Exposição “À Nordeste” no Sesc 24 de Maio

A célebre obra “Retirantes”, de Cândido Portinari, em exibição no Sesc 24 de Maio. Foto: Jorge Almeida

Com curadoria de Clarissa Diniz, Bitu Cassundé e Marcelo Campos, a exposição “À Nordeste” segue em cartaz até o próximo domingo, 25 de agosto, no Sesc 24 de Maio, e reúne um conjunto com aproximadamente 280 trabalhos, das mais variadas linguagens: do barro aos memes, criações peculiares de 160 artistas, quase todos nordestinos, mas não exclusivamente.

A mostra que reúne artistas de contextos e linguagens diversas, têm um ponto em comum: a produção pulsante, que problematiza os imaginários que se acerca do Nordeste. E, de acordo com o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, “uma variedade de obras que instigam reflexões e visões diversas sobre o mesmo universo, dilatado em suas fronteiras e rico em sua heterogeneidade”.

Aliás, em relação à crase empregada no título da mostra, os curadores esclarecem que foi “para desfixá-la geográfica, identitária e linguisticamente: desobedecermos a norma culta pelo imprevisto de uma crase que politiza e sublinha a dimensão de posição que é inerente… à ideia de região”, e mais: “A crase torna ambivalente o estereótipo regionalista, pois evita o artigo definido ‘o’ – e, com ele, uma identidade unívoca – de ‘o Nordeste’, gramaticalmente indicando o movimento: trânsitos que questionam estigmas e destinos”.

Em meio aos (tantos) destaques, o visitante pode conferir: “Cordéis” (2017), de Jarid Arraes, com cerca de 50 publicações das clássicas literatura de cordel; “Retirantes” (foto), o icônico óleo sobre tela de Cãndido Portinari, de 1944; o entalhe sobre madeira que Carybé fez de “Oxum” (1990), assim como “Delírios de Catarina” (2007), a instalação de Caetano Dias, composta com itens como açúcar mascavo, sangue bovino, madeira, estabilizado/consolidado com resina de poliéster e ferro.

SERVIÇO:
Exposição: À Nordeste
Onde: Sesc 24 de Maio – Rua Dom José de Barros, 178 – esquina com a Rua 24 de Maio – Centro
Quando: até 25/08/2019;de terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Lasar Segall: Um Ensaio sobre a Cor” no Sesc 24 de Maio

“Guerra” (1942), uma das obras de Lasar Segall em exposição no Sesc 24 de Maio. Foto: Jorge Almeida

O Sesc 24 de Maio apresenta a próxima terça-feira, 5 de março, a exposição “Lasar Segall: Um Ensaio sobre a Cor” apresenta aproximadamente 100 obras que estão organizadas em quatro segmentos cromáticos: “Sob o Signo dos Trópicos”, “Intimismo e Compaixão”, “Angústia” e “Síntese e Atualização”;

Com curadoria de Maria Alice Milliet, a mostra traz o estudo da cor como forma expressiva primordial ao entendimento da obra do artista lituano Lasar Segall. A exposição apresenta trabalhos de várias fases de sua carreira, além da videobiografia.

A mostra indaga o trabalho de Segall a partir da utilização das cores como itens capazes de apresentar um estado de espírito. Assim, de forma cronológica, a exposição é dividida em segmentos cada qual trazendo um tratamento cromático na obra do artista.

Além disso, artistas contemporâneos de Lasar, como Anita Malfatti, Milton da Costa, Tarsila do Amaral e Cândido Portinari, complementam a exposição para enaltecer que Segall não estava sozinho em suas discussções estéticas.

A exposição é realizada em parceria com o Museu Lasar Segall, que fica à Rua Berta, 111, na Vila Mariana.

Em meio aos destaques estão: “Interior de Pobres II, 1921/1922” (1922), um óleo sobre tela; 12 aquarelas e tinta preta a pena sobre papel que fez parte do projeto para alegorias do Baile de Carnaval da SPAM (cerca de 1934); “Guerra” (foto), um óleo sobre tela de 1942; e “Três Jovens” (2001), escultura de bronze realizada a partir do exemplar em pedra, em Ipanema, em 1931.

SERVIÇO:
Exposição: Lasar Segall: Um Ensaio sobre a Cor
Onde: Sesc 24 de Maio – Rua Dom José de Barros, 178 – Centro
Quando: até 05/03/2019; de terça a sábado, das 9h às 21h; domingo e feriado, das 9h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

11º Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo apresenta edição de 2018 com artistas da França, Síria, Croácia, Brasil e Portugal

Cena de “Uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings”. Foto: Jorge Gonçalves

O FCD traz três solos de Vera Mantero, artista fundamental para a Nova Dança Portuguesa

A 11ª edição do FCD – Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo celebra, a partir do dia 12 até 29 de outubro de 2018, mais de uma década de festival. Serão 18 apresentações de 9 trabalhos de artistas da França, Síria, Croácia, Brasil e Portugal. As apresentações serão no SESC 24 de Maio e no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil. Esta edição tem o patrocínio do Banco do Brasil, apoio do SESC SP e do Institut Français Paris e Institut Français du Brésil.

O FCD sempre entendeu dança como arte que inventa mundos, modulando a cada gesto, a cada fala, corpos ampliados de possibilidades perceptivas. Para tanto, o espectador deve ter o direito de acesso a práticas que estimulam suas capacidades críticas, sensíveis, relacionais e criativas. Sem partilha e fricção no encontro, não há dança.

Em tempos cada vez mais sombrios e opacos, o FCD apresenta em 2018 trabalhos com forte teor crítico que se defrontam com mundos em ruínas e especulam sobre futuros que podem ser inventados. São artistas de diversos países que compartilham a precariedade encarnada em seus corpos e investigam possibilidades de resistência e reinvenção para tantas formas de vida que estão desabando a golpes de mercado.

Nas suas 10 edições anteriores, o FCD ocupou teatros públicos e ruas no centro antigo de São Paulo, onde uma enorme população habita em condições precárias, ocupando prédios em ruínas ou as próprias ruas. Na busca da democratização do acesso à cultura, o festival congregou públicos diversos oferecendo atividades gratuitas.

Programação

O FCD tem início dia 12 de outubro no CCBB SP com a apresentação de Partituur, de Ivana Muller (Croácia/França), primeiro projeto da coreógrafa feito para crianças. Partituur (‘partitura musical’ em holandês), é um jogo coreográfico para participantes a partir dos 7 anos, interativo, onde não há espectadores e intérpretes no termo clássico da palavra, essa fronteira é radicalmente desafiada e todos os papéis mudam constantemente. Durante o Partituur, todos recebem fones de ouvido com declarações e sugestões para ajudar na criação do programa. Os participantes também têm tempo para observar os outros, posicionar-se, jogar a favor ou contra as regras. Nesse sentido, a coreografia toma forma dependendo das escolhas, reações e posições que cada partituurista toma. Dessa amálgama nasce uma dança com propostas e ideias individuais e coletivas que não se parece com nenhuma outra. Dessa forma, Partituur lança, discretamente, as bases de uma reflexão sobre o imaginário coletivo das crianças. Brincalhão e poético, oferece a cada um a chance de pensar sobre seu relacionamento consigo mesmo e com os outros.

E este ano o Festival Contemporâneo de dança traz uma programação especial focada na obra de Vera Mantero, artista fundamental para a Nova Dança Portuguesa. A artista vem ao Brasil com três solos: Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois (1991), uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings* (1996) e Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional (2012). Mantero é uma artista que procurou, desde a sua primeira criação, romper com as convenções da dança moderna. Formou-se em dança clássica, dançou no Ballet Gulbenkian, estudou em Nova Iorque e Paris, pesquisou dança contemporânea, voz e teatro. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa e já mostrou o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.

Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois, uma criação de 1991, tem um lugar importante no percurso coreográfico de Vera Mantero. É um trabalho que já percorreu mais de duas décadas e que, singularmente, continua vivo e a ser apresentado. Foi com este solo que a autora encontrou parte da sua identidade em termos de movimento, na forma de estar em cena, nos instrumentos e elementos que utiliza para criar e atuar: um corpo que não descura os gestos, as mãos, o rosto, as expressões, que as inclui porque sabe que estes elementos fazem absolutamente parte do corpo-gente. Um corpo que tenta constantemente agarrar aquilo que o atravessa, que tenta expor isso mesmo através das respostas de um corpo vibrátil, que embate contra o tempo-cadência. Um corpo que produz por vezes uma quase-fala, em sons que parecem querer ganhar contornos de palavras, em lábios que articulam palavras inaudíveis. Por que aconteceu isto a este corpo?

Em uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings* estreou em janeiro 1996 para a Homenagem a Josephine Baker uma iniciativa da Culturgest em Lisboa. Na sua visão da vida e da obra de Josephine Baker, Vera Mantero optou, nesse solo, por uma abordagem que vai para além do que se conhece da artista negra que, nos anos 20, atuava frequentemente nua ou envolta em penas de avestruz, popularizando adornos como contas, colares, pulseiras e franjas. Baker foi uma das personagens mais extraordinárias do século XX — dançarina, cantora, ativista, espiã, condecorada por Charles De Gaulle, mãe adotiva de 12 crianças de diferentes etnias, quatro casamentos e incontáveis casos. Para o programa do espetáculo, Mantero escreveu à época: “(…) Este espírito de que falo não tem vontade nenhuma de anular o corpo, nem vergonha nenhuma do seu desejo e do seu sexo, o que este espírito de que falo tem vontade de anular é a boçalidade, a assustadora burrice, a profunda ignorância, a pobreza de horizontes, o materialismo, etc. etc. (infelizmente a lista tem ar de ser longa…)”. Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelos apelidos de Vênus Negra, Pérola Negra e Deusa Crioula.

Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional é um trabalho de 2012 e foi elaborado no âmbito do Festival Encontros do Devir, em torno da desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve, Portugal. Cruzando as suas próprias gravações em vídeo com trechos de filmes de Michel Giacometti, sobretudo imagens em torno de canções de trabalho, Vera Mantero lança um forte olhar sobre práticas de vida tradicionais e rurais em geral, e conhecimentos de culturas orais. Toda a peça é povoada de vozes que vêm de longe. Silêncio. A serra. Vera canta para os poucos serrenhos que permanecem. Mas não é só de música que se trata, é também da palavra e da terra; a palavra de Artaud em combustão, a palavra de Prévert martelado em jeito de poesia sonora, a palavra estranhamente familiar de Eduardo Viveiros de Castro. Com este “retrato alargado” dos Serrenhos do Caldeirão, Vera Mantero fala-nos de povos que possuem uma sabedoria na ligação entre corpo e espírito, entre quotidiano e arte. Uma sabedoria que podemos reativar.

Mithkal Alzghair é um coreógrafo sírio exilado na França e traz ao FCD seu Displacement, criado a partir de pesquisas sobre o patrimônio das tradições culturais sírias, a fisicalidade, o transe e a dinâmica das repetições. Com Displacement, Alzghair questiona o seu legado em um contexto de exílio: “A necessidade deste trabalho está relacionada com a forma como é transmitida a questão do deslocamento e da migração, da violência, dos massacres, dos conflitos e das revoluções no Médio Oriente. O meu objetivo é definir a identidade do corpo sírio, o património reconhecido, vivido e construído. (…) Através da dança, tento compreender as fontes das quais emanam as danças tradicionais, o processo de impregnação e contágio em que são construídas, tendo como base a realidade social e política que contribui para a concretização deste trabalho: a herança militar, a ditadura, os regimes autoritários, a revolução, a guerra e o deslocamento”, explica o coreógrafo.

Mithkal Alzghair é uma raridade, cuja obra está entre as sensibilidades contemporâneas europeias e suas raízes levantinas. Alzghair usa a dança do Oriente Médio chamada dabke como base da peça, a princípio sozinho, pisando ritmicamente em botas pesadas e depois como um trio. Mas a dança não mantém seu senso usual de celebração, ao invés disso Alzghair se apresenta rigidamente, olhos ocos e sem piscar. Poderia ser uma dança de desespero, uma tentativa de recordar um passado diferente ou manter um senso de identidade, e quando os três homens se movem em uníssono, o efeito é quase militar. Tudo aqui é ambíguo, como o tropo recorrente de dançarinos com os braços erguidos acima de suas cabeças, ao mesmo tempo uma jogada de dança, um pedido de ajuda e um gesto de rendição. Há, no entanto, menos ambiguidade na visão de um corpo caído no chão, com as mãos contidas atrás das costas, uma lembrança do que pode acontecer àqueles que não podem controlar ou mudar seu próprio contexto. Deslocamento é uma peça gritante, executada principalmente em silêncio, e suas imagens perduram na memória. Lyndsey Winship, Go London. Julho, 2017

Vania Vaneau, brasileira residente na França, apresenta Blanc, uma investigação sobre transe e transformação, um trabalho entre performance, concerto e dança. O solo de Vania Vaneau – acompanhada por Simon Dijoud no contrabaixo – está enraizado nas origens brasileiras do coreógrafo e no seu encontro com a cultura europeia. Com base em pesquisas sobre os rituais de transe xamânicos e afro-brasileiros, o trabalho do artista tropicalista Hélio Oiticica e o chamado movimento antropofágico, Blanc questiona a exposição do corpo ao fluxo de culturas, histórias, energia e emoções que o atravessam. Com este jogo com toques de carnaval, Vania Vaneau leva o jogo de disfarce com a ajuda de trajes coloridos para implantar no espaço as diferentes camadas de que o homem é adornado como muitas peles e máscaras.

Em 2014, Vaneau criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 criou Ornement com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni, que também está programado nessa edição do FCD. Ornement vai para as áreas de fronteira de dentro e de fora, visibilidade e sigilo, matéria e memória. Nos corpos porosos de Vania Vaneau e Anna Massoni, as linhas divisórias são borradas, perdendo-se e abrindo espaço para uma coreografia de transformação. Em constante mudança, a expressão física entre a cristalização e a liquefação torna-se um material de estados mutáveis ​​da matéria. Para essa criação, Vaneau conta que “[se concentraram] na possibilidade de uma dança conter diferentes níveis de intensidade dramática. (…) Uma continuidade entre realidade e ficção, dentro e fora, orgânico e figurativo, usamos nossos ossos, músculos, imaginação, emoções, o som e as luzes como um todo de substâncias visíveis e invisíveis. Interagindo e transformando nossos corpos como paisagens em movimento, desdobrando camadas potenciais e revelando ‘ruínas-gestos’, os restos de uma narrativa, procuramos produzir visões de um drama muito antigo.“

Leandro de Souza é formado em dança e é mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Campinas e estudou no programa SMASH em Berlim. Nessa edição do FCD traz ao palco Sismos e Volts, um corpo movido por tremores, desequilíbrios e colisões. A partir de três acionamentos, tremores, giros e desequilíbrios, desdobrados e redimensionados corporal, imagético, temporal e espacialmente, o artista explora, por meio do trânsito entre eles, os caminhos pelos quais tem forjado seus movimentos, gestos e corporalidades. Em Sismos e Volts, o corpo se torna uma espécie de sismógrafo. O trabalho trata de forças que movem, atravessam, alimentam, exaurem, desejam e coreografam. Expõe um corpo que, mais do que se move, é movido. Propõe o fim da ideia de um eu autônomo que se constrói por si próprio, estando sempre em relação, negociando os termos de sua existência. Uma descarga elétrica, amplificação e transmutação de formas e energias.

Nina Santes (França) traz Self Made Man, um entrelaçamento de movimento, fala, canto e a implantação da cenografia em tempo real. O palco é como um canteiro de obras aberto, onde tudo é feito à vista, as construções e as desconstruções. Para ela, “o palco [é] um local para um possível artesanato, como uma oficina de fabricação exposta. Um espaço em branco dedicado ao fazer, regido por um espírito autodidata, prático e intuitivo”. Nina Santes fez sua estreia no palco como marionetista e há vestígios dela nesse trabalho que considera o corpo do intérprete – o seu – como tema de todas as metamorfoses e experimentos, um corpo que trabalha, dança, canta, fala, observa, constrói seu espaço. Self Made Man é sobre (se) construir. (Des) construir. (Re) construir. Nina mostra a prática concreta do palco, o artifício da máquina, sem tirar nada da magia contemplativa do espetáculo, o poder da imaginação. O Self Made Man pode, portanto, ser visto como a exploração da feliz e sempre renovada possibilidade de autoconstrução, como um canteiro de obras para um corpo indeterminado que ressoa em um espaço-tempo infinito, uma criação que dá substância à construção da masculinidade e à possibilidade de se reinventar para o infinito, além de qualquer forma de determinismo.

Ações Pedagógicas

Além das apresentações, o FCD propõe uma série de ações voltadas à formação e à qualificação artística que potencializam diferentes formas de diálogo. No CRD (Centro de Referência da Dança) serão realizadas quatro oficinas de criação com Vera Mantero, Nina Santes, Mithkal Alzghair e Vania Vaneau relacionadas aos trabalhos apresentados, viabilizando uma aproximação às proposições, aos processos e às práticas dos artistas convidados.

Helena Katz, crítica de dança por 40 anos nos principais jornais de São Paulo, professora e cocriadora da teoria Corpomídia, realizará uma conversa pública com Vera Mantero.

Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio, orientados por T. Angel, especialista em modificação corporal, performer e profissional da educação, entrevistam Nina Santes e Leandro de Souza.

Sonia Sobral, gestora cultural e curadora nas áreas de dança e teatro, gerente durante 17 anos do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, participará de uma conversa pública com Mithkal Alzghair.

PROGRAMAÇÃO

“Partituur” | Ivana Muller (Croácia/França)
12 e 13 de outubro, sexta e sábado, às 17h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 30 minutos | Livre
Ivana Müller é coreógrafa, artista e autora de textos. Através de seu trabalho coreográfico e teatral (performances, instalações, textos, vídeo-palestras, peças de áudio, visitas guiadas e web-works) repensa a política do espetáculo e do espetacular, revisita o lugar do imaginário e da imaginação, questiona a noção de “participação”, investiga a ideia de valor e sua representação, e continua inspirando-se na relação entre artista e espectador. Müller recebeu diversos prêmios internacionais por sua obra, e seus trabalhos têm sido apresentados na Europa, EUA e Ásia. Estudou Literatura Comparada e Francês na Universidade de Zagreb, Coreografia e Dança na SNDO em Amsterdã e Artes na Hochschule der Künste em Berlim.
Ficha técnica: concepção: Ivana Müller em colaboração com Jefta van Dinther, Sarah van Lamsweerde e Martin Kaffarnik I desenho do figurino do monstro: Liza Witte I coordenadores de performance: Albane Aubry ou Sarah van Lamsweerde I técnicos em turnê: Martin Kaffarnik ou Ludovic Rivière ou Jérémie Sananes I produção: I’M’COMPANY (Matthieu Bajolet & Gerco de Vroeg) I coprodução: Tweetakt Festival (Utrecht NL), Performing Arts Fund (NL), Ménagerie de Verre (Paris), rede Labaye, APAP, DRAC Ile-de-France/Ministério da Cultura e Comunicação da França I apoio institucional: Institut Français Paris, Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo

https://vimeo.com/35532640 | https://youtu.be/DWqyvPH2zyI (teaser)

“Blanc” | Vania Vaneau (Brasil/França)
14 e 15 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 14 anos (contém cenas de nudez)
Vania Vaneau é graduada na escola P.A.R.T.S (Bruxelas). Em 2005 recebeu a bolsa do programa Danceweb/Impulstanz em Viena, Áustria. Graduada em psicologia na Université Paris 8, realiza formação em Body Mind Centering. Como intérprete, participou de criações e apresentações de peças de Wim Vandekeybus (em 2004), Maguy Marin (de 2005 a 2012), David Zambrano (em 2013), Yoann Bourgeois (de 2014 a 2017), Christian Rizzo (a partir de 2016), entre outros. Vaneau codirige a Cia. Arrangement Provisoire com o artista Jordi Gali em Lyon, França. Em 2014 criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 Ornement, com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni.
Ficha técnica: concepção e interpretação: Vania Vaneau I realização musical: Simon Dijoud I colaboração: Jordi Galí I iluminação: Johann Maheut I produção: Cie. Arrangement Provisoire I coprodução: CCNR- Yuval Pick, Ramdam (St.Foy-les-Lyon) I apoio: Les Subsistances (Lyon), L’Animal à la Esquena (Gerone, ES), CDC Le Pacifique (Grenoble) I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Ornement” | Vania Vaneau e Anna Massoni (Brasil/França)
18 e 19 de outubro, quinta e sexta às 21h.
SESC 24 de Maio | 40 minutos | 12 anos.
Vania Vaneau é graduada na escola P.A.R.T.S (Bruxelas). Em 2005 recebeu a bolsa do programa Danceweb/Impulstanz em Viena, Áustria. Graduada em psicologia na Université Paris 8, realiza formação em Body Mind Centering. Como intérprete, participou de criações e apresentações de peças de Wim Vandekeybus (em 2004), Maguy Marin (de 2005 a 2012), David Zambrano (em 2013), Yoann Bourgeois (de 2014 a 2017), Christian Rizzo (a partir de 2016), entre outros. Vaneau codirige a Cia. Arrangement Provisoire com o artista Jordi Gali em Lyon, França. Em 2014 criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 Ornement, com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni.
Anna Massoni estudou dança contemporânea no Conservatório Nacional de Lyon (CNSMD). Em 2007, recebeu uma bolsa de estudos da Danceweb/Impulstanz de Viena. Trabalhou com Johanne Saunier e Jim Clayburgh em Bruxelas, e com a The Guests Company/Yuval Pick em Lyon. De 2011 a 2014, ingressou no Centre Chorégraphique National de Rillieux-la-Pape, sob a direção de Yuval Pick. Atualmente trabalha com Noé Soulier e também realiza o seu próprio trabalho coreográfico em colaboração com outros artistas. Formou-se em filosofia em 2010 na Universidade de Toulouse. Criou o Lieues, um espaço de pesquisa artística em Lyon, e Rodéo, uma revista multidisciplinar com outros artistas.
Ficha técnica: coreografia e dança: Vania Vaneau e Anna Massoni I luz: Angela Massoni I música: Denis Mariotte I colaboração na cenografia: Jordi Galí e Angela Massoni I colaboração: Jordi Galí, Vincent Weber, Simone Truong I produção executiva: Arrangement Provisoire I coprodução: Paris Réseau Danse (Atelier de Paris, Théâtre de l’Étoile du Nord, Studio Le Regard du Cygne, Micadanses) I apoio: Fondation Beaumarchais-SACD, Le Pacifique – CDC Grenoble, Le Vivat Scène Conventionnée (Armentières), Le Point Ephémère (Paris), Micadanses (Paris), L’échangeur – CDC Picardie, Le Gymnase – CDC Roubaix, CCN de Grenoble, Les Subsistances (Lyon), Lieues (Lyon) I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” e “uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings” | Vera Mantero (Portugal)
19 e 20 de outubro, sexta e sábado às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 12 anos.
Vera Mantero integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Em Nova York e Paris, estudou dança contemporânea, voz e teatro. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o Coração, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prêmio Almada (IPAE/Ministério da Cultura Português) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
Ficha técnica “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois”: concepção e interpretação: Vera Mantero I cenografia: André Lepecki I desenho de luz: João Paulo Xavier I música: ’Ruby, My Dear’ de Thelonious Monk I adaptação e operação de luzes: Hugo Coelho I figurino: Vera Mantero I produção: Pós d’Arte, 1991 I itinerância: O Rumo do Fumo I apoio financeiro: Instituto da Juventude I outros apoios: Companhia de Dança de Lisboa
Ficha técnica “uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings”: concepção e interpretação: Vera Mantero I caracterização: Alda Salavisa (desenho original de Carlota Lagido) I adereços: Teresa Montalvão I luzes: João Paulo Xavier I adaptação e operação de luzes: Hugo Coelho I produção executiva: Forum Dança I itinerância: O Rumo do Fumo I apoio: Casa da Juventude de Almada, Re.al / Amascultura I produção: Culturgest, Lisboa, 1996 / “Homenagem a Josephine Baker”

“Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional”
Vera Mantero (Portugal)
21 e 22 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 14 anos (contém cenas de nudez).
Ficha técnica: concepção e interpretação: Vera Mantero I desenho de luz: Hugo Coelho I captura de imagens e elaboração de roteiro para o vídeo: Vera Mantero I edição de vídeo: Hugo Coelho I excertos vídeo da Filmografia Completa de Michel Giacometti Salir (Serra do Caldeirão), Cava da Manta (Coimbra), Dornelas (Coimbra), Teixoso (Covilhã), Manhouce (Viseu), Córdova de S. Pedro Paus (Viseu) e Portimão (Algarve) I excertos de textos de Antonin Artaud, Eduardo Viveiros de Castro, Jacques Prévert e Vera Mantero I residências artísticas: Centro de Experimentação Artística – Lugar Comum, Fábrica da Pólvora de Barcarena, Câmara Municipal de Oeiras e DeVIR, CaPA, Faro I coprodução: DeVIR,CaPA I produção: O Rumo do Fumo I agradecimento: Editora Tradisom I Este projecto foi uma encomenda dos Encontros do DeVIR da DeVIR, CaPA, Faro.

“Displacement”  | Mithkal Alzghair (Síria/França)
24 e 25 de outubro, quarta e quinta às 21h.
SESC 24 de Maio | 40 minutos | 12 anos.
Mithkal Alzghair é coreógrafo e bailarino. Estudou na Síria no Higher Institute of Dramatic Art em Damasco e na França no Centre Chorégraphique National de Montpellier. Trabalhou com diversos coreógrafos, tendo colaborado com a companhia italiana In-Occula, para o projeto europeu CRACK. Criou Displacement em março de 2016, onde questiona o seu legado em um contexto de exílio. O espetáculo venceu o primeiro prêmio na competição internacional Danse Élargie, uma organização do Thêatre de la Ville de Paris e do Musée de la Danse – CCN de Rennes et de Bretagne.
Ficha técnica: coreografia : Mithkal Alzghair I interpretação: Rami Farah, Shamil Taskin, Mithkal Alzghair I colaboração na dramaturgia:  Thibaut Kaiser I desenho de luz: Séverine Rième I coprodução:  Godsbanen – Aarhus (Dinamarca), Musée de la Danse – CCN de Rennes et de Bretagne, The Foundation AFAC, Les Treize Arches – Scène Conventionnée de Brive I apoio: Centre National de la Danse – Pantin (França), Studio Le Regard du Cygne, Thêatre Louis Aragon, Scène Conventionnée Danse de Tremblay-en-France I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Sismos e Volts” | Leandro de Souza (Brasil)
Datas: 26 e 27 de outubro, sexta e sábado às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 30 minutos | 12 anos.
Leandro de Souza é formado em dança e é mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Campinas. Estudou no programa SMASH em Berlim. Nos últimos anos tem se engajado na investigação de “Sismos e Volts”, em residências artísticas no CRD em São Paulo e na 4a e 6a edição da Plataforma Exercícios Compartilhados. Trabalhou com o Núcleo Entretanto, dirigido por Wellington Duarte e com a E² Cia de Teatro e Dança, com direção de Eliana de Santana. Participou do encontro intensivo com a artista portuguesa Vera Mantero, no Ateliê de Dudude Herrmann em Minas Gerais (2013). Criou o solo “Nunca Mais Bom Crioulo” (2010), a partir da obra “Bom Crioulo” do escritor Adolfo Caminha, apresentado no Festival Internacional de Arte Fronteras em Santiago (Chile) e no Sesc Pompeia em São Paulo (2011).
Ficha técnica: concepção e performance: Leandro de Souza I criação e operação de som: Thiago Sala | criação e luz: Eduardo Albergaria I coprodução: Plataforma Exercícios Compartilhados, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) I apoio: Centro de Referência da Dança da cidade de São Paulo (CRDSP) e Instituto de Artes da Universidade de Campinas (UNICAMP)

“Self Made Man” | Nina Santes (França)
Datas: 28 e 29 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 50 minutos | 12 anos.
Nina Santes começou sua carreira como marionetista. Fez formação em Artes Cênicas na Universidade de Paris. Em 2006, participou da Coline Formation integrando trabalhos coreográficos de Odile Duboc, Jean-Claude Galotta e Michel Kéléménis. Participou como intérprete de criações de Mylène Benoit, Myriam Gourfink, Catherine Contour, Pascal Rambert, Kevin John Normand Olivier, Laurence Pages, Hélène Cathala, Perrine Valli, Eleonore Didier e Philippe Grandrieux. Em 2010 e 2011, colaborou no projeto Transform, programa de investigação coreográfica, dirigido por Myriam Gourfink.  Criou DESASTRE com o compositor Kasper Toeplitz. Em 2013, o solo Self Made Man. Em 2015, um dueto com o coreógrafo Daniel Linehan. Em 2016, em colaboração com Célia Gondol, criou a peça A leaf, far and ever. Em 2018, Hymen hymne, projeto para cinco intérpretes. Nina Santes busca constantemente novas colaborações, entrelaçando formas artísticas, incorporando artes visuais, música e moda à sua dança.
Ficha técnica: concepção, performance: Nina Santes I cenografia: Célia Gondol I desenho de luz: Annie Leuridan I consultor musical: Thomas Terrien I consultores de trabalho vocal: Olivier Normand, Jean-Baptiste Veyret-Logerias I colaboração: Kevin Jean, Mylène Benoit I produção: La Fronde I coprodução: L’échangeur CDC Picardie, Théâtre de Vanves I suporte: CDC – Picardie, CDC – Toulouse, Micadanses, CND – Pantin , Onda, DRAC Ile-de-France, Arcadi – difusão, Spedidam I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

Ações Pedagógicas
OFICINAS DE CRIAÇÃO:
CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Vania Vaneau | 11 de outubro, quinta, das 10h às 17h
Vera Mantero | 18 de outubro, quinta, das 14h às 17h
Mithkal Alzghair | 23 de outubro, terça, das 10h às 14h
Nina Santes | 29 de outubro, segunda, das 10h às 17h

CONVERSAS:
Helena Katz e Vera Mantero | CCBB
21 de outubro, domingo, às 18h (após apresentação)
Sonia Sobral e Mithkal Alzghair | SESC 24 de Maio
24 de outubro, quarta, às 21h (após apresentação)
Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio e T. Angel com Leandro de Souza | CCBB
26 de outubro, sexta, às 20h (após apresentação)
Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio e T. Angel com Nina Santes | CCBB
29 de outubro, segunda, às 20h (após apresentação)

Ficha Técnica
Direção Artística: Adriana Grechi
Direção Geral: Amaury Cacciacarro Filho
Cocuradoria Internacional: Rui Silveira
Direção de Produção: Gabi Gonçalves
Direção Administrativa: Alba Roque
Coordenação Técnica: Luana Gouveia
Assistência Técnica: Cauê Gouveia
Desenho Gráfico e Vídeo: Pedro Ivo
Web Designer: Rui Silveira
Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Edição de Textos: Lucía Yáñez
Tradução: Renata Aspesi
Fotografia: Jônia Guimarães
Produção: Corpo Rastreado
Patrocínio: Governo Federal e Banco do Brasil
Apoio: SESC, Institut Français Paris, Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo, Fundação Gulbenkian Governo de Portugal
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e SESC 24 de Maio

Espaços
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 15,00
* gratuito para clientes do Banco do Brasil
Assessoria de Imprensa CCBB São Paulo
Leonardo Guarniero: leoguarniero@bb.com.br
Tel.: (11) 4298-1279

SESC 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Baixos do Viaduto do Chá s/n (antiga Escola de Bailado) – Centro, São Paulo – SP

Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Exposição “Jamaica, Jamaica!” no Sesc 24 de Maio

Instrumentos da banda The Skatalites no Sesc 24 de Maio. Foto: Jorge Almeida

O Sesc 24 de Maio apresenta até o próximo dia 26 de agosto, domingo, a exposição “Jamaica, Jamaica!”, que contém uma seleção de fotografias, instrumentos musicais, folhetos, capas de álbuns, áudios e imagens do acervo da Cité de La Musique, da França, que aborda a riqueza cultural jamaicana.

Com curadoria de Sébastien Carayol, a mostra permite uma viagem cronológica e temática para expor o mundo harmônico e cultural da Jamaica, que extrapola as fronteiras físicas e se torna influência mundial e ponto respeitável na história da música.

A Jamaica é a origem de relevantes gêneros musicais da segunda metade do século XX, como o Mento, o ska, o rosksteady, o dub e, claro, o reggae, que são apenas alguns estilos que surgiram na ilha da América Central. A complexa narrativa se amplia para além da música, e suas raízes adentram intensamente nos dias da escravização do povo negro, expedindo as formas tradicionais de canção e dança herdadas da colonização.

A exposição faz referências a ícones como Bob Marley, Peter Tosh, Marcus Garvey e outros artistas. E também merece destaque o recorte brasileiro representado pelas influências jamaicanas no Recôncavo Baiano, em Salvador, e São Paulo, com bailes dancehall e reggae da periferia.

Merece atenção os espaços dedicados à Radio Jamaica, da JBC, Jamaica Broadcasting Corporation, fundada em 1959 por Norman Manley, e também a abordagem sobre a banda The Skatalites (foto).

SERVIÇO:
Exposição:
Jamaica, Jamaica!
Onde: Sesc 24 de Maio – R. Dom José de Barros, 178, esquina com a Rua 24 de Maio – 5º andar – Centro
Quando: até 26/08/2018; de terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Sesc 24 de Maio recebe estreia de Guanabara Canibal, terceiro espetáculo da ‘trilogia da cidade’, da Aquela Cia.

Cena do espetáculo Guanabara Canibal. Foto: Júlio Ricardo

Temporada inédita em São Paulo, acontece de 20 de janeiro a 18 de fevereiro, com direção de Marco André Nunes e texto de Pedro Kosovski; a peça investiga o surgimento da cidade do Rio de Janeiro e leva para o palco a discussão sobre a questão indígena atualmente.

O Sesc 24 de Maio estreia em janeiro o espetáculo Guanabara Canibal, com a Aquela Cia., terceira obra da trilogia sobre a história da cidade do Rio de Janeiro, que teve início com as peças Cara de Cavalo e Caranguejo Overdrive. A peça Guanabara Canibal será apresentada na Unidade de 20 de janeiro a 18 de fevereiro, com ingressos que vão de R$ 9 a R$ 30.

Uma primeira questão pode ser colocada para dar início ao tema da peça: “Além de palavras de origem tupi como Guanabara, Maracanã, Ipanema e carioca, o que mais restou de registro da presença dos índios no Rio de Janeiro?”. Em 1567, a Batalha de Uruçumirim, liderada por Mem de Sá, exterminou as tribos indígenas que ali viviam. Após 450 anos, o diretor Marco André Nunes e o dramaturgo Pedro Kosovski, pesquisaram as raízes da fundação da cidade do Rio de Janeiro para criarem este espetáculo que tem em cena Carolina Virguez e Matheus Macena – que atuaram em Caranguejo Overdrive e receberam indicações a diversas premiações de teatro, sendo Carolina vencedora como Melhor Atriz dos prêmios Shell, APTR e Questão de Crítica, ao lado João Lucas Romero, Reinaldo Junior e Zaion Salomão.

Guanabara Canibal

Guanabara Canibal dá continuidade à investigação cênica e dramatúrgica da história da cidade do Rio de Janeiro, que teve início com o espetáculo Cara de Cavalo, em 2012, sobre a extinta favela do Esqueleto, atual UERJ, nos anos 60; e seguiu com Caranguejo Overdrive, em 2015, sobre o antigo mangue que foi aterrado no final do século XIX, atual Praça XI.

Nesta nova peça, a Aquela Cia. retorna às origens ao olhar para a fundação da cidade, tendo como referência para a construção da dramaturgia a literatura quinhentista, que inclui os relatos dos cronistas franceses Jean de Lery e André Thevet, que acompanharam a formação da colônia França-Antártica, no Rio de Janeiro, e o poema De Gestis Mendi de Saa (Feitos de Mem de Sá), do padre José de Anchieta, que narra a ofensiva portuguesa contra os tupinambás e ocupação francesa na cidade.

“A pesquisa feita para a criação de Cara de Cavalo e Caranguejo Overdrive nos estimulou a continuar a investigação acerca da nossa própria história. Ao reler O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, me deparei com um poema de José de Anchieta sobre os feitos de Mem de Sá durante as batalhas que dizimaram várias aldeias tupinambás e consagraram o domínio de Portugal sobre o nosso território”, lembra Marco André Nunes. “Além do poema, outros documentos históricos sobre a batalha revelam um passado de guerra e violência”.

A dramaturgia de Pedro Kosovski, assim como nos trabalhos anteriores, apoia-se nessa paisagem histórica para narrar questões urgentes para atualidade e rever criticamente nosso passado, “o modo como nos relacionamos com nossa memória coletiva e a nossa história é quase sempre predatório e submisso às versões oficiais. Havia cerca de oitenta aldeias indígenas no entorno da baía da Guanabara, uma população com milhares de habitantes: onde estão os monumentos e as narrativas sobre a intensa vida nesse território antes da sua colonização?”, questiona-se Kosovski.

Antes da fundação do Rio de Janeiro, a terra era de domínio de tribos indígenas, que apesar de rivais, falavam a mesma língua e tinham costumes semelhantes, como o ritual de canibalismo: por vingança, a tribo capturava um rival e este passava a conviver com eles até o dia de sua execução, que era visto por todos como uma morte digna. Diferente do que aconteceu com a chegada dos portugueses, na Batalha de Uruçumirim, travada nas águas da Guanabara, na altura do Outeiro da Glória, expulsaram os franceses do território e exterminaram os índios que ali viviam. “Foi como uma força de ocupação, um exército invadindo uma terra que não lhe pertence”, ressalta o diretor.

Assim como nos espetáculos anteriores, a música está sempre presente na cena, na direção musical de Felipe Storino. Em versões acústica, eletrônica, com coro, percussão, piano, microfones e tecnologia. Também compõem a encenação elementos primários como terra, água, farinha e pó de urucum.

Aquela Cia.

Em 2005, Marco André Nunes e Pedro Kosovski fundaram a Aquela Cia. e vêm desenvolvendo, ao lado de outros artistas, uma linguagem cênica própria e uma dramaturgia inédita. Entre as encenações mais recentes, destacam-se “Outside: um musical noir” (2011), indicado aos prêmios Shell, APTR e Questão de Crítica; “Cara de Cavalo” (2012), indicado aos prêmios Shell Questão de Crítica; “Edypop” (2014), indicado aos prêmios Questão de Crítica e Cesgranrio e “Laio e Crísipo” e “Caranguejo Overdrive” premiado em diversas categorias do Shell, APTR, Cesgranrio e Questão de Crítica.

Ficha Técnica
Direção: Marco André Nunes
Texto: Pedro Kosovski
Atores: Carolina Virguez, Matheus Macena, Reinaldo Junior, João Lucas Romero e Zaion Salomão
Direção Musical: Felipe Storino
Iluminação: Renato Machado
Instalação Cênica: Marco André Nunes e Marcelo Marques
Figurino: Marcelo Marques
Visagismo: Joseff Cheslow
Produção Executiva: Aline Mohamad | MS Arte & Cultura
Produção Geral: Núcleo Corpo Rastreado
Idealização: Aquela Cia.

Serviço
Guanabara Canibal
Datas: 20 de janeiro a 18 de fevereiro de 2018
Horários: sextas, 21h; sábados, 18h e 21h (exceto dia 20, apenas às 21h), domingos, 18h, feriados: quinta, 25 de janeiro, 14h e 18h; 12 e 13 de fevereiro (segunda e terça), 18h.
Local: Teatro – 1º subsolo (216 lugares)
Ingressos: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência); R$ 9 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Ingressos à venda a partir de 19/12, às 18h, no portal sescsp.org.br e 20/12, às 17h30, nas bilheterias das unidades da rede Sesc SP. Venda limitada a 4 ingressos por pessoa.
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos

SESC 24 DE MAIO
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
Fone: (11) 3350-6300
Horário de funcionamento da unidade:
Terça a sábado, das 9h às 21h.
Domingos e feriados, das 9h às 18h.

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INFORMAÇÕES À IMPRENSA
Canal Aberto Assessoria de Imprensa (Aquela Cia.)
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Conteúdo Comunicação (Sesc 24 de Maio)
(11) 5056-9800
Luciano Pereira | luciano.pereira@conteudonet.com | (11) 94223-8236
Mariana Ribeiro | mariana.ribeiro@conteudonet.com | (11) 99328-1101
Roberta Montanari | roberta.montanari@conteudonet.com | (11) 99967-3292
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Sesc 24 de Maio
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Renata Barros | renata@24demaio.sescsp.org.br | (11) 3350-6445

Por Daniele Valério | Canal Aberto

Estúdio Bijari participa de exposição que marcará inauguração do Sesc 24 de Maio com o projeto “PRAÇAS (IM)POSSÍVEIS”

Bijari cria instalações em que praças articuláveis entre si são montadas a partir de bicicletas. Créditos: divulgação

Com entrada gratuita, a abertura da exposição acontece no dia 19 de agosto, às 10h, na nova unidade do Sesc da cidade de São Paulo

São Paulo, agosto de 2017 – No dia 19 de agosto, sábado, às 10h, o Estúdio Bijari participa da programação de atividades marcadas para inauguração do Sesc 24 de Maio, nova unidade do  Serviço Social do Comércio em São Paulo, com a exposição “PRAÇAS (IM)POSSÍVEIS”, composta por bicicletas cargo transformadas em peças de mobiliário urbano. Com entrada gratuita, o público pode visitar a instalação, montada no Jardim da Piscina, localizado no 11º andar, até o dia 3 de setembro.

O projeto, que nasceu em fevereiro de 2015, surgiu da experiência cotidiana de transitar pela cidade e interagir com a carência de espaços públicos de descanso – como parques e praças. A intervenção funciona como um dispositivo de ativação ao criar novas formas de convivência na cidade, convertendo temporariamente vazios urbanos em praças. A ideia é que qualquer pequeno espaço da cidade possa ter um banco, vegetação e uma sombra. Esses elementos são conectados na figura das bicicletas adaptadas que se transformam em pequenas praças articuláveis entre si.

O Coletivo Bijari desenvolve há alguns anos a pesquisa “Natureza Urbana”, na qual questiona a ocupação do espaço público e a ausência de espaços verdes nas cidades. Entre os resultados deste processo estão os famosos “Carros-Verdes” – carcaças de carros abandonados transformados em floreiras -, além, é claro, do projeto “PRAÇAS (IM)POSSÍVEIS”. As intervenções foram expostas em espaços como Centro Cultural SP, Museu da Casa Brasileira, Paço das Artes, SP-Arte 2016, Choque Cultural, entre outros.

Além de prestigiar as instalações, o público poderá se aprofundar na reflexão sobre ocupação de espaços públicos e mobilidade urbana nas rodas de conversa com o Estúdio Bijari, que acontecerão nos dias 2 e 3 de setembro, das 16h às 17h. A programação ainda conta com participação do Reconectta no curso Cartografia por Onde Praças, no qual o Bijari propõe uma atividade de reflexão e busca de elementos críticos no espaço público.

“PRAÇAS (IM)POSSÍVEIS”, por Bijari @ Sesc 24 de maio
Abertura em 19 de agosto, sábado, às 10h
Período expositivo: de 19 de agosto a 3 de setembro
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h
Entrada gratuita/ Livre

RODA DE CONVERSA, com Bijari @ Sesc 24 de maio
Dias 2 e 3 de setembro, sábado e domingo, das 16h às 18h
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
Sala 3 de Oficinas
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h
Entrada gratuita/ Livre

CARTOGRAFIA POR ONDE PRAÇAS, por Bijari e Reconectta @ Sesc 24 de maio
As segundas-feiras 14, 21 e 28 de setembro e 5 de outubro, domingo, das 14h às 17h
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
Sala 3 de Oficinas
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h
Entrada gratuita/ Livre

Agência Lema
Leandro Matulja/ Letícia Zioni/ Larissa Marques
agencialema.com.br

Informações para imprensa:
Luciana Rabassallo (+55 11) 3871-0022 – ramal 201
luciana@agencialema.com.br

Por Luciana Rabassallo