Petrobras e Sesc São Paulo apresentam PRETO, da companhia brasileira de teatro, que estreia no Sesc Campo Limpo em 09 de novembro

O PRETO vai se desdobrando em possibilidades reais de diálogo, em instâncias diferentes da palavra. Foto de Nana Moraes.

Espetáculo promove a investigação e reflexão sobre a coexistência e a interação entre as diferenças

“PRETO é uma obra sobre ela mesma, que se articula com autonomia promovendo possibilidades de leitura, emergindo um leque de assuntos e temas diversos.

Diante desses fatores que afetam o mundo, eu respondo artisticamente”. Marcio Abreu.

“No teatro e nas artes presenciais, relacionais, há uma certa tendência à surdez cultural. É muito comum as pessoas irem ao teatro e não escutarem, não veem, não estão permeáveis. Um dos desafios, como dramaturgo, é o de construir e furar um pouco esses bloqueios culturais, sociais”. Marcio Abreu

As infinitas possibilidades de diálogos e descobertas do ser, através de um corpo, uma palavra ou um som, se desdobram na narrativa de PRETO, o novo projeto da companhia brasileira de teatro, que estreia em São Paulo, a partir de 09 de novembro de 2017, no Sesc Campo Limpo, em São Paulo, após uma ocupação/residência de 30 dias de criação na mesma unidade.

Dirigida por Marcio Abreu, a peça se articula a partir da fala pública de uma mulher negra, uma espécie de conferência que se desdobra em imagens, mediações da palavra, ressignificações dos corpos, ativação da escuta e reverberação dos sentidos numa sequência de tentativas de diálogos.

PRETO promove uma investigação sobre o que gera a recusa das diferenças na sociedade e como reagir artisticamente diante desta pluralidade cultural, política, étnica e racial. A experiência busca expandir através da arte as percepções sobre o outro e sobre os espaços de convivência, além da formação de sensibilidades que aparecem em três grandes momentos durante a narrativa.

Um dos questionamentos que acompanham a peça- do que você não esquece nunca do que você é? – traz o jogo visceral que se entrelaça com os caminhos dos pensamentos na filosofia, literatura, dança, música e antropologia. A dramaturgia carrega diálogos marcados pelo noticiário, sem a intenção de reproduzir a realidade, e traz cenas vivenciadas pelo artistas em seus cotidianos, proporcionando instâncias de linguagem para a peça.

A narrativa ainda proporciona reflexão sobre como a sociedade se comporta e dá poder à questão da imagem social. Imposta como verdade neste universo contemporâneo, questionamentos do tipo “como eu me vejo?” ou “como o outro me vê?” ganham força e enriquecem o espetáculo por meio da construção de um diálogo.

Tá vendo? Eu não sei falar sobre mim. Falar sobre mim pode ser pouco. Ou não, né? Mas sei falar sobre o que me atravessa, e me atravessa aquela garota erguendo a carteira da escola no meio da rua. Aquela mulher esbravejando com o policial. Aquela palestra, quando ela falou que eles calculavam qual seria o melhor dia para fugir. O vídeo da mulher sendo arrastada. O clipe. Beyoncé fez eu me sentir com poder. A liberdade não tem nome e o nome dele é Rafael, nome de um primo meu. A série. Aquilo coloca a nossa forma de viver na linguagem de mercado. E ganharam um Oscar. Eu tenho raiva daquilo. Mas me interessa furar a tortura simbólica das imagens que não deixa a nossa imagem viver plenamente, com amor, com beleza, com dinheiro. E digo mais: para que servem nossas respostas que falam sobre nós. A quem? Quem são os corpos que ouvem isso? Essas palavras fazem agir? Amanhã o teu cabelo vai gritar alguma coisa? Teus braços, teus pés e mãos? Quem vai abrir mão para dividir? E nós? Vamos ter fôlego para plantar em cada comunidade, em cada reunião, alguma ação?“. Trecho da dramaturgia.

O racismo e a investigação pela negação transposta pela sociedade atual – presente na peça – tem como referência básica no processo de construção a obra de Joaquim Nabuco, intelectual e político abolicionista brasileiro que viveu no século XIX entre o Brasil e a Europa, “A Crítica da Razão Negra”, do professor e cientista político sul-africano Achille Mbembe, os escritos de Frantz Fanon, a literatura de Ana Maria Gonçalves, e da poeta e professora Leda Maria Martins, entre outros pensadores.

PRETO e a companhia brasileira de teatro

Fruto do desdobramento da pesquisa de “PROJETO bRASIL”, PRETO vem se construindo desde 2015 e se deu em diversas situações de residências artísticas em períodos, cidades e países diferentes, entre eles: Belo Horizonte, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, São Paulo, Araraquara, Curitiba e Santos. As cidades de Dresden e Frankfurt, na Alemanha, também receberam residências artísticas (com mostras de processo, oficinas, encontros, conversas públicas), todas abertas ao público.

“Em cada uma das etapas de trabalho fomos permeados por circunstâncias e experiências específicas. Em todas elas promovemos ou participamos de encontros entre artistas e público através de apresentações de peças do nosso repertório, oficinas, mostras de processo, debates e conversas públicas, entendendo o teatro como lugar mobilizador de sensibilidades, sentido político e ativador de transformações possíveis, transformações sonhadas e as que ainda nem imaginamos”, completa o diretor Marcio Abreu sobre o processo.

A companhia brasileira de teatro é um coletivo de artistas de várias regiões do país fundado pelo dramaturgo e diretor Marcio Abreu em 2000, em Curitiba, onde mantém sua sede num prédio antigo do centro histórico.

Sua pesquisa é voltada sobretudo para novas formas de escrita e para a criação contemporânea. Entre suas principais realizações, peças com dramaturgia própria, escritas em processos colaborativos e simultâneos à criação dos espetáculos, como PROJETO bRASIL (2015); Vida (2010); O que eu gostaria de dizer (2008); Volta ao dia…(2002).

Há ainda uma série de criações a partir da obra de autores inéditos no país como Krum (2015) de Hanock Levin; Esta Criança (2012), de Joel Pommerat; Isso te interessa? (2011), a partir do texto Bon, Saint-Cloud, de Noelle Renaude e Oxigênio (2010) de Ivan Viripaev.

A companhia realiza ainda frequentes intercâmbios com outros artistas no país e no exterior. Estreou na França, em 2014, o espetáculo Nus, Ferozes e Antropófagos em pareceria com os diretores Thomas Quillardet e Pierre Pradinas e com artistas brasileiros e franceses do Coletivo Jakart e colaboradores da companhia brasileira.

FICHA TECNICA
Direção: Marcio Abreu
Elenco: Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira, Renata Sorrah e Rodrigo Bolzan
Músico: Felipe Storino
Dramaturgia: Marcio Abreu, Grace Passô e Nadja Naira
Iluminação: Nadja Naira
Cenografia: Marcelo Alvarenga
Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino
Direção de Produção: José Maria | NIA Teatro
Direção de Movimento: Marcia Rubin
Vídeos: Batman Zavarese e Bruna Lessa
Figurino: Ticiana Passos
Assistência de Direção: Nadja Naira
Orientação de texto e consultoria vocal: Babaya
Consultoria Musical: Ernani Maletta
Adereços | Esculturas: Bruno Dante
Colaboração artística: Aline Villa Real e Leda Maria Martins
Assistência de Iluminação e Operador de Luz: Henrique Linhares
Assistência de Produção e Contrarregragem: Eloy Machado
Operador de Vídeo: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
Assistência de Produção: Caroll Teixeira
Participação Artística na Residência realizada em Dresden: Danilo Grangheia, Daniel Schauf e Simon Möllendorf
Projeto Gráfico: Fabio Arruda e Rodrigo Bleque | Cubículo
Fotos: Nana Moraes
Assessoria de Imprensa: Márcia Marques, Kelly Santos e Daniele Valério | Canal Aberto
Patrocínio: Petrobras e Governo Federal
Produção: companhia brasileira de teatro
Co-produção: HELLERAU – European Center for the Arts Dresden, Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main, Théâtre de Choisy-le-Roi – Scène conventionnée pour la diversité linguistique
Realização: Sesc São Paulo
companhia brasileira de teatro
Direção de Produção: Giovana Soar
Administrativo e Financeiro: Cássia Damasceno
Assistente Administrativo: Helen Kalinski

Serviço
PRETO
De 09 de novembro a 17 de dezembro de 2017
De quinta a sábado, 20h e domingos, 18h.
Não haverá apresentações nos feriados dos dias 15 e 20 de novembro.
SESC CAMPO LIMPO
Rua Nossa Sra. do Bom Conselho, 120 – Santo Amaro, São Paulo/ SP
Tel. (11) 5510-2700
Capacidade: 120 lugares/ Recomendação: 14 anos/ Duração: 90 minutos
Ingressos: R$ 9,00 (Credencial plena), R$ 15,00 (Aposentado, pessoas com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 30,00.

Informações à imprensa
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Por Daniele Valério | Canal Aberto

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LaMínima volta com Pagliacci e espetáculos de sua trajetória no Teatro João Caetano na Mostra LaMínima 20 anos

O grupo LaMínima em ação. Crédito Paulo Barbuto

O LaMínima 20 anos é uma consequência dessas duas décadas de trabalho, é mais que uma homenagem ao Domingos, é a constatação da evolução da linguagem da companhia, a sua relação com a arte e sua fidelidade aos princípios que a norteia desde sempre”. Luciana Lima, atriz, circense, produtora e esposa de Domingos Montagner

De 03 a 19 de novembro de 2017, o grupo LaMínima apresenta o projeto LaMínima 20 anos no Teatro Municipal João Caetano (R. Borges Lagoa, 650, Vila Clementino, SP), com apresentações gratuitas do “Pagliacci”, que abre a mostra no dia 03 de novembro. Este espetáculo é realizado com apoio do Edital de Apoio a Criação Artística – Linguagem Circo, da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. Nas semanas seguintes serão apresentados “A Noite dos Palhaços Mudos” (16 e 17/11), “Reprise” e “À La Carte” (18 e 19/11) com ingressos a preços populares (R$ 5 e R$ 10).

“Pagliacci” é o mais recente espetáculo da companhia, estreado em março deste ano no Sesi SP, com grande repercussão na imprensa e de público, com sessões lotadas em quase todas as apresentações. A obra inspiradora dessa versão circense da LaMínima é baseada na ópera do italiano Ruggero Leoncavallo, e foi apresentada pela primeira vez no Teatro dal Verme de Milão, em 21 de maio de 1892, sob o título I Pagliacci, tornando-se mundialmente conhecida ao narrar a história da trupe de palhaços decide abandonar suas origens e encenar um drama refinado. Para a versão concebida por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, buscou-se a mistura de números cômicos e elementos líricos e melodramáticos.

Ao iniciar o planejamento das comemorações dos 20 anos, ainda em 2016, no texto escrito por Domingos, ele dizia “queremos comemorar [essa história], apresentando espetáculos que percorreram muita estrada, realizando uma exposição com fotos, figurinos, objetos que andaram conosco e estrear Pagliacci, um novo companheiro para nos ajudar a construir mais um trecho deste caminho, que ainda não sabemos onde é o fim”.

Que antes do fim, se houver, o LaMínima possa seguir adiante comemorando 20, 25, 30, 50 anos de trabalho, oferecendo ao público o melhor da arte circense, fazendo rir e se emocionar a cada nova montagem.

LaMínima 20 Anos no Teatro João Caetano

O projeto LaMínima 20 Anos também contempla espetáculos da trajetória do grupo, que completa duas décadas em 2017. Além de duas semanas de “Pagliacci”, haverá apresentações do premiado “A Noite dos Palhaços Mudos”, “Reprise” e “À La Carte”.

Em “A Noite dos Palhaços Mudos”, dois palhaços calados são perseguidos por uma seita que os considera uma ameaça e pretende extingui-los. Caçados numa noite, os palhaços conseguem escapar, mas um deles é mutilado, perdendo o nariz. Solidário, seu parceiro parte com ele para um ousado “resgate nasal”. Perseguições em meio às sombras misturam-se a truques de magia, números musicais e outros absurdos cômicos que evocam os conflitos entre as intolerâncias contemporâneas e a lógica do palhaço… se é que ela existe.

“Reprise” apresenta dois palhaços que ao chegarem no local de suas apresentações, descobrem que foram contratados para o mesmo local, no mesmo horário, pela mesma pessoa. Depois de infrutíferas tentativas de provarem um ao outro sua prioridade no picadeiro, decidem realizar este trabalho juntos.

Sem a utilização de um texto como base narrativa, mas através de um roteiro baseado em magias, técnicas circenses e números musicais, “À La Carte” utiliza a arte do palhaço em prosaicos números de forte gestualidade. A intenção é que o público não deixe de desfrutar do prazer de rir de si próprio.

Histórico do grupo

O Grupo La Mínima, criado em 1997, é uma dupla de palhaços, com origem circense cujo princípio é pesquisar o repertório clássico do palhaço, adaptá-lo e aplicá-lo a diversos suportes dramatúrgicos. O palhaço está nas ruas e nas feiras, nos parques de diversão, nas histórias em quadrinhos, no cinema mudo ou falado, nos espetáculos de variedades e nos textos clássicos. O palhaço vai existir sempre. Ele nos possibilita perceber limites, diferenças e semelhanças através de um universo fantasioso, mas não menos objetivo. É ele que nos permite rir de nós mesmos. De Homero a Bocaccio, de Carlitos a Oscarito, de Leonardo da Vinci a Laerte, a humanidade há pelo menos 28 séculos registra o humor e ri dela mesma.

Os 20 anos do LaMínima

O ano de 2016 já deixava vislumbrar, para os atores do LaMínima, que as duas décadas de estrada poderiam ser comemoradas no ano seguinte com uma estreia acalentada há tempos por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, seu parceiro de grupo: Pagliacci. Em uma sinopse escrita no ano passado por Domingos para apresentar o projeto LaMínima 20 anos, seu texto acabava com a  palavra “generosidade” para conceituar a arte do palhaço, “ (…) uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e acima de tudo, generosidade”.

É essa generosidade que permeia os 14 trabalhos estreados pela companhia até hoje e se materializa ao dar a chance ao público de fruir, por meio dos espetáculos, uma trajetória tão representativa não só para o circo, mas para as artes cênicas no geral.

Serviço
Mostra LaMínima 20 Anos
De 03 a 19 de novembro de 2017
Teatro João Caetano
Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino – São Paulo
Tel. (11) 5573-3774

Pagliacci
De 03 a 12 de novembro de 2017
Quinta à sábado, às 21h e domingo, às 19h
Recomendação: 14 anos/ Duração: 80 min
Grátis

A Noite dos Palhaços Mudos
Dias 16 e 17 de novembro de 2017
Quinta e sexta, às 21h
Recomendação: 10 anos/ Duração: 55 min
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)

Reprise
Dias 18 e 19 de novembro de 2017
Sábado e domingo, às 16h
Recomendação: Livre/ Duração: 50 min
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)

À La Carte
Dias 18 e 19 de novembro de 2017
Sábado e domingo, às 21h
Recomendação: 10 anos/ Duração: 60 min
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
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Por Daniele Valério | Canal Aberto

“A Invenção do Nordeste”, nova peça do Grupo Carmin, estreia no Sesc Belenzinho

Cena de “A Invenção do Nordeste”. Foto de José Tellys Fagundes Borges

Motivada por uma série de reações xenófobas contra os nordestinos, durante as eleições presidenciais de 2014, Quitéria Kelly, atriz do Grupo Carmin, entrou em contato com a obra do Professor Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr, que escreveu o livro: “A Invenção do Nordeste e Outras Artes”. Quitéria então compartilhou com os demais integrantes da companhia o seu desejo de criar uma peça que contribuísse para a desconstrução da imagem estereotipada do Nordeste e do(a) nordestino(a).

Passados cerca de três anos dessa inquietação, estreia dia 2 de novembro de 2017 o espetáculo “A Invenção do Nordeste” no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Em cena, os atores Mateus Cardoso, Robson Medeiros e Henrique Fontes, que assina a dramaturgia junto com Pablo Capistrano.  Fundadora da companhia – que já tem uma década de estrada completada em 2017 – a atriz Quitéria Kelly dirige pela primeira vez uma montagem do Carmin. Em temporada recente na capital paulistana com outro espetáculo (Jacy), o grupo arrebatou a plateia e os críticos, o que resultou em cinco indicações a prêmios na cidade (três no Prêmio Aplauso Brasil – espetáculo, direção e dramaturgia – e outros dois na APCA – espetáculo e autor).

Durante dois anos de pesquisa, o Grupo Carmin mergulhou nos questionamentos dos mecanismos estéticos, históricos e culturais que contribuíram para a formação de uma visão do nordeste brasileiro como um espaço idealizado, deslocado do processo histórico e imune ao impacto das grandes transformações sociais.

A partir daí, os dramaturgos Pablo Capistrano e Henrique Fontes escreveram uma autoficção onde um diretor é contratado por uma grande produtora para preparar dois atores norte-rio-grandenses, que disputam o papel de um personagem nordestino. Durante o tempo da preparação, a identidade nordestina entra em cheque. Afinal, existiria apenas uma identidade nordestina?

A peça “A Invenção do Nordeste” propõe desenhar a trajetória hilária e por vezes conflitante da história recente do estabelecimento da região nordeste. Essa unidade sociopolítica e cultural com todas as suas individualidades e também todos os estereótipos alimentados por décadas pela literatura, cinema, música e artes visuais brasileiras.

“A Invenção do Nordeste” estreou em agosto de 2017 e já participou da Mostra Sesc Velho Chico em Petrolina/PE e dos Festivais “O Mundo Inteiro é Um Palco” em Natal e MARTE em João Pessoa. Os atores Mateus Cardoso e Robson Medeiros foram recentemente indicados ao Troféu Cultura RN, na categoria melhor ator pela peça “A Invenção do Nordeste” e o Grupo Carmin, nesse mesmo prêmio, concorre na categoria “Artista do Ano” de 2017.

Sinopse “A Invenção do Nordeste”

Um diretor é contratado por uma grande produtora para realizar a missão de selecionar um ator nordestino que possa interpretar com maestria um personagem nordestino. Depois de vários testes e entrevistas, dois atores vão para a final e o diretor tem sete semanas para deixá-los prontos para o último teste.

Durante as sete semanas de preparação, os atores refletem sobre sua identidade, cultura, história pessoal e descobrem que ser e viver um personagem nordestino não é tarefa simples.

O espetáculo é uma obra de autoficção baseada no livro homônimo do Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr. Dirigida por Quitéria Kelly, com dramaturgia de Henrique Fontes e Pablo Capistrano.

FICHA TÉCNICA
A Invenção do Nordeste | Grupo Carmin, 2017
Espetáculo inspirado na obra homônima do Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr.
Elenco | Henrique Fontes, Mateus Cardoso e Robson Medeiros
Direção e figurino | Quitéria Kelly
Pedro Fiuza | Assistência de direção, dramaturgia audiovisual e desenho de luz
Consultoria histórica e de roteiro | Durval Muniz de Albuquerque Jr.
Direção de arte e cenografia | Mathieu Duvignaud
Dramaturgia | Henrique Fontes e Pablo Capistrano
Preparação corporal | Ana Claudia Albano Viana
Preparação vocal | Gilmar Bedaque
Produção executiva | Mariana Hardi
Trilha original | Gabriel Souto / Toni Gregório
Design gráfico | Teo Viana
Xilogravura | Erick Lima
Costureira | Kátia Dantas
Cenotécnico | Irapuã Junior
Edição de vídeo | Juliano Barreto
Locução | Daniele Avila Small
Assistência técnica | Anderson Galdino

SERVIÇO
A INVENÇÃO DO NORDESTE
De 02 a 26 de novembro de 2017.
Quinta a sábado, às 21h30, e domingos e feriado (02/11), às 18h30.
Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos I
Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo/SP
Tel. (11) 2076-9700
Capacidade: 120 lugares / Recomendação: 12 anos / Duração: 60 min
Ingressos: – R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

Informações para a imprensa
Canal Aberto | Tel. 11 2914-07790
Márcia Marques
Cel. 11 9 9126 0425 | marcia@canalaberto.com.br
Daniele Valério
Cel. 11 9 8435 6614 | 9 6705 0425 | daniele@canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Teatro da Vertigem faz o I Seminário de Iluminação e apresenta sua Residência Artística 2017

Créditos: divulgação

Grupo teatral convida profissionais de iluminação e apresenta em sua sede “Muros”, um projeto de Lutz Gallmeister, livremente inspirado em ‘Andorra’, de Max Frisch. Todas as atividades são gratuitas.

O Teatro da Vertigem dá continuidade às ações da parceria longeva com a Petrobras – um patrocínio de 11 anos já – e realiza, na sede do grupo na Bela Vista, duas atividades voltadas à área pedagógica e artística: MUROS (dia 26 de outubro de 2017, em duas sessões, às 19h e 21h), uma residência artística executada pelo músico Lutz Gallmeister junto com seu coletivo Memorial do Silêncio, criador de uma obra audiovisual livremente inspirada em ‘Andorra’, de Max Frisch e o I Seminário de Iluminação do Teatro da Vertigem – À Luz Do Pensamento: Reflexões Sobre A Iluminação Cênica Contemporânea (28 e 29/10), que vai reunir, em uma atividade teórica e prática, 10 profissionais de diferentes regiões do Brasil.

A Residência Artística 2017 do Teatro da Vertigem, na intenção de fomentar pesquisa em outras áreas para além da direção, dramaturgia e atuação, convidou o músico alemão Lutz Gallmeister, compositor, violonista e sonoplasta residente no Brasil desde 2008, para uma residência artística com seu projeto de pesquisa “Silêncio em Andorra”, que tem como objetivo investigar as possibilidades e limites do som como corpo principal de uma narrativa. Nessa obra, o público é convidado a conhecer o interior de um muro, bloco por bloco, seu cimento e suas entranhas de pedra. “Muros”, inspirada na peça sem atores Stifters Dinge, do alemão Heiner Goebbels, busca explorar as possibilidades de sensibilizar o público através do som, da luz, do vídeo e de objetos que se tornam protagonistas.

Guilherme Bonfanti, do Teatro da Vertigem, percebendo a escassa compilação de material didático referente à iluminação em artes cênicas, criou o I Seminário de Iluminação do Teatro da Vertigem – À Luz Do Pensamento: Reflexões Sobre A Iluminação Cênica Contemporânea. Como ação pedagógica voltada exclusivamente a essa área (e não como parte de programação de festivais ou mostras teatrais), se constitui como uma ação inédita em São Paulo, uma chance de trocar experiências teóricas e práticas com alguns dos profissionais mais requisitados do Brasil. Com pouco material organizado, catalogado e sistematizado disponível em português, os profissionais, estudantes e interessados terão a chance de promover um compartilhamento de ideias e ao final dos dois dias de intensa atividade, produzir textos sobre o trabalho e suas aplicações dentro de grupos artísticos ou em outros contextos.  A intenção é que a data se firme no calendário paulistano como a oportunidade anual de atualização dos light designers brasileiros.

As discussões teóricas do primeiro dia do seminário trazem temas como Luz e Narratividade (Luiz Fernando Ramos e Wagner Antonio), Performatividade na Luz (Cibele Forjaz e Nadia Luciani), Light Designer e a Pesquisa de Luz (Alessandra Domingues, Domingos Quintiliano, Marisa Bentivegna e Wagner Freire) e A Luz em Vertentes Realistas Contemporâneas (Welington Andrade e Eduardo Tudella). A mediação será feita por Francisco Turbiani e acompanhamento crítico por Antônio Duran e Grissel Piguillem.

No segundo dia, os atores Juliana Valente e Pedro Massuela, sob orientação da diretora Eliana Monteiro, colaborarão para que os 10 participantes inscritos coloquem em prática as discussões e problemáticas levantadas na atividade dia anterior, desenvolvendo uma resposta prática às provocações levantadas.

Minibios
ELIANA MONTEIRO [ diretora artística ] Encenadora e orientadora artísticopedagógica de escolas e grupos de teatro. Coordena o núcleo de encenação do Programa Vocacional da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e o Projeto Espetáculo das Fábricas de Cultura do Estado de São Paulo. É formadora convidada do curso de Direção Teatral da SP Escola de Teatro, integrou a 26ª Comissão julgadora de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo e participou como curadora da Mostra de Teatro do Maranhão.

GUILHERME BONFANTI [ diretor técnico e light designer ] Atua, desde 1987, desenvolvendo projetos de iluminação para produções de todo o país, nas áreas de Artes Cênicas e Artes Plásticas, entre outras. Criou e coordena o primeiro curso de iluminação regular de São Paulo na SP ESCOLA DE TEATRO. Recebeu prêmios SHELL, APCAs (Associação Paulista dos Críticos de Arte), MAMBEMBE, concedido pela Funarte, APETESP, entre outros.

Serviço
Residência Artística 2017 | Projeto de Lutz Gallmeister com grupo Memorial do Silêncio
Memorial do Silêncio em Muros
Obra audiovisual livremente inspirada em ‘Andorra’, de Max Frisch.
26.OUT | 19h e 21h

I Seminário de Iluminação do Teatro da Vertigem – À Luz do Pensamento: Reflexões Sobre a Iluminação Cênica Contemporânea
28.OUT | MESAS DE DEBATE
09h00    ABERTURA – Guilherme Bonfanti e Eliana Monteiro
09h30    LUZ E NARRATIVIDADE – Luiz Fernando Ramos e Wagner Antonio
11h30    PERFORMATIVIDADE NA LUZ – Cibele Forjaz e Nadia Luciani
13h30    INTERVALO
15h00   LIGHT DESIGNER E A PESQUISA DE LUZ – Alessandra Domingues, Domingos Quintiliano, Marisa Bentivegna e Wagner Freire
17h00    A LUZ EM VERTENTES REALISTAS CONTEMPORÂNEAS – Welington Andrade e Eduardo Tudella
19h00    Lançamento do livro ‘A Luz na Gênese do Espetáculo’, de Eduardo Tudella

29.OUT | TRABALHO PRÁTICO
10 vagas  |  inscrições presenciais no dia 28/10
ATORES CONVIDADOS  Juliana Valente e Pedro Massuela
DIREÇÃO DAS CENAS DO TRABALHO PRÁTICO DO SEMINÁRIO Eliana Monteiro
10 às 17h com intervalo das 13h30 às 14h30

Local: TEATRO DA VERTIGEM
Rua Treze de Maio, 240 – 1º andar – Bela Vista
Info: (11) 3255.2713
ENTRADA FRANCA
http://www.teatrodavertigem.com.br

Informações para a imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques |11 2914-07790 |11 9 9126 0425 | marcia@canalaberto.com.br
Daniele Valério | 11 9 6705 0425 | 9 8435 6614 | daniele@canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Diadorim, do romance de João Guimarães Rosa, inspira Memórias do Rio, do Rei e do Dia

A atriz Carla Lopes em ação na peça “Memórias do Rio, Do Rei e do Dia / Foto: Taetê Benedicto

A atriz Carla Lopes refez a pé, por mais de 170km, trechos no norte de Minas Gerais que o bando do Jagunço Riobaldo percorreu no livro Grande Sertão: Veredas. Em cena, histórias reais da expedição feita pela artista em 2016.

Com três versões cênicas de narrativas diferentes, o público escolhe no início da apresentação qual versão vai assistir

O espetáculo Memórias do Rio, do Rei e do Dia estreia dia 27 de outubro de 2017, às 21h no Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo – Sala Experimental (Av. Paes de Barros, 955, Mooca, SP) inspirado no personagem Diadorim do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. A encenação é assinada por Diego José Villar e tem atuação da atriz Carla Lopes, ambos do núcleo artístico UNA Teatro.

A peça Memórias do Rio, do Rei e do Dia aborda um tema profundo e invade uma das mais importantes obras de Guimarães Rosa, além de contar histórias reais da expedição vivida pela dramaturga e atriz Carla Lopes em 2016 – que seguiu pelo norte de Minas Gerais a pé por mais de 170km, refazendo trechos do bando do Jagunço Riobaldo – no Caminho do Sertão.

A encenação é dividida em três caminhos narrativos diferentes e independentes (do Rio, do Rei e do Dia), e a escolha de qual será narrado é definida somente no início de cada apresentação. Dessa maneira o público poderá conhecer outros caminhos e encontrar novas histórias cada vez que entrar neste Sertão construído pela narradora.

Diadorim é o jagunço Reinaldo, e com Riobaldo Tatarana integra o bando de Joca Ramiro no sertão de Minas Gerais. Ela esconde sua identidade real – Maria Deodorina – travestindo-se de homem, e seu segredo só é descoberto por Riobaldo com sua morte no fim.

Sinopse

Espetáculo livremente inspirado em Diadorim, de Grande Sertão: Veredas, que narra as histórias de sua primeira caminhada pelo Sertão ao mesmo tempo em que relembra e percorre momentos importantes de sua jornada, passando pela infância até chegar à jagunçagem e encontrar o amor e a morte como guias da travessia. A peça é dividida em três caminhos narrativos diferentes e independentes: do Rio, do Rei e do Dia, a escolha de qual será narrado é definida somente no início de cada apresentação. Desta maneira o público poderá conhecer outros caminhos e encontrar novas histórias cada vez que entrar neste Sertão construído pela narradora.

Una Teatro

Desde 2009, o núcleo artístico UNA Teatro – formado pela atriz Carla Lopes e o encenador Diego José Villar – desenvolve um teatro de pesquisa que recolhe, investiga e recria histórias para transformá-las através de um fazer artístico contemporâneo, crítico, propositivo e provocador. Os processos criativos são imersivos e intensos, com base em treinamentos do teatro psicofísico.

Em seu repertório estão os espetáculos autorais Nós (narrando histórias de trajetórias femininas das mães, putas e virgens na sociedade), SagaS (inspirado no cinema mudo e nos contos A hora e a vez de Augusto Matraga e Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa) e Memórias do Rio, do Rei e do Dia, além do espetáculo Henrique V, de Shakespeare (em um formato contemporâneo de Teatro de imersão).

Já foram contemplados com o Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo – PROAC – de Primeira Montagem de artes cênicas; Programa VAI da Prefeitura do Município de São Paulo; Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, no Espirito Santo, com indicação ao prêmio de melhor atriz e PROART da Secretaria Municipal de Educação para realização de circulação nos CEUs.

Minibios

Carla Lopes é atriz, pós-graduada em Corpo: teatro, dança e performance pela Escola Superior de Artes Célia Helena. Bacharel em Comunicação Social pela Universidade de Santo Amaro de São Paulo com formação técnica em Artes Dramáticas pelo SENAC-SP.  Participou de grupos de teatro amador na periferia de São Paulo e foi aluna de Augusto Boal no curso de formação de Curingas para Teatro Fórum.  No UNA Teatro desde 2009, produziu e integrou o elenco dos espetáculos Nós, SagaS e Henrique V. Em 2016 sua pesquisa de pós graduação Corpo Fechado – Caminhos do Signo para a Cena serviu de base para a montagem de seu espetáculo solo Memórias do Rio, do Rei e do Dia, livremente inspirado em Diadorim do romance Grande Sertão: Veredas e na expedição O Caminho do Sertão, que percorreu à pé cerca de 170km pelo cerrado e chapadas do Norte de Minas Gerais, colhendo historias e depoimentos.

Diego José Villar é diretor, Bacharel em Artes Cênicas, com habilitação em Direção Teatral na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e professor de interpretação dramática, montagem teatral e história do teatro dos cursos técnicos de artes dramáticas do SENAC São Paulo. Em 2016 participou da residência Artística Como pensar através de ações IX – com Eugênio Barba e Julia Valey do Odin Teatret, realizada em Brasília. É coordenador de cursos livres e workshops de ação arquetípica no processo de criação, direção teatral, dramaturgia shakespeariana e interpretação para crianças e adolescentes. Dirige o UNA teatro desde 2009, onde desenvolve pesquisas de cunho prático-teórico, com os atores do elenco fixo e convidados. Nesse período produziu os espetáculos autorais Nós, SagaS e Henrique V, de William Shakespeare. É responsável pela encenação e dramaturgia do solo Memórias do Rio, do Rei e do Dia.

Ficha Técnica
Elenco, textos e dramaturgia: Carla Lopes
Encenação, dramaturgia e iluminação: Diego José Villar}
Trilha Sonora: Ricardo Luccas e Paulo Henrique Custódio “Kizumba”
Produção e Operação de luz: Aline Baba

Serviço
Memórias do Rio, do Rei e do Dia
De 27 de outubro a 26 de novembro de 2017
Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h
Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo – Sala Experimental
Av. Paes de Barros, 995 – Mooca – São Paulo – SP
Tel: (11) 2605-8007
Duração: 60 min/ Classificação: 12 anos/ Capacidade: 50 lugares
Ingresso: R$20,00 e R$10,00 (estudantes, idosos e classe artística). A bilheteria abre 1h antes dos espetáculos e só aceita dinheiro

Informações para a imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques |11 2914-07790 |11 9 9126 0425 | marcia@canalaberto.com.br
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Por Daniele Valério | Canal Aberto

Manual de Autodefesa Intelectual, da Kiwi Companhia de Teatro, debate com humor as superstições do cotidiano

Cena do espetáculo Manual de Autodefesa Intelectual. Foto: Bob Sousa

“A confusão frequente entre opinião e conhecimento, a presença da fé no cotidiano, a tendência a aceitar premissas falsas como verdadeiras e a ausência da verificação das fontes (…) criam um ambiente propício ao engano e ao erro”, Fernando Kinas, diretor

O trabalho cênico Manual de Autodefesa Intelectual, da Kiwi Companhia de Teatro, investiga com leveza, ironia e contundência, temas bastante diversos (da numerologia aos horóscopos, passando pelas religiões, mídia e teorias da conspiração). O sistema de crenças, baseado em credulidade e simplificação da realidade, cria um ambiente propício ao engano e ao erro e é a partir dessa premissa que envereda a peça que tem roteiro e direção de Fernando Kinas, e que reestreia a partir de 8 de setembro de 2017 no Espaço Cia. da Revista (Alameda Nothmann, 1135, Santa Cecília, São Paulo). Essa temporada tem o apoio da lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Em cena estão Fernanda Azevedo, Maíra Chasseraux, Maria Carolina Dressler, Vicente Latorre, além dos músicos Eduardo Contrera e Elaine Giacomelli. A companhia utiliza recursos do teatro documentário, da música, da dança e do audiovisual para abordar os temas relacionados às mistificações e crendices contemporâneas. A peça tem iluminação de Heloísa Passos e Julio Dojcsar assina a cenografia.

Manual de Autodefesa Intelectual transita por temas muito diversos para revelar o quanto as superstições e o analfabetismo científico induzem as pessoas a organizar suas vidas a partir de suposições místicas e ficções. “A confusão frequente entre opinião e conhecimento (doxa e episteme); os erros oriundos do pensamento circular e das relações inexistentes de causa e efeito; a presença da fé no cotidiano; a tendência a aceitar premissas falsas como verdadeiras; a ausência da verificação das fontes; a aceitação passiva de argumentos de autoridade, entre outros procedimentos baseados na intuição, no senso comum, na mídia hegemônica e nas experiências imediatas e pessoais criam um ambiente propício ao engano e ao erro”, explica o diretor Fernando Kinas.

Mentiras, fraudes, pensamentos descuidados, imposturas e desejos mascarados como fatos não se restringem à magia de salão, nem a conselhos ambíguos sobre assuntos do coração. Infelizmente, eles estão infiltrados nas questões econômicas, religiosas, sociais e políticas dos sistemas de valores dominantes em todas as nações. (Carl Sagan)

O espetáculo
Como resultado de sete meses intensos de pesquisas e ensaios, Manual de Autodefesa Intelectual apresenta 30 quadros interligados para debater as mistificações e os obscurantismos contemporâneos. Os recursos mobilizados são múltiplos, passando pela farsa (uma saborosa cena a partir de conto de Machado de Assis), pelas coreografias (assinadas por Luiz Fernando Bongiovanni), por intervenções musicais inéditas (criadas por Eduardo Contrera), pela utlilização de material audiovisual (com referências à publicidade e ao movimento neopentecostal), além de cenas inspiradas em técnicas do teatro documentário de Erwin Piscator e Peter Weiss. O trabalho reúne, por exemplo, textos do filósofo francês René Descartes e horóscopos publicados em jornais para diagnosticar o sistema de crenças que permite todo tipo de manipulação ideológica, incluindo fanatismos e preconceitos.

Ficha técnica
Roteiro e direção geral: Fernando Kinas
Elenco: Fernanda Azevedo, Maíra Chasseraux, Maria Carolina Dressler e Vicente Latorre
Músicos: Eduardo Contrera (percussão, violão e flauta transversa) e Elaine Giacomelli (teclados)
Direção musical e composições originais: Eduardo Contrera
Cenário: Julio Dojcsar
Iluminação: Heloísa Passos
Coreografia: Luiz Fernando Bongiovanni
Figurino: Madalena Machado
Vídeos: Filipe Vianna (colaboração de Carolina Abreu e Maysa Lepique)
Produção: Luiz Nunes e Daniela Embón
Programação visual: Camila Lisboa (Casa 36)
Assistência de iluminação, operação de luz e som: Clébio de Souza (Dedê)
Produção e realização: Kiwi Companhia de Teatro
Apoio: Fomento ao teatro para a cidade de São Paulo

Serviço
De 08 de setembro a 01 de outubro de 2017
Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h
Espaço Cia da Revista – Al. Notthmann, 1135 – Santa Cecília
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Venda pelo site Compre Ingressos > AQUI
Tel. de informações: 3791-5200
Duração: 110 min. Gênero: Comédia. Classificação: 14 anos. Capacidade: 90 lugares.

Assessoria de Imprensa
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Márcia Marques – Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425 | marcia@canalaberto.com.br
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Sobrevento celebra 30 anos com espetáculo que fala da perseverança em uma terra arrasada

Cena de Escombros. Foto: Marco Aurélio Olímpio

Com a colaboração das companhias da França Théâtre de Cuisine e Théatrenciel, o grupo apresenta seu novo espetáculo Escombros, que trata da vida em meio a ruínas, valendo-se do Teatro de Objetos

O espetáculo tem figurino de João Pimenta e música original de Arrigo Barnabé

Referência na pesquisa de linguagem do teatro de animação – dentro e fora do Brasil –, criador de festivais e pioneiro em diferentes técnicas teatrais no país, o Grupo Sobrevento estreia, em 11 de agosto de 2017, o espetáculo adulto Escombros, no Espaço Sobrevento (R. Coronel Albino Bairão, 42, Belenzinho), às 20h. A montagem celebra os 30 anos de trabalho do grupo e integra o projeto Memórias e Trajetórias – Sobrevento 30 anos, subvencionado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Criado a partir do Teatro de Objetos – linguagem que o grupo pesquisa profundamente desde 2010 -, com a colaboração das cias. francesas Théâtre de Cuisine e Théatrenciel, o espetáculo Escombros trata da aniquilação dos relacionamentos e dos seres em um mundo que está desabando. Na encenação, pessoas que perderam tudo andam sobre escombros e tentam, apesar de toda a desesperança que paira no ar, compreender como tudo se perdeu sem que se dessem conta e, mesmo incapazes de recompor um mundo que não existe mais, insistem em manter-se de pé. “A destruição do nosso entorno, a ruína de nossas construções, de nossa casa, de nossos sonhos termina por contaminar as nossas relações com os outros e, por fim, entranha-se em cada um de nós, penetrando-nos os ossos e a alma”, diz Sandra Vargas, que dirige o espetáculo ao lado de Luiz André Cherubini.

A pesquisa do novo espetáculo teve como ponto de partida a exploração da linguagem do Teatro de Objetos – onde objetos cotidianos deflagaram as diferentes ações e situações – e a MEMÓRIA como mote principal. A montagem põe lado a lado cenas de uma dramaturgia intimista e delicada, de diálogos simples e diretos, e cenas sem palavras, coreografadas, revelando a humanidade possível em uma atmosfera de vazio e  desolação.

A música do paranaense Arrigo Barnabé e uma canção do carioca Geraldo Roca, na voz do cantor sul-mato-grossense Márcio de Camillo, embalam esta montagem paulistana, que conta, ainda, com figurinos do estilista mineiro João Pimenta e iluminação do carioca Renato Machado, fazendo de Escombros um espetáculo que representa muitos cantos do país em que vivemos.

SINOPSE
Escombros trata da destruição dos relacionamentos em um mundo que está desabando. Pessoas que perderam tudo andam sobre escombros e tentam, apesar de toda a desesperança que paira no ar, compreender como tudo se perdeu sem que se dessem conta: são seres incapazes de recompor um mundo que não existe mais e que, apesar disso, insistem em manter-se de pé.

SOBREVENTO COMEMORA 30 ANOS
Ao longo destas três décadas, o Grupo Sobrevento transferiu-se do Rio de Janeiro – onde foi fundado – para São Paulo, em função da quantidade de atividades que a cidade proporcionava. Fundou, em 2009, o Espaço Sobrevento, única sala da cidade de São Paulo dedicada especialmente ao Teatro de Animação. O Sobrevento é, hoje, um dos grupos teatrais mais destacados e atuantes do país. Desde sua fundação, em 1986, realizou mais de 6 mil apresentações (“É como se houvéssemos subido ao palco mais do que dia sim, dia não, por 30 anos”, diz Luiz André Cherubini, um de seus diretores), visitou cerca de 200 cidades do Brasil e outras 40 da Espanha e esteve em diversos países de quatro continentes, representando o Brasil em lugares tão distantes quanto o Irã e a Estônia, e outros tão próximos como a Argentina, o Chile e a Colômbia. “Criamos 25 espetáculos e mantemos 18 em repertório. Temos realizado muitos festivais internacionais de teatro de bonecos e de animação”. Atualmente, Sandra Vargas, também atriz e fundadora do Sobrevento, é curadora do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, criado em 2009. Ainda em 2017, o Sobrevento estreia seu novo espetáculo, em São Paulo, e realiza turnês pelo Chile, França e China.

Ficha técnica
Criação: Grupo Sobrevento
Direção: Sandra Vargas e Luiz André Cherubini
Dramaturgia: Sandra Vargas
Elenco: Sandra Vargas, Luiz André Cherubini, Maurício Santana, Sueli Andrade, Liana Yuri e Daniel Viana
Cenografia: Luiz André Cherubini e Dalmir Rogério
Adereços: Sueli Andrade e Liana Yuri
Iluminação: Renato Machado
Figurino: João Pimenta
Música original: Arrigo Barnabé
Canção final composta por Geraldo Roca e interpretada por Márcio de Camillo
Assessoria de imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto

SERVIÇO:
Estreia dia 11 de agosto de 2017
Temporada até 17 de setembro de 2017
Sexta, sábado, domingo e segunda, às 20h.
Espaço Sobrevento – Rua Coronel Albino Bairão, 42 – Metrô Bresser-Mooca. Tel. (11) 3399-3589.
Entrada franca. Bilheteria abre uma hora antes. Reservas: info@sobrevento.com.br
Duração: 60 min. Não recomendado para menores de 14 anos.
Capacidade: 60 lugares
Acesso a cadeirantes. Não tem estacionamento.
Realização: Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Assessoria de Imprensa
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