Exposição “A Pele e a Espessura do Desenho” no Sesc Ipiranga

“Aquilo que te sustenta é o que fica” (2011), de Renata Leal no Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida
“Aquilo que te sustenta é o que fica” (2011), de Renata Leal no Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida

O Sesc Ipiranga está com a exposição “A Pele e a Espessura do Desenho” em cartaz até o próximo domingo, 15 de maio. Com cerca de 20 obras, a mostra sugere um diálogo por meio de ilustrações de um grupo de artistas que têm em comum um traço intimista e relacional, de acúmulo na representação gráfica como uma partícula ou célula.

A mostra apresenta trabalhos de artistas como a francesa Amélie Bouvier, Nazareno, Paulo Climachauska, Renato Leal e a portuguesa Sofia Pidwell, que exploram os artifícios que sustentam a representação visual diante da amplificação de seus elementos básicos: linhas, tramas, ranhuras, ritmos e texturas e nos remetem tanto à produção rupestre – como aqueles registros pré-históricos nas cavernas, por exemplo – como à arte urbana contemporânea, tipo grafite, pichação ou cartazística, etc.

Com curadoria da portuguesa Maria de Fátima Lambert, a exposição corresponde a possibilidade de lidarmos com a cultura visual contemporânea em seu enredamento, contribuindo a finura das diversas camadas que formam os traços marcados sobre uma superfície.

Em meio aos destaques estão: “Aquilo que te sustenta é o que fica” (foto), de 2011, de Renata Leal, uma acrílica e desenho com nanquim sobre tela; “Crescente” (2016), desenho marcador sobre parede, de Nazareno; e “Engradado” (2016), composta por sete obras de tinta acrílica sobre parede, de Paulo Climachauski.

SERVIÇO:
Exposição:
A Pele e a Espessura do Desenho
Onde: Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Quando: até 15/05/2016; de terça a sexta-feira, das 7h30 às 21h30; sábado, das 10h às 21h30; domingo, das 10h às 17h30
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, Fotógrafo” no Sesc Ipiranga

"Menina trumai observa turistas brancos no Posto Indígena Leonardo, Parque do Xingu, 1975"
“Menina trumai observa turistas brancos no Posto Indígena Leonardo, Parque do Xingu, 1975”

O Sesc Ipiranga, entre outros estabelecimentos do Ipiranga, recebem até o próximo domingo, 29 de novembro, a exposição “Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, Fotógrafo”. Além das fotografias, a programação contou ainda com seminário internacional, espetáculos de teatro, shows, performance, dança e ciclo de cinema.

Ao todo, a mostra apresenta cerca de 400 imagens fotográficas, das quais aproximadamente 160 estão expostas no Sesc Ipiranga.

É a primeira exposição individual dele. Agrupa fotos de dois momentos. Do primeiro deles, na década de 1970, estão as fotografias (a maioria nunca expostas) feitas quando trabalhava próximo ao cineasta Ivan Cardoso, de quem foi fotógrafo de cena e também roteirista. Nesta série, há não apenas os stills de filmes de Cardoso, mas também fotos de alguns artistas decisivos para a cultura brasileira contemporânea, como Hélio Oiticica e Waly Salomão.

No segundo momento, de meados dos anos 1970 até o início dos 1990, estão imagens realizadas entre os índios Araweté, Yanomami, Yawalapiti e Kulina, poucas delas anteriormente expostas.

Além do Sesc, a programação acontece simultaneamente nos seguintes locais:

– Parque da Independência: Avenida Nazaré, s/n°
– Bar do Tonho – Rua Bom Pastor, 955
– Hamburguer do Seu Oswaldo – Rua Bom Pastor , 1657
– Paellas Pepe – Rua Bom Pastor, 1660
– Barbearia Fiori – Rua Silva Bueno, 1940
– Mercado do Ipiranga – Rua Silva Bueno, 2109
– Salgadaria – Avenida Nazaré, 1372
– Doceria Fischer – Avenida Dr. Gentil de Moura, 254

SERVIÇO:
Exposição: Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, Fotógrafo
Onde: Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Quando: até 29/11/15; de terça a sexta-feira, das 7h30 às 21h30; sábado, das 10h às 21h30; domingo, das 10h às 17h30
Quanto: entrada gratuita

SÓ ATÉ DOMINGO: Exposição “Fronteiras Sitiadas” no Sesc Ipiranga

Parte da instalação "Fronteiras Sitiadas", que está em exibição no Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida
Parte da instalação “Fronteiras Sitiadas”, que está em exibição no Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida

O Sesc Ipiranga realiza até o próximo domingo, 16 de agosto, a exposição “Fronteiras Situadas”, uma instalação da artista Marcela Tiboni, que tem como objetivo refletirmos sobre as situações de conflitos vividos pelos paulistanos, como as manifestações, os excessos policiais e o aumento dos enclaves na paisagem da capital paulista.

A obra é constituída com cem lambe-lambes que cria duas faixas, grades de madeira e objetos fixados em cada grade.

Marcela vinha de pesquisas nos últimos anos as situações bélicas e de confrontações ocorridas na urbe. Enfim, chegamos ao fato de que o medo se espalhou em larga escala no convívio social da cidade. Isso pode constatar nas situações controversas recentes, como as manifestações não-pacíficas, os excessos cometidos pelas polícias Civil e Militar em alguns casos e a necessidade da proteção com grades ou blindagem.

A exposição teve origem em meio a questões atuais, desde o ataque terrorista em Paris aos confrontos entre a Polícia Mulitar paulista e os integrantes da tática Black Bloc.

De acordo com Tiboni, “segundo pesquisas, a metrópole paulista alcança hoje mais de mil quilômetros de grades para proteger casas, prédios, ruas, condomínios e praças. A grade tornou-se uma espécie de símbolo da cidade de São Paulo, sendo difícil determinar se são usadas para proteger, prender ou separar”.

Diante de tais questões, Marcela Tiboni produziu armas de fogo, objetos de ataque e proteção, casacos de homem-bomba, livros incrustados com rojões, objetos que poderiam ser usados pelo Exército, pela militância ou pela tática Black Bloc. Na instalação foram utilizados também materiais simples como madeira, papelão, lixas e tecido.

SERVIÇO:
Exposição: Fronteiras Sitiadas
Onde: Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Quando: até 16/08/2015; de terça a sexta-feira, das 10h às 21h; sábados e domingos, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Altos e Baixos” no Sesc Ipiranga

Desenho de Cadão Volpato na porta do elevador do Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida
Desenho de Cadão Volpato na porta do elevador do Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida

O Sesc Ipiranga apresenta até o dia 7 de junho de 2015 a exposição “Altos e Baixos”, que exibe uma criação do escritor, músico, jornalista e escritor Cadão Volpato que, na verdade, é uma site specific que está instalada no elevador e nas paredes de seu entorno.

A obra traz, a cada porta de cada andar, uma pessoa travestida em pele de animal, que recebe o passageiro. Quando a porta é aberta, essa pessoal e o animal se apartam, para depois unir novamente as duas naturezas. Do lado interno, a imaginação é imperante.

Logo na entrada, na parede oposta, um personagem se equilibra sobre diversas cadeiras, debaixo de uma lua amarela que tudo vê. Isso remete àquela instabilidade que bate quando entramos num elevador, e ele sobe ou desce vertiginosamente. Entre subidas ou descidas, contido num espaço pequeno e confinado numa microviagem, o passageiro deste elevador terá a oportunidade de experimentar um ambiente concentrado de sonho e cartoon embalado pelas figuras e situações poéticas que presenciou.

SERVIÇO:
Exposição: Altos e Baixos
Onde: Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Quando: até 07/06/2015; de terça a sexta, das 7h30 às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30
Quanto: entrada gratuita

Exposição “Manual de Voo” no Sesc Ipiranga

"Manual de Voo", obra de Sidney Philocreon instalada na parede em arco do Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida
Visão parcial de “Manual de Voo”, obra de Sidney Philocreon, instalada na parede em arco do Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida

O Sesc Ipiranga realiza até o dia 31 de maio de 2015 a exposição “Manual de Voo”, que traz uma obra de Sidney Philocreon que, através de desenhos, fotografias, construções de objetos e instalações, consiste em um exercício de desenho e assemblage de objetos, um conceito fabular onde a mão do artista afere um aspecto de transformação em uma matéria.

Um conjunto de pássaros com a feição de pedra, após uma manipulação ficcional retorna à aparência original, como se assim retrocedesse o poder de cantar e voar. O conjunto de desenhos trabalha, como metáfora, a realidade da manipulação artística como forma de conferir potencialidade inspiradora a matéria. Um sinal simples, contudo, bastante emblemático.

A parede preenchida como um campo de operação para esta ficção, possui pontos onde a peça com o pássaro fixo sobre uma pedra e com aspecto petrificado, aguardam pelo encontro com a mágica que vai lhe devolver liberdade. Parede em Arco.

SERVIÇO:
Exposição: Manual de Voo
Onde: Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Quando: até 31/05/2015; de terça a sexta, das 7h30 às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

ÚLTIMOS DIAS: Exposição “50/64/14 – Futebol: Ufanismo e Resistência” no Sesc Ipiranga

Parte da exposição dedicada ao injustiçado Barbosa no Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida
Parte da exposição dedicada ao injustiçado Barbosa no Sesc Ipiranga. Foto: Jorge Almeida

O Sesc Ipiranga realiza até o final deste mês de julho a exposição “50/64/14 – Futebol: Ufanismo e Resistência”, que traz a relação entre futebol e política, com ambientes sócio-histórico que passa começa pela década de 1950, passa pela ditadura militar e chega aos dias atuais, sempre destacando o peso do futebol para a história da nossa sociedade.

Composta por fotos, objetos e vídeos, a mostra procura explicar os momentos mais relevantes da história do Brasil no século passado e suas ligações com o futebol.

Instalada no ginásio da instituição, a mostra exibe quatro núcleos que representa os anos 50 e 64, divididos em 18 temas, que falam desde o goleiro Barbosa, os acontecimentos pelo mundo, a Copa de 50, passando por assuntos como a história do rádio, os grandes locutores, a Copa do Mundo de 1970, o Regime Militar, o Movimento Estudantil, as Diretas Já, o povo na rua e em festa, enfim, um resumo de tudo de importante que aconteceu nesse período de 64 anos que separam a realização da primeira Copa do Mundo realizada no Brasil, em 1950, até o último Mundial, encerrado recentemente em terras brasilis.

A exposição começa a abordar a Copa do Mundo de 1950 e o seu “trágico” final, onde o Uruguai bateu os anfitriões por 2 a 1 no episódio que ficou conhecido como “Maracanazo” e, injustamente, a história “culpou” o goleiro Barbosa pela derrota ao falhar no gol de Gighia. Aliás, o arqueiro tem o seu espaço de destaque na mostra por ter sido atleta do, então existente, time de futebol do Ypiranga, clube que fica no mesmo bairro da unidade do Sesc.

Segue com a parte em que descreve a Ditadura Militar, que começou em 1964 e terminou em 1985, e mostra imagens, fotos e textos que abordam sobre as contradições em que a sociedade sofria com a falta da liberdade de expressão, as torturas e o desrespeito aos direitos humanos, com as vitórias da Seleção Brasileira no Mundial de 1970, que resgatou a cidadania dos brasileiros e também destaca as campanhas pela anistia e pelas eleições diretas.

E a terceira parte da exposição é dedicada à Copa do Mundo de 2014, assim como às reivindicações populares que tomaram a conta das ruas do País no ano anterior durante o evento-teste da FIFA, que foi a Copa das Confederações.

Durante o período em que a mostra esteve em cartaz, o público pode conferir a programação cultural e esportiva que incluía a exibição dos jogos do Brasil na Copa, bate-papos, atividades físicas, bate-bola com atletas e ex-atletas, além de jogos como futebol de mesa e também a exibição de filmes e documentários relacionados ao esporte bretão.

SERVIÇO:
Exposição: 50/64/14 – Futebol: Ufanismo e Resistência
Onde: Sesc Ipiranga – Ginásio – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Quando: até final de julho; terças, quartas e sextas, das 10h às 21h; quintas, sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ DOMINGO: Exposição “Nino Cais: das Bandeiras e dos Viajantes” no Sesc Ipiranga

O Sesc Ipiranga apresenta até o próximo domingo, 1º de dezembro, a exposição “Nino Cais: das Bandeiras e dos Viajantes”, que reúne mais de 30 trabalhos, entre obras inéditas e já conhecidas, de Nino Cais.

Entre fotografias, desenhos, vídeo e instalação, a mostra trabalha a produção do artista por meio de narrativas criadas pelo próprio Nino e por seus visitantes. Segundo o curador da exposição, Paulo Galina, “nas imagens que cria, Nino sobrepõe objetos cotidianos ao corpo criando a sensação de que a figura do homem está sendo transformada em algo além”.

A mostra está dividida em quatro eixos: fotografias-esculturas, que traz uma série de fotografias; esculturas-instalações, que mostra cinco bandeiras com tecidos coloridos; desconstrução do mito, reunião de desenhos e quadros; e escultura-objeto, que “trata da reiteração da capacidade de transformação advinda da cultura”.

Entre os principais destaques estão: “Bandeira” (2013) e uns trabalhos “sem título” da série Guardas (2013).

SERVIÇO:
Exposição: Nino Cais: das Bandeiras e dos Viajantes
Onde: Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Quando: até 1º/12/2013; de terças a sextas, das 8h às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida