Exposição “Tom Zé 80 Anos” na Caixa Cultural

Trecho da letra de “O Sândalo”, música do álbum “Tom Zé” (1972) na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

O cantor e compositor tropicalista baiano Tom Zé é o grande homenageado na exposição realizada na Caixa Cultural São Paulo até o próximo dia 20 de maio. Intitulada “Tom Zé 80 Anos”, a mostra celebra as oito décadas de vida do artista.

A exposição, idealizada também pela cantora e amiga pessoal de Tom Zé, Bete Calligaris, traz obras gráficas, digitais e interativas que visitam toda a trajetória do artista baiano.

Além disso, conta com músicas, fotos, textos e depoimentos que foram traduzidos e transformados em instalações, especialmente para a exposição. Seguindo a linha artística do homenageado, as obras expostas também abusam da multiplicidade de meios e linguagens.

O evento apresenta ainda vídeos extraídos de diversos documentários e uma pequena mostra de dez instrumentos inventados e utilizados pelo próprio artista em muitas de suas gravações e shows.

Segundo o próprio Tom Zé, “o fato dessa exposição começar na Bahia e depois vir a São Paulo é muito significativo para mim, e muito acertado por conta dos dois laços fortes que mantenho”, trajetória que reflete a da vida do próprio músico.

Itens curiosos como “Enceroscópio” (2000) e “Buzinário” (2000) podem ser conferidos na mostra, assim como excerto de obras de Tom Zé, como “O Sândalo” (foto), uma das faixas do álbum “Tom Zé”, de 1972.

SERVIÇO:
Exposição:
Tom Zé 80 Anos
Onde: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 20/05/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “São Paulo – Capital Tropicalista” no Centro Cultural São Paulo

Sala Tarsila do Amaral, do Centro Cultural São Paulo, que acolhe exposição que homenageia os 50 da Tropicália. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) está com a exposição “São Paulo – Capital Tropicalista” em cartaz até o próximo domingo, 6 de maio, e homenageia os 50 anos da Tropicália, movimento musical (e cultural) formado por músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Torquato Neto, além dos integrantes d’Os Mutantes – Rita Lee e os irmãos Batista: Arnaldo e Sérgio Dias.

Diferentemente das mostras tradicionais, o tributo do CCSP à Tropicália está instalado na Sala Tarsila do Amaral, e não tem a exibição de objetos e obras expostas, apenas imagens e sons, que serão projetados paralelamente aos resguardos de grandes dimensões. Para a exposição, o espaço foi totalmente fechado para não receber a luz exterior para permitir ao visitante a impressão de como se estivesse em um túnel do tempo.

O sistema de video-mapping reproduz imagens justapostas que desenrolam objetos, através de uma experiência tropicalista, que permite a associação entre músicas com arranjos eruditos com a poesia concreta.

O “marco-zero” do Tropicalismo aconteceu em julho de 1968, dois meses após as manifestações de “Maio de 1968” na França, com o lançamento do álbum “Tropicalia ou Panis et Circencis” (1968), lançado de forma coletiva por Gil, Caetano, Nara Leão, Tom Zé, Os Mutantes, Torquato Neto e Rogério Duprat, obra em que eles mesclaram manifestações tradicionais da cultura brasileira as inovações estéticas radicais do período, além das influências da Bossa Nova, do rock e do Concretismo, e, claro, causar impacto na juventude brasileira, que vivia o “auge” da ditadura militar.

SERVIÇO:
Exposição:
São Paulo – Capital Tropicalista
Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 06/05/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Nelson Gonçalves: 20 anos de saudade do Rei do Rádio

Na próxima quarta-feira, completam-se 20 anos da morte de Nelson Gonçalves, Créditos: divulgação

O próximo dia 18 de abril marca o 20º. aniversário da morte de um dos maiores nomes da música brasileira: Nelson Gonçalves, até hoje – após o rei Roberto Carlos – campeão de vendas no país, com mais de 81 milhões de discos. Além de cantor e compositor, foi jornaleiro, mecânico, polidor, tamanqueiro, engraxate e garçom, além de lutador de boxe.

Nelson nasceu como Antônio Gonçalves Sobral, em 21 de junho de 1919, na pequena cidade de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Seus pais, imigrantes portugueses, tinham acabado de chegar ao País. Durante a infância — já vivendo no bairro do Brás, em São Paulo, Nelson acompanhava o pai às feiras livres e praças. Enquanto seu Manuel tocava violão, o menino cantava em cima de um caixote. Em dias mais difíceis, seu Manuel chegava a se fingir de cego para comover as pessoas. Na infância tinha dois apelidos. Na escola era chamado de Carusinho, por sua voz excepcional. Como gaguejava, passou a ser também chamado de Metralha, já que falava cuspindo as palavras. Mesmo com a disfunção fonética, decidiu ser cantor.

Antes de chegar ao seu objetivo passou pelas diversas profissões citadas acima. Intempestivo e brigão, canalizou sua impetuosidade para o boxe. Com 17 anos, recebeu a faixa de Campeão Paulista dos Meio-Médios, após vencer 24 lutadores por nocaute e ter perdido apenas duas vezes, por pontos.

Focado em seu sonho, Nelson estudou canto acadêmico, por seis anos, com o maestro Bellardi. Aprendeu que não era gago, mas taquilárico (do grego takimós: respiração curta, acelerada). Dentre os tantos conselhos do maestro ouviu um conselho que mudaria sua vida: deveria ser cantor popular. Como Antônio não era sonoro, adotou o nome Nelson, que considerava mais melódico.

Em 1941, consegue finalmente gravar seu disco de estreia, um 78 RPM contendo o samba “Sinto-Me Bem”, de Ataulfo Alves. Com a boa recepção do público é contratado pela gravadora RCA Victor, da qual jamais sairia, e pela rádio Mayrink Veiga, levado pelo cantor Carlos Galhardo. A voz de Nelson torna-se rapidamente conhecida. Logo é eleito o Rei do Rádio, em concurso promovido pela Revista do Rádio. Sua vida melhora consideravelmente em 1943, quando consegue um emprego como crooner do Cassino do Copacabana Palace Hotel.

Nelson Gonçalves faz grande sucesso nas décadas de 1940 e 1950. Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram “Maria Bethânia” (Capiba), “Normalista” (Benedito Lacerda/ Davi Nasser); “Caminhemos” (Herivelto Martins) e “Renúncia” (Roberto Martins/Mário Rossi).

Em 1952, passa a viver com Lourdinha Bittencourt, substituta de Dalva de Oliveira, no Trio de Ouro, com quem tem três filhos (sendo dois adotivos). É uma das melhores fases da vida do artista. No mesmo ano conhece aquele que seria seu melhor parceiro e grande amigo: Adelino Moreira, um dos maiores letristas e compositores do gênero samba-canção, que compôs para Nelson mais de 370 músicas (algumas feitas em parceria com o próprio Nelson Gonçalves, como “Fica comigo esta noite”).

Da parceria, nasceram alguns dos maiores sucessos do cantor, como “A volta do boêmio”, “Deusa do asfalto”, “Êxtase e Escultura”. As músicas tinham, sempre, temas românticos, em geral arrebatadores, repletos de histórias de amores perdidos e imortais apropriadas à voz de grande extensão de Nelson Gonçalves que, aliás, se gabava por usar apenas um terço de sua capacidade.

Chegou a gravar músicas de diversos nomes da nova geração da música brasileira e com grandes nomes do rock nacional, como Ângela Rô Rô (Simples Carinho), Kid Abelha (Nada por Mim) e Lulu Santos (Como uma Onda). Em 1984 lançou Eu e Elas, em duetos com Alcione, Ângela Maria, Beth Carvalho e outras divas da música brasileira; Em 1985 lançou Eu e Eles, com duetos com Caetano Veloso, Fagner, Luiz Gonzaga, Tim Maia e outros grandes cantores da MPB.

Nelson Gonçalves se dedicou durante mais de 50 anos à sua grande paixão: a música. Durante sua carreira, gravou mais de 2.000 canções, 183 discos em 78 rpm, 128 LPs e 300 compactos. Vendeu mais de 81 milhões de discos. Ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina. Também foi agraciado pela RCA com o Prêmio Nipper, recebido apenas por ele e por ninguém menos que Elvis Presley. Por seu último disco, Ainda é Cedo (1997), Nelson iria receber o disco de ouro.

Nelson Gonçalves morreu em 18 de abril de 1998. Durante os anos que precederam sua morte, se definia como o “último dos moicanos”, referindo-se ao seu estilo de cantar, que empregava o vozeirão, do qual dizia nunca ter cuidado, citando como exemplo o fato de ter fumado durante 60 anos, até 1995. No plano pessoal, além dos casamentos com Elvira Molla, Lourdinha Bittencout e Maria Luíza da Silva Ramos, teve muitos casos, alguns rumorosos e até escandalosos para os padrões da época, como os vividos com Bette White e a vedete Nanci Montez.

De seu relacionamento, com Maria (ex-cozinheira do presidente Juscelino Kubitschek), nasceu Lilian Gonçalves, que teve sua história de vida contada na minissérie JK da Rede Globo, interpretada pela atriz Mariana Ximenez. Lilian Gonçalves já era conhecida como a Rainha da Noite de São Paulo, quando se aproximou do seu pai. Guardou por muitos anos a informação de quem era o verdadeiro pai, revelando somente quando Nelson já estava mal de saúde.

Na década de 90 foi encenado nas principais capitais do país o musical “Metralha“, uma versão dramatizada de sua biografia, Em 2001 foi lançado o documentário “Nelson Gonçalves”, que contou sua trajetória, protagonizado por Alexandre Borges e Julia Lemmertz, com direção de Elizeu Ewald e produção executiva de Margareth Gonçalves, caçula de seu casamento com Lourdinha Bittencout.

Homenagens e Centenário

Em referência ao grande artista, a noite de 18 de abril de 2018, será de recordações no Bar do Nelson, casa da empresária Lilian Gonçalves (filha do saudoso cantor e compositor). Ao longo da noite, todos os artistas convidados como Edith Veiga, Markinhos Moura, Stênio Melo, entre outros nomes cantarão sucessos do ícone da música nacional. “Fiz esse bar para que o nome de meu pai não caísse no esquecimento. Aliás, esse era um medo dele, pois dizia que o Brasil não tinha memória”, pontua a empresária Lilian Gonçalves.

Junto a irmã Margareth Gonçalves, a empresária coordena os festejos para o “Centenário de Nelson Gonçalves”, data a ser celebrada em 2019. “Estou trabalhando fazem 10 anos nesse grande projeto que, certamente irá parar o Brasil”, explica. Dentre as ações a serem trabalhadas estão: musical de teatro, livro, exposição, show, entre outros.

Créditos: Davi Brandão

Mariana Aydar traz todo tempero e sonoridade do nordeste para os palcos

A cantora Mariana Aydar. Créditos: Van Campos

 

A cantora e compositora, Mariana Aydar, nascida na capital paulistana, sente o sangue nordestino ferver em suas veias. A paixão nasceu na infância no colo do “Mestre Lua” (Luiz Gonzaga), percorreu a adolescência pela Bahia e carnavais na pipoca, backing vocal de Daniela

Mercury, passando pelos palcos das casas de forró, quando liderava sua banda Caruá. Ela sempre esteve em meio a xotes, sambas reggae e xaxados.

Nesse show, a cantora resgata toda a raiz do sertão, tira do baú grandes clássicos do mestre e amigo Dominguinhos como “Gostoso Demais” e “Tenho Sede” além de outros como “Feira de Mangaio”, “Forró do Xenhenhem” e “Frevo Mulher”. Também caminha por outras vertentes da música nordestina como Baiana System, Timbalada e Lenine.

Mariana transformou grandes sucessos em arrocha, como “Eu te amo você”, da Marina Lima, e “Sintonia”, de Moraes Moreira. Nessa nova proposta traz guitarras psicodélicas, xotes de jazz e a eletricidade da bateria sem perder a alma nordestina, além de mostrar seu lado compositora em músicas inéditas, que nasceram no seu cantinho Trancoso/Caraíva.

A cantora revisita músicas do decorrer da sua carreira que remetem ao cancioneiro nordestino “Te Faço Cafuné”, “Galope Rasante”, “Onde Está Você”, “Preciso do seu Sorriso”.

Após um debut inesquecível no carnaval de São Paulo, ao lado de Gilberto Gil, Mestrinho, As Bahias e a Cozinha Mineira, a cantora promete levar o sertão e o forró mundo afora.

Sobre Mariana Aydar

Cantora e compositora, Mariana Aydar assina obra sofisticada e contemporânea com raízes na canção, no samba e na música nordestina. Visceral, é no palco que a artista se sobressai. Já cantou com vários nomes como Elba Ramalho, João Donato, Gilberto Gil, Alcione e Criolo. Com quatro discos lançados, assina como idealizadora e diretora de um documentário sobre a obra de Dominguinhos e lançou alguns singles como “Te faço um Cafuné” e “Eu Te Amo Você”. Depois de uma aclamada estreia no carnaval de rua de São Paulo com seu bloco Forrozin, Mariana segue expressando todo calor e intensidade de sua veia nordestina rumo ao quinto

disco.

Agência Lema
Leandro Matulja/Letícia Zioni
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Informações para Imprensa
Bianca Rodrigues (+55 11) 3871-0200 – ramal 215
bianca@agencialema.com.br

Créditos: Bianca Lima – Agência Lema

 

Fabiana Cozza canta Dona Ivone Lara e abre Samba Imenso, novo projeto musical do Sesc Pompeia

Fabiana Cozza Foto: Kriz Knack | Alessandro Penezzi Foto: Fernanda Correia

Na companhia do violonista Alessandro Penezzi, Fabiana sobe ao palco nos dias 31/3 e 1º/4. Samba Imenso continua até o fim do ano, homenageando sambistas em shows intimistas

O samba pede passagem e ganha homenagem no Sesc Pompeia. Nos dias 31 de março e 1º de abril, sábado, às 21h, e domingo, às 18h, Fabiana Cozza interpreta clássicos de Dona Ivone Lara, no teatro da unidade. A cantora é acompanhada pelo violonista Alessandro Penezzi.

O show inaugura o projeto “Samba Imenso”, que apresentar, mensalmente, a discografia de nomes consagrados do samba brasileiro por meio da voz de um intérprete da nossa música, sempre em uma formação intimista.

Em abril, nos dias 28 e 29, é a vez de BNegão, acompanhado pelo violão de Bernardo Bosisio, interpretar a obra de Dorival Caymmi. A edição de maio (31/5 e 1º/6) homenageia Wilson Moreira com Mônica Salmaso (voz) e Paulo Aragão (violão). Os ingressos variam entre R$ 9 e R$ 30,00. O projeto Samba Imenso continua até o fim do ano, mas ainda não há outros nomes confirmados.

Fabiana e Dona Ivone

Idealizada por Fabiana e Penezzi, esta apresentação celebra parte do cancioneiro de Dona Ivone e seus parceiros, com destaque para o mais “reluzente” na opinião de Fabiana: o poeta Délcio Carvalho – entre as canções que serão apresentadas desta parceria, destaque para “Nasci para Sonhar e Cantar”,  “Sonho Meu” e “Liberdade”.

Yvonne Lara da Costa, ou apenas Dona Ivone Lara, foi a primeira mulher a integrar a ala dos compositores de uma escola de samba, a Império Serrano, em 1965. Enfermeira de profissão, foi só aos 56 anos de idade que Dona Ivone passou a se dedicar exclusivamente à música e lançou seu primeiro disco, “Samba Minha Verdade, Samba Minha Raiz”, em 1978. A partir de então, teve suas composições gravadas por grandes nomes da música popular, de Beth Carvalho a Clara Nunes, passando por Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, entre muitos outros.

Fabiana Cozza começou sua carreira no samba – como anunciava seu primeiro disco, “O Samba é meu dom”, lançado em 2005. De lá para cá, tem sido considerada como uma das importantes intérpretes da música brasileira. Hoje tem seis CDs e dois DVDs gravados.

Violonista, compositor e arranjador, Alessandro Penezzi também toca violão de 7 cordas, violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, já tocou com Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Zimbo Trio, Beth Carvalho, Sílvio Caldas, Billy Blanco, Alaíde Costa, D. Ivone Lara, entre outros artistas.

SOBRE OS ARTISTAS

FABIANA COZZA
Fabiana Cozza é paulistana, cantora e jornalista (pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo  – PUC-SP). Deixou o Jornalismo aos 24 anos para assumir sua carreira artística de intérprete da canção que passa também pelo teatro e a dança. Trabalhou nos musicais ‘Os Lusíadas’ com direção de Iacov Hillel e musical de Magda Pucci; ‘A luta secreta de Maria da Encarnação’, última peça escrita por Gianfrancesco Guarnieri com direção musical de Renato Teixeira e Nathan Marques; O Canto da Guerreira – 20 anos sem Clara Nunes; Ary Barroso; Rainha Quelé – uma homenagem a Clementina de Jesus. Estudou danças brasileiras com Tião Carvalho, Renata Lima e nos terreiros e festas populares das quais participou de Norte a Sul do Brasil. Trabalhou dança contemporânea e consciência corporal com o mineiro Jorge Balbyns, discípulo de Klaus Vianna; dança do Mali e africana com Irineu Nogueira e foi dirigida pelo bailarino e coreógrafo JC Violla.

Cursou canto popular, teoria musical e prática de conjunto na Universidade Livre de Música Tom Jobim (atual Emesp) durante quatro anos. Seguiu estudando técnica vocal com professores particulares: Sira Milani, Maúde Salazar, Vânia Pajares, Felipe Abreu. Atualmente é orientada pela professora do Pantheatre de Paris Linda Wise e pelo professor e cantor italiano Davide Rocca, da Academia do Scala de Milão. Em 2014, Fabiana Cozza completou 17 anos de carreira e tem sido anunciada por críticos e público uma das importantes intérpretes da música brasileira contemporânea. Hoje tem seis cds e dois DVDs gravados.

ALESSANDRO PENEZZI
Violonista, compositor e arranjador, Alessandro Penezzi também toca violão de 7 cordas , violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, iniciou os estudos de violão aos 7 anos. Formado em violão erudito pela Escola de Música de Piracicaba – sob a orientação do Maestro Ernst Mahle e do professor Sérgio Belluco, que lhe apresentou o Choro. É bacharel em Música Popular pela Unicamp com especialização em Processos Criativos pela Faculdade Souza Lima. Integrou o Regional de Carlos Poyares, Trio Quintessência e Grupo Choro Rasgado. Em trio, atuou com Yamandú Costa e Rogério Caetano, e Sizão Machado e Alex Buck. Em duo, com o maestro Laércio de Freitas, Alexandre Ribeiro e Nailor Azevedo “Proveta”. Tocou com Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Zimbo Trio, Beth Carvalho, Sílvio Caldas, Billy Blanco, Alaíde Costa, D. Ivone Lara e as orquestras Jazz Sinfônica de São Paulo e Sinfônica de Londres.

Já atuou em vários países ao redor do mundo como EUA, Rússia, Gabão, Angola, Itália, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Argentina, Uruguai, Colômbia, Marrocos, Portugal, entre outros. Sua música já foi gravada por artistas como Beth Carvalho, Yamandú Costa, Danilo Brito, Bruno Moritz, Dexter Payne, Brian Silber, Regional de NY, e Jane Lenoir, flautista norteamericana que gravou o álbum Jane Lenoir plays Penezzi. somente com músicas do compositor.

SERVIÇO:
Fabiana Cozza canta Dona Ivone Lara
Com o violonista e compositor Alessandro Penezzi
Projeto Samba Imenso
31 de março e 1º de abril, sábado, às 21h, domingo, às 18h
Local: Teatro*
Ingressos: R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira).
Ingressos: venda online pelo endereço sescsp.org.br/pompeia e venda presencial nas bilheterias das unidades do Sesc SP.
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.
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Por Marcia Marques | Canal Aberto

Primavera nos Dentes faz show de lançamento em São Paulo no Sesc Pompeia nos dias 22 e 23 de março

Pedro Coelho, Paulo Rafael, Duda Brack, Felipe Pacheco Ventura e Charles Gavin. Foto: Kaio Kaiazzo

Grupo formado por Charles Gavin, Paulo Rafael, Duda Brack, Felipe Ventura e Pedro Coelho toca canções da carreira do Secos & Molhados

O repertório do lendário grupo Secos & Molhados, que agitou a cena musical brasileira nos anos 1970, ganha releitura em shows no Sesc Pompeia. O coletivo formado por Charles Gavin (bateria), Paulo Rafael (guitarra), Duda Brack (vocal), Felipe Pacheco Ventura (violino e guitarra) e Pedro Coelho (baixo) faz seu lançamento em São Paulo em dois dias de show no teatro da unidade, nos dias 22 e 23 de março, quinta e sexta-feira, às 21h.

O grupo faz uma releitura das músicas para o que eles chamam de “o clássico dos clássicos” do cancioneiro pop setentista: o repertório que foi gravado nos dois álbuns dos Secos & Molhados, lançados em 1973 e 1974, que tinha em sua formação Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad.

O espetáculo apresenta músicas como “Sangue Latino”, “Rosa de Hiroshima”, “Fala”, “O Vira”, “O Patrão Nosso De Cada Dia” além de outras canções gravadas no disco “Primavera nos Dentes” (nome de uma das músicas dos Secos & Molhados), lançado pela Deck em 2017. Presente também no repertório do show está “El Rey”, composição que integra o 2º LP dos Secos & Molhados.

A ideia inicial, em 2016, era sair tocando, de primeira, aquelas canções, com seus arranjos originais, sem preocupações e reflexões estéticas para simplesmente colocá-las no palco o mais rápido possível. “Mas logo percebemos que, sem querer, havíamos formado um coletivo autoral”, diz Gavin.

A primeira pessoa com quem Gavin conversou sobre o projeto foi Paulo Rafael, integrante do grupo recifense Ave Sangria e que, há mais quatro décadas, faz a direção musical da banda de Alceu Valença. Na sequência, chegou a cantora gaúcha Duda Brack, indicada pelo preparador vocal Felipe Abreu. Algumas semanas depois, Paulo Rafael trouxe Pedro Coelho, baixista da banda de “Cassia Eller, O musical”. Por fim, Duda os apresentou a Felipe Ventura, violinista e guitarrista do grupo Baleia, destaque da cena independente do rock carioca.

Após a formação, o grupo trabalhou no home studio de Charles por mais de um ano, selecionando o repertório, fazendo ‘demotapes’ e investindo nas releituras das canções. Então, Rafael Ramos, diretor artístico da Deck, soube do projeto e pediu para ouvir essas gravações – daí surgiu o convite para o Primavera nos Dentes registrar o trabalho em disco.

SERVIÇO:
Primavera Nos Dentes
Com Duda Brack, Charles Gavin, Felipe Ventura, Paulo Rafael e Pedro Coelho
22 e 23 de março, quinta e sexta-feira, às 21h
Local: Teatro*
Ingressos: R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira).
Venda online a partir de 13 de março, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 14 de março, quarta-feira, às 17h30.
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
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SOBRE OS INTEGRANTES
CHARLES GAVIN | bateria
Charles Gavin é paulistano e tem 57 anos. Bastante conhecido por integrar a banda Titãs, com a qual gravou, entre 1985 e 2010, dezesseis álbuns e cinco dvds, Gavin se destacou, paralelamente aos palcos, na produção do relançamento de mais de quinhentos discos emblemáticos da música brasileira que, há décadas, estavam ausentes nos catálogo das gravadoras. Obras de Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho, Novos Baianos, Lô Borges e Secos & Molhados, são apenas algumas que voltaram a circular no mercado. Também idealizou e produziu as edições dos livros “Bossa Nova E Outras Bossas – A Arte E O Design Dos LPs” (2005) e “300 Discos Importantes da Música Brasileira” (2008), com textos dos jornalistas Tarik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve. Desde 2006 Charles Gavin vem realizando projetos para a TV – produziu e dirigiu os dvds de Tom Zé (O Pirulito da Ciência / Biscoito Fino -Canal Brasil, 2010) e Marcos Valle & Stacey Kent (Live at Birdland – New York City / Sony Music-Canal Brasil, 2016); apresentou e dirigiu (com Paola Vieira) a minissérie Brasil Adentro em duas temporadas: Música do Pará e Música de Pernambuco. Atualmente apresenta e dirige (com Gabriela Gastal) o programa O Som Do Vinil, exibido semanalmente pelo Canal Brasil desde 2006.

PAULO RAFAEL | guitarra
Paulo Rafael é pernambucano (Caruaru) e tem 62 anos. Iniciou sua carreira artística nos anos 1970, em Recife, como um dos integrantes da banda Ave Sangria, que produzia rock com raízes nordestinas. Em 1975, participou da apresentação de Vou danado pra Catende, de Alceu Valença no Festival Abertura (TV Globo). Desde então integra a banda do cantor e compositor, além de atuar como seu diretor musical. Colaborou, como instrumentista, em discos de Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Lobão, Kleiton & Kledir, Marina Lima e MPB-4, entre outros. Escreveu o arranjo da faixa “Vaca Profana”, de Caetano Veloso, gravação de Gal Costa. Como produtor musical, foi responsável pelos discos Geraldo Azevedo, ao vivo, Geraldo Azevedo, ao vivo -vol. 2 e Futuramérica, de Geraldo Azevedo, e Cavalo-de-pau, Anjo avesso e Estação da luz, Rubi, Mágico (gravado na Holanda) e Andar, andar, de Alceu Valença.

DUDA BRACK | vocal
Duda Brack é gaúcha e tem 24 anos. Desde o lançamento de É, seu primeiro disco, tem sido apontada como uma das grandes vozes a emergir na cena musical contemporânea, e seu trabalho tem sido aclamado pela crítica e pelo público. Após rodar o Brasil com a turnê “É”, a artista atualmente segue com Primavera nos Dentes, Iara Ira (encontro musical de Duda Brack com Júlia Vargas e Juliana Linhares – 3 exponentes vozes femininas da nova geração da MPB) e iniciando a pré-produção de seu próximo álbum solo.

FELIPE VENTURA | violino e guitarra
Felipe Pacheco Ventura é carioca e tem 28 anos. Arranjador, multi-instrumentista iniciou seus estudos aos 12 anos nos Estados Unidos. Atualmente Felipe integra as bandas Baleia e Xóõ e também acompanha os artistas Cícero e Vítor Araújo.

PEDRO COELHO | baixo
Pedro Coelho é carioca e tem 31 anos. É um artista com potencial de transitar entre diferentes áreas: músico, circense, bailarino e ator, também é integrante da performática banda Dona Joana e do Lomiranda Eletro Trio, banda que acompanha o tecladista Márcio Lomiranda. Já acompanhou como baixista a banda Moinho e atualmente integra a banda do espetáculo Cássia Eller – o Musical.

Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

Pelo quarto ano consecutivo Bicho Maluco Beleza, de Alceu Valença, transforma as ruas de São Paulo em um grande espaço de celebração popular

Alceu Valença agita foliões em São Paulo. Créditos: divulgação

O desfile que tem produção do coletivo Pipoca levou 120 mil foliões para a região do Parque do Ibirapuera

São Paulo, fevereiro de 2018 – Alceu Valença, nome à frente do já tradicional bloco de carnaval Bicho Maluco Beleza, desfilou ontem nas ruas da região do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O bloco que tem a produção do coletivo Pipoca, recebeu aproximadamente 120 mil pessoas, que durante o desfile formaram a maior ciranda do mundo.

Entre as canções do repertório, Alceu cantou para o público as músicas “Bicho Maluco Beleza”, “Me Segura Que Senão Eu Caio”, “Beijando a Flora”, “Frevo da Lua”, “Bom Demais”, “Vampira”, “Diabo Louro” e “Roda e Avisa”, além de “Voltei Recife” e “Hino do Elefante”, entre outros hits. Grandes sucessos da carreira de Alceu ganharam novas versões como “Tropicana” em versão frevo, “Anunciação” com influência do afoxé, e “Belle de Jour” com contornos de ciranda.

Além do bloco Bicho Maluco Beleza, o coletivo Pipoca também co-produz o Acadêmico do Baixo Augusta (04/02), e atrações como Elba Ramalho com o bloco Frevo Mulher (03/02), Monobloco (04/02), Navio Pirada do Baiana System (17/02) e Orquestra Voadora (18/02).

SOBRE A PIPOCA

Somos um coletivo de produtores e artistas que enxergam a rua como local perfeito para que nos reconheçamos como iguais.

Criamos e desenvolvemos projetos culturais que façam com que as pessoas de diferentes ideologias, crenças, cores, classes ocupem de forma feliz, culturalmente rica e civilizada o espaço público e retornem para suas casas afetadas na alma com o que experimentaram e viveram.

Acreditamos que é na rua, longe dos nossos muros, carros, grades, que nos encontramos e temos a possibilidade de nos enxergar e enxergar o outro, nos reconectando enquanto cidadãos de um mesmo território, eliminando diferenças aparentes que só existem no universo digital e deixando estampado em nossos sorrisos e sonhos o quanto ainda somos iguais em essência.

Acreditamos ainda que é a através da arte, que toca nossa essência humana, o caminho preciso para resgatar o que cada um de nós tem de melhor, transformando a experiência na rua em algo surpreendentemente libertador e em uma poderosa ferramenta de reeducação de valores e do que importa na vida. http://www.pipoca.co

Agência Lema
Leandro Matulja / Letícia Zioni
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Por Bruno Bataglioto