Exposição “Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas” no Museu de Arte Sacra

Uma das imagens da exposição sobre a religiosidade em Israel no Museu de Arte Sacra. Créditos: divulgação

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo domingo, 27 de agosto, a mostra “Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas”, que traz cerca de 40 registros realizados por sete fotógrafos drusos, residentes em Israel.

As imagens exibem cerimônias e demonstrações de fé religiosas, que cerceiam a vida e a morte e dão um panorama da diversidade do país. Em Israel, a comunidade drusa faz parte de um pequeno grupo etno-religioso que é uma minoria no Oriente Médio, mas que mantém relação com a comunidade judaica no território israelense desde sempre e que foi fortificada a partir de 1948.

Os drusos se fazem presente na vida cotidiana de Israel. Membros dessas sociedade marcam presença no exército, no governo, no mundo acadêmico e na diplomacia israelense, inclusive o atual vice-cônsul geral em São Paulo, o adido militar em Brasília e o ex-embaixador de Israel no Brasil.

A mostra é o resultado de uma parceria entre o museu e o Consulado de Israel e vai de encontro com a filosofia de um diálogo interreligioso, além de mostrar ao seu público, e aos brasileiros, a aqui desconhecida fé drusa.

Sempre é bom destacar que Israel possui uma sociedade democrática, multicultural e multiétnica, onde pessoas de diversas orientações culturais e religiosas – judeus, cristãos, muçulmanos, bahá’is e drusos – convivem juntos e o Estado israelense permite o direito à liberdade de cada etnia praticar a sua prática religiosa.

SERVIÇO:
Exposição:
Religiosidade em Israel: Através de Lentes Drusas
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 27/08/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “Barro Com Fé” no Metrô Tiradentes

“Nossa Senhora dos Bons Tempos” (2017), escultura de argila, cimento e vermiculita, de Stela Kehde em exibição na Sala MAS Metrô Tiradentes. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra apresenta na Sala MAS – Metrô Tiradentes até o dia 3 de dezembro a exposição “Barro Com Fé”, que reúne 276 peças referentes à fé feitas pela artista Stela Kehde. O nome da exposição sugere à criação do Homem pelo viés do Cristianismo, como um oleiro, modela o homem a partir do barro e lhe concede o dom da vida.

Além disso, a artista também apela à imagem arquetípica da mulher, acrescentando em sua produção a fé sob a devoção de Maria, e estimula a visualização sobre o sagrado de uma forma muito peculiar, considerando a experiência de cada espectador.

Na Série Capelinhas, Fátima é a Virgem escolhida, pois, na mostra, encontra-se impressa em uma espacialidade que remete ao pequeno oratório com uma cruz, quando a original traz a representação imaculada sobre nuvens.

Stela Kehde recorre à argila como forma de passar sua mensagem ao mundo, utilizando-a de forma atualizada. Quanto às técnicas, a artista mostra novidades nas queimas, texturas e mesmo na pintura, utilizando pigmentos naturais.

Entre os destaques estão a Série “Santas de Mãos”, com 47 esculturas em argila (terracota, creme, branca e variadas); a já citada série “Capelinhas”, os “Tijolos”, com 65 obras; as dez “santas de jardim”; as 16 esculturas de argila de dimensões variadas da série “Deuses da Fertilidade” (2017); e “Nossa Senhora dos Bons Tempos” (foto), de 2017, escultura de argila, cimento e vermiculita.

SERVIÇO:
Exposição:
Barro Com Fé
Onde: Museu de Arte Sacra – Sala MAS Metrô Tiradentes – Avenida Tiradentes, 551
Quando: até 03/12/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 3,80 (valor integral da tarifa do Metrô-SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Silêncio” no Museu de Arte Sacra

“Escorre” (2017), uma das obras de Elisa Stecca no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Silêncio” está em cartaz até o próximo domingo, 4 de junho, no Museu de Arte Sacra e apresenta uma série de objetos escultóricos da artista plástica, designer e joalheira Elisa Stecca. A exposição traz cerca de 30 peças feitas com metais brancos, espelhos e vidros transparentes, o que permite induzir o visitante a um momento de contemplação e silêncio.

Os trabalhos inéditos criados para a exposição reforçam a escolha de materiais tendendo sempre a expressão mínima e a potência máxima, especialmente as de formatos sinuosos em vidro espelhado, pedras enigmáticas como a pirita e o alquímico mercúrio líquido.

Acostumada a lidar com materiais preciosos, Stecca opta o silêncio como item valioso, primordial, como uma forma de introspecção e probabilidade de acessar níveis não usuais da percepção e espiritualidade.

Em meio aos destaques estão “Escorre” (foto), composto de vidro soprado, espelhado e latão; “Choque” (2017) e “Gota e Palito” (2000/2017).

SERVIÇO:
Exposição:
Silêncio
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 08/01/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “Filhos de Deus” na Sala MAS Metrô Tiradentes

“Dia dos Mortos” (2016), fotografia tirada por Daniel Taveira no México. Crédito: divulgação

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo dia 26 de março na Sala MAS Metrô Tiradentes a exposição “Filhos de Deus”, que exibe 22 fotografias de Daniel Taveira, que busca capturar a história humana por meio do olhar e das lentes de seu autor.

A mostra traz a vontade de Taveira de “mostrar ao mundo que independentemente da sua raça, cultura, crença, orientação sexual, nível social ou cor, você é por natureza um filho ou uma filha de Deus”.

De acordo com o curador Jorge Brandão, “a dedicação de Taveira expõe o limite entre o real e o imaginário aquilo que, de uma forma ou outra, nos toca e nos deixa ainda mais reflexivos”.

As imagens de Daniel Taveira apresentam pessoas de nacionalidades diversas exibidas nos contornos das variadas etnias, independentemente da idade ou classe social, e que, conforme as fotografias, “somos todos filhos de Deus”.

Em meio às imagens, destaques para “Dia dos Mortos” (foto), de 2015, no México; “Azul” (2013), na Espanha; “Hare Hare” (2016), no México; e “Punk Death” (2016), no México.

SERVIÇO:
Exposição: Filhos de Deus
Onde: Sala MAS Metrô Tiradentes – Estação Tiradentes do Metrô (Linha 1-Azul) – Avenida Tiradentes, 551
Quando: até 26/03/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h (horário de funcionamento da sala)
Quanto: R$ 3,80 (valor da tarifa integral do Metrô SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Portal da Misericórdia – o Sacro Revisitado” no Museu de Arte Sacra

“Ostensório Jesus Fonte de Misericórdia” (2016), em exposição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida
“Ostensório Jesus Fonte de Misericórdia” (2016), em exposição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra apresenta até o próximo dia 8 de janeiro a exposição “Portal da Misericórdia – o Sacro Revisitado”, que traz 85 obras do artista Mirtis Moraes, entre esculturas em bronze, mármore, alumínio e resina, que refletem sobre as limitações impostas pela matéria ao espírito e dialogam com a arte contemporânea.

Além de esculturas, a mostra exibe também obras sacras e laicas, como dorsos humanos, anjos e objetos religiosos. A curadora é de Beatriz Vicente Azevedo.

A mostra das peças está dividida em núcleos, onde a matéria é a mesma, mas o modo de intervenção é diferenciado. As obras de temáticas não sacras, por exemplo, formam quase como uma única peça central, em um primeiro instante, conforme a expografia de Haron Cohen. Já os objetos sacros se diferenciam pelo posicionamento lateral e longitudinal no segundo espaço.

A astúcia se assimila à que temos quando do começo na nave principal de uma igreja, e no final, onde se encontra o Portal da Misericórdia, que é o centro da exposição. A parte final da mostra é apresentada com um espaço da cruz-sudário com a pia batismal, como na realidade é a saída de uma igreja.

Entre os destaques estão o “Sudário da Ressurreição” (2011), obra feita em fundição em alumínio; três esculturas feitas em areia, prata, bronze e acrílico intituladas “Magnificat” (2014); outras três esculturas de “Cristo Missionário”, e mais cinco esculturas intituladas “Cristo Vivo” (2014); “Rainha da Paz” (2012-14); e “Ostensório Jesus Fonte de Misericórdia” (2016), uma fundição em bronze com patina branca.

PS: o museu estará fechado entre os dias 30 de dezembro de 2016 e 2 de janeiro de 2017.

SERVIÇO:
Exposição: Portal da Misericórdia – o Sacro Revisitado
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 08/01/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “Fragmentos: Coleção de Rafael Schunk” no Museu de Arte Sacra

“Anunciação de Nossa Senhora”, obra de 1834, em exposição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida
“Anunciação de Nossa Senhora”, obra de 1834, em exposição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeid

O Museu de Arte Sacra (MAS) apresenta até o próximo domingo, 20 de novembro, a exposição “Fragmentos: Coleção de Rafael Schunk”, que reúne cerca de 300 obras entre fragmentos de demolições de catedrais, igrejas e capelas brasileiras. São objetos valiosos, pedaços de desmanche das construções, pinturas de arte e santos feitos por mestres santeiros reconhecidos.

A Coleção de Arte Sacra de Rafael Schunk enfatiza produções artísticas do período bandeirista a partir do século XVII, desde o surgimento da arte barroca brasileira até suas ramificações na cultura caipira, com permanência de arcaísmos até a modernidade. São, na maioria, fragmentos oriundos de catedrais do interior de São Paulo, como da antiga catedral de Taubaté, de Pindamonhangaba, da Basílica Velha de Aparecida, de Queluz e de Bananal.

No início do século modernista, os registros demonstram que a demolição das igrejas coloniais no centro antigo de São Paulo era quase uma rotina, assim como no interior e em estados como Bahia e Rio de Janeiro. Foram demolidas a Sé, igrejas do Pátio do Colégio, São Pedro dos Clérigos, Misericórdia, além dos conventos Carmelita, Beneditino, de Santa Teresa e dos Remédios.

A exposição apresenta também um rico conjunto de tocheiros, mísulas, oratórios, palmas de altar, sacrários, crucifixos, mesa de altar, além de pinturas em óleo sobre tela dos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João, dos séculos XVIII e XIX, atribuídos ao Padre Jesuíno de Monte Carmelo, e também as pinturas em óleo sobre madeira de Nossa Senhora com o Menino Jesus e Nossa Senhora da Conceição, ambas do século XVIII.

Entre os destaques estão as esculturas em terracota de pequenas dimensões de frei Agostinho de Jesus (1600/1661) e conjunto dos denominados santos paulistinhas, obra feita em madeira e terracota cromada dos séculos XIX e XX, além de um conjunto de 60 azulejos da Osirarte e de um óleo sobre tela da “Anunciação de Nossa Senhora” (foto), de 1834, de José de Gugos.

SERVIÇO:
Exposição: Fragmentos: Coleção de Rafael Schunk
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 20/11/2016; de terça a domingo, das 9h às 17
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “A Trajetória de Jesus de Nazaré” no Museu de Arte Sacra

A escultura que retrata a Santa Ceia. Foto: Jorge Almeida
A escultura que retrata a Santa Ceia. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra (MAS) realiza até o próximo domingo, 31 de julho, a exposição “A Trajetória de Jesus de Nazaré”, que utiliza-se de 20 cenas da trajetória de Jesus, da Anunciação do Anjo a Maria sobre sua gravidez até à Ascensão de Cristo, feitas pelo santeiro Wandecok Cavalcanti, que criou as 38 obras feitas com argila com fortes referências a arte popular como barroca.

Exibidas de forma cronológica, as peças foram confeccionadas com terracota e cinco tipos e tonalidades de argila (marfim, creme, preta, shiro e tabaco), recurso utilizado para mostrar e enfatizar detalhes, como cor de cabelo e de rosto, tudo em tom natural, sem nenhum pigmento ou pintura.

Com núcleos dedicados a passagens bíblicas relevantes, as imagens foram disponibilizadas conforme cada momento da trajetória de Jesus: a Santa Ceia, por exemplo, terá 12 imagens, enquanto a Ascensão de Cristo, apenas uma.

As 20 cenas serão apresentadas de forma cronológica: 1- Anunciação – Maria e o Anjo, 2- Caminho de Belém, 3- Sagrada Família, 4- Descanso na Fuga para o Egito, 5- Jesus Menino com Maria e José, 6- Cristo faz o Milagre dos Peixes, 7- Jesus é batizado, 8- Jesus com as Crianças, 9- Entrada de Jesus em Jerusalém, 10- Lavapés, 11- A Santa Ceia (foto), 12- Cristo no Horto das Oliveiras, 13- Jesus é Açoitado, 14- Cristo Coroado, 15- Maria Madalena, 16- Jesus e as Mulheres, 17- Jesus é Crucificado, 18- A Descida da Cruz, 19- Nossa Senhora da Piedade com Jesus, 20- Ascensão de Cristo.

SERVIÇO:
Exposição: A Trajetória de Jesus de Nazaré
Onde: Museu de Arte Sacra – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 31/07/2016; de quarta a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia entrada); entrada gratuita aos sábados; isentos: pessoas acima de 60 anos e abaixo de 7, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes

Por Jorge Almeida