Criado a partir de depoimentos da vizinhança do Grupo Sobrevento, espetáculo Noite tece um mosaico de memórias

Cena do espetáculo “Noite”. Foto: Adriana Horvath

Indicado ao Shell de 2018 na categoria Inovação pela pesquisa em Teatro de Objetos, o Grupo Sobrevento estreia espetáculo que entrelaça histórias contadas por moradores do Brás e do Belenzinho, onde está sediado há dez anos

No palco, um mosaico cênico com histórias, memórias, como se fossem caixinhas de lembranças. Por meio de dispositivos – a princípio simples – como escutar histórias na feira, observar um velário, conversar com pessoas e ir a uma igreja, o Grupo Sobrevento recolheu diversos depoimentos para criar seu mais novo espetáculo, Noite, que estreia em 1º de fevereiro de 2019 no Espaço Sobrevento (R. Coronel Albino Bairão, 42, Metrô Bresser-Mooca), às 20h30, com entrada franca. O projeto foi contemplado pera 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e tem entrada gratuita.

Criado a partir do Teatro de Objetos – linguagem que o grupo pesquisa profundamente desde 2010 – o espetáculo tem uma dramaturgia que nasceu dos depoimentos de seus vizinhos e das suas histórias, todas relacionadas a objetos guardados, secretos, carregados de afetos, ou ainda do sentimento pela ausência/perda deles.

Sandra Vargas, que divide a direção da peça com Luiz André Cherubini, conta que Noite foi concebido a partir da prática da escuta dos moradores locais e não de um tema pré-determinado pelo grupo. Entender como a população lida com as próprias memórias e quais histórias elegem para contar ao outro foi determinante para que a dramaturgia, criada em conjunto pela companhia, tomasse forma.

Em cena, um homem cego interpretado por Luiz André Cherubini conversa com um menino e sua fala é atravessada por suas memórias. O cenário composto por 11 nichos de tamanhos variados, sobrepostos, torna possível contemplar na cena todas as personagens que compõem a memória desse homem. A princípio, a luz ilumina cada figura por vez, dando vida a uma determinada memória, mas como num processo típico do pensamento humano, há momentos em que as memórias se misturam, se interrompem ou aparecem de forma fragmentada. Cada ator representa a potência máxima dessa memória, carregando em seu nicho elementos visuais que remetem ao pensamento do homem cego.

“As pessoas pensam que a vida é um longo caminho para frente, mas ela não é mais do que um passeio pela vizinhança”, diz o protagonista em determinado momento da peça. Durante o processo de criação, depoimentos pessoais de vizinhos, histórias do bairro e dos arredores do Sobrevento reuniram-se para contar as lembranças de alguém que “já não vendo mais a luz que há, se apega a luz que havia”. Na narrativa se misturam memórias de esperança e alegria, fantasmas que perseguem na escuridão e evocam o medo da morte, da dor das perdas, da fragilidade humana e das saudades.

O desafio do grupo foi amarrar as histórias colhidas e ressaltar na cena como determinado objeto conduz a narrativa. Um vestido, uma vela, uma tesoura e pratos de cozinha são alguns dos objetos que disparam as memórias. “Foi importante preservar a simplicidade com que cada pessoa nos contou sua história”, destaca Sandra. A artista ressalta que os assuntos mais recorrentes durante as conversas eram os relacionados com terra, morte e jardim.

Os três itens foram trazidos à cena em metáforas construídas de diferentes formas, como por meio de nichos cobertos por flores e tecidos coloridos, e no próprio texto, como se vê no depoimento de uma imigrante que chegou ao Brasil tendo como lembrança de seu país de origem apenas uma colcha que recebeu de presente e uma pedrinha.

“A terra estava associada às memórias dos moradores do Brás e do Belenzinho em diversos sentidos. Aqui há um número grande de população indígena peruana e boliviana que fala muito sobre a terra sagrada, que dá presentes, alimento e que é onde essas pessoas deixaram suas raízes”, conta Sandra. “Os depoimentos eram autênticos e simples, tornando-se eles mesmos as metáforas que criamos para o teatro”.

Os figurinos assinados pelo estilista e figurinista João Pimenta, remetem a temas religiosos. Coroas de flores, túnicas, vestidos brancos, asas e penas compõem a vestimenta das personagens. O Grupo Sobrevento está indicado ao Prêmio Shell de Teatro de 2018, na Categoria Inovação, pela sua pesquisa no Teatro de Animação e de Objetos.

SINOPSE

Noite é uma coleção de histórias rememoradas por um cego, na escuridão onde vive. Para compor o espetáculo, o Sobrevento conversou com dezenas de vizinhos acerca dos objetos que guardam em casa e de que nunca se desfariam. Surpresas, como descobrir objetos completamente insuspeitos, histórias inesperadas, objetos inexistentes e que continuam guardados na memória, objetos que o grupo jamais consideraria objetos, garantem a inovação e renovação do grupo em um processo de criação teatral baseado na pesquisa e fundamentado na descoberta.

SOBREVENTO

Fundado no Rio de Janeiro em 1986, o Grupo Sobrevento transferiu-se do Rio de Janeiro para São Paulo há mais de vinte anos, em função da quantidade de atividades que a cidade lhe requeria. Fundou, em 2009, o Espaço Sobrevento, única sala da cidade de São Paulo dedicada especialmente ao Teatro de Animação. O Sobrevento é, hoje, um dos grupos teatrais mais destacados e atuantes do país. Desde sua fundação, em 1986, realizou mais de 6 mil apresentações – “Que é como se tivéssemos subido ao palco mais do que dia sim, dia não, por 32 anos”, diz o diretor Luiz André Cherubini –, visitou em torno de 200 cidades do Brasil, outras 40 da Espanha e esteve em diversos países de quatro continentes, representando o Brasil em lugares tão distantes quanto Irã e Estônia e outros tão próximos quanto Argentina, Chile e Colômbia.

“Criamos mais de 20 espetáculos e mantemos 16 em repertório. Temos realizado muitos festivais internacionais de teatro de bonecos e de animação, buscando multiplicar e desenvolver o Teatro de Animação, o Teatro de Objetos, o Teatro para a Infância e a Juventude, o Teatro para Bebês, bem como diferentes expressões teatrais contemporâneas”, afirma Sandra Vargas, atriz e fundadora do Sobrevento, e também curadora do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, criado em 2009. Ainda em 2019, o Sobrevento estreia seu novo espetáculo para crianças, em São Paulo, e realiza turnê de um mês pela China.

Ficha técnica
Criação:
Grupo Sobrevento
Direção: Sandra Vargas e Luiz André Cherubini
Dramaturgia: Grupo Sobrevento (a partir de depoimentos de vizinhos)
Elenco: Sandra Vargas, Luiz André Cherubini, Maurício Santana, Sueli Andrade, Liana Yuri e Daniel Viana
Música original: Arrigo Barnabé
Iluminação: Renato Machado
Figurino e adereços: João Pimenta
Assistência de figurinos e adereços: Marcelo Andreotti e Sueli Andrade
Cenografia: Luiz André Cherubini
Cenotécnica: Agnaldo Souza, Mandy e Paulo Higa
Técnica de luz: Marcelo Amaral
Assistência de Iluminação: Vinícius Soares
Video Mapping: Cristhian Lins
Fotografia: Arô Ribeiro
Fotografias de Cena: Marco Aurélio Olimpio
Programação Visual: Marcos Corrêa – Ato Gráfico
Assessoria de Imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto
Colaboração artística no desenvolvimento do Museu-Teatro da Vizinhança: Márcia Marques, Arô Ribeiro, Milena Moura, Daisy Kudo e Paula Adriana Tobaruela

SERVIÇO
Estreia dia 1 de fevereiro de 2019
Temporada até 24 de março
Sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 18h.
Espaço Sobrevento – Rua Coronel Albino Bairão, 42 – Metrô Bresser-Mooca. Tel. (11) 3399-3589 e 11-96625-8215.
Entrada franca. Bilheteria abre uma hora antes. Reservas: info@sobrevento.com.br
Duração: 60 min. Não recomendado para menores de 14 anos.
Capacidade: 80 lugares
Acesso a cadeirantes. Não tem estacionamento.
Realização: Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Márcia marques | Canal Aberto

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Grupo Galpão apresenta pela primeira vez em São Paulo o espetáculo OUTROS, nova parceria com o diretor Marcio Abreu

Imagem da peça “Outros”. Créditos: divulgação

A 24ª montagem da companhia de teatro, que conta com o patrocínio da Petrobras,tem dramaturgia própria e trilha sonora inédita, composta e executada ao vivo pelos atores; A temporada de estreia em São Paulo é realizada pelo Sesc SP.

Dando continuidade à bem sucedida parceria com o diretor Marcio Abreu (companhia brasileira de teatro), o Grupo Galpão apresenta OUTROS, desdobramento do trabalho iniciado com o espetáculo NÓS, de 2016. Na nova montagem, o grupo foca na escuta, na busca pelo outro e aprofunda a reflexão sobre o hoje e o lugar do artista e da arte nos tempos atuais. A companhia mineira, que tem mais de 35 anos de história e é considerada uma das mais importantes do cenário teatral nacional, fica em cartaz em São Paulo, de 24 de janeiro a 10 de março, no Sesc Bom Retiro. A estreia do novo espetáculo acontece no dia 24 de janeiro, quinta-feira, às 21h, para convidados e aberta ao público, com venda de ingressos. A temporada de OUTROS segue até 3 de março, sexta e sábado, às 21h; domingo e feriado, às 18h.  O grupo também fará duas apresentações de NÓS, nos dias 9 e 10 de março, sábado às 21h e domingo, às 18h. Os ingressos, no valor de R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia) e R$9,00 (Credencial Plena Sesc), serão vendidos no site https://www.sescsp.org.br e nas unidades do Sesc SP. A turnê passará em 2019 por Brasília e pelo sul do Brasil.

Alteridade e poesia. Foi mergulhando nesses dois temas que diretor, atores e atrizes começaram, na prática, o processo de criação de OUTROS, que nasce como uma consequência natural do amadurecimento das dúvidas e inquietações contemporâneas trabalhadas na montagem de NÓS (2016). “OUTROS é exatamente a expressão desse momento nosso. É um desdobramento consciente do primeiro trabalho que fizemos juntos. É uma experiência criativa que aprofunda a pesquisa numa escuta social performativa, que se constitui dramaturgicamente valendo-se de percepções múltiplas do mundo e de como ele age sobre nós”, explica o diretor.

Durante o processo de pesquisa para a montagem, os atores e atrizes se debruçaram em diversas leituras, chegando a aprofundar em alguns textos como “Frigorífico”, do francês Joel Pommerat, e “Os embebedados”, do russo Ivan Viripaev.  As leituras contribuíram para o direcionamento do trabalho e serviram de material, junto com outros exercícios, para a criação da dramaturgia, elaborada em conjunto por Marcio Abreu e os atores do Galpão, Eduardo Moreira e Paulo André.  O caminho levou a uma estrutura dramatúrgica que foi além da extensão da palavra para conseguir expressar o que extrapola a fala, dando espaço e importância a outras formas de linguagem, como o silêncio, por exemplo. O resultado é uma peça tecida com os rastros de memória presentes não só no discurso, mas nos corpos das atrizes e atores que ocupam a cena.

O texto do espetáculo foi construído na sala de ensaio, a partir do material levantado em exercícios e performances de rua, individuais e coletivas – que trabalharam com questões de natureza privada no espaço público e vice-e-versa – propostas pelo diretor e pelos próprios atores, que participaram anteriormente de um laboratório sobre vivência de performance, ministrado pela atriz e performer Eleonora Fabião. Na performance coletiva, a simbólica mesa de reunião do Galpão saiu do espaço privado e foi passear pelo centro de Belo Horizonte junto com os atores e atrizes, que convidavam as pessoas para sentar, dividir seu tempo e história com eles. A normalidade do dia a dia da rua foi atravessada pelos corpos dos atores que saíram do lugar de protagonista para dar destaque ao público, buscando romper com o fluxo cotidiano da cidade. “É curioso pensar como esse trabalho nos permitiu voltar a uma modalidade de teatro de rua tão particular e distinta da que temos feito ao longo dos últimos vinte anos”, comenta Eduardo.

O processo da escuta, de enxergar o outro, a cidade e entender como essas vozes, corpos e imagens – na dimensão do espaço público – reverberam em nós, foi o fio condutor desse trabalho. Essas experiências também foram traduzidas para a música, composta pelos próprios atores, que executam ao vivo em cena. Nas palavras do diretor, OUTROS descreve trajetórias entre o cheio e o vazio, entre a insuficiência das palavras e a potência do silêncio, entre construção e ruína, entre os tempos, passado, presente e futuro e que busca interligar o artístico, o existencial e o político, reagindo à dureza e à violência desses tempos nossos quando a ignorância usada como arma sustenta um fascismo crescente e contra o qual precisamos lutar com as armas das linguagens, do amor, do erotismo e da consciência.

GRUPO GALPÃO

Criado em 1982, em Belo Horizonte (MG), o Grupo Galpão é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro, cuja origem está ligada à tradição do teatro popular e de rua. Desde o início, o grupo desenvolve um trabalho que alia rigor, pesquisa e busca de linguagem, com peças que possuem grande poder de comunicação com o público. É um dos grupos brasileiros que mais viaja, não só pelo Brasil, como pelo exterior, tendo participado de vários festivais em países da América Latina, América do Norte e Europa. Formado por 12 atores, o Galpão construiu sua linguagem artística a partir de encontros com diversos diretores, como Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes, Marcio Abreu, entre outros, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e de palco, o universal e o regional brasileiro.

MARCIO ABREU

Dramaturgo, diretor e ator. Fundador e integrante da companhia brasileira de teatro, sediada em Curitiba. Desenvolve projetos de pesquisa e criação de dramaturgia própria, releitura de clássicos e encenação de autores contemporâneos inéditos no país. Realiza ações de intercâmbio com artistas do Brasil e da França. Entre seus trabalhos estão Vida (2010), texto e direção, baseado em Paulo Leminski; Oxigênio (2010), do russo Ivan Viripaev, adaptação e direção; Isso te interessa? (2011), da francesa Noëlle Renaude, tradução, adaptação e direção; Enquanto estamos aqui (2012), dramaturgia e direção, solo de dança e teatro com a coreógrafa Marcia Rubin; Esta Criança (2012), do francês Joël Pommerat, direção, pareceria entre a Companhia Brasileira e Renata Sorrah. Esse encontro com a atriz gerou ainda outros dois frutos: as peças “Krum” (2015) e PRETO (2017), que tem ainda no elenco, a atriz e dramaturga Grace Passô. Também escreveu e dirigiu PROJETO BRASIL (2015) com os parceiros da companhia brasileira de teatro. Em 2016, dirigiu o Grupo Galpão no espetáculo NÓS, texto escrito em parceria com Eduardo Moreira.  Recebeu inúmeros prêmios e indicações. Entre eles o prêmio Bravo!, o prêmio Shell, o APCA, o prêmio Governador do Estado, no Paraná, o APTR e o Questão de Crítica. Foi escolhido pelo jornal Folha de São Paulo como personalidade teatral do ano, em 2012. Atualmente é orientador do Núcleo de Direção do SESI PR.

GALPÃO E PETROBRAS

Há quase 20 anos, o Grupo Galpão conta com o patrocínio da Petrobras. Foram muitos espetáculos montados, temporadas nacionais, turnês por todas as regiões do Brasil e presença em festivais proporcionados por essa parceria. Em 2019, a Petrobras continua apostando no compromisso do Galpão: reinventar a vida por meio da arte, possibilitando a vivência do teatro, como alegria e transformação, para um público cada vez maior.

FICHA TÉCNICA | OUTROS
ELENCO
Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones e Teuda Bara

EQUIPE DO ESPETÁCULO
Direção:
Marcio Abreu
Dramaturgia:
Eduardo Moreira, Marcio Abreu e Paulo André
Iluminação:
Nadja Naira
Cenografia:
Play Arquitetura – Marcelo Alvarenga
Figurino:
Paulo André e Gilma Oliveira
Trilha e efeitos sonoros:
Felipe Storino
Direção de movimento:
Kenia Dias
Colaboração artística:
Nadja Naira, Felipe Storino e Kenia Dias
Preparação musical e arranjos vocais/instrumentais:
Ernani Maletta
Preparação vocal:
Babaya
Adereços:
Junia Melillo
Interlocuções artísticas:
Leda Martins e Eleonora Fabião
Assistência de direção:
Paulo Andre, Lydia Del Picchia e Eduardo Moreira
Assistência de cenografia:
Thays Canuto
Assistência de iluminação e operação de luz:
Rodrigo Marçal
Cenotécnica e construção de objetos:
Joaquim Pereira e Helvécio Izabel
Assistência de sonorização e operação de som:
Fábio Santos
Assistente técnico:
William Teles
Assistente de produção:
Cleo Magalhães
Confecção de figurino:
Bárbara Toffanetto, Maria Antônia, Penha Hermisdorf e Sonia Maria da Boa Viagem
Estagiárias de cenografia:
Taísa Campos e Laís Martins
Estagiárias de figurino:
Emiliana Normandia, Élida Murta e Maria Cândida Lacerda
Técnica de Gyrotonic:
Waneska Torres
Registro e cobertura audiovisual:
Luiz Felipe Fernandes
Fotos:
Guto Muniz
Músicas originais:
Beto Franco, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Julio Maciel e Paulo André, Lydia Del Picchia e Luiz Rocha, Teuda Bara e Luiz Rocha
Projeto gráfico:
Estúdio Lampejo
Produção executiva:
Beatriz Radicchi
Direção de produção:
Gilma Oliveira
Produção:
Grupo Galpão

GRUPO GALPÃO
ATORES

Antonio Edson – Arildo de Barros – Beto Franco – Chico Pelúcio – Eduardo Moreira – Fernanda Vianna – Inês Peixoto – Júlio Maciel – Lydia Del Picchia – Paulo André – Simone Ordones – Teuda Bara

EQUIPE
Gerente Executivo – Fernando Lara
Coordenadora de Produção – Gilma Oliveira
Coordenadora de Planejamento – Larissa Scarpelli
Coordenadora de Comunicação – Bárbara Prado
Coordenadora Administrativa – Wanilda D’Artagnan
Coordenador Técnico e Técnico de Luz – Rodrigo Marçal
Produtora Executiva – Beatriz Radicchi
Cenotécnico – Helvécio Izabel
Técnico de Som – Fábio Santos
Assistente Financeiro – Cláudio Augusto
Assistente Administrativa – Andréia Oliveira
Assistente de Comunicação – Letícia Leiva
Assistente de Planejamento – Emiliana Normandia
Auxiliar Técnico – William Teles
Auxiliar Administrativo – Rayane Gregório
Recepcionista – Cídia Edvania Santos
Serviços Gerais – Danielle Rodrigues
Gestor Financeiro de Projetos – Artmanagers
Assessor Contábil – Maurício Silva
Petrobras é patrocinadora do Grupo Galpão.
Realização: Sesc SP, Ministério da Cultura e Governo Federal

SERVIÇO:
OUTROS
Dir:
Marcio Abreu
ESTREIA (aberta ao público com venda de ingresso) – 24 de janeiro, às 21h
25 de janeiro a 03 de março de 2019
sexta e sábado, às 21h; domingo e feriado, às 18h
Vendas pelo site https://www.sescsp.org.br, a partir de 15/01 e nas unidades do Sesc, a partir de 17h30, do dia 16/01
NÓS (classificação indicativa: 16 anos)
Dir.
Marcio Abreu
9 e 10 de março de 2019
Sábado, 21h e domingo, 18h
Vendas pelo site https://www.sescsp.org.br, a partir de 26/01 e nas unidades do Sesc, a partir de 17h30, do dia 27/01
Sesc Bom Retiro | Alameda Nothmann, 185 – Campos Elísios/São Paulo
R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia) e R$9,00 (Credencial Plena Sesc)
Info.: (11) 3332-3600
*Funcionários da Petrobras e portadores do cartão com bandeira da empresa têm direito a 50% de desconto na compra de até dois ingressos, mediante comprovação (crachá funcional ou cartão).

Assessoria de imprensa São Paulo
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques (Tel: 11. 9 9126 0425)
Daniele Valério (Tel: 11. 9 6705 04 25 / 11. 9 8435 6614)
E-mail: canal.aberto@uol.com.br/ daniele@canalaberto.com.br
Tel: 11. 2914 0770

Comunicação Grupo Galpão
Bárbara Prado – Coordenadora de comunicação (Tel: 31 9 9192-1203)
Letícia Leiva – Assistente de comunicação (Tel: 31 9 9630-1996)
E-mail: comunicacao@grupogalpao.com.br
Tel: 31 3463-9186
http://www.grupogalpao.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Espetáculo “Marta, Rosa e João”, com Malu Galli, estreia no Sesc Pinheiros

As personagens Rosa (Manoela Aliperti) e Marta (Malu Galli) em foto Mabel Feres

Os 22 trunfos do tarô inspiram criação da primeira ‘peça-jogo’ escrita por Malu Galli, que também está em cena como a mãe, Marta. A cada sessão, 13 das 22 cartas do jogo são sorteadas e correspondem às cenas que serão apresentadas no dia – o que totaliza mais de 300 mil possibilidades de desenvolvimento da história.

O público entra no teatro. A primeira cena vai determinar, toda noite, o restante do espetáculo. Cartas de tarô são tiradas e treze cenas são apresentadas aos espectadores, na sequência que o jogo determinou. Assim está estruturada a primeira dramaturgia de Malu Galli, autora, diretora e atriz de Marta, Rosa e João. A estreia está marcada para o dia 17 de janeiro, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros, em São Paulo. Ao lado de Malu, estão no elenco Manoela Aliperti no papel de Rosa, Rodrigo Scarpell como João e Katia Naiane, que dobra papeis conforme o sorteio do dia. Romulo Fróes e Kiko Dinucci criaram a trilha sonora.

O espetáculo conta a história de Rosa, mulher que descobre numa consulta com uma taróloga sua própria gravidez e a proximidade do dia de conhecer Marta, sua mãe, que a deixou ainda na infância. Não bastasse o peso deste encontro, as mulheres precisam ainda lidar com a presença de João, um passeador de cães que frequenta a casa de Marta e, por meio do seu comportamento livre e subversivo, provoca uma renovação no olhar entre mãe e filha, um tipo de confusão que move o que está estagnado nelas.

“Os arquétipos dos 22 Arcanos Maiores sugerem muitas traduções e interpretações, das quais me inspirei para escrever as cenas livremente e associá-las em seguida a cada uma das cartas”, diz Malu, ressaltando que o espetáculo não é sobre o tarô, é apenas um dispositivo que torna Marta, Rosa e João uma espécie de ‘peça-jogo’, como nomeia a autora. “Assim como as narrativas de cena vão sendo montadas durante a encenação, os elementos cênicos, como luz, cenário, figurino e música também seguem essa estrutura”, conta.

No elenco, além de Malu, que interpreta Marta, estão em cena Manoela Aliperti, no papel de Rosa; Rodrigo Scarpell como João; e Katia Naiane, intérprete da taróloga do início do espetáculo e também atriz que dobra papeis, podendo interpretar uma vizinha ou uma entrevistadora de emprego, entre outras. Romulo Fróes, cantor e compositor convidado por Malu para assinar a direção musical, criou em parceria com Kiko Dinucci (dos grupos Passo Torto e Metá Metá, entre outros) uma trilha única que se desmonta para cumprir o desenrolar de cada cena.

No espetáculo, Malu renova parceria com a atriz Manoela Aliperti, com quem trabalhou – também nos papeis de mãe e filha – na 25ª temporada de Malhação: Viva a Diferença, escrita por Cao Hamburger e reconhecida por trazer à série questões sociais relevantes e por ter dividido o protagonismo entre cinco personagens femininas – uma delas Manoela Aliperti

Próxima dos 30 anos de carreira, Malu participou de dezenas de séries televisivas, filmes e peças de teatro. Como diretora, já assinou o espetáculo A Máquina de Abraçar, de autoria de José Sanchis Sinisterra, e de Oréstia, trilogia de peças do dramaturgo grego Ésquilo, com quem dividiu direção com Bel Garcia, da Cia dos Atores.

Sobre a empreitada do primeiro texto para o teatro, Malu ressalta que o recurso das cenas móveis exige suas próprias complexidades, como evitar curvas dramatúrgicas, dividir as informações das cenas de modo com que elas não se repitam e façam sentido para o público independente da ordem de exibição e também trazer frescor aos atores a cada sessão, já que a encenação só será desvelada após a exibição das cartas.

Cada cena será iniciada com um indicativo da carta que remete ao que será visto. Caso a carta-cena tenha sido, por exemplo, a do Imperador, esse título será revelado ao público no começo da cena. “Não se tratam de esquetes ou cenas isoladas. Mesmo embaralhadas, as cenas juntas contam uma só história de diferentes formas”, reforça Malu.

Para assumir essa escolha na hora de escrever o texto, a artista coloca-se em diálogo com movimentos presentes na história do teatro que já testavam elementos surpresa para composição de peças. “Desde o século XV que experimentos acerca do processo da escrita vêm sendo desenvolvidos, passando pelas vanguardas do século XX e por grupos de artistas nos anos 70, onde regras restritivas criadas por seus participantes eram impostas ao processo criativo”, conta.

Em Marta, Rosa e João também há o objetivo de que as atrizes e o ator experimentam outra forma de vivenciar suas personagens. “Não tem como o elenco se preparar antecipadamente, o que faz com que a cada sessão tenhamos que aprender a entrar no jogo que será definido ali mesmo”, finaliza Malu.

Sinopse

A jovem Rosa descobre em uma consulta de tarô que está grávida. Ela decide, então, ir ao encontro de sua mãe em outra cidade para conhecer, enfim, a mulher que nunca quis ter contato com ela. Marta está há tempos sem conseguir sair de casa e se relacionar com o mundo. Isolada, ela mantém contato apenas com João, um passeador de cães que frequenta a casa todos os dias. A convivência das duas mulheres, forçada pela visita inesperada de Rosa, traz à tona decisões e enfrentamentos inevitáveis para as personagens.

Marta, uma jornalista de sucesso, precisa ter coragem de retomar sua vida profissional interrompida por uma crise de pânico. Rosa, por sua vez, precisa entender seus sentimentos acerca da maternidade e decidir sobre seu futuro. O arquétipo do Louco, a carta número 0 do tarô, inspira livremente a criação do personagem João, o passeador de cães, que entra e sai da casa subvertendo a comunicação entre as duas, confundindo, provocando e colocando em movimento as peças estagnadas do jogo.

Os 22 Arcanos do Tarô são as principais cartas e expressam, a partir de cenas com uma ou várias pessoas, uma série de elementos simbólicos. Os Arcanos são, em ordem: 0 – O Louco,  1 – O Mágico, 2 – A Papisa,  3 – A Imperatriz, 4 – O Imperador, 5 – O Sumo Sacerdote, 6 – Os Enamorados, 7 – A Carruagem, 8 – A Força, 9 – O Heremita, 10 – Roda Da Fortuna, 11 – Justiça, 12 – O Enforcado, 13 – Morte, 14 – Temperança, 15 – O Diabo, 16 – A Torre, 17 – A Estrela, 18 – A Lua, 19 – O Sol, 20 – O Julgamento e  21 – O Mundo.

Sobre Malu Galli

Malu Galli iniciou sua trajetória teatral na escola O Tablado, em 1982. Mais tarde, formada profissional pelo curso da Faculdade da Cidade ministrado por Bia Lessa, começou a trabalhar como integrante da Cia. Teatro Autônomo, de Jefferson Miranda, onde participou de espetáculos como Mann na Praia, Minh’Alma é Imortal, e A Noite de Todas as Ceias. Com a Cia. Dos Atores, de Enrique Diaz, participou de espetáculos como O Rei da Vela, Meu Destino é Pecar, ensaio. Hamlet, apresentado em festivais e temporadas pelo mundo todo e considerado o melhor espetáculo da década pela Revista Bravo, e Gaivota – tema para um conto curto.

Em 2004, criou e produziu em parceria com a diretora Christiane Jatahy o monólogo Conjugado, considerado o melhor espetáculo estrangeiro do ano de 2006 em um festival de Havana, Cuba. Realizou o monólogo Diálogos com Molly Bloom, em que foi dirigida por cinco diretores (Andrea Beltrão, Cristina Moura, Christiane Jatahy, José Sanchis Sinisterra e Gilberto Gawronski). Junto com Andrea Beltrão e Mariana Lima, produziu e integrou o elenco de Nômades, dirigida por Marcio Abreu.

Dirigiu e realizou o espetáculo A Máquina de Abraçar, de José Sanchis Sinisterra, com Mariana Lima e Marina Viana, inaugurando o galpão do Tom Jobim, RJ, 2009. O espetáculo foi considerado um dos dez melhores do ano pelo Jornal O Globo. Em São Paulo, foi realizado na área de convivência do Sesc Pompeia em uma instalação do artista plástico Raul Mourão. Em 2012 dirigiu Oréstia, trilogia de Ésquilo, onde apresentou uma tradução original do grego feita por Alexandre Costa e Patrick Pessoa, além dos versos do coro musicados por Romulo Fróes e Cacá Machado.

No cinema, participou de mais de 15 filmes, entre eles O Xangô de Backer Street, de Miguel Faria Jr; Achados e Perdidos, de José Joffily, Maré, nossa história de amor, de Lúcia Murat, 180 graus, de Eduardo Vaisman, Aos teus olhos, de Carolina Jabor e Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg. Em 2018 filmou com Caetano Gotardo Seus Ossos e seus olhos (estreia em janeiro nos festivais de Tiradentes e Roterdam), Propriedade Privada, thriller de Daniel Bandeira e Dispersão, filme interativo de Bruno Vianna (ambos em fase de montagem e estreia prevista pra 2019).

Na TV, Malu participou de séries e novelas de sucesso na TV Globo, entre elas Queridos Amigos, A Mulher do Prefeito, Tapas e Beijos, Cheias de Charme, Império, Sete Vidas, Totalmente Demais e Malhação: Viva a Diferença.

FICHA TÉCNICA
Texto e direção – Malu Galli
Elenco – Manoela Aliperti – Rosa
Malu Galli – Marta
Rodrigo Scarpelli – João
Katia Naiane – Taróloga, vizinha, entrevistadora de emprego, entre outros
Direção de produção – Gabi Gonçalves
Cenário e figurino – Cassio Brasil
Direção musical – Romulo Fróes
Direção de movimento – Luaa Gabanini
Luz – Wagner Antônio
Trilha sonora original – Romulo Fróes e Kiko Dinucci
Assistência de direção – Zi Arrais
Produção executiva – Thais Vennit
Fotos – Mabel Feres
Ambientação das fotos – Rodrigo Bueno (Ateliê Mata Adentro)
Realização – Corpo Rastreado

SERVIÇO
Quando: 17 de janeiro a 23 de fevereiro.
Horário: Quinta a sábado, 20h30.
Local: Auditório (3º andar) | Capacidade: 100 lugares
Classificação: 14 anos
Duração: varia conforme as cenas escolhidas (em média 75 minutos)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública). R$ 7,50 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
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Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
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Espetáculo Megera Domada reestreia no Espaço Parlapatões

Cena da peça “Megera Indomada”. Créditos: divulgação

Inspirada na clássica comédia de William Shakespeare, montagem multiplica as leituras da peça do autor inglês. Com dramaturgia e direção de Aimar Labaki, trabalho reúne no elenco os atores Agnes Zuliani e Rogério Brito

Inspirado na clássica comédia de William Shakespeare, o espetáculo MEGERA DOMADA reestreia dia 11 de janeiro, sexta-feira, às 21h, no ESPAÇO PARLAPATÕES. A montagem multiplica as leituras da peça do autor inglês. Com dramaturgia e direção de Aimar Labaki, trabalho reúne no elenco os atores Agnes Zuliani e Rogério Brito. A peça é uma realização da Thara Theatro.

“É uma comédia feminista a partir de um clássico machista. Megera Domada (sem o “a”, afinal o monstro pode ser qualquer um de nós) é um espetáculo que multiplica as leituras da peça de Shakespeare ao mesmo tempo em que resume o elenco a dois grandes atores – Agnes Zuliani e Rogério Brito – que se multiplicam em todos os papéis”, afirma o diretor Aimar Labaki.

A Megera Domada, por alguns consideradas como o mais machista dos textos clássicos, é na verdade uma grande e divertida reflexão sobre a questão da representação e das máscaras sociais. Basta citar o fato de ser a única peça shakespeariana a conter um prólogo – e exatamente um prólogo que apresenta a peça em si como uma grande encenação.

“As lutas identitárias redefiniram a política tradicional. E também a forma de se abordar temas que sempre estiveram presentes no palco: sexo, política, gênero. Nosso objetivo é trazer a Megera para esse novo público e confrontá-la com essa nova visão das questões relacionadas ao gênero – sem abrir mão do grande humor do bardo”, finaliza Aimar.

Espetáculo tem cenário e figurinos de Anne Cerutti; iluminação de Carlos Baldim; trilha sonora de Aimar Labaki; assistência de direção de Mariana Leme; direção de movimento, preparação corporal e fotos de Beto Amorim; visagismo de Eliseu Cabral; assistência de cenário e figurino de Adriana Barreto; operação de som de Paulo Akio; operação de luz de Stella Politti; estágio de produção de Isabel Nigri e produção de Murillo Carraro.

Aimar Labaki: Dramaturgo, diretor, tradutor, roteirista e ensaísta. Dirigiu, traduziu e fez a dramaturgia de espetáculos como Prego na Testa, de Eric Bogosian, com Hugo Possolo; A Graça da Vida, de Trish Vrademburg, com Natália Thimberg, Graziela Moretto e Clara Carvalho e Zibaldoni, de Giacomo Leopardi, com Adriana Londoño e Clovys Torres.

Agnes Zuliani: Atriz, transita com igual desenvoltura pela comédia, pelo drama e pelo teatro contemporâneo. Já trabalhou com Maria Alice Vergueiro, Ary França (indicada ao prêmio Shell de melhor atriz), Elias Andreatto, William Pereira, Eric Lenate e muitos outros. No humor tornou-se conhecida no elenco da Terça Insana, vivendo tipos que criou como a Mal Amada, Carlota Joaquina e a Senadora Biônica.

Rogério Brito: Ator formado pela EAD – Escola de Arte Dramática da USP -, indicado ao Prêmio Shell de Teatro e premiado no cinema, o ator acumula diversos trabalhos com os mais renomados profissionais de teatro, cinema e TV. Seu último trabalho é a peça 1984, direção de Zé Henrique de Paula, no teatro Anchieta, SESC Consolação.

MEGERA DOMADA – Reestreia dia 11 de janeiro de 2019, sexta-feira, às 21h. Dramaturgia, tradução e direção: Aimar Labaki. Com a Thara Theatro. Elenco: Agnes Zuliani e Rogério Brito. Duração: 75 minutos. Recomendação: 12 anos. Ingressos: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia). Sexta e sábado, às 21h. Até 16 de fevereiro.

ESPAÇO PARLAPATÕES – Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, tel: 3258-4449. Capacidade 96 lugares. Bilheteria funciona de terça a domingo, a partir das 16h. Bar. Acesso para deficientes. Aceita cartões.

(Amália Pereira – dezembro/2018)
Assessoria de Imprensa
Amália Pereira – MTB: 28545
(11) 3159-1822 / (11) 9 9762-5340
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Créditos: Amália Pereira

Terranal – Pequeno Mistério Ácrata reestreia no CCSP

Com direção de Marco Antonio Rodrigues e texto do argentino Mauricio Kartun, a tragicomédia conta com Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz, Celso Frateschi e Demian Pinto no elenco. Créditos: divulgação

História de Caim e Abel é mote do texto do dramaturgo argentino Mauricio Kartun; montagem brasileira tem direção de Marco Antonio Rodrigues

Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, já foi assistida por mais de 65 mil espectadores.

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, sucesso de público e críticas, que reestreia em 11 de janeiro, na sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo e fica em cartaz até 24 de fevereiro. A direção é de Marco Antonio Rodrigues, com tradução de Cecília Boal e um elenco composto por Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo. Aliás, com muito merecimento, a questão tem aparecido em outras searas artísticas, como o emblemático livro “Caim”, de José Saramago, da Companhia das Letras, que nas palavras de Juan Arias, jornalista e escritor, “(…) é também um grito contra todos os deuses falsos e ditadores criados para amordaçar o homem, impedindo-o de viver, em total liberdade, sua vida e seu destino”.

Na montagem dirigida por Marco Antonio Rodrigues, os atores são artistas populares que encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Com recursos circenses, essa metateatralidade aponta para metáforas contemporâneas de nossa sociedade, como um Caim (interpretado por Eiras na versão brasileira) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral. Já Abel (Grangheia) é o nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, é o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

O texto original é de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano. Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), o artista tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Conflitos em cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em uma conurbação urbana. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

Primeiras leituras

As ações deste projeto foram iniciadas em maio de 2016 com a leitura de Terrenal, um estudo em torno da tradução. Marco Antonio também dirigiu (em projeto idealizado pelo Instituto Augusto Boal) outra peça, de cunho político-social, de Mauricio Kartun – Ala de Criados – em setembro de 2017.

Quase dois anos depois, foi realizada no Ágora Teatro, uma leitura pública do texto Terrenal, com Celso Frateschi, Danilo Grangheia e Fernando Eiras.

Trocas e somas

Muitos confiam na força do intercâmbio das obras entre os países latino-americanos para a recriação de um campo reflexivo sobre em quais cenários as fronteiras realmente estabelecem muros divisores e em quais são meros traços imaginários. Sendo assim, Terrenal nasce do desejo de contribuir para uma efetiva identificação do Brasil como parte da terra latino-americana, já que os brasileiros, na maioria dos casos, não apresentam uma identidade cultural comum com o resto do continente.

Kartun desenvolve textos que promovem, com latinidade fantástica, debates sociais dos mais intensos. Reconhecido em toda a América Latina como artista singular e exponencial, lançou mais de trinta obras teatrais encenadas em diferentes países, dentre elas El niño argentino, Chau Misterix, El partener e La casita de los viejos. Entre premiações e menções de honra na carreira ele conta com mais de quarenta citações. Com Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, Kartun permanece em cartaz com casas lotadas há mais de cinco anos na cidade de Buenos Aires (Argentina), cumprindo temporadas de sucesso também na Espanha, Chile e Porto Rico.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de “Revolução na América do Sul”, com a direção de Augusto Boal.

SINOPSE

Em um fracassado loteamento, Caim e seu irmão Abel desenvolvem uma versão conturbada do mito bíblico: a dialética história entre o sedentário e o nômade. Entre um Caim dono de um sítio, produtor de pimentões reputados e um Abel vagabundo, que fora de toda cadeia de produção sobrevive vendendo isca viva aos pescadores da região. Dois irmãos sempre em peleja que compartilham um mesmo terreno baldio dividido e que jamais poderão construir uma morada comum.

FICHA TÉCNICA
Texto | Mauricio Kartun
Tradução | Cecília Boal
Direção | Marco Antonio Rodrigues
Elenco | Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto
Direção musical | Demian Pinto
Assistente de direção | Thiago Cruz
Direção de produção | Ricardo Grasson
Cenário, figurinos e adereços | Sylvia Moreira
Preparação musical | Marcelo Zurawski
Preparação Corporal | Esio Magalhães
Assessoria de mágicas | Rudifran Pompeu
Visagismo | Kleber Montanheiro
Design de luz e operação| Túlio Pezzoni
Design de Som |Gabriel Hernardes
Operadora de som | Monique Carvalho
Fotografias | Leekyung Kim
Assessoria de imprensa | Márcia Marques
Mídias Sociais | Menu da Música
Design Gráfico | Zeca Rodrigues
Cenotécnicos | Zé Valdir e Marcelo Andrade
Gestão de Projetos | DCARTE e Corpo Rastreado
Administração | Corpo Rastreado e DCARTE
Produção executiva | Corpo Rastreado
Idealização | Instituto Boal

SERVIÇO
Quando: 11/01 a 24/02
Horário: Sexta e sábado, 21h. Domingos, 20h.
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000 – Vergueiro/ SP
Local: Sala Jardel Filho | Capacidade: 321 lugares
Classificação: 16 anos | Duração: 100 min
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (meia)

Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério |
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Terrenal – Pequeno Ministério Ácrata estreia no Sesc Santo Amaro

Atores da peça Terrenal – Pequeno Ministério Ácrata que estreará no Sesc Santo Amaro. Créditos: divulgação

História de Caim e Abel é mote do texto do dramaturgo argentino Mauricio Kartun; montagem brasileira tem direção de Marco Antonio Rodrigues. Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, já foi assistida por mais de 65 mil espectadores.

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, que estreia em 22 de novembro, no teatro do Sesc Santo Amaro e fica em cartaz até 16 de dezembro. A direção é de Marco Antonio Rodrigues, com tradução de Cecília Boal e um elenco composto por Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Fernando Eiras e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo. Aliás, com muito merecimento, a questão tem aparecido em outras searas artísticas, como o emblemático livro “Caim”, de José Saramago, da Companhia das Letras, que nas palavras de Juan Arias, jornalista e escritor, “(…) é também um grito contra todos os deuses falsos e ditadores criados para amordaçar o homem, impedindo-o de viver, em total liberdade, sua vida e seu destino”.

Na montagem dirigida por Marco Antonio Rodrigues, os atores são artistas populares que encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Com recursos circenses, essa metateatralidade aponta para metáforas contemporâneas de nossa sociedade, como um Caim (interpretado por Eiras na versão brasileira) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral. Já Abel (Grangheia) é o nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, é o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

O texto original é de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano. Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), o artista tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Conflitos em cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em uma conurbação urbana. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

Primeiras leituras

As ações deste projeto foram iniciadas em maio de 2016 com a leitura de Terrenal, um estudo em torno da tradução. Marco Antonio também dirigiu (em projeto idealizado pelo Instituto Augusto Boal) outra peça, de cunho político-social, de Mauricio Kartun – Ala de Criados – em setembro de 2017.

Quase dois anos depois, foi realizada no Ágora Teatro, uma leitura pública do texto Terrenal, já com Celso Frateschi, Danilo Grangheia e Fernando Eiras.

Trocas e somas

Muitos confiam na força do intercâmbio das obras entre os países latino-americanos para a recriação de um campo reflexivo sobre em quais cenários as fronteiras realmente estabelecem muros divisores e em quais são meros traços imaginários. Sendo assim, Terrenal nasce do desejo de contribuir para uma efetiva identificação do Brasil como parte da terra latino-americana, já que os brasileiros, na maioria dos casos, não apresentam uma identidade cultural comum com o resto do continente.

Kartun desenvolve textos que promovem, com latinidade fantástica, debates sociais dos mais intensos. Reconhecido em toda a América Latina como artista singular e exponencial, lançou mais de trinta obras teatrais encenadas em diferentes países, dentre elas El niño argentino, Chau Misterix, El partener e La casita de los viejos. Entre premiações e menções de honra na carreira ele conta com mais de quarenta citações. Com Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, Kartun permanece em cartaz com casas lotadas há mais de cinco anos na cidade de Buenos Aires (Argentina), cumprindo temporadas de sucesso também na Espanha, Chile e Porto Rico.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de “Revolução na América do Sul”, com a direção de Augusto Boal.

SINOPSE

Em um fracassado loteamento, Caim e seu irmão Abel desenvolvem uma versão conturbada do mito bíblico: a dialética história entre o sedentário e o nômade. Entre um Caim dono de um sítio, produtor de pimentões reputados e um Abel vagabundo, que fora de toda cadeia de produção sobrevive vendendo isca viva aos pescadores da região. Dois irmãos sempre em peleja que compartilham um mesmo terreno baldio dividido e que jamais poderão construir uma morada comum.

FICHA TÉCNICA
Texto | Mauricio Kartun
Tradução | Cecília Boal
Direção | Marco Antonio Rodrigues
Elenco | Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Fernando Eiras e Demian Pinto
Direção musical | Demian Pinto
Assistente de direção | Thiago Cruz
Direção de produção | Ricardo Grasson
Cenário, figurinos e adereços | Sylvia Moreira
Preparação musical | Marcelo Zurawski
Preparação Corporal | Esio Magalhães
Assessoria de mágicas | Rudifran Pompeu
Visagismo | Kleber Montanheiro
Design de luz e operação | Túlio Pezzoni
Design de Som | Gabriel Hernardes
Operadora de som | Monique Carvalho
Fotografias | Leekyung Kim
Assessoria de imprensa | Márcia Marques
Mídias Sociais | Menu da Música
Design Gráfico | Zeca Rodrigues
Cenotécnicos | Zé Valdir e Marcelo Andrade
Contrarregra | Felipe Santos
Gestão de Projetos | DCARTE e Corpo Rastreado
Administração | Corpo Rastreado e DCARTE
Produção executiva | Corpo Rastreado
Idealização | Instituto Boal

SERVIÇO
Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata
Quando: 22/11 a 16/12.
Horário: Quinta a sábado, 21h. Domingos, 18h.
Local: Teatro (1º andar) | Capacidade: 279 lugares
Classificação: 16 anos | Duração: 100 min
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública). R$ 6,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

SESC SANTO AMARO
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério |
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br |

ASSESSORIA DE IMPRENSA SESC SANTO AMARO
imprensa@santoamaro.sescsp.org.br
Diego Oliveira | (11) 5541-4036 | diego@santoamaro.sescsp.org.br
Natália Pinheiro | (11) 5541-4036 | natalia@santoamaro.sescsp.org.br
Willian Yamamoto | (11) 5541-4016 | willian@santoamaro.sescsp.org.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Espetáculo construído de forma colaborativa debate racismo no Sesc Pompeia

Imagens da peça Três Pretos: Valor de uso. Foto: Lígia Jardim

Com apresentações nos feriados de 15 e 20 /11, peça da Sociedade Abolicionista de Teatro fica em cartaz no Teatro do Sesc Pompeia por três semanas

A nova criação da Sociedade Abolicionista de Teatro, “Três Pretos: Valor de uso”, com direção de Jose Fernando Peixoto de Azevedo e atuação de Raphael Garcia, Ailton Barros e Lilian Regina, estreia no feriado de 15 de novembro no Sesc Pompeia, ficando em cartaz até  1º de dezembro no Teatro da unidade. A peça integra o projeto de mesmo nome que, desde setembro, trouxe para o local debates acerca de obras produzidas por autoras e autores negros por meio da atividade Pensamento Negro Brasileiro. Além desses encontros, o projeto também englobou uma residência artística imersiva, paralela ao processo de produção do espetáculo.

A peça remete ao valor como base para a crítica das formas de alienação da vida. Na modernidade, ou, da perspectiva da colônia, preto tem sido reduzido a um valor de troca: o preto escravo, o preto café, o preto petróleo: três fontes de energia e de valor; três tempos de um mundo que avança produzindo ruínas.

A associação preto-escravo-café foi a base do impulso industrial brasileiro e a fonte de energia das longas jornadas para o trabalho livre da Europa. Hoje, o preto-energia-petróleo é a base energética da acumulação capitalista moderna e suas disputas sobre territórios e corpos. A carne (o escravizado), o pó (o café), o sangue (o petróleo): ao mesmo tempo que a marcha cronológica do progresso força o esquecimento da energia primitiva, os equivalentes funcionais da energia preta desvelam a violência perene em torno do preto que “satisfaz”. Em cena, um dispositivo pretende fazer com que essas temporalidades atravessem o jogo, produzindo corpos e sujeitos.

SINOPSE

Num território conflagrado por lutas milicianas, desertores cavam em busca de um “mar de águas pretas”, fonte de uma riqueza sem fim que traria a todos a “libertação final. A escavação converte-se em espera, e a espera se revela um tempo atravessado por demandas de reparação e salvação, demandas para as quais as tentativas de realização resultam em continuidade e aprofundamento da guerra e suas carnificinas.

SOCIEDADE ABOLICIONISTA DE TEATRO

É uma plataforma coordenada por José Fernando e seu programa de trabalho consiste em viabilizar associações entre artistas, principalmente artistas pretos, que possam, juntos, realizar projetos a partir do encontro de perspectivas e práticas poético-políticas. O abolicionismo que seu nome traz não é apenas uma referência “anacrônica” à história e memória da escravidão, mas antes, a nomeação de uma luta pelos abolicionismos que ainda nos concernem, confrontações a continuidades e permanências que fazem, entre outras coisas, que algo como um sistema prisional se configure como desdobramento e extrapolação da escravidão entre nós, tecnologia de controle dos corpos que espolia e sentencia à morte em vida o pobre, mais principalmente o negro, e – em particular – o jovem negro. A sobreposição temporal que a ideia de uma “sociedade abolicionista” implica aos ouvidos, faz ver a convivência complexa de temporalidades, fusos históricos.

SOBRE O DIRETOR

José Fernando Peixoto de Azevedo é professor na Escola de Arte Dramática e no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Estudou cinema, possui graduação e doutorado em Filosofia pelo Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde defendeu tese sobre o teatro do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Atua como pesquisador nas áreas de história e estética do teatro brasileiro e do teatro negro, além de estética e filosofia contemporânea. Foi fundador, dramaturgo e diretor do Teatro de Narradores e é colaborador do grupo de teatro negro Os Crespos, além de outros coletivos teatrais como o Chai-na (Isto é um negro?). Atua também como curador. Dirigiu recentemente o espetáculo Navalha na Carne Negra e publicou, pela editora n-1, o volume da coleção Pandemia intitulado Eu, um crioulo.

Ficha Técnica
Concepção e Direção: José Fernando Peixoto de Azevedo
Dramaturgia: José Fernando Peixoto de Azevedo e Luís Fernando Massonetto
Atores: Ailton Barros, Lilian Regina, Raphael Garcia
Assistência de Direção e Vídeo: Flávio Moraes
Assistência de Direção: Leonardo Devitto
Preparação Corporal: Tarina Quelho
Iluminação: Wagner Antônio
Direção de Arte: Chris Aizner
Técnico e Operação de Luz: Jimmy Wong
Programação Visual (Programa): Lucas Brandão
Assessoria de Imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto
Produção: núcleo corpo rastreado

SERVIÇO:
Três Pretos: Valor de Uso
De 15 de novembro a 1º de dezembro,  quintas, sextas e sábados, às 21h. Domingo e feriados, às 18h
Apresentações extra em 20 de janeiro, terça-feira, às 18h.
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis. Abertura da casa com 30 minutos de antecedência ao início do show.
Capacidade: 302 lugares
Duração: 60 min
Ingressos: R$7,50 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$12,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$25 (inteira).
Venda online a partir de 6 de novembro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 7 de novembro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia

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Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br|daniele@canalaberto.com.br

Assessoria de Imprensa Sesc Pompeia:
Fernanda Porta Nova e Guilherme Barreto
Estagiários: Malu Moes e Gabriella Zanini
Coordenador de comunicação: Igor Cruz
Telefone: (11) 3871-7720 / 7776

imprensa@pompeia.sescsp.org.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto