Estreia de A Sagração da Primavera – Quadros de uma Dívida não Paga, da [ph2]:estado de teatro

Frame do filme que compõe o espetáculo A Sagração da Primavera – Quadros de uma Dívida não Paga. Créditos; divulgação
Frame do filme que compõe o espetáculo A Sagração da Primavera – Quadros de uma Dívida não Paga. Créditos; divulgação

As cenas, tanto as da tela quanto as presenciais, acontecem embaixo de uma lona preta de aproximadamente 100m2.

Há no espetáculo um devir-criança, uma memória de quando a gente brincava de cabaninha e essa ‘obscuridade’ gerava um corpo que se permitia mais – mais exageros, mais deformidade, a possibilidade do grotesco, do inusual”. Bruno Moreno, um dos diretores do espetáculo

Dívida. Segundo o dicionário Michaelis, o substantivo feminino DÍVIDA envolve alguns significados, dentre eles o de culpa, pecado, a obrigação de pagar, dar ou fazer uma determinada coisa a alguém. Uma condição forçada. A partir de um processo de pesquisa que chegou à constatação de que estamos todos na condição de devedores (da dívida financeira à amorosa, passando pelas morais e subjetivas), o [pH2]: estado de teatro montou A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga, e faz sua estreia dia 14 de maio na Oficina Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo, SP). A temporada, gratuita, vai até o dia 04 de junho. Esse projeto foi contemplado pela 26a edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

A dívida que o grupo não paga – Ao chegar ao teatro, o espectador vai se deparar com uma companhia que deseja inserir o cinema e a dança como parte fundamental dessa nova montagem. O espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga começa com o encontro de seis pessoas dispostas a não pagarem suas dívidas e que, por isso, decidiram tentar desaparecer. Os personagens Mônica, Lia, Lindenbergh, Tânio, Chiara e David, que não são adultos, nem são crianças, inventam, cada um à sua maneira, a forma de não pagar suas dívidas. Assim como em Os Idiotas, de Lars von Triers, em que o diretor dinamarquês filma um grupo de amigos que decide virar as costas para as regras e hipocrisias da sociedade, o grupo [pH2]: estado de teatro utiliza-se de um devir-criança para o registro de interpretação dos atores em cena.

Os modos como esses amigos ensaiam seus desaparecimentos incluem o planejamento da própria morte, passando pela possibilidade de uma abdução por extraterrestres, e o desaparecimento pelo mar; transmutando-se em sereia. O desenvolvimento das situações neste momento da obra ocorre por meio de um filme rodado com uma câmera GoPro, dirigida por Renato Sircilli e Rodrigo Batista. É através de uma projeção que a plateia verá os corpos dos atores do [pH2] em cenas que dialogam com os movimentos da música de Stravinsky.

Na segunda parte da música, esses mesmos atores, agora ao vivo, dançam o momento do sacrifício da primavera. Embora presentes, o público não verá os atores, mas assistirá o que resulta dessa coreografia encoberta pela lona, quando a possibilidade do anonimato pode conferir aos corpos, e quem sabe à própria vida, um estado de maior permissividade.

PESQUISA E MONTAGEM
Para nortear uma das etapas dessa criação, o grupo convidou o bailarino e coreógrafo Marcelo Evelin para fazer uma proposição que pudesse agregar elementos ao tema da dívida. O mote do endividamento nasceu no Projeto 85 – A dívida em 3 episódios, ainda no ano de 2015, quando o [pH2] se uniu às companhias Lagartijas Tiradas al Sol (Cidade do México) e ao grupo colombiano La Maldita Vanidad (Bogotá) para refletir sobre a história recente dos três países. Nesta ocasião, o endividamento público apareceu como eixo central. Na sequência, ao dar prosseguimento à pesquisa do [pH2], o grupo optou por investigar as reverberações da dívida na subjetividade de homens e mulheres que apresentam em seus corpos vestígios de um endividamento que vai muito além do econômico.

Como entra A Sagração da Primavera no contexto proposto pelo grupo? A obra, do compositor erudito russo Igor Stravinsky, conta a história de uma jovem virgem que deve ser sacrificada, como uma oferenda ao deus da primavera, para que, nessa estação que se inicia, as terras fossem férteis. Vale lembrar que essa obra demorou cerca de 30 anos para ficar pronta, e hoje está consagrada como uma das mais influentes músicas do início do período moderno.

O ponto de intersecção nasceu dos encontros com Evelin, quando o coreógrafo propôs experiências relacionadas a um corpo permissivo, um corpo sem dívidas. Como seria esse corpo liberto? Como negar e não pagar todas as formas de dívida? “Desaparecer é uma forma de não pagar a dívida”, foi uma das conclusões do grupo nas palavras de um dos diretores da montagem, Rodrigo Batista, que complementa que “você tem que estar vivo para ser devedor, se você desaparece não há mais possibilidade de cobrança de dívidas”.

E assim foi feito. O grupo desaparece em cena. Embaixo de uma lona preta, dessas de construção, com cerca de 100 m2, os atores e atrizes do [pH2] dançam A Sagração da Primavera. Mas não pagam a dívida ao público de exibir a coreografia mais montada ao redor do mundo, a obra considerada uma antítese do ballet moderno, demarcadora de fases na dança mundial. É por baixo da lona que aparece um corpo capaz de se libertar. Segundo outro diretor da montagem, Bruno Moreno, “há no espetáculo um devir-criança, uma memória de quando a gente brincava de cabaninha e essa ‘obscuridade’ gerava um corpo que se permitia mais – mais exageros, mais deformidade, a possibilidade do grotesco, do inusual”.

SOBRE A ENCENAÇÃO
Desde a sua fundação, o grupo interessou-se por trazer – conceitualmente – outras linguagens para a criação de suas obras. Na intenção de radicalizar essa pesquisa audiovisual do grupo, Rodrigo Batista encontrou na parceria com Renato Sircilli – cineasta que dirigiu curtas metragens que circulam por diversos festivais nacionais e internacionais – a chance de juntos produzirem um filme dentro do contexto do Projeto 85 – A dívida em 3 episódios, contemplado pelo Programa Rumos Itaú Cultural 2014. O Rosto da Mulher Endividada, um dos episódios do Projeto 85, é um filme que conseguiu seguir independente das peças e participar de importantes festivais de cinema, como a Mostra Foco no Festival de Cinema de Tiradentes (2016), além de ganhar o prêmio da Mostra do Filme Livre promovida pelo CCBB (2016).

Para a continuidade da pesquisa, o grupo iniciou a construção do espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga a partir de um laboratório com o coreógrafo piauiense Marcelo Evelin, que serviu como um gatilho para a encenação dessa nova montagem. A ponte para a parceria entre o grupo e o coreógrafo se fez através de Bruno Moreno, também integrante do [pH2] e que, paralelamente, realiza pesquisas em dança por meio de parcerias com renomados coreógrafos da cena contemporânea, entre eles, o colombiano Luis Garay e o próprio Marcelo Evelin.

Para a montagem desta célebre obra, a parceria entre Renato e Rodrigo se mantém para criarem uma leitura cinematográfica sobre a primeira parte da obra. Para a segunda parte, o grupo opta por uma composição coreográfica que é conduzida por Bruno Moreno em parceria com a dançarina convidada Isabella Gonçalves.

Assim, a obra teatral A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga é assinada pelos três integrantes (Rodrigo Batista, Renato Sircilli e Bruno Moreno) que radicalizam a utilização do cinema e da dança para construírem a versão do [pH2] sobre A Sagração da Primavera.

[PH2]: ESTADO DE TEATRO – HISTÓRICO
O [pH2]: estado de teatro foi criado em 2007 no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo e ao longo de oito anos de existência integra artistas que apresentam formações nas áreas teatral, pedagógica, das artes visuais, da dança e do cinema.

Em 2015, apoiados pela 26ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, para o projeto Endividado, o grupo estreia o espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga .

Em 2014 o grupo foi contemplado pelo prêmio Rumos Itaú Cultural para desenvolver o projeto: ¿Qué hacíamos en 1985?: caminos de jovenes creadores latino-americanos. O projeto contou com ações de intercâmbio com os grupos La Maldita Vanidad (Colômbia) e Lagartijas Tiradas al Sol (México) e criação da obra Projeto 85: a dívida em três episódios.

Com o espetáculo Stereo Franz, estreou internacionalmente em junho de 2013 no Büchner International Festival, na Alemanha, e nacionalmente no Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos – MIRADA, em setembro de 2014.

Em 2011, pela 18ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, realizou o projeto Diálogos com o Trágico: perspectivas contemporâneas que compreendeu os dois espetáculos criados pelo grupo em seus primeiros cinco anos de existência (Manter Em Local Seco e Arejado e Mantenha Fora do Alcance de Crianças), a estreia do espetáculo inédito Átridas em novembro de 2012 e a publicação de um Dossiê Filosófico. Entre 2012 e 2013, o grupo, também, circulou nacionalmente através do prêmio ProCultura, com o espetáculo Mantenha Fora do Alcance de Crianças, apresentando nas cidades de Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis, Londrina, Uberlândia e Santos.

FICHA TÉCNICA:
ATORES e (PERSONAGENS)
Beatriz Id Limongelli (Mônica), Bruno Moreno (David), Cainã Vidor (Tânio), Luiz Pimentel (Lindenbergh), Maria Emília Faganello (Chiara) e Paola Lopes (Lia)
LUZ Luana Gouveia
DESENHO DE SOM E MIXAGEM Cainã Vidor
DIREÇÃO DE ARTE Elton Almeida
CONTRARREGRA Daniela Colazante
MAQUIAGEM Felipe Ramirez
ARTISTA COLABORADOR Marcelo Evelin
MONTAGEM DO FIME Renato Sircilli
DIREÇÃO CINEMATOGRÁFICA Renato Sircilli e Rodrigo Batista
DIREÇÃO COREOGRÁFICA Bruno Moreno e Isabella Gonçalves
ENCENAÇÃO Bruno Moreno, Renato Sircilli e Rodrigo Batista
PRODUÇÃO Palipalan Arte e Cultura
REALIZAÇÃO [pH2]: estado de teatro com apoio da Lei de Fomento ao Teatro do Município de São Paulo

PARA ROTEIRO
Seis amigos decidem desaparecer para não serem cobrados por suas dívidas morais, financeiras e afetuosas e para tanto inventam modos de serem e estarem invisíveis. Os atores encontram-se embaixo de uma lona preta, deixando seus corpos submersos na permissividade do escuro e do não aparente. Calcados na obra A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, o grupo [pH2]: estado de teatro propõe uma obra teatral baseada no cinema e na dança.

SERVIÇO
A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga
Onde: Oficina Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 Bom Retiro – São Paulo – SP
Temporada: de 14 de maio a 4 de junho de 2016
Às quintas, sextas, sábados e segundas, às 20h
Telefone: 11 3221 5558
Duração: 90 minutos Lotação: 40 pessoas Ingresso: Grátis, ingresso uma hora antes

VIRADA CULTURAL – Dia 21 de maio – Sábado
Onde: SESC BELENZINHO – R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo – SP, 03303-000
Sala de Espetáculo 1
Telefone: (11) 2076-9700 – Grátis
21h – Espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga
23h – Curta metragem O Rosto da Mulher Endividada
23h59 – Espetáculo A Sagração da Primavera: Quadros de uma Dívida não Paga

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Anelis Assumpção, Alessandra Leão e Cátia de França em “Cancioneiras”, no Sesc Belenzinho, dentro do ARTE – Substantivo Feminino

As cantoras Alessandra Leão, Anelis Assumpção e Cátia de França farão o concerto "Cancioneiras" no Sesc Belenzinho no próximo dia 16. Créditos: divulgação
As cantoras Alessandra Leão, Anelis Assumpção e Cátia de França farão o concerto “Cancioneiras” no Sesc Belenzinho no próximo dia 16. Créditos: divulgação

O feminismo tem que existir enquanto houver o machismo.” – Alessandra Leão

Eu sou filha de pai negro e mãe branca e acho que meu papel é me reafirmar como negra, pois vi que esta postura é mais importante.” – Anelis Assumpção

No mundo em que vivo de cantores e pessoas despojadas, a pressão é menor em cima das mulheres, algo diferente da Lady Gaga.” – Cátia de França

O projeto ARTE – Substantivo Feminino apresenta no dia 16 de abril (sábado) o show “Cancioneiras”, com Alessandra Leão, Anelis Assumpção e Cátia França. As três cantoras-intérpretes fazem da canção um lugar de experimentação e o show traz a união de artistas de diferentes gerações e estados do país. Elas apresentarão músicas próprias e farão duetos inéditos no palco da Comedoria, no Sesc Belenzinho, a partir das 21h.

Em comum, elas percebem que no meio artístico em que transitam há preconceito sim, mas velado, e dizem que em outros estilos a coisa é mais latente. Na história da música, o Brasil é conhecido por grandes cantoras, a maioria delas intérpretes de canções de compositores homens. O espetáculo “Cancioneiras” vem justamente para transgredir essa imagem e traz ao palco artistas que cantam as próprias músicas recheadas de singularidades e uma boa dose de transgressão ao machismo.

O ARTE – Substantivo Feminino se instalou no Sesc Belenzinho para trazer uma série de apresentações de espetáculos, oficinas, intervenções e shows, todas com a temática do feminino. O protagonismo da mulher aqui vai além da maternidade, do lidar com a casa ou com os filhos, está na militância e no empoderamento calcado em ações que a coloquem como dona de si, dos atos e das próprias obras. A mulher política, como centro da questão. As obras escolhidas para o projeto têm diferentes pontos de vista sobre o feminino, e abordam as lutas dentro da história e da sociedade. O ARTE – Substantivo Feminino vai até meados de abril, veja no site do Sesc a programação completa.

Alessandra Leão:
A pernambucana fará um show baseado na trilogia de EPs: Pedra de Sal (2014), Aço (2015) e Língua (2015), que trazem uma nova fase da cantautora em um profundo e íntimo mergulho na construção e desconstrução do seu processo criativo. Nestes discos, Alessandra Leão fortalece o diálogo com outras linguagens artísticas e abre espaços íntimos entre elas. Espaços de invenção e criação, de transgressão e ruptura.

Alessandra Leão é percussionista, compositora e cantora. Iniciou sua carreira em 1997 com o grupo Comadre Fulozinha e atuou ao lado de músicos como Antônio Carlos Nóbrega, Siba, Silvério Pessoa, Kimi Djabaté (Guiné Bissau), Florencia Bernales (Argentina), entre outros. Em 2006, Alessandra deu início ao seu trabalho autoral com o elogiado Brinquedo de Tambor, produzido e arranjado em parceria com o violeiro, compositor e arranjador Caçapa. Em 2009, lançou seu segundo CD solo Dois Cordões. Tem realizado turnês no Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Portugal e Holanda.

O feminismo tem que existir enquanto houver o machismo, então acho que ele sempre terá que existir, porque ele ainda está muito entranhado na nossa sociedade. E o feminismo está em uma fase de construção, dando espaço para a gente poder se reprogramar. No meio em que habito, ele não é tão forte, mas em outros meios sim, ainda vejo bastante a mulher sendo usada como objeto. Hoje, toco apenas com homens, mas antes, quando estava no Cumade Fulozinha, escolhemos ter na banda apenas mulheres, por uma coisa estética. Hoje percebe que fomos feministas e nos tornamos ainda mais com o passar dos anos”, afirma Alessandra.

Anelis Assumpção:
A paulistana filha de Itamar Assumpção iniciou a carreira solo em 2007 e o primeiro disco saiu após o licenciamento dos direitos autorais sobre as obras do pai para a edição de colecionador Caixa Preta. O primeiro álbum “Sou Suspeita, Estou Sujeita, Não Sou Santa” saiu em 2011 e teve a participação de outras grandes artistas, como Céu, Karina Buhr e Thalma de Freitas. No palco do Sesc Belenzinho, ela apresenta a segunda empreitada, “Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários” (2014) com canções que mostram mulher que não tem medo de apertar na campainha de um amor na madrugada, em “Cê tá com tempo?” ou que escolhem perder a própria festa de casamento para ir ao cinema, em “Song to Rosa”. A mulher empoderada de Anelis é um retrato de si mesma.

O machismo e o racismo são muito velados no meio artístico, a gente nem sempre percebe. E no dia a dia, tem muita gente que nem fala que eu sou negra, dizem coisas como: ‘Mas o seu cabelo não é tão enrolado, né? Mas você tem traços bonitos’. A pessoa pensa que isso vai ajudar e faz de maneira inconsciente muitas vezes. Eu sou filha de pai negro e mãe branca e acho que meu papel é me reafirmar como negra, pois vi que esta postura é mais importante. Mas o preconceito existe e muitas vezes de forma velada. Carrego a bandeira de ser mãe, tenho dois filhos, um de cada pai, sou negra e mulher”, fala.

Anelis iniciou a carreira como backing vocal da banda do pai, Itamar e integrou o grupo Dona Zica, ao lado de Iara Renó e Andréia Dias.

Cátia de França:
A paraibana de João Pessoa, Cátia de França apreendeu a tocar vários instrumentos ainda quando criança, sanfona, piano e violão. As letras são sempre inspiradas em poesias, livros ou entrevistas. A cantora e compositora tem várias composições gravadas por outros artistas, como Elba Ramalho, Amelinha e Xangai. Este último foi parceiro no disco AVATAR (1998), que também conta com a participação de Chico César. O primeiro disco da cantora foi 20 palavras (1979) em parceria com Zé Ramalho e participações de Dominguinhos, Sivuca, entre outros.

Cátia já foi parceira de palco de Jackson do Pandeiro, na década de 1980, durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha. O show é baseado no último disco “No Bagaço da Cana um Brasil” (2012), e as letras vieram dos romances de José Lins do Rego sobre o ciclo da cana de açúcar no Nordeste. No disco, todas as canções são orquestradas pelo coletivo formado apenas por mulheres, o Camerata Arte Mulher, mostrando toda a confluência com o Projeto ARTE – Substantivo Feminino.

Cátia adora brincar no palco e uma das coisas que sempre faz para quebrar o clima frio de começo de show é falar de sua beleza. “Eu uso isso como gancho, porque também fico nervosa no começo do show e quero que as pessoas cheguem mais perto do palco. No mundo em que vivo de cantores e pessoas despojadas, a pressão é menor em cima das mulheres, algo diferente da Lady Gaga. Mas a grande mídia, realmente, acaba fazendo algumas comparações. Elba Ramalho, por exemplo, era conhecida como ‘as pernas mais bonitas’ da música brasileira. Olha para isso! Mas estou muito feliz com este encontro. Vou cantar com mulheres fortes! Imagina cantar com Anelis, que honra!”, conta Cátia.

SERVIÇO:
Cancioneiras com Alessandra Leão, Anelis Assumpção e Cátia de França
Local: Sesc Belenzinho – Comedoria – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho
Quando: dia 16 de abril, às 21h
Duração: 1h30
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos.
Ingressos à venda pelo Portal Sesc SP (www.sescsp.org.br), a partir de 05/04/2016, às 15h30, e nas unidades, a partir de 06/04/2016, às 17h30.
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Telefone: (11) 2076-9700
http://www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento
Para espetáculos com venda de ingressos: R$ 6,00 (não matriculado); R$ 3,00 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

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Projeto ARTE – Substantivo Feminino apresenta espetáculo “Agora É Que São Elas” no Sesc Belenzinho

Orquídeas do Brasil, banda de Itamar Assumpção, se encontra com Alice Ruiz no palco do Sesc Belenzinho. Foto: divulgação
Orquídeas do Brasil, banda de Itamar Assumpção, se encontra com Alice Ruiz no palco do Sesc Belenzinho. Foto: divulgação

O projeto ARTE – Substantivo Feminino apresenta no dia 9 de abril (sábado), o espetáculo “Agora é que São Elas”, um encontro da banda Orquídeas do Brasil, que acompanhava o músico Itamar Assumpção, com a poeta Alice Ruiz, que foi uma grande parceira musical. A apresentação será na Comedoria do Sesc Belenzinho, a partir das 21h30.

ARTE – Substantivo Feminino se instalou no Sesc Belenzinho para trazer uma série de apresentações, sejam espetáculos, oficinas, intervenções e shows, todas com a temática do feminino. A mulher aqui está no centro da questão. As obras escolhidas diferentes pontos de vista sobre o feminino, abordando as lutas dentro da história e da sociedade. Confira a programação completa no site do Sesc.

Por isso, este convite para as Orquídeas e para Alice. “Este é um encontro que Itamar queria muito que acontecesse. Quando ele estava doente, eu fui visitá-lo no hospital e ele me contou que queria fazer um disco só com as parcerias dele com a Alice. Então, esse show vem para coroar este desejo do Itamar”, conta Tata Fernandes, uma das Orquídeas, que comanda a voz e violão.

No show, elas irão apresentar várias canções da parceria entre Alice e Itamar, além de algumas inéditas que estão guardadas. A primeira vez em que os dois se encontraram musicalmente foi no disco Sampa Midnight (1986), em “Navalha na Liga” e na história a trilogia Bicho de 7 Cabeças (1993), últimos discos lançados por Itamar, a parceria se intensifica e notabiliza.

Segundo Tata, Itamar estava num momento feminino, com as filhas nascendo, trabalhando apenas com mulheres e ainda em parceria com a poetisa. Um movimento bem à frente de seu tempo, como era Itamar e que reflete bastante no momento em que estamos vivendo, onde o feminismo ganhou força.

Eu acredito que tivemos muitos avanços, mas ainda há muito o que mudar. Já está na hora de não termos mais essa coisa de homem ou mulher, nós temos que nos entender como seres humanos, independentemente de qualquer coisa. Esta semana mesmo, veio o Bolsonaro falar que mulher ganha menos, porque tem filhos. O que a gente precisa hoje é de mais amor, mais respeito, mais compreensão do outro. Precisamos nos unir para o movimento de tolerância”, conta Tata.

Mais sobre as Orquídeas do Brasil

A banda formada por Itamar Assumpção com Tata Fernandes o acompanhou nos anos 90, após ele brigar com sua banda de apoio, a Isca de Polícia. O trabalho mais notável dois foi a Trilogia Bicho de 7 Cabeças, que ganhou o Sétimo Prêmio Sharp de Música, na categoria melhor disco pop-rock.

O show apresentado em 1994 no Sesc Pompeia com participações de Luiz Melodia, Tom Zé, Zélia Duncan, Alzira e Tetê Espindola, e Virgínia Rosa teve performances que marcaram a parceria entre o compositor e as Orquídeas do Brasil. No ano de 2004, após a morte de Itamar as Orquídeas participaram de uma série de shows em homenagem ao compositor.

Em 2006, a banda foi convidada por Jards Macalé a realizar mais apresentações, e no mesmo ano, participaram de shows para o lançamento do songbook Pretobras, Por que que eu não pensei nisso antes? .Desde então elas vem se apresentando repertório a importante parceria com Itamar.

A banda é formada por Georgia Branco (guitarra), Miriam Maria (voz), Tata Fernandes (voz e violão), Simone Julian (sopros), Adriana Sanches (teclados), Nina Blauth (percussão), Clara Bastos (baixo), Lelena Anhaia (baixo).

SERVIÇO:
Show AGORA É QUE SÃO ELAS, com Orquídeas do Brasil e Alice Ruiz
Local: Comedoria – Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho
Quando: Dia: 9 de abril, às 21h30
Duração: 1h30
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos.
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias do SescSP. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
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Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas no Sesc Belenzinho, dentro do Arte – Substantivo Feminino

Projeto coloca em cena trabalhos em que o protagonismo é da mulher; “Engravidei...” dá voz e revê os estereótipos sobre a mulher negra.. Crédito: divulgação
Projeto coloca em cena trabalhos em que o protagonismo é da mulher; “Engravidei…” dá voz e revê os estereótipos sobre a mulher negra.. Crédito: divulgação

“O espetáculo é sensível às questões femininas negras, discute coisas que não são faladas socialmente, como a saúde da mulher, questões de como elas são tratadas pelo sistema público e a resiliência dessas mulheres. Ela ganha menos, trabalha mais, tem os piores empregos e é responsável pela família e, além de tudo, dificilmente tem um companheiro, fato que impacta e muito sua vida”, Lucelia Sérgio

A partir do depoimento de diversas mulheres, de diferentes camadas sociais e profissões (integrantes do sistema prisional, donas de casa, sambistas, religiosas de matrizes africanas, empresárias, líderes comunitárias, prostitutas, entre outras), colhidos em 2013 pelo coletivo Os Crespos, o grupo concebeu o espetáculo ‘Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas’, que faz temporada no Sesc Belenzinho no período de 31 de março a 03 de abril, dentro do projeto ARTE – Substantivo Feminino, que encerra sua programação em meados de abril.

Em cena, a atriz Lucelia Sérgio – que divide a direção do espetáculo com Sidney Santiago Kuanza – expõe ao público histórias que envolvem violência masculina, sexo, traumas psicológicos e sobrevivência, além de permear temas como afetividade, família, casamento, sexo, solidão, beleza e igualdade.

O espetáculo é parte da trilogia ‘Dos Desmanches aos Sonhos’ que contém ‘Além do Ponto’ e  ‘Cartas à madame Satã ou me desespero sem notícias suas’, que investiga as relações entre afetividade, negritude, gênero e o impacto da escravidão na nossa maneira de amar.

A trilogia vem sendo criada pelos Crespos desde janeiro de 2011 e foi concluída em julho de 2014.  Em cada um dos espetáculos, o grupo abordou a temática da afetividade negra a partir de uma perspectiva diferente.

O espetáculo:
Em cena, a atriz debruça-se sobre cinco mulheres negras e suas privacidades, atira ao público suas trajetórias afetivas, permitindo à plateia conviver, durante o tempo da peça, com seus respectivos cotidianos. Essas mulheres/personagens tentam enxergar e modificar seus destinos, como lagartas aprendendo a voar, revelando seus medos, dores, amores e sonhos. Como em um jogo, no qual o espectador acompanha a transformação da atriz em diferentes mulheres, a peça cruza fragmentos de vidas, sem necessariamente confrontá-las, entregando para o público a linha que costura seus caminhos.

A cena envolve ambientes privados, casas sem paredes, onde as personagens são reveladas. A trilha sonora, executada por uma DJ, conta ainda com músicas compostas para as personagens.

Os Crespos:
Os Crespos é um coletivo teatral, composto por atores negros, que realiza pesquisas cênica e audiovisual, além de promover debates e intervenções públicas. Formado na Escola de Arte Dramática EAD/ECA/USP, está em atividade desde 2005, tendo realizado excursões por diversas regiões do Brasil e também Alemanha e Espanha.

Em 2006 participou do espetáculo “Anjo Negro + A Missão”, com direção do alemão Frank Castorf; em 2007 realizou o espetáculo autoral “Ensaio Sobre Carolina”, com o qual excursionou por diversas cidades do Brasil nos anos de 2008 e 2009; em 2009 e 2010 apresentou o projeto “A Construção da Imagem e a Imagem Construída”; em 2011 estreou o espetáculo “Além do Ponto”. Em 2012 circulou com o espetáculo pelo Estado de São Paulo e recebeu o Prêmio de Direitos Humanos e Combate ao Racismo Flavio F. Sant’Ana, da prefeitura da Cidade de São Paulo. Em 2013 e 2014 dá continuidade à trilogia Dos Desmanches aos Sonhos estreando os espetáculos “Engravidei, Pari cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas” e “Cartas à Madame Satã Ou Me Desespero Sem Notícias Suas”.

Em 2015 é contemplado pelo Fomento Ao Teatro Para a Cidade de São Paulo, através da qual realiza a pesquisa “De Brasa e Pólvora – Zonas Incendiárias, Panfletos poéticos” que trata das revoltas negras do Brasil e do Caribe. A Cia também realizou, ao longo desses 10 anos, 2 edições da Mostra Cinematográfica “Faz lá o Café”, a 1.a Mostra de Teatro Negro de São Paulo e os premiados curtas “D.O.R”, “Nego Tudo” e “Ser ou Não Ser”, além de produzir a revista “Legítima Defesa – Uma revista de Teatro Negro”.

ARTE – Substantivo Feminino:
O ARTE – Substantivo Feminino põe luz na mulher, como foco principal de obras escolhidas por trazerem temáticas relevantes e de diferentes pontos de vista sobre o feminino. A ideia é abordar a mulher nas artes, tanto no conteúdo das obras – suas lutas em batalhas, dentro da história e da sociedade –, quanto na gestão e criação dos trabalhos.

Ficha técnica:
Direção: Lucelia Sergio e Sidney Santiago Kuanza. Atriz: Lucelia Sergio. Texto: Cidinha da Silva. Dramaturgia: Cidinha da Silva e Os Crespos. Colaboração Criativa de direção: Aysha Nascimento. Atrizes colaboradoras do processo de criação: Dani Nega, Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto, Nádia Bittencourt. Direção de arte: Mayara Mascarenhas. Iluminação: Edu Luz. Trilha sonora: Dani Nega.

SERVIÇO:
TEATRO
ENGRAVIDEI, PARI CAVALOS E APRENDI A VOAR SEM ASAS!
De 31 de março a 03 de abril de 2016, quinta a sábado, às 21h30, e Domingos, às 18h30
Cia Os Crespos. Em cena, a privacidade de cinco mulheres negras é flagrada quando expõem suas trajetórias afetivas, permitindo ao público entrar em seus respectivos cotidianos. Elas tentam enxergar e modificar seus destinos, como lagartas aprendendo a voar, revelando seus medos, dores, amores e sonhos. A trilha sonora, executada por uma DJ, conta ainda com músicas compostas para as personagens.
Sala de Espetáculos I. Duração: 60 minutos
Ingressos:
R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Não recomendado para menores de 14 anos.
Onde:
Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone:
(11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento:
Para espetáculos com venda de ingressos:
R$ 11,00 (não matriculado); R$ 5,50 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).
Assessoria de Imprensa e Credenciamento:
Sesc Belenzinho:
Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762 e Sueli Freitas: (11) 2076-9763
imprensa@belenzinho.sescsp.org.br
Informações à imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Fone: 11 2914 0770
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Por Márcia Marques e Daniele Valério / Canal Aberto

ARTE – Substantivo Feminino traz o mito da negra Anastácia em Oju Orum, espetáculo infanto juvenil, com o Coletivo Quizumba, no Sesc Belenzinho

Cena do espetáculo Oju Orum. Foto: Alicia Peres
Cena do espetáculo Oju Orum. Foto: Alicia Peres

Em cena, elementos da cultura africana e afro-brasileira – a capoeira angola, o samba, o funk e as narrativas orais – como base da pesquisa do espetáculo.

Quatro mulheres (Anastácia, Alice, Alzira e Anita) em períodos históricos distintos. Em comum, o fato de serem pessoas que, em algum momento das trajetórias, sofreram algum tipo de violência, seja ela simbólica ou não. Com esse mote e direção de Johana Albuquerque, o Coletivo Quizumba faz OJU ORUM, que se apresenta no projeto ARTE – Substantivo Feminino, no Sesc Belenzinho de 24 a 27 de março de 2016. O espetáculo é resultado do projeto Santas de Casa Também Fazem Milagres, contemplado com a Lei de Fomento da Cidade de São Paulo, em sua 25ª edição.

Tendo como elemento disparador o mito da negra Anastácia, o espetáculo Oju Orum apresenta a história de quatro mulheres, em espaços e tempos distintos e simultâneos. Suas narrativas expõem, simbolicamente, os discursos de poder que estão por trás da construção de gêneros. Caladas nas falas e corpos, essas quatro jovens procuram construir uma voz que lhes permita questionar e ressignificar suas vidas.

A direção de Johana Albuquerque é focada no público jovem e tem como base de pesquisa elementos da cultura africana e afro-brasileira, tais como a capoeira angola, o samba, o funk e as narrativas orais. A pesquisa para a dramaturgia desse espetáculo surgiu das muitas versões da história da negra Anastácia (Oju Orum, originalmente), trazida ao Brasil como escrava.

A peça não pretende trazer uma versão da mulher somente como vítima, e sim como ser histórico, sujeito e objeto dessas situações, trazendo à tona histórias de mulheres comuns, as vivências, experiências e lutas.

Uma busca por contar outras narrativas que vão para além da história hegemônica que impõe, em geral, a perspectiva masculina, heteronormativa, adulta, branca, urbana. É pela força do questionamento que acreditam também no poder de um teatro voltado para juventude e na cultura afro como disparadores éticos e estéticos.

Histórico – Coletivo Quizumba

Fundado em 2008, o Coletivo Quizumba sempre teve as pesquisas pautadas pela cultura afro-brasileira. Os experimentos narrativos iniciaram-se em 2009 e, em 2010, com a estreia do primeiro espetáculo: Quizumba!, contemplado com o Edital ProAC de Montagem de Espetáculo Inédito, da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo.

Em 2012, a partir do estudo sobre a figura do Griot e dos narradores da cultura popular, o grupo estreou Cantos de Aiyê, baseado em contos oriundos de diversos povos do continente africano. Na sequência, em 2013, nasceu o projeto Toguna: narrativas afro-brasileiras.

Contemplado com o Edital ProAC Ocupação de Bibliotecas, ainda em 2013, o coletivo realizou, na Biblioteca Municipal Paulo Duarte, espaço temático especializado em cultura afro-brasileira, um projeto que envolveu apresentações teatrais, shows musicais, mesas de debate, oficinas artísticas, exposições e um sarau. Todas as ações envolveram a comunidade da região do Jabaquara (Zona Sul de São Paulo).

O repertório do Coletivo Quizumba foi apresentado em espaços variados, por diversas cidades do país. Além da capital paulista, já estiveram em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Sorocaba, Campinas, Salto de Pirapora, Lins, Goiânia – GO e Salvador – BA.

ARTE – Substantivo Feminino
O ARTE – Substantivo Feminino põe luz na mulher, como foco principal de obras escolhidas por trazerem temáticas relevantes e de diferentes pontos de vista sobre o feminino. A ideia é abordar a mulher nas artes, tanto no conteúdo das obras – suas lutas em batalhas, dentro da história e da sociedade –, quanto na gestão e criação dos trabalhos.

Ficha técnica:
Dramaturgia – Tadeu Renato
Encenação – Johana Albuquerque
Co-Direção – Sofia Botelho
Elenco – Camila Andrade, Jefferson Matias, Kenan Bernardes, Thais Dias e Valéria Rocha Músicos – Bel Borges e Melvin Santhana
Direção e Concepção Musical – Jonathan Silva
Preparadora Musical – Bel Borges
Direção em Dança – Verônica Santos
Treinamento Em Capoeira Angola – Pedro Peu
Cenário – Julio Dojcsar – Casa Da Lapa
Figurinos – Éder Lopes
Iluminação – Wagner Antonio
Operador de Luz – André Rodrigues
Brincante (Adereços) – Cleydson Catarina
Visagista – Ariane Molina
Documentarista – Alicia Peres
Designer Gráfico – Murilo Thaveira – Casa Da Lapa
Produção – Coletivo Quizumba

TEATRO INFANTO JUVENIL
OJU ORUM
De 24 a 27 de março de 2016, quinta-feira, às 19h, e sábado e domingo, às 17h.
*sexta-feira não haverá apresentação
Tendo como elemento disparador o mito da negra Anastácia, o espetáculo apresenta a história dessas quatro mulheres, em espaços e tempos distintos e simultâneos. Suas narrativas expõem, simbolicamente, os discursos de poder que estão por trás da construção de gêneros. Caladas em suas falas e corpos, essas jovens procuram construir uma voz que lhes permita questionar e ressignificar suas vidas. A obra não pretende trazer uma versão da mulher somente como vítima, e sim como ser histórico, sujeito e objeto dessas situações, trazendo à tona histórias de mulheres comuns, suas vivências, experiências e lutas. Uma busca por contar outras narrativas que vão para além da história hegemônica que impõe, em geral, a perspectiva masculina, heteronormativa, adulta, branca, urbana. É pela força do questionamento que acreditamos também no poder de um teatro voltado para juventude e na cultura afro como disparadores éticos e estéticos.
Sala de Espetáculos I. Duração: 95 minutos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Não recomendado para menores de 14 anos.

Onde: Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
http://www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento
Para espetáculos com venda de ingressos:
R$ 11,00 (não matriculado);
R$ 5,50 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).
Assessoria de Imprensa e Credenciamento:
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Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762
Sueli Freitas: (11) 2076-9763
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Por Márcia Marques e Daniele Valério / Canal Aberto

Praça do Sesc Belenzinho é ocupada com o espetáculo itinerante A Brava

Cena do espetáculo "A Brava". Foto: Fábio Hirata
Cena do espetáculo “A Brava”. Foto: Fábio Hirata

Caminhando pelas ruas internas do Sesc Belenzinho vem Joana D´Arc, personagem, tema e mote do espetáculo “A Brava“, da Brava Companhia, que narra de forma épica a saga da heroína francesa. O espetáculo acontece de 11 a 20 de março de 2016, na área externa do Sesc Belenzinho, na praça da unidade, dentro do projeto ARTE – Substantivo Feminino. Além das apresentações do espetáculo, o grupo vai ministrar gratuitamente a oficina A Mulher na Sociedade dias 15 e 16 de março de 2016. Nela, elementos do repertório técnico teatral serão abordados e investigados por meio de exercícios cênicos, que terão como mote temático um olhar crítico sobre a questão da mulher na sociedade.

A peça “A Brava” usa o humor, a música e a interação com o público para transformar a trajetória dessa importante personagem da história da França em metáfora sobre as escolhas feitas na vida. Nesta montagem da Brava Companhia, a saga da heroína francesa é mostrada de forma épica, se valendo de recursos como a música, a interação com a plateia, e referências da cultura popular e da cultura pop agregadas a situações cênicas que exploram o drama e um humor anárquico, para construir paralelos com os dias de hoje.

“A história de Joana foi usada simbolicamente, e transportada para os dias atuais no contexto brasileiro. Trazemos ao espetáculo a nossa cultura popular, as músicas tradicionais e cantos de orixás, mas também as influências externas do pop-rock, e do rap, por exemplo”, conta Fábio Resende, diretor da peça.

ARTE – Substantivo Feminino

O ARTE – Substantivo Feminino põe luz na mulher, como foco principal de obras escolhidas por trazerem temáticas relevantes e de diferentes pontos de vista sobre o feminino. A ideia é abordar a mulher nas artes, tanto no conteúdo das obras – suas lutas em batalhas, dentro da história e da sociedade –, quanto na gestão e criação dos trabalhos.

Até abril ainda serão apresentados, dentro do projeto ARTE – Substantivo Feminino, os espetáculos Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas! (de 31 de março a 03 de abril), da Cia Os Crespos. Também fazem parte da programação o infanto juvenil, Oju Orum (de 24 a 27 de março de 2016) do Coletivo Quizumba, com direção de Johana Albuquerque e dramaturgia de Tadeu Renato, e a intervenção fotográfica Todos Podem ser Frida (de 03 a 06 de março de 2016).

Compondo a programação, haverá o debate 08 de Março – O Feminino na Arte e na Sociedade com mediação de Lucia Romano, e participação de Fernanda Azevedo, Amelinha Teles e Claudia Schapira.

A Brava Companhia e o espetáculo “A Brava

A Brava Companhia é um grupo de teatro que surgiu em 1998, na periferia sul da cidade de São Paulo, e que desde sua origem realiza uma intensa pesquisa artística e uma ampla ação cultural, que inclui, entre outras coisas, a circulação por centenas de bairros periféricos da cidade, a realização de oficinas e mostras, espetáculos premiados e apresentados em festivais de todo o país, a participação ativa em movimentos e fóruns de discussão sobre políticas públicas de cultura, e, desde 2007, a ocupação cultural do Sacolão das Artes, espaço onde tem instalada a sua sede.

Assim como em outras peças da companhia, o espetáculo “A Brava” foi concebido para ser encenado nas ruas de São Paulo, e mantém seu formato original na montagem para o Sesc Belenzinho. O elenco interage com o público, que se integra à peça, sempre dentro do contexto da pesquisa do grupo, que é o corpo, o jogo e o improviso.

Sem separação entre palco e plateia, objetos de ferro velho formam a estrutura do cenário, que se movimenta de acordo com a dramaturgia, obrigando os espectadores a se deslocarem para acompanhar a cena. “Há momentos em que transformamos o próprio público no coro do espetáculo, ora em plateia de um show de rock, ora em população que testemunha a sentença de Joana”, revela o diretor.

A peça traz situações cênicas que exploram o drama, mas também um humor “anárquico”, como a companhia define. “Nem comedia dell’arte nem clown. Usamos várias referências para fazer um humor próprio sem nenhum padrão definido”, conta Fábio. As “vozes” ouvidas por Joana tornam-se símbolos que podem ser interpretados como a crença em sonhos ou a ousadia de trilhar caminhos contrários a padrões pré-estabelecidos pela sociedade. Suas batalhas assemelham-se à luta contra os obstáculos do dia-a-dia na busca pela felicidade.

Há ainda, segundo o diretor, uma outra possibilidade de interpretação: “Brincamos também com as vozes no sentido de questionar o que estamos ouvindo hoje. A invasão à França pode representar ainda a invasão cultural que sofremos no Brasil. O intento não é barrar de todo o que vem de fora, o que questionamos é a imposição cultural, propondo uma apropriação consciente dessas influências”.

FICHA TÉCNICA e SERVIÇO

TEATRO

A BRAVA

De 11 a 20 de março de 2016, sexta e sábado, às 20h, e Domingos e feriados, às 17h

Espetáculo inspirado na história de Joana d’Arc que propõe uma reflexão sobre objetivos, rumos e opções, e a nossa postura frente às consequências destas escolhas.

Nesta montagem da Brava Companhia, a saga da heroína francesa é mostrada de forma épica, valendo-se de recursos como a música, a interação com o público, e referências da cultura popular e da cultura pop agregadas a situações cênicas que exploram o drama e um humor anárquico, para construir paralelos com os dias de hoje. As “vozes” ouvidas por Joana tornam-se símbolos que podem ser interpretados como a crença em objetivos ou a ousadia de trilhar caminhos contrários a padrões pré-estabelecidos pela sociedade.

Direção: Fábio Resende / Elenco: Rafaela Carneiro, Fábio Resende, Mário Rodrigues e Ademir de Almeida / Projeto de Cenário: Mundano / Confecção de Cenário: Márcio Rodrigues / Criação e Confecção de Figurino: Ligia Passos e Karla Maria Passos / Produção: Kátia Alves.

Praça. Duração: 70 minutos

Grátis. Não recomendado para menores de 12 anos.

OFICINA A MULHER NA SOCIEDADE

Dias 15 e 16 de março de 2016, terça e quarta, das 15h às 18h

Nesta atividade formativa o grupo propõe o compartilhamento de algumas ferramentas teóricas e práticas utilizadas em seus processos de estudo e criação de modo a inserir os participantes em uma experiência que compreenderá a análise crítica de determinados aspectos da vida social, e a transformação dessa análise, por meio da linguagem teatral, em materiais cênicos – cenas, intervenções, música etc. Elementos do repertório técnico teatral construído pela Brava Companhia ao longo dos seus anos de pesquisa serão abordados e investigados por meio de exercícios cênicos, que terão como mote temático um olhar crítico sobre a questão da mulher na sociedade.

Carga horária: 8h Vagas: 30

Público: interessados em teatro (somente mulheres)

Não recomendado para menores de 16 anos.

Local: Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho

Telefone: (11) 2076-9700

http://www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento:

Para espetáculos com venda de ingressos:

R$ 11,00 (não matriculado);

R$ 5,50 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

Assessoria de Imprensa e Credenciamento:

Sesc Belenzinho

Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762

Sueli Freitas: (11) 2076-9763

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Por Canal Aberto Assessoria de Imprensa / Márcia Marques / Daniele Valério

A Kiwi Companhia de Teatro volta com seu espetáculo CARNE dentro do projeto ARTE – Substantivo Feminino, no Sesc Belenzinho

Em cena, as atrizes Maria Carolina Dressler e Fernanda Azevedo. Crédito: divulgação
Em cena, as atrizes Maria Carolina Dressler e Fernanda Azevedo. Crédito: divulgação

Após um hiato de seis anos, Carne volta em cartaz na cidade. Desde sua criação em 2009, o espetáculo circulou por dezenas de cidades e capitais brasileiras e esteve em Bogotá, na Colômbia, no 7º Encuentro Ciudadanias en cena, organizado pelo Instituto Hemisférico de Performance y Política.

Duas mulheres em cena apresentam estatísticas, cantam, apresentam passagens bíblicas, mostram bonecas infantis, objetos domésticos e usam batom obsessivamente. Além disso, imagens publicitárias e de artistas contemporâneos são projetadas numa grande tela, tudo para revelar a profunda desigualdade entre os sexos que se manifesta nos espaços público e privado.  Este é o projeto Carne, da Kiwi Companhia de Teatro que se apresenta de 26 de fevereiro a 06 de março, no Sesc Belenzinho, na programação do projeto ARTE – Substantivo Feminino. Além do espetáculo, as atrizes Fernanda Azevedo e Maysa Lepique ministram gratuitamente a oficina As Mulheres e os Silêncios da História nos dias 01 e 02 de março de 2015, terça e quarta, das 14h às 19h. Estão convidadas a participar mulheres jovens e adultas, artistas ou não, que tenham interesse em construir e compartilhar suas histórias a partir de estímulos artísticos.

A performance Carne – Histórias em pedaços teve início no longínquo agosto de 2009, quando a Kiwi a apresentou em Bogotá (Colômbia) no 7º Encuentro Ciudadanias en cena, organizado pelo Instituto Hemisférico de Performance y Política. De lá para cá, o projeto foi tomando corpo e novas formas com o apoio do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, mas então com o nome de Carne – patriarcado e capitalismo. Essa versão da pesquisa contemplava várias ações e a partir de 2011, com o Prêmio Myriam Muniz (Minc/Funarte), Proac de circulação e o Circuito Cultural Paulista, rodou o país com o espetáculo. Agora, a partir de 26 de fevereiro, após seis anos sem se apresentar na cidade (a última curta temporada foi em 2010 no Sesc Santo Amaro) Carne, tão aguardado pelo público paulistano, volta em temporada.

Nos trabalhos desenvolvidos pela Kiwi, uma companhia com quase 20 anos de estrada e com o foco no Teatro Documentário, estão presentes de modo marcante a questão da opressão de gênero e a exploração de classe. Suas obras quase sempre mantém o caráter claustrofóbico e opressor observado na sociedade contemporânea, mas em cena, o humor e a beleza são aliados fundamentais.

Carne – Inspirando-se na autora austríaca Elfriede Jelinek, prêmio Nobel de literatura em 2004, e na obra da historiadora Michelle Perrot, Carne discute as relações profundas entre patriarcado e capitalismo, mostrando o panorama da opressão de gênero no país. Com cenas curtas, o espetáculo, inspirado no Teatro Documentário, é composto por vinte quadros interligados que, em comum, abordam os diferentes tipos de violências sofridas pelas mulheres no Brasil.

ARTE – Substantivo Feminino

O ARTE – Substantivo Feminino põe luz na mulher, como foco principal de obras escolhidas por trazerem temáticas relevantes e de diferentes pontos de vista sobre o feminino. A ideia é abordar a mulher nas artes, tanto no conteúdo das obras – suas lutas em batalhas, dentro da história e da sociedade –, quanto na gestão e criação dos trabalhos.

Até abril ainda serão apresentados, dentro do projeto ARTE – Substantivo Feminino, os espetáculos A Brava, da Brava Companhia de Teatro, com direção de Fábio Resende; e Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas!, da Cia Os Crespos. Também faz parte da programação o infanto juvenil, Oju Orum do Coletivo Quizumba, com direção de Johana Albuquerque e dramaturgia de Tadeu Renato, e a intervenção fotográfica Todos Podem ser Frida. Compondo a programação, haverá o debate 08 de Março – O Feminino na Arte e na Sociedade com mediação de Lucia Romano, e participação de Fernanda Azevedo, Amelinha Teles e Claudia Schapira.

A Kiwi Companhia de Teatro

Surgiu em 1996. Produziu uma quinzena de montagens teatrais, leituras dramáticas de autores como Beckett, Kafka, Hilda Hilst, Elfriede Jelinek e Heiner Müller. Organizou cursos, oficinas e debates sobre a encenação e a dramaturgia contemporâneas. Em 2007 foi selecionada pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com o projeto Teatro/ mercadoria – Espetáculo e miséria simbólica. Um dos objetivos do grupo responde à necessidade de, simultaneamente, fazer e pensar o teatro e a sociedade.

A companhia é formada por componentes fixos e colaboradores em diversas áreas: Fernanda Azevedo (atriz), Fernando Kinas (pesquisador e diretor teatral), Luiz Nunes (produtor), Daniela Embóm (produtora), Eduardo Contrera (músico e diretor musical), Luciana Fernandes (musicista), Maria Carolina Dressler (atriz), Maíra Chasseraux (atriz), Elaine Giacomelli (musicista), Julio Dojcsar(cenógrafo), Heloísa Passos (iluminadora), Maysa Lepique (atriz e vídeo artista), Paulo Fávari (pesquisador teatral e jornalista), Clébio Souza (Dedê) (iluminador), Madalena Machado (figurinista), Carolina Abreu (pesquisadora teatral), Camila Lisboa (programadora visual), Paulo Emílio (programador visual), Clóvis Inocêncio (ator), Marie Ange Bordas (artista plástica), Gavin Adams e Filipe Vianna (vídeo artistas).

Os trabalhos da companhia foram apresentados em diversas cidades do país através de parcerias com instituições como o Sesc, Itaú Cultural, Aliança Francesa e Cultura Inglesa, ou pelo convite de festivais de teatro brasileiros (Recife, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, etc). A companhia também se apresentou em Bogotá (Colômbia) e participou de evento em Los Angeles (Estados Unidos).

Ficha técnica:
Roteiro: Fernanda Azevedo e Fernando Kinas
Direção geral: Fernando Kinas
Assistência de direção: Luiz Nunes
Elenco: Fernanda Azevedo e Maria Carolina Dressler
Direção musical: Eduardo Contrera
Execução musical: Luciana Fernandes
Produção e operação de som: Luiz Nunes
Operação de luz: Clébio Souza (Dedê)
Operador de vídeo: Filipe Vianna
Assistência de produção: Daniela Embón
Programação visual: Paulo Emílio Buarque Ferreira
Tratamento de imagem: Fernando Kinas (colaboração de Gavin Adams)

TEATRO
CARNE
De 26 de fevereiro a 06 de março de 2016, sexta e sábado, às 21h30, e domingos, às 18h30
O espetáculo discute as relações entre patriarcado e capitalismo, mostrando o panorama da opressão de gênero e a situação específica da violência contra as mulheres no Brasil. A peça, inspirada no teatro documentário, é composta de 20 quadros interligados executados por duas atrizes e uma percussionista. A montagem inclui ações “dramáticas” e “narrativas” em formato de cenas curtas, referências a textos de análise e estatísticas, trechos de romances, projeção de imagens, composições originais, citações do cancioneiro tradicional e da MPB. Empresta-se material das ciências (em especial à sociologia e à história), das artes populares, da filosofia e da política.
*Após as apresentações, haverá debates com o grupo.
Onde: Sala de Espetáculos I.
Duração: 90 minutos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

OFICINA AS MULHERES E OS SILÊNCIOS DA HISTÓRIA
Quando: Dias 01 e 02 de março de 2015, terça e quarta, das 14h às 19h
A oficina pretende, por meio de estímulos teatrais, literários e recursos audiovisuais, discutir algumas ferramentas necessárias para que as mulheres percebam, assumam o protagonismo e escrevam suas próprias histórias – confiantes de que podem, a partir de suas experiências pessoais, ampliar o debate sobre a opressão contra as mulheres, passando da esfera privada e íntima para o espaço público.
Desenvolvimento: Discussão e improvisação a partir de textos (literatura e dramaturgia) de Elfried Jelinek (prêmio Nobel de Literatura em 2004), Hilda Hilst, Cora Coralina, Carolina Maria de Jesus, Simone de Beauvoir, entre outras. Trabalho a partir de material documental: matérias e artigos de jornais e revistas, estatísticas, textos de historiadoras etc. Construção da sua própria história – exercícios teatrais a partir de depoimentos e elaboração de uma história coletiva. Exercícios de memória. Exercícios físicos – dinâmica de grupo. Improvisação e discussão a partir de imagens (fotos e filmes) relacionadas ao tema. Resumo da história das lutas das mulheres na Europa, EUA e Brasil e contextualização do papel das mulheres na arte, com foco especial para a produção latino-americana.
Com Fernanda Azevedo e Maysa Lepique
Público: Mulheres jovens e adultas, artistas ou não, que tenham interesse em construir e compartilhar suas histórias a partir de estímulos artísticos.
Inscrições até 26/02, por meio de envio de envio de currículo resumido para: asmulheres@belenzinho.sescsp.org.br.
Os candidatos selecionados serão avisados por e-mail até 28/02.
Vagas: 25 mulheres / Carga horária: 10h
Sala de Espetáculos I.
Grátis / Não recomendado para menores de 16 anos.

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
http://www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento:
Para espetáculos com venda de ingressos:
R$ 11,00 (não matriculado);
R$ 5,50 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

Assessoria de Imprensa e Credenciamento:
Sesc Belenzinho
Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762
Sueli Freitas: (11) 2076-9763
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Informações à imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Fone: 11 2914 0770
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Por Márcia Marques e Daniele Valério / Canal Aberto