Sinopse de “Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga”, de Dominique Dreyfus

A capa da obra da pesquisadora e jornalista francesa Dominique Dreyfus sobre Luiz Gonzaga

Lançado pela primeira vez em 1996, o livro “Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga” foi escrito pela pesquisadora, jornalista, radialista e produtora artística francesa Dominique Dreyfus. Com 352 páginas, a obra foi editada pela Editora 34 e traz o prefácio assinado por “apenas” Gilberto Gil. Ao longo de nove capítulos, o leitor entende o motivo pelo qual a autora conheceu a intimidade do Rei do Baião e tornou-se uma autoridade no que se refere ao saudoso Lua.

O conhecimento que Dominique teve de Luiz Gonzaga aconteceu ainda na infância, quando ela juntamente com sua família se estabeleceu em Garanhuns (PE) para se afastar da Segunda Guerra Mundial que “comia” solta na Europa. E foi durante o tempo em que ficou no Brasil que aprendeu a cantar a sua primeira música, aos dois anos de idade: que foi “Sabiá”, clássico gonzagueano de 1951. Retornou com a família para a terra natal e só voltou ao Brasil depois da ditadura militar. Em 1985, foi convocada a cobrir um festival em Paris que teria a participação do Rei do Baião e, ao perceber que Gonzagão pedira um banco para sentar na terceira música, se deu conta de que o ídolo já estava ficando velho e que não havia encontrado nenhum material aprofundado sobre ele.

Assim, Dreyfus partiu para o Brasil, onde realizou uma série de entrevistas, que renderam mais de cem horas de gravação, acompanhou Luiz Gonzaga para cima e para baixo, conversando bastante com o mestre, e também ouviu familiares e amigos, contudo, para sua lamentação, não conseguiu falar com Gonzaguinha e Sivuca, além de parceiros musicais do sanfoneiro, como Zé Dantas e Humberto Teixeira, responsáveis pela co-autoria dos principais sucessos de Gonzaga, além de Aluízio, o irmão mais velho.

Depois de coletar um vasto material, a jornalista se lamentou da falta de interesse das editoras francesas em publicar a obra. No entanto, ao receber um convite do jornalista e crítico musical Tárik de Souza para escrever o material para a coleção Todos Os Cantos que a Editora 34 estava para lançar, a situação mudou, todavia, foram mais três anos para a conclusão do livro. A autora só soube da morte de Luiz Gonzaga por meio de uma ligação de João Gilberto.

A autora conta no livro alguns fatos interessantes a respeito de Gonzagão, como a questão da relação conturbada que ele tinha com Gonzaguinha – seu filho não biológico -, os ciúmes de Helena, mulher de Luiz Gonzaga, a fama de mulherengo do Rei do Baião.

Dominique também traz riqueza de detalhes sobre alguns dos principais sucessos de Luiz Gonzaga, como saíram as inspirações de Lua e de seus parceiros musicais, a obediência que ele valorizava muito em relação aos militares (ele serviu o Exército por cerca de dez anos), a referência que ele sempre tinha com o pai Januário, como encarou a boemia da noite carioca para conseguir se sustentar, o sucesso no rádio, assim como o “atropelo” que sofreu quando vieram os movimentos musicais como a Bossa Nova, a Jovem Guarda e a Tropicália que o afastaram dos grandes centros e que, sem querer, o levou para ficar mais próximo de seu povo, além de mostrar o lado generoso e humilde do sanfoneiro, que ajuda sempre que podia, especialmente divulgação de talentos, como Dominguinhos, Carmélia Alves e Marinês e Sua Gente, entre outros. Além disso, Luiz Gonzaga foi influência para várias estirpes da música brasileira: desde o pornoxaxado de duplo sentido de Genival Lacerda, aos tropicalistas Gilberto Gil e Caetano Veloso, passando por nomes como Alceu Valença, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Raul Seixas até chegar em Chico Science, Mestre Ambrósio e Mundo Livre S/A e outros mais.

Além do já citado prefácio e os nove capítulos, a publicação ainda contém os agradecimentos, a apresentação, a discografia (muito bem detalhada, por sinal), a musicografia e a bibliografia.

Além de Luiz Gonzaga, a autora francesa também escreveu sobre a vida de um dos maiores violonistas brasileiros em “Violão Vadio de Baden Powell” (1999), também publicado pela Editora 34.

Certamente, embora essa obra tenha sido lançada há mais de 20 anos, traz detalhes sobre a vida e obra de Gonzagão como poucas, e isso é o suficiente para que a publicação praticamente tenha se tornado “atemporal”.

A seguir, a ficha técnica da publicação.

Livro: Vida de Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga
Autora: Dominique Dreyfus
Editora: 34
Lançamento: 1996 (1ª edição)
Edição: 3ª (lançada em 2012)
Número de páginas: 352
Preço médio: R$ 64,00

Por Jorge Almeida

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Gal Costa é homenageada em “Fruta Gogoia” por Jussara Silveira e Renato Braz

Projeto “Fruta Gogoia” traz 18 canções da carreira de Gal Costa. Créditos: divulgação

Lançamento do Selo Sesc, o projeto “Fruta Gogoia” traz 18 canções da carreira da artista baiana, com arranjos de Dori Caymmi e produção artística de Luiz Nogueira; pela primeira vez, o Selo Sesc disponibilizará o álbum nas plataformas de streaming, além do suporte físico que trará no encarte uma gravura inédita de Regina Silveira.

Homenagear uma cantora como Gal Costa não é tarefa das mais fáceis. Com 50 anos de carreira, a cantora faz parte da história de muita gente e dá voz a uma série de compositores que vão de Tom Jobim a Caetano Veloso, passando por Dorival Caymmi, Jards Macalé, Chico Buarque, Luiz Melodia entre muitos outros, conferindo sua visão pessoal aos mais diferentes estilos e ritmos, em mais de 40 discos de estúdio, outros tantos ao vivo e, ainda, com parceiros.

Luiz Nogueira topou o desafio e em junho chega à cena musical “Fruta Gogoia – Uma Homenagem a Gal Costa”. O projeto será lançado pelo Selo Sesc nas plataformas digitais de streaming em junho, e posteriormente também em CD, com encarte especial que traz uma gravura de Regina Silveira com a obra “Bicho Gal”, criada especialmente para este projeto. E em julho ganhará os palcos em dois shows no Sesc Vila Mariana, nos dias 8 e 9 de julho.

Para fazer jus à homenageada, Luiz Nogueira reuniu um verdadeiro time de mestres. A começar pelos cantores escolhidos: Jussara Silveira e Renato Braz. A direção musical e os arranjos ficaram a cargo de Dori Caymmi.

Foram selecionadas 18 canções das mais de 500 registradas pela Gal ao longo de seus 50 anos de carreira. Entre os compositores desta seleção, está um dos maiores parceiros da cantora: Caetano Veloso, de quem Gal gravou quase 100 canções até agora. Em “Fruta Gogoia” foram escolhidas para representar esta parceria com o compositor “Tigresa”, “Meu Bem, Meu Mal”, “Baby”, “Não identificado”, e “Força Estranha”.

“A escolha das músicas que integram o álbum foi afetiva. Das 540 canções, primeiro selecionei 80, lista que foi reduzida depois a 25, para chegar finalmente, às 18 que integram o projeto”, conta Luiz. “Além do filtro emotivo, consultei os parceiros deste projeto para, aí sim, chegar ao repertório”.

E a esta lista percorre muito dos 50 anos de carreira de Gal – desde o primeiro disco lançado, ao lado de Caetano Veloso, “Domingo”, de 1967, coincidentemente também com arranjos de Dori Caymmi –, até “Todas as Coisas e Eu”, de 2004.

Além das canções compostas por Caetano, fazem parte de “Fruta Gogoia” músicas emblemáticas como “Estrada do Sol”, de Tom Jobim e Dolores Duran; “Vapor Barato”, de Jards Macalé e Waly Salomão; “Folhetim”, de Chico Buarque; “Volta”, de Lupicínio Rodrigues; “Pérola Negra”, de Luiz Melodia; “Sorte”, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos; “Só Louco”, de Dorival Caymmi, entre tantas outras. Também não ficaram de fora da homenagem “Modinha para Gabriela”, de Caymmi, composta para a novela “Gabriela”, exibida pela TV Globo em 1975, e “Tema para Gabriela”, em música composta por Tom Jobim para filme de Bruno Barreto, lançado em 1983. Ambas as obras baseadas no romance “Gabriela, Cravo e Canela”, de Jorge Amado. O próprio escritor declarou em entrevistas que Gal era a voz de todas as suas personagens femininas.

As obras não seguem nem uma ordem cronológica, nem uma concentração por discos – vai de “FA-TAL”, de 1971, a “Todas as Coisas e Eu”, de 2003.

Fechando o disco, com arranjo especial do acordeonista Toninho Ferragutti, está “Fruta Gogoia”, do cancioneiro popular pernambucano que, na voz de Jussara Silveira e nos vocalizes de Renato Braz, ganhou um tom agreste e delicado.

Os intérpretes
As duas vozes que interpretam as canções são reconhecidamente dois dos maiores intérpretes do país, que estão no auge de sua potência vocal, aos 50 anos, mas que nunca tinham se encontrado antes.

Além do timbres especiais, os dois são, assim como Gal, intérpretes puros, ou seja, não são compositores, emprestando sua voz a outros autores e personalizando cada uma das canções a sua maneira.

Em “Fruta Gogoia”, os artistas ora se revezam na interpretação das canções, ora dividem o microfone. A ideia não foi criar outras versões para músicas que já têm a sua própria ‘versão definitiva’ registradas pela Gal, mas, sim, trazer um outro registro para o público conhecer estas mesmas canções.

Assim como Gal, Jussara Silveira apresenta em seu canto uma versatilidade que é capaz de atravessar diferentes estilos de música brasileira com a mesma suavidade – a artista já gravou desde compositores mais ‘tradicionais’, como Dorival Caymmi, a contemporâneos como Romulo Fróes, José Miguel Wisnik e Itamar Assumpção. A mineira criada em Salvador, iniciou sua carreira nos anos 1990, na capital soteropolitana.

Também com início de carreira nos anos 1990, o cantor paulistano Renato Braz é reconhecido como uma das mais belas vozes masculinas brasileiras. Suas primeiras gravações conciliam o universo afetivo de sua formação (Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Jackson do Pandeiro) com as criações de Dori, Paulo César Pinheiro, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros compositores.

Regina Silveira
Ao ser convidada por Nogueira para desenvolver a capa do disco, a artista Regina Silveira não só aceitou prontamente como criou uma obra exclusivamente para o projeto: “Bicho Gal”. A gravura é o ponto central de todo o projeto gráfico, além de se transformar em um pôster encartado no CD físico. Segundo a artista, esta é a primeira de uma série intitulada “Fauna Brasilis”.

Além disso, Regina está criando para o show baseado no repertório do disco um cenário especial em que todos os elementos da colorida obra ganharão vida no palco.

Os arranjos
Além da dedicação em tornar este projeto uma homenagem à altura da artista homenageada, um dos principais cuidados foi nos arranjos e na direção musical de “Fruta Gogoia”, a cargo de Dori Caymmi. Não por acaso, o primeiro disco de Gal, “Domingo”, gravado em 1967, também trazia os arranjos de Dori, para um cantor (Caetano) e uma cantora (Gal).

Em comum, todos os arranjos pensados para as canções do disco traduzem a elegância das composições, chamando um time de músicos conceituados para executar suas faixas. Na lista entraram nomes como o próprio Dori, que toca violão em algumas das faixas; Itamar Assiere, no piano; Celso de Almeida, na bateria; Teco Cardoso, nos sopros; Swami Júnior, no violão 7 cordas; Sizão Machado, no baixo; Bré Rosário, na percussão; e Toninho Ferragutti, no acordeom. Toninho é responsável também pelo arranjo da canção que dá título ao disco. Além disso, Mário Gil faz a produção musical e o violão na faixa “Meu bem, meu mal”.

Algumas canções são acompanhadas por um octeto de sopros, com a nata dos músicos de sua vertente, outras por um quarteto de cellos ou um conjuntos de cordas. Neste caso, a arregimentação ficou nas mãos do maestro Claudio Cruz.

Suporte
Pela primeira vez, o selo Sesc lançará um de seus produtos em plataformas digitais. O disco chegará ainda em junho aos principais serviços de streaming, como Spotify e Deezer.

Em julho, o CD físico chega às lojas das unidades do Sesc, com todo seu diferencial gráfico e musical.

O show
Para lançar o projeto oficialmente, acontecem dois shows no Sesc Vila Mariana, dias 8 e 9 de julho. Os ingressos estarão à venda pela rede Sesc em data a ser anunciada em breve.

Com cenário especialmente criado por Regina Silveira, em que a obra “Bicho Gal” ganhará desdobramentos e movimento.

No palco, Renato e Jussara estarão acompanhados por nove músicos para reproduzir, ao vivo, as músicas do disco. O show trará no setlist 16 das 18 canções do álbum.

Serviço
Fruta Gogoia
Com Jussara Silveira e Renato Braz
Dias 8 e 9 de julho, sábado, às 21h; domingo, às 18h
Local: Teatro (capacidade: 620 lugares)
Duração: 90 minutos
Não recomendado para menores de 12 anos
Venda de ingresso online a partir de 27/6, às 16h e nas bilheterias a partir de 28/6, às 17h30.  Limitado a quatro ingressos por pessoa.
Ingresso: R$ 25,00 (inteira) l R$ 12,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) l R$ 7,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena).
Bilheteria: Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30; sábado, das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades do Sesc).
Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.
Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 20h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.
Estacionamento: R$ 5,50 a primeira hora + R$ 2,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 12 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (outros). 200 vagas.

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Chico Teixeira lança álbum “Saturno”

Capa de “Saturno”. Foto: Patrícia Santiago

Depois de hiato de seis anos, cantor e compositor paulista retorna com obra intimista e sensível que atualiza música de raíz em seu terceiro disco

Festa com pocket show e entrevista apresenta as músicas do novo álbum

São Paulo, junho de 2017 – O cantor e compositor Chico Teixeira faz festa de lançamento de seu terceiro disco, “Saturno”, que também dá nome à primeira faixa do trabalho, composta por João Lavraz, irmão de Teixeira, falecido em 2014, a quem o álbum é dedicado. O evento será realizado no Bar Brahma, em São Paulo, dia 28 de junho, às 21h, com participações de Roberta Campos e Renato Teixeira. A apresentação será realizada no formato de pocket show com entrevista mediada pelo conceituado jornalista Zé Hamilton Ribeiro.

Além de ser o único músico de sua geração comprometido com o resgate e a continuidade do patrimônio musical do sertanejo de raiz – imortalizado por nomes como Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho, Renato Teixeira, pai de Chico, e Rolando Boldrin – Chico inaugura uma vertente contemporânea do gênero. Na contracorrente da linha estrutural bruta e rústica do sertanejo de raiz, o artista inova a canção regional com letras alinhadas às vozes contemporâneas femininas como a da artista Rita Wainer, que assina a arte das camisetas e palhetas de violão da turnê “Saturno”. Amante de Mercedes Sosa, Leon Gieco e Antonio Tarrago Ros, Chico incorpora elementos da música pop e latina a sua sonoridade e amplia a temática da vida no campo para indagações existenciais, também no contexto urbano, e atualiza o sertanejo de raíz em “Saturno”.

Entre as parcerias do novo disco, Roberta Campos e Renato Teixeira representam as duas faces deste universo e gerações unidas pela transição musical proposta pelo álbum. A participação da ótima cantora espanhola Irene Atienza, com sua voz potente e interpretação contundente, traz dramaticidade à épica “Mãe da Lua”. Enquanto o paulistano radicado no Mato Grosso do Sul João Carrero aponta os diferentes rumos desta sonoridade em mutação ao lado do parceiro da nova geração Chico na preservação da herança musical regional. A  faixa-título, composta por João Lavraz, irmão de Teixeira, falecido em 2014, inaugura a jornada musical de Chico e batiza tanto o álbum como o estúdio da família Teixeira, localizado na Serra da Cantareira, criado e estruturado por João. Ao mesmo tempo em que Chico absorve caminhos sonoros novos, o artista mantém sua atuação na perpetuação da música brasileira de raíz. Diretor artístico de “Raízes Sertanejas”, projeto que leva os clássicos da música de raiz a teatros municipais do interior de São Paulo… (No Raízes Sertanejas Chico é também o artista principal e convida, a cada show, Sérgio Reis. Os dois cantam de 3 a 4 músicas juntos…) O “Tocando em Frente”, como citou, é outro projeto onde Chico toca violão de 6 cordas ao lado de Renato Teixeira, Sérgio Reis e Almir Sater.

Sobre Chico Teixeira
Chico Teixeira tem a música no dna. Representante da nona geração de músicos na família, começou a carreira em 2002 com o lançamento do álbum homônimo, gravado apenas com voz e violão. Em 2011, lançou seu segundo trabalho, “Mais que o Viajante”, que contou com participações de Gabriel Sater e Dominguinhos. Em 2017, Chico Teixeira lança “Saturno”, terceiro disco de sua carreira, com músicas em parceria com nomes como Roberta Campos e Renato Teixeira.

Faixa a faixa por Chico Teixeira Saturno

01- Saturno (João Lavraz)
Essa música é uma produção familiar, feita pelo meu irmão João Lavraz quando tinha uns 21 anos. Uma vez, ele, minha irmã Antonia e eu resolvemos montar um trio, mas só tocávamos em casa e essa música era a que gostávamos de cantar juntos. Resolvi gravá-la, pois me traz a sensação de proximidade com ele, como um abraço apertado. Essa canção traz para o álbum algo diferente de tudo que eu já fiz.

02- Song Swan (Geraldo Roca)
Música de Geraldo Roca, trata do conflito entre os monges tibetanos e o governo chinês, conflito esse que dura uma dezena de décadas. Pesquisei bastante essa história para entender a letra, feita a partir de uma notícia de jornal que dizia: “um carro bomba explode e 16 morrem em Sichuan (província chinesa próxima ao Tibete)”. E tem mitologia grega também: “swan song” é o canto do cisne em seu leito de morte. Convivi muito com Roca e percebo de forma surpreendente questões pessoais dele na letra. Ser o primeiro a gravar essa canção e poder cantá-la é um presente da natureza.

03- A Cara da Gente (Rodrigo Hid / Chico Teixeira)
Parceria com Rodrigo Hid, músico e cantor que tocou na minha banda por muito tempo. Durante um ensaio, me mostrou a melodia e me pediu para colocar letra. Escrevi algo para ele cantar para uma moça que havia acabado de conhecer. Acho que por lá não deu muito certo, mas a música está aí.

04- Chama da Floresta (Chico Teixeira)
“Chama da Floresta” é o nome popular de uma árvore laranja que de longe parece estar em chamas. Nessa música, acho que surge alguns elementos da música do interior como os pagodes de viola e uma algo parecido com tambores africanos. Há influência forte do “Samba de Chula” lá do recôncavo baiano. A mensagem da letra fala de um viajante que volta para casa, pois ali tem seu porto seguro, sua família.

05- A Vida é Feita de Sonhos part. especial João Carreiro (João Carreiro / Chico Teixeira)
Música em parceria com João Carreiro, dono de uma simplicidade bem verdadeira, falamos de amizade, fé, esperança. Uma mensagem positiva para o povo nesse momento conturbado que vivemos. Ele mandou a letra e eu musiquei, fizemos à distância. Conheço bem esse universo musical do interior, é natural para mim.

06- Tardes de Maio (Roberta Campos / Chico Teixeira)
Meu encontro com Roberta Campos foi natural, fomos apresentados pela Nô Stopa, madrinha dessa parceria. Fizemos logo de cara “Tardes de Maio”: ela tinha a primeira parte da letra, então fiz a segunda parte.

07- Fique com Deus no Peito (Renato Teixeira / Chico Teixeira)
Fiz música e letra, durante um período de muita tristeza para minha família, um pouco antes de começar a gravar esse álbum. Vivemos uma história de superação, fala de saudade e de fé também. Procuro insistir nesse mantra. Mostrei a música para meu pai e ele arrumou algumas coisas e surgiu mais uma parceria nossa.

08- Mãe da Lua part. especial de Irene Atienza e Carolina Delleva (Jaime Monjardim / Chico Teixeira)
Letra de Jayme Monjardim que encontrei entre outras tantas letras de meu pai. Musiquei já há algum tempo, mas ela só ficou pronta após meu encontro com a banda espanhola Saravacalé.  A música fala do urutau, ave rara e misteriosa da América do Sul, mais comum na região Centro-Oeste e nas Cordilheiras. Existem muitas lendas populares e indígenas envolvendo a música “Mãe da Lua”. Ela representa o movimento da arte que habita em mim.

09- Intuição (Chico Teixeira)
Música e letra minha, feita de forma intuitiva. Após a música pronta, descobri a história da Ilha Anchieta, localizado no litoral norte de São Paulo, onde havia um presídio de segurança máxima nos anos 30, 40. Minha família por parte de pai é toda do litoral.

10- Clélia (Chico Teixeira)
Clélia é a décima música de Saturno e leva o nome de minha bisavó materna, falecida aos 103 anos! Assim como minha bisavó, minha mãe, Sandra, também tem sua música instrumental em meu primeiro álbum, “Chico Teixeira Voz e Violão”, lançado em 2002. Em ‘Mais que o Viajante’, meu segundo álbum, meu filho Antonio ganhou ‘Ouça Menino’, que contém uma instrumental encaixada, finalizando a canção. Talvez seja minha maneira de eternizar o mais terno sentimento por membros de minha família.

Ficha técnica Saturno
Produzido por Chico Teixeira
Voz gravada por Rique Azevedo
Gravado no estúdio Saturno por Gabriel Perret, Thiago Baggio, Ricardo e Pacote
Mixagem e masterização por Ricardo Carvalheira (Franja).
Projeto gráfico Mario Gascó
Foto capa Patrícia Santiago
Demais fotos por José TM

Festa de lançamento do álbum “Saturno” @ Bar Brahma
Av. São João, 677 – Centro (São Paulo, SP)
Dia: 28 de junho, quarta-feira
Horário: 21h à 01h
Entrada: R$ 30,00 (preço único)
Vendas e reservas: Bar Brahma (11) 2039-1250
Capacidade: 250 pessoas

Agência Lema
Leandro Matulja/ Letícia Zioni/ Larissa Marques
http://www.agencialema.com.br

Informações à imprensa:
Letícia Tie (+55 11) 3871-0022 ramal 226
leticiatie@agencialema.com.br

Créditos: Letícia Tie

Show do Arnaldo Antunes no Sesc Pompéia (22.06.2017)

Arnaldo Antunes entre Curumim (à esquerda) e Betão Aguiar (à direita) em ação no Sesc Pompeia. Foto: Isis Naura

O cantor e compositor Arnaldo Antunes começou uma série de quatro apresentações no Sesc Pompéia, em São Paulo, nesta quinta-feira (22). O ex-titã e banda está a promover o mais novo trabalho “Ao Vivo Em Lisboa”, que foi gravado na capital portuguesa. A apresentação basicamente foi com material de seus três últimos álbuns de estúdio: “Iê Iê Iê” (2009), “Disco” (2013) e “Já É” (2015).

Com os ingressos esgotados para a apresentação na Choperia da unidade, Arnaldo Antunes, acompanhado de Chico Salém (guitarra, violão e backing vocal), Betão Aguiar (baixo e backing vocal), Curumim (bateria e backing vocal) e André Lima (teclados, sanfona e backing vocal), adentram ao palco pontualmente às 21h40 e já mandam duas músicas do álbum “Já É” – “Antes”, com direito a Arnaldo acompanhado de um violão, e “Põe Fé Que Já É”.

O compositor saúda o público e deixou a brecha para o próximo tema ao comentar: “A casa é de vocês!”, era a vez de “A Casa É Sua”, um dos principais hits do álbum “Iê Iê Iê”. Posteriormente o show seguiu com “Trato”, de “Disco”, cuja versão de estúdio tem as participações de Céu e Hyldon, que são co-autores da música. Antunes e companhia voltaram um pouco mais no tempo, até 2001, para resgatar “Atenção”, faixa do disco “Paradeiro”.

Arnaldo Antunes aproveitou a oportunidade que a guitarra de Chico Salém estava com problemas técnicos para falar do novo trabalho e que o repertório daquela noite seria semelhante ao do álbum em questão. O espetáculo continuou com uma trinca de faixas de “Já É” – “Se Você Nadar”, “As Estrelas Cadentes” e “Óbitos” – até chegar a outro sucesso de “Iê Iê Iê”: “Meu Coração”, uma das mais celebradas pelo público.

O show entrou em uma atmosfera acústica com a sequência de músicas que vieram a seguir: “Vilarejo”, parceria sua com Marisa Monte, Carlinhos Brown e Pedro Baby, que foi gravado no álbum da cantora, “Infinito Particular” (2006), “Que Me Continua” – do projeto “A Curva da Cintura” (2011) feito com Edgard Scandurra e com o maliense Toumani Diabaté -, e de seus últimos discos de estúdio “Azul Vazio” e “Saudade Farta”.

A apresentação teve continuidade com temas de cinco trabalhos diferentes de Arnaldo Antunes: “Invejoso”, “Consumado”, com direito ao cantor descer do palco e cantarolá-la no meio do público, “Ela É Tarja Preta”, “Essa Mulher” e “Naturalmente, Naturalmente”.

Arnaldo cantou um tema dos Tribalistas de imediato, o sucesso “Velha infância”. Na sequência, vieram “Muito Muito Pouco”, do álbum “Disco”, o medley “Cachimbo” e “Porrada” – essa última dos tempos de Titãs – e, antes do bis, a música mais velha do setlist da carreira solo de Arnaldo Antunes: “Inclassificáveis”, do disco “O Silêncio” (1996).

Depois de uma pequena pausa, Arnaldo e banda vieram para o bis com três temas: “Socorro” que, talvez, seja o maior sucesso da carreira solo do poeta, “Passa Em Casa”, outro tema dos Tribalistas, e, como o próprio disse antes de encerrar o show, uma “das antigas”, “Televisão”, clássico dos Titãs.

Assim, depois de 1h45 de show, o cantor e seus companheiros se despedem do público que, simultaneamente, foi deixando as dependências do Sesc. E, de hoje (sexta-feira) até domingo, haverá mais três apresentações de Arnaldo Antunes com ingressos esgotados na mesma Choperia do Sesc Pompéia.

A seguir, o setlist do show.

1. Antes (Arnaldo Antunes)
2. Põe Fé Que Já É (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / André Lima)
3. A Casa é Sua (Arnaldo Antunes / Ortinho)
4. Trato (Arnaldo Antunes / Céu / Hyldon)
5. Atenção (Arnaldo Antunes / Alice Ruiz / João Bandeira)
6. Se Você Nadar (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)
7. As Estrelas Cadentes (Arnaldo Antunes / Ortton)
8. Óbitos (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
9. Meu Coração (Arnaldo Antunes / Ortinho)
10. Vilarejo (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Pedro Baby)
11. Que Me Continua (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
12. Azul Vazio (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)
13. Saudade Farta (Arnaldo Antunes)
14. Invejoso (Arnaldo Antunes / Liminha)
15. Consumado (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
16. Ela É Tarja Preta (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / Luê / Felipe Cordeiro / Manuel Cordeiro)
17. Essa Mulher (Arnaldo Antunes)
18. Naturalmente, Naturalmente (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Dadi Carvalho)
19. Velha Infância (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Davi Moraes / Pedro Baby)
20. Muito Muito Pouco (Arnaldo Antunes)
21. Cachimbo (Edvaldo Santana) / Porrada (Arnaldo Antunes / Sérgio Britto)
22. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
Bis:
23. Socorro (Alice Ruiz / Arnaldo Antunes)
24. Passa Em Casa (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Margareth Menezes)
25. Televisão (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)

Por Jorge Almeida

Sesc Pinheiros recebe o encontro do Trio Corrente com Hamilton de Holanda

Foto Trio Corrente: Claus Lehmann / Foto Hamilton: Divulgação

O trio convida o bandolinista para um show especial com o melhor da música instrumental brasileira

O Trio Corrente sobe ao palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, no dia 29 de abril, sábado, às 21h. Na apresentação, o premiado grupo brasileiro formado por Edu Ribeiro (bateria), Fabio Torres (piano) e Paulo Paulelli (baixo) convida o bandolinista Hamilton de Holanda para juntos interpretarem músicas autorais além de clássicos da MPB.

Para este show, os músicos uniram seus repertórios. Assim o Trio tocará as composições autorais do bandolinista e este também interpretará conhecidos arranjos do Corrente, trazendo à cena o melhor da música instrumental brasileira, com muito espaço para improvisação.

Vencedor de um Grammy (2013) e de um Latin Grammy (2014) pelo Melhor Álbum de Latin Jazz com o disco “Song for Maura”, gravado em parceria com o saxofonista cubano Paquito D’Rivera, o Trio Corrente consagrou-se como um dos grupos mais inventivos da atualidade. O grupo carrega a tradição dos trios de samba-jazz dos anos 1960, interpretando de forma única tanto um repertório autoral como clássicos do choro e da MPB.

O ensemble interpretará no Sesc Pinheiros músicas como “Maçã”, de Djavan, “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, além das composições próprias como “Venezuelana” (Fabio Torres), “Alecrim” (Paulo Paulelli) e “Nívea” (Edu Ribeiro).

Hamilton de Holanda se junta ao Trio Corrente para interpretar as composições próprias “A Saudade vai passar” e “Capricho de Raphael”, além de “Refém da Solidão” (Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro) e “Chorinho pra Você” (Severino Araújo). Detentor de uma carreira de 35 anos e inúmeros prêmios, Hamilton é uma referência no bandolim e trabalha com a tradição e a modernidade da música brasileira.

SERVIÇO
TRIO CORRENTE CONVIDA HAMILTON DE HOLANDA
De 29 de abril de 2017
Sábado, às 21h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br, a partir de 18 de abril, às 16h30 e nas bilheterias das unidades do SescSP, a partir de 19 de abril, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de Imprensa do Sesc Pinheiros
Com Canal Aberto
Márcia Marques | Carol Zeferino | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | carol@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br
Com Poliana Queiroz | Isabela Lisboa
Contatos: (11) 3095.9423 ou 3095.9425
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Sesc Pinheiros recebe Leila Pinheiro no show “Cenas de um Amor”

A cantora Leila Pinheiro fará duas apresentações no Sesc Pinheiros neste final de semana. Créditos: divulgação

No repertório, além de canções próprias, cantora apresenta composições de Guilherme Arantes, Ivan Lins, Gonzaguinha, Dori Caymmi, João Donato, entre outros

O Sesc Pinheiros recebe a cantora Leila Pinheiro nos dias 25 e 26 de março de 2017 (sábado às 21h, domingo às 18h), para o lançamento do CD Cenas de Um Amor. A musicista, que além de cantar tocará piano no show, está acompanhada no palco pelo guitarrista Nelson Faria (também diretor musical do espetáculo), o baixista Filipe Moreno e o baterista Jurim Moreira.

No palco do Teatro Paulo Autran, Leila passeia por um repertório vasto da música brasileira clássica, canções inéditas na sua voz, além de sucessos da carreira e algumas novidades. Guilherme Arantes, Ivan Lins, Gonzaguinha, Dori Caymmi, João Donato, Djavan, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes, Sueli Costa, Chico Cesar, são alguns dos compositores que aparecem no roteiro de “Cenas de Um Amor”, um show que alterna o discurso amoroso e o político.

Leila homenageia ainda Tom Jobim, com “Espelho das Águas”, que ganhou do compositor em 1982 e, com ele ao piano, registrou em seu disco de estreia; Renato Russo, sempre presente dentre as suas escolhas, que aparece com “Teatro dos Vampiros” e “Pais e Filhos”.

No roteiro do show estão ainda, canções de compositores da nova geração como Alice Caymmi, Dani Black, Marcelo Jeneci e a inédita parceria de Zélia Duncan com Moacyr Luz (“Gosto”). Não poderiam faltar, é claro, sucessos de sua carreira como “Besame” e “Serra do Luar”.

Nascida na capital paraense, Belém, Leila mudou-se para o Rio de Janeiro em 1981, onde gravou o primeiro LP, o independente Leila Pinheiro, produzido por Raimundo Bittencourt. Desde então, a cantora já gravou quase duas dezenas de discos.

SERVIÇO
LEILA PINHEIRO
Dias 25 e 26 de março de 2017 (sábado às 21h, domingo às 18h)
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Arnaldo Antunes: 20 anos de “O Silêncio”

Capa de "O Silêncio" (1996), o terceiro disco da carreira solo de Arnaldo Antunes
Capa de “O Silêncio” (1996), o terceiro disco da carreira solo de Arnaldo Antunes

Neste ano, o terceiro disco de estúdio de Arnaldo Antunes, “O Silêncio”, completa 20 anos de seu lançamento. Lançado pela BMG e produzido por Mitar Subotic, o play é caracterizado pelo pop-rock que marcou a sua ex-banda, os Titãs.

Quando os Titãs optaram seguir uma linha mais pesada ao gravar o pesado “Titanomaquia” (1993), com as letras escatológicas, o insatisfeito Arnaldo Antunes tirou o seu time de campo. Afinal, o que a banda na qual foi integrante por dez anos estava a produzir era uma coisa bem distante do que ele queria fazer. Logo, a solução foi a eminente carreira solo.

Em 1993, foi lançado o seu primeiro trabalho em uma nova fase: “Nome”. Com 23 faixas e uma sonoridade um pouco esquisita e letras inspiradas na poesia concreta, os velhos fãs dos Titãs não entenderam bem o propósito e acharam tudo muito estranho. O trabalho seguinte – “Ninguém” (1995) – embora seja um disco ainda mais difícil, já dava uma pinta de ser mais pop, como pode ser visto na canção “Alegria”, “Ninguém” e “Fora de Si”.

Mas foi no ano seguinte com o álbum “O Silêncio”, que Arnaldo Antunes foi transportado para uma sonoridade mais pop-rock que tinha um estilo mais próximo aos dos Titãs que, naquela época, estava em turnê como o bom “Domingo” (1995). Canções como “Macha Fêmeo” e “Que Te Quero” traduzem bem essa sonoridade.

Contudo, o grande trunfo do disco foi o fato de o ex-titã ter transitado por gêneros musicais diferenciados, como o reggae em “O Buraco”, o rockabilly em “Poder” e um rap-rock em “Inclassificáveis”, que tem a participação especial de Chico Science e que foi regravada por Ney Matogrosso. Outro destaque fica por conta da versão de “Juízo Final”, um clássico de Nelson Cavaquinho.

Aliás, o videoclipe de “Poder”, que tem a direção de Tadeu Jungle – que é co-autor da música -, embora seja mais curto do que a canção gravada, é muito bom e está recheado de gente ilustre que vão desde Paulo Miklos, Nando Reis, Sérgio Britto e Charles Gavin, seus ex-companheiros de Titãs a Jorge Ben Jor, e também gente como Rodolfo (ex-Raimundos), Frejat, André Abujamra, Samuel Rosa, entre outros.

A bem sucedida parceria com Carlinhos Brown se faz presente no disco através da faixa-título e a participação do instrumentista em “Desce (Versão 2)” e em “O Silêncio”.

Aliás, a formação do disco é composta por Arnaldo Antunes (voz), Edgard Scandurra (guitarra), Pedro Ito (bateria), Paulo Tatit (baixo) e Zaba Moreau (teclados e backing vocal).

O trabalho ainda tem mais duas versões de “O Silêncio”: uma remixada por Luis Paulo Serafin e produzida por Dudu Marote, e a versão acústica produzida por Arnaldo Antunes e banda.

O Silêncio” ainda não pode ser considerado o melhor trabalho de Arnaldo Antunes, mas, possivelmente, foi a partir dele que a carreira do ex-titã decolou e o disco é fundamental para quem quer iniciar os seus conhecimentos no universo “arnaldístico”.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: O Silêncio
Intérprete: Arnaldo Antunes
Lançamento: 1996
Gravadora: BMG
Produtor: Mitar Subotic

Arnaldo Antunes: voz, sampler e programação de ritmo
Edgard Scandurra: guitarra, backing vocal, violão de aço e percussão em “Eva e Eu” e violão em “O Silêncio (versão acústica)
Pedro Ito: bateria, calimba em “Eva e Eu”, latas e chocalho em “Juízo Final” e percussão em “O Silêncio (versão acústica)
Paulo Tatit: baixo, violão em “E Estamos Conversados”, em “Desce (Versão 1)” e em “O Silêncio (versão acústica)” e violão de nylon em “Eva e Eu
Zaba Moreau: teclados, backing vocal e sampler em “O Silêncio

Chico Science: voz em “Inclassificáveis
Carlinhos Brown: djembê, tambor de couro, aderbaque e vocais em “O Silêncio”, cajón, caixa, matraca e agogô em “Desce (Versão 2)
Peter Price: percussão em “Que Te Quero
Arnaldo A. Nora Antunes: arranjo de cordas (sampler) em “Desce (Versão 1)
Mitar Subotic: sampler em “O Silêncio”, teclados em “Poder”, sanfona em “Eva e Eu”, programação de ritmo em “Macha Fêmeo”, “Inclassificáveis” e “O Buraco
Pedro Cortez: voz e guitarra adicionais em “O Silêncio (Remix Versão Brown)
Fabinho: viola em “O Silêncio (versão acústica)
Lua, Bel, João, Tati, Taís, Rosa, Celeste e Miguel: coro das crianças em “O Silêncio

1. O Silêncio (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
2. E Estamos Conversados (Paulo Tatit / Arnaldo Antunes)
3. Poder (Arnaldo Antunes / Tadeu Jungle)
4. Eva e Eu (Péricles Cavalcanti / Arnaldo Antunes)
5. Macha Fêmeo (Paulo Tatit / Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer)
6. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
7. Que Te Quero (Edgard Scandurra / Peter Price / Arnaldo Antunes)
8. Desce (Versão 1) (Arnaldo Antunes)
9. Juízo Final (Nelson Cavaquinho / Élcio Soares)
10. O Que Swingnifica Isso? (Arnaldo Antunes)
11. O Buraco (Arnaldo Antunes)
12. Desce (Versão 2) (Arnaldo Antunes)
13. O Buraco do Espelho (Edgard Scandurra / Arnaldo Antunes)
14. O Silêncio (Remix Refrão Brown) (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
15. O Silêncio (versão acústica) (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)

Por Jorge Almeida