Casa Levi’s® volta a São Paulo em abril com programação gratuita

Arnaldo Antunes e Tiê entre as principais atrações do Projeto cultural e alternativo da Levi’s®. Créditos: Márcia Xavier (foto de Arnaldo Antunes) e Leandro HBL (foto de Tiê)

Projeto cultural e alternativo da Levi’s® acontece no casarão da Associação Santa Cecília nos dias 7 e 8 de abril; programação musical inclui shows de Arnaldo Antunes, Tiê, Forgoteen Boys, Hurtmold, Pin Ups, Elephant Run e Ladys Camp – do Girls Rock Camp

São Paulo, março de 2017 – A Levi’s® anuncia a segunda edição da Casa Levi’s®, um projeto periódico e cultural que, nos dias 7 e 8 de abril, ocupa a Associação Cultural Cecília – um casarão do século XX reformado no ano passado. Localizada no Centro de São Paulo (Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília), a Casa Levi’s® promete movimentar a cidade ao proporcionar uma programação inteiramente gratuita de shows e festival de música. Além disso, contará com uma praça de jogos, com sinuca, fliperama, pebolim, tênis de mesa, entre outros; estúdio de tatuagem; espaço kids; foodtrucks e food bikes.

O projeto foi idealizado em comemoração ao 501®, modelo da primeira calça jeans do mundo, criada há 144 anos e um ícone da marca, atemporal e democrática, indicada para todas as gerações. Do mesmo modo a Casa Levis’®, que tem a programação destinada a diversos públicos.

A Levi’s® é uma marca participativa, que como produto se relaciona com diversas gerações, e como parte de uma comunidade está envolvida com as culturas próximas às suas sedes mundiais, movimentos e artistas. É esse conceito integrador que nos faz transcender a moda”, afirma Marina Kadooka, gerente de marketing.

No dia 07, sexta-feira, a casa receberá o público para o show da banda de rock paulista Forgotten Boys, além de apresentações pockets de outras três bandas independentes escolhidas por meio de voto popular, participantes do concurso cultural Original’s Studio – projeto musical da marca que fomenta a música independente ao proporcionar a oito bandas paulistas selecionadas a oportunidade de gravação de uma música com estrutura de estúdio no palco da Casa Levi’s®; a votação popular escolheu, em março, três dessas oito bandas para participarem da programação com a apresentação pocket.

Já no sábado, dia 08, grande destaque da programação, a marca oferece um festival de música ao ar livre, na rua da Casa Levi’s®, com shows confirmados das bandas Ladys Rock, criada por integrantes do Girls Rock Camp (um acampamento de férias com vivências musicais exclusivo para meninas) que se encontram desde 2013, quando tinham por volta de 8 anos de idade; Arnaldo Antunes, renomado músico e poeta; Elephant Run, que mistura jazz com rock e death metal; Pin Ups, banda paulistana formada em 1988, pioneira de rock alternativo no país; Tiê, cantora e compositora de destaque no cenário pop, folk e MPB; e Hurtmold, uma das principais bandas brasileiras de post-rock.

A Casa Levi’s® é um projeto desenvolvido pela DaTerra Produções Culturais, e aconteceu pela primeira vez em 2016, apenas em São Paulo. Neste ano, chega com uma novidade: presenteará os cariocas ao ter a primeira edição no Rio de Janeiro entre os dias 27 de abril e 20 de maio. A programação será anunciada em breve.

Serviço Casa Levis®
Endereço: Associação Cultural Cecília – Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília
Capacidade: 200 pessoas
Classificação etária: livre
Entrada: gratuita; sujeita a lotação

Programação
Sexta-feira, 7 de abril
18h – Shows de três bandas do Original’s Studios (estão em votação pública no facebook para seleção)
21h – Show de Forgotten Boys

Sábado, 8 de abril
Festival de rua com shows:
13h – Ladys Camp
14h30 – Elephant Run
16h – Tiê
17h30 – Hurtmold
19h – Pin Ups
20h30 – Arnaldo Antunes

Sobre a Levi’s®
A Levi’s® traduz o estilo americano clássico e despojado. Desde sua invenção por Levi Strauss & Co.,em 1873, o jeans Levi’s® tornou-se a roupa mais reconhecida e imitada no mundo – capturando a imaginação e a fidelidade das pessoas por várias gerações. Hoje, o portfólio da Levi’s® continua a evoluir através de um pioneirismo persistente e um espírito inovador sem paralelo na indústria de vestuário. A linha líder de jeans e acessórios está disponível em mais de 110 países, permitindo que pessoas do mundo inteiro expressem seu estilo pessoal. Para mais informações sobre a Levi’s®, seus produtos e lojas, visite: http://www.levi.com.br/

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Créditos: Diene Guedes

Arnaldo Antunes: 20 anos de “O Silêncio”

Capa de "O Silêncio" (1996), o terceiro disco da carreira solo de Arnaldo Antunes
Capa de “O Silêncio” (1996), o terceiro disco da carreira solo de Arnaldo Antunes

Neste ano, o terceiro disco de estúdio de Arnaldo Antunes, “O Silêncio”, completa 20 anos de seu lançamento. Lançado pela BMG e produzido por Mitar Subotic, o play é caracterizado pelo pop-rock que marcou a sua ex-banda, os Titãs.

Quando os Titãs optaram seguir uma linha mais pesada ao gravar o pesado “Titanomaquia” (1993), com as letras escatológicas, o insatisfeito Arnaldo Antunes tirou o seu time de campo. Afinal, o que a banda na qual foi integrante por dez anos estava a produzir era uma coisa bem distante do que ele queria fazer. Logo, a solução foi a eminente carreira solo.

Em 1993, foi lançado o seu primeiro trabalho em uma nova fase: “Nome”. Com 23 faixas e uma sonoridade um pouco esquisita e letras inspiradas na poesia concreta, os velhos fãs dos Titãs não entenderam bem o propósito e acharam tudo muito estranho. O trabalho seguinte – “Ninguém” (1995) – embora seja um disco ainda mais difícil, já dava uma pinta de ser mais pop, como pode ser visto na canção “Alegria”, “Ninguém” e “Fora de Si”.

Mas foi no ano seguinte com o álbum “O Silêncio”, que Arnaldo Antunes foi transportado para uma sonoridade mais pop-rock que tinha um estilo mais próximo aos dos Titãs que, naquela época, estava em turnê como o bom “Domingo” (1995). Canções como “Macha Fêmeo” e “Que Te Quero” traduzem bem essa sonoridade.

Contudo, o grande trunfo do disco foi o fato de o ex-titã ter transitado por gêneros musicais diferenciados, como o reggae em “O Buraco”, o rockabilly em “Poder” e um rap-rock em “Inclassificáveis”, que tem a participação especial de Chico Science e que foi regravada por Ney Matogrosso. Outro destaque fica por conta da versão de “Juízo Final”, um clássico de Nelson Cavaquinho.

Aliás, o videoclipe de “Poder”, que tem a direção de Tadeu Jungle – que é co-autor da música -, embora seja mais curto do que a canção gravada, é muito bom e está recheado de gente ilustre que vão desde Paulo Miklos, Nando Reis, Sérgio Britto e Charles Gavin, seus ex-companheiros de Titãs a Jorge Ben Jor, e também gente como Rodolfo (ex-Raimundos), Frejat, André Abujamra, Samuel Rosa, entre outros.

A bem sucedida parceria com Carlinhos Brown se faz presente no disco através da faixa-título e a participação do instrumentista em “Desce (Versão 2)” e em “O Silêncio”.

Aliás, a formação do disco é composta por Arnaldo Antunes (voz), Edgard Scandurra (guitarra), Pedro Ito (bateria), Paulo Tatit (baixo) e Zaba Moreau (teclados e backing vocal).

O trabalho ainda tem mais duas versões de “O Silêncio”: uma remixada por Luis Paulo Serafin e produzida por Dudu Marote, e a versão acústica produzida por Arnaldo Antunes e banda.

O Silêncio” ainda não pode ser considerado o melhor trabalho de Arnaldo Antunes, mas, possivelmente, foi a partir dele que a carreira do ex-titã decolou e o disco é fundamental para quem quer iniciar os seus conhecimentos no universo “arnaldístico”.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: O Silêncio
Intérprete: Arnaldo Antunes
Lançamento: 1996
Gravadora: BMG
Produtor: Mitar Subotic

Arnaldo Antunes: voz, sampler e programação de ritmo
Edgard Scandurra: guitarra, backing vocal, violão de aço e percussão em “Eva e Eu” e violão em “O Silêncio (versão acústica)
Pedro Ito: bateria, calimba em “Eva e Eu”, latas e chocalho em “Juízo Final” e percussão em “O Silêncio (versão acústica)
Paulo Tatit: baixo, violão em “E Estamos Conversados”, em “Desce (Versão 1)” e em “O Silêncio (versão acústica)” e violão de nylon em “Eva e Eu
Zaba Moreau: teclados, backing vocal e sampler em “O Silêncio

Chico Science: voz em “Inclassificáveis
Carlinhos Brown: djembê, tambor de couro, aderbaque e vocais em “O Silêncio”, cajón, caixa, matraca e agogô em “Desce (Versão 2)
Peter Price: percussão em “Que Te Quero
Arnaldo A. Nora Antunes: arranjo de cordas (sampler) em “Desce (Versão 1)
Mitar Subotic: sampler em “O Silêncio”, teclados em “Poder”, sanfona em “Eva e Eu”, programação de ritmo em “Macha Fêmeo”, “Inclassificáveis” e “O Buraco
Pedro Cortez: voz e guitarra adicionais em “O Silêncio (Remix Versão Brown)
Fabinho: viola em “O Silêncio (versão acústica)
Lua, Bel, João, Tati, Taís, Rosa, Celeste e Miguel: coro das crianças em “O Silêncio

1. O Silêncio (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
2. E Estamos Conversados (Paulo Tatit / Arnaldo Antunes)
3. Poder (Arnaldo Antunes / Tadeu Jungle)
4. Eva e Eu (Péricles Cavalcanti / Arnaldo Antunes)
5. Macha Fêmeo (Paulo Tatit / Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer)
6. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
7. Que Te Quero (Edgard Scandurra / Peter Price / Arnaldo Antunes)
8. Desce (Versão 1) (Arnaldo Antunes)
9. Juízo Final (Nelson Cavaquinho / Élcio Soares)
10. O Que Swingnifica Isso? (Arnaldo Antunes)
11. O Buraco (Arnaldo Antunes)
12. Desce (Versão 2) (Arnaldo Antunes)
13. O Buraco do Espelho (Edgard Scandurra / Arnaldo Antunes)
14. O Silêncio (Remix Refrão Brown) (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
15. O Silêncio (versão acústica) (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)

Por Jorge Almeida

 

Show do Arnaldo Antunes no Sesc Pompeia (25.09.2015)

Arnaldo Antunes em performance no Sesc Pompeia. Foto: Jorge Almeida
Arnaldo Antunes em performance no Sesc Pompeia. Foto: Jorge Almeida

O cantor e compositor Arnaldo Antunes fez nesta sexta-feira (25) a sua segunda apresentação na Choperia do Sesc Pompeia para o lançamento de “Já É”, o seu 16º disco. Acompanhado por Chico Salém (violão, guitarra e backing vocal), Betão Aguiar (baixo e backing vocal), André Lima (teclados, sanfona e backing vocal) e Curumim (bateria e backing vocal), o ex-titã cantarolou em uma hora e meia de espetáculo 23 músicas (contabilizando dois ‘medleys’), sendo 11 do mais recente trabalho.

O concerto estava previsto para iniciar às 21h30, porém, por conta da chuva e do trânsito caótico em torno do Sesc Pompeia provocado em virtude do show da cantora norte-americana Katy Perry no Allianz Parque, o início do evento atrasou em 15 minutos.

Dessa forma, às 21h45, Arnaldo Antunes deu início ao espetáculo primeiramente sozinho no palco empenhado de um violão com o qual tocou “Antes”, segunda faixa do novo disco. Enquanto isso, os demais músicos de sua banda foram se posicionando com os seus instrumentos e acompanharam o compositor.

Arnaldo e banda seguiram a performance com uma boa sequência de músicas de “Já É”: “Põe Fé Que Já É”, “Se Você Nadar”, “Naturalmente, Naturalmente”, “As Estrelas Cadentes” e “Óbitos”. Enquanto isso, “Ela É Tarja Preta”, do álbum “Disco” (2013), interrompeu a ordem de canções do trabalho inédito, que teve continuidade com “Na Fissura”.

O compositor, enfim, saudou e agradeceu a presença do público, reforçou que todas as músicas apresentadas na noite até então, com exceção de “Ela É Tarja Preta” são do álbum novo e que o show seria exibido uma mescla de músicas novas e antigas.

Dado o recado, o show teve continuidade com o primeiro medley – “Cachimbo”/”Porrada” (essa última dos tempos de Titãs) -, “Azul e Prateado” – outra de “Já É” -, “Vilarejo” – música composta em parceira com Marisa Monte e Carlinhos Brown presente no álbum “Infinito Particular” (2006), de Marisa Monte -, e o segundo medley da noite apresentou “Saudade Farta”/”Alta Noite”.

Na sequência, vieram “Dança”, a já clássica “Invejoso” e “O Meteorologista”, a última do mais recente álbum. Em seguida, apenas obras consolidadas da carreira de Arnaldo: “A Casa É Sua”, “Velha Infância”, “Envelhecer”, “Lugar Nenhum”, dos Titãs, e com direito ao tradicional “brasileiro, o caralho” entoado por Antunes. E o concerto termina com “Inclassificáveis”, tema do álbum “O Silêncio” (1996).

Para o bis, Arnaldo Antunes veio com as tradicionais “Consumado” (com direito ao cantor ir para o meio da galera), “Socorro” e a ‘tribalista’ “Passe Em Casa”.

O músico e os demais foram ovacionados pelo público após o término do show e a plateia deixava a Choperia para encarar a chuva e o trânsito que já estava em vigor por coincidir com a saída do público da Katy Perry.

Arnaldo Antunes ainda se apresentará no Sesc Pompeia neste sábado e domingo, todavia, os ingressos para essas apresentações já estão esgotados.

A seguir, o setlist do show do compositor paulista.

1. Antes (Arnaldo Antunes)
2. Põe Fé Que Já É (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / André Lima)
3. Se Você Nadar (Arnaldo Antunes / Márcia Xavier)
4. Naturalmente, Naturalmente (Arnaldo Antunes / Dadi Carvalho / Marisa Monte)
5. As Estrelas Cadentes (Arnaldo Antunes / Ortton)
6. Óbitos (Arnaldo Antunes / Péricles Cavalcanti)
7. Ela É Tarja Preta (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / Luê / Felipe Cordeiro / Manuel Cordeiro)
8. Na Fissura (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / Chico Salém)
9. Cachimbo / Porrada (Edvaldo Santana / Osnofa) / (Arnaldo Antunes / Sérgio Britto)
10. Azul e Prateado (Arnaldo Antunes)
11. Vilarejo (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
12. Saudade Farta / Alta Noite (Arnaldo Antunes)
13. Dança (Arnaldo Antunes / Marisa Monte)
14. Invejoso (Arnaldo Antunes / Liminha)
15. O Meteorologista (Arnaldo Antunes)
16. A Casa É Sua (Arnaldo Antunes / Ortinho)
17. Velha Infância (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Davi Moraes / Pedro Baby)
18. Envelhecer (Arnaldo Antunes / Ortinho / Marcelo Jeneci)
19. Lugar Nenhum (Arnaldo Antunes / Tony Bellotto / Marcelo Fromer / Sérgio Britto / Charles Gavin)
20. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes)
Bis:
21. Consumado (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown)
22. Socorro (Arnaldo Antunes / Alice Ruiz)
23. Passe Em Casa (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown / Margareth Menezes)

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Palavra em Movimento” no Centro Cultural Correios São Paulo

"360º", porta de madeira, que gira em 360º, de Arnaldo Antunes. Foto: Jorge Almeida
“360º”, porta de madeira, que gira em 360º, de Arnaldo Antunes. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Palavra em Movimento” segue em cartaz no Centro Cultural Correios São Paulo até o próximo domingo e exibe cerca de 30 obras do multi-artista paulistano Arnaldo Antunes. São mostradas colagens, instalações, caligrafias, adesivos, cartazes, áudios, caligrafias, vídeos produzidos ao longo de três décadas pelo ex-integrante dos Titãs.

Artista nato em sua essência, o cantor, compositor, escritor, poeta e artista plástico Arnaldo Antunes tem a sua produção estruturada através da palavra, seja ela dita, escrita, fotografada, filmada, construída, cantada ou “musicada”, o que faz dele uma espécie de mensageiro-viajante, conforme bem definiu o curador Daniel Rangel.

A mostra traz obras que vão desde o biênio 1981-1982, quando Arnaldo iniciou a carreira artística com “Oráculo”, composta por uma série de colagem sobre papel cartão, até “Ammésia”, de 2014/2015, constituído por nove monitores digitais.

Entre os destaques estão a série “Caligrafias” (1998-2003), que apresenta um pequeno recorte das monotipias realizadas com tinta de carimbos; “Mar Mel” (2008), feita de duas caixas de marcas bem conhecidas de cigarro; “Nome” (1993), vídeo-poesia projeção e que consta em sua discografia oficial; e “360º” (foto), de 2008, que nada mais é que uma porta de madeira que gira em 360º.

SERVIÇO:
Exposição: Palavra em Movimento
Onde: Centro Cultural Correios São Paulo – Avenida São João, s/nº – Vale do Anhangabaú, Centro
Quando: até 30/08/2015; de terça a domingo, das 11h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Titãs: 25 anos de “Õ Blésq Blom”

"Õ Blésq Blom": considerado um dos melhores trabalhos da discografia dos Titãs
“Õ Blésq Blom”: considerado um dos melhores trabalhos da discografia dos Titãs

Ontem, 16 de outubro, o quinto registro de estúdio dos Titãs, o clássico “Õ Blésq Blom”, completou 25 anos de seu lançamento. Gravado entre junho e setembro na unidade Nas Nuvens, o registro encerra a fase de ouro da parceria da banda com o produtor Liminha. O álbum alcançou a marca de 220 mil cópias vendidas até o final de 1990.

Depois de ter a sua musicalidade definida com o ‘sujo’, mas excelente, “Cabeça Dinossauro”, os Titãs investiram no uso de sintetizadores no disco seguinte – “Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas” (1987) e, na sequência, o então octeto usufruiu com êxtase a programações eletrônicas e de teclados e abordaram sonoridades que expediam o Tropicalismo, ao pop eletrônico e à World Music.

A capa do play ficou por conta de Arnaldo Antunes, que mostrou os seus dotes de artista plástico ao conceber um mosaico com recortes que traz o nome do disco. Nome que, inclusive, foi tirado de uma das frases ditas por Mauro, cuja “tradução” significa “os primeiros homens que andaram sobre a terra”.

E, antes de falar das faixas que compõem o tracklist do disco, durante a gravação de “Õ Blésq Blom”, os Titãs gravaram duas marchinhas de Carnaval – “Pipi Popô” e “Marcha do Demo” – que foram lançadas em um single com o pseudônimo de “Vestidos do Espaço”. Além deles, o produtor Liminha e os amigos que apareciam no estúdio nesse período, como Jorge Mautner, Paula Toller, entre outros, participaram da gravação deste single. Isso pode ser conferido também no documentário “Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa”, de 2009.

O disco começa com uma introdução feita pela dupla de repentistas pernambucanos Mauro e Quitéria que a banda conheceu em Recife. Os dois cantam com um poliglotismo curioso em que mesclam palavras em inglês, grego, russo, italiano e japonês. O casal também é responsável pela vinheta final que encerra o álbum.

Logo após a pequena ‘intro’, o registro traz a excelente “Miséria”, em que Sérgio Britto e Paulo Miklos se revezam nos vocais. Guiada pela “parafernália” tecnológica, a letra crítica e peculiar casou-se perfeitamente com a batida.

Posteriormente, aparece Nando Reis com “Rácio Símio”, que é mais rock em relação à faixa anterior e que seu vocal e o baixo se destacam com maestria para parodiar frases/ditados populares ditos na música.

Em “O Camelo e o Dromedário”, um “semi-reggae” de mais de cinco minutos, Paulo Miklos, de forma caricata, traz as diferenças entre os dois animais ruminantes.

As faixas seguintes – “Palavras” e “Medo” – apesarem se soarem minimalistas, lembram a fase de “Cabeça”: letras inteligentes e vocais certeiros. Enquanto a primeira lembra um pouco o rockabilly interpretado por Sérgio Britto, a segunda traz o berro insano de Arnaldo Antunes, puro punk.

Na versão em CD de “Õ Blésq Blom”, a sétima faixa é uma faixa-bônus, a curtíssima “Natureza Morta”, que não tem nem 20 segundos e há mais caracteres nos créditos dos autores do que na própria letra, resumida em três versos. Podemos considerá-la como uma introdução de “Flores”.

E, por falar em “Flores”, essa é o carro-chefe do álbum. Com um riff inesquecível e letra cheias de metáforas e sentidos, a música cantada por Branco Mello foi um hit radiofônico e segue até hoje no rol dos clássicos titânicos. Seu videoclipe rendeu à banda um prêmio até então inédito na música brasileira: o Mtv Video Music Awards, isso antes filial brasileira da emissora existir.

Outro clássico do álbum é “O Pulso”, com sua batida hipnótica que remete à pulsação em que Arnaldo Antunes recita 48 doenças/moléstias. Arnaldo interpreta tão bem que, em certo momento, parece que o disco está riscado no trecho em que ele fala “reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia”. Ótima.

Já em “32 Dentes”, o violão de doze cordas é o grande condutor da música. Cantada por Branco Mello, a faixa tem um pouco de country na sua essência. E, despercebido por muitos, o tema traz uma citação de “Traumas”, música de Roberto e Erasmo Carlos lançada no álbum do “Rei” em 1971.

Chegando em sua parte final, “Õ Blésq Blom” apresenta ainda “Faculdade”, com seu começo à la “samba eletrônico” e bem arranjado. Interpretada por Nando Reis, a música (talvez) é a mais “obscura” do disco, o que é uma pena.

Assim como em “Miséria”, a dupla Britto e Miklos surgem novamente para mais um dueto. Dessa vez é em “Deus e o Diabo”, que é guiada pela programação eletrônica, o que deve ter deixado Tony Bellotto e Marcelo Fromer “fulos da vida” em virtude da falta de destaque das guitarras na faixa. A letra é composta de montagem de frases aparentemente discordantes que adquirem sentido de atrito.

E, conforme dito anteriormente, o álbum é encerrado pela “Vinheta Final de Mauro e Quitéria”.

O disco teve bastante aceitação por parte do público e foi considerado pelo jornalista musical José Augusto Lemos, na época editor-chefe da revista Bizz, como “o vinil mais bem produzido que este país já viu”.

Depois de “Õ Blésq Blom”, os Titãs resolveram voltar à ‘crueza’ de sua música com “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, mas, infelizmente (e injustamente), não foram compreendidos. Quanto à “Õ Blésq Blom”, posso certificar que trata-se de um dos “top 5” da discografia dos Titãs. Mais que recomendo.

Abaixo, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Õ Blésq Blom
Intérprete: Titãs
Lançamento: 16 de outubro de 1989
Gravadora: WEA
Produtor: Liminha

Arnaldo Antunes: vocal
Branco Mello: vocal
Charles Gavin: bateria e percussão

Marcelo Fromer: guitarra e violão
Nando Reis: baixo e vocal
Paulo Miklos: vocal e saxofone em “Flores
Sérgio Britto: teclados e vocal
Tony Bellotto: guitarra e violão

Liminha: bateria eletrônica em “Miséria“, “Deus e o Diabo” e “Faculdade“, guitarra em “O Pulso” e “Deus e o Diabo“, percussão eletrônica em “O Camelo e o Dromedário” e programação de teclados em “O Pulso“, “Miséria” e “Deus e o Diabo
Mauro e Quitéria: vozes em “Introdução Por Mauro e Quitéria” e em “Vinheta Final Por Mauro e Quitéria

1. Introdução Por Mauro e Quitéria (Mauro / Quitéria)
2. Miséria (Arnaldo Antunes / Paulo Miklos / Sérgio Britto)
3. Rácio Símio (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Nando Reis)
4. O Camelo e o Dromedário (Marcelo Fromer / Nando Reis / Paulo Miklos / Tony Bellotto)
5. Palavras (Marcelo Fromer / Sérgio Britto)
6. Medo (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
7. Natureza Morta (Arnaldo Antunes/Liminha/Branco Mello/Marcelo Fromer/Paulo Miklos/Sérgio Britto)
8. Flores (Charles Gavin / Paulo Miklos / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
9. O Pulso (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
10. 32 Dentes (Branco Mello / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)
11. Faculdade (Arnaldo Antunes / Branco Mello / Marcelo Fromer / Nando Reis / Paulo Miklos)
12. Deus e o Diabo (Nando Reis / Paulo Miklos / Sérgio Britto)
13. Vinheta Final Por Mauro e Quitéria (Mauro / Quitéria)

Por Jorge Almeida

Show do Nando Reis e Os Infernais na Virada Cultural Paulista em Diadema (01.06.2014)

Nado Reis e Os Infernais foram a grande atração da Virada Cultural Paulista 2014 em Diadema. Foto: Jorge Almeida
Nado Reis e Os Infernais foram a grande atração da Virada Cultural Paulista 2014 em Diadema. Foto: Jorge Almeida

A cidade de Diadema foi a única da Grande São Paulo a receber a Virada Cultural Paulista, realizada nos dias 31 de maio e 1º de junho em 28 municípios paulistas. No primeiro dia de evento no palco externo (instalado na Praça da Moça), Gabriel O Pensador foi a principal atração. No dia seguinte, antes do “gran finale”, o público que esteve no local foi se agitando com as presenças do encontro das Velhas Guardas, que levou samba para a galera, e de Anelis Assumpção, compositora e filha de Itamar Assumpção, que cativou o público com o sua mistura de reggae, dub, afrobeat, rap, samba e bossa nova. No entanto, o protagonista para encerrar o segundo dia foi Nando Reis e Os Infernais.

Diferentemente do que os organizadores divulgaram, o concerto do ex-titã começou às 19h30, e não às 18h30. E, dessa forma, Nando Reis (voz e violão), acompanhados de seus “Infernais” – Walter Villaça (guitarras), Felipe Cambraia (baixo), Alex Veley (teclados), Diogo Gameiro (bateria), Gil Miranda e Hannah Lima (backing vocals) – iniciaram a apresentação com a faixa de abertura de seu último trabalho de estúdio, “Pré-sal”, seguida de mais hits da carreira solo do ex-baixista dos Titãs: “Sou Dela”, “O Que Eu Só Vejo Em Você” e “As Coisas Tão Mais Lindas”. Nando saúda o público, faz uma análise pessoal sobre o domingo e destacou que a data era especial por ser o 26º aniversário de sua filha Sophia. Então, o público entoa um efusivo “Parabéns à Você”.

Mas, de volta para o show, Nando Reis e os Infernais seguiram com “Onde Você Mora”, música feita em parceria com Marisa Monte, mas que ganhou notoriedade na versão realizada pelo Cidade Negra em 1994. Na sequência, veio “Sei” e “Relicário”, com direito a um trecho de “Gostava Tanto de Você”, clássico do eterno Tim Maia. Em seguida, Nando Reis chamou para o palco um amigo de longa data: Arnaldo Antunes. Juntos, os dois ex-Titãs cantaram quatro temas da banda da qual fizeram parte: “Não Vou Me Adaptar”, “Família”, “Lugar Nenhum” e “Bichos Escrotos”. Nas duas últimas, o “enferrujado” Nando Reis tocou baixo, relembrando os velhos tempos e Arnaldo esqueceu alguns trechos delas. Mesmo assim, o público não se importou com o pequeno deslize de Antunes e curtiu a sua participação, inclusive, pedindo “mais uma”.

Assim, Nando Reis e seus infernais voltaram para o set da atual turnê com “Luz dos Olhos”, “N” e o compositor, antes de tocar o próximo tema, em seu discurso, falou que a música seguinte era ideal para tocar em lugares abertos, sem cobertura, enfim, sem nenhum obstáculo entre o palco e as estrelas porque ele a compôs especialmente para ela, a sua estrela, Cássia Eller e, assim, sente-se mais próximo dela ao tocar “All Star”, que foi cantarola da em uníssono pelo público. Depois, mais sucessos do músico, “Pra Você Guardei o Amor”, “O Segundo Sol”, “Os Cegos do Castelo” (clássico dos tempos de Titãs), “Por Onde Andei”, com citação de “Primavera (Vai Chuva)” e, para agitar, “Do Seu Lado”.

Depois disso, Nando Reis e Os Infernais saem para o bis e voltam com mais dois temas: “De Janeiro a Janeiro”, que Nando sempre gosta de deixar bem claro que a música não é de sua autoria, mas sim de Roberta Campos, e que muita gente pensa que é dele. Esclarecido a questão da música, o ruivo pediu que os presentes “fizessem a parte dela”, ou seja, um “dueto inédito: Os Infernais e Diadema”, e foi prontamente atendido. E, claro, não poderia faltar “Marvin (Patches)”, que Nando Reis aproveita a parte final para apresentar a sua banda.

Fim de show em Diadema, o público se dispersa pela praça, enquanto uns se dirigem para o Terminal Metropolitano, outros vão cortando as ruas do Centro de Diadema. O diferencial deste show de Nando Reis para os últimos que este que vos escreve compareceu é que neste teve a ilustre presença de Arnaldo Antunes e, com isso, algumas músicas, como “Coração Vago” e “Resposta”, por exemplo, perderam seus espaços no repertório para o “miniset” dos Titãs protagonizado pela dupla Nando/Arnaldo.

Abaixo, segue o setlist da apresentação de Nando Reis e Os Infernais.

1. Pré-sal (Nando Reis)
2. Sou Dela (Nando Reis)
3. O Que Eu Só Vejo Em Você (Nando Reis)
4. As Coisas Tão Mais Lindas (Nando Reis)
5. Onde Você Mora? (Nando Reis / Marisa Monte)
6. Sei (Nando Reis)
7. Relicário (Nando Reis) / Gostava Tanto de Você (Edson Trindade)
8. Não Vou Me Adaptar (Arnaldo Antunes)
9. Família (Arnaldo Antunes / Tony Bellotto)
10. Lugar Nenhum (Arnaldo Antunes / Charles Gavin / Marcelo Fromer / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
11. Bichos Escrotos (Arnaldo Antunes / Sérgio Britto / Nando Reis)
12. Luz dos Olhos (Nando Reis)
13. N (Nando Reis)
14. All Star (Nando Reis)
15. Pra Você Guardei o Amor (Nando Reis)
16. O Segundo Sol (Nando Reis)
17. Os Cegos do Castelo (Nando Reis)
18. Por Onde Andei (Nando Reis) / Citação: Primavera (Vai Chuva) (Genival Cassiano / Silvio Rochael)
19. Do Seu Lado (Nando Reis)
Bis:
20. De Janeiro a Janeiro (Roberta Campos)
21. Marvin (Patches) (Dunbar / Johnson / Versão: Sérgio Britto / Nando Reis)

Por Jorge Almeida

Show do Arnaldo Antunes na reinauguração do Museu da Imigração (31.05.2014)

Arnaldo Antunes (o terceiro da direita para a esquerda) e banda se despedem do público no Museu da Imigração. Foto: Jorge Almeida
Arnaldo Antunes (o terceiro da direita para a esquerda) e banda se despedem do público no Museu da Imigração. Foto: Jorge Almeida

Neste sábado, 31 de maio, uma importante instituição cultural foi reinaugurada na capital paulista após interdição de quatro anos para restauro. E para celebrar a volta do Memorial do Imigrante, agora renomeado Museu da Imigração do Estado de São Paulo, uma programação especial foi montada. O evento começou às 10h com uma solenidade de reinauguração do museu, depois seguiu com apresentações teatrais, de danças, música das comunidades de imigrantes e descendentes, um coletivo de DJ’s que colocaram músicas latinas nas pick-ups e, para encerrar as atividades do dia, um show de Arnaldo Antunes, previsto para às 17h.

Contudo, conforme fora anunciada pela organização do evento, a apresentação do ex-titã começaria com alguns minutos de atraso (para ser exato, 25 minutos). Mas, enfim, Antunes e sua banda, composta por Curumin (bateria), Chico Salém (guitarras e violões), Betão Aguiar (baixo), André Lima (teclados e sanfona) e Danilo Morais (guitarra) adentram ao palco enquanto as PA’s rolavam a faixa “Agora”, do álbum “Nome” (1993). Aliás, vale destacar que Danilo Morais substitui Edgard Scandurra, que está em turnê com o Ira!.

O concerto começou com três faixas do mais recente trabalho de Arnaldo – “Disco” -: “Muito Muito Pouco”, “Sou Volúvel” e “Trato”, seguido de “Atenção” e “Consumado”, ambas lançadas nos anos 2000, com direito ao compositor descer do palco e ir para o meio da galera e cantá-la (o cantor precisou pedir licença para o segurança do recinto que tentava barrar as pessoas que se aproximavam dele). Delírio coletivo e todas as lentes presentes voltadas para o ex-titã. Na sequência, mais uma do disco novo, “Dizem (Quem Me Dera)”. Antes de dar andamento ao show, o apressado baterista Curumim já estava a tocar a introdução de “A Casa É Sua”, mas foi alertado que a música seguinte do set era “Longe”. Os músicos, em meio aos risos, se entreolharam e seguiram com “A Casa É Sua” e “Nome Não”.

Arnaldo Antunes puxou um banquinho “para entrar na atmosfera do Acústico” e explicou que o pessoal do Museu da Imigração sugeriu alguns temas para ele tocar no show que tenha relação com a casa, algo relacionado a imigração, miscigenação e que concordou com a proposta e mandou dois temas relacionados – “Hotel Fraternité” e “Cabimento” -, acompanhados de “Eu Não Sou da Sua Rua” e “Saiba”, todas essas sem as presenças de Curumim e Betão Aguiar, que voltaram ao palco na parte final de “Meu Coração”, música tocada após a faixa-título do trabalho de 2004.

A apresentação seguiu com “Ela É Tarja Preta”, de “Disco”, mas que facilmente poderia ter sido lançada em “Iê Iê Iê”, álbum de 2009, pois tem a mesma “pegada” da música seguinte, “Invejoso”, e que, além disso, ambas têm em comum um protagonista singular – “a tarja preta” e o “invejoso” -, conforme explicou Antunes. E, outra música sugerida à situação de momento e ao espaço em questão, surgiu em seguida. Trata-se de “Inclassificáveis”, grande música que foi lançada no álbum “O Silêncio”, de 1996, e que, em sua gravação, teve a participação especial do saudoso Chico Science.

O espetáculo vai chegando ao seu final e Arnaldo e banda mandam mais duas do novo disco, “Vá Trabalhar” e “Sentido”, esta composta em parceria com o amigo dos tempos de Titãs Nando Reis. E, por falar em Titãs, claro que um tema de sua ex-banda não poderia ficar de fora: “Medo” foi a música “titânica” escolhida. Para finalizar, antes do bis, a clássica “Fora de Si”.

Arnaldo Antunes e seus músicos saíram para uma breve pausa, mas voltaram para tocar mais duas: “Socorro” (uma das mais aclamadas pelo público) e “Passa Em Casa”, originalmente gravada por ele, seus colegas “tribalistas” (Marisa Monte e Carlinhos Brown) e Margareth Menezes em 2003.

Fim de show, o público se dispersa pela rua do museu (que estava fechado na ocasião) e parabéns aos organizadores, pois tudo fluiu dentro dos conformes, sem confusão ou tumulto, pelo menos por onde observei.

A seguir, o setlist da apresentação de Arnaldo Antunes e os respectivos álbuns em que as músicas foram gravadas.

Introdução – Agora (Arnaldo Antunes) – Nome (1993)
1. Muito Muito Pouco (Arnaldo Antunes) – Disco (2013)
2. Sou Volúvel (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Dadi Carvalho) – Disco (2013)
3. Trato (Arnaldo Antunes / Céu / Hyldon) – Disco (2013)
4. Atenção (Arnaldo Antunes / Alice Ruiz / João Bandeira) – Paradeiro (2001)
5. Consumado (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown) – Saiba (2004)
6. Dizem (Quem Me Dera) (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Dadi Carvalho) – Disco (2013)
7. Longe (Arnaldo Antunes / Betão Aguiar / Marcelo Jeneci) – Iê, Iê, Iê (2009)
8. A Casa É Sua (Arnaldo Antunes / Ortinho) – Iê Iê Iê (2009)
9. Nome Não (Arnaldo Antunes) – Nome (1993)
10. Hotel Fraternité (Aldo Fortes / Hans Magnus Enzensberger / Versão: Arnaldo Antunes) – Qualquer (2006)
11. Cabimento (Arnaldo Antunes / Paulo Tatit) – Saiba (2004)
12. Eu Não Sou da Sua Rua (Arnaldo Antunes / Branco Mello) – Qualquer (2006)
13. Saiba (Arnaldo Antunes) – Saiba (2004)
14. Meu Coração (Arnaldo Antunes / Ortinho) – Iê Iê Iê (2009)
15. Ela É Tarja Preta (Arnaldo Antunes/Betão Aguiar/Luê/Felipe Cordeiro/Manuel Cordeiro) – Disco (2013)
16. Invejoso (Arnaldo Antunes / Liminha) – Iê Iê Iê (2009)
17. Inclassificáveis (Arnaldo Antunes) – O Silêncio (1996)
18. Vá Trabalhar (Arnaldo Antunes) – Disco (2013)
19. Sentido (Arnaldo Antunes / Nando Reis) – Disco (2013)
20. Medo (Arnaldo Antunes / Tony Bellotto) – Õ Blésq Blom (1989)
21. Fora de Si (Arnaldo Antunes) – Ninguém (1995)
Bis:
22. Socorro (Arnaldo Antunes / Alice Ruiz) – Um Som (1998)
23. Passa Em Casa (Arnaldo Antunes/Marisa Monte/Carlinhos Brown/Margareth Menezes) – Tribalistas (2003)

Por Jorge Almeida