Quantos Segundos Dura uma Nuvem de Poeira termina temporada na SP Escola de Teatro

Cena do espetáculo. Foto: Giorgio D´Onofrio

O espetáculo Quantos Segundos Dura uma Nuvem de Poeira, com a Cia Bruta de Arte e direção de Roberto Áudio, termina a temporada dia 26 de junho de 2017, na SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo). A realização desse espetáculo contou com o apoio do PROAC 2016.

Em cena, um grupo de nove amigos que se revê após 10 anos. Estão na Ilhas Galápagos. Ou não. Talvez estejam encenando uma peça de amigos que se reencontra no arquipélago. Mas do que tratam? Dentre os diálogos cercados de lembranças, boas e ruins, surgem revelações, declarações, angústias, invejas e mágoas.

A partir de um jogo vivo de memória, invenção e esquecimento, os atores recriam com o público diferentes momentos do passado, para, no presente, vivenciarem uma experiência conjunta, um novo registro coletivo de memórias, reais ou ficcionais.

Com base nos depoimentos colhidos entre os próprios atores da Cia Bruta e nos obtidos no projeto Cartografias do Esquecimento, a peça busca fazer aflorar experiências individuais e coletivas de memória e esquecimento. A reconstrução de memórias se fundamenta nas relações entre as experiências pessoais e o contexto político-social partindo de questionamentos vitais em uma sociedade em que se afloram a intolerância e o desentendimento. Do que é posto para o público, o que é ficção e o que é realidade? O quanto o afeto (e a falta dele) podemos resgatar, apesar das diferenças?

SINOPSE

Um terremoto abre uma fenda na terra e divide um país inteiro em dois lados. Em vários lados. Por conta disso, um grupo de amigos parte para as Ilhas Galápagos, lugar onde Darwin iniciou seus estudos sobre a teoria da evolução das espécies, com o intuito de recriarem e preservarem experiências individuais e coletivas de memória e esquecimento, num espaço de intersecção entre ficção e realidade. Ao se defrontarem com o comportamento dos animais, traçam um paralelo com as suas próprias relações fragilizadas e percebem o quanto estão regredindo por terem deixado algo muito importante ser esquecido: o afeto.

O que é real/ O que é ficção

A poeira pode ser o emblema de uma memória traiçoeira, incapaz de se preservar, eclipsada entre partículas de esquecimento. Esse princípio natural de transformação da lembrança foi o alicerce para o desenvolvimento do jogo teatral do espetáculo.

Concepção da obra

A Cia. Bruta de Arte entende a memória como força ativa, em permanente transformação. Tudo que importa deve ser guardado: as fotos, as senhas, os números de telefone, os nomes, as datas, os rostos, as pequenas mentiras, os traumas, os fatos históricos, as manifestações políticas, os amores, as epifanias, as frustrações e as sensações que nos despertam os sentimentos mais marcantes, e que formam um inventário subjetivo do que somos. Assim, o ato de lembrar se revela não só um mecanismo de sobrevivência, como uma busca pela imortalidade.

No entanto, o que interfere no processo de resgate ou preservação da memória se revela, na perspectiva deste trabalho, como nuvens de poeira. Partículas de desentendimentos, carregadas de preconceitos, desamor, intolerâncias e esquecimentos que se acumulam, turvam a visão e impedem de ver o que está além, adiante, ou o que veio antes de nós. Sob essa perspectiva, o grupo se apropria dos conflitos cotidianos como linha tênue entre a lembrança do que nos une e o esquecimento que nos aparta, entre o que nos eleva e o que nos amesquinha, entre o que nos torna tão humanos e desumanos a um só tempo.

Dessa forma, a nuvem de poeira carrega o peso das atitudes reprováveis, que nos tornam irreconhecíveis a nós mesmos que abrem fendas que nos separam sobre um mesmo solo, sob um mesmo céu. Podem evocar tremores e abrir espaços para condutas que, sob um céu claro, sem poeira, não gostaríamos de lembrar ou reproduzir. Nesse debate, inevitáveis perguntas eclodem: quanto tempo até que a garganta se liberte para dizer o que ainda não foi dito? Quanto tempo até que a nuvem se disperse e vislumbremos o entendimento com o outro? Quanto tempo até que as ilhas que somos, como indivíduos, se reconheçam como um arquipélago, com suas fronteiras alagadas, mas unidas nas profundezas do oceano? Quanto tempo até aprendermos a lidar com os embates de nossas placas tectônicas?

Por outro lado, a poeira pode ser o emblema de uma memória traiçoeira, incapaz de se preservar, eclipsada entre partículas de esquecimento. Assim, o processo de resgate e reconstrução das lembranças gera distorções e perdas de informações originais em relação ao que realmente aconteceu. Esse princípio natural de transformação da lembrança foi o alicerce para o desenvolvimento do jogo teatral proposto no espetáculo.

No resgate de memórias vivenciadas pelo grupo, o jogo teatral evidencia as múltiplas possibilidades sobre uma mesma lembrança. Ao destacar diferentes elementos e até mesmo distorcê-los, os atores, junto com o público, geram uma nova estrutura, uma nova memória, que não necessariamente corresponde à antiga realidade.

O que é real/ O que é ficção

O grupo se apropria dos conflitos cotidianos como linha tênue entre a lembrança do que nos une e o esquecimento que nos aparta.

Cenário, Figurino, Iluminação e Música

A proposta de cenografia sugere um espaço aberto instaurado em qualquer lugar do mundo. Um acampamento que pode acontecer em uma ilha, num território devastado, numa cidade em erupção, numa floresta ou num teatro ocupado. É através dessa estrutura que os atores/personagens, nômades do tempo/espaço, transitam entre diferentes experiências de realidade e ficção.

A ideia inicial dos figurinos, acompanha a mesma linha de raciocínio do cenário, representando ora o momento real, era uma memória ficcional fantástica entre o homem e o animal.

A iluminação parte da atmosfera real que transita entre o estado de delírio e a crueza do excesso de lucidez, gerando rupturas no tempo e espaço e atmosferas oscilantes entre o sonho e a realidade.

E por fim, a música, que além de trazer a nostalgia das memórias vividas, servirá como impulso para uma recriação musical. Formando um conjunto de experiências sonoras, algumas vezes sobrepostas, a trilha servirá como suporte para inaugurar diferentes níveis de partituras corporais e danças incomuns que têm como objetivo resgatar as memórias antigas de experiências vividas e compartilhadas, celebrar algo desejado, ou tentar esquecer, como numa catarse, algo que precisa ser pulverizado.

Uma ilha é, por definição, um prolongamento do relevo, algo que emerge de uma depressão profunda e circundada por água. Algo que emerge. Um conjunto de ilhas é chamado de arquipélago. Arquipélago é um conjunto de relevos, emergidos de depressões profundas, circundados por água. Água por todos os lados. Uma ilha é uma cisão, uma fenda visível entre ela e o continente e preenchida pelo mar. Cada indivíduo é uma ilha. Um prolongamento de relevo, emergido de uma depressão profunda. Um arquipélago é uma reunião de indivíduos. Indivíduos preenchidos por água, por todos os lados. Com suas fronteiras afogadas, seus pontos submersos de contato, suas conexões. Laços líquidos. Nada é palpável. A intangibilidade que leva à intolerância. A tentativa de construir pontes, ainda que feitas de cadáveres, de ossos, de fósseis, de animais mortos, de involuções. Pontes construídas sobre um território frágil. Uma ilha pode ser também uma ausência de contato e um excesso de contato com você mesmo. (trecho da peça)

Histórico – Cia. Bruta de Arte

A Cia. Bruta de Arte é núcleo de criação e pesquisa, interessado na investigação de novas linguagens teatrais e em outras expressões artísticas, como a dança, o cinema, a performance e as artes plásticas.

Em 2007, com direção de Roberto Audio, o grupo apresenta El Truco, livremente inspirado em Sonhos de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare.

Em 2009, Roberto Audio dirige a Cia. Bruta em Cine Belvedere, espetáculo criado a partir da pesquisa do universo onírico e do universo cinematográfico de alguns diretores, como David Lynch, Alejandro Jodorowsky e Tim Burton. Esse trabalho itinerante foi realizado durante um ano no Casarão Belvedere.

Em 2010, o grupo apresenta o experimento cênico Assento Reservado, que resulta, em 2012, no espetáculo Máquina de Dar Certo, criado a partir do estudo das teorias do psicólogo Frederich Skinner e da espetacularização do condicionamento humano. Entre 2012 e 2015, o espetáculo, também dirigido por Roberto Audio, cumpriu temporadas em diversos teatros da capital: Espaço Parlapatões, TUSP, Teatro Cacilda Becker, Teatro Martins Penna, Teatro Flávio Império, Teatro Arthur Azevedo e Teatro Paulo Eiró. Máquina de Dar Certo também participou dos festivais de teatro de Araçatuba/SP, Bauru/SP, Itajaí/SC, Presidente Prudente/SP e São José dos Campos/SP.

Em 2013, a Cia. Bruta dá início a duas novas pesquisas, dirigidas por dois atores da companhia. Os dois trabalhos, Pequeno- Burgueses: Rapsódia em Duas Partes e Fotossensível, estrearam em 2014.

Em 2015, sob direção de Roberto Audio, a Cia. Bruta de Arte realiza a intervenção cênica Cartografia do Esquecimento, na qual pequenas instalações ambulantes abrigam o grupo de performers que caminham pela cidade, realizando intervenções individuais e coletivas. O trabalho foi apresentado na Virada Cultural, nas Satyrianas, SESC Interlagos e nas cidades de Itajaí/SC e de Presidente Prudente/SP. No mesmo ano, o grupo apresenta o experimento cênico Ou Em Qualquer Lugar, como parte do processo de criação do espetáculo Quantos Segundos Dura Uma Nuvem de Poeira.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção: Roberto Audio / Dramaturgia: Angela Ribeiro, Ana Pereira, Roberto Audio e Washington Calegari / Elenco (Atores e Personagens): Ana Lúcia Felippe – Fernandina Romualdo, Ana Pereira – Floreana Goicochea, Angela Ribeiro – Genovesa d’Praga, Fabiana d’Praga – Daphne Salgado, Marba Goicochea – Marchena Calegari, Rodolfo Morais – Cristóvão Pereira, Teka Romualdo – Isabela Ribeiro, Wanderley Salgado – Bartholomé Felippe e Washington Calegari – Santiago Morais / Direção de movimento: Fabiano Benigno / Figurinos: Rosângela Ribeiro / Cenografia: Cia. Bruta de Arte / Iluminação: Paulo Maeda / Sonoplastia: Érico Theobaldo / Produção: Rodolfo Morais e Cia. Bruta de Arte / Projeto Gráfico: Angela Ribeiro
www.ciabrutadearte.com
http://www.facebook.com/ciabrutadearte

SERVIÇO
Quantos Segundos Dura uma Nuvem de Poeira
Escola SP de Teatro
Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação
Até 26 de junho de 2017
Sábados, às 21h; domingos, às 20h; segundas, às 21h
Duração: 90 minutos
Recomendação: 14 anos
Ingressos: R$ 20
Capacidade: 60 lugares

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 99126 0425
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br
Canal Aberto nas redes
Facebook/CanalAbertoAssessoriaDeImprensa
Twitter/CanalAberto
Instagram @canal_aberto

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Sesc Pinheiros recebe estreia de “A Domadora”, com Paula Picarelli e direção de Otávio Dantas

No monólogo, atriz interpreta artista circense no prenúncio de um embate. Foto: Otavio Dantas

Uma domadora de elefante sob a gigantesca pata do animal, lidando com a inevitável colisão. Este é o ponto de partida da peça A Domadora, que estreia no Sesc Pinheiros, no dia 27 de abril. O espetáculo, estrelado por Paula Picarelli, também responsável pela concepção, é dirigido por Otávio Dantas. O monólogo segue em temporada no Auditório da unidade, de quinta a domingo, às 20h30, até o dia 27 de maio.

A iminência da morte é um dos assuntos da peça. Mas a trama vai além. Mais do que o acidente, a montagem trata do envelhecimento e de suas consequências sociais – principalmente nas mulheres – que traz com ele, além das restrições físicas e mentais, a perda de entes queridos e da identidade profissional.

A Domadora
O espetáculo, um drama psicológico, expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice, a decadência de seu corpo e o contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. A artista circense, ao ver a enorme pata do animal quase encostar em seu nariz, tem que encarar o seu maior medo: envelhecer.

Partindo deste argumento, Paula e Otávio usaram como referência as obras “A Velhice”, de Simone du Beauvoir, “A Velha”, de Barbara G. Walker, e o documentário “Tyke: Elephant Outlaw”, de Susan Lambert e Stefan Moore. Além disso, para a construção do texto, eles “encomendaram” à escritora Andrea del Fuego um conto especialmente para o espetáculo: “Elefante Bonsai”.

A escolha do ambiente – o circo – não é ao acaso. Durante o processo de concepção do espetáculo, os criadores conversaram com várias pessoas ligadas a esse universo, um lugar que acolhe e explora as inequações, ampliando as possibilidades de atuação.

O próprio cenário explora a multiplicidade de pensamentos que passam na cabeça da protagonista. A atriz contracena entre telas móveis, tecidos que recebem vídeo projeções e espelhos, deformando (ou não) sua imagem em cena.

SINOPSE
A Domadora” é um drama psicológico se passa dentro da cabeça de uma domadora de elefantes, nos quinze últimos segundos de seu número. No ápice do show, a elefanta desce sua pata lentamente até encostá-la na ponta do nariz dessa mulher. O espetáculo expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice como um futuro iminente.

Na peça, a domadora entra em contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. Em lugar de envelhecerem normalmente, percorrendo todo o seu ciclo vital, as mulheres são obrigadas a criar a ilusão de que seu processo de desenvolvimento para na segunda ou terceira década da vida adulta.

SERVIÇO
Ficha Técnica
Concepção, dramaturgia e interpretação: Paula Picarelli
Direção, concepção, fotografia e vídeo: Otávio Dantas
Colaboração artística: Clayton Mariano
Participação: Mary Lamberti
Preparação corporal (Body Mind Movement): Rodrigo Palma
Luz: Fabricio Licursi
Música: Miguel Caldas
Figurinos e objetos: Chris Aizner
Cenografia e vídeo: Anna Turra
Cenotécnico: Fernando Brettas
Design gráfico: Juh Ledi
Produção: Gabi Gonçalves – Núcleo Corpo Rastreado

A DOMADORA
De 27 de abril a 27 de maio de 2017. Quinta a sábado, 20h30
Duração: 60 minutos
Local: Auditório- 3º andar (98 lugares)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Venda online a partir de 18/4, terça, às 16h30 e nas bilheterias da rede Sesc a partir de 19/4, quarta, às 17h30.
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional.
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de Imprensa do Sesc Pinheiros
Com Canal Aberto
Márcia Marques | Caroline Zeferino | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | carol@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br
Com Poliana Queiroz
Contatos: (11) 3095.9423 ou 3095.9425
imprensa@pinheiros.sescsp.org.br

Sesc Pinheiros nas redes
Facebook, Twitter e Instagram: @sescspinheiros

Por Márcioa Marques | Canal Aberto

Laura, solo autobiográfico de Fabrício Moser questiona: O que das avós há em nós?

No vídeo, a vizinha de Laura, que viu, de sua casa, o assassinato da amiga. Foto: Sergio Riopravocê

Depoimentos, fotos, vídeos, documentos e objetos sustentam a dramaturgia de “Laura”, personagem título da peça e avó do ator Fabricio Moser; ela foi assassinada quando o neto tinha nove meses

O enredo de sua morte lembra o poema ‘Tragédia Brasileira’, de Manuel Bandeira. (…)

O silenciamento do legado de Laura suscitou no artista o desejo de ‘um mergulho no

meu passado, uma busca por ela e um encontro comigo’. É um movimento físico diante

da morte, em busca daquilo que permanece vivo”.

Cassiana Lima Cardoso para Revista Questão de Crítica.

Partindo de um inventário de objetos, lembranças e fotografias familiares, entrevistas e registros em vídeo, arquivos e objetos reais, o solo Laura, que entra em cartaz dia 08 de abril de 2017, na SP Escola de Teatro (Praça Roosevelt, 210, São Paulo, SP), às 21h, propõe uma experiência coletiva para a reelaboração de vivências pessoais, através de uma dramaturgia que é partilhada com o público por dispositivos dramáticos, performáticos, coreográficos, narrativos e visuais.

Laura, personagem título da peça, foi morta em 1982, na rua, em Cruz Alta, interior do Rio Grande do Sul, por um desafeto amoroso de apelido ‘Candoca’, que em seguida, se suicidou. Fabricio, seu neto, nasceu em 1981, em Dourados, interior de Mato Grosso do Sul, tinha nove meses na época da tragédia e não pode conviver com a avó. O trauma ocasionado pela forma como Laura morreu provocou o afastamento da sua figura do convívio familiar e sobre a sua história de vida se estabeleceu um vazio e raras lembranças.

Partindo dessa experiência e de uma pergunta ancestral: o que das avós há em nós?, a peça propõe um viés coletivo para reelaboração dessas vivências pessoais. A dramaturgia da encenação nasce do jogo afetivo do solista, de seus familiares e de outros seis artistas, em meio aos diversos rastros levantados desse passado comum. Por meio de jogos criativos e combinações poéticas, os elementos que sustentam a dramaturgia híbrida de Laura são partilhados com o público com dispositivos dramáticos, performáticos, coreográficos, narrativos e visuais.

Com a encenação de condutas e situações relacionadas a Laura, como o ofício de cartomante e benzedeira, a montagem ilumina uma história silenciada, para descobrir quem foi essa mulher, filha, mãe e avó, quais circunstâncias marcaram sua vida e morte e como elas se relacionam com a família e o neto que não a conheceu, Fabricio. Se a forma como Laura morreu silenciou a sua trajetória de vida, na montagem esse evento trágico se inverte, gerando o encontro teatral e evocando a presença e a fala da personagem.

Fabricio Moser
O sul-mato-grossense Fabricio Moser é bacharel (UFSM/2006) e mestre em Artes Cênicas (UNIRIO/2011), e está radicado no Rio de Janeiro desde 2009. Trabalhou no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, lecionando e produzindo projetos e eventos artísticos, atuando ou dirigindo peças e grupos, como o Hendy e o Teatro de Maquinaria. Os trabalhos realizados por Fabricio nessa vertente biográfica, que inclui duo SOBRE DESVIOS, criado com Cadu Cinelli e que circulou por cidades do Brasil, Portugal e Espanha, são tema de críticas especializadas e artigos de revistas como Questão de Crítica (RJ), Sala Preta (USP) e Pós (UFMG).

FICHA TECNICA
Criação e Atuação: Fabricio Moser
Colaboração Artística: Ana Paula Brasil, Cadu Cinelli, Francisco Taunay, Gabriela Lírio, Nathália Mello e Rafael Cal
Assistência de Produção e de Palco: Felipe Leo Pardo
Programação Visual: Bruno Morais

SERVIÇO
LAURA
De 08 de abril a 01 de maio de 2017
Sábados, às 21h, domingos e segundas, às 20h
SP Escola de Teatro – Sala R8
Praça Roosevelt, 210, Consolação, São Paulo, SP
Duração: 80 min | 16 anos | Ingressos: $20 (inteira) $10 (meia/lista amiga)

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério | Kelly Santos
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425 | 11 95630-3505
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

“A Cidade dos Rios Invisíveis” traz vivência poética e realista durante viagem no trem da CPTM

Coletivo Estopô Balaio reproduz umas das cenas cotidianos dos brasileiros. Créditos: divulgação

O espetáculo utiliza como cenário as paisagens entre o Brás e as ruas do Jardim Romano, e proporciona uma reflexão sobre a cidade através dos olhares dos viajantes dos trens

Neste percurso. É preciso olhar além, para mergulhar nas imagens evocadas pela cidade e pela alma do navegador”. Poético e realista, o espetáculo “A Cidade dos Rios Invisíveis”, do Coletivo Estopô Balaio, traz para a capital paulista, de 8 a 30 de abril de 2017, histórias, anseios e vivências de muitos que atravessam a cidade por meio dos trens da CPTM com destino ao Jardim Romano. Essa temporada tem apoio da 29ª edição do Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo.

As apresentações que acontecem na linha 12 – Safira da CPTM fazem um convite aos viajantes a embarcar numa viagem teatral da vida real. O percurso, que parte sempre da estação do Brás, às 14h, aos sábado e domingos, segue pelas ruas do bairro Jardim Romano até o córrego Três Pontes, um braço do rio Tietê. O espetáculo é gratuito.

A viagem teatral se inicia nos vagões do trem, onde os passageiros munidos por fones de ouvido e MP3, observam as paisagens através das janelas. Ao desembarcar, as intervenções artísticas – dança de rua, rap e performances – se entrelaçam com o cenário cotidiano dos moradores do bairro Jardim Romano e com as histórias dos grafites e das enchentes que assolaram o bairro. O público vivencia uma apresentação real, lúdica e única.

Criado pelo Coletivo Estopô Balaio, “A cidade dos Rios Invisíveis” é a última parte da “Trilogia das Águas”, que desde 2012 narra histórias de enchentes vividas pelos moradores desse bairro. As outras peças da sequência são “Daqui a Pouco o Peixe Pula” e “O Que Sobrou do Rio”.

Os ingressos são gratuitos, mas aos viajantes é necessário fazer uma reserva por e-mail (reservas@coletivoestopobalaio.com.br) e pagar o valor da passagem. O ponto de encontro é o Espaço Cultural da Estação Brás. Com duração de 3h30, o espetáculo se finda sob o pôr-do-sol às margens do rio.

Histórico do Estopô Balaio
O Estopô Balaio é um coletivo de artistas formado em 2011 na cidade de São Paulo que conta em sua maioria com a participação de artistas migrantes. É por esta condição de vida, a de um ser migrante, que nos reunimos no desejo de aferir um olhar sobre a nossa prática artística encontrando como estrangeiros a distância necessária para enxergar o olhar de destino de nossos desejos.

A distância geográfica de nossas lembranças e paisagens nos levaram a uma tentativa inútil na busca por pertencimento à capital paulista. Era preciso reinventá-la para poder praticá-la. Na busca pelo lugar perdido de nossa memória seguimos para fora e à medida que nos distanciávamos de um tipo de cidade localizada em seu centro geográfico, fomos nos aproximando de outras cidades, de outros modos de vida e de novos compartilhamentos. O cinturão periférico da cidade no seu vetor leste nos revelou um pedaço daquilo que tinha ficado para trás. Havia um Nordeste em São Paulo que estava escondido das grandes avenidas e dos prédios altos do centro paulistano.

Jardim Romano é um pedaço do cinturão periférico que guarda lembranças alijadas da construção histórica da cidade-império. Os edifícios que arranham o céu ajudam a esconder e afastar um contingente populacional que não consegue se inserir nos apartamentos construídos em novos condomínios.

A memória partilhada nos quatro anos de residência artística no Jardim Romano são as nossas de estrangeiros de um lugar distante e a destes pequenos deuses alagados de uma cidade submersa pelo esquecimento. O encontro com o bairro se deu num processo de identificação, pois a maioria de seus moradores são também migrantes nordestinos que fincaram suas histórias de vida nos rincões da capital paulista. O alagamento do Jardim Romano era real, oriundo da expansão desordenada da cidade, o nosso era simbólico, originário da distância e saudade daquilo que deixamos para trás. Falar do outro e deixá-lo falar por nós tornou-se o percurso daquilo que começamos a fazer, criar arte a partir da necessidade de inventar a vida.

Ficha Técnica
A Cidade dos Rios Invisíveis
Criação Coletiva
Ideia Original, Roteiro e Direção Geral: João Júnior
Dramaturgia: Estopô Balaio
Atores: Ana Carolina Marinho, Juão Nin, Johnny Salaberg, Amanda Preisig, Edson Lima, Adrielle Rezende, Bruno Fuziwara, Keli Andrade e Paulo Oliveira
Participação: Emerson Alcade e Seu Vital
Musicalização e Percussão: Josué Bob
Trilha Sonora: Marko Concá
Sonoplastas: Carol Guimaris, Geovane Fermac e Doutor Aeiuton
Poetas: Emerson Alcade, Jacira Flores e Rata Fiuza
Canções: Diane Oliveira, Dustin Mc e Matheus Farias (Família Nada Consta), Juão Nin e Marko Concá
Figurino: João Júnior
Artes Visuais: Paula Mendes, Renato Caetano, Clayton Lima
Dança de Rua: Bia Ferreira, Mell Reis, Luan Breezy e Kayque Silva
Produção: Wemerson Nunes, Keli Andrade, João Júnior e Ana Carolina Marinho
Contra-Regras: Clayton Lima, Ana Maria Marinho, Lisa Ferreira e Ramilla Souza

Serviço
Datas: 8 a 30 de abril de 2017 (sábados e domingos)
Horário: 14h (chegar com 30 min de antecedência)
Ponto de encontro: Espaço Cultural da Estação Brás
Ingressos: Gratuitos
Para reservar é necessário enviar e-mail com nome completo, telefone e data da apresentação que deseja ir para o e-mail reservas@coletivoestopobalaio.com.br (só é possível reservar dois ingressos por pessoa).
Duração: 3h30m
Lotação: 60 pessoas
Recomendação de idade: A partir de 12 anos. Devido à itinerância, a criança precisa estar sempre acompanhada de um adulto.
Recomendação: o espetáculo é itinerante, sujeito a mudanças em caso de chuvas (levar guarda-chuva ou capa de chuva)

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério | Kelly Santos
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425 | Celular: 11 9 5630 3505
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Cia LaMínima completa 20 anos e celebra com estreia teatral, mostra de repertório e exposição no Sesi SP

Elenco de Pagliacci. Créditos: divulgação

Aos vinte anos, a maioridade já está batendo à porta. O caráter já está formado e ao mesmo tempo que há uma trajetória anterior, um grande caminho ainda está apontado à frente. Assim é com a LaMínima, companhia que completa, em 2017, duas décadas de intenso trabalho na área circense e teatral.

O projeto LaMínima 20 anos tem realização do Sesi São Paulo, e conta com várias ações para a comemoração dessa data: a estreia do espetáculo Pagliacci, uma mostra de repertório com apresentações de montagens marcantes da carreira do grupo (À La Carte, Luna Parke, Reprise, A Noite dos Palhaços Mudos, Rádio Variété e Classificados) e uma exposição com fotos, objetos e figurinos. Pagliacci também faz circulação pelos bairros da cidade, nos CEUS, por intermédio do edital Prêmio Zé Renato de Teatro, da Prefeitura Municipal de São Paulo.

A concepção do projeto LaMínima 20 anos é de Domingos Montagner e Fernando Sampaio. Pagliacci, baseado na obra de Ruggero Leoncavallo, tem a direção artística de Chico Pelúcio e reúne uma ficha técnica ímpar, que alia profissionalismo e afeto: Luís Alberto de Abreu assina o texto e a adaptação, os atores Alexandre Roit, Carla Candiotto, Fernando Sampaio, Fernando Paz, Filipe Bregantim e Keila Bueno se juntam em cena para dar vida a uma trupe de palhaços e suas histórias de ciúme, traições e vilanias. Marcelo Pellegrini fez a direção musical, Marcio Medina criou a cenografia, Inês Sacay os figurinos, e Wagner Freire, a iluminação.

Histórico do grupo
O Grupo La Mínima, criado em 1997, é uma dupla de palhaços, com origem circense cujo princípio é pesquisar o repertório clássico do palhaço, adaptá-lo e aplicá-lo a diversos suportes dramatúrgicos.

O palhaço está nas ruas e nas feiras, nos parques de diversão, nas histórias em quadrinhos, no cinema mudo ou falado, nos espetáculos de variedades e nos textos clássicos. O palhaço vai existir sempre. Ele nos possibilita perceber limites, diferenças e semelhanças através de um universo fantasioso, mas não menos objetivo. É ele que nos permite rir de nós mesmos. De Homero a Bocaccio, de Carlitos a Oscarito, de Leonardo da Vinci a Laerte, a humanidade há pelo menos 28 séculos registra o humor e ri dela mesma.

Os 20 anos do LaMínima
O ano de 2016 já deixava vislumbrar, para os atores do LaMínima, que as duas décadas de estrada poderiam ser comemoradas no ano seguinte com uma estreia acalentada há tempos por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, seu parceiro de grupo: Pagliacci. Em uma sinopse escrita no ano passado por Domingos para apresentar o projeto LaMínima 20 anos, seu texto acabava com a  palavra “generosidade” para conceituar a arte do palhaço, “ (…) uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e acima de tudo, generosidade”.

É essa generosidade que permeia os 14 trabalhos estreados pela companhia até hoje e se materializa ao dar a chance ao público de fruir uma nova estreia teatral, uma exposição com fotos, figurinos e objetos e fazer circular pela cidade de São Paulo seis espetáculos de seu repertório.

Domingos Montagner
O ano de 2016 trouxe surpresas para o LaMínima. A dupla de palhaços Agenor e Padoca, nascida em 1997, fruto do encontro de Fernando Sampaio e Domingos Montagner no final dos anos 1980 no Circo Escola Picadeiro, não existiria mais. A parceria desses dois grandes atores circenses chegava ao fim, com a morte acidental de Domingos no Rio São Francisco, em setembro. Aos 54 anos, o ator que dividia as criações do LaMínima com Fernando saiu de cena, deixando um legado de 14 “filhos”, 20 anos de história e um exemplo de generosidade como artista e ser humano.

Luciana Lima, produtora da companhia desde 2001, nunca racionalizou se o projeto deveria ou não continuar. “Nunca pensei em desistir da comemoração dos 20 anos do grupo. Não foi uma escolha racional [prosseguir], porque é uma forma de termos, continuamente, a ‘presença’ do Domingos, ponderando a todo momento de como ele agiria nas situações, das grandes decisões até aos mínimos detalhes. O LaMínima 20 anos é uma consequência dessas duas décadas de trabalho, é mais que uma homenagem, é a constatação da evolução da linguagem da companhia, a sua relação com a arte e sua fidelidade aos princípios que a norteia desde sempre”, pondera Luciana que além de produtora, é atriz e esposa de Domingos.

Ela ainda lembra que o trabalho foi todo desenhado e conceituado em 2016, inclusive com a escolha da equipe de criação e elenco: “Tivemos duas reuniões com todos sobre como seria essa nova montagem, quais caminhos cênicos seriam possíveis, inclusive desenhos foram feitos por Domingos – ele costumava traduzir em ilustrações todas suas ideias, de cenas a figurinos e cenários.

Assim o LaMínima caminha e continua sua trajetória. No mesmo texto escrito por Domingos sobre os 20 anos do grupo, ele dizia “queremos comemorar [essa história], apresentando espetáculos que percorreram muita estrada, realizando uma exposição com fotos, figurinos, objetos que andaram conosco e estrear Pagliacci, um novo companheiro para nos ajudar a construir mais um trecho deste caminho, que ainda não sabemos onde é o fim”.

Que antes do fim, se houver, o LaMínima possa seguir adiante comemorando 20, 25, 30, 50 anos de trabalho, oferecendo ao público o melhor da arte circense, fazendo rir e se emocionar a cada nova montagem.

Texto e direção de Pagliacci
Pagliacci é, originalmente, uma ópera em dois atos, com música e libreto compostos por Ruggero Leoncavallo e representada pela primeira vez no Teatro dal Verme de Milão, em 21 de maio de 1892. Obra mundialmente conhecida, é um melodrama de um amor fracassado e traído envolvendo atores de uma companhia circense.

O Pagliacci, dirigido por Chico Pelúcio e escrito por Luís Alberto de Abreu, coloca em cena os personagens Canio (Alexandre Roit), chefe da companhia de saltimbancos e Nedda (Keila Bueno),  esposa de Canio e foco do amor de Silvio (Fernando Sampaio), ator da companhia circense. Tonio (Filipe Bregantim), com sua índole questionável, namora a sedutora e voluptuosa Strompa (Carla Candiotto) e Peppe (Fernando Paz) é o dramaturgo da companhia, o bufão.

Nessa estreia do LaMínima, da ópera de Leoncavallo há apenas o título e os personagens. Para Abreu, autor desse texto escrito ineditamente para o grupo, a questão era beber na fonte do “[mote original] sério, pesado, melodramático e prisioneiro da moral do século XIX” e buscar os elementos da dramaturgia “na própria linguagem teatral e circense: a narrativa, a farsa, o melodrama, o metateatro, a eliminação da linearidade, tão característica da linguagem circense e do teatro de variedades”.

O diretor Chico Pelúcio considera que essa montagem, aliada à sólida linguagem teatral construída pelo LaMínima, será um “encontro dos primórdios da encenação do I Pagliacci, no tempo em que a ópera era apresentada para grandes públicos, populares em sua maioria, que encontravam ali uma comunicação forte, direta e reveladora. As óperas não eram para elites mas para a grande população”. E complementa que, “entrelaçar o circo, a música, a palhaçaria e a adaptação do dramaturgo Luís Alberto de Abreu, em uma obra, permitirá pesquisar um Brasil que transforma antropofagicamente suas influências”.

Serviço:
Pagliacci
Temporada: de 30 de março a 2 de julho de 2017
Datas e horários: quinta à sábado, às 20h e domingo, às 19h.
Apresentações extras: 12 de abril, às 20h | 7, 14 e 21 de junho, às 20h
Classificação Indicativa: 14 anos
Local: Teatro do SESI-SP, Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Grátis. As reservas antecipadas de ingressos podem ser realizadas on-line pelo sistema Meu Sesi (www.sesisp.org.br/meu-sesi). Os ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, conforme horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30, e aos domingos, das 11h às 19h30).
Mais informações em http://www.centroculturalfiesp.com.br.

Mostra Repertório LaMínima
Todas as apresentações têm entrada gratuita.

À LA CARTE
Classificação Indicativa: 10 anos
Sem a utilização de um texto como base narrativa, mas através de um roteiro baseado em magias, técnicas circenses e números musicais, o LaMínima utiliza a arte do palhaço em prosaicos números de forte gestualidade. Queremos que o público não deixe de desfrutar do prazer de rir de si próprio.
12 de abril, quarta, às 15h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
19 de abril, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
26 de abril, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313).

A NOITE DOS PALHAÇOS MUDOS
Classificação Indicativa: 10 anos
Dois palhaços mudos são perseguidos por uma seita que os considera uma ameaça e pretende extingui-los. Caçados numa noite, os palhaços conseguem escapar, mas um deles é mutilado, perdendo o nariz. Solidário, seu parceiro parte com ele para um ousado “resgate nasal”. Perseguições em meio às sombras misturam-se a truques de magia, números musicais e outros absurdos cômicos que evocam os conflitos entre as intolerâncias contemporâneas e a lógica do palhaço… se é que ela existe.
10 de maio, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
17 de maio, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
24 de maio, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313).

LUNA PARKE
Classificação Indicativa: Livre
Um parque ambulante apresenta aos visitantes um acervo com as mais fantásticas atrações: Monga, a mulher-gorila; Jhonny, o homem-bala; e muitas outras surpresas, todas patrocinadas pelo poderoso “Elixir Luna Parke, a vida num instante! ”. A companhia encerra o espetáculo encenando uma farsa, talvez a mais bizarra das atrações.
04 de junho, domingo, às 14h – palco externo do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313);
17 de junho, sábado, às 14h – Sesi Osasco (Av. Getúlio Vargas, 401 – Piratininga, Osasco);
18 de junho, domingo, às 14h – no Sesi Osasco (Av. Getúlio Vargas, 401 – Piratininga, Osasco).

CLASSIFICADOS
Classificação Indicativa: Livre
Depois que o Circo é impedido de ter animais entre suas atrações, um Leão e um Urso são postos na rua e fazem o impossível para sobreviver no mundo dos Homens.
Agora, em meio a Ratos de Laboratório, Macacos Humanizados e Gente Maluca, os amigos terão que recorrer a todo o seu talento para viver a maior aventura de suas vidas: conquistar um emprego que lhes garanta um prato de comida e um lugar para dormir.
“Classificados” é uma comédia infantil que homenageia todos os artistas – humanos ou não – que fazem de tudo para colocar mais alegria no mundo.
07 de junho, quarta, às 15h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
14 de junho, quarta, às 15h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
21 de junho, quarta, às 15h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313).

RÁDIO VARIÉTÉ
Classificação Indicativa: 10 anos
Três artistas do teatro de variedades num local público, começam a instalar uma parafernália “um tanto” tecnológica, porém aparentemente obsoleta. Aos poucos, este conjunto toma forma de um estúdio de “rádio-circo-teatro”, onde desfilarão atrações jornalísticas-dramático-musicais.
02 de abril, domingo, às 14h – palco externo do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313);
27 de abril, quinta, às 13h – Sesi Santana do Parnaíba (Av. Conselheiro Ramalho, 264 – Cidade São Pedro – Gleba A, Santana de Parnaíba);
28 de abril, sexta, às 13h – Sesi Cotia (Rua Mesopotâmia, 300 – Jardim Passargada I, Cotia).

REPRISE
Classificação Indicativa: Livre
Ao chegarem no local de apresentação, dois palhaços descobrem que foram contratados para o mesmo local, no mesmo horário, pela mesma pessoa. Depois de infrutíferas tentativas de provarem um ao outro sua prioridade no picadeiro, decidem realizar este trabalho juntos.
07 de maio, domingo, às 14h – palco externo do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313);
18 de maio, quinta, às 11h – Sesi Diadema (Av. Paranapanema, 1500 – Taboão, Diadema);
19 de maio, sexta, às 13h – Sesi São Caetano do Sul (Rua Santo André, 810 – Bela Vista, São Caetano do Sul).

Exposição Lamínima 20 Anos
Período: de 11 de abril 9 de julho de 2017
Datas e horários: diariamente, das 10h às 20h (entrada permitida até 19h40)
Classificação indicativa: Livre
Local: Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Grátis. Mais informações em http://www.centroculturalfiesp.com.br.

Assessoria de Imprensa Sesi-SP | http://www.sesisp.org.br/cultura/
Raisa Scandovieri: raisa.scandovieri@fiesp.com.br
Telefone: (11) 3549-4846

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Por Márcia Marques | Canal Aberto

Esperando Godot, do Garagem 21, mistura teatro a elementos de HQs, desenhos animados e dança contemporânea

Cena de Esperando Godot – Paulo Campos. Foto: Bob Sousa

Os temas centrais de Beckett estão na incomunicabilidade, no vazio, na ignorância, na impotência e na morte, utilizando, para compor esse quadro, a chamada estética do fracasso, com indivíduos semiacabados, normalmente aprisionados a algo. É um escritor marcado pelas grandes guerras.

O espetáculo Esperando Godot, de Samuel Beckett, com o grupo Garagem 21 e direção de Cesar Ribeiro, reestreia no Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295 – Lapa) dia 31 de março de 2017, às 20h, após temporada com ótima acolhida de público e crítica no Viga Espaço Cênico. Escrita em 1949, a peça é considerada um marco da narrativa moderna e apresenta a história de dois personagens que aguardam a chegada de Godot, que nunca aparece.

A montagem parte de uma linguagem híbrida influenciada pelo teatro de Tadeusz Kantor e elementos de HQs, desenhos animados e dança contemporânea para falar sobre as relações em uma sociedade em que o humano reproduz a lógica do produto, resultando na reificação e na necessidade de ressignificação de si, do outro e da realidade”, conta o diretor.

Com cenografia e figurinos de Telumi Hellen, colaboração da jornalista e crítica teatral Maria Fernanda Vomero e de Kenn Yokoi, e Paulo Campos, Ulisses Sakurai, Paulo Olyva e Cadu Leite no elenco, o espetáculo teve início de processo em fevereiro de 2014, com estudos sobre Beckett e os teóricos que servem de base à sua criação, como Michel Foucault e Adorno.

Os temas centrais de Beckett estão na incomunicabilidade, no vazio, na ignorância, na impotência e na morte, utilizando, para compor esse quadro, a chamada estética do fracasso, com indivíduos semiacabados, normalmente aprisionados a algo. É um escritor marcado pelas grandes guerras, em que as estruturas buscam encontrar um novo enquadramento e um novo sentido, em que a modernidade está prestes a findar e surge um novo ideário, de um mundo mais tecnológico e mais individualista, em que as grandes ideologias têm seu fim, em que o capital domina todas as esferas da vida privada e coletiva, em que predominam a mundialização e o consumismo”, diz Cesar Ribeiro.

Essa transição de realidades representa o fim de uma era e, para Beckett, também o fim de um indivíduo. Segundo Beckett, o nosso problema não é que vamos morrer. É que ainda não nascemos. E para isso é preciso livrar-se da memória e construir um novo mecanismo de apreensão da realidade, uma nova visão que organize o caos, e não o disfarce em uma pretensa ordem.

SINOPSE
Influenciada pela estética de HQs e desenhos animados, a peça narra a história de dois personagens que aguardam a chegada de Godot, que nunca aparece.

SAMUEL BECKETT
O escritor irlandês, nascido em Dublin em 1906 e falecido em Paris em 1989, escreveu Esperando Godot em 1949. Sua obra é considerada um marco na ruptura da linguagem clássica ao reduzir a narrativa aos elementos mínimos necessários ao ato de contar histórias.

Em textos como sua trilogia literária Molloy, Malone Morre e O Inominável, o que se vê é a desconstrução da narrativa, chegando ao ponto em que não há informações sobre de onde se vem e para onde se vai, descrição do espaço em que se situa a ação e outros dados, tornando a linguagem um fluxo de pensamento em que não há necessidade de outros pontos de alicerce.

A busca de uma ruptura com a linguagem surge em Beckett da ideia de incomunicabilidade, de que as palavras são necessárias, mas incapazes de apreender o real sentido das coisas.

Tal noção vem do grande referencial teórico e de vida que influenciaram sua obra: o domínio inglês sobre a Irlanda, a cultura provinciana de Dublin e a divisão entre o protestantismo e o catolicismo, entre outros, fizeram com que Beckett questionasse o sentido da existência e procurasse focos que o fizessem entender melhor a realidade. Assim, para entender Beckett é preciso ao menos estudar parte de suas referências, em que se misturam Joyce, Santo Agostinho, Schopenhauer, Shakespeare, Dante, Baudelaire, Apollinaire, Pirandello, Proust, Jung, Geer Van Der Velde, Milton, Kafka, Caspar David Friedrich e diversos outros.

O GRUPO GARAGEM 21
Surgiu em 2009, na cidade de São Paulo. Desde o princípio, centrou suas pesquisas na investigação da ideia de poder e suas extensões no corpo social, utilizando-se da leitura de obras de filósofos como Nietzsche, Schopenhauer e Michel Foucault. Do ponto de vista estético, procura um híbrido do teatro com outras linguagens, como quadrinhos, videogames, desenhos animados e rock, em busca de uma forma de fazer teatro relacionada à transformação social propiciada pelas novas tecnologias e capaz de fomentar um novo público, em especial jovens e jovens adultos.

Neste período, encenou as seguintes peças: “Cigarro frio em noites mornas” (2012), “Fim de partida” (2011), “Fodorovska” (2010), “Somente os uísques são felizes” (2009) e “Sessenta minutos para o fim” (2009).

Recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo Adulto, Melhor Ator (Paulo Campos), Melhor Figurino e Melhor Direção (Cesar Ribeiro) no Festival de Teatro da Unicentro, com “Sessenta minutos para o fim”. Recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Ator no Festival de Teatro de Campo Mourão 2012, com “Sessenta minutos para o fim”. Recebeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora (Cesar Ribeiro) no Festival Nacional de Comédia (“Sessenta minutos para o fim”). Recebeu os prêmios de Melhor Ator (Paulo Campos) e Melhor Ator Coadjuvante (Sergio Silva Coelho) no Festival de Teatro de Campo Mourão 2010 (“Fodorovska”).

Sob a denominação Cia. de Orquestração Cênica – nome anterior do grupo –, encenou as peças “Desconstrução” (2007), “Sinfonia patética” (2007), “Diálogo inútil do Abismo com a Queda” (2001), “Intermezzo” (2000), “Diário de um louco” (2000), “Queen – a festa” (1999), “Millennium” (1998), “Desimagem” (1996) e “Subterrâneo” (1994).

O grupo apresentou-se também em diversos festivais, como: Festival de Teatro de Curitiba (PR), Funalfa – Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora (MG), Floripa Teatro (SC), Festival de Teatro de Lages (SC), Festival de Teatro de Campo Mourão (PR), Festival de Teatro de Catanduva (SP), FestCamp (Campo Grande/MS), Festival Nacional de Teatro Pontos de Cultura (Floriano/PI), Mostra Jacareiense de Artes Cênicas (Jacareí/SP), Festival de Teatro da Unicentro (Guarapuava/ PR), Festivale – Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba (São José dos Campos/SP) e Festival Nacional de Comédia (Alegre/ES). Apresentou-se ainda na primeira e na segunda edição da Festa do Teatro e na edição 2010 da Virada Cultural.

FICHA TÉCNICA
Texto: Samuel Beckett / Direção e trilha sonora: Cesar Ribeiro / Elenco: Paulo Campos (Estragon), Ulisses Sakurai (Vladimir), Paulo Olyva (Pozzo) e Cadu Leite (Lucky e Menino) / Tradução: Fábio de Souza Andrade / Cenografia e figurinos: Telumi Hellen / Iluminação: Carmine D’Amore / Filmagem: Nelson Kao / Fotos: Bob Sousa e Nelson Kao / Design gráfico: Diego Bianchi / Colaboração: Maria Fernanda Vomero e Kenn Yokoi / Assessoria de imprensa: Canal Aberto / Realização: Garagem 21

SERVIÇO
De 31 de março a 23 de abril de 2017
Sextas e sábados às 20h e domingos às 19h
Teatro Cacilda Becker
Rua Tito, 295 – Lapa/SP
Tel. de informações: (11) 3864.4513
Duração: 140 min (com intervalo de 15 min)
Capacidade: 198 lugares
Recomendação: 12 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira), R$ 10 (estudantes, aposentados, professores e moradores da Lapa e da Pompeia) e R$ 5 (estudantes da rede pública municipal de ensino)

ASSESSORIA DE IMPRENSA
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Email: canal.aberto@uol.com.br
Márcia Marques – Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425 | marcia@canalaberto.com.br
Daniele Valério – Celulares: 11 9 6705 0425 | 9 8435 6614 | daniele@canalaberto.com.br

Por Daniele Valério / Canal Aberto

Kiwi Companhia de Teatro investiga, em novo espetáculo, a obra do britânico Edward Bond, um dos mais importantes dramaturgos da atualidade

Figura 1 Cena de Material Bond - Foto de Bob Sousa
Figura 1 Cena de Material Bond – Foto de Bob Sousa

Companhia reconhecida pelo seu caráter crítico nas abordagens cênicas, a Kiwi volta-se para o tema da violência e da imaginação poética tão contundentes em Edward Bond

(…) Este é um ponto importante a entender sobre Bond. Muitas vezes visto como um niilista desesperado cujas peças estão cheias de imagens de violência, ele mantém uma fé teimosa na humanidade: é o que ele chama de contradições da ‘humanidade’” (parte da entrevista concedida ao jornal The Guardian ao jornalista Mark Lawson)

Estreia dia 2 de março de 2017, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, a mais nova obra da Kiwi Companhia de Teatro: Material Bond, uma peça que discute os desequilíbrios das sociedades contemporâneas, traz para a cena a realidade brasileira, a brutalidade da ação policial e a criminalização dos movimentos sociais, sintomas da injustiça social, da violência de Estado e os processos de desumanização, moeda corrente nos dias atuais.

A montagem tem como força motriz parte da obra do britânico Edward Bond, um dos mais importantes dramaturgos vivos da atualidade. No elenco estão a atriz Fernanda Azevedo e o multi-instrumentista Eduardo Contrera, sob roteiro e direção de Fernando Kinas.

Edward Bond é considerado um dos maiores dramaturgos europeus em atividade, cujas peças são montadas regularmente em grandes centros de produção artística (especialmente na Alemanha e na França). Bond, nascido em Londres em 1934, é praticamente um desconhecido no Brasil, apesar de suas mais de 50 peças escritas até o momento. Sua verve dramatúrgica, poética mas contundente, vai na contramão do teatro comercial e despretensioso, mas também se distancia de um tipo dogmático de teatro.

A essas características soma-se a trajetória da Kiwi Companhia de Teatro, um grupo que, simultaneamente, faz e pensa o teatro com o objetivo de contribuir para a construção de um pensamento crítico sobre a sociedade brasileira. Com essa síntese de proposições incisivas da Companhia e a poética radical de Edward Bond, aliada ao olhar atento sobre a violência de nossos dias, a Kiwi estreia Material Bond.

A fome de justiça nos faz humanos, a justiça é o reverso de todas as leis.”

Concepção de montagem

Essa nova montagem da Kiwi é o cruzamento entre teatro, performance, intervenção e show. Material Bond radicaliza, de certa forma, as sugestões do próprio Edward Bond, que mais de uma vez afirmou a necessidade de encontrar novas formas para compreender a sociedade atual. À radicalidade da injustiça e da desumanidade (motes reincidentes na obra do autor) precisa corresponder uma radicalidade estética, dramatúrgica e cênica.

No espetáculo, há o uso abundante de material não-dramático, da hibridização de linguagens e espaços (boa parte das cenas se passa num tablado instalado na plateia), e há também o jogo com o público através de uma intervenção inédita sobre a atualidade. A peça utiliza projeções que trazem diretamente a realidade brasileira para a cena, como a brutalidade da ação policial e a criminalização dos movimentos sociais.

Intervenções narrativas e poéticas, e execuções musicais (gravadas e ao vivo, conduzidas pelo músico multi-instrumentista Eduardo Contrera), mais a articulação de binômios, muito presentes na obra do autor (cômico e trágico, rápido e lento, solene e trivial), resulta em um trabalho cênico que expõe conflitos capazes de revelar, para além da superfície das coisas, conexões de causa e efeito sobre aspectos da vida social brasileira.

O modo encontrado pela Kiwi para lidar com esta radicalidade de conteúdos e formas foi partir de uma série de poemas, letras de canções e pequenas histórias (que o autor também chama de fábulas) de Edward Bond em uma intervenção teatral com roteiro inédito e clara mente inspirado no teatro documentário.

Edward Bond

Descontente com o ambiente teatral de sua época, Bond se afastou, depois do início de seu percurso no Royal Court, de parte do establishment artístico, chegando a proibir a apresentação de suas peças em importantes instituições culturais britânicas. Sua trajetória tem sido marcada pela recusa dos esquemas do teatro comercial, mas também pela distância de um tipo reducionista de teatro.

Edward Bond é um prolífico e brilhante comentador de suas próprias peças, publicando prefácios, introduções, comentários, escrevendo cartas a diretores interessados em sua obra e densos ensaios sobre a relação entre teatro e sociedade. Além desta importante produção teórica, escreveu roteiros cinematográficos, libretos de ópera, fábulas, poemas e letras de canções.

Além da qualidade poética das obras de Bond, sua contribuição também é inegável no campo da experimentação formal, desenvolvendo – tanto na escrita, como teoricamente – técnicas para uma dramaturgia em sintonia com o mundo atual.

Atualmente Bond encontra prazer em trabalhar com grupos jovens, como o Big Brum ou Dundee Rep’s Youth Theatre. Na entrevista concedida ao jornalista Mark Lawson, do jornal britânico The Guardian, Bond revela a preferência por esse tipo de escrita. Aos 83 anos, o dramaturgo britânico ainda revela “(…) eu sinto que apenas comecei a entender as possibilidades do drama. Tudo o que posso fazer é escrever as peças da melhor forma possível e reescrever a realidade como eu a vejo”.

Ficha Técnica
Direção e roteiro: Fernando Kinas
Elenco: Fernanda Azevedo (atriz) e Eduardo Contrera (músico)
Vídeo: Luiz Gustavo Cruz
Cenografia: Julio Dojcsar
Iluminação: Clébio Souza (Dedê)
Figurino: Madalena Machado
Confecção de marionete: Celso Ohi
Áudio inicial: Michael Moran
Produção e operações: Luiz Nunes e Daniela Embón
Realização: Kiwi Companhia de Teatro
Crédito das fotos: Divulgação
Link para o teaser: https://www.youtube.com/watch? v=ZwLdm-86R3Y

Serviço
Oficina Cultural Oswald de Andrade – Anexo
Endereço – Rua Três Rios, 363, São Paulo, SP, Brasil CEP 01123-001 – próximo ao metro Tiradentes ( linha 1 – azul )
Telefone – 3221-4704 / Reservas: 987067471 ou 976181690
Temporada de 2 a 25 de março de 2017
Quintas e sextas às 20h, sábados às 18h
Gênero: teatro documentário
Duração: 80 mim
Ingressos gratuitos, a distribuição começa uma antes da apresentação
Classificação etária: 14 anos

Informações à imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 011 2914 0770 | Celular: 011 9 9126 0425
Email: canal.aberto@uol.com.br | www.canalaberto.com.br

Por Daniele Valério