Exposição “Silêncio” no Museu de Arte Sacra

“Escorre” (2017), uma das obras de Elisa Stecca no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida

A mostra “Silêncio” está em cartaz até o próximo domingo, 4 de junho, no Museu de Arte Sacra e apresenta uma série de objetos escultóricos da artista plástica, designer e joalheira Elisa Stecca. A exposição traz cerca de 30 peças feitas com metais brancos, espelhos e vidros transparentes, o que permite induzir o visitante a um momento de contemplação e silêncio.

Os trabalhos inéditos criados para a exposição reforçam a escolha de materiais tendendo sempre a expressão mínima e a potência máxima, especialmente as de formatos sinuosos em vidro espelhado, pedras enigmáticas como a pirita e o alquímico mercúrio líquido.

Acostumada a lidar com materiais preciosos, Stecca opta o silêncio como item valioso, primordial, como uma forma de introspecção e probabilidade de acessar níveis não usuais da percepção e espiritualidade.

Em meio aos destaques estão “Escorre” (foto), composto de vidro soprado, espelhado e latão; “Choque” (2017) e “Gota e Palito” (2000/2017).

SERVIÇO:
Exposição:
Silêncio
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 08/01/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “Filhos de Deus” na Sala MAS Metrô Tiradentes

“Dia dos Mortos” (2016), fotografia tirada por Daniel Taveira no México. Crédito: divulgação

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo dia 26 de março na Sala MAS Metrô Tiradentes a exposição “Filhos de Deus”, que exibe 22 fotografias de Daniel Taveira, que busca capturar a história humana por meio do olhar e das lentes de seu autor.

A mostra traz a vontade de Taveira de “mostrar ao mundo que independentemente da sua raça, cultura, crença, orientação sexual, nível social ou cor, você é por natureza um filho ou uma filha de Deus”.

De acordo com o curador Jorge Brandão, “a dedicação de Taveira expõe o limite entre o real e o imaginário aquilo que, de uma forma ou outra, nos toca e nos deixa ainda mais reflexivos”.

As imagens de Daniel Taveira apresentam pessoas de nacionalidades diversas exibidas nos contornos das variadas etnias, independentemente da idade ou classe social, e que, conforme as fotografias, “somos todos filhos de Deus”.

Em meio às imagens, destaques para “Dia dos Mortos” (foto), de 2015, no México; “Azul” (2013), na Espanha; “Hare Hare” (2016), no México; e “Punk Death” (2016), no México.

SERVIÇO:
Exposição: Filhos de Deus
Onde: Sala MAS Metrô Tiradentes – Estação Tiradentes do Metrô (Linha 1-Azul) – Avenida Tiradentes, 551
Quando: até 26/03/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h (horário de funcionamento da sala)
Quanto: R$ 3,80 (valor da tarifa integral do Metrô SP)

Por Jorge Almeida

Exposição “Portal da Misericórdia – o Sacro Revisitado” no Museu de Arte Sacra

“Ostensório Jesus Fonte de Misericórdia” (2016), em exposição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida
“Ostensório Jesus Fonte de Misericórdia” (2016), em exposição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra apresenta até o próximo dia 8 de janeiro a exposição “Portal da Misericórdia – o Sacro Revisitado”, que traz 85 obras do artista Mirtis Moraes, entre esculturas em bronze, mármore, alumínio e resina, que refletem sobre as limitações impostas pela matéria ao espírito e dialogam com a arte contemporânea.

Além de esculturas, a mostra exibe também obras sacras e laicas, como dorsos humanos, anjos e objetos religiosos. A curadora é de Beatriz Vicente Azevedo.

A mostra das peças está dividida em núcleos, onde a matéria é a mesma, mas o modo de intervenção é diferenciado. As obras de temáticas não sacras, por exemplo, formam quase como uma única peça central, em um primeiro instante, conforme a expografia de Haron Cohen. Já os objetos sacros se diferenciam pelo posicionamento lateral e longitudinal no segundo espaço.

A astúcia se assimila à que temos quando do começo na nave principal de uma igreja, e no final, onde se encontra o Portal da Misericórdia, que é o centro da exposição. A parte final da mostra é apresentada com um espaço da cruz-sudário com a pia batismal, como na realidade é a saída de uma igreja.

Entre os destaques estão o “Sudário da Ressurreição” (2011), obra feita em fundição em alumínio; três esculturas feitas em areia, prata, bronze e acrílico intituladas “Magnificat” (2014); outras três esculturas de “Cristo Missionário”, e mais cinco esculturas intituladas “Cristo Vivo” (2014); “Rainha da Paz” (2012-14); e “Ostensório Jesus Fonte de Misericórdia” (2016), uma fundição em bronze com patina branca.

PS: o museu estará fechado entre os dias 30 de dezembro de 2016 e 2 de janeiro de 2017.

SERVIÇO:
Exposição: Portal da Misericórdia – o Sacro Revisitado
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 08/01/2017; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “Fragmentos: Coleção de Rafael Schunk” no Museu de Arte Sacra

“Anunciação de Nossa Senhora”, obra de 1834, em exposição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeida
“Anunciação de Nossa Senhora”, obra de 1834, em exposição no Museu de Arte Sacra. Foto: Jorge Almeid

O Museu de Arte Sacra (MAS) apresenta até o próximo domingo, 20 de novembro, a exposição “Fragmentos: Coleção de Rafael Schunk”, que reúne cerca de 300 obras entre fragmentos de demolições de catedrais, igrejas e capelas brasileiras. São objetos valiosos, pedaços de desmanche das construções, pinturas de arte e santos feitos por mestres santeiros reconhecidos.

A Coleção de Arte Sacra de Rafael Schunk enfatiza produções artísticas do período bandeirista a partir do século XVII, desde o surgimento da arte barroca brasileira até suas ramificações na cultura caipira, com permanência de arcaísmos até a modernidade. São, na maioria, fragmentos oriundos de catedrais do interior de São Paulo, como da antiga catedral de Taubaté, de Pindamonhangaba, da Basílica Velha de Aparecida, de Queluz e de Bananal.

No início do século modernista, os registros demonstram que a demolição das igrejas coloniais no centro antigo de São Paulo era quase uma rotina, assim como no interior e em estados como Bahia e Rio de Janeiro. Foram demolidas a Sé, igrejas do Pátio do Colégio, São Pedro dos Clérigos, Misericórdia, além dos conventos Carmelita, Beneditino, de Santa Teresa e dos Remédios.

A exposição apresenta também um rico conjunto de tocheiros, mísulas, oratórios, palmas de altar, sacrários, crucifixos, mesa de altar, além de pinturas em óleo sobre tela dos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João, dos séculos XVIII e XIX, atribuídos ao Padre Jesuíno de Monte Carmelo, e também as pinturas em óleo sobre madeira de Nossa Senhora com o Menino Jesus e Nossa Senhora da Conceição, ambas do século XVIII.

Entre os destaques estão as esculturas em terracota de pequenas dimensões de frei Agostinho de Jesus (1600/1661) e conjunto dos denominados santos paulistinhas, obra feita em madeira e terracota cromada dos séculos XIX e XX, além de um conjunto de 60 azulejos da Osirarte e de um óleo sobre tela da “Anunciação de Nossa Senhora” (foto), de 1834, de José de Gugos.

SERVIÇO:
Exposição: Fragmentos: Coleção de Rafael Schunk
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 20/11/2016; de terça a domingo, das 9h às 17
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); grátis aos sábados; crianças de até sete anos, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes são isentos

Por Jorge Almeida

Exposição “A Trajetória de Jesus de Nazaré” no Museu de Arte Sacra

A escultura que retrata a Santa Ceia. Foto: Jorge Almeida
A escultura que retrata a Santa Ceia. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra (MAS) realiza até o próximo domingo, 31 de julho, a exposição “A Trajetória de Jesus de Nazaré”, que utiliza-se de 20 cenas da trajetória de Jesus, da Anunciação do Anjo a Maria sobre sua gravidez até à Ascensão de Cristo, feitas pelo santeiro Wandecok Cavalcanti, que criou as 38 obras feitas com argila com fortes referências a arte popular como barroca.

Exibidas de forma cronológica, as peças foram confeccionadas com terracota e cinco tipos e tonalidades de argila (marfim, creme, preta, shiro e tabaco), recurso utilizado para mostrar e enfatizar detalhes, como cor de cabelo e de rosto, tudo em tom natural, sem nenhum pigmento ou pintura.

Com núcleos dedicados a passagens bíblicas relevantes, as imagens foram disponibilizadas conforme cada momento da trajetória de Jesus: a Santa Ceia, por exemplo, terá 12 imagens, enquanto a Ascensão de Cristo, apenas uma.

As 20 cenas serão apresentadas de forma cronológica: 1- Anunciação – Maria e o Anjo, 2- Caminho de Belém, 3- Sagrada Família, 4- Descanso na Fuga para o Egito, 5- Jesus Menino com Maria e José, 6- Cristo faz o Milagre dos Peixes, 7- Jesus é batizado, 8- Jesus com as Crianças, 9- Entrada de Jesus em Jerusalém, 10- Lavapés, 11- A Santa Ceia (foto), 12- Cristo no Horto das Oliveiras, 13- Jesus é Açoitado, 14- Cristo Coroado, 15- Maria Madalena, 16- Jesus e as Mulheres, 17- Jesus é Crucificado, 18- A Descida da Cruz, 19- Nossa Senhora da Piedade com Jesus, 20- Ascensão de Cristo.

SERVIÇO:
Exposição: A Trajetória de Jesus de Nazaré
Onde: Museu de Arte Sacra – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 31/07/2016; de quarta a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia entrada); entrada gratuita aos sábados; isentos: pessoas acima de 60 anos e abaixo de 7, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes

Por Jorge Almeida

Exposição “Mestres Santeiros Paulistas do Século XVII na Coleção Santa Gertrudes” no MAS

Escultura de Nossa Senhora da Conceição, século XVII. Foto: Jorge Almeida
Escultura de Nossa Senhora da Conceição, século XVII. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Sacra está com a mostra “Mestres Santeiros Paulistas do Século XVII na coleção Santa Gertrude” em cartaz até o próximo domingo, 19 de junho, e traz 54 imagens que lançam uma apreciação panorâmica para entender, usando as qualidades escultóricas, quantos e quais poderiam ser os artistas que produziram tais estatuárias chamadas de “paulistas”, ao longo do século XVII.

Com curadoria de Maria Inês Lopes Coutinho, a pesquisa da mostra tem como objetivo separar os itens conforme as circunscrições em comum, os quais poderiam identificar e congregar as esculturas de acordo com suas origens.

As peças pertencem ao colecionador Ledi Biezus, que começou em 1970 com a aquisição de uma Santa Gertrudes – daí o nome da coleção -, e as demais foram sendo inseridas no acervo com o critério primordial de serem imagens “paulistas”.

Assim, as esculturas foram agrupadas e identificados conforme suas origens: Frei Agostinho de Jesus, Mestre de Itu, Mestre de Pirapora do bom Jesus, Mestre de Angra, Mestre do Cabelinho Xadrez, Mestre do Iguape, Mestre de Porto Feliz ou Mestre de Sorocaba.

Em meio aos destaques estão “Nossa Senhora da Conceição” (foto), escultura do século XVII feita em terracota policromada e creditada ao Mestre de Sorocaba; e “Busto relicário de Santa Engrácia”, também do século XVII feita com o mesmo material e os créditos atribuídos ao Mestre de Angra.

SERVIÇO:
Exposição: Mestres Santeiros Paulistas do Século XVII na Coleção Santa Gertrudes
Onde: Museu de Arte Sacra (MAS) – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 19/06/2016; de quarta a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia entrada); entrada gratuita aos sábados; isentos: pessoas acima de 60 anos e abaixo de 7, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes

Por Jorge Almeida

Exposição “Rememoração: Arte Religiosa como Documento Histórico” no Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra realiza até o próximo dia 3 de janeiro, domingo, a exposição “Rememoração: Arte Religiosa como Documento Histórico”, que apresenta cerca de 80 obras da coleção do museu e do Acervo dos Palácios do Governo de São Paulo, constituídas por peças de arte sacra abordadas tipologias variadas de objetos simbólicos e evidenciada a religiosidade que representam desde o período colonial até a modernidade brasileira.

As obras têm muitos aspectos em comum do ponto de vista dos critérios de aquisição, características tipológicas, estilísticas, de procedência e de origem. Nessa direção, a exposição traz uma seleção de obras adquiridas de 1969 a 1970, por um grupo de especialistas coordenado pelo secretário estadual da Fazenda da época, Luís Arrobas Martins, que reuniu obras não apenas para decorar os palácios governamentais, mas intencionalmente com o objetivo de formar um importante patrimônio acessível ao público.

Composta por três núcleos que contarão com cerca de 80 obras no total, a ideia é permitir uma “viagem” entre os séculos, apresentando peças ícones, contemporâneas e de religiosidade popular, dentre elas obras do Aleijadinho, Tarsila do Amaral, Mestre Valentim, entre outros.

Entre os itens a serem observados estão a coroa do Divino, cruz processional, cadeiras, cama de solteiro, oratórios, esculturas e pinturas, das quais se destaca “Santa Irapitinga do Segredo” (1941), de Tarsila do Amaral, e também a escultura esculpida policromada do século XVIII de “Nossa Senhora das Dores”, feita por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

SERVIÇO:
Exposição: Rememoração: Arte Religiosa como Documento Histórico
Onde: Museu de Arte Sacra – Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Quando: até 03/01/2016; de quarta a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia entrada); entrada gratuita aos sábados; isentos: pessoas acima de 60 anos e abaixo de 7, professores da rede pública (com identificação) e até quatro acompanhantes

Por Jorge Almeida