Exposição “Liuba – Esculturas e Relevos” no Museu Lasar Segall

O Museu Lasar Segall está com a mostra “Liuba – Esculturas e Relevos” em cartaz até a próxima segunda-feira, 22 de maio, e traz um conjunto de obras produzidas entre os anos 1960 e 1980, enfatizando as peças da década de 1970.

As obras selecionadas para a mostra foram organizadas com o intuito de relacionar as características das obras e os espaços do museu e, dessa forma, as chamadas “esculturas verticais” predominam. Excetuando uma obra escultórica de Lasar Segall, exposta em 1991, essa foi a primeira mostra individual e retrospectiva de esculturas que o museu recebe em seus espaços.

Primeiramente figurativa, Liuba passa a atuar a partir dos anos 1960 uma complacente transformação formal, com isso a modelagem recebe, de modo progressivo, novos contornos e brotam “seres” e formas orgânicas, entre a figura e o abstrato, entre o real e o surreal. As peças são mais rústicas e irregulares apreciando o gestual e a expressividade.

Liuba está colocada na memória da escultura moderna seguindo arquétipos nos quais volumes, contornos, cheios e vazios e articulação rítmica dos planos são condicionantes para estabelecer seus conceitos e para sua formalização, e é considerada uma das pioneiras dentre as poucas artistas mulheres que se dedicaram à arte de esculpir.

SERVIÇO:
Exposição:
Liuba – Esculturas e Relevos
Onde: Museu Lasar Segall – Rua Berta, 111 – Vila Mariana
Quando: até 22/05/2017; de quarta a segunda, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Liuba – Esculturas e Relevos” no Metrô Santa Cruz

Vitrine Lasar Segall exibe resumidamente a obra de Liuba. Foto: Jorge Almeida

A Estação Santa Cruz do Metrô apresenta na Vitrine Lasar Segall a mostra “Liuba – Esculturas e Relevos”, que contém a reprodução de doze imagens de esculturas e relevos de uma das mais notórias esculturas da arte moderna brasileira.

Liuba nasceu em 1923 na Bulgária e iniciou os seus estudos na Escola de Belas Artes de Genebra, na Suíça. Na época, estudou com a escultora francesa Germaine Richier. Depois, fora para Paris, onde viveu e trabalhou. No ano de 1949, Liuba instalou um ateliê em São Paulo, depois de casar-se com Ernesto Wolf.

A artista produziu intensamente por mais de 60 anos, tornando-se, assim, uma referência no Brasil e no exterior.

O Museu Lasar Segall, que fica próximo à estação, está com uma mostra sobre Liuba em cartaz e traz um conjunto de obras produzidas pela artistas nos anos 1960 e 1970.

SERVIÇO:
Exposição: Liuba – Esculturas e Relevos
Onde: Estação Santa Cruz do Metrô (Linha 1-Azul) – Rua Domingos de Morais, 2564
Quando: até 31/03/2017; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h16; sábados: das 4h40 à 1h
Quanto: entrada gratuita (espaço expositivo está situado antes das catracas para acessar às plataformas da estação)

Por Jorge Almeida

Exposição “Idas e vindas | Segall e o Brasil” no Museu Lasar Segall

"Navio de Imigrantes" (1939-1941), uma das obras que mostram o ponto de vista de Lasar Segall sobre a imigração. Foto: Jorge Almeida
“Navio de Imigrantes” (1939-1941), uma das obras que mostram o ponto de vista de Lasar Segall sobre a imigração. Foto: Jorge Almeida

O Museu Lasar Segall apresenta por tempo indeterminado a exposição “Idas e vindas | Segall e o Brasil”, que apresenta mais de 60 obras que fazem um panorama do artista lituano Lasar Segal (1891-1957) com enfoque especial a “fase brasileira” e seus desdobramentos, sem deixar de fora períodos e tendências relevantes, como as suas primeiras produções, notoriamente influenciadas pelo impressionismo e também o período expressionista, até as obras do final da década de 1950.

Artista de múltiplas facetas, as produções de Segall se caracterizam pelas transições estéticas, temáticas e expressivas, que foram recorrentes ao longo de toda sua trajetória. As obras refletem uma visão crítica, do ponto de vista do artista, da sociedade e também comprovam a sensibilidade de Lasar aos fatos históricos ocorridos na metade do século XX.

Nessas “idas e vindas”, como sugere o título da exposição, fazem parte de seu percurso de artista e de pessoa. Assim, assuntos como emigração, o Mangue carioca, florestas e retratos são trabalhados e conferidos, reforçando analogias, singularidades e injustiças sociais.

Nascido em Vilna, na Lituânia, Lasar Segall teve o seu primeiro contato com as artes ainda em sua terra natal. Em 1906, vai para Berlim, na Alemanha, onde ingressou na Academia de Belas Artes            e, quatro anos depois, mudou-se para Dresden, também na Alemanha, onde aperfeiçoou sua técnica e participou com afinco no movimento expressionista na Academia de Belas Artes.

Em 1913, fez a sua primeira viagem ao Brasil e expôs suas obras em São Paulo e Campinas. No ano seguinte, em Dresden, com o início da I Guerra Mundial foi expulso da academia e permaneceu até 1916 em Meissen, próximo a Dresden. No fim do mesmo ano, volta para a cidade natal e a encontra destruída pela guerra. Por conta desse cenário, criou uma série de gravuras e desenhos.

Em 1923, Lasar Segall voltou ao Brasil e fixou residência em São Paulo. Conheceu o Rio de Janeiro e ficou impressionado com a geografia e a população. O que inspirou a criação de vários desenhos e gravuras de negros, favelas e, um dos destaques da mostra aqui presente, a série “Mangue”. Em 1928, o artista foi para Paris, onde permaneceu até 1932, quando retornou para São Paulo. No tempo em que residiu na capital francesa, Segall começou a produzir as suas primeiras esculturas. Em 1935, entre São Paulo e Campos do Jordão, o artista, fortemente influenciado pela natureza local, produziu grandes séries, como as suas “Florestas”.

Lasar Segall morreu em sua residência em 2 de agosto de 1957. Dez anos depois, através da iniciativa de sua viúva, Jenny Klabin Segall, e dos filhos Maurício e Oscar, foi criado o Museu Lasar Segall.

Entre os destaques da exposição, além da já citada obras da série “Mangue”, estão “Navio de Imigrantes” (foto), datada 1939-1941, de óleo com areia sobre tela; a clássica “Encontro” (1924) e “Floresta com galhos entrelaçados” (1956), ambas óleo sobre tela; e também os desenhos de anotação de Lasar Segall nas várias viagens entre a Europa e o Brasil.

O visitante ainda pode conferir itens de seu ateliê e residência, como tapetes, mobiliário e objetos de trabalho, assim como textos de autoria do artista, contextualizando cada período.

SERVIÇO:
Exposição:
Idas e vindas | Segall e o Brasil
Onde: Museu Lasar Segall – Rua Berta, 111 – Vila Mariana
Quando: por tempo indeterminado; de quarta a segunda, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Os Caprichos – Crônicas de Uma Guerra (1936-1939)” no Museu Lasar Segall

A obra "Que coraje!", do argentino  Gustavo Cochet, em exibição no Museu Lasar Segall. Foto: Jorge Almeida
A obra “Que coraje!”, do argentino Gustavo Cochet, em exibição no Museu Lasar Segall. Foto: Jorge Almeida

O Museu Lasar Segall realiza até o próximo 26 de setembro a exposição “Os Caprichos – Crônicas de Uma Guerra (1936-1939), que reúne uma série de cerca de 30 obras do artista argentino Gustavo Cochet (1894-1979), que registrou por meio de gravuras em água-forte, água-tinta e gravura a açúcar a Guerra Civil Espanhola.

Cochet viveu 25 anos entre Paris e Barcelona no período e foi militante nas fileiras libertárias, lutou contra o fascismo e voltou para a Argentina em 1939.

No período da guerra, o artista deixou de pintar e se concentrou exclusivamente na gravura. Iniciou a sua série, intitulada de Caprichos, e fez tributo aos seus admirados artistas: o espanhol Francisco Goya (1746-1828) e o francês Jacques Callot (1592-1635). E foi justamente inspirado no último, que realizara uma série de estampas satirizando a sociedade espanhola do final do século XVIII.

E, conforme explica Maria Eugênia Prece, “as primeiras imagens são de crítica social, em que põe em evidência relações sociais destruidoras dos laços humanos. Retrata cenas de milicianos e milicianas em ação, e as conspirações e traições dos poderosos. Foi completando a série ao longo do desenrolar da guerra, refletindo seus horrores e injustiças. Sua potência visual emana de sua dor moral pelo conflito intrínseco à modernidade e que esta tenta resolver por meio da guerra”.

A mostra é complementada com recortes de jornal e sete fotografias de Manuel Moros que registram o exílio republicano de fevereiro de 1939.

Vale conferir obras como “Que coraje!” (foto), de julho de 1936; “Sueño fascista”; e “Para esto tanto sacrifício?”, todos feitos com água-forte.

SERVIÇO:
Exposição: Os Caprichos – Crônicas de Uma Guerra (1936-1939)
Onde: Museu Lasar Segall – Rua Berta, 111 – Vila Mariana
Quando: até 26/09/2016; de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Cárceres a Duas Vozes: Piranese e Ana Maria Tavares” no Museu Lasar Segall

"Airshaft Para Piranesi V (da série Tautorama)", de Ana Maria Tavares, no Museu Lasar Segall. Foto: Jorge Almeida
“Airshaft Para Piranesi V (da série Tautorama)”, de Ana Maria Tavares, no Museu Lasar Segall. Foto: Jorge Almeida

O Museu Lasar Segall realiza até a próxima segunda-feira, 9 de novembro, a mostra “Cárceres a Duas Vozes: Piranese e Ana Maria Tavares”, que traz cerca de 60 obras, além de vídeos e vitrine com livros, de gravuras do italiano Giovanni Battista Piranesi (1720-1778) e alguns trabalhos inéditos de Ana Maria Tavares, que produziu em homenagem ao gravurista.

As 16 gravuras de Piranesi presentes na mostra pertencem a série “Cárceres”, criadas por volta de 1761, e foram cedidas pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

A série produzida por Piranesi, cujo título original é “Cárceres da Invenção”, foi retrabalhada anos mais tarde em uma subsequência, com consequências mais sombrias e detalhadas, consagrando o artista para a posteridade.

Enquanto isso, obras como “Airshaft Para Piranesi”, produzidas por Ana Maria Tavares, além de homenagear Piranesi, estabelece um diálogo direto. A artista também apresenta no projeto “Intervenções VIII”, a obra “Rotatória (Tête-à-tête)” nos jardins do museu.

Em meio aos trabalhos que se destacam estão “La Gran Piazza” (c. 1761) e “La Torre Circulare” (c. 1761), ambas de Giovanni Battista Piranesi; e “Airshaft Para Piranesi V (da série Tautorama)” (foto), de 2013, “Airshaft XVIII” (2008) e “Airshaft VII”, todas de Ana Maria Tavares.

SERVIÇO:
Exposição: Cárceres a Duas Vozes: Piraneli e Ana Maria Tavares
Onde: Museu Lasar Segall – Rua Berta, 111 – Vila Mariana
Quando: até 09/11/2015; de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Segall em Pixels” no Metrô Santa Cruz

Crédito da obra: "Aldeia Russa". Foto: Jorge Almeida
Crédito da obra: “Aldeia Russa”. Foto: Jorge Almeida

A Estação Santa Cruz do Metrô realiza até o próximo dia 30 de abril a exposição “Segall em Pixels”, que traz três trabalhos “remixados” da obra de Lasar Segall com fotomosaicos gerados pelo artista HD Dimantas, que estão expostos na “Vitrine Lasar Segall”.

Para o “remix” das obras de Segall, o artista utilizou figuras recombinadas por fotomosaicos, onde cada pixel é constituído de uma imagem.

Ao utilizar as obras do artista, ele faz um acesso à contemporaneidade, permeando-as de um conjunto de pixels que estarão trabalhando outras imagens criadoras de uma descontinuidade atualizadora. Em outras palavras, constitui uma tensão entre o todo e as partes, atribuindo assim novos sentidos à produção do artista lituano-brasileiro.

E as obras de Lasar Segall escolhidas para esse trabalho de HD Diamantas foram “Aldeia Russa” (foto), de 1912; “Jovem de Cabelos Compridos” (1942) e “Encontro” (1924).

A exposição é uma realização entre o Metrô de São Paulo e o Museu Lasar Segall.

SERVIÇO: Segall em Pixels
Onde: Estação Santa Cruz do Metrô (Linha 1-Azul) – Rua Domingos de Morais, 2564
Quando: até 30/04/2015; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h16; sábado, das 4h40 à 1h
Quanto: entrada gratuita (a mostra está instalada antes das catracas)

Por Jorge Almeida

Exposição “Segall/Brasil” no Museu Lasar Segall

"Dois Nus", obra de Lasar Segall de 1930, da fase "brasileira" do artista lituano. Foto: Jorge Almeida
“Dois Nus”, obra de Lasar Segall de 1930, da fase “brasileira” do artista lituano. Foto: Jorge Almeida

O Museu Lasar Segall promove até o próximo domingo a exposição “Segall/Brasil” que reúne 40 obras do acervo que retratam a fase brasileira do pintor lituano radicado no Brasil Lasar Segall (1891-1957).

Nesse período, segunda metade da década de 1920, o expressionismo de Segall tornar-se mais nítida, em função da presença das cores vivas, do arredondamento das formas e afastando-se da dramaticidade expressionista alemã.

A marginalidade social e racial do negro brasileiro o abala a tal ponto de se constituir com ele uma forte identificação. Isso pode ser visto em trabalhos em que o próprio Segall pinta-se como negro, como em “Encontro”, de 1924, e “Autorretrato”, de 1930. Inclusive, o negro tornou-se tema constante em suas produções nos anos 1920 e 1930.

Além dos trabalhos citados acima, chama a atenção a obra “Dois Nus” (foto), de 1930, um óleo sobre tela, e também a vitrine com os 43 desenhos originais do Álbum Mangue, sendo que alguns dessas pinturas foram realizadas entre 1925 e 1928, e outras de 1943, ano da produção do álbum.

SERVIÇO:
Exposição: Segall/Brasil
Onde: Museu Lasar Segall – Rua Berta, 111 – Vila Mariana
Quando: até 03/08/2014; diariamente, das 11h às 19h (exceto às terças-feiras, dia que o museu não abre)
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida