Exposição “É Como Dançar Sobre a Arquitetura” no Instituto Tomie Ohtake

“Tombo” (2017), fotografia de João Castilho em exposição no Instituto Tomie Ohtake. Créditos: divulgação

O Instituto Tomie Ohtake realiza até o próximo domingo, 23 de abril, a mostra “É Como Dançar Sobre a Arquitetura”, que faz parte da 5ª edição do programa Arte Atual. A exposição apresenta uma relação de cerca de 20 obras de artistas que exploram a relação entre corpo e espaço, tanto nos aspectos mais intimistas quanto em perspectiva com a cidade.

O programa foi criado em 2013 e se solidifica como uma plataforma para estudos concretizados por jovens artistas e como ambiente para mostras grupais construídas a partir de expectativas múltiplas e heterogêneas sobre um questionamento corriqueiro renovado a cada edição.

Para a atual edição foram convidados os artistas Lia Chaia (Galeria Vermelho), João Castilho (Galeria Zipper) e Jorge Soledar (Portas Vilaseca Galeria), cujos trabalhos instituem relação com o ambiente, problematizando o tratamento dos corpos em seus variados contextos.

De acordo com os curadores da exposição, os artistas “catalizam e reinventam modos de fazer emergir nos espaços o movimento (e o enrijecimento) dos corpos” e suas obras “abrem uma gama de possibilidades que relembra que as maneiras dos corpos ‘falarem’ seus espaços vão além das categorias e nichos já formatados para a cultura, a arte e a liberdade de expressão nas cidades atuais”.

Composta por instalações, performances, vídeos, fotografias e ações, as obras indagam sobre o lugar dos corpos no mundo.

Em meio aos destaques estão “Gabinete de Roupas” (2017), de Jorge Soledar; “Tombo” (foto), de 2017, uma fotografia de João Castilho; o vídeo “Piscina” (2013), de Lia Chaia.

SERVIÇO:
Exposição: É Como Dançar Sobre a Arquitetura
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 23/04/2017; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Corte & Recorte” no Conjunto Nacional

Vista parcial da exposição “Corte & Recorte” no Conjunto Nacional. Foto: Jorge Almeida

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional apresenta até o próximo dia 22 de abril, domingo, a exposição “Corte & Recorte – Olhar Empreendedor”, que traz cerca de 30 fotografias que mistura arte e entretenimento. A mostra traz imagens de jovens formados em 2016 do Instituto Reciclar, ONG que atua no desenvolvimento de adolescentes de comunidade na Zona Oeste de São Paulo.

Atendidos pelo Reciclar no ano passado, cerca de 30 jovens fizeram parte do projeto, que iniciou em novembro. Ao longo de dois meses, os participantes marcaram presenças em palestras, visitaram exposições e discutiram sobre assuntos relacionados ao eixo central da exposição: empreendedorismo.

A formação dos jovens foi realizada na Foto Conceito – Escola de Fotografia. Divididos em cinco grupos, eles buscaram histórias de empreendedores de sucesso, estudaram os casos e os transformaram nas fotografias da exposição, com acompanhamento do fotógrafo Arthur Rampazzo Roessle e direção de fotografia de Carina Zaratin.

A exposição é contemplada com seis esculturas da artista Liria Varne, que produziu em papel esculturas que ‘lincam’ arte e empreendedorismo, por exemplo, em obras como “A Conquista da Liberdade” (2016), confeccionada em papel, cola, madeira, fibra de vidro, tinta acrílica e aço.

Sobre o Instiuto Reciclar

O Instituto Reciclar é uma organização sem fins lucrativos que atua há 21 anos na formação socioenomocional dos jovens da zona Oeste de São Paulo. Com o propósito de “Desenvolver potenciais. Inspirar transformações sociais” e um modelo de atuação inovador, baseado no aprendizado na prática, o Reciclar já beneficiou mais de 500 jovens, tendo inserido 80% deles no mercado de trabalho.

SERVIÇO:
Exposição:
Corte & Reciclar
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 22/04/2017; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “ícones de Hollywood – Fotografias da Fundação John Kobal” no Espaço Cultural Porto Seguro

Greta Garbo e John Gilbert em ação no filme “O Demônio e a Carne” (1926). Foto: Betran “Buddy” Longworth

O Espaço Cultural Porto Seguro apresenta até o próximo domingo, 16 de abril, a mostra “Ícones de Hollywwod – Fotografias da Fundação John Kobal”, que traz cerca de 200 registros de 40 fotógrafos captadas entre as décadas de 1920 a 1960, que atuaram nos bastidores das produções cinematográficas de Hollywood.

As imagens são pertencentes à coleção Kobal, do escritor austríaco e historiador de cinema John Kobal (1940-1991) e traz imagens dos maiores nomes do cinema, a começar pelos icônicos atores do cinema mudo, como Charlie Chaplin e Mary Pickford, seguindo com performers do início do cinema falado, como Cary Grant e Marlene Drietrich, e termina com os lendários do pós-guerra, como a tríade composta por Marlon Brando, Sophia Loren e Marcello Mastroianni.

No começo dos anos 1920, a indústria do cinema se aglomerou em Los Angeles e arredores. Apesar de que grandes filmes continuassem a serem produzidos em Estocolmo e Tóquio, mas nada comparado à enorme produção e à eficácia dos estúdios hollywoodianos. Dessa forma, atores, diretores e técnicos se mudaram para a Califórnia à procura de fama e fortuna, ou os dois. Nomes como o da sueca Greta Garbo, do alemão Dietrich, do austríaco Hedy Lamarr e dos britânicos Chaplin e Grant tiveram suas carreiras catapultadas internacionalmente graças a Hollywood.

A exposição traz autores de retratos e imagens de cena tardiamente reconhecidos, que trabalharam silenciosamente nos bastidores, mas cujos retratos foram primordiais para o surgimento de estrelas e a promoção de filmes.

Para exibi-la no espaço, foi-se criado um set de filmagem para recriar um mundo cenográfico dentro do pavilhão expositivo. Além das fotografias, a mostra apresenta também trechos de filmes e trailers, como “O General” (1926), “… E o Vento Levou” (1939), “Gilda” (1946), “Rebelde Sem Causa” (1955), “Cleópatra” (1963), entre outros e que, de certa forma, estão representados nas imagens estáticas.

A exposição exibe imagens de nomes como John Engstead, que fez o retrato de Elizabeth Taylor, em 1951, para a Paramount Pictures; Betran “Buddy” Longworth, responsável  por captar Greta Garbo e John Gilbert em “O Demônio e a Carne” (1926); Eugene Robert Rishee, que clicou Gene Kelly, em 1952, no clássico “Cantando na Chuva”; e a única fotógrafa representada na mostra, Ruth Harriet Louise, que teve uma carreira importante em Hollywood com trabalhos com Joan Crawford e Greta Garbo.

E complementa a mostra duas vitrines com 14 itens de memorabilia de John Kobal, de 1980 a 1986.

SERVIÇO:
Exposição: Ícones de Hollywood – Fotografias da Fundação John Kobal
Onde: Espaço Cultural Porto Seguro – Alameda Barão de Paranapiacaba, 610 – Campos Elíseos
Quando: até 16/04/2017; de terça a sábado, das 10h às 19h; domingos e feriados, das 10h às 17h (entrada até 30 min antes do horário de encerramento)
Quanto: entrada gratuita. Há vans gratuitas que transportam os visitantes até a Estação da Luz

Por Jorge Almeida

Rolling Stones: 50 anos de “Between The Buttons”

“Between The Buttons”: clássico dos Rolling Stones lançado em 1967

Neste ano de 2017, dois discos dos Rolling Stones completam 50 anos de seu lançamento. Um deles é “Between The Buttons”, cuja versão britânica saiu em 20 de janeiro de 1967, enquanto a edição norte-americana foi lançada em 11 de fevereiro do mesmo ano. O outro álbum que completa cinco décadas é o clássico “Their Satanic Majesties Request” – mas é assunto para outra ocasião.

Produzido por Andrew Loog Oldham, o material foi lançado pela Decca Records/London Records e foi apresentado, na época, como continuidade do ousado “Aftermath”, de 1966.

O álbum foi gravado em dois estúdios, em Los Angeles durante o mês de agosto de 1966, e em Londres, em novembro do mesmo ano. O disco enlaça a época em que Mick Jagger e sua trupe estavam se movendo mais para o campo do art rock e se distanciando de suas raízes do R&B. Com o surgimento de álbuns como “Revolver”, dos Beatles, e “Blonde On Blonde”, de Bob Dylan, além do citado “Aftermath”, os parâmetros do rock haviam se expandido admiravelmente.

Quando começou a empresariar os Rolling Stones, Andrew Loog Oldham investiu em uma estratégia ousada: criar uma imagem de “banda rebelde” para concorrer com os Beatles a preferência do grande público. A tática principal era contrastar os jovens bem comportados e “bom-mocismo” dos Fab Four para fazer um contraponto. Assim, o empresário não apenas tolheu os excessos do quinteto, como até os favoreceu, por crer que, dessa forma, faria usar a forte imagem do grupo para fazer contraponto com os rapazes de Liverpool. Com o passar do tempo, a estratégia de produzir e tirar vantagem dos escarcéus se mostraria vitoriosa e decisiva para a carreira dos Stones, mesmo que, anos depois viesse a cobrar seu preço por meio das autoridades mais conservadoras. Décadas mais tarde, gente como Sex Pistols a Lady Gaga usufruíram dessa prática à perfeição.

Frases de efeito como “Você deixaria sua filha sair com um Stone?”, assim como fotos onde os músicos estavam travestidos como senhoras, ou mesmo como prostitutas, ou de Brian Jones trajado de nazista pisando uma boneca, além, é claro, de constantes flagrantes dos integrantes usando drogas e anfetaminas, acabaram solidificando a imagem da banda e tornando-os heróis de uma geração que questionava toda a sociedade conservadora que os acanhava. Mas do mesmo modo que estes escândalos e imagem favorecem o sucesso e a fama crescente dos Stones, também foi tornando-os os inimigos número um dos conservadores britânicos, americanos e do mundo em geral, o que logo começaria a atingir e prejudicar todos, em especial, Brian Jones.

O momento da gravação marca uso excessivo de drogas por parte dos membros da banda, especialmente alucinógenos como LSD. Na época, os jovens “rebeldes” acreditavam que o uso de psicotrópicos abriria a mente para novas ideias e expandiria seus limites. Quem mais foi afetado por esse excessivo estilo de vida, regrado a “viagens no ácido”, festas, sexo e rock foi também Brian, que tinha chegado ao seu auge musical e que só iria decair a partir daí.

Na época das gravações, as sessões sempre tinham presenças de amigos e affairs como Marianne Faithfull, Anita Pallenberg, Tony “Spanish” Sanchez, Jimi Hendrix, Michael Cooper (fotógrafo), além dos comediantes Peter Cook e Dudley Moore.

No disco, Brian Jones seguiu com os seus experimentos com instrumentos exóticos, como órgão e xilofone elétrico, vibrafone, acordeão, kazoo, marimba, theremin e cravo, enquanto Keith Richards se ocupou em um trabalho de guitarra distintivo em “My Obsession“, “Connection“, “All Sold Out“, “Please Go Home” e “Miss Amanda Jones“.

A sessão de fotos para a capa do álbum ocorreu em Primrose Hill, ao norte de Londres. Os Stones foram no carro de Andrew Oldham até o local e foram fotografados por Gered Mankowitz.

O álbum foi o primeiro feito pela banda enquanto não estava na estrada, contudo, foi no mesmo período de quando todos eles estavam perturbados pelo uso abusivo de drogas. Em “Between The Buttons”, há clássicos como “Let’s Spend The Night Together” (versão norte-americana), que foi escrita por Richards no piano, enquanto “Yerdarday’s Papers” foi a primeira canção que Mick Jagger escreveu sozinho para os Rolling Stones. Já a boa “Back Street Girl” é a “única canção decente do disco”, segundo o vocalista.

Assim como os demais discos dos Rolling Stones gravados antes de “Their Satanic Majesties Request”, “Between The Buttons” tem algumas diferenças entre as versões britânicas e norte-americanas. A edição lançada no Reino Unido foi lançada primeiro juntamente com o single “Let’s Spend The Night Together”/”Ruby Tuesday”. E, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, no mercado fonográfico bretão o single não aparece no álbum que, aliás, fora bem recebido pela crítica e pelo público, e alcançou a terceira posição das paradas da Grã-Bretanha.

Já a versão estadunidense do disco traz os dois temas lançados no single britânico nos lugares de “Back Street Girl” e “Please Go Home”, que seriam incluídas no lançamento norte-americano da coletânea “Flowers” (1967). Com “Ruby Tuesday” atingindo o topo das paradas nos EUA, “Between The Buttons” chegou ao segundo lugar das paradas daquele país, sendo disco de ouro.

O álbum foi o último produzido por Andrew Loog Oldham, cujas influências se faz mais presente aqui do que nos trabalhos anteriores, uma vez que ele adotou técnicas à lá Phil Spector em faixas como “Yesterday’s Papers”, “My Obsession” e “Complicated”.

Em agosto de 2002 as duas versões do play foram reeditadas em CD remasterizado e SACD digipak pela ABKCO Records. Em 2003, o álbum foi classificado na 355° posição na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.

E, passados meio século de seu lançamento, “Between The Buttons” tornou-se um trabalho renegado para a banda, mas os críticos e os fãs agraciam as qualidades ecléticas do álbum.

Embora Mick Jagger não goste desse disco, Brian Wilson, do The Beach Boys, em 2011, em entrevista a série de vídeos “On The Record”, citou “Between The Buttons” como sendo seu disco favorito. Ou seja, pode não ser o melhor trabalho do quinteto, mas para quem curte “as pedras que rolam”, é um disco que merece atenção especial.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do álbum.

Álbum: Between The Buttons
Intérprete: Rolling Stones
Lançamento: 20 de janeiro de 1967 (Reino Unido) / 11 de fevereiro de 1967 (EUA)
Gravadora: Decca Records / London Records
Produtor: Andrew Loog Oldham

Mick Jagger: voz, percussão e gaita
Brian Jones: órgão, vibrafone, acordeão, gaita, gravador, percussão, kazoo, saxofone, xilofone, marimba, theremin, cravo e guitarra
Keith Richards: guitarra, vocal, baixo, piano, órgão e contrabaixo
Charlie Watts: bateria
Bill Wyman: baixo, percussão e contrabaixo

Jack Nitzsche: piano, cravo e percussão
Ian Stewart: piano e órgão

Versão britânica:
1. Yesterday’s Papers (Jagger / Richards)
2. My Obsession (Jagger / Richards)
3. Back Street Girl (Jagger / Richards)
4. Connection (Jagger / Richards)
5. She Smiled Sweetly (Jagger / Richards)
6. Cool, Calm & Collected (Jagger / Richards)
7. All Sold Out (Jagger / Richards)
8. Please Go Home (Jagger / Richards)
9. Who’s Been Sleepping Here? (Jagger / Richards)
10. Complicated (Jagger / Richards)
11. Miss Amanda Jones (Jagger / Richards)
12. Something Happened To Me Yesterday (Jagger / Richards)

Versão norte-americana:
1. Let’s Spend The Night Together (Jagger / Richards)
2. Yesterday’s Papers (Jagger / Richards)
3. Ruby Tuesday (Jagger / Richards)
4. Connection (Jagger / Richards)
5. She Smiled Sweetly (Jagger / Richards)
6. Cool, Calm & Collected (Jagger / Richards)
7. All Sold Out (Jagger / Richards)
8. My Obsession (Jagger / Richards)
9. Who’s Been Sleeping Here? (Jagger / Richards)
10. Complicated (Jagger / Richards)
11. Miss Amanda Jones (Jagger / Richards)
12. Something Happened To Me Yesterday (Jagger / Richards)

Por Jorge Almeida

Sesc Pinheiros recebe Rael e banda para tocar músicas de “Coisas do Meu Imaginário”

O disco é o terceiro do rapper e foi lançado em 2016; cantor Lenine faz participação especial. Foto: Jorge Bispo

A mistura de rimas, gêneros e influências do MC Rael chega ao Sesc Pinheiros. O rapper paulista faz três apresentações no Teatro Paulo Autran, de 21 a 23 de abril de 2017 (sexta-feira e sábado, às 21h, domingo, às 18h). No repertório, canções do seu mais recente álbum, “Coisas do Meu Imaginário”, lançado em 2016. O músico pernambucano Lenine participa das apresentações.

Com produção de Daniel Ganjaman, o músico faz uma combinação de diversos ritmos, que vão do forró ao jazz. “São as coisas do meu imaginário, tanto no sentido dos temas que vinham rondando a minha inspiração quanto no sentido de realizações mesmo, muito especiais, como essa de ter um disco produzido pelo Ganjaman ou de dividir o microfone com um ídolo do hip hop como o Black Alien”, conta Rael.

Enquanto “Livro de Faces” e “Falacioso” trazem à tona o uso da internet, cada uma à sua maneira, faixas como “Quem Tem Fé” versam sobre a intolerância religiosa. “Descomunal” e “Rouxinol” tratam de um mundo imaginário e melhorado. O amor também está presente em “Aurora Boreal” e “De Amor”.

A banda que acompanha o artista no palco é formada por DJ Soares, Felipe da Costa (bateria), Rafael da Costa (baixo), Bruno Dupré (guitarra) e Bruno Marcucci (teclado).

Nascido e criado na zona sul de São Paulo, no Jardim Iporanga, o cantor e MC Rael começou sua história no rap há quase quinze anos, mas seu caminho na música começou bem antes, na infância, em casa, com os pais. Adolescente, passou a arranhar os primeiros acordes no violão e a compor e, logo depois, a rimar (e cantar). Em meados de 2000, formou seu primeiro grupo de rap, o Can KND, que se dissolveu em pouco tempo, mas um ano depois, nasceu o Pentágono, que segue na ativa até hoje. Paralelamente ao trabalho com o grupo, sua carreira solo veio ganhando forma. Em 2010, após uma turnê ao Canadá, Rael lançou seu primeiro disco solo, “MP3 – Música Popular do Terceiro Mundo”. O rapper já se apresentou em importantes Festivais internacionais – em 2011 integrou a equipe do Emicida no Festival Coachella; no mesmo ano, Rael subiu ao palco de um dos mais respeitados festivais do Mundo: o Montreal Jazz Festival; ainda no Canadá, ele fez show no Quebec Summer Festival, ao lado de nomes como Ben Harper e Stephen Marley.

SERVIÇO
RAEL
Part. Especial: Lenine
De 21 a 23 de abril de 2017
Sexta e Sábado, às 21h e Domingo, às 18h
Local: Teatro Paulo Autran (1010 lugares)
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira). R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br, a partir de 11 de abril, às 19h e nas bilheterias das unidades do SescSP, a partir de 12 de abril, às 17h30. Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de Imprensa do Sesc Pinheiros
Com Canal Aberto
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Por Márcia Marques | Canal Aberto

Laura, solo autobiográfico de Fabrício Moser questiona: O que das avós há em nós?

No vídeo, a vizinha de Laura, que viu, de sua casa, o assassinato da amiga. Foto: Sergio Riopravocê

Depoimentos, fotos, vídeos, documentos e objetos sustentam a dramaturgia de “Laura”, personagem título da peça e avó do ator Fabricio Moser; ela foi assassinada quando o neto tinha nove meses

O enredo de sua morte lembra o poema ‘Tragédia Brasileira’, de Manuel Bandeira. (…)

O silenciamento do legado de Laura suscitou no artista o desejo de ‘um mergulho no

meu passado, uma busca por ela e um encontro comigo’. É um movimento físico diante

da morte, em busca daquilo que permanece vivo”.

Cassiana Lima Cardoso para Revista Questão de Crítica.

Partindo de um inventário de objetos, lembranças e fotografias familiares, entrevistas e registros em vídeo, arquivos e objetos reais, o solo Laura, que entra em cartaz dia 08 de abril de 2017, na SP Escola de Teatro (Praça Roosevelt, 210, São Paulo, SP), às 21h, propõe uma experiência coletiva para a reelaboração de vivências pessoais, através de uma dramaturgia que é partilhada com o público por dispositivos dramáticos, performáticos, coreográficos, narrativos e visuais.

Laura, personagem título da peça, foi morta em 1982, na rua, em Cruz Alta, interior do Rio Grande do Sul, por um desafeto amoroso de apelido ‘Candoca’, que em seguida, se suicidou. Fabricio, seu neto, nasceu em 1981, em Dourados, interior de Mato Grosso do Sul, tinha nove meses na época da tragédia e não pode conviver com a avó. O trauma ocasionado pela forma como Laura morreu provocou o afastamento da sua figura do convívio familiar e sobre a sua história de vida se estabeleceu um vazio e raras lembranças.

Partindo dessa experiência e de uma pergunta ancestral: o que das avós há em nós?, a peça propõe um viés coletivo para reelaboração dessas vivências pessoais. A dramaturgia da encenação nasce do jogo afetivo do solista, de seus familiares e de outros seis artistas, em meio aos diversos rastros levantados desse passado comum. Por meio de jogos criativos e combinações poéticas, os elementos que sustentam a dramaturgia híbrida de Laura são partilhados com o público com dispositivos dramáticos, performáticos, coreográficos, narrativos e visuais.

Com a encenação de condutas e situações relacionadas a Laura, como o ofício de cartomante e benzedeira, a montagem ilumina uma história silenciada, para descobrir quem foi essa mulher, filha, mãe e avó, quais circunstâncias marcaram sua vida e morte e como elas se relacionam com a família e o neto que não a conheceu, Fabricio. Se a forma como Laura morreu silenciou a sua trajetória de vida, na montagem esse evento trágico se inverte, gerando o encontro teatral e evocando a presença e a fala da personagem.

Fabricio Moser
O sul-mato-grossense Fabricio Moser é bacharel (UFSM/2006) e mestre em Artes Cênicas (UNIRIO/2011), e está radicado no Rio de Janeiro desde 2009. Trabalhou no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, lecionando e produzindo projetos e eventos artísticos, atuando ou dirigindo peças e grupos, como o Hendy e o Teatro de Maquinaria. Os trabalhos realizados por Fabricio nessa vertente biográfica, que inclui duo SOBRE DESVIOS, criado com Cadu Cinelli e que circulou por cidades do Brasil, Portugal e Espanha, são tema de críticas especializadas e artigos de revistas como Questão de Crítica (RJ), Sala Preta (USP) e Pós (UFMG).

FICHA TECNICA
Criação e Atuação: Fabricio Moser
Colaboração Artística: Ana Paula Brasil, Cadu Cinelli, Francisco Taunay, Gabriela Lírio, Nathália Mello e Rafael Cal
Assistência de Produção e de Palco: Felipe Leo Pardo
Programação Visual: Bruno Morais

SERVIÇO
LAURA
De 08 de abril a 01 de maio de 2017
Sábados, às 21h, domingos e segundas, às 20h
SP Escola de Teatro – Sala R8
Praça Roosevelt, 210, Consolação, São Paulo, SP
Duração: 80 min | 16 anos | Ingressos: $20 (inteira) $10 (meia/lista amiga)

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério | Kelly Santos
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425 | 11 95630-3505
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

“A Cidade dos Rios Invisíveis” traz vivência poética e realista durante viagem no trem da CPTM

Coletivo Estopô Balaio reproduz umas das cenas cotidianos dos brasileiros. Créditos: divulgação

O espetáculo utiliza como cenário as paisagens entre o Brás e as ruas do Jardim Romano, e proporciona uma reflexão sobre a cidade através dos olhares dos viajantes dos trens

Neste percurso. É preciso olhar além, para mergulhar nas imagens evocadas pela cidade e pela alma do navegador”. Poético e realista, o espetáculo “A Cidade dos Rios Invisíveis”, do Coletivo Estopô Balaio, traz para a capital paulista, de 8 a 30 de abril de 2017, histórias, anseios e vivências de muitos que atravessam a cidade por meio dos trens da CPTM com destino ao Jardim Romano. Essa temporada tem apoio da 29ª edição do Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo.

As apresentações que acontecem na linha 12 – Safira da CPTM fazem um convite aos viajantes a embarcar numa viagem teatral da vida real. O percurso, que parte sempre da estação do Brás, às 14h, aos sábado e domingos, segue pelas ruas do bairro Jardim Romano até o córrego Três Pontes, um braço do rio Tietê. O espetáculo é gratuito.

A viagem teatral se inicia nos vagões do trem, onde os passageiros munidos por fones de ouvido e MP3, observam as paisagens através das janelas. Ao desembarcar, as intervenções artísticas – dança de rua, rap e performances – se entrelaçam com o cenário cotidiano dos moradores do bairro Jardim Romano e com as histórias dos grafites e das enchentes que assolaram o bairro. O público vivencia uma apresentação real, lúdica e única.

Criado pelo Coletivo Estopô Balaio, “A cidade dos Rios Invisíveis” é a última parte da “Trilogia das Águas”, que desde 2012 narra histórias de enchentes vividas pelos moradores desse bairro. As outras peças da sequência são “Daqui a Pouco o Peixe Pula” e “O Que Sobrou do Rio”.

Os ingressos são gratuitos, mas aos viajantes é necessário fazer uma reserva por e-mail (reservas@coletivoestopobalaio.com.br) e pagar o valor da passagem. O ponto de encontro é o Espaço Cultural da Estação Brás. Com duração de 3h30, o espetáculo se finda sob o pôr-do-sol às margens do rio.

Histórico do Estopô Balaio
O Estopô Balaio é um coletivo de artistas formado em 2011 na cidade de São Paulo que conta em sua maioria com a participação de artistas migrantes. É por esta condição de vida, a de um ser migrante, que nos reunimos no desejo de aferir um olhar sobre a nossa prática artística encontrando como estrangeiros a distância necessária para enxergar o olhar de destino de nossos desejos.

A distância geográfica de nossas lembranças e paisagens nos levaram a uma tentativa inútil na busca por pertencimento à capital paulista. Era preciso reinventá-la para poder praticá-la. Na busca pelo lugar perdido de nossa memória seguimos para fora e à medida que nos distanciávamos de um tipo de cidade localizada em seu centro geográfico, fomos nos aproximando de outras cidades, de outros modos de vida e de novos compartilhamentos. O cinturão periférico da cidade no seu vetor leste nos revelou um pedaço daquilo que tinha ficado para trás. Havia um Nordeste em São Paulo que estava escondido das grandes avenidas e dos prédios altos do centro paulistano.

Jardim Romano é um pedaço do cinturão periférico que guarda lembranças alijadas da construção histórica da cidade-império. Os edifícios que arranham o céu ajudam a esconder e afastar um contingente populacional que não consegue se inserir nos apartamentos construídos em novos condomínios.

A memória partilhada nos quatro anos de residência artística no Jardim Romano são as nossas de estrangeiros de um lugar distante e a destes pequenos deuses alagados de uma cidade submersa pelo esquecimento. O encontro com o bairro se deu num processo de identificação, pois a maioria de seus moradores são também migrantes nordestinos que fincaram suas histórias de vida nos rincões da capital paulista. O alagamento do Jardim Romano era real, oriundo da expansão desordenada da cidade, o nosso era simbólico, originário da distância e saudade daquilo que deixamos para trás. Falar do outro e deixá-lo falar por nós tornou-se o percurso daquilo que começamos a fazer, criar arte a partir da necessidade de inventar a vida.

Ficha Técnica
A Cidade dos Rios Invisíveis
Criação Coletiva
Ideia Original, Roteiro e Direção Geral: João Júnior
Dramaturgia: Estopô Balaio
Atores: Ana Carolina Marinho, Juão Nin, Johnny Salaberg, Amanda Preisig, Edson Lima, Adrielle Rezende, Bruno Fuziwara, Keli Andrade e Paulo Oliveira
Participação: Emerson Alcade e Seu Vital
Musicalização e Percussão: Josué Bob
Trilha Sonora: Marko Concá
Sonoplastas: Carol Guimaris, Geovane Fermac e Doutor Aeiuton
Poetas: Emerson Alcade, Jacira Flores e Rata Fiuza
Canções: Diane Oliveira, Dustin Mc e Matheus Farias (Família Nada Consta), Juão Nin e Marko Concá
Figurino: João Júnior
Artes Visuais: Paula Mendes, Renato Caetano, Clayton Lima
Dança de Rua: Bia Ferreira, Mell Reis, Luan Breezy e Kayque Silva
Produção: Wemerson Nunes, Keli Andrade, João Júnior e Ana Carolina Marinho
Contra-Regras: Clayton Lima, Ana Maria Marinho, Lisa Ferreira e Ramilla Souza

Serviço
Datas: 8 a 30 de abril de 2017 (sábados e domingos)
Horário: 14h (chegar com 30 min de antecedência)
Ponto de encontro: Espaço Cultural da Estação Brás
Ingressos: Gratuitos
Para reservar é necessário enviar e-mail com nome completo, telefone e data da apresentação que deseja ir para o e-mail reservas@coletivoestopobalaio.com.br (só é possível reservar dois ingressos por pessoa).
Duração: 3h30m
Lotação: 60 pessoas
Recomendação de idade: A partir de 12 anos. Devido à itinerância, a criança precisa estar sempre acompanhada de um adulto.
Recomendação: o espetáculo é itinerante, sujeito a mudanças em caso de chuvas (levar guarda-chuva ou capa de chuva)

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
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Por Daniele Valério | Canal Aberto