Terrenal – Pequeno Ministério Ácrata estreia no Sesc Santo Amaro

Atores da peça Terrenal – Pequeno Ministério Ácrata que estreará no Sesc Santo Amaro. Créditos: divulgação

História de Caim e Abel é mote do texto do dramaturgo argentino Mauricio Kartun; montagem brasileira tem direção de Marco Antonio Rodrigues. Em cartaz em Buenos Aires há quatro anos, peça que traz o mito bíblico de Caim e Abel aos dias atuais, já foi assistida por mais de 65 mil espectadores.

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, que estreia em 22 de novembro, no teatro do Sesc Santo Amaro e fica em cartaz até 16 de dezembro. A direção é de Marco Antonio Rodrigues, com tradução de Cecília Boal e um elenco composto por Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Fernando Eiras e Demian Pinto, que faz a trilha ao vivo no espetáculo.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade, a tragicomédia e a metateatralidade, Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos, e aponta, em um pano de fundo, conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos contemporâneos que envolvem justiça, riquezas e visão de mundo. Aliás, com muito merecimento, a questão tem aparecido em outras searas artísticas, como o emblemático livro “Caim”, de José Saramago, da Companhia das Letras, que nas palavras de Juan Arias, jornalista e escritor, “(…) é também um grito contra todos os deuses falsos e ditadores criados para amordaçar o homem, impedindo-o de viver, em total liberdade, sua vida e seu destino”.

Na montagem dirigida por Marco Antonio Rodrigues, os atores são artistas populares que encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Com recursos circenses, essa metateatralidade aponta para metáforas contemporâneas de nossa sociedade, como um Caim (interpretado por Eiras na versão brasileira) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral. Já Abel (Grangheia) é o nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, é o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

O texto original é de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano. Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), o artista tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Conflitos em cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em uma conurbação urbana. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

Primeiras leituras

As ações deste projeto foram iniciadas em maio de 2016 com a leitura de Terrenal, um estudo em torno da tradução. Marco Antonio também dirigiu (em projeto idealizado pelo Instituto Augusto Boal) outra peça, de cunho político-social, de Mauricio Kartun – Ala de Criados – em setembro de 2017.

Quase dois anos depois, foi realizada no Ágora Teatro, uma leitura pública do texto Terrenal, já com Celso Frateschi, Danilo Grangheia e Fernando Eiras.

Trocas e somas

Muitos confiam na força do intercâmbio das obras entre os países latino-americanos para a recriação de um campo reflexivo sobre em quais cenários as fronteiras realmente estabelecem muros divisores e em quais são meros traços imaginários. Sendo assim, Terrenal nasce do desejo de contribuir para uma efetiva identificação do Brasil como parte da terra latino-americana, já que os brasileiros, na maioria dos casos, não apresentam uma identidade cultural comum com o resto do continente.

Kartun desenvolve textos que promovem, com latinidade fantástica, debates sociais dos mais intensos. Reconhecido em toda a América Latina como artista singular e exponencial, lançou mais de trinta obras teatrais encenadas em diferentes países, dentre elas El niño argentino, Chau Misterix, El partener e La casita de los viejos. Entre premiações e menções de honra na carreira ele conta com mais de quarenta citações. Com Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata, Kartun permanece em cartaz com casas lotadas há mais de cinco anos na cidade de Buenos Aires (Argentina), cumprindo temporadas de sucesso também na Espanha, Chile e Porto Rico.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de “Revolução na América do Sul”, com a direção de Augusto Boal.

SINOPSE

Em um fracassado loteamento, Caim e seu irmão Abel desenvolvem uma versão conturbada do mito bíblico: a dialética história entre o sedentário e o nômade. Entre um Caim dono de um sítio, produtor de pimentões reputados e um Abel vagabundo, que fora de toda cadeia de produção sobrevive vendendo isca viva aos pescadores da região. Dois irmãos sempre em peleja que compartilham um mesmo terreno baldio dividido e que jamais poderão construir uma morada comum.

FICHA TÉCNICA
Texto | Mauricio Kartun
Tradução | Cecília Boal
Direção | Marco Antonio Rodrigues
Elenco | Celso Frateschi, Danilo Grangheia, Fernando Eiras e Demian Pinto
Direção musical | Demian Pinto
Assistente de direção | Thiago Cruz
Direção de produção | Ricardo Grasson
Cenário, figurinos e adereços | Sylvia Moreira
Preparação musical | Marcelo Zurawski
Preparação Corporal | Esio Magalhães
Assessoria de mágicas | Rudifran Pompeu
Visagismo | Kleber Montanheiro
Design de luz e operação | Túlio Pezzoni
Design de Som | Gabriel Hernardes
Operadora de som | Monique Carvalho
Fotografias | Leekyung Kim
Assessoria de imprensa | Márcia Marques
Mídias Sociais | Menu da Música
Design Gráfico | Zeca Rodrigues
Cenotécnicos | Zé Valdir e Marcelo Andrade
Contrarregra | Felipe Santos
Gestão de Projetos | DCARTE e Corpo Rastreado
Administração | Corpo Rastreado e DCARTE
Produção executiva | Corpo Rastreado
Idealização | Instituto Boal

SERVIÇO
Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata
Quando: 22/11 a 16/12.
Horário: Quinta a sábado, 21h. Domingos, 18h.
Local: Teatro (1º andar) | Capacidade: 279 lugares
Classificação: 16 anos | Duração: 100 min
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública). R$ 6,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

SESC SANTO AMARO
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

Assessoria de Imprensa:
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Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
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Por Daniele Valério | Canal Aberto

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Espetáculo “Colônia” é montado no Sesc Santo Amaro

Imagem do espetáculo “Colônia”. Foto: Patrick Sister

Com dramaturgia de Gustavo Colombini e atuação de Renato Livera, “Colônia” se baseia nos fatos que ficaram conhecidos como holocausto do Hospital Colônia de Barbacena

Nos dias 21, 22 e 23 de setembro, sexta (20h), sábado (19h) e domingo (18h), o Sesc Santo Amaro recebe o espetáculo brasileiro “Colônia”, com direção assinada por Gustavo Colombini. A montagem faz parte do Projeto Proscênio – que convida o público a compartilhar, com os atores, suas histórias, seus pensamentos e o mesmo tempo-espaço cênico.

Na linguagem do teatro, proscênio é o espaço que avança do palco para a plateia. Nele, a proximidade rompe com a quarta parede e atores e público passam a compartilhar fisicamente o momento dramático. Assim, o público se torna um elemento essencial da dramaturgia, um cúmplice teatral.

“Colônia” utiliza do recurso de peça-palestra, que é atravessada por memórias e fatos que fazem referência ao holocausto do Hospital Colônia de Barbacena, onde 60 mil pessoas foram torturadas e mortas. Renato Livera destrincha, em 50 minutos, a palavra “colônia” da multiplicidade dos seus sentidos e atenta a condição colonial do Brasil – com muitos aspectos da colonização ainda em pleno vigor nas dinâmicas e nas mentalidades.

SINOPSE

Refletir sobre o que caracteriza uma colônia e suas forças é pensar a sua função dentro da sociedade. Partindo dessa premissa, o espectador se depara com significados distintos para o termo, conceitos que, se postos lado a lado, apresentam contradições, geram paradoxos e aspiram conexões. Para que essa diversidade de definições tivesse uma confluência, dois fatos catalisadores foram eleitos: a nossa herança colonial e a história de um manicômio. A peça é um tensionamento da tríplice relação entre o enunciador, o enunciado e o espectador, justamente por sua natureza discursiva, indagando não apenas o plano temático, mas também o performativo.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Gustavo Colombini
Direção: Vinicius Arneiro
Atuação: Renato Livera
Projeto de som, cenário e luz: Renato Livera e Vinicius Arneiro
Iluminador: João Gaspary
Fotos: Patrick Sister
Assessoria de imprensa: Nova Comunicação
Produção: Meta Produções Artísticas
Distribuição: Metropolitana Gestão Cultural

SERVIÇO
PROSCÊNIO
COLÔNIA
Quando: De 21 a 23 de setembro de 2018.
Horário: Sexta, às 20h; Sábado, às 19h; Domingo, às 18h.
Local: Espaço das Artes (1º andar). Capacidade 80 lugares
Duração: 50 minutos | Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 5,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes).

SESC SANTO AMARO
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Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
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Por Daniele Valério | Canal Aberto

Modos de Existir, mostra de dança realizada no Sesc Santo Amaro, traz grupos e artistas de seis estados brasileiros

Supernada – Clarice Lima. Foto: divulgação

Edição Dançando com Artistas-etc, 8º módulo do projeto, tem espetáculos, intervenções, oficina e debate sobre novas formas de produzir arte no Brasil

Artistas da dança que viabilizam seus trabalhos a partir de parcerias, festivais, residências e outros modos alternativos são destaques da edição. O Modos de Existir já se configurou como uma das mostras mais relevantes da dança em São Paulo, com convidados de todo o Brasil

Em um cenário com menos políticas públicas de incentivo à cultura, os próprios artistas passaram a criar os meios de financiar seus trabalhos e dar visibilidade a outros grupos, criando assim novos contextos na arte. Alguns fenômenos que surgiram a partir dessa realidade são as residências, festivais, mostras e encontros. Ricardo Basbaum, artista multimídia e professor, estudou esse comportamento e o conceituou como a prática do artista-etc em livro publicado em 2013 sobre o assunto (Manual do Artista-etc). Ricardo, Cláudia Muller e Marcos Villas Boas, os dois curadores de dança do Sesc Santo Amaro, criaram juntos a programação do 8º módulo do Modos de Existir partindo do tema Dançando com Artistas-etc. Nove atividades estão programadas entre os dias 23 e 25 de agosto, em diversos espaços da unidade.

Uma das grandes preocupações do Modos de Existir, segundo Marcos Villas Boas, é sair do eixo Rio-São Paulo e privilegiar iniciativas na dança em outros estados brasileiros. Nesta edição, além da programação composta por paulistas e cariocas, também foram convidados artistas do Rio Grande do Sul, Piauí, Minas Gerais e Paraná. “Selecionamos trabalhos a partir desses novos contextos, em que grupos abrem espaço para outros artistas em festivais, residências, trocas e seminários, por exemplo”, diz Villas Boas.

O projeto Modos de Existir acontece no Sesc Santo Amaro desde 2012. Concebido e coordenado por Marcos Villas Boas, programador de dança da unidade, sua proposta central é discutir as várias maneiras da dança existir e habitar o espaço cultural. Até agora, foram realizadas sete edições: Coletivos (2012), Parcerias e Colaborações (2013), Cias, Grupos e Núcleos (2014), Solos (2014), Intervenções (2015), Publicações (2016) e Dança e(m) Intermidialidades (2017).                                                                   

A mostra de 2018 abre com uma oficina gratuita de crítica oferecida pelo historiador, jornalista, mestre em educação e especialista em corpo e cultura Carlinhos Santos, do Rio Grande do Sul, que discutirá crítica de arte à luz do conceito artista-etc.

Também estão previstos dois talk shows mediados pela Bienal Dance Television (BDT). O primeiro chama-se Chilli Peppers e propõe uma discussão sobre dança contemporânea com três artistas mulheres participantes do Modos de Existir. Já o Play BDT terá um formato lúdico envolvendo jogos temáticos ligados ao corpo e à dança. O jogo terá, como competidores, os convidados do Modos de Existir. “O projeto se preocupa com a formação do público de dança, então os talk shows surgem da ideia de levar a discussão para um lugar mais performático e de envolvimento direto com a plateia”, conta Villas Boas.

Todos os espetáculos de dança previstos nessa edição foram criados em contextos colaborativos, seja por artistas que receberam grupos em seus espaços ou trabalhos viabilizados por parcerias. De Teresina (Piauí), o coreógrafo Datan Izaká faz estreia paulistana do espetáculo E|N|T|R|E, em que dança ao lado de Janaína Lobo e Hellen Mesquita. A Cia Híbridus, de Ipatinga (Minas Gerais) apresenta o Solos Híbridus, composto por quatro solos de bailarinos da companhia. Também está na programação o primeiro trabalho dirigido pelo dramaturgista e coreógrafo Bruno Levorin, de São Paulo, chamado Aquilo que estamos fazendo e todos estão vendo. Os bailarinos Erivelto Viana, do Maranhão, e Ricardo Marinelli, do Paraná, encerram a mostra de espetáculos com Travesqueens, obra que provoca os limites estabelecidos entre masculino e feminino.

A intervenção Supernada, de Clarice Lima, é direcionada para crianças e acontece no espaço de convivência do Sesc Santo Amaro. Participam dela os performers Aline Bonamin, Ísis Andreatta, José Artur Campos, Manuela Aranguibel, Marcela Costa, Maurício Alves, Natália Mendonça, Patrícia Árabe, Rafaela Sahyoun e Vinícius Possal. Outra intervenção programada para o Modos de Existir é a leitura de um roteiro coletivo elaborado por artistas da dança participantes do projeto. A conversa terá participação de Ricardo Basbaum, do Rio de Janeiro, o artista que nomeia com o seu conceito a temática atual do projeto.

MODOS DE EXISTIR//MÓDULO 8: DANÇANDO COM ARTISTAS-ETC
Oficina. Talk Shows. Espetáculos. Intervenções.

Espetáculos
E|N|T|R|E| Com Datán Izajá (PI)
23/08. Quinta, das 21h às 22h
Espaço das Artes | Livre | R$ 17,00, R$ 8,50 e R$ 5,10.
E|N|T|R|E é um projeto que propõe um ambiente sensorial e táctil habitado/dançado por três corpos. E|N|T|R|E é uma criação que se dará no fluxo de “imagens como acontecimentos” a partir de ações simples. Uma obra aberta que se constrói num espaço com pouca luminosidade, criando uma proximidade com o público. Espaço preenchido por linhas suspensas, criando paisagens que se desprendem de um assunto para deslizar na instabilidade e surgir como uma “dança de imagens em fluxo no tempo”, num diálogo entre os artistas Datan Izaká, Janaína Lobo e Hellen Mesquita.

Solos Híbridus | Com Cia Híbridus (MG)
24/08. Sexta, das 21h às 22h00
Teatro| 14 anos | R$ 17,00, R$ 8,50 e R$ 5,10.
O espetáculo foi criado em 2013 e foi indicado ao 2º Prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas em 2015. Trata-se de quatro solos que compõem o espetáculo, totalizando cerca de 80 min: Prumo de Wenderson Godoi, que teve orientação de Marcelo Evelin de Teresina/PI, V de Tela de Rosangela Sulidade, que teve direção de Dudude Hermann de BH, Re-forma de Luciano Botelho com a colaboração de Marco Paulo Rolla/BH e Submersa de Maria Cloenes com direção de Marcos Nauer/RJ.

Aquilo que estamos fazendo e todos estão vendo | Com Bruno Levorin (SP)
25/08. Sábado, das 18h30 às 19h30
Espaço das Artes| 16 anos | R$ 17,00, R$ 8,50 e R$ 5,10.
Aquilo que estamos fazendo e todos estão vendo é o primeiro trabalho dirigido pelo dramaturgista e coreógrafo Bruno Levorin. Depois de anos trabalhando ao lado do coreógrafo Cristian Duarte e de outros artistas da cidade de São Paulo, em 2016, partindo do encontro com o artista visual Haroldo Saboia, surge o desejo em investigar praticas coreográficas que discutam a relação entre gesto, nomeação e invocação. Aquilo é o início desse desejo que continua em processo de escavação junto do Campo de pesquisa Dizer Fazer.

Travesqueens | Com Erivelto Viana (MA) e Ricardo Marinelli (PR)
25/08. Sábado, das 20h30 às 21h30
Teatro| 16 anos | R$ 17,00, R$ 8,50 e R$ 5,10.
Travesqueens é uma atitude que sublinha a performatividade de gênero e provoca os limites entre masculino e feminino. É um corpo-manifesto, que explicita a violência de morte que hoje está debaixo do tapete. Que vive e morre na calçada. Que opta pela margem transgressora e ri disso. É onírico e macabro. É belo e trágico. É a manifestação da ambiguidade que existe em todos nós. Aqui as travesqueens da vez são Cintia e Princesa.

Intervenções
Supernada | Com Clarice Lima (SP)
25/08. Sábado, das 17h às 18h
Convivência | Livre | Grátis.
Intervenção coreográfica para crianças que acontece em espaços abertos. Nesse primeiro episódio teremos a participação da princesa alface que foi devorada por um tubarão, da nota de vinte reais que sangra, do MM’s azul que caiu em um pote de farinha, da camponesa peluda que entrou na casa e se sujou de tinta, do monstro post it rosa e muito mais. Você viu o bicho goiaba virando pedra? Você um dinossauro andando de bicicleta? Você viu o monstro rosa fugindo do tubarão? Você viu uma banana andando? Você viu o supernada? Você viu o dragão popstar? Você viu uma camponesa vestida de homem? Você viu a lagosta que comeu o MM’s? Você viu uma casa com cabeça? Você viu a cabeça do leão? Você viu o dinheiro andando por aí? Você viu o chiclete usado? Direção, Coreografia e Criação: Clarice Lima. Com Aline Bonamin, Ísis Andreatta, José Artur Campos, Manuela Aranguibel, Marcela Costa, Maurício Alves, Natália Mendonça, Patrícia Árabe, Rafaela Sahyoun e Vinícius Possal.

Conversas coletivas | Com Ricardo Basbaum (RJ)
25/08. Sábado, das 19h30 às 20h30
Sala de Múltiplo Uso | 14 anos | Grátis.
Para o evento Modos de Existir, será organizado um grupo de artistas da dança que trabalhará na elaboração de um roteiro coletivo, construído por todos os participantes. Ao final da oficina, o roteiro será apresentado a partir de uma leitura ao vivo, aberta ao público. Essa leitura será gravada, mixada e masterizada, com a produção de uma peça de áudio final disponibilizada no site do projeto Modos de Existir. As conversas coletivas são ações que procuram integrar a escrita do texto e sua emissão sonora, em proximidade com as camadas de discurso que atravessam a obra de arte contemporânea. Sempre em grupo, de forma multivocal, procurando atuar no campo de emissão rítmica da instalação e seus objetos e diagramas, sua dinâmica envolve o constante deslocamento entre fala, escrita e leitura. As vozes são tomadas em sua sonoridade direta, com diferenças de pronúncia, idioma, tonalidade, etc., mas também em termos do que alguém pode ter a dizer ao outro ou ao grupo, a partir dos tópicos que estejam em discussão.

Oficina
Crítica-etc: Laboratório | Com Carlinhos Santos (RS)
23 e 24/08. Quinta e sexta, das 14h às 18h
Espaço de Tecnologia e Artes | 16 anos| Grátis.
Partindo do conceito de artista-etc, a proposta é problematizar a ideia de crítica em dança entre artistas tendo como foco os trabalhos apresentados nesta edição do projeto Modos de Existir, promovendo cruzamentos entre o pensamento de quem produz uma obra coreográfica, com reflexões sobre estas produções feitas por estes mesmos artistas ou por seus pares. Carlinhos Santos é formado em História pela Universidade de Passo Fundo e Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. É especialista em Corpo e Cultura – Ensino e Educação, pela Universidade de Caxias do Sul, e mestre em Educação também pela UCS com a dissertação Corpo, Dança, Educação – Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul. Crítico de dança, foi titular de uma coluna de cultura no jornal Pioneiro, em Caxias do Sul (RS) durante 13 anos. Integrou o corpo docente do curso de Tecnologia em Dança da UCS (RS) e colaborou com site Idança. Em 2017, foi coordenador da Unidade de Dança e da Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul.

Talk Shows
BDT Dance Telivision: Chilli Peppers (SP) | Com Adriana Macu e Daniela Dini
23/08. Quinta, das 19h30 às 20h30
Convivência | Livre | Grátis.
Adriana Macu e Daniela Dini debatem, junto a 3 artistas mulheres participantes da programação do projeto Modos de Existir, a dança contemporânea.

BDT Dance Television: Play BDT (Games/Entretenimento) (SP) | Com Tarina Quelho
24/08. Sexta, das 19h30 às 20h30
Convivência| Livre | Grátis.
Tarina Quelho conduz uma competição com os convidados do projeto Modos de Existir, a partir de jogos com a temática ligada ao corpo e à dança contemporânea.

SERVIÇO
MODOS DE EXISTIR//MÓDULO 8: DANÇANDO COM ARTISTAS-ETC
Oficina. Talk Shows. Espetáculos. Intervenções.
SESC SANTO AMARO
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
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Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

Marina Lima apresenta o álbum Novas Famílias no Sesc Santo Amaro

A cantora Marina Lima (e banda) se apresenta no Sesc Santo Amaro nos dias 17 e 18 de agosto. Foto: Rogério Cavalcanti

Cantora faz show com músicas no novo disco e toca sucessos da carreira

Nos dias 17 de agosto, sexta-feira, 21h, e 18 de agosto, sábado, 20h, a cantora e compositora Marina Lima apresenta o show do disco recém-lançado “Novas Famílias”, no Sesc Santo Amaro. Após passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Miami, com casas lotadas e shows esgotados, a cantora mostra novas canções e sucessos da carreira ao lado dos músicos Arthur Kunz (bateria), Dustan Gallas (teclado e baixo) e Leo Chermont (guitarra).

Marina Lima acaba de lançar “Novas Famílias”, um álbum de composições inéditas. São duas parcerias novas com seu irmão Antônio Cicero, outras em parceria com Letícia Novaes, Silva, Dustan Gallas e duas canções de sua autoria. Há ainda uma regravação de um samba, ‘Climática”, da paulista Klébi Nori, que Marina considera uma ‘pérola’. O álbum ainda conta com as participações especiais de Marcelo Jeneci, Leo Gandelman e da própria Letícia. No show, Marina estará acompanhada de três músicos no palco: Arthur Kunz e Leo Chermont, que formam o duo eletrônico STROBO de Belém do Pará, e Dustan Gallas, músico piauiense, radicado há muitos anos em São Paulo e que também é produtor musical do disco, junto à Marina.

A cantora e compositora Marina Lima foi lançada em 1979 com o LP “Simples como Fogo” e desde então é trilha sonora dos brasileiros de várias gerações. Com influências que passam pelo pop, rock, blues, samba, bossa-nova e música eletrônica, Marina tem hits como “Pra Começar”, “À Francesa”, “Fullgás”, “Virgem”, “Uma Noite e ½”, “Pessoa”, “Me Chama”, entre tantos outros. Carioca, lançou seu CD “Clímax” em 2011, quando se mudou para São Paulo. Em 2012, publicou seu primeiro livro, “Maneira de Ser”. Em 2015, gravou o disco “No Osso”, ao vivo no Sesc Belenzinho, em São Paulo.

Marina diz que há muito não se sente tão ligada ao Brasil e à sonoridade brasileira, e que São Paulo, com toda a sua diversidade, lhe trouxe este presente. “Novas Famílias promete!”, arremata a cantora.

Mais informações nas redes sociais: http://www.facebook.com/marinalimaoficial
http://www.twitter.com/marinalimax
http://www.youtube.com/user/MarinaLimaVEVO
http://www.instagram.com/marinalimax1/
E no site: http://www.marinalima.com.br

Serviço
Marina Lima apresenta o álbum “Novas Famílias” no Sesc Santo Amaro
Quando: Dias 17 e 18/08
Horário: Sexta-feira, às 21h. Sábado, às 20h.
Local: Teatro (1º andar)
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes).

Sesc Santo Amaro
Bilheteria e horário da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Preço único mediante apresentação de ingresso (a partir das 18h): R$ 7,50 (Credencial Plena) e R$ 15,00 (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

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Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Tabarana Trio leva ao Sesc Santo Amaro ginga, swing e remelexo

Tabanara Trio. Foto: Milton Michida

Tabarana Trio reúne em Telecoteco, Sambalanço e Outras Bossas

Músicos em uma formação pouco usual: violão, trombone, caixa e pratos.

Dia 10 de agosto, sexta-feira, às 19h, o Tabanara Trio apresenta, no Sesc Santo Amaro – dentro do projeto Música ao Cair da Tarde – o show Telecoteco, Sambalanço e Outras Bossas, em que convida o público a um passeio por composições dos mais diversos nomes da música brasileira – como Orlandivo, Marcos Vale, Luiz Melodia, João Donato e Dorival Caymmi -, em gêneros que vão do samba ao xote, da bossa ao bolero e da marcha-rancho ao cha-cha-chá.

Na correnteza da música sempre atual desses mestres, o trio formado por Denilson Oliveira (percussão), Fernando Barros (violão) e Fernando Mumu (trombone) recorre a diferentes ritmos e estilos. Ao mergulhar nessas águas, o Tabarana faz o que gosta: música para dançar.

Denilson Oliveira iniciou a trajetória profissional de instrumentista e professor em Salvador e a estendeu por São Paulo, França, Portugal e Alemanha. Atuou com Johnny Alf, Gerônimo e Jorge Mautner, entre outros artistas. É autor dos livros “Caminhos de ritmos brasileiros” e “Deu samba!”.

Fernando Barros vem da escola dos bailes. Tocou com Peri Ribeiro, Chico e Paulo Caruso, Luiz Fernando Veríssimo e Nestico Aguiar, entre outros. É autor dos livros “Casé – Como toca esse rapaz” e “Do Calypso ao Cha-cha-chá – Músicos em São Paulo na década de 60”.

Fernando Mumu estudou no Conservatório de Tatuí. Entre outros artistas, tocou com Moacyr Luz, Dudu Nobre, Maria Alcina, Monarco, Peri Ribeiro e Orquestra Arruda Brasil. Paralelamente, atua com as bandas Mato Seco e Lamota.

O próximo show do Música ao Cair da Tarde fica por conta de Rodrigo Nassif Trio, dia 17 de agosto. As apresentações são livres e gratuitas para todos os públicos.

SERVIÇOS
MÚSICA AO CAIR DA TARDE
Tabarana Trio
Quando: Dia 10/08. Sexta, às 19h.
Local: Convivência
Duração: 80 minutos | Classificação: Livre
Grátis – sem necessidade de retirada de ingressos/senhas antecipadas

Próxima atração:
Rodrigo Nassif Trio | Quando: Dia 17 de agosto

SESC SANTO AMARO
Horário de funcionamento e bilheteria: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

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Péri apresenta canções inéditas do álbum “O Eterno Retorno” no Sesc Santo Amaro

O cantor, compositor e produtor baiano Péri. Foto: João Quesado Filho

Samba e Amor é o show em que Péri interpreta canções de Roberto Carlos, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, além das canções inéditas do seu mais recente álbum, O Eterno Retorno

Dia 10 de agosto, sexta-feira, às 20h, o cantor, compositor e produtor baiano Péri apresenta o show ‘Samba e Amor’, no Sesc Santo Amaro com músicas inéditas de seu recente álbum, “O Eterno Retorno”, grátis.

Em uma leitura atual de todo o seu repertório para comemorar os 20 anos de carreira discográfica, Péri caminha pelas interpretações marcantes da obra dos artistas que inspiram também a sua história, como Roberto Carlos, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, entre outros, mesclando com as composições autorais, todas reproduzindo o que há de melhor no samba e amor da sua trajetória musical.

O cantor aproveita ainda para trazer ao público as canções inéditas do álbum O Eterno Retorno, o 8º da carreira do cantor e compositor baiano radicado em terras paulistanas, lançado recentemente.

Péri nasceu em Salvador, migrou para São Paulo e hoje vive na ponte entre as duas cidades. Foi ganhador do Troféu Caymmi e do Rumos Itaú, além de finalista do Prêmio Tim e do Grammy Latino. Passou pelos palcos do John Anson Ford Amphitheatre, em Hollywood, Los Angeles/EUA, Festival de Vic, em Barcelona/ESP, e no Brasil em shows no Teatro Castro Alves, Concha Acústica, Memorial da América Latina, Sesc Pompeia, Biblioteca Mário de Andrade, Museu de Arte Moderna da Bahia, entre outros.

O artista ainda tem músicas gravadas por nomes como Gal Costa, Saulo, Jussara Silveira, Ceumar, Margareth Menezes, Vania Abreu, Eliana Printes, Ione Papas, Bia Góes, Patricia Talen, Denise Melo, Adriana Drê, Diogo Ramos, Carlos Navas, Zé Guilherme, Vanderlei Carvalho, Maíra Baumgarten, Ricardo Chaves e pela banda Pau D’Água.

O álbum O Eterno Retorno

Em cada canção, Péri conta e relembra histórias da sua vida na Bahia, suas influências literárias, musicais e geográficas, o começo da estrada que percorre pelo mundo até chegar na conexão com a cidade onde mora, São Paulo, perpetuando a ponte entre dois universos, tão distintos, mas para ele tão amorosamente próximos.

Mesmo com variações rítmicas e melódicas de lembranças praianas e também do sertão, o samba ainda é a matriz que o compositor usa como expressão máxima da sua identidade.

Dentre 10 músicas inéditas de sua autoria estão “Corre saveiro”, inspirada em Mar Morto de Jorge Amado, “Um dia eu vou m’embora”, “Meu capote sumiu”, ambas em referência aos ditados populares baianos, e “Pequenas lembranças”, leitura de “Grandes Esperanças” de Charles Dickens.

Péri ainda regravou “Senhora dos Prazeres”, composta em parceria com o compositor baiano Beto Pelegrino, canção do álbum “A Cama e a TV” de 1997, de onde também regravou “Eu vim da Bahia” de Gilberto Gil. Por fim, realizou um antigo desejo de gravar “Saudade da Bahia”, canção de 1947 feita por Dorival Caymmi. O novo álbum foi gravado, mixado e masterizado em março e abril de 2016 no estúdio Baticum, em São Paulo, por Bruno Pontalti.

Na produção de “O Eterno Retorno”, no ir e vir sem fim, o passado e o futuro também se encontram na sonoridade do instrumento que Péri usou para gravar: seu antigo violão, um Romeo 3 de 1984.

SERVIÇO
PÉRI
Quando: Dia 10 de agosto de 2018
Horário: Sexta, às 20h.
Local: Praça Coberta
Duração: 75 minutos | Classificação: Livre | Ingressos: Grátis

SESC SANTO AMARO
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Exposição “Trapézio” no Sesc Santo Amaro

A obra “Trapézio”, em exibição no Sesc Santo Amaro. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Trapézio” está em cartaz até o próximo dia 29 de julho, domingo, no Sesc Santo Amaro. Com um conjunto de 16 obras inéditas do artista cearense Luiz Hermano, a exposição apresenta um novo estudo do escultor sobre a forma geométrica que dá nome à mostra.

Na criação das esculturas, o entendimento e invenção ocorreram como ponto de partida a forma e suas junções entre um e até seis trapézios, estruturas tridimensionais maiores e de variadas formas.

A partir de módulos emendados um nos outros, Hermano constrói uma variedade de formas. Elas surgem das colisões e desencontros entre os vácuos, as hastes da base e dos lados. Várias peças revelam problema em se atrelarem e, propositalmente, trazem certo desequilíbrio.

No espaço, os trapezoides tridimensionais do artista estão apoiados na parede, no chão ou pendurados no teto em alturas diferentes e, em alguns casos, com cabos de nylon.

Em meio aos destaques estão “Oca” (2017), escultura de ferro pintado; “Reação em Cadeia 16” (2017), elaborado em ferro soldado; “Trapézios” (foto), de 2018, composto de ferros com pintura eletrostática; e “Figura em Movimento” (2013), criado em aço pintado.

SERVIÇO:
Exposição: Trapézio
Onde: Sesc Santo Amaro – Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro
Quando: até 29/07/2018; de terça a sexta-feira, das 10h30 às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida