Exposição “1888” no Museu Afro Brasil

Vista parcial da instalação “1888”, do artista plástico FErrão, em exposição no Museu Afro Brasil. Foto: Isis Naura

O Museu Afro Brasil está com a exposição “1888” em cartaz até o próximo domingo, 9 de julho. A mostra traz a instalação do artista Jeferson Ferrão, que consiste em 1200 imagens que exibem retratos feitos em manifestações religiosas do sul de Minas Gerais e suas relações entre escravidão e religiosidade. O nome da exposição é referente ao ano da abolição oficial da escravidão no Brasil.

A exposição, que abriu justamente no dia 13 de maio, data oficial da abolição da escravatura, além dos retratos apresenta também 14 esculturas em ferro, pedra e madeira e uma feita em ferro medindo 3,30 e 25 pedras envoltas em ferro, número este definido a partir da somatória dos quatro dígitos do ano de 1888 (1+8+8+8), que estão distribuídas pelo chão e que representam o homem e as ferragens usadas no aprisionamento dos escravos.

O curador da exposição, Emanoel Araújo, descreve a instalação de Ferrão como “uma espécie de altar, de Peji, louvando o que deve ser louvado. Uma grande metáfora que traz no seu interior as oferendas, como o terno ou a procissão do Congo, do Afoxé, do Maracatu, da Calunga, que têm o feitiço, a salvação e a memória de seu povo”.

Nas outras paredes do espaço expositivo, há oratórios que se destacam por simbolizar sete orixás. Esses materiais foram criados com reciclagem de caixas de papelão revestidas com tecidos e resina, pintadas de preto. Em seu interior foram colocados diversos materiais encontrados no cotidiano que fazem alusão ao consumo e ao sincretismo religioso.

SERVIÇO:
Exposição:
1888
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 09/07/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Exposição “Geometria Afro-brasileira e Africana” no Museu Afro Brasil

“Saias envelope” em exibição no Museu Afro Brasil. Foto: Isis Naura

O Museu Afro Brasil realiza até o próximo dia 9 de julho, domingo, a exposição “Geometria Afro-brasileira e Africana”, que trazem obras que congregam a modernidade e a ancestralidade de artistas afro-brasileiros como Rubem Valentim e Owusu-Ankomah.

Para o curador da mostra (e do museu) Emanoel Araújo, a “geometria talvez seja a forma mais antiga de representação plástica manifestada pelas culturas ao longo do tempo”, e que vem desde os desenhos rupestres até as pinturas corporais dos povos africanos e indígenas.

A exposição exibe mais de 200 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras, instrumentos, cartazes, máscaras e outras produções artísticas de nomes como Almir Mavignier, Edival Ramosa, Jorge dos Anjos, Washington Silveira e Rommulo Conceição, entre outros.

Na mostra, é nítido de que a geometria tem identificação com a arte africana, ela está embutida no corpo nas variadas manifestações artísticas, desenhadas em máscaras e pinturas corporais, em tecidos e ainda em finas cascas de árvores dos Bambuti do Congo.

Entre os destaques está uma linda pintura de Owusu-Ankomah, que também esteve presente na exposição “Africa Africans” no mesmo Museu Afro Brasil em 2015; as saias envelope (foto), feitas com fibra vegetal (sáfia), confeccionada pelo Povo Kuba, do Congo; as Tapas, composta de entrecasca vegetal e tinta, do Povo MButi, também do Congo; e a “Esteira de borracha e aço recortada” (2005), de Jorge Luiz dos Santos.

SERVIÇO:
Exposição: Geometria Afro-brasileira e Africana
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 09/07/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida

Exposição “Portugal Portugueses – Arte Contemporânea” no Museu Afro Brasil

A instalação "O Pão Nosso de Cada Dia", de Yonamine , composta por mais de 2.800 fatias de pão de forma. Foto: Jorge Almeida
A instalação “O Pão Nosso de Cada Dia”, de Yonamine , composta por mais de 2.800 fatias de pão de forma. Foto: Jorge Almeida

O Museu Afro Brasil realiza até o próximo dia 8 de janeiro a mostra “Portugal Portugueses – Arte Contemporânea”, que traz cerca de 270 obras – entre pinturas,  esculturas, fotografias e instalações – de 40 artistas e é a maior exposição de arte portuguesa realizada no Brasil.

A exposição traz uma grande gama de artistas modernistas, mulheres consideradas bases da contemporaneidade portuguesas, com obras geométricas e surrealistas e que se conectam com o Brasil e a África.

“Portugal Portugueses” é a segunda exposição dentro da proposta da trilogia desenvolvida pelo curador da mostra, Emanoel Araujo, responsável por homenagear as principais raízes da cultura brasileira (africana, portuguesa e indígena) à luz de uma leitura contemporânea nas artes visuais. Esta grande mostra sucede “Africa Africans”, recentemente eleita pela Associação Brasileira de Críticos de Arte como a melhor exposição do ano de 2015.

No espaço de 3.000 m² destinados à exposição, o público poderá conferir também três homenagens póstumas: Beatriz Costa (atriz de teatro e cinema), Rafael Bordalo Pinheiro (ceramista e caricaturista) e Amadeo de Souza Cardoso (pintor revolucionário).

Para a realização do projeto, foram importantes as parcerias feitas com galerias, colecionadores e os próprios artistas portugueses.

Dentre os vários trabalhos selecionados, há aqueles com dedicada atenção aos diálogos entre o Brasil e o continente africano. É o caso do artista português, Vasco Araújo, conhecido no cenário artístico paulistano, seus trabalhos articulam questões políticas às heranças de um passado colonial. E também a série Pau Brasil, de autoria de Albuquerque Mendes, também compõe a mostra fazendo uma ponte entre Portugal e uma antiga colônia – o Brasil. Nela, o pintor expõe a diversidade de estilos humanos, explorando a miscigenação tanto em nosso país quanto em Portugal.

A obra “Plataforma”, de Miguel Palma, marca presença e deve surpreender os visitantes por conta de suas dimensões e originalidade, assim como as instalações “Frutos do Espaço” e “A Nave”, de Antonio Manuel, português radicado no Rio de Janeiro e que ganhou destaque com seu trabalho crítico à Ditadura Militar brasileira.

Na área destinada à fotografia, destaques para os trabalhos de Fernando Lemos e Orlando Azevedo, ambos radicados no Brasil. Já, entre as pinturas, vale a pena conferir as produções de Michael de Brito, que desenvolve cenas que retratam o cotidiano português nas telas “Woman with Chorizos” e “At The Table”, e Gonçalo Pena, com três pinturas a óleo de grandes dimensões, como “Front The Outermost Skevies” (2008).

No espaço destinado à memória de Rafael Bordalo Pinheiro estão expostas um conjunto de 45 ilustrações e caricaturas publicadas em revistas como “O Psit!!!” (1877), “A Paródia” (1900), “O Besouro” (1878) e “O Antônio Maria” (1879-85; 1891-98), além de 26 esculturas e cerâmicas do artista que viveu no Brasil entre 1875 e 1879.

Outros destaques da exposição são “Reise In Brasilien” (2016), um acrílico sobre tela de João F. Santa; “Close Up”, obra feita com madeira pintada, fotografia e espelhos; “Matéria de Aquecimento” (2011), de Sofia Leitão; e “Pão Nosso de Cada Dia” (foto), instalação de Yonamine feita com 2.871 fatias de pão de forma torradas.

PS: aconselhamos a não visitar a unidade entre os dias 31 de dezembro de 2016 e 2 de janeiro de 2017 em virtude das festividades de Ano Novo.

SERVIÇO:
Exposição: Portugal Portugueses – Arte Contemporânea
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Parque Ibirapuera – portão 10
Quando: até 08/01/2017; de terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até às 18h
Quando: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados

Por Jorge Almeida

Exposição “Evocações. 12 Artistas Mulheres e as Múltiplas Linguagens Criativas” no Museu Afro Brasil

Uma das obras de Helena Dias Sardenberg no Museu Afro Brasil. Foto: Isis Naura
Uma das obras de Helena Dias Sardenberg no Museu Afro Brasil. Foto: Isis Naura

O Museu Afro Brasil apresenta até o próximo domingo, 5 de junho, a exposição “Evocações. 12 Artistas Mulheres e as Múltiplas Linguagens Criativas”, que exibe cerca de 180 trabalhos de 12 artistas com seus talentos individuais e múltiplas linguagens.

A mostra homenageia três artistas em especial – Yêdamaria (1932-2016), Maria Lídia Magliani (1946-2012) e Madalena Santos Reinbold (1919-1977). Enquanto outras nove artistas, em mostras individuais, trazem suas recentes produções que valorizam o cenário artístico de São Paulo: Anésia Pacheco e Chaves, Ângelo Correa, Cezira Colturato, Dona Jacira, Eva Soban, Helena Carvalhosa, Helena Sardenberg, Isabel de Jesus e Lucy Villa-Lobos.

A exposição consiste mostrar as obras de maneira criativa e artesanal de doze artistas que não “querem se encaixar” em contexto algum de arte, e sim perpetuar seus gestos de mostrar “um empoderamento” cultural.

Em meio aos destaques estão “Casa Grande” (2010), um guache sobre papel de Isabel de Jesus; e “Hot Coffee, Land Of Rhytm… Humrum” (foto), uma mista sobre tela de Helena Dias Sardenberg, e “Floresta Negra”, de Eva Soban.

SERVIÇO:
Exposição: Evocações. 12 Artistas Mulheres e as Múltiplas Linguagens Criativas
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 05/06/2016; de terça a domingo, das 10h às 17h (com permanência até às 18h); na última quinta-feira do mês, o horário é estendido para às 21h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita às quintas-feiras e sábados

Por Jorge Almeida, com colaboração de Isis Naura

Exposição “Carolina em Nós” no Museu Afro Brasil

Dois dos painéis que homenageiam Carolina Maria de Jesus no lado externo do Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida
Dois dos painéis que homenageiam Carolina Maria de Jesus no lado externo do Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida

O Museu Afro Brasil realiza até o próximo dia 31 de janeiro a mostra “Carolina Em Nós”, que contextualiza a vida e obra da escritora, poetisa e sambista mineira Carolina Maria de Jesus (1914-1977) através de painéis, fotos, textos e cenários instalados na área externa da instituição.

A produtora Tâmara David, que coordena a exposição juntamente com Ester Dias, destaca que a intenção da mostra é dar reconhecimento e devida importância à preciosa colaboração de Carolina para a literatura brasileira, e não apenas pelo fato dela ser negra e catadora de material reciclável.

Conhecida especialmente pela obra “Quarto de Despejo”, que já foi traduzido em 13 idiomas, Carolina Maria de Jesus, apesar das adversidades, já escreveu outros livros que jamais foram publicados, além de ter produzido centenas de textos, entre poesias, peças de teatro e marchas de Carnaval.

E, como a mostra é exibida na parte externa do museu, não é necessário adentrar ao recinto para vê-la, assim, a visitação é gratuita e pode ser conferida durante o horário de funcionamento do Parque do Ibirapuera.

SERVIÇO:
Exposição: Carolina Em Nós
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 31/01/2016*; diariamente durante o funcionamento do Parque Ibirapuera
Quanto: grátis (por ser exposta no lado externo do museu)

* Sujeita a alteração

Exposição “Cartas ao Mar” no Museu Afro Brasil

Vista parcial da exposição "Cartas ao Mar" no Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida
Vista parcial da exposição “Cartas ao Mar” no Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Cartas ao Mar” segue em exibição até o próximo domingo, 3 de janeiro, no Museu Afro Brasil, e traz um conjunto de 12 imagens de Eustáquio Neves, tendo como experimento os processos fotográficos e tinta em papel de algodão, fruto de uma intensa busca empreendida pelo artista mineiro.

A pesquisa de Eustáquio foi pautada através da busca por documentos, arquivos e depoimentos de moradores do Valongo, área da zona portuária do Rio de Janeiro. Assim, as obras resgatam memórias que representam heranças e histórias formadoras do Brasil, como o já citado local utilizado como porto de entrada para navios negreiros, ao longo do século XVII e XIX, na antiga capital do Brasil.

A mostra resgata memórias, por vezes autobiográficas, ora compartilhadas, representantes das heranças e histórias formadoras do Brasil.

SERVIÇO:
Exposição: Cartas ao Mar
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 03/01/2016*; de terça a domingo, das 10h às 17h (com permanência até às 18h); na última quinta-feira do mês, o horário é estendido para às 21h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita às quintas-feiras e sábados

* Sujeita a alteração

Por Jorge Almeida

Exposição “Raízes e Fragmentos – Uma Viagem ao Território Mental” no Museu Afro Brasil

“Guerreiro Alado”, de Duda Penteado em exposição no Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida
“Guerreiro Alado”, de Duda Penteado em exposição no Museu Afro Brasil. Foto: Jorge Almeida

O Museu Afro Brasil promove até o próximo domingo, 3 de janeiro, a mostra “Raízes e Fragmentos – Uma Viagem ao Território Mental”, que apresenta cerca de 30 obras de Duda Penteado que abordam uma série de pinturas sobre a recuperação do inconsciente voluntário como memória perdida.

A produção do artista plástico multimídia é voltada para performances, murais, pinturas, esculturas, pinturas, videoinstalações e outras atividades plásticas, que têm como referências temáticas relevantes e atuais voltadas para a paz, globalização, diáspora, dupla nacionalidade entre outros fenômenos geopolíticos e sociais do século XXI.

Entre os destaques estão “Guerreiro Alado” (foto), de 2012; e “Serra da Capivara” (2015), ambas com técnica mista sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição: Raízes e Fragmentos – Uma Viagem ao Território Mental
Onde: Museu Afro Brasil – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera
Quando: até 03/01/2016*; de terça a domingo, das 10h às 17h (com permanência até às 18h); na última quinta-feira do mês, o horário é estendido para às 21h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita às quintas-feiras e sábados

* Sujeita a alteração

Por Jorge Almeida