Exposição “Olhares Revelados” no Museu Afro Brasil

“Lua Cheia e Vulcão”, foto de Lucila de Avila Coutinho exposta no Museu Afro Brasil. Créditos: divulgação

Em cartaz até o próximo domingo, 24 de fevereiro, no Museu Afro Brasil, a exposição “Olhares Revelados” exibe 87 registros de sete fotógrafos brasileiros que possuem em comum o afeto e a celebração o fazer fotográfico, visando através dos registros a beleza, a comunicação e a impressão de sentido à imagem

Como aponta o título da mostra, o intuito da exposição é revelar aos olhos do visitante a arte da contínua busca pelo sentido da imagem no fazer fotográfico, algo que, de acordo com o curador da exposição, Silvio Pinhatti, se perdeu no século XXI.

Segundo Pinhatti, “nos últimos anos, temos experimentado a cada instante um imenso crescimento da produção de imagens por multidões de celular em punho e redes sociais como o Instagram e o Facebook. Como é possível, num cenário como esse, valorizar a produção fotográfica e ressignificar o ofício do fotógrafo? Se hoje um senso comum afirma que ‘qualquer um’ pode produzir imagens – que vão se perder nas redes sociais num movimento praticamente sem autoria – como cristalizar a arte fotográfica com o cuidado, a atenção e o labor que ela merece? Como estender uma linha do tempo que faça jus a artistas tão fundamentais, que nos ensinaram que a fotografia é uma arte narrativa, memorável, imprescindível? Se tem se tornado tão banal a produção de imagens prolixas, é possível observar nelas uma frouxidão de sentido que sem dúvida não faz parte da fotografia como surgiu e se encorpou ao longo do século XX. Desse modo, é preciso que estejamos atentos aos artistas-fotógrafos que continuam zelando por essa arte”.
Participam da mostra os fotógrafos: Andrea Fiamenghi, Tuca Reinés, Pedro Sampaio, Eidi Feldon, Gil Rennó, Paulo Behare Lucila de Avila Castilho.

Entre os destaques estão “Serenidade Soberana” (2017), foto de Paulo Behar feita em Barão de Melgaço (MT); a série “Milheres de Quênia – Satubo”, com onze fotografias de Tuca Reinés; e “Lua Cheia e o Vulcão” (foto), de 2015, registrada no Deserto do Atacama, no Chile, por Lucila de Avila Castilho.

SERVIÇO:
Exposição: Olhares Revelados
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 24/02/2019; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida

 

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Exposição “Marcelo D’Salete – A História Negra em Quadrinhos” no Museu Afro Brasil

Vista parcial da exposição do ilustrador Marcelo D’Salete no Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida

O Museu Afro Brasil apresenta até o próximo domingo, 24 de fevereiro, a exposição “Marcelo D’Salete – A História Negra em Quadrinhos”, que traz trabalhos do ilustrador e autor de histórias em quadrinhos do ilustrador, quadrinista e professor Marcelo D’Salete, que incluir a presença de 40 pranchas originais criados para as produções dos livros Angola Janga (2017) e Cumbe (2014).

As duas publicações de D’Salete envolvem influentemente a história de resistência à escravidão no Brasil pelo ponto de vista dos povos negros. Ambas as obras foram oriundas de uma longa pesquisa do professor que, no caso de Angola Janga, por exemplo, levou-se onze anos entre estudos e criação artística para ser publicado.

O trabalho de Marcelo D’Salete ainda apresenta edições estrangeiras de Cumbe publicado em países como Portugal, França, Itália, Áustria e Estados Unidos. Além das pranchas, a mostra exibe os troféus Eisner Awards 2018, HQMIX 2018, Prêmio Grampo 2018 e o Jabuti 2018 – categoria História em Quadrinhos.

SERVIÇO:
Exposição: Marcelo D’Salete – A História Negra em Quadrinhos
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 24/02/2019; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida

Exposição “Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão” no Museu Afro Brasil

“São Jorge”, escultura de madeira e tinta, feita pelo artista Virino, de Juazeiro do Norte (CE). Foto: Jorge Almeida

O Museu Afro Brasil realiza até o dia 29 de julho, domingo, a exposição “Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão”, que destaca a presença negra na arte, história e memória brasileira no ano em que há o 130º aniversário da Abolição da Escravidão (1888). Com curadoria de Emanoel Araujo, a mostra apresenta a produção dos séculos XIX e XX, através de fotografias, litografias, pinturas, esculturas, desenhos, objetos e outros itens que evidenciam e valorizam a fundamental contribuição africana e afro-brasileira na construção do país.

Aliás, a expressão que dá nome à exposição é um termo de cunho preconceituoso e racista, muitas vezes, utilizado para descriminar a condição do afro-brasileiro. O curador salienta que tal terminologia, para a exposição, é ressignificar o intuito de reforçar que a tal ‘coisa de preto’ é ter nobreza nas artes, ciências, esportes, medicina e outros campos importantes para a sociedade.

Além de abordar o trabalho de afro-brasileiros, a mostra também apresenta a produção artística de duas nações com predominante população negra: Cuba e Haiti. Com obras originárias do sincretismo religioso e da união entre os cultos do vodum e da Igreja Católica que integram a exposição, o visitante pode conferir esculturas e pinturas que remetem à prática religiosa nos templos afro-cubanos e as esculturas em ferro recortadas com seres míticos, das bandeiras com miçangas que evidenciam a vitalidade criativa do povo haitiano.

Personalidades negras que fizeram época na história brasileira em suas respectivas áreas, tais como o poeta Luiz Gama, o escritor Manuel Querino, o editor Francisco Paula Brito, o médico Juliano Moreira, os cantores Milton Nascimento, Luiz Melodia, Pixinguinha, Paulinho da Viola, Dorival Caymmi, entre outros, além de nomes como Pelé, a atriz Ruth de Souza e outros mais estão entre os ilustres personagens que estão representados na mostra.

Em meio aos artistas que têm trabalhos expostos na mostra estão os irmãos Arthur Timótheo e João Timótheo, Estavão Silva, Maureen Basiliat, Waldomiro de Deus, Caetano Dias, Carybé, Mestre Benon, João da Baiana, Rubem Valentim, João Alves e outros tantos marcam presença.

Entre tantos destaques, fica difícil selecionar, mas vale conferir as obras “Baka” (2009-2010), de Guyodo, do Haiti; “Invocation” (2007), composta por tecido bordado com miçangas e lantejoulas, da Myrlande Constant; a escultura de madeira “Virgen de la Regla”, de Havana (Cuba); “São Jorge” (foto), escultura de madeira e tinta do artista cearense Virino (Severino Silva de Souza); além de fotos e ilustrações de pessoas como Grande Otelo, Milton Nascimento, Jamelão, entre outros.

SERVIÇO:
Exposição: Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 29/07/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida

Exposição “África Contemporânea” no Museu Afro Brasil

A instalação “Stupides et Inutiles” (2007), de Aston, em exibição no Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida

A mostra “África Contemporânea” está em cartaz no Museu Afro Brasil até o próximo domingo, 10 de junho, e apresenta 14 obras de artistas de países como Angola, Benin, Gana, Moçambique e Senegal. São exibidos pinturas, esculturas, desenhos, colagens e instalações.

Participam da exposição os artistas Dominique Zinkpè, Aston, Francisco Vidal, Cyprien Tokoudagba, Soly Cissé, Edwige Aplogran, Francisco Vidal, Oswald, Yonamine, Celestino Mudaulane, Gérard Quenun e Owusu-Ankomah. Conhecidos por exibirem as próprias feridas e acumulações através dos suportes citados acima.

O curador da mostra, Emanoel Araujo, destacou sobre o compromisso das novas gerações da atual produção artística na exposição: “A arte contemporânea tem grande comprometimento com seu tempo, fala através de metáforas, é menos contemplativa, no sentido clássico da expressão. A arte fala não só do seu tempo, mas de experiências culturais e políticas, e o artista africano, submetido a grandes impulsos, como diferenças econômicas e sociais, extrai daí sua invenção plástica”.

Em meio aos destaques estão “Maquinetas”, uma técnica mista de Oswald, artista do Benin; “Stupides et Inutiles” (foto), instalação de 2007 de Aston, também do Benin, composta por madeira compensada, fio, plástico, tinta acrílica e metal; e “Dragão Entre Dois Mundos” (2010), um acrílico sobre tela de Gerard Quenun.

SERVIÇO:
Exposição: África Contemporânea
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 10/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida

Exposição celebra o centenário do Mestre Didi no Museu Afro Brasil

A instalação “Onile – O Senhor dos Ancestrais da Terra” (1964) em exposição no Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida

O Museu Afro Brasil realiza até o próximo domingo, 10 de junho, a exposição “Um Deoscóredes – 100 Anos do Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos: Arte e Religiosidade”, que homenageia o centenário do nascimento de Mestre Didi (1917-2013), Alapini do Ilê Asipa e filho de Mãe Senhora (1890-1967) – iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, exibindo cerca de 100 obras produzidas com materiais naturais como búzios, couro, sementes, nervuras e folhas de palmeira.

A mostra notabiliza a obra de fôlego inesgotável e as habituais e robustas esculturas criadas pelo artista recheada de rudimentos da cultura afro-brasileira. De acordo com a definição do curador Emanoel Araujo, a produção artística de Mestre Didi “é como a união da antiga sabedoria, a expressão viva da continuidade e da permanência histórica da criação de uma nova estética que une o presente ao passado, o antigo ao contemporâneo, a abstração à figuração, formas compostas ora como totens, ora como entrelaçadas curvas. Suas esculturas, em sua interioridade, são uma relação entre o homem e o sacerdote que detém o espírito íntimo das coisas e de como elas se entrelaçam entre a sabedoria do sagrado e do profano”.

Além da produção de Mestre Didi, a exposição traz itens como “Vestimenta de Babá Egum” (1996), de Cosme Daniel de Paula; uma escultura de pedra da “Cabeça de Exu”, entre outros.

Dentro da mostra, será exibido pela primeira vez em São Paulo o documentário “Alapini: A Herança Ancestral do Mestre Didi Asipá”, de Silvana Moura, Emilio Le Roux e Hans Herold.

Em meio às obras, destaque para “Onile – O Senhor dos Orixás da Terra” (foto), obra de 1964 feita com barro policromado.

SERVIÇO:
Exposição: Um Deoscóredes – 100 Anos do Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos: Arte e Religiosidade
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 10/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida

Exposição “África e a Volta dos Espíritos” no Museu Afro Brasil

Saias envelopes feitas por fibra vegetal pelo povo Kuba, da República Democrática do Congo. Foto: Jorge Almeida

O Museu Afro Brasil promove até o próximo domingo, 10 de junho, a exposição “África e a Volta dos Espíritos”, que contém cerca de 130 itens que retratam a cultura de povos tradicionais do continente africano, como os Fon, Senufo, Guro, Iorubá, entre outras etnias, através esculturas, máscaras, moedas, adereços e objetos típicos.

De acordo com o curador, Emanoel Araujo, “A arte tradicional africana foi criada por artistas anônimos, dentro dos dogmas que a situa entre a grande criação: o homem, a natureza e os deuses em comunhão espiritual desses diferentes povos”.

Há outros objetos como bancos, madeira, tecido, miçangas e fibra vegetal produzidos por esses povos.

Destaques para os colares, pulseiras e enfiadas de miçangas confeccionadas pelo povo Zulu, da África do Sul; uma Máscara Zoomorfa, de madeira, produzida pelo povo Luba, da República Democrática do Congo; e as saias envelope (foto), feita de fibra vegetal (ráfia), elaborada pelo povo Kuba, também da República Democrática do Congo.

SERVIÇO:
Exposição: África e a Volta dos Espíritos
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 10/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida

Exposição “Os Africanos – O Olhar Europeu da Fotografia Contemporânea” no Museu Afro Brasil

Registro de Hans Silvester dos povos Mursi e Surma, do Vale do Rio Omo, fronteira entre Quênia e Etiópia. Créditos: divulgação

O Museu Afro Brasil realiza até o próximo domingo, 10 de junho, a exposição “Os Africanos – O Olhar Europeu da Fotografia Contemporânea”, que traz cerca de 60 registros fotográficos de quatro profissionais das lentes da Europa: o alemão Hans Silvester, a espanhola Isabel Muñoz, o austríaco Alfred Weidinger e o português Manuel Correia.

As imagens exibem, com um profundo requinte estético, uma melhor compreensão artística da África atual, resultando em extraordinários registros dos povos e manifestações culturais do continente negro.

Entre os destaques estão os registros dos povos Mursi e Surma, do Vale do Rio Omo, fronteira entre Quênia e Etiópia (foto), de Hans Silverter; “Notável do Fo de Bamendjou” (2012), da Província Oeste, em Camarões, de Alfred Weindinger; e “Pueblo Body”, da Série Body (2005), na Etiópia, de Isabel Muñoz.

SERVIÇO:
Exposição: Os Africanos – O Olhar Europeu da Fotografia Contemporânea
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 10/06/2018; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida