Barcelona: campeão da Copa do Rei 2017/2018

Iniesta ergue o troféu da Copa do Rei pelo Barcelona. Créditos: Reuters

O Barcelona goleou o Sevilla por 5 a 0 na final da Copa do Rei 2017/2018 neste sábado (21), no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri. Os gols da partida foram marcados por Suárez (dois), Messi, Iniesta e, de pênalti, Philippe Coutinho. Essa foi a 30ª do clube catalão na competição, sendo o quarto de maneira consecutiva – feito conseguido apenas por Real Madrid (de 1905 a 1908) e Athletic de Bilbao (de 1930 a 1933).

O Barcelona começou a ocupar o campo de ataque nos momentos iniciais da partida e, claro, foi quem criou a primeira chance. Aos oito, Messi cobrou falta de longe e obrigou Soria a fazer grande defesa. Pouco tempo depois, aos 12, o goleiro Cillensen deu um lançamento perfeito para Coutinho, que avançou, invadiu a área e, na saída de Soria, tocou para Luis Suárez, que só completou para o gol vazio e tirar o zero do placar.

O Sevilla tentou dar o troco aos 17, com Correa, que recebeu pelo alto, mas pegou mal e mandou à direita da meta azul-grená. Cinco minutos depois, a equipe de Andaluzia chegou novamente com N’Zonzi. Jesús Navas cortou para o fundo e cruzou rasteiro, mas o camisa 15 pegou levemente na bola, que saiu do outro lado.

O Barça voltou a dominar a partida. Aos 27, Iniesta recebeu de Suárez e arriscou de canhota. A redonda desviou em Messi, aparentemente impedido, atingiu o travessão de Soria. No lance seguinte, Navas cruzou para Vásquez, que cabeceou para a defesa de Cillessen. Porém, aos 30, o camisa 10 catalão não podia passar em branco diante de sua “vítima” favorita. Alba tentou cruzar rasteiro pela esquerda, a marcação o travou e, sem opção, o camisa 18 tocou de calcanhar para Messi encher o pé, no alto, ampliar o placar. Esse foi o 31º gol do argentino em 33 jogos contra o Sevilla.

Os blaugranas seguiram a ditar o ritmo do jogo enquanto o adversário, perdido, se limitou a se defender. Porém, aos 39, Luis Suárez recebeu no meio-campo, tabelou com Messi, que devolveu em profundidade para o uruguaio, que levou a melhor entre os zagueiros e tocou na saída do goleiro: 3 a 0 para o Barça. E foi só o primeiro tempo.

Na volta do intervalo, a superioridade dos catalães prevaleceu. No entanto, o combalido Sevilla ainda tentou aos 3 com Vásquez, que foi travado por Álba na área e a bola ficou amortecida para Cillessen. Todavia, aos 6, Suárez roubou a bola na intermediária, tocou para Iniesta, que tabelou com Messi, recebeu na frente, driblou Soria, e completou para o gol: 4 a 0, fora o baile.

O quinto gol só não saiu aos nove graças a Soria. Messi cobrou falta na área, Suárez cabeceou firme, o arqueiro rojiblanco defendeu parcialmente, a bola ficou viva na pequena área, Umtiti chegou para completar e, na dividida com o goleiro, tocou por último na redonda que saiu pela linha de fundo. Tiro de meta.

O Barça ainda teve duas chances consecutivas aos 14 e aos 16. No primeiro lance, Coutinho tabelou com Rakitic e recebeu por cima, mas não conseguiu cabecear com firmeza e facilitou a defesa de Soria. Na sequência, foi a vez de Busquets arriscar da entrada da área e assustar o goleiro do Sevilla.

O time de Vincenzo Montella aproveitou o buraco deixado por Piqué, que tentara suas investidas no ataque, aos 18 com Sandro Ramírez (substituto de Correa), que finalizou, mas parou no goleiro holandês do Barcelona. Em seguida, Messi tentou tabelar com Iniesta, mas Navas travou o argentino no momento do chute e mandou a redonda para escanteio, mas o árbitro marcou tiro de meta equivocadamente.

Aos 23, Suárez, dentro da área, tocou de calcanhar para Philippe Coutinho, a esférica bateu na mão de Lenglet e o brasileiro chegou a completar para o gol, mas o árbitro marcara a penalidade antes da conclusão da jogada. Na cobrança do penal, que Messi humildemente deixou para o camisa 14, o ex-Liverpool bateu com categoria, bola para um lado, goleiro para o outro, para fazer o quinto gol da final.

Com o jogo praticamente definido, o Barcelona só administrou o resultado enquanto o Sevilla tentara criar algumas chances. Como aos 29, quando Navas levantou na área no segundo pau, Sarabia escorou para trás e Piqué afastou o perigo quase em cima da linha.

Depois desse lance, o Barça valorizou a troca de passes, sem muita pressa e ficou à espera do fim do jogo para comemorar o tetracampeonato da Copa do Rei. E, antes do fim da partida, um momento emocionante do jogo. Aos 43 minutos, Iniesta, que está no clima de despedida da Catalunha, foi substituído por Denis Suárez. Emocionado, o meia saiu de campo aplaudido pelas duas torcidas. Enquanto a partida não era encerrada, a torcida do Barcelona entoava pelo Wanda Metropolitano o nome do meia que, além dos títulos conquistados pelos lados da Catalunha, foi o autor do gol mais importante do futebol espanhol: o da final da Copa do Mundo de 2010. Até que, sem acréscimos, o jogo chegou ao fim: Barcelona 5, Sevilla 0. Uma atuação de gala do Barça que, dependendo do que acontecer amanhã no jogo entre Atlético de Madrid e Bétis, no mesmo palco da final dessa Copa do Rei, poderá comemorar o título do Campeonato Espanhol e, de quebrar, conquistar o oitavo ‘doblete’ (termo dado quando um time conquista na mesma temporada a copa e o campeonato nacional).

Depois da traumática eliminação na UEFA Champions League para a Roma, todas as atenções do Barcelona estavam voltadas para a Espanha, onde lidera o campeonato nacional com grandes chances de ser campeão, e a Copa do Rei. Para azar do Sevilla, o quarteto Messi, Suárez, Iniesta e Philippe Coutinho estavam em uma jornada inspirada e praticamente trucidaram o adversário em meia-hora quando o placar já estava 2 a 0 para o Barça. Destaque para o emocionante Iniesta que, além de ter jogado muito, algo corriqueiro para o meia espanhol, fez um dos gols e saiu de campo ovacionado pelo público. Com um futebol avassalador, algo pouco visto nesta temporada, os blaugranas não encontraram dificuldades ao aplicar uma das maiores goleadas da história das finais da Copa do Rei: 5 a 0. Agora, a equipe de Ernesto Valverde pode ainda ser campeão espanhol amanhã, caso o Atlético de Madrid perca para o Bétis, o que é pouco provável. No entanto, mesmo que os Colchoneros ganhem do adversário, ainda restam quatro jogos para o Barcelona comemorar o 25º título espanhol. Quanto a Iniesta, sinceramente, se não for o maior, está entre os cinco maiores jogadores espanhóis de todos os tempos. Infelizmente, a idade chega para todos e para o experiente meio-campista, pendurar as chuteiras será uma questão de tempo, embora seu destino após o término da temporada seja o futebol chinês.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Data – Jogo – Local:

Quarta fase:

24/10/2017 – Murcia 0x3 Barcelona – Nueva Condomina, Murcia
29/11/2017 – Barcelona 5×0 Murcia – Camp Nou, Barcelona

Oitavas-de-final:
04/01/2018 – Celta de Vigo 1×1 Barcelona – Balaídos, Vigo
11/01/2018 – Barcelona 5×0 Celta de Vigo – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
17/01/2018 – Espanyol 1×0 Barcelona – RCDE Stadium, Cornellà de Llogregat
25/01/2018 – Barcelona 2×0 Espanyol – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
01/02/2018 – Barcelona 1×0 Valencia – Camp Nou, Barcelona
08/02/2018 – Valencia 0x2 Barcelona – Mestalla, Valencia
Final:
21/04/2018 – Sevilla 0x5 Barcelona – Wanda Metropolitano, Madri

FICHA TÉCNICA: SEVILLA 0x5 BARCELONA
Competição/Fase: Copa do Rei 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio Wanda Metropolitano, Madri, Espanha
Data: 21 de abril de 2018, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Jesús Gil Manzano (ESP)
Assistentes: Ángel Nevado Rodríguez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jiménez (ESP)
Cartões Amarelos: Mercado e Escudero (Sevilla); Iniesta e Busquets (Barcelona)
Gols: Suárez, aos 13 min (1-0) e aos 39 min (3-0), e Messi, aos 30 min do 1º tempo (2-0); Iniesta, aos 6 min (4-0) e Coutinho (de pênalti), aos 23 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA: 13.Cilessen; 20.Sergi Roberto, 3.Piqué, 23.Umtiti e 18.Jordi Alba; 5.Busquets (15.Paulinho), 4.Rakitic e 8.Iniesta (6.Denis Suárez); 14.Philippe Coutinho (11.Dembélé), 10.Messi e 9.Suárez. Técnico: Ernesto Valverde
SEVILLA: 13.Soria; 16.Jesús Navas, 25.Mercado, 5.Lenglet e 18.Escudero; 15.N’Zonzi, 10.Banega, 22.Vásquez (24.Nolito) e 17.Sarabia (3.Layún); 11.Correa (23.Sandro Rodríguez) e 20.Muriel. Técnico: Vincenzo Montella

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pelo título.

Por Jorge Almeida

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Barcelona: campeão do Troféu Joan Gamper 2017

Jogadores das duas equipes posam para fotografia no Camp Nou. Foto: Josep Lago/AFP

A Chapecoense foi homenageada pelo Barcelona ao participar da disputa do Troféu Joan Gamper, no Estádio Camp Nou, na Catalunha, na tarde desta segunda-feira (7). Dentro de campo, os catalães golearam a Chape por 5 a 0, com gols Deulofeu, Busquets, Messi, Suárez e Denis Suárez, e ficaram com a taça do amistoso pela 40ª vez. Para os envolvidos, o resultado foi o de menos, mas valeu a celebração à vida, à memória dos 71 mortos do voo da LaMia, a volta de Alan Ruschel e dos demais sobreviventes. Uma grande festa foi feita na casa do Barça.

O jogo começou com o Barcelona partindo pra cima e, através do característico toque de bola, logo a um minuto de jogo, Messi bateu à queima-roupa para Elias fazer linda defesa. Dois minutos depois, após escanteio, Rakitić se antecipou no primeiro pau e cabeceou por cima do gol de Elias. Em seguida, depois de bela troca de passes, Suárez recebeu na área, mas sem ângulo chutou em cima do arqueiro da Chape.

E, com muita facilidade, o Barça chegou ao gol aos cinco minutos. Rakitić deu uma caneta em Luiz Otávio e deixou Deulofeu apenas para completar para as redes, sem goleiro.

Os blaugranas não demoraram muito e fizeram o segundo gol ainda aos dez minutos. Deulofeu importunou a defesa da Chapecoense e recuou para Busquets, sem marcação, e que acertou um chutaço no ângulo, sem chances de defesa para Elias.

O Verdão do Oeste teve a sua primeira oportunidade apenas aos 15 minutos. Wellington Paulista ganha de Piqué por cima, carregou a bola até a grande área para arriscar de esquerda, cruzado, para a redonda passar perto da trave esquerda de Ter Steger. Quatro minutos depois, a equipe brasileira finalizou novamente. Alan Ruschel cobrou falta na área, Luiz Otávio subiu bem, sozinho, cabeceou, mas não acertou o alvo. A Chape passou a tocar a bola sem pressa, mas não conseguiu progredir.

A equipe catalã voltou a impor o seu ritmo. Aos 26, cruzamento rasteiro para Messi, o argentino pegou de primeira e Elias defendeu no reflexo. No lance seguinte, Messi girou, driblou e passou como quis na defesa adversárioa, abriu para Deulofeu, que devolveu para o camisa 10 marcar: 3 a 0.

O Barcelona seguiu pressionando sem dó e nem piedade da Chape. Aos 33, Rakitić ajeitou de costas para Suárez chegar chutando; o uruguaio pegou de primeira para mais uma grande defesa de Elias. No minuto seguinte, Suárez saiu na cara do goleiro da Chape, que saiu bem, fechou o ângulo e impediu o quarto tento dos blaugranas.

O ápice do jogo veio aos 35 minutos: saiu Alan Ruschel, que foi aplaudido de pé pelos torcedores presentes no Camp Nou, para a entrada de Penilla. E os catalães continuaram com tudo no jogo. Aos 37, roubaram a bola próximo da defesa da Chape, e Messi só não marcou o seu segundo gol porque Reinaldo, com o pé, salvou em cima da linha. Cinco minutos mais tarde, outra tabelinha do Barça, dessa vez com Iniesta e Messi, que deixou o camisa 8 na cara do gol e tentou encobrir Elias, mas o arqueiro defendeu. Aos 44, depois da cobrança de escanteio, Suárez pegou de primeira, sem deixar a bola quicar, mas Elias fez mais uma grande defesa.

Na segunda etapa, o domínio catalão seguiu e o quarto gol não demorou muito. Aos 9, Suárez recebeu de Messi e bateu forte, sem ângulo, para fazer o seu depois de parar em Elias em três ocasiões. Um minuto depois, Messi recebeu de Suárez, puxou para o meio e visou o cantinho, porém, a esférica saiu.

Aos 14, a Chapecoense chegou à sua terceira finalização no jogo, mas Cilessen caiu no canto para defender. O jogo deu continuidade com a superioridade dos anfitriões, que chegaram ao quinto gol aos 28. Messi deu um excelente passe para Denis Suárez receber livre e chutar na saída do goleiro.

O amistoso deu uma tranquilizada por conta das alterações promovidas pelas equipes.  A Chape tentou mais uma vez aos 36 com Tulio de Melo, que subiu mais alto que a defesa e exigiu defesa de Cillessen.

O Barcelona ainda teve oportunidade de chegar ao sexto gol. Khevin derrubou Semedo na área aos 43. Pênalti. Paco Alcácer, que entrou no lugar de Messi, cobrou, mas Artur Moraes, substituto de Elias, pegou, no rebote, o camisa 17 azul-grená escorregou e, no bate-rebate, a defesa conseguiu afastar.

O jogo seguiu até os 49 minutos, e o amistoso terminou com vitória dos anfitriões por 5 a 0 e, assim, o Internacional de Porto Alegre segue como o único time brasileiro a conquistar o Troféu Joan Gamper, enquanto o Barcelona conquista a taça que leva o nome do patrono pela 40ª vez.

Apesar de estar em começo de temporada, o Barcelona entrou com o franco favoritismo diante da Chapecoense, e a superioridade do time catalão foi absurda. Messi e companhia encararam o amistoso como um jogo-treino. A Chape foi ‘engolida’ pelo Barça. Nos números da partida, os blaugranas foram superiores em todos os dados: posse de bola (67% a 33%), finalizações (20 a 4, sendo que os catalães tiveram dez chances reais de gols contra zero dos brasileiros), passes certos (540 a 154), enfim, avassalador. Apesar da goleada, o resultado foi o de menos, o importante foi a celebração à vida, a homenagem aos falecidos e aos sobreviventes do voo da LaMia.

A seguir, a ficha técnica do jogo amistoso que valeu taça.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×0 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Troféu Joan Gamper 2017 – amistoso (jogo único)
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha
Data: 7 de agosto de 2017, segunda-feira, 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alfonso Álvarez Isquierdo
Assistentes: Juan Carlos Barranco Trejo e Joan Méndez Mateo
Cartão Amarelo: Lucas Mineiro (Chapecoense)
Gols: Deulofeu, aos 5 min (1-0), Busquets, aos 10 min (2-0) e Messi, aos 27 min do 1º tempo (3-0); Suárez, aos 9 min (4-0) e Denis Suárez, aos 29 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen (13.Cillessen); 22.Vidal (2.Nélson Semedo), 3.Piqué (2.Marlon), 23.Umtiti (14.Mascherano) e 18.Jordi Alba (19.Digne); 4.Rakitić (30.Aleñá), 5.Busquets (26.Samper) e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 16.Deulofeu (6.Denis Suárez), 10.Messi (17.Paco Alcácer) e 9.Suárez (29.El Haddadi). Técnico: Ernesto Valverde
CHAPECOENSE (BRA): 12.Elias (1.Artur Moraes); 22.Apodi (92.Zeballos), 21.Luiz Otávio (14.Fabrício Bruno), 80.Victor Ramos (3.Douglas Grolli) e 6.Reinaldo; 5.Moisés Ribeiro (11.Luiz Antônio), 28.Alan Ruschel (7.Penilla), 30.Nenén (70.Nadson) (37.Moisés Gaúcho), 25.Lucas Mineiro (87.Khevin) e 32.Lourency (23.Fernando Guerrero) (17.Arthur Caíke); 9.Wellington Paulista (10.Tulio de Melo). Técnico: Vinícius Eutrópio

Parabéns ao Futbol Club Barcelona e, por que não?, à Associação Chapecoense de Futebol pela festa.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão do Mundial de Clubes da FIFA 2015

Jogadores do Barcelona comemoram o terceiro mundial do clube catalão. Créditos: ChinaFotoPress
Jogadores do Barcelona comemoram o terceiro mundial do clube catalão. Créditos: ChinaFotoPress

O Barcelona pela terceira vez conquista o Mundial de Clubes da FIFA ao bater o River Plate por 3 a 0 na decisão contra o River Plate no Estádio de Yokohama, no Japão. Com gol de Messi e dois de Luís Suárez, a equipe catalã não encontrou dificuldades em bater o representante sulamericano na competição e ergueu a sua quinta taça em 2015.

O primeiro tempo começou com o River Plate tentando marcar em cima, especialmente em cima de Iniesta para que ele não encontre espaços para servir o trio “MSN” – Messi, Suárez e Neymar. Mas, a partir dos dez minutos, os argentinos mudaram de postura e desistiu de pressionar a saída de bola do Barcelona. Em seguida, os catalães conseguiram a primeira grande oportunidade. Aos 10, Messi tentou duas vezes. Na primeira, após a escorada de Suárez, o argentino chutou, Maidana salvou de cabeça a bola, que tinha como direção o gol. Na sequência, o camisa 10 chutou forte, e Barovero mergulhou no canto para salvar.

A primeira etapa seguiu conforme fora previsto: Barcelona mantendo a posse de bola e o River Plate tentando encaixar um contragolpe, que até chegou a acontecer aos 27 minutos com Mora arriscando de fora da área, mas Bravo defendeu de forma segura. Três minutos depois, foi a vez de Alario também tentar de longe, mas o arqueiro catalão estava atento.

A superioridade do Barcelona era evidente e o gol era questão de tempo, e ele veio ainda no tempo inicial. Aos 36, Daniel Alves cruzou da direita, Neymar escorou de cabeça para o meio da área, Messi dominou no meio da marcação, a bola resvalou em seu braço de forma não intencional, e deu um toque com categoria com a perna esquerda para tirar do goleiro e colocar o time da Catalunha na frente.

Antes do término do primeiro tempo, aos 46, Suárez ainda perdeu outra grande oportunidade para o Barcelona. O uruguaio foi lançado por trás da zaga e tocou na saída de Balovero, mas o chute saiu torto e a redonda foi para fora.

Na volta para o segundo tempo, Marcelo Gallardo promoveu as entradas de Martínez e Lucho González nos lugares de Mora e Ponzio respectivamente. A proposta parecia boa, pois os Millonarios tentaram pressionar como fizeram no começo da primeira etapa. Mas tudo sucumbiu aos 4 minutos quando o River perdeu a bola na intermediária do Barça. Iniesta tocou rápido para Busquets, que fez um belo lançamento para Suárez, que ganhou do marcador na corrida e acertou a bola por baixo das pernas de Balovero para aumentar a vantagem dos blaugranos.

O segundo tento catalão desestruturou o time do Rio da Prata. Perdido em campo, o River Plate praticamente tratou de jogar para não ser goleado, mesmo assim, a sua fanática torcida não parava de cantar um minuto sequer. Aos 9, Neymar avançou, tocou para Messi, que tocou na saída do goleiro, Sánches tirou em cima da linha e Barovero tirou o perigo. Cinco minutos depois, Neymar buscou o ângulo ao finalizar com efeito, mas a esférica passou rente à trave.

Aos 23, o Barcelona colocou o “último prego no caixão”. Neymar recebeu pela esquerda e cruzou na medida para Suárez cabecear o suficiente para deslocar o arqueiro ao mandar a bola em seu contrapé: 3 a 0. Praticamente o título já estava assegurado.

No segundo tempo, o River Plate só levou perigo aos 31 minutos com Alario, que exigiu excelente defesa de Bravo em uma cabeçada. Aliás, foi o único lance que Piqué não ganhou pelo alto, pois no resto, ele levou a melhor em todas por cima. Depois, aos 38, Driussi arriscou de fora da área, Bravo deu um leve desvio que foi suficiente para que a redonda tocasse na trave e não entrasse. Mas isso não teve jeito: o Barcelona confirmou o seu favoritismo e levou o Mundial de Clubes mais uma vez, o que faz dele o único tricampeão mundial homologado pela FIFA.

O Barcelona entrou em campo como o grande favorito para a final do Mundial. Isso é fato. O River Plate foi até valente ao propor nos minutos iniciais de cada etapa a marcação na saída de bola da equipe azul-grená. Mas, apesar do esforço, a qualidade do plantel de Luis Enrique prevaleceu e não tomou conhecimento do atual campeão da Libertadores. O poderoso ataque do Barça jogou muito, especialmente Luís Suárez, que entrou para a história do torneio ao fazer cinco gols em dois jogos, o que fez dele o ganhador da Bola de Ouro do certame. Enquanto Messi abriu o marcador e Neymar contribuiu com duas assistências. Já a torcida do River Plate fez a sua parte: os 15 mil Millonarios cantaram e incentivaram a equipe durante todo o jogo. Dessa forma, o Barcelona encerra 2015 de forma brilhante: cinco títulos conquistados em seis disputados (só perdeu a decisão da Supercopa da Espanha para o Athletic de Bilbao), ficando atrás da temporada de 2009, quando conquistou o sextete: Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Supercopa da Espanha, Liga dos Campeões, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes da FIFA.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Semifinal:
17/12/2015 – Barcelona (ESP) 3×0 Guangzhou Evergrande (CHI) – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama
Final:
20/12/2015 – River Plate (ARG) 0x3 Barcelona (ESP) – Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama

FICHA TÉCNICA: RIVER PLATE (ARG) 0x3 BARCELONA (ESP)
Competição/fase: Mundial de Clubes da FIFA 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama (Japão)
Data: 20 de dezembro de 2015 – 8h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammadreza MAnsouri, ambos do Irã
Cartões Amarelos: Kranevitter e Ponzio (River Plate); Jordi Alba, Rakitic, Neymar e Sergi Roberto (Barcelona)
Gols: Messi, aos 36 min do 1º tempo; Suárez, aos 4 e aos 23 min do 2º tempo
RIVER PLATE (ARG): 1.Balovero; 25.Mercado, 2.Maidana, 3.Balanta e 21.Vangioni; 5.Kranevitter, Sánchez e 23.Ponzio (27.Lucho González); 19.Viudez (22.Driussi), 13.Alario e 7.Mora (10.Martínez). Técnico: Marcelo Gallardo
BARCELONA (ESP): 1.Bravo; 6.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano (23.Varmaelen) e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitic (20.Sergi Roberto) e 8.Iniesta; 10.Messi, 9.Suárez e 11.Neymar (24.Mathieu). Técnico: Luis Enrique

Parabéns ao F.C. Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida

Barcelona bate Sevilla em jogaço da UEFA Super Cup

Iniesta ergue mais uma taça para o Barcelona em 2015. Foto: Reuters/David Mdzinarishvili
Iniesta ergue mais uma taça para o Barcelona em 2015. Foto: Reuters/David Mdzinarishvili

Em um jogo eletrizante disputado na Geórgia nesta terça-feira (11), o Barcelona levou a melhor sobre o Sevilla ao vencer a equipe de Andaluzia por 5 a 4, com Pedro anotando o gol do título da UEFA Super Cup no segundo tempo da prorrogação, depois de um empate em 4 a 4 no tempo regulamentar. Enquanto Messi, autor de dois tentos, Rafinha, Suárez e o já citado Pedro fizeram os gols da equipe catalã, Banega, Reyes, Gameiro (de pênalti) e Konoplyanka anotaram para o Sevilla. Esse foi o quinto título do Barcelona na história da competição que põe frente a frente os últimos campeões da UEFA Champions League e da UEFA Europa League.

Nos primeiros minutos da decisão denunciava que teríamos um jogão na Geórgia, e foi. Logo aos três minutos, Banega cobrou falta com perfeição e abriu o placar para o Sevilla. O Barcelona deu o troco em seguida e com a mesma moeda. Messi também acertou a sua cobrança e mandou a bola no ângulo de Beto.

Aos poucos, a soberania dos catalães em relação à posse de bola e controle da partida foi sendo imposta. E, aos 16, Messi, mais uma vez em cobrança de falta, anotou o seu segundo gol na decisão e virou o placar para o Barça.

Com a vantagem, o Barcelona mostrou-se disposto a querer liquidar a fatura ainda no primeiro tempo. Aos 30 minutos, Suárez marcou o que seria o terceiro, mas a arbitragem apontou (injustamente) o impedimento do atacante uruguaio.

Atordoado com a virada, o Sevilla parecia perdido em campo e, para complicar a situação, antes do intervalo, o time azul-grená chegou ao terceiro gol aos 44 minutos. Suárez foi lançado, saiu de seu campo de defesa, o que descaracteriza o impedimento, partiu em direção do gol e chutou em cima de Beto. Na sequência do lance, o camisa 9 ficou com a redonda, esperou a chegada dos companheiros e serviu milimetricamente Rafinha (que substituiu Neymar, que não jogou por conta de uma caxumba), que completou para o gol.

Na etapa final, o Barcelona parecia que faria aqueles placares elásticos costumeiros no Campeonato Espanhol. Aos 7 minutos, a equipe de Andaluzia errou na saída de bola, Busquets serviu Suárez, que chutou entre as pernas de Beto para fazer 4 a 1 para o Barça.

Na base da raça, o Sevilla esboçou uma reação incrível no jogo. Primeiro foi com Reyes aos 12, que aproveitou o cruzamento da esquerda de Vítolo, a zaga catalã não cortou e o camisa 10 completou para as redes. Os Rojiblancos passaram a pressionar o Barcelona e, aos 27 minutos Mathieu derrubou Vítolo na área. Pênalti. Gameiro cobrou, fez o terceiro tento do Sevilla e botou a equipe de vez no certame.

Os comandados de Luis Henrique estavam administrando a vantagem e foram surpreendidos aos 36 minutos. Em jogada de estreantes, Immobile cruzou e Konoplyanka completou para o gol e empatou a peleja: 4 a 4. O inacreditável aconteceu.

Depois de apresentar dois tempos distintos, o Sevilla foi heroico e conseguiu levar o jogo que estava perdido para a prorrogação. No primeiro tempo da etapa extra, não houve lances que arrancassem um “uh!” do torcedor, pois, as duas equipes pareciam exaustas.

Veio o segundo tempo da prorrogação. E com ele as fortes emoções que não aconteceram no primeiro. E, aos 10 minutos, o predestinado Pedro (que substituiu Mascherano) fez o gol do título. Messi cobrou falta, acertou na barreira, pegou o rebote, Beto espalmou e o camisa 7 aproveitou o rebote do arqueiro para fazer o quinto gol do Barcelona.

O Sevilla não se entregou e teve duas oportunidades de empatar o jogo ainda na prorrogação. Primeiro com Coke, aos 12, que desviou de cabeça uma bola alçada na área, o goleiro Ter Stegen estava batido no lance. Depois, aos 15, cruzamento para Rami que, sozinho, de joelho, colocou a esférica para fora. Essa, literalmente, foi a bola do jogo. Assim, depois de 120 minutos e nove gols, o Barcelona sagrou-se campeão da UEFA Super Cup pela quinta vez na história e conquista o quarto título no ano. Ainda tem a Supercopa da Espanha e o Mundial de Clubes pela frente em 2015.

O Barcelona, mesmo desfalcado de Neymar, era o franco favorito no confronto diante do Sevilla. Apesar do gol inesperado dos andaluzes aos 3 minutos, a virada dos catalães era questão de tempo. E ela veio ainda na etapa inicial, que terminou 3 a 1. No segundo tempo, o Barça ampliou a vantagem ainda no começo. Quando poderíamos imaginar que tudo estava definido a favor de Messia, Suárez e cia., o Sevilla surpreendeu e buscou o empate. Na prorrogação, estava nítido que os dois times sentiram a intensidade que foi o tempo regulamentar. Mas o Barcelona tinha Messi, que mesmo sem acertar a cobrança de falta no lance derradeiro, insistiu ao pegar o rebote e o predestinado Pedro fez o gol do título. A equipe de Unai Emery pode ter perdido, mas caiu de pé diante de uma dos times mais poderosos do mundo ao encará-lo de igual para igual. Parabéns aos dois clubes pelo espetáculo protagonizado e feliz foi quem esteve no estádio na Geórgia e testemunhou a um dos jogos mais bem disputados dos últimos anos.

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×4 SEVILLA (ESP)
Competição/fase: UEFA Super Cup 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Boris Paichadze, Tbilisi, Geórgia
Data: 11 de agosto de 2015 – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: William Collum (Escócia)
Assistentes: Damien McGraith (Irlanda) e Francis Connor (Escócia)
Cartões Amarelos: Daniel Alves, Mathieu, Busquets e Pedro (Barcelona); Coke, Krychowiack, Krohn-Dehli, Banega e Immobile (Sevilla)
Gols: Banega, aos 3 min; Messi, aos 7 e aos 16 min; e Rafinha, aos 44 min do 1º tempo; Suárez, aos 7 min; Reyes, aos 12 min; Gameiro (de pênalti), aos 27 min; e Konoplyanka, aos 36 min do 2º tempo; Pedro, aos 10 min do 2º tempo da prorrogação
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen; 6.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano (7.Pedro) e 24.Mathieu; 5.Busquets, 4.Rakitic e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 12.Rafinha (15.Bartra), 10. Messi e 9.Suárez. Técnico: Luis Henrique
SEVILLA (ESP): 13.Beto; 23.Coke, 3.Rami, 4.Krychowiak e 2.Trémoulinas; 8.Krohn-Dehli, 19.Banega, 10.Reyes (22.Konoplyanka), 20.Vítolo e 8.Iborra (25.Mariano); 9.Gameiro (11.Immobile). Técnico: Unai Emery

Parabéns ao Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão da UEFA Champions League 2014/2015

Jogadores do Barcelona comemoram a quinta Champions conquistada pelo clube catalão. Foto: Frank Augstein / AP
Jogadores do Barcelona comemoram a quinta Champions conquistada pelo clube catalão. Foto: Frank Augstein / AP

O Barcelona confirmou o seu favoritismo e bateu a Juventus por 3 a 1 na final da UEFA Champions League 2014/2015 no Estádio Olímpico de Berlim neste sábado (6). Com gols de Rakitić, Suárez e Neymar, enquanto Morata descontou para a Vecchia Signora, a equipe catalã conquistou a competição pela quinta vez em sua história (venceu a quarta decisão consecutiva do certame) e, consequentemente, conseguiu a tríplice coroa (além do título continental, o Barça levou o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei).

A Juve começou a decisão com o intuito de marcar o Barcelona sobre pressão, ou seja, a saída de bola dos catalães desde a defesa. Mas, a estratégia dos comandados por Massimiliano Allegri sucumbiu logo aos três minutos e meio. Em uma bela trama pela esquerda. Neymar passou para Iniesta, que rolou para Rakitić tocar para as redes de Buffon.

Com a vantagem no placar, a equipe blaugrana passou a valorizar a posse de bola e a troca de passes enquanto os bianconeros passaram a marcar forte e tentar sair em contragolpes. No entanto, foi o time da Catalunha quem criou as melhores oportunidades. Primeiro foi com Neymar aos 13, que chegou atrasado no lançamento feito por Messi para dentro da área. Em seguida, aos 14, Suárez recebeu pelo lado direito, rolou para Daniel Alves, que chutou no alto para excelente defesa de Buffon.

A primeira oportunidade concreta da Juve foi aos 24 com Morata, que bateu pra fora. E o Barcelona continuou a valorizar a posse e a Juve seguiu fechada. A equipe de Luis Henrique teve duas oportunidades seguidas de ampliar o marcador com Suárez. Aos 38, o uruguaio avançou pela direita, chutou cruzado para a redonda passar rente a trave. No minuto seguinte, o camisa 9 pegou a sobra do lado esquerdo, bateu de primeira e o arqueiro bianconero espalmou.

Na etapa complementar, em seus primeiros minutos, o panorama não mudou muito: o time azul-grená levando perigo e o alvinegro italiano se segurando. Aos 3, Rakitić acionou Suárez, que chutou no canto para Buffon espalmar. Dois minutos depois, o trio MSN – Messi, Suárez e Neymar – fez bela triangulação e o argentino bateu para fora.

E, na base da raça, a Juventus chegou ao empate aos 9 minutos. Marchisio deu lindo passe de calcanhar, Lichtsteiner entrou na área pela direita e tocou para Tevez. O argentino chutou para ótima defesa de Ter Stegen e Morata, livre na sobra, empatou a decisão. A igualdade empolgou os italianos que cresceram no jogo e criaram uma boa chance aos 17 com Tevez, mas o camisa 10 chutou por cima.

No momento em que a Vecchia Signora estava melhor em campo, Messi resolveu aparecer. O argentino acelerou em ótima jogada, chutou, Buffon defendeu parcialmente e Suárez marcou no rebote. Barça na frente, 2 a 1. O Barcelona chegou a anotar o terceiro gol com Neymar aos 26. O brasileiro aproveitou o cruzamento de Alba pela esquerda e cabeceou, mas a bola bateu em seu braço e entrou. Contudo, o assistente que fica na linha de fundo flagrou o toque e convenceu o árbitro a anular o lance.

Precisando correr atrás do prejuízo, a Juventus tentou empatar novamente aos 29. Pirlo cobrou escanteio, Evra dividiu pelo alto com o goleiro e a esférica foi por cima do travessão.

No último terço da partida, os 15 minutos finais, as duas equipes criaram boas oportunidades, mas a apontaria e também os goleiros foram os responsáveis para o placar econômico do momento. A Juventus foi para o famoso “tudo ou nada” nos últimos minutos. Todavia, aos 51, em um rápido contragolpe puxado por Neymar, o brasileiro tabelou com Pedro e finalizou forte na saída de Buffon para sacramentar a vitória do Barcelona e terminar a competição com um dos artilheiros do torneio ao lado do companheiro Messi e de Cristiano Ronaldo, ambos com dez gols. Após o gol, o árbitro encerrou a decisão. Fim de jogo em Berlim, Barcelona 3, Juventus 1. E assim, o Barcelona entra no rol daqueles que têm cinco títulos da Champions e, devido a isso, terá a sua taça definitiva.

O Barcelona chegou a essa decisão como o favorito. Já a Juventus apostou na força e na experiência de seu elenco e acreditando na possibilidade de levar a sua terceira Champions, afinal, eliminaram o poderoso Real Madrid nas semifinais, então, isso seria motivo suficiente para acreditar no título. E os bianconeros estavam até dispostos a complicar o Barça ao tentar marcar a saída de bola dos catalães, mas o gol de Rakitić no comecinho do jogo frustrou os planos do time de Turim, que buscou marcar forte e tentar o contragolpe enquanto o Barça abusou daquela troca de passes. No segundo tempo, a Juve empatou e ganhou um fôlego a mais para acreditar na virada, mas, o gol de Suárez caiu como um balde de água fria para as pretensões do clube italiano, que ainda viu Neymar dar o tiro de misericórdia no último minuto de jogo. Mas a Juventus está de parabéns, pois “caiu de pé”, jogou, fez o que pode e não apelou para a violência. A imagem do choro de Pirlo ao término da partida só nos leva a crer que jogadores como ele e Buffon deveriam atuar em campo até o último dia de suas vidas. Por outro lado, o Barcelona está de parabéns, afinal, foram mais de 120 gols e três títulos em uma temporada perfeita.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Primeira fase (Grupo F):
17/09/2014 – Barcelona (ESP) 1×0 APOEL (CHI) – Camp Nou, Barcelona
30/09/2014 – Paris Saint-Germain (FRA) 3×2 Barcelona (ESP) – Parc des Princes, Paris
21/10/2014 – Barcelona (ESP) 3×1 Ajax (HOL) – Camp Nou, Barcelona
05/11/2014 – Ajax (HOL) 0x2 Barcelona (ESP) – Arena Amsterdam, Amsterdam
25/11/2014 – APOEL (CHI) 0x4 Barcelona (ESP) – GSP Stadium, Nocosia
10/12/2014 – Barcelona (ESP) 3×1 Paris Saint-Germain (FRA) – Camp Nou, Barcelona
Oitavas-de-final:
24/02/2015 – Manchester City (ING) 1×2 Barcelona (ESP) – Etihad Stadium, Manchester
18/03/2015 – Barcelona (ESP) 1×0 Manchester City (ING) – Camp Nou, Barcelona
Quartas-de-final:
15/04/2015 – Paris Saint-Germain (FRA) 1×3 Barcelona (ESP) – Parc des Princes, Paris
21/04/2015 – Barcelona (ESP) 2×0 Paris Saint-Germain (FRA) – Camp Nou, Barcelona
Semifinais:
06/05/2015 – Barcelona (ESP) 3×0 Bayern de Munique (ALE) – Camp Nou, Barcelona
12/05/2015 – Bayern de Munique (ALE) 3×2 Barcelona (ESP) – Allianz Arena, Munique
Final:
06/06/2015 – Juventus (ITA) 1×3 Barcelona (ESP) – Estádio Olímpico, Berlim

FICHA TÉCNICA: JUVENTUS (ITA) 1×3 BARCELONA (ESP)
Competição/fase: UEFA Champions League 2014/2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Olímpico de Berlim, Berlim (Alemanha)
Data: 6 de junho de 2015 – 20h45 (horário local)
Árbitro: Cüneyt Çakır (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun, ambos da Turquia
Cartões Amarelos: Vidal e Pogba (Juventus); Suárez (Barcelona)
Gols: Rakitić, aos 4 min do 1º tempo; Morata, aos 10 min do 2º tempo; Suárez, aos 23 min do 2º tempo e Neymar, aos 51 min do 2º tempo
JUVENTUS (ITA): 1.Buffon; 26.Lichtsteiner, 15.Barzagli, 19.Bonucci e 33.Evra (11.Coman); 21.Pirlo, 8.Marchísio, 6.Pogba e 23.Vidal (37.Pereyra); 10.Tévez e 9.Morata (14.Llorente). Técnico: Massimiliano Allegri
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen; 22.Daniel Alves, 3.Piqué, 14.Mascherano e 18.Jordi Alba; 5.Busquets, 4.Rakitić (24.Mathieu) e 8.Iniesta (6.Xavi); 10.Messi, 11.Neymar e 9.Suárez (7.Pedro). Técnico: Luis Henrique

Parabéns ao Futbol Club Barcelona pela conquista.

Por Jorge Almeida