Exposição “È Nato Gesú (Jesus Nasceu)” no Museu de Arte Sacra

“Presépio com Cenografia Natural”, um dos destaques da exposição “È Nato Gésu (Jesus Nasceu)”. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra apresenta até o próximo domingo, 6 de janeiro, a exposição “È Nato Gesú (Jesus Nasceu)”, que contém cerca de 40 obras inéditas do escultor italiano Ulderico Pinfild. Além dos trabalhos, a mostra traz um vídeo que aborda as diversas fases de concretização de suas peças, contextualizando personagens e origens e da exibição de projeção 3D, em tamanho real, do Presepe Cuciniello del Museo di San Martino.

Na mostra, o visitante conhece com detalhe o minusioso trabalho do presepista, que desde cedo aprendeu o ofício da faiança e da cerâmica, sendo criado ao redor do ateliê de seu pai, e, consequentemente, se apaixonando pela arte do presépio.

Depois da apresentação do vídeo em que aborda as fases de realização de suas peças, o expectador confere, em seguida, de acordo com o percurso da exposição, as principais cenas do presépio napolitano: Annuncio Alla Madonna, Annuncio Al Pastori, Pastori In Cammino, Gruppo Delle Procidane, Gruppo Delle Calabresi, Gruppo Di Famiglia Con La Giumenta, Pastori Con Doni e Mestieri, Tarantella, More Nobili, Suonatori Orientali, Re Magi Di Cui Uno a Cavallo, Gloria Degli Angeli e La Natività -, em meio às figuras criadas pelo artista conforme técnicas operacionais dos artesãos do século XVIII. Pinfildi enaltece ainda a importância do vestuário dos “pastores”, devido ao fato de que o presépio napolitano é único no seu gênero e desenvolveu-se nos tempos dos Bourbons, no Reino das Duas Sicílias.

E outra parte da mostra é dedicada à projeção de 3D do Presepe Cuciniello del Museu di San Martino, cujo nome tem origem de seu doador: o comediógrafo, arquiteto e colecionador napolitano Michele Cuciniello, que remonta ao ano de 1877. O conjunto do presépio, que é em alto-relevo horizontal, é composto basicamente por três cenas fundamentais: à esquerda, o Anúncio aos pastores, no centro, a Natividade com a Procissão dos Orientais seguindo os Magos e, à direita, a cena da Taberna (curiosamente, a Procissão e a Taberna constituem a verdadeira prerrogativa do presépio napolitano, comparado às representações do Natal de outras localidades italianas).

Além dos destaques citados, merecem atenção o “Presépio com Cenografia Natural” (foto) e a obra “Os Reis Magos a Cavalo”, composto por argila, seda, prata, madeira, fio de ferro, vidro e estopa.

SERVIÇO:
Exposição:
È Nato Gesú (Jesus Nasceu)
Onde: Museu de Arte Sacra – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 06/01/2019; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita para menores de 7 anos, maiores de 60 anos, professores da rede pública, pessoas com deficiência, membros do ICOM, policiais e militares – mediante comprovação – e para o público em geral aos sábados

Por Jorge Almeida

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Exposição “Os Artesãos e Seus Presépios II” na Sala MAS do Metrô Tiradentes

O presépio do artesão Eduardo Rafael Figueiredo Ribeiro, na sala MAS do Metrô Tiradentes. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo dia 6 de janeiro na sala MAS no Metrô Tiradentes a exposição “Os Artesãos e Seus Presépios II”, que é a segunda edição do concurso de artesãos paulista em parceria com a Sutaco – Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades. Ao todo, são 33 obras de 15 artesãos do Estado de São Paulo.

Os artistas participantes da mostra foram selecionados através do edital da SUTACO. Na exposição, o público poderá apreciar os trabalhos confeccionados com técnicas variadas: pintura, modelagem, esmaltação e queima, marcenaria, escultura em madeira, material reciclável, reutilização de resíduos têxteis, entre outros materiais.

A tradição de montar o presépio para representar o nascimento de Jesus Cristo, segundo o Catolicismo, teve início com São Francisco de Assis no Natal de 1223, na região de Lácio, na Itália. O santo protetor dos animais montou um cenário com argila, representando todas as pessoas, animais e demais elementos presentes no nascimento do Menino Jesus. O intuito de São Francisco de Assis foi explicar às pessoas mais humildes esse acontecimento tão importante para os cristãos. Assim, ao longo dos anos, o presépio passou a ser elemento de celebração das festas natalinas.

Segundo Marlene Augusta dos Santos, subsecretária substituta da SUTACO, o objetivo da exposição é apresentar as diversas formas de como “os artesãos paulistas homenageiam a chegada do Menino Jesus com figuras tradicionais e também de forma inovadora, difundindo a cultura popular”.

Em meio aos destaques estão: “Casa do Presépio I e II” (2018), obra feita com papel reutilizado, de Olga Lukacsak; “Esperança” (2018), composta por metal, de Vagner Rodrigues; “Luminus” (foto), de 2018, uma modelagem em argila feita por Eduardo Rafael Figueiredo Ribeiro; e “Representação do Nascimento de Jesus” (2018), esculturas de madeira e pintura, de Alexandre Eufrásio dos Santos.

SERVIÇO:
Exposição: Os Artesãos e Seus Presépios II
Onde: Sala Mas – Metrô Tiradentes – Estação Tiradentes do Metrô (Linha 1-Azul) – Avenida Tiradentes, 551
Quando: até 06/01/2019; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita aos usuários do Metrô

Por Jorge Almeida

Exposição “Artistas de Taubaté” no Museu de Arte Sacra

“Paisagem Rural”, um óleo sobre tela, do taubateano Clodomiro Amazonas, em exibição no Museu de Arte sacra. Foto: jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo domingo, 16 de dezembro, a exposição “Artistas de Taubaté”, que reúne cerca de 80 obras de artistas contemporâneos nascidos na cidade do Vale do Paraíba entre 1879 e 1895.

Com a curadoria de Ruth Sprung Tarasantchi, a mostra é formada por pinturas e esculturas pouco conhecidas, mas que remetem a uma produção mais significativa de artistas taubateanos. Nomes como Clodomiro Amazonas, Georgina Albuquerque, Francisco Leopoldo e, talvez, o mais ilustre deles, Monteiro Lobato têm seus trabalhos representados.

Quatro personalidades que estão unidos na mostra inédita. O paisagista e pintor de temas bucólicos Clodomiro Amazonas. Georgina de Albuquerque com suas obras impressionistas, especialmente em retratos, marinhas, imagens urbanas e rurais. Enquanto as esculturas da exposição são de autoria de Francisco Leopoldo e Silva. Enquanto isso, um dos ícones da literatura brasileira, Monteiro Lobato, surpreende o visitante do museu com os seus raros trabalhos feitos em telas e aquarelas.

Entre os destaques estão “Paisagem Rural” (foto) e a “Reprodução do Retrato de Monteiro Lobato”, ambos de Clodomiro Amazonas.

SERVIÇO:
Exposição: Artistas de Taubaté
Onde: Museu de Arte Sacra – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 16/12/2018; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada gratuita aos sábados para o público em geral

Por Jorge Almeida

Exposição “300 Anos de Devoção Popular” no Museu de Arte Sacra

“Nossa Senhora Aparecida” (fac-simile) em exibição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra apresenta até o próximo domingo, 19 de novembro, a exposição “300 Anos de Devoção Popular” que conta, através de esculturas, ex-votos e uma linha do tempo, a história de três séculos que se passaram desde a descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com curadoria de Cesar Augusto Bustamante Maia e Fabio Guimarães, a mostra é composta por 137 obras que retratam a devoção à Padroeira do Brasil.

Em outubro de 1717, três pescadores receberam a tarefa de buscar peixes para o Conde de Assumar, governador da capitania de São Paulo e das Minas Gerais. Após navegar pelo rio durante bastante tempo sem sucesso na pesca, os trabalhadores do povoado de Itaguaçu lançaram as redes pela última vez e notaram que uma delas pesava e, para surpresa deles, surgia do fundo do rio um corpo de imagem, o qual foi recolhido com respeito e veneração. Em outro lançamento da rede, conseguiram a cabeça que, juntos, formavam a imagem da Imaculada Conceição, que é chamada pelos devotos de Nossa Senhora Conceição Aparecida. Depois de conseguirem resgatar a imagem, as redes se encheram de peixes e, com esse milagre, deu-se início aos 300 anos de devoção para a santa padroeira do Brasil.

E o Museu de Arte Sacra, em homenagem ao jubileu de 300 anos do encontro com a imagem de Nossa Senhora, apresenta a mostra em que o visitante poderá conferir uma linha do tempo que conta toda a trajetória desde 1717, quando a imagem foi encontrada, passando por fatos históricos como a capela no Porto Itaguaçu (1740), a doação da coroa de ouro pela Princesa Isabel (1884), a proclamação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil (1931), o início da construção da Basílica Nova (1955) até as celebrações dos 300 anos do milagre atribuído à santa.

Grande parte das obras da exposição é composta por imagens devocionais feitas de madeira, gesso, metal e louça policromada. Além disso, a mostra exibe um óleo sobre madeira intitulado “Nossa Senhora Aparecida”, de um autor desconhecido; assim como um conjunto de medalhas – Lembranças do Coração de Nossa Senhora Aparecida e do Santuário do Coração de Maria de São Paulo – feitos de alumínio e bronze; um conjunto de 13 ex-votos que são mantidos na Sala de Promessas, no Santuário; uma pá de prata do lançamento da pedra fundamental da Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida; e um conjunto de reproduções de 24 fotografias referentes à construção da basílica nova.

Merece atenção também duas esculturas da santa – uma com e outra sem o manto – feito por Francisco Ferreira, o Chico Santeiro, o primeiro escultor a produzir uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

SERVIÇO:
Exposição: 300 Anos de Devoção Popular
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 19/11/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas” no Museu de Arte Sacra

Uma das imagens da exposição sobre a religiosidade em Israel no Museu de Arte Sacra. Créditos: divulgação

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo domingo, 27 de agosto, a mostra “Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas”, que traz cerca de 40 registros realizados por sete fotógrafos drusos, residentes em Israel.

As imagens exibem cerimônias e demonstrações de fé religiosas, que cerceiam a vida e a morte e dão um panorama da diversidade do país. Em Israel, a comunidade drusa faz parte de um pequeno grupo etno-religioso que é uma minoria no Oriente Médio, mas que mantém relação com a comunidade judaica no território israelense desde sempre e que foi fortificada a partir de 1948.

Os drusos se fazem presente na vida cotidiana de Israel. Membros dessas sociedade marcam presença no exército, no governo, no mundo acadêmico e na diplomacia israelense, inclusive o atual vice-cônsul geral em São Paulo, o adido militar em Brasília e o ex-embaixador de Israel no Brasil.

A mostra é o resultado de uma parceria entre o museu e o Consulado de Israel e vai de encontro com a filosofia de um diálogo interreligioso, além de mostrar ao seu público, e aos brasileiros, a aqui desconhecida fé drusa.

Sempre é bom destacar que Israel possui uma sociedade democrática, multicultural e multiétnica, onde pessoas de diversas orientações culturais e religiosas – judeus, cristãos, muçulmanos, bahá’is e drusos – convivem juntos e o Estado israelense permite o direito à liberdade de cada etnia praticar a sua prática religiosa.

SERVIÇO:
Exposição:
Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 27/08/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “Barro Com Fé” no Metrô Tiradentes

“Nossa Senhora dos Bons Tempos” (2017), escultura de argila, cimento e vermiculita, de Stela Kehde em exibição na Sala MAS Metrô Tiradentes. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra apresenta na Sala MAS – Metrô Tiradentes até o dia 3 de dezembro a exposição “Barro Com Fé”, que reúne 276 peças referentes à fé feitas pela artista Stela Kehde. O nome da exposição sugere à criação do Homem pelo viés do Cristianismo, como um oleiro, modela o homem a partir do barro e lhe concede o dom da vida.

Além disso, a artista também apela à imagem arquetípica da mulher, acrescentando em sua produção a fé sob a devoção de Maria, e estimula a visualização sobre o sagrado de uma forma muito peculiar, considerando a experiência de cada espectador.

Na Série Capelinhas, Fátima é a Virgem escolhida, pois, na mostra, encontra-se impressa em uma espacialidade que remete ao pequeno oratório com uma cruz, quando a original traz a representação imaculada sobre nuvens.

Stela Kehde recorre à argila como forma de passar sua mensagem ao mundo, utilizando-a de forma atualizada. Quanto às técnicas, a artista mostra novidades nas queimas, texturas e mesmo na pintura, utilizando pigmentos naturais.

Entre os destaques estão a Série “Santas de Mãos”, com 47 esculturas em argila (terracota, creme, branca e variadas); a já citada série “Capelinhas”, os “Tijolos”, com 65 obras; as dez “santas de jardim”; as 16 esculturas de argila de dimensões variadas da série “Deuses da Fertilidade” (2017); e “Nossa Senhora dos Bons Tempos” (foto), de 2017, escultura de argila, cimento e vermiculita.

SERVIÇO:
Exposição:
Barro Com Fé
Onde: Museu de Arte Sacra – Sala MAS Metrô Tiradentes – Avenida Tiradentes, 551
Quando: até 03/12/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Silêncio” no Museu de Arte Sacra

“Escorre” (2017), uma das obras de Elisa Stecca no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Silêncio” está em cartaz até o próximo domingo, 4 de junho, no Museu de Arte Sacra e apresenta uma série de objetos escultóricos da artista plástica, designer e joalheira Elisa Stecca. A exposição traz cerca de 30 peças feitas com metais brancos, espelhos e vidros transparentes, o que permite induzir o visitante a um momento de contemplação e silêncio.

Os trabalhos inéditos criados para a exposição reforçam a escolha de materiais tendendo sempre a expressão mínima e a potência máxima, especialmente as de formatos sinuosos em vidro espelhado, pedras enigmáticas como a pirita e o alquímico mercúrio líquido.

Acostumada a lidar com materiais preciosos, Stecca opta o silêncio como item valioso, primordial, como uma forma de introspecção e probabilidade de acessar níveis não usuais da percepção e espiritualidade.

Em meio aos destaques estão “Escorre” (foto), composto de vidro soprado, espelhado e latão; “Choque” (2017) e “Gota e Palito” (2000/2017).

SERVIÇO:
Exposição:
Silêncio
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 08/01/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida