

SERVIÇO:
Exposição:
JOF | José Oiticica Filho
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 10/06/2018; de terça a sábado, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras (bilheteria fecha uma hora antes do horário final)

Por Jorge Almeida

Exposição “Retraço” no Museu da Imagem e do Som (MIS)

Registro de Walter Carvalho tirado no “Rio de Janeiro” em 2018. Créditos: divulgação

O Museu da Imagem do Som (MIS) realiza até o próximo dia 17 de junho, domingo, a exposição “Retraço”, que traz um vasto panorama de Walter Carvalho, por meio de uma seleção com cerca de 80 imagens feitas ao longo de 50 anos.

Os registros de Walter instituem, além de experimentos temáticos, narrativas abertas a partir de suas continuidades e contrastes. O nome da mostra invoca retrato, assim como resquícios, que tão linhas da constância de alguma coisa que começou sua existência lá trás e continua vivo como símbolo ou fábula daquilo que foi captado pelas lentes do fotógrafo.

A mostra contém ainda os trabalhos da série “JAИUS”, que ocupa o Espaço Redondo do museu, com imagens de Walter no sertão nordestino, além de fotografias que compõem um projeto apelidado de Memória da forma, onde o fotógrafo paraibano brinca com os signos e símbolos da imagem fotográfica.

Paraibano de João Pessoa, Walter Carvalho nasceu em 1974 e é fotógrafo e cineasta. Formado em design gráfico na Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI), ele é o que chamamos de herdeiro do Cinema Novo e, desde 1972, atua intensamente a atividade como profissional de imagem, seja na fotografia, no cinema e na TV.

Entre as imagens de Carvalho, podemos destacar “Rio de Janeiro” (foto), de 2018; assim como “Venue, Califórnia” (1988) e “Baixada Fluminense” (1977).

Além desta exposição, o visitante poderá aproveitar as demais mostras do Maio Fotografia no MIS 2018 nas dependências do museu (mediante a pagamento de ingresso).

SERVIÇO:
Exposição:
Retraço
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 10/06/2018; de terça a sábado, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras (bilheteria fecha uma hora antes do horário final)

Por Jorge Almeida

Exposição “Era Preciso Esperar Para Saber | Acervo MIS” no MIS

Obra de Cristina Guerra em exibição no MIS. Foto: Jorge Almeida

O Museu da Imagem e do Som (MIS) promove até o próximo dia 17 de junho, domingo, a exposição “Era Preciso Esperar Para Saber | Acervo MIS”, que está distribuída em diversos espaços do museu e organizada em quatro recortes: antes, mais adiante; sujeito, personagem; mostrar, ofuscar; perda, transfiguração.

A mostra tem como ponto de partida obras e documentos que fazem parte do acervo do MIS e, de acordo com a proposta do curador da exposição, Ronaldo Entler, “é pensar alguns fatores que colocam em risco a memória pretendida por um arquivo”, que complementa: “Dentre essas ‘formas de perda’ estão a censura e os vícios de interpretação, as intempéries e a deterioração material, os descaminhos da obra que impedem recuperar seu histórico, e mesmo o excesso de informação que dificulta a ativação do olhar”.

Na exposição, são exibidas imagens que são tanto efeito ou semelhança desses processos, quanto trabalhos que põem esses fenômenos em discussão.

Em meio aos destaques estão “A Europa em cinco minutos” (1986), vídeo analógico digitalizado com 14 minutos de duração; uma obra “Sem Título” (foto), de 1984, de Cristina Guerra, composta por fotografias inseridas em superfície transparentes e costuradas em plástica; e “18” (2018), uma intervenção em documento do Acervo MIS e texto, de Laura del Rey.

Além desta exposição, o visitante poderá aproveitar o Maio Fotografia no MIS 2018 nas demais dependências do museu (mediante a pagamento de ingresso), e também a mostra “Be Aware”, do projeto Nova Fotografia.

SERVIÇO:
Exposição: Era Preciso Esperar Para Saber | Acervo MIS
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 17/06/2018; de terça a sábado, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita (bilheteria fecha uma hora antes do horário final)

Por Jorge Almeida