Exposição “Volpi: Pequenos Formatos” no MAM

Obra "Sem Título", de Volpi, em têmpera sobre tela produzida na década de 1970. Foto: Isis Naura
Obra “Sem Título”, de Volpi, em têmpera sobre tela produzida na década de 1970. Foto: Isis Naura

O Museu de Arte Moderna (MAM) está com a mostra “Volpi: Pequenos Detalhes” em exibição até o próximo domingo, 18 de dezembro, com cerca de 70 obras que relembram a carreira de Alfredo Volpi (1896-1988). São apresentados estudos e pinturas em pequenas dimensões do artista ítalo-brasileiro que pertencem à Coleção Ladi Biezus.

Com curadoria de Aracy Amaral e assistência de Paulo Portella Filho, a exposição abrange pinturas realizadas desde os anos 1930 até o final da década de 1970, passando pelo período impressionista inicial, da fase dos casarios, pelo período do abstracionismo geométrico das fachadas até chegar as fases finais como das bandeirinhas e das ogivas.

Um dos objetivos da exposição é mostrar o aspecto diferenciado de um artista tão aclamado e reconhecido como grande mestre da pintura brasileira do século XX. As obras, entre telas e desenhos sobre papel e azulejos feitos em menores dimensões, em média de 30×20 cm, que serviam como estudo antes que pintasse as telas maiores.

Organizadas em orientação cronológica para beneficiar a compreensão do desenvolvimento temporal da linguagem do artista, as obras estão expostas mostrando primeiramente os trabalhos feitos durante a juventude de Volpi, com imagens do cotidiano do bairro paulistano do Cambuci, que também é notável pela presença da figura urbana.

Em seguida, são apresentadas obras da década de 1940 caracterizadas por mostras as paisagens urbanas e marinhas das cidades de Mogi das Cruzes e Itanhaém, locais importantes para o artista, além de crianças e imagens de cunho religioso.

Na sequência, é a vez dos trabalhos produzidos entre as décadas de 1950 e 1970, focados em obras de caráter não figurativo e geometrizante, onde estão localizadas as célebres pinturas de casarios e fachadas arquitetônicas.

Apresentados em pequenos grupos, inseridos com textos da curadoria, há trabalhos em têmpera sobre papel, cartão e tela; óleos sobre madeira e sobre cartão; guache sobre papel; desenho sobre cartão; pastel sobre cartão, pintura sobre azulejo e óleo sobre tela colado em cartão.

Um dos destaques da mostra é a exibição de quatro pinturas sobre azulejo que Volpi produziu, na década de 1940, para Osirarte, empresa de azulejaria de Paulo Rossi Ozir, que solicitava encomendas para arquitetos e artistas.

Aliás, cabe aqui reforçar que Alfredo Volpi não datava seus trabalhos, porém, sua produção tem períodos específicos bem distintos.

Um fato importante é que Volpi não datava os trabalhos, mas sua produção tem períodos específicos bem distintos.

SERVIÇO:
Exposição: Volpi: Pequenos Detalhes
Onde: Museu de Arte Moderna (MAM) – Parque do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 3
Quando: até 18/12/2016; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada grátis aos domingos para o público em geral; crianças de até 10 anos e adultos com mais de 65 anos

Por Jorge Almeida

“Projeto Parede” do MAM homenageia François Morellet

A instalação “3D Bandes Décimées", do francês François Morellet. Foto: Isis Naura
A instalação “3D Bandes Décimées”, do francês François Morellet. Foto: Isis Naura

 

O Museu de Arte Moderna (MAM) realiza até o próximo domingo, 18 de dezembro, a instalação “3D Bandes Décimées”, que faz parte do Projeto Parede que homenageia o conceituado artista francês François Morellet, um dos maiores nomes da arte do século XX, falecido no último dia 11 de maio aos 90 anos, em Paris.

Instalada no corredor de acesso à Grande Sala do museu, a obra brinca com diversas formas abstratas criadas de forma invertida aos cálculos precisos utilizados pelo artista.

Em vídeo, o artista declarou que amava essa obra pela exatidão apresentada. Ao fazer um emparelhamento improvável, Morellet conseguia ajustar brincadeiras com sistemas matemáticos rigorosos. “Calculando a sequência de linhas, eu não imaginava a variedade de formas que seriam criadas, o que causa diversos pensamentos e criações de histórias sobre cada uma delas por parte do observador”, disse o artista em vídeo gravado em 2015.

Originalmente, o francês criou a obra em duas partes: em uma parede fez uma série reproduzida de sobreposição de linhas com um sistema matemático calculado e rigoroso; na outra parede, essas sequências são replicadas de forma invertida e negativa, criando formas aleatórias e abstratas. No MAM, apenas a parede de desenhos será apresentada no corredor entre a entrada do museu e a Grande Sala.

Co-fundador da arte cinética e arte ótica, sua obra antecipa muitas questões, procedimentos e materiais consagrados posteriormente pela arte contemporânea.

SERVIÇO:
Exposição:
Projeto Parede – 3D Bandes Décimées
Onde: Museu de Arte Moderna (MAM) – Parque do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 3
Quando: até 18/12/2016; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia-entrada); entrada grátis aos domingos para o público em geral; crianças de até 10 anos e adultos com mais de 65 anos

Por Jorge Almeida

Exposição “Natureza Franciscana” no MAM

Uma das obras "franciscanas" no MAM. Foto: Jorge Almeida
Uma das obras “franciscanas” no MAM. Foto: Jorge Almeida

A exposição “Natureza Franciscana” está em exibição no Museu de Arte Moderna até o próximo domingo, 5 de junho, e faz uma relação entre arte e ecologia, por meio de fotografias, desenhos, gravuras, vídeos, obras sonoras, objetos, esculturas, livro de artista e bordado. A mostra foi inspirada no “Cântico das Criaturas”, de São Francisco de Assis (1182-1226).

A exposição é organizada a partir da canção escrita por Francisco de Assis que, segundo o curador Felipe Chaimovich, pode ser considerado o fundador da ecologia. Os 37 trabalhos de diversos suportes (18 da coleção do museu e 19 emprestadas) foram selecionados pelo curador pelo fato de os artistas utilizarem elementos da natureza em suas produções e, conforme explica o curador, por terem relações a elementos descritos no “Cântico”: sol, ar, água, fogo, estrelas, terra, doenças e atribuições e, por fim, a morte.

A exposição tem início com o Sol sendo representado pela fotografia em cores “Lâmpada” (2002), de Lucia Koch, juntamente com os registros em preto e branco “The Celebration Of Light” (1991), de Marcelo Zocchio, e dos 12 livros da série “I Got Up” (1968-1979), do japonês On Kawara.

Enquanto a água é tematizada pelas fotografias “A Line In The Arctic #1” e “A Line In The Arctic #8” (2002), de Marcelo Moscheta, entre outras obras. Enfim, cada elemento mencionado no Cântico é representado por alguma produção.

Até, por fim, a morte ser representada por uma das últimas obras de José Leonílson, falecido em 1993. Percorrendo a exposição, a instalação sonora “Tudo Aqui” (2015), de Chiara Banfi, impetra por todo o espaço expositivo e abrange todos os elementos representados.

Entre os destaques estão a instalação “Dis-placement” (1996-1997), de Paulo Lima Buenoz, e uma série de fotografias em preto e branco de Nazareth Pacheco, de 1993. Ambas, para a exposição, são temáticas associadas às doenças e atribulações.

SERVIÇO:
Exposição: Natureza Franciscana
Onde: Museu de Arte Moderna (MAM) – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 05/06/2016; de terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia entrada); entrada gratuita para crianças de até 10 anos, adultos maiores de 65 anos e para o público em geral aos domingos

Por Jorge Almeida

Exposição “Educação Como Matéria Prima” no MAM

Vista parcial da exposição "Educação Como Matéria-Prima" no MAM. Foto: Jorge Almeida
Vista parcial da exposição “Educação Como Matéria-Prima” no MAM. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Moderna realiza até o próximo domingo, 5 de junho, a mostra “Educação Como Matéria Prima” que celebra os 20 anos do setor Educativo do museu com obras que usufruem processos educativos em suas execuções.

Segundo a dupla de curadores Daina Leyton e Felipe Chaimovich, a “presente mostra propõe situações de investigação e de encontro que partem da premissa de que todas as relações podem ser pedagógicas e de que as manifestações artísticas permitem imaginar o possível e o impossível, transcendendo a mera materialidade das obras e afetando a cultura e a sociedade”.

Dessa forma, a exposição foi a forma encontrada por artistas a ligar ações pedagógicas e às artes visuais. Ou seja, “as relações envolvidas no aprender e no ensinar são a matéria-prima de obras que se desenvolvem com a ação dos visitantes”, conforme explana o texto da mostra.

São expostos obras, entre inéditos ou do acervo do MAM, de nomes como Amílcar Packer, Evgen Bavcar, Graziela Kunssch, Jorge Menna Barreto, Luís Camnitizer, Paulo Bruschy e Stephan Doitschinoff.

SERVIÇO:
Exposição: Educação Como Matéria Prima
Onde: Museu de Arte Moderna (MAM) – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 05/06/2016; de terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (meia entrada); entrada gratuita para crianças de até 10 anos, adultos maiores de 65 anos e para o público em geral aos domingos

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Paisagem Opaca” no MAM

“Máquina Curatorial” (2009), do argentino Nicolás Guagnani no MAM. Foto: Jorge Almeida
“Máquina Curatorial” (2009), do argentino Nicolás Guagnani no MAM. Foto: Jorge Almeida

A exposição “Paisagem Opaca” segue em cartaz até a próxima sexta-feira, 11 de setembro, no Museu de Arte Moderna (MAM) e traz cerca de 30 obras do acervo do museu que “dialogam” com a mostra principal da instituição: a retrospectiva de Alberto da Veiga Guignard.

Exposta na sala Paulo Figueiredo, a mostra é fruto de inquietações sobre a visão e a representação do mundo, revela a subjetividade e propicia a oportunidade de notarmos a maneira de como os artistas contemporâneos constroem sua visão do mundo, em paisagens imaginadas em um plano.

A mostra apresenta telas de Tarsila do Amaral e José Pancetti, fotografias de Geraldo de Barros e Araquém Alcântara, obras de José Leonilson, um vídeo de Lia Chaia, além de esculturas e instalações.

Destaques também para “Paisagem Imaginária nº 313” (1969), um óleo sobre tela de Wega Nery; e “Máquina Curatorial” (foto), de 2009, do argentino Nicolás Guagnani.

SERVIÇO:
Exposição: Paisagem Opaca
Onde: Museu de Arte Moderna (MAM) – Parque do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 3
Quando: até 11/09/2015; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria fecha às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00; entrada gratuita para o público em geral aos domingos e para menores de 10 anos e maiores de 65

Por Jorge Almeida

“Metamorfoses e Heterogonia” no Projeto Parede do MAM

Muro do corredor do MAM com a instalação de Walmor Corrêa para o Projeto Parede do MAM. Foto: Jorge Almeida
Muro do corredor do MAM com a instalação de Walmor Corrêa para o Projeto Parede do MAM. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Moderna (MAM) apresenta em seu Projeto Parede a obra “Metamorfoses e Heterogonia”, de Walmor Corrêa, até a próxima sexta-feira, 11 de setembro. A instalação aborda a passagem dos jesuítas pelo Estado de São Paulo.

O catarinense Walmor Corrêa solidifica descrições perdidas da história científica do Brasil em pássaros que correspondem às descrições da fauna local feita pelo padre José de Anchieta, ou seja, a parede do corredor do MAM que liga a recepção com a Grande Sala se transforma em um museu de história natural com a obra de Corrêa.

O artista acrescenta à obra um mapa onde estão assinalados os pontos de sua suposta localização e cartazes anunciando eventos de biologia.

SERVIÇO:
Exposição: Metamorfoses e Heterogonia / Projeto Parede
Onde: Museu de Arte Moderna (MAM) – Parque do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 3
Quando: até 11/09/2015; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria fecha às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00; entrada gratuita para o público em geral aos domingos e para menores de 10 anos e maiores de 65

Exposição “Guignard – A Memória Plástica do Brasil Moderno” no MAM

“Paisagem imaginária de Minas” (1947), óleo sobre tela de Guignard, em exposição no MAM. Foto: Jorge Almeida
“Paisagem imaginária de Minas” (1947), óleo sobre tela de Guignard, em exposição no MAM. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Moderna (MAM) promove até a próxima sexta-feira,11 de setembro, a exposição “Guignard – A Memória Plástica do Brasil Moderno”, que reúne cerca de 70 obras de Alberto da Veiga Guignard, um dos maiores artistas brasileiros do século XX.

Com curadoria de Paulo Sergio Duarte, a retrospectiva, que trazem obras em diversos suportes – como óleo sobre tela, madeira, cartão ou papelão -, é dividida em três núcleos: natureza-morta, retratos e paisagens.

Os retratos são caracterizados pela simplicidade das fisionomias pelo fato de que Guignard não se atrelava ao realismo fotográfico. Geralmente, as pinturas eram de familiares, amigos, artistas, intelectuais, autorretratos e também representações de Jesus Cristo.

Já as naturezas-mortas do artista modernista, conforme observado pelo curador da mostra, Paulo Sergio Duarte, está “diante do aparecimento da arte, da grande arte”, assim como as maças de Cézanne.

Enquanto isso, as produções de Guignard voltados às paisagens se destacam pela atmosfera rica em tons de azul, caracterizadas em pinturas de casas e igrejas, assim como os famosos balões flutuantes que remetem à sua infância, e também as paisagens mineiras.

Entre os destaques estão “Léa e Maura” (cerca de 1940), “Natureza-morta com vasos de antúrios” (1952), “Paisagem imaginária de Minas” (foto), de 1947, e “Noite de São João” (1961), essa última constituída por três telas, todas em óleo sobre tela, assim como as citadas acima.

SERVIÇO:
Exposição: Guignard – A Memória Plástica do Brasil Moderno
Onde: Museu de Arte Moderna (MAM) – Parque do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 3
Quando: até 11/09/2015; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria fecha às 17h)
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00; entrada gratuita para o público em geral aos domingos e para menores de 10 anos e maiores de 65

Por Jorge Almeida