Exposição “Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake” no Instituto Tomie Ohtake

Imagem parcial da exposição sobre a casa-ateliê de Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake”, que apresenta pesquisa e reflexão sobre o espaço onde Tomie Ohtake (1913-2015) morou e trabalhou ao longo de seus últimos 45 anos.

A artista japonesa residiu em uma casa-ateliê que foi desenhada por Ruy Ohtake, seu filho mais velho. O projeto sempre foi permeável ao ciclo entre viver e trabalhar, permitindo que os ambientes bem definidos de diálogo, asseio, descanso, arquivo e acervo, produção e estudo se compartilhassem, de modo orgânico, em sequência, sem lacunas.

A vivenda de Tomie sempre foi movimentada pela presença de inúmeros amigos, artistas, colegas, colaboradores e críticos, sejam para compartilhar da companhia à mesa ou admirar juntos com a anfitriã as pinturas, gravuras e os projetos em andamento.

Além do uso da casa para habitar, a residência também tornou-se um lugar repleto de lembranças e vestígios, em que a artista guardou obras para si, presentes de artistas de quem mantinha recíproca admiração, arquivos fotográficos, pastas de documentos, mobiliários, adornos e cartas.

Na exposição que acerca a casa-ateliê são exibidos gravuras, desenhos, fotografias e lembranças. Além disso, há uma linha cronológica e um vídeo com entrevista com Ruy Ohtake e obras “Sem Título” feitas em litografia, óleo e acrílica sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Anúncios

Exposição “Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila” no Instituto Tomie Ohtake

A escultura “However II” (foto), de 1948, de Maria Martins, em exposição no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 20 de agosto, a exposição “Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila”, que apresenta cerca de 300 obras que destacam a produção e a trajetória de mulheres que desafiaram convenções e limites de suas épocas, nos séculos XIX e XX no Brasil.

A mostra, além das obras, exibe fotografias e documentos que mapeiam a história dessas mulheres muitas delas desconhecidas do público em geral. São produções de pintoras, filantrópicas e esculturas que têm como referência dois pilares do modernismo no Brasil: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral.

A exposição se expande em apresentar nomes ainda pouco conhecidos pelo grande público e aqueles que exerceram papel fundamental dos conflitos de sua época, como Mariana Crioula, que liderou ao lado de Manuel Congo, a maior fuga de escravos do país, em 1838, ou Nair de Teffé, considerada a primeira caricaturista que se tem conhecimento em escala mundial, que escandalizou a burguesia carioca levando o maxixe, música popular, para o Palácio do Catete.

Dessa forma, a mostra reforça com ineditismo de artistas que instalaram não só seus próprios territórios, mas um novo conceito da mulher moderna, diversas vezes reinventada ao longo dos séculos que nos precederam.

Em meio aos destaques estão “Vendedora de Cheiro” (1947), um óleo sobre tela, de Antonieta Santos Feio; “However II” (foto), de 1948, de Maria Martins, uma escultura de bronze; “Mármore Preto” (1954), uma escultura de mármore, de Zélia Salgado; e “Très Avide” (1949), escultura em bronze polido, de Maria Martins.

SERVIÇO:
Exposição:
Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 20/08/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Instalação “Oasi (Oásis)” no Instituto Tomie Ohtake

Vista parcial da instalação “Oasi (Oásis)” no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake apresenta até o próximo dia 16 de julho, domingo, a instalação “Oasi (Oásis)” , da artista Licia Galicia e do músico especialista em eletrônica Michelangelo Lupone, que foi idealizada como um local de experimento imersivo e multissensorial, que pode modificar em função dos fatos que ocorrem em seu interior.

Todas as partes da instalação estão integradas e agregam a audição, o tato e a visão. A obra traz dois espaços adjacentes e interconectados, diferenciados, cada uma delas por um ponto de convergência no qual o expectador pode constituir um diálogo pessoal com a música e dar vida às suas modificações, detendo sua consistência com as formas plásticas e às qualidades de matérias.

Na primeira área, meios vibrantes implantam-se nas paredes e no chão, adotando um caminho sinuoso de velas movidas pelo vento. No segundo espaço, os elementos móveis estão pendurados no centro de um núcleo que acolhe o expectador.

A mostra tem parceria com o Istituto Italiano di Cultura, de São Paulo.

SERVIÇO:
Exposição:
Oasi (Oásis)
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 16/07/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…” no Instituto Tomie Ohtake

“Árvore de Pedidos” (1996-2017): uma das obras interativas de Yoko Ono no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 28 de maio, a exposição “O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…” que faz uma retrospectiva que desponta a vasta e diversificada carreira da artista plástica japonesa radicada nos Estados Unidos Yoko Ono, que ganhou notoriedade tanto em sua terra natal quanto no Ocidente, onde tornou-se uma figura icônica da cultura pop e da arte contemporânea.

A produção de Yono é marcada pelo experimentalismo e, como artista de vanguarda, sua produção fora criada nas mais variadas formas de arte: textos, filmes, performances, instalações, arte sonora, happening, álbuns solo e outros com a Plastic Ono Band, além dos trabalhos feitos em parceria com o seu companheiro, o ex-beatle John Lennon (1940-1980).

Na exposição, é possível seguir sua produção pelos anos 60, 70, 80, até o presente, onde Yoko continua questionando de forma decisiva o conceito de arte e do objeto de arte, derrubando esses limites.

Os trabalhos presentes são experimentais nas quais abdica da dimensão material para enfatizar a palavra, a ideia e participação do público, inclusive, uma equipe do próprio Instituto Tomie Ohtake auxilia na participação do público.

A mostra traz as séries “Instruções”, que ratificam as narrativas que expressam a visão poética, crítica e social da artista, com trabalhos criados a partir de 1955, como “Lighting Piece / Peça de Acender” (1955): acenda um fósforo e assista até que se apague.

Além dessas, destaques também para a “Árvore de Pedidos” (foto), onde o visitante escreve um pedido em uma folha de papel e pendura em um galho da árvore; “Peça-Remendo” (1966-2017), que consiste em vários pedaços de porcelana quebrados e o público pode emendá-las da forma que quiser sob o conceito de “consertar o universo”; e “Pessoas Invisíveis” (2011-2017).

SERVIÇO:
Exposição: O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 28/05/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: R$ 12,00; R$ 6,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras

Por Jorge Almeida

Exposição “É Como Dançar Sobre a Arquitetura” no Instituto Tomie Ohtake

“Tombo” (2017), fotografia de João Castilho em exposição no Instituto Tomie Ohtake. Créditos: divulgação

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo domingo, 23 de abril, a mostra “É Como Dançar Sobre a Arquitetura”, que faz parte da 5ª edição do programa Arte Atual. A exposição apresenta uma relação de cerca de 20 obras de artistas que exploram a relação entre corpo e espaço, tanto nos aspectos mais intimistas quanto em perspectiva com a cidade.

O programa foi criado em 2013 e se solidifica como uma plataforma para estudos concretizados por jovens artistas e como ambiente para mostras grupais construídas a partir de expectativas múltiplas e heterogêneas sobre um questionamento corriqueiro renovado a cada edição.

Para a atual edição foram convidados os artistas Lia Chaia (Galeria Vermelho), João Castilho (Galeria Zipper) e Jorge Soledar (Portas Vilaseca Galeria), cujos trabalhos instituem relação com o ambiente, problematizando o tratamento dos corpos em seus variados contextos.

De acordo com os curadores da exposição, os artistas “catalizam e reinventam modos de fazer emergir nos espaços o movimento (e o enrijecimento) dos corpos” e suas obras “abrem uma gama de possibilidades que relembra que as maneiras dos corpos ‘falarem’ seus espaços vão além das categorias e nichos já formatados para a cultura, a arte e a liberdade de expressão nas cidades atuais”.

Composta por instalações, performances, vídeos, fotografias e ações, as obras indagam sobre o lugar dos corpos no mundo.

Em meio aos destaques estão “Gabinete de Roupas” (2017), de Jorge Soledar; “Tombo” (foto), de 2017, uma fotografia de João Castilho; o vídeo “Piscina” (2013), de Lia Chaia.

SERVIÇO:
Exposição: É Como Dançar Sobre a Arquitetura
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 23/04/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “As Descobertas de Jiří Kolář: Colagem e Experimentação” no Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake promove até o próximo dia 2 de abril a exposição “As Descobertas de Jiří Kolář: Colagem e Experimentação”, que exibe cerca de 70 obras do tcheco Jiří Kolář (1914-2002). Esta é a primeira individual do artista no Brasil.

Embora tenha sido notabilizado como poeta, escritor e tradutor, Jiří Kolář também se destacou nas artes visuais e o visitante pode conferir como ele transpôs seu domínio com as palavras em outros suportes.

Os trabalhos exibidos foram criados em uma época mais importante de sua produção, anteriormente à sua emigração de Praga (capital da antiga Tchecoslováquia – atual República Tcheca) para Berlim e, posteriormente, Paris.

Esse período, décadas de 1930 e 1940, foi fundamental em sua formação como artista, pois deixara a poesia escrita para substituí-la pela expressão visual, com a qual fazia abordagens semelhantes às da criação literária.

Jiří Kolář iniciou seus trabalhos com a colagem na década de 1930, quando exibiu seus primeiros trabalhos, conectados à visualidade surrealista. Nos anos 1940, mergulhou nas artes visuais e transplantou alguns princípios literários, como a interligação livre dos temas, o ritmo e o estudo dos versos.

Conforme a sua trajetória foi amadurecendo, a colagem foi o seu grande meio de expressão, o que permitiu criar técnicas como confrontages e reportages, em que alterava a narrativa das imagens originais.

O conjunto de obras exibidas no instituto faz parte da coleção de Jan e Meda Mládek – Museum Kampa, que abrange mais de 250 colagens, objetos e outras obras do período mais importante de Kolář: período em que a principal fonte de inspiração fora o ambiente tcheco e os encontros rotineiros com outros artistas.

Em meio aos destaques estão “Catedral” (1996), uma froissage; “Globo com Notas Musicais” (1960), objeto de collage; e “Esperando Rouseeau” (1968-1969), uma anticollage (ampliação fotográfica sobre musselina) (foto).

SERVIÇO:
Exposição:
As Descobertas de Jiří Kolář: Colagem e Experimentação
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 02/04/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “A Forma das Ideias: Design Italiano do Pós-Guerra” no Instituto Tomie Ohtake

Instituto Tomie Ohtake recebe exposição de obras do design italiano do pós-guerra. Foto: Jorge Almeida/Arquivo
Instituto Tomie Ohtake recebe exposição de obras do design italiano do pós-guerra. Foto: Jorge Almeida/Arquivo

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo dia 5 de fevereiro, a exposição “A Forma das Ideias: Design Italiano do Pós-Guerra”, que traz cerca de 170 peças provenientes da Coleção Fondazione Massimo e Sonia Cirulli feitas pelos reconhecidos artistas e designers italianos, entre eles Bruno Munari, Erberto Carboni, Lorenzo Castellaro e Gio Ponti.

Por meio de cartazes, esboços de publicidade, fotografias e objetos, a mostra traça uma história visual dos eventos que impulsionaram muitas empresas, artesãos e designers a contribuir para uma revolução de hábitos e costumes, durante o período do “milagre econômico”, como ficou conhecido o período dos anos 1950 e 1960 na Itália.

Esse período foi marcante por conta de uma profunda mudança nos costumes, hábitos e cotidiano dos cidadãos. A consequência disso foi um crescente desenvolvimento em que o extraordinário cuidado no procedimento de indústria dos itens atrelou-se a uma consumada qualidade técnica.

Tais modificações no panorama italiano repercutiram em uma verdadeira revolução no design, originando ícones que atravessaram gerações, como os citados acima, que foram primordiais à construção do saber fazer italiano, deixando ao país e ao mundo criações que se tornaram clássicas, com nova cara, cor e forma.

Entre esses itens, por exemplo, há uma Lambreta 150D (1954), uma poltrona série Up 2000 (sem data), de Gaetano Pesce; e o offset sobre papel de Alberto Burri intitulado “Itália ‘90” (1990), que faz referência à Copa do Mundo da FIFA realizada na terra da bota e que fora vencida pela Alemanha.

SERVIÇO:
Exposição:
A Forma das Ideias: Design Italiano do Pós-Guerra
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 05/02/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida