Analisando “Rstuvxz”, de Arnaldo Antunes

“Rstuvxz”, o mais recente trabalho de Arnaldo Antunes, lançado em maio de 2018

Lançado no final de maio deste ano, “Rstuvxz” é o mais recente trabalho de Arnaldo Antunes. Produzido por Curumin, que toca bateria e outros instrumentos, além de ser responsável pelas vinhetas entre as faixas, o disco foi gravado no Canto da Coruja, em Piracaia (SP) em março de 2018. A capa já entrega o que o ex-titã a essência das músicas do disco: R de rock e S de samba. Contudo, de forma contrastada e não misturadas. Ou seja, o disco é conduzido por músicas que estão associadas aos dois gêneros, mas a variação de ritmos também se marca presente na obra.

O álbum abre com “A Samba” (sim, com o artigo definido feminino mesmo), que apresenta caquinho, pandeiro e até cuíca. Arnaldo homenageia as célebres sambistas, como Dona Ivone Lara, Alcione, Clara Nunes, entre outras que são mencionadas na letra. A segunda faixa, “Se Precavê“, ameaça com uma batucada que remete a samba, mas repentinamente entra um rock, que lembra os tempos de Titãs do poeta. Inclusive, a faixa tem a assinatura conjunta de seu ex-parceiro de banda, Marcelo Fromer, morto em 2001. O terceiro tema é “Amanhã Só Amanhã“, típica música de ser executada em uma roda de samba em função das presenças marcantes do cavaquinho, pandeiro e das vozes harmoniosas de Liniker e Anelis Assumpção, filha de Itamar Assumpção (1949-2003). Na sequência, outra que enaltece a pegada “titânica” de Arnaldo: “Eu Todo Mundo“, que começa com uma guitarra distorcida, mas que poderia fazer os fãs mais antigos da carreira solo associar a música a uma canção dos tempos de “O Silêncio” (1996). Além do rock e do samba, o chorinho é resgatado por Arnaldo Antunes, como pode ser conferido em “Também Pede Bis“. Quem é do samba, pode curtir essa sem receio. Em seguida, a única música do disco que não é inédita: “Pense Duas Vezes Antes de Esquecer“, que já foi gravada por Marcelo Jeneci e Ortinho, que também são autores dela. A base da faixa são os sintetizadores, mas tem elementos eletrônicos e uma aparição tímida da guitarra de Edgard Scandurra. O play chega à metade com “Quero Ver Você“, que menciona incidentalmente “It’s Only Rock ‘N’ Roll (But I Like It)“, que segue tranquila e que me faz lembrar da faixa “Que Me Continua“, do álbum “A Curva da Cintura” (2011). A música tem a presença de parte do clã Antunes, mais precisamente de dois filhos de Arnaldo: o ator Brás Antunes, que foi co-autor da canção, e de Celeste Moreau Antunes, que gravou o vocal com o pai.

Claro que os parceiros Tribalistas de Arnaldo Antunes – Carlinhos Brown e Marisa Monte – não ficaram de fora. O trio é responsável pela autoria de “Serenata de Domingo“, música em que o cantor mescla outros gêneros, como samba-rock e a soul music. Já em “Medo de Ser“, o rock volta a prevalecer. Típica composição de Arnaldo Antunes, que sintoniza percussão e guitarra, ela é intrincada com jogos de palavras que Arnaldo faz como ninguém. Posteriormente, o álbum segue com “Desistiu de Mim“, que retorna ao samba e que traz também as participações especiais de Liniker e Anelis Assumpção. A poesia concreta de Antunes não poderia ficar de fora. Ele trata de apresentá-la em “Céu Contra o Muro“, feita em parceria com um velho companheiro: Paulo Miklos (aliás, eles já faziam músicas juntos antes mesmo de formarem os Titãs). Nela, a calmaria acompanhada de um violão lento, a sanfona conduzida por Ricardo Prado e uma guitarra distorcida de fundo. O rock marca presença na parte em que entra o solo de guitarra. Acho uma das melhores do trabalho. A penúltima faixa é “De Trem, de Carro ou a Pé“, que tem as características típicas para ser uma canção dos Tribalistas, a começar pelos autores que, além de Arnaldo, tem Marisa Monte, Carlinhos Brown, além de Pedro Baby e Pretinho da Serrinha, e a introdução percussiva que associa ao trabalho de Carlinhos Brown. E, para finalizar, “Orvalhinho do Mar“, que ouvimos a voz grave de Arnaldo em duo com Márcia Xavier, que foi a responsável também pelo projeto gráfico e pelas fotos do trabalho. Quem ficar desatento, poderá confundir facilmente o desempenho vocal de Márcia com o de Marisa Monte. Parece uma canção de ninar, que encerra de forma esplendorosa o álbum.

Esse trabalho de Arnaldo Antunes é rock, samba e soul, enfim, é como os versos de sua última música gravada como integrante dos Titãs: “uma coisa de cada vez, tudo ao mesmo tempo agora“. “Rstuvxz” é isso. Não é melhor que “Qualquer” (2006) ou “Iê Iê Iê” (2009), mas é ligeiramente superior aos dois últimos lançamentos de estúdio de Arnaldo: “Disco” (2013) e “Já É” (2015). Para quem aprecia MPB é um prato cheio.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Rstuvxz
Intérprete: Arnaldo Antunes
Lançamento: 25 de maio de 2018
Preço médio: R$ 25,00
Gravadora: Rosa Celeste
Produtor: Curumin

Arnaldo Antunes: voz
Edgard Scandurra: guitarra, violão e backing vocal
Betão Aguiar: baixo
Chico Salém: guitarra e violão
Curumin: bateria, percussão, vinhetas, programação, violão de nylon e backing vocal
André Lima: teclados

Anelis Assumpção: backing vocal em “A Samba”, “Eu Todo Mundo” e “Desistiu de Mim
Liniker: backing vocal em “A Samba” e “Desistiu de Mim
Márcia Xavier: backing vocal em “Eu Todo Mundo” e voz em “Orvalhinho do Mar

1. A Samba (Arnaldo Antunes)
2. Se Precavê (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer)
3. Amanhã Só Amanhã (Arnaldo Antunes)
4. Eu Todo Mundo (Arnaldo Antunes / André Lima)
5. Também Pede Bis (Arnaldo Antunes / Cézar Mendes)
6. Pense Duas Vezes Antes de Esquecer (Arnaldo Antunes / Ortinho / Marcelo Jeneci)
7. Quero Ver Você/It’s Only Rock ‘N’ Roll (But I Like It) (Arnaldo Antunes/Brás Antunes) (Jagger/Richards)
8. Serenata de Domingo (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
9. Medo de Ser (Arnaldo Antunes)
10. Desistiu de Mim (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Cézar Mendes / Carminho)
11. Céu Contra o Muro (Arnaldo Antunes / Paulo Miklos)
12. De Trem, de Carro ou a Pé (Arnaldo Antunes/Marisa Monte/Carlinhos Brown/Pedro Baby/Pretinho da Serrinha)
13. Orvalhinho do Mar (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)

Por Jorge Almeida

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Arnaldo Antunes: 25 anos de “Nome”

“Nome”: o primeiro passo da carreira solo de Arnaldo Antunes completa 25 anos em 2018

Em 2018, o primeiro “voo solo” de Arnaldo Antunes completa 25 anos. Com um material que mistura música, poesia e artes plásticas, o ex-titã lançou “Nome”, em 1993, pela BMG. Produzido pelo próprio em conjunto com Paulo Tatit e Rodoelfo Stroeter, o combo (além do LP, a obra foi lançada em VHS e livro – relançado em 2005 nos formatos CD e DVD) foi gravado e mixado no Estúdio ArtMix, em São Paulo, exceto as faixas “Fênis” e “Agora”, que foram gravadas no Estúdio Salamandra, também na capital paulista.

Depois de dez anos sendo integrante dos Titãs, Arnaldo Antunes queria se diferenciar do trabalho que sua ex-banda fazia, ainda mais que o grupo estava investindo em uma sonoridade mais pesada, “crua” e com letras escatológicas, ou seja, indo ao contrário do que realmente ele queria fazer. Logo, o vocalista investiu em uma sonoridade que desse mais valor às letras e a produção visual nos shows do que a canção. E, assim, o multiartista partiu para a carreira solo e assim se mantém desde 1992. O primeiro passo foi dado com “Nome”.

A obra apresenta 23 poemas, que se transformaram em “poema-vídeo” e foram musicalizados. Contudo, nem todos os poemas lançados em “Nome” são inéditos. Três deles, por exemplo, saíram anteriormente em livros de Arnaldo Antunes, como “Água”, faixa 22 e que consta no livro “Psia” (1986), lançado quando o poeta era integrante dos Titãs; “Nome Não” (faixa 21), que saiu na publicação “Tudos” (1990); e “Cultura” (faixa 7), presente em “As Coisas” (1992), que lhe rendeu o Prêmio Jabuti em 1993. Além disso, a faixa “Alta Noite”, gravada em dueto com Marisa Monte, que regravou a canção para o álbum “Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão” (1994). Aliás, a cantora carioca participou em outras faixas do projeto (vide ficha técnica abaixo).

A capa e coordenação gráfica levam a assinatura de Arnaldo Antunes, Zaba Moreau, Celia Catunda e Kiko Mistrorigo (a partir de imagens de vídeo).

Arnaldo Antunes teve de começar do zero, artisticamente falando, pois o passo inicial foi dado com “Nome”, que apresentava uma sonoridade um pouco estranha e com suas letras tendo a poesia concreta como fonte de inspiração. Os fãs dos Titãs, à época, não assimilaram o recado de Antunes e que só começaram a entender o que Arnaldo quis transmitir a partir de “O Silêncio” (1996).

De fato, “Nome” não considero como o melhor trabalho da discografia de Arnaldo Antunes, mas ele tem a sua importância para carreira do cantor. Pois, o kit foi o pontapé inicial para uma consolidada e bem sucedida caminhada que chegou ao ápice com “Iê, Iê Iê” (2009).

E é sempre bom reforçar que, apesar de ter deixado os Titãs em um momento delicado da banda paulista perante à opinião pública, Arnaldo Antunes saiu amigavelmente, tanto que, passados mais de duas décadas fora do grupo que o consagrou nacionalmente, ele mantém a amizade com os demais membros (e ex-membros) dos Titãs, inclusive, colaborando em parcerias musicais e, uma vez ou outra, fazendo uma participação especial em algum show ou evento.

Sem querer desrespeitar ninguém, mas “Nome” é um projeto, digamos, democrático: tem rock, MPB e batidas eletrônicas, temas que é de interesse de crianças, jovens e adultos, e, até surdos-mudos podem apreciar a obra, com o livro e o DVD, claro.

Faixas que merecem destaques: “Cultura”, “Direitinho” e “Alta Noite”, todas com participação especial de Marisa Monte, e “Nome”, com direito a presença da guitarra marcante de Edgard Scandurra, que também toca o instrumento em “Se Não Se”.

A seguir, a ficha técnica da obra.

Álbum: Nome
Intérprete: Arnaldo Antunes
Lançamento: 1993
Gravadora: BMG/RCA
Produtores: Arnaldo Antunes, Paulo Tatit e Rodolfo Stroeter

Participações especiais:
Marisa Monte: voz em “Cultura“, “Carnaval“, “Direitinho” e “Alta Noite
Péricles Cavalcanti: voz e violão em “Entre” e “Imagem
Edgard Scandurra: guitarra em “Nome” e “Se Não Se
Arto Lindsay: guitarra e voz em “O Macaco“, “Não Tem Que“, “Armazém” e “Dentro
João Donato: piano em “Alta Noite

1. Fênis (Arnaldo Antunes)
2. Diferente (Arnaldo Antunes)
3. Nome (Arnaldo Antunes)
4. Tato (Arnaldo Antunes)
5. Cultura (Arnaldo Antunes)
6. Se Não Se (Arnaldo Antunes)
7. O Macaco (Arnaldo Antunes)
8. Carnaval (Arnaldo Antunes)
9. Campo (Arnaldo Antunes)
10. Entre (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
11. Luz (Arnaldo Antunes)
12. Direitinho (Arnaldo Antunes)
13. Não Tem Que (Arnaldo Antunes)
14. Dentro (Arnaldo Antunes)
15. Alta Noite (Arnaldo Antunes)
16. Pouco (Arnaldo Antunes)
17. Nome Não (Arnaldo Antunes)
18. Soneto (Arnaldo Antunes)
19. Imagem (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
20. Armazém (Arto Lindsay / Arnaldo Antunes)
21. Acordo (Arnaldo Antunes)
22. E Só (Arnaldo Antunes)
23. Agora (Arnaldo Antunes)

Por Jorge Almeida

Show do Arnaldo Antunes no Sesc Pompéia (22.06.2017)

Arnaldo Antunes entre Curumim (à esquerda) e Betão Aguiar (à direita) em ação no Sesc Pompeia. Foto: Isis Naura

O cantor e compositor Arnaldo Antunes começou uma série de quatro apresentações no Sesc Pompéia, em São Paulo, nesta quinta-feira (22). O ex-titã e banda está a promover o mais novo trabalho “Ao Vivo Em Lisboa”, que foi gravado na capital portuguesa. A apresentação basicamente foi com material de seus três últimos álbuns de estúdio: “Iê Iê Iê” (2009), “Disco” (2013) e “Já É” (2015).

Com os ingressos esgotados para a apresentação na Choperia da unidade, Arnaldo Antunes, acompanhado de Chico Salém (guitarra, violão e backing vocal), Betão Aguiar (baixo e backing vocal), Curumim (bateria e backing vocal) e André Lima (teclados, sanfona e backing vocal), adentram ao palco pontualmente às 21h40 e já mandam duas músicas do álbum “Já É” – “Antes”, com direito a Arnaldo acompanhado de um violão, e “Põe Fé Que Já É”.

O compositor saúda o público e deixou a brecha para o próximo tema ao comentar: “A casa é de vocês!”, era a vez de “A Casa É Sua”, um dos principais hits do álbum “Iê Iê Iê”. Posteriormente o show seguiu com “Trato”, de “Disco”, cuja versão de estúdio tem as participações de Céu e Hyldon, que são co-autores da música. Antunes e companhia voltaram um pouco mais no tempo, até 2001, para resgatar “Atenção”, faixa do disco “Paradeiro”.

Arnaldo Antunes aproveitou a oportunidade que a guitarra de Chico Salém estava com problemas técnicos para falar do novo trabalho e que o repertório daquela noite seria semelhante ao do álbum em questão. O espetáculo continuou com uma trinca de faixas de “Já É” – “Se Você Nadar”, “As Estrelas Cadentes” e “Óbitos” – até chegar a outro sucesso de “Iê Iê Iê”: “Meu Coração”, uma das mais celebradas pelo público.

O show entrou em uma atmosfera acústica com a sequência de músicas que vieram a seguir: “Vilarejo”, parceria sua com Marisa Monte, Carlinhos Brown e Pedro Baby, que foi gravado no álbum da cantora, “Infinito Particular” (2006), “Que Me Continua” – do projeto “A Curva da Cintura” (2011) feito com Edgard Scandurra e com o maliense Toumani Diabaté -, e de seus últimos discos de estúdio “Azul Vazio” e “Saudade Farta”.

A apresentação teve continuidade com temas de cinco trabalhos diferentes de Arnaldo Antunes: “Invejoso”, “Consumado”, com direito ao cantor descer do palco e cantarolá-la no meio do público, “Ela É Tarja Preta”, “Essa Mulher” e “Naturalmente, Naturalmente”.

Arnaldo cantou um tema dos Tribalistas de imediato, o sucesso “Velha infância”. Na sequência, vieram “Muito Muito Pouco”, do álbum “Disco”, o medley “Cachimbo” e “Porrada” – essa última dos tempos de Titãs – e, antes do bis, a música mais velha do setlist da carreira solo de Arnaldo Antunes: “Inclassificáveis”, do disco “O Silêncio” (1996).

Depois de uma pequena pausa, Arnaldo e banda vieram para o bis com três temas: “Socorro” que, talvez, seja o maior sucesso da carreira solo do poeta, “Passa Em Casa”, outro tema dos Tribalistas, e, como o próprio disse antes de encerrar o show, uma “das antigas”, “Televisão”, clássico dos Titãs.

Assim, depois de 1h45 de show, o cantor e seus companheiros se despedem do público que, simultaneamente, foi deixando as dependências do Sesc. E, de hoje (sexta-feira) até domingo, haverá mais três apresentações de Arnaldo Antunes com ingressos esgotados na mesma Choperia do Sesc Pompéia.

A seguir, o setlist do show.

1. Antes (Arnaldo Antunes)
2. Põe Fé Que Já É (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / André Lima)
3. A Casa é Sua (Arnaldo Antunes / Ortinho)
4. Trato (Arnaldo Antunes / Céu / Hyldon)
5. Atenção (Arnaldo Antunes / Alice Ruiz / João Bandeira)
6. Se Você Nadar (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)
7. As Estrelas Cadentes (Arnaldo Antunes / Ortton)
8. Óbitos (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
9. Meu Coração (Arnaldo Antunes / Ortinho)
10. Vilarejo (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Pedro Baby)
11. Que Me Continua (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
12. Azul Vazio (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)
13. Saudade Farta (Arnaldo Antunes)
14. Invejoso (Arnaldo Antunes / Liminha)
15. Consumado (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
16. Ela É Tarja Preta (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / Luê / Felipe Cordeiro / Manuel Cordeiro)
17. Essa Mulher (Arnaldo Antunes)
18. Naturalmente, Naturalmente (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Dadi Carvalho)
19. Velha Infância (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Davi Moraes / Pedro Baby)
20. Muito Muito Pouco (Arnaldo Antunes)
21. Cachimbo (Edvaldo Santana) / Porrada (Arnaldo Antunes / Sérgio Britto)
22. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
Bis:
23. Socorro (Alice Ruiz / Arnaldo Antunes)
24. Passa Em Casa (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Margareth Menezes)
25. Televisão (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)

Por Jorge Almeida

Casa Levi’s® volta a São Paulo em abril com programação gratuita

Arnaldo Antunes e Tiê entre as principais atrações do Projeto cultural e alternativo da Levi’s®. Créditos: Márcia Xavier (foto de Arnaldo Antunes) e Leandro HBL (foto de Tiê)

Projeto cultural e alternativo da Levi’s® acontece no casarão da Associação Santa Cecília nos dias 7 e 8 de abril; programação musical inclui shows de Arnaldo Antunes, Tiê, Forgoteen Boys, Hurtmold, Pin Ups, Elephant Run e Ladys Camp – do Girls Rock Camp

São Paulo, março de 2017 – A Levi’s® anuncia a segunda edição da Casa Levi’s®, um projeto periódico e cultural que, nos dias 7 e 8 de abril, ocupa a Associação Cultural Cecília – um casarão do século XX reformado no ano passado. Localizada no Centro de São Paulo (Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília), a Casa Levi’s® promete movimentar a cidade ao proporcionar uma programação inteiramente gratuita de shows e festival de música. Além disso, contará com uma praça de jogos, com sinuca, fliperama, pebolim, tênis de mesa, entre outros; estúdio de tatuagem; espaço kids; foodtrucks e food bikes.

O projeto foi idealizado em comemoração ao 501®, modelo da primeira calça jeans do mundo, criada há 144 anos e um ícone da marca, atemporal e democrática, indicada para todas as gerações. Do mesmo modo a Casa Levis’®, que tem a programação destinada a diversos públicos.

A Levi’s® é uma marca participativa, que como produto se relaciona com diversas gerações, e como parte de uma comunidade está envolvida com as culturas próximas às suas sedes mundiais, movimentos e artistas. É esse conceito integrador que nos faz transcender a moda”, afirma Marina Kadooka, gerente de marketing.

No dia 07, sexta-feira, a casa receberá o público para o show da banda de rock paulista Forgotten Boys, além de apresentações pockets de outras três bandas independentes escolhidas por meio de voto popular, participantes do concurso cultural Original’s Studio – projeto musical da marca que fomenta a música independente ao proporcionar a oito bandas paulistas selecionadas a oportunidade de gravação de uma música com estrutura de estúdio no palco da Casa Levi’s®; a votação popular escolheu, em março, três dessas oito bandas para participarem da programação com a apresentação pocket.

Já no sábado, dia 08, grande destaque da programação, a marca oferece um festival de música ao ar livre, na rua da Casa Levi’s®, com shows confirmados das bandas Ladys Rock, criada por integrantes do Girls Rock Camp (um acampamento de férias com vivências musicais exclusivo para meninas) que se encontram desde 2013, quando tinham por volta de 8 anos de idade; Arnaldo Antunes, renomado músico e poeta; Elephant Run, que mistura jazz com rock e death metal; Pin Ups, banda paulistana formada em 1988, pioneira de rock alternativo no país; Tiê, cantora e compositora de destaque no cenário pop, folk e MPB; e Hurtmold, uma das principais bandas brasileiras de post-rock.

A Casa Levi’s® é um projeto desenvolvido pela DaTerra Produções Culturais, e aconteceu pela primeira vez em 2016, apenas em São Paulo. Neste ano, chega com uma novidade: presenteará os cariocas ao ter a primeira edição no Rio de Janeiro entre os dias 27 de abril e 20 de maio. A programação será anunciada em breve.

Serviço Casa Levis®
Endereço: Associação Cultural Cecília – Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília
Capacidade: 200 pessoas
Classificação etária: livre
Entrada: gratuita; sujeita a lotação

Programação
Sexta-feira, 7 de abril
18h – Shows de três bandas do Original’s Studios (estão em votação pública no facebook para seleção)
21h – Show de Forgotten Boys

Sábado, 8 de abril
Festival de rua com shows:
13h – Ladys Camp
14h30 – Elephant Run
16h – Tiê
17h30 – Hurtmold
19h – Pin Ups
20h30 – Arnaldo Antunes

Sobre a Levi’s®
A Levi’s® traduz o estilo americano clássico e despojado. Desde sua invenção por Levi Strauss & Co.,em 1873, o jeans Levi’s® tornou-se a roupa mais reconhecida e imitada no mundo – capturando a imaginação e a fidelidade das pessoas por várias gerações. Hoje, o portfólio da Levi’s® continua a evoluir através de um pioneirismo persistente e um espírito inovador sem paralelo na indústria de vestuário. A linha líder de jeans e acessórios está disponível em mais de 110 países, permitindo que pessoas do mundo inteiro expressem seu estilo pessoal. Para mais informações sobre a Levi’s®, seus produtos e lojas, visite: http://www.levi.com.br/

Veja mais em:
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Agência Lema
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Informações à imprensa:
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Créditos: Diene Guedes

Arnaldo Antunes: 20 anos de “O Silêncio”

Capa de "O Silêncio" (1996), o terceiro disco da carreira solo de Arnaldo Antunes
Capa de “O Silêncio” (1996), o terceiro disco da carreira solo de Arnaldo Antunes

Neste ano, o terceiro disco de estúdio de Arnaldo Antunes, “O Silêncio”, completa 20 anos de seu lançamento. Lançado pela BMG e produzido por Mitar Subotic, o play é caracterizado pelo pop-rock que marcou a sua ex-banda, os Titãs.

Quando os Titãs optaram seguir uma linha mais pesada ao gravar o pesado “Titanomaquia” (1993), com as letras escatológicas, o insatisfeito Arnaldo Antunes tirou o seu time de campo. Afinal, o que a banda na qual foi integrante por dez anos estava a produzir era uma coisa bem distante do que ele queria fazer. Logo, a solução foi a eminente carreira solo.

Em 1993, foi lançado o seu primeiro trabalho em uma nova fase: “Nome”. Com 23 faixas e uma sonoridade um pouco esquisita e letras inspiradas na poesia concreta, os velhos fãs dos Titãs não entenderam bem o propósito e acharam tudo muito estranho. O trabalho seguinte – “Ninguém” (1995) – embora seja um disco ainda mais difícil, já dava uma pinta de ser mais pop, como pode ser visto na canção “Alegria”, “Ninguém” e “Fora de Si”.

Mas foi no ano seguinte com o álbum “O Silêncio”, que Arnaldo Antunes foi transportado para uma sonoridade mais pop-rock que tinha um estilo mais próximo aos dos Titãs que, naquela época, estava em turnê como o bom “Domingo” (1995). Canções como “Macha Fêmeo” e “Que Te Quero” traduzem bem essa sonoridade.

Contudo, o grande trunfo do disco foi o fato de o ex-titã ter transitado por gêneros musicais diferenciados, como o reggae em “O Buraco”, o rockabilly em “Poder” e um rap-rock em “Inclassificáveis”, que tem a participação especial de Chico Science e que foi regravada por Ney Matogrosso. Outro destaque fica por conta da versão de “Juízo Final”, um clássico de Nelson Cavaquinho.

Aliás, o videoclipe de “Poder”, que tem a direção de Tadeu Jungle – que é co-autor da música -, embora seja mais curto do que a canção gravada, é muito bom e está recheado de gente ilustre que vão desde Paulo Miklos, Nando Reis, Sérgio Britto e Charles Gavin, seus ex-companheiros de Titãs a Jorge Ben Jor, e também gente como Rodolfo (ex-Raimundos), Frejat, André Abujamra, Samuel Rosa, entre outros.

A bem sucedida parceria com Carlinhos Brown se faz presente no disco através da faixa-título e a participação do instrumentista em “Desce (Versão 2)” e em “O Silêncio”.

Aliás, a formação do disco é composta por Arnaldo Antunes (voz), Edgard Scandurra (guitarra), Pedro Ito (bateria), Paulo Tatit (baixo) e Zaba Moreau (teclados e backing vocal).

O trabalho ainda tem mais duas versões de “O Silêncio”: uma remixada por Luis Paulo Serafin e produzida por Dudu Marote, e a versão acústica produzida por Arnaldo Antunes e banda.

O Silêncio” ainda não pode ser considerado o melhor trabalho de Arnaldo Antunes, mas, possivelmente, foi a partir dele que a carreira do ex-titã decolou e o disco é fundamental para quem quer iniciar os seus conhecimentos no universo “arnaldístico”.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: O Silêncio
Intérprete: Arnaldo Antunes
Lançamento: 1996
Gravadora: BMG
Produtor: Mitar Subotic

Arnaldo Antunes: voz, sampler e programação de ritmo
Edgard Scandurra: guitarra, backing vocal, violão de aço e percussão em “Eva e Eu” e violão em “O Silêncio (versão acústica)
Pedro Ito: bateria, calimba em “Eva e Eu”, latas e chocalho em “Juízo Final” e percussão em “O Silêncio (versão acústica)
Paulo Tatit: baixo, violão em “E Estamos Conversados”, em “Desce (Versão 1)” e em “O Silêncio (versão acústica)” e violão de nylon em “Eva e Eu
Zaba Moreau: teclados, backing vocal e sampler em “O Silêncio

Chico Science: voz em “Inclassificáveis
Carlinhos Brown: djembê, tambor de couro, aderbaque e vocais em “O Silêncio”, cajón, caixa, matraca e agogô em “Desce (Versão 2)
Peter Price: percussão em “Que Te Quero
Arnaldo A. Nora Antunes: arranjo de cordas (sampler) em “Desce (Versão 1)
Mitar Subotic: sampler em “O Silêncio”, teclados em “Poder”, sanfona em “Eva e Eu”, programação de ritmo em “Macha Fêmeo”, “Inclassificáveis” e “O Buraco
Pedro Cortez: voz e guitarra adicionais em “O Silêncio (Remix Versão Brown)
Fabinho: viola em “O Silêncio (versão acústica)
Lua, Bel, João, Tati, Taís, Rosa, Celeste e Miguel: coro das crianças em “O Silêncio

1. O Silêncio (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
2. E Estamos Conversados (Paulo Tatit / Arnaldo Antunes)
3. Poder (Arnaldo Antunes / Tadeu Jungle)
4. Eva e Eu (Péricles Cavalcanti / Arnaldo Antunes)
5. Macha Fêmeo (Paulo Tatit / Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer)
6. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
7. Que Te Quero (Edgard Scandurra / Peter Price / Arnaldo Antunes)
8. Desce (Versão 1) (Arnaldo Antunes)
9. Juízo Final (Nelson Cavaquinho / Élcio Soares)
10. O Que Swingnifica Isso? (Arnaldo Antunes)
11. O Buraco (Arnaldo Antunes)
12. Desce (Versão 2) (Arnaldo Antunes)
13. O Buraco do Espelho (Edgard Scandurra / Arnaldo Antunes)
14. O Silêncio (Remix Refrão Brown) (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
15. O Silêncio (versão acústica) (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)

Por Jorge Almeida

 

Show do Arnaldo Antunes no Sesc Pompeia (25.09.2015)

Arnaldo Antunes em performance no Sesc Pompeia. Foto: Jorge Almeida
Arnaldo Antunes em performance no Sesc Pompeia. Foto: Jorge Almeida

O cantor e compositor Arnaldo Antunes fez nesta sexta-feira (25) a sua segunda apresentação na Choperia do Sesc Pompeia para o lançamento de “Já É”, o seu 16º disco. Acompanhado por Chico Salém (violão, guitarra e backing vocal), Betão Aguiar (baixo e backing vocal), André Lima (teclados, sanfona e backing vocal) e Curumim (bateria e backing vocal), o ex-titã cantarolou em uma hora e meia de espetáculo 23 músicas (contabilizando dois ‘medleys’), sendo 11 do mais recente trabalho.

O concerto estava previsto para iniciar às 21h30, porém, por conta da chuva e do trânsito caótico em torno do Sesc Pompeia provocado em virtude do show da cantora norte-americana Katy Perry no Allianz Parque, o início do evento atrasou em 15 minutos.

Dessa forma, às 21h45, Arnaldo Antunes deu início ao espetáculo primeiramente sozinho no palco empenhado de um violão com o qual tocou “Antes”, segunda faixa do novo disco. Enquanto isso, os demais músicos de sua banda foram se posicionando com os seus instrumentos e acompanharam o compositor.

Arnaldo e banda seguiram a performance com uma boa sequência de músicas de “Já É”: “Põe Fé Que Já É”, “Se Você Nadar”, “Naturalmente, Naturalmente”, “As Estrelas Cadentes” e “Óbitos”. Enquanto isso, “Ela É Tarja Preta”, do álbum “Disco” (2013), interrompeu a ordem de canções do trabalho inédito, que teve continuidade com “Na Fissura”.

O compositor, enfim, saudou e agradeceu a presença do público, reforçou que todas as músicas apresentadas na noite até então, com exceção de “Ela É Tarja Preta” são do álbum novo e que o show seria exibido uma mescla de músicas novas e antigas.

Dado o recado, o show teve continuidade com o primeiro medley – “Cachimbo”/”Porrada” (essa última dos tempos de Titãs) -, “Azul e Prateado” – outra de “Já É” -, “Vilarejo” – música composta em parceira com Marisa Monte e Carlinhos Brown presente no álbum “Infinito Particular” (2006), de Marisa Monte -, e o segundo medley da noite apresentou “Saudade Farta”/”Alta Noite”.

Na sequência, vieram “Dança”, a já clássica “Invejoso” e “O Meteorologista”, a última do mais recente álbum. Em seguida, apenas obras consolidadas da carreira de Arnaldo: “A Casa É Sua”, “Velha Infância”, “Envelhecer”, “Lugar Nenhum”, dos Titãs, e com direito ao tradicional “brasileiro, o caralho” entoado por Antunes. E o concerto termina com “Inclassificáveis”, tema do álbum “O Silêncio” (1996).

Para o bis, Arnaldo Antunes veio com as tradicionais “Consumado” (com direito ao cantor ir para o meio da galera), “Socorro” e a ‘tribalista’ “Passe Em Casa”.

O músico e os demais foram ovacionados pelo público após o término do show e a plateia deixava a Choperia para encarar a chuva e o trânsito que já estava em vigor por coincidir com a saída do público da Katy Perry.

Arnaldo Antunes ainda se apresentará no Sesc Pompeia neste sábado e domingo, todavia, os ingressos para essas apresentações já estão esgotados.

A seguir, o setlist do show do compositor paulista.

1. Antes (Arnaldo Antunes)
2. Põe Fé Que Já É (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / André Lima)
3. Se Você Nadar (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)
4. Naturalmente, Naturalmente (Arnaldo Antunes / Dadi Carvalho / Marisa Monte)
5. As Estrelas Cadentes (Arnaldo Antunes / Ortton)
6. Óbitos (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
7. Ela É Tarja Preta (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / Luê / Felipe Cordeiro / Manuel Cordeiro)
8. Na Fissura (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / Chico Salém)
9. Cachimbo / Porrada (Edvaldo Santana / Osnofa) / (Arnaldo Antunes / Sérgio Britto)
10. Azul e Prateado (Arnaldo Antunes)
11. Vilarejo (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
12. Saudade Farta / Alta Noite (Arnaldo Antunes)
13. Dança (Arnaldo Antunes / Marisa Monte)
14. Invejoso (Arnaldo Antunes / Liminha)
15. O Meteorologista (Arnaldo Antunes)
16. A Casa É Sua (Arnaldo Antunes / Ortinho)
17. Velha Infância (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Davi Moraes / Pedro Baby)
18. Envelhecer (Arnaldo Antunes / Ortinho / Marcelo Jeneci)
19. Lugar Nenhum (Arnaldo Antunes / Tony Bellotto / Marcelo Fromer / Sérgio Britto / Charles Gavin)
20. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
Bis:
21. Consumado (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
22. Socorro (Arnaldo Antunes / Alice Ruiz)
23. Passe Em Casa (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Margareth Menezes)

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Palavra em Movimento” no Centro Cultural Correios São Paulo

"360º", porta de madeira, que gira em 360º, de Arnaldo Antunes. Foto: Jorge Almeida
“360º”, porta de madeira, que gira em 360º, de Arnaldo Antunes. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Palavra em Movimento” segue em cartaz no Centro Cultural Correios São Paulo até o próximo domingo e exibe cerca de 30 obras do multi-artista paulistano Arnaldo Antunes. São mostradas colagens, instalações, caligrafias, adesivos, cartazes, áudios, caligrafias, vídeos produzidos ao longo de três décadas pelo ex-integrante dos Titãs.

Artista nato em sua essência, o cantor, compositor, escritor, poeta e artista plástico Arnaldo Antunes tem a sua produção estruturada através da palavra, seja ela dita, escrita, fotografada, filmada, construída, cantada ou “musicada”, o que faz dele uma espécie de mensageiro-viajante, conforme bem definiu o curador Daniel Rangel.

A mostra traz obras que vão desde o biênio 1981-1982, quando Arnaldo iniciou a carreira artística com “Oráculo”, composta por uma série de colagem sobre papel cartão, até “Ammésia”, de 2014/2015, constituído por nove monitores digitais.

Entre os destaques estão a série “Caligrafias” (1998-2003), que apresenta um pequeno recorte das monotipias realizadas com tinta de carimbos; “Mar Mel” (2008), feita de duas caixas de marcas bem conhecidas de cigarro; “Nome” (1993), vídeo-poesia projeção e que consta em sua discografia oficial; e “360º” (foto), de 2008, que nada mais é que uma porta de madeira que gira em 360º.

SERVIÇO:
Exposição: Palavra em Movimento
Onde: Centro Cultural Correios São Paulo – Avenida São João, s/nº – Vale do Anhangabaú, Centro
Quando: até 30/08/2015; de terça a domingo, das 11h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida