Companhia Negra de Teatro estreia Chão de Pequenos no Sesc Pinheiros

Cena da peça “Chão de Pequenos”. Foto: Lucas Brito

Espetáculo que inaugura o repertório da Companhia Negra de Teatro faz temporada em São Paulo pela primeira vez. A peça – que discute assuntos como abandono parental, luta de classes, preconceito social e racismo – estreou em 2017 no Festival de Curitiba e circulou por diversas regiões do Brasil e festivais internacionais

O espetáculo Chão de Pequenos, da Companhia Negra de Teatro, discute intolerância e preconceito por meio da história de dois jovens abandonados por suas famílias, a partir de uma dramaturgia baseada em histórias reais colhidas em pesquisas e entrevistas da equipe com várias famílias e pessoas relacionadas com o tema da adoção. A peça faz sua estreia em São Paulo, no Sesc Pinheiros, dia 12 de setembro, quinta-feira, 20h30. O espetáculo atualmente é indicado do 5º Prêmio Sinparc de Artes Cênicas em sete categorias: Texto Inédito, Espetáculo, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Criação de Luz e Trilha Sonora.

Formada pelo ator e diretor Felipe Soares, pelo ator e iluminador Eliezer Sampaio e com colaboração artística do ator Ramon Brant, a Companhia Negra de Teatro tem circulado pelo Brasil e pelo exterior com o espetáculo Chão de Pequenos, que tem direção de Tiago Gambogi e Zé Walter Albinati.

No palco, os atores contam a história de dois jovens, Lucas Silva e Pedro Henrique, entre a infância e a adolescência, marcados pela orfandade e o abandono da própria família. Dos orfanatos às ruas das grandes cidades, a fábula dos garotos revela a importância da empatia, do diálogo e do afeto nos dias de hoje, numa sociedade marcada pela intolerância e pelo preconceito. “Acredito que o espetáculo contribui para que o tema da adoção tenha mais visibilidade e que a discussão se estabeleça também por meio da arte”, diz Ramon. “O espetáculo é, antes de tudo, sobre amizade. Sobre o encontro que presentifica o cuidado no trato com o outro. Sobre querer ser visto em um mundo de visão anestesiada. Existimos por causa dos outros, para os outros, por nós”, completa.

Na trajetória da Companhia Negra de Teatro, os artistas contam também com o apoio de outros colaboradores empenhados em discussões sobre questões raciais no Brasil. Em Chão de Pequenos destaca-se a colaboração da escritora Ana Maria Gonçalves – autora do premiado romance Um Defeito de Cor – que tem textos utilizados na peça. As performances do grupo são sempre autorais e questionam problemas sociais graves, como o racismo e as desigualdades sociais.

“Neste espetáculo abordamos o fato de negros serem mais preteridos do que os brancos no momento de uma adoção”, conta Felipe Soares. O artista destaca ainda outra performance do grupo, chamada Invisibilidade Social, em que uma pessoa negra se deita no chão vestindo um terno e segurando uma pasta, elementos suficientes para recepções muito inusitadas da parte do público. “É muito raro que se humanize um corpo negro deitado no chão da cidade com esse tipo de roupa – houve um dia em que até chamaram a polícia durante a performance. Se o corpo deitado no chão fosse de uma pessoa branca, as reações seriam completamente diferentes”, diz o artista.

“É interessante perceber o que o espetáculo causa principalmente nas mulheres, nas mães e nas pessoas ligadas à maternidade. O tema da adoção é até hoje um tabu na sociedade brasileira, com poucos avanços. A orfandade e a adoção se abraçam entre os públicos que a gente visita”. Ramon Brant

Sobre a Companhia Negra de Teatro
“A companhia nasce da necessidade de criarmos narrativas vindas dos nossos corpos e subjetividades. Primamos pela questão da autoria, da construção de performances que partam das nossas perspectivas e experiências”, conta Felipe. Criada no ano de 2015, em Belo Horizonte, o grupo carrega em seu nome uma homenagem à Cia Negra de Revista, grupo criado no ano de 1926 por artistas negros como Galango, Rosa Negra, Mingote, De Chocolat, Grande Otelo e Pixinguinha, entre outros. E Felipe também reitera que “fomos o primeiro grupo de teatro negro a sair do Palácio das Artes, do curso técnico de teatro, o mais importante de Minas Gerais, o do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado”.

A Companhia Negra de Teatro tem trabalhos que buscam escancarar as relações sociais estabelecidas na sociedade com pessoas negras, o que envolve falta de representatividade, ausência de referências em espaços físicos e simbólicos de grande visibilidade, corpos tratados de maneira estereotipada e relações de poder ditadas pelo controle financeiro. Atualmente, o grupo dedica-se à criação do espetáculo Um Preto.

Mais do que abordar o racismo em suas criações, a companhia busca falar de diversas desigualdades sociais e da importância do diálogo e da empatia entre pessoas de todas as cores, gêneros, orientações sexuais e culturas para o convívio e desenvolvimento humano. Além disso, apresenta uma reflexão acerca da inclusão de pessoas negras nas artes, sobretudo das potências do corpo negro no teatro, cuja presença é, por si só, um discurso para a cena. Política e poética se somam na pesquisa do coletivo. O grupo ainda expande a área de atuação, incorporando as propostas ao formato audiovisual com a o curta-metragem Wanderlust, escrito e dirigido por Felipe Soares.

Trajetória de Chão de Pequenos
Inicialmente criado como uma cena curta em 2013, o espetáculo Chão de Pequenos ganhou a 6ª edição do FESTU – Festival de Teatro Universitário em 2016, no Rio de Janeiro, o que possibilitou sua estreia, num formato mais longo, em 2017, no Festival de Curitiba. A íntegra do texto da peça foi publicada no livro Teatro Negro (Coleção Teatro Contemporânea, da editora Javali).

Ainda no formato curto, o espetáculo ganhou diversos prêmios: o FESTU (Festival de Teatro Universitário) nas categorias Melhor Cena, Direção e Texto Original, e indicação a Melhor Iluminação e Ator em 2016; o FEESPE (Festival de Esquetes de Petrópolis), também em 2016, nas categorias Melhor Direção, Texto Original e Figurino; o FESQ (Festival de Cenas Curtas de Cabo Frio), em 2015, com Melhor Cena e Direção; no Festival Niterói em Cena, de 2014, com Melhor Texto e indicação a Direção e Cena do Festival (foi a terceira cena mais votada pelo júri popular) e Festival de Cenas Curtas de Sumaré, em 2013, com Prêmio Destaque para a pesquisa e composição de dramaturgia e Prêmio Especial pela atuação coletiva.

O espetáculo, já na sua versão mais longa, integrou os festivais internacionais Fitza – Festival Internacional De Teatro Zicosur (Chile) em 2019 e o Fitlo – Festival Iberoamericano De Teatro De Logroño – Espanha, em 2018. Em festivais nacionais, destacam-se apresentações em unidades do Sesc no interior do estado de São Paulo (Campinas e Jundiaí), Festival Nacional Toni Cunha De Itajaí (2019), Campanha de Popularização do Teatro e Dança BH (2019), Festival De Curitiba (2019), X Semana De Artes UFOP – Ouro Preto (2018), Fentepp – Festival Nacional De Presidente Prudente (2018), Festara – Festival Nacional De Teatro De Araçatuba- SP (2018), Festu – Rio De Janeiro (2017), Temporada De Teatro São João Del Rei (2017), Festival Aquilombô – Belo Horizonte (2017) e temporada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro (2017).

Sinopse curta
Dois jovens entre a infância e adolescência, Lucas Silva e Pedro Henrique, são marcados pela orfandade e o abandono da própria família. Dos orfanatos às ruas das grandes cidades, a fábula dos garotos revela a importância da empatia, do diálogo e do afeto nos dias de hoje, numa sociedade marcada pela intolerância e pelo preconceito.

Ficha Técnica
Concepção e atuação: Felipe Soares e Ramon Brant
Direção: Tiago Gambogi e Zé Walter Albinati
Dramaturgia: Coletiva
Textos: Ana Maria Gonçalves, Felipe Soares e Ramon Brant
Provocação Dramatúrgica: Grace Passô
Direção de Movimento e Preparação Corporal: Tiago Gambogi
Iluminação: Cristiano Diniz
Operação de Luz: Cristiano Diniz / Thiago Rosado
Trilha Sonora Original: GA Barulhista
Operação de Som: Sammer Iêgo Lemos
Figurino: Bárbara Toffanetto
Cenografia: José Soares da Cunha e Zé Walter Albinati
Cenotecnia: José Soares da Cunha
Direção de Produção: Gabrielle Araújo
Projeto Gráfico: Estúdio Lampejo e Ramon Brant
Fotografia: Lucas Brito
Escrita Poética do Processo: Bremmer Guimarães
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Realização: Companhia Negra de Teatro
Produção: Caboclas Produções

Serviço
Chão de Pequenos – Companhia Negra de Teatro
Temporada: de 12 de setembro a 12 de outubro de 2019, quinta a sábado, às 20h30
Nos dias 21 de setembro e 12 de outubro, sábados, as sessões serão às 18h
Local: Auditório (3º Andar)
Duração: 55 minutos | Classificação: 12 anos
Ingresso: R$ 25 (inteira), R$ 12,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) e R$ 7,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena)

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Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h
Tel.: 11 3095.9400
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados). Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m
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Amizade entre Federico Garcia Lorca, Salvador Dalí e Luis Buñuel inspira peça Fábula e Roda dos Três Amigos, que estreia dia 27/6 no Sesc Pinheiros

Em cena os atores Iuri Saraiva, Oliver Tibeau e Thomaz Mussnich, dirigidos por César Baptista, que foi durante anos assistente dos encenadores Antunes Filho e Gabriel Villela. Foto: Flávio Ermírio

O título do espetáculo é uma referência ao poema Fábula e Roda dos Três Amigos, escrito em 1930 por Lorca e que narra a amizade de três homens

Localizado em Madrid, o instituto La Residencia de Estudiantes recebeu no início do século XX três artistas espanhóis que se tornaram cânones mundiais da cultura: o dramaturgo e poeta Federico García Lorca, o pintor Salvador Dalí e o cineasta Luis Buñuel. O encontro dessas três figuras durante a juventude e a amizade que estabeleceram é o mote do espetáculo Fábula e Roda dos Três Amigos, escrito por Flávio Ermírio, com direção de César Baptista e estreia marcada para dia 27 de junho, quinta-feira, 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros.

Segundo o dramaturgo, Fábula e Roda dos Três Amigos mistura elementos reais e ficcionais para criar um jogo de memórias e traçar paralelos históricos entre passado e presente. “Muitas situações que vivemos hoje já aconteceram de outra forma, como se o passado não tivesse ficado para trás totalmente, estivesse ainda entre nós, de alguma forma”, justifica o autor. Sua escolha foi a de tratar esses elementos sem um apelo didático ou jornalístico, opção endossada pela direção de César Baptista, que cria elementos cênicos ora realistas, ora oníricos.

O diretor exemplifica destacando o uso da simultaneidade de tempo e espaço que Flávio propõe no texto: “Há uma cena inspirada em uma entrevista dada por Dali a um programa de televisão em que suas respostas são interrompidas e misturadas por um discurso de Lorca, que parece estar sendo interrogado pelo governo fascista que o assassinou tempos depois”.

César ressalta que uma das facetas da montagem é a abordagem peculiar que Flávio faz dos artistas. “Eles são vistos na juventude, em desenvolvimento de uma personalidade que os tornou quem foram. Não há um foco apenas na excentricidade de Dali (interpretado por Iuri Saraiva), no surrealismo de Buñuel (Thomaz Mussnich) e na melancolia de Lorca (Oliver Tibeau), mas sim em questões mais complexas, como o papel da arte, a razão para praticá-la e o processo para encontrar a própria voz como criador”, complementa. Na peça, haverá projeções e elementos cênicos que remetem às obras e ao estilo marcante dos três artistas – um exemplo é o uso de caixões que terão a função de trazer as personagens à vida e que em seguida se tornarão, metaforicamente, objetos variados, de modo a salientar a visão poética da criação.

Inevitavelmente, o espetáculo traça caminhos que contam muito sobre os dias de hoje, reforçando o quanto as vozes desses artistas eram reprimidas por não estarem em consonância com o discurso normativo da época. César, que foi assistente de direção de Antunes Filho por seis anos, conta que aprendeu com ele a recorrer aos grandes mestres quando não soubesse resolver uma cena. “Neste espetáculo, tinha muito a quem recorrer por estar lidando com três figuras cujas poéticas deveriam se friccionar naturalmente com a teatralidade do espetáculo”, diz.

Cem anos depois desses eventos, vivemos mais uma vez sob o “império da lógica” do autoritarismo, que transforma os artistas em ameaças ao plano de destruição dos afetos, da solidariedade e das alteridades. Fazer teatro é criar espaço para o encontro das vozes e corpos que lutam para não desaparecer – Flávio Ermírio

A composição do texto, segundo Flávio, tem uma dramaturgia tradicional, com início, meio e fim, mas que abre espaço para textos fluídos, numa estrutura de colagem. “Há uma cena em que se misturam trechos do manifesto surrealista, de uma carta escrita por Dali e um poema de Lorca – ao declamarem juntos esses textos, damos um novo sentido para esses discursos”, explica.

Apesar da peça não oferecer um protagonismo para nenhum dos três artistas, o ponto de vista da peça parte de Lorca, que foi fuzilado aos 38 anos pelo regime de ditadura espanhola imposto por Francisco Franco. O título do espetáculo é uma referência ao poema Fábula e Roda dos Três Amigos, escrito em 1930 por Lorca e que narra a amizade de três homens “pelo mundo das camas, pelo mundo das universidades, pelo mundo do sangue, dos mortos e dos jornais abandonados”.

Ao final do poema, Lorca antecipa o próprio destino: “Quando se fundiram as formas puras sob o cri-cri das margaridas, compreendi que haviam me assassinado. Percorreram os cafés e os cemitérios e as igrejas, abriram os tonéis e os armários, destroçaram três esqueletos para arrancar seus dentes de ouro. Já não me encontraram. Não me encontraram? Não. Não me encontraram.” Não há um registro que confirme que o poema foi escrito em homenagem a essas amizades, em específico, mas ainda que não o seja, é possível que o poema seja lido à luz desse encontro.

Sobre a Trilogia Fantasias Biográficas

Fábula de Roda e Três Amigos é a primeira peça da Trilogia que Flávio está idealizando com o objetivo de propor um diálogo entre memória/passado/ficção e realidade/presente/percepção. A ideia é para trazer ao palco ficções inspiradas na trajetória de grandes artistas de diferentes épocas, passando por temas como sexualidade, poder, processos criativos, amor, intolerância, autoralidade e, principalmente, o limite da linguagem oral para dar conta de explicar e significar nossas emoções e contradições.

“Em cada uma das peças, há um diálogo entre a dramaturgia da palavra e outras dramaturgias não verbais, como a música, as artes visuais e a dança, em uma tentativa de discutir formalmente a limitação da linguagem racional, escrita, como ferramenta para a compreensão dos dilemas humanos, alguns contemporâneos e outros atemporais”, diz Flávio.

A segunda parte da trilogia já está escrita e é fruto do estudo de Flávio em dramaturgia no Núcleo de Dramaturgia do Sesi/British Council. Trata-se da peça sinfônica Tudo Que o Mar Carrega, baseada na vida do compositor russo Peter Ilich Tchaikovsky. Publicada em texto pela Editora Sesi em 2016, a montagem está em fase de pré-produção.

A terceira peça, que Flávio ainda irá escrever, parte do encontro entre o jazzista norte-americano Miles Davis e o compositor e multi-instrumentista alagoano Hermeto Pascoal.

SINOPSE

Fábula e Roda dos Três Amigos explora o período específico em que Federico García Lorca, Salvador Dalí e Luis Buñuel se conheceram. Os três jovens artistas são colocados em fricção, o que traz à tona suas personalidades fortes, paradoxos, contradições e idiossincrasias, além de explorar de outros momentos da vida e obra desses artistas. Misturando elementos ficcionais e reais, a peça traz situações dessa relação, como o dia que se conhecem, as tentativas de trabalharem juntos, as dúvidas da juventude, o início da maturidade, o rompimento da amizade, e também visita momentos que escapam à cronologia desse período, como o misterioso desaparecimento do corpo de Lorca, assassinado aos 38 anos no período fascista da Espanha, sob o regime do General Franco.

FICHA TÉCNICA
Texto: Flávio Ermírio
Elenco: Iuri Saraiva, Oliver Tibeau e Thomaz Mussnich
Direção, Iluminação e Trilha Sonora: César Baptista
Assistentes de Direção: Arno Afonso e Patrícia Carvalho
Preparação Corporal: Patrícia Carvalho
Cenário, Adereços e Patchwork: Mirtis Moraes
Videografismo e Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Figurino: A Equipe
Marcenaria: Marcus Geimer
Fotos: Flávio Ermírio
Estagiário: Paulo Castelo
Produção Executiva: Nathália Gouveia
Assistente de Produção: Cora Valentini
Direção de Produção: Flávio Ermírio e Thomaz Mussnich
Produção: Poétika Produções
Realização Sesc

Serviço
Fábula e Roda dos Três Amigos
De 27 de junho até 20 de julho de 2019. Quinta a sábado, às 20h30
Local: Auditório (98 lugares)
Valores: R$ 25,00 (inteira), R$ 12,50 (estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 7,50 (credencial plena do Sesc  trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos
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Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h
Tel.: 11 3095.9400
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados). Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m
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Espetáculo “Marta, Rosa e João”, com Malu Galli, estreia no Sesc Pinheiros

As personagens Rosa (Manoela Aliperti) e Marta (Malu Galli) em foto Mabel Feres

Os 22 trunfos do tarô inspiram criação da primeira ‘peça-jogo’ escrita por Malu Galli, que também está em cena como a mãe, Marta. A cada sessão, 13 das 22 cartas do jogo são sorteadas e correspondem às cenas que serão apresentadas no dia – o que totaliza mais de 300 mil possibilidades de desenvolvimento da história.

O público entra no teatro. A primeira cena vai determinar, toda noite, o restante do espetáculo. Cartas de tarô são tiradas e treze cenas são apresentadas aos espectadores, na sequência que o jogo determinou. Assim está estruturada a primeira dramaturgia de Malu Galli, autora, diretora e atriz de Marta, Rosa e João. A estreia está marcada para o dia 17 de janeiro, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros, em São Paulo. Ao lado de Malu, estão no elenco Manoela Aliperti no papel de Rosa, Rodrigo Scarpell como João e Katia Naiane, que dobra papeis conforme o sorteio do dia. Romulo Fróes e Kiko Dinucci criaram a trilha sonora.

O espetáculo conta a história de Rosa, mulher que descobre numa consulta com uma taróloga sua própria gravidez e a proximidade do dia de conhecer Marta, sua mãe, que a deixou ainda na infância. Não bastasse o peso deste encontro, as mulheres precisam ainda lidar com a presença de João, um passeador de cães que frequenta a casa de Marta e, por meio do seu comportamento livre e subversivo, provoca uma renovação no olhar entre mãe e filha, um tipo de confusão que move o que está estagnado nelas.

“Os arquétipos dos 22 Arcanos Maiores sugerem muitas traduções e interpretações, das quais me inspirei para escrever as cenas livremente e associá-las em seguida a cada uma das cartas”, diz Malu, ressaltando que o espetáculo não é sobre o tarô, é apenas um dispositivo que torna Marta, Rosa e João uma espécie de ‘peça-jogo’, como nomeia a autora. “Assim como as narrativas de cena vão sendo montadas durante a encenação, os elementos cênicos, como luz, cenário, figurino e música também seguem essa estrutura”, conta.

No elenco, além de Malu, que interpreta Marta, estão em cena Manoela Aliperti, no papel de Rosa; Rodrigo Scarpell como João; e Katia Naiane, intérprete da taróloga do início do espetáculo e também atriz que dobra papeis, podendo interpretar uma vizinha ou uma entrevistadora de emprego, entre outras. Romulo Fróes, cantor e compositor convidado por Malu para assinar a direção musical, criou em parceria com Kiko Dinucci (dos grupos Passo Torto e Metá Metá, entre outros) uma trilha única que se desmonta para cumprir o desenrolar de cada cena.

No espetáculo, Malu renova parceria com a atriz Manoela Aliperti, com quem trabalhou – também nos papeis de mãe e filha – na 25ª temporada de Malhação: Viva a Diferença, escrita por Cao Hamburger e reconhecida por trazer à série questões sociais relevantes e por ter dividido o protagonismo entre cinco personagens femininas – uma delas Manoela Aliperti

Próxima dos 30 anos de carreira, Malu participou de dezenas de séries televisivas, filmes e peças de teatro. Como diretora, já assinou o espetáculo A Máquina de Abraçar, de autoria de José Sanchis Sinisterra, e de Oréstia, trilogia de peças do dramaturgo grego Ésquilo, com quem dividiu direção com Bel Garcia, da Cia dos Atores.

Sobre a empreitada do primeiro texto para o teatro, Malu ressalta que o recurso das cenas móveis exige suas próprias complexidades, como evitar curvas dramatúrgicas, dividir as informações das cenas de modo com que elas não se repitam e façam sentido para o público independente da ordem de exibição e também trazer frescor aos atores a cada sessão, já que a encenação só será desvelada após a exibição das cartas.

Cada cena será iniciada com um indicativo da carta que remete ao que será visto. Caso a carta-cena tenha sido, por exemplo, a do Imperador, esse título será revelado ao público no começo da cena. “Não se tratam de esquetes ou cenas isoladas. Mesmo embaralhadas, as cenas juntas contam uma só história de diferentes formas”, reforça Malu.

Para assumir essa escolha na hora de escrever o texto, a artista coloca-se em diálogo com movimentos presentes na história do teatro que já testavam elementos surpresa para composição de peças. “Desde o século XV que experimentos acerca do processo da escrita vêm sendo desenvolvidos, passando pelas vanguardas do século XX e por grupos de artistas nos anos 70, onde regras restritivas criadas por seus participantes eram impostas ao processo criativo”, conta.

Em Marta, Rosa e João também há o objetivo de que as atrizes e o ator experimentam outra forma de vivenciar suas personagens. “Não tem como o elenco se preparar antecipadamente, o que faz com que a cada sessão tenhamos que aprender a entrar no jogo que será definido ali mesmo”, finaliza Malu.

Sinopse

A jovem Rosa descobre em uma consulta de tarô que está grávida. Ela decide, então, ir ao encontro de sua mãe em outra cidade para conhecer, enfim, a mulher que nunca quis ter contato com ela. Marta está há tempos sem conseguir sair de casa e se relacionar com o mundo. Isolada, ela mantém contato apenas com João, um passeador de cães que frequenta a casa todos os dias. A convivência das duas mulheres, forçada pela visita inesperada de Rosa, traz à tona decisões e enfrentamentos inevitáveis para as personagens.

Marta, uma jornalista de sucesso, precisa ter coragem de retomar sua vida profissional interrompida por uma crise de pânico. Rosa, por sua vez, precisa entender seus sentimentos acerca da maternidade e decidir sobre seu futuro. O arquétipo do Louco, a carta número 0 do tarô, inspira livremente a criação do personagem João, o passeador de cães, que entra e sai da casa subvertendo a comunicação entre as duas, confundindo, provocando e colocando em movimento as peças estagnadas do jogo.

Os 22 Arcanos do Tarô são as principais cartas e expressam, a partir de cenas com uma ou várias pessoas, uma série de elementos simbólicos. Os Arcanos são, em ordem: 0 – O Louco,  1 – O Mágico, 2 – A Papisa,  3 – A Imperatriz, 4 – O Imperador, 5 – O Sumo Sacerdote, 6 – Os Enamorados, 7 – A Carruagem, 8 – A Força, 9 – O Heremita, 10 – Roda Da Fortuna, 11 – Justiça, 12 – O Enforcado, 13 – Morte, 14 – Temperança, 15 – O Diabo, 16 – A Torre, 17 – A Estrela, 18 – A Lua, 19 – O Sol, 20 – O Julgamento e  21 – O Mundo.

Sobre Malu Galli

Malu Galli iniciou sua trajetória teatral na escola O Tablado, em 1982. Mais tarde, formada profissional pelo curso da Faculdade da Cidade ministrado por Bia Lessa, começou a trabalhar como integrante da Cia. Teatro Autônomo, de Jefferson Miranda, onde participou de espetáculos como Mann na Praia, Minh’Alma é Imortal, e A Noite de Todas as Ceias. Com a Cia. Dos Atores, de Enrique Diaz, participou de espetáculos como O Rei da Vela, Meu Destino é Pecar, ensaio. Hamlet, apresentado em festivais e temporadas pelo mundo todo e considerado o melhor espetáculo da década pela Revista Bravo, e Gaivota – tema para um conto curto.

Em 2004, criou e produziu em parceria com a diretora Christiane Jatahy o monólogo Conjugado, considerado o melhor espetáculo estrangeiro do ano de 2006 em um festival de Havana, Cuba. Realizou o monólogo Diálogos com Molly Bloom, em que foi dirigida por cinco diretores (Andrea Beltrão, Cristina Moura, Christiane Jatahy, José Sanchis Sinisterra e Gilberto Gawronski). Junto com Andrea Beltrão e Mariana Lima, produziu e integrou o elenco de Nômades, dirigida por Marcio Abreu.

Dirigiu e realizou o espetáculo A Máquina de Abraçar, de José Sanchis Sinisterra, com Mariana Lima e Marina Viana, inaugurando o galpão do Tom Jobim, RJ, 2009. O espetáculo foi considerado um dos dez melhores do ano pelo Jornal O Globo. Em São Paulo, foi realizado na área de convivência do Sesc Pompeia em uma instalação do artista plástico Raul Mourão. Em 2012 dirigiu Oréstia, trilogia de Ésquilo, onde apresentou uma tradução original do grego feita por Alexandre Costa e Patrick Pessoa, além dos versos do coro musicados por Romulo Fróes e Cacá Machado.

No cinema, participou de mais de 15 filmes, entre eles O Xangô de Backer Street, de Miguel Faria Jr; Achados e Perdidos, de José Joffily, Maré, nossa história de amor, de Lúcia Murat, 180 graus, de Eduardo Vaisman, Aos teus olhos, de Carolina Jabor e Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg. Em 2018 filmou com Caetano Gotardo Seus Ossos e seus olhos (estreia em janeiro nos festivais de Tiradentes e Roterdam), Propriedade Privada, thriller de Daniel Bandeira e Dispersão, filme interativo de Bruno Vianna (ambos em fase de montagem e estreia prevista pra 2019).

Na TV, Malu participou de séries e novelas de sucesso na TV Globo, entre elas Queridos Amigos, A Mulher do Prefeito, Tapas e Beijos, Cheias de Charme, Império, Sete Vidas, Totalmente Demais e Malhação: Viva a Diferença.

FICHA TÉCNICA
Texto e direção – Malu Galli
Elenco – Manoela Aliperti – Rosa
Malu Galli – Marta
Rodrigo Scarpelli – João
Katia Naiane – Taróloga, vizinha, entrevistadora de emprego, entre outros
Direção de produção – Gabi Gonçalves
Cenário e figurino – Cassio Brasil
Direção musical – Romulo Fróes
Direção de movimento – Luaa Gabanini
Luz – Wagner Antônio
Trilha sonora original – Romulo Fróes e Kiko Dinucci
Assistência de direção – Zi Arrais
Produção executiva – Thais Vennit
Fotos – Mabel Feres
Ambientação das fotos – Rodrigo Bueno (Ateliê Mata Adentro)
Realização – Corpo Rastreado

SERVIÇO
Quando: 17 de janeiro a 23 de fevereiro.
Horário: Quinta a sábado, 20h30.
Local: Auditório (3º andar) | Capacidade: 100 lugares
Classificação: 14 anos
Duração: varia conforme as cenas escolhidas (em média 75 minutos)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública). R$ 7,50 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Para entrevistas, fotos e outras informações:
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Show da Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”, dos Titãs, no Sesc Pinheiros (13.04.2018)

Titãs no palco do Sesc Pinheiros tocando a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”. Foto: Mariana Pekin/UOL

Os Titãs realizaram na noite sexta-feira (13), a segunda das quatro apresentações programadas no Sesc Pinheiros. A banda estreou em solo paulistano a turnê de seu mais novo projeto: a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”, cuja forte abordagem narra a história de três estudantes – todas chamadas Maria -, que são violentadas por cinco colegas em uma festa organizada via aplicativo (na peça chamado de “Facilitador”).

Além dos remanescentes da formação original (Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto), e dos músicos contratados Mário Fabre e Beto Lee, completam a formação do espetáculo as cantoras/atrizes Cyntia Mendes, Corina Sebbas e Yas Werneck.

Com os ingressos esgotados, a banda entrou no palco às 21h10 e, ao longo de uma hora e meia de apresentação, tocaram 25 temas do novo álbum que é praticamente pioneiro em se tratando de bandas de rock no Brasil. Entre as músicas, uma colaboração de Rita Lee, que fez a narração entre algumas canções, além de Alexandre Bamba e Tadeu Pinheiro, que deram vozes aos rapazes da trama.

O show é divido em três atos: no primeiro, a apresentação das jovens, o aplicativo “Facilitador”, que também é o nome de uma das músicas do musical, e a festa; no segundo, é retratado como cada uma das Marias – Maria A, Maria B e Maria C – está lidando com o que aconteceu e como a Internet pode ser prejudicial e no terceiro e último: a hora da vingança, que inclui a morte de um dos abusadores, e a união das três amigas.

No palco, à medida que os Titãs tocam a sequência da Ópera Rock, as atrizes/cantoras encenam, fazem constantes trocas de figurinos e cantam também. O cenário foi criado por Hugo Passolo, Otavio Juliano e Luciana Ferraz e os figurinos de Renato Paiutto. A teatralidade do espetáculo é o telão central, que traz projeções dos pormenores do enredo e a atuação das atrizes/cantoras. As três Marias – Maria A, Maria B e Maria C -, quem, teoricamente, seriam as protagonistas, quase sempre aparecem atrás dos músicos. Contudo, uma situação soa estranha durante a execução de algumas faixas, como por exemplo, em “Me Estuprem” e “Eu Sou Maria”, ambas cantadas por Sérgio Britto, pois ambas contém letras de eu-lírico feminino e é cantarolada por ele, sendo que as personagens estão no palco e elas (ou uma delas) poderiam desempenhar essa função enquanto os Titãs poderiam ficar apenas com a parte da melodia.

Quanto a seriedade do assunto central do espetáculo, o projeto dos Titãs, conceitualmente falando, é ótimo, mas por abordar uma pauta feminina, não sei se funciona bem por ter um grupo composto exclusivamente por homens como astros, embora tenha as três personagens.

Em “Doze Flores Amarelas” fica nítido de que os músicos não abdicam do protagonismo ao falar e cantar como personagem feminina sendo que ali estão, mesmo em caráter figurativo, as três moças. Além disso, curiosamente, os Titãs convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo de teatro Parlapatões – e Marcelo Rubens Paiva – escritor, dramaturgo e jornalista – para compor a equipe de criação da obra. Se por um lado, a presença de ambos colaborou na criação dos temas, por outro, é de causar estranheza a ausência de uma mulher nesse processo para abordar, talvez, alguma colocação que o universo masculino não tenha a astúcia de captar.

Quanto às músicas de “Doze Flores Amarelas”, elas não chegam a ser contagiantes, mas certamente impactantes, pois explica, por exemplo, que, ao longo do show, alguns casais começaram a deixar o teatro, enquanto outros se interagiam no celular, e minha namorada ouviu uma mulher dizer: “se eu soubesse que era assim, nem teria vindo!”.

Não sei se pelo fato de o público brasileiro não estar acostumado a concertos do estilo Ópera Rock – embora muitos conhecem (ou já ouvira falar) de obras como “Tommy”, do The Who; “The Wall”, do Pink Floyd; ou “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Webber, entre as outras dos quais os Titãs se inspiraram -, o show pode ter passado a impressão de cansativo e, talvez, pelo fato de os Titãs não terem tocado os seus clássicos, o que, evidentemente descaracterizaria o conceito de Ópera Rock, é claro, alguns não tenham entendido a ideia que a banda queria passar. Mas, uma coisa é fato: “Doze Flores Amarelas” não é recomendável para menores de 18 anos – pelos menos não deveria ser (o Sesc indicou a classificação em 14 anos).

A seguir, a relação dos números musicais do espetáculo.

ATO I:
1. Abertura – Sei Que Seremos (Sérgio Britto/Tony Bellotto/Branco Mello/Jaques Morelenbaum/Hugo Possolo)
– Introdução:
2. Nada Nos Basta (Sérgio Britto)
3. O Facilitador (Sérgio Britto / Branco Mello)
4. Weird Sisters (Sérgio Britto)
5. Disney Drugs (Sérgio Britto)
– Festa:
6. A Festa (Sérgio Britto / Branco Mello)
7. Fim de Festa (Tony Bellotto / Branco Mello / Sérgio Britto)
8. Me Estuprem (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
ATO II:
9. Interlúdio 1 – Eu Sou Maria (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Hugo Possolo)
– Maria Alice:
10. O Bom Pastor (Tony Bellotto / Sérgio Britto / Branco Mello)
11. Eu Sou Maria (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
12. Hoje (Sérgio Britto / Beto Lee)
– Maria Beatriz:
13. Nossa Bela Vida (Sérgio Britto)
14. Canção da Vingança (Tony Bellotto)
15. Personal Hater (Sérgio Britto / Branco Mello)
16. Interlúdio 2 – Doze Flores Amarelas (Sérgio Britto/Branco Mello/Tony Bellotto/Beto Lee/Jaques Morelenbaum/Hugo Possolo)
– Maria Cecília:
17. De Janeiro Até Dezembro (Tony Bellotto)
18. Mesmo Assim (Sérgio Britto)
– Frank, Lucas, Pac Man, Pedrinha e Dado:
19. Não Sei (Tony Bellotto)
– Maria A, Maria B e Maria C:
20. Essa Gente Tem Que Morrer (Sérgio Britto / Mario Fabre)
ATO III:
21. Interlúdio 3 – É Você (Sérgio Britto / Jaques Morelenbaum / Hugo Possolo)
– Feitiço:
22. Me Chamem de Veneno (Branco Mello / Tony Bellotto / Sérgio Britto / Beto Lee)
23. Doze Flores Amarelas (Sérgio Britto / Branco Mello / Tony Bellotto / Beto Lee)
– Morte:
24. Ele Morreu (Tony Bellotto / Sérgio Britto)
25. Pacto de Sangue (Sérgio Britto)
26. O Jardineiro (Branco Mello / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
– Funeral / Redenção:
27. Réquiem (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Branco Mello / Mario Fabre)
28. É Você (Sérgio Britto)
29. Sei Que Seremos (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Branco Mello)

Por Jorge Almeida – agradecimentos a Márcia Marques e Poliana Queiroz

Sesc Pinheiros recebe Titãs com Ópera Rock Doze Flores Amarelas

Os Titãs apresentarão entre os dias 12 e 15 de abril a Ópera Rock 12 Flores Amarelas no Sesc Pinheiros. Créditos: Silmara Ciuffa

De 12 a 15 de abril, o Sesc Pinheiros recebe Titãs com a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”. O trabalho inédito do grupo teve pré-estreia em Curitiba no início do mês e chega a São Paulo em quatro datas no Teatro Paulo Autran.

A tradição (internacional) das óperas rock vem desde que o The Who compôs e montou o clássico “Tommy”, passou pelo conceitual “The Wall”, do Pink Floyd, e mais recentemente por “American Idiot”, dos pop punks Green Day.

Há ainda as inesquecíveis “Arthur” dos Kinks, “O Fantasma do Paraíso”, dirigido por Brian de Palma e a blockbuster “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Weber. Os Titãs bebem dessa fonte, na mesma medida em que imprimem sua digital.

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto decidiram pelo formato e convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo  de teatro Parlapatões- e o escritor, dramaturgo e jornalista Marcelo Rubens Paiva para reuniões criativas. Deste encontro surgiu o argumento, assinado pelos cinco.

O tema da narrativa foi uma unanimidade. Nasceram das inquietações atuais, contemporâneas, como assédio, abuso, violência contra a mulher, aborto e tecnologia tóxica do mundo digital.

O espetáculo narra a história de três jovens, estudantes de faculdade (as Marias A, B e C) que, como todos de sua turma, usam a tecnologia frequentemente, em especial, um aplicativo chamado Facilitador.

Numa dessas consultas, perguntam como devem fazer para curtirem ao máximo uma grande festa. Mas a festa acaba mal. Elas são violentadas por cinco colegas.

Elas recorrem novamente ao mesmo aplicativo para se vingarem e este indica o feitiço das doze flores amarelas, que batiza o espetáculo.

Depois do feitiço realizado, um dos estupradores morre. Elas ficam em dúvida sobre seu real poder. Não sabem se o fato ocorreu a partir da magia, do uso da tecnologia, ou se foi uma simples coincidência. E o que fazer então?

O desfecho aponta para que, embora cada uma tenha uma diferente reação, que o poder delas está em enfrentar a situação e denunciar os abusadores.

Diferentemente de compor para um disco, os Titãs começaram a criar músicas sobre temas muito diferentes entre si, o que deu uma liberdade autoral enorme.  Entre as canções que compõem o repertório estão “A Festa”, “Me Estuprem” e, claro, “Doze Flores Amarelas”.

Além de co-autor do argumento, Hugo Possolo divide a direção do espetáculo com o cineasta Otavio Juliano (que recentemente lançou o longa metragem com a história da banda  Sepultura).

São 25 canções inéditas dos Titãs, que se juntam aos guitarrista e baterista da banda, Beto Lee e Mario Fabre. Três cantoras/atrizes completam a linha de frente musical, Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yas Werneck.

O cenário foi criado pelos diretores e Luciana Ferraz que também assina o design e criação de vídeos , os figurinos são de Renato Paiutto, a produção musical é de Rafael Ramos, o desenho de luz de Guilherme Bonfanti, a direção de movimento é de Olivia Branco o design gráfico de Juliano Seganti. A produção do espetáculo DOZE FLORES AMARELAS está sendo realizada com o patrocínio da Estácio por meio da lei federal de incentivo à cultura, Lei Rouanet.

Sinopse

A inédita ópera rock dos Titãs, DOZE FLORES AMARELAS, conta a história de três Marias.  Estudantes da faculdade, querendo diversão, consultam o aplicativo Facilitador para saber a melhor maneira para curtir uma festa. Na loucura desta noite de balada, Maria A, Maria B e Maria C são violentadas por cinco colegas, gerando consequências significativas na vida de todos. Reflexões, decisões e conflitos mostram as diferentes reações de cada uma delas. As três Marias consultam novamente o Facilitador sobre como devem proceder. Doze Flores Amarelas é um feitiço indicado para a vingança. Um dos jovens abusadores morre. As três Marias se questionam: será que teriam causado a morte do garoto? No enterro dele, as três Marias se percebem mais unidas e conscientes. Decidem se livrar do Facilitador, denunciar os abusadores e viver segundo suas próprias convicções, sem se submeter a convenções sociais nem a sugestões de oráculos, cibernéticos ou não.

Ficha técnica:
Musicas – Titãs
Direção Artística – Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto
Argumento – Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva
Libreto – Hugo Possolo
Direção do espetáculo – Hugo Possolo e Otavio Juliano
Elenco: Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Beto Lee, Mario Fabre, Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yas Werneck
Produção Musical – Rafael Ramos
Cenário – Luciana Ferraz, Hugo Possolo e Otavio Juliano
Desenho de luz – Guilherme Bonfanti
Design e Criação de vídeos – Luciana Ferraz
Figurinos – Renato Paiutto
Direção de movimento – Olivia Branco
Design Gráfico – Juliano Seganti
Assessoria de Imprensa – Perfexx
Produção Executiva – Ricardo Moreira e Ricardo Mateus
Coordenação de produção – Deyse Simões
Coordenação geral do projeto – Angela Figueiredo

SERVIÇO
TITÃS – DOZE FLORES AMARELAS
De 12 a 15 de abril de 2018. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 18h.
Local: Teatro Paulo Autran– 1.010 lugares
Ingressos: R$ 60 (inteira); R$ 30 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência); R$ 18,00 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Ingressos online em http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP.
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de imprensa Doze Flores Amarelas – Titãs
Isabela Formaggio Perroni / Ana Paula Perfexx
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Sesc Pinheiros recebe estreia de “A Domadora”, com Paula Picarelli e direção de Otávio Dantas

No monólogo, atriz interpreta artista circense no prenúncio de um embate. Foto: Otavio Dantas

Uma domadora de elefante sob a gigantesca pata do animal, lidando com a inevitável colisão. Este é o ponto de partida da peça A Domadora, que estreia no Sesc Pinheiros, no dia 27 de abril. O espetáculo, estrelado por Paula Picarelli, também responsável pela concepção, é dirigido por Otávio Dantas. O monólogo segue em temporada no Auditório da unidade, de quinta a domingo, às 20h30, até o dia 27 de maio.

A iminência da morte é um dos assuntos da peça. Mas a trama vai além. Mais do que o acidente, a montagem trata do envelhecimento e de suas consequências sociais – principalmente nas mulheres – que traz com ele, além das restrições físicas e mentais, a perda de entes queridos e da identidade profissional.

A Domadora
O espetáculo, um drama psicológico, expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice, a decadência de seu corpo e o contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. A artista circense, ao ver a enorme pata do animal quase encostar em seu nariz, tem que encarar o seu maior medo: envelhecer.

Partindo deste argumento, Paula e Otávio usaram como referência as obras “A Velhice”, de Simone du Beauvoir, “A Velha”, de Barbara G. Walker, e o documentário “Tyke: Elephant Outlaw”, de Susan Lambert e Stefan Moore. Além disso, para a construção do texto, eles “encomendaram” à escritora Andrea del Fuego um conto especialmente para o espetáculo: “Elefante Bonsai”.

A escolha do ambiente – o circo – não é ao acaso. Durante o processo de concepção do espetáculo, os criadores conversaram com várias pessoas ligadas a esse universo, um lugar que acolhe e explora as inequações, ampliando as possibilidades de atuação.

O próprio cenário explora a multiplicidade de pensamentos que passam na cabeça da protagonista. A atriz contracena entre telas móveis, tecidos que recebem vídeo projeções e espelhos, deformando (ou não) sua imagem em cena.

SINOPSE
A Domadora” é um drama psicológico se passa dentro da cabeça de uma domadora de elefantes, nos quinze últimos segundos de seu número. No ápice do show, a elefanta desce sua pata lentamente até encostá-la na ponta do nariz dessa mulher. O espetáculo expõe os processos internos de uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice como um futuro iminente.

Na peça, a domadora entra em contato com suas memórias, cenas de sua infância, adolescência e juventude, em especial os desajustes em relação a expectativas alheias e próprias. Em lugar de envelhecerem normalmente, percorrendo todo o seu ciclo vital, as mulheres são obrigadas a criar a ilusão de que seu processo de desenvolvimento para na segunda ou terceira década da vida adulta.

SERVIÇO
Ficha Técnica
Concepção, dramaturgia e interpretação: Paula Picarelli
Direção, concepção, fotografia e vídeo: Otávio Dantas
Colaboração artística: Clayton Mariano
Participação: Mary Lamberti
Preparação corporal (Body Mind Movement): Rodrigo Palma
Luz: Fabricio Licursi
Música: Miguel Caldas
Figurinos e objetos: Chris Aizner
Cenografia e vídeo: Anna Turra
Cenotécnico: Fernando Brettas
Design gráfico: Juh Ledi
Produção: Gabi Gonçalves – Núcleo Corpo Rastreado

A DOMADORA
De 27 de abril a 27 de maio de 2017. Quinta a sábado, 20h30
Duração: 60 minutos
Local: Auditório- 3º andar (98 lugares)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Venda online a partir de 18/4, terça, às 16h30 e nas bilheterias da rede Sesc a partir de 19/4, quarta, às 17h30.
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional.
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcioa Marques | Canal Aberto

Sesc Pinheiros recebe o encontro do Trio Corrente com Hamilton de Holanda

Foto Trio Corrente: Claus Lehmann / Foto Hamilton: Divulgação

O trio convida o bandolinista para um show especial com o melhor da música instrumental brasileira

O Trio Corrente sobe ao palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, no dia 29 de abril, sábado, às 21h. Na apresentação, o premiado grupo brasileiro formado por Edu Ribeiro (bateria), Fabio Torres (piano) e Paulo Paulelli (baixo) convida o bandolinista Hamilton de Holanda para juntos interpretarem músicas autorais além de clássicos da MPB.

Para este show, os músicos uniram seus repertórios. Assim o Trio tocará as composições autorais do bandolinista e este também interpretará conhecidos arranjos do Corrente, trazendo à cena o melhor da música instrumental brasileira, com muito espaço para improvisação.

Vencedor de um Grammy (2013) e de um Latin Grammy (2014) pelo Melhor Álbum de Latin Jazz com o disco “Song for Maura”, gravado em parceria com o saxofonista cubano Paquito D’Rivera, o Trio Corrente consagrou-se como um dos grupos mais inventivos da atualidade. O grupo carrega a tradição dos trios de samba-jazz dos anos 1960, interpretando de forma única tanto um repertório autoral como clássicos do choro e da MPB.

O ensemble interpretará no Sesc Pinheiros músicas como “Maçã”, de Djavan, “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, além das composições próprias como “Venezuelana” (Fabio Torres), “Alecrim” (Paulo Paulelli) e “Nívea” (Edu Ribeiro).

Hamilton de Holanda se junta ao Trio Corrente para interpretar as composições próprias “A Saudade vai passar” e “Capricho de Raphael”, além de “Refém da Solidão” (Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro) e “Chorinho pra Você” (Severino Araújo). Detentor de uma carreira de 35 anos e inúmeros prêmios, Hamilton é uma referência no bandolim e trabalha com a tradição e a modernidade da música brasileira.

SERVIÇO
TRIO CORRENTE CONVIDA HAMILTON DE HOLANDA
De 29 de abril de 2017
Sábado, às 21h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br, a partir de 18 de abril, às 16h30 e nas bilheterias das unidades do SescSP, a partir de 19 de abril, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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