Exposição “Moedas do Brasil e América Latina” no Memorial da América Latina

Moedas dos tempos Brasil Colônia em exibição no Memorial da América Latina. Foto: Jorge Almeida

O Memorial da América Latina promove até o próximo dia 30 de julho, domingo, a exposição “Moedas do Brasil e América Latina”, que faz um mergulho pela Numismática e apreciar um pouco mais da História recente do Brasil e de países da América Latina. A mostra exibe cerca de 120 moedas e 110 cédulas, além de 12 totens que contém curiosidade sobre o assunto.

O projeto é uma proposta feita entre a Fundação Memorial da América Latina e o Banco do Brasil que privilegia o público que frequenta a biblioteca Victor Civita expor o valioso acervo do qual o banco é o seu guardião há mais de dois séculos.

Além de exibir as primeiras moedas que circularam no Brasil, como os famosos “Réis”, na República Velha, até a atual moeda corrente, o Real, a exposição traz recortes históricos e curiosidades, como o significado da expressão “cara ou coroa” e que pataca é o nome da moeda que ficou mais tempo em circulação no Brasil.

Em exibição em três vitrines ao lado, há exemplares de moedas latino-americanas que, conforme a evolução em suas nomenclaturas, trazem coincidências e diferenças em relação ao Brasil. Assim, como todas elas, seja moeda ou papel, têm em comum o papel de importância no cenário histórico e econômico das nações.

SERVIÇO:
Exposição:
Moedas do Brasil e América Latina
Onde: Memorial da América Latina – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Quando: até 30/07/2017; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Brasil Naïf, Uma Viagem na Alma Brasileira” no Memorial da América Latina

O Memorial da América Latina realiza até a próxima sexta-feira, 30 de dezembro, a exposição “Brasil Naïf, Uma Viagem na Alma Brasileira”, que reúne cerca de 120 obras de 70 nomes que representam expressões regionais de diversos cantos do Brasil. A mostra está dividida em três períodos históricos: anos 40, anos 60 e 70 e as recentes produções.

A mostra pode ser entendida como a produção de um grupo de pintores que expressa livremente suas memórias e emoções, sem a orientação formal artística em que é criada uma linguagem inédita, pessoal e singular em casa obra.

A primeira parte da exposição traz registros dos anos 40 conta com artistas como José Antonio da Silva, Chico da Silva e Silvia Chalreo, tida como uma das precursoras do movimento. No começo dos anos 60 destaca-se outro grupo como Elisa Martins da Silveira e Julio Martins da Silva, entre outros nomes. Nos anos 70, o festeiro Bajado, o cantor Gilvan, o trabalho do campo do baiano Edson Lima e mais recentemente o expressivo Antonio de Olinda, ocuparam lugar de destaque na trajetória naïf.

A expressão “Naïf” é de origem francesa que significa ingênuo ou inocente, ou seja, a arte que pode ser entendida por qualquer pessoa sem formação artística. Um dos ícones dessa arte é o francês Henri Rousseau que, nas horas vagas, na alfândega, passava-se a pintar cenas da natureza abusando das cores e exagerando no tamanho das flores, plantas e árvores. E foi a arte “Naïf” que, em 1972, influenciou a corrente estética do Surrealismo de Salvador Dali.

Em meio aos destaques estão: “Ponte Estaiada” (2012), de R. Tamaini Neto; “Cidade Grande” (2012), de C. Sidoti; “A Visita” (2001), de Helena Coelho, todas óleo sobre tela; e a escultura em madeira intitulada “Maternidade” (1974), de Agenor.

PS: o Memorial da América Latina ficará fechado entre os dias 31 de janeiro e 2 de janeiro

SERVIÇO:
Exposição: Brasil Naïf – Uma Viagem na Alma Brasileira
Onde: Memorial da América Latina- Galeria Marta Traba – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Quando: até 30/12/2016; de terça a domingo, das 9h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “OURO – Espírito e Natureza de um Território” no Memorial da América Latina

Uma das obras do artista colombiano Pedro Ruiz em exposição no Memorial da América Latina. Foto: Isis Naura
Uma das obras do artista colombiano Pedro Ruiz em exposição no Memorial da América Latina. Foto: Isis Naura

O Memorial da América Latina promove até o próximo dia 18 de maio a exposição “OURO – Espírito e Natureza de um Território”, que traz cerca de 40 obras do colombiano Pedro Ruiz. As obras trazem um retrato da flora e da fauna da pátria-mãe do artista.

Formado na Escola Nacional de Belas Artes de Paris, Pedro Ruiz concebe seu trabalho como uma instalação em que harmoniza quadros, música, iluminação e até a pintura das paredes do espaço, em negro.

Ou seja, ao chegar à mostra, o visitante se depara com um ambiente escuro em que luz estará apontada diretamente para a montagem da exposição, reforçando a tonalidade dourada de cada obra.

As obras possuem dimensões pequenas, muitas não chegam a 50 cm de altura, que, para ser apreciada com afinco, é necessário o auxílio de uma lupa. Nesses trabalhos, Ruiz ilustra a natureza, a música, o povo e a dança, tematizadas à luz da questão social vivenciada pelos migrantes colombianos que vêm perdendo seu território.

Entre os destaques estão obras como “Guaduales”, “Sagrada Família”, “Vendedores Ambulantes”, “Ocobo”, “Tierra Caliente” e a obra “pedagógica” “Ouro Vital”.

SERVIÇO:
Exposição: OURO – Espírito e Natureza de um Território
Onde: Memorial da América Latina – Espaço Gabriel García Márquez – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – portões 8 e 9 – Barra Funda
Quando: até 18/05/2016; de terça a domingo, das 9h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “A Turma do Chaves” no Memorial da América Latina

Roberto Gómez Bolaños (1929-2014), ocriador de Chaves, chapolin e outros personagens é hoemnageado no Memorial da América Latina. Créditos: divulgação
Roberto Gómez Bolaños (1929-2014), ocriador de Chaves, chapolin e outros personagens é homenageado no Memorial da América Latina. Créditos: divulgação

(Atualizado em 26/04/2016 às 23h)

O Memorial da América Latina apresenta até o próximo sábado, 30 de abril, dia 19 de junho, a mostra “A Turma do Chaves”, que traz a reprodução do cenário do famoso seriado criado por Roberto Gómez Bolaños.

A princípio, a atração seria gratuita, pois teria apenas um set da vila, como na exposição, em 2014, contudo, em conversas com o SBT e a Televisa, permitiram a vinda do cenário oficial do seriado, o que implicou em custos e, por isso, houve a necessidade da cobrança simbólica de R$ 10,00 do público.

Além disso, a exposição estava prevista para acabar no dia 27 de março, porém, a pedido dos fãs do personagem mais famoso de Bolaños, o prazo foi prorrogado para 30 de abril, 19 de junho, com novos horários.

Instalada no Pavilhão de Criatividade, a exposição começa em uma sala onde o público confere em três paredes uma cronologia da vida e obra de Bolaños, desde o seu nascimento, em 21 de fevereiro de 1929 até o evento realizado pela Televisa intitulado “América Celebra Chespirito”, realizado em 2012, que fizera uma justíssima homenagem ao criador de Chaves e Chapolin. No mesmo ambiente, tem a reprodução da instalação do famoso barril do Chaves e mais duas televisões que exibem imagens de episódios de Chaves. Na outra parede, a cenografia da entrada da Vila de propriedade do senhor Zenon Barriga Y Pesado.

Na sala seguinte, é o deleite para os apreciadores de Chaves: a cenografia da vila onde o protagonista e seus colegas faziam suas travessuras. No local, os visitantes se organizam em três filas: uma para tirar fotos na escadaria que dá acesso à casa do Paraíso, digo, da Glória, grande paixão de Seu Madruga, a outra é para clicar o barril do Chaves e a última é para adentrar na casa do Seu Madruga – mas é possível tirar fotos do tanque e das fachadas das vivendas da dona Florinda e da Bruxa do 71, ops, dona Clotilde. E, na residência do pai de Chiquinha, o visitante pode captar imagens, porém, sem tocar nos móveis e nem sentar no sofá.

Na saída, ainda há um estande onde são comercializados produtos relacionados ao Chaves e ao Chapolin, tais como camisetas, mochilas, lancheiras e afins.

Enfim, essa exposição é imperdível para quem gosta de Chaves, evidentemente. E é um sucesso de público, tanto que em vários dias, as vendas foram esgotadas com muita antecedência. Mas, se analisarmos pelo valor pago, sinceramente, considero que a mostra é “pobre”. Pois, com a demanda que teve, os visitantes poderiam ser agraciados com mais atrações relacionadas ao seriado, como por exemplo: alguns itens de memorabilia, objetos e peças de vestuário dos personagens, galeria de fotos, etc., mas, mesmo assim, os admiradores de Chaves estão muito satisfeitos com o que tem. Isso é fato. Mas, para se fazer uma mostra mais completa, nos moldes da do Castelo Rá-Tim-Bum no MIS, certamente o valor subiria para R$ 50,00 e, mesmo assim, seria casa cheia.

Além das atrações descritas acima, a exposição, que foi prorrogada, terá mais um atrativo para o público: fotos de Roberto Gómez Bolaños, pela primeira vez no Brasil.

SERVIÇO:
Exposição: A Turma do Chaves
Onde: Memorial da América Latina – Pavilhão da Criatividade – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Quando: até 19/06/2016*; as terças e quartas, das 9h às 18h; quintas e sextas, das 9h às 20h; sábados e domingos, das 9h às 22h
Quanto: R$ 10,00 (R$ 5,00 para meia-entrada) e podem ser comprados pelo site: https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=46845#!/ ; aplicativo Ingresso Rápido (disponível para sistemas IOS e Android) e na bilheteria do Memorial (funcionamento diário, das 9h às 17h)

* A exposição foi prorrogada para terminar no dia 19/06/2016

Por Jorge Almeida

 

Exposição fotográfica sobre a União Soviética no Memorial da América Latina

“Adeus aos camaradas do Partido Vilnus” (1991), de Antanas Suktus, na Galeria Marta Traba. Créditos: divulgação.
“Adeus aos camaradas do Partido Vilnus” (1991), de Antanas Suktus, na Galeria Marta Traba. Créditos: divulgação.

O Memorial da América Latina realiza até o próximo dia 15 de fevereiro a mostra “A União Soviética Através da Câmera: O Papel da Fotografia na Era Pós-stalinista”, que reúne cerca de 200 registros fotográficos que relatam os últimos 40 anos da extinta URSS captadas pelas lentes de seis fotógrafos.

A exposição, fruto da parceria entre a Fundação Memorial da América Latina e o Museu Oscar Niemeyer (MON), tem a produção da Ars et Vita, e está em exibição na Galeria Marta Traba.

O período das imagens realizadas na grande nação socialista vai desde 1956, época em que Nikita Khruschev denunciara os crimes cometidos durante a era de Stalin, até 1991, quando a União Soviética deixou de existir.

No dia da abertura da exposição, 6 de janeiro, o presidente da instituição, João Batista, após parabenizar os curadores – Maria Vragova (russa radicada no Brasil) e Luiz Gustavo Carvalho – ressaltou o seu “grandioso valor por representar um período tão importante que carece de registros”.

O curador Luiz Gustavo Carvalho enfatizou que as imagens exteriorizam o respeito à arte, à cultura e à educação, o legado deixado pela URSS, um dos principais protagonistas do século XX.

Além das fotografias, a exposição conta ainda com uma linha cronológica que vai desde o nascimento de Yuri Krivonossov, em Moscou, em 1926, até a dissolução da União Soviética, em 1991.

Há obras excelentes como “Noite branca em Moscou. Praça Komsomol” (1957), de Viktor Akhlomov; “Monumento ao conquistador do espaço” (1991), de Vladimir Bogdanov; “Yuri Gagarin e Che Guevara. Moscou” (1964), também de Akhlomov; e “Adeus aos camaradas do Partido Vilnus” (foto acima), de 1991, de Antanas Suktus.

SERVIÇO:
Exposição:
A União Soviética Através da Câmera: O Papel da Fotografia na Era Pós-stalinista
Onde: Memorial da América Latina – Galeria Marta Traba – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Quando: até 15/02/2016; de terça a domingo, das 9h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição em homenagem a Dorival Caymmi no Memorial da América Latina

Pintura de Dorival Caymmi que faz referência a "Dora", um de seus clássicos. Foto: Jorge Almeida
Pintura de Dorival Caymmi que faz referência a “Dora”, um de seus clássicos. Foto: Jorge Almeida

O Memorial da América Latina apresenta até o próximo domingo, 14 de junho, a exposição “Aos Olhos de Caymmi”, que traz dez ilustrações feitas pelo próprio Dorival Caymmi (1914-2008) a partir de dez canções de sua autoria, além de outros materiais relacionados às músicas.

Além de cantor e compositor, o artista soteropolitano também foi pintor e ilustrador, inclusive, vendeu quadros e participou em exposições em São Paulo e no exterior.

O conjunto das dez obras expostas no Salão de Atos compôs a Série Comemorativa aos 70 anos de Caymmi

No espaço dedicado a cada música, além da ilustração, há a partitura, o fonograma, curiosidades, intérpretes, enfim, todo o contexto que acerca cada tema.

Dessa forma, o visitante poderá ver, ouvir e conferir as canções: “O Que É Que a Baiana Tem?”, “Vatapá”, “Dora”, “Marina”, A Preta do Acarajé”, “João Valentão”, “ Rainha do Mar”, “Milagre”, “Vou Vê Juliana” e “Rosa Morena”.

SERVIÇO:
Exposição: Aos Olhos de Caymmi – Canções Ilustradas
Onde: Memorial da América Latina (Salão de Atos) – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Quando: até 14/06/2015; de terça a domingo, das 9h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “70 Anos do Fim da 2ª Guerra Mundial” no Memorial da América Latina

"Combates do Exército Vermelho nos Arredores de Stalingrado" na exposição que aborda os 70 anos do fim da II Guerra Mundial no Memorial da América Latina
“Combates do Exército Vermelho nos Arredores de Stalingrado” na exposição que aborda os 70 anos do fim da II Guerra Mundial no Memorial da América Latina

O Memorial da América Latina está com a exposição “70 Anos do Fim da 2ª Guerra Mundial” em exibição na Biblioteca Latinoamericana Victor Civita até o próximo dia 6 de junho. A mostra apresenta imagens que resumem o maior conflito militar da história da humanidade que ocorreu entre 1939 e 1945, que envolveu 62 das 73 nações existentes na época, ou seja, cerca de 80% da população terrestre.

Composta por fotografias de operações, da ambientação dos personagens reais, dos bombardeios aéreos, as táticas bélicas de cada lado, os flagrantes pontuais no campo de batalha, os oficiais alemães prisioneiros, os encontros diplomáticos, além de alguns recortes, panfletos, charges e cartazes sobre o assunto, oriundas do Museu Central da Grande Guerra Patriótica, da Rússia.

Conhecida pelos russos como “Grande Guerra Patriótica”, a mostra foi inaugurada há exatas sete décadas que os alemães assinavam a rendição incondicional, a 8 de maio de 1945, e exibe imagens raras extraídas dos antigos arquivos soviéticos e enfatizam especificamente a Batalha de Stalingrado, que ocorreu entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, ou seja, durou 200 dias e 200 noites.

Esse combate foi crucial para os rumos do conflito, pois, com o triunfo das tropas soviéticas, a guinada dos aliados deu-se inicio. Contudo, o saldo foi nada satisfatório: mais de dois milhões de mortos e feridos, entre militares e civis. Ao todo, a Segunda Guerra Mundial deixou mais de 50 milhões de mortos, os civis eram a maioria, incluindo nesse contexto o Holocausto dos judeus e as operações de limpeza étnica.

Entre as imagens que chamam atenção estão a de uma “Criança vítima de distrofia” e “Combates do Exército Vermelho nos Arredores de Stalingrado” (foto).

SERVIÇO:
Exposição: 70 Anos do Fim da 2ª Guerra Mundial
Onde: Memorial da América Latina – Biblioteca Latinoamericana Victor Civita – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – portões 1, 2 e 5 – Barra Funda
Quando: até 06/06/2015; de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; sábados, das 9h às 15h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida