Real Madrid: campeão da Supercopa da Europa 2017

Cristiano Ronaldo, que jogou apenas 20 minutos, ergue a taça da Supercopa da Europa na Macedônia. Foto: Getty Images

O Real Madrid derrotou o Manchester United por 2 a 1 nesta terça-feira (8) na decisão da Supercopa da Europa 2017, disputada no Estádio Felipe II, em Escópia, na Macedônia. Os gols da partida foram marcados por Casemiro e Isco para os Merengues, enquanto Lukaku descontou para os Reds Devils. A taça da competição que põe frente à frente os campeões da última Liga dos Campeões contra o atual vencedor da Liga Europa foi conquistada pela quarta vez pela equipe madrilenha, enquanto os ingleses amargam o terceiro vice do certame.

O jogo começou com o Manchester United mais disposto e marcando o Real Madrid no campo de defesa, embora os Merengues foi quem criaram a primeira chance aos dois minutos. Marcelo cruzou na área para Bale, que cabeceou por cima da meta de De Gea.

No entanto, a partir dos dez minutos, o clube espanhol começou a gostar do jogo e passou a valorizar a posse de bola e a troca de passe. Dessa forma, as oportunidades foram surgindo. Aos 15, depois da cobrança de escanteio, Casemiro cabeceou e acertou o travessão. Dois minutos depois, o volante brasileiro arriscou de fora da área por cima do gol. Aos 21, foi a vez de Modrić avançar pela direita e chutar cruzado para a defesa do goleiro dos Reds Devils.

E, de tanto insistir, Casemiro foi premiado aos 23 minutos. O camisa 14 recebeu de Carvajal e, de primeira, bateu no canto e tirou o zero do placar. Os jogadores do United pediram impedimento, mas o árbitro italiano validou o gol do clube de Madri.

Depois do gol, o Real seguiu melhor no jogo até que, aos 30 minutos, a partida precisou ser paralisada por conta do forte calor na capital da Macedônia.

E, por falta de inteligência, Lukaku impediu o que poderia ser uma chance de gol para os Diabos Vermelhos aos 34. Herrera desarmou Kroos no campo de defesa do Real, e foi em direção da bola, mas o camisa 9, que estava à frente,  foi em direção da bola e caracterizou o impedimento.

Antes do intervalo, as duas equipes ainda tiveram mais duas oportunidades, uma para cada. Aos 42, a bola foi dividida na área dos ingleses e sobrou para Benzema arricar de dentro da área para De Gea fazer ótima defesa e a defesa afastar. E, aos 45, Pogba cruzou para Lukaku na área, que cabeceou para o meio do gol para fácil defesa de Navas.

No segundo tempo, o Real Madrid continuou em cima do United. No primeiro minuto, Kroos arriscou da entrada da área para uma defesa espetacular de De Gea. No minuto seguinte, os Diabos Vermelhos vacilaram na saída de bola e Marcelo avançou, entrou na área e soltou a bomba para desviar na zaga e sair pela linha de fundo.

A pressão madrilenha surtiu efeito aos seis minutos. Benzema tocou para Isco, que tabelou com Bale, e entrou livre na área e tocar na saída do goleiro para aumentar a vantagem merengue em Escópia, 2 a 0.

O Manchester United tratou de agir após levar o segundo tento. Aos 8, cruzamento da direita, Pogba cabeceou, Navas defendeu parcialmente e, no rebote, Lukaku mandou para fora, desperdiçando uma chance incrível.

José Mourinho resolveu apostar na força física e nas jogadas aéreas. Além de ter colocado Rashford no lugar do apagado Lingard na volta do intervalo, o treinador português promoveu a entrada do belga Fellaini na vaga de Ander Herrera. A partida tomou outro rumo, mas antes, aos 13, Modrić arriscou de fora da área para boa defesa de De Gea. Dois minutos mais tarde, o Real chegou tocando até Bale entrou livre, soltou a bomba e acertou o travessão.

No lance seguinte, Matić chutou de fora da área, Navas deu rebote e Lukaku empurrou para as redes e pôs o United no jogo.

O gol deu uma “sobrevida” ao clube do Old Trafford, que passou a tocar mais a bola, ganhou espaço e disposição para buscar o empate.

Assim foi na etapa inicial, o segundo tempo também teve uma parada para os atletas se hidratarem, aos 27. Quatro minutos depois, Fellaini e Sergio Ramos disputaram pelo alto, bateram cabeça e o belga levou a pior por ter um corte e presicou de atendimento médico para controlar o sangramento.

O Manchester esteve perto do empate aos 36. Mkhitaryan deixou Rashford na cara do gol, mas Navas deu um desvio providencial para escanteio e evitou a igualdade no marcador. Na sequência, em um rápido contragolpe, Benzema partiu pela esquerda, bateu cruzado e a redonda desviou na zaga.

Aos 41, em um lance pitoresco, o United cobrou falta da lateral diretamente para a meta, Navas entrou dentro do gol, mas deixou a bola do lado de fora, quase ele levara um frango. Porém, aos 45, o arqueiro costarriquenho se redimiu ao voar e fazer uma bela defesa na cabeçada de Fellaini. No minuto seguinte, Lucas Vázquez, substituto de Isco, fez boa jogada individual pela direita, tocou para o meio e Asensio, que entrou no lugar de Bale, bater de primeira para De Gea fazer um milagre. Na cobrança de escanteio, Sergio Ramos cabeceou e jogou para fora.

Assim, aos 52 minutos da etapa complementar, o árbitro italiano Gianluca Rocchi decretou o fim da decisão: Real Madrid 2, Manchester United 1.

A decisão da Supercopa da Europa praticamente deu o pontapé inicial da temporada 2017/2018 no futebol do Velho Mundo. E, ainda em ritmo de pré-temporada, os dois clubes mais ricos do planeta começaram a final de forma até um pouco lenta, com os ingleses esboçando uma pressão inicial, mas o entrosamento, o toque de bola e a qualidade técnica do time galáctico deu as caras e, em pouco tempo, dominou a etapa inicial, especialmente Casemiro. O jogador brasileiro incomodou bastante os Reds Devils: acertou a trave, arriscou um chute e fez o primeiro gol do jogo. Atuou como um elemento surpresa que confundiu a defesa da equipe de José Mourinho com suas investidas ao ataque, sempre como elemento surpresa. Na volta do intervalo, o domínio do Real Madrid, que começou sem seu principal jogador, Cristiano Ronaldo, veio com tudo e chegou ao gol antes dos dez minutos em uma bela jogada que terminou com a conclusão de Isco. A saída para os Diabos Vermelhos foi a força física. José Mourinho tratou de colocar os jogadores altos e bons cabeceadores para correr atrás do prejuízo. Não conseguiu o empate, mas amenizou com o gol marcado por Lukaku. Em contrapartida, o United desperdiçou pelo menos duas ótimas oportunidades de empatar o jogo, assim como o Real Madrid também teve suas chances de consolidar o título com o terceiro gol, mas o travessão e, principalmente, De Gea impediram. E, dessa forma, o clube espanhol conquistou a sua quarta Supercopa da Europa e, nos próximos dias, entrará em campo para a disputa de outro título: a Supercopa da Espanha contra o arquirrival Barcelona em dois jogos.

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: REAL MADRID (ESP) 2×1 MANCHESTER UNITED (ING)
Competição/fase: Supercopa da Europa 2017 – final (jogo único)
Data: 8 de agosto de 2017, quarta-feira, 15h45 (horário de Brasília)
Local: Estádio Felipe II, Escópia, Macedônia
Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)
Assistentes: Elenito Di Liberatore e Mauro Tonolini, ambos da Itália
Cartões Amarelos: Carvajal e Sergio Ramos (Real Madrid); Lingard e Rashford (Manchester United)
Gols: Casemiro, aos 24 min do 1º tempo (1-0); Isco, aos 6 min (2-0), Lukaku, aos 16 min do 2º tempo (2-1)
REAL MADRID: 1.Navas; 2.Carvajal, 5.Varane, 4.Sergio Ramos e 12.Marcelo; 14.Casemiro, 10.Modrić e 8.Kroos; 11.Bale (20.Asensio), 22.Isco (17.Lucas Vazquez) e 9.Benzema (7.Cristiano Ronaldo). Técnico: Zinédine Zidane
MANCHESTER UNITED: 1.De Gea; 25.Valencia, 2.Londelöf, 12.Samlling e 36.Darmian; 31.Matić, 21.Ander Herrera (27.Fellaini) e 6.Pogba; 22.Mkhitaryan, 14.Lingard (19.Rashford) e 9.Lukaku. Técnico: José Mourinho

Parabéns ao Real Madrid Club de Fútbol pelo título.

Por Jorge Almeida

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Real Madrid: campeão da Supercopa da Europa 2016

Sergio Ramos, autor de um dos gols da decisão, ergue o troféu da Supercopa da Europa. Créditos: www.uefa.com
Sergio Ramos, autor de um dos gols da decisão, ergue o troféu da Supercopa da Europa. Créditos: http://www.uefa.com

Em uma final marcada por reviravoltas no placar, o Real Madrid derrotou o Sevilla na prorrogação por 3 a 2 nesta terça-feira (9) no Lerkendal Stadion, em Trondheim, na Noruega, na decisão da Supercopa da Europa. Asensio abriu o placar para os merengues ainda no primeiro tempo. Mas Vázquez e Konoplyanka, de pênalti, viraram para o time de Andaluzia. Todavia, nos acréscimos, Sergio Ramos empatou a decisão, que foi para a prorrogação. No tempo extra, aos 14 minutos do segundo tempo, Carvajal fez o gol que deu ao Real, o seu terceiro título da competição.

A partida começou com o Real Madrid pressionando o adversário, o que permitiu o Sevilla a ter a opção do contra-ataque e, dentro de alguns minutos, a equipe de Jorge Sampaoli começara a avançar a marcação.

E, nos 20 minutos iniciais, os Palanganas mantiveram mais a posse da bola, mas os Merengues eram mais perigosos no setor ofensivo. Dessa forma, aos 21 minutos, com Ansenio. De fora da área, o camisa 21 chutou forte e acertou o “ninho da coruja”. Um golaço, sem chances de defesa para Rico.

Com o placar adverso, o Sevilla saiu para o jogo para correr atrás do prejuízo, mas teve os trabalhos de suas infiltrações dificultados pela bem postada defesa madrilenha. E, assim, o time rojiblanco só criou uma oportunidade de perigo aos 29 minutos com Carriço, que chutou forte de fora da área, a redonda fez uma curva e quase pegou Kiko Casilla no contrapé, porém, o arqueiro conseguiu espalmar para a linha de fundo.

O jogo seguiu com o Sevilla valorizando a posse de bola e o Real Madrid em busca de encaixar um contragolpe para aumentar a vantagem. Até que, aos 41 minutos, após um cruzamento, Vítolo dominou, limpou a jogada e a bola sobrou para Franco Vázquez, que chutou cruzado no cantinho, fora do alcance de Casilla para empatar a decisão.

No segundo tempo, o Sevilla passou a ameaçar os Merengues com os passes em profundidade. Enquanto isso, aos 9, o Real levou perigo com Isco. Em velocidade Asensio cruzou na meia lua para o meia, que limpou e deu susto à meta rojiblanca.

A partida seguiu com a equipe de Andaluzia trocando passes enquanto a equipe madrilenha marcava com todos os jogadores em seu campo de defesa. Confiante, o time de Jorge Sampaoli buscou a virada, que aconteceu aos 26. Vitolo partiu para cima de Sergio Ramos, que deu um leve toque na perna do atacante dentro da área. Pênalti! Konoplyanka, com categoria, bateu no canto direito de Casilla e pôs o Sevilla na frente: 2 a 1.

Com o placar desfavorável, a equipe da capital espanhola partiu para cima em busca do empate e abusou nas bolas alçadas para empatar o jogo. Aos 35, Carvajal recebeu lançamento na área, dominou e chutou cruzado, mas Rico espalmou para escanteio.

O Real Madrid começara a ficar nervoso e cometera muitas faltas, enquanto isso, o Sevilla tentou manter a posse de bola para fazer o relógio andar. E, quando tudo levava a crer que o título ia para Andaluzia, aos 47 minutos, ele – Sergio Ramos, salvou os Merengues mais uma vez. Assim como foi na final da UEFA Champions League 2013/2014, o camisa 4 empatou o jogo nos acréscimos. Carvajal cruzou da direita e Ramos, desmarcado e com o gol vazio, de cabeça, igualou o marcador e levou a decisão para a prorrogação.

No primeiro tempo extra, os nervionenses perderam Kolo, que foi expulso depois de receber o segundo amarelo. Com um jogador a mais, o Real Madrid partiu para cima para fazer o terceiro gol e evitar a disputa por pênaltis. Já o Sevilla, aparentemente esgotado, não conseguiu criar jogadas de ataque, embora tenha criado uma chance com Konoplyanka, mas sem levar perigo à meta madridista.

No segundo tempo da prorrogação, o Real chegou bem, aos 2 minutos, com James Rodríguez, que recebeu belo lançamento de Benzema, mas o meia colombiano chutou em cima do goleiro. Três minutos depois foi a vez de Lucas Vázquez perder outra excelente oportunidade. Na cara do gol, o camisa 17 chutou em cima do goleiro e Rami afastou. Em seguida, aos 8, foi a vez de Benzema cabecear com perigo. E, em sequência, Carvajal cruzou, James Rodríguez pegou de primeira para Rico defender.

Embora as duas equipes estivessem esgotadas, o Real Madrid encontrou forças para fazer o terceiro gol e evitar a disputa por pênaltis. Aos 14, Carvajal invadiu a área, fez fila e chutou na saída do arqueiro sevillista para fazer o gol e praticamente sacramentar o título para o Real. Tanto que a decisão só teve mais dois minutos, o suficiente para a torcida Merengue comemorar o título. Fim de jogo no Lerkendal Stadion, Real Madrid 3, Sevilla 2.

Apesar de desfalcado do trio BBC (Benzema, Bale e Cristiano), o Real Madrid entrou em campo na condição de favorito por conta do poderio de seu elenco galático. Já o Sevilla, que depositou suas fichas no competente Jorge Sampaoli, acreditou que seria um páreo duro para o time da capital espanhola. E foi. O Real começou partindo para cima e a equipe de Andaluzia preferiu neutralizar o adversário e valorizar a posse de bola e a marcação no campo do rival. Esse panorama prevaleceu ao longo do primeiro tempo, quando o empate em 1 a 1 prevaleceu. No segundo tempo, com a virada dos Rojiblancos, a situação mudou um pouco, enquanto o Sevilla tocava a bola para administrar a vitória parcial, o Real foi com tudo para cima e abusou nas bolas aéreas e, nos acréscimos, o predestinado Sergio Ramos colocou os Merengues no jogo e forçou a prorrogação. No tempo extra, os comandados de Sampaoli sentiram mais com a expulsão de Kolo e pelo cansaço. Assim, acuados, permitiram o ataque do rival para tentar, timidamente, encaixar um contragolpe, o que não aconteceu. Restou segurar o resultado para levar a disputar por pênaltis. Todavia, Carvajal ainda teve fôlego e, em jogada individual, fez um golaço que deu título à equipe madrilenha.

Abaixo, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: REAL MADRID (ESP) 3×2 SEVILLA (ESP)
Competição/fase: Supercopa da Europa (Supercopa da UEFA) / jogo único
Local: Lerkendal Stadion, Trondheim, Noruega
Data: 9 de agosto de 2016 (terça-feira), às 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Milorad Mažić (Sérvia)
Assistentes: Milovan Ristić e Dalibor Đurđević, ambos da Sérvia
Cartões Amarelos: Carvajal, Asensio e James Rodríguez (Real Madrid); Vitolo e Kolodziejczak (Sevilla)
Cartão Vermelho: Kolodziejczak
Gols: Asensio, aos 21 min do 1º tempo (1-0); Franco Vázquez, aos 41 min do 1º tempo (1-1); Konoplyanka, aos 26 min do 2º tempo (1-2); Sergio Ramos, aos 47 min do 2º tempo (2-2); e Carvajal, aos 14 min do 2º tempo da prorrogação (3-2)
REAL MADRID (ESP): 13.Casilla; 2.Carvajal, 5.Varane, 4.Sergio Ramos e 12.Marcelo; 14.Casemiro, 16.Kovačić (10.James Rodríguez) e 22.Isco (19.Modrić); 17.Lucas Vázquez, 28.Asensio e 21.Morata (9.Benzema). Técnico: Zinédine Zidane
SEVILLA (ESP): 1.Rico; 25.Mariano, 5.Kolodziejczak e 21.Pareja; 6.Carriço (23.Rami), 15.N’Zoni, 8.Iborra (4.Kranevitter), 14.Kiyotake e 22.Vazquez; 20.Vítolo e 9.Vietto. Técnico: Jorge Sampaoli

Parabéns ao Real Madrid Club de Fútbol pelo título.

Por Jorge Almeida