Exposição “Alegria” no Metrô Clínicas

Uma das obras de Rodrigo Casagrande na Estação Clínicas do Metrô. Foto: Jorge Almeida

A Estação Clínicas do Metrô apresenta até o próximo dia 31 de maio, quarta-feira, a exposição “Alegria”, que contém 20 obras do artista Rodrigo Casagrande, em que as cores são “desinformadas”.

Nos trabalhos do artista, feitos em papel canson, não há o zelo em retratar formas, pois o conflito está na profundeza da cor, gerar impressões e emoções. As obras chamam atenção justamente pela explosão de cores.

Casagrande usufrui do uso do lápis de cor para misturar a tonalidade de cada obra com o intuito de fazer uma experiência estética abstrata ocasionando observação e reflexão.

o artista recorre ao lápis de cor para a mistura de tons em cada trabalho com o objetivo de criar uma experiência estética contemplativa gerando observação e reflexão.

SERVIÇO:
Exposição: Alegria
Onde: Estação Clínicas do Metrô (Linha 2-Verde) – Avenida Doutor Arnaldo, 555
Quando: até 31/05/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h18; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: gratuito (a mostra está instalada antes das catracas da estação)

Por Jorge Almeida

Exposição “Avessos e Paradigmas” no MIS

Imagem de Maureen Bisillitat, que faz parte da mostra “Avessos e Paradigmas”, em exposição no MIS. Créditos: divulgação

O Museu da Imagem e do Som (MIS) apresenta até o próximo domingo, 28 de maio, a exposição “Avessos e Aventuras”, que traz cerca de 80 obras dos veteranos fotógrafos German Lorca, Maureen Bisilliat, Nair Benedicto e Penna Prearo, que exibem um resultado de um desafio proposto: o uso de câmeras de captura digital de telefones celulares.

Os ensaios feitos pelos experientes fotógrafos que, ao longo de suas respectivas carreiras, usufruíram de boa parte das mudanças tecnológicas impactantes das últimas décadas, assim como a migração das máquinas fotográficas analógicas para as modernas câmeras digitais, e essas transformações permitiu o pensar sobre o “fazer fotográfico”, o “fazer arte”, os meios e motivações de produzir imagens.

A não suposição de temas para os experimentos e a certeza plena do curador com o resultado como opção de elaboração autoral, na temporalidade do evento, são parte dos desafios a formatos hegemônicos da contemporaneidade, tornando a exposição uma novidade até mesmo para seus participantes.

Para esse projeto, o fotógrafo German Lorca (1922) apresentou “Retratos”, série composta por 15 imagens; já a inglesa radicada no Brasil Maureen Bisilliat trouxe “Tábuas de Histórias: Uma Noite no Ceagesp”, um conjunto de 28 fotos e dois vídeos captados principal mercado público de São Paulo; Nair Benedicto (1940), por sua vez, exibe “Apenas Mulher”, que traz 15 fotografias; e, finalmente, Penna Prearo (1940), que mostra a série “PeNNúltima Sessão”, que contém 18 imagens relacionadas a clássicos do cinema, como “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick.

SERVIÇO:
Exposição: Avessos e Paradigmas
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 28/05/2017; de terça a sábado, das 12h às 20h, domingo, das 11h às 19h (com permanência de até uma hora após o último horário)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças

Por Jorge Almeida

Exposição “Nós” no Metrô Sé

“Copeira – Cape Town – África do Sul” (2015), registro de Paulo Fridman em exposição no Metrô Sé. Créditos: divulgação

Os usuários do Metrô de São Paulo poderão conferir a exposição “Nós” até o próximo dia 31 de maio, quarta-feira, na Estação Sé. Com 15 imagens de Paulo Fridman, a mostra traz fotografias de trabalhadores do mundo afora.

Andando pelo mundo afora, inclusive pelo Brasil adentro, Paulo Fridman registrou diversas categorias de trabalhadores em seus lugares de onde tiram o seu “pão nosso de cada”, em planos quase abertos, onde são vistas as formas plásticas do ambiente, público e/ou provado, de cada um deles.

O fotógrafo demonstra intensa desenvoltura com quem está sendo retratado, visando neles a imagem e a palavra. Assim, ele mostra todos parados diante de sua lente, observando, como se pudéssemos ler as mentes dos fotografados questionando-o: “Quem é você? Por que me retratas?”.

As imagens mostram, em ter as panelas de barro e guardas de trânsito, a recicladora e o amolador de facas, enfim, pessoas das mais variadas fisionomias, traços e nacionalidades, desde paraenses, como o da foto acima, registrada em 2015, que é de uma copeira de Cape Town, África do Sul.

Além dele, destaques para “Laércio Santos da Silva, vendedor de CD’s, do Mercado Ver-o-Peso, de Belém (PA)”, “Cuidador de Camelo, Rajastão, Índia” (2008), e “Prostituta, Bangkok” (2013).

SERVIÇO:
Exposição:
Nós
Onde: Estação Sé do Metrô (Linha 1-Azul / Linha 3-Vermelha) – Praça da Sé, s/nº – Centro
Quando: até 31/05/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h29; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor da tarifa integral do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Farida, Um Conto Sírio” no MIS

Mapa que ilustra a rota da jornada feita pela família Majid, que foi acompanhada pelo fotógrafo Maurício Lima. Foto: Isis Naura

Ainda como uma das atrações do Maio Fotografia do MIS está a mostra “Farida, Um Conto Sírio”, do fotógrafo Maurício Lima, que fica em cartaz até o próximo domingo, 28 de maio, e traz 33 imagens sobre a epopeia e a peregrinação da família Majid, que abandonou a cidade de Afrin, na Síria, e partiu cruzando fronteiras pela Europa até chegar na Suécia.

O nome que dá o título à exposição é alusão a um bebê que nasceu em Karlstad, no interior da Suécia, depois de todas as adversidades físicas e emocionais de seus progenitores, que representaram os mais de cinco milhões de refugiados sírios e que enfrentaram quase dois meses atravessando países para fugir da guerra que assola o país. Este ensaio fotográfico dos refugiados em busca de asilo no Velho Mundo rendeu ao fotógrafo o Prêmio Pulitzer em 2016, tornando-se o único brasileiro a receber a prestigiosa e reconhecida honraria, que reconhece os principais trabalhos publicados nos EUA nas áreas da literatura, jornalismo, fotografia e música.

Desde 2003, quando houve a invasão dos Estados Unidos ao Iraque, Maurício Lima vem registrando por meio de suas lentes as consequências das populações afetas pelos confrontos. Em 2015, passou 38 dias entre o norte da Síria e o Iraque, após passar por fronteiras por onde os refugos passaram durante a fuga: Turquia, Grécia, Bulgária, Macedônia, Sérvia, Croácia e Hungria; e os destinos ou rotas, como Alemanha, Áustria, Suécia e Noruega. Por todos esses lugares, Lima passou entre uma e duas semanas ao longo de seis meses.

As imagens de Maurício retratam os altos e baixos emocionais dos refugiados na esperança de encontrar um lugar onde possam viver em paz, com dignidade e respeito. Ao longo do período em que registrava essa saga, Mauricio compreendeu que devia humanizar o acontecimento calamitoso e quis se chegar de uma família e fotografar suas provações intensas até o exílio. Ele se juntou com a família Majid, que repousava em uma barraca em uma praça de Belgrado, na Sérvia. Durante 29 dias, o fotógrafo compartilhou da vida deles, os perigos e as dificuldades para ir da Sérvia à Suécia.

A exposição é co-realizada pelo MIS e pela DOC Galeria|Escritório de Fotografia e tem a curadoria assinada pela alemã Elisabeth Biondi.

O paulistano Maurício Lima é um fotógrafo documental independente. Ao longo de mais de uma década vem se destacando ao documentar a vida de pessoas afetadas pelas crises sociais e conflitos armados. Já teve trabalhos realizados em países como Afeganistão, Ucrânia, Líbia, Portugal, Iraque e, claro, o Brasil. Parte de sua produção tem sido publicada em veículos como o The New York Times.

Detentor de inúmeros prêmios, sendo muitos internacionais, Maurício Lima ganhou entre eles, além do citado Pulitzer Prize, Press Photo, em duas ocasiões, quatro vezes o Pictures of the Year International, entre outros, além de ter sido um dos idealizadores do FotoProtestoSP, um coletivo que atraiu cerca de 20 fotógrafos, que tinham como foco disseminar a importância dos protestos de rua, realizados em junho de 2013, como liberdade de expressão em uma sociedade democrática, por meio de grandes intervenções fotográficas nos muros públicos de São Paulo.

Entre os destaques estão: “Sonho Interrompido” (2015), registrado em Lesbos, na Grécia; e “Pôr do Sol” (2015), captado na fronteira entre Grécia e Macedônia.

SERVIÇO:
Exposição:
Farida, Um Conto Sírio
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 28/05/2017; de terça a sábado, das 12h às 20h, domingo, das 11h às 19h (com permanência de até uma hora após o último horário)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Olhares sobre a Cachoeirinha” no Metrô Santa Cecília

Imagem de Antonio Soares Coutinho na exposição no Metrô Santa Cecília. Crédito: divulgação

A Estação Santa Cecília do Metrô realiza até o dia 31 de maio de 2017 a exposição “Olhares Sobre a Cachoeirinha”, que contém 23 imagens obtidas ao longo de um curso de fotografia que existe desde 2011 na zona norte de São Paulo. O projeto é uma parceria feita entre a Fundação Stickel e a Fábrica de Cultura da Vila Nova Cachoeirinha.

O intuito é motivar os alunos do curso a descobrirem de diversas formas a localidade onde convive.

A Fundação Stickel é uma instituição sem fins lucrativos que age pela capital paulista com projetos que têm como foco a inclusão social, cultural e econômica de moradores de comunidades através das artes visuais.

E a exposição é fruto dessa ação que, além de ensinar um curso gratuito de fotografia, visa, além da técnica de fotografar, tem como ideia central trabalhar a fotografia como tática para estimular à cultura e à reflexão.

Até 2014, o curso era ministrado pelo renomado fotógrafo Arnaldo Pappalardo e, atualmente, é ministrado pelo fotógrafo Lucas Cruz.

Entre as imagens expostas estão uma de Ketley dos Santos Oliveira, de 2015, e de Antonio Soares Coutinho (foto), de 2011.

Para mais informações: http://www.fundacaostickel.org.br

SERVIÇO:
Exposição:
Olhares Sobre a Cachoeirinha
Onde: Estação Santa Cecília do Metrô (Linha 3-Vermelha) – Largo de Santa Cecília, s/nº
Quando: até 31/05/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h23; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Revista Camera – A Fotografia dos Séculos XIX e XX” no MIS

Reproduções de capas da Revista Camera no MIS. Foto: Isis Naura

A mostra “Revista Camera – A Fotografia dos Séculos XIX e XX” segue em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS) até o próximo domingo, 28 de maio, e apresenta 219 registros de nomes importantes da fotografia, como Cartier-Bresson, Larry Clark, Eugène Atget, Aleksander Rodchenko, Sarah Moon, entre outros, que fizeram parte da conceituada revista de fotografia Camera.

As fotografias integram parte da coleção de Wulf Rössler, psiquiatra e professor da Universidade de Zurique, que adquiriu todo o acervo do fotógrafo Allan Porter, com cerca de 3.000 negativos, ampliações em papel fotográfico, cromos e papel japonês de vários fotógrafos que tiveram suas produções veiculadas durante o tempo em que esteve à frente como editor do periódico, entre 1966 e 1981. Na época que Rössler comprou o material, Porter passava por uma crise financeira.

Fundada em 1922, a revista teve suas atividades encerradas em 1981, mas voltou a ser publicada em 2013, em versões bilíngue (francês-inglês) com quatro edições.

De acordo com o então diretor-executivo do MIS, André Sturm, em 2016, Rössler procurou a instituição com uma sugestão em exibir o material, pois pensara que a coleção se enquadraria com o perfil do museu. Assim, uma parceria foi fechada: o MIS auxiliaria na higienização, catalogação e acondicionamento das fotografias, e ele cederia parte delas para a exposição.

A curadoria é do próprio Sturm em co-curadoria de Cristiane de Almeida e Talita Virgínia.

Vale conferir trabalhos como “Blind Woman”, Nova York (1916), de Paul Strand; uma série de cartões editados pela Galeria Die Brucks, em Viena, na Áustria, em 1976, de Les Krims; e “Albert Schweitzer” (1954), sem local específico, de Yoursuf Karsh.

A exposição faz parte do especial Maio Fotografia no MIS 2017, projeto anual da instituição dedicado exclusivamente à fotografia.

SERVIÇO:
Exposição:
Revista Camera – A Fotografia dos Séculos XIX e XX
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Quando: até 28/05/2017; de terça a sábado, das 12h às 20h, domingo, das 11h às 19h (com permanência de até uma hora após o último horário)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita às terças

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Madrugada nos Trilhos” no Metrô República

“Chegada e Saída”, imagem de Fausto Suez, registrada no Pátio Jabaquara (Linha 1-Azul). Créditos: divulgação

A Estação República do Metrô está com a mostra “Madrugada nos Trilhos” em exposição até o próximo dia 31 de maio, quarta-feira, e traz cerca de 20 registros fotográficos de Fausto Saez, que abordou o que acontece no Metrô de São Paulo depois que as estações são fechadas.

Embora o Metrô de São Paulo tenha uma malha relativamente curta com relação ao tamanho da capital paulista (81,3 km, incluindo o trecho de 2,9 km do monotrilho da Linha 15-Prata), muitos de seus mais de três milhões de passageiros diários não percebem a perplexidade e grandiosidade dos milhares de funcionários que trabalham para atender os seus usuários, inclusive durante a madrugada.

A mostra traz incríveis fotografias que registram o que acontece enquanto boa parte da população da maior cidade da América do Sul está dormindo, nos pátios e oficinas de manutenção de trens. Para o projeto, foram retratados funcionários trabalhando na manutenção das vias férreas, estações ermas durante as primeiras horas do dia e lindas paisagens underground.

Merecem destaque imagens como “Esfriando os Motores”, registrada no Pátio Jabaquara, estacionamento de trens; “Chegada e Saída” (foto), também feita no Pátio Jabaquara; e “Paraíso Deserto”, captada na Estação Paraíso na calada da madrugada.

SERVIÇO:
Exposição: Madrugada nos Trilhos
Onde: Estação República do Metrô (Linha 3-Vermelha) – acesso também pela Linha 4-Amarela) – Rua do Arouche, 24
Quando: até 31/05/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h25; sábados, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida