Exposição de gravuras japonesas no Centro Cultural São Paulo

A serigrafia “Lemon Squash”, de Yayoi Kusama, em exibição no Centro Cultural São Paulo. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) apresenta até o próximo domingo, 24 de junho, a exposição “Variação e Autonomia: as Gravuras de Pintores Japoneses Contemporâneos”, que traz cerca de 30 gravuras de dez pintores japoneses que compreendem o período pós-guerra: entre as décadas de 1950 e 1980.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a partir dos anos 1950, o crescimento de pintores que trabalharam com litografia e na emergente peintre-graveur (pintor que é também gravurista) aconteceu de forma fenomenal no Japão. Na década seguinte, o aparecimento dessas gravuras se abrangeu a um maior destaque e ateliês de gravura foram abertos por toda parte na terra do Sol Nascente.

O curador da mostra, Kyoji Takizawa, do Museu Municipal de Artes Gráficas de Machida, reforça que as obras não são compostas por trabalhos de artistas intitulados criadores ou desenvolvedores únicos ou específicos na história da produção de gravuras contemporâneas japonesas, mas sim por artistas que tendem a serem notados como agentes de suporte desse processo e que esses trabalhos colaboraram para o estabelecimento do gênero, paralelamente em que congregou a elas a devida envergadura.

A exibição pretende lançar luz sobre o fato de que uma nova área foi desenvolvida por meio das gravuras contemporâneas japonesas e que a pretensão da mostra é reconsiderar a história existente dessas gravuras, que hoje, passados mais de 70 anos da Segunda Guerra Mundial, estão prestes a serem esquecidas.

Entre os destaques estão as serigrafias “Hill In Spring” (1983), de Yasukazu Tabuchi; “Lemon Squash” (foto), de 1988, de Yayoi Kusama; e “Owl Man” (1988), de Naoyoshi Hikosaka.

Além dos artistas citados, participam da exposição os artistas Hitoshi Nakazato, Kosai Hori, Masanari Murai, Natsuyuki Nakanishi, Toeko Tatsuno, Tomoharu Murakami e Toshinobu Onosato.

SERVIÇO:
Exposição: Variação e Autonomia: as Gravuras de Pintores Japoneses Contemporâneos
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 24/06/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Great British Festival | 22º Cultura Inglesa Festival” no CCSP

Drácula e Lobisomen: dois personagens de terror criados por autores britânicos no CCSP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo apresenta até o próximo domingo, 17 de junho, a mostra “Great British Festival”, que aborda as histórias de mistério, terror e suspense britânicos em um passeio imersivo por meio da interatividade da exposição, que faz parte do 22º Cultura Inglesa Festival.

Na história do Reino Unido não faltam mistérios. Quem não conhece ou já ouviu falar sobre o enigmático e o sobrenatural nos monumentos de Avebury e Stonehenge, as passagens secretas dos castelos da Idade Média, a lenda do Monstro do Lago Ness e nos crimes de Jack, o Estripador. E sem contar as histórias do Rei Arthur.

A imaginação foi o grande estímulo dos grandes autores britânicos, que instituíram seres fantasmagóricos e que até hoje influenciam na cultura pop, como Drácula e Frankenstein. E também veio para a realidade, seja com aparições fantamasgóricas ou fenômenos inexplicáveis em pontos turísticos mal-assombrados por todo o território britânico, como as Capelas das Torres de Londres, Baker Street (estação de metrô de Londres).

Outros itens relacionados ao mistério e suspense londrino, como os monstros e mitos, a cozinha de Woodchester, entre outros estão representados por fotos, textos e áudios pelo CCSP.

O objetivo do Cultura Inglesa Festival é levar o visitante a conhecer esse universo.

SERVIÇO:
Exposição:
Great British Festival | 22º Cultura Inglesa Festival
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 17/06/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Hiperfoto – Brasil” no Centro Cultural São Paulo

A obra “Veduta SP2”, de Jean-François Rauzier, em exibição no CCSP. Créditos: divulgação

O Centro Cultural São Paulo promove até o próximo domingo, 6 de maio, a exposição “Hiperfoto – Brasil” que traz cerca de 60 obras que misturam fotografia e manipulação digital do fotógrafo francês Jean-François Rauzier em que o artista recria espaços da cidade. O projeto já passou por Rio de Janeiro, Brasília e Salvador.

As imagens de Rauzier energizam o universo sobre o qual ele lança o seu olhar. Com o uso do computador, o fotógrafo produz uma hipercolagem em que são agrupados vários registros captados durante suas viagens, criando algo como se fosse o casamento entre o macro e o micro, o real e o virtual e (sempre) impressas em grandes formatos.

Jean-François sabe multiplicar os efeitos da ilusão e, ao lançar o seu olhar, ele presta uma homenagem ao patrimônio das cidades. E, com a mostra, permitirá ao espectador reconhecer, por meio das imagens, alguns símbolos das cidades visitadas.

Entre os destaques estão “São Bento” (2014), montagem fotográfica composta por cinco painéis de 160×95; “Veduta SP2” (foto), de 2017, uma vista aérea de São Paulo com a Helibrás; e “Hipervídeo Paisagem Urbana” (2017).

SERVIÇO:
Exposição: Hiperfoto – Brasil
Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 06/05/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “São Paulo – Capital Tropicalista” no Centro Cultural São Paulo

Sala Tarsila do Amaral, do Centro Cultural São Paulo, que acolhe exposição que homenageia os 50 da Tropicália. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) está com a exposição “São Paulo – Capital Tropicalista” em cartaz até o próximo domingo, 6 de maio, e homenageia os 50 anos da Tropicália, movimento musical (e cultural) formado por músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Torquato Neto, além dos integrantes d’Os Mutantes – Rita Lee e os irmãos Batista: Arnaldo e Sérgio Dias.

Diferentemente das mostras tradicionais, o tributo do CCSP à Tropicália está instalado na Sala Tarsila do Amaral, e não tem a exibição de objetos e obras expostas, apenas imagens e sons, que serão projetados paralelamente aos resguardos de grandes dimensões. Para a exposição, o espaço foi totalmente fechado para não receber a luz exterior para permitir ao visitante a impressão de como se estivesse em um túnel do tempo.

O sistema de video-mapping reproduz imagens justapostas que desenrolam objetos, através de uma experiência tropicalista, que permite a associação entre músicas com arranjos eruditos com a poesia concreta.

O “marco-zero” do Tropicalismo aconteceu em julho de 1968, dois meses após as manifestações de “Maio de 1968” na França, com o lançamento do álbum “Tropicalia ou Panis et Circencis” (1968), lançado de forma coletiva por Gil, Caetano, Nara Leão, Tom Zé, Os Mutantes, Torquato Neto e Rogério Duprat, obra em que eles mesclaram manifestações tradicionais da cultura brasileira as inovações estéticas radicais do período, além das influências da Bossa Nova, do rock e do Concretismo, e, claro, causar impacto na juventude brasileira, que vivia o “auge” da ditadura militar.

SERVIÇO:
Exposição:
São Paulo – Capital Tropicalista
Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 06/05/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Dialetos 2” no Centro Cultural São Paulo

Uma das obras de Evandro Prado no Centro Cultural São Paulo. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) apresenta até o próximo domingo, 6 de maio, a exposição “Dialetos 2”, que reúne cerca de 30 obras de 20 artistas contemporâneos do cenário do Centro-Oeste do Brasil. Na mostra, é exibido um recorte com um olhar variado e pluralista dos artistas da região.

A importância da curadoria da exposição enfatiza a afinidade constituída entre o trabalho dos artistas emergentes amadurecidos e de nomes que ultimamente tiveram suas obras integradas no circuito institucional e comercial de arte contemporânea do Centro-Oeste e de grandes centros culturais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Com curadoria de Paulo Henrique Silva, a exposição é dividida em quatro núcleos, assim definida pelo curador: “o de artistas que operam a mídia do desenho e suas diversas facetas”, “o de artistas que lançam mão da fotografia para narras suas poéticas”, “o de artistas que mesclam modalidades híbridas” e “o de artistas que lidam as novas proposições da pintura”.

Entre os participantes estão: Ana Ruas, Yara Pina, Virgílio Neto, Alice Lara, Barbara Mangueira, Valdson Ramos, Talles Lopes, Rei Souza, Camila Soato, César Becker, David Almeida, Evandro Prado, Evandro Soares, Pedro Gandra, Flávia Fabiana, Helô Sanvoy, Joardo Filho, Jonas Barros, Julia Milward e Julio Lapa Gesse.

Em meio aos destaques estão obras como “Sal de Cura” (2017), composta por sal grosso, carne, cápsula de munição e recipientes de vidro, de Helô Sanvoy; “Da Série Discordância” (foto), um óleo sobre tela, de 2018, de Evandro Prado; e “Da Série Experimentos para Bovinos” (2015), fotografias, pedras com cores naturais da região de Nobre (MT).

SERVIÇO:
Exposição:
Dialetos 2
Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 06/05/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

HILDA, com texto inédito da francesa Marie NDiaye, estreia no CCSP dia 27 de abril

Hilda é a grande presença ausente da cena; ela não aparece, tudo o que soubermos de Hilda será dito pelos outros. Créditos: divulgação

NDiaye é um dos grandes nomes da literatura contemporânea francesa, aclamada em 2009 com o Prêmio Goncourt pelo romance Três Mulheres Fortes

Com dois romances vigorosos publicados no Brasil, finalmente a premiada escritora francesa Marie NDiaye terá seu teatro revelado ao público brasileiro. Hilda, primeira peça da autora, cuja obra teatral é totalmente inédita por aqui, estreia dia 27 de abril no Centro Cultural São Paulo. A montagem do Núcleo Caixa Preta de Teatro, com tradução de Bibianne Riveros e direção de Roberto Audio, traz no elenco Cácia Goulart (três vezes indicada ao Prêmio Shell/SP de melhor atriz), Zé Geraldo Jr. e Beatrix Oliva.

Marie NDiaye, consagrada com os prêmios Femina, em 2001, e Goncourt, em 2009, é um dos nomes mais aclamados da literatura francesa contemporânea. Conhecida pelo trabalho primoroso com a palavra em seus romances, conduzindo uma narrativa em que o mais importante e aterrador se mostra nas lacunas do discurso das personagens, no teatro a sua escrita é igualmente vigorosa, problematizando a indigência da condição humana.

Hilda aborda o drama da vida privada e suas afetações burguesas no nível da mais franca histeria, fazendo surgir no palco um tagarelar incessante da mais pura neurose, através de Madame Lemarchand, interpretada por Cácia Goulart. Na trama, a mulher rica e ociosa, que delega aos outros a própria vida, decide por puro capricho que quer ter Hilda como empregada. Tanto ela quer e tanto ela pode, que sequer precisa consultar Hilda, bastando que o marido desta (Frank, interpretado por Zé Geraldo Jr.) “feche negócio” com a patroa, praticamente leiloando a esposa. Ter Hilda passa a ser a principal ocupação da madame, e a apropriação vai se fazendo cada vez mais intrusiva, até ela decidir que nem o marido nem os filhos de Hilda poderão vê-la mais; ela mesma, madame, dará banho em Hilda, vestirá Hilda, cortará os cabelos de Hilda, alugará Hilda aos amigos, emprestará Hilda ao marido… O vampirismo estarrecedor de Lemarchand não dá margem sequer para que a personagem da empregada apareça em cena; embora tendo o nome obsessivamente repetido ao longo da peça, tudo o que soubermos de Hilda será dito pelos outros.

“À primeira vista é uma relação de poder entre a empregada e a patroa, mas o que o texto revela é, na verdade, a impotência dessa mulher aparentemente tão poderosa. Ela não tem vida própria, e por isso precisa se apropriar da vida dos outros e destruí-las”, diz Cácia Goulart, que revela ter ficado chocada com a primeira leitura do texto. “Acho que essa incapacidade de ser dessa mulher acaba não permitindo que outros sejam também”.

De fato, na peça, o poder de Madame Lemarchand se efetiva em todas as suas dimensões, desde as mais mesquinhas e caprichosas. Em contrapartida, mais dependente ela se torna, incapaz de saber o que fazer de si mesma. Talvez por isso é que ela lamenta, melancólica: “Não podemos fazer nada do fato de Hilda ser ela mesma, Frank”. Como se, apesar de totalmente sujeitada a esse poder devastador da patroa, o mero fato de ser “o outro” é algo que ninguém pode nos tirar, mesmo que nos destrua. Por isso, no exercício infame desse poder, Madame Lemarchand estará condenada a uma falsificação do real, condenada a uma personalidade mimética – que procura fora de si o que a sua própria indigência subjetiva não pode lhe dar.

Mas é precisamente essa falsificação do real que se dá através do discurso de Lemarchand o que faz o espetáculo atingir momentos de um humor mordaz. A dissonância tagarela entre o que é dito e a precária representação que a madame tem de si mesma resulta na exposição de uma doença social que só o riso cortante é capaz de denunciar.

ENCENAÇÃO

Para encenar uma obra de tão tensos jogos verbais, em que a força da palavra é avassaladora da primeira à última linha do texto, o diretor Roberto Audio diz ter optado por colocar atores e demais artistas envolvidos no trabalho sob a responsabilidade de criarem um discurso por entre as lacunas do drama já escrito. “A direção foca sobretudo no jogo entre os intérpretes, para localizar e construir as múltiplas variações de estados, tempos e performances, com o intuito de localizar os embates essenciais entre as personagens”, conta Audio.

Com música original de Marcelo Pellegrini, Luz de Lúcia Chedieck e cenário e figurino de Rosângela Ribeiro, a montagem se vale de espaços cênicos definidos por linhas de luz e formas geométricas que flertam com o abstracionismo de Mondrian, revelando diferentes intensidades, como fragmentos de uma estrutura opressora superior.

As transformações no espaço serão feitas pela luz e pelos atores. “Por esse motivo”, explica o diretor, “o espaço deverá ser minimalista e móvel, sem obstruir o imaginário do espectador”. Pela mesma razão, objetos essenciais ao universo de cada uma das personagens compõem a cenografia. “O resto”, diz Audio, “é por conta da riqueza da palavra e do jogo interpretativo”.

MARIE NDIAYE

Aclamada em 2009 com o Prêmio Goncourt pelo romance Três mulheres Fortes e o Prêmio Femina em 2001, com Rosie Carpe, mas seu romance mais conhecido no Brasil é Coração Apertado. NDiaye já se consolidou como um dos grandes nomes da literatura contemporânea francesa.   Hoje, ela conta com uma dezena de romances e coletâneas de contos, peças de teatro, histórias infantis e a coautoria do roteiro de White Material, último filme de Claire Denis, estrelado por Isabelle Huppert.

NÚCLEO CAIXA PRETA – HISTÓRICO

A Morte de Ivan Ilitch, de Tolstói (2013) teve duas indicações ao Prêmio Shell de 2013 em SP: melhor atriz para Cácia Goulart e melhor iluminação para Lúcia Chedieck.

O Abajur Lilás ou uma Medeia Perdida na Augusta?, a partir das obras de Plínio Marcos e do mito de Medeia (2013).

Menina Nina, Duas Razões para não Chorar, de Ziraldo (2011), adaptado por Elzemann Neves, Vadim Nikitim e Daniela Thomas, a partir do livro homônimo de Ziraldo.

Dissidente, de Michel Vinaver (2010), obra do dramaturgo francês Michel Vinaver, sob direção de Miriam Rinaldi.

O Funâmbulo, de Jean Genet (2009), poema-ensaio de Jean Genet.

Bartleby, de Herman Melville, adaptação de José Sanchis Sinisterra (2008), teve duas Indicações ao Prêmio Shell 2008 em SP: melhor atriz para Cácia Goulart e melhor cenário para André Cortez.

Navalha Na Carne, de Plínio Marcos (2003), teve indicação ao Prêmio Shell 2003 em SP de melhor atriz para Cácia Goulart.

Quando As Máquinas Param, de Plínio Marcos (2001), com Cácia Goulart e Edmilson Cordeiro no elenco e dirigido por Joaquim Goulart.

Cegonha, Avião… Mentira, Não! de Yves Vedrenne (1999), adaptado e dirigido por Joaquim Goulart, a partir de texto do educador francês Yves Vedrenne.

Medeia é um Bom Rapaz, de Luis Riaza (1999), com texto do espanhol Luis Riaza, dirigida por Marco Antonio Braz.

FICHA TÉCNICA
Dramaturga: MARIE NDIAYE
Direção: ROBERTO AUDIO
Tradução: BIBIANNE RIVEROS
Atores: CÁCIA GOULART, ZÉ GERALDO JR. e BEATRIX OLIVA
Iluminação: LÚCIA CHEDIECK
Música original: MARCELO PELLEGRINI
Cenário e figurinos: ROSÂNGELA RIBEIRO
Preparador de atores: ALEXANDRA DA MATTA
Fotografia: CACÁ BERNARDES
Vídeo: BRUNA LESSA/BRUTA FLOR FILMES
Designer Gráfico: OSVALDO PIVA
Idealização e Direção de produção: CÁCIA GOULART
Produtor Executivo: LUCAS LASSEN
Realização: NÚCLEO CAIXA PRETA da Cooperativa Paulista de Teatro

SINOPSE
A partir da contratação de Hilda como empregada doméstica, patroa e marido da contratada, iniciam uma negociação permeada por um humor cáustico, onde as relações de subordinação sociais e afetivas são levadas ao limite do delírio e da loucura.

SERVIÇO
HILDA
Temporada: 27/04 a 10/06 de 2018
27/04 a 13/05 e de 25/05 a 27/05 > Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h;
31/05 a 10/06 > Quinta a sábado, às 21h e domingos, às 20h (as sessões das quintas-feiras dias 31/5 e 7/06 são gratuitas; os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes do início)
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000 – Vergueiro – São Paulo/ SP
Duração: 90 min/ Recomendação: 16 anos
Capacidade: 321 lugares
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) – pelo site INGRESSO RÁPIDO
Tel.: (11) 3397-4002

Para entrevistas, fotos e outras informações:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 Celular: 11 9 9126 0425 (Márcia) | (11) 9 8435-6614 (Dani)

Por Márcia Marques | Canal Aberto

Cinequanon, da Focus Cia de Dança, estreia em São Paulo e faz referência a mais de 80 filmes do cinema mundial

Violência, drama, romance, suspense, comédia, entrelaçam os números em Cinequanon. Personagens como o super-herói, a princesa, o xerife, o soldado, a enfermeira, e outros tantos da filmografia mundial aparecem como referências na obra. Créditos: Divulgação

Espetáculo comove plateia com trilhas, cenas, figurinos, títulos e referências diversas de filmes do cinema mundial; coreografia abre o Semanas de Dança no CCSP

O novíssimo espetáculo Cinequanon, da Focus Cia de Dança, estreia em São Paulo dia 1º de setembro para uma curtíssima temporada (até 3 de setembro) no CCSP – Centro Cultural São Paulo. A obra, que tem direção, concepção e coreografia de Alex Neoral, abre a 14º edição do Semanas de Dança, evento paulistano que apresenta, esse ano, um recorte curatorial que contempla companhias e grupos com mais de uma década de trajetória profissional.

A Focus é uma das companhias de dança contemporânea convidadas pelo Programa Petrobras Cultural. O aporte recebido garante a manutenção e a circulação por várias cidades do Brasil, algumas inclusive que nunca assistiram a nenhum trabalho da Focus, que completa 17 anos de estrada em 2017.

Cinequanon é o mais recente trabalho da companhia carioca e põe no palco cerca de 80 referências a filmes do cinema mundial. De trilhas a figurinos, de cenas a títulos, muitos elementos estão no palco. “Eu parti de pontos distintos na construção. Imagens de filmes sugeriram movimentos, títulos desenharam gestos e cenas. Foi uma grande mistura de referências que em alguns momentos aparecem mais claramente e em outros aponta uma atmosfera”, explica Alex Neoral, diretor e corégrafo do espetáculo.

O espetáculo é formado por um jogo de cenas que aposta no universo do cinema como linha criativa. Na atmosfera onírica, o espetáculo busca inspiração em afetos impulsionados por músicas, ruídos, objetos e diferentes arquétipos de personagens que embalam e dão enredo a produções cinematográficas de diversos gêneros.

Obras da filmografia de todas as épocas, como “Tempos modernos”, “Psicose”, “O Poderoso Chefão”, “Dogville”, “Matrix”, “Ensaio sobre a cegueira”, “Tudo sobre minha mãe” e muitos outros, serviram de base à construção do espetáculo que tem em seu elenco Carol Pires, Cosme Gregory, José Villaça, Gabriela Lima, Marcio Jahú, Mônica Burity, Roberta Bussoni e também Alex Neoral, que fala sobre como esses filmes aparecem em Cinequanon: “[Estão presentes] o terror de Alfred Hitchcock (quatro bailarinas, todas de perucas louras, aludem ao universo do cineasta britânico), o inesquecível Chaplin de ‘Tempos Modernos’ em um solo masculino, a grandiosidade de Hollywood, mas não só. Também tem espaço para o universo instigante do dinamarquês Lars Von Trier ou o universo descabido de Pedro Almodóvar. E como abordamos filmes que permeiam nossa memória, apareceram personagens infantis e até aqueles da vida adulta, como a menina do casaco vermelho de “A lista de Schindler”, um marco nesse filme, e que aparece no espetáculo ora no figurino, ora na luz, ora na cenografia ou nos objetos cênicos”.

Algo que saltou aos olhos ao longo do processo de criação, diz Alex Neoral, foi constatar como o cinema é referência para o cotidiano. “Fulano tem uma ‘casa de cinema’ com ‘vista cinematográfica’. Você entra em um ambiente em que toca alguma música e pensa: ‘parece que estou num filme’. É o cinema no mundo real. São muitas as possibilidades de afeto que surgem, bem como histórias pessoais que podem ser contadas através de uma canção que embalou uma clássica cena de cinema americano. Atrás disso, seguimos”.

Sobre a trajetória da Focus Cia de Dança

Tão apaixonado por música quanto por dança, Alex Neoral tem proporcionado novos olhares aos movimentos ao tirar partido, por exemplo, da obra de Roberto Carlos, mote do consagrado espetáculo As canções que você dançou para mim, e ainda reunindo o legado pictórico de Candido Portinari às canções de Chico Buarque em Saudade de Mim, para citar dois dos trabalhos recentes do repertório da Focus Cia. de Dança. “O roteiro que criei não é cronológico, bom que se registre. Não existe uma narrativa contínua e cada cena evoca um universo em si”.

Considerada como uma das principais companhias de dança contemporânea do Brasil, a Focus Cia. de Dança encerra o calendário de comemorações de seus 15 anos de trabalho com Cinequanon. Durante todo o ano de 2016, o grupo apresentou-se no Rio e em todo o Brasil com seu repertório (sobretudo com as peças coreográficas ‘As canções que você dançou para mim’ e ‘Saudade de Mim’), além de ter feito também uma turnê no Canadá. “Olhando essa nossa intensa história de 15 anos, reparo com louvor que estabelecemos um lugar significativo no território da dança contemporânea”, conclui Alex Neoral.

Entre 2010 e 2011, a Cia se apresentou em 32 cidades da França destacando a Bienal de Dança de Lyon. No exterior, levou suas obras para Canadá, Estados Unidos, Portugal, Itália, Alemanha e Panamá. No Brasil, para mais 80 cidades, entre capitais e cidades do interior. Em 2007 e 2008 seus trabalhos foram indicados entre os melhores do ano pelo Caderno B, do Jornal do Brasil. Em 2011, o trabalho “As canções que você dançou pra mim” foi eleito um dos 10 melhores pelo Jornal O Globo, e em 2012 pelo Guia da Folha de São Paulo, sendo um dos três melhores pela originalidade e simplicidade na opinião do júri especialista. O espetáculo chega próximo a marca de 300 apresentações e mais de 100 mil espectadores.  Ainda em 2012 foi escolhida através da seleção pública do Programa Petrobras Cultural com um patrocínio por três anos, para desenvolvimento de suas atividades. Em 2014, estreou o espetáculo “Saudade de Mim” em parceria com o Projeto Portinari e João Candido Portinari. Em 2016 estreou o espetáculo “Cinequanon” no Rio de Janeiro.

Oficina Gratuita
Além das apresentações, a companhia irá realizar uma oficina gratuita para profissionais no sábado de 14h às 17h na sala de ensaio 1 do CCSP – Sala Jardel Filho. Inscrições através do email: focusciadedanca@gmail.com (enviar currículo até o dia 25/08 para avaliação)

Ficha técnica
Direção, concepção e coreografia: Alex Neoral / Direção de produção: Tatiana Garcias / Produção Local: Náshara Silveira / Iluminação: Binho Schaefer / Técnico de Iluminação: Paulo Denizot / Figurinos: André Vital e Mônica Burity / Visagismo: André Vital / Confecção de figurinos: Jacira Garcias / Direção Musical: Felipe Habib / Direção de Vídeo: Leandro Fernandes e Vitor Medeiros / Cenografia: Márcio Jahú / Técnico de palco: Wellison Rodrigues / Assessoria de Imprensa: Canal Aberto / Fotos: Paula Kossatz / Comunicação Visual: Infinitamente Estudio de Criação / Com: Alex Neoral, Carol Pires, Cosme Gregory, José Villaça, Gabriela Lima, Marcio Jahú, Mônica Burity e Roberta Bussoni.

TEASER:  https://vimeo.com/214591327

Serviço
Cinequanon, com a Focus Cia. de Dança
01 a 03 de setembro de 2017
6º e sábado, às 21h  | domingo, às 20h
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro 1000 – Paraíso – São Paulo – SP
Ingressos: gratuito (retirar com 2 horas de antecedência)
Informações: (11)  33974002 – Central de Informações do CCSP – terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Duração: 75 minutos | Classificação: 14 | Capacidade: 321 lugares

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques
Fones: 11 2914 0770 Celular: 11 9 9126 0425
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Por Daniele Valério | Canal Aberto