Instituto Tomie Ohtake realiza edição especial “Ouvir para Ver a Cidade: Deriva da Luz Vermelha” com o artista Brunner *

Brunner. Foto: Bia Ferrer

Ação Ouvir para Ver a Cidade do Programa de Acessibilidade Instituto Tomie Ohtake tem como objetivo o estímulo a descobertas poéticas partindo de lugares específicos de São Paulo, exercitando o uso comum de espaços públicos por pessoas interessadas na história da cidade, com ou sem deficiência visual

A partir do dia 20 de setembro, o Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o artista Brunner, realiza uma edição especial do “Ouvir para Ver a Cidade: Deriva da Luz Vermelha”. Este ano, devido à pandemia e orientações de isolamento social, serão criados roteiros em áudios temáticos, os quais poderão ser acompanhados de casa por qualquer interessado, com ou sem deficiência visual.

Para preparar o roteiro de 2020, o Instituto Tomie Ohtake convidou e conta com a curadoria de Brunner, que mantém em seu trabalho uma forte conexão com o uso dos espaços urbanos, a política e a cidadania. O artista tem uma pesquisa profunda sobre a região da Luz, estudo que foi realizado para a produção do espetáculo “Deriva da Luz Vermelha”, que esteve em cartaz no ano passado. Nele, o público era convidado a visitar palcos da violência estatal, como o prédio do Memorial da Resistência – o antigo Dops, hoje um centro cultural –, a região do cinema da Boca do Lixo, o antigo presídio Tiradentes, entre outros espaços históricos.

Brunner resgata todo esse rico material e, com sua própria voz, cria um roteiro histórico pela região da Luz. O acesso aos áudios será gratuito a qualquer cidadão de forma remota e online, no site do Instituto Tomie Ohtake. “Este convite e oportunidade que o Instituto Tomie Ohtake nos dá é extremamente importante pois, mais do que nunca, é preciso lembrar, refletir e não esquecer da violência de estado que historicamente marca, principalmente, essa região. Não há como apresentar espaços urbanos da cidade sem mergulhar no tema”, destaca o artista.

Sobre a ação “Ouvir para Ver a Cidade”
Desde 2017 o Programa de Acessibilidade Instituto Tomie Ohtake realiza o “Ouvir para Ver a Cidade”, derivas urbanas que propõem descobertas poéticas partindo de lugares específicos da cidade, exercitando o uso comum de espaços públicos por pessoas com diferentes capacidades, com e sem deficiência visual. O Programa de Acessibilidade é um dos projetos do Núcleo de Cultura e Participação que promove ações culturais gratuitas que estimulam o acesso e a participação de todos os públicos em atividades artísticas, com foco nas pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, buscando criar espaços de encontro, diversidade e invenção de novos mundos.

Sobre Brunner e a pesquisa “Deriva da Luz Vermelha”
Uma pesquisa sobre a história de endereços importantes da região da Luz deu origem ao espetáculo itinerante e performático “Deriva da Luz Vermelha”. Partindo do teatro a Cia. Pessoal do Faroeste, na Rua do Triunfo, o público era guiado por andanças noturnas guiados por Brunner e Mel Laurent com uma lanterna vermelha. A maioria dos espaços visitados estavam relacionados à ditadura.

Serviço
Ouvir para Ver a Cidade Edição Especial: Deriva da Luz Vermelha
Disponível a partir de 20 de setembro de 2020
Site: www.institutotomieohtake.org.br
Live de debate: 24 de setembro (quinta-feira) às 18h – Facebook e YouTube Instituto Tomie Ohtake.
Acesso e download gratuito.

Créditos: Antonio Montano | C+M Comunicação

*Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa.

Exposição “Murakami por Murakami” no Instituto Tomie Ohtake

A escultura do “Robô Arhat Murakami”. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo domingo, 15 de março, a exposição “Murakami por Murakami”, que contém 35 obras do artista japonês Takashi Murakami (1962), e que é a primeira mostra do artista na América Latina.

Com curadoria de Gunna B. Kvaran, a mostra contém pinturas que chegam a medir três por 10 metros. O conjunto, apresentado como uma constelação de fragmentos do universo Murakami, evidencia uma produção consagrada, entre tantas qualidades, pela excelência no campo pictórico.

Fã de anime, Takashi ingressou na Universidade Nacional de Belas Artes e Música de Tóquio (agora Universidade das Artes de Tóquio) (1982 – 1993) para estudar Nihon-ga, um estilo de pintura japonesa tradicional. Daí a sua obra até hoje revelar habilidades técnicas excepcionais.

A exposição frisa a profunda ligação com os séculos da tradição nipômica, com o Zen-budismo e a puntura Ensô. E ainda contém alguns esboços e vídeos como “Inoshi” (2004), com 56 segundos de duração.

Das obras, destaques para: “Tan Tan Bo” (2001), uma acrílica sobre tela sobre placa; “Pom & Eu (Ouro)” (2009-2010), composto por alumínio, folha de ouro e base de Corian; “Robô Arhat Murakami” (foto), uma escultura feita com técnica mista; e “Ilha dos Mortos” (2014), uma acrílica com folha de ouro, folha deplatina sobre tela sobre painel de madeira.

SERVIÇO:
Exposição: Murakami por Murakami
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 15/03/2020; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: R$ 12,00; R$ 6,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras

Por Jorge Almeida

Exposição “Tomie Ohtake: Poesia Se Medita” no Instituto Tomie Ohtake

Obra “Sem Título” (2004), uma acrílica sobre tela de Tomie Ohtake em exposição. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake apresenta até o próximo domingo, 15 de março, a exposição “Tomie Ohtake: Poesia Se Medita”, que foi retirado de um poema de Haroldo de Campos, em “Teoria e Prática do Poema”, de 1952. A mostra reúne cerca de 30 obras que, segundo a proposta curatorial, associa a sua produção com a poesia oriental, especialmente o haicai – poesia de síntese, a arte da forma elementar, dos gestos conscientes e objetivos.

Os trabalhos selecionados são estruturados de forma vertical, como nos haicais japoneses, gravuras e pinturas de gestos sintéticos e objetivos, que por vezes denotam traço caligráfico, e o álbum YU-GEN, com 12 gravuras (1997).

Na série que compõe o álbum, a arte de Tomie é sobreposta com poemas concretos inspirados no Japão de Haroldo de Campos. Uma obra realizada a quatro mãos, em que o texto manuscrito pelo próprio poeta e reconhecido tradutor de poesia japonesa também vira imagem e contracena em equilíbrio com os desenhos impregnados pelas formas e cores da artista.

As obras apresentadas na exposição refletem como Tomie Ohtake teve a audácia em inovar nesta técnica, pela qual ganhou reconhecimento internacional a partir de 1972, além de sua participação na Bienal de Gravura de Tóquio, em 1978, tradicional mostra internacional desta linguagem.

Em meio aos destaques estão “Yu-Gen” (1998), uma gravura em metal; e duas obras “Sem Título”: uma acrílica sobre tela (foto), de 2004; e uma gravura em metal, de 1994.

SERVIÇO:
Exposição: Tomie Ohtake: Poesia Se Medita
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 15/03/2020; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Vestindo o Tempo – 70 Anos de Moda Italiana” no Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo domingo, 2 de fevereiro, a exposição “Vestindo o Tempo – 70 Anos de Moda Italiana”, que reúne 45 peças que fazem o trajeto que permitiram a Itália ter a sua identidade e notoriedade mundial. As peças fazem parte do acervo dos colecionadores Enrico Quinto e Paolo Tinarelli, que possuem um arquivo com mais de 6.000 itens, entre vestimentas e acessórios.

O ponto de partida da mostra é o desfile do marquês Giovanni Battistela Giorgini (1898-1971), realizado em 1951, em Florença, que foi considerada um marco na produção na Terra da Bota. O evento marcou o início de um processo do desenvolvimento da identidade nacional na área, mesmo que fosse nítida a influência da produção de outros países, especialmente a França.

A curadoria da exposição é feita pelo historiador João Braga e está organizada em três núcleos: estilistas, criações e eventos que contribuíram para o crescimento da moda italiana dos anos 1950 até os tempos atuais.

Entre os itens que podem ser conferidos estão os de Sorelle Fontana (1953); Lancetti (1971-1972) e Roberto Cavalli (2007).

SERVIÇO:
Exposição: Vestindo o Tempo – 70 Anos de Moda Italiana
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 02/02/2020; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Somos” no Instituto Tomie Ohtake

Um dos registros de Bob Wolfenson – “Crespo -Meu Cabelo Tipo Lindo!” – em exibição no Instituto Tomie Ohtake. Créditos: divulgação

O Instituto Tomie Ohtake promove até o próximo domingo, 12 de janeiro, a exposição “somos”, que reúne oito obras de uma série fotográfica assinada por Bob Wolfenson, que foi convidado a desenvolver no Brasil a campanha global “Somos Mais Juntos”, promovida pelo Facebook.

A campanha promovida pela famosa rede social apresenta história reais de pessoas que se unem baseadas em seus interesses e experiências através de grupos do Facebook. Com isso, a ferramenta passou a ter grande relevância como forma entre os mais variados tipos de perfis e personalidades.

Dos oito trabalhos, dois são inéditos, pois, foram concebidos especialmente para a mostra. Em formatos que remete aos outdoors (que graças a lei Cidade Limpa é quase inexistente na capital paulista), propiciam que os trabalhos sejam observados fora do ritmo corrido do cotidiano das pessoas.

Além disso, o potencial das imagens de Wolfenson é acompanhado de vídeos inéditos que aprofundam as diferentes narrativas condensadas em sua lente.

A missão do Facebook é ajudar as pessoas a criar comunidades e a campanha “Somos Mais Juntos” celebra histórias reais de pessoas que se unem a partir de interesses e experiências em Grupos na plataforma.

Vale a pena dar uma olhada em imagens como “Crespo -Meu Cabelo Tipo Lindo!” (foto), “To Sem Banda”, “retroGAMER” e “Fanáticos por Slackline”, todas de 2019.

SERVIÇO:
Exposição: Somos
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 12/01/2020; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake” no Instituto Tomie Ohtake

Imagem parcial da exposição sobre a casa-ateliê de Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake”, que apresenta pesquisa e reflexão sobre o espaço onde Tomie Ohtake (1913-2015) morou e trabalhou ao longo de seus últimos 45 anos.

A artista japonesa residiu em uma casa-ateliê que foi desenhada por Ruy Ohtake, seu filho mais velho. O projeto sempre foi permeável ao ciclo entre viver e trabalhar, permitindo que os ambientes bem definidos de diálogo, asseio, descanso, arquivo e acervo, produção e estudo se compartilhassem, de modo orgânico, em sequência, sem lacunas.

A vivenda de Tomie sempre foi movimentada pela presença de inúmeros amigos, artistas, colegas, colaboradores e críticos, sejam para compartilhar da companhia à mesa ou admirar juntos com a anfitriã as pinturas, gravuras e os projetos em andamento.

Além do uso da casa para habitar, a residência também tornou-se um lugar repleto de lembranças e vestígios, em que a artista guardou obras para si, presentes de artistas de quem mantinha recíproca admiração, arquivos fotográficos, pastas de documentos, mobiliários, adornos e cartas.

Na exposição que acerca a casa-ateliê são exibidos gravuras, desenhos, fotografias e lembranças. Além disso, há uma linha cronológica e um vídeo com entrevista com Ruy Ohtake e obras “Sem Título” feitas em litografia, óleo e acrílica sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Casa Aberta – A Casa-Ateliê de Tomie Ohtake
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila” no Instituto Tomie Ohtake

A escultura “However II” (foto), de 1948, de Maria Martins, em exposição no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 20 de agosto, a exposição “Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila”, que apresenta cerca de 300 obras que destacam a produção e a trajetória de mulheres que desafiaram convenções e limites de suas épocas, nos séculos XIX e XX no Brasil.

A mostra, além das obras, exibe fotografias e documentos que mapeiam a história dessas mulheres muitas delas desconhecidas do público em geral. São produções de pintoras, filantrópicas e esculturas que têm como referência dois pilares do modernismo no Brasil: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral.

A exposição se expande em apresentar nomes ainda pouco conhecidos pelo grande público e aqueles que exerceram papel fundamental dos conflitos de sua época, como Mariana Crioula, que liderou ao lado de Manuel Congo, a maior fuga de escravos do país, em 1838, ou Nair de Teffé, considerada a primeira caricaturista que se tem conhecimento em escala mundial, que escandalizou a burguesia carioca levando o maxixe, música popular, para o Palácio do Catete.

Dessa forma, a mostra reforça com ineditismo de artistas que instalaram não só seus próprios territórios, mas um novo conceito da mulher moderna, diversas vezes reinventada ao longo dos séculos que nos precederam.

Em meio aos destaques estão “Vendedora de Cheiro” (1947), um óleo sobre tela, de Antonieta Santos Feio; “However II” (foto), de 1948, de Maria Martins, uma escultura de bronze; “Mármore Preto” (1954), uma escultura de mármore, de Zélia Salgado; e “Très Avide” (1949), escultura em bronze polido, de Maria Martins.

SERVIÇO:
Exposição:
Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 20/08/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Instalação “Oasi (Oásis)” no Instituto Tomie Ohtake

Vista parcial da instalação “Oasi (Oásis)” no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake apresenta até o próximo dia 16 de julho, domingo, a instalação “Oasi (Oásis)” , da artista Licia Galicia e do músico especialista em eletrônica Michelangelo Lupone, que foi idealizada como um local de experimento imersivo e multissensorial, que pode modificar em função dos fatos que ocorrem em seu interior.

Todas as partes da instalação estão integradas e agregam a audição, o tato e a visão. A obra traz dois espaços adjacentes e interconectados, diferenciados, cada uma delas por um ponto de convergência no qual o expectador pode constituir um diálogo pessoal com a música e dar vida às suas modificações, detendo sua consistência com as formas plásticas e às qualidades de matérias.

Na primeira área, meios vibrantes implantam-se nas paredes e no chão, adotando um caminho sinuoso de velas movidas pelo vento. No segundo espaço, os elementos móveis estão pendurados no centro de um núcleo que acolhe o expectador.

A mostra tem parceria com o Istituto Italiano di Cultura, de São Paulo.

SERVIÇO:
Exposição:
Oasi (Oásis)
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 16/07/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…” no Instituto Tomie Ohtake

“Árvore de Pedidos” (1996-2017): uma das obras interativas de Yoko Ono no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 28 de maio, a exposição “O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…” que faz uma retrospectiva que desponta a vasta e diversificada carreira da artista plástica japonesa radicada nos Estados Unidos Yoko Ono, que ganhou notoriedade tanto em sua terra natal quanto no Ocidente, onde tornou-se uma figura icônica da cultura pop e da arte contemporânea.

A produção de Yono é marcada pelo experimentalismo e, como artista de vanguarda, sua produção fora criada nas mais variadas formas de arte: textos, filmes, performances, instalações, arte sonora, happening, álbuns solo e outros com a Plastic Ono Band, além dos trabalhos feitos em parceria com o seu companheiro, o ex-beatle John Lennon (1940-1980).

Na exposição, é possível seguir sua produção pelos anos 60, 70, 80, até o presente, onde Yoko continua questionando de forma decisiva o conceito de arte e do objeto de arte, derrubando esses limites.

Os trabalhos presentes são experimentais nas quais abdica da dimensão material para enfatizar a palavra, a ideia e participação do público, inclusive, uma equipe do próprio Instituto Tomie Ohtake auxilia na participação do público.

A mostra traz as séries “Instruções”, que ratificam as narrativas que expressam a visão poética, crítica e social da artista, com trabalhos criados a partir de 1955, como “Lighting Piece / Peça de Acender” (1955): acenda um fósforo e assista até que se apague.

Além dessas, destaques também para a “Árvore de Pedidos” (foto), onde o visitante escreve um pedido em uma folha de papel e pendura em um galho da árvore; “Peça-Remendo” (1966-2017), que consiste em vários pedaços de porcelana quebrados e o público pode emendá-las da forma que quiser sob o conceito de “consertar o universo”; e “Pessoas Invisíveis” (2011-2017).

SERVIÇO:
Exposição: O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 28/05/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: R$ 12,00; R$ 6,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras

Por Jorge Almeida

Exposição “É Como Dançar Sobre a Arquitetura” no Instituto Tomie Ohtake

“Tombo” (2017), fotografia de João Castilho em exposição no Instituto Tomie Ohtake. Créditos: divulgação

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo domingo, 23 de abril, a mostra “É Como Dançar Sobre a Arquitetura”, que faz parte da 5ª edição do programa Arte Atual. A exposição apresenta uma relação de cerca de 20 obras de artistas que exploram a relação entre corpo e espaço, tanto nos aspectos mais intimistas quanto em perspectiva com a cidade.

O programa foi criado em 2013 e se solidifica como uma plataforma para estudos concretizados por jovens artistas e como ambiente para mostras grupais construídas a partir de expectativas múltiplas e heterogêneas sobre um questionamento corriqueiro renovado a cada edição.

Para a atual edição foram convidados os artistas Lia Chaia (Galeria Vermelho), João Castilho (Galeria Zipper) e Jorge Soledar (Portas Vilaseca Galeria), cujos trabalhos instituem relação com o ambiente, problematizando o tratamento dos corpos em seus variados contextos.

De acordo com os curadores da exposição, os artistas “catalizam e reinventam modos de fazer emergir nos espaços o movimento (e o enrijecimento) dos corpos” e suas obras “abrem uma gama de possibilidades que relembra que as maneiras dos corpos ‘falarem’ seus espaços vão além das categorias e nichos já formatados para a cultura, a arte e a liberdade de expressão nas cidades atuais”.

Composta por instalações, performances, vídeos, fotografias e ações, as obras indagam sobre o lugar dos corpos no mundo.

Em meio aos destaques estão “Gabinete de Roupas” (2017), de Jorge Soledar; “Tombo” (foto), de 2017, uma fotografia de João Castilho; o vídeo “Piscina” (2013), de Lia Chaia.

SERVIÇO:
Exposição: É Como Dançar Sobre a Arquitetura
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 23/04/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida