Sesc Campo Limpo Recebe FESTCAL – Festival de Teatro do Campo Limpo – SP

Créditos: divulgação

O Festival recebe grupos de várias regiões do Brasil e internacionais

Do dia 16 a 25 de agosto, de terça a domingo, em diversos horários, o Sesc Campo Limpo recebe o FESTCAL – Festival de Teatro do Campo Limpo – SP. Festival de Teatro totalmente na periferia de São Paulo, no bairro Campo Limpo e com o objetivo de facilitar o acesso da população e artistas da região e grande São Paulo a várias linguagens teatrais. Na programação teremos espetáculos nacionais e internacionais, curso e bate-papo.

Espetáculos
“Mulher Pássaro“ Inspirado no poema de Mujica Lainez, o espetáculo é uma mistura de épocas e narrativas, que se entrelaçam para contar a história de uma mulher que está sendo constantemente arrastada por seus objetos, onde a memória do passado e presente se mesclam construindo um labirinto de imagens que encantam o mundo dos sonhos e a dura realidade. Direção: Santiago Culacciati. Com María Eugenia Molinuevo (ARG). Dia 16 de agosto, sexta, às 20h. R$20, R$10, R$6. Indicado para maiores de 14 anos, com duração de 40 minutos.

“Chapeuzinho Vermelho”Nesta fábula ambientada na contemporaneidade, Chapeuzinho Vermelho tem uma mãe ocupada, um pai ausente e uma avó doente e solitária. A rua é perigosa e, em casa, o tédio briga com a vontade de brincar. Teatro, dança, música e contação de história abordam com humor temas como a imaginação infantil, o medo e a curiosidade da criança diante do desconhecido. Texto: Joel Pommerat. Direção: Camila Bauer. Dia 18 de agosto, domingo, às 19h. R$20, R$10, R$6. Indicado para maiores de 12 anos, com duração de 50 muitos.

“A Fabulosa Aventura de João e Maria” com Cia Fabrica dos Sonhos. Os irmãos João e Maria são abandonados por sua madrasta na fria e desconhecida escuridão da floresta, onde vivem momentos de medo, surpresa, alegria e esperança, e conhecem personagens que só encontrariam se tudo fosse um sonho: Gabriel, anjo da guarda e protetor dos sonhos das crianças; Bicho Papão, terror noturno e monstro do escuro; Bruxa dos Doces, que mora em uma casa feita de delícias e guloseimas. Neste universo de encantamento, João e Maria vivem fabulosas aventuras para encontrar o caminho de volta para casa. Texto e Direção: Guido Caratori. Dia 18 de agosto, domingo, às 16h, livre, gratuito e com duração de 60 minutos.

“Ingue: Palhaço do Teatro” Ingue é uma dona de casa judia que vive durante a guerra. Enquanto espera por um telefonema de um membro de sua família, ela não abandona suas tarefas domésticas na tentativa de se aliviar ou esquecer. Ele deve tomar o voo com urgência, mas primeiro precisa saber para onde fugir. Finalmente uma única notícia: seus entes queridos estão bem ao sul, do outro lado do mapa, em uma terra chamada La Pampa. Não há tempo a perder. Ingue embala e embarca na jornada de sua salvação. Direção: Darío Levin. Atuação: Yanina Frankel (ARG). Dia 25 de agosto, domingo, às 16h, livre, gratuito e com duração de 60 minutos.

Curso
“Estufa de Futuros: Modos de Convívio, Produção e Gestão na Cena Contemporânea” Realizada em três etapas, a oficina é voltada a estudantes de teatro, participantes de companhias universitárias e jovens grupos teatrais.

A primeira fase, proposta para acontecer no início do FESTCAL, enfoca a discussão sobre gestão cultural e sobre a estrutura organizacional do Festival que acolhe a ação, além do planejamento das atividades e dos espetáculos a serem acompanhados durante a mostra.

A segunda fase inclui vivenciar a programação, entrevistas com produtores de grupos que estão no Festival além de encontros informais para diálogos e reflexões durante o período de espetáculos. E, na última etapa, ao fim do festival, será avaliada a experiência, abrindo espaço para o mapeamento de possibilidades e para a partilha das propostas dos participantes com base nas vivências que tiveram.  Nos dias 16 de agosto, sexta, às 15h. 17, 20 e 21, sábado, terça e quarta, às 14h. 23, sexta, às 17h. 24, sábado, às 15h e 25, domingo, às 14h. A atividade é indicada para maiores de 16 anos, gratuita, com necessidade de inscrição na Central de Atendimento.

Bate-papo
“Desafios do Teatro Infantil” Propõe uma discussão sobre as especificidades do fazer artístico voltado especificamente para o público infantil. Com Dib Carneiro Neto, crítico especializado em teatro infantil, e Drica Sanches, diretora e atriz. Quais desafios a pesquisa do teatro infantil têm em relação à instabilidade atual do mercado? Quais caminhos os grupos pesquisadores devem buscar? Essa e outras questões serão debatidas. Dia 20 de agosto, terça, às 20h, indicado para maiores de 14 anos, grátis, com necessidade de retirada ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

“Caminhos da Produção Teatral” Com a busca da profissionalização dos grupos teatrais e as mudanças constantes do setor, quais caminhos podem servir para uma maior circulação dos espetáculos? Essa e outras questões serão debatidas por Cynthia Margareth, Fernanda Péis. Dia 23 de agosto, sexta, às 20h, indicado para maiores de 14 anos, grátis, com necessidade de retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

“Mulheres Periféricas do Palco”. As convidadas da mesa propõem um debate sobre a produção de mulheres artistas nas periferias, considerando suas conquistas, superações e dificuldades. Como as mulheres protagonizam o fazer artístico dentro da periferia? Quais os desafios ainda encontrados? Essas e outras questões serão debatidas na mesa por Naruna Costa, Dora Nascimento e Dêssa Souza. Dia 24 de agosto, sábado, às 14h30, indicado para maiores de 12 anos, grátis, com necessidade de retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

“Slam do Capão” Com a força da palavra e a resistência através da literatura. O time composto por Jéssica Campos, Tawane Theodoro e Thalita de Freitas mostram, através de uma batalha de poesia falada, um movimento de luta feito por mulheres negras nas periferias de São Paulo. Dia 24 de agosto, sábado, às 17h, livre e gratuito.

O endereço do Sesc Campo Limpo é Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Mais informações pelo telefone 5510-2700 ou pelo portal http://www.sescsp.org.br.

Serviço
“FESTCAL – Festival de Teatro do Campo Limpo – SP”
Dias 16, 17, 18, 20, 21, 23, 24 e 25 de agosto, terça a domingo.
Sesc Campo Limpo
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Campo Limpo, São Paulo/SP
Horários de funcionamento: Terça a sexta, das 13h às 22h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h.
Tel: (11) 5510-2700

Atendimento à Imprensa:
Dayane Chagas
Tel: (11) 5510-2734
dayane@campolimpo.sescsp.org.br
Renato Pereira (MTB 28.417)
tel: (11) 5510-2730
Cel: (11) 95856-6358
renato@campolimpo.sescsp.org.br

Créditos: Renato Pereira

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Livremente inspirado na vida e obra do dramaturgo Qorpo-Santo, Coletivo 28 Patas Furiosas faz nova temporada de Parede a partir do dia 17 de agosto

Cena do espetáculo. Foto: Helena Wolfenson

O personagem Professor .Q perdeu sua cabeça – no sentido literal e metafórico – em seu próprio apartamento. As regras do Edifício Triunfo não permitem uma existência assim e é em uma reunião virtual no grupo de Whatsapp que os condôminos decidem o que fazer com a situação.

Ao chegar no Tusp, o público será recepcionado pelas atrizes e pelos atores do grupo, que o convidará a acompanhá-los no processo de construção de uma obra: o erguimento de paredes que tem como função aprisionar o corpo de Q, desprendido de sua própria cabeça. A fábula absurda é uma proposta do grupo 28 Patas Furiosas em Parede, sua mais recente criação, que traz uma discussão sobre interrupção, instabilidade e invenção de realidades nos nossos dias, a partir da vida e obra do autor gaúcho Qorpo-Santo (1829 – 1883). A peça faz temporada a partir do dia 17 de agosto, sábado, 21h e fica em cartaz até 8 de setembro de 2019. A instalação cênica que ambienta a peça ficará aberta à visitação durante a temporada.

O cenário, uma instalação cênica composta por blocos de concreto, tapumes de madeira, papéis, televisões, telas de celulares e outros equipamentos tecnológicos, compõem um ambiente inóspito e violento que possibilita ao público vivenciar diferentes ações das personagens para encarcerar a personagem Q – que perdeu a cabeça, no sentido literal e metafórico – em seu próprio apartamento. Essa função policialesca é confiada aos próprios condôminos, que anseiam por cumprir todas as regras do Edifício e, para tanto, tomam todas as decisões em uma reunião em um grupo de Whatsapp.

Com dramaturgia do próprio grupo em parceria com Tadeu Renato, Parede parte de temáticas presentes na obra do dramaturgo Qorpo-Santo sem, no entanto, se referir diretamente a ela. “Ao ler a enciclopédia do Qorpo-Santo nos deparamos com um material formalmente complexo e cheio de deslocamentos temáticos. Para nós, a força da obra está na urgência que o Qorpo-Santo parecia articular para inventar sua própria linguagem, ou seja, um jeito singular de refletir sua própria realidade, e é a partir dessas características que construímos esse trabalho”, conta Wagner Antônio, encenador.

Segundo Wagner, que também assina a cenografia e a luz de Parede, a narrativa se inspira no estilo peculiar de Qorpo-Santo: “Percebemos que muitos dos seus textos estabeleciam um movimento de aproximação e afastamento do leitor, exigindo algum tipo de alteração na percepção de seus interlocutores, e é esse tipo de sensação que buscamos na relação do trabalho com o público”, explica.

Tadeu Renato criou os textos ditos por Q., que para se comunicar com os condôminos que tentam emparedá-lo, e os envia em forma de áudios, gifs e textos no Whatsapp. Inclusive, como uma ação performática, é a voz do próprio dramaturgo que o público escuta nos áudios.

Além disso, textos polifônicos são emitidos pelas atrizes e pelos atores, não num sentido narrativo tradicional, mas como a recriação, em cena, do universo aleatório que preenche os 9 volumes inacabados da Ensiqlopèdia de Qorpo-Santo. Caixas de som também emitem textos que, tecem a paisagem sonora, que assim sobrepostas, acabam por formar uma interessante massa sonora ao modo qorpo-santense. A trilha é assinada e composta por João Paulo Nascimento.

Tijolos são empilhados, paredes se erguem, ora no chão, ora em torres. O público, que está dentro da instalação cênica, acompanha muito proximamente esse fazer e desfazer. Recursos tecnológicos, como câmeras, celulares e telas de computador estão em cena e são manuseados pelos atores e pelas atrizes. Parede é uma continuidade da pesquisa do coletivo, que em lenz, um outro (2014) e A Macieira (2016) já discutiam questões como a instabilidade da vida a partir de uma aposta na radicalização da linguagem teatral, expressa em todos os processos do espetáculo.

Como num site-specific, os atores conduzem o público por caminhos labirínticos, onde paredes podem servir também como metáforas contemporâneas a respeito do isolamento e distanciamento do outro. Essa instalação é erguida pelos artistas durante a peça, para “trazer inventividade frente à concretude e precariedade que assolam o imaginário da sociedade atual”. As atrizes e atores lapidam em cena o espetáculo como se ele fosse uma escultura, com base na vida e obra de Qorpo-Santo, a partir do espaço e sua materialidade. “Foi assim que o autor esculpiu a sua própria história, com um amontoado de palavras na sua Ensiqlopèdia ou Seis Mezes de huma Enfermidade”, conta Wagner.

A imersão tecnológica é imperativa, como por exemplo, na cena em que o público assiste na tela de televisores, o desenrolar de uma conversa dos condôminos no grupo de Whatsapp. A cena anterior na TV mostra muito do que está por acontecer: um vídeo de uma cupim-rainha ao lado de uma colônia de cupins. “Esses insetos destroem estruturas no silêncio, quase na invisibilidade, com o tempo transformam os lugares por onde passam, só percebemos sua presença depois que tudo vai pro chão”, explica o diretor.

Professor e escritor do Século XIX, Qorpo-Santo passou parte da vida lutando contra a interdição jurídica a que foi condenado com base em um diagnóstico de monomania, conceituada como um tipo de paranóia na qual o paciente tem uma única idéia ou tipo de ideias. Impedido de continuar as suas atividades públicas, passou a escrever e a organizar incansavelmente a Ensiqlopèdia ou Seis Mezes de Huma Enfermidade, obra inacabada em 9 volumes confeccionada em sua própria tipografia, com textos das mais diferentes naturezas, produzidos durante toda a sua vida.

SOBRE O 28 PATAS FURIOSAS
A pesquisa artística do 28 Patas Furiosas é norteada pelo universo das obras literárias de autores e autoras que experimentam a linguagem na criação de novas poéticas, e muitas vezes as suas biografias acabam se misturando aos personagens e imaginários das peças do grupo. No entanto, 28 Patas Furiosas não se limita a transpor para a linguagem do teatro o material literário, busca sim uma apropriação deste com o fim de reinventá-lo e dar corpo às suas reflexões, inquietações e assombros em diálogo com o tempo presente, atrelados à materialidade dos elementos do espaço cênico.

O caráter multidisciplinar é outra das marcas do trabalho do 28 Patas Furiosas; a encenação de Wagner Antônio (que também possui um sólido trabalho como iluminador teatral na cena atual), alia o teatro às artes plásticas em busca da máxima extração de imagens a partir de elementos simples e rústicos, na maioria das vezes.

O treinamento realizado pelos atores e pelas atrizes desde a formação do grupo, busca uma presença expandida dos intérpretes em diálogo com a materialidade da cena e do espaço, articulando-os com a dramaturgia. Os projetos do coletivo não se fundamentam apenas na construção do espetáculo, mas envolvem outras atividades também, como discussões, aulas públicas com convidados, ensaios de portas abertas, oficinas, exposições das instalações cenográficas, etc.

SINOPSE
Parede é uma peça-instalação livremente inspirada na vida e obra do autor gaúcho do século XIX, José Joaquim de Campos Leão, o Qorpo-Santo. O espetáculo se desenvolve a partir das ideias de interrupção, instabilidade e invenção – presentes na vida conturbada do autor – para narrar o curioso diagnóstico da Personagem .Q e das paredes construídas dentro do seu próprio apartamento.

FICHA TÉCNICA
Encenação, Cenário e Luz: Wagner Antônio
Dramaturgia: 28 Patas Furiosas e Tadeu Renato
Atrizes e Atores: Isabel Wolfenson, Murilo Thaveira, Pedro Stempniewski, Sofia Botelho e Valéria Rocha
Composição Sonora: João Paulo Nascimento
Figurino: Valentina Soares
Assistência de Direção: Laura Salerno
Arte Gráfica: Murilo Thaveira
Produção Geral: Iza Marie Miceli
Direção Técnica: Douglas de Amorim
Realização: 28 Patas Furiosas

SERVIÇO
Parede
De 17 de agosto a 8 de setembro de 2019
Sábados às 21h / Domingos às 19h
Local: Tusp (R. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque, São Paulo).
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Capacidade: 30 lugares.
Duração: 90 minutos. Classificação: 18 anos.

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério | Diogo Locci
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 9 8435 6614 | 9 9906 0642
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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Sesc Campo Limpo Recebe o Espetáculo “Traga-me a Cabeça de Lima Barreto!”

Traga-me a Cabeça de Lima Barreto. Foto: Adeloya Magnoni

Vencedor do Prêmio Braskem de Teatro – 2017 de melhor texto

Nos dias 11, 13 e 14 de agosto, domingo às 19h, terça e quarta às 20h, o Sesc Campo Limpo recebe o espetáculo “Traga-me a Cabeça de Lima Barreto!” com a Cia dos Comuns. O preço dos ingressos vai de R$ 6,00 a R$ 20,00 e  é indicado para maiores de 14 anos.

Escrito pelo diretor e dramaturgo Luiz Marfuz, dirigido por Fernanda Júlia e interpretado por Hilton Cobra o espetáculo é inspirado livremente na obra de Lima Barreto, especialmente em “Diário Íntimo” e “Cemitério dos Vivos”. Trata-se de um monólogo teatral que reúne trechos de memórias impressas em suas obras, entrecruzadas com livre imaginação.

O texto fictício tem início logo após a morte de Lima Barreto, quando eugenistas exigem a exumação do seu cadáver para uma autópsia a fim de esclarecer como um cérebro inferior poderia ter produzido tantas obras literárias.

A partir desse embate com os eugenistas, a peça traz à tona várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, sua vida, família, a loucura, o alcoolismo, sua convivência com a pobreza, sua obra não reconhecida, racismo, suas lembranças, tristezas e os enfrentamentos políticos e literários de sua época.

“Traga-me a Cabeça de Lima Barreto!” Já foi apresentado no Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Porto Alegre e Teresina, para cerca de 10 mil espectadores. A obra foi contemplada pelo Prêmio Braskem de Teatro/2017 de melhor texto, em Salvador.

Afonso Henriques de Lima Barreto foi o crítico mais agudo da época da República Velha no Brasil, rompendo com o nacionalismo ufanista e pondo a nu a roupagem da República, que manteve os privilégios de famílias aristocráticas e dos militares. Nascido na cidade do Rio de Janeiro, no dia 13 de maio de 1881, sete anos antes da abolição da escravatura, sua vida é recheada de acontecimentos polêmicos, controversos e trágicos.

Não recomendado para menores de 14 anos. O endereço do Sesc Campo Limpo é Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Mais informações pelo telefone 5510-2700 ou pelo portal http://www.sescsp.org.br.

Ficha Técnica:
Ator Hilton Cobra
Dramaturgia Luiz Marfuz
Direção Fernanda Júlia
Cenário Vila de Taipa (Laboratório de Investigação de Espaços do Teatro Vila Velha), Erick Saboya,
Igor Liberato e Márcio Meireles
Desenho de Luz Jorginho de Carvalho e Valmyr Ferreira
Figurino Biza Vianna
Direção de Movimentos Zebrinha
Direção Musical Jarbas Bittencourt
Direção de vídeo David Aynan
Assistente de direção e preparação de corpo e voz Fernando Santana
Produção executiva Elaine Bortolanza
Operação de luz Lucas Barbalho
Operação de áudio e vídeo Duda Fonseca
Participações especiais (voz em off) Lázaro Ramos, Caco Monteiro, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane

Serviço
“Traga-me a cabeça de Lima Barreto!”
Dias 11, 13, 14 de agosto, domingos às 19h, terça e quarta às 20h
Trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependente (Credencial Plena): R$ 6,00
Aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante:  R$ 10,00
Demais frequentadores: R$ 20,00
Recomendado para maiores de 14 anos
Capacidade: 70 lugares
Local: Tenda Multiuso
Duração: 60 minutos

Sesc Campo Limpo
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Campo Limpo, São Paulo/SP
Horários de funcionamento: Terça a sexta, das 13h às 22h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h.
Tel: (11) 5510-2700

Atendimento à Imprensa:
Dayane Chagas
Tel: (11) 5510-2734
dayane@campolimpo.sescsp.org.br
Renato Pereira (MTB 28.417)
tel: (11) 5510-2730
Cel: (11) 95856-6358
renato@campolimpo.sescsp.org.br

Créditos Renato Pereira | Sesc Campo Limpo

A MITsp abre convocatória para a MITbr – Plataforma Brasil 2020

 

Inscrições para a MITbr – Plataforma Brasil para 2020 vão de 1º a 27 de agosto de 2019; o resultado sai dia 14 de novembro

A MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo tem data marcada no calendário para sua sétima edição: de 5 a 15 de março de 2020 em diversos teatros e espaços da capital. Um dos eixos da mostra, a MITbr – Plataforma Brasil – programa de internacionalização das artes cênicas brasileiras – lança a convocatória para a edição de 2020, que receberá projetos no período de 1º a 27 de agosto de 2019. O resultado do chamamento sai no dia 14 de novembro no site mitsp.org.

MITbr e sua trajetória
Em 2020 será a terceira edição da MITbr – Plataforma Brasil. O programa de internacionalização das artes cênicas brasileiras da MITsp foi se aperfeiçoando ao longo dos anos. Lançada em 2018, recebeu em suas duas edições anteriores o total de 477 propostas, de 19 estados brasileiros (AL, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RS e SC). Desse montante de inscrições, 34 trabalhos foram selecionados e apresentados, mais 6 aberturas de processo compuseram a programação, para que 68 curadores internacionais e 17 nacionais pudessem fruir um recorte da produção nacional recente. O público também se beneficiou com o programa: mais de 5 mil pessoas assistiram às apresentações nos teatros e espaços da capital paulista.

A primeira e segunda edição teve a equipe curatorial composta por Christine Greiner (2018), Felipe de Assis, Sonia Sobral (2019) e Welington Andrade. Em 2020, os trabalhos selecionados serão escolhidos pelos artistas Alejandro Ahmed, Francis Wilker e Grace Passô.

MITbr 2020
O desejo para a edição da MITbr de 2020 “é poder lançar um olhar sensível para a multiplicidade de nossa produção cênica num momento tão complexo do Brasil, em que o mundo nos mira com olhos apreensivos. A MITbr é hoje um espaço ímpar para criar pontes entre a cena brasileira e outras geografias (…) Nosso papel é conseguir traçar uma paisagem contundente que seja capaz de potencializar as muitas vozes e corpos de nosso tempo espalhados de Norte a Sul do país nos teatros, nas ruas, nas cidades”, resume um dos curadores Francis Wilker.

Impressões dos curadores internacionais a respeito da última MITbr (2019):

“A MITbr ampliou meu conhecimento e curiosidade sobre o panorama das artes cênicas brasileiras”. Daniela Nicolò/ Santarcangelo Festival

“Muito útil conhecer artistas brasileiros e ter noção da amplitude da cena”. Mark Ball/ Manchester International Festval

“O programa do festival me permitiu mergulhar em uma grande variedade de propostas brasileiras, muito diferentes, mas a maioria deles política ou socialmente envolvidas, ressoando fortemente em questões reais e muitas vezes inscritas no contexto brasileiro, que foi muito interessante, isso tudo ampliou minha visão de quais são as lutas e dinâmicas no país”. Mélanie Dumont/ Ottawa National Arts Center

“A MITsp expandiu meu conhecimento sobre artistas contemporâneos do Brasil e me inspirou a gerar novos projetos que incluam esses artistas”. Cecilia Kuska/ Festival Proximamente em Bruxelas

“Todos os artistas que descobri durante a Plataforma expandiram meus conhecimentos sobre a cena contemporânea brasileira”. Arthur Nauzyciel/ TNB – Théâtre National de Bretagne

“Foi uma excelente oportunidade ver o trabalho dos artistas brasileiros, o que eles estão fazendo agora, quais perguntas estão se fazendo e eu entendo que essas questões respondem a um contexto sociopolítico, portanto é também abordar esse contexto, não através das notícias, mas através de leituras artísticas. (…) Eu pude ver a profundidade com que os artistas trabalham, a enorme proposta reflexiva, inteligente e sensível que eles sugerem”. Paula Giuria/ FIDCU – Festival Internacional de Danza Contemporánea de Uruguay

Minibios

Alejandro Ahmed
Coreógrafo, diretor artístico e bailarino do Grupo Cena 11 Cia. de Dança. As investigações atuais de Alejandro Ahmed estão situadas em novas definições do conceito de coreografia.  Termos como “situação coreográfica”, “coreografia imaterial” e “dança generativa” indicam as áreas de interesse em que Alejandro Ahmed desenvolve seus procedimentos de trabalho com o Cena 11 e como artista solo.  Suas novas proposições teóricas e práticas estabelecem a tríade correlacional EMERGÊNCIA-COERÊNCIA-RITUAL como diretrizes de suas ações.

Francis Wilker
É artista da cena, pesquisador, curador e professor do curso de Teatro do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará. É um dos fundadores do grupo brasiliense Teatro do Concreto. Como curador, colaborou com o Festival Internacional de Teatro de Brasília – Cena Contemporânea; com a Mostra Baiana do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC-BA), com o Festival Nordestino de Tetro de Guaramiranga e com o Maloca Dragão (ambos do CE).  Mestre e doutorando em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). É autor do livro Encenação no espaço urbano (editora Horizonte, 2018) e têm artigos publicados em sites e revistas dedicados ao pensamento sobre o teatro brasileiro contemporâneo.

Grace Passô
Atriz, diretora e dramaturga brasileira, desenvolve seu trabalho em parceria com diversos artistas e companhias teatrais brasileiras. Dentre seus trabalhos, dirigiu “Contrações” (Grupo 3 de Teatro, SP), “Os Bem Intencionados” (LUME Teatro, SP); atua nas peças “Krum” (Companhia Brasileira de Teatro, PR) e em espetáculos do repertório do grupo Espanca!, grupo mineiro que fundou em 2004 e que permaneceu por dez anos, assinando a dramaturgia de espetáculos como “Marcha para Zenturo” (em parceria com o Grupo XIX de Teatro, SP), “Amores Surdos”, “Congresso Internacional do Medo” e “Por Elise”, sendo diretora destes dois últimos trabalhos. Em 2016, estreou o espetáculo solo “Vaga Carne”, no qual atua e assina o texto. Dentre os prêmios e indicações recebidos, estão o Prêmio Shell, APCA – Grande Prêmio da Crítica, Prêmio Questão de Crítica, APTR, Cesgranrio, Prêmio Leda Maria Martins, Prêmio Bravo! Prime de Cultura, Festival do Rio, Festival de Brasília (Troféu Candango), Festival de Turim e Medalha da Inconfidência.

Inscrição:
De 1º a 27 de agosto de 2019 pelo site mitsp.org
Resultado dia 14 de novembro de 2019, no site mitsp.org

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
canalaberto.com.br
Márcia Marques | Daniele Valério
Fone: 11 2914 0770
Celular: 11 9 9126 0425 – marcia@canalaberto.com.br
Celular: 11 9 8435 6614 – daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Teatro Sérgio Cardoso recebe o VII Prêmio Aplauso Brasil de Teatro com distribuição gratuita de ingressos

A atriz Bárbara Paz é uma das apresentadoras do prêmio. Créditos: divulgação

Premiação criada pelo jornalista e crítico teatral Michel Fernandes conta com Bárbara Paz, Ilana Kaplan e Leopoldo Pacheco como mestres de cerimônia. O evento também recebe nomes como Silvetty Montilla, Marisa Orth, Amanda Acosta, Sienna Belle, Christiane Torloni, Bárbara Bruno, entre outros

No dia 29 de julho, o Teatro Sérgio Cardoso – um dos espaços culturais mais tradicionais de São Paulo administrado pela organização social de cultura APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) – recebe a sétima edição do o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro, que irá homenagear os espetáculos da temporada 2018. O evento reforça também a importância da união entre todos os integrantes da classe artística e, também, do público teatral, para o fortalecimento das artes cênicas.

A entradas para a premiação são gratuitas e estão sendo sorteadas pela página do Aplauso Brasil no Instagram (http://www.instagram.com/aplausobrasil_). Para concorrer aos ingressos basta marcar um amigo nos comentários da publicação sobre o evento e pedir para que eles sigam os mesmos passos. A página entrará em contato com os vencedores por mensagem na plataforma.

Bárbara Paz, Ilana Kaplan e Leopoldo Pacheco são os mestres de cerimônia da noite. Outros artistas confirmados são Amanda Acosta, Sienna Belle, Aline Deluna, Dedé Santana, Sérgio Mamberti, Silvetty Montilla, Monah Delacy, Christiane Torlony, Geraldo Matheus Torloni, Nicette Bruno, Bárbara Bruno, Beth Goulart, Paulo Goulart, Odilon Wagner,Sophia Valverde, Miriam Mehler, Eva Wilma, Laura Cardoso, Renato Borghi, Débora Falabella, Yara de Novaes Celso Frateschi, Ailton Graça, Nilton Bicudo, Elias Andreato, Cacá Carvalho, Eric lenate, Clara Carvalho, Guida Vianna, Mel Lisboa, Mauricio de Barros, Tuna Dwek, Teca Pereira, Julio Oliveira, Fábio Namatame, André Cortez, Caetano Vilela e Lino Vilaventura.

O prêmio

O Prêmio Aplauso Brasil conta com 56 espetáculos indicados em 16 categorias: Melhor Espetáculo de Grupo, Melhor Espetáculo Produção Independente, Melhor Espetáculo Musical, Melhor Figurino, Melhor Iluminação, Melhor Arquitetura Cênica, Melhor Trilha Original, Melhor Dramaturgia, Melhor Direção, Melhor Elenco, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz, Melhor Ator, Destaque, Melhor Espetáculo Para o Público Infantil e Jovem, além do prêmio de Produtor e dois Prêmios Especiais (homenagem feita a personalidades que contribuíram com as artes cênicas do Brasil). O Júri Técnico da premiação é composto por Hélio Souto, Júlio César Dória, Kyra Piscitelli, Nanda Rovere e Teca Spera.

Além das categorias que celebram o espetáculo teatral e os diferentes profissionais responsáveis por sua existência, o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro concede as atrizes Monah Delacy e Nicette Bruno o Prêmio Especial pelas contribuições ao teatro brasileiro e, ao artista Odilon Wagner o prêmio de Produtor.

Os indicados

Melhor iluminação
Caetano Vilela por “O LEÃO NO INVERNO” e “A PROFISSÃO DA SRA. WARREN”
Fran Barros por “NATASHA, PIERRE E O GRANDE COMETA DE 1812”
Paulo César Medeiros por “O JORNAL”
Renato Machado por “ELZA”
Rodrigo Alves ‘Salsicha’ por “AS IRMÃS SIAMESAS”
Thiago Capella por “O DESMONTE”

Melhor figurino
Fabio Namatame por “Love, Love, Love” e “A PROFISSÃO DA SRA. WARREN”
Gabriel Villela por “ESTADO DE SÍTIO”
Kika Lopes e Rocio Moure por “ELZA”
Lino Vilaventura por “O POÇO E O PÊNDULO” e “A COR QUE CAIU DO CÉU”
Marcelo Olinto por “INSETOS”
Thanara Schönardie por “PETER PAN”

Melhor arquitetura cênica
Adriano Guimarães e Ismael Monticelli por “O IMORTAL”
André Cortez por “SILÊNCIO.DOC”, “LOVE, LOVE, LOVE”, “JUSTA” e “A IRA DE NARCISO”
Beli Araújo e Cesar Augusto por “INSETOS”
Bia Lessa por “PI – PANORÂMICA INSANA”
Bruno Anselmo por “UM PANORAMA VISTO DA PONTE”
Marisa Rebollo por “AS IRMÃS SIAMESAS

Melhor trilha sonora
Ana Paula Villar e Vitor Rocha por “CARGAS D’ÁGUA – UM MUSICAL DE BOLSO”
L.P. Daniel por “LOVE, LOVE, LOVE”
Marcelo Pellegrini por “OS 3 MUNDOS”
Márcio Guimarães por “SILÊNCIO.DOC”
Rafael Thomazini e Vinícius Scorza por “O POÇO E O PÊNDULO”
Wayne Hussey por “AS IRMÃS SIAMESAS”

Melhor dramaturgia
Amarildo Félix por “O DESMONTE”
Jô Bilac por “INSETOS”
Marcelo Braga por “MONTANHA RUSSA”
Murilo Dias César por “O LEGÍTIMO PAI DA BOMBA ATÔMICA”
Silvana Garcia por “SENHORA X, SENHORITA Y”
Walter Daguerre por “JOSEPHINE BAKER, A VÊNUS NEGRA”

Melhor direção
Ana Teixeira e Stéphane Brodt por “OS CADERNOS DE KINDZU”
Duda Maia por “ELZA”
Eric Lenate por “LOVE, LOVE, LOVE”
Naruna Costa por “BURAQUINHOS OU O VENTO É INIMIGO DO PICUMÔ
Sébastien Brottet-Michel por “AS IRMÃS SIAMESAS”
Zé Henrique de Paula por “UM PANORAMA VISTO DA PONTE”

Melhor elenco
Ailton Barros, Clayton Nascimento e Jhonny Salaberg por “BURAQUINHOS OU O VENTO É INIMIGO DO PICUMÔ
Ailton Graça e Celso Frateschi por “DIÁLOGO NOTURNO COM UM HOMEM VIL”
Alexandre Cioletti, Augusto Madeira, Débora Falabella, Yara de Novaes e Mateus Monteiro por “LOVE, LOVE, LOVE”
Cinthya Hussey e Nara Marques por “AS IRMÃS SIAMESAS”
Bia Ferreira, Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacôrte, Larissa Luz e Verônica Bonfim por “ELZA”
Antonio Salvador, Bernardo Bibancos, Gabriel Mello, Gabriella Potye, Patricia Pichamone, Rodrigo Lombardi, Sergio Mamberti e William Amaral por “UM PANORAMA VISTO DA PONTE”

Melhor ator
Cacá Carvalho por “DRÁCULA”
Elias Andreato por “ESTADO DE SÍTIO”
Gilberto Gawronski por “A IRA DO NARCISO”
Marcos Caruso por “O ESCÂNDALO DE PHILIPPE DUSSAERT”
Rodrigo Lombardi por “UM PANORAMA VISTO DA PONTE”
Vitor Placca por “O DESMONTE”

Melhor atriz
Aline Deluna por “JOSEPHINE BAKER, A VÊNUS NEGRA”
Amanda Acosta por “BIBI, UMA VIDA EM MUSICAL”
Clara Carvalho por “A PROFISSÃO DA SRA. WARREN”
Guida Vianna por “AGOSTO”
Larissa Luz por “ELZA”
Sienna Belle por “ANNIE, O MUSICAL”

Melhor ator coadjuvante
Chris Penna por “BIBI, UMA VIDA EM MUSICAL”
Maurício de Barros por “POUSADA REFÚGIO”
Nilton Bicudo por “MOLIÈRE”
Raphael Garcia por “NAVALHA NA CARNE NEGRA”
Samuel Carrasco por “ELES NÃO USAM BLACK-TIE”
Sergio Mamberti por “UM PANORAMA VISTO DA PONTE”

Melhor atriz coadjuvante
Jany Canela por “POLÍTICA DA EDITORA”
Letícia Isnard por “AGOSTO”
Rosana Stavis por “ESTADO DE SÍTIO”
Tamirys Ohanna por “OS 3 MUNDOS”
Teca Pereira por “ELES NÃO USAM BLACK-TIE”
Tuna Dwek por “A NOITE DE 16 DE JANEIRO”

Melhor musical
AMOR BARATO – O ROMEU E JULIETA DOS ESGOTOS (Canto Produções)
ANNIE, O MUSICAL (Atelier de Cultura)
BIBI, UMA VIDA EM MUSICAL (Negri e Tinoco Produções Artísticas)
CARGAS D’ÁGUA – UM MUSICAL DE BOLSO (Tamires Cândido)
ELZA (Sarau)
JOSEPHINE BAKER, A VÊNUS NEGRA (Sábios Projetos e Lúdico Produções Artísticas)

Melhor espetáculo de produção independente
AS IRMÃS SIAMESAS (Ecoman Produções Artísticas)
O DESMONTE (Caboclas Produções)
O JORNAL (KM ProCult e BR Produtora)
PI – PANORÂMICA INSANA (Morente Forte Produções Teatrais)
UM BEIJO EM FRANZ KAFKA (Manha & Manias Projetos Culturais)
UM PANORAMA VISTO DA PONTE (Geradora Teatral e Mamberti Produções)

Melhor espetáculo de grupo
EPIDEMIA PRATA – Cia. Mungunzá
HAMLET – Armazém Companhia de Teatro
INSETOS – Cia. dos Atores
LOVE, LOVE, LOVE – Grupo 3 de Teatro
PEQUENA LADAINHA ANTI-DRAMÁTICA PARA A REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DOS CATEDRÁTICOS DO INSTITUTO FEITOSA BULHÕES A EXCELÊNCIA DO ENSINO EM MAIS DE CINCO DÉCADAS DE FUNCIONAMENTO – Cia. do Bife
TIO IVAN – Núcleo Teatro de Imersão

Destaque
BABAYA E MARCO FRANÇA – pela direção musical do espetáculo “ESTADO DE SÍTIO”
DEDÉ SANTANA pelos mais de 80 anos dedicados a arte
EDIÇÕES SESC pelo constante trabalho dedicado às Artes Cênicas contemplando, valorizando e mantendo vivos espaços e artistas
Lançamento do livro “O ATOR DIALÉTICO: 20 ANOS DE APRENDIZADO NA COMPANHIA DO LATÃO” de Ney Piacentini
Projeto “TEATRO MÍNIMO” no Sesc Ipiranga
REPERTÓRIO DA VELHA COMPANHIA no Sesc Pompéia

Melhor espetáculo para o público infantil e juvenil
ÁGUA DOCE – Direção: Milene Perez e Wanderley Piras
É TUDO FAMÍLIA – Direção: Kiko Marques
MARY E OS MONSTROS MARINHOS – Direção: Rhena de Faria
O MUNDO DE HUNDERTWASSER – Direção: Alvaro Assad
SOMOS TÃO JOVENS – Direção: Ricardo Grasson
TELHADO DE NINGUÉM – Direção: Mark Bromilow

Parcerias viabilizam a realização do prêmio
Para chegar à sua sétima edição, o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro conta com parcerias com a APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) e a Escola de Teatro. Além disso, empresas e entidades como 155 Hotel, ADAAP – Associação de Artistas Amigos da Praça, Amanda Viola Cakes & Chocolates, Barsotti Buffet, Basilicata, D2K Vestidos, Di Pollini, Di Pollini Donna, Espaço Mais Digital Gráfica Criativa, Giuliana Flores, GM Eventos, Idonni Camisas, Juliette Congelados Especiais, Keune Hair Cosmetics, Luna Di Capri, Maximu’s Rigor, Olga Brasil Acessórios de Luxo, Planeta´s, Piolin e Café Journal, também apoiam a premiação.

Serviço:
VII PRÊMIO APLAUSO BRASIL DE TEATRO
Dia 29 de julho, segunda-feira, às 20 horas.
Ingressos: gratuitos (retirar na bilheteria do teatro com 1 hora de antecedência 1 ingresso por pessoa).
Classificação: Livre.
Duração: 140 minutos.
TEATRO SÉRGIO CARDOSO
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
São Paulo – SP | 01326-010
Sala Sérgio Cardoso: 835 lugares

Sobre o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro
Criado em 2012 pelo jornalista, crítico teatral e formador de opinião Michel Fernandes, o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro tem por objetivo o empoderamento das artes cênicas brasileiras e a valorização, memória e autoestima dos profissionais de artes cênicas, agraciando os melhores do Teatro realizado na cidade de São Paulo (mesmo os espetáculos que estrearam em outras praças e fizeram sua primeira temporada na capital paulista) – por meio de indicações e votações populares e Júri Técnico (formado, na edição 2018, por Carlos Colabone, Julio César Dória, Kyra Piscitelli, Nanda Rovere e Teca Spera). São duas premiações em um só Prêmio, o vencedor pelo Voto Popular e vencedor pelo Voto do Júri Técnico, ambos agraciados com o troféu Aplauso Brasil (criado pelo artista plástico Fernando Castioni e confeccionados pelos artistas-aprendizes do curso de Técnicas do Palco da SP Escola de Teatro sob orientação de J.C. Serroni e Viviane Ramos).

Sobre a APAA – Associação Paulista Dos Amigos Da Arte
A APAA é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da APAA, que tem como objetivo difundir a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos como o Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, Teatro Estadual de Araras e o Museu da Diversidade Sexual.

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Sobre o Teatro Sérgio Cardoso
O Teatro Sérgio Cardoso é um dos espaços culturais mais tradicionais de São Paulo e completa 40 anos em 2019. Um dos últimos teatros de rua da cidade, recebe grandes produções artísticas. Conta com uma sala principal de 800 lugares, um dos maiores palcos do Brasil, e a sala Paschoal Carlos Magno com capacidade para 144 pessoas. Está localizado no tradicional bairro do Bixiga, no centro de São Paulo.

Saiba mais em: (http://www.teatrosergiocardoso.org.br/)
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“O Encontro – Malcolm X e Martin Luther King Jr”

Cena do espetáculo O Encontro – Malcolm X e Martin Luther King Jr. Foto de Julio Ricardo

Texto expõe debate sobre rumos e estratégias pelo fim da discriminação racial fundamentados nas ideologias dos dois ícones norte-americano

Temática global e urgente, a luta contra a opressão, discriminação e exclusão dos negros na sociedade é o ponto de partida do espetáculo “O Encontro – Malcolm X e Martin Luther King Jr”, que estreia dia 1º de agosto, às 21h, no Sesc Consolação. Dirigida por Isaac Bernat, a encenação narra, num encontro fictício de Malcolm X e Martin Luther King Jr. num hotel do Harlem, as diferentes ideias, atuações e estratégias dos dois maiores líderes negros de todos os tempos.

Primeira montagem brasileira, estreada em 2018 no Rio de Janeiro, o texto do norte-americano Jeff Stetson com tradução e adaptação de Rogério Corrêa não se restringe apenas ao lado político e histórico presentes nas trajetórias dos dois referenciais norte-americanos. O humano em ambos invade a cena e nos faz entender que, por trás de qualquer ideologia ou estratégia de ação, existe alguém com dúvidas, contradições, idealismo e paixão pela causa a que se dedica.

“Estamos diante de uma dramaturgia irretocável, contundente, terna e humana, que trata de questões como o racismo, a discriminação e a injustiça social, condutas que impedem a sociedade de ser justa e igualitária. As visões e as práticas de Malcolm e Martin têm muito a nos inspirar e ensinar neste momento onde a humanidade parece perdida e sem esperança. Aline Mohamad e eu estamos há anos tentando encená-lo e agora chegou a hora”, pontua Isaac.

Enfatizando a luta pelos direitos civis americanos no fim do século passado, o texto segue atual, uma vez que existe um debate dentro dos segmentos progressistas da população sobre como lidar com a desigualdade e a enorme segregação racial do Brasil, que se apresenta de forma mais sutil e insidiosa do que nos Estados Unidos.

“A montagem é importante neste momento porque vivemos um período de fortes polarizações e intolerâncias de diversas ordens. Nós, negros, ainda estamos em situações de muita desigualdade. Esse diagnóstico se tornou clichê, mas é uma realidade”, observa Izak Dahora, intérprete de Malcolm. “Ele era cerebral e estrategista e, ao mesmo tempo, instintivo e dono de uma intuição poderosa e uma força demolidora”.

Rodrigo França, que vive Luther King Jr., engrossa o coro. “Embora seja um crime, ainda temos uma tendência de escamotear o racismo, que no Brasil mata, fere, exclui e enlouquece. Esta montagem é mais uma para tocar nessa ferida. À medida que espetáculos trabalham essa temática, a gente contribui para a reflexão sobre esta realidade. Martin mostrou que vale a pena lutar e buscar uma sociedade mais igualitária e com mais equidade, sempre se valendo da diplomacia, cordialidade e pedagogia como ferramentas”.

Apesar de terem vivido na mesma época, historicamente os ativistas fizeram diferentes trajetórias e só se encontraram durante poucos minutos, num rápido aperto de mãos. Além disso, ambos foram assassinados na década de 1960 e com a mesma idade: aos 39 anos. Cada um, ao seu modo e com suas crenças, deu a vida por um ideal que continua sendo buscado em vários países, inclusive o Brasil, e deixaram marcas eternas na luta pelos direitos humanos.

SINOPSE:
A peça serve como um palco de debate para questões fundamentais sobre os rumos e estratégias da luta pelo fim da discriminação racial. O autor, Jeff Steson, nos revela através dos diálogos a humanidade dos dois grandes líderes americanos.

SOBRE O DIRETOR:
Isaac Bernat é ator, diretor, professor de interpretação no curso de Artes Cênicas da CAL e doutor em Teatro pela UniRio com a tese que resultou no livro “Encontros com o griot Sotigui Kouyaté” (Editora Pallas, 2013). Como ator, seus últimos trabalhos são: Agosto (dirigido por André Paes Leme); Céus e Incêndios (ambos dirigidos por Aderbal Freire-Filho); Cara de Fogo (dirigido por Georgette Fadel). Entre a peças que dirigiu destacam-se Carolina Maria de Jesus – EU Amarelo”, de Elissandro de Aquino; “Por Amor Ao Mundo –

Um Encontro com Hanna Arendt”, e “Deixa Clarear”, de Marcia Zanelatto; e “Calango Deu – Os causos da Dona Zaninha“, de Suzana Nascimento. Recebeu o Prêmio Coca-Cola de Melhor Ator por “As Aventuras de Pedro Malazartes”; Prêmio Botequim Cultural de Melhor Ator e Prêmio Aplauso de Melhor Elenco por “Incêndios”; e o Prêmio Zilka Salaberry de Direção por “Lili, Uma História de Circo”.

SOBRE O TEXTO:
A peça recebeu vários prêmios nos EUA, como oito Prêmios de Teatro da NAACP (1987); Prêmio para Dramaturgos Louis B. Mayer (1984); Prêmio Ohio State Achievement of Merit Award (1990), além de seis indicações para o Prêmio New York Audelco (1987).

SOBRE MARTIN E MALCOLM:
Martin Luther King Jr. foi a pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel da Paz, aos 35 anos, em 1964. Quatro anos depois foi assassinado, em 4 de abril de 1968, em Memphis, no Tennessee. Doutor em Teologia pela Universidade de Boston e Pastor de uma igreja Batista de Montgomery, no Alabama, Dr King, como era chamado, assim como Mahatma Gandhi, pregou a não violência como forma de protesto contra a segregação racial. Ele foi também, um grande ativista na luta contra a desigualdade econômica e as guerras, como a dos EUA contra o Vietnã.

De acordo com Manning Marable, o seu mais importante biógrafo, Malcolm X sofreu várias metamorfoses ao longo da curta vida. Nascido numa família pobre na pequena cidade de Omaha, no Nebraska, foi ladrão, agenciador de prostitutas e viciado em drogas antes de se tornar o grande líder muçulmano e preconizador de uma revolução mundial dos negros. O tempo passado na cadeia também deixou marcas profundas em Malcolm que, neste período, estudou muito e ao sair abandonou o crime, tornando-se um dos maiores oradores de todos os tempos.

FICHA TÉCNICA:
Texto – Jeff Stetson
Tradução e adaptação – Rogério Côrrea
Direção – Isaac Bernat
Elenco – Drayson Menezzes, Izak Dahora e Rodrigo França
Músicos – Caio Nunes e Luíza Loroza
Direção Musical – Serjão Loroza
Assistência de Direção – Luíza Loroza
Assistência de Direção Musical – João Felipe Loroza
Orientação Científica – Lourenço Cardoso
Cenário – Dóris Rollemberg
Figurinos – Desirée Bastos
Fotos – Julio Ricardo
Vídeos Caleidoskópica Produções – ClaraEyer e Elea Mercúrio
Programação Visual – Raquel Alvarenga
Idealização – Aline Mohamad e Isaac Bernat
Produção e Realização – Corpo Rastreado e MS Arte & Cultura

SERVIÇO:
“O ENCONTRO – MALCOLM X E MARTIN LUTHER KING JR”
Temporada: 01 a 11 de agosto de 2019
5ª a Sábado – 21h / Domingo – 18h
Duração: 65 minutos
Classificação Etária – 12 anos
Teatro Anchieta – Sesc Consolação
R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque
Tel.: (11) 3234-3000
Ingressos – R$ 12,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena) | R$ 20 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) | R$ 40,00 (inteira).

Assessoria de Imprensa
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Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

Coletivo Estopô Balaio apresenta o espetáculo “Carta 1 – A infância, promessa de mãe” no Teatro Ponte Alta

Os atores do Coletivo Estopô Balaio e Martha Zelaya ao centro. Foto: Lúcio Telles

O Coletivo Estopô Balaio tem percorrido algumas cidades de São Paulo para apresentar o espetáculo “Carta 1 – A infância, promessa de mãe”, com direção de João Batista Junior e Juão Nyn. Em Guarulhos, a peça se apresenta no dia 17 de julho, às 19h, no Teatro Ponte Alta (R. Pernambuco, 836, Jardim Ponte Alta, Guarulhos).

“Carta 1 – A infância, promessa de mãe”, com o apoio do ProAC 02/2018 de Circulação de Espetáculo de Teatro, já passou por Osasco, Campinas, Indaiatuba e segue depois para Ribeirão Preto.

Durante três anos, o Coletivo Estopô Balaio escreveu cartas na Estação Brás da CPTM, em SP, e lá, em busca da realização de um sonho, apareceu Martha Zelaya, uma imigrante boliviana que queria escrever para um programa de televisão para conseguir cortar e vender o cabelo do filho. Carta 1: A infância, Promessa de Mãe é um biodrama, parte integrante do tríptico teatral Nos Trilhos Abertos de Um Leste Migrante, fruto desse trabalho de escrita de cartas do Coletivo e traz a história de Martha e Erick protagonizando eles próprios suas vidas em cena. A montagem teatral teve estreia em 2017.

Sinopse
O espetáculo narra a trajetória de uma mãe e do seu filho a partir da sua busca por pertencimento e construção de sua autoestima a partir do enfrentamento dos valores identitários da cultura ao qual está inserido como filho de imigrantes bolivianos.

A peça põe em cena Erick, que com 12 anos nunca havia cortado o cabelo por promessa feita por sua mãe Martha, imigrante boliviana, que como muitos foi vítima dos movimentos migratórios em busca de mobilidade econômica e melhorias de vida.

“Carta 1 – A infância, promessa de mãe”
A “Carta 1 – A Infância, promessa de mãe” traz a história de Erick, filho de bolivianos. Já no Brasil, Martha, sua mãe, escreveu uma carta para seu pai (avô de Erick, que estava doente na Bolívia). Martha, com o desejo de rever seu pai na Bolívia, fez a promessa de não cortar o cabelo do filho pequeno enquanto não pudesse voltar ao seu país natal e rever seu pai, para que ele mesmo pudesse cortar o cabelo de Erick. Essa prática cultural boliviana – em que alguém mais velho corta o cabelo da criança e dá a ela um presente – não levava em conta as dificuldades financeiras de Martha voltar à Bolívia e o tempo passou, sem que ela conseguisse cumprir a promessa. O cabelo do menino alcançou um tamanho gigantesco, o que gerou problemas na escola, no bairro e na vida social do garoto.

Quando finalmente a mãe de Erick conseguiu voltar ao seu país com o menino, o avô de Erick não se achou à altura de cumprir a promessa e não cortou o cabelo do neto. Foi então que Erick teve a ideia de oferecer sua história para um programa da TV aberta: o cabelo imenso (media cerca de 1,20m) poderia resolver parte dos problemas financeiros da família. E assim foi que o garoto expôs sua história na TV e conseguiu reformar seu quarto.

A história de Erick se entrelaça com o jogo geopolítico existente entre os países da América Latina e suas relações comerciais, afetivas e de poder. De maneira bem-humorada, Erick e Martha propõem uma reflexão sobre os problemas enfrentados pelos cidadãos latino-americanos: das promessas de lucro fácil (na imigração para o Brasil), à realidade da semiescravidão do setor têxtil, tudo é demasiado real e cruel nessa relação de irmandade com os vizinhos brasileiros.

Coletivo Estopô Balaio
O Estopô Balaio é um coletivo de artistas formado em 2011 na cidade de São Paulo que conta em sua maioria com a participação de artistas migrantes. É por esta condição de vida, a de um ser migrante, que o coletivo se reuniu, no desejo de aferir um olhar sobre a prática artística encontrando como estrangeiros a distância necessária para enxergar o olhar de destino e dos seus desejos.

A distância geográfica das lembranças e paisagens dos integrantes levaram a uma tentativa inútil na busca por pertencimento à capital paulista. Era preciso reinventá-la para poder praticá-la. Na busca pelo lugar perdido da memória, eles seguiram para fora e à medida que se distanciavam de um tipo de cidade localizada em seu centro geográfico, foram se aproximando de outras cidades, de outros modos de vida e de novos compartilhamentos.

O cinturão periférico da cidade no seu vetor leste revelou um pedaço daquilo que tinha ficado para trás. Havia um Nordeste em São Paulo que estava escondido das grandes avenidas e dos prédios altos do centro paulistano. O Jardim Romano é um pedaço do cinturão periférico que guarda lembranças alijadas da construção histórica da cidade-império.

Os edifícios que arranham o céu ajudam a esconder e afastar um contingente populacional que não consegue se inserir nos apartamentos construídos em novos condomínios. A memória partilhada nos seis anos de residência artística no Jardim Romano são as de estrangeiros de um lugar distante e a destes pequenos deuses alagados de uma cidade submersa pelo esquecimento.

O encontro com o bairro Jardim Romano se deu num processo de identificação, pois a maioria de seus moradores são também migrantes nordestinos que fincaram suas histórias de vida nos rincões da capital paulista. O alagamento do Jardim Romano era real, oriundo da expansão desordenada da cidade, o do coletivo era simbólico, originário da distância e saudade daquilo que deixaram para trás.

O Estopô Balaio traçou no final de 2016 possibilidades para a expansão do seu território cultural. Para tanto, iniciou o projeto “Nos trilhos abertos de um leste migrante” que se estabelece no encontro e no afeto com outros bairros da zona leste de São Paulo.  O Jardim Romano segue com atividades constantes na sede do Coletivo, a Casa Balaio, com saraus, apresentações de espetáculos, oficinas de teatro, projeções de filmes, entre outras.

Ficha Técnica
Encenação: João Batista Junior
Direção: João Batista Junior e Juão Nyn
Dramaturgia: João Batista Junior
Colaboração dramaturgia: Elenco
Biografados: Erick Flores e Marta Zelaya
Elenco: Ailton Barros, Adrielle Rezende, Amanda Preisig, Ana Carolina Marinho, Anna Zêpa, Bárbara Santos, Bastian Thurner, Bruno Fuziwara, Carol Piñeiro, Gustavo Vicente, Júlio Lorosh, Romário Oliveira e Tatiana Caltabiano
Técnico de Som e Palco: Flávio Bittencourt
Técnico de Luz: Rodrigo Silbat
Videomapping: Flávio Barollo
Contrarregra: Tay Martines e Clayton Lima
Assistente de Produção: Wemerson Nunes
Direção de Produção: Anna Zêpa
Produção: Coletivo Estopô Balaio

Serviços
Dia 17 de julho de 2019 às 19h
Teatro Ponte Alta
Rua Pernambuco, 836, Jardim Ponte Alta/ Guarulhos (SP)
Capacidade: 378 lugares
*Grátis | Recomendação: 12 anos
*Os ingressos serão distribuídos 1h antes do espetáculo

Assessoria de Imprensa
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