Estreia de Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda, do coreógrafo e bailarino Wellington Duarte, do Núcleo EntreTanto

Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda. Foto de Keiny Andrade

Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda encerra o tríptico Situações de Atrito que instaura um caráter insurgente no corpo a fim de construir situações coreográficas em suas potências políticas

De julho a setembro de 2019, o coreógrafo e bailarino Wellington Duarte apresenta seu novo espetáculo de dança, Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda em diversos espaços da cidade: na Oficina Cultural Oswald de Andrade (dias 20, 22, 25, 26, 27 e 29 de julho), no Centro Cultural São Paulo (dias 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 17 e 18 de agosto), no Centro Cultural Olido (dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro) e no Complexo Cultural Funarte (dias 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro).

O espetáculo Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda estuda um corpo-substância que se desorganiza por atrito ou por motivo não identificado. Um corpo-espaço que não cabe em si, que faz cruzamentos que põem em contato signos de torção, de violência, de precipitação, de deslocamento e de necessidade cinética. O binômio dança-política é pensado através de uma invocação direta do corpo e suas capacidades, do corpo e suas potências cuja função é a de perturbar a formatação cega de gestos, hábitos e percepções. “Acreditamos que, se existe uma conexão entre arte e política, deve ser colocada em termos de dissenso, no sentido de que o dissenso produz ruptura de hábitos e comportamentos.”, afirma Wellington Duarte.

Sobre o situações coreográficas#variação3: uma coisa muda
A criação dessa terceira parte do tríptico faz parte do projeto situações coreográficas#variação3: uma coisa muda, do Núcleo EntreTanto, contemplado pela 24ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

O projeto agregou, além da criação desta nova peça, outros acontecimentos como oficinas, residência artística e a criação de quatro Gestos Coreográficos, assim denominados por seu caráter emergencial, interventivo e provocador. Para a criação dos Gestos Coreográficos foram convidados quatro coreógrafos e quatro grupos de dança contemporânea da cidade de São Paulo que, juntamente com o Núcleo EntreTanto, acionaram uma reflexão sobre o corpo contemporâneo.

O primeiro gesto, Konstituição em Segunda Instância, foi dirigido por Sandro Borelli, com o Grupo Ca.Ja; o segundo, Pulsar, Pulsar Zero, Pulse, RePulso dirigido Marcio Greyk e David Xavinho (Zumb.boys) com o Coletivo Autônomo Temporário; o terceiro, Paisagens de Passagem, dirigido por Helena Bastos, com o Núcleo Enxertia  e o quarto, GESTUS 4.13, dirigido por Daniel Kairoz,  com o Núcleo KASA.

O texto “Para os que estão no Mar…”, de Marie-José Mondzain, do livro Levantes, do filósofo francês Georges Didi-Huberman, foi eleito como principal disparador para as criações.  Segundo Didi-Huberman, “o levante seria, então, o gesto pelo qual os sujeitos desprovidos de poder manifestam – fazem surgir ou ressurgir – em si mesmos algo como uma potência fundamental (…) Levantes são, portanto, potências de ou na ausência de poder. São potências nativas, potências nascentes, sem garantias de seu próprio fim e, por isso, sem garantias de poder.”

As ações propostas para o projeto situações coreográficas#variação3: uma coisa muda, do Núcleo EntreTanto, compreenderam não somente um aprofundamento da investigação corporal, mas principalmente sua relação com a comunicação pública. A presença de um grupo diferenciado de artistas interlocutores no projeto, através dos Gestos Coreográficos, possibilitou aos estudantes, pesquisadores, artistas e público em geral ter acesso a processos de troca artística em busca de outras formas de construção dramatúrgica.

“Sentimos que o momento nos pede para somar forças, promover encontros, fomentar processos coletivos, investir na convivência comunal ao invés de traçar caminhos solitários de pesquisa. A conjuntura política e social atual traz uma urgência e uma necessidade de articular respostas estéticas e éticas a ela, como forma de resistência. Por isso mesmo, situações coreográficas#variação3: uma coisa muda tornou-se um projeto de aprendizagem que serviu, sobretudo, para refletir, ressignificar e reinventar nosso modo de estar no mundo, e consequentemente, nosso modo de criar”, concluiu Wellington.

Wellington Duarte
WELLINGTON DUARTE atua em São Paulo como diretor, bailarino e performer desde 1990 e atualmente dirige o Núcleo EntreTanto. Em sua trajetória promoveu um fazer/dizer no corpo e investiga qualidades corporais que vão além de temas pontuais. Neste contínuo fazer tem elaborado propostas experimentais da fisicalidade, conectando lógicas, pensamentos e questões insuspeitas no corpo.

Ficha Técnica
Concepção e Direção: Wellington Duarte
Intérpretes: Aline Brasil, Maria Basulto e Wellington Duarte
Intérpretes Convidados: Bia Rangel, Camila Bosso, Guma Muliterno e Richard Reis
Orientação Dramatúrgica: Donizeti Mazonas
Assistente de Direção: Rafael Costa
Desenho de Som: Daniel Fagundes
Ambientação Cenográfica e Figurinos: Eliseu Weide
Luz: Wagner Antonio
Assistente de Iluminação: Dimitri Luppi Slavov
Fotos: Keiny Andrade
Produção: Jota Rafaelli – MoviCena Produções
Assistente de Produção: Luciana Venâncio
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
Realização: Núcleo EntreTanto, da Cooperativa Paulista de Teatro

Serviço
Situação de Atrito 3: Uma Coisa Muda
Duração: 60 min/ Classificação: 14 anos

Oficina Cultural Oswald de Andrade
Dias 20, 22, 25, 26, 27 e 29 de julho de 2019
Segundas, quinta e sexta, às 20h e sábados, às 18h
Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro/ São Paulo
Galeria 1 – 30 lugares – Grátis
Os ingressos serão distribuídos com 1h de antecedência

CCSP – Centro Cultural São Paulo
Dias 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 17 e 18 de agosto de 2019
Rua Vergueiro, 1000 – Vergueiro/ São Paulo
Quinta a sábado às 21h e Domingos, às 20h

Centro Cultural Olido
Dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro de 2019
Av. São João, 473 – Centro/ São Paulo

Complexo Cultural Funarte
Dias 7, 8, 13, 14 e 15 de setembro de 2019
Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos/ São Paulo

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 9 8435 6614
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

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SÓ ATÉ DOMINGO: Exposição “Passagem ETSEDRON” no Centro Cultural São Paulo

Vista parcial da exposição “Passagem ETSEDRON” no Centro Cultural São Paulo. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) apresenta até domingo a exposição “Passagem ETSEDRON”, que reúne fotografias e documentos do coletivo baiano atuante na década de 1970 e que levava o anagrama Nordeste.

As obras do coletivo que dá nome à exposição levavam à discussão temas como arte, terra e homem, apontando possíveis alternativas para a arte latino-americana. De caráter multidisciplinar, o projeto possuía mais de 20 integrantes, que eram dançarinos, atores, engenheiros, médicos, antropólogos, artistas que eram liderados por Edson da Luz. O grupo baiano Etsedron passou em raras oportunidades pelas Bienais de São Paulo.

A exposição faz parte da série Acervo no Centro, organizado pela Curadoria de Artes Visuais do CCSP. A primeira mostra da série foi a 1º Bienal Latino Americana – 1978.

SERVIÇO:
Exposição: Passagem ETSEDRON
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 07/07/2019; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “I, Game: Interpretar, Investigar, Imaginar” no Centro Cultural São Paulo

Os jogos eletrônicos são o foco da 23ª edição do Cultura Inglesa Festival. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) está com a exposição “I, Game: Interpretar, Investigar, Imaginar”, que está dentro da programação da 23ª edição do Cultura Inglesa Festival, para desbravar o universo dos jogos eletrônicos clássicos. O evento vai até o próximo domingo, 16 de junho.

Além de abordar o meio de entretenimento mais celebrado da atualidade, a mostra permite experiências interativas que incluem elementos pop britânicos como Sherlock Homes, James Bond, entre outros.

Com curadoria de Flavia Gasi e Pablo Miyazawa, a exposição chama o visitante a se aprofundar no ato de jogar, além de proporcionar atividades interativas e mostrar games clássicos que envolvem os já citados ícones pop britânico.

Entre as atrações estão uma vitrine em forma de “+”, que mostra oito gerações de consoles (os controles remotos), que vai desde o telejogo Philco, de 1977, até o Nintendo Switch, de 2017 (foto), e também o Sand box, uma “caixa de areia”, a interativa obra em que o visitante pode construir um mundo à sua maneira.

SERVIÇO:
Exposição: I, Game: Interpretar, Investigar, Imaginar
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 16/06/2019; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

“Ogroleto” do Grupo Pavilhão da Magnólia de Fortaleza-CE estreia no Centro Cultural São Paulo

Foto: Sheila Oliveira

Com texto de Suzanne Lebbeau e direção de Miguel Vellinho o espetáculo sobre aceitação das diferenças na infância

“O espetáculo arrebata pela ousadia, pela surpresa da trama cruel. Mexe com o medo das crianças. (…) Ogroleto está acima da média do que se produz hoje no teatro infantil nos grandes centros do País. Tudo é acerto.” Dib Carneiro Neto

O espetáculo infantil ‘Ogroleto’, estreia dia 25 de maio, no Centro Cultural São Paulo, em SP, com direção de Miguel Vellinho e realização do grupo teatral Pavilhão da Magnólia em comemoração aos seus 10 anos de trajetória, completados em 2015. O texto original é da dramaturga canadense Suzanne Lebeau, que há mais de 35 anos se dedica ao público infanto-juvenil, tendo sido capaz de empurrar os limites do que se pode dizer às crianças.

Um menino, ao começar a frequentar a escola, depara-se com a diferença, refletindo a partir daí sobre sua natureza de ogro, até então desconhecida. Ele se vê diante de um mundo do qual sua mãe sempre tentou protegê-lo. A temática gira em torno da descoberta do medo, da dúvida e da aceitação de si mesmo na infância.

Estreado dentro do 5º TIC – Festival de Teatro Infantil do Ceará (CE) em 2015, o espetáculo Ogroleto é voltado para o público infantil e traz a história de uma criança que descobre que é diferente das outras, está prestes a ir a escola pela primeira vez, e conta com a ajuda de sua mãe para enfrentar todos os sentimentos desse novo momento de descobertas. A obra que é da autora canadense premiada Suzanne Lebeau e tem direção do também premiado Miguel Vellinho (RJ), já circulou por diversos festivais do país, como: 48º Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto FIT (SP), 19º Festival Nacional do Teatro de Recife (PE), Cena Criança Mostra SESI de Teatro Infantil 2018 Curitiba (PR), 14º Feverestival em Campinas (SP), TIC – Festival de Teatro Infantil do Ceará – 2015, 2016 e 2018 (CE), 19º Mostra SESC Cariri de Culturas (CE), XII Festival de Teatro de Fortaleza (CE), 25º Festival de Teatro de Acopiara (CE), 24º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE), 28º FIG – Festival de Inverno de Garanhuns (PE), 12º Semana de Teatro do Maranhão (MA), 41º Festival de Inverno de Campina Grande (PB), 12º Festival Velha Joana (MT), 6º Festival Toni Cunha (SC) e 22º FENATIB – Festival Nacional de Teatro para Crianças e Jovens (SC).

“O espetáculo arrebata pela ousadia, pela surpresa da trama cruel. Mexe com o medo das crianças. Poucos grupos hoje têm essa coragem. Tudo ficou edulcorado, ignorando que os contos de fadas nasceram cruéis, com requintes de tristeza e dor. Ao longo do tempo, os filmes da Disney transformaram tudo em final feliz. Aqui, quando se pensa que tudo se resolveu da melhor forma, a cena final surpreende ainda mais. O diretor convidado, Miguel Vellinho, não teve pudores, e esse foi o seu maior acerto. Teatro para crianças não precisa ser eufórico, alegre o tempo todo. Ogroleto está acima da média do que se produz hoje no teatro infantil nos grandes centros do País. Tudo é acerto. Elenco, direção, texto, iluminação, cenografia, figurinos – qualidade não falta em nada.” Dib Carneiro Neto, radicado em São Paulo, é jornalista, dramaturgo e editor-chefe do site Pecinha É a Vovozinha!, especializado em teatro infantil.

O Pavilhão da Magnólia
Com 14 anos de trajetória, mais de 700 apresentações em 40 cidades pelo país, o Grupo Pavilhão da Magnólia é hoje um dos principais grupos de teatro do estado do Ceará, com um trabalho continuado e que articula pesquisas e pluralidade em seus espetáculos, compondo um repertório variado. Tendo trabalhado desde 2015, com encenadores importantes como Hector Briones (CE-CHI), Miguel Vellinho (RJ) e Herê Aquino (CE), o grupo Pavilhão da Magnólia possui hoje 4 espetáculos teatrais em repertório: Baldio, Ogroleto, Urubus e Maquinista. O Grupo também desenvolve diversos projetos que pensam a ocupação da cidade com arte e cultura, como, as já realizadas e importantes Ocupações do Teatro Universitário da UFC e do Teatro Carlos Câmara da Secult-CE. Em parceria com o grupo Garajal realizou três edições do Festival Nacional de Teatro de Rua do Ceará. É co-criador do espaço Cena Casarão, onde realizou a ocupação da Praça José Bonifácio no centro da cidade com o projeto Todxs na Praça. Desde 2011 desenvolve e articula o Encontro de Realizadores de Teatro Infantil de Fortaleza que reúne grupos que também trabalham com o foco na criança. Atualmente reside na Casa Absurda juntamente com a Cia Prisma de Artes, o mais novo espaço cultural da cidade de Fortaleza, um lugar de arte e de encontros, agregando e potencializando nossa luta por dias mais felizes.

Ficha Técnica
Texto: Suzanne Lebeau
Tradução: Jorge Bastos
Direção: Miguel Vellinho
Elenco: Nelson Albuquerque e Silvianne Lima
Músico: Eliel Carvalho
Sonoplastia: Airton Bob Pessoa
Figurinos: Yuri Yamamoto
Caracterização: MR Retrô
Iluminação: Wallace Rios
Contra-regragem e apoio técnico: Denise Costa, Beethoven Cavalcante e Alessandra Eugênio
Desenho de cenografia: Carlos Alberto Nunes
Concepção e Cenotecnia: Marcos Martins, Auricélio Pereira e Ricardo Barroso
Design Gráfico: Quintal Estúdio de Criação
Fotos: Carol Veras, Fernanda Leal, Gutiérrez Reges, Luiz Alves, Marina Cavalcante, Paula Yemanjá, Sheila Oliveira e Uli Batista
Vídeo: Enquadro Filmes
Assessoria de Imprensa: Márcia Marques
Produção: Silvianne Lima e Jota Jr. Santos
Assistente de produção: Beethoven Cavalcante
Parceria: Latam Cargo e Cia Estável de Teatro
Realização: Grupo Pavilhão da Magnólia

Serviço:
25 de maio a 16 de junho de 2019
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
R. Vergueiro, 1000 – Vergueiro
Sábados e Domingos, às 16h – 60min – Livre – 321 lugares
R$20,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30), e no site Ingresso Rápido a partir de 30 dias antes do evento (mesmo no caso de temporadas longas) – preço popular: R$3,00 (dia 08 sábado) serão vendidos apenas dois ingresso por pessoa, na bilheteria do CCSP, que será aberta uma hora antes do início do espetáculo – os ingressos não estarão disponíveis pela internet
Classificação: Livre. Indicado para crianças a partir de 7 anos.

Informações gerais:
http://www.pavilhaodamagnolia.com
contato@pavilhaodamagnolia.com.br
facebook.com/pavilhaodamagnolia
instagram.com/pavilhaom

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Exposição “II Mostra do Programa de Exposições 2018” no Centro Cultural São Paulo

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) promove até o dia 24 de fevereiro de 2018, domingo, a “II Mostra do Programa de Exposições 2018”, que chegou à sua 28ª edição em que 14 artistas foram selecionados para duas grandes mostras que ocorreram ao longo de 2018. Nesta edição, participam os artistas Carlos Monroy, Raylander Martis, Aline Motta, Juliana Frontin, Monica Ventura e das duplas Carla Lombardo e Carlos Pinheiro e Leonardo Remor e Denis Rodriguez. Henrique Oliveira, convidado especial, apresenta duas obras inéditas feitas de galhos de árvores.

O intuito da mostra é apresentar o trabalho de artistas emergentes – inscritos em edital publicado anualmente e selecionados por uma comissão julgadora – juntamente com artistas consagrados, a convite da Curadoria de Artes Visuais do CCSP.

A atual edição, em cartaz, apresenta obras de Aline Motta, com a instalação fotográfica “Filha Natural”, que traz também um livro da artista; enquanto isso, o colombiano Carlos Monroy chama o visitante a performar como rei Momo através da instalação “Corpus Leve Obis Novus. Erários do Rei Momo el migrante V. (sobre Brasilombia, Colosil e outras Republiquetas Bananeiras)”; a obra “Virada”, de Juliana Frontin, convida a um transe em seu aquário de baterias, em são executados 5’08” de loop de bateria tocado por Ricardo Tanganelli; “O Sorriso de Acotirene” é a instalação de Monica Ventura, que contém cabaços, sisal, palha, aço, ferro e materiais diversos; a dupla Carla Lombardo e Ж em “A União do Povo”, tramam a arquitetura vernacular do Nordeste com coreografias; outra dupla, Leonardo Remor e Denis Rodriguez mostram a aprender a cultura material indígena com a instalação “Aprendendo com o barro”; e Raylander Mártis trouxe um coral de choros na abertura da exposição com a performance “O Homem Não Chora”. E, paralelamente aos trabalhos selecionados, o artista Henrique Oliveira, a convite da Curadoria de Artes Visuais, exibe as esculturas “Nó” e “Caixas com Fissuras”.

A Comissão Julgadora de 2018, formada por Agnaldo Farias, crítico e curador, e pelas curadoras Lisette Lagnado e Luiza Proença, em conjunto com a Curadoria de Artes Visuais do CCSP, que selecionou 14 trabalhos entre os 698 inscritos.

SERVIÇO:
Exposição: II Mostra do Programa de Exposições 2018
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 24/02/2019; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Chorinho gratuito na Galeria Olido e no Centro Cultural São Paulo no fim de semana

Choro pra Cinco, grupo brasiliense, se apresenta pela primeira vez em São Paulo

O grupo de choro brasiliense apresenta dois shows gratuitos da turnê de lançamento do álbum “Caminho dos Ventos” nos dias 14 e 15 de fevereiro

O Grupo Choro pra Cinco, composto por Thanise Silva (flauta), George Costa (violão), Vinícius Magalhães (violão 7 cordas), Pedro Silva (cavaquinho) e Gabriel Carneiro (pandeiro), pela primeira vez na Capital Paulista, faz dois shows para lançar seu álbum “Caminho dos Ventos”. O grupo brasiliense se apresenta nos dias 14 e 15 de fevereiro, às 19h, no Centro Cultural São Paulo e na Galeria Olido, respectivamente.

O choro, que pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, é privilegiado pelo Grupo Choro pra Cinco, formado em 2012 em Brasília. A estética tradicional do gênero musical conta em sua formação instrumental com flauta, violão, violão 7 cordas, cavaquinho e pandeiro.

O grupo inova na escolha das músicas do novo álbum que também foi apresentado em turnê internacional pela Alemanha, Bélgica, Suíça e França, além de destinos nacionais como Araxá, Brasília, Curitiba e Recife.

Serviço:
Shows gratuitos em São Paulo do Grupo Choro pra Cinco
Turnê de lançamento do álbum “Caminho dos Ventos”
Datas: 14 de fevereiro, 19h, Centro Cultural São Paulo (CCSP); 15 de fevereiro, 19h, Galeria Olido
Retirada nos locais dos shows duas horas antes de cada espetáculo
Endereços:
CCSP – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Galeria Olido – Av. São João, s/ nº – Centro.

Álbum “Caminho dos ventos
– Âncora – George Costa
– Choro pra Cinco – Rogério Caetano
– Coladinho – Alencar 7 Cordas
– Sutil – Hamilton Costa e Sebastião Tapajós
– Pergunta pra Rafa – Vinícius Magalhães
– Antes que eu me esqueça – George Costa e Vinícius Magalhães
– Comendo Sagú – Leo Benon
– Pela Sombra – Thanise Silva
– Valsa sem final – Jaime Ernest Dias
– É nessa que eu vou – Rafael dos Anjos

Assista a videos do Grupo Choro pra Cinco:
Pela Sombra: https://youtu.be/-dxOeQzGDhY
Âncora: https://youtu.be/KyRy6mGnHgc

Escute o álbum nas plataformas digitais:
SPOTIFY: https://spoti.fi/2ie2MTp
DEEZER: https://bit.ly/2R1qkgF
GOOGLE PLAY: https://bit.ly/2AorUP5
iTUNES: https://apple.co/2CKt2OC

Sobre o Grupo:
O Grupo Choro pra Cinco se formou em Brasília, em 2012, por Thanise Silva (flauta), George Costa (violão), Vinícius Magalhães (violão 7 cordas), Pedro Silva (cavaquinho) e Gabriel Carneiro (pandeiro). Seus integrantes têm extensa carreira na área musical, mesclando experiências e formações diferentes. Em outras palavras, cada um dos integrantes foi agente de uma formação distinta, mas todos trazem consigo um traço em comum: o interesse pelo choro. O compromisso de poder ousar e inovar sem se distanciar de registros sonoros anteriores é o que move o grupo.

Informações para a imprensa
Bartira Betini
bartira.betini@gmail.com
11 996048255

Créditos: Bartira Betini

Terranal – Pequeno Mistério Ácrata reestreia no CCSP

Com direção de Marco Antonio Rodrigues e texto do argentino Mauricio Kartun, a tragicomédia conta com Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz, Celso Frateschi e Demian Pinto no elenco. Créditos: divulgação

História de Caim e Abel é mote do texto do dramaturgo argentino Mauricio Kartun; montagem brasileira tem direção de Marco Antonio Rodrigues

Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, já foi assistida por mais de 65 mil espectadores.

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, sucesso de público e críticas, que reestreia em 11 de janeiro, na sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo e fica em cartaz até 24 de fevereiro. A direção é de Marco Antonio Rodrigues, com tradução de Cecília Boal e um elenco composto por Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo. Aliás, com muito merecimento, a questão tem aparecido em outras searas artísticas, como o emblemático livro “Caim”, de José Saramago, da Companhia das Letras, que nas palavras de Juan Arias, jornalista e escritor, “(…) é também um grito contra todos os deuses falsos e ditadores criados para amordaçar o homem, impedindo-o de viver, em total liberdade, sua vida e seu destino”.

Na montagem dirigida por Marco Antonio Rodrigues, os atores são artistas populares que encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Com recursos circenses, essa metateatralidade aponta para metáforas contemporâneas de nossa sociedade, como um Caim (interpretado por Eiras na versão brasileira) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral. Já Abel (Grangheia) é o nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, é o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

O texto original é de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano. Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), o artista tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Conflitos em cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em uma conurbação urbana. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

Primeiras leituras

As ações deste projeto foram iniciadas em maio de 2016 com a leitura de Terrenal, um estudo em torno da tradução. Marco Antonio também dirigiu (em projeto idealizado pelo Instituto Augusto Boal) outra peça, de cunho político-social, de Mauricio Kartun – Ala de Criados – em setembro de 2017.

Quase dois anos depois, foi realizada no Ágora Teatro, uma leitura pública do texto Terrenal, com Celso Frateschi, Danilo Grangheia e Fernando Eiras.

Trocas e somas

Muitos confiam na força do intercâmbio das obras entre os países latino-americanos para a recriação de um campo reflexivo sobre em quais cenários as fronteiras realmente estabelecem muros divisores e em quais são meros traços imaginários. Sendo assim, Terrenal nasce do desejo de contribuir para uma efetiva identificação do Brasil como parte da terra latino-americana, já que os brasileiros, na maioria dos casos, não apresentam uma identidade cultural comum com o resto do continente.

Kartun desenvolve textos que promovem, com latinidade fantástica, debates sociais dos mais intensos. Reconhecido em toda a América Latina como artista singular e exponencial, lançou mais de trinta obras teatrais encenadas em diferentes países, dentre elas El niño argentino, Chau Misterix, El partener e La casita de los viejos. Entre premiações e menções de honra na carreira ele conta com mais de quarenta citações. Com Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, Kartun permanece em cartaz com casas lotadas há mais de cinco anos na cidade de Buenos Aires (Argentina), cumprindo temporadas de sucesso também na Espanha, Chile e Porto Rico.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de “Revolução na América do Sul”, com a direção de Augusto Boal.

SINOPSE

Em um fracassado loteamento, Caim e seu irmão Abel desenvolvem uma versão conturbada do mito bíblico: a dialética história entre o sedentário e o nômade. Entre um Caim dono de um sítio, produtor de pimentões reputados e um Abel vagabundo, que fora de toda cadeia de produção sobrevive vendendo isca viva aos pescadores da região. Dois irmãos sempre em peleja que compartilham um mesmo terreno baldio dividido e que jamais poderão construir uma morada comum.

FICHA TÉCNICA
Texto | Mauricio Kartun
Tradução | Cecília Boal
Direção | Marco Antonio Rodrigues
Elenco | Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Dagoberto Feliz e Demian Pinto
Direção musical | Demian Pinto
Assistente de direção | Thiago Cruz
Direção de produção | Ricardo Grasson
Cenário, figurinos e adereços | Sylvia Moreira
Preparação musical | Marcelo Zurawski
Preparação Corporal | Esio Magalhães
Assessoria de mágicas | Rudifran Pompeu
Visagismo | Kleber Montanheiro
Design de luz e operação| Túlio Pezzoni
Design de Som |Gabriel Hernardes
Operadora de som | Monique Carvalho
Fotografias | Leekyung Kim
Assessoria de imprensa | Márcia Marques
Mídias Sociais | Menu da Música
Design Gráfico | Zeca Rodrigues
Cenotécnicos | Zé Valdir e Marcelo Andrade
Gestão de Projetos | DCARTE e Corpo Rastreado
Administração | Corpo Rastreado e DCARTE
Produção executiva | Corpo Rastreado
Idealização | Instituto Boal

SERVIÇO
Quando: 11/01 a 24/02
Horário: Sexta e sábado, 21h. Domingos, 20h.
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000 – Vergueiro/ SP
Local: Sala Jardel Filho | Capacidade: 321 lugares
Classificação: 16 anos | Duração: 100 min
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (meia)

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