Marina Lima apresenta o álbum Novas Famílias no Sesc Santo Amaro

A cantora Marina Lima (e banda) se apresenta no Sesc Santo Amaro nos dias 17 e 18 de agosto. Foto: Rogério Cavalcanti

Cantora faz show com músicas no novo disco e toca sucessos da carreira

Nos dias 17 de agosto, sexta-feira, 21h, e 18 de agosto, sábado, 20h, a cantora e compositora Marina Lima apresenta o show do disco recém-lançado “Novas Famílias”, no Sesc Santo Amaro. Após passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Miami, com casas lotadas e shows esgotados, a cantora mostra novas canções e sucessos da carreira ao lado dos músicos Arthur Kunz (bateria), Dustan Gallas (teclado e baixo) e Leo Chermont (guitarra).

Marina Lima acaba de lançar “Novas Famílias”, um álbum de composições inéditas. São duas parcerias novas com seu irmão Antônio Cicero, outras em parceria com Letícia Novaes, Silva, Dustan Gallas e duas canções de sua autoria. Há ainda uma regravação de um samba, ‘Climática”, da paulista Klébi Nori, que Marina considera uma ‘pérola’. O álbum ainda conta com as participações especiais de Marcelo Jeneci, Leo Gandelman e da própria Letícia. No show, Marina estará acompanhada de três músicos no palco: Arthur Kunz e Leo Chermont, que formam o duo eletrônico STROBO de Belém do Pará, e Dustan Gallas, músico piauiense, radicado há muitos anos em São Paulo e que também é produtor musical do disco, junto à Marina.

A cantora e compositora Marina Lima foi lançada em 1979 com o LP “Simples como Fogo” e desde então é trilha sonora dos brasileiros de várias gerações. Com influências que passam pelo pop, rock, blues, samba, bossa-nova e música eletrônica, Marina tem hits como “Pra Começar”, “À Francesa”, “Fullgás”, “Virgem”, “Uma Noite e ½”, “Pessoa”, “Me Chama”, entre tantos outros. Carioca, lançou seu CD “Clímax” em 2011, quando se mudou para São Paulo. Em 2012, publicou seu primeiro livro, “Maneira de Ser”. Em 2015, gravou o disco “No Osso”, ao vivo no Sesc Belenzinho, em São Paulo.

Marina diz que há muito não se sente tão ligada ao Brasil e à sonoridade brasileira, e que São Paulo, com toda a sua diversidade, lhe trouxe este presente. “Novas Famílias promete!”, arremata a cantora.

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Serviço
Marina Lima apresenta o álbum “Novas Famílias” no Sesc Santo Amaro
Quando: Dias 17 e 18/08
Horário: Sexta-feira, às 21h. Sábado, às 20h.
Local: Teatro (1º andar)
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes).

Sesc Santo Amaro
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

Assessoria de imprensa Marina Lima
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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

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Zé Ramalho: 40 anos do primeiro trabalho solo

Capa do primeiro álbum solo de Zé Ramalho

Lançado há 40 anos, o primeiro disco solo do cantor e compositor Zé Ramalho projetou a carreira do paraibano natural de Brejo da Cruz. Gravado entre novembro e dezembro de 1977 nos Estúdios CBS, no Rio de Janeiro, o álbum foi produzido por Carlos Alberto Sion e saiu pelo selo Epic, da gravadora CBS. Com clássicos absolutos que definiram a sua estética musical, “Zé Ramalho”, o álbum traz em sua sonoridade uma mistura de folk, psicodelia, música nordestina conduzida pela voz cavernosa do nosso “Bob Dylan do sertão”.

Em 1977, Zé Ramalho já estava próximo dos 30 anos e, antes de gravar o seu trabalho solo, já carregava a experiência de cantor há pelo menos uma década. Nesse período, tocou na trilha sonora do filme “Nordeste: Cordel, Repente e Canção”, de Tânia Quaresma, em 1974. Nesse período, ele misturou suas influências que iam do Rock ‘N’ Roll de Bob Dylan ao forró de Luiz Gonzaga, algo mais próximo da linhagem de Raul Seixas.

Em 1975, realizou o seu primeiro registro fonográfico, porém, em duo. O álbum “Peâbirú” foi gravado com Lula Cortês e lançado pela gravadora Rozenblit. E, sem perceber, a dupla lançou um dos melhores discos progressivos oriundo do Brasil. Contudo, as cópias desse do álbum valem muito por serem raras. Aliás, “Peâbirú” ganhou fama internacional, com direito a reedição alemã e inglesa.

Contudo, apesar disso, o trabalho feito com Cortês não trouxe o sucesso almejado por Zé. Assim, em 1976, o paraibano fez o mesmo o que milhares de nordestinos fizeram: migrar para o eixo Rio-São Paulo em busca de maior visibilidade e oportunidade. E foi no estúdio da CBS carioca que Zé Ramalho lançou essa obra-prima.

O disco traz duas participações especialíssimas: Patrick Moraz, ex-tecladista do Yes, na faixa “Avôhai”, e de Sérgio Dias, dos Mutantes, que tocou guitarra no ‘debut’ do cantor paraibano.

O play começa com uma trinca de canções que se tornaram clássicos obrigatórios nos shows de Zé Ramalho. Primeiro aparece “Avôhai”, composta por ele em homenagem ao seu avô, que o adotou após a morte de seu pai por afogamento (na época do falecimento de seu pai, Zé Ramalho tinha apenas dois anos). A inspiração para a canção veio depois de uma experiência com cogumelos alucinógenos em uma fazenda de um amigo. O termo que dá nome à canção é a junção das palavras “avô” e “pai”. Esta foi a primeira de suas músicas que Zé ouviu no rádio e, na ocasião, estava em um táxi. Aliás, o sintetizador tocado por Patrick Moraz é de impressionar. A faixa seguinte, “Vila do Sossego”, mantém o ritmo “alucinógeno” do músico em alta. Posteriormente, a obra segue com a maravilhosa “Chão de Giz”, cuja letra menciona pela primeira vez na MPB à camisinha (“Quem sabe uma camisa de força ou de Vênus”) e, de acordo com o autor, foi inspirada no fim de um relacionamento que teve com uma mulher mais velha. Só essas três já valem a pena o álbum.

A quarta faixa do disco segue com “A Noite Preta”, composta em parceria com outro monstro sagrado da música nordestina, o pernambucano Alceu Valença. Não chegou a fazer o mesmo sucesso das anteriores, mas é uma boa música. O material segue com a excelente “A Dança das Borboletas”, também feita em parceria com Alceu, que mostra um desempenho assombroso de Sérgio Dias, solando de maneira absurda, que faz o seu solo rivalizar com “Ovelha Negra”, de Rita Lee, e com “Revelação”, de Raimundo Fagner, como os melhores já lançados em solo brasileiro. Aliás, vale a pena conferir a performance que Zé Ramalho fez com o pessoal do Sepultura na trilha sonora do filme “Lisbela e o Prisioneiro” (2003) e na apresentação feita no Rock In Rio V, em 2013.

O álbum ainda apresenta a instrumental “Bicho de 7 Cabeças”, composta por Zé Ramalho em parceira com Geraldo Azevedo. Nela, a dupla toca livremente por alucinantes dois minutos e meio. A parceria com o compositor de Petrolina é mantida na seresteira “Adeus Segunda-Feira Cinzenta”, capitaneada pelo violão de sete cordas e o flauteado à Altamiro Carrilho (1924-2012). Enquanto isso, em “Meninas de Albarã”, Zé Ramalho faz uma referência à maconha de forma sutil. E, para finalizar, pelo menos a versão do LP, o forró acelerado de “Voa, Voa”, que coroa de forma digna este excelente disco.

Em 2013, o álbum foi relançado com faixas bônus tocadas apenas no estilo voz e violão de “Avôhai”, “Chão de Giz”, “Vila do Sossego” e “Rato do Porto”, além de mais uma versão de “Bicho de 7 Cabeças”.

E, assim, 40 anos depois, Zé Ramalho presenteia a Música Popular Brasileira com este trabalho atemporal, contudo, que, infelizmente, nos tempos atuais não tem o devido tratamento. Discaço.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist (da versão relançada em 2003) da obra.

Álbum: Zé Ramalho
Intérprete: Zé Ramalho
Lançamento: 1978
Gravadora: Epic (CBS – Sony Music)
Produtor: Carlos Alberto Sion

Participações especiais:
Patrick Moraz:
sintetizador em “Avôhai
Sérgio Dias: guitarras
Chico Julien: baixo

1. Avôhai (Zé Ramalho)
2. Vila do Sossego (Zé Ramalho)
3. Chão de Giz (Zé Ramalho)
4. A Noite Preta (Zé Ramalho / Alceu Valença)
5. A Dança das Borboletas (Zé Ramalho / Alceu Valença)
6. Bicho de 7 Cabeças (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho)
7. Adeus Segunda-Feira Cinzenta (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho)
8. Meninas de Albarã (Zé Ramalho)
9. Voa, Voa (Zé Ramalho)
Faixas bônus:
10. Avôhai (Zé Ramalho)
11. Chão de Giz (Zé Ramalho)
12. Bicho de 7 Cabeças (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho)
13. Vila do Sossego (Zé Ramalho)
14. Rato do Porto (Zé Ramalho)

Por Jorge Almeida

Arnaldo Antunes: 25 anos de “Nome”

“Nome”: o primeiro passo da carreira solo de Arnaldo Antunes completa 25 anos em 2018

Em 2018, o primeiro “voo solo” de Arnaldo Antunes completa 25 anos. Com um material que mistura música, poesia e artes plásticas, o ex-titã lançou “Nome”, em 1993, pela BMG. Produzido pelo próprio em conjunto com Paulo Tatit e Rodoelfo Stroeter, o combo (além do LP, a obra foi lançada em VHS e livro – relançado em 2005 nos formatos CD e DVD) foi gravado e mixado no Estúdio ArtMix, em São Paulo, exceto as faixas “Fênis” e “Agora”, que foram gravadas no Estúdio Salamandra, também na capital paulista.

Depois de dez anos sendo integrante dos Titãs, Arnaldo Antunes queria se diferenciar do trabalho que sua ex-banda fazia, ainda mais que o grupo estava investindo em uma sonoridade mais pesada, “crua” e com letras escatológicas, ou seja, indo ao contrário do que realmente ele queria fazer. Logo, o vocalista investiu em uma sonoridade que desse mais valor às letras e a produção visual nos shows do que a canção. E, assim, o multiartista partiu para a carreira solo e assim se mantém desde 1992. O primeiro passo foi dado com “Nome”.

A obra apresenta 23 poemas, que se transformaram em “poema-vídeo” e foram musicalizados. Contudo, nem todos os poemas lançados em “Nome” são inéditos. Três deles, por exemplo, saíram anteriormente em livros de Arnaldo Antunes, como “Água”, faixa 22 e que consta no livro “Psia” (1986), lançado quando o poeta era integrante dos Titãs; “Nome Não” (faixa 21), que saiu na publicação “Tudos” (1990); e “Cultura” (faixa 7), presente em “As Coisas” (1992), que lhe rendeu o Prêmio Jabuti em 1993. Além disso, a faixa “Alta Noite”, gravada em dueto com Marisa Monte, que regravou a canção para o álbum “Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão” (1994). Aliás, a cantora carioca participou em outras faixas do projeto (vide ficha técnica abaixo).

A capa e coordenação gráfica levam a assinatura de Arnaldo Antunes, Zaba Moreau, Celia Catunda e Kiko Mistrorigo (a partir de imagens de vídeo).

Arnaldo Antunes teve de começar do zero, artisticamente falando, pois o passo inicial foi dado com “Nome”, que apresentava uma sonoridade um pouco estranha e com suas letras tendo a poesia concreta como fonte de inspiração. Os fãs dos Titãs, à época, não assimilaram o recado de Antunes e que só começaram a entender o que Arnaldo quis transmitir a partir de “O Silêncio” (1996).

De fato, “Nome” não considero como o melhor trabalho da discografia de Arnaldo Antunes, mas ele tem a sua importância para carreira do cantor. Pois, o kit foi o pontapé inicial para uma consolidada e bem sucedida caminhada que chegou ao ápice com “Iê, Iê Iê” (2009).

E é sempre bom reforçar que, apesar de ter deixado os Titãs em um momento delicado da banda paulista perante à opinião pública, Arnaldo Antunes saiu amigavelmente, tanto que, passados mais de duas décadas fora do grupo que o consagrou nacionalmente, ele mantém a amizade com os demais membros (e ex-membros) dos Titãs, inclusive, colaborando em parcerias musicais e, uma vez ou outra, fazendo uma participação especial em algum show ou evento.

Sem querer desrespeitar ninguém, mas “Nome” é um projeto, digamos, democrático: tem rock, MPB e batidas eletrônicas, temas que é de interesse de crianças, jovens e adultos, e, até surdos-mudos podem apreciar a obra, com o livro e o DVD, claro.

Faixas que merecem destaques: “Cultura”, “Direitinho” e “Alta Noite”, todas com participação especial de Marisa Monte, e “Nome”, com direito a presença da guitarra marcante de Edgard Scandurra, que também toca o instrumento em “Se Não Se”.

A seguir, a ficha técnica da obra.

Álbum: Nome
Intérprete: Arnaldo Antunes
Lançamento: 1993
Gravadora: BMG/RCA
Produtores: Arnaldo Antunes, Paulo Tatit e Rodolfo Stroeter

Participações especiais:
Marisa Monte: voz em “Cultura“, “Carnaval“, “Direitinho” e “Alta Noite
Péricles Cavalcanti: voz e violão em “Entre” e “Imagem
Edgard Scandurra: guitarra em “Nome” e “Se Não Se
Arto Lindsay: guitarra e voz em “O Macaco“, “Não Tem Que“, “Armazém” e “Dentro
João Donato: piano em “Alta Noite

1. Fênis (Arnaldo Antunes)
2. Diferente (Arnaldo Antunes)
3. Nome (Arnaldo Antunes)
4. Tato (Arnaldo Antunes)
5. Cultura (Arnaldo Antunes)
6. Se Não Se (Arnaldo Antunes)
7. O Macaco (Arnaldo Antunes)
8. Carnaval (Arnaldo Antunes)
9. Campo (Arnaldo Antunes)
10. Entre (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
11. Luz (Arnaldo Antunes)
12. Direitinho (Arnaldo Antunes)
13. Não Tem Que (Arnaldo Antunes)
14. Dentro (Arnaldo Antunes)
15. Alta Noite (Arnaldo Antunes)
16. Pouco (Arnaldo Antunes)
17. Nome Não (Arnaldo Antunes)
18. Soneto (Arnaldo Antunes)
19. Imagem (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
20. Armazém (Arto Lindsay / Arnaldo Antunes)
21. Acordo (Arnaldo Antunes)
22. E Só (Arnaldo Antunes)
23. Agora (Arnaldo Antunes)

Por Jorge Almeida

Jorge Ben Jor lança música inédita em homenagem ao futebol

O cantor e compositor Jorge Ben Jor. Créditos: Deju Matos

Lançamento aconteceu no Facebook dia 26 de junho, em parceria exclusiva com a Claro, Mete Goal: uma homenagem à relação de amor e respeito do jogador pelo futebol.

Mete Goal é a segunda música inédita que Jorge Ben Jor lança em 2018, no Facebook e em parceria com a Claro Música. A estratégia de lançamento é digital, mobile, com conteúdos disponibilizados em um formato apelidado de “Hand Single” – um Canvas  que irá contar com a música, videoclipe, cifra, entre outros conteúdos, além de um link para o Claro Música, disponível para assinantes e não-assinantes com exclusividade.

Desta vez, a ação conta com o lançamento de um efeito inovador de câmera no Facebook que aplica no espectador uma máscara de torcedor e o convida a gritar Mete Goal. Alguns dos vídeos postados com a #metegoal farão parte de um videoclipe residual que será postado nas redes do artista em meados de julho. A ferramenta foi desenvolvida pela VZLab, o laboratório digital da Vetor Zero.“Essa é mais uma ação que a Claro faz pensando em levar conteúdo inovador para seus clientes”, afirma Márcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro. O serviço Claro Música oferece milhões de músicas para escutar no celular, tablet e computador, incluindo lançamentos da semana, playlists exclusivas e catálogo, além de rádios e outras funcionalidades. O serviço ainda permite baixar músicas para escutar mesmo sem internet, além de criação de listas e socialização com outros usuários. Isso tudo sem descontar da internet. A ação é conduzida por Steve ePonto, estrategista do Creative Shop, e Fernanda Curi, Lead Producer Latam do Facebook, junto com a ID/TBWA, agência de mídia digital da operadora.

100% digital

Após o bem sucedido lançamento de São Valentin, também em parceria com a Claro Música em 14 de fevereiro, que atingiu 40 milhões de pessoas primeira semana, a segunda música de 2018 irá ter o mesmo formato, com uma série de conteúdos disponíveis para os fãs. Na canção, Jorge retrata a tensão, a atração e os rituais dos segundos que antecedem uma falta, um pênalti versus a magia e os momentos de êxtase proporcionados pela celebração do gol. Com refrão forte e batida característica, a canção compõe, com bastante coerência, a obra do cantor e compositor carioca.

O vídeo clipe para a Mete Goal foi produzido pela Planalto Filmes, e dirigido por Deju Matos e Steve ePonto, explora a relação de respeito e desejo que existe entre o jogador e a bola. Jorge Ben Jor, bailarinos da Cia da Ideia, coreografados por Sueli Guerra, transmitem em cena a mesma relação. A captação das imagens aconteceu na Arena Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo e conta com a participação da jogadora Alline Calandrini.

Acima de tudo apaixonado futebol, ao longo de sua carreira Jorge Ben Jor dedicou inúmeras músicas ao esporte, entre elas: Ponta de Lança Africano ( Umbarabaúma – Homem Gol), Cadê o Pênalti, Zagueiro e Filho Maravilha. Em todas se percebe a genuína relação apaixonada do brasileiro pelos campos.

Ao ouvir, é inevitável ter vontade de torcer, ver o time do coração no estádio e celebrar com os amigos.

Link para acessar o Canvas* no FanPage no Facebook: https://www.facebook.com/oficialjorgebenjor/
Link para Máscara http://www.facebook.com/fbcameraeffects/tryit/603525333357674/
Link da nova música: https://www.claromusica.com/dl.sh/ct/br/artist/4093
Link do perfil do artista no Claro música: https://www.claromusica.com/album/5127449
(*canvas é um formato para o aplicativo mobile)
Contato: contato@jbjmusic.com

Créditos: Fabiana Villela / Talento Comunicação

Exposição “Tom Zé 80 Anos” na Caixa Cultural

Trecho da letra de “O Sândalo”, música do álbum “Tom Zé” (1972) na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

O cantor e compositor tropicalista baiano Tom Zé é o grande homenageado na exposição realizada na Caixa Cultural São Paulo até o próximo dia 20 de maio. Intitulada “Tom Zé 80 Anos”, a mostra celebra as oito décadas de vida do artista.

A exposição, idealizada também pela cantora e amiga pessoal de Tom Zé, Bete Calligaris, traz obras gráficas, digitais e interativas que visitam toda a trajetória do artista baiano.

Além disso, conta com músicas, fotos, textos e depoimentos que foram traduzidos e transformados em instalações, especialmente para a exposição. Seguindo a linha artística do homenageado, as obras expostas também abusam da multiplicidade de meios e linguagens.

O evento apresenta ainda vídeos extraídos de diversos documentários e uma pequena mostra de dez instrumentos inventados e utilizados pelo próprio artista em muitas de suas gravações e shows.

Segundo o próprio Tom Zé, “o fato dessa exposição começar na Bahia e depois vir a São Paulo é muito significativo para mim, e muito acertado por conta dos dois laços fortes que mantenho”, trajetória que reflete a da vida do próprio músico.

Itens curiosos como “Enceroscópio” (2000) e “Buzinário” (2000) podem ser conferidos na mostra, assim como excerto de obras de Tom Zé, como “O Sândalo” (foto), uma das faixas do álbum “Tom Zé”, de 1972.

SERVIÇO:
Exposição:
Tom Zé 80 Anos
Onde: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 20/05/2018; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “São Paulo – Capital Tropicalista” no Centro Cultural São Paulo

Sala Tarsila do Amaral, do Centro Cultural São Paulo, que acolhe exposição que homenageia os 50 da Tropicália. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) está com a exposição “São Paulo – Capital Tropicalista” em cartaz até o próximo domingo, 6 de maio, e homenageia os 50 anos da Tropicália, movimento musical (e cultural) formado por músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Torquato Neto, além dos integrantes d’Os Mutantes – Rita Lee e os irmãos Batista: Arnaldo e Sérgio Dias.

Diferentemente das mostras tradicionais, o tributo do CCSP à Tropicália está instalado na Sala Tarsila do Amaral, e não tem a exibição de objetos e obras expostas, apenas imagens e sons, que serão projetados paralelamente aos resguardos de grandes dimensões. Para a exposição, o espaço foi totalmente fechado para não receber a luz exterior para permitir ao visitante a impressão de como se estivesse em um túnel do tempo.

O sistema de video-mapping reproduz imagens justapostas que desenrolam objetos, através de uma experiência tropicalista, que permite a associação entre músicas com arranjos eruditos com a poesia concreta.

O “marco-zero” do Tropicalismo aconteceu em julho de 1968, dois meses após as manifestações de “Maio de 1968” na França, com o lançamento do álbum “Tropicalia ou Panis et Circencis” (1968), lançado de forma coletiva por Gil, Caetano, Nara Leão, Tom Zé, Os Mutantes, Torquato Neto e Rogério Duprat, obra em que eles mesclaram manifestações tradicionais da cultura brasileira as inovações estéticas radicais do período, além das influências da Bossa Nova, do rock e do Concretismo, e, claro, causar impacto na juventude brasileira, que vivia o “auge” da ditadura militar.

SERVIÇO:
Exposição:
São Paulo – Capital Tropicalista
Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 06/05/2018; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Nelson Gonçalves: 20 anos de saudade do Rei do Rádio

Na próxima quarta-feira, completam-se 20 anos da morte de Nelson Gonçalves, Créditos: divulgação

O próximo dia 18 de abril marca o 20º. aniversário da morte de um dos maiores nomes da música brasileira: Nelson Gonçalves, até hoje – após o rei Roberto Carlos – campeão de vendas no país, com mais de 81 milhões de discos. Além de cantor e compositor, foi jornaleiro, mecânico, polidor, tamanqueiro, engraxate e garçom, além de lutador de boxe.

Nelson nasceu como Antônio Gonçalves Sobral, em 21 de junho de 1919, na pequena cidade de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Seus pais, imigrantes portugueses, tinham acabado de chegar ao País. Durante a infância — já vivendo no bairro do Brás, em São Paulo, Nelson acompanhava o pai às feiras livres e praças. Enquanto seu Manuel tocava violão, o menino cantava em cima de um caixote. Em dias mais difíceis, seu Manuel chegava a se fingir de cego para comover as pessoas. Na infância tinha dois apelidos. Na escola era chamado de Carusinho, por sua voz excepcional. Como gaguejava, passou a ser também chamado de Metralha, já que falava cuspindo as palavras. Mesmo com a disfunção fonética, decidiu ser cantor.

Antes de chegar ao seu objetivo passou pelas diversas profissões citadas acima. Intempestivo e brigão, canalizou sua impetuosidade para o boxe. Com 17 anos, recebeu a faixa de Campeão Paulista dos Meio-Médios, após vencer 24 lutadores por nocaute e ter perdido apenas duas vezes, por pontos.

Focado em seu sonho, Nelson estudou canto acadêmico, por seis anos, com o maestro Bellardi. Aprendeu que não era gago, mas taquilárico (do grego takimós: respiração curta, acelerada). Dentre os tantos conselhos do maestro ouviu um conselho que mudaria sua vida: deveria ser cantor popular. Como Antônio não era sonoro, adotou o nome Nelson, que considerava mais melódico.

Em 1941, consegue finalmente gravar seu disco de estreia, um 78 RPM contendo o samba “Sinto-Me Bem”, de Ataulfo Alves. Com a boa recepção do público é contratado pela gravadora RCA Victor, da qual jamais sairia, e pela rádio Mayrink Veiga, levado pelo cantor Carlos Galhardo. A voz de Nelson torna-se rapidamente conhecida. Logo é eleito o Rei do Rádio, em concurso promovido pela Revista do Rádio. Sua vida melhora consideravelmente em 1943, quando consegue um emprego como crooner do Cassino do Copacabana Palace Hotel.

Nelson Gonçalves faz grande sucesso nas décadas de 1940 e 1950. Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram “Maria Bethânia” (Capiba), “Normalista” (Benedito Lacerda/ Davi Nasser); “Caminhemos” (Herivelto Martins) e “Renúncia” (Roberto Martins/Mário Rossi).

Em 1952, passa a viver com Lourdinha Bittencourt, substituta de Dalva de Oliveira, no Trio de Ouro, com quem tem três filhos (sendo dois adotivos). É uma das melhores fases da vida do artista. No mesmo ano conhece aquele que seria seu melhor parceiro e grande amigo: Adelino Moreira, um dos maiores letristas e compositores do gênero samba-canção, que compôs para Nelson mais de 370 músicas (algumas feitas em parceria com o próprio Nelson Gonçalves, como “Fica comigo esta noite”).

Da parceria, nasceram alguns dos maiores sucessos do cantor, como “A volta do boêmio”, “Deusa do asfalto”, “Êxtase e Escultura”. As músicas tinham, sempre, temas românticos, em geral arrebatadores, repletos de histórias de amores perdidos e imortais apropriadas à voz de grande extensão de Nelson Gonçalves que, aliás, se gabava por usar apenas um terço de sua capacidade.

Chegou a gravar músicas de diversos nomes da nova geração da música brasileira e com grandes nomes do rock nacional, como Ângela Rô Rô (Simples Carinho), Kid Abelha (Nada por Mim) e Lulu Santos (Como uma Onda). Em 1984 lançou Eu e Elas, em duetos com Alcione, Ângela Maria, Beth Carvalho e outras divas da música brasileira; Em 1985 lançou Eu e Eles, com duetos com Caetano Veloso, Fagner, Luiz Gonzaga, Tim Maia e outros grandes cantores da MPB.

Nelson Gonçalves se dedicou durante mais de 50 anos à sua grande paixão: a música. Durante sua carreira, gravou mais de 2.000 canções, 183 discos em 78 rpm, 128 LPs e 300 compactos. Vendeu mais de 81 milhões de discos. Ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina. Também foi agraciado pela RCA com o Prêmio Nipper, recebido apenas por ele e por ninguém menos que Elvis Presley. Por seu último disco, Ainda é Cedo (1997), Nelson iria receber o disco de ouro.

Nelson Gonçalves morreu em 18 de abril de 1998. Durante os anos que precederam sua morte, se definia como o “último dos moicanos”, referindo-se ao seu estilo de cantar, que empregava o vozeirão, do qual dizia nunca ter cuidado, citando como exemplo o fato de ter fumado durante 60 anos, até 1995. No plano pessoal, além dos casamentos com Elvira Molla, Lourdinha Bittencout e Maria Luíza da Silva Ramos, teve muitos casos, alguns rumorosos e até escandalosos para os padrões da época, como os vividos com Bette White e a vedete Nanci Montez.

De seu relacionamento, com Maria (ex-cozinheira do presidente Juscelino Kubitschek), nasceu Lilian Gonçalves, que teve sua história de vida contada na minissérie JK da Rede Globo, interpretada pela atriz Mariana Ximenez. Lilian Gonçalves já era conhecida como a Rainha da Noite de São Paulo, quando se aproximou do seu pai. Guardou por muitos anos a informação de quem era o verdadeiro pai, revelando somente quando Nelson já estava mal de saúde.

Na década de 90 foi encenado nas principais capitais do país o musical “Metralha“, uma versão dramatizada de sua biografia, Em 2001 foi lançado o documentário “Nelson Gonçalves”, que contou sua trajetória, protagonizado por Alexandre Borges e Julia Lemmertz, com direção de Elizeu Ewald e produção executiva de Margareth Gonçalves, caçula de seu casamento com Lourdinha Bittencout.

Homenagens e Centenário

Em referência ao grande artista, a noite de 18 de abril de 2018, será de recordações no Bar do Nelson, casa da empresária Lilian Gonçalves (filha do saudoso cantor e compositor). Ao longo da noite, todos os artistas convidados como Edith Veiga, Markinhos Moura, Stênio Melo, entre outros nomes cantarão sucessos do ícone da música nacional. “Fiz esse bar para que o nome de meu pai não caísse no esquecimento. Aliás, esse era um medo dele, pois dizia que o Brasil não tinha memória”, pontua a empresária Lilian Gonçalves.

Junto a irmã Margareth Gonçalves, a empresária coordena os festejos para o “Centenário de Nelson Gonçalves”, data a ser celebrada em 2019. “Estou trabalhando fazem 10 anos nesse grande projeto que, certamente irá parar o Brasil”, explica. Dentre as ações a serem trabalhadas estão: musical de teatro, livro, exposição, show, entre outros.

Créditos: Davi Brandão