Exposição “Pedra no Céu: Arte e Arquitetura” no MuBE

Vista parcial da mostra em exibição no MuBE. Foto: Isis Naura

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) realiza até o próximo domingo, 2 de julho, a exposição “Pedra no Céu: Arte e Arquitetura” que contém cerca de 60 obras que traçam um paralelo entre arte e arquitetura proposta no projeto do museu de autoria do premiado arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

Com curadoria de Cauê Alves e Guilherme Wisnik, a mostra exibe fotos, instalações, intervenções e esculturas que dialogam com a estrutura do prédio, incluindo maquete do MuBE pertencente ao MoMA, de Nova York.

O termo que dá título à mostra – “Pedra no Céu” – é uma referência ao que o arquiteto Paulo Mendes da Rocha faz sobre o plano horizontal, de concreto armado, da marquise que pousa sobre dois apoios e faz parecer flutuar o vão de 60 x 12 metros.

Um dos propósitos da mostra é marcar os vínculos entre arte e o legado da arquitetura bruta de São Paulo, além de explorar a relação entre o museu e a produção contemporânea, seja a partir de afrontes ou de conformidades.

Na área externa do museu estão expostas cinco obras, entre elas, “Terra”, de Carmela Gross, que está escrita em cima da marquise do museu e que só pode ser vista de cima, no ar, uma vez que dela, em terra, só podemos identificá-la por uma intensa luz azul que sai da marquise. A obra faz referência à célebre frase do astronauta Yuri Gagarin: “a Terra é azul”.

No espaço interno, destaques para “Espelho Cego” (1970/2008), obra composta de madeira, massa de calafate e letras de metal em relevo, de Cildo Meireles; e “El Avion” (2011), composta por fibra de vidro, estrutura de metal e vídeo, de Leandro Erlich.

SERVIÇO:
Exposição:
Pedra No Céu: Arte e Arquitetura
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa
Quando: até 02/07/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Paisagens Invisíveis” no MuBE

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) apresenta até o próximo dia 29 de janeiro a exposição “Paisagens Invisíveis”, que traz os trabalhos de 11 artistas que ativam os espaços expositivos com ondas sonoras na área expositiva interna completamente vazia de objetos.

A mostra chama atenção porque vai além da visibilidade, uma vez que o espaço expositivo não tem objetos, mas é ocupada por sons.

A exposição é estruturada em três núcleos: “Ruídos e Natureza”, que traz sons criados a partir de elementos naturais e vibrações irregulares; “Paisagens narrativas”, com monólogos e diálogos captados na urbe; e “Paisagens eletrônicas”, que traz sons de amplitudes e frequências diversas produzidos digitalmente por computadores ou traquitanas artificiais.

As ondas sonoras que ressoam no concreto e exploram sensações de volume e localização especial. A arte sonora se constitui e expande o campo de possibilidade de autuação do artista.

Assim, o público é convocado a trafegar pelo museu seguindo luzes e sons que sugerem o percurso. O aparelho auditivo é o protagonista da experiência.

Aliás, a exposição contrasta com a nomenclatura do museu, ou seja, não há escultura ou obra de arte visível, mas sim apenas as “obras auditivas”.

Entre os destaques estão “A Ilha” (2015), de Luiza Schulz; e “Alvorecer” (2015), de Luísa Lemgruber.

SERVIÇO:
Exposição:
Paisagens Invisíveis
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa
Quando: até 29/01/2016; de terça a domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Instalação na área externa do MuBE

Imagem parcial da instalação na área externa do MuBE. Foto: Jorge Almeida
Imagem parcial da instalação na área externa do MuBE. Foto: Jorge Almeida

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) realiza até o próximo dia 29 de janeiro a mostra “Já Você Também Quer Sair Dessa Vida Sem Sentido?” que, na verdade, trata-se de uma instalação composta por peças de Antônio Ewbank, Edu Marin e Chico Togni, que ocupam a parte da área expositiva externa do MuBE. A obra é uma grande pedra, feita majoritariamente de materiais orgânicos, madeira e papel.

Em um local de descanso e repouso, a obra tridimensional chegasse próximo ao clássico jardim de pedras japonês. Na obra, no topo da pedra, está contida a água que vai para os chuveiros sobre os deques, que podem ser refrescados pelos visitantes para refrescarem e relaxarem seus corpos em pleno verão.

Completa a instalação quatro arquibancas que está destinada para o público se acomodar e assistir algum evento.

Segundo o curador Cauê Alves, “ao incorporar a funcionalidade, as peças tencionam a relação entre arte e design”.

SERVIÇO:
Exposição:
Já Você Também Quer Sair Dessa Vida Sem Sentido?
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa
Quando: até 29/01/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Transparência e Reflexo” no MuBE

Vista parcial da exposição "Transparência e Reflexo" em exibição no MuBE. Foto: Jorge Almeida
Vista parcial da exposição “Transparência e Reflexo” em exibição no MuBE. Foto: Jorge Almeida

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) realiza até o próximo domingo, 30 de outubro, a exposição “Transparência e Reflexo”, que apresenta 26 trabalhos, alguns de grande porte, que dialogam com a arquitetura do museu. Com curadoria de Cauê Alves, a mostra apresenta trabalhos de nomes como Arnaldo Antunes, Amélia Toledo, Iran do Espírito Santo, Laura Belém, Márcia Xavier, entre outros.

Os trabalhos expostos formam uma relação aberta e direta com o ar, o ambiente e o espaço ao redor delas. E, segundo palavras do curador Cauê Alves, “é como se a transparência nos permitisse perceber o lado de dentro da matéria, enquanto o reflexo o lado de dentro de nós observadores”.

Nas obras que compõem a exposição, sempre haverá um item que continuará invisível, inalcançável, apesar de diante de um olhar direto, haverá algo de impenetrável.

As obras estão espalhadas por todo o museu, inclusive na área externa.

Entre os destaques estão “Dome” (2008), uma estrutura de aço, madeira, gesso e chumbo de pesca, de Damián Ortega; “South’s Gate” (2012), constituída por uma porta de alumínio, energia elétrica, lâmpada fluorescente, vidro espelhado e vidro; “1/2” (foto), de 2016, composta por uma cantoneira de aço, pintura eletrostática, compensado de madeira, e objetos adquiridos em feira-livre; e a instalação sonora “Dois ou + Corpos no Mesmo Espaço”, de Arnaldo Antunes.

SERVIÇO:
Exposição: Transparência e Reflexo
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa
Quando: até 30/10/2016; de terça a domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Em Estado de Suspensão” no MuBE

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) apresenta até o próximo domingo, 31 de julho, a mostra ”Em Estado de Suspensão”, do artista Albano Afonso, que exibe cinco trabalhos constituídos de uma instalação composta por móbiles, vasos, objetos de bronze e cristais suspensos que, na área externa, provocam uma imagem cinética acolhida pelos próprios toques entre essas peças e suas refrações por pontos de luz.

De acordo com o curador Cauê Alves, os trabalhos de Afonso “é como se ocorresse uma interrupção do fluxo do tempo, um equilíbrio instável entre elementos materiais e aqueles que não possuem massa”, e complementa: os “cristais que pendem do teto se fundem com as luzes, provocando uma pausa contemplativa”.

As obras presentes na exposição são: “Natureza-morta com vasos e cabeça” (2016), “Natureza-morta com vasos e cristal” (2015), “Natureza-morta com vasos, cristal e cabeça” (2016), “Anatomia da Luz” (2014) e “O corredor após Edweard Muybridge” (2014).

SERVIÇO:
Exposição:
Em Estado de Suspensão
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa
Quando: 31/07/2016; de terça a domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Você Está Aqui” no MuBE

Algumas obras de Raul Mourão espalhadas pelo MuBE. Foto: Jorge Almeida
Algumas obras de Raul Mourão espalhadas pelo MuBE. Foto: Jorge Almeida

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) realiza até o próximo domingo, 31 de julho, a exposição “Você Está Aqui”, do artista Raul Mourão, que propõe um contraponto da frase costumeiramente presente em mapas e sistemas de localização, que fora de sua referência atribui um outro sentido de ocupação ou instante.

A mostra dialoga com a arquitetura do museu e seus espaços, como a rampa e os diferentes níveis de piso da sala expositiva e a marquise da área externa.

Todos os trabalhos, composto por cinco obras, são constituídos por tubos, braçadeiras e um pensamento elementar.

As estruturas modelares, geralmente usadas em grandes projetos de engenharia, poderiam indicar a um visitante mais “distraído” de que o museu passe por uma reforma. Mas, por incrível que pareça, essa indicação está parcialmente correta: uma vez que o MuBE está com um novo projeto curatorial e de gestão em fase de implantação e a mostra de Raul Mourão faz parte desse processo.

SERVIÇO:
Exposição:
Você Está Aqui
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa
Quando: até 31/07/2016; de terça a domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Fase 3” no MuBE

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) apresenta até o próximo domingo, 31 de julho, a exposição “Fase 3”, que trata-se de uma instalação com intervenção sonora de Chiara Banfi e Kassin.

A marquise de concreto armado que dá acesso ao museu subterrâneo, simultaneamente, é uma cobertura e um parque pleno de possibilidades a serem exploradas, conforme afirma o curador Cauê Alves, que diz ainda que a instalação de trabalhos invisíveis é um modo de ativar a área externa sem a apelar a escultura tradicionais.

A instalação sonora trata-se de sons do espaço captados pela NASA, Agência Espacial Americana, disponibilizada na internet. O nome “Fase 3” remete aos termos utilizados nas missões espaciais e de todo um imaginário de um espaço que conhecemos apenas por imagens. Esse arquivo sonoro traz ruídos enigmáticos, mesclando os mais sutis, que remetem a ecos, enquanto outros são mais estridentes, o que permite a (tentar) compreender a origem do universo.

O som da obra se mistura aos ruídos da cidade, do visitante e – do raríssimo – silêncio.

SERVIÇO:
Exposição: Fase 3
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa
Quando: até 31/07/2016; de terça a domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida