Paris Saint-Germain: campeão da Supercopa da França 2019

Jogadores do PSG comemoram o 40º título do clube parisiense em 49 anos de existência. Foto: C.Gavelle/PSG

Com dois gols marcados no segundo tempo, o Paris Saint-Germain derrotou, de virada, o Rennes por 2 a 1 pela decisão da Supercopa da França (também conhecida como Trophée des Champions) neste sábado (3), no Shenzhen Universiade Sports Centre, em Shenzhen, na China, e, ainda, conseguiu a revanche diante do seu algoz na decisão da última Copa da França. Os bretões marcaram com Hunou, na etapa inicial, mas Mbappé e Di María viraram para os parisienses.

O Paris Saint-Germain teve a iniciativa e criou a primeira boa oportunidade da partida. Aos 11, em cobrança de falta da esquerda, Kehrer cabeceou firme e acertou o travessão. Contudo, na sequência, aos 12, Bourigeaud cruzou e Hunou aproveitou-se e deu um leve desvio para o gol, o suficiente para tirar do alcance de Aréola, e abriu o placar para o Rennes.

O PSG tentou dar o troco aos 15, com Sarabia arriscando de fora da área. No lance seguinte, aos 16, Meunier acionou o camisa 9 na área e, da linha de fundo, Sarabia tentou o passe para trás, mas Koubek interceptou e cedeu o escanteio. No minuto seguinte, foi a vez de Verratti arricar de fora da área e o goleiro do Rennes espalmar.

Os parisienses dominaram a partida com posse de bola no restante da etapa inicial, mas mostraram-se pouco efetivos no ataque, uma vez que erravam sempre o último passe ou eram impedidos pela marcação da defesa e pelo bom Koubek. Com isso, o PSG foi para o intervalo atrás do placar.

O segundo tempo começou agitado e, logo aos 12 minutos, o clube da capital francesa chegou ao empate. Marquinhos deu um passe por cima magistral para Sarabia pela direita e o espanhol ajeitou de primeira para a pequena área para Mbappé completar para o gol e empatar o duelo: 1 a  1.

Com a igualdade no placar, o técnico Thomas Tuchel tratou de buscar a virada e colocou o argentino De María em campo e manteve o time na ofensiva. Aos 14, Bernat cruzou da esquerda à meia altura, a redonda passou por Cavani e bateu em Sarabia e subiu por cima do gol. Aos 22, depois do escanteio, a defesa tirou parcialmente e, na sobra, Di María deu um tapa com a canhota, mas Koubek desviou para o escanteio.

A virada do Paris Saint-Germain estava a amadurecer e ela veio aos 27 minutos. Di María bateu falta com perfeição e colocou a bola no ângulo de Koubek, que sequer se mexeu. Um golaço do camisa 11. Virada do PSG na China.

O Rennes ainda tentou, mas não conseguiu buscar o empate e viu os adversários levantando mais uma taça para sua coleção, a nona da competição, sendo a sétima de forma consecutiva.

Com o primeiro título oficial da temporada 2019/2020, o Paris Saint-Germain estreará no Campeonato Francês no próximo domingo (11) contra o Nîmes em casa e dará o início da luta pela defesa do título nacional. No dia anterior, o Rennes jogará fora de casa contra o Montpellier na abertura do Francesão 2019/2020.

Na França, o PSG praticamente tem a obrigação de vencer tudo o que disputar por lá, pois, tem o melhor (e mais caro) elenco de todo aquele país. Então, para manter a hegemonia, os parisienses não estavam dispostos a fazer a repetir a “frustrada” temporada 2018/2019, quando ficou apenas com o Campeonato Francês e a Supercopa da França, perdendo as outras competições locais. Com isso, o técnico Thomas Tuchel colocou alguns reforços para a temporada em campo, como Dialla, recém-chegado do Borussia Dortmund; Ander Herrera (ex-Manchester United) e Pablo Sarabia, vindo do Sevilla, como titulares. Enquanto isso, Marquinhos assumira a faixa de capitão, pois Thiago Silva começou a decisão no banco de reservas. Além disso, o Paris Saint-Germain disputou a Supercopa da França sem Neymar, que cumpriu suspensão por conta de um incidente contra um torcedor na final da Copa da França da temporada passada. Assim, o tricolore de Paris, apesar do favoritismo, encontrou dificuldades contra o Rennes que, inclusive, saiu na frente em sua primeira investida ao ataque. No entanto, o PSG tentou arrancar o empate, mas terminou a etapa inicial derrotado. Situação que mudou ao longo do segundo tempo, quando Mbappé, que buscou o jogo o tempo todo, empatou e, depois, Di María, com uma bela cobrança de falta, virou a partida. Mas, se o clube da Cidade-Luz quer ambições maiores fora da França, como a tão sonhada UEFA Champions League, terá que fazer muito mais em relação ao que foi apresentado diante do modesto Rennes. Pois, dos titulares, apenas Marquinhos (que jogou de volante) e Mbappé mostraram-se estarem acima dos demais na qualidade técnica.

A seguir, a ficha técnica da decisão da Supercopa da França.

FICHA TÉCNICA: PARIS SAINT-GERMAIN 2×1 RENNES
Competição/Fase: Supercopa da França (Trophée des Champions) 2019 – final (jogo único)
Local: Shenzhen Universiade Sports Centre, Shenzhen (China)
Data: 3 de agosto de 2019, sábado – 8h35 (horário de Brasília)
Árbitro: Benoît Bastien (FRA)
Auxiliares: Frédéric Haquette (FRA) e Hicham Zakrani (FRA)
Cartões Amarelos: Meunier, Bernat, Di María, Sarábia e Mbappé (Paris Saint-Germain); Bourigeaud e Lea Siliki (Rennes)
Gols: Hunou, aos 13 min do 1º tempo (0-1); Mbappé, aos 12 min (1-1), e Di María, aos 28 min do 2º tempo (2-1)
PARIS SAINT-GERMAIN: 16.Aréola; 12.Meunier (2.Thiago Silva), 4.Kehrer, 22.Diallo e 14.Bernat; 5.Marquinhos (8.Paredes), 21.Ander Herrera (11.Di María) e 6.Verratti; 19.Pablo Sarabia 7.Mbappé e 9.Cavani. Técnico: Thomas Tuchel
RENNES: 40.Koubek; 14.Bourigeaud (34.Gboho), 3.Da Silva, 26.Gelin, 21.Morel e 17.Maouassa; 12.Lea Siliki (22.Del Castillo), 18.Carnavinga e 8.Grenier; 20.Tait e 23.Hunou (31.Boey). Técnico: Julien Stéphan

Parabéns ao Paris Saint-Germain Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Anúncios

Paris Saint-Germain: campeão francês 2018/2019

Jogadores do Paris Saint-Germain posam para a foto oficial. Créditos; @PSG_English

Antes de entrar em campo neste domingo (21) em jogo válido pela 33ª rodada do Campeonato Francês 2018/2019, o Paris Saint-Germain conquistou o seu oitavo campeonato nacional por conta do empate em 0 a 0 entre Lille e Toulouse, em Toulouse, hoje mais cedo e, portanto, não pode ser mais alcançado pelo segundo colocado do certame. Mas, no “jogo do título”, o PSG contou com a jornada inspirada de Mbappé, que fez os três gols da equipe diante do Monaco, que teve seu tento de honra feito por Golovín, neste domingo (21), no Parc des Princes, em Paris. Essa foi o oitavo “Francesão” conquistado pelo multimilionário time da capital francesa.
Antes da partida começar, a torcida do Paris Saint-Germain aplaudiu muito durante a homenagem aos bombeiros, policiais e pessoas que ajudaram no combate ao incêndio da Catedral de Norte-Dame. E as duas equipes entraram em campo com uma homenagem ao templo religioso.

Com a bola rolando, o Monaco quis surpreender logo aos dois minutos com Ballo-Touré que levantou na área, mas Marquinhos afastou. Depois, aos 6, Rony Lopes foi lançado, bateu cruzado, Areola defendeu parcialmente e a zaga alivia na sequência. Após o bom começo do adversário, o PSG entrou no jogo. Aos 8, Subašić se antecipou e cortou antes da chegada de Diaby. Na sequência, Daniel Alves tentou surpreender o goleiro croata e mandou por cima. Foi a última participação do arqueiro no jogo, pois precisou sair por conta de uma lesão na coxa. Mas o seu substituto, Benaglio, nem teve tempo para se aquecer e já precisou buscar a bola nas redes. Aos 15, Mpbappé iniciou o contra-ataque, acionou Diaby e recebeu na área com domínio e tocando com a direita, sem chances para o goleiro. Belo gol do camisa 7.

E o artilheiro do Campeonato Francês estava inspirado e queria mais. Aos 18, ele recebeu na área, mas foi abafado por Benaglio no momento do chute com a esquerda. Mbappé recebey lançamento de Verratti, aos 23, tentou passar por Glik, mas foi desarmado pelo zagueiro do Monaco. No lance seguinte, aos 25, Gerson Martins cruzou e Marquinhos quase marcou contra, mas a redonda foi devagar e permitiu a defesa de Areola.

Depois da boa chance da equipe de Leonardo Jardim, os parisienses partiram para o ataque. Aos 32, Mbappé recebeu ótimo lançamento de Paredes do meio-de-campo, porém, bateu cruzado para fora. No entanto, seis minutos depois, o camisa 7 recebeu de Paredes, tabelou com Daniel Alves e tocou na saída de Benaglio para marcar o seu segundo tento no jogo: 2 a 0 para o PSG.

Com o placar adverso, o clube do Principado até tenta reagir, mas acaba por falhar na conclusão das jogadas, como aos 39, quando Ballo-Touré errou um passe fácil e desperdiçou uma ótima chance para o Monaco. O Paris Saint-Germain respondeu aos 42 com Mbappé, que chutou fraco e sem ânguo para a defesa de Benaglio. E, antes do fim do primeiro tempo, aos 44, o Monaco ainda teve uma boa chance com Gelson Martins, que pegou a sobra na área e obrigou Areola espalmar por cima do gol. Mas a etapa inicial terminou com vitória parcial dos donos da casa por 2 a 0.

Na volta para o segundo tempo, as duas equipes vieram alteradas: pelo PSG Kurzawa deu lugar a Neymar e Carlos Vinícius substituiu o apagado Falcao García. Bastante aplaudido pela torcida, Neymar se esforçou e tentou algumas jogadas, mas o sistema defensivo do Monaco mostrou-se eficiente nos primeiros minutos da etapa complementar.

No entanto, o Paris Saint-Germain fez uma verdadeira blitz. Aos sete, Mbappé avançou pela esquerda, entrou na área e mandou na trave e, na sobra, Daniel Alves tabelou com Dagba e bateu para fora. No minuto seguinte, Diaby marcou após passe de Neymar, mas estava em impedimento. Até que, aos 11, Verratti deu excelente passe para Dani Alves e o lateral brasileiro só rolou para o camisa 7 completar para as redes e fazer o hat-trick: 3 a 0.

Apesar dos três gols sofridos, o Monaco não se abateu e tentou amenizar o prejuízo. Aos 17, Golovín arriscou da entrada da área, mas mandou para longe do gol. Dois minutos depois, a bola ficou “viva” na área do PSG, Carlos Vinícius não conseguiu a finalização e Marquinhos se deu bem no lance. Em outra jogada, aos 24, Golovín, completamente livre na área, desviou de cabeça depois de cruzamento da esquerda. O PSG respondeu no minuto seguinte, Diaby tentou acionar Neymar, mas exagerou na força do passe e o brasileiro, apesar de tentar saltar, não alcançou.

E, justamente no “jogo do título”, o PSG voltou a ter em campo o seu principal trio de ataque: Mbappé, Neymar e Cavani, que voltou a jogar depois de se recuperar de lesão. Mas, aos 35, foi o alvirrubro do Principado que fez o seu gol de honra. Marquinhos bateu cabeça com Kehrer e a bola acabou sobrando para Golovín e o russo não perdoou e fez o tento. A equipe da Cidade-Luz até chegou a marcar o quarto gol aos 40 minutos, mas a arbitragem marcou o impedimento. Daí, a partida seguiu até os 49 minutos com a equipe da casa fazendo a festa. Fim de jogo no Pac des Princes: PSG 3, Monaco 1. O Paris Saint-Germain conquista o Campeonato Francês pela oitava vez.

Depois de tropeçar nos últimos três jogos quando precisaria de apenas dois pontinhos para ser campeão, finalmente, o Paris Saint-Germain conseguiu o objetivo. E isso porque o título já veio antes mesmo de o clube de Paris entrar em campo contra o Monaco. Mas, para não decepcionar seus torcedores mais uma vez, a equipe de Thomas Tuchel entrou em campo em ritmo de treino e em uma tarde inspiradíssima de Mbappé, que anotou três gols no jogo e se isolou ainda mais na artilharia do campeonato ,com 30 gols. O jogo também marcou as voltas de Neymar e Cavani, que ficaram de fora durante boa parte da competição por conta de lesão. Apesar de ter finalizado mais a gol, o poderio ofensivo do Monaco não chegou a incomodar o sistema defensivo do PSG, mas ainda assim, o clube do Principado chegou a descontar com Golovín.

Com a vitória, o PSG chegou aos 84 pontos e, caso vença os cinco jogos restantes, chegará a incrível marca de 99 pontos, o que lhe poderá render a melhor marca da história da Ligue 1. Além disso, o Paris Saint-Germain ainda terá a final da Copa da França, no próximo sábado (27), contra o Rennes.

A seguir, o resumo da campanha, a classificação geral do campeonato* e a ficha técnica do “jogo do título” do campeão.

Data – Jogo – Local:
12/08/2018 – Paris Saint-Germain 3×0 Caen – Parc des Princes, Paris
18/08/2018 – Guingamp 1×3 Paris Saint-Germain – Stade du Roudourou, Guingamp
25/08/2018 – Paris Saint-Germain 3×1 Angers – Parc des Princes, Paris
1º/09/2018 – Nimes Olympique 2×4 Paris Saint-Germain – Stade des Costiêres, Nimes
14/09/2018 – Paris Saint-Germain 4×0 Saint-Etienne – Parc des Princes, Paris
22/09/2018 – Rennes 1×3 Paris Saint-Germain – State de La Route de Lorient, Rennes
26/09/2018 – Paris Saint-Germain 4×1 Reims – Parc des Princes, Paris
29/09/2018 – Nice 0x3 Paris Saint-Germain – Allianz Riviera, Nice
07/10/2018 – Paris Saint-Germain 5×0 Lyon – Parc des Princes, Paris
20/10/2018 – Paris Saint-Germain 5×0 Amiens – Parc des Princes, Paris
28/10/2018 – Olympique de Marseille 0x2 Paris Saint-Germain – Velódrome, Marselha
02/11/2018 – Paris Saint-Germain 2×1 Lille – Parc dos Princes, Paris
11/11/2018 – Monaco 0x4 Paris Saint-Germain – Louis II, Mônaco
24/11/2018 – Paris Saint-Germain 1×0 Toulouse – Parc des Princes, Paris
02/12/2018 – Bourdeaux 2×2 Paris Saint-Germain – Matmut Atlantique, Bordéus
05/12/2018 – Strasbourg 1×1 Paris Saint-Germain – Stade de La Mainau, Estrasburgo
20/02/2018 – Paris Saint-Germain 5×1 Montpellier – Parc des Princes, Paris
12/03/2019 – Dijon 0x4 Paris Saint-Germain – Stade Gaston-Gérard, Dijon
22/12/2018 – Paris Saint-Germain 1×0 Nantes – Parc des Princes, Paris
12/01/2019 – Amiens 0x3 Paris Saint-Germain – Stade de La Licorne, Amiens
19/01/2019 – Paris Saint-Germain 9×0 Guingamp – Parc des Princes, Paris
27/01/2019 – Paris Saint-Germain 4×1 Rennes – Parc des Princes, Paris
03/02/2019 – Lyon 2×1 Paris Saint-Germain – Parc Olympique Lyonnais, Décines-Charpieu
09/02/2019 – Paris Saint-Germain 1×0 Bordeaux – Parc des Princes, Paris
17/02/2019 – Saint-Étienne 0x1 Paris Saint-Germain – Geoffroy Guichard, Saint-Étienne
23/02/2019 – Paris Saint-Germain 3×0 Nimes – Parc des Princes, Paris
02/03/2019 – Caen 1×2 Paris Saint-Germain – Stade Michel D’Ornand, Caen
17/04/2019** – Nantes 3×2 Paris Saint-Germain – Stade de La Beaujoire, Nantes
17/03/2019 – Paris Saint-Germain 3×1 Olympique de Marseille – Parc des Princes, Paris
31/03/2019 – Toulouse 0x1 Paris Saint-Germain – Stade Municipal de Toulouse, Toulouse
07/04/2019 – Paris Saint-Germain 2×2 Strasbourg – Parc des Princes, Paris
14/04/2019 – Lille 5×1 Paris Saint-Germain – Stade Pierre-Mauroy, Villeneuve
20/04/2019 – Paris Saint-Germain 3×1 Monaco – Parc des Princes, Paris
28/04/2019 – Montpellier x Paris Saint-Germain – Stade de La Mosson, Montpellier***
04/05/2019 – Paris Saint-Germain x Nice – Parc des Princes, Paris***
11/05/2019 – Angers x Paris Saint-Germain – Jean-Bouin Stadium, Angers***
18/05/2019 – Paris Saint-Germain x Dijon – Paris Saint-Germain, Paris***
25/05/2019 – Reims x Paris Saint-Germain – Stade Auguste-Delaune II, Reims***
** Partida adiada
*** Partidas a serem disputadas

Pos. – Equipe – Pontos:
1. Paris Saint-Germain – 81 pontos (campeão)
2. Lille – 65
3. Saint-Étienne – 57
4. Lyon – 57
5. Olympique de Marseille – 54
6. Montpellier – 51
7. Reims – 48
8. Nice – 48
9. Nímes – 46
10. Strasbourg – 44
11. Rennes – 43
12. Angers – 41
13. Nantes – 40
14. Bordeaux – 38
15. Toulouse – 36
16. Monaco – 32
17. Amiens – 32
18. Dijon – 28
19. Caen = 26
20. Guingamp – 24
* Até a 33ª rodada

FICHA TÉCNICA: PARIS SAINT-GERMAIN 3×1 MONACO
Competição/Fase: Campeonato Francês 2018/2019 – 33ª rodada
Local: Parc des Princes, Paris, França
Data: 21 de abril de 2019, domingo – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Benoit Bastiem
Cartão Amarelo: Glik (Monaco)
Gols: Mbappé, aos 15 min (1-0), aos 38 min do 1º tempo (2-0) e aos 11 min do 2º tempo (3-0); e Golovín, aos 35 min do 2º tempo (3-1)
PARIS SAINT-GERMAIN: 16.Aréola; 4.Kehrer, 5.Marquinhos e 3.Kimpembé; 8.Paredes (9.Cavani), 6.Verratti (23.Draxler), 31.Dagba, 20.Kurzawa (10.Neymar), 13.Dani Alves e 27.Diaby; 7.Mbappé. Técnico: Thomas Tuchel
MONACO: 1.Subašić (Benaglio); 39.Henrichs, 25.Glik, 32.Badiashile e 2.Ballo; 15.Silva, 5.Jemerson, 29.Gelson Martins, 7.Rony Lopes e 17.Goloviín. 9.Falcao García. Técnico: Leonardo Jardim

Parabéns ao Paris Saint-Germain Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

França: campeã da Copa do Mundo FIFA 2018

Jogadores da França erguem o troféu mais cobiçado do mundo. Foto: REUTERS/Darren Staples

A França consagrou-se bicampeã mundial ao derrotar a Croácia por 4 a 2 na final da Copa do Mundo FIFA 2018, no Estádio Lujniki, em Moscou. Com gols de Mandžukić (contra e que também descontou para os croatas), Griezmann, de pênalti, Pogba e Mbappé, os Bleus foram cirúrgicos diante dos esgotados croatas, que chegaram a empatar com Perisić deixando a partida em 1 a 1 no primeiro tempo. Mas os franceses chegaram mais inteiros na decisão e conseguiram fazer os gols diante dos heroicos croatas, que vinham de uma sequência de três prorrogações. Com o título, a seleção “tricolore” se junta a Argentina e Uruguai com duas Copas do Mundo cada. Desde 2002, essa foi a primeira decisão de Mundial que não foi para a prorrogação.

Antes de a bola rolar, a tradicional cerimônia de encerramento que teve entre as atrações o ator (e cantor) Will Smith e do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e, claro, presença das autoridades dos dois países (Emanuel Macron, representante francês e a presidente da Croácia Kolinda Grabar-Kitarović) em conjunto com o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Capitão da Alemanha no título de 2014, Phillipp Lahm entrou em campo com a taça ao lado da modelo Natalia Vodianova e a apresentou ao estádio (como campeão mundial, ele tem autorização de tocar no troféu sem usar luvas).

A Croácia tomou a iniciativa do jogo mantendo a posse de bola e a França se controlando no campo de defesa. Aos dez. Rakitić fez um bom lançamento para Perišić na área, mas o camisa 4 errou no domínio e deixou a bola sair. Os comandados de Zlatko Dalić tomavam conta da partida nos primeiros quinze minutos.

Aos 17, Griezmann chegou próximo da área e, na tentativa de passar pela marcação, caiu e pediu falta, e o árbitro argentino Nestor Pitana marcou. Na cobrança, o camisa 7 levantou na área, Varane tentou desviar, não alcançou e, para sua infelicidade, Mandžukić resvalou de cabeça na bola e mandou contra o próprio patrimônio: 1 a 0 para a França.

A seleção do uniforme quadriculado tentou dar o troco de imediato. Aos 20 Modrić jogou a redonda na área e Vida cabeceou para fora. Os franceses responderam aos 22 com Pogba lançando Mbappé, que foi desarmado no momento exato por um carrinho salvador de Vida. Aos 28, Modrić cobrou falta em direção à área, Vrsaljko subiu e escorou para o meio, Mandžukić disputou no alto com Pogba, e Rebić também desviou, até que Vida pegou a sobra e escorou para Perišić, que limpou Kanté e soltou a bomba com a esquerda. A bola desviou em Varane e foi para as redes. Empate da Croácia.

Mas, o camisa 4 foi do céu para o inferno em menos de dez minutos. Aos 33, Griezmann cobrou escanteio no primeiro pau, Matuidi tentou o desvio, o mesmo Perišić, autor do gol de empate dos croatas, mandou a bola para escanteio. Os franceses reclamaram ao árbitro que o desvio do feito com a mão e, diante dos protestos, Nestor Pitana foi consultar o VAR e confirmou o pênalti. Na cobrança, Griezmann cobrou no canto esquerdo de Subašić e colocou a França na frente novamente.

Os valentes Vatreni não se abateram e partiram para a luta. Aos 40, Perišić partiu em velocidade pela esquerda e cruzou para Rebić, que finalizou travado e a bola sobrou limpa para Lloris. E, antes do final da etapa inicial, aos 43, Rakitić cobrou escanteio, a redonda foi desviada na primeira trave e bateu na zaga francesa e saiu. Depois do novo escanteio, a bola ficou “viva” na área e Giroud aliviou ao dar um chutão e afastar o perigo. Dois minutos mais tarde, após outro escanteio, foi a vez de Vida desviar de cabeça e mandar a esférica para fora. Aos 47, Vrsaljko cruzou na área, mas Perišić chegou atrasado. A Croácia criou boas chances de empatar no primeiro tempo, mas não obteve êxito. A decisão chegou ao intervalo com vantagem francesa. Aliás, essa foi a primeira final de Copa do Mundo com três gols no primeiro tempo desde a decisão de 1974 e a primeira com pelo menos três tentos desde 1998.

No minuto inicial da segunda etapa, a Croácia voltou a pressionar, com Rebić tocando para Vrsaljko, que cruzou na área e Lloris saiu para ficar com a bola. Os franceses contra-atacaram no lance seguinte em jogada pela direita com Giroud, que ajeitou para Griezmann bater de fora da área e Subašić pegou sem dificuldades. Na sequência, foi a vez de Lloris subir e defender o chute de Rebić. O arqueiro francês atuou de lídero, aos quatro, depois que Brozović tentou lançar  Perisić em profundidade. A seleção croata seguiu a pressão, investindo especialmente nas jogadas pelas laterais.

Aos seis, Pogba lançou Mbappé pela direita, o camisa 10 deu uma arrancada, deixou Vida para trás, bateu cruzado, mas Subašić se antecipou e travou o chute do atacante do PSG. Em seguida, os stewards tiveram de entrar em ação porque, quando a Croácia puxava contra-ataque com Rakitić, três torcedores invadiram o campo e foram retirados.

A partida seguiu. Contudo, aos 13, Pogba lançou (mais uma vez) Mbappé pela direita, que cruzou para Griezmann. O jogador do Atlético de Madrid ajeitou para o mesmo Pogba, que chegou batendo, mas a bola bateu na zaga e o camisa 6 ficou com o rebote, deu um tapa com o pé esquerdo e aumentou a vantagem dos Bleus: 3 a 1.

Precisando atacar para amenizar o prejuízo, a Croácia foi deixando espaços para a França contra-atacar e tentar apertar a saída. Porém, aos 19, Hernández em jogada pela esquerda, passou por Mandžukić e tocou no meio para Mbappé, que recebeu na entrada da área e bateu firme no canto de Subašić e sacramentar o título da França: 4 a 1. Com o tento, o camisa 10, no auge de seus 19 anos, é o segundo jogador mais jovem a fazer gol em final de Copa do Mundo, ficando apenas atrás de Pelé que, em 1958, com 17 anos fez dois contra a Suécia na ocasião.

Apesar de estar com uma enorme desvantagem de três gols, a valente equipe croata não se entregou. Aos 23, Varane recuou a bola para Lloris que, sozinho, tentou fintar Mandžukić, mas o experiente atacante chegou na dividida, tomou a bola, que foi parar nas redes. Imediatamente, o jogador da Juventus pegou a redonda para colocá-la no círculo central.

Em seguida ao gol croata, a França tratou de trocar passes para dar uma acalmada no ímpeto do adversário, que tentou acelear o jogo em busca do improvável empate. Aos 32, Modrić jogou na área, Varane afastou e, na sobra, Rakitić tentou de fora da área, por cima do gol. Quatro minutos depois, Pjaca, que entrou no lugar de Strinić, foi lançado nas costas da zaga, mas errou o domínio que o deixaria cara a cara com Lloris.

Com uma vantagem confortável, a França fez o “feijão com arroz” e ainda deu tempo de uma tentativa. Aos 41, depois de receber de Griezmann, Fekir (substituto de Giroud, o camisa 9 que não marcou gol nesta Copa) tentou de fora da área, mas Subašić caiu e fez a defesa. Na sequência, Rakitić arriscou de fora da área e mandou por cima do gol.

Nos acréscimos, aos 47, Mbappé cobrou falta na área, Pogba apareceu sozinho e, na hora de finalizar, furou e desperdiçou uma grande chance. Mas, tudo bem, ele tem crédito com os companheiros. Eis que aos 50 minutos, Nestor Pitana decretou o fim de jogo, em Moscou, França 4, Croácia 2. Depois de 20 anos, os Bleus conquistam o mundo novamente. E, com o feito, Didier Dechamps repete o feito conseguido apenas por Zagallo e Franz Beckenbauer: campeão mundial como jogador e como treinador. Inclusive, com seis gols na decisão deste domingo, esse foi a final com mais gols desde 1958, quando o Brasil fez 5 a 2 na Suécia.

Merecidamente França e Croácia chegaram a essa decisão. Talvez, o chaveamento das fases anteriores favoreceu mais os croatas até a final. Porém, isso não desmerece a campanha da seleção xadrez. Afinal, eles terminaram líderes do grupo que tinha uma das favoritas ao título, a Argentina que, inclusive, tomou um chocolate deles. No mata-mata, Modrić e companhia sempre começaram com a desvantagem, mas conseguiram a reação e levaram as partidas sempre para a prorrogação. E, com isso, praticamente chegaram à finalíssima fazendo “sete jogos em oito” (contabilizando que, somados, todos os minutos disputados na prorrogação foi o equivalente a uma partida inteira, ou seja, cerca de 90 minutos). Essa sequência de tempos extras, talvez, tenha feito a diferença na preparação para o jogo derradeiro desta Copa. Por outro lado, os Bleus, simplesmente deixaram dois campeões do mundo pelo caminho (Argentina e Uruguai) e, na semifinal, eliminou a seleção que tirou outro favorito ao título do caminho na fase anterior e que trazia aquela que é considerada a melhor geração de futebol de seu país, a Bélgica.

Fisicamente mais exaustos, a Croácia encarou a França de igual para igual. Tomou a iniciativa e era melhor no jogo quando o gol francês saiu após a infelicidade de Mandžukić em desviar a bola que balançou as próprias redes, justo ele, o responsável pelo tentou que colocou o seu jovem país à inédita final de Copa do Mundo. Os croatas ainda reagiram e empataram.com um golaço de Perišić, que cometera o pênalti pouco tempo depois. Os franceses, por sua vez, tiraram proveito da velocidade de seu setor ofensivo, especialmente com Mbappé e a categoria de Paul Pogba e, chegaram aos outros dois gols justamente com eles. Mesmo perdendo por 4 a 1, a Croácia não jogou a toalha (sem trocadilho com o quadriculado de seu uniforme) e ainda descontou com Mandžukić. Mas, não foi dessa vez que o futebol teve um novo campeão mundial, mas consolidou uma safra de jovens valores franceses que ainda vão dar muito o que falar. Na final, a Croácia caiu, mas caiu de pé. Não desistiram da luta. Foram guerreiros e, certamente, apesar do vice-campeonato, serão recebidos como heróis em Zagreb. Mas os franceses fizeram por merecer o título. Jogaram bem nessa Copa. E é bem capaz de um jovem de 19 anos roubar a cena na premiação de melhores do mundo e ameaçar a hegemonia de Messi e Cristiano Ronaldo.

Nas premiações individuais, o inglês Harry Kane levou a Chuteira de Ouro, por ter sido o artilheiro da Copa com seis gols, enquanto Griezmann e o belga Lukaku, ambos com quatro gols, ficaram com as Chuteira de Prata e Bronze, respectivamente. Já o Prêmio FIFA Bola de Ouro, concedido ao melhor jogador do torneio, ficou com Modrić, enquanto Hazard ficou com a Bola de Prata e Griezmann com a Bola de Bronze. Além deles, Courtois também foi premiado com a Luva de Ouro, dada ao melhor goleiro da competição, e Mbappé foi agraciado com o Prêmio FIFA Melhor Jogador Jovem. A seleção da Espanha recebeu o Troféu FIFA Fair Play por ter sido a equipe menos faltosa. E, só para reforçar: na disputa do terceiro lugar, a Bélgica fez 2 a 0 na Inglaterra.
Com o título da Copa do Mundo, a França completa uma trinca curiosa de três bicampeonatos: Copa do Mundo (1998 e 2018), Eurocopa (1984 e 2000) e Copa das Confederações (2001 e 2003).

E, assim, termina a Copa do Mundo FIFA 2018, que já entrou para a história e deixará saudades. Agora, que venha o Mundial de 2022, que será disputado no Catar no final do ano devido às condições climáticas do país.

A seguir, a relação dos jogadores campeões mundiais, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Núm. / Jogador / Posição / Clube:
1. Hugo Lloris – goleiro – Tottenham (ING)
16. Steve Mandanda – goleiro – Olympique de Marseille (FRA)
23. Areola – goleiro – Paris Saint-Germain (FRA)
2. Benjamin Pavard – zagueiro e lateral – Stuttgart (ALE)
3. Presnel Kimpembe – zagueiro – Paris Saint-Germain (FRA)
4. Raphael Varane – zagueiro – Real Madrid (ESP)
5. Samuel Umtiti – zagueiro – Barcelona (ESP)
17. Adil Rami – zagueiro – Olympique de Marseille (FRA)
19. Djibril Sidibé – lateral – Monaco (FRA)
21. Lucas Harnández – zagueiro e lateral – Atlético de Madrid (ESP)
22. Benjamin Mendy – lateral – Manchester City (ING)
6. Paul Pogba – meia – Manchester United (ING)
8. Thomas Lemar – meia – Atlético de Madrid (ESP)
12. Corentin Tolisso – meia – Bayern de Munique (ALE)
13. N’Golo Kanté – meia – Chelsea (ING)
14. Blaise Matuidi – meia – Juventus (ITÁ)
15. Steve N’zonzi – meia – Sevilla (ESP)
7. Antoine Griezmann – atacante – Atlético de Madrid (ESP)
9. Olivier Giroud – atacante – Chelsea (ING)
10. Kylian Mbappé – atacante – Paris Saint-Germain (FRA)
11. Ousmane Dembélé – atacante – Barcelona (ESP)
18. Nabil Fekir – atacante – Lyon (FRA)
20. Florian Thauvin – atacante – Olympique de Marseille (FRA)
Técnico: Didier Deschamps

Fase de Grupos (Grupo C):
16/06 – França 2×1 Austrália – Arena Kazan, Cazã
21/06 – França 1×0 Peru – Estádio Central, Ecaterimburgo
26/06 – Dinamarca 0x0 França – Estádio Lujniki, Moscou
Oitavas-de-final:
30/06 – França 4×3 Argentina – Arena Kazan, Cazã
Quartas-de-final:
06/07 – Uruguai 0x2 França – Estádio de Nijni Novgorod, Nijni Novgorov
Semifinal:
10/07 – França 1×0 Bélgica – Estádio Krestovsky, São Petersburgo
Final:
15/07 – França 4×2 Croácia – Estádio Lujniki, Moscou

FICHA TÉCNICA: FRANÇA 4×2 CROÁCIA
Competição/fase:
Copa do Mundo FIFA 2018 – final (jogo único)
Local: Estádio Luzhniki, Moscou, Rússia
Data: 15 de julho de 2018, domingo – 12h (horário de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (ARG)
Assistentes: Hernan Maidana (ARG) e Pablo Belatti (ARG)
Cartões Amarelos: Kanté e Hernández (FRA); Vrsaljko
Gols: Mandžukić (contra), aos 18 min do 1º tempo (1-0) e aos 24 min do 2º tempo (4-2); Perisić, aos 28 min do 1º tempo (1-1); Griezmann, de pênalti, aos 38 min do 1º tempo (2-1); Pogba, aos 14 min do 2º tempo (3-1); e Mbappé, aos 20 min do 2º tempo (4-1)
FRANÇA: 1.Lloris; 2.Pavard, 4.Varane, 5.Umtiti e 21.Hernández; 13.Kanté (Nzonzi), 6.Pogba, 10.Mbappé, 14.Matuidi (12.Tolisso) e 7.Griezmann; 9.Giroud (18.Fekir). Técnico: Didier Deschamps
CROÁCIA: 23.Subašić; 2.Vrsaljko, 6.Lovren, 21.Vida e 3.Strinić (20.Pjaca); 7.Rakitić, 11.Brozović, 18.Rebić (18.Kramarić), 4.Perišić e 10.Modrić; 17. Mandžukić. Técnico: Zlatko Dalić

Parabéns a Fédération Française de Football. “Allez les Bleus”.

Por Jorge Almeida