Sesc Pinheiros recebe Leila Pinheiro no show “Cenas de um Amor”

A cantora Leila Pinheiro fará duas apresentações no Sesc Pinheiros neste final de semana. Créditos: divulgação

No repertório, além de canções próprias, cantora apresenta composições de Guilherme Arantes, Ivan Lins, Gonzaguinha, Dori Caymmi, João Donato, entre outros

O Sesc Pinheiros recebe a cantora Leila Pinheiro nos dias 25 e 26 de março de 2017 (sábado às 21h, domingo às 18h), para o lançamento do CD Cenas de Um Amor. A musicista, que além de cantar tocará piano no show, está acompanhada no palco pelo guitarrista Nelson Faria (também diretor musical do espetáculo), o baixista Filipe Moreno e o baterista Jurim Moreira.

No palco do Teatro Paulo Autran, Leila passeia por um repertório vasto da música brasileira clássica, canções inéditas na sua voz, além de sucessos da carreira e algumas novidades. Guilherme Arantes, Ivan Lins, Gonzaguinha, Dori Caymmi, João Donato, Djavan, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes, Sueli Costa, Chico Cesar, são alguns dos compositores que aparecem no roteiro de “Cenas de Um Amor”, um show que alterna o discurso amoroso e o político.

Leila homenageia ainda Tom Jobim, com “Espelho das Águas”, que ganhou do compositor em 1982 e, com ele ao piano, registrou em seu disco de estreia; Renato Russo, sempre presente dentre as suas escolhas, que aparece com “Teatro dos Vampiros” e “Pais e Filhos”.

No roteiro do show estão ainda, canções de compositores da nova geração como Alice Caymmi, Dani Black, Marcelo Jeneci e a inédita parceria de Zélia Duncan com Moacyr Luz (“Gosto”). Não poderiam faltar, é claro, sucessos de sua carreira como “Besame” e “Serra do Luar”.

Nascida na capital paraense, Belém, Leila mudou-se para o Rio de Janeiro em 1981, onde gravou o primeiro LP, o independente Leila Pinheiro, produzido por Raimundo Bittencourt. Desde então, a cantora já gravou quase duas dezenas de discos.

SERVIÇO
LEILA PINHEIRO
Dias 25 e 26 de março de 2017 (sábado às 21h, domingo às 18h)
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

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Arnaldo Antunes: 20 anos de “O Silêncio”

Capa de "O Silêncio" (1996), o terceiro disco da carreira solo de Arnaldo Antunes
Capa de “O Silêncio” (1996), o terceiro disco da carreira solo de Arnaldo Antunes

Neste ano, o terceiro disco de estúdio de Arnaldo Antunes, “O Silêncio”, completa 20 anos de seu lançamento. Lançado pela BMG e produzido por Mitar Subotic, o play é caracterizado pelo pop-rock que marcou a sua ex-banda, os Titãs.

Quando os Titãs optaram seguir uma linha mais pesada ao gravar o pesado “Titanomaquia” (1993), com as letras escatológicas, o insatisfeito Arnaldo Antunes tirou o seu time de campo. Afinal, o que a banda na qual foi integrante por dez anos estava a produzir era uma coisa bem distante do que ele queria fazer. Logo, a solução foi a eminente carreira solo.

Em 1993, foi lançado o seu primeiro trabalho em uma nova fase: “Nome”. Com 23 faixas e uma sonoridade um pouco esquisita e letras inspiradas na poesia concreta, os velhos fãs dos Titãs não entenderam bem o propósito e acharam tudo muito estranho. O trabalho seguinte – “Ninguém” (1995) – embora seja um disco ainda mais difícil, já dava uma pinta de ser mais pop, como pode ser visto na canção “Alegria”, “Ninguém” e “Fora de Si”.

Mas foi no ano seguinte com o álbum “O Silêncio”, que Arnaldo Antunes foi transportado para uma sonoridade mais pop-rock que tinha um estilo mais próximo aos dos Titãs que, naquela época, estava em turnê como o bom “Domingo” (1995). Canções como “Macha Fêmeo” e “Que Te Quero” traduzem bem essa sonoridade.

Contudo, o grande trunfo do disco foi o fato de o ex-titã ter transitado por gêneros musicais diferenciados, como o reggae em “O Buraco”, o rockabilly em “Poder” e um rap-rock em “Inclassificáveis”, que tem a participação especial de Chico Science e que foi regravada por Ney Matogrosso. Outro destaque fica por conta da versão de “Juízo Final”, um clássico de Nelson Cavaquinho.

Aliás, o videoclipe de “Poder”, que tem a direção de Tadeu Jungle – que é co-autor da música -, embora seja mais curto do que a canção gravada, é muito bom e está recheado de gente ilustre que vão desde Paulo Miklos, Nando Reis, Sérgio Britto e Charles Gavin, seus ex-companheiros de Titãs a Jorge Ben Jor, e também gente como Rodolfo (ex-Raimundos), Frejat, André Abujamra, Samuel Rosa, entre outros.

A bem sucedida parceria com Carlinhos Brown se faz presente no disco através da faixa-título e a participação do instrumentista em “Desce (Versão 2)” e em “O Silêncio”.

Aliás, a formação do disco é composta por Arnaldo Antunes (voz), Edgard Scandurra (guitarra), Pedro Ito (bateria), Paulo Tatit (baixo) e Zaba Moreau (teclados e backing vocal).

O trabalho ainda tem mais duas versões de “O Silêncio”: uma remixada por Luis Paulo Serafin e produzida por Dudu Marote, e a versão acústica produzida por Arnaldo Antunes e banda.

O Silêncio” ainda não pode ser considerado o melhor trabalho de Arnaldo Antunes, mas, possivelmente, foi a partir dele que a carreira do ex-titã decolou e o disco é fundamental para quem quer iniciar os seus conhecimentos no universo “arnaldístico”.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: O Silêncio
Intérprete: Arnaldo Antunes
Lançamento: 1996
Gravadora: BMG
Produtor: Mitar Subotic

Arnaldo Antunes: voz, sampler e programação de ritmo
Edgard Scandurra: guitarra, backing vocal, violão de aço e percussão em “Eva e Eu” e violão em “O Silêncio (versão acústica)
Pedro Ito: bateria, calimba em “Eva e Eu”, latas e chocalho em “Juízo Final” e percussão em “O Silêncio (versão acústica)
Paulo Tatit: baixo, violão em “E Estamos Conversados”, em “Desce (Versão 1)” e em “O Silêncio (versão acústica)” e violão de nylon em “Eva e Eu
Zaba Moreau: teclados, backing vocal e sampler em “O Silêncio

Chico Science: voz em “Inclassificáveis
Carlinhos Brown: djembê, tambor de couro, aderbaque e vocais em “O Silêncio”, cajón, caixa, matraca e agogô em “Desce (Versão 2)
Peter Price: percussão em “Que Te Quero
Arnaldo A. Nora Antunes: arranjo de cordas (sampler) em “Desce (Versão 1)
Mitar Subotic: sampler em “O Silêncio”, teclados em “Poder”, sanfona em “Eva e Eu”, programação de ritmo em “Macha Fêmeo”, “Inclassificáveis” e “O Buraco
Pedro Cortez: voz e guitarra adicionais em “O Silêncio (Remix Versão Brown)
Fabinho: viola em “O Silêncio (versão acústica)
Lua, Bel, João, Tati, Taís, Rosa, Celeste e Miguel: coro das crianças em “O Silêncio

1. O Silêncio (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
2. E Estamos Conversados (Paulo Tatit / Arnaldo Antunes)
3. Poder (Arnaldo Antunes / Tadeu Jungle)
4. Eva e Eu (Péricles Cavalcanti / Arnaldo Antunes)
5. Macha Fêmeo (Paulo Tatit / Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer)
6. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
7. Que Te Quero (Edgard Scandurra / Peter Price / Arnaldo Antunes)
8. Desce (Versão 1) (Arnaldo Antunes)
9. Juízo Final (Nelson Cavaquinho / Élcio Soares)
10. O Que Swingnifica Isso? (Arnaldo Antunes)
11. O Buraco (Arnaldo Antunes)
12. Desce (Versão 2) (Arnaldo Antunes)
13. O Buraco do Espelho (Edgard Scandurra / Arnaldo Antunes)
14. O Silêncio (Remix Refrão Brown) (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
15. O Silêncio (versão acústica) (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)

Por Jorge Almeida

 

Joana Flor faz show de Indivíduo Lugar

Artista se apresenta de graça no Centro Cultural da Cidade Tiradentes. Foto: Divulgação
Artista se apresenta de graça no Centro Cultural da Cidade Tiradentes. Foto: Divulgação

Joana Flor e os Ervas Daninhas se apresentam nesta sexta-feira, 10 de junho, às 20h, no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (Rua Inácio Monteiro, 6900, São Paulo) e é de graça. Joana dá continuidade a turnê de seu mais recente álbum Indivíduo Lugar (2015) e canções ainda acrescenta canções dos EPs Viva (2012) e Em Progresso (2014).

Indivíduo Lugar é composto por oito músicas e é separado no que a artista diz ser dois lados: Lado A, com versões de músicas que lhe marcaram a carreira, como “A Rita” (Chico Buarque), “Samba Erudito” (Paulo Vanzolini), “Zamba Bem” (Marku Ribas) e “Eu te amei como pude (Feito Gente)” (Walter Franco). E o Lado B: com as autorais são “Sine Qua Non”, “Película” e as inéditas “Nuvens” e “Cores”. O disco tem produção de Manoel Barenbein (que trabalhou em Tropicália ou Panis et Circencis).

As canções foram gravadas no estúdio Musiclave, em São Paulo. A capa do álbum é uma tela do artista Marcos Coimbra, “Magna Musa” (2013). O disco está disponível para audição nas plataformas de streaming Spotify, Deezer e Google Play, além de estar à venda em todas as lojas de discos do país com distribuição da Tratore.

Mais sobre Joana Flor

Com formação musical em canto lírico e violão popular, a carioca chegou a São Paulo em 2004 e montou o trio “Joana Flor e Seus Dois Maridos”. Com este trabalho, apresentou-se em diversas casas em São Paulo e foi Prata da Casa no Sesc Pompeia.

Com a dissolução do trio, ela seguiu carreira solo. Em 2011, participou de uma faixa no álbum Literalmente Loucas, projeto de Zé Pedro em parceria com Patrícia Palumbo, que reuniu cantoras da nova geração em versões de músicas de Marina Lima. Além disso, a cantora lançou informalmente o EP Viva (2012) gravado nos estúdios da Trama Virtual e que alcançou mil downloads em apenas um dia, pelo site A Musicoteca. O EP a levou a tocar por várias unidades do Sesc de São Paulo.

Em 2014, lançou o EP Em Progresso (2014), com shows de lançamento no Sesc Vila Mariana (SP) e no Solar de Botafogo (RJ).  Versátil, já fez shows em homenagem à Tim Maia (Galeria Olido) e Rita Lee (Sesc Santo André).

Faixa a faixa:

1. “A Rita
(Chico Buarque)
Essa é uma música que eu toquei muito na noite. E era uma música que eu tinha bastante afinidade, mas acho que a letra pede um rock. Já que o “vilão ficou mudo”, liguei a guitarra!

2. “Samba Erudito
(Paulo Vanzolini). Participações especiais: Johnny Guima (Tan-tan, cuíca, tamborim, ovinho) e Vinicius Almeida (violão de 7 cordas, cavaquinho)
Essa foi o Manoel quem chegou e disse: “Essa música é a sua cara!” e quando ele me mostrou eu pensei: “Nossa tudo a ver!”. E já comecei a fazer a produção em casa e tive essa ideia de fazer um samba com referências à Chiquinha Gonzaga, com piano meio de maxixe, tem até caixinha de fósforo na música.

3. “Zamba Bem
(Marku Ribas). Participação especial: Johnny Guima (Tamborim, ganzá)
Todas as releituras que a gente tem dessa música são samba-rock e fazendo uma reverência ao autor e a música original. Então, pensei em fazer uma “bossinha”. E o Manoel veio com a história de fazer uma bossa meio Tom Jobim, com orquestra, com piano, uma bossa meio jazz.

4. “Eu Te Amei Como Pude (Feito Gente)
(Walter Franco)
Eu já tinha feito essa no estúdio que tenho em casa. Então, só gravei com bateria de verdade, porque a bateria tinha sido feita em midi. Mas eu mantive muita coisa original que eu fiz em casa.

5. “Cores
(Joana Flor). Vinícius Almeida (guitarra portuguesa, baixo)
Essa música é uma das últimas que eu compus. Ela era originalmente um xote, eu tenho essa influência da música oriental, flamenca e cigana e ao mesmo tempo nordestina, porque para mim tem a mesma origem. Ela tinha um escala meio espanhola. Daí, o Manoel deve essa ideia de fazer uma coisa meio fado. Na primeira versão, ela tinha uma viola caipira e o Manoel deu a ideia de chamar uma guitarra portuguesa. E eu chamei o Vinícius. Ele gravou e ficou maravilhoso!

6. “Nuvens
(Joana Flor) Participação especial: Pax Bittar (Orquestra de Aquários e kalimba). Claudio Erlam (baixo fretless).
Estava passando por um momento de “apaixonamento”, então foi um momento de resignificar a vida, a minha forma de me apaixonar e o meu jeito de ser. Ela é bem autobiográfica. E foi meio psicografada, porque eu fui fazendo a harmonia, junto com letra, tudo ao mesmo tempo e quase não reescrevi nada. Fiz uma gravação bem simples em casa e nesse meio tempo, conheci o Pax num curso e ele tem essa história da orquestra de aquários, que eu me apaixonei quando vi aquilo ao vivo. Inclusive, meu filme preferido do Fellini, que é o “E La Nave Va” (1983), tem uma cena com uma orquestra de taças de cristal. Essa cena me marcou desde que vi o filme. Quando vi isso ao vivo, pensei: “Preciso fazer alguma coisa com isso”. Então, imaginei que este era o momento.

7. “Película
(Joana Flor). Participação especial: Johnny Guima (cuíca e ovinho)
Essa é uma música que eu chamo de “Bossa-Orla”, porque ela tem essa coisa de estar caminhando no Rio e vendo a paisagem. Só que eu a compus em São Paulo, indo para a faculdade ouvindo um cantor chamado Kevin Johansen, que é argentino e eu pensei: “Bem que eu podia fazer uma música assim, meio pop, meu suingue, mas com essa característica de flerte”.

8. “Sine Qua Non
(Joana Flor). Participações especiais: Johnny Guima (pandeiro, bongô e reco-reco) e Vinícius Almeida (baixo)
É uma música de uma fase mais antiga minha. Eu tinha me mudado para São Paulo há pouco tempo e tinha ainda bastante a coisa do samba rock. Ela originalmente era uma bossa para frente. Quando estava gravando a versão que está no álbum, segui  a sugestão do operador do estúdio, que era fazer algo mais “Jorge Ben”. E eu gostei muito, porque a música ficou mais para frente. Nessa versão, gravei, aquela guitarrinha marota, que dá um “tchan” na canção.

SERVIÇO:
Joana Flor & Os Ervas Daninhas
Local: Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (Rua Inácio Monteiro, 6900, São Paulo)
Dia: 10 de junho (sexta-feira), às 20h
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Entrada Gratuita

Mais Informações sobre Joana Flor: http://www.facebook.com/JoanaFlorMusic

Por Canal Aberto Assessoria de Imprensa / Márcia Marques

Analisando “Voz e Violão – No Recreio – Volume 1”, de Nando Reis

Cantor e compositor lançou disco no formato "voz e violão"
Cantor e compositor lançou disco no formato “voz e violão”

Lançado em 27 de novembro de 2015 pela Deckdisc, “Voz e Violão – No Recreio – Volume 1” é o mais recente trabalho de Nando Reis. O disco traz o registro do cantor e compositor em uma apresentação feita em abril do ano passado no Citibank Hall, em São Paulo, munido apenas de seu inseparável violão. É o quarto álbum ao vivo lançado pelo ex-titã em sua carreira solo. A diferença é que este não tem a participação de sua banda de apoio, Os Infernais.

A inspiração de fazer um álbum neste formato veio depois de Nando Reis ter participado em fevereiro de 2015 do projeto Sala de Estar, no Sesc Pompeia, quando realizou quatro apresentações acompanhado apenas de seu violão. Em entrevista ao Estadão, o compositor descreveu que essa série de shows no Sesc o levaram a “olhar novamente para músicas que eu (Nando) gostava de escutar, mas tinha deixado de tocar”, e que precisou revisitar a própria discografia e ouvir novamente algumas de suas canções;

O álbum traz um repertório bem escolhido por ele, mesclando hits certeiros, como “All Star”, “Relicário” – ambas consagradas também na voz da saudosa Cássia Eller – e “Por Onde Andei”, além de “Os Cegos do Castelo”, gravada originalmente no “Acústico Mtv” (1997), dos Titãs, e também regravada por ele e Os Infernais no disco “Infernal” (2001), e outros bons temas de sua carreira solo, como “N”, “Dentro do Mesmo Time” e “Luz dos Olhos”, que não chegaram a ter status de ‘hits’ como “All Star”, até chegar as excelentes “Sei” e “Lamento Realengo”, ambas de seu último trabalho de estúdio, “Sei” (2012).

Outro faixa que merece atenção especial é “Diariamente”, escrita por ele, mas que fora lançada originalmente por Marisa Monte em seu álbum “Mais” (1991).

O interessante desse trabalho é que ele traz uma sinceridade incomum nos registros ao vivo, ou seja, sem intervenções de produtores e/ou diretores que pedem para os músicos repetir determinadas canções para corrigirem imperfeições captadas durante as execuções ou sem os famosos ‘overdubs’. No disco, após tocar “Diariamente“, por exemplo, Nando Reis agradeceu os aplausos e fez uma auto-confissão ao comentar que errou a letra: “Pô, errei a letra. Que saco.’ Para aumentar a vitrola: hóspede’. Não tem nada a ver, mas ficou assim“. Tudo lá registrado. Mas, podemos relevar o deslize, afinal, como o título do álbum diz “Recreio”, logo, nome de uma de suas músicas, reforça o clima de descontração, como costuma ser o intervalo das aulas na escola, em que os estudantes lancham ou brincam. Ou ainda, demonstrar um certo nervosismo por estar ali diante de 3.700 olhares direcionados exclusivamente para ele, como o próprio Nando relatou após tocar “N”, em que reforçou que, apesar dos anos de estrada, é um iniciante em se tratando de apresentações deste tipo de formato: voz e violão.

Aliás, incrivelmente, Nando Reis deixou de fora o seu maior hit dos “tempos titânicos”: “Marvin (Patches)”, o que pode ser visto com bons olhos para os fãs do músico “desde os primórdios até hoje em dia”, e ruim para os que acham que essa é a melhor música dele, como este que vos escreve. Por outro lado, o título do álbum diz “… Volume 1”, ou seja, é possível que tenhamos uma continuidade desse tipo de trabalho e, quem sabe, o ruivo coloque no set temas como a citada “Marvin”, “Não Vou Me Adaptar”, “O Segundo Sol”, “Resposta” e tantos outros clássicos. Mas, em minha opinião, seria épico se ele tocasse “Hereditário”, “O Homem Cinza” ou “Igreja”.

Bom, caso o possível “No Recreio – Volume 2” saia da gaveta, certamente virá depois do lançamento do próximo registro de estúdio de Nando Reis que ainda não tem nome, mas terá dentre as faixas uma intitulada “Azul de Presunto”, que terá a participação especial de seus ex-parceiros de Titãs (Arnaldo Antunes, Branco Mello, Paulo Miklos e Sérgio Britto), e o novo trabalho também terá as presenças especiais das cantoras Luiza Possi, Pitty e Tulipa Ruiz, além dos guitarristas norte-americanos Peter Buck (ex-R.E.M.) e Mike McCready, do Pearl Jam.

O disco é excelente e o repertório foi muito bem escolhido por Nando Reis. Vale o investimento.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Voz e Violão – No Recreio – Volume 1
Intérprete: Nando Reis
Lançamento: 27 de novembro de 2015
Gravadora: Deckdisc
Produtor: Nando Reis
Preço médio: R$ 20,00

Nando Reis: voz e violão

1. As Coisas Tão Mais Lindas (Nando Reis)
2. N (Nando Reis)
3. Os Cegos do Castelo (Nando Reis)
4. Lamento Realengo (Nando Reis)
5. Nos Seus Olhos (Nando Reis)
6. Dentro do Mesmo Time (Nando Reis)
7. Luz dos Olhos (Nando Reis)
8. Diariamente (Nando Reis)
9. Sutilmente (Nando Reis / Samuel Rosa)
10. Relicário (Nando Reis)
11. Sei (Nando Reis)
12. All Star (Nando Reis)
13. Pra Você Guardei o Amor (Nando Reis)
14. Por Onde Andei (Nando Reis)

Por Jorge Almeida

Projeto ARTE – Substantivo Feminino apresenta espetáculo “Agora É Que São Elas” no Sesc Belenzinho

Orquídeas do Brasil, banda de Itamar Assumpção, se encontra com Alice Ruiz no palco do Sesc Belenzinho. Foto: divulgação
Orquídeas do Brasil, banda de Itamar Assumpção, se encontra com Alice Ruiz no palco do Sesc Belenzinho. Foto: divulgação

O projeto ARTE – Substantivo Feminino apresenta no dia 9 de abril (sábado), o espetáculo “Agora é que São Elas”, um encontro da banda Orquídeas do Brasil, que acompanhava o músico Itamar Assumpção, com a poeta Alice Ruiz, que foi uma grande parceira musical. A apresentação será na Comedoria do Sesc Belenzinho, a partir das 21h30.

ARTE – Substantivo Feminino se instalou no Sesc Belenzinho para trazer uma série de apresentações, sejam espetáculos, oficinas, intervenções e shows, todas com a temática do feminino. A mulher aqui está no centro da questão. As obras escolhidas diferentes pontos de vista sobre o feminino, abordando as lutas dentro da história e da sociedade. Confira a programação completa no site do Sesc.

Por isso, este convite para as Orquídeas e para Alice. “Este é um encontro que Itamar queria muito que acontecesse. Quando ele estava doente, eu fui visitá-lo no hospital e ele me contou que queria fazer um disco só com as parcerias dele com a Alice. Então, esse show vem para coroar este desejo do Itamar”, conta Tata Fernandes, uma das Orquídeas, que comanda a voz e violão.

No show, elas irão apresentar várias canções da parceria entre Alice e Itamar, além de algumas inéditas que estão guardadas. A primeira vez em que os dois se encontraram musicalmente foi no disco Sampa Midnight (1986), em “Navalha na Liga” e na história a trilogia Bicho de 7 Cabeças (1993), últimos discos lançados por Itamar, a parceria se intensifica e notabiliza.

Segundo Tata, Itamar estava num momento feminino, com as filhas nascendo, trabalhando apenas com mulheres e ainda em parceria com a poetisa. Um movimento bem à frente de seu tempo, como era Itamar e que reflete bastante no momento em que estamos vivendo, onde o feminismo ganhou força.

Eu acredito que tivemos muitos avanços, mas ainda há muito o que mudar. Já está na hora de não termos mais essa coisa de homem ou mulher, nós temos que nos entender como seres humanos, independentemente de qualquer coisa. Esta semana mesmo, veio o Bolsonaro falar que mulher ganha menos, porque tem filhos. O que a gente precisa hoje é de mais amor, mais respeito, mais compreensão do outro. Precisamos nos unir para o movimento de tolerância”, conta Tata.

Mais sobre as Orquídeas do Brasil

A banda formada por Itamar Assumpção com Tata Fernandes o acompanhou nos anos 90, após ele brigar com sua banda de apoio, a Isca de Polícia. O trabalho mais notável dois foi a Trilogia Bicho de 7 Cabeças, que ganhou o Sétimo Prêmio Sharp de Música, na categoria melhor disco pop-rock.

O show apresentado em 1994 no Sesc Pompeia com participações de Luiz Melodia, Tom Zé, Zélia Duncan, Alzira e Tetê Espindola, e Virgínia Rosa teve performances que marcaram a parceria entre o compositor e as Orquídeas do Brasil. No ano de 2004, após a morte de Itamar as Orquídeas participaram de uma série de shows em homenagem ao compositor.

Em 2006, a banda foi convidada por Jards Macalé a realizar mais apresentações, e no mesmo ano, participaram de shows para o lançamento do songbook Pretobras, Por que que eu não pensei nisso antes? .Desde então elas vem se apresentando repertório a importante parceria com Itamar.

A banda é formada por Georgia Branco (guitarra), Miriam Maria (voz), Tata Fernandes (voz e violão), Simone Julian (sopros), Adriana Sanches (teclados), Nina Blauth (percussão), Clara Bastos (baixo), Lelena Anhaia (baixo).

SERVIÇO:
Show AGORA É QUE SÃO ELAS, com Orquídeas do Brasil e Alice Ruiz
Local: Comedoria – Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho
Quando: Dia: 9 de abril, às 21h30
Duração: 1h30
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos.
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias do SescSP. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Telefone: (11) 2076-9700
http://www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento:
Para espetáculos com venda de ingressos:
R$ 6,00 (não matriculado); R$ 3,00 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

Assessoria de Imprensa e Credenciamento: Sesc Belenzinho:
Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762
Sueli Freitas: (11) 2076-9763imprensa@belenzinho.sescsp.org.br
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Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Alessandra Braz
Contatos: (11) 2914 0770 / 99126 0425 / 94552 5625
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Por Canal Aberto | Márcia Marques | Alessandra Braz

Joana Flor lança Indivíduo Lugar no Sesc Pompeia

Primeiro álbum da cantora conta com produção de Manoel Barenbein. Foto: Alicia Peres
Primeiro álbum da cantora conta com produção de Manoel Barenbein. Foto: Alicia Peres

Dia 8 de abril de 2016, a cantora e compositora Joana Flor sobe ao palco do teatro do Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93), às 21h, dentro do Projeto Plataforma, onde apresenta seu primeiro álbum de estúdio Indivíduo Lugar. Joana estará acompanhada de sua banda “Os Ervas Daninhas”, – formada por Roberta Kelly (bateria), Luiz Couto (baixo e voz) e Juninho Batucada (percussão e voz) – além de músicos que participaram da gravação do álbum. O disco nasce de uma série de releituras que Joana fez desde que foi convidada, em 2011, para gravar e produzir a faixa “Seu Nome” no álbum Literalmente Loucas, projeto de Zé Pedro e Patrícia Palumbo, que reuniu cantoras da nova geração para gravar canções de Marina Lima.

A partir daí, gravou e produziu em home studio artistas como Itamar Assumpção, Tom Zé e Sergio Sampaio. Multi-instrumentista, Joana transforma completamente as canções. “Quando eu decido fazer uma versão, tento modificá-la completamente. O fato de eu escolher músicas não tão conhecidas do grande público leva algumas pessoas a pensarem que são canções autorais”, conta Joana.

Em 2014 disponibilizou na web algumas dessas faixas, reunidas em um EP batizado Em Progresso. No mesmo ano, conheceu Manoel Barenbein, o produtor responsável por discos fundamentais da história da música brasileira, sendo Tropicália ou Panis et Circencis, que uniu Gil, Caetano, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé, um dos mais importantes. Barenbein já trabalhou com outros tantos grandes nomes da música, como Chico Buarque, Roberto e Erasmo Carlos, Toquinho e Ronnie Von. A identificação entre os dois foi imediata e o próximo passo foi trabalhar nas canções que estariam em Indivíduo Lugar.

A Rita” (Chico Buarque), “Samba Erudito” (Paulo Vanzolini), “Zamba Bem” (Marku Ribas) e “Eu te amei como pude (Feito Gente)” (Walter Franco) foram as eleitas para compor o que seria o lado “A” do álbum. As autorais são “Sine Qua Non”, “Película” e as inéditas “Nuvens” e “Cores”.

Eu fazia a pré-produção em casa. Gravava e mandava para o Manoel. E ele, sempre muito generoso, dava umas ideias que tinha tudo a ver. Ele foi muito sensível. Nós nos demos muito bem. Era muito divertido este momento de ligar para ele e falar sobre as canções. Ele sempre ouvia as músicas e me dava um ‘plus’”, valoriza Joana.

O álbum dá a dimensão do trabalho de Joana Flor, já que reúne canções autorais e versões. Contar com um produtor musical era, até então, inédito na trajetória dela, que sempre gravou, produziu, mixou e masterizou seus trabalhos. A cantora é formada em produção musical.

Em Indivíduo Lugar, ela entra de cabeça numa versão rock para a comportada “A Rita”, de Chico Buarque, revive um clássico do underground em “Eu te amei como pude (Feito Gente)”, de Walter Franco, que está no álbum Revolver (1975), faz de “Samba Erudito” (Paulo Vanzolini) um samba à la Chiquinha Gonzaga e “Zamba Bem” (Marku Ribas) ganha uma versão bossa nova.

Entre as autorais, “Sine qua non”, que já fazia parte do repertório, ganhou uma nova versão, mais samba rock. “Película” é um exemplo de como é possível sair do óbvio, coisa que Joana fez durante todo o disco. Mesmo que esteja tocando algo tão brasileiro, como a bossa, parte da canção é entoada em espanhol. Entre as inéditas, “Cores” é um fado com a guitarra portuguesa de Vinícius Almeida e “Nuvens” é a música mais etérea do álbum. Um mergulho na Joana sensível, que fala de seus sentimentos e conta com uma orquestra de aquários em clima oitentista.

Eu quando não estou apaixonada, estou falando das plantas, do tempo, do existencialismo… Os meus temas são esses”, fala Joana.

As canções foram gravadas no estúdio Musiclave, em São Paulo. A capa do álbum é uma tela do artista Marcos Coimbra, “Magna Musa” (2013). O disco está disponível para audição nas plataformas de streaming Spotify, Deezer e Google Play, além de estar à venda em todas as lojas de discos do país com distribuição da Tratore.

Mais sobre Joana Flor

Com formação musical em canto lírico e violão popular, a carioca chegou a São Paulo em 2004 e montou o trio “Joana Flor e Seus Dois Maridos”. Com este trabalho, apresentou-se em diversas casas em São Paulo e foi Prata da Casa no Sesc Pompeia.

Com a dissolução do trio, ela seguiu carreira solo. Em 2011, participou de uma faixa no álbum Literalmente Loucas, projeto de Zé Pedro em parceria com Patrícia Palumbo, que reuniu cantoras da nova geração em versões de músicas de Marina Lima. Além disso, a cantora lançou informalmente o EP Viva (2012) gravado nos estúdios da Trama Virtual e que alcançou mil downloads em apenas um dia, pelo site A Musicoteca. O EP a levou a tocar por várias unidades do Sesc de São Paulo.

Em 2014, lançou o EP Em Progresso (2014), com shows de lançamento no Sesc Vila Mariana (SP) e no Solar de Botafogo (RJ). Versátil, já fez shows em homenagem à Tim Maia (Galeria Olido) e Rita Lee (Sesc Santo André).

Faixa a faixa:

1. “A Rita
(Chico Buarque)
Essa é uma música que eu toquei muito na noite. E era uma música que eu tinha bastante afinidade, mas acho que a letra pede um rock. Já que o “vilão ficou mudo”, liguei a guitarra!

2. “Samba Erudito
(Paulo Vanzolini). Participações especiais: Johnny Guima (Tan-tan, cuíca, tamborim, ovinho) e Vinicius Almeida (violão de 7 cordas, cavaquinho)
Essa foi o Manoel quem chegou e disse: “Essa música é a sua cara!” e quando ele me mostrou eu pensei: “Nossa tudo a ver!”. E já comecei a fazer a produção em casa e tive essa ideia de fazer um samba com referências à Chiquinha Gonzaga, com piano meio de maxixe, tem até caixinha de fósforo na música.

3. “Zamba Bem
(Marku Ribas). Participação especial: Johnny Guima (Tamborim, ganzá)
Todas as releituras que a gente tem dessa música são samba-rock e fazendo uma reverência ao autor e a música original. Então, pensei em fazer uma “bossinha”. E o Manoel veio com a história de fazer uma bossa meio Tom Jobim, com orquestra, com piano, uma bossa meio jazz.

4. “Eu Te Amei Como Pude (Feito Gente)
(Walter Franco)
Eu já tinha feito essa no estúdio que tenho em casa. Então, só gravei com bateria de verdade, porque a bateria tinha sido feita em midi. Mas eu mantive muita coisa original que eu fiz em casa.

5. “Cores
(Joana Flor). Vinícius Almeida (guitarra portuguesa, baixo)
Essa música é uma das últimas que eu compus. Ela era originalmente um xote, eu tenho essa influência da música oriental, flamenca e cigana e ao mesmo tempo nordestina, porque para mim tem a mesma origem. Ela tinha um escala meio espanhola. Daí, o Manoel deve essa ideia de fazer uma coisa meio fado. Na primeira versão, ela tinha uma viola caipira e o Manoel deu a ideia de chamar uma guitarra portuguesa. E eu chamei o Vinícius. Ele gravou e ficou maravilhoso!

6. “Nuvens
(Joana Flor) Participação especial: Pax Bittar (Orquestra de Aquários e kalimba). Claudio Erlam (baixo fretless).
Estava passando por um momento de “apaixonamento”, então foi um momento de resignificar a vida, a minha forma de me apaixonar e o meu jeito de ser. Ela é bem autobiográfica. E foi meio psicografada, porque eu fui fazendo a harmonia, junto com letra, tudo ao mesmo tempo e quase não reescrevi nada. Fiz uma gravação bem simples em casa e nesse meio tempo, conheci o Pax num curso e ele tem essa história da orquestra de aquários, que eu me apaixonei quando vi aquilo ao vivo. Inclusive, meu filme preferido do Fellini, que é o “E La Nave Va” (1983), tem uma cena com uma orquestra de taças de cristal. Essa cena me marcou desde que vi o filme. Quando vi isso ao vivo, pensei: “Preciso fazer alguma coisa com isso”. Então, imaginei que este era o momento.

7. “Película
(Joana Flor). Participação especial: Johnny Guima (cuíca e ovinho)
Essa é uma música que eu chamo de “Bossa-Orla”, porque ela tem essa coisa de estar caminhando no Rio e vendo a paisagem. Só que eu a compus em São Paulo, indo para a faculdade ouvindo um cantor chamado Kevin Johansen, que é argentino e eu pensei: “Bem que eu podia fazer uma música assim, meio pop, meu suingue, mas com essa característica de flerte”.

8 – “Sine Qua Non
(Joana Flor). Participações especiais: Johnny Guima (pandeiro, bongô e reco-reco) e Vinícius Almeida (baixo)
É uma música de uma fase mais antiga minha. Eu tinha me mudado para São Paulo há pouco tempo e tinha ainda bastante a coisa do samba rock. Ela originalmente era uma bossa para frente. Quando estava gravando a versão que está no álbum, segui a sugestão do operador do estúdio, que era fazer algo mais “Jorge Ben”. E eu gostei muito, porque a música ficou mais para frente. Nessa versão, gravei, aquela guitarrinha marota, que dá um “tchan” na canção.

SERVIÇO:
Joana Flor apresenta Indivíduo Lugar
Local: Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, Lapa, São Paulo, SP)
Quando: Dia: 8 de abril de 2016, às 21h
Duração: 1h30
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 6,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias do SescSP. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.

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SESC Santo Amaro recebe Lô Borges em show intimista, com muitas histórias e emoção

O cantor Lô Borges fará duas apresentações no Sesc Santo Amaro. Foto: Bárbara Dutra
O cantor Lô Borges fará duas apresentações no Sesc Santo Amaro. Foto: Bárbara Dutra

O Sesc Santo Amaro recebe nos dias 01 e 02 de abril de 2016 (sexta e sábado) o show ‘Todas as Esquinas’ do músico, cantor e compositor Lô Borges. As apresentações ocorrem no palco do Teatro e os ingressos vão de R$ 12 (credencial plena) a R$ 40 (inteira).

Ainda muito jovem, Lô Borges despertou a atenção de Milton Nascimento, que o convidou para gravar o histórico disco Clube da Esquina, na década de 70. Era o início de uma trajetória de grandes realizações como músico, cantor e compositor, que o tornaram um dos maiores ícones da música brasileira. Por nunca ter deixado de lançar novos trabalhos e estabelecer novas parcerias – como as construídas com Samuel Rosa, Nando Reis, Arnaldo Antunes e Tom Zé –, Lô Borges sempre está em constante renovação do público, que vai dos eternos fãs do Clube da Esquina aos jovens que conheceram o artista por meio dos trabalhos lançados nos últimos anos.

No show, ao violão, e acompanhado pelo guitarrista Henrique Matheus, Lô Borges percorre os sucessos de toda a sua carreira, como “Clube da Esquina n. 2”, “Paisagem da Janela”, “O trem azul”, “Tudo que você podia ser”, “Para Lennon e McCartney”, “Um girassol da cor do seu cabelo”, entre outros, além de sucessos mais recentes como “Dois rios” e “Quem sabe isso quer dizer amor.

SERVIÇO:
‘Todas as Esquinas’ com Lô Borges
Local: Sesc Santo Amaro – Teatro (Capacidade: 279 pessoas) – Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro
Dias: 01 e 02 de abril de 2016. Sexta às 21h e sábado, às 20h.
Duração: 75 minutos
Classificação: Livre
Bilheteria: Terça a sexta das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados das 10h às 18h30.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br a partir de 22/03 (terça-feira), às 18h, e nas bilheterias do SescSP a partir de 23/03 (quarta-feira), às 17h30. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
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