Exposição “II Mostra do Programa de Exposições 2018” no Centro Cultural São Paulo

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) promove até o dia 24 de fevereiro de 2018, domingo, a “II Mostra do Programa de Exposições 2018”, que chegou à sua 28ª edição em que 14 artistas foram selecionados para duas grandes mostras que ocorreram ao longo de 2018. Nesta edição, participam os artistas Carlos Monroy, Raylander Martis, Aline Motta, Juliana Frontin, Monica Ventura e das duplas Carla Lombardo e Carlos Pinheiro e Leonardo Remor e Denis Rodriguez. Henrique Oliveira, convidado especial, apresenta duas obras inéditas feitas de galhos de árvores.

O intuito da mostra é apresentar o trabalho de artistas emergentes – inscritos em edital publicado anualmente e selecionados por uma comissão julgadora – juntamente com artistas consagrados, a convite da Curadoria de Artes Visuais do CCSP.

A atual edição, em cartaz, apresenta obras de Aline Motta, com a instalação fotográfica “Filha Natural”, que traz também um livro da artista; enquanto isso, o colombiano Carlos Monroy chama o visitante a performar como rei Momo através da instalação “Corpus Leve Obis Novus. Erários do Rei Momo el migrante V. (sobre Brasilombia, Colosil e outras Republiquetas Bananeiras)”; a obra “Virada”, de Juliana Frontin, convida a um transe em seu aquário de baterias, em são executados 5’08” de loop de bateria tocado por Ricardo Tanganelli; “O Sorriso de Acotirene” é a instalação de Monica Ventura, que contém cabaços, sisal, palha, aço, ferro e materiais diversos; a dupla Carla Lombardo e Ж em “A União do Povo”, tramam a arquitetura vernacular do Nordeste com coreografias; outra dupla, Leonardo Remor e Denis Rodriguez mostram a aprender a cultura material indígena com a instalação “Aprendendo com o barro”; e Raylander Mártis trouxe um coral de choros na abertura da exposição com a performance “O Homem Não Chora”. E, paralelamente aos trabalhos selecionados, o artista Henrique Oliveira, a convite da Curadoria de Artes Visuais, exibe as esculturas “Nó” e “Caixas com Fissuras”.

A Comissão Julgadora de 2018, formada por Agnaldo Farias, crítico e curador, e pelas curadoras Lisette Lagnado e Luiza Proença, em conjunto com a Curadoria de Artes Visuais do CCSP, que selecionou 14 trabalhos entre os 698 inscritos.

SERVIÇO:
Exposição: II Mostra do Programa de Exposições 2018
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 24/02/2019; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

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Chorinho gratuito na Galeria Olido e no Centro Cultural São Paulo no fim de semana

Choro pra Cinco, grupo brasiliense, se apresenta pela primeira vez em São Paulo

O grupo de choro brasiliense apresenta dois shows gratuitos da turnê de lançamento do álbum “Caminho dos Ventos” nos dias 14 e 15 de fevereiro

O Grupo Choro pra Cinco, composto por Thanise Silva (flauta), George Costa (violão), Vinícius Magalhães (violão 7 cordas), Pedro Silva (cavaquinho) e Gabriel Carneiro (pandeiro), pela primeira vez na Capital Paulista, faz dois shows para lançar seu álbum “Caminho dos Ventos”. O grupo brasiliense se apresenta nos dias 14 e 15 de fevereiro, às 19h, no Centro Cultural São Paulo e na Galeria Olido, respectivamente.

O choro, que pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, é privilegiado pelo Grupo Choro pra Cinco, formado em 2012 em Brasília. A estética tradicional do gênero musical conta em sua formação instrumental com flauta, violão, violão 7 cordas, cavaquinho e pandeiro.

O grupo inova na escolha das músicas do novo álbum que também foi apresentado em turnê internacional pela Alemanha, Bélgica, Suíça e França, além de destinos nacionais como Araxá, Brasília, Curitiba e Recife.

Serviço:
Shows gratuitos em São Paulo do Grupo Choro pra Cinco
Turnê de lançamento do álbum “Caminho dos Ventos”
Datas: 14 de fevereiro, 19h, Centro Cultural São Paulo (CCSP); 15 de fevereiro, 19h, Galeria Olido
Retirada nos locais dos shows duas horas antes de cada espetáculo
Endereços:
CCSP – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Galeria Olido – Av. São João, s/ nº – Centro.

Álbum “Caminho dos ventos
– Âncora – George Costa
– Choro pra Cinco – Rogério Caetano
– Coladinho – Alencar 7 Cordas
– Sutil – Hamilton Costa e Sebastião Tapajós
– Pergunta pra Rafa – Vinícius Magalhães
– Antes que eu me esqueça – George Costa e Vinícius Magalhães
– Comendo Sagú – Leo Benon
– Pela Sombra – Thanise Silva
– Valsa sem final – Jaime Ernest Dias
– É nessa que eu vou – Rafael dos Anjos

Assista a videos do Grupo Choro pra Cinco:
Pela Sombra: https://youtu.be/-dxOeQzGDhY
Âncora: https://youtu.be/KyRy6mGnHgc

Escute o álbum nas plataformas digitais:
SPOTIFY: https://spoti.fi/2ie2MTp
DEEZER: https://bit.ly/2R1qkgF
GOOGLE PLAY: https://bit.ly/2AorUP5
iTUNES: https://apple.co/2CKt2OC

Sobre o Grupo:
O Grupo Choro pra Cinco se formou em Brasília, em 2012, por Thanise Silva (flauta), George Costa (violão), Vinícius Magalhães (violão 7 cordas), Pedro Silva (cavaquinho) e Gabriel Carneiro (pandeiro). Seus integrantes têm extensa carreira na área musical, mesclando experiências e formações diferentes. Em outras palavras, cada um dos integrantes foi agente de uma formação distinta, mas todos trazem consigo um traço em comum: o interesse pelo choro. O compromisso de poder ousar e inovar sem se distanciar de registros sonoros anteriores é o que move o grupo.

Informações para a imprensa
Bartira Betini
bartira.betini@gmail.com
11 996048255

Créditos: Bartira Betini

Terranal – Pequeno Mistério Ácrata reestreia no CCSP

Com direção de Marco Antonio Rodrigues e texto do argentino Mauricio Kartun, a tragicomédia conta com Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz, Celso Frateschi e Demian Pinto no elenco. Créditos: divulgação

História de Caim e Abel é mote do texto do dramaturgo argentino Mauricio Kartun; montagem brasileira tem direção de Marco Antonio Rodrigues

Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, já foi assistida por mais de 65 mil espectadores.

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, sucesso de público e críticas, que reestreia em 11 de janeiro, na sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo e fica em cartaz até 24 de fevereiro. A direção é de Marco Antonio Rodrigues, com tradução de Cecília Boal e um elenco composto por Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo. Aliás, com muito merecimento, a questão tem aparecido em outras searas artísticas, como o emblemático livro “Caim”, de José Saramago, da Companhia das Letras, que nas palavras de Juan Arias, jornalista e escritor, “(…) é também um grito contra todos os deuses falsos e ditadores criados para amordaçar o homem, impedindo-o de viver, em total liberdade, sua vida e seu destino”.

Na montagem dirigida por Marco Antonio Rodrigues, os atores são artistas populares que encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Com recursos circenses, essa metateatralidade aponta para metáforas contemporâneas de nossa sociedade, como um Caim (interpretado por Eiras na versão brasileira) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral. Já Abel (Grangheia) é o nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, é o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

O texto original é de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano. Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), o artista tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Conflitos em cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em uma conurbação urbana. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

Primeiras leituras

As ações deste projeto foram iniciadas em maio de 2016 com a leitura de Terrenal, um estudo em torno da tradução. Marco Antonio também dirigiu (em projeto idealizado pelo Instituto Augusto Boal) outra peça, de cunho político-social, de Mauricio Kartun – Ala de Criados – em setembro de 2017.

Quase dois anos depois, foi realizada no Ágora Teatro, uma leitura pública do texto Terrenal, com Celso Frateschi, Danilo Grangheia e Fernando Eiras.

Trocas e somas

Muitos confiam na força do intercâmbio das obras entre os países latino-americanos para a recriação de um campo reflexivo sobre em quais cenários as fronteiras realmente estabelecem muros divisores e em quais são meros traços imaginários. Sendo assim, Terrenal nasce do desejo de contribuir para uma efetiva identificação do Brasil como parte da terra latino-americana, já que os brasileiros, na maioria dos casos, não apresentam uma identidade cultural comum com o resto do continente.

Kartun desenvolve textos que promovem, com latinidade fantástica, debates sociais dos mais intensos. Reconhecido em toda a América Latina como artista singular e exponencial, lançou mais de trinta obras teatrais encenadas em diferentes países, dentre elas El niño argentino, Chau Misterix, El partener e La casita de los viejos. Entre premiações e menções de honra na carreira ele conta com mais de quarenta citações. Com Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, Kartun permanece em cartaz com casas lotadas há mais de cinco anos na cidade de Buenos Aires (Argentina), cumprindo temporadas de sucesso também na Espanha, Chile e Porto Rico.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de “Revolução na América do Sul”, com a direção de Augusto Boal.

SINOPSE

Em um fracassado loteamento, Caim e seu irmão Abel desenvolvem uma versão conturbada do mito bíblico: a dialética história entre o sedentário e o nômade. Entre um Caim dono de um sítio, produtor de pimentões reputados e um Abel vagabundo, que fora de toda cadeia de produção sobrevive vendendo isca viva aos pescadores da região. Dois irmãos sempre em peleja que compartilham um mesmo terreno baldio dividido e que jamais poderão construir uma morada comum.

FICHA TÉCNICA
Texto | Mauricio Kartun
Tradução | Cecília Boal
Direção | Marco Antonio Rodrigues
Elenco | Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto
Direção musical | Demian Pinto
Assistente de direção | Thiago Cruz
Direção de produção | Ricardo Grasson
Cenário, figurinos e adereços | Sylvia Moreira
Preparação musical | Marcelo Zurawski
Preparação Corporal | Esio Magalhães
Assessoria de mágicas | Rudifran Pompeu
Visagismo | Kleber Montanheiro
Design de luz e operação| Túlio Pezzoni
Design de Som |Gabriel Hernardes
Operadora de som | Monique Carvalho
Fotografias | Leekyung Kim
Assessoria de imprensa | Márcia Marques
Mídias Sociais | Menu da Música
Design Gráfico | Zeca Rodrigues
Cenotécnicos | Zé Valdir e Marcelo Andrade
Gestão de Projetos | DCARTE e Corpo Rastreado
Administração | Corpo Rastreado e DCARTE
Produção executiva | Corpo Rastreado
Idealização | Instituto Boal

SERVIÇO
Quando: 11/01 a 24/02
Horário: Sexta e sábado, 21h. Domingos, 20h.
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000 – Vergueiro/ SP
Local: Sala Jardel Filho | Capacidade: 321 lugares
Classificação: 16 anos | Duração: 100 min
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (meia)

Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério |
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Exposição no CCSP celebra 80 anos de expedição realizada por Mário de Andrade

Um cortador de acetato, par de microfones e modulador de gravação em exibição no CCSP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) realiza até o próximo domingo, 9 de dezembro, a exposição “Rota da Missão: 80 Anos da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade”, que reúne diversos itens como registros musicais, fotográficos, fílmicos, instrumentos musicais, objetos de culto, entre outros itens em expedição organizada pelo então diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, Mário de Andrade, em 1938, pelo Norte e Nordeste do Brasil.

Além do escritor, participaram da comitiva o arquiteto Luís Sala, o músico e maestro Martin Braunwieser, o técnico de gravação Benedicto Pacheco e o secretário geral Antônio Ladeira. A viagem ocorreu entre fevereiro e julho nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão e Pará. A equipe filmou, fotografou, anotou, entrevistou e registrou tudo relacionado sobre os mais variados aspectos culturais dessa localidade, como músicas, danças, festas, literatura oral e outros termos, e também coletaram objetos que permitissem sintetizar a vida e os métodos culturais nas localidades percorridas.

Entre as manifestações artísticas populares registradas, por exemplo, estão os rituais de Xangô e a dança dos Pankararu, em Pernambico; o Tambor de Crioula no Maranhão; o coco e os Reis do Congo, na Paraíba; e o Bumba-meu-boi, no Pará; entre outros.

Contudo, em função de um golpe político imposto no Brasil com a ditadura do Estado Novo, no final de 1937, por Getúlio Vargas, a expedição precisou ser interrompida porque Mário de Andrade foi afastado de seu cargo no Departamento de Cultura do Município. No entanto, apesar disso, os registros feitos na excursão foram bem diversificados, incluindo cantos de desafio, aboio, danças e folguedos, peças de cerâmica, vestimenta e vaqueiro, vídeos, livros, recortes, entre outros. Passadas oito décadas dessa expedição, muitas das manifestações culturais registradas por Mário de Andrade seguem sendo realizadas, embora nem sempre nos mesmos grupos ou locais visitados pela jornada, constatando a resistência desses eventos nas localidades.

A proposta da exposição, além de representar o acervo em questão, foi retomar e atualizar os princípios e ideais do escritor na busca de referências culturais da tradição oral, além de outras inquietudes suas em relação ao país. Logo, links de documentários contemporâneos de manifestações diversas das culturas populares e étnicas estão disponibilizados com o intuito de apresentar os incrementos atuais do interesse por esses tipos de conhecimentos.

A mostra tem a curadoria assinada por Maria Adelaide Pontes.

SERVIÇO:
Exposição: Rota da Missão: 80 Anos da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 09/12/2018; de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

“I Mostra do Programa de Exposições 2018” no CCSP

Uma das xilogravuras da série “Pássaros”, de Santídio Pereira na I Mostra do Programa de Exposições 2018 no CCSP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo apresenta até o próximo domingo, 9 de setembro, a “I Mostra do Programa de Exposições 2018”, que apresenta a produção de oito artistas simultaneamente. Essa é a 28ª edição do projeto, que segue como uma das mais importantes plataformas de prospecção artística desde sua implementação, em 1990.

Assim como nas edições anteriores do projeto, os artistas participantes se inscreveram no edital publicado anualmente e foram selecionados por uma comissão julgadora (que muda a cada ano), juntamente com nomes consagrados na área das artes, a convite da Curadoria de Artes Visuais do CCSP. O intuito das mostras do programa é mostrar o trabalho de artistas emergentes no cenário.

Para essa edição, o crítico e curador Agnaldo Freitas e as curadoras Lisette Lagnado e Luiza Proença fizeram parte da Comissão Julgadora, em conjunto com a Curadoria de Artes Visuais. Eles selecionaram 14 artistas entre os quase 700 inscritos (sendo 442 apenas do Estado de São Paulo). A artista convidada para a I Mostra 2018 foi Debora Bolzoni, a convite da curadoria de artes visuais da instituição.

A mostra traz as individuais/simultâneas dos seguintes artistas selecionados: Elaine Arruda, que apresenta a potencialidade estética e a política do Porto do Sal, e traz a obra “Mergulho”, uma gravura em metal como um dos destaques. Anna Costa e Silva, por sua vez, traz a instalação sonora “Éter” (2018), que, com seu 1’05” de duração, está em uma sala escura que instiga o visitante a deitar e ouvir conversar gravadas de pessoas que estão em um estado entre a consciência e o sono. Já Marlos Bakker, em “SDDS 3404”, exibe o íntimo spotter colecionista de whatsapper que tem como passatempo fotografar aeronaves. Enquanto Gsé Silva, com “Écfrase – Frases de Mãe”, mostra com duas obras e cinco fotografias, a intrigada relação de sua mãe com a fotografia. O artista Santídio Pereira expõe sua série de xilogravuras “Pássaros” (foto), em grande formato. A dupla Janaína Barros e Wagner Leite Viana, examina o regime discursivo vigorante sobre corpos negros, como pode ser visto na videoperformance “O Cântico da Paixão de Cláudia” (2015). Em “Só à Distância Mostra-se os Dentes”, da dupla Ricardo Burgarelli e Hortência Abreu, mostra o imaginário do conflito que ficou conhecido como a Guerrado Paraguai. Enquanto isso, como já dito anteriormente, a artista convidada Debora Bolzoni, apresenta o projeto inédito “Alfabeto”, instalação sonora e visual que consiste em um dispositivo alfabético em vários idiomas.

SERVIÇO:
Exposição:
I Mostra do Programa de Exposições 2018
Quando: até 09/09/2018; de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição de gravuras japonesas no Centro Cultural São Paulo

A serigrafia “Lemon Squash”, de Yayoi Kusama, em exibição no Centro Cultural São Paulo. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) apresenta até o próximo domingo, 24 de junho, a exposição “Variação e Autonomia: as Gravuras de Pintores Japoneses Contemporâneos”, que traz cerca de 30 gravuras de dez pintores japoneses que compreendem o período pós-guerra: entre as décadas de 1950 e 1980.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a partir dos anos 1950, o crescimento de pintores que trabalharam com litografia e na emergente peintre-graveur (pintor que é também gravurista) aconteceu de forma fenomenal no Japão. Na década seguinte, o aparecimento dessas gravuras se abrangeu a um maior destaque e ateliês de gravura foram abertos por toda parte na terra do Sol Nascente.

O curador da mostra, Kyoji Takizawa, do Museu Municipal de Artes Gráficas de Machida, reforça que as obras não são compostas por trabalhos de artistas intitulados criadores ou desenvolvedores únicos ou específicos na história da produção de gravuras contemporâneas japonesas, mas sim por artistas que tendem a serem notados como agentes de suporte desse processo e que esses trabalhos colaboraram para o estabelecimento do gênero, paralelamente em que congregou a elas a devida envergadura.

A exibição pretende lançar luz sobre o fato de que uma nova área foi desenvolvida por meio das gravuras contemporâneas japonesas e que a pretensão da mostra é reconsiderar a história existente dessas gravuras, que hoje, passados mais de 70 anos da Segunda Guerra Mundial, estão prestes a serem esquecidas.

Entre os destaques estão as serigrafias “Hill In Spring” (1983), de Yasukazu Tabuchi; “Lemon Squash” (foto), de 1988, de Yayoi Kusama; e “Owl Man” (1988), de Naoyoshi Hikosaka.

Além dos artistas citados, participam da exposição os artistas Hitoshi Nakazato, Kosai Hori, Masanari Murai, Natsuyuki Nakanishi, Toeko Tatsuno, Tomoharu Murakami e Toshinobu Onosato.

SERVIÇO:
Exposição: Variação e Autonomia: as Gravuras de Pintores Japoneses Contemporâneos
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 24/06/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Great British Festival | 22º Cultura Inglesa Festival” no CCSP

Drácula e Lobisomen: dois personagens de terror criados por autores britânicos no CCSP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo apresenta até o próximo domingo, 17 de junho, a mostra “Great British Festival”, que aborda as histórias de mistério, terror e suspense britânicos em um passeio imersivo por meio da interatividade da exposição, que faz parte do 22º Cultura Inglesa Festival.

Na história do Reino Unido não faltam mistérios. Quem não conhece ou já ouviu falar sobre o enigmático e o sobrenatural nos monumentos de Avebury e Stonehenge, as passagens secretas dos castelos da Idade Média, a lenda do Monstro do Lago Ness e nos crimes de Jack, o Estripador. E sem contar as histórias do Rei Arthur.

A imaginação foi o grande estímulo dos grandes autores britânicos, que instituíram seres fantasmagóricos e que até hoje influenciam na cultura pop, como Drácula e Frankenstein. E também veio para a realidade, seja com aparições fantamasgóricas ou fenômenos inexplicáveis em pontos turísticos mal-assombrados por todo o território britânico, como as Capelas das Torres de Londres, Baker Street (estação de metrô de Londres).

Outros itens relacionados ao mistério e suspense londrino, como os monstros e mitos, a cozinha de Woodchester, entre outros estão representados por fotos, textos e áudios pelo CCSP.

O objetivo do Cultura Inglesa Festival é levar o visitante a conhecer esse universo.

SERVIÇO:
Exposição:
Great British Festival | 22º Cultura Inglesa Festival
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 17/06/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida