Sesc Santo Amaro recebe Vidma, a Menina Trança-Rimas, do Núcleo Caboclinhas, uma viagem pela poesia de Tatiana Belinky

Cena de Vidma, a Menina Trança-Rimas. Foto: Felipe Arantes

Dias 16 e 17 de junho de 2018, o Núcleo Caboclinhas apresenta no Sesc Santo Amaro o espetáculo ‘Vidma, A Menina Trança-Rimas’, com direção e dramaturgia de Gira Oliveira, inspirado no livro “Um Caldeirão de Poemas 2”, da autora Tatiana Belinky.

Voltado para o universo lúdico, as três atrizes (Geni Cavalcante, Luciana Silveira e Giuliana Cerchiari) viajam pela poesia da escritora valorizando a palavra e a oralidade melodiosa da língua portuguesa, e para isso utilizam ações dramáticas, músicas e danças inspiradas na cultura brasileira e na cultura russa. A peça conta a história de Vidma, uma menininha que mora em um lugar muito frio com sua família. Cheia de criatividade e apaixonada pelo mundo das bruxas, sempre encontra uma brecha para declamar poemas divertidos de diversos bruxos e bruxas que já conheceu em seus pensamentos. Só que mexer com bruxa pode ser uma brincadeira muito perigosa, e é nesta brincadeira que Vidma viaja para outro lado do oceano e vive diversas aventuras com figuras excêntricas e engraçadas que jamais pensou existir.

O grupo Núcleo Caboclinhas

As caboclinhas são meninas apaixonadas pelos costumes brasileiros. Iniciaram suas atividades em 2007 e, desde então, apresentam espetáculos, vivências artísticas, shows musicais que resgatam e preservam temas da cultura popular brasileira em sua musicalidade, danças, cores, autores, e tudo mais que faz parte deste universo tão vasto e rico!

O grupo já encenou e homenageou grandes autores, como: Tatiana Belinky, Guimarães Rosa, Patativa do Assaré, Rolando Boldrin, Ana Maria Machado, entre outros.

Seus trabalhos receberam várias indicações à prêmios importantes, como: Prêmio FEMSA Coca-Cola, Prêmio CPT (Cooperativa Paulista de Teatro), e várias premiações importantes em festivais de teatro por todo país.

No ano de 2016, o Núcleo Caboclinhas realizou sua primeira digressão internacional, apresentou-se com o espetáculo “Letras Perambulantes” em diversas províncias de Portugal.

FICHA TÉCNICA
Direção: Gira de Oliveira
Texto: Núcleo Caboclinhas e Gira de Oliveira (com Poemas do Livro “Um caldeirão de poemas 2)
Elenco: Geni Cavalcante, Luciana Silveira e Giuliana Cerchiari
Elenco de apoio: Aline Anfilo e Tchella Britto
Figurinista: Christiane Galvan
Cenário: Adriani Simões
Adereços: Adriani Simões e Christiane Galvan
Preparação vocal e Trilha Sonora: Thaís Sanches e Hilda Maria
Coreógrafas: Letícia Vaz e Marcela Páez
Iluminação: Giuliana Cerchiari e Marcela Páez
Produção: Núcleo Caboclinhas
Fotos: Thais Sanches e Felipe Arantes

Teaser do espetáculo: https://vimeo.com/132492227

SERVIÇO
VIDMA, A MENINA TRANÇA-RIMAS
Quando: Dias 16 e 17 de junho
Horário: sábado e domingo, às 17h
Local: Praça Coberta.
Duração: 50 minutos | Classificação: Livre
Ingressos: Grátis.

SESC SANTO AMARO
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

ASSESSORIA DE IMPRENSA:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br

ASSESSORIA DE IMPRENSA SESC SANTO AMARO
imprensa@santoamaro.sescsp.org.br
Diego Oliveira | (11) 5541-4036 | diego@santoamaro.sescsp.org.br
Natália Pinheiro | (11) 5541-4036 | natalia@santoamaro.sescsp.org.br
Willian Yamamoto | (11) 5541-4016 | willian@santoamaro.sescsp.org.br

Por Márcia Marques | Canal Aberto

Anúncios

Espetáculo “A Procura de Emprego” faz última semana no SESC Santo Amaro

Imagem do espetáculo “A Procura de Emprego”, que está em cartaz no Sesc Santo Amaro. Foto: João Caldas

Dirigida por Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald, o espetáculo traz à tona as relações e percepções sociais embaladas a partir de Maio de 1968.

O espetáculo “A Procura de Emprego” faz último final de semana no Sesc Santo Amaro (a temporada termina dia 10/6). Escrita pelo dramaturgo francês Michel Vinaver, em 1970, é encenada pela primeira vez nos palcos brasileiros.

Dirigida e traduzida pelo crítico de cinema e ator Jean-Claude Bernardet, em parceria com o dramaturgo e diretor de teatro e cinema Rubens Rewald, a montagem da peça coloca em cena toda a densidade dramática e realista da linguagem que o texto impõe.

O espetáculo narra a história de Fage (Eucir de Souza), um diretor de vendas, desempregado há três meses, em busca de uma recolocação no mercado de trabalho. Porém, o declínio vivido pelo personagem se insere nas relações familiares, na confrontação da estrutura social e econômica e até mesmo em um colapso psicológico.

O desempregado é entrevistado por Wallace (Magali Biff), diretora de recrutamento, que o interroga de maneira estratégica para conhecer as suas qualidades e defeitos. Cada pergunta da recrutadora leva Fage a declarar suas opiniões e emoções sobre assuntos como aborto, traição de colegas e a rebeldia da filha – o pai é também interpelado por sua esposa Louise (Fernanda Viacava) devido à falta de firmeza com Nathalie (Bianca Lopresti), filha do casal com 16 anos, militante política.

“A Procura de Emprego” é uma peça de estrutura dramática inovadora, não há atos nem cenas; a peça é organizada em trinta partes aleatórias. É uma proposta dramatúrgica de um jogo de não espacialidade, inclusive com público sentado no palco do teatro, sem a delimitação espacial dos personagens; não há uma linha temporal; as falas e diálogos não seguem nenhuma cronologia ou lógica – a pontuação na escrita do texto foi eliminada.

Michel Vinaver realizou no seu texto um retrato de uma sociedade desencantada e expôs intrigas e opressões do mundo do trabalho. O autor, consciente das contestações que povoaram as ruas de todo o mundo, em 1968, traz à tona, com uma dramaturgia desafiadora, as transformações sociais.

FICHA TÉCNICA – A PROCURA DE EMPREGO
EQUIPE DE CRIAÇÃO:
Autor: Michel Vinaver
Direção e Tradução: Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald
Direção de Produção: Emerson Mostacco
Diretor de Arte: Akira Goto
Designer de Luz: Guilherme Bonfanti
Figurinista: Isis Cecchi
Fotógrafo: João Caldas
Maquiagem: Sergio Gordin

ASSISTENTES:
Assistente de Direção: Mariana Marinho
Segunda Assistente de Direção: Thais de Almeida Prado
Assistente de Iluminação: Francisco Turbiani e Pati Morim Lobato
Operador de Luz: Rafael Araújo

ELENCO:
Bianca Lopresti
Eucir de Souza
Fernanda Viacava
Magali Biff

SERVIÇO
A PROCURA DE EMPREGO, DE MICHEL VINAVER.
Quando: De 04/05 a 10/06
Horário: sextas e sábados, às 21h; domingos, às 18h.
Local: Teatro (1º andar). Capacidade de 221 lugares na plateia e no palco.
Duração: 100 minutos
Classificação: 12 anos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes).

SESC SANTO AMARO
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

ASSESSORIA DE IMPRENSA SESC SANTO AMARO
imprensa@santoamaro.sescsp.org.br
José Lima
(11) 5541-4036
joselima@santoamaro.sescsp.org.br
Natália Pinheiro
(11) 5541-4036
natalia@santoamaro.sescsp.org.br
Willian Yamamoto
(11) 5541-4016
willian@santoamaro.sescsp.org.br

Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

O espetáculo Venus Ex Libris estreia sob direção de Luiz Fernando Marques com texto livremente inspirado em “A Vênus das Peles”, de Leopold von Sacher-Masoch

Cena do espetáculo Vênus Ex Libris. Foto: Ligia Jardim

“O que se deixa chicotear, merece-o” (A Vênus das Peles, de Sacher Masoch)

O espetáculo ‘Venus Ex Libris’ ocupa um dos andares do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), prédio icônico no centro da capital paulista, situado em uma região famosa por abrigar a boêmia, o sexo e as contravenções.

A obra “A Vênus das Peles”, de Leopold von Sacher-Masoch, desde seu lançamento em 1870, se tornou fonte de inspiração para poetas, pintores, dramaturgos, músicos, cineastas, psicólogos, médicos, sociólogos, entre outros. Provavelmente porque o autor nesta novela explicita e radicaliza sua visão conturbada sobre o desejo, envolvendo o leitor numa reflexão inevitável sobre os papéis que representamos no cotidiano, sobre os limites entre fantasia e realidade, sobre a presença subliminar da sedução em todas as relações sociais e sobre o paralelismo entre essas relações e o ato sexual. Com seu desfile de medos, taras, desejos secretos, humilhação e sofrimento – e com o debate que propõe sobre sexo, arte e poder.

Com dramaturgia coletiva e com intenção de colocar em cena o universo de A Vênus das Peles”, de Leopold von Sacher-Masoch, estreia dia 25 de maio de 2018, no IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil (Rua Bento Freitas, 306, República, São Paulo, SP), o espetáculo ‘Venus Ex Libris’ com direção de Luiz Fernando Marques e atuação dos atores Ana Carolina Godoy e Rafael Steinhauser.

Idealizada pelos atores Ana Carolina Godoy e Rafael Steinhauser, ‘Venus Ex Libris’ tem na cocriação e direção Luiz Fernando Marques, e conta com a parceria de diversos artistas que ao longo desse processo contribuíram para enriquecer e consolidar esse trabalho: Paulo Arcuri, Tomas Rezende, Lucas Brandão, André Cortez, Daniele Avila Small, Wagner Antônio, Yumi Sakate, Gabi Gonçalves, Marcio Abreu e Jenia Koleskinova.

A dramaturgia foi concebida coletivamente em processo de sala de ensaio a partir do livro de Sacher-Masoch, também livremente inspirada na obra do autor americano David Yves – Venus in Fur, no filme – de mesmo nome – de Roman Polanski, na música Venus in Furs de The Velvet Underground, no imaginário de Vênus na pictografia renascentista e no próprio mito de Vênus.

O local escolhido para encenação de Venus Ex Libris não poderia ser mais propicio: primeiro andar da IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), um prédio icônico, situado na Rua Bento Freitas, no centro da cidade, famosa por abrigar a boêmia, o sexo e as contravenções. O Mezanino do prédio – que pela primeira vez será usado como espaço cênico – vai emprestar suas linhas e curvas modernistas para contar esta história. Vale lembrar que o diretor Luiz Fernando Marques (do Grupo XIX de Teatro) tem, na sua trajetória, ocupado artisticamente diversos espaços históricos em São Paulo, no Brasil e pelo mundo.

“Deslizava furtivamente, como para gozar um prazer proibido, para junto de uma Vênus de gesso que se encontrava na biblioteca do meu pai… Ajoelhei-me frente a ela e abracei os seus pés gelados, como havia visto fazer as aldeãs aos pés do Crucificado… Um desejo ardente e invencível apoderou-se de mim. Pondo-me de joelhos, abracei o seu formoso corpo frio, beijei os seus lábios e pareceu-me que a deusa, com um braço levantado, me ameaçava” (A Vênus das Peles, de Sacher Masoch).

Sinopse:

Um homem, uma mulher, o livro “Vênus em Pele” de Masoch, a tela de Ticiano – Vênus ao espelho, dois goles de café e um casaco de pele: elementos de uma mesma cena, figuras de uma possível fantasia. Ele e Ela imersos em um território desconhecido, no limiar da dor e do prazer e, ainda que excitante, revelador de conteúdos obscuros que podem transbordar para além daquela sala de uma grande metrópole em um dia de tempestade.

Venus Ex Libris

Na peça Venus Ex Libris o poder está no centro da cena. Se por um lado o poder pode significar potência no melhor sentido da palavra e de uma expressão de liberdade e realização individual, por outro se desdobra em domínio, controle, subjugação, exploração, entre tantos outros sinônimos. O livro fala sobre relações de poder e chega até teorizar sobre a impossibilidade de uma relação igualitária e cooperativa entre homens e mulheres – pelo menos até que a mulher de fato passe a ter os mesmos direitos dos homens. Enquanto isso não se realiza, ele faz uma comparação da relação homens e mulheres à teoria de Goethe sobre o martelo e a bigorna: “Na grande balança da fortuna, raramente para o fiel; deves subir ou descer; deves dominar e ganhar, ou perder e servir, deves sofrer ou triunfar; deves ser bigorna ou martelo”.

Fato é que o poder está presente em toda e qualquer tipo de relação em maior ou menor grau e aqui é levado ao extremo através de um jogo erótico. Tanto que o termo médico “masoquismo” foi cunhado a partir do nome do autor da obra, que também mantinha relações semelhantes em sua vida real. Mas aqui não pretendemos fazer nenhum julgamento de valor e tampouco classificar e limitar à experiência que ambos personagens se propõem, fazendo o mesmo que o médico alemão fez com Masoch. Não estamos falando de uma patologia, mas de uma experiência levada a um limite desconhecido.

Sobre o espetáculo, o diretor Luiz Fernando Marques diz: “Talvez [sejam] duas pessoas que desejam ardentemente sentirem- se vivas a partir de uma experiência (aparentemente) transgressora, no mundo em que vivemos hoje, de tamanhas distâncias e impessoalidades. Afinal, a quem pertence o nosso corpo e as nossas escolhas? Ao Estado? À natureza? Quais são os limites entre a liberdade pessoal e a do outro? O que é ser mulher e o que é ser homem hoje? O que define o feminino? O que define o masculino? Perguntas essas que não temos a pretensão de responder, mas sim contribuir para um debate que vêm cada vez mais ganhando espaço atualmente tanto no meio acadêmico, como na mídia, no meio artístico e nas redes sociais. Entretanto, apesar de serem cada vez mais discutidas, permanecem ainda num plano discursivo, sob o território das palavras, também um instrumento de poder e controle. Nesse sentido, o teatro por sua natureza performática, pode dar a oportunidade e a medida da experiência”.

Na trama: Um homem e uma mulher marcam um encontro para viverem uma fantasia erótica de dominação e submissão inspirada no livro “Vênus em Pele” de Sacher-Masoch. Ele deseja ser submetido por Ela que aceita o desafio. Ambos então começam um jogo, cada um declara os seus princípios, mas os limites e as regras permanecem indefinidas. Mas afinal, quem é o manipulador? Quem define onde começa e onde termina esse jogo? O que cada um deseja dessa experiência? O fato é que ambos se propuseram a entregar-se a um território desconhecido, no limiar da dor e do prazer e, ainda que excitante, ele pode revelar conteúdos obscuros que podem transbordar para além daquela sala transitória de uma grande metrópole em um dia de tempestade.

FICHA TÉCNICA
Título: Venus Ex Libris
Dramaturgia: Criação Coletiva
Direção: Luiz Fernando Marques
Elenco: Ana Carolina Godoy e Rafael Steinhauser
Assistente de Direção: Paulo Arcuri
Cenografia: André Cortez
Figurino: Yumi Sakate
Luz: Wagner Antônio
Preparação de elenco: Lucas Brandão e Tomas Rezende
Produção: Núcleo Corpo Rastreado – Gabi Gonçalves

SERVIÇO
Temporada de Sexta a Domingo | Sexta e sábado, às 21h e Domingo, às 18h
Dias: 25, 26 e 27/05, 01, 02, 03, 08, 09, 10, 15, 16 e 17/06, 06, 07 e 08/07
Temporada de Sábado e Domingo | Sábados, às 21h e Domingos, às 18h
Dias: 23, 24 e 30/06 e 01/07

Sessões extras
Quinta – 31/05 (feriado), às 21h
Sábados – 30/06 e 07/07, às 23h59
Segundas – 04/06 e 09/07 (feriado), às 21h

IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil
Mezanino – 1º andar
Rua Bento Freitas, 306 – República – São Paulo SP
Informações: 11 3259-6149
Ingressos: Pague o quanto puder
Duração: 90 min/ Recomendação: 16 anos

Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
E-mail: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Forma Conhecer apresenta com exclusividade espetáculo A Reforma da Natureza, do Sítio do Picapau Amarelo

Projeto pedagógico, com foco na consciência ambiental, é uma homenagem aos 70 anos do falecimento de Monteiro Lobato, completados em 2018. Créditos: divulgação

A Forma Conhecer, marca especializada em turismo pedagógico do Grupo Forma, apresenta com exclusividade o espetáculo A Reforma da Natureza, do Sítio do Picapau Amarelo. O projeto pedagógico, com foco na consciência ambiental, é uma homenagem aos 70 anos do falecimento de Monteiro Lobato, completados em 2018. Com direção de Scott Sherman e chancela da Rede Globo e da família Lobato, a peça fica em cartaz até junho no Teatro Santo Agostinho, na Vila Mariana, em São Paulo.

Baseado na obra de Monteiro Lobato, publicada a primeira vez em 1941, o espetáculo narra as peripécias da boneca Emília, que decide mudar as regras da natureza transformando animais, árvores e, dessa maneira, torna o Sítio o lugar mais peculiar do mundo. Porém, nem tudo sai como previsto e a boneca de pano mais famosa do Brasil, juntamente com sua turma, terá que se desdobrar para deixar o Universo em ordem novamente, em uma aventura que promove, de forma prática e divertida, a conscientização ambiental entre as crianças.

“É com grande orgulho que podemos oferecer às crianças um produto de extrema qualidade, que leva conhecimento e aprendizado de maneira didática, com alguns dos personagens mais adorados pelos pequenos de todo o Brasil”, ressalta César Leonel, gerente comercial da Forma Conhecer.

A peça é exclusiva para projetos pedagógicos e tem como foco escolas e colégios de São Paulo e interior, por meio de organização de excursões.

Serviço
A Reforma da Natureza – Sítio do Picapau Amarelo
Rua Apeninos, 118 – Vila Mariana – São Paulo – SP
Terça e sexta-feira, às 14h30, e quarta e sexta-feira, às 9h30.
Tel.: (011) 2039-1304
contato.sp@formaconhecer.com.br

Sobre o Grupo Forma
Fundado em 1997, o Grupo Forma detém a maior operadora brasileira especializada em viagens para estudantes, a Forma Turismo. Ao longo de sua história, já embarcou mais de 650 mil passageiros para destinos nacionais e internacionais. Com sede em São Paulo, está presente em mais de 120 cidades de 21 Estados e é, atualmente, uma das empresas que mais freta voos no Brasil. O Grupo Forma também é controlador da Forma Family, da Forma Conhecer, da Nova Operadora, da TravelRun e da Studee.

Créditos: Fábio Borges

HILDA, com texto inédito da francesa Marie NDiaye, estreia no CCSP dia 27 de abril

Hilda é a grande presença ausente da cena; ela não aparece, tudo o que soubermos de Hilda será dito pelos outros. Créditos: divulgação

NDiaye é um dos grandes nomes da literatura contemporânea francesa, aclamada em 2009 com o Prêmio Goncourt pelo romance Três Mulheres Fortes

Com dois romances vigorosos publicados no Brasil, finalmente a premiada escritora francesa Marie NDiaye terá seu teatro revelado ao público brasileiro. Hilda, primeira peça da autora, cuja obra teatral é totalmente inédita por aqui, estreia dia 27 de abril no Centro Cultural São Paulo. A montagem do Núcleo Caixa Preta de Teatro, com tradução de Bibianne Riveros e direção de Roberto Audio, traz no elenco Cácia Goulart (três vezes indicada ao Prêmio Shell/SP de melhor atriz), Zé Geraldo Jr. e Beatrix Oliva.

Marie NDiaye, consagrada com os prêmios Femina, em 2001, e Goncourt, em 2009, é um dos nomes mais aclamados da literatura francesa contemporânea. Conhecida pelo trabalho primoroso com a palavra em seus romances, conduzindo uma narrativa em que o mais importante e aterrador se mostra nas lacunas do discurso das personagens, no teatro a sua escrita é igualmente vigorosa, problematizando a indigência da condição humana.

Hilda aborda o drama da vida privada e suas afetações burguesas no nível da mais franca histeria, fazendo surgir no palco um tagarelar incessante da mais pura neurose, através de Madame Lemarchand, interpretada por Cácia Goulart. Na trama, a mulher rica e ociosa, que delega aos outros a própria vida, decide por puro capricho que quer ter Hilda como empregada. Tanto ela quer e tanto ela pode, que sequer precisa consultar Hilda, bastando que o marido desta (Frank, interpretado por Zé Geraldo Jr.) “feche negócio” com a patroa, praticamente leiloando a esposa. Ter Hilda passa a ser a principal ocupação da madame, e a apropriação vai se fazendo cada vez mais intrusiva, até ela decidir que nem o marido nem os filhos de Hilda poderão vê-la mais; ela mesma, madame, dará banho em Hilda, vestirá Hilda, cortará os cabelos de Hilda, alugará Hilda aos amigos, emprestará Hilda ao marido… O vampirismo estarrecedor de Lemarchand não dá margem sequer para que a personagem da empregada apareça em cena; embora tendo o nome obsessivamente repetido ao longo da peça, tudo o que soubermos de Hilda será dito pelos outros.

“À primeira vista é uma relação de poder entre a empregada e a patroa, mas o que o texto revela é, na verdade, a impotência dessa mulher aparentemente tão poderosa. Ela não tem vida própria, e por isso precisa se apropriar da vida dos outros e destruí-las”, diz Cácia Goulart, que revela ter ficado chocada com a primeira leitura do texto. “Acho que essa incapacidade de ser dessa mulher acaba não permitindo que outros sejam também”.

De fato, na peça, o poder de Madame Lemarchand se efetiva em todas as suas dimensões, desde as mais mesquinhas e caprichosas. Em contrapartida, mais dependente ela se torna, incapaz de saber o que fazer de si mesma. Talvez por isso é que ela lamenta, melancólica: “Não podemos fazer nada do fato de Hilda ser ela mesma, Frank”. Como se, apesar de totalmente sujeitada a esse poder devastador da patroa, o mero fato de ser “o outro” é algo que ninguém pode nos tirar, mesmo que nos destrua. Por isso, no exercício infame desse poder, Madame Lemarchand estará condenada a uma falsificação do real, condenada a uma personalidade mimética – que procura fora de si o que a sua própria indigência subjetiva não pode lhe dar.

Mas é precisamente essa falsificação do real que se dá através do discurso de Lemarchand o que faz o espetáculo atingir momentos de um humor mordaz. A dissonância tagarela entre o que é dito e a precária representação que a madame tem de si mesma resulta na exposição de uma doença social que só o riso cortante é capaz de denunciar.

ENCENAÇÃO

Para encenar uma obra de tão tensos jogos verbais, em que a força da palavra é avassaladora da primeira à última linha do texto, o diretor Roberto Audio diz ter optado por colocar atores e demais artistas envolvidos no trabalho sob a responsabilidade de criarem um discurso por entre as lacunas do drama já escrito. “A direção foca sobretudo no jogo entre os intérpretes, para localizar e construir as múltiplas variações de estados, tempos e performances, com o intuito de localizar os embates essenciais entre as personagens”, conta Audio.

Com música original de Marcelo Pellegrini, Luz de Lúcia Chedieck e cenário e figurino de Rosângela Ribeiro, a montagem se vale de espaços cênicos definidos por linhas de luz e formas geométricas que flertam com o abstracionismo de Mondrian, revelando diferentes intensidades, como fragmentos de uma estrutura opressora superior.

As transformações no espaço serão feitas pela luz e pelos atores. “Por esse motivo”, explica o diretor, “o espaço deverá ser minimalista e móvel, sem obstruir o imaginário do espectador”. Pela mesma razão, objetos essenciais ao universo de cada uma das personagens compõem a cenografia. “O resto”, diz Audio, “é por conta da riqueza da palavra e do jogo interpretativo”.

MARIE NDIAYE

Aclamada em 2009 com o Prêmio Goncourt pelo romance Três mulheres Fortes e o Prêmio Femina em 2001, com Rosie Carpe, mas seu romance mais conhecido no Brasil é Coração Apertado. NDiaye já se consolidou como um dos grandes nomes da literatura contemporânea francesa.   Hoje, ela conta com uma dezena de romances e coletâneas de contos, peças de teatro, histórias infantis e a coautoria do roteiro de White Material, último filme de Claire Denis, estrelado por Isabelle Huppert.

NÚCLEO CAIXA PRETA – HISTÓRICO

A Morte de Ivan Ilitch, de Tolstói (2013) teve duas indicações ao Prêmio Shell de 2013 em SP: melhor atriz para Cácia Goulart e melhor iluminação para Lúcia Chedieck.

O Abajur Lilás ou uma Medeia Perdida na Augusta?, a partir das obras de Plínio Marcos e do mito de Medeia (2013).

Menina Nina, Duas Razões para não Chorar, de Ziraldo (2011), adaptado por Elzemann Neves, Vadim Nikitim e Daniela Thomas, a partir do livro homônimo de Ziraldo.

Dissidente, de Michel Vinaver (2010), obra do dramaturgo francês Michel Vinaver, sob direção de Miriam Rinaldi.

O Funâmbulo, de Jean Genet (2009), poema-ensaio de Jean Genet.

Bartleby, de Herman Melville, adaptação de José Sanchis Sinisterra (2008), teve duas Indicações ao Prêmio Shell 2008 em SP: melhor atriz para Cácia Goulart e melhor cenário para André Cortez.

Navalha Na Carne, de Plínio Marcos (2003), teve indicação ao Prêmio Shell 2003 em SP de melhor atriz para Cácia Goulart.

Quando As Máquinas Param, de Plínio Marcos (2001), com Cácia Goulart e Edmilson Cordeiro no elenco e dirigido por Joaquim Goulart.

Cegonha, Avião… Mentira, Não! de Yves Vedrenne (1999), adaptado e dirigido por Joaquim Goulart, a partir de texto do educador francês Yves Vedrenne.

Medeia é um Bom Rapaz, de Luis Riaza (1999), com texto do espanhol Luis Riaza, dirigida por Marco Antonio Braz.

FICHA TÉCNICA
Dramaturga: MARIE NDIAYE
Direção: ROBERTO AUDIO
Tradução: BIBIANNE RIVEROS
Atores: CÁCIA GOULART, ZÉ GERALDO JR. e BEATRIX OLIVA
Iluminação: LÚCIA CHEDIECK
Música original: MARCELO PELLEGRINI
Cenário e figurinos: ROSÂNGELA RIBEIRO
Preparador de atores: ALEXANDRA DA MATTA
Fotografia: CACÁ BERNARDES
Vídeo: BRUNA LESSA/BRUTA FLOR FILMES
Designer Gráfico: OSVALDO PIVA
Idealização e Direção de produção: CÁCIA GOULART
Produtor Executivo: LUCAS LASSEN
Realização: NÚCLEO CAIXA PRETA da Cooperativa Paulista de Teatro

SINOPSE
A partir da contratação de Hilda como empregada doméstica, patroa e marido da contratada, iniciam uma negociação permeada por um humor cáustico, onde as relações de subordinação sociais e afetivas são levadas ao limite do delírio e da loucura.

SERVIÇO
HILDA
Temporada: 27/04 a 10/06 de 2018
27/04 a 13/05 e de 25/05 a 27/05 > Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h;
31/05 a 10/06 > Quinta a sábado, às 21h e domingos, às 20h (as sessões das quintas-feiras dias 31/5 e 7/06 são gratuitas; os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes do início)
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000 – Vergueiro – São Paulo/ SP
Duração: 90 min/ Recomendação: 16 anos
Capacidade: 321 lugares
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) – pelo site INGRESSO RÁPIDO
Tel.: (11) 3397-4002

Para entrevistas, fotos e outras informações:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 Celular: 11 9 9126 0425 (Márcia) | (11) 9 8435-6614 (Dani)

Por Márcia Marques | Canal Aberto

Grupo Sobrevento volta com Escombros

Cena de ‘Escombros’. Foto: Marco Aurelio Olimpio

Em um cenário de destruição e ruínas, com diálogos simples e diretos, o grupo põe no palco a humanidade possível em uma atmosfera de vazio e desolação

Referência na pesquisa de linguagem do teatro de animação – dentro e fora do Brasil –, criador de festivais e pioneiro em diferentes técnicas teatrais no país, o Grupo Sobrevento completou recentemente três décadas de estrada. E esteve, em 2017, em importantes turnês pela França e China, quando apresentou parte de seu repertório no festival Mondial des Théâtres de Marionnettes, em Charleville-Mézières, e também nas cidades de Hangzhou, Kushan e Shanghai.

Agora, em 2018, o grupo volta a se apresentar em São Paulo a partir do dia 21 de abril, com seu mais recente espetáculo voltado ao público adulto: Escombros. A peça trata da destruição, da ruína de pessoas, de relacionamentos, de valores, de um país e do mundo. Pessoas que perderam tudo vagam sobre escombros e tentam, apesar de toda a desesperança que paira no ar, compreender como tudo se perdeu sem que se dessem conta. E buscam recompor um mundo que desabou e, portanto, não existe mais.

Entre as ruínas de uma casa, objetos como portas, janelas, cadeiras, mesas, uma penteadeira e muitas xícaras e bules de café falam do desabamento de um país e tudo o que foi demolido com ele ou que o fez desmoronar. Cenas muito simples e cotidianas, diálogos desamarrados, coreografias segmentadas revelam o vazio e a desconexão das figuras que transitam sobre uma ausência de memórias e perspectivas. Os objetos são usados em tamanho natural, ao contrário das miniaturas que abundam no Teatro de Objetos, e somente como os objetos que são, sem sobrepor-lhes metáforas. Uma cenografia de terra seca, escombros e ruínas que se estendem aos atores e aos objetos, cobertos de barro seco e figurinos endurecidos, secos e sujos completam o quadro, sob uma luz em raios e envolto em uma música tensa e em uma canção que amarra todas as cenas do espetáculo.

“A destruição do nosso entorno, a ruína de nossas construções, de nossa casa, de nossos sonhos termina por contaminar as nossas relações com os outros e, por fim, entranha-se em cada um de nós, penetrando-nos os ossos e a alma”, diz Sandra Vargas, que dirige o espetáculo ao lado de Luiz André Cherubini.

A pesquisa teve como ponto de partida a exploração da linguagem do Teatro de Objetos e a memória como mote principal. A montagem põe lado a lado cenas de uma dramaturgia intimista e delicada, de diálogos simples e diretos, e cenas sem palavras, coreografadas, revelando a humanidade possível em uma atmosfera de vazio e desolação.

A música do paranaense Arrigo Barnabé e uma canção do carioca Geraldo Roca em parceria com Rodrigo Sater, na voz do cantor sul-mato-grossense Márcio de Camillo, embalam esta montagem paulistana, que conta, ainda, com figurinos do estilista mineiro João Pimenta e iluminação do carioca Renato Machado, fazendo de Escombros um espetáculo que representa muitos cantos do país em que vivemos.

O TEATRO DE OBJETOS DO SOBREVENTO

O Sobrevento vem centrando sua atenção no Teatro de Objetos, criando novas abordagens e rumos para esta linguagem teatral, a ponto de ter integrado a programação “O que é o Teatro de Objetos em 2017?”, no maior Festival de Marionetes do mundo, na França, sob curadoria da belga Agnès Limbos, uma das mais renomadas artistas do gênero.

O Teatro de Objetos é a vertente mais moderna do Teatro de Animação. Baseia-se no uso de objetos prontos no lugar de bonecos. Para o Sobrevento, que é uma das companhias especialistas brasileiras nesta linguagem, o Teatro de Objetos é particularmente provocador quando apresenta um repertório pessoal, autobiográfico, íntimo e autoral do ator, que se expõe através dos objetos. O grande potencial do Teatro de Objetos não está nas suas particularidades técnicas, mas, sim, naquilo que é capaz de despertar de mais profundo e revelador daquele artista, por meio de seus objetos. Como disse Christian Carrignon, um dos precursores da linguagem no mundo, “o Teatro de Objetos pertence ao nosso tempo e à nossa sociedade e sua vocação primeira é a de tocar nossa intimidade, de interrogar o enigma que nós somos aos olhos dos outros.”

O Sobrevento tem se debruçado sobre o Teatro de Objetos nos últimos oito anos, utilizando-o em suas mais recentes montagens. Foi responsável por trazer ao Brasil os seus principais representantes. Organizou turnês, festivais, debates, mesas-redondas e oficinas sobre o tema. Deu assessoria técnica em montagens de outras companhias nacionais interessadas nesta pesquisa. Responde pela curadoria do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, realizado em várias capitais brasileiras.

O Teatro de Objetos que interessa ao Sobrevento e que ele vem pesquisando profundamente é pouquíssimo difundido e conhecido no Brasil e na América Latina. O avanço desta pesquisa tem chamado a atenção de muitos artistas de diferentes áreas, ultrapassando os limites do Teatro de Animação. As oficinas coordenadas ou promovidas pelo Sobrevento têm atraído artistas e pesquisadores de algumas das principais companhias e instituições de ensino de todo o país e de países vizinhos. Para todas atividades, há um número muito maior de inscritos que o número de vagas oferecidas. O Sobrevento acredita que esse enorme – e crescente – interesse esteja ligado à abordagem que vem fazendo do Teatro de Objetos e as novas possibilidades expressivas que têm derivado desse processo. Um Teatro de Objetos cuja força não está na manipulação, mas na memória que suscita, que é aquilo a que o objeto remete de mais poético, profundo e simbólico, para o ator e para o espectador. O Teatro de Objetos desafia o ator a ser também dramaturgo. Isso abre um leque enorme de possibilidades dramatúrgicas, que podem renovar o Teatro de Animação para adultos. E o Teatro, de modo geral. É notável o interesse manifestado por núcleos de Teatro por esta linguagem, que têm convidado o Sobrevento a ministrar oficinas internas. O resultado é a disseminação do Teatro de Objetos em muitos espetáculos de grupos que não são de Teatro de Bonecos, em São Paulo e em outras cidades brasileiras.

Formado em 1986, o Grupo Sobrevento é uma companhia profissional de teatro que mantém um repertório de espetáculos e que se dedica à pesquisa, teórica e prática, da animação de bonecos, formas e objetos. Desde sua fundação, mantém um trabalho estável e ininterrupto e tem-se apresentado em mais de uma centena de cidades de 25 estados brasileiros. O Sobrevento esteve, também, no Peru (1988), Chile (1996, 2002, 2009, 2010 e 2017), Espanha (1997, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011 e 2014), Colômbia (1998 e 2002), Escócia (2000), Irlanda (2000), Argentina (2001), Angola (2004), Irã (2010), México (2010), Suécia (2011), Estônia (2011), Inglaterra (2013), França (2017) e China (2017), representando o Brasil em alguns dos mais importantes Festivais Internacionais de Teatro e de Teatro de Bonecos.

Os espetáculos de seu repertorio são muito diferentes entre si, quer seja na temática, quer seja na forma, na técnica de animação empregada, no espaço a que se destina ou ao público a que se dirige. Muitas vezes premiado, o Sobrevento dedica-se ao Teatro de Objetos, ao Teatro de Animação, ao Teatro adulto contemporâneo, ao Teatro para a Infância e a Juventude e ao Teatro para Bebês.

Além das apresentações de seus espetáculos, o Sobrevento e seus integrantes desenvolvem diversas atividades no campo do Teatro de Bonecos e de Animação, como a realização de cursos, oficinas, palestras e mesas-redondas, tanto no Brasil como no exterior. Realizou, também, duas Mostras Internacionais de Teatro de Animação no Rio de Janeiro, em 1992 e em 1995, e foi diretor artístico do Primeiro Festival Internacional de Teatro do Rio de Janeiro – Rio Cena Contemporânea, em junho de 1996 e curador do Festival Sesi Bonecos Do Mundo, realizado em Brasília (2005), em São Paulo (2006), em Manaus (2007), em Recife (2008) e em Brasília (2009), do Festival Sesi Bonecos do Brasil, realizado em diversas cidades das regiões Sudeste e Sul, entre agosto e setembro de 2006. Também fora dos Festivais que organizou, foi responsável pela vinda e pela circulação pelo país de diversas companhias estrangeiras de Teatro de Bonecos. Atualmente é curador do Festival Internacional de Teatro de Objetos – FITO realizado em diferentes capitais do país, desde 2009. Em 2003, 2004, 2006, 2008, 2012, 2014 e 2016, foi apoiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2010, foi patrocinado, por dois anos, pela Petrobras.

Os últimos espetáculos do Sobrevento foram Mozart Moments (1991), Beckett (1992), O Theatro de Brinquedo (1993), Ubu! (1996), Cadê o meu Herói? (1998), O Anjo e a Princesa (1999), Brasil para Brasileiro Ver (1999), Submundo (2002), O Cabaré dos Quase- Vivos (2006), O Copo de Leite (2007), Orlando Furioso (2008), Meu Jardim (2010), Bailarina (2010), A Cortina da Babá (2011), São Manuel Bueno, Mártir (2013), Sala de Estar (2013) Eu Tenho uma História (2014), Só (2015), Terra (2016) e Escombros (2017). Dirigido, ainda hoje, por Luiz André Cherubini e Sandra Vargas, seus fundadores, o Grupo Sobrevento é reconhecido, nacional e internacionalmente, como um dos maiores especialistas brasileiros em Teatro de Animação e uma das principais companhias estáveis de Teatro do Brasil, tendo realizado uma média de 130 apresentações por ano ao longo de 30 anos, aproximadamente uma apresentação a cada 3 dias, por nada menos que 30 anos.

Apesar de sua longa carreira, somente em junho de 2009 abriu a sua primeira sala pública, o seu primeiro espaço. O Espaço Sobrevento é o único espaço da cidade de São Paulo dedicado ao Teatro de Animação. Com uma programação sempre gratuita, recebeu vinte e cinco de alguns dos maiores nomes do Teatro de Animação mundial, de diferentes países.

Ficha técnica

Criação: Grupo Sobrevento/ Direção: Sandra Vargas e Luiz André Cherubini/ Dramaturgia: Sandra Vargas/ Elenco: Sandra Vargas, Luiz André Cherubini, Maurício Santana, Sueli Andrade, Liana Yuri e Daniel Viana/ Cenografia: Luiz André Cherubini e Dalmir Rogério/ Adereços: Sueli Andrade e Liana Yuri/ Iluminação: Renato Machado/ Figurino: João Pimenta/ Música original: Arrigo Barnabé/ Canção final composta por Geraldo Roca e interpretada por Márcio de Camillo/ Assessoria de imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto

SERVIÇO
ESCOMBROS
De 21 de abril a 27 de maio. Sábados e domingos, às 20h. Entrada franca. Não recomendado para menores de 16 anos.
Espaço Sobrevento – Rua Coronel Albino Bairão, 42 – próx. Metrô Bresser-Mooca e Viaduto Bresser. Tel. 11-3399-3589.
70 lugares. Reservas: info@Sobrevento.com.br
Realizado pela 31a. edição do PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Cia Repentistas do Corpo faz dança com humor, poesia e música, para jovens e adultos

”Tupiliques – O Espetáculo” (à esq), foto de Solange Avelino e “Lado B” (à dir), foto de Gil Grossi

O público frequentador dos CEUS Pêra Marmelo e Vila Atlântica terão a chance de ver e vivenciar a obra e o trabalho desenvolvido pelos artistas da Cia. Repentistas do Corpo. Em seu novo projeto “Repentistas do Corpo e Suas Interações Artísticas” o grupo apresenta duas obras de seu repertório, “Tupiliques – O Espetáculo” e “Lado B”, além de um ateliê coreográfico, oficinas, vídeo-palestras e bate-papo. Todas as ações são gratuitas. Nascida em 2001 pelas mãos de seus diretores artísticos Sérgio Rocha e Cláudia Christ, a companhia imprime um DNA híbrido e eclético na concepção cênica dos trabalhos, evidenciando pontos de convergência e fricção entre a dança contemporânea, o teatro, a poesia, a percussão corporal em movimento e o humor.

O primeiro CEU a receber a programação foi o Perus. Em abril, o grupo se apresenta no CEU Pêra Marmelo (dia 13, “Tupiliques – O Espetáculo” e dia 16, “Lado B”) e em maio é a vez do CEU Vila Atlântica (dia 15, “Lado B” e dia 22, “Tupiliques – O Espetáculo”). O projeto “Repentistas do Corpo e Suas Interações Artísticas” foi contemplado pela 23ª edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

Tupiliques – O Espetáculo” é um trabalho destinado ao público infanto-juvenil que mistura dança, teatro, percussão corporal em movimento e humor livremente inspirado no livro “TUPILIQUES – Heranças Indígenas no Português do Brasil”, do escritor César Obeid, que traz palavras indígenas, de origem Tupi, rimadas em forma de limeriques, um tipo de poesia inglesa em que os poemas são escritos em estrofes de cinco versos e apresentam situações engraçadas ou absurdas. O grupo então recriou este universo “tupilicoso” de palavras e realiza um espetáculo lúdico e ritmado com sua marca registrada. Os poemas são dançados, cantados e falados pelo elenco, transportando crianças e adultos para este mundo novo de possibilidades que revela um Brasil de bichos, frutas, personagens do folclore, comidas e lugares, batizados pela língua Tupi.

A estrutura poética dos versos escritos em bom “tupiliquês” favoreceu a criação das músicas onde a síncope dos ritmos brasileiros se revela no Coco, no Maracatu, no Caboclinho e no Baião, servindo de mola propulsora para a movimentação coreográfica. A trilha sonora traz a assinatura do conceituado produtor musical Edson X em parceria com o diretor Sérgio Rocha e conta com a participação especial de Aguinaldo Bueno.

Ao abordar a contribuição indígena na formação de nossa língua, o espetáculo mostra um pedaço do Brasil que vivemos, falamos e comemos diariamente, convidando o público a pensar e valorizar as culturas dos nossos povos tradicionais.

Lado B”, voltado ao público adulto, tem inspiração nascida no universo da música brega, com sua estética distorcida e gosto duvidoso, na opinião de alguns. Para além de julgamentos ou polêmicas, o espetáculo traz um mosaico de “pérolas” musicais embalando um casal em cenas de dança-teatro entre um cenário com objetos de decoração e utensílios domésticos que envolvem o público nas situações de cama, mesa e banho; proporcionando momentos de reconhecimento, identificação e transcendência.

O espetáculo é interpretado pelos artistas Cláudia Christ e Sérgio Rocha que dão vida a três casais distintos passando por momentos diferentes na vida: “Traje Imperial” mostra um dia de desatino na vida de um casal que insiste em manter as aparências; “Retrô Sexy” retrata a paixão e as ambiguidades de um casal moderno; “Sem Você Nós Dois Não Somos Ninguém” traz um casal que vive entre brigas e eterna reconciliação.

A trilha sonora traz nomes como Odair José, Altemar Dutra, Jane e Herondy, Bartô Galeno, Waldick Soriano, entre outros. A pesquisa sobre o contexto histórico-musical baseou-se no livro “Eu Não Sou Cachorro, Não – Música Popular e Ditadura Militar” do escritor Paulo César de Araújo; que traça um paralelo entre a produção musical “brega” e a MPB durante os anos de chumbo no Brasil.

Após a apresentação dos espetáculos, haverá um bate-papo entre o público e os artistas sobre a abordagem dos temas apresentados na obra e os processos de construção do trabalho assistido.

Repentistas do Corpo e Suas Interações Artísticas

O projeto “Repentistas do Corpo e Suas Interações Artísticas” tem duração de 16 meses, trazendo em seu bojo uma série de atividades artísticas relacionadas ao processo de pesquisa e prática interdisciplinar da Cia. Repentistas do Corpo, pretendendo alcançar e movimentar os artistas e estudantes da dança nas comunidades e no entorno dos CEUs Perus, Pera Marmelo e Vila Atlântica, para oferecer acesso às técnicas, modos de fazer e ao pensamento artístico vivenciado pela companhia por meio de atividades de formação como oficinas, ateliês coreográficos, vídeo palestras e bate papos após os espetáculos. O projeto também contempla a circulação de dois espetáculos do grupo, além de disponibilizar a pesquisa, a preparação física e técnica, ensaios e montagem do novo trabalho “Um Olhar Muda Tudo”.

Oficina Prática de Dança Contemporânea e Percussão Corporal

A oficina será ministrada pelo professor Sérgio Rocha e a assistente Cláudia Christ e é baseada na linguagem interdisciplinar utilizada pelo grupo em suas produções e consiste em unir exercícios básicos e intermediários de dança contemporânea à técnica de percussão corporal (extrair sons do próprio corpo), além de utilizar a voz como um recurso a mais para compor os diversos ritmos brasileiros abordados (ex: samba, maracatu, baião, etc). As aulas contam com percussão tocada ao vivo pelos professores e têm o objetivo de ensinar as técnicas utilizadas pela Cia. e preparar os alunos para uma melhor compreensão de trabalhos híbridos contemporâneos.

A duração das aulas será de duas horas e acontecerão três vezes por semana, totalizando uma carga horária de setenta e duas (72) horas/aula ao final dos três meses de trabalho em cada CEU. Para esta atividade serão disponibilizadas 40 vagas destinadas a bailarinos, atores, circenses, músicos, estudantes de artes cênicas

Ateliê Coreográfico “Da Palavra ao Movimento”

O Ateliê Coreográfico oferecerá aos participantes a oportunidade de vivenciar um processo de composição coreográfica, a partir da linguagem contemporânea e híbrida desenvolvida pela Cia. Repentistas do Corpo onde a literatura e, especialmente, a poesia são fundamentais para a concepção cênica de seus trabalhos.

Os encontros do Ateliê serão de duas horas e acontecerão três vezes por semana, totalizando uma carga horária de setenta e duas (72) horas ao final dos três meses de trabalho em cada CEU visitado. Serão disponibilizadas 40 vagas destinadas a bailarinos, atores, circenses, músicos, estudantes de artes cênicas.

Vídeo Palestra “A inspiração que vem das palavras”

No vídeo palestra, conduzida por Sérgio Rocha e Cláudia Christ, será colocado foco na importância da literatura, especialmente a poesia, nos processos criativos da Cia. Repentistas do Corpo, que se utiliza da palavra poética para transformar a sua maneira de dançar. A palestra será acompanhada de vídeos curtos dos espetáculos para ilustrar os temas que serviram de inspiração para os trabalhos que serão apresentados durante a circulação da companhia

A atividade terá duração de duas horas e é endereçada aos participantes da Oficina de Dança e do Ateliê Coreográfico; além de professores de escolas públicas e particulares da comunidade, diretores de dança e teatro, artistas, bailarinos, atores, músicos, criadores, intérpretes e artistas performáticos que se interessem pelo tema e ao público em geral.

Pesquisa e montagem do novo espetáculo

Durante quatro meses, a companhia fará a preparação técnica e física do elenco e vai desenvolver a pesquisa de movimento e dramaturgia para o novo espetáculo “Um Olhar Muda Tudo”. Três jovens selecionados participarão do processo de criação da área de produção, operação de luz, intérprete ou apenas como ouvinte. A estreia de “Um Olhar Muda Tudo”será realizada nos CEUs Perus, Pêra Marmelo e Vila Atlântica como uma das formas de devolutiva e contrapartida para o público do entorno, da região.

Sobre a Cia. Repentistas do Corpo

A Cia. Repentistas do Corpo, fundada em 2001, é formada por artistas independentes do cenário da dança contemporânea brasileira que trazem significativa bagagem artística associada à proposta de pesquisa inusitada. A sua linha de investigação é a interdisciplinaridade entre a dança contemporânea, o teatro, a música e a percussão corporal em movimento; buscando os possíveis pontos de convergência entre estas áreas e a sua abordagem conjunta.

A inspiração para tanto vem das diferentes manifestações da cultura brasileira e suas identidades; especialmente a literatura, a música e as festas. Desta forma, estamos encontrando novos significados para nossa maneira de estar no mundo: sempre em movimento, com um corpo brasileiro.

Principais Prêmios e Seleções da Cia. Repentistas do Corpo:
Edital de Espetáculos Caixa Econômica Federal – São Paulo/SP (2002)
Prêmio Estímulo à Dança – Secretaria Municipal da Cultura – São Paulo/SP (2004)
Edital Teatro Cacilda Becker- Rio de Janeiro/RJ (2005)
Edital Quarta que Dança – Secretaria da Cultura – Salvador/BA (2006)
Editais ProAC – Secretaria da Cultura – São Paulo/SP (2006/2011/2013/2016)
Programa Municipal de Fomento à Dança da Cidade São Paulo (2007/ 2011/2015)
Edital de Chamamento SESI (2012)
Mostra ABCDança (2013 e 2015)
Virada Cultural Paulista e Circuito Cultural Paulista – São Paulo/SP (2009/2012/2013/2014/2016)
Edital CAIXA Cultural 2016/2017)

Ficha Técnica
Concepção e direção geral: Sérgio Rocha
Assistente de direção: Cláudia Christ
Criadores intérpretes: Cláudia Christ, Marcela Miyashita, Sérgio Rocha e Vitor Bassi
Desenho e operação de luz: Ari Buccioni
Trilha sonora original: Edson X
Poemas musicados: Sérgio Rocha
Operação de som: Mário Spatizziani
Cenografia, figurinos e adereços: Luciene Grecco e Cia. Repentistas do Corpo
Produção executiva: Cláudia Christ e Sérgio Rocha
Coreógrafos convidados de Lado B: Cláudia de Souza e Jorge Garcia
Site: http://ciarepentistasdocorp.wix.com/cia-repentistas-do-corpo
Facebook: Companhia Repentistas do Corpo

Teasers
“Lado B”>> https://www.youtube.com/watch?v=dJ_hsDfya8Q
“Tupiliques – O Espetáculo” >> https://www.youtube.com/watch?v=bRdJ4FXm_Ts

Serviço
“TUPILIQUES – O Espetáculo”
Duração: 50 minutos
Recomendação: livre
Entrada franca
CEU Pêra Marmelo, dia 13 de abril de 2018, às 10h e às 15h
Rua Pêra Marmelo, 226 – Jaraguá
Tel.: (11) 3948-3915 / 3948-3964
CEU Vila Atlântica, dia 22 de maio de 2018, às 10h e às 15h
Rua Coronel José Venâncio Dias, 840 – Jardim Nardini
Tel.: (11) 3901-8746 / 3901-8744

“Lado B”
Duração: 50 minutos
Recomendação: 12 anos
CEU Pêra Marmelo, dia 16 de abril de 2018, às 15h e às 19h30
Rua Pêra Marmelo, 226 – Jaraguá
Tel.: (11) 3948-3915 / 3948-3964
CEU Vila Atlântica, dia 15 de maio de 2018, às 15h e às 19h30
Rua Coronel José Venâncio Dias, 840 – Jardim Nardini
Tel.: (11) 3901-8746 / 3901-8744

Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Email: marcia@canalaberto.com.br| http://www.canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto