Coletivo Estopô Balaio apresenta A Cidade dos Rios Invisíveis nos trens da CPTM e o transforma em livro e audiolivro

Coletivo Estopô Balaio reproduz umas das cenas cotidianos dos brasileiro. Foto: Ramilla Souza

O espetáculo faz temporada comemorativa de cem apresentações e também conta com lançamento da dramaturgia da peça em formatos de livro e áudio.

Peça utiliza como cenário as paisagens entre o Brás e as ruas do Jardim Romano e proporciona uma reflexão sobre a cidade através dos olhares dos viajantes dos trens.

“Neste percurso é preciso olhar além, para mergulhar nas imagens evocadas pela cidade e pela alma do navegador”. Poético e realista, o espetáculo A Cidade dos Rios Invisíveis, do Coletivo Estopô Balaio, traz para a capital paulista, de 12 de abril a 9 de junho de 2019, histórias, anseios e vivências de muitos que atravessam a cidade por meio dos trens da CPTM com destino ao Jardim Romano. Com apoio da 1ª Edição do Prêmio Cleyde Yáconis, a temporada marca a 100ª apresentação do espetáculo, que também será transposto para o formato de livro e audiolivro, com data de lançamento a ser confirmada.

As apresentações que acontecem na linha 12 – Safira da CPTM fazem um convite aos viajantes a embarcar numa viagem teatral da vida real. O percurso, que parte sempre da estação do Brás, às 14h, às sextas, sábados e domingos, segue pelas ruas do bairro Jardim Romano até o córrego Três Pontes, um braço do rio Tietê. Os ingressos serão vendidos exclusivamente pelo site do coletivo (www.coletivoestopobalaio.com.br) e seguem a modalidade Ingresso Consciente, ou seja, o público define quanto irá pagar no momento da compra. O valor da passagem de trem não está incluso na experiência. O ponto de encontro é o Espaço Cultural da Estação Brás. Com duração de 3h30, o espetáculo se finda sob o pôr-do-sol às margens do rio. A bilheteria será revertida para as atividades de formação artística do coletivo no Jardim Romano.

A viagem teatral se inicia nos vagões do trem, onde os passageiros munidos por fones de ouvido e MP3, observam as paisagens através das janelas. Ao desembarcar, as intervenções artísticas – dança de rua, rap e performances – se entrelaçam com o cenário cotidiano dos moradores do bairro Jardim Romano e com as histórias dos grafites e das enchentes que assolaram o bairro. O público vivencia uma apresentação real, lúdica e única.

Criado pelo Coletivo Estopô Balaio, A cidade dos Rios Invisíveis é a última parte da Trilogia das Águas, que desde 2012 narra histórias de enchentes vividas pelos moradores desse bairro. As outras peças da sequência são Daqui a Pouco o Peixe Pula e O Que Sobrou do Rio.

Histórico do Estopô Balaio

O Estopô Balaio é um coletivo de artistas formado em 2011 na cidade de São Paulo que conta em sua maioria com a participação de artistas migrantes. É por esta condição de vida, a de um ser migrante, que nos reunimos no desejo de aferir um olhar sobre a nossa prática artística encontrando como estrangeiros a distância necessária para enxergar o olhar de destino de nossos desejos.

A distância geográfica de nossas lembranças e paisagens nos levaram a uma tentativa inútil na busca por pertencimento à capital paulista. Era preciso reinventá-la para poder praticá-la. Na busca pelo lugar perdido de nossa memória seguimos para fora e à medida que nos distanciávamos de um tipo de cidade localizada em seu centro geográfico, fomos nos aproximando de outras cidades, de outros modos de vida e de novos compartilhamentos. O cinturão periférico da cidade no seu vetor leste nos revelou um pedaço daquilo que tinha ficado para trás. Havia um Nordeste em São Paulo que estava escondido das grandes avenidas e dos prédios altos do centro paulistano.

Jardim Romano é um pedaço do cinturão periférico que guarda lembranças alijadas da construção histórica da cidade-império. Os edifícios que arranham o céu ajudam a esconder e afastar um contingente populacional que não consegue se inserir nos apartamentos construídos em novos condomínios.

A memória partilhada nos quatro anos de residência artística no Jardim Romano são as nossas de estrangeiros de um lugar distante e a destes pequenos deuses alagados de uma cidade submersa pelo esquecimento. O encontro com o bairro se deu num processo de identificação, pois a maioria de seus moradores são também migrantes nordestinos que fincaram suas histórias de vida nos rincões da capital paulista. O alagamento do Jardim Romano era real, oriundo da expansão desordenada da cidade, o nosso era simbólico, originário da distância e saudade daquilo que deixamos para trás. Falar do outro e deixá-lo falar por nós tornou-se o percurso daquilo que começamos a fazer, criar arte a partir da necessidade de inventar a vida.

Ficha Técnica
A Cidade dos Rios Invisíveis
Ideia Original, Roteiro Dramatúrgico e Direção Geral: João Batista Júnior
Dramaturgia: Ana Carolina Marinho, João Batista Júnior e Juão Nyn
Colaboração Dramatúrgica: Elenco
Produção: Ana Carolina Marinho e João Batista Júnior
Assistente de produção: Wemerson Nunes
Elenco: Adrielle Rezende, Ana Carolina Marinho, Anna Zêpa, Bruno Fuziwara, Carol Piñeiro, Keli Andrade e Júlio Lorosh.
Dança de rua: Bia Ferreira, Mell Reis, Luan Pinheiro, Luiz Filipe, Moisés Matos, Kayque Lezz.
Poetas: Emerson Alcalde, Debora Fiuza, Jacira Flores, Sérgio Schiapin
Concepção de dispositivo sonoro: Carol Guimaris e Doutor Aeiuton
Sonoplastas: Jomo Faustino e Sabrina Teixeira
MCs: Dunstin Farias e Matheus Farias
Percussão: Josué Bob
Contra-regras: Ana Maria Marinho, Clayton Lima e David Costa.
Secretaria: Lisa Ferreira
Receptivo: Keli Andrade e Lisa Ferreira
Participação especial: Diane Oliveira e Vital de Carvalho Araújo.
Trilha sonora Trem-Ato: Marko Concá
Figurino: João Batista Júnior
Artes visuais: Anna Zêpa, Paula Mendes, Clayton Lima, Daniel Minchoni, Coletivo Estopô Balaio, Eveline Sin e moradores do Jardim Romano.
Canções: Ana Carolina Marinho, Diane Oliveira, Dunstin Farias, João Batista Júnior, Matheus Farias, Juão Nyn e Marko Concá.
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto.
Designer Gráfico: Anderson Leão

Serviço
Datas: 12 de abril a 9 de junho de 2019 (Não haverá sessões nos dias 10, 11 e 12 de maio). Sextas, sábados e domingos.
Horário: 14h (chegar com 30 min de antecedência)
Ponto de encontro: Espaço Cultural da Estação Brás
Ingressos: Ingresso Consciente (Pague o quanto puder). Os ingressos serão vendidos exclusivamente pelo site do coletivo: http://www.coletivoestopobalaio.com.br
Duração: 3h30m
Lotação: 60 pessoas
Recomendação de idade: A partir de 12 anos. Devido à itinerância, a criança precisa estar sempre acompanhada de um adulto.
Recomendação: o espetáculo é itinerante, sujeito a mudanças em caso de chuvas (levar guarda-chuva ou capa de chuva)

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

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Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresentam Flexões Performáticas: Gênero, Número e Grau

Imagens da performance “Flexões Performáticas”. Créditos: divulgação

Nos dias 16 e 17 de março o projeto receberá a performance e oficina de Jaqueline Vasconcelos (Jack Soul Revenge Girl)

Flexões Performáticas terá performances inéditas, apresentadas por artistas de diversas partes do Brasil, de modo a democratizar o conhecimento sobre as artes visuais, oferecendo ao público a possibilidade de interação e experimentação do projeto artístico.

O projeto atua em três eixos conceituais – Gênero, Número e Grau, que caracteriza o tipo de performance de cada mês. O eixo Gênero vai reunir trabalhos que problematizam as noções de gênero na atualidade: o feminino, o masculino, o LGBTQ+. O eixo Número pretende falar sobre as noções de corpo individual e corpo coletivo, trazendo à tona as ideias de público e privado, singular e plural. Já o eixo Grau tratará da noção de intensidade na performance, ou seja, pretende fazer um contraponto entre trabalhos extremamente sutis ou aqueles mais radicais.

O projeto tem o apoio do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo. Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.

Agora em março haverá a participação de Jaqueline Vasconcellos a.k.a Jack Soul Revenge Girl no eixo Gênero.

Dessa vez a Jack Soul Revenge Girl trará à público a performance “Impróprio para consumo” que conta com a parceria em sua dramaturgia do performer capixaba Geovanni Lima.

A artista também ministrará uma oficina no dia 17 de março para mulheres sobre autoimagem e violência.

As vagas serão limitadas a 15 participantes. As inscrições devem ser realizadas previamente pelo: baeta@mareja.art.br.

Sobre a performance:
Impróprio pra consumo, novo trabalho da Jack Soul Revenge Girl, dialoga com o conceito de corpo viável na atual sociedade brasileira. Quais corpos merecem nossa atenção e são priorizados nas lutas contra as desigualdades? A empatia seletiva, mesmo dentre os que lutam contra sistemas opressores, invisibiliza corpos dissidentes e que estão fora do padrão, justificando a violência que sofrem em suas escolhas. Baseada em uma fala real de uma familiar evangélica pentecostal de um homossexual dissidente, “Impróprio pra consumo” traz a violência contra esses corpos à tona questionando quais mortes valem mais, quais corpos merecem atenção, quais não deveriam ser “consumidos”.

Criação e performance: Jaqueline Vasconcellos
Colaboração: Geovanni Lima
Classificação indicativa (+ tempo de duração):
18 ANOS
40 minutos

Serviço:
16/03 – Performance – “Impróprio pra consumo” às 17h – auditório do Centro Cultural banco do Brasil, SP.
17/03 – Oficina às 11h30, CCBB-SP.
As vagas serão limitadas a 15 participantes. As inscrições devem ser realizadas previamente pelo: baeta@mareja.art.br.
Grátis
Faixa Etária: 18 ANOS
Duração: 40 minutos
| Acessibilidade
A acessibilidade do projeto se dará com o auxílio da tecnologia do QR code. Este código estará no material de divulgação impresso e digital e, com uma simples leitura dele através do celular, o público terá acesso ao conteúdo audiodescritivo da performance, bem como a legenda de todo discurso falado (quando for o caso), tornando a apresentação acessível a deficientes visuais e auditivos.

Créditos: Leonardo Almeida

mOno_festival: em 11 dias, 10 ações artísticas entre teatro, dança, performance e música, além de um Cabaré e atividades formativas

Imagem do espetáculo teatral “Dezuó”. Foto: Cacá Bernardes

A ideia do mOno_festival vai diretamente ao encontro do pensamento que orienta a atuação do coletivo teatral 28 Patas Furiosas, que parte sempre da inventividade com recursos mínimos para produzir e pensar os seus trabalhos no mundo.

De 14 a 24 de setembro de 2018, o coletivo 28 Patas Furiosas realiza o mOno_festival – uma mostra com apresentação de trabalhos solos em diferentes linguagens. Em 11 dias de atividades, estão programados 10 espetáculos (entre dança, música, teatro e performance), além de um Cabaré de variedades, uma roda de conversa com os artistas participantes e ações formativas.

O mOno_festival nasceu de um antigo desejo do coletivo 28 Patas Furiosas de povoar seu espaço de trabalho e pesquisa, o Espaço 28, com apresentações de diferentes linguagens, para colocar em diálogo perspectivas artísticas heterogêneas, num espaço cultural descentralizado na cidade de São Paulo. A programação dessa mostra apresenta solos em temáticas plurais, com artistas convidados de diferentes nichos e gerações da cena artística de São Paulo. O eixo curatorial fez-se uma pergunta: qual o mínimo necessário para que uma ação artística aconteça? Desse mote surgiram trabalhos em suas plenitudes artísticas, potentes, que nasceram da própria precariedade do contexto cultural em que vivemos.

Não é uma mostra atrelada a uma curadoria formal, mas uma celebração da invenção diante da simplicidade e da rusticidade. Assim também está contaminado o trabalho do grupo, que ocupa um espaço alternativo e não-teatral na zona sul da cidade e ali realiza seus espetáculos. “A ideia é que o festival venha fortalecer a cena contemporânea (da qual fazemos parte), podendo mais uma vez reinventar o nosso próprio espaço, ocupando-o a partir da troca com produções e linguagens artísticas diversas.”

A ideia que fundamenta o mOno_festival é a de não limitar a programação a um único campo artístico (teatro ou dança, por exemplo), mas tentar ultrapassar os limites entre as linguagens e alcançar num mesmo espaço as perspectivas de se pensar um trabalho solo: seja na música, na dança, no teatro ou na performance.

“A atual circunstância de crise político-econômica no país faz com que os artistas busquem as mais variadas formas para viabilizar as suas criações. Nesse contexto, observamos uma proliferação de trabalhos solo nas diferentes linguagens artísticas, carentes de lugares para serem apreciados e discutidos. Com os objetivos de abrir espaço para estas obras, de aproximá-las do público e de fomentar a discussão acerca das diferentes possibilidades de criação em trabalhos solo”. Sofia Botelho

Desse modo, os espetáculos sugeridos pela curadoria para o mOno_festival tem linguagens, temáticas e pesquisas de linguagem diversificadas que de alguma forma se aproximam das buscas éticas e estéticas do 28 Patas Furiosas. A ideia é levar ao público produções artísticas que possam trazer a potência na sua simplicidade.

Teatro | Dança | Performance | Show

O mOno_festival convidou espetáculos teatrais significativos dos últimos anos da cena artística para compor sua programação.  A questão indígena aparece em Gavião De Duas Cabeças, com Andreia Duarte. A atriz morou durante cinco anos na comunidade indígena Kamayura, no Alto Xingu, em Mato Grosso. Lá, criou e organizou escolas, assessorou projetos, escreveu livros. Por meio de um olhar poético, ético e de resistência, Andreia criou o espetáculo que traz uma voz crítica à questão do genocídio indígena no Brasil.

A marginalização social é uma das temáticas de Dezuó, com o ator Edgar Castro, que aborda questões profundas sobre a condição do ser-humano frente a situações das quais não pode modificar, ressaltando a possível impotência de todos quando ocorre uma intervenção de cunho desenvolvimentista apenas do ponto de vista mercadológico.

Partindo de um conto de Hilda Hilst, OSMO tem Donizete Mazonas em cena, e a história traz um anti-herói que busca compreender a dimensão da vida e da morte. Egocêntrico, só pensa em satisfazer os seus desejos, sem a interferência de uma moral que ponha freios aos seus instintos. Contudo ele busca em seus atos de horror a transcendência estética. A subjetividade do herói expõe tudo o que ele tem de humano, e isso implica percorrer ambos os caminhos: bem e mal. No conto, assim como a vida contém a morte, o bem contém o mal para juntos comporem a dança do universo.

Baderna, com Luaa Gabanini, que tem na mestiçagem brasileira seu fio condutor, é inspirado na bailarina italiana Marietta Baderna, cujo sobrenome virou sinônimo de confusão e desordem devido às manifestações de seus admiradores ao pedirem a sua volta aos palcos, após a bailarina ser execrada socialmente por misturar o balé clássico à dança afro-brasileira lundu.

Duas performances impactantes estão programadas para o mOno_festival: Menos, de Matheus Leston e A Babá Quer Passear, com Ana Flavia Cavalcanti. A primeira, de caráter multimídia, integra música eletrônica experimental e visuais gerados por um grid de barras de LED. No centro desse grid, o artista utiliza apenas uma máquina, uma drum machine, para gerar todos os sons. A segunda é realizada pela atriz Ana Flavia Cavalcanti, que lança seu primeiro trabalho como diretora de cinema nos próximos meses, estreia uma peça no Rio em novembro e está prestes a voltar ao ar como vilã de uma série na TV aberta. Mas é essa atriz com 1,69m de altura que vai entrar vestida de branco e permanecer durante três horas num carrinho de bebê para discutir sobre essas mulheres uniformizadas, em sua maioria negras, empurrando crianças brancas.

Dois espetáculos de dança integram a mostra: Aqui É Sempre Outro Lugar, com Carolina Nóbrega, abre uma discussão sobre a diferença de velocidade entre os corpos e a quantidade de imagens e informações produzidas e divulgadas em rede pelo capitalismo. Há uma tentativa de rememorar o quanto as tecnologias de comunicação – nossas atuais redes sociais – foram produzidas para atender demandas de guerra, ou seja, demandas de extermínio em massa. Pedro Galiza, um artista transmídia que trabalha um remix de diversos fenômenos artísticos – na arte da ação (performance arte), na dança, na música e nas realidades audiovisuais, apresenta Acidentes, que investiga a identidade hacker, ligada à vida e apaixonada pela morte. Um corpo em combustão num ambiente denso, selvagem e melancólico.

Josyara é cantora, compositora, instrumentista e arranjadora natural de Juazeiro – BA. Em 2012, gravou seu primeiro disco autoral, intitulado “Uni Versos” e em agosto de 2018 lançou o disco Mansa Fúria pela Natura Musical. Josyara apresenta músicas do seu novo disco lançado em agosto de 2018, em formato voz e violão. As canções interpretadas pela artista, sejam autorais ou releituras, trazem consigo a força e a sensibilidade inerentes à sua voz, através de arranjos muito próprios, que transitam entre ritmos brasileiros de diversas regiões (principalmente do sertão) e sonoridades universais. O músico Maurício Pereira estará acompanhado por Tonho Penhasco na guitarra e no repertório, além de canções do recém lançado #outononosudeste, toca também canções dos álbuns “Pra Marte”, “Pra Onde Que Eu Tava Indo” (2014) e “Mergulhar na Surpresa”, de 1998.

Ainda, uma roda de conversa com os artistas participantes do festival e um Cabaré de variedades integram a programação do mOno_festival, que se realiza no período de 14 a 24 de setembro na cidade de São Paulo, com curadoria e realização do coletivo 28 Patas Furiosas por meio do edital PROAC 13/2017 Festivais de Artes I.

Coletivo 28 Patas Furiosas

Em 2013, o 28 Patas Furiosas instalou-se em um antigo bar na Vila Clementino que vem sendo reformado e reformulado de acordo com as necessidades artísticas do coletivo ao longo dos anos. Ali, o grupo criou e apresentou dois espetáculos (lenz, um outro e A Macieira) e atualmente prepara seu novo espetáculo, PAREDE entre a ordem e o caos, com estreia prevista para março de 2019.

O grupo desde o início compreendeu sua existência como um conjunto de ações culturais e experiências de troca entre outros artistas e coletivos que pudessem gravitar no Espaço 28. Nesse local realizou, paralelamente, diferentes ações culturais, com trocas e conexões entre outros artistas e coletivos, com diferentes atividades.

Foi assim que o grupo realizou a Ocupação Büchner – lacuna ou falha no texto original? (rodas de conversa sobre Georg Büchner em 2014 com nomes relevantes da cena teatral, que culminou na estreia de seu primeiro espetáculo, lenz, um outro); o Puxadinho 28b (uma programação paralela e independente da Bienal de SP, em 2016, que contou com debates, shows, exposição, banca de publicações independentes, além da temporada de A Macieira) e o projeto Invenções (que durante todo o primeiro semestre de 2017, trouxe ao Espaço oficinas técnicas-criativas, performances, concertos, residências artísticas e a parceria com dois outros coletivos), este último contemplado pelo ProAc Território das Artes 2016.

PROGRAMAÇÃO

Espetáculo teatral | GAVIÃO DE DUAS CABEÇAS – Andreia Duarte
16/09, domingo, às 19h | 55 min | 14 anos
Sinopse: Um canto de morte convida o público a adentrar no espetáculo. Discursos reais da atualidade política brasileira são costurados pelas falas da atriz, que viveu durante cinco anos na Amazônia, com o povo Kamayura. De um lado o discurso urbano-ruralista, de outro o do índio em prol da sobrevivência e ainda o da atriz questionando o seu lugar no encontro com a alteridade. O gavião de duas cabeças – ave que devora os índios mesmo depois da morte, é a representação do capital: aquele que destrói a natureza pela ambição de um progresso desmedido e o desejo pela mercadoria. Como é possível nos colocar no lugar do outro? O que é essencial para vivermos? Uma obra de resistência poética e política, um acontecimento teatral.
Ficha técnica: Idealização e atuação: Andreia Duarte/ Direção e preparação corporal: Juliana Pautilla/ Dramaturgia e cenografia: Andreia Duarte e Juliana Pautilla/ Direção e produção de arte: Alice Stamato/ Trilha sonora original: Carlinhos Ferreira/ Criação e operação de luz: Ronei Novais/ Criação de vídeo: Natália Machiavelli e Daniel Carneiro/ Operação de som e vídeo: Juliana Pautilla/ Registro em vídeo: Daniel Carneiro, Robson Timóteo e Anderson Chocks/ Fotografia: Fernanda Procópio/ Criação gráfica: Daniel Carneiro/ Realização: Materiabruta.

Espetáculo teatral | DEZUÓ – Edgar Castro
17/09, segunda, às 20h | 65 min | Livre
Sinopse: Tendo como mote a expulsão do menino Dezuó e de sua família da Vicinal do Vinte Um, comunidade ficcional ribeirinha, motivada pela construção de uma usina hidrelétrica no Rio Tapajós, oeste do Pará, na Amazônia brasileira, a peça reconstitui a trajetória do menino-homem andarilho que após a dissolução de sua vila natal refugia-se na cidade. A trajetória memorialista do andejo Dezuó adentra as facetas adversas da cultura e das realidades do Brasil para refletir sobre a negação do direito à terra e a consequente disfunção social, fruto direto de uma política desenvolvimentista operacionalizada à margem da legalidade.
Ficha técnica: Dramaturgia: Rudinei Borges/ Direção: Patricia Gifford/ Atuação: Edgar Castro/ Direção musical/músico em cena: Juh Vieira/ Instalação cenográfica e figurinos: Telumi Hellen/ Assistente de cenografia: Andreas Guimarães/ Adereços: Clau Carmo/ Apoio técnico: Thales Alves/ Iluminação: Felipe Boquimpani e Maíra do Nascimento/ Preparação corporal e vocal: Antonio Salvador/ Projeto gráfico: Murilo Thaveira –casadalapa/ Fotografia e vídeo: Cacá Bernardes e Bruna Lessa – bruta flor filmes/ Direção de produção e assistente de figurinos: Isabel Soares/ Parceria: Casa Livre Realização -Núcleo Macabéa. Ministério da Cultura. Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2014.

Espetáculo teatral | OSMO – Donizete Mazonas
23/09, domingo, às 19h |70 min | 16 anos
Sinopse: “Osmo”, um serial killer com pretensões literárias, está mergulhado na difícil e intrincada tarefa de escrever sua história, quando é interrompido pelo telefonema de uma amiga que o convida para dançar. O gatilho foi acionado. Agora seu tétrico ritual será perpetrado: sair para dançar com uma mulher, fazer amor com ela e depois assassiná-la. Osmo é um anti-herói que busca compreender a dimensão da vida e da morte. Egocêntrico, só pensa em satisfazer os seus desejos, sem a interferência de uma moral que ponha freios aos seus instintos. Contudo ele busca em seus atos de horror a transcendência estética. A subjetividade do herói expõe tudo o que ele tem de humano, e isso implica percorrer ambos os caminhos: bem e mal. No conto, assim como a vida contém a morte, o bem contém o mal para juntos comporem a dança do universo. Assim como uma dança, a narrativa vai mudando de ritmo, de tom, gradativamente. Como bem escreveu Caio Fernando Abreu numa carta para Hilst, o conto cresce: “O tom rosado do início passa para um violáceo cada vez mais denso, até explodir no negror completo, no macabro”.
Ficha técnica: Texto: Hilda Hilst/ Direção, adaptação, figurinos e trilha: Suzan Damasceno/ Concepção, adaptação, cenário e interpretação: Donizeti Mazonas/ Atriz convidada: Érica Knapp/ Designer gráfico, iluminação, operação de luz e som: Hernandes de Oliveira/ Produção executiva: Jota Rafaelli/ Realização: Núcleo Entretanto, da Cooperativa Paulista de Teatro.

Espetáculo teatral | BADERNA – Luaa Gabanini
24/09, segunda, às 20h | 60 min | 14 anos
Sinopse: É uma performance teatral baseada no uso do corpo como instrumento de comunicação áudio e visual. Inspirada na bailarina italiana Marietta Baderna – que viveu no Rio de Janeiro e por conta de seu estilo transgressor e libertário para época, seu sobrenome virou sinônimo de bagunça.
Ficha técnica: Concepção Geral: Luaa Gabanini/ Direção: Roberta Estrela D’Alva/ Atriz-dançarina: Luaa Gabanini/ Direção de arte: Bianca Turner/ Poemas de ação dramática: Claudia Schapira e Luaa Gabanini/ Direção musical: Eugênio Lima/ Percussão: Alan Gonçalves e Daniel Laino/ Direção de produção e administração: Mariza Dantas.

Performance | MENOS – Matheus Leston
*14/09, sexta feira, às 20h | GRATUITO | 50 min | Livre
Sinopse: Menos é um projeto multimídia que busca a sincronia perfeita entre som e luz. Para isso, ao invés de fazer uso de ferramentas de análise de áudio, os próprios dados numéricos que representam as ondas sonoras são utilizados como valores de luminosidade exibidos em um grid de 16 barras de led digital. Não se trata de uma representação, uma interpretação visual do som, mas sim de uma transformação direta entre os dados, o que é possível em uma linguagem digital. Através de um algoritmo próprio, uma biblioteca de sons foi gerada automaticamente, sem intervenção. Esta coletânea de áudios foi então editada, tratada, recortada e organizada de forma a construir estruturas abertas à improvisação. O grid luminoso responde a esses sons de forma automática e, já que usa dos mesmos dados, a sincronia é sempre garantida, mesmo em criações espontâneas.
Ficha técnica: Criação, execução e performance: Matheus Leston.

Performance | A BABÁ QUER PASSEAR – Ana Flavia Cavalcanti
*21/09, sexta, às 16h | GRATUITO | Imediações do Shopping Santa Cruz | 180 min | Livre
Sinopse: A performance A Babá Quer Passear quer provocar o debate sobre a invisibilidade do empregado doméstico no Brasil, em sua maioria – homens e mulheres negras. A abordagem é sobre o trabalho das babás, mas não se resume a isso. Busca-se transformar a maneira como contratamos e remuneramos os ditos “serviçais”. Refletir sobre carga-horária, salário, benefícios, formação e os limites do limpar é o grande intuito deste trabalho. E se cuidássemos de quem sempre cuida de tudo? A performer Ana Flavia Cavalcanti se veste de branco, uma alusão aos uniformes de babás, ela fica dentro do carrinho de bebê e se coloca à disposição dos transeuntes para um passeio pelas ruas da cidade. O convite é feito através de um balão branco pregado ao carrinho com os dizeres: A Babá Quer Passear. O carrinho da babá só se movimenta se alguém quiser levá-la para um passeio. Durante o passeio a performer lança algumas perguntas: O seu filho ou filha tem uma babá? Essa babá está bem? Ela já viajou de teleférico? Ela tem algum sonho? Ela conhece as Cataratas do Iguaçu? O que ela mais gosta de comer? Ela dorme bem? A sua babá, quer passear?
Ficha técnica: Concepção, direção e performer: Ana Flavia Cavalcanti

Espetáculo de dança | ACIDENTES – Pedro Galiza
15/09, sábado, às 19h | 45 min | Livre
Sinopse: ACIDENTES é uma proposta transmidiática, que manifesta-se enquanto fenômeno coreográfico, sonoro e audiovisual. O conceito do trabalho é atemático, transmutante, instável, errático e vigoroso. As questões deste trabalho reportam a uma identidade hacker, ligada à vida e apaixonada pela morte – forjada na topografia dos desvios, aclives e declives dos espaços. O corpo aqui está em combustão num ambiente denso, selvagem e melancólico. Em cumplicidade com os espectadores, este corpo existe gerando atritos entre a sua percepção física, bem como a percepção da audiência.
Ficha técnica: Criação e Dança: Pedro Galiza/ Trilha Sonora: Pedro Galiza/ Iluminação: Rodrigo Munhoz/ Agradecimentos: Rubia Braga | Adriana Grechi – Plataforma Exercícios Compartilhados | Wellington Duarte | Vera Sala | Rodrigo Munhoz | Marcio Vasconcelos | CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo

Espetáculo de dança | AQUI É SEMPRE OUTRO LUGAR – Carolina Nóbrega
22/09, sábado, às 19h30 | 40 min | 16 anos
Sinopse: Umas imagens do Youtube mostram insistentemente a máquina de guerra – suas fábricas, seus consumidores, suas polícias. Palavras correm atrás das imagens tentando legendá-las. Um corpo, lento – uma mulher? –, se arma de uns tantos objetos.
Ficha técnica: Concepção, coreografia, performance, textos e edição de vídeo: Carolina Nóbrega/ Operação de luz e som: Pedro Felício.

Show | Josyara
15/09, sábado, às 21h30 | 45 min | Livre
Mansa Fúria traz um retrato da cantora, compositora e violonista baiana em seu percurso sertão/litoral/metrópole. Nascida em Juazeiro no interior da Bahia, Josyara traz em suas composições um olhar sensível sobre seu cotidiano e sua história, embaladas por um violão percussivo e potente. Se em seu disco de estreia “Uni Versos” ela apresenta suas raízes do sertão baiano, em Mansa Fúria ela escancara sua versatilidade trazendo uma voz e violão que dialogam perfeitamente com texturas eletrônicas. “Percebi que minhas canções refletem muito as águas e seus movimentos. É como meu corpo reage. Uma hora maré mansa, outra mar revolto, rio na enchente. Eu transbordo demais. Mansa Fúria também é o nome da música mais antiga do disco, tem cerca de 10 anos. E quando a escolhi vi que tinha uma força grande que ainda carrego comigo. Nela diz “por que eu quero é viver na mansidão, mansa fúria como o mar”. Em suas letras, algumas figuras têm presença forte: as frutas locais como a pinha, carambola, umbu, o árido sertão de sua terra natal, o encontro com o mar na capital soteropolitana, Yemanjá, Nanã. “É tudo muito natural. Não racionalizo muito quando estou no ápice da criação. A reflexão vem muitas vezes depois que escrevo, como um sonho que ganha significados depois que a gente acorda. Gosto de observar, contemplar com prazer as coisas que vejo beleza. Acredito que a nossa ligação com a beleza e a espiritualidade é ancestral, é esse diálogo entre a nossa natureza intuitive e o mundo exterior. Conto o que vejo cantando”.
Ficha técnica: Josyara – Voz e Violão

Show | Maurício Pereira
22/09, sábado, às 21h30 | 80 min | 10 anos
Sinopse: O músico paulistano Mauricio Pereira tem 7 discos solo gravados, todos distribuídos por Tratore e disponíveis em streaming. Suas composições tem sido gravadas por artistas como Metá Metá e Maria Gadu, entre outros. Nos anos 80 criou a banda Os Mulheres Negras com André Abujamra.Nos anos 90 foi cantor do programa Fanzine, de Marcelo Rubens Paiva, na TV Cultura, e um dos pioneiros na internet, fazendo o primeiro show brasileiro ao vivo na rede. Faz palestras e oficinas sobre música, além de produzir conteúdo para cinema, teatro e imprensa. É também ator e locutor. Tem vários shows em cartaz, tanto os de seus discos autorais, quanto em parceria com artistas como Paulo Freire, Wandi Doratiotto, Arthur de Faria, Tim Bernardes (O Terno). No show estará acompanhado por Tonho Penhasco na guitarra e no repertório, além de canções do recém lançado #outononosudeste, toca também canções dos álbuns “Pra Marte”, “Pra Onde Que Eu Tava Indo” (2014) e “Mergulhar na Surpresa”, de 1998.
Ficha técnica: Voz e saxofone: Mauricio Pereira/ Guitarra: Tonho Penhasco.

*RODA DE CONVERSA COM OS ARTISTAS PARTICIPANTES DO FESTIVAL
(Aberto ao público) | 19/09, quarta, às 20h | GRATUITO
*Cabaré | 20/09, quinta, às 20h
com Mariano Mattos (MC)
Luiza Romão | poeta
Gui Calzavara | multi-instrumentista
Lorena Pazzanese | Performance: Vetruvio
Clowndette Maria | Feira de artigos femininos

Ficha Técnica
mOno_festival, um projeto de 28 Patas Furiosas
Coordenação geral: Sofia Botelho
Assistência de coordenação: Isabel Wolfenson
Curadoria: Isabel Wolfenson, Laura Salerno e Sofia Botelho
Coordenação da Ação Formativa: Valéria Rocha
Coordenação Técnica: Wagner Antônio
Técnicos: Douglas de Amorim, Dimitri Luppi Slavov, Gustavo Viana e Marcus Garcia.
Coordenação de comunicação e redes sociais: Laura Salerno
Design Gráfico: Murilo Thaveira
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Marcia Marques
Registro audiovisual: Marcos Yoshi
Produção Executiva e Financeira: Iza Marie Miceli e Bia Fonseca – Nós 2 Produtoras Associadas
Realização: 28 Patas Furiosas

SERVIÇO
de 14 a 24 de setembro de 2018
Local: Espaço 28
Rua Doutor Bacelar, 1219 – Vila Clementino, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 20,00 inteira | R$ 10,00 meia
Aceita dinheiro e cartão de débito
Possui acessibilidade
Lotação: 40 lugares

Assessoria de Imprensa:
Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425 (Márcia)
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Evento sobre o universo da fotografia ocupa o Centro de SP com mostras, palestra e oficina

Instalação presente na edição de 2016 da Foto_Invasão (Lost Art/Red Bull Content Pool)

Em maio, o Red Bull Station recebe o Foto_Invasão, que promove venda e exposição de imagens, instalações e uma palestra com o cineasta João Wainer

Entre 18 e 26 de maio, fotógrafos, curadores, colecionadores, artistas e fãs desse segmento poderão conferir a segunda edição da Foto_Invasão, projeto que, desde 2016, celebra a fotografia e seus desdobramentos. Ao longo de nove dias, no Red Bull Station, o tema ocupa posição central em atividades como workshop, palestra, exposições e instalações espalhadas por todo o prédio.

“Mais do que um evento que reúne instalações, exposições e venda de prints, a Foto_Invasão é um grande encontro de amantes e simpatizantes da fotografia, além de uma experiência sensorial”, define Ignacio Aronovich, fotógrafo, jornalista e um dos idealizadores do encontro, juntamente com Louise Chin –a outra ponta do coletivo apelidado de “Lost Art”. Em conjunto com Cris Veit, Clelia Bailly e Fernando Velázquez, os cinco formam o time curatorial da Foto_Invasão, responsável, por exemplo, por escolher os cinco artistas que ocuparão os ateliês com instalações fotográficas.

“Um dos diferenciais da edição de 2018 é a convocatória aberta”, conta Ig. “Em 2016, os participantes foram convidados pelos curadores, e, nesta edição, qualquer um pôde se inscrever”. Os critérios para a escolha dos artistas –tanto das instalações quanto das projeções fotográficas que ocorrerão nos intervalos da programação– foram basicamente os mesmos: originalidade, proposta e qualidade artística. “Fugir do formato de ‘cubo branco’ de uma galeria é um bom ponto de partida”, avalia Aronovich.

Além de toda a programação visual e sensorial das instalações, projeções e exposição, o evento também terá um braço educacional, com o workshop “Reunião de Família – Narrativas em fotolivro” — ministrado pelas curadoras Cris Veit e Clelia Bailly –, e com a palestra “Transição da foto para o vídeo e os seus desdobramentos”, com o  jornalista, fotógrafo, cineasta e diretor João Wainer. Também faz parte da agenda do evento a performance “Concha Para Cavalos”, da artista visual Fabia Karklin.

Confira a programação completa abaixo:

FEIRA
19 DE MAIO // 11h às 22h
20 DE MAIO // 11h às 20h

FEIRA DE FOTOGRAFIAS – Mais de 30 fotógrafos levam trabalhos selecionados para exposição e venda no local.
>> Local: Galeria Principal

WORKSHOP
18 DE MAIO // 10h – 18h

REUNIÃO DE FAMÍLIA: NARRATIVAS EM FOTOLIVRO, COM CRIS VEIT E CLELIA BAILLY – ​Neste workshop, o objetivo dos participantes é criar uma narrativa e, posteriormente, um fotolivro físico a partir de fotos extraídas de álbuns de família. Cada participante deve trazer no mínimo 20 e no máximo 50 fotos (impressas ou digitalizadas).
>> 12 vagas | Local: Auditório

EXPOSIÇÃO
19 A 26 DE MAIO

LAR – Juntando os trabalhos de quatro artistas — “Entre”, de Ana Rodrigues, “Gaveta”, de Leo Drummond e Natalia Martino (Projeto Voz) e “Valéria”, de Jair Bortoleto –, a exposição “Lar” pretende revelar o próprio significado desta palavra: entornos físicos e psicológicos que abrigam nossos pertences e expõem nossa memória.
>> Local: Galeria Transitória

INSTALAÇÕES
19 A 26 DE MAIO

INSTALAÇÕES FOTOGRÁFICAS NOS ATELIÊS – Cinco artistas selecionados via edital expõem seus trabalhos nos ateliês durante a Foto_Invasão 2018. São eles:
Alessandro Celante, com “Máscaras Impermanentes”
Flavio Samelo, com “par sepfinrbs”;
Mauricio Virgulino, com “Me Fere”;
Patricia Montrase, com “Fuga”;
e Tommaso Protti, com “Tá Cheio”
>> Local: Ateliês

PERFORMANCE
19 E 20 DE MAIO // 16h – 16h30

CONCHA PARA CAVALOS, DE FABIA KARKLIN – A performance audiovisual “Concha para Cavalos” constitui-se pela projeção e produção ao vivo de imagens ampliadas de sementes coletadas durante caminhadas pela cidade.
>> Local: Auditório

PROJEÇÕES
19 E 20 DE MAIO

PROJEÇÕES DE FOTOS – No sábado e domingo, haverá a projeção das fotos selecionadas através da convocatória aberta da Foto_Invasão. Nos dois dias, a projeção acontece no Auditório, nos intervalos da programação e, no sábado (19), também acontece na Laje, das 19h às 22h.
>> Local: Auditório e Laje

PALESTRA
23 DE MAIO // 20h

TRANSIÇÃO DA FOTO PARA O VÍDEO E SEUS DESDOBRAMENTOS – Nesta palestra, o jornalista, fotógrafo e cineasta João Wainer — diretor, entre outros, do filme “Pixo” e de videoclipes para artistas como Emicida –, traça um histórico a respeito da transição da fotografia still para o vídeo e aborda técnicas criativas para se contar uma boa história.
>> 100 pessoas | Local: Auditório

Sobre a Foto_Invasão
Trata-se de uma plataforma voltada para a fotografia com instalações, exposições, projeções, intervenções, performances, venda de prints, e a realização de debates, workshops, e discussões sobre a imagem fotográfica em seus mais variados suportes. Em sua primeira edição (em novembro de 2016), o evento ocupou o Red Bull Station com sete instalações criadas por coletivos de fotografia. O auditório recebeu um debate sobre produção independente e a atuação dos coletivos na fotografia e a Galeria Transitória abrigou a exposição “Primeiros Invasores”, com obras de seis fotógrafos que abordam assuntos contemporâneos em suportes variados. Espalhados pelo prédio, fotógrafos e coletivos venderam prints, livros e outros objetos relacionados à fotografia.

Sobre o Red Bull Station
Localizado em um prédio de 1926, no centro de São Paulo, o Red Bull Station ocupa a antiga subestação Riachuelo, desativada desde 2004 e tombada como patrimônio histórico pelo Conpresp. Com foco em projetos  experimentais de arte, música e tecnologia, os cinco andares do Red Bull Station contam com estúdio de música, makerspace, três espaços expositivos, um terraço e uma cafeteria. Para informações sobre a programação gratuita, consulte a agenda no site http://www.redbullstation.com.br

Agência Lema
Leandro Matulja/Letícia Zioni
agencialema.com.br

Informações para imprensa:
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Por Fernanda Burzaca – Agência Lema