Pink Floyd: 45 anos de “Obscured By Clouds”

“OBscured By Clouds”: o sétimo disco de estúdio do Pink Floyd

No último dia 2 de junho, o álbum “Obscured By Clouds”, do Pink Floyd, completou 45 anos de seu lançamento. O trabalho foi o sétimo registro de estúdio da banda e, ao mesmo tempo, foi a trilha sonora para o filme francês “La Vallée”, lançado em 1972. Gravado em dois períodos – de 23 a 29 fevereiro e de 23 março a 6 de abril de 1972 – nos Strawberry Studios, em Ile-de-France, na França, o play foi produzido pelo próprio Pink Floyd.

No período em que o disco estava sendo produzido, o quarteto já trabalhava para aquele que seria a sua obra-prima, “The Dark Side Of The Moon”, sendo que boa parte de seus elementos são encontrados em “Obscured By Clouds”. Aliás, logo após a conclusão do disco, o grupo se desentendeu com os produtores do filme e, como consequência, o disco não ganhou o mesmo nome do filme – “La Vallée” -, mas sim com o título da faixa da abertura do play. Em resposta, a produtora do filme renomeou o filme como “La Vallée (Obscured By Clouds)”.

Antes de colaborar para o filme de Barbet Schroeder, o Pink Floyd já havia gravado trilhas sonoras para os filmes “The Committee” (1968) e “More” (1969) e parte de “Zabriskie Point” (1970). Depois do sucesso obtido por “More”, o diretor solicitou ao Pink Floyd para gravar a trilha sonora de seu próximo grande projeto, o filme “La Vallée”, que apresentou dois viajantes em uma missão espiritual na Nova Guiné, e Schroeder acreditou que o grupo seria adequado para fornecer a música. A banda, que já iniciara as gravações de “The Dark Side Of The Moon”, já havia incluídos algumas gravações básicas e performance ao vivo precisou dar duas pausas no Strawberry Studios, em Château d’Hérouville, na França, durante uma turnê japonesa para escrever a gravar a música para o filme.

Depois de terem feito em “More”, os integrantes perceberam que havia cortes grosseiros do filme e perceberam os momentos certos para o corte com um cronômetro. Assim, optaram em fazer uma série de faixas que sentiram que poderiam ser limadas em vários pontos do corte final do filme, ou seja, não estavam muito preocupados em criar músicas completas por acreditarem que poderia ter as canções cortadas, logo, não havia necessidade de solos, porém, com a pressão de produzir material suficiente, os músicos conseguiram criar uma série de músicas bem estruturadas. Dessa forma, de acordo com o baterista Nick Mason, as sessões foram muito apressadas e o grupo passou grande parte do tempo em Paris trancado no estúdio.

Durante a primeira sessão de gravação, em fevereiro de 1972, a emissora de TV Francesa ORTF filmou um pequeno trecho da banda gravando o álbum, incluindo entrevistas com Roger Waters e David Gilmour – que apareceu anos mais tarde em VHS e no DVD (intitulado “Director’s Cut” de “Pink Floyd: Live At Pompeii”). O baixista comentou que as pressões iniciais do álbum no Reino Unido continha uma cobrança excessiva.

Como explicado, as músicas de “Obscured By Clouds” são mais curtas e econômicas, que contrariam com os longos instrumentais encontrados em outros discos da banda. Uma influência da música country marca presença em várias faixas, como o uso frequente do violão. O registro também apresentou o sintetizador VCS 3, que Richard Wright comprara na Oficina Radiográfica da BBC.

O disco abre com a faixa-título, que demonstra nitidamente o uso proeminente do VCS 3 e apresenta Nick Mason tocando bateria eletrônica. O tema seguinte, “When You In”, teve seu título retirado de uma frase dita por Chris Adamson, roadie da banda. As duas músicas, ambas instrumentais, fizeram parte do set da banda entre o final de 1972 e na turnê de 1973. Enquanto isso, “Burning Bridges” foi resultado da parceria entre Richard Wright, autor da música, e Roger Waters, responsável pelas letras. Em seguida, “The Gold It’s In The…” é uma excelente faixa assinada pela dupla Waters/Gilmour. A quinta faixa é a acústica “Wot’s… Uh The Deal?”, que só foi tocada ao vivo por David Gilmour em sua turnê solo em 2006. O lado A do vinil chega ao final com a instrumental (mais uma!) “Mudmen

Já “Childhood’s End”, que abre o lado B, teve seu título possivelmente derivado de uma peça de Arthur C. Clarke de mesmo nome. O padrão de bateria que abriu a faixa foi adaptado para “Time”, clássico de “The Dark Side Of The Moon”. Na sequência, a única faixa do disco que foi lançada como single: “Free Four”, de Roger Waters, que lida com a morte de seu pai durante a Segunda Guerra Mundial. O título é derivado da contagem em: “one, two, three, four!” (sim, essa contagem não era coisa exclusiva dos Ramones!). Foi lançada como single nos Estados Unidos porque o grupo acreditara que era apropriada para a rádio AM. Na sequência, o play traz “Stay”, outra da dupla Waters/Wright, que é uma canção de amor, porém, o protagonista não consegue se recordar do nome da garota, propondo que ela poderia ter sido uma colega. E, para finalizar, “Absolutely Curtains”, maior faixa do disco com quase seis minutos de duração, que finaliza a gravação da tribo Mapuga, como é visto no filme.

A arte da capa do disco, assim como vários outros trabalhos do Pink Floyd, ficou por conta de Storm Thorgerson e Aubrey Powell, do Hipgnosis. Consiste em uma fotografia de um homem sentado em uma árvore que foi retirada do foco até o ponto de distorção completa. Anos mais tarde, Barbet Schroeder disse que os caras não queriam uma capa excepcional para não competir com “The Dark Side Of The Moon”, contudo, Thorgerson teimou para que tenha uma devida consideração pelo material assim como para qualquer outro trabalho do Pink Floyd.

O álbum, que foi lançado duas semanas mais tarde nos Estados Unidos pela Harvest, chegou em 46º lugar nas paradas norte-americanas, onde recebeu o certificado de ouro em 1997, e alcançou o sexto lugar no UK Albums Chart, no Reino Unido, e o número um na França.

Apesar de ter sido ignorado por parte dos críticos e fãs, uma vez que fora ocultado pelo fenômeno “The Dark Side Of The Moon”, que foi lançado menos de um ano depois, “Obscured By Clouds” é um dos álbuns favoritos do baterista Nick Mason. E, de fato, é um bom disco, só teve o azar de ter saído praticamente na mesma época de uma obra-prima. Mas vale a aquisição.

A seguir a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Obscured By Clouds
Intérprete: Pink Floyd
Lançamento: 02/06/1972 no Reino Unido e 15/06/1972 nos Estados Unidos
Gravadora/Distribuidora: Harvest Capitol
Produtor: Pink Floyd

Roger Waters: baixo e voz
David Gilmour: guitarra, steel guitar, sintetizador EMS VCS 3 e voz
Nick Mason: bateria e percussão
Richard Wright: teclados e vocais

1. Obscured By Clouds (Gilmour / Waters)
2. When You’re In (Gilmour / Mason / Waters / Wright)
3. Burning Bridges (Waters / Wright)
4. The Gold It’s In The… (Gilmour / Waters)
5. Wot’s… Uh The Deal (Gilmour / Waters)
6. Mudmen (Gilmour / Wright)
7. Childhood’s End (Gilmour)
8. Free Four (Waters)
9. Stay (Wright / Waters)
10. Absolutely Curtains (Gilmour / Mason / Waters / Wright)

Por Jorge Almeida

 

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Chega ao Brasil livro que conta a história de Zlatan Ibrahimović

Reprodução: capa

Trazida ao país pela Realejo Livros, polêmica biografia tem mais de 1,5 milhões de cópias vendidas em 4 línguas e foi escrita por autor de continuação da trilogia Millenium

São Paulo, novembro de 2017 – Chega ao Brasil neste mês de dezembro o livro que conta a história pessoal e profissional de Zlatan Ibrahimovic, um dos mais importantes jogadores do futebol contemporâneo e o maior atacante e artilheiro da história da Suécia.

Com mais de 1,5 milhão de cópias vendidas em dezenas de países, trazido ao Brasil pela Realejo Livros, o livro conta a história do sueco, filho de pai bósnio, muçulmano e mãe croata, católica, que conseguiu superar o passado de pobreza e exclusão em um gueto de imigrantes na Suécia para se tornar um dos melhores e mais bem pagos atletas do mundo.

“Eu sou Zlatan” foi escrito pelo jornalista David Lagercrantz, reconhecido no mundo todo como o autor da continuação da trilogia Millenium, originalmente escrita pelo seu conterrâneo Stieg Larsson. Também é autor do best seller que conta a história do montanhista e aventureiro sueco Göran Kropp, “Ultimate High”.

Com tradução de Luciano Dutra, “Eu sou Zlatan” revela detalhes de como o jogador, ainda adolescente, quase abandonou o futebol para trabalhar no porto de Estocolmo – mas foi convencido pelo seu técnico a continuar. Também aborda temas como a falta de apoio da família e episódios de racismo que sofreu na Itália, entre outros.

Prefácio de Ronaldo Fenômeno
Famoso pela natureza impulsiva dentro de campo, o craque conta como isso o ajudou a superar desde a falta de suporte da família e a pressão de técnicos e cartolas sem abaixar a cabeça para ninguém. No livro, Ibrahimovic revela que só presta reverência a uma pessoa – o brasileiro Ronaldo Nazário, o fenômeno, considerado um dos maiores futebolistas de todos os tempos. “Se não fosse pelo Ronaldo, acho que teria me tornado um tipo completamente diferente de jogador”, confessa o astro da Suécia.

Justamente por isso, a edição brasileira da biografia traz prefácio exclusivo de Ronaldo, que responde: “Fico muito honrado em saber que servi de influência para um atleta do nível do Ibrahimović, que hoje influencia tantos outros jovens jogadores”.

Sinopse
Livro de maior sucesso na história moderna da Suécia, com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em mais de 20 países, a biografia de Zlatan Ibrahimovic, mais conhecido entre nós brasileiros como Ibra, vai muito além da mera descrição da carreira de um jogador de futebol famoso. Assim como costuma se portar dentro de campos, Ibra não disfarça suas intenções, nem esconde o que sente ao contar para o escritor David Lagercrantz tudo sobre sua vida pessoal e profissional. Revela-se por inteiro, sem filtro. Para quem admira o “Ibra”, este livro é um presente, pois revela detalhes surpreendentes da vida pessoal e da carreira desse astro do futebol. Mas para quem sonha um dia em se tornar um jogador de alto nível, a história de como o menino Zlatan conseguiu superar o passado de pobreza e exclusão em um gueto de imigrantes na Suécia para se tornar um dos melhores e mais bem pagos jogadores do mundo é um “manual de sobrevivência”, com dicas preciosas para não desanimar diante das dificuldades, nem aceitar passivamente regras impostas por técnicos ou dirigentes.

Ficha Técnica
Livro: Eu sou Zlatan Ibrahimovic
Autor: David Lagercrantz
Tradução: Luciano Dutra
Editora: Realejo Livros
Número de páginas: 464
Número ISBN: 978-85-9588-007-8
Preço de capa: R$ 59,90
Edição: 1ª edição

Sobre a Realejo Livros
A Realejo Livros, do livreiro José Luiz Tahan, nasceu como livraria em 2001, dentro da Universidade Católica de Santos. Em 2003, mudou-se para o espaço no coração do Gonzaga, bairro da cidade. O segundo capítulo dessa história teve início em 2006, quando José Luiz decidiu expandir seu trabalho, criando a Realejo Livros. No final de 2007 foi inaugurada a segunda loja, no Shopping Miramar, em Santos. Mais tarde, em 2009, inicia-se um novo capítulo na empresa com a estreia do festival internacional de literatura, o Tarrafa Literária. Com inspiração em Paraty e Passo Fundo, cidades que sediam outros grandes eventos literários, a Realejo criou um importante festival que já faz parte do circuito internacional das letras. Hoje em dia, a editora já conta com quase 100 títulos publicados.

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Por Maurício / Agência Lema

Petrobras e Sesc São Paulo apresentam PRETO, da companhia brasileira de teatro, que estreia no Sesc Campo Limpo em 09 de novembro

O PRETO vai se desdobrando em possibilidades reais de diálogo, em instâncias diferentes da palavra. Foto de Nana Moraes.

Espetáculo promove a investigação e reflexão sobre a coexistência e a interação entre as diferenças

“PRETO é uma obra sobre ela mesma, que se articula com autonomia promovendo possibilidades de leitura, emergindo um leque de assuntos e temas diversos.

Diante desses fatores que afetam o mundo, eu respondo artisticamente”. Marcio Abreu.

“No teatro e nas artes presenciais, relacionais, há uma certa tendência à surdez cultural. É muito comum as pessoas irem ao teatro e não escutarem, não veem, não estão permeáveis. Um dos desafios, como dramaturgo, é o de construir e furar um pouco esses bloqueios culturais, sociais”. Marcio Abreu

As infinitas possibilidades de diálogos e descobertas do ser, através de um corpo, uma palavra ou um som, se desdobram na narrativa de PRETO, o novo projeto da companhia brasileira de teatro, que estreia em São Paulo, a partir de 09 de novembro de 2017, no Sesc Campo Limpo, em São Paulo, após uma ocupação/residência de 30 dias de criação na mesma unidade.

Dirigida por Marcio Abreu, a peça se articula a partir da fala pública de uma mulher negra, uma espécie de conferência que se desdobra em imagens, mediações da palavra, ressignificações dos corpos, ativação da escuta e reverberação dos sentidos numa sequência de tentativas de diálogos.

PRETO promove uma investigação sobre o que gera a recusa das diferenças na sociedade e como reagir artisticamente diante desta pluralidade cultural, política, étnica e racial. A experiência busca expandir através da arte as percepções sobre o outro e sobre os espaços de convivência, além da formação de sensibilidades que aparecem em três grandes momentos durante a narrativa.

Um dos questionamentos que acompanham a peça- do que você não esquece nunca do que você é? – traz o jogo visceral que se entrelaça com os caminhos dos pensamentos na filosofia, literatura, dança, música e antropologia. A dramaturgia carrega diálogos marcados pelo noticiário, sem a intenção de reproduzir a realidade, e traz cenas vivenciadas pelo artistas em seus cotidianos, proporcionando instâncias de linguagem para a peça.

A narrativa ainda proporciona reflexão sobre como a sociedade se comporta e dá poder à questão da imagem social. Imposta como verdade neste universo contemporâneo, questionamentos do tipo “como eu me vejo?” ou “como o outro me vê?” ganham força e enriquecem o espetáculo por meio da construção de um diálogo.

Tá vendo? Eu não sei falar sobre mim. Falar sobre mim pode ser pouco. Ou não, né? Mas sei falar sobre o que me atravessa, e me atravessa aquela garota erguendo a carteira da escola no meio da rua. Aquela mulher esbravejando com o policial. Aquela palestra, quando ela falou que eles calculavam qual seria o melhor dia para fugir. O vídeo da mulher sendo arrastada. O clipe. Beyoncé fez eu me sentir com poder. A liberdade não tem nome e o nome dele é Rafael, nome de um primo meu. A série. Aquilo coloca a nossa forma de viver na linguagem de mercado. E ganharam um Oscar. Eu tenho raiva daquilo. Mas me interessa furar a tortura simbólica das imagens que não deixa a nossa imagem viver plenamente, com amor, com beleza, com dinheiro. E digo mais: para que servem nossas respostas que falam sobre nós. A quem? Quem são os corpos que ouvem isso? Essas palavras fazem agir? Amanhã o teu cabelo vai gritar alguma coisa? Teus braços, teus pés e mãos? Quem vai abrir mão para dividir? E nós? Vamos ter fôlego para plantar em cada comunidade, em cada reunião, alguma ação?“. Trecho da dramaturgia.

O racismo e a investigação pela negação transposta pela sociedade atual – presente na peça – tem como referência básica no processo de construção a obra de Joaquim Nabuco, intelectual e político abolicionista brasileiro que viveu no século XIX entre o Brasil e a Europa, “A Crítica da Razão Negra”, do professor e cientista político sul-africano Achille Mbembe, os escritos de Frantz Fanon, a literatura de Ana Maria Gonçalves, e da poeta e professora Leda Maria Martins, entre outros pensadores.

PRETO e a companhia brasileira de teatro

Fruto do desdobramento da pesquisa de “PROJETO bRASIL”, PRETO vem se construindo desde 2015 e se deu em diversas situações de residências artísticas em períodos, cidades e países diferentes, entre eles: Belo Horizonte, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, São Paulo, Araraquara, Curitiba e Santos. As cidades de Dresden e Frankfurt, na Alemanha, também receberam residências artísticas (com mostras de processo, oficinas, encontros, conversas públicas), todas abertas ao público.

“Em cada uma das etapas de trabalho fomos permeados por circunstâncias e experiências específicas. Em todas elas promovemos ou participamos de encontros entre artistas e público através de apresentações de peças do nosso repertório, oficinas, mostras de processo, debates e conversas públicas, entendendo o teatro como lugar mobilizador de sensibilidades, sentido político e ativador de transformações possíveis, transformações sonhadas e as que ainda nem imaginamos”, completa o diretor Marcio Abreu sobre o processo.

A companhia brasileira de teatro é um coletivo de artistas de várias regiões do país fundado pelo dramaturgo e diretor Marcio Abreu em 2000, em Curitiba, onde mantém sua sede num prédio antigo do centro histórico.

Sua pesquisa é voltada sobretudo para novas formas de escrita e para a criação contemporânea. Entre suas principais realizações, peças com dramaturgia própria, escritas em processos colaborativos e simultâneos à criação dos espetáculos, como PROJETO bRASIL (2015); Vida (2010); O que eu gostaria de dizer (2008); Volta ao dia…(2002).

Há ainda uma série de criações a partir da obra de autores inéditos no país como Krum (2015) de Hanock Levin; Esta Criança (2012), de Joel Pommerat; Isso te interessa? (2011), a partir do texto Bon, Saint-Cloud, de Noelle Renaude e Oxigênio (2010) de Ivan Viripaev.

A companhia realiza ainda frequentes intercâmbios com outros artistas no país e no exterior. Estreou na França, em 2014, o espetáculo Nus, Ferozes e Antropófagos em pareceria com os diretores Thomas Quillardet e Pierre Pradinas e com artistas brasileiros e franceses do Coletivo Jakart e colaboradores da companhia brasileira.

FICHA TECNICA
Direção: Marcio Abreu
Elenco: Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira, Renata Sorrah e Rodrigo Bolzan
Músico: Felipe Storino
Dramaturgia: Marcio Abreu, Grace Passô e Nadja Naira
Iluminação: Nadja Naira
Cenografia: Marcelo Alvarenga
Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino
Direção de Produção: José Maria | NIA Teatro
Direção de Movimento: Marcia Rubin
Vídeos: Batman Zavarese e Bruna Lessa
Figurino: Ticiana Passos
Assistência de Direção: Nadja Naira
Orientação de texto e consultoria vocal: Babaya
Consultoria Musical: Ernani Maletta
Adereços | Esculturas: Bruno Dante
Colaboração artística: Aline Villa Real e Leda Maria Martins
Assistência de Iluminação e Operador de Luz: Henrique Linhares
Assistência de Produção e Contrarregragem: Eloy Machado
Operador de Vídeo: Bruna Lessa e Bruno Carneiro
Assistência de Produção: Caroll Teixeira
Participação Artística na Residência realizada em Dresden: Danilo Grangheia, Daniel Schauf e Simon Möllendorf
Projeto Gráfico: Fabio Arruda e Rodrigo Bleque | Cubículo
Fotos: Nana Moraes
Assessoria de Imprensa: Márcia Marques, Kelly Santos e Daniele Valério | Canal Aberto
Patrocínio: Petrobras e Governo Federal
Produção: companhia brasileira de teatro
Co-produção: HELLERAU – European Center for the Arts Dresden, Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main, Théâtre de Choisy-le-Roi – Scène conventionnée pour la diversité linguistique
Realização: Sesc São Paulo
companhia brasileira de teatro
Direção de Produção: Giovana Soar
Administrativo e Financeiro: Cássia Damasceno
Assistente Administrativo: Helen Kalinski

Serviço
PRETO
De 09 de novembro a 17 de dezembro de 2017
De quinta a sábado, 20h e domingos, 18h.
Não haverá apresentações nos feriados dos dias 15 e 20 de novembro.
SESC CAMPO LIMPO
Rua Nossa Sra. do Bom Conselho, 120 – Santo Amaro, São Paulo/ SP
Tel. (11) 5510-2700
Capacidade: 120 lugares/ Recomendação: 14 anos/ Duração: 90 minutos
Ingressos: R$ 9,00 (Credencial plena), R$ 15,00 (Aposentado, pessoas com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 30,00.

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério | Kelly Santos
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425 | 11 9 5630 3505
Emails: marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br kelly@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Red Bull Station inaugura exposição com obras de artistas residentes

Obra “Pequena Ode ao Vazio”, do artista Henrique Detomi (Crédito: Lost Art/Red Bull Content Pool)

A mostra, que fica aberta ao público de 11 a 30 de novembro, apresenta trabalhos variados que vão desde pesquisas sobre o som a questões de gênero

São Paulo, novembro de 2017 – A partir deste sábado (11 de novembro), às 14h, o público poderá conferir o resultado do trabalho dos 15 artistas que participaram das 13a e 14a turmas da Residência Artística do Red Bull Station, no centro de São Paulo. O programa é uma plataforma que incentiva e apoia a formação e a produção de arte contemporânea. A cada edição, contempla seis artistas ou coletivos atuantes nas áreas de artes visuais, performance, arte sonora, novas mídias e demais manifestações.

Aline Motta, Ariana Miliorini, Gustavo Paim, Raquel Krugel, Camille Laurent, Stefanie Egedy, Flora Leite, Henrique Detomi, Laura Andreato, Carolina Marostica, Denise Alves-Rodrigues, Katia Fiera, Rafael Bqueer, Rafa Munarríz e Renato Atuati apresentarão seus trabalhos, desenvolvidos entre agosto, setembro e outubro deste ano.

Por meio de diversas linguagens, os temas explorados nos trabalhos dos residentes passearam estilos, pesquisas e materiais bem distintos, como, por exemplo, o som –objeto de estudo de dois coletivos participantes da 13a edição: enquanto o trio formado por Ariana Miliorini, Gustavo Paim e Raquel Krugel explora performances feitas ao vivo, Camille Laurent e Stefanie Egedy investigam a suspensão, ainda que momentânea, do controle físico e mental por meio da espacialização da luz e do som.

Há, também, pesquisas a respeito da arquitetura de São Paulo, caso dos artistas Henrique Detomi –que faz uso da pintura clássica para ressignificar ícones da arquitetura paulistana, inserindo-os em paisagens de natureza– e  Kátia Fiera, que aborda a arquitetura do Centro e a relação com os trabalhadores em uma instalação com folhas de ponto.

Já Rafael Bqueer dedica seu estudo à temática queer e se apresenta como drag queen na abertura da mostra, além de expor uma intervenção audiovisual e de imagens sobre o tema. Outra artista que propõe intervenções no espaço é Carolina Marostica, cuja obra se dá na transfiguração e junção de materiais com forte apelo tátil –como espuma e plástico–, criando esculturas que exploram a tensão entre natural e artificial.

Com curadoria de Fernando Velázquez, a mostra das duas últimas turmas de 2017 ocupará as duas galerias e alguns ateliês do prédio, além do entorno do local. “Os artistas selecionados para esta edição da residência artística trabalham na fronteira entre linguagens”, comenta Velázquez. “Vejo um interesse crescente no estudo do som como material plástico e poético, mas, sem dúvida, um dos aspectos mais interessantes da produção local neste momento é a pesquisa sobre questões de gênero, raça e outras minorias”, finaliza.

SERVIÇO:
Exposição Residência Artística (13a e 14a turmas)
De 11 a 30 de novembro;
Seg. à sexta, das 11h às 20h, sábados das 11h às 19h.
Entrada gratuita.

Sobre a Residência Artística do Red Bull Station
O projeto Residência Artística do Red Bull Station incentiva e apoia a formação e produção de arte contemporânea. A seleção – feita por meio de edital – contempla artistas preferencialmente no início da sua trajetória profissional. Durante o período de residência, os participantes têm à sua disposição um ateliê e o acompanhamento de um curador. Por quatro semanas, eles vivem diariamente uma espécie de laboratório aberto, com trocas, studio visits e exposições.

O House of Art foi um projeto anual de residência artística da Red Bull que ocupou os prédios Hotel Central e Sampaio Moreira, ambos no centro de São Paulo, em 2009, 2010 e 2011. A partir da abertura do Red Bull Station, o projeto passa a ser permanente e muda de nome e de formato:  se transforma na Residência Artística no Red Bull Station.

Agência Lema
Leandro Matulja/ Letícia Zioni/ Larissa Marques
agencialema.com.br

Informações para imprensa:
Luciana Rabassallo (+ 55 11) 3871-0022 – ramal 201
luciana@agencialema.com.br

Por Luciana Rabassallo / Agência Lema

Exposição “Espuma” na Japan House São Paulo

A instalação “Espuma” na Japan House São Paulo. Foto: Jorge Almeida

A Japan House São Paulo promove até o próximo domingo, 12 de novembro, a exposição “Espuma”, de Kohei Nawa, que consiste em um instalação transitória feita em um ambiente azul, iluminação programada, onde uma espécie de montanha de espuma ou nuvens se modificam como item orgânico condicionado ao ciclo de nascimento e destruição.

Um dos jovens artistas mais reconhecidos no Japão, Kohei Nawa é conhecido pela produção marcada por uma vasta pesquisa de materiais inovadores e uma obsessão estética: seu olhar sobre as estruturas moleculares, das quais toda a vida é feita.

A instalação “Espuma” é composta por pequenas bolhas ou células que se formam na superfície de um líquido semelhante a um sabão. Elas vão se acumulando para formar uma estrutura livre, cada bolha permanecendo dependente ao seu ciclo de nascimento e destruição, de forma similar à condição de nossas próprias células, que circulam, metabolizam e morrem.

Andar pelo  espaço onde se encontra a obra traz ao visitante uma sensação semelhante ao de caminhar sobre as nuvens, mas nuvens de matéria orgânica, como as estruturas do nosso interior.

SERVIÇO:
Exposição:
Espuma
Onde: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – Cerqueira César
Quando: até 12/11/2017; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Satoyama” na Japan House São Paulo

Uma das fotos de Sergio Coimbra na exposição “Satoyama”. Créditos: divulgação

A Japan House São Paulo promove até o próximo domingo, 12 de novembro, a exposição “Satoyama”, que contém cerca de 80 fotografias resultantes do trabalho realizado entre dois nomes da cena gastronômica mundial: o fotógrafo brasileiro Sergio Coimbra e o chef de cozinha japonês Yoshihiro Narisawa. Além das imagens, a mostra exibe objetos e vídeos relacionados à trajetória e as criações feitas ao longo de três anos em diferentes pontos do Japão para retratar a gastronomia local.

O resultado das viagens para a exploração de panoramas e da natureza apresentam os mistérios da culinária japonesa, que nem os próprios nipônicos se dão conta, como a extensa importância aos alimentos utilizados, sua sazonalidade e seu produtor, feitios capturados pelo fotógrafo brasileiro que registrou a cultura e os hábitos alimentares apresentados através das releituras do renomado chef.

Narisawa explana para o século XXI métodos gastronômicos clássicos e a forma de pensar sobre a nutrição do futuro e a sua sustentabilidade. Podemos observar o uso do misterioso Koji – o fungo nacional; a utilização do carvão Binchotan, o preparo de cobras, entre outras, reforçando a valorização dos produtos regionais com uma perspectiva contemporânea e de consciência ambiental. Como resultado, criou um prato denominado Soil Soup (Sopa de Terra) que, em suas palavras, “expressa a importância do meio ambiente através do que comemos”.

Entre os destaques estão “Water Salad, Spring Waterblessing”, série composta por nove fotografias; “Okinawa (província ao sul, onde as cobras colocam seus ovos)”, que exibe uma cobra defumada irabu e é utilizada para fazer sopa; e “Inori-Prayer”, um prato de “cozinha iluminada” (caranguejo e a bardana, o feitio do washi, o papel artesanal produzido a partir de fibras de amoeira).

SERVIÇO:
Exposição:
Satoyama
Onde: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – Cerqueira César
Quando: até 12/11/2017; de terça a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Floresta: campeão da Taça Fares Lopes 2017

Jogadores do Floresta comemoram o título da Taça Fares Lopes 2017. Créditos: Reprodução/TV Verdes Mares

O Floresta é o mais novo campeão da Taça Fares Lopes 2017 após empatar em 1 a 1 com o Fortaleza, na Arena Castelão, na capital cearense, na tarde deste sábado (4). Os gols da partida foram marcados por Ronny, para o Tricolor do Pici, e de Edson Cariús, de pênalti, para o time da Vila Manoel Sátiro. Dono da melhor campanha ao longo do torneio, o Verdão da Vila jogava por dois empates. Com o título, o Floresta garantiu o direito de disputar a Copa do Brasil em 2018.

A partida nem começara direito e, no primeiro minuto, em um ataque fulminante do Fortaleza, Ronny dominou e tocou para Pablo, que abriu o marcador na Arena Castelão. Depois de ter tomado o gol, o Verdão da Vila cresceu no jogo e passou a dominar a partida. Aos 7, Otacílio Neto chegou pela esquerda e finalizou ao gol, mas Boeck defendeu sem dificuldades. No minuto seguinte, Renezinho dominou a bola e arriscou ao gol, mas o goleiro do Tricolor do Pici fez nova defesa.

Mas o Leão equilibrou e conteve a pressão do Floresta, e passou a assustar também. Aos 16, Ronny recebeu na área, tirou do marcador e mandou por cima do travessão. Aos 22, Edson Cariús recebeu lançamento e avançou pela esquerda, entrou na área, fintou o marcador e rolou para trás para Paulo Vyctor, que chegou chutando e acertando Ligger, que afastou o perigo e evitou o empate na Arena Castelão. Cinco minutos depois, o Fortaleza chegou novamente. A bola foi alçada na área, Ronny finalizou, mas a bola subiu demais e saiu.

Depois o jogo deu uma caída de produção, porém, aos 40 minutos, Edson Cariús dominou pela direita, driblou o zagueiro e finalizou próximo da pequena área, mas mandou a bola pelas redes do lado de fora. Essa foi a última chance de gol do primeiro tempo, que terminou com vitória parcial do Tricolor do Pici.

No começo da etapa complementar, o Floresta quase chegou ao empate aos dois minutos com Zé Carlos, que emendou um chuite cruzado dentro da área do Fortaleza. O Tricolor do Pici deu o troco aos sete. Em cobrança de falta, o goleiro David estava muito adiantado, quase foi surpreendido e, por pouco, não tomou um gol de cobertura.

Nos minutos seguintes, o Fortaleza se fechou bem para tentar buscar os contra-ataques enquanto o Floresta encontrava dificuldades de chegar ao gol adversário.  Mas o nível técnico das equipes caiu drasticamente, o jogo ficou truncado e os dois times errando bastante passes.

Aos 24, o Tricolor de Aço levou perigo através de Vinícius Baiano, que finalizou ao gol, David espalmou e a zaga afastou.  No ataque seguinte do Floresta, aos 27, Felipe driblou Bruno Melo, que o derrubou dentro da área. Pênalti. Na cobrança, Edson Cariús tirou de Boeck e empatou a decisão. Agora, a taça estava indo para a Vila Manoel Sátiro.

Com a igualdade no placar, a situação dos times se inverteu: o Floresta passou a  se defender enquanto o Fortaleza tentou voltar a pressionar. E, quando manteve a posse de bola, o Verdão da Vila segurava no campo de ataque. Mas, aos 47, o Fortaleza perdeu uma chance incrível: Vinícius Baiano cruzou e Jô perdeu de cara para o gol, seria o gol do título. Porém, o árbitro encerrou o jogo aos 50 minutos e o Floresta conseguiu o título inédito.

A partida começou com o Fortaleza, que precisava da vitória para ficar com a taça, indo para cima e conseguindo abrir o placar antes de o ponteiro dar um giro completo através de Pablo. A partir de então, o jogo ficou franco com as duas equipes criando boas chances de ataque. Na etapa final, o time da Vila Manoel Sátiro mostrou serviço e que não estava entregue. Passou a marcar sob pressão no segundo tempo e acabou sendo recompensado com o gol de empate, que veio através de uma cobrança convertida por Edson Cariús. Então, o resultado foi mantido até o final e o Floresta pode soltar o grito de campeão e, de quebra, garantir uma vaga na Copa do Brasil 2018. Essa foi a maior conquista do clube que foi fundado em 1954. Já para o Fortaleza, o ano de 2017 só não é para cair totalmente no esquecimento porque o time conseguiu a tão esperada volta para a Série B, pois no restante foi só tristeza: eliminações no Campeonato Cearense, na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, além de amargar o vice-campeonato do Campeonato Brasileiro da Série C e, agora também, da Taça Fares Lopes.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Primeira Fase (Grupo A):
19/08/2017 – Floresta 6×0 Itapipoca – Presidente Vargas, Fortaleza (CE)
02/09/2017 – Iguatu 0x0 Floresta – Morenão, Iguatu
09/09/2017 – Floresta 1×0 Guarani de Juazeiro – Presidente Vargas, Floresta
21/09/2017 – Fortaleza 0x2 Floresta – Arena Castelão, Fortaleza
Quartas-de-final:
30/09/2017 – Horizonte 1×0 Floresta – Domingão, Horizonte
07/10/2017 – Floresta 2×1 Horizonte – Presidente Vargas, Fortaleza
Semifinais:
15/10/2017 – Guarani de Juazeiro 2×4 Floresta – Romeirão
21/10/2017 – Floresta 1×2 Guarani de Juazeiro – Presidente Vargas, Fortaleza
Final:
01/11/2017 – Fortaleza 1×1 Floresta – Presidente Vargas
04/11/2017 – Floresta 1×1 Fortaleza – Arena Castelão, Fortaleza

FICHA TÉCNICA: FLORESTA 1×1 FORTALEZA
Competição/Fase: Taça Fares Lopes – final (2º jogo)
Local: Arena Castelão, Fortaleza (CE)
Data: 4 de novembro de 2017, sábado – 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Glauco Nunes Feitosa
Assistentes: Armando Lopes e Samuel Oliveira
Cartões Amarelos: Bruno Melo (Fortaleza); Otacílio Neto, Felipe, Renezinho e Zé Carlos (Floresta)
Cartão Vermelho: Bruno Melo (Fortaleza)
Gols: Pablo, a 1 min do 1º tempo (0-1); Edson Cariús (de pênalti), aos 29 min do 2º tempo (1-1)
FLORESTA: 1.David, 2.Renezinho, 3.Regineldo, 4.Caça Rato e 6.Zé Carlos; 5.Dim, 7.Bruno Ocara, 8.Felipe (15.Iago Emanuel) e 10.Otacilio Neto (14.Hiago Pavuna); 22.Edson Cariús e 11.Paulo Vyctor (19.Nael). Técnico: Raimundo Vagner
FORTALEZA: 1.Marcelo Boeck, 2.Felipe, 3.Ligger, 4.Bruno Melo, 6.Danilo; 5.Anderson Uchôa, 22.Pablo, 10.Ronny (17.Jonathas), 20.Leandro Lima (21.Vinícius Baiano); 19.Leandro Cearense (7.Jô) e 11.Hiago. Técnico: Daniel Frasson

Parabéns ao Floresta Esporte Clube pelo título.

Por Jorge Almeida