Manchester City: campeão da Copa da Liga Inglesa 2017/2018

Jogadores do Manchester City erguem a Copa da Liga Inglesa 2017-18, o primeiro título da era Guardiola na Inglaterra. Foto: Carl Recine/Reuters

Diante de mais de 85 mil torcedores que compareceram no Wembley Stadium, em Londres, neste domingo (25), o Manchester City não tomou conhecimento do Arsenal e goleou a equipe londrina por 3 a 0 na decisão da Copa da Liga Inglesa 2017/2018 e faturou pela quinta vez em sua história a terceira competição mais importante da terra da Rainha. Os gols da partida foram marcados por Agüero, no primeiro tempo, enquanto Kompany e David Silva deram números finais no placar na etapa final. O jogo marcou a volta do atacante Gabriel Jesus aos gramados depois de dois meses afastado por conta de uma contusão.

O Arsenal deu o pontapé inicial da decisão, mas foi o Manchester City quem começou em cima diante dos Gunners. Contudo, a primeira oportunidade da decisão foi do time londrino. Aos 7, Özil recebeu bom passe e serviu Aubameyang, que chutou em cima de Bravo, que fez grande defesa.

O Arsenal conseguiu equilibrar o jogo, chegando até a criar a melhor chance do jogo em um terço do primeiro tempo. Mas, aos 18, Bravo cobrou tiro de meta, Agüero ganhou de Mustafi no corpo e saiu na cara de Ospina que, precisou sair para tentar abafar o lance, mas foi surpreendido pelo camisa 10 que o encobriu e fazendo um golaço. Placar aberto em Wembley.

O Arsenal tentou dar o troco aos 22 com Ramsey, que cobrou falta rasteira e Bravo defendeu – para sorte das celebridades, se é que me entendem. A equipe de Arsène Wenger tentou sair em busca do empate, mas não mostrou um poderio ofensivo que assustasse os Citizens. Contudo, os comandados de Pep Guardiola criavam as chances mais perigosas. Aos 38, Agüero invadiu a área e, sem ângulo, tentou encobrir Ospina e, embora a bola não estivesse em direção ao gol, Koscielny, por precaução, tirou parcialmente, mas De Bruyne ficou com a sobra e emendou de primeira para fora.

Na volta para o segundo tempo, o City manteve a pegada dos minutos iniciais da primeira etapa e foi para cima. Aos dois minutos, Kompany ficou com a sobra e finalizou, mas a bola desviou no jogador do Arsenal e tirou tinta da trave. Apesar de mandar no jogo, o Manchester quase vacilou com Ospina, aos 8, que tentou dar um chutão, errou e, por pouco, que Aubameyang não ficou livre para empatar. Sorte que o arqueiro colombiano se recuperou no lance e afastou o perigo.

Todavia, para tranquilizar ainda mais o lado azul de Manchester, aos 12, Kompany fez o segundo gol do City. De Bruyne cobrou escanteio rasteiro em direção à meia-lua para Gundogan, que chutou e o zagueiro, de maneira oportunista de causar inveja a muito centroavante, meteu o pé na bola para desviar sua trajetória e tirá-la totalmente do alcance de Ospina, que nada pôde fazer.

O domínio do Manchester City, que já era nítido, ficou maior ainda quando veio o segundo gol, enquanto isso, o Arsenal ficou completamente perdido em campo. E, para sepultar de vez uma reação dos Gunners, aos 18, Danilo recebeu na ponta esquerda, partiu em diagonal em direção da área, deu um ótimo passe para David Silva, que girou e chutou cruzado, sem chances para Ospina e praticamente liquidar a fatura em Wembley: 3 a 0.

Com a goleada consumada, o Manchester City passou a administrar o placar e a valorizar a posse de bola. Aos 29, em um dos raros momentos de chegada ao ataque do Arsenal, Xhaka arriscou de fora da área e tirou tinta da trave de Bravo, que praticamente passou a partida como espectador em lugar privilegiado. Minutos depois, Iwobi recebeu dentro da área, mas foi travado na bola pelo goleiro Bravo.

E, para coroar a festa do Tubarão, Pep Guardiola promoveu a entrada de Gabriel Jesus no lugar de Sané. Foi a primeira partida que o atacante brasileiro entrou em campo depois de dois meses parados devido a uma contusão.

Enquanto isso, à medida que o jogo se aproximava do término, a torcida do Arsenal deixava o Wembley deixando uns ‘clarões’ em meio aos Gunners. Até que, aos 48 minutos, o árbitro Craig Pawson decretou o fim da decisão da Copa da Liga: Arsenal 0, Manchester City 3.

Arsenal e Manchester City chegaram à decisão da Copa da Liga Inglesa em situações praticamente opostas em relação a seus desempenhos em outras competições. Enquanto o time de Pep Guardiola, surpreendentemente eliminado da Copa da Inglaterra pelo Wigan, é credenciado pela liderança isolada da Premiere League e tem boas condições de seguir na UEFA Champions League, os comandados de Arsène Wenger correm o sério risco de ficarem de fora da próxima edição da competição continental mais importante da Europa por conta de sua situação no campeonato nacional (atualmente é o sexto colocado com 45 pontos, dez atrás do quarto colocado, Tottenham), mas podem ainda priorizar a UEFA Europa League que carimba o passaporte para a Champions 2018/2019. A final foi dominada pelo Manchester City praticamente o jogo inteiro. Os Citizens abriram o placar ainda no primeiro tempo com um golaço do argentino Kun Agüero. Mas o Arsenal não fez jus a alcunha de Gunners na decisão, pois praticamente não “bombardeou” a meta de Claudio Bravo nos 90 minutos. Pior: sofreu o segundo gol antes dos 15 minutos da etapa final, ficou perdido em campo e levou o terceiro tento pouco tempo depois. O treinador Arsène Wenger até abdicou o sistema com três zagueiros ao tentar deixar o time mais ofensivo, mas não obteve êxito em passar pela eficiente marcação da equipe de Guardiola, que conquista o seu primeiro título à frente do Manchester City.

Com a conquista da temporada 2017-18 do torneio, o Manchester City, que abocanhou anteriormente as edições 1969-70, 1975-76, 2013-14 e 2015-16, se iguala ao arquirrival Manchester United em número de taças da competição (cinco), enquanto o Arsenal permanece com os seus dois troféus (1986-87 e 1992-93). O maior vencedor da Copa da Liga Inglesa segue sendo o Liverpool, com oito títulos, sendo que o último foi ganho em 2012.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

3ª Fase:
20/09/2017 – West Bromwich 1×2 Manchester City – The Hawthorns, West Bromwich
Oitavas-de-final:
24/10/2017 – Manchester City (4)0x0(1) Wolverhampton Wanderers – Etihad Stadium, Manchester
Quartas-de-final:
19/12/2017 – Leicester City (3)1×1(4) Manchester City – King Power Stadium, Leicester
Semifinais:
09/01/2018 – Manchester City 2×1 Bristol City – Etihad Stadium, Manchester
24/01/2018 – Bristol City 2×3 Manchester City – Ashton Gate, Bristol
Final:
25/02/2018 – Arsenal 0x3 Manchester City – Wembley Stadium, Londres

FICHA TÉCNICA: ARSENAL 0x3 MANCHESTER CITY
Competição/fase:
Copa da Liga Inglesa 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio de Wembley, Londres (Inglaterra)
Data: 25 de fevereiro de 2018 – domingo, 13h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Craig Pawson
Assistentes: Gary Beswick e Adam Nunn
Cartões Amarelos: Bellerín, Ramsey e Wilshere (Arsenal); Fernandinho e Kompany (Manchester City)
Gols: Agüero, aos 18 min do 1º tempo (0-1); Kompany, aos 13 min (0-2), e Silva, aos 20 min do 2º tempo (0-3)
ARSENAL: 13.Ospina; 21.Chambers (23.Welbeck), 20.Mustafi e 6.Koscielny; 29.Shaka, 10.Wilshere, 24.Bellerín e 18.Monreal (31.Kolašinac); 11.Özil, 8.Ramsey (17.Iwobi) e 14.Aubameyang. Técnico: Arsène Wenger
MANCHESTER CITY: 1.Bravo; 2.Walker, 4.Kompany, 30.Otamendi e 3.Danilo; 25.Fernandinho (20.Bernardo Silva), 8.Gundogan e 21.David Silva; 17.De Bruyne, 19.Sané (33.Gabriel Jesus) e 10.Agüero (47.Foden). Técnico: Pep Guardiola

Parabéns ao Manchester City Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

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Arsenal: campeão da Supercopa da Inglaterra 2017

Jogadores do Arsenal posam para a foto com a taça da Supercopa da Inglaterra. Créditos: arsenal.com

O Arsenal é o mais novo campeão da Supercopa da Inglaterra. Os Gunners levaram a melhor diante do Chelsea ao derrotá-lo por 4 a 1 nos pênaltis depois de um empate no tempo normal em 1 a 1 (gols de Moses e Kolašinac). A decisão foi disputada neste domingo (6) no lendário Estádio de Wembley, em Londres.

A partida começou com o Chelsea mantendo a posse de bola, mas não converteu isso em chances de gol. Ao contrário, quem chegou pela primeira vez foi o Arsenal com três oportunidades consecutivas. Aos 5, Iwobi passou por David Luiz, cruzou rasteiro, mas Lacazette não conseguiu finalizar e a redonda cruzou toda a pequena área sem ninguém tocar para dentro.  No minuto seguinte, Iwobi invadiu a área pela esquerda, cruzou rasteiro, Courtois desviou, a bola tocou em Kanté, passou por Lacazette e saiu pela linha de fundo. Depois, aos 7, Xhaka lançou para Welbeck desviar de cabeça e o goleiro belga defender no meio do gol.

Depois da blitz dos Gunners, os Blues conseguiram equilibrar o jogo e passou a ter uma ligeira posse de bola superior ao rival. Porém, aos 21, o Arsenal chegou com perigo novamente. Bellerín tocou para Lacazette, que acionou Welbeck que devolveu para o camisa 9 bater com categoria e acertar caprichosamente a trave. Na sobra, o time vermelho não soube dar sequência ao lance e mandou para fora.

A partida seguiu quando aos 27, um lance causou preocupação a todos. Mertesacker levou uma cotovelada de Cahill na área, ficou sangrando em campo e recebeu o atendimento médico. E, depois de alguns minutos, o camisa 4 foi substituído por Kolašinac. Depois a dividida, coincidentemente, o Chelsea melhorou na partida e criou duas chances em sequência. Aos 31, Moses invadiu a área pela direita e finalizou à meia altura para Čech salvar. Dois minutos depois, Willian lançou Pedro, que invadiu a área para soltar a bomba e o goleiro tcheco espalmar.

A decisão seguiu com as duas equipes fazendo um confronto equilibrado. Aos 44, Iwobi recebeu a bola, a ‘escondeu’ e girou, mas bateu fraco e Courtois defendeu sem dificuldades. E a Supercopa da Inglaterra foi para o intervalo com o placar inalterado: 0 a 0 em Wembley.

A etapa complementar mal começara e, com menos de um minuto, o Chelsea chegou ao seu gol. Cahill cabeceou e Moses surgiu detrás da zaga e finalizou tirando Čech. Com a vantagem parcial, os Pensioners marcaram mais presença no campo de ataque. No entanto, aos 13, Elneny tentou um chute quase da linha de escanteio direto, mas Courtois fez ótima defesa e mandou a redonda para escanteio.

A partida seguiu equilibrada e disputada nos minutos seguintes. Porém, aos 30, Xhaka soltou a pancada, a esférica estava em direção do ângulo, mas Courtois fez ótima defesa na ponta dos dedos e cedeu o escanteio.

E, justamente quando a equipe de Antonio Conte estava melhor, o espanhol Pedro pôs tudo a perder ao dar um carrinho por trás e receber o cartão vermelho aos 34 minutos. Para piorar a situação, na cobrança de falta resultante da falta do camisa 11 Xhaka levantou na área, a defesa parou e Kolašinac, sem marcação, desviou de cabeça para os fundos das redes do Chelsea. É o empate do Arsenal.

Com um a menos, o Chelsea se segurou com o intuito de levar a decisão para os pênaltis. Apesar da estratégia defensiva, os Blues quase surpreenderam os comandados de Arsène Wenger no final do tempo regulamentar. Aos 44, Fàbregas levantou a bola na área, Morata subiu mais que a defesa, desviou de cabeça e mandou à esquerda do gol. O jogo foi até os 50 minutos e o empate prevaleceu e a The FA Community Shield teve seu campeão decidido nos pênaltis.

Nas cobranças, Cahill abriu a série e pôs o Chelsea na frente, Walcott e Monreal puseram o Arsenal na frente, mas Courtois e Morata mandaram seus tiros penais para fora e desperdiçaram a oportunidade de igualar a série, então, com as cobranças convertidas por Chamberlain e Giroud, os Gunners fizeram 4 a 1 nos pênaltis e garantiram a taça para o norte de Londres.

Arsenal e Chelsea fizeram um jogo bastante equilibrado, com os Gunners dominando no começo e os Blues equilibrando e também criando suas chances. Ambas desfalcadas, as duas equipes embora tiveram seus bons momentos na etapa inicial passaram em branco nos 45 minutos iniciais. Contudo, logo no comecinho da etapa inicial, o Chelsea saiu na frente com Moses. Mas o Arsenal não se abateu e tentou o empate, que veio graças a uma falta desnecessária de Pedro em que o espanhol foi expulso. Na cobrança, Kolašinac empatou o jogo de cabeça e provocou a decisão por pênaltis. Nas cobranças, prevaleceu a boa pontaria dos Gunners, que mantiveram 100% de aproveitamento nos chutes penais. E, com 15 títulos do torneio, o Arsenal se iguala ao Liverpool em número de taças, mas o maior vencedor do certame segue sendo o Manchester United com 21 títulos.

A seguir, a ficha técnica da final.

FICHA TÉCNICA: ARSENAL (4)1X1(1) CHELSEA
Competição/fase: Supercopa da Inglaterra 2017 – final (jogo único)
Local: Wembley Stadium, Londres, Inglaterra
Data: 6 de agosto de 2017, domingo, 10h (horário de Brasília)
Árbitro: Bobby Madley
Cartões Amarelos: Bellerín (Arsenal); Azpilicueta, Alonso e Willian (Chelsea)
Cartão Vermelho: Pedro (Chelsea)
Gols: Moses, a 1 min (0-1) e Kolašinac, aos 37 min do 2º tempo (1-1)
Pênaltis convertidos: Walcott, Monreal, Chamberlain e Giroud (Arsenal); Azpilicueta (Chelsea)
Pênaltis desperdiçados: Courtois e Morata (Chelsea)
ARSENAL: 33.Čech; 16.Holding, 4.Mertesacker (31.Kolašinac) e 18.Monreal; 24.Bellerín, 16.Chamberlain, 29.Xhaka e 35.Elneny; 17.Iwobi (14.Walcott), 23.Welbeck (61.Nelson) e 9.Lacazette (12.Giroud). Técnico: Arsène Wenger
CHELSEA: 13.Courtois; 28.Azpilicueta, 30.David Luiz e 24.Cahill; 15.Moses, 3.Alonso (2.Rüdiger), 4.Fàbregas e 7.Kanté; 22.Willian (17.Musonda), 11.Pedro e 23.Bathuayi (9.Morata). Técnico: Antonio Conte

Parabéns ao Arsenal Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Arsenal: campeão da Copa da Inglaterra 2016/2017

Os jogadores do Arsenal comemoram o título da FA Cup em Wembley. Foto: Reuters

Em um jogo marcado por despedidas – John Terry, de um lado, e Arsène Wenger de outro -, o Arsenal derrotou o Chelsea na final da Copa da Inglaterra por 2 a 1 neste sábado (27) no Estádio de Wembley, em Londres, e conquistou o seu 13º título da competição mais velha da história do futebol e que fez dos Gunners os maiores vencedores do torneio. Com gols de Alexis Sánchez e Ramsey – Diego Costa anotou o tento dos Blues -, o Arsenal manteve a invencibilidade nas decisões do torneio no novo estádio e sagrou-se campeão na sexta final londrina das 136 edições da FA Cup e, de quebra, evitou o “double” do rival, que vinha de conquista da Premier League.

A partida começou com o Arsenal controlando a posse de bola. E, logo aos três minutos, em lance polêmico, os Gunners saíram na frente com Alexis Sánchez. Ramsey trabalhou com o chileno, que tocou por cima da zaga e viu a defesa tentar afastar. Porém, o camisa 7 pulou e, usando a mão, impediu que zaga afastasse a bola, que ficou viva na área em direção de Ramsey, em posição irregular. Contudo, o camisa 8 foi em direção da redonda, mas desistiu por conta da chegada de Alexis que, livre, à frente de Courtois, chutou colocado e tirou o zero do placar. No entanto, o árbitro Anthony Taylor chegou a anular o gol, mas depois da conversa com o assistente, que flagrou a posição irregular de Ramsey, mas julgou que o volante não participou de maneira ativa no lance. Assim, a arbitragem validou o gol, embora não tenha marcado o toque de mão de Sanchez.

O Arsenal, motivado pela vantagem adquirida nos momentos iniciais, continuou indo para cima e desperdiçando oportunidades. Aos 13, Welbeck serviu Sánchez, que arriscou da intermediária e mandou por cima. O Chelsea deu o troco no minuto seguinte. Após a briga pela bola na área do Arsenal, a esférica veio em direção de Diego Costa que, na hora do chute, foi travado por Mertesacker. No contra-ataque, aos 15, os Gunners chegaram com perigo. Özil recebeu na direita, invadiu a área, tocou por cima de Courtois, mas Cahill salvou em cima da linha e evitou o segundo gol do time de Arsène Wenger.

Aos 18, após cobrança de escanteio pela direita, Welbeck cabeceou e mandou a bola na trave e, no rebote, a redonda bateu no peito de Ramsey que acertou a mesma trave novamente e saiu.

O Chelsea, aos poucos, foi conseguindo equilibrar as ações do jogo e teve uma bela oportunidade aos 27. Pedro fez um longo lançamento por cima para Diego Costa, que passou por trás de Holding, e conseguiu finalizar, mas Ospina abafou o lance e mandou a bola para o escanteio. Dois minutos depois, em um contragolpe, Welbeck tabelou na entrada da área e recebeu nas costas da zaga, ele tentou tocar na saída de Courtois, acertou a trave e, no rebote, a redonda tinha endereço certo e Cahill, mais uma vez, tirou em cima da linha.

Os Blues ainda tiveram duas oportunidades na etapa inicial. Aos 38, Hazard acionou Pedro na área, mas o espanhol mandou por cima. E, aos 46, Alonso cobrou falta e também não acertou o alvo.

Diferentemente da apatia que tomou conta do Chelsea no primeiro tempo, os Blues vieram mais dispostos e nos primeiros minutos criaram duas oportunidades seguidas. Aos 3, Kanté arriscou de fora da área e Ospina defendeu sem dificuldades. Três minutos depois, Diego Costa, em bela jogada, tocou para Moses, que bateu cruzado e o arqueiro da camisa 13 fez grande defesa.

O Arsenal respondeu aos 9. Em um rápido contragolpe, Bellerín partiu pela direita e tentou o cruzamento para Sánchez, mas Curtois se antecipou e ficou com a esférica. Depois foi a vez dos Pensioners atacarem, aos 13, com Pedro que recebeu na entrada na área e sua finalização passou rente à meta de Ospina.

Os Gunners tentaram aos 18. Depois de jogada pela esquerda, Bellerín pegou mal na bola e facilitou o trabalho de Courtois. O Chelsea respondeu no lance seguinte pela direita, mas a zaga cortou e, na sobra, Fàbrega pegou de primeira e mandou para o lado do gol.

Pouco tempo depois, a situação do time de Antonio Conte, que já era complicada, complicou de vez com a expulsão de Moses. O nigeriano caiu na área e a arbitragem entende que ele simulou para ganhar a penalidade e recebeu o segundo amarelo. No entanto, mesmo com um a menos, o Chelsea chegou ao empate aos 30 minutos. Willian cruzou na área para Diego Costa, que dominou no peito, tirou da zaga e bateu mascado, a bola desviou na zaga e caiu devagar no canto de Ospina, que ainda tentou dar um tapa e não conseguiu.

Todavia, a alegria do time azul durou apenas três minutos. Após ter sofrido o empate, Arsène Wenger colocou Giroud no lugar de Welbeck. E, em sua primeira jogada, o camisa 12 foi lançado e, na linha de fundo, cruzou na medida para Ramsey, que chegou livre para cabecear e colocar o Arsenal novamente à frente do placar.

O Chelsea tentou buscar o empate novamente aos 36. Depois de uma cobrança de falta curta de Willian, David Luiz cabeceou no primeiro poste e a redonda saiu ao lado da meta de Ospina. Aos 39, Bellerín passou por David Luiz, invadiu a área, chutou cruzado e a bola passou perto do gol defendido por Courtois. Na sequência, foi a vez do Chelsea desperdiçar uma excelente oportunidade. Diego Costa dominou no peito e bateu firme, mas Ospina fez uma linda defesa e evitou o empate. Em seguida, os Gunners perderam outra ótima chance ao acertar a trave Courtois.

Os Blues até esboçaram um pressão, mas a eficiência defensiva do Arsenal conteve os ímpetos do adversário e a partida terminou com a vitória do lado vermelho por 2 a 1.

O Arsenal começou o jogo massacrando o Chelsea. Com mais posse de bola, os Gunners chegaram ao gol no começo da etapa inicial, embora marcado de forma equivocada pela arbitragem por dois motivos: Sánchez ajeitou a bola com a mão na dividida com a defesa dos Blues e Ramsey, em posição de impedimento, tem a intenção de participar da jogada. No entanto, os comandados de Arsène Wenger ditaram o ritmo do jogo e criaram as melhores oportunidades, sendo duas delas que só não resultaram em gols porque Cahill salvou em cima da linha nas duas ocasiões. O Chelsea não estava conseguindo impor seu jogo que deu resultado no Campeonato Inglês e passou boa parte do tempo abusando nos lançamentos. No segundo tempo, os dois times alternaram bons momentos na partida. O Chelsea poderia ter se complicado com a expulsão de Moses, mas, por incrível que pareça, conseguiu o empate com um a menos. Porém, Giroud, que entrou logo após o gol dos Blues, fez bela jogada e cruzou na medida para Ramsey fazer o gol do título dos Gunners.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Terceira fase:
07/01/2017 – Preston North End 1×2 Arsenal – Deepdale, Preston
Quarta fase:
28/01/2017 – Southampton 0x5 Arsenal – St. Mary’s Stadium, Southampton
Quinta fase:
20/02/2017 – Sutton United 0x2 Arsenal – Gander Green Lane, Londres
Quartas-de-final:
11/03/2017 – Arsenal 5×0 Lincoln City – Emirates Stadium, Londres
Semifinais:
23/04/2017 – Arsenal 2×1 Manchester City – Wembley Stadium, Londres
Final:
27/05/2017 – Arsenal 2×1 Chelsea – Wembley Stadium, Londres

FICHA TÉCNICA: ARSENAL 2×1 CHELSEA
Competição/fase: Copa da Inglaterra (The Emirates FA Cup) – final (jogo único)
Local: Wembley Stadium, Londres, Inglaterra
Data: 27 de maio de 2017, sábado – 13h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Anthony Taylor
Assistentes: Gary Beswick e Marc Perry
Cartões Amarelos: Ramsey, Xhaka, Coquelin (Arsenal); Moses (Chelsea)
Cartão Vermelho: Moses (Chelsea)
Gols: Alexis Sánchez, aos 3 min do 1º tempo (1-0); Diego Costa, aos 30 min do 2º tempo (1-1) e Ramsey, aos 33 min do 2º tempo (2-1)
ARSENAL: 13.Ospina; 16.Holding, 4.Mertesacker e 18.Monreal; 29.Xhaka, 8.Ramsey, 24.Bellerini e 15.Oxlade-Chamberlain (24.Coquelin); 11.Özil, 7.Sánchez (35.Elneny) e 23.Welbeck (12.Giroud). Técnico: Arsène Wenger
CHELSEA: 13.Courtois; 28.Azpilicueta, 30.David Luiz e 24.Cahill; 7.Kanté, 21. Matić (4.Fàbregas), 15.Moses e 3.Alonso; 11.Pedro (Willian), 10.Hazard e 19.Diego Costa (23.Batshuayi). Técnico: Antonio Conte

Parabéns ao Arsenal Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida