Titãs Trio Acústico se apresenta no Credicard Hall, em São Paulo

Tony Bellotto, Sérgio Britto e Branco Mello: os remanescentes dos Titãs “desde os primórdios até hoje em dia”. Foto: Silmara Ciuffa

Turnê comemora vinte anos do clássico Titãs Acústico MTV

Com o show “Titãs Trio Acústico”, uma das maiores bandas de rock brasileiro, Titãs, sobe ao palco do Credicard Hall, em São Paulo, no dia 9 de agosto, para uma apresentação repleta de grandes sucessos da carreira. O projeto é a realização de um desejo dos fãs, que exigem desde 2017 uma comemoração pelos vinte anos do clássico Titãs Acústico MTV.

Os ingressos podem ser adquiridos pela internet (www.ticketsforfun.com.br), nos pontos de venda espalhados pelo Brasil e na bilheteria oficial do Credicard Hall.

Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto cavaram um tempo em suas agendas e montaram um show afetivo e despojado. No repertório, os três recriam canções do Titãs Acústico MTV e acrescentam outras pérolas, como “Epitáfio”, “Isso”, “Enquanto Houver Sol”, “Porque Eu Sei Que é Amor”, “Toda Cor” e muitas outras.

Entre as canções, Branco, Britto e Tony – chamados pelos fãs de Trio de Ferro – contam histórias e trocam ideias com o público, aproveitando o clima intimista do show, acontecimento raro em suas longas carreiras. O espetáculo, dirigido por Otávio Juliano, ainda contará com as participações especiais de Mário Fabre e Beto Lee.

Lançado em 1997, Titãs Acústico MTV foi um projeto de extraordinário sucesso, o mais exitoso de todos os Acústicos MTV, um fenômeno com mais de dois milhões de cópias vendidas, ganhador de discos de ouro, platina e diamante.

SERVIÇO:
Titãs Trio Acústico | Part. especial de Mário Fabre e Beto Lee
Data: Sexta-feira, dia 9 de agosto de 2019
Horário: 22h00
Local: Credicard Hall SP – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro – São Paulo (SP)
Capacidade: 3.873 pessoas
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo
Duração: Aproximadamente 1h40
Ingressos: A partir de R$ 40
Venda de ingressos no site: http://www.ticketsforfun.com.br
Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 12 anos
12 a 14 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal
15 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados
Realização: TIME FOR FUN

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro – São Paulo (SP).
Segunda-feira – FECHADA
Terça-feira a Sábado – 12h às 20h
Domingo e feriados – 13h às 20h

Assessoria de Imprensa | Titãs
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Créditos: Carla Clara ! Perfexx

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Os 60 anos de Paulo Miklos

O cantor/ator/apresentador Paulo Miklos que completa hoje 60 anos. Foto: divulgação

Nesta segunda-feira (21), um dos nomes mais importantes do rock brasileiro completa 60 anos: Paulo Miklos, que por 34 anos fez parte dos Titãs e hoje segue em sua carreira solo. Nascido como Paulo Roberto de Souza Miklos, em São Paulo, no dia 21 de janeiro de 1959, ele é de ascendência húngara. De todos os integrantes que estão ou passaram pelos Titãs, Paulo é o primeiro a chegar às seis décadas de existência.

Os primeiros passos de Miklos com a música aconteceu na infância quando os pais lhe presentaram com um piano e a avó com uma flauta doce. Já, em 1979, com 20 anos atuou como arranjador de um festival da extinta TV Tupi, chegando, posteriormente, a cursar música na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Mas, ainda no final daquela década, Miklos atuara juntamente com Arnaldo Antunes a Banda Performática, do artista multimídia José Roberto Aguilar. No entanto, foi no Colégio Equipe, em São Paulo, que Paulo Miklos conheceu àqueles que, juntos, formaram os Titãs do Iê-Iê.

O primeiro show com a recém-formada banda aconteceu em 28 de setembro de 1982 no Sesc Pompéia, na capital paulista. Com uma formação incomum a uma banda de rock – com nove integrantes (!), os Titãs do Iê-Iê que tinha, além de Paulo Miklos, que cantava e revezava o baixo com Nando Reis e os teclados com Sérgio Britto, trazia Arnaldo Antunes, Branco Mello e Ciro Pessoa como vocalistas, além de Britto, Nando e Paulo, os guitarristas Marcelo Fromer e Tony Bellotto e o baterista André Jung. E, na época, Paulo Miklos já era casado com Rachel Salém.

Com essa formação e um figurino para lá de chamativo: maquiagem, ternos coloridos e gravatas de bolinhas, os Titãs do Iê-Iê começaram a marcar presença nas casas noturnas do underground paulistano entre 1982 e 1984. Mas, às vésperas de entrarem em estúdio para gravar o primeiro disco (a banda optou em tirar o “Iê-Iê” do nome, mantendo apenas “Titãs”), Ciro Pessoa resolveu deixar o grupo e, assim, como octeto os Titãs lançaram o seu ‘debut’ que trazia apenas o nome do conjunto pela WEA.

Nesse primeiro momento, Paulo Miklos tocou baixo na maioria das faixas, exceto nas que cantara – “Sonífera Ilha”, “Mulher Robot” e “Pule” -. E foi justamente com “Sonífera Ilha” que o Brasil inteiro ficou conhecendo os Titãs, que passaram a marcar presença nos programas de auditórios mais populares da época, como Cassino do Chacrinha e Raul Gil. O principal hit do ‘debut’ do grupo (“Sonífera Ilha”) foi cantado por Miklos.

No ano seguinte, antes do lançamento do sucessor de “Titãs” (o álbum), o grupo fez uma troca de integrantes: saiu André Jung, que foi para o Ira!, banda de onde o seu substituto, Charles Gavin, veio. Com o novo batera, os Titãs lançaram “Televisão” (1985), que, da mesma forma que o disco anterior, Miklos cantou, tocou baixo nas músicas que tiveram Nando Reis como vocalista (“Pra Dizer Adeus” e “O Homem Cinza”) e teclados nas faixas que Britto foi o cantor (“Insensível” e “Tudo Vai Passar”), além de “Não Vou Me Adaptar”, de Arnaldo Antunes. Dessa vez, o carro-chefe do play ficou por conta da faixa-título, cantada por Arnaldo. Em “Televisão”, Paulo Miklos gravou os vocais de “Pavimentação” e “Autonomia”, além de dividir os microfones com Arnaldo, Branco Mello e Sérgio Britto em “Massacre”. Além do disco, os Titãs também participaram do filme “Areias Escaldantes”, que tinha em seu elenco, além do grupo, músicos do Ultraje A Rigor, Lobão e os atores Luiz Fernando Guimarães e Regina Casé, Diogo Vilela e Cristina Aché. Ou seja, a primeira das muitas experiências de ator de Paulo Miklos.

Em novembro de 1985, os Titãs passaram por um perrengue que poderia ter acabado com o grupo. Arnaldo Antunes e Tony Bellotto foram presos com tráfico e porte de heroína, respectivamente. Mas, depois de um mês após esse incidente, os músicos entraram em estúdio para gravar aquele que é considerado sua obra-prima: “Cabeça Dinossauro”, que praticamente deixou a carreira dos Titãs em outro patamar, com êxito no volume de discos vendidos e shows pelo Brasil afora. No álbum, Paulo Miklos atuou praticamente apenas como vocalista, exceto em “Igreja”, cantada por Nando, em que ele tocou baixo. E, nesse disco, Paulo canta uma das músicas mais aclamadas de toda a carreira dos Titâs: “Bichos Escrotos”, além de dar voz a “Estado Violência”, a primeira colaboração de Charles Gavin na banda como compositor, e rápida “A Face do Destruidor”.

Embalados pelo sucesso de “Cabeça”, os Titãs lançaram em 1987 outro sucesso: “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas” e, com ele, mais clássicos: “Comida”, “Desordem” e “Lugar Nenhum”. Nesse disco, Miklos é o vocalista de outro hit: “Diversão”, além da “lado B”, “Mentiras”. Com isso, os Titãs foram apontados, em 1988, como o “melhor conjunto musical” de 1987 no Troféu Imprensa.

Com o eminente sucesso, os Titãs resolveram lançar o seu primeiro registro ao vivo, o álbum “Go Back”, gravado em Montreaux, na Suíça. Além dos seus sucessos mais recentes na época, a banda resolveu fazer releituras de algumas músicas mais antigas, como “Marvin (Patches)”, que ficou sensacional e fez um estrondoso sucesso, além de “Pavimentação”, “Não Vou Me Adaptar” e “Massacre”. Aliás, nesse registro, Paulo Miklos, além de cantar, tocou sax. E, nesse mesmo ano, quando foram ao Programa Silvio Santos receber o Troféu Imprensa referente ao ano anterior, o grupo cantou “Bichos Escrotos”, para euforia de Marcelo Fromer que, posteriormente enalteceu o feito: “Cantamos ‘Bichos Escrotos’ no Silvio Santos, quer coisa mais legal que isso?”.

Se em “Marvin (Patches)”, Paulo Miklos fez um bom trabalho no saxofone, em “Õ Blésq Blom” (1989) o seu desempenho não foi diferente em “Flores”, grande sucesso, mas cantado por Branco Mello. Antes de entrar em estúdio para gravar esse disco, os músicos estavam em excursão pelo Nordeste e, em Recife, viram uma dupla de repentista cantando pela praia de Boa Viagem e resolveram convidá-los para fazer uma participação especial. O nome da dupla: Mauro e Quitéria, que abrem e fecham o disco com duas vinhetas. Considerado um dos melhores discos já feitos no Brasil, “Õ Blésq Blom” tem uma mistura de rock, MPB, música nordestina e programação eletrônica. Nele, Miklos divide os vocais com Sérgio Britto em “Miséria” e “Deus e o Diabo”, além de ser o vocalista solo de “O Camelo e o Dromedário”.

Nos anos que se sucederam, os Titãs resolveram passar por mudança no estilo de sua música: passando a fazer um som mais cru e com letras mais agressivas. Além disso, pela primeira vez, os integrantes resolveram creditar as músicas com o nome da banda. Assim, em 1991, foi lançado “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, o último a contar com Arnaldo Antunes como membro. Com 15 faixas, todos os vocalistas cantam três temas cada. Paulo Miklos é o responsável por cantar “Clitóris”, “Cabeça” e “Agora”. Apesar das críticas da imprensa pelo disco, os shows da banda estavam em alta, incluindo participações incendiárias em festivais como o Hollywood Rock.

Sem Antunes, os Titãs reduziram para um septeto e, praticamente mantiveram a pegada do disco anterior e, em 1993, soltaram “Titanomaquia”, que considero um dos melhores discos de rock brasileiro dos anos 1990. Produzido por Jack Endino, o disco trazia guitarras pesadas e letras idem. Além de cantar quatro músicas, com efusivo destaque para a ‘globalizada’ “Disneylândia”, Paulo Miklos trabalhou com sintetizadores e sampler na gravação da obra.

Depois de dez anos ininterruptos de atividades, os integrantes dos Titãs resolveram tirar umas “férias” da banda ao longo de 1994. Nesse período, cada titã fez o que bem entendesse. E, Paulo Miklos, lançou o seu primeiro disco solo, que trazia apenas o seu nome e também participou do álbum-tributo “Rei” (1994), que homenageia Roberto Carlos ao cantar “Sua Estupidez”. Enquanto os Titãs estavam desfrutando de suas férias, a gravadora WEA resolveu lançar a coletânea dupla “Titãs 84/94”, que trazia os maiores sucessos da banda até então.

Após a pausa, os Titãs voltaram a se encontrar para gravar um novo álbum: “Domingo” (1995), com um rock-pop básico e agradável. Paulo Miklos canta a principal música do disco, que é a que dá o nome à obra, além de outras músicas, e a pacifista “Pela Paz”, que saiu como single e nas prensagens posteriores do álbum. No disco, ele ainda toca teclado em “O Caroço da Cabeça” que, aliás, é a única música que Nando Reis canta em todo o disco; e também trabalhou na programação e edição de samplers, foi saxofonista de “Ridi Pagliaccio” e tocou bateria em “Um Copo de Pinga”.

Mas, dois anos depois que o grupo atingiu o ápice da carreira com o lançamento do “Acústico MTV”, em que os Titãs comemoravam os seus 15 anos de existência com releituras de seus principais sucessos, acrescido de quatro músicas inéditas (uma para cada vocalista e Paulo Miklos ficou com “Não Vou Lutar”). Inclusive, o vocalista colaborou para que uma faixa “lado B” esquecida do disco “Televisão” se transformasse em um estrondoso sucesso: “Pra Dizer Adeus”, que tocou em tudo quanto é lugar na época. Claro que o disco ainda trazia outros temas que caíram no gosto do público, como as inéditas “Nem Cinco Minutos Guardados” e “Os Cegos dos Castelo”. O sucesso dos Titãs fez com que a banda fosse convidada para participar do especial de fim de ano de Roberto Carlos, na Globo. Na experiência, diante do “Rei”, os Titãs tocaram e cantaram “É Preciso Saber Viver” e, obviamente, que essa música ganharia uma versão titânica no ano seguinte, com “Volume Dois”, que foi a continuidade de “Acústico”, porém, nem tão ‘desplugado’ assim.

Em 1998, os Titãs aproveitaram a popularidade de “Acústico” e resolveram manter o clima ao lançar um novo trabalho de releituras de seus sucessos que não entraram no disco anterior, acrescido de mais seis músicas inéditas e dois ‘covers’. Aqui, Paulo Miklos canta “Sonífera Ilha”, “Domingo”, “Senhora e Senhor”, “Miséria”, juntamente com Sérgio Britto, a linda “Eu E Ela”, de Nando Reis, e a já citada “É Preciso Saber Viver”. Nesses dois discos, Miklos, além de cantar e fazer o backing vocal, tocou bandolim e, mais especificamente em “Insensível”, atuou com um banjo.

E o século XX estava perto de seu fim quando os Titãs lançaram “As Dez Mais”, em 1999, em que a banda presta um tributo aos seus artistas favoritos. Porém, ao contrário dos últimos discos, a recepção e a crítica não foram tão amistosas com o disco, principalmente por conta das versões de algumas músicas, como “Pelados Em Santos”, dos Mamonas Assassinas. Dessa vez, Paulo Miklos dividiu os vocais com Sérgio Britto em “Aluga-se”, de Raul Seixas, e prestou uma homenagem aos Mutantes com “Fuga Nº II” e a Lulu Santos com “Um Certo Alguém”, e tocou banjo, bandolim e gaita.

Os Titãs resolveram dar mais uma pausa de um ano entre metade de 2000 e de 2001 para os seus integrantes descansarem e, assim como em 1994, tocar seus projetos paralelos. Em 2001, Paulo Miklos lançou o seu segundo disco solo: “Vou Ser Feliz E Já Volto”. E, depois de quase 20 anos com a WEA, os Titãs trocaram de gravadora e assinaram com a Abril Music e estavam prestes a começar as gravações de um novo trabalho. Contudo, às vésperas de entrarem em estúdio, em 11 de junho de 2001, o guitarrista Marcelo Fromer foi atropelado por uma moto em São Paulo e morreu dias depois e, obviamente, que as gravações do novo disco foram adiadas por mais um tempo. Quando retornaram para gravar “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”, dedicado em memória de Marcelo Fromer – nada mais justo! -, o grupo recrutou Emerson Villani para colaborar com Tony Bellotto nas guitarras. No novo trabalho, Paulo Miklos apresentou a sua primeira canção 100% de sua autoria para a banda: “Vamos Ao Trabalho”, que abre o disco. Ele ainda cantou as faixas “Isso”, de Tony Bellotto, que tocou regularmente nas rádios, em “Bananas”, onde tocou violão, e em “Cuidado Com Você”, a gaita da faixa-título é uma cortesia dele, assim como a flauta em “É Bom Desconfiar”.

Dois anos depois, foi a vez dos Titãs lançarem “Como Estão Vocês?”, o primeiro disco sem Nando Reis, que no ano anterior partiu para uma carreira solo. Nessa obra, lançada pela BMG, Paulo Miklos canta em cinco faixas, com destaque maior para a balada “Provas de Amor”, de sua autoria. Em 2005, a banda lançou o seu segundo trabalho ao vivo, “MTV Ao Vivo”, gravado na Fortaleza de São José da Ponta Grossa, em Florianópolis (SC). Com a colaboração de Emerson Villani na guitarra e de Lee Marcucci no baixo, o disco trazem sucessos dos Titãs acrescidos pelas inéditas “Anjo Exterminador”, “O Inferno São Os Outros”, “Vossa Excelência”, cantarolada por Miklos e que chamara atenção por conta da crise política em virtude dos escândalos do mensalão, e uma releitura de “O Portão”, de Roberto Carlos.

Os Titãs entraram em um hiato de seis anos sem lançar um disco de estúdio. Nesse período, além de “MTV Ao Vivo”, a banda ainda lançou “Titãs e Paralamas – Juntos e Ao Vivo” em 2007, evidentemente em conjunto com a banda liderada por Herbert Vianna. Mas, em 2009, o grupo pôs na praça “Sacos Plásticos”, que saiu pela Arsenal Music. Foi o último trabalho de Charles Gavin com o grupo. Produzido por Rick Bonadio, o registro foi indicado e venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro daquele ano. Entre as faixas, destaques para as baladas cantadas por Paulo Miklos – “Porque Eu Sei Que É Amor” e “Antes de Você” -, que fizeram parte da trilha sonora das novelas “Caras & Bocas” e “Cama de Gato”, ambos da Rede Globo. Ele ainda é o vocalista das faixas “Múmias” e “Problemas”, composta em parceria com Arnaldo Antunes. A partir deste disco até a sua saída em 2016, Paulo Miklos passou a tocar guitarra também.

Após “Sacos Plásticos”, a banda ficou em um período de mais cinco anos sem lançar material inédito. Nesse período, aproveitaram para fazer uma versão ao vivo do álbum “Cabeça Dinossauro”, em 2012, e também participaram do Rock In Rio, em Lisboa. Em 2014, o peso dos Titãs voltou com tudo em “Nheengatu”. Contudo, um pouco antes de o disco sair, Paulo Miklos teve duas perdas irreparáveis: a da mãe e a da esposa Rachel Salém, em decorrência de um câncer de pulmão em 2013. No novo álbum, que foi dedicado a falecida esposa de Paulo, o grupo abordou temas inquietos que marcaram a sociedade recentemente, tais como violência policial, pedofilia, homofobia, intolerância racial, social, feminicídio, etc. Nesse trabalho, ele é o interlocutor de quatro faixas: “Mensageiro da Desgraça”, “Cadáver Sobre Cadáver”, “Flores Para Ela” e “Baião de Dois”. Na turnê desse disco, os Titãs resolveram lançar mais um registro ao vivo, que foi lançado em 2015, intitulado “Nheengatu Ao Vivo”. Esse, portanto, foi o último trabalho que Paulo Miklos lançou como integrante dos Titãs. Sua saída da banda aconteceu em julho de 2016, quando anunciou o seu desligamento do grupo com o intuito de dedicar-se aos projetos individuais, que já eram muitos, uma vez que, além da música, ele fizera vários projetos, inclusive na carreira de ator.

Mesmo ainda como integrante dos Titãs, Paulo Miklos fez alguns trabalhos em séries e novelas: desde 2002, com uma participação especial em “Os Normais”, e outros papéis secundários, mas com destaques para Kid Cadilac, da novela “Bang Bang”, de 2005, e o seu atual personagem: Jurandir Rangel, em “O Sétimo Guardião”, ambos da TV Globo, só para citar alguns.

Nos cinemas, o santista Paulo Miklos também atuou e fez alguns bons personagens, como Anísio em “O Invasor” (2001), foi protagonista em “É Proibido Fumar” (2009), fez o vilão Gonzales dos dois filmes da saga de Carrossel – “Carrossel – O Filme” (2015) e “Carrossel – O Sumiço de Maria Joaquina” (2017) -, além de ter apresentado programas como o “Saturday Night Live”, na Rede TV!, e “Paulo Miklos Show”, na MixTV, foi jurado do “X Factor”, na Band, em 2016, e participou do programa “Extra Ordinários”, em 2014, no canal SporTV. No teatro, em 2017, fez o espetáculo “Chet Baker, Apenas Um Sopro“, em que interpreta o trompetista americano morto em 1988.

Voltando à área musical, em 2011, ele participou de um projeto com o grupo de samba paulista Quinteto em Branco e Preto em homenagem a Noel Rosa, interpretando clássicos do samba como “Último Desejo” e “Palpite Infeliz”; ainda participou do jingle do Itaú para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 – “Mostra Sua Força Brasil” -, fez participação especial na faixa “Azul de Presunto”, do álbum “Jardim-Pomar” (2016), de Nando Reis. Só para citar alguns de suas atuações e participações especiais.

Mais recente, Paulo Miklos lançou o seu primeiro trabalho solo depois que deixou os Titãs, o ótimo “A Gente Mora no Agora”, que contém diversas parcerias: desde ídolos que o influenciou, como Erasmo Carlos, a contemporâneos e ex-colega de banda, como Nando Reis e Arnaldo Antunes, a artistas de outros gêneros musicais, como Emicida.

Assim, seis décadas de talento, carisma e competência, Paulo Miklos mostra que o tempo nem foi seu inimigo no campo artístico, pois, agora ‘sessentão’, está mais disposto do que nunca para continuar com a sua arte, seja pela música ou pelas artes cênicas. Aliás, diante dessa história e currículo invejável, não ficaria supreso de ele fosse convidado a participar da próxima edição da Dança dos Famosos ou Show dos Famosos no Domingão do Faustão. Pois, para ele, só é o que falta.

E, ao contrário do que o mesmo Paulo cantara em “Qualquer Negócio”, faixa presente em “Domingo” em que ele afirma: “desaparecido: Paulo Roberto de Souza Miklos desde sábado de manhã”, Miklos está mais visível e presente do que nunca.

Em suma: o próximo titã que será ‘sessentão’ é Sérgio Britto, que chegará às seis décadas em 18 de setembro desse ano.

Parabéns, Paulo Miklos.

Por Jorge Almeida

Titãs: 15 anos de “Como Estão Vocês?”

“Como Estão Vocês?”, o primeiro álbum dos Titãs como quinteto

Neste mês de novembro, o álbum “Como Estão Vocês?”, o décimo primeiro disco de estúdio dos Titãs completa 15 anos de seu lançamento. Produzido pela banda em parceria com Liminha, o trabalho foi gravado na Unidade Móvel Nas Nuvens, no Rio de Janeiro e lançado pela BMG. O registro foi o primeiro do grupo paulista sem a presença do ex-baixista/vocalista Nando Reis.

Depois da trágica morte de Marcelo Fromer em junho de 2001, os Titãs lançaram “A Melhor Banda de Todos Os Tempos da Última Semana” meses depois, no mesmo ano, com algumas ideias do falecido guitarrista sendo aproveitada pela banda. E, no ano seguinte, o grupo que, de septeto passou a ser sexteto, sofreu uma nova baixa. Abalado pelas mortes de Fromer e de sua amiga Cássia Eller, morta também em 2001, Nando Reis resolveu deixar os Titãs para se dedicar à carreira solo. Assim, os Titãs foram reduzidos a um quinteto. Para preencher a vaga de Nando, os remanescentes optaram em recrutar o experiente Lee Marcucci para assumir as quatro cordas, mas na condição de músico contratado, assim como Emerson Villani, que ficou no posto de guitarrista para, assim, os demais se dedicarem às interpretações individuais, uma vez que tanto Paulo Miklos quanto Branco Mello já foram baixistas nos “primórdios” da banda.

O disco abre com a faixa que dá nome à obra. Um rock seco, uma faixa com o instrumental e arranjos vocais titânicos. Paulo Miklos parece que quer mandar o recado para alguém, mas também deixa claro para a mídia e os fãs que, apesar das baixas na formação, eles “estão muito bem”. Enquanto isso, a agradável “Você É Minha” é um rock simples e bem cantado por Sérgio Britto. O terceiro tema é “Gina Superstar”, que Branco Mello interpreta maravilhosamente bem, além de ser bem tocada e remete aos tempos de “Televisão” (1985). Na sequência, a pegada rock do disco deu uma diminuída com “KGB”, com uma ótima letra e interpretação idem de Paulo Miklos. Posteriormente, em “Livres Para Escolher” lembra vagamente o pop básico do álbum “Domingo” (1995), mas o seu destaque fica creditado ao bom arranjo vocal. A sexta faixa é a sensacional “Eu Não Sou Um Bom Lugar”, que foi o primeiro single. Cantada por Branco Mello, a batida da bateria após o refrão lembra “Cretin Hop”, dos Ramones. Já em “Pra Você Ficar”, a autoria é de Tony Bellotto, que deixa nítido de como os Titãs estavam mais unidos do que nunca. O play segue com a “irmã” de “Epitáfio”: “Enquanto Houver Sol”, uma balada sensacional cantada e escrita por Sérgio Britto que fala sobre esperança. A música foi incluída na trilha sonora da novela global “Celebridade” (2003), que tinha Malu Mader, esposa de Tony Bellotto, como protagonista.

A outra metade de “Como Estão Vocês?” segue com “Esperando Para Atravessar A Rua”, faixa feita em parceria com o eterno parceiro Arnaldo Antunes e aborda sobre algo bem corriqueiro do cotidiano: a espera do sinal vermelho aparecer para poder atravessar a rua. Inclusive, no material multimídia do álbum, há um vídeo de alguns dos Titãs reunidos com Arnaldo cantando a música e Antunes até cai da cadeira. O décimo tema é “Provas de Amor”, uma baladinha cantada por Miklos que fala como o amor é abordado nos dias de hoje. Na época, a faixa tocou razoavelmente nas rádios. Posteriormente, Branco Mello dá as caras com “Ser Estranho”, uma boa música cuja parte da letra flerta um pouco com “Gitã”, de Raul Seixas: “Eu sou essa coisa louca / Eu sou esse ser estranho / Eu sou esse disco voador…”. O disco traz na sequência uma dobradinha cantada por Sérgio Britto: “Vou Duvidar”, um rock básico que dá para agitar, e a intensa “Pelo Avesso”. A penúltima faixa é “A Guerra É Aqui”, bem interpretada por Branco e que fala sobre violência, uma música bem atual, por sinal. A obra termina com uma homenagem a Marcelo Fromer com “As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal“. A letra é legal e lembra outra paixão do guitarrista: a culinária, mas a música é terrivelmente chata.

A capa do álbum foi criada por Rogério Duarte. O CD ainda contém um material multimídia que, visualizadas no computador, dá para conferir fotos, trechos dos ensaios e das gravações.

Em “Como Estão Vocês?”, os Titãs fizeram mais uma vez jus ao seu nome e brindaram os fãs com um bom disco de pop-rock. Não está nos quilates de um “Cabeça Dinossauro” (1986) ou “Õ Blésq Blom” (1989), mas está ali no mesmo patamar dos citados “Televisão” e “Domingo”.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist da obra.

Álbum: Como Estão Vocês?
Intérprete: Titãs
Lançamento: novembro de 2003
Gravadora: BMG
Produtores: Liminha e Titãs

Branco Mello: voz e backing vocal
Paulo Miklos: voz e backing vocal
Sérgio Britto: voz, backing vocal, piano, piano elétrico em “KGB”, teclados, Hammond e Moog em “Provas de Amor
Tony Bellotto: guitarra, violão e guitarra de doze cordas
Charles Gavin: bateria, exceto em “As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal

Emerson Villani: guitarra, guitarra de doze cordas em “KGB”, violão e guitarra barítono
Lee Marcucci: baixo
Marco Lobo: percussão
Liminha: guitarra e dobro com EBow em “Enquanto Houver Sol“; baixo acústico na introdução de “Pelo Avesso

1. Nós Estamos Bem (Sérgio Britto / Paulo Miklos)
2. Você É Minha (Sérgio Britto/Charles Gavin/Branco Mello/Tony Bellotto/Paulo Miklos)
3. Gina Superstar (Branco Mello / Tony Bellotto)
4. KGB (Sérgio Britto / Paulo Miklos)
5. Livres Para Escolher (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
6. Eu Não Sou Um Bom Lugar (Tony Bellotto / Branco Mello)
7. Pra Você Ficar (Tony Bellotto)
8. Enquanto Houver Sol (Sérgio Britto)
9. Esperando Para Atravessar A Rua (Arnaldo Antunes / Branco Mello / Tony Bellotto)
10. Provas de Amor (Paulo Miklos)
11. Ser Estranho (Tony Bellotto / Branco Mello)
12. Vou Duvidar (Sérgio Britto)
13. Pelo Avesso (Sérgio Britto)
14. A Guerra É Aqui (Paulo Miklos/Branco Mello/Tony Bellotto/Charles Gavin)
15. As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal (Tony Bellotto / Paulo Miklos)

Por Jorge Almeida

Show da Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”, dos Titãs, no Sesc Pinheiros (13.04.2018)

Titãs no palco do Sesc Pinheiros tocando a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”. Foto: Mariana Pekin/UOL

Os Titãs realizaram na noite sexta-feira (13), a segunda das quatro apresentações programadas no Sesc Pinheiros. A banda estreou em solo paulistano a turnê de seu mais novo projeto: a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”, cuja forte abordagem narra a história de três estudantes – todas chamadas Maria -, que são violentadas por cinco colegas em uma festa organizada via aplicativo (na peça chamado de “Facilitador”).

Além dos remanescentes da formação original (Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto), e dos músicos contratados Mário Fabre e Beto Lee, completam a formação do espetáculo as cantoras/atrizes Cyntia Mendes, Corina Sebbas e Yas Werneck.

Com os ingressos esgotados, a banda entrou no palco às 21h10 e, ao longo de uma hora e meia de apresentação, tocaram 25 temas do novo álbum que é praticamente pioneiro em se tratando de bandas de rock no Brasil. Entre as músicas, uma colaboração de Rita Lee, que fez a narração entre algumas canções, além de Alexandre Bamba e Tadeu Pinheiro, que deram vozes aos rapazes da trama.

O show é divido em três atos: no primeiro, a apresentação das jovens, o aplicativo “Facilitador”, que também é o nome de uma das músicas do musical, e a festa; no segundo, é retratado como cada uma das Marias – Maria A, Maria B e Maria C – está lidando com o que aconteceu e como a Internet pode ser prejudicial e no terceiro e último: a hora da vingança, que inclui a morte de um dos abusadores, e a união das três amigas.

No palco, à medida que os Titãs tocam a sequência da Ópera Rock, as atrizes/cantoras encenam, fazem constantes trocas de figurinos e cantam também. O cenário foi criado por Hugo Passolo, Otavio Juliano e Luciana Ferraz e os figurinos de Renato Paiutto. A teatralidade do espetáculo é o telão central, que traz projeções dos pormenores do enredo e a atuação das atrizes/cantoras. As três Marias – Maria A, Maria B e Maria C -, quem, teoricamente, seriam as protagonistas, quase sempre aparecem atrás dos músicos. Contudo, uma situação soa estranha durante a execução de algumas faixas, como por exemplo, em “Me Estuprem” e “Eu Sou Maria”, ambas cantadas por Sérgio Britto, pois ambas contém letras de eu-lírico feminino e é cantarolada por ele, sendo que as personagens estão no palco e elas (ou uma delas) poderiam desempenhar essa função enquanto os Titãs poderiam ficar apenas com a parte da melodia.

Quanto a seriedade do assunto central do espetáculo, o projeto dos Titãs, conceitualmente falando, é ótimo, mas por abordar uma pauta feminina, não sei se funciona bem por ter um grupo composto exclusivamente por homens como astros, embora tenha as três personagens.

Em “Doze Flores Amarelas” fica nítido de que os músicos não abdicam do protagonismo ao falar e cantar como personagem feminina sendo que ali estão, mesmo em caráter figurativo, as três moças. Além disso, curiosamente, os Titãs convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo de teatro Parlapatões – e Marcelo Rubens Paiva – escritor, dramaturgo e jornalista – para compor a equipe de criação da obra. Se por um lado, a presença de ambos colaborou na criação dos temas, por outro, é de causar estranheza a ausência de uma mulher nesse processo para abordar, talvez, alguma colocação que o universo masculino não tenha a astúcia de captar.

Quanto às músicas de “Doze Flores Amarelas”, elas não chegam a ser contagiantes, mas certamente impactantes, pois explica, por exemplo, que, ao longo do show, alguns casais começaram a deixar o teatro, enquanto outros se interagiam no celular, e minha namorada ouviu uma mulher dizer: “se eu soubesse que era assim, nem teria vindo!”.

Não sei se pelo fato de o público brasileiro não estar acostumado a concertos do estilo Ópera Rock – embora muitos conhecem (ou já ouvira falar) de obras como “Tommy”, do The Who; “The Wall”, do Pink Floyd; ou “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Webber, entre as outras dos quais os Titãs se inspiraram -, o show pode ter passado a impressão de cansativo e, talvez, pelo fato de os Titãs não terem tocado os seus clássicos, o que, evidentemente descaracterizaria o conceito de Ópera Rock, é claro, alguns não tenham entendido a ideia que a banda queria passar. Mas, uma coisa é fato: “Doze Flores Amarelas” não é recomendável para menores de 18 anos – pelos menos não deveria ser (o Sesc indicou a classificação em 14 anos).

A seguir, a relação dos números musicais do espetáculo.

ATO I:
1. Abertura – Sei Que Seremos (Sérgio Britto/Tony Bellotto/Branco Mello/Jaques Morelenbaum/Hugo Possolo)
– Introdução:
2. Nada Nos Basta (Sérgio Britto)
3. O Facilitador (Sérgio Britto / Branco Mello)
4. Weird Sisters (Sérgio Britto)
5. Disney Drugs (Sérgio Britto)
– Festa:
6. A Festa (Sérgio Britto / Branco Mello)
7. Fim de Festa (Tony Bellotto / Branco Mello / Sérgio Britto)
8. Me Estuprem (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
ATO II:
9. Interlúdio 1 – Eu Sou Maria (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Hugo Possolo)
– Maria Alice:
10. O Bom Pastor (Tony Bellotto / Sérgio Britto / Branco Mello)
11. Eu Sou Maria (Sérgio Britto / Tony Bellotto)
12. Hoje (Sérgio Britto / Beto Lee)
– Maria Beatriz:
13. Nossa Bela Vida (Sérgio Britto)
14. Canção da Vingança (Tony Bellotto)
15. Personal Hater (Sérgio Britto / Branco Mello)
16. Interlúdio 2 – Doze Flores Amarelas (Sérgio Britto/Branco Mello/Tony Bellotto/Beto Lee/Jaques Morelenbaum/Hugo Possolo)
– Maria Cecília:
17. De Janeiro Até Dezembro (Tony Bellotto)
18. Mesmo Assim (Sérgio Britto)
– Frank, Lucas, Pac Man, Pedrinha e Dado:
19. Não Sei (Tony Bellotto)
– Maria A, Maria B e Maria C:
20. Essa Gente Tem Que Morrer (Sérgio Britto / Mario Fabre)
ATO III:
21. Interlúdio 3 – É Você (Sérgio Britto / Jaques Morelenbaum / Hugo Possolo)
– Feitiço:
22. Me Chamem de Veneno (Branco Mello / Tony Bellotto / Sérgio Britto / Beto Lee)
23. Doze Flores Amarelas (Sérgio Britto / Branco Mello / Tony Bellotto / Beto Lee)
– Morte:
24. Ele Morreu (Tony Bellotto / Sérgio Britto)
25. Pacto de Sangue (Sérgio Britto)
26. O Jardineiro (Branco Mello / Sérgio Britto / Tony Bellotto)
– Funeral / Redenção:
27. Réquiem (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Branco Mello / Mario Fabre)
28. É Você (Sérgio Britto)
29. Sei Que Seremos (Sérgio Britto / Tony Bellotto / Branco Mello)

Por Jorge Almeida – agradecimentos a Márcia Marques e Poliana Queiroz

Sesc Pinheiros recebe Titãs com Ópera Rock Doze Flores Amarelas

Os Titãs apresentarão entre os dias 12 e 15 de abril a Ópera Rock 12 Flores Amarelas no Sesc Pinheiros. Créditos: Silmara Ciuffa

De 12 a 15 de abril, o Sesc Pinheiros recebe Titãs com a Ópera Rock “Doze Flores Amarelas”. O trabalho inédito do grupo teve pré-estreia em Curitiba no início do mês e chega a São Paulo em quatro datas no Teatro Paulo Autran.

A tradição (internacional) das óperas rock vem desde que o The Who compôs e montou o clássico “Tommy”, passou pelo conceitual “The Wall”, do Pink Floyd, e mais recentemente por “American Idiot”, dos pop punks Green Day.

Há ainda as inesquecíveis “Arthur” dos Kinks, “O Fantasma do Paraíso”, dirigido por Brian de Palma e a blockbuster “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Weber. Os Titãs bebem dessa fonte, na mesma medida em que imprimem sua digital.

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto decidiram pelo formato e convidaram Hugo Possolo – ator, dramaturgo e diretor do grupo  de teatro Parlapatões- e o escritor, dramaturgo e jornalista Marcelo Rubens Paiva para reuniões criativas. Deste encontro surgiu o argumento, assinado pelos cinco.

O tema da narrativa foi uma unanimidade. Nasceram das inquietações atuais, contemporâneas, como assédio, abuso, violência contra a mulher, aborto e tecnologia tóxica do mundo digital.

O espetáculo narra a história de três jovens, estudantes de faculdade (as Marias A, B e C) que, como todos de sua turma, usam a tecnologia frequentemente, em especial, um aplicativo chamado Facilitador.

Numa dessas consultas, perguntam como devem fazer para curtirem ao máximo uma grande festa. Mas a festa acaba mal. Elas são violentadas por cinco colegas.

Elas recorrem novamente ao mesmo aplicativo para se vingarem e este indica o feitiço das doze flores amarelas, que batiza o espetáculo.

Depois do feitiço realizado, um dos estupradores morre. Elas ficam em dúvida sobre seu real poder. Não sabem se o fato ocorreu a partir da magia, do uso da tecnologia, ou se foi uma simples coincidência. E o que fazer então?

O desfecho aponta para que, embora cada uma tenha uma diferente reação, que o poder delas está em enfrentar a situação e denunciar os abusadores.

Diferentemente de compor para um disco, os Titãs começaram a criar músicas sobre temas muito diferentes entre si, o que deu uma liberdade autoral enorme.  Entre as canções que compõem o repertório estão “A Festa”, “Me Estuprem” e, claro, “Doze Flores Amarelas”.

Além de co-autor do argumento, Hugo Possolo divide a direção do espetáculo com o cineasta Otavio Juliano (que recentemente lançou o longa metragem com a história da banda  Sepultura).

São 25 canções inéditas dos Titãs, que se juntam aos guitarrista e baterista da banda, Beto Lee e Mario Fabre. Três cantoras/atrizes completam a linha de frente musical, Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yas Werneck.

O cenário foi criado pelos diretores e Luciana Ferraz que também assina o design e criação de vídeos , os figurinos são de Renato Paiutto, a produção musical é de Rafael Ramos, o desenho de luz de Guilherme Bonfanti, a direção de movimento é de Olivia Branco o design gráfico de Juliano Seganti. A produção do espetáculo DOZE FLORES AMARELAS está sendo realizada com o patrocínio da Estácio por meio da lei federal de incentivo à cultura, Lei Rouanet.

Sinopse

A inédita ópera rock dos Titãs, DOZE FLORES AMARELAS, conta a história de três Marias.  Estudantes da faculdade, querendo diversão, consultam o aplicativo Facilitador para saber a melhor maneira para curtir uma festa. Na loucura desta noite de balada, Maria A, Maria B e Maria C são violentadas por cinco colegas, gerando consequências significativas na vida de todos. Reflexões, decisões e conflitos mostram as diferentes reações de cada uma delas. As três Marias consultam novamente o Facilitador sobre como devem proceder. Doze Flores Amarelas é um feitiço indicado para a vingança. Um dos jovens abusadores morre. As três Marias se questionam: será que teriam causado a morte do garoto? No enterro dele, as três Marias se percebem mais unidas e conscientes. Decidem se livrar do Facilitador, denunciar os abusadores e viver segundo suas próprias convicções, sem se submeter a convenções sociais nem a sugestões de oráculos, cibernéticos ou não.

Ficha técnica:
Musicas – Titãs
Direção Artística – Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto
Argumento – Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva
Libreto – Hugo Possolo
Direção do espetáculo – Hugo Possolo e Otavio Juliano
Elenco: Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Beto Lee, Mario Fabre, Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yas Werneck
Produção Musical – Rafael Ramos
Cenário – Luciana Ferraz, Hugo Possolo e Otavio Juliano
Desenho de luz – Guilherme Bonfanti
Design e Criação de vídeos – Luciana Ferraz
Figurinos – Renato Paiutto
Direção de movimento – Olivia Branco
Design Gráfico – Juliano Seganti
Assessoria de Imprensa – Perfexx
Produção Executiva – Ricardo Moreira e Ricardo Mateus
Coordenação de produção – Deyse Simões
Coordenação geral do projeto – Angela Figueiredo

SERVIÇO
TITÃS – DOZE FLORES AMARELAS
De 12 a 15 de abril de 2018. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 18h.
Local: Teatro Paulo Autran– 1.010 lugares
Ingressos: R$ 60 (inteira); R$ 30 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência); R$ 18,00 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Ingressos online em http://www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades do SescSP.
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de imprensa Doze Flores Amarelas – Titãs
Isabela Formaggio Perroni / Ana Paula Perfexx
Tel + 55 11 2615-5045
isabela@perfexx.com.br / anapaula@pefexx.com.br

Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros
Poliana Queiroz / Yuri Pedro
Contatos: (11) 3095.9423 / 9425
imprensa@pinheiros.sescsp.org.br
Sesc Pinheiros nas redes
Facebook, Twitter e Instagram: @sescspinheiros

Créditos: Poliana Queiroz

Paulo Miklos deixa os Titãs

Paulo Miklos foi um dos fundadores dos Titãs, em 1982. Foto: Felipe Dana/AP
Paulo Miklos foi um dos fundadores dos Titãs, em 1982. Foto: Felipe Dana/AP

A banda Titãs anunciou na manhã desta segunda-feira (11) em sua página oficial no Facebook que o vocalista Paulo Miklos não faz mais parte da banda. Ainda de acordo com o comunicado, a saída do músico foi devido a uma “decisão pessoal, para se dedicar a projetos individuais”. O grupo, na mesma nota, anunciou que Beto Lee (filho de Rita Lee e Roberto de Carvalho) foi integrado à banda. Paulo Miklos, por sua vez, comentou também sobre o seu desligamento dos Titãs para “alçar voo sozinho”.

Com a saída de Miklos, os Titãs passarão a ter apenas três de seus nove membros fundadores – Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto. Antes de Miklos, saíram do grupo: Ciro Pessoa (em 1983, antes da gravação do primeiro álbum da banda); André Yung (baterista do ‘debut’ do grupo e, na virada de 1984 para 1985, fora substituído por Charles Gavin, que atuou no grupo de 1985 a 2010); Arnaldo Antunes, que se desligou do grupo em 1992; Nando Reis, em 2002; além de Marcelo Fromer (guitarrista morto em 2001).

Paulo Roberto de Souza Miklos nasceu a 21 de janeiro de 1959, em São Paulo, e, em 1982, foi um dos fundadores dos Titãs – antes disso, ele havia participado da banda Perfomática, do multiartista José Roberto Aguilar.

Como membro dos Titãs, Paulo Miklos lançou 19 álbuns, sendo 14 de estúdio. E ele foi o vocalista de grandes clássicos da banda, tais como: “Sonífera Ilha”, “Bichos Escrotos”, “Diversão”, “Domingo”, a versão acústica de “Pra Dizer Adeus”, a releitura de “É Preciso Saber Viver”, de Roberto Carlos, “Vossa Excelência”, entre outras.

Embora tenha atuado com sucesso como um dos vocalistas do grupo, Miklos se destacou também por ter tido êxito ao tocar diversos instrumentos ao longo dos seus 34 anos de Titãs: baixo, teclados, sax, bandolim, banjo, guitarra, flauta transversal, gaita, bateria (na faixa “Um Copo de Pinga”, do disco “Domingo”, de 1995, foi ele quem assumiu as baquetas).

Paralelamente aos Titãs, Paulo Miklos lançou dois álbuns solo (um autointitulado em 1994 e “Vou Ser Feliz e Já Volto”, em 2001), atuou em diversos trabalhos na televisão e nos cinemas, com destaque para o filme “O Invasor” (2001), em que fora o protagonista, além de outras colaborações em projetos diversos.

Sem o músico, os Titãs remanescentes da formação inicial seguirão a cumprir os compromissos reforçados com Beto Lee na guitarra e com Mário Fabre, que acompanha o grupo desde a saída de Charles Gavin, em 2010.

A seguir, o comunicado dos Titãs e o texto publicado por Paulo Miklos.

Os Titãs informam que Paulo Miklos se desliga da banda, por decisão pessoal, para se dedicar a projetos individuais.

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto prosseguem como Titãs, com o apoio da gravadora Som Livre e de seu imenso público, honrando compromissos assumidos e outros que venham a surgir, fazendo shows com as canções que imortalizaram o grupo e criando novas músicas e projetos.

O guitarrista Beto Lee se junta ao baterista Mário Fabre na dupla de músicos especialíssimos que acompanharão os Titãs de agora em diante, nessa nova geração.

Os Titãs, ao longo de 34 anos de uma carreira exitosa, experimentaram várias formações sempre preservando a essência e o vigor de suas canções. Como um organismo coletivo que suplanta as individualidades que o compõem, os Titãs seguem determinados, impulsionados por inquietação e ambição artística, e orgulho das glórias conquistadas.”.

Abaixo, a publicação de Paulo Miklos:

Queridos irmãos de banda, 34 anos são uma vida. Crescemos juntos, descobrimos o Brasil e o mundo. Criamos nossa marca e deixamos um legado precioso. Nossa ligação é mais do que familiar, uma vez que escolhemos trabalhar, conviver, apoiar e amar uns aos outros. Chegou a hora de alçar voo sozinho, mas levando comigo a escola e a família titânica na minha formação como artista e pessoa. Deixo mais que amigos na melhor banda de todos os tempos da música brasileira, que segue em frente. A todos que me acompanham dentro e fora dos Titãs, o meu eterno agradecimento. Uma carreira longa com tantas glórias também tem seus momentos de adversidade. E, nestas horas, o apoio incondicional dos fãs foi sempre fonte de energia vital para a superação. Agora, anuncio um novo caminho na música, como intérprete e compositor, assim como na minha carreira de ator. Tenho muita música e emoção para compartilhar com vocês.”.

Então, boa sorte para Paulo Miklos nesse “novo voo” e também vida longa aos Titãs.

Por Jorge Almeida

Show dos Titãs no Sesc Pompeia (15.04.2016)

Titãs tocando "O Pulso" no Sesc Pompeia. Foto: Jorge Almeida
Titãs tocando “O Pulso” no Sesc Pompeia. Foto: Jorge Almeida

Os Titãs realizaram na noite desta sexta-feira (15) a segunda de uma série de quatro apresentações na Choperia do Sesc Pompeia, em São Paulo. Em quase duas horas de espetáculo, a banda tocou temas que iam desde “os primórdios até hoje em dia” para cerca de 800 pessoas. O grupo apresentou parte do repertório do seu mais recente trabalho, “Nheengatu – Ao Vivo”.

E, como já é de praxe em se tratando de shows nas unidades do Sesc, o concerto dos Titãs começou praticamente no horário, 21h35 (previsto para às 21h30). Então, nesse horário, adentraram ao palco da Choperia do Sesc Pompeia: Branco Mello (voz e baixo), Paulo Miklos (voz e guitarra), Sérgio Britto (voz, teclados e baixo) e Tony Bellotto (guitarra), além do baterista Mário Fabre, músico contratatado.

Todavia, diferentemente de outras apresentações da turnê, os Titãs subiram ao palco sem as máscaras que vinham utilizando nas primeiras músicas do repertório e que foram oriundas do videoclipe de “Fardado”, música que, aliás, abriu o espetáculo da noite. Em seguida, mais duas do último disco de inéditas da banda – “Cadáver Sobre Cadáver” e “Chegada ao Brasil (Terra À Vista)”.

O show seguiu com o primeiro clássico titânico da noite: “Lugar Nenhum”. Na sequência, Sérgio Britto foi ao microfone e afirmou que um show de rock sem Raul não é completo, logo, ele e Miklos fizeram o famoso dueto do clássico raulseixista “Aluga-se”. O espetáculo continuou com mais hits: “AA UU”, “Diversão”, “Pela Paz”, que voltou ao setlist depois de um bom tempo, e “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana”.

Posteriormente, Branco Mello assumiu o vocal em uma trinca de temas: “República dos Bananas”, do álbum “Nheengatu”, “O Pulso” e “Canalha”. Nessa última, o convidado especial da noite, Walter Franco, subiu ao palco e foi ovacionado pelo público. Acompanhado pelo guitarrista Raul Duarte, que segue Walter Franco há 35 anos, o “gênio injustiçado da MPB”, como os Titãs o definem, não pode tocar nenhum instrumento. Assim, o debilitado cantor que recentemente fora operado de um procedimento médico vascular nas carótidas, na região do pescoço, não pode fazer alguns movimentos simples, como o de tocar violão. Mas, Walter Franco dividiu os vocais com Branco Mello já na citada “Canalha”, vociferou em “Polícia” enquanto Sérgio Britto o incentivava a cantarolar a letra (ou o refrão) do clássico titânico. Outra música de Franco veio em seguida, trata-se de “Me Deixe Mudo” que, em algumas vezes, o áudio do microfone do músico “sumia” e, depois, Walter Franco encerra a sua participação no show recitando “Cabeça”, uma de suas músicas mais conhecidas, enquanto o grupo manda bala em “Cabeça Dinossauro”.

Após a saída do expoente da chamada “MPB maldita”, os Titãs continuaram o concerto com o seu primeiro sucesso, “Sonífera Ilha” e o sucesso “Comida”. Consequentemente, a última música do mais recente trabalho inédito da banda foi tocada, refiro a “Fala, Renata”.

O show estava chegando ao final e os Titãs não desperdiçaram tempo e executaram três sucessos: “Marvin (Patches)”, “Televisão”, “Homem Primata” e “Bichos Escrotos”. O quinteto sai do palco para uma pequena pausa. No bis, Sérgio Britto alertou que a próxima música foi lançada em 1987, mas está tão atualizada que poderia ter sido composta na semana passada. De fato, ele tem razão ao se referir a “Desordem”, sucesso do clássico “Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas”, e, o gran final, como em diversas vezes aconteceu, veio com “Flores”.

Os Titãs fizeram uma boa performance no Sesc Pompeia. Contudo, tive a impressão que o som da guitarra de Tony Bellotto estava um pouco alto, na verdade, estridente. Infelizmente, as condições de saúde de Walter Franco também atrapalhou o seu desempenho, mas ele está de parabéns pelo comprometimento e por honrar o convite que lhe foi feito. Mas, os Titãs estavam em casa, literalmente. Isso porque a primeira apresentação da banda ao longo de seus 34 anos de carreira foi justamente no Sesc Pompeia, em 1982.

Os Titãs ainda realizarão mais duas apresentações no Sesc Pompeia neste final de semana, dias 16 e 17 de abril, mas os ingressos estão esgotados.

A seguir, o setlist da apresentação dos Titãs na Choperia.

1. Fardado (Sérgio Britto / Paulo Miklos)
2. Cadáver Sobre Cadáver (Paulo Miklos / Arnaldo Antunes)
3. Chegada ao Brasil (Terra À Vista) (Branco Mello / Emerson Vilani / Aderbal Freire)
4. Lugar Nenhum (Arnaldo Antunes/Charles Gavin/Marcelo Fromer/Sérgio Britto/Tony Bellotto)
5. Aluga-se (Raul Seixas / Cláudio Roberto)
6. AA UU (Sérgio Britto / Marcelo Fromer)
7. Diversão (Sérgio Britto / Nando Reis)
8. Pela Paz (Branco Mello/Charles Gavin/Nando Reis/Paulo Miklos/Sérgio Britto)
9. A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana (Branco Mello / Sérgio Britto)
10. República dos Bananas (Branco Mello/Angeli/Hugo Possolo/Emerson Vilani)
11. O Pulso (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
12. Canalha (Walter Franco)
13. Polícia (Tony Bellotto)
14. Me Deixe Mudo (Walter Franco)
15. Cabeça Dinossauro / Cabeça (citação) (Arnaldo Antunes / Branco Mello / Paulo Miklos) / (Walter Franco)
16. Sonífera Ilha (Branco Mello/Carlos Barmack/Ciro Pessoa/Marcelo Fromer/Tony Bellotto)
17. Comida (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)
18. Fala, Renata (Tony Bellotto / Paulo Miklos / Sérgio Britto)
19. Go Back (Sérgio Britto / Torquato Neto)
20. Marvin (Patches) (Dunbar / Johnson / Versão: Sérgio Britto / Nando Reis)
21. Televisão (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Tony Bellotto)
22. Homem Primata (Ciro Pessoa / Marcelo Fromer / Sérgio Britto / Nando Reis)
23. Bichos Escrotos (Arnaldo Antunes / Nando Reis / Sérgio Britto)
Bis:
24. Desordem (Sérgio Britto / Marcelo Fromer / Charles Gavin)
25. Flores (Charles Gavin / Paulo Miklos / Sérgio Britto / Tony Bellotto)

Por Jorge Almeida

Agradecimentos especiais a Bianca, da Assessoria de Imprensa do Sesc Pompeia, e Márcia Marques, do Canal Aberto