Exposição “O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…” no Instituto Tomie Ohtake

“Árvore de Pedidos” (1996-2017): uma das obras interativas de Yoko Ono no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 28 de maio, a exposição “O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…” que faz uma retrospectiva que desponta a vasta e diversificada carreira da artista plástica japonesa radicada nos Estados Unidos Yoko Ono, que ganhou notoriedade tanto em sua terra natal quanto no Ocidente, onde tornou-se uma figura icônica da cultura pop e da arte contemporânea.

A produção de Yono é marcada pelo experimentalismo e, como artista de vanguarda, sua produção fora criada nas mais variadas formas de arte: textos, filmes, performances, instalações, arte sonora, happening, álbuns solo e outros com a Plastic Ono Band, além dos trabalhos feitos em parceria com o seu companheiro, o ex-beatle John Lennon (1940-1980).

Na exposição, é possível seguir sua produção pelos anos 60, 70, 80, até o presente, onde Yoko continua questionando de forma decisiva o conceito de arte e do objeto de arte, derrubando esses limites.

Os trabalhos presentes são experimentais nas quais abdica da dimensão material para enfatizar a palavra, a ideia e participação do público, inclusive, uma equipe do próprio Instituto Tomie Ohtake auxilia na participação do público.

A mostra traz as séries “Instruções”, que ratificam as narrativas que expressam a visão poética, crítica e social da artista, com trabalhos criados a partir de 1955, como “Lighting Piece / Peça de Acender” (1955): acenda um fósforo e assista até que se apague.

Além dessas, destaques também para a “Árvore de Pedidos” (foto), onde o visitante escreve um pedido em uma folha de papel e pendura em um galho da árvore; “Peça-Remendo” (1966-2017), que consiste em vários pedaços de porcelana quebrados e o público pode emendá-las da forma que quiser sob o conceito de “consertar o universo”; e “Pessoas Invisíveis” (2011-2017).

SERVIÇO:
Exposição: O Céu Ainda É Azul, Você Sabe…
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 28/05/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: R$ 12,00; R$ 6,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras

Por Jorge Almeida

Exposição “É Como Dançar Sobre a Arquitetura” no Instituto Tomie Ohtake

“Tombo” (2017), fotografia de João Castilho em exposição no Instituto Tomie Ohtake. Créditos: divulgação

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo domingo, 23 de abril, a mostra “É Como Dançar Sobre a Arquitetura”, que faz parte da 5ª edição do programa Arte Atual. A exposição apresenta uma relação de cerca de 20 obras de artistas que exploram a relação entre corpo e espaço, tanto nos aspectos mais intimistas quanto em perspectiva com a cidade.

O programa foi criado em 2013 e se solidifica como uma plataforma para estudos concretizados por jovens artistas e como ambiente para mostras grupais construídas a partir de expectativas múltiplas e heterogêneas sobre um questionamento corriqueiro renovado a cada edição.

Para a atual edição foram convidados os artistas Lia Chaia (Galeria Vermelho), João Castilho (Galeria Zipper) e Jorge Soledar (Portas Vilaseca Galeria), cujos trabalhos instituem relação com o ambiente, problematizando o tratamento dos corpos em seus variados contextos.

De acordo com os curadores da exposição, os artistas “catalizam e reinventam modos de fazer emergir nos espaços o movimento (e o enrijecimento) dos corpos” e suas obras “abrem uma gama de possibilidades que relembra que as maneiras dos corpos ‘falarem’ seus espaços vão além das categorias e nichos já formatados para a cultura, a arte e a liberdade de expressão nas cidades atuais”.

Composta por instalações, performances, vídeos, fotografias e ações, as obras indagam sobre o lugar dos corpos no mundo.

Em meio aos destaques estão “Gabinete de Roupas” (2017), de Jorge Soledar; “Tombo” (foto), de 2017, uma fotografia de João Castilho; o vídeo “Piscina” (2013), de Lia Chaia.

SERVIÇO:
Exposição: É Como Dançar Sobre a Arquitetura
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 23/04/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “As Descobertas de Jiří Kolář: Colagem e Experimentação” no Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake promove até o próximo dia 2 de abril a exposição “As Descobertas de Jiří Kolář: Colagem e Experimentação”, que exibe cerca de 70 obras do tcheco Jiří Kolář (1914-2002). Esta é a primeira individual do artista no Brasil.

Embora tenha sido notabilizado como poeta, escritor e tradutor, Jiří Kolář também se destacou nas artes visuais e o visitante pode conferir como ele transpôs seu domínio com as palavras em outros suportes.

Os trabalhos exibidos foram criados em uma época mais importante de sua produção, anteriormente à sua emigração de Praga (capital da antiga Tchecoslováquia – atual República Tcheca) para Berlim e, posteriormente, Paris.

Esse período, décadas de 1930 e 1940, foi fundamental em sua formação como artista, pois deixara a poesia escrita para substituí-la pela expressão visual, com a qual fazia abordagens semelhantes às da criação literária.

Jiří Kolář iniciou seus trabalhos com a colagem na década de 1930, quando exibiu seus primeiros trabalhos, conectados à visualidade surrealista. Nos anos 1940, mergulhou nas artes visuais e transplantou alguns princípios literários, como a interligação livre dos temas, o ritmo e o estudo dos versos.

Conforme a sua trajetória foi amadurecendo, a colagem foi o seu grande meio de expressão, o que permitiu criar técnicas como confrontages e reportages, em que alterava a narrativa das imagens originais.

O conjunto de obras exibidas no instituto faz parte da coleção de Jan e Meda Mládek – Museum Kampa, que abrange mais de 250 colagens, objetos e outras obras do período mais importante de Kolář: período em que a principal fonte de inspiração fora o ambiente tcheco e os encontros rotineiros com outros artistas.

Em meio aos destaques estão “Catedral” (1996), uma froissage; “Globo com Notas Musicais” (1960), objeto de collage; e “Esperando Rouseeau” (1968-1969), uma anticollage (ampliação fotográfica sobre musselina) (foto).

SERVIÇO:
Exposição:
As Descobertas de Jiří Kolář: Colagem e Experimentação
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 02/04/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “A Forma das Ideias: Design Italiano do Pós-Guerra” no Instituto Tomie Ohtake

Instituto Tomie Ohtake recebe exposição de obras do design italiano do pós-guerra. Foto: Jorge Almeida/Arquivo
Instituto Tomie Ohtake recebe exposição de obras do design italiano do pós-guerra. Foto: Jorge Almeida/Arquivo

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo dia 5 de fevereiro, a exposição “A Forma das Ideias: Design Italiano do Pós-Guerra”, que traz cerca de 170 peças provenientes da Coleção Fondazione Massimo e Sonia Cirulli feitas pelos reconhecidos artistas e designers italianos, entre eles Bruno Munari, Erberto Carboni, Lorenzo Castellaro e Gio Ponti.

Por meio de cartazes, esboços de publicidade, fotografias e objetos, a mostra traça uma história visual dos eventos que impulsionaram muitas empresas, artesãos e designers a contribuir para uma revolução de hábitos e costumes, durante o período do “milagre econômico”, como ficou conhecido o período dos anos 1950 e 1960 na Itália.

Esse período foi marcante por conta de uma profunda mudança nos costumes, hábitos e cotidiano dos cidadãos. A consequência disso foi um crescente desenvolvimento em que o extraordinário cuidado no procedimento de indústria dos itens atrelou-se a uma consumada qualidade técnica.

Tais modificações no panorama italiano repercutiram em uma verdadeira revolução no design, originando ícones que atravessaram gerações, como os citados acima, que foram primordiais à construção do saber fazer italiano, deixando ao país e ao mundo criações que se tornaram clássicas, com nova cara, cor e forma.

Entre esses itens, por exemplo, há uma Lambreta 150D (1954), uma poltrona série Up 2000 (sem data), de Gaetano Pesce; e o offset sobre papel de Alberto Burri intitulado “Itália ‘90” (1990), que faz referência à Copa do Mundo da FIFA realizada na terra da bota e que fora vencida pela Alemanha.

SERVIÇO:
Exposição:
A Forma das Ideias: Design Italiano do Pós-Guerra
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 05/02/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Gaudi, Barcelona 1900” no Instituto Tomie Ohtake

Instituto Tomie Ohtake recebe a mostra "Gaudí, Barcelona 1900". Foto: Jorge Almeida/Arquivo
Instituto Tomie Ohtake recebe a mostra “Gaudí, Barcelona 1900”. Foto: Jorge Almeida/Arquivo

O Instituto Tomie Ohtake apresenta até o próximo dia 5 de fevereiro a exposição “Gaudí, Barcelona 1900”, que traz cerca de 70 obras, entre maquetes e objetos de mobiliários, que abordam a produção do arquiteto modernista catalão Antoni Gaudí (1852-1926). Paralelamente, são expostos trabalhos de artistas espanhóis de sua época como Santiago Rusiñol, Gaspar Homar, Ramon Casas e outros.

O Modernismo catalão tem a singularidade de nascer juntamente com a criação de uma identidade nacional catalã. Artesãos e artistas catalães puderam criar e pesquisar linguagens e técnicas artísticas em todos os campos. Apesar de serem unidos na exigência da natureza e da subjetividade, esta é bancada de múltiplas formas de ver e de entender a arte. E que tem em Gaudí seu personagem singular.

O período entre a última década do século XIX e o início do século XX foi marcado pelas fortes mudanças no contexto cultural e social na Espanha, em sua maioria decorrentes do advento da Revolução Industrial.

A virada do século marcou ainda o movimento mais fecundo e criativo de Gaudí, que se desvencilhou de influências e estilos para enveredar em uma arquitetura distinguida pela intensa semelhança com a técnica construtiva e com os materiais.

SERVIÇO:
Exposição:
Gaudí, Barcelona 1900
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 05/02/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: R$ 12,00; R$ 6,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças-feiras

Por Jorge Almeida

Exposição “I Love You Baby” no Instituto Tomie Ohtake

A obra “Crowd” (2016), de Leda Catunda, em exposição no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida
A obra “Crowd” (2016), de Leda Catunda, em exposição no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo dia 15 de janeiro a exposição “I Love You Baby”, que reúne cerca de 100 trabalhos de Leda Catunda – entre pinturas, gravuras, colagens, desenhos e objetos, feitos entre 2003 e 2016, além de obras feitas especialmente para essa mostra, que é inaugural do projeto Nossas Artistas – que propões uma sequência de mostras individuais dedicadas a mulheres que fizeram e fazem parte da história da arte brasileira.

Leda Catunda trabalha inteiramente com o mundo contemporâneo e seus atrativos, ideias, utopias e mentiras. A impressionabilidade da artista aparece do convívio constante com a pintura, sua história e seus desenvolvimentos contemporâneos – e se amplia em colisão arrebatada pela fartura de imagens, marcas e estilos que conduz o dia-a-dia de quase todo cidadão, dentro e fora das grandes metrópoles.

Desde os anos 1980, a paulistana Leda Catunda aciona à sua pintura tapetes, camisetas, lonas e outros materiais com variadas texturas, caimentos e formatos. Mais do que suportes inusitados, são imagens penetradas de significados e apelos que Catunda faz questão de enaltecer em seus métodos pictóricos.

Em meio aos destaques estão “Crowd” (foto), de 2016, uma acrílica sobre tela e tecido Acrylic; a colagem “Motor” (2012), “Myway” (2016), uma acrílica sobre tecido, areia e couro; e “Lobo” (2014), uma acrílica sobre tecido, plástico e veludo.

SERVIÇO:
Exposição:
I Love You Baby
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (Rua dos Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 15/01/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição de arte contemporânea no Instituto Tomie Ohtake

A obra com bolas de bilhar desmedidas de mesa, de José Damasceno, em exibição no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida
A obra com bolas de bilhar desmedidas de mesa, de José Damasceno, em exibição no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 23 de outubro, a exposição “Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea na Coleção Andrea e José Oympio Pereira”, que ocupa praticamente todos os espaços expositivos da instituição com cerca de 250 obras, entre pinturas, esculturas, instalações, fotografias e vídeos de uma das coleções particulares mais relevantes do país.

A coleção começou a ser formada no início dos anos 1940 e tem uma quantidade significativa de obras excepcionais de inúmeros artistas que se destacaram nos últimos 40 anos.

Com curadoria do crítico norte-americano Robert Storr, a exposição articula dois conteúdos especiais reunidos na mesma coleção: obras referenciais na história da arte geométrica no Brasil e uma série de trabalhos idealizados por artistas muito jovens, que tiveram suas carreiras iniciadas nos últimos dez anos.

A primeira sala (no piso superior) está destinada às obras de artistas fundamentais para a história da arte conceitual do país, como Waltercio Caldas. Na sala seguinte, no mesmo piso, a singularidade da imagem e a abundância de experimentos pictóricos produzidos nos anos 1980. Já no átrio, há uma série de esculturas e obras de média e grande escala, que carregam um espólio surrealista. A terceira sala do piso superior é voltada para as figurações das cidades, monumentos, casarões e pessoas retratados em imagens fotográficas e vídeos. Enquanto isso, no térreo, duas salas reservam um olhar aos trabalhos em referências históricas da arte contemporânea brasileira, as gerações das vanguardas construtivas e a arte da abstração geométrica do país.

A exposição exibe obras de nomes como Willys de Castro, Geraldo de Barros, Ivan do Espírito Santo, Vik Muniz, Tatiana Blass, Odires Mlászho, Ivan Serpa e outros.

Em meio aos destaques estão “Isto É Uma Droga” (1971/2004), assemblage de caixa de remédio, de Paulo Bruscky; “Anda Uma Coisa no Ar” (2002), constituída por vidro, aço e carvão, de Waltércio Caldas; “Barco” (2012), um óleo sobre tela, de Ana Prata; “Integrated Circuit” (foto), de 2010, composta por uma mesa de snooker e 22 pedras semipreciosas, de José Damasceno; além de fotografias de nomes como Pierre Verger e Marcel Gautherot.

SERVIÇO:
Exposição: Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea na Coleção de Andrea e José Olympio Pereira
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 23/10/2016; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida