Espetáculo “Marta, Rosa e João”, com Malu Galli, estreia no Sesc Pinheiros

As personagens Rosa (Manoela Aliperti) e Marta (Malu Galli) em foto Mabel Feres

Os 22 trunfos do tarô inspiram criação da primeira ‘peça-jogo’ escrita por Malu Galli, que também está em cena como a mãe, Marta. A cada sessão, 13 das 22 cartas do jogo são sorteadas e correspondem às cenas que serão apresentadas no dia – o que totaliza mais de 300 mil possibilidades de desenvolvimento da história.

O público entra no teatro. A primeira cena vai determinar, toda noite, o restante do espetáculo. Cartas de tarô são tiradas e treze cenas são apresentadas aos espectadores, na sequência que o jogo determinou. Assim está estruturada a primeira dramaturgia de Malu Galli, autora, diretora e atriz de Marta, Rosa e João. A estreia está marcada para o dia 17 de janeiro, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros, em São Paulo. Ao lado de Malu, estão no elenco Manoela Aliperti no papel de Rosa, Rodrigo Scarpell como João e Katia Naiane, que dobra papeis conforme o sorteio do dia. Romulo Fróes e Kiko Dinucci criaram a trilha sonora.

O espetáculo conta a história de Rosa, mulher que descobre numa consulta com uma taróloga sua própria gravidez e a proximidade do dia de conhecer Marta, sua mãe, que a deixou ainda na infância. Não bastasse o peso deste encontro, as mulheres precisam ainda lidar com a presença de João, um passeador de cães que frequenta a casa de Marta e, por meio do seu comportamento livre e subversivo, provoca uma renovação no olhar entre mãe e filha, um tipo de confusão que move o que está estagnado nelas.

“Os arquétipos dos 22 Arcanos Maiores sugerem muitas traduções e interpretações, das quais me inspirei para escrever as cenas livremente e associá-las em seguida a cada uma das cartas”, diz Malu, ressaltando que o espetáculo não é sobre o tarô, é apenas um dispositivo que torna Marta, Rosa e João uma espécie de ‘peça-jogo’, como nomeia a autora. “Assim como as narrativas de cena vão sendo montadas durante a encenação, os elementos cênicos, como luz, cenário, figurino e música também seguem essa estrutura”, conta.

No elenco, além de Malu, que interpreta Marta, estão em cena Manoela Aliperti, no papel de Rosa; Rodrigo Scarpell como João; e Katia Naiane, intérprete da taróloga do início do espetáculo e também atriz que dobra papeis, podendo interpretar uma vizinha ou uma entrevistadora de emprego, entre outras. Romulo Fróes, cantor e compositor convidado por Malu para assinar a direção musical, criou em parceria com Kiko Dinucci (dos grupos Passo Torto e Metá Metá, entre outros) uma trilha única que se desmonta para cumprir o desenrolar de cada cena.

No espetáculo, Malu renova parceria com a atriz Manoela Aliperti, com quem trabalhou – também nos papeis de mãe e filha – na 25ª temporada de Malhação: Viva a Diferença, escrita por Cao Hamburger e reconhecida por trazer à série questões sociais relevantes e por ter dividido o protagonismo entre cinco personagens femininas – uma delas Manoela Aliperti

Próxima dos 30 anos de carreira, Malu participou de dezenas de séries televisivas, filmes e peças de teatro. Como diretora, já assinou o espetáculo A Máquina de Abraçar, de autoria de José Sanchis Sinisterra, e de Oréstia, trilogia de peças do dramaturgo grego Ésquilo, com quem dividiu direção com Bel Garcia, da Cia dos Atores.

Sobre a empreitada do primeiro texto para o teatro, Malu ressalta que o recurso das cenas móveis exige suas próprias complexidades, como evitar curvas dramatúrgicas, dividir as informações das cenas de modo com que elas não se repitam e façam sentido para o público independente da ordem de exibição e também trazer frescor aos atores a cada sessão, já que a encenação só será desvelada após a exibição das cartas.

Cada cena será iniciada com um indicativo da carta que remete ao que será visto. Caso a carta-cena tenha sido, por exemplo, a do Imperador, esse título será revelado ao público no começo da cena. “Não se tratam de esquetes ou cenas isoladas. Mesmo embaralhadas, as cenas juntas contam uma só história de diferentes formas”, reforça Malu.

Para assumir essa escolha na hora de escrever o texto, a artista coloca-se em diálogo com movimentos presentes na história do teatro que já testavam elementos surpresa para composição de peças. “Desde o século XV que experimentos acerca do processo da escrita vêm sendo desenvolvidos, passando pelas vanguardas do século XX e por grupos de artistas nos anos 70, onde regras restritivas criadas por seus participantes eram impostas ao processo criativo”, conta.

Em Marta, Rosa e João também há o objetivo de que as atrizes e o ator experimentam outra forma de vivenciar suas personagens. “Não tem como o elenco se preparar antecipadamente, o que faz com que a cada sessão tenhamos que aprender a entrar no jogo que será definido ali mesmo”, finaliza Malu.

Sinopse

A jovem Rosa descobre em uma consulta de tarô que está grávida. Ela decide, então, ir ao encontro de sua mãe em outra cidade para conhecer, enfim, a mulher que nunca quis ter contato com ela. Marta está há tempos sem conseguir sair de casa e se relacionar com o mundo. Isolada, ela mantém contato apenas com João, um passeador de cães que frequenta a casa todos os dias. A convivência das duas mulheres, forçada pela visita inesperada de Rosa, traz à tona decisões e enfrentamentos inevitáveis para as personagens.

Marta, uma jornalista de sucesso, precisa ter coragem de retomar sua vida profissional interrompida por uma crise de pânico. Rosa, por sua vez, precisa entender seus sentimentos acerca da maternidade e decidir sobre seu futuro. O arquétipo do Louco, a carta número 0 do tarô, inspira livremente a criação do personagem João, o passeador de cães, que entra e sai da casa subvertendo a comunicação entre as duas, confundindo, provocando e colocando em movimento as peças estagnadas do jogo.

Os 22 Arcanos do Tarô são as principais cartas e expressam, a partir de cenas com uma ou várias pessoas, uma série de elementos simbólicos. Os Arcanos são, em ordem: 0 – O Louco,  1 – O Mágico, 2 – A Papisa,  3 – A Imperatriz, 4 – O Imperador, 5 – O Sumo Sacerdote, 6 – Os Enamorados, 7 – A Carruagem, 8 – A Força, 9 – O Heremita, 10 – Roda Da Fortuna, 11 – Justiça, 12 – O Enforcado, 13 – Morte, 14 – Temperança, 15 – O Diabo, 16 – A Torre, 17 – A Estrela, 18 – A Lua, 19 – O Sol, 20 – O Julgamento e  21 – O Mundo.

Sobre Malu Galli

Malu Galli iniciou sua trajetória teatral na escola O Tablado, em 1982. Mais tarde, formada profissional pelo curso da Faculdade da Cidade ministrado por Bia Lessa, começou a trabalhar como integrante da Cia. Teatro Autônomo, de Jefferson Miranda, onde participou de espetáculos como Mann na Praia, Minh’Alma é Imortal, e A Noite de Todas as Ceias. Com a Cia. Dos Atores, de Enrique Diaz, participou de espetáculos como O Rei da Vela, Meu Destino é Pecar, ensaio. Hamlet, apresentado em festivais e temporadas pelo mundo todo e considerado o melhor espetáculo da década pela Revista Bravo, e Gaivota – tema para um conto curto.

Em 2004, criou e produziu em parceria com a diretora Christiane Jatahy o monólogo Conjugado, considerado o melhor espetáculo estrangeiro do ano de 2006 em um festival de Havana, Cuba. Realizou o monólogo Diálogos com Molly Bloom, em que foi dirigida por cinco diretores (Andrea Beltrão, Cristina Moura, Christiane Jatahy, José Sanchis Sinisterra e Gilberto Gawronski). Junto com Andrea Beltrão e Mariana Lima, produziu e integrou o elenco de Nômades, dirigida por Marcio Abreu.

Dirigiu e realizou o espetáculo A Máquina de Abraçar, de José Sanchis Sinisterra, com Mariana Lima e Marina Viana, inaugurando o galpão do Tom Jobim, RJ, 2009. O espetáculo foi considerado um dos dez melhores do ano pelo Jornal O Globo. Em São Paulo, foi realizado na área de convivência do Sesc Pompeia em uma instalação do artista plástico Raul Mourão. Em 2012 dirigiu Oréstia, trilogia de Ésquilo, onde apresentou uma tradução original do grego feita por Alexandre Costa e Patrick Pessoa, além dos versos do coro musicados por Romulo Fróes e Cacá Machado.

No cinema, participou de mais de 15 filmes, entre eles O Xangô de Backer Street, de Miguel Faria Jr; Achados e Perdidos, de José Joffily, Maré, nossa história de amor, de Lúcia Murat, 180 graus, de Eduardo Vaisman, Aos teus olhos, de Carolina Jabor e Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg. Em 2018 filmou com Caetano Gotardo Seus Ossos e seus olhos (estreia em janeiro nos festivais de Tiradentes e Roterdam), Propriedade Privada, thriller de Daniel Bandeira e Dispersão, filme interativo de Bruno Vianna (ambos em fase de montagem e estreia prevista pra 2019).

Na TV, Malu participou de séries e novelas de sucesso na TV Globo, entre elas Queridos Amigos, A Mulher do Prefeito, Tapas e Beijos, Cheias de Charme, Império, Sete Vidas, Totalmente Demais e Malhação: Viva a Diferença.

FICHA TÉCNICA
Texto e direção – Malu Galli
Elenco – Manoela Aliperti – Rosa
Malu Galli – Marta
Rodrigo Scarpelli – João
Katia Naiane – Taróloga, vizinha, entrevistadora de emprego, entre outros
Direção de produção – Gabi Gonçalves
Cenário e figurino – Cassio Brasil
Direção musical – Romulo Fróes
Direção de movimento – Luaa Gabanini
Luz – Wagner Antônio
Trilha sonora original – Romulo Fróes e Kiko Dinucci
Assistência de direção – Zi Arrais
Produção executiva – Thais Vennit
Fotos – Mabel Feres
Ambientação das fotos – Rodrigo Bueno (Ateliê Mata Adentro)
Realização – Corpo Rastreado

SERVIÇO
Quando: 17 de janeiro a 23 de fevereiro.
Horário: Quinta a sábado, 20h30.
Local: Auditório (3º andar) | Capacidade: 100 lugares
Classificação: 14 anos
Duração: varia conforme as cenas escolhidas (em média 75 minutos)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública). R$ 7,50 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Show da Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”, dos Titãs, no Sesc Pinheiros (13.04.2018)

Titãs no palco do Sesc Pinheiros tocando a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”. Foto: Mariana Pekin/UOL

Os Titãs realizaram na noite sexta-feira (13), a segunda das quatro apresentações programadas no Sesc Pinheiros. A banda estreou em solo paulistano a turnê de seu mais novo projeto: a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”, cuja forte abordagem narra a história de três estudantes – todas chamadas Maria -, que são violentadas por cinco colegas em uma festa organizada via aplicativo (na peça chamado de “Facilitador”).

Além dos remanescentes da formação original (Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto), e dos músicos contratados Mário Fabre e Beto Lee, completam a formação do espetáculo as cantoras/atrizes Cyntia Mendes, Corina Sebbas e Yas Werneck.

Com os ingressos esgotados, a banda entrou no palco às 21h10 e, ao longo de uma hora e meia de apresentação, tocaram 25 temas do novo álbum que é praticamente pioneiro em se tratando de bandas de rock no Brasil. Entre as músicas, uma colaboração de Rita Lee, que fez a narração entre algumas canções, além de Alexandre Bamba e Tadeu Pinheiro, que deram vozes aos rapazes da trama.

O show é divido em três atos: no primeiro, a apresentação das jovens, o aplicativo “Facilitador”, que também é o nome de uma das músicas do musical, e a festa; no segundo, é retratado como cada uma das Marias – Maria A, Maria B e Maria C – está lidando com o que aconteceu e como a Internet pode ser prejudicial e no terceiro e último: a hora da vingança, que inclui a morte de um dos abusadores, e a união das três amigas.

No palco, à medida que os Titãs tocam a sequência da Ópera Rock, as atrizes/cantoras encenam, fazem constantes trocas de figurinos e cantam também. O cenário foi criado por Hugo Passolo, Otavio Juliano e Luciana Ferraz e os figurinos de Renato Paiutto. A teatralidade do espetáculo é o telão central, que traz projeções dos pormenores do enredo e a atuação das atrizes/cantoras. As três Marias – Maria A, Maria B e Maria C -, quem, teoricamente, seriam as protagonistas, quase sempre aparecem atrás dos músicos. Contudo, uma situação soa estranha durante a execução de algumas faixas, como por exemplo, em “Me Estuprem” e “Eu Sou Maria”, ambas cantadas por Sérgio Britto, pois ambas contém letras de eu-lírico feminino e é cantarolada por ele, sendo que as personagens estão no palco e elas (ou uma delas) poderiam desempenhar essa função enquanto os Titãs poderiam ficar apenas com a parte da melodia.

Quanto a seriedade do assunto central do espetáculo, o projeto dos Titãs, conceitualmente falando, é ótimo, mas por abordar uma pauta feminina, não sei se funciona bem por ter um grupo composto exclusivamente por homens como astros, embora tenha as três personagens.

Em “Doze Flores Amarelas” fica nítido de que os músicos não abdicam do protagonismo ao falar e cantar como personagem feminina sendo que ali estão, mesmo em caráter figurativo, as três moças. Além disso, curiosamente, os Titãs convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo de teatro Parlapatões – e Marcelo Rubens Paiva – escritor, dramaturgo e jornalista – para compor a equipe de criação da obra. Se por um lado, a presença de ambos colaborou na criação dos temas, por outro, é de causar estranheza a ausência de uma mulher nesse processo para abordar, talvez, alguma colocação que o universo masculino não tenha a astúcia de captar.

Quanto às músicas de “Doze Flores Amarelas”, elas não chegam a ser contagiantes, mas certamente impactantes, pois explica, por exemplo, que, ao longo do show, alguns casais começaram a deixar o teatro, enquanto outros se interagiam no celular, e minha namorada ouviu uma mulher dizer: “se eu soubesse que era assim, nem teria vindo!”.

Não sei se pelo fato de o público brasileiro não estar acostumado a concertos do estilo Ópera Rock – embora muitos conhecem (ou já ouvira falar) de obras como “Tommy”, do The Who; “The Wall”, do Pink Floyd; ou “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Webber, entre as outras dos quais os Titãs se inspiraram -, o show pode ter passado a impressão de cansativo e, talvez, pelo fato de os Titãs não terem tocado os seus clássicos, o que, evidentemente descaracterizaria o conceito de Ópera Rock, é claro, alguns não tenham entendido a ideia que a banda queria passar. Mas, uma coisa é fato: “Doze Flores Amarelas” não é recomendável para menores de 18 anos – pelos menos não deveria ser (o Sesc indicou a classificação em 14 anos).

A seguir, a relação dos números musicais do espetáculo.

ATO I:
1. Abertura – Sei Que Seremos (Sérgio Britto/Tony Bellotto/Branco Mello/Jaques Morelenbaum/Hugo Possolo)
– Introdução:
2. Nada Nos Basta (Sérgio Britto)
3. O Facilitador (Sérgio Britto / Branco Mello)
4. Weird Sisters (Sérgio Britto)
5. Disney Drugs (Sérgio Britto)
– Festa:
6. A Festa (Sérgio Britto / Branco Mello)
7. Fim de Festa (Tony Bellotto / Branco Mello / Sérgio Britto)
8. Me Estuprem (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
ATO II:
9. Interlúdio 1 – Eu Sou Maria (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Hugo Possolo)
– Maria Alice:
10. O Bom Pastor (Tony Bellotto / Sérgio Britto / Branco Mello)
11. Eu Sou Maria (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
12. Hoje (Sérgio Britto / Beto Lee)
– Maria Beatriz:
13. Nossa Bela Vida (Sérgio Britto)
14. Canção da Vingança (Tony Bellotto)
15. Personal Hater (Sérgio Britto / Branco Mello)
16. Interlúdio 2 – Doze Flores Amarelas (Sérgio Britto/Branco Mello/Tony Bellotto/Beto Lee/Jaques Morelenbaum/Hugo Possolo)
– Maria Cecília:
17. De Janeiro Até Dezembro (Tony Bellotto)
18. Mesmo Assim (Sérgio Britto)
– Frank, Lucas, Pac Man, Pedrinha e Dado:
19. Não Sei (Tony Bellotto)
– Maria A, Maria B e Maria C:
20. Essa Gente Tem Que Morrer (Sérgio Britto / Mario Fabre)
ATO III:
21. Interlúdio 3 – É Você (Sérgio Britto / Jaques Morelenbaum / Hugo Possolo)
– Feitiço:
22. Me Chamem de Veneno (Branco Mello / Tony Bellotto / Sérgio Britto / Beto Lee)
23. Doze Flores Amarelas (Sérgio Britto / Branco Mello / Tony Bellotto / Beto Lee)
– Morte:
24. Ele Morreu (Tony Bellotto / Sérgio Britto)
25. Pacto de Sangue (Sérgio Britto)
26. O Jardineiro (Branco Mello / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
– Funeral / Redenção:
27. Réquiem (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Branco Mello / Mario Fabre)
28. É Você (Sérgio Britto)
29. Sei Que Seremos (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Branco Mello)

Por Jorge Almeida – agradecimentos a Márcia Marques e Poliana Queiroz

Sesc Pinheiros recebe Titãs com Ópera Rock Doze Flores Amarelas

Os Titãs apresentarão entre os dias 12 e 15 de abril a Ópera Rock 12 Flores Amarelas no Sesc Pinheiros. Créditos: Silmara Ciuffa

De 12 a 15 de abril, o Sesc Pinheiros recebe Titãs com a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”. O trabalho inédito do grupo teve pré-estreia em Curitiba no início do mês e chega a São Paulo em quatro datas no Teatro Paulo Autran.

A tradição (internacional) das óperas rock vem desde que o The Who compôs e montou o clássico “Tommy”, passou pelo conceitual “The Wall”, do Pink Floyd, e mais recentemente por “American Idiot”, dos pop punks Green Day.

Há ainda as inesquecíveis “Arthur” dos Kinks, “O Fantasma do Paraíso”, dirigido por Brian de Palma e a blockbuster “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Weber. Os Titãs bebem dessa fonte, na mesma medida em que imprimem sua digital.

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto decidiram pelo formato e convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo  de teatro Parlapatões- e o escritor, dramaturgo e jornalista Marcelo Rubens Paiva para reuniões criativas. Deste encontro surgiu o argumento, assinado pelos cinco.

O tema da narrativa foi uma unanimidade. Nasceram das inquietações atuais, contemporâneas, como assédio, abuso, violência contra a mulher, aborto e tecnologia tóxica do mundo digital.

O espetáculo narra a história de três jovens, estudantes de faculdade (as Marias A, B e C) que, como todos de sua turma, usam a tecnologia frequentemente, em especial, um aplicativo chamado Facilitador.

Numa dessas consultas, perguntam como devem fazer para curtirem ao máximo uma grande festa. Mas a festa acaba mal. Elas são violentadas por cinco colegas.

Elas recorrem novamente ao mesmo aplicativo para se vingarem e este indica o feitiço das doze flores amarelas, que batiza o espetáculo.

Depois do feitiço realizado, um dos estupradores morre. Elas ficam em dúvida sobre seu real poder. Não sabem se o fato ocorreu a partir da magia, do uso da tecnologia, ou se foi uma simples coincidência. E o que fazer então?

O desfecho aponta para que, embora cada uma tenha uma diferente reação, que o poder delas está em enfrentar a situação e denunciar os abusadores.

Diferentemente de compor para um disco, os Titãs começaram a criar músicas sobre temas muito diferentes entre si, o que deu uma liberdade autoral enorme.  Entre as canções que compõem o repertório estão “A Festa”, “Me Estuprem” e, claro, “Doze Flores Amarelas”.

Além de co-autor do argumento, Hugo Possolo divide a direção do espetáculo com o cineasta Otavio Juliano (que recentemente lançou o longa metragem com a história da banda  Sepultura).

São 25 canções inéditas dos Titãs, que se juntam aos guitarrista e baterista da banda, Beto Lee e Mario Fabre. Três cantoras/atrizes completam a linha de frente musical, Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yas Werneck.

O cenário foi criado pelos diretores e Luciana Ferraz que também assina o design e criação de vídeos , os figurinos são de Renato Paiutto, a produção musical é de Rafael Ramos, o desenho de luz de Guilherme Bonfanti, a direção de movimento é de Olivia Branco o design gráfico de Juliano Seganti. A produção do espetáculo DOZE FLORES AMARELAS está sendo realizada com o patrocínio da Estácio por meio da lei federal de incentivo à cultura, Lei Rouanet.

Sinopse

A inédita ópera rock dos Titãs, DOZE FLORES AMARELAS, conta a história de três Marias.  Estudantes da faculdade, querendo diversão, consultam o aplicativo Facilitador para saber a melhor maneira para curtir uma festa. Na loucura desta noite de balada, Maria A, Maria B e Maria C são violentadas por cinco colegas, gerando consequências significativas na vida de todos. Reflexões, decisões e conflitos mostram as diferentes reações de cada uma delas. As três Marias consultam novamente o Facilitador sobre como devem proceder. Doze Flores Amarelas é um feitiço indicado para a vingança. Um dos jovens abusadores morre. As três Marias se questionam: será que teriam causado a morte do garoto? No enterro dele, as três Marias se percebem mais unidas e conscientes. Decidem se livrar do Facilitador, denunciar os abusadores e viver segundo suas próprias convicções, sem se submeter a convenções sociais nem a sugestões de oráculos, cibernéticos ou não.

Ficha técnica:
Musicas – Titãs
Direção Artística – Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto
Argumento – Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva
Libreto – Hugo Possolo
Direção do espetáculo – Hugo Possolo e Otavio Juliano
Elenco: Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Beto Lee, Mario Fabre, Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yas Werneck
Produção Musical – Rafael Ramos
Cenário – Luciana Ferraz, Hugo Possolo e Otavio Juliano
Desenho de luz – Guilherme Bonfanti
Design e Criação de vídeos – Luciana Ferraz
Figurinos – Renato Paiutto
Direção de movimento – Olivia Branco
Design Gráfico – Juliano Seganti
Assessoria de Imprensa – Perfexx
Produção Executiva – Ricardo Moreira e Ricardo Mateus
Coordenação de produção – Deyse Simões
Coordenação geral do projeto – Angela Figueiredo

SERVIÇO
TITÃS – DOZE FLORES AMARELAS
De 12 a 15 de abril de 2018. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 18h.
Local: Teatro Paulo Autran– 1.010 lugares
Ingressos: R$ 60 (inteira); R$ 30 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência); R$ 18,00 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Ingressos online em http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP.
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de imprensa Doze Flores Amarelas – Titãs
Isabela Formaggio Perroni / Ana Paula Perfexx
Tel + 55 11 2615-5045
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Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros
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Créditos: Poliana Queiroz

Sesc Pinheiros recebe estreia de “A Domadora”, com Paula Picarelli e direção de Otávio Dantas

No monólogo, atriz interpreta artista circense no prenúncio de um embate. Foto: Otavio Dantas

Uma domadora de elefante sob a gigantesca pata do animal, lidando com a inevitável colisão. Este é o ponto de partida da peça A Domadora, que estreia no Sesc Pinheiros, no dia 27 de abril. O espetáculo, estrelado por Paula Picarelli, também responsável pela concepção, é dirigido por Otávio Dantas. O monólogo segue em temporada no Auditório da unidade, de quinta a domingo, às 20h30, até o dia 27 de maio.

A iminência da morte é um dos assuntos da peça. Mas a trama vai além. Mais do que o acidente, a montagem trata do envelhecimento e de suas consequências sociais – principalmente nas mulheres – que traz com ele, além das restrições físicas e mentais, a perda de entes queridos e da identidade profissional.

A Domadora
O espetáculo, um drama psicológico, expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice, a decadência de seu corpo e o contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. A artista circense, ao ver a enorme pata do animal quase encostar em seu nariz, tem que encarar o seu maior medo: envelhecer.

Partindo deste argumento, Paula e Otávio usaram como referência as obras “A Velhice”, de Simone du Beauvoir, “A Velha”, de Barbara G. Walker, e o documentário “Tyke: Elephant Outlaw”, de Susan Lambert e Stefan Moore. Além disso, para a construção do texto, eles “encomendaram” à escritora Andrea del Fuego um conto especialmente para o espetáculo: “Elefante Bonsai”.

A escolha do ambiente – o circo – não é ao acaso. Durante o processo de concepção do espetáculo, os criadores conversaram com várias pessoas ligadas a esse universo, um lugar que acolhe e explora as inequações, ampliando as possibilidades de atuação.

O próprio cenário explora a multiplicidade de pensamentos que passam na cabeça da protagonista. A atriz contracena entre telas móveis, tecidos que recebem vídeo projeções e espelhos, deformando (ou não) sua imagem em cena.

SINOPSE
A Domadora” é um drama psicológico se passa dentro da cabeça de uma domadora de elefantes, nos quinze últimos segundos de seu número. No ápice do show, a elefanta desce sua pata lentamente até encostá-la na ponta do nariz dessa mulher. O espetáculo expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice como um futuro iminente.

Na peça, a domadora entra em contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. Em lugar de envelhecerem normalmente, percorrendo todo o seu ciclo vital, as mulheres são obrigadas a criar a ilusão de que seu processo de desenvolvimento para na segunda ou terceira década da vida adulta.

SERVIÇO
Ficha Técnica
Concepção, dramaturgia e interpretação: Paula Picarelli
Direção, concepção, fotografia e vídeo: Otávio Dantas
Colaboração artística: Clayton Mariano
Participação: Mary Lamberti
Preparação corporal (Body Mind Movement): Rodrigo Palma
Luz: Fabricio Licursi
Música: Miguel Caldas
Figurinos e objetos: Chris Aizner
Cenografia e vídeo: Anna Turra
Cenotécnico: Fernando Brettas
Design gráfico: Juh Ledi
Produção: Gabi Gonçalves – Núcleo Corpo Rastreado

A DOMADORA
De 27 de abril a 27 de maio de 2017. Quinta a sábado, 20h30
Duração: 60 minutos
Local: Auditório- 3º andar (98 lugares)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Venda online a partir de 18/4, terça, às 16h30 e nas bilheterias da rede Sesc a partir de 19/4, quarta, às 17h30.
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional.
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de Imprensa do Sesc Pinheiros
Com Canal Aberto
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Por Márcioa Marques | Canal Aberto

Sesc Pinheiros recebe o encontro do Trio Corrente com Hamilton de Holanda

Foto Trio Corrente: Claus Lehmann / Foto Hamilton: Divulgação

O trio convida o bandolinista para um show especial com o melhor da música instrumental brasileira

O Trio Corrente sobe ao palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, no dia 29 de abril, sábado, às 21h. Na apresentação, o premiado grupo brasileiro formado por Edu Ribeiro (bateria), Fabio Torres (piano) e Paulo Paulelli (baixo) convida o bandolinista Hamilton de Holanda para juntos interpretarem músicas autorais além de clássicos da MPB.

Para este show, os músicos uniram seus repertórios. Assim o Trio tocará as composições autorais do bandolinista e este também interpretará conhecidos arranjos do Corrente, trazendo à cena o melhor da música instrumental brasileira, com muito espaço para improvisação.

Vencedor de um Grammy (2013) e de um Latin Grammy (2014) pelo Melhor Álbum de Latin Jazz com o disco “Song for Maura”, gravado em parceria com o saxofonista cubano Paquito D’Rivera, o Trio Corrente consagrou-se como um dos grupos mais inventivos da atualidade. O grupo carrega a tradição dos trios de samba-jazz dos anos 1960, interpretando de forma única tanto um repertório autoral como clássicos do choro e da MPB.

O ensemble interpretará no Sesc Pinheiros músicas como “Maçã”, de Djavan, “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, além das composições próprias como “Venezuelana” (Fabio Torres), “Alecrim” (Paulo Paulelli) e “Nívea” (Edu Ribeiro).

Hamilton de Holanda se junta ao Trio Corrente para interpretar as composições próprias “A Saudade vai passar” e “Capricho de Raphael”, além de “Refém da Solidão” (Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro) e “Chorinho pra Você” (Severino Araújo). Detentor de uma carreira de 35 anos e inúmeros prêmios, Hamilton é uma referência no bandolim e trabalha com a tradição e a modernidade da música brasileira.

SERVIÇO
TRIO CORRENTE CONVIDA HAMILTON DE HOLANDA
De 29 de abril de 2017
Sábado, às 21h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br, a partir de 18 de abril, às 16h30 e nas bilheterias das unidades do SescSP, a partir de 19 de abril, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Exploratório do Sesc Pinheiros reúne músicos do Uruguai e da Noruega

Foto Jorge Peña: Zé Barrrichello / Foto FOOD: Divulgação

Na segunda edição, projeto une o artista uruguaio radicado no Brasil Jorge Peña e o duo norueguês FOOD para experimentações musicais

O Sesc Pinheiros recebe pela segunda vez o projeto Exploratório, um campo de apreciação de poéticas experimentais que dialogam com a música na fronteira com a linguagem. Nessa edição, se apresentam o artista uruguaio radicado no Brasil Jorge Peña e o duo norueguês FOOD. O show acontece no dia 19 de abril, quarta-feira, às 20h30, no Auditório (localizado no 3º andar do prédio).

Ao apresentar uma nova maneira de fazer música, o Exploratório cria um campo de apreciação das poéticas experimentais dedicando-se à música na fronteira da linguagem. Desse modo, o projeto cria um diálogo com vanguardas e experimentalismos com a Música Concreta, Contemporânea, Eletrônica, Eletroacústica, com a Improvisação Livre, as Paisagens Sonoras, a Luthieria Criativa e a Poesia Sonora, entre outras vertentes.

O primeiro a se apresentar é Jorge Peña, uruguaio radicado no Brasil. O artista multi-facetado é também fotógrafo, percussionista e sonoplasta. Há 37 anos ele desenvolve texturas e paisagens sonoras para Dança e Teatro. Na apresentação que acontece no Sesc Pinheiros, Jorge apresenta uma performance com os Gongos Sagrados, instrumentos de cura utilizados desde milênios nas tradições espirituais do Oriente.

Em seguida, Iain Ballamy (saxofone e eletrônicos) e Thomas Strønen (bateria, percussão e eletrônicos), que formam o FOOD, apresentam o resultado da combinação de elementos acústicos como sinos, blocos e gongos com saxofones líricos. A música é realçada e temperada por samplers e bateria criando uma dramaturgia sonora.

SOBRE OS MÚSICOS
Jorge Peña – Uruguaio radicado no Brasil, fotógrafo, percussionista e sonoplasta apresenta um concerto solo com os Gongos Sagrados, instrumentos de cura utilizados desde milênios nas tradições espirituais do Oriente. Há mais de 37 anos, desenvolve texturas e paisagens sonoras para Dança e Teatro, em espetáculos como “O Doente Imaginário” e “Sonho de uma Noite de Verão” do Grupo Ornitorrinco. Na música, acompanhou grandes nomes como Mercedes Sosa e participa de grupos experimentais como Ñande Ru, Amálgama e Orquestra Mediterrânea com CD e DVD lançado pelo selo Sesc. Suas criações sonoras renderam-lhe o álbum “Texturas Sonoras” lançado em 2008 e apresentações por todo o Brasil e pelo mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Holanda, Suíça, Itália, Costa Rica e Coréia do Sul. Atua desde 1999, com a Companhia de Teatro Pessoal do Faroeste como sonoplasta, coordenador e ator.

FOOD – Iain Ballamy (saxofone e eletrônicos) e Thomas Strønen (bateria, percussão e eletrônicos). O duo FOOD usa sons, espaços, texturas e contrastes para evocar atmosferas e ambientes em composições e improvisações. Combinando elementos acústicos como sinos, blocos e gongos com saxofones líricos, a música é realçada e temperada por samplers e bateria para criar uma dramaturgia sonora, com climas variados que vão desde um minimalismo devaneador até uma complexidade turbulenta. Food possui oito discos lançados por grandes selos como a ECM Records.

SERVIÇO
EXPLORATÓRIO
Com Jorge Peña (URU/BRA) e FOOD (NOR)
Dia 19 de abril de 2017. Quarta-feira, às 20h30
Local: Auditório (3º andar)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP. Venda limitada a 4 ingressos por pessoa.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
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Sesc Pinheiros recebe Rael e banda para tocar músicas de “Coisas do Meu Imaginário”

O disco é o terceiro do rapper e foi lançado em 2016; cantor Lenine faz participação especial. Foto: Jorge Bispo

A mistura de rimas, gêneros e influências do MC Rael chega ao Sesc Pinheiros. O rapper paulista faz três apresentações no Teatro Paulo Autran, de 21 a 23 de abril de 2017 (sexta-feira e sábado, às 21h, domingo, às 18h). No repertório, canções do seu mais recente álbum, “Coisas do Meu Imaginário”, lançado em 2016. O músico pernambucano Lenine participa das apresentações.

Com produção de Daniel Ganjaman, o músico faz uma combinação de diversos ritmos, que vão do forró ao jazz. “São as coisas do meu imaginário, tanto no sentido dos temas que vinham rondando a minha inspiração quanto no sentido de realizações mesmo, muito especiais, como essa de ter um disco produzido pelo Ganjaman ou de dividir o microfone com um ídolo do hip hop como o Black Alien”, conta Rael.

Enquanto “Livro de Faces” e “Falacioso” trazem à tona o uso da internet, cada uma à sua maneira, faixas como “Quem Tem Fé” versam sobre a intolerância religiosa. “Descomunal” e “Rouxinol” tratam de um mundo imaginário e melhorado. O amor também está presente em “Aurora Boreal” e “De Amor”.

A banda que acompanha o artista no palco é formada por DJ Soares, Felipe da Costa (bateria), Rafael da Costa (baixo), Bruno Dupré (guitarra) e Bruno Marcucci (teclado).

Nascido e criado na zona sul de São Paulo, no Jardim Iporanga, o cantor e MC Rael começou sua história no rap há quase quinze anos, mas seu caminho na música começou bem antes, na infância, em casa, com os pais. Adolescente, passou a arranhar os primeiros acordes no violão e a compor e, logo depois, a rimar (e cantar). Em meados de 2000, formou seu primeiro grupo de rap, o Can KND, que se dissolveu em pouco tempo, mas um ano depois, nasceu o Pentágono, que segue na ativa até hoje. Paralelamente ao trabalho com o grupo, sua carreira solo veio ganhando forma. Em 2010, após uma turnê ao Canadá, Rael lançou seu primeiro disco solo, “MP3 – Música Popular do Terceiro Mundo”. O rapper já se apresentou em importantes Festivais internacionais – em 2011 integrou a equipe do Emicida no Festival Coachella; no mesmo ano, Rael subiu ao palco de um dos mais respeitados festivais do Mundo: o Montreal Jazz Festival; ainda no Canadá, ele fez show no Quebec Summer Festival, ao lado de nomes como Ben Harper e Stephen Marley.

SERVIÇO
RAEL
Part. Especial: Lenine
De 21 a 23 de abril de 2017
Sexta e Sábado, às 21h e Domingo, às 18h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
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