Cia LaMínima faz últimas apresentações do espetáculo Pagliacci

Cena de Pagliacci. Foto de Paulo Barbuto

Depois de uma temporada de sucesso de crítica e público, termina no próximo dia 02 de julho de 2017 a temporada do espetáculo Pagliacci, da LaMínima Cia de Teatro. Baseado na obra de Ruggero Leoncavallo, com direção artística de Chico Pelúcio e texto de Luís Alberto de Abreu, os atores Alexandre Roit, Carla Candiotto, Fernando Sampaio, Fernando Paz, Filipe Bregantim e Keila Bueno dão um ‘até breve’ para os personagens vividos na história de Pagliacci, uma trupe de palhaços com suas histórias de ciúme, traições e vilanias. O espetáculo faz parte do projeto LaMinima 20 anos que tem a realização do Sesi São Paulo e contou com várias ações para a comemoração dos 20 anos da cia.  A concepção do projeto é de Domingos Montagner e Fernando Sampaio.

O espetáculo, dirigido por Chico Pelúcio e escrito por Luís Alberto de Abreu, coloca em cena os personagens Canio (Alexandre Roit), chefe da companhia de saltimbancos e Nedda (Keila Bueno),  esposa de Canio e foco do amor de Silvio (Fernando Sampaio), ator da companhia circense. Tonio (Filipe Bregantim), com sua índole questionável, namora a sedutora e voluptuosa Strompa (Carla Candiotto) e Peppe (Fernando Paz) é o dramaturgo da companhia, o bufão.

Pagliacci é, originalmente, uma ópera em dois atos, com música e libreto compostos por Ruggero Leoncavallo e representada pela primeira vez no Teatro dal Verme de Milão, em 21 de maio de 1892. Obra mundialmente conhecida, é um melodrama de um amor fracassado e traído envolvendo atores de uma companhia circense.

Nessa estreia do LaMínima, da ópera de Leoncavallo há apenas o título e os personagens. Para Abreu, autor desse texto escrito ineditamente para o grupo, a questão era beber na fonte do “[mote original] sério, pesado, melodramático e prisioneiro da moral do século XIX” e buscar os elementos da dramaturgia “na própria linguagem teatral e circense: a narrativa, a farsa, o melodrama, o metateatro, a eliminação da linearidade, tão característica da linguagem circense e do teatro de variedades”.

O diretor Chico Pelúcio considera que essa montagem, aliada à sólida linguagem teatral construída pelo LaMínima, será um “encontro dos primórdios da encenação do I Pagliacci, no tempo em que a ópera era apresentada para grandes públicos, populares em sua maioria, que encontravam ali uma comunicação forte, direta e reveladora. As óperas não eram para elites mas para a grande população”. E complementa que, “entrelaçar o circo, a música, a palhaçaria e a adaptação do dramaturgo Luís Alberto de Abreu, em uma obra, permitirá pesquisar um Brasil que transforma antropofagicamente suas influências”.

Histórico do grupo
O Grupo La Mínima, criado em 1997, é uma dupla de palhaços, com origem circense cujo princípio é pesquisar o repertório clássico do palhaço, adaptá-lo e aplicá-lo a diversos suportes dramatúrgicos.

O palhaço está nas ruas e nas feiras, nos parques de diversão, nas histórias em quadrinhos, no cinema mudo ou falado, nos espetáculos de variedades e nos textos clássicos. O palhaço vai existir sempre. Ele nos possibilita perceber limites, diferenças e semelhanças através de um universo fantasioso, mas não menos objetivo. É ele que nos permite rir de nós mesmos. De Homero a Bocaccio, de Carlitos a Oscarito, de Leonardo da Vinci a Laerte, a humanidade há pelo menos 28 séculos registra o humor e ri dela mesma.

Os 20 anos do LaMínima
O ano de 2016 já deixava vislumbrar, para os atores do LaMínima, que as duas décadas de estrada poderiam ser comemoradas no ano seguinte com uma estreia acalentada há tempos por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, seu parceiro de grupo: Pagliacci. Em uma sinopse escrita no ano passado por Domingos para apresentar o projeto LaMínima 20 anos, seu texto acabava com a  palavra “generosidade” para conceituar a arte do palhaço, “ (…) uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e acima de tudo, generosidade”.

É essa generosidade que permeia os 14 trabalhos estreados pela companhia até hoje e se materializa ao dar a chance ao público de fruir uma nova estreia teatral, uma exposição com fotos, figurinos e objetos e fazer circular pela cidade de São Paulo seis espetáculos de seu repertório.

Ficha Técnica
Concepção: Domingos Montagner e Fernando Sampaio/ Texto e adaptação: Luís Alberto de Abreu/ Direção: Chico Pelúcio/ Diretor assistente: Fabio Caniatto/ Direção musical e música original: Marcelo Pellegrini/ Elenco: Alexandre Roit (Canio), Carla Candiotto (Strompa), Fernando Paz (Peppe), Fernando Sampaio (Silvio), Filipe Bregantim (Tonio) e Keila Bueno (Nedda)/ Iluminação: Wagner Freire/ Cenografia: Marcio Medina e Maristela Tetzlaf/ Figurino: Inês Sacay/ Adereços: Cecília Meyer/ Visagismo: Simone Batata/ Pintura artística dos telões: Fernando Monteiro de Barros/ Assistente de pintura: Jonathas Souza Braga/ Costureiras: Benê Calistro, Célia Calistro e Cidinha Calistro/ Direção de Produção: Luciana Lima/ Produção executiva: Priscila Cha/ Administração: José Maria (Nia Teatro)/ Assistência de produção e de administração: Chai Rodrigues/ Assistência de produção: Karen Furbino/ Assessoria de imprensa: Márcia Marques (Canal Aberto)/ Programação visual: Sato Brasil  e Murilo Thaveira (Casa Da Lapa)/ Fotos: Carlos Gueller e Paulo Barbuto/ Supervisão geral: Fernando Sampaio e Luciana Lima.

Ficha Técnica Musical
Música originalmente composta e arranjada por Marcelo Pellegrini/ Produção musical: Surdina/ Músicos: Gabriel Levy (Acordeon), Luiz Amato (Violino), Adriana Holtz (Violoncelo), Maria Beraldo Bastos (Clarinete), Rubinho Antunes (Trompete), Paulo Malheiros (Trombone), Tuto Ferraz (Bateria), Pedro Pastoriz (Banjo), Ronem Altman (Bandolim) e Leonardo Mendes (Guitarra)/ Projeto de sonorização: Bruno Pinho/ Músicas incidentais adicionais: “Intermezzo” e “Vesti la Giubba” da ópera “Pagliacci” (Rugero Leoncavallo), “Preludio – Ato I” da ópera “La Traviata” (G. Verdi), “Coro di zingari” da ópera “II Trovatore” (G. Verdi), “Preludio – Ato I” da ópera “Carmen” (G. Bizet), “Valsa – Ato I” de “Coppélia” (L. Delibes) e “Minha Vontade” (Chatim)/ Alexandre Roit (Flauta, Trombone, Piano de Garrafa e Percussão), Carla Candiotto (Acordeon e Percussão), Fernando Paz (Serrote, Trompete e Acordeon), Fernando Sampaio (Sousafone, Concertina, Piano de Garrafa, Teclado de Buzina e Percussão), Filipe Bregantim (Saxofone, Piano de Garrafa e Percussão) e Keila Bueno (Voz e Percussão)

Serviço
Pagliacci
Até 2 de julho de 2017
Datas e horários: quinta à sábado, às 20h e domingo, às 19h.
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 80 Minutos
Local: Teatro do SESI-SP, Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Grátis. As reservas antecipadas de ingressos podem ser realizadas on-line pelo sistema Meu Sesi (www.sesisp.org.br/meu-sesi). Os ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, conforme horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30, e aos domingos, das 11h às 19h30).
Mais informações em http://www.centroculturalfiesp.com.br.

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Informações à imprensa
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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Exposição “Henri Cartier-Bresson, Primeiras Fotografias” no Centro Cultural FIESP

Registro de Henri Cartier-Bresson feito em Madri, em 1933. Créditos: divulgação

O Centro Cultural FIESP realiza até o próximo domingo, 25 de junho, a exposição “Henri Cartier-Bresson, Primeiras Fotografias”, que exibe 58 imagens feitas pelo renomado fotógrafo francês (1908-2004) em seus primeiros anos de carreira. Além de fotografias, a mostra apresenta também convites e livros relacionados ao mais influente fotógrafo do século XX.

No auge de seus 24 anos, em 1932, Henri Cartier-Bresson adquiriu a câmera Leica, em Marselha, da qual nunca se separou e fez dela praticamente um complemento de seus olhos e deixando o status de interesse casual pela fotografia em amor pela arte de fotografar. Três anos depois, ele originou uma das mais autênticas e importantes narrativas visuais da história da fotografia.

Composta por fotos clássicas e algumas inéditas, a mostra apresenta o caminho percorrido por Bresson em viagens pela Espanha, México, França e Itália. Essas andanças por esses países foi em busca do chamado “Momento Decisivo”, conceito originalmente publicado no livro “Images à la Sauvette” (1952).

Em meio aos destaques estão uma imagem do escritor francês Andre Pieyre de Mandiargues, de 1933, na Itália; um registro feito no mesmo ano em Madri, na Espanha (foto); e um documentário em preto e branco mudo intitulado “Henri Cartier-Bresson – Fotografando o Ano Novo Chinês”, gravado em Nova York em 1959, com 1’40” de duração.

SERVIÇO:
Exposição:
Henri Cartier-Bresson, Primeiras Fotografias
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 25/06/2017; segunda-feira, das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Construções Sensíveis” no Centro Cultural FIESP

“Acrylic Lens”, painel de acrílico, de Rogelio Poelsello em exibição no Centro Cultural FIESP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural FIESP promove até o próximo domingo, 18 de junho, a exposição “Construções Sensíveis: A Experiência Geométrica Latino-Americana na Coleção Ella Fontanals-Cisneros”, que traz cerca de 120 obras que recortam a abstração do nosso continente. São exibidos pinturas, desenhos, obras sobre papel, objetos, fotografias, esculturas e vídeos.

A mostra traz trabalhos de importantes artistas do concretismo e neoconcretismo brasileiro juntamente com obras poéticas abstratas da América Latina a partir dos anos de 1930. O diálogo entre artistas e grupos formados em países como Brasil, Argentina, Colômbia, Cuba, México, Uruguai e Venezuela é fortalecido pela exposição.

De acordo com os curadores Rodolfo de Athayde e Ania Rodríguez, “trata-se de uma exposição pensada especialmente para o Brasil e presta uma sutil homenagem à mostra Arte Agora II, América Latina: Geometria sensível que, em 1978, ocupou o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e fora destruída por conta de um trágico incêndio”.

Entre os destaques estão “Vilos” (1981/2017), uma instalação site specific, composto com fio, elástico, seixos e arame, de Gustavo Pérez Monzón; uma escultura “sem título” (cerca de 1970), de Martha Boto, feita de caixa de compensado e plexiglás com sistema elétrico giratório; “Acrylic Lens” (foto), painel de acrílico esculpido com base de mármore, de Rogelio Polesello.

SERVIÇO:
Exposição:
Construções Sensíveis: A Experiência Geométrica Latino-Americana na Coleção Ella Fontanals-Cisneros
Onde: Centro Cultural FIESP – Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César
Quando: até 18/06/2017; segunda, das 11h às 20h; terça a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Cia LaMínima completa 20 anos e celebra com estreia teatral, mostra de repertório e exposição no Sesi SP

Elenco de Pagliacci. Créditos: divulgação

Aos vinte anos, a maioridade já está batendo à porta. O caráter já está formado e ao mesmo tempo que há uma trajetória anterior, um grande caminho ainda está apontado à frente. Assim é com a LaMínima, companhia que completa, em 2017, duas décadas de intenso trabalho na área circense e teatral.

O projeto LaMínima 20 anos tem realização do Sesi São Paulo, e conta com várias ações para a comemoração dessa data: a estreia do espetáculo Pagliacci, uma mostra de repertório com apresentações de montagens marcantes da carreira do grupo (À La Carte, Luna Parke, Reprise, A Noite dos Palhaços Mudos, Rádio Variété e Classificados) e uma exposição com fotos, objetos e figurinos. Pagliacci também faz circulação pelos bairros da cidade, nos CEUS, por intermédio do edital Prêmio Zé Renato de Teatro, da Prefeitura Municipal de São Paulo.

A concepção do projeto LaMínima 20 anos é de Domingos Montagner e Fernando Sampaio. Pagliacci, baseado na obra de Ruggero Leoncavallo, tem a direção artística de Chico Pelúcio e reúne uma ficha técnica ímpar, que alia profissionalismo e afeto: Luís Alberto de Abreu assina o texto e a adaptação, os atores Alexandre Roit, Carla Candiotto, Fernando Sampaio, Fernando Paz, Filipe Bregantim e Keila Bueno se juntam em cena para dar vida a uma trupe de palhaços e suas histórias de ciúme, traições e vilanias. Marcelo Pellegrini fez a direção musical, Marcio Medina criou a cenografia, Inês Sacay os figurinos, e Wagner Freire, a iluminação.

Histórico do grupo
O Grupo La Mínima, criado em 1997, é uma dupla de palhaços, com origem circense cujo princípio é pesquisar o repertório clássico do palhaço, adaptá-lo e aplicá-lo a diversos suportes dramatúrgicos.

O palhaço está nas ruas e nas feiras, nos parques de diversão, nas histórias em quadrinhos, no cinema mudo ou falado, nos espetáculos de variedades e nos textos clássicos. O palhaço vai existir sempre. Ele nos possibilita perceber limites, diferenças e semelhanças através de um universo fantasioso, mas não menos objetivo. É ele que nos permite rir de nós mesmos. De Homero a Bocaccio, de Carlitos a Oscarito, de Leonardo da Vinci a Laerte, a humanidade há pelo menos 28 séculos registra o humor e ri dela mesma.

Os 20 anos do LaMínima
O ano de 2016 já deixava vislumbrar, para os atores do LaMínima, que as duas décadas de estrada poderiam ser comemoradas no ano seguinte com uma estreia acalentada há tempos por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, seu parceiro de grupo: Pagliacci. Em uma sinopse escrita no ano passado por Domingos para apresentar o projeto LaMínima 20 anos, seu texto acabava com a  palavra “generosidade” para conceituar a arte do palhaço, “ (…) uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e acima de tudo, generosidade”.

É essa generosidade que permeia os 14 trabalhos estreados pela companhia até hoje e se materializa ao dar a chance ao público de fruir uma nova estreia teatral, uma exposição com fotos, figurinos e objetos e fazer circular pela cidade de São Paulo seis espetáculos de seu repertório.

Domingos Montagner
O ano de 2016 trouxe surpresas para o LaMínima. A dupla de palhaços Agenor e Padoca, nascida em 1997, fruto do encontro de Fernando Sampaio e Domingos Montagner no final dos anos 1980 no Circo Escola Picadeiro, não existiria mais. A parceria desses dois grandes atores circenses chegava ao fim, com a morte acidental de Domingos no Rio São Francisco, em setembro. Aos 54 anos, o ator que dividia as criações do LaMínima com Fernando saiu de cena, deixando um legado de 14 “filhos”, 20 anos de história e um exemplo de generosidade como artista e ser humano.

Luciana Lima, produtora da companhia desde 2001, nunca racionalizou se o projeto deveria ou não continuar. “Nunca pensei em desistir da comemoração dos 20 anos do grupo. Não foi uma escolha racional [prosseguir], porque é uma forma de termos, continuamente, a ‘presença’ do Domingos, ponderando a todo momento de como ele agiria nas situações, das grandes decisões até aos mínimos detalhes. O LaMínima 20 anos é uma consequência dessas duas décadas de trabalho, é mais que uma homenagem, é a constatação da evolução da linguagem da companhia, a sua relação com a arte e sua fidelidade aos princípios que a norteia desde sempre”, pondera Luciana que além de produtora, é atriz e esposa de Domingos.

Ela ainda lembra que o trabalho foi todo desenhado e conceituado em 2016, inclusive com a escolha da equipe de criação e elenco: “Tivemos duas reuniões com todos sobre como seria essa nova montagem, quais caminhos cênicos seriam possíveis, inclusive desenhos foram feitos por Domingos – ele costumava traduzir em ilustrações todas suas ideias, de cenas a figurinos e cenários.

Assim o LaMínima caminha e continua sua trajetória. No mesmo texto escrito por Domingos sobre os 20 anos do grupo, ele dizia “queremos comemorar [essa história], apresentando espetáculos que percorreram muita estrada, realizando uma exposição com fotos, figurinos, objetos que andaram conosco e estrear Pagliacci, um novo companheiro para nos ajudar a construir mais um trecho deste caminho, que ainda não sabemos onde é o fim”.

Que antes do fim, se houver, o LaMínima possa seguir adiante comemorando 20, 25, 30, 50 anos de trabalho, oferecendo ao público o melhor da arte circense, fazendo rir e se emocionar a cada nova montagem.

Texto e direção de Pagliacci
Pagliacci é, originalmente, uma ópera em dois atos, com música e libreto compostos por Ruggero Leoncavallo e representada pela primeira vez no Teatro dal Verme de Milão, em 21 de maio de 1892. Obra mundialmente conhecida, é um melodrama de um amor fracassado e traído envolvendo atores de uma companhia circense.

O Pagliacci, dirigido por Chico Pelúcio e escrito por Luís Alberto de Abreu, coloca em cena os personagens Canio (Alexandre Roit), chefe da companhia de saltimbancos e Nedda (Keila Bueno),  esposa de Canio e foco do amor de Silvio (Fernando Sampaio), ator da companhia circense. Tonio (Filipe Bregantim), com sua índole questionável, namora a sedutora e voluptuosa Strompa (Carla Candiotto) e Peppe (Fernando Paz) é o dramaturgo da companhia, o bufão.

Nessa estreia do LaMínima, da ópera de Leoncavallo há apenas o título e os personagens. Para Abreu, autor desse texto escrito ineditamente para o grupo, a questão era beber na fonte do “[mote original] sério, pesado, melodramático e prisioneiro da moral do século XIX” e buscar os elementos da dramaturgia “na própria linguagem teatral e circense: a narrativa, a farsa, o melodrama, o metateatro, a eliminação da linearidade, tão característica da linguagem circense e do teatro de variedades”.

O diretor Chico Pelúcio considera que essa montagem, aliada à sólida linguagem teatral construída pelo LaMínima, será um “encontro dos primórdios da encenação do I Pagliacci, no tempo em que a ópera era apresentada para grandes públicos, populares em sua maioria, que encontravam ali uma comunicação forte, direta e reveladora. As óperas não eram para elites mas para a grande população”. E complementa que, “entrelaçar o circo, a música, a palhaçaria e a adaptação do dramaturgo Luís Alberto de Abreu, em uma obra, permitirá pesquisar um Brasil que transforma antropofagicamente suas influências”.

Serviço:
Pagliacci
Temporada: de 30 de março a 2 de julho de 2017
Datas e horários: quinta à sábado, às 20h e domingo, às 19h.
Apresentações extras: 12 de abril, às 20h | 7, 14 e 21 de junho, às 20h
Classificação Indicativa: 14 anos
Local: Teatro do SESI-SP, Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Grátis. As reservas antecipadas de ingressos podem ser realizadas on-line pelo sistema Meu Sesi (www.sesisp.org.br/meu-sesi). Os ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, conforme horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30, e aos domingos, das 11h às 19h30).
Mais informações em http://www.centroculturalfiesp.com.br.

Mostra Repertório LaMínima
Todas as apresentações têm entrada gratuita.

À LA CARTE
Classificação Indicativa: 10 anos
Sem a utilização de um texto como base narrativa, mas através de um roteiro baseado em magias, técnicas circenses e números musicais, o LaMínima utiliza a arte do palhaço em prosaicos números de forte gestualidade. Queremos que o público não deixe de desfrutar do prazer de rir de si próprio.
12 de abril, quarta, às 15h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
19 de abril, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
26 de abril, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313).

A NOITE DOS PALHAÇOS MUDOS
Classificação Indicativa: 10 anos
Dois palhaços mudos são perseguidos por uma seita que os considera uma ameaça e pretende extingui-los. Caçados numa noite, os palhaços conseguem escapar, mas um deles é mutilado, perdendo o nariz. Solidário, seu parceiro parte com ele para um ousado “resgate nasal”. Perseguições em meio às sombras misturam-se a truques de magia, números musicais e outros absurdos cômicos que evocam os conflitos entre as intolerâncias contemporâneas e a lógica do palhaço… se é que ela existe.
10 de maio, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
17 de maio, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
24 de maio, quarta, às 20h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313).

LUNA PARKE
Classificação Indicativa: Livre
Um parque ambulante apresenta aos visitantes um acervo com as mais fantásticas atrações: Monga, a mulher-gorila; Jhonny, o homem-bala; e muitas outras surpresas, todas patrocinadas pelo poderoso “Elixir Luna Parke, a vida num instante! ”. A companhia encerra o espetáculo encenando uma farsa, talvez a mais bizarra das atrações.
04 de junho, domingo, às 14h – palco externo do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313);
17 de junho, sábado, às 14h – Sesi Osasco (Av. Getúlio Vargas, 401 – Piratininga, Osasco);
18 de junho, domingo, às 14h – no Sesi Osasco (Av. Getúlio Vargas, 401 – Piratininga, Osasco).

CLASSIFICADOS
Classificação Indicativa: Livre
Depois que o Circo é impedido de ter animais entre suas atrações, um Leão e um Urso são postos na rua e fazem o impossível para sobreviver no mundo dos Homens.
Agora, em meio a Ratos de Laboratório, Macacos Humanizados e Gente Maluca, os amigos terão que recorrer a todo o seu talento para viver a maior aventura de suas vidas: conquistar um emprego que lhes garanta um prato de comida e um lugar para dormir.
“Classificados” é uma comédia infantil que homenageia todos os artistas – humanos ou não – que fazem de tudo para colocar mais alegria no mundo.
07 de junho, quarta, às 15h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
14 de junho, quarta, às 15h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313);
21 de junho, quarta, às 15h – Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313).

RÁDIO VARIÉTÉ
Classificação Indicativa: 10 anos
Três artistas do teatro de variedades num local público, começam a instalar uma parafernália “um tanto” tecnológica, porém aparentemente obsoleta. Aos poucos, este conjunto toma forma de um estúdio de “rádio-circo-teatro”, onde desfilarão atrações jornalísticas-dramático-musicais.
02 de abril, domingo, às 14h – palco externo do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313);
27 de abril, quinta, às 13h – Sesi Santana do Parnaíba (Av. Conselheiro Ramalho, 264 – Cidade São Pedro – Gleba A, Santana de Parnaíba);
28 de abril, sexta, às 13h – Sesi Cotia (Rua Mesopotâmia, 300 – Jardim Passargada I, Cotia).

REPRISE
Classificação Indicativa: Livre
Ao chegarem no local de apresentação, dois palhaços descobrem que foram contratados para o mesmo local, no mesmo horário, pela mesma pessoa. Depois de infrutíferas tentativas de provarem um ao outro sua prioridade no picadeiro, decidem realizar este trabalho juntos.
07 de maio, domingo, às 14h – palco externo do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313);
18 de maio, quinta, às 11h – Sesi Diadema (Av. Paranapanema, 1500 – Taboão, Diadema);
19 de maio, sexta, às 13h – Sesi São Caetano do Sul (Rua Santo André, 810 – Bela Vista, São Caetano do Sul).

Exposição Lamínima 20 Anos
Período: de 11 de abril 9 de julho de 2017
Datas e horários: diariamente, das 10h às 20h (entrada permitida até 19h40)
Classificação indicativa: Livre
Local: Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Grátis. Mais informações em http://www.centroculturalfiesp.com.br.

Assessoria de Imprensa Sesi-SP | http://www.sesisp.org.br/cultura/
Raisa Scandovieri: raisa.scandovieri@fiesp.com.br
Telefone: (11) 3549-4846

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Por Márcia Marques | Canal Aberto

Exposição “Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana” no Centro Cultural FIESP

O Centro Cultural FIESP apresenta na Galeria de Arte do SESI a mostra “Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana” até o dia 19 de janeiro de 2014. A exposição traz cerca de 1.330 obras de aproximadamente 600 artistas de 22 países, entre os quais 79 são brasileiros.

A mostra já passou pelo México, Espanha e Colômbia e é resultado do trabalho do Formento Cultural Banamex, do México.

No espaço expositivo são apresentadas uma grande variedade de obras de arte popular, feitas com muita técnica e perfeição pelos mais renomados artesãos ibero-americanos.

Entre as obras de arte popular expostas na galeria, temos esculturas, ourivesaria, retábulos, adornos, joias, oratórios, esporas, sinos, castiçais, utensílios domésticos, pinturas, imagens sacras, vestimentas, têxteis, toalhas, bolsas, esculturas e bonecos de barro, móveis, potes, panelas, sopeiras, vasos, instrumentos musicais, redes, selas, balaios, cestos em fibras vegetais, entre outros.

Enfim, as peças se destacam tanto pela parte cultural como pela beleza de si próprios.

SERVIÇO:
Exposição: Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana
Onde: Centro Cultural FIESP – Galeria de Arte do SESI – Avenida Paulista, 1313
Quando: até 19/01/2014; segunda-feira, das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Mostra sobre a história dos Jogos Olímpicos no Centro Cultural SESI

A tocha olímpica dos Jogos de Londres (2012). Foto: Jorge Almeida
A tocha olímpica dos Jogos de Londres (2012). Foto: Jorge Almeida

Os paulistanos e turistas que visitam a capital paulista têm até o próximo dia 30 de junho para visitar a exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte” na Galeria de Arte do SESI, no Centro Cultural Ruth Cardoso FIESP, que apresenta cerca de 300 peças que recriam a atmosfera e a emoção dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

A exposição, que é dividida em oito núcleos, tem medalhas e tochas originais, uniformes, equipamentos esportivos de alguns atletas, entre outros itens, além de imagens e vídeos relacionados ao evento olímpico, inclusive o ursinho Mischa, mascote das Olimpíadas de Moscou (1980) reproduzida em tamanho real.

Em destaques, raridades do esporte brasileiro presente na mostra como, por exemplo, a camisa do levantador Maurício (medalha de Ouro no vôlei, em Barcelona-92), o uniforme usado por Maurren Maggi na conquista do Ouro Olímpico no salto em distância (Pequim-2008) e o colete de Torben Grael, medalhista de Bronze em Sydney (2000). Ainda há objetos de atletas estrangeiros, como o uniforme do tenista Roger Federar, campeão de duplas em Pequim.

É claro que um dos destaques da mostra é a carta do Barão Pierre de Coubertin, o fundador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896.

Grande parte do material exposto pertence ao Museu do Comitê Olímpico Internacional, sediado em Lausanne, Suíça. E alguns itens deixaram o território suíço pela primeira vez por conta de reforma da sede do museu que irá até o fim do ano. De São Paulo, a mostra seguirá para o Rio de Janeiro.

Aliás, a exposição quebrou um protocolo: pois o Museu do COI realiza exposições apenas nas sedes olímpicas, e ao longo da realização dos Jogos.

A mostra é uma excelente oportunidade para quem quiser conhecer a história de um dos maiores eventos esportivos do mundo. E o melhor: pode tirar fotos, mas sem flash.

SERVIÇO:
Exposição: Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte
Onde: Centro Cultural FIESP (Galeria de Arte do SESI) – Avenida Paulista, 1313
Quando: até 30/06/2013; às segundas-feiras, das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10h às 20h; aos domingos, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição apresenta tapeçaria de Portugal no Centro Cultural FIESP

O Centro Cultural FIESP realiza até o próximo dia 10 de março na Galeria de Arte do SESI a exposição “A Arte da Tapeçaria: Tradição e Modernidade”, que reúne cerca de 60 peças que fazem parte do acervo de tapetes originários de Portalegre, cidade portuguesa localizada na região do Alantejo.

Dividida em oito núcleos, a mostra apresenta as peças de tapeçarias murais decorativas que são realizados há mais de 60 anos na cidade lusitana. Cada núcleo exibe a evolução de todas as etapas de execução em um processo criativo e tecnológico.

O primeiro núcleo, por exemplo, – “Ler e Interpretar a Intenção do Artista: A Transposição do Cartão de Tapeçaria para a Escada da Obra” -, obviamente, aborda desde a apresentação do cartão original de um artista, incluindo a “parceria” do mesmo com a desenhista e as tecedeiras até a aprovação do pintor, quando ele dá o aval do resultado.

A exposição apresenta produções de Almada Negreiros, Burle Marx, Júlio Pomar, Eduardo Ney, Bruno Munari, Joana Vasconcelos e Vik Muniz, entre outros.

Entre os destaques estão “Portugal”, de Almada Negreiros, Manufactura de Tapeçarias de Portalegre – MTP, de 1957; “Partida de Emigrantes”, também de Almada Negreiros, MTP, de 1979; e “Finalidade Sem Fim”, de Cruzeiro Seixas, MTP, de 2009.

SERVIÇO:
Exposição: A Arte da Tapeçaria: Tradição e Modernidade
Local: Centro Cultural FIESP – Galeria de Arte do SESI – Avenida Paulista, 1313
Quando: até 10/03/2013; segunda-feira, das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida