Central Plaza Music promove shows gratuitos no mês de abril, com diversos estilos musicais

Créditos: divulgação

A programação está imperdível, a partir de um repertório exclusivo de canções que marcaram época, da MPB aos clássicos da música internacional

O Central Plaza Shopping começa o mês de abril com muita diversão e música, embalada pela programação do Central Plaza Music. Os visitantes poderão acompanhar diversas apresentações no imperdível happy hour, com o melhor repertório musical. Todos os shows são gratuitos e prometem animar o público, de quarta a sexta-feira, das 19h às 21h, na Praça de Alimentação do Shopping.

Nos dias 3, 10, 17 e 25 de abril, a banda Keity Acoustic Trio, ao som de voz, saxofone e teclado, homenageia os principais ícones da música, como Kell Smith, Carole King, The Cover Girls, O Rappa, Hyldon, Cassiano, Tim Maia, entre outras referências nacionais e internacionais.

Será possível conferir nos dias 4 e 26 de abril a dupla Duo’s Clássicos, que será responsável por trazer os clássicos da MPB e do Pop Nacional e Internacional. Com o melhor da Música Popular Brasileira e do Blues & Rock Ballads, a banda Blue Two agitará o palco do Central Plaza Music nos dias 5, 19 e 24 de abril.

Já o artista Jazz Antony tocará em 11 e 18 de abril, com um super repertório do MPB e POP nacional e internacional. E a programação não para por aí: em 12 de abril, o conjunto projeto V’S apresenta canções que marcaram época da MPB e do POP nacional.

Confira a programação completa do Central Plaza Music:

Apresentações

Estilos
Datas e Horários
Local

Keity Acoustic Trio
Clássicos da Música
3, 10, 17 e 25 de abril, das 19h às 21h
Praça de Alimentação

Dou’s Clássicos
MPB/Pop Nacional
4 e 26 de abril, das 19h às 21h
Praça de Alimentação

Blue Two
MPB e Blues & Rock Ballads
5, 19 e 24 de abril, das 19 às 21h
Praça de Alimentação

Jazz Antony
MPB, POP nacional e internacional
11 e 18 de abril, das 19h às 21h
Praça de Alimentação

Projeto V’S
Pop/Rock Internacional
12 de abril, das 19 às 21h
Praça de Alimentação

Serviço:
Happy Hour – Central Plaza Shopping
Endereço: Av. Dr. Francisco Mesquita, 1000 – Vila Prudente.
Data: de quarta a sexta-feira.
Horário: das 19h às 21h.
Estacionamento gratuito por 2 horas.

Sobre o Central Plaza Shopping
O Central Plaza Shopping está localizado na Zona Leste de São Paulo, em ponto que interliga importantes bairros, como Vila Prudente, Ipiranga, Cambuci e Mooca, e as cidades de São Caetano e Santo André. Ao lado do Shopping, está o Metrô Tamanduateí – Linha Verde e CPTM – Linha Turquesa, facilitando o acesso. Possui estacionamento amplo e coberto, gratuito nas duas primeiras horas, oferecendo uma das ancoragens mais completas da cidade e ainda bancos, drogaria, espaço família, entre outras opções de serviços. Dispõe de 10 salas de cinema, entre elas a maior tela da América Latina, com exibições XD. O destaque do projeto arquitetônico, moderno e arrojado, fica por conta de seus amplos corredores, que possuem 80% de luz natural. Preocupado com a comunidade, o Central Plaza Shopping promove o Projeto Exercício do Vizinho, para oferecer mais qualidade de vida para as pessoas acima de 50 anos, incluindo atividades físicas e aulas de artesanato. Para mais informações, acesse: http://www.centralplazashopping.com.br.

Créditos: Victor Tavares

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Shopping Interlagos recebe shows gratuitos durante o horário do almoço e Happy Hour

Créditos: Divulgação

As apresentações ocorrem na Praça de Alimentação, com o melhor repertório da MPB, do Blues, do POP, além de outros estilos musicais

O Shopping Interlagos inicia o mês de abril com entretenimento de qualidade, a partir de programação musical gratuita. Ao longo do mês, de segunda a sexta-feira, os visitantes poderão acompanhar diversas apresentações, embaladas por grandes artistas. No horário do almoço, no Piano ao Ponto, os pocket shows são realizados das 12h30 às 15h, enquanto o Happy Hour acontece das 19h às 21h30.

Os artistas apresentam-se em formato solo, duo ou trio, contemplando o melhor repertório para todos os gostos e públicos nos dois períodos. Será possível acompanhar sons atuais e que marcaram época, nos estilos MPB, Chorinho, POP, Samba, Bossa Nova, World Music e Blues. Há ainda os shows com músicas temáticas, sucessos em novelas e filmes.

Confira a programação completa:

Piano ao Ponto – das 12h30 às 15h

Datas
Artistas
Estilos

1/4
Luiz Alfredo e Sumé
Bossa Nova e MPB

2/4
Luiz Alfredo e Marcos Gomes
Músicas temáticas

3/4
Diogo Santos
Bossa Nova, MPB e Samba

4/4
Rob Morales
MPB

5/4
Blue Two Solo, formado por Gabriel Delfino
Blues

8/4
Rob Morales
MPB

9/4
Luiz Alfredo e Marcos Gomes
Músicas Temáticas

10/4
Luiz Alfredo e Marcos Gomes
Músicas Temáticas

11/4
Livio Macedo
Samba e MPB

12/4
Diogo Santos
Bossa Nova, MPB e Samba

15/4
Diogo Santos
Bossa Nova, MPB e Samba

16/4
Samuel Costa
POP

17/4
Luiz Alfredo e Marcos Gomes
Músicas Temáticas

18/4
Keity Carolin Duo, formado por Keity Carolin e Luiz Alfredo
World Music

19/4
Blue Two Solo, formado por Gabriel Delfino
Blues

22/4
Livio Macedo
Samba e MPB

23/4
Alexandre Britto
POP e MPB

24/4
Blue Two Solo, formado por Gabriel Delfino
Blues

25/4
Luiz Alfredo e Marcos Gomes
Músicas Temáticas

26/4
Marco Gomes
Músicas Temáticas

29/4
Luiz Alfredo
Chorinho e Bossa Nova

30/4
Luiz Alfredo e Marcos Gomes
Músicas Temáticas

Happy Hour – das 19h às 21h30

Datas
Artistas
Estilos

1º/4
Feel Good, formado por Jack Muller e Leandro Ramajo
POP Rock e Clássicos

2/4
Keity Carolin Trio, formado por Keity Carolin, Luiz Alfredo e Marcos Gomes
World Music

3/4
Rominho Cruz
MPB

4/4
Alexandre Britto
POP e MPB

5/4
Livio Macedo
Samba e MPB

8/4
Rominho Cruz
MPB

9/4
Keity Carolin Trio, formado por Keity Carolin, Luiz Alfredo e Marcos Gomes
World Music

10/4
Projeto o Brasil e o Samba, formado Lennon e Fábio Cardoso
Samba

11/4
Blue Two Solo, formado por Gabriel Delfino
Blues

12/4
Rob Morales
MPB

15/4
Keity Carolin Trio, formado por Keity Carolin, Luiz Alfredo e Marcos Gomes
World Music

16/4
Luiz Alfredo e Junior Conceição
Jazz e R&B

17/4
Diogo Santos
Bossa Nova, MPB e Samba

18/4
Samuel e Luiz Alfredo
Músicas Temáticas

19/4
Alexandre Britto
POP e MPB

22/4
Keity Carolin Trio, formado por Keity Carolin, Luiz Alfredo e Marcos Gomes
World Music

23/4
Rominho Cruz
MPB

24/4
Rob Morales
MPB

25/4
Diogo Santos
Bossa Nova, MPB e Samba

26/4
Projeto V’S, formado por Marcio Riberio
MPB

29/4
Rominho Cruz
MPB

30/4
Keity Carolin Trio, formado por Keity Carolin, Luiz Alfredo e Marcos Gomes
World Music

Serviço:
Programação Musical – Shopping Interlagos
Endereço: Avenida Interlagos, 2.255
Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 12h30 às 15h, e das 19h às 21h30.
Estacionamento gratuito.

Sobre o Complexo Comercial Shopping Interlagos
Formado pelos Shoppings Interlagos e Interlar Interlagos, Hipermercado Carrefour, Atacadista Makro, Leroy Merlin (primeira loja do país), Hotel Íbis e Cobasi, é um dos maiores centros de compras, serviços e lazer de São Paulo, recebendo mensalmente 3,5 milhões de pessoas. Com estacionamento gratuito, conta com 400 lojas, dispostas em uma área de 280 mil m². No espaço reservado ao lazer, dispõe de 10 salas de cinema Cinemark, com exibições em 3D, Playland, Boliche, Piano ao Ponto (música ao vivo na Praça de Alimentação durante o almoço, de segunda a sexta-feira) e Happy Hour (música no fim da tarde na Praça de Alimentação, de segunda a sexta-feira). Para mais informações, acesse: http://www.interlagos.com.br.

Créditos: Victor Tavares

Mario Ghanna apresenta releitura de “Esquinas” em homenagem a turnê de Djavan

O cantor e compositor Mario Ghana. Créditos: divulgação

Canção lançada em 1984 e integrante do álbum Lilás, ganha versão com arranjos de blues e jazz

O cantor e compositor Mario Ghanna apresentou uma versão da canção “Esquinas”, de autoria de Djavan, em homenagem a nova turnê do compositor. Ghanna reafirma sua veia “blueseira” com a regravação da música. A canção ganhou um charme todo especial, que trouxe arranjo apenas em guitarra e voz.

“Gravei a música em um formato bem minimalista, só com guitarra e voz. Apostei menos nas evidências dos timbres da guitarra semi-acústica e da voz. Também coloquei a marcante tristeza do blues, que combina muito com a mensagem da canção, que fala sobre desigualdade social e outros temas”, diz Mario.

Mario consegue intercalar um riff blueseiro de sua guitarra com lindas melodias, mantendo as características de seu som que já é conhecido pelos fãs ao longo dos anos.

O vídeo mostra imagens de Mario executando a música sozinho em uma sala, com sua Gibson ES 335.

A mixagem, masterização e o vídeo são de Menderson Madruga.

Acesse em streaming: http://bit.ly/Esquinas_OucaAgora
Assista ao vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=7CLqRRRt9OA

Sobre Mario Ghanna
É Procurador da República, músico e compositor. Concorreu ao Grammy Latino, Prêmio Multishow de Música, Prêmio de Música Catarinense e conquistou a estatueta de “Melhor Álbum Latino” e ‘Melhor Artista Latino”, no The Akademia Music Awards, prêmio americano voltado à música independente.

Créditos: Marcelo B. Santos

Celso Sim apresenta canções de “O Amor Entrou Como um Raio” na Comedoria do Sesc Pompeia

O cantor e compositor Celso Sim. Créditos: divulgação

Em show no dia 21 de fevereiro, artista paulista apresenta músicas de álbum tributo ao sambista Batatinha; Fabiana Cozza faz participação especial

O cantor, compositor premiado, cineasta e ator Celso Sim apresenta seu mais recente álbum O Amor Entrou Como Um Raio em show na Comedoria do Sesc Pompeia no dia 21 de fevereiro, quinta-feira, às 21h30. A cantora Fabiana Cozza faz participação especial.

O disco faz a leitura da obra de Batatinha, considerado um dos maiores compositores de samba do Brasil. No além das canções do sambista carioca, serão apresentadas canções de Zé Miguel Wisnik sobre poemas de Fernando Pessoa, além de sambas de D. Ivone Lara e Nelson Cavaquinho. Desde 2003, ao trabalharem juntos no musical Canto da Guerreira – em homenagem aos 20 anos da morte de Clara Nunes – Celso Sim e Fabiana Cozza não se apresentavam juntos.

Para Celso, Batatinha é um dos gênios da canção brasileira. “O repertório gravado faz uma fenomenologia do carnaval através da polaridade prazer-sofrimento, dádiva-dívida, íntimo-público, confissão-expiação, labuta-festa, onde o carnaval é uma perspectiva de fuga e acesso à uma humanidade perdida e/ou esquecida para o poeta que sabe e canta o desencanto sem drama, o sofrimento sem tristeza e até mesmo com altivez e elegância. Sofrimento tão extenso que mesmo a possibilidade de superação, transcendência e/ou suspensão dessa dor traz dúvidas como em “se eu deixar de sofrer, como é que vai ser para me acostumar”, e o que emerge desse mergulho é o seu contrário, o alento, nesta singularidade do samba e do blues”, conta o artista.

O Amor Entrou Como Um Raio foi lançado em 2017 e traz 11 canções de Batatinha com uma formação musical contemporânea e arranjos tropicalistas para os sambas.

O disco sucede os elogiados Tremor Essencial (2014) e Elza Soares, A mulher do fim do mundo (2015), do qual Celso é diretor artístico, compositor e cantor, e que ganhou o Grammy Latino 2016 de melhor disco de música brasileira, entre outros importantes prêmios nacionais e internacionais.

SERVIÇO:
Celso Sim
Dia 21 de fevereiro de 2019, quinta-feira, às 21h30
Comedoria
*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados. A compra do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa com 90 minutos de antecedência ao início do show.
Ingressos: R$9 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$15 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$30 (inteira).
Venda online a partir de 12 de fevereiro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 13 de fevereiro, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
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Diego Lemos e Guilherme Barreto
Estagiária: Mari Carvalho
Coordenador de comunicação: Igor Cruz
Telefone: (11) 3871-7720 / 7776

Assessoria de Imprensa
Com Canal Aberto
Márcia Marques | Carol Zeferino | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br | carol@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Arnaldo Antunes: 15 anos de “Saiba”

“Saiba”, o sexto disco da carreira solo de Arnaldo Antunes completa 15 anos em 2019

Neste ano de 2019, o sexto trabalho de estúdio de Arnaldo Antunes, “Saiba“, chega aos seus 15 anos de existência. Gravado entre outubro e dezembro de 2003 no Estúdio 304, no Rio de Janeiro, o disco tem a produção assinada pelo próprio Arnaldo em parceria com Chico Neves e foi lançado pela BMG.

Depois do estrondoso sucesso de “Tribalistas” (2002), lançado em parceria com Carlinhos Brown e Marisa Monte, mas sem turnê de divulgação, Arnaldo Antunes manteve a parceria com os dois para composição de algumas das novas músicas para o seu novo disco. A sonoridade pop e palpável iniciada em “Paradeiro” (2001) se consolidou de vez com “Saiba“, o disco.

A obra começa justamente com a ótima faixa-título, em que Arnaldo dá uma aula de interpretação. A música ganhou uma versão gravada por Adriana Calcanhoto em seu projeto “Adriana Partipim” dedicada ao público infantil. Em seguida, a igualmente excepcional “Pedido de Casamento“, que fez parte da trilha sonora da novela “Uma Rosa com Amor” (2010), da TV Globo, e regravada por Karla Sabah no álbum “Cala a Boca e Me Beija” (2009). O disco apresenta também outras faixas de destaque como a ‘tribalística’ “Grão de Amor“, composta por Marisa Monte e Carlinhos Brown, mas que, aqui, traz um belo dueto entre Arnaldo e Marisa. A canção foi outra que fez parte de trilha sonora de novela global (“Como Uma Onda“, de 2004/2005). Enquanto isso, “Elizabete no Chuí“, parceria de Antunes e Carlinhos Brown, é um verdadeiro drum ‘n’ bass desenfreado. Já “A Nossa Casa” é, digamos, a faixa “família” do disco, e não é à toa, pois, além de Arnaldo, os seus filhos – Rosa, Celeste e Brás fazem o vocal, além de sua ex-mulher, Zaba Moreau, nos teclados. E ganhou uma releitura primorosa com Maria Bethânia no CD/DVD “Carta de Amor – Ato 1 e 2” (2003). E, para finalizar os principais destaques da obra, “Consumado“, que ao longo desses 15 anos, tornou-se um clássico nos shows de Arnaldo Antunes, com direito ao cantor, em diversas oportunidades, descer do palco e cantarolá-la no meio do público. E o disco finaliza com um bom cover de “A Razão Dá-se a Quem Tem“, consagrada por Noel Rosa.

E, para título de curiosidade, os pés que aparecem na capa do álbum é do próprio Arnaldo Antunes, que foi tirado do famoso “teste do pézinho”, que é o primeiro documento que todos nós tiramos ao nascer, e, na contra-capa, o pé do mesmo Arnaldo, mas com os seus 40 e tantos, na época.

Esse é um grande trabalho de Arnaldo Antunes, mas o melhor ainda estava por vir. Para quem curte a fase “mpbística” do cantor, é um prato cheio. Vale a aquisição.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Saiba
Intérprete: Arnaldo Antunes
Lançamento: 2004
Gravadora: BMG
Produtores: Chico Neves e Arnaldo Antunes

Arnaldo Antunes: voz
Zaba Moreau: teclados
Edgard Scandurra: guitarra, violão e backing vocal
Paulo Tatit: baixo e backing vocal
Participações especiais:
Carlinhos Brown e Marisa Monte

1. Saiba (Arnaldo Antunes)
2. Pedido de Casamento (Arnaldo Antunes)
3. Cachimbo (Edvaldo Santana / Osnofa)
4. Imaginou (Arnaldo Antunes / Davi Moraes)
5. Cabimento (Arnaldo Antunes / Paulo Tatit)
6. Grão de Amor (Marisa Monte / Carlinhos Brown)
7. Se Assim Quiser (Arnaldo Antunes / Dadi)
8. Elizabete No Chuí (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
9. Onde Estavas, Lugar? (Arnaldo Antunes)
10. A Nossa Casa (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz/Paulo Tatit/João Bandeira/Celeste Moreau Antunes/Edith Derdik/Sueli Galdino)
11. Consumado (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
12. Itapuana (Arnaldo Antunes / Cézar Mendes)
13. Areia (Arnaldo Antunes / Marisa Monte)
14. A Razao Dá-se A Quem Tem (Noel Rosa / Ismael Silva / Francisco Alves)

Por Jorge Almeida

Demônios da Garoa e Kell Smith fazem shows gratuitos no Central Plaza Shopping

Demônios da Garoa: uma das atrações musicais do Central Plaza Shopping irá se apresentar no próximo domingo (10) no centro de compras. Créditos: divulgação

Grupo original da Mooca, que completou 75 de carreira, e cantora POP integram a programação especial do Central Plaza Music em fevereiro

Não posso ficar nem mais um minuto com você. Sinto muito, amor, mas não pode ser…” Com essa emblemática frase da música Trem das Onze, o Central Plaza Shopping anuncia a programação de shows para fevereiro. A Praça de Eventos do maior centro comercial e de entretenimento da Vila Prudente receberá o grupo Demônios da Garoa, em 10 de fevereiro, às 15h, além da cantora Kell Smith, no dia 13 de fevereiro, a partir das 19h30, em celebração ao Dia Mundial do Rádio.

Os sambistas Izael, Sérgio Rosa, Ricardinho, Canhotinho e Dedé Paraizo se dividirão no palco para apresentar o melhor repertório do grupo, a partir dos clássicos: Saudosa Maloca, Trem das Onze, Samba do Arnesto, Tiro ao Álvaro, Você Abusou, Samba da Criança, Santa Luzia, Vem Cantar Comigo, além de pot-pourri em homenagem a outros artistas brasileiros.

Com vozes e estilo musical inconfundíveis, os músicos da Mooca já receberam diversos prêmios e honrarias, como os troféus Pinto e Chico Viola, o prêmio Sharp de música (1995), o prêmio Ary Barroso (1998), a medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo e o Disco de Ouro pelo CD – 50 anos – (1994).

Outro destaque ficará por conta da compositora Kell Smith, autora do sucesso “Era uma Vez”. Aos 25 anos, é uma das cantoras mais tocadas nas rádios nacionais. Com inspiração representada do R&B ao jazz, passando pelo Hip Hop e o samba de raiz, pelo MPB e pela bossa nova, a artista se destaca pela diversidade do repertório durante as interpretações.

– Demônios da Garoa
– Kell Smith
Serviço:
Central Plaza Shopping – Shows gratuitos
Endereço: Av. Dr. Francisco Mesquita, 1000 – Vila Prudente.
Data:
Demônios da Garoa – 10 de fevereiro, às 15h
Kell Smith – 13 de fevereiro, às 19h30.
Estacionamento gratuito por 2 horas.

Sobre o Central Plaza Shopping
O Central Plaza Shopping está localizado na Zona Leste de São Paulo, em ponto que interliga importantes bairros, como Vila Prudente, Ipiranga, Cambuci e Mooca, e as cidades de São Caetano e Santo André. Ao lado do Shopping, está o Metrô Tamanduateí – Linha Verde e CPTM – Linha Turquesa, facilitando o acesso. Possui estacionamento amplo e coberto, gratuito nas duas primeiras horas, oferecendo uma das ancoragens mais completas da cidade e ainda bancos, drogaria, espaço família, entre outras opções de serviços. Dispõe de 10 salas de cinema, entre elas a maior tela da América Latina, com exibições XD. O destaque do projeto arquitetônico, moderno e arrojado, fica por conta de seus amplos corredores, que possuem 80% de luz natural. Preocupado com a comunidade, o Central Plaza Shopping promove o Projeto Exercício do Vizinho, para oferecer mais qualidade de vida para as pessoas acima de 50 anos, incluindo atividades físicas e aulas de artesanato. Para mais informações, acesse: http://www.centralplazashopping.com.br.

Créditos: Miguel Reina

Os 60 anos de Paulo Miklos

O cantor/ator/apresentador Paulo Miklos que completa hoje 60 anos. Foto: divulgação

Nesta segunda-feira (21), um dos nomes mais importantes do rock brasileiro completa 60 anos: Paulo Miklos, que por 34 anos fez parte dos Titãs e hoje segue em sua carreira solo. Nascido como Paulo Roberto de Souza Miklos, em São Paulo, no dia 21 de janeiro de 1959, ele é de ascendência húngara. De todos os integrantes que estão ou passaram pelos Titãs, Paulo é o primeiro a chegar às seis décadas de existência.

Os primeiros passos de Miklos com a música aconteceu na infância quando os pais lhe presentaram com um piano e a avó com uma flauta doce. Já, em 1979, com 20 anos atuou como arranjador de um festival da extinta TV Tupi, chegando, posteriormente, a cursar música na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Mas, ainda no final daquela década, Miklos atuara juntamente com Arnaldo Antunes a Banda Performática, do artista multimídia José Roberto Aguilar. No entanto, foi no Colégio Equipe, em São Paulo, que Paulo Miklos conheceu àqueles que, juntos, formaram os Titãs do Iê-Iê.

O primeiro show com a recém-formada banda aconteceu em 28 de setembro de 1982 no Sesc Pompéia, na capital paulista. Com uma formação incomum a uma banda de rock – com nove integrantes (!), os Titãs do Iê-Iê que tinha, além de Paulo Miklos, que cantava e revezava o baixo com Nando Reis e os teclados com Sérgio Britto, trazia Arnaldo Antunes, Branco Mello e Ciro Pessoa como vocalistas, além de Britto, Nando e Paulo, os guitarristas Marcelo Fromer e Tony Bellotto e o baterista André Jung. E, na época, Paulo Miklos já era casado com Rachel Salém.

Com essa formação e um figurino para lá de chamativo: maquiagem, ternos coloridos e gravatas de bolinhas, os Titãs do Iê-Iê começaram a marcar presença nas casas noturnas do underground paulistano entre 1982 e 1984. Mas, às vésperas de entrarem em estúdio para gravar o primeiro disco (a banda optou em tirar o “Iê-Iê” do nome, mantendo apenas “Titãs”), Ciro Pessoa resolveu deixar o grupo e, assim, como octeto os Titãs lançaram o seu ‘debut’ que trazia apenas o nome do conjunto pela WEA.

Nesse primeiro momento, Paulo Miklos tocou baixo na maioria das faixas, exceto nas que cantara – “Sonífera Ilha”, “Mulher Robot” e “Pule” -. E foi justamente com “Sonífera Ilha” que o Brasil inteiro ficou conhecendo os Titãs, que passaram a marcar presença nos programas de auditórios mais populares da época, como Cassino do Chacrinha e Raul Gil. O principal hit do ‘debut’ do grupo (“Sonífera Ilha”) foi cantado por Miklos.

No ano seguinte, antes do lançamento do sucessor de “Titãs” (o álbum), o grupo fez uma troca de integrantes: saiu André Jung, que foi para o Ira!, banda de onde o seu substituto, Charles Gavin, veio. Com o novo batera, os Titãs lançaram “Televisão” (1985), que, da mesma forma que o disco anterior, Miklos cantou, tocou baixo nas músicas que tiveram Nando Reis como vocalista (“Pra Dizer Adeus” e “O Homem Cinza”) e teclados nas faixas que Britto foi o cantor (“Insensível” e “Tudo Vai Passar”), além de “Não Vou Me Adaptar”, de Arnaldo Antunes. Dessa vez, o carro-chefe do play ficou por conta da faixa-título, cantada por Arnaldo. Em “Televisão”, Paulo Miklos gravou os vocais de “Pavimentação” e “Autonomia”, além de dividir os microfones com Arnaldo, Branco Mello e Sérgio Britto em “Massacre”. Além do disco, os Titãs também participaram do filme “Areias Escaldantes”, que tinha em seu elenco, além do grupo, músicos do Ultraje A Rigor, Lobão e os atores Luiz Fernando Guimarães e Regina Casé, Diogo Vilela e Cristina Aché. Ou seja, a primeira das muitas experiências de ator de Paulo Miklos.

Em novembro de 1985, os Titãs passaram por um perrengue que poderia ter acabado com o grupo. Arnaldo Antunes e Tony Bellotto foram presos com tráfico e porte de heroína, respectivamente. Mas, depois de um mês após esse incidente, os músicos entraram em estúdio para gravar aquele que é considerado sua obra-prima: “Cabeça Dinossauro”, que praticamente deixou a carreira dos Titãs em outro patamar, com êxito no volume de discos vendidos e shows pelo Brasil afora. No álbum, Paulo Miklos atuou praticamente apenas como vocalista, exceto em “Igreja”, cantada por Nando, em que ele tocou baixo. E, nesse disco, Paulo canta uma das músicas mais aclamadas de toda a carreira dos Titâs: “Bichos Escrotos”, além de dar voz a “Estado Violência”, a primeira colaboração de Charles Gavin na banda como compositor, e rápida “A Face do Destruidor”.

Embalados pelo sucesso de “Cabeça”, os Titãs lançaram em 1987 outro sucesso: “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas” e, com ele, mais clássicos: “Comida”, “Desordem” e “Lugar Nenhum”. Nesse disco, Miklos é o vocalista de outro hit: “Diversão”, além da “lado B”, “Mentiras”. Com isso, os Titãs foram apontados, em 1988, como o “melhor conjunto musical” de 1987 no Troféu Imprensa.

Com o eminente sucesso, os Titãs resolveram lançar o seu primeiro registro ao vivo, o álbum “Go Back”, gravado em Montreaux, na Suíça. Além dos seus sucessos mais recentes na época, a banda resolveu fazer releituras de algumas músicas mais antigas, como “Marvin (Patches)”, que ficou sensacional e fez um estrondoso sucesso, além de “Pavimentação”, “Não Vou Me Adaptar” e “Massacre”. Aliás, nesse registro, Paulo Miklos, além de cantar, tocou sax. E, nesse mesmo ano, quando foram ao Programa Silvio Santos receber o Troféu Imprensa referente ao ano anterior, o grupo cantou “Bichos Escrotos”, para euforia de Marcelo Fromer que, posteriormente enalteceu o feito: “Cantamos ‘Bichos Escrotos’ no Silvio Santos, quer coisa mais legal que isso?”.

Se em “Marvin (Patches)”, Paulo Miklos fez um bom trabalho no saxofone, em “Õ Blésq Blom” (1989) o seu desempenho não foi diferente em “Flores”, grande sucesso, mas cantado por Branco Mello. Antes de entrar em estúdio para gravar esse disco, os músicos estavam em excursão pelo Nordeste e, em Recife, viram uma dupla de repentista cantando pela praia de Boa Viagem e resolveram convidá-los para fazer uma participação especial. O nome da dupla: Mauro e Quitéria, que abrem e fecham o disco com duas vinhetas. Considerado um dos melhores discos já feitos no Brasil, “Õ Blésq Blom” tem uma mistura de rock, MPB, música nordestina e programação eletrônica. Nele, Miklos divide os vocais com Sérgio Britto em “Miséria” e “Deus e o Diabo”, além de ser o vocalista solo de “O Camelo e o Dromedário”.

Nos anos que se sucederam, os Titãs resolveram passar por mudança no estilo de sua música: passando a fazer um som mais cru e com letras mais agressivas. Além disso, pela primeira vez, os integrantes resolveram creditar as músicas com o nome da banda. Assim, em 1991, foi lançado “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, o último a contar com Arnaldo Antunes como membro. Com 15 faixas, todos os vocalistas cantam três temas cada. Paulo Miklos é o responsável por cantar “Clitóris”, “Cabeça” e “Agora”. Apesar das críticas da imprensa pelo disco, os shows da banda estavam em alta, incluindo participações incendiárias em festivais como o Hollywood Rock.

Sem Antunes, os Titãs reduziram para um septeto e, praticamente mantiveram a pegada do disco anterior e, em 1993, soltaram “Titanomaquia”, que considero um dos melhores discos de rock brasileiro dos anos 1990. Produzido por Jack Endino, o disco trazia guitarras pesadas e letras idem. Além de cantar quatro músicas, com efusivo destaque para a ‘globalizada’ “Disneylândia”, Paulo Miklos trabalhou com sintetizadores e sampler na gravação da obra.

Depois de dez anos ininterruptos de atividades, os integrantes dos Titãs resolveram tirar umas “férias” da banda ao longo de 1994. Nesse período, cada titã fez o que bem entendesse. E, Paulo Miklos, lançou o seu primeiro disco solo, que trazia apenas o seu nome e também participou do álbum-tributo “Rei” (1994), que homenageia Roberto Carlos ao cantar “Sua Estupidez”. Enquanto os Titãs estavam desfrutando de suas férias, a gravadora WEA resolveu lançar a coletânea dupla “Titãs 84/94”, que trazia os maiores sucessos da banda até então.

Após a pausa, os Titãs voltaram a se encontrar para gravar um novo álbum: “Domingo” (1995), com um rock-pop básico e agradável. Paulo Miklos canta a principal música do disco, que é a que dá o nome à obra, além de outras músicas, e a pacifista “Pela Paz”, que saiu como single e nas prensagens posteriores do álbum. No disco, ele ainda toca teclado em “O Caroço da Cabeça” que, aliás, é a única música que Nando Reis canta em todo o disco; e também trabalhou na programação e edição de samplers, foi saxofonista de “Ridi Pagliaccio” e tocou bateria em “Um Copo de Pinga”.

Mas, dois anos depois que o grupo atingiu o ápice da carreira com o lançamento do “Acústico MTV”, em que os Titãs comemoravam os seus 15 anos de existência com releituras de seus principais sucessos, acrescido de quatro músicas inéditas (uma para cada vocalista e Paulo Miklos ficou com “Não Vou Lutar”). Inclusive, o vocalista colaborou para que uma faixa “lado B” esquecida do disco “Televisão” se transformasse em um estrondoso sucesso: “Pra Dizer Adeus”, que tocou em tudo quanto é lugar na época. Claro que o disco ainda trazia outros temas que caíram no gosto do público, como as inéditas “Nem Cinco Minutos Guardados” e “Os Cegos dos Castelo”. O sucesso dos Titãs fez com que a banda fosse convidada para participar do especial de fim de ano de Roberto Carlos, na Globo. Na experiência, diante do “Rei”, os Titãs tocaram e cantaram “É Preciso Saber Viver” e, obviamente, que essa música ganharia uma versão titânica no ano seguinte, com “Volume Dois”, que foi a continuidade de “Acústico”, porém, nem tão ‘desplugado’ assim.

Em 1998, os Titãs aproveitaram a popularidade de “Acústico” e resolveram manter o clima ao lançar um novo trabalho de releituras de seus sucessos que não entraram no disco anterior, acrescido de mais seis músicas inéditas e dois ‘covers’. Aqui, Paulo Miklos canta “Sonífera Ilha”, “Domingo”, “Senhora e Senhor”, “Miséria”, juntamente com Sérgio Britto, a linda “Eu E Ela”, de Nando Reis, e a já citada “É Preciso Saber Viver”. Nesses dois discos, Miklos, além de cantar e fazer o backing vocal, tocou bandolim e, mais especificamente em “Insensível”, atuou com um banjo.

E o século XX estava perto de seu fim quando os Titãs lançaram “As Dez Mais”, em 1999, em que a banda presta um tributo aos seus artistas favoritos. Porém, ao contrário dos últimos discos, a recepção e a crítica não foram tão amistosas com o disco, principalmente por conta das versões de algumas músicas, como “Pelados Em Santos”, dos Mamonas Assassinas. Dessa vez, Paulo Miklos dividiu os vocais com Sérgio Britto em “Aluga-se”, de Raul Seixas, e prestou uma homenagem aos Mutantes com “Fuga Nº II” e a Lulu Santos com “Um Certo Alguém”, e tocou banjo, bandolim e gaita.

Os Titãs resolveram dar mais uma pausa de um ano entre metade de 2000 e de 2001 para os seus integrantes descansarem e, assim como em 1994, tocar seus projetos paralelos. Em 2001, Paulo Miklos lançou o seu segundo disco solo: “Vou Ser Feliz E Já Volto”. E, depois de quase 20 anos com a WEA, os Titãs trocaram de gravadora e assinaram com a Abril Music e estavam prestes a começar as gravações de um novo trabalho. Contudo, às vésperas de entrarem em estúdio, em 11 de junho de 2001, o guitarrista Marcelo Fromer foi atropelado por uma moto em São Paulo e morreu dias depois e, obviamente, que as gravações do novo disco foram adiadas por mais um tempo. Quando retornaram para gravar “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”, dedicado em memória de Marcelo Fromer – nada mais justo! -, o grupo recrutou Emerson Villani para colaborar com Tony Bellotto nas guitarras. No novo trabalho, Paulo Miklos apresentou a sua primeira canção 100% de sua autoria para a banda: “Vamos Ao Trabalho”, que abre o disco. Ele ainda cantou as faixas “Isso”, de Tony Bellotto, que tocou regularmente nas rádios, em “Bananas”, onde tocou violão, e em “Cuidado Com Você”, a gaita da faixa-título é uma cortesia dele, assim como a flauta em “É Bom Desconfiar”.

Dois anos depois, foi a vez dos Titãs lançarem “Como Estão Vocês?”, o primeiro disco sem Nando Reis, que no ano anterior partiu para uma carreira solo. Nessa obra, lançada pela BMG, Paulo Miklos canta em cinco faixas, com destaque maior para a balada “Provas de Amor”, de sua autoria. Em 2005, a banda lançou o seu segundo trabalho ao vivo, “MTV Ao Vivo”, gravado na Fortaleza de São José da Ponta Grossa, em Florianópolis (SC). Com a colaboração de Emerson Villani na guitarra e de Lee Marcucci no baixo, o disco trazem sucessos dos Titãs acrescidos pelas inéditas “Anjo Exterminador”, “O Inferno São Os Outros”, “Vossa Excelência”, cantarolada por Miklos e que chamara atenção por conta da crise política em virtude dos escândalos do mensalão, e uma releitura de “O Portão”, de Roberto Carlos.

Os Titãs entraram em um hiato de seis anos sem lançar um disco de estúdio. Nesse período, além de “MTV Ao Vivo”, a banda ainda lançou “Titãs e Paralamas – Juntos e Ao Vivo” em 2007, evidentemente em conjunto com a banda liderada por Herbert Vianna. Mas, em 2009, o grupo pôs na praça “Sacos Plásticos”, que saiu pela Arsenal Music. Foi o último trabalho de Charles Gavin com o grupo. Produzido por Rick Bonadio, o registro foi indicado e venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro daquele ano. Entre as faixas, destaques para as baladas cantadas por Paulo Miklos – “Porque Eu Sei Que É Amor” e “Antes de Você” -, que fizeram parte da trilha sonora das novelas “Caras & Bocas” e “Cama de Gato”, ambos da Rede Globo. Ele ainda é o vocalista das faixas “Múmias” e “Problemas”, composta em parceria com Arnaldo Antunes. A partir deste disco até a sua saída em 2016, Paulo Miklos passou a tocar guitarra também.

Após “Sacos Plásticos”, a banda ficou em um período de mais cinco anos sem lançar material inédito. Nesse período, aproveitaram para fazer uma versão ao vivo do álbum “Cabeça Dinossauro”, em 2012, e também participaram do Rock In Rio, em Lisboa. Em 2014, o peso dos Titãs voltou com tudo em “Nheengatu”. Contudo, um pouco antes de o disco sair, Paulo Miklos teve duas perdas irreparáveis: a da mãe e a da esposa Rachel Salém, em decorrência de um câncer de pulmão em 2013. No novo álbum, que foi dedicado a falecida esposa de Paulo, o grupo abordou temas inquietos que marcaram a sociedade recentemente, tais como violência policial, pedofilia, homofobia, intolerância racial, social, feminicídio, etc. Nesse trabalho, ele é o interlocutor de quatro faixas: “Mensageiro da Desgraça”, “Cadáver Sobre Cadáver”, “Flores Para Ela” e “Baião de Dois”. Na turnê desse disco, os Titãs resolveram lançar mais um registro ao vivo, que foi lançado em 2015, intitulado “Nheengatu Ao Vivo”. Esse, portanto, foi o último trabalho que Paulo Miklos lançou como integrante dos Titãs. Sua saída da banda aconteceu em julho de 2016, quando anunciou o seu desligamento do grupo com o intuito de dedicar-se aos projetos individuais, que já eram muitos, uma vez que, além da música, ele fizera vários projetos, inclusive na carreira de ator.

Mesmo ainda como integrante dos Titãs, Paulo Miklos fez alguns trabalhos em séries e novelas: desde 2002, com uma participação especial em “Os Normais”, e outros papéis secundários, mas com destaques para Kid Cadilac, da novela “Bang Bang”, de 2005, e o seu atual personagem: Jurandir Rangel, em “O Sétimo Guardião”, ambos da TV Globo, só para citar alguns.

Nos cinemas, o santista Paulo Miklos também atuou e fez alguns bons personagens, como Anísio em “O Invasor” (2001), foi protagonista em “É Proibido Fumar” (2009), fez o vilão Gonzales dos dois filmes da saga de Carrossel – “Carrossel – O Filme” (2015) e “Carrossel – O Sumiço de Maria Joaquina” (2017) -, além de ter apresentado programas como o “Saturday Night Live”, na Rede TV!, e “Paulo Miklos Show”, na MixTV, foi jurado do “X Factor”, na Band, em 2016, e participou do programa “Extra Ordinários”, em 2014, no canal SporTV. No teatro, em 2017, fez o espetáculo “Chet Baker, Apenas Um Sopro“, em que interpreta o trompetista americano morto em 1988.

Voltando à área musical, em 2011, ele participou de um projeto com o grupo de samba paulista Quinteto em Branco e Preto em homenagem a Noel Rosa, interpretando clássicos do samba como “Último Desejo” e “Palpite Infeliz”; ainda participou do jingle do Itaú para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 – “Mostra Sua Força Brasil” -, fez participação especial na faixa “Azul de Presunto”, do álbum “Jardim-Pomar” (2016), de Nando Reis. Só para citar alguns de suas atuações e participações especiais.

Mais recente, Paulo Miklos lançou o seu primeiro trabalho solo depois que deixou os Titãs, o ótimo “A Gente Mora no Agora”, que contém diversas parcerias: desde ídolos que o influenciou, como Erasmo Carlos, a contemporâneos e ex-colega de banda, como Nando Reis e Arnaldo Antunes, a artistas de outros gêneros musicais, como Emicida.

Assim, seis décadas de talento, carisma e competência, Paulo Miklos mostra que o tempo nem foi seu inimigo no campo artístico, pois, agora ‘sessentão’, está mais disposto do que nunca para continuar com a sua arte, seja pela música ou pelas artes cênicas. Aliás, diante dessa história e currículo invejável, não ficaria supreso de ele fosse convidado a participar da próxima edição da Dança dos Famosos ou Show dos Famosos no Domingão do Faustão. Pois, para ele, só é o que falta.

E, ao contrário do que o mesmo Paulo cantara em “Qualquer Negócio”, faixa presente em “Domingo” em que ele afirma: “desaparecido: Paulo Roberto de Souza Miklos desde sábado de manhã”, Miklos está mais visível e presente do que nunca.

Em suma: o próximo titã que será ‘sessentão’ é Sérgio Britto, que chegará às seis décadas em 18 de setembro desse ano.

Parabéns, Paulo Miklos.

Por Jorge Almeida