Exposição “Loucuras Anunciadas de Goya” na Caixa Cultural

Vista parcial da exposição “Loucuras Anunciadas de Goya” na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural promove até o próximo domingo, 24 de setembro, a exposição “Loucuras Anunciadas de Goya”, que traz a coleção Le Follie, também conhecida por “Disparates”, que contém 20 gravuras produzidas no período mais obscuro e complexo que Francisco de Goya (1746-1828) já produziu.

De acordo com especialistas, a época em que as obras foram feitas não é muito precisa, mas deve ser entre 1815 a 1823. O artista espanhol não as publicou em virtude da perseguição aos iluministas à época.

Considerada a mais difícil de interpretação das séries dentre todas as estampas realizadas por Goya, “Disparates” traz obras que revela visões oníricas, a presença da violência e a ridicularização das instituições vinculadas ao Antigo Regime e em geral, a crítica ao poder estabelecido.

Contudo, os trabalhos permitem imaginar um mundo rico relacionado com a noite, com o carnaval e o grotesco, que compõem um enigma tanto estampa por estampa quanto no seu conjunto.

De acordo com a curadora Mariza Bertoli, a mostra traz diversas atividades interativas, como a experiência de fotografar-se em cenários com as gravuras aumentadas, duas grandes gravuras impressas que permitem as pessoas se fotografarem diante delas. Além disso, acessórios e vestuários (foto) também estão à disposição para o visitante se caracterizar e realizar suas próprias produções para a fotografia.

SERVIÇO:
Exposição:
Loucuras Anunciadas de Goya
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 24/09/2017; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Grand Funk Railroad: 45 anos de “Phoenix”

“Phoenix”, o primeiro disco do Grand Funk Railroad sem a produção de Terry Knight

Na última sexta-feira (15), o álbum “Phoenix”, do Grand Funk Railroad, completou 45 anos de seu lançamento. Produzido pela própria banda, o sexto disco de estúdio do grupo norte-americano foi gravado em Nashville pela Capitol. O trabalho ficou marcado por uma série de mudanças no grupo: a começar pelo nome da banda, que ficou reduzido a “Grand Funk”; o primeiro a não ter a participação de Terry Knight na produção; e um estilo mais pop influenciado por Brewer.

Depois do lançamento de “E Pluribus Funk” (1971), uma crise interna afetava o Grand Funk Railroad e isso afetou o desempenho do grupo no disco seguinte: “Phoenix”. Em 1972, o grupo adicionou o antigo tecladista do “The Pack” – Graig Frost -, que era apenas convidado no álbum, mas foi efetivado como integrante em tempo integral do grupo, ou seja, o trio passou a ser quarteto. No entanto, Frost não era a primeira opção para o cargo, mas sim Peter Frampton, que saíra do Humble Pie. Todavia, Frampton ficou indisponível por conta de um contrato assinado com a A&M Records para o registro de um trabalho solo.

Com a adição de Frost, o estilo característico do Grand Funk Railroad passou por mudanças: ou seja, o rock and roll original de garagem raiz deu lugar a um estilo mais rítmico e blues com pitadas de pop-rock. A influência do novo integrante, evidentemente, deixou os temas do disco mais voltados para os teclados e descaracterizou bastante o baixo que ficou menos “tratorado” e deixou a sonoridade um pouco mais melancólica.

Apesar da nova sonoridade, os caras emplacaram o single “Rock N’ Roll Soul”, que era “100% Grand Funk” do álbum. A faixa de abertura – “Flight Of The Phoenix” – deixa bem nítido o controle dos teclados de Frost. Don Brewer não faz feio em “She Got To Move Me” e “Gotta Find Me A Better Day“, faixas cantadas por ele no disco.

A crise de relacionamento entre os integrantes, na época, pareceu ter afetado a presença dos fãs nos shows. Em um show realizado em Seattle, um dos primeiros da turnê, compareceram apenas quatro mil fãs – muito pouco para uma banda que frequentemente se apresentava para um público com mais de 50 mil por noite. E, sem contar o famoso episódio ocorrido no Madson Square Garden, em que Terry Knight, surgiu escoltado por xerife e policiais para confiscar todo o equipamento do grupo. Uma vez que todo o material foi adquirido em nome do ex-produtor. Bastante constrangedor, não acham?

Enfim, o temido “disco de transição” do Grand Funk Railroad deixou o fã mais ardoroso da banda assustado. Não se trata de um álbum ruim, mas certamente não está no mesmo nível dos anteriores e nem do trabalho seguinte, o clássico “We’re An American Band” (1973). Em uma escala de 0 a 10, um 6,5 está de bom tamanho.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Phoenix
Intérprete: Grand Funk Railroad (intitulado como Grand Funk)
Lançamento: 15/09/1972
Gravadora: Capitol
Produtor: Grand Funk Railroad

Mark Farner: guitarra, harmônica, teclados, voz
Mel Schacher: baixo e backing vocal
Don Brewer: bateria, percussão, backing vocal e voz em “She Got To Move Me” e “Gotta Find Me A Better Day

Craig Frost: órgão, clavinete, piano e backing vocal
Doug Kershaw: violino e violão

1. Flight Of The Phoenix (Farner)
2. Trying To Get Away (Farner)
3. Someone (Farner)
4. She Got To Move Me (Farner)
5. Rain Keeps Fallin’ (Farner)
6. I Just Gotta Know (Farner)
7. So You Don’t Have To Die (Farner)
8. Freedom Is For Children (Farner)
9. Rock And Roll Soul (Farner)
Faixa Bônus (apenas na versão em CD):
10. Flight Of The Phoenix (Remix with extended ending) (Farner)

Por Jorge Almeida

Exposição “Metrópole: Experiência Paulistana” na Estação Pinacoteca

“São Paulo É Corinthiana” (2010), obra de Dora Longo Bahia na Estação Pinacoteca. Foto: Jorge Almeida

A Estação Pinacoteca está em cartaz até a próxima segunda-feira, 18 de setembro, a exposição “Metrópole: Experiência Paulistana”, que contém aproximadamente 80 obras de artistas que residem, ou residiram, na capital paulista, cujas obras apresentam peculiaridades de viver nesta urbe.

A exposição, a última sob a curadoria de Tadeu Chiarelli na instituição, apresenta fotografias, instalações, pinturas, vídeos e obras de outros meios, sendo contemporâneos em sua maioria, de 33 artistas, e que, apesar de a maioria estarem expostas nas salas do segundo andar, as obras estão ocupadas por todo o edifício, como fachadas lateral e traseira, elevadores, hall de entrada, auditório, biblioteca e parte do terceiro andar.

Nomes como Sidney Amaral, Victor Brecherer, Leda Catunda, Lia Chaia, Raphael Escobar, Nazareth Pacheco, Gustavo Von Há, Florian Raiss, entre outros, tem obras expostas na mostra que pautam a “experiência paulistana”

Entre os destaques estão “Cachimbeiro” (2016), de Raphael Escobar, que traz 23 cachimbos artesanais feitos de diversos materiais em uma evidente alusão à Cracolândia que, até a pouco tempo, esteve sediada até recentemente próximo ao edifício da Estação; “Mãe Preta (A Fúria de Ianza)” (2014), um acrílico sobre tela de Sidney Amaral; “Testemunho” (2015), de Daniel de Paula; “São Paulo É Corinthiana” (foto), de 2010, um acrílico e óleo sobre tela de Dora Longo Bahia; “Secos e Molhados” (2015), um óleo sobre tela de Zed Nesti, que reproduz a capa do ‘debut’ da banda homônima lançado em 1973 e que foi gravado em São Paulo.

SERVIÇO:
Exposição:
Metrópole: Experiência Paulistana
Onde: Estação Pinacoteca – Largo General Osório, 66 – Luz
Quando: até 18/09/2017; de quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Quanto: R$ 6,00 (inteira); R$ 3,00 (meia-entrada). Menores de dez anos e maiores de 60 anos não pagam. Entrada gratuita aos sábados para o público em geral

Por Jorge Almeida

Exposição “A Poética da Imersão” no CCBB

A obra interativa “Nemo Observatorium”, do belga Lawrence Malstaf no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 18 de setembro, a exposição “A Poética Imersão”, do artista belga Lawrence Malstaf, que faz parte do 18º Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), e que inaugura a modalidade inédita FILE SOLO, que traz um conjunto de obras de um único artista e empreende a relação arte, tecnologia e criatividade.

O trabalho interativo do artista, que varia entre artes visuais e performance, cria experimentos sensoriais estimulantes para o público que visita a mostra. Esse universo inventivo de interação, imersão e experiência é movido pela tecnologia.

Malstaf cria instalações e performance de arte com intenso foco em movimento, identidade, ordem e caos, e salas sensoriais imersivas para visitantes individuais. Ele também cria atmosferas movediças maiores, passando com espaço e direção, muitas vezes aproveitando o visitador como coator. Seus projetos abrangem a física e a tecnologia como ponto de partida ou criação e como um meio para ativar instalações.

Entre os destaques da mostra está “Shrink”, obra que consiste em duas grandes folhas de plástico transparente e um aparelho que suga o ar, deixando o corpo do performer embalado a vácuo e suspenso. O público poderá vivenciar a experiência, desde que tenha até 90 quilos. E também “Nemo Observatorium” (foto), também interativa, que recria um ciclone com o uso de uma série de ventiladores que impulsionam bolas de poliestireno em que o visitante se senta no centro de um grande cilindro. E, coincidentemente, o artista apresentou as duas obras na FILE 2011, na FIESP.

SERVIÇO:
Exposição:
A Poética da Imersão
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 18/09/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Wanda Pimentel: Envolvimentos” no MASP

“Sem Título”, da série Envolviimento, de 1969, vinílica sobre tela de Wanda Pimentel em exposição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) apresenta até o próximo domingo, 17 de setembro, a exposição “Wanda Pimentel: Envolvimentos”, que traz um conjunto de 27 obras da série “Envolvimento”, produção que inicia a trajetória artística da carioca Wanda Pimentel. A mostra aborda o período mais produtivo da artista a cerca da série, entre 1968 e 1969, apesar de a sequência chegar a 1984.

A mostra exibe obras da série que abrange o corpo feminino (principalmente os pés e as pernas) em precisos enquadramentos de ambientes domésticos – sala, banheiro, cozinha e quarto de costura. Os fragmentos das representações – do corpo e da casa – são feitos de forma sintética e geometrizada devido às linhas precisas, além de um esmiuçador artifício de aplicação de tinta para, assim, deixar os quadros multicoloridos e brilhantes, com uma forte tensão entre os corpos, os objetos e os envolvimentos entre eles.

Ao depararmos com a máquina de costura, as roupas, sapatos, utensílios domésticos, com líquidos escorrendo das panelas, transbordando das xícaras e a fumaça exalando das panelas e dos cigarros, das pernas e dos pés que aparentam à beira do caos. As interpretações das leituras dessas obras têm uma lógica por conta do contexto histórico do final dos anos 1960: o aceleramento desenfreado dos meios de comunicação de massa, o consumismo, as reivindicações dos direitos das mulheres, isso no mundo inteiro; enquanto isso, no Brasil, a ditadura militar (1964-1985), que se intensificou com a implantação do Ato Inconstitucional nº 5 (AI-5), que proibira as manifestações de cunho político de toda ordem. Logo, essa produção de Pimentel é uma crítica aguda e perspicaz a todo um sistema que então se solidificava.

Curiosamente, a exposição dialoga diretamente com a mostra “Quem Tem Medo de Teresinha Soares?”, que ficou em cartaz até o último dia 6 de agosto, por conta do pioneirismo de ambas a tratar de questões ligadas à mulher e suas representações ainda na década de 1960.

SERVIÇO:
Exposição: Wanda Pimentel: Envolvimentos
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 27/09/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

Operário: campeão brasileiro da Série D 2017

Jogadores do Operário Ferroviário comemoram o título do Campeonato Brasileiro da Série D. Foto: Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

O Operário Ferroviário sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro da Série D 2017 na noite deste domingo (10) ao ser derrotado no Estádio Germano Küger, em Ponta Grossa (PR), por 1 a 0 para o Globo, de Ceará-Mirim (RN), com gol de Tiago Lima. Apesar do revés, o Fantasma ficou com a taça em virtude do placar agregado de 5 a 1, uma vez que o clube paranaense fez impiedosos 5 a 0 no compromisso de ida válido pela final do certame. As duas equipes, além de Atlético (AC) e Juazeirense (BA), estão com vagas asseguradas para a Série C em 2018.

Antes de a bola rolar no Germano Krüger, uma bela homenagem a Danilo, goleiro da Chapecoense morto no acidente aéreo na Colômbia em novembro do ano passado. Dona Ilaídes, mãe do arqueiro, esteve presente. Muitos aplausos. A homenagem foi feita pelo clube paranaense porque Danilo atuou pelo Fantasma e esteve no elenco que levou o clube à primeira divisão do futebol paranaense em 2009.

Precisando fazer o impossível – reverter a desvantagem de cinco gols sofridos -, o Globo até buscou jogo e teve a iniciativa nos primeiros minutos, conseguindo alguns arremates, mas sem levar perigo a Simão. Aos 18, o time da casa foi quem chegou de forma mais aguda. Quirino foi lançado, ficou na frente dos marcadores, chegou à linha de fundo e chutou forte para defesa de Dasaev.

O tricolor de Ceará-Mirim ficou na cautela e, aos 24 minutos, saiu à frente do placar. Renatinho Carioca cobrou escanteio, Gravetá escorou de cabeça e Tiago Lima emendou de primeira: 1 a 0, mas no agregado, 5 a 1 para o Fantasma.

O Operário tentou dar a responda minutos depois. Aos 27, Lucas Batatinha entrou na área e chutou firme para ótima defesa de Dasaev, que evitou o empate. Dois minutos mais tarde,o Fantasma chegou novamente com Jean Carlo, que tirou do marcador e chutou forte para o goleiro do Globo defender mais uma vez.

A equipe alvinegra passou a dominar as ações, mas o esquema defensivo do clube potiguar mostrou-se eficiente e conseguiu ir para o intervalo com a vitória parcial.

Na etapa final, o time alvinegro voltou mais disposto em buscar o empate do que os visitantes a tentarem diminuir a diferença do placar agregado. Aos oito, Lucas Batatinha cruzou para dentro da área com a intenção de acionar Quirino, mas a bola passou muito forte pelo camisa 7. Dois minutos depois, o camisa 9 do Operário recebeu na intermediária, avançou e, proximo da grande área arriscou, mas o arqueiro da Águia fez mais uma boa defesa. Aos 16, Robinho bateu falta próxima da grande área, tentou um chute colocado à direita da meta, e mandou por cima, passando perto do travessão.

O Globo seguiu recuado, sem chances de conseguir criar algo produtivo. Enquanto isso, o Fantasma pressionou para buscar o empate, chegando até a balançar as redes aos 31 minutos, mas o árbitro Rodrigo Alonso Ferreira marcou falta de Sosa em Dasaev.

Depois, foi só o time da casa administrar o resultado, uma vez que, mesmo com a derrota, estava a ficar com a taça. E, depois de uma queda de produtividade dos dois times, a partida foi até os 45 minutos. A arbitragem nem precisou dar os tradicionais três minutos de acréscimos. Fim de jogo no Germano Krüger, Globo 1, Operário 0. O Fantasma é o mais novo campeão brasileiro da Série D. É o primeiro time a erguer um título nacional em 2017.

O Operário entrou em campo praticamente com uma mão inteira e quatro dedos da outra na taça. Depois de fazer impressionantes 5 a 0 no primeiro jogo da final na casa do adversário, o Fantasma tinha como objetivo manter os 100% de aproveitamento em sua casa na competição e, se possível, levantar o troféu com outra vitória. O clube de Ponta Grossa até tentou, dominou boa parte do jogo e, no primeiro tempo, abusou muito das investidas pelo lado direito, com Danilo Baia, Quirino e Lucas Batatinha. O Globo, por sua vez, sabendo da missão considerada praticamente impossível, jogou cauteloso e fez de tudo para errar o menos possível e evitar os mesmos erros da partida de ida, quis fazer uma partida digna, e assim fez e foi eficiente em sua principal oportunidade da etapa inicial com Tiago Lima, que marcou o único tento da partida, aos 24 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, parece que faltou “perna” para o clube de Ceará-Mirim que, recuado, aceitou a pressão do Operário, que só não conseguiu o empate graças à excelente participação do goleiro Dasaev. O Globo perdeu o título, mas perdeu de pé, pois, ciente das circunstâncias desfavoráveis, a Águia foi cautelosa e cirúrgico chegou ao seu gol. Curiosamente, as duas equipes chegaram à decisão da competição com 100% de aproveitamento em suas respectivas casas, porém, o Fantasma quebrou a marca da Águia no jogo de ida, e o Globo devolveu o feito na partida derradeira da Série D. Esse foi o primeiro título de relevância nacional conquistado pelo Operário em seus 105 anos de existência.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Primeira Fase (Grupo A15):
21/05/2017 – Operário (PR) 1×0 Brusque (SC) – Germano Krüger (PR), Ponta Grossa (PR)
28/05/2017 – São Paulo (RS) 1×0 Operário (PR) – Aldo Dapuzzo, Rio Grande (RS)
04/06/2017 – Operário (PR) 1×0 XV de Piracicaba (SP) – Germano Krüger, Ponta Grossa (PR)
09/06/2017 – XV de Piracicaba (SP) 0x1 Operário (PR) – Barão de Serra Negra, Piracicaba (SP)
18/06/2017 – Operário (PR) 3×1 São Paulo (RS) – Germano Krüger, Ponta Grossa (PR)
25/06/2017 – Brusque (SC) 1×0 Operário (PR) – Augusto Bauer, Brusque (SC)
Segunda Fase:
08/07/2017 – Desportiva Ferroviária (ES) 0x2 Operário (PR) – Engenheiro Araripe, Cariacica (ES)
16/07/2017 – Operário (PR) 2×1 Desportiva Capixaba (ES) – Germano Krüger, Ponta Grossa (PR)
Oitavas-de-final:
22/07/2017 – Espírito Santo (ES) 1×0 Operário (PR) – Kleber Andrade, Cariacica (ES)
30/07/2017 – Operário (PR) (4)1×0(2) Espírito Santo (ES) – Germano Krüger, Ponta Grossa (PR)
Quartas-de-final:
06/08/2017 – Maranhão (MA) 1×3 Operário (PR) – Castelão, São Luís (MA)
14/08/2017 – Operário (PR) 2×1 Maranhão (MA) – Germano Krüger, Ponta Grossa (PR)
Semifinais:
20/08/2017 – Atlético (AC) 0x0 Operário (PR) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
28/08/2017 – Operário (PR) 2×0 Atlético (AC) – Germano Krüger, Ponta Grossa (PR)
Final:
03/09/2017 – Globo (RN) 0x5 Operário (PR) – Barretão, Ceará-Mirim (RN)
10/09/2017 – Operário (PR) 0x1 Globo (RN) – Germano Krüger, Ponta Grossa

FICHA TÉCNICA: OPERÁRIO (PR) 0x1 GLOBO (RN)
Competição/fase: Campeonato Brasileiro Série D 2017 – final (2º jogo)
Local: Estádio Germano Krüger, Ponta Grossa (PR)
Data: 10 de setembro de 2017 – domingo, 19h (horário de Brasília)
Público: 8.830 pessoas
Renda: R$ 247.480,00
Árbitro: Rodrigo Alonso Ferreira (SC)
Assistentes: Alex dos Santos e Eder Alexandre, ambos de SC
Cartões Amarelos: Serginho Paulista e Quirino (Operário); Ângelo, Cosme, Renatinho Carioca e Erick (Globo)
Gol: Tiago Lima, aos 24 min do 1º tempo (0-1)
OPERÁRIO (PR): 1.Simão; 2.Danilo Baia, 3.Alisson, 4.Sosa e 6.Peixoto; 5.Serginho Paulista, 8.Índio, 11.Jean Carlo e 10.Robinho (18.Athos); 7.Quirino (21.Dione) e 9.Lucas Batatinha (20.Schumacher). Técnico: Gerson Luiz Gusmão
GLOBO (RN): 1.Dasaev; 2.Angelo, 3.Negretti, 4.Gravatá (22.Geovane) e 6.Renatinho Carioca; 5.Reinaldo, 8.Erick, 7.Tiago Lima e 23.Eduardo (16.Pablo Franklyn); 11.Cosme e 9.Glaucio. Técnico: Luiz Junior de Souza Lopes

Parabéns ao Operário Ferroviário Esporte Clube pelo título.

Por Jorge Almeida

Definidos os classificados (e rebaixados) do Campeonato Brasileiro da Série C 2017

Primeira fase da Série C encerrou-se neste sábado (9). Créditos: CBF

O Campeonato Brasileiro da Série C 2017 teve a sua primeira fase encerrada neste sábado (9), com a realização de dez jogos válidos pela 18ª rodada. Os duelos na rodada derradeira serviram para definir os classificados para as quartas-de-final e os rebaixados para a Série D em 2018. Antes de a bola rolar, apenas Sampaio Corrêa, CSA e São Bento já estavam classificados para a próxima etapa do certame. Enquanto isso, Mogi Mirim e ASA de Arapiraca já entraram em campo rebaixados.

Primeiro foram disputados as cinco partidas da última rodada do grupo B, ou seja, com os clubes das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Em Sorocaba, o São Bento derrotou o Volta Redonda por 1 a 0, com gol do volante Eder. Com 31 pontos, o clube paulista terminou na liderança do grupo. Apesar do revés, o Voltaço também avançou na quarta colocação por conta dos critérios de desempate com 25 pontos.

No Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, Botafogo e Ypiranga fizeram um jogo com bastante gols. No entanto, apesar da vitória por 5 a 3 – com direito a dependência de apenas um gol para se classificar, a Pantera não fez saldo suficiente para conseguir a vaga e, com 25 pontos, ficou em quinto. Se tivesse feito, por exemplo, 7 a 3 teria passado o Volta Redonda no critério de gols marcados e o Joinville no saldo de gols. O time de Erechim, que também tinha chances de avançar, encerrou a sua participação no certame com 23 pontos na sétima posição.

Na Arena Joinville, a equipe da casa tinha chances de classificação, mas não bastava apenas uma simples vitória contra o já rebaixado Mogi Mirim, o JEC teria de fazer um bom saldo. Com quatro gols em cada etapa, o Joinville fez impiedosos 8 a 1, contudo, a combinação de resultados de seus concorrentes diretos impediu do clube catarinense de seguir no certame e terminar a primeira fase dividindo a quinta colocação com o Botafogo com 25 pontos. Já o Sapão encerrou o campeonato de forma melancólica na lanterna do grupo com míseros 13 pontos em 18 jogos.

O Bragantino brigou até o fim contra o Macaé pela permanência na Série C. E o clube de Bragança Paulista levou a melhor. No Estádio Municipal de Juiz de Fora, o Braga derrotou o já classificado Tupi por 3 a 2. O Massa Bruta começou mal o jogo e sofreu o gol do time “alternativo” dos mineiros aos dois minutos. Mas, a virada veio e com o gol de Helder, aos 23 do segundo tempo, livrou o Bragantino da segunda queda consecutiva e, com 21 pontos, disputará a Série C em 2018. Além da necessidade da vitória, o Braga precisava torcer por um tropeço do Macaé.

Já no Moacyrzão, em Macaé, o alvianil praiano precisava da vitória e também secar o Bragantino contra o Tupi. No entanto, o empate sem gols contra o Tombense fizeram com que o Macaé se juntasse ao Mogi Mirim na queda para a quarta divisão do futebol nacional. E o resultado salvou o Gavião-Carcará, pois com 26 pontos, conseguiu assegurar o terceiro lugar do grupo A. Caso tivesse sido derrotado teria perdido a vaga para o Joinville no saldo de gols.

As partidas do grupo A começaram às 19h. No Estádio Castelão, em São Luís, o já classificado Sampaio Corrêa perdeu para o Botafogo, da Paraíba, por 3 a 2. Para a Bolívia Querida, a derrota não afetou em nada a sua situação na tabela, o único risco seria o de perder a liderança para o CSA. No entanto, a vitória do Belo trouxe uma consequência nada boa para o arquirrival do time maranhense, o Moto Club, que dependia justamente de uma vitória do rival local para conseguir se manter na Série C, além de precisar fazer a sua parte. O triunfo dos paraibanos, fez com que o clube de João Pessoa chegasse aos 21 pontos e terminasse em oitavo lugar.

Enquanto isso, em Fortaleza, na Arena Castelão, o Tricolor do Pici dependia apenas de si para se classificar e, com o gol de Ronny, no segundo tempo, a equipe comandada por Antônio Carlos Zago bateu o Moto Club por 1 a 0, chegou aos 27 pontos, o que lhe garantiu o terceiro lugar e rebaixou a equipe maranhense, que estacionou nos 20 pontos e viu o Botafogo paraibano lhe ultrapassar na tabela.

No Cornélio de Barros, Salgueiro e Remo fizeram um confronto direto para buscar uma das vagas para as quartas-de-final. Mas, ambos sabiam que, além da vitória, dependeriam de uma combinação de resultados para obter o êxito. A equipe da casa bateu o Leão Azul por 2 a 1 e, mesmo assim, os dois times “morreram abraçados”, pois com 24 pontos, o Salgueiro terminou com um ponto a menos que o Confiança. E o Remo encerrou a sua participação no campeonato na sétima colocação com 22 pontos.

O Confiança conseguiu um importante resultado ao bater o ASA de Arapiraca fora de casa por 2 a 1. Com a vitória, o clube sergipano chegou aos 25 pontos, ficou com a quarta e última vaga do grupo para a continuidade do campeonato e deixou Salgueiro, Cuiabá e Remo para trás.

A última partida que encerrou a décima oitava rodada foi entre Cuiabá e Remo, na Arena Pantanal. Enquanto o jogo estava empatado em 0 a 0, a partida precisou ser interrompida porque o zagueiro do Azulão, Rodrigo Lobão, caiu no gramado, foi atendido e saiu do estádio de ambulância. Assim, o árbitro paralisou a partida por 37 minutos até o retorno da ambulância. Evidentemente que essa partida terminaria mais tarde que as demais por conta do episódio. Aos 12 minutos, o Dourado saiu na frente, mas a vitória parcial era inútil, pois, com o término dos demais jogos àquela altura, inclusive o do Confiança, a situação do grupo A estava praticamente resolvida e esse duelo só serviria para definir a primeira colocação do grupo. E, mesmo com o empate conquistado pelo CSA, que deixou o resultado final em 1 a 1, a liderança ficou com o Sampaio Corrêa, com 32 pontos, a mesma pontuação do time azulino, contudo, o tricolor maranhense tem uma vitória a mais.

Com o encerramento da rodada, pelo grupo A, classificaram para as quartas-de-final do Brasileiro da Série C: Sampaio Corrêa, CSA, Fortaleza e Confiança. Enquanto isso, os representes do grupo B no mata-mata do certame serão: São Bento, Tupi, Tombense e Volta Redonda. E foram rebaixados para a Série D em 2018: Moto Club, ASA de Arapiraca, Macaé e Mogi Mirim.

E, como prevê o regulamento, os confrontos das quartas-de-final preveem a seguinte combinação: 1º do grupo A x 4º do grupo B, 2º do grupo A x 3º do grupo B, 1º do grupo B x 4º do grupo A e 2º do grupo B x 3º do grupo A, ou seja, Sampaio Corrêa x Volta Redonda, CSA x Tombense, São Bento x Confiança e Tupi x Fortaleza. Sendo que os campeões e os vices dos dois grupos terão o direito de fazer o segundo jogo em seus domínios nesta fase. E, para reforçar: quem avançar para as semifinais, garantirá o acesso para a Série B em 2018, uma vez que quatro equipes sobem e ficarão nos lugares dos quatro últimos colocados da Série B de 2017.

Na segunda-feira (11), a CBF confirmará as datas e os horários dos jogos das quarta-de-final.

A seguir, a classificação final da primeira fase e os resultados da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C 2017.

Grupo A:
Posição – Equipe – Pontos
1º Sampaio Corrêa (MA) – 32 pontos
2º CSA (AL) – 32
3º Fortaleza (CE) – 27
4º Confiança (SE) – 25
5º Salgueiro (PE) – 24
6º Cuiabá (MT) – 23
7º Remo (PA) – 22
8º Botafogo (PB) – 21
9º Moto Club (MA) – 20
10º ASA de Arapiraca (AL) – 13

Grupo B:
Posição – Equipe – Pontos
1º São Bento (SP) – 31 pontos
2º Tupi (MG) – 28
3º Tomense (MG) – 26
4º Volta Redonda (RJ) – 25
5º Joinville (SC) – 25
6º Botafogo (SP) – 25
7º  Ypiranga (RS) – 23
8º Bragantino (SP) – 21
9º Macaé (RJ) – 19
10º Mogi Mirim (SP) – 13

Data – Partida – Local:
09/09/2017 – Sampaio Corrêa (MA) 2×3 Botafogo (PB) – Castelão, São Luís (MA)
09/09/2017 – ASA de Arapiraca (AL) 1×2 Confiança (SE) – Coroacy da Mata Fonseca, Arapiraca (AL)
09/09/2017 – Fortaleza (CE) 1×0 Moto Club (MA) – Arena Castelão, Fortaleza (CE)
09/09/2017 – Salgueiro (PE) 2×1 Remo (PA) – Cornélio de Barros, Salgueiro (PE)
09/09/2017 – Cuiabá (MT) 1×1 CSA (AL) – Arena Pantanal, Cuiabá (MT)
09/09/2017 – Joinville (SC) 8×1 Mogi Mirim (SP) – Arena Joinville, Joinville (SC)
09/09/2017 – São Bento (SP) 1×0 Volta Redonda (RJ) – Walter Ribeiro, Sorocaba (SP)
09/09/2017 – Macaé (RJ) 0x0 Tombense (MG) – Moacyrzão, Macaé (RJ)
09/09/2017 – Tupi (MG) 2×3 Bragantino (SP) – Estádio Municipal de Juiz de Fora, Juiz de Fora (MG)
09/09/2017 – Botafogo (SP) 5×3 Ypiranga (RS) – Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)

Parabéns aos classificados.

Por Jorge Almeida