Show da Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”, dos Titãs, no Sesc Pinheiros (13.04.2018)

Titãs no palco do Sesc Pinheiros tocando a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”. Foto: Mariana Pekin/UOL

Os Titãs realizaram na noite sexta-feira (13), a segunda das quatro apresentações programadas no Sesc Pinheiros. A banda estreou em solo paulistano a turnê de seu mais novo projeto: a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”, cuja forte abordagem narra a história de três estudantes – todas chamadas Maria -, que são violentadas por cinco colegas em uma festa organizada via aplicativo (na peça chamado de “Facilitador”).

Além dos remanescentes da formação original (Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto), e dos músicos contratados Mário Fabre e Beto Lee, completam a formação do espetáculo as cantoras/atrizes Cyntia Mendes, Corina Sebbas e Yas Werneck.

Com os ingressos esgotados, a banda entrou no palco às 21h10 e, ao longo de uma hora e meia de apresentação, tocaram 25 temas do novo álbum que é praticamente pioneiro em se tratando de bandas de rock no Brasil. Entre as músicas, uma colaboração de Rita Lee, que fez a narração entre algumas canções, além de Alexandre Bamba e Tadeu Pinheiro, que deram vozes aos rapazes da trama.

O show é divido em três atos: no primeiro, a apresentação das jovens, o aplicativo “Facilitador”, que também é o nome de uma das músicas do musical, e a festa; no segundo, é retratado como cada uma das Marias – Maria A, Maria B e Maria C – está lidando com o que aconteceu e como a Internet pode ser prejudicial e no terceiro e último: a hora da vingança, que inclui a morte de um dos abusadores, e a união das três amigas.

No palco, à medida que os Titãs tocam a sequência da Ópera Rock, as atrizes/cantoras encenam, fazem constantes trocas de figurinos e cantam também. O cenário foi criado por Hugo Passolo, Otavio Juliano e Luciana Ferraz e os figurinos de Renato Paiutto. A teatralidade do espetáculo é o telão central, que traz projeções dos pormenores do enredo e a atuação das atrizes/cantoras. As três Marias – Maria A, Maria B e Maria C -, quem, teoricamente, seriam as protagonistas, quase sempre aparecem atrás dos músicos. Contudo, uma situação soa estranha durante a execução de algumas faixas, como por exemplo, em “Me Estuprem” e “Eu Sou Maria”, ambas cantadas por Sérgio Britto, pois ambas contém letras de eu-lírico feminino e é cantarolada por ele, sendo que as personagens estão no palco e elas (ou uma delas) poderiam desempenhar essa função enquanto os Titãs poderiam ficar apenas com a parte da melodia.

Quanto a seriedade do assunto central do espetáculo, o projeto dos Titãs, conceitualmente falando, é ótimo, mas por abordar uma pauta feminina, não sei se funciona bem por ter um grupo composto exclusivamente por homens como astros, embora tenha as três personagens.

Em “Doze Flores Amarelas” fica nítido de que os músicos não abdicam do protagonismo ao falar e cantar como personagem feminina sendo que ali estão, mesmo em caráter figurativo, as três moças. Além disso, curiosamente, os Titãs convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo de teatro Parlapatões – e Marcelo Rubens Paiva – escritor, dramaturgo e jornalista – para compor a equipe de criação da obra. Se por um lado, a presença de ambos colaborou na criação dos temas, por outro, é de causar estranheza a ausência de uma mulher nesse processo para abordar, talvez, alguma colocação que o universo masculino não tenha a astúcia de captar.

Quanto às músicas de “Doze Flores Amarelas”, elas não chegam a ser contagiantes, mas certamente impactantes, pois explica, por exemplo, que, ao longo do show, alguns casais começaram a deixar o teatro, enquanto outros se interagiam no celular, e minha namorada ouviu uma mulher dizer: “se eu soubesse que era assim, nem teria vindo!”.

Não sei se pelo fato de o público brasileiro não estar acostumado a concertos do estilo Ópera Rock – embora muitos conhecem (ou já ouvira falar) de obras como “Tommy”, do The Who; “The Wall”, do Pink Floyd; ou “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Webber, entre as outras dos quais os Titãs se inspiraram -, o show pode ter passado a impressão de cansativo e, talvez, pelo fato de os Titãs não terem tocado os seus clássicos, o que, evidentemente descaracterizaria o conceito de Ópera Rock, é claro, alguns não tenham entendido a ideia que a banda queria passar. Mas, uma coisa é fato: “Doze Flores Amarelas” não é recomendável para menores de 18 anos – pelos menos não deveria ser (o Sesc indicou a classificação em 14 anos).

A seguir, a relação dos números musicais do espetáculo.

ATO I:
1. Abertura – Sei Que Seremos (Sérgio Britto/Tony Bellotto/Branco Mello/Jaques Morelenbaum/Hugo Possolo)
– Introdução:
2. Nada Nos Basta (Sérgio Britto)
3. O Facilitador (Sérgio Britto / Branco Mello)
4. Weird Sisters (Sérgio Britto)
5. Disney Drugs (Sérgio Britto)
– Festa:
6. A Festa (Sérgio Britto / Branco Mello)
7. Fim de Festa (Tony Bellotto / Branco Mello / Sérgio Britto)
8. Me Estuprem (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
ATO II:
9. Interlúdio 1 – Eu Sou Maria (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Hugo Possolo)
– Maria Alice:
10. O Bom Pastor (Tony Bellotto / Sérgio Britto / Branco Mello)
11. Eu Sou Maria (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
12. Hoje (Sérgio Britto / Beto Lee)
– Maria Beatriz:
13. Nossa Bela Vida (Sérgio Britto)
14. Canção da Vingança (Tony Bellotto)
15. Personal Hater (Sérgio Britto / Branco Mello)
16. Interlúdio 2 – Doze Flores Amarelas (Sérgio Britto/Branco Mello/Tony Bellotto/Beto Lee/Jaques Morelenbaum/Hugo Possolo)
– Maria Cecília:
17. De Janeiro Até Dezembro (Tony Bellotto)
18. Mesmo Assim (Sérgio Britto)
– Frank, Lucas, Pac Man, Pedrinha e Dado:
19. Não Sei (Tony Bellotto)
– Maria A, Maria B e Maria C:
20. Essa Gente Tem Que Morrer (Sérgio Britto / Mario Fabre)
ATO III:
21. Interlúdio 3 – É Você (Sérgio Britto / Jaques Morelenbaum / Hugo Possolo)
– Feitiço:
22. Me Chamem de Veneno (Branco Mello / Tony Bellotto / Sérgio Britto / Beto Lee)
23. Doze Flores Amarelas (Sérgio Britto / Branco Mello / Tony Bellotto / Beto Lee)
– Morte:
24. Ele Morreu (Tony Bellotto / Sérgio Britto)
25. Pacto de Sangue (Sérgio Britto)
26. O Jardineiro (Branco Mello / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
– Funeral / Redenção:
27. Réquiem (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Branco Mello / Mario Fabre)
28. É Você (Sérgio Britto)
29. Sei Que Seremos (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Branco Mello)

Por Jorge Almeida – agradecimentos a Márcia Marques e Poliana Queiroz

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Sesc Pinheiros recebe Titãs com Ópera Rock Doze Flores Amarelas

Os Titãs apresentarão entre os dias 12 e 15 de abril a Ópera Rock 12 Flores Amarelas no Sesc Pinheiros. Créditos: Silmara Ciuffa

De 12 a 15 de abril, o Sesc Pinheiros recebe Titãs com a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”. O trabalho inédito do grupo teve pré-estreia em Curitiba no início do mês e chega a São Paulo em quatro datas no Teatro Paulo Autran.

A tradição (internacional) das óperas rock vem desde que o The Who compôs e montou o clássico “Tommy”, passou pelo conceitual “The Wall”, do Pink Floyd, e mais recentemente por “American Idiot”, dos pop punks Green Day.

Há ainda as inesquecíveis “Arthur” dos Kinks, “O Fantasma do Paraíso”, dirigido por Brian de Palma e a blockbuster “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Weber. Os Titãs bebem dessa fonte, na mesma medida em que imprimem sua digital.

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto decidiram pelo formato e convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo  de teatro Parlapatões- e o escritor, dramaturgo e jornalista Marcelo Rubens Paiva para reuniões criativas. Deste encontro surgiu o argumento, assinado pelos cinco.

O tema da narrativa foi uma unanimidade. Nasceram das inquietações atuais, contemporâneas, como assédio, abuso, violência contra a mulher, aborto e tecnologia tóxica do mundo digital.

O espetáculo narra a história de três jovens, estudantes de faculdade (as Marias A, B e C) que, como todos de sua turma, usam a tecnologia frequentemente, em especial, um aplicativo chamado Facilitador.

Numa dessas consultas, perguntam como devem fazer para curtirem ao máximo uma grande festa. Mas a festa acaba mal. Elas são violentadas por cinco colegas.

Elas recorrem novamente ao mesmo aplicativo para se vingarem e este indica o feitiço das doze flores amarelas, que batiza o espetáculo.

Depois do feitiço realizado, um dos estupradores morre. Elas ficam em dúvida sobre seu real poder. Não sabem se o fato ocorreu a partir da magia, do uso da tecnologia, ou se foi uma simples coincidência. E o que fazer então?

O desfecho aponta para que, embora cada uma tenha uma diferente reação, que o poder delas está em enfrentar a situação e denunciar os abusadores.

Diferentemente de compor para um disco, os Titãs começaram a criar músicas sobre temas muito diferentes entre si, o que deu uma liberdade autoral enorme.  Entre as canções que compõem o repertório estão “A Festa”, “Me Estuprem” e, claro, “Doze Flores Amarelas”.

Além de co-autor do argumento, Hugo Possolo divide a direção do espetáculo com o cineasta Otavio Juliano (que recentemente lançou o longa metragem com a história da banda  Sepultura).

São 25 canções inéditas dos Titãs, que se juntam aos guitarrista e baterista da banda, Beto Lee e Mario Fabre. Três cantoras/atrizes completam a linha de frente musical, Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yas Werneck.

O cenário foi criado pelos diretores e Luciana Ferraz que também assina o design e criação de vídeos , os figurinos são de Renato Paiutto, a produção musical é de Rafael Ramos, o desenho de luz de Guilherme Bonfanti, a direção de movimento é de Olivia Branco o design gráfico de Juliano Seganti. A produção do espetáculo DOZE FLORES AMARELAS está sendo realizada com o patrocínio da Estácio por meio da lei federal de incentivo à cultura, Lei Rouanet.

Sinopse

A inédita ópera rock dos Titãs, DOZE FLORES AMARELAS, conta a história de três Marias.  Estudantes da faculdade, querendo diversão, consultam o aplicativo Facilitador para saber a melhor maneira para curtir uma festa. Na loucura desta noite de balada, Maria A, Maria B e Maria C são violentadas por cinco colegas, gerando consequências significativas na vida de todos. Reflexões, decisões e conflitos mostram as diferentes reações de cada uma delas. As três Marias consultam novamente o Facilitador sobre como devem proceder. Doze Flores Amarelas é um feitiço indicado para a vingança. Um dos jovens abusadores morre. As três Marias se questionam: será que teriam causado a morte do garoto? No enterro dele, as três Marias se percebem mais unidas e conscientes. Decidem se livrar do Facilitador, denunciar os abusadores e viver segundo suas próprias convicções, sem se submeter a convenções sociais nem a sugestões de oráculos, cibernéticos ou não.

Ficha técnica:
Musicas – Titãs
Direção Artística – Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto
Argumento – Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva
Libreto – Hugo Possolo
Direção do espetáculo – Hugo Possolo e Otavio Juliano
Elenco: Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Beto Lee, Mario Fabre, Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yas Werneck
Produção Musical – Rafael Ramos
Cenário – Luciana Ferraz, Hugo Possolo e Otavio Juliano
Desenho de luz – Guilherme Bonfanti
Design e Criação de vídeos – Luciana Ferraz
Figurinos – Renato Paiutto
Direção de movimento – Olivia Branco
Design Gráfico – Juliano Seganti
Assessoria de Imprensa – Perfexx
Produção Executiva – Ricardo Moreira e Ricardo Mateus
Coordenação de produção – Deyse Simões
Coordenação geral do projeto – Angela Figueiredo

SERVIÇO
TITÃS – DOZE FLORES AMARELAS
De 12 a 15 de abril de 2018. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 18h.
Local: Teatro Paulo Autran– 1.010 lugares
Ingressos: R$ 60 (inteira); R$ 30 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência); R$ 18,00 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Ingressos online em http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP.
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Créditos: Poliana Queiroz

Sesc Pinheiros recebe estreia de “A Domadora”, com Paula Picarelli e direção de Otávio Dantas

No monólogo, atriz interpreta artista circense no prenúncio de um embate. Foto: Otavio Dantas

Uma domadora de elefante sob a gigantesca pata do animal, lidando com a inevitável colisão. Este é o ponto de partida da peça A Domadora, que estreia no Sesc Pinheiros, no dia 27 de abril. O espetáculo, estrelado por Paula Picarelli, também responsável pela concepção, é dirigido por Otávio Dantas. O monólogo segue em temporada no Auditório da unidade, de quinta a domingo, às 20h30, até o dia 27 de maio.

A iminência da morte é um dos assuntos da peça. Mas a trama vai além. Mais do que o acidente, a montagem trata do envelhecimento e de suas consequências sociais – principalmente nas mulheres – que traz com ele, além das restrições físicas e mentais, a perda de entes queridos e da identidade profissional.

A Domadora
O espetáculo, um drama psicológico, expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice, a decadência de seu corpo e o contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. A artista circense, ao ver a enorme pata do animal quase encostar em seu nariz, tem que encarar o seu maior medo: envelhecer.

Partindo deste argumento, Paula e Otávio usaram como referência as obras “A Velhice”, de Simone du Beauvoir, “A Velha”, de Barbara G. Walker, e o documentário “Tyke: Elephant Outlaw”, de Susan Lambert e Stefan Moore. Além disso, para a construção do texto, eles “encomendaram” à escritora Andrea del Fuego um conto especialmente para o espetáculo: “Elefante Bonsai”.

A escolha do ambiente – o circo – não é ao acaso. Durante o processo de concepção do espetáculo, os criadores conversaram com várias pessoas ligadas a esse universo, um lugar que acolhe e explora as inequações, ampliando as possibilidades de atuação.

O próprio cenário explora a multiplicidade de pensamentos que passam na cabeça da protagonista. A atriz contracena entre telas móveis, tecidos que recebem vídeo projeções e espelhos, deformando (ou não) sua imagem em cena.

SINOPSE
A Domadora” é um drama psicológico se passa dentro da cabeça de uma domadora de elefantes, nos quinze últimos segundos de seu número. No ápice do show, a elefanta desce sua pata lentamente até encostá-la na ponta do nariz dessa mulher. O espetáculo expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice como um futuro iminente.

Na peça, a domadora entra em contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. Em lugar de envelhecerem normalmente, percorrendo todo o seu ciclo vital, as mulheres são obrigadas a criar a ilusão de que seu processo de desenvolvimento para na segunda ou terceira década da vida adulta.

SERVIÇO
Ficha Técnica
Concepção, dramaturgia e interpretação: Paula Picarelli
Direção, concepção, fotografia e vídeo: Otávio Dantas
Colaboração artística: Clayton Mariano
Participação: Mary Lamberti
Preparação corporal (Body Mind Movement): Rodrigo Palma
Luz: Fabricio Licursi
Música: Miguel Caldas
Figurinos e objetos: Chris Aizner
Cenografia e vídeo: Anna Turra
Cenotécnico: Fernando Brettas
Design gráfico: Juh Ledi
Produção: Gabi Gonçalves – Núcleo Corpo Rastreado

A DOMADORA
De 27 de abril a 27 de maio de 2017. Quinta a sábado, 20h30
Duração: 60 minutos
Local: Auditório- 3º andar (98 lugares)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Venda online a partir de 18/4, terça, às 16h30 e nas bilheterias da rede Sesc a partir de 19/4, quarta, às 17h30.
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional.
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcioa Marques | Canal Aberto

Sesc Pinheiros recebe o encontro do Trio Corrente com Hamilton de Holanda

Foto Trio Corrente: Claus Lehmann / Foto Hamilton: Divulgação

O trio convida o bandolinista para um show especial com o melhor da música instrumental brasileira

O Trio Corrente sobe ao palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, no dia 29 de abril, sábado, às 21h. Na apresentação, o premiado grupo brasileiro formado por Edu Ribeiro (bateria), Fabio Torres (piano) e Paulo Paulelli (baixo) convida o bandolinista Hamilton de Holanda para juntos interpretarem músicas autorais além de clássicos da MPB.

Para este show, os músicos uniram seus repertórios. Assim o Trio tocará as composições autorais do bandolinista e este também interpretará conhecidos arranjos do Corrente, trazendo à cena o melhor da música instrumental brasileira, com muito espaço para improvisação.

Vencedor de um Grammy (2013) e de um Latin Grammy (2014) pelo Melhor Álbum de Latin Jazz com o disco “Song for Maura”, gravado em parceria com o saxofonista cubano Paquito D’Rivera, o Trio Corrente consagrou-se como um dos grupos mais inventivos da atualidade. O grupo carrega a tradição dos trios de samba-jazz dos anos 1960, interpretando de forma única tanto um repertório autoral como clássicos do choro e da MPB.

O ensemble interpretará no Sesc Pinheiros músicas como “Maçã”, de Djavan, “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, além das composições próprias como “Venezuelana” (Fabio Torres), “Alecrim” (Paulo Paulelli) e “Nívea” (Edu Ribeiro).

Hamilton de Holanda se junta ao Trio Corrente para interpretar as composições próprias “A Saudade vai passar” e “Capricho de Raphael”, além de “Refém da Solidão” (Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro) e “Chorinho pra Você” (Severino Araújo). Detentor de uma carreira de 35 anos e inúmeros prêmios, Hamilton é uma referência no bandolim e trabalha com a tradição e a modernidade da música brasileira.

SERVIÇO
TRIO CORRENTE CONVIDA HAMILTON DE HOLANDA
De 29 de abril de 2017
Sábado, às 21h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br, a partir de 18 de abril, às 16h30 e nas bilheterias das unidades do SescSP, a partir de 19 de abril, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Exploratório do Sesc Pinheiros reúne músicos do Uruguai e da Noruega

Foto Jorge Peña: Zé Barrrichello / Foto FOOD: Divulgação

Na segunda edição, projeto une o artista uruguaio radicado no Brasil Jorge Peña e o duo norueguês FOOD para experimentações musicais

O Sesc Pinheiros recebe pela segunda vez o projeto Exploratório, um campo de apreciação de poéticas experimentais que dialogam com a música na fronteira com a linguagem. Nessa edição, se apresentam o artista uruguaio radicado no Brasil Jorge Peña e o duo norueguês FOOD. O show acontece no dia 19 de abril, quarta-feira, às 20h30, no Auditório (localizado no 3º andar do prédio).

Ao apresentar uma nova maneira de fazer música, o Exploratório cria um campo de apreciação das poéticas experimentais dedicando-se à música na fronteira da linguagem. Desse modo, o projeto cria um diálogo com vanguardas e experimentalismos com a Música Concreta, Contemporânea, Eletrônica, Eletroacústica, com a Improvisação Livre, as Paisagens Sonoras, a Luthieria Criativa e a Poesia Sonora, entre outras vertentes.

O primeiro a se apresentar é Jorge Peña, uruguaio radicado no Brasil. O artista multi-facetado é também fotógrafo, percussionista e sonoplasta. Há 37 anos ele desenvolve texturas e paisagens sonoras para Dança e Teatro. Na apresentação que acontece no Sesc Pinheiros, Jorge apresenta uma performance com os Gongos Sagrados, instrumentos de cura utilizados desde milênios nas tradições espirituais do Oriente.

Em seguida, Iain Ballamy (saxofone e eletrônicos) e Thomas Strønen (bateria, percussão e eletrônicos), que formam o FOOD, apresentam o resultado da combinação de elementos acústicos como sinos, blocos e gongos com saxofones líricos. A música é realçada e temperada por samplers e bateria criando uma dramaturgia sonora.

SOBRE OS MÚSICOS
Jorge Peña – Uruguaio radicado no Brasil, fotógrafo, percussionista e sonoplasta apresenta um concerto solo com os Gongos Sagrados, instrumentos de cura utilizados desde milênios nas tradições espirituais do Oriente. Há mais de 37 anos, desenvolve texturas e paisagens sonoras para Dança e Teatro, em espetáculos como “O Doente Imaginário” e “Sonho de uma Noite de Verão” do Grupo Ornitorrinco. Na música, acompanhou grandes nomes como Mercedes Sosa e participa de grupos experimentais como Ñande Ru, Amálgama e Orquestra Mediterrânea com CD e DVD lançado pelo selo Sesc. Suas criações sonoras renderam-lhe o álbum “Texturas Sonoras” lançado em 2008 e apresentações por todo o Brasil e pelo mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Holanda, Suíça, Itália, Costa Rica e Coréia do Sul. Atua desde 1999, com a Companhia de Teatro Pessoal do Faroeste como sonoplasta, coordenador e ator.

FOOD – Iain Ballamy (saxofone e eletrônicos) e Thomas Strønen (bateria, percussão e eletrônicos). O duo FOOD usa sons, espaços, texturas e contrastes para evocar atmosferas e ambientes em composições e improvisações. Combinando elementos acústicos como sinos, blocos e gongos com saxofones líricos, a música é realçada e temperada por samplers e bateria para criar uma dramaturgia sonora, com climas variados que vão desde um minimalismo devaneador até uma complexidade turbulenta. Food possui oito discos lançados por grandes selos como a ECM Records.

SERVIÇO
EXPLORATÓRIO
Com Jorge Peña (URU/BRA) e FOOD (NOR)
Dia 19 de abril de 2017. Quarta-feira, às 20h30
Local: Auditório (3º andar)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP. Venda limitada a 4 ingressos por pessoa.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Sesc Pinheiros recebe Rael e banda para tocar músicas de “Coisas do Meu Imaginário”

O disco é o terceiro do rapper e foi lançado em 2016; cantor Lenine faz participação especial. Foto: Jorge Bispo

A mistura de rimas, gêneros e influências do MC Rael chega ao Sesc Pinheiros. O rapper paulista faz três apresentações no Teatro Paulo Autran, de 21 a 23 de abril de 2017 (sexta-feira e sábado, às 21h, domingo, às 18h). No repertório, canções do seu mais recente álbum, “Coisas do Meu Imaginário”, lançado em 2016. O músico pernambucano Lenine participa das apresentações.

Com produção de Daniel Ganjaman, o músico faz uma combinação de diversos ritmos, que vão do forró ao jazz. “São as coisas do meu imaginário, tanto no sentido dos temas que vinham rondando a minha inspiração quanto no sentido de realizações mesmo, muito especiais, como essa de ter um disco produzido pelo Ganjaman ou de dividir o microfone com um ídolo do hip hop como o Black Alien”, conta Rael.

Enquanto “Livro de Faces” e “Falacioso” trazem à tona o uso da internet, cada uma à sua maneira, faixas como “Quem Tem Fé” versam sobre a intolerância religiosa. “Descomunal” e “Rouxinol” tratam de um mundo imaginário e melhorado. O amor também está presente em “Aurora Boreal” e “De Amor”.

A banda que acompanha o artista no palco é formada por DJ Soares, Felipe da Costa (bateria), Rafael da Costa (baixo), Bruno Dupré (guitarra) e Bruno Marcucci (teclado).

Nascido e criado na zona sul de São Paulo, no Jardim Iporanga, o cantor e MC Rael começou sua história no rap há quase quinze anos, mas seu caminho na música começou bem antes, na infância, em casa, com os pais. Adolescente, passou a arranhar os primeiros acordes no violão e a compor e, logo depois, a rimar (e cantar). Em meados de 2000, formou seu primeiro grupo de rap, o Can KND, que se dissolveu em pouco tempo, mas um ano depois, nasceu o Pentágono, que segue na ativa até hoje. Paralelamente ao trabalho com o grupo, sua carreira solo veio ganhando forma. Em 2010, após uma turnê ao Canadá, Rael lançou seu primeiro disco solo, “MP3 – Música Popular do Terceiro Mundo”. O rapper já se apresentou em importantes Festivais internacionais – em 2011 integrou a equipe do Emicida no Festival Coachella; no mesmo ano, Rael subiu ao palco de um dos mais respeitados festivais do Mundo: o Montreal Jazz Festival; ainda no Canadá, ele fez show no Quebec Summer Festival, ao lado de nomes como Ben Harper e Stephen Marley.

SERVIÇO
RAEL
Part. Especial: Lenine
De 21 a 23 de abril de 2017
Sexta e Sábado, às 21h e Domingo, às 18h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br, a partir de 11 de abril, às 19h e nas bilheterias das unidades do SescSP, a partir de 12 de abril, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Show do Frejat no Sesc Pinheiros (09.04.2017)

Frejat (em destaque) se apresentou neste domingo (9) no Sesc Pinheiros. Foto: Isis Naura

Na noite deste Domingo de Ramos (9), o cantor e compositor Roberto Frejat fez a terceira e última apresentação no Teatro Paulo Autran no Sesc Pinheiros. Em uma hora e meia de show, o vocalista e banda apresentaram um repertório que mesclava temas de sua carreira solo, clássicos do Barão Vermelho e versões de intérpretes que o inspirou.

Pontualmente às 18h10, surgem no palco do teatro Roberto Frejat (voz, violão e guitarra), Billy Brandão (guitarra e vocais), Marcelinho da Costa (bateria e vocais), Bruno Migliari (baixo e vocais) e Maurício Barros (teclados e vocais). Elegantemente bem trajados, os músicos iniciaram a apresentação com um clássico do Barão: “Maior Abandonado”, que traz um dos meus riffs favoritos do rock nacional dos anos 1980. Na sequência, o primeiro cover da noite: “Você Não Entende Nada”, de Caetano Veloso. Após a canção, Frejat saúda o público e convida que, quem quiser dançar, se deslocar para as laterais do teatro para não atrapalhar quem optar em ver o show sentado – e, evidentemente, algumas pessoas não hesitaram e saíram de suas cadeiras.

Em seguida, tocaram um clássico de Jorge Ben Jor e que ficou consagrada na versão de Os Mutantes – me refiro a “A Minha Menina”. Frejat entrega que, a seguir, uma homenagem a um dos maiores vocalistas da música brasileira: o saudoso Tim Maia. Assim, o músico e banda mandaram uma trinca de hits do “Síndico”: “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)” e um medley com a dobradinha “Não Vou Ficar” e “Réu Confesso”.

Dando continuidade ao espetáculo, Frejat disse que a próxima música é de Vinícius Cantuária composta nos anos 1980, que fez muito sucesso e que foi gravada por um “monte de gente”. Ele se referia a “Só Você”, que foi regravada desde Tim Maia até o Hori (sim, a banda de Fiuk, filho do Fábio Jr., que, inclusive, também regravou a mesma música).

Frejat apresentou a sua primeira música da carreira solo no show: a excelente “Eu Preciso Tirar Você do Sério”, seguida de “Vambora”, canção de Adriana Calcanhoto, e do hit “barônico” “Por Você” que, obviamente, foi cantada a pleno pulmões pelo público.

O vocalista comentou que não é de falar muito durante o show, mas que aquele momento seria oportuno porque aquela era a última apresentação de Maurício Barros na banda. Pois, o tecladista estava de saída para voltar para o Barão Vermelho. Emocionado, Frejat abraçou o companheiro de 35 anos e seguiu o show com mais duas músicas de sua carreira solo: “Túnel do Tempo” e “Segredos”.

Frejat comentou que a próxima música foi feita em parceria com Cazuza e que ficou virou um sucesso com a Cássia Eller: “Malandragem”, é claro. Em seguida, foi a vez de “Amor Pra Recomeçar”.

O show teve continuidade com uma “homenagem a ifguras sensacionais do rock brasileiro”, como destacou o músico. Daí veio o medley formado por “Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros)”, “Quando” e “Agora Só Falta Você”, de Raul Seixas, Roberto Carlos e Rita Lee & Tutti Frutti, respectivamente. Aliás, após as execuções dessas, Roberto Frejat enalteceu e mandou uns “vivas” para os citados e destacou a presença do lendário guitarrista Luiz Carlini no teatro.

E, nos instantes finais do concerto, uma trinca de Barão Vermelho: “Bete Balanço”, “Por Que A Gente É Assim?” e “Exagerado”. Depois da performance, os músicos saem para voltar para o famoso bis. Quando retornaram, Frejat e banda tocaram o sucesso “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê)”, composição de Hyldon, e mais uma dobradinha de Barão: “Puro Êxtase” e “Pro Dia Nascer Feliz”.

Assim, Frejat e banda se despediram do público, que saíram extasiados do recinto.

Aliás, esse repertório de Frejat é semelhante à apresentação que testemunhei no final de junho do ano retrasado no Shopping Vila Olímpia. E, por ter uma carreira consagrada, tanto solo como com o Barão Vermelho, Roberto Frejat poderia usufruir mais de seus sucessos autorais no repertório, conforme fora bem observado pelo meu amigo Thiago “Woody”. Mas, apesar dessa observação, os covers apresentados foram bem escolhidos. Aliás, ao longo do show, Frejat foi enaltecido, especialmente pelo público feminino, o que o deixou, em algumas situações, “meio sem graça”. Contudo, trata-se de um excelente frontman e gente boníssima.

A seguir, o setlist da apresentação realizada no Sesc Pinheiros.

1. Maior Abandonado (Cazuza / Frejat)
2. Você Não Entende Nada (Caetano Veloso)
3. A Minha Menina (Jorge Ben Jor)
4. Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar) (Tim Maia)
5. Não Vou Ficar / Réu Confesso (Tim Maia)
6. Você (Tim Maia)
7. Só Você (Vinícius Cantuária)
8. Eu Preciso Tirar Você do Sério (Frejat)
9. Vambora (Adriana Calcanhoto)
10. Por Você (Mauro Santa Cecília / Frejat / Maurício Barros)
11. Túnel do Tempo (Frejat)
12. Segredos (Frejat)
13. Malandragem (Cazuza / Frejat)
14. Amor Pra Recomeçar (Frejat / Maurício Barros / Mauro Santa Cecília)
15. Medley:
– Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros) (Raul Seixas / Paulo Coelho)
– Quando (Roberto Carlos)
– Agora Só Falta Você (Rita Lee / Luiz Carlini)
16. Bete Balanço (Cazuza / Frejat)
17. Por Que A Gente É Assim? (Cazuza / Frejat / Ezequiel Neves)
18. Exagerado (Cazuza / Frejat)
Bis:
19. Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê) (Hyldon)
20. Puro Êxtase (Guto Goff / Maurício Barros)
21. Pro Dia Nascer Feliz (Cazuza / Frejat)

Por Jorge Almeida

Agradecimentos especiais a Márcia Marques.