Sesc Pinheiros recebe estreia de “A Domadora”, com Paula Picarelli e direção de Otávio Dantas

No monólogo, atriz interpreta artista circense no prenúncio de um embate. Foto: Otavio Dantas

Uma domadora de elefante sob a gigantesca pata do animal, lidando com a inevitável colisão. Este é o ponto de partida da peça A Domadora, que estreia no Sesc Pinheiros, no dia 27 de abril. O espetáculo, estrelado por Paula Picarelli, também responsável pela concepção, é dirigido por Otávio Dantas. O monólogo segue em temporada no Auditório da unidade, de quinta a domingo, às 20h30, até o dia 27 de maio.

A iminência da morte é um dos assuntos da peça. Mas a trama vai além. Mais do que o acidente, a montagem trata do envelhecimento e de suas consequências sociais – principalmente nas mulheres – que traz com ele, além das restrições físicas e mentais, a perda de entes queridos e da identidade profissional.

A Domadora
O espetáculo, um drama psicológico, expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice, a decadência de seu corpo e o contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. A artista circense, ao ver a enorme pata do animal quase encostar em seu nariz, tem que encarar o seu maior medo: envelhecer.

Partindo deste argumento, Paula e Otávio usaram como referência as obras “A Velhice”, de Simone du Beauvoir, “A Velha”, de Barbara G. Walker, e o documentário “Tyke: Elephant Outlaw”, de Susan Lambert e Stefan Moore. Além disso, para a construção do texto, eles “encomendaram” à escritora Andrea del Fuego um conto especialmente para o espetáculo: “Elefante Bonsai”.

A escolha do ambiente – o circo – não é ao acaso. Durante o processo de concepção do espetáculo, os criadores conversaram com várias pessoas ligadas a esse universo, um lugar que acolhe e explora as inequações, ampliando as possibilidades de atuação.

O próprio cenário explora a multiplicidade de pensamentos que passam na cabeça da protagonista. A atriz contracena entre telas móveis, tecidos que recebem vídeo projeções e espelhos, deformando (ou não) sua imagem em cena.

SINOPSE
A Domadora” é um drama psicológico se passa dentro da cabeça de uma domadora de elefantes, nos quinze últimos segundos de seu número. No ápice do show, a elefanta desce sua pata lentamente até encostá-la na ponta do nariz dessa mulher. O espetáculo expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice como um futuro iminente.

Na peça, a domadora entra em contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. Em lugar de envelhecerem normalmente, percorrendo todo o seu ciclo vital, as mulheres são obrigadas a criar a ilusão de que seu processo de desenvolvimento para na segunda ou terceira década da vida adulta.

SERVIÇO
Ficha Técnica
Concepção, dramaturgia e interpretação: Paula Picarelli
Direção, concepção, fotografia e vídeo: Otávio Dantas
Colaboração artística: Clayton Mariano
Participação: Mary Lamberti
Preparação corporal (Body Mind Movement): Rodrigo Palma
Luz: Fabricio Licursi
Música: Miguel Caldas
Figurinos e objetos: Chris Aizner
Cenografia e vídeo: Anna Turra
Cenotécnico: Fernando Brettas
Design gráfico: Juh Ledi
Produção: Gabi Gonçalves – Núcleo Corpo Rastreado

A DOMADORA
De 27 de abril a 27 de maio de 2017. Quinta a sábado, 20h30
Duração: 60 minutos
Local: Auditório- 3º andar (98 lugares)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Venda online a partir de 18/4, terça, às 16h30 e nas bilheterias da rede Sesc a partir de 19/4, quarta, às 17h30.
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional.
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcioa Marques | Canal Aberto

Sesc Pinheiros recebe o encontro do Trio Corrente com Hamilton de Holanda

Foto Trio Corrente: Claus Lehmann / Foto Hamilton: Divulgação

O trio convida o bandolinista para um show especial com o melhor da música instrumental brasileira

O Trio Corrente sobe ao palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, no dia 29 de abril, sábado, às 21h. Na apresentação, o premiado grupo brasileiro formado por Edu Ribeiro (bateria), Fabio Torres (piano) e Paulo Paulelli (baixo) convida o bandolinista Hamilton de Holanda para juntos interpretarem músicas autorais além de clássicos da MPB.

Para este show, os músicos uniram seus repertórios. Assim o Trio tocará as composições autorais do bandolinista e este também interpretará conhecidos arranjos do Corrente, trazendo à cena o melhor da música instrumental brasileira, com muito espaço para improvisação.

Vencedor de um Grammy (2013) e de um Latin Grammy (2014) pelo Melhor Álbum de Latin Jazz com o disco “Song for Maura”, gravado em parceria com o saxofonista cubano Paquito D’Rivera, o Trio Corrente consagrou-se como um dos grupos mais inventivos da atualidade. O grupo carrega a tradição dos trios de samba-jazz dos anos 1960, interpretando de forma única tanto um repertório autoral como clássicos do choro e da MPB.

O ensemble interpretará no Sesc Pinheiros músicas como “Maçã”, de Djavan, “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, além das composições próprias como “Venezuelana” (Fabio Torres), “Alecrim” (Paulo Paulelli) e “Nívea” (Edu Ribeiro).

Hamilton de Holanda se junta ao Trio Corrente para interpretar as composições próprias “A Saudade vai passar” e “Capricho de Raphael”, além de “Refém da Solidão” (Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro) e “Chorinho pra Você” (Severino Araújo). Detentor de uma carreira de 35 anos e inúmeros prêmios, Hamilton é uma referência no bandolim e trabalha com a tradição e a modernidade da música brasileira.

SERVIÇO
TRIO CORRENTE CONVIDA HAMILTON DE HOLANDA
De 29 de abril de 2017
Sábado, às 21h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br, a partir de 18 de abril, às 16h30 e nas bilheterias das unidades do SescSP, a partir de 19 de abril, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Exploratório do Sesc Pinheiros reúne músicos do Uruguai e da Noruega

Foto Jorge Peña: Zé Barrrichello / Foto FOOD: Divulgação

Na segunda edição, projeto une o artista uruguaio radicado no Brasil Jorge Peña e o duo norueguês FOOD para experimentações musicais

O Sesc Pinheiros recebe pela segunda vez o projeto Exploratório, um campo de apreciação de poéticas experimentais que dialogam com a música na fronteira com a linguagem. Nessa edição, se apresentam o artista uruguaio radicado no Brasil Jorge Peña e o duo norueguês FOOD. O show acontece no dia 19 de abril, quarta-feira, às 20h30, no Auditório (localizado no 3º andar do prédio).

Ao apresentar uma nova maneira de fazer música, o Exploratório cria um campo de apreciação das poéticas experimentais dedicando-se à música na fronteira da linguagem. Desse modo, o projeto cria um diálogo com vanguardas e experimentalismos com a Música Concreta, Contemporânea, Eletrônica, Eletroacústica, com a Improvisação Livre, as Paisagens Sonoras, a Luthieria Criativa e a Poesia Sonora, entre outras vertentes.

O primeiro a se apresentar é Jorge Peña, uruguaio radicado no Brasil. O artista multi-facetado é também fotógrafo, percussionista e sonoplasta. Há 37 anos ele desenvolve texturas e paisagens sonoras para Dança e Teatro. Na apresentação que acontece no Sesc Pinheiros, Jorge apresenta uma performance com os Gongos Sagrados, instrumentos de cura utilizados desde milênios nas tradições espirituais do Oriente.

Em seguida, Iain Ballamy (saxofone e eletrônicos) e Thomas Strønen (bateria, percussão e eletrônicos), que formam o FOOD, apresentam o resultado da combinação de elementos acústicos como sinos, blocos e gongos com saxofones líricos. A música é realçada e temperada por samplers e bateria criando uma dramaturgia sonora.

SOBRE OS MÚSICOS
Jorge Peña – Uruguaio radicado no Brasil, fotógrafo, percussionista e sonoplasta apresenta um concerto solo com os Gongos Sagrados, instrumentos de cura utilizados desde milênios nas tradições espirituais do Oriente. Há mais de 37 anos, desenvolve texturas e paisagens sonoras para Dança e Teatro, em espetáculos como “O Doente Imaginário” e “Sonho de uma Noite de Verão” do Grupo Ornitorrinco. Na música, acompanhou grandes nomes como Mercedes Sosa e participa de grupos experimentais como Ñande Ru, Amálgama e Orquestra Mediterrânea com CD e DVD lançado pelo selo Sesc. Suas criações sonoras renderam-lhe o álbum “Texturas Sonoras” lançado em 2008 e apresentações por todo o Brasil e pelo mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Holanda, Suíça, Itália, Costa Rica e Coréia do Sul. Atua desde 1999, com a Companhia de Teatro Pessoal do Faroeste como sonoplasta, coordenador e ator.

FOOD – Iain Ballamy (saxofone e eletrônicos) e Thomas Strønen (bateria, percussão e eletrônicos). O duo FOOD usa sons, espaços, texturas e contrastes para evocar atmosferas e ambientes em composições e improvisações. Combinando elementos acústicos como sinos, blocos e gongos com saxofones líricos, a música é realçada e temperada por samplers e bateria para criar uma dramaturgia sonora, com climas variados que vão desde um minimalismo devaneador até uma complexidade turbulenta. Food possui oito discos lançados por grandes selos como a ECM Records.

SERVIÇO
EXPLORATÓRIO
Com Jorge Peña (URU/BRA) e FOOD (NOR)
Dia 19 de abril de 2017. Quarta-feira, às 20h30
Local: Auditório (3º andar)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP. Venda limitada a 4 ingressos por pessoa.

SESC PINHEIROS
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Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
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Sesc Pinheiros recebe Rael e banda para tocar músicas de “Coisas do Meu Imaginário”

O disco é o terceiro do rapper e foi lançado em 2016; cantor Lenine faz participação especial. Foto: Jorge Bispo

A mistura de rimas, gêneros e influências do MC Rael chega ao Sesc Pinheiros. O rapper paulista faz três apresentações no Teatro Paulo Autran, de 21 a 23 de abril de 2017 (sexta-feira e sábado, às 21h, domingo, às 18h). No repertório, canções do seu mais recente álbum, “Coisas do Meu Imaginário”, lançado em 2016. O músico pernambucano Lenine participa das apresentações.

Com produção de Daniel Ganjaman, o músico faz uma combinação de diversos ritmos, que vão do forró ao jazz. “São as coisas do meu imaginário, tanto no sentido dos temas que vinham rondando a minha inspiração quanto no sentido de realizações mesmo, muito especiais, como essa de ter um disco produzido pelo Ganjaman ou de dividir o microfone com um ídolo do hip hop como o Black Alien”, conta Rael.

Enquanto “Livro de Faces” e “Falacioso” trazem à tona o uso da internet, cada uma à sua maneira, faixas como “Quem Tem Fé” versam sobre a intolerância religiosa. “Descomunal” e “Rouxinol” tratam de um mundo imaginário e melhorado. O amor também está presente em “Aurora Boreal” e “De Amor”.

A banda que acompanha o artista no palco é formada por DJ Soares, Felipe da Costa (bateria), Rafael da Costa (baixo), Bruno Dupré (guitarra) e Bruno Marcucci (teclado).

Nascido e criado na zona sul de São Paulo, no Jardim Iporanga, o cantor e MC Rael começou sua história no rap há quase quinze anos, mas seu caminho na música começou bem antes, na infância, em casa, com os pais. Adolescente, passou a arranhar os primeiros acordes no violão e a compor e, logo depois, a rimar (e cantar). Em meados de 2000, formou seu primeiro grupo de rap, o Can KND, que se dissolveu em pouco tempo, mas um ano depois, nasceu o Pentágono, que segue na ativa até hoje. Paralelamente ao trabalho com o grupo, sua carreira solo veio ganhando forma. Em 2010, após uma turnê ao Canadá, Rael lançou seu primeiro disco solo, “MP3 – Música Popular do Terceiro Mundo”. O rapper já se apresentou em importantes Festivais internacionais – em 2011 integrou a equipe do Emicida no Festival Coachella; no mesmo ano, Rael subiu ao palco de um dos mais respeitados festivais do Mundo: o Montreal Jazz Festival; ainda no Canadá, ele fez show no Quebec Summer Festival, ao lado de nomes como Ben Harper e Stephen Marley.

SERVIÇO
RAEL
Part. Especial: Lenine
De 21 a 23 de abril de 2017
Sexta e Sábado, às 21h e Domingo, às 18h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br, a partir de 11 de abril, às 19h e nas bilheterias das unidades do SescSP, a partir de 12 de abril, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
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Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Show do Frejat no Sesc Pinheiros (09.04.2017)

Frejat (em destaque) se apresentou neste domingo (9) no Sesc Pinheiros. Foto: Isis Naura

Na noite deste Domingo de Ramos (9), o cantor e compositor Roberto Frejat fez a terceira e última apresentação no Teatro Paulo Autran no Sesc Pinheiros. Em uma hora e meia de show, o vocalista e banda apresentaram um repertório que mesclava temas de sua carreira solo, clássicos do Barão Vermelho e versões de intérpretes que o inspirou.

Pontualmente às 18h10, surgem no palco do teatro Roberto Frejat (voz, violão e guitarra), Billy Brandão (guitarra e vocais), Marcelinho da Costa (bateria e vocais), Bruno Migliari (baixo e vocais) e Maurício Barros (teclados e vocais). Elegantemente bem trajados, os músicos iniciaram a apresentação com um clássico do Barão: “Maior Abandonado”, que traz um dos meus riffs favoritos do rock nacional dos anos 1980. Na sequência, o primeiro cover da noite: “Você Não Entende Nada”, de Caetano Veloso. Após a canção, Frejat saúda o público e convida que, quem quiser dançar, se deslocar para as laterais do teatro para não atrapalhar quem optar em ver o show sentado – e, evidentemente, algumas pessoas não hesitaram e saíram de suas cadeiras.

Em seguida, tocaram um clássico de Jorge Ben Jor e que ficou consagrada na versão de Os Mutantes – me refiro a “A Minha Menina”. Frejat entrega que, a seguir, uma homenagem a um dos maiores vocalistas da música brasileira: o saudoso Tim Maia. Assim, o músico e banda mandaram uma trinca de hits do “Síndico”: “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)” e um medley com a dobradinha “Não Vou Ficar” e “Réu Confesso”.

Dando continuidade ao espetáculo, Frejat disse que a próxima música é de Vinícius Cantuária composta nos anos 1980, que fez muito sucesso e que foi gravada por um “monte de gente”. Ele se referia a “Só Você”, que foi regravada desde Tim Maia até o Hori (sim, a banda de Fiuk, filho do Fábio Jr., que, inclusive, também regravou a mesma música).

Frejat apresentou a sua primeira música da carreira solo no show: a excelente “Eu Preciso Tirar Você do Sério”, seguida de “Vambora”, canção de Adriana Calcanhoto, e do hit “barônico” “Por Você” que, obviamente, foi cantada a pleno pulmões pelo público.

O vocalista comentou que não é de falar muito durante o show, mas que aquele momento seria oportuno porque aquela era a última apresentação de Maurício Barros na banda. Pois, o tecladista estava de saída para voltar para o Barão Vermelho. Emocionado, Frejat abraçou o companheiro de 35 anos e seguiu o show com mais duas músicas de sua carreira solo: “Túnel do Tempo” e “Segredos”.

Frejat comentou que a próxima música foi feita em parceria com Cazuza e que ficou virou um sucesso com a Cássia Eller: “Malandragem”, é claro. Em seguida, foi a vez de “Amor Pra Recomeçar”.

O show teve continuidade com uma “homenagem a ifguras sensacionais do rock brasileiro”, como destacou o músico. Daí veio o medley formado por “Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros)”, “Quando” e “Agora Só Falta Você”, de Raul Seixas, Roberto Carlos e Rita Lee & Tutti Frutti, respectivamente. Aliás, após as execuções dessas, Roberto Frejat enalteceu e mandou uns “vivas” para os citados e destacou a presença do lendário guitarrista Luiz Carlini no teatro.

E, nos instantes finais do concerto, uma trinca de Barão Vermelho: “Bete Balanço”, “Por Que A Gente É Assim?” e “Exagerado”. Depois da performance, os músicos saem para voltar para o famoso bis. Quando retornaram, Frejat e banda tocaram o sucesso “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê)”, composição de Hyldon, e mais uma dobradinha de Barão: “Puro Êxtase” e “Pro Dia Nascer Feliz”.

Assim, Frejat e banda se despediram do público, que saíram extasiados do recinto.

Aliás, esse repertório de Frejat é semelhante à apresentação que testemunhei no final de junho do ano retrasado no Shopping Vila Olímpia. E, por ter uma carreira consagrada, tanto solo como com o Barão Vermelho, Roberto Frejat poderia usufruir mais de seus sucessos autorais no repertório, conforme fora bem observado pelo meu amigo Thiago “Woody”. Mas, apesar dessa observação, os covers apresentados foram bem escolhidos. Aliás, ao longo do show, Frejat foi enaltecido, especialmente pelo público feminino, o que o deixou, em algumas situações, “meio sem graça”. Contudo, trata-se de um excelente frontman e gente boníssima.

A seguir, o setlist da apresentação realizada no Sesc Pinheiros.

1. Maior Abandonado (Cazuza / Frejat)
2. Você Não Entende Nada (Caetano Veloso)
3. A Minha Menina (Jorge Ben Jor)
4. Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar) (Tim Maia)
5. Não Vou Ficar / Réu Confesso (Tim Maia)
6. Você (Tim Maia)
7. Só Você (Vinícius Cantuária)
8. Eu Preciso Tirar Você do Sério (Frejat)
9. Vambora (Adriana Calcanhoto)
10. Por Você (Mauro Santa Cecília / Frejat / Maurício Barros)
11. Túnel do Tempo (Frejat)
12. Segredos (Frejat)
13. Malandragem (Cazuza / Frejat)
14. Amor Pra Recomeçar (Frejat / Maurício Barros / Mauro Santa Cecília)
15. Medley:
– Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros) (Raul Seixas / Paulo Coelho)
– Quando (Roberto Carlos)
– Agora Só Falta Você (Rita Lee / Luiz Carlini)
16. Bete Balanço (Cazuza / Frejat)
17. Por Que A Gente É Assim? (Cazuza / Frejat / Ezequiel Neves)
18. Exagerado (Cazuza / Frejat)
Bis:
19. Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê) (Hyldon)
20. Puro Êxtase (Guto Goff / Maurício Barros)
21. Pro Dia Nascer Feliz (Cazuza / Frejat)

Por Jorge Almeida

Agradecimentos especiais a Márcia Marques.

Todo poder ao Povo! Emory Douglas e Os Panteras Negras

Exposição de obras do designer, ilustrador e ministro da Cultura do extinto partido extraparlamentar norte-americano. Créditos: divulgação

Com curadoria do coletivo colombiano La Silueta, a mostra traz ainda uma seleção de imagens do fotojornalista estadunidense Stephen Shames e um acervo de fotolivros, cartas e discos. Programação paralela inclui palestra com o artista sobre sua produção.

De 8 de março a 4 de junho de 2017

O Sesc Pinheiros recebe a partir do dia 8 de março a exposição “Todo Poder ao Povo! Emory Douglas e os Panteras Negras”, que ocupa o espaço expositivo do 2° andar do prédio. Com curadoria do coletivo colombiano La Silueta, a mostra apresenta um conjunto de obras do artista do período em que era diretor artístico, designer e ilustrador do The Black Panther, jornal do Partido dos Panteras Negras. Complementam a exposição uma seleção de imagens do fotojornalista estadunidense Stephen Shames, além de um acervo de fotolivros, cartas e discos, que contextualizam a produção de Emory Douglas e contribuem para a percepção do fenômeno midiático e de representatividade política que foi o movimento dos Panteras Negras.

Fundado em 1966 por Huey P. Newton (1942-1989) e Bobby Seale (1936), na cidade de Oakland, Califórnia, o Partido dos Panteras Negras foi uma importante organização política extraparlamentar americana. Seus integrantes foram idealizadores de manifestos ideológicos com reivindicações sociais, econômicas e políticas para a comunidade afro-americana nos Estados Unidos.

Emory Douglas, que também assumiu o título de Ministro da Cultura do partido, foi responsável em grande parte pela concepção estética e publicitária do movimento, criando inclusive a máxima do partido “Todo poder ao povo!”. Sua arte gráfica contribuiu para a construção de imagens ícones com temas sociais e políticos que transcendem fronteiras, apresentando um trabalho expressivo que mistura um desenho denso com as possibilidades limitadas de reprodução da imagem a que tinha acesso e técnicas da gráfica publicitária para enriquecê-lo.

Para o curador, Juan Pablo Fajardo, “para os Panteras Negras, o jornal representava um modo de se organizar, de tornar visível e oferecer uma imagem para as comunidades local e internacional”. E completa: “Douglas se vinculou ao Partido e passou a desenvolver um estilo visual que ainda hoje é claramente reconhecível”.

Apresentada anteriormente em Bogotá, na Colômbia, entre novembro de 2015 e fevereiro de 2016, a mostra conta com atividades integradas que incluem a palestra Todo Poder ao Povo!, com Emory Douglas, na data da abertura da exposição, às 18h30, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros.

O JORNAL BLACK PANTHER
Publicado quase semanalmente durante 14 anos, o primeiro número de cerca de 600 exemplares foi produzido em 25 de abril de 1967 por Huey P. Newton e Bobby Seale, utilizando caligrafia, uma máquina de escrever e fotografias reproduzidas em máquinas copiadoras. A partir do terceiro número, contudo, o jornal mudou radicalmente: Emory Douglas passou a trabalhar e a incorporar seus desenhos na publicação, trazendo sofisticação ao projeto gráfico, com conteúdo distribuído em colunas e seções, além de tomar o controle em termos gráficos até chegar aos exemplares de 1968. Neles, o desenho ocupava a página toda, abarcando a maior parte do espaço visual, e era feito o uso de duas cores, de cabeçalho e de uma identidade visual mais clara no que concerne à tipografia. A imagem do rosto de Newton, de boina, estampada no cabeçalho, também foi incorporada como parte da caracterização do Partido e do jornal.

O novo vocabulário visual trazido, que se expressava pelas mãos de Douglas, era composto por diversos tipos de imagens: por vezes ilustrações mais radicais, outras vezes fotografias, algumas delas realizadas por integrantes do Partido e outras por fotógrafos profissionais simpatizantes do fenômeno dos Panteras Negras. Mesmo nas colaborações de outros artistas gráficos, contudo, sempre foi possível perceber a direção visual de Douglas.

Ganhando força e radicalizando a representação a cada dia, o desenho do artista passou por seus momentos mais contundentes nos exemplares de 1968 a 1971 e foi sendo lentamente substituído nas capas do jornal a partir de 1972, momento em que a representação eminentemente fotográfica incorpora fotomontagens e colagens, fotografias gráficas e combinações de fotografias e ilustrações.

Douglas elegia o tipo de representação de acordo com o tema, seja em têmpera, colagem ou desenho em duas cores, entre outras técnicas. Seu trabalho abarca desde caricaturas mais violentas, alegóricas, como a que traz a imagem do porco representando o poder e a brutalidade, até imagens de linhas finas e delicadas, empregadas em cenas cotidianas que ilustravam as contracapas dos jornais. Já nas capas, são emblemáticas as imagens com linhas simples e traços fortes, combinadas a preenchimentos de tramas e texturas pré-desenhadas nas quais os personagens foram graficamente muito estudados e se encontram dentro de composições que remetem, pelo enquadramento, à linguagem das HQs, incorporada por Roy Linchtenstein no movimento artístico Pop Art. Outro tipo de desenho encontrado nas publicações são as imagens de linhas limpas e sintéticas, usadas para representar, sobretudo, personagens do movimento negro, que dão origem aos primeiros cartazes do artista.

Todo o componente visual do jornal The Black Panther foi articulado como uma das formas de luta do movimento. A publicação fornecia informações à comunidade afro-americana, primeiro, em escala local, e, com o tempo, nacional e até mesmo internacionalmente. “É interessante verificar como a história do Partido chega agora a muitos lugares do mundo e a novos públicos por meio da arte e das instituições culturais, muito mais do que através das ciências sociais e da política”, diz o curador da exposição.

SOBRE EMORY DOUGLAS
Nasceu em 24 de maio de 1943 em Grand Rapids, Michigan, EUA, e reside na região da Baía de São Francisco, na Califórnia, desde 1951. Douglas havia iniciado sua formação gráfica no ateliê de ofícios de um centro correcional e, depois, estudou arte comercial e desenho gráfico. Envolveu-se politicamente como artista revolucionário e depois como ministro da cultura no Partido dos Panteras Negras de fevereiro de 1967 até o início dos anos 1980. A arte e a concepção de design de Douglas eram sempre vistas nas capas e contracapas do jornal dos Panteras Negras, refletindo as políticas do partido e as preocupações da comunidade.

SOBRE STEPHEN SHAMES
Fotojornalista norte-americano que, por meio de sua obra fotográfica, denunciou as injustiças sociais, como a miséria infantil e a utilização de crianças nos conflitos armados africanos.

SOBRE A CURADORIA
La Silueta é um coletivo colombiano de atuação polivalente, que inclui um estúdio de design especializado em projetos expositivos e uma editora independente de arte, fotografia, entre outros. Foi fundado em 1998 pelos atuais codiretores Andrés Fresneda, artista de formação com especialização em Engenharia Cultural e Juan Pablo Fajardo, mestre em artes plásticas pela Universidade dos Andes (Colômbia) e representante da exposição no Brasil.

ATIVIDADES INTEGRADAS
Ao longo do período expositivo, serão propostas diversas atividades que se relacionam com a temática de Todo Poder ao Povo! Emory Douglas e os Panteras Negras. Segue abaixo a programação paralela de março.

PALESTRAS
TODO PODER AO POVO! – COM EMORY DOUGLAS
Dia 8 de março de 2017. Quarta, das 18h30 às 20h
Local: Teatro Paulo Autran
Grátis
Retirada de ingressos na rede Sesc a partir de 2 de março, quinta, às 17h30
Livre para todos os públicos

Emory Douglas apresenta algumas imagens que produziu para as capas do jornal The Black Panther (Pantera Negra), principal jornal de veiculação dos ideais do partido dos Panteras Negras, e expõe sua visão da organização, bem como os problemas enfrentados pela comunidade negra norte-americana.

O PARTIDO DOS PANTERAS NEGRAS: HISTÓRIAS, MITOS, PRÁTICAS E LEGADOS – COM RAQUEL BARRETO
Dia 18 de março de 2017. Sábado, das 15h às 18h
Local: Sala de Oficinas (2º andar)
Grátis
Retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria da unidade
Livre para todos os públicos

O encontro abordará a história política e de resistência do Partido dos Panteras Negras, uma das organizações negras de maior relevância e impacto na história dos Estados Unidos da América no século XX, destacando aspectos positivos e também problemáticos da trajetória dos Panteras.

Raquel Barreto é historiadora pela Universidade Federal Fluminense – UFF e já foi professora da UNAM (México) e da Universidad del Claustro de Sor Juana (México). Desenvolveu no seu mestrado um estudo comparado sobre as trajetórias políticas e intelectuais de Angela Davis (1944) e Lélia Gonzalez (1935-1994). No doutorado, pesquisa o Partido dos Panteras Negras (1966-1982) e o seu processo de desagregação.

LITERATURA E IMPRENSA NEGRA (BRASIL E ESTADOS UNIDOS) – COM RAFAEL DOMINGOS OLIVEIRA E MARCIO FARIAS
Dia 19 de março de 2017. Domingo, das 15h às 18h
Local: Arquibancada, Espaço Expositivo (2º andar)
Grátis
Inscrições no dia e local da atividade
Livre para todos os públicos

As ações políticas do Partido dos Panteras Negras e a luta antirracista no Brasil Contemporâneo deram oportunidade a uma grande variedade de produções no campo artístico e literário, obras que serão comentadas destacando as relações entre arte e ação e o papel de uma escrita comprometida com as transformações sociais que orientam os movimentos sociais contemporâneos.

Marcio Farias é doutorando em Psicologia Social na PUC-SP. Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Estudos Afro-Americanos (NEPAFRO). Colaborador do Instituto Amma Psique e Negritude. Compõe a equipe de Coordenação do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil.

Rafael Domingos Oliveira é mestre em História pela UNIFESP. É educador do Museu Afro Brasil (São Paulo), co-coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero, Raça e Sexualidades da UNIFESP (MAPÔ) e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-Americanos (NEPAFRO). Dedica-se ao estudo da Diáspora Africana nas Américas, sobretudo os temas escravidão e abolicionismo.

ANGELA DAVIS E O FEMINISMO NEGRO NO BRASIL – COM GABRIELA MENDES CHAVES E JAQUE CONCEIÇÃO
Dia 26 de março de 2017. Domingo, das 15h às 18h
Local: Arquibancada, Espaço Expositivo (2º andar)
Grátis
Inscrições no dia e local da atividade
Livre para todos os públicos

O encontro visa apresentar o pensamento de Angela Davis, partindo de categorias da filosofia como liberdade, racionalidade e opressão para, em seguida, realizarmos uma discussão sobre a obra Mulheres, Raça e Classe.

Gabriela Mendes Chaves é economista formada pela Pontifícia Universidade Católica é integrante do Nepafro – Núcleo de Pesquisa e Estudos Afro-Americanos. Dedica-se a pesquisas relacionadas à formação do sistema capitalista, economia Brasileira, feminismo negro, dentre outros. Também possui experiência no mercado financeiro e de capitais.

Jaqueline Conceição é Mestre em Educação: História, Política, Sociedade (2014) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Indicada em 2016 como uma das 30 mulheres mais influentes do ano pela revista Feminista Think Olga, é articuladora do Coletivo Di Jejê.

OFICINAS
OFICINA DE ARTES GRÁFICAS COM OS PANTERAS NEGRAS – COM EMORY DOUGLAS
Dia 9 de março de 2017. Quinta, das 18h às 22h
Local: Oficina de Offset da Exposição (2º andar)
Valores: R$ 60,00 (inteira). R$ 30,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 18,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Como participar: Enviar um documento PDF afirmando em dois parágrafos o seu interesse na oficina, anexar seu currículo e (se disponível) imagens ou registros dos principais projetos relacionados com o tema para o e-mail: oficinapanterasnegras@pinheiros.sescsp.org.br
Período de envio do projeto: 22 a 27 de fevereiro
Período de seleção: 2 a 5 de março
Divulgação do resultado: 7 de março
Critérios de seleção: motivação, experiência em design, layout, ilustração, instalação, tipografia e gerenciamento de conteúdo.
Livre para todos os públicos
Os inscritos participarão, na companhia de Emory Douglas, do processo de concepção de uma peça gráfica nos moldes de trabalho da década de 70. Público alvo: Artistas e designers, estudantes de artes e áreas afins

QUADROS NEGROS – HQS E FANZINES – COM MARCELO D’SALETE
Dias 14 e 15 de março de 2017. Terça e quarta, das 19h às 20h
Local: Oficina de Offset da exposição (2º andar)
Valores: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 9,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Inscrições antecipadas na Central de Atendimento
Livre para todos os públicos
Oficina de iniciação à HQ a partir de exercícios práticos de criação de narrativas. Com o uso da máquina offset o público poderá elaborar um fanzine sobre os temas discutidos.
Marcelo D´Salete é professor, ilustrador e autor de histórias em quadrinhos, autor de CUMBE (Veneta, 176 páginas, 2014), obra que versa sobre o período colonial e a resistência a escravidão no Brasil.

PARA CRIANÇAS: MINHA VOZ TEM COR! OFICINA DE PÔSTER EM OFFSET – COM JONATHAN GALL (YOYOZINE)
De 18 a 26 de março de 2017. Sábados e domingos, das 14h às 16h
Local: Espaço Expositivo (2º andar)
Grátis
Inscrições no dia e local da atividade
Livre para todos os públicos
Crianças poderão criar pôsteres utilizando a impressora offset, formando imagens figurativas de alto impacto visual e conceitual, com composição, contraste, misturas de cores e símbolos.
Jonathan Gall atua como educador em oficinas livres e aulas de artes plásticas para crianças e adultos em Nova York há mais de vinte anos. Como artista, trabalha com desenho, colagem e escultura, e participa de exposições e projetos artísticos no Brasil, Argentina, Venezuela e Estados Unidos, desde 1995. É colaborador da YoyoZine, editora independente que produz zines para o público infantil.

OFICINA PARA PRODUÇÃO DE CARTAZES COLETIVOS – COM COLETIVO OCUPEACIDADE E JOYCE MARIA RODRIGUES
De 21 a 30 de março de 2017. Terças e quintas, das 19h às 22h
Local: Espaço Expositivo (2º andar)
Valores: R$ 30,00 (inteira). R$ 15,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 9,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Inscrições antecipadas na Central de Atendimento
Não recomendado para menores de 16 anos
Os participantes serão convidados a produzir um cartaz coletivamente em offset a partir da análise das obras de Emory Douglas apresentadas na exposição, tendo como ponto de partida as pautas levantadas pelos Panteras Negras e a reflexão sobre sua relevância na atualidade.

S E R V I Ç O
EXPOSIÇÃO “TODO PODER AO POVO! EMORY DOUGLAS E OS PANTERAS NEGRAS”
Curadoria: La Sillueta (Colômbia)
ABERTURA: 8 de março, às 20h
VISITAÇÃO: De 9 de março a 4 de junho de 2017
HORÁRIOS: Terça a sábado, das 10h30 às 21h30
Domingos, das 10h30 às 18h30
LOCAL: Espaço expositivo (2º andar)
Livre para todos os públicos
Grátis

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério | Caroline Zeferino
Fones: (11) 2914 0770 | (11) 9 9126 0425
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Com Poliana Queiroz
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Sesc Pinheiros recebe Leila Pinheiro no show “Cenas de um Amor”

A cantora Leila Pinheiro fará duas apresentações no Sesc Pinheiros neste final de semana. Créditos: divulgação

No repertório, além de canções próprias, cantora apresenta composições de Guilherme Arantes, Ivan Lins, Gonzaguinha, Dori Caymmi, João Donato, entre outros

O Sesc Pinheiros recebe a cantora Leila Pinheiro nos dias 25 e 26 de março de 2017 (sábado às 21h, domingo às 18h), para o lançamento do CD Cenas de Um Amor. A musicista, que além de cantar tocará piano no show, está acompanhada no palco pelo guitarrista Nelson Faria (também diretor musical do espetáculo), o baixista Filipe Moreno e o baterista Jurim Moreira.

No palco do Teatro Paulo Autran, Leila passeia por um repertório vasto da música brasileira clássica, canções inéditas na sua voz, além de sucessos da carreira e algumas novidades. Guilherme Arantes, Ivan Lins, Gonzaguinha, Dori Caymmi, João Donato, Djavan, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes, Sueli Costa, Chico Cesar, são alguns dos compositores que aparecem no roteiro de “Cenas de Um Amor”, um show que alterna o discurso amoroso e o político.

Leila homenageia ainda Tom Jobim, com “Espelho das Águas”, que ganhou do compositor em 1982 e, com ele ao piano, registrou em seu disco de estreia; Renato Russo, sempre presente dentre as suas escolhas, que aparece com “Teatro dos Vampiros” e “Pais e Filhos”.

No roteiro do show estão ainda, canções de compositores da nova geração como Alice Caymmi, Dani Black, Marcelo Jeneci e a inédita parceria de Zélia Duncan com Moacyr Luz (“Gosto”). Não poderiam faltar, é claro, sucessos de sua carreira como “Besame” e “Serra do Luar”.

Nascida na capital paraense, Belém, Leila mudou-se para o Rio de Janeiro em 1981, onde gravou o primeiro LP, o independente Leila Pinheiro, produzido por Raimundo Bittencourt. Desde então, a cantora já gravou quase duas dezenas de discos.

SERVIÇO
LEILA PINHEIRO
Dias 25 e 26 de março de 2017 (sábado às 21h, domingo às 18h)
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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