Terrenal – Pequeno Ministério Ácrata estreia no Sesc Santo Amaro

Atores da peça Terrenal – Pequeno Ministério Ácrata que estreará no Sesc Santo Amaro. Créditos: divulgação

História de Caim e Abel é mote do texto do dramaturgo argentino Mauricio Kartun; montagem brasileira tem direção de Marco Antonio Rodrigues. Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, já foi assistida por mais de 65 mil espectadores.

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, que estreia em 22 de novembro, no teatro do Sesc Santo Amaro e fica em cartaz até 16 de dezembro. A direção é de Marco Antonio Rodrigues, com tradução de Cecília Boal e um elenco composto por Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Fernando Eiras e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo. Aliás, com muito merecimento, a questão tem aparecido em outras searas artísticas, como o emblemático livro “Caim”, de José Saramago, da Companhia das Letras, que nas palavras de Juan Arias, jornalista e escritor, “(…) é também um grito contra todos os deuses falsos e ditadores criados para amordaçar o homem, impedindo-o de viver, em total liberdade, sua vida e seu destino”.

Na montagem dirigida por Marco Antonio Rodrigues, os atores são artistas populares que encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Com recursos circenses, essa metateatralidade aponta para metáforas contemporâneas de nossa sociedade, como um Caim (interpretado por Eiras na versão brasileira) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral. Já Abel (Grangheia) é o nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, é o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

O texto original é de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano. Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), o artista tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Conflitos em cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em uma conurbação urbana. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

Primeiras leituras

As ações deste projeto foram iniciadas em maio de 2016 com a leitura de Terrenal, um estudo em torno da tradução. Marco Antonio também dirigiu (em projeto idealizado pelo Instituto Augusto Boal) outra peça, de cunho político-social, de Mauricio Kartun – Ala de Criados – em setembro de 2017.

Quase dois anos depois, foi realizada no Ágora Teatro, uma leitura pública do texto Terrenal, já com Celso Frateschi, Danilo Grangheia e Fernando Eiras.

Trocas e somas

Muitos confiam na força do intercâmbio das obras entre os países latino-americanos para a recriação de um campo reflexivo sobre em quais cenários as fronteiras realmente estabelecem muros divisores e em quais são meros traços imaginários. Sendo assim, Terrenal nasce do desejo de contribuir para uma efetiva identificação do Brasil como parte da terra latino-americana, já que os brasileiros, na maioria dos casos, não apresentam uma identidade cultural comum com o resto do continente.

Kartun desenvolve textos que promovem, com latinidade fantástica, debates sociais dos mais intensos. Reconhecido em toda a América Latina como artista singular e exponencial, lançou mais de trinta obras teatrais encenadas em diferentes países, dentre elas El niño argentino, Chau Misterix, El partener e La casita de los viejos. Entre premiações e menções de honra na carreira ele conta com mais de quarenta citações. Com Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, Kartun permanece em cartaz com casas lotadas há mais de cinco anos na cidade de Buenos Aires (Argentina), cumprindo temporadas de sucesso também na Espanha, Chile e Porto Rico.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de “Revolução na América do Sul”, com a direção de Augusto Boal.

SINOPSE

Em um fracassado loteamento, Caim e seu irmão Abel desenvolvem uma versão conturbada do mito bíblico: a dialética história entre o sedentário e o nômade. Entre um Caim dono de um sítio, produtor de pimentões reputados e um Abel vagabundo, que fora de toda cadeia de produção sobrevive vendendo isca viva aos pescadores da região. Dois irmãos sempre em peleja que compartilham um mesmo terreno baldio dividido e que jamais poderão construir uma morada comum.

FICHA TÉCNICA
Texto | Mauricio Kartun
Tradução | Cecília Boal
Direção | Marco Antonio Rodrigues
Elenco | Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Fernando Eiras e Demian Pinto
Direção musical | Demian Pinto
Assistente de direção | Thiago Cruz
Direção de produção | Ricardo Grasson
Cenário, figurinos e adereços | Sylvia Moreira
Preparação musical | Marcelo Zurawski
Preparação Corporal | Esio Magalhães
Assessoria de mágicas | Rudifran Pompeu
Visagismo | Kleber Montanheiro
Design de luz e operação | Túlio Pezzoni
Design de Som | Gabriel Hernardes
Operadora de som | Monique Carvalho
Fotografias | Leekyung Kim
Assessoria de imprensa | Márcia Marques
Mídias Sociais | Menu da Música
Design Gráfico | Zeca Rodrigues
Cenotécnicos | Zé Valdir e Marcelo Andrade
Contrarregra | Felipe Santos
Gestão de Projetos | DCARTE e Corpo Rastreado
Administração | Corpo Rastreado e DCARTE
Produção executiva | Corpo Rastreado
Idealização | Instituto Boal

SERVIÇO
Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata
Quando: 22/11 a 16/12.
Horário: Quinta a sábado, 21h. Domingos, 18h.
Local: Teatro (1º andar) | Capacidade: 279 lugares
Classificação: 16 anos | Duração: 100 min
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública). R$ 6,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

SESC SANTO AMARO
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

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Por Daniele Valério | Canal Aberto

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Espetáculo construído de forma colaborativa debate racismo no Sesc Pompeia

Imagens da peça Três Pretos: Valor de uso. Foto: Lígia Jardim

Com apresentações nos feriados de 15 e 20 /11, peça da Sociedade Abolicionista de Teatro fica em cartaz no Teatro do Sesc Pompeia por três semanas

A nova criação da Sociedade Abolicionista de Teatro, “Três Pretos: Valor de uso”, com direção de Jose Fernando Peixoto de Azevedo e atuação de Raphael Garcia, Ailton Barros e Lilian Regina, estreia no feriado de 15 de novembro no Sesc Pompeia, ficando em cartaz até  1º de dezembro no Teatro da unidade. A peça integra o projeto de mesmo nome que, desde setembro, trouxe para o local debates acerca de obras produzidas por autoras e autores negros por meio da atividade Pensamento Negro Brasileiro. Além desses encontros, o projeto também englobou uma residência artística imersiva, paralela ao processo de produção do espetáculo.

A peça remete ao valor como base para a crítica das formas de alienação da vida. Na modernidade, ou, da perspectiva da colônia, preto tem sido reduzido a um valor de troca: o preto escravo, o preto café, o preto petróleo: três fontes de energia e de valor; três tempos de um mundo que avança produzindo ruínas.

A associação preto-escravo-café foi a base do impulso industrial brasileiro e a fonte de energia das longas jornadas para o trabalho livre da Europa. Hoje, o preto-energia-petróleo é a base energética da acumulação capitalista moderna e suas disputas sobre territórios e corpos. A carne (o escravizado), o pó (o café), o sangue (o petróleo): ao mesmo tempo que a marcha cronológica do progresso força o esquecimento da energia primitiva, os equivalentes funcionais da energia preta desvelam a violência perene em torno do preto que “satisfaz”. Em cena, um dispositivo pretende fazer com que essas temporalidades atravessem o jogo, produzindo corpos e sujeitos.

SINOPSE

Num território conflagrado por lutas milicianas, desertores cavam em busca de um “mar de águas pretas”, fonte de uma riqueza sem fim que traria a todos a “libertação final. A escavação converte-se em espera, e a espera se revela um tempo atravessado por demandas de reparação e salvação, demandas para as quais as tentativas de realização resultam em continuidade e aprofundamento da guerra e suas carnificinas.

SOCIEDADE ABOLICIONISTA DE TEATRO

É uma plataforma coordenada por José Fernando e seu programa de trabalho consiste em viabilizar associações entre artistas, principalmente artistas pretos, que possam, juntos, realizar projetos a partir do encontro de perspectivas e práticas poético-políticas. O abolicionismo que seu nome traz não é apenas uma referência “anacrônica” à história e memória da escravidão, mas antes, a nomeação de uma luta pelos abolicionismos que ainda nos concernem, confrontações a continuidades e permanências que fazem, entre outras coisas, que algo como um sistema prisional se configure como desdobramento e extrapolação da escravidão entre nós, tecnologia de controle dos corpos que espolia e sentencia à morte em vida o pobre, mais principalmente o negro, e – em particular – o jovem negro. A sobreposição temporal que a ideia de uma “sociedade abolicionista” implica aos ouvidos, faz ver a convivência complexa de temporalidades, fusos históricos.

SOBRE O DIRETOR

José Fernando Peixoto de Azevedo é professor na Escola de Arte Dramática e no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Estudou cinema, possui graduação e doutorado em Filosofia pelo Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde defendeu tese sobre o teatro do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Atua como pesquisador nas áreas de história e estética do teatro brasileiro e do teatro negro, além de estética e filosofia contemporânea. Foi fundador, dramaturgo e diretor do Teatro de Narradores e é colaborador do grupo de teatro negro Os Crespos, além de outros coletivos teatrais como o Chai-na (Isto é um negro?). Atua também como curador. Dirigiu recentemente o espetáculo Navalha na Carne Negra e publicou, pela editora n-1, o volume da coleção Pandemia intitulado Eu, um crioulo.

Ficha Técnica
Concepção e Direção: José Fernando Peixoto de Azevedo
Dramaturgia: José Fernando Peixoto de Azevedo e Luís Fernando Massonetto
Atores: Ailton Barros, Lilian Regina, Raphael Garcia
Assistência de Direção e Vídeo: Flávio Moraes
Assistência de Direção: Leonardo Devitto
Preparação Corporal: Tarina Quelho
Iluminação: Wagner Antônio
Direção de Arte: Chris Aizner
Técnico e Operação de Luz: Jimmy Wong
Programação Visual (Programa): Lucas Brandão
Assessoria de Imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto
Produção: núcleo corpo rastreado

SERVIÇO:
Três Pretos: Valor de Uso
De 15 de novembro a 1º de dezembro,  quintas, sextas e sábados, às 21h. Domingo e feriados, às 18h
Apresentações extra em 20 de janeiro, terça-feira, às 18h.
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis. Abertura da casa com 30 minutos de antecedência ao início do show.
Capacidade: 302 lugares
Duração: 60 min
Ingressos: R$7,50 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$12,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$25 (inteira).
Venda online a partir de 6 de novembro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 7 de novembro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia

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A MENTIRA, texto inédito de Nelson Rodrigues, estreia no SESC IPIRANGA

Cena de ‘A Mentira’, que tem no elenco André Senna, Denise Stutz, Elisa Barbosa, Junior Dantas/Inez Viana, Leonardo Bricio, Lucas Lacerda e Zé Wendell. Créditos: divulgação

A Montagem que ganha adaptação e direção de Inez Viana mostra uma tragédia causada por mentiras e segredos.

Em 1953, a pedido de Samuel Weiner, editor de A Última Hora (um dos jornais mais importantes do país à época), Nelson Rodrigues escreveu A Mentira, publicado em capítulos – aquele que seria seu primeiro romance assinado sem o pseudônimo Suzana Flag. Esta história chega aos palcos paulistanos no espetáculo homônimo, com direção e adaptação de Inez Viana e encenação da carioca Cia OmondÉ. O Sesc Ipiranga recebe a estreia, que fica em cartaz de 09 de novembro a 2 de dezembro de 2018, sextas e sábados 21h e domingos às 18h. Com um elenco composto por André Senna, Denise Stutz, Elisa Barbosa, Inez Viana, Junior Dantas, Leonardo Bricio, Lucas Lacerda e Zé Wendell, A Mentira chega a São Paulo depois de temporada de sucesso no Rio de Janeiro.

Na trama, desejos reprimidos dominam o cotidiano familiar quando verdades inconfessáveis vêm à tona. Lúcia é a caçula de uma família de quatro mulheres e um pai repressor, que vive na Zona Norte do Rio de Janeiro. Aos catorze anos ela sente um súbito mal-estar, que leva à descoberta da gravidez. A suspeita sobre quem seria o pai da criança é o motor de uma sequência de revelações, acontecimentos passados e desejos ocultos sob a aparente harmonia familiar. A Mentira contém todos os elementos posteriormente chamados de rodriguianos.

Os sete atores se revezam nas interpretações dos vários personagens da trama – inclusive no papel de narrador – formando um caleidoscópio de pontos de vistas diferentes. A encenação dinâmica estabelece um diálogo direto com a plateia e põe em questão o machismo, a misoginia e o aborto, temas de uma época e que continuam ecoando atualmente.

“A pergunta principal que ecoou durante meses em minha cabeça e nas dos integrantes da Cia OmondÉ foi: como montar um Nelson hoje, abordando esses pensamentos machistas?”, conta Inez Viana. A diretora e atriz continua: “As atrizes e atores que contam e vivem todos os personagens não se atêm em fazer trejeitos de seus sexos opostos, quando compõem os mesmos. Aliás, não fazem mimeses de gênero. Assim, a crítica se evidencia mais e o jogo se expande para além do elenco, incluindo o espectador e a representação dá lugar a questões essenciais”.

Com poucos elementos externos em cena, como um pano de chão, uma garrafa d’água, centenas de sandálias de dedo, um figurino atemporal e uma luz decisiva, a montagem nada convencional coloca a plateia desde o primeiro momento, como cúmplice do espetáculo.

“Durante os ensaios, confirmamos que ainda carregamos muitos preconceitos em relação à nossa postura, não só diante da condição da mulher hoje, mas da falta de entendimento sobre o que caracteriza a situação de abuso. E antes que alguém diga que estamos exagerando, peço que se coloque no lugar da outra e do outro. Só transformando a vida num grande espelho, a gente vai conseguir entender que o que vemos no outro está em nós e, consequentemente, nossas adolescentes poderão chegar à fase adulta optando por serem ou não mães”, conclui Inez.

A Mentira é o sétimo espetáculo da Cia OmondÉ, que em 2019 celebra dez anos de atividades, tendo recebido recentemente o Prêmio Funarte Tônia Carrero e a indicação a melhor grupo de 2018 no Prêmio Cenym.

Cia OmondÉ

A Cia OmondÉ surgiu no final de 2009 da vontade da diretora e atriz Inez Viana em formar um grupo com atores e atrizes vindo de várias partes do Brasil, para o aprofundamento de uma pesquisa cênica, onde a diversidade, a brasilidade e o diálogo com a cena mundial contemporânea fossem concomitantemente estudados. “Trata-se de uma busca aos signos do teatro, infinitos se pensarmos na precisão de um gesto ou na magia do aparecimento de um objeto em cena, levando o espectador a ser cúmplice não-passivo, co-autor e não somente voyer do espetáculo”, declara Inez Viana.

Serviço
A Mentira, com Cia OmondÉ
Sesc Ipiranga
De 09 de novembro a 2 de dezembro de 2018
Sextas e sábados, às 21h, domingos, às 18h
Duração: 70 min Capacidade: 200 lugares
Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos
Local: Teatro – Sesc Ipiranga (R. Bom Pastor, 822)
Ingressos: R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira).

Ficha técnica
Texto: Nelson Rodrigues
Direção e adaptação: Inez Viana
Elenco: André Senna, Denise Stutz, Elisa Barbosa, Junior Dantas/Inez Viana, Leonardo Bricio, Lucas Lacerda e Zé Wendell
Direção de Movimento: Denise Stutz
Iluminação: Ana Luzia De Simoni
Operadora de luz: Thatiana Moraes
Figurino: Virgínia Barros
Ambientação Cênica: Inez Viana
Assistente de Direção: Bruna Christine
Produção Executiva: Junior Dantas
Direção de produção: Inez Viana e Douglas Resende
Realização: Cia OmondÉ

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

Projeto leva teatro gratuito a escolas da grande São Paulo, com apresentações abertas à população

Imagens do projeto Orion, O Portal. Créditos: divulgação

Orion, O Portal, está sendo apresentada em ginásios esportivos, centros culturais e auditórios de escolas das cidades de Suzano, Barueri e São Bernardo, de forma totalmente gratuita. As apresentações são abertas ao público em geral e vão até novembro, confira datas em http://www.orionoportal.com.br

Até novembro, mais de 50 mil pessoas serão impactadas pelo projeto que está levando o teatro Orion, O Portal, a escolas, ginásios esportivos e centros culturais de Suzano, Barueri e São Bernardo. A peça, que pretende levar valores éticos e morais para construir um futuro mais consciente, tem apoio do Proac (secretaria da cultura do estado de São Paulo).

O espetáculo conta a história de um grupo de crianças que, em um passeio do colégio a um parque da cidade, se dispersam e encontram um portal mágico, o portal de Orion. Ao entrarem neste portal, encontram seres mágicos e evoluídos que podem ser vitais para a salvação do planeta Terra. Para saber sobre as datas e locais, é só acessar o portal http://www.orionoportal.com.br,

O projeto faz parte de uma iniciativa público-privada para oferecer cultura e informação para uma convivência social mais harmônica: “produzimos a peça para democratizar o acesso à cultura e à arte, além de promover valores éticos e morais, importantes para o crescimento pessoal de todos”, afirma Guilherme Stella, idealizador do projeto. Para a apresentação gratuita do teatro itinerante, o projeto conta com o apoio de ginásios, centros culturais e colégios das cidades participantes.

Mais em http://www.orionoportal.com.br
Informações para a imprensa:
Planta e Cresce | katizanatta@plantaecresce.com.br | 11 2594-7891 e 99497-8523

Créditos: Katiuscia Zanatta | Planta e Cresce

De maneira farsesca, RODA MORTA desloca a Ditadura Militar para os dias atuais

Em cena, Pedro Massuela, Mariana Marinho e Biagio Pecorelli. Foto: Tatti Takiyama

Dialogando de forma crítica com a crescente onda ultra conservadora no país, grupo traz à cena uma espécie de delírio sobre a ditadura militar no Brasil

A Cia Teatro do Perverto se debruça na pesquisa sobre psicopatologias sociais, violência sistêmica e ação política; em Roda Morta estão a farsa e a hiper teatralidade na encenação da política atual

Com estreia prevista para o meio do período eleitoral, caso haja dois turnos, Roda Morta aponta para um discurso quase psicótico, que parece ter se consolidado nos últimos anos, em torno da ditadura militar no Brasil. A partir de 18 de outubro de 2018 (até 29 de novembro), os atores Biagio Pecorelli, Felipe Carvalho, Ines Bushatsky, Mariana Marinho e Pedro Massuela tomam o palco do Teatro Pequeno Ato, dirigidos por Clayton Mariano, a partir do texto de João Mostazo para estrear o terceiro trabalho da Cia. Teatro do Perverto.

O espetáculo traça um panorama histórico farsesco do Brasil desde a época da Ditadura Militar, trabalhando com clichês do período como luta armada, perseguição política e violência de Estado – até a crise atual. Na trama, um grupo de militantes deslocado no tempo decide sequestrar um ex-torturador que está em coma em uma clínica para pacientes com Alzheimer.

“Acho que a sacada da peça é que não se trata realmente da Ditadura. Se trata do hoje em dia. Quer dizer, ela aparece mais como uma fantasmagoria do que como um período a ser retratado com precisão histórica ou documental. Volta como uma assombração mesmo. Nunca entramos em um acordo quanto a existir uma narrativa coerente sobre o nosso passado totalitário. Daí a peça ser uma farsa, ter esse aspecto psicótico, como um delírio”, comenta o autor João Mostazo.

A peça tem direção de Clayton Mariano, diretor e ator do grupo Tablado de Arruar que em parceria com Alexandre Dal Farra há alguns anos vem se debruçando sobre questões políticas do país. Para o diretor se trata de uma oportunidade de diálogo com novos dramaturgos e novos grupos.

“Um dos principais motivos que me levou a aceitar o convite do grupo, para além de gostar muito do projeto, foi por se tratar de um autor jovem, aliás de um grupo inteiro jovem. Acho fundamental para o crescimento do teatro que haja este diálogo entre aqueles que estão chegando e os que já estão na estrada há mais tempo, sobretudo para o crescimento da dramaturgia. Hoje há muitos novos dramaturgos que sequer têm a chance de ver seus textos montados, por conta das circunstâncias atuais. De certa forma, a minha geração surgiu num período em que o teatro de grupo em São Paulo passava por uma revolução”, explica o diretor, que conheceu o texto após ter participado de um projeto do SESI/British Council para novos dramaturgos.

A montagem se apropria do gênero farsesco, por vezes beirando o esdrúxulo, com referências que vão do Cinema Marginal brasileiro até o teatro do diretor alemão Frank Castorf, abusando da teatralidade. A interpretação tem excessos de representação que parecem ir na contramão da onda performativa que figura no teatro paulista dos últimos anos.

“A primeira coisa do texto que me chamou a atenção foi o fato de estar classificada como uma farsa psicótica. Foi a forma farsesca que me pareceu ser algo atual. Nos últimos anos no Brasil vimos uma explosão de peças que ora mais, ora menos, se apropriavam daquilo que se convencionou chamar genericamente de teatro performativo. Particularmente, sinto que caminhamos em sentido oposto. A teatralidade e sobretudo a farsa, o fingimento descarado, os tipos, as diversas formas de fake, os excessos de representação, tudo isso parece traduzir mais a nossa atualidade”, conclui o diretor.

Sobre o grupo

“Roda Morta” é o terceiro espetáculo da Cia. Teatro do Perverto. O trabalho se iniciou após a temporada de estreia da peça “A Demência dos Touros” (apresentada em São Paulo, entre junho e julho de 2017). Continuando na linha de pesquisa da Companhia, entre psicopatologias sociais, violência sistêmica e ação política, o trabalho de traços farsescos e surrealistas da Cia. Teatro do Perverto se concentra na criação dramatúrgica autoral e na atenção e treinamento para o trabalho de atuação, conjugando experimentação literária nos textos com elementos pop na encenação e composição de trilha sonora autoral.

Encenação

Na peça o ambiente da peça é fechado, com poucos objetos de cena, móveis gastos pelo tempo, com alguns objetos que marcam a passagem de época, como uma cama velha e uma tina d’água. Figurino e cenário também foram criados sobre esse eixo. A juventude revolucionária deslocada no tempo, por exemplo, se apresenta de forma caricata, escancaradamente fora de época. Casacos de pele, boinas, perucas e óculos escuros (referência aos Panteras Negras), sobretudos tipo BaaderMeinhof – todo esse aparato adquire um elemento cômico, ao aparecer deslocado por uma época em que a própria ideia de Revolução se vê também fora de lugar.

Histórico

A Cia. Teatro do Perverto foi fundada em 2014, a partir do encontro de Ines Bushatsky e Pedro Massuela, ex-estudantes do curso de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo, com João Mostazo, poeta e dramaturgo. A pesquisa da companhia se baseia na ideia de que a sociedade em que vivemos é uma sociedade fundamentalmente perversa, violenta e desigual. Para além, os textos, encenações e atuações farsescas dos espetáculos da companhia – que fazem um pastiche dos recursos melodramáticos presentes na indústria cultural – tentam dar conta das anomias sociais a partir de uma forma que incorpore a incompletude, o nonsense, a incoerência, a contradição, sugerindo a utilização da comédia e do humor como veículos de apreensão do drama humano muitas vezes mais poderosos do que a tragédia ou o próprio drama.

O primeiro espetáculo da companhia, “Fauna Fácil de Bestas Simples”, estreou em 2015, com direção de Pedro Massuela, texto de João Mostazo, trilha e direção musical de Vinícius Fernandes, e tendo no elenco Ines Bushatsky, Felipe Carvalho, Vicente Antunes Ramos e Caio Horowicz. A peça cumpriu temporada entre novembro e dezembro daquele ano e, no ano seguinte, integrou o festival II ETU – Encontro de Teatro Universitário. Acompanhando a trajetória de duas personagens moradoras de rua que passeiam pela cidade de São Paulo, a peça visitava diversas situações de violência urbana, como os abusos policiais, a atuação cínica e coercitiva do mercado imobiliário e o descaso social para com a situação de vulnerabilidade extrema de pessoas sem condição de moradia digna.

Em junho de 2017 estreou no Teatro Pequeno Ato, em São Paulo, o espetáculo “A Demência dos Touros”, com direção de Ines Bushatsky, texto de João Mostazo – a sua segunda peça escrita para o grupo –, dramaturgismo da ativista trans e pesquisadora Dodi Leal e provocação de Luiz Fernando Ramos. No elenco estavam Felipe Lemos, Rafael de Sousa, Jorge Neto, Pedro Massuela e Felipe Carvalho. A peça contava ainda com trilha sonora original, composta e executada ao vivo por Gabriel Edé e Vinícius Fernandes, e com direção de arte, cenografia e figurinos assinados por Lídia Ganhito. Refletindo sobre a relação entre segregação urbana e performances de gênero a partir da questão trans, o espetáculo teve a temporada de estreia prorrogada nas últimas semanas por conta da alta demanda de público, tendo tido destaque na imprensa e repercussão crítica.

Ficha técnica
Texto: João Mostazo
Direção: Clayton Mariano
Elenco: Biagio Pecorelli, Felipe Carvalho, Ines Bushatsky, Mariana Marinho e Pedro Massuela
Direção de Arte: Lídia Ganhito e Maria Rosalem
Direção Musical: Gabriel Edé
Cenografia: Fernando Passetti
Realização: Cia Teatro do Perverto

Serviço
Roda Morta
Estreia: 18 de outubro de 2018
Temporada: de 18 de outubro a 29 de novembro – Quintas e sextas – 21h
Onde: Teatro Pequeno Ato – R. Dr. Teodoro Baima, 78, Vila Buarque
Quanto: R$ 40 (R$ 20 meia) – 40 lugares (venda na bilheteria, no dia da apresentação, e online antecipada no site sympla.com.br)
Duração: 70 min. | Classificação: 16 anos.

Para entrevistas, fotos e outras informações:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 Celular: 11 9 9126 0425 (Márcia) | (11) 9 8435 6614 (Daniele)

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Tio Ivan estreia em Outubro na Casa das Rosas em São Paulo

Cena da peça “Tio Ivan”, que acontecerá na Casa das Rosas. Créditos: divulgação

Espetáculo imersivo, adaptação do Núcleo Teatro de Imersão para peça de Anton Tchekhov, explora sensações, emoções e a curiosidade de estar presente na trama

A Casa das Rosas, em São Paulo, é o lugar escolhido para a estreia da peça Tio Ivan, que acontece em 12 de outubro e permanece em cartaz até 14 de dezembro, todas as sextas-feiras às 19h. Nesta montagem imersiva de O Tio Vânia, de Anton Tchekhov, o Núcleo Teatro de Imersão inclui os espectadores no próprio cenário, percorrendo diversos ambientes, como testemunhas invisíveis dos desejos, conflitos e frustrações dos personagens que os rodeiam. Durante a peça, os personagens transitam ao lado, à frente, às costas e ao redor dos espectadores, que acabam se transformando em participantes ativos, porém sem interações diretas com os atores.

Na peça, o administrador de fazenda Ivan (Márcio Carneiro), sua sobrinha Sônia (Adriana Câmara) e Miguel (Glau Gurgel), o médico da família, têm suas vidas desestabilizadas pela chegada à propriedade do célebre professor Alexandre (Samuel Luz), agora aposentado, e de sua jovem e bela esposa Helena (Ariana Slivah). O espetáculo busca ter uma direção de arte o mais realista possível, por isso, utiliza-se de mobília e objetos de cena reais, de época, próprios de uma casa de fazenda, e a própria arquitetura do espaço da Casa das Rosas, com suas portas, janelas, escadas verdadeiras, será usada como cenário.

O escritor russo Anton Tchekhov (1860 – 1904) é considerado, por estudiosos e críticos de todo o mundo, um dos principais dramaturgos modernos, e sua peça O Tio Vania, uma das suas mais importantes obras. A transferência da história da Rússia para o interior de São Paulo no início do século XX, além de aproximar mais o texto russo do público brasileiro, ainda faz com que os espectadores, como se viajassem no tempo, tenham contato com os costumes do início da República Velha no Brasil, sua cultura, seus meios de transporte, sua economia, sua produção agrícola, suas instituições, suas roupas, mobília e objetos.

SINOPSE CURTA:

O administrador de fazenda Ivan, sua sobrinha Sônia e Miguel, o médico da família, têm suas vidas desestabilizadas pela chegada à propriedade do célebre professor Alexandre, agora aposentado, e de sua jovem e bela esposa Helena.  Nessa montagem imersiva de O Tio Vânia, de Anton Tchekhov, os espectadores são levados para dentro da casa da fazenda e percorrem seus diversos ambientes, como testemunhas invisíveis dos desejos, conflitos e frustrações dos personagens que os rodeiam.

SINOPSE LONGA:

O velho professor aposentado da Escola Nacional de Belas Artes, Alexandre, e sua segunda esposa Helena mudam-se para o interior de São Paulo, passando a residir na fazenda pertencente à falecida primeira esposa do professor e cujos rendimentos sustentaram sua vida na cidade do Rio de Janeiro durante vinte e cinco anos.

Dois amigos, Ivan, irmão da falecida primeira esposa do professor, e Miguel, médico local, são enfeitiçados pela beleza de Helena e passam a viver em completa ociosidade, suspendendo seus trabalhos para estar perto dela.

Sônia, filha do primeiro casamento do professor, trabalha com Ivan na administração da fazenda e sofre com a consciência de que é feia e com o fato de não ser correspondida em seu amor pelo médico.

Helena também se encanta pelo médico, mas não é capaz de se entregar verdadeiramente a ele.

O professor sofre de gota e percebe o quanto seus lamentos irritam e exaurem sua filha e sua esposa.

Ivan despreza o professor, que antes admirava, e seu ódio chega ao ápice quando o professor anuncia sua intenção de vender a fazenda, residência e razão de existir de Sônia e Ivan, para que possa voltar a viver na Capital com os rendimentos que obterá ao investir o valor da venda.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Adriana Câmara.
Adaptação do texto, cenografia, figurino, produção executiva e de arte: Adriana Câmara.
Realização: Núcleo Teatro de Imersão.
Texto: Anton Tchekhov (O Tio Vania).
Elenco: Adriana Câmara, Ariana Slivah, Glau Gurgel, Márcio Carneiro, Samuel Luz.
Assistência de direção: Letícia Alves.
Programação visual: Hernani Rocha.
Assistência de cenografia: Letícia Alves, Hernani Rocha, Samuel Luz.
Confecção do figurino: Ateliê Paz (Samantha Paz e Liduina Paz)
Produção: Menina dos Olhos do Brasil
Assessoria de Imprensa: Florez Comunicação

Serviços
Tio Ivan
Com Adriana Câmara (Sônia), Ariana Slivah (Helena), Glau Gurgel (Miguel), Márcio Carneiro (Ivan), Samuel Luz (Alexandre).
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo, SP
Temporada: de 12 de Outubro a 14 de Dezembro de 2018, todas as sextas-feiras, às 19h. (Exceto dia 2/11, em que não haverá apresentação).
Classificação: 12 anos.
Capacidade: 30 lugares
Duração: 105 minutos
Gênero: Drama
Valor do Ingresso: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (Meia).
Venda de ingressos através do site: http://www.sympla.com.br/nucleoteatrodeimersao
Venda de ingressos no local: Somente nos dias das apresentações, das 18h15 às 18h55.
Mais informações: http://www.nucleoteatrodeimersao.com/tio-ivan
Telefone para outras informações: (11) 3285-6986 / (11) 3288-9447.
Estacionamento conveniado Parkimetro: Al. Santos, 74 (fechado aos domingos e feriados).

Créditos: Christina Florez | Florez Comunicação

Lorenzetti apoia espetáculo O Fantasma da Ópera

O clássico “O Fantasma da Ópera” em cartaz no Teatro Renault. Créditos: divulgação

A peça fica em cartaz até 23 de dezembro no Teatro Renault, em São Paulo

A Lorenzetti, empresa líder em duchas, chuveiros, torneiras elétricas e aquecedores de água a gás, apoia pela segunda vez o espetáculo O Fantasma da Ópera. A renomada peça, em temporada no Brasil, fica em cartaz até 23 de dezembro no Teatro Renault, em São Paulo.

Baseado no romance francês Le Fantôme de L’Opera, de Gaston Leroux, O Fantasma da Ópera encanta espectadores do mundo todo com a história do ser mascarado que vive escondido na Ópera de Paris, aterrorizando a todos que ali passam. O Fantasma se apaixona perdidamente por Christine, jovem soprano inocente, e a partir disso se dedica a criar uma nova estrela dos palcos.

O mais antigo musical em cartaz na história da Broadway e visto por mais de 140 milhões de pessoas, promete envolver o público com uma trama repleta de mistérios. As apresentações ocorrem de quarta-feira a domingo, com variadas opções de horários ao público.

“A Lorenzetti se orgulha em apoiar o espetáculo O Fantasma da Ópera, um dos romances mais conhecidos e com recorde de bilheteria. É uma excelente opção cultural para a família, proporcionando uma experiência inesquecível a quem assiste”, destaca Paulo Sergio Galina, gerente de marketing da Lorenzetti.

Créditos: Fábio Borges | Coordenadora de Comunicação Corporativa