Espetáculo do Abismo às Estrelas, participa da Virada Cultural, no Teatro Santo Agostinho

Os atores Caro Carvalho e Maritta Cury. Foto: Manacá Fotografia

Primeira peça adaptada de uma obra psicografada pelo médium, o romance do imortal literato francês Victor Hugo, faz meditações profundas em torno dos problemas da vida e aborda a prática do aborto e da eutanásia durante a 1ª Guerra Mundial. A montagem tem dramaturgia de Lurimar Vianna e direção de Renato Scarpin

O espetáculo DO ABISMO ÀS ESTRELAS participa da Virada Cultural neste domingo, dia 19 de maio, às 18h, no TEATRO SANTO AGOSTINHO. Os ingressos gratuitos serão distribuídos no sábado, dia 18/5, das 12h às 17h, na Praça das Artes, na Rua Conselheiro Crispiniano, 378, Centro. Cada pessoa pode retirar 2 ingressos.

Reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade e o maior divulgador da Doutrina Espírita por todo o mundo, Divaldo Franco tem, pela primeira vez, uma peça profissional adaptada de uma obra psicografada por ele: DO ABISMO ÀS ESTRELAS. Adaptação do romance do imortal literato francês Victor Hugo, o espetáculo aborda temas como a prática do aborto e da eutanásia durante a 1ª Guerra Mundial, além de fazer meditações profundas em torno dos problemas da vida, como relacionamentos humanos e profissionais, medicina, ciência, espiritualismo e valores.

DO ABISMO ÀS ESTRELAS apresenta a história de uma jovem médica, Suzette Sara, que vivencia suas escolhas, contradições e consequências, em dois momentos de sua vida. Ela sofre as perdas do pai, pelo antissemitismo, da mãe, que enlouqueceu ao não suportar perder o marido e a condição social elevada, e de suas duas irmãs pequenas, para uma epidemia de gripe. O espetáculo retrata com grande cuidado e beleza estética a França, aproximadamente, entre anos 1920 e 1940.

Montagem tem dramaturgia de Lurimar Vianna e direção de Renato Scarpin. Washington Luiz Nogueira Fernandes, biógrafo de Divaldo Franco, é o consultor literário do espetáculo. Elenco reúne os atores Carô Carvalho, Cláudia Gianini, Débora Munhyz, Fernanda Guerra, Hudson da Silva, Maritta Cury e Vandir Pereira. Divaldo Franco, que publicou a obra Do Abismo às Estrelas em 1974, participa da peça com sua voz em off fazendo parte do enredo, em gravação exclusiva para o espetáculo, que faz homenagem ao respeitado médium.

“A obra Do Abismo às Estrelas despertou-me interesse pelo autor, Victor Hugo, ter sido poeta, romancista, dramaturgo, jornalista e sempre preocupado com o povo e com os grandes problemas humanos e foi para esse povo que ele escreveu sua melhor produção literária”, afirma a autora da peça Lurimar Vianna. “Decidi adaptar essa obra para teatro para dividir com o público as seguintes reflexões: quem sou, o que devo fazer, quais são minhas opiniões e para onde desejo ir com determinadas decisões?”, completa a autora.

“A montagem apresenta três planos de ação. No 1º plano, o próprio Victor Hugo traz considerações da espiritualidade, considerações essas que justificam sua decisão de enviar essa história para ser psicografada por Divaldo Franco. No 2º plano, Suzette Sara, já no fim da vida, relembra sua história ao se confessar ao Santo João Maria Vianney, o Cura D’Ars, na Catedral de Notre-Dame. No 3º plano, Suzette mais jovem, interpretada por outra atriz, revive as cenas que marcaram sua memória junto aos personagens que fizeram parte de sua vida”, declara o diretor Renato Scarpin.

O consultor literário Washington Luiz Nogueira Fernandes afirma: “A obra faz refletir sobre os profundos ensinamentos do Espírito Victor Hugo, que apresenta as mesmas características literárias que tinha em vida, com sua linguagem apurada e bem caracterizada, constatando-se que Victor Hugo não morreu!”. E finaliza: “Espero que, com o espetáculo, o público tenha a oportunidade de respirar um pouco do inconfundível estilo hugoano.”

A luz, de Vanderlei Conte, cria as nuances de cada plano, cada lembrança e suas diversas situações, com transições de tempo e espaço. Os mais de 30 figurinos, por Lurimar Vianna, são fiéis à moda dos anos 20, 30 e 40. A sonoplastia, de Renato Scarpin, privilegia a música clássica e, em dado momento, prestará homenagem à Victor Hugo com a interpretação à capela da canção “I Dreamed a Dream”, do musical Lés Misérables. O cenário, de Fabio Jerônimo, ambienta as lembranças da personagem Suzette e o espectador poderá ver uma imagem recriada do interior da nave principal da poética e majestosa Catedral de Notre-Dame, de Paris. Montagem tem produção de Lurimar Viana, da Áquila Prisca, em parceria com Maritta Cury.

Divaldo Franco: Dos seus 90 anos, 70 foram devotados à causa espírita e às crianças das periferias de Salvador, na Bahia. Em 1952, junto a Nilson de Souza Pereira, fundou a instituição de caridade Mansão do Caminho, que ajuda diariamente cerca de 6 mil pessoas e abriga mais de 3 mil, centenas delas registradas como filhos do médium. Os direitos autorais de seus mais de 270 livros psicografados, traduzidos para 17 idiomas, que já venderam mais de 8 milhões de exemplares, foram doados em cartório para essa e outras instituições filantrópicas. É o segundo maior psicógrafo depois de Chico Xavier.

Victor Hugo: Uma das maiores personalidades do século XIX, grande nome da literatura francesa, escreveu 22 livros de poesias, 8 romances, dentre os quais os memoráveis Os Miseráveis e O Corcunda de Notre Dame, 14 peças de teatro, 15 volumes de prosa em não ficção, ensaios, diários, artigos políticos, entre outros. Conhecido por seu devotamento às causas sociais, defendeu a paz universal, os direitos das crianças e dos homens, a abolição da pena de morte e o progresso social. Foi um dos precursores do Espiritismo na França. Seu contato inicial com fenômenos mediúnicos foi em 1853, antes mesmo de Allan Kardec, quando, durante um exílio em Jersey com sua família, conheceu as chamadas “mesas girantes” nas reuniões de Madame Emile de Girardin.

Lurimar Vianna: Diretora da Cia Teatral Áquila Prisca. Escreveu as peças: Anjo, Socorro! Gilda Sumiu!; Antes só que Mal Assombrado e Ghost – Espíritas no Além. Adaptou livros para teatro: Do Abismo às Estrelas, de Divaldo Franco; Maria, de Sholem Asch; Iracema e Senhora, ambas de José de Alencar; A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queiroz; Há 2000 Anos… e Paulo e Estêvão, ambas de Francisco Cândido Xavier; Voltou, mas esqueceu, de Florence L. Barclay; Barrabás, de Herculano Pires; São Bernardo, de Graciliano Ramos e Noite na Taverna, de Alvares de Azevedo. Dirigiu os espetáculos: Maria (em repertório); Antes só que Mal Assombrado (2017); O Céu já tem Anjos Demais (2014); Espumas Flutuantes (2012) e Espelho da Alma (2010). Foi assistente de direção nas montagens: O Segredo de Fátima, direção de Marisa Calvo (2014); Parnaso de Além Túmulo, direção de Bernadete Miller (2014); Chuva Fria e Fina, direção de Jandira Foller (2013) e Fábrica de Sonhos, direção de Lígia Madeira (2012).

Renato Scarpin: É autor de nove textos teatrais e dirigiu mais de dez espetáculos, entre eles: Do Abismo às Estrelas; Quem Ama Bloqueia; M.E.D.O.; Que Deus nos Sacuda!; os espetáculos que também são de sua autoria Mulheres, Tanta Coisa em Comum e Engolindo Sapo; o musical Amor e Música; É… Quem tem amigo tem tudo; Chico; além de Comunhão de Bens; Proposta Indecente; A Filha do Sol; Loucura Centenária e ÓeuaíÓ. Atualmente, finaliza o roteiro de um longa-metragem. Na TV, atuou em novelas e séries nas emissoras Rede Globo, canal GShow, SBT, Record e Band. Atou em mais de 20 espetáculos teatrais, entre eles: Cinco Homens e Um Segredo; Depois Daquela Noite; Engolindo Sapo; Trair e Coçar é Só Começar; Quarteto em Rir Maior; Sem Medida e Sábado, Domingo e Segunda. No cinema, atuou em curtas e longas-metragens, na publicidade fez centenas de campanhas de filmes e locuções.

Para Roteiro
DO ABISMO ÀS ESTRELAS – Estreou dia 7 de abril de 2019, domingo, às 18h. Texto: Lurimar Vianna, adaptação da obra de Victor Hugo, por DivaIdo Franco. Direção: Renato Scarpin. Elenco: Carô Carvalho, Cláudia Gianini, Débora Munhyz, Fernanda Guerra, Hudson da Silva, Maritta Cury e Vandir Pereira. Voz em off: Divaldo Franco. Duração: 90 minutos. Gênero: Drama. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$ 60,00. Domingo, às 18h. Até 28 de julho.
OBS: No dia 19/5, domingo, a peça participa da programação da Virada Cultural, sendo apresentada gratuitamente, no TEATRO SANTO AGOSTINHO, às 18h. Os ingressos serão distribuídos no sábado, dia 18/5, das 12h às 17h, na Praça das Artes, na Rua Conselheiro Crispiniano, 378, Centro. Cada pessoa pode retirar 2 ingressos.

Sinopse
DO ABISMO ÀS ESTRELAS: O romance do imortal literato francês Victor Hugo, psicografado por Divaldo Franco (voz em off), reflete sobre questões humanas e sociais como a prática do aborto e da eutanásia, além de tratar de temas como relacionamentos humanos e profissionais, medicina, ciência, espiritualismo e valores. O espetáculo, ambientado entre as décadas de 1920 e 1940, apresenta a história de uma jovem médica, Suzette Sara, que vivencia suas escolhas, contradições e consequências, em dois momentos de sua vida.

TEATRO SANTO AGOSTINHO – Rua Apeninos, 118 (próximo à estação Vergueiro do Metrô) – Liberdade. Telefone: (11) 3209-4858. Capacidade 690 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, das 14h às 20h. Ar condicionado. Café.

Assessoria de Imprensa
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amaliapereira@terra.com.br
Créditos: (Amália Pereira – maio/2019)

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Sesc Santo Amaro recebe espetáculo Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, com montagem do Grupo Oficcina Multimédia, de Belo Horizonte

Cena de “Boca de Ouro”. Créditos: Netun Lima

O Grupo Oficcina Multimédia estreia espetáculo com direção de Ione de Medeiros, artista que está à frente da companhia mineira há 36 anos. O espetáculo Boca de Ouro completa a Trilogia da Crueldade, peças encenadas pelo GOM que discutem a violência na história da humanidade.

Com um histórico de criações artística-multilinguísticas, onde os espetáculos trazem recursos da performance, do teatro e da música, o Grupo Oficcina Multimédia chega a São Paulo com o espetáculo Boca de Ouro, o segundo da história de toda a companhia a utilizar como base um texto teatral na íntegra – o primeiro foi A Casa de Bernarda Alba, de 2001. Dirigido por Ione de Medeiros, o clássico de Nelson Rodrigues estreia no Sesc Santo Amaro dia 16 de maio, quinta-feira, às 21h.

A história do Boca de Ouro acontece em Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro, mas na montagem da companhia, o espetáculo se desenvolve em um outro cenário. “Pensamos em trazê-lo para o interior de uma casa que poderia ser de um mafioso pertencente a qualquer lugar do mundo. Neste ambiente intimista, duas portas se abrem para o interior da casa de D. Guigui, a personagem que conta a história do Boca de Ouro por meio de três versões diferentes”, conta Ione de Medeiros, que também assina cenografia e figurino.

Ione, que iniciou a carreira artística como pianista, conta que os espetáculos do GOM (Grupo Oficcina Multimédia) possuem um conteúdo mais abstrato e são criados justamente a partir de um olhar que integra várias linguagens artísticas. “Entrei para o teatro pela porta da música, então penso a cena a partir de movimento e sonoridade. O aparato visual das peças que dirijo têm formas e gestos criados a partir de elementos que a música sustenta”, explica.

Na montagem, os integrantes se dividem em diversos personagens e o Boca de Ouro é duplicado, interpretado por dois atores. Mesmo com a presença de uma atriz, os atores fazem papéis masculinos e femininos. As roupas são escolhidas de acordo com a situação ou com o temperamento dos personagens e artistas pop aparecem como referência no figurino da peça. “Michael Jackson é uma afinidade eletiva presente no figurino e na dança. Michael foi lembrado por sua história como pop star que escolheu ser enterrado em um caixão de ouro, o mesmo sonho do personagem do Nelson Rodrigues”, explica.

A artista diz que a ideia de retornar a uma peça de dramaturgia mais tradicional surgiu após a criação da peça Macquinária 21 (2016), inspirada pela tragédia Macbeth, de Shakespeare. “Nelson Rodrigues tem muito em comum com Shakespeare, como pelo fato das personagens de ambos serem vítimas de desejos inconscientes e incontroláveis”. Na montagem, Ione fez questão de preservar expressões, gírias e maneirismos contidos no texto de Nelson. Para ela, esses recursos conferiram agilidade e um modo mais fluído de construir a peça.

O cenário escolhido para dialogar com esse estilo é bastante versátil: uma porta que se levanta torna-se a casa de dona Guigui, e uma mesa que serve de escrivaninha numa redação de jornal também faz às vezes de um caixão. Outros elementos simples e com usos variados estão repartidos no palco na forma de um triângulo, o que também fortalece a proposta do próprio enredo, um entrelace de três histórias.

Boca de Ouro completa a Trilogia da Crueldade, peças encenadas pelo GOM que discutem a violência na história da humanidade. Aldebaran (2013), a primeira peça, é sobre o irreal, do medo e dos monstros alimentados pelas guerras e disputas pelo poder; Macquinária 21’ (2016), tem como foco o Governo e a sede de poder que levou o rei a ser morto antes de assumir seu posto. Já Boca de Ouro revela até onde o ser humano é capaz de ir para ascender socialmente.
Ione ressalta que a estrutura fragmentária da obra de Nelson Rodrigues fez com que a montagem tivesse muito a ver com a própria linguagem do Grupo Oficcina Multimédia. “O texto não se encarrega de tudo, ele é parte dos recursos estilísticos que contam essas histórias ao público”, conta.

O elenco é composto por Camila Felix, Gustavo Sousa, Henrique Mourão, Jonnatha Horta Fortes, Lucas Prado e Victor Hugo Barros. Jonnatha Horta Fortes é o assistente de direção, figurino e preparação corporal. Francisco César é o responsável pela trilha sonora. Agostinho Paolucci, Lucas Fainblat e Rafael Pimenta são as participações especiais na trilha do espetáculo.

Grupo Oficcina Multimédia
Fundado em 1977, o Grupo Oficcina Multimédia pertence à Fundação de Educação Artística, FEA, desde que foi criado pelo compositor Rufo Herrera no Curso de Arte Integrada do XI Festival de Inverno da UFMG e BH. O espetáculo Sinfonia em Réfazer, de 1978, inaugurou a linguagem multimeios e, pela primeira vez, levou para o palco os instrumentos de Marco Antônio Guimarães (UAKTI) integrados ao texto, movimento e material cênico.

Desde 1983, sob a direção de Ione de Medeiros, o Grupo mantém um permanente trabalho de corpo, voz, rítmica corporal e pesquisa de material cênico no processo de elaboração de seus espetáculos. Até este período, Ione se dividia entre atuação e direção, até que decidiu se dedicar exclusivamente à direção do grupo, começando com Biografia – Joguinho do poder (1983) e K (1984). Depois vieram Domingo de Sol, Trilogia Joyce, Zaac e Zenoel, A Casa de Bernarda Alba, BaBACHdalghara, Macquinária 21 e muitos outros.

SINOPSE
Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, ambientada no universo da zona norte do Rio de Janeiro, tem como mito um personagem suburbano, cuja figura emblemática vai ser associada ao submundo do crime. O tema da violência e da disputa pelo poder foi ampliado e, este olhar suburbano, estendido a marginais mundialmente conhecidos. O enfoque da encenação recai sobre o texto falado, mantendo a integração de som, imagem, movimento e material cênico particular ao Grupo Oficcina Multimédia num diálogo com a dramaturgia de Nelson Rodrigues. A direção é de Ione de Medeiros.

FICHA TÉCNICA
Direção, cenário e figurino: Ione de Medeiros
Assistente de direção, figurino e preparação corporal: Jonnatha Horta Fortes
Elenco: Camila Felix, Gustavo Sousa, Henrique Mourão, Jonnatha Horta Fortes, Lucas Prado e Victor Hugo Barros
Texto: Nelson Rodrigues
Trilha sonora Francisco Cesar
Finalização: Pedro Durães
Participações especiais: Agostinho Paolucci, Lucas Fainblat e Rafael Pimenta
Operação de som: Jair Ferreira (Junão)
Iluminação: Bruno Cerezoli
Operação de luz: Jimmy Wong
Projeto Gráfico: Adriana Peliano
Assessoria de imprensa: Canal Aberto
Orientação em danças urbanas: Leandro Belilo
Orientação teórica: Leda Martins e Ram Mandil
Fotógrafo: Netun Lima
Produção: Grupo Oficcina Multimédia
Produção SP: Rodrigo Fidelis – Corpo Rastreado
Teaser: Henrique Mourão sobre arte de Adriana Peliano

SERVIÇO
Boca de Ouro
De 16 de maio a 9 de junho de 2019
Quintas, sextas e sábados, às 21h, e domingo, às 18h
Local: Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro)
Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 9 (credencial plena).
Capacidade: 279 lugares.
Duração: 85 minutos. Classificação: 14 anos.
SESC SANTO AMARO
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 9 8435 6614
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Estreia “Um Olhar Muda Tudo” da Cia. Repentistas do Corpo

A iridologia, uma forma de diagnóstico realizada através da observação da íris, é a base da pesquisa do novo trabalho da Cia Repentistas do Corpo. Créditos: divulgação

Em cena, as várias maneiras de olhar; projeto tem trilha do produtor musical Edson X, fundador da banda Gueto

“Um Olhar Muda Tudo” é o novo espetáculo da Cia. Repentistas do Corpo que estreia nos teatros dos CEUs da cidade de São Paulo. Dia 24 de abril a companhia estará no CEU Pêra Marmelo, no dia 26 de abril no CEU Vila Atlântica e dia 30 no CEU Perus; todas as sessões são gratuitas.

A pesquisa dessa nova montagem da Cia Repentistas do Corpo foi centrada na importância do olhar para todas as atividades do ser humano. Para o trabalho, o grupo fez um mapeamento da íris de cada intérprete e os resultados – principalmente o padrão comportamental de cada um – serviu para criar a coreografia e a dramaturgia de Um Olhar Muda Tudo. Nas apresentações, o público é convidado a ver o espetáculo sob vários pontos de vista diferentes.

“Um Olhar Muda Tudo” investiga as possibilidades de diálogo entre dança contemporânea, teatro, música, imagem e poesia. Partindo do olhar singular e, ao mesmo tempo plural de cada um dos artistas, convidamos o público a exercitar seu olhar crítico, seletivo e reflexivo diante do que se passa no palco. Os especialistas em fotografia dizem que o olhar define o ângulo, o enquadramento, o objeto focado; porém, esse olhar depende das raízes, do histórico, do ponto de vista de quem olha.

As músicas do espetáculo contêm a pesquisa do artista e produtor musical Edson X, que mescla ritmos brasileiros com batidas eletrônicas e instrumentos gravados ao vivo. A trilha, que tem participação especial do ator, cantor, guitarrista e DJ brasileiro Theo Werneck, transita por três momentos: natureza, urbanidade e um futuro possível para a humanidade.

Os figurinos foram pensados a partir da personalidade de cada um dos três intérpretes criadores do espetáculo: Cláudia Christ, Marcela Miyashita e Sérgio Rocha. É uma mescla de Sol, Terra e Lua além das características pessoais de acordo com a iridologia, uma forma de diagnóstico realizada através da observação da íris, uma das estruturas mais complexas do corpo humano.

A pesquisa na cidade
Durante quatro meses, a companhia fez uma preparação técnica e física do elenco e pesquisou movimentos e dramaturgia para esse novo espetáculo. Três jovens da região dos CEUs foram selecionados para participar do processo de criação nas áreas de produção, operação de luz, intérprete, ouvinte e acompanhar a criação do trabalho: Ewerton MC (cantor, compositor de rap e dançarino), Nath Benha (produtora de eventos em São Paulo) e Tamiris Almeida (interessada em dança contemporânea).

Sobre a Cia. Repentistas do Corpo
A Cia. Repentistas do Corpo, fundada em 2001, é formada por artistas independentes do cenário da dança contemporânea brasileira que trazem significativa bagagem artística associada à proposta de pesquisa inusitada. A sua linha de investigação é a interdisciplinaridade entre a dança contemporânea, o teatro, a música e a percussão corporal em movimento; buscando os possíveis pontos de convergência entre estas áreas e a sua abordagem conjunta.

A inspiração para tanto vem das diferentes manifestações da cultura brasileira e suas identidades; especialmente a literatura, a música e as festas. Desta forma, estamos encontrando novos significados para nossa maneira de estar no mundo: sempre em movimento, com um corpo brasileiro.

Principais Prêmios e Seleções da Cia. Repentistas do Corpo:
Edital de Espetáculos Caixa Econômica Federal – São Paulo/SP (2002)
Prêmio Estímulo à Dança – Secretaria Municipal da Cultura – São Paulo/SP (2004)
Edital Teatro Cacilda Becker- Rio de Janeiro/RJ (2005)
Edital Quarta que Dança – Secretaria da Cultura – Salvador/BA (2006)
Editais ProAC – Secretaria da Cultura – São Paulo/SP (2006/2011/2013/2016)
Programa Municipal de Fomento à Dança da Cidade São Paulo (2007/ 2011/2015)
Edital de Chamamento SESI (2012)
Mostra ABCDança (2013 e 2015)
Virada Cultural Paulista e Circuito Cultural Paulista – São Paulo/SP (2009/2012/2013/2014/2016)
Edital CAIXA Cultural 2016/2017)

Ficha Técnica
Concepção e direção artística: Sérgio Rocha
Assistente de direção: Cláudia Christ
Intérpretes criadores: Cláudia Christ, Marcela Miyashita e Sérgio Rocha
Trilha sonora original: Edson X
Participações especiais: Aguinaldo Bueno, Kenio Fuke, Marcos Rodrigues e Theo Werneck
Operação de som e vídeo: Alex Olobardi
Desenho e operação de luz: Mario Spatizziani
Vídeo cenário e design gráfico: Giuliano VJ Scan
Cenografia e adereços de cena: Marcos Sanchez
Figurinos: Bruna Fernandes
Assistente de figurinos: Juliana Andrade
Aprendizes: Ewerton MC, Nath Benha e Tamiris Almeida
Produção executiva: Rocha Christ Produções Artísticas

SERVIÇO
CIA. REPENTISTAS DO CORPO
Espetáculo “Um Olhar Muda Tudo”
Duração: 50 Minutos | Classificação indicativa: 12 anos
Capacidade dos teatros: 400 lugares | GRATUITO

Dia 24 de abril, quarta-feira, às 15hs e às 20hs
Teatro do CEU Pêra Marmelo | Rua Pêra Marmelo, nº 226 – Jardim Lucrécia.
Tel: (11) 39483959

Dia 26 de abril, sexta-feira, às 15hs e às 20h
Teatro do CEU Vila Atlântica | Rua Coronel José Venâncio Dias, nº 840 – Jaraguá.
Tel: (11) 39018746

Dia 30 de abril, terça-feira, às 15h e às 20h
Teatro do CEU Perus | Rua Bernardo José de Lorena, s/n – Vila Fanton.
Tel: (11) 39158753

Informações para imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 Celular: 11 9 9126 0425 (Márcia) | (11) 9 8435 6614 (Daniele)

Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

Black Brecht e se Brechet Fosse Negro? estreia no Sesc Pompeia

Black Brecht | Crédito: Cristina Maranhão

Peça, que tem direção de Eugênio Lima e dramaturgia de Dione Carlos, é livremente inspirada na peça O Julgamento de Luculus, de Bertolt Brecht; temporada vai de 18 de abril a 5 de maio no Teatro da Unidade.

Livremente inspirada na peça “O Julgamento de Luculus”, de Bertolt Brecht, estreia no Sesc Pompeia temporada de Black Brecht, e se Brecht Fosse Negro. A peça fica em cartaz aos sábados, 21h, e domingos, 18h30, no Teatro da Unidade, de 18 de abril a 5 de maio.

Perante o Supremo Tribunal do Reino das Sombras apresenta-se Luculus Brasilis, o general civilizador, que precisa prestar contas da sua existência na terra para saber se é digno de adentrar no Reino dos Bem-Aventurados. Sob a presidência do juiz dos Mortos, cinco jurados participam do julgamento: um professor, uma peixeira, um coveiro, uma ama de leite e um não-nascido. Estão sentados em cadeiras altas, sem mãos para segurar nem bocas para comer, e os olhos há muito apagados. Incorruptíveis.

A partir deste enredo a trama da peça foi sendo construída, com início durante a ocupação do Legítima Defesa, no próprio Sesc Pompéia, em novembro de 2017. Em duas imersões abertas ao público (estudos e dramaturgia), foram dez dias de trabalho. Em março de 2018, também na Unidade, foi apresentado ao público mais uma etapa, com um módulo de imersão (encenação).

Em junho de 2018 o projeto Black Brecht: E se Brecht fosse Negro? Foi comtemplado com o Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo. A partir daí, durante nove meses o grupo Legítima Defesa se debruçou sobre aquilo que começou como uma provocação: E se Brecht fosse Negro? Nesta provocação, se Brecht fosse negro qual seria o lugar ocupado pela raça? Sua obra seria lida por uma perspectiva interseccional? Unindo classe, raça e gênero? Seria possível construir um espetáculo sobre uma perspectiva afro brasileira diaspórica da obra e dos procedimentos de Brecht?

Para compor o texto de Black Brecht, foram utilizados diversos materiais – escrituras coletivas, dramaturgias sonoras, gestos, outras imersões públicas, exposições e diversas intervenções urbanas.

Sobre o Legítima Defesa

Legítima Defesa é um coletivo de artistas/atores/atrizes de ação poética, portanto política, da imagem da “negritude”, seus desdobramentos sociais históricos e seus reflexos na construção da “persona negra” no âmbito das linguagens artísticas. Constituindo desta forma um diálogo com outras vozes poéticas que tenham a reflexão e representação da “negritude” como tema e pesquisa.
Este ato de guerrilha estética surge da impossibilidade, surge da restrição, surge da necessidade de defender a existência, a vida e a poética. Surge do ato de ter voz.

Ser invisibilizado é desaparecer, desaparecer é perder o passado e interditar o futuro, portanto não é uma opção.

Formado em 2015, o coletivo apresentou a performance poético-política “Em legítima defesa” na Mostra internacional de Teatro de São Paulo de 2016. Em 2017, estreou o espetáculo “A missão em fragmentos – 12 cenas de descolonização em legítima defesa” na programação da Mostra internacional de Teatro. Tem em sua bagagem uma série de Intervenções Urbanas. Atualmente, finaliza o processo da pesquisa “Black Brecht – e se Brecht fosse negro?”, projeto contemplado pelo Prêmio Zé Renato 2018.

Ficha técnica
Direção: Eugênio Lima
Dramaturgia: Dione Carlos
Elenco: Eugênio Lima, Walter Balthazar, Luz Ribeiro, Jhonas Araújo, Palomaris Mathias, Tatiana Rodrigues Ribeiro, Fernando Lufer, Luiz Felipe Lucas, Luan Charles e Marcial Mancome. Ator Convidado: Gilberto Costa
Co-produção: Associação Cultural Núcleo Corpo Rastreado e Umbabarauma Produções Artísticas
Produção Executiva: Iramaia Gongora e Gabi Gonçalves
Cenário: Renano Bolelli
Preparação Corporal e Coreografia: Luaa Gabanini e Iramaia Gongora
Danças Urbanas Africanas: Mister Prav
Preparação Vocal e Spoken Word: Roberta Estrela D’Alva
Figurino: Claudia Schapira
Direção Musical: Eugênio Lima e Neo Muyanga
Música: Luan Charles, Eugênio Lima, Neo Muyanga, Dropê Selva, Roberta Estrela D’alva e Suyá Nascimento.
Vídeo Intervenção: Bianca Turner
Fotografia: Cristina Maranhão
Vídeo documentário: Ana Júlia Travia
Direção de arte gráfica: Jader Rosa
Design: Estúdio Lume
Operador de som: João de Souza Neto e Clevinho Souza

SERVIÇO:
Black Brecht e se Brecht Fosse Negro?
De 18 abril a 5 de maio de 2019, quinta a sábado, às 21h, domingo, às 18h.
Dia 19/4 (quinta – feriado) não haverá sessão.
1º/05 (quarta- feriado), às18h.
Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis.
Ingressos: R$7,50 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$12,50 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$25 (inteira).
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Duração: 90 minutos aproximadamente
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal
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Informações para a imprensa:
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Estagiários: Mari Carvalho e Malu Mões
Coordenador de comunicação: Igor Cruz
Telefone: (11) 3871-7720 / 7776

Assessoria de Imprensa
Com Canal Aberto
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Coletivo Estopô Balaio apresenta A Cidade dos Rios Invisíveis nos trens da CPTM e o transforma em livro e audiolivro

Coletivo Estopô Balaio reproduz umas das cenas cotidianos dos brasileiro. Foto: Ramilla Souza

O espetáculo faz temporada comemorativa de cem apresentações e também conta com lançamento da dramaturgia da peça em formatos de livro e áudio.

Peça utiliza como cenário as paisagens entre o Brás e as ruas do Jardim Romano e proporciona uma reflexão sobre a cidade através dos olhares dos viajantes dos trens.

“Neste percurso é preciso olhar além, para mergulhar nas imagens evocadas pela cidade e pela alma do navegador”. Poético e realista, o espetáculo A Cidade dos Rios Invisíveis, do Coletivo Estopô Balaio, traz para a capital paulista, de 12 de abril a 9 de junho de 2019, histórias, anseios e vivências de muitos que atravessam a cidade por meio dos trens da CPTM com destino ao Jardim Romano. Com apoio da 1ª Edição do Prêmio Cleyde Yáconis, a temporada marca a 100ª apresentação do espetáculo, que também será transposto para o formato de livro e audiolivro, com data de lançamento a ser confirmada.

As apresentações que acontecem na linha 12 – Safira da CPTM fazem um convite aos viajantes a embarcar numa viagem teatral da vida real. O percurso, que parte sempre da estação do Brás, às 14h, às sextas, sábados e domingos, segue pelas ruas do bairro Jardim Romano até o córrego Três Pontes, um braço do rio Tietê. Os ingressos serão vendidos exclusivamente pelo site do coletivo (www.coletivoestopobalaio.com.br) e seguem a modalidade Ingresso Consciente, ou seja, o público define quanto irá pagar no momento da compra. O valor da passagem de trem não está incluso na experiência. O ponto de encontro é o Espaço Cultural da Estação Brás. Com duração de 3h30, o espetáculo se finda sob o pôr-do-sol às margens do rio. A bilheteria será revertida para as atividades de formação artística do coletivo no Jardim Romano.

A viagem teatral se inicia nos vagões do trem, onde os passageiros munidos por fones de ouvido e MP3, observam as paisagens através das janelas. Ao desembarcar, as intervenções artísticas – dança de rua, rap e performances – se entrelaçam com o cenário cotidiano dos moradores do bairro Jardim Romano e com as histórias dos grafites e das enchentes que assolaram o bairro. O público vivencia uma apresentação real, lúdica e única.

Criado pelo Coletivo Estopô Balaio, A cidade dos Rios Invisíveis é a última parte da Trilogia das Águas, que desde 2012 narra histórias de enchentes vividas pelos moradores desse bairro. As outras peças da sequência são Daqui a Pouco o Peixe Pula e O Que Sobrou do Rio.

Histórico do Estopô Balaio

O Estopô Balaio é um coletivo de artistas formado em 2011 na cidade de São Paulo que conta em sua maioria com a participação de artistas migrantes. É por esta condição de vida, a de um ser migrante, que nos reunimos no desejo de aferir um olhar sobre a nossa prática artística encontrando como estrangeiros a distância necessária para enxergar o olhar de destino de nossos desejos.

A distância geográfica de nossas lembranças e paisagens nos levaram a uma tentativa inútil na busca por pertencimento à capital paulista. Era preciso reinventá-la para poder praticá-la. Na busca pelo lugar perdido de nossa memória seguimos para fora e à medida que nos distanciávamos de um tipo de cidade localizada em seu centro geográfico, fomos nos aproximando de outras cidades, de outros modos de vida e de novos compartilhamentos. O cinturão periférico da cidade no seu vetor leste nos revelou um pedaço daquilo que tinha ficado para trás. Havia um Nordeste em São Paulo que estava escondido das grandes avenidas e dos prédios altos do centro paulistano.

Jardim Romano é um pedaço do cinturão periférico que guarda lembranças alijadas da construção histórica da cidade-império. Os edifícios que arranham o céu ajudam a esconder e afastar um contingente populacional que não consegue se inserir nos apartamentos construídos em novos condomínios.

A memória partilhada nos quatro anos de residência artística no Jardim Romano são as nossas de estrangeiros de um lugar distante e a destes pequenos deuses alagados de uma cidade submersa pelo esquecimento. O encontro com o bairro se deu num processo de identificação, pois a maioria de seus moradores são também migrantes nordestinos que fincaram suas histórias de vida nos rincões da capital paulista. O alagamento do Jardim Romano era real, oriundo da expansão desordenada da cidade, o nosso era simbólico, originário da distância e saudade daquilo que deixamos para trás. Falar do outro e deixá-lo falar por nós tornou-se o percurso daquilo que começamos a fazer, criar arte a partir da necessidade de inventar a vida.

Ficha Técnica
A Cidade dos Rios Invisíveis
Ideia Original, Roteiro Dramatúrgico e Direção Geral: João Batista Júnior
Dramaturgia: Ana Carolina Marinho, João Batista Júnior e Juão Nyn
Colaboração Dramatúrgica: Elenco
Produção: Ana Carolina Marinho e João Batista Júnior
Assistente de produção: Wemerson Nunes
Elenco: Adrielle Rezende, Ana Carolina Marinho, Anna Zêpa, Bruno Fuziwara, Carol Piñeiro, Keli Andrade e Júlio Lorosh.
Dança de rua: Bia Ferreira, Mell Reis, Luan Pinheiro, Luiz Filipe, Moisés Matos, Kayque Lezz.
Poetas: Emerson Alcalde, Debora Fiuza, Jacira Flores, Sérgio Schiapin
Concepção de dispositivo sonoro: Carol Guimaris e Doutor Aeiuton
Sonoplastas: Jomo Faustino e Sabrina Teixeira
MCs: Dunstin Farias e Matheus Farias
Percussão: Josué Bob
Contra-regras: Ana Maria Marinho, Clayton Lima e David Costa.
Secretaria: Lisa Ferreira
Receptivo: Keli Andrade e Lisa Ferreira
Participação especial: Diane Oliveira e Vital de Carvalho Araújo.
Trilha sonora Trem-Ato: Marko Concá
Figurino: João Batista Júnior
Artes visuais: Anna Zêpa, Paula Mendes, Clayton Lima, Daniel Minchoni, Coletivo Estopô Balaio, Eveline Sin e moradores do Jardim Romano.
Canções: Ana Carolina Marinho, Diane Oliveira, Dunstin Farias, João Batista Júnior, Matheus Farias, Juão Nyn e Marko Concá.
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto.
Designer Gráfico: Anderson Leão

Serviço
Datas: 12 de abril a 9 de junho de 2019 (Não haverá sessões nos dias 10, 11 e 12 de maio). Sextas, sábados e domingos.
Horário: 14h (chegar com 30 min de antecedência)
Ponto de encontro: Espaço Cultural da Estação Brás
Ingressos: Ingresso Consciente (Pague o quanto puder). Os ingressos serão vendidos exclusivamente pelo site do coletivo: http://www.coletivoestopobalaio.com.br
Duração: 3h30m
Lotação: 60 pessoas
Recomendação de idade: A partir de 12 anos. Devido à itinerância, a criança precisa estar sempre acompanhada de um adulto.
Recomendação: o espetáculo é itinerante, sujeito a mudanças em caso de chuvas (levar guarda-chuva ou capa de chuva)

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

Espetáculo do Abismo Às Estrelas, da obra de Victor Hugo, estreia no Teatro Santo Agostinho

Imagem do espetáculo “Do Abismo Às Estrelas”. Créditos: Manacá Fotografia

O romance do imortal literato francês Victor Hugo, psicografado por Divaldo Franco, faz meditações profundas em torno dos problemas da vida e aborda a prática do aborto e da eutanásia durante a 1ª Guerra Mundial. A peça tem dramaturgia de Lurimar Vianna e direção de Renato Scarpin

Adaptação do romance do imortal literato francês Victor Hugo, o espetáculo DO ABISMO ÀS ESTRELAS, estreia dia 7 de abril, domingo, às 18h, no TEATRO SANTO AGOSTINHO. Com dramaturgia de Lurimar Vianna e direção de Renato Scarpin, peça reúne os atores Carô Carvalho, Cláudia Gianini, Debora Munhyz, Fernanda Guerra, Hudsonn Moreira, Maritta Cury e Vandir Pereira.
DO ABISMO ÀS ESTRELAS apresenta a história de uma jovem médica, Suzette Sara, que vivencia suas escolhas, contradições e consequências, em dois momentos de sua vida. Ela sofre as perdas do pai, pelo antissemitismo, da mãe, que enlouqueceu ao não suportar a perda do marido e da condição social elevada, e de suas duas irmãs pequenas, para uma epidemia de gripe. O enredo faz meditações profundas em torno dos problemas da vida e aborda, entre outros temas, a prática do aborto e da eutanásia durante a 1ª Guerra Mundial.

“A obra Do Abismo às Estrelas despertou-me interesse pelo autor, Victor Hugo, ter sido poeta, romancista, dramaturgo, jornalista e sempre preocupado com o povo e com os grandes problemas humanos e foi para esse povo que ele escreveu sua melhor produção literária”, afirma a autora da peça Lurimar Vianna. “Decidi adaptar essa obra para teatro para dividir com o público as seguintes reflexões: quem sou, o que devo fazer, quais são minhas opiniões e para onde desejo ir com determinadas decisões?”, completa a autora.

O espetáculo, que retrata com grande cuidado e beleza estética a França, aproximadamente, entre anos 1920 e 1940, faz homenagem ao respeitado médium Divaldo Franco, com sua voz em off fazendo parte do enredo, em gravação exclusiva para a montagem. Divaldo publicou a obra Do Abismo às Estrelas em 1974.

“A montagem apresenta três planos de ação. No 1º plano, o próprio Victor Hugo traz considerações da espiritualidade, considerações essas que justificam sua decisão de enviar essa história para ser psicografada por Divaldo Franco. No 2º plano, Suzete Sara, já no fim da vida, relembra sua história ao se confessar ao Santo Vianney Curé D’Ars, na Catedral de Notre-Dame. No 3º plano, Suzette mais jovem, interpretada por outra atriz, revive as cenas que marcaram sua memória junto aos personagens que fizeram parte de sua vida”, declara o diretor Renato Scarpin.

A luz, de Vanderlei Conte, cria as nuances de cada plano, cada lembrança e suas diversas situações, com transições de tempo e espaço. Os mais de 40 figurinos, por Lurimar Vianna, são fiéis à moda dos anos 20, 30 e 40. A sonoplastia, de Renato Scarpin, privilegia a música clássica e, em dado momento, prestará homenagem à Victor Hugo com a interpretação à capela da canção “I Dreamed a Dream”, do musical Lés Misérables. O cenário, de Fabio Jerônimo, ambienta as lembranças da personagem Suzette e o espectador poderá ver uma imagem recriada do interior da nave principal da poética e majestosa Catedral de Notre-Dame, de Paris. Montagem tem produção de Lurimar Viana, da Áquila Prisca, em parceria com Maritta Cury.

Victor Hugo: Uma das maiores personalidades do século XIX, grande nome da literatura francesa, escreveu 22 livros de poesias, 8 romances, dentre os quais os memoráveis Os Miseráveis e O Corcunda de Notre Dame, 14 peças de teatro, 15 volumes de prosa em não ficção, ensaios, diários, artigos políticos, entre outros. Conhecido por seu devotamento às causas sociais, defendeu a paz universal, os direitos das crianças e dos homens, a abolição da pena de morte e o progresso social. Foi um dos precursores do Espiritismo na França. Seu contato inicial com fenômenos mediúnicos foi em 1853, antes mesmo de Allan Kardec, quando, durante um exílio em Jersey junto com sua família, pode observar as chamadas “mesas girantes” nas reuniões de Madame Emile de Girardin.

Divaldo Franco: Dos seus 90 anos, 70 foram devotados à causa espírita e às crianças das periferias de Salvador, na Bahia. Em 1952, junto a Nilson de Souza Pereira, fundou a instituição de caridade Mansão do Caminho, que ajuda diariamente cerca de 6 mil pessoas e abriga mais de 3 mil, centenas delas registradas como filhos do médium. Os direitos autorais de seus mais de 250 livros psicografados, que já venderam mais de 8 milhões de exemplares, foram doados em cartório para essa e outras instituições filantrópicas. Representado como peregrino ou o “Paulo de Tarso do Espiritismo”, Divaldo já percorreu mais de 50 países divulgando a doutrina.

Lurimar Vianna: Diretora da Cia Teatral Áquila Prisca. Escreveu as peças: Anjo, Socorro! Gilda Sumiu!; Antes só que Mal Assombrado e Ghost – Espíritas no Além. Adaptou livros para teatro: Do Abismo às Estrelas, de Divaldo Franco; Maria, de Sholem Asch; Iracema e Senhora, ambas de José de Alencar; A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queiroz; Há 2000 Anos… e Paulo e Estêvão, ambas de Francisco Cândido Xavier; Voltou, mas esqueceu, de Florence L. Barclay; Barrabás, de Herculano Pires; São Bernardo, de Graciliano Ramos e Noite na Taverna, de Alvares de Azevedo. Dirigiu os espetáculos: Maria (em repertório); Antes só que Mal Assombrado (2017); O Céu já tem Anjos Demais (2014); Espumas Flutuantes (2012) e Espelho da Alma (2010). Foi assistente de direção nas montagens: O Segredo de Fátima, direção de Marisa Calvo (2014); Parnaso de Além Túmulo, direção de Bernadete Miller (2014); Chuva Fria e Fina, direção de Jandira Foller (2013) e Fábrica de Sonhos, direção de Lígia Madeira (2012).

Renato Scarpin: É autor de nove textos teatrais e dirigiu mais de dez espetáculos. Atualmente, finaliza o roteiro de um longa-metragem. Na TV, atuou em novelas e séries: Um Só Coração, na Rede Globo, onde também atuou em Sexo e as Nega; Avenida Brasil; Torre de Babel; Andando nas Nuvens; entre outras, e no canal GShow fez Atormentados; no SBT participou das produções Chiquititas; Uma Rosa com Amor; Esmeralda e Amigas e Rivais; na Record atuou em Bicho do Mato; na TV Band participou de Água na Boca, e na Band Sports foi apresentador do programa TV Soberano. Na internet integra o elenco dos canais Humores Urbanos e O Que Tem Pra Hoje, esquetes cômicas veiculadas no Comedy Center e Youtube. Atou em mais de 20 espetáculos teatrais, entre eles: Cinco Homens e Um Segredo; Depois Daquela Noite; Engolindo Sapo; Trair e Coçar é Só Começar; Quarteto em Rir Maior; Sem Medida e Sábado, Domingo e Segunda. No cinema, atuou em curtas e longas-metragens, na publicidade fez centenas de campanhas de filmes e locuções.

DO ABISMO ÀS ESTRELAS – Estreia dia 7 de abril de 2019, domingo, às 18h. Texto: Lurimar Vianna, adaptação da obra de Victor Hugo, por DivaIdo Franco. Direção: Renato Scarpin. Elenco: Carô Carvalho, Cláudia Gianini, Debora Munhyz, Fernanda Guerra, Hudsonn Moreira, Maritta Cury e Vandir Pereira. Voz em off: Divaldo Franco. Duração: 90 minutos. Gênero: Drama. Recomendação: 14 anos. Ingressos: R$ 60,00. Domingo, às 18h. Até 28 de julho.

Sinopse
DO ABISMO ÀS ESTRELAS: O romance do imortal literato francês Victor Hugo, psicografado por Divaldo Franco, reflete sobre questões humanas e sociais e também aborda a prática do aborto e da eutanásia. O espetáculo, ambientado entre as décadas de 1920 e 1940, apresenta a história de uma jovem médica, Suzette Sara, que vivencia suas escolhas, contradições e consequências, em dois momentos de sua vida.

TEATRO SANTO AGOSTINHO – Rua Apeninos, 118 (próximo à estação Vergueiro do Metrô) – Liberdade. Telefone: (11) 3209-4858. Capacidade 690 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, das 14h às 20h. Ar condicionado. Café.

(Amália Pereira – março/2019)
Assessoria de Imprensa
Amália Pereira – MTB: 28545
(11) 3159-1822 / (11) 9 9762-5340
amaliapereira@terra.com.br

Créditos: Amália Pereira

‘O Apocalipse de um diretor’ do Grupo Eco Teatral aborda as relações de tirania ao revelar os bastidores de uma estreia de Hamlet

Cena da peça “O Apocalipse de um diretor”. Foto: Allis Bezerra

Primeiro texto de Angela Ribeiro depois de ganhar o Prêmio Shell de 2018 na categoria de Dramaturgia, a peça foi escrita em colaboração com o diretor Thiago Franco Balieiro.

Com dez atores no elenco e um trio de jazz ao vivo, “O Apocalipse de um diretor” estreia dia 6 de abril, sábado, no auditório do MASP.

Com o intuito de discutir relações hierárquicas e os abusos de poder, o diretor Thiago Franco Balieiro e a ganhadora do Prêmio Shell de Dramaturgia 2018 Angela Ribeiro, desenvolveram junto ao grupo Eco Teatral a peça O APOCALIPSE DE UM DIRETOR. Os conflitos e angústias de um grupo de atores, uma assistente e um diretor no dia da estreia do seu mais recente espetáculo, Hamlet. A montagem fará sua primeira temporada no auditório do MASP, de 6 de abril a 26 de maio, com apresentações sábados, às 21h e domingos, às 19h30.

A peça inédita é a quarta produção independente do grupo Eco Teatral e traz no elenco Alexandre Menezes como Ator 3 e Laertes, Fernanda Assef como Atriz 3 e Ofélia, Gabriela Roibeiri como a assistente de direção, Gisa Araujo como a Primeira Atriz e Gertrudes, Gustavo Mereghi como Ator 1 e Hamlet, Lisandro Leite como Ator 2 e Rei Claudio, Marco Canonici como Ator e Polônio, Roberto Borenstein Ator 3, Romario Lopes como diretor e Zenaide Denardi como atriz stand-in. Um trio de jazz formado pelos músicos Alberto Eloy no trompete, Ana Guariglia no piano e Chico Ribas na bateria acompanha em tempo real os níveis de tenção de cada cena, interagindo a todo instante com o jogo cênico criado pelos atores.

Após a projeção um foco de luz acende no palco, um baterista anuncia: “São Paulo, manhã da estreia. Lá fora, frio e chuva”. A partir daí, as luzes se acendem e o jazz conduz a entrada dos atores no palco. Percebemos um clima de ansiedade em cada entrada, o Diretor interrompe a música e informa aos atores de uma maneira autoritária que alguma coisa ocorrida no dia anterior já foi resolvida e pede para todos se prepararem. Ao longo do ensaio as relações entre os atores e a direção vão se corroendo, instaurando uma atmosfera caótica. Os atores insatisfeitos com a situação nos revelam isso através dos “à parte” – um microfone no proscênio que serve como uma espécie de confessionário.

“A linha divisória entre ficção e realidade, e reforçadas pelo cenário, vão se diluindo e se misturando. Temos certa dificuldade para definir se as falas pronunciadas pelo elenco são deles ou dos personagens da peça Hamlet”, explica Thiago Franco Balieiro.

A partir de dados biográficos e de histórias comuns vivenciadas por outros diretores, e pelos atores da peça, o espetáculo cria três camadas de realidade, a primeira sendo ocupada pelo diretor real, a segunda camada ocupada pelo diretor ficcional e os atores em uma sala de ensaio, e a terceira camada é a montagem de Hamlet, a peça que esses mesmos atores estão apresentando.

A encenação se apoia em várias expressões artísticas, tais como o teatro, dança, projeções de vídeo, música ao vivo, OFFs e performance.

SINOPSE
Um diretor real, um diretor ficcional e os atores. As crises, as memórias, as reflexões e obsessões de um/alguns artista(s) em colapso. AVISO! Dados biográficos estarão a serviço de uma ficção. Estamos estou mentindo, não é isso! Você: O que isso me importa? Eu: Nada. Tudo! Uma montagem de Hamlet que não deu certo / que pode dar certo / ao som de jazz, esse é o “O Apocalipse de um Diretor”

ECO TEATRAL
O grupo Eco Teatral foi fundado em 2012 dentro da Escola de Arte Dramática da USP pelo diretor Thiago Franco Balieiro, desde então, realizou três espetáculos em sua trajetória, as peças SALA DE ESPERA (2012), EDGAR (2014) e HOMO PATITUR (2017). A partir de 2015, o grupo se estabelece no bairro da Luz em São Paulo e começa a desenvolver seu trabalho de pesquisa focado no desenvolvimento técnico do intérprete, ministrando cursos de treinamento corporal, pesquisas vocais, Suzuki, danças Afro e os Diálogos Teatrais (projeções de peças teatrais contemporâneas seguida de debates). Depois de sua chegada no bairro da Luz o grupo estabelece parcerias com outros grupos da região e se integra ao Movimento de Teatros Independentes de São Paulo (MOTIN).

Ficha Técnica
Apocalipse de um Diretor
Dramaturgia: Angela Ribeiro e Thiago Franco Balieiro
Direção: Thiago Franco Balieiro
Assistente de Direção: Fernanda Borella
Elenco: Alexandre Menezes, Fernanda Assef, Gabriela Roibeiri, Gisa Araujo, Gustavo Mereghi, Lisandro Leite, Marco Canonici, Roberto Borenstein, Romario Lopes e Zenaide Denardi
Músicos: Alberto Eloy, Ana Guariglia e Chico Ribas
Iluminação: Felipe Tchaça
Assistente de Iluminação: Paula da Selva
Operação de Som: Fernanda Borella
Direção Audiovisual: Santiago Paestor, Vitor D’Angelo
Elenco (vídeo produtor): Fernanda Borella e João Mazini
Figurinos: Thiago Franco Balieiro
Costureira: Vera Luz Santos Araújo
Cenário: Thiago Franco Balieiro
Designer Gráfica: Angela Ribeiro
Produção: Eco Teatral
Assessoria de Impressa: Canal Aberto (Márcia Marques | Daniele Valério)
SERVIÇO
Estreia dia 6 de abril de 2019
Temporada até 26 de maio
Sábado, às 21h, e domingo, às 19h30.
MASP – Auditório. Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01310-200. Telefone: (11) 3149-5959. (CHECAR FUNCIONAMENTO BILHETERIA E SITE PARA COMPRA ANTECIPADA)
Ingresso: R$ 50.
Duração: 120 min. Não recomendado para menores de 18 anos.
Capacidade: 374 lugares
Acesso a cadeirantes. Não tem estacionamento.

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
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Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto