Livro infantojuvenil fala sobre a saúde mental dos jovens

Créditos: divulgação

10 mil voltas ao meu mundo aborda temas sensíveis como ansiedade e Transtorno Obsessivo Compulsivo em adolescentes

Dois jovens, a escola, o esporte, as angústias da adolescência. Seria um enredo bastante normal se os protagonistas não tivessem outra coisa em comum: problemas de saúde mental. Esse é o principal tema abordado por Severino Rodrigues em 10 mil voltas ao meu mundo, lançamento da Editora do Brasil, que conta com ilustrações de Zaire.

Júlia é uma exímia nadadora. Puxou o pai, o campeão brasileiro Juliano Varejão, que além de ser o maior incentivador da menina, é também seu treinador, o que o leva a tomar uma postura rígida no cotidiano da garota. Já Gustavo faz parte do time de basquete da escola, o Quinteto Fantástico.

Apesar do talento para os esportes dos dois jovens, eles precisam aprender a lidar com suas emoções. Júlia tem Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Gustavo sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Eles se aproximam durante um Clube de Leitura e uma prova com o tema “Ansiedade: a doença do século” vai ajudá-los a descobrir seus distúrbios.

10 mil voltas ao meu mundo é uma aventura que leva o leitor a pensar sobre a adolescência, as descobertas do mundo e de si mesmos, e a complexidade dos conflitos e aventuras de cada dia. O livro faz parte da série Cabeça Jovem, que traz à tona os temas que afetam o cotidiano dos jovens, como relacionamentos, conflitos, ansiedade, transtornos e tecnologia.

Sobre Severino Rodrigues
Severino Rodrigues é mestre em Letras pela UFPE, professor de Língua Portuguesa no IFPE e escritor de Literatura Juvenil. Sua inspiração para escrever vem de seu contato diário com os adolescentes e suas memórias. Severino considera de extrema importância abordar temas como a saúde mental dos jovens com cuidado, seriedade e respeito.

Sobre Zaire
Zaire é a fusão de um duo de ilustradores que encontraram, a quatro mãos, uma maneira distinta de traduzir e desenvolver suas criações. Ilustrar o 10 mil voltas ao meu mundo foi um desafio, já que além de tratar de temas tão incompreendidos entre os jovens e adultos, os levou a relembrar como é difícil essa fase de escolhas nas nossas vidas e como, para algumas pessoas, essas questões podem se agravar se não houver conhecimento, compreensão e diálogo.

Ficha Técnica
10 mil voltas ao meu mundo
Autor: Severino Rodrigues
Ilustração: Zaire
Número de Páginas: 136
Preço: R$54,20

Sobre a Editora do Brasil:
A Editora do Brasil busca, há mais de 75 anos, renovar os produtos e serviços que levem aos milhares de educadores e alunos do Brasil conteúdos atuais e materiais de qualidade. Nos quatro cantos do País, professores e gestores utilizam nossos livros e têm acesso a um projeto didático comprometido com a ética e com uma educação cada dia melhor.

O compromisso da Editora do Brasil é com o dinamismo do conhecimento e com a educação que transforma e é transformada. Mais que nunca, posiciona-se ao lado dos educadores, observando, analisando e discutindo os novos desafios do ensino em nosso País.

Informações para Imprensa:
Agência Bowie
imprensa@agenciabowie.com.br
Manuella Tavares – manuella@agenciabowie.com.br / (11) 99292-2457

Créditos: Manuella Tavares | Agência Bowie

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Lançamentos da Editora do Brasil retratam a vida de imigrantes ao redor do mundo para o público juvenil

Capa de “Ilegais”, de Luiz Antonio Aguiar, com ilustrações de Fabio Maciel. Créditos: divulgação

“Ilegais” e “O Haiti de Jean” abordam a busca de jovens por uma vida melhor

São diferentes os motivos que levam algumas pessoas a saírem de sua terra natal na busca por uma vida melhor. Seja pelas guerras, desastres naturais ou até mesmo a situação econômica, o número de cidadãos que deixam suas pátrias é enorme. Dois lançamentos da Editora do Brasil para o público juvenil retratam exatamente estas situações. Os livros O Haiti de Jean e Ilegais contam as histórias de dois jovens que têm em comum a vontade de vencer na vida em outro lugar.

Em O Haiti de Jean, as autoras Cassiana Pizaia, Rima Awada Zahra e Rosi Villas Boas nos apresentam a um jovem que passou pelo maior desastre natural do Haiti e, junto de sua família, tentam vir ao Brasil na esperança de uma vida melhor. Uma leitura rica em detalhes, densa, que não deixa de lado a sensibilidade e cuidado que o assunto pede. Um livro que traduz ao leitor um pouco do sofrimento das famílias que passaram pela tragédia que abalou o país há quase dez anos e até hoje enfrenta consequências, inclusive, a crise imigratória que trouxe centenas de pessoas ao Brasil.

A trajetória da família de Jean até a chegada no Brasil, mais precisamente em Curitiba, também é contada com precisão. O medo, a ansiedade, os desafios de ultrapassar fronteiras sem serem pegos pela polícia e escapando da maldade dos chamados “coiotes”, são alguns dos detalhes que o livro traz.

Os coiotes, como são conhecidas as pessoas que, ilegalmente, ajudam pessoas a ultrapassar fronteiras entre os países também são apresentados no livro Ilegais. O lançamento conta a história de Jair, um adolescente que ama futebol, sua namorada e família, mas tem receio que o Brasil não seja seu lugar e não proporcione as oportunidades que ele precisa para crescer na vida.

O texto de Luiz Antonio Aguiar conta como o jovem protagonista e seus amigos conhecem um rapaz que oferece a eles a chance de imigrar para os Estados Unidos para conquistar o que ele chama de vida melhor. Fred é o responsável por iludir os garotos com falsas promessas e se mostra um bandido de marca maior ao longo da trama.

O Haiti de Jean e Ilegais têm em comum não só a história de dois jovens sonhadores, mas também possuem narrativas envolventes, que surpreendem o leitor com pitadas de alegria, emoção e até de ansiedade, são atuais e repletos de detalhes que convidam o leitor à reflexão e ao pensamento crítico.

Sobre Luiz Antonio Aguiar e Fabio Maciel
Luiz Antonio Aguiar é um escritor nascido e criado no Rio de Janeiro. Já lançou cerca de 160 livros, conquistando prêmios no exterior e no Brasil (inclusive dois Jabuti). É também professor de Literatura, em cursos de formação de professores e de criação literária. Atua, ainda, como tradutor, consultor editorial e escreve ensaios e artigos para diferentes publicações.

Fabio Maciel nasceu no Rio de Janeiro, em 1978. Formado em História e Biblioteconomia e mestre em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Editou fanzines no selo Tytyvyllus Publicações. Ilustrador e escritor, colaborou com imagens, contos e poemas em antologias, revistas e páginas de internet.

Sobre Cassiana Pizaia, Rima Awada Zahra, Rosi Villas Boas e Angelo Abu
Cassiana Pizaia se descreve como jornalista por profissão, escritora de coração e inquieta por natureza. Já atuou como produtora, editora e repórter de TV. Pela Editora do Brasil publicou, em coautoria, a coleção Crianças na Rede. Também produz documentários e escrever sobre viagens, livros e ideias em seu blog <www.aos4ventos.com.br>.

Rima Awada Zahra é psicóloga, especialista em psicologia clínica. Tem experiência na atuação com crianças, adolescentes, famílias e refugiados. Rima é colaboradora do Núcleo de Psicologia e Migrações do CRP-PR. Também atua na área de direitos humanos, com ênfase em saúde mental. É coautora da coleção Crianças na Rede.

Rosi Vilas Boas é bibliotecária e especialista em Educação. Atuou em bibliotecas escolares, foi produtora de conteúdo digital em portais de educação e é coautora da coleção Crianças na Rede. Há mais de 40 anos atua na defesa dos direitos humanos, pela autonomia dos povos e pela paz e solidariedade entre as nações.

Angelo Abu é mineiro de Belo Horizonte. Abu é o apelido derivado do sobrenome de seu bisavô Hachid, que emigrou do Líbano para o Brasil há 100 anos, fugindo das adversidades da época. Abu ilustra livros e HQs desde 1995. Atualmente, trabalha como diretor de arte em Cinema de Animação e colabora semanalmente para o jornal Folha de S. Paulo.

Ficha Técnica – Ilegais
Autor: Luiz Antonio Aguiar
Ilustrações: Fábio Maciel
Número de Páginas: 128
Preço: R$53,30

Ficha Técnica – O Haiti de Jean
Autoras: Rosi Villas Boas, Cassiana Pizaia e Rima Awada Zahra
Ilustrações: Angelo Abu
Nº de páginas: 120
Valor: R$49,10

Sobre a Editora do Brasil:
A Editora do Brasil busca, há mais de 75 anos, renovar os produtos e serviços que levem aos milhares de educadores e alunos do Brasil conteúdos atuais e materiais de qualidade. Nos quatro cantos do País, professores e gestores utilizam nossos livros e têm acesso a um projeto didático comprometido com a ética e com uma educação cada dia melhor.

O compromisso da Editora do Brasil é com o dinamismo do conhecimento e com a educação que transforma e é transformada. Mais que nunca, posiciona-se ao lado dos educadores, observando, analisando e discutindo os novos desafios do ensino em nosso País.

Informações para Imprensa:
Agência Bowie
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Créditos: Manuella Tavares | Agência Bowie

Resenha da biografia do irmão de Joey Ramone

Livro do irmão de Joey Ramone é um genuíno documento da história dos Ramones

O livro escrito por Mickey Leigh, escrito em parceria com Legs McNeil, foi lançado originalmente em 2009, mas no mercado brasileiro a obra em português saiu em 2013 pela Editora Dublinense, de Porto Alegre, e traduzida por Hilton Lima. Intitulada “Eu Dormi Com Joey Ramone – Memórias de Uma Família Punk Rock” tem cerca de 360 páginas.

Como o título entrega, a publicação, embora não seja uma biografia oficial dos Ramones, mais especificamente de Joey Ramone, Mickey detalha o registro de sua irmandade com o icônico frontman da banda nova-iorquina. Com uma excelente escrita, mas ao mesmo tempo sem perder a sua simplicidade, Leigh enfoca diretamente Joey Ramone desde a conturbada infância de Jeffrey Ross Hyman até a morte do lendário Joey Ramone, vitimado por um câncer linfático em 2000.

Em seus primeiros capítulos, o autor apresentou a infância dos dois irmãos, destacando a estranha anatomia de Jeffrey, apelidado por Jeff, que renderia bullyng desde a escola até a consagração com os Ramones. Filhos de Charlotte Lesher e Noel Hyman, os irmãos Mickey e Jeff sempre mostraram-se bastante unidos e, juntos, tiveram contato com os rádios, vitrolas, instrumentos e, claro, ao Rock and Roll.

O jornalista traz riqueza nos detalhes sobre o surgimento dos Ramones, a sua participação na equipe técnica na banda, como roadie além de outras funções no staff do grupo, e como colaborou gratuitamente e, sem ser reconhecido pela sua contribuição, principalmente por Johnny Ramone, além de ter ajudado o irmão a compor. Mesmo fora do staff dos Ramones, Mickey Leigh carregou consigo o “peso” de ser irmão de Joey Ramone e chegou a processar a banda para que seus direitos, como creditar a sua participação no backing vocal de “Blitzkrieg Bop”, além de outras contribuições, fez com que fosse um dos fortes motivos de desavenças entre os irmãos. E, tardiamente e merecidamente, Leigh usufrui dos direitos deixados pelo Ramone, por toda dedicação e amizade a Joey. Aliás, Mickey herdou a metade da Ramones Productions.

Mickey Leigh relatou todos os altos e baixos do irmão, como abuso de drogas, surtos, TOC, decepções amorosas (como a conhecida história em que Joey teve namorada “roubada” por Johnny), as doenças e a descoberta do câncer linfático do cantor. As passagens em que são mencionadas as internações de Joey chegam a emocionar, especialmente quando é mencionado o óbito do querido vocalista.

Com 41 capítulos e mais algumas coisas a mais, como os tradicionais agradecimentos, algumas fotos e epílogo, o autor fez questão de que sua obra fosse lançada no Brasil, por conta do carinho dos fãs a Joey Ramone.

Em “Eu Dormi com Joey Ramone”, Mickey Leigh (e Legs McNeil) a fidelidade detalhada do clã dos Ramones é de impressionar e vale a pena ler cada caractere.

A seguir, a ficha técnica da obra.

Livro: Eu Dormi com Joey Ramone – Memórias de Uma Família Punk Rock
Autor: Mickey Leigh com Legs McNeil
Editora: Dublinense
Lançamento: 2013
Edição:
Número de páginas: 360
Preço médio: R$ 35,00

Por Jorge Almeida

Sinopse da biografia do Led Zeppelin, de Mick Wall

Embora seja uma biografia não autorizada, o livro de Mick Wall pode ser considerado o registro definitivo do Led Zeppelin. Créditos: divulgação

Lançado originalmente em 2009, o livro “Led Zeppelin – Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra”, do renomado jornalista Mick Wall, apresenta em mais de 500 páginas divididas em 15 capítulos, a trajetória de uma das bandas mais aclamadas da história do rock: o Led Zeppelin. No Brasil, a publicação teve a primeira edição lançada pela Larousse e a segunda saiu pela Globo Livros.

Ao longo da livro, Mick Wall reúne várias entrevistas que fez com os integrantes do Led Zeppelin ao longo de quatro décadas, além de pessoas ligadas ao grupo, como o empresário Peter Grant, e também músicos de outros grupos que tinham alguma ligação direta ao quarteto formado por Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham.

Apesar de não ser considerada a biografia oficial da banda, como o autor deixa bem claro, a obra pode ser considerada o relato definido da carreira meteórica de um dos precursores da música pesada. Além do próprio material coletado, Wall mergulhou em uma profunda pesquisa em jornais, revistas, profissionais e amigos para falar não apenas dos músicos, mas também uma coletânea de momentos de shows, turnês e bastidores, em que, ao longo dos 12 anos em que o grupo esteve na ativa, levou à risca o famoso jargão: “sexo, drogas e rock and roll”.

Mick Wall apresenta a trajetória de cada membro do Led – o catártico hippie Robert Plant, o ocultista Jimmy Page, o multifacetado John Paul Jones e o beberrão e incontrolável John Bonham. O jornalista aborda de uma forma direta e tão próxima que parecia fazer-se presente como membro permanente do staff da banda.

Aliás, o grande trunfo do livro é quando Mick Wall aprofunda no interesse de Page pelo oculto, especialmente a Aleister Crowley, e toda aquela coisa de magia, que influenciou a carreira do guitarrista. São cerca de 50 páginas dedicadas ao tema. Assim como as tragédias que marcaram a vida de Robert Plant, como a morte de seu filho Karac e do acidente de carro que sofrera que fez com que o grupo desse um tempo nas apresentações.

Apesar de todo o sucesso, nem tudo foi ás mil maravilhas no Led Zeppelin. Mick Wall relata também as brigas do tranquilo Jones com os demais por conta do direcionamento musical que os companheiros tomariam. E também o espírito destrutivo e arruaceiro de Bonham, que colaboraram para sua morte precoce aos 32 anos em 1980.

Assuntos polêmicos não ficaram de fora. Temas como acusações e processos de plagio, as orgias de sexo e drogas que fizeram com que gastassem “rios de dinheiro”, os problemas com organizadores e promotores de shows por conta de cachês, entre outros assuntos.

No epílogo, Mick Wall dá uma pincelada sobre o que os remanescentes do Led Zeppelin fizeram após o fim da banda, as eternas cogitações sobre o possível retorno, às constantes recusas de Plant em voltar, os encontros e os projetos solos de cada um deles.

Como foi dito no começo deste texto, a obra aqui no Brasil foi lançada por duas editoras. Em 2009, a versão da Larousse saiu em capa dura com Jimmy Page na capa, com 552 páginas, enquanto isso, em 2017, a edição lançada pela Globo Livros, contém 568 páginas, e traz uma foto do grupo em um show, com Robert Plant à frente e o material saiu em formato de brochura.

No entanto, a versão da Editora Globo é a mais fácil de ser encontrada nas livrarias. Enfim, a biografia de Wall é um mega documento sobre um dos maiores fenômenos da história do rock que teve o mundo a seus pés. Uma jornada épica que vale a pena dar uma conferida.

A seguir, a ficha técnica da obra.

Livro: Led Zeppelin – Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra
Autor: Mick Wall
Lançamento: 2009 (1ª edição) e 2017 (2ª edição)
Número de páginas: 552 (1ª edição) / 568 (2ª edição)
Editoras: Larousse / Globo Livros
Preço médio: R$ 59,00

Por Jorge Almeida

Obra com estudo inédito sobre a Santíssima Trindade será lançada no MAS

Livro “Iconografia da Santíssima Trindade: uma historiografia imagética” será lançado oficialmente no Museu de Arte Sacra. Créditos: divulgação

Iconografia da Santíssima Trindade de Christiane Meier traz, de maneira inédita, uma viagem para se compreender um dos maiores mistérios da fé

Já imaginou conhecer a fundo o mistério central da fé e da vida cristã por meio de uma verdadeira viagem histórica pelo mundo das imagens, mas de maneira simples e acessível? É, justamente, o que nos propõe Christiane Meier em sua obra Iconografia da Santíssima Trindade: uma historiografia imagética, da Editora Lumen et Virtus, que será lançada no dia 31/08, a partir das 14h, no Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS).

No livro, Christiane refaz o percurso de pintores e mosaístas, desde o século III até o século XV, para compreender seu atrevimento e as fontes das quais se valeram não apenas na criação da iconografia de Jesus, como também, e de modo particular, da Santíssima Trindade. “Iniciaremos nossa análise, averiguando a origem das primeiras imagens cristãs, procurando entender como o artista atreveu-se a criar obras pictóricas do divino, a ponto de chegar ao antropomorfismo (forma de pensamento que atribui características humanas a animais, deuses e elementos da natureza)”, afirma a autora.

A ousadia dos artistas, descrita por Christiane, pode soar estranho para algumas pessoas nos dias de hoje, devido à quantidade de imagens a que estamos submetidos, incluindo as da Santíssima Trindade e as de Cristo. Todavia, nem sempre foi assim, afinal retratar a divindade, imageticamente, era proibido nos primórdios do cristianismo: “Há culturas e épocas que proibiram parte das imagens, como a lei mosaica, no judaísmo, os períodos iconoclastas cristãos (movimento contra a veneração ou adoração de imagens religiosas), o islã; mas, dado que o homem necessita de imagens para a construção de seu mundo e de sua religiosidade, o artista acabou encontrando caminhos para produzi-las”.

O Prof. Dr. Jack Brandão, um dos grandes especialistas em imagem no Brasil, que prefacia a obra de Christiane Meier, define esse comportamento humano, marcado pelo consumo voraz imagético, de iconotrópico. “Algo semelhante acontece com a religião, todavia não se trata aqui de uma adoração imagética, mas de um reforço da fé. Algo semelhante acontece com a fotografia, quando recorro a ela para trazer da memória algo que me marcou, por exemplo. Assim, atendendo a essa demanda imagética, muitos artistas ousaram retratar Cristo e a Trindade, como nos coloca Christiane, ao abordar um tema tão sensível sob um ponto de vista ainda pouco explorado, por meio da construção e concretização imagética”.

No livro, Brandão faz um retrospecto de como o dogma da Santíssima Trindade foi sendo construído e percebido ao longo da história. Emprega, para isso, a autoridade dos Padres da Igreja para se compreender como se deu a construção do dogma, já que nem sempre foi visto da forma como conhecemos hoje. “Apesar de a ideia trinitária estar presente na Igreja, mesmo que de forma não clara desde a Era Apostólica, afinal foi declarada pelo próprio Cristo quando determinou que seus discípulos saíssem pelo mundo e batizassem todos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, o conceito de um Deus Uno e Trino demandou intensos debates durante mais de três séculos para ser, oficialmente, declarado”, ressalta Brandão.

Segundo o pesquisador, foi somente após essa longa maturação que o conceito foi, oficialmente, declarado, no Concilio de Niceia, convocado pelo próprio Imperador Constantino, em 325 A.D. e ratificado por mais de trezentos bispos que representavam ali toda a cristandade. “Abria-se, de certa maneira, a partir daquele momento, a possibilidade de se representar, inclusive por meio de imagens, a Santíssima Trindade, conforme veremos no decorrer da obra”.

Ainda segundo Brandão, por mais que a Santíssima Trindade seja um dogma de fé, a obra proporciona um estudo rico e racional sobre o tema, permitindo com que o leitor perceba toda sua complexidade ou os meandros que levaram a sua concretização: “É próprio do dogma o não questionamento; todavia, muitos daqueles que abraçaram os ensinamentos do Mestre de Nazaré já estavam imbuídos de diversas teorias e do espírito racionalista. Além disso, tentar explicar questões de fé por meio da razão tornou-se o anseio de muitos conversos a nova fé que buscavam antes apaziguar seus próprios anseios que levar outros a acreditar em suas proposições”.

Portanto, compreender a fé por meio da razão não significa, necessariamente, duvidar dela, mas recorrer a meios que permitem seu aprofundamento, até mesmo como forma de fortalecê-la. Essa é uma reflexão trazida, de maneira magistral, pela obra de Christiane Meier, que não faz uma investigação de cunho religioso, mas iconográfico, atraindo crentes e não crentes. A obra “não se restringe apenas a abordar a ousadia de pintores do século III à primeira metade do XV, vai além, ao demonstrar como um dos maiores artistas sacros da contemporaneidade, Cláudio Pastro, ousou representar a Trindade não de forma antropomorfa, mas tão-só usando uso da palavra”, conclui a autora.

Portanto, Iconografia da Santíssima Trindade: uma historiografia imagética não só traz uma série de imagens que auxiliarão o leitor a compreender melhor o maior mistério cristão, no decorrer dos séculos, tanto no Oriente quanto no Ocidente, como também é uma verdadeira viagem histórica e imagética no tempo, representando uma abordagem investigativa nunca vista antes, envolvendo Arte e Religião.

Em breve, a autora também nos brindará com um curso, aprofundando melhor tal assunto, que está previsto para acontecer neste segundo semestre de 2019.

Sobre a autora

Christiane Meier é mestre em Ciências Humanas pela Unisa/SP, pós-graduada em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP/SP), bacharel em Tradução pela Johannes Gutenberg Universität, Mainz/Alemanha. Membro-integrante e pesquisadora do Centro de Estudos Imagéticos CONDES-FOTÓS Imago Lab.

Sobre o Prof. Dr. Jack Brandão

Doutor em Literatura pela Universidade de São Paulo (USP). Diretor do Centro de Estudos Imagéticos CONDES-FOTÓS Imago Lab, editor da Lumen et Virtus, Revista interdisciplinar de Cultura e Imagem, pesquisador sobre a questão imagética em diversos níveis, como nas artes pictográficas, escultóricas e fotográficas.

Serviço: Lançamento do livro Iconografia da Santíssima Trindade: uma historiografia imagética
Data: 31 de agosto de 2019 (sábado)
Horário: 14h
Atividade gratuita
Não é necessário fazer inscrição.
Informações: (11) 5627.5393 – mfatima@museuartesacra.org.br
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz. Metro Tiradentes.
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Jorge Miranda, 43
Estacionamento sujeito à lotação

Créditos: Mariana Mascarenhas | Ecoar Assessoria

Lançamentos de livros marcam o III Simpósio de Aromaterapia e Bem-Estar

“Aromaterapia para crianças saudáveis”, de Valerie Ann Worwood. Créditos: divulgação

Obras sobre os benefícios da Aromaterapia Clínica com comprovação científica chegam ao Brasil

O Grupo Essence promove, em parceria com a Editora Laszlo, o lançamento dos livros “Aromaterapia para grávidas”, de Danièle Festy e “Aromaterapia para crianças saudáveis”, de Valerie Ann Worwood, no III Simpósio de Aromaterapia e Bem-Estar, que acontece de 16 a 18 de agosto, no Auditório do Centro Universitário Belas Artes.

A obra da farmacêutica francesa Danièle Festy, “Aromaterapia para grávidas”, é um guia único para a gestante viver serenamente a gravidez e a amamentação, cuidando-se de forma natural, com eficácia e sem perigo. Incômodos comuns como baby blues, constipação, dor de cabeça, estrias, gripe, hemorroidas, rinite e outras indisposições clássicas, são solucionadas com a indicação de 25 óleos essenciais que podem ser usados com eficácia máxima, com suas propriedades e formas de utilização autorizadas.

Já o livro de uma das maiores autoridades mundiais em Aromaterapia, Valerie Ann Worwood, “Aromaterapia para crianças saudáveis”, é um guia indispensável para os pais que pensam proativamente na saúde física e mental dos seus filhos. A obra reúne um conjunto de informações sobre remédios de eficácia cientificamente comprovada, além de explicações completas sobre os óleos essenciais e a utilização da Aromaterapia em benefício das crianças doentes quando usada em conjunto com a medicina tradicional.

Lançamento dos livros “Aromaterapia para grávidas” e “Aromaterapia para crianças saudáveis”
Desconto de 20% na compra durante o simpósio.
3ª edição do Simpósio de Aromaterapia e Bem-Estar
16,17 e 18 de agosto
Auditório do Centro Universitário Belas Artes
Informações: http://www.grupoessence.com.br ou pelo telefone (11) 3081-5217.

Máxima Assessoria de Imprensa
(11) 3283-2508
Mari Maellaro – mari@maximasp.com.br – (11) 99686-4285
Karina Martins – karina@maximasp.com.br  – (11) 97673-7118

Créditos: Mari Maellaro | Máxima Assessoria de Imprensa

Dia dos Pais: sugestão de presente Livro “De um gole só”

Livro aborda o surgimento da AmBev, considerada uma das maiores cervejarias do mundo. Créditos: divulgação

Se o seu pai é do tipo de pessoa que ama histórias inspiradoras, negócios, empreendedorismo, biografias e ainda é apreciador de uma boa cerveja gelada, o livro “De um gole só”, da jornalista Ariane Abdallah, é o item perfeito para presenteá-lo neste Dia dos Pais.

O livro, que é editado pelo Portfólio-Penguin, selo de negócios da Companhia das Letras, teve pré-venda em maio de 2019 e lançamento em agosto. Nele, a autora detalha de modo independente, a biografia completa da Ambev, a cervejaria brasileira que se tornou a maior do mundo.

“De um gole só” penetra nos bastidores da formação da Anheuser-Busch InBev. O título, no entanto, é metafórico, já que a história da gigante mundial de bebidas e cervejas foi construída, nas palavras da autora, em “várias etapas”.

A obra narra como os brasileiros convenceram os líderes do setor mundial a se unirem a eles — ou a venderem seus negócios, os choques de cultura a cada nova fusão ou aquisição, e o peso de se tornar uma referência em gestão. As vitórias, os aprendizados e as crises também são contados com riqueza de detalhes no livro, assim como os desafios na tentativa de reverter a imagem polêmica que se criou entre os consumidores brasileiros. Os dilemas de ter se tornado um gigante num setor em transformação, sem um caminho claro para continuar crescendo, além da crise atual, que coloca em xeque o modelo de gestão que trouxe sucesso à multinacional, também são ingredientes de “De um gole só”.

“Esta é uma história improvável: sobre como uma empresa familiar obsoleta, ineficiente, nascida em um país de economia emergente, se tornou a maior do mundo em seu setor. Meu objetivo foi fazer um livro sóbrio, sem juízo de valor. Quem conhece e quem não conhece a história terá a oportunidade de conhecer ainda mais e, quem sabe, reconhecer seu valor”, pontua Ariane Abdallah, que, a propósito, não bebe cerveja. Durante o processo de criação da obra, que chegou a três anos de pesquisa, a jornalista entrevistou cerca de 170 pessoas, entre ex-funcionários, investidores, fornecedores, concorrentes e especialistas de mercado. Abdallah conquistou acesso inédito aos principais executivos da companhia e pessoas próximas a ela, visitando operações da empresa em São Paulo, Nova York, St. Louis, Leuven e Joanesburgo. O resultado é um livro completo e independente de 400 páginas sobre a empresa brasileira que virou referência mundial em gestão e em formação de pessoas.

De um gole só – A história da Ambev e a criação da maior cervejaria do mundo.
Número de páginas: 448.
Tiragem: 8 mil.
Preços: R$ 69,90 e R$ 39,90 (e-book).

Informações para a imprensa:
(11) 2275-0833
Guilherme Moura – guilherme@oficina.inf.br
Fran Oliveira – fran@oficina.inf.br

Créditos: Guilherme Moura Ferreira | Oficina de Comunicação Integrada