Exposição “Leonílson: Arquivo e Memória Vivos” no Centro Cultural FIESP

A obra “A Caída”, de José Leonílson, em exibição no Centro Cultural FIESP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo domingo, 19 de maio, a exposição “Leonílson: Arquivo e Memória Vivos”, que reúne aproximadamente 130 obras do artista cearense José Leonílson (1957-1993), resultado de pesquisa e publicação em 2017 do catálogo raisonné do artista e enaltece os trabalhos pouco (ou nunca) conferidos em São Paulo.

Com curadoria de Ricardo Resende, a mostra possui muitos trabalhos inéditos, entre pinturas, desenhos e bordados, sendo parcela deles reservado por anos a coleções particulares e institucionais.porque eram desconhecidos.

A exposição acontece mais de 20 anos depois da primeira grande retrospectiva do artista José Leonilson, realizada na Galeria de Arte em 1995 – momento em que se descobriu um conjunto de seus trabalhos que se tornaram icônicos posteriormente.

A produção de Leonílson é excessivamente sensitiva. No uso da relação gráfica que ele se manifesta a sua concepção de mundo, através no “manejo das foformas dos símbolos, do desenho, das palavras, no formato dos textos, narrativas históricas e histórias que criava”.

Além dos trabalhos, a mostra ainda apresenta vídeos e livros relacionados ao artista.

Em meio aos destaques estão: “A Caída” (foto), obra de 1985 feita de tinta acrílica e recorte sobre lona; “Cheio, Vazio” (1992), um acrílica sobre tela; a obra “Sapatinhos com Montanha de Sal” (1991), composta por um tamanco feminino bordado com sal grosso; e “Duas Montanhas” (1982), um pastel oleoso e lápis de cor sobre papel.

SERVIÇO:
Exposição: Leonílson: Arquivo e Memória Vivos
Onde: Centro Cultural FIESP – Galeria de Arte – Avenida Paulista, 1313
Quando: até 19/05/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

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Exposição “Estado da Natureza” no Centro Cultural FIESP

Uma das imagens da série “Naufrágio Calado”, do fotógrafo Pedro Motta, em exibição no Centro Cultural FIESP. Créditos: divulgação

O Centro Cultural FIESP apresenta até o próximo domingo, 12 de maio, a exposição “Estado da Natureza”, que traz cerca de 45 trabalhos do artista Pedro Motta divididos em três séries.

O projeto de Pedro Motta enaltece a intromissão do homem no meio ambiente. Na mostra, o artista sugere outros desagregações de sua pesquisa sobre a tênue linha entre elementos naturais e a atitude do ser humano, sias contestações e suas relações.

Na série “Naufrágio Calado” (2016/2018), são exibidas 15 imagens de barcos e trailers que aparecem estar dragados por terra firme de um solo deteriorado e carente de vida. Esses registros podem ser entendidos como a existência de um estado em queda, na qual os valores da natureza e da sociedade são desguarnecidas de seus valores.

Enquanto isso, em “Falência #2”, são mostradas fotografias de vários tipos de erosões oriundas das águas pluviais. Suas formas são procedentes de um período oculto em que a natureza mostra o seu potencial e magnitude pela demolição. Modestas doses de terra são despejadas dentro da moldura, como se o espaço superficial do retrato se dissipasse como uma espécie de ampulheta.

E, finalmente, na série “Sumidouro” (2016), Motta faz uma metáfora ao local em que foi concebida, o Rio das Mortes, em São João del-Rei (MG). Valoroso rio das imediações do Campo das Vertentes, ele é ilustre pelas histórias de garimpo e conflitos territoriais. Nesse ambiente, Pedro Motta colocou buracos elaborados de forma digital.

SERVIÇO:
Exposição: Estado da Natureza
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313
Quando: até 12/05/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Sarro: O Brasileiro Global” no Centro Cultural FIESP

A escultura em fiberglass “Liberdade Sonhada”, de Adelio Sarro, em exibição no Centro Cultural FIESP. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Sarro: O Brasileiro Global” está em cartaz até o próximo domingo, 13 de janeiro, no Centro Cultural FIESP, e apresenta 55 obras inéditas do artista paulista Adelio Sarro. Antes de chegar a São Paulo, a exposição já esteve presente em museus internacionais na China e na Rússia.

De acordo com o crítico de arte francês André Parinaud, “através da sinergia das formas e cores de Sarro, o povo encontra-se glorificado nas suas esperanças”. E, assim, Adelio Sarro traz um embate emocional diante de uma realidade remota e, paralelamente, tão próxima. Cada personagem retratado pelo artista – trabalhadores, agricultores, mulatas, mães com filhos, esportistas amadores, etc., – é elevado no papel de protagonista nas vivas e coloridos dramas cotidianos pintados pelo artista.

A produção de Adelio ainda a preocupação dele com a acessibilidade, o que permitiu-lhe o desenvolvimento de uma forma original para que os cegos e demais portadores de deficiência visual captem suas obras pela descrição em Braille e ao tatear as texturas dando conta das imagens e cores através das massas cromáticas criadas por ele, além de exibir também esculturas em fiberglass e em bronze que, para o próprio, significa a evolução da forma, dos traços e da cor. A mostra ainda traz um painel cronológico com a trajetória do artista

Dentre os trabalhos, destaques para as pinturas “Arena Mágica” (2013) e “Terra Vermelha” (1998); além de “Liberdade Sonhada” (foto), escultura em fiberglass.

SERVIÇO:
Exposição: Sarro: O Brasileiro Global
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 13/01/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Rafael e a Definição da Beleza – Da Divina Proporção à Graça” no Centro Cultural FIESP

“Escola de Atenas” (reprodução): uma das mais importantes obras de Rafael Sanzio. Créditos: divulgação

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo domingo, 13 de janeiro, a exposição “Rafael e a Definição da Beleza – Da Divina Proporção à Graça”, que contém obras dos grandes mestres do Renascimento de diversas coleções italianas, além da coleção Yunes, de São Paulo, da Fundação Eva Klabin, do Rio de Janeiro, além de um conjunto de 50 gravuras produzidas no ateliê de Rafael e seus discípulos, que fazem parte do acervo da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

O Renascimento foi um período extraordinário para a história da humanidade por conta de um incontável legado de realizações, sobretudo na arquitetura e nas artes. O italiano Rafael Sanzio (1483-1520), natural de Urbino, é o mais novo da trindade dos grandes mestres do Alto Renascimento, que foi encabeçada por Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Considerado o mais perfeito dos três, Rafael foi o maior representante da chamada Idade de Ouro do Renascimento. A sua arte mesclava a maestria das formas da Antiguidade Clássica e a expressão intensa da natureza humana, conceituando, assim, um novo ideal de beleza.

Essa nova definição de beleza é contagiada pela ponderação subjetiva que mede a doce expressão dos anseios, o colorido suave, a maciez do contorno dos corpos e simplicidade da articulação entre as figuras, a disparidade dos semblantes e a gentileza dos gestos, que será chamada de “graça” pela critica da época.

Além das obras, a mostra traz ainda uma linha cronológica, livros, objetos e esculturas. Em meio aos destaques estão: “Deposição de Cristo, segundo Rafael” (1608-09), um óleo sobre tela de Giovanni Lanfranco; “Madonna com Bambino” (1510-20), um óleo sobre tela de Rafael Sanzio; “Meninos Que Pescam” (1637), feita com eucástica sobre cartão colado em madeira, de Giovanni Francesco Romanelli; o “Lavatório com Galateia” (c. 1540-50), uma maiólica confeccionada em um ateliê em Urbino; “Milagre dos Peixes, segundo Rafael Sanzio” (1620-1624), uma manufatura flamenca com tramas de fio de lã, seda policromada, prata e ouro; uma videoinstalação que reproduz a clássica obra “Escola de Atenas” (foto), que foi pintada entre 1509 e 1511 por Rafael Sanzio sob encomenda do Vaticano. Essa obra é considerada tão importante porque demonstra como a filosofia e a vida intelectual da Grécia Antiga foram vistas no final do Renascimento. Nela, há presença de 20 personalidades importantes até então, entre eles estão Sócrates, Platão, Ptolomeu, Michelângelo, entre outros.

SERVIÇO:
Exposição: Rafael e a Definição da Beleza – Da Divina Proporção à Graça
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 13/01/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Espaços Compartilhados da Imagem” no Centro Cultural FIESP

Obras da série “Material World”, de David Welch, no Centro Cultural FIESP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo domingo, 13 de janeiro, a exposição “Espaços Compartilhados da Imagem”, que apresenta cerca de 45 obras de oito artistas, de sete nacionalidades, e que trazem a fotografia e suas intersecções com outras linguagens, discursos e mídias.

Com curadoria de Bruno Vilela e Guilherme Cunha, a exposição traz trabalhos que se distinguem de pesquisas em poéticas visuais permitindo o diálogo entre a fotografia e as variadas formas de expressão sensível, tais como a escultura, o vídeo, a pintura, a literatura, a arquitetura, a performance e o desenho.

A mostra propicia uma reflexão sobre questões atuais como consumo, relação com o trabalho, luto, os limites entre o real e o imaginário e revelam desdobramentos de uma imensa cultura imagética que cada vez mais nos envolve.

Entre os destaques estão “The Blind Beast” (2011), série composta por quatro imagens do francês Michel Le Belhome; “Love = Love” (2008), do norte-americano Kent Rogowski; e “Material World” (foto), obra de 2012, com cinco registros de David Welch, dos Estados Unidos.

SERVIÇO:
Exposição:
Espaços Compartilhados da Imagem
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 13/01/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Mens Rea: A Cartografia do Mistério” no Centro Cultural FIESP

Obra de Mac Adams em exibição no Centro Cultural FIESP. Créditos: divulgação

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo dia 8 de julho, domingo, a exposição “Mens Rea: A Cartografia do Mistério”, que traz fotografias e uma instalação do artista norte-americano Mac Adams, um dos fundadores da Narrative Art, movimento artístico oriundo de Nova York na década de 1970.

As obras de Adams propiciam ao espectador criar narrativas e questionar a veracidade dos elementos, que transitam entre a realidade e a ficção. Além disso, a mostra contém 17 dípticos da série fotográfica “Mistérios”.

Com uma produção que depara as suas origens na rica tradição oral e escrita dos contos galês, nos romances de Arthur Conan Doyle, no cinema de Alfred Hitchcock, assim como no cinema noir, Mac Adams empreende o possível narrativo da fotografia e da instalação na composição e construção de cenas emblemáticas que nos induzem à fronteira das normas sociais.

Ao longo da mostra, o visitante é firmemente confrontado com dois instintos encantadores: o desejo de ver e as inquietações por ter visto. Aí reside a grandeza singular do universo artístico de Mac Adams.

SERVIÇO:
Exposição:
Mens Rea: A Cartografia do Mistério
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 08/07/2018; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “100 Anos de Arte Belga” no Centro Cultural FIESP

“Retrato de Claire Demolder”, de 1902, de Théo Van Rysselberghe. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural FIESP está com a exposição “100 Anos de Arte Belga” em cartaz até o próximo domingo, 10 de junho, e apresenta um panorama da pintura belga moderna através de cerca de 70 obras do acervo da Coleção Simon, desde o impressionismo de Emile Claus à abstração gestual de Louis Van Lint.

A seleção de obras exibidas no espaço é rica em variedade e mostra os atributos e os movimentos históricos da arte europeia, que vão desde o impressionismo, passando por um expressionismo singular, pelo surrealismo, construtivismo e abstracionismo, sem perder a autenticidade belga.

Os trabalhos exibidos incluem obras de 37 artistas, entre eles: Emile Claus, Pierre Alechinsky, Louis Van Lint, Jo Delahaut, Frits Van Den Berghe, Léon Spilliaert, James Ensor, René Magritte, Paul Delvaux, Constant Permeke e Pol Bury. Os trabalhos estão organizados pelos seguintes temas: “Vida e luz”, “Realidades Alternativas”, “Entre Engajamento e Escapismo”, “Da Natureza ao Poema Pictórico” e “No Rigor”.

Entre os destaques estão “Espelho (em 13 pedaços)” (1984), obra feita em madeira e aço inoxidável, de Pol Bury; “Casamento de Conveniência” (1927), um óleo sobre tela de Floris Jespers; “Retrato de Claire Demolder” (foto), um óleo sobre tela de 1902, de Théo van Rysselberghe; e “O Pequeno Carregador de Relíquias” (1897), uma escultura de bronze de George Minne.

Assim, a exposição revela sua profundeza e a constante busca pela originalidade.

SERVIÇO:
Exposição:
100 Anos de Arte Belga
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 10/06/2018; de terá a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida