Real Madrid: campeão da Supercopa da Europa 2017

Cristiano Ronaldo, que jogou apenas 20 minutos, ergue a taça da Supercopa da Europa na Macedônia. Foto: Getty Images

O Real Madrid derrotou o Manchester United por 2 a 1 nesta terça-feira (8) na decisão da Supercopa da Europa 2017, disputada no Estádio Felipe II, em Escópia, na Macedônia. Os gols da partida foram marcados por Casemiro e Isco para os Merengues, enquanto Lukaku descontou para os Reds Devils. A taça da competição que põe frente à frente os campeões da última Liga dos Campeões contra o atual vencedor da Liga Europa foi conquistada pela quarta vez pela equipe madrilenha, enquanto os ingleses amargam o terceiro vice do certame.

O jogo começou com o Manchester United mais disposto e marcando o Real Madrid no campo de defesa, embora os Merengues foi quem criaram a primeira chance aos dois minutos. Marcelo cruzou na área para Bale, que cabeceou por cima da meta de De Gea.

No entanto, a partir dos dez minutos, o clube espanhol começou a gostar do jogo e passou a valorizar a posse de bola e a troca de passe. Dessa forma, as oportunidades foram surgindo. Aos 15, depois da cobrança de escanteio, Casemiro cabeceou e acertou o travessão. Dois minutos depois, o volante brasileiro arriscou de fora da área por cima do gol. Aos 21, foi a vez de Modrić avançar pela direita e chutar cruzado para a defesa do goleiro dos Reds Devils.

E, de tanto insistir, Casemiro foi premiado aos 23 minutos. O camisa 14 recebeu de Carvajal e, de primeira, bateu no canto e tirou o zero do placar. Os jogadores do United pediram impedimento, mas o árbitro italiano validou o gol do clube de Madri.

Depois do gol, o Real seguiu melhor no jogo até que, aos 30 minutos, a partida precisou ser paralisada por conta do forte calor na capital da Macedônia.

E, por falta de inteligência, Lukaku impediu o que poderia ser uma chance de gol para os Diabos Vermelhos aos 34. Herrera desarmou Kroos no campo de defesa do Real, e foi em direção da bola, mas o camisa 9, que estava à frente,  foi em direção da bola e caracterizou o impedimento.

Antes do intervalo, as duas equipes ainda tiveram mais duas oportunidades, uma para cada. Aos 42, a bola foi dividida na área dos ingleses e sobrou para Benzema arricar de dentro da área para De Gea fazer ótima defesa e a defesa afastar. E, aos 45, Pogba cruzou para Lukaku na área, que cabeceou para o meio do gol para fácil defesa de Navas.

No segundo tempo, o Real Madrid continuou em cima do United. No primeiro minuto, Kroos arriscou da entrada da área para uma defesa espetacular de De Gea. No minuto seguinte, os Diabos Vermelhos vacilaram na saída de bola e Marcelo avançou, entrou na área e soltou a bomba para desviar na zaga e sair pela linha de fundo.

A pressão madrilenha surtiu efeito aos seis minutos. Benzema tocou para Isco, que tabelou com Bale, e entrou livre na área e tocar na saída do goleiro para aumentar a vantagem merengue em Escópia, 2 a 0.

O Manchester United tratou de agir após levar o segundo tento. Aos 8, cruzamento da direita, Pogba cabeceou, Navas defendeu parcialmente e, no rebote, Lukaku mandou para fora, desperdiçando uma chance incrível.

José Mourinho resolveu apostar na força física e nas jogadas aéreas. Além de ter colocado Rashford no lugar do apagado Lingard na volta do intervalo, o treinador português promoveu a entrada do belga Fellaini na vaga de Ander Herrera. A partida tomou outro rumo, mas antes, aos 13, Modrić arriscou de fora da área para boa defesa de De Gea. Dois minutos mais tarde, o Real chegou tocando até Bale entrou livre, soltou a bomba e acertou o travessão.

No lance seguinte, Matić chutou de fora da área, Navas deu rebote e Lukaku empurrou para as redes e pôs o United no jogo.

O gol deu uma “sobrevida” ao clube do Old Trafford, que passou a tocar mais a bola, ganhou espaço e disposição para buscar o empate.

Assim foi na etapa inicial, o segundo tempo também teve uma parada para os atletas se hidratarem, aos 27. Quatro minutos depois, Fellaini e Sergio Ramos disputaram pelo alto, bateram cabeça e o belga levou a pior por ter um corte e presicou de atendimento médico para controlar o sangramento.

O Manchester esteve perto do empate aos 36. Mkhitaryan deixou Rashford na cara do gol, mas Navas deu um desvio providencial para escanteio e evitou a igualdade no marcador. Na sequência, em um rápido contragolpe, Benzema partiu pela esquerda, bateu cruzado e a redonda desviou na zaga.

Aos 41, em um lance pitoresco, o United cobrou falta da lateral diretamente para a meta, Navas entrou dentro do gol, mas deixou a bola do lado de fora, quase ele levara um frango. Porém, aos 45, o arqueiro costarriquenho se redimiu ao voar e fazer uma bela defesa na cabeçada de Fellaini. No minuto seguinte, Lucas Vázquez, substituto de Isco, fez boa jogada individual pela direita, tocou para o meio e Asensio, que entrou no lugar de Bale, bater de primeira para De Gea fazer um milagre. Na cobrança de escanteio, Sergio Ramos cabeceou e jogou para fora.

Assim, aos 52 minutos da etapa complementar, o árbitro italiano Gianluca Rocchi decretou o fim da decisão: Real Madrid 2, Manchester United 1.

A decisão da Supercopa da Europa praticamente deu o pontapé inicial da temporada 2017/2018 no futebol do Velho Mundo. E, ainda em ritmo de pré-temporada, os dois clubes mais ricos do planeta começaram a final de forma até um pouco lenta, com os ingleses esboçando uma pressão inicial, mas o entrosamento, o toque de bola e a qualidade técnica do time galáctico deu as caras e, em pouco tempo, dominou a etapa inicial, especialmente Casemiro. O jogador brasileiro incomodou bastante os Reds Devils: acertou a trave, arriscou um chute e fez o primeiro gol do jogo. Atuou como um elemento surpresa que confundiu a defesa da equipe de José Mourinho com suas investidas ao ataque, sempre como elemento surpresa. Na volta do intervalo, o domínio do Real Madrid, que começou sem seu principal jogador, Cristiano Ronaldo, veio com tudo e chegou ao gol antes dos dez minutos em uma bela jogada que terminou com a conclusão de Isco. A saída para os Diabos Vermelhos foi a força física. José Mourinho tratou de colocar os jogadores altos e bons cabeceadores para correr atrás do prejuízo. Não conseguiu o empate, mas amenizou com o gol marcado por Lukaku. Em contrapartida, o United desperdiçou pelo menos duas ótimas oportunidades de empatar o jogo, assim como o Real Madrid também teve suas chances de consolidar o título com o terceiro gol, mas o travessão e, principalmente, De Gea impediram. E, dessa forma, o clube espanhol conquistou a sua quarta Supercopa da Europa e, nos próximos dias, entrará em campo para a disputa de outro título: a Supercopa da Espanha contra o arquirrival Barcelona em dois jogos.

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: REAL MADRID (ESP) 2×1 MANCHESTER UNITED (ING)
Competição/fase: Supercopa da Europa 2017 – final (jogo único)
Data: 8 de agosto de 2017, quarta-feira, 15h45 (horário de Brasília)
Local: Estádio Felipe II, Escópia, Macedônia
Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)
Assistentes: Elenito Di Liberatore e Mauro Tonolini, ambos da Itália
Cartões Amarelos: Carvajal e Sergio Ramos (Real Madrid); Lingard e Rashford (Manchester United)
Gols: Casemiro, aos 24 min do 1º tempo (1-0); Isco, aos 6 min (2-0), Lukaku, aos 16 min do 2º tempo (2-1)
REAL MADRID: 1.Navas; 2.Carvajal, 5.Varane, 4.Sergio Ramos e 12.Marcelo; 14.Casemiro, 10.Modrić e 8.Kroos; 11.Bale (20.Asensio), 22.Isco (17.Lucas Vazquez) e 9.Benzema (7.Cristiano Ronaldo). Técnico: Zinédine Zidane
MANCHESTER UNITED: 1.De Gea; 25.Valencia, 2.Londelöf, 12.Samlling e 36.Darmian; 31.Matić, 21.Ander Herrera (27.Fellaini) e 6.Pogba; 22.Mkhitaryan, 14.Lingard (19.Rashford) e 9.Lukaku. Técnico: José Mourinho

Parabéns ao Real Madrid Club de Fútbol pelo título.

Por Jorge Almeida

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Manchester United: campeão da Liga Europa 2016/2017

Jogadores do Manchester United comemoram o título inédito da UEFA Europa League. Créditos: Reuters

O Manchester United derrotou o Ajax na final da UEFA Europa League 2016/2017 por 2 a 0 na Friends Arena, em Estocolmo, na Suécia, nesta quarta-feira (24), com gols de Pogba e Mkhitaryan. Além do título inédito, os Reds Devils garantiram uma vaga para a próxima UEFA Champions League e ainda disputar a decisão da Supercopa da Europa contra Real Madrid ou Juventus. Esse foi o quarto título continental conquistado por José Mourinho – duas Liga Europa (Copa da UEFA) e duas Liga dos Campeões, o que faz dele o único a conseguir tal façanha.

O jogo começou com o Manchester United pressionando e criando a primeira chance de gol logo aos 25 segundos de partida. Em jogada pela direita, os Reds Devils alçaram a bola na área, o goleiro Onana se chocou com o companheiro e a bola sobrou para Pogba, próximo à meia-lua, e o camisa 6 dominou no peito e emendou de primeira, mas a bola saiu à direita da meta.

Nos minutos iniciais da partida, o time de José Mourinho estava melhor em campo. Tanto que o Ajax só levou perigo aos 14 minutos. Em jogada individual pela esquerda, Younes tocou para Traoré que, de dentro da área, soltou a bomba para Romero fazer a defesa em dois tempos.

O United deu o troco três minutos depois. Em uma troca de passes pela direita no ataque, Fellaini serviu Pogba para o francês finalizar e a bola desviar em Sánchez e tirar completamente do alcance de Onana. O placar foi aberto na Friends Arena.

E, seis minutos depois do gol, o Manchester quase fez o segundo com Valencia. O lateral-direito atacou pelo setor, invadiu a área e chutou forte para Onana espalmar. Essa foi praticamente a última finalização a gol no primeiro tempo.

A partida ficou equilibrada e, aos poucos, o Ajax foi ganhando terreno no campo de defesa do clube inglês que, no banho-maria, conseguiu segurar os ímpetos dos holandeses. E, dessa maneira, a etapa inicial terminou com vitória parcial dos Reds Devils.

A etapa complementar mal começara e, aos dois minutos, o Manchester United fez o segundo gol. Após escanteio cobrado pela direita, Smalling desviou de cabeça e Mkhitaryan, que se adiantou do marcador e desviou para ampliar a vantagem.

Com o resultado favorável, os Diabos Vermelhos praticamente jogaram para administrar o resultado e, mesmo assim, não deram chances para a agremiação dos Países Baixos chegarem à meta de Romero. Aos 19, Pogba cruzou da direita na medida para Fellaini, que cabeceou para defesa de Onana.

O Manchester United continuou com a sua efetiva marcação e não permitiu que a rápida e jovem equipe do Ajax chegasse em sua área. A tática deu tão certo que as principais chances dos Godenzonen aconteceram apenas com chutes de fora da área, aos 20 com Ziyech, aos 35 com De Ligt e aos 38 com Sánchez, mas todas as finalizações passaram por cima do gol defendido pelo camisa 20.

E, quando a decisão estava em seus momentos finais, aos 40 minutos, os Reds Devils tiveram uma excelente chance de fazer o terceiro gol. Lingard recebeu em seu campo de defesa, conduziu a bola por todo o campo de defesa do Ajax, invadiu a área e, na hora de finalizar, foi desarmado por Sánchez. No lance seguinte, Van de Beek, que entrou no lugar de Schöne, cortou o marcador e finalizou para defesa tranquila de Romero.

E, nos acréscimos, aos 49, David Neres, o único brasileiro em campo e que substituiu Douberg, recebeu e ficou cara a cara com o goleiro argentino, tentou encobri-lo, mas Valencia chegou a tempo para evitar o gol de honra do time holandês. E, fim de jogo na Friends Arena: Ajax 0, Manchester United 2.

Manchester United e Ajax entraram em campo pela final da UEFA Europa League para salvar a temporada de ambos depois de fracassarem em seus respectivos campeonatos nacionais. O Ajax perdeu o título holandês na última rodada, enquanto os Diabos Vermelhos focaram suas atenções nessa disputa porque era a única forma do time de Old Trafford disputar uma competição europeia na próxima temporada. Assim, na Friends Arena, José Mourinho pôs para marcar os meias habilidosos da equipe holandesa e, dessa forma, anulou o setor criativo do adversário, que tinha como uma de suas principais armas para escapar dos marcadores do treinador português o drible, principalmente os de Touré. No entanto, a marcação avançada para as roubadas de bola do United foram eficientes no primeiro tempo. No segundo tempo, o gol marcado logo no início, deu ainda mais tranquilidade para os comandados de José Mourinho que praticamente levaram o jogo no banho-maria até o final e, com um excelente esquema de marcação, o Ajax praticamente não assustou Romero que, ao longo de todo o segundo tempo, só pegou na redonda duas vezes, pois as outras finalizações da equipe alvirrubra holandesa foram de fora da área e por cima da meta. E, assim, da mesma forma que começou a temporada, o United termina: campeão.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Fase de grupos (Grupo A):
15/09/2016 – Feyenoord (HOL) 1×0 Manchester United (ING) – De Kuip, Roterdã
29/09/2016 – Manchester United (ING) 1×0 Zorya Luhansk (UCR) – Old Trafford, Trafford
20/10/2016 – Manchester United (ING) 4×1 Fenerbahçe (TUR) – Old Trafford, Trafford
03/11/2016 – Fenerbahçe (TUR) 2×1 Manchester United (ING) – Şükrü Saracoğlu Stadium, Istambul
24/11/2016 – Manchester United (ING) 4×1 Feyenoord (HOL) – Old Trafford, Trafford
08/12/2016 – Zorya Luhansk (UCR) 0x2 Manchester United (ING) – Chornomorets Stadium, Odessa
Segunda fase:
16/02/2017 – Manchester United (ING) 3×0 Saint-Étienne (FRA) – Old Trafford, Trafford
22/02/2017 – Saint-Étienne (FRA) 0x1 MAnchester United (ING) – Stade Geoffroy-Guichard, Saint-Étienne
Oitavas-de-final:
09/03/2017 – Rostov (RUS) 1×1 Manchester United (ING) – Olimp-2, Rostov
16/03/2017 – Manchester United (ING) 1×0 Rostov (RUS) – Old Trafford, Trafford
Quartas-de-final:
13/04/2017 – Anderlecht (BÉL) 1×1 Manchester United (ING) – Constant Vanden Stock Stadium, Anderlecht
20/04/2017 – Manchester United (ING) 2×1 Anderlecht (BÉL) – Old Trafford, Trafford
Semifinais:
04/05/2017 – Celta de Vigo (ESP) 0x1 Manchester United (ING) – Balaídos, Vigo
11/05/2017 – Manchester United (ING) 1×1 Celta de Vigo (ESP) – Old Trafford, Trafford
Final:
24/05/2017 – Ajax (HOL) 0x2 Manchester United (ING) – Friends Arena, Estocolmo

FICHA TÉCNICA: AJAX (HOL) 0x2 MANCHESTER UNITED (ING)
Competição/fase:
UEFA Europe Ligue 2016/2017 – final (jogo único)
Local: Friends Arena, Estocolmo, Suécia
Data: 24 de maio de 2017, quarta-feira – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (ESL)
Assistentes: Jure Praprotnik (ESL) e Robert Vukan (ESL)
Cartões Amarelos: Mkhitaryan, Fellaini e Mata (Manchester United); Veltman, Younes e Riedewald
Gols: Pogba, aos 17 min do 1º tempo (0-1); e Mkhitaryan, aos 2 min do 2º tempo (0-2)
AJAX (HOL): 24.Onana; 3.Veltman, 5.Sánchez, 36.De Ligt e 4.Riedewald (21.De Jong); 20.Schöne (30.Van de Beek), 10.Klaassen e 22.Zlyech; 11.Younes, 9.Traroé e 25.Dolberg (77.David Neres). Técnico: Peter Bosz
MANCHESTER UNITED (ING): 20.Romero; 25.Valencia, 12.Smalling, 17.Blind e 36.Darmian; 21.Herrera, 8.Mata (10.Rooney), 22.Mkhitaryan (14.Lingard), 27.Fellaini e 6.Pogba; 19.Rashford (11.Martial). Técnico: José Mourinho

Parabéns ao Manchester United Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

UEFA sorteou os duelos das semifinais da Champions e Liga Europa

Sorteios dos confrontos das semifinais da Champions e Liga Europa fo foram realizados na sede da UEFA. Créditos: Getty Images

Nesta sexta-feira (21), a UEFA realizou em sua sede, em Nyon, na Suíça, os sorteios dos confrontos das semifinais de suas duas principais competições interclubes: UEFA Champions League e UEFA Europa League. As duas competições terão, respectivamente, suas finais realizadas em Cardiff, no País de Gales, e Estocolmo, na Suécia.

Pela principal competição da entidade, as semifinais foram definidas entre Real Madrid x Atlético de Madrid de um lado, e Monaco x Juventus do outro.

Os rivais da capital espanhola se enfrentam em dois duelos em clima de revanche para os Colchoneros. Afinal, os dois fazem uma reedição da final da última temporada, que foi vencida pelos Merengues nos pênaltis. Aliás, na história da competição, o Real Madrid levou a melhor diante do rival em outras três ocasiões: nas semifinais da edição de 1958/59, a final da temporada 2013/14 e eliminou o adversário nas quartas-de-final no biênio 2014/15. Na atual temporada, pela Liga Espanhola, as equipes de Zinedine Zidane e de Diego Simeone se enfrentaram duas vezes, com vitória de 3 a 0 dos comandados do técnico francês e um empate em 1 a 1 no Santiago Bernabéu. Os dois confrontos serão realizados nos dias 2 e 10 de maio, sendo o primeiro na casa do Real e o segundo no Vicente Calderón, logo, ambos em Madri.

A outra semifinal será entre Monaco e Juventus. Na história, os dois clubes se enfrentaram nas semifinais da temporada 1997/98 e nas quartas-de-final de 2014/15 e, em ambas, a Vecchia Signora levou a melhor. Na primeira, a Juve derrotou a equipe do Principado por 4 a 1 na ida e perdeu por 3 a 2 na volta. Mas, na final, os bianconeros foram derrotados pelo Real Madrid por 1 a 0, com gol de Mijatović. E o outro confronto, válido pelas quartas-de-finais, a Juventus se classificou ao vencer o Monaco por 1 a 0 no primeiro jogo (gol de Arturo Vidal, atualmente no Bayern de Munique, cobrando pênalti) e o duelo de volta terminou em 0 a 0. Agora, os confrontos ocorrerão em 3 e 9 de maio, sendo a ida no Stade Louis III, em Mônaco, e a volta no Juventus Stadium.

No sorteio da outra competição da UEFA ficou determinado que Ajax e Lyon farão uma das semifinais enquanto Celta de Vigo e Manchester United medirão forças na outra semi.

Holandeses e franceses já fizeram quatro jogos entre si, mas todos válidos pela fase de grupo da UEFA Champions League. O Ajax venceu os dois jogos feitos na temporada 2002/03 – 2 a 1 em casa e 2 a 0 fora – e, em 2011/12, os dois times empataram em 0 a 0 em dois compromissos. Os embates serão realizados nos dias 3 e 11 de maio.

Enquanto isso, Celta de Vigo e Manchester United nunca se enfrentaram em competições de clubes da UEFA. O desempenho do clube espanhol contra ingleses é de cinco vitórias e quatro derrotas, sendo que perderam os últimos três jogos contra equipes da terra da rainha. Já o desempenho dos Diabos Vermelhos diante de espanhóis, em 47 jogos, é de 12 vitórias, 16 derrotas e 19 empates. O atacante do Celta, Giuseppe Rossi, defendeu as cores do clube do Old Trafford de 2004 a 2007. As duas equipes farão os confrontos que, até então eram inéditos, nos dias 4 e 11 de maio.

A decisão da UEFA Champions League ocorrerá no dia 3 de junho no National Stadium Of Wales, em Cardiff, no País de Gales, enquanto a final da UEFA Europa League, por sua vez, será realizada no Friends Arena, em Estocolmo, na Suécia, no próximo dia 24 de maio.

E que tenhamos excelentes jogos em ambas semifinais.

Por Jorge Almeida

Ex-jogadores do Manchester United lançarão em SP boné do clube a convite da New Era

New Era lançará bonés do Manchester United nas versões 59FIFTY, 9FIFTT e 9FORTY ADJUSTABLE. Crédito: divulgação

Torcedores ficarão cara a cara com as lendas do clube, os ex-jogadores Mikael Silvestre e Bryan Robson, na loja New Era do Shopping Ibirapuera. Além disso, marca lança novos modelos de bonés do time inglês.

São Paulo, abril 2017 – A New Era, maior marca de headwear do mundo, abre as portas de suas lojas para sessão de autógrafos com os ex-jogadores Mikael Silvestre e Bryan Robson, ídolos do time Manchester United, o clube de futebol mais famoso e bem sucedido do mundo. Os eventos acontecerão no dia 4 de abril, no shopping Anália Franco, das 11h ao 12h30; e dia 5 de abril no Shopping Ibirapuera, das 12h às 13h.

Para celebrar a vinda dos jogadores do Manchester United para o Brasil, a New Era lança em todas as lojas da marca no país, os novos modelos de bonés do time, nas versões 59FIFTY, 9FIFTT e 9FORTY ADJUSTABLE.

Presentes na tour, Mikael Silvestre é ex-jogador do time e ganhador de quatro Premiere Leagues pelo Manchester United e a UEFA Champions League, além de disputar mais de 40 jogos pela seleção francesa, sendo vice-campeão do mundo de 2006. Já Bryan Robson, que jogou por 13 anos no time inglês, venceu duas Pemiere Leagues e é considerado o terceiro jogador que mais vestiu a braçadeira de capitão da seleção. Após a passagem pela cidade do Rio de Janeiro, em 2016, durante a primeira edição do projeto “I Love United”, o time inglês volta ao Brasil, para se aproximar dos fãs e incentivar jovens talentos do futebol em São Paulo.

Lançamento novos modelos Mancherter United @ Lojas New Era
– 4 de abril, terça feira, das 11h as 12h30h
Loja New Era Shopping Anália Franco – Av. Reg. Feijó, 1739 – Tatuapé, São Paulo
Aberto ao público

– 5 de abril, quinta-feira, das 12h as 13h
Loja New Era Shopping Ibirapuera  – Av. Ibirapuera, 3103 – Moema, São Paulo
Aberto ao público

Serviço
New Era
http://www.neweracap.com.br/
Tel.: (11) 3312-2333
sac@marc4.com.br

Sobre a New Era:
A New Era, com sede no Brasil, é a maior marca de headwear (bonés e outros acessórios para a cabeça) do mundo. A marca norte-americana, com mais de 96 anos de história, é a fabricante oficial do boné da MLB, Major League of Baseball (Liga Oficial de Baseball Norte-Americana), é também fabricante oficial dos bonés da NFL, National Football League (Liga Nacional de Futebol Americano dos EUA) e criadora do emblemático 59FIFTY, criado em 1954 é o boné de aba reta produzido em diversos tamanhos para um encaixe perfeito.

Atualmente possui as licenças exclusivas de importantes ligas e marcas esportivas, como MLB; NFL; NHL, National Hockey League (Liga Nacional de Hockey no Gelo, dos EUA); NBA, National Basketball Association (Associação Nacional de Basquete, dos EUA); e a produção de bonés oficiais dos clubes brasileiros Atlético Paranaense, Cruzeiro, Fortaleza, Fluminense e Botafogo, além da produção dos modelos licenciados dos principais times do país. A coleção New Era ainda conta com as linhas da Red Bull, nas versões Soccer, Racing e Infiniti, Warner, Hasbro, Disney. A marca foi a primeira do segmento a fazer parcerias com bandas de rock, grafiteiros, estúdios de cinema e artistas brasileiros, seguindo a sua principal bandeira: contribuir para que seus consumidores expressem o seu estilo.

Créditos: Agência Lema

Definição dos confrontos das quartas da Liga Europa

UEFA realizou o sorteio dos confrontos das quartas-de-final da UEFA Europa League 2016/2017. Créditos: Getty Images

Poucos minutos após o término do sorteio dos confrontos válidos pelas quartas-de-final da UEFA Champions League, a UEFA realizou nesta sexta (17) o sorteamento de sua segunda competição interclubes mais importante: a UEFA Europa League. Os jogos de ida acontecerão no dia 13 de abril e os de volta na semana seguinte, no dia 20. Destaque para os embates entre Anderlecht e Manchester United, e Ajax versus Schalke 04.

O Anderlecht começará a sua participação nas quartas-de-final da Liga Europa recebendo em casa o Manchester United e tentará sua sorte no Old Trafford no jogo de volta. Os Paars-wit venceu três e perdeu outras três partidas contra os Diabos Vermelhos em sua história, incluindo aí os acachapantes 10 a 0 para os Reds Devils na temporada 1956/1957. Além disso, o principal reforço dos ingleses, o sueco Zlatan Ibrahimović, quando encarou a equipe belga da última vez, marcou quatro gols defendendo as cores do PSG na fase de grupos da UEFA Champions League de 2013/2014. Outra estatística que pesa para o Anderlecht é que ele nunca vencera as 15 partidas que fizera na Inglaterra em competições europeias, acumulando treze derrotas e dois empates. E a última vez que o United enfrentou um clube belga aconteceu nos play-offs da Champions de 2051/2016. Na ocasião, o time de Old Trafford bateu o Brugge por 7 a 1. Pela camisa, pelo elenco e pelo dinheiro, o Manchester United é o favorito no confronto.

Celta de Vigo e Genk medirão forças primeiramente em Vigo, e depois na Bélgica. Em seu currículo de participação em torneios europeus, os Célticos só enfrentaram um clube belga, que foi o Brugge em 2003/2004 e os dois duelos, válidos pela fase de grupo da Champions, terminaram empatados. Já o Genk, em seu confronto contra espanhóis, perdera por 5 a 3 para o Athletic de Bilbao pela fase de grupos da UEFA Europa League.

Dos embates nesta fase da competição, o duelo entre Ajax e Schalke 04 é o único que tem dois vencedores do torneio em edição anteriores. Os holandeses levaram o caneco em 1991/1992 e os alemães em 1996/1997. Defendendo agora os Azuis Reais, o atacante Klaas-Jan Huntelaar, defendeu o Ajax por três temporadas (entre 2006 e 2009) marcando mais de 100 gols. E da última vez que os Goldenzonen enfrentaram um clube alemão foi diante do Borussia Dortmund, pela fase de grupos da Champions 2012/2013, que terminou com vitória dos aurinegros por 4 a 1. Contudo, apesar disso, o retrospecto dos holandeses em casa contra os germânicos é favorável: 12 vitórias em 14 jogos.

E o Lyon receberá o Besiktas no duelo de ida dessa quartas-de-final e irá tentar buscar a sua classificação na Turquia. Curiosamente, as duas equipes nunca se enfrentaram em um jogo oficial. O Lyon não duela contra times turcos desde a fase de grupos da Champions League de 2004/2005. Naquela ocasião, o time francês bateu o Fenerbahçe duas vezes: 3 a 1 em Istambul e 4 a 2 em casa. Já o Besiktas, por sua vez, está invicto contra clubes franceses em seu território – duas vitórias e um empate -, mas perderam todos os três jogos que fez em viagens à França.

A final da UEFA Europa League será disputada em 24 de maio de 2017, na Friends Arena, em Solna, Estocolmo, na Suécia.

A seguir, as datas e os locais dos confrontos das quartas-de-final da UEFA Europa League.

Data – Confronto – Local:
Ida:
13/04/2017 – Anderlecht (BÉL) x Manchester United (ING) – Constant Vanden Slock Stadium, Anderlecht
13/04/2017 – Celta de Vigo (ESP) x Genk (BÉL) – Balaídos, Vigo
13/04/2017 – Ajax (HOL) x Schalke 04 – Amsterdam Arena, Amsterdã
13/04/2017 – Lyon (FRA) x Besiktas (TUR) – Parc Oympique Lyonnais, Décines-Charpieu

Volta:
20/04/2017 – Manchester United (ING) x Anderlecht (BÉL) – Old Trafford, Manchester
20/04/2017 – Genk (BÉL) x Celta de Vigo (ESP) – Luminus Arena, Genk
20/04/2017 – Schalke 04 (ALE) x Ajax (HOL) – Veltins-Arena, Gelsenkirchen
20/04/2017 – Besiktas (TUR) x Lyon (FRA) – Vodafone Arena, Istambul

Por Jorge Almeida

Manchester United: campeão da Copa da Liga Inglesa 2016-2017

Jogadores do Manchester United erguem a taça da Copa da Liga Inglesa depois de baterem o Southampton em Wembley. Créditos: Getty Images
Jogadores do Manchester United erguem a taça da Copa da Liga Inglesa depois de baterem o Southampton em Wembley. Créditos: Getty Images

O Manchester United derrotou o Southampton por 3 a 2 na final da Copa da Liga Inglesa 2016-17 no lendário Wembley Stadium, em Londres, neste domingo (26) e conquistou a competição pela quinta vez em sua história. Depois de abrir 2 a 0 com gols de Ibrahimović e Langard, os Diabos Vermelhos ainda sofreram o empate com dois tentos do italiano Gabbiadini que, ainda, marcara um gol que foi erroneamente invalidado pela arbitragem, mas o centroavante sueco anotou o terceiro gol dos Reds Devils nos minutos finais da partida. Esse foi o segundo título da era Mourinho à frente do United. Além disso, o treinador português segue invicto em finais de copas disputadas na Inglaterra.

A decisão começou com o Manchester United criando a primeira oportunidade de gol logo aos três minutos. Ibrahimović serviu Pogba, que arriscou da intermediária para Forster espalmar e a defesa afastar. Aos 10, o Southampton balançou as redes com o italiano Gabbiadini, que aproveitou o cruzamento rasteiro da direita, mas a arbitragem, erroneamente, marcou impedimento do camisa 20. Três minutos depois, a equipe do sul da Inglaterra chegou novamente com Redmond, que chutou mal e não levou perigo à meta de De Gea.

Até os 15 minutos, os Saints estavam melhores na partida diante dos Red Devils. Contudo, aos 18 minutos, Zlatan Ibrahimović, em cobrança de falta, fez 1 a 0 para o United. Depois do tento, o Southampton sentiu o revés, mas, aos poucos, foi controlando as ações da partida e fez de tudo para buscar o empate. Aos 27, Ward-Prowse arriscou da meia-lua em um chute rasteiro e De Gea espalmou. Cinco minutos depois, o goleiro espanhol salvou o United de novo depois da finalização de Tadić.

Aos 38 minutos, os Diabos Vermelhos chegaram tocando pela esquerda até que Rojo rolou para Lingard, dentro da área, que dominou e finalizou no canto esquerdo de Forster para ampliar a vantagem da equipe de Old Trafford: 2 a 0. E, antes do intervalo, o Southampton descontou com o esforçado Gabbiadini. Aos 46, em cruzamento da direita para o meio da área, o camisa 20 desviou e a bola entrou no gol do Manchester United: 2 a 1.

O gol marcado no final da etapa inicial motivou o Southampton que, no começo do tempo complementar, fez uma verdadeira blitze no campo de defesa dos Reds Devils. Logo aos dois minutos, o zagueiro japonês Yoshida levou a bola na área para Redmond emendar de primeira e exigir uma ótima defesa de De Gea. No minuto seguinte, depois da cobrança de escanteio, a zaga do United afastou parcialmente, a redonda voltou para área, ninguém afastou e Gabbiadini desviou a bola para empatar a decisão.

O empate motivou os comandados de Claude Puel para buscarem a virada no placar e, determinados a isso, continuaram a dominar o jogo. Aos 17, após o córner, Romeo cabeceou e acertou a trave, quase a virada do Southampton. Antes disso, aos 13, Ibra também esteve perto de pôr o United à frente, mas Forster impediu.

A bola na trave fez com que o Manchester United mudasse de postura e partisse em igualar as ações do jogo para não ser surpreendido pelo adversário. Assim, os Diabos Vermelhos passaram a atacar mais e levou perigos em alguns lances. Aos 26, por exemplo, em uma boa investida no ataque do United, o zagueiro Yoshida travou Lingard antes da finalização do camisa 14, que foi substituído por Rashford.

Antes de ser substituído, aos 31, Lingard recebeu na área e, sozinho, pegou muito embaixo e mandou por cima da meta. Cinco minutos depois, Redmond tentou, porém, a bola desviou na defesa e saiu pela linha de fundo.

A partida se encaminhava para uma prorrogação, mas os Reds Devils estavam a acreditar que o gol do título era uma questão de minutos. Aos 39, Ibra recebeu na esquerda e tocou para Rashford, que bateu cruzado para boa defesa de Forster. Até que, aos 41, o Manchester puxou um contragolpe iniciado por Zlatan e, em um cruzamento perfeito de Ander Herrera, o centroavante sueco cabeceou firme para marcar o terceiro gol de sua equipe e deixar o United a um passo do título.

Com a vantagem no placar novamente, restou ao Manchester United administrar o resultado e, aos 49 minutos, o árbitro André Marriner encerrou a partida em Wembley: Manchester United 3, Southampton 2. E, assim, os Diabos Vermelhos conquistam pela quinta vez em sua história a Copa da Liga Inglesa e se iguala a Chelsea e Aston Villa em número de taças dessa competição. O maior vencedor segue sendo o Liverpool com oito conquistas.

Manchester United e Southampton chegaram à decisão em situações bem peculiares. Os Diabos Vermelhos vem de uma maratona de jogos (além da Copa da Liga Inglesa, disputam a Copa da Inglaterra, a Liga Europa e a Premiere League), enquanto os Saints tiveram quinze dias de preparação para essa decisão, uma vez que até então só disputavam o campeonato inglês e o certame que foi decidido hoje. Pela tradição e pela camisa, o Manchester United, detentor dos títulos de 1992, 2006, 2009 e 2010 da competição, era o franco favorito, uma vez que seu adversário tem em seu currículo apenas uma Copa da Inglaterra conquistada na temporada 75/76 justamente contra o próprio United e chegou ao vice-campeonato da Copa da Liga Inglesa em 1979 quando perdeu para o Notthingam Forest por 3 a 2. Mas, na atual edição, o Southampton veio com moral para essa final porque deixou duas das principais equipes inglesas pelo caminho – Arsenal e Liverpool- e, ainda, havia chegado à decisão invicta e sem sequer ter tomado um gol.

Durante a maior parte do jogo, o Southampton estava disposto em buscar pelo título, jogou melhor, criou as principais chances da partida, marcou bem a equipe de José Mourinho. Além disso, foi prejudicado absurdamente pela arbitragem que marcou de forma equivocada o impedimento do atacante italiano Gabbiadini. O United, no primeiro tempo, foi mais eficiente: de três finalizações, fez dois gols. No entando, o Southampton e, especialmente, Gabbiadini foram contemplados e, na raça, buscaram o empate e estavam heroicamente conduzindo a partida para a prorrogação e no momento que a equipe de Manchester era melhor na partida. Porém, um erro mortal do sistema defensivo permitiu que o United chegasse ao terceiro gol. A marcação falhou e deixou Ibra sozinho dentro da área para fazer o gol do título. Evidentemente, Zlatan será enaltecido como o principal nome da decisão por conta dos dois gols que marcou. No entanto, Gabbiadini merece ser lembrado como um dos principais jogadores da final, pois só não fez um hat-trick por conta do erro grotesco do assistente que invalidou um gol legítimo marcado por ele.

O próximo desafio do campeão Manchester United será no próximo sábado (4) diante do Bournemouth, no Old Trafford, pela 27ª rodada do Campeonato Inglês. No mesmo dia, o Southampton irá até o Vicarage Road medir forças contra o Watford pelo mesmo campeonato.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Terceira fase:
21/09/2016 – Northampton Town 1×3 Manchester United – Sixfields Stadium, Northampton
Oitavas-de-final:
26/10/2016 – Manchester United 1×0 Manchester City – Old Trafford, Manchester
Quartas-de-final:
30/11/2016 – Manchester United 1×0 West Ham – Old Trafford, Manchester
Semifinais:
10/01/2017 – Manchester United 2×0 Hull City – Old Trafford, Manchester
26/01/2017 – Hull City 2×1 Manchester United – KCOM Stadium, Kingston upon Hill
Final:
26/02/2017 – Manchester United 3×2 Southampton – Wembley Stadium, Londres

FICHA TÉCNICA: MANCHESTER UNITED 3×2 SOUTHAMPTON
Competição/fase: Copa da Liga Inglesa 2016-17 – final (jogo único)
Local: Wembley Stadium, Londres (Inglaterra)
Data: 26 de fevereiro de 2017, domingo, 13h30 (horário de Brasília)
Árbitro: André Marriner
Cartões Amarelos: Herrera e Lingard (Manchester United); Romeu e Stephens (Southampton)
Gols: Ibrahimović, aos 19 min do 1º tempo (1-0); Lingard, aos 38 min do 1º tempo (2-0); Gabbiadini, aos 46 min do 1º tempo (2-1) e aos 3 min do 2º tempo (2-2); e Ibrahimović, aos 42 min do 2º tempo (3-2)
MANCHESTER UNITED: 1.De Gea; 25.Valencia, 3.Bailly, 12.Smalling e 5.Rojo; 21.Herrera, 6.Pogba, 8.Mata (16.Carrick), 11.Martial (27.Felaini) e 14.Lingard (19.Rashford); 9.Ibrahimović. Técnico: José Mourinho
SOUTHAMPTON: 1.Forester; 2.Cédric, 3.Yoshida, 24.Stephens e 21.Bertrand; 8.Davis (9.Rodriguez), 14.Romeu, 16.Ward-Prowse, 22.Redmond e 11.Tadić (19.Boufal); 20.Gabbiadini (7.Long). Técnico: Claude Puel

Parabéns ao Manchester United Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

Manchester United: campeão da Copa da Inglaterra 2015/2016

O técnico holandês Louis van Gaal ergue o troféu da Copa da Inglaterra. Foto: Empics
O técnico holandês Louis van Gaal ergue o troféu da Copa da Inglaterra. Foto: Empics

O Manchester United venceu de virada o Crystal Palace por 2 a 1 na final da Copa da Inglaterra, realizada neste sábado (21) no Estádio de Wembley, em Londres, e faturou pela 12ª vez o torneio de futebol mais velho do mundo. Os Reds Devils sofreram primeiro com o gol de Puncheon, mas Mata empatou no tempo normal. Na prorrogação, e com um jogador a menos, o United virou o jogo com um golaço de Lingard. A conquista pode marcar a despedida do técnico holandês Louis van Gaal.

A final da competição mais velha do mundo começou da forma previsível: o Manchester United mantendo a posse e tentando passar pela defesa do Crystal Palace, que ficara recuado à espera de contragolpes, especialmente pelas pontas.

Os Diabos Vermelhos foram quem criou as primeiras oportunidades. Aos 11, Blind cobrou escanteio pela esquerda e Fellaini cabeceou à esquerda do gol. Aos 22, Mata chutou cruzado e rasteiro dentro da área e o goleiro Hennessey espalmou. A equipe londrina em duas tentativas de puxar contra-ataques foi prejudicada pela arbitragem por não dar lei da vantagem. ´

Mas a melhor oportunidade da etapa inicial foi do United. Aos 32, Rashford fez grande jogada individual e tocou na medida para Martial, que bateu de dentro da área e acertou Ward. E na parte final do primeiro tempo, o Crystal Palace adiantou a marcação, mas a posse de bola permaneceu na maior parte do tempo com United. Mesmo assim, o placar não saiu do 0 a 0.

Na etapa complementar, o panorama não mudou. Os Reds Devils manteve mais a posse, ditou o ritmo e quase abriu o placar aos 7. Rashford deu lindo passe para Fellaini, que, na cara do gol, soltou a bomba e a bola explodiu no travessão. As Águias londrinas não ameaçou a meta de De Gea até então. Aos 16, foi a vez de Martial acertar a trave de novo. Valencia cruzou na medida para o camisa 9 cabeceou e a redonda “beijou” a trave direita de Hennessey.

A partida deu uma esfriada até que Cabaye deu lugar a Puncheon. E, em menos de dez minutos em campo, o camisa 42 deu esperança à torcida do Crystal Palace. Aos 33, Puncheon cobrou escanteio, Fellaini afastou, a bola sobrou na intermediária e foi alçada novamente para dentro da área, assim, Puncheon, veio de trás e, sem ângulo, soltou a pancada para fazer 1 a 0 para o Palace.

Contudo, a alegria da equipe da zona sul de Londres durou apenas três minutos. Rooney fez fila, levou para linha de fundo, cruzou, Fellaini ajeitou no peito para Mata emendar de primeira e empatar a peleja – a bola desviou em Ward antes de ir às redes: 1 a 1.

O jogo ficou aberto, mas as duas equipes não criaram chances de gol claras até os 49, quando Zaha chutou e a esférica balançou as redes do lado de fora. Dessa forma, a decisão foi para o tempo extra.

No primeiro tempo da prorrogação, o Manchester United manteve a posse e o Crystal Palace querendo investir em contra-ataques. A primeira boa oportunidade veio aos 7 com Rooney, que arriscou de longe e a bola passou com perigo pela meta adversária. Todavia, aos 12, o Crystal Palace deu o troco: lançamento na área do United, Blind tira, Bolasie emendou de primeira e De Gea deu um leve tapa para o córner. E, antes do primeiro tempo extra acabar, os Reds Devils perdeu Smilling, que foi expulso aos 15 minutos  depois de levar o segundo amarelo.

Com a vantagem numérica, o Crystal Palace quis tirar proveito no início do segundo tempo da prorrogação e teve uma excelente oportunidade no primeiro minuto com Bolasie, que recebeu de Gayle e ficou na frente do gol para chutar de bico e De Gea defender com o pé e salvar o United.

Mas, aos seis, o castigo para o Palace. Valencia fez boa jogada individual pela direita, cruzou rasteiro, a zaga afastou parcialmente e Lingard pegou de primeira acertou o ângulo, sem chances de defesa para Hennessey. É a virada do Manchester United.

Na sequência, quase veio o empate do Crystal Palace. No minuto seguinte, Jedinak finalizou de fora e a bola sai raspando a trave. Depois da virada, os comandados de Van Gaal recuaram e ficaram à espera do apito final. Enquanto isso, o Crystal Palace teve um último suspiro de buscar o empate através de Zaha. Aos 15 minutos, o camisa 11, em jogada individual, avançou, mas chutou por cima, longe do gol.

E, assim, como em 1990, quando os dois clubes fizeram a final da Copa da Inglaterra, o vencedor foi o mesmo: Manchester United que é, a partir de agora, ao lado do Arsenal, os maiores campeões do torneio, com doze títulos para cada.

Crystal Palace e Manchester United chegaram à decisão da Copa da Inglaterra com objetivos distintos. Enquanto os Diabos Vermelhos queriam terminar a temporada com um título pelo menos, pois não conseguiu vaga para UEFA Champions League pelo Campeonato Inglês, o Crystal Palace buscava aquela que seria a sua maior conquista em 110 anos de história e, consequentemente, disputar a sua primeira competição europeia. O começo do jogo deixou bem claro como seria a decisão: o Manchester United partindo para cima, com mais posse de bola e o clube londrino à espera de contragolpes, especialmente com Zaha. A estratégia do técnico Alan Pardew até estava dando certo. Contudo, o árbitro Mark Clattenburg prejudicou o Crystal ao não dar a vantagem em dois lances em que os atacantes do Palace estariam em boas condições de fazer o gol, apesar de terem sofrido faltas. O time da capital inglesa conseguiu sair à frente com Puncheon no segundo tempo, mas Mata empatou em seguida e evitou o título inédito do adversário e levou a final para a prorrogação. E foi justamente no tempo extra que brilhou a estrela de Lingard, que substituiu Mata. O camisa 35 marcou um golaço e virou o jogo para os Reds Devils, que estava com um jogador a menos. Pelo volume de jogo e pelas oportunidades criadas, o Manchester United mereceu ser campeão. E quem vibrou também com a conquista do MUFC foi o West Ham, que herdou a vaga para a próxima UEFa EuropA League deixada pelo United através do Campeonato Inglês. Ou seja, mesmo se tivesse perdido a decisão, a equipe de Manchester estava garantida na competição europeia por conta do quinto lugar na Premier League e, como foi campeã da Copa da Inglaterra, que tem vaga direta ao torneio continental, o sexto colocado do Campeonato Inglês ficou com a vaga.

A conquista pode marcar a saída do técnico holandês Louis van Gaal do United, uma vez que o nome de José Mourinho está rondando os lados do time de Old Trafford.

Terceira fase:
09/01/2016 – Manchester United 1×0 Sheffield United – Old Trafford, Manchester
Quarta fase:
29/01/2016 – Derby County 1×3 Manchester United – Pride Park Stadium, Derby
Oitavas-de-final:
22/02/2016 – Shrewsbury Town 0x3 Manchester United – New Meadow, Shrewsbury
Quartas-de-final:
13/04/2016 – West Ham 1×2 Manchester United – Boleyn Ground, Londres
Semifinal:
23/04/2016 – Everton 1×2 Manchester United – Estádio de Wembley, Londres
Final:
21/05/2016 – Crystal Palace 1×2 Manchester United – Estádio de Wembley, Londres

FICHA TÉCNICA: CRYSTAL PALACE 1×2 MANCHESTER UNITED
Competição/fase: Copa da Inglatera (The FA Cup) 2015/2016 – final (jogo único)
Local: Estádio de Wembley, Londres, Inglaterra
Data: 21 de maio de 2016 – 13h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Mark Clattenburg
Cartões Amarelos: Dann e Delaney (Crystal Palace); Smilling, Rojo, Mata, Rooney e Fellaini e Lingard (Manchester United)
Cartão Vermelho: Smilling (Manchester United)
Gols: Puncheon, aos 33 minutos do 2º tempo (1-0); Mata, aos 36 min do 2º tempo (1-1) e Lingard, aos 4 min do 2º tempo da prorrogação (1-2)
CRYSTAL PALACE: 13.Hennessey; 2.Ward, 27.Delaney, 6.Dann (3.Mariappa) e 23.Souaré; 18.Mcarthur, 15.Jedinak, 11.Zaha, 10.Bolasie e 7.Cabaye (42.Puncheon); 21.Wickham (16.Gayle). Técnico: Alan Pardew
MANCHESTER UNITED: 1.De Gea; 25.Valência, 12.Smalling, 17.Blind e 5.Rojo (36.Darmian); 16.Carrick, 27.Fellaini, 10.Rooney, 8.Mata (35.Lingard) e 9.Martial; 39.Rashoford (18.Young). Técnico: Louis van Gaal

Parabéns ao Manchester United Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida