Exposição “The Art Of The Brick” na Oca

"Red Guy Sitting", escultura com 21.682 peças de Lego, na Oca. Foto: Isis Naura
“Red Guy Sitting”, escultura com 21.682 peças de Lego, na Oca. Foto: Isis Naura

O Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Oca) realiza até o próximo domingo, 30 de outubro, a exposição “The Art Of The Brick”, do artista plástico norte-americano Nathan Sawaya, que traz cerca de 80 esculturas feitas a partir de peças de Lego.

A exposição itinerante passou por cerca de 80 museus pelo mundo afora, desde 2007, e, depois da capital paulista, seguirá para o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

Os blocos de Lego são a principal matéria-prima para as obras do artista. Além das esculturas, a mostra traz ainda vídeos de Sawaya explicando alguns deles, uma reprodução de parte do ateliê do artista, assim como a área de jogos, onde o visitante pode tentar montar suas esculturas com Lego e comprar itens de recordação da exposição, como camisetas e chaveiros.

O público poderá conferir de perto as esculturas como “Yellow”, com o homem amarelo que se abre e revela blocos soltos dentro do peito, que pode ser vista pela cidade para a divulgação da exposição. Aliás, essa obra contém 11.014 peças de Lego.

Além disso, há esculturas como “Red Guy Sitting”, que exibe um homem vermelho sentado (foto), que é uma das mais concorridos pelo público justamente por ter um banco ao lado para tirar uma foto como se estivesse em uma sala trocando ideia com a escultura. Nela, há 21.682 peças.

O artista também fez versões pop para obras clássicas como “David”, de Michelangelo; “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci; “Vênus de Milo”, célebre estátua da Grécia Antiga de autoria desconhecida; “O Beijo”, de Gustav Klimt; “O Grito”, de Edvard Munch, “O Pensador”, de Rodin; e também ícones pop do século XX, como Bob Dylan, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Andy Warhol e Pelé.

Outras esculturas como “Cello” (com 7695 peças), “Swimmer” (com 10.980 peças) e a réplica de um Tiranossauro Rex (com seis metros de comprimento e 80.020 peças) merecem atenção também.

Para quem quiser registrar com câmeras fotográficas (sem flash, é claro), sem ser ao estilo “selfie”, vale a pena. O porém é ter paciência em fazer os registros das esculturas sem ter algum visitante junto aos trabalhos.

Aliás, é bom reforçar que há filas na compra de ingressos e, dependendo das circunstâncias, o visitante poderá adquirir a entrada para horários determinados.

SERVIÇO:
Exposição: The Art Of The Brick
Onde: Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Oca) – Parque do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 3
Quando: até 30/10/2016; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia-entrada); entrada gratuita para crianças de até dois anos e professores

Por Jorge Almeida

Exposição “O Papagaio de Humboldt” na Oca

A exposição “O Papagaio de Humboldt”, idealizada pelo Instituto Goethe, está em cartaz até o próximo domingo, 4 de outubro, no Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Oca) e tem como intuito resgatar idiomas indígenas em risco de extinção na América Latina.

O nome da mostra veio de um velho mito conhecido pelo explorador e naturalista alemão Alexander von Humboldt em visita a tribo indígena Carib. De acordo com ele, um papagaio encontrado no local não repetia as palavras daquela tribo, mas sim de uma outra exterminada, os maipuré.

A exposição reúne instalações sonoras e visuais de artistas quem vêm analisando o patrimônio linguístico indígena, seu valor histórico, cultural, assim como o grau de ameaça de extinção e o apelo estético.

A mostra se complementa de painéis individuais de textos que trazem o conteúdo das falas e o desenvolvimento histórico de cada uma das línguas. Nas paredes das salas, listas com mais de 550 idiomas, além de um grande vitral exibe imagens de populações indígenas, seus costumes e rituais.

Do Brasil, participam obras de Adriana Barreto e Paulo Nazareth e de outros artistas de países da América Latina, além da alemã que vive no Brasil, Ellen Slegers.

SERVIÇO:
Exposição: O Papagaio de Humboldt
Onde: Museu da Cidade – OCA – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 04/10/2015; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Invento, As Revoluções Que Nos Inventaram” na Oca

A guitarra criada pelo ícone da pop art Andy Warhol para o Velvet Underground nos anos 1960 em exibição na Oca. Foto: Jorge Almeida
A guitarra criada pelo ícone da pop art Andy Warhol para o Velvet Underground nos anos 1960 em exibição na Oca. Foto: Jorge Almeida

O Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Oca) promove até o próximo domingo, 4 de outubro, a exposição “Invento, As Revoluções Que Nos Inventaram” que traz 35 obras – quase todas inéditas no Brasil – de grandes artistas criadas a partir de invenções que mudaram o mundo e o homem.

Os curadores Marcello Dantas e Agnaldo Farias optaram como ponto de partida para selecionar as invenções o ano de 1865, época em que a revolução industrial está em pleno curso e o presidente norte-americano Abraham Lincoln decretara a libertação dos escravos nos EUA que, conforme pontua Dantas, “marcou a necessidade de o homem inventar máquinas que pudesse facilitar o cotidiano”.

O artista belga Panamarenko, por exemplo, é o autor de duas obras: uma inspirada na invenção do avião e a outra na da asa-delta. Enquanto isso, a televisão foi o invento em comum utilizado no trabalho do sul-coreano Nam June Paik e do norte-americano Bill Violla.

O brasileiro Jarbas Lopes destaca o surgimento do carro em “O Bem e o Mal Entendido” (2006), em que dois Fuscas são conectados a partir de suas rodas. Já Guto Lacaz expõe um rádio customizado na obra “Rádios Pescando” (1986/2015).

E os destaques ficam por conta do mexicano Damian Ortega em “Materialista” (foto), que apresenta peças internas e de contorno de um caminhão, que permite o expectador imaginar como obra acabada, ou seja, o caminhão por completo; e também a guitarra elétrica personalizada (foto) pelo artista plástico Andy Warhol para o grupo Velvet Underground em 1969.

SERVIÇO:
Exposição: Invento, As Revoluções Que Nos Inventaram
Onde: Museu da Cidade – OCA – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 04/10/2015; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Reverta – Arte e Sustentabilidade” na Oca

Equipamento que recicla latas de alumínio e garrafas PET na OCA. Foto: Jorge Almeida
Equipamento que recicla latas de alumínio e garrafas PET na OCA. Foto: Jorge Almeida

A Oca | Pavilhão Lucas Nogueira Garcez realiza até o próximo domingo, 5 de julho, a exposição “Reverta – Arte e Sustentabilidade” que visa colaborar para o desenvolvimento de cidadãos críticos, participativos e cientes de uma importante questão que abrange ciência, tecnologia, sociedade e ambiente: a produção de resíduos e sua destinação correta.

Com curadoria de Marcio Debellian e Paulo Mendel, a mostra está dividida em dois eixos: o artístico e o socioambiental. A primeira seção coloca o visitante diante da produção de resíduos, no Brasil e no mundo, apresenta dados econômicos e demográficos e os relaciona com a produção de resíduos. No outro núcleo, o foco é voltado para a cadeia de eventos, desde a obtenção da matéria-prima e as transformações para produção de bens até as possíveis destinações pós-uso, como o equipamento (foto) que mostra como latas e PETs são reciclados.

O evento também tem como intuito apresentar artistas que tem como linha de trabalho, além da irreverência no reuso de materiais, uma utilização consciente dos recursos naturais e que sejam críticos ao abuso voraz da natureza.

SERVIÇO:
Exposição: Reverta – Arte e Sustentabilidade
Onde: Museu da Cidade – OCA – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 05/07/2015; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Exposição “Alimentário: Arte e Construção do Patrimônio Alimentar Brasileiro” na Oca

Obra de Vik Muniz baseada em uma foto de Militão Augusto de Azevedo. Foto: Jorge Almeida
Obra de Vik Muniz baseada em uma foto de Militão Augusto de Azevedo. Foto: Jorge Almeida

A exposição “Alimentário: Arte e Construção do Patrimônio Alimentar Brasileiro” segue em cartaz até o próximo domingo, 29 de março, na Oca, no Parque Ibirapuera. A mostra traz cerca de 150 peças de mais de 60 artistas que contextualizam a gastronomia na cultura brasileira como conhecimento que ultrapassa o ambiente da cozinha, evidenciando o alimento como expressão cultural.

A exposição apresenta ao público itens como documentos históricos, textos, fotografias, objetos etnográficos, vídeos e pesquisas de chefs renomados como Alex Atala, Daniel Redondo (Maní) e Helena Rizzo, além de artistas plásticos de várias vertentes, como Adriana Varejão, Vik Muniz, Hélio Oiticica, Vicente do Rego Monteiro, Brecheret, Marc Ferrez, Regina Silveira, Estevão Roberto da Silva, Ernesto Neto, entre outros.

A estratégia da curadoria foi apresentar um retrato de como o universo dos alimentos e da culinária cooperou para a constituição do Brasil, embora de maneira bem discreta. A presença das obras de arte na mostra foi para prover um contraponto mais sublime do que didático.

Entre os destaques estão “Largo São Francisco after Militão Augusto de Azevedo” (2003) – foto acima, de Vik Muniz; “Negra da Bahia” (1948), fotografia de Marc Ferrez; “Menino com Lagartixas” (1924), pintura de Lasar Segall; e “Antes Que Eu Te Engula Carrocell Flower” (2007), uma escultura molenga enriquecida pelas cores e cheiros dos condimentos, de Ernesto Neto.

SERVIÇO:
Exposição: Alimentário
Onde: Museu da Cidade – OCA – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 29/03/2015; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Ibirapuera: Modernidades Sobrepostas” na OCA

Uma das obras presentes em exposição sobre o Ibirapuera na OCA. Foto: Jorge Almeida
Uma das obras presentes em exposição sobre o Ibirapuera na OCA. Foto: Jorge Almeida

O Museu da Cidade – OCA promove até o próximo dia 1º, domingo, a mostra “Ibirapuera: Modernidades Sobrepostas” que apresenta uma seleção de desenhos, fotografias, painéis, plantas, mapas e maquetes do Parque Ibirapuera.

A exposição celebra os 60 anos de uma das áreas verdes mais conhecidas da cidade de São Paulo e aponta o conceito e a concepção dos projetos paisagísticos e arquitetônicos de Oscar Niemeyer e Burle Marx para o sexagenário parque.

A construção do conjunto arquitetônico do Parque Ibirapuera é a perfeita definição do segundo período da modernidade paulista, após 32 anos passados da Semana de Arte Moderna de 1932.

Simultâneo à transição entre uma discreta figuração cubista oficial e o abstracionismo geométrico, identificado como concretismo paulista, o IV Centenário da Cidade de São Paulo foi argumento e pano de fundo para a elaboração de um simbólico projeto modernizador que revela justamente as contradições de uma sociedade conservadora, mas em acelerado processo de transformação. A criação da Bienal de Arte de São Paulo, juntamente com as fundações do MASP e do MAM-SP, posiciona a capital paulista como centro nacional da difusão da cultura e das artes.

A construção do Parque Ibirapuera é contemporânea à época de maior crescimento da capital paulista.

SERVIÇO:
Exposição:
 Ibirapuera: Modernidades Sobrepostas
Onde: Museu da Cidade – OCA – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 1º/02/2015; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Memória Mutante” na OCA

Uma das imagens que registram o incêndio da Estação da Luz em 1946 captada pelas lentes de Sebastião de Assis Ferreira
Uma das imagens que registram o incêndio da Estação da Luz em 1946 captada pelas lentes de Sebastião de Assis Ferreira

O Museu da Cidade – OCA apresenta até o próximo domingo, 1º de fevereiro, a exposição “Memória Mutante”, que exibe um conjunto de 210 fotografias que registraram as constantes reconstruções da paisagem urbana da região central da capital dos últimos 150 anos. As imagens fazem parte da Coleção de Fotografias Iconográficas do Museu da Cidade de São Paulo.

Com a urbe em constante modificação, a importância do registro fotográfico é expandida. A exposição propõe dimensionar as camadas de memória envolvida desde o surgimento da fotografia de rua em São Paulo através da linearidade de leitura, juntando Militão Augusto de Azevedo (1862) e Ivo Justino (1970).

Através desses registros pontuais de casos históricos que mexeram com a memória afetiva da cidade, a mostra exibe imagens como a da demolição do Belvedere Trianon, a construção do Hangar do Campo de Marte, o desaparecimento da antiga Igreja da Sé e do quarteirão ao seu redor, o incêndio da Estação da Luz, construções fabris e de obras como a abertura da Avenida 23 de Maio, do Viaduto Doutor Arnaldo, Rua da Consolação, do Parque Dom Pedro e as marginais Tietê e Pinheiros.

Enfim, a exposição é praticamente um teste de memória para o visitante, que pode comparar os locais retratados nas imagens na época nos tempos atuais.

SERVIÇO:
Exposição: Memória Mutante
Onde: Museu da Cidade – OCA – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 1º/02/2015; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida