Exposição “FILE São Paulo 2019” no Centro Cultural FIESP

A obra interativa “A Sense Of Gravity” no Centro Cultural FIESP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural FIESP realiza até o próximo domingo o “FILE São Paulo 2019”, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que completa 20 anos em 2019 e reúne cerca de 250 obras que reúne arte e tecnologia. A novidade da atual edição é a homenagem aos 500 de Leonardo da Vinci e 100 anos da Escola de Bauhaus, criada na Alemanha.

Ao longo dessas duas décadas do festival, sendo 15 deles no Centro Cultural da FIESP, mais de oito mil artistas apresentaram obras de arte interativa, videoarte, robótica, animações de arte, gifs, inteligência artificial, performances, LED show, e outras técnicas. Além da capital paulista, o FILE passou por sete cidades (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e São Luís) e foi visto por mais de um milhão de pessoas.

Evidentemente que a edição 2019 do FILE não poderia deixar de ter interatividade, que é marca do evento. E a interação se faz presente em obras como “Into The Wind”, do tailandês Witaya Junma, composta por uma imensa caixa em que o sopro se transforma em bolhas de sabão. E também “Scope”, da norte-americana Kristin McWarther, que pode ser apreciada em dupla, uma vez que é feita por um móvel de madeira que conecta dois óculos e fones de ouvido de realidade virtual. Os movimentos de um influencia o que o outro vê e vice-versa. Além de “A Sense Of Gravity” (foto), instalação que possibilita a alteração da percepção da gravidade.

Quanto aos homenageados, o mestre do Renascimento é lembrado através da videoinstalação “The Last Supper Alive”, obra em que o compatriota de Da Vinci, Rino Tagliaferro, faz movimento das figuras da “Última Ceia” com uma técnica que mistura softwares de imagem com a da célebre obra de Leonardo, como uma espécie de restauro na clássica obra.

Já o tributo a Bauhaus se dá pelo coletivo alemão Interactive Media Foudation & Artificial Rome através da obra “Das Total Tanz Theater”, que refaz os experimentos do movimento artístico surgidos com a Bauhaus em um espetáculo que envolve o visitante na performance.

SERVIÇO:
Exposição: FILE 2019
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 11/08/2019; de terça-feira a sábado, das 10h às 22h, domingos, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Anúncios

Exposição “Da Indonésia à Amazônia – Expedições de Jean-Michel Costeau” no Centro Cultural FIESP

Registro de Carrie Vonderhaar em exposição no Centro Cultural FIESP. Créditos: divulgação31

O Centro Cultural FIESP realiza até o próximo domingo, 4 de agosto ,a exposição “Da Indonésia à Amazônia – Expedições de Jean-Michel Costeau”, que reúne cerca de 60 fotografias do antropólogo francês que captam suas expedições da vida marinha ao redor do mundo.

Organizada em cinco temas – “Gigantes do Mar”, “Hábitos”, “Sem Ossos”, “Sexto Sentido” e “Florestas do Mar” -, a mostra, que é inédita no Brasil, mostram diversos cantos do mundo e trazem imagens e cenários registrados pela equipe da Ocean Futures Society, uma ONG criada por Jean-Michel, para difundir o legado Costeau.

Por mais de seis décadas, a família Cousteau empreendeu o maior trabalho de exploração oceânica de toda a história, com o intuito de documentar toda a vida marinha e o vínculo entre o homem e a natureza.

Em meio aos destaques estão “Água-Viva de Cabeça para Baixo, Caribe” (2012), do Dr. Richard Murphy; o vídeo “Nossa Esperança do Oceano”, com 6’15” de duração, do próprio Jean-Michel Costeau; “Preguiça-de-Coleira, Amazônia Brasileira” (2005), de Carrie Vonderhaar; e “Close de Tartaruga Marinha, Havaí” (foto), também de Carrie Vonderhaar, captado em 2005.

SERVIÇO:
Exposição: Da Indonésia à Amazônia – Expedições de Jean-Michel Costeau
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 31/07/2019; de terça-feira a sábado, das 10h às 22h, domingos, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Solfejo” no Centro Cultural FIESP

A instalação interativa “Composição Aleatória”, de Felippe Moraes, em exibição no Centro Cultural da FIESP. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Solfejo” segue em exibição até o próximo domingo, 30 de junho, no Centro Cultural FIESP. A exposição apresenta um conjunto com 29 peças, entre obras e instalações, sendo 13 inéditas e criadas especialmente para a ocasião do artista Felippe Moraes.

Considerado um dos representantes da nova arte contemporânea brasileira, Felippe Moraes apresenta seu trabalho sobre música, ciência e composição musical como uma experiência coletiva. As obras, produzidas desde 2014, compreendendo o lúdico e o sensorial como maneira de expressão, o visitante é instigado a usar as instalações.

Em meio a fotografias de grande escala, vídeos, neons e instalações presentes no espaço expositivo, as obras com grande porte e estruturas de aço e processos técnicos, permitem que os visitantes componham coletivamente suas próprias músicas através do movimento de seus corpos.

Entre fotografias de grande escala, neons, vídeos e instalações presentes na exposição, o artista Felippe Moraes convida o público a fazer música com o corpo e a percebê-la em situações inusitadas.

Entre os destaques estão “Composição Aleatória” (foto), de 2019, que permite aos espectadores deitarem-se e balançarem em oito redes, acionando um mecanismo que emite notas musicais. Enquanto em “Intervalo Atômico” (2019), instalação constituída por metal escovado tecido e acrílico, é disponibilizado três camas em que, ao deitarmos, é possível escutar trechos harmônicos de notas musicais emitidos analogicamente por tubos sonoros. Além das oito fotografias que dá o nome à exposição de 2014.

SERVIÇO:
Exposição: Solfejo
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 30/06/2019; de terça-feira a sábado, das 10h às 22h, domingos, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Leonílson: Arquivo e Memória Vivos” no Centro Cultural FIESP

A obra “A Caída”, de José Leonílson, em exibição no Centro Cultural FIESP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo domingo, 19 de maio, a exposição “Leonílson: Arquivo e Memória Vivos”, que reúne aproximadamente 130 obras do artista cearense José Leonílson (1957-1993), resultado de pesquisa e publicação em 2017 do catálogo raisonné do artista e enaltece os trabalhos pouco (ou nunca) conferidos em São Paulo.

Com curadoria de Ricardo Resende, a mostra possui muitos trabalhos inéditos, entre pinturas, desenhos e bordados, sendo parcela deles reservado por anos a coleções particulares e institucionais.porque eram desconhecidos.

A exposição acontece mais de 20 anos depois da primeira grande retrospectiva do artista José Leonilson, realizada na Galeria de Arte em 1995 – momento em que se descobriu um conjunto de seus trabalhos que se tornaram icônicos posteriormente.

A produção de Leonílson é excessivamente sensitiva. No uso da relação gráfica que ele se manifesta a sua concepção de mundo, através no “manejo das foformas dos símbolos, do desenho, das palavras, no formato dos textos, narrativas históricas e histórias que criava”.

Além dos trabalhos, a mostra ainda apresenta vídeos e livros relacionados ao artista.

Em meio aos destaques estão: “A Caída” (foto), obra de 1985 feita de tinta acrílica e recorte sobre lona; “Cheio, Vazio” (1992), um acrílica sobre tela; a obra “Sapatinhos com Montanha de Sal” (1991), composta por um tamanco feminino bordado com sal grosso; e “Duas Montanhas” (1982), um pastel oleoso e lápis de cor sobre papel.

SERVIÇO:
Exposição: Leonílson: Arquivo e Memória Vivos
Onde: Centro Cultural FIESP – Galeria de Arte – Avenida Paulista, 1313
Quando: até 19/05/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Estado da Natureza” no Centro Cultural FIESP

Uma das imagens da série “Naufrágio Calado”, do fotógrafo Pedro Motta, em exibição no Centro Cultural FIESP. Créditos: divulgação

O Centro Cultural FIESP apresenta até o próximo domingo, 12 de maio, a exposição “Estado da Natureza”, que traz cerca de 45 trabalhos do artista Pedro Motta divididos em três séries.

O projeto de Pedro Motta enaltece a intromissão do homem no meio ambiente. Na mostra, o artista sugere outros desagregações de sua pesquisa sobre a tênue linha entre elementos naturais e a atitude do ser humano, sias contestações e suas relações.

Na série “Naufrágio Calado” (2016/2018), são exibidas 15 imagens de barcos e trailers que aparecem estar dragados por terra firme de um solo deteriorado e carente de vida. Esses registros podem ser entendidos como a existência de um estado em queda, na qual os valores da natureza e da sociedade são desguarnecidas de seus valores.

Enquanto isso, em “Falência #2”, são mostradas fotografias de vários tipos de erosões oriundas das águas pluviais. Suas formas são procedentes de um período oculto em que a natureza mostra o seu potencial e magnitude pela demolição. Modestas doses de terra são despejadas dentro da moldura, como se o espaço superficial do retrato se dissipasse como uma espécie de ampulheta.

E, finalmente, na série “Sumidouro” (2016), Motta faz uma metáfora ao local em que foi concebida, o Rio das Mortes, em São João del-Rei (MG). Valoroso rio das imediações do Campo das Vertentes, ele é ilustre pelas histórias de garimpo e conflitos territoriais. Nesse ambiente, Pedro Motta colocou buracos elaborados de forma digital.

SERVIÇO:
Exposição: Estado da Natureza
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313
Quando: até 12/05/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Sarro: O Brasileiro Global” no Centro Cultural FIESP

A escultura em fiberglass “Liberdade Sonhada”, de Adelio Sarro, em exibição no Centro Cultural FIESP. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Sarro: O Brasileiro Global” está em cartaz até o próximo domingo, 13 de janeiro, no Centro Cultural FIESP, e apresenta 55 obras inéditas do artista paulista Adelio Sarro. Antes de chegar a São Paulo, a exposição já esteve presente em museus internacionais na China e na Rússia.

De acordo com o crítico de arte francês André Parinaud, “através da sinergia das formas e cores de Sarro, o povo encontra-se glorificado nas suas esperanças”. E, assim, Adelio Sarro traz um embate emocional diante de uma realidade remota e, paralelamente, tão próxima. Cada personagem retratado pelo artista – trabalhadores, agricultores, mulatas, mães com filhos, esportistas amadores, etc., – é elevado no papel de protagonista nas vivas e coloridos dramas cotidianos pintados pelo artista.

A produção de Adelio ainda a preocupação dele com a acessibilidade, o que permitiu-lhe o desenvolvimento de uma forma original para que os cegos e demais portadores de deficiência visual captem suas obras pela descrição em Braille e ao tatear as texturas dando conta das imagens e cores através das massas cromáticas criadas por ele, além de exibir também esculturas em fiberglass e em bronze que, para o próprio, significa a evolução da forma, dos traços e da cor. A mostra ainda traz um painel cronológico com a trajetória do artista

Dentre os trabalhos, destaques para as pinturas “Arena Mágica” (2013) e “Terra Vermelha” (1998); além de “Liberdade Sonhada” (foto), escultura em fiberglass.

SERVIÇO:
Exposição: Sarro: O Brasileiro Global
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 13/01/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Rafael e a Definição da Beleza – Da Divina Proporção à Graça” no Centro Cultural FIESP

“Escola de Atenas” (reprodução): uma das mais importantes obras de Rafael Sanzio. Créditos: divulgação

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo domingo, 13 de janeiro, a exposição “Rafael e a Definição da Beleza – Da Divina Proporção à Graça”, que contém obras dos grandes mestres do Renascimento de diversas coleções italianas, além da coleção Yunes, de São Paulo, da Fundação Eva Klabin, do Rio de Janeiro, além de um conjunto de 50 gravuras produzidas no ateliê de Rafael e seus discípulos, que fazem parte do acervo da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

O Renascimento foi um período extraordinário para a história da humanidade por conta de um incontável legado de realizações, sobretudo na arquitetura e nas artes. O italiano Rafael Sanzio (1483-1520), natural de Urbino, é o mais novo da trindade dos grandes mestres do Alto Renascimento, que foi encabeçada por Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Considerado o mais perfeito dos três, Rafael foi o maior representante da chamada Idade de Ouro do Renascimento. A sua arte mesclava a maestria das formas da Antiguidade Clássica e a expressão intensa da natureza humana, conceituando, assim, um novo ideal de beleza.

Essa nova definição de beleza é contagiada pela ponderação subjetiva que mede a doce expressão dos anseios, o colorido suave, a maciez do contorno dos corpos e simplicidade da articulação entre as figuras, a disparidade dos semblantes e a gentileza dos gestos, que será chamada de “graça” pela critica da época.

Além das obras, a mostra traz ainda uma linha cronológica, livros, objetos e esculturas. Em meio aos destaques estão: “Deposição de Cristo, segundo Rafael” (1608-09), um óleo sobre tela de Giovanni Lanfranco; “Madonna com Bambino” (1510-20), um óleo sobre tela de Rafael Sanzio; “Meninos Que Pescam” (1637), feita com eucástica sobre cartão colado em madeira, de Giovanni Francesco Romanelli; o “Lavatório com Galateia” (c. 1540-50), uma maiólica confeccionada em um ateliê em Urbino; “Milagre dos Peixes, segundo Rafael Sanzio” (1620-1624), uma manufatura flamenca com tramas de fio de lã, seda policromada, prata e ouro; uma videoinstalação que reproduz a clássica obra “Escola de Atenas” (foto), que foi pintada entre 1509 e 1511 por Rafael Sanzio sob encomenda do Vaticano. Essa obra é considerada tão importante porque demonstra como a filosofia e a vida intelectual da Grécia Antiga foram vistas no final do Renascimento. Nela, há presença de 20 personalidades importantes até então, entre eles estão Sócrates, Platão, Ptolomeu, Michelângelo, entre outros.

SERVIÇO:
Exposição: Rafael e a Definição da Beleza – Da Divina Proporção à Graça
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 13/01/2019; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida