Sinopse de “Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga”, de Dominique Dreyfus

A capa da obra da pesquisadora e jornalista francesa Dominique Dreyfus sobre Luiz Gonzaga

Lançado pela primeira vez em 1996, o livro “Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga” foi escrito pela pesquisadora, jornalista, radialista e produtora artística francesa Dominique Dreyfus. Com 352 páginas, a obra foi editada pela Editora 34 e traz o prefácio assinado por “apenas” Gilberto Gil. Ao longo de nove capítulos, o leitor entende o motivo pelo qual a autora conheceu a intimidade do Rei do Baião e tornou-se uma autoridade no que se refere ao saudoso Lua.

O conhecimento que Dominique teve de Luiz Gonzaga aconteceu ainda na infância, quando ela juntamente com sua família se estabeleceu em Garanhuns (PE) para se afastar da Segunda Guerra Mundial que “comia” solta na Europa. E foi durante o tempo em que ficou no Brasil que aprendeu a cantar a sua primeira música, aos dois anos de idade: que foi “Sabiá”, clássico gonzagueano de 1951. Retornou com a família para a terra natal e só voltou ao Brasil depois da ditadura militar. Em 1985, foi convocada a cobrir um festival em Paris que teria a participação do Rei do Baião e, ao perceber que Gonzagão pedira um banco para sentar na terceira música, se deu conta de que o ídolo já estava ficando velho e que não havia encontrado nenhum material aprofundado sobre ele.

Assim, Dreyfus partiu para o Brasil, onde realizou uma série de entrevistas, que renderam mais de cem horas de gravação, acompanhou Luiz Gonzaga para cima e para baixo, conversando bastante com o mestre, e também ouviu familiares e amigos, contudo, para sua lamentação, não conseguiu falar com Gonzaguinha e Sivuca, além de parceiros musicais do sanfoneiro, como Zé Dantas e Humberto Teixeira, responsáveis pela co-autoria dos principais sucessos de Gonzaga, além de Aluízio, o irmão mais velho.

Depois de coletar um vasto material, a jornalista se lamentou da falta de interesse das editoras francesas em publicar a obra. No entanto, ao receber um convite do jornalista e crítico musical Tárik de Souza para escrever o material para a coleção Todos Os Cantos que a Editora 34 estava para lançar, a situação mudou, todavia, foram mais três anos para a conclusão do livro. A autora só soube da morte de Luiz Gonzaga por meio de uma ligação de João Gilberto.

A autora conta no livro alguns fatos interessantes a respeito de Gonzagão, como a questão da relação conturbada que ele tinha com Gonzaguinha – seu filho não biológico -, os ciúmes de Helena, mulher de Luiz Gonzaga, a fama de mulherengo do Rei do Baião.

Dominique também traz riqueza de detalhes sobre alguns dos principais sucessos de Luiz Gonzaga, como saíram as inspirações de Lua e de seus parceiros musicais, a obediência que ele valorizava muito em relação aos militares (ele serviu o Exército por cerca de dez anos), a referência que ele sempre tinha com o pai Januário, como encarou a boemia da noite carioca para conseguir se sustentar, o sucesso no rádio, assim como o “atropelo” que sofreu quando vieram os movimentos musicais como a Bossa Nova, a Jovem Guarda e a Tropicália que o afastaram dos grandes centros e que, sem querer, o levou para ficar mais próximo de seu povo, além de mostrar o lado generoso e humilde do sanfoneiro, que ajuda sempre que podia, especialmente divulgação de talentos, como Dominguinhos, Carmélia Alves e Marinês e Sua Gente, entre outros. Além disso, Luiz Gonzaga foi influência para várias estirpes da música brasileira: desde o pornoxaxado de duplo sentido de Genival Lacerda, aos tropicalistas Gilberto Gil e Caetano Veloso, passando por nomes como Alceu Valença, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Raul Seixas até chegar em Chico Science, Mestre Ambrósio e Mundo Livre S/A e outros mais.

Além do já citado prefácio e os nove capítulos, a publicação ainda contém os agradecimentos, a apresentação, a discografia (muito bem detalhada, por sinal), a musicografia e a bibliografia.

Além de Luiz Gonzaga, a autora francesa também escreveu sobre a vida de um dos maiores violonistas brasileiros em “Violão Vadio de Baden Powell” (1999), também publicado pela Editora 34.

Certamente, embora essa obra tenha sido lançada há mais de 20 anos, traz detalhes sobre a vida e obra de Gonzagão como poucas, e isso é o suficiente para que a publicação praticamente tenha se tornado “atemporal”.

A seguir, a ficha técnica da publicação.

Livro: Vida de Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga
Autora: Dominique Dreyfus
Editora: 34
Lançamento: 1996 (1ª edição)
Edição: 3ª (lançada em 2012)
Número de páginas: 352
Preço médio: R$ 64,00

Por Jorge Almeida

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Em novo livro, reverendo Aldo Quintão compartilha relatos de superação, amor e fé

Pároco da Catedral Anglicana de São Paulo relata histórias que ouviu dos fiéis e que podem servir de inspiração para todas as pessoas

São Paulo, maio de 2017 – Todos os dias, quando entra na Catedral Anglicana de São Paulo, o reverendo Aldo Quintão escuta histórias de pessoas de diferentes lugares e origens. São relatos cheios de emoção e sentimento, que muitas vezes trazem sofrimentos e cicatrizes difíceis de se fechar. Depois de tanto ouvir e aconselhar, o pároco decidiu compartilhar em um livro alguns dos momentos inspiradores que presenciou nos últimos anos: “Histórias Para Alimentar a Alma”, que acaba de ser lançado pela Buzz Editora.

“Essas pessoas trazem o coração ferido e a alma afogada em lágrimas de sofrimento. Meu papel é intervir, olhar para dentro delas e, através dos olhos de cada uma, levar uma palavra de paz. Quando nada parece estar ao meu alcance, o impossível, um milagre acontece. É quando a fé encontra com a possibilidade – e desse encontro vem o aprendizado”, explica o autor.

Quintão conta que já testemunhou verdadeiros milagres, presenciados no dia a dia de pessoas comuns, que se tornam grandes heroínas e protagonistas de suas vidas. De cada uma dessas histórias, ele tira um pouco de sabedoria e inspiração. “Certa vez, uma criança que sempre que ia à igreja me levava um pedaço de bolo preparado pela mãe, ficou um bom tempo sem aparecer por lá. Um dia, as vi ajoelhadas no altar e disse a elas que havia sentido saudade. Brincando, perguntei onde estava o pedaço de bolo”, conta.

“A menina se antecipou na resposta e disse que a mãe havia sofrido um acidente doméstico e que, por ter perdido a sensibilidade e o movimento, não poderia mais fazer seus bolos para vender”, escreve o reverendo. “Olhei fixamente em seus olhos e falei ‘vai dar certo’. Alguns domingos depois de propor uma oração a todos que se encontravam na igreja, a mulher dos bolos voltou e disse, perplexa “estou mexendo meu braço; em breve teremos bolo!”.

Sobre os mais variados temas, as passagens do livro ensinam sobre respeito, amizade, compaixão, amor, reconstrução e perdão. “O leitor será despertado para profundas reflexões e poderá, até mesmo, modificar o curso de sua vida”, acrescenta o autor.

Nascido em Brasília, Aldo Quintão estudou filosofia e teologia em Curitiba e São Paulo, tornando-se frade carmelita. Além de autor, é também pároco da Catedral Anglicana de São Paulo e coordena creches que cuidam de mais 850 crianças na cidade. Pessoas que notoriamente já passaram por situações difíceis frequentam a igreja do reverendo, como a mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, e os pais do garoto Bernardo Gonçalves, que tinha quatro anos quando foi morto por afogamento num colégio de São Paulo. Aldo já concedeu entrevistas para veículos de renome, como o programa de Jô Soares e jornal O Estado de São Paulo.

Serviço:
Título: “Histórias para alimentar a alma”
Autor: Rev. Aldo Quintão
Selo: Buzz Editora
Páginas: 160
Preço: 29,90
Site: http://www.buzzeditora.com.br

Cássia Miranda
Assessora de imprensa
+55 11 3392-3025 Ramal 220
cassia@gpimage.com.br

Créditos: Cássia Miranda

Livro apresenta a “Baleia Rosa”, corrente que desafia as pessoas a fazer o bem

Antídoto ao jogo Baleia Azul, lançamento da Buzz Editora propõe 50 tarefas para que todos compartilhem a autoestima, a alegria de viver e o sentimento de pertencimento

São Paulo, junho de 2017 – Muito provavelmente, você já ouviu falar em Baleia Azul, o jogo que ficou famoso no mundo todo por propor aos participantes desafios que vão desde realizar pequenas mutilações no corpo até cometer suicídio. Mas que tal uma corrente do bem que, ao contrário, propõe uma série de tarefas para espalhar atitudes inspiradoras e benéficas? Esta é, exatamente, a Baleia Rosa, um movimento que ganhou fama na internet e é tema do mais novo lançamento da Buzz Editora: “Baleia Rosa – Você está espalhando o bem?”.

Resultado das páginas de Facebook, Twitter e Instagram “@eusoubaleiarosa”, o livro é de autoria dos amigos Ana Paula Hoppe e Rafael Tiltscher. Interativo, reúne 50 desafios lúdicos e práticos – como caça-palavras, listas e frases – para reforçar a autoestima, a alegria de viver e o sentimento de pertencimento dentro de cada leitor. Mas cuidado, porque a obra possui uma regra: “divirta-se, sempre com segurança”.

“Estamos vivendo uma época de muita descrença, ódio, negatividade, impaciência, indiferença, incertezas. Falta esperança nas pessoas”, afirma Rafael Tiltscher. “Então, decidimos criar um antídoto ao caos e à maldade que estão instalados no mundo. Com simples tarefas, queremos provar que todos nós somos poderosas ferramentas para reverter este quadro. Acreditamos que todos temos a capacidade de ajudar outras pessoas e construir o bem”, acrescenta.

Por acreditar que o bem deve ser partilhado, o livro convida o leitor para, além de realizar os desafios, compartilhar alguns deles no App Baleia Rosa – Oficial, por meio do QR code presente em algumas das páginas. “Fazer o bem é uma lição simples. Aprendemos desde criança com nossos pais o mantra ‘fazer o bem sem ver a quem’, mas ultimamente esse valor parece ter sido engolido pela individualidade do ser humano. Precisamos resgatar e praticar o bem para salvar a humanidade”, finaliza Ana Paula Hoppe.

Baleia Rosa – Você está espalhando o bem?” será lançado no dia 19 de junho, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Serviço:
Título: “Baleia Rosa – Você está espalhando o bem?”
Autores: Ana Paula Hoppe e Rafael Tiltscher
Selo: Buzz Editora
Páginas: 160
Preço: R$ 29,90
Site: http://www.buzzeditora.com.br

Cássia Miranda
Assessora de imprensa
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Por Cássia Miranda

Sinopse de “Man On The Run – Paul McCartney nos Anos 1970”, de Tom Doyle

Obra de Tom Doyle aborda um período conturbado de Paul McCartney

A obra de Tom Doyle, lançada em português em 2014 pela Editora Leya (a versão original saiu em 2013), apresenta em 352 páginas divididas em 15 capítulos e alguns itens extras, um período mais perturbadores de um dos artistas mais famosos do século XX, Sr. Paul McCartney, o eterno ex-Beatle, nos anos 1970, ou seja, logo após o fim dos Fab Four.

Após o término dos Beatles, no início da década de 1970, aos 27 anos, Paul McCartney está deprimido, conturbado por conta dos perrengues judiciais envolvendo ele e seus ex-companheiros de banda. E, com o apoio incondicional de sua eterna Linda, Macca resolveu voltar à ativa e se tornou líder de uma nova banda, o Wings.

O livro de Doyle, através de registros e entrevistas feitas com o próprio McCartney, retrata como foi a década de 1970 para um dos músicos mais influentes do mundo pop.

Ao longo da obra, na verdade, em boa parte dela, o Wings foi o protagonista. Desde quando Paul McCartney resolveu contratar os músicos que fariam parte de sua nova empreitada pós-Beatles até o fim do grupo. Com declarações reveladoras, a publicação retrata como Paul lidou com as críticas feitas aos trabalhos de sua banda, especialmente as análises que questionavam o desempenho de Linda McCartney como musicista do grupo – era a tecladista -, e também como funcionava a hierarquia imposta por ele aos demais integrantes, a “filosofia” hippie do Wings, que faziam turnês pela Europa em seu próprio ônibus, com direito ao casal McCartney levar seus filhos juntos.

Além do período dos Wings, o livro detalha os motivos pelos quais levou McCartney tomar a dura decisão de processar os Beatles, a constante pressão para retomar a banda, as trocas de farpas entre Macca e Lennon pela imprensa e como lidou com a trágica morte do melhor amigo em 1980.

A obra mostra a forma que Paul McCartney encontrou para superar o passado, ter coragem e determinação para seguir em frente após esse período conturbado e, assim, tornando-se um dos mais respeitados músicos da atualidade e de todos os tempos.

Além dos 15 capítulos e introdução, o livro traz também epílogo, discografia selecionada e apresentações selecionadas (apenas de Paul McCartney e dos Wings), bibliografia, índice remissivo e agradecimentos.

A seguir, a ficha técnica do livro.

Livro: Man On The Run – Paul McCartney nos Anos 1970
Autor: Tom Doyle
Editora: Leya
Lançamento: 2014 (versão em português)
Edição:
Número de páginas: 352
Preço médio: R$ 59,90

Por Jorge Almeida

Sinopse de “Iron Maiden: Run To The Hills – Uma Biografia Autorizada”, de Mick Wall

Obra de Mick Wall que conta a história do Iron Maiden

A biografia escrita pelo jornalista Mick Wall, intitulada “Iron Maiden: Run to the Hills, the Authorised Biography” foi lançada originalmente em 1998 e, dezesseis anos depois, ganhou uma terceira edição. No Brasil, a obra saiu em 2004 pela editora Generable com o óbvio título “Iron Maiden: Run To The Hill – A Biografia Autorizada”. E tem aborda a história daquela que é considerada uma das maiores (se não for a maior) banda de Heavy Metal: Iron Maiden.

A publicação apresenta a “Donzela” desde seus primórdios, quando o jovem Steve Harris, um ex-futuro jogador do West Ham, seu time de coração, esteve determinado em transformar o seu sonho – a criação de uma banda que um dia se tornaria gigante – em realidade.

Ao longo de 402 páginas, “Run To The Hills” – o livro – traz os personagens que fizeram a história desse grupo quarentão sabiamente apresentado em cada capítulo, conforme a cronologia da banda, assim, permitindo o leitor transcursar a narrativa e os fatos, e também para esclarecer os motivos do “entra-e-sai” de seus integrantes e sempre deixando claro que a banda sempre foi mais importante que qualquer membro.

Além disso, a obra também tem espaço para pessoas que foram primordiais para o sucesso do grupo, como Rod Smallwood, o co-manager da banda e, praticamente, o “braço” direito de Steve Harris na condução dos negócios envolvendo a marca Iron Maiden, além de registrar a composição de alguns clássicos discos da banda e também os comentários e opiniões dos músicos sobre os álbuns e os bastidores de shows e a vida pré-Iron Maiden.

Contudo, o livro de Wall apresenta problemas estruturais. Por exemplo, em 22 capítulos, tirando os “Agradecimentos”, “Prefácio” e Introdução”, quase metade do livro conta sobre a formação da banda e do período de Paul Di’Anno. Já a outra metade é dedicada as eras Bruce e Blaze Bayley. Ou seja, quem acompanha a banda sabe que os “golden years” do Iron Maiden foi com o Mr. Air Raid Siren nos vocais, e essa fase mereceria mais espaço na publicação. Nessa atualização, a linha do tempo só vai até 2004, quando a banda estava em turnê do álbum “Dance Of Death”, de onde saiu o live “Death On The Road” (2004). Logo, uma década de história – e dois discos de estúdios: “A Matter Of Life And Death” (2006) e “The Final Frontier” (2010) – foi limado.

Apesar da observação descrita no parágrafo acima, o livro de Mick Wall faz parte de mais uma obra de arte relacionada ao Iron Maiden. Afinal, o prefácio foi escrito simplesmente por Steve Harris, que garante que o livro “não foi, de forma alguma, editado”. Leitura obrigatória para quem é e para quem não é fã de Iron Maiden.

A seguir, a ficha técnica da publicação.

Livro: Iron Maiden: Run To the Hills – Uma biografia Autorizada
Autor: Mick Wall
Editora: Generale
Edição:
Lançamento: 2014 (versão em português)
Número de páginas: 402
Preço médio: R$ 58,00

Por Jorge Almeida

Sinopse de “Bussunda – A Vida do Casseta”

Capa do livro de Guilherme Fiuza que traz a biografia do mais carismático integrante do Casseta & Planeta

A biografia escrita pelo jornalista Guilherme Fiuza foi lançada em 2010 pela Editora Objetiva conta a história de Cláudio Besserman Vianna, mais conhecido como Bussunda, e traz também um pouco da história dos demais componentes do Casseta & Planeta.

O caçula dos três filhos de Luís Guilherme Viana e Helena Besserman Viana nascera no Rio de Janeiro em 25 de junho de 1962. Ao longo de sua infância até parte da vida adulta, Bussunda, cujo apelido ganhara na adolescência na colônia de férias de Kinderland, não tinha interesse pelos estudos. A princípio, a alcunha original era “Besserman Sujismundo”, depois “Bessermundo” e, finalmente, “Bussunda”. Embora o próprio dissesse algumas vezes que o apelido que o tornara famoso vem de duas coisas que ele mais gostava – começava com “bus” e terminava com “unda”.

Na adolescência, Bussunda conseguiu a façanha de ser reprovado com nota zero em todas as matérias. Ainda assim, no vestibular ficou em penúltimo lugar no segundo semestre no curso de comunicação da UFRJ. E, no universo acadêmico, chegou a ser o ganhador de “pior estudante” da universidade. Antes disso, seus pais o matricularam em uma escola de inglês e o malandro Cláudio aproveitava o tempo do curso para ir terminar o resto do sono em algum banco de rua do Rio de Janeiro.

A carreira de Bussunda teve início no final dos anos 1970 como redator do jornal humorístico “Casseta Popular”, fundado por Beto Silva, Marcelo Madureira e Hélio de la Peña, em 1978. O periódico fez sucesso por mesclar humor escrachado com a crítica política e de comportamento. Na época, Bussunda era estudante de jornalismo da UFRJ. O jornal daria origem à revista de mesmo nome e viria a se tornar um dos embriões do Casseta & Planeta.

Na década de 1980, Bussunda e seus colegas que viriam a ser os “cassetas” começaram a ter as primeiras aparições na TV e apresentações de espetáculos. Em 1988, fora contratado para ser redator da TV Pirata. Ainda, no mesmo ano, Bussunda se tornou o destaque natural do show “Eu Vou Tirar Você Desse Lugar”, feito em sociedade com o pessoal do Planeta Diário (mais tarde, Banda Casseta & Planeta). A parceria se estenderia aos programas “Doris para Maiores” (1991) e “Casseta & Planeta, Urgente!”, a partir de 1992.

Apesar de terem sido contratados pela principal emissora do país, Bussunda continuou a atuar como cronista e jornalista independente, como colaborador de publicações esportivas como Placar e Lance!. Além disso, foi garoto propaganda da Cerveja Antarctica.

A obra de Guilherme também destaca que, apesar de ser uma pessoa extremamente carismática e querida por todos, Bussunda era também uma pessoa tímida e não era um exímio paquerador. Mas, em 1989, se casara com a jornalista Angélica Nascimento, com quem teve a sua única filha, Júlia, nascida em 1993. A paixão pelo Flamengo também não escapou da biografia.

No livro, o autor relata que, no começo, o comediante não tinha dinheiro nem para comer ou andar de ônibus, mas quando a fama veio, permaneceu o mesmo sujeito simples e debochado. Aliás, de tão debochado que era, o cidadão Cláudio vivia Bussunda fora do ar e vice-versa.

Enfim, Guilherme Fiuza emergiu em um livro o retrato definitivo de um personagem peculiar, que arrebatou o país com seu jeito anárquico, bonachão e, ao mesmo tempo, extremamente amado.

A seguir, a ficha técnica da obra.

Livro: Bussunda – A Vida do Casseta
Autor: Guilherme Fiuza
Lançamento: 2010
Edição:
Número de páginas: 407
Preço médio: R$ 29,90 (versão digital)

Por Jorge Almeida

Sinopse de “A História Não Contada do Motörhead”, de Joel McIver

O livro de Joel McIver documenta uma das maiores bandas da história
O livro de Joel McIver documenta uma das maiores bandas da história

Lançado lá fora em 2011, o livro de Joel McIver ganhou em 2016 uma versão em português que, aqui no Brasil, foi lançada pela Edições Ideal, e aborda uma das bandas de rock mais influentes, importantes e polêmicas da história: Motörhead.

Com 276 páginas distribuídas em 20 capítulos divididos em ordem cronológica, a obra de McIver começa antes de 1971 e vai até 2011, ou seja, quando o livro foi lançado originalmente e, claro, antes da morte do ícone Lemmy Kilmister.

O livro conta a história do power trio britânico capitaneado por Lemmy, que estabeleceu um carreira impressionante, pontuada por músicas rápidas, pesadas, farras homéricas e um dos shows mais poderosos que se tem notícias. Enfim, um caminho tortuoso, com vários bons e maus momentos, dessa banda que prestou mais de 40 anos de bons serviços ao rock and roll.

Até os dias atuais, mesmo com o fim do Motörhead, que se foi junto com a morte de seu mentor no final de 2015, o grupo fez parte do mainstream das grandes bandas de rock, mas que nunca fez questão de carregar esse rótulo, especialmente Lemmy, cuja parte do livro é dedicada a ele, até porque, em se tratando de Motörhead, não tinha como ser diferente, afinal, desde 1975, quando a banda, de fato, começou, o saudoso vocalista/baixista sempre esteve à frente do grupo e, nesta biografia, Kilmister destacou a importância de seus colegas de banda e que, todo dinheiro que ganhavam com o Motörhead era dividido igualmente.

O Motörhead começou como trio na metade dos anos 1970, virou quarteto no meio da década de 1980 e, depois, voltou a ser trio até o fim, em 2015, logo, quando o livro já havia saído da editora, pelo menos a versão estrangeira, não custa reforçar.

Com 20 álbuns lançados, alguns registros ao vivo e várias coletâneas, o Motörhead foi uma genuína banda de rock. Seus integrantes seguiram à risca à filosofia de “sexo, drogas e rock and roll”. O escritor Joel McIver fez um trabalho minucioso ao coletar e organizar relatos e entrevistas de várias fontes num recorde de tempo de mais quatro décadas.

A história – contada ou não contada – do Motörhead é a própria história de Lemmy Kilmister. Pois, ele sempre esteve lá, o cara mais velho e mais experiente do grupo, foi forte influência para várias bandas, que tal o Metallica só para citar uma?

Embora a biografia seja dedicada à banda, McIver relata também acontecimentos relacionados a Lemmy Kilmister que constatam que ele é a própria história do rock. Aos 12 anos, em 1957, teve seu primeiro contato com o Rock And Roll, com Bill Haley, foi impactado por Little Richard, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry e Fats Domino, foi roadie de Jimi Hendrix, dormiu no sofá da casa da mãe de Jon Lord (Deep Purple), tocou no Hawkwind, montou o Motörhead, excursionou com Dio, aliviou a barra do Twisted Sister diante dos fãs, fez parceria com as garotas do Girlschool, escreveu músicas com Ozzy Osbourne, foi homenageado pelo Metallica em sua festa surpresa de 50 anos quando James Hetfield e sua trupe se caracterizaram de Lemmy.

O Motörhead foi uma das bandas que, digamos, “inrotulável”, ou seja, nunca pertenceu a nenhuma vertente do rock específica, embora já tenham tentado classificá-lo como Trash Metal, Punk, NWOBHM, Heavy Metal, enfim, o grupo sempre foi aquilo que seu mentor sempre pregou: “uma banda de rock and roll”.

E, evidentemente, que não poderia deixar de esquecer de falar sobre o prefácio da obra que foi escrito “simplesmente” pelo The Voice Of Rock, Glenn Hughes (ex-Trapeze, Deep Purple, Black Sabbath e outros). No texto, o renomado baixista definiu muito bem: “Lemmy é o rock ‘n’ roll personificado”. Perfeito!

E, seguramente, essa obra de Joel McIver é um pedaço expressivo da história do rock.

A seguir, a ficha técnica do livro.

Livro: A História Não Contada do Motörhead
Autor: Joel McIver
Páginas: 276
Editora: Edições Ideal
Edição: 1
Ano: 2015 (versão em português)
Preço médio: R$ 35,90

Por Jorge Almeida